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18 Apr 04:22

RT @fabiohamaya: MANO HAHAHAHAHAHAHAHAHAHHAA #DoYouBleed http://t.co/NY0D4Cpsc5

by Pai Osias
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Author: Pai Osias
Source: Dabr
RT @fabiohamaya: MANO HAHAHAHAHAHAHAHAHAHHAA #DoYouBleed http://t.co/NY0D4Cpsc5
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29 Apr 15:48

sonofbaldwin: #TrueStory #Facts #Protest...



sonofbaldwin:

#TrueStory #Facts #Protest #InstitutionalizedRacism

13 May 13:43

These Creepy Ads for Synthetic Humans Have Britain All Freaked Out

by Tim Nudd

People in Britain who had settled in for a nice viewing of Prometheus this weekend were distressed, to say the least, when a realistic 30-second spot aired—completely unexplained—that advertised synthetic human housekeepers for sale.

"Meet Sally. The help you've always wanted," the freakishly soothing voiceover began, as a lovely though dead-eyed cyborg is seen folding sheets, organizing the kitchen and putting the kids to bed. "She is faster, stronger, more capable than ever before."

The ad then pitched a company called Persona Synthetics, which claims to make androids that are "closer to humans than ever before."



By Tuesday, there had been 100,000 searches for the brand on Google, and the website was nearing half a million visits. It was all a hoax, of course—a campaign from Channel 4 for Humans, a Black Mirror-esque futuristic drama.

Along with the TV spot, there are print ads, a fake store on Regent Street, social accounts and a mock auction on eBay inviting visitors to bid on a robot (sadly, no one met the £20,000 minimum bid). At the Regent Street store, two screens used Microsoft Kinect technology to show giant robot models reacting to the movements of the people watching.

It's freaky indeed, and we'll only be seeing more of this kind of stuff going forward. The ads are also beautifully made by in-house agency 4Creative, whose prior work included the stunning "Meet the Superhumans" ad for the 2012 Paralympic Games.






15 May 19:38

wiselwisel:

07 May 12:00

migas, vocês sabiam que se jogarem seus emails no formulariozinho ali no fim da página recebem os...

Lori

tirar o prego da bunda é importante

migas, vocês sabiam que se jogarem seus emails no formulariozinho ali no fim da página recebem os posts no conforto de suas caixas de entrada? e se quiserem comentar podem só clicar em “responder” e vira uma troca de emails como qualquer outra?

porque eu mesma só descobri essa semana e estou fascinada.



casal caminhando em direção à porta da livraria, eles saindo e eu entrando. escuto a moça falando com o rapaz, assim meio como quem se desculpa:

- eu achava que aqui era assim… uma livraria normal.

mas me deu uma vontade SELVAGEM de pular na frente dela gritando

POIS ENGANOU-SE

RÁÁÁ

SALCIFUFU


a sorte é que sou equilibrada, porque imediatamente depois:


- esse livro aqui que você me deu, ele está com um problema.

considerando que eu entrei aqui faz 15 segundos e ainda não dei nada pra ninguém ESSE PROBLEMA NÃO ME PERTENCE. EMA EMA EMA.

- ah, sim?

- ele veio sem o cd, olha só.

examino tudo mas não vejo nenhuma indicação de que o livro deveria vir acompanhado de algum cd em primeiro lugar.

- senhora, acho que foi algum engano. esse livro não vem com um cd incluído.
  
- eu sei! mas deveria, você não acha? 


- ah, claro. devia mesmo.



mas não ligue ainda, caro telespectador!


- oi, tudo bom? me ajuda? eu tava ali tomando um café e aí tive esse insight e preciso desse livro a-go-ra.

gente, o único insight que eu tenho bebendo café é quero minha cama. quero um cobertor. quero pão de queijo. quero uns atestado. quero fugir. quero um hotel barato mas não quero entrar no trivago para procurar porque odeio trivago. odeio aquele casal. odeio aquela merda daquela propaganda fofinha maldita.

- claro. qual é o livro?

- a divina comédia do allan kardec.


mano:

1. POR QUÊ?
2. onde compra esse café? alô anvisa?

fui digitando muito calmamente a  d i v i n a  c o m é d i a e apertando o botãozinho.

- mas você não vai botar allan kardec no autor?

- nah, melhor não.


quem provou desse café aê também foi a senhora que chegou capslouca e despontuada com as mãozinha cheia de minutos de sabedoria* e berrando:

- ONDE FICAM OS LIVROS COM SENTIDO EU QUERO UNS ASSIM SABE**


*nada contra, com meus 13 anos eu também tinha um exemplar e levava na mochila.
que pessoa tão (mais) doida era eu aos 13, viu.


PORÉM muito melhor que minutos de sabedoria era o livro da sorte, que você fazia a pergunta e rodava tipo leila lopes porque tinha respostas de cabeça pra cima e pra baixo. mencionei isso outro dia e me olharam com cara de “tá doentinha, né, deixa ela”, portanto eis a prova:



é tipo uma cruza de tarot com… realejo. sei lá. sensacional.



**se você não manjou os paranauê da indagação: livro com sentido = livro com moral da história = livros de fábulas.

ok? ok.

(EU SEI)



   
eu fui uma criança esquisita que passou mais tempo se revezando na casa das vizinhas solteironas do que interagindo com outras crianças. a mais velha delas tinha mais de 90 anos quando eu tinha uns 6 ou 7. ela pedia minhas barbies emprestadas para tirar medidas e fazia roupinhas, uns vestidos com cara de anos 50 sensacionais.

a mais nova morava no apartamento em cima do meu e não sabia programar o despertador. quando precisava acordar cedo descia o relógio dentro de uma bolsinha, que ficava pairando na frente da janela para completo desespero do cachorro. eu ajustava o horário e ela puxava a bolsinha de volta.

ela morreu na terça-feira, a última das minhas “amigas de infância”. 


(não me venham falar de spoiler de um livro de 1944.)

comprei esse livro em 2011. só acabei de ler agora (200 páginas e a fonte é grande, ou seja), depois de incontáveis viagens de ônibus. você pode argumentar que clarice não é a melhor das leituras para matar o tempo no transporte coletivo (especialmente os que eu frequento calada noite preta), mas serei obrigada a responder que tentei ler esse livro em TODOS OS LUGARES, POSIÇÕES, ESTADOS DE ESPÍRITO E CONDIÇÕES CLIMÁTICAS e só assim consegui terminar.

e restaram muitas dúvidas ainda.


joana é uma pessoa que pensa demais e deixa todos ao redor meio assim. a mãe morre quando ela é pequena. o pai morre uns anos depois. ela vai morar com os tios, que a colocam num internato logo em seguida. aí joana casa com otávio. mas otávio tinha uma noiva. e otávio continua pegando a ex noiva depois de casado. otávio engravida a ex noiva. ex noiva vai lá e conta pra joana. ~reserve.~

nesse por enquanto joana arruma esse cara esquisito e tem uma relação mais esquisita ainda com ele. o cara acha ela sensacional e única e enfim. a gente não sabe nada do cara porque joana achou melhor não perguntar. ~reserve.~

agora misture tudo:

otávio fica CONSTERNADO quando descobre que joana sabia da traição e do filho e continuava vivendo a vida sossegadamente pensando lá as loucurinhas dela. otávio sai de casa OFENDIDO chamando joana de víbora.

porque né. certo tava ele. então tá bom.

nisso o cara esquisito vai embora também, dando uma desculpinha.

então tá bom também.

resumidamente, ninguém aguenta o tranco.

título alternativo: i feeeeeeeel yooooooooou, johaaaaaannaaaaa.


(acho que a nível de clarice ainda prefiro o coleho pensante, viu)


eu não dou a cara pra bater porque sou muito destemida e heróica e oh meu deus que alminha livre.

eu dou a cara pra bater porque eu quero evitar a fadiga. sempre. em todos os níveis da minha vida. e mentir, disfarçar, mostrar pela metade, são atividades muito cansativas para o ser humano em geral. para o ser humano que precisa olhar para baixo 15 vezes por dia porque não lembra a roupa que vestiu ao sair de casa é impraticável.

no que diz respeito a lidar comigo, o que você vê é o que você tem. sim, é um transtorno. e sim, sempre vai ter alguém te questionando em 2015 pelo que você fez em 2009, mas o que se pode fazer, sabe.

existem muitas formas de me validar. fazer a amnésica para tudo o que influenciou (positivamente ou não) no processo de me tornar a pessoa que sou hoje não é uma delas.

até porque cabe apenas a mim esse julgamento. e não estou exatamente pedindo validação de coisa nenhuma, muito. obrigada.


e aí um trechinho do livro da amanda palmer só porque sim. 

Um camponês está sentado na varanda de casa, à toa.

Um amigo aparece para cumprimentá-lo e ouve um som medonho, um ganido agudo e prolongado, vindo de dentro da casa.

- Que som pavoroso é esse? - pergunta o amigo.

- É o meu cachorro. - responde o camponês. - Está sentado num prego.

 - Mas por que ele não levanta e sai dali? - quer saber o amigo.


O camponês pensa e então diz:

- Ainda não dói o suficiente


vamo fazer uma tirada coletiva de prego da bunda, minha gente. acho muito necessário.

02 May 15:52

A sensação de ser uma fraude

by Nessa Guedes

Meu dia estava uma bosta. E não era por causa do meu cabelo com um corte que eu simplesmente não sei como arrumar. Nem minha unha por fazer. Nem os quilos a mais que eu engordei no ultimo mês e a barriga saliente que eu não sei onde enfiar.

200

 

Eu tenho 25 anos de idade e uma empresa de tecnologia. Desde os dezoito anos eu respondo entrevistas sobre como é ser mulher e programadora; e agora eu respondo entrevistas sobre como é ser empreendedora. Mas ninguém sabe que eu tenho mesmo é um desejozinho eterno de sumir do mapa dia sim, dia não. Simplesmente porque é muito assustador fazer o que você gosta. E é muito assustador ser dona o próprio destino. É assustador não conseguir aceitar elogios das pessoas, porque embora tudo esteja dando certo, você não consegue tirar da mente a ideia de que você é uma fraude.

Essa sensação me persegue o tempo inteiro.

No início da minha carreira, há uns dez anos, eu estava em uma aula do curso técnico e nós simulamos uma rede de computadores local para aprender sobre segurança. O exercício que o professor passou consistia em realizar uma série de ataques aos computadores dos colegas e nossa avaliação se daria pelo modo com que defenderíamos nossas máquinas. Eu era a única mulher da turma, e, em poucos segundos, minha máquina foi bombardeada de tentativas de ataques. Porque todos os colegas da turma, sem exceção, tentaram atacar o meu computador – claro, a única mina. No final da aula, após várias rodadas de ataques, descobrimos que o único ataque que estava funcionando era um específico, que usava uma ferramenta que filtrava tudo o que você digitava no navegador de internet (um modo antigo de conseguir senhas e usuários) – e o único computador que passou ileso foi o meu. O professor foi verificar o que eu havia feito, porque eu não sabia explicar, e descobriu: eu simplesmente estava usando um sistema operacional seguro (GNU Linux) e um navegador que não era o Internet Explorer. A galera ficou comentando sobre o episódio por muitas semanas e sempre me elogiavam pelo desempenho.

Mas eu sempre me desmanchava em explicações para fazer os caras pararem de acreditar que eu tinha feito algo grandioso – afinal, eram só as ferramentas que eu usava no dia a dia. Eu era uma fraude, óbvio. Enganei todo mundo, e um dia alguém iria me descobrir. Só que eu usava GNU Linux porque eu sabia que era mais seguro. Posso não ter feito nada para me defender dos ataques, mas eu tinha pensado diferente da maioria – e era isso que o professor esperava que a gente fizesse. Mas a sensação de fraude era absoluta.

Eu tenho dois medos na vida: a pressão e o fracasso. Na maioria das vezes eles vem juntos, e foi o caso.

Abril, 2015. Eu tinha uma reunião da empresa para ir, e eu não queria ir. Porque ia ter que admitir que havia falhado de verdade, e aquilo me aterrorizava como se fosse a prova cabal de que eu realmente era uma fraude. Era a prova pela qual esperei a vida inteira. Trouxe na bolsa um licor de vinho do Porto e um maço de cigarros. Porque claro que seria horrível o suficiente para precisar de suporte moral depois. Cheguei com duas horas de antecedência para me esconder no fundo da Starbucks antes, tomar uma bebida quente, e ficar encolhida em posição fetal até o momento de levantar e caminhar para a minha forca de nó apertado e corda grossa. Metaforicamente falando, claro. O problema do fracasso é que ele pode vir em pequenos shots que você vai engolindo e tentando assimilar – ou ele vem como um piano que cai na sua cabeça, direto do quinto andar. E você não tem muito tempo para gritar “epa!” antes de ser esmagada. Era assim que eu me sentia: esmagada.

Como profissional, sempre me sinto empoderada para assumir que levo comigo a responsabilidade pelo meu próprio ganha-pão. Como ser humano, já cresci o suficiente para não ter problemas em admitir quando erro e pedir desculpas. Mas quando uno a profissional com a ser humana, eu amarelo. Me sinto uma completa fraude. E nesse dia em especial eu havia respondido uma entrevista sobre minha carreira para, ironicamente, seis horas depois ter que encarar que eu havia falhado.

Sim, aquele projeto teve um contratempo que não era culpa minha, nem de ninguém, mas quem teria que responder pelo problema era eu, claro. A fraude viria à tona finalmente.

Sentei ali no Starbucks com um copo gigante de chá indiano, e liguei o Kindle. Na minha frente pairava o recém lançado livro que reúne textos do Lugar de Mulher, e resolvi lê-los para me distrair. À medida que eu ia lendo os textos, fui assimilando e absorvendo que eu não era a única mulher da Terra que se sentia uma fraude, carregando mundo nas costas. De repente não me senti mais tão sozinha em meio aos meus dilemas. Lembrei das minhas respostas à entrevista, onde eu afirmava que o problema da falta de mulheres na área de tecnologia era a representatividade. Que temos poucas mulheres em quem nos espelhar, dividir as mazelas, e acabamos nos sentindo muito sozinhas. Fui para a reunião me sentindo mais leve e mais segura. Eu não estava mais sozinha, tinha uma legião de mulheres poderosas vivendo os mesmos dilemas que eu.

No final das contas, consegui segurar o tranco, e a reunião foi absurdamente melhor do que eu poderia imaginar. A sensação de fraude foi temporariamente apagada pelas palavras “confiamos no seu trabalho, foi por isso que viemos até você”. E se aquelas pessoas (que conhecem meu trabalho há anos) estavam motivadas o bastante para me dizer aquilo, quem era eu para desmenti-las? E na boa; o problema nem era aquele bicho de sete cabeças que eu estava tentando provar para mim mesma.

Saí com a cabeça erguida e um plano bem elaborado para lidar com a situação. Me senti bem. Pensei em quantas mulheres deixam de fazer coisas, ou de sentir o gostinho do reconhecimento, por causa dessa sensação constante de fraude em que se colocam. Que o mundo nos coloca. Vivemos com essas neuras desde que somos crianças. Mas existe luz no fim do túnel. A gente pode se dar as mãos e se apoiar.

Você já se sentiu uma fraude hoje?

Me dá um abraço.

giphy-1

(Aqui e aqui tem alguns textos interessantes sobre “o sentimento de fraude” ou “a síndrome do impostor”, sensação que acomete muitas mulheres no mercado de trabalho)

01 May 20:24

235

by clay

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12 Apr 21:50

notalwaysluminous:mapsontheweb:Map of a survey asking the world...

tumblr_nli2fn9m8l1rasnq9o1_500.jpg

notalwaysluminous:

mapsontheweb:

Map of a survey asking the world who they sees as the biggest threat to world peace, 2013.

just gonna put this out there

20 Apr 17:23

For those of you currently celebrating 4/20. (photo via...



For those of you currently celebrating 4/20. (photo via retroman360)

21 Apr 17:00

Talk like a politician

by admin

17 Mar 00:05

neil-gaiman: upworthy: There Were Too Many Deer In The Forest....



neil-gaiman:

upworthy:

There Were Too Many Deer In The Forest. So They Unleashed The Wolves Without Any Idea What Would Happen.

When the deer killed off the forest, they decided to let the wolves loose to fix it. We had no idea what exactly we had done.

If you haven’t seen this video, take a few minutes and watch it. You will be happy you did.

28 Apr 00:27

Meça suas piadas, parça

by Mari

Pessoal adora dizer que o único problema de uma piada é ela não ter graça, mas graça é uma coisa pessoal, referencial. E o problema de se esconder atrás dessa subjetividade é criar uma desculpa para a escrotidão.

Por exemplo, quando o Chris Evans e o Jeremy Renner, de Avengers, pedem desculpas por terem chamado a personagem Viúva Negra de “puta” e “vadia”, o que eles dizem, no fundo, é que: “não é bem assim, cara, vocês tão exagerando”.

Sério, prestem atenção aos eufemismos:

Nós respondemos de uma forma muito juvenil

(…)

Sinto muito que essa piada sem noção sobre um personagem ficcional tenha ofendido alguém, ela não deveria ser levada a sério de maneira nenhuma

Daí eu me sinto obrigada a citar o Gervais (que criou The Office):

Não existem temas que nunca devam servir de inspiração pra piadas, mas depende sobre o que a piada é. A comédia pode vir de um lugar bom ou ruim. O assunto da piada não é, necessariamente, o alvo da piada. Tu pode fazer piadas sobre raça sem que raça seja motivo da piada. O próprio racismo pode ser o motivo, por exemplo. Quando lidando com um tema chamado tabu, a angústia e o desconforto da audiência é que estão na mira. Nossos próprios preconceitos, frequentemente, são o que está sendo desafiado.

Ou seja, o humor não deveria ser o refúgio moral de quem reproduz patacoada e depois diz: “peraí, não é bem assim, foi só piada“. O humor, mais que todas as outras formas conhecidas de entretenimento, tem a possibilidade de tirar esse ódio do seu lugar de verdade inquestionável e achincalhar com ele. E com quem o reproduz. Historicamente, inclusive, muitas vezes ele fez isso. E esses transgressores que se refugiavam no riso eram perseguidos, censurados e presos porque se opunham exatamente ao que muitos humoristas (e piadistas) de hoje defendem: discursos de ódio vigentes e poderes inflexíveis.

E vou além, já que quando sujeito faz uma “””””piada”””” feito essa com a Viúva Negra, o humor não isenta, mas desnuda quem esse cara realmente é.

Como no caso do professor da PUC que disse: “Leis são como mulheres, foram feitas para ser violadas”. Esse professor está apenas colocando na mira sua própria crença de que as mulheres estão aí para servir de alívio sexual aos homens, mesmo que contra a vontade delas. E, no lugar de desculpar a misoginia desse senhor, o humor deixa ela totalmente à mostra, para quem quiser ver.

E porque nada desnuda mais que o humor, é impossível desdizer uma piadinha infeliz. E esse senhor, ao “requentar uma frase que, há 3 anos, fez com que um parlamentar espanhol renunciasse horas depois”, se torna incapaz de desdizer isso. Sério. Nem com abaixo-assinado jurando que, isso mesmo, “não é bem assim”.

rindoQuem tá rindo agora?

Coincidentemente nenhuma das piadinhas citadas acima me fez rir. Mas nós sabemos que alguém deve ter achado legal. Tem gente que só o que quer da vida é o mesmo (ódio) de sempre e imbecilidade nunca esteve em falta no mundo. Por isso eu desloco o grande poder da piada da graça, tão subjetiva, e coloco ele na possibilidade de ver perfeitamente quem a proferiu. Então, toda vez que um cara me fala algo escroto e diz: “ai, foi só uma piada”, eu já sei exatamente com quem eu estou falando.

Não estou dizendo que o humor precise ser perfeito e puro, mas boto muita fé que ele não deveria ser o lugar para onde vão aqueles que querem se eximir da responsabilidade de pensar criticamente. Pelo contrário.

22 Apr 15:44

breelandwalker: interpretivescreaming: manicpixiedeathwish: bl...



breelandwalker:

interpretivescreaming:

manicpixiedeathwish:

bluecaptions:

How focal length affects perspective.

also known as the reason you look awesome in the mirror and shitty in photos

This is seriously a life altering revelation

No seriously, it IS.

18 Apr 14:04

birdandmoon: Birders: do you every wonder if this...

by villeashell


birdandmoon:

Birders: do you every wonder if this happens?

Original on my site | Patreon

24 Apr 15:23

A Softer World: 1226


buy this comic as a print!
Or share on: facebookreddit
If you enjoy the comic, please consider supporting A Softer World on Patreon
24 Apr 11:39

afewdrunkcaptains: debt: united steaks of america



afewdrunkcaptains:

debt:

united steaks of america

image
13 Apr 18:00

Your Beliefs Shape You

gods,hulk,funny,avengers

Submitted by: Unknown

Tagged: gods , hulk , funny , avengers
13 Apr 18:32

mllescarlet: No that’s perfect



mllescarlet:

No that’s perfect

24 Mar 19:34

Amanda está doente, e a causa pode ter sido sexo com Fernando

by Fhilipe Pelájjio
Lori

Pau grande dá isso. (compartilhando a título de curiosidade mesmo, pq um monte de gente não sabe q pau grande dá isso)

Depois de várias noites de sexo, Amanda e Fernando se estabeleceram como um casal. Toda essa animação parece ter rendido uma infecção para Amanda.

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Reprodução / Globo

Após ter várias noites quentes com Fernando, Amanda acabou ficando doente e anda sofrendo com uma infecção urinária. Uma médica foi até o programa para prestar atendimento a sister, e já ministrou os remédios que vão combater a infecção.

Nos últimos dias, Amanda reclamou bastante de dores na hora de urinar.

Segundo consulta do portal R7 a ginecologistas, 85% dos casos de infecção urinária se manifestam depois de atividades sexuais.

 

The post Amanda está doente, e a causa pode ter sido sexo com Fernando appeared first on Bhaz.

18 Apr 16:43

EU JÁ SABIA: BLOGUEIRO REAÇA RECEBE DINHEIRO DO ALCKMIN

by lola aronovich
Ah, é muito triste ter que viajar logo quando uma bomba deliciosa dessas estoura! 
Águas Belas, já estou indo!
Mas eu tenho que ir pra praia. Paguei até adiantado! E preciso de uns dias de descanso longe da internet, de tudo.
Esta notícia da Folha pode não querer dizer muito pra quem está de fora. Porém, pra mim, é um deleite! 
Imprensa Marrom, um dos blogs do
Gravataí
Vou contar, o mais rapidamente que posso. Alguns meses depois de começar o blog, em janeiro de 2008, fiquei sabendo de um tal de Fernando, vulgo Gravataí Merengue, vulgo gravz. Pra mim, ele sempre foi um reaça machistóide que escreve muito mal, mas gente que acompanha a blogosfera há mais tempo jura que ele já foi de esquerda. Eu não sei. 
Só ouvi falar nele no caso Luis Nassif: haviam criado um site anônimo para atacá-lo. Nassif conseguiu que lhe passassem os dados do blog, descobriu que era autoria do Fernando, o processou por calúnia e difamação, e perdeu.
Esta matéria de novembro da Folha foi
muito criticada por reaças
Já naquela época eu fiquei com vários pés atrás em relação ao Gravataí. Não porque eu tinha algum apreço por Nassif (nunca tive; já o maridão é leitor dele), mas porque me pareceu extremamente anti-ético fazer um blog anônimo pra falar mal de um desafeto. É, eu sou ingênua, eu sei. Eu penso que só porque assino tudo que escrevo no meu blog, as outras pessoas vão fazer isso...
Não sei se antes ou depois (e estou sem tempo pra checar), Gravataí e outros dois amiguinhos machistas (acho que o Izzy deu uma melhorada) criaram o Lingerie Day, um "evento" cujo convite dizia explicitamente que, se você fosse gorda, não poderia participar. Na época eu nem tinha Twitter, e só fiquei sabendo do LD porque duas blogueiras feministas decidiram participar (e, pior ainda: decidiram participar após uma outra blogueira escrever um texto criticando o LD e ser agredida por isso). 

Não quero ressuscitar fantasminhas, tudo isso foi em 2009, o que, em termos de internet, parece um século, e coisas muito mais importantes e interessantes aconteceram e a gente se esquece dos bafões (pelo menos alguns se esquecem; uma dessas blogueiras começou um site anti-feminista em 2009 que continua até hoje, movida pelo rancor às feministas que acharam esquisito uma feminista se aliar a um Gravataí da vida). 
Capa do Implicante de hoje: é, difícil
imaginar que se trata de um site pago
contra o PT
Naquela ocasião, ou antes, realmente não lembro, Gravataí passou a me atacar. Escreveu vários posts ridículos num dos blogs que tinha e me chamava de feminazi. Fez, em parceria com um amigo, quadrinhos em que atacava uns três ou quatro blogueiros progressistas -- eu era a "Femicreuza". Imediatamente um outro reaça amigo do Gravataí passou a escrever textos contra mim também. Era o Flavio Morgenstern, também citado na matéria da Folha

Flavio é outra piada: ele se vangloriou várias vezes de saber mais de feminismo do que todas as feministas juntas. Ele faz parte do Instituto Millenium, um "think tank" da direita com muito dinheiro disponível. Se um curso reaça da sua universidade quiser uma palestra xingando o governo ou enaltecendo o neoliberalismo, é só chamar que o Millenium paga o Flavio (ou outro qualquer) pra ir até você. Sem custo. Ou melhor, sem custo aparente.

(Sim, eu me orgulho de chamar o Flavio de "pitbull amestrado do Gravataí" anos antes da ombudsman da Folha chamar o Reinaldo Azevedo -- que escreve nesse jornal comunista que é a Folha -- de rottweiller da direita). 
Reaçonaria hoje: 100% anti-PT
Num desses sites reaças criados pelo Gravataí a preço de ouro (R$ 70 mil por mês, gente!) há vários posts contra mim, vários escritos pelo Flavio, que me dá um pouco de pena -- duvido que ele tenha visto um décimo da fortuna que o governo Alckmin paga ao Fernando. 
É como eu disse esses dias: não são ataques isolados de um ou outro troll. São ataques orquestrados. E a direita alia-se a qualquer um (inclusive a criminosos como os mascus) para atacar desafetos. Um fornece combustível pro outro, porque vale a máxima "o inimigo do meu inimigo é meu amigo". 
A defesa de Gravataí ao artigo da Folha é risível: a Folha é um jornal de esquerda e governista, agora não se pode mais falar mal do PT, é a ditadura bolivariana chegando, minha empresa foi contratada porque eu cobrei o menor preço (70 mil mensais foi o menor preço!), é super comum um site ter domínio nos EUA...
Gravataí e sua turminha me atacam há anos. Geralmente me acusam daquilo que eles fazem. 
Por exemplo, de receber dinheiro do governo para fazer um blog e agredir desafetos. Sabe quantas vezes fui/sou acusada disso? O único dinheiro que meu blog recebeu nesses 7 anos foi de compras do Submarino, uma mixaria, da venda direta do meu livrinho, e desse PayPal que instalei em janeiro e que deve estar me rendendo cerca de 15 reais mensais. Juntando tudo, se consegui fazer 10 mil reais com o blog em 7 anos, foi muito. Blog feminista não é rentável. 

Porém, pros reaças, ser professora concursada numa grande universidade federal é ser contratada pelo governo. 
É difícil explicar pra um Gravz, que já me disse num tuíte que professor universitário não trabalha, que servidor público é contratado pelo Estado, não pelo governo. Se o governo muda, eu continuo trabalhando. E posso ter a opinião que quiser do governo. Além do mais, sou contratada via concurso público e meu salário é totalmente transparente
O mesmo não se pode dizer desses defensores da moral e dos bons costumes, esses homens honrados que lutam tanto contra a corrupção e se dizem neutros, imparciais, livres.

Reaças criaram e divulgaram tuítes
falsos "meus" na páscoa
Agora vou mesmo. Volto na terça. Se surgirem tuítes absurdos atribuídos a mim, bom, não fui eu. Minhas opiniões, assim como minhas ações, são transparentes. E eu as expresso sem pagamento.
06 Apr 16:21

superheroesincolor:@medievalpoc: “My true dream is to see...





superheroesincolor:

@medievalpoc: “My true dream is to see @RichardAyoade as Sherlock Holmes in a big budget Victorian film adaptation

Admin says: I’m in, can we also have Idris Elba as his brother Mycroft Holmes?

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20 Apr 14:26

"FINGI SER HOMEM NO TWITTER E NINGUÉM AMEAÇOU ME ESTUPRAR"

by lola aronovich
Se algum homem acha que mulher não é ofendida e atacada nas redes sociais apenas por ser mulher (independente do que diga), faça uma experiência: passe-se por mulher durante um tempo. Você vai ver como é ser agredida, quase sempre por outros homens.
Esta americana fez o contrário: durante uma semana, ela fingiu ser homem. E narrou a diferença. O texto, publicado no Xojane, me foi recomendado pela Barbie, uma ex-aluna, que tem um blog. E foi ela quem traduziu (thanks, Barbs!).

Tó que o mundo é seu, homem!
Por uma semana, pude ver como era ser tratada com respeito.
Semana passada, tornei-me um homem. Já havia sonhado em ser um homem-cis [não trans] antes, me perguntado como seria ter genitais que balançam, imaginei poder andar na rua com fones de ouvido, despreocupada, fantasiei sobre sair para correr à noite. Não consegui experimentar isso. Mas tornei-me um homem no Twitter. 
Meu parceiro e eu conversamos muito sobre injustiça. Ele tem consciência de seu privilégio de gênero. Ele é feminista. Ele twita sobre como somos tratados diferentes. 
Meu nome no Twitter é @hippoinatutu porque me identifico com aquelas grandes, belas hipopótamas usando tutus no filme Fantasia. Body-shaming nunca é aceitável para mim, e falo abertamente sobre ser uma mulher gorda. Tenho consciência que sou gorda. Também sou baixa, mas, ninguém nunca "discorda" de mim me chamando de "baixa nojenta". 
Bolsonaro diz a Maria do Rosário
que ela não merece ser estuprada
Escuto que sou gorda e feia o tempo todo. Recebo ameaças de estupro com frequência, mesmo que também me digam sempre que sou "muito feita para ser estuprada". Mesmo que essas pessoas na internet não sejam espertas nem estejam dizendo nada de novo, isso dói. Esse abuso online é apenas uma pequena parcela do que mulheres escutam todos os dias. 
Não somos só ameaçadas por ovos sem rosto na internet. Somos atacadas. Uma em cada seis de nós será sexualmente abusada/estuprada. Pessoas assassinam a gente. Não somos apenas mandadas calar a boca por usuários do Twitter com quatro seguidores, somos caladas por nossos chefes e silenciadas pela mídia. Não somos só ditas que somos gordas, somos ditas que devemos ter vergonha do nosso corpo por pessoas que nos amam, pessoas que deviam ter mais noção. Os trolls são simplesmente um eco do assédio que ouvimos todos os dias. 
Foda-se. É errado que não possamos falar, nem na internet, sem medo de assédio verbal, ameaça de estupro, pressuposições sobre nossas vidas sexuais. É agonizante que não possa expressar minha própria experiência, falar sobre a MINHA dor, porque trolls passam horas tentando me calar. Poderia mostrar-lhes coisas doentias, muitos printscreens de insultos horrendos. Mas só vai chamar atenção indesejada para cá. 
Então, tornei-me um homem. Assim, meu nome é Alex e eu mudei minha foto no Twitter para um (suposto) homem-cis. Falei com alguns colegas escritores que me lembraram de quando Stephen Colbert sugeriu que mulheres negras se tornassem jovens homens brancos e os resultados edificantes do experimento. Resolvi tentar fazer isso por uma semana, fazendo tudo que faço normalmente, mas com uma foto masculina. 
"As pessoas não vão se espantar com meu nome no Twitter?", perguntei ao meu parceiro. 
"Não acho que vão notar. Quando as pessoas veem um homem, elas veem um homem."
Então eu tentei. 
NADA ACONTECEU. Me retuitaram, algumas pessoas favoritaram o que eu tinha dito, e ninguém me disse que eu era gorda ou feia. Ninguém ameaçou me estuprar! Acontece que eu não tinha mudado de "mulher" para "homem", mas de "objeto" para "ser humano". 
Passei a semana discutindo opressão do sistema e raça. Como qualquer feminista, falei sobre cultura de estupro. Falei sobre a necessidade de responsabilizar a polícia, condenei violência doméstica e amplifiquei outras vozes, quase sempre sem interrupções. Minha voz pareceu tão irrestrita. Como foi bonito poder falar sem medro de retribuição. Me senti tão livre. 
Por uma semana, vi como é ser tratada com respeito. Como homem, podia usar as mesmas palavras e ter uma conversa, com opiniões diversas, ou nenhuma opinião, em vez de insultos. Tornei-me um ser humano "igual", cuja voz merece ser ouvida. A desumanização de feministas ou de lutadorxs pela justiça social também desumaniza a mim e a muitos outros, porque não somos apenas esses rótulos, somos pessoas. 
Algo entranho aconteceu. Experimentei privilégio de uma forma que não esperava. Jessie Hernandez, uma garota lésbica, latina, de dezessete anos, foi morta por policiais em um carro roubado. Eu, assim como muitos outros, expressamos revolta  com sua morte. Expressei revolta com o que vejo como brutalidade policial contra pessoas não-brancas, e quis divulgar seu nome: Jessie Hernandez, uma criança morta pelo que eu vejo como sendo um sistema falido. 
Com milhares de latinas para escolher, uma vasta comunidade com perspectivas pessoais, o Buzzfeed "me" escolheu para, no topo de sua matéria, expressar a revolta. Fiquei surpresa. Embora tenha sido citada inúmeras vezes, nunca fui a primeira citação e tive que questionar o porquê da minha identidade de homem branco, cis (com um erro de digitação, ainda mais) estar no topo da matéria. Não seria tão importante ver uma mulher? Ou uma mulher lésbica? Ou, deus me livre, uma mulher negra lésbica? 
Não entenda errado, a revolta deve ser mostrada, na página da frente, e revolta de homens brancos não é algo ruim de se incluir, mas tenho certeza que a minha revolta sobre brutalidade policial não é o que mais precisamos amplificar nesse momento. Sério. Sério mesmo. 
Ontem acordei ansiosa. Já tinha passado uma semana. Não queria mudar minha foto de volta. Na maior parte do tempo, gostei do privilégio que experimentei. Gostei de ser um ser humano. 
Mas acredito que parte da luta é ser eu mesma: mulher, gorda, queer, falante e honesta. E para ser honesta, senti que minhas palavras deviam ser ditas com meu próprio rosto por trás delas. 
Então, mudei a foto. Ainda tenho o grande privilégio de ser branca, e, assim, a habilidade de abandonar conversas sobre raça a qualquer momento (mesmo que eu não faça isso), mas não posso mais falar livremente como é viver numa cultura que apoia estupradores, que não pune aqueles que cometem assédio regularmente, estatisticamente contra mulheres. Não posso mais dar minha opinião sem assédio. Como a concha em O Senhor das Moscas, perdi o suposto pênis que me dá o direito de falar. 
Então falo enquanto posso: 
Você consegue me ouvir quando digo que dói? Sente empatia pela minha dor? Suas ameaças de estupro machucam uma pessoa de verdade. Elas me lembram do trauma que sofri. Você realmente quer que eu sofra só porque não sou um homem? 
Como negar minha humanidade te serve? O que você perde em canalizar sua energia em outra coisa? Eu não quero gritar com você. Eu não quero te tirar nada. Eu quero que você me ESCUTE. E reconheça minha humanidade. 
17 Apr 02:57

Photo



08 Apr 16:43

A Softer World: 1220


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09 Apr 17:04

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09 Apr 13:59

O machismo também mora nos detalhes

by Think Olga
Lori

“Você está exagerando”
“Nossa, você é sensível demais”
“Para de surtar”
“Você está delirando”
“Cadê seu senso de humor?”
“Não aceita nem uma brincadeira?”
E o mais clássico: “você está louca”.

olga

Quando você pensa em machismo, o que vem à sua cabeça? Estupro, violência doméstica, restrição econômica, submissão e subserviência. Porém, existem alguns comportamentos machistas que permeiam nosso cotidiano e sequer nos damos conta. Gestos que parecem inofensivos, mas na verdade roubam nossa força, nosso espaço e limitam as possibilidades das mulheres. Mas estamos de olho! A Think Olga traz uma explicação sobre quatro tipos de machismo invisíveis para te ajudar a combatê-los no seu dia-a-dia: manterruptingbropriating, mansplaining e gaslighting. São comportamentos batizados em inglês sem tradução oficial. Mas também achamos imprescindível pensarmos em versões em português!

 

frase-manterrupting

A palavra é uma junção de man (homem) e interrupting (e interrupção) Em tradução livre, manterrupting significa “homens que interrompem”. Este é um comportamento muito comum em reuniões e palestras mistas, quando uma mulher não consegue concluir sua frase porque é constantemente interrompida pelos homens ao redor.

Em março, um caso típico ganhou a internet: em um painel do SXSW 2015, evento de inovação, música e cinema que acontece todos os anos em Austin, Texas, uma mulher brilhante discutia a baixa presença feminina na tecnologia ao lado de dois homens, igualmente inteligentes. Eram eles o chairman do Google, Eric Schmidt, o jornalista e biógrafo do Steve Jobs, Walter Isaacson, e a Chefe de Tecnologia do governo americano (Pentágono), Megan Smith. E, apesar de o papo ser sobre ampliar as possibilidades para as mulheres, os homens da mesa não estavam dispostos a ceder espaço a ela. Cada vez que Megan Smith tentava fazer uma colocação, era interrompida de forma desnecessária por um dos dois homens:

  • “Sim, Senhora Smith, sei que você pode falar sobre isso melhor que ninguém, mas é que…”
  • “Acho que esta pergunta (da plateia) tem bastante a ver com a área da Senhira Smith, mas eu só queria falar que…”
  • (falando por cima dela) “Sim, Senhora Smith, mas o que vale a pena ser dito é que…”

Esta postura clássica de manterrupting foi tão impactante que uma pessoa na plateia perguntou porque eles não deixavam Megan falar. O público, que estava incomodado, aplaudiu de pé. Outro episódio famoso é o de Kanye West, que interrompeu Taylor Swift durante seu discurso de agradecimento pelo prêmio de melhor videoclipe feminino do MTV Music Awards, em 2009. Ele invadiu a cena para defender Beyoncé, que concorria com ela na categoria. A interrupção começou com o “Hey Taylor, I’m really happy for you and Imma let ou finish” e acabou quebrando a internet, com uma enxurrada de memes. Mas, disfarçado de piada, ali está o machismo. Não apenas por não dar espaço para que Taylor falasse, mas também por ele se expressar em nome de outra mulher, no caso, a poderosa Beyoncé. Desnecessário e agressivo. Com licença, Kanye, mas nós não vamos mais deixar você terminar…
frase-bropriating-1500

O termo é uma junção de bro (curto para brother, irmão, mano) e appropriating (apropriação) e se refere a quando um homem se apropria da ideia de uma mulher e leva o crédito por ela em reuniões. Quando colocamos uma ideia, muitas vezes não somos ouvidas. E então, um homem assume a palavra, repete exatamente o que você disse e é aplaudido por isso. Quem já não se viu nesta situação?

Em seu livro “Faça Acontecer”, Sheryl Sandberg, Diretora de Operações do Facebook, convida as mulheres a sentarem à mesa. A serem conscientes de seus lugares e de sua importância na sala de reuniões. Ela explica que somos criadas como delicadas, suaves e gentis, jamais como enfáticas ou assertivas. E quando nos impomos somos vistas como masculinizadas. Não há dúvidas de que isso atrapalha nossa vida profissional.

E este comportamento não é privilégio de algumas áreas. Em todos os mercados funciona assim. Em qualquer sala de reunião. O bropriating ajuda a explicar porque existem tão poucas mulheres nas lideranças das empresas. Além das supostas desvantagens mercadológicas e o preconceito de gênero, ainda servimos de plataforma para o crescimento de colegas homens, pelo simples fato de sermos menos ouvidas e levadas a sério. Garotas do mundo todo, sejamos as donas das nossas ideias!

 

frase-mansplaining

O termo é uma junção de man (homem) e explaining (explicar). É quando um homem dedica seu tempo para explicar a uma mulher como o mundo é redondo, o céu é azul, e 2+2=4. E fala didaticamente como se ela não fosse capaz de compreender, afinal é mulher. Mas o mansplaining também pode servir para um cara explicar como você está errada a respeito de algo sobre o qual você de fato está certa, ou apresentar ‘fatos’ variados e incorretos sobre algo que você conhece muito melhor que ele, só para demonstrar conhecimento. Acontece muito em conversa sobre feminismo!

Um caso bem ilustrativo foi de um comentarista da CNN, ao falar sobre o caso Hollaback!, em Nova York, e mansplaining assédio sexual em locais públicos para a âncora e para a outra entrevistada:

Algumas pérolas selecionadas (com comentários):

  • “Não há nada que uma mulher goste mais do que ouvir o quanto ela é bonita.” (puxa, obrigada por essa informação #sqn)
  • “Se ela não gosta de cantadas, ela que não saia na rua.” (ótima ideia! Não, péra.)
  • “E por que as mulheres simplesmente não respondem pros caras, já que elas não gostam? (Oi, tem mulher que morre por causa disso, amigo. #exausta)

A verdadeira intenção do mansplaining é desmerecer o conhecimento de uma mulher. É tirar dela a confiança, autoridade e o respeito sobre o que ela está falando. É tratá-la como inferior e menos capaz intelectualmente. Talvez você não tenha percebido isso de forma tão explícita no seu cotidiano, mas com certeza agora irá prestar atenção na maneira como seu chefe ou seu marido falam com você, com os elogios desnecessários ou idiotas que você recebe, nas mensagens bobas de parabéns pelo dia das mulheres. Tá tudo lotado de mansplaining.

 

frase-gaslighting

Gaslighting é a violência emocional por meio de manipulação psicológica, que leva a mulher e todos ao seu redor acharem que ela enlouqueceu ou que é incapaz. É uma forma de fazer a mulher duvidar de seu senso de realidade, de suas próprias memórias, percepção, raciocínio e sanidade. Este comportamento afeta homens e mulheres, porém somos vítimas culturalmente mais fáceis. No dia a dia, aposto que vocês já ouviram alguma vez – ou várias:

  • “Você está exagerando”
  • “Nossa, você é sensível demais”
  • “Para de surtar”
  • “Você está delirando”
  • “Cadê seu senso de humor?”
  • “Não aceita nem uma brincadeira?”
  • E o mais clássico: “você está louca”.

O termo gaslighting surgiu por causa de um filme de mesmo nome, de 1944, em que um homem descobre que pode tomar a fortuna de sua mulher se ela for internada como doente mental. Por isso, ele começa a desenvolver uma série de artimanhas – como piscar a luz de casa, por exemplo – para que ela acredite que enlouqueceu.

Um caso recente, ocorrido dentro da marinha americana, foi noticiado pela imprensa: cinco mulheres afirmaram ter sido vítimas de estupro dentro da corporação. Poucos meses depois, todas foram afastadas por problemas emocionais. Outras mulheres relatam casos dentro da instituição. Após denunciar as agressões, ouviram de volta:

  • “Não venha me aborrecer só porque fez sexo e se arrependeu.”
  • “Isso nunca aconteceu. Agora pode ir embora.”

Isso é gaslighting. Uma forma de manipulação que desencadeia um total esvaziamento da autonomia da vítima. Uma ferramenta presente em muitos relacionamentos, que levam as mulheres a abrir mão de suas escolhas, de suas opiniões e até de cuidar da sua própria vida. É desempoderamento, opressão e controle. Algo que não deve ser admitido em nenhuma situação.

Manterrupting, bropriating, mansplaining e gaslighting. Saber que estes problemas existem já é parte importante da solução. Estar atenta aos pequenos gestos cotidianos e transformá-los pouco a pouco farão a sua vida, e de muitas mulheres, melhor.

 

Pequeno dicionário:

#manterrupting: quando uma mulher não consegue concluir sua frase porque é constantemente interrompida pelos homens ao redor.

#bropriating: Quando, em uma reunião, um homem se apropria da ideia de uma mulher e leva o crédito por ela.

#mansplaining:  É quando um homem dedica seu tempo para explicar algo óbvio a você, como se não fosse capaz de compreender, afinal você é uma mulher.

#gaslighting: violência emocional por meio de manipulação psicológica, que leva a mulher e todos ao seu redor acharem que ela enlouqueceu ou que é incapaz.

 


Maíra Liguori é jornalista, publicitária e co-fundadora do Think Eva

Arte: Aline Jorge

05 Apr 23:20

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He was recruited from Battersea Dogs & Cats Home on recommendation for his mousing skills.

He has captured the hearts of the Great British public and the press teams often camped outside the front door. In turn the nation sends him gifts and treats daily.

Larry, the Chief Mouser spends his days greeting guests to the house, inspecting security defences and testing antique furniture for napping quality. His day-to-day responsibilities also include contemplating a solution to the mouse occupancy of the house. Larry says this is still ‘in tactical planning stage’. [x

a leader the people can believe in

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I will never not re-re-reblog this.

05 Apr 23:19

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Lori

:~

31 Mar 07:01

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Entendi pq meu cachorro se revolta e não me entrega mais a bolinha.

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