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08 Nov 14:13

Veja insinua que porteiro teria dito 'seu Jair' pressionado pela milícia

by Antonio Mello
Caminhão de lixo com marca Veja


Na falta de reportagem, Veja expõe fotos e põe vida do porteiro em perigo


Bem ao estilo Veja de jornalismo (que ironizei numa reportagem de fundo aqui em "As Confissões de Civita: Serra sabia de tudo"), a mais vendida do Brasil expõe na capa o rosto do porteiro do Condomínio Vivendas da Barra, que anotou o número 58 da casa do presidente (eleito mediante fraude) Jair Bolsonaro, como o destino indicado pelo motorista envolvido no assassinato da vereadora Marielle Franco.

Não apenas o rosto do porteiro, mas seu nome e a casa onde mora. Dele, conseguiu apenas estas palavras:"Eu não estou podendo falar nada. Não posso falar nada”.

Por nada conseguir,  Veja voltou ao seu estilo e partiu para  uma ilação de que o porteiro citou o nome do presidente a mando da milícia de seu bairro, que seria comandada pelo acusado do assassinato, Ronnie Lessa.
Ao saberem que os caminhos de Fulano (o porteiro do "seu Jair") e Lessa se cruzam na Gardênia, moradores do Vivendas da Barra levantaram a possibilidade de o porteiro ter se dobrado à pressão do miliciano ao sustentar que o comparsa dele, Queiroz, ia visitar a casa do presidente. “Todo mundo sabe como funciona o esquema da milícia. Seu Fulano (o porteiro do "seu Jair") pode ter protegido o Ronnie por ameaça, medo”, diz um deles. Lessa e Queiroz estão presos na penitenciária federal de Rondônia.

Para reforçar ainda mais seu jornalismo mãe Dinah, a reportagem entrevista o outro porteiro (são sempre dois a receberem os visitantes) e pinça trecho que reforce a tese da direção da Veja::
Sicrano (o porteiro 2) contou que, ao saber do depoimento do colega, tentou falar com ele por aplicativo de mensagem, para obter “a informação verdadeira”, mas não recebeu resposta. “Todos aqui no condomínio ficaram surpresos por ele ter ligado o presidente a um crime gravíssimo. Pode ser que estejam usando o Fulano (o porteiro do "seu Jair") para denegrir a imagem de Bolsonaro”, arriscou Sicrano, que ostenta orgulhoso uma foto ao lado do capitão em suas redes sociais. No condomínio francamente bolsonarista, o próprio Fulano (o porteiro do "seu Jair") não escondia sua simpatia pelo presidente.
Com a publicação de sua foto e de sua casa, o jornalismo de Veja põe a vida do porteiro em risco, nas mãos de milicianos e bolsonaristas fanáticos.

O que Veja não consegue explicar na reportagem é por que o o porteiro receberia essa missão de Ronnie Lessa, se na hora em que anotou o número 58 da casa do presidente, Marielle ainda nem havia sido assassinada?

Obs: O Blog do Mello optou por não publicar fotos do porteiro, de sua casa, seu nome e o de seu colega de trabalho, por motivos óbvios. 

Obs 2: O porteiro é tão querido entre os moradores, que a reportagem afirma que vários deles estão fazendo uma vaquinha para pagar um advogado.


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07 Nov 17:41

Algumas lições do leilão da Cessão Onerosa, por Jose Sergio Gabrielli

by Daniel Samam

A Petrobras obteve o direito de continuar produzindo em Búzios e Itapu, além dos barris adquiridos no contrato de Cessão Onerosa, muito além dos cinco bilhões inicialmente contratados e sem os limites quantitativos da primeira contratação.

Sua curva de produção, agora como os barris remanescentes da primeira contratação, será definida sem necessidade de complexas negociações para a unitização com eventuais outros participantes, com exceção dos 10% que os chineses adquiriram nos barris adicionais em Búzios.

Não são recursos potencialmente transformados em reservas. São reservas que se adicionam às já identificadas, neste momento, se constituindo como principal fonte da nova produção da petroleira brasileira.

Por que as empresas internacionais, especialmente as americanas e europeias, fugiram do leilão? Primeiro porque foi mantida a exigência da operação por parte da Petrobras, que anunciou a disposição de exercer este direito. Uma primeira lição: ser operador é importante. É por isso que as empresas privadas internacionais querem tirar este poder da Petrobras.

Segundo, a questão de segurança energética é uma matéria de segurança nacional, definindo a politica externa das grandes potencias, mas os EUA e a Europa atuam, em tempos “considerados normais”, principalmente com sua força militar e diplomática, uma vez que suas empresas, predominantemente privadas, tomam suas decisões com razões microeconômicas. A China, no entanto, atua geopoliticamente, utilizando tanto seus instrumentos militares e diplomáticos, mas também suas empresas estatais, incluindo seu sistema financeiro, de acordo com seus interesses estratégicos. Segunda lição: a geopolítica continua fundamental no mundo do petróleo, que não é uma mercadoria igual as outras.

A terceira questão refere-se ao modelo adotado pelo governo para realizar o atual leilão, com bônus de entrada elevados, principalmente motivado por uma visão fiscalista de curto prazo, buscando arrecadar o máximo de recursos já, ainda que perdendo o controle e a participação nos ganhos futuros, roubando das próximas gerações a utilização desta imensa riqueza do pré-sal brasileiro, que, segundo a Petrobras, no seus ultimo relatório trimestral, tem um custo de extração próximo da cinco dólares o barril, dos mais baixos do mundo.

Mesmo que os ganhos futuros sejam, elevados, e tudo indica que o são, o mercado financeiro tem pressionado as grandes empresas  petrolíferas privadas a uma politica de aumento de dividendos, recompra de ações e redução dos seus investimentos, trocando os potenciais ganhos de aumento de longo prazo do valor das companhias por movimentos de caixa de curto prazo. As pressões microeconômicas de curto prazo do sistema financeiro levaram as empresas privadas internacionais a se retirarem, dado o tamanho do desembolso de curto prazo, em claro conflito com os interesses dos acionistas com visão míope, pressionando pelo desembolso de caixa de volta para eles e não para o aumento do capital da empresa produtora. Por outro lado, algumas delas já realizaram ajustes recentes de seu portfólio exploratório, reduzindo a atratividade do Brasil. A Exxon está entusiasmada com suas descobertas na Guiana e a Equinor já está com grandes áreas no Brasil. Os chineses, no entanto, precisam consolidar seu papel estratégico de longo prazo na sua relação com a Petrobras. O volume exigido pelo governo para o bônus inibia os investimentos, com um  desembolso de entrada muito elevado, sem a garantia do controle futuro, uma vez que a operadora continuaria a ser a petroleira brasileira.

E para os acionistas da Petrobras, que poderia acontecer?

Os ditos “analistas” do mercado financeiro vão chamar a atenção para a interrupção da trajetória descendente das taxas de alavancagem, que vinha caraterizando a gestão financeiro curtoprazista das ultimas direções da Petrobras. A ilusão de que uma empresa estatal, particularmente no setor de petróleo, pode se comportar de forma igual as empresas inteiramente privadas, cai por terra. Esta é a terceira lição do leilão.

Como as privadas internacionais não vieram, o peso das necessidades fiscais do Governo recaem fortemente sobre o caixa da Petrobras, que suportará praticamente sozinha o custo do ajuste fiscal de curto prazo, incluindo o financiamento das transferências para Estados e Municípios. A quarta lição é: existem formas e formas de relacionamento de uma estatal com o governo, seu acionista majoritário. Uma outra alternativa seria a contratação da Petrobras por contratação direta, em áreas estratégicas, de acordo com a legislação aprovada em 2010, desenvolver um ritmo de produção que interessasse principalmente o Brasil e não as empresas internacionais e garantir esta riqueza, com a maximização da participação governamental no lucro-óleo e não a busca desesperada de fechar o caixa do governo no final deste ano, com uma riqueza que vai gerar receitas por dezenas de anos.

Vai haver um ajuste de contas, pouco transparente, entre o governo e a Petrobras, para diminuir o desembolso de caixa no pagamento do bônus de entrada, mas consumindo os enormes ganhos que poderiam advir para a companha das negociações estabelecidas no contrato de Cessão Onerosa de 2010. Ao invés de financiar novos investimentos para desenvolver as reservas do pre-sal, o ajuste contábil entre o governo e a Petrobras extinguirá esta possibilidade em nome de ajustes imediatos. Quinta lição: como ficam os investidores privados da Petrobras, se tirarem o véu ideológico do apoio ao atual governo?

Como vão se comportar os preços das ações da Petrobras nas Bolsas de Valores? De um lado, é indubitável que, com esta aquisição, a base de reservas de petróleo e gás nos registros da Petrobras crescem significativamente, ampliando de forma absoluta o seu potencial de valorização. Por outro lado, o stress financeiro de curto prazo sobre o caixa, em decorrência dos elevados bônus que precisam ser pagos poderão provocar uma pressão baixista sobre o valor destas ações. O que prevalecerá é uma incógnita. Vencerão aqueles que querem dividendos e valorização imediata das ações ou aqueles que alocam seus recursos em uma empresa com enorme potencial de crescimento futuro?

Voltando ao governo. Se as empresa internacionais aceitassem a oferta do governo, nas condições oferecidas, este dilema dos acionistas da Petrobras não existiria. No entanto, a sociedade brasileira perderia a oportunidade de gerir a sua principal riqueza de subsolo neste momento, trocando os ganhos de curto prazo dos seus problemas fiscais, e abrindo mão do. gigantesco fluxo de rendimentos futuros que ficariam sob o controle das empresas internacionais. Sexta lição: o petróleo é um produto que produz enormes rendas petroleiras para as gerações futuras e não se pode brincar com esta realidade. O mercado privado torra esta riqueza, que só se manterá no longo prazo por decisão deliberada do estado.
_______________________________________________

Jose Sergio Gabrielli de Azevedo é ex-presidente da Petrobras.
07 Nov 12:01

Roteiro em Barcelona - 5 dias adoráveis

by Cyntia Campos
Do Modernismo do Eixample aos apelos quase tropicais da beira-d'água, meu primeiro dia em Barcelona foi uma longa caminhada de reencontro com a cidade. Nas fotos, a Casa Batllò, de Gaudí, e Port Vell Minha última visita a Barcelona tinha sido em 2011. Voltei agora em setembro, oito anos depois, com a firme disposição de ver coisas diferentes em uma cidade que tem encantos pra preencher
07 Nov 11:57

Manifestação de repúdio contra Rogério Marinho na homenagem proposta pelo deputado Gustavo da Ponte

by renato renato

Populares e movimentos sociais estão sendo mobilizador para fazerem uma manifestação de repúdio ao ex-deputado federal, Rogério Marinho, também conhecido de “Saco Preto” em frente da Assembleia Legislativa durante a sessão semente em sua homenagem por “serviços prestados ao Brasil” como se refere o deputado Gustavo Carvalho, também conhecido como “Gustavo da Ponte, propositor do ato solene.

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07 Nov 11:56

Hotel Reis Magos: em respeito a verdade!

by Fórum Direito à Cidade Natal

Parte significativa da sociedade potiguar, preocupada com a história da cidade do Natal pelos seus valores intrínsecos e pelas possibilidades do uso do patrimônio histórico como uma das âncoras para o desenvolvimento sustentável (econômico, ambiental, social e cultural), assiste novamente um dos ataques mais infames ao seu próprio patrimônio.

De forma açodada, permanente e utilizando-se de meios que atentam contra a legalidade e a ética, setores reacionários e não comprometidos com a preservação do patrimônio histórico atacam continuamente o Hotel Reis Magos com o objetivo de sua demolição por motivos que desconhecemos e que faltam com a verdade para com o povo de Natal.

O mais recente capitulo, de uma série de gritantes atentados à legalidade e à defesa do patrimônio histórico-cultural da capital potiguar, é a ação movida na Justiça do RN no último 30 de outubro pela Prefeitura de Natal, exigindo que o Governo do Estado decida se a estrutura do hotel será tombada ou destruída.

A Prefeitura do Natal, cujos propósitos vão bem mais além do que sua falsa preocupação com a saúde pública, está na contramão no que diz respeito à preservação do patrimônio histórico. No caso do Hotel Reis Magos, cita agora um suposto risco de desmoronamento iminente do prédio e tenta invadir a autonomia e a independência do Governo do Estado para pressionar a governadora Fátima Bezerra a decidir sobre uma questão que não está sob jurisdição legal da municipalidade.

Esclarecemos que o Município não goza de legitimidade para mover tal ação. Não há litígio entre prefeitura e Estado sobre o tema, pois o bem é particular e o processo de tombamento do imóvel tramita em âmbito estadual. A prefeitura de Natal, portanto, não goza absolutamente do direito a qualquer forma de intervenção legal nesse processo.

Os que tentam derrubar o hotel devem ser lembrados da existência de processo judicial, não transitado em julgado e ainda em fase recursal, que tramita no Tribunal Regional Federal da 5ª Região, onde se discute o tombamento judicial , e em cuja decisão proferida em maio último, o mesmo tribunal ressaltou que a posição pelo não tombamento judicial não significa a autorização para a derrubada do prédio, justamente em respeito ao processo administrativo de tombamento provisório que recai sobre o bem e a própria ação judicial que ainda não transitou em julgado.

Questões:

Algumas questões podem ser feitas por um observador atento a estes constantes ataques em prol da demolição do Hotel:

Por que tanta pressa em colocar o prédio no chão? Será a urgência em que isso ocorra antes da votação para a revisão do Plano Diretor da cidade?

Por que a Prefeitura não exigiu que o proprietário cuidasse do imóvel, deixando-o abandonado durante anos?

Por que a insistência em classificar o hotel em estado de ruínas, quando já foi explicado que tecnicamente de ruínas não se trata, mas tão somente de um prédio em mal estado de conservação? Por que a prefeitura discutia e negava, até recentemente, ao menos, do ponto de vista tributário, a condição de ruína? Mudou de posição? Com base em quê?

Onde estão os laudos que apontam o risco iminente de desabamento do hotel? Quem os assinou? Por que a imprensa local tem produzido ostensivas matérias que limitam a defesa do imóvel, abrindo espaços generosos para os que atacam a preservação do hotel, através de reportagens e editoriais tendenciosos a favor da derrubada?

Diante desta exposição inicial, aguardamos o posicionamento correto da Justiça do RN em relação à absurda ação ajuizada pela Prefeitura de Natal.  Que esta mesma Justiça observe que essa interferência entre poderes não é legitima e não poderá ser aceita dentro do princípio da independência e autonomia respeitadas entre os entes públicos.

Que não nos esqueçamos que é competência constitucional do poder público, portanto também do judiciário, proteger o patrimônio cultural e impedir ações que atentem contra sua integridade ou promovam sua destruição.

Que não nos esqueçamos também que a Prefeitura de Natal renegociou a dívida milionária do grupo proprietário do Hotel Reis Magos (Rede de Hotéis Pernambuco), sob a condição de que o edifício fosse restaurado e colocado a funcionar uma vez mais. Renegociação vantajosa feita. A restauração, ao contrário, nunca aconteceu.

Que não nos esqueçamos, por fim, que o hotel foi construído com recursos públicos, tendo o Estado do Rio Grande do Norte vendido o Hotel Reis Magos ao atual proprietário em 1977, por meio da concorrência pública 001/1977, com a condição de o comprador manter a destinação de hotel de categoria internacional, o que foi descumprido. Não satisfeito em abandonar o prédio, o proprietário deseja agora sua demolição, violando novamente a condição estabelecida no momento da compra do hotel.

Subscrevem esta nota as seguintes entidades:

– Federação dos Conselhos Comunitários do Estado do Rio Grande do Norte – FECAP/RN;

– Associação Cristã de Moradores e Amigos da Praia do Meio – AMA/PM;

– Centro Social de Brasília Teimosa – CSBT;

– Conselho Comunitário do bairro da Ribeira;

– Conselho Comunitário de Brasília Teimosa;

– Instituto dos Amigos do Patrimônio Histórico e Artístico Cultural e da Cidadania – IAPHACC/RN;

– Fórum de Direito a Cidade – UFRN;

– Movimento Rexiste Reis Magos;

– Instituto de Arquitetos do Brasil – IAB/RN;

– Organização Mutirão;

– Fórum Vila em Movimento;

– Associação Potiguar Amigos da Natureza;

– Sindicato dos Arquitetos e Urbanistas do Rio Grande do Norte – SINARQ/RN;

– Grupo de Trabalho PT no Plano Diretor;

– Diretório Municipal do PT Natal;

– Grupo de Debate Urbano;

– Levante Popular da Juventude;

– Amélias: Mulheres do Projeto Popular;

– Conexão Natal de Direitos;

– Coletivo Autônomo Leila Diniz;

– Mandato da Vereadora Divaneide Basílio (PT);

– Mandato da Deputada Federal Natalia Bonavides (PT);

– Diretório Estadual do PSOL RN;

– Coletivo Juventude Juntos;

– Rede Emancipa;

– Comissão de Direitos Humanos da OAB/RN;

– Coletivo Leilane Assunção;

– CAAU – Centro Acadêmico de Arquitetura e Urbanismo;

– Coalizão pelo Clima RN;

– Núcleo Jurídico de Direito Urbanístico.

– Instituto Brasileiro de Direito Urbanístico

 

 

 

 

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06 Nov 12:54

O ex-bolsonarista é insuportável. Por Moisés Mendes

by Diario do Centro do Mundo
Bolsonaristas pedem intervenção militar no STF. Foto: Eduardo Matysiak

Publicado originalmente no blog do autor

POR MOISÉS MENDES

A nova praga nacional é a celebridade ex-bolsonarista. Há enxames de ex-bolsonaristas famosos por toda parte. Lobão, Janaína, delegado Valdir, Reinaldo Azevedo, Fagner, Frota, Joice Hasselmann.

Mas o ex-bolsonarista comum não se revela, porque é um tímido. Ele sabe que entrou numa fria, mas não pode dizer que se arrependeu, porque vai virar assunto na família, no trabalho, entre os amigos.

Mas talvez seja bom que ele fique assim por mais um tempo. Porque já é difícil aguentar os ex-bolsonaristas famosos e espalhafatosos dizendo e provando todos os dias que são ex-bolsonaristas.

Se o ex-bolsonarista comum decidir fazer o mesmo, o debate político será monopolizado por eles. É insuportável ver a briga de bolsonoristas X ex-bolsonaristas.

Eles se ameaçam, mas ninguém cumpre o que promete. Bolsonaristas arrependidos blefam muito.

O ex-bolsonarista é muitas vezes um ex-tucano que, por falta de convicção, não deu certo como bolsonarista. E se o sujeito não deu certo como tucano e como bolsonarista, ele vai dar certo como o quê?

01 Nov 13:36

Lordes e Comuns

by Unknown

Lembrei-me deste episódio, enquanto assistia pela televisão à sessão de ontem da Câmara dos Comuns.

Em 1993, durante a sua visita de Estado ao Reino Unido, o então presidente Mário Soares fez uma visita informal à Câmara dos Comuns, numa hora em que esta não estava em sessão, passeando-se com parte da comitiva pela sala.

A certo passo, notei que o acompanhante oficial que o Palácio de Buckingham tinha designado para estar com o presidente português, um aristocrata, membro da Câmara dos Lordes, demonstrava um inusitado e quase turístico interesse pelos pormenores do mobiliário e pelo conjunto de símbolos que ocupam a mesa central, em frente aos quais governo e oposição se digladiam.

A certa altura, disse-me: "Sabe, estou um pouco emocionado!". No instante, não percebi bem a razão dessa emoção. "É que, como membro da Câmara dos Lordes, estou impedido de visitar a Câmara dos Comuns e, em toda a minha vida, esta é a primeira vez que consigo entrar aqui."

Os membros da Câmara dos Comuns visitam os Lordes, no início de cada sessão do parlamento. O contrário nunca é possível. Há uma interdição absoluta, que se prende com a hierarquia britânica de poderes. Aquele lorde, que tinha por nome Camoys (Soares brincou com a ideia de que a similitude fonética com Camões talvez tivesse levado à escolha do aristocrata), tinha cumprido um sonho “impossível”.

Peculiaridades do sistema político britânico.
30 Oct 12:15

Os mistérios da casa 58. Por Moisés Mendes

by Moisés Mendes
Bolsonaro e Lessa: vizinhos

Publicado originalmente no blog do autor

POR MOISÉS MENDES

Dúvidas sobre o caso do motorista Elcio Queiroz, que entrou no condomínio da Barra da Tijuca, no dia 14 de março do ano passado (data do assassinato de Marielle Franco), dizendo que iria à casa de número 58, de Jair Bolsonaro, e seguiu de carro até a casa de Ronnie Lessa, que horas depois iria matar a vereadora.

1. O porteiro não só assegura que o motorista pediu para ir à casa 58, de Bolsonaro, como registrou na mesma hora, no caderno da portaria, que o destino era aquela casa, a casa 58.

2. Uma hipótese levantada não vai prosperar. É a de que o motorista teria dado um carteiraço, ao dizer que iria à casa de Bolsonaro, apenas para despistar. O furo nessa hipótese é elementar: se disse que iria à casa 58, ele teria que ter combinado com alguém de dentro da casa 58.

3. O porteiro diz que falou com “o seu Jair”. Mas há provas de que Jair Bolsonaro estava em Brasília naquela hora, 17h10min.

4. Quando percebeu, pelas câmeras internas, que o motorista se dirigiu à casa de Lessa, o porteiro contou (pelo relato à polícia) que entrou de novo em contato com “o seu Jair”. E que esse disse que sabia que Elcio iria à casa de Lessa. Que estava tudo bem.

5. As conversas da portaria com visitantes e moradores são registradas. As gravações ainda existem?

6. As investigações só irão prosperar se o Supremo autorizar as sindicâncias, já que envolvem o presidente da República. O pedido do Ministério Público está com o presidente do STF, Dias Toffoli. Toffoli irá autorizar, depois de ter tomado uma decisão que, no caso dos dados do Coaf, protegeu Flavio Bolsonaro?

7. Ronnie Lessa está preso. Ele é o matador de Marielle. O que Lessa disse à polícia a respeito dessas versões do porteiro?

8. É possível que Lessa, o porteiro e o motorista estejam tentando incriminar Bolsonaro? O plano seria tão perfeito, que tem até o registro da entrada de Elcio, feito no mesmo dia 14, como visitante da casa 58?

9. O porteiro pode de fato ter falado com Bolsonaro, que teria conectado o próprio telefone ao sistema de voz da casa (o conhecido siga-me)? Outra hipótese: Carlos Bolsonaro, o Carluxo, é morador do condomínio e o único dos três filhos que estaria no Rio. Foi ele quem deu a autorização?

10. Tudo pode ser coincidência. O motorista, o condomínio, o vizinho assassino, a visita do dia 14, as relações com os milicianos…

30 Oct 12:14

Bolsonaro confessa que estimulou queimadas

by eduguim

Foto: Reprodução

O presidente Jair Bolsonaro (PSL) afirmou hoje em evento a investidores na Arábia Saudita que “potencializou” as queimadas na Amazônia brasileira ocorridas nos últimos meses por discordar com a política ambiental de governos anteriores.

“Há poucas semanas o Brasil foi duramente atacado por um chefe de estado europeu sobre as questões da Amazônia. Problemas que acontecem anos após anos, que é da cultura por parte do povo nativo queimar e depois derrubar parte de sua propriedade para o plantio para sobrevivência. Mas foi potencializado por mim exatamente porque não me identifiquei com políticas anteriores adotadas no tocante à Amazônia. A Amazônia é nossa. A Amazônia é do Brasil”, declarou.

Uol

 

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25 Oct 19:01

TST condena filial de multinacional em Natal por homofobia no ambiente de trabalho

by Pedro Torres

Depois de oito meses de comentários homofóbicos dentro do ambiente de trabalho e mais cinco anos lutando na justiça contra essa discriminação, a luta de Udson Mafra Sbrana chegou à uma conclusão: o Tribunal Superior do Trabalho (TST) condenou a multinacional detentora da rede de supermercados Assaí Atacadista a indenizar em R$ 30 mil o ex-funcionário por ter sofrido de forma sistemática provocações, ataques e piadas LGBTQ+fóbicas de colegas e até mesmo de superiores hierárquicos durante o período em que ele trabalhou na filial de Natal.

A vitória de Udson representa uma importante conquista para a comunidade LGBTQ+, que agora conta com uma nova jurisprudência para orientar e respaldar ações semelhantes que correm na justiça trabalhista. O caso foi conduzido na Corte Federal, em Brasília, pela advogada Cíntia Cecílio, atual presidenta da Comissão de Diversidade Sexual da Ordem dos Advogados do Brasil Seccional Distrito Federal (OAB-DF).

Udson Sbrana relata que durante oito meses sofreu sistematicamente risos de deboche e olhares de reprovação de colegas de trabalho e de um superior hierárquico. Em repetidas vezes, o ex-funcionário foi alvo direto de expressões como “voz fina”, “bicha”, “viado” e “gay” nas instalações da filial, em Natal, da rede Assaí supermercados. O tratamento foi relatado pela vítima e por quatro testemunhas ouvidas durante o processo movido na Justiça do Trabalho.

“Eu entrei na empresa e comecei a ver os murmurinhos. Eu era chamado de viadinho, fresco e bicha o tempo todo. Em um primeiro momento, de forma sutil. Certa vez, no vestiário, um superior hierárquico me chamou de coisas horríveis. As pessoas não conseguiam dissociar minha voz fina da minha sexualidade, o que me fazia muito mal”, relata Udson, em entrevista ao portal Metrópoles. 

A luta de Udson Sbrana para sobreviver durante os oito meses de ataques homofóbicos no ambiente em que trabalhou na empresa reverberou, também, na sua carreira posterior: após ser demitido do supermercado, não conseguiu emprego fixo. A luta do ex-funcionário durou cinco anos nos tribunais, mas ainda não chegou ao fim. O grupo Sendas Distribuidora S.A ainda pode recorrer da decisão.

“Foram oito meses de empresa e mais cinco anos de luta nos tribunais. Somando tudo isso, só eu e minha família sabemos o que nós passamos. Cheguei a vender água nos sinais para sobreviver. Até salgados na porta de faculdade eu tive de vender para que eu e meu esposo não passássemos fome”, relatou ao portal Metrópoles.

Udson conseguiu acompanhar o julgamento, em Brasília, após levantar nas redes sociais uma campanha de financiamento coletivo. O ex-funcionário foi acompanhado por Marina Reidel, diretora de Promoção dos Direitos LGBT do Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos (MDH).

No julgamento, a advogada Cíntia Cecílio, responsável pelo caso no TST, sustentou todas as humilhações vividas diariamente pelo ex-funcionário. A advogada ainda criticou a inércia da empresa em protegê-lo mesmo após denúncias do caso feitas por outros empregados. A rede de supermercados chegou a emitir uma nota alegando que “repudia veementemente qualquer ato discriminatório”.

“Imaginem uma pessoa levantar pra ir ao trabalho e saber que aquele dia será mais um de humilhação, ofensas e violação da sua dignidade, por ter uma orientação sexual diversa da dos demais. Será que isso é vida, Excelência?”, questionou Cíntia à Corte

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21 Oct 12:19

Resolução Orçamentária de Natal de 1919: uma inquietação.

by Historiador Luciano Capistrano

Resolução Orçamentária de Natal de 1919: uma inquietação.

Luciano Capistrano

Professor de História: Escola Estadual Myriam Coeli

Mestrando Profhistória/UFRN

           Em minhas andanças pelos sebos, dessa vez no mundo virtual, encontro um documento datado de 30 de setembro de 1919. É a Resolução Orçamentária de 30 de setembro de 1919 para vigorar no Exercício de 1920. Trata-se de um documento da Intendência do Município de Natal. Meus olhos brilharam, o coração palpitou, coisas de quem vive os caminhos de Clio. Comprei.

        Algumas curiosidades apontadas no documento orçamentário do município se referem ao vencimento do professor:

Vencimentos do Professor diurno da Cidade Alta: 1:200$000

Vencimentos do Professor noturno da Cidade Alta: 800$000

Vencimentos da Professora da Cidade Alta: 1:440$000

Vencimentos da Professora da Cidade Nova: 1:440$000

Vencimentos do Professor de Ponta Negra: 720$000

Vencimentos da Professora de Ponta Negra: 720$000

            O que me inquietou com essa tabela de vencimentos dos profissionais do magistério, foram os valores por região da cidade e por questão de gênero e do ensino diurno e noturno. A primeira leitura fria, sem outros elementos as mãos, com apenas as informações da Resolução Orçamentária, identifico uma situação de critérios diferenciados para classificar este profissional da educação.

            O caso do Professor da Cidade Alta do turno noturno, receber um vencimento inferior ao Professor da mesma Cidade Alta me faz pensar que o ensino noturno, dedicado as camadas de trabalhadores sofre ao ofertar um salário abaixo do diurno.

Do mesmo modo, acontece com regiões distintas da Natal de 1919/1920, vejamos, a situação de Ponta Negra, naquela época uma localidade rural da cidade, distante do centro. Pois bem, o vencimento do Professor ou da Professora, que assumisse uma sala de aula nessa localidade, receberia um vencimento 50% menor do que ganharia se trabalhasse, por exemplo no bairro Cidade Nova, que é hoje Tirol e Petrópolis. Cidade Nova o terceiro bairro criado em Natal, nasceu par atender a elite capitaneada pela oligarquia Maranhão.

            Essas diferencias salariais me leva a crer em uma desvalorização do ensino nas áreas periféricas da urbe. Faço aqui uma observação: este fato carece de uma pesquisa mais cuidadosa, de todo modo vale o registro, até porque existe uma lógica ao pensar na discriminação das áreas periféricas em relação as áreas centrais. Inclusive, é pertinente observar que o bairro Cidade Nova, tem um motivo a amis para se exercer o ofício do magistério naquela região da cidade. Os vencimentos dos professores chegam ao maior salário indicado para este profissional no documento. Em uma escala de valorização por bairros e região: 1º Cidade Nova e Cidade Alta, e 2º Ponta Negra, para ficarmos nestes exemplos descritos no orçamento municipal.

            Por fim, outro detalhe nos chamou a atenção, o fato dos vencimentos das Professoras, em alguns casos serem maiores do que os dos Professores, o que demonstra uma preferência para as mulheres na contratação do profissional do magistério. Deixo, então, um convite aos historiadores, para pensarem a formação social de Natal, a partir da leitura destes documentos administrativos. São fonte importantes para compreendermos a composição socioeconômica da sociedade natalense ao longo do tempo. Seja, enfim, este curto artigo,  Resolução Orçamentária de Natal de 1919: uma inquietação,  uma porta quem sabe para uma pesquisa histórica.


17 Oct 11:20

Mostra de Cinema de Gostoso divulga filmes e anuncia exibição de Bacurau

by Da Redação

A curadoria da Mostra de Cinema de Gostoso divulgou nesta quarta-feira (16) os filmes que participam do festival. O evento acontece de 8 a 12 de novembro, em São Miguel de Gostoso, litoral do Rio Grande do Norte. Na mostra competitiva concorrerão quatro filmes de longa-metragem e seis de curta-metragem. A mostra Infantil contará 11 filmes. Haverá ainda uma mostra panorama, com quatro filmes de longa-metragem e quatro curta-metragens. O celebrado Bacurau, de Kléber Mendonça Júnior e Juliano Dornelles, também será exibido junto com o longa A Noite Amarela, de Ramon Porto Mota, ambos numa sessão especial e não competitiva.

O palco principal da 6ª edição da mostra é a sala ao ar livre, montada na Praia do Maceió, onde acontecem as sessões da Mostra Competitiva. Com 600 cadeiras espreguiçadeiras, tela de 12m x 6,5m, projeção com resolução 2K e som 5.1, a sala oferece uma experiência imersiva como a de um cinema de alta tecnologia. A expectativa é de que são mais de 2 mil pessoas por noite. Todas as cadeiras e parte da faixa de areia ficam ocupadas pelo público. Além disso, o público tem a disposição uma área de convivência montada antes do acesso à sala, com praça de alimentação e espaço para comerciantes locais.

Os filmes da Mostra Competitiva concorrem ao Troféu Luís da Câmara Cascudo, concedido pelo voto popular ao melhor curta e longa-metragem. Também será concedido o Prêmio da Imprensa, a partir da votação de jornalistas e críticos de cinema presentes na Mostra. Os filmes da Mostra Competitiva concorrem também aos prêmios de finalização das empresas Mistika e DOT Cine; aos prêmios de recursos de acessibilidade das empresas ETC Filmes e Video Shack e de aquisição da distribuidora Elo Company.

O evento também promove debates com produtores, diretores e atores dos filmes exibidos e, um seminário sobre o mercado audiovisual. Inclusive, neste ano, a Mostra de Cinema de Gostoso, em parceria com o BrLab, criou a 1ª edição do Gostoso Lab, laboratório para projetos de longa-metragem em fase de desenvolvimento, voltado aos realizadores do Rio Grande do Norte. O Gostoso Lab foi criado com o intuito de dinamizar a produção audiovisual do estado, buscando aproximá-la de novos colaboradores que darão suporte para o enriquecimento do processo criativo de novos projetos. Toda a programação é gratuita.

A Mostra de Gostoso mobiliza os moradores da cidade, que participam ativamente do evento. A curadoria do evento leva em conta a realidade local e a eficácia dos filmes em dialogar com a população. A soma destes fatores faz com que as sessões estejam sempre lotadas por um público que até então mantinha um contato distante com a produção cultural de outras regiões do país.

A 6ª Mostra de Cinema de Gostoso é uma realização da Heco Produções, do Coletivo de Direitos Humanos, Ecologia, Cultura e Cidadania (CDHEC) e da Guajirú Produções. Apresentação: Ministério da Cidadania. Patrocínio: Grupo Banco Mundial, Governo Cidadão, Governo do Rio Grande do Norte – Secretaria de Turismo (SETUR), BRDE, FSA, ANCINE e Sprite. Apoio: Laces, Potiporã, SEBRAE RN, Itograss, Pousada dos Ponteiros, Serveng, Gol, Elo Company, DOT, ETC, Video Shack, Mistika, ON Projeções, BrLab, Marcenaria SMG, Fundação José Augusto e Lei Camara Cascudo. Apoio Institucional: Prefeitura Municipal de São Miguel do Gostoso.

Filmes selecionados para a 6ª edição da Mostra:

MOSTRA COMPETITIVA

LONGAS-METRAGENS

CASA (Dir.: Letícia Simões, Documentário, 93MIN, PE, 2019)

FENDAS (Dir.: Carlos Segundo, Ficção, 80min, RN, 2019)

PACARRETE (Dir.: Allan Deberton, Ficção, 97min, CE, 2019)

VERMELHA (Dir.: Getúlio Ribeiro, Ficção, 78MIN, GO, 2019)

CURTAS-METRAGENS

A PARTEIRA (Dir.: Catarina Doolan, Documentário, 20min, RN, 2018)

EM REFORMA (Dir.: Diana Coelho, Ficção, 20min, RN, 2019)

MARIE (Dir.: Leo Tabosa, Ficção, 25min, PE, 2019)

PLANO CONTROLE (Dir.: Juliana Antunes, Ficção, 15min, MG, 2018)

QUEBRAMAR (Dir.: Cris Lyra, Documentário, 27min, SP, 2019)

SETE ANOS EM MAIO (Dir.: Affonso Uchôa, Documentário, 42min, MG, 2019)

 

MOSTRA PANORAMA

LONGAS-METRAGENS

AMBIENTE FAMILIAR (Dir.: Torquato Joel, Ficção, 90min, PB, 2019)

CHÃO (Dir.: Camila Freitas, Documentário, 110min, DF, 2019)

DIZ A ELA QUE ME VIU CHORAR (Dir.: Maíra Bühler, Documentário, 86min, SP, 2019)

A MULHER DA LUZ PRÓPRIA (Dir.: Sinai Sganzerla, Documentário, 74min, SP, 2019)

CURTAS-METRAGENS

CRUA (Dir.: Diego Lima, Ficção, 20min, PB, 2019)

IMAGENS DE UM SONHO (Dir.: Leandro Olimpio, Documentário, 20min, SP, 2019)

LOOPING (Dir.: Maick Hannder, Ficção, 12min, MG, 2019)

PRIMEIRO ATO (Dir.: Matheus Parizi, Ficção, 19min, SP, 2018)

SESSÕES ESPECIAIS

BACURAU (Dir.: Kleber Mendonça Filho e Juliano Dornelles, Ficção, 131min, PE, 2019)

A NOITE AMARELA (Dir.: Ramon Porto Mota, Ficção, 102min, PB, 2019)

MOSTRA COLETIVO NÓS DO AUDIOVISUAL

ANDO ME PERGUNTANDO (Dir.: Clara Leal, Ficção, 15min, RN, 2019)

CARTA BRANCA (Dir.: Rubens dos Anjos e Levi Jr., Ficção, 15min, RN, 2019)

JÚLIA PORRADA (Dir.: Igor Ribeiro, Documentário, 15min, RN, 2019)

LABIRINTEIRAS (Dir.: Renata Alves, Documentário, 15min, RN, 2019)

MOSTRA INFANTIL

AS INVENÇÕES DE AKINS (Ulísver Silva, Ficção, 32min, MS, 2018)

CASCUDOS (Igor Barradas, Ficção, 18min, RJ, 2018)

LILY’S HAIR (Raphael Gustavo da Silva, Ficção, 15min, GO, 2019)

MACACO ALBINO: SISO (Leandro Robles, Animação, 6min, SP, 2019)

NÃO ACORDE (Roberto Rogato, Ficção, 2min, SP, 2018)

O VÉU DE AMANI (Renata Diniz, Ficção, 15min, DF, 2019)

OS CHOCOLIX (Elizabeth Mendes, Animação, 7min, SP, 2018)

OS DOIS LADOS DA MOEDA (Everton Pereira, Felipe Machado, Juliana Vieira, Nathalia Amorim, Rodrigo Xavier e Thais Fraga, Ficção, 4min, RJ, 2006)

OS TRÊS PRIMOS (Bruno Pereira, Ficção, 11min, RJ, 2019)

PARABÉNS A VOCÊ (Andréia Kaláboa, Ficção, 20min, PR, 2019)

UM BEIJO PARA SOFIA (Calleb Jangrossi, Ficção, 16min, SP, 2018)

 

 

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14 Oct 17:49

Trump quer que chineses desviem comércio com o Brasil para os EUA

by Antonio Mello
President Trump with Chinese Vice Premier Liu He on Friday. Photo: Win McNamee/Getty Images

China resiste a intenção de Trump de desviar comércio com o Brasil para os EUA


Reportagem do The Wall Street Journal do dia 12 sobre as relações comerciais Estados Unidos-China, mostra que não foi só em relação à entrada do Brasil na OCDE que Trump deu um baile no presidente Bolsonaro, deixando-o fora da Organização.

Nas negociações do governo Trump com os chineses, Trump quer que a China desvie negócios que tem com o Brasil para os EUA. Mas os chineses estão resistindo.
People with knowledge of China’s strategy say Beijing officials still insist that agriculture purchases must align with the real needs of Chinese companies, including state-owned enterprises, and comply with World Trade Organization standards which limit market-distorting practices. Chinese negotiators have said China shouldn’t be forced to divert purchases from other countries such as Brazil to meet the U.S. request.
Pessoas com conhecimento da estratégia da China dizem que as autoridades de Pequim ainda insistem que as compras agrícolas devem se alinhar com as necessidades reais das empresas chinesas, incluindo empresas estatais, e cumprir as normas da Organização Mundial do Comércio que limitam as práticas que distorcem o mercado. Os negociadores chineses disseram que a China não deveria ser forçada a desviar compras de outros países, como o Brasil, para atender ao pedido dos EUA.
Diferentemente do governo entreguista de Bolsonaro, os chineses pensam estrategicamente nas defesas dos interesses de seu país e não no de Trump.

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14 Oct 12:12

Deus me livre ser fanático pelo PT!

by elikatakimoto

Preciso lhes contar uma história que aconteceu hoje.

Passei o dia com um grupo de petistas que me fazem sentir um polvo. Explico: tenho agora vários braços para além dos meus que parecem dez. Quando vocês me virem andando por aí saibam que não sou eu e sim um coletivo de nós.

Antes que vocês venham julgar, saibam que estamos longe de ser fanáticos pelo partido. Inclusive, vale observar, temos problemas sérios com quem é fanático pelo PT.

São insuportáveis.

Eles acham que o PT é o melhor partido do mundo e ficam levantando teorias.

Meu grupo não.

Tudo petista sério.

Aqui não achamos nada. Temos certezas. Não levantamos teorias. Chegamos com a prática.

Um petista sério pode ter visto o PT tirar o país do mapa da fome, criar milhares de empregos, construir Universidades e Institutos Federais e o salário mínimo aumentar, mas ele vai e diz: falhamos nisso falhamos naquilo.

É como a Gisele Bündchen passando um batom.

A gente acha que sempre pode ser melhor daquilo que vemos no espelho.

Não somos simpatizantes do PT. Nananinha. Aqui a gente faz reunião com bandeiras estendidas. Petista que é petista não desperdiça tempo com sentimentos pequenos como a simpatia. Aqui é paixão eterna para cima.

A gente se reúne toda semana para decidir o que queremos decidir na semana que vem. Tem votação sempre porque temos apego a esse conceito: o voto.

Votar para nós é um tipo de modalidade olímpica. Se não tiver nada para votar na semana, a gente inventa. É importante a prática.

Quando uma amiga saiu de uma plenária que não pude ir, ela me ligou e disse:

– Elika, quando saí da reunião algo horrível aconteceu. Levei um tombo e quebrei os dois pulsos.

Eu, petista linda e doce que sou, disse:

– Sinto muito. Me conta: o que foi decidido hoje na reunião?

Claro que isso é um exagero. Minha amiga não quebrou dois pulsos e sim um.

Petista que é petista arruma confusão com qualquer um que não consegue ter opinião. Arruma confusão também com quem pensa diferente. E gasta uma energia infinita tentando convencer até quem concorda com a gente para garantir que não vai mudar de opinião lá na frente.

O nível é esse.

Acabada a nossa reunião hoje que durou o dia inteiro com um breve intervalo para o almoço, alguns falaram que iam pedir uber.

Houve confusão.

Normal.

Afinal, precisamos fazer nossa economia interna movimentar e não estamos aqui para dar dinheiro para empresa estrangeira, disseram uns.

Teve debate depois de sete horas reunidos debatendo.

Nós, petistas sérios, somos incansáveis.

Votei a favor do táxi-rio e tratei de pedir minha corrida com 40% de desconto que o aplicativo me dá. Para quem não sabe, o aplicativo oferece descontos nas corridas que variam de 10 a 40%. Petista não é burro e vai lá e escolhe o maior desconto que muitas das vezes fica até mais barato do que Uber.

E quem pensou que a história está no fim se enganou mais do que aqueles que acharam que tirando o PT do poder o povo melhoraria de vida.

Aqui começa a minha saga.

Mal entrei no táxi – acompanhada de Lucimar e meu amigo Paulo – o taxista começou a reclamar “do cliente que só escolhe o maior desconto e se lixa para o motorista que precisa fazer a manutenção do carro e tem família para sustentar”.

-Tem gente que paga no cartão oito reais, moça! Não dá. É muita falta de senso!

A minha corrida ia dar 28 reais com aquele desconto gostoso. Eu já havia separado 30, crente que estava arrasando no exercício da cidadania deixando o troco para o motorista.

Eu precisava me explicar.

-Mas o aplicativo dá essa opção de desconto, Miguel. Quem vai escolher um desconto menor podendo escolher o maior?

– Quem? Quem pensa no outro, moça! Por isso táxi tá acabando! Crivella que inventou esse aplicativo!

– Mas vocês não estavam gostando do Crivella? Ouvi de um colega seu dizer que…

– Moça, eu tenho muito colega burro. Não é porque é taxista que eu vou defender. – E desatou a reclamar de tudo de ruim que a categoria estava passando dizendo que em vinte anos trabalhando nunca esteve tão mal de vida. – Pior é ver gente doente balançando a bandeira do PT. – Falou Miguel.

Desse jeito, gente. O papo mudou que nem sei como.

O PT está para o Brasil tal e qual Platão para a filosofia. Você cita qualquer político, elogia a reforma de uma calçada, se queixa do preço do gás ou pede Anitta no Rock in Rio e o cidadão vai e desata a falar do PT.

– Minha filha entrou para Universidade Federal e ficou doente. Deu de balançar a bandeira do PT também. Para mim, moça, quem balança bandeira do PT é doente!

Galera, eu fatidicamente estava, pela primeira vez na vida, carregando na mochila cinco bandeiras do partido e dois bonés porque fiquei com a incumbência de lavar nosso manto sagrado e nosso capacete da alegria.

Imagina.

Só imagina.

– Eu votei no Bolsonaro, moça. Falam que ele é homofóbico porque arrumou treta com o Jean Uílis que só virou deputado porque foi bígui broder. Nem no Brasil o cara tá mais e ficam chamando Bolsonaro de homofóbico por causa desse Jean.

Não me calei. Claro. Fiz algumas perguntas.

– Miguel, na época do PT, o senhor estava ruim, economicamente falando?

-Eu tinha tudo, moça. Tinha assinatura de tudo. Sky, Net, Claro… Minha geladeira era cheia de longui néqui. Agora não tenho uma para beber quando chegar em casa. Ontem não tinha dez reais para dar para meu filho, moça. Mas é mole governar quando se tem dinheiro. Quero ver sem nada! – terminou Miguel.

-Miguel, que medidas estão sendo tomadas pelo seu presidente para que pessoas como o senhor melhorem de vida?

-Não sei, moça. Mas preciso confiar no cara né.

Não vou me estender mais. Daí para frente, é suficiente dizer que estava diante de um eleitor confesso de Bolsonaro que dizia que o Brasil não está bom porque vai levar tempo para consertar e que o PT isso o PT aquilo.

É necessário observar que tive um dia muito produtivo e havia felicidade e esperança dentro de mim.

A corrida terminou. Miguel soube que eu era petista quando estava quase chegando em casa.

Paulo ouviu tudo em silêncio e resolveu reiniciar, pasmem, no mesmo táxi, uma outra viagem até sua casa na Cruz Vermelha. Logo ali perto.

Chegando no destino, Miguel disse para meu amigo que achava que tinha me chateado e Paulo (que sabia que ele ia dizer isso) respondeu:

– Ela com certeza não ficou chateada. Ela ficou muito preocupada com você que está perdendo tudo e dando o apoio para quem está pouco se lixando para sua categoria.

Paulo estava se referindo ao estranho fenômeno do gado que aplaude quem lhe tira o pasto.

Miguel pensou por três segundos.

Talvez menos.

Apertou a mão do Paulo e foi pegar, certamente, outros petistas porque muitos de nós temos essa mania de escolher o táxi para fortalecer a economia nacional.

Terminamos o dia satisfeitos como aqueles que tiram do forno um bolo cheiroso. E não há bolo de festa sem cereja. A nossa foi esses míseros segundos que Miguel (quero acreditar nisso) cogitou que algo estava fora de lugar.

Petista fanático tem essa mania de acreditar que a Terra é redonda e que o mundo dá voltas.

Nós, petistas sérios, vamos além.

Miramos na reviravolta.

Cremos que nossa missão é infinita, a ditadura, não. E, fofos e sérios que somos, acreditamos que (juntamente com o amor) o diálogo vencerá.

14 Oct 12:07

Memória do Blog do Primo

by renato renato

Foto aérea da inauguração do então Castelhão, depois denominado de Machadão. 

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10 Oct 18:11

A incrível história do carro elétrico produzido na Bolívia

by Paulo Gala

*escrito com Felipe Augusto O mini veículo elétrico produzido na Bolívia tem capacidade para três pessoas, alcança até 60 km/h e tem autonomia para percorrer 70 quilômetros. Feito para uso urbano, a bateria do veículo demora de 6 a 7 horas para carregar. O valor de venda será de cerca de 5 mil dólares. A […]

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10 Oct 18:01

Da bandeira e outras coisas

by Unknown

O tempo está para temas quentes. Começou com a gaguez da nova deputada do Livre, agora é tempo de se falar da bandeira da Guiné-Bissau que, para escândalo de alguns, surgiu nas comemorações da sua eleição. Vamos a isso, sem receios. Não vou utilizar o léxico do politicamente correto, vou dizer as coisas com a linguagem da conversa comum, que é a minha.

Começo por notar que, se Portugal estivesse em conflito político aberto com um qualquer país, eu sentir-me-ia chocado que surgisse uma bandeira desse Estado num ato público português. Era, no mínimo, um gesto agressivo, por muito que preze a liberdade de expressão. E indignar-me-ia.

A Guiné-Bissau, porém, é um país amigo, de onde tem vindo para Portugal muita e boa gente, que aqui ajuda à nossa diversidade, que aqui honestamente trabalha, que aqui continua a habituar os portugueses a viverem com a diferença, o que muito contribui para a nossa riqueza cultural - embora, pelos vistos, ainda não o suficiente para convocar a tolerância em muitas cabeças.

Que uma cidadã oriunda da Guiné-Bissau consiga singrar na sociedade portuguesa e, para além de uma carreira académica de relevo, tenha conseguido ser uma das 230 pessoas que os portugueses escolheram para os representar, isso deveria, na minha modesta opinião, constituir um orgulho nacional, um preito à nossa política de integração. Um país que andou pelo mundo tem obrigação de ficar contente que esse mundo, onde também se fala a sua língua, aqui se acolha e viva.

Eu não necessito que um cidadão deixe de sentir-se e dizer-se guineense quando adquire nacionalidade portuguesa, como não espero que um luso-descendente, dos muitos milhares que encontrei na minha vida diplomática, bem integrados e hoje também orgulhosos brasileiros ou franceses, “esqueça” de onde veio. Ficaria triste se isso acontecesse.

Faço parte de um Portugal que gosta de ver as ruas cheias de gente “de fora” - negros, indianos, asiáticos ou brancos. Gosto muito de ouvir um caboverdeano ou um timorense ou um brasileiro dizerem “tenho a nacionalidade portuguesa”. Sou de um país que tem uma “alma” nacional muito larga, que não vive em trincheiras de um nacionalismo serôdio.

Que uma cidadã da Guiné-Bissau - ou de Angola, ou de Timor ou do Brasil - sinta orgulho em exibir a bandeira do país de onde é originária, sublinhando que mantém carinho pelas suas origens, isso pode escandalizar alguém? Suspeito, aliás, que se a nova deputada fosse branca (e, em especial, se fosse um homem) e a bandeira exibida fosse a do Brasil todo este sururu não tinha surgido.

Se um português eleito para um qualquer cargo nos Estados Unidos, na França ou na Sildávia, exibir a bandeira da terra dos seus pais ou onde ele próprio nasceu, destacando assim a sua fidelidade afetiva ao lugar de onde vem, o que pode isso soar a estranho? É alguma deslealdade face ao país que o elege um cidadão assinalar de onde veio e o carinho que continua a sentir por esse lugar?

Dirão alguns: mas essa cidadã critica publicamente o racismo que existe na sociedade portuguesa. “And so what?” E se acaso fosse um deputado branco, aqui nascido, a constatar, alto e bom som, essa realidade - a de que, entre nós, há racismo, discriminação e xenofobia? Era mais aceitável? Só por ser uma cidadã originária de um país africano já não o pode fazer? Há algum “capitis diminutio”, como se se dissesse “já bastou ser aceite como deputada em Portugal, não tem o direito de criticar o país que lhe deu esse estatuto”?

Cheira-me que todo este escândalo em torno da deputada do Livre acarreta, atrás de si, muito preconceito, bastante xenofobia e algum racismo. Posso estar enganado, mas acho que esta polémica e todo este debate vão acabar por ser salutares, porque vão deixar muito claro que o Portugal velho, do patriotismo primário, que andava escondido nas graçolas discriminatórias, mesquinhas e medíocres, vai ficar exposto de uma vez por todas.

Joacine Katar Moreira pode vir a fazer muito bem ao arejamento das cabeças deste país. Eu, apesar de tudo, acredito sempre na vitória das luzes sobre as trevas.
09 Oct 13:30

Com Henrique, silêncio e discrição; Com Fátima, barulho e fúria

by Cefas Carvalho

Chamou minha atenção a informação de que, entre as revelações do ex-procurador geral da República e quase assassino e quase suicida Rodrigo Janot estava a de que no seu livro de memórias  recém-lançado “Nada a menos que tudo”, ele dedique três páginas para narrar fatos envolvendo o ex-deputado federal potiguar Henrique Alves, do MDB, como até foi noticiado aqui nesta Saiba Mais. Na verdade, Janot ironiza e debocha o potiguar, que havia ocupado a presidência da Câmara Federal e somou 11 mandatos consecutivos como deputado federal.

Janot afirma que Henrique Alves “também se esforçou muito para ficar de fora da lista de investigados”. O ex-procurador conta que aceitou receber o potiguar em pelo menos três audiências e, numa delas, Alves teria chorado ao perceber que um dos inquéritos que o investigara havia sido arquivado por falta de provas. Na segunda audiência entre os dois, assim que entrou no gabinete de Janot, Henrique recebeu o famoso “envelope pardo” onde geralmente o PGR colocava os ofícios comunicando políticos e agentes públicos sobre a decisão de prosseguir com o inquérito ou pedir o arquivamento da investigação. Como agradecimento, Alves teria enviado uma garrafa de cachaça de presente para Janot, que desdenha do presente no livro.

Não que eu duvidasse que Henrique se comportasse desta forma. O que chamou minha atenção foi o silêncio quase total de jornalistas e palpiteiros de Facebook diante do fato.

Pessoas que vejo diariamente vociferando contra a corrupção e agredindo verbalmente quem pensa diferente se mantém olimpicamente silenciosas quando o assunto envolve pessoas com o sobrenome Alves e que já tenham ocupado mandatos eletivos. Já debati feio esse tema em priscas eras, aqui nas redes, e já perdi amizades reais e virtuais justamente por causa disso: indignação seletiva.

Na verdade, quase tudo que envolve Henrique sempre foi mantido em uma bolha de silêncio e discrição.

Silêncio e comedimento que não percebo quando se trata de outros políticos potiguares, como a governadora Fátima Bezerra, por exemplo.

Fátima está longe de ser perfeita e tem lá seus deslizes políticos. Mas, a carga de críticas que recebe de blogueiros, jornalistas (sic) e internautas cheios de palpite para dar, é totalmente desproporcional aos eventuais equívocos de gestão, assim como acontecem em menor escala do que com gestores anteriores. Traduzindo para o bom português: Cobra-se muito mais de Fátima no décimo mês de Governo do que de Robinson no segundo e terceiro ano de mandato, por exemplo. E com palavras mais agressivas.

Essa desproporcionalidade permite a especulação que a política de dois pesos, duas medidas se dê porque Fátima é do PT. Ou por ser mulher.

Basta observar que factoides como o Governo Fátima não ter desejado entrar no polêmico programa de escolas militares gerarau dezenas de matérias blogues afora e outro tanto de críticas. E a matéria de que um ex-deputado potiguar pediu a um procurador para não ser investigado e tenha chorado para ele mal ganhou uma dezena de matérias, com repercussão morna e poucos comentários de ordem furiosa.

Repetindo: são dois pesos e duas medidas que chama. Olha que Deus está vendo. Quem faz prints, também.

 

 

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09 Oct 12:07

O deputado das caixas da comentários

by Unknown


Somos um país ingénuo. Recordo-me de que, durante anos, nos fomos auto-sossegando pelo facto de não existirem vozes parlamentares que ecoassem os ódios da extrema-direita. Uns, mais líricos, diziam que éramos diferentes, que o racismo e a xenofobia não existiam por cá. Outros achavam que o trauma, relativamente recente, de uma ditadura imunizara o país contra apelos autoritários ou populistas. 

E, agora, ele aí está: um deputado, um eleito do povo, com um discurso onde muitos leem o apelo à discriminação, um tom racista, xenófobo e autoritário, que cavalga, de forma demagógica e populista, medos e sentimentos mesquinhos, os mesmos que atravessam a lixeira moral das caixas de comentários dos jornais e dos “sites”, onde se alimenta a linguagem acre sobre “eles” – sobre os “pretos”, a “ciganada”, os “mouros”, os “monhés”, os estrangeiros, os imigrantes, os refugiados, enfim, sobre o diferente. Agora, já não são apenas “skinheads” e patrioteiros caricatos, abusando a bandeira verde-rubra. Será alguém engravatado, do alto da sua imunidade parlamentar, com direito regular a tribunas mediáticas, a espaços para fomentar proselitismo, junto desse Portugal de frustrados e de raivosos, do “isto é tudo um bando de gatunos e corruptos”. 

Esse deputado demorou a chegar, mas chegou. A extrema-direita aí está, pronta a concitar politicamente receios, a explorar a criminalidade num dos países mais seguros do mundo, a rejeitar a abertura humanista aos refugiados, a pôr em causa a imensa riqueza que é vivermos hoje num país da diversidade, nesta bela praça de diferenças, feita de gentes vindas de um mundo por onde um dia outro Portugal andou.

Não me apetecia lembrar isto, mas não me posso furtar a fazê-lo: lamento que tenha sido Pedro Passos Coelho, alguém de quem discordo profundamente mas por quem tenho consideração pessoal, que tenha cometido o gravíssimo erro político de proporcionar, através do PSD, um palco a uma figura deste jaez.

Estarei a exagerar? Não será isto um mero epifenómeno, controlável e contível nas suas proporções? A história recente da Europa mostra-nos que esta é uma nódoa que alastra com grande facilidade, porque se apoia em sentimentos primários, em caricaturas fáceis, em reações epidérmicas. Quando vozes que ganham um estatuto institucional surgem a dizer alto aquilo que muitos, envergonhadamente, pensam ou murmuram, o mal está feito. É a democracia, dirão alguns. Prouvera que a democracia tivesse boas armas para combater a mentira. O facto é que, muitas vezes, não tem.
09 Oct 12:03

Proposta do novo Fundeb é aprovada pelos governadores dos Estados

by Da Redação

Os governadores dos 26 estados e o Distrito Federal aprovaram nesta terça-feira (8) a apoio à Proposta de Emenda Constitucional (PEC) que cria um novo Fundeb (Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação) de caráter permanente e com maior participação financeira da União.

O Fórum foi aberto com exposição da deputada federal Dorinha Seabra, relatora da PEC 15/15 na Câmara dos Deputados. Pela proposta, fica determinado que a contribuição federal passe a 15% em 2021, com acréscimos anuais de 2,5% até chegar a 40% em 2031. O impacto orçamentário total seria de R$ 279,8 bilhões. Este ano, por exemplo, a participação da União representa apenas R$ 14,3 bilhões do total de R$ 153 bilhões do Fundeb.

O Fundeb é composto por recursos arrecadados por estados e municípios, além de uma complementação feita pela União. O fundo é hoje o principal mecanismo de financiamento da educação básica, que vai da creche ao ensino médio.

O montante do Fundeb equivale, segundo o Ministério da Educação (MEC), a 63% de tudo que é investido nas escolas públicas do Brasil. O dinheiro é usado para pagamento do salário dos professores e manutenção e desenvolvimento do ensino, como construção de quadras de esportes, reforma de instalações físicas, aquisição de carteiras, computadores, televisores e outros equipamentos.

Fátima Bezerra (PT) foi escolhida pelos governadores para representar o colegiado na defesa do Fundeb (foto: Paulo Carvalho)

A governadora do Rio Grande do Norte Fátima Bezerra explicou que o atual modelo da principal fonte de financiamento da educação básica termina em 2020.

“É urgente criarmos um substituto que seja permanente, para que o Fundeb passe a ser política de Estado. Os Estados e municípios financiam a maior parte do Fundeb, 90%, e recebem parcelas menores que a União da arrecadação dos impostos. Os Estados, este ano, vão aportar R$ 22 milhões. Há um forte desequilíbrio e é fundamental corrigir esta distorção”, argumentou Fátima Bezerra, que atrelou distribuição de renda à educação:

“Nenhuma nação no mundo se desenvolveu com distribuição de renda, oportunidade de trabalho, geração de empregos e sustentabilidade sem investir na educação do seu povo. No Brasil, o Fundeb atende uma população de mais de 40 milhões de pessoas, vai da creche ao ensino fundamental e ao ensino médio.  Educação é a agenda mais importante do país. O Fundeb tem pressa. O Congresso Nacional, deputados federais e senadores devem responder a sociedade com a aprovação do novo Fundeb”, declarou a governadora do RN.

Para o atual presidente da União dos Dirigentes Municipais de Educação Luiz Miguel, com o Fundeb renovado e tornado permanente, o país concretiza o Plano Nacional de Educação, que é uma conquista histórica de toda a sociedade.

Por sugestão de Fátima Bezerra o VII Fórum Nacional de Governadores emitiu nota oficial expressando total apoio à PEC 15/15.

“Os governadores do Brasil declaram apoio ao relatório da Câmara por que ele incorpora tudo aquilo que nós defendemos: um novo Fundeb, permanente, como política de Estado e com maior participação financeira da União”.

A CARTA OFICIAL DOS GOVERNADORES

O Fórum Nacional de governadores, reunido no dia 8 de outubro de 2019, na Capital Federal, reafirma, por meio da nota abaixo subscrita, a defesa do novo Fundeb, a imprescindibilidade de torná-lo permanente e a necessidade imperativa de ampliar os recursos da União para que, assim, posa manter-se o principal instrumento de redução das desigualdades educacionais.

Neste sentido, nós, Governadores de Estado e do Distrito Federal, defendemos a discussão imediata da matéria, tendo como base a PEC 15/2015, relatada pela Deputada Federal Professora Dorinha Seabra, que dialoga com a PEC 65/2019, relatada pelo Senador Flávio Arns, com a PEC 33/2019 e com a PEC 24/2017, todas em sintonia com os compromissos estabelecidos no Plano Nacional de Educação – e nos alinhamos também com a União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação – Undime e com o Conselho Nacional de Secretários de Educação – Consede.

Entendemos que essas medidas fortalecerão as políticas para a educação básica pública e a valorização dos profissionais da educação.

Conclamamos a união de todas as forças da sociedade em defesa da educação. Conclamamos o Congresso Nacional, as entidades representativas e a sociedade civil a responderem a este desafio.

A educação é direito de todos. A defesa do Fundeb é dever de todos.

 

 

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07 Oct 13:30

Governo suspende a venda de 32 marcas de azeite de oliva fraudado; veja a lista

by renato renato

O Ministério da Agricultura anunciou a suspensão da venda de mais 32 marcas de azeites de oliva por causa de adulterações no produto:

Segundo o ministério, as marcas que praticaram fraudes foram:

Aldeia da Serra
Barcelona
Casa Medeiros
Casalberto
Conde de Torres
Dom Gamiero
Donana
Flor de Espanha
Galo de Barcelos
Imperador
La Valenciana
Lisboa
Malaguenza
Olivaz
Olivenza
One
Paschoeto
Porto Real
Porto Valencia
Pramesa
Quinta da Boa Vista
Rioliva
San Domingos
Serra das Oliveiras
Serra de Montejunto
Temperatta
Torezani
Tradição
Tradição Brasileira
Três Pastores
Vale do Madero
Vale Fértil

O governo afirma que a maior parte das fraudes foi feita com a mistura com óleo de soja e óleos de origem desconhecida.

As fiscalizações que detectaram as 32 marcas irregulares são resultantes da Operação Isis, iniciada em 2016. No caso destas marcas, o ministério realizou a coleta dos produtos para análise entre 2017 e 2018.

G1

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07 Oct 13:10

Veja mente sobre prisão de Lula. Fernando Morais mostra a verdade

by Antonio Mello
Pixação veja mente

Em seu perfil no Facebook, o jornalista desmente nota da Veja sobre os custos com prisão de Lula


Veja ressuscita o “Tutóia Hilton”, onde Herzog foi assassinado

Ao publicar uma nota chamando de “Spa milionário” o cubículo de 22 metros quadrados em que Lula está injustamente preso há um ano e meio, a revista Veja desta semana reprisa o sórdido colunista Cláudio Marques, que em 1975 afirmava que Vladimir Herzog deveria ser levado para o “Tutóia Hilton” – o DOI-CODI que funcionava na rua Tutóia e onde Vlado foi assassinado.

Veja mente ao dizer que a prisão de Lula em Curitiba já custou aos cofres públicos R$ 6 milhões. Isso significaria, se fosse verdade, um custo diário de R$ 12 mil. É mentira.

A única despesa diária da Federal com o ex-presidente se resume à quentinha da hora do almoço – que nem sempre consome, já que às vezes familiares e advogados costumam levar almoço para ele. Lula comprou (ou compra) e paga do próprio bolso, por meio de seus advogados, a televisão aberta que usa, os dois gaveteiros para guardar seus pertences, a tampa do vaso sanitário, o papel higiênico e os rolos de papel chuga, sabonetes, o café, o pão, a esteira de ginástica (adquirida numa loja de objetos usados de Curitiba) e uma cômoda.

Embora uma simpática funcionária apareça algumas vezes por semana para a faxina, a limpeza diária é feita pelo próprio presidente (obsessivo com higiene e organização), que mantém dentro de um balde plástico, sob o guarda-roupa, pagos por ele, escovões, sabão, produtos de limpeza e panos de chão que Lula usa diariamente para manter a cela limpa.

Para ter água fresca e filtrada, e para conservar os alimentos perecíveis, Lula pediu a instalação de uma mini geladeira na cela. Negado o pedido, ele foi obrigado a comprar um cooler elétrico, que funciona como frigobar, e, semanalmente, renova o estoque de garrafinhas de plástico de água mineral. Com seu próprio dinheiro.

Os R$ 6 milhões inventados por Veja seriam suficientes para comprar meio milhão de quentinhas, cuja unidade custa, em média, treze reais.

Veja perde o dono, mas não perde o vício.
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02 Oct 12:39

GRAVE: a pobreza chegou a 35,4% e já afeta quase 16 milhões de argentinos

by argentinatraduzida

O índice registrou alta de 3,4 pontos percentuais em relação ao segundo semestre de 2018 (32%) e aumentou 8,1 pontos percentuais em relação ao mesmo semestre do ano anterior.

FONTE: Ámbito Financiero

A pobreza atingiu 35,4% durante o primeiro semestre de 2019, e já afeta quase 16 milhões de pessoas, sendo o número mais alto da era Macri, disse o INDEC (Instituto de Estatística e Censos) na segunda-feira.

“Como a dinâmica do ciclo econômico se deteriorou em agosto e não mostra sinais de melhora, estimamos que a pobreza aumentará um ou dois pontos percentuais neste segundo semestre”, afirmou a consultora Elypsis.

“Tal porcentual significa que, na Agentina, cerca de 15.833.342 milhões de pessoas são pobres”, disse Victoria Giarrizzo, diretora executiva da consultora Elypsis, em diálogo com Ámbito Financiero. Se considerarmos apenas a população urbana, a pobreza afeta 14,4 milhões de pessoas.

A medição indicou que, no período de janeiro a junho de 2019, 7,7% da população estava em situação de indigência, ante 6,7% registrada no segundo semestre do ano passado.

Comparado ao segundo semestre de 2018, o indicador de pobreza mostra um aumento de 3,4 pontos percentuais.

Pobreza na era Macri

Note-se que esta medição do primeiro semestre do ano não contempla a crise financeira posterior às eleições primárias (PASO) de 11 de agosto. Analistas privados dizem que até o final do ano a pobreza pode alcançar 38% da população da Argentina.

O nível do primeiro trimestre representa o número mais alto da era do presidente Mauricio Macri, que chegou ao poder em dezembro de 2015 com a promessa de “Pobreza Zero”.

A evolução do indicador mostrou queda apenas em 2017. O índice de pobreza atingiu 30,3% no segundo semestre de 2016, caiu para 28,6% no primeiro semestre de 2017 e 25, 7% no segundo. Em 2018, subiu para 27,3% no primeiro semestre e para 32% no semestre seguinte.

Antes do anúncio, a consultora Elypsis indicou que o aumento “reflete a queda na renda real no ano passado” e explicou que “a principal renda familiar caiu 13,8% entre o segundo trimestre de 2018 e o segundo de 2019”.

“Em muitos lares, havia remuneração por empregos adicionais, principalmente de baixa qualidade. Daí o aumento do emprego e a pressão trabalhista (aqueles que querem trabalhar mais) relataram recentemente”, afirmou.

E acrescentou que, por esse motivo, a renda familiar teve uma queda média um pouco menor: -11,6% em 12 meses. “Como a dinâmica do ciclo econômico se deteriorou em agosto e não mostra sinais de melhora, estimamos que a pobreza aumentará um ou dois pontos percentuais neste segundo semestre”, disse a consultora.

Poderia ser pior

Segundo estimativas do CEPA (Centro de Economia Política Argentina), no primeiro trimestre de 2019 a pobreza atingiu 34% da população e a indigência 7%. Considerando que, metodologicamente, os dados semestrais são calculados conforme a média dos dois trimestres, pode-se inferir que no segundo trimestre a pobreza foi de 36,8% e a indigência de 8,4%.

No entanto, eles alertam que a metodologia para medir a pobreza é analisada com base na renda, mas “não representa totalmente a privação material das famílias”. “Se questões essenciais forem incluídas na equação, como o custo de aluguéis, remédios, fraldas e alimentos específicos em famílias com bebês, sem dúvida o indicador traria resultados ainda mais preocupantes ”, destaca o centro de estudos.

01 Oct 17:38

Gleisi: Cai por terra o mito de que a gastança de Dilma enterrou o Brasil; colchão do Lula é ainda o que salva

by Luiz Carlos Azenha
30 Sep 17:45

Juiz do RN que vendia sentenças a partir R$ 750 é destaque na imprensa nacional

by Pedro Torres

O juiz José Dantas de Lira condenado à aposentadoria compulsória pelo Conselho Nacional de Justiça por vender sentenças  para ampliar a margem de consignação de empréstimos a servidores públicos foi destaque na imprensa nacional nesta segunda-feira (30). O crime aconteceu na comarca de Ceará-mirim, município da região metropolitana de Natal (RN). O esquema deflagrado pela Operação Sem Limites, em 2014, foi divulgado pelo site The Intercept Brasil, veículo que vem divulgando as mensagens entre procuradores da  força-tarefa da Lava Jato e o ex-juiz e atual ministro da Justiça Sérgio Moro.

Ao todo, de acordo com o Ministério Público, cerca de R$ 3,4 milhões foram movimentados a partir do esquema de vendas das liminares a servidores públicos que buscavam aumentar, por meio de decisão judicial, o limite de crédito para obter novos empréstimos consignados, modalidade que garante ao funcionário menores taxas de juro.

O valor pago pelas decisões variava entre R$ 750 e R$ 1,8 mil. Foram identificados na conta do magistrado depósitos não identificados, em espécie, no valor de R$ 43 mil. A data dos pagamentos coincide justamente com a concessão das liminares.

Segundo a investigação do CNJ, os corretores envolvidos no esquema apresentavam ao advogado Ivan Holanda Pereira os servidores que tinham interesse em adquirir margem consignável de empréstimos. Além do juiz José Dantas de Lira, a equipe contava também com dois advogados – um deles filho do juiz – um corretor de empréstimos e um funcionário do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Norte (TJRN).

O advogado, amigo de José Dantas de Lira, preparava as ações e encaminhava para que outros advogados assinassem as peças, evitando, assim que o magistrado fosse impedido de julgar os casos devido à amizade pública que ambos mantinham.

Como a maioria dos servidores vivia em Natal, a equipe, então, falsificava os endereços dos clientes para que as ações judiciais fossem julgadas pela comarca de Ceará-Mirim, onde o juiz podia atuar.

As reuniões do grupo aconteciam no escritório do filho do juiz, e a contabilidade ficava por conta de um assessor, funcionário do tribunal.

Somente de 2007 a 2009, o Ministério Público do Rio Grande do Norte descobriu que foram movimentados cerca de R$ 3,4 milhões na conta de um dos envolvidos no esquema. Pelo menos 55 processos, de acordo com o MP, sofreram interferência do juiz de maneira ilegal. A apenas três pessoas, Lira concedeu 22 liminares, conforme o CNJ.

Oito pessoas foram denunciadas. Os crimes imputados são de corrupção e associação criminosa. São elas: juiz José Dantas de Lira, os advogados Ivan Holanda Pereira, José Dantas Lira Júnior, Juliano Souza de Oliveira, Ednardo Gregório Alves e Camila Raquel Rodrigues Pereira. Foram ainda incluídos no rol de acusados o servidor Clístenas Alves Maia, o corretor de empréstimos Paulo Aires e o autônomo Hamurabi Zacarias de Medeiros.

O esquema rendeu ao juiz a condenação à aposentadoria compulsória, decidida pelo Conselho Nacional de Justiça, em 2017.

*Com informações do The Intercept Brasil

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30 Sep 14:21

Nota em solidariedade à companheira Dilma Rousseff

by evelizepacheco

A Comissão Executiva Nacional do Partido dos Trabalhadores solidariza-se com a companheira Dilma Rousseff que mais uma vez é vítima de delações sem prova, ilegalmente vazadas e publicadas de forma irresponsável. É estarrecedor que se dê fiança a uma acusação infundada q ler mais

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30 Sep 12:44

Nassif sugere que Moro protegeu Eduardo Cunha para evitar degola de Fux

by Luiz Carlos Azenha
30 Sep 12:36

Da Lama ao caos

by Iano Flávio Maia

No dia seguinte, ele esbravejou e voltou as cargas contra outras mulheres. Na cabeça dele, Fátima e suas assessoras teriam dedicado tempo para garantir toda a repercussão aos comentários grotescos contra a militante ambientalista sueca Greta Thunberg. Edmo Sinedino, no texto de ontem, usou adjetivos suficientes para descrever o episódio.

Ele já havia pedido desculpas. Em três linhas, no último post do dia, chamou de “comentário infeliz” o espetáculo de machismo, desrespeito aos direitos da infância e à dignidade da pessoa humana em seu programa na Rádio 96FM. E assim, achou que havia aprendido a lição, provavelmente achou que o caso estava encerrado e foi dormir tranquilo.

As redes sociais não aceitaram as desculpas. Nem foram dormir. O vídeo chegava no whatsapp, aparecia no facebook (seguido dos emojis enojados) e chocava cada vez mais brasileiros e estrangeiros que não conheciam a verve raivosa em seus comentários diários no rádio e na TV.

Sim, também na TV.

Em suas lacônicas desculpas, ele não lembrou que também havia balbuciado os mesmos comentários sórdidos na TV Tropical. Talvez o “esquecimento” tenha a ver com a falta de protestos do seu companheiro na bancada televisiva, ao contrário do que bem fez sua companheira de microfones no rádio.

Na internet, houve quem tentou contemporizar. Teria sido apenas um “erro”. Quem nunca errou na vida, né não? Só que eu apostaria mais em “crime”. Um mistura de um pouco de calúnia, com bastante difamação e pitadas de injúrias contra a condição de saúde mental da garota sueca.

Sorte dele se ela não investir em um processo judicial contra ele. Sim, porque, ao contrário do que ele pensou e escreveu em seu blog, Greta deve estar atualizada do que aconteceu em torno do seu nome nas nossas terras devoradoras de jerimum.

Para orgulho dele, o caso não ficou nas redes fechadas e estampou as páginas de jornais, revistas e portais de internet. Tem notícia com o nome dele chegando dos Estados Unidos e até do Vietnam. Ele até comemorou o aumento na audiência do blog depois da crise, uma pena que os anunciantes tenham retirado os anúncios antes de os visitantes chegarem.

O problema é que vai se um deles e ficam tantos outros a propagar ideias e opiniões socialmente nocivas pelo rádio, pela TV e pela internet. A Liberdade de Expressão também tem limites e precisamos começar a reconhecê-los nesses tempos em que os discursos de ódio estão se naturalizando rapidamente.

Nos tempos dos meus avós, quem dizia o que queria, escutava o que não queria. Talvez seja a hora de respondermos à altura.

 

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27 Sep 18:12

Alunos exaltam ditadura em curso preparatório para o Exército

by admin
Foto: Reprodução

Um grupo de alunos provocou pânico, na manhã de quarta-feira, no fim da aula que encerrou o curso para a Escola Preparatória de Cadetes do Exército (EsPCEx), na unidade da Tijuca do Colégio Elite. Segundo testemunhas, sinalizadores foram acesos por estudantes dentro da escola e uma estudante foi agredida com um soco no rosto. No quadro negro foram escritos, além de palavrões, os dizeres ‘1964, revolução glorioso (sic)’ e ‘Ustra!’, uma referência ao coronel Carlos Alberto Brilhante Ustra, reconhecido pela Justiça brasileira como torturador de presos políticos na ditadura militar.

Segundo o relato do pai de um aluno, que pediu para não ser identificado, o acionamento de sinalizadores aconteceu dentro de uma sala de aula e no corredor do colégio. Um outro artefato foi colocado dentro da mochila de uma estudante. “Eles ainda fizeram corredor polonês e, na sala em que estava meu filho, reviraram todas as cadeiras e bloquearam a passagem. Uma menina tentou sair e foi agredida com um soco no rosto”, relatou.

Ainda segundo ele, a confusão seria uma ‘comemoração’ pelo último dia de aula do curso preparatório para a EsPCEx, cujas provas serão realizadas neste fim de semana. A Polícia Militar chegou a ser acionada.

Segundo informações do 6º BPM (Tijuca), uma equipe foi chamada ao local, na Rua São Francisco Xavier, para conter uma briga de alunos que estaria programada para acontecer na saída da escola. No local, os policiais militares foram informados que um estudante havia acendido sinalizadores dentro da escola e um outro tinha agredido uma aluna. Segundo a PM, havia muita fumaça no interior do colégio, o que causou pânico entre funcionários e estudantes. Um sinalizador foi apreendido pela PM com um dos suspeitos de dar início ao tumulto.

Os envolvidos na confusão foram levados para a 18ª DP (Praça da Bandeira), onde o caso foi registrado. Segundo a Polícia Civil, foi lavrado um termo circunstanciado de ocorrência para apurar o caso. Todos os envolvidos prestaram esclarecimentos e vão responder, em liberdade, por lesão corporal e ‘contravenção de arremesso ou colocação de coisa perigosa’.

O procedimento foi encaminhado ao Juizado Especial Criminal (Jecrim). O Elite Rede de Ensino confirmou que os alunos envolvidos no tumulto eram da turma preparatória para a EsPCEx e informou que “está tomando as providências internas de acordo com o regimento escolar e prezando pela segurança e bem-estar dos alunos”.

De O Dia

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27 Sep 13:25

Baltasar Gárzon a Lula: “Se eu tivesse um milímetro de dúvida [sobre a inocência] eu não estaria aqui”; vídeo

by Conceição Lemes

Visitou ex-presidente junto Tarso Genro e Paulo Vanucchi

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