A capital potiguar apresentou uma redução significativa no número de assassinatos em 2026. Dados da Coordenadoria de Informações Estatísticas e Análises Criminais (COINE), da Secretaria de Segurança Pública e da Defesa Social (SESED), apontam que, entre janeiro e maio deste ano, foram contabilizadas 55 vítimas de Crimes Violentos Letais Intencionais (CVLI), contra 66 registros no mesmo período de 2025.
A diminuição representa uma queda de 16,7% nos índices de homicídios na cidade, reforçando uma tendência de redução da violência letal em Natal.
O desafio permanece
Segundo o titular da SESED, coronel Francisco Araújo, “o reforço no policiamento ostensivo, ações estratégicas de investigação, operações integradas e o uso de inteligência policial, contribuem diretamente para a redução dos crimes violentos”.
Apesar do avanço, o desafio permanece. “O trabalho de prevenção e o enfrentamento da criminalidade seguem como prioridade para consolidar a tendência de queda e ampliar a sensação de segurança da população”, acrescentou o coronel Araújo.
Um ato em Natal será realizado nesta terça-feira (9) contra o Projeto de Decreto Legislativo (PDL) 3/2025, aprovado dia 2 de junho no Senado, que pode dificultar o acesso de crianças e adolescentes vítimas de violência sexual ao aborto legal. Na capital potiguar, a manifestação acontece às 16h30 com concentração no Midway Mall.
A convocação partiu da Frente Potiguar pela Descriminalização e Legalização do Aborto. O “PDL da Pedofilia”, como tem sido chamado, foi aprovado em uma votação de menos de dois minutos, num Congresso esvaziado e com atividades semipresenciais. A votação foi feita de forma simbólica, sem o registro dos votantes.
O projeto aprovado suspende os efeitos da Resolução 258 do Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente (Conanda), de dezembro de 2024, que estabelece um protocolo específico em caso de gravidez de criança e adolescente resultante de violência sexual. A norma garante o acesso rápido e seguro ao serviço de saúde para a realização da interrupção legal da gestação, em caso de violência, de forma humanizada e respeitosa.
No Brasil, a interrupção legal da gravidez é permitida em casos de estupro, risco de vida para a gestante e anencefalia fetal. As normas do Ministério da Saúde estabelecem que não é obrigatória a apresentação de boletim de ocorrência ou autorização judicial para o acesso ao procedimento pelo Sistema Único de Saúde (SUS), sendo suficiente o relato da vítima para o início do atendimento.
“Na hora que o Senado derruba essa essa normativa que o Conanda instituiu, a lei não vai deixar de ser aplicada. A lei continua existindo e essas crianças e adolescentes vão continuar tendo acesso ao serviço de aborto legal. O que vai acontecer é que isso vai dificultar, porque precisa acessar a verificação de que a criança foi abusada. Uma criança e uma adolescente até 14 anos, mesmo que ela tenha consentido a conjunção carnal, que determina a gravidez ter acontecido, mesmo assim isso é considerado estupro de vulnerável pela lei brasileira”, explica a advogada Tárzia Medeiros.
Ela também critica a forma como a votação foi feita: de forma apressada e sem a presença em plenário de parte dos parlamentares. Além disso, de acordo com a advogada, o PDL carrega “requintes de crueldade”.
“A gente não pode considerar que uma criança de 14 anos ou menos, às vezes com 10 anos, 11 anos, carregue no ventre uma gravidez resultante de estupro. Isso implica em riscos para a saúde, porque o corpo de uma criança não suporta carregar uma gravidez, então as sequelas que vão ficar, tanto físicas como psicológicas, são irremediáveis.”
Antes da votação em plenário, o texto foi apreciado na Comissão de Direitos Humanos (CDH) do Senado. O senador Paulo Paim (PT-RS) chegou a solicitar mais tempo para análise do parecer apresentado pela senadora Damares Alves (PL-DF), argumentando que o relatório havia sido protocolado apenas na véspera da votação.
O presidente em exercício da CDH, também da base bolsonarista, senador Márcio Bittar (PL-AC), concedeu vista coletiva por apenas uma hora. Após a retomada da reunião, o projeto foi aprovado sem discussão e encaminhado ao plenário em regime de urgência.
Como a proposta já tinha sido aprovada pela Câmara dos Deputados, agora a nova regra será promulgada.
Dados do Mapa Nacional da Violência de Gênero, divulgados no último mês de maio, apontam que, de 2011 a 2024, em média 64 meninas foram vítimas de violência sexual, por dia, no Brasil. Neste período, 308.077 mil meninas até os 17 anos de idade sofreram esse tipo de violência no país. Se considerado somente o ano de 2024, foram registrados 45.435 casos, uma média de 3,78 mil notificações por mês.
Câmara
Em novembro do ano passado, o texto já havia sido aprovado na Câmara dos Deputados com votos a favor de Benes Leocádio (União), Carla Dickson (PL), General Girão (PL), Robinson Faria (PP) e Sargento Gonçalves (PL). Apenas os petistas Natália Bonavides e Fernando Mineiro votaram contra naquela ocasião, enquanto João Maia (PP) esteve ausente.
O PDL 3/2025 era de autoria da deputada Chris Tonietto (PL/RJ). A resolução do Conanda que foi suspensa regulava procedimentos já previstos no ordenamento jurídico brasileiro para gravidez resultante de estupro, risco à vida da pessoa gestante e anencefalia fetal. Pelas normas, que agora deixam de existir, havia o treinamento de profissionais para identificar situações de violência sexual e a garantia de um atendimento rápido, sigiloso e livre de preconceitos, dando prioridade absoluta e assistência integral à vítima.
Há algo de profundamente empobrecedor na forma como parte da oposição à governadora Fátima Bezerra tem escolhido fazer política no Rio Grande do Norte. Não se trata de divergências programáticas, de debates sobre modelos de desenvolvimento ou de confrontos legítimos em torno de prioridades administrativas. Trata-se, cada vez mais, da tentativa de reduzir a disputa política à intriga, ao factoide e à desqualificação pessoal.
O episódio ocorrido durante o Pingo da Mei Dia, em Mossoró, é ilustrativo. Enquanto o Governo do Estado mobilizava uma das maiores operações de segurança pública da história do Mossoró Cidade Junina, com quase sete mil agentes das diversas forças de segurança, investimento de R$ 2,4 milhões, reforço no atendimento às mulheres, ampliação dos plantões da Polícia Civil, atuação da Patrulha Maria da Penha e uma série de ações concretas para garantir a tranquilidade do evento, parte do debate público foi desviada para uma acusação de suposta “invasão” de camarote por integrantes da equipe da governadora.
A resposta oficial foi clara: não houve invasão. Houve uma passagem autorizada para que a equipe chegasse ao local onde a governadora era aguardada por profissionais da imprensa para entrevistas previamente agendadas. Mas, mesmo diante do esclarecimento, a polêmica artificial já havia cumprido seu papel: deslocar a atenção dos fatos para o ruído.
E aqui está o problema central.
Quando a política abandona o terreno das realizações e passa a operar exclusivamente na lógica da escaramuça permanente, perde a democracia. Perde o debate público. Perde a população.
É legítimo criticar qualquer governo. É necessário. A crítica é parte essencial da vida democrática. O que não fortalece a democracia é a substituição da crítica pela fabricação de narrativas destinadas apenas a produzir desgaste político.
O mais curioso é que esse tipo de comportamento costuma aparecer justamente quando os fatos se mostram mais difíceis de contestar. Afinal, como transformar em escândalo a mobilização de milhares de agentes de segurança para proteger uma festa popular? Como atacar a criação de um plantão especializado para atendimento às mulheres? Como desqualificar investimentos em estrutura policial, em prevenção à violência e em políticas públicas que impactam diretamente a vida das pessoas?
Quando não se consegue disputar os resultados, disputa-se a versão dos acontecimentos.
No caso de Fátima Bezerra, há ainda um componente que não pode ser ignorado. Ao longo de décadas de vida pública, a governadora foi alvo de ataques que frequentemente ultrapassaram os limites da divergência política. Não é coincidência que uma das mulheres que alcançou o mais alto posto da política potiguar tenha sido submetida, repetidas vezes, a um escrutínio mais agressivo, mais personalista e mais carregado de hostilidade do que aquele normalmente direcionado a muitos homens que ocuparam posições semelhantes.
Isso não significa que toda crítica seja machista. Seria uma simplificação tão inadequada quanto qualquer outra. Significa apenas reconhecer que existe uma longa tradição de tratamento desigual às mulheres na política brasileira e que esse contexto não desaparece quando uma mulher chega ao governo.
Por isso, episódios como o de Mossoró merecem reflexão. Não porque representem uma grande crise institucional. Ao contrário. Merecem reflexão justamente por sua pequenez.
Enquanto uma governadora percorre um evento popular sendo recebida pela população, anuncia investimentos, entrega resultados e apresenta ações concretas do Estado, parte dos seus adversários parece concentrada em transformar deslocamentos de equipe em escândalos e rotinas administrativas em teorias conspiratórias.
O Rio Grande do Norte enfrenta desafios reais demais para que sua política seja reduzida a isso.
A população tem o direito de exigir debates sobre segurança, educação, saúde, emprego, desenvolvimento regional, infraestrutura e combate às desigualdades. Tem o direito de cobrar resultados e de avaliar governos com rigor.
Mas também tem o direito de esperar um mínimo de seriedade de quem pretende fazer oposição.
Porque oposição não é sinônimo de hostilidade permanente. Oposição não é fabricação de factoides. Oposição não é transformar qualquer gesto em escândalo.
Oposição, numa democracia madura, é apresentar alternativas.
E talvez seja exatamente essa ausência de alternativas que explique por que, tantas vezes, a política acaba sendo substituída pela intriga.
A Semana Estadual do Meio Ambiente 2026 (SEMA 2026) começou nesta segunda-feira (1º), no auditório do Instituto de Desenvolvimento Sustentável e Meio Ambiente do Rio Grande do Norte (Idema), em Natal, marcada pela posse dos primeiros 75 servidores efetivos nomeados no concurso público da história do órgão. A cerimônia simbolizou um importante reforço para a estrutura técnica do Instituto e para o fortalecimento da política ambiental do estado.
A abertura oficial contou com a presença da governadora professora Fátima Bezerra, gestores estaduais, servidores, representantes de instituições ambientais, pesquisadores e integrantes da sociedade civil. Com o tema “A Terra fala. A gente age.”, a programação reforçou a necessidade de respostas concretas diante da crise climática e destacou o fortalecimento das instituições públicas como elemento essencial para a construção de políticas ambientais integradas e eficazes.
Durante a solenidade, a governadora Fátima Bezerra ressaltou que a nomeação dos novos servidores representa um investimento direto na capacidade do Estado de proteger os recursos naturais e avançar em políticas públicas sustentáveis.
“É muito simbólico que esse momento aconteça justamente na abertura da Semana Estadual do Meio Ambiente. Não existe preservação ambiental sem estrutura pública fortalecida, sem equipes qualificadas e sem investimento contínuo na gestão ambiental. O Governo do Estado compreende que a pauta ambiental não é secundária. Ela está diretamente ligada à qualidade de vida da população, à segurança hídrica, à proteção da biodiversidade, ao enfrentamento das mudanças climáticas e também ao desenvolvimento econômico sustentável. Parabenizo cada servidor e servidora empossados hoje. Vocês passam a integrar uma instituição importantíssima para o presente e o futuro do Rio Grande do Norte”, afirmou.
Em seu discurso, o diretor-geral do Idema, Werner Farkatt, ressaltou o significado histórico da posse para o Instituto e para a política ambiental potiguar. “Hoje é um marco para a história do Idema. A chegada desses profissionais representa renovação, fortalecimento técnico e ampliação da nossa capacidade de atuação. O desafio ambiental contemporâneo exige equipes preparadas, compromisso público e capacidade de resposta diante das mudanças climáticas”, declarou.
Farkatt também destacou avanços realizados ao longo da gestão, especialmente nas áreas de inovação, modernização dos processos de licenciamento ambiental e fortalecimento institucional do órgão. “O Idema cresce e se fortalece graças ao trabalho coletivo de técnicos, pesquisadores-bolsistas e colaboradores. O Rio Grande do Norte tem se destacado nacionalmente na pauta ambiental, com ações importantes como a criação do Refúgio de Vida Silvestre Serra das Araras e o retorno do projeto Barco-Escola RN”, pontuou.
Representando os empossados, o servidor José Nilton Moreira Jr., primeiro colocado para o cargo de analista ambiental na área de Direito, falou sobre o compromisso coletivo dos novos servidores com o fortalecimento da política ambiental estadual. “Recebo esta nomeação com profundo senso de responsabilidade e gratidão. Este momento representa não apenas uma conquista pessoal e profissional, mas também um compromisso coletivo com o fortalecimento da política ambiental do nosso estado. Agradecemos à governadora Fátima Bezerra por ter colocado como prioridade de sua gestão a realização deste concurso e a ampliação do corpo técnico do Idema. Em um cenário em que os desafios ambientais exigem cada vez mais preparo, planejamento e responsabilidade, investir em servidores efetivos é investir na continuidade e na qualificação das políticas públicas ambientais”, afirmou.
Realizado em agosto de 2025, o concurso do Idema foi o primeiro da história do órgão, que existe há 43 anos. O certame é considerado um marco para a política ambiental do estado ao consolidar a estrutura permanente da instituição responsável pela execução da política estadual de meio ambiente, bem como pelo controle, fiscalização e licenciamento de atividades potencialmente poluidoras.
O dispositivo de honra da cerimônia foi composto pela governadora Fátima Bezerra; pela representante do ICMBio, Zélia Brito; pelo secretário estadual de Meio Ambiente e Recursos Hídricos, Paulo Varela; pelo vereador Daniel Valença; pelo procurador-geral do Estado, Antenor Roberto; pelo diretor-geral do Idema, Werner Farkatt; pelo diretor técnico do Idema, Thales Dantas; pelo diretor administrativo do Idema, Marcílio Lucena; pelo superintendente da Codevasf, Leon Aguiar; pela diretora-presidente da Caern, Nádia Berlarmino e pelo secretário adjunto da SEAD, Iranildo dos Santos. Também estiveram presentes representantes da segurança pública, do Corpo de Bombeiros Militar, da Polícia Civil e da Polícia Ambiental.
Além da posse dos novos servidores, a solenidade contou com a assinatura do Projeto de Lei Complementar que institui a Política Estadual sobre Mudanças do Clima do Rio Grande do Norte, a PEMC/RN. A iniciativa representa um marco para a consolidação da governança climática estadual e estabelece diretrizes, instrumentos e responsabilidades para o enfrentamento dos efeitos da emergência climática no território potiguar.
Com crescimento significativo de indicadores educacionais no período pós-pandemia e bom desempenho nas variantes que representam vida longa e saudável da população, o Rio Grande do Norte superou o Ceará e tem agora o melhor Índice de Desenvolvimento Humano do Nordeste.
Os dados são do Radar IDHM, estudo elaborado com base na Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua) do IBGE, em parceria com a Fundação João Pinheiro, divulgado pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD).
O levantamento registra crescimento de todas as unidades da federação entre 2012 e 2024, destacando Alagoas, Piauí e Rio Grande do Norte como os que mais evoluíram no Brasil no período. A exemplo do que ocorreu com o Brasil, o IDHM do RN também evoluiu de forma consistente nos últimos anos, refletindo a trajetória de políticas públicas que elevaram a expectativa de vida ao nascer, ampliaram o acesso à educação e expandiram a renda per capita. Nesse sentido, o RN saiu da condição de IDHM Médio que tinha em 2012, para o grau de alto desenvolvimento humano (0,778) em 2024, um crescimento de quase 12%.
A melhoria do IDHM é resultado de um conjunto de políticas públicas construídas de forma contínua, com impactos diretos na ampliação do acesso à educação, na permanência dos estudantes na escola e na melhoria das condições de vida da população.
Com expectativa de vida ao nascer elevada tanto para o população branca como a negra, o RN assumiu o terceiro lugar no ranking nacional de longevidade, atrás apenas do Distrito Federal e de Santa Catarina. Em 2024, subiu para 77,8 anos, tornando-se a terceira do país e a maior do Nordeste. E com viés de alta. No caso da população branca, a expectativa de vida é de 80,8 anos, a maior do Brasil.
Divulgado nesta quinta-feira, o Atlas da Violência 2026 mostra que o RN foi o quinto estado brasileiro e o segundo do Nordeste com maior redução na taxa de mortes violentas intencionais no período de 2014 a 2024, com queda de (-51,6%). O resultado coloca o estado entre as unidades da federação que mais avançaram no enfrentamento à violência letal na última década.
RENDA E EDUCAÇÃO
A melhoria dos indicadores que formam o IDHM Educação, cinco no total, fez o estado potiguar subir de patamar, passando de médio para alto desenvolvimento humano. Na dimensão Educação, o IDHM é calculado a partir de uma síntese dos subíndices de Escolaridade e Frequência Escolar. Esse avanço está associado aos investimentos em infraestrutura escolar, conectividade, formação de professores, ampliação do acesso à tecnologia e fortalecimento das políticas de alfabetização e aprendizagem.
“O resultado também reflete o fortalecimento do regime de colaboração entre Estado e municípios, especialmente por meio de ações articuladas voltadas à educação infantil e aos anos iniciais do ensino fundamental, como a política territorial de alfabetização Pró-Alfa RN. Trata-se de um esforço coletivo que evidencia a importância de políticas integradas, permanentes e territorializadas para reduzir desigualdades, garantir direitos e ampliar oportunidades para crianças e jovens em todo o estado”, afirmou a secretária de Estado da Educação, Socorro Batista.
Na dimensão Renda, o RN mudou de patamar: saiu da faixa média (0,693) e ascendeu ao grau de alto desenvolvimento humano (0,720), com a melhor renda per capita do Nordeste. Em dezembro de 2024, o Estado tinha 536.091 trabalhadores celetistas, com carteira assinada, estoque maior que o número de beneficiários do Bolsa Família. O crescimento da renda domiciliar foi acompanhado pela diminuição da proporção de pessoas vulneráveis à pobreza, segundo a pesquisa. Em 2024, a PNAD Contínua constatou que no Nordeste, o estado com menor taxa de insegurança alimentar era o Rio Grande do Norte.
Para gestores do Governo do Estado nas áreas de Educação, Saúde, Trabalho e Ação Social, o desempenho do Rio Grande do Norte se deve à implementação de políticas públicas que passam por diversos setores da sociedade civil organizada, mas que normalmente têm à frente ações governamentais dos três entes federativos.
Essa evolução, asseguram os secretários, resulta de políticas transversais, como um programa social que estimula ou condiciona a oferta do benefício à manutenção de uma criança na escola, por exemplo. É o caso do Bolsa Família, implementado há mais de duas décadas, e que se soma aos investimentos realizados pelo Estado para ampliar o acesso à tecnologia, melhoria da infraestrutura das escolas e capacitação dos profissionais.
“O Governo tem atuado desde 2019 para enfrentar desigualdades, garantindo à população oportunidades de trabalho, acesso a renda. Também atua para efetivar todas as estratégias do Governo Federal de superação da fome, e está construindo o Sistema Nacional de Segurança Alimentar em Nutricional”, diz a secretária do Trabalho, da Habitação e da Assistência Social, Iris Oliveira, lembrando que o Programa Leite Potiguar um alimento essencial a 76 mil famílias nos 167 municípios do RN. E o Programa Restaurante Popular chega com alimentação preparada e saudável para a população mais vulnerável com mais de 36 mil refeições diárias.
FIQUE POR DENTRO
O IDHM é uma síntese que expressa a condição de vida da população em três dimensões básicas do desenvolvimento humano: Longevidade (vida longa e saudável), Educação (acesso ao conhecimento) e Renda (acesso a um padrão de vida decente).
FAIXAS DE DESENVOLVIMENTO HUMANO
Muito alto: 0,800 ou superior
Alto: Entre 0,700 e 0,799
Médio: Entre 0,600 e 0,699
Baixo: Entre 0,500 e 0,599
Muito Baixo: 0,499 ou inferior
Morreu neste sábado o compositor potiguar Gilson Vieira, autor do clássico da música brasileira “Casinha Branca”, lançada em 1979.
Em era natural de Macau, tinha 73 anos e morava atualmente em Minas Gerais. A família não divulgou a causa da morte. Ele foi sepultado em Miraí (MG).
Gilson ainda é autor de “Verdade Chinesa”, gravada por Emílio Santiago. Ele ainda teve suas composições gravadas por José Augusto, Adriana, Maria Bethânia e Roberto Carlos.
Em nota, o Governo do RN, lamentou a morte de Gilson Vieira. “Reconhecido como um dos compositores mais celebrados do Rio Grande do Norte, Gilson levou a sensibilidade, a poesia e a identidade potiguar para todo o Brasil, conquistando admiradores e consolidando seu nome na história da música nacional”, comentou.
O Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), em parceria com o Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP), divulgou o Atlas da Violência 2026, que confirma a tendência de queda nos homicídios no Brasil e coloca o Rio Grande do Norte entre os destaques nacionais.
De acordo com o levantamento, o RN foi o quinto estado brasileiro e o segundo do Nordeste com maior redução na taxa de mortes violentas intencionais no período de 2014 a 2024, com queda de -51,6%. O resultado coloca o estado potiguar entre os que mais avançaram no enfrentamento à violência letal na última década.
À frente do Rio Grande do Norte aparecem o Distrito Federal (-66,2%), Goiás (-58,4%), Sergipe (-54,6%) e São Paulo (-53,2%), formando o grupo das cinco unidades da federação com maiores reduções no período analisado.
Queda expressiva também no período recente
Além do desempenho histórico, o estado também apresentou forte redução mais recente. Entre 2019 e 2024, o RN registrou queda de -40,8% na taxa de homicídios, ocupando a quarta posição nacional nesse recorte, atrás de Acre, Sergipe e Goiás
O pré-candidato ao Governo do RN, Cadu, também conhecido como Cadu de Lula, esteve em Macaíba neste sábado (23), onde participou de uma visita à feira livre da cidade. Na ocasião, ele participou de uma entrevista à rádio 87 FM, e aproveitou para detalhar avanços viabilizados pela parceria entre o Governo do Estado e o Governo Federal.
Cadu reforçou a identidade do “Time de Lula” como um projeto de desenvolvimento que prioriza a infraestrutura e a geração de empregos, destacando que o Rio Grande do Norte é hoje o primeiro estado do Nordeste com mais trabalhadores de carteira assinada do que beneficiários de programas sociais, fruto das políticas econômicas de Lula e da governadora Fátima Bezerra.
Para Macaíba, Cadu ressaltou entregas estratégicas como a duplicação da BR-304. Além disso, destacou o sucesso da barreira ortopédica no Hospital Regional de Macaíba, que já realizou mais de mil atendimentos humanizados, reduzindo a pressão sobre o hospital Walfredo Gurgel e servindo de modelo para expansão em outras regiões do estado.
Ao definir o significado do grupo político, Cadu de Lula enfatizou a lealdade histórica e o compromisso com as causas populares. “Nós somos o time do presidente Lula. É muito importante que o povo de Macaíba, que é eleitor do presidente Lula, que é eleitor do Partido dos Trabalhadores, que votou na governadora Fátima, saiba os pré-candidatos que estão ao lado do presidente Lula e sempre estiveram”, destacou o pré-candidato ao Governo do RN.
Na agenda deste sábado, quando caminhou pela feira da cidade ouvindo a população local, Cadu esteve acompanhado de outros representantes do Time de Lula, como o pré-candidato ao Senado, Rafael Motta (PDT), a deputada estadual Divaneide Basílio (PT), o deputado federal Fernando Mineiro (PT), vereadores, vereadoras e lideranças locais.
A ação apresentada pelo Ministério Público Federal (MPF) relativa aos alagamentos na área da engorda da praia de Ponta Negra aponta a existência de tubulações falsas e galerias bloqueadas propositalmente. Além disso, o documento demonstra o risco de “desastre estrutural iminente” devido à “ausência de dissipadores eficientes e o grande desnível topográfico de 40 metros”.
A ação civil pública foi apresentada na semana passada. O MPF afirma que a drenagem no local foi ineficiente, e aponta que as inundações podem acelerar o processo erosivo do Morro do Careca e causar perda da faixa de areia recém-ampliada. O órgão busca obrigar o município de Natal a realizar obras emergenciais que evitem o agravamento dos alagamentos na engorda.
O documento foi baseado em estudos técnicos da Fundação Norte-Rio-Grandense de Pesquisa e Cultura (Funpec) e perícia do MPF. O laudo técnico apresenta uma conclusão taxativa de que o sistema de drenagem pluvial implementado na praia de Ponta Negra não está operando adequadamente, com deficiência na captação de águas pluviais e na destinação, além de sinais de esgoto clandestino em seu transporte.
Entre as constatações mais graves, a perícia revelou irregularidades construtivas, como a instalação de “tubulações falsas”, galerias bloqueadas propositalmente, tubos de saída com as bordas dobradas contra o fluxo da água e alteração da forma de saída de água dos dispositivos.
“Tais achados demonstram que as estruturas, chamadas pela Prefeitura de Natal de dissipadores, não foram tecnicamente dimensionadas para esse fim, funcionando meramente como caixas de descarga ou bacias de retenção subdimensionadas que pressurizam o sistema e não reduzem a energia cinética dos jatos de água que atingem a praia”, diz a ação.
Os responsáveis pela ação são os procuradores da República Ilia Freire, Victor Mariz e Camões Boaventura, que apontam que a falta de drenagem tornou-se “uma gravíssima crise socioambiental e técnica”. Segundo eles, ao instalar o que a perícia técnica chamou de “simulacro de engenharia”, com galerias bloqueadas por concreto e tubulações inoperantes, o município de Natal descumpriu a obrigação legal de prover infraestrutura urbana adequada.
Do ponto de vista sanitário, o laudo documenta uma situação crítica de insalubridade e risco à saúde pública, com a presença de águas estagnadas no interior dos dissipadores (com profundidades significativas), com coloração e odor característicos de esgoto.
“Esse acúmulo de efluentes contaminados transforma a orla em um ambiente propício à proliferação de vetores de doenças, como insetos e roedores, além de ser um risco ao meio ambiente, tendo em vista a possibilidade de contaminação da água do mar e da areia da praia no período chuvoso, atesta.
“Risco de desastre estrutural iminente”
Segundo os procuradores, a situação apresenta um claro perigo de dano e riscos irreversíveis que se agravam continuamente no tempo.
“Primeiramente, há o risco de desastre estrutural iminente: a ausência de dissipadores eficientes e o grande desnível topográfico de 40 metros criam o cenário ideal para o fenômeno do “transiente hidráulico” (Golpe de Aríete), que pode romper galerias e caixas de concreto, causando erosão no solo e ameaçando a vida de frequentadores da Praia de Ponta Negra”, diz um trecho.
Além disso, foi constatada a possibilidade de perda antecipada da areia do aterro hidráulico e o aumento da erosão na base do Morro do Careca. Os estudos indicam também que o deságue inadequado próximo à base da duna está carregando sedimentos e já causou danos físicos, como a derrubada de cercas de proteção do morro.
“Por fim, a urgência é sanitária: a formação de lagoas com águas estagnadas e esgoto atrai vetores de doenças, havendo registros de infestação de roedores em estruturas que compõem a obra de drenagem, o que expõe a população ao risco de contaminação.”
Pedidos
A ação pede liminarmente a execução de obras emergenciais de manutenção, limpeza e desobstrução semanal das bocas de lobo e dissipadores, com prazo de início em até 30 dias, assim como a interdição e o isolamento de áreas de risco e da base do Morro do Careca. O MPF quer a proibição de novas licenças urbanísticas até a solução definitiva da drenagem e, se a liminar for acatada, o município deverá ainda fornecer todos os documentos técnicos sobre o sistema de drenagem e dados mensais de volumetria da areia da “engorda”, em até 15 dias.
Caso as medidas sejam descumpridas, o MPF requer a aplicação de uma multa diária de R$ 5 mil. Além disso, o órgão pleiteia que a sentença estabeleça uma indenização por danos morais coletivos no valor mínimo de R$ 500 mil. O objetivo final da ação é que o sistema de drenagem seja integralmente reestruturado, com novos projetos detalhados, funcionamento pleno dos dissipadores e cronograma sistemático de manutenção preventiva e limpeza.
A Polícia Civil já identificou os três adolescentes envolvidos no caso de injúria racial contra um menino de 10 anos que vendia paçocas em um semáforo em Mossoró, na Região Oeste do Rio Grande do Norte. O caso ocorreu no sábado passado (9) no bairro Nova Betânia. Dois dos adolescentes já foram ouvidos. O delegado Rafael Arraes, da Delegacia Especializada de Atendimento ao Adolescente (DEA), classificou a ação como “repugnante”.
“Segundo os adolescentes que já foram ouvidos, principalmente o motorista do carro e quem filmou, que são dois autores do fato, aquela criança de apenas 10 anos de idade teria tido um pequeno desentendimento quando eles chegaram na lanchonete e eles, para revidar, fizeram toda essa situação e ainda filmaram e postaram em rede social”.
De acordo com Arraes, os adolescentes estão respondendo ao procedimento do DEA e o caso será encaminhado ao Poder Judiciário. O adolescente que dirigia o carro também vai responder por não possuir carteira de motorista; a responsabilidade do pai também será apurada, já que o adulto pode ter autorizado o menor a dirigir o veículo sem a Carteira Nacional de Habilitação (CNH). Já o terceiro adolescente também será ouvido, mas para a Polícia ele não participou das ofensas.
Arraes informou ainda que a vítima registrou boletim de ocorrência junto com a mãe e foi ouvida informalmente, por ter somente 10 anos.
O caso
As imagens gravadas mostram uma criança negra que vendia paçocas nos semáforos da cidade sendo alvo de uma ação humilhante praticada por jovens dentro de um carro. Segundo relatos publicados junto ao vídeo, o menino trabalhava nas ruas para ajudar no sustento da família quando foi abordado pelos ocupantes do veículo. Nas imagens, um dos jovens simula interesse em comprar o doce, pergunta o preço e, em seguida, derruba as paçocas no chão de forma proposital. Outro ocupante grava a cena enquanto ri e faz comentários debochados.
Após o episódio, o grupo deixa o local, abandonando a criança no meio da via com os produtos espalhados pelo asfalto. A gravação rapidamente se espalhou por aplicativos de mensagens e perfis nas redes sociais, gerando revolta pela violência e pela exposição do menino em situação de vulnerabilidade.
Denúncia de sequestro contra outra criança
O delegado informou também que a Polícia Civil apura a denúncia de um sequestro de um outro menino, de 11 anos, que teria ocorrido na segunda-feira (11) à noite, também no bairro Nova Betânia.
Segundo as informações, um carro preto com quatro adolescentes teria colocado o menino para dentro do veículo e rodado pela cidade até entrar em um condomínio, que a criança não soube identificar. Após isso, o menino teria sido deixado no bairro Santo Antônio e precisado voltar a pé até o Nova Betânia, onde estaria a bicicleta dele. O local do suposto sequestro seria próximo ao local do caso da injúria racial.
“Inicialmente ele disse que estava com um coleguinha, depois já mudou a versão dizendo que estava com outro coleguinha que tem o mesmo apelido. Então toda essa versão está sendo averiguada, porque inicialmente ele ressaltou que estaria com um rapaz da paçoca. A criança da paçoca já veio aqui com a mãe e nega essa questão do sequestro. Então nós estamos colhendo todas as câmeras, estamos dando apoio a essa criança informalmente, com os familiares também, para desvendar toda essa segunda parte que seria a parte do sequestro”, disse Rafael Arraes.
Procurada pela reportagem, a Polícia Civil ressaltou que as diligências seguem em andamento e reforçou que eventuais detalhes adicionais serão divulgados oportunamente, de acordo com o avanço das investigações e observando o sigilo necessário para a apuração dos fatos e a proteção das crianças envolvidas.
A Prefeitura de Assú apresenta em Mossoró, nesta quarta-feira (13), a programação do São João de Assú. O evento acontece no Requinte Buffet, a partir das 12h, para imprensa e convidados.
A festa tem raiz na devoção a São João Batista, padroeiro do município há três séculos. É essa história que a prefeitura leva agora à capital do Oeste potiguar, depois de uma primeira divulgação em Natal, no dia 10 de abril.
A edição deste ano tem 12 dias de programação, com shows nacionais e artistas da região. O tema é “300 anos de devoção e alegria”.
O Auto de São João Batista, de 5 a 7 de junho, mantém na programação o espetáculo que conta a história do padroeiro, tradição da cidade. O Arraiá do Jegue entra pela primeira vez no calendário oficial, no dia 20 de junho.
O prefeito Lula Soares falou sobre o significado de levar a festa para outras cidades. “Estamos levando a nossa festa para Mossoró porque queremos que todo o Rio Grande do Norte sinta o orgulho que sentimos de ser assuncense”, disse.
O credenciamento de imprensa para o São João 2026 também estará aberto pelo site da Prefeitura de Assú de 15 até 20 de maio.
Programação:
12 de junho — Michele Andrade e Thullio Milionário
13 de junho — Matheus & Kauan, Israel Fernandez e Zé Filho
14 de junho — Mastruz com Leite, Flávio José e Amazan
17 de junho — Zé Vaqueiro e Zezo
18 de junho — Rey Vaqueiro, Nuzio Medeiros e Daniel Donato
19 de junho — Filho do Piseiro, Thiago Freitas e Forró de Griff
20 de junho — Seu Desejo e Bonde do Brasil
21 de junho — Menos É Mais e Panda
23 de junho — 17h: Bonde do Gragra e Banda Grafith (Arrastão) / 21h: William Sanfona (show religioso)
24 de junho — Padre Fábio de Melo
O processo de mecanização da agricultura familiar no Rio Grande do Norte foi destaque no Globo Rural deste domingo com foco no projeto experimental na cidade de Apodi realizado numa parceria entre a Universidade Agrícola da China, Universidade do Estado do Rio Grade do Norte (Uern), IFRN, Consórcio Nordeste e Governo do RN.
A reportagem explicou como a mecanização da agricultura familiar está tornando o trabalho mais eficiente com ganho de tempo na produção. O que antes era feito em 20 dias, agora se faz em duas horas.
Quem foi um dos destaques na reportagem foi o professor Alexandre Lima, que esteve entre os idealizadores do projeto quando era secretário estadual de agricultura familiar.
“”A mecanização e a tecnificação da agricultura familiar têm várias dimensões no que diz respeito à sua importância. A primeira delas é que é um processo de reparação histórica, né? Porque o Estado brasileiro fez uma opção em deixar a agricultura familiar de lado. Fez uma opção em privilegiar, durante o seu processo de mecanização, máquinas de grande porte que excluíram a agricultura familiar”, afirmou ao Blog do Barreto.
“Então, ao fazer o processo de mecanização com pequenas máquinas, possibilita que a agricultura familiar possa produzir de forma mais eficiente, possa resolver o problema da carência de mão de obra — que não é uma questão só do campo brasileiro, mas do campo mundial —, possibilita a inclusão das mulheres, possibilita a ampliação da produção de alimentos que chegam à mesa do povo brasileiro”, acrescentou.
Alexandre disse que a reportagem demonstra a importância da mecanização da agricultura familiar, tornando o assunto um tema nacional.
“Essa matéria do Globo Rural ela é importante porque ela publiciza e nacionaliza o esforço que vem sendo feito nos últimos anos pelo Consórcio Nordeste, né, os governos do Nordeste, pelo governo do Rio Grande do Norte, de travar esse debate público, de pautar esse tema da mecanização, coisa que antes não acontecia”, frisou.
“Então, eh, com esse tipo de reportagem esse trabalho passa a ter uma dimensão nacional e é mais um passo importante, né, no sentido de jogar luz sobre esse tema e demonstrar para toda a sociedade brasileira a importância da mecanização para a agricultura familiar, que é justamente esse setor do rural brasileiro que coloca comida na mesa do povo brasileiro”, complementou.
O ex-secretário ainda lembrou do exemplo que a China deu ao mundo com a mecanização da agricultura familiar e destacou a parceria entre a Universidade Agrícola da China com a Uern.
“E a parceria com a universidade agrícola é importante porque a trajetória da mecanização chinesa foi muito pautada pelas máquinas de pequeno porte. Então existe uma gama muito grande de opções de máquinas que ainda não existem no Brasil e dialogar com essa experiência, não como um modelo pronto e acabado, mas como uma referência, é fundamental para que a gente acelere esse processo de mecanização”, comentou.
“Por isso que é tão importante essa parceria com o Brasil e com a China, que envolve as universidades do semiárido, envolve a UFERSA, envolve a UFRN, envolve a UERN, que coordena a residência tecnológica, né, onde estudantes chineses estão apoiando esse processo de adaptação, esse processo de nacionalização das máquinas para a realidade do Nordeste, a realidade do Rio Grande do Norte”, reforçou.
Os crimes de roubos a estabelecimentos comerciais tiveram uma queda considerável no primeiro trimestre deste ano no Rio Grande do Norte. Em comparação com o mesmo período do ano passado, a redução foi de 20,4%.
Segundo a Secretaria da Segurança Pública e da Defesa Social (SESED), levantamento feito pela Coordenadoria de Informações Estatísticas e Análises Criminais (COINE) mostra que foram contabilizadas 109 ocorrências entre janeiro e março deste ano em todo o estado, ou seja, 28 crimes a menos que nos primeiros três meses de 2025, quando o estado somou 137 registros de roubos a estabelecimentos comerciais.
Os dados fazem parte de um levantamento comparativo realizado pela SESED, que monitora os índices de criminalidade e subsidia o planejamento de ações das forças de segurança pública no Rio Grande do Norte.
Titular da Secretaria de Estado da Segurança Pública e da Defesa Social, coronel Francisco Araújo ressalta fatores importantes para o desempenho alcançado pelo estado, como o reforço no policiamento ostensivo, capacidade avançada de investigação, uso de tecnologia de ponta e ações cada vez mais integradas entre as forças de segurança.
Foi a pior possível a repercussão da fala do ex-prefeito Allyson Bezerra (UB) negando ter aumentado o IPTU em Mossoró alegando que não alterou a alíquota e que se limitou a atualizar valores de terrenos onde foram construídas casas em “alguns condomínios”.
O mossoroenses reagiram contestando a informação e dizendo que o pré-candidato ao Governo do Rio Grande do Norte está mentindo.
“Tem que ter um carro pipa de óleo de peroba pra passar na cara de pau de Allyson. Eu pagando o triplo de IPTU com meu bairro todo esburacado e ele vem com a cara lisa dizer que não aumentou”, disparou Gaby Sousa.
“Bicho safado aumentou o dobro do IPTU pra o povo pagar esse descarado esse esse ex prefeito Allison bezerra ele eh irônico mentiroso falso profeta caloteiro quer ganhar as eleições com mentira só quem sabe o trabalho que ele fez aqui na cidade de Mossoró eh quem mora aqui em Mossoró e sabe que o trabalho desse caloteiro foi só de mídia e maquiagem as obras tudo feita pela metade e como diz o povo as obras da prefeitura e infinita nunca tem fim eh todos os políticos são cinico não vale nada mais esse esse ex prefeito Allison bezerra eh o pior de todos que cara de pau aumentou o IPTU pra todo mundo esse irônico mentiroso que não tomar vergonha na cara”, detonou Ceição Teixeira.
“Algo bem localizado? Sei. Mossoró de ponta a ponta vem aumentando todos os anos os valores do IPTU, pior que isso é não ter nenhum investimento básico na região, Mossoró virou a lua”, disse Wberlhane Pereira.
“Segundo ele não teve aumento, apenas vc está pagando mais caro”, ironizou Inácio Medeiros.
“Então estão cobrando o meu errado pq aqui no Santa Delmira tem IPTU que chega aos 800 reais , desde que entrou todos os anos tem reajustes”, relatou Teresa Cristina Dantas.
“Esse cara é muito mal caráter, desde quando ele entrou o meu IPTU todo ano veio com aumento, no último ano do gov. de Rosalba eu paguei menos de 300,00 hoje ele é mais de 1.000,00. Então, se ele não aumentou isso foi o que? Esse pilantra mente descaradamente para a sociedade”, declarou Ranilson Casmen.
“Será que Mossoró inteiro virou um condomínio? Só que não fomos informados. Ou menino traquino”, galhofou Esmeraldina Araújo.
Khrystal prepara as malas para a China. A cantora potiguar vai representar o Rio Grande do Norte e o Brasil no Ano Cultural Brasil-China 2026, dentro do JZ Festival, evento que celebra a parceria entre os dois países entre o dia 30 de abril e o dia 5 de maio de 2026. Aos 44 anos, a artista fala sobre a felicidade de apresentar um show em outro continente e adianta que prepara um novo disco com nove faixas.
A iniciativa na China reúne eventos culturais, artísticos e acadêmicos com o objetivo de ampliar o intercâmbio e aproximar as sociedades brasileira e chinesa. Além de Khrystal, nomes da música brasileira como Ivan Lins, Adriana Calcanhotto e a também potiguar Juliana Linhares estão entre os artistas convidados.
“Para mim é uma honra poder levar a bandeira do nosso estado e do Brasil tão longe. É um momento muito importante da minha carreira e também do nosso país, pois marca o estreitamento das relações diplomáticas com a China, um novo momento da nossa história”, destaca a cantora e compositora potiguar.
No país asiático, Khrystal vai apresentar no festival o show Carvoeirando. A direção musical é de Ricardo Baya, que também é o guitarrista da banda e será acompanhado de Bruno Cirino no acordeom, Darlan Marley na bateria, Paulo Milton no baixo, além do dj Mateus Tinoco.
“É um apanhado das coisas que eu já faço aqui no Brasil, normalmente, para que eles conheçam o nosso jeitinho musical de fazer show ao vivo”, conta Khrystal.
Novo disco
Khrystal tem uma longa carreira na arte brasileira. São 26 anos de estrada, vários projetos lançados, participação no The Voice Brasil e reconhecimentos como Artista do Ano, Intérprete do Ano e Show do Ano no prêmio Hangar de Música.
A potiguar também já se aventurou nos palcos do audiovisual e teatro, sendo indicada ao prêmio Kikito no Festival de Cinema de Gramado como melhor atriz coadjuvante em A luneta do Tempo, filme de Alceu Valença. Ainda levou os prêmios Shell, APTR, APCA Reverência pelo Musical Elza, em que, junto de mais seis artistas, contou a vida e a obra de Elza Soares em uma turnê pelos teatros do país.
Recentemente, lançou alguns EPs, mas seu último álbum foi o “Khrystal – 2007 a 2020 ao vivo”, o primeiro álbum de registros ao vivo da artista. Agora, se prepara para pôr uma nova obra no mundo, o disco “Agora”.
“É um disco que privilegia o som do meu violão. O violão é um instrumento que eu venho amadurecendo ele nesses 26 anos de carreira, e era um projeto que eu queria muito fazer. As pessoas mais próximas que me ouvem tocando são entusiastas do meu violão, e eu queria ouvi-las dessa vez. Então, muito movida por esse sentimento, eu fiz esse disco que se chama Agora. Ele tem nove faixas e são cinco releituras e quatro temas inéditos”, revela a cantora natalense.
O novo lançamento está no forno e o desejo de Khrystal é que saia “loguinho”.
“Como a gente tem essa viagem para China, agora a gente vai esperar um pouquinho, quando a gente voltar, a gente cai de boca nele para para lançar o quanto antes”, diz.
Pertencimento ao RN
Khrystal sente a cultura potiguar em tudo que faz. A cantora atribui o seu vínculo com a cultura do Rio Grande do Norte a um sentimento profundo de pertencimento. Para a artista, não há separação entre ela e o ambiente cultural em que está inserida. “Não posso olhar para a cultura do Rio Grande do Norte como se eu fosse algo à parte dela. Eu sou a cultura do Rio Grande do Norte também, como você é e como os outros artistas são”, afirma.
Segundo Khrystal, esse pertencimento é o que alimenta sua motivação artística e o desejo de cantar o estado, dialogando ao mesmo tempo com referências diversas.
“Eu gosto de jazz, eu gosto de música africana, eu tenho outros interesses. Esses outros interesses se encontram com essa linguagem do Rio Grande do Norte, porque é daqui que eu sou”.
Referenciando a frase “A cabeça pensa onde os pés pisam”, ela diz que seus pés pisam Natal e o RN.
“O meu olhar acaba sendo daqui, mas ele não é purista nesse lugar também. Eu acho que a vocação da música potiguar é ser híbrida mesmo. É conversar com outros estilos e fazer disso um terceiro elemento, algo original, algo interessante. É por isso que é tão difícil a gente dizer o que é que determina a música de Natal e Rio Grande do Norte, porque cada um tem um interesse”, reflete.
“Aqui tem cantoras de jazz, de blues, de forró, de coco, de música experimental, música instrumental. Então, dá para dizer qual é a música do Rio Grande do Norte? Eu não consigo dizer. Eu acho que nosso grande talento é ser híbrido mesmo. É uma vocação para ser misturado. Somos a esquina do continente. Por uma esquina passa de tudo. Então, as coisas que são interessantes que passam por essa esquina me interessam. É isso que motiva a minha sensação e o meu amor pela música do Rio Grande do Norte”, conta.
O diretor-geral do Instituto de Desenvolvimento Sustentável e Meio Ambiente (Idema), Werner Farkatt, rebateu as declarações do ex-prefeito de Mossoró e pré-candidato ao Governo do Estado, Allyson Bezerra (União Brasil), que afirmou haver “milhares de pedidos” de licenciamento aguardando andamento no órgão e prometeu um mutirão para “zerar a fila”. O gestor pontua que a crítica demonstra que o político “não conhece a realidade”.
“Quem não conhece o dia a dia do órgão acaba criando uma visão que não corresponde à realidade. Para emitir uma licença, é preciso seguir regras federais, estaduais e às vezes até municipais. Um dos documentos necessários, por exemplo, é uma declaração de uso e ocupação do solo, emitida pelo município. Não é possível avançar com a autorização sem esse pré-requisito legal”, cita, exemplicando a complecidade do processo de licenciamento ambiental.
Ele enfatiza que o Idema, nos últimos anos, vem registrando uma alta consistente no número de licenças ambientais emitidas, contrariando a narrativa de que o órgão seria um entrave burocrático ao desenvolvimento econômico do Rio Grande do Norte.
Dados do próprio instituto mostram que, desde 2019, foram emitidas 29.789 licenças ambientais. O crescimento se intensificou a partir de 2023, com a emissão de 4.409 licença, atingindo patamares recordes em 2024 (6.500 licenças) e em 2025 (6.015 licenças).
Número de licenças por ano emitidas pela Idema. Imagem: Reprodução
A tendência, segundo o diretor-geral do Idema, deve se manter em 2026. Apenas até esta segunda-feira (27), o órgão já havia concluído 1.902 processos.
A média atual — superior a 500 licenças por mês — coloca o Idema em um novo patamar de produtividade em relação à última década. Em 2016, por exemplo, o total anual era de pouco mais de 2 mil licenças.
Para Werner Farkatt, os números refletem um processo de modernização administrativa e tecnológica que reposicionou o licenciamento ambiental no Rio Grande do Norte.
“Quando você observa a série histórica, todos os indicadores são ascendentes. Nós saímos de uma média de cerca de 2.500 licenças por ano para mais de 6 mil”, afirma.
Automatização de etapas do licenciamento
Foto: João Vital/Idema
Entre os principais fatores para o aumento da produtividade está a digitalização dos processos. O Idema implantou o Sistema Integrado de Governança Ambiental (Siga), que permite acompanhar, em tempo real, o andamento dos processos e acessar dados históricos desde 2005.
Outra ferramenta é o Sistema Estadual de Informações Ambientais (Seia), que reúne em um mapa digital todas as licenças emitidas, oferecendo uma visão ampla e atualizada das atividades licenciadas no estado.
O órgão também passou a automatizar etapas do licenciamento. Um dos exemplos é a Declaração de Inexigibilidade (Inex), que agora pode ser emitida automaticamente e de forma gratuita — reduzindo tempo e burocracia.
De acordo com Werner Farkatt, essas mudanças ampliaram a transparência e a agilidade dos processos, além de facilitar o acesso de empreendedores ao sistema.
“Hoje, existe um nível de controle e acompanhamento que não existia antes. Isso trouxe mais eficiência e previsibilidade”, diz.
O diretor-geral do Idema ressalta que o órgão não apenas licencia grandes empreendimentos — como projetos de energia, petróleo e mineração —, mas também pequenas atividades econômicas em todos os 167 municípios do RN, além de eventos e atividades turísticas.
Diretor-geral afirma que promessa de “zerar a fila” é “totalmente irreal”
Foto: João Vital/Idema
Embora destaque o aumento da produtividade, o diretor-geral reconhece que o licenciamento ambiental segue regras rigorosas, que envolvem legislações federais, estaduais e municipais.
Entre os entraves mais comuns estão a ausência de documentos obrigatórios, como a declaração de uso e ocupação do solo — emitida pelas prefeituras —, além da necessidade de estudos técnicos e, em alguns casos, consultas a comunidades tradicionais.
Esses fatores, segundo ele, impactam diretamente o tempo de tramitação dos processos.
“Não se trata apenas de vontade do órgão. Existe um conjunto de exigências legais que precisam ser cumpridas para garantir segurança jurídica”, explica.
Por isso, segundo ele, a promessa de “zerar a fila” das licenças ambientais, feita pelo pré-candidato Allyson Bezerra, é “totalmente irreal”.
“Isso é totalmente irreal, porque, se fosse possível, nós já teríamos zerado essa fila. Esse é um anseio que o órgão tem. É tanto que, inclusive, estamos diminuindo o tempo de tramitação da licença no Idema”, ressalta.
Municípios não cumprem lei que atribui às prefeituras licenciamento de atividades de impacto local
O diretor-geral cita que o órgão só analisa “aquilo que está dentro do processo de licenciamento” e que não é possível “criar narrativas”.
“Quem traz as informações é o requerente, é o empreendedor. Quando ele não apresenta as informações corretas, nós temos retrabalho. A licença acaba não saindo por isso. Isso é muito comum”, explica.
Ele também aponta o descumprimento pelos municípios da Lei Complementar 140/2011, que atribui às prefeituras o licenciamento de atividades de impacto local, como outro fator que pressiona a demanda do Idema.
Atualmente, apenas 11 cidades do RN exercem essa função de forma efetiva. A consequência disso, segundo ele, é que o órgão estadual acaba absorvendo uma demanda maior do que a prevista, incluindo desde pequenos negócios até eventos de médio porte.
“Atropelar o fluxo” causaria “insegurança jurídica ao investidor”
Werner Farkatt enfatiza que a principal função do licenciamento ambiental é garantir segurança jurídica aos empreendimentos, evitando que projetos sejam posteriormente embargados por falhas no processo. Atropela esse fluxo, segundo ele, traria “insegurança jurídica ao investidor”.
“Eu não posso, por exemplo, dependendo da circunstância, emitir uma licença sem fazer a consulta aos povos e comunidades tradicionais e originários. Nós não podemos emitir uma licença de forma arbitrária, porque isso levaria a uma judicialização”, alerta.
Ele observa que, em vários estados, empreendimentos que foram licenciados pelo órgão ambiental tiveram a atividade embargada posteriormente devido a uma decisão judicial. “Não queremos que essa insegurança jurídica aconteça no RN”, destaca.
“Agilidade não pode significar fragilidade. O que o investidor precisa é de segurança para operar”, diz.
Werner também refuta a narrativa recorrente de que o órgão ambiental atrapalharia o desenvolvimento do Rio Grande do Norte.
“Essa é uma narrativa de quem desconhece o que é o trabalho do órgão ambiental. Os números de licenças ambientais emitidas nos últimos anos, como citei, demonstram isso. O Idema não é um entrave. Pelo contrário: estamos viabilizando o desenvolvimento com responsabilidade e segurança técnica”, completa.
A Argentina está voando e comendo carne de burro para, mais forte, combater o comunismo atroz, numa tática genial de Milei, o libertário! Aprende Brasil! É assim que se combate o esquerdismo petista, dando o povo as condições de se fortalecer consumindo…
“Querido diário” é um meme que nunca falha: basta Dilma Rousseff conquistar algo ou ver algum de seus algozes caindo, como ela própria previu ao ser derrubada, e as redes são inundadas de imagens da ex-presidenta sorrindo. A repetição do meme acompanha uma trajetória que, ao longo de dez anos, não se interrompeu com o impeachment.
Após ser afastada definitivamente da Presidência em agosto de 2016, Dilma passou a atuar no exterior denunciando o processo que a retirou do cargo.
Entre 2016 e 2019, participou de debates em países como França, Espanha e Argentina, com passagens por instituições como a Universidade de Salamanca e o Instituto de Estudos Políticos de Paris (Sciences Po), onde tratou de democracia e instabilidade institucional.
Em 2018, voltou ao centro da disputa política ao se candidatar ao Senado por Minas Gerais. Obteve 15.175.846 votos, ficando em quarto lugar na disputa pelas duas vagas.
O reposicionamento internacional ganhou novo peso em março de 2023, quando foi indicada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva para presidir o Novo Banco de Desenvolvimento. A posse ocorreu em abril daquele ano, em Xangai, sede da instituição criada por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul.
Ao anunciar a indicação, Lula afirmou que Dilma “tem capacidade gerencial” e destacou sua trajetória de resistência política. À frente do banco, Dilma passou a participar das reuniões anuais da instituição e de agendas multilaterais vinculadas ao BRICS.
No plano interno, o reconhecimento também veio, ainda que tardio. Em 2025, o Estado brasileiro formalizou o pedido de desculpas pelas violações sofridas por Dilma durante a ditadura, ao reconhecê-la como anistiada política. O gesto teve peso simbólico: o mesmo Estado que a derrubou sem crime foi obrigado a reconhecer a violência que marcou sua trajetória.
Cargos, títulos e presença institucional
Antes da nomeação ao banco dos BRICS, Dilma manteve atuação no Brasil. Entre 2021 e 2023, presidiu o conselho da Fundação Perseu Abramo, ligada ao Partido dos Trabalhadores, participando de debates sobre desenvolvimento, democracia e formulação programática.
No campo acadêmico, recebeu títulos honoris causa ao longo da década. Em 2018, foi agraciada com o título de doutora honoris causa pela Universidade Nacional de Córdoba, na Argentina. Também participou de atividades acadêmicas na Universidade Complutense de Madri e na Universidade de Buenos Aires, em eventos e conferências.
Após assumir o comando do banco dos BRICS, Dilma passou a representar a instituição em encontros internacionais. O banco, criado em 2014, já aprovou mais de US$ 30 bilhões em financiamentos para projetos de infraestrutura e desenvolvimento sustentável em países membros e parceiros, segundo dados institucionais divulgados pela própria entidade.
O que fica depois da queda
A trajetória posterior ao impeachment frequentemente é lida em paralelo a um passado anterior ao próprio governo. Presa em 1970, durante a ditadura militar, Dilma foi submetida a tortura e interrogatórios por órgãos de repressão do Estado. O registro fotográfico de seu depoimento, diante de militares, se tornou um dos documentos mais conhecidos desse período.
Essa imagem voltou a circular com intensidade na última década, especialmente em momentos de reconhecimento público.
O contraste entre esse episódio e sua presença, décadas depois, em cargos de projeção internacional, passou a ser mobilizado como síntese de sua trajetória política frente a um golpe parlamentar que a derrubou de forma legítima, segundo os critérios parlamentares, mas sempre reconhecido como um “ajuntamento” parlamentar para frear a ex-presidenta, que não cedia ao Congresso.
Numa ironia que beira a confissão, o próprio Eduardo Cunha passou a admitir isso. Em declarações recentes, repercutidas na imprensa, afirmou que o afastamento de Dilma abriu caminho para a eleição de Jair Bolsonaro e para a ascensão da extrema direita.
Disse também que, se pudesse, teria conduzido o processo ainda mais rapidamente. O cinismo está menos no conteúdo do que na naturalidade: o operador central do impeachment hoje reivindica como feito político aquilo que desorganizou a democracia brasileira.
Foi essa engrenagem que Dilma se recusou a alimentar. Sua queda não nasceu de uma súbita epifania fiscal do Congresso, mas também da recusa em aderir à barganha, em salvar Cunha e em submeter a Presidência ao toma-lá-dá-cá. O impeachment foi, nesse sentido, punição política e recado disciplinador.
Cunha foi cassado meses após conduzir o impeachment. O discurso moralista das “pedaladas” perdeu sustentação. E a narrativa que justificou a queda de Dilma hoje aparece esvaziada até entre seus próprios protagonistas.
Dilma, por sua vez, não recuou nem reescreveu sua posição. Manteve a denúncia do golpe, preservou sua coerência política e atravessou a década sem negociar sua história.
Fazer pesquisa com comunidades migrantes em vulnerabilidade, sendo uma pessoa não-migrante dentro do contexto estudado, exige que se tenha sensibilidade e consciência dos próprios privilégios. Busco relatar aqui um pouco da minha trajetória durante o Mestrado em Sociologia na Universidade Federal do Rio Grande do Sul, do qual resultou a dissertação “Entre a diferença e o pertencimento: interseccionalidade e a migração de mulheres senegalesas em Caxias do Sul/RS”.
A temática de migrações passou a me interessar primeiramente enquanto jornalista, quando entrevistei e acompanhei migrantes oriundos de diversos países para fazer reportagens, mas durante o percurso da dissertação percebi que ela sempre esteve presente em minha vida.
Sou do Rio Grande do Sul e minha mãe veio da fronteira com a Argentina, de uma pequena cidade chamada Itaqui à qual meus avós, nascidos e criados no país vizinho, chegaram poucos anos antes de seu nascimento. Inicialmente sem falar português, eles migraram para trabalhar em uma fazenda, posteriormente se mudando algumas vezes de cidade até chegarem à capital, Porto Alegre.
Meu avô, Terrence Raymond, era descendente de ingleses e, após se mudar para a cidade, trabalhou por décadas como tradutor juramentado, por ser fluente em inglês, espanhol e português. Apenas quando já estava realizando meu mestrado, percebi o quanto a trajetória deles também me inspirou a pesquisar sobre esse tema. Foi nessa mesma época que também entendi que a condição de migrante descendente de outros migrantes foi o que deu a ele seu ofício, já que ele nunca estudou formalmente nenhuma dessas línguas e não tinha formação acadêmica.
Conheci a comunidade senegalesa no Rio Grande do Sul em 2013, durante uma celebração chamada Grand Magal de Touba, uma importante festa da cultura wolof, à qual a maioria destes migrantes pertence. Anos depois, quando fui aplicar para o mestrado, ainda mantinha alguns contatos e decidi pesquisar sobre esse tema, passando a focar especificamente nas mulheres.
Sempre me intrigou, ao dialogar com a comunidade senegalesa, a grande diferença em termos numéricos entre os gêneros, que fazia com que menos de 5% destes migrantes fossem mulheres. Mas, mais do que procurar respostas para essa equação, o que me interessava era justamente a forma como isso potencialmente fazia essas mulheres serem solitárias.
Não foi fácil iniciar a conversa com elas, tanto pelo fato da pesquisa de campo ter sido feita durante a Pandemia de Covid-19 quanto pelas barreiras linguísticas e culturais. Pelo tempo curto do mestrado, eu não consegui aprender wolof, a língua falada pela maioria delas, e muitas ainda não eram fluentes em português.
O campo foi se desenhando de forma mais propícia para mim na cidade de Caxias do Sul, a segunda maior do estado, com cerca de 500 mil habitantes, onde a grande maioria das pessoas é descendente de italianos e alemães. É um município majoritariamente branco, o que molda também as experiências destes senegaleses, que não passam despercebidos enquanto migrantes. Neste sentido, sua sensação de “outridade” e de falta de pertencimento ao local é acentuada pelo contexto regional.
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A própria recepção da comunidade local foi a de não compreensão quando explicava meu tema de pesquisa, pois, tristemente, muitos dos moradores não conseguiam entender por que uma pesquisadora se interessaria por aqueles migrantes. “Os haitianos não vão ter nada a dizer”, me disse um taxista, revelando uma gama incrível de preconceitos, inclusive ao não saber diferenciar os migrantes oriundos do Haiti aos vindos do Senegal.
Por esse e outros motivos, logo ficou evidente para mim que seria necessária uma lente analítica baseada na interseccionalidade para conseguir abordar as experiências destas mulheres de forma completa e responsável. Enquanto pesquisadora brasileira, foi de extrema importância entender as maneiras como as vivências dessas mulheres eram baseadas tanto no fato de serem mulheres quanto no de serem mulheres negras e migrantes.
Eu comecei a pesquisa pensando na dimensão de gênero e nas diferenças entre mulheres e homens senegaleses, mas o próprio campo me fez mudar de abordagem, pois para elas, o principal desafio não eram os maridos ou irmãos, mas sim a sociedade brasileira — mais especificamente, caxiense — que lhes impunha preconceitos e opressões.
De forma corajosa, elas abriram suas histórias para mim, contando experiências de racismo, xenofobia, machismo, preconceito contra seus filhos, dificuldades de validar seus diplomas e de trabalhar nas suas áreas de formação, entre outras dificuldades e choques culturais. A frase “O lugar que a gente nasceu, a gente não esquece” foi dita por uma delas, ao explicar que gostaria de retornar para o Senegal, mas que precisava permanecer no Brasil pela falta de emprego generalizada em seu país de origem.
No Senegal, ela contou que, mesmo morando na capital Dakar, conhecia todos os vizinhos e podia aparecer de surpresa para almoçar na casa de algum deles, o que considera inimaginável em Caxias do Sul. Como as mulheres senegalesas na cidade são poucas, a maioria de suas relações tem caráter intra-familiar, embora as que vivam no Brasil há mais tempo tenham relatado ter algumas amigas brasileiras, além de se conhecerem e conviverem entre si.
A solidão efetivamente apareceu como uma dimensão importante das experiências delas. Como muitas migrantes, consideram seus filhos como a ponte entre os “dois mundos”, colocando-os como brasileiros ou gaúchos. As crianças, inclusive, preferem conversar entre si em português, embora entendam a língua de seus pais. Para algumas dessas mães, o Brasil se tornou então o país de seus filhos, simbolizando mais uma conexão inquebrável, que por vezes consideram que as impede de retornar para o Senegal.
Durante a pesquisa, busquei sempre me colocar à disposição da comunidade senegalesa, ajudando-os a preencher documentos, aplicar para empregos, entender a burocracia brasileira, como forma de retribuir sua disposição em dialogar comigo. Fui entendendo, ao longo do mestrado, as mulheres que entrevistei como sujeitas da minha pesquisa, rejeitando o título de “objeto de estudo”. Ouvi sem impor minhas próprias opiniões e visões, acolhi e respeitei o desejo delas de falarem ou não falarem sobre certos tópicos.
Mais do que concluir um mestrado, aprendi muito sobre empatia, escuta ativa e construção coletiva. O que deixo de lição para quem quer pesquisar migrações, especialmente com populações marginalizadas, é a importância de se estar pronto para ter suas expectativas quebradas e, mais do que tudo, a necessidade de nunca reforçar a lógica que coloca os migrantes como “outros” diante de um “nós”. Não presumir, não subestimar, deixar que os entrevistados contem suas próprias histórias são características fundamentais de um pesquisador. Nós podemos não estar exatamente na mesma posição, mas devemos usar os nossos privilégios a favor daqueles sem os quais nossas pesquisas não existiriam.
16/04/2026 – Produtores impulsionam o abate de burros. Em meio à queda no consumo de carne bovina por causa do aumento dos preços, afirmam que esses cortes poderiam ser oferecidos a 7.500 pesos (R$ 28).
Da promessa feita em campanha eleitoral de reduzir nominalmente o valor da carne — na época, de 4.000 pesos o quilo para 2.800 pesos — já não resta nada. Os preços subiram tanto que hoje se tornou um luxo inacessível para milhões de pessoas. Só no último mês, os preços aumentaram mais de 10% nos balcões e o quilo de um corte médio pode ultrapassar os 25.000 pesos (R$ 92). Nesse cenário, a proposta de um produtor patagônico de vender carne de burro a $ 7.500 (R$ 28) o quilo ganhou espaço.
Nesse processo de fortes altas no preço da carne bovina, as pessoas mudaram seus hábitos. Primeiro, passaram a comprar menos quantidade. Depois, começaram a buscar outras alternativas: assim, o frango e a carne suína tiveram um crescimento exponencial nas vendas, embora também tenham aumentado de preço. Em seguida, veio a febre dos ovos, a proteína mais barata e rendosa, cujas vendas cresceram como nunca.
Mas agora, essa novela do horror ganhou um novo capítulo: em um país historicamente reconhecido pela produção de carne bovina, produtores estão impulsionando a venda de carne de burro para que as pessoas possam, pelo menos, ter acesso a um pedaço de carne nas refeições diárias.
Gonzalo Moreira, dono de um açougue na cidade de Buenos Aires, explicou à Rádio 750 como foi esse processo e por que, numa primeira instância, ele é a favor de que esse animal, que até então não era consumido no país, comece a ser abatido e vendido.
“Vivemos uma recessão importante. Não conheço nenhum comerciante que não esteja passando por dificuldades. O setor está sofrido, além de não termos uma grande variação de preço. Tudo é pago com cartão, vai empurrando com a barriga”, disse ao programa “Melhor que amanhã”, com Tomás Méndez.
Em seguida, afirmou: “E a comida também começa a ser paga parcelada. A gente vai reestruturando as vendas. As pessoas deixaram a carne, cuja compra caiu 20%, e migraram para o porco ou o frango. Um quilo de carne bovina custa entre 15 e 18 mil pesos (R$ 56 a R$ 66). E a carne suína fica entre 8 e 9 mil pesos (R$ 29,44 e R$ 33,10)”.
Agora, surgiu a ideia de vender “burros patagônicos”, cuja carne custa cerca de 7.500 pesos (R$ 28). “Se for para enfrentar a necessidade diária, não digo que seja o melhor… Mas há pessoas que podem pelo menos ter acesso a esse tipo de alimento”, afirmou.
Em seguida, ele disse: “Não concordo. Acho que não quero comer um burro. Estamos acostumados a comer vaca. Mas se eu tiver que levar para outro lado… Ninguém gosta de comer coelho, mas se come desde sempre”.
De onde surgiu a ideia de vender carne de burro? Na prática, em meio à alta do preço da carne bovina, o produtor rural Julio Cittadini propôs começar a vender carne de burro com seu empreendimento “Burros Patagônicos” e já começou a realizar as primeiras transações.
Segundo contou o próprio Cittadini, ele esperava que o estoque levasse uma semana para se esgotar, mas não durou nem um dia e meio. “O que colocamos à venda, acabou em um dia. Em um dia e meio não sobrou nada”, contou.
A experiência, segundo ele revelou, conta com autorização do Ministério da Produção de Chubut e cumpre todas as normas bromatológicas exigidas. Não se trata de um mercado informal nem de uma raridade clandestina, mas de um projeto pecuário.
O Ramal do Apodi — parte de um conjunto de obras do Projeto de Integração do Rio São Francisco — avançou de 10,4% ao fim do governo de Jair Bolsonaro (PL) para 93,1% em abril deste ano, sob a gestão federal do presidente Lula (PT).
Os dados constam em relatório do Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR). Os serviços no local foram iniciados em junho de 2021. O Ramal do Apodi começa na estrutura de controle na Barragem Caiçara, na Paraíba, e se desenvolve pelo estado do Ceará até alcançar o Reservatório Angicos, no Rio Grande do Norte, numa extensão de 115 km.
A primeira etapa da obra já foi inaugurada em maio do ano passado no município de Cachoeira dos Índios (PB), em cerimônia que contou com a presença do presidente Lula (PT) e da governadora do Rio Grande do Norte, Fátima Bezerra (PT). Apesar da digital do governo petista na obra, o senador Rogério Marinho (PL) — ex-ministro do Desenvolvimento Regional — tem atribuído para si e para o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) o avanço na integração hídrica no Nordeste.
Mesmo tendo começado na metade do ano de 2021, o empreendimento apresentava 10,40% de execução física em janeiro de 2023, logo após a saída de Bolsonaro do Planalto e a volta de Lula. Já em abril deste ano, restam menos de 7% para conclusão. O crescimento percentual é correspondente à evolução dos projetos executivos, das obras civis e das instalações eletromecânicas.
Já a escavação do túnel Major Sales, considerada uma das fases mais complexas da obra, foi concluída, restando apenas o piso, em construção, que termina até junho de 2026.
“Uma obra, inclusive, que foi feita em um tempo muito curto. O túnel começa a sua escavação em janeiro de 2023. E em três anos e meio, seis quilômetros e meio de túnel, transfigurando uma serra da Paraíba até o Rio Grande do Norte, é completado”, disse Paulo Varella, titular da Secretaria de Meio Ambiente e Recursos Hídricos do Estado do Rio Grande do Norte (Semarh),
De acordo com a Semarh, no início do segundo semestre deste ano, o estado passa a contar com a água do Rio São Francisco, desta vez através do Ramal do Apodi.
“O projeto do Ramal do Apodi, incluindo o túnel Major Sales, só saiu efetivamente do papel e se transformou em obra concreta no atual ciclo de gestão pública. É necessário esclarecer, com base em dados oficiais, que foi apenas a partir da gestão do presidente Lula e gestão estadual de Fátima que o empreendimento deixou a fase inicial e passou a avançar de forma consistente, garantindo resultados reais à população”, disse notícia publicada pelo governo estadual nesta terça (14).
Ainda segundo o governo, a continuidade das obras de construção do Ramal do Apodi esteve ameaçada, ainda em 2022, com a perspectiva de as obras ficarem fora do orçamento.
“A governadora Fátima Bezerra empenhou-se pessoalmente para garantir que os recursos fossem assegurados, sob pena de a população do estado ser penalizada, especialmente toda a região do Alto Oeste potiguar”, informou.
Poucos minutos antes, um material divulgado à imprensa pela equipe de comunicação do senador Rogério Marinho afirmou que a conclusão do túnel Major Sales possui “DNA de Bolsonaro” e dele. O material também disse que a “dupla foi responsável por retomar o projeto, que havia sido abandonado na gestão do PT”.
O Ramal do Apodi registra 1.339 trabalhadores contratados para atuação nas obras, além de 755 equipamentos em operação nas frentes de serviço. Ao final, a obra beneficiará mais de 750 mil pessoas em 54 municípios, com um investimento total de R$ 1,45 bilhão.
No ano passado, na inauguração da primeira etapa do Ramal do Apodi, o ministro Waldez Góes (Integração e do Desenvolvimento Regional) também falou sobre o avanço do Projeto de Integração do Rio São Francisco. Segundo o ministro, “até 2016, Lula e Dilma deixaram 90% da transposição pronta, mas as obras foram paralisadas e abandonadas no governo seguinte”. Ele ressaltou que, já em 2023, Lula retomou os investimentos com a PEC da Transição e, com o Novo PAC, destinará R$ 30 bilhões até 2027 para obras de segurança hídrica, incluindo a conclusão de ramais como os do Apodi e Piancó.
Para acompanhar o avanço das obras e acessar os sumários executivos, clique no link.
A vereadora e pré-candidata ao Senado, Samanda Alves (PT), reforçou o alinhamento com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e com a governadora Fátima Bezerra (PT) em viagem a Brasília nesta terça-feira (14). Ela participou da posse do deputado José Guimarães (PT-CE) como ministro da Secretaria de Relações Institucionais e conversou com o chefe do Planalto, convidando-o para voltar ao Rio Grande do Norte.
Durante encontro com o presidente Lula, Samanda reforçou o alinhamento do estado com o projeto nacional e apresentou pautas prioritárias para o estado.
“Falei da expectativa de que, em breve, ele possa estar no RN para a conclusão de obras importantes, como o Túnel Major Sales, da transposição do São Francisco, e a Faculdade de Medicina do Seridó, além de outras ações estruturantes para o nosso estado”, declarou.
Na mesma conversa, Samanda também demonstrou confiança no cenário político.
“Disse ao presidente que o campo progressista no Rio Grande do Norte vai eleger uma senadora comprometida com o povo e com a continuidade do projeto de reconstrução do Brasil”, relatou.
Na pesquisa Affare divulgada nesta segunda (13) para o Senado, a pré-candidata de Lula apareceu empatada tecnicamente com o segundo colocado, Coronel Hélio (PL). Ela somou 14,9% das intenções de voto, ante 16,9% do pré-candidato do bolsonarismo. Concorrente à reeleição, Styvenson Valentim (PSDB) somou 20%.
O levantamento ouviu 1.500 eleitores em todo o RN, entre os dias 7 e 11 de abril. A pesquisa tem margem de erro de 2,58 pontos percentuais, com intervalo de confiança de 95,5% e foi registrada sob números RN-07670/2026 e BR-08971/2026.
A pesquisa também apontou que, associado a Lula, o ex-secretário da Fazenda Cadu Xavier (PT) alcança 25% das intenções de voto para o Governo do Rio Grande do Norte, encostando no ex-prefeito de Mossoró, Allyson Bezerra (União), que tem 27,8%, na disputa pelo segundo lugar. Álvaro Dias (PL), associado a Bolsonaro, lidera com 32,6%.
Posse do ministro
Samanda ainda acompanhou a posse de José Guimarães na SRI da Presidência. Ele substitui Gleisi Hoffmann, que ficou um ano no cargo.
“A Secretaria de Relações Institucionais tem um papel estratégico na construção de consensos e na garantia de que as pautas dos estados avancem em Brasília. É uma função central para que o governo siga entregando resultados ao povo brasileiro”, afirmou.
Ao longo do dia, Samanda acompanhou ainda reunião na Casa Civil, ao lado da governadora Fátima Bezerra, para tratar de projetos estratégicos nas áreas de recursos hídricos e mobilidade urbana. A agenda incluiu também a sanção do novo Plano Nacional de Educação.
A governadora Fátima Bezerra destacou a importância da agenda em Brasília para o avanço de projetos do estado.
“Estamos trabalhando para garantir investimentos e ações concretas que melhorem a vida do povo do Rio Grande do Norte, em diálogo permanente com o governo do presidente Lula”, disse.
Chapa governista
Samanda foi confirmada como pré-candidata ao Senado em 19 de março, após a desistência de Fátima Bezerra em concorrer ao cargo para poder concluir o mandato como governadora.
Em resolução, o PT-RN ressaltou que o Senado Federal “terá papel decisivo na conjuntura nacional, exigindo representantes com posicionamento firme, coerência política e compromisso inequívoco com o projeto democrático e popular”.
“O Partido dos Trabalhadores reafirma a necessidade de que essa representação esteja fortemente alinhada com os interesses da classe trabalhadora e com a defesa da democracia”, diz outro trecho da resolução.
O PT aposta que o nome Samanda Alves reúne condições de representar a “unidade partidária, a renovação política e o compromisso com a democracia, os direitos do povo e os interesses do Rio Grande do Norte”.
A segunda vaga ao Senado está com o PDT, que avalia dois nomes: o do ex-deputado federal Rafael Motta, e o do ex-senador Jean Paul Prates. Para o governo, o governadorável é Cadu Xavier, que ainda não definiu quem ocupará a vaga de vice.
O sertão do Seridó passa a abrigar um novo espaço de memória dedicado a uma das artistas mais expressivas da cena potiguar. O Memorial Titina Medeiros – Território de Encantamentos será inaugurado nesta sexta-feira (17) , na Casa de Cultura Popular Palácio Titina Medeiros, às 19h, em Acari-RN. Instalado em uma sala expositiva do equipamento cultural, na Rua da Matriz, 210; o memorial reúne figurinos, fotografias, objetos de cena e registros que atravessam diferentes momentos da trajetória da atriz, que marcou o teatro, a televisão e o cinema brasileiro de forma singular e autêntica.
Instalado na Casa de Cultura Popular, agora denominada Palácio Titina Medeiros, a exposição leva assinatura de João Marcelino, experiente e talentoso cenógrafo e diretor teatral, recentemente reconhecido pela Funarte como mestre das artes cênicas do Brasil. O espaço traduz a trajetória de Izabel Cristina, como Marcelino sempre chamou a atriz, que caminhou com ele a partir do espetáculo O Príncipe do Barro Branco, no início de sua trajetória profissional, em 1992.
Reconhecida pela intensidade cênica e pela construção de personagens de forte identidade, Titina Medeiros partiu precocemente, no dia 11 janeiro de 2026. O Memorial Titina Medeiros é uma iniciativa do Governo do Estado do Rio Grande do Norte, por meio da Secretaria de Estado da Cultura (Secult) e da Fundação José Augusto (FJA), à preservação da memória da atriz potiguar que deixou um legado imensurável.
A nova denominação da Casa de Cultura Popular e a instalação do Memorial no Palácio Titina Medeiros tem iniciativa da governadora Fátima Bezerra, que assinou o decreto no dia do sepultamento da atriz (12/01/2026), mudando o nome da Casa para Palácio Titina Medeiros. Na inauguração, em outubro de 2025, o equipamento levava o nome do político Tomaz de Araújo, patrono do prédio que agora integra a rede de Casas de Cultura Popular do RN.
O projeto do Memorial Titina Medeiros é financiado pelo Governo do RN, e foi construído e concebido sob a supervisão do coordenador estadual de teatros, Ronaldo Costa, que também tem uma longa trajetória ao lado da atriz como profissional de iluminação cênica. “Preservar a memória de Titina Medeiros é mais do que um dever do Estado, é uma condição essencial para que honremos uma história que jamais terá sido em vão”. A construção do Memorial também atende a uma reivindicação da família, representada nesse processo por sua irmã Sandra Medeiros, que reside em Acari. Ela tem acompanhado tudo de perto desde o início dos diálogos para a concepção do espaço.
Memorial Titina Medeiros – Território de Encantamentos celebra a história e a memória da atriz
Para além de apresentar uma biografia, o memorial propõe um percurso no qual o público relaciona-se com fragmentos, objetos e presenças que a potência de vida de Titina Medeiros desperta. Esse é um modo e um meio de comemorar suas inestimáveis contribuições para a cultura, e também estimular novas e constantes realizações e trabalhos nas artes. Não há aqui a tentativa de explicar ou fechar sentidos, mas de abrir caminhos de conhecimento, reflexão e emoção. O espaço se organiza como um percurso, onde o público percorre por fragmentos, objetos e presenças que ainda vibram.
Com expografia assinada por João Marcelino e curadoria de Arlindo Bezerra, César Ferrario e do próprio Marcelino, a exposição se desdobra em três cenas: Arquiteturas das Personagens, Portais da Memória e Anjo da Coroação. Cada cena revela uma camada distinta: personagens que marcaram sua trajetória, a artista atravessada por memórias e a dimensão simbólica que sustenta sua imaginação e espiritualidade.
No centro da sala, o Anjo da Coroação se eleva sobre uma rocha, instaurando um campo de silêncio e contemplação. A instalação tem como base a obra A Xanana de Nossa Senhora de Lourdes, do artista plástico Ivan Simplício. Ao redor, figurinos originais, imagens e instalações conduzem o visitante por diferentes momentos de sua trajetória. Esta intervenção faz uma referência a uma foto emblemática da infância de Titina quando ela coroa Nossa Senhora de Lourdes em uma festividade da cidade.
Sobre Titina Medeiros
Nascida em Currais Novos-RN e criada em Acari-RN, Titina Medeiros construiu uma carreira de mais de três décadas, tornando-se referência nacional nas artes cênicas. Atuou em grupos como Clowns de Shakespeare, Grupo Carmin e Casa de Zoé, além de ganhar projeção nacional ao interpretar Socorro, na novela Cheias de Charme, da Rede Globo. Seu percurso também passa pelo cinema e por diversas produções televisivas, sempre marcado por uma presença singular e profundamente enraizada em suas origens. O Memorial se constrói a partir de muitas mãos e memórias. Reúne fragmentos de quem esteve ao lado de Titina e faz desse espaço um lugar onde ela continua acontecendo.
“Este memorial não pretende contê-la. Não ousa fixá-la, nem a encerrar em moldura alguma. O que aqui se oferece são apenas vestígios luminosos: lampejos, fragmentos, filetes de riso, de voz, de gesto, faíscas de uma existência vasta e inquieta demais para se caber inteira”, afirma o curador e companheiro César Ferrario.
Para João Marcelino, que acompanha Titina desde quando a atriz ingressou no Grupo de Teatro Tambor, e que ao longo da vida assinou figurinos de diversos espetáculos em que ela atuou, o processo de criação da exposição se deu de forma muito próxima à própria construção da cena: “Titina era uma atriz de escuta, de profundidade, de posicionamento. Vestir Titina era um processo de troca, de ir construindo junto. Cada forma, cada dobra ia surgindo com a personagem. Assinar essa expografia agora é um gesto muito simbólico, é como seguir tecendo esses fios que a gente começou lá atrás.”
Com produção da Bobox Produções e Casa de Zoé, o Memorial Titina Medeiros se estabelece como um importante espaço de preservação e acesso à memória artística potiguar. Com realização do Governo do Rio Grande do Norte, por meio da Secult/RN, FJA, da coordenação das Casas de Cultura Popular, Departamento Estadual de Imprensa/A República (Dei-RN) e Gráfica Manimbu, o Memorial conta com apoio institucional da Prefeitura de Acari e da Fundação Hélio Galvão.
SERVIÇO:
Inauguração Memorial Titina Medeiros – Território de Encantamentos | Casa de Cultura Popular Palácio Titina Medeiros
Dia: 17 de abril de 2026 (Sexta-feira)
19h – Lançamento oficial do Memorial e abertura para visitação
19h30 – Show de abertura com Julhin de Tia Lica
20h30 – Show Constância das Las Tchicas, com Ângela Castro, Giovanna Araújo, Michelle Ferret, Tiquinha Rodrigues, Valéria Oliveira e convidadas(os)
No final da manhã desta quarta-feira, o Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Mossoró (Sindiserpum) promoveu um protesto contra a gestão municipal de Mossoró.
A manifestação reuniu servidores da Saúde, servidores gerais (merendeiras, porteiros e outros) e da Assistência Social.
Segundo o Sindiserpum, esses servidores estão sem reajuste salarial há cinco anos e alguns até recebendo abaixo do Salário-Mínimo.
O protesto é um grito de desespero diante da falta de diálogo com o gestão de Allyson Bezerra (UB) que agora está sob continuidade de Marcos Medeiros (PSD).
“O que estamos pedindo é a abertura do diálogo com o sindicato. Precisamos ouvir ao menos uma proposta por parte da Prefeitura e o atual gestor tem as mesmas responsabilidades do seu antecessor e precisa sentar com a categoria para sanar estas demandas tão importantes para todos.” Comenta a presidente do Sindiserpum, Celina Gondim.
O erro mais comum das políticas de desenvolvimento municipal no Brasil impede cidades de criar esses ecossistemas produtivos. Ele aparece em praticamente todos os estados brasileiros.
O erro mais comum das políticas de desenvolvimento municipal no Brasil é tentar promover desenvolvimento atraindo empresas isoladas por incentivos fiscais, em vez de construir sistemas produtivos territoriais. Esse padrão se repete em praticamente todos os estados.
A lógica da “guerra fiscal municipal” é adotada quando muitos municípios tentam atrair empresas oferecendo isenção de IPTU, isenção de ISS, doação de terrenos e infraestrutura gratuita A aposta é simples: empresa chega → cria empregos → economia local cresce. Na prática, o resultado costuma ser muito mais limitado.
O problema das “plantas isoladas” é, quando uma empresa se instala sem vínculos com o território, ela funciona como enclave econômico. Características típicas são os seguintes: insumos vêm de fora, tecnologia vem de fora, decisões são tomadas na matriz, fornecedores são externos e lucros são transferidos para outras regiões. O efeito multiplicador local fica pequeno.
O gerador de prosperidade duradoura ou desenvolvimento real é a formação de cadeias produtivas locais. Exemplo simplificado é o seguinte: produção agrícola → indústria de processamento → embalagem → logística → comércio regional. Quando essas atividades se concentram em uma região, surge um ecossistema econômico.
O equívoco central ou erro conceitual das políticas locais é imaginar apenas uma empresa gerar desenvolvimento. Na realidade, quem gera desenvolvimento é um sistema de empresas interligadas. Economistas especialistas em desenvolvimentos regionais chamam isso de cluster ou arranjo produtivo local (APL).
Quando várias cidades competem oferecendo incentivos, ocorre um fenômeno conhecido como “corrida para o fundo do poço”. O custo da competição entre municípios tem como consequências: perda de arrecadação municipal, baixa capacidade de investimento público e dependência de poucas empresas. Se a empresa sair, o impacto é enorme.
Cidades bem-sucedidas seguiram outro caminho e prosperaram geralmente investindo primeiro em educação técnica, infraestrutura produtiva, redes empresariais e instituições locais. Depois disso, as empresas surgiram ou se expandiram dentro do próprio território. Exemplos conhecidos são Santa Rita do Sapucaí, Bento Gonçalves e Cascavel Esses casos criaram sistemas produtivos locais, não apenas fábricas isoladas.
Uma política territorial mais eficaz costuma seguir outra sequência. Na Etapa 1, mapear a vocação econômica local, se é em agricultura, indústria existente ou serviços regionais. Na Etapa 2, fortalecer cadeias produtivas já presentes. Na Etapa 3, criar instituições de apoio como escolas técnicas, incubadoras, cooperativas e associações empresariais. Na Etapa 4, facilitar inovação e crédito por meio do BNDES e do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas.
Um contraste importante com a política municipal típica ou menos eficaz é atrair empresa externa → oferecer incentivos → emprego limitado → dependência econômica. Em contraponto, a política territorial sistêmica mais eficaz é fortalecer atividades existentes → criar redes produtivas → aumentar complexidade econômica → atrair investimentos de forma orgânica
O fator decisivo como verdadeiro motor do desenvolvimento local é a densidade econômica do território: número de empresas interligadas, diversidade de atividades, circulação local de renda e inovação contínua. Quanto maior essa densidade, maior o desenvolvimento.
O erro recorrente das políticas municipais brasileiras é confundir atração de empresas com desenvolvimento econômico. Desenvolvimento territorial real ocorre quando se forma cadeias produtivas locais, instituições econômicas regionais, capital social e cooperação empresarial. Logo, o município precisa pensar menos em empresas individuais e mais em ecossistemas econômicos.
Muitas cidades brasileiras dependem quase totalmente do emprego público e transferências federais, mas algumas conseguem escapar desse padrão. É um fenômeno estrutural da economia regional brasileira.
Esse fenômeno é central para compreender a estrutura econômica do interior brasileiro. A grande maioria dos municípios possui uma base produtiva pequena e, por isso, depende fortemente de transferências fiscais e empregos públicos para sustentar a circulação de renda local. Esse padrão não é acidental, porque ele resultou da forma como a economia brasileira se organizou territorialmente.
A economia brasileira é altamente concentrada em poucos polos regionais. Historicamente, os principais centros produtivos se formaram em regiões como São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte e Porto Alegre. Nesses polos se concentram indústria, serviços sofisticados, sedes empresariais, universidades e centros financeiros. Grande parte do interior permanece fora dessas redes produtivas.
O resultado foi economias locais pouco diversificadas. Em milhares de municípios brasileiros, a economia local é formada basicamente por pequeno comércio, agricultura de baixa escala e serviços básicos. Isso gera pouca arrecadação própria.
O papel das transferências federais foi, para garantir funcionamento do Estado em todo o território, o governo federal criou mecanismos de redistribuição fiscal. O principal deles é o Fundo de Participação dos Municípios. Esse fundo redistribui parte dos impostos federais para os municípios.
Outras fontes importantes incluem previdência rural, programas sociais e aposentadorias urbanas. Em muitas cidades pequenas, esses fluxos de renda representam a maior parte da economia local.
O circuito econômico típico dessas cidades tem uma dinâmica com costume de funcionar assim: transferências federais → salários de servidores públicos → consumo no comércio local → manutenção da atividade econômica. Logo, a economia local depende da circulação de renda pública, não de produção local complexa.
O peso do emprego público é importante em muitos municípios pequenos, porque os principais empregadores são prefeitura, escolas públicas, hospitais, órgãos estaduais ou federais. Isso ocorre porque o setor privado local é pequeno.
Esse padrão persiste porque existem três fatores estruturais. Primeiro é a escala econômica limitada. Cidades pequenas têm mercados consumidores reduzidos. Isso dificulta a instalação de empresas industriais.
Segundo é a distância dos grandes mercados. Custos logísticos elevados limitam competitividade.
Terceiro é a baixa densidade empresarial. Sem muitas empresas locais, não surgem cadeias produtivas.
Algumas cidades escapam desse padrão porque conseguem criar bases produtivas próprias. Isso geralmente ocorre quando se desenvolve um sistema econômico especializado. Exemplos brasileiros já citados são Bento Gonçalves com indústria moveleira e vitivinicultura, Nova Serrana com cluster calçadista, Santa Rita do Sapucaí com polo tecnológico, Lucas do Rio Verde com agroindústria. Nesses casos, a renda local passa a vir de produção, exportações e cadeias produtivas regionais.
O ponto decisivo é exportar para fora do município. Uma economia local só cresce de forma autônoma quando consegue vender bens ou serviços para fora do território. Isso traz renda nova para a cidade. Por exemplo, produtos agrícolas exportados, indústria vendendo para outros estados e turismo atraindo visitantes são fatores de desenvolvimento municipal.
Para simplificar, há dois tipos ou padrões de economia municipal. Um é a economia dependente de transferências públicas com consumo local e baixo dinamismo produtivo. Outro é a economia produtiva com produção exportável, entrada de renda externa e multiplicação de empregos e empresas.
Um dado revelador é, no Brasil possuir atualmente 5.570 municípios, com essas cidades distribuídas em 26 estados e no Distrito Federal. Minas Gerais é o estado com o maior número de municípios (853), enquanto Roraima tem o menor, com apenas 15. Apenas uma pequena parcela concentra grande parte da produção econômica nacional. Isso mostra como o país possui forte desigualdade territorial de desenvolvimento.
Muitos municípios brasileiros dependem de transferências federais, previdência e emprego público porque não possuem bases produtivas capazes de gerar renda externa. Cidades capazes de escaparem desse padrão conseguem construir especialização produtiva, cadeias econômicas locais e inserção em mercados mais amplos.
O feriadão da Semana Santa 2026 entrou para a história como o mais seguro já registrado no Rio Grande do Norte. De acordo com dados consolidados pela Coordenadoria de Informações Estatísticas e Análises Criminais (COINE), da Secretaria da Segurança Pública e da Defesa Social (SESED), foram contabilizadas quatro mortes violentas intencionais em todo o estado.
O número representa o menor índice dos últimos dez anos, ou seja, desde o início da série histórica, em 2017. Em comparação com 2021 — ano mais violento da série, quando foram registradas 22 mortes no mesmo feriadão — a redução chega a 81,82%.
“A diminuição expressiva evidencia o impacto das estratégias de segurança pública adotadas nos últimos anos, com reforço no policiamento ostensivo, investigativo, ações integradas entre as forças de segurança e planejamento operacional específico para grandes feriados”, destaca o secretário, coronel Francisco Araújo.
Ainda de acordo com o titular da SESED, o resultado reflete não apenas o trabalho das forças policiais, mas também a colaboração da população e o fortalecimento das políticas públicas voltadas à prevenção da violência.
Há muitas coisas que não sei. Há poucas coisas que eu não queira saber. Ontem, numa conversa, saiu-me esta frase: "Nunca percebi bem quando calha a Páscoa". Alguém adiantou: "Parece que tem a ver com a lua". Fui procurar na IA. E lá está: a data da Páscoa é determinada pelo calendário lunar e solar, seguindo regras fixadas no Concílio de Niceia, em 325 d.C. Ela cai sempre no primeiro domingo após a primeira lua cheia que ocorre depois do equinócio da primavera no Hemisfério Norte (por volta de 21 de março). Na pedalada da busca, quis saber do Carnaval, que sabia ligado à Páscoa. E também lá está: o Carnaval ocorre 47 dias antes do domingo de Páscoa, sempre numa terça-feira. Há coisas que eu não sabia e que passei a saber. De nada!
A Administração do Ciberespaço da China abriu consulta pública sobre um conjunto de regras para serviços online que utilizam “humanos digitais”, avatares virtuais capazes de interagir com usuários por voz ou outros formatos.
O projeto determina que conteúdos desse tipo deverão exibir de forma clara e contínua a identificação “humano digital”, garantindo transparência para o público. A medida busca evitar confusão entre interações com pessoas reais e sistemas virtuais.
As regras também reforçam a proteção de dados pessoais. O uso de informações sensíveis para criar avatares digitais dependerá de consentimento explícito, e será proibido reproduzir características identificáveis de indivíduos reais sem autorização.
Além disso, o documento traz restrições voltadas a menores de idade, proibindo o uso de humanos digitais para simular relações familiares ou afetivas que possam gerar dependência ou incentivar gastos excessivos.
A proposta reflete o avanço da inteligência artificial e busca estabelecer limites para o uso responsável dessas tecnologias no ambiente digital, equilibrando inovação e proteção ao usuário.
Natal registrou, em março deste ano, o menor número de mortes violentas dos últimos 15 anos. De acordo com dados da Coordenadoria de Informações Estatísticas e Análises Criminais (COINE), da Secretaria da Segurança Pública e da Defesa Social (SESED), foram contabilizados 7 Crimes Violentos Letais Intencionais (CVLIs) no período.
O número representa uma redução expressiva de 87,72% em comparação com março de 2017, considerado o ano mais violento da série histórica, quando foram registrados 57 assassinatos na capital potiguar. A diferença evidencia a forte queda nos índices de violência ao longo dos últimos anos.
Segundo o secretário da SESED, coronel Francisco Araújo, a diminuição é atribuída ao fortalecimento das políticas de segurança pública, com investimentos em inteligência, integração entre as forças policiais e ações estratégicas voltadas para a prevenção e repressão qualificada da criminalidade.
Além disso, o monitoramento constante dos indicadores e o uso de dados para direcionar operações têm contribuído para resultados mais eficazes no combate à violência letal. A atuação conjunta das polícias Civil e Militar, somada ao trabalho de outras instituições do sistema de segurança, também é apontada como fator decisivo.
“Apesar do avanço, a SESED, por meio das forças de segurança que atuam no estado, mantém o compromisso permanente em reduzir ainda mais os índices e garantir maior sensação de segurança à população potiguar”, destacou o coronel Araújo.
Amados amigos desta longa jornada da vida, há vinte anos atrás iniciamos nosso sagrado blog em homenagem a Geraldo, nosso sagrado irmão supranumerário, que já descansa em paz, pois foi substituído por um clone comunista, que juntamente com o clone do mephisto…