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04 Jun 21:40

Um sonho intenso

Imperdível o documentário "Um Sonho Intenso", de José Mariani, em cartaz nos cinemas. Apresenta a evolução econômica do país dos anos 1930 até agora.

A abordagem do documentário é simpática à estratégia nacional-desenvolvimentista que liderou a formulação das políticas públicas desde os anos 1930 até o fim da década de 1970.

A estratégia conhecida por nacional-desenvolvimentismo, cuja matriz teórica é o estruturalismo latino-americano de Raúl Prebisch e Celso Furtado, considerava que o subdesenvolvimento dos países latino-americanos era a contrapartida do desenvolvimento das economias centrais. Éramos pobres porque eles eram ricos.

Atingir o desenvolvimento requereria a alteração da especialização produtiva da economia, devendo-se produzir domesticamente tudo o que fosse possível. O papel da política pública seria garantir os estímulos e a proteção necessários à produção local, sobretudo da indústria.

Evidentemente alguma coisa falhou, e essa reflexão o documentário não faz. No início dos anos 1980, éramos economia praticamente autossuficiente em tudo –nossa pauta de importação consistia somente de trigo, petróleo e química fina– e, no entanto, continuávamos subdesenvolvidos.

A escola neoclássica atribui o desenvolvimento a outros fatores. Para ela, é fácil entender o fracasso do nacional-desenvolvimentismo na economia e no social.

Para a visão neoclássica, o desenvolvimento é fruto de instituições que alinham incentivos privados aos retornos sociais das ações dos agentes econômicos. Por exemplo, ir para a escola tem elevado retorno social, pois aumenta muito a produtividade do indivíduo e da sociedade, mas é difícil haver mercado de crédito para financiar a educação de forma privada. Justifica-se, portanto, a intervenção estatal para a provisão de ensino fundamental público de qualidade.

Por outro lado, a corrupção gera rendas a indivíduos sem aumentar a produção da sociedade. Boas instituições estimulam a educação e desestimulam a corrupção.

No trecho dedicado à década de 1950, mostra-se a construção de Brasília, o largo sorriso de JK, mencionam-se a bossa nova e as conquistas esportivas. Não destaca a ênfase da política pública na distribuição de benefícios públicos a grupos privados, os seguidos desequilíbrios fiscais e a permanente carência de poupança doméstica que fazia com que os surtos de crescimento sempre terminassem em inflação elevada e crise externa.

A omissão é chocante se lembrarmos que os países de desenvolvimento recente do leste asiático, como Japão, Taiwan, Coreia do Sul e mais recentemente China, caracterizam-se por taxas elevadas de poupança domésticas, com índices igualmente cavalares de poupança familiar.

Também não há menção ao nosso cavalar atraso educacional e ao fato de que, na década de 1950, 7 de cada 10 crianças de 7 a 14 anos estavam fora da escola. Em um período no qual a taxa de crescimento populacional era de 3% ao ano!

Desnecessário dizer que a tragédia social que se abateu a partir dos anos 1980 –favelização, deterioração dos espaços urbanos e escalada da criminalidade– constitui a herança maldita daquele período.

Os mesmos países do leste asiático apresentaram uma notável evolução nos indicadores de educação, com invejável qualidade. A melhora da educação nesses países antecede o seu maior crescimento econômico. Desenvolvimento começa com escola.

11 May 20:16

ink-n-severedties: aconfusedbird: [audio transcription: bird...



ink-n-severedties:

aconfusedbird:

[audio transcription: bird pushes through the door and begins laughing like a super-villain] 


11 May 17:06

Preso por engano na Guerrilha do Araguaia aguarda indenização

O lavrador aposentado Eduardo Rodrigues, 89, afirma ter sido a primeira pessoa presa na operação do regime militar contra a Guerrilha do Araguaia, em 1972, e garante: não era guerrilheiro.

Quarenta e três anos depois, ele pode ser indenizado pelo governo federal. Em abril deste ano, a Comissão da Anistia do Ministério da Justiça pediu que a pasta indenize o lavrador e a família. Eduardo aguarda que Brasília assine a decisão.

Torturado, ele ficou preso cinco meses, somando as duas vezes que foi detido.

Depois de solto a primeira vez, ainda enfrentou ainda uma tragédia familiar. Seus filhos encontraram uma granada. Como não conheciam o artefato, manusearam o objeto e ele explodiu. Um filho foi morto e o outro acabou mutilado.

Deflagrada pelo PC do B a partir do final dos anos 1960, a Guerrilha do Araguaia foi um dos movimentos contrários à ditadura no Brasil de 1964-85.

Ao menos 70 militantes e moradores da região desapareceram e oito militares morreram –segundo a Comissão Nacional da Verdade–, em um dos episódios mais violentos do período.

Os guerrilheiros queriam convencer os camponeses da região a aderir ao movimento. A partir de 1972, o governo mandou cerca de 10 mil homens das forças militares para reprimir o movimento. Os guerrilheiros acabaram derrotados em 74.

Leia a seguir depoimento dado pelo lavrador ao blog Brasil.


(…) Depoimento a
JOSÉ MARQUES
DE BELÉM

Eu nasci em Carolina, Maranhão, morei em Goiás e, em 1939, minha família mudou para a região de Marabá.

Trabalhei com tudo. Em garimpo no rio Tocantins, em castanhal e dois anos na borracha. Na época em que fui preso, eu trabalhava na roça, mexia com cana.

O lavrador aposentado Eduardo Rodrigues, 89 - Foto Yane Ulisses de Freitas

O lavrador aposentado Eduardo Rodrigues, 89 – Foto Yane Ulisses de Freitas

Morava no lugar havia 13 anos quando chegou um pessoal diferente [os guerrilheiros, em fins dos anos 1960, que tentaram convencer os camponeses a lutar ao lado deles]. Compraram uma terra dos índios e ficaram.

Esse pessoal trabalhava contra o governo, e o governo não gostou. Eu tinha mais de 20 anos lá quando mandaram o Exército, que encaixou o pau em todo mundo.

Todo mundo sofreu, tanto os guerrilheiros quanto os camponeses. Todo mundo da região foi preso, torturado.

O primeiro preso da região fui eu, que não tinha nada a ver com esse pessoal.

Os guerrilheiros moravam perto de mim e, quando o Exército chegou lá, eles já tinham ido para a mata. Eu estava em casa trabalhando.

Eles [os militares] chegaram em casa procurando [os guerrilheiros]. Eu estava com minha família. A mulher e os filhos –tenho muitos filhos, são dez.

O Exército queria saber se eu sabia da vida dos homens, o que eles eram, o que não eram, mas eu não sabia dizer. Me chamavam de informante. Mas eu não sabia informar nada, porque não sabia de nada.

Fiquei muito tempo preso. Fiquei um tempo em uma cadeia em Marabá, depois eu era levado pra outra cadeia, depois para um quartel. Fiquei tombando. Não lembro quanto tempo.

Em um presídio de Belém, fiquei preso durante 29 dias, foi o maior tempo. Eles me torturaram. Tiravam minha roupa, me deixaram dormir pelado na muriçoca, no chão, comendo feijão gelado com farinha. Só não cheguei a apanhar, isso não.

Na cadeia, eu ficava imaginando que estava lá enquanto tocavam fogo na minha casa, acabando com tudo. Eu tinha preocupação demais com minha família.

Me liberaram em Belém, dizendo que eu já tinha cumprido a minha missão. Quando voltei, a guerrilha ainda não tinha terminado, demorou de terminar. Só pra mim já tinha acabado. Ainda estavam prendendo gente na mata, procurando gente e estava difícil de achar.

MORTES NO CAMPO

Sabe quantos mataram na mata? Trinta e seis guerrilheiros [camponeses que participaram da guerrilha]. Muita gente que conheci foi morto.

O Exército queimou a casa dos guerrilheiros e largou uma granada dentro, que meus filhos acharam.

Eles não conheciam granada, mexeram e ela acabou matando o meu adotivo e mutilando outro filho meu.

Foi um dia de agonia. Mexendo com meu filho morto e o outro todo quebrado.

Peguei um barco e saímos do Araguaia de barco.

Eu perdi minha terra, que era a mãe da família, e perdi tudo o que eu tinha. Deixamos tudo para trás.

De lá eu saí pra cidade. Fui trabalhar com nada, porque eu só sabia trabalhar de roça. Minha mulher é que foi trabalhar, fazer bolo pra vender.

Eu fui para Belém com o morto e o doente, fiquei três meses lá cuidando dele.

Já está com mais de 40 anos isso e nós temos passado muita necessidade. Nós merecíamos o dinheiro [da indenização] há muito tempo. Hoje meu processo já está encaminhado em Brasília.

Depois de tudo, fui pra outra região e continuei trabalhando com roça. Só não trabalho mais porque, agora, estou velho demais.

11 May 15:33

Photo



11 May 14:25

Meu segundo casamento


QUEM NÃO APOIOU, CORRE! A pré-venda encerra no fim deste domingo (10/5) VAI LÁ!
11 May 14:19

19-01-2015

by Laerte Coutinho

11 May 14:19

18-01-2015

by Laerte Coutinho

11 May 14:18

(gif via jesuspunk)





(gif via jesuspunk)

11 May 14:17

brandizzi: Mother’s Day Without Mom.

11 May 14:10

Japanese bankers get exosuits to help move stacks of cash

Japan's Sumitomo Mitsui Banking Corporation announced Friday that it will provide Hybrid Assistive Limb (HAL) exosuits to select senior employees as part of a pilot program aimed at reducing the strain of moving currency. "There have been many cases when a physical burden was placed on senior employees carrying heavy parcels of banknotes and coins. By adopting Cyberdyne's robotic suits, we can help reduce that burden," Tomoyuki Narita, a spokesman at SMBC, told the Wall Street Journal. About 16 percent of Sumitomo's employees (and 25 percent of the nation) are over the age of 65. The HAL is designed to augment its user's strength, reducing the perceived weight of an item by 40 percent so that a 10-pound weight only "feels" like it weighs 6 pounds. Should the pilot program prove effective, Sumitomo could expand it to more branches throughout Japan.

[Image credit: Sumitomo Mitsui Banking Corp]

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11 May 13:57

saint-zissou: Ann MansolinoUntitled from the series Thresholds



saint-zissou:

Ann Mansolino
Untitled from the series Thresholds

11 May 13:57

How to Remain Optimistic

by Scott Meyer

As always, thanks for using my Amazon Affiliate links (USUKCanada).

11 May 13:27

maegalcarwenraven:Here is what to do with some old, broken...











maegalcarwenraven:

Here is what to do with some old, broken terracotta pots!

11 May 13:23

Ethereal Bird Murals on the Streets of Riccione by ‘Eron’

by Christopher Jobson

birds-2

Italian artist Eron recently completed a stunning pair of murals depicting a seagull and heron taking flight under a viaduct in Riccione, Italy. Each spray painted mural shows a sequence of birds that transition from embossed black and white silhouettes to figures that appear almost completely realistic. Eron is known for his delicately nuanced approach with a spray can which he’s also used to great effect in a series of artworks that depict ghostly figures who appear in the dust beneath exhaust vents. See here, here, and here. You can see plenty more on his website. (via Gorgo, Lustik)

birds-1

birds-3

birds-4

birds-5

09 May 12:31

by Jim Benton

09 May 02:09

fowllanguagecomics: Bonus Panel

08 May 22:38

DARPA creating software that won't need upgrades for a century

by Mariella Moon
Software upgrades and outdated applications that don't work on new platforms are just a fact of life for people who use computers and other devices. DARPA, however, wants to change that by making software systems that can run for over a century witho...
08 May 22:36

Audi samples diesel made directly from carbon dioxide

by John Timmer

Last week, Audi announced that it had filled the tank of one of its vehicles with a synthetic diesel fuel made with a high-temperature process that starts with only water and carbon dioxide. While there's a substantial energy input involved in generating the fuel, the company expects that excess renewable energy will eventually be able to supply that energy cheaply.

The diesel was produced through a process called high-temperature electrolysis, in which steam is heated before electricity is used to split the water vapor into hydrogen and oxygen. The high temperatures make this process more efficient and, as Audi notes, the waste heat can be used for other purposes, further boosting the efficiency. The hydrogen can then be combined with carbon dioxide in a process that produces liquid hydrocarbons (these reactions require high temperatures and pressures as well).

The current production facility (partly supported by Germany's Federal Ministry of Education and Research) uses CO2 supplied by a biogas facility, supplemented by a carbon capture facility that pulls the gas from the atmosphere.

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08 May 14:20

Explaining Puppet to management

by sharhalakis
image

by @dtsomp

Also: How the project manager imagines my work - by Stefan

07 May 22:13

(photos via @snickers)













(photos via @snickers)

07 May 19:33

Biker Duel

by Mark

2015-05-08-BikerDuel

Free to join new, more fashionable gangs.

07 May 19:32

Mentirinhas #817

by Fábio Coala

mentirinhas_805

Da série superpoderes que eu não tenho.

O post Mentirinhas #817 apareceu primeiro em Mentirinhas.

07 May 18:24

LOLA 182

by Laerte Coutinho

07 May 16:30

“Meet Amarelinho. He was a stray dog adopted by a gas...



“Meet Amarelinho. He was a stray dog adopted by a gas station’s staff a couple of years ago in Rio de Janeiro, Brazil. He “works” as a security guard for the station, and receives his payment in vet care, food, water, and metric tons of love.” -Parocia

07 May 16:21

mamarenren: the best moment in tv history



















mamarenren:

the best moment in tv history

07 May 16:18

Two Readers React to the Viral Video About Mass Kidnappings and Stranger Danger

by Lenore Skenazy

Joe SaladsAs I wrote in response to the Joey Salads child abduction video—which purported to help parents become more aware of stranger danger—the worst-case scenario is far rarer than Salads suggests, and parents are already terrified enough.

Among the responses I received to my post was this troubling and very honest note:

I agree with your views in theory, but when I was 9 years old, I was tricked by a stranger to go with him and then assaulted and left for dead.  (And yes, I had been warned not to go with strangers by my school and my family.)

Skipping the details, as you can imagine, it affected my entire life from then on, as well as my parents and siblings.

My question to you is: yes, as a society we are over-protective.  But if one parent followed your advice and then their child was assaulted, or g-d forbid, killed, how would you feel?

I’m sure you’ve heard, and discounted, this argument before, but I didn’t know if you ever heard from an actual victim, as I know they are rare. But if we can do anything to prevent something like this from happening to another child, shouldn’t we?

To the person who wrote me this note, I would say this: First of all, I am so sorry and upset this happened to you. I wish you and your family every bit of joy and optimism that can be yours.

I would feel sad and grief-filled if this happened to another child, whether they were following my advice or not. (And my advice is probably the same as your own parents gave you: You should talk to anyone, you should not wander off with anyone.) And I would be very angry… at the criminal.

You’re right: I am always asked how I would feel if my son had gotten on the subway and “never come home”—which is just a variation on, “What if something bad happened when you thought things would probably be fine?” The thing is: We all know how I’d feel. Stricken. So the question, when asked by the media (not you), isn’t asked out of curiosity. It is asked as a way of implying that I was wrong to not dwell upon the possibility of future grief and remorse before I allowed my son out of my sight. And that if only I engaged in a little more proactive regret, I’d stop letting him do anything unsupervised.

This implies that when and if anything tragic happens to a child, it is the fault of the parents for not being vigilant enough. It legitimizes blaming the victim and/or the victim’s parents. But I hope you do not blame yourself for what happened to you, or your parents.

What no one ever says is this: “Why would you ever suggest someone drive their kid to your house, or class, or office? What if they got into a car accident on the way and died? How would you feel, knowing you had suggested they drive over?”

I don’t mean to be callous or dismissive. But letting kids go outside, talk to strangers, or get into the car to go to the dentist—these all come with a bit of risk. Letting kids take that “risk” is not dumb or foolhardy, and it shouldn’t be guilt-inducing, even though after a tragedy we all tend to second-guess ourselves.

What we tend to do now is second-guess ourselves ahead of time. We imagine the remorse we would feel, and say, “It’s not worth it.”

That’s why so many parks are empty.

So I don’t know if that helps at all, but my main point is: If a child is hurt—God forbid—when a parent lets him go outside, I will mourn. But I will not blame the parent for failing to predict the rare and unpredictable, any more than I’d blame the parent who drives her kid the three blocks to school out of a fear of predators, and gets sideswiped by a truck. As someone once wrote to this blog: “Most of the bad things that happen to kids are as a result of bad luck. Not bad parenting.”

As I was mulling this over, I got an email from another reader that added a new perspective. It begins:

I watched this [Joey Salads child abduction] video the first time and fell into the trap with the other Facebook sheep, thinking this guy had just opened my eyes to something important. And then I watched it a second time on this blog and read all of these comments and realized you are all so right. This is pure fear-mongering. Unfortunately, my initial knee-jerk reaction of “OMG, that is crazy, my kid would totally do this!” stems from the fact that I was actually attacked and molested by a stranger in public when I was a child, and I have warned my kids about stranger danger because of that. My past has haunted me my whole life and my biggest fear is something similar (or worse) happening to my children. But what does living in fear do for people? Absolutely nothing. And the comments here actually help me to realize that more clearly.

There’s no way to guarantee absolute safety in any situation. But if we can agree not to blame anyone but the criminal, or bad luck, when kids are hurt, that might help at least a tiny bit to mitigate the pain.

07 May 15:26

Medo de matemática tem origem cultural e traz consequências negativas


Coração acelerado, dor de cabeça, respiração ofegante e vontade de chorar. Essas são reações descritas por algumas pessoas diante de questões que envolvem matemática. Esse comportamento pode ser chamado de Matofobia (fobia em matemática). De acordo com a psicopedagoga Stella Rodrigues, o trauma com a disciplina envolve questões psicológicas, fisiológicas e pode ser passado de pai para filho. Mas como diferenciar fobia de inaptidão? Onde essa barreira se inicia? O Correio conversou com especialistas para tentar ver mais de perto as sete cabeças desse “bicho” chamado matemática e buscar as possíveis soluções.

A origem
O último resultado do Programa Internacional de Avaliação de Alunos (Pisa), promovido pela Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE), avaliou a capacidade de 85 mil estudantes de 15 anos, do mundo inteiro, para resolver problemas de matemática aplicados ao cotidiano. O Brasil ficou quase na última posição, ocupando o 38° lugar em um total de 44 países pesquisados. De acordo com o matemático Leonardo dos Reis, o mau resultado pode estar relacionado à ansiedade matemática adquirida culturalmente no início da vida escolar.

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“Crescemos com a ideia de que a disciplina é difícil e a repassamos, criando assim, um círculo vicioso. A cultura em torno da complexidade da matemática é vista de forma natural”, conta.

Dono de um cursinho especializado em reciclagem matemática, o professor e matemático Rogério Lacerda acredita que há três pontos chave por onde o problema começa. O primeiro seria no terceiro ano do ensino fundamental quando a criança tem contato com a tabuada. “Filho, decora a tabuada que quando eu chegar em casa eu vou te tomar”. O professor cita a famosa frase como exemplo e afirma que ela causa pânico, porque o aluno tem que memorizar um monte de números sem entender a razão daquilo. O segundo momento é quando surge a fração. “Um número em cima do outro causa estranheza e abala toda uma estrutura que já estava sendo formada até ali”, explica. E o terceiro é quando finalmente surge o “x”. De acordo com Rogério, começar a calcular as variáveis de uma equação costuma ser negativamente marcante.

Sócio de Lacerda e também professor, Elson Rodrigues acredita que o problema do ensino de matemática no Brasil começa na base. “Quem introduz a disciplina são pedagogos e não matemáticos. A professora das séries iniciais, na maioria das vezes, já tem um histórico de dificuldade e aversão à disciplina, o que complica a disseminação do conhecimento”, ressalta.

A professora de matemática e especialista em necessidades educacionais Adriana de Souza Silva dá aulas para estudantes com idade entre 11 e 16 anos no Centro Educacional 7 de Ceilândia. Ela identifica a aversão à disciplina em cerca de 80% de seus alunos e atribui o fato à falta de um planejamento mais adequado de ensino. “As escolas públicas não fornecem uma estrutura adequada e mínima para que o professor torne o ensino da matemática mais prazeroso e divertido. Os alunos acabam perdendo o interesse na matéria”, lamenta.

A vilã
Para Elson, a matemática é tida como “vilã” porque é a disciplina onde mais se percebe que os conteúdos são pré-requisitos um para o outro. Funciona como em um jogo de vídeo game onde é preciso passar das fases iniciais para seguir adiante. “O conteúdo cumulativo da disciplina requer paciência do professor, que muitas vezes, tem que correr para conseguir cumprir o planejamento escolar e honestidade do aluno em reconhecer que não aprendeu o conteúdo”, declara.

O estudante Maicon Silva sofreu na pele a realidade da falta de base. Com lacunas na aprendizagem matemática teve que recorrer ao supletivo para terminar o ensino médio. Reconheceu que precisava de ajuda quando resolveu prestar vestibular para medicina. “Percebi que não sabia coisas básicas e que seria impossível prosseguir sem apoio. Precisava ser ‘alfabetizado’ novamente na disciplina”, conta. Maicon procurou ajuda em um cursinho especializado nesse resgate de conteúdo. O físico Leonardo Bicudo também relata ter sofrido de matofobia até o ensino médio. Foram anos de dificuldade e pânico a cada prova. Na base da memorização de fórmulas, foi conseguindo levar a diante. No primeiro ano ele se apaixonou por física, mas para seguir carreira na disciplina a matemática era fundamental. Foi então que decidiu resgatar conteúdo e tentar compreender o que tinha por de trás de cada fórmula. “A matemática é uma linguagem que precisa ser traduzida. Foi difícil superar a minha dificuldade, mas depois que entendi me apaixonei. Cogitei até me tornar matemático”, lembra.

De pai para filho
Stella Rodrigues, alerta para o perigo de os pais passarem de forma inconsciente a matofobia para os filhos. “Do ponto de vista genético, o sujeito apresenta uma maior disposição biológica para o aparecimento do quadro. Mas em um ambiente onde impera a ideia da matemática como um vilão, sempre carregada de um estigma aversivo, isso contribuirá para uma relação inadequada com essa disciplina”, esclarece a terapeuta.

Recuperar conteúdos básicos e prestar atenção no próprio comportamento são soluções para lidar com o problema. Foi o que fez a ortodontista Silvia Aurora, que resolveu aprender matemática de uma vez por todas. Matriculada em um curso de apoio, ela estuda sem pretensão de alcançar um objetivo específico, apenas para superar o trauma que a matéria deixou. “Eu me contextualizei, me localizei na disciplina. Quando você entende a matemática, ela deixa de ser um bicho de sete cabeças e passa a ser prazeroso. Não sinto mais medo de aprender”, comemora.

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07 May 13:40

A System

by Jason Poland

bags bags bags

So many bags. So many rainbows.

Hey kiddos, I’ll be at TCAF this weekend just hanging out and walking around! Maybeseeyouthere?

 

07 May 12:42

Summer Triangles over Japan

Adam Victor Brandizzi

Looks like a Digital Blasphemy wallpaper.

Discover the cosmos! Each day a different image or photograph of our fascinating universe is featured, along with a brief explanation written by a professional astronomer.

2015 May 6
See Explanation.
Moving the cursor over the image will bring up an annotated version.
Clicking on the image will bring up the highest resolution version
available.

Summer Triangles over Japan
Image Credit & Copyright: Shingo Takei (TWAN)

Explanation: Have you ever seen the Summer Triangle? The bright stars Vega, Deneb, and Altair form a large triangle on the sky that can be seen rising in the early northern early spring during the morning and rising in the northern fall during the evening. During summer months, the triangle can be found nearly overhead near midnight. Featured here, the Summer Triangle asterism was captured last month from Gunma, Japan. In the foreground, sporting a triangular shape of its own, is a flowering 500 year old cherry tree, standing about 15 meters tall. The triangular shape of the asterism is only evident from the direction of Earth -- in actuality the stars are thousands of light years apart in space.

Astrophysicists: Browse 1,000+ codes in the Astrophysics Source Code Library
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06 May 20:25

moika-palace: Life Ball 2015 Style Bible. Inspired by Gustav...





















moika-palace:

Life Ball 2015 Style Bible.

Inspired by Gustav Klimt?