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24 Apr 00:02

Sociólogo Sérgio Abranches analisa a Lava Jato e a crise da democracia - 23/04/2017 - Ilustríssima - Folha de S.Paulo

by brandizzi

RESUMO Célebre pela expressão "presidencialismo de coalizão", autor analisa impactos da Lava Jato no sistema político. Para ele, as revelações sobre corrupção ampliam o fosso entre partidos e cidadãos, um fenômeno que afeta democracias em todo o mundo e que não será resolvido com simples mudanças nas leis eleitorais.

Ilustração de Adams Carvalho para Ilustríssima
Ilustração de Adams Carvalho

Quando começou a escrever "Ruling the Void" (governando o vácuo), em 2007, o politólogo Peter Mair tocou no ponto nevrálgico da crise que atinge a democracia em todo o mundo. Especialista em política comparada, chegou a uma visão sombria sobre a trajetória dos sistemas partidários nas sociedades contemporâneas.

"A era da democracia de partidos passou. Embora os partidos permaneçam, eles se tornaram tão desconectados da sociedade mais ampla e buscam uma forma de competição tão sem sentido que não parecem mais capazes de sustentar a democracia na sua forma presente", afirmou.

Mair chamava a atenção para um dos problemas cruciais da grande transição que vivemos no século 21, o do esvaziamento da democracia representativa.

Este é o subtítulo que deu a seu ensaio: "Ruling the Void: The Hollowing of Western Democracy" (Verso Books, 2013; governando o vácuo: o esvaziamento da democracia ocidental). Ele trabalhou nesse livro até 2011, quando morreu sem poder completá-lo.

O resultado desse projeto foi publicado postumamente. Nele, o autor examina a mudança na natureza dos partidos políticos e o impacto negativo que isso provoca na permanência, na legitimidade e na efetividade da democracia representativa contemporânea.

Ele vê com preocupação a emergência de uma noção de democracia destituída de seu componente popular e o aumento da desconfiança na política, nos políticos e nos partidos. Esse processo trouxe a própria democracia para a agenda de debates na imprensa e na academia, a ponto de hoje falar-se de seus problemas e dos caminhos para sua revitalização mais do que em qualquer outro momento no passado.

Para Mair, o renovado interesse pelos problemas da democracia revela menos a intenção de revigorá-la, aproximando-a dos cidadãos, e mais o desejo de desencorajar a participação popular.

A crise da representação se agrava com a oligarquização dos partidos, dominados por grupos políticos que se perpetuam no poder e usam a estrutura da sigla não para canalizar demandas e valores das pessoas que pretendem representar, mas como trampolim para outros cargos e posições.

O caso da Lava Jato mostra que, no Brasil, esse controle de cargos também teve por objetivo negociar transações milionárias e ilegais.

SOCIAL-DEMOCRACIA

Ao não se sentirem representados, os cidadãos viram as costas para a política e para as agremiações. Dissemina-se o sentimento antipolítica; os eleitores passam a buscar forasteiros –o "não político", o "gestor" e o "magistrado", entre outros– e se afastam cada vez mais da trilha democrática, pela esquerda ou pela direita.

Mair e vários outros críticos dos rumos adotados pela democracia partidária nas últimas décadas atribuem à social-democracia a responsabilidade principal pela crise de representação.

A culpa maior, por assim dizer, seria dos partidos de esquerda e centro-esquerda, que fracassaram em apresentar um paradigma de democracia popular e políticas públicas compatíveis com as transformações da sociedade.

Essas mudanças redesenharam as forças sociais, redefiniram os setores despossuídos e criaram novas necessidades. Tudo isso em um quadro de forte redução da capacidade de gasto discricionário por parte dos governos.

O Estado de bem-estar social, que se tornou o centro de gravidade das políticas da esquerda democrática, amadureceu. Hoje, uma porção muito maior da população partilha o orçamento de pensões e benefícios sociais criados ao longo do século 20. A demografia mudou, porém; as pessoas vivem mais e recebem esses recursos por mais tempo, enquanto encolhe a base de contribuintes.

Esse é o aspecto central dos ensaios recolhidos por Armin Schäfer e Wolfgang Streeck para o volume sobre a política na era da austeridade, "Politics in the Age of Austerity" (Polity Press, 2013).

Uma tendência geral de limitação orçamentária obriga os governos de qualquer persuasão a fazer escolhas responsáveis ou prudentes, o que costuma torná-los menos capazes de atender a seus eleitores, afirma Peter Mair ("Smaghi versus the Parties: Representative Government and Institutional Constraints", Smaghi versus os partidos: governo representativo e condicionantes institucionais).

A combinação entre essa restrição de recursos e o desgosto com as práticas políticas produz um descolamento perigoso entre as aspirações da sociedade e a satisfação com a democracia.

Um dos resultados é o aumento da alienação eleitoral, com índices baixos de comparecimento ou taxas altas de votos nulos ou em branco. O fenômeno se repete em regimes presidencialistas e parlamentaristas e em todos os sistemas, seja majoritário-distrital, seja proporcional, seja misto.

DIREITA, ESQUERDA

Vivemos, praticamente no mundo inteiro, um ciclo político-econômico-social que distancia cada vez mais o público da política.

Os governos liberal-democráticos adotam medidas de austeridade e reduzem os gastos sociais, com a consequente perda de apoio de boa parte dos eleitores.

Os governos de esquerda, por sua vez, incapazes de desenvolver propostas redistributivas compatíveis com o orçamento do Estado contemporâneo, gastam além da conta, quando não resvalam para o puro populismo, e enfrentam crise de endividamento e quebra da confiança do mercado financeiro dominante. Se buscam agir dentro dos limites do possível, não conseguem suprir toda a demanda social, e os cidadãos em desvantagem é que deixam de confiar neles.

Num movimento pendular, são em geral sucedidos por um governo de austeridade, que acarreta mais desemprego e mais perdas. A economia em transição não gera dinamismo suficiente para retornar ao pleno emprego nem para recuperar totalmente a renda real do conjunto da população.

A diferença é que as soluções da direita liberal-democrática cumprem seus objetivos e restauram as condições de funcionamento regular da economia, ainda que a alto custo social. As da esquerda democrática não resolvem os problemas que se propõem a resolver e criam novos, com custos sociais que atingem sua própria base.

O sociólogo Claus Offe, em ensaio para essa mesma coletânea ("Participatory Inequality in the Austerity State: A Supply-Side Approach", desigualdade de participação no Estado da austeridade: uma abordagem pelo lado da oferta), fala em governos sitiados, que não aumentam impostos porque não querem afetar a economia real, já em dificuldades crescentes.

Administrações de inclinação social, por outro lado, não conseguem cortar despesas porque a própria necessidade de diminuir o peso da carga tributária produz orçamentos cada vez mais comprometidos com gastos que não podem ser reduzidos.

Em resposta, os cidadãos deixam de acreditar na possibilidade de controle democrático sobre as políticas governamentais.

Esse ciclo, escreve Offe, agrava o dilema democrático. A desigualdade na repartição de recursos sociais, econômicos e educacionais (cognitivos) reforça as distorções eleitorais: após uma rodada de piora distributiva, os setores mais prejudicados têm ainda menos vontade de participar das votações.

BUSCA DE SOLUÇÕES

Como os governos são vistos como responsáveis pelo aumento das desigualdades, cresce o sentimento de que o sufrágio não faz diferença.

Desse modo, a alienação eleitoral, que incide com força proporcionalmente maior sobre os setores mais insatisfeitos e descrentes, reduz a possibilidade de renovação política, o que, por sua vez, realimenta a alienação eleitoral.

Dado esse cenário, o que farão os cidadãos que se abstêm nas escolhas eleitorais, descreem dos governos de todos os matizes e não acreditam que as instituições sejam capazes de oferecer soluções efetivas para seus problemas?

Parte encara esses duros fatos e enfrenta os riscos de se virar por conta própria. É essa fatia da população que termina servindo de base social para as teorias pós-democráticas, que miram um futuro de democracia despolitizada, sem povo, apenas guardiã dos direitos constitucionais e dirigida com eficácia, mimetizando a gestão privada.

Outra parte recorre a protestos como os realizados nas periferias pobres de Paris e Londres ou a manifestações com objetivos difusos, que somam demandas díspares de parcelas heterogêneas da sociedade, como se viu nas manifestações de 2013 no Brasil, e não criam apoio sustentado para movimentos políticos mais consistentes.

Nenhum analista imagina que esse estado de coisas seja durável, o retrato do futuro para sempre. Todos veem esta como uma situação transitória.

A Era Do Imprevisto - A Grande Transição Do Século XXI
Sérgio Abranches
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Em meu ensaio *"A Era do Imprevisto: A Grande Transição do Século XXI" [Companhia das Letras, 2017, 416 págs., R$ 59,90, R$ 39,90 em e-book]*, argumento que este é um quadro de transição radical e longa, que vai alterar nossas vidas muito profundamente e de formas ainda imprevisíveis.

Terminada a transição, é certo que o mundo será em tudo bastante diferente: na sociedade, na economia, na política, no clima e no ambiente. Não se sabe, contudo, o que resultará desse processo; o desfecho dependerá das escolhas que os distintos povos da sociedade global em formação farão nos próximos anos e décadas.

Daí por que é central a questão da democracia e da participação eleitoral justa e igualitária. Trata-se dos instrumentos de que a sociedade dispõe para fazer essas escolhas. Não haverá oligarquias ilustradas que possam fazer legitimamente essas escolhas por nós. A qualidade do jogo democrático, daqui para a frente, será decisiva para o futuro do mundo pós-transição.

BRASIL

Não é difícil ver que essas questões estão dolorosamente presentes na vida política brasileira, nas últimas duas décadas.

A campanha de Fernando Henrique Cardoso (PSDB) pelo segundo mandato presidencial, em 1998, foi marcada pela crise do real e pela necessidade de realizar os já àquela época chamados ajustes fiscais. A reforma da Previdência era item saliente da agenda do governo e não passou por margem mínima no Congresso.

Na disputa de 2002, Lula (PT) divulgou sua "Carta ao Povo Brasileiro", na qual se propunha a manter a política de estabilidade e a responsabilidade com as contas públicas. O petista também fez sua reforma da Previdência, no setor público, estabelecendo idade mínima para as aposentadorias.

Dilma Rousseff (PT), no seu primeiro mandato, regulamentou a reforma de Lula. No segundo e incompleto período presidencial, fez mudanças no sistema de pensões, após ter reconhecido a inevitabilidade do ajuste fiscal –cuja premência negara como candidata.

A política econômica de Michel Temer (PMDB) baseia-se nos mesmos pilares. Suas prioridades são o equilíbrio orçamentário e a reforma da Previdência.

As crescentes limitações de recursos do Estado brasileiro são evidentes por si mesmas. Elas se agravam pelas enormes distorções técnicas e políticas de nosso processo orçamentário e pelo recurso recorrente à elevação de impostos, por vezes disfarçados de contribuição. Em decorrência, temos uma carga tributária brutal, desigual e complexa. Ficou difícil taxar ainda mais os contribuintes sem estrangular a economia e a sociedade.

Temos um Leviatã anêmico, grande, burocrático e ineficaz. Um quadro educacional em frangalhos, que contribui para o aumento das desigualdades sociais e políticas. Um sistema de saúde em colapso, que deixa a população a descoberto e sob risco de conviver com surtos epidêmicos, como os de dengue, zika, chikungunya e, recentemente, febre amarela.

As coalizões que se sucedem no poder, independentemente da orientação ideológica do partido presidencial, mostram-se incapazes de extirpar distorções no gasto público que premiam setores ineficientes, obsoletos e de impacto nocivo no meio ambiente.

As reformas já feitas não eliminaram os privilégios incrustados no Orçamento e no sistema de seguridade, atingindo sempre e somente os menos favorecidos e o cidadão mediano.

Ilustração de Adams Carvalho para Ilustríssima
Ilustração de Adams Carvalho

COALIZÃO

A Terceira República, inaugurada com a promulgação da Constituição de 1988, reafirmou o presidencialismo de coalizão como modelo político-institucional para o país, após a ditadura militar (1964-1985). A incapacidade de o partido que elege o presidente fazer a maioria não decorre de regras eleitorais, mas da realidade social de uma nação continental, heterogênea e desigual.

A fatia do Congresso Nacional que o partido presidencial consegue obter nas eleições diminuiu em relação ao padrão na Segunda República (1946-1964).

Essa redução se deveu a fatores sociológicos –como urbanização, industrialização, elevação dos níveis educacionais– e políticos –principalmente o aumento do número de partidos (em razão da liberalidade das regras de criação de legendas), a facilidade na distribuição de recursos públicos para seu financiamento corrente e a ausência de freios e contrapesos sobre o uso dessas verbas.

Na Segunda República, tínhamos um sistema de fragmentação moderada em comparação com outras democracias, como mostrei em meu artigo "Presidencialismo de Coalizão: O Dilema Institucional Brasileiro" ("Revista Dados", vol. 31, nº 1, 1988, págs. 5-32).

Hoje, com quase 30 anos de Terceira República, temos o sistema partidário com maior fragmentação entre todas as democracias, como mostra Jairo Nicolau em livro recente sobre o sistema partidário-eleitoral brasileiro, "Representantes de Quem? Os (Des)caminhos do seu Voto da Urna à Câmara dos Deputados" [Zahar, 2017, 176 págs., R$ 39,90, R$ 19,90 em e-book].

Tanto pior, a hiperfragmentação coincide com a máxima deformação dos partidos, que convergiram para um padrão comportamental comum: clientelista e de formação de coalizões de comparsas em lugar de coalizões de propostas.

Cria-se ambiente propício para o recurso frequente e desabusado ao financiamento ilegal e à propina para fins políticos e de enriquecimento ilícito, buscando a perpetuação das oligarquias no poder.

A oligarquização, o descolamento das bases sociais e do público em geral e o casamento espúrio com financiadores ou grupos de interesses levaram ao completo esvaziamento de nossa estrutura partidária. Se conhecesse o caso brasileiro contemporâneo, Peter Mair teria outra dimensão de vácuo representativo, que talvez ensombreasse ainda mais sua visão.

A hiperfragmentação engendra a necessidade de uma coalizão de dimensão tal que excede a capacidade de manejo político articulado, tornando o presidencialismo refém de facções partidárias e pequenas legendas.

CORRUPÇÃO

O fundo partidário, ao distribuir recursos de acordo com o tamanho da bancada da Câmara dos Deputados eleita na legislatura anterior, perpetua o poder das oligarquias.

Ao dar fatia generosa de dinheiro para todas as siglas, banca aventureiros dispostos a viver de legendas vazias e arrivistas políticos que achacam o governo.

Essa não é a fonte do deficit público, da corrupção ou do toma lá, dá cá, mas contribui significativamente para elevá-los a potências nunca antes imaginadas.

Corrupção e troca-troca de favores são elementos de nossa cultura política. Inserem-se nas regras de funcionamento do sistema, que incentivam intenso jogo de clientelismo e oportunismo no processo orçamentário e nas nomeações para cargos na máquina estatal.

Também aparecem nas licitações, com procedimentos puramente formais que acobertam o ataque aos cofres públicos por meio de sucessivos ajustes no preço final, gerando o sobrepreço que financiará as propinas e engordará o caixa de empresas sem méritos nem escrúpulos.

Essas negociatas provocam inversão terrível no papel da população. Esta, em tese, deveria ser fonte e objetivo das ações públicas. Na prática, não é origem nem destino, mas a base do financiamento do setor público e do setor privado a ele atrelado, além de destinatária da conta dos desmandos e dos sacrifícios da austeridade.

Não é natural nem necessário que seja assim, mas, nos últimos dias, o público brasileiro viu estarrecido duas gerações de donos da Odebrecht, uma das maiores empresas do país, cliente do orçamento oficial há décadas, detalharem o modus operandi da vasta máquina de corrupção política por eles montada.

Além de tratarem com naturalidade tenebrosas transações, mostraram que haviam transformado a geração de caixa para financiar a propina e sua distribuição em negócio sofisticado, estruturado com métodos de gestão empresarial.

As delações, agora sem o véu do sigilo, mostram a generalização do caixa dois e o uso de recursos de sobrepreço de obras públicas para bancar propinas via doações declaradas à Justiça Eleitoral.

Revelam que não havia fronteiras ideológico-partidárias. Era um arranjo pluralista. Os partidos e suas oligarquias igualaram-se na competição por essas verbas subtraídas ilicitamente do Tesouro.

Caberá ao Poder Judiciário fazer a limpeza criteriosa e dura dessa coalizão promíscua e ilegal entre partidos e empresários, políticos e gerentes. A correção desses desvios só será possível por meio da Justiça e dos órgãos de controle, como o Ministério Público.

Aumenta a judicialização da política, fato que Peter Mair havia previsto, em razão das distorções do sistema representativo.

O GRANDE DESAFIO

A crise interna que o Brasil atravessa encontra-se com os tremores da grande transição mundial. Uma transição que combina mudanças tectônicas nas estruturas da sociedade global e transformações locais, de adaptação e aproveitamento das novas possibilidades que vão sendo abertas.

Enfrentamos um grande desafio. Precisaremos refundar nossa democracia, redesenhar nosso modelo político e renovar nossa elite política para que possamos surfar as ondas do tsunami de mudanças.

Quanto menos escolhas coletivas virtuosas formos capazes de produzir, mais penosa será a travessia. Quanto mais aproveitarmos os potenciais e recursos que temos –e não são poucos– para atravessar bem a transição e lançar os alicerces sólidos da sociedade que seremos no futuro, maior a possibilidade de sucesso.

O futuro não está dado. Ele será o resultado de um misto de escolhas e imprevistos. Quanto melhores as nossas escolhas, menor o risco de sermos colhidos indefesos pelos imprevistos.

Há movimentos incontroláveis nas camadas tectônicas da transição. Mas há espaço, como nunca houve em tempos recentes, para iniciativas, inovações e livres escolhas –particulares e coletivas, domésticas e globais– que darão as formas da sociedade humana no futuro.

Temos a vantagem de saber que nosso sistema político, nossas elites políticas e boa parte da elite empresarial não estão aptos a fazer boas escolhas em nosso nome.

Um caminho muito ruim seria a sensação de impotência diante desse quadro de espanto e frustração, com a opção pelo silêncio político e pela alienação eleitoral. Pior ainda seria o recurso ao protesto violento e sem foco, às divisões polarizadas estéreis.

Nesses tempos líquidos, como os chamava o sociólogo Zygmunt Bauman (1925-2017), de incerteza, imprevisto e inquietude, não há possibilidade de consenso. Mas há espaço para a concorrência plural e democrática de projetos para o país, para que possamos escolher, coletivamente, os rumos que queremos para ele depois desse colapso moral e político que desafia nossa democracia.

Já superamos grandes perigos com sucesso. Afastamos a ditadura e construímos a Terceira República, a mais democrática de nossas experiências republicanas, com todas as falhas que temos visto. Vencemos a hiperinflação. Reduzimos a pobreza e a desigualdade.

Agora temos duas novas tarefas coletivas pela frente. Revigorar nossa democracia, tornando-a menos vulnerável à corrupção e ao controle oligárquico, e definir os modos pelos quais atravessaremos a grande transição do século 21.

Não é uma coisa que se possa fazer com a simples mudança de regras eleitorais.

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23 Apr 20:11

Saturday Morning Breakfast Cereal - Dungeon Classes

by tech@thehiveworks.com


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Anyone caught emailing me in regards to the accuracy of today's comic shall be tarred, feathered, and made to carry a sign that reads 'No fun.'

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Today's News:

Last full day to get your BAHFest East tickets! We moved over a bunch of cheap tickets, but after these are gone, there are no more!

Also, in case you missed it, I'll be signing books prior to the show at MIT Press Bookstore, from 3-430. If you don't want to wait in line after the show, this is the way to go. <3

 

23 Apr 20:02

Comic for April 23, 2017

by Scott Adams
22 Apr 07:36

vicomte-devalmont:“At 70 years old if I could give my younger...



vicomte-devalmont:

“At 70 years old if I could give my younger self one piece of advice, it would be to use the words ‘fuck off’ much more frequently" HELEN MIRREN

22 Apr 07:32

Pray to your gods



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22 Apr 07:32

by For Lack of a Better Comic (bonus panel).

22 Apr 07:31

The Fun

by Reza

22 Apr 07:28

icecreamsandwichcomics: I actually love Monopoly and also my...









icecreamsandwichcomics:

I actually love Monopoly and also my friends hate me now

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22 Apr 07:24

Os dois aniversários de Roberto Campos

Na segunda-feira, dia 17, completaram-se cem anos do nascimento de Roberto Campos, o corifeu do liberalismo econômico brasileiro. Na sexta, dia 28, completam-se 36 anos da noite em que ele foi esfaqueado em São Paulo, num episódio que expõe as artes, conexões e malandragens do andar de cima nacional.

As celebrações do centenário tratam do intelectual que ajudou a reformar a economia do país enquanto foi ministro do Planejamento, de 1964 a 1967, e iluminou-a com sua verve inigualável até 2001, quando morreu. A história das facadas é outra.

Na noite de 28 de abril de 1981, Roberto Campos encontrou-se num apart-hotel, na Vila Nova Conceição, em São Paulo, com sua namorada, Marisa Tupinambá. Conheciam-se desde 1969, quando ele tinha tinha 52 anos e ela, 23. À época Campos vivia sua única –e desastrosa– experiência de empresário privado, como banqueiro. Em 1975, ele foi nomeado embaixador em Londres e pendurou Marisa na folha da embaixada em Paris. Ela xeretou o que não devia, foi demitida e desceu em Londres. Lá Roberto Campos conseguiu-lhe um apartamento, que usava também para suas festinhas. Depois de muitas idas e vindas, a relação azedou e em 1981 ela foi ao apart-hotel para negociar o fim do caso. Desentenderam-se, apareceu uma faca, e o embaixador teve o abdômen e o tórax perfurados.

Amigos, parentes e protetores de Campos informaram que ele fora esfaqueado durante uma tentativa de assalto ao sair do edifício onde vivia, na avenida São Luís (a quilômetros de distância do apart-hotel da Vila Nova Conceição). O presidente da República, general João Figueiredo, telegrafou ao embaixador, e o governador de São Paulo, Paulo Maluf, exigiu que a polícia prendesse os assaltantes em 48 horas e dezenas de pedestres foram detidos. (Ao ouvir a versão do assalto num noticiário de televisão, o general Octavio Medeiros, chefe do SNI, perguntou: "Pra cima de mim?")

O matutino carioca "O Dia" salvou a pátria e desmontou a operação abafa narrando, com exageros, a cena das facadas e identificando Marisa Tupinambá. A esta altura ela estava escondida e calada, sob orientação de um mandarim da indústria petroquímica.

Falando à Lava Jato, Emilio Odebrecht mostrou que tem razão e boa memória quando diz que "o que nós temos no Brasil não é um negócio de cinco ou dez anos. Estamos falando de 30 anos." Mais que isso. Quando Marisa Tupinambá estava em Londres, era a Odebrecht Overseas que lhe pagava uma mesada de 700 libras.

Em 1984, Madame Tupinambá publicou um livro, intitulado "Eu fui testemunha", mas ele sumiu das estantes. Teria sido proibido pela Justiça ou apenas não teria sido reeditado, depois que o Sebastião Camargo, o fundador da Camargo Corrêa, comprou todos os exemplares disponíveis. (O general Ernesto Geisel, que detestava Roberto Campos, guardou seu volume por mais de uma década.)

O centenário de Roberto Campos é uma boa oportunidade para se relerem alguns de seus esplêndidos artigos e discursos. Os 36 anos das facadas de Marisa Tupinambá são uma oportunidade para se pensar como o Brasil melhorou. Se um juiz de primeira instância pudesse ter corrido atrás da história da senhora, a Lava Jato teria chegado muito antes, ao tempo em que o país era governado por generais.

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22 Apr 07:21

Como chegamos a esse ponto?

É um imenso alívio poder parar de comentar política brasileira como se tudo não estivesse prestes a explodir com a delação da Odebrecht. Explodiu, como todos esperávamos. Nem todo mundo na lista de Fachin é igualmente culpado, mas ficou claro que o cartel das empreiteiras controlava o sistema político brasileiro. Quem acompanhava política brasileira já suspeitava disso, e é uma satisfação poder parar de fingir surpresa. O "Lehman Day" da política brasileira chegou. A música parou de tocar.

A essa altura, você pode estar se perguntando como foi que a política brasileira chegou a este ponto. A resposta tem uma parte fácil e uma parte difícil.

A parte fácil é a seguinte: a política brasileira funcionou tão bem quanto possível dado que não estava submetida à lei. Políticos só começaram a ser presos no processo do mensalão. Até então, o risco de receber suborno era mínimo. E, veja bem, para que tenhamos chegado a esse ponto não é necessário que todos os políticos brasileiros já fossem predispostos a aceitar suborno.

Se não houver punição, alguém vai aceitar. O que aceitar vai ter muito mais dinheiro para sua campanha. Daí em diante, ou os outros também aceitarão para conseguir competir, ou serão derrotados e sairão do jogo. Repita durante muitas décadas e o resultado será sempre, em qualquer país do mundo, o que se viu na semana passada.

Isto é, embora todos estejamos elogiando juízes e policiais, quem demorou para chegar na democracia brasileira foram juízes e policiais fazendo seu trabalho diante do sistema político. Há hipóteses interessantes sobre porque só chegaram há pouco tempo. Suspeito que a primeira alternância de poder da história brasileira, que só ocorreu em 2003, tenha tido algo a ver com isso.

O outro motivo, um pouco mais complexo, é que as campanhas brasileiras são muito caras. O cientista político Bruno Reis já mostrou que a legislação eleitoral brasileira encarece as campanhas. Um sistema como o brasileiro, com distritos grandes (cada unidade da federação) e lista aberta, é algo raro no cenário internacional.

Um candidato a deputado por São Paulo, por exemplo, compete com todos os outros candidatos a deputado do Estado, inclusive com os de seu próprio partido. Isso é caro. Um sujeito que depende de arrumar muito dinheiro para não ficar desempregado por quatro anos terá grande propensão a aceitar suborno.

Agora é administrar a crise, punir quem tiver que ser punido, e procurar reconstruir a política brasileira.

O fundamental é não esquecer que temos tradições políticas respeitáveis que merecem ser preservadas. PT e PSDB como, antes deles, PTB e UDN, tinham esquemas de corrupção, mas não eram só esquemas de corrupção. As coalizões que lideraram nos últimos vinte anos agregaram interesses legítimos e ideias dignas de discussão, e o Brasil não pode largar no meio as conversas que petistas e tucanos conduziram. Desde a semana passada, a disputa pela liderança dessas coalizões está aberta.

E façam como Sergio Moro no aeroporto: ignorem quem defende a ditadura, que teria mandado fuzilar como comunistas toda a força-tarefa da Lava Jato na primeira vez que as investigações chegassem a um ministro. É em horas como esta que pé-de-otário dá mais fruto: não seja um deles.

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22 Apr 07:16

Faça uma tira

by Will Tirando

22 Apr 07:15

News of Inventions

by Reza

22 Apr 07:11

Turn it up to 11

by Scandinavia and the World
Turn it up to 11

Turn it up to 11

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22 Apr 07:10

Survivorship Bias

They say you can't argue with results, but what kind of defeatist attitude is that? If you stick with it, you can argue with ANYTHING.
22 Apr 07:08

Conversation

by Grant
22 Apr 07:07

Saturday Morning Breakfast Cereal - Satan-Fingers

by tech@thehiveworks.com


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Discovered in the delightful though occasionally frustrating Moscow Puzzles

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Today's News:

We're running out of most tickets for BAHFest MIT, so we've moved over some of the more expensive ones to lower levels. Buy soon or feel shame!

22 Apr 07:05

that little bean headed turd should watch himself 



that little bean headed turd should watch himself 

22 Apr 06:55

Portugal Pushes Law To Partially Ban DRM, Allow Circumvention | Techdirt

by brandizzi
Adam Victor Brandizzi

Ah, eles passaram por fases ruins também! Mas podíamos fazer uma república unida, como era o o Reino Unido de Portugal, Brasil e Algarves :)

from the straight-to-the-Priority-Watch-list-naughty-step-for-you dept

You might think that copyright on its own has enough problems. And yet DRM, originally designed to protect digital copyright material from unauthorized copying, has managed to make things much worse. It not only punishes with extra inconvenience those who acquire legal copies -- but not those who manage to find illegal versions without DRM -- it also allows the DMCA to be used to disable competitors' products, to create repair monopolies, and even to undermine the very concept of ownership. You can see why the copyright industry really loves DRM, and fights to preserve its sanctity. And you can also see why the following news from Portugal, where the parliament has just approved a bill allowing DRM circumvention and even bans in certain situations, is such a big deal. As TorrentFreak reports:

The bill, which received general approval last December, tackles the main issues head-on by granting copying permission in some circumstances and by flat-out banning the use of DRM when the public should have right of access to a copyrighted work.

In a boost to educators, citizens will be given the right to circumvent DRM for teaching and scientific research purposes. There will also be an exception for private copying.

The draft also outlaws the use of DRM on copyright works that have fallen into the public domain, works which support cultural heritage, and works that were created by public entities or funded with public money.

Those are all eminently sensible restrictions on DRM, but they are likely to be met with howls of anger by the copyright maximalists if Portugal's president approves the law, as seems likely. That's because it would set a crucial precedent for allowing DRM to be circumvented legally, and establish that DRM can be completely forbidden in some situations. As a result, we can probably expect Portugal to be punished in the traditional manner: by being placed on the ridiculous "Priority Watch" list of the USTR's Special 301 report. If that does happen, let's hope Portugal follows Canada's lead, and treats the move with the contempt it deserves.

Follow me @glynmoody on Twitter or identi.ca, and +glynmoody on Google+

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22 Apr 06:50

'Collaboration' Creates Mediocrity, Not Excellence, According to Science | Inc.com

by brandizzi
Adam Victor Brandizzi

I'd say collaboration can create mediocriy (not that it does), but this is a very important point. Too many organizations I've seen falling prey of the unreflected collaboration dogma.

If you listen to management pundits, "collaboration" is all the rage. While the term is a bit fuzzy, what's usually meant by "collaboration" is 1) plenty of ad-hoc meetings and 2) open-plan offices that increase the likelihood that that such meetings take place.

In previous columns, I've pointed out that open-plan offices, with all their interruptions, distractions, and noise pollution, are productivity sinkholes. I've also pointed out that collaboration tends to penalize the competent who end up doing most of the work.

A recent study published in Applied Psychology has now confirmed that a collaborative work environment can make top performers--the innovators and hard-workers--feel miserable and socially isolated.

The problem is that rather than seeing a top performer as a role models, mediocre employees tend to see them as threats, either to their own position in the company or to their own feelings of self-worth.

Rather than improving their own performance, mediocre employees socially isolate top performers, spread nasty rumors about them, and either sabotage, or attempt to steal credit for, the top performers' work. As the study put it: "Cooperative contexts proved socially disadvantageous for high performers."

This social isolation creates special difficulties for introverted employees who work in open-plan offices. While some extroverts seem to draw energy from a chaotic environment, introverts find such environments draining.

Sometimes the only way that introverts can get their work completed is to work from home, creating even more potential social isolation. Indeed, top performers who work from home are natural and easy target for workplace gossip and backbiting.

Unless checked, this tendency can result in an exodus of top talent. As a recent Inc.com column pointed out: "The No. 1 reason high performers leave organizations in which they are otherwise happy is because of the tolerance of mediocrity."

No kidding.

This is not to say that teamwork is a bad thing, per se. Indeed, most complex projects require a team to successfully complete. For teams to be effective, though, they need leaders who can swiftly squelch any attempt to isolate or denigrate a top performer.

In other words, your teams may need hierarchical leadership more than they need additional collaboration opportunities. Similarly, your company may need more private spaces than "open" areas that encourage more social interaction.

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22 Apr 06:49

seriously, the guy has a point | gregfallis.com

by brandizzi
Adam Victor Brandizzi

At the very least, the story of both statues is amazing!

I got metaphorically spanked a couple of days ago. Folks have been talking about the Fearless Girl statue ever since it was dropped in Manhattan’s Financial District some five weeks ago. I have occasionally added a comment or two to some of the online discussions about the statue.

Recently most of the Fearless Girl discussions have focused on the complaints by Arturo Di Modica, the sculptor who created Charging Bull. He wants Fearless Girl removed, and that boy is taking a metric ton of shit for saying that. Here’s what I said that got me spanked:

The guy has a point.

This happened in maybe three different discussions over the last week or so. In each case I explained briefly why I believe Di Modica has a point (and I’ll explain it again in a bit), and for the most part folks either accepted my comments or ignored them. Which is pretty common for online discussions. But in one discussion my comment sparked this:

Men who don’t like women taking up space are exactly why we need the Fearless Girl.

Which — and this doesn’t need to be said, but I’m okay with saying the obvious — is a perfectly valid response. It’s also one I agree with. As far as that goes, it’s one NYC Mayor Bill de Blasio agrees with, since he said it first (although, to be fair, probably one of his public relations people first said it first).

But here’s the thing: you can completely agree with the woman who responded to my comment AND you can still acknowledge that Arturo Di Modica has a point. Those aren’t mutually exclusive or contradictory points of view.

Let me apologize here, because I have to do some history — and for reasons I’ve never understood, some folks actively dislike history. It’s necessary though. So here we go. Back in 1987 there was a global stock market crash. Doesn’t matter why (at least not for this discussion), but stock markets everywhere — everywhere — tanked. Arturo Di Modica, a Sicilian immigrant who became a naturalized citizen of the U.S., responded by creating Charging Bull — a bronze sculpture of a…well, a charging bull. It took him two years to make it. The thing weighs more than 7000 pounds, and cost Di Modica some US$350,000 of his own money. He said he wanted the bull to represent “the strength and power of the American people”. He had it trucked into the Financial District and set it up, completely without permission. It’s maybe the only significant work of guerrilla capitalist art in existence.

People loved it. The assholes who ran the New York Stock Exchange, for some reason, didn’t. They called the police, and pretty soon the statue was removed and impounded. A fuss was raised, the city agreed to temporarily install it, and the public was pleased. It’s been almost thirty years, and Charging Bull is still owned by Di Modica, still on temporary loan to the city, still one of the most recognizable symbols of New York City.

Arturo Di Modica (the one in the beret)

And that brings us to March 7th of this year, the day before International Women’s Day. Fearless Girl appeared, standing in front of Charging Bull. On the surface, it appears to be another work of guerrilla art — but it’s not. Unlike Di Modica’s work, Fearless Girl was commissioned. Commissioned not by an individual, but by an investment fund called State Street Global Advisors, which has assets in excess of US$2.4 trillion. That’s serious money. It was commissioned as part of an advertising campaign developed by McCann, a global advertising corporation. And it was commissioned to be presented on the first anniversary of State Street Global’s “Gender Diversity Index” fund, which has the following NASDAQ ticker symbol: SHE. And finally, along with Fearless Girl is a bronze plaque that reads:

Know the power of women in leadership. SHE makes a difference.

Note it’s not She makes a difference, it’s SHE makes a difference. It’s not referring to the girl; it’s referring to the NASDAQ symbol. It’s not a work of guerrilla art; it’s an extremely clever advertising scheme. This is what makes it clever: Fearless Girl derives its power almost entirely from Di Modica’s statue. The sculptor, Kristen Visbal, sort of acknowledges this. She’s said this about her statue:

“She’s not angry at the bull — she’s confident, she knows what she’s capable of, and she’s wanting the bull to take note.”

It’s all about the bull. If it were placed anywhere else, Fearless Girl would still be a very fine statue — but without facing Charging Bull the Fearless Girl has nothing to be fearless to. Or about. Whatever. Fearless Girl, without Di Modica’s bull, without the context provided by the bull, becomes Really Confident Girl.

Fearless Girl also changes the meaning of Charging Bull. Instead of being a symbol of “the strength and power of the American people” as Di Modica intended, it’s now seen as an aggressive threat to women and girls — a symbol of patriarchal oppression.

In effect, Fearless Girl has appropriated the strength and power of Charging Bull. Of course Di Modica is outraged by that. A global investment firm has used a global advertising firm to create a faux work of guerrilla art to subvert and change the meaning of his actual work of guerrilla art. That would piss off any artist.

See? It’s not as simple as it seems on the surface. It’s especially complicated for somebody (like me, for example) who appreciates the notion of appropriation in art. I’ve engaged in a wee bit of appropriation my ownself. Appropriation art is, almost by definition, subversive — and subversion is (also almost by definition) usually the province of marginalized populations attempting to undermine the social order maintained by tradition and the establishments of power. In the case of Fearless Girl, however, the subversion is being done by global corporatists as part of a marketing campaign. That makes it hard to cheer them on. There’s some serious irony here.

And yet, there she is, the Fearless Girl. I love the little statue of the girl in the Peter Pan pose. And I resent that she’s a marketing tool. I love that she actually IS inspiring to young women and girls. And I resent that she’s a fraud. I love that she exists. And I resent the reasons she was created.

I love the Fearless Girl and I resent her. She’s an example of how commercialization can take something important and meaningful — something about which everybody should agree — and shit all over it by turning it into a commodity. Fearless Girl is beautiful, but she is selling SHE; that’s why she’s there.

Should Fearless Girl be removed as Di Modica wants? I don’t know. It would be sad if she was. Should Di Modica simply take his Charging Bull and go home? I mean, it’s his statue. He can do what he wants with it. I couldn’t blame him if he did that, since the Fearless Girl has basically hijacked the meaning of his work. But that would be a shame. I’m not a fan of capitalism, but that’s a damned fine work of art.

I don’t know what should be done here. But I know this: Arturo Di Modica has a point. And I know a lot of folks aren’t willing to acknowledge that.

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22 Apr 06:49

Why are enterprises interested in the block chain? | Stuff Yaron Finds Interesting

by brandizzi

My day job has required me to look into issues related to using the block chain in the enterprise. This lead me to a simple question - why would an enterprise be interested in the block chain for running its own business?

Near as I can tell the purpose of the block chain is to maintain a distributed database with ACID behavior that is resistant to byzantine attacks.

So when I look at the use of the block chain in the enterprise the first question I ask myself three questions, does this customer scenario need:

  1. an ACID database?
  2. to be distributed?
  3. to be resistant to byzantine attacks?

If the answer to any of these question is no then they probably don’t need the block chain.

When I talk to enterprises they typically are interested in 2 and 3 more than 1. This isn’t to say that nobody cares about 1, just that when I talk to enterprises that’s not where they have started so far. But I could very well be talking to the wrong people.

They like the distributed nature of the block chain because they want to be able to work either with other units in the same company or with other businesses. But what the enterprises don’t want to do is to create some central authority to run things either in the form of a new internal group or some kind of consortium (in the case of multi-business scenarios). They really like the idea that there doesn’t have to be a central authority to do business on the block chain.

The other aspect of the block chain that they like is the guarantees around byzantine attacks. In many cases these businesses don’t really trust each other. So they like the idea that the system is resistant against bad actors.

There is yet another aspect of the block chain that I haven’t really heard enterprises talk about but I do hear a lot from people trying to sell block chain to enterprises, and that is resistance to key disclosure. In a future article I’ll go into this scenario in some detail.

I’m also in the middle of writing another article capturing all the scenarios I’ve run into with enterprises that are looking to use the block chain. But I’m still doing some work collecting and clarifying those scenarios.

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17 Apr 22:54

16-10-2016

by Laerte Coutinho

17 Apr 22:53

09-10-2016

by Laerte Coutinho

17 Apr 22:53

Saturday Morning Breakfast Cereal - Dead

by tech@thehiveworks.com


Click here to go see the bonus panel!

Hovertext:
I dare anyone out there to spend 30 years becoming a respected figure in a religious community, then ruin it all by doing this. I'll give you 100 Internet points.

New comic!
Today's News:

Only 30% of tickets are left if you wanna see me, Marc Abrahams and more at BAHFest MIT!

17 Apr 22:52

Comic for 2017.04.17

by Rob DenBleyker
17 Apr 22:52

Watch Out!

by Doug
17 Apr 22:51

7 Eleven

Really, the only honest 24-hour stores are the ones in places like Arizona and Hawaii, and many of them are still wrong in certain years.
17 Apr 22:51

Saturday Morning Breakfast Cereal - The Ugly Duckling

by tech@thehiveworks.com


Click here to go see the bonus panel!

Hovertext:
And everything worked out for everyone who wasn't dead. The End.

New comic!
Today's News:

Last week to grab BAHFest East tickets! We're sold out of student tickets, but there are other options available!

15 Apr 18:48

8 Types of Corporate Apologies

by tomfishburne

When last month’s “Communicator of the Year” can turn into this month’s PR disaster, there’s a lesson for any brand on the perils of flubbing a corporate apology. Any brand can go from hero to zero.

Much has been written in the last week about the missteps of United and its CEO. Given that it was PRWeek that so recently awarded Oscar Munoz as “Communicator of the Year”, I thought the PRWeek postmortem was particularly interesting:

“No company or brand can rest on its laurels when it comes to its reputation. Protecting and enhancing it is a 24/7, 365 days a year undertaking.

“Communication, especially in a service business such as an airline, starts with every member of staff that interacts with the public. You earn your reputational chops every day, from the CEO down.

“CEOs and companies have to engage their consumers from a customer-service standpoint. As United – and PRWeek – is finding out, social media is always-on and unforgiving.

“Reputational risk is a huge concern for modern enterprises and relates to the value of a brand or company just as much legal and liability risk — lawyers cannot be the first line of a communications defense.

I agree with PRWeek that brand reputation trumps liability risk. Yet I think what trumps both is just being human. In the mother of all brand crises, the 1982 Tylenol poisoning, J&J went above and beyond, not because they wanted to preserve their brand’s reputation, but because they wanted to ensure public safety first. The brand’s reputation was ultimately preserved as a byproduct of doing the right thing, not the reason for doing the right thing.

Here are a few related cartoons I’ve drawn over the years.

The 5 Stages of a PR Disaster February 2012

We Appreciate your Business August 2012

Corporate Apologies September 2012

Brand Reputation October 2015

15 Apr 00:42

For Programmers, the Ultimate Office Perk is Avoiding the Office Entirely

by msmash
From a report on Quartz: Over the past decade, designers and engineers have invented dozens of new tools to keep us connected to the office without actually going there. Unsurprisingly, those same engineers have been among the first to start using them in large numbers. More programmers are working from home than ever and, among the most experienced, some are even beginning to demand it. In 2015, an estimated 300,000 full-time employees in computer science jobs worked from home in the US. Although not the largest group of remote employees in absolute numbers, that's about 8% of all programmers, which is a significantly larger share than in any other job category, and well above the average for all jobs of just under 3%. [...] Programmers not only work from home more often than other employees, when they do they are more likely to work all day at home. From 2012 to 2015, the average full-time programmer who worked from home said they spent an average of five and a half hours doing so. That's an 92% increase in the average time spent at home from 2003 to 2005, and nearly double the average for all jobs.

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