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19 Nov 22:08

Os barbixas em: Imitose

by Regis Freitas

Muito bom esse vídeo dos Barbixas, além de bem ensaiado ainda consegue envolver o público.

Via Xpock.

19 Nov 12:24

11.19.2013

Archive
Cyanide and Happiness, a daily webcomic
19 Nov 11:54

M. C. Escher

"My work is a game, a very serious game."
14 Nov 16:35

O cartunista Laerte posa nu e não vira notícia — e isso é uma boa notícia

by Kiko Nogueira
Laerte

Laerte

 

O cartunista Laerte posou nu para a revista Rolling Stone em sua edição de aniversário. Aos 62 anos, Laerte fez um ensaio para o fotógrafo Rafael Roncato. Contou que “escolheu não viver sua homossexualidade por décadas”, mas que agora “não tinha mais como não ser eu”. Também lembrou do trágico acidente em que seu filho foi morto aos 22 anos, o que o levou a “reconsiderar tudo”.

Laerte é um desenhista imensamente talentoso, o melhor de sua geração (Angeli já admitiu isso). É adepto do crossdressing, ou seja, veste-se como mulher.

Há algum tempo, as fotografias provavelmente causariam um barulho enorme. Defensores e detratores se espancando. Mas o ensaio não virou notícia. Alguns comentários em redes sociais. Não sei se era a intenção da publicação ou do retratado, mas não houve polêmica. E isso é uma boa notícia.

Recentemente, o editor do site americano Gawker foi repreendido por organizações LGBT por pressionar um apresentador da Fox chamado Shepard Smith a sair do armário. Smith teria sido visto num bar com um homem. “Smith é uma figura pública, mas tem direito a uma vida privada. Como ele não age como um hipócrita, sair do armário publicamente é uma decisão que cabe somente a ele”, disse um ativista gay. Não havia escândalo possível e nem causa.

Quem se importa com a sexualidade de Laerte ou com o fato de ele ter tirado a roupa? Não muita gente. O Marco Feliciano não falou nenhuma besteira? Não.

É um avanço. Nos EUA, Meredith Hendrix-Jackson colocou seu álbum de casamento com sua parceira Kat Jackson no Tumblr. Tornou-se viral. Ela esperava uma reação homofóbica gigantesca.

Duas semanas depois, postou um agradecimento. “Não recebi uma mensagem de ódio, apenas parabéns. Não houve bullying. Nenhuma palavra inapropriada”. Meredith contou que, no início do namoro, sua companheira acabou sendo demitida porque o chefe flagrou as duas dando um beijo. “Alguma coisa mudou”.

Mudou. No news is good news.

12 Nov 18:28

weatherstaff: walkingthenarrowway: negro-pleaase: Literally. ...

by wagatwe


weatherstaff:

walkingthenarrowway:

negro-pleaase:

Literally.

forever reblog. 

Where is the lie?

12 Nov 17:46

The Fresh Prince of Bel-Air Then and Now

by noreply@blogger.com (Damn Cool Pics)
Stars of "The Fresh Prince of Bel-Air" then and now.



























11 Nov 14:42

O que faz você ser budista? – Dzongsar Jamyang Khyentse

by Herausgeber
ivan

Livro muito bom!

O QUE FAZ VOCÊ SER BUDISTA?
Talvez você não tenha nascido num país budista ou numa família budista, pode ser que não use vestes religiosas nem raspe a cabeça, pode ser que coma carne e que os seus ídolos sejam o Eminem e a Paris Hilton. Isso não significa que você não possa ser budista.

Então, você pensa que é budista? Pense melhor. Neste livro inovador, Dzongsar Jamyang Khyentse, um mestre do budismo tibetano, lança um desafio ao mundo budista, questionando estereótipos, fantasias e falsos conceitos encontrados normalmente. Com força e originalidade incomuns, ele expressa a essência do budismo.

Mestre provocante, cineasta, artista e escritor aclamado, Khyentse é um dos lamas tibetanos mais criativos que ensinam o budismo na atualidade. Neste livro, ele nos convida a examinar nossas pressuposições e crenças mais básicas, e nos inspira a explorar o verdadeiro caminho budista.

  • epub o que faz voce ser budista
06 Nov 14:08

Tara e o amor que ilumina.

by Tati
ivan

Alguém da turminha do amendoin já assistiu?

Ontem terminei de assistir a série United States of Tara, mais uma série que eu sempre quis ver - e por acaso achei no NetFlix.

Tara é uma mulher casada, com dois filhos adolescentes, que sofre de T.D.I. (Transtorno Dissociativo de Identidade). Ou seja, ela é uma mulher com muitas personalidades. E, embora o diagnóstico de T.D.I. fale sobre dupla personalidade, dentro de Tara existem bem mais que duas pessoas: dentro dela moram uma adolescente, um motoqueiro e uma mãe da década de 60. E depois, mais outras identidades vão surgindo.

Apesar de ser um tema aparentemente triste, a família de Tara lhe dá todo o suporte necessário para lidar com a doença e os episódios são cheios de cenas engraçadas, boas piadas e um jeito de mostrar que até uma condição difícil como essa pode ser superada com uma boa família ao seu redor. Mas, aos poucos o clima vai pesando e o fardo da doença se torna sufocante, assim como a série se torna sufocante e pesada de assistir. Tara se torna refém de si mesma e vai aprisionando também sua família, na medida em que suas personalidades começam a se voltar contra ela e contra quem mais queira ajudá-la. E assim ela vai ferindo seus filhos, à si mesma, e colocando até a vida de pessoas próximas em perigo.

Mas, no meio de tudo isso, ainda resta alguma esperança. É bonito notar como em todos os episódios existem cenas que trazem ambientes banhados pela luz do Sol, como que pra mostrar que mesmo em um dia ruim ainda pode existir uma segunda chance (quem não fica mais animado com um dia bonito de Sol lá fora?). Seja nas cenas na casa da personagem principal seja na casa da irmã dela - personagem importante e grande âncora de Tara - sempre é o Sol que inunda as casas, que faz tudo parecer mais bonito, mais animador, mais esperançoso.

Ao longo das três curtas temporadas da série, Tara vai até o limite de si mesma, para no episódio seguinte descobrirmos que o limite ainda vai um pouco além. Mas, veja, ninguém desiste dela. Seus filhos, exaustos de cuidar da própria mãe, se distanciam por alguns momentos, mas continuam ali. Sua irmã, uma das que mais sofre com a doença, teima em ir embora. Seu marido continua ao seu lado, mesmo com todos dizendo para ele ir embora. No fim, não é uma série sobre uma doença curiosa, é uma série sobre o amor, sobre como ele é teimoso e consegue rir da dor, sobre como ele sempre continua, mesmo quando falam para que se vá embora. Sobre como ter alguém que nos ama é como ter a casa banhada de Sol em um dia bonito de verão. É sobre o amor, que torna qualquer loucura aceitável e continua ali, mesmo quando todo o resto em volta desmorona. 

05 Nov 18:00

bloodredorion: slavicinferno: What SciFi Movies Would REALLY...





















bloodredorion:

slavicinferno:

What SciFi Movies Would REALLY Be Like…

Source

Im laughing so hard

05 Nov 11:47

A caixa de pandora aberta por Antonio Prata e sua falsa guinada à direita

by Kiko Nogueira
Cena do filme "A Onda"

Cena do filme “A Onda”

 

“Caralho. Esse tem culhão.”

A reação do roqueiro Roger, no Twitter, ao artigo de Antonio Prata na Folha foi entusiasmada. Prata escreveu uma coluna chamada “Guinada à Direita”. Confessava que, às vésperas de completar 40 anos, havia tomado juízo e arejado as ideias.

“A rubra súcia domina o governo, as universidades, a mídia, a cúpula da CBF e a Comissão de Direitos Humanos e Minorias, na Câmara. O pensamento que se queira libertário não pode ser outra coisa, portanto, senão reacionário”, escreveu.

“Quando terroristas, gays, índios, quilombolas, vândalos, maconheiros e aborteiros tentam levar a nação para o abismo, ou os cidadãos de bem se unem, como na saudosa Marcha da Família com Deus pela Liberdade, que nos salvou do comunismo e nos garantiu 20 anos de paz, ou nos preparemos para a barbárie”.

Mais: “O branco encontra-se escanteado”.

“Contra o poder desmesurado dado a negros, índios, gays e mulheres (as feias, inclusive), sem falar nos ex-pobres, que agora possuem dinheiro para avacalhar, com sua ignorância, a cultura reconhecidamente letrada de nossas elites, nós, da direita, temos uma arma: o humor.”

E ainda: “No pé que as coisas estão é preciso não apenas ser reacionário, mas sê-lo de modo grosseiro, raivoso e estridente. Do contrário, seguiremos dominados pelo crioléu, pelas bichas, pelas feministas rançosas e por velhos intelectuais da USP”.

Era uma farsa. Uma boa provocação. Ainda que o autor tivesse deixado de ser, como dizia, meio intelectual, meio de esquerda, aquilo era um evidente exagero apocalíptico.

Mas a reação ao amontoado de clichês direitosos foi espantosa. Prata teve de escrever no Painel do Leitor que estava sendo irônico. “A intenção, ao criar tal persona retrógrada, racista, machista e homofóbica, era apontar tais preconceitos em nossa sociedade. Parece que funcionou, pois a maioria dos e-mails equivocados que recebi me parabenizava pela ‘coragem’ de ‘assumir’ essas deprimentes opiniões”.

Roger (que virou motivo de piada pelo tuíte animadão) não estava sozinho. Centenas de pessoas se sentiram à vontade para disparar obtusidades do mesmo quilate.

Na seção de cartas:

“Realmente é essa gentalha, protegida por um poder totalitário instalado em nossa nação há mais de uma década, que impede o pleno desenvolvimento do país. Parabéns. Aguardo ansioso por novas colunas raivosas.”

No Facebook:

“Ele diz que os índios lá estão, agora, improdutivos e nus, catando piolho e tomando 51. Cade a ironia ai? Por acaso alguém já viu algum índio produzir algo útil e bom para a sociedade nas terras deles?”

Tá tudo dominado

Tá tudo dominado

“A mídia não fala nada sobre a implantação do comunismo no Brasil que vem sendo desenvolvida a (sic) mais de 30 anos no Foro de São Paulo”.

“Sim, o mundo tá sendo dominado por gays, pois a mídia tá empurrando isso goela abaixo na sociedade. Com mensagens subliminares, lavagem cerebral. Por quê? Pq tem gente assim por trás da mídia. Imagina se a maioria dessa pessoas fossem pedófilas? Ou se fossem necrófilas?”.

“O único poder capaz de impedir que o comunismo se instale no Brasil e não nos torne escravos são os militares”.

“Não importa se é ou não um texto irônico, o importante é que tudo isso que foi dito é verdade! O pior cego é aquele que não quer ver!”

E por aí afora. Prata abriu uma caixa de pandora. Eu me lembrei do filme “A Onda”.

Conhece? Se passa numa escola na Alemanha. Os alunos têm de escolher entre duas disciplinas: anarquia e autocracia. O professor Rainer Wenger decide formar um modelo de governo fascista na classe para mostrar, na prática, como ele se organiza. Dá o nome de “A Onda” ao movimento. Os jovens escolhem uniforme e saudação.

A coisa se espalha para a cidade. Eles começam a gostar de ser subjugados e de subjugar os outros em nome daquilo. Depois de algumas situações limites, Wenger acha que provou seu ponto e resolve dar sua experiência por encerrada. Claro que aí já é tarde demais.

Prata foi bem ao se explicar. A burrice e a paranóia estão por aí, cheias de amor pra dar, à procura de um motivo. Como naquele aforismo de Charles Colton: “Há fraudes tão bem elaboradas que seria estupidez não ser enganado por elas”.

04 Nov 18:55

Como fazer o review de um jogo de forma épica

by administrador@bytequeeugosto.com.br (Marcel Dias)

O artigo Como fazer o review de um jogo de forma épica faz parte do conteúdo do Byte Que Eu Gosto! - Nerd, Geek, Dicas, Cinema, Games e mais!.

Observem atentamente o comentário de um usuário chamado Mattayx, sobre um jogo da EA:

review-jogo

Comentário genial, não? Mostra claramente a indignação de usuários com relação aos IAP (in app purchase, ou compras dentro do jogo). As empresas estão se valendo cada vez mais (e de forma exagerada) desse expediente pra aumentar seu faturamento com os jogos. Os games de celular são lançados de forma “gratuita”, mas em geral vem cheios de funções reduzidas ou travadas que dependem de progresso no jogo (configurado de maneira que torne impossível ou muito demorado o avanço) ou aquisição de chaves, códigos, bônus ou recursos usando dinheiro de verdade.

O capitalismo é selvagem, amigos. A minha recomendação é sempre ler os reviews e analisar bem antes de investir seu dinheiro num jogo, pra não correr o risco de ter que desembolsar uma bela grana pra poder continuar jogando ou acabar ficando sem suporte depois de um tempo.

O artigo Como fazer o review de um jogo de forma épica faz parte do conteúdo do Byte Que Eu Gosto! - Nerd, Geek, Dicas, Cinema, Games e mais!.

04 Nov 10:44

Photo



01 Nov 15:17

Dogshaming | cc3.jpg

cc3.jpg
01 Nov 14:41

O som, a fúria e as cartas

1) Para mim, Ricardo 3º era um personagem shakespeariano, que conquistou o poder por caminhos tortos e, na véspera da batalha que lhe foi fatal, ouviu os fantasmas de suas vítimas lhe dizerem o inesquecível "Despair and die!", desespere-se e morra.

Certo, eu sabia que Ricardo 3º fora mesmo o último rei da casa de York, no fim do século 15, cem anos antes que Shakespeare escrevesse sua história. Mas sabia sem saber.

Isso, até quinta-feira passada, quando tive entre as mãos um documento assinado por ele (quando era duque de Gloucester, antes de dar um trato nos seus sobrinhos e se tornar assim rei da Inglaterra). Passei de leve um dedo sobre sua assinatura e foi como se sentisse a pegada de sua brutalidade, de sua ambição e de sua tragédia.

2) Eduard, o segundo filho de Albert Einstein e Mileva Maric, nasceu em 1910. Ele queria ser médico e psiquiatra. Aos 22 anos, Eduard entrou, pela primeira vez, no Burghölzli, a famosa clínica de Zurique onde Jung foi assistente de Bleuler. Mas Eduard não entrou como médico -entrou como paciente. No Burghölzli, aliás, ele morreu, internado, em 1965.

Numa carta a Mileva, em 1928, Einstein, referindo-se obviamente a Eduard, escreve que ele considera a psicanálise "como uma moda extremamente perigosa... Ninguém será submetido a esse tratamento com meu consentimento".

Quatro anos depois, Eduard era internado, e Einstein, convidado a escolher um contemporâneo com quem dialogar sobre a guerra, escolhia Freud. Mais quatro anos, e Einstein, num breve bilhete, declararia a Freud que ele entendera, enfim, a teoria freudiana da repressão. Naquela época, Einstein mandava a Eduard obras de Freud, declarando não ter dúvidas sobre a teoria freudiana. Será que era para agradar a Eduard, que guardava um retrato de Freud na parede de seu quarto?

Na quinta passada, com meu alemão capenga, eu procurava as palavras, na carta de 1928: "...eine überaus gefährliche Mode". A loucura de um filho é o desespero de qualquer inteligência.

3) Num dia de 1911, Georges Courteline, escritor e dramaturgo francês, recebeu um bilhete escrito por um menino que gostara muito de um texto dele e até dizia ter tentado em vão traduzir o tal texto para o alemão a fim que a babá dele, alemã, entendesse e apreciasse.

A assinatura do bilhete, que estava agora nas minhas mãos, era: "Jean-Paul Sartre, seis anos e meio".

O bilhete tinha um cheiro de livros, misturado com um perfume de ternura materna. Como Sartre diria contando sua infância, a vocação de escrever foi encontrada na paixão de ler.

4) Jean Cocteau recebe uma carta de um jovem admirador, de 19 anos, que acaba de fundar um cineclube, o qual vai estrear com a apresentação de "Sangue de um Poeta". O clube só viverá se o próprio Cocteau prestigiar a sessão com sua presença. Cocteau não foi. A carta é assinada: François Truffaut.

Penso nos convites que recuso, nos livros de estreantes que deixo de ler, nas amizades que não vingam.

5) Mas, na quinta passada, nada me emocionou tanto quanto uma breve carta do Marquês de Sade à sua mulher, que nunca deixou de amá-lo (a recíproca sendo provavelmente verdadeira). A carta é escrita do asilo de Charenton, onde Sade ficou preso como louco, de 1801 a 1814 -porque sua sogra não gostava dele e, no fundo, porque ele nunca renunciou a pensar e escrever sobre as fantasias que exaltavam seu desejo. Olhei para meus dedos, na esperança que algo dele tivesse entrado em mim, por osmose.

Em suma, passei horas com Pedro Corrêa do Lago, que me mostrou alguns dos manuscritos que ele reúne há mais de 40 anos. A coleção é extraordinária por sua extensão e variedade -e pela inteligência de Pedro (para se ter uma pequena ideia, ver os livros "Cinco Séculos a Papel e Tinta", da editora Afrontamento, ou "True to the Letter", da Thames and Hudson).

A história é mesmo, como diria um colega de Ricardo 3º, um conto sem sentido, cheio de som e fúria, mas ela é bonita ou mesmo sublime quando, por algum milagre, ela se torna concreta, como aconteceu para mim, na quinta-feira passada. Este é o poder do manuscrito: ressuscitar os corpos, pelo gesto da mão que persiste, inscrito na forma das letras.

É primavera, época tradicional de limpeza. Doe as velharias que você não usa mais, mas, por favor, não jogue fora levianamente cartas e papéis manuscritos.

contardo calligaris

Contardo Calligaris, italiano, é psicanalista, doutor em psicologia clínica e escritor. Ensinou Estudos Culturais na New School de NY e foi professor de antropologia médica na Universidade da Califórnia em Berkeley. Reflete sobre cultura, modernidade e as aventuras do espírito contemporâneo (patológicas e ordinárias). Escreve às quintas na versão impressa de "Ilustrada".

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30 Oct 11:36

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30 Oct 11:06

Os melhores gifs animados de Halloween

by j noronha
ivan

Puta merda!

Para entrar no clima, uma coleção dos melhores gifs animados que encontrei pela internet, depois de uma exaustiva busca de 5 minutos.

Continue lendo Os melhores gifs animados de Halloween

29 Oct 15:09

Tem culpa


A música...
29 Oct 13:22

Douglas (1996-2013) e o mundo estranho em que ele viveu e morreu

by Paulo Nogueira
Quem protegeu Douglas?

Quem protegeu Douglas?

Como tantos brasileiros vítimas da violência do Estado, Douglas Rodrigues morreu, aos 17 anos, sem saber por quê.

Mas teve algum tempo para tentar saber.

Segundo sua mãe, perguntou ao PM que o matou por que atirou nele naquele domingo na sofrida, esquecida, pobre Vila Medeiros, na Zona Norte de São Paulo.

Amarildo teve tempo de fazer a mesma pergunta, no Rio de Janeiro? Me ocorre essa pergunta tola neste momento.

E depois os “vândalos”, “baderneiros”, “arruaceiros”, “bandidos” entraram em cena para protestar contra a morte de Douglas. Imagino que gostassem que os manifestantes evitassem pisar na grama.

Este é o Brasil de 2013.

A culpa dos protestos é dos “vândalos”, e não daquilo que encheu de indignação e raiva os “baderneiros” pela violência, pela injustiça, pela crueldade – não esporádica, não eventual, mas contínua.

Algum tempo atrás, em Londres, tumultos tomaram a cidade depois que um jovem negro levou um tiro fatal de um policial branco num carro em circunstâncias malexplicadas.

A polícia agiu para coibir os tumultos, mas o foco dos debates foi: como aquela morte pôde ter ocorrido? A mídia destacou o fato de que a desigualdade social em Londres avançava para níveis vitorianos, e isso significa sempre a possibilidade de convulsões sociais.

E entendamos: em Londres, casos como o de Douglas são raros. Estão distantes do cotidiano de uma cidade em que a polícia sorri para você.

A mídia brasileira contribui para que não se discutam os protestos em profundidade ao criminizá-los.

Alguma coisa pode estar mudando?

Leio, animado, que um comentarista da Globonews decidiu abandonar a emissora pelo teor da cobertura dos protestos. Eles são criminalizados, em vez de ser estudados e entendidos, alegou o comentarista.  Seu nome é Francisco Carlos Teixeira, e ele é professor da UFRJ. “O jornalismo se esqueceu de narrar a violência cotidiana dentro de trens, ônibus, repartições públicas, hospitais e escolas contra a população trabalhadora do país”, disse Teixeira para explicar sua decisão.

A própria esquerda, ou parte dela, contribui para a criminalização das manifestações. Por trás delas, segundo essa esquerda, estão “vândalos” – a palavra é a mesma da direita – interessados em desestabilizar o governo de Dilma.

E assim a discussão escorrega dos Douglas, dos Amarildos, de tantos outros brasileiros assassinados sem saber por que por um Estado violento – e vai dar na sabotagem de grupos, especialmente os abominados black blocs, ao PT.

Daqui de meu canto, emito um lamento impotente. Gostaria que passados dez anos de governo popular em que os avanços sociais são expressivos, garotos como Douglas Rodrigues estivessem mais protegidos.

E também os Amarildos. E também os índios. E também os desvalidos cujas casas foram arrancadas deles nas obras da Copa do Mundo.

E tanta gente.

No mais, no terreno das palavras, faço meu um anseio expresso pelo cartunista Carlos Latuff pouco tempo atrás.

Que Dilma, em sua conta conta no twitter ou onde seja, expresse sua solidariedade firme e indignada à família de Douglas, assim como fez no caso do coronel da PM que levou uma surra.

Foi uma surra lastimável, é certo, mas o coronel está vivo, vivíssimo, pronto para retomar suas atividades – ao contrário do garoto da periferia que perguntou por que levou um tiro.

dilma-se-solidariza-com-coronel-pm-agredido-em-manifestacao

29 Oct 10:54

Nicolas Cage Costume

by noreply@blogger.com (Damn Cool Pics)
ivan

MELHOR.FANTASIA.EVER!

The greatest Nicholas Cage Halloween costume of all time.


















28 Oct 11:21

oceansunset: derpunicornmermaid: British Comedy at it’s...

















oceansunset:

derpunicornmermaid:

British Comedy at it’s finest. 

I love ‘The Vicar of Dibley.’

28 Oct 11:02

Estranho Fenômeno

by ricardo coimbra
Clique na imagem para aumentar
25 Oct 20:48

Charles F. Kettering

"An inventor is simply a fellow who doesn't take his education too seriously."
25 Oct 13:12

I've never understood this

ivan

Isso só faria sentido se ela andasse meia milha na esteira.

25 Oct 11:13

Morgan Freeman, Robert De Niro, Michael Douglas e Kevin Kline recitam as mais profundas letras do pop

by Kiko Nogueira

25 Oct 10:39

Tumblr | 28d.jpg

28d.jpg
25 Oct 10:36

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25 Oct 10:36

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24 Oct 10:47

'Longe da Árvore'

Li o novo livro de Andrew Solomon quando foi publicado nos EUA, no fim de 2012. Para explicar por que ele é, para mim, um dos ensaios mais importantes das últimas décadas, preferi esperar a tradução em português, "Longe da Árvore - Pais, Filhos e a Busca da Identidade" (Companhia das Letras).

O título se refere ao ditado segundo o qual os frutos nunca caem longe da árvore que os produziu --ou seja, "tais pais, tais filhos". Só que, às vezes, nossos filhos nos parecem diferentes de nós: frutos caídos longe da árvore. De qualquer forma, a árvore quase sempre acha que seus frutos caíram mais longe do que ela gostaria. E, na nossa cultura, amar os filhos que são diferentes de nós não é nada óbvio.

A obra de Solomon é um extraordinário elogio da diversidade e da possibilidade de amar e respeitar a diferença, mesmo e sobretudo nos nossos filhos. Por acaso, li o livro de Solomon logo depois das tocantes e bonitas memórias de Diogo Mainardi ("A Queda", Record) sobre o amor por seu primogênito, Tito, diferente por ser portador de paralisia cerebral.

A leitura de "Longe da Árvore" ajudará qualquer pai a não transformar suas expectativas em condições de seu amor. Isso bastaria para que a obra de Solomon fosse imprescindível --para pais e para filhos. Mas há mais.

Retomo uma distinção que Solomon usa. Chamemos de identidades verticais as que são impostas ou transmitidas de geração em geração: elas são consequência da família, da tribo, da nação na qual nascemos e também das expectativas dos pais (quando elas moldarem os filhos). Chamemos de identidades horizontais as que inventamos ou às quais aderimos junto com nossos pares e coetâneos: elas são tentativas de definir quem somos por nossa conta, sem nada dever à árvore da qual caímos.

O paradoxo é o seguinte: a ideia crucial da modernidade é que as identidades verticais não constituem mais nosso destino (por exemplo, o fato de nascer nobre ou camponês não decide o lugar que o indivíduo ocupará na sociedade).

Os filhos, portanto, conhecem uma liberdade sem precedentes (viajam, mudam de país, de status, de profissão etc.), atrás do sonho moderno de "se realizarem" --e não do sonho antigo de repetirem seus antepassados. Mas acontece que esse sonho de "se realizarem" é também o dos pais, os quais, como qualquer um, só "aconteceram" pela metade (quando muito).

Consequência e conflito: os filhos deveriam correr livres atrás de seus próprios sonhos, enquanto os pais esperam e pedem que os filhos vivam para contrabalançar as frustrações da vida de seus genitores.

Será que um dia seremos capazes de um amor não narcisista pelos nossos filhos? Será que seremos capazes de querer produzir vidas por uma razão diferente da de reproduzir a nós mesmos?

Se isso acontecer um dia, será possível dizer que "Longe da Árvore" foi o primeiro indicador de uma mudança que transformou nossa cultura para sempre.

Alguns poderiam se assustar diante do tamanho da obra de Solomon, que é monumental (mais de 800 páginas). Reassegurem-se: a leitura é fascinante.

O livro é construído assim: há uma introdução, "Filho", imperdível, e uma conclusão, "Pai" (de filho para pai é o caminho que o próprio Solomon percorreu na sua vida).

No meio, há dez capítulos (que não precisam ser lidos na ordem) sobre as "diferenças" de filhos que caíram longe da árvore e como os pais lidaram com elas (surdos, anões, síndrome de Down, autismo, esquizofrenia, deficiência, [crianças-]prodígios, [filhos de] estupro, crime, transgêneros). A essa lista é necessário acrescentar gay e disléxico, que são os traços que fizeram de Solomon um diferente.

Das centenas de entrevistas nas quais ele se baseia, Solomon sai com um certo otimismo sobre a possibilidade de os pais aprenderem a amar filhos diferentes deles.

Entendo seu otimismo assim: as diferenças extremas (como as que ele contempla) derrotam o narcisismo dos pais de antemão (esses filhos nunca serão uma continuação trivial de vocês) e portanto levam à possibilidade de amar os filhos como entes separados de nós.

No dia a dia corriqueiro da relação pai-filho, o narcisismo dos pais e dos adultos produz uma falsa e incurável infantolatria: parecemos adorar as crianças, mas mal as enxergamos --apenas amamos nelas a esperança de que elas realizem nossos entediantes sonhos frustrados.

Contardo Calligaris

Contardo Calligaris, italiano, é psicanalista, doutor em psicologia clínica e escritor. Ensinou Estudos Culturais na New School de NY e foi professor de antropologia médica na Universidade da Califórnia em Berkeley. Reflete sobre cultura, modernidade e as aventuras do espírito contemporâneo (patológicas e ordinárias). Escreve às quintas na versão impressa de "Ilustrada".

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22 Oct 14:37

12 Hilarious Animals Totally Freaking The F**K Out

by Alex Wain

If you’re like me, you’re prone to scaring yourself in the mirror on occasion – especially first thing in the morning. And whilst there is always a flatmate hiding behind a door, ready to pounce and scare the living bejeezus out of you – that pales into comparison to the reactions of these 12 animals.

Rest assured it’s an animated GIF overload of cuteness, hilarity and total surprise!

A personal fav? You can’t go past number 12 can you?

1.

12 Hilarious Animals Totally Freaking The F**K Out

2.

12 Hilarious Animals Totally Freaking The F**K Out

3.

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6.

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10.

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11.

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12 Hilarious Animals Totally Freaking The F**K Out

12.

12 Hilarious Animals Totally Freaking The F**K Out

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22 Oct 10:48

I hate BuzzFeed.

I Hate Buzzfeed.

Nothing makes me go from happy and optimistic to destitute and angry as quickly as seeing a BuzzFeed link. Between the stolen images, vapid content, lame jokes, recycled memes and desperate assimilation of all things pop culture, I feel like I'm dealing with a cultural hydra. Only what BuzzFeed accosts you with is worse than poisonous breath and virulent blood; BuzzFeed attacks our collective intellect, worsens civilization and collects a handsome reward for doing it.It's hard to start an article about the many facets of shitty content that is Buzzfeed, so I'll start with this video:

In the video, there was a brief screenshot of a BuzzFeed article titled, "37 Ways To Know You're A 2000's Kid," with stolen images used under the guise of "fair use." According to U.S. Copyright Act, "criticism, comment, news reporting, teaching, scholarship or research" is a valid application of the doctrine. Not using images as decoration to help dress up a post. Here are a few of the images used under the guise of "fair use:"

"Source:" http://www.buzzfeed.com/daves4/37-ways-to-know-youre-a-2000s-kid
So how do the images above qualify? The "author," Dave Stopera, isn't saying anything about these images. For example, the caption for number 15 above says, "You watched 'Everybody Loves Raymond' with your parents." He's not saying anything specifically about Brad Garrett or his character Robert Barone, so is it necessary to include this image in the article? If so, why him? He's not even the main character of the show. And why specifically this image of him? Does someone who's not already familiar with Everybody Loves Raymond learn anything by seeing this image? Is there any reason to believe that this is a typical character from the show? Or that he's even from the show? In fact, someone who hasn't seen the show could just as easily conclude that this is a picture of one of the author's parents. We'll never know, because BuzzFeed's lazy staff writer was too much of a dipshit to source this image, or comment on it in any meaningful way. But wait, there's less! If you thought the stolen images on this article were bad, that's just the tip of this shitty iceberg, because THE ENTIRE ARTICLE IS STOLEN:
Clicking on the link to the "source" leads to a website that no longer exists. So not only did Stopera not source any of the images or make the minimum amount of effort to justify their use, he plagiarized the entire article. So in the off chance that a drooling BuzzFeed reader actually decided to see who wrote this article, they can't because the link is broken and Stopera didn't bother including the author's name (assuming the author's name isn't "Someone"). So I did some digging and found a cached copy of the defunct website on archive.org that pointed to an old banner printing company. This seemed like a strange thing for a flag and banner company to post, so I dug around and found that the flag and banner site had hired an SEO company to post a bunch of "viral" bullshit on their site to improve their traffic ranking. Then I did some more digging around and found what I believe to be the earliest version of this article from a Yahoo Answers thread from 2010 by a user named Jimmy H:
It's hard to tell whether or not this is the actual source, but it's plausible because it was posted in 2010, and the article references songs and movies that came out in 2009 ("Up!" was released in May of 2009, for example). Misattribution: BuzzFeed's Modus Obfuscation When BuzzFeed writers deign to link to sources, they often misattribute the content and link to the first place they found it, rather than the origin. That'd be like overhearing someone on a bus say, "Houston, we have a problem."
-Some guy on a bus "Houston, we have a problem," and attributing it to him. The "sources" BuzzFeed link to are often tumblr sites that point to other tumblr sites, that point to Pinterest, Instagram, Flickr, Imgur, Reddit, and countless broken links and sites that aren't the actual source of the images they've misappropriated. For example, in a post titled, "33 Dogs That Cannot Even Handle It Right Now," there's an animated GIF that BuzzFeed attributes to tumblr, which it then attributes to YouTube:
Similarly, the image above on the right was attributed to Pinterest, which was then attributed to a site called "Seriously For Real," but the actual source of the image is a site called, "Damn You Autocorrect." What's interesting about this image in particular is that it HAS THE ACTUAL SOURCE ON THE IMAGE ITSELF. Yes, BuzzFeed writers are so lazy that expending the minimal amount of energy it takes to rotate their eyeballs to the bottom of a small JPG to make note of the watermark is too taxing for them. There are calves raised for veal that expend more energy than the average BuzzFeed writer :

From: "Things Only People Who Shared Your College Major Will Understand"
Also, do you shit heads think you could make that link any lighter? I can still see it. Perhaps the only source of ingenuity on BuzzFeed are the new and innovative ways they keep finding to make it as difficult as possible for people to click on the source links, so they don't divert readers to source websites. You know, the people who created the content they stole? BuzzFeed proudly displays the "Made in NY" mark on their website, as if they're some kind of purveyor of fine hand-crafted, artisanal beer. BuzzFeed's servers are in California, they have contributors from every state in the US, offices in London and their content is stolen from people all around the world. Even BuzzFeed's founder, Jonah Peretti, grew up in Oakland, California, graduated in Santa Cruz, and did his postgrad at MIT. What exactly are they "making" in New York? Shitty list articles and worn-out meme jokes aren't a "thing"—or at least, anything to be proud of. We're not talking about a small family-owned cobbler shop here, we're talking about a notorious content aggregator. The average listicle on the site has less than a paragraph of text. For example, one of the 10 most popular posts on the entire site, with over 9 million views, has only the following text:

"THIS THIS THIS THIS THIS THIS THIS THIS THIS THIS THIS THIS THIS THESE THIS THIS THIS THIS THIS THIS And The Black Eyed Peas"
"The 21 Absolute Worst Things In The World,"
BuzzFeed, April 2012


BuzzFeed receives contributions from countless idiots who parrot their lazy writing style, so you could argue that the reason the quality of the posts are so low is because the contributors aren't staff writers. But the majority of the sloppy examples I've used on this page are, and the ones that aren't have been vetted and chosen by the staff (despite claims to the contrary on the website). Not that there's any excuse that would matter, because:
BuzzFeed has received over $46 million in funding.1
They can afford to fact-check their articles. They can afford to pay people to take their time and check sources. They can afford to pay content-creators—actual content creators—for the images, photographs and writing they've stolen to become millionaires.

People like clicking on lists of cat GIFs, so what?

When I liken BuzzFeed to a cancer on the Internet, it's not just hyperbole. A cancer spreads throughout an organism, taking over healthy cells and displacing them with something unhealthy, which doesn't serve the body's purpose anymore. The site isn't just a blight on the web, it's actually changing the fabric of the Internet. Facebook, Twitter, Google+ and most other social networks have become little more than repositories for links to list articles. The net effect has caused a shift in expectation for the average Internet reader, away from thoughtful, purpose-driven content that informs, to cheap, superfluous filler that distracts. Ironically, the success of BuzzFeed's formula may be their own undoing. Because their listicles are so easy to produce and replicate (they literally encourage anyone to contribute), it has caused countless imitators to pop up. Garbage in, garbage out. If you don't spend much time, energy or ingenuity into making something, what you make will eventually become indistinguishable from your imitators. BuzzFeed is the king of the turd stack today, but they won't be tomorrow because they're built on a teetering pile of sticks, cat jokes and bullshit. The end is in sight. There are thousands of imitators out there, and more growing every day. What you produce isn't art. It's intellectual fast-food. BuzzFeed makes minds fat. TL;DR. Fuck you, read it. Tweet

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