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15 Nov 13:37

Grileiros de terra ameaçam geoglifos de Palpa e Nazca

by noreply@blogger.com (Ronald Sanson Stresser Junior)




A Orca, o novo geoglifo de Palpa e Nazca que surpreende o mundo após sua restauração - O impressionante patrimônio cultural foi recuperado pelos arqueólogos, mas corre risco por causa de grileiros de terra, que cercaram a área e impedem o acesso aos turistas.

Os achados arqueológicos nos pampas de Nazca e Palpa continuam a surpreender o mundo e não que esta iconografia seja nova. Desta vez se trata da recuperação de um enorme geoglifo que representa uma orca, um cetáceo que faz parte da cultura Nazca. Após 50 anos de sua descoberta, o estado peruano conseguiu recuperar o geoglífo de La Orca, que está desenhado ao lado de uma colina fora de Palpa, em Ica.

A Orca é um dos desenhos mais enigmáticos e antigos do circuito Palpa-Nazca. O cetáceo que vive em todos os mares do mundo, é conhecido como a "baleia assassina" por sua ferocidade e grande tamanho. Mas, no antigo Peru, os Nazca consideraram que se tratava de uma divindade ligada ao mar e ela também foi representada em sua delicada escultura de cerâmica.

A cultura Nazca considerou a orca como
uma divindade ligada ao mar e
representada em suas finas esculturas em cerâmica
O geoglifo da orca foi fotografado no início dos anos 60, do século passado, e já era considerado desaparecido até que foi novamente identificado. A baleia assassina mede 60 metros e foi recuperada pela equipe de arqueólogos do escritório descentralizado de Cultura Ica, liderada por Johny Isla.

"Ao contrário das linhas de Nazca, o geoglifo de Orca é desenhado ao lado de uma colina, o que indica que é um dos primeiros geoglifos da região", diz Isla e reconhece que "existem outros geoglifos deste tempo em Palpa, algo que quase não ocorre em Nazca, onde a maioria das linhas e geoglifos são desenhados em áreas planas ".

Deve-se salientar que este sítio arqueológico está em risco por causa dos grileiros de terra presentes na área, eles cercaram o território para restringir o acesso e tomar posse do local. Uma vez que o consideram uma "posse" eles impedem o acesso ao sítio e que este se torne uma potencial atração turística para a região de Ica.

O desenho gigantesco que foi gravado na encosta de uma colina localizada nos arredores de Palpa, na região de Ica, conhecida por ser o lugar onde viveu e estudou - essa cultura impressionante - a arqueóloga Maria Reiche.

[Fonte: Tiempo26 | Dados: República | Imagem da capa: San Telmo Exposition, Wikipedia]

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15 Nov 13:37

Em 10 anos robôs podem substituir 4 milhões de trabalhadores na GB

by noreply@blogger.com (Ronald Sanson Stresser Junior)



Um novo estudo sugere que até 4 milhões de trabalhadores humanos podem ser substituídos por robôs na próxima década - isso apenas na Grã-Bretanha... A questão é: podemos encontrar novos papéis para essas pessoas preencherem?

Robôs para os negócios

Os robôs podem substituir trabalhadores humanos em até 4 milhões de empregos, na Grã-Bretanha na próxima década, de acordo com um estudo conduzido pela empresa britânica de pesquisa de mercado YouGov, em nome da Royal Academy of the Arts. Isso representa 15% da força de trabalho no setor privado do país.

Os pesquisadores questionaram os líderes empresariais sobre como eles vêem a automação e a inteligência artificial afetando suas indústrias nos próximos anos. Mais de 20% dos empregadores em finanças, contabilidade, transporte e distribuição declararam que esperam que mais de 30% dos empregos no campo sejam automatizados até 2027.

Já vemos mais robôs entrando para a força de trabalho, em funções que vão desde trabalhos robóticos em construção até drones que podem fornecer suprimentos médicos vitais. A nova tecnologia está oferecendo benefícios para o mundo do trabalho que simplesmente não podem ser ignorados, mas é crucial que consideremos o impacto que ela terá sobre a sociedade como um todo.

Principalmente, as empresas têm de garantir que os milhões de trabalhadores que são substituídos por robôs e outros sistemas automatizados não serão deixados para trás.

Nós e as máquinas

Muitos robôs simplesmente estão melhor equipados para realizar tarefas menores do que os humanos. Eles não se aborrecem, eles podem ser projetados para um propósito específico, e se eles quebram, geralmente podem ser consertados com relativa facilidade. Nós simplesmente não podemos competir em condições equitativas - mas podemos trabalhar junto com nossos colegas sintéticos.

Os robôs podem aumentar a produtividade geral fazendo os trabalhos sujos, difíceis ou desagradáveis ​​que os trabalhadores humanos prefeririam evitar. Isso liberta essas pessoas para executar tarefas que exigem um nível de julgamento ou pensamento original de que um robô não seria capaz de fornecer. Muitos especialistas argumentam que podemos ter o melhor de ambos os mundos.

"O Reino Unido deve aproveitar ao máximo as oportunidades econômicas que as novas tecnologias oferecem", disse Frances O'Grady, secretário-geral da federação sindical nacional britânica do TUC, falando ao The Guardian. "Robôs e AI (Inteligência Artificial) podem nos permitir produzir mais por menos, aumentando a prosperidade nacional. Mas precisamos falar sobre quem se beneficia - e como os trabalhadores conseguem uma parcela justa".

Houve várias soluções diferentes delineadas em resposta a esse problema. Alguns argumentam que um imposto sobre os robôs é a melhor maneira de garantir que ninguém seja incapaz de se sustentar, enquanto outros sugerem que a renda básica universal se torne a norma.

A maior questão é a rapidez com que a automação será adotada. Se for um processo estável, será mais fácil relocar os trabalhadores humanos para outros papéis, para ajudar a tirar proveito do aumento da produtividade. Se for repentino, isso será muito mais difícil - e até 4 milhões de trabalhadores na Grã-Bretanha, e milhões de pessoas em todo o mundo, ficam amarrados a uma situação muito indesejável.


Fonte:  Science | The Guardian, RSA (tradução livre)

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14 Nov 16:50

Arte irresponsável

by ricardo coimbra
Quadrinho que está no"OS LIMITES DO WALMOR", zine recém-lançado que fiz com o Bruno Maron, editado pelo selo Maria Nanquim e que dá pra comprar aqui
(Clique na imagem para aumentar)
14 Nov 16:49

Cama karma O estrado da cama tá em esta...

by Miniconto
Cama karma



O estrado da cama
tá em estado de chama.
09 Nov 11:43

A Grande Arte de Ser Feliz. Rubem Alves (via...



A Grande Arte de Ser Feliz. Rubem Alves (via @brunaflaviac)
#grifeinumlivro #livro #leitura #literatura #rubemalves

04 Nov 22:36

A síndrome de Gabriela

Certamente alguma vez já escutou alguém falar a seguinte frase

“Meu, isso sempre foi assim. Desde que eu cheguei aqui, a gente sempre fez desse jeito e funciona!”

principalmente se você trabalha em uma empresa com muitos anos de existência. A *Síndrome de Gabriela *(uma referência a Gabriela da novela que foi exibida em 1975 e depois em 2012) é uma doença muito comum nas empresas. E pior, muitas vezes, é um mal imperceptível por conta de já fazer parte da cultura das empresas e das pessoas que lá estão.

E por que ela acontece com tanta frequência? Principalmente porque mudar dá (e muito!) trabalho. Retirar aquele puxadinho que você tem naquele processo ou aquela gambiarrinha que você tem naquele código, pode ser bem doloroso e custoso também. E é aí que Gabriela vem e pega as pessoas pelo braço! As pessoas tendem a assumir um estado de conforto, muito conhecido como cômodo. O comodismo é uma das principais causas dessa síndrome. Se já está funcionando assim, para que vamos mexer nisso, não é mesmo?

Vai além de fator psicológico

Nesse momento, apesar de não me aprofundar muito, esse fenômeno psicológico tem explicação científica. A famosa zona de conforto não é clichê e sim uma área onde nosso cérebro gosta de estar. Para diminuir nossa atividade cerebral, nós precisamos automatizar partes da nossa vida (como dirigir, andar, respirar) para que o cérebro dê conta de processar tudo. Imagina se tivéssemos que pensar para respirar!

É exatamente por isso que, uma vez que estamos acostumados com um comportamento, sempre vamos tender a pensar “Foi sempre assim.” ao invés de fazer questionamentos do tipo “Será que sempre foi certo assim?”. O primeiro pensamento não faz nenhum neurônio se movimentar, já o segundo é uma festa de neurônios acordando (pra saber mais indico esses dois livros 1 e 2).

Além desse fator científico que pode estar nas pessoas, outro fator decisivo que faz com que essa síndrome exista na sua empresa é o ambiente e a cultura que existe nela. Muitas vezes, as pessoas querem mudar mas não o fazem por medo. Ambientes em que as pessoas não conseguem se expressar livremente e expor ideias, automaticamente cantarolam

Eu nasci assim, eu cresci assim. Eu sou mesmo assim Vou ser sempre assim

todos os dias. E aí das duas, uma: ou elas vão sair em algum momento ou se acostumam com aquilo e se tornam cômodas.

Os sintomas são graves

Um grande problema de sua empresa ter contraído a Síndrome de Gabriela é que ela provavelmente não deve estar conseguindo evoluir efetivamente. Pode haver a falsa sensação de progresso, mas essa sensação está fundamentada em processos e ações que, a longo prazo, podem se tornar insustentáveis. Resumindo: você não está resolvendo seus problemas, está postergando-os.

Outro grande problema é que nesses ambientes é muito difícil que exista inovação. No sentido mais simples da palavra, inovação significa “ação nova” e é muito difícil inovar em um ambiente em que as pessoas não querem evoluir e mudar a maneira como agem e fazem as coisas. E como sabemos, quem não inova está propício a desaparecer!

Tem cura?

Uma possível “cura” para essa Síndrome está nas pessoas que não a contrai. Como o nosso cérebro não funciona da mesma maneira para todas as pessoas, algumas estão menos propícias ou são totalmente imunes à contraí-la. Essas pessoas podem ser agentes de mudança nas organizações que estão sofrendo com esse mal.

Muitas vezes, quando alguém novo chega na empresa ou a organização dos times muda e novas pessoas começam a trabalhar com outras, agentes de mudança inconscientes entram em ação, questionando tudo que dizem que “sempre foi assim”.

O principal remédio contra Gabriela é mudar. Mudar a maneira como fazemos as coisas, como enxergamos o mundo e como entendemos o que é certo e errado. Por isso volto a repetir: mudar, como já sabemos (e para os que não sabem, saibam agora!) é muito difícil. É preciso coragem para realmente fazer mudanças que tenham impacto verdadeiro. E aqui, não falo somente de ambientes empresarias, mas da nossa vida também. A Síndrome de Gabriela é super contagiosa e pode estar impedindo que você evolua como pessoa e profissional. Até quando você vai deixar ela fazer parte da sua vida? Shake yourself!

31 Oct 18:46

Grande Sertão: Veredas. Guimarães Rosa (via @di.van_)...



Grande Sertão: Veredas. Guimarães Rosa (via @di.van_) #grifeinumlivro
#guimarãesrosa #grandesertãoveredas #literatura #leitura #livro

29 Oct 10:39

This scene appears in the movie “Other Life" during the...



This scene appears in the movie “Other Life" during the 14th minute. The main character is supposedly trying to correct a bug in the virtual-reality software. It looks like the code corresponds to GLSL and is written in Sublime Text. That’s pretty realistic except it has been taken from a demo sample (http://glslsandbox.com/e#26701.0) and every occurrence of “SEA” (uppercase) has been replaced by “snow” (lowercase), resulting in constant variables named like “snow_TIME”, “snow_SPEED”. Also if you observe carefully you can see that the conditional block she’s adding in the movie uses a variable that’s declared only a few lines after… But even funnier: she’s returning a float while the signature of the method is…void!

28 Oct 07:56

At least they tried?BASIC from Stranger Things, Season 2.



At least they tried?

BASIC from Stranger Things, Season 2.

27 Oct 22:09

IGREJA DA SANTÍSSIMA TRINDADE

by Saudades do Rio




 
O tema hoje é a Igreja da Santíssima Trindade.

Começamos com uma estupenda colorização do Nickolas Nogueira, já publicada anteriormente no “Saudades do Rio”. A seguir vemos fotos do “site” do arquiteto Henri Sajous (anos 40), de Ralf Kicher (anos 50) e de Jim Skea (anos 2000).

A igreja foi tema, também, de um ótimo “post” no desaparecido fotolog do Terra chamado “Saudades do Rio – O Clone”, do amigo Administrador Desconhecido. Este fotolog foi criado num período de férias do meu “Saudades do Rio” e consolidou-se como um dos melhores. O Administrador Desconhecido jamais quis se identificar publicamente.

A Igreja da Santíssima Trindade foi mais uma das obras do arquiteto francês Henri Sajous, que atuou no Brasil entre 1930 e 1959, quando então retornou à França. Situada no bairro do Flamengo, localizada à Rua Senador Vergueiro nº 141, a igreja é  belíssima e tem um traço moderno que ao mesmo tempo não se afasta dos projetos tradicionais de um templo católico.

"Projecto e fiscalização Sajous architecto D.P.L.G - Carteira Prof . nº 128 D, Av Nilo Peçanha 155 - Construtor Cia. Construcções OTTINO S.A, Responsável Carlo Alfonso Ottino, Carteira Prof. nº 53 L, Construtor Licenciado - 48 Rue do Catete no 606. Iniciativa do padre Aleixo Chauvin."

Segundo a Revista Arquitetura e Urbanismo, Ano V, em janeiro/fevereiro 1940:

"Trata-se da obra de um arquiteto, que tanto pensa no conjunto, como no menor detalhe e que trata a sua obra com carinho e entusiasmo. São 21 vitrais de 1m20 de largura e 8.00 de altura. Cada um destes é dividido por uma estrutura de concreto armado muito fina, formando uma cruz entre círculos sobrepostos. Cada um destes círculos contém um vitral, cujo motivo corresponde a um dos 137 vitrais existentes na catedral de Chartres. Na nave principal 18 estátuas de 2 metros de altura, integrando-se na composição arquitetônica das colunas. Obras primas do escultor Gabriel Rispal em pedra de Chauvigny."

Quando publiquei no “Saudades do Rio” a foto de Ralf Kircher, da década de 50, transcrevi comentários que constavam de um livro sobre o Rio, em edição em quatro línguas:

“A Igreja da Santíssima Trindade, na Rua Senador Vergueiro, projeto do arquiteto francês Henri Sajous, foi construída entre o final da década de 30 e início da década de 40, de concreto armado e pedra branca. A mesma pureza de linhas caracteriza o interior, ornado de alguns santos em pedra de boa talha.

Trinity Church, built in 1938, by the French architect Henri Sajous in concrete faced with stone, is remarkable for its sobriety of line, both inside and out, and fine statuary.

L'église de la Trinité, construite en béton et pierre blanche en 1938 par l'architecte français Sajous, est de ligne très pure à l'intérieur et sobrement ornée de saints de pierre.

Dreieinigkeits kirche, 1938 vom Architekten Sajous aus Zement und weissen Stein gebaut. Ihre Linienführung im Inneren ist eindrucksvoll, die Heiligenstatuen aus Stein sehr einfach.”

O “site” do arquiteto Henri Sajous, recentemente comentado pelo João Novello, vale a pena ser visitado:

https://www.sajous-henri.com/obras%20brasil%201930%201959%20rio%20br.html

Não sei se permanece a iluminação interna, pois nós últimos anos colocaram uma iluminação externa que não realça a beleza dos vitrais.

A Igreja da Santíssima Trindade era bastante frequentada pela colônia francesa do Rio e havia uma missa especial em francês décadas atrás. Provavelmente devido ao Padre Pierre, que esteve à frente da igreja nos anos 60.

Enfim, a igreja merece ser visitada, bem como uma outra igreja vizinha, que poucos conhecem: a da Paróquia da Nossa Senhora do Monte Claro, em homenagem a  Santo Estanislau. É conhecida como a “igreja dos poloneses” e fica na Rua Marquês de Abrantes nº 215.


27 Oct 22:08

IPANEMA

by Saudades do Rio

 
Nestas duas fotos do IMS vemos a região do Castelinho e do Arpoador, em Ipanema. As fotos foram tomadas nas cercanias da residência da família Barreira Vianna, na esquina da avenida Vieira Souto e Rua Francisco Otaviano.

Aí ao lado seria construído, mais tarde, o Colégio São Paulo e o famoso Castelinho de Ipanema.

A residência da família Barreira Vianna, cujo projeto e construção ficou a cargo do arquiteto Rafael Rebecchi, foi a primeira na praia e uma das primeiras de Ipanema.  Em sua oficina, que ficava ao lado da casa, Barreira Vianna construiu uma miniatura de bondinho elétrico, que corria em trilhos que ficavam no jardim e atravessava uma ponte sobre um lago. Anos depois, devido a problemas financeiros, ele vendeu a casa para o conde Modesto Leal.

Data de 1894 a fundação da Vila Ipanema, porém somente com a chegada do bonde, em 1902, o bairro tomou impulso. Os primeiros bondes chegavam à Praça General Osório pela Rua da Igrejinha (a Francisco Otaviano) e pela Avenida Vieira Souto, até a estação na esquina da hoje Rua Teixeira de Melo. Somente em 1914 as linhas de bonde iriam chegar no Bar 20, ao final da Rua Visconde de Pirajá. Em 1938, com o abandono da linha da Igrejinha, os bondes passaram para a Rua Francisco Sá.

 

O trajeto era por caminhos de areia, com dormentes e trilhos, passando em frente à porta da residência dos Catão, famosa construção tipo mourisca aparentando castelo, daí a denominação de hoje do Castelinho. No local está uma sólida construção de concreto: o "ferro de engomar" (esquina com Joaquim Nabuco)".

 

Na década de 1920 o bonde "Ipanema" saía da Avenida Rio Branco nº 152, tomava a direção dos bairros da Glória, Catete e Botafogo, seguindo para Copacabana ora pelo Túnel Novo, ora pelo Túnel Velho, até chegar a Ipanema, pela praia.


22 Oct 18:43

How do you know someone is in MENSA?

by neozeed

Ugh, they’ll tell you.

So I was going through this used book store, Volume One Books, and they have an interesting selection of the older ‘golden age of scifi’ pulp novels.  I found this great old Clarke:

Against the fall of night

Cool, right?  Sure it’s the 70’s reprint, but I figured it’d be cheaper than the 1963 reprint, right?  Well sure, but then I saw this on the inside:

Obviously *NOT* a genius.

And someone had to deface the book to prove to the world that it had passed through the hands of a narcissist.

It’s embarrassing to even think I’d want to read the same thing that had been touched by some vapid twonk.

Sigh.

So I went ahead and got the much older version, that was free of such insane defacement.

Thanks for reading about How do you know someone is in MENSA? and you can find many more on my actual blog: Fun with virtualization.

20 Oct 22:35

Hackeando o Mega Drive 4 (parte 1)

by noreply@blogger.com (Alexandre Souza - PU1BZZ)
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***UPDATE madrugada de 24/out***: O Neto fez um programa que extrai o conteudo das DUAS placas. Ta la no final, por favor baixem e vejam que bacana o conteudo da placa 1. (e nao esqueçam de clicar no anunciante e compartilhar o post hehe)
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Ola pessoal!

Mais um artigo da serie "Hackeando o...". E pra variar, mais um artigo multi-partes.

Antes de tudo, o motivo dessa serie "multi-partes" é que o trabalho é longo e extenso. Nem sempre da pra enfiar tudo que precisariamos saber em um artigo so - e nem sempre eu consigo terminar a tempo tudo que precisa ser (re)visto para escrever o artigo. E muitas vezes o hacking sequer está completo, eu escrevo o artigo ate mesmo para cooptar pessoas a ajudar, como por exemplo o Lisias Toledo e o Neto, conhecidos hackers da cena do Mega Drive.

Eu gostaria de, em principio, me desculpar. O artigo é um tanto superficial. Porem apesar da superficialidade, eu estou oferecendo um "ponto de partida" para hackear esse aparelho. Ate onde sei, ninguem ate hoje extraiu essas ROMs, muito menos as decodificou. E eu acho importante espalhar pela comunidade esse tipo de informacao. É o ponto de partida para voos mais altos. Se o MD4 tem o mesmo processador do Atari, Colecovision e Intellivison Flashback, significa que pode haver portabilidade de EMULADORES (e por consequencia, jogos) entre eles. Fora o desenvolvimento de novas aplicacoes/emuladores para essas plataformas. Depois da "benção" da Tec Toy ao trabalho do Neto, acredito que abriu-se uma porta muito importante na comunidade. E é importante manter essa porta aberta. 



E antes de começar o artigo: Nao se esqueçam de POR FAVOR compartilhar esse post em todas as midias sociais que voces tem acesso, e de clicar nos nossos anunciantes e conhecer seus produtos. É uma mixariazinha que gera para o Tabajara, mas é um grande incentivo a continuar escrevendo, tudo bem? E lembrando, aceitamos doacoes! Se alguem tiver um mega drive 4 em perfeito estado (mesmo sem os controles/guitarra ou so a placa) ajuda bastante nosso trabalho. Doações em dinheiro tambem sao bem vindas!

Ok, ao post entao :)

Um dia estava eu na Sta Ifigenia, e vi algumas placas de sucata da Tec Toy pra venda. Tinha mega drive, master system, mega drive portatil, placas de controle de dreamcast...tudo mixaria no Shopping da Beth. Aproveitei pra pegar umas plaquinhas e trouxe pra casa. E ficaram guardadas um tempao...



Um dia, o rapaz do post anterior me mandou o Atari Flashback pra extrair a ROM, e eu descobri que o processador usado no FB7 é o mesmo processador usado em varios videogames. Incluindo algumas versoes do Mega Drive. E lembrei que eu tinha essa placa guardada aqui em casa.


Essa placa ai é o "coração" do Mega Drive 4. Uma versao do MD com dezenas de jogos na memoria, e inclusive uma versao do "Guitar Hero" do PS2, adaptada pro MD. Coisas da Tec Toy :o) Acho que so no Brasil a velharia do Master System (SMS) e o Mega Drive ainda sao PRODUZIDOS e VENDIDOS. Hue Hue, BR BR. Neste caso, uma curiosidade: Essa placa tem um processador "TITAN" e, vejam so, uma trolha de RAM e ROM.

Hum?!

Poise. Essa placa...pasmem...tem 132MB de FLASH ROM. Nao, voces nao leram errado. CENTO E TRINTA E DOIS MEGABYTES DE FLASH ROM.

Explico:

Essa placa nada mais é que uma "especie" de raspberry pi dedicado. O processador TITAN é na realidade um ARM (o qual se desconfia ser da serie LPC da Philips, com algumas modificacoes) rodando um EMULADOR de Mega Drive (e Master System!). Parece incrivel, mas é. E digo mais: É o mesmo processador usado nos Atari Flashback (a partir do 3), Colecovision Flashback e Intellivision Flashback. E teoricamente, com o codigo sendo compativel entre todos eles.

Bugou? Entao se segura. Tem muito mais pra gente ver nesse post monstruoso, de poucas imagens mas muita informacao!

Primeiro, vamos a um infografico rapidinho

  • Rosa: Memoria 25L4005A - 512K serial, guarda o codigo de boot e interpretador de comando (!) 
  • Vermelho - Conexao da porta serial do processador, 115200BPS
  • Marrom - Saida de video composto, audio, entrada de alimentação
  • Amarelo - Processador Titan 1.0C
  • Verde - Memorias RAM
  • Azul - Memoria Flash
Memoria de boot: 

A memoria de boot (em rosa no infografico) inicializa o sistema e procura por um arquivo de inicializacao no cartao SD ou na memoria FLASH da placa. Encontrando esse arquivo, carrega e transfere o comando ao mesmo.Infelizmente, so veio esta memoria em uma das duas placas desse tipo que consegui. E eu queimei a memoria ligando-a invertida nas inumeras trocas de memoria entre as duas placas. Estou aguardando chegar memorias novas pra continuar os testes. Mas para quem quiser tentar emular este processador, o conteudo da memoria de boot está aqui: >>>Memoria de boot<<<

Conexao da porta serial: 

A imagem diz tudo. TX, RX, GND. Lembre-se que é um sistema trabalhando a 3.3 volts, entao voce vai precisar de um conversor de serial USB compativel. Eu usei um cabo de celular, mas provavelmente voce vai querer comprar um desses aqui:
A configuração do terminal é 115200N81. Se nao funcionar, inverta os pinos de TX e RX. Voce vai ter acesso a um interpretador de comandos (!!!!!!!) onde voce pode fazer varias coisas, como executar arquivos, ler o SD, formatar o SD, enviar e receber arquvios para/do PC (!!!), entre outros. Digite HELP para uma lista de comandos.


Quem diria que tem isso dentro do Mega Drive 4, né? :o)

Saida de video composto, entrada de alimentação: 


Pinagem facil. Sao 6 pinos da esquerda pra direita.
  1. Video
  2. GND
  3. Audio
  4. GND
  5. +9V
  6. +9V
Ou seja, voce liga uma fonte de 9V entre os pinos 6 e 4, liga um cabo de video/audio nos pinos 1, 2 e 3 e pronto, ja pode fuçar na sua placa :o)

Processador Titan 1.0C:


Esse a gente ja tinha falado antes no post do Atari Flashback, mas agora vamos ir um pouco mais a fundo...Este processador PARECE ser uma edicao customizada de um processador ARM da serie LPC da Philips. PARECE porque tem todo um misterio ao redor da sua fabricação. O processador foi customizado para a ATGames, e nao há NENHUMA informacao razoavel disponivel pela web. Esse vai dar trabalho pra gente descobrir como funciona. To com a ideia de decapar o processador e fotografar o die de silicio em um microscopio, pra tentar achar alguma coisa sobre o distinto.

Como há uma miriade de emuladores de processadores ARM disponiveis, uma pessoa com mais conhecimento de emulação (Oi Felipe Sanches, to olhando pra voce :oD) poderia ajudar a TENTAR encontrar um caminho. Quem sabe? Entao vamos ficar com um ponto de interrogacao daqueles bem grandao por enquanto :o(

Memorias RAM:

Temos duas memorias D33S64016 de 16 megabits (=2 megabytes, perfazendo 4 megabytes de RAM). Nao tem muita coisa interessante pra discutir aqui. Duas memorias RAM smd. Cabô. :o\

Memoria FLASH:


Aqui que a porca torce o rabo :oD

Essa é uma memorya FLASH-ROM HY27UF081G2A de...132 megabytes. Pra que tudo isso? Poise. Tem coisa adoidado dentro desse chip. Tem musicas em MP3 pra parte do "Guitar Hero", imagens, ROMS de jogos, os programas que sao rodados pelo Titan...é tanta coisa interessante que ainda nao deu pra ver tudo.

Em um Brainstorm, eu, Neto e Lisias conseguimos chegar a algumas conclusoes sobre o formato dos arquivos das ROMs. Porem foi o Neto que acertou o prego, e criou um excelente utilitario para extrair o conteudo da ROM da placa 2. E ainda esta trabalhando na rom da placa 1.

O trabalho foi por essa Flash ter na realidade 128MB, sendo os outros 8MB de informacao de (acreditamos ser) ECC. De acordo com as palavras do Neto:
Montei um algoritmo para calcular os bancos e posição dos arquivos.

Ele segue o padrão ao longo do arquivo.
0x700 bytes válidos e 0x140 de filler aleatório.
Considerando os bancos, você começa a leitura a partir do Offset 0x12 e lê blocos de 0x20 bytes em formato texto até encontrar o primeiro Nullo, indicando o fim da tabela de arquivos.
A partir dai você usa aquela informação do tamanho de arquivos e vai somando os tamanhos.
Onde termina um começa o outro, sempre considerando os bancos. Os bancos são de 0x840 Bytes, sendo que cada banco tem 0x700 bytes válidos e 0x140 são dados que não fazem parte da estrutura.
 E o Lisias complementando:

os 0x140 não são aleatórios! São ECC! Dei uma olhada na espeficicação do NAND Flash FS. os dados + ECC têm 2112 bytes porque esse é o tamanho da macrocélua deste chip.
Ou seja, conseguimos decodificar pelo menos a ROM da placa 2. O trabalho na placa 1 continua, e voce pode colaborar tambem! Para quem quiser futucar nos arquivos...


#MAME_no_MD4_e_Atari_Flashback!!! :oD
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17 Oct 14:37

Hackeando o Atari Flashback 7 (parte 1)

by noreply@blogger.com (Alexandre Souza - PU1BZZ)
UPDATE:
BORA PESSOAL!!! COMPARTILHA AI NAS MIDIAS SOCIAIS E NOS GRUPOS!!!
Se a gente bater 1000 visitas hoje, amanha tem post ESPECIAL sobre o Mega Drive 4, cheio de coisas boas pra voces :oD  Muito obrigado a todos que ajudam o blog, seja curtindo/compartilhando, enviando equipamento pra gente ou mandando uma merreca pelo paypal
(continuando...)

Ola pessoal!

Hoje temos mais um episodio da serie "Hackeando o..."

Mas antes: NAO SE ESQUECAM DE CLICAR NOS ANUNCIANTES!!! :D É assim que o Taba ganha uma merrequinha, e impulsiona as novidades do blog. Ajude-nos! :D 

Nossa vitima de hoje é o Atari Flashback 7 :o)


Essa coisa fofa ai foi enviada pelo nosso amigo Jeferson para que eu pudesse extrair a ROM dele e tentar colocar mais jogos, alem de extrair o Yar's revenge II. Pareceu um excelente desafio e resolvi encarar a diversao :o)

Interessante que - aparentemente - ate agora ninguem "abriu" o bicho. E há uma serie de videogames que usam o mesmo microprocessador (chamado TITAN, que é um ARM) deste brinquedo

# atgames
[sms/gg systems] Noza
[genesis/mega drive systems (since 2008?)] RedKid/RedKid 2
atari flashback 3 Titan
atari flashback 4 Titan
atari flashback 64 Titan
intellivision flashback Titan
atari flashback 5 Titan
colecovision flashback Titan
atari flashback 6 Titan
atari flashback 7 Titan
atari flashback portable Monkey King 2

Ou seja, temos bastante diversao pela frente :o)


Tem ate o logo da atari...é uma miniatura de um atari "de verdade". Detalhe pra etiquetinha da trecotoy :D


Ue...so isso?! :oD Poise...temos uma fonte chaveada bem simples de 9 volts (que vejam so que curioso, nunca desliga!!! A chave do painel chaveia a SAIDA da fonte para a placa logica), uma placa pros botoes e uma placa com "o resto".


Essa e a nossa plaquinha. A gota preta no meio é o processador (em "die", ou seja, é só a pastilha de silicio - sem encapsulamento - grudada na placa de circuito impresso. Barateia pra caramba a montagem). Ao lado uma memoria RAM da ESMT M12L16161 e finalmente uma memoria FLASH KH29LV640 de 16 megabits (2 megabytes). Interessante o U6 ali embaixo, que parece ser OU um amp op ligado ao U5 que é um sensor de infravermelho, ou um microprocessador para decodificar os comandos e mandar pro Titan. Ainda nao deu pra descobrir


E a memoria tem no Beeprog. Gostei! :oD


U1 e U7 sao dois reguladores de tensao. U1 é um AM1117 3.3 e U7 é um AM117 1.8. Ou seja, entra 5V na placa e regula pra 3.3 volts e 1.8 volts - normal hoje em dia no mundo dos ARMs e FPGAs. No conector de 3 pinos a direita, onde saem os fios amarelo, branco e preto, voce tem os pinos de video, audio e GND.


Observem os 3 furos vazios na parte de cima, no meio da placa. Ali vai um receptor infravermelho para a versao do Flashback que tem controles sem fio...


Na parte de baixo da placa, nada de interessante. Apenas aquele lugar pra um R10 vazio la no meio. Pra que será??? Quando tem um resistor vazio assim, pode ser selecao de modo :o)


Beleza, tirei a FLASH fora e usei o adaptador TSOP48 para ler a memoria


Ela encaixa assim no adaptador.

Ainda nao consegui uma leitura ESTAVEL dessa memoria. Pode ser defeito da memoria, pdoe ser defeito no meu gravador (o que eu duvido). Ainda estou analisando o problema. Mas mesmo com erro, o arquivo que li tem alguns pontos interessantissimos.

#UPDATE!!! O Dablio Games tambem tentou ler essa memoria e teve o mesmo problema. Entao tem algo de errado com a memoria em si. Desconfio que - pra dificultar a pirataria - ela teve as inscricoes apagadas e remarcada com um codigo parecido. Fica a dica. 


O autotest do hardware, aquele que voce executa ao ligar o Atari


List directory!? File contents??? Interessante que tem isso exatamente igual na rom do mega drive 4! :D Isso significa que o sistema operacional de ambos PARECE ser compartilhado.


Essa tela indica que há uma funcao de download pelo PC. Mas como? Por aonde? De que forma?!


Command shell??? Entao podemos executar comandos no atari? :D

Ainda temos muitos misterios a desvendar...
Quer ajudar???

Preciso de MAIS UM atari flashback em perfeito estado. Nao precisa dos controles. Quem pode emprestar/doar um para a causa?


Isso nao acaba aqui nao...Por motivos obvios nao posso dedicar muito tempo a essa tarefa. mas continuo pesquisando. Novidades em breve! :oD
14 Oct 09:18

SANTA TERESA

by Saudades do Rio



 
As duas fotos de hoje são de Santa Teresa e contei com a colaboração do Dieckmann na tentativa de identificação.


A primeira mostra a Ladeira Frei Orlando, logo após o cruzamento com a Rua Paula Mattos. Lá embaixo, no asfalto, está a Rua Riachuelo, esquina com a Rua do Senado, que ali começa. Um Chevrolet 51, de praça, e a Hudson branca são  os carros mais novos, o que permite estimar a data como meados dos anos 50.


A segunda foto permanece sem a localização exata. Parece ser uma construção abaixo do nível da rua principal, como alguns trechos da Joaquim Murtinho e Almirante Alexandrino. Quem saberia informar o local e mais sobre este prédio?


10 Oct 10:09

3072 - A história se repete

by obiscoitomolhado

           

O  BISCOITO  MOLHADO

Edição 5332 FM                           Data:  07.10.2017



FUNDADOR CARLOS NASCIMENTO  -  ANO  XXXV


 MEU REINO POR UM CAVALO


Ricardo III é um drama histórico de Shakespeare escrito entre  1592 e 1593, baseado  em história verídica, que fala sobre a ascensão maquiavélica do rei Ricardo III (32 anos) e de seu reinado. A peça, em cinco atos, inicia-se com um monólogo de Ricardo, Duque de Gloucester. Ele fala  do fim da guerra, da paz que então impera na casa real, e se diz descontente pelas festividades nas quais não deseja participar, por se sentir desfavorecido pela sorte (refere-se a suas deformidades, que não eram tantas, exageradas pelo autor da peça, embora sofresse de problemas na coluna vertebral), lamenta os insucessos amorosos  e refere-se aos ardis que criou para jogar o irmão George contra outro irmão, o rei Eduardo IV. Por fim, refere-se a uma profecia, pela qual um certo G, herdeiro de Eduardo, seria o assassino do rei. As demais cenas são de desentendimentos intrigas e assassinatos. Eis a primeira:
Lady Anne entra em cena com um grupo de homens carregando o caixão do rei Henrique IV, pai de seu esposo Eduardo, príncipe de Gales, também assassinado. Lady Anne lamenta as mortes e lança maldições contra seus assassinos. Ricardo interrompe o cortejo, pretende falar a sós com Anne, cortejando-a. Ela o repele dizendo saber que foi ele o causador das duas mortes. Ricardo nega, dizendo que a causa teria sido a beleza de Anne, que despertara sua paixão por ela. Entrega-lhe sua espada, pedindo que a crave em seu peito, para vingar as duas mortes. Anne devolve a espada, Ricardo oferece-lhe seu anel como sinal do desejo de tornar-se seu esposo. Ela retira-se sem dar esperanças. Mesmo assim, Ricardo celebra a conquista, para ele mais valiosa, de vez que a viúva ainda está de luto.
Seguem-se as demais cenas, com outras mortes e intrigas, até chegar o momento final, última cena do quinto ato, que se desenvolve no campo de batalha. Ricardo ordena que se armem as barracas e se preparem para a batalha na manhã seguinte. Durante a noite surgem os fantasmas de todos os mortos pelo rei, que acorda assombrado e em desespero. Os mortos desejavam a sua derrota.
Ricardo conclama seus homens à batalha, quando é interrompido pela chegada de um mensageiro, que traz a notícia de que Stanley se recusa a lutar a seu lado. O rei ordena que Stanley seja executado, mas Norfolk sugere que a execução ocorra depois da batalha, já que o inimigo se aproxima.
Trava-se a batalha de Bosworth, que encerra a Guerra das Rosas.  O campo fica cheio de combatentes mortos. Ricardo, em desespero, tentando escapar de seus algozes, grita: “Meu reino por um cavalo!” (A frase teria sido posta na peça pelo autor). Ele luta contra o conde de Richmond, que o mata e é festejado pela vitória, sendo ordenado a usar a coroa, que lhe pertence, como sucessor.  Tornado rei Henrique VII, determina que os nobres mortos sejam enterrados, e oferece o perdão a todos os combatentes adversários. Celebra a vitória pregando o retorno da paz e da harmonia à Inglaterra.
A Guerra das Rosas foi uma série de lutas dinásticas pelo trono da Inglaterra, resultado de problemas sociais e financeiros decorrentes da Guerra dos Cem Anos. Ocorreu ao longo de 30 anos, entre 1455 e 1485, durante o reinado de Henrique VI, Eduardo IV e Ricardo III, em que estiveram em campos opostos as casas de York e de Lancaster, ambas originárias da dinastia Plantageneta. O nome do conflito deve-se aos símbolos das duas casas - de York a rosa branca, de Lancaster a rosa vermelha.
Comparando-se o drama shakespereano com os problemas atuais, vale recordar o Eterno Retorno,aforismo do filósofo Nietszche, que diz respeito aos ciclos repetitivos das coisas – estamos sempre presos a um número limitado de fatos, que se repetiram no passado, ocorrem no presente e se repetirão no futuro. Assim, que todos os envolvidos nas trapaças, nas intrigas, nas propinas rapinadas, de ontem como de hoje, devolvam a roubalheira descarada, sejam condenados e presos. E o  novo “rei”  seja empossado em paz e que reine a harmonia que tanto faz falta neste rincão do Hemisfério.



07 Oct 02:27

SÃO CONRADO

by Saudades do Rio






Hoje, além das fotos do acervo do Correio da Manhã (uma do Bar Bem, colorizada pelo Nickolas), temos um longo texto sobre São Conrado, com a colaboração de muitos comentaristas do “Saudades do Rio”. Desde já peço desculpas por não citar os nomes deles, pois, infelizmente, ao copiar os textos não anotei os nomes dos autores. Os textos são de São Conrado pelos olhos de seus moradores ou visitantes. A meu ver muito interessantes, pois não constam nos livros de história, mas trazem saborosas reminiscências do Rio antigo. Como são lembranças, às vezes não estão corretas. Peço, então, que eventuais correções sejam feitas.

O atual bairro de São Conrado era, até o início do século XX, praticamente deserto. A região era conhecida como "Praia da Gávea", pois o morro, visto do mar pelos colonizadores, parecia uma cesta de mastro. O acesso a esta região, até aquela época, a partir da Zona Sul, era feito pela estrada da Gávea e, a partir de 1916, pela recém-inaugurada Avenida (estrada) Niemeyer.

Na década de 30 o bairro começava a interessar aos investidores. Um exemplo foi a campanha de venda da GAVELANDIA, que dizia: "O sonho que daqui a pouco será concreta realidade. GAVELANDIA, padrão simbólico da energia criadora e dinâmica da Land Investors Trust S/A. A GAVELANDIA que na visão ao alto se localiza sobre a soberba elevação mais próxima da suave orla atlântica surge glamurosamente coberta de construções em sucessivos platôs. A montanha e o mar conjugam seus fatores de beleza e salubridade para realizar o encanto do mais lindo bairro atlântico da formosa capital do Brasil".

Há hoje em dia um condomínio chamado "Jardim Gavelandia", vizinho da Casa de Retiros Anchieta, a famosa Casa dos Padres, em São Conrado, com acesso pela Rua Capuri. Segundo um morador, o vale de São Conrado é uma das regiões mais interessantes do Rio de Janeiro , inclusive superior paisagística e monumentalmente ao conjunto da Urca, e mesmo à área do Corcovado. Ali o conjunto de montanhas criou condições que nunca foram valorizadas nem exploradas do ponto de vista turístico como poderiam ter sido, ou ao menos criado um bairro melhor.

Na década de 1940 foram projetados loteamentos nas encostas próximas à Pedra da Gávea e à Pedra Bonita (chamado Jardim Pedra Bonita) de maneira a criar um bairro organizado, mas o excesso de zelo hipócrita cortou a maioria dos lotes, deixando alguns que hoje formam as ruas Iposeira e Gabriel Garcia Moreno. Impediu-se assim a criação de um bairro jardim mais bem estruturado. Se não me engano o Jardim Gavelândia é o que fica do lado da Rocinha , ruas Capuri , São Leobaldo, Santa Glafira, etc.

O Gávea Golf Club existe graças aos engenheiros ingleses da Light que resolveram criar seu clube ali, desenvolvendo um trecho do bairro civilizadamente. As prefeituras de todas as épocas cercearam as ocupações legais dos terrenos de encosta, o que daria ao menos um ambiente mais civilizado, mas permitiram criminosamente e demagogicamente as ocupações irregulares e desordenadas em vários pontos do bairro. São Conrado acabou sendo um bairro de passagem, com uma praia poluída pelo esgoto da Rocinha e com uma estrada fantasma (Estrada da Canoa), coroada com o esqueleto do fracassado Gávea Tourist Hotel. Cabe ainda mencionar a outra “estrada fantasma “, abandonada, a Estrada do Joá. Espetacular paisagem, também jogada no lixo. Enfim, parece que tudo isto faz parte do estigma misterioso que castiga o Rio de janeiro. Deve ser alguma maldição dos tamoios, os verdadeiros donos destas paragens, massacrados nestas regiões, nos séculos XVI e XVII .

Além das belas fotos da Praia de São Conrado vemos as famosas barraquinhas derrubadas em meados dos anos 60. Eram, segundo alguns, o último limite que as “moças de família” se permitiam ir. Se topassem ultrapassar esta fronteira e ir para a Barra da Tijuca...

“Quando a Prefeitura resolveu remover as barraquinhas, o dono de cada uma ficou com o "direito" de construir um comércio estruturado, em alvenaria, no mesmo lugar. Alguns construíram (inclusive "seu" Nelson, dono do boliche "Pé-de-Vento"), e muitos venderam o "direito".

Alguns que, direta ou indiretamente, compraram estes direitos:

- O Sr. Loyola (pai da Vera Loyola), dono do Bar Bem, ficou com estes terrenos entre o Bar Bem e a Igrejinha e os terrenos entre a Igrejinha e a rua anterior. Nestes terrenos fez uma extensão do Bar Bem, que depois ganhou vida própria (não lembro o nome, mas acho que era algo "dos Pescadores") e o Bola Branca (depois Biruta).

- O Sr. Conrado Niemeyer ficou com o terreno entre a Estrada da Gávea e a R. Engº Álvaro Niemeyer. Alguns anos depois, fez ali o Top (Pot ao contrário), que virou Tochas (ou Tochas, que virou Top?)

- O Sr, Álvaro Niemeyer ficou com o terreno de esquina, logo depois da R. Engº Álvaro Niemeyer, e, logo, construiu o Pot, com um sucesso enorme.

- O Sr. Ricardo Amaral ficou com um dos terrenos pouco depois do Pot, e montou um restaurante focado em automobilismo. Tinha 2 dragsters pendurados nas paredes, e, em cima da lage, montou um cinema drive-in com carros antigos. Pagava-se a entrada e se assistia ao filme de dentro dos carros. Um dos diferenciais era que os garçons e garçonetes eram recrutados entre estudantes de nível superior.

Alguns dos terrenos das barraquinhas foram ocupados, em épocas variadas, por parquinhos de diversão, bastante toscos. O "Meu Boliche", que era o mais frequentado, e que teve a vida mais longa. Na subida da Estrada das Canoas, á direita.

- O "King´s" (do Sr. Loyola), um dos 2 boliches automáticos do Rio. Pouco depois foi fechado e transformado no Motel King's, na época em que o Sr. Loyola construiu o Vips, na Niemeyer, e percebeu que rendia muito mais que um boliche.

- O "Bola Branca", também do Sr. Loyola. Com a redução da procura por boliches, foi transformado em restaurante, com o mesmo nome, mas mantendo 2 pistas do boliche, que eram oferecidas como bônus às mesas cuja conta ultrapassasse um certo valor.

- O ACG - Automóvel Clube da Guanabara construiu um boliche completo, antes da primeira rua de São Conrado (antes do Biruta), mas que, com a falência do ACG, nunca chegou a ser inaugurado.

O "Pé-de-Vento" só veio alguns anos depois. O Sr Nelson vivia jogando no "Meu Boliche", e chegou à conclusão que era melhor transformar seu restaurante em boliche. Fez a reforma, inaugurou o boliche, e morreu de infarto, coitado.

Ricardo Amaral, pouco depois, montou o "Tobogã" e, em volta do tobogã, um parque que chamou de "Diverlândia" (a principal atração eram os karts). Lá se comiam os primeiros crêpes feitos no Rio. O sucesso foi imenso e, durante uns tempos, chegar do Leblon a São Conrado em um sábado ou domingo era coisa que demorava de 45 minutos a 1 hora e meia. Mais outro tanto para voltar.

Nós, que morávamos lá, saíamos pelo Alto da Boa Vista (Gávea Pequena) e Dona Castorina. A primeira "tirolesa" que teve por ali, quase que bem no mesmo lugar que o tobogã, mas bem antes, foi instalada pelo Exército, para treinamento de páraquedistas. Tenho quase certeza que, de vez em quando, eles deixavam os "civis" fazerem o "exercício".

Este pessoal dos Paraquedistas fixou as estacas de uma rede de volei, um pouco afastada do local da "tirolesa". A pedido de um amigo nosso, as estacas foram instaladas em frente à R. Henrique Midosi, perto das cocheiras do Gávea Golf (que não existem mais). Virou a rede de volei da minha "turma" durante muitos anos. Mas houve mesmo uma outra "tirolesa" pela época do tobogã. Tenho a impressão que também teve uma (talvez a mesma) em uma das Feiras da Providência na Lagoa.

A casa onde cresci foi transformada em colégio. Na R. Engº Álvaro Niemeyer, com fundos para a Estrada das Canoas. Quase em frente de onde foi o Pot.

A Escola Mater começou a funcionar em 1967, voltou a ser residência em 75. Em 81, a casa, com o alvará da escola , foi vendida, e voltou a ser colégio.”

Outro comentarista lembra: “Fomos para lá em 1959. Meus pais compraram o terreno em um loteamento e construíram a casa. Já tinham 4 filhos e era uma forma de ter alguma qualidade de moradia por um preço viável. Durante a construção da casa, um lotação descia da Gávea, pela Rocinha, até o Largo da Macumba, no fim da descida da Rocinha. Dali tínhamos que ir a pé até o Largo de São Conrado (uns 2 ou 2,5 km). Quando a casa ficou pronta, já funcionava outra linha de lotação, com ponto final no Largo de São Conrado (São Conrado- Bar 20). Uns meses depois foi substituído por um ônibus circular, o São Conrado-Real Grandeza, que acabou virando Vidigal-Mourisco (521 e 522). Quando esta linha foi "encurtada" até o Vidigal, ficamos só com o Hotel Leblon - Barra da Tijuca (555) que, anos depois, virou Rodrigo Otávio - Barra da Tijuca.

Não fomos completamente pioneiros porque uma primeira leva tinha se instalado em São Conrado nos anos 40. Depois, realmente, as coisas deram uma parada, até a década de 60.

Não havia nenhum comércio, exceto os restaurantes, "barraquinhas", parquinhos e um hotel de alta rotatividade (Hotel Recreio dos Bandeirantes). Em algumas épocas, conseguíamos entrega em casa de pão e leite.

O Rio era dividido em Zona Sul, Zona Norte e Zona Rural. A Zona Rural começava na entrada da Av. Niemeyer.

Quanto ao colégio, era o único particular por lá. Já existia, desde antes da década de 60, a Escola Pública Lúcia Miguel Pereira.

Telefone, era uma dificuldade. A CTB tinha um cabo, instalado na década de 40, mas que, mal foi instalado, já estava "lotado". Sem chance de conseguir um número. Lá em casa, tínhamos que ir até o Hotel Recreio dos Bandeirantes, para pagar um telefonema por lá.

No final dos anos 60, foi criada a CETEL, que instalou, finalmente, novas linhas. Nosso telefone era o 109. Qualquer ligação CTB/CETEL era feita via telefonista, com a devida espera, como qualquer interurbano da época.

Havia um hotel na Estrada da Gávea, à direita de quem volta de São Conrado para a Gávea. Entre a R. Henrique Midosi e o Gávea Golf. Mais ou menos onde hoje fica o último retorno da Lagoa-Barra em São Conrado (indo para a Gávea)”.

Nesta época das fotos, o acesso, a partir da Zona Sul, era feito pela Avenida Niemeyer ou, menos usado, a Estrada da Gávea. Fui várias vezes na Casa de Retiro Anchieta, dos padres jesuítas, para “retiro” dos alunos do Santo Inácio. Era muita mais uma diversão do que um retiro. À noite jogávamos cartas, ouvíamos os páreos do Jockey no rádio de pilha, alguém bancava as apostas, para desespero dos padres. Lembro que após as 22h desligavam a luz, mas continuávamos a jogatina com velas roubadas da capela ou de lanternas levadas nas malas.

Famosa também era a “corrida de submarinos” junto à Praia do Pepino. Pagava-se para entrar num terreno arenoso e tudo era garantido. O risco era atolar o carro na areia.

Quanto ao Gavea Golf & Country Club, é preciso explicar que ele sempre foi cortado ao meio pela Estrada da Gávea, no mesmo trajeto que ela faz hoje - aquela pista pequena, mais baixa que a autoestrada. Dizem que a propriedade sobe morro acima, até o viaduto das Canoas, o que deve ser verdade, porque aquela faixa de mata continua virgem.

Um pouco mais tarde, no início dos anos 70, com a construção do Hotel Nacional (1968-1972) e a abertura da autoestrada Lagoa-Barra, o movimento aumentou muito, com novos empreendimentos comerciais. Por essa época quem não ouviu o "jingle": "É um mal não frequentar o Bem", do programa Ritmos de Boate, do Big Boy, na Rádio Mundial? O Big Boy tinha três programas na Rádio Mundial 860 AM (atual CBN). "Mundial é show musical", todos dias de semana, das 18 às 19 horas; "Ritmos de Boate", todos os dias de semana, das 22 às 23 horas, com patrocínio do Bar Bem e Vip's Motel, e "Cavern Club", aos sábados, de 18 às 19 horas, onde só tocava Beatles. Uma curiosidade sobre o Motel Vip's: o nome foi criado com as letras iniciais dos três filhos do Ignacio de Loyolla. Vera, Ignacio e Pantaleão.

Antes da construção do Hotel Nacional o terreno em frente à praia serviu durante muito tempo de uma espécie de drive-in sem tela de cinema. Havia um precário serviço de bar, mas um eficiente serviço de desatolamento dos automóveis que ali ousavam estacionar.

SATURIN TURISMO: Começou a operar em outubro de 1951, licenciada pelo Departamento de Concessões da Prefeitura do então Distrito Federal, iniciando com uma frota de cinco ônibus de fabricação francesa, do tipo Chausson, com capacidade para 40 passageiros cada um, que seriam fiscalizados pelo Departamento de Turismo e Certames.

Seus passeios inaugurais ocorreram em 20/10/1951, com excursões ao Alto da Boa-Vista-Canoas e o “Rio à Noite”, como podemos ver no anúncio acima.

 


07 Oct 02:26

PÃO DE AÇÚCAR

by Saudades do Rio



 
Hoje temos fotos de um dos mais famosos pontos turísticos do Rio, o Pão de Açúcar. Foto 1 (1963), foto 2 (1959), foto 3 (1957), foto 4 (1951) – nesta vemos um dos raros episódios de problemas, com um cabo arrebentado, consertado pelo mecânico Augusto Gonçalves.

É curioso notar que é grande o número de cariocas que nunca o visitou ou que o fez uma única vez. Possivelmente há turistas estrangeiros ou nacionais que tenham ido mais vezes ao local do que os próprios cariocas.

O Pão de Açúcar, com 395 metros de altitude, foi assim denominado pela semelhança do seu formato cônico com as fôrmas onde se despejava o açúcar pastoso, na Ilha da Madeira, posteriormente distribuído para consumo em unidades chamadas "pão de açúcar".

A concessão para construir e explorar o caminho aéreo entre a Praia Vermelha e o alto do Morro da Urca, com ramais para o pico do Pão de Açúcar e a chapada do Morro da Babilônia, foi outorgada em 1909. Em 1912 foi inaugurado o primeiro trecho do projeto e em 1913 o trecho final até ao pico do Pão de Açúcar, num percurso de 800 metros. As cabines do primeiro teleférico, chamadas de “camarote carril”, eram de madeira e comportavam 15 pessoas. A viagem levava, no total, nove minutos. Em 1972, após 60 anos, estas cabines foram substituídas por um modelo transparente, com capacidade para 75 passageiros.

Vieira Fazenda, em suas "Antiqualhas", descreve a viagem feita em 14/07/1913: "Nunca mais se me apagará da memória tal data, uma das mais felizes da minha não curta existência. Entrei tranquilo no bondinho. Não me benzi. A pequeno sinal começaram a funcionar as máquinas. Em menos de quatro minutos estávamos no cimo da Urca, a 224 metros de altitude. Passamos para outro bonde e eis-nos, enfim, no término da viagem. Se do Corcovado a vista abrange maior horizonte, o Pão de Açúcar leva-lhe vantagem. Sem binóculo a gente localiza os pontos que deseja ver: sinuosidade das praias, direção das ruas e avenidas, estabelecimentos públicos, tudo, enfim, com prazer e entusiasmo. Fica-se mudo e quedo diante de tanta magnitude. Cronista das coisas cariocas, com o píncaro do Pão de Açúcar, tive a satisfação de ver corroboradas as minhas opiniões sobre a fundação da cidade do Rio de Janeiro. Hoje não é lícito falar de Praia Vermelha. Foi na planície, tendo por padrão o Pão de Açúcar e por atalaia o morro hoje de São João, que Estácio de Sá lançou os alicerces da cidade. Quem dúvidas possa ter que suba ao Pão de Açúcar".


07 Oct 02:26

AVENIDA DAS BANDEIRAS

by Saudades do Rio





 
Com fotos dos anos 50 e dos anos 60, do acervo do Correio da Manhã, vemos aspectos da construção da Avenida das Bandeiras, obra que se iniciou no final dos anos 40 e se estendeu pelos anos 50.

O Prefeito Henrique Dodsworth decretou que se chamaria de Avenida Brasil o trecho do Cais do Porto até Parada de Lucas, tendo 15 km de extensão; de Avenida das Bandeiras o trecho que se inicia em Parada de Lucas, passaria por Deodoro e daria acesso ao Sul, Centro e Oeste do Brasil; Avenida das Missões, ao trecho de Parada de Lucas ao rio Meriti e que serviria de comunicação do Distrito Federal às zonas Norte, Centro e Leste do Brasil.

Noticiava o Correio da Manhã que em 1944 as obras da Avenida Brasil aproximavam-se do término e iniciavam-se as da Avenida das Bandeiras.

Saída obrigatória do Rio para São Paulo a Avenida das Bandeiras ligaria a Avenida Brasil à Estrada Rio-São Paulo. Obedeceria a técnica das mais aperfeiçoadas, com pavimentação a concreto. Esta avenida ligaria a Av. Brasil, na estação de Lucas, com  a atual estrada Rio-São Paulo, em Campo Grande, passando por locais como Coelho Neto, Barros Filho, Deodoro, Gericinó e outros mais.

Em 1951 o Correio da Manhã reclamava da morosidade das obras da Av. das Bandeiras: “A propalada e decantada Av. das Bandeiras, indiscutivelmente uma grande obra – desde que concluída – constituiu-se na grande esperança e na mais doce e sublime das ilusões dos moradores da zona suburbana compreendida entre Campo Grande e Deodoro. Eles esperavam ansiosos a inauguração desta grande artéria. Lamentavelmente, porém, quer nos parecer que tão cedo a gigantesca avenida não estará concluída.”

Com a abertura da Av. das Bandeiras houve um desenvolvimento importante de área industrial às suas margens, embora as queixas de falta de iluminação, falta de sinalização, atropelamentos e abandono fossem frequentes nos jornais.

Nos anos 60 a Avenida das Bandeiras foi unificada com a Avenida Brasil.


04 Oct 02:42

Quando a vida era mais Quantum e menos Quanto ...

by Miniconto
Quando a vida era mais Quantum e menos Quanto


Entre
gavetas desnecessárias
papéis sem importância
lembranças esquecidas
dores hibernando
mágoas em coma
bilhetes apaixonados
amores amarelecidos pelo tempo
fotos antigas
e
o manual do Santana Quantum
só para eu lembrar de quando
a vida era mais Quantum e menos Quanto?
29 Sep 02:11

Poema de Sete Faces. Carlos Drummond de Andrade. In: Os Cem...



Poema de Sete Faces. Carlos Drummond de Andrade. In: Os Cem Melhores Poemas Brasileiros do Século (Org: Ítalo Moriconi) #grifeinumlivro

23 Sep 02:41

CENTRO

by Saudades do Rio


Em fotos de Milton Santos, do acervo do Correio da Manhã, vemos aspectos do Centro da cidade nos anos 50.

A primeira foto é uma grande vista do Centro, com destaque para o desmonte do Morro de Santo Antonio e o começo do Aterro do Flamengo.

A segunda foto mostra a região do aeroporto Santos Dumont no início do Aterro.

A terceira foto, já publicada anteriormente, mostra a Praça do Expedicionário, criada em 8/5/1947. Anteriormente conhecida como praça do Castelo, situa-se na avenida Presidente Antônio Carlos, em frente às avenidas Nilo Peçanha e Almirante Barroso. 

Com a palavra o mestre Andre Decourt: "Uma visão do Castelo e do bairro da Misericórdia, certamente nos primeiros anos da década de 50.

À esquerda vemos as construções do bairro da Misericórdia, um bairro que não existe mais, sepultado pelo prédio do Fórum, a via onde as pequenas construções dão frente é a Rua da Misericórdia, em seu antigo traçado que serpenteava pelas fraldas do morro do Castelo, onde nessa foto podemos perceber onde ele terminava.

As ruas internas eram das mais velhas da cidade como os becos do Cotovelo, Boa Morte, da Música e Travessa do Guindaste. Também ali ficava o Hotel Bom Jardim, cujo letreiro pode ser lido na foto em “tela cheia".

Ao fundo vemos os torreões do Mercado Municipal destruído sem muito sentido para a construção do viaduto da Av. Perimetral.

O prédio grande e com cúpula é o antigo Ministério da Agricultura, derrubado junto com o Monroe no governo Geisel como forma de desmoralizar e enfraquecer o Rio de Janeiro, privando-o dos símbolos da velha capital.

Na extrema direita aparece um pedacinho da Santa Casa .

No meio da foto aparece com destaque a Praça dos Expedicionários, um dos lugares que tinha tudo para ser um dos mais aprazíveis do Centro, principalmente pelo belo lago e chafariz.

O edifício do Jockey ainda não existe, sendo seu terreno usado como estacionamento, essa foto deve ter sido tirada num dia não útil, pois há poucos carros estacionados.

Há também um pequeno monumento num dos lugares mais improváveis na cidade de hoje, na confluência das movimentadíssimas avenidas Presidente Antonio Carlos e Almirante Barroso. Este pequeno monumento comemorativo do arruamento do Castelo foi removido quando houve o desfile das escolas de Samba na Pres. Antônio Carlos, se não me engano em 1974, por causa das obras do metrô na Pres. Vargas.

Uma curiosidade, sobre a Praça dos Expedicionários é que em seu subsolo se encontra o único grande abrigo antiaéreo do Rio de Janeiro, construído na época da 2ª Guerra Mundial. Era o primeiro de outros que seriam construídos, mas a guerra acabou e os aviões e navios do Eixo nunca apareceram... Há outros abrigos pela cidade, mas todos em prédios privados, muitos em Copacabana, onde inclusive existem prédios com lajes blindadas por chapas de aço. Hoje esse abrigo é usado como estacionamento do Tribunal de Justiça.

Esta foto possivelmente foi tomada dos prédios da Rua Debret.”

Os dois navios de guerra poderiam ser o cruzadores Barroso e Tamandaré, que foram construídos no final na década de 30. A curiosidade sobre esse local fica por conta de que antes da urbanização dessa praça e a construção do abrigo antiaéreo, depois estacionamento oficial, havia o campo de futebol do "Fura Rede", time dos funcionários e trabalhadores do extinto Mercado Municipal.


23 Sep 02:38

DOMINGO NA BARRA

by Saudades do Rio

 
Neste domingo ensolarado e de temperatura agradável seria um bom programa ir à praia na Barra da Tijuca?

Há estacionamento farto perto da praia, carrocinhas de cachorro-quente na areia, alguns bares funcionando, vendedores de barracas e esteiras, uma frequência em número razoável.

O inconveniente é que ir de carro envolve alguns problemas como a altíssima temperatura dentro do carro na hora da volta, sujar o interior com areia, sentar molhado nos bancos, enfrentar engarrafamentos, aguentar o cansaço das crianças e, certamente, alguma reclamação da esposa.

Na época das fotos, início dos anos 70, ainda não havia que se preocupar com a Lei Seca e a cervejinha podia ser tomada sem problemas.

Fotos: acervo Correio da Manhã



23 Sep 02:37

EMBAIXADA DA GRÃ-BRETANHA

by Saudades do Rio

 
As fotos de hoje, do acervo do Correio da Manhã, mostram o prédio da embaixada da Grã-Bretanha no Rio de Janeiro. A primeira é do projeto feito em torno do ano de 1940 e a segunda é de antes da transferência da embaixada para Brasília.

Sir Donald St. Clair Gainer chegou ao Rio de Janeiro em 1944 para ser o novo embaixador da Grã-Bretanha. Foi durante o mandato dele aqui no Rio que se inaugurou o prédio da nova embaixada da Grã-Bretanha na Rua São Clemente nº 360, pois antes a embaixada funcionava na Praia do Flamengo nº 284 (mais antigamente ainda acho que a embaixada da Grã-Bretanha funcionou na Rua Municipal nº 4, atual Rua Mayrink Veiga).

O terreno para a construção da nova embaixada, de mais de 60 mil metros quadrados, foi adquirido em 1938, mas devido à Grande Guerra, a construção foi adiada, tendo sido feita no final dos anos 40, de 1947 a 1949. O local fica bem ao lado de onde era a embaixada dos Estados Unidos, no nº 388, onde funciona hoje a Escola Alemã Corcovado, junto a outras belas mansões daquele trecho de Botafogo.

O projeto foi do arquiteto escocês Robert Russel Prentice Dowling, que utilizou traços estilísticos de tendência neoclássica.

Em agosto de 1944, na sede da Sociedade Brasileira de Cultura Inglesa, realizou-se a recepção oferecida ao embaixador de sua majestade britânica e a Lady Gainer, comemorando a posse de Sir Donald Gainer no alto cargo de seu presidente de honra. Entre os presentes estava o Dr. Raul Leitão da Cunha, Reitor da Universidade do Brasil, Henry Lynch (proprietário de uma belíssima mansão vizinha à embaixada na Rua São Clemente nº 338), Ministro Figueira de Melo, Monsenhor Joaquim Nabuco, entre outras autoridades.

Depois da mudança da capital para Brasília, com o consequente deslocamento da embaixada para lá, o prédio acabou sendo vendido em 1975 para a Prefeitura do Rio de Janeiro, que ali instalou sua sede, o Palácio da Cidade.


22 Sep 01:49

Restaurando o Korg Trinity Pro X (e essa é a parte 1!)

by noreply@blogger.com (Alexandre Souza - PU1BZZ)
Eu sou um cara de sorte :o)

Nao sou um cara rico. Mas tenho bons amigos, as vezes me vendem por mixaria ou ate me dao de presente coisas muito legais, que normalmente eu nao poderia comprar, ou nao seria justo alocar (tanto) dinheiro pra essas coisas.

Entao, um grande amigo fez um "niguçim" comigo. Um teclado que eu tinha, por um "monstro".

Alias, voce conhece a definição de monstro? Permita-me atualiza-la...


Nao. Acho que voce nao entendeu. Deixa eu colocar essa foto minha aqui, em pé ao lado do teclado, pra ver se voce entende melhor...

Ola mamae! :oD

Esse MONSTRO tem 1.50 de largura. Eu tenho 1.80. Por ai voces veem o quanto o bicho é ENORME. Pesa 31 quilos (!!!!!!!) e deve ter uns 40 cm de comprimento.

Um monstro, em todos os detalhes.

O Trinity Pro X é a versão "do chefe" da linha Trinity da Korg. É um teclado cheio de recursos, com sons incriveis, sequenciador, telao de toque, cheio dos gueri-gueri. Realmente, é um sonho. Eu NUNCA compraria um teclado desses pra reparar. Principalmente depois da furada e do vexame do Triton TR 76 (e seu famoso defeito do "ligado em 220"). Massssssssssssss...

Um dia o Gargamel me manda uma mensagem dizendo "Vou vender meu Triton Pro X". Eu fiz uma oferta pra ele de um teclado que eu tinha aqui, que tem mais ou menos o mesmo valor. "Voce vende o meu teclado que ta novinho, e eu fico com o Triton mortinho". Deu negocio, e veio pra ca o bichao.

Mas por que mortinho?

A historia é longa, e involve acidentes intimos de percurso (dele, nao comigo). Mas basta dizer que esse teclado ja rodou a america latina em shows, foi pisoteado, tacado no chao, usado de cama (cabem dois casais dentro, com folga), jogado pra la e pra ca e muito, mas MUITO usado. Como todo teclado MUITO usado, tinha uma longa lista de "pequenos defeitos", alem do LCD quebrado por um pequeno "acidente domestico de percurso". Whatever, o teclado "funcionava". Sort of.

Como eu gosto de um bom desafio, e eu nunca que ia ter um Trinity de outra forma (principalmente um Pro X, que e a versao "topo" com teclado de piano, etc) entao vamos a luta :o)

Um dia, chega o monstro aqui em casa.


(O bag ao lado? É meu DX-7...Mal ae.)

Entao ele chegou assim, sem cuidado, sem carinho, e um desenho muito fofo no lugar do LCD. O que "sobrou" do LCD exemplifica o "acidente domestico" ao qual ele foi submetido...



Nao adiantava nada mexer no teclado ate conseguir um LCD. E de preferencia, outra moldura plastica do LCD. Ai, tinha alguem no ML vendendo peças de Trinity, e me vendeu a moldura plastica por, pasmem...20 cruzero... :o) A historia e a mesma - Quebra o LCD do Trinity, voce joga o teclado fora. O teclado de 5 oitavas vale uns 2000 a 2500 reais. E os insanos aqui no BR vendem o display a miseros 1000 reais. Quando nao mais caro. Ai o cara desmonta o Trinity e vende as pecas.

So que eu vi a foto do LCD. E nao vi nenhum quebrado no LCD...



Ai eu perguntei..."Moço, meu teclado ta com um buraco no lugar. Me dá seu LCD bichado?"

O resto da historia voces ja conhecem, né? :o) Paguei 20 reais pela moldura do LCD, e ganhei um LCD...funcionando :oD

Claro, o digitalizador ta quebrado. Mas é melhor comprar um digitalizador de 18 dolares, que um LCD de 78 dolares.


O Trinity é um teclado complicado nesse ponto do LCD. Sem o LCD/Digitalizador, voce NAO USA o teclado. Dá pra no maximo trocar de timbre, sem saber o que ta fazendo. Entao, sem digitalizador, esquece. Sem LCD tambem. Agora pelo menos eu vejo o que ta acontecendo :o)

SCORE!!!!!!!!!!!!!!!

Bem, pra chegar nisso, foi um longo caminho. Como eu gosto de contar minhas aventuras, entao vou contar pra voces como foi o reparo do Trinity.

A lista de defeitos, era mais ou menos essa:
  • Faltam 80% dos parafusos do teclado. Dentro e fora. 
  • No "conjunto" do pitch bender, floppy, etc...O conector do headphone tava meio solto, faltava o drive de disquete (coloquei um emulador de drive de 1.44 no lugar), o conector do ribbon estava solto. 
  • No "conjunto" da placa de saida de audio, as soldas dos conectores de saida estavam um absurdo, faltavam parafusos fundamentais, havia um jumper-gambiarra na placa bypassando o canal direito do potenciometro de volume (que esta com defeito)
  • No "conjunto" das teclas da esquerda, onde fica o controle de volume, o potenciometro de volume tem um dos "wipers" completamente oxidado. Alem de alguns botoes tacteis estarem falhando
  • O LCD, obvio, nao tinha :oD 
  • Hora de trocar a bateria...
  • A madeira do fundo é - pasmem - MDF! O_O E um lugar está um pouco inchado
  • Um ferro que tem na frente do teclado está pra la de oxidado
Só isso :o)

Comecei pela aparencia externa. Primeiro tinha que tirar o desenho (o qual eu guardei, pq achei super bonitinho) e limpei a parte superior da carcaça do teclado. Infelizmente é aluminio anodizado, as "pancadinhas" e arranhoes nao tem muito como resolver. Vai ficar assim pra sempre, ou ate aparecer um Pro X que va pro lixo. O que eu duvido.


O motivo de eu colocar essas fotos aqui, é que tem muita gente que - pasme - nao sabe tirar grude com removedor. Removedor (que voce compra em supermercados) nao afeta a maioria dos plasticos. E muito menos aluminio. Entao primeiro eu raspei COM UMA REGUA PLASTICA os residuos de plastico/papel colados no teclado

(o porque da regua plastica? Simples: Um material so pode ser riscado/quebrado por algo mais "duro" que ele mesmo. Se voce tem uma placa de aluminio, voce nao pode usar uma faquinha ou outro pedaco de aluminio pra raspar. Mas pode usar uma regua de plastico, que é mais duro que o papel/cola e mais mole que o aluminio. Essa regra vale pra tudo na vida. Serio.)


Agora que ficou so a cola, usei um pano de chao (aspero...a aspereza do pano ajuda) e doses generosas de removedor. 


Viu, limpou tudo. O risquinho embaixo, no meio, é um amassado. Algo bateu de ponta ali.

Com tudo limpo, esperei chegar o LCD e comecei os testes. Soldei um fio que estava arrebentado no cabeamento interno do Trinity, e conectei o LCD no lugar. Claro que nao ligou de primeira.

O conector do flat cable do LCD, com a pancada que levou, dobrou 90 graus em direcao a placa. Levou um tempo observando esse conector (e umas 7 ou 8 subidas e descidas ao laboratorio) pra colocar o conector no lugar, desamassar os pinos, descobrir que ele estava dando mau contato, arrumar um pedaço de plastico pra calçar o flat cable, ver que nao estava ligando o backlight, descobrir que tinha um fusivel na placa do inverter, arrumar um pedaço de fio...eh...fusivel pra colocar no lugar e, finalmente, o teclado me saudar com sua linda apresentacao.


Com o display ligado, deu outro animo pro reparo do Trinity. Eu que nao ia fazer nada no dia, acabei perdendo o dia inteiro consertando o resto das gambiarras.

Ai, passei pro modulo do pitch bender/etc. Esse eu nao tirei fotos porque o reparo foi realmente coisa boba. Praticamente conectar um flat cable no lugar, parafusar o drive, parafusar a placa do conector do headphone que estava presa só pela porca do jack (aproveitei pra refazer as soldas, coisa que voce faz obrigatoriamente em TODO CONECTOR de QUALQUER APARELHO DE SOM, principalmente teclados). Instalei no lugar, liguei, tudo funcionando

(update 19/set) Dica IMPORTANTISSIMA: O Trinity usa o sinal de disk change ( /DCHG) para - duh - indicar que houve troca do disco, no pino 34 da interface de drive. Entao, para o seu Trinity funcionar direitinho com o emulador de drive, voce tem que usar um drive ou emulador de 1.44MB, com o sinal de Disk Change no pino 34, ativo em nivel BAIXO. O pino 4 da interface de drive nao é conectado. 

Entao passei pra placa de audio. A diversao começou ai :oD


Essas eram as soldas dos conectores de saida de audio. Pera, eu amplio pra voces


Gostoso, ne? Se voces observarem direitinho, nao apenas as soldas estao PODRES, como tambem faltam TODOS os parafusos que prendem a estrutura metalica que da rigidez a placa, parafusada no painel traseiro.

Vou dar um tom mais suave a esse assunto


ISSO é serviço DECENTE. Soldas bem feitas, todos os parafusos colocados no lugar. Placa limpa, serviço LIMPO. Aprendam, tenicos de meleca! O_O


Essa é a placa toda. Mas ainda tinha mais gambiarra, perai...Tao vendo aquela linha azul, ali no canto inferior direito?


Antes tinha isso ai no lugar. É um bypass do potenciometro de volume (só no canal direito) pq o pot ta bichado TAMBEM. Arranquei fora. Proxima gambi...


Isso é o potenciometro de volume por dentro. Eu esqueci de tirar foto da sapatinha que pega na trilha de carbono. Ela estava VERDE de oxidacao. Por isso que o canal direito nao funcionava, e a placa anterior estava com essa gambiarra


Esses botoes ai tambem nao estao muito melhores nao. Sao baratinhos, faceis de trocar. Por via das duvidas, vou trocar todos eles. Assim fica "padrao", como diz o ADG. 


Pra quem quiser trocar os seus, chave tactil com eixo de 6mm. Todos os botoes sao iguais. Aproveite e troque os leds vermelhos pela cor que mais lhe agrada, assim voce personaliza o seu teclado, he he he :o)

Bem, tudo funcionando. Por enquanto, é só. Agora eu preciso:
  • Encontrar um potenciometro de volume NOVO para trocar (se achar o outro que é o de "valor" eu aproveito e troco tambem
  • Comprar o digitalizador do display, custa em torno de 20 dolares no AliExpress
  • Comprar todas as chaves tacteis (umas 40). Custa mixaria, vale a pena trocar logo tudo
  • Ja que eu estou trocando as chaves e os potenciometros, é de bom alvitre trocar tambem o encoder rotativo. Afinal, esse teclado tem uns 15-20 anos, e o encoder ja ta dando seus soluços
  • A pilhazinha de memoria interna vai ser substituida por um soquete e uma CR2032, afinal tambem ja deve estar nas ultimas
  • Conseguir todos os parafusos que estao faltando
  • Pintar a peça frontal de metal que esta oxidada
E com isso, meu tecladao vai pro meu "cantinho da musica", provavelmente ocupar o lugar do meu Alesis QS-7. Pq afinal, com um Trinity, pra que todo o "resto"? :oD

 (sim, o que esta "embaixo" é um Alesis QS-7. Voce nao está vendo errado, nem é um truque de camera. O QS7 - que é bem grande - é um 'pianinho' perto do tamanho colossal do Trinity. Ele é tao grande e pesado, que eu provavelmente vou ser forçado a trocar minha estante Stay Aluminium por algo mais resistente :o\ )

Valeu pessoal! Nao esqueçam de dar aquela clicada nos nossos anunciantes ai ao lado (isso ajuda pacas o blog, vai por mim...) e por favor, COMPARTILHEM essa publicacao no facebook, twitter, orkut, BBS, quadro de mensagens do supermercado, etc...Seu comentario é o meu salario :oD


(em breve: Parte 2)
22 Sep 01:16

Tieta. Jorge Amado. pág. 298 (via @paolawatrin) #grifeinumlivro



Tieta. Jorge Amado. pág. 298 (via @paolawatrin) #grifeinumlivro

14 Sep 09:41

3067 - Alhos e bugalhos, juntos e misturados

by obiscoitomolhado


O  BISCOITO  MOLHADO

Edição 5327 SX                           Data: 5 de setembro de 2017


FUNDADOR: CARLOS EDUARDO NASCIMENTO - ANO XXXIV



MÉDICO GENIAL



Concursos de talentos infantis eram comuns nos anos 30 e 40 do século passado. Emissoras de rádio faziam sucesso apresentando programas voltados para a premiação de meninos cantores, locutores, declamadores, e por aí vai.


Essa febre chegou a uma importante empresa que atuava no Rio de Janeiro. Alguém teve a ideia de promover um concurso que contaria com a participação de filhos de funcionários da Light. À medida que o certame alcançava suas etapas finais, ficava claro que havia dois favoritos destacados. Um menino-cantor, que na avaliação de todos tinha voz de homem, ganhara recentemente um concurso promovido no intervalo de uma peça de teatro que ostentava o estranho título "Por Causa do Baiacu", estrelada por Alda Garrido. O garoto cantou "Chão de Estrelas" e levou a plateia ao delírio. Foi imediatamente contratado pela Rádio Guanabara. O pai do jovem artista era engenheiro da Light.


Seu adversário era filho de um desenhista lotado, também, no departamento de engenharia da empresa. Viciado em concursos, ganhador de diversas promoções, brilhava tanto como cantor quanto locutor.  Era conhecido como "Gargantinha de Veludo", atração de vários programas da Rádio Sociedade.


O concurso foi vencido pelo segundo candidato. Seu nome era Max Newton Figueiredo Pereira Nunes. O candidato derrotado se chamava Paulo Gomes de Paiva Fortes.


Ali começava uma amizade que durou mais de sessenta anos. Sempre que se encontravam, Max Nunes fazia questão de "consolar" o amigo Paulo Fortes: "Não liga não, Paulo. Naquele tempo já havia marmelada!..."


Paulo Fortes cursou a Faculdade de Direito. Jamais exerceu a profissão de advogado e durante cinquenta anos atuou como mais importante barítono do Teatro Municipal do Rio de Janeiro. Max Nunes estudou medicina e foi um brilhante cardiologista, tendo ocupado o cargo de Diretor do Instituto Brasileiro de Cardiologia. Ao longo de toda sua vida, Paulo Fortes compareceu com absoluta regularidade ao consultório do Doutor Max Nunes. Dizia o médico que essas visitas não encontravam paralelo na história da medicina. Duravam cerca de três horas. Na primeira hora, médico e paciente se dedicavam a contar piadas. Na segunda, o assunto era o América Futebol Clube, paixão a que os dois amigos se dedicavam com angústia e sofreguidão. A terceira hora, finalmente, era dedicada à saúde do paciente. Doutor Max manifestava sua apreensão diante da pressão arterial e das taxas apresentadas pelo amigo. Prescrevia remédios que serviriam para atenuar esses problemas. Remédios que o barítono comprava, mas não tomava, supondo que poderiam ser prejudiciais à sua voz.

Max Nunes nasceu em Vila Isabel. Era vizinho de Noel Rosa e sua casa era frequentada por muitos artistas. Lauro Nunes, seu pai, era o que podemos definir como talento multifacetado. Além de trabalhar na Light, era jornalista, tradutor, humorista e roteirista de programas da Rádio Mayrink Veiga. Com o pseudônimo "Terra de Sena" assinava boa parte de sua produção.


Max Nunes herdou e potencializou as aptidões do pai. Depois de um breve período na Rádio Tupi, ingressou na Rádio Nacional. Começou como roteirista do "Barbosadas", programa muito popular apresentado por Barbosa Junior. "E o Mundo se Diverte", filme de Watson Macedo lançado nessa mesma época, também contou com um roteiro de Max Nunes.


Reconhecendo o talento do jovem produtor, a direção da Nacional convocou-o para dinamizar o "Programa Manoel Barcelos", uma das principais atrações da emissora, que tinha como grande estrela a cantora Marlene.


O "pulo do gato" de Max Nunes na Rádio Nacional aconteceu em circunstâncias muito especiais. O "PRK-30", possivelmente a maior atração da emissora, era apresentado por Lauro Borges e Castro Barbosa no horário das 20:30 horas das sextas-feiras. Eis que a dupla, sem qualquer aviso prévio, aceitou um convite para se transferir para a Rádio Tupi, fazendo jus a um mega contrato bancado pela Companhia Cervejaria Brahma. A direção da Nacional entrou em parafuso. Esse horário das sextas-feiras era tradicionalmente destinado a um programa de humor. Antes do "PRK-30" o espaço era ocupado por Jararaca e Ratinho, também com grande sucesso.


A solução adotada por Victor Costa, o "chefão' da Nacional, foi convocar o jovem cardiologista para idealizar algo inteiramente novo, o que foi feito no prazo recorde de uma semana. O "Balança mas não cai' revolucionou a radiofonia brasileira. E enlouqueceu o público ouvinte do Rio de Janeiro. Todos passavam o fim de semana comentando as desavenças entre o primo rico e o primo pobre, brilhantemente interpretados por Paulo Gracindo e Brandão Filho. Morriam de rir, também, com dois índios que comentavam o panorama político do país, um destacando aspectos positivos, o outro, em contrapartida, denunciando acontecimentos negativos que afligiam a população. "Pezinho prá frente, Pezinho prá trás" era um festival de risadas promovido pelos índios Orlando Drumond e Hamilton Ferreira.


Esse sucesso extraordinário resultou em sobrecarga de trabalho para o jovem produtor que, em determinado momento, chegou a produzir seis programas semanais para a Rádio Nacional. Tomou, então, a decisão de retornar à Rádio Tupi, em 1952, para escrever apenas um programa por semana. "Uma Pulga na Camisola", desnecessário dizer, também fez imenso sucesso.


Essa diminuição do ritmo de trabalho em rádio foi compensada por Max Nunes com brilhantes incursões no teatro de revista, resultando em 36 produções que alcançaram enorme êxito. Além disso, passou a assinar festejadas colunas na "Tribuna da Imprensa" e no "Diário da Noite".


O previsível aconteceu com a chegada do talento de Max Nunes à televisão. Depois de algumas participações esporádicas em programas da TV Tupi, na década de 50, ele assinou, em 1962, contrato com a TV Excelsior para produzir "My Fair Show" e "Times Square". Em parceria com Haroldo Barbosa, outro gênio inesgotável a serviço do rádio, da televisão, da música e do jornalismo em nosso país.


A trajetória de Max Nunes na TV Globo, onde ingressou em 1964, é mais recente, e bastante conhecida. Começou com "Bairro Feliz", passou por "Riso Sinal Aberto", "TV Zero - TV 1", "Satiricon", "Faça Humor Não Faça a Guerra", "Viva o Gordo" e mais uma dezena de realizações que marcaram definitivamente a televisão brasileira.


Em 1970, em parceria com Laercio Alves, Max Nunes ainda encontrou tempo para criar "Bandeira Branca", preciosa página da música popular brasileira, interpretada por Dalva de Oliveira.


Em 2014, no dia 11 de junho, aos 92 anos de idade, depois de muito tempo de colaboração com seu afilhado Jô Soares, Max Nunes deu por encerrada sua passagem pelo planeta. Achou que era hora de reencontrar Lamartine Babo, Belfort Duarte, Danilo Alvim, Orígenes Lessa, João Cabral de Melo Neto, Fernando Ojeda, Paulo Fortes, Carola e Oswaldinho para, como sempre, tecer loas ao querido América Futebol Clube.


Vamos finalizar esse texto com uma seleção de frases e pensamentos antológicos de Max Nunes. Eles atestam a falta que faz esse gênio brasileiro.


"Paraquedas é o único meio de transporte que, quando enguiça, você chega mais depressa."


"Há casais que se detestam tanto que não se separam só para um não dar esse prazer ao outro."


"Não era uma mulher. Era uma guilhotina. Cinco homens perderam a cabeça por sua causa."


"Desfalcada a seleção da Grécia. Acertaram o calcanhar de Aquiles."


"Por que não cruzar um pombo correio com um papagaio? Assim, em vez de levar o bilhete, ele dava logo o recado."


"Filho único é tão chato que não há no mundo quem tenha dois."


"Se acupuntura resolvesse porco espinho não ficava doente."


"Conheço um sujeito tão imoral, mas tão imoral, que a leitura de sua mão é proibida para ciganas com menos de dezoito anos."


"Era tão azarado que, se quisesse achar uma agulha num palheiro, era só sentar-se nele."


"O grande mal do divórcio é que permite ao homem casar-se uma segunda vez."


"A prova de que o balé dá sono na plateia é que os artistas entram sempre na ponta dos pés."


"Tempos de fartura eram os de antigamente. Até os três mosqueteiros eram quatro."

"O difícil de confundir alhos com bugalhos é que ninguém sabe o que são bugalhos."


09 Sep 10:18

Não Dá Pra Ser Feliz

by Clara Gomes

08 Sep 18:26

Polícia Federal – A Lei é para Todos

by Chico Fireman

Polícia Federal – A Lei é para Todos está de parabéns. Nenhum filme conseguiu retratar com tamanha fidelidade a situação em que se encontra o Brasil nos últimos anos: o “nós” contra o “eles”. A cada diálogo, a cada cena, o longa de Marcelo Antunez reforça o maniqueísmo do certo contra o errado, sem quaisquer nuances, classificando e condenando o “eles” à caricatura: todos são simulados, sarcásticos, galhofeiros, vilões clássicos de uma maneira geral. Enquanto isso, o “nós” representa um grupo de policiais infalíveis, heróis interessados apenas no bem do país.

Se fosse para ser apartidário, como tanto propagou sua equipe, o filme teria outro título. Ao tomar a decisão de batizar o projeto com o nome do orgão policial, os produtores assumiram o risco de passar por propaganda institucional e o resultado só comprova que o longa toma partido disfarçadamente. A primeira prova está na escolha por identificar os “bandidos”, nomeando os investigados indiscriminadamente, enquanto os “mocinhos” são “protegidos” por codinomes aleatórios. O juiz Sergio Moro ganhou tratamento especial: seu nome não é citado, mas aparece escrito na tela.

Polícia Federal - A Lei é para TodosO que não se explica direito é porque, em determinado momento, o filme, que até então estava dramatizando todos os acontecimentos e personagens a sua maneira (incluindo a imprensa) decide, inesperadamente, utilizar a imagem da jornalista Délis Ortiz e uma fala da ex-presidenta Dilma Rousseff, justamente aquela em que ela anuncia a nomeação de Lula para o ministério. Parece uma tentativa de “chamar para a realidade”, embora o discurso seja utilizado numa cena que tem pouco apreço à verossimilhança: um dos delegados é pego de surpresa, ao assistir à declaração pela TV, a manobra de Dilma, quando este “evento” já vinha sendo cogitado em todo o país desde a condução coercitiva de Lula.

O filme sente tanta culpa por sua parcialidade que, o tempo inteiro, parece pedir desculpas, tentando justificar suas ações com diálogos toscos como: “delegado, sabe aquele momento entre pedir para desligar a escuta e a escuta ser efetivamente desligada?” ou “a quem nós estamos ajudando? Eu quero acreditar que ao Brasil”. Isso sem falar na cena pós-créditos que antecipa um segundo filme da “franquia”. Os produtores parecem pedir o subtítulo do capítulo dois de Tropa de Elite: “O Inimigo Agora é Outro”.

Polícia Federal - A Lei é para TodosA direção tenta traduzir o orçamento milionário – os financiadores preferem se manter anônimos, ora vejam só – numa montagem rápida, alguns efeitos especiais (características que deverão garantir o “nem parece filme brasileiro”) e numa lista de nomes conhecidos das novelas das oito para garantir a “qualidade dramática” do material. Isso quando o espectador tem grandes expectativas em relação à interpretação de Flávia Alessandra, compra a testa franzida e as poucas palavras da composição de Marcelo Serrado como Moro, aguenta a agressividade da performance de Ary Fontoura como Lula, ou suporta o tom sempre solene das falas de Bruce Gomlevski (com direito à propaganda indireta de seu musical de teatro em que vive Renato Russo. No filme, ele canta, mas, combinando com o clima, a música é de Roger, do Ultraje a Rigor).

É provável que, mesmo com tantos senões, Polícia Federal – A Lei é para Todos encontre seu público. Afinal, o filme oferece um discurso que já está introjetado em boa parte da população, que muito bem pode entender o bom acabamento do filme como qualidade artística. Além disso, o longa oferece didaticamente uma aula de história para o espectador. História que, como a gente bem sabe, é escrita por quem ganha ou porque quem acha que ganhou.

Polícia Federal – A Lei é para Todos Estrelinha½
[Polícia Federal – A Lei é para Todos, Marcelo Antunez, 2017]

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06 Sep 23:53

Floriano Peixoto, o primeiro Monumento da Cinelandia.

by Vera Dias


Floriano Pexoto foi vice-presidente no governo provisório de Deodoro da Fonseca, substituindo-o quando ele renunciou. Exerceu a presidência do Brasil por três anos, período em que enfrentou não só a Revolta da Armada (1893-1894), mas também a Revolta Federalista do Rio Grande do Sul (1893-1895), ocasião em que apoiou Júlio de Castilhos.


 O culto à personalidade no Brasil parece ter se iniciado com o florianismo, seguido de outros "ismos" como o getulismo, o janismo, o brizolismo, o lulismo, consagrando a tradição na política brasileira de seguir homens em lugar de ideias.


O movimento para o surgimento do monumento em homenagem ao Marechal Floriano Peixoto, surgiu no Clube Militar em 1904. 
Com o projeto, logo se criou cláusulas para o concurso da execução do monumento. A primeira foi que o monumento fosse de um artista brasileiro, e a segunda que comungasse dos princípios políticos dos florianistas. Para atender essa condição somente dois artistas participaram do concurso, o escultor Correia Lima e o pintor Eduardo de Sá.


A comissão visava um monumento que tivesse grandiosidade no seu conjunto, que impressionasse áà primeira vista pela beleza da sua forma integral e que comovesse pela sua expressão alegórica.  A intenção era sempre reviver, na memória das futuras gerações, o que Floriano fez para unificação nacional de um povo.


Apresentadas as maquetes em 1905, a comissão artística escolheu o projeto de Eduardo de Sá, o que gerou alguns protestos por não ser conhecido o seu trabalho escultórico. Bem como o projeto evidenciava a filosofia de Comte.


   


                               Revista Fon Fon - 1907


O monumento inaugurado em 21 de abril de 1910, data da morte de Tiradentes, reflete o espírito positivista marcante no início da República, exaltando a nacionalidade brasileira com grupos alegóricos lembrando os indígenas, os portugueses, os negros e a presença católica no Brasil. Foi erguido por subscrição popular.


                          Foto: A. Ribeiro

Nas laterais do grande pedestal vê-se um grupo representando a nossa formação:

O primeiro apresenta dois indígenas, que representam os habitantes pré-descobrimento. o elemento aborígene. Nesse grupo os índios com expressão altiva, firme com o olhar e vigoroso busto.  (quadro Inspirado no canto VI do “Y-Juca-Pirama”, poema dos “Timbiras”, de Gonçalves Dias -  poder de significação herói com força física, astúcia e caráter notável).


  
                                                                                                                                   Maquete 1907
 

 O segundo, do outro lado do pedestal, representa a alegoria da conquista portuguesa e a dominação sob os indígenas, que possui forte expressão no olhar e mão a cabeça.

  

 

 

A lado tem o terceiro conjunto alegórico, representando o período da catequese simbolizada pelo Padre Anchieta e uma jovem admirando a cruz cristã.


 1907 Revista Fon Fon


 

 

O ultimo grupo representa a colaboração da raça africana, representada por um casal com expressão de atenção e força, inspirados em uma passagem do poema “Cachoeira de Paulo Afonso”, de Castro Alves.


A figura da mulher com vestes colantes, expressão forte, tranquila e meiga que representam a paz e o amor, tendo abaixo a placa de inauguração.


 

No pedestal estão em baixo relevo de mármore branco representados os elementos que concorreram para a ação decisiva de Floriano na presidência.



Representando o exercito, na resistência heróica do General Gomes Carneiro.


 

Na Armada, atualmente Marinha, a fidelidade do Almirante Jeronimo Gonçalves.


 
   

Na polícia, pelo General Fonseca Ramos


   
      

E o elemento civil, os jovens patriotas representados por Júlio de Castilho e uma criança.


 

No topo do monumento encontra-se uma figura de mulher, exprimindo a Pátria e um grupo principal constituído pelo Marechal Floriano Peixoto, com espada em punho, as figuras de Tiradentes, José Bonifácio e Benjamim Constant, que surgem da bandeira da República.

 

 


 

  
Atrás da bandeira, crianças representam as futuras gerações.


   

Na base as grandes datas da nossa história – 1500, 1822, 1888 e 1889 estão gravadas e no plano inferior, as legendas  “A sã política é filha da moral e da razão”, “O amor por princípio e a ordem por base, o progresso por fim” – “Libertas que sera tamen” .