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18 Oct 17:42

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17 Oct 13:26

As fontes e bicas do Parque Nacional da Tijuca.

by Vera Dias

O Parque Nacional do Rio de Janeiro foi criado através do Decreto N° 50.932, emitido pela Presidência da República em 6 de julho de 1961, com aproximadamente 3 200 ha. A diversidade natural, foi sem dúvidas um dos atributos importantes para tornar a área um Parque Nacional.  Além disso, a ocupação humana ao longo de quatro séculos disponibilizou uma herança histórico-cultural, que passou a ser reconhecida, no mesmo ano, como patrimônio a ser preservado, já que a Floresta da Tijuca acompanha a história da cidade do Rio de Janeiro desde o período colonial. Através do processo 762-T-1962, o parque foi tombamento no Livro do Tombo Arqueológico, Etnográfico e Paisagístico na Inscrição nº 42, de 27 de abril de 1967, que o indica como área natural-cultural, como um todo, e lhe confere, por meio do instrumento legal do tombamento, o status de patrimônio protegido.


Em 2012, a Cidade do Rio de Janeiro passa a ter reconhecimento do valor da sua paisagem urbana como "Rio de Janeiro: Paisagens Cariocas entre a Montanha e o Mar", tendo recebido o título concedido pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO) de Paisagem Cultural, cujo área do Parque Nacional e seus elementos introduzidos como paisagem cultural foram também considerados.


Trata-se, portanto, de um patrimônio cultural, por sua história, ainda que seja uma floresta, com cascatas, jardins paisagísticos, rios, fontes, grutas e matas.


A Floresta da Tijuca foi reflorestada no século XIX após anos de desmatamento e plantio (principalmente de café). O reflorestamento foi uma iniciativa pioneira e a pessoa responsável pelo reflorestamento, apontada pelo Imperador Pedro II em 1861, foi o Major Gomes Archer, o primeiro administrador.


O segundo administrador, Barão Gastão d'Escragnolle continuou o replantio de 1874 a 1888, e criou espaços, como um parque para uso público, inserindo espécies exóticas, pontes, fontes, lagos e locais de lazer com auxílio do paisagista francês Augusto Glaziou. A obra do Barão pode ser admirada ainda hoje, nos resquícios de rocailles imitando pedra roliça, nas fontes, nos  mirantes e lagos que batizava com nomes de suas predileções literárias – caso da gruta “Paulo e Virgínia” e a do “Excelsior”, em homenagem a Bernardin do Saint Pierre e Longfellow, respectivamente – ou de familiares, como a Ponte da Baronesa, Cascata Gabriela (sua irmã) e a Vista do Almirante (homenagem ao avô, Almirante Beaurepaire).


No século XX, Raymundo Ottoni de Castro Maya, administrou a floresta de 1943 a 1946, fez ressurgir o parque, que havia ficado esquecido durante os primeiros anos da República. Em parceria com o arquiteto Vladimir Alves de Souza e com o paisagista Roberto Burle Marx, Castro Maia recuperou a floresta introduzindo obras de arte, edificações e recantos. Foram também implantados serviços e sanitários e restaurantes.


Esse levantamento se dedicará as fontes existentes, identificadas como do século XIX e as do século XX.


Apesar da pouca documentação, a pesquisa iconográfica se dedicou a identificar os elementos decorativos, a fim de resgatar a originalidade dessas fontes, atendendo ao tombamento de 1967.



As fontes século XIX


1   
           1.    Fonte Midosi


A história dessa fonte está ligada a residência do Major Manuel Gomes Archer no sitio Midosi ( local do restaurante “A Floresta”) antiga propriedade de Guilherme Midosi, cafeicultor, que ali residiu, até 1856, quando passaram suas terras para a Fazenda Imperial. 

Nessa pesquisa iconográfica foi possível identificar que a fonte possuía uma escultura neoclássica até os anos de 1960. Na segunda foto aparece a parede azulejada e saída direta da agua, o que permanece na foto de 1998. Em 2014 se verifica a inclusão de outro elemento, uma cara de leão de cimento.


  Anos de 1940 durante a gestão de Castro Maya

 Anos de 1960 – s/identificação

 



2.  Fonte do Vaso na Cascatinha

As fotos dos anos de 1940, permite a hipótese que essa fonte se encontrava em outro local diferente, pois não há possível visão do céu atrás da fonte, bem como o apoio foi modificado. A situação atual que pode ser constatada na segunda foto, com um painel de azulejos e  torres laterais. 


  Anos de 1940 


 

3.    Fonte da Medusa

Foi instalada inicialmente no trecho da curva em frente a da Vista Chinesa, a peça foi transferida para uma murada construída, provavelmente nos anos de 1940, junto com o guarda corpo de proteção do monumento. 

 Cartão postal s/data

 


4Fonte do Humaitá ( perto da gruta Paula e Virginia )

A primeira foto apresenta uma escultura neoclássica sobre o pedestal, nos anos de 1940, com uma rosácea e tubo para o jorro da água. Seguindo a hipótese que essa fonte é anterior a gestão do Gestor Castro Maia, a instalação da bacia de mármore foi a inclusão executada por esse gestor, como todas as outras criadas por ele. A foto atual apresenta a fonte sem a escultura e a rosácea, contudo ocorreu a inclusão de outro elemento, uma cara de leão de cimento. 

 


5. Fonte da Hípica


A fonte é uma das mais simplórias, unica no setor da Floresta sem a bacia de mármore, incluída no período de Castro Maya. 

 




As fontes século XX


I.  Na Floresta da Tijuca


De acordo com a matéria publicada por Castro Maya - Prestação de Contas, Administração - no Diário de Notícias de 14 de setembro de 1947, “ foram construídas pontilhões, fontes, muralhas de sustentação e colocados inúmeros bueiros”.


As banheiras de mármore que foram introduzidas no Parque,  são de origem desconhecidas até hoje, porém diversas fontes de água, foram montadas a partir dessas peças e pode-se observar pelo de estado de conservação que se encontram atualmente, que provável a instalação, tem cerca de 50 anosde exposição.


Outra característica para identificar as fontes como desse período, foram o conjunto de fontes e bancos revestidos de azulejos ou cacos, ora com motivos florais ora por motivos geométricos em azul, que pode ter sido fabricada no Brasil ou mesmo ser portuguesa. 



       1. Fonte dos Azulejos


Pequena construção, que a partir de uma calha, direciona a água do riacho. Toda revestida por cacos de azulejos, é o destaque num recanto criado por uma pequena murada de blocos de pedra.


 


2.Fonte abaixo da Ponte Job de Alcântara

Fonte composta por um mural recortado, revestida com azulejos florais com destaque ao peixe estilizado em porcelana pintada. A água é recolhida através de uma banheira de mármore de Carrara com a figura de dois sátiros na sua frente.


 



3.  Fonte jardim da Capela Mayrink

Fonte composta por um mural recortado, revestida com cacos de azulejos com destaque a figura estilizado em argamassa. A água é recolhida através de uma banheira de mármore de Carrara com a figura de dois sátiros na sua frente.


 


4.   Fonte do Largo do Bom Retiro

Fonte composta por um mural recortado, revestida com azulejos decorados, diferente da anterior,  com destaque a figura estilizado. Essa fonte tem linhas  semelhantes a existente no jardim da capela Mayrink.


 


5. Fonte do largo da Cascatinha

Fonte composta por um mural de pedra, onde está instalado um painel de azulejaria com o mapa da Floresta, e uma banheira de mármore.  A água jorrava diretamente na banheira sem nenhum elemento decorativo. Recentemente foi inserida uma “ cara de leão” de cimento.

 



 6. Fonte do Lago das Fadas 

 Fonte composta por um mural revestido por seixos rolados e uma coluna revestida ao redor com azulejos com uma pia redonda de mármore.  Possuía originariamente um dragão alado em bronze de onde vertia água. O Lago das Fadas, nome dado por Escragnolle, tem paisagismo original de Glaziou, no antigo charco. Foi represado e restaurado pelo arquiteto Vladimir Alves de Souza, durante a gestão de Castro Maya. 


 



      7.  Fonte Wallace


Fonte criada a pedido do filantropo inglês Richard Wallace, de autoria de Auguste Lebourg, para fornecer água ao povo francês. Proveniente das Fundições Val d’Osne, essa fonte é uma das peças mais difundidas em todo o mundo, sendo que a cidade do Rio de Janeiro, conta com três exemplares.  Trata-se de uma peça em ferro fundido ornada por quatro cariátides que representam a bondade, a simplicidade, a caridade e a sobriedade e sustentam uma cúpula ornamentada com escamas de dragão, terminando numa ponteira. A água que sai do interior da cúpula e cai numa pequena bacia colocada aos pés das cariátides.


As Fontes Wallace chegaram ao Brasil através do Prefeito Pereira Passos, em 1906. Há relatos da presença dessas fontes no Passeio Público, na Ilha do Governador, na Avenida Rio Branco (no pátio interno da Caixa Econômica Federal no Centro do Rio); e no  bairro de Santa Cruz. No Jornal do Brasil de 8 de março de 1977, cita que na gestão de Castro Maya o Jardim dos Manacas foi recuperado e instalada a Fonte Wallace, talvez a transferida da Caixa Econômica.


Na Floresta da Tijuca o registro dos anos de 1940, permiti verificar a pintura da vestimenta das cariátides, para evidenciar as figuras.



 




II.   Na Estrada da Castorina


As fontes instaladas na Estrada da Castorina, apresentam características semelhantes, isto é, foram construídas com blocos de granito, com bicas sem elementos decorativos, e uma bacia para esgotamento.

No jornal “Diário de Notícias” em janeiro de 1938,  na gestão do Diretor Geral de Viação e Obras Públicas, Sr. Edson Passos, noticia a construção de um vasto plano na localidade conhecida como Mesa do Imperador, como um terraço para turistas fazerem refeições e admirar a cidade. Nessa época desaparece o caramanchão rustico, sobre uma mesa de madeira, instalado por Pereira Passos e aparece uma fonte em frente a mesa.




 
Revista da Semana 1906


1.    Fonte do Imperador

Fonte composta por mural com uma bica e uma bacia. Confeccionada em pequenos blocos de pedra de granito na murada de contenção do local .


   2001


1    2. Fonte das Duas Bicas


Fonte composta por um reservatório, um mural com duas bicas e uma bacia. Confeccionada em blocos de pedra de granito em cantaria, formando um recanto no caminho do riacho.





1   3.   Fonte das Três Bicas


Com dimensão superior a anterior, a fonte é composta por um reservatório, um mural com três bicas e uma bacia, semelhante a anterior.


 


1   3. Fonte de Pedra I


Fonte composta por mural com uma bica e uma bacia. Confeccionada em blocos de pedra de granito no caminho do riacho.



4.    Fonte de Pedra II

Fonte de conjunto semelhante a anterior contudo com blocos pequenos de pedra. 






  Fontes construídas depois de 1967 ( Tombamento)


Na pesquisa se verificou que os anos de 1970, a conservação do parque esteve deficiente, com inúmeras matérias em jornais sobre o descaso e desgaste dos recantos e monumentos do Parque.  No Jornal do Brasil de 18 de dezembro de 1980, anuncia a reabertura da Floresta da Tijuca, com a substituição do portão do Museu do Açude, a restauração da Capela Mayrink e da Fonte Wallace, a reforma dos sanitários públicos, a pintura dos gradis, a limpeza dos lagos, o asfaltamento das vias principais, a construção de churrasqueiras, a instalação de bancos e bicas.

Esses serviços foram promovidos pela fábrica Souza Cruz, numa parceria com o  IBDF ( Instituto Brasileiro de Desenvolvimento Florestal). Provavelmente esse período foram construídas as fontes abaixo, caracterizadas por utilização de azulejos comerciais da época, tentando uma reprodução das fontes do período de Castro Maya, um salvo histórico para o parque.




1  1.   Fonte próxima a Mesa do Imperador




1  2. Fonte do Lago do Açude



                                           


1  3.   Fonte da Gruta Paulo e Virginia




4. Fonte do Recanto dos Pintores










16 Oct 10:08

Robin Hood dá um novo passo em sua jornada de conquistas

by Guilherme Horn
Vladimir Tenev e Baiju Bhatt trabalharam juntos, no início dos anos 2000, construindo sistemas de trading de alta frequência para bancos e corretoras norte-americanos. Ficavam inconformados em ver que os clientes que operavam em alta frequência (enviam centenas de ordens de compra e venda a cada segundo) não pagavam quase nada por cada operação, ao passo que os clientes de varejo, que operam poucas ordens por mês, pagavam taxas que às vezes podiam comer todo o ganho da operação.
Por outro lado, viam a evolução da tecnologia em várias outras áreas. Os servidores de emails, por exemplo, passaram de serviços relativamente caros para gratuitos em pouco mais de uma década. E então se perguntavam por que os investidores do varejo não poderiam ter acesso a uma plataforma gratuita para comprar e vender ações.
Foi com esta ideia fixa na cabeça que eles deixaram seus empregos e colocaram no ar em abril de 2013 a Robin Hood, a primeira corretora de valores gratuita do mundo.
Três anos depois de lançada, em 2016, a Robin Hood bateu a marca de 1 milhão de clientes. Menos de dois anos depois, no início de 2018, já eram mais 3 milhões. E, na semana passada, a plataforma anunciou que atingiu o impressionante número de 6 milhões de clientes, sendo já a corretora que atingiu a maior taxa de crescimento da base de clientes que se tem conhecimento na história, em termos globais.
A outra notícia, divulgada na semana passada, é que a empresa está lançando a sua própria Clearing (uma câmara de Custódia e Liquidação). Nos EUA, há diversas Clearing Houses, diferentemente do Brasil, que tem apenas uma, a CBLC (Companhia Brasileira de Liquidação e Custódia), pertencente à B3. Lá nos EUA, as cinco principais Clearings atendem a cerca de 1.300 corretoras. E as grandes plataformas, como Fidelity e Vanguard, têm as suas próprias clearing houses.
Ter a sua própria clearing vai permitir à Robin Hood baixar ainda mais os custos para seus clientes, já que antes ela usava uma clearing externa, que cobrava as suas taxas, e estas tinham que ser repassadas aos seus clientes. Este movimento vai aumentar ainda mais a competitividade da Robin Hood no mercado, num momento em que os incumbente começam a reagir. O JP Morgan Chase acaba de lançar a plataforma You Invest e está dando 225 dólares para cada cliente que depositar 15 mil dólares na plataforma. O cliente também terá 100 operações gratuitas por ano e as demais custarão U$2,90, uma taxa bem baixa.
Segundo rumores do mercado, o próximo passo da Robin Hood será tornar-se um banco, para poder oferecer uma gama maior de produtos para seus clientes. Pela curva de crescimento da sua base, em muito breve eles baterão 10 milhões de clientes, o que já os colocará no mesmo patamar das principais plataformas do mercado, como a TD Ameritrade. Na última rodada de investimento, a Robin Hood captou cerca de 540 milhões de dólares a um valuation de $5,6 bilhões. Também se comenta no mercado que eles estariam se preparando para um IPO. Uma história de muito sucesso em tão pouco tempo (5 anos) e que promete capítulos ainda mais promissores pela frente.
14 Oct 19:58

O FENÔMENO BOLSONARO

by noreply@blogger.com (tesco)

Posso citá-lo aqui nominalmente pois este texto não faz 
sua apologia, muito menos pretende denegrí-lo  
(tá lôco, meu, cobrir o homem de negro?). 

Este não é um fenômeno apenas local e deste período, 
não é o cidadão Bolsonaro o fulcro da coisa, ele é apenas 
o catalisador de um processo, ou, em palavras mais 
“ajustadas” ao caso, o gatilho. 

Que magnetismo, que atração exercem sobre as pessoas, 
as palavras deste homem? 

Quando li a tradução do livro “Mein Kampf”, de autoria de 
Hitler, procurava entrever a maravilha que ele pregava e 
que induzia as pessoas a consideram-no uma boa opção. 
Nada encontrei ali de positivo. 

A explicação me surgiu agora, com a campanha eleitoral 
de Bolsonaro: 

Não é um orador eloquente, capaz de criar imagens 
fabulosas, ou de um raciocínio límpido, que conduza os 
ouvintes a visualizarem futuros melhores para todos. 
Não convoca ao raciocínio. 

Pelo contrário, terrivelmente emocional, incita à emoção. 
É tergiversante: muda de assunto e distorce o sentido das 
frases, irresponsável: tudo é a função de outrem. 
Mas tem características admiradas por muitos, 
principalmente brasileiros: 
Fala agressivamente, com tom autoritário e decisivo, 
como quem sabe tudo sobre o assunto que fala. 

E isso é o estilo de liderança ensinado nas Forças Armadas 
(pelo menos, no Exército): 
Você está no comando, tem que inspirar confiança, 
mesmo numa operação suicida!  

Por isso passa a impressão de que é um homem de ação, 
e que tudo decidido por ele é um empreendimento destinado 
a dar certo. 

Na situação atual do País, em que tudo desmorona (na 
verdade, está sendo destruído), grande parte da população 
o vê como alguém que vai consertar tudo. 

Isso não o torna apenas um atrativo para bobos, violentos, 
preguiçosos, gente estúpida e os que se recusa a pensar. 
Gente que deseja mudança no panorama do país também 
é atraída por esse tipo de personagem. 

Perguntarão: 
Mas, e os defeitos evidentes desse discurso? 
Não são notados? 

São notados sim, mas, como todos nós sabemos que 
a perfeição não anda conosco na Terra, as falhas são 
relegadas a segundo plano, como detalhes que não vão 
interferir no resultado final. Todos fazemos isto. 
Não existe programa político perfeito. 

“Mas as falhas no programa de Bolsonaro são gritantes!” 

Sim, são, principalmente para nós, que sofremos, no todo 
ou em parte, aquela nojenta ditadura 1964-1985. 
Porém, nem todos os pensantes imaginam que estarão 
contribuindo para um retorno de tempos negros. 
Imaginam um país de sonhos, como é incutido diariamente 
pela mídia inconsequente! 

É culpa deles? 
Sim, claro, todos temos um cérebro para absorver os dados 
e tirarmos deles as conclusões mais acertadas! 

Devemos, porém, levarmos em consideração esses fatores 
atenuantes, e não, simplesmente, eliminá-los (os eleitores 
de Bolsonaro) de nosso convívio ou de nossas relações. 
Existem exceções, certo. 
Aqueles extremistas que encaram uma escolha política 
apenas como um jogo de futebol, e sem nenhum “fair play”, 
em que “o importante é vencer!”, importunam e nada 
acrescentam a si ou ao nosso crescimento como seres 
humanos. 

Mas, afastá-los simplesmente por ser um opositor de ideias, 
não é aconselhável, afinal “São os doentes que precisam 
de médico”! Como esperar que se curem, se não lhes 
ministrarem nenhum medicamento? 

Abraço do tesco. 

14 Oct 19:53

FÉRIAS DO BARULHO (1985)

by Felipe M. Guerra

Com uma carreira de ator que já soma 30 anos, Johnny Depp deu vida a uma galeria invejável de personagens excêntricos, reais ou imaginários: Edward Mãos de Tesoura, o Chapeleiro Maluco, Donald Trump (!!!), Willy Wonka, Ed Wood, Don Juan DeMarco, John Dillinger, Sweeney Todd, Ichabod Crane, Hunter S. Thompson, Donnie Brasco, Cry-Baby e, claro, o excêntrico Capitão Jack Sparrow, da interminável saga “Piratas do Caribe”.

Pois duas décadas antes do primeiro “Piratas do Caribe” (que é de 2003), Depp interpretou outro Jack, este “só” Jack, em FÉRIAS DO BARULHO (1985), uma daquelas comédias eróticas que faziam a alegria da molecada na década de 1980 - principalmente de quem ainda não tinha a idade apropriada para assisti-las. Na época, o jovem Johhny estava com 21 anos de idade e não havia muito trabalho para atores nesta faixa etária: era mais comum que acabasse ou mostrando a bunda numa comédia erótica tipo “Porky's”, ou sendo eviscerado pelo vilão num filme de horror, ou interpretando um adolescente estereotipado em algum seriado de TV (lembra do Michael J. Fox em “Family Ties / Caras e Caretas”?).


E Depp teve a distinção de passar por todas as etapas do processo: em 1984, na sua estreia no cinema, ele foi eviscerado pelo Freddy Krueger no primeiro “A Hora do Pesadelo”, de Wes Craven; logo depois mostrou a bunda magricela em FÉRIAS DO BARULHO, e dois anos depois ganhou o papel de protagonista do seriado “21 Jump Street / Anjos da Lei”, onde interpretava um jovem policial investigando casos relacionados à sua faixa etária. Depp fez 82 episódios entre 1987 e 1991, quando enfim disparou para a fama com “Edward Mãos de Tesoura” (1990), de Tim Burton, que o dirigiria outras tantas vezes no futuro.

Em sua defesa, no que se refere a FÉRIAS DO BARULHO, o jovem ator pode pelo menos argumentar que não estava pagando mico sozinho. Aliás, ele sequer é o protagonista do filme, aparecendo em segundo lugar nos créditos iniciais. O verdadeiro “astro” da presepada é Rob Morrow, fazendo sua estreia no cinema - ele que depois seria indicado a prêmios como Emmy e Globo de Ouro por suas interpretações em seriados como “Northern Exposure” e “Numb3rs”, e ainda apareceu no elenco de um grande indicado ao Oscar, “Quiz Show - A Verdade dos Bastidores” (1994), de Robert Redford. Obviamente, hoje nenhum dos dois têm lá muito orgulho de seu trabalho conjunto em FÉRIAS DO BARULHO...


A gênese do filme remonta ao princípio dos anos 1980, quando este tipo de comédia sexista sobre a primeira vez (e às vezes também a segunda, a terceira, a quarta... mas enfim, sobre a iniciação sexual de adolescentes) estava na moda, e era dinheiro garantido nas bilheterias. O pai de FÉRIAS DO BARULHO é um produtor isralense de segunda categoria, e surpreendentemente não estamos falando nem de Yoram Globus, nem de Menahem Golan (os cabeças da mitológica Cannon Films), mas sim de um sujeito chamado R. Ben Efraim.

Provavelmente inspirado pelos compatriotas Golan & Globus, que lá em Israel tinham produzido uma bem-sucedida série de comédias juvenis com sacanagem chamada “Lemon Popsicle” (que depois deu origem a “O Último Americano Virgem” nos Estados Unidos, como você pode ler na nossa postagem sobre ambos os filmes), Efraim resolveu ir para os EUA fazer a mesmíssima coisa. E ele deu uma sorte danada ao produzir “Private Lessons” (1981, de Alan Myerson). Aqui no Brasil o filme se chamou “Uma Professora Muito Especial”, e traz a eterna “Emmanuelle” Sylvia Kristel como uma professora particular que seduz um moleque virjão.

“Private Lessons” foi um estouro e rendeu uma grana preta ao produtor, que resolveu tentar de novo para ver se o raio caía duas vezes no mesmo lugar. Seu filme seguinte, outra comédia erótica, se passa numa escola só para meninas e tem os jovens Phoebe Cates e Matthew Modine no elenco. Como em time que está ganhando não se mexe, Efraim trouxe de volta o mesmo roteirista de “Private Lessons” (Dan Greenburg), a mesma Sylvia Kristel (agora em participação especial e interpretando outra personagem), e ainda manteve a palavra private no título, justamente para tentar atrair o público da obra anterior (até a arte do cartaz dos filmes é bem parecida!).

Estamos falando de “Private School” - por aqui, “Uma Escola Muito Especial... Para Garotas” -, que foi dirigido por Noel Black. Enquanto “Private Lessons” tinha sido produzido e distribuído de maneira independente, “Private School” já teve um grande estúdio por trás (a Universal). Não faturou tanto quanto o anterior, mas teve melhor distribuição e fez relativo sucesso.

Foi quando R. Ben Efraim resolveu se especializar em filmes “Private... qualquer coisa”, para ver se o raio caía três, quatro, cinco vezes no mesmo lugar. Numa entrevista à Variety, em dezembro de 1983 (logo após “Private School” chegar aos cinemas), o produtor anunciou que ia investir 14 milhões de dólares nos próximos anos para financiar outras três pornochanchadas juvenis: a primeira seria “Yearbook”, a se passar numa faculdade; a segunda seria “I Love You, Miss Kristel”, cuja existência obviamente estava condicionada à hipótese de a atriz holandesa querer participar de mais uma comédia erótica, e finalmente PRIVATE RESORT - com o questionável Private no título para tentar criar uma conexão inexistente com “Private Lessons” e “Private School” -, o único dos três que acabou saindo do papel e acabaria se tornando FÉRIAS DO BARULHO no Brasil.

Porém, ao contrário dos seus dois “Privates” anteriores, PRIVATE RESORT foi um fracasso. O produtor tinha trocado a Universal por outro estúdio, a Tri-Star, em busca de um acordo melhor de distribuição dos lucros. Mas a Tri-Star, talvez consciente da ruindade deste novo filme, optou por lançá-lo em alguns poucos cinemas, numa única região dos Estados Unidos, ao invés de fazer uma estreia nacional, antes de desová-lo nas videolocadoras para o eterno esquecimento.


E provavelmente FÉRIAS DO BARULHO teria sido esquecido entre outras tantas comédias eróticas juvenis ruins daquela época, se não fosse por dois fatores: primeiro, a presença dos posteriormente famosões Depp e Morrow pagando mico e mostrando a bunda, que anos depois gerou um enorme reinteresse pela produção; segundo, e especialmente para nós, brasileiros, o fato de o filme ter caído nas graças do Homem do Baú Silvio Santos, que gostou tanto de FÉRIAS DO BARULHO que o reprisava com uma frequência completamente absurda na sua grade de programação - e em diferentes horários, da Sessão das Dez nos domingos ao Cinema em Casa no começo da tarde.

O SBT exibiu o filme pela primeira vez em 1988, e a chamada sequer mencionava o nome de Johnny Depp (à época fazendo “Anjos da Lei”, que era exibido no canal rival, a Globo). Deve ter sido um estouro de audiência, porque a partir de então a emissora colocou-o na grade de programação com bastante frequência. Eu não duvido que ele tenha sido exibido duas vezes NA MESMA SEMANA, de tanto que era reprisado pelo SBT. Por conta disso, FÉRIAS DO BARULHO virou uma espécie de “clássico” ou filme de culto para toda uma geração; eu mesmo perdi a conta de quantas vezes já revi.


Antes de mais nada, não quero defender que “Private Lessons” e “Private School” sejam grandes obras-primas do cinema ou algo assim. Mas, perto deste terceiro “Private...”, as duas produções anteriores do R. Ben Efraim parecem até ter sido escritas pelo Woody Allen...

O roteiro de FÉRIAS DO BARULHO foi assinado por Gordon Mitchell (não confundir com o ator de mesmo nome), veterano colaborador de séries de TV como “A Família Dó-Ré-Mi” e “Agente 86”. Em 1984, quando FÉRIAS DO BARULHO foi filmado (durante o mês de outubro), Mitchell estava com 52 anos de idade, e isso é perceptível - ele consegue “dialogar com a galerinha jovem”, que era o público-alvo do negócio, como se o roteirista de “A Praça é Nossa” resolvesse escrever um filme para a Kéfera.

Nossa história começa com os amigos Ben (Morrow) e Jack (Depp) chegando a um resort que devia ser o sonho molhado de todo homem hetero norte-americano dos anos 1980: a população feminina é cinco vezes maior que a masculina, e todas as mulheres são jovens gostosas com corpo perfeito, que ficam muito bem de biquíni ou fora dele. Gordinhas e idosas só aparecem em cena quando é para fazer piada de mau gosto com o contraste entre estas e as bonecas infláveis ambulantes que dançam e rebolam sensualmente ao redor da piscina.


O filme não identifica, claro, mas o “private resort” em questão é o Ocean Reef Club, um lugar super-exclusivo na Flórida que existe até hoje - e, pelas fotos, é brega pra cacete. Ou seja: você pode guardar uns trocos e se hospedar no mesmo resort em que Ben e Jack tiveram suas “férias do barulho”, mas não podemos garantir a mesma quantidade de gostosas de biquíni. Se interessar, pode conhecer mais sobre o local, e fazer sua reserva, clicando aqui.

Desde a primeira cena com os amigos chegando ao resort, fica claro que o roteiro não vai se preocupar em estabelecer qualquer coisa sobre estes dois jovens cujas aventuras acompanharemos pelos próximos oitenta-e-poucos-minutos. Quer dizer, nada além do fato de eles estarem no tal resort para pegar mulher sem compromisso. De maneira agressiva e inapropriada durante boa parte do tempo inclusive, mas lembre-se que estamos nos anos 1980 e ainda valia tudo para fazer rir.


Quem são Ben e Jack, afinal? Amigos curtindo as férias com as suadas economias de uma vida? Porque fica claro desde a primeira cena que a dupla não pertence àquele lugar, onde coroas ricaças desfilam com valiosos colares de diamante e os drinks no bar à beira da piscina custam caro - tanto que eles optam por econômica cervejinhas e passam por pobretões. Este é um dos motivos pelo qual ambos são perseguidos por Reeves, o chefe de segurança do local (interpretado por Tony Azito), que não acredita que aqueles dois pés-rapados possam ser hóspedes de um resort tão exclusivo.

Será que um dos amigos teve alguma grande decepção amorosa que o outro está tentando curar com a promessa de sexo fácil e sem compromisso num hotel cheio de gatas fogosas? Eles não parecem ser virgens - apesar de agirem como virjões, sem qualquer noção de como chegar nas mulheres ou de como tratá-las -, tampouco grandes pegadores...


Enfim, estou tergiversando aqui, mas o caso é que o roteiro não se preocupa em contar muito sobre os dois protagonistas ou como foram parar ali, e a única pista sobre a procedência de ambos é o fato de Jack vestir, na sua primeira cena no filme, uma jaqueta vermelha com o nome de uma agência funerária - seria ele um funcionário desta empresa, ou está usando o traje para fins humorísticos? (Uma das lendas não-confirmadas sobre a produção diz que havia uma cena pré-créditos que foi cortada, mostrando Ben e Jack ganhando a viagem para o resort como prêmio de um concurso.)

Obviamente, não demora para FÉRIAS DO BARULHO descambar para aquela cartilha moralistinha da maior parte dessas pornochanchadas juvenis do período: embora Ben e Jack estejam determinados a curtir o momento passando a vara no maior número possível de mulheres - desculpem pela expressão grosseira, mas basicamente é isso mesmo -, as poucas chances que eles têm com garotas “fáceis” acabam em confusão antes mesmo que se inicie qualquer tipo de relação sexual.


Aparentemente se trata de uma conspiração do destino, alertando os dois moços para o fato de sexo sem compromisso ser “errado”, pois não tarda para que a dupla encontre ali seus grandes amores: Jack mente que é médico para aproximar-se de uma herdeira rica chamada Dana (Karyn O'Bryan, péssima); já Ben se apaixona por Patti (Emily Longstreth), a garçonete gracinha que serve drinks na piscina, e terá que disputá-la com o chefe da moça, Scott (Michael Bowen, que anos depois interpretou o asqueroso enfermeiro cafetão de pacientes em coma de “Kill Bill Volume 1”).

Sem querer soltar spoiler sobre quem vai ficar com Patti, lá pelas tantas somos brindados com uma te-ne-bro-sa montagem de momentos românticos entre a moça e Ben ao pôr-do-sol, embalada por uma das mais preguiçosas baladinhas pop-rock já compostas para cenas assim (o vocalista nem se preocupou em cantar coisa alguma e foi de “Na-na-na-na, ô-ô-ô” o tempo inteiro, estilo Dinho Ouro Preto).


Também seguindo a cartilha das produções deste subgênero, a narrativa de FÉRIAS DO BARULHO é episódica, simplesmente saltando de uma confusão sexual para outra. Você pode inclusive começar a assistir o filme pela metade sem perder nada, já que o filme é movido a piadas do arco-da-velha e nudez gratuita.

Obviamente, esse tipo de produção nunca se sustentou apenas nas desventuras sexuais de jovens tapados: era preciso concluir a trama com algum grande confronto às regras sociais ou às instituições. Em “Porky's” os moleques enfrentavam um dono de puteiro e um xerife corrupto; em “O Último Americano Virgem”, um caso de gravidez indesejada e aborto, e por aí vai.


No caso de FÉRIAS DO BARULHO, o roteirista Gordon Mitchell, não contente em já ter o conflito com uma figura de autoridade adulta (o tal segurança do resort), resolveu incluir também uma patética trama policial: no mesmo hotel está um bandidão conhecido apenas como “The Maestro” (o grande Hector Elizondo, ainda jovem, mas já com cara de velho), contratado por alguém para roubar o supramencionado colar de diamantes da coroa ricaça (Dody Goodman).

Supostamente, o tal Maestro é um ladrão profissional que age com extremo planejamento e meticulosa precisão. Não dá para entender, portanto, sua insistência em “aparar um pouco o cabelo” na véspera de dar o bote na velha. Graças a uma daquelas confusões que justificam o título FÉRIAS DO BARULHO, o pobre Ben acaba sendo confundido com o barbeiro do resort e destrói o cabelo do bandido, que passará o resto do filme perseguindo o rapaz em busca de vingança.


Tal situação nos leva a um aspecto curioso de FÉRIAS DO BARULHO: sim, o filme tem peitos e bundas desnudas à vontade para poder ser vendido como comédia erótica, mas na maior parte do tempo não passa de uma bobagem inofensiva, infantil até. O humor é menos sobre sacanagem e mais em tom de farsa, de comédia-pastelão, com piadas envolvendo identidades trocadas, correrias, peladões se escondendo no armário, entra-e-sai de quartos por portas e janelas... Tem até homem disfarçado de mulher e guerra de comida no final, e se alguém usasse a tesourinha para limar a nudez ficaria parecendo um legítimo filme dos Trapalhões!

Para dar uma ideia da bobice do humor apresentado, pelo menos cinco piadas envolvem golpes no saco, outras duas têm cachorrinhos pequeninos que colocam sujeitos com o dobro do tamanho para correr de medo, e duas personagens femininas aparecem dando porrada em um homem como se isso fosse algo completamente impossível. Um punk doidão, lutadores de sumô e um sem-número de tombos e tropeções completam o excêntrico catálogo, confirmando que os realizadores tentaram de tudo um pouco para fazer o público rir, nem sempre com sucesso.


Em pelo menos dois momentos, o filme ainda apela para um injustificável humor nonsense, absurdo, que destoa completamente numa história que, mesmo caricatural e exagerada, parecia se passar num universo “real”.

O primeiro momento acontece logo no início, quando um garoto que está na piscina testemunha o início de um dos planos mirabolantes de Ben e Jack para pegar mulher. Ele então se vira intencionalmente para a câmera, lançando um olhar cúmplice para o próprio espectador e quebrando a quarta parede, para comentar conosco: “Rapaz, eu pagaria para ver isso!” (talvez para fazer o espectador acreditar que valeu a pena ter pagado ingresso para assistir o filme).

O segundo momento nonsense acontece no final, quando o Maestro está tentando matar Ben a tiros. No momento em que seu revólver fica sem munição, ele simplesmente puxa UMA METRALHADORA de trás das costas que simplesmente não existia antes!


Mas, apesar de o humor disparar para todos os lados em busca de risadas fáceis, nenhum dos atores demonstra muito timing para o humor, abusando das caretas e olhos arregalados sempre que o momento pede.

A exceção vai para Hector Elizondo, anos antes de sucessos como “Uma Linda Mulher”, interpretando o bandidão atrapalhado. Deve-se dizer que seu personagem fica ainda mais hilário na versão em português, graças ao tom de voz e a alguns improvisos do sujeito que lhe dublou.

Um deles é o impagável “Malhação por aqui também, é? Que que há, que que há, que que há, que é isso?”, quando no original Elizondo dizia apenas: “Bodybuilders aqui também? Que negócio é esse?”. Acho o improviso brasileiro tão estupidamente engraçado que fiz questão de colocar o diálogo no YouTube (clique aqui para relembrar).


Vale registrar que em 1985, quando FÉRIAS DO BARULHO enfim chegou aos cinemas, estas pornochanchadas adolescentes já não eram mais o sucesso estrondoso de alguns anos antes, principalmente por causa do excesso de repetição nas piadas e situações. Putarias no colégio ou na faculdade estavam mais do que batidas, então roteiristas de obras do gênero começaram a mudar a ambientação (e apenas a ambientação) para praias, acampamentos de férias ou, no caso em questão, resorts - uma grande desculpa para poder mostrar mulheres de biquíni, certamente.

Só que criatividade não era exatamente o forte dessa gente, e FÉRIAS DO BARULHO ainda deu o azar de ser lançado no mesmíssimo ano de outros TRÊS filmes que mostravam uma turminha do barulho aprontando altas confusões em resorts: “Hot Resort / Hotel dos Prazeres” (de John Robins), “Hot Chilli / Férias Ardentes” (de William Sachs) e “Fraternity Vacation / Quando a Turma Sai de Férias” (de James Frawley). Não é por nada que mal estreou e FÉRIAS DO BARULHO já parecia piada contada duas vezes - ou, neste caso, quatro vezes!


Embora eu até agora tenha tecido várias considerações sobre a bobice geral do filme, é preciso dar a mão à palmatória: ele tem pelo menos uma situação absolutamente genial, quando o pobre Ben é atraído pelo amigo-da-onça Jack para um programa duplo com a “Prima Shirley”.

Eis que a moça é seguidora do bizarro Baba Rama Nana, uma gozação com os gurus indianos que proliferavam no Ocidente do período (tipo o famigerado Osho). Inquestionavelmente um cara legal, Baba Rama Nana exige que seus seguidores “removam a casca exterior” - ou seja, fiquem peladões -, no mais próximo que Ben chega de traçar alguém durante o filme inteiro.

Infelizmente, Baba Rama Nana também é um puritano que não permite que “a carne seja maculada”, ainda que o impagável mantra entoado pela gostosíssima Shirley seja “Come to me... Come to me...”. Numa das mais antológicas dublagens brasileiras de todos os tempos, o cântico virou o clássico “Venhaaaa a miiiim”, que toda uma geração aprendeu a reconhecer imediatamente assim que escuta. É o ponto alto do filme e sua cena mais famosa, sem sombra de dúvida.


A cena toda fica ainda mais divertida quando a gente lembra onde terminou a atriz Hilary Shepard, que interpreta a Prima Shirley. Após alguns papéis de destaque em filmes B como “Caçada Alienígena” (1990) e “Scanner Cop - O Destruidor de Mentes” (1994), Hilary virou a vilã Divatox (ao lado) no seriado dos “Power Rangers” ao longo dos anos 1990, aparecendo inclusive em um dos filmes baseados na série! Quem diria: de seguidora peladona de Baba Rama Nana a pirata intergaláctica com roupa de baile de carnaval, e ainda ganhou sua própria action figure!

Num elenco repleto de beldades com pouca ou nenhuma roupa, o espectador interessado em nudez gratuita tem, como grande destaque, a presença da maravilhosa Leslie Easterbrook. Para quem não associou o nome à pessoa, ela é mais conhecida como a Sargento Callahan de “Loucademia de Polícia”, onde a piada era sempre com o tamanho dos seus peitos - que ela nunca chegou a exibir em qualquer dos sete filmes da série.

Pois FÉRIAS DO BARULHO registra a única cena de nudez que Leslie fez em toda sua carreira: como Bobbie Sue, a namorada do Maestro, ela se despe sem saber que o personagem de Johnny Depp a espia de dentro do armário, num daqueles momentos clássicos de voyeurismo desse tipo de produção. E depois veste uma camisolinha transparente que não deixa absolutamente nada para a imaginação.


FÉRIAS DO BARULHO foi dirigido por George Bowers, que tem mais créditos de editor do que de diretor. Entre seus trabalhos mais famosos na montagem estão o cult movie “As Aventuras de Buckaroo Banzai” (1984) e a adaptação de Alan Moore “Do Inferno” (2001), que acabou se tornando seu segundo e último trabalho com um agora astro Johnny Depp (duvido que eles tenham se reencontrado durante a produção, mas seria engraçado).

Como cineasta, este foi o último dos seus quatro créditos para a tela grande, e certamente o mais lembrado. Os anteriores são um filme de horror (“The Hearse / O Carro Sinistro”, de 1980), uma versão 'black' de “Rocky” (“Body and Soul”, de 1981, com Leon Isaac Kennedy), e outra comédia erótica rasteira, aparentemente derivada de “Private Lessons” (“Minha Professora de Francês”, de 1983). Ele faleceu em 2012, e foi lembrado no obituário da cerimônia do Oscar do ano seguinte.


Visivelmente produzido e finalizado “nas coxas”, sem maiores cuidados ou pretensões, FÉRIAS DO BARULHO traz um dos erros de continuidade mais grosseiros da história do cinema. Reeves, o segurança que fica perseguindo Ben e Jack ao longo do filme, tem um olho roxo que aparece e desaparece ao longo do filme. A cena que mostra como ele ganhou o olho roxo aparece somente aos 57 minutos de tempo corrido, quando o coitado leva um soco desferido por um brutamontes que queria atingir os “heróis” - o agressor é interpretado por Andrew Dice Clay, que posteriormente virou celebridade fazendo stand-up comedy e, consequentemente, um ator cultuado.

O problema é que toda esta cena originalmente devia ter acontecido NO INÍCIO DO FILME, e deveria ser a primeira enrascada sexual envolvendo os protagonistas na trama. Em algum momento do processo de montagem, alguém deve ter decidido que era uma cena muito longa para estar ali e quebrava o ritmo do filme; aí os gênios a passaram lá para perto do final, esquecendo que o olho roxo do chefe de segurança não teria qualquer justificativa antes que o soco fosse desferido! O editor deve ter imaginado que o espectador nem perceberia, sendo constantemente bombardeado por peitos e bundas...


Por fim, mesmo um filme bobo como FÉRIAS DO BARULHO ganha uma nota triste quando o espectador descobre o triste destino que teve a namoradinha de Rob Morrow na história, Emily Longstreth. Ela chegou a ter papéis de destaque em vários filmes conhecidos nos anos 1980, incluindo este aqui, “A Garota de Rosa-Shocking” e a ficção científica “Cilada Implacável” (ambos de 1986), onde foi protagonista. No começo dos anos 1990, contracenou com jovens e promissores talentos como Kevin Bacon, Brad Pitt e Juliette Lewis.

E foi quando Emily desapareceu totalmente do meio artístico e familiar. Muitos fãs tentaram encontrá-la nos últimos 20 anos, principalmente depois do advento da internet, mas as informações são muitas e desencontradas. Em 2007, por exemplo, acreditava-se que ela tinha morrido no anonimato após ter que recorrer à prostituição para pagar as contas; no ano passado, um blog publicou e-mail de uma fonte anônima dizendo que ela abandonou o cinema por causa de transtornos psicológicos e hoje vive (ou sobrevive) como mendiga, em abrigos para moradores de rua. Qualquer que seja a verdade, é um destino muito triste para alguém que irradia simpatia aqui, e cuja carreira parecia prestes a decolar.


Pornochanchadas adolescentes como FÉRIAS DO BARULHO tiveram seu apogeu na primeira metade dos anos 1980. O subgênero foi riscado do mapa logo depois, ficando restrito a produções vagabundas produzidas direto para o mercado de vídeo. Numa reviravolta inesperada, “American Pie” chegou aos cinemas em 1999, foi um estrondoso sucesso e reacendeu o interesse por esse tipo de filme, como “Pânico” fez com os slashers na mesma época. Mas aí é outra história.

Por causa das incontáveis reprises no SBT, FÉRIAS DO BARULHO é muito mais conhecido aqui no Brasil do que no seu país de origem. Pouca gente o viu lá nos Estados Unidos na época do lançamento, e tem muito gringo descobrindo só agora que o super-astro Johnny Depp mostrou a bundinha numa comédia tosca de 1985 (esta também é a sua única cena de nudez até o momento, mas não é como se estivéssemos acompanhando...).


Como eu já mencionei, nenhum dos envolvidos na produção tem muito orgulho do filme para ficar comentando em voz alta. O astro em questão recusa-se até a falar sobre ele em entrevistas, o que é uma pena. Uma das suas poucas manifestações a respeito foi reproduzida no livro “Depp”, de Christopher Heard: “O filme é muito ruim, mas foi apenas um trabalho. O que mais me atraiu no projeto foi estar sendo pago para ir à Flórida ficar de bobeira por algumas semanas. Eu certamente não estava me queixando naquela época”.

No conjunto, o que temos aqui é uma comédia extremamente tosca, que funciona pelos motivos errados (tipo rir da falta de graça das piadas, ou dos erros técnicos, ou do mico que muitos atores hoje conhecidos estão pagando por uma mixaria, provavelmente). E que, como tal, continua valendo como passatempo cretino.


Volta-e-meia me pego revendo FÉRIAS DO BARULHO, e isso me remete à minha infância e adolescência, quando eu, meus irmãos e meus amigos costumávamos assisti-lo às gargalhadas. Também foi uma “inspiração artística” (putz!), já que a cena em que uma senhora toma comprimidos de quaaludes (uma droga afrodisíaca) por acidente me inspirou a criar um momento parecido no meu próprio filme “Canibais & Solidão”, de 2006.

Quem sabe o mundo tenha ficado mais triste no momento em que esse tipo de bobice parou de passar na TV. Pois tudo parecia tão mais simples, mais inocente e menos dramático naqueles tempos em que o SBT reprisava FÉRIAS DO BARULHO semana sim, a outra também...


SBT anuncia FÉRIAS DO BARULHO em 1988!



10 Oct 22:39

Preconceito em Verde e Amarelo

by Clara Gomes

10 Oct 15:32

Anda saudosista? veja como eram os carros de 100 anos atrás

by Henrique Koifman

Rolls Royce 40-50HP 1918

Ultimamente, por motivos diversos, muita gente parece estar querendo voltar ao passado, atribuindo a tempos idos qualidades diversas que nossos dias lhes parecem ter perdido. Pessoalmente, acredito que boa parte desse saudosismo se deve mais ao fato de que lá, "nos antigamentes", éramos todos mais jovens e tínhamos na alma os adoráveis efeitos colaterais que isso implica - entre os quais a sensação de que poderíamos acelerar, cada vez mais, em direção ao futuro, que então concebíamos como algo sempre melhor, mais seguro e, sobretudo, mais feliz.Stutz 1918

Para que esta minha viagem não fique no campo totalmente genérico (ou abstrato), vou tentar conduzi-la pela rodovia de nosso tema, os carros. Como de resto no país e no mundo, estamos transitando por um período de transição especialmente marcante, uma espécie de ruptura de paradigmas - ou, no bom e velho português, de mudança de padrões. Depois de mais de um século, os automóveis empurrados por motores a explosão estão finalmente começando a dar lugar aos elétricos. E, ao mesmo tempo - e aí é que entra o componente meio sombrio para quem gosta de carro -, começa também a ficar cada vez mais nítido que, num futuro próximo, nossos possantes não precisarão que os guiemos para nos levarem onde quer que seja. Ou pior ainda, que seremos proibidos de guiá-los pelas ruas.Hudson 1918

Otimista incorrigível que sou, gosto de pensar que, no fundo, no longo prazo, mesmo depois de um retrocesso, tudo acaba mudando para melhor. Se em breve perdermos o direito de manejar volante e pedais dos carros, em mais um pouco vamos poder controlá-los com o pensamento, algo que vai acabar se mostrando ainda mais prazeroso e completo, nos dando muito mais liberdade e autonomia, do que o que fazemos hoje.

Cadillac 1918

Para, dar cores e formas a essa minha delirante teoria, ilustro este post exclusivamente com imagens de automóveis de exatos 100 anos atrás. Tempos em que certamente também havia saudosistas, quem sabe das charretes puxadas por cavalos ou dos carros a vapor, e em que ocidente estava vivendo um pesado clima de desesperança, com as últimas batalhas na Europa de uma guerra que começara sem muita explicação e que - como sempre acontece quando se tenta usar a violência para resolver problemas - fugira totalmente ao controle, deixando dezenas de milhões de mortos, em sua imensa maioria, civis inocentes. Blindado Peugeot 1918

Como se pode perceber, de lá para cá os automóveis evoluíram tremendamente. Os homens, nem tanto.

Buick 1918Oldsmobile 1918Engarrafamento em Nova York e 1918

Detroi Electric 1918

Renault Torpedo 1918Blindado Peugeot 1918

09 Oct 15:03

Luiz Inácio Lula da Silva, amor e ódio

O Presidente da Semana chega ao governo de Luiz Inácio Lula da Silva (2003-2010), marcado por um período de alta popularidade, crescimento econômico, redução da pobreza e também por escândalos como o mensalão. O episódio tem as participações dos colunistas da Folha André Singer e Demétrio Magnoli

07 Oct 00:43

How the smiths took over Europe

by Frank Jacobs


  • 'Smith' is not just the most common surname in many English-speaking countries
  • In local translations, it's also the most common occupational surname in a large part of Europe
  • Ironically, Smiths are so ubiquitous today because smiths were so special a few centuries ago

Although very few people are smiths by profession these days, there are millions of Smiths by surname the world over. It's the most popular surname in Britain, Australia, New Zealand and the United States, as well as the second most popular surname in Canada and the fifth most popular one in Ireland. And they're a thriving bunch, at least in the U.S.: the 2010 Census (1) counted 2,442,977 Americans called Smith, 2.8% more than in 2000.

Curiously, 'Smith' also is one of the most popular surnames across most of Europe –translated in the various local vernaculars, of course. This map shows the most common occupational surnames in each country. By colour-coding the professions, this map shows a remarkable pro-smith consistency across Europe – as well as some curious regional exceptions.


Meet the Smiths, Millers, Priests and Imams - the most popular occupational surnames across Europe.Image: Marcin Ciura


‘Smith’ popular throughout Europe


'Smith', in all its variations, is the most popular occupational surname throughout Europe. Not just in the UK, but also in:

  • Belgium (Desmet) and Luxembourg, (Schmitt);
  • France (Lefebvre), Italy (Ferrari) and Portugal (Ferreira);
  • Slovenia (Kovačič), Croatia (Kovačevič), Hungary (Kovács), Slovakia (Kováč), Poland (Kowalski), Lithuania (Kavaliauskas), Latvia (Kalējs) and Belarus (Kavalyov);
  • Estonia (Sepp); and
  • Russia (Kuznetsov).

‘Miller’ on top in many Germanic-language countries


'Miller' is the most popular occupational surname in many Germanic-language countries, but also in Spain and Ukraine (perhaps because the grain in both countries is mainly in the plain):

  • There's Müller (in Germany and Switzerland), Møller (in Denmark and Norway) and Möller (Sweden);
  • Molina (in Spain – the map also shows the most popular surname in Catalonia/Catalan: Ferrer, i.e. 'Smith'); and
  • Melnik (in Ukraine).

Clergy surnames rule in the Balkans


Catholic clergy must remain celibate, so 'Priest' as a surname is rare to non-existent throughout Europe. Except in the Balkans, where Catholicism is largely absent. Here, the Orthodox and Islamic clergies have passed on the title from father to son, eventually as a surname, to popular effect. Orthodox clergy are addressed as papa or pope (which means 'father' – so the surname rather redundantly translates to 'father's son'). Islamic teachers or imams are known by the Turkish/Persian term hodzha. An overview:

  • Popov (in Bulgaria), Popovic (in both Serbia and Montenegro), Popovski (in Macedonia);
  • Popa (in Romania);
  • Papadopoulos (in Greece); and
  • Hodžić (in Bosnia-Herzegovina), Hoxha (in both Kosovo and Albania).

Landowners and other professions


Austria and the Czech Republic have different national languages but are neighbours and share a lot of history. Could that explain why they have a similar most popular occupational surname, for 'landowner'?

  • Huber (in Austria) and
  • Dvořák (in the Czech Republic).

Just four professions, that wraps up all but five countries on this map. Those five each have their very own most popular occupational surname:

  • Bakker (in the Netherlands): 'Baker'
  • Kinnunen (in Finland): 'Skinner'
  • Ceban (in Moldova): 'Shepherd'
  • Avci (in Turkey): 'Hunter'
  • Murphy (in Ireland): 'Sea Warrior'

​Even more Smiths


Judging from the popularity of these surnames, your generic European village of a few centuries ago really couldn't do without a smithy. It was a much more essential craft even than that of the miller (or the baker, who put the miller's flour to good use) – except in the Balkans, where spiritual sustenance apparently sated a greater need. On the outskirts of Anytown, Europe live the shepherd and the hunter, the skinner and the pirate.

A bit too simplistic? Perhaps not simplistic enough. This map could have been dominated by even more Smiths. As the original poster explains, he always picked the most frequent version of an occupational surname, even if multiple variants point to a more popular alternative.

In the Netherlands, for instance, people with the surnames Smit, Smits, Smid, de Smit, Smet and Smith collectively outnumber those with the surnames Bakker, Bekker, de Bakker and Backer. So, the Netherlands could be considered another win for 'Smith' – except that the variant Bakker is more frequent than any other single variant.

Same story in Germany: added up, there are more people named Schmidt, Schmitt, Schmitz and Schmid than Müller. Ditto for Spain: Herrero, Herrera and Ferrer together outnumber Molina. Also in Finland, where Seppä, Seppälä and Seppänen together have a higher count than Kinnunen.

Smiths in other cultures


'Smith' was a crucial occupation in other cultures too, judging from the familiar ring it has in these languages:

  • Demirci (Turkish)
  • Hadad (Syriac, Aramaic, Arabic)
  • Nalbani (Albanian)
  • McGowan (Gaelic)
  • Faber (Latin)

​Other most popular surnames


Take note, though: 'Smith' may be the most popular surname in in the Anglosphere, this map does not mean to show that its variants in French, Russian and other languages also are the most popular surnames in the countries marked grey. They are merely the most popular occupational surnames.

As this sample of most common ones for each country shows, surnames can refer to a host of other things. Personal qualities or physical attributes, for example:

  • Russia: Smirnov ('the quiet one')
  • Turkey: Yilmaz ('unflinching')
  • Hungary: Nagy ('big')
  • Italy: Rossi/Russo ('red', in northern and southern Italy, respectively)

Another option: the origin of the name-bearer (be it a place or a person):

  • Sweden: Andersson ('son of Anders')
  • Slovakia: Horvath ('Croat')
  • Kosovo: Krasniqi (refers to the Krasniq tribe and their mountainous home region)
  • Portugal: Silva ('woodland')
  • Latvia: Bērziņš ('little birch tree')
  • Estonia: Tamm ('oak')

But sometimes, even for the most popular ones, the exact origin of the surname is lost in time:

  • Spain: Garcia (originally Basque, possibly meaning 'young', 'bear' or 'young bear')
  • Finland: Korhonen ('hard of hearing' or 'dim-witted'; 'village elder'; 'proud'; 'upright').

Smith popularity theory


So why exactly is Smith – and not Miller, for example – the most popular surname in many English-speaking countries? The theory propounded by historian C.M. Matthews in History Today (July 1967) probably also holds for the other-language variants so popular throughout Europe:

"The reason for (the) multiplicity (of the surname 'Smith') is not so much that metal-workers were numerous as that they were important and widespread. On the skill of the smith, both rich and poor depended for the most essential things of life, the tools of husbandry and the weapons of hunting and war. Every community in the land must have one, every castle, every manor; and so distinctive was his trade that he would seldom need another name".

That does not mean all people with the surname have a forefather who forged iron into weapons and farm tools. Especially in North America, 'Smith' was adopted by many people precisely because it was already common – as a secret identity or to blend in, for example by natives, slaves and immigrants.

Map found here on Marcin Ciura's blog.

Strange Maps #942

Got a strange map? Let me know at strangemaps@gmail.com.

06 Oct 17:33

These cities are the hubs of Africa’s economic boom

by Frank Jacobs


  • The wealth of Africans is projected to grow by a third over the next decade
  • The continent's wealth is agglomerating in a number of urban clusters, in the south, east and west
  • Wealth is collected in a few other places - isolated capitals and mini-clusters stretching from Morocco down to Angola

Over the past decade, 19,000 Africans have become dollar millionaires. Africa's combined wealth has grown by 13% - 3% just in the last year alone. The combined individual wealth of all Africans is $2.3 trillion today – by the end of 2027, it will have increased by a third to $3.1 trillion. Clearly, it's boom time in Africa.

This map offers a revealing perspective on the wealth of the continent. The African subsoil may be resource-rich in many places, but as elsewhere in the world, it's in the great urban centres that money accumulates. And people too: by 2100, 13 of the world's 20 biggest megacities will be in Africa.


South Africa still boasts the main concentration of wealth in Africa, but no longer the only one.Image: Visual Capitalist

And this overview of Africa's richest cities, based on the The AfrAsia Bank Africa Wealth Report 2018, indicates where clusters of wealthy cities are developing across the continent, as well as showing a few more isolated locations of money aggregation.

  • Long the most developed nation on the continent, South Africa – with four of Africa's ten richest cities – continues to be the economic engine of Africa's southern half. With a total GDP of $722 billion, South Africa as a whole continues to be the continent's wealthiest country, but on a per-capita basis it comes second after the tiny island nation of Mauritius ($32,700).
  • The East African economy is dominated by a string of wealthy cities, from Uganda's capital Kampala via Nairobi and Mombasa in Kenya to Dar es Salaam, Tanzania's biggest city.
  • In West Africa, a similar transnational conglomeration runs from Abidjan in Ivory Coast over Ghana's Accra to Lagos and Abidjan in Nigeria.
  • In Morocco, Casablanca's wealth is flanked by that of Tangier and Marrakesh. In Egypt, Cairo dwarfs but not completely outshines Alexandria.
  • The 'isolates', in descending order, are four capitals: Luanda (Angola), Addis Ababa (Ethiopia), Windhoek (Namibia) and Lusaka (Zambia).

Here are Africa's 10 wealthiest cities:

​1. Johannesburg (South Africa): $276 billion


Fittingly, Africa's richest city was built on gold – on the Witwatersrand Gold Rush of 1886, to be exact. It's the commercial capital of South Africa and the wider region.

2. ​Cape Town (South Africa): $155 billion


The city with Africa's highest prime residential rates, at around $6,100 per square metre (similar to DC or Berlin) also is an important hub for financial services, retail and tourism.

3. Cairo (Egypt): $140 billion


Real estate, financial services and construction are some of the key sectors in this city of 9 million, the biggest metropolis in the Middle East.

4. Lagos (Nigeria): $108 billion


It may no longer be the country's capital, Lagos still is the gateway for 80% of Nigeria's exports – and the centre of the burgeoning film industry, a.k.a. Nollywood. At 21 million inhabitants (2016 est.), it's Africa's largest metropolis, as well as one of the world's fastest-growing cities.

5. Durban (South Africa): $55 billion


Subtropical Durban is South Africa's third-biggest city (after Johannesburg and Cape Town), second-biggest manufacturing hub and biggest port, as well as a major tourist destination. Durban's Gateway Theatre of Shopping is Africa's biggest mall. It has 12,000 parking slots, 390 stores, 90 restaurants, more than a dozen movie theatres (including an IMAX theatre), a skate park designed by Tony Hawk, and the highest fountain in Africa.

6. Nairobi (Kenya): $54 billion


Kenya's capital and largest city (metro area: 7 million) Nairobi is also known as the Green City in the Sun. Founded in 1899 by the British as a rail depot, the city today is home to thousands of Kenyan businesses, as well as the Nairobi Securities Exchange, Africa's 4th-largest stock exchange; and regional hub for hundreds of multinationals.

7. Luanda (Angola): $49 billion


Luanda is the biggest city, major port and capital of Angola – and its metro area is home to one in three Angolans. While the majority of Luandans live in poverty, the booming oil and gas industry has created huge wealth for a minority (as well as a boom in banking and building). Luanda is one of the world's most expensive cities for ex-pats, in part because of high import tariffs imposed to help pay for diversifying the economy.

8. Pretoria (South Africa): $48 billion


The administrative capital of South Africa and the hub of the wider Tshwane metro area, Pretoria is also a centre for academia and R&D, as well as commerce and industry, including metalworks to car factories.

9. Casablanca (Morocco): $42 billion


Officially ad-Dar al-Bayda in Arabic but informally known as Kaza, Casablanca is the largest city in the entire Maghreb region (metro area: 7 million), and its economic hub. It is important both as port city and financial centre. Major Moroccan and multinational companies are headquartered here rather than in the political capital Rabat.

10. Accra (Ghana): $38 billion


A merger of coastal settlements around British, Dutch and Danish coastal forts, Accra in 1957 became the capital of sub-Saharan Africa's first independent nation. Today, it is a centre for manufacturing, marketing, finance, insurance, and transportation.

Over the next decade, the AfrAsia Bank's report expects growth to remain strong in South Africa, Angola, Morocco, Egypt, Ivory Coast, Tanzania and Nigeria – not coincidentally countries hosting many of the hubs shown on this map.

But the strongest growth projections apply to some of the smaller countries in Africa: Uganda, Rwanda, Ghana and Mauritius.


Map found here at Visual Capitalist.

Strange Maps #941

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05 Oct 16:29

Vai votar em quem?

by Clara Gomes

05 Oct 12:56

GÁVEA

by Saudades do Rio


 
A primeira foto, do acervo do Correio da Manhã, mostra a Rua Marquês de São Vicente, na Gávea. À esquerda vemos a entrada da igreja de N.S. da Conceição, cuja fachada pode ser vista na segunda foto.

Notar a caminhonete da Casas Oliveira, uma loja de produtos alimentícios finos dos anos 50/60.

A terceira foto, de 1926, vemos a construção da Praça Santos Dumont, em frente ao Jockey Club Brasileiro. Este local teve o nome de Largo das Três Vendas (depois N. S. da Conceição e Ferreira Viana). Podemos ver (na direção do bonde) a Igreja de N. S. da Conceição, que teve sua pedra fundamental lançada em 1852.

A Rua Marquês de São Vicente, que vai da Praça Santos Dumont até a Estrada da Gávea, terminava na antiga fazenda do Marquês de São Vicente, cujo solar, no atual Parque da Cidade, está ocupado pelo abandonado Museu da Cidade. A Rua Marquês de São Vicente já teve os nomes de Rua Boa Vista, Estrada da Gávea e Rua Visconde de São Vicente. Atualmente, esta região das fotos constitui o "Baixo Gávea", com seus vários bares, onde se reúne uma multidão todas as semanas (tenho um amigo que "despachava" diariamente no Bar Hipódromo, a ponto de ter o endereço do bar no cartão de visitas).

 O bonde passa bem perto das construções na antiga Rua do Pau, que viria se transformar em várias ruas do Leblon.

Chama a atenção como levavam à sério, naquela época, o aspecto da infraestrutura. Podemos ver as manilhas empilhadas, talvez para drenagem ou abastecimento de água. Levavam em conta este detalhe, mesmo que esse local fosse um ermo em 1926.


05 Oct 12:56

RUA GONÇALVES DIAS

by Saudades do Rio

 
Vemos fotos da Rua Gonçalves Dias no final da década de 60.

Esta rua, antiga Rua dos Latoeiros (pois ali residiam os oficiais de latoeiros e fundidores de metais desde o século XVIII), começa no Largo da Carioca e termina na Rua do Rosário.

Um dos grandes destaques da Gonçalves Dias é a Confeitaria Colombo, no nº 32, que era um ponto de encontro das elites, que vemos na primeia foto. É um exemplo típico da arquitetura “art-nouveau” e da “belle époque” carioca. Os gigantescos espelhos belgas, os mármores italianos e o mobiliário em jacarandá testemunharam mais de um século de história e trazem aos dias de hoje ares e aromas do século XIX.

Fundada em 1894 pelos portugueses Joaquim Borges de Medeiros e Manoel José Lebrão - este último criador da célebre frase “O freguês tem sempre razão” - funcionou como um dos mais tradicionais pontos culturais e turísticos da cidade.

Nesta primeira foto vemos também a Orquídea Flores, que ficava no nº 27.

Da mesma época podemos citar outros empreendimentos comerciais na Rua Gonçalves Dias: Ótica Rio (nº 40), Joalheria Glorinha, depois Paschoal Jóias (nº 16), California Modas (nº 41), Labirinto Rei dos Bordados (nº 21), Seleções Modas (nº 29), Joalheria Schupp (nº 49), Casa São João Batista Modas (nº 59), entre outros.


04 Oct 12:38

Kefir… meu ‘bichinho’ de estimação

by Ana Moraes

Há mais ou menos 2 anos descobri o que era Kefir (um alimento Probiótico produzido através da fermentação do leite de elevado valor nutricional e terapêutico) desde então nunca mais o deixei !!! Esse é o meu bichinho!! Tem bichinhos que fermentam em leite e outros que fermentam ’em água’… o meu é do leite… qualquer leite serve, desde que possua lactose, que nada mais é o alimento do Kefir.

Por que chamo de bicho de estimação? Porque tenho que cuidar sempre pra ele não ‘morrer’… se vou viajar tenho que me lembrar de colocar no frigorífico para ele parar a fermentação… e até dou ‘cria’ dele!!! Uma vez que o trato tão bem, ele se reproduz muito rápido!!

O que é preciso para ‘criar’ o Kefir? Potes de vidro ou plástico para o  fermentar e 1 coador de plástico para o coar diariamente… Nunca utilizem metal!!! É incompatível!!! e pode matar o Kefir!!!

Diariamente devem coar e voltar a o alimentar com leite (para cada colher de sopa de Kefir, aproximadamente meio litro de leite)…

Quais são os ‘produtos’ do Kefir? Eu faço iogurte líquido diariamente, após coar 24h tenho pastinhas se colocar ervas, sal e temperos… ou tenho iogurte grego se misturar com frutas ou geleia por exemplo…

Os benefícios que eu vejo no meu dia a dia é um ótimo equilíbrio da flora intestinal e a melhoria do sistema imunitário… mas podem consultar na internet e vão achar muito mais benefícios!!!

Resumindo, gostaria de partilhar com vocês esse bichinho que inseri na minha vida e tanto adoro!! Se precisarem de uma cria eu posso doar!! É a única forma de se obter o Kefir, através de Doações!

Espero que gostem desta dica de saúde e bem estar!!!

Deixem comentários… qualquer dúvida podem enviar também!!’

30 Sep 16:33

Microsoft open-sources old versions of MS-DOS

by Jim Hall
Microsoft recently released the source code to MS-DOS v1.25 and v2.0 via a repo on Github. This is a huge step for Microsoft, and I congratulate them for releasing these older versions of MS-DOS under a recognized open source software license!

This source code release uses the MIT License (also called the Expat License). From Microsoft's LICENSE.md file on Github:
[MS-DOS 1.25 & 2.0 Source]
Copyright (c) Microsoft Corporation
All rights reserved.
MIT License
Permission is hereby granted, freeof charge, to any person obtaining a copy of this software and associateddocumentation files (the Software), to deal in the Software withoutrestriction, including without limitation the rights to use, copy, modify,merge, publish, distribute, sublicense, and/or sell copies of the Software, andto permit persons to whom the Software is furnished to do so, subject to thefollowing conditions:

The above copyright notice andthis permission notice shall be included in all copies or substantial portionsof the Software.

THE SOFTWARE IS PROVIDED *AS IS*,WITHOUT WARRANTY OF ANY KIND, EXPRESS OR IMPLIED, INCLUDING BUT NOT LIMITED TOTHE WARRANTIES OF MERCHANTABILITY, FITNESS FOR A PARTICULAR PURPOSE ANDNONINFRINGEMENT. IN NO EVENT SHALL THE AUTHORS OR COPYRIGHT HOLDERS BE LIABLEFOR ANY CLAIM, DAMAGES OR OTHER LIABILITY, WHETHER IN AN ACTION OF CONTRACT,TORT OR OTHERWISE, ARISING FROM, OUT OF OR IN CONNECTION WITH THE SOFTWARE ORTHE USE OR OTHER DEALINGS IN THE SOFTWARE.
(typos are from original; copied 9/30/2018)

This is the same as the MIT License recognized by the Open Source Initiative:
Copyright <YEAR> <COPYRIGHT HOLDER>

Permission is hereby granted, free of charge, to any person obtaining a copy of this software and associated documentation files (the "Software"), to deal in the Software without restriction, including without limitation the rights to use, copy, modify, merge, publish, distribute, sublicense, and/or sell copies of the Software, and to permit persons to whom the Software is furnished to do so, subject to the following conditions:

The above copyright notice and this permission notice shall be included in all copies or substantial portions of the Software.

THE SOFTWARE IS PROVIDED "AS IS", WITHOUT WARRANTY OF ANY KIND, EXPRESS OR IMPLIED, INCLUDING BUT NOT LIMITED TO THE WARRANTIES OF MERCHANTABILITY, FITNESS FOR A PARTICULAR PURPOSE AND NONINFRINGEMENT. IN NO EVENT SHALL THE AUTHORS OR COPYRIGHT HOLDERS BE LIABLE FOR ANY CLAIM, DAMAGES OR OTHER LIABILITY, WHETHER IN AN ACTION OF CONTRACT, TORT OR OTHERWISE, ARISING FROM, OUT OF OR IN CONNECTION WITH THE SOFTWARE OR THE USE OR OTHER DEALINGS IN THE SOFTWARE.

And the same as the Expat License recognized by the Free Software Foundation:
Copyright (c) 1998, 1999, 2000 Thai Open Source Software Center Ltd

Permission is hereby granted, free of charge, to any person obtaining a copy of this software and associated documentation files (the "Software"), to deal in the Software without restriction, including without limitation the rights to use, copy, modify, merge, publish, distribute, sublicense, and/or sell copies of the Software, and to permit persons to whom the Software is furnished to do so, subject to the following conditions:

The above copyright notice and this permission notice shall be included in all copies or substantial portions of the Software.

THE SOFTWARE IS PROVIDED "AS IS", WITHOUT WARRANTY OF ANY KIND, EXPRESS OR IMPLIED, INCLUDING BUT NOT LIMITED TO THE WARRANTIES OF MERCHANTABILITY, FITNESS FOR A PARTICULAR PURPOSE AND NONINFRINGEMENT. IN NO EVENT SHALL THE AUTHORS OR COPYRIGHT HOLDERS BE LIABLE FOR ANY CLAIM, DAMAGES OR OTHER LIABILITY, WHETHER IN AN ACTION OF CONTRACT, TORT OR OTHERWISE, ARISING FROM, OUT OF OR IN CONNECTION WITH THE SOFTWARE OR THE USE OR OTHER DEALINGS IN THE SOFTWARE.

The Free Software Foundation (via GNU) says the Expat License (aka "MIT License") is compatible with the GNU GPL. Specifically, GNU describes the Expat License as:
"This is a lax, permissive non-copyleft free software license, compatible with the GNU GPL. It is sometimes ambiguously referred to as the MIT License."

Also according to GNU, when they say a license is compatible with the GNU GPL, "you can combine code released under the other license [MIT/Expat License] with code released under the GNU GPL in one larger program."

That means this source code release of MS-DOS 1.25 and 2.0 removes the concern of "taint" that we had with the previous MS-DOS source code, released via the Computer History Museum in March, 2014. Longtime FreeDOS users may recall that Microsoft posted the source code to MS-DOS 1.1 and 2.0 under a "look but do not touch" license that limited what you could do with the source code. Under the Museum license, users were barred from re-using the source code in other projects, or using concepts from the source code in other projects:
You may use, copy, compile, and create Derivative Works of the software, and run the software and Derivative Works on simulators or hardware solely for non-commercial research, experimentation, and educational purposes. Examples of non-commercial uses are teaching, academic research, public demonstrations, and personal experimentation. “Derivative Works” means modifications to the software, in source code or object code form, made by you pursuant to this agreement.
  • You may copy and refer to any documentation provided as part of the software.
  • You may not distribute or publish the software or Derivative Works.
  • You may not use or test the software to provide a commercial service unless Microsoft permits you to do so under another agreement.
  • You may publish and present papers or articles on the results of your research, and while distribution of all or substantial portions of the software is not permitted, you may include in any such publication or presentation an excerpt of up to fifty (50) lines of code for illustration purposes.
(emphasis mine)

I am not a lawyer, but even I can see this license does not allow users to re-use the MS-DOS source code, especially in open source software projects like FreeDOS. We saw this as a potential risk to FreeDOS; developers who had viewed the MS-DOS source code might "taint" FreeDOS if they later contributed to FreeDOS. To avoid this taint risk, we posted several announcements on the FreeDOS email lists and on the FreeDOS website, including on our FreeDOS History page, to warn FreeDOS developers that they should not view the MS-DOS source code. Anyone who did view the MS-DOS source code could not contribute to FreeDOS:
"Please note: if you download and study the MS-DOS source code, you should not contribute code to FreeDOS afterwards. We want to avoid any suggestion that FreeDOS has been "tainted" by this proprietary code."

But Microsoft's adoption of the MIT License is a significant change. The new MIT License is compatible with the GNU GPL. Therefore, the risk of taint seems to be removed. Congratulations to Microsoft for releasing MS-DOS 1.25 and 2.0 under an open source license!
28 Sep 13:16

PINTURAS

by Saudades do Rio
Nicolao Antonio Facchinetti - Vista da Praia de Botafogo tomada do Morro do Pasmado - 1868
 

Nicolao Antonio Facchinetti - Vista de Copacabana tomada da Ladeira do Leme 1872
 

Que beleza a Baía da Guanabara nesta pintura de 1868, de autoria de Henri Nicolas Vinet. O Morro da Viúva sem nenhum prédio, o Pão de Açúcar sem a Urca a seus pés, a Enseada de Botafogo tranquila, tranquila. À direita vemos uma das três pontes de atracação que existiram na Praia de Botafogo (uma perto do Pasmado, outra na altura da Rua São Clemente e a terceira mais perto da atual Rua Marquês de Abrantes).
 

Sebastien Auguste Sisson - Hotel Pharoux 1850. O hotel pertencia ao parisiense Luiz Pharoux, um francês que veio se fixar na corte e que trouxe em suas instalações, requinte nada usual para os padrões da época. Ao final da década de 1860, Luiz Domingos Pharoux retornou à França e liquidou o prédio, onde mais tarde funcionaria a Casa de Saúde Drs. Catta Preta, Marinho & Werneck. Logo após ser vendido pelo fundador o Hotel Pharou virou o Hotel Waltz. Em 1864, o prédio foi ocupado pela Casa de Saúde N.S. da Glória e só depois pelo Dr. Catta Preta. Alguns anos e várias casas de saúde depois, o prédio voltou a abrigar um hotel, com o nome de Real (ou Royal) e em 1959 foi demolido para a construção da Perimetral.


Robert Streatfield - Lagoa 1850.  Segundo André Delacerda e Diogo Fagundes o Rio de Janeiro é uma cidade cheia de mistérios. Temos a Ibis do Pão de Açúcar e o rosto gigante da Pedra da Gávea. Mas, poucos sabem que a cerca de quase dois séculos atrás havia mais uma pedra que inspirava medo e mistério.

Era chamada de a Pedra Santa ou Pedra da Santa e ficava entre o Clube Piraquê e o bairro de Humaitá. Essa pedra tinha o formato de um rosto que olhava para dentro da Lagoa. Dizem que D. João tinha bastante medo de passar junto a este rosto, tanto que preferia chegar a região de barco. Não se sabe se a Pedra Santa foi esculpida por algum povo mais antigo ou era uma formação natural. Fato é que em 1837, um padre de nome Souto destruiu o grande rosto que deve ter rolado para o que então era a Lagoa Rodrigo de Freitas, já que boa parte do Jardim Botânico junto a Pedra foi aterrado posteriormente. O mesmo padre solicitou ao Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro a destruição da Pedra da Gávea, mas sem êxito, e para nossa sorte que temos aquele monumento histórico natural preservado.

O caso envolve o Caminho da Cabeça, o "Rio da Cabeça" e a capela de Nossa Senhora da Cabeça, no final da Rua Faro. Pelas ultimas conclusões, esta pedra estava exatamente no sopé da atual Rua Faro, que era exatamente o Caminho da Cabeça. A Rua Jardim Botânico era a antiga Rua do Jardim, que mais próxima ao Humaitá passava a chamar-se Rua do Oliveira. A Lagoa chegava até esses caminhos como se vê na aquarela e em mapas antigos da Fazenda Nacional que ocupou a área antes de 1844.


28 Sep 13:13

Totti The Australian Shepherd

by Dogs

totti-the-australian-shepherd-dog
Totti, the 8 week old Australian Shepherd puppy from Monterrey, México. Photo submitted by Paulo.

27 Sep 01:05

Startup Wars VI

by ricardo coimbra
Quadrinho publicado hoje na Ilustrada 
(Clique na imagem para aumentar)
24 Sep 16:51

Itamar Franco, hiperinflação e Plano Real

O vice Itamar Franco assumiu após o impeachment de Fernando Collor, governando de 1992 a 1994. De histórico nacionalista e estatista, o mineiro avalizou uma equipe econômica que fez um ajuste fiscal e botou em prática o Plano Real, que debelou a hiperinflação. A economista Monica de Bolle é a convidada do episódio.

20 Sep 09:58

Descoberto exoplaneta em estrela onde Vulcano poderia existir

by leandrompm@gmail.com (Equipe do Trek Brasilis)

Em Star Trek, Vulcano é o nome dado ao planeta de origem de Spock e da raça Vulcana. Este planeta orbita a estrela 40 Eridani A, a cerca de 16 anos-luz da Terra. O planeta fictício foi criado por Gene Roddenberry com base na estrela real, que existe mesmo em nosso universo, e, agora, astrônomos encontraram um planeta na órbita desta estrela que é parecido com a Terra em alguns aspectos. Sendo assim, Vulcano pode realmente existir.

40 Eridani A faz parte de um sistema estelar triplo a menos de 16,5 anos-luz da Terra. Esta estrela nunca foi mencionada na série original. Mas em 1968, o escritor James Blish publicou uma coletânea de roteiros de episódios de Jornada adaptados em um livro chamado Star Trek 2. Blish acrescentou profundidade a essas histórias, e incluiu a identificação do endereço de Vulcano como 40 Eridani.

 

 

 

 

 

 

De acordo com uma carta escrita por Roddenberry em 1991, em conjunto com três astrônomos, a estrela foi escolhida para abrigar o planeta de Spock por conta de sua idade: 4 bilhões de anos, aproximadamente a mesma idade do nosso Sol. Sendo assim, baseado na história da vida na Terra, a vida em qualquer planeta ao redor de uma estrela precisa de tempo suficiente para evoluir ao longo das eras — justificando, portanto, a evolução da espécie vulcana à luz daquele astro. Veja a carta na íntegra:

Este ano celebramos o 25º aniversário do lançamento de dois importantes empreendimentos. Um deles é o Projeto HK no Observatório Mount Wilson, onde os astrônomos têm monitorado a atividade magnética da superfície de 100 estrelas do tipo solar para entender a história magnética do nosso próprio Sol. A outra é a nave estelar Enterprise na série de televisão “Star Trek”.

Surpreendentemente, os dois têm mais em comum do que seus aniversários de prata.

Um dos principais personagens do programa de TV, Spock, vem do planeta Vulcano. A estrela em torno da qual orbita Vulcano, nunca foi identificada na série original ou em qualquer um dos longas-metragens baseados nela e, portanto, nunca foi oficialmente estabelecida. Mas dois candidatos foram sugeridos em literatura relacionada, e ambas as estrelas foram estudadas pelo projeto HK.

“Star Trek 2”, de James Blish (Bantam, 1968) e “Star Trek Maps”, de Jeff Maynard e outros (Bantam, 1980), nomeiam a estrela 40 Eridani como o sol de Vulcano. “The Star Trek Spaceflight Chronology”, de Stan e Fred Goldstein (Pocket, 1980), cita Epsilon Eridani.

Nós preferimos a identificação de 40 Eridani como o sol de Vulcano por causa do que aprendemos sobre as duas estrelas no Monte Wilson. O HK Project leva o nome dos espectros de linhas de cálcio H e K, ambas sensíveis ao magnetismo estelar. Acontece que o nível médio de atividade magnética inferido das absorções de H e K está relacionado à idade de uma estrela; estrelas jovens tendem a seerem mais ativas do que as antigas (Sky & Telescope: December 1990, página 589). As observações do HK sugerem que 40 Eridani tem 4 bilhões de anos, aproximadamente a mesma idade do Sol. Em contraste, Epsilon Eridani tem apenas 1 bilhão de anos.

Com base na história da vida na Terra, a vida em qualquer planeta ao redor de Epsilon Eridani não teria tido tempo de evoluir além do nível das bactérias. Por outro lado, uma civilização inteligente poderia ter evoluído em um planeta circulando 40 Eridani. Então, o último é o sol vulcânico mais provável.

Nesse caso, a estrela diurna de Spock é um sistema múltiplo de magnitude 4,4 a cerca de 16 anos-luz da Terra. Presumivelmente, Vulcano orbita a estrela primária, uma anã laranja de sequência principal do tipo espectral K1. Dados do Projeto HK revelam que ele tem um ciclo de estrelas de aproximadamente 11 anos, assim como o Sol. [Diagrama de 40 ciclos de estrelas de Eridani, mostrando que o último pico da atividade da Starspot ocorreu em 1989]

Duas estrelas companheiras – uma anã branca de magnitude 9 e uma anã vermelha de magnitude 11 – orbitam uma à outra cerca de 400 unidades astronômicas a partir da primária. Eles brilharam brilhantemente no céu vulcano com magnitudes aparentes -8 e -6, respectivamente.

SALLIE BALIUNAS
ROBERT DONAHUE
GEORGE NASSIOPOULOS
Harvard-Smithsonian Centro de Astrofísica
Cambridge, MA
GENE RODDENBERRY
Paramount Pictures Corp
Los Angeles, CA

Visão artística de 40 Eridani A e HD 26965b

Já na vida real, o exoplaneta descoberto e chamado de HD 26965b é do tipo “super-Terra”, sendo um planeta rochoso com o dobro do tamanho da nossa Terra, e está na zona habitável da estrela 40 Eridani A, completando uma órbita a cada 42 dias terrestres. Sendo assim, não é inviável que este planeta seja potencialmente habitável. De acordo com Matthew Muterspaugh, astrônomo da Tennessee State University, “A 40 Eridani A é apenas ligeiramente mais fria e menos massiva do que o nosso Sol, tem aproximadamente a mesma idade e um ciclo magnético quase idêntico; portanto, ela pode ser uma estrela hospedeira ideal para uma civilização avançada” como a de Spock, por exemplo.

E a estrela é visível a olho nu daqui da Terra no céu noturno. “Agora, qualquer um pode ver 40 Eridani em uma noite clara e ter orgulho de apontar para a casa de Spock”, brinca o astrônomo. Na série original, Vulcano é um planeta árido e quente, coberto por desertos e cadeias montanhosas, com alguns pequenos mares e lagos de água salgada, sendo eles tudo o que sobrou de oceanos antigos que uma vez cobriram parte do planeta. Ali, a gravidade também é maior do que a da Terra, com uma atmosfera menos densa e, visto do espaço, o planeta aparece com coloração avermelhada.

Resta, agora, aprender mais sobre o HD 26965b para descobrirmos se a criação de Roddenberry condiz com a realidade, e, de repente, vermos o planeta sendo nomeado oficialmente como Vulcan (na nomenclatura em inglês). A pesquisa foi publicada no Monthly Notices, da Sociedade Astronômica Internacional.

Fonte: Canaltech

17 Sep 17:56

Fernando Collor, voto direto e impeachment

Fernando Collor de Mello, o primeiro presidente brasileiro eleito pelo voto direto em 29 anos, entrou para a história por sua figura enérgica, seus planos econômicos heterodoxos e suas medidas de liberalização da economia brasileira. Mas, acima de tudo, é lembrado por ter saído do governo em meio a um processo de impeachment. O sociólogo Brasílio Sallum, da USP, é o convidado do episódio

15 Sep 17:43

a iguana

by Christiana Nóvoa

vai, malandra

;

na cama, leoa

na sala, mandra

.

15 Sep 09:46

Ausências

by Patricia Daltro
"Falta de vontade, falta de juízo, falta de costumes, falta de afeto, falta de amores, falta de tesão, falta de sexo, falta de conversas, falta de cumplicidade... 
No final, tudo se resume a ausências". 
[Patricia Daltro]
14 Sep 13:07

Mobilidade urbana

by Martin Jayo

1019

O lugar mudou bastante, mas é um ponto emblemático da cidade e por isso continua fácil de reconhecer. Estamos na avenida Tiradentes, e o prédio que aparece cortado, à esquerda, é a Pinacoteca do Estado.

A foto, cujo autor desconheço, é de 1967. Nessa época a área já não primava pela beleza, mas os trilhos de bonde, os paralelepípedos e os trólebus da CMTC conseguiam deixá-la um pouco mais simpática.

Com o tempo essas coisas foram saindo da paisagem, sacrificadas em nome da mobilidade urbana. Trilhos, paralelepípedos e trólebus, afinal, atrapalham o trânsito de carros!

Em matéria de mobilidade urbana, aliás, pelo menos uma das intervenções no local foi um tremendo sucesso. Moveu-se o monumento a Ramos de Azevedo, essa gigantesca estrutura de granito e bronze que ficava no meio da avenida, até a Cidade Universitária, onde se encontra hoje. Haja mobilidade!

08 Sep 00:33

O RIO DO SÉCULO XIX

by Saudades do Rio


 
O prezado Achilles Pagalidis garimpou estas duas pinturas do Rio Antigo que merecem publicação.


Temos uma vista da Rua Direita (atual Primeiro de Março), em quadro a óleo de Emil Bauch, de 1865. Era, então, a rua principal do Rio daquela época, com a Catedral, a antiga igreja dos Carmelitas, a igreja da Venerável Ordem Terceira de Nossa Senhora do Monte do Carmo, as duas torres da Candelária e o Hotel de France, antigo Hotel l´Empire.

O outro trabalho é de autoria de Rosalbino Santoro, de 1884, e mostra uma visão do Passeio Público, projeto inicial de Mestre Valentim.

05 Sep 01:06

o meteorito

by Christiana Nóvoa

 

depois do desleixo

somente a pedra

flutua

sobre os escombros

,

como se um seixo

da lua

escorasse a terra

nos ombros

.

 

 

 

 

27 Aug 15:51

Ernesto Geisel, tensão e distensão

Com Ernesto Geisel, o podcast Presidente da Semana chega a 20 episódios. O quarto general presidente governou de 1974 a 1979 e ficou célebre por iniciar uma abertura política do regime, que ele prometeu que seria "lenta, gradual e segura". O processo foi de solavancos, em um clima de fim do "milagre brasileiro" e começo de crise econômica. O historiador Marcos Napolitano, professor da USP, é o convidado do episódio.

25 Aug 10:13

"As pessoas vão esquecer o que você disse, as pessoas vão esquecer o que você fez, mas as pessoas..."

“As pessoas vão esquecer o que você disse, as pessoas vão esquecer o que você fez, mas as pessoas nunca esquecerão como você as fez sentir.”

- Maya Angelou
24 Aug 15:25

Conheça 12 métodos de preparo do café

by Marcelo Katsuki

Foi-se o tempo em que a gente tinha de escolher entre o coado ou o espresso na hora do cafezinho. Hoje, há varias maneiras de se preparar um bom café, e um mesmo produto, extraído com diferentes técnicas, resulta distinto também no aroma e no sabor. Quando a Orfeu Cafés Especiais lançou o microlote Japy, provei o mesmo café preparado de quatro maneiras e fiquei impressionado com a diferença nas xícaras.

Nesse mês, o Octavio Café lançou uma promoção bacana para Dia dos Pais. Basta o papai retirar um cartão personalizado no caixa e apresentá-lo para trocar por uma das 12 opções de método de preparo do café. Meu Deus, 12 opções! Fiquei curioso e fui atrás dessas técnicas, que apresento abaixo. Ah, a promoção no Octavio Café segue até o dia 31 de agosto –dica esperta para os pais que amam um cafezinho especial.

Por infusão

Prensa francesa: uma técnica clássica que utiliza uma cafeteira, onde é feita a infusão da água com o café. A filtragem é feita por um êmbolo de metal que separa o pó no fundo do recipiente. O resultado é um café rico em óleos essenciais e com alta concentração de cafeína.

 

Clever Coffee Dripper: tem o formato de um coador de papel, mas na base há uma válvula que libera o café apenas quando o filtro é apoiado sobre uma xícara. Ou seja, não há gotejamento: o café fica liberando seu sabor em imersão total.

 

Café turco: um dos métodos mais antigos, muito comum no Oriente Médio. O café é preparado no cezve, esse recipiente de cobre ou latão com cabo longo, e utiliza o pó moído bem fininho. Como não é filtrado, fica uma borra no fundo da xícara, onde os videntes fazem a leitura do futuro da pessoa. (Foto: Marcelo Katsuki/Folhapress)

 

Por gravidade

Cafeor: aqui o café é filtrado sem papel, utilizando um filtro permanente metálico cônico, que propicia maior tempo de contato do café com a água. O resultado é uma bebida mais doce e bastante aromática.

 

Kalita: O filtro de papel é ondulado, reduzindo o contato da bebida com o suporte e oferecendo uma filtragem mais uniforme. Seu suporte tem fundo plano com três orifícios que impedem a canalização de água no fundo do filtro. O resultado é uma bebida com acidez acentuada.

 

Hario V60: é a evolução do coador de papel. O porta-filtro possui relevos em espirais que permitem a expansão do pó de café no momento em que a bebida é coada, produzindo uma bebida suave mas que realça as nuances do café.

 

Coador de pano: muito utilizado no Brasil, nesse preparo o tecido filtra os sólidos mas a bebida é afetada pelo residual de outras extrações, que ficam no pano. É apreciado porque traz o gostinho do interior. (Foto: Marcelo Katsuki/Folhapress)

 

Chemex: tem formato de ampulheta e filtro triplo de papel. O resultado é uma bebida limpa e com notável aroma.

 

Por pressão

Syphon Coffee: uma cafeteira lúdica, que mistura infusão e indução térmica. O café fica potente e encorpado mas com pouco amargor.

 

 

 

Moka Italiana: a extração acontece através da pressão da água, quando entra em ebulição na parte inferior da cafeteira. O resultado é um café denso e encorpado, sendo um método caseiro bastante prático. (Foto: reprodução)

Aram: um método desenvolvido por um brasileiro que extrai café sob pressão manualmente, sem o uso de energia elétrica ou cápsulas. (Foto: reprodução)

 

Aeropress: parece uma seringa. O café fica imerso em água quente na câmara cilíndrica, sendo extraído sob pressão manual, que força a passagem da bebida pelo filtro localizado na base. Produz cafés suaves e aromáticos.

Octavio Café
Shopping Cidade Jardim (Av. Magalhães de Castro, 1200 – 3º piso)
Flagship Faria Lima (Av. Brg. Faria Lima, 2996 – Jardim Paulistano)
Shopping Eldorado (Av. Rebouças, 3970 – 1º Piso)
Aeroporto Viracopos (Rodovia Santos Dumont, km 66 – Campinas)
Fotos: Luís Simione/divulgação

24 Aug 13:08

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