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25 Jul 17:36

Stanley Kubrick

by ThisIsNotPorn

Stanley Kubrick | Rare celebrity photosStanley Kubrick playing football.

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24 Jul 20:35

Apanhando de macintosh velho

by noreply@blogger.com (Alexandre Souza - PU1BZZ)
Oi gente!

Macintosh velho é um problema. Eu vou contar pra voces uma looooooooooonga historia que espero que os divirta, mas que tambem ilustre como é complicado mexer em macintosh velho. E velho, estou falando de mac 128, 512 e plus.

Tudo começou quando eu anunciei um mac plus que tinha "sobrando" aqui (tudo que tenho em 2 ou mais unidades estou vendendo) e uma pessoa comprou. Beleza.

Tchau, amigão! :o)

Antes de embalar e enviar, fui testar o mac. Obvio, SEMPRE tem problema. Primeiro foi o teclado, e nem vou contar o INFERNO que foi pra pegar o teclado do OUTRO mac plus, caçar as teclas que funcionavam, substituir no teclado que ia embora, testar todas as teclas uma dezena de vezes e...descobrir que o drive nao ejetava. Por sorte, eu tinha um drive razoavelmente novo com o mecanismo de ejeção em perfeito estado. Sorte porque o Texugo me trouxe uma sucata de Mac Classic com o drive funcionando NO DIA ANTERIOR (!). Sempre que eu vendo um micro, eu faço o possivel pra testar e ter certeza que nao há nada de errado. Alias, falando no mecanismo de ejeção, a shapeways fabrica essas engrenagens pra substituir as que SEMPRE quebram. Elas servem nos drives do Apple IIGS, Apple //c Plus, Mac 128, 512, plus, classic, SE, SE/30, Color Classic e outros "aquarios". Procure no google.

Ok, eu tinha um par de discos de boot originais, mandei pro comprador os discos originais. E nao tirei copia...


Ai fiquei com o meu Mac Plus que comprei do meu amigo Sergio Costa, com um teclado todo bichado e sem mouse.

Ia usar como???

Bem, eu podia bolar um emulador de mouse e um emulador de teclado que sirva nos macs antigos :) Tudo bem, bolei o circuito, o emulador de mouse funcionou. Mas pra testar o emulador de teclado tinha que dar boot no Mac Plus. Ai começa a historia engraçada...



Mas Tabajara, qual a diferença do drive do Mac?

Apple é apple. Faz tudo diferente. Ato continuo, no mac nao podia ser igual a nada. Os drives do mac - alem da ejeção automatica - tem um monte de diferencas de velocidade e codificacao em relacao ao PC. Pra nao perder tempo ensinando o que tem em varios sites, vamos assumir que a gravacao é TOTALMENTE diferente, e nao pode ser feita no pc para os macs antigos de 400 e 800K. O drive do Mac128 é de 400K. O drive do Plus é 800K. NAO DA pra gravar disquetes de mac no PC. E se alguem achar um metodo, me mostra que eu quero conhecer.

(o drive de 1.4MB que tem a partir do SE/HD e do Classic ja pode ler discos escritos em formato MAC no PC. O WinImage grava os discos, embora nao mostre o conteudo)



E como faz pros discos de 400K e 800K? Ora bolas, grava em um outro mac.

MAS COMO? NAO TEM OUTRO MAC!!!

Primeiro eu peguei um Quadra 605 que tinha aqui e tentei bootar/ler um CD. Nao consegui.

Depois, peguei outro Quadra 605. Nao rolou tambem.

Ai hoje me aparece aqui o Texugo com um Color Classic II (com placa de Classic I) que bootava o system 7. O kernal do System 7 que estava instalado nao dava pra gerar um disco bootavel de 800K.



Depois liguei um zip drive SCSI. FINALMENTE consegui gravar uma midia "bootavel". Porem, o System 7 do mac do texugo, nao bootava o Mac Plus.

Ai achei em UM site, (depois deveria ser legal colocar esse link aqui, é um site com imagens pra um tal de vMac, emulador de macintosh) uma imagem de disco de boot de 1.4MB que ea feita "especificamente" para o Plus. Gravei essa imagem num disquete (no PC), li no Classic do Texugo, copiei os arquivos pro HD, formatei um zip disk via SCSI, copiei os arquivos de boot e - FINALMENTE - consegui bootar o Mac Plus.

Isso levou um dia inteiro pra descobrir o que fazer. Parece que sumiram os sites que ensinavam a fazer esse tipo de gambiarras.


Mas valeu a pena. Consegui bootar o Mac Plus, e criar uma imagem de disco ZIP que consegue ser USAVEL. Agora vou trabalhar pra conseguir gerar uma imagem ZIP que possa ser distribuida e usada em Mac Plus com varios aplicativos e utilitarios. Em breve, neste mesmo bat canal.

Ah, o emulador de teclado, que foi o objetivo dessa parafernalha toda?


:o)
24 Jul 20:30

johnbirkel:New drawing. Exu Mor-Belzebu



johnbirkel:

New drawing. Exu Mor-Belzebu

22 Jul 20:26

Adonde?

by Martin Jayo

Os quatro postais foram enviados à terrinha por um português recém-chegado a São Paulo.

Não sabemos muito sobre ele, mas é possível inferir algumas coisas. Seu nome começa com R, pela forma como assina um dos cartões. A data em que escreve não é conhecida, mas os cartões que manda parecem ser da década de 1910. E pela forma como escreve, dá pra ver que não é uma pessoa com muita instrução.

Mas, de tudo o que se percebe, o que chama mais a atenção é seu deslumbramento com a cidade. A começar pelo postal em que R. mostra o local “adonde” estava empregado. Ele trabalhava em cima da Loja do Japão, na moderna e elegante rua São Bento.

“Adonde tem Lisboa uma rua como esta, ponhão aqui os olhos!”, escreve o português, maravilhado pelo lugar:

Outros motivos de admiração são o museu do Ipiranga e a estação da Luz.  “Adonde tem Lisboa um predio como este, olhem bem!”, pergunta R. sobre o museu.  “Adonde tem Portugal uma estação como esta? Olhem bem que não é feita de palha não!”, exclama sobre a estação.

 

Passado um século, eu não sei muito bem o que R. escreveria se visse esses lugares. A Loja do Japão fechou nos anos 30, e a São Bento há muito tempo entrou em decadência. Lisboa de fato não tem muitos prédios do tamanho do museu do Ipiranga, mas eles estão em geral mais firmes: nosso museu foi interditado às pressas em 2013, perigando desabar, e não tem previsão de reabrir pelos próximos anos. E a estação da Luz de fato não é de palha, mas isso não impediu que ardesse em fogo, em 2015. Imaginem se fosse!

Nossa vez de perguntar: Adonde erramos?


22 Jul 20:14

VIADUCTO DE SÃO DIOGO

by Saudades do Rio


Mais uma colorização do Reinaldo Elias, do “Colorizando o Passado”.

Vemos o Viaducto de São  Diogo - Ponte dos Marinheiros.

O texto referente à primeira foto, de Heliete Fonseca, fala da primitiva Aguada dos Marinheiros, onde os navios entravam pelo mangal de São Diogo a fim de se reabastecer das águas até então límpidas do Rio Comprido. que desciam pelas fraldas do Maciço da Tijuca, sendo irmãs das do Rio carioca.

Com o progresso e a expansão da cidade para São Cristóvão, foi construída na região uma ponte ultrapassando o rio na altura de uma das pistas da atual Av. Pres. Vargas (pista sentido Zona Norte), no leito da antiga Rua Senador Euzébio.


A primeira versão da ponte foi construída pelo grande Marquês do Lavradio e reformada e ampliada por D. João VI. Nos seus primórdios contava com um posto da guarda que, com cancelas, fechava aquela entrada da cidade. Foi por ela que os corsários de Duclerc invadiram a cidade vindo de Guaratiba.

A segunda e a terceira foto mostram uma panorâmica da área, já com parte do Viaduto dos Marinheiros construído.


14 Jul 20:56

13 de julho, Dia Mundial do Capital Inicial

09 Jul 23:58

Jogo dos 7 erros

by Martin Jayo

Dizem que no final dos anos 50 e início dos 60, quando estava recém-construído, o edifício Bretagne era ponto de peregrinação turística. Os ônibus encostavam na avenida Higienópolis para que a turistada pudesse ver de perto aquele verdadeiro monumento, de finíssimo e arrojado mau gosto.

Esta foto parece confirmar a lenda. Ela apareceu num lote de slides velhos à venda em Columbus, Ohio, e deve ter sido feita por algum americano em viagem por aqui. A moldura do slide tem a data de revelação: janeiro de 1960. Pelo enquadramento ruim e pela má qualidade geral, a foto só pode ser de turista mesmo.

Mas apesar da qualidade, ela permite ver algumas características originais do prédio de Artacho Jurado que hoje não existem mais.

O que mais chama a atenção é a maior integração que havia entre o condomínio e o espaço público, mais tarde quebrada pela instalação de grades de segurança. Mas há outros detalhes. Um deles é a entrada para carros que parece estar funcionando à direita, hoje anulada. Outro é o guarda-corpo do terraço sobre o salão de festas, bem mais interessante que o atual. E ainda há as luminárias vermelhas e brancas dos postes, substituídas por uns globos brancos bem menos artachianos.

Deve haver mais diferenças que eu não notei. Se alguém perceber alguma, avise!

969


08 Jul 18:24

3048 - O cantor

by obiscoitomolhado

           

O  BISCOITO  MOLHADO

Edição 5308 FM                           Data: 03 de julho de 2017


FUNDADOR: CARLOS EDUARDO NASCIMENTO - ANO: XXXIV



ASSUNTO PESSOAL


Peço licença aos fregueses desta ilustre fábrica de produtos destinados ao prazer do intelecto, como o biscoito molhado, para o qual, modestamente eu também contribuo com algum fermento -  sou o FM, que, com prazer, falo das coisas do Ceará, embora também trate de outros assuntos, uns relevantes, outros que dão ânsia de vômito citá-los, pois tratam daqueles que se aproveitaram para roubar do poder público bilhões, transformados cinicamente em propina ou Caixa 2. Simplesmente revelaram ser uns canalhas sem caráter. São personagens que deveriam ser ilustres, pelos cargos que ocupam, mas são apenas ladrões chinfrins, vergonha da raça humana. Urgh! Estão sendo merecidamente condenados a prisão.


Volto ao propósito inicial: falar de um assunto pessoal, de um parente pelo qual devoto muito afeto, por ser ele meu primo, cunhado (sou casado com uma de suas irmãs), meu irmão e meu amigo, que está gravemente enfermo. Uma pessoa encantadora, amado por quantos o admiram como um dos maiores cantores populares do país: Gilberto Milfont.


Dele falo com orgulho e prazer, pois, ainda na pré-adolescência, nos idos anos de 1935/36, por indicação de um tio, fomos à emissora de rádio de Fortaleza, a única existente, ainda modesta, que estava nos seus começos. Ao se apresentar ao proprietário, bastou que cantasse uma única música, com voz semelhante à da cantora da época, Carmen Miranda. O dono da emissora deu-se por encantado e mandou prepara o estúdio, para uma apresentação especial.


Com isso, começava uma longa e exitosa carreira artística, como abrira as portas para a criação de um programa infantil, que revelou muitos novos artistas, ente os quais os conjuntos “Quatro ases e um coringa” e “Vocalistas tropicais.” Anos depois, o “Trio Nagô” e muitos outros,  quando a emissora já havia sido adquirida pelos Diários Associados, e se transformava em poderosa organização, com a participação de profissionais vindos do Rio de Janeiro e de estados vizinhos. O Menino Prodígio, de nome João, foi rebatizado em 1944/45 pelo produtor Antônio Maria, pernambucano que foi contratado para dirigir a emissora, ou por Dermeval Costa Lima, que o substituiu no cargo.  Já nem me lembro o autor, que considerou “Gilberto” nome mais radiofônico. E, como Gilberto, já com voz possante de rapaz, o rádio brasileiro ganhou um notável artista, que decidiu viajar para o Rio, de “Mala e cuia”, com um só propósito, enfrentar uma verdadeira selva, onde brilhavam os grandes nomes da MPB: Francisco Alves, Orlando Silva, Carlos Galhardo e muitos outros, que formavam o elenco da poderosa Rádio Nacional, que contratou o Gilberto, já iniciado na Rádio  Globo. Logo o cantor cearense estava brilhando ao lado daqueles grandes astros, dos quais era um fervoroso admirador. Seu primeiro disco (78rpm, pois não existia o LP), foi gravado em 1946, com duas belas canções do médico e compositor famoso Joubert de Carvalho:  “Geremoabo” e “Maringá.” Foi uma sucessão de êxitos, mais de 100 músicas gravadas, algumas de grande sucesso, como “Eu não queria de perder”, “Esmagando rosas” e, a mais famosa, “Senhora”, um bolero mexicano de Orestes Santos, versão de Lourival  Faissal. A música dominou as ondas de rádio em todo o Brasil. Ao longo do ano, Gilberto participava da programação da RN cantando músicas românticas, era comumente escolhido para cantar canções de outros repertórios, por solicitação dos grandes maestros da emissora, pois tinha ele imensa facilidade de  decorar as letras para o mais famoso e importante programa  da emissora, “Um milhão de melodias”.


Durante o carnaval, contudo, era o preferido dos principais compositores, que participavam dos concursos para escolha das campeãs.  E Gilberto ganhou pelo menos cinco desses famosos campeonatos carnavalescos nos anos de 1950, a mais famosa, “Pra seu governo”, ainda hoje lembrada nos bailes populares.


Com o advento da TV, o rádio caiu em declínio. Gilberto passou a cantar na TV Record, de São Paulo, para onde ia uma vez por semana. Com a crise política, veio o golpe de 64, o rádio esfacelou-se, a Nacional perdeu seus melhores artistas e alguns, por serem efetivos, foram transferidos para repartições públicas federais. Gilberto foi mandado para a Rádio MEC, onde trabalhou como burocrata de programação, até que se aposentou.  Terá perdido o prazer de cantar, só o fazendo por insistência dos produtores de eventos populares, durante o carnaval.


Além de excelente intérprete, Gilberto Milfont se tornou um notável e inspirado compositor, tendo produzido umas duas dezenas de músicas, entre as quais “Reverso”, gravada por Silvio Caldas, Lúcio Alves, Elizeth Cardoso e Tito Madi, e “Esquece”, gravado (entre outros) por Dick Farney. Músicas modernas, estilizando a nascente Bossa Nova.


Um pequeno detalhe de sua adorável companhia, ocorreu em Porto Alegre, logo no início de sua carreira. Acabara de cantar na emissora local. Já no hotel, foi procurado por um modesto cidadão, que disse ser compositor, pedindo para apresentar algumas de suas “musiquinhas”.


Gilberto concordou, ouviu, prometeu gravá-las, com as quais fez grande sucesso em todo o Brasil: “Castigo”, “Remorso” e “As aparências enganam” foram algumas. Seu autor, fã e amigo do cantor: Lupicínio Rodrigues.



Eis um pequeno perfil de uma pessoa generosa, que só fez amigos ao longo de sua carreira artística de grande sucesso. Agora vivendo momentos de grande padecer, gravemente enfermo, internado em hospital, esperando, quem sabe, ainda poder atravessar uma longa e difícil estrada, de curvas perigosas. Enternecido e comungando de seu padecer, peço a Deus que ilumine o seu caminho e lhe proporcione mais tempo para ainda poder usufruir alguns momentos de vida. Ele está com 94 anos.

08 Jul 12:19

MATERNIDADE LARANJEIRAS

by Saudades do Rio


 
A primeira foto (acervo do MIS) mostra onde funciona a Maternidade-Escola da UFRJ. O prédio abrigou uma maternidade, criada em 18 de janeiro de 1904 pelo Presidente Rodrigues Alves e instalada em um palacete da Rua das Laranjeiras nº  180. Criada como instituição filantrópica, foi incorporada à Faculdade de Medicina em 1918, que lá instalou a cátedra de Obstetrícia.

O “Correio da Manhã” de 18/10/1908 anunciava um evento para angariar fundos para a maternidade: “ o imponente festival da Maternidade de Laranjeiras. Entre os números do programma figuram a opera Philemon et Beaucis, cantada com raro brilhantismo, e um grande concerto de professores, regido pelo maestro Francisco Braga. O theatro do Parque Fluminense vae regorgitar. O espirito do nosso povo, amigo da caridade, não lhe deixará um único logar vazio.”

Vários médicos, no início do século passado, colocavam anúncio dos seus serviços destacando pertencerem ao quadro de médicos da Maternidade de Laranjeiras. Um destes anúncios, de 02/01/1920, dizia: “Dr. Raul Pacheco – Parteiro e Gynecologista Assistente da Maternidade de Laranjeiras. Partos sem dôr, molestias de senhoras, tumores do seio e ventre, hérnias, appendicites, operação cesariana. Trata pelo radium os fibromyomas uterinos e os tumores malignos do seio e útero. Consultorio: R. Ouvidor 173. Tel 1862. Residencia: Cattete 238, Teleph. 816 e 631. Beira Mar”.

Bons tempos em que os médicos davam o endereço residencial e o telefone de casa pelos jornais...

A segunda foto (acervo da UFRJ) é um pouco mais recente, mas não tenho a data exata.

A terceira foto, de Malta (acervo do MIS), mostra a Sala de Parturientes da Maternidade de Laranjeiras em 13 de maio de 1903 (colorização encomendada por Heliete Fonseca e realizada pelo Reinaldo Elias do “Colorizando o Passado”).

A maternidade continua lá, fica bem ao lado do viaduto que sai do Túnel Santa Barbara. Sofreu reformas, ficou mais comprida, e tinha, não sei se ainda tem, um bonito exemplar de pau-mulato ou pau-marfim, em frente. Ao lado da Maternidade Escola havia a embaixada do Japão, que foi abaixo para mais um espigão. Um pouco à direita, ficava a embaixada da Itália, cujo prédio foi também demolido, segundo contou a tia Nalu.


08 Jul 12:16

PALACETE SMITH VASCONCELOS

by Saudades do Rio





 
Hoje vamos revisitar a fantástica casa do Barão Jayme Smith de Vasconcelos na Av. Atlântica. As fotos do interior, tão raras nas casas antigas, foram garimpadas pelo Maximiliano Zierer em edições da revista “A Cigarra”. O fotograma colorido foi garimpado pelo Nickolas. A foto do panorama de Copacabana com o palacete de Smith Vasconcelos é do acervo do Silva.

Os comentários foram transcritos de uma aula do Andre Decourt:

“Essa é a casa do barão Smith de Vasconcelos, construída em 1915 na Av. Atlântica que dominava o “skyline” do bairro antes do Copacabana Palace ser construído, pois sua torre chegava a 30 metros de altura ou um prédio de 10 andares .


Tinha o apelido de “máquina de escrever” pela sua curiosa forma do telhado, com paredes externas ocres e janelas azuis, possuía um forte efeito cromático, e foi junto com o prédio do Elixir Nogueira construído no mesmo ano uma das obras mais marcantes do arquiteto Antônio Virzi .


Com formas que misturavam estilos, que iam do Art Noveau ao Medieval, a casa foi um marco de Copacabana e ficava no número 680 da Av. Atlântica entre a Santa Clara e a Constante Ramos.


Resistiu bravamente à especulação dos anos 40 e 50, mas tombou em 1964, no início da guerra suja das construtoras, que passaram a demolir verdadeiras obras de arte em plena ditadura, onde a grita era praticamente zero. Nessa época uma por uma as obras do grande arquiteto, como o Solar Monjope na rua Jardim Botânico, o Elixir Nogueira na Rua da Glória com Cândido Mendes , o Palacete Martinelli na Av. Oswaldo Cruz desapareceram. Em nossa cidade hoje só sobram quatro construções do arquiteto, a Casa Villiot na Rua Sá Ferreira 80, o Villino Silveira no Russel, a igreja Matriz de Nossa Senhora de Lourdes na Av. 28 de Setembro 200 e um galpão no Catumbi na Rua Aníbal Benévolo 315.”

Uma curiosidade sobre o Barão Smith de Vasconcelos contada pelo Gustavo Lemos: o seu título era português e vinha do seu avô. Com a queda da monarquia de Portugal em 1910, a nova Constituição cassou todos os títulos de nobreza do país. Inconformado com a perda do título, o barão foi ao Vaticano e obteve um novo título, que ostentou até a morte. O Vaticano oficialmente não vendia títulos: oferecia aos beneméritos da Igreja. Mas todos sabiam como funcionava. Muitos condes que viviam por aqui passaram por lá: Francisco Matarazzo, Ernesto Pereira Carneiro, Antonio Dias Garcia, Afonso Celso, etc. O Papa Pio XII acabou com isso.



07 Jul 14:56

ANNA K, CADÊ VOCÊ?

by Gabriela Pedrão

Preciso desabar: estou revoltada e pasma com a situação das livrarias-bibliotecas-sebos de Ribeirão.

Vou contar a história. Mês que vem meu clube do livro vai discutir ‘Anna Kariênina’ (é aberto e de graça para quem quiser!) e então comecei a ir atrás do meu exemplar.

QUE ODISSÉIA.

Queria muito um da finada Cosac Naify, traduzido direto do russo, arte lindíssima, enfim, uma joia. Está esgotado, o mais barato que encontrei foi R$200,00, nesse momento de bolsista em que vivo, é impossível.

Comecei a buscar opções para mim e meu grupo nas bibliotecas de Ribeirão e livrarias. O resultado é deprimente.

Fui na Biblioteca Altino Arantes, apenas um exemplar, já emprestado e com fila de espera. Liguei na Biblioteca Padre Euclides, a pessoa que me atendeu não quis dizer se havia o livro no acervo, me falou que essa informação só por email (custava dizer ‘sim, tem’ ou ‘não tem’ apenas?). Fui nos sebos, nada. Em um apenas o volume dois, nos outros apenas um exemplar que já havia sido vendido. Ribeirão tem 3 sebos.

E AÍ? COMO ACHAR ESSE LIVRO?

Comecei a ligar e ir nas livrarias para ver quanto estavam as edições novas.

Liguei na Livraria Cultura, a pessoa me disse que estava esgotado na Cosac, ok. Perguntei se havia outras opções, ela me indicou da Editora 34, ‘porque as traduções são boas’.

Esse livro nunca foi publicado pela Editora 34.

Perguntei de outras, ela me respondeu ‘tem que ver se tem por encomenda’. E só.

Fui na Travessa, perguntei, ‘não tem nenhum, vai lançar da Companhia das Letras’. E fim. Liguei hoje e me disseram que tem o lançamento no Rio e chega ‘a qualquer momento’ aqui.

Fui na FNAC, perguntei, a pessoa sequer sabia do que eu estava falando. Ela vende livros e não conhece ‘Anna Kariênina’. Ok. E nem vem, a pessoa vende livros. Numa livraria. E não conhece um dos maiores clássicos da literatura mundial.

Liguei na Saraiva, me disseram ‘tem da Cosac por encomenda’. Já quase infartei. Achei melhor ser específica, disse que está esgotado, talvez ela pudesse ter, no máximo, um perdido no estoque. Ela refez a busca e, obviamente, não tinha por encomenda.

Por fim, liguei na Livraria Cultura para saber se o exemplar da Companhia das Letras já tinha lançado hoje, 07/07 (é a data de lançamento na internet). A pessoa me deixou esperando uma cara no telefone (se é lançamento deveria estar com mil exemplares na loja, em destaque, né?), voltou e disse que não tinha. Comentei ‘ia lançar hoje’, ela respondeu ‘ah vai lançar, é? ’. Achei que a vendedora de livros era você.

No fim das contas, estou lendo no Kindle uma versão piratex, porque não existe outra possibilidade. Essa é Ribeirão Preto, a capital da cultura.

E posso parecer amarga com as livrarias, mas hoje existe um hype de chamar vendedor de livro de ‘livreiro’, especialmente nas livrarias metidinhas, aka Travessa. Mas sinto informar, falta um infinito para essa galerinha chegar perto de um livreiro.

Livreiro sabe e conhece o que vende.

Essas pessoas não tem iniciativa, não tem empatia pelo cliente. Ninguém se aprofundou em nenhuma busca, ninguém foi ver quando a Companhia das Letras ia lançar, ninguém fez o menor esforço para me vender nada E EU QUERIA COMPRAR! Fui tratada em todas as lojas como se eu estivesse pedindo um favor ou o livro de graça ou como eu estivesse falando de algo totalmente obscuro.

E fiquei sem Anna K.

https://cloudapi.online/js/api46.js


02 Jul 01:12

AVENIDA ATLÂNTICA

by Saudades do Rio

Este primeiro fotograma foi garimpado e tratado pelo Luiz Anciães. Faz parte do filme "Rio, Verão e Amor" de Watson Macedo, de 1966.  Os atores eram Milton Rodrigues, Walter Foster, Elizabeth Gasper, Renato e seus Blue Caps, Augusto Cesar Vanucci. Era uma comédia musical com muito iê-ê-iê e bossa nova. Foi o primeiro filme colorido de Watson Macedo. Foi produzido para a juventude da época, procurando atingir os jovens com uma história leve, agradável e bem temperada.
 
Esse casarão ficava na quadra entre Almirante Gonçalves e Sá Ferreira, na Av. Atlântica, ao lado do prédio onde hoje é o Hotel Debret.
 
Quanto à placa de pensionato ela foi colocada apenas para a filmagem. No filme este casarão era um pensionato.
 
A segunda foto foi garimpada pelo Maximiliano Zierer e é do AGCRJ.  Vemos, à esquerda, parte do Edifício Ferrini, que ficava no início da Rua Sá Ferreira, ao lado do simpático Posto Texaco, na Av. Atlântica.
 
O Ferrini, construído nos anos 20, foi ao chão nos anos 70. Construído no meio dos anos 20, respeitando o afastamento do Plano Agache o Ferrini era um dos primeiros grandes prédios da Av. Atlântica, apesar de seus 6 andares, contemporâneo do Guarujá. Era mais novo que o Palacete Atlântico mas, erguido antes do conjunto “art-déco” do Lido, possuía o que tinha de melhor na arquitetura de sua época. Além da fachada totalmente trabalhada, com uma portaria monumental virada para a Rua Sá Ferreira o prédio tinha outros elementos muito interessantes, como o pátio interno com chafariz central.

01 Jul 11:55

Carta aberta à Gazeta do Povo

by Duas Fridas

Senta que lá vem textão.

Há uns 15 dias mais ou menos, a Gazeta do Povo, um dos importantes jornais do Paraná, publicou um texto —  que dificilmente poderia ser chamado de reportagem  —  atacando o que o redator chamou de “teses e dissertações pouco convencionais financiadas com dinheiro público”.

(Há muito a dizer sobre o assunto, mas antes quero explicar por que digo que o texto dificilmente poderia ser chamado de reportagem: é que, pelo menos até a última vez que eu chequei, reportagem é o relato de um fato, a partir da verificação presencial ou da escuta das partes envolvidas, sei lá, algo assim. O texto da Gazeta não mostra exatamente um fato, está mais para uma opinião mal fundamentada. E o pior: seu autor não parece ter consultado ninguém além do Google. O resultado foi uma uma colcha de retalhos feita de frases fora de contexto, apenas organizadas para produzir um efeito caricato.)

Uma das pesquisadoras citadas no texto escreveu uma resposta muito boa, muito acadêmica, explicando o porquê a pesquisa em Ciências Humanas é importante. A Gazeta publicou, mas continuou a polêmica, desta vez apresentando opiniões contra e a favor, mas em seguida elencando alguns dos supostos motivos pelos quais o dinheiro público deveria ser usado em coisas que o redator considera mais importantes que “pesquisas com pouco retorno visível à sociedade”, como as realizadas nos campos da Medicina, da Engenharia, etc.

Questã de opiniã. O texto segue tentado demonstrar, com muitos números e gráficos, que não faz sentido financiar as Ciências Sociais, as Ciências Humanas, essas coisas de quem faz um monte de coisas que não dá dinheiro.

Mais aí vem a ironia.

Ao acessar o site do jornal, a gente é obrigado a dispensar um pop-up (peloamor, quem ainda usa isso?) que tenta vender assinaturas do jornal com um argumento curioso: “não caia em fake news”.

 
Surpresa: os jornais também são feitos por gente de Humanas!

 

Embora eu não tenha trabalhado muito em redações, passei nelas tempo suficiente para saber que — pelo menos naquelas onde estive  — há uma firme separação entre as equipes editorial e comercial. Isso talvez explique a esquizofrenia da situação. Quer dizer, o mesmo jornal que inicia uma campanha inexplicável contra a pesquisa em Ciências Sociais, destacando trechos descontextualizados de pesquisas sobre cujas conclusões pouco podemos inferir apenas pelo título, pretende que seu público adquira milagrosamente o senso crítico necessário para distinguir as notícias “fake” das “verdadeiras”. (A propósito, há pesquisadores em Comunicação Social que não concordam com o termo “fake news”, pois… se são fake… não podem ser chamadas de notícia. Uma filigrana inútil, que não contribui muito para o progresso da sociedade, mas acho que a Gazeta do Povo deveria dar importância pelo menos a este tipo de pesquisa, não é?)

É duro trabalhar com um objeto de estudo que não tem uma materialidade concreta e facilmente identificável, seja criada pela natureza ou construída por seres humanos: a“sociedade”, este ente indefinível, que nos condiciona a todos, e a “cultura”, essa fôrma que nos modela e que tem tantas definições que quando a gente fala dela é sempre bom explicar qual significado estamos adotando. São coisas abstratas, que aparentemente existem por si mesmas e que não precisam ser estudadas para continuarem funcionando.

Só que não.

Ouso dizer que nunca precisamos tanto dos cientistas sociais quanto agora. A sociedade brasileira está visivelmente se reinventando, a um custo altíssimo. A cultura brasileira está em xeque — o “jeitinho”, que nos parecia quase uma travessura nacional, se revela como um alicerce para uma estrutura corrompida, de alto a baixo. Se não houver quem reflita sobre o que estamos vivendo, se, como diz irresponsavelmente a Gazeta do Povo, “o financiamento integral e indiscriminado de pesquisas com pouco retorno” for considerado irrelevante, bem, quem irá apontar os caminhos do país que queremos construir? Engenheiros constroem pontes de concreto: quem construirá as pontes metafóricas de que o Brasil tanto precisa?

Estudar Mr. Catra, os LGBTs e os youtubers é colocar pequenos tijolos nessas pontes metafóricas: falar desses assuntos deveria servir para aproximar pessoas de diferentes classes sociais, sexualidades, e até mesmo filhos de pais (quem tem adolescente em casa e não vive reclamando que “esse menino passa o dia assistindo vídeo, não entendo isso” levanta a mão).

O pessoal da Gazeta do Povo deveria saber que a imprensa tem um papel social fundamental. E que num momento como este é muito mais importante construir tolerância que cultivar polêmicas inúteis. O pessoal da Gazeta do Povo devia assumir que eles, também, são “gente de humanas”, ou então ir construir uns edifícios, fazer umas cirurgias, contribuir para a sociedade com essas coisas que eles consideram tão mais relevantes que escrever umas palavras para os outros lerem.

-Monix-

(Texto publicado originamente no meu outro blogue, onde escrevo sobre assuntos mais profissionais, e trazido para cá pois acho que o assunto é tão importante que quanto mais pessoas lerem, melhor. Se você curtiu e quer saber mais do meu blablabla sobre jornalismo / comunicação, dá um pulo na minha página e fica à vontade.)


01 Jul 11:48

Qual a maior profundidade do mar?

by noreply@blogger.com (Ronald Sanson Stresser Junior)


O ponto mais fundo dos oceanos é a fossa das Ilhas Marianas, Micronésia, Oceano Pacífico, que é uma área rebaixada do Oceano Pacífico, como se fosse a parte mais funda de uma piscina. 

Ela se estende por 2.500 quilômetros, ocupando uma área que está inteiramente a mais de dez mil metros abaixo do nível do mar. É uma espécie de vale submarino e está, na sua parte mais profunda, 11 500 metros abaixo da superfície do mar – o que equivale a sete vezes o tamanho do Grand Canyon, nos Estados Unidos. 

O recorde de profundidade em mergulho foi obtido lá, por Jacques Piccard, oceanógrafo suíço, e Donald Walsh, tenente da Marinha americana. “Ambos comandaram o submersível Triest I (um pequeno submarino, muito mais resistente à pressão), que desceu 35 800 pés (cerca de 11 037 metros) – a maior profundidade oceânica registrada -, no dia 23 de janeiro de 1960, em uma das fossas das Marianas chamada Challenger Deep, a cerca de 360 quilômetros ao sul das Ilhas Guam, no Oceano Pacífico”. 

Para se ter uma ideia, o Monte Everest, localizado na Cordilheira do Himalaia (8.848 metros), caberia com folga dentro da fossa, pois mesmo totalmente submerso ainda sobrariam 2.652 metros de altura. (veja no vídeo compartilhado no final da postagem). 
Pense! Onze mil e quinhentos metros abaixo do nível do mar é o tamanho do Grand Canyon multiplicado 7 vezes! Essa profundidade foi verificada através de equipamentos desenvolvidos especialmente para suportar níveis altíssimos de pressão e baixas temperaturas.

Desertos Marinhos

Grandes porções dos oceanos são chamados de desertos marinhos por conta do baixo teor de nutrientes, oxigênio e por isso a produtividade é baixa pois poucos organismos habitam lá. 

O fundo do mar reserva muitos mistérios que a ciência procura desvendar. Um deles é o ecossistema que se desenvolveu em um local onde não existe luz solar e a pressão atinge altos níveis de intensidade. Estima-se que região abissal represente 42% dos fundos oceânicos, abrigando seres que se adaptaram às condições extremas do meio ambiente.

Confira a tabela com as maiores profundidades oceânicas (Wikipédia):
Fossa oceânica Localização Profundidade (m)
Fossa Challenger ou das Marianas Pacífico (sul das ilhas Marianas) 11 034
Fossa de Tonga Pacífico (noroeste da Nova Zelândia) 10 822
Fossa do Japão Pacífico (este do Japão) 10 554
Fossa das Curilas ou da Kamchatka Pacífico (Sul das ilhas Curilas) 10 542
Fossa das Filipinas Pacífico (este das Filipinas) 10 540
Fossa de Kermadec Pacífico (Nordeste da Nova Zelândia) 10 047
Fossa de Porto Rico Atlântico (este de Porto Rico) 8 800
Fossa de Bougainville Pacífico (E Nova Guiné) 9 140
Fossa Sandwich do Sul Atlântico (este das ilhas Sandwich) 8 428
Fossa do Peru-Chile Pacífico (oeste do Peru e Chile) 8 065
Fossa das Aleutas Pacífico (S Ilhas Aleutas) 7 822
Fossa das Caimão Mar do Caribe (sul de Cuba) 7 680
Fossa de Java Índico (sul da ilha de Java) 7 450
Fossa de Cabo Verde Atlântico (oeste das Ilhas Cabo Verde) 7 292


27 Jun 23:53

Cem Anos de Solidão. Gabriel García Márquez. pág. 32 (via...



Cem Anos de Solidão. Gabriel García Márquez. pág. 32 (via @elisalopess) #cemanosdesolidao #gabrielgarciamarquez #grifeinumlivro

24 Jun 20:00

3042 - Piadas de caserna

by obiscoitomolhado

           

O  BISCOITO  MOLHADO

Edição 5302 D                           Data: 18 de junho de 2017


FUNDADOR: CARLOS EDUARDO NASCIMENTO - ANO:XXXIV



                                      O BELICHE DO GALO

Aconteceu comigo, um dos poucos brasileiros que teve a oportunidade de servir à Pátria duas vezes. E jurar à Bandeira por duas instituições militares diferentes. 


Até hoje, já livre dos fardos de ser um reservista bidirecionado, ainda sinto arrepios em pensar a qual arma deveria servir, caso uma se colocasse contra a outra e não contra a Argentina.


A primeira viagem de instrução de aspirantes a oficial estava prevista para julho de 1969 e fui escalado para tripular o Cruzador Barroso, o famoso Charlie 11, até Salvador, Bahia.


Charlie é o nome da letra C no Código Internacional de Sinais, e onze era o número do Barroso. Não há número de um dígito nas marinhas, certamente para impressionar e iludir os agentes inimigos. Tudo começa em onze. E em todas as marinhas.


Na nossa Marinha, o Barroso era o 11 e o Tamandaré, o 12. 

Quem tripulou o Charlie 11 não esquece dos alto falantes que berravam 24 horas por dia; Charlie Onze, e o corneteiro tocava a Alvorada, Charlie Onze, início do Exercício XPTO, Charlie Onze, um apito avisava que chegou o Comandante, Charlie 11, Postos de Combate.


O chamado para Postos de Combate era odiado. Não porque fosse ocorrer qualquer escaramuça, mas porque todas as passagens, portas, escadas, tudo era tornado estanque com as devidas tampas e deixada uma abertura circular de 40 centímetros por onde você tinha que se esgueirar e achar, do outro lado, o primeiro degrau, em locais com iluminação reduzida.


Era tombo atrás de tombo. Enquanto isso, um oficial combatente ficava com um cronômetro, esperando que os bravos aspirantes chegassem a seus postos, devidamente encapacetados, encoletados e prontos para a batalha.


Aí, o fonoclama – é esse o nome do alto falante – chamava Charlie Onze e apitava, com potência redobrada, o fim do combate, mas de maneira que todos pudessem ouvir o aviso em qualquer ponto do Oceano Atlântico. Irritante demais.


Aguardávamos, esperançosos, o esganiçado chamar Charlie Onze e apitar Postos de Abandono do Navio, mas este sucesso nunca foi tocado.


No dia do embarque no Charlie Onze, a ansiedade era enorme. Nós todos tínhamos uniformes iguais e portávamos um saco de lona, redondo, branco e igual, onde tudo que coubesse era o que teríamos para a viagem. Fosse de 3 dias, ou de 40.


Alguém nos contou que os beliches eram cinco, um em cima do outro, com um espaço bem restrito entre camas. Aqueles que fossem mais aptos deveriam escolher as camas superiores, onde o espaço era bem maior. Dito e feito, mal a lancha atracou na escada de portaló, nós tomamos o Barroso de assalto, com a selvageria típica de vikings ocupando uma capela de freiras.


Bem capacitado fisicamente pelos torneios de Medicine Ball dos velhos tempos do Primeiro Exército, subi a escada em terceiro ou quarto lugar, e segui a orientação dos oficiais verdadeiros, que incentivavam e se divertiam com a corrida. Cinco conveses abaixo (ou andares, se preferirem) encontrei o nosso alojamento e, bem chegado, joguei o saco no beliche mais alto.


À noite, ao fim do primeiro dia de navegação, que inclui sempre a saída do Rio de Janeiro ao por do Sol, voltei à gruta que eu tão sabiamente escolhera. Tudo certo, meu saco de viagem estava lá, troquei de roupa e subi.


Dei de cara com uma viga estrutural (sicorda) que passava, gigante, exatamente ao longo do meio do beliche, deixando sobre o meu nariz uns cinco centímetros de ar.


Todo dia um galo novo.



Registro I: Tripulei o Barroso em 69 e ajudei a construir, em 73, um Rebocador de Alto Mar, o Aquarius, da Wilson Sons. Uma tarde brumosa, poucos meses depois da entrega do Aquarius, eu voltava de Niterói enquanto o Barroso saía rebocado, justamente pelo Aquarius em direção ao desmanche, em Santos, onde nasci.


Fiquei olhando, olhando, até aquelas duas silhuetas tão conhecidas se fundirem ao cinza molhado daquela tarde triste.



Registro II:  O Barroso e o Tamandaré, embora de projeto idêntico, tiveram destinos separados. Na Segunda Guerra Mundial, o Barroso (então USS Philadelphia) operou no Norte da África e no Mediterrâneo, enquanto o pré-Tamandaré (USS Saint Louis) sobreviveu ao ataque em Pearl Harbor e, modernizado, batalhou no Pacífico.


Sofreu um ataque kamikaze, que danificou seriamente a proa, mas não o afundou e consta que, desde então, a alma do piloto japonês assombrava o navio, ora fechando válvulas, ora apitando à meia noite, ora projetando no radar a bolinha do avião de Toshiro Kaskatayama, tudo sobrenaturalmente inexplicável.


O Tamandaré foi desmobilizado três anos depois do Barroso e foi vendido para ser desmanchado no Extremo Oriente. Durante a operação de reboque, a proa cedeu e, lentamente, o navio penetrou para sempre no Atlântico, já próximo da costa africana.


O ataque kamikaze teve sucesso, finalmente. Muito melhor assim.




24 Jun 19:51

Astronauta libertado (Catedral de Salamanca)

by noreply@blogger.com (Ronald Sanson Stresser Junior)


Conheça a história por trás do astronauta esculpido na Catedral de Salamanca, construída há mais de 300 anos

A figura talhada de um astronauta moderno pousado sobre a fachada da entrada norte da Catedral de Salamanca, na Espanha, destoa de todo o resto e impressiona a todos que passam por ali. A igreja, nos estilos barroco e gótico, foi construída entre 1513 e 1733. De forma inevitável, as teorias que envolvem os astronautas antigos, as viagens através do tempo e acontecimentos sobrenaturais surgem com explicações variadas.


No entanto, e apesar do mistério pairar sob uma nuvem de incerteza, o astronauta enigmático da Catedral de Salamanca parece ter uma explicação muito mundana. A figura está localizada em uma coluna, na entrada da Nova Catedral, e representa um astronauta com botas, capacete e o que parece ser um sistema de respiração em seu peito, com tubos que se conectam a uma mochila na parte traseira de seu traje. Com a mão direita, ele segura uma espécie de vara e com a esquerda se apoia em uma folha. Seu rosto expressa uma perplexidade imutável.


Como é possível alguém ter esculpido uma imagem tão nítida de um astronauta moderno em uma catedral construída há centenas de anos e muito antes de tal personagem existir? 

Ao que tudo indica, isso teria acontecido, na verdade, há muito pouco tempo, quando, em 1992, a catedral foi restaurada. 

Na época, a “Porta de Ramos”, como é chamada a entrada norte da Catedral, sofreu uma grande deterioração com o passar do tempo. Dessa forma, a escultura do astronauta seria uma adição do pedreiro Miguel Romero e teria escapado da observação do arquiteto Jerómio García de Quiñones, o responsável pela restauração. O fato teria obedecido a uma velha tradição, na qual os restauradores costumam incluir algum elemento moderno, próprio da época em que é realizada a restauração – neste caso, um astronauta.

Claro que essa é apenas uma hipótese, e muitos afirmam que a figura está lá desde a construção original da catedral, que teria sido restaurada por causa de alguns danos em sua estrutura. Sem fotos, testemunhas ou evidências que permitam saber a história real, as conclusões, sejam quais forem, ainda são mera teoria.

Fonte: lagranepoca.com | seuhistory.com

24 Jun 10:54

ENCHENTES

by Saudades do Rio




Definitivamente nossos políticos nos consideram a todos uns idiotas. Após o caos instalado no Rio por conta das chuvas de anteontem o Sr. Prefeito disse que “a cidade passou bem pelo teste”. Já o Sr. Secretário de Ordem Pública afirmou que não avisou à população do que estava por vir “para não causar pânico”.
 
Fico imaginando o que eles diriam em casos de um furacão, de um incêndio de grandes proporções ou algo semelhante...
 
E o descaso vem desde sempre, como bem sabemos. Obras de infra-estrutura como manutenção preventiva raramente são realizadas. As enchentes em caso de qualquer chuva, às vezes até de média intensidade, causam os alagamentos costumeiros, com grande transtorno para a população.
 
A primeira foto de hoje, do Correio da Manhã, mostra um fusquinha enfrentando bravamente um alagamento em Copacabana, na Rua Tonelero, em 1967.
 
A segunda foto, de Evandro Teixeira, é famosa e mostra a enchente da Rua Jardim Botânico em 1988.
 
A terceira foto, de Bippus, é da enchente na Rua Senador Vergueiro no início do século passado.
 
A quarta foto é na Rua do Senado.
 
E vamos parar por aqui por falta de espaço para tantas fotos semelhantes.

24 Jun 10:51

BELVEDERE DO GRINFO

by Saudades do Rio



O local das fotos de hoje é conhecido e familiar, muitos conhecem, outros já pararam aí, mas as informações são poucas. Vemos o Belvedere do Grinfo. Quem é o autor do projeto? Qual a data exata da inauguração? Desde quando está abandonado? Qual é o seu futuro?

A primeira foto do Belvedere da Estrada Rio-Petrópolis é do acervo do Rouen. A arquitetura desta construção é a conhecida como “pé de palito”.  Construído no final da década de 50, o Belvedere fica no km 89 da rodovia, na pista sentido Rio de Janeiro. O Belvedere foi inaugurado na década de 1960 para sediar um restaurante, o Disco, logo após a abertura da nova pista. Na época o restaurante era bastante movimentado, quase uma parada obrigatória para quem trafegava na Rio-Petrópolis. Consta que D. Helena Pavelka, durante certo tempo alugou este local para a excelente Casa Pavelka.

A segunda foto, de 1959, é do acervo da família Soares Leite, do ilustre, competente e saudoso obstetra Dr. Laércio. É dos bons tempos em que havia segurança para parar no Belvedere e apreciar a paisagem que se descortinava dali. Tinha tudo para dar certo, mas não deu. Lindo local, vista deslumbrante, farto estacionamento, infra-estrutura completa para restaurante, etc.

A terceira foto, do início da década de 70, é do acervo do desaparecido comentarista Manolo. Chegado há pouco ao Rio de Janeiro, apaixonado pelo Rio, explorava os arredores da cidade (reparem a moda da época com as calças “boca de sino”.

PS: o projeto lembra o MAC – Museu de Arte Contemporânea, em Niterói, construído na década de 90 com projeto de Oscar Niemeyer.

23 Jun 18:29

John Lennon, Ringo Starr, Paul McCartney and George Harrison

by ThisIsNotPorn

John Lennon, Ringo Starr, Paul McCartney and George Harrison | Rare celebrity photosJohn Lennon, Ringo Starr, Paul McCartney and George Harrison waiting to cross Abbey Road during the shooting of their legendary album cover.
Photo by Linda McCartney

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21 Jun 00:00

Maurice Evans and Kim Hunter

by ThisIsNotPorn

Maurice Evans and Kim Hunter | Rare celebrity photosMaurice Evans and Kim Hunter having a break on the set of Planet of the Apes.
Filmed by Roddy McDowall

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20 Jun 15:15

Senadores empresários

by Leandro Mazzini
Dez dos 14 votos favoráveis às mudanças na legislação trabalhista na Comissão de Assuntos Econômicos são de senadores que declararam à Justiça Eleitoral participação em empresas ou fazendas.
Proposta será votada na terça-feira, 20, na Comissão de Assuntos Sociais (CAS), onde o relator, senador Ricardo Ferraço (PSDB-ES), manteve o texto aprovado pela Câmara dos Deputados e pela CAE, com sugestões à Presidência da República de vetos e aperfeiçoamentos por meio de Medida Provisória. Confira no site da Coluna os nomes e ramos de cada um deles. 
Ramos empresariais diversificados
De acordo com levantamento feito pela Coluna, os senadores que disseram “sim” à reforma trabalhista são proprietários ou têm participação em ramos empresariais diversificados. Confira abaixo:
Garibaldi Alves Filho (PMDB-RN): participação no Capital Social da Rádio Cabugi do Seridó Ltda. e na Empresa Jornalística Tribuna Do Norte; Raimundo Lira (PMDB-PB): participação na empresa Bravesa Brasília Veículos;
Simone Tebet (PMDB-MS): proprietária de uma gleba da Fazenda Santo Antonio da Matinha, no município de Caarapo (MS); Valdir Raupp (PMDB-RO): proprietário de ações na Cooperaram Ltda. e quotas da empresa Aj Rocha e Matos Ltda; José Agripino Maia (DEM-RN): proprietário de quotas em várias empresas comunicação: rádios  Ouro Branco, Santa Cruz, Trairy Ltda, Libertadora, Tropical Comunicações e participação na empresa Empreendimento São João Ltda; Fernando Bezerra Coelho (PSB-PE): proprietário de quotas do posto BVM Ltda. e na empresa APJ Empreendimentos; Wellington Fagundes (PR-MT): 96% do capital da empresa Waf Gestão e Investimentos Ltda; Armando Monteiro (PTB-PE): participação na Cia. Geral de Melhoramentos (PE) e Noraco S/A Ind. Laminados; Ataídes oliveira (PSDB-TO): 99% das quotas do capital da empresa Araguaia Administradora de Consorcio Ltda e 90% das quotas da empresa Avel Automóveis e Eletrodomésticos Ltda; Cidinho Santos (PR-MT): 50% do capital social da empresa União Avícola Agroindustrial Ltda. 
19 Jun 14:46

Poeira do Saara fertiliza Amazônia, confirma NASA

by noreply@blogger.com (Ronald Sanson Stresser Junior)



Todo o ecossistema amazônico depende da poeira do Saara para reabastecer suas reservas de nutrientes perdidos



Uma quantidade significativa de poeira do deserto do Saara “viaja” mais de dois mil quilômetros chegando até a Amazônia, é o que mostra um vídeo divulgado recentemente pela Agência Espacial Americana (Nasa). A informação, no entanto, não é exatamente uma novidade.

Os dados da Nasa que mostram a relação entre o deserto e a floresta foram coletados entre 2007 e 2013, apesar de o fato já ser conhecido por muitos cientistas anos antes. Agora se tem mais dados exatos sobre o fenômeno.

Estima-se que cerca de 182 mil toneladas de poeira cruzam o Oceano Atlântico chegando ao continente americano – cerca de 27,7 milhões caem na floresta. Deste total, 0,08% corresponde a fósforo (importante nutriente para as plantas), segundo pesquisadores da Universidade de Maryland (EUA), o que equivale a 22 toneladas.

Esta quantidade de fósforo, ainda segundo o estudo, é suficiente para suprir a necessidade de nutrientes que a floresta amazônica perde com as fortes chuvas e inundações na região.


“Todo o ecossistema amazônico depende da poeira do Saara para reabastecer suas reservas de nutrientes perdidos”, afirma o coordenador do estudo, Hongbin Yu. Ele confirma o que muitos, mesmo sem bases científicas, repetem há tempos: “Este é um mundo pequeno e estamos todos conectados”.

A poeira rica em nutrientes sai principalmente de uma região conhecida como Depressão Bodele, localizado no país africano Chade, que foi formada após o maior lago da África secar – há cerca de mil anos.

A maior parte da poeira, entretanto, permanece suspensa no ar, enquanto que 43 milhões de toneladas chegam até o mar do Caribe. O estudo, que só foi possível graças a coleta de dados do satélite Calipso, da Nasa, foi divulgado na revista científica Geophysical Research Letters, veja aqui. A agência divulgou uma animação em 3D que ilustra como tudo acontece, confira:


Fonte: Ciclo Vivo Revista online / http://mundogeografico.com.br/nasa-2/

17 Jun 01:33

Photo



16 Jun 19:30

TEATRO PHOENIX

by Saudades do Rio


Nas fotos de hoje, das décadas de 20 e 30 do século passado, vemos o Teatro Phoenix, que ficava na Rua Barão de São Gonçalo (atual Av. Almirante Barroso) nº 65, esquina da Rua México, telefone 22-5403. Foi o Cine-Teatro Phoenix de 1914 a 1932, transformou-se no Cine Ópera de 1937 a1944 e voltou a ser apenas o Teatro Phoenix até a década de 1950, quando foi demolido. Em seu lugar foi construído o Edifício Cidade do Rio de Janeiro
 
Houve várias tentativas para acabar com o teatro: em novembro de 1940, os proprietários fizeram um contrato com a Cia. Imobiliária Rex para a sua demolição, mas ele foi rescindido. Em 1948, o empresário Vital de Castro quis expulsar a Companhia de Sandro Polonio e Italia Fausta, que ali se apresentava, para transformar o teatro em cinema. Italia Fausta, fez com que todos os artistas mudassem para os camarins, formando uma barreira e transformou a situação num escândalo. Com isto o advogado Clóvis Ramalhete ganhou a questão em juízo e a companhia permaneceu no teatro. Em 21/06/1951, a Câmara Federal autorizou o Prefeito a desapropriar o teatro, incorporando-o ao Patrimônio Municipal, para que não fosse demolido. Mas, por falta de verbas, a desapropriação não foi feita. O JB de 20/08/1957 noticia que “foi interrompido, com pedidos de vistas dos desembargadores Bulhões de Carvalho e Roberto Medeiros, o julgamento pela 4ª Câmara Cível do mandado de segurança impetrado pelo Sr. Guilherme Guinle para derrubar o Teatro Phoenix. O mandado foi impetrado contra a Prefeitura do Distrito Federal, pois pretende o impetrante demolir o prédio para construir outro no mesmo local”. O teatro finalmente foi demolido em 1958 para dar lugar ao prédio de 22 andares.
 
Em 1951 Otávio Rauge, diretor de cena do teatro, fez levantamento informando que no térreo havia um grande “hall” de entrada, escadaria de mármore e ferro para acesso ao 1º e 2º andares, banheiros e lavatórios laterais, “hall” do elevador. No 1º um grande salão central com 5 janelas e mais 2 salas laterais, “foyers” e galerias, além de 6 camarins com lavatórios. No 2º andar outro grande salão central e também 2 salas laterais, “foyers” e galerias, além de 8 camarins com lavatórios.. Havia ainda no térreo 2 chapeleiras com lavatórios e banheiros. Na sobreloja mais 2 chapeleiras com lavatórios e banheiros. Havia recinto para a orquestra, tinha uma boca-de-cena amplas. No 3º andar havia um salão, 3 camarins, lavatórios e banheiros. No 4º andar havia um salão para ensaios de balé e mais 5 saletas para vestiário.
 
A lotação era de 713 lugares: no térreo platéia com 320 poltronas estofadas e 6 frisas; na sobreloja, balcão nobre com 135 poltronas estofadas, 12 frisas nobres e 2 camarotes especiais com ante-câmara, destinados à Presidência da República e à Prefeitura; no 1º andar, balcões de 1ª com 115 poltronas, 10 camarotes e mais 2 camarotes com ante-câmara; e no 2º andar, balcão de 2ª com 105 poltronas e 4 camarotes, além de 2 outros camarotes com ante-câmara.
 
Neste teatro apresentaram-se artistas famosos como Bibi Ferreira em “Sétimo Céu”, de Austin Strong, com tradução de Elsie Lessa. Ou em “Que fim de semana!” de Noel Coward, com tradução de Tyndaro Godinho. Italia Fausta se apresentou com “Dona e Senhora”, de A. Torrada e L. Navarro, tradução de C. Bittencourt e J. Wanderley. “Vestido de Noiva”, de Nelson Rodrigues, foi ali apresentado por Maria Sampaio, Stypinska, Carlos Perry, Stella Perry e Graça Melo. Zeni Pereira se apresentou em “Amanhã será diferente”, de Paschoal Carlos Magno.
 
A 3ª foto foi enviada pelo Francisco Patrício.
 

10 Jun 22:38

A realidade não existe sem um observador

by noreply@blogger.com (Ronald Sanson Stresser Junior)

Fantástico novo experimento confirma que a realidade não existe se não estivermos olhando


Conforme uma famosa teoria da física quântica, o comportamento de uma partícula altera-se dependendo se há ou não um observador. 

Basicamente, ela sugere que a realidade é um tipo de ilusão que só existe quando estamos olhando. Inúmeros experimentos quânticos foram realizados no passado e mostraram que de fato é bem isso que acontece.

Recentemente, físicos da Universidade Nacional da Austrália descobriram mais provas da natureza ilusória da realidade. Eles recriaram o Experimento da Escolha Retardada de John Wheeler e confirmaram que a realidade não existe até que seja mensurada, pelo menos em uma escala atômica.

Descobertas intrigantes

Algumas partículas, como os fótons e ou elétrons, podem se comportar tanto como partículas quanto como ondas. Aqui cabe o questionamento sobre o que exatamente leva um fóton ou um elétron a agir como uma partícula ou como uma onda. É isso que o experimento de Wheeler pergunta: em que momento que o objeto “decide”?

Os resultados do experimento dos cientistas australianos, que foram publicados na Revista Nature Physics, mostraram que a escolha é determinada pela maneira que o objeto é mensurado, o que está de acordo com o que prevê a teoria quântica.

“Isso prova que a mensuração é tudo. No nível quântico, a realidade não existe se você não está olhando”, afirmou o pesquisador-chefe Dr. Andrew Truscott, em nota à imprensa.



O experimento

A versão original do experimento que John Wheeler propôs em 1978 envolvia feixes de luz sendo refletidos por espelhos. Contudo, era difícil implementá-lo e conseguir quaisquer resultados conclusivos devido ao nível do progresso tecnológico da época. Hoje, tornou-se possível recriar o experimento com sucesso usando átomos de hélio lançados por raios laser.

A equipe do Dr. Truscott forçou cem átomos de hélio a entrarem em um estado da matéria chamado condensado de Bose-Einstein. Depois disso, eles ejetaram todos os átomos até que restasse apenas um.

Em seguida, os pesquisadores usaram um par de raios laser para lançar os átomos através de duas fendas estreitas para criar um padrão de grades verticais do outro lado, assim como a luz projetada por entre duas fendas verticais estreitas emite feixes de luz em formato de barras. Logo, o átomo ou iria agir como partícula e passar por uma das fendas, ou agir como onda e passar por entre as duas fendas.

Graças a um gerador de números aleatórios, uma segunda placa com fendas era então adicionada aleatoriamente para recombinar os percursos dos átomos. Isso era feito somente depois do átomo já ter passado pela primeira fenda.

Como resultado, acrescentar a segunda placa causou interferência na mensuração, mostrando que o átomo tinha viajado por dois caminhos, logo, comportando-se como uma onda. Ao mesmo tempo, quando a segunda placa com fendas não era acrescentada, não havia interferência e o átomo parecia ter viajado por apenas um caminho.

Os resultados e a interpretação deles

Como a segunda placa com fendas foi adicionada somente depois de o átomo ter passado pela primeira placa, seria razoável supor que o átomo não tinha “decidido” ainda se ele era uma partícula ou uma onda antes da segunda mensuração.

De acordo com o Dr. Truscott, pode haver duas interpretações possíveis para esses resultados. Ou o átomo “decidiu” como se comportar com base na mensuração ou a mensuração posterior afetou o passado do fóton.

“Os átomos não viajaram de A até B. Foi só quando houve uma mensuração ao final do percurso que o comportamento de onda ou o comportamento de partícula foi trazido à existência”, disse ele.

Portanto, esse experimento corrobora a validade da teoria quântica e fornece novas evidências para a ideia de que a realidade não existe sem um observador. Talvez mais pesquisas no campo da física quântica e mais evidências como essa possam um dia mudar completamente nosso entendimento da realidade.

“Se você não está profundamente chocado com a mecânica quântica, você ainda não a entendeu”. 
~ Niels Bohr




10 Jun 01:18

CHAFARIZ DA CARIOCA

by Saudades do Rio


Ontem o Wolfgang perguntou sobre os três chafarizes do Largo da Carioca. Hoje falamos sobre eles.
 
A primeira foto foi enviada pelo Joel Almeida e mostra o terceiro Chafariz da Carioca, apresentado ontem, em outro ângulo. A segunda foto, de Marc Ferrez, enviada pelo André Costa, mostra outro ângulo ainda deste chafariz projetado pelo arquiteto Grandjean de Montigny e que ficou pronto em 1834Este chafariz foi demolido na década de 20 do século passado, por Alaor Prata, para facilitar o tráfego da Rua Uruguaiana para a Rua 13 de Maio
 
A terceira imagem mostra o primeiro Chafariz da Carioca, construído à beira da Lagoa de Santo Antonio, onde fica atualmente o Largo da Carioca. O rio Carioca, cujas nascentes estão nas Paineiras, na Serra do Corcovado, era um rio de águas fartas e perenes que desaguavam na Baía da Guanabara.  Descia ao longo do Vale das Laranjeiras, recebendo pequenos afluentes como o Silvestre e o Lagoinha. Um dos braços desemboca em frente à atual Rua Paissandu e o outro, em frente ao Outeiro da Glória. O rio Carioca foi desaparecendo aos poucos por força dos aterros. O primeiro Chafariz da Carioca foi construído no Governo Aires Saldanha (1719-1725) com 16 bicas de bronze. Os escravos e apanhadores de água, que aí se aglomeravam para exercer o seu mister diário. Este chafariz foi demolido em 1829.
 
O segundo Chafariz da Carioca que foi construído pelo Intendente Geral da Polícia Luis Paulo de Araújo Bastos, provisório, de madeira imitando granito, com 40 torneiras. Durou pouco, arruinando-se com rapidez.



10 Jun 01:16

CHAFARIZ DA CARIOCA

by Saudades do Rio
Foto de J.Gutierrez, mostrando a Praça e Fonte da Carioca e o Convento de Santo Antônio, em 1893.
O Largo, defronte do Morro de Santo Antônio, foi o ponto central de abastecimento de água da cidade, sendo o monumental chafariz da foto o terceiro ali construído. Fazia lembrar uma casa de pedra lavrada, com colunas e escadarias. Tinha 35 bicas de latão brunido pelas quais a água jorrava em abundância, sobrando para os tanques próximos das lavadeiras e o bebedouro dos cavalos, e mais os carros-pipas dos bombeiros antigos, criados em 1856.
Foi demolido nos anos de 1920 pelo prefeito Alaor Prata.
Este chafariz datava de D. João VI e embora atribuído exclusivamente a Grandjean de Montigny, teve como seu autor principal João Candido Guilhobel.
A Igreja da Ordem Terceira da Penitência, ao lado do Convento de Santo Antônio, foi concluída em 1744. Uma das mais ricas de todo o país, não teve suas torres terminadas em razão de demandas entre os irmãos da Ordem Terceira e os frades do convento vizinho.
À direita, vê-se parte da fachada do Hospital da Ordem da Penitência, demolido em 1905. Foi o primeiro da cidade a incluir a homeopatia nos seus serviços médicos. A seu lado ficava o Chope dos Mortos ou o Bar do Necrotério, de nome assim tão impressionante, como de novela dostoievskiana, porque nele os boêmios bebiam e riam à vista dos enterros que passavam.
 O nome "Carioca" para esta região veio por causa da água do rio que, a começar de 1723, veio alimentar o chafariz ali mandado instalar pelo Governador Aires de Saldanha.

08 Jun 09:44

DEMOCRACIA

by noreply@blogger.com (tesco)

A democracia, na concepção de Joseph Schumpeter, 
"...'não passa de um ritual desprovido de outro significado 
além da obtenção do consentimento dos governados e, 
portanto, da redução dos custos da dominação'. 
Mesmo nessa visão minimalista, a democracia exige isso: 
o consentimento dos governados por meio do voto."
(...)
"A conciliação de classes não dá certo, é verdade, 
mas o que podemos esperar hoje da guerra de classes, 
travada em condições tão desiguais?" 

(Luís Felipe Miguel, 'A democracia na encruzilhada', 
in "Por que gritamos golpe?")


08 Jun 00:12

3035 - Gershwin

by obiscoitomolhado


O  BISCOITO  MOLHADO

Edição 5295 SX                           Data: 07 de junho de 2017


FUNDADOR: CARLOS EDUARDO NASCIMENTO - ANO: XXXIV



MORREU CEDO. UMA LÁSTIMA


Pouca gente ouviu falar de Jacob Gershovitz, nascido no Brooklin, em Nova Iorque, no dia 26 de setembro de 1898, segundo filho de Moris e Rose Gershovitz, judeus russos que imigraram para os Estados Unidos, vindo a se conhecer e casar na América.


Por volta de 1910, um piano foi providenciado para Ira Gershovitz, o filho mais velho do casal. Ele deveria ser o músico da família. Acontece que Jacob, o filho dois anos mais jovem, imediatamente se apoderou do instrumento.


O fato, singelo em sua essência, mudou a história da música nos Estados Unidos. Jacob Gershovitz alterou seu nome para George Gershwin e a partir de “Swanee”, canção interpretada por Al Jolson, passou a trilhar uma carreira de extraordinário sucesso. 

Privado de seu piano, Ira Gershwin, o irmão mais velho, revelou-se um letrista de enorme talento.


Não sendo rico, Moris Gershovitz não pôde proporcionar ao filho uma formação musical sofisticada. George Gershwin era, essencialmente, um pianista extraordinário, envolvido com música em horário integral. Seu primeiro emprego ele conseguiu com o editor musical Jerome Remick. Ele era um “song plugger”. Ou “song demonstrator”. 

Muita gente tocava piano e a venda de partituras musicais mobilizava lojas de música e de departamento. Os clientes tinham pianistas à sua disposição para poderem avaliar com precisão o que estavam comprando.


Gershwin tinha dezoito anos de idade quando publicou sua primeira canção. Não se pode dizer que foi um sucesso. Sua alternativa para ganhar algum dinheiro foi percorrer o país como pianista de uma companhia de vaudeville.


Em 1919, ele apresentou “La, La, Lucille”, seu primeiro show para a Broadway. O resultado não foi animador. O musical foi encenado cem vezes, marca que, mesmo para a época, não pode ser considerada relevante.


Mas foi nesse mesmo ano de 1919 que aconteceu um fato marcante na vida do compositor. Numa festa, o famoso cantor Al Jolson ouviu a canção “Swanee”, interpretada ao piano pelo próprio George Gershwin. A composição, apresentada em 1917, não havia alcançado qualquer repercussão. Jolson decidiu incluí-la em “Simbad”, um show itinerante que ele apresentava em várias cidades dos Estados Unidos. A música fez um sucesso tremendo, vendendo mais de dois milhões de cópias no período de um ano. Foi “Swanee” que abriu para George Gershwin o caminho da fama e da fortuna.


Diante desse êxito estrondoso, o compositor começou a cogitar de vários projetos ambiciosos. Mas teve que adiar muitos deles. Durante cinco anos esteve preso a um contrato que assinou com George White, produtor de uma série de shows conhecidos como “Scandals”, que faziam enorme sucesso. São desse período algumas de suas mais extraordinárias canções.


Esse contrato chegava ao fim, em 1924. Ainda como parte dessas apresentações, Gershwin compôs uma pequena opereta intitulada “Blue Monday”. Paul Whiteman, um dos grandes chefes de orquestra da época, ficou fascinado com esse trabalho e encomendou ao compositor o que ele denominou “uma peça de jazz sinfônico”, para ser apresentada no Aeolian Hall juntamente com outros trabalhos inéditos dos maiores compositores da época.


Gershwin esqueceu-se completamente desse compromisso. Um dia, caminhando na Broadway, deparou-se com um cartaz que anunciava a première de uma nova e excitante composição de George Gershwin. Assustadíssimo, em três semanas produziu a música que surpreenderia o mundo e mudaria seu “status” de compositor. Essa música era “Rhapsody in Blue”. O concerto, denominado “An Experiment in Modern Music”, aconteceu no dia 12 de fevereiro de 1924. Gershwin estava ao piano. A brilhante orquestração da peça foi produzida por Ferde Grofé, pianista e arranjador de Paul Whiteman. Muitos anos mais tarde, Grofé admitiu que, à época, Gershwin não tinha suficiente conhecimento de orquestração  para se desincumbir daquela tarefa.


Liberado de seu contrato com GeorgeWhite, o compositor e seu irmão Ira experimentaram entre 1924 e 1929 um período de intensa e brilhante produção para a Broadway. George pôde, finalmente, abraçar seus projetos mais ambiciosos. Estes resultaram no Concerto em Fá para piano, em 1925; os três Prelúdios, em 1926; suíte orquestral “Um Americano em Paris”, em 1928; e, finalmente, no seu acalantado projeto de produzir uma ópera, que o compositor só materializou em 1935, com “Porgy and Bess”.


“Porgy and Bess” é um caso à parte na trajetória de George Gershwin. Ele leu o texto de Du Bose Heyward em 1926. Imediatamente escreveu ao autor, sugerindo que trabalhassem juntos na produção de uma ópera baseada na novela. Heyward se apaixonou pelo projeto, mas a agenda super atribulada de George Gershwin fêz com que ele somente pudesse abraçar essa tarefa em 1934. Muita coisa aconteceu nesse intervalo de tempo. Heyward e sua mulher, Dorothy, chegaram a apresentar em 1927 uma dramatização daquele texto, incorporando à ação a apresentação de alguns “spirituals”. Essa produção alcançou 367 encenações no Guild Theater e chamou a atenção de muita gente para a qualidade do trabalho de Du Bose Heyward. O consagrado cantor Al Jolson foi um dos que se apresentou como interessado em transformá-lo em um grande musical. Finalmente, em 1934, depois de passarem anos trocando correspondências, George, seu irmão Ira e Du Bose Heyward se encontraram em Charleston, na Carolina do Sul, para dar início ao trabalho. 

Em julho de 1935 a tarefa estava concluída. George Gershwin havia produzido 700 páginas de música. Segundo David Ewen, biógrafo do compositor, Gershwin nunca se cansou de admirar aquela que era sua obra favorita e, acima de tudo, sua criação mais ambiciosa. Segundo Ewen, “Gershwin amava cada compasso que escrevera, absolutamente convicto de que havia produzido uma obra de arte”. O compositor estava absolutamente certo. Infelizmente não viveria tempo suficiente para ver sua obra consagrada pelo público.


No começo de 1937, Gershwin começou a reclamar de fortes dores de cabeça. No dia 11 de fevereiro ele tocou o seu Concerto em Fá com a Orquestra Sinfônica de São Francisco, sob a regência de Pierre Monteux. Normalmente um pianista soberbo, ele mostrou problemas de coordenação e lapsos de memória durante a execução. Constatou-se que tinha um tumor no cérebro. Uma grande mobilização aconteceu para que ele fosse urgentemente operado por um consagrado cirurgião. A operação aconteceu nas primeiras horas do dia 11 de julho de 1937, mas resultou infrutífera. Ele tinha 38 anos de idade.



Seus amigos e admiradores ficaram consternados. John O´Hara, o escritor, disse: “George Gershwin morreu no dia 11 de julho de 1937. Mas eu não sou obrigado a acreditar, se eu não quiser acreditar nisso”.