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24 Mar 20:04

A ditadura perfeita terá as aparências da democracia e os escravos terão amor à sua escravidão

by noreply@blogger.com (Ronald Sanson Stresser Junior)
Admirável mundo novo: até quando uma ficção?

Admirável mundo novo: a proximidade cada vez maior das ficções com o mundo real. Nosso destino se assemelhará à distopia de Aldous Huxley?

Um dos critérios de caracterizar um livro como “clássico” baseia-se no fato de suas ideias nunca envelhecerem. 

Admirável Mundo Novo, escrito por Aldous Huxley em 1932, é um deles. Suas mensagens mantém-se atuais, assim como outros clássicos de autores contemporâneos, como 1984, A Revolta de Atlas e A Revolução dos Bichos.

O livro narra uma sociedade planejada e construída para o bem coletivo. Uma sociedade que molda as pessoas desde antes de seu nascimento e por toda sua infância, com o objetivo de definir antecipadamente seus papéis internos determinados pelas suas castas sociais. Essa moldagem resulta em uma conformação mental generalizada de seus direitos e deveres, garantindo ao controle estatal a manutenção da ordem social, sem quaisquer ameaças de protestos. É um resultado clássico onde a personalidade não é própria, individual, mas uma personalidade representante de um coletivo.

Não há liberdade de pensamento. Não há estímulos para se pensar diferente. A ojeriza à literatura, disponibilizada apenas para determinadas castas, é construída através de condicionamento das crianças através de choques elétricos cada vez que tocam nos livros (lembra muito o proselitismo recente contra o hábito de leitura por um ex-presidente, uma de suas grandes contribuições para a atual idiocracia que vivemos). Um leve pensamento crítico, manifestado por um dos protagonistas, é motivo de chacota e ameaças concretas, assim como ocorre hoje nos casos de tentativa de censura e desqualificações sem argumentos promovidos pelo JEG*. A falta deste pensamento crítico na distopia de Huxley é uma das perdas da condição de humanidade dos cidadãos. O admirável mundo novo não seria tão admirável assim.

Uma das defesas dos ideólogos dessa sociedade é a proclamação da felicidade geral. Mas como uma ideia da felicidade pode ser construída sob os pilares da mentira? A droga “soma”, distribuída pelo governo, mantém a população despreocupada e feliz, reprimindo o pensamento independente e compelindo as pessoas a aceitarem e acreditarem na realidade existente. Pensamentos independentes seriam ameaças extremas à manutenção da sociedade. Quanto tempo falta para criarmos um índice de felicidade em nosso país? Qual seria a nota dada para este índice pelo Cypher, do filme Matrix, que dizia que a ignorância pode ser uma benção?

A inexistência de responsabilidade pelas suas escolhas também pode ser uma benção. No admirável mundo novo de Huxley não havia necessidade de preocupações, pois as ações eram dirigidas para a eliminação do imprevisível da vida social e para o hedonismo. Liberdades sexuais e a inexistência da instituição familiar propiciavam o alardeamento da ideia de que o mundo onde se vive é perfeito, uma utopia. Você não é você. Você é uma classe, um coletivo, uma raça, uma minoria. O Brasil pontuações extremas nesse tema, na medida que negros, LGBTs, índios e companhia já não podem pensar por si próprios como ser humano, mas sim como pertencente a uma casta. Joaquim Barbosa que o diga, após ser difamado pela mídia chapa branca porque seu julgamento pessoal “deu as costas” para sua “raça”, como se nisso houvesse algum sentido**. E quando não houver mais excluídos, o processo de criação ocorre novamente.

O livro, entretanto, deixa um viés de que o desenvolvimento tecnológico pode ser usado para calar a liberdade. Entendo porém, que é justamente a tecnologia que está, aos poucos, nos libertando das ideologias nocivas incorporadas na nossa mente através da Revolução Gramsciana, em função desse grande canal de comunicação mundial denominado internet. Sem ele, governos e grupos econômicos vivendo em simbiose - dependendo do local tendendo ao comensalismo ou parasitismo, já teriam dado passos mais largos para a construção dessa sociedade coletivizada. O que não impediu, entretanto, que nosso país tenha regredido várias casas nos últimos anos. Precisamos acordar logo! E tornar o mundo novo, futuro, realmente admirável.

A ditadura perfeita terá as aparências da democracia, uma prisão sem muros na qual os prisioneiros não sonharão sequer com a fuga. Um sistema de escravatura onde, graças ao consumo e ao divertimento, os escravos terão amor à sua escravidão. – Aldous Huxley

*JEG: Jornalismo da Esgotosfera Governista
** Decidiu aposentar-se precocemente da presidência do STF em funções de ameaças que vinha recebendo


Huxley, Aldous

Uma sociedade inteiramente organizada segundo princípios científicos, na qual a mera menção das antiquadas palavras “pai” e “mãe” produzem repugnância. Um mundo de pessoas programadas em laboratório, e adestradas para cumprir seu papel numa sociedade de castas biologicamente definidas já no nascimento. 

Um mundo no qual a literatura, a música e o cinema só têm a função de solidificar o espírito de conformismo. 

Um universo que louva o avanço da técnica, a linha de montagem, a produção em série, a uniformidade, e que idolatra Henry Ford. Essa é a visão desenvolvida no clarividente romance distópico de Aldous Huxley, que ao lado de 1984, de George Orwell, constituem os exemplos mais marcantes, na esfera literária, da tematização de estados autoritários. 

Se o livro de Orwell criticava acidamente os governos totalitários de esquerda e de direita, o terror do stalinismo e a barbárie do nazifascismo, em Huxley o objeto é a sociedade capitalista, industrial e tecnológica, em que a racionalidade se tornou a nova religião, em que a ciência é o novo ídolo, um mundo no qual a experiência do sujeito não parece mais fazer nenhum sentido, e no qual a obra de Shakespeare adquire tons revolucionários. 

Entretanto, o moderno clássico de Huxley não é um mero exercício de futurismo ou de ficção científica. Trata-se, o que é mais grave, de um olhar agudo acerca das potencialidades autoritárias do próprio mundo em que vivemos.


24 Mar 15:12

ENCHANTED VALLEY

by Saudades do Rio




Nos anos 60 apareceram anúncios como este nos jornais do Rio:

“Aqui mesmo no Rio Texas Ranch abre as portas do Paraíso... é o Enchanted Valley. Onde você adquire um apartamento de sala, 2 quartos, 1 quarto reversível, copa, cozinha, banheiro social, banheiro de empregada, área de tanque”.
E torna-se também proprietário de um clube com sede própria, salão de festas, bar, restaurante, piscina para crianças, piscina para adultos, sauna, quadra de tênis, quadra de basquete, quadra de volley, sala de jogos, etc.”. Construção Cavalcanti Junqueira, vendas Rosa Filler.

Foi a época da construção de muitos clubes e condomínios pela Barra da Tijuca, sendo que vários desapareceram poucos anos depois.

Como se pode ver nas fotos de G. Szendrodi o Enchanted Valley desfrutava de uma localização privilegiada no Alto da Boa Vista, com um panorama deslumbrante voltado para uma quase deserta Barra da Tijuca.

A primeira foto mostra anúncio do local no Jornal do Brasil.

O site http://www.valeencantado.org.br/site/dá mais detalhes sobre este empreendimento.

24 Mar 15:11

RIVIERA DEI FIORI

by Saudades do Rio




Para você que não gostou do que viu aqui na semana passada sobre morar nas torres de Athaydeville, agora tem nova opção: um apartamento de 1, 2 ou 3 quartos no condomínio Riviera dei Fiori.

 

Os primeiros anúncios diziam:

“Rumo ao sol, ao ver, ao mar, é que eu quero estar e viver...

Quero morar onde se possa viver assim e eu ser eu...

Eu sou assim, gosto de gente mas quero ter meu lugar.

Assim eu quero morar...”

RIVIERA DEI FIORI, uma nova qualidade de vida.

 

Morar em espaços livres e horizontes largos é uma idéia que ganha cada vez mais terreno. Riviera dei Fiori é um empreendimento de 208.000 metros quadrados. É um mundo novo enriquecido por 4 piscinas (2 para crianças), 4 saunas (2 para eles e 2 para elas) e 7 quadras de esporte, além de um clube com salão de jogos totalmente equipado.

 

E é uma conquista, porque coloca a sofisticada Barra da Tijuca e a nova qualidade de vida ao alcance dos que sonhavam com ela mas nem se atreviam a contar seus sonhos... Ali há apartamentos de 2 salas e 3 quartos, 2 salas e 2 quartos, 2 salas e 1 quarto, 1 sala e 1 quarto. Todos os apartamentos com suítes e nobres varandas que se abrem para o mar ou para a Lagoa da Tijuca.

 

Seguindo a nova filosofia empresarial que procura preservar a Natureza, criar o máximo de conforto e dar uma nova qualidade de vida, vão ser construídos apenas 7 edifícios.

 

Esta é uma oportunidade que você não pode perder. Venha morar na Barra! Este é o mais fabuloso lançamento da nova filosofia empresarial de Sergio Dourado e Associados”.

 

O condomínio fica no km 3 da Av. das Américas, com frente também para o Canal de Marapendi.

 

PS: tenho um amigo que mora lá há décadas, numa cobertura, e só me fala bem do local.

22 Mar 10:17

Photo

João M

Tempo nublado na redação do Extra.



19 Mar 13:12

Como é que é? - Vitamina C causa câncer?

by none
Resposta curta: Não.
Resposta menos curta: Tanto quanto podemos saber vitamina C é *segura*. *Não* causa câncer (mas tampouco cura, e talvez diminua o risco de alguns).

Resposta longa abaixo.
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Noticiário a respeito de uma recente operação da polícia federal contra corrupção envolvendo grande frigoríficos brasileiros tem trazido alegação de que o ácido ascórbico - a vitamina C - foi utilizado para adulterar carne velha e estragada a fim de vendê-la como estando ainda em condições para consumo humano e que altas doses do composto seria cancerígeno*.

As informações a seguir foram tomadas da revisão sobre os efeitos da vitamina C (aka. ácido ascórbico) na saúde humana feita por Naidu (2003) e de outra por Grosso et al. (2013) (esta última revisão inclui análises apenas dos potenciais benefícios da vitamina C à saúde humana; a de Naidu examina também potenciais efeitos negativos).

De fato, em experimentos in vitro, isto é, com culturas de células, o fornecimento de ácido ascórbico na presença de ferro levou à formação de radicais oxidantes, como o ânion hidroxílico, que pode oxidar e danificar proteínas, lipídios e ADN. Porém, in vivo, isto é, nos organismos íntegros, *não* foi detectado nenhum efeito pró-oxidativo, quer na presença, quer na ausência de ferro, da suplementação com vitamina C. Igualmente *não* há bons indícios de que hiperdosagens de vitamina C cause cálculos renais, as pedras nos rins.

Bom dizer que um efeito mais propalado (diametralmente oposto da alegação veiculada agora): de proteger contra o câncer, tampouco é bem estabelecido (apenas para o caso de câncer de estômago, a vitamina C parece ter algum efeito preventivo). Uma das alegações mais conhecidas a respeito do efeito da vitamina C: de prevenir gripe, também não tem base nos dados - no máximo, e de modo bem marginal, ajuda a abreviar a duração dos sintomas da gripe (algo como 6 dias em vez da média de 7).

Naidu conclui:
"Ascorbic acid is one of the important and essential vitamins for human health. It is needed for many physiological functions in human biology. Fresh fruits, vegetables and also synthetic tablets supplement the ascorbic acid requirement of the body. However, stress, smoking, infections and burns deplete the ascorbic acid reserves in the body and demands higher doses of ascorbic acid supplementation. Based on available biochemical, clinical and epidemiological studies, the current RDA for ascorbic acid is suggested to be 100–120 mg/day to achieve cellular saturation and optimum risk reduction of heart diseases, stroke and cancer in healthy individuals. In view of its antioxidant property, ascorbic acid and its derivatives are widely used as preservatives in food industry. Many health benefits have been attributed to ascorbic acid namely antioxidant, anti-atherogenic and anti-carcinogenic activity. Lately some of these beneficial effects of ascorbic acid are contradicted. The relation between ascorbic acid and cancer is still a debatable as the molecular mechanism underlying anti-carcinogenic activity of ascorbic acid is not clearly elucidated. Regarding the pro-oxidant activity of vitamin C in presence of iron, there is compelling evidence for antioxidant protection of lipids by ascorbic acid both with and without iron co-supplementation in animals and humans. Current evidences also suggest that ascorbic acid protects against atherogenesis by inhibiting LDL oxidation. The data on vitamin C and DNA damage are conflicting and inconsistent. However, more mechanistic and human in vivo studies are warranted to establish the beneficial claims on ascorbic acid. Thus, though ascorbic acid was discovered in 17th century, the role of this important vitamin in human health and disease still remains a mystery in view of many beneficial claims and contradictions."
["O ácido ascórbico é uma das vitaminas mais importantes e essenciais à saúde humana. Na verdade, para várias funções fisiológicas da biologia humana. Frutas e vegetais frescos bem como pastilhas sintéticas suplementam o ácido ascórbico requerido pelo corpo humano. No entanto, fumo, infecções e queimaduras depletam as reservas de ácido ascórbico no corpo e demandam um dose mais alta de suplementação de ácido ascórbico. Baseado em estudos bioquímicos, clínicos e epidemiológicos disponíveis, a DDR (dose diária recomendada) para o ácido ascórbico é sugerido como 100-120 mg/dia para atingir a saturação celular e uma redução ótima do risco de doenças cardíacas, derrame e câncer em indivíduos sadios. Em vista de suas propriedades antioxidantes, o ácido ascórbico e seus derivados são amplamente usados como conservantes na indústria de alimentos. Muitos benefícios à saúde foram atribuídos ao ácido ascórbico: atividades antioxidantes, antiaterogênicas e anticancerígenas. Recentemente, alguns desses efeitos benéficos do ácido ascórbico foram contestados. A relação entre o ácido ascórbico e o câncer ainda é discutível porque o mecanismo molecular subjacente à atividade anticarcinogênica do ácido ascórbico não é ainda claramente elucidado. Em relação à atividade pró-oxidativa da vitamina C na presença de ferro, há evidência convincente de proteção antioxidativa de lipídios pelo ácido ascórbico tanto com como sem co-suplementação de ferro em animais e humanos. Indícios atuais também sugerem que o ácido ascórbico protege contra a aterogênese inibindo a oxidação do LDL (colesterol de baixa densidade). Os dados sobre vitamina C e dano ao ADN são conflitantes e inconsistentes. No entanto, mais estudos do mecanismo e em humanos estão garantidos para estabelecer as alegações de benefícios do ácido ascórbico. Assim, embora o ácido ascórbico tenha sido descoberto no século 17, o papel dessa importante vitamina na saúde humana e nas doenças ainda é um mistério em vista de muitas alegações e contestações de benefícios."]

Já Grosso et al. concluem:
"This review attempts to summarize recent and well established advances in vitamin C research and its clinical implications. Since vitamin C has the potential to counteract inflammation and subsequent oxidative damage that play a major role in the initiation and progression of several chronic and acute diseases, it represents a practical tool to administer in humans for the early prevention of such pathologic conditions. However, many of such well-known beneficial effects of vitamin C intake are still only understood at the phenomenological level and further research is needed to explore the precise effects of ascorbate in physiological systems and in the pathology of diseases at the molecular level. A better understanding of the mechanisms of its action is of major importance in order to define novel potential therapeutic implications regarding vitamin C."
["Esta revisão procura sumarizar os avanços recentes e bem estabelecidos na pesquisa sobre vitamina C e suas implicações clínicas. Como a vitamina C tem o potencial de neutralizar a inflamação e o dano oxidativo subsequente que têm um importante papel na iniciação e progressão de várias doenças crônicas e agudas, ela representa uma ferramenta prática para administrar em humanos na prevenção precoce de tais condições patológicas. No entanto, muitos desses efeitos benéficos bem conhecidos da ingestão de vitamina C são compreendidos apenas no nível fenomenológico e mais pesquisa é necessária para explorar os efeitos exatos do ascorbato em sistemas fisiológicos e na patologia dessas doenças em nível molecular. Uma melhor compreensão dos mecanismos de sua atuação é de grande importância a fim de definir novas implicações terapêuticas potenciais em relação à vitamina C."]

Particularmente em relação ao câncer, os autores pontuam:
"Due to the controversy of results on the vitamin C-cancer correlation and lack of validated mechanistic basis for its therapeutic action, further research is needed to determine the feasibility of using vitamin C in clinical treatment or prevention of cancer."
["Devido à controvérsia dos resultados sobre a correlação vitamina C-câncer e à falta de mecanismos validados para sua ação terapêutica, mais pesquisas são necessárias para determinar a viabilidade de se usar a vitamina C em tratamento clínico ou na prevenção do câncer."]

Uma meta-análise (Lee et al. 2015) de 758 estudos concluiu não haver nenhum efeito preventivo do uso de suplementos de vitamina C contra o câncer. E, como o risco relativo foi 1,00 (0,95-1,05), tampouco encontrou-se algum efeito indutor de câncer de suplementos de vitamina C. Meta-análises menores, incluindo 10 a 20 estudos cada, encontram um efeito protetivo da ingestão da vitamina C contra determinados tipos de cânceres: de esôfago (Yacong et al. 2016), de pulmão (Luo et al. 2014), de pâncreas (Hua et al. 2015), neoplasia cervical (Dan et al. 2016), glioma (Zhou et al. 2015), de próstata (Xiao-Yan et al. 2015). [Chama a atenção o fato de todas essas meta-análises menores serem de grupos chineses. Não obstante o fato de alguns deles terem sido publicados em revistas reputadas, há que se levar em conta o alerta que um grupo de pesquisadores, chineses, faz no estudo cujo título é bastante claro: "The quality of evidence in Chinese meta-analyses needs to be improved" ["A qualidade dos indícios nas meta-análises chinesas precisa ser melhorada"] (Yao et al. 2016).]

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*Alguns exemplos:
R7. "Excesso de ácido ascórbico (vitamina C) utilizado para 'maquiar' carne podre pode provocar câncer, diz especialista" e depois com o título modificado para: "Excesso de ácido ascórbico utilizado em carne podre favorece formação de pedras nos rins e, possivelmente, câncer"
- Em grandes quantidades, o ácido ascórbico pode acarretar cálculo renal e até câncer "

Aparentemente parte da imprensa reproduziu sem verificar a alegação constante no termo pedido de prisão preventiva emitida pela Justiça para a operação, em que consta: "a 'maquiagem' de carnes estragadas com a substância cancerígena ácido ascórbico".

Upideite(19/mar/2017): Vale dar uma conferida na reportagem do UOL: "Produtos usados pelos frigoríficos na carne estragada fazem mal à saúde?"

Upideite(19/mar/2017): Em relação ao ácido sórbico (não confundir com ácido ascórbico, a vitamina C, é outro composto mencionado como usado para a fraude), experimentos in vitro com linfócitos humanos, demonstraram um efeito genotóxico (isto é, que causa alguma alteração nos genes ou nos cromossomos) a partir de uma concentração de 125 μg/ml de sorbato de potássio (um sal do ácido sórbico) (Mamur et al. 2010). Em uma criança de 10 kg, isso corresponderia a um consumo de 1,5 g circulando em seu corpo. Gaunt et al. (1975) com experimentos in vivo não encontrou nenhum efeito tóxico nem carcinogênico em ratos (48 machos e 48 fêmeas) alimentados com dieta acrescidas de ácido ascórbico na proporção de até 10% em massa do alimento durante 2 anos (o que significou uma ingestão de algo em torno de 2 g/dia por rato: ou algo entre 2,5 e 20 g/kg de massa corporal).

Upideite(21/mar/2017): Carlos Orsi, nos comentários, cita revisão sistemática de 78 estudos da Colaboração Cochrane (2012) sobre o efeito da suplementação de antioxidantes na saúde humana: beta-caroteno, vitamina A, vitamina C, vitamina E e selênio. Nenhum parece apresentar efeito de prevenção de doenças gastrointestinais, neurológicas, oculares, de pele, reumatóides, renais, hormonais e outras. Na verdade, beta-caroteno e vitamina E (e talvez a vitamina A, derivada do beta-caroteno) - compostos lipossolúveis - parecem *aumentar* a mortalidade. Nenhum efeito foi observado para vitamina C e selênio - nem preventivo nem deletério.
17 Mar 21:44

O Grito | Reprise

by Clara Gomes

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17 Mar 21:44

JAIDLYYM | Reprise

by Clara Gomes

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17 Mar 18:40

COMPORTA DO JARDIM DE ALÁ

by Saudades do Rio


As fotos de hoje são dos acervos de Aguinaldo Silva (a primeira) e do engenheiro João Carlos Kastrup (as demais). Mostram as obras para construção da comporta do canal que liga a Lagoa ao mar, entre Ipanema e Leblon.
 
Na foto do acervo Aguinaldo Silva, divulgada pelo prezado F.Patricio, vemos um Leblon ainda deserto, bem diferente do atual.
 Nas fotos do acervo do engenheiro Kastrup vemos aspectos da comporta propriamente dita, construída provavelmente por volta de 1926, quando o Prefeito Carlos Sampaio determinou o saneamento da Lagoa e o engenheiro Saturnino de Brito, após cuidadoso estudo, canalizou rios e retificou o canal do Jardim de Alá (que liga o mar à lagoa), além de criar duas ilhas artificiais, a dos Caiçaras e a do Piraquê. Com isto, a água que era doce, passou a ser salobra, e diminuíram as mortandades de peixes e as enchentes da época das chuvas. A partir deste saneamento muitas chácaras foram loteadas e começaram a surgir as ruas do entorno da Lagoa.

Essa é a segunda comporta feita para a Lagoa e a que de fato funcionou graças à teoria do Saturnino de Brito de que a Lagoa tinha que ser salgada e não doce, para combate do lodo, mosquitos e da malária que grassava na região em pleno séc. XX. A primeira comporta era mera extravasadora, o que mantinha a Lagoa totalmente com água doce.

 No grupo junto ao automóvel estão identificados "Freire, Dr. Saturnino, Dr. Duarte e Kastrup".

Como já contou o Decourt, na realidade são três comportas que existem no entorno da Lagoa, funcionando como um grande sistema de vasos comunicantes. As da Visconde de Albuquerque e Gal. Garzon evitam que a água doce das bacias do Jardim Botânico e Gávea entrem na Lagoa e só são abertas em caso de risco de transbordamento. Já a do Jardim de Alah tem duas funções: esvaziar a Lagoa quando por causa das chuvas a comporta da General Garzon e as galerias de águas pluviais trazem o risco da Lagoa transbordar, e na maré alta, para permitir a entrada de água salgada para Lagoa, fechando logo em seguida, na seca da maré, para manter o nível das águas. Só houve um erro no projeto: não se imaginou o carreamento de areia do mar para o canal, o que provoca sua constante obstrução.

A Lagoa recebe as águas de três rios: Rainha, que vem do alto da Gávea, passa por dentro da PUC e deságua no canal da Visconde de Albuquerque e também no canal do Jockey; Macacos, que vem pelo Jardim Botânico lá no alto e desce pela Pacheco Leão e também por uma captação feita pelo Jockey para o seu próprio consumo e, finalmente, o rio Cabeça, que vem pela Rua Visconde da Graça e deságua no canal da Lineu de Paula Machado. O canal da General Garzon recebe as águas do Rio dos Macacos , Cabeça e canal do Jockey.

A ponte ligando Ipanema e Leblon, pela praia, foi construída em 1918. Em 1938 foi construída a segunda ponte ligando Ipanema ao Leblon pela Visconde de Pirajá e Ataulfo de Paiva. A terceira ponte, da Prudente de Morais para a General San Martin é da década de 50. A ponte da Epitácio Pessoa para a Borges de Medeiros é dos anos 60 e, finalmente, a ponte ligando a Rua Redentor à Rua Humberto de Campos foi construída neste século por conta das obras do metrô.

Em 1938 o Prefeito Henrique Dodsworth construiu as praças do Jardim de Alá.

17 Mar 10:18

Jim Carrey

by ThisIsNotPorn

Jim Carrey | Rare celebrity photosJim Carrey on the set of The Mask.

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16 Mar 09:38

PAULANER

by Mundo das Marcas

Feita em Munique, apreciada em todo o mundo. A popularidade da cerveja PAULANER se estendeu além dos limites da cidade de Munique. O prazer especial de uma boa cerveja, o mestre cervejeiro altamente qualificado e o famoso estilo de vida bávaro, são apenas alguns fatores que contribuem para o sucesso da marca PAULANER, local e internacionalmente. Por isso, a marca tem representado a melhor arte de Munique na fabricação de cerveja desde 1634. 

A história 
Forçados a jejuar e se alimentar apenas de pão e água no período da Quaresma, os monges do mosteiro de Kloster Neudeck, no distrito de Au, decidiram que a cerveja poderia ser produzida como “pão líquido”, não violando seus votos. O “pão líquido” dos monges se tornou a primeira Double Bock da história (variedade bastante forte de cerveja), batizada de PAULANER SALVATOR. A partir de então, os monges empreendedores mudaram a história cervejeira para sempre. O nome “Paulaner” tem raízes na Ordem dos Mínimos (Paulaner Orden, em alemão), uma ordem religiosa fundada por São Francisco de Paula (o Santo, inclusive, aparece no logotipo da marca) na Neuhauser Straße em Munique no século XVI. A cerveja que sobrava eles doavam aos pobres ou vendiam nas tavernas do mosteiro. À medida que mais e mais habitantes de Munique começaram a apreciar os benefícios da cerveja dos monges, no dia 24 de fevereiro de 1634 (uma data especial para a cervejaria) produtores locais apresentaram uma queixa ao prefeito para proibir os monges de vender sua cerveja caseira. Mas eles não obtiveram êxito. Esta primeira referência oficial é até hoje considerada a data de fundação da cervejaria PAULANER e tem sido uma parte vital da cultura, tradição e história de Munique desde então.


Em 1773, o Monge Valentin Stephan Still, também conhecido como Brother Barnabas (ou Irmão Barnabás), se juntou ao mosteiro como mestre cervejeiro. Sua abordagem inovadora à fabricação de cerveja estabeleceu novos padrões de sabor, qualidade e digestibilidade. Ele foi o responsável por criar a receita de uma cerveja mais forte que fez sucesso pelas ruas de Munique. A partir de 1780, os monges de Kloster Neudeck foram oficialmente autorizados a vender cerveja sem restrições. Com isso, no final do século, a produção anual dos monges já era quatro vezes maior do que a de outros cervejeiros da cidade. Porém, em 1799 a Abadia de Kloster foi transformada em prisão e a cervejaria PAULANER adquirida, em 1806, pelo mestre cervejeiro Franz Xaver Zacherl, que continuaria a tradição dos antigos monges elaborando uma cerveja tipo Starkbier que recebeu novamente o nome de SALVATOR. Em 1837 aconteceu um fato importante: o rei Ludwig da Baviera declarou a cerveja PAULANER SALVATOR um artigo de luxo, tamanha a sua qualidade. Outro fato inusitado aconteceria em 1844, quando Munique viveu sua primeira “revolução da cerveja”. Isto porque, mais de 2.000 cidadãos protestaram contra o aumento do preço da cerveja quebrando janelas e destruindo móveis e equipamentos nas cervejarias vizinhas. A PAULANER permaneceu intacta, presumivelmente porque sua cerveja era muito boa.


Em 1881, a cervejaria acompanhando os novos tempos introduziu tecnologias mais recentes, como por exemplo, uma das primeiras máquinas de refrigeração, criada por Carl von Linde. Com isso, a cervejaria foi capaz de alcançar uma qualidade consistente em suas cervejas e produzi-las durante todo o ano. O sucesso da cerveja era tanto que, em 1896, para se proteger dos inúmeros imitadores, o nome SALVATOR foi protegido como marca registrada pelo escritório de patentes imperial em Berlim. Já em 1921, a PAULANER continuou crescendo e adquiriu três cervejarias regionais altamente respeitadas, incrementando assim sua produção. Pouco depois, em 1928, a cervejaria, então denominada Paulaner-Salvator Brauerei, funde-se com a Gebrüder Thomas Brauerei. Nas décadas seguintes a cerveja PAULANER conquistou posição importante no mercado alemão e começou a ser exportada para outros países.


Em 1986 a PAULANER surpreendeu o mercado com a primeira cerveja de trigo não alcoólica do mundo, a Waitzinger Weisse, que agora é chamada de Hefe-Weißbier Non-Alcoholic. Pouco depois, em 1989, a cervejaria construiu a adega mais profunda do mundo, 22 metros abaixo do solo, e introduziu a primeira cerveja light da marca (40% menos álcool e menos calorias) e a Paulaner Zwillingskasten, uma embalagem de caixinha dupla, muito mais fácil de transportar as garrafas. No ano de 1994, ocorreu a mudança de nome da cervejaria, de Paulaner Salvator Thomasbräu AG para Paulaner Brauerei AG. Em 1998, a empresa lançou um tipo de cerveja único no mercado - tão fresca quanto uma cerveja de trigo, mas com sabor único de centeio: PAULANER ROGGEN. Em 1999 a cervejaria, uma das líderes na Alemanha, adotou o nome de Paulaner GmbH und Co. KG, e suas vendas totais quebram o recorde de dois milhões de hectolitros.


Em 2005, a empresa continuou inovando através de um novo processo de proteção de aroma que resultou na primeira cerveja de trigo não-alcoólica com levedura, que se tornou um verdadeiro sucesso de venda. Tradicional e inovadora a cervejaria PAULANER comemorou em 2009 seu 375º aniversário e lançou outra grande inovação no mercado: Paulaner Hefe-Weißbier Non-Alcoholic (cerveja de trigo à base de levedura Paulaner, sem álcool) - agora com uma receita aprimorada, cheia de vitaminas e com até 60% menos calorias que sucos, bebidas à base de frutas ou leite. Em 2012, a marca lançou a Paulaner Weißbier-Zitrone, uma refrescante cerveja sem álcool de trigo com um toque de limão, especialmente desenvolvida para ser consumida no verão.


Atualmente a PAULANER oferece uma completa linha de cervejas premium, dentre as quais: Hefe-Weißbier, cerveja de trigo, de cor amarelo turvo e não filtrada, é forte, leve, frutada e sutilmente amarga, sendo que nenhum conservante artificial é utilizado em sua produção; Hefe-Weißbier Naturtrüb, cerveja feita de 60% de malte trigo e 40% de cevada, naturalmente turva, que por ser de fácil digestão, na Bavária ficou conhecida como cerveja “breakfast” (café-da-manhã); Hefe-Weißbier Alkoholfrei, versão sem álcool da famosa cerveja de trigo, apresenta um aroma bem agradável de malte, cereais e pão; Hefe-Weißbier Dunkel, cerveja de trigo escura que recebe adição de maltes de trigo torrados (escuros) e que possui fermento ativo na garrafa; Münchner Hell, de cor dourada brilhante, é uma cerveja puro malte de fácil digestão e de aroma equilibrado com notas florais e forte presença de malte, sendo a mais vendida do mundo em seu segmento; Salvator, cerveja clássica consumida durante o jejum da Quaresma pelos antigos monges, apresenta notas de maltes tostado e caramelo, sendo tão forte e nutritiva que vale como refeição; e Weißbier Kristallklar, cerveja de trigo que passa por uma cuidadosa filtragem, preservando assim o sabor das leveduras. A linha também inclui uma cerveja sem álcool que é bastante consumida durante o período de almoço, além de ser muito saborosa, possuir alta quantidade de vitamina B-12 e ter baixo valor energético, sendo menos calórica que um refresco de maçã.


A ligação com Munique 
A PAULANER permanece conectada à suas origens. A mundialmente conhecida Oktoberfest de Munique e a degustação anual da cerveja Salvator com o “Politiker Derblecken”, dos políticos locais, são apenas dois exemplos de como a marca mantém os seus laços com as tradições da bela cidade de Munique. Os laços profundos da cervejaria com Munique são evidentes, especialmente por sua forte presença na Oktoberfest, maior festival do mundo dedicado à cerveja. O icônico logotipo da cabeça do Santo influencia a aparência da Oktoberfest, assim como a famosa torre da PAULANER, extensamente reconhecível por seus 26 metros de altura, com a enorme caneca de cerveja (com uma capacidade estimada de 42.300 litros) girando no topo, um marco da famosa festa por mais de 100 anos.


A cerveja PAULANER OKTOBERFESTBIER (com 6% de teor alcoólico) é servida em três grandes tendas: Paulaner Festzelt Winzerer Fähndl (familiar e vibrante, é também o local de encontro para os fãs do time do Bayern de Munique), Armbrustschützen-Festhalle (atrai aqueles que valorizam um forte senso de tradição - e ainda hoje abriga verdadeiros clubes de tiro) e Käfer’s Wies’n-Schänke (onde desfilam celebridades e come-se muito bem). Essa cerveja, produzida exclusivamente para a festa (são 10 milhões de litros, 1 milhão consumidos no festival e os outros engarrafados para venda), é servida no famoso copo Mass (em alemão Maß), na verdade uma caneca com 1 litro de cerveja. Há também a cerveja Weißbier (de trigo) no Weinzelt (conhecida como tenda de vinho). Mas, muitas barracas menores também servem a mundialmente famosa cerveja de Munique, acompanhada de deliciosos pratos e quitutes da culinária bávara. A PAULANER é uma das seis marcas de cerveja oficiais da Oktoberfest, juntamente com Augustiner, Hacker-Pschorr, Hofbräu, Löwenbräu e Spaten-Franziskaner.


As cervejarias 
As primeiras cervejarias (em estilo restaurante ou pub) da marca foram inauguradas em 1989. Batizada de Paulaner Bräuhaus, a primeira cervejaria foi aberta na Kapuzinerplatz, localizada na zona turística de Munique, com a sua própria estrutura para a produção de cerveja e pratos típicos da região. Ainda este ano novos restaurantes foram inaugurados em Xangai, Cingapura, Cape Town e St. Petersburg. E nos anos seguintes mais 19 unidades foram inauguradas na China e outras na Rússia. Mais recentemente, em 2013, inaugurou sua primeira unidade em Nova York. Atualmente existem 33 Paulaner Bräuhaus, que além das excepcionais cervejas e chopes da marca servem deliciosas comidas típicas alemãs. Tudo com uma decoração aconchegante e um atendimento de primeira.


Dados corporativos 
● Origem: Alemanha 
● Fundação: 24 de fevereiro de 1634 
● Fundador: Monges do mosteiro de Kloster Neudeck 
● Sede mundial: Munique, Alemanha 
● Proprietário da marca: Paulaner Brauerei GmbH & Co. KG 
● Capital aberto: Não (subsidiária da Brau Holding International AG) 
● Chairman: Roland Tobias 
● Diretor geral: Heinrich Müller 
● Faturamento: Não divulgado 
● Lucro: Não divulgado 
● Restaurantes/cervejarias: 33 
● Presença global: 80 países 
● Presença no Brasil: Sim 
● Funcionários: 2.000 
● Segmento: Cervejaria 
● Principais produtos: Cervejas 
● Concorrentes diretos: Erdinger, Hoegaarden, Löwenbräu, Hofbräu München, Beck’s, Oettinger, Franziskaner e Bitburger 
● Slogan: Gut, Besser, Paulaner. 
● Website: www.paulaner.com 

A marca no mundo 
Atualmente a marca PAULANER oferece mais de 15 rótulos (tipos) de cervejas, produz mais de 2.5 milhões de hectolitros por ano e comercializa seus produtos em mais de 80 países. Suas cervejas de trigo são líderes de mercado na Alemanha, seu maior mercado seguido pela Itália. A PAULANER é a principal marca da empresa Paulaner Brauerei GmbH & Co. KG (50.1% do capital pertencem ao grupo Brau Holding International, enquanto os outros 49.9% pertencem à holandesa Heineken), também proprietária das marcas de cerveja Hacker-Pschorr, Auerbräu, Thurn und Taxis e Hopf. 

Você sabia? 
● Todos as cervejas da PAULANER são elaboradas de acordo com a Lei de Pureza de 1516, a popular Reinheitsgebot, que determina que a cerveja deva conter apenas quatro ingredientes: a cevada, leveduras de cultivo próprio, lúpulo de Hallertau e água pura glacial. 
● O tradicional slogan “Gut, Besser, Paulaner” (em inglês “Good, Better, Paulaner”) foi criado em 1964. 
● A marca é patrocinadora oficial do time de futebol Bayern de Munique. 


As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Fortune, Forbes, BusinessWeek e Exame), portais (UOL e Blog Clube do Malte), sites especializados em Marketing e Branding (BrandChannel e Interbrand) e Wikipedia (informações devidamente checadas). 

Última atualização em 14/3/2017

12 Mar 16:06

Groucho Marx and Alice Cooper

by ThisIsNotPorn

Groucho Marx and Alice Cooper | Rare celebrity photosGroucho Marx and Alice Cooper at a celebrity fundraising event, 1974.

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12 Mar 16:06

Martin Scorsese, Willem Dafoe and David Bowie

by ThisIsNotPorn

Martin Scorsese, Willem Dafoe and David Bowie | Rare celebrity photosMartin Scorsese, Willem Dafoe and David Bowie on the set of The Last Temptation of Christ.

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11 Mar 20:04

Mês da Mulher: Elizabeth Eckford

by noreply@blogger.com (Ronald Sanson Stresser Junior)
Foto: Will Counts
Elizabeth Eckford ignora os gritos dos outros estudantes em seu primeiro dia, integrada em uma escola secundária de Little Rock, em 1957. 

No dia 4 de setembro de 1957, Elizabeth e outros oito estudantes negros tentaram entrar na Little Rock Central High School, reservada apenas para estudantes brancos. 

Uma multidão impediu a entrada, proferindo insultos desclassificantes contra Elizabeth, que foi sozinha por não ter sido informada que os alunos negros viriam em grupo.

Diante do impasse, no dia 24 de setembro de 1957, o presidente, Dwight Eisenhower, tentou convencer o governador Orval Faubus a aceitar as leis federais; mas as negociações fracassaram.

Sem alternativas, para fazer evoluir as negociações, o presidente americano enviou os homens  da Marinha para escoltar os nove alunos negros, para  que eles pudessem entrar na Little Rock Nine Central High School.

Como a maioria dos moradores da cidade estava enfurecido, o governador  radicalizou e decidiu fechar todas as escolas por um ano, em vez de permitir  a mistura entre os estudantes negros e brancos.

Em 1958, Elizabeth Eckford mudou-se para para St. Louis, no Missouri, para  fazer curso de História. Após a faculdade, ela tornou-se a primeira mulher americana afro-descendente, em St. Louis, a trabalhar em um banco.

Nos anos 60, Elizabeth voltou para Little Rock e trabalhou como professora substituta em uma escola pública. Hoje, a Little Rock Central High School abriga um museu que registra os eventos de segregação racial acontecidos e ratifica a sua política contra qualquer discriminação.

Em 1996, sete dos Little Rock Nine, incluindo Elizabeth Eckford, participaram do programa de televisão de Oprah Winfrey, onde  se reencontraram com alguns dos estudantes brancos que apoiaram o racismo naquele lamentável evento.

...
A fotografia  de Will Counts capta as chagas da desagregação racial - em Little Rock e em todo o Sul dos estados Unidos - e registra um momento épico do movimento dos direitos civis.
11 Mar 10:04

APÓS 4 ANOS, TATUAGENS COM O ROSTO DE CHORÃO ASSOMBRAM MAIS DO QUE O SEU FANTASMA

You got a biron, bacon, xotonson, give it up, legalize! Travazon, rasga, rasgazon, travazon, yeah”. Há 4 anos calava-se a voz do cantor e compositor responsável por cravar essas frases no grande songbook da música brasileira. Vitimado por uma quantidade fatal de skate na veia, Alexandre Magno Abrão, o Chorão, deixava a vida e as lojas de roupa extra large para entrar na História. Líder da banda santista de rock californiano Charlie Brown Jr. e skatista semiprofissional sênior, Chorão traduziu em sua música e seu estilo de vida os questionamentos de toda uma geração, como “será que a mina quer me dar o anel?” e “o que só os loucos sabem?”. Amante de uma boa coca, fez comerciais para a marca de refrigerantes, conseguiu deixar Marcelo Camelo com aquilo roxo (o olho), contracenou com um Paulinho Vilhena pré-tratamento para calvície no filme “O Magnata” e revelou um insuspeito parentesco com a apresentadora Sônia Abrão – que teria inspirado o sucesso “Zóio de Lula”, previamente intitulado “Faro de Urubu”. Com tudo isso, não é de se surpreender que milhares de jovens tenham sido marcados por Chorão. O que surpreende, mesmo, é saber que milhares de jovens marcaram o Chorão - em suas peles. Desde o falecimento do cantor, fãs têm procurado estúdios especializados em tatuagens do Bob Marley que parecem do Djavan para imortalizar seu saudoso ídolo em braços, pernas e zonas erógenas. Mas esse estranho fenômeno vem provocando sustos e pânico entre as pessoas expostas a tais imagens. “Eu tava na praia quando vi. Aquele rosto parecia tá olhando pra mim. E, ao mesmo tempo, pro mar. A tatuagem era tão vesga que eu pensei que fosse do Luan Santana”, contou R. M. S., 34 anos, que não quis se identificar. Já Márcia Barbalho, 58, estava com seu neto de 2 anos na fila de uma casa lotérica quando percebeu que o bebê não parava de chorar. “Ele escondia a carinha no meu peito. Eu comecei a olhar em volta, e foi daí que eu me deparei com aquilo. Era horrível… No braço de um cara de camiseta regata, aquela imagem parecia tá rasgando a pele pra escapar do inferno e assombrar a gente”.

Conhecido como poltergeistcharroladrão, o fenômeno chegou ao seu ápice justamente na última segunda-feira, aniversário da morte de Chorão, quando a tatuagem de Renan Almeida, de 23 anos, morador de Diadema, começou a chorar sangue. “Foi muita emoção! Eu fui na pista de skate aqui do bairro, mostrei pros parça… todo mundo deu as mãos, começou a chorar e cantar ‘Otário, eu vou te avisar, o teu intelecto é de mosca de bar’… até que um deles percebeu que na verdade eu tava com uma espinha estourada bem no lugar do olho do Chorão, por isso que tava sangrando”, explicou Renan, meio cabisbaixo. “Na hora a gente ficou meio decepcionado… mas eu quero que se foda essa porra de sociedade!”, completou, antes de ir embora. Sem sapato. Enquanto isso, relatos indicam que o fantasma de Chorão tem assombrado o estúdio de Rick Bonadio, onde o produtor, feito Jack Nicholson em “O Iluminado”, foi visto datilografando ininterruptamente numa velha máquina de escrever a frase “Muita banda sem um Chorão faz de mim um pobretão”.

Twitter: @ForadoBeico

facebook.com/foradobeico

11 Mar 00:09

AUTO-ESTRADA LAGOA-BARRA

by Saudades do Rio



Foto 1: acervo A. Silva
Fotos 2, 3 e 4: acervo Manchete
 
Das obras realizadas para as Olimpíadas uma das melhores foi a construção de mais um túnel ligando São Conrado à Barra, hoje utilizado em mão e contra-mão. Praticamente desapareceram os engarrafamentos monstros em São Conrado. A grande obra anterior foi a construção da Lagoa-Barra no início dos anos 70.
 
Até meados da década de 60 pouco havia em São Conrado, antes da inauguração do Hotel Nacional. De mais importante o Gávea Golf (de 1926), a Casa de Retiros Anchieta (Casa dos Padres Jesuítas, de 1925), a igrejinha de São Conrado (de 1903), o Bar Bem (“É um mal não freqüentar o Bem”), o Boliche Pé-de-Vento,  um posto de gasolina, o “drive-in” do Pepino (sem tela de cinema), a Vila Riso (em meados de 1700 foi construída neste local a sede da fazenda São José da Alagoinha da Gávea. Anos mais tarde a propriedade, já desmembrada, foi adquirida por Ferreira Viana, Conselheiro do 2º Império. Em 1932 foi comprada pelo Comendador Osvaldo Riso). Depois, além do Hotel Nacional, vieram o Hotel Intercontinental, o boliche e depois motel King´s, o tempo da roda-gigante, das barraquinhas de milho e do tobogã, a padaria Biruta, o condomínio Village São Conrado, o Fashion Mall, os edifícios junto à praia e muita coisa entre a Rocinha e o Gávea Golf, inclusive a concentração do Flamengo (em cujo local, dizem, será construída uma maternidade do grupo D´Or), o motel Escort e o supermercado Zona Sul.
 
Quando da construção da Lagoa-Barra o DER fez a seguinte propaganda: "DER-GB AUTO-ESTRADA LAGOA-BARRA A Auto-Estrada Lagoa-Barra, integrante do trecho Rio-Santos da BR-101, é o principal investimento do Departamento de Estradas de Rodagem nos últimos anos. Com pistas inteiramente bloqueadas, possibilitando uma velocidade diretriz de 80 quilômetros horários, a distância entra a Lagoa Rodrigo de Freitas e a Barra da Tijuca será percorrida em apenas 7 minutos, fator determinante da futura ocupação da Baixada de Jacarepaguá, como verdadeiro pulmão da Zona Sul do Estado.  Com a construção do elevado da Av. Paulo de Frontin e conclusão do túnel Rebouças, aquela região ficará a apenas 20 minutos do centro da cidade. A auto-estrada consta das seguintes obras: Túnel Dois Irmãos - duas galerias de 1.600 metros de extensão. Viaduto sobre a Avenida Niemeyer - duas pistas paralelas. Pista dupla em São Conrado - 2.300 metros. Túnel do Pepino - 190 metros, em pistas superpostas. Elevado do Joá - 1.100 metros, em pistas superpostas. Túnel do Joá - 385 metros, em pistas superpostas.Ponte da Barra - 620 metros, em pistas paralelas.”
 
A previsão de 20 minutos até o centro da cidade foi bastante otimista.

06 Mar 09:49

Jucá e a Suruba do Governo

by Bemvindo Sequeira


                                                                     Prestes, o Cavaleiro da Esperança

Mas essa tal suruba de que falou o nobilérrimo Romero Jucá deixou os velhinhos do governo em petição de miséria, Serra deu jeito na coluna, Padilha vai ter que tirar a próstata, Eunício também está mal...suruba é coisa pra jovens, não é coisa para velhos arcaicos.



Ao tocar no assunto lembro-me de quando Prestes retornou ao Brasil depois do exílio e nós do PCB estávamos tentando modernizar o Partido e discutir os temas que hoje fazem parte da pauta progressista, aí tivemos um encontro com ele  e no encontro foi-lhe perguntado se alguma vez ele havia feito suruba.

Aos 80 anos Prestes não sabia o que era suruba. Teve que ser salvo pela informação dos membros da mesa.


Lutou tanto que nem teve tempo para orgias. Já o Jucá...


Jucá o Cavaleiro da Suruba

04 Mar 20:57

Logan

by Chico Fireman

Logan

As primeiras imagens de Logan poderiam estar em qualquer um daqueles filmes baratos em que postos de gasolina no meio do deserto estão entre os cenários preferidos. É a América profunda, aquela que esconde criaturas estranhas como as que povoam o primeiro longa de James Mangold, Paixão Muda, rodado há mais de vinte anos, e para a qual ele só volta bem acompanhado, seja por Johnny Cash, por personagens de um western antigo ou por Wolverine. Em suas primeiras cenas, a fotografia do filme, quase sem tratamento, busca ao mesmo tempo o tom rústico que Mangold impõe ao longa e o isolamento que o protagonista impõe a si mesmo e aos poucos que restam perto dele.

Um ponto de partida digno para um filme sobre os últimos passos de um homem como o personagem que ele carrega há quase duas décadas. Interpretando um herói finalmente vencido pelo tempo, com um décimo dos poderes e do vigor que o mantiveram vivo por muito mais do que qualquer um de seus pares, contaminado por sua própria condição, Wolverine vive recluso com um Professor Xavier nonagenário num mundo onde já não há mais mutantes, mas a perseguição continua. Mangold filma a decadência do personagem com um olhar duro e desesperançoso de uma balada country sobre um homem que está cansado do mundo e da solidão. Sobre seus ombros pesam as últimas responsabilidades, das quais ele não é capaz de abdicar. É o que ele enxerga como seu destino e sua punição.

O momento de introspecção do personagem foi a deixa perfeita para que Mangold se voltasse por completo para esse cenário que ele tanto examinou e para seu próprio arsenal de referências. Hugh Jackman ganhou certa liberdade para fazer sua despedida da série e chegou com a ideia de um filme que misturasse Os Imperdoáveis, O Lutador e Os Brutos Também Amam. Do primeiro, o diretor tirou um protagonista herdeiro dos personagens de Clint Eastwood, com um código moral rígido, mas moldado à base da violência; do segundo, um homem consciente de sua idade e de sua condição; do terceiro, citado literalmente, alguém que encontra um herdeiro, uma maneira de continuar.

É a entrada desta nova personagem em cena que transforma, aos poucos, o protagonista e o próprio filme. Mangold passa a permitir um maior cuidado com a estética das cenas à medida que Wolverine passa a se enxergar com uma nova missão. Hugh Jackman nunca esteve tão bem no papel e talvez em toda sua carreira como ator e sua interação com Patrick Stewart, que nunca foi tão intensa, e com a novata Dafne Keen, um achado, só ajudam reconhecer o talento do homem. Embora não esqueça o humor e a ironia, Mangold se concentra nas cenas dramáticas e em construir uma homenagem definitiva à mitologia do personagem, que embora seja canadense, é a reciclagem de muitos heróis americanos, de muitos Clint Eastwoods. Encontrar sua sensibilidade é para poucos e, em Logan, James Mangold só acertou no alvo.

Logan EstrelinhaEstrelinhaEstrelinhaEstrelinha
[Logan, James Mangold, 2017]

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03 Mar 11:12

Stan Lee

by ThisIsNotPorn

Stan Lee | Rare celebrity photosStan Lee caught in Spider-Man’s web.

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03 Mar 11:11

HOTEL NACIONAL

by Saudades do Rio


A primeira foto de hoje, do acervo do F. Patrício, mostra um aspecto da construção do Hotel Nacional, obra realizada a partir de 1968, em São Conrado, segundo projeto de Oscar Niemeyer. A segunda foto é do desaparecido Manolo, talvez de 1973. A construção do hotel deu-se a partir de um grande cilindro de concreto onde "penduravam-se" as lajes radialmente. É o mesmo processo que foi utilizado na construção do edifício do Clube da Aeronáutica e do prédio do BNDES. A concretagem é feita com formas de aço deslizante, em processo muito rápido, e as lajes são bandejas apoiadas somente no centro, sem colunas nas pontas.
 
Após muitos anos de sucesso ficou abandonado e agora reabriu sob a bandeira Meliá. Pertencia inicialmente à Rede Horsa, do empresário José Tjurs, tinha 510 quartos, um grande centro de convenções e em seu teatro se apresentaram grandes artistas. Abandonado desde 1995, foi a leilão várias vezes para, segundo consta, saldar as dívidas da Interunion Capitalização.
 
Como a maioria dos projetos do Niemeyer o Hotel Nacional é muito bonito visto de fora, mas deve ter muitos problemas de instalação de suas utilidades. A manutenção predial deste prédio redondo apresenta sempre singularidades e a cada problema apresentado a abordagem é peculiar, a começar pelos elevadores, mobiliário para quartos, e por aí vai. Problema maior é a insolação, pois como tudo é de vidro e a fachada é total e redonda, a turma da climatização sofre por conta de tentar equilibrar as temperaturas internas. A cada momento do dia o sol se posiciona em pontos diferentes e a temperatura de cada cômodo muda drasticamente em pouco tempo e o AC tem "suar" para conseguir um equilíbrio imediato.
 
Inúmeros eventos foram aí realizados tais como formaturas (de vários comentaristas do “Saudades do Rio” como a Nalu, o Rafa e a Dra. Evelyn), convenções, congressos médicos, feira de informática, o Free Jazz Festival, peças de teatro, shows musicais, noite de núpcias (inclusive a do Conde di Lido), badalação na boate Mikonos, feijoadas em seus restaurantes.

Ainda ontem O Globo publicou reclamações de vizinhos por conta do barulho de compressores de ar-condicionado. Instalados com licença provisória da Prefeitura para atender à demanda das Olimpíadas, com a promessa de solução do problema logo após, permanecem lá até hoje. Coisas do Brasil.

26 Feb 09:50

Quantos bytes uma variável float ocupa? E uma int?

by Rodrigo Feliciano
Bom, dias atrás um colega virou pra mim e perguntou:

- Quantos bytes tem uma variável float?

Respondi de bate-pronto:

- Depende... Mas na maioria dos casos são quatro.

E mostrei pra ele um velho truque para saber quantos bytes um tipo de variável ocupa (em C):

printf("%i",sizeof(float));    /* troque o float para o tipo desejado */

Então, em 99% dos casos você vai ver que o float ocupa quatro bytes (32 bits). O grande problema em C é o tal do int, que depende do processador e/ou do compilador. Normalmente o pessoal que programa para PC não se preocupa muito com isso, mas para sistemas com microcontroladores pode dar uma dor de cabeça quando for salvar a variável (numa EEPROM por exemplo). A melhor opção é não usar int. Não custa nada incluir a inttypes.h e usar os tipos dela (int8_t, uint8_t e por aí vai) ou criar os seus próprios typedefs num canto qualquer.

Pois então, depois da pergunta fiquei curioso e resolvi testar alguns compiladores e sistemas diferentes. O programa de testes é este:

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#include <stdio.h>

int main(int argc, char** argv)
{

printf("\nInt = %i bytes",sizeof(int));
printf("\nFloat = %i bytes",sizeof(float));

printf("\nFloat* = %i bytes",sizeof(float*));
printf("\nInt* = %i bytes",sizeof(int*));
printf("\n\n\n");


return 0;
}

As linhas 6 e 7 são pra mostrar a quantidade de bytes dos int e float. Incluí logo depois (linhas 9 e 10) um teste para os ponteiros para estes mesmos tipos. Claro que os ponteiros ocuparão a mesma quantidade de bytes, mas vai que alguém resolveu inventar moda. Nunca se sabe...

Para começar, o bom e velho Dev C que mantenho instalado e uso quando preciso gerar um programinha rápido. E o resultado foi este:

Compilador Dev C
Ele usa o GCC 4.8.1 para 64 bits e o resultado foi 4 bytes para int e float e 8 bytes para os ponteiros. Testado no Windows 7 de 64 bits. Aí vemos que o int não segue o número de bits do sistema, parece que ele vai ficar nos 32 bits mesmo.

Agora os testes com compiladores online, via browser (como é bom viver no futuro):

Compilador C

Compilador C
No primeiro caso o jdoodle deu nó (warnings) com o %i no printf, mas funcionou direitinho (o sizeof retorna um int). E junto com o Codingground deu o mesmo resultado do Dev C.

Dos compiladores online o que deu uma pequena diferença foi o Codechef com ponteiros de 32 bits:

Compilador C

Um sistema diferente que testei foi o Nios II da Altera, numa plaquinha chinesa com uma FPGA Cyclone IV (já tinha tudo ligado e instalado no PC):
Console NIOS II
O NIOS II pode ser definido como um "microcontrolador por software" e o teste confirma a sua natureza de 32 bits.

E nos microcontroladores? Como não queria perder tempo ligando uma placa e instalando uma IDE resolvi testar no CodeWarrior 6.3 que tenho instalado numa máquina virtual com windows XP. Nele eu posso simular o software sem precisar gravar numa placa.

Usei o Wizard dele e gerei um programa mínimo com o Processor Expert:
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/* Code Warrior */

int var_int,var_float,pointer_float,pointer_int,res;

void main(void)
{
/*** Processor Expert internal initialization. DON'T REMOVE THIS CODE!!! ***/
PE_low_level_init();
/*** End of Processor Expert internal initialization. ***/

/* Write your code here */
/* For example: for(;;) { } */

for(;;)
{
var_int = sizeof(int);
var_float = sizeof(float);
pointer_float = sizeof(float*);
pointer_int = sizeof(int*);

res = var_int + var_float + pointer_float + pointer_int;

}
}

Salvei os resultados dos sizeof em variáveis para aparecer no simulador e a soma ali na linha 21 é só pra ele gerar o código. Sem ela o CodeWarrior dá um de esperto e não compila as linhas anteriores, já que não serviriam pra nada.

Algo interessante é que numa das telas do wizard dá pra escolher o tamanho do double, mas não o tamanho do float (ou não tem ou é IEEE32):
CodeWarrior HCS08

No primeiro teste selecionei um microcontrolador MC9S08QE128 de 8 bits:
CodeWarrior HCS08

E tá lá o float de 32 bits (4 bytes). O interessante (e esperado) são os ponteiros para 16 bits. Já o int são dois bytes.

Agora passando para Coldfire V1 (MCF51QE128 de 32 bits) a tela do wizard muda e temos a opção do float e double de 64 bits.

CodeWarrior Coldfire Wizard
E o resultado:
CodeWarrior Coldfire
Eita, temos um problema aí. Eu selecionei o float de 64 bits, mas ele saiu com 32 bits. Provavelmente um erro na tela do wizard. Os ponteiros são de 32 bits, de acordo com a arquitetura dos Coldfires. Era pra testar com o CodeWarrior para Coldfire V2, mas ele está instalado num HD antigo e não quis abrir meu PC pra fazer o teste.

Acho que já ficou claro então que o float é de 32 bits e o int varia. Mas fiz um último teste, com o saudoso Turbo C. Como vivemos no futuro posso rodar o compilador ancião diretamente no browser:

Turbo C

O Turbo C é do tempo do DOS e o resultado não poderia ser outro:
Turbo C
É igual ao do microcontrolador de 8 bits da Freescale: int de 2 bytes, float de 4 e endereços de 16 bits. Era assim nos tempos anteriores ao Pentium.
26 Feb 09:18

Boris Karloff

by ThisIsNotPorn

Boris Karloff | Rare celebrity photosBoris Karloff having a break on the set of Frankenstein.

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25 Feb 10:29

Realidade Tecnológica

by Clara Gomes

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24 Feb 22:15

CLUBE COSTA BRAVA

by Saudades do Rio


Ainda outro dia falou-se aqui no "Saudades do Rio" sobre o Clube Costa Brava.

Vemos hoje duas fotos da década de 60 deste clube fundado em 1962 em São Conrado e cujo acesso é pela Estrada do Joá. Um dos destaques deste clube é a piscina com água do mar, na Ponta do Marisco.

O projeto, na Joatinga, foi dos irmãos Menescal (Bruno, Ricardo e Renato – o irmão Roberto é músico famosíssimo) e enfrentou vários desafios para ser construído, dado o local escolhido. Este clube foi tombado pela Prefeitura do Rio na gestão de Eduardo Paes.

Durante muito tempo foi um dos clubes mais badalados da cidade, mas da década de 90 para cá, perdeu prestígio. Além de festas de formatura como a do desaparecido comentarista Rafa, os "reveillons" eram famosos, assim como a "pelada" de sexta-feira à noite, onde por anos desfilaram craques do "Panela", famoso time de futebol "soçaite". Recentemente o clube, após um período difícil, se reergueu. Durante as Olimpíadas de 2016 ali se instalou a Casa da Itália.



Foi um grande desafio para os arquitetos construir neste local. Além da piscina de água salgada há outra de água doce na cobertura, quadras desportivas, salões de festa e as famosas termas.



Nosso prezado Candeias era frequentador assíduo dos jogos de voleibol que ali se realizavam e também já atuou como cantor neste clube. Conta ele ainda que o Costa Brava foi usado, de vez em quando, pela Seleção Brasileira de Futebol quando estava sob o comando de João Saldanha. Uma vez os veteranos da seleção, Pelé, Gerson e Carlos Alberto, resolveram formar um time de futebol de salão e desafiaram os outros. Acontece que os veteranos vieram do futebol de campo e o outro time foi formado por jogadores vindos do futebol de salão, todos muito hábeis. Não me lembro do goleiro, mas os outros eram Paulo Cesar Caju, Edu, Tostão e Rivelino. Saldanha encerrou o treino antes de terminar o primeiro tempo porque os veteranos já estavam perdendo de goleada e apelando para a violência porque não viam a cor da bola.
O acesso ao clube é pela Estrada do Joá, perto do ponto mais alto, através do "condomínio fechado" em que se transformaram as ruas da região (mais um dos absurdos que assolam o Rio, onde particulares fecham ruas e as tornam privativas, embora continuem a se beneficiar das benesses públicas - um escândalo para o qual a Prefeitura faz vista grossa).

Curiosidade: em 1967 realizou-se no Costa Brava, no dia 19 de maio, às 21 horas, a final do “Concurso Jovem JB-FAENZA”, que aquele JORNAL DO BRASIL organizou. Após rigorosos testes de cultura geral e de elegância, foram selecionadas jovens para o desfile. Elas ganhariam as roupas com que desfilassem e a vencedora seria contratada pela FAENZA por um ano, com salário mensal de NCr$ 400, para ser modelo exclusiva da marca.

A escolhida pelo júri presidido pela Condessa Pereira Carneiro foi a estudante de Jornalismo e Ballet MARIA LUIZA AFONSO PENA, que recebeu o prêmio durante jantar oferecido pelo Secretário de Turismo, o Sr. Carlos de Laet. A festa foi animada pelo conjunto de iê-iê-iê “The Drivers” e pelo pianinho de Mozart.  A apresentação foi de Helena Brito Cunha.
 
 

24 Feb 15:27

Dusty the Italian Greyhound

by Dogs

This is Dusty, a 1.5-year-old male Italian greyhound from Montgomery, AL.  At nearly two years old, it was time to get Dusty a woman. Here's a peek at his photo shoot…Okay, okay, so I was REALLY trying a picture of him punching me in the face (a favorite pastime of his), and he gave me his "sexy dog" pose instead. Ham. Photo sent by Erin.

22 Feb 00:37

Malcolm McDowell and Stanley Kubrick

by ThisIsNotPorn

Malcolm McDowell and Stanley Kubrick | Rare celebrity photosMalcolm McDowell and Stanley Kubrick on the set of A Clockwork Orange.

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20 Feb 20:28

UM BAIXO-RELEVO TIJUCANO

by orioqueorionaove

A postagem de hoje é tão-somente um registro do baixo-relevo localizado na fachada do Colégio Estadual Paulo de Frontin, cujo prédio novo foi inaugurado no dia 10 de novembro de 1929.

A então bem conservada fachada da então Escola Profissional Paulo de Frontin pode ser vista abaixo, em foto P/B do livro A Cultura Brasileira, de Fernando de Azevedo. A imagem colorida, mais abaixo, foi feita em março de 2014.

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O endereço é Rua Barão de Ubá, 399, no Rio Comprido.

Pela simples análise do baixo-relevo já é possível inferir tratar-se de uma instituição de ensino profissionalizante, como as muitas que surgiram na cidade com a reforma do sistema de ensino conduzida pelo Professor Fernando de Azevedo em 1928. E mais: uma instituição de ensino para mulheres!

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Analisemos, pois, essa composição, que carrega consigo certa ingenuidade formal.

Dispostos simetricamente no baixo-relevo estão sete figuras humanas: cinco figuras femininas emolduradas por duas figuras masculinas. A mulher central e os dois homens carregam atributos clássicos do Conhecimento e da Vitória – uma vitória conquistada pelo esforço da Educação: ela carrega uma tocha e cada um deles porta um ramo de louros.

Já as quatro mulheres restantes – duas de pé e duas ajoelhadas – carregam atributos alusivos às atividades desenvolvidas na instituição: um pincel, um tear, uma cesta e uma matriz litográfica?

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18 Feb 11:28

Some vintage cultural appropriation

by Paula Zargaj-Reynolds

Gorgeous old neon signs with Native American themes.

Turquoise Teepee on Route 66 in Williams Arizona:

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Indianhead Motel in Wisconsin:

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Chippewa Resort in William's Bay, Wisconsin:

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Found at Brad Corneliusoldridez

17 Feb 13:26

BAR E RESTAURANTE DO JOÁ

by Saudades do Rio




O prezado Mauricio Lobo, do Tempore Antiquus, faz uma descoberta de fotos muito interessantes, seja do Rio, seja de Petrópolis. As duas primeiras de hoje foram recentemente publicadas por ele e mostram a Estrada do Joá, com o Bar e Restaurante do Joá.
 
O ângulo da segunda foto já é bem conhecido de todos que curtem fotos do Rio antigo. Esta foto foi publicada na edição de março de 1942 da "Revista Ilustrada" e tinha a descrição de "um dos pontos de maior renome turístico da cidade". Era o Bar e Restaurante Joá, inaugurado em 03 de janeiro de 1930. Quem ali trabalhou foi o garçon José Rodrigues Valente que, no JB de 10/12/1971, conta que “os primeiros dias no emprego foram muito fracos, pois por conta da 2ª Guerra Mundial havia racionamento de gasolina. Acabada a guerra o local voltou a ser sucesso, tendo no serviço seis garçons que se desdobravam para atender a todos. Havia música de “juke-box” (Fox-trots, Swings, Sambas) e embora não houvesse pista apropriada a maioria dos fregueses dançava. A casa abria às 8 horas da manhã e poucas horas depois já estava cheia de fregueses para o café da manhã ou drinques. A partir de 1955, conta ele, o movimento começou a cair, mas em 1971 continuava a trabalhar lá embora houvesse dias em que não atendia a nenhum freguês. A “juke-box” foi trocada por uma vitrola e as cadeiras de vime por outras de plástico.
 
O interessante é que a revista, naquela época, estava fazendo um comparativo, um "antes e depois". Comparava a situação da época com a cidade de 35 anos antes. E para isso estampou a primeira foto, mostrando o "guarda chuva erguido por Pereira Passos em 1906 para abrigo ocasional dos que buscavam aqueles arredores". Se da década de 1940 aquela área já era meio isolada, imagina em 1906!
 
A terceira foto já é da década de 50, quando Carlos Reis, em "Brasil Revista", descreve esta região de uma maneira deliciosa, como podem ver na transcrição abaixo:
 "O Joá oferece uma visão panorâmica de deslumbramento, de onde se descortina a entrada da Baía da Guanabara, com o seu espetacular Pão de Açúcar.
O Joá, freqüentadíssimo, mormente nos dias da canícula carioca e aos domingos e dias feriados, é cheio de hotéis, dentre os quais se destaca o famoso Hotel Colonial, um primor de arquitetura e de conforto.
O Joá forma um elevado de 123 metros acima da planície adjacente. Bem perto dali é encontrada a famosa Pedra da Gávea com 842 metros de altitude acima do nível do mar. Mais adiante, há outro acidente topográfico de relevo, a Pedra Bonita, isto na chamada Estrada das Canoas, onde se encontra um excelente hotel desse nome, estrada essa que tem o seu ponto de partida em São Conrado. É um encanto passar-se algumas horas nesse ponto pitoresco da Gávea. Infelizmente o seu acesso só pode, à sua grande distância, ser obtido à custa de veículos. E o automóvel, à subida da serra, torna-se bem caro, o que só é acessível ao desafogado com dinheiro. Poucos, tomando-se por base os 3 milhões de habitantes da nossa cidade, conhecem o Joá. Este, pelos seus aprazíveis contornos, pela exuberância saudável da matéria em redor, da pureza do seu clima, cujas brisas vêem do mar, através do oxigênio bem lavado, que se filtrou pelos ramos dos arbustos em redor, devia ser mais visitado, servindo de refúgio aos que, depois de uma semana de tormenta no mallstrôm da cidade, quisessem recuperar a saúde. É um ponto admirável para o "week-end", que só o inglês, que o inventou, sabe gozá-lo, à sua calculada prática da vida, ao seu decidido amor à Mãe Natura."
 
A quarta foto mostra uma propaganda do local quando já funcionava uma boate. Nas décadas de 60 e 70 aí do lado funcionaram a Boate Cassino Royale e o Namore Modernamente.  O Cassino Royale ficava no terreno à esquerda, em um platô. Tinha um acesso antes do restaurante do Joá, com um elevador para a boate, que ficava no alto. Depois do Restaurante, ficava o cartaz do famosíssimo "Namore modernamente". Nos últimos tempos, onde foi o Bar e Restaurante Joá, funcionou o Zipango Club, que seria uma boate para encontros com "meninas de classe". Depois, consta que foi fechada, tendo sido mudado o nome da Empresa e feita uma associação com um restaurante japonês (Tanaka), antes do seu fechamento definitivo.

17 Feb 13:26

PLANTA DE IPANEMA - 1919

by Saudades do Rio
PLANTA DE IPANEMA EM 1919

DETALHE 1

DETALHE 2

ASPECTO DE IPANEMA NA DÉCADA DE 70

Este loteamente de Ipanema, da Companhia Constructora Ipanema, encaminhado pelo prezado JBAN, a quem o "Saudades do Rio" agradece, é de 1919.

Ele apresenta algumas curiosidades: bem à esquerda, vemos o "Parque Oceânico", na região que hoje abriga o Jardim de Alá.



Os nomes antigos das ruas também são interessantes: Rua 20 de Novembro (atual Visconde de Pirajá), Rua 28 de Agosto (atual Barão da Torre), Avenida Ipanema (atual Epitácio Pessoa), Rua Projectada (atual Saddock de Sá), Rua Dario Silva (atual Anibal de Mendonça), Rua Pedro Silva (atual Garcia D´Ávila), Rua Octavio Silva (atual Maria Quitéria), Rua Oscar Silva (atual Joana Angélica), Rua Montenegro (atual Vinicius de Morais), Rua 4 de Dezembro (atual Teixeira de Melo), Rua 16 de Novembro (atual Jangadeiros) e Praça Souza Ferreira (atual Nossa Senhora da Paz). As atuais ruas Redentor e Barão de Jaguaribe estão assinaladas no loteamento, mas não abertas. A Rua Farme de Amoedo aparece como aberta até a Lagoa, mas tal nunca aconteceu.



Aquela marca em marron, que começa no lote 34 e termina depois do 29, é uma dobra do papel quando da digitalização.

No final do século XIX o Barão de Ipanema organizou um loteamento que seria vendido por Antonio José da Silva. As denominações das ruas de Ipanema seguiram três critérios: homenagear membros e efemérides da família do Barão de Ipanema, homenagear os integrantes da família do sócio do Barão, o Coronel A. J. Silva, e homenagear todos os que tiveram envolvidos no deferimento do processo de construção de Ipanema, desde o presidente Floriano Peixoto (atual Praça General Osório) ao presidente eleito Prudente de Morais, incluindo o prefeito e engenheiros da Prefeitura.

Foram pouco mais de 40 quadras, divididas em 40 lotes que, na maioria, tinham 10m x 50m. A atual Visconde de Pirajá foi a primeira rua a ser aberta, onde foi colocado um trilho desmontável de madeira até o Bar 20, que permitia que um pequeno trole puxado a burro conduzisse os interessados em comprar terrenos. Foi difícil vender os terrenos "naquele fim do mundo". Alguns, entretanto, acreditaram no anúncio que dizia que "dentro de um lustro aqueles desertos do Sahara se converterão em grandes povoações, para onde afluirá a população desta cidade. Não podemos duvidar da acção civilizadora dos nossos tramways, que têm levado aos bairros afastados e desertos o gosto e o conforto na edificação de prédios, a vida e o progresso, dilatando assim o seu percurso, com aumento de renda".
Estes foram os que tiveram visão de futuro.

A denominação das ruas é um capítulo à parte. Vê-se que seguia-se o hábito, comum na cidade, de homenagear os donos das terras, familiares e agregados. Isso acaba perpetuando nomes que não representam nada para a história da cidade e do país. Também é curioso que a única rua cujo nome foi efetivamente implementado foi a Montenegro, que acabou rebatizada décadas mais tarde.

Vê-se que o Parque Oceânico não correspondia exatamente ao Jardim de Alá, a última rua era a Henrique Dumont, não havendo a Paul Redfern e o trecho inicial da Epitácio Pessoa. Talvez venha daí a lenda, alimentada pelo Cesar Maia, que "Ipanema acaba no Bar 20", e que motivou a construção do infame obelisco.

Os jornais da época anunciavam ainda: "Magnifique promenade hors la Barre, du Copacabana à Ipanema, au bord de la plage, recommandée pour l´air pur et vivifiant qu`on y respire et les superbes points de vue qu´on y découvre. Endroits splendides pour pique-niques. Les dimanches tramways de 10 en 10 minutes et jusqu´à heure avancée de la nuit".

O acesso poderia ser pelo bondinho que passava pela Rua da Igrejinha e pela Avenida Vieira Souto e Rua Teixeira de Melo até a Praça Marechal Floriano Peixoto (hoje Praça General Osório).

Para almoço a opção poderia ser o recém-inaugurado Hotel Silva, em Ipanema: "Ancien Restaurant Ipanema - Hotel Silva - Villa Ipanema. Fondé par Mr. le colonel Antonio José da Silva c´est le plus ancien et le meilleur restaurant de Villa Ipanema. Parc, avenues, parterres fleuris, jeux, balançoires, jardins. À côte des bains de mer. Service de 1er. ordre, à la carte, à toute heure".

As ruas Redentor e Barão de Jaguaribe parecem ser mais imposições do Poder Público para tentar criar mais vias no bairro e eliminar os lotes profundos e com pequena testada ( na proporção) algo que a Prefeitura queria extinguir na cidade.

Nesta época os lados da Lagoa ainda eram um vasto areal sem as ruas urbanizadas e terrenos vendidos, onde viviam por desocupados e pescadores em choupanas. Cabe salientar que Copacabana e Ipanema têm várias ruas sepultadas em projetos de alinhamento que foram abandonados ou, então, com o traçado deslocado como foi o caso da Av. Vieira Souto e a Av. Copacabana, que a partir da Rua Inhangá correria bem perto do mar, sendo a Gustavo Sampaio no Leme parte do seu traçado (com isso a Praça do Lido seria dividida em duas).

Ainda há muitas vilas e servidões por Ipanema. Há belas casas escondidas por trás de prédios de 4 andares. No processo de verticalização do bairro, muitos terrenos foram unidos para permitir a construção de prédios maiores.
 

15 Feb 09:31

1984. George Orwell (via @dritaissun) #grifeinumlivro



1984. George Orwell (via @dritaissun) #grifeinumlivro