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17 Feb 21:08

Estações do Ano

by Clara Gomes

17 Feb 19:21

CLIMATEMPO

by Mundo das Marcas

Faça chuva ou faça sol, o Climatempo está presente no cotidiano de milhões de brasileiros. Utilizando tecnologia de ponta, equipe técnica qualificada e profunda experiência em estatística e análise de dados, a empresa é capaz de oferecer uma previsão do tempo altamente acurada e a melhor prestação de serviço meteorológico do mercado brasileiro, com total independência. 

A história 
Tudo começou na década de 1980 com a chegada a cidade de São Paulo dos meteorologistas Carlos Magno do Nascimento e Ana Lúcia Frony (imagem abaixo). O casal trocou as praias cariocas pelo trabalho no Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), ligado ao Ministério da Agricultura. Depois de um tempo trabalhando no instituto, eles perceberam que aqui havia enorme demanda por esse tipo de informação e os órgãos públicos não davam conta. E começaram a pensar em montar um negócio próprio. Isto aconteceu no mês de setembro de 1988, quando com um capital de aproximadamente US$ 10 mil, emprestados de familiares, o casal resolveu criar uma pequena consultoria na garagem do sobrado onde moravam, no bairro da Aclimação, em São Paulo. Era o embrião do Climatempo. O primeiro cliente da empresa foi a Nestlé, que precisava de uma fonte segura para previsão de geada no parque cafeeiro do Brasil. Depois vieram a Rádio Eldorado AM/FM de São Paulo e o jornal O Estado de S. Paulo. Da ideia inicial de fornecer boletins informativos à imprensa e aos agricultores, rapidamente eles passaram a atuar como “garotos do tempo” da Rádio Eldorado e a prestar serviços personalizados para os mais variados tipos de indústria.


Nos anos seguintes teve como marcas registradas o pioneirismo, a liderança e a inovação. E começou a expandir seus serviços, que se estenderam à internet, com trabalhos realizados para o UOL, IG, entre outros portais. Foi a primeira a oferecer boletins informativos para meios de comunicação e análises customizadas para diversos setores da indústria. Além disso, em 1999, tornou-se também pioneira no segmento ao criar seu próprio canal, a TV Climatempo, único canal brasileiro de meteorologia em rede nacional que oferece informações meteorológicas confiáveis e pontuais, 24 horas por dia, 7 dias na semana. O canal atinge um grande público no Brasil com uma programação de prestação de serviço e de conteúdo socioeducativo. Durante todo o dia a programação apresenta conteúdos sobre as condições climáticas, previsão de temperaturas, notícias sobre o clima no Brasil e no mundo, além de alertas meteorológicos. O canal também apresenta uma programação socioeducativa com diversos conteúdos sobre turismo, meio ambiente, sustentabilidade, agricultura, lazer, moda e cultura.


Com a ampliação cada vez mais rápida do universo digital, o portal Climatempo, nasceu em 2000, com informações precisas de previsões climáticas e boletins de todas as regiões do país, além de imagens de satélites em tempo real. As análises das previsões também passaram a ser feitas para períodos de tempo cada vez maiores, o que auxiliou indústrias, agricultores e órgãos governamentais na tomada de decisões com mais segurança em áreas que dependiam das condições climáticas. Ainda em 2000, a empresa aproveitou o boom da internet para lançar um portal dedicado unicamente ao agronegócio (AgroClima), que com notícias diárias rapidamente se tornou referência no setor. No início de 2006 foi criado o Grupo Climatempo, uma holding formada pela união do Climatempo Meteorologia (consultoria), a TV Climatempo, a Climatempo Produções, a Agência Climatempo e a Climanet (serviços de tecnologia e informática que incluem os portais e os produtos para celulares). Em 2010, para que milhões de brasileiros tivessem a previsão climática na palma da mão, a empresa lançou seu primeiro aplicativo para iOs e Android. No ano seguinte, introduziu o Sistema de Monitoramento e Alerta Climático (SMAC) para o mercado da construção civil. O produto emite alertas em tempo real de tempestades, ventanias, granizo ou ocorrência de raios.


O Climatempo sempre à frente do seu tempo investe em ideias de projetos de pesquisa científica. Por isso, criou um grupo de Pesquisa e Desenvolvimento para criar técnicas de melhoramento para prever o tempo. Quando a telefonia engatinhava no país, criou o serviço inovador de previsão do tempo por telefone. Na época em que internet e TV por assinatura ainda eram um item de luxo para muitos, lançou o primeiro portal sobre meteorologia e também o pioneiro canal de meteorologia 100% nacional. De olho na tecnologia foram criados aplicativos para todos os sistemas operacionais móveis, sem contar a interação com as redes sociais mais populares do país. A inovação também acompanha a evolução dos serviços de consultoria meteorológica e dos canais segmentados do Climatempo. Por exemplo, no portal Climakids (criado em 2012 através de uma parceria com a Maurício de Sousa Produções), as crianças aprendem sobre previsão do tempo de maneira divertida e didática. Já o Tempo de Moda informa às mulheres não apenas sobre o clima, mas também qual a melhor combinação de roupa nas principais capitais do país. Para quem gosta de atividade esportiva ao ar livre conta com o canal exclusivo sobre intensidade e direção ventos, além de informações sobre subida de maré, altura das ondas e qualidade do ar. O portal Clima de Viagem (lançado em 2015) oferece conteúdos que envolvem tempo, clima e informações turísticas das principais cidades do Brasil e do mundo, além de dicas de viagem e passeios.


Seus mais recentes produtos, lançados em 2017, foram o Agroclima PRO (uma solução focada no mercado de agricultura e pecuária, que por meio da análise de modelos numéricos e meteorologia de precisão, oferece previsões de curto, médio e longo prazo) e o AGROtalk (evento agrícola pioneiro, online e gratuito sobre clima e produtividade no campo, que oferece informações para aperfeiçoar o planejamento da safra e a operação do dia a dia no campo com a ajuda do conhecimento meteorológico e de tecnologias). O Grupo Climatempo trabalha para um perfil variado de clientes, que vai da empresa de sorvete que deseja saber quando fará calor para aumentar o estoque à produtora de cinema que necessita marcar uma gravação durante um dia ensolarado. E de olho nesses vários públicos, a empresa tem criado produtos diferenciados, como previsão sob encomenda para noivos que programam a festa de casamento ao ar livre e até um programa de meteorologia na internet, com linguagem mais jovem, apresentado por três garotas do tempo.


Os avanços tecnológicos também fazem parte da cultura do Grupo Climatempo. Com constantes investimentos na área e em equipamentos modernos de última geração para a produção de conteúdo meteorológico, atua fortemente na convergência de mídias, fornecendo previsões em qualquer lugar e a qualquer hora, seja por meio de texto, internet, TV, celular e podcasts. Agilidade, precisão e alta tecnologia, além de profissionais com muitos anos de experiência no mercado são alguns dos fatores decisivos para o sucesso e pioneirismo do Grupo Climatempo.


A consultoria 
Utilizando a meteorologia como ferramenta estratégica e fundamental na gestão de riscos, a CLIMATEMPO CONSULTORIA realiza previsões e análises customizadas conforme a necessidade de cada cliente: Monitoramento 24 horas (oferece o acompanhamento das variações meteorológicas por meio da análise de radares e satélites, estações meteorológicas, aeroportos, além de equipamentos que permitem alertas de temporais, queda de granizo, descargas elétricas e rajadas de vento), Previsão de tempo (fornece, diariamente, as condições meteorológicas esperadas para os próximos 15 dias), Boletins náuticos (serviço específico de previsão para a região litorânea, que informa a previsão da altura e orientação das ondas, direção e intensidade do vento e a previsão de tempo para os próximos dias), Weather index (oferece uma projeção de consumo baseado em parâmetros de correlação com as variáveis do clima, sendo possível compreender de forma detalhada o impacto das condições do tempo e do clima na lucratividade das empresas, possibilitando tomadas de decisões estratégicas na produção e no marketing), Monitoramento de descargas elétricas (serviço que acompanha, por meio da análise de informações de radares, satélites e de uma rede própria de sensores, e fornece, com antecedência, informações para que uma empresa possa se proteger das descargas elétricas), Previsão climática (análise da tendência do clima com até 12 meses de antecedência), Relatórios e laudos meteorológicos (documento com valor legal que atesta as condições do tempo para uma determinada data e local) e Boletim de Safras (dispõe de uma previsão de tempo esperada para os próximos 15 dias e climática para um ano. Com este boletim, é possível entender o impacto do tempo e do clima no desenvolvimento de plantações e ter um acompanhamento das safras nas principais áreas produtoras do Brasil e do mundo – monitorando aproximadamente 90% da produção agrícola do mundo).


A evolução visual 
A identidade visual da marca passou por algumas remodelações ao longo de sua história. A primeira mudança aconteceu em 2007, quando seu logotipo passou por uma reformulação e modernização de imagem, ganhando o icônico slogan: O céu fala. A gente entende. Mais recentemente o logotipo adotou um tom de azul mais claro.


Dados corporativos 
● Origem: Brasil 
● Fundação: Setembro de 1988 
● Fundador: Carlos Magno do Nascimento e Ana Lúcia Frony 
● Sede mundial: São Paulo, Brasil 
● Proprietário da marca: Climatempo Assessoria E Consultoria Meteorológicas Ltda. 
● Capital aberto: Não 
● CEO: Carlos Magno do Nascimento 
● Faturamento: Não divulgado 
● Lucro: Não divulgado 
● Presença global: Não (presente somente no Brasil) 
● Funcionários: 150 
● Segmento: Meteorologia 
● Principais produtos: Canal de TV, portal e aplicativo com previsão do tempo 
● Concorrentes diretos: The Weather Channel, Somar e TempoAgora 
● Slogan: O céu fala. A gente entende. 
● Website: www.climatempo.com.br 

A marca no Brasil 
Atualmente o Climatempo, maior empresa privada de previsão do tempo e análises meteorológicas da América Latina, oferece seus serviços em todo o Brasil através da TV Climatempo, do portal de internet (que recebe uma média de 2 milhões de visitantes únicos por dia) e aplicativos (com mais de 2.5 milhões de downloads). A empresa oferece ainda análises customizadas para os meios de comunicação e mais de 22 segmentos da economia brasileira, como por exemplo, agricultura, moda, varejo, energia elétrica, construção civil, entre outros mercados que investem em consultoria meteorológica para tomada de decisão. A empresa conta com mais de 150 profissionais, das áreas de tecnologia da informação, meteorologia, geografia, jornalismo, física, engenharia e de artes, que se dedicam diariamente à prestação de serviços, garantindo a qualidade e a credibilidade da marca Climatempo. 

Você sabia? 
● Na década de 1990, Carlos Magno, um dos fundadores da empresa, também atuou como “homem do tempo”: apresentou o quadro no Jornal Nacional, no Bom Dia Brasil e no Jornal Hoje, na Rede Globo
● O Grupo Climatempo tem seu próprio modelo matemático de previsão do tempo a partir do uso de um supercomputador aumentando a precisão dos seus serviços e realiza previsões para 15 dias em apenas uma hora. 
● Em 2014, o aplicativo do Climatempo foi eleito o segundo mais importante para os moradores de São Paulo, atrás apenas do Google Maps. A pesquisa foi realizada pelo Ibope e constatou que 62% dos entrevistados consideravam o aplicativo o mais importante para o dia a dia na cidade. 


As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Exame, Isto é Dinheiro, Veja e Época Negócios), jornais (Valor Econômico, Estadão, Folha e O Globo), sites especializados em Marketing e Branding (BrandChannel e Interbrand) e Wikipedia (informações devidamente checadas). 

Última atualização em 14/2/2018

17 Feb 18:44

Clarence the Jack Russell Mix

by Dogs

This is Clarence, a 9 year old male Probably some Jack Russell, perhaps some corgi, possibly a bit of Beagle, definitely some pig, from Gold Coast, Australia. My wife and I found Clarence in 2006 on the street in Kotor, Montenegro where dogs are considered pests, not pets. We smuggled him out of the country and into the UK where we lived for four years before flying him to Australia in January 2011. We are so lucky to have found him, he is such a little champ. Photo sent by Tim.

14 Feb 20:45

Uma vida sem guarita

by Martin Jayo

1009

A foto foi enviada pelo cineasta Lufe Steffen, e de cara isso me deixou muito feliz: há tempos eu sou um admirador do trabalho do Lufe (adorei “São Paulo em Hi-Fi”, documentário sobre a vida LGBT na cidade nos anos 60 e 70), mas não fazia ideia de que ele conhecia o blog. Fiquei sabendo agora que ele não só conhece, mas é um leitor assíduo!

A foto é daquelas que, à primeira vista, só fazem sentido para um círculo restrito de pessoas e não têm muito a dizer para quem é de fora. Ela mostra os pais do Lufe, posando felizes e cheios de expectativa em 1975. O próprio Lufe de certa forma também está na foto, tirada dias antes do nascimento dele. Mas para quem não os conhece, a cena não diz lá grande coisa.

Mas isso é só à primeira vista, pois a foto também é daquelas que, com o tempo, viram interessantes documentos acidentais da vida na cidade.

O que confere essa característica a ela é o local que casal escolheu para a pose. Eles estão na porta de casa, mais precisamente no jardim da entrada do Edifício Marajó, prédio de classe média na rua Ministro Gabriel Rezende Passos, esquina com rua Inhambu, em Moema.

Em 1975, esses lugares ainda se prestavam a fotos de família como esta. De lá para cá, perderam completamente essa vocação. Qual é o casal que, hoje em dia, vai querer eternizar esse momento tendo ao fundo, como cenário, a guarita, a grade e os equipamentos de segurança do prédio?

Para quem quiser tirar a prova, aqui vai uma foto atual, tirada do mesmo ângulo pelo próprio Lufe.

1010

13 Feb 12:16

Passo a passo: um pudim de tapioca que nem vai ao fogo!

by Marcelo Katsuki

Para esses dias de bloquinho, nada como um pudim de tapioca para repor a energia depois de cair na folia! E essa receita, que recebi do chef Carlos Ribeiro, é muito prática, nem vai ao fogo! Eu fazia uma versão com leite quente, mas virava um gororoba, rs. Essa é muito melhor. Vem pro bloco do pudim!

 

Disponha 500 gramas de tapioca em flocos em uma tigela.

 

Misture 1/2 litro de leite com 1 vidrinho pequeno de leite de coco e junte à tapioca. Deixe descansar por 2 horas em temperatura ambiente, até a tapioca absorver o líquido.

 

Junte 1 lata de leite condensado, 1 pacote pequeno de coco ralado (120 g), 2 colheres (sopa) de açúcar e misture.

 

Unte uma forma com um pouquinho de óleo e despeje a mistura. Leve à geladeira por 4 horas antes de desenformar.

 

Na hora de servir, finalize com leite condensado e coco ralado. Também vai bem com ameixas em calda, “como um manjar”, conta o chef Carlos Ribeiro, do restaurante Na Cozinha.

05 Feb 11:58

Por que não temos febre amarela urbana no Brasil?

by none
Desde 1942 não há registro de casos da febre amarela urbana no Brasil. Mas a área considerada indene - sem registro de casos de febre amarela e sem necessidade de vacinação - vem retraindo nos últimos 20 anos (Fig. 1).

Aumento dos deslocamentos internos - temporários e permanentes, a trabalho e a turismo -, perda da cobertura vegetal e tráfico de animais, além de alterações climáticas são alguns dos fatores que podem estar envolvidos.


Figura 1. Evolução das áreas epidemiológicas de febre amarela no Brasil. Notar a retração das áreas indenes. Modificados de: FNS/MS 1999, CVE/CDD/SES-SP 2008, MS 2018 (elaboração: ?Prefeitura de Curitiba/PR).

Os esforços de vacinação - em parte pela limitação da capacidade de produção de vacinas, em parte pelos riscos, baixos, mas não ausentes, de reações adversas à vacina - há muito tempo concentram-se nas áreas endêmicas e de transição. No entanto, falhas da cobertura vacinal, em particular nas regiões de transição, parecem estar ligadas ao grande surto iniciado em 2017, especialmente em MG e ES, e que parece continuar, agora em SP.

Duas grandes áreas de concentração populacional - São Paulo e Rio de Janeiro -, por décadas mantiveram-se na região indene, o que significa um enorme contingente de pessoas sem imunidade à febre amarela. Ao mesmo tempo, são regiões com grande infestação de mosquitos do gênero Aedes, A. aegypti e A. albopictus, vetores cujas linhagens presentes por aqui se mostram em laboratório altamente competentes de transmitir as cepas do vírus amarílico em circulação no país (Couto-Lima et al. 2017). O risco de reurbanização da febre amarela no Brasil existe e não parece ser baixo.

Na verdade, o fato de haver áreas urbanas de grande população não imunizada convivendo com vetores competentes e circulação do vírus em áreas próximas torna a ausência de registros de casos urbanos da doença bastante inusitado. Que fator tem, pelo menos até o momento, evitado que isso ocorra? Apenas sorte?

Pode ser que, apesar da presença de mosquitos do gênero Aedes nas cidades brasileiras, o nível de infestação predial prevalente (IIP, a porcentagem de casas em que há presença do inseto) esteja abaixo do necessário para se iniciar e manter uma epidemia. No caso da dengue, um IPP de 1% representa baixo risco de epidemia da doença; entre 1 e 3,9%, um risco moderado; e, acima de 3,9%, um alto risco. De 3.946 municípios que realizaram o levantamento em 2017, 2.450 (62,1%) apresentaram índices baixos; 1.139 (28,9%), médios; e 357 (0,9%) índices altos. A OPAS utiliza um índice de 5% como limiar para alerta de risco de febre amarela.

Embora os mosquitos do gênero Aedes no Brasil sejam competentes para transmitir o vírus da febre amarela (YFV), a taxa de transmissão (TR, isto é, a fração dos insetos que se tornam positivos para a presença do vírus na saliva após se alimentar de sangue) parece ser ligeiramente menor em comparação à competência para transmitir o vírus da dengue (DENV). Para uma viremia entre 10^5 e 10^6 PFU/ml (PFU = 'plaque-forming unit', 'unidade formadora de placa', uma contagem da quantidade de antígenos na solução) de YFV no sangue ingerido, há uma TR entre 3,3 e 25% em relação ao total de mosquitos analisados (Couto-Lima et al. 2017). No caso do DENV, a TR chega a 8 a 47% (Guedes 2012).

O tempo de incubação também é um fator a se considerar. No caso da dengue, o tempo extrínseco de incubação, EIP - período entre a ingestão de sangue virêmico pelo mosquito e o tempo em que este se torna infeccioso -, a 25°C é de cerca de 15 dias (variando de 5 a 33 dias) e a 30°C, de 6,5 dias (2 a 14 dias); o tempo intrínseco de incubação, IIP (não confundir com o índice de infestação predial) - período entre uma pessoa ser infectada e o início da manifestação dos sintomas -, é de cerca de 5,9 dias (variando de 3 a 10 dias). Já no caso da febre amarela, o EIP é de cerca de 14 dias (2 a 37 dias) a 25°C e de 10 dias (1,4 a 27 dias) a 30°C e o IIP, de 4,3 dias (2,3 a 8,6 dias). De um lado, isso quer dizer que uma pessoa infectada com o DENV pode ficar mais tempo sem procurar atendimento médico enquanto permanece infecciosa (capaz de transmitir o vírus para outra pessoa, por meio dos mosquitos, no caso), enquanto que o paciente com o YFV desenvolve mais rapidamente os sintomas procurando ajuda médica mais cedo (e a família deverá tomar cuidado para evitar que outras pessoas possam ser infectadas). De outro, o intervalo para o mosquito ser capaz de infectar outra pessoa após picar pela primeira vez alguém infectado é maior para o caso da febre amarela em temperaturas superiores a 25°C. Isso pode significar que a febre amarela demande tanto uma densidade maior de mosquitos quanto de pessoas infectadas em relação à dengue para que uma epidemia se instale nas cidades.

Além disso, é preciso também verificar a viremia mínima para que um certa fração de mosquitos tornem-se capazes de transmitir os vírus para outro hospedeiro e como a carga viral varia nos pacientes ao longo do tempo.

Outra possibilidade seria uma interação entre a ocorrência de casos de febre amarela e de dengue. Como ambos são flavivírus e, portanto, geneticamente próximos, os anticorpos produzidos contra um são capazes de atuar sobre o outro em uma reação imunológica cruzada (Houghton-Triviño et al. 2008), o que chega a dificultar o diagnóstico correto em exame sorológico. E, de fato, a incidência de surtos de febre amarela parece ser complementar à de dengue, com relativamente pouca sobreposição (Fig. 2).

Figura 2. Áreas de ocorrência de surtos de febre amarela (painel superior) e de dengue (painel inferior) entre 1960 e 2005. Modificado de Rogers et al 2006.

A ausência de casos de febre amarela no sul e sudeste da Ásia poderia se dever à prevalência de imunidade contra a dengue. Na verdade, embora haja uma reação cruzada, a imunidade contra a dengue não parece evitar a infecção pelo vírus amarílico, porém parece reduzir a gravidade da doença (Izurieta et al. 2009). Em um levantamento de soropositividade para a dengue em Belo Horizonte entre os anos de 2006 e 2007, não se encontrou associação entre a detecção de anticorpos contra o DENV e a vacinação contra a febre amarela: embora a taxa de soropositividade de DENV (12,6%) entre os que disseram haver se vacinado contra o YFV tenha sido o dobro da entre os que disseram não haver se vacinado (6,7%), a diferença não foi significativa (Pessanha et al. 2010). Infelizmente não foi reportado se os indivíduos manifestaram sintomas da dengue, nem a gravidade do quadro. Martins et al. 2013 obtiveram uma viremia pós-vacina anti-amarílica significativamente mais baixa entre os que apresentavam soropositividade para o DENV (1,03 PFU/ml de YFV) do que para os soronegativos (1,71 PFU/ml). Esses dados e outros levam alguns pesquisadores a realmente defenderem a hipótese de que a epidemia prévia de dengue em várias cidades brasileiras teria um efeito protetivo (embora não absoluto) contra a febre amarela, o que dificultaria a reurbanização desta. No entanto, não há trabalhos formalmente publicados avançando essa hipótese, nem tampouco é defendida pelas autoridades de saúde e órgãos internacionais como a OMS.

De qualquer modo, é melhor procurar fazer a prevenção. Tanto por meio da vacinação nas áreas de risco, quanto, nas áreas urbanas, o combate à proliferação dos mosquitos. Lembrando que os Aedes spp. transmitem não apenas a dengue e a forma urbana da febre amarela, mas também outras arboviroses que recentemente foram epidemias como a zika e a chicungunha.

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A produção limitada de vacinas - a Bio-Manguinhos da Fiocruz tem capacidade de produzir até 9 milhões de doses completas de antiamarílica por mês e o Ministério da Saúde tem recebido uma média de 4 a 5 milhões de doses completas por mês - e a necessidade de proteger subitamente um grande contingente levaram as autoridades de saúde a optarem pelo fracionamento da vacina em parte da população. A dose completa, de 0,5ml, contém, no mínimo, aproximadamente 50.000 PFU (ou cerca de 26.000 IU); a dose fracionada, com 0,1ml da vacina em concentração original, contém cerca de 10.000 PFU (ou cerca de 5.230 IU). Mesmo a vacina fracionada representa uma dose 9 vezes maior do que a mínima necessária para uma taxa de imunização de 97% por pelo menos cerca de 10 meses (Martins et al. 2013). Acompanhamento futuro deve verificar quando e se uma vacinação de reforço será necessária entre os que tomaram a dose fracionada.
02 Feb 17:49

Sun Tzu

by ricardo coimbra
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27 Jan 18:36

Sobre o Farol Santander

by Martin Jayo

1005

Quem acompanha as redes sociais deve ter visto a repercussão, nestes últimos dias, da notícia de reinauguração do antigo prédio do Banespa, um velho marco de São Paulo.

O arranha-céu está cheio de novidades, e a primeira é no nome: não será mais Edifício Altino Arantes, mas sim Farol Santander, servindo ao marketing do banco espanhol. Em termos simbólicos, a nova denominação não ambiciona pouco: é o Santander se colocando no papel de guia, de luz que orienta São Paulo do alto. Pessoalmente não gosto dessa imagem, que por sinal também não combina com o “non ducor duco” do brasão da cidade. Mas não sei se ela vai pegar: meu palpite é que o prédio continuará sendo chamado de Banespão mesmo, seu justo apelido há muitos anos.

Mas a repercussão nas redes nem foi por causa do nome, e sim pelo preço que será cobrado do público para visitar o centro cultural ali instalado. É algo como 20 reais para um ingresso completo, ou 15 reais para acesso só ao mirante no topo do prédio. Valores proibitivos para o grosso da população, cobrados pelo Santander, um banco que tem tido lucros no Brasil da ordem de 2,5 bilhões de reais por trimestre. Pessoalmente, também achei isso meio feio, um pouco constrangedor.

A polêmica se potencializa pelo fato de lá dentro haver um loft em que qualquer um pode se hospedar, pagando uma diária de 4 mil reais, e uma pista de skate cuja principal característica é ser pouco acessível aos skatistas. Tudo isso anunciado em um 25 de janeiro, aniversário da cidade. Belo presente.

Mas apesar da polêmica gerada, ou até mesmo por causa dela, eu vejo um lado positivo: acredito que o projeto recém-inaugurado combina bem com o prédio que o abriga. O Banespão sempre foi, pelo menos para mim, um pouco constrangedor. Cópia acanhada do Empire State Building, imitação macaqueada de art déco nova-iorquino, é um prédio que já nasceu curvado e caricatural. E também nasceu meio velho, inaugurado em pleno 1947 numa São Paulo que já tinha arquitetura moderna mais arrojada do que esse seu estilão anos 30.

Por isso não me incomoda tanto o “farol” que estão fazendo dele, um projeto muito bem sintonizado com a grandeza meio pequena e com o espírito anacrônico e subserviente, cafona mesmo, que o prédio tem de nascença.

Nesse aspecto particular, justiça seja feita, o Farol Santander merece elogios.

As imagens são reproduzidas de piratininga.org (foto de 1976, quando o prédio ainda era sede do Banespa) e de netleland.net (proposta original do arquiteto Plínio Botelho do Amaral, depois modificada para tornar o edifício “parecido” com o Empire State).

1006

26 Jan 14:25

Bella the Labrador Retriever 

by Dogs

This is Bella, a 6-month-old female Labrador Retriever from North Carolina. When Bella was a puppy she would climb into my lap and roll over for me to rub her belly so she could go to sleep! Photo sent by Brittney.

25 Jan 14:50

NÃO MATEM OS MACACOS! - Qual o papel dos macacos nos casos de febre amarela?

by none
Resposta curta: NÃO MATEM OS MACACOS!

Resposta longa:

Com o recente surto de febre amarela e diversos casos reportados da doença em *macacos* na cidade de São Paulo, infelizmente os primatas vêm sendo alvo de ataques e vários foram encontrados mortos com sinais de violência e envenenamento.

A imprensa e várias autoridades sanitárias vêm alertando que tais atos de crueldade não têm fundamento uma vez que os macacos não transmitem a febre amarela. Isso é correto? Afinal, qual o papel dos primatas na doença?

Existem dois ciclos da doença. O ciclo urbano - ausente no Brasil desde 1942 - envolve a transmissão do vírus amarílico de uma pessoa infectada para outra não infectada através da picada do mosquito do gênero Aedes: Aedes aegypti e Aedes albopictus principalmente. No ciclo silvestre - endêmico e virtualmente impossível de erradicar, presente no Brasil - o vírus circula de um mamífero, especialmente macacos, mas também alguns marsupiais e roedores, para outro tendo como vetor mosquitos dos gêneros Haemagogus e Sabethes. Todos os casos no país são do tipo silvestre. Ocasionalmente, pessoas que se embrenham nas matas ou em seu entorno (trabalhadores rurais, campistas e turistas, soldados...) são picadas por um mosquito Haemagogus ou Sabethes contaminado e são infectadas. (Para uma revisão, veja Monath e Vasconcelos 2015.)

Macacos não são considerados reservatórios do vírus porque normalmente adoecem e morrem. Os reservatórios acabam sendo os próprios vetores, onde a população de vírus se mantém em um certo nível; podendo ocorrer inclusive transmissão vertical - da fêmea para seus descendentes - por infecção transovariana (o vírus acaba penetrando os ovos que se desenvolvem dentro do corpo da fêmea). Mas os macacos são considerados um dos principais amplificadores. Quando um símio é infectado, o vírus se multiplica em seu organismo, podendo infectar vários mosquitos que se alimentam de seu sangue e com cargas virais mais altas.

Não está absolutamente claro o papel da transmissão vertical na manutenção do ciclo silvestre; os especialistas tendem a dar mais importância à população de macacos de uma região. Surtos epizoóticos (grande aumento do número de casos em animais não humanos) ocorrem em intervalos de cinco a oito anos em uma região; a população de mosquitos não se altera tanto, mas é possível que o período decorra em função do tempo que leva para a população de macacos se recuperar - já que os que são afetados pela doença frequentemente morrem, diminuindo muito o número de animais na área. Na maior parte dos casos, tais surtos se deslocam por áreas contíguas, o que possivelmente se deve ao deslocamento de macacos contaminados por um novo local em que há animais não afetados.

Ocorre também casos em que o vírus de uma linhagem, subitamente, aparece em uma nova área muito distante de onde normalmente circula. Geralmente isso é interpretado pelo deslocamento de pessoas infectadas - os macacos e os mosquitos têm um deslocamento mais limitado - ou, de modo não mutuamente incompatível - pelo tráfico de animais silvestres (com indivíduos virêmicos - com vírus no sangue).

Então, os casos humanos no Brasil - e onde não há o ciclo urbano - ocorre quando um mosquito selvático que se alimentou previamente do sangue de um macaco infectado eventualmente pica uma pessoa. O macaco não transmite a febre amarela diretamente, mas por meio do vetor - os mosquitos.

A população de macacos é um fator de risco para a ocorrência de febre amarela em humanos. Hamrick et al. 2017 analisaram vários fatores: coordenadas geográficas, tipo de hábitat predominante (floresta, campo, cerrado...), temperatura, pluviosidade, intensidade de uso do solo (como áreas agrícolas), perda de dossel (desmatamento), presença de primatas não-humanos. O principal fator de risco são as chuvas: pluviosidade de 1.000 a 1.700 mm/ano aumenta o risco em mais de 7 vezes em relação a regiões com índices de chuva menores; regiões com pluviosidade superior a 2.700 mm/ano tem um risco quase 20 vezes maior de haver casos de febre amarela em humanos. Altitudes abaixo de 800 m têm um risco de cerca de 5 vezes maior do que em áreas de altitude superior a 1.800 m. Regiões com temperaturas médias superior a 20°C têm risco de 2 vezes ou mais de regiões com temperaturas abaixo de 15°C. E a diversidade de primatas na região também afeta: a presença de um gênero de macaco aumenta as chances em mais de 3 vezes em relação a áreas sem sua presença.

Isso, no entanto, de modo algum justifica a crueldade com os primatas, nem mesmo um abate humanitário. Boa parte dos primatas são espécies vulneráveis - estão em algum grau em risco de extinção -, eles têm um importante papel ecológico ao predarem pequenos artrópodos e vertebrados e dispersarem sementes; são também espécies capazes de sentir dor e têm alguma habilidade cognitiva.

Como os mosquitos selváticos têm uma limitada capacidade de deslocamento e não se aventuram para fora de áreas de mata, as pessoas podem evitar de pegar a febre amarela não se aproximando de regiões de mata em que há registros da doença. As pessoas que moram no entorno podem ser perfeitamente protegidas por meio da vacinação, que é altamente eficaz e suficientemente segura.

Assim, uma vez que existem outros meios e muito mais eficientes de se evitar a febre amarela em humanos e considerando as características biológicas e seu status de conservação, razões éticas, legais e ecológicas muito fortes contra a matança dos macacos existem.

Resumo: NÃO MATEM OS MACACOS!
20 Jan 10:08

Carro 1000

by Martin Jayo

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1003

Pela semelhança física, as moças parecem irmãs.

E pela anotação no verso, certamente feita por uma delas, sabemos que são italianas, que a cena é de 1950 e que a foto foi enviada como lembrança para os pais.

O resto de história se perdeu. A imagem é cheia de enigmas: quem são as duas italianas, que endereço é esse em que elas estão, e até mesmo se o carro é delas ou se estava estacionado ali por acaso na hora da foto.

Mas pra não dizer que eu não resolvi nenhum enigma, pelo menos um deles eu decifrei: o que significa essa numeração tão curiosa na placa do carro: “10-00”.

Na verdade, não foi difícil: encontrei a maior parte da resposta neste texto, publicado em 2009 pelo Ralph Giesbrecht.

Pelo sistema de emplacamento vigente na época, os carros registrados em cada estado recebiam placas com números sequenciais: o primeiro a ser emplacado recebeu a placa “1”, o segundo ganhou a placa “2”, e assim por diante. Mas os números, para facilitar a leitura à distância, eram separados de dois em dois algarismos. Desta forma, a centésima placa recebeu a inscrição “1-00”. A de número 941, por exemplo, acabou ficando “9-41”.

A placa número 59.998 era “5-99-98”. Esta, segundo o Ralph conta, era do pai dele.

E a milésima placa recebeu um “10-00”. Justamente a da foto.

O que não significa que o carro da foto tenha sido o milésimo a ser emplacado em São Paulo. Ele é muito novo pra isso. O que ocorria é que, ao contrário de hoje, as placas não estavam vinculadas ao carro, mas ao proprietário. Quando alguém trocava de carro, a mesma placa do carro velho passava para o novo. Por isso alguns carros nos anos 50, mesmo não sendo tão velhos, tinham placas com número baixo. É o caso deste.

Talvez não seja muito difícil descobrir quem era o dono da placa 1000. Mas eu já cumpri minha cota de descobertas, e deixo isso para quem quiser ir atrás.

Atualização em 20 de janeiro: O João José Basso, leitor do blog, acaba de resolver mais um dos enigmas da foto. Ele reconheceu o local exato onde ela foi tirada. E não é um lugar qualquer: trata-se do edifício Columbus, demolido em 1971, sobre o qual eu já havia escrito em 2013. Para matar qualquer dúvida de que o prédio é esse mesmo, basta comparar a foto com as que aparecem neste artigo da professora Maria Lúcia Bressan Pinheiro: https://goo.gl/E2jmgZ. Obrigado, João, e parabéns pela memória fotográfica!

Atualização em 22 de janeiro: Aos poucos os enigmas vão se resolvendo: já sabemos de quem é o carro! Desta vez a novidade vem do próprio Ralph Giesbrecht, citado no post, que me escreveu há pouco. Ele tem a lista das placas registradas em São Paulo em 1940, e verificou que a de número 1000, ou 10-00, pertencia um tal João Giannini. E mais: o automóvel emplacado com ela em 1940 era um Packard. Como é a mesma marca do da foto, é bem provável que seja o mesmo carro, visto aqui dez anos depois. Obrigado, Ralph!

20 Jan 10:04

Olive the Basset Hound

by Dogs

This is Olive, a 2 month old female Basset Hound from Port Orchard, WA. She was sleeping right up next to me on the couch while I was watching a show. When it ended, I had to get up, but I didn't want to disturb her. Without touching her, I gently slid off to the side…and she didn't budge. Her ears fell this way without human interference. She remained in this position, dead asleep for the next hour and a half! Photo sent by Shauna.

19 Jan 09:07

PROJETOS

by Saudades do Rio




 
Hoje vemos alguns projetos que não foram realizados ou que foram realizados de modo diferente no Rio.

Foto 1: projeto da Marina da Lagoa. Em 1944, Oscar Niemeyer projetou o que poderia ter sido a sua grande obra pública no Rio de Janeiro que, no entanto, não se realizou. Tratava-se de marina, restaurante público e concha acústica às margens da Lagoa Rodrigo de Freitas, em frente ao Corte do Cantagalo. O conjunto se desenvolvia horizontalmente, com o restaurante e a garagem de barcos nas extremidades, integrado por uma sinuosa passarela que possibilitava um passeio arquitetônico e o desfrute da bela paisagem. Uma das preocupações de Niemeyer foi não criar obstáculos à vista da lagoa: a pouca altura da construção e sua colocação no ponto mais baixo do terreno, permitia uma ampla visão do espelho d'água para aqueles que vinham do Corte do Cantagalo; a esbelta passarela sobre pilotis, por seu turno, ensejava a visão para aqueles situados próximo ao conjunto. Pequena concha acústica, com forma alusiva à vela de um barco, serviria para pequenos espetáculos ao ar livre, além de fazer eco visual com as embarcações que singravam a lagoa (informações de L.Cavalcanti).

Foto 2: projeto do conjunto conhecido como “Selva de Pedra”, no Leblon, que ocupou o espaço da Favela da Praia do Pinto. Os edifícios foram construídos, mas de uma forma bem diferente.

Foto 3: projeto, de 1967, para o novo hospital do Corpo de Bombeiros.

Foto 4: projeto, de 1969, de melhoramento da Rodoviária Novo Rio, onde constava a construção de um edifício com heliporto.

Foto 5: projeto do final dos anos 60 para ocupação de São Conrado.


17 Jan 00:48

The Alternative to Emulation

by Haze

Back in 2004 we lived in a time when not all ports of games were simply emulation based, but instead many were genuine reprogrammed piece of software. I briefly mentioned the Radica ‘5-in-1’ Space Invaders TV Game in my previous update, and that’s what I’ve been working on over the past week. If you follow my YouTube channel you’ll have noticed various Work in Progress updates on it.

It’s an interesting piece of hardware / software, and emulating it has so far been a lot closer to emulating a console than a piece of arcade hardware. Everything is driven off a 6502, but with various DMA channels and an unusual video system which stores graphics in texture pages, but then for the tilemaps, still addresses them as tiles etc. and in the case of Qix can also change the base pointer from ROM to RAM.

It also shows that back in 2004 this kind of thing was a viable product. Sure, there were emulators, and you could easily make a case that MAME ran all the games in this collection just fine back in 2004, although truth be told MAME wasn’t actually great back then (which is why it’s so painful to see people using MAME cores older than that just for the sake of running it on some god-awful hardware like the SNES mini)

So far I’ve managed to get most of the video features working, or at least have some understanding of them, although I don’t think anything is quite perfect yet. Transparency pen is definitely wrong, as is palette selection on the 8bpp sprites. Palette itself was an interesting one, it’s clearly based on some kind of HSL type colour model, not RGB, again making it very unusual compared to most arcade hardware I’ve emulated. Colours are mostly correct in MAME with this model, but certainly not quite right yet.

Sound, which I haven’t got around to emulating yet, appears to be 6-channel ‘DMA’ DAC style, where the game code sets pointers to rom and fires off a trigger. It looks like these might also generate a custom ‘finished’ interrupt too, as well as setting ‘finished’ flags (which the games wait on sometimes, hence the Radica logo vanishing so quickly I believe, because we’re always reporting sound finished right now)

Before continuing, here are some shots of the Space Invaders one running.


Radica Space Invaders Radica Space Invaders
Radica Space Invaders Radica Space Invaders
Radica Space Invaders Radica Space Invaders
Radica Space Invaders Radica Space Invaders

The programming on these is interesting too, the hardware clearly has a way of having higher priority tile clip out sprites and based on real hardware footage Lunar Rescue uses this at the edges of the screen to create a slightly narrower view. Strangely Space Invaders doesn’t, and instead has some ugly wrapping effects with the UFO even on real hardware. It seems like the individual games might have had different programmers behind them, because each one seems to make use of the hardware in slightly different ways. Aside the aforementioned clipping there are a number of other annoying issues issues too, for example the code buffers the sprites, so there’s a noticeable input delay. This delay is really noticeable in Qix where the background layer isn’t buffered so while moving you can see your line being drawn where the player sprite should be, ahead of the actual sprite! I’ve checked real hardware videos and the same is present there.

This is really where I was going when I said in 2004 these things were more viable than maybe they are today. None of the reproductions on offer here are perfect, it’s easy to tell them all apart from the arcade originals, but at the time standard definition CRT TVs were still in the majority and a number of these games ran on vertical monitors, so you’ve automatically got a resolution issue with most TVs being unable to display the required resolutions without at least altering the graphics / screen arrangement. It would also have been relatively expensive to have a CPU capable of emulating these things back then (the mainstream consoles of the period were only just capable of it) Likewise filling the units with the CPUs etc. that the original games used would also have been expensive (and likely the parts difficult to source) so instead you got ports, rewrites of the games that were suitable for the hardware available at the time. It’s not actually too different to how/why the 8-bit computers got ports in the 90s, except by 2004 it was much easier for developers to get access to original resources such as graphics / sound rather than having to do those from scratch too.

These days emulation has set the bar much higher, and while you still do see sub-par products like the NES Classic and various Raspberry Pi based solutions somehow selling despite still based on 15-20 year old emulation knowledge, they’re still a step up in quality than something you could just plug into your TV in 2004. Admittedly there are still hundreds of cheap Chinese handheld devices based on similar evolved 8-bit tech to these things, but very few of those claim to be in any way licensed.

I guess that’s what makes this kind of device fascinating to me, they’re official ports of the games just like any other, but they’re also “dead-end” ports, versions of the codebase that existed at the time and have no commercial reason to be brought forward; creations that exist because limitations of the time made them more acceptable back then.

Obviously MAME has roots in arcade emulation, and being able to show the course of evolution of these arcade games, how they ended up on home systems and in devices like this one actually means the path of the project is reflecting the course of the original material. How was Taito giving access to their 1978 hit Space Invaders in 2004? By allowing Radica to license the IP produce these devices so people could play it at home. Now, thanks to emulation, we can help to document that part of the story too, show where these things got it right, and where they got it wrong, and what possible reasons there were for that.

Radica didn’t only use this hardware for the Space Invaders product, there was also a gimmicky version of Tetris running on it, and probably plenty of other titles. We know they switched to a XaviX based solution at some point (which is more complex and has actual custom CPU opcodes etc.) but there are almost certainly a whole bunch of other products running off the same hardware as this one.

The Tetris one is interesting for many of the same reasons I highlighted above, it’s another thing that was licensed and ported all over the place, and being able to document / show that is culturally and historically important. Unfortunately the Tetris one crashes in MAME when you try to start a game at the moment, so it’s not too interesting to show at this point.


Radica Tetris Radica Tetris
Radica Tetris Radica Tetris
Radica Tetris Radica Tetris

One thing of note about the Tetris one is that you can access a hidden test mode by holding Down and Anticlockwise. Space Invaders contains images for a similar test mode, but I haven’t worked out how to access that one.


Radica Tetris Radica Tetris

This also allows player 2 inputs to be tested, which is going to be fun to figure out because I think they’re being read in a strange way, maybe via Serial or some hack of the ADC because they’re not read directly (which maybe shouldn’t be surprising, the P2 controller is optional and plugs into the P1 controller)

Anyway, I’m going to continue to try and improve these, look into adding the sound, see if I can figure out why Tetris crashes, and fix up the transparencies. I’m also hoping some more games on this hardware get dumped. Sean Riddle picked up a “Golden Tee Home Edition” and “Skateboarding” which both look like they might fit here (and if they do, both use horizontal scrolling to, so will provide additional evidence for improving the hardware emulation as nothing we have so far does)

*edit* I’ve improved the video emulation a bit, here’s an updated video showing the current state, some of this is a bit hacky due to lack of software to make conclusions, but at this point I think any visual problems aside the slightly off colours are the same as the real hardware.




Need to look into adding sound next.
16 Jan 01:30

Oportunidade

by ricardo coimbra
Quadrinho publicado hoje na ilustrada
(Clique na imagem para aumentar)
06 Jan 00:59

Cruise the Beagle Mix

by Dogs

This is Cruise, a 7-year-old male Beagle mix from Northern Virginia. This is how Gruise greets me when I come home from work. Photo sent by John. 

06 Jan 00:59

Mr. Harper the Jack Russell Mix

by Dogs

This is Mr. Harper, a 9-month-old male Jack Russell and Chihuahua Mix. Mr. Harper is full of vem&vinger& this is the only time you can get a good picture of him, when he's asleep!! Definitly a busy boy, his personality is so much fun! Everything is always so new for him and interesting for him!! My lil boy, I just love him to pieces. Photo sent by Kara.

22 Dec 21:58

CORCOVADO

by Saudades do Rio





 
Uma das maneiras de acessar o Corcovado é através do trenzinho. Antigamente ele era como mostram as fotos de hoje (a primeira garimpada pelo Nickolas no acervo da Getty Images e as outras do acervo do Correio da Manhã).

 

Em 07/01/1882, conta Dunlop, o Governo Imperial concedeu aos engenheiros Francisco Pereira Passos e João Teixeira Soares, o privilégio para a construção, uso e gozo de uma estrada de ferro a vapor, do sistema de cremalheira “Riggenbach”, entre a Rua Cosme Velho, nas Laranjeiras, e o topo do Morro do Corcovado, passando pelas Paineiras.

 

A linha foi inaugurada em 1884 por D. Pedro II em seu trecho entre o Cosme Velho e as Paineiras.  A subida levou 40 minutos, por causa do tempo necessário para a locomotiva tomar água na Ponte das Caboclas, pouco antes das Paineiras.

 

A linha até o Alto do Corcovado foi aberta em 1885.

 

Esta estrada de ferro parte da Rua Cosme Velho, na cota de 38,30m acima do nível do mar, sobe pelo lado direito do vale do Silvestre e à esquerda da caixa d´água do Morro do Inglês. Cruza, na cota de 218m o caminho da Carioca (Silvestre), alcança o vale da Carioca, atravessa outros vales secundários pelas pontes das Velhas e das Caboclas e atinge as Paineiras na cota de 465m. Passa pelo lugar denominado Chapéu do Sol e, finalmente atinge a cota de 670m, tendo seu ponto terminal à esquerda do cume do Corcovado. Daí, galga-se a pé e em poucos minutos atinge-se o Pico do Corcovado, numa altitude de 704m.

 

No início do século XX a Light passou a ter a concessão da antiga Cia. Ferro-Carril e Hotel do Corcovado. Em 1910, os trens foram substituídos por máquinas elétricas.


22 Dec 21:55

CALÇADA DA AV. ATLÂNTICA

by Saudades do Rio

 
As duas fotos de hoje mostram a calçada da Avenida Atlântica junto à areia. É curioso notar que houve mudanças no desenho das ondas, começando já nos anos 20 do século passado, após algumas ressacas.

O sentido das ondas variou conforme o administrador da época. Há algumas fotos antigas em que as duas orientações convivem, bem como já houve trechos com pedras portuguesas, com ladrilhos hidráulicos e até com cimento.

A primeira foto, enviada pelo prezado GMA, mostra um grupo de colegiais (alguém conseguiria identificar a que escola pertencem os uniformes?).

A segunda foto, já publicada por aqui, parece ser dos anos 40.


22 Dec 21:29

Jaxson the Maltipoo

by Dogs

This is Jaxon, a 4-year-old male Maltipoo from Arroyo Grande, CA. Jaxon dances for his his dinner! Every night when I walk over to where his food bowl goes he gets on his hind legs and twirls! He's never been trained to do it and definitely won't do it on command (unfortunately!) but it's pretty darn cute! Photo sent by Teena.

12 Dec 19:40

Startup Wars V

by ricardo coimbra
Quadrinho publicado hoje na ilustrada
(Clique na imagem para aumentar)
08 Dec 09:53

Como sobreviver em um mundo colapsado E...

by Miniconto

Como sobreviver em um mundo colapsado



Eduardo Cunha
Sérgio Cabral
Comissão de Ética e Justiça
Romero Jucá
Nestor Cerveró
Michel Temer
Wladimir Costa
PEC 181
Aécio Neves
Lula
Geddel Viera
Joesley Batista
Eike Batista
Fernandinho Beira-Mar
Gilmar Mendes
Jacob Barata
Marcola
Maníaco do Parque
Roger Abdelmassih
Jair Bolsonaro
Eduardo Bolsonaro
Edir Macedo
R. R. Soares
Valdomiro Santiago
Congresso Nacional
Nicolás Maduro
Champinha
Suzane Von Richtofen
Guilherme de Pádua
MBL
Alexandre Nardoni
Ana Carolina Jatobá
Mateus da Costa Meira
Dickson Fernandes Rodrigues
Delúbio Soares
José Sarney
Renan Calheiros
Fernando Collor de Mello
Paulo Maluf
José Dirceu
Roberto Jefferson
Marcelo Odebrecht
Alexandre Frota
Nem
Jader Barbalho
Inocêncio de Oliveira
Delcídio do Amaral
Paulinho da Força
Edison Lobão
Fernando Pimentel
Pimenta Neves
Hildebrando Pascoal
Trump
Kim Jon-un
Wladimir Putin
Eduardo Azeredo
Marcos Valério
João Santana
João Vaccari Neto
Antonio Palocci
Paulo Roberto Costa
Alberto Youssef
Marco Feliciano
Silas Malafaia
José Genoino
José da Silva
08 Dec 09:52

CASTELINHO

by Saudades do Rio






 
Hoje revisitamos o Castelinho, em Ipanema, com três fotos do Pedro Tinoco e as outras do Zsolt Németh (as fotografias do Zsolt foram tiradas pelo pai, Ferenc Németh, com uma Leica de 35mm). A família do Zsolt é da Hungria e emigrou para o Brasil em 1949. Os Németh, após a quarentena na Ilha das Flores (hoje área restrita da Marinha), moraram no Castelinho até 1951.

O Castelinho foi construído em 1904 pelo cônsul sueco Johan Edward Jansson, com os materiais mais nobres disponíveis para o acabamento da residência. Ficava na Avenida Vieira Souto, perto da Rua Joaquim Nabuco.

Consta que em 1919 a propriedade foi comprada por Tonico Machado que, em seguida, a revendeu à família Catão. O Castelinho foi demolido em 1965.

A casa tinha três andares, poço de água, horta e galinheiro! O "Jornal do Brasil" de 26/01/1909 noticiou: "O Sr. J.E. Janssson, cônsul geral da Suécia, ofereceu anteontem, em seu elegante palacete em Ipanema, uma festa verdadeiramente encantadora, em honra à oficialidade do cruzador "Fylgia", ora em visita ao Rio de Janeiro. Às nove e meia da noite teve início a festa por concerto em que se fizeram ouvir distintas amadoras. Pouco depois seguiram-se as danças, ao som da orquestra de marinheiros nacionais e da fanfarra do "Fylgia". À 1 hora da madrugada foi servida lauta e profusa ceia, no terraço do palacete, que apresentava belíssimo aspecto. O belo palacete achava-se esplendidamente ornamentado e iluminado"


03 Dec 11:26

Finding the perfect hat for the droogs

by ThisIsNotPorn

Finding the perfect hat for the droogs | Rare celebrity photosStanley Kubrick trying out different hats for the droogs to wear in A Clockwork Orange.

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02 Dec 22:37

Princesa Isabel, por duas vezes Monumento.

by Vera Dias

Os anos 50 do século XX, foi o ápice da expansão urbana em Copacabana, acelerada pela a tendência às construções cada vez mais altas, com mais de oito andares, com fachadas de linhas retas e grandes janelas de vidro, aumentando a densidade demográfica do bairro. Para tanto o Túnel Novo ganhara uma segunda galeria, ampliando a avenida, criando um novo paisagismo, com duas pistas e um canteiro central.


 1950

 

Contudo somente em 1960, a faixa dupla chega aos limites da praia, com a demolição de um prédio, no início da Avenida Princesa Isabel, para desafogar a circulação de veículos e a ventilação, marcando essa abertura com um obelisco em memória à Princesa.



Obra do escultor Miguel Pastor (*), o Monumento era composto por um grande obelisco em linhas modernas em concreto onde estava fixada o perfil Princesa,com um lago a sua frente envolvido por belo jardim.


                                      




 

 



 

Assim ficavam eternizados numa única via pública, os dois maiores responsáveis pela emancipação dos negros no Brasil, a Princesa junto a Praia e o Visconde do Rio Branco, na altura da Avenida Barata Ribeiro. 



Entretanto, na década de 70, por causa desconhecida demoliram o Monumento, desaparecendo daquela avenida a estátua da Princesa.


Em 1996 com o Projeto Rio Cidade Copacabana, o Monumento do Visconde foi deslocado para o largo na entrada da Avenida Barata Ribeiro, Praça Demetrio Ribeiro, desfazendo a pespectiva histórica do local.


Somente em 2003, atendendo aos pedido dos moradores locais, o Prefeito César Maia ordenou que se refizesse uma nova estátua.

A solicitação inicial do monumento partiu da Sra. Marilda de Sá, da Associação de Mulheres Empresarias, que erroneamente achava injusto a Princesa ainda não haver sido homenageada, naquela avenida.


Assim em 13 de maio de 2003 um novo Monumento, agora do escultor Edgar Duvivier, foi inaugurada na avenida, recuperando a homenagem a personalidade feminina, tão querida pelos brasileiros.






(*) Miguel Pastor nasceu em Santana do Livramento no Rio Grande do Sul em 1930, atuou como escultor e como cenógrafo. Autodidata realizou diversas obras em Campo Grande. Fez diversos bustos, o Monumento à Abolição em Campo Grande e o Monumento ao Preto Velho em Inhoaíba.

24 Nov 14:42

As Coisas Que Você Só Vê Quando Desacelera. Haemin Sunim...



As Coisas Que Você Só Vê Quando Desacelera. Haemin Sunim (via
@__tiagoc) #grifeinumlivro #livros #leitura #haeminsunim

15 Nov 13:37

Grileiros de terra ameaçam geoglifos de Palpa e Nazca

by noreply@blogger.com (Ronald Sanson Stresser Junior)




A Orca, o novo geoglifo de Palpa e Nazca que surpreende o mundo após sua restauração - O impressionante patrimônio cultural foi recuperado pelos arqueólogos, mas corre risco por causa de grileiros de terra, que cercaram a área e impedem o acesso aos turistas.

Os achados arqueológicos nos pampas de Nazca e Palpa continuam a surpreender o mundo e não que esta iconografia seja nova. Desta vez se trata da recuperação de um enorme geoglifo que representa uma orca, um cetáceo que faz parte da cultura Nazca. Após 50 anos de sua descoberta, o estado peruano conseguiu recuperar o geoglífo de La Orca, que está desenhado ao lado de uma colina fora de Palpa, em Ica.

A Orca é um dos desenhos mais enigmáticos e antigos do circuito Palpa-Nazca. O cetáceo que vive em todos os mares do mundo, é conhecido como a "baleia assassina" por sua ferocidade e grande tamanho. Mas, no antigo Peru, os Nazca consideraram que se tratava de uma divindade ligada ao mar e ela também foi representada em sua delicada escultura de cerâmica.

A cultura Nazca considerou a orca como
uma divindade ligada ao mar e
representada em suas finas esculturas em cerâmica
O geoglifo da orca foi fotografado no início dos anos 60, do século passado, e já era considerado desaparecido até que foi novamente identificado. A baleia assassina mede 60 metros e foi recuperada pela equipe de arqueólogos do escritório descentralizado de Cultura Ica, liderada por Johny Isla.

"Ao contrário das linhas de Nazca, o geoglifo de Orca é desenhado ao lado de uma colina, o que indica que é um dos primeiros geoglifos da região", diz Isla e reconhece que "existem outros geoglifos deste tempo em Palpa, algo que quase não ocorre em Nazca, onde a maioria das linhas e geoglifos são desenhados em áreas planas ".

Deve-se salientar que este sítio arqueológico está em risco por causa dos grileiros de terra presentes na área, eles cercaram o território para restringir o acesso e tomar posse do local. Uma vez que o consideram uma "posse" eles impedem o acesso ao sítio e que este se torne uma potencial atração turística para a região de Ica.

O desenho gigantesco que foi gravado na encosta de uma colina localizada nos arredores de Palpa, na região de Ica, conhecida por ser o lugar onde viveu e estudou - essa cultura impressionante - a arqueóloga Maria Reiche.

[Fonte: Tiempo26 | Dados: República | Imagem da capa: San Telmo Exposition, Wikipedia]

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15 Nov 13:37

Em 10 anos robôs podem substituir 4 milhões de trabalhadores na GB

by noreply@blogger.com (Ronald Sanson Stresser Junior)



Um novo estudo sugere que até 4 milhões de trabalhadores humanos podem ser substituídos por robôs na próxima década - isso apenas na Grã-Bretanha... A questão é: podemos encontrar novos papéis para essas pessoas preencherem?

Robôs para os negócios

Os robôs podem substituir trabalhadores humanos em até 4 milhões de empregos, na Grã-Bretanha na próxima década, de acordo com um estudo conduzido pela empresa britânica de pesquisa de mercado YouGov, em nome da Royal Academy of the Arts. Isso representa 15% da força de trabalho no setor privado do país.

Os pesquisadores questionaram os líderes empresariais sobre como eles vêem a automação e a inteligência artificial afetando suas indústrias nos próximos anos. Mais de 20% dos empregadores em finanças, contabilidade, transporte e distribuição declararam que esperam que mais de 30% dos empregos no campo sejam automatizados até 2027.

Já vemos mais robôs entrando para a força de trabalho, em funções que vão desde trabalhos robóticos em construção até drones que podem fornecer suprimentos médicos vitais. A nova tecnologia está oferecendo benefícios para o mundo do trabalho que simplesmente não podem ser ignorados, mas é crucial que consideremos o impacto que ela terá sobre a sociedade como um todo.

Principalmente, as empresas têm de garantir que os milhões de trabalhadores que são substituídos por robôs e outros sistemas automatizados não serão deixados para trás.

Nós e as máquinas

Muitos robôs simplesmente estão melhor equipados para realizar tarefas menores do que os humanos. Eles não se aborrecem, eles podem ser projetados para um propósito específico, e se eles quebram, geralmente podem ser consertados com relativa facilidade. Nós simplesmente não podemos competir em condições equitativas - mas podemos trabalhar junto com nossos colegas sintéticos.

Os robôs podem aumentar a produtividade geral fazendo os trabalhos sujos, difíceis ou desagradáveis ​​que os trabalhadores humanos prefeririam evitar. Isso liberta essas pessoas para executar tarefas que exigem um nível de julgamento ou pensamento original de que um robô não seria capaz de fornecer. Muitos especialistas argumentam que podemos ter o melhor de ambos os mundos.

"O Reino Unido deve aproveitar ao máximo as oportunidades econômicas que as novas tecnologias oferecem", disse Frances O'Grady, secretário-geral da federação sindical nacional britânica do TUC, falando ao The Guardian. "Robôs e AI (Inteligência Artificial) podem nos permitir produzir mais por menos, aumentando a prosperidade nacional. Mas precisamos falar sobre quem se beneficia - e como os trabalhadores conseguem uma parcela justa".

Houve várias soluções diferentes delineadas em resposta a esse problema. Alguns argumentam que um imposto sobre os robôs é a melhor maneira de garantir que ninguém seja incapaz de se sustentar, enquanto outros sugerem que a renda básica universal se torne a norma.

A maior questão é a rapidez com que a automação será adotada. Se for um processo estável, será mais fácil relocar os trabalhadores humanos para outros papéis, para ajudar a tirar proveito do aumento da produtividade. Se for repentino, isso será muito mais difícil - e até 4 milhões de trabalhadores na Grã-Bretanha, e milhões de pessoas em todo o mundo, ficam amarrados a uma situação muito indesejável.


Fonte:  Science | The Guardian, RSA (tradução livre)

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14 Nov 16:50

Arte irresponsável

by ricardo coimbra
Quadrinho que está no"OS LIMITES DO WALMOR", zine recém-lançado que fiz com o Bruno Maron, editado pelo selo Maria Nanquim e que dá pra comprar aqui
(Clique na imagem para aumentar)
14 Nov 16:49

Cama karma O estrado da cama tá em esta...

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Cama karma



O estrado da cama
tá em estado de chama.