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26 May 22:09

Como acelerar sua Internet - Lista de Servidores DNS no Brasil

by noreply@blogger.com (Ronald Sanson Stresser Junior)




Um dos principais fatores para deixar a Internet mais rápida é a configuração do provedor de DNS. O DNS significa Domain Name System, o que nada mais é que um serviço gratuito que converte nomes (www.algumsite.com.br para um endereço IP, por exemplo 72.163.4.161).

O objetivo do DNS é simplificar a vida das pessoas, de forma que elas tenham que lembrar-se dos nomes dos sites e não dos endereços IP.

Na Internet existem 13 servidores raíz (Root Name Servers), sendo 10 nos EUA, 2 na Europa e 1 na Asia, que são responsáveis por replicar todas essas tabelas de nomes de sites para o resto do mundo. Quando um endereço é atualizado, ele é enviado a um dos servidores Raíz e este replica para os demais no resto do mundo.

Agora vamos para a prática, o que isso tem a ver com minha conexão de Internet ? Muito simples, se o servidor de DNS que você está utilizando não é tão rápido para resolver os nomes, ou seja, transformar um www.algumsite.com.br em um endereço IP, sua Internet consequentemente será mais lenta. (Esse não é o único fator de lentidão, mas em grande parte dos casos tem grande influência).

Vamos deixar aqui então alguns dos principais servidores de DNS no Brasil para deixar sua Internet mais rápida:




UOL
200.221.11.101
200.221.11.100

GigaDNS
189.38.95.95
189.38.95.96

Level3
4.2.2.2
4.2.2.4

Google
8.8.8.8
8.8.4.4

OpenDNS
208.67.220.220
208.67.222.222



* Uma dica é utilizar um software fornecido pelo Google chamado Namebench [Download Aqui]. Basta abrir o software e clicar em iniciar o teste. Ao término ele irá avaliar sua conexão e informá-lo qual DNS mais rápido será o mais adequado para você utilizar. Em testes práticos, para clientes da NET Virtua, o mais rápido foi o do UOL.

Se você quiser uma lista completa dos Servidores de DNS do Brasil, um dos locais mais indicados é a lista da Abusar.

Para configurar o DNS no Windows, basta entrar no Painel de Controle, ir ao campo de pesquisa no canto superior direito e pesquisar por ‘conexões’. Você verá algumas conexões, mas somente uma provavelmente estará ativa, normalmente é o ‘Wi-Fi ou ‘Conexão Local’.

Clique sobre esse adaptador com o botão direito / Propriedades / Role a tela e clique 2x sobre Protocolo TCP/IP Versão 4 (TCP/IPv4).

Na próxima tela selecione somente ‘Usar os seguintes endereços de servidor DNS’: E insira um DNS informado na lista acima. Ao término dê OK para confirmar em cada uma das telas e teste sua conexão.

Fonte: Compartilhado de Paschoal Tecnologia

26 May 20:44

Lição de História

by Clara Gomes

26 May 10:50

CENTRO

by Saudades do Rio



Hoje temos esta belíssima foto panorâmica enviada pelo Helio Ribeiro, a quem o “Saudades do Rio” agradece. Esta foto, com uma qualidade baixíssima, foi postada há mais de 10 anos no “Saudades do Rio”. Vale muito a pena vê-la com esta qualidade de hoje e com a possibilidade de apresentá-la em dois detalhes adicionais.
 
Vemos as imediações do Teatro Municipal com o reboque 1467 indo pela Rua Treze de Maio. À esquerda (e na foto mais abaixo, em detalhe) vemos a Igreja Anglicana, que foi levantada pela colônia inglesa do Rio, no século XIX, sendo a primeira deste culto na América do Sul. Lá longe o Convento de Santo Antonio.

A pedra fundamental da capela dos ingleses foi lançada em 1819, na entrada da Rua dos Barbonos (atual Rua Evaristo da Veiga), no pátio da casa que foi do Bispo José Joaquim Justiniano de Mascarenhas Castello Branco.

A construção deste primeiro templo protestante no Rio deve-se, conforme conta Dunlop, à permissão contida no Tratado de Amizade e Comércio, que no art. 12 preceituava:

"Sua Alteza Real o Príncipe Regente de Portugal declara e se obriga no seu próprio nome e no de seus herdeiros e sucessores a que os vassalos de Sua Majestade Britânica, residentes nos seus Territórios e Domínios, não serão perturbados, inquietados, perseguidos ou molestados por causa de sua Religião, mas antes terão perfeita liberdade de consciência e licença para assistirem e celebrarem o serviço divino em honra do Todo Poderoso Deus, quer seja dentro de suas casas particulares, quer nas particulares Igrejas e Capelas que Sua Alteza Real agora e para sempre graciosamente lhes concede a permissão de edificarem e manterem dentro de seus domínios e conquista, contanto que as sobreditas capelas sejam construídas de tal maneira que exteriormente se assemelhem a casas de habitação e também que o uso de sinos não lhes seja permitido".
 
O Gustavo lembra que, no bojo deste acordo, foi construído o Cemitério dos Ingleses na Gamboa. O paradoxo deste acordo é que ainda vigorava a Inquisição em Portugal, que só foi abolida em 1821. Aproibição dos sinos provavelmente foi por pressão dos bispos católicos. Antes da construção do Cemitério dos Ingleses nenhum protestante poderia ter ser corpo enterrado em campo santo.

A capela foi remodelada no final do século XIX segundo planos do arquiteto Jannuzzi.

Na década de 1940 aigreja mudou-se para uma magnífica propriedade na Rua Real Grandeza, em Botafogo, sucumbindo à construção de arranha-céus no Centro.
 
Na foto em detalhe da Rua 13 de Maio podemos observar o reboque 1467 e um carro-pipa aparentemente enguiçado. E o famoso hábito do carioca de caminhar no meio da rua.
 
Segundo o Decourt, esta é a 13 de Maio de Pereira Passos, já com o seu primeiro alargamento. A via ganharia seu PA atual com o Plano Agache que praticamente duplicou a largura da via, à época vital na ligação Zona Sul-Centro pelo sistema de bondes. Vemos também os dois tipos de iluminação usadas na cidade em uma época de transição do sistema, com um poste em estilo NY com uma lâmpada de arco voltáico e um poste em estilo francês de tamanho médio com 3 combustores.
Ao fundo vemos o Teatro Lyrico.
 



 
 
 

26 May 10:50

LAPA

by Saudades do Rio

Mais um fotograma capturado pelo Raul F. de Souza: a fascinante paisagem urbana da velha Lapa, no filme L'Homme de Rio, produção francesa de 1964.
 
Vemos a perspectiva dos Arcos a partir do início da Rua dos Arcos, quase em frente à fachada da Fundição Progresso. Todos estes sobrados foram postos abaixo para dar lugar à grande e desértica praça dos nossos dias.
 
Uma curiosidade: a foto publicada em http://saudadesdoriodoluizd.blogspot.com.br/2017/05/padarias-de-botafogo.htmle que deixou dúvidas como sendo em Botafogo, na verdade era na Lapa e aparece bem em frente ao arco maior: esquina de Evaristo da Veiga com Visconde de Maranguape.

23 May 17:57

Roger Moore

by ThisIsNotPorn

Roger Moore | Rare celebrity photosRoger Moore on the set of A View to a Kill.
Photo by Larry Ellis

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20 May 22:06

Radiação de supernova pode destruir o Planeta?

by noreply@blogger.com (Ronald Sanson Stresser Junior)

Novo estudo revela a distância necessária para uma supernova nos matar


Se você olhasse para o céu cerca de 2 milhões de anos atrás, você teria visto uma estrela morrer em um evento impressionante.

Há muito tempo se discute se essa explosão de supernova teria sido suficientemente próxima para impactar a vida na Terra, e agora os físicos mostraram que, embora provavelmente não teria desencadeado extinções em massa, teria sido um dia muito ruim para os terráqueos.

O estudo também atualiza a distância em que uma supernova pode ser mortal para a vida na Terra – anteriormente se pensava que uma supernova deveria estar a cerca de 25 anos-luz de distância para desencadear extinções em massa, mas o novo artigo sugere que até mesmo uma supernova estando a 50 anos-luz pode ser mortal.

Em 2016, cientistas anunciaram ter descoberto traços do isótopo ferro-60 em sedimentos oceânicos antigos e no solo lunar, confirmando uma série de supernovas que iluminaram o céu entre 3,2 e 1,7 milhões de anos atrás. Essas estimativas aproximam as supernovas em cerca de 100 parsecs, ou cerca de 330 anos-luz de distância, sugerindo que elas teriam sido visíveis durante o dia e eram tão brilhantes quanto a Lua.


Mas desde então, os novos estudos de acompanhamento quase cortaram essa distância pela metade, colocando as estrelas moribundas a cerca de 60 parsecs, ou 195 anos-luz de distância na época.

Supernovas ocorrem quando estrelas maciças ficam sem combustível e colapsam, resultando em uma onda de energia que explode em uma onda de choque de radiação e partículas através do espaço interestelar.

O espaço é muito grande, então o nosso Sistema Solar raramente se aproxima o suficiente de tais eventos estelares impressionantes para que um banho de radiação de alta velocidade seja um problema para a bioquímica delicada na superfície do nosso planeta.

“As pessoas estimaram em 2003 que a distância necessária para uma supernova nos matar era de cerca de 25 anos-luz da Terra”, disse Adrian Melott, pesquisador da Universidade do Kansas. “Agora pensamos que talvez seja um pouco maior do que isso”, concluiu ele.

Melott e seus colegas agora acreditam que uma supernova precisa estar a distância de 40 ou 50 anos-luz de distância para causar algo sério a nós. [ScienceAlert]

Fonte: * Mistérios do Espaço

19 May 23:09

Notificações

by Clara Gomes

19 May 23:09

How To Get Away With Seriados de TV

by Clara Gomes

19 May 21:42

Peter Mayhew

by ThisIsNotPorn

Peter Mayhew | Rare celebrity photosPeter Mayhew as Chewbacca getting his hair combed.

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19 May 12:11

JÓQUEI CLUBE GUANABARA

by Saudades do Rio


Hoje o tema é o Jóquei Clube Guanabara, o último clube turfístico a ser fundado no Rio de Janeiro.  Tendo como mentor o criador Peixoto de Castro, a construção foi conduzida pela Companhia Imobiliária Santa Cruz através das firmas Construtora Montenegro e Genésio Gouvêa.
 
O hipódromo ficava no Jardim Carioca, Ilha do Governador, em terrenos do industrial Valentim Bouças. O projeto foi apoiado por inúmeros turfistas renomados como Nova Monteiro, Gustavo Filadelfo de Azevedo, Milton Lodi, Roberto Seabra, Amilcar de Freitas e outros.
 
Com arquibancadas de características modernistas, similares às de Brasília, foi inaugurado em 6 de agosto de 1961. Era previsto que comportasse na primeira fase 10 mil turfistas e na segunda fase 26 mil. A pista, de corridas tinha 1800 metros. A avenida entre o hipódromo e o Galeão foi duplicada para facilitar o acesso desde a Avenida Brasil.
 
No dia da inauguração houve alguns problemas como na Casa de Apostas, causando atraso em todos os páreos. O restaurante também não funcionou. Mas os jornais consideraram um sucesso a abertura do novo hipódromo. Golf, sob a direção de Luís Rigoni, o “homem do violino”, venceu a Milha Inaugural. Dos 7 páreos, 5 foram vencidos por cavalos paulistas. O primeiro páreo corrido no novo hipódromo, na distância de 1400 metros, foi vencido por Gandala, com A. Bolino.
 
O turfe vivia a plenitude da crise patrocinada pelo esdrúxulo decreto nº 50.578, de Jânio Quadros, que limitava as corridas aos domingos e feriados, além de proibir as apostas em agências fora dos hipódromos e a entrada de menores de 21 anos nas corridas. Consta que este decreto teve por motivação uma vingança do Presidente Jânio Quadros, pois seu pai havia sido recusado como sócio do Jockey Club de São Paulo.
 
Houve também, na época, muita polêmica com o Jockey Club Brasileiro, por conta da possível concorrência. Após muita discussão foi acertado que o da Ilha começaria suas reuniões no final das manhãs, para não haver coincidência de horários.
 
Por uma série de fatores o Jockey Club Guanabara teve vida efêmera e suas instalações foram vendidas e viraram o Estádio Luso-Brasileiro, da Portuguesa. Atualmente, após um período cedido ao Botafogo, o Flamengo fez acordo com a Portuguesa para utilizar o espaço como local de partidas de menor público.
 
Este estádio é conhecido como “dos ventos uivantes” face à intensidade com que sobra o vento no local. É famoso, para os apreciadores de futebol, o gol feito pelo goleiro Ubirajara Alcântara, do Flamengo,  que recebeu o título de “o negro mais bonito do Brasil” em um programa de TV: o gol lhe valeu um recorde mundial, editado no Guiness Book, por ter marcado este gol após uma defesa e repor a bolar em jogo desde a sua área. Foi em 19/09/1970, em jogo contra o Madureira.

19 May 12:10

CASA DO VATICANO

by Saudades do Rio



Em adendo ao "post" de ontem, temos mais três fotos pesquisadas pela prezada Conceição Araújo. Mostra uma reportagem sobre a Casa do Vaticano praticamente em ruínas, em seus últimos tempos, quando abrigava, em condições precárias de higiene e moradia, oito crianças, de seis meses a dez anos, com sua mãe, D. Cecília Guerreiro, e o irmão desta, que não quis identificar-se.
 
O prédio fica na esquina da Djalma Ulrich, mas a entrada é pelo portão dos fundos, que dá para a Rua Aires Saldanha.
 
Está situado no centro de um terreno de 1600 metros quadrados, coberto de entulho e sombreado por duas ou três mangueisas. As portas e janelas estão fechadas, pregadas por tábuas. As paredes, descascadas e sujas.
 
Nos fundos, há três carrocinhas de pipocas, que D. Cecília disse pertencerem a “Pepe, da Santa Casa”, que lhe paga uns trocados para guardá-las. Ela diz que é vigia do prédio, a mando de um “capitão Jorge, da Marinha”, que ela não sabe onde mora nem onde pode ser encontrado.
 
D. Cecília mora numa saleta adaptada, que também faz às vezes de cozinha. Os móveis são velhos, parecendo ter sido recolhidos em depósitos de lixo. Os colchões, colocados em cima de sofás esburacados, estão amarelos de sujos. O chão é de cimento. Por toda parte exala um cheiro ativo de mofo.

19 May 12:10

CASA DO VATICANO

by Saudades do Rio


A primeira foto de hoje, garimpada pelo Augusto no acervo do Arquivo Nacional, é uma raridade. Mostra a famosa “Casa do Vaticano”, na altura do Posto 5, na Avenida Atlântica esquina com Rua Djalma Ulrich.
 
A segunda foto, do início dos anos 70, é do nosso conhecido Gyorgy Szendrodi.
 
O texto a seguir é do Andre Decourt: “A história da casa daria certamente uma ótima história em tons novelescos. Construída nos anos 10 ela fazia parte da segunda geração dos imóveis da Av. Atlântica, não mais uma casa de veraneio, mas longe de ser um dos palacetes ecléticos construídos nos anos finais da década de 10 início da de 20. Era um imóvel praiano, com uma grande varanda e talvez sua única excentricidade fosse uma pequena torreta no outro extremo do imóvel.
 
O terreno era enorme e a casa só ocupava um dos vértices, nos fundos na Rua Aires Saldanha, no outro vértice do terreno havia uma garagem, se não me engano de 3 portas.
 
Sabe-se pouco de quem construiu o imóvel e sobre seus primeiros proprietários, mas foi nos anos 30 que a história que deixou a casa famosa começou a ser construída: ela foi comprada pelo Conde Innodare, com a sua morte a casa foi passada a sua esposa, que doou em testamento o imóvel ao Vaticano, visto que os herdeiros italianos não mostravam muito interesse.
 
Só que a velha condessa era cuidada por uma enfermeira, eslava, polonesa certamente, de nome Estephania Paskovitej. Além da casa da Av. Atlântica os velhos condes eram proprietários de vários outros imóveis, apartamentos e lojas. E, surpreendentemente, no final dos anos 60 a velha condessa transformou em sua herdeira única a sua cuidadora, à revelia dos parentes italianos e acho que até mesmo do Papa.
 
Com o falecimento em 1973 da Condessa Innodare a Sra. Estephania, tomou posse do imóvel e então começou uma guerra judicial que até a demolição da casa, já com a boate Help funcionando ali, para a construção do novo prédio do Museu da Imagem e do Som, não havia sido terminada, como bem dissecou o ex-prefeito Cesar Maia, em seu ex-blog. Por conta disto o dinheiro da expropriação do imóvel  foi depositado em juízo. A briga judicial se arrastava nos corredores do STF e o andamento do processo no TJ-RJ mostrava várias reviravoltas jurídicas
 
Certamente por esta briga a casa foi abandonada e foi se arruinando durante todos os anos 70 e início dos 80, mesmo com o muro sendo levantado, portões sendo lacrados, mas a  casa  ficava sem vigilância,  algo impensado hoje, foi depredada e depois ocupada por mendigos, que provocaram alguns incêndios destruindo telhado e no final boa parte das paredes internas, que desabaram.
 
Por volta de 1982 agaragem também se incendiou, junto com parte do mato que tomava conta do jardim e foi demolida, pois ameaçava desabar.
 
Em 1983/84 a casa foi alugada por um grupo de empresários espanhóis, Chico Recarey incluso, para fazerem um grande complexo, usando os jardins para a construção de uma grande discoteca e estacionamento subterrâneo e usando as ruínas da casa para dois restaurantes, um informal no nível da Av. Atlântica e um sofisticado na parte superior.
 
Possivelmente pela a briga judicial, que envolvia a igreja, os descendentes italianos e a cuidadora, a casa não pôde ser demolida e foi envolta pela nova construção.”
 
Hoje, neste local, se arrasta a construção da nova sede do MIS – Museu da Imagem e do Som. Além da Help também funcionaram neste terreno o Sobre as Ondas e o Terraço Atlântico.
 
PS: o “link” para o blog do Cesar Maia é http://diariodorio.com/boate-help-uma-novela/
 
PS2: até recentemente, na Itália, os filhos só tinham o sobrenome do pai. Salvo engano, podiam apenas, informalmente para melhor identificação, colocar ao final o sobrenome da mãe da seguinte forma, por exemplo:
Pai – Giuseppe Renzi.
Filho Gabrielle Renzi.
Se a mãe tivesse um sobrenome como Avellini o filho poderia se identificar como Gabrielle Renzi, in Avellini.
Se o Gustavo aparecer por aqui poderá esclarecer se é isto mesmo.
 
 

16 May 10:18

Gillian Anderson

by ThisIsNotPorn

Gillian Anderson | Rare celebrity photosGillian Anderson getting her hair done on the set of The X-Files.
Photo by Acey Harper

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15 May 21:31

Important lessons from the first NSA-powered ransomware cyberattack

by Andy Yen

Last Friday, a weaponized version of a NSA exploit was used to infect over three hundred thousand computers in over 150 countries with the WannaCry ransomware.

In addition to government ministries and transportation infrastructure, the British National Health Service (NHS) was crippled, disrupting treatment and care for thousands of patients, and putting countless lives at risk. The indiscriminate use of a NSA authored weapon on the general public is terrifying, and only made worse by the fact that the NSA could have largely prevented the attack. Instead, because the NSA stood by and did nothing, we have ended up in the scary world where American cyberweapons are being used to potentially kill British citizens in their hospital beds.

What went wrong?

The WannaCry infection that caused global chaos on Friday relied upon a Windows exploit called EternalBlue which was originally written by the NSA. Instead of responsibly disclosing the vulnerability when it was discovered, the NSA instead weaponized it and sought to keep it secret, believing that this weapon could be safely kept hidden.

Predictably, this was not the case, and in August 2016, the NSA was itself compromised, and their entire arsenal of illicit cyberweapons stolen. It’s rather ironic that the world’s largest surveillance agency believed that they would never be compromised.

It has become abundantly clear over the past decade that the notion of keeping attackers out forever is fundamentally flawed. Compromises are not a matter of if, but a matter of when (in fact, this is why we designed ProtonMail to be the first email service that can protect data even in the event of a compromise). If there’s anybody that should know this, it should be the NSA.

 

NHS trust ransomware wannacry
Hospitals across the UK suffered major IT malfunctions as a result of the ransomware cyberattack.

It gets even worse

It’s clear that in weaponizing a vulnerability instead of responsibly disclosing it (so hospitals and transportation infrastructure can be protected), the NSA made a critical error in judgment that put millions of people at risk. However, one would think that after learning 10 months ago that their entire cyberweapon arsenal had been stolen and was now out “in the wild”, the NSA would have immediately taken action and responsibly disclosed the vulnerabilities so systems around the world could be patched.

Unfortunately, there is no indication that they did so. If we read carefully the statement from Microsoft today, it appears the NSA deliberately withheld the information that would have allowed critical civilian infrastructure like hospitals to be protected. In our view, this is unforgiveable and beyond irresponsible.

Instead, the Windows engineering team was left to work by themselves to find the vulnerabilities, which they finally did in March 2017, 8 months after the NSA learned the exploits had been stolen. More critically, Microsoft only managed to patch the vulnerabilities 2 months before last Friday’s attacks, which is not nearly enough time for all enterprise machines to be updated.

 

wannacry ransomware infection map
Nearly 400’000 computer systems around the world have been infected.

What is the bigger impact?

We think that US Congressman Ted Lieu is spot on when he wrote on Friday: “Today’s worldwide ransomware attack shows what can happen when the NSA or CIA write malware instead of disclosing the vulnerability to the software manufacturer.”

Friday’s attack is a clear demonstration of the damage that just a SINGLE exploit can do. If we have learned anything from the NSA hack, and the more recent CIA Vault7 leaks, it’s that potentially hundreds of additional exploits exist, many targeting other platforms, not just Microsoft Windows. Furthermore, many of these are probably already out “in the wild” and available to cybercriminals.

At this point, the NSA and CIA have a moral obligation to responsibly disclose all additional vulnerabilities. We would say that this goes beyond just a moral obligation. When your own cyber weapons are used against your own country, there is a duty to protect and defend, and responsible disclosure is now the only way forward.

Lessons Learned

Anybody working in online security will tell you that protecting against the bad guys is hard enough. The last thing we need is for the supposed “good guys” to be wreaking havoc. An undisclosed vulnerability is effectively a “back door” into supposedly secure computing environments, and as Friday’s attack aptly demonstrates, there is no such thing as a back door that only lets the good guys in.

This is the same fundamental issue that makes calls for encryption backdoors counterproductive and irresponsible. Despite repeated warnings from security industry experts, government officials in both the US and the UK have repeatedly called for encryption backdoors, which could grant special access into end-to-end encrypted systems like ProtonMail.

However, Friday’s attacks clearly demonstrate that when it comes to security, there can be no middle ground. You either have security, or you don’t, and systems with backdoors in them are just fundamentally insecure. For this reason, we are unwilling to compromise on our position of no encryption backdoors, and we will continue to make our cryptography open source and auditable to ensure that there are no intentional or unintentional backdoors.

We firmly believe this is the only way forward in a world where cyberattacks are becoming increasingly common and more and more damaging, both economically and as a threat to democracy itself.

Best Regards,
The ProtonMail Team

 

If you would like to support the work that the ProtonMail project is doing, you can upgrade to a paid plan or donate. Thank you for your support!

You can also get a free secure email account from ProtonMail here.

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13 May 09:31

Bella the Miniature Dachshund

by Dogs

This is Bella, a 2-year-old female Miniature Dachshund from Portsmouth, Ohio.  Bella was about 8 months old in these photos. She is very energetic and loves to play. This night she found a sock, and played so hard she passed out with it under her paw. Soon after this night,  we bought her a new mini weiner dog puppy to play with named Marley. Now we have 2 weiner dogs playing constantly. Even though they have 2 different personalities, they are best friends, best enemies, and they are fun to watch. Photo sent by Teri.
 

13 May 09:31

Seamus the Labrador Retriever

by Dogs

This is Seamus, a 1-year-old male Labrador Retriever from Manchester. Photo sent by Josie Williamson. 

11 May 11:35

ÔNIBUS ELÉTRICO

by Saudades do Rio

Em 1957, durante a gestão do Prefeito Negrão de Lima, foi autorizada a instalação da rede aérea e de subestações para o fornecimento de energia elétrica, além de permitida a compra de uma frota de 200 veículos importados da Itália, chegados ao Brasil apenas em 1962. Destes, um caiu na Baía da Guanabara na hora do desembarque. Consta que o modelo importado já era obsoleto, impróprio para nossas ruas e, pior, de difícil manutenção, pois dava muito defeito e não tínhamos peças de reposição.
 
Apesar de, em 1958, o Prefeito Sá Freire Alvim ter autorizado a instalação de diversas linhas, somente em setembro de 1962 foi inaugurado, experimentalmente, com 35 veículos, o tráfego em quatro trajetos: Erasmo Braga-Rui Barbosa, Erasmo Braga-Urca, Erasmo Braga-Leme e Erasmo Braga-Serzedelo Correia.
 
O primeiro trólebus a trafegar, repetiu o mesmo percurso inaugural dos bondes elétricos, 70 anos antes.
 
Em 1962 foi criada a CTC-Companhia de Transportes Coletivos, de economia mista, para operar o serviço. Em 1967 os trólebus deixaram de circular na Zona Sul e no Centro, sendo transferidos para a Zona Norte. Oficialmente este serviço terminou em abril de 1971.
 
Os ônibus elétricos foram um salto de qualidade no transporte da época. Eram padronizados, novos e só trafegavam com as portas fechadas, parando somente nos pontos - uma raridade na época, onde os demais ônibus e lotações paravam em qualquer lugar e pareciam cair aos pedaços. O motorista e o cobrador trabalhavam uniformizados, com camisa de manga comprida e gravata. Poucos anos depois  começaram a ter problemas nos freios, que emitiam um ruído alto ao serem acionados. E os "chifres" a toda hora saíam do lugar, causando atrasos e engarrafamentos. Foi o começo do fim. Acabaram com os bondes e não conseguiram que os trólebus os substituíssem a contento.
 
Tirar os bondes das ruas do Rio foi antes de mais nada um ato político de Carlos Lacerda. Se eles realmente atravancavam as ruas do Centro e Zona Sul, por sua vez ainda prestavam ótimos serviços na Zona Norte e subúrbios. Dizem que o Lacerda mandou reunir todos os vículos na Ponta do Cajú, mandou jogar querozese e tacou fogo em tudo. Uma meia dúzia de bondes foram vendidos aos Estados Unidos, onde lá são tratados como verdadeiras jóias nos museus deles.

10 May 16:26

A leitura e o mundo novo

by catatau

O mundo mudou.

Anos 80: “não leio porque não tenho instrução, a vida não me permitiu isso”

Anos 10: “não gosto de ler, acho uma perda de tempo. A nao ser que prenda muuuito minha atenção”

São dois modelos civilizatórios, dois sistemas de exclusão, dois regimes tecnológicos, dois tipos de luta diversos. A leitura como o perigo de produzir um mundo novo; a leitura porque não importa, não produz mais nada.


Arquivado em:brasil, educação, faroeste caboclo, filosofia, historia do esquecimento, midia, midia e politica, near and far, nomadologias, nomadologiaz, trabalho
08 May 16:21

Artesanias: fazendo um carro custom do Coisa, do Quarteto Fantástico

by Edgar Borges


Faz uns dois meses que fechei esse projeto, mas só agora me toquei de publicar o resultado. Pensei em fazer um vídeo com todas as fotos, mas como não tenho os programas básicos de edição e não rolou fazer a montagem no sistema do YouTube, vamos direto aqui falar de meu carrinho 1:64 custom do Coisa, o homem de pedra do Quarteto Fantástico.

A ideia nasceu há uns dois anos, depois que tentei enferrujar esse Hummer da marca Maisto mergulhando-o em água com muito sal. Não deu certo e guardei a miniatura enquanto não decidia o que fazer. Um dia, bati o olho no meu Coisa Marvel Select e achei que seria uma boa fazer-lhe um carrinho.




Primeiro passo foi desmontá-lo (na verdade, verifiquei depois que não precisava ter feito isto. Com cuidado dá para fazer o custom sem esta etapa.)













Segundo passo: criar as rochas com massa durepox. Duas anedotas aqui: nunca havia mexido com massa durepox e tive que apelar para os tutorais do YouTube para não arriscar fazer a mistura errada. A outra : como estava segurando o carrinho na mão enquanto botava as bolinhas/rochinhas, um dos lados ficou meio amassado. Tive que fazer as marcas das separações depois.










Terceiro passo: Depois de passar um primer nas rochas de durepox, pintei a base com tinta PVA preto fosco.










Na sequência passei o laranja usando a técnica do Paint Brush, ou seja, bem de levinho... Percebam que ficou bem forte e definida a diferença de cores que marcam a rachadura das pedras.










Antes de montar, decidi passar um verniz e garantir a proteção da pintura. Já percebi que o verniz escurece uns 30% as pinturas. É o preço da segurança da cor não ir embora no primeiro manuseio. No final, ficou esse Hummer custom car d’O Coisa, que já foi para a estante, impor respeito aos carrinhos de carroceria mais leve.
























07 May 13:14

Originalmente, "trabalhar" significava “ser torturado”

by noreply@blogger.com (Ronald Sanson Stresser Junior)
Origem da palavra trabalho


O tripalium
A palavra trabalho vem do latim tripalium, termo formado pela junção dos elementos tri, que significa “três”, e palum, que quer dizer “madeira”.

Tripalium era o nome de um instrumento de tortura constituído de três estacas de madeira bastante afiadas e que era comum em tempos remotos na região europeia.

Desse modo, originalmente, "trabalhar" significava “ser torturado”.

No sentido original, os escravos e os pobres que não podiam pagar os impostos eram os que sofriam as torturas no tripalium. Assim, quem "trabalhava", naquele tempo, eram as pessoas destituídas de posses.


A idéia de trabalhar como ser torturado passou a dar entendimento não só ao fato de tortura em si, mas também, por extensão, às atividades físicas produtivas realizadas pelos trabalhadores em geral: camponeses, artesãos, agricultores, pedreiros etc.

A partir do latim, o termo passou para o francês travailler, que significa “sentir dor” ou “sofrer”. Com o passar do tempo, o sentido da palavra passou a significar “fazer uma atividade exaustiva” ou “fazer uma atividade difícil, dura”.

Só no século XIV começou a ter o sentido genérico que hoje lhe atribuímos, qual seja, o de "aplicação das forças e faculdades (talentos, habilidades) humanas para alcançar um determinado fim".

Com a especialização das atividades humanas, imposta pela evolução cultural (especialmente a Revolução Industrial) da humanidade, a palavra trabalho tem hoje uma série de diferentes significados, de tal modo que o verbete, no Dicionário do "Aurélio", lhe dedica vinte acepções básicas e diversas expressões idiomáticas.

Fonte: compartilhado de http://www.dicionarioetimologico.com.br/trabalho/
07 May 10:34

2008 ad campaign for reggae night at a Brazilian bar

by Paula Zargaj-Reynolds

"Reggae is really thrilling. Look at the bloodshot eyes of listeners."

Africantribute


"A reggae show is just like a soccer match. If you make a goal, you take a toke
."

Africantribute1


"Surfers love reggae. Must be the particular aroma
."

Africantribute3

 

All illustrations are by Marcel Andreaza.

 

Found at Advertising Is Good For You

07 May 10:34

Creepy old illustration

by Paula Zargaj-Reynolds

1971 ad for Marantz stereos.

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Found at Etsy

05 May 22:10

George Lucas and Frank Oz

by ThisIsNotPorn

George Lucas and Frank Oz | Rare celebrity photosGeorge Lucas in Yoda’s hut with a Yoda puppet controlled by Frank Oz.

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28 Apr 21:15

1980s technology

by Paula Zargaj-Reynolds

Walkman:

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Trimline telephone:

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Atari games:

Eb0664f015b46389ed6f0f6c39e583dc

Panasonic boombox:

B9a9cd8cc0a8da23208d8c740864df01

Sony Betamax:

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28 Apr 10:23

AUTOESTRADA LAGOA-BARRA

by Saudades do Rio


As duas fotos de hoje referem-se à construção da Autoestrada Lagoa-Barra. São do início da década de 80.
 
Um módulo do Conjunto Habitacional São Vicente (Minhocão) foi demolido para passagem das pistas. Alguns advogam que não houve prejuízos para os moradores daquela ala, pois foram transferidos para três novos blocos de apartamentos, construídos nos fundos do Conjunto São Vicente, com vista para a Lagoa Rodrigo de Freitas e toda a orla marítima do Leblon e Ipanema, sendo inclusive os imóveis acrescidos de mais um quarto.
 
O prezado Andre Decourt fez um extenso "post" sobre este assunto, que reproduzo parcialmente aqui.
 
"A PUC, certamente ajudada pela igreja Católica e vários de seus ex-alunos que ocupavam altos postos em nossa sociedade, fez forte "lobby" para o traçado da via se desviar do campus. Ficaram então as duas alternativas, a de número 2 seria a melhor, mas a mais cara e demorada. Resolveu-se, então, fazer a de número 1, a que temos hoje, verdadeiro absurdo, primeiro pela forte rampa, pois a diferença entre as cotas da Gávea e a boca do túnel Zuzu Angel é enorme. Esta rampa, no sentido Lagoa-Barra, provoca lentidão, pois veículos pesados ou de pouca potência têm grande dificuldade de galgá-la, fazendo-o em baixa velocidade e atravancando o trânsito. Já no sentido oposto a grande inclinação dá aos veículos forte aceleração, sendo a causa de tantos acidentes, muitos com mortes naquele trecho.
 
Para a construção o então Governo do Estado do Rio de Janeiro fez uma permuta com a PUC onde 41 mil metros quadrados de encosta não edificantes, foram trocados por uma área plana de 21 mil metros quadrados, juntinho da Marques de São Vicente, área esta da já renomeada CEHAB, terra esta do antigo Departamento de Habitação do Distrito Federal e destinado a parte do conjunto do Parque Proletário da Gávea. Foi imposta a condição de construção de salas de aula, mas o que vimos por muitos anos foi um grande estacionamento.
 
Mas o pior de tudo foi cortar um prédio residencial com uma das vias mais movimentadas de nossa cidade: 48 apartamentos deveriam ser demolidos, ou seja, um bloco inteiro do prédio. Mas a boa estrutura e a criatividade dos engenheiros do DER-RJ, grande parte oriunda da equipe de elite feita na época da Guanabara, descobriram um meio de demolir as lajes dos pavimentos inferiores sem derrubar o resto do “módulo”, sendo então perdidos “apenas” 21 apartamentos.
 
 Para se evitar o barulho deveriam ser construídos 2 túneis acústicos, mas só um deles foi executado, protegendo a PUC. Já os moradores do edifício ficaram expostos ao barulho, o que foi um dos maiores absurdos urbanos de nossa cidade."

28 Apr 10:21

AVENIDA ATLÂNTICA

by Saudades do Rio





O “post” de hoje tem origem num e-mail enviado pelo prezado Maximiliano Zierer, a quem o “Saudades do Rio” agradece. Ele enviou a primeira foto, que foi publicada no FB Copacabana Demolida, numa contribuição de Celso Frederico Lago.

O endereço é Av. Atlântica 2600 e a foto, dos anos 70, aparece num anúncio da VEPLAN. Ali constava que “a VEPLAN, preocupada em preservar o estilo arquitetônico inspirado na expressão marajoara e harmonizá-lo ao conforto das novas instalações, durante 6 meses a VEPLAN se dedicou a um minucioso trabalho de restauração de todas as dependências da casa.”

 Esta casa foi construída em 1935, tem fundos para a Rua Domingos Ferreira e fica entre as ruas Santa Clara e Figueiredo de Magalhães. Foi construída pelo português Antonio Dias Garcia, que lá residiu até a década de 70. Foi substituída pelo gigantesco hotel Marriot, de gosto duvidoso.

Os antigos moradores de Copacabana conheciam a casa como a “Casa dos Bichos”, pela variedade de aves e pequenos animais que ficavam pelos jardins. A terceira foto, da LIFE, mostra isto quando da passagem da equipe de Walt Disney pelo Rio de Janeiro.
 

27 Apr 12:23

GALERIES LAFAYETTE

by Mundo das Marcas

O verdadeiro espírito francês de viver, da elegância e do bom gosto. Assim pode ser definida a centenária rede de lojas de departamento GALERIES LAFAYETTE, uma verdadeira instituição francesa e principalmente da cidade de Paris. Suas lojas oferecem tudo o que o dinheiro pode comprar em termos de moda e novidades. Hoje, é uma marca de notoriedade mundial, sinônimo de estilo parisiense e de elegância à francesa. 

A história 
Tudo começou em 1894 quando dois primos da região da Alsácia, Théophile Bader e Alphonse Kahn, decidiram abrir uma modesta loja em um pequeno armarinho de apenas 70 m², localizado na esquina da rue La Fayette com a rue de la Chaussée d’Antin. Devido à localização e à configuração da loja, que vendia fitas, rendas, chapéus e outros pequenos acessórios de moda, cuja circulação se dava ao longo das seções, surgiu o nome “Aux Galeries Lafayette”. Com isso, um novo conceito de compras encorajava os clientes a caminhar ao longo das suas seções. Se a aposta era audaciosa, a localização era ideal: a loja se beneficiou da proximidade da Ópera Garnier e das grandes avenidas da região. A partir da vizinha estação Saint Lazare chegava todos os dias uma multidão de parisienses e pessoas do interior, atraídas pelo comércio. Pouco depois, em 1896, a empresa adquiriu o imóvel inteiro da rue La Fayette número 1, e, a seguir, em 1903, os imóveis do Boulevard Haussmann nos números 38, 40 e 42, bem como o da rue de la Chaussée d’Antin número 15. Os anos iniciais do negócio foram caracterizados pela “estratégia da pedra”, que acabou criando um importante quadrilátero imobiliário, unificado por uma arquitetura adaptada às necessidades do comércio.


Théophile Bader encomendou as primeiras reformas significativas no Boulevard Haussmann, concluídas em 1907, ao arquiteto Georges Chedanne. Porém, foi de fato em 1912, através dos esforços de seu pupilo Ferdinand Chanut, que a loja adquiriu sua nova dimensão. Inaugurada oficialmente no dia 8 de outubro de 1912, a loja principal da GALERIES LAFAYETTE ganhou naquela época a sua imagem mais espetacular. Théophile sonhava com um “empório de luxo”, em que a abundância e a sofisticação das mercadorias atraíssem a atenção dos clientes. Uma luz dourada, difundida pela cúpula, inundaria a grande galeria e faria brilhar as mercadorias. A aposta deu certo. Ferdinand Chanut convocou os principais artistas da École de Nancy para decorar este monumento que marcou a Paris Art Nouveau. O corrimão da escadaria monumental, inspirada na Ópera de Paris, foi projetado por Louis Majorelle, que também assinou os ornamentos em ferro das sacadas. A cúpula, que se erguia a 43 metros de altura, se tornou o símbolo da GALERIES LAFAYETTE. A área de vendas foi duplicada, mas a inovação não parou por aí. Às 96 seções existentes, acrescentaram-se espaços não comerciais como um salão de chá, uma sala de leitura e uma área para fumantes. Devido ao impulso das lojas de departamento, as compras se tornaram uma atividade de lazer. Na cobertura do edifício, o terraço oferecia uma vista panorâmica de Paris. Eventos extraordinários foram organizados, para divertir uma clientela ávida por espetáculos, dentre eles a célebre aterrissagem de Jules Védrines em 1919. O aviador foi obrigado a pagar uma multa por ter sobrevoado Paris a baixa altitude, mas deixou seu nome gravado para a posteridade como o primeiro infrator da história da aviação. Nesta época as vitrines possuíam um importante papel na teatralização da área de vendas: elas despertavam todas as aspirações e todos os desejos, uma vocação que prossegue desde então.


A loja do Boulevard Haussmann se tornou o segundo monumento mais visitado, depois da Torre Eiffel. Tratava-se de uma parada obrigatória para as celebridades mundiais. Por ali passou a Duquesa de Windsor, a esposa do Aga Khan, a Begum, e, em março de 1960, em plena guerra fria, a senhora Khrushchev. Ao se deparar com as escadas rolantes, ela teria exclamado: “Parece o metrô de Moscou!”. Desde sua origem, a GALERIES LAFAYETTE deixou clara a sua vocação: a moda e as novidades. Com a intenção de se diferenciar de seus concorrentes, Théophile tomou a decisão de colocar as roupas mais desejadas da época ao alcance de todos. Foi assim que ele criou ou adquiriu unidades de produção para fabricar com exclusividade roupas comercializadas por sua marca própria. Ele sabia também que a moda, os gostos e os desejos de seus clientes mudavam rapidamente. Para sempre acompanhar o gosto do público, ele colocou em prática um método engenhoso. Ele ia às compras, às corridas de cavalo e à ópera acompanhado de uma estilista, que copiava discretamente os modelos trajados por elegantes senhoras, assinados pelos maiores costureiros da época. Então, esses modelos eram confeccionados com pequenas adaptações nos prazos mais curtos possíveis.


A democratização da moda ganhava espaço e o sucesso não tardou a aparecer. Em pouco tempo, todos corriam para a GALERIES LAFAYETTE, desde as parisienses mais abastadas até as humildes costureiras. Na fachada da rue La Fayette, foi instalada uma imensa faixa, onde se lia: “Galeries Lafayette, a casa que oferece as melhores ofertas de Paris”. A loja diversificava a sua oferta de produtos com frequência: aos mostruários tradicionais, uniram-se a moda masculina, mobiliários, brinquedos e artigos de casa. Fiel à sua missão de tornar a criatividade acessível, a GALERIES LAFAYETTE estendeu às artes aplicadas e ao design o empenho que já dedicava à moda. Em 1922, a loja de departamento inaugurou sua oficina de artes aplicadas, batizada de “La Maîtrise”, confiada ao decorador Maurice Dufrêne, que se tornou seu diretor artístico. A vocação destas oficinas era a produção de “obras” (móveis, tecidos, tapeçaria, papéis pintados, cerâmicas, etc.) “ao alcance tanto dos pequenos quanto dos grandes orçamentos”. Apesar da crise econômica e financeira de 1929, a empresa fez novas ampliações no Boulevard Haussmann. Em 1932, renovada por Pierre Patout, conhecido como o arquiteto dos transatlânticos, a loja principal adotou o estilo Art Déco, com bow-windows (janela semicircular que se projeta para fora das paredes) de autoria de renomado vidraceiro René Lalique.


De 1941 a 1944, a loja passou por um difícil período: a família fundadora foi afastada durante a ocupação, e a empresa foi posta sob a administração do regime de Vichy. Passados os anos sombrios da Segunda Guerra Mundial, teve início a retomada econômica da empresa. Para enfrentar os desafios do pós-guerra, a GALERIES LAFAYETTE adotou um novo visual. A modernização da loja principal teve início com a inauguração das escadas rolantes mais extensas da Europa, no Natal de 1951. Em seguida, os corredores internos foram suprimidos e, entre 1957 e 1959, o imóvel teve o acréscimo de dois andares. A modernização arquitetônica veio acompanhada da ampliação da oferta de produtos, devida, em especial, à criação, em 1952, de uma área de estilo e do cargo de Fashion Director, assim como de contatos com fornecedores estrangeiros e novas operações promocionais. Esta nova diretriz de desenvolvimento levou à organização de grandes exposições estrangeiras. A primeira delas, em maio de 1953, teve como tema “A flor da produção italiana”. Em 1962, a estilista Sonia Rykiel inaugurou um corner dentro da loja, seguida por Christian Lacroix e Jean Paul Gaultier. Em 1969, do outro lado da rue de Mogador, foi inaugurada uma nova loja, cujo foco era os jovens. Este espaço reunia, pela primeira vez, diversas categorias de produtos (como roupas, farmácia, música) adaptadas a um estilo de vida. Logo depois, o LAFAYETTE 2 (atual LAFAYETTE HOMME), foi tomado pela moda masculina, com o acréscimo do LAFAYETTE LE GOURMET (espaço dedicado a gastronomia, onde é possível encontrar itens para o preparo de uma refeição, como legumes, frutas, verduras, até queijos finos, os melhores cortes de carne, pães e criações delicadas de pâtisserie francesa, além de poder consumir produtos, almoçar ou jantar em diversos locais), em 1990. A loja se tornou, desta forma, o primeiro “centro urbano de serviços”, reunindo butiques, serviços, estacionamento e acesso direto ao metrô. Em 1980, a loja criou o “Festival da Moda”. Até 1999, esse prêmio selecionou os melhores modelos criados para a GALERIES LAFAYETTE, que convidava os mais célebres diretores artísticos para expor suas produções. Nos anos seguintes a rede iniciou a abertura de lojas em diversas cidades francesas. Curiosidade: a primeira loja da rede inaugurada fora de Paris ocorreu em 1916 na cidade de Nice.


Em 2001, a marca ampliou seu alcance com a contratação dos serviços de Jean-Paul Goude para sua estratégia de comunicação. Sua primeira campanha publicitária, “As aventuras de Laetitia Casta no país das Galeries Lafayette”, marcou o início de uma longa e frutífera colaboração. O fotógrafo deu ares a um novo espírito, com campanhas iconoclastas que davam corpo aos valores da marca. Em 2010, aconteceu um fato histórico, quando os brasileiros ultrapassaram os russos como os maiores compradores estrangeiros na GALERIES LAFAYETTE, em Paris. Pouco depois, em 2014, a rede inaugurou a primeira unidade GALERIES LAFAYETTE OUTLET (com produtos que custam de 30% a 60% menos), em Clayes-sous-Bois a 30 minutos do centro de Paris.


A partir da década de 1990 a rede iniciou um processo de internacionalização com a inauguração de unidades em cidades como Berlim (1996), Dubai (2009), Jacarta (2013) e Pequim (2013). Mas nem todos os seus planos de expansão deram certo, por exemplo, em 1920 com a inauguração de uma loja em Londres (fecharia em 1972); ou em 1991 quando inaugurou uma loja em Nova York na Trump Tower, mas teve pouco sucesso e fechou ao fim de três anos; ou a unidade de Casablanca no Marrocos, inaugurada em 2011 e fechada pouco depois. A empresa já anunciou novas unidades internacionais nos próximos anos, localizadas nas cidades de Istambul (Turquia), Doha (Catar) e Milão (Itália). A GALERIES LAFAYETTE é uma empresa familiar há cinco gerações. Elas atravessaram eras, guerras e crises financeiras, o que comprova sua capacidade de inovação.


Curiosidade da loja Galeries Lafayette Haussmann 
● Com mais de 120 anos de tradição, a GALERIES LAFAYETTE foi a primeira loja de departamento da Europa e com mais de 65.000 m² em três edifícios, recebe, atualmente, mais de 100.000 visitantes/dia. O complexo é formado por mais duas lojas, além da Lafayette Haussmann (10 andares): Lafayette Homme (4 andares) e Lafayette Maison et Gourmet (5 andares), este último um espaço onde além de produtos para casa e bem-estar, reúne itens ligados à arte da culinária e da degustação. Internamente, são 15.000 m² dedicados à moda, com 3.500 marcas renomadas, como Louis Vuitton, Chanel, Prada, Gucci, Burberry, Lancôme, Dior e Sisley. E, mesmo que venda essas marcas de luxo (dentre tantas outras), a loja ainda faz questão de atender um público diverso com marcas mais acessíveis e menos luxuosas. A todos os clientes oferece serviços sob medida de alta qualidade, que inclui personal shoppers e atendentes que falam português, salões privativos, entrega de compras no hotel e orientação no serviço de reembolso de impostos. A GALERIES LAFAYETTE é o segundo lugar mais visitado de Paris depois do Museu do Louvre. 
● Em 1913, a creche para os filhos dos funcionários ficava no último andar da loja, pois se acreditava, na época, que quanto mais alto estivessem, mais o ar era puro. 
● Em uma campanha publicitária de 1921 e voltada para o público infantil, cada criança podia escrever seu nome dentro de um balão, que depois foi solto nos céus de Paris. O dono do balão encontrado mais distante da loja ganharia um prêmio. O vencedor foi uma criança cujo balão foi encontrado na cidade espanhola de Barcelona. 
● Gabrielle Chanel comprava as formas/moldes de seus chapéus na GALERIES LAFAYETTE. Ainda sobre Chanel, em 1921 o famoso perfume n. 5 era vendido com exclusividade na loja. 
● La Suite é o nome de um espaço privativo, com 400 m² e localizado no sexto andar da GALERIES LAFAYETTE. Este local oferece serviços sob medida, onde os clientes são recebidos em total privacidade e contam, entre uma prova e outra, com cabines individuais, mimos diversos e permanente acompanhamento e orientação de estilistas e personal shoppers. Do lado de fora da La Suite, um brinde extra: uma estupenda vista dos telhados parisienses e da Basílica de Sacré-Coeur.


A ligação com as artes 
Ao longo de toda a sua história a Galeries Lafayette Haussmann teve uma forte ligação com as artes. Você sabia que há uma ótima galeria de arte dentro da sua icônica loja? Durante toda a sua história a loja, ainda que de forma esporádica, promovia salões de arte e exposições apresentando os artistas da época aos seus clientes e à população parisiense em geral. A loja acolheu eventos de prestígio, apresentando os principais criadores de sua época e revelando ao público os artistas que logo se tornariam referências de seu tempo. Mas foi somente em 2001, com a abertura da Galerie des Galeries, que a loja formalizou o seu papel como influência cultural na cidade de Paris. O espaço permanente, localizado no 1° andar do prédio principal da loja, tem como objetivo a divulgação de artistas contemporâneos já conhecidos e aqueles com futuro promissor. Essa galeria apresenta 4 exposições por ano com temáticas que tentam, na medida do possível mas não imperativamente, ligar os universos da arte, do design e da moda. As obras apresentadas vêm emprestadas de galerias comerciais, de acervos particulares ou dos próprios artistas. Algumas são feitas especialmente para a mostra em questão. Além disso, a empresa dá suporte a instituições que apoiam os artistas da atualidade, como o Centre Pompidou, o Musée d’Art Moderne e a Villa Noailles em Hyères.


A evolução visual 
A identidade visual da marca passou por algumas remodelações ao longo dos anos. Em 1900, a marca Aux Galeries Lafayette foi arquivada e a loja adotou um novo logotipo apenas com o nome GALERIES LAFAYETTE. Esse logotipo seria remodelado nas décadas seguintes. Depois de adotar uma nova identidade visual no início dos anos de 1990, com o objetivo de ser tradicional e contemporânea ao mesmo tempo, a marca apresentou em 2015 seu novo logotipo, que ganhou visual mais moderno e ousado para conquistar um público mais jovem.


Os slogans 
Le Nouveau Chic. (2015) 
La mode vit plus fort aux Galeries Lafayette. (2009) 
Ici, la mode vit plus fort. (Aqui, a moda vive mais forte) 
Il se passe toujours quelque chose aux Galeries Lafayette.


Dados corporativos 
● Origem: França 
● Fundação: 1894 
● Fundador: Théophile Bader e Alphonse Kahn 
● Sede mundial: Paris, França 
● Proprietário da marca: Groupe Galeries Lafayette 
● Capital aberto: Não 
● Chairman: Philippe Houzé 
● CEO: Nicolas Houzé 
● Faturamento: €3 bilhões (estimado) 
● Lucro: Não divulgado 
● Lojas: 61 
● Presença global: 5 países 
● Presença no Brasil: Não 
● Funcionários: 10.000 
● Segmento: Lojas de departamento 
● Principais produtos: Roupas, acessórios, perfumes, móveis e comidas 
● Concorrentes diretos: Le Printemps, Le Bon Marché, El Corte Inglés e Harrods 
● Ícones: A loja Galeries Lafayette Haussmann 
● Slogan: The New Chic. (Le Nouveau Chic) 

A marca no mundo 
A rede de lojas de departamento GALERIES LAFAYETTE possui 57 unidades espalhadas pelas principais cidades francesas, além de quatro unidades internacionais, localizadas em Berlim (Alemanha), Dubai (Emirados Árabes Unidos), Jacarta (Indonésia) e Pequim (China). Aproximadamente 700.000 pessoas passam diariamente pelas lojas da GALERIES LAFAYETTE, sendo que 100.000 delas são acolhidas pela emblemática loja da Boulevard Haussmann. Além disso, mensalmente mais de 4.6 milhões de visitantes acessam o site da rede. A rede de lojas de departamento pertence ao grupo Galeries Lafayette, também proprietário da BHV Marais (lojas de departamento), Guérin (rede de joalherias) e Louis Pion (marca de relógios). 

Você sabia? 
● Em 1951, a cantora Edith Piaf se apresentou na frente da loja, quando foi inaugurada, à época, a maior escada rolante da Europa. 
● O estilista Christian Lacroix assinou o cartão de Natal da GALERIES LAFAYETTE em 1998. 
● Em 2008, a empresa criou um departamento de patrimônio, cuja missão principal é preservar, conservar e valorizar o patrimônio arquitetônico da marca e seus arquivos históricos, disponíveis para consulta mediante agendamento. Com isso, a empresa revive a história da GALERIES LAFAYETTE, em sua complexidade e singularidade. 


As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Fortune, Forbes, Newsweek, BusinessWeek e Time), sites especializados em Marketing e Branding (BrandChannel e Interbrand), Wikipedia (informações devidamente checadas) e sites financeiros (Google Finance, Yahoo Finance e Hoovers). 

Última atualização em 24/4/2017

25 Apr 10:22

David Bowie, Shari Weiser and Jim Henson

by ThisIsNotPorn

David Bowie, Shari Weiser and Jim Henson | Rare celebrity photosDavid Bowie, Shari Weiser and Jim Henson on the set of Labyrinth.

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22 Apr 21:10

Antigamente que era bom, né?

by Martin Jayo

955

São Paulo nos anos 40 e 50 era uma cidade bem mais humana, organizada e acolhedora do que hoje, certo? Tudo funcionava melhor, a cidade era gentil e as pessoas viviam mais felizes.

Essa é a imagem ingênua que muita gente tem, construída com altas doses de romantização e saudosismo, e o próprio nome deste blog brinca um pouco com ela. Mas não é preciso ir longe para desmontá-la. A São Paulo do passado nunca foi assim, e ninguém melhor para nos mostrar isso do que quem sofreu nela.

Como por exemplo o Paco, imigrante espanhol que estava por aqui em 1950. No relato que ele manda ao irmão, fica claro que a cidade em que ele vive é esta mesma que a gente conhece hoje:

“Sao Paulo 31 julio 1950
Querido hermano Miguel: En sustitución de una carta que te debo y que mañana a lo más tardar te mandaré, remito esta vista de lo que se llama “la ciudade”, el cogollito de Sao Paulo. Apreciarás una semejanza con el centro de las populosas aglomeraciones norteamericanas. La mayoría de sus edificios están destinados a fines comerciales y en cambio las viviendas se desparraman en todas direcciones sin que importe la distancia, en casas de una sola planta, en su mayoría.
El exagerado perímetro de la ciudad ocasiona la esclavitud de sus habitantes. Los hace pigmeos. Hoy mismo estamos trabajando en un barrio distante de nuestra morada 10 o 15 Kms. No te extrañe pues que tengamos que salir de casa con hora y media de anticipación para estar en el trabajo a las 7.
Así que después de la jornada y el regreso ceno y no tengo ganas ni humor para escribir ni siquiera unas letras. Se agota uno demasiado y menos mal que no me falta salud y apetito.
Aquel sosiego de Valencia vale muchísimo. Hazte cargo de que ahora son las 5 de la mañana. Anoche me fui a la cama a las 9. Cambio absoluto en mi modo de vivir, ¿no es cierto? Esta fabulosa dispersión, la mezcolanza de razas, los sucesos e incidentes sangrientos diarios que aunque propios de una capital heterogénea por sus habitantes, son exacerbados por el poco control que la policía ejerce, ocasiona que la ciudad en sí adolezca de tristeza y sea a partir de las 8 de la noche una cosa sin vida.
Bueno Miguel, ve coleccionando “fotos” de esta moderna Babilonia y hasta mañana pues. Recibe el cariño de tu hermano Paco. Besos a la abuela.”

(São Paulo, 31 de julho de 1950
Querido irmão Miguel: Em substituição a uma carta que te devo e que amanhã ao mais tardar mandarei, remeto esta vista do que se chama “a ciudade” (sic), o coração de São Paulo. Você apreciará uma semelhança com o centro das populosas aglomerações norte-americanas. A maioria dos seus edifícios está destinada a fins comerciais, enquanto as moradias se esparramam em todas as direções, não importa a distância, em casas de um só andar na sua maioria.
O exagerado perímetro da cidade ocasiona a escravidão de seus habitantes. Os faz pigmeus. Hoje mesmo estamos trabalhando em um bairro distante de nossa morada uns 10 ou 15 quilômetros. Não estranhe, pois, que tenhamos que sair de casa com uma hora e meia de antecedência para estar no trabalho às 7.
Assim, depois da jornada e do regresso, não tenho vontade nem humor para escrever sequer umas letras. A gente se cansa demais, e menos mal que não me falta saúde nem apetite.
Aquele sossego de Valência vale muitíssimo. Saiba que agora são 5 da manhã, e ontem à noite fui dormir às 9. Mudança absoluta no meu modo de viver, não é? Essa fabulosa dispersão, a miscelânea de raças, os acontecimentos e incidentes sangrentos diários que, embora próprios de uma capital heterogênea por seus habitantes, são exacerbados pelo pouco controle que a polícia exerce, fazem com que a cidade em si adoeça de tristeza e seja, a partir das 8 da noite, uma coisa sem vida.
Bom, Miguel, vá colecionando “fotos” desta moderna Babilônia, e até amanhã. Receba o carinho de seu irmão Paco. Beijos à vovó.”

Paco tinha avó, portanto devia ser bastante jovem em 1950. Quem sabe, então, ele ainda esteja por aqui. Seria ótimo se ele pudesse nos contar se, para ele, a cidade piorou tanto como a gente pensa. Ao contrário, deve ter melhorado.

956


21 Apr 15:08

Máscaras Tecnológicas

by Clara Gomes

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