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23 Sep 02:41

CENTRO

by Saudades do Rio


Em fotos de Milton Santos, do acervo do Correio da Manhã, vemos aspectos do Centro da cidade nos anos 50.

A primeira foto é uma grande vista do Centro, com destaque para o desmonte do Morro de Santo Antonio e o começo do Aterro do Flamengo.

A segunda foto mostra a região do aeroporto Santos Dumont no início do Aterro.

A terceira foto, já publicada anteriormente, mostra a Praça do Expedicionário, criada em 8/5/1947. Anteriormente conhecida como praça do Castelo, situa-se na avenida Presidente Antônio Carlos, em frente às avenidas Nilo Peçanha e Almirante Barroso. 

Com a palavra o mestre Andre Decourt: "Uma visão do Castelo e do bairro da Misericórdia, certamente nos primeiros anos da década de 50.

À esquerda vemos as construções do bairro da Misericórdia, um bairro que não existe mais, sepultado pelo prédio do Fórum, a via onde as pequenas construções dão frente é a Rua da Misericórdia, em seu antigo traçado que serpenteava pelas fraldas do morro do Castelo, onde nessa foto podemos perceber onde ele terminava.

As ruas internas eram das mais velhas da cidade como os becos do Cotovelo, Boa Morte, da Música e Travessa do Guindaste. Também ali ficava o Hotel Bom Jardim, cujo letreiro pode ser lido na foto em “tela cheia".

Ao fundo vemos os torreões do Mercado Municipal destruído sem muito sentido para a construção do viaduto da Av. Perimetral.

O prédio grande e com cúpula é o antigo Ministério da Agricultura, derrubado junto com o Monroe no governo Geisel como forma de desmoralizar e enfraquecer o Rio de Janeiro, privando-o dos símbolos da velha capital.

Na extrema direita aparece um pedacinho da Santa Casa .

No meio da foto aparece com destaque a Praça dos Expedicionários, um dos lugares que tinha tudo para ser um dos mais aprazíveis do Centro, principalmente pelo belo lago e chafariz.

O edifício do Jockey ainda não existe, sendo seu terreno usado como estacionamento, essa foto deve ter sido tirada num dia não útil, pois há poucos carros estacionados.

Há também um pequeno monumento num dos lugares mais improváveis na cidade de hoje, na confluência das movimentadíssimas avenidas Presidente Antonio Carlos e Almirante Barroso. Este pequeno monumento comemorativo do arruamento do Castelo foi removido quando houve o desfile das escolas de Samba na Pres. Antônio Carlos, se não me engano em 1974, por causa das obras do metrô na Pres. Vargas.

Uma curiosidade, sobre a Praça dos Expedicionários é que em seu subsolo se encontra o único grande abrigo antiaéreo do Rio de Janeiro, construído na época da 2ª Guerra Mundial. Era o primeiro de outros que seriam construídos, mas a guerra acabou e os aviões e navios do Eixo nunca apareceram... Há outros abrigos pela cidade, mas todos em prédios privados, muitos em Copacabana, onde inclusive existem prédios com lajes blindadas por chapas de aço. Hoje esse abrigo é usado como estacionamento do Tribunal de Justiça.

Esta foto possivelmente foi tomada dos prédios da Rua Debret.”

Os dois navios de guerra poderiam ser o cruzadores Barroso e Tamandaré, que foram construídos no final na década de 30. A curiosidade sobre esse local fica por conta de que antes da urbanização dessa praça e a construção do abrigo antiaéreo, depois estacionamento oficial, havia o campo de futebol do "Fura Rede", time dos funcionários e trabalhadores do extinto Mercado Municipal.


23 Sep 02:38

DOMINGO NA BARRA

by Saudades do Rio

 
Neste domingo ensolarado e de temperatura agradável seria um bom programa ir à praia na Barra da Tijuca?

Há estacionamento farto perto da praia, carrocinhas de cachorro-quente na areia, alguns bares funcionando, vendedores de barracas e esteiras, uma frequência em número razoável.

O inconveniente é que ir de carro envolve alguns problemas como a altíssima temperatura dentro do carro na hora da volta, sujar o interior com areia, sentar molhado nos bancos, enfrentar engarrafamentos, aguentar o cansaço das crianças e, certamente, alguma reclamação da esposa.

Na época das fotos, início dos anos 70, ainda não havia que se preocupar com a Lei Seca e a cervejinha podia ser tomada sem problemas.

Fotos: acervo Correio da Manhã



23 Sep 02:37

EMBAIXADA DA GRÃ-BRETANHA

by Saudades do Rio

 
As fotos de hoje, do acervo do Correio da Manhã, mostram o prédio da embaixada da Grã-Bretanha no Rio de Janeiro. A primeira é do projeto feito em torno do ano de 1940 e a segunda é de antes da transferência da embaixada para Brasília.

Sir Donald St. Clair Gainer chegou ao Rio de Janeiro em 1944 para ser o novo embaixador da Grã-Bretanha. Foi durante o mandato dele aqui no Rio que se inaugurou o prédio da nova embaixada da Grã-Bretanha na Rua São Clemente nº 360, pois antes a embaixada funcionava na Praia do Flamengo nº 284 (mais antigamente ainda acho que a embaixada da Grã-Bretanha funcionou na Rua Municipal nº 4, atual Rua Mayrink Veiga).

O terreno para a construção da nova embaixada, de mais de 60 mil metros quadrados, foi adquirido em 1938, mas devido à Grande Guerra, a construção foi adiada, tendo sido feita no final dos anos 40, de 1947 a 1949. O local fica bem ao lado de onde era a embaixada dos Estados Unidos, no nº 388, onde funciona hoje a Escola Alemã Corcovado, junto a outras belas mansões daquele trecho de Botafogo.

O projeto foi do arquiteto escocês Robert Russel Prentice Dowling, que utilizou traços estilísticos de tendência neoclássica.

Em agosto de 1944, na sede da Sociedade Brasileira de Cultura Inglesa, realizou-se a recepção oferecida ao embaixador de sua majestade britânica e a Lady Gainer, comemorando a posse de Sir Donald Gainer no alto cargo de seu presidente de honra. Entre os presentes estava o Dr. Raul Leitão da Cunha, Reitor da Universidade do Brasil, Henry Lynch (proprietário de uma belíssima mansão vizinha à embaixada na Rua São Clemente nº 338), Ministro Figueira de Melo, Monsenhor Joaquim Nabuco, entre outras autoridades.

Depois da mudança da capital para Brasília, com o consequente deslocamento da embaixada para lá, o prédio acabou sendo vendido em 1975 para a Prefeitura do Rio de Janeiro, que ali instalou sua sede, o Palácio da Cidade.


22 Sep 01:49

Restaurando o Korg Trinity Pro X (e essa é a parte 1!)

by noreply@blogger.com (Alexandre Souza - PU1BZZ)
Eu sou um cara de sorte :o)

Nao sou um cara rico. Mas tenho bons amigos, as vezes me vendem por mixaria ou ate me dao de presente coisas muito legais, que normalmente eu nao poderia comprar, ou nao seria justo alocar (tanto) dinheiro pra essas coisas.

Entao, um grande amigo fez um "niguçim" comigo. Um teclado que eu tinha, por um "monstro".

Alias, voce conhece a definição de monstro? Permita-me atualiza-la...


Nao. Acho que voce nao entendeu. Deixa eu colocar essa foto minha aqui, em pé ao lado do teclado, pra ver se voce entende melhor...

Ola mamae! :oD

Esse MONSTRO tem 1.50 de largura. Eu tenho 1.80. Por ai voces veem o quanto o bicho é ENORME. Pesa 31 quilos (!!!!!!!) e deve ter uns 40 cm de comprimento.

Um monstro, em todos os detalhes.

O Trinity Pro X é a versão "do chefe" da linha Trinity da Korg. É um teclado cheio de recursos, com sons incriveis, sequenciador, telao de toque, cheio dos gueri-gueri. Realmente, é um sonho. Eu NUNCA compraria um teclado desses pra reparar. Principalmente depois da furada e do vexame do Triton TR 76 (e seu famoso defeito do "ligado em 220"). Massssssssssssss...

Um dia o Gargamel me manda uma mensagem dizendo "Vou vender meu Triton Pro X". Eu fiz uma oferta pra ele de um teclado que eu tinha aqui, que tem mais ou menos o mesmo valor. "Voce vende o meu teclado que ta novinho, e eu fico com o Triton mortinho". Deu negocio, e veio pra ca o bichao.

Mas por que mortinho?

A historia é longa, e involve acidentes intimos de percurso (dele, nao comigo). Mas basta dizer que esse teclado ja rodou a america latina em shows, foi pisoteado, tacado no chao, usado de cama (cabem dois casais dentro, com folga), jogado pra la e pra ca e muito, mas MUITO usado. Como todo teclado MUITO usado, tinha uma longa lista de "pequenos defeitos", alem do LCD quebrado por um pequeno "acidente domestico de percurso". Whatever, o teclado "funcionava". Sort of.

Como eu gosto de um bom desafio, e eu nunca que ia ter um Trinity de outra forma (principalmente um Pro X, que e a versao "topo" com teclado de piano, etc) entao vamos a luta :o)

Um dia, chega o monstro aqui em casa.


(O bag ao lado? É meu DX-7...Mal ae.)

Entao ele chegou assim, sem cuidado, sem carinho, e um desenho muito fofo no lugar do LCD. O que "sobrou" do LCD exemplifica o "acidente domestico" ao qual ele foi submetido...



Nao adiantava nada mexer no teclado ate conseguir um LCD. E de preferencia, outra moldura plastica do LCD. Ai, tinha alguem no ML vendendo peças de Trinity, e me vendeu a moldura plastica por, pasmem...20 cruzero... :o) A historia e a mesma - Quebra o LCD do Trinity, voce joga o teclado fora. O teclado de 5 oitavas vale uns 2000 a 2500 reais. E os insanos aqui no BR vendem o display a miseros 1000 reais. Quando nao mais caro. Ai o cara desmonta o Trinity e vende as pecas.

So que eu vi a foto do LCD. E nao vi nenhum quebrado no LCD...



Ai eu perguntei..."Moço, meu teclado ta com um buraco no lugar. Me dá seu LCD bichado?"

O resto da historia voces ja conhecem, né? :o) Paguei 20 reais pela moldura do LCD, e ganhei um LCD...funcionando :oD

Claro, o digitalizador ta quebrado. Mas é melhor comprar um digitalizador de 18 dolares, que um LCD de 78 dolares.


O Trinity é um teclado complicado nesse ponto do LCD. Sem o LCD/Digitalizador, voce NAO USA o teclado. Dá pra no maximo trocar de timbre, sem saber o que ta fazendo. Entao, sem digitalizador, esquece. Sem LCD tambem. Agora pelo menos eu vejo o que ta acontecendo :o)

SCORE!!!!!!!!!!!!!!!

Bem, pra chegar nisso, foi um longo caminho. Como eu gosto de contar minhas aventuras, entao vou contar pra voces como foi o reparo do Trinity.

A lista de defeitos, era mais ou menos essa:
  • Faltam 80% dos parafusos do teclado. Dentro e fora. 
  • No "conjunto" do pitch bender, floppy, etc...O conector do headphone tava meio solto, faltava o drive de disquete (coloquei um emulador de drive de 1.44 no lugar), o conector do ribbon estava solto. 
  • No "conjunto" da placa de saida de audio, as soldas dos conectores de saida estavam um absurdo, faltavam parafusos fundamentais, havia um jumper-gambiarra na placa bypassando o canal direito do potenciometro de volume (que esta com defeito)
  • No "conjunto" das teclas da esquerda, onde fica o controle de volume, o potenciometro de volume tem um dos "wipers" completamente oxidado. Alem de alguns botoes tacteis estarem falhando
  • O LCD, obvio, nao tinha :oD 
  • Hora de trocar a bateria...
  • A madeira do fundo é - pasmem - MDF! O_O E um lugar está um pouco inchado
  • Um ferro que tem na frente do teclado está pra la de oxidado
Só isso :o)

Comecei pela aparencia externa. Primeiro tinha que tirar o desenho (o qual eu guardei, pq achei super bonitinho) e limpei a parte superior da carcaça do teclado. Infelizmente é aluminio anodizado, as "pancadinhas" e arranhoes nao tem muito como resolver. Vai ficar assim pra sempre, ou ate aparecer um Pro X que va pro lixo. O que eu duvido.


O motivo de eu colocar essas fotos aqui, é que tem muita gente que - pasme - nao sabe tirar grude com removedor. Removedor (que voce compra em supermercados) nao afeta a maioria dos plasticos. E muito menos aluminio. Entao primeiro eu raspei COM UMA REGUA PLASTICA os residuos de plastico/papel colados no teclado

(o porque da regua plastica? Simples: Um material so pode ser riscado/quebrado por algo mais "duro" que ele mesmo. Se voce tem uma placa de aluminio, voce nao pode usar uma faquinha ou outro pedaco de aluminio pra raspar. Mas pode usar uma regua de plastico, que é mais duro que o papel/cola e mais mole que o aluminio. Essa regra vale pra tudo na vida. Serio.)


Agora que ficou so a cola, usei um pano de chao (aspero...a aspereza do pano ajuda) e doses generosas de removedor. 


Viu, limpou tudo. O risquinho embaixo, no meio, é um amassado. Algo bateu de ponta ali.

Com tudo limpo, esperei chegar o LCD e comecei os testes. Soldei um fio que estava arrebentado no cabeamento interno do Trinity, e conectei o LCD no lugar. Claro que nao ligou de primeira.

O conector do flat cable do LCD, com a pancada que levou, dobrou 90 graus em direcao a placa. Levou um tempo observando esse conector (e umas 7 ou 8 subidas e descidas ao laboratorio) pra colocar o conector no lugar, desamassar os pinos, descobrir que ele estava dando mau contato, arrumar um pedaço de plastico pra calçar o flat cable, ver que nao estava ligando o backlight, descobrir que tinha um fusivel na placa do inverter, arrumar um pedaço de fio...eh...fusivel pra colocar no lugar e, finalmente, o teclado me saudar com sua linda apresentacao.


Com o display ligado, deu outro animo pro reparo do Trinity. Eu que nao ia fazer nada no dia, acabei perdendo o dia inteiro consertando o resto das gambiarras.

Ai, passei pro modulo do pitch bender/etc. Esse eu nao tirei fotos porque o reparo foi realmente coisa boba. Praticamente conectar um flat cable no lugar, parafusar o drive, parafusar a placa do conector do headphone que estava presa só pela porca do jack (aproveitei pra refazer as soldas, coisa que voce faz obrigatoriamente em TODO CONECTOR de QUALQUER APARELHO DE SOM, principalmente teclados). Instalei no lugar, liguei, tudo funcionando

(update 19/set) Dica IMPORTANTISSIMA: O Trinity usa o sinal de disk change ( /DCHG) para - duh - indicar que houve troca do disco, no pino 34 da interface de drive. Entao, para o seu Trinity funcionar direitinho com o emulador de drive, voce tem que usar um drive ou emulador de 1.44MB, com o sinal de Disk Change no pino 34, ativo em nivel BAIXO. O pino 4 da interface de drive nao é conectado. 

Entao passei pra placa de audio. A diversao começou ai :oD


Essas eram as soldas dos conectores de saida de audio. Pera, eu amplio pra voces


Gostoso, ne? Se voces observarem direitinho, nao apenas as soldas estao PODRES, como tambem faltam TODOS os parafusos que prendem a estrutura metalica que da rigidez a placa, parafusada no painel traseiro.

Vou dar um tom mais suave a esse assunto


ISSO é serviço DECENTE. Soldas bem feitas, todos os parafusos colocados no lugar. Placa limpa, serviço LIMPO. Aprendam, tenicos de meleca! O_O


Essa é a placa toda. Mas ainda tinha mais gambiarra, perai...Tao vendo aquela linha azul, ali no canto inferior direito?


Antes tinha isso ai no lugar. É um bypass do potenciometro de volume (só no canal direito) pq o pot ta bichado TAMBEM. Arranquei fora. Proxima gambi...


Isso é o potenciometro de volume por dentro. Eu esqueci de tirar foto da sapatinha que pega na trilha de carbono. Ela estava VERDE de oxidacao. Por isso que o canal direito nao funcionava, e a placa anterior estava com essa gambiarra


Esses botoes ai tambem nao estao muito melhores nao. Sao baratinhos, faceis de trocar. Por via das duvidas, vou trocar todos eles. Assim fica "padrao", como diz o ADG. 


Pra quem quiser trocar os seus, chave tactil com eixo de 6mm. Todos os botoes sao iguais. Aproveite e troque os leds vermelhos pela cor que mais lhe agrada, assim voce personaliza o seu teclado, he he he :o)

Bem, tudo funcionando. Por enquanto, é só. Agora eu preciso:
  • Encontrar um potenciometro de volume NOVO para trocar (se achar o outro que é o de "valor" eu aproveito e troco tambem
  • Comprar o digitalizador do display, custa em torno de 20 dolares no AliExpress
  • Comprar todas as chaves tacteis (umas 40). Custa mixaria, vale a pena trocar logo tudo
  • Ja que eu estou trocando as chaves e os potenciometros, é de bom alvitre trocar tambem o encoder rotativo. Afinal, esse teclado tem uns 15-20 anos, e o encoder ja ta dando seus soluços
  • A pilhazinha de memoria interna vai ser substituida por um soquete e uma CR2032, afinal tambem ja deve estar nas ultimas
  • Conseguir todos os parafusos que estao faltando
  • Pintar a peça frontal de metal que esta oxidada
E com isso, meu tecladao vai pro meu "cantinho da musica", provavelmente ocupar o lugar do meu Alesis QS-7. Pq afinal, com um Trinity, pra que todo o "resto"? :oD

 (sim, o que esta "embaixo" é um Alesis QS-7. Voce nao está vendo errado, nem é um truque de camera. O QS7 - que é bem grande - é um 'pianinho' perto do tamanho colossal do Trinity. Ele é tao grande e pesado, que eu provavelmente vou ser forçado a trocar minha estante Stay Aluminium por algo mais resistente :o\ )

Valeu pessoal! Nao esqueçam de dar aquela clicada nos nossos anunciantes ai ao lado (isso ajuda pacas o blog, vai por mim...) e por favor, COMPARTILHEM essa publicacao no facebook, twitter, orkut, BBS, quadro de mensagens do supermercado, etc...Seu comentario é o meu salario :oD


(em breve: Parte 2)
22 Sep 01:16

Tieta. Jorge Amado. pág. 298 (via @paolawatrin) #grifeinumlivro



Tieta. Jorge Amado. pág. 298 (via @paolawatrin) #grifeinumlivro

14 Sep 09:41

3067 - Alhos e bugalhos, juntos e misturados

by obiscoitomolhado


O  BISCOITO  MOLHADO

Edição 5327 SX                           Data: 5 de setembro de 2017


FUNDADOR: CARLOS EDUARDO NASCIMENTO - ANO XXXIV



MÉDICO GENIAL



Concursos de talentos infantis eram comuns nos anos 30 e 40 do século passado. Emissoras de rádio faziam sucesso apresentando programas voltados para a premiação de meninos cantores, locutores, declamadores, e por aí vai.


Essa febre chegou a uma importante empresa que atuava no Rio de Janeiro. Alguém teve a ideia de promover um concurso que contaria com a participação de filhos de funcionários da Light. À medida que o certame alcançava suas etapas finais, ficava claro que havia dois favoritos destacados. Um menino-cantor, que na avaliação de todos tinha voz de homem, ganhara recentemente um concurso promovido no intervalo de uma peça de teatro que ostentava o estranho título "Por Causa do Baiacu", estrelada por Alda Garrido. O garoto cantou "Chão de Estrelas" e levou a plateia ao delírio. Foi imediatamente contratado pela Rádio Guanabara. O pai do jovem artista era engenheiro da Light.


Seu adversário era filho de um desenhista lotado, também, no departamento de engenharia da empresa. Viciado em concursos, ganhador de diversas promoções, brilhava tanto como cantor quanto locutor.  Era conhecido como "Gargantinha de Veludo", atração de vários programas da Rádio Sociedade.


O concurso foi vencido pelo segundo candidato. Seu nome era Max Newton Figueiredo Pereira Nunes. O candidato derrotado se chamava Paulo Gomes de Paiva Fortes.


Ali começava uma amizade que durou mais de sessenta anos. Sempre que se encontravam, Max Nunes fazia questão de "consolar" o amigo Paulo Fortes: "Não liga não, Paulo. Naquele tempo já havia marmelada!..."


Paulo Fortes cursou a Faculdade de Direito. Jamais exerceu a profissão de advogado e durante cinquenta anos atuou como mais importante barítono do Teatro Municipal do Rio de Janeiro. Max Nunes estudou medicina e foi um brilhante cardiologista, tendo ocupado o cargo de Diretor do Instituto Brasileiro de Cardiologia. Ao longo de toda sua vida, Paulo Fortes compareceu com absoluta regularidade ao consultório do Doutor Max Nunes. Dizia o médico que essas visitas não encontravam paralelo na história da medicina. Duravam cerca de três horas. Na primeira hora, médico e paciente se dedicavam a contar piadas. Na segunda, o assunto era o América Futebol Clube, paixão a que os dois amigos se dedicavam com angústia e sofreguidão. A terceira hora, finalmente, era dedicada à saúde do paciente. Doutor Max manifestava sua apreensão diante da pressão arterial e das taxas apresentadas pelo amigo. Prescrevia remédios que serviriam para atenuar esses problemas. Remédios que o barítono comprava, mas não tomava, supondo que poderiam ser prejudiciais à sua voz.

Max Nunes nasceu em Vila Isabel. Era vizinho de Noel Rosa e sua casa era frequentada por muitos artistas. Lauro Nunes, seu pai, era o que podemos definir como talento multifacetado. Além de trabalhar na Light, era jornalista, tradutor, humorista e roteirista de programas da Rádio Mayrink Veiga. Com o pseudônimo "Terra de Sena" assinava boa parte de sua produção.


Max Nunes herdou e potencializou as aptidões do pai. Depois de um breve período na Rádio Tupi, ingressou na Rádio Nacional. Começou como roteirista do "Barbosadas", programa muito popular apresentado por Barbosa Junior. "E o Mundo se Diverte", filme de Watson Macedo lançado nessa mesma época, também contou com um roteiro de Max Nunes.


Reconhecendo o talento do jovem produtor, a direção da Nacional convocou-o para dinamizar o "Programa Manoel Barcelos", uma das principais atrações da emissora, que tinha como grande estrela a cantora Marlene.


O "pulo do gato" de Max Nunes na Rádio Nacional aconteceu em circunstâncias muito especiais. O "PRK-30", possivelmente a maior atração da emissora, era apresentado por Lauro Borges e Castro Barbosa no horário das 20:30 horas das sextas-feiras. Eis que a dupla, sem qualquer aviso prévio, aceitou um convite para se transferir para a Rádio Tupi, fazendo jus a um mega contrato bancado pela Companhia Cervejaria Brahma. A direção da Nacional entrou em parafuso. Esse horário das sextas-feiras era tradicionalmente destinado a um programa de humor. Antes do "PRK-30" o espaço era ocupado por Jararaca e Ratinho, também com grande sucesso.


A solução adotada por Victor Costa, o "chefão' da Nacional, foi convocar o jovem cardiologista para idealizar algo inteiramente novo, o que foi feito no prazo recorde de uma semana. O "Balança mas não cai' revolucionou a radiofonia brasileira. E enlouqueceu o público ouvinte do Rio de Janeiro. Todos passavam o fim de semana comentando as desavenças entre o primo rico e o primo pobre, brilhantemente interpretados por Paulo Gracindo e Brandão Filho. Morriam de rir, também, com dois índios que comentavam o panorama político do país, um destacando aspectos positivos, o outro, em contrapartida, denunciando acontecimentos negativos que afligiam a população. "Pezinho prá frente, Pezinho prá trás" era um festival de risadas promovido pelos índios Orlando Drumond e Hamilton Ferreira.


Esse sucesso extraordinário resultou em sobrecarga de trabalho para o jovem produtor que, em determinado momento, chegou a produzir seis programas semanais para a Rádio Nacional. Tomou, então, a decisão de retornar à Rádio Tupi, em 1952, para escrever apenas um programa por semana. "Uma Pulga na Camisola", desnecessário dizer, também fez imenso sucesso.


Essa diminuição do ritmo de trabalho em rádio foi compensada por Max Nunes com brilhantes incursões no teatro de revista, resultando em 36 produções que alcançaram enorme êxito. Além disso, passou a assinar festejadas colunas na "Tribuna da Imprensa" e no "Diário da Noite".


O previsível aconteceu com a chegada do talento de Max Nunes à televisão. Depois de algumas participações esporádicas em programas da TV Tupi, na década de 50, ele assinou, em 1962, contrato com a TV Excelsior para produzir "My Fair Show" e "Times Square". Em parceria com Haroldo Barbosa, outro gênio inesgotável a serviço do rádio, da televisão, da música e do jornalismo em nosso país.


A trajetória de Max Nunes na TV Globo, onde ingressou em 1964, é mais recente, e bastante conhecida. Começou com "Bairro Feliz", passou por "Riso Sinal Aberto", "TV Zero - TV 1", "Satiricon", "Faça Humor Não Faça a Guerra", "Viva o Gordo" e mais uma dezena de realizações que marcaram definitivamente a televisão brasileira.


Em 1970, em parceria com Laercio Alves, Max Nunes ainda encontrou tempo para criar "Bandeira Branca", preciosa página da música popular brasileira, interpretada por Dalva de Oliveira.


Em 2014, no dia 11 de junho, aos 92 anos de idade, depois de muito tempo de colaboração com seu afilhado Jô Soares, Max Nunes deu por encerrada sua passagem pelo planeta. Achou que era hora de reencontrar Lamartine Babo, Belfort Duarte, Danilo Alvim, Orígenes Lessa, João Cabral de Melo Neto, Fernando Ojeda, Paulo Fortes, Carola e Oswaldinho para, como sempre, tecer loas ao querido América Futebol Clube.


Vamos finalizar esse texto com uma seleção de frases e pensamentos antológicos de Max Nunes. Eles atestam a falta que faz esse gênio brasileiro.


"Paraquedas é o único meio de transporte que, quando enguiça, você chega mais depressa."


"Há casais que se detestam tanto que não se separam só para um não dar esse prazer ao outro."


"Não era uma mulher. Era uma guilhotina. Cinco homens perderam a cabeça por sua causa."


"Desfalcada a seleção da Grécia. Acertaram o calcanhar de Aquiles."


"Por que não cruzar um pombo correio com um papagaio? Assim, em vez de levar o bilhete, ele dava logo o recado."


"Filho único é tão chato que não há no mundo quem tenha dois."


"Se acupuntura resolvesse porco espinho não ficava doente."


"Conheço um sujeito tão imoral, mas tão imoral, que a leitura de sua mão é proibida para ciganas com menos de dezoito anos."


"Era tão azarado que, se quisesse achar uma agulha num palheiro, era só sentar-se nele."


"O grande mal do divórcio é que permite ao homem casar-se uma segunda vez."


"A prova de que o balé dá sono na plateia é que os artistas entram sempre na ponta dos pés."


"Tempos de fartura eram os de antigamente. Até os três mosqueteiros eram quatro."

"O difícil de confundir alhos com bugalhos é que ninguém sabe o que são bugalhos."


09 Sep 10:18

Não Dá Pra Ser Feliz

by Clara Gomes

08 Sep 18:26

Polícia Federal – A Lei é para Todos

by Chico Fireman

Polícia Federal – A Lei é para Todos está de parabéns. Nenhum filme conseguiu retratar com tamanha fidelidade a situação em que se encontra o Brasil nos últimos anos: o “nós” contra o “eles”. A cada diálogo, a cada cena, o longa de Marcelo Antunez reforça o maniqueísmo do certo contra o errado, sem quaisquer nuances, classificando e condenando o “eles” à caricatura: todos são simulados, sarcásticos, galhofeiros, vilões clássicos de uma maneira geral. Enquanto isso, o “nós” representa um grupo de policiais infalíveis, heróis interessados apenas no bem do país.

Se fosse para ser apartidário, como tanto propagou sua equipe, o filme teria outro título. Ao tomar a decisão de batizar o projeto com o nome do orgão policial, os produtores assumiram o risco de passar por propaganda institucional e o resultado só comprova que o longa toma partido disfarçadamente. A primeira prova está na escolha por identificar os “bandidos”, nomeando os investigados indiscriminadamente, enquanto os “mocinhos” são “protegidos” por codinomes aleatórios. O juiz Sergio Moro ganhou tratamento especial: seu nome não é citado, mas aparece escrito na tela.

Polícia Federal - A Lei é para TodosO que não se explica direito é porque, em determinado momento, o filme, que até então estava dramatizando todos os acontecimentos e personagens a sua maneira (incluindo a imprensa) decide, inesperadamente, utilizar a imagem da jornalista Délis Ortiz e uma fala da ex-presidenta Dilma Rousseff, justamente aquela em que ela anuncia a nomeação de Lula para o ministério. Parece uma tentativa de “chamar para a realidade”, embora o discurso seja utilizado numa cena que tem pouco apreço à verossimilhança: um dos delegados é pego de surpresa, ao assistir à declaração pela TV, a manobra de Dilma, quando este “evento” já vinha sendo cogitado em todo o país desde a condução coercitiva de Lula.

O filme sente tanta culpa por sua parcialidade que, o tempo inteiro, parece pedir desculpas, tentando justificar suas ações com diálogos toscos como: “delegado, sabe aquele momento entre pedir para desligar a escuta e a escuta ser efetivamente desligada?” ou “a quem nós estamos ajudando? Eu quero acreditar que ao Brasil”. Isso sem falar na cena pós-créditos que antecipa um segundo filme da “franquia”. Os produtores parecem pedir o subtítulo do capítulo dois de Tropa de Elite: “O Inimigo Agora é Outro”.

Polícia Federal - A Lei é para TodosA direção tenta traduzir o orçamento milionário – os financiadores preferem se manter anônimos, ora vejam só – numa montagem rápida, alguns efeitos especiais (características que deverão garantir o “nem parece filme brasileiro”) e numa lista de nomes conhecidos das novelas das oito para garantir a “qualidade dramática” do material. Isso quando o espectador tem grandes expectativas em relação à interpretação de Flávia Alessandra, compra a testa franzida e as poucas palavras da composição de Marcelo Serrado como Moro, aguenta a agressividade da performance de Ary Fontoura como Lula, ou suporta o tom sempre solene das falas de Bruce Gomlevski (com direito à propaganda indireta de seu musical de teatro em que vive Renato Russo. No filme, ele canta, mas, combinando com o clima, a música é de Roger, do Ultraje a Rigor).

É provável que, mesmo com tantos senões, Polícia Federal – A Lei é para Todos encontre seu público. Afinal, o filme oferece um discurso que já está introjetado em boa parte da população, que muito bem pode entender o bom acabamento do filme como qualidade artística. Além disso, o longa oferece didaticamente uma aula de história para o espectador. História que, como a gente bem sabe, é escrita por quem ganha ou porque quem acha que ganhou.

Polícia Federal – A Lei é para Todos Estrelinha½
[Polícia Federal – A Lei é para Todos, Marcelo Antunez, 2017]

O post Polícia Federal – A Lei é para Todos apareceu primeiro em FILMES DO CHICO.

06 Sep 23:53

Floriano Peixoto, o primeiro Monumento da Cinelandia.

by Vera Dias
Floriano Pexoto foi vice-presidente no governo provisório de Deodoro da Fonseca, substituindo-o quando ele renunciou. Exerceu a presidência do Brasil por três anos, período em que enfrentou não só a Revolta da Armada (1893-1894), mas também a Revolta Federalista do Rio Grande do Sul (1893-1895), ocasião em que apoiou Júlio de Castilhos.


 O culto à personalidade no Brasil parece ter se iniciado com o florianismo, seguido de outros "ismos" como o getulismo, o janismo, o brizolismo, o lulismo, consagrando a tradição na política brasileira de seguir homens em lugar de ideias.


O movimento para o surgimento do monumento em homenagem ao Marechal Floriano Peixoto, surgiu no Clube Militar em 1904. 
Com o projeto, logo se criou cláusulas para o concurso da execução do monumento. A primeira foi que o monumento fosse de um artista brasileiro, e a segunda que comungasse dos princípios políticos dos florianistas. Para atender essa condição somente dois artistas participaram do concurso, o escultor Correia Lima e o pintor Eduardo de Sá.


A comissão visava um monumento que tivesse grandiosidade no seu conjunto, que impressionasse áà primeira vista pela beleza da sua forma integral e que comovesse pela sua expressão alegórica.  A intenção era sempre reviver, na memória das futuras gerações, o que Floriano fez para unificação nacional de um povo.


Apresentadas as maquetes em 1905, a comissão artística escolheu o projeto de Eduardo de Sá, o que gerou alguns protestos por não ser conhecido o seu trabalho escultórico. Bem como o projeto evidenciava a filosofia de Comte.


 
                                                                                                                             Revista Fon Fon - 1907


O monumento inaugurado em 21 de abril de 1910, data da morte de Tiradentes, reflete o espírito positivista marcante no início da República, exaltando a nacionalidade brasileira com grupos alegóricos lembrando os indígenas, os portugueses, os negros e a presença católica no Brasil. Foi erguido por subscrição popular.


                                                                                                                                       Foto: A. Ribeiro

Nas laterais do grande pedestal vê-se um grupo representando a nossa formação:

O primeiro apresenta dois indígenas, que representam os habitantes pré-descobrimento. o elemento aborígene. Nesse grupo os índios com expressão altiva, firme com o olhar e vigoroso busto.  (quadro Inspirado no canto VI do “Y-Juca-Pirama”, poema dos “Timbiras”, de Gonçalves Dias -  poder de significação herói com força física, astúcia e caráter notável).


  
                                                                                                                                   Maquete 1907
 

 O segundo, do outro lado do pedestal, representa a alegoria da conquista portuguesa e a dominação sob os indígenas, que possui forte expressão no olhar e mão a cabeça.

  

 

 

A lado tem o terceiro conjunto alegórico, representando o período da catequese simbolizada pelo Padre Anchieta e uma jovem admirando a cruz cristã.


 1907 Revista Fon Fon


 

 

O ultimo grupo representa a colaboração da raça africana, representada por um casal com expressão de atenção e força, inspirados em uma passagem do poema “Cachoeira de Paulo Afonso”, de Castro Alves.


A figura da mulher com vestes colantes, expressão forte, tranquila e meiga que representam a paz e o amor, tendo abaixo a placa de inauguração.


 

No pedestal estão em baixo relevo de mármore branco representados os elementos que concorreram para a ação decisiva de Floriano na presidência.



Representando o exercito, na resistência heróica do General Gomes Carneiro.


 

Na Armada, atualmente Marinha, a fidelidade do Almirante Jeronimo Gonçalves.


 
   

Na polícia, pelo General Fonseca Ramos


   
      

E o elemento civil, os jovens patriotas representados por Júlio de Castilho e uma criança.


 

No topo do monumento encontra-se uma figura de mulher, exprimindo a Pátria e um grupo principal constituído pelo Marechal Floriano Peixoto, com espada em punho, as figuras de Tiradentes, José Bonifácio e Benjamim Constant, que surgem da bandeira da República.

 

 


 

  
Atrás da bandeira, crianças representam as futuras gerações.


   

Na base as grandes datas da nossa história – 1500, 1822, 1888 e 1889 estão gravadas e no plano inferior, as legendas  “A sã política é filha da moral e da razão”, “O amor por princípio e a ordem por base, o progresso por fim” – “Libertas que sera tamen” .







                                                 


                     

























































01 Sep 13:32

Layla the Boston Terrier Mix

by Dogs

This is Layla, a 1.5-year-old female Boston Terrier/Beagle mix from Woodstock, IL. There is a red-winged black bird that comes and hooks on to our back screen door and squaks and squaks and looks in for Layla. The bird won't leave until we let Layla out and they run back and forth in the yard together. Eventually the bird flies away and Layla sits at the back door looking outside for it. It's so cute! Photo sent by Kristen Dahm.

 

26 Aug 00:14

INCÊNDIO EDIFÍCIO ASTÓRIA

by Saudades do Rio






Nosso amigo Andre Decourt fez uma série sobre o impactante incêndio do Edifício Astória, na Rua Senador Dantas nº 14, que é um primor de pesquisa. Pode e deve ser vista em

http://www.rioquepassou.com.br/2013/06/29/incendio-do-ed-astoria-50-anos-parte-i/


Adiciono hoje mais algumas fotos do acervo do Correio da Manhã junto a trechos de reportagens sobre esta tragédia onde muitos foram heróis.

 
Com o título de “Cidade parou em suspense durante nove horas de fogo, morte e pavor”, o jornal dá conta de que duas mulheres e dois homens morreram, 27 pessoas ficaram feridas, prejuízo de cerca de dois bilhões de cruzeiros e ameaça de desmoronamento foi o resultado do incêndio iniciado às 10h30 de sexta-feira, 28/06/1963. As labaredas provocadas pelo curto-circuito de um ar condicionado no laboratório cinematográfico de Herbert Richers, no 14º andar, deram início ao incêndio (reportagem de dia posterior dá conta que o fogo teve início atrás de uma tela de cinema que, por ser de nylon, queimou-se produzindo as chamas).

 
Na febre de interromper o curto-circuito, alguém desligou a chave geral do edifício o que causou a queda do elevador no poço, além de interromper as bombas de água do circuito de combate ao incêndio.

 
Com as pessoas desesperadas tentando escapar, abrigadas nas últimas janelas do prédio de 22 andares, os bombeiros se viram impotentes, pois as escadas Magirus só alcançavam o 10º andar. Uma senhora, viúva, projetou-se do 13º andar indo cair em frente à Casa Tavares, fronteira ao Ed. Astória. Logo após, outra morte, esta de um protético que tentou passar pelo lado externo do prédio e despencou.

 
Os bombeiros subiram então ao terraço do edifício do Hotel OK, fronteiro ao prédio em chamas, atiraram cordas e mangueiras finas em direção das janelas. Um deles passou para o Edifício Astória para ajudar os que estavam encurralados e as pessoas começaram a dramática travessia.

 
Dentro do prédio em chamas, usando o método de ação conhecido como “linha” – uma fila de soldados, um molhando continuamente o outro para permitir o avanço em meio ao calor – conseguiu arrombar uma sala salvando quase 10 pessoas.

 
Logo a seguir estava reservada para enorme multidão o mais trágico quadro da sucessão de lances contristadores: uma moça loura, no 15º andar, no meio da travessia parou de avançar e desprendeu-se, caindo sobre a marquise da Casa Tavares.

 
Flashes:

- 8 funcionários da Art Filmes fizeram um buraco e escaparam pelo vizinho Hotel Serrador.

- O governador Carlos Lacerda (diferentemente de nossos atuais governantes) foi para o local acompanhar o incêndio.

- Os bombeiros usaram 20 milhões de litros de água.

- As cordas usadas nos salvamentos eram de matéria plástica.

- O Exército juntou-se aos bombeiros no controle do local.

- 16 grupos de escoteiros também compareceram para ajudar.

- O Hotel Serrador tinha 275 hóspedes.

- O prédio Astória era do grupo Novo Mundo.

- Herbert Richers perdeu Cr$ 250 milhões.

- O bombeiro Napoleão Pereira Cavalcante, o primeiro a usar a corda sofreu fratura da coluna. Este bombeiro já havia fraturado costelas quando do incêndio do Hotel Vogue.

- Faleceram Zita Couto, Sebastião Pereira, Elizabeth Araujo e outro homem (que não consegui identificar).

- A Marinha disponibilizou 3 helicópteros que, não podendo auxiliar na remoção de pessoas, foram utilizados no transporte de material para os bombeiros.

- Em declaração ao Correio da Manhã o Sr. Herbert Richers disse que “o fogo não teve início nos seus próprios e que caberá à Perícia comprová-lo”.

- Segundo o jornal o proprietário do prédio foi acusado por inquilinos com referência à distribuição de água.

- Muito se falou sobre a obrigatoriedade de escadas de incêndio nos prédios. Projetos foram apresentados, mas não foram adiantes (típico do Brasil).

- Dois soldados PM que montavam guarda no Edifício Astória após o incêndio foram acusados de roubo de material fotográfico de uma das salas, no valor de 3 milhões. O proprietário da sala flagrou-os ao observar a própria sala com um binóculo.

- Em 1964 foi anunciado Leilão Judicial do Edifício Astória, marcado para 17 de junho: 22 pavimentos, 2 lojas e sobreloja, com 329 metros quadrados por andar num total de 7500 metros quadrados. Entretanto, o imóvel não foi vendido neste leilão por não alcançar valor superior a Cr$ 600 milhões. Mais adiante o grupo de Administração e Participação Acre S/A arrematou o prédio por Cr$ 550 milhões.

- Em 1966 houve o julgamento e todos os réus foram absolvidos, pois não ficaram provados nos autos, pela Perícia, onde teria se iniciado o incêndio (mais uma vez os culpados ficaram impunes).

 
Enfim, posso comentar que assisti, ao vivo e depois no “Repórter Esso”, pela televisão, cenas deste pavoroso incêndio e me impressionaram muito. As reportagens das revistas semanais da época, como Manchete e Fatos & Fotos também deram muito destaque a este incêndio.


25 Aug 13:17

japan house

by André Czarnobai

Confesso a seguinte ignorância aos amigos: não tenho a mais remota ideia do que seja a tal Japan House que abriu na Avenida Paulista há questão de alguns meses. Para manter a veracidade deste sentimento fumegando firme neste post, me omiti de visitar o site da instituição atrás de maiores informações. Tudo que eu sabia até então vinha dos depoimentos de amigos afirmando ser um lugar incrível, belíssimo e interessante. Nesta quinta-feira chuvosa e fria, aproveitando a presença de amigos do peito hospedados em meu lar, fomos conhecer o lugar e confirmar as impressões.

Possui, de fato, uma arquitetura e estrutura lindas, típicas de museu europeu. Tudo é muito branco, cheio de aço e madeira. O lugar é limpíssimo e silencioso, beirando o sacro. Instalações artísticas e exposições delicadas e minimalistas espalhadas pelos andares. Um bom restaurante (assinado pelo Jun Sakamoto), um gift shop com produtos japoneses impressionantes a preços impossíveis (entre os quais um braço robótico, garrafas de saquê de 2 mil reais e um conjunto de algo definido como “copo muito fino”, que supostamente causa a impressão de se estar segurando o líquido com as próprias mãos, embora pra mim eles pareçam mais grossos do que qualquer copo de cristal alemão disponível na cristaleira das vós mais tradicionais do sul do país) e um café honesto, ladeado por uma linda estante repleta de volumes japoneses ou sobre o Japão que podem ser consultados à vontade, embora não estejam à venda.

Todavia, o que realmente me deixou FLABBERGASTED, como dizem os bretões, foi o banheiro.

Não é mais preciso viajar até o Japão para ter a experiência complexa de cagar num daqueles vasos tecnológicos que a gente vê os artistas se impressionando nos filmes. Este do qual usufruí oferecia duas opções de jato de água (frontal e traseiro), com controle de intensidade e frequência (pulso ou constante). Já fiquei impressionado de cara com a MIRA do bagulho: me acertou em cheio no cu. Primeira coisa que me veio à cabeça foi o clássico do jungle Super sharp shooter, do DJ Zinc, que ouvi este fim-de-semana, no b2b do Marky e do Andy, perto das oito da manhã, após noite fortíssima envolvendo Dillinja e Bryan Gee.

Dei uma brincada com os controles e obtive imensa alegria anal. Quando julguei que já tinha tido o suficiente, apertei o botão de SECAGEM, o que promoveu uma sensação bastante curiosa nas entrefelfas do Didão. Parecia que o vaso havia sido tomado por uma porção gentil de água morna e turbulenta e, por cerca de um segundo, julguei ter feito alguma coisa errada (ou estar sentado desgraçadamente num vaso com defeito). Ao constatar, todavia, que meu saco não estava molhado, abri um sorriso satisfeito e deixei que o ar quente terminasse seu serviço em paz.

Pode até não ter sido a cagada da minha vida – muito longe disso -, mas que experiência cultural forte foi essa. Recomendo a todos que façam o mesmo.

Em tempo: se quiserem antes disso comer no Junji Sakamoto, que fica no mesmo piso, deixo o conselho de não pedirem o sushi. Não que seja ruim: pelo contrário. A questão é que é muito caro pra caralho. São 129 reais por 12 peças (embora tenha rolado um chorinho com 4 uramakis), e apenas 2 estavam realmente excepcionais. As outras peças (de peixes como beijupirá e olho de boi) estavam ok, na média dos bons restaurantes de sushi da cidade.

Bom mesmo são os pratos quentes. Não provei o tonkatsu karê, mas a merluza estava espetacular (periga ter sido o melhor peixe que já experimentei na vida) e o sukiyaki assoberbante. Embora não sejam exatamente baratos (entre 72-95 reais), compensam muito mais pelo volume e sabor dos alimentos. Se voltar algum dia, certamente optarei por um prato quente.

De todo modo, que boa experiência é a Japan House. Em visita à São Paulo, considere conhecê-la. Além de tudo é grátis.

20 Aug 09:49

Frank Sinatra’s buzzer

by ThisIsNotPorn

Frank Sinatra's buzzer | Rare celebrity photosThe buzzer at Frank Sinatra’s house in the Hollywood Hills.
Photo by George Brich.

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19 Aug 00:11

PRAÇA CARDEAL ARCOVERDE

by Saudades do Rio


 
As duas primeiras fotos de hoje já foram publicadas no antigo “Saudades do Rio”. São de Uriel Malta e mostram aspectos da Praça Cardeal Arcoverde. Como o Nickolas fez mais uma estupenda colorização resolvi postar novamente. A terceira foto é coloboração da embaixadora plenipotenciária da Urca, a tia Milu.

Os comentários abaixo foram feitos com a colaboração de vários dos comentaristas do “Saudades do Rio” e alguns se reconhecerão.

A urbanização desta praça foi projetada pelo arquiteto da Prefeitura do Distrito Federal, Azevedo Neto. Antiga Praça Sacopenapã, foi aberta pela Empresa de Construções Civis e aceita em 26/07/1894. O Cardeal Arcoverde (Joaquim Arcoverde de Albuquerque Cavalcanti) tornou-se cardeal do Rio de Janeiro em 1905 (foi o primeiro cardeal brasileiro e sul-americano).

Na construção "déco" que vemos em primeiro plano na segunda foto funcionou o quartel da Polícia Especial de Vargas. Depois, com redemocratização do país, após a Segunda Guerra, o prédio se transformou na escola Dom Aquino Correia. No final dos anos 50 a Escola Dom Aquino Correia foi desmembrada de seu auditório, sendo este transformado no Teatro da Praça, que depois recebeu o nome de Teatro Gláucio Gil (esta alteração deu-se em meados dos anos 60 quando o apresentador da TV Globo Glaucio Gil, apresentando "ao vivo" o programa "Show da Noite", sentiu-se mal e faleceu no sofá do programa vítima de infarto. Foi uma comoção no Rio). A seguir uma nova escola foi construída ao lado: a Escola Alencastro Guimarães.

Vemos também o aspecto da Ladeira do Leme, nome dado em 1917 e que já se chamou Rua Coelho Cintra de 1949 a 1951, quando voltou ao nome original. Esta ladeira constitui um dos acessos mais antigos à Praia de Copacabana. Recebeu esta denominação por ali se instalar o antigo "Reduto do Leme", no tempo do vice-reinado do Marquês de Lavradio. Os arcos no topo da Ladeira do Leme seriam os restos de uma fortificação. Há por ali também uma Vila Militar atualmente além do Parque Estadual da Chacrinha, no final da Rua Guimarães Natal, entre a Ladeira do Leme e a Rua Assis Brasil. Junto ao final da ladeira sobrevive um dos últimos postos de gasolina de Copacabana, fora os da orla marítima (e ali há uma padaria com pães de excelente qualidade, coisa rara no Rio de hoje).

Em 1878, no dia primeiro de dezembro, aconteceu o início do serviço de diligências entre o final da Praia de Botafogo e Copacabana, pela Ladeira do Leme, por iniciativa do doutor Francisco Bento Alexandre de Figueiredo de Magalhães, Conde de Figueiredo Magalhães, que possuía em Copacabana uma casa de saúde com hotel anexo. No dia 20 de maio de 18979, o jornal O Repórter informava que, na noite anterior, a Diligência de Copacabana havia sido agredida por malfeitores, que foram afastados em função dos disparos de revólver do Dr. Figueiredo Magalhães.

À esquerda, conforme já contou a tia Nalu sobre a segunda foto, fora do quadro, havia uma loja chamada Bolos de Lisboa, com os melhores e tradicionais doces portugueses, a cargo da fantástica D. Margarida, que depois veio a abrir um restaurante na Visconde de Caravelas.

Atualmente existe nesta praça uma estação do metrô, a Cardeal Arcoverde.

 
 

14 Aug 21:27

Replacing K-Cup®s with reusable coffee pods

This post isn’t about electronics or software hacks, but it touches a very important element in those: coffee! ☕️

Infatuated with the convenience of pod-based coffee machines, I’ve owned a Keurig B40 since 2012. Its K-Cups afford easy comparisons to standards like VHS or Android – in the sense that competing systems may have marginal advantages, but the variety of suppliers is hard to beat.

These days, I only hit a coffee shop when I need socialization or internet. But I still have two issues with pods: cost (a pod is cheaper than, say, Starbucks, but still adds up way faster than ground coffee in packs) and pollution.

The later grew a bit on me – to the point that I even considered returning to the Moka pots that used to fulfill my coffee needs back in Brazil – until I discovered reusable coffee pods.

The idea is sound: fill a plastic K-Cup-ish thing with your favorite ground coffee and… that’s pretty much it. The machine won’t tell the difference between that and a “real” pod (unless it’s a Keurig 2.0, but if you own one of those and it isn’t backwards-compatible, hack it or throw it away. Seriously, whoever came with those DRM-filled beasts probably designed them on an Apple /// while drinking New Coke…)

I know: at a first glance it seems the convenience is gone, given you have to properly fill, dispose and wash the little beasts. But you get the hang of it pretty quick, and I personally find it way less cumbersome than espresso machines (which I operated back when I worked in an office), paper filters (also very popular among Brazilian relatives and hipster friends) and the like.

There are several brands around, but given I’m far from being the smartest kid in town (in particular when low on caffeine), I standardized my coffee procedure around Cafe Cup. For the price of a 20-pack K-Cup you can get one of those, so buy to last between wash machine cycles, and you will always have one ready.

(sure, you can hand-wash on a pinch, but I just pile them up in a corner, then empty and lightly rinse all at once when it’s time to put the dishes on the machine)

The most important thing (and half of the reason for writing this post): close the lid very well. If you don’t, coffee will often leak out of the pod, making a watered-down mess. I almost gave up on those pods until I learned the trick: a firm press with the palm your hand before you put the pod on the machine will ensure the water always go through the right place.

Otherwise, follow the advice on the instructions leaflet (poorly scanned below, mostly for my future convenience). In particular: use the measuring spoon (no more, no less – every 4-pack comes with one, so you’ll have plenty); don’t press/tap the coffee inside the pod; wash on top rack.

Regarding the last item: the pods are kept closed by thin rubber bands, which tend to detach on the first few washes. No sweat: just check for non-closing pods as you store them. Lost bands will likely be on the machine’s floor or in its filter. They are easy to re-attach, and stop coming out after a while.

Took me a few weeks get used to the extra work, but I’m happy with the result: still convenient, yet cheaper, near-endlessly-varied and environmentally-responsible coffee!

13 Aug 19:58

Bonnie Aarons and David Lynch

by ThisIsNotPorn

Bonnie Aarons and David Lynch | Rare celebrity photosBonnie Aarons and David Lynch on the set of Mulholland Drive.

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12 Aug 19:12

Chafariz monumental do jardim do Monroe

by Vera Dias
Sua historia se inicia em 1873, quando por determinação do Imperador, que era um entusiasta pelas artes e tecnologia, preparou a ida de uma delegação a Exposição de Viena em 1873, para a compra de chafarizes monumentais para a Cidade do Rio de Janeiro. Fundido em 1861, somente chegou ao Rio de Janeiro em 1878 e instalado na Praça XV de Novembro. 

Anos depois o prefeito Passos colocou, nos socos de pedra da escadaria, golfinhos de bronze, o que de forma alguma formava o conjunto; mas, em começo de 1924, as peças foram retirados pelo Dr. A. Baptista Ramos Bittencourt, engenheiro chefe do 6º distrito da repartição das Águas e Esgotos, e instalados no “Açude do Morro do Inglês” (Águas Férreas). Na administração Prado Junior foram colocados quatro grupos em mármore nos socos onde estiveram os golfinhos; estes grupos de mármore, reunidos 3 a 3, são cópias dos executados por Van Cléve, Lespingola, Poutier e Gros, do jardim de Versailles, que foram adquiridas pela Prefeitura da familia Guinle.

A Prefeitura, em 1928, requisitou ao Ministério da Viação os chafarizes da praça 11 de Junho ( de Grandjean de Montiny), do Largo do Paço ( o de Mestre Valentim)  e esse de ferro da praça 15 de Novembro, que faziam parte do Patrimônio Nacional para o Municipal. Depois de muita relutância, fez-se a transferência, mas lavrou-se o seguinte termo: “De não serem removidos, nem modificados em sua arquitetura por serem considerados relíquias da cidade”. Tudo isso devido ao zelo e carinho com que o engenheiro chefe do 6º distrito da repartição de Águas e Esgotos, citado acima.



O chafariz Monumental


O cenário da Praça XV  mudou  quando  surgiu o Elevado da Perimetral, quando sinônimo de crescimento era a construção de viadutos. Essa obra começou no governo do prefeito Negrão de Lima, impulsionado pelo  transito de veículos na cidade e pelas transformações com o  aparecimento dos arranha-céus. 

Em 1958 inicia-se a  construção da primeira etapa do elevado da Perimetral, entre o Aeroporto Santos Dumont e a Candelária, que cruzava a Praça XV de Novembro.  


A perspectiva da época, era aumentar a circulação de veículos automotivos na Cidade.  Esse primeiro trecho  vitimou outra vez a memória edificada da cidade, acabando com várias pequenas ruas ao redor do Museu Histórico Nacional.
O paisagismo da Praça XV  passa a sofrer com a  proximidade da obra de construção do viaduto. O chafariz de ferro e o coreto que exigiam grandes espaços, perderam a ambiência e foram abandonados, primeiro com a falta de uma proteção d suas delicadas peças de ferro fundido, gnaisse e mármore e depois dos equipamentos
1959 

Com o trecho do viaduto inaugurado em 1960, surge a proposta de desmontado e guarda-lo ao depósito público, porem  optou-se pela transferência do chafariz para a Praça da Bandeira, o que foi concretizado em   1962, apos as obras de urbanização da Avenida Radial Oeste.

 
                                                                                                                           Praça da Bandeira 1965

Por conta de outra intervenção urbana, a implantação do metro da Cidade, o elegante Palácio Monroe na Cinelândia, foi demolido. Construído e projetado para ser o pavilhão do Brasil na Exposição Mundial de St Louis, USA, de 1904, foi desmontado e remontado no Rio de Janeiro em 1906. 

Alegando que o palácio atrapalhava as obras e por não combinar com a modernidade do Museu de Arte moderna e o Monumento aos Mortos, o belíssimo prédio do período eclético foi abaixo deixando um grande vazio urbano. Até hoje a demolição do palácio causa dor entre os cariocas por conta das alegações apresentadas na época, infundadas e obscuras. 



Apos essas intervenções o chafariz foi novamente desmontado, desta feita para seu deslocamento para o grande espaço vazio deixado com a demolição do Palácio Monroe, por iniciativa do Eng. Marcos Tamoio


 1978

É inaugurado nesse novo espaço em dezembro de 1979 na administração do Prefeito Israel Klabin

A crescente demanda de veículos no centro da Cidade do Rio de Janeiro, associada as dificuldades de transporte e estacionamento, provocaram a procura dos espaços livres, para a locação de vagas de veiculos.  No final do anos 90 do seculo XX, projetos de garagens subterrâneas foram  desenvolvidos pela Prefeitura.  Em 1998 o projeto de uma garagem na área do antigo prédio do palácio Monroe é aprovado e novamente o chafariz é desmontado no ano de 2002.

Nesse momento com o chafariz tombado pelo IPHAN (Instituto de Patrimonio Historico Artisitco Nacional),  desde 1990 e pelo Município em 1988, apos as obras é  remontado no mesmo local, com as restaurações necessárias, para a sua preservação.

       



12 Aug 08:31

RUA SÃO JOSÉ

by Saudades do Rio

 
A foto de hoje mostra um panorama da Rua São José, no centro da cidade, na década de 60.

Sobre o “Bar e Restaurante do Comércio Ltda” nada encontrei.

Já a Livraria São José, na Rua São José nº 38, telefones 42-0435, tem muita história.

Na época da foto fazia intensa propaganda no “Correio da Manhã”. Vendia “livros escolares novos e usados para todos os cursos. Oferecia lápis grátis aos estudantes.” Também em sua propaganda dizia “enviamos para todo o Brasil pelo serviço de reembolso postal e também atendemos a pedidos em carta com valor declarado, vale postal ou cheque”. Nestes tempos de Internet, tudo isto parece totalmente anacrônico.

A história da Livraria São José, segundo conta o “blog” Estante Virtual, começa em meados da década de 20 quando a Livraria Briguiet se instalou no número 38 da rua São José. Em 1939 ganhou o nome de “Livraria São José”.

No final dos anos 40 ganhou o comando de Walter Alves da Cunha e Carlos Ribeiro, o “Carlinhos”, e viveu seu período áureo, entre as décadas de 47 e 67. A livraria expandiu seu negócio e tornou-se editora, promovendo a primeira tarde de autógrafos do Rio de Janeiro (1954) no lançamento da obra "Itinerário de Pasárgada," de Manuel Bandeira.

E tornou-se ponto de encontro da nata de intelectuais brasileiros: romancistas, poetas, cronistas, jornalistas, juristas, políticos e até ex-presidentes do Brasil, como Marechal Eurico Gaspar Dutra, João Goulart e Marechal Castello Branco visitavam frequentemente o local.

Em 1967, a livraria já possuía 3 lojas na mesma rua! Em 1970, no entanto, Carlos Ribeiro e Walter Alves da Cunha decidiram se separar. Em 1974, com dificuldades financeiras, a livraria foi para a Rua do Carmo nº 61. Tomado por uma profunda depressão e tristeza com a mudança, e aconselhado pelos médicos, Carlos Ribeiro afastou-se da profissão e seus filhos o substituíram na direção da livraria. Em fins de 1979, Carlos decidiu vender o negócio por um preço acessível a seus antigos empregados: José Germano da Silva, Carlos dos Santos Vieira e Adelbino de Marins Espíndola que como ele aprenderam a vender e amar os livros.

 
Depois de mais de 70 anos de sucesso, em 2014, a Livraria São José encerrou suas atividades na Rua 1º de Março, nº 37, onde comprei, em seu "sebo", alguns bons livros sobre o Rio Antigo para a biblioteca do “Saudades do Rio”.
 
Notícias dão conta que teria reaberto numa sala de um prédio da Rua da Quitanda.

 

 


05 Aug 17:40

"Qualidade" também podem ser sintoma de transtorno mental

by noreply@blogger.com (Ronald Sanson Stresser Junior)


16 doenças mentais que confundimos com virtudes
Reprodução de: ESTÚDIO DA MENTE

O que diferencia um comportamento razoável de outro patológico é a intensidade, frequência e grau de prejuízo que causa para a própria pessoa e os outros.

Nossa sociedade não é das mais saudáveis mentalmente, visto que psicopatas são CEO’s, estelionatários podem ser políticos e malandro é o bon vivant encostado em casa e sustentado pelos pais.

Então o fato é que aquilo que é visto como virtude na real pode dar indícios de um fundo patológico que ninguém percebe.

Aquela pessoa ultra-alegre que sempre anima as festas pode ser afetada por algum transtorno de humor sem que você desconfie.

A virtude é sempre um comportamento opcional, como alguém que poderia ficar fechado, mas prefere se relacionar com os outros, ou seja tem liberdade real de fazer uma coisa ou outra. Agora, se a pessoa não tem a opção de se abrir e ter outro comportamento, então o fato de se fechar não é uma virtude, mas uma prisão psicológica.

Essa lista não é definitiva nem deve ser tomada ao pé da letra, mas vista com certa leveza e bom humor, enxergando uma pista para aquele comportamento estranho do seu vizinho, parente, amigo ou parceiro amoroso. Em última instância você também pode estar na lista.

Nem todas as pessoas que têm essas características têm a psicopatologia, mas todas as pessoas com o distúrbio costumam ter esses pontos em comum, ou seja, um item isolado não faz o diagnóstico completo (normalmente mais de cinco em cada patologia).

Sexy a sensualidade está longe de ser um problema, principalmente em contexto adequado ela é um afrodisíaco para conquistar alguém para intenções afetivas ou sexuais. Mas se ela é inadequada, invasiva, exagerada, dramática e acompanhada de uma necessidade desesperada de chamar atenção pode ser sinal de Transtorno de Personalidade Histriônico.

Esse anseio por admiração e comportamento persistente e manipulativo pode apontar para sérios problemas de relacionamentos e impedir uma vida com estabilidade emocional e construção de histórias consistentes e significativas.

Dedicação pessoal excessiva ou devota existem pessoas que vivem de maneira quase religiosa seus relacionamentos amorosos, endeusando seus parceiros como se fossem a única razão de viver. Elas costumam ter comportamentos parecidos com time de futebol, partido político ou religião, pois caem de cabeça e demonstram uma fé “inabalável”.

Se essa entrega toda vier acompanhada de um sentimento de vazio intenso e oscilações de humor e comportamentos destrutivos, pode estar longe do seu eixo pessoal e ter indícios de um transtorno difícil de diagnosticar como o de Personalidade Borderline.

Obstinação – a pessoa que persegue os próprios objetivos pode chegar muito longe. O problema é quando, sem nenhuma perspectiva, ela segue como um trator insistindo teimosamente no resultado ao qual se apegou na imaginação.

Pode ter uma personalidade obsessiva e não ser alguém que segue seus sonhos. Mesmo que quisesse desistir não conseguiria, mas não porque é virtuosa e sim por padecer do transtorno de personalidade obsessivo.

Bonzinho – uma pessoa de bom coração sabe exatamente quando deve ou não ajudar a outra e sabe se posicionar sobre sua capacidade de beneficiar ou dar um basta. Já as boazinhas podem ter um comportamento submisso, passivo e dependente da aprovação de outras pessoas. Fazem o bem mais por medo, covardia ou falta de opção do que por virtude.

Na verdade não sabem se posicionar e enfrentar as pessoas de frente. Ela pode ser portadora de Transtorno de Personalidade Dependente e nem saber que na verdade se submete por não ter capacidade de seguir suas próprias escolhas.

Organização pessoal – é lindo ver uma casa bem arrumada sem ter que ficar falando para as visitas “não repara na bagunça”. O problema é quando a pessoa é obcecada por deixar tudo limpo e não consegue sentar quieta e relaxar se algo está fora do lugar. Ser limpo e organizado é sinal de saúde, mas ser obcecado por isso pode ser doença.


Dieta incrível – sabe aquela pessoa que você tem inveja porque faz dieta à risca ou que malha desesperadamente para ter barriga negativa? Pois é, se essa pessoa consegue ter uma filosofia de vida, é natural, tranquilo e opcional, está tudo certo. O problema é se ela faz isso como resultado de uma sensação crescente de ansiedade caso não malhe ou esteja no peso, ou se ela tiver sempre a certeza de estar fora do peso (muito acima) e não consegue perceber que já está muito magra ou musculosa.

Nesses casos, pode haver uma suspeita de um Transtorno Dismórfico Corporal, que altera a imagem corporal, faz a pessoa não notar com precisão qual a forma real e usar métodos cada vez mais drásticos para chegar no ponto “ideal”.

Meiguice – uma pessoa querida, calada, que aceita tudo e não se opõe a nada pode ser só uma pessoa meiga e querida. Mas se ela nunca consegue se posicionar, enfrentar obstáculos e barrar abusos então talvez tenha algum problema de fobia social que a impede de lidar com acontecimentos da vida cotidiana sem ficar alarmada imaginando uma catástrofe.

Alegria intensa – ter na turma de amigos alguém que sabe se divertir e tem mil ideais é indispensável.

Mas se esse amigo não consegue para quieto, fala pelos cotovelos, é inconveniente, se acha a pessoa mais incrível do mundo e perde a noção do bom senso, pode ser que esteja num acesso de mania e precise de tratamento.

Autenticidade – tem gente que acha que é uma virtude falar tudo que vem na cabeça. Ledo engano. A incapacidade de filtrar os conteúdos mentais e falar qualquer coisa inconveniente na mesa do jantar pode ser sinal de verborreia um sintoma que está presente em várias doenças mentais.

Produtividade – é bem verdade que ser uma pessoa produtiva ganha destaque no mundo em que vivemos, mas o problema é se esse desempenho é resultado do excesso de necessidade de se antecipar, fazer tudo com perfeição tendo controle de cada tarefa e “fazendo tudo para ontem”.

Um desempenho aparentemente formidável pode ter como pano de fundo a ansiedade.

Perfeccionismo – quando alguém se gaba de que seu único defeito é ser perfeccionista acredite. O perfeccionismo pode tornar uma pessoa ranzinza, chata, metódica, procrastinadora e de presença pesada e cheia de impedimentos.

Transtorno de personalidade obsessiva pode estar acometendo essa pessoa que na verdade não consegue caminhar com tranquilidade pela vida e está sempre pressionada por um ditador interno.

Pessoa cheia de opinião – ele pode até ser o líder da turma e tomar a dianteira de todas as conversas, digno de inveja, mas se ele não tiver um tempero de afetuosidade, capacidade de dar espaço para os outros brilharem e terem sua vez pode ser que você esteja na presença de um portador de Transtorno de Personalidade Narcisista.

Certamente a presença dessa pessoa pode ser legal por alguns minutos, mas com o tempo você terá vontade de manda-la calar a boca de tanto autoelogio que ouvirá. Muitas pessoas com personalidade passiva costumam se associar aos narcisistas, mas certamente é o tipo de pessoa que acaba falando sozinha e dizendo que os outros “têm inveja dela, por isso se afastam”.

Diversão no bar – tem sempre um amigo que é o primeiro a chegar no bar e o último a sair e provavelmente aguenta todas as rodadas com todo mundo. Está presente em todas as reuniões e sempre entornando um copo na mão, se gabando de que não é fraquinho para bebida.

Pode ser que ele esteja no grau mais alto de alcoolismo, que implica numa tolerância maior ao álcool e uma impossibilidade de se divertir sem o acessório etílico na mão. Se ele só sabe se divertir bebendo e está sempre forjando um encontro social para ter ocasião de beber isso já é uma pista.

Liderança assertiva e dura – é muito comum grandes chefões de empresas terem comportamento impiedoso, frio, preciso e até cruel.

Há quem admire essa filosofia pitbull que esmaga quem se oponha ao seus interesses, mas a realidade é que isso pode ser sinal de Transtorno de Personalidade Antissocial, a antiga psicopatia.

Justiceira – ter senso de justiça e lutar para que os direitos sejam cumpridos é um dever de todo cidadão, mas o problema é quando isso vira justificativa para acessos de descontrole emocional, raiva e atitudes violentas.

A raiva costuma ser resultado de pessoas perfeccionistas que se acham superiores aos outros e imaginam que sempre têm razão. Pode ser que esse comportamento seja resultado do Transtorno Explosivo Intermitente e mereça atenção especializada.

Visionárias – existem pessoas que parecem ter a cabeça na lua e viver com ideias extraordinárias que nunca saem do papel, mas que são sentidas como incríveis e à frente de seu tempo.

Muitas vezes esse comportamento excêntrico que é visto com certo humor por pessoas queridas pode ser resultado de um quadro mais grave de Transtorno de Personalidade Esquizotípica que leva essas pessoas a se sentirem isoladas e esquisitas frente às demais.

ALERTA: o importante é ver nessas características indícios para buscar mais informações, sem que se faça um autodiagnóstico descuidado. Para isso, procure a associação de um especialista médico psiquiatra e de um psicólogo ou hipnoterapeuta (terapeuta que usa a hipnose para tratamentos mais rápidos e efetivos) para suporte emocional.


04 Aug 13:22

Jazmine the Mixed Breed Dog

by Dogs

This is Jazmine Martin a 6-year-old female dog in Music City. Photo sent by Ann Johnson Martin.

04 Aug 12:03

Novas Crenças

by Clara Gomes

29 Jul 17:50

Praia da Joatinga no Rio de Janeiro

by Flávia Peixoto

A Praia da Joatinga é uma das mais bonitas praias do Rio de Janeiro e uma das que tem mais difícil acesso. Eu diria até que é “escondidinha”.

a praia é point de surfistas e as pedras fazem parte do seu cenário 

Localizada no bairro do Joá, um bairro de casas e mansões que fica em um morro entre São Conrado e Barra da Tijuca, a pequena Praia da Joatinga, tem apenas 300 metros, é acessada através de um condomínio, que embora tenha uma guarita com segurança, o acesso pode ser feito por qualquer um. Mas esse é o acesso de carro… depois de estacionar no pequeno estacionamento que só comporta 60 carros e fica no alto do Joá, ou na rua que leva à ele, é preciso descer uma trilha (que lá atrás já foi de terra e hoje é asfaltada) e passar por pedras. E não são só as pedras que são obstáculos para a chegada à praia.. é preciso ficar de olho na tábua de maré, pois na maré cheia o mar toma conta de quase tudo, ou até tudo e é impossível chegar na areia como também acontece de não ter areia.

Mas isso tudo vale a pena.. diria que o passeio já vale a pena ao estacionar e admirar a vista linda do Mirante Ricardo Menescal. Do alto da montanha é possível ver os surfistas pegando onda na Joatinga, a galera jogando altinho e a pequena faixa de areia da praia abraçada pela montanha. E a descida da trilha também é com esse visual.

o acesso é por uma trilha/escada além de pedras

Pode imaginar que com esse acesso difícil prejudica também o pessoal que vende bebidas, biscoitos e etc na praia. É uma praia onde se vê poucos vendedores e em determinada época do ano eles nem descem, pois o sol para de bater na areia bem cedo no inverno. Mas tem pelo menos um por ali, mesmo que seja na parte de cima, por isso recomendo já comprar algo antes de descer, porque não é tão tranquilo fazer essa travessia várias vezes no mesmo dia. Cansa rs

O acesso difícil ajuda inclusive a ser uma praia mais segura.. o que deixa a Joatinga mais atraente ainda na minha opinião.

pra chegar na areia é preciso passar por essas pedras

Como chegar

O ideal é ir de carro. Se bem que nos finais de semana, principalmente no verão,  vale a pena pegar um taxi, uber ou algo do gênero pois além do acesso ser complicado, são poucas as vagas.

Se estiver de carro vindo da Zona Sul, ao chegar em São Conrado mantenha a direita e siga as placas para a Estrada do Joá. É uma estrada sinuosa e o condomínio que dá entrada para o estacionamento fica por volta do número 2649, esse ponto já é o começo da descida em direção à Barra da Tijuca. Uma maneira de achar o caminho pelo GPS (Maps e etc) é colocar como referência o Clube Costa Brava.

Existem poucas linhas de ônibus que passam “perto” da  Praia da Joatinga. Uma delas que parte de Copacabana, bairro onde muitos turistas se hospedam, é a 557, Copacabana-Rio das Pedras. O ponto de desembarque é na Estrada do Joá número 2649, se falar com o motorista ele dá as direções. Nesse caso ainda vai andar acho que um 1km, por aí, até chegar à escada/trilha que desce na praia.

o acesso à trilha/escada é feito por essa guarita de um condomínio

Dicas para curtir a Praia da Joatinga 

  • Procure ir em dia de semana, principalmente no verão. Não só pela quantidade de vagas mas também por conta da pequena faixa de areia.
  • Não é uma praia com muita infraestrutura, portanto se precisa de barraca, cadeira e etc (inclusive seu saquinho para colocar lixo), o ideal é levar.
  • Não recomendo ir com crianças, a travessia pelas pedras pode não ser tão tranquila para elas, sem contar que as ondas são fortes e não dá pra curtir direto a água, como criança gosta.

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Mais fotos

28 Jul 22:15

BOTAFOGO

by Saudades do Rio


 
Continuando com o tema de ontem, a região no entorno do viaduto Pedro Alvares Cabral, no Mourisco, temos uma excelente fotografia, ainda da época de construção do viaduto em meados dos anos 60, enviada pelo Joel Almeida, a quem o “Saudades do Rio” agradece.

Nesta foto vemos o belo prédio do Arquivo Geral do Estado do Rio de Janeiro cercado de grandes prédios em construção. A data da foto, por volta de 1966, é confirmada pela presença dos ônibus elétricos trafegando pela Praia de Botafogo e na saída da Rua Voluntários da Pátria.

Na segunda foto, uma panorâmica da região, vemos as sedes dos clubes Guanabara e Botafogo (o ginásio e a piscina foram palcos de grandes eventos esportivos) e o prédio branco onde funcionou o cinema Guanabara,construído em 1920, na Praia de Botafogo nº 506, no local onde funcionava o Cinema High-Life. Chegou a ter 1770 lugares e foi demolido em 1977.

A sede do Botafogo foi construída no local onde funcionou o antigo Pavilhão Mourisco, demolido em 1952, quando das obras para a construção do Túnel do Pasmado. Por quase trinta anos o Botafogo manteve esta sede, resultado de um acordo entre a Prefeitura e o clube. Com o fechamento desta sede, em 1998 foi inaugurado o Centro Empresarial Mourisco, uma construção espelhada, na minha opinião de mau-gosto, apelidado de "Ferrero Rocher", onde hoje se encontram as sedes de várias empresas, salas comerciais e garagens.  Bem à esquerda vemos a Policlínica de Botafogo que há décadas presta bons serviços aos cariocas.

Finalmente, na terceira foto, colorida, vemos o viaduto que, durante muito tempo, por conta de uma curva mal projetada, foi palco de inúmeros acidentes, inclusive com a queda de ônibus (acho que foram dois ônibus que caíram de lá), com vários mortos (uma foto sobre isto já foi postada por aqui).

 

28 Jul 22:13

BOTAFOGO

by Saudades do Rio


 
A primeira foto, garimpada pelo Nickolas, mostra a Praia de Botafogo, perto da região do Mourisco, provavelmente nos anos 50. Nela podemos ver, à direita, um belo prédio que sobrevive até os dias de hoje.

Inicialmente ali funcionou a sub-estação transformadora da Companhia Ferro-Carril Jardim Botânico. Depois, nos anos 60, com o fim dos bondes, o Estado da Guanabara assumiu o prédio. Hoje em dia, já tombado, abriga o Arquivo Geral do Estado do Rio de Janeiro.

Ainda nesta primeira foto, segundo o desaparecido Rafito o prédio alto da direita deve ser o Bel-Air e o telhado ao fundo pode ser o edifício Mourisco, na Rua São Clemente nº 45.

A segunda foto é  de Malta, da primeira metade do século XX, mostrando a sub-estação transformadora da Companhia Ferro-Carril Jardim Botânico, em Botafogo.

Em princípios de 1910, a Companhia obteve da Prefeitura licença para construir, nos terrenos da Praia de Botafogo de números 266/270, esta sub-estação, para o seu serviço de tração e viação. Concluída a sub-estação, desde novembro de 1911 passaram os carros da "CFCJB" a ser movidos por energia hidro-elétrica, fornecida pela Light. Grande parte da via permanente e da rede aérea já tinha sido renovada e reforçada, assim como muitos motores dos carros foram substituídos por outros de maior potência, provendo-se ainda os veículos de alavanca de conta de arco e freios de ar comprimido.

A terceira foto, do Google, mostra o aspecto atual do prédio tombado onde funciona o Arquivo Público do Estado.


28 Jul 22:13

BONDES

by Saudades do Rio



 
Repito, para enfatizar e divulgar para o maior número possível de visitantes, a mensagem recebida do Helio Ribeiro:


“Para quem se interessa pela história dos bondes do Rio, eu me ofereci e o Allen Morrison aceitou que eu fizesse a tradução das páginas sobre bondes do Rio, no site dele. O link é http://tramz.com/br/rj/th/thp1.html. São três páginas, com 75 fotos, divididas em 3 períodos: 1859-1890; 1890-1910 e 1910-1967.”


Como ilustração deste magnífico trabalho vemos na foto 1: “o local é a Praça Tiradentes – onde começou a primeira linha de bondes do Rio, em 1859, e por onde passa atualmente uma das linhas do VLT recém-entrado em operação  (acervo William Janssen)”.


Na foto 2 vemos um bonde já deteriorado. “No dia 31 de dezembro de 1960 a Companhia Ferro-Carril do Jardim Botânico, que deu origem à indústria de bondes no Brasil, deixou de existir. Seus bondes passaram a ser operados durante algum tempo por uma empresa municipal. Os motorneiros e condutores ainda usavam os antigos uniformes, mas os bondes e trilhos deixaram de sofrer manutenção (acervo Allen Morrison).”


Na foto 3 “um tipo diferente de bonde recebe passageiros na estação ferroviária de Campo Grande, em setembro de 1963. A garagem dos bondes ficava no Monteiro (acervo de Earl Clark)”.


O trabalho do Allen Morrison é imperdível e tem a expressiva colaboração do Helio Ribeiro. Não deixem de lê-lo por inteiro no site acima citado.


25 Jul 17:36

Stanley Kubrick

by ThisIsNotPorn

Stanley Kubrick | Rare celebrity photosStanley Kubrick playing football.

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24 Jul 20:35

Apanhando de macintosh velho

by noreply@blogger.com (Alexandre Souza - PU1BZZ)
Oi gente!

Macintosh velho é um problema. Eu vou contar pra voces uma looooooooooonga historia que espero que os divirta, mas que tambem ilustre como é complicado mexer em macintosh velho. E velho, estou falando de mac 128, 512 e plus.

Tudo começou quando eu anunciei um mac plus que tinha "sobrando" aqui (tudo que tenho em 2 ou mais unidades estou vendendo) e uma pessoa comprou. Beleza.

Tchau, amigão! :o)

Antes de embalar e enviar, fui testar o mac. Obvio, SEMPRE tem problema. Primeiro foi o teclado, e nem vou contar o INFERNO que foi pra pegar o teclado do OUTRO mac plus, caçar as teclas que funcionavam, substituir no teclado que ia embora, testar todas as teclas uma dezena de vezes e...descobrir que o drive nao ejetava. Por sorte, eu tinha um drive razoavelmente novo com o mecanismo de ejeção em perfeito estado. Sorte porque o Texugo me trouxe uma sucata de Mac Classic com o drive funcionando NO DIA ANTERIOR (!). Sempre que eu vendo um micro, eu faço o possivel pra testar e ter certeza que nao há nada de errado. Alias, falando no mecanismo de ejeção, a shapeways fabrica essas engrenagens pra substituir as que SEMPRE quebram. Elas servem nos drives do Apple IIGS, Apple //c Plus, Mac 128, 512, plus, classic, SE, SE/30, Color Classic e outros "aquarios". Procure no google.

Ok, eu tinha um par de discos de boot originais, mandei pro comprador os discos originais. E nao tirei copia...


Ai fiquei com o meu Mac Plus que comprei do meu amigo Sergio Costa, com um teclado todo bichado e sem mouse.

Ia usar como???

Bem, eu podia bolar um emulador de mouse e um emulador de teclado que sirva nos macs antigos :) Tudo bem, bolei o circuito, o emulador de mouse funcionou. Mas pra testar o emulador de teclado tinha que dar boot no Mac Plus. Ai começa a historia engraçada...



Mas Tabajara, qual a diferença do drive do Mac?

Apple é apple. Faz tudo diferente. Ato continuo, no mac nao podia ser igual a nada. Os drives do mac - alem da ejeção automatica - tem um monte de diferencas de velocidade e codificacao em relacao ao PC. Pra nao perder tempo ensinando o que tem em varios sites, vamos assumir que a gravacao é TOTALMENTE diferente, e nao pode ser feita no pc para os macs antigos de 400 e 800K. O drive do Mac128 é de 400K. O drive do Plus é 800K. NAO DA pra gravar disquetes de mac no PC. E se alguem achar um metodo, me mostra que eu quero conhecer.

(o drive de 1.4MB que tem a partir do SE/HD e do Classic ja pode ler discos escritos em formato MAC no PC. O WinImage grava os discos, embora nao mostre o conteudo)



E como faz pros discos de 400K e 800K? Ora bolas, grava em um outro mac.

MAS COMO? NAO TEM OUTRO MAC!!!

Primeiro eu peguei um Quadra 605 que tinha aqui e tentei bootar/ler um CD. Nao consegui.

Depois, peguei outro Quadra 605. Nao rolou tambem.

Ai hoje me aparece aqui o Texugo com um Color Classic II (com placa de Classic I) que bootava o system 7. O kernal do System 7 que estava instalado nao dava pra gerar um disco bootavel de 800K.



Depois liguei um zip drive SCSI. FINALMENTE consegui gravar uma midia "bootavel". Porem, o System 7 do mac do texugo, nao bootava o Mac Plus.

Ai achei em UM site, (depois deveria ser legal colocar esse link aqui, é um site com imagens pra um tal de vMac, emulador de macintosh) uma imagem de disco de boot de 1.4MB que ea feita "especificamente" para o Plus. Gravei essa imagem num disquete (no PC), li no Classic do Texugo, copiei os arquivos pro HD, formatei um zip disk via SCSI, copiei os arquivos de boot e - FINALMENTE - consegui bootar o Mac Plus.

Isso levou um dia inteiro pra descobrir o que fazer. Parece que sumiram os sites que ensinavam a fazer esse tipo de gambiarras.


Mas valeu a pena. Consegui bootar o Mac Plus, e criar uma imagem de disco ZIP que consegue ser USAVEL. Agora vou trabalhar pra conseguir gerar uma imagem ZIP que possa ser distribuida e usada em Mac Plus com varios aplicativos e utilitarios. Em breve, neste mesmo bat canal.

Ah, o emulador de teclado, que foi o objetivo dessa parafernalha toda?


:o)
24 Jul 20:30

johnbirkel:New drawing. Exu Mor-Belzebu



johnbirkel:

New drawing. Exu Mor-Belzebu

22 Jul 20:26

Adonde?

by Martin Jayo

Os quatro postais foram enviados à terrinha por um português recém-chegado a São Paulo.

Não sabemos muito sobre ele, mas é possível inferir algumas coisas. Seu nome começa com R, pela forma como assina um dos cartões. A data em que escreve não é conhecida, mas os cartões que manda parecem ser da década de 1910. E pela forma como escreve, dá pra ver que não é uma pessoa com muita instrução.

Mas, de tudo o que se percebe, o que chama mais a atenção é seu deslumbramento com a cidade. A começar pelo postal em que R. mostra o local “adonde” estava empregado. Ele trabalhava em cima da Loja do Japão, na moderna e elegante rua São Bento.

“Adonde tem Lisboa uma rua como esta, ponhão aqui os olhos!”, escreve o português, maravilhado pelo lugar:

Outros motivos de admiração são o museu do Ipiranga e a estação da Luz.  “Adonde tem Lisboa um predio como este, olhem bem!”, pergunta R. sobre o museu.  “Adonde tem Portugal uma estação como esta? Olhem bem que não é feita de palha não!”, exclama sobre a estação.

 

Passado um século, eu não sei muito bem o que R. escreveria se visse esses lugares. A Loja do Japão fechou nos anos 30, e a São Bento há muito tempo entrou em decadência. Lisboa de fato não tem muitos prédios do tamanho do museu do Ipiranga, mas eles estão em geral mais firmes: nosso museu foi interditado às pressas em 2013, perigando desabar, e não tem previsão de reabrir pelos próximos anos. E a estação da Luz de fato não é de palha, mas isso não impediu que ardesse em fogo, em 2015. Imaginem se fosse!

Nossa vez de perguntar: Adonde erramos?


22 Jul 20:14

VIADUCTO DE SÃO DIOGO

by Saudades do Rio


Mais uma colorização do Reinaldo Elias, do “Colorizando o Passado”.

Vemos o Viaducto de São  Diogo - Ponte dos Marinheiros.

O texto referente à primeira foto, de Heliete Fonseca, fala da primitiva Aguada dos Marinheiros, onde os navios entravam pelo mangal de São Diogo a fim de se reabastecer das águas até então límpidas do Rio Comprido. que desciam pelas fraldas do Maciço da Tijuca, sendo irmãs das do Rio carioca.

Com o progresso e a expansão da cidade para São Cristóvão, foi construída na região uma ponte ultrapassando o rio na altura de uma das pistas da atual Av. Pres. Vargas (pista sentido Zona Norte), no leito da antiga Rua Senador Euzébio.


A primeira versão da ponte foi construída pelo grande Marquês do Lavradio e reformada e ampliada por D. João VI. Nos seus primórdios contava com um posto da guarda que, com cancelas, fechava aquela entrada da cidade. Foi por ela que os corsários de Duclerc invadiram a cidade vindo de Guaratiba.

A segunda e a terceira foto mostram uma panorâmica da área, já com parte do Viaduto dos Marinheiros construído.