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30 Jun 19:53

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24 Jun 00:29

20 essential job interview tips

24 Jun 00:24

242

by clay

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18 Jun 07:50

Relacionamentos solitários

by Mari

Esses dias fui conversar com uma amiga que está passando por uma ruptura (muito mais interna que externa, mas que acabou abalando todo o resto da vida dela).

No meio dessa ruptura pessoal ela foi se dando conta que, muitas vezes, era a única “responsável” pelo relacionamento que tinha. E se pegava olhando com inveja pro namorado quando ele conseguia ser profundamente egoísta sem culpa nenhuma.

sozinhaAh, é, eu tou sozinha

Porque, pra maioria de nós, ainda é muito difícil pensar em si sem sentir culpa por ter abandonado o outro. Como se essa fosse nossa vocação e tivéssemos deixado ela de lado, nossa Capela Sistina. E não é como se isso fosse só fruto da nossa cabeça, a maioria das pessoas ainda acredita que temos obrigaçãotalento para cuidar. Cuidar da casa, do homem, dos filhos. Sozinhas. Abnegadamente. Tudo que não é assim segue sendo visto como desleixo, descaso, ser uma mulher pior. Daí vem a nossa culpa ;)

Minha amiga é alguns anos mais jovem que eu e, ouvindo o que ela falava, lembrei da primeira vez que me dei conta disso: quando pensei em ser mãe. Durante muitos anos tive mais amigos homens que mulheres e, chegando em certa idade, a maioria se tornou pai. Nenhum deles precisou abrir mão da própria vida e virar um santo dedicado para ser considerado um bom pai. Muitos são, muitos não. Mas todos seguiram existindo individualmente. Só que a ideia de ser mãe, pra grande maioria das mulheres que eu conhecia, envolvia abdicar de si. Foi aí que dei um ou dez passos pra longe disso tudo.

Mil anos depois, muita coisa mudou e já conheço mães que confrontam abertamente essa ideia de deixar de existir pela maternidade. Apesar das cobranças da família, das escolas, da sociedade. Mas ainda conheço bem poucos homens que o fazem. Ou seja: ser mãe continua sendo um trabalho individual (mesmo quando em dupla).

melhor-odiadaMelhor ser odiada que amada por quem tu não é

O mesmo acontece com os relacionamentos. Não importa o quanto o cara diga ser diferentão e consciente, se ele é incapaz de sentar contigo e conversar para tentar mudar as coisas, rever seus privilégios gerais e se dedicar cotidianamente para equilibrar a balança, o teu relacionamento é um trabalho individual.

Ou seja, nós podemos romper apenas com o nosso lado, que é essa ideia de que mulher não deve confrontar o homem, que sempre temos que ceder e que nossa obrigação é cuidar, mas se o parceiro não acompanhar nem estiver disposto a romper com o que pesa do seu lado, muitas vezes essa tentativa de melhorar acaba nos deixando com a sensação de que trocamos o que tínhamos por algo pior.

Mas só porque raramente nos damos conta que a maioria dos relacionamentos que seguem esse padrão tradicional são profundamente solitários para as mulheres que, assim como a minha amiga, são as únicas responsáveis pela coisa toda.

Quantos relacionamentos solitários vocês já tiveram? Daqueles que o cara acha que DR é um saco, mas não propõe nenhuma outra forma de conciliar ou lidar com as coisas? Daqueles onde a tua vida fica em standby porque a vida dele está em primeiro plano? Daqueles que tu esquece como é receber carinho e incentivo quando as coisas vão mal/bem?

Isso quer dizer que nós, feministas, estragamos os relacionamentos ou que falta gente disposta a pensar na companheira com amor e cuidado e querer quebrar com esse modelo terrível com o qual nós cansamos de nos contentar?

amor-é-complicadoNo final das contas, amor é complicado pra caramba

Conviver é sempre uma dificuldade. Conviver comigo mesma já não é das coisas mais simples, que dirá com outra pessoa. Mas isso me fez pensar em todas as mulheres maravilhosas que conheço e que, tendo entendido que não precisam de um relacionamento para validar sua existência, também dizem que desistiram, que essas coisas não são pra elas. Quantas realmente não querem essa troca de afeto e quantas só cansaram de falar sozinhas e ser as únicas que cedem?

13 Jun 19:19

micdotcom: Watch: ‘The Daily Show’ brilliantly points out the...

12 Jun 12:02

quatrepourtoiglencoco: The sad truth is that none of us could ever be Tatiana Maslany.The happy...

quatrepourtoiglencoco:

The sad truth is that none of us could ever be Tatiana Maslany.

The happy truth is that Tatiana Maslany could be all of us.

11 Jun 22:15

The Street Store: quatro mulheres e uma iniciativa maravilhosa

by Bruna Holderbaum

Há um pouco mais de duas semanas um vídeo apareceu na minha timeline e me tocou demais. O vídeo em questão apresentava o projeto The Street Store, criado em 2014 na Cidade do Cabo. O projeto teve tanta repercussão que se tornou open source e se espalhou pelo mundo.

A ideia é simples: montar uma pop-up store ao ar livre para que pessoas em situação de rua possam ter uma experiência de compra tal como ela acontece em uma loja tradicional. Olhar, gostar, provar e levar para casa. Mas tudo sem dinheiro envolvido. A ação traz empoderamento, dignifica, humaniza e retoma autoestima de pessoas em situação vulnerável.

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Compartilhei o vídeo e marquei uma das minhas grandes amigas, a Luísa Fedrizzi, com a qual já tive diversas conversas sobre moda sustentável e ética e como realizar ações sociais nas quais acreditamos. Logo em seguida se juntou a gente a Paola Troian. Cineasta e chef, a Paola é um daqueles presentes que a rede social nos traz (apesar de tanta bizarrice por aí). Nos conhecíamos apenas virtualmente, mas sempre compartilhamos as mesmas ideias. Paralelamente a Mely Paredes, RP e estudante de Políticas Públicas, chamou a Luísa e disse que queria colocar o projeto em prática aqui em Porto Alegre. Nenhuma de nós possui vínculo com instituições. Sempre foi a nossa ideia fazer uma ação de pessoas para pessoas.

A partir desse momento nossas vidas viraram de cabeça pra baixo e por 2 semanas, acordávamos e dormíamos nos falando sem parar para combinar todos os detalhes do projeto.

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Não é fácil amarrar tantas frentes diferentes. Depois de receber a autorização dos responsáveis pelo projeto, junto com os materiais gráficos e as guidelines, botamos a mão na massa. Movimentamos as nossas redes a procura de parceiros que pudessem ser pontos de coleta na cidade para as doações. Foram 19 no total. A imprensa nos procurou e isso fez com que a nossa ação ganhasse mais divulgação e as doações se multiplicassem.

Entramos em contato com albergues, instituições, lares e fomos para a rua, onde estão as pessoas mais vulneráveis, para divulgar quando e onde seria a loja. Estar próximo e ouvir as histórias sofridas dessas pessoas, certamente mudou as nossas vidas.

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Depois de muito nervoso e frio na barriga o Street Store Porto Alegre aconteceu no sábado, dia 6/06. Foram 300 pessoas atendidas na loja. Um por um, os nossos clientes eram chamados por um dos atendentes (nós e os voluntários que abraçaram o projeto junto) a escolher o que queriam e precisavam. Casacos pesados e tênis foram os mais procurados. Dois profissionais de um salão local entraram como parceiros e passaram o dia cortando cabelo e fazendo barba do pessoal. Foram quase 200 atendidos em 7 horas.

Homens, mulheres e crianças foram até a nossa loja. Saíram de lá com roupas e mais dignidade. Para muitos, essa foi a primeira vez desde que estão na rua que puderam escolher o que querem.

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Essa é a palavra-chave: ESCOLHA.

Foram doados mais de 3 mil itens, entre roupas, acessórios, calçados e roupas íntimas. As lágrimas e sorrisos que recebemos no dia foram o melhor pagamento para todo o trabalho de organizar a ação.

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Foi um projeto organizado por 4 mulheres e atendeu quase que só homens (grande maioria da população em situação de rua). O respeito foi imposto por nós, mas também sentimos igualdade no tratamento com a gente. O que levanta a questão: por que a grande parte de projetos sociais são propostos por mulheres? Temos alguns exemplos de sharing economy no Amor no Cabide, Tem Açúcar e Roupa Livre. Mulheres também são a maioria ao realizar trabalhos voluntários, segundo o IBGE.

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Quatro mulheres, juntas e com muita vontade e trabalho, podem fazer diferença.

(as fotos são do Fábio Mattos)

11 Jun 00:08

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08 Jun 19:20

Police Shootings, or, Oh The Tragedy!

by Barry

police-shootings-1200

Transcript of cartoon

Each panel of this cartoon shows the same white dude in an armchair, from the same angle, watching the news on TV. Small details change throughout the cartoon – his hairline recedes, his drink changes, he switches from watching an old-fashioned thick TV to watching on a laptop to watching on a flatscreen – but the essential scene never changes. The man doesn’t seem very interested in the news, and in one panel he even dozes off.

Panel 1
TV: In today’s news, Prince Jones, an unarmed Black man, was shot to death when police mistook him for another man.

Panel 2
TV: Alberta Sprull, an unarmed Black woman, was killed by a concussion grenade thrown during a police raid.

Panel 3
TV: …almost ten percent of young black men are in prison, most often for non-violent drug offenses.

Panel 4
TV: …police say that Stansbury, age 19, was shot “by accident.” The officer was suspended for 30 days.

Panel 5
TV: …judge acquitted three officers who fired fifty shots into the car of Sean Bell, the night before Bell’s wedding.

Panel 6
TV: …despite economic growth, Black unemployment remains nearly twice as high as unemployment for whites…

Panel 7
TV: Deaunta Farrow, age 12, was shot when… Tarika Wilson, age 26…

Panel 8
This panel is divided into 17 sub-panels, getting smaller and smaller as they go on, implying a potentially endless number of panels. In each panel, the TV is speaking.
TV: …Oscar Grant was handcuffed face-down when police… Shem Walker… Kiwane Carrington… Manuel Loggins Jr…. Rekia Boyd… Reynaldo Cuevas… Kimani Gray… Eric Garner… Freddie Gray….

Panel 9
Suddenly the white dude looks engaged and outraged, leaping up from the armchair and pointing furiously at the TV.
TV: Private Property was damaged today when a protest turned into a riot…
DUDE: OH THE TRAGEDY!

* * *

If you’d like to support these political cartoons, please share them on social media or become a Patron. Thanks!

04 Jun 21:17

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03 Jun 22:32

The Think Piece That Answered Itself

by Brad
99c
03 Jun 21:09

robochai: I thought that this might be helpful to talk about....





robochai:

I thought that this might be helpful to talk about.

Keep reading

03 Jun 20:19

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03 Jun 07:32

Last Week Tonight with John Oliver: FIFA II (HBO)

by LastWeekTonight

After the arrests of numerous top officials, John Oliver decided to give an update on the state of FIFA.

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02 Jun 23:10

bettertalktomatty: Perfect casts - Parks and Rec





















bettertalktomatty:

Perfect casts - Parks and Rec

02 Jun 07:01

Grace e Frankie contra o preconceito de idade

by Mari

ALERTA DE SPOILER: Grace e Frankie é uma série sobre duas mulheres de 70 anos obrigadas a reinventar suas vidas depois que seus maridos, que se conhecem tem 40 anos, revelam que tem um romance faz 20. Mas, pra mim, a grande pegada da série é como ela mostra o preconceito de idade.

Eis algumas coisas relacionadas com o tema que aparecem no seriado e me chamaram atenção:

1. Invisibilidade

invisibilidade

Quando falamos em invisibilidade, queremos dizer que algumas pessoas são ignoradas pela sociedade. Uma mulher mais velha é invisível porque, conforme falamos aqui, ela se torna menos aos olhos da sociedade.

E a forma que o seriado escolheu para mostrar essa invisibilidade não poderia ser mais direta (e maravilhosa): em um episódio (o do gif aí de cima), as duas são solenemente ignoradas por todos os atendentes de um mercado ao tentar comprar um maço de cigarros. Mesmo estando ao lado dos atendentes. Mesmo que um deles inclusive se dirija para atender uma mulher (que chegou depois delas) jovem e bonita (vocês são pouco previsíveis, ein, caras).

Depois, no carro, a Frankie fala para a Grace: “Eu descobri uma coisa hoje: nós temos um super poder” (e mostra o maço de cigarros). Então a Grace responde: “Tu roubou?!” e Frankie diz: “Eles não podem me ver, então não podem me parar”.

E, se pararmos pra pensar, na maior parte das vezes as minorias só deixam de ser invisíveis quando se insurgem contra isso. Então, eis uma bela lição: insurja-se (se, ainda assim, continuar invísivel, ao menos os cigarros foram de graça e- ha, quem está rindo agora?).

2. Sexualidade

é-hoje

Existem vários seriados onde personagens femininas divorciadas redescobrem sua sexualidade, mas todas mais jovens (como é o caso de Cougar Town, por exemplo). A diferença é que o desejo sexual de uma mulher de 40 anos não só é aceito, como é fetichizado, tanto que MILF é o segundo termo mais buscado por homens no Pornhub (depois de adolescente – vocês são pouco previsíveis, ein, caras), já uma mulher de 70 anos não tem esse direito.

A surpresa em Grace & Frankie é que, não só elas tem desejos sexuais normais como lidam com questões específicas da idade, como secura vaginal pós menopausa. E questões universais, também, como a ansiedade diante de um novo parceiro.

lubrificanteFrankie fazendo sua receita caseira de lubrificante íntimo (sem ingredientes carcinogênicos, aliás)

Por isso Grace & Frankie é uma aula sobre sexualidade saudável, já que as diversas formas de desejo abordadas pelo seriado são tratadas como deveriam: algo natural. E pronto.

3. Abandono emocional

grace-e-frankie

Tá certo que a trama parte de um tipo de divórcio diferente do usual (o mais comum seriam homens mais velhos se divorciando para ficar com mulheres mais jovens – vocês são pouco previsíveis, ein, caras), mas a sensação de abandono e a ansiedade diante da perspectiva de solidão são muito próximas do corriqueiro.

Ou seja, ideia de que, talvez, desta parte da vida em diante não exista mais a possibilidade deste tipo de amor porque tu não é mais o que se espera de uma mulher, isto está ali.

Apesar de ser uma série muito positiva, também neste sentido, já que ambas mostram que há vida para além dos relacionamentos afetivos, existem momentos onde esta questão é colocada de um jeito bem claro, como quando Grace hesita em terminar seu relacionamento porque “ninguém mais a amará”. Ou quando as duas debatem o fim de seus casamentos e o ódio e sofrimento gerado por essa separação.

solidãoEle te abandonou nos teus últimos anos! Tu não tá, pelo menos, braba com isso?

Também é impossível não traçar esse paralelo entre o que ocorre na vida do casal formado pelos ex-maridos delas e na vida delas. Sim, a situação é diferente, mas o resultado final é muito semelhante ao que já vimos (ou vivemos): homens divorciados vivenciando uma espécie de conforto emocional na velhice, enquanto para as mulheres resta um tipo de desassossego.

4. Representatividade

graceO choque de Frankie ao se notar percebida como uma mulher velha: “Eu sou jovem”

Eu sou filha de uma atriz de teatro (por sorte, na TV as coisas são muito piores) e, ao longo dos anos, fui notando que muitos dos papéis dela foram ficando mais restritos, menos desafiadores. E isso, claro, não tem relação nenhuma com o talento dela que, quando muito, teria aumentado ao longo dos anos, como se espera com profissionais dedicados ao que fazem. Isso tem relação com o fato de que mulheres mais velhas raramente são representadas como algo além de: mães, avós, senhoras estereotípicas.

E minha mãe, com seus 60 e poucos anos, é uma mulher super ativa e estilosa que está longe de ser representada pelos papéis que, tantas vezes, fez. O que isso quer dizer? Basicamente, isso quer dizer que o entretenimento e as artes estão apenas começando a ver e reconhecer mulheres mais velhas como seres humanos plenos.

Não é de se estranhar que não saibamos lidar com o envelhecimento: não queremos ser essas mulheres que vemos representadas por aí. Mas a verdade é que: não precisamos. E isso fica bem claro nos personagens complexos e mais próximos da realidade apresentados pelo seriado.

grace-articulaçõesMinhas articulações são flexíveis!

Uma situação onde esse conflito de imagem aparece é quando Frankie se candidata para uma vaga de professora de artes em um asilo para idosos e o gerente do local acredita que ela é uma das futuras hóspedes. É como se o mundo insistisse em reafirmar que, depois de certa idade, elas não pudessem esperar nada muito além disto.

frankieÁlcool tem suas próprias regras

Mas Frankie e Grace não se contentam com o que estamos acostumadas a consumir sobre as mulheres mais velhas. E, ao fazerem isso, elas permitem que muitas outras mulheres encontrem seu reflexo, finalmente, no entretenimento. E mesmo para nós, que somos mais jovens, isso causa um conforto: não precisamos ser a vovozinha estereotípica.

Grace e Frankie é um título criado e produzido pelo Netflix e pode ser assistido por lá (e, tudo indica, restou aos produtores de conteúdo online o papel de construir personagens complexos e interesantes).

29 May 05:53

Собака-пифагориака



29 May 05:47

Warrior’s Good Fortune

by boulet
29 May 05:27

Homens: eis como ser mais feministas

by Mari

Todos os dias homens me perguntam qual seu espaço no feminismo, como devem agir para ser mais feministas. A cada 300 tem uns 6 que querem, mesmo, saber. E é com vocês que eu quero falar, hoje, caras.

Vou citar um exemplo ficcional (suavizado) do que eu sou obrigada a ler aproximadamente mil vezes por dia:

Essas feminazi. kkkk. Não pode fazer piada de estupro. kkkk. Não pode cantada. Não pode nada. kkk.

O que esses sujeitos não entendem é que ser mulher parte do pressuposto que todas as coisas que eu faço no meu dia passam por um filtro que eles sequer notam ou desconfiam que exista: o filtro do medo real, iminente e constante.

O medo é o filtro que guia a maior parte dos caminhos que percorremos (figurativa e literalmente) na vida. Porque é pelo medo que escolhemos qual rua pegaremos e qual meio de transporte usaremos. Mas o medo não fica só fora de casa. O medo quer ditar meu comportamento como um todo e quer ditar até meu modo de vestir e falar.

E, não, nada disso é infundado ou exagerado. Esse medo surge da vivência feminina, não de casos isolados. Ou seja, ser ou conhecer vítimas de diversas formas de violência não é privilégio, é universal.

Essa vivência é o que nós chamamos de cultura de estupro. E, talvez, seja difícil para um homem que ri “kkkk” entender, mas nós chamamos ela assim porque não começou com a NET ou o 99 Táxis. Nem vai acabar aí. Essa violência e invasão de privacidade são cotidianas e sistemáticas.

Vocês, homens, muitas vezes foram associados com coragem, mas nunca sentiram esse medo e, menos ainda, sabem o que é conviver com ele costurando todas as opções da vida de vocês.

E, talvez por isso, alguns naturalizem tanto algumas formas dessa violência, porque não entendem que fazer isso é deixar espaço para que ela, como conjunto, se torne mais forte e mais constante. Porque não são só os casos extremos (como estupro) que costuram essa cultura. E, mesmo, para que estupros ocorram é preciso que a sociedade, como um todo, feche os olhos para essas violências pelo que são. E prefira ignorar que são muito mais frequentes e inseridas na roda de amigos que gostaríamos de achar.

Porque, não, estupro não é coisa de doido, sociopata. A grande maioria dos estupros relatados no Brasil foi praticada por alguém que conhecia e convivia com a vítima. E foi praticada porque, assim como os prestadores de serviço da NET e do 99 táxis, eles achavam que a mulher estava a sua disposição, independente da vontade dela, ou seja, era menos que humana. Agravando essa ideia terrível, conforme falamos aqui mais de um zilhão de vezes, a grande maioria da sociedade acha que toda e qualquer violência que uma mulher sofra é culpa dela.

Reconhecer o padrão social que causa isso e confronta-lo, é o que nós esperamos de vocês, caras. Porque vocês pertencem ao grupo que mais mata e pratica violência contra o nosso grupo. Então, o debate é bonito e importante, mas a vivência real de feminismo para os homens se dá nas escolhas cotidianas. E em tentar tornar esse medo, que costura tanto da nossa vida, cada dia mais fraco.

Mas, até lá, respeitar as mulheres como tuas colegas de humanidade e reconhecer o que elas trazem como vivência é essencial.

homens-feminismoPadawans, vocês conseguem

Só que fazer isso optando por não contar piadinhas sobre estupro ou respeitando as mulheres no metrô não vai te tornar mais popular, diferente do que falar publicamente sobre isso te tornaria. E essa é a real revolução, porque romper com uma cultura cristalizada de opressão e violência não é algo criado para nos deixar mais populares, pelo contrário. Mas é algo que, invariavelmente, nos torna melhores como pessoas, sociedade e cultura.

E se vocês aceitarem o lado menos festivo e glamouroso que é repensar seus privilégios e combater o que eles representam no mundo: é nóis, caras.

28 May 07:17

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26 May 07:36

A Softer World: 1239


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25 May 18:21

“Aliens conquering earth would be fine with me, as long as they...





Aliens conquering earth would be fine with me, as long as they make me their queen.” - Gillian Anderson

25 May 18:05

10 facts you should know about Vincent van Gogh

Lori

Compartilhei mas depois q vi o q tava depois de clicar arrependi. (detesto qdo diagnosticam o Vincent como vdds absolutas)

10 facts you should know about Vincent van Gogh:

teded:

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1. Vincent van Gogh was born on March 30, 1853, in Holland. He was named after his grandfather and his stillborn brother who died one year before Van Gogh was born.

image

2. Van Gogh was 27 years old when he painted his first piece.

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3. When Van Gogh first began…

favorite painter

25 May 16:50

Entenda na prática como funciona o teorema de Pitágoras.

by Zanfa

220394

24 May 03:11

A Softer World: 1238


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23 May 22:29

There’s another side to the story

23 May 21:29

statusquotabletv: 1x02 / 3x01 / 5x04You know, I’m starting to...

Lori

SIM







statusquotabletv:

1x02 / 3x01 / 5x04

You know, I’m starting to think no one actually knows what that line is.

23 May 04:45

TGIF: Oooomph

by Brinke

output_lwP0GWWe’ve all stumbled a time or two this week- but pick yourself up offa the ground and cheer up- it’s not ONLY a holiday weekend (in the US,) it’s time for TGIF! (From Tumblr as seen on BuzzFeed.)


Filed under: Uncategorized Tagged: Derpy, puppeh, TGIF
23 May 04:11

238

by clay

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18 May 22:33

wiselwisel: