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22 Apr 20:36

The Human Printer: CMYK and B+W by Hand

created at: 04/18/2013

The Human Printer is nothing like your average office machine. This one - as the name says it - consists of a group of artists that "prints" images in CMYK and B&W … read more

21 Apr 23:28

Photo



21 Apr 23:26

Adele, ¿qué fumas? por @mrico18warrior


21 Apr 19:12

Some Seriously Smart Stray Dogs in Russia

Adam Victor Brandizzi

Tem um artigo bem legal sobre isso na Wikipédia http://en.m.wikipedia.org/wiki/Street_dogs_in_Moscow

Some Seriously Smart Stray Dogs in Russia

Submitted by: Unknown

Tagged: russia , smart , stray , dogs Share on Facebook
21 Apr 19:04

Guia para entender o pós-atentado de Boston

by Gustavo Chacra
Adam Victor Brandizzi

O cara do Upper West Side fez um bom resumo.

O que se sabe até agora?

Existem dois suspeitos pelo atentado. São Tamerlan Tsarnaev, 26, e seu irmão, Dzokhar, de 19. O mais velho morreu durante a perseguição e o mais novo está gravemente ferido em um hospital de Boston. Eles têm origem tchetchena, mas nasceram no Daguestão. Tanto a Tchetchênia quanto o Daguestão são repúblicas separatistas da Federação Russa. Eles imigraram para os EUA há dez anos, na época com passaporte do Quirguistão, uma nação independente que integrou a União Soviética. O caçula possui cidadania americana desde o ano passado. O mais velho teve o pedido de naturalização rejeitado, mas tinha o Green Card (direito de residência)

Quais as provas contra eles?

Os irmãos são suspeitos do atentado. As provas seriam imagens deles caminhando perto do local onde explodiram a bomba com mochilas similares às usadas na explosão. Não se sabe se o FBI possui outras imagens. Um homem que teria sido sequestrado em seu carro durante a fuga dos dois jovens disse que eles teriam confessado o atentado

Como eram estes dois jovens?

O mais novo é descrito como uma figura carismática e simpática pelos amigos. Estudava na Universidade de Massachusetts biologia marinha, chegou a fumar maconha ocasionalmente e jogava futebol e praticava luta greco-romana. O mais velho tinha uma mulher e um filho, havia largado o curso de engenharia e era o maior boxeador amador de Boston. Muçulmano, ele havia adotado um perfil mais conservador nos últimos anos, sendo usuário de vídeos de clérigos radicais. O mais novo frequentava a mesquita, mas nunca foi descrito como um radical

 Qual o foco da investigação agora?

O mais velho, no passado, foi interrogado pelo FBI a pedido da Rússia. Moscou temia que ele fosse integrante movimentos separatistas tchetchenos. No ano passado, ele passou seis meses no Daquestão, onde vive seu pai. O foco dos investigadores será no período que ele passou nesta região do Cáucaso, que podem ter provocado um efeito transformativo nele. O mais novo, sempre de acordo com especulações  não baseadas em provas, teria sido influenciado pelo mais velho. E-mails e ligações telefônicas dos dois também serão rastreadas

Eles possuíam ligação com o separatismo tchetcheno? O que é o separatismo tchetcheno?

Depois do colapso da União Soviética, as repúblicas soviéticas, como a Ucrânia, Geórgia, Lituânia e Cazaquistão ficaram independentes da Rússia. O mesmo não se aplicou a repúblicas russas, como a Tchetchênia e o Daguestão. Nestas regiões, de maioria islâmica, emergiram movimentos separatistas inicialmente não religiosos. Nos anos 1990, houve a Guerra da Tchetchênia. O governo central em Moscou venceu. Na década passada, estes grupos cometeram atentados em um teatro na capital russa e também um ataque contra uma escola em Beslan. O foco dos tchetchenos, porém, sempre foi a Rússia, não os EUA. Os americanos não eram e não são vistos como inimigos pelos separatistas tchetchenos. Além disso, não há nenhuma evidência de que os dois jovens integrassem estas organizações

Os dois jovens possuíam ligação com a Al Qaeda ou outros grupos jihadistas?

Não há nenhuma prova de ligação entre eles e organizações terroristas que adotam uma vertente ultra radical do islamismo, diferente da praticada pela imensa maioria dos 1 bilhão de muçulmanos ao redor do mundo, que rejeitam o terrorismo e condenaram o atentado em Boston. Além disso, tchetchenos nunca se envolveram em atentados terroristas contra o Ocidente, embora existam pessoas com esta origem lutando contra os EUA no Afeganistão e contra o governo do Iraque. Também há notícias de tchetchenos lutando ao lado de rebeldes da oposição síria contra o regime de Bashar al Assad na Síria. Mas, mais uma vez, os dois jovens saíram muito cedo de sua terra de origem e não há evidências de relações deles com o jihadismo global. O mais novo era, acima de tudo, americano

Eles podem ter sido inspirados pela Al Qaeda ou outros grupos jihadistas?

Sim. Especialmente o mais velho, que havia se tornado mais religioso. A bomba utilizada é similar a algumas receitas de explosivos publicadas na revista Inspire da internet, publicada pela Al Qaeda. Mas não há provas de que eles tenham sido inspirados pela rede terrorista de Osama bin Laden

A radicalização teria ocorrido nos EUA?

Se eles realmente cometeram o atentado com inspiração no jihadismo internacional, eles devem ter se radicalizado nos EUA. Não seria o primeiro caso. No passado, o mesmo ocorreu com os acusados pelas tentativas de atentado no Times Square, em 2010, e contra o metrô de Nova York, em 2009. O atirador de Fort Hood, no Texas, também havia se tornado mais radical nos EUA. Em todos estes casos, assim como no dos irmãos, eles teriam se radicalizado nos EUA. Mas o de Fort Hood possuía links com membros da Al Qaeda

 O suspeito será julgado como criminoso ou combatente inimigo?

Será julgado como criminoso por ser um cidadão americano que cometeu um crime dentro dos EUA. Sua situação é exatamente igual à de Timothy McVeigh, autor do atentado de Oklahoma City, nos anos 1990. Ele não será descrito como combatente inimigo, uma designação que permite ao governo dos EUA prender por tempo indeterminado ou até mesmo matar suspeitos de terrorismo

Os Direitos Miranda se aplicam ao suspeito mais jovem?

Os direitos Miranda garantem a qualquer cidadão americano o direito de ficar calado e de ter um advogado. Mas deve ser usada uma das três exceções, quando a segurança pública está em risco

O jovem pode ser condenado à pena de morte?

Se for julgado pelas leis de Massachusetts, não, pois o Estado baniu a pena de morte. Se for julgado pelas leis federais, pode ser condenado à pena capital

Existem outros suspeitos?

Não, apenas os dois. Mas, em uma série de sites alternativos americanos, há informações sobre outros possíveis responsáveis pelo atentado. Segundo estes sites e blogs, o FBI armou tudo contra os dois jovens para encobrir os supostos responsáveis.

Obs. Não publiquei mais posts ao longo da sexta-feira por dois motivos. Primeiro, queria ter informações um pouco mais consolidadas. Em segundo lugar, fiquei ao vivo na Globo News e com diversas entradas na Rádio Estadão

Guga Chacra, comentarista de política internacional do Estadão e do programa Globo News Em Pauta em Nova York, é mestre em Relações Internacionais pela Universidade Columbia. Já foi correspondente do jornal O Estado de S. Paulo no Oriente Médio e em NY. No passado, trabalhou como correspondente da Folha em Buenos Aires

Comentários islamofóbicos, antisemitas e antiárabes ou que coloquem um povo ou uma religião como superiores não serão publicados. Tampouco ataques entre leitores ou contra o blogueiro. Pessoas que insistirem em ataques pessoais não terão mais seus comentários publicados. Não é permitido postar vídeo. Todos os posts devem ter relação com algum dos temas acima. O blog está aberto a discussões educadas e com pontos de vista diferentes. Os comentários dos leitores não refletem a opinião do jornalista

Acompanhe também meus comentários no Globo News Em Pauta, na Rádio Estadão, na TV Estadão, no Estadão Noite no tablet, no Twitter @gugachacra , no Facebook Guga Chacra (me adicionem como seguidor), no Instagram e no Google Plus. Escrevam para mim no  gugachacra at outlook.com. Leiam também o blog do Ariel Palacios

21 Apr 18:52

Photographer Hunts for Vintage Cameras That Contain Undeveloped Film

by Michael Zhang

Photographer Hunts for Vintage Cameras That Contain Undeveloped Film oldcamera

Two years ago, photographer Chris A. Hughes purchased a 1914 French Richard Verascope camera (shown above) from an elderly man who was clearing out his camera collection in preparation for retirement. When he got into his car after the purchase, Hughes was surprised to find two packages of slides in the camera’s leather case.

Upon closer examination, he discovered that the photographs on the slides were captured by a French soldier during World War I.

All of the slides had “metadata” scribbled onto them, from the dates and locations they were snapped to random notes handwritten by the photographer. Some showed the daily life of the soldier, while others showed graphic images of death and destruction:

Photographer Hunts for Vintage Cameras That Contain Undeveloped Film verascope ww1 1 copy

Photographer Hunts for Vintage Cameras That Contain Undeveloped Film verascope ww1 4 copy

Photographer Hunts for Vintage Cameras That Contain Undeveloped Film verascope ww1 10 copy

You can find a larger collection of the scanned slides here.

After this interesting find, Hughes developed what he calls a “strange obsession” for found film. He was already an avid vintage camera collector with over 300 unique cameras dating back to 1847, but now he has shifted his focus to searching for vintage cameras in which the film is still loaded in the body.

His first catch with this new project was a Kodak Boxed Camera from an antique mall. The camera still had a roll of film inside containing photos that were over 60 years old. The whole package cost Hughes just $10.

After returning to his darkroom, Hughes managed to salvage 16 photos from the roll.

Since that Kodak camera, Hughes has taken his search for found film across North America. He has purchased a large number of cameras and over 50 rolls of antique film. Due to the high development costs, he has been developing them at a rate of one roll per week.

The results are being published through a webpage in which each gallery starts off with a photo of the camera the film was found in:

Photographer Hunts for Vintage Cameras That Contain Undeveloped Film found

Here’s a sampling of some of the cameras Hughes has found, along with a sample photograph found within each one:

A Kodak Hawkeye Brownie purchased for $8 in Hamilton, Ontario:

Photographer Hunts for Vintage Cameras That Contain Undeveloped Film cam1 copy

Photographer Hunts for Vintage Cameras That Contain Undeveloped Film photo1 copy

A 1960 Yashica found at an antique flea market near Barrie, Ontario:

Photographer Hunts for Vintage Cameras That Contain Undeveloped Film cam2 copy

Photographer Hunts for Vintage Cameras That Contain Undeveloped Film photo2 copy

A Kodak Hawkeye Brownie purchased for $10 at an antique mall in St. Jacobs, Ontario:

Photographer Hunts for Vintage Cameras That Contain Undeveloped Film cam3 copy

Photographer Hunts for Vintage Cameras That Contain Undeveloped Film photo3 copy

A Brownie Target six-16 found in Niagara Falls, Ontario:

Photographer Hunts for Vintage Cameras That Contain Undeveloped Film cam4 copy

Photographer Hunts for Vintage Cameras That Contain Undeveloped Film photo4 copy

A Kodak Box Camera found during a roadtrip through Gettysburg, Pennsylvania:

Photographer Hunts for Vintage Cameras That Contain Undeveloped Film cam5 copy

Photographer Hunts for Vintage Cameras That Contain Undeveloped Film cam6 copy

Hughes says that he’s receiving more and more interest in the project as more cameras and film scans are added to the site. Head on over to the Found Film website to check out all of the published photographs so far.

21 Apr 18:37

Photo

Adam Victor Brandizzi

"Qualé, galera, vai dizer que nunca fizeram isso?"





















21 Apr 18:33

I remember when people first realized how much funnier these...

Adam Victor Brandizzi

Até melhor que Garfield minus Garfield.





I remember when people first realized how much funnier these comics were just without Garfield’s dialog, which Jon was never able to hear anyway. Garfield only ever communicated to us readers in thought balloons, after all. What we’re seeing here is Jon’s canonical reality.

20 Apr 22:59

NY Times on Tattoos in the Workplace

by Marisa Kakoulas
tattoo professionals.jpg
Every now and again there's a wave of articles on tattoos in the workplace, and here's how they all go:  more people have tattoos so now there are more workers with tattoos who no longer want to cover them up. They cite the latest Harris Poll or Pew Research poll because statistics are sexy. And then they'll use words like "tats" or "inked up" simply to annoy me.

Oh, and then there are the comments from the masses! If you think tattoo discrimination no longer exists, read the comments section of any tattoo article around the world -- go ahead, I'll wait --  and see that there are multitudes of people with unblemished skin who are personally offended by yours. They say that don't want you serving them coffee or selling them panties. There's always some lower level manager who barks that he would never hire someone with tattoos, of course not knowing that his CEO probably has one. With the strong response to these articles -- which advertisers love because they can flash more products in your face while you're seething at Bob from Boise -- you'll find that the same reporting gets thrown out there.

Yesterday the NY Times published its own tattoos-at-work story. I expected it to be better than most, because it is the Times, but there were the usual cliches:  "tattoos are no longer the sole province of gang members, garage mechanics ..." Ah mechanics! That's more clever than sailors and bikers. But the verbiage is almost always the same. Then the statistics follow. Then they call in the lawyers to comment on discrimination. Many times that's me, but our answers are usually all the same:  Generally companies have a great deal of discretion in hiring and enforcing their workplace appearance policies as long as they don't discriminate on the basis of religion, sex, race, color, or national origin under Title VII of the US Civil Rights Act.

The take-away from the NY Times article is that those in conservative offices are more likely to cover up than those in more creative fields. No will will gasp in disbelief at that. What would have meatier is to do some research on the public perception of tattoos, now that so many more people are covered, now there we are inundated with reality shows, now that Kat Von D is a best selling author. And then see how those perceptions affect people's wallets.

Internet comment trolls aside, are people who don't like tattoos not going to go to a restaurant or not buying a Starbucks coffee because some employees may have them? Does their cash follow their opinions on the art? In a number of cases it may. The Starbucks in a small religious town may feel backlash but it's not going to happen in my hood in Brooklyn. Perhaps having managers of different regions decide the policy would be a better option than a company-wide ban.

I do think companies that have a legitimate right to want to protect their brand image should be able to do so within the bounds of the law, but they should do so within the bounds of common sense. I've used this example before, but I do think that if I wanted to hire just heavily tattooed badass attorneys, I should be allowed to. If I want to reach a tattoo collector and artist clientele, having just tattooed attorneys conveys that we have a personal understanding the issues. And that may be total bullshit. You don't need a tattoo to provide effective legal services to a tattoo studio, but creating brand trust -- just like all luxury brands do -- has a greater reach to your target market.

Bottom line:  We need to fight discrimination. We need to do so by gathering information to prove that the stereotypes are wrong. But we also need to balance that with legitimate rights of people and companies to do business the way they want. There needs to be corporate responsibility but also personal responsibility for our decisions. There needs to be a balance.

Here are some past post on tattoos and discrimination on N+S:

Thanks to Bill of Tattoosday for the NY Times link!
20 Apr 22:56

Cheers

by Greg Ross

http://commons.wikimedia.org/wiki/File:Tate_Britain_(5822081512)_(2).jpg

In 1985, workers renovating London’s Tate Britain art gallery discovered a handwritten message behind a wall in the rotunda dome:

This was placed here on the fourth of June, 1897 Jubilee year, by the Plasterers working on the job hoping when this is found that the Plasterers Association may be still flourishing. Please let us know in the Other World when you get this, so as we can drink your Health.

It was signed “W. Gallop, F. Wilkins, H. Sainsbury, J. Chester, A. Pickernell, Secretary.”

20 Apr 22:53

Photo



20 Apr 22:50

datcracker: tanemon: judgmentofparis:  “Wrong Century” —...



datcracker:

tanemon:

judgmentofparis

“Wrong Century” — Brilliant illustration by artist   Tomas Kucerovsky depicting the fate of plus-size beauty in the modern age.

Can’t stop reblogging this

19 Apr 23:29

A Different Stripe: “I was indeed a cat, many generations ago.”

A Different Stripe: “I was indeed a cat, many generations ago.”:

nyrbclassics:

Paul Gallico was a legendary sports writer and a best-selling author of adventure novels (The Poseidon Adventure among them), but his special subject was the inner lives of the animals we see everyday without paying much mind. We’ve just published his The Abandoned, in which a lonely boy…

19 Apr 23:28

Integration by Parts

If you can manage to choose u and v such that u = v = x, then the answer is just (1/2)x^2, which is easy to remember. Oh, and add a '+C' or you'll get yelled at.
19 Apr 23:27

Techmemes

by Gabriel Weinberg
I really needed some levity this morning, so we (at DuckDuckGo) matched some tech companies to memes.

amazon.PNG

amazon2.PNG
facebook3.PNG

facebook4.PNG

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4chan.PNG

Google1.PNG

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Snapchat.PNG

snapchat3.PNG

reddit.PNG

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If you think of other good ones, tweet them at me.
19 Apr 13:06

A guerra dos bons

by beneduvida

O homem bom anda sozinho. O homem bom cata guimbas na calçada da fama: não é ninguém, e não tem nada a declarar. O homem bom é singular. Se levado ao plural, o homem bom perde as penas.

(Se o coro grego ocupa o canto do palco, só está lá para fazer hora até a próxima execução na praça.)

A bondade inteira, a bondade segura de si, é uma mulher barbada. Rara, circula entre o hospital e o circo. Se é chamada para tirar uma foto na rua, é pela estranheza, e não pela solidariedade com a sina dos pacientes de disfunções hormonais. O homem bom é exótico como a sua bondade.

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A banda do homem bom não consegue achar baixista. Mesmo assim, não falta gente na fila para buscar um certificado e dizer “eu toco triângulo, curto tirar um som com os caras”. Parecer bom é um ativo de currículo, listado entre “Saber trabalhar em equipe” e “Ser movido por desafios”. Fazer propaganda da própria bondade define toda uma forma de ser no contemporâneo: ser nizan da própria alma.

O efeito desse impulso de parecer bom é nítido. Na falta de evidência extrapagodística sobre o Belo e na abundância de fanatismo em nome do Verdadeiro, só resta o Bom nos nossos debates. Não há consenso sobre o Bom, isso é claro, mas há, e de sobra, o desejo de se associar a ele, de vestir sua camisa.

No Brasil, o debate público é uma conversa no interfone, de casa a casa. Alberto grita da casa dele que a Lei das Domésticas não leva em conta a circunstâncias de que elas são “da família”. Doutra ponta, Pedro investe contra o legado da escravidão e descreve o quarto de empregada como uma senzala retrofit. Camilla nega preconceito e pede só, apenas e tão somente um chazinho às dez da noite. A linha ameaça cair, mas Mariana bota a nova lei, assim como todo o avanço humano, na conta do governo. Todos flertam com ideologias mornas ou mortas, todos pegam de orelhada as grandes questões e todos, absolutamente todos demarcam o seu campo como o campo do Bom.

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A busca de alinhamento com o Bom é a fonte do nosso arremedo de radicalismo. Nossas disputas mais histéricas têm de um lado cidadãos de bem e do outro gente do bem.

Os cidadãos de bem pedem penas duras, reclamam de decadências (muitas) e anseiam por faxinas morais e existenciais. Para cobrar tudo isso, mostram o seu extrato do Imposto de Renda: “eu pago meus impostos”. A gente do bem grita por mais inclusão e aceitação da diferença, diz militar por grandes mudanças e fala de harmonias possíveis. Sua credencial é a de uma vanguarda reativa, orgulhosa de sua sofisticação: “aquele fanático/fascista/vilão de cinema não sou eu”.

Os cidadãos de bem querem apertos, mesmo que em nome do amor. A gente do bem quer abraços, ainda que forçados.  

Os cidadãos de bem territorializam a casa, demarcam cada cômodo como um domínio político: leis invadem sua cozinha, impostos tomam a sua despensa e absurdos povoam a sala com tevê. A gente do bem nega o vizinho, imagina o outro lado da parede como um contraespelho: ali habita a classe média, ali se gesta o ódio, ali mora o atraso.

(No Brasil, todo mundo e ninguém é de classe média. Todo mundo nega ser rico e ri das paredes podres dos pobres. Ninguém é a classe média papai-mamãe. É um fenômeno que só pode ser definido como esnobismo de denúncia.)

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De lado a lado, os bons afetam indignações, encenam ódios. Na internet, a forma disso é a de uma mobilização constante, de um “às armas” gritado a representantes comerciais e professores universitários. Tamanha é a frequência de tais convocações que adivinho na fruição delas uma forma de prazer, além daquela do corno em série, o traído pelo real: o prazer de parecer bom. O cidadão de bem e a gente do bem se movem pelo gosto de se sentirem nus de alma: não como nudistas jogando vôlei, mas como tarados sem nada por baixo da capa de chuva.

(Voltei do futuro. Revisei as páginas ainda não escritas, ouvi as histórias ainda não ditas. Cansei a vista com as crônicas de economistas e perdi dinheiro com a maxidesvalorização dos poetas. Perguntei aos taxistas do amanhã sobre o tempo: me responderam sobre a falta de vergonha, a falta de segurança e a falta de jogadores. Fui a um tribunal como testemunha: encontrei uma multidão de aldeia de Frankenstein gritando “Justiça”. Participei de votações eletrônicas sobre as causas dos males brasileiros, e vi mais de uma vez fanáticos vencerem por cansaço. Jovens festejavam massacres. Velhos lamentavam carnavais. Casuístas eram os novos radicais. O futuro era apenas uma hora adiante.)

(Caí no presente. Li as distopias do momento. Todas lamentavam a ameaça a um modo de vida e concluíam que, sem esse modo de vida, nenhuma vida seria possível em modo algum. Todas eram escritas com tinta de fígado. Todas lavavam a alma de gente igual a quem escreveu.)

******

Comentário de Bruno Borges:

O homem bom é tão bom, mas tão bom mesmo, que ainda não consegue entender como pôde ter nascido no Brasil. Tem alma branca.

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Ronaldo Pelli:

O homem bom ficou tão órfão do paraíso, já que não consegue mais crer nas religiões, que continua tentando receber uma palmadinha carinhosa na cabeça de “bom menino". Agora, em vez do padre, a audiência pública-privada das redes sociais.

Gabriel Trigueiro:

Escuta só, o brasileiro é jacobino no discurso e PMDbista na ação. Esquerdistas e direitistas são radicais & intransigentes & babões na retórica, mas basta um cafuné e uma paçoquinha que eles se acomodam e fazem coalizões. Se a gente conseguir separar o discurso desses cabras das ações, mantemos nossa lucidez.

Leandro Godinho:

Bom mesmo é geléia de mocotó Imbasa no copo de vidro.

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Ricardo Granja:

Rm 3:12 - “Todos se extraviaram e juntamente se fizeram inúteis. Não há quem faça o bem, não há nem um só."
Perdemos a mulher barbada! Dizem que se extraviou no dia em que deixamos de ter vergonha de arrotar o “bom senso”. Sim, pois ficamos tão empanzinados com nosso “bom senso” (ou há entre nós quem se julgue desprovido de tal benesse?) que constrangemos essa senhora felpuda, caímos na ilusão de que por ser já tão estranha, ela sequer ligaria para nossos modos.
Os grosseiros incautos agora a procuram lá pelas bandas de “bandas do homem bom”, mas nada encontrarão, pois estas na verdade não passam de “bandas do eu sozinho”, estando apenas obcecadas em contagiar multidões em uníssono desafinamento.
Na guerra dos bons, parece que já perdemos a nós mesmos.

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João Paulo Palmeira:

Às vezes eu tenho a impressão de que a classe média é um espectro. Aliás, que não há classes no Brasil, mas espectros, e as pessoas usam-os de acordo com suas vontades.
Na hora das discussões acaloradas, principalmente no meio acadêmico, sempre se arredonda para baixo. Escuta-se um “Não sou você, classe média que tem tudo que o papai dá!", com uma raiva pitoresca a fim de sacralizar o lamento, como se devêssemos nos envergonhar de alguma coisa. O espectro do pobre se confunde com o do classe média baixa no qual se é o trabalhador bom, honesto, o contribuinte, pagador de impostos (fique com essa palavra na cabeça, impostos).
Já o rico é o espectro que todos querem chegar, mas que ao mesmo tempo, todos atacam. Quando se quer acusar alguém com condições, arredonda-se pra cima: viajou pra Europa? Tem carro zero? Não come o sebosão do seu Fernando? SEU RICO. A partir de aí você é o alvo, o mau, o egoísta, o empresário que corrói a nação, o capitalista sedento por lucro.
19 Apr 13:03

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19 Apr 12:52

Zhangye Danxia Photography

by Baptiste.B

Voici des clichés de formations rocheuses aux couleurs incroyables appelées « Zhangye Danxia », situées dans la province de Gansu en Chine. Résultant de couches de sédiments de couleurs différentes accumulées depuis plus de 20 millions d’années, ces photographies de paysages fabuleux sont à découvrir dans la suite.

danxia20 danxia4 danxia3 danxia1 Zhangye Danxia Photography7 Zhangye Danxia Photography5 Zhangye Danxia Photography3 Zhangye Danxia Photography2 Zhangye Danxia Photography Zhangye Danxia Photography6
18 Apr 23:51

New Zealand Minister Delivers Stirring, Hilarious Marriage Equality Speech [Video]

by Chris Greenhough

New Zealand Minister Delivers Stirring, Hilarious Marriage Equality Speech 11

We reported earlier on how New Zealand has become the 13th country to legalize same-sex marriage, but felt this speech by Kiwi MP Maurice Williamson deserved a post of its own.

With the new Marriage (Definition of Marriage) Amendment Bill already passed, Williamson opens by attacking opponents of marriage equality. Referring to the words of a local priest who suggested the “gay onslaught will start the day after this bill is passed,” the MP quips:

“We are struggling to know what the gay onslaught will look like. We don’t know if it will come down the Pakuranga highway as a series of troops, or whether it will be a gas that flows in over the electorate and blocks us all in. I also had a Catholic priest tell me that I was supporting an unnatural act. I found that quite interesting coming from someone who’s taken an oath of celibacy for his whole life.”

Williamson follows this with a witty takedown of a letter he received asserting he would “burn in the fires of eternity.” To much laughter in parliament, he says:

“That was a bad mistake, because I’ve got a degree in physics. Using thermodynamic laws, I put in my body weight and my humidity and so on, I assumed the furnace to be at 5,000 degrees and I will last for just 2.1 seconds. It’s hardly eternity.”

There’s also a stirring section where Williamson expresses confusion over people’s anger with the decision to let two adults who love each other marry:

“We are not declaring nuclear war on a foreign state. We are not bringing a virus in that could wipe out our agricultural sector forever. We are allowing two people who love each other to have that recognized, and I can’t see what’s wrong with that for love nor money.

“I give a promise to those people who are opposed to this bill right now. I give you a watertight guaranteed promise; the sun will still rise tomorrow, your teenage daughter will still argue back with you as if she knows everything, your mortgage will not grow, you will not have skin diseases or rashes or toads in your bed. The world will just carry on.”

The MP wrapped up his speech by revealing how another letter he received said the marriage equality bill had caused a recent drought in the Auckland suburb of Pakuranga. Williamson, who represents Pakuranga, noted:

“In the Pakuranga electorate this morning it was pouring with rain. We had the most enormous, big gay rainbow across my electorate. It has to be a sign!”

You can watch Maurice Williamson’s superb speech in full below:

New Zealand Minister Delivers Stirring, Hilarious Marriage Equality Speech [Video] is a post from: The Inquisitr

18 Apr 16:53

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18 Apr 16:31

Farinha do mesmo saco

by Maria Shirts (quarta-feira)

por Maria Shirts

‘Vou apanhar demais’, afirmou Moura sobre sua reação quando a polícia militar ingressou no Pavilhão 9 da Casa de Detenção. Ele disse que, após levar um tiro no pé, fingiu-se de morto em sua cela. Arrastando-se, dirigiu-se à escada, onde um policial estava matando a marretadas. ‘Ele contava 1, 2 e no 3 dava uma marretada. Esse cara matou muita gente no poço do elevador. Eles também faziam os cachorros morderem a gente.’ ”

O depoimento, retirado do site do Estadão é da segunda testemunha ouvida no julgamento do Massacre no Carandiru. O episódio, pra quem não sabe, aconteceu  em 2 de outubro de 1992, quando a PM entrou no Pavilhão 9 da Casa de Detenção de São Paulo (nome oficial do Carandiru) para conter uma rebelião. O resultado foi a morte de 111 detentos (segundo os dados oficiais), crime que está sendo julgado nesta semana de abril, 21 anos depois.

Não tinha idade para entender nada à época dessa chacina. Vim saber o que isso (mais ou menos) significava depois do filme Estação Carandiru, de Hector Babenco, inspirado no livro do médico Drauzio Varella. Mas essa história me chamou a atenção mesmo essa semana, por causa do julgamento e também da polêmica em voga que envolve a diminuição da maioridade penal. Lembrei com apreço das minhas aulas de sociologia e da tese de Foucault em Vigiar e Punir. Resolvi, por isso, ler o livro Carcereiros, também do Drauzio.

Nele, o médico conta a história dos agentes penitenciários que trabalharam por muito tempo no Carandiru. O primeiro capítulo já prende (com o perdão do trocadilho) o leitor. Fala do seu Araújo, carcereiro que salvou a vida de todos os detentos do pavilhão 8: “Rodeado por facas, algumas das quais perigosamente próximas, seu Araújo insistia que podiam confiar, ele e os colegas já tinha passado o cadeado no portão de acesso ao Nove, e ali montariam guarda permanente, decididos a barrar a entrada da PM. (…) Mal havia terminado o trabalho, ouviram-se os primeiros tiros no pavilhão vizinho. A noite começava a cair.”.

No livro, Drauzio explica como o Massacre mudou a lógica dos presídios e dos presos, em São Paulo, que passaram a se organizar a fim, também, de combater a opressão nas cadeias; os carcereiros, “Homens maduros, com muitos anos de profissão, falam com tristeza da decadência do Sistema Penitenciário instalada por ocasião do massacre do Pavilhão Nove, marco histórico a partir do qual as facções criminosas adquiriram um poder de mando que eles jamais teriam admitido no tempo em que comandavam os presídios”.

Isso foi o que mais me chamou atenção no livro. Poxa, quer dizer então que o crime organizado surge a partir de uma reação contra os maus tratos, a infração dos direitos, a tortura, a morte, a chacina, na cadeia, por parte do Estado? No mínimo irônico.

Enquanto isso, o leitor das grandes mídias enche a boca pra falar que bandido bom é bandido morto, e não percebe que está incitando aquilo mais teme: a reação do bandido em caráter de organização (a famosa lógica do “unido jamais será vencido”). Agora, a organização ganhou dimensões tamanhas que envolve também setores do poder público como bem percebeu o espectador de Tropa de Elite 2 (que, apesar de tratar do exemplo carioca, creio que se aplique ao caso paulista).

E a reação do Estado para o aumento da criminalidade é: “prenda o menor, prenda mais gente, superlote as cadeias, temos que deixá-los apodrecer nesses lugares, vamos esquecê-los ali! Vamos unir os que ainda não fazem parte do crime organizado com os mandantes do mesmo”. Porque, afinal, é tudo farinha do mesmo saco.

Carandiru


18 Apr 16:23

How Much Do 5,000 Twitter Followers Cost?

With companies caught up in the importance of social media (see all the buzz about Oreo’s tweet in response to the power outage during the Super Bowl), a number of services now sell companies and individuals anywhere from dozens to tens of thousands of Twitter followers. 

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Two Italian researchers investigating the market for fake Twitter followers estimate that there are 20 million fake follower accounts. Companies can also purchase retweets.

imageIn response, Social Bakers, a social media analytics platform, has launched a Fake Followers tool. The idea is to help identify the true reach of a Twitter following by weeding out the fake or inactive followers. The methodology of the tool, which is in Beta, is described below:

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If tools like this become common, or even integrated directly into Twitter, services selling Twitter followers and retweets will need to increase the quality of their fake accounts. They will need to either improve their methods of creating fake accounts, hire people to make convincing fake accounts, or pay real Twitter users to follow people and retweet on their behalf.

This will raise the cost of buying fake followers. Hopefully these basic defenses against fake accounts will make the cost prohibitively high before we drown in a swarm of algorithmically generated tweets.

This post was written by Alex Mayyasi. Follow him on Twitter here or Google Plus.

18 Apr 15:52

That’ll do, Wolfram. That’ll do. Not bad.



That’ll do, Wolfram. That’ll do.

Not bad.

18 Apr 15:39

Wow It’s mom, but I’m sleepy 









Wow It’s mom, but I’m sleepy 

17 Apr 13:35

April 17, 2013


It begins.

17 Apr 10:14

The executioner

by thuudung
Adam Victor Brandizzi

A história de um peculiar carrasco do Sacro Império.

Frantz Schmidt was good at his job. Reliable, honest, loyal, he skillfully wielded the tools of his trade: the wagon wheel, the noose, the sword… more»

16 Apr 20:31

O mundo, segundo a propaganda da Coreia do Norte

by Cláudia Trevisan

A Coreia do Sul é mergulhada em pobreza e violações brutais de direitos humanos, os moradores de Nova York têm de sair às ruas com colete à prova de balas para se proteger da violência urbana e a ideologia juche criada por Kim Il-sung é estudada de maneira fervorosa ao redor do planeta.

O retrato do mundo e da Coreia do Norte apresentado nos jornais, rádios e TVs oficiais do país é um exercício de permanente glorificação da dinastia Kim, demonização dos “imperialistas” norte-americanos e seus “fantoches” sul-coreanos e exaltação do militarismo e da suposta superioridade da peculiar versão local do socialismo.

Notícias internacionais são escassas e costumam dar destaque a catástrofes naturais, como tufões e terremotos, e ao impacto negativo da intervenção dos Estados Unidos em crises internacionais. As experiências de Iugoslávia, Iraque e Líbia são usadas para demonstrar o que pode ocorrer com países desprovidos de armas poderosas e servem para justificar a defesa da construção de um arsenal nuclear pela Coreia do Norte. A propaganda oficial sustenta que, sem ele, o país poderá ser invadido e dominado pelos norte-americanos.

O risco de um conflito armado é sempre apresentado como iminente, o que é usado para justificar o desproporcional investimento militar em um país que está entre os mais pobres do mundo.
Também é o álibi para explicar a ausência de acesso à informação fora dos canais oficiais de propaganda, apresentada como uma maneira de proteger a população da perniciosa influência inimiga. Norte-coreanos não têm internet, não usam e-mails e não têm ideia do que sejam Facebook e Twitter.

No universo em que habitam, a kimilsungia é a flor mais sagrada do mundo e kimjongilia, a mais famosa. Na primavera, os meios oficiais trazem textos quase diários sobre exposições das flores em vários países. Segundo a máquina de propaganda de Pyongyang, a kimjongilia floresce nos cinco continentes e “atrai a admiração da humanidade com seu charme”.

Os representantes das três gerações de líderes da família Kim são apresentados como estadistas respeitados internacionalmente. Na quarta-feira, a agência oficial de notícias KCNA disse que “todo o mundo” enviou “calorosas congratulações” a Kim Jong-un para cumprimentá-lo pelo aniversário de um ano da nomeação para os cargos de primeiro-secretário do Partido dos Trabalhadores e primeiro-presidente da Comissão de Defesa Nacional. “Mais de 12 mil veículos de comunicação de todo o mundo competiram entre si para dar ampla publicidade a suas incessantes inspeções do front e orientações práticas nas mais diferentes áreas”, declarou o texto.

Na mitologia construída pela propaganda oficial, Kim Il-sung (1912-1994), seu filho Kim Jong-il (1941-1911) e o neto Kim Jong-un, de 30 anos, são apresentados como líderes oniscientes e onipresentes, que guiam os norte-coreanos em tarefas tão distintas como a plantação de batatas e a fabricação de foguetes.

O ponto alto da visita a qualquer instituição ou empresa é a relação das orientações escritas recebidas de cada um dos Kim e o registro das datas em que visitaram o local pessoalmente. Em todos os lugares há quadros, mosaicos ou fotos e de Kim Il-sung e Kim Jong-il, que também aparecem nos broches que os norte-coreanos levam do lado esquerdo do peito.

A glorificação da Coreia do Norte e da dinastia Kim é acompanhada pela apresentação sombria do mundo exterior, em especial dos Estados Unidos e da Coreia do Sul. Sob o título “O pior deserto de direitos humanos”, os veículos oficiais divulgaram em março relatório do governo de Pyongyang que apontou a suposta situação “medonha” em que vivem os vizinhos do Sul. “Mais de 7 milhões de famílias, que representam 45% do total, estão vivendo uma existência da mão para a boca, sem moradia permanente, e inúmeras pessoas enfrentam uma vida de privações em lugares que dificilmente podem ser chamados de lares”, sustentou a propaganda norte-coreana.

Separados em 1945 em uma zona de influência socialista no Norte e outra capitalista no Sul, os dois lados da península percorreram trajetórias díspares.
A Coreia do Sul é um dos países mais tecnologicamente avançados do mundo e possui um PIB per capital de US$ 31 mil, quando calculado de acordo com a Paridade do Poder de Compra (PPP), que leva em conta os preços domésticos. A Coreia do Norte não divulga estatísticas econômicas, mas a cifra é estimada em US$ 1.800.

Kim Jong-il acreditava que a diluição ideológica havia sido a principal razão para o fim da União Soviética e decidiu intensificar a doutrinação para sustentar o regime. Mas o contato com o mundo exterior começa a abrir brechas na propaganda monolítica, com a entrada clandestina de DVDs sul-coreanos e chineses. O que não se sabe é como os norte-coreanos vão reagir quando souberem que a realidade fora do país não corresponde à imagem construída pelo regime.

16 Apr 20:14

A peruca como vontade e representação

by beneduvida

A humanidade tropeça de quando em quando em grandes perguntas. “Quem somos?”, “Qual é o peso do acaso?”, “Qual é o significado do suicídio?”: a busca de respostas, assim como o abandono delas, nos une e nos divide, nos assenta em palha tranquila ou nos faz montar praça à beira do abismo.

Essas perguntas são nossas afirmações, nos fazem quem somos. Um tempo maduro e um lugar certo fazem com que elas floresçam. Ao ver um homem santo no metrô, creio ter topado numa dessas perguntas-afirmação, qual seja: “O que é, hoje, a peruca masculina?”.

(A cada qual a sua epifania e o seu jardim.)

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O que é a peruca usada por um homem saudável? O que é a peruca sob o jugo de remedinhos e implantes violentíssimos? O que é a peruca se há muito a cabeça raspada à zero deixou de ser reserva de presos, doentes e mussolinis?  O que é a peruca masculina se até o careca-avenida, o careca-contador, o careca-candidato-a-presidente, o careca-bom-marido-de-novela desperta menos escárnio?

Para o homem saudável, a peruca não é a solução mais barata, nem a mais efetiva, nem tampouco a mais confortável. Excluídas as razões utilitárias, todas insuficientes, fico com a seguinte: a peruca masculina é a expressão definitiva da vontade, uma plataforma de transcendência.

O Homem de Peruca transcende, primeiro, a própria angústia. Não é fácil usar peruca. Uma pesquisa irresponsável sobre o tema indica por quais guerras internas passam aqueles   que deram ou não o passo decisivo (cortesia Yahoo Respostas):

Tenho 16 anos e claro sinal de calvicie. Há perucas para homens?

PERUCAS QUE NÃO SE NOTEM COMO TAL

Sou meio calvo, mas uso peruca.Se descobrisse, como reagiria?

Tenho 19 anos.Fico com uns dez anos mais velho quando não tampo minhas entradas no couro cabeludo.

Gostaria de saber qual seria a sua reação se vc namorasse comigo e descobrisse que eu uso peruca.Veja bem, qual o problema em usar!!! ( Gostaria que apenas mulheres respondessem, pois sou homem ).

Por quais provações passaram esses garotos?

(Eu mesmo, um careca menor, um careca ginasiano, um careca Enem, mas ainda assim um careca filisteu, não me sinto à altura de tal gesto. Minha estatura de careca é um “nada consta” no Serasa da Grandeza, e, mesmo pequeno na consciência e na confiança da minha calvície, reconheço o heroísmo quando o percebo.)

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O Homem de Peruca transcende também a opinião alheia. Ele circula pelas nossas ruas, senta ao nosso lado nos refeitórios, vê comerciais e programas de TV: o Homem de Peruca sabe dos risos, sabe dos olhares. Por onde anda, o emperucado sabe do “efeito cabeleira do Zezé”, já antevê o “será que é (peruca)?” sussurrado a cada meneio da sua cabeça. Quando encosta o umbigo no botequim com a peruca balançando ou quando caminha pelo tapete vermelho do Oscar com a peruca firme na medida máxima da aerodinâmica, o Homem de Peruca sabe que a sua presença é um “sim” ou “não” piscando na cabine: tem noção do julgamento. Bem ou mal emperucado, O Homem de Peruca sabe do Outro, mas não pode ele mesmo ser de outra maneira.

Não há peruca perfeita, nem nunca haverá: contra a peruca pesam os olhos e todos os avanços na tecnologia de imagem, do raio-x à alta definição. A peruca é sempre detectável em alguma medida, nunca passará incógnita – o que me leva à seguinte constatação: a busca por verossimilhança não passa de um gatilho para o Homem de Peruca. A verossimilhança pode até aproximar o homem da peruca, mas não pode ser suficiente para mantê-lo com ela. Consciente dos limites dessa mimese, o homem só pode persistir na peruca por impulso criativo, pelo criar para si e pelo criar para o mundo, pelo que conta para dentro e pelo que conta para fora. Postulo que o Homem de Peruca narra a si mesmo.

Como autonarrador, o Homem de Peruca tem que ter a consciência do patético. Ele desafia o mundo em nome de uma visão, é agente dessa visão, e exatamente por militar nela transforma o ridículo da peruca num ridículo reflexo, um pós-ridículo. Pois sim, o Homem de Peruca já conta com a piada, até a convida, e nos seus termos: a piada dança numa festa que é a do emperucado. Contra a fortaleza do Homem da Peruca, o ridículo vira um ridículo-bumerangue, que bate e volta pro piadista. O Homem de Peruca não é uma vítima: é uma esperança meio que marcial, um espartano cruzando sozinho uma assembleia de atenienses imberbes.

(Mas o Homem de Peruca é também e sobretudo o maior dos carecas. Houvesse uma Parada Mundial do Orgulho Calvo, nos moldes de uma marcha gay, o Homem de Peruca ocuparia o lugar das drag queens.)

O Homem de Peruca faz o seu próprio espelho, estabelece os seus próprios critérios. Há quem enxergue aí a cegueira da vaidade em ação, pois eu acho bem o contrário: vejo a vaidade na posse de sua lente mais clara, a vaidade consciente do artifício e de seus limites. A insegurança da peruca como prótese é o que faz com que, por paradoxo, o Homem de Peruca tenha de ser mais seguro na sua vaidade, sob pena de mudar de condição. O Homem de Peruca desfila a sua fraqueza e a sua visão: não as oculta sob a roupa, como o homem depilado, nem as reveste com a solenidade da ciência, como os tomadores de remedinhos e os implantados. O Homem de Peruca é sempre um poeta sozinho.

(Hipótese Ferreira Gullar: Em um dado conjunto de circunstâncias, todas relacionadas à disposição, ao sentido histórico e ao heroísmo contra tudo e contra todos de uma determinada cabeleira, um penteado pode transformar um homem de cabelo natural num emperucado honorário. O poeta maranhense seria o tipo ideal da referida categoria. Deixo aos pesquisadores do futuro a verificação dessa hipótese.)

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O Homem de Peruca carrega uma missão de afirmação e promessa. É um Sansão do Dia Seguinte: desafia Dalila e a Natureza. Esse homem perseguido, esse homem caçoado, esse homem zombado na porta dos salões de beleza afirma a inventividade de todos nós. O Homem de Peruca sinaliza que podemos deslindar sim a trama vivida do real, do simulacro, da projeção e da vontade. Em tempos como os nossos, só filósofos de peruca merecem confiança.

******

Comentário de Leandro Godinho:

O que dirá Eike Batista ao ser confrontado com tais palavras? O que dirá Thor? O que dirá Odin? O que dirá Luma? O que dirá, enfim, Sérgio? 

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Ricardo Granja:

A despeito da recente aceitação social (fomentada especialmente por boleiros, astros do cinema e lutadores) é inegável que o traumático processo da “castração capilar” move o calvo revolucionário no sentido de expor-se ao riso por desforra. Penso que o Homem de Peruca está careca de saber seu ridículo.

A peruca mal ajeitada sambando em uma cabeça é por si só aberração tão burlesca que desafia o senso comum, constrangendo até o mais indiferente dos homens a arrancar os próprios cabelos em resposta. “A vingança é minha”, diz a peruca! Aí está então. O ridículo iguala o Homem de Peruca ao homem comum.

Acredito que no fundo é isso. O Homem de Peruca ri conosco e de nós. Ouso dizer que…

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Rafael Cal:

O Homem de Peruca é, antes de tudo, um forte. Mas há uma figura ainda mais transcendental, que enfrenta todas as agruras da prótese capilar e ainda tem que lidar com o misto de incompreensão e desprezo da sociedade em relação à cor que escolheu: é o Homem de Peruca Acaju. No entanto, segue altivo.

Houvesse um Movimento dos Emperucados do Brasil, seria ele o líder. Houvesse um Deputado Federal que representasse a classe, seria o eleito. Houvesse um programa de TV que falasse do assunto, apresentaria. Houvesse uma organização da ONU para a questão, ele estaria lá. 

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Torre de Marfim:

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16 Apr 20:11

The Magic School Bus really let itself go.



The Magic School Bus really let itself go.

16 Apr 20:04

Snoozy Cat and Accordion Sing-along

by maria atilano


This sleepy cat may be catching a few zzzs, but he knows a good tune when he hears one. Oom pah pah!