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20 May 04:00

Humans

At this point, if we're going to keep insisting on portraying dinosaurs as featherless because it's "cooler", it's time to apply that same logic to art involving bald eagles.
04 May 03:16

Daily Life




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Robots!

I will be at TCAF this weekend! You should totally come say hi!

30 Apr 19:30

Como seria a versão brasileira de Demolidor?

by Redação

Com a estreia de Demolidor, ficamos todos empolgados com o universo noir de Matt Murdock em uma Manhattan pós-destruição dos Vingadores, mas pensamos… Como seria a série se alguma emissora nacional comprasse os direitos e fizesse uma versão brasileira Herbert Richers? Convocamos nossos colunistas mais criativos para selecionarem o elenco ideal e adaptarem a trama para nossa realidade. Antes de começar a ler, aperte o play na versão ~tupiniquim~ da abertura da série que preparamos (com música tema de Kátia Cega <3)!

Marcos Pasquim como Matt Murdock/Matias Machado, o Demolidor

MarcosPasquim

Marcos Pasquim se formou com louvor na Escola Carlos Lombardi de Descamisamento e Porradarias™, formação mais que suficiente para interpretar Matias Machado, o advogado cego do Rio de Janeiro. Quando criança, Matias ficou cego após salvar um idoso de atropelamento e ser banhado por produtos Jequiti radioativos. O acidente tirou sua visão, mas lhe deu sentidos super aguçados. Ele então cresceu para se tornar o vigilante Demolidor. De dia, Pasquim defende os menos afortunados furando as filas de repartições públicas e cartórios como deficiente físico. Mas à noite, o renomado doutor veste sua lycra da justiça e usa seus super sentidos para combater o crime nas vielas do Rio de Janeiro, onde é conhecido como O Diabo da Tijuca.

 

Selton/Danton Mello como Nelson Foggy/Foguinho

DantonMello

Nelson e Matias passaram juntos no exame da OAB e decidiram abrir seu próprio escritório na Tijuca. Sua mãe queria que Foguinho fosse açougueiro, ou que pelo menos desistisse dessa baboseira de ajudar os mais pobres e prestasse um concurso público. Inicialmente, o personagem seria interpretado por Selton Mello, mas ele pulou fora do projeto depois de descobrir que não seria o protagonista (seu agente foi demitido na sequência). Foguinho foi parar nas mãos de Danton Mello, pois o aluguel vence para todos e figuração no programa do Adnet não paga as contas.

 

Camila Pitanga como Claire Temple/Clara Telles

CamilaPitanga

Ninguém melhor do que Camila Pitanga para ser a personagem de Rosario Dawson, que receberá as piores notícias dos lindos lábios de Marcos Pasquim. Ela que já teve sua cota de personagens com “vidas noturnas duplas”, logo vai ser ótima para dar umas dicas para o colega. Vai recorrer a tudo o que aprendeu como a médica Luciana Ribeiro em Mulheres Apaixonadas para poder ser o plano de saúde do Demolidor, além de toda a experiência criando um ambiente de tensão sexual que adquiriu na mesma novela.

 

Nathalia Dill como Karen/Karina Page

Nathalia_Dill

Nathalia tem o charme da girl next door e a bagagem de atriz, mas bem como o passado negro escondido da Karina, nós também não esquecemos que tudo começou com um papel de vilã em Malhação. Não bastasse isso, ela é ótima interpretando papel de mulher independente que baba pelo cara gato que não da a mínima para ela, como vimos em Avenida Brasil.

 

Lima Duarte como Stick/Graveto

LimaDuarte

Graças a seu papel em O Bem-Amado, Lima Duarte foi convidado para interpretar o mestre do menino Demolidor – afinal, quem melhor do que o próprio Zeca Diabo para treinar o Diabo da Tijuca? Mas não foi só a fama de assassino profissional e eficiente do personagem que trouxe o ator para o projeto – também foi levado em conta sua capacidade de trazer ao personagem um caráter paterno e generoso, importantíssimo para Graveto.

 

Ailton Graça como Wilson Fisk/Fortunato, o Rei do Crime

AiltonGraca

Jogando a carta do ator conhecido por comédia fazendo drama e trazendo aquela nostalgia gostosa – e também como referência à interpretação de Michael Clarke Dunkan para o mesmo personagem no filme com o Ben Affleck que você quer esquecer (mas a Internet não deixa), o escolhido para interpretar Wilson Fortunato será Ailton Graça, muito conhecido por mergulhar de cabeça em seus personagens em seu “method acting”. Ailton foi a primeira opção dos produtores graças ao seu trabalho como Majestade em Carandiru, onde era o Rei do Tráfico.

 

Antônio Pitanga como Ben Ulrich/Bernardo Uchôa

AntonioPitanga

Grande ator de O Homem Que Desafiou O Diabo, Antônio Pitanga (que não tem nenhum parentesco com a colega de elenco, Camila) agora ao invés de desafiar o Diabo, lutará lado a lado com ele. Bernardo é ex-vereador do Rio, e traz a veia crítica político/social que faltava na série, fechando com chave de ouro este elenco estelar e cheio de globais.

Pronto, a criação está feita! Agora é só alguma emissora se interessar e começar a produzir essa maravilha!

 

[Créditos das imagens: Montagens/Luiz Guilherme Moura]

30 Apr 15:30

Qual é a sua dupla dinâmica preferida?

by Redação

Batman e Robin podem ser famosos por isso, mas não são os únicos a formarem o que chamamos de dupla dinâmica. Nesta semana, queremos saber quais são os outros pares que também se metem em #AltasConfusões, têm uma química incrível e são ótimos fazendo as mais variadas atividades, como caçar demônios, combater o mal enquanto espiam sensualmente, ou simplesmente andar de patins pelo Central Park desconectadas do mundo online a caminho de um casamento canino. Por isso, perguntamos para os nossos colunistas: Qual é a sua dupla dinâmica preferida?

Rafa Bauer: Mulder e Scully, de Arquivo X

Avião sem asa, fogueira sem brasa, Buchecha sem Claudinho – assim é Mulder sem Scully. É impossível imaginar um spin off ou um filme só com um deles. Arquivo X só funciona com os dois juntos. Isso ficou claro nos episódios sem Scully, quando ela é abduzida (o episódio chamado “3” da 2a temporada, por exemplo, é terrível). O ceticismo de Scully, contrabalanceando a crença apaixonada de Mulder no sobrenatural foram uns dos principais motivos do grande sucesso de Arquivo X. Os diálogos engraçadinhos, a confiança irrestrita que construíram um no outro ao longo da série e uma sutil tensão sexual complementam a receita para a melhor dupla que já passou numa série de TV – e que vamos conferir novamente em breve, com o retorno da série confirmado!

 

Fernanda Sgroglia: Wilson Fisk e James Wesley, de Daredevil

Ninguém chega ao poder sozinho, todo mundo precisa daquela pessoa a quem delegar parte do seu plano para dominar Hell’s Kitchen – a relação de Fisk e Wesley podia parecer isso, uma mera relação de negócios, mas os dois eram são amigos de verdade. A série não revela como Wesley, um homem de classe, mas que parece ser de origem simples, se tornou o melhor amigo de um dos maiores magnatas dos Estados Unidos, mas num primeiro momento a única referência de Fisk é a opinião de Wesley sobre ele, e apesar de sabermos que eles são da galera do mal, gostamos dele graças à relação de companheirismo, confiança e respeito que um alimenta pelo outro. Além de Wesley ser o braço direito do magnata de Hell’s Kitchen, é ele quem fica bravo quando alguém fala mal de seu companheiro, e além de o ajudar a ~conquistar garotas~, sempre está lá para resolver os problemas antes mesmo que eles apareçam!

Chris Dierkes: Abbi e Ilana, de Broad City

Essa dupla mostra que amiga é coisa pra se guardar do lado esquerdo do peito. Além de apoio emocional e companhia para festas flopadíssimas, as duas se ajudam nos momentos mais diversos: carregar um ar-condicionado pelas ruas de Nova Iorque, achar um celular perdido, tirar do buraco literalmente, cuidar depois de tirar o dente do ciso, ajudar a encontrar um dealer de maconha, decidir se usa uma cinta-caralha ou não, entre outras aventuras.

 

Manuela Fonseca: Veronica e Keith Mars, de Veronica Mars

Sejamos sinceros: o que seria de Neptune, Califórnia, sem a dupla Veronica e Keith Mars? Considerando a incompetência generalizada do departamento de polícia da cidade, um total de zero crimes seriam solucionados, criminosos correriam à solta e gente inocente trocaria seus últimos anos de vida por dinheiro para receber a culpa por crimes que não cometeram. Mais do que parceiros no crime (ou na resolução deles), Veronica e Keith formam uma família baseada no apoio incondicional, na compreensão de que de vez em quando é preciso ignorar sua filha escondida no armário do diretor da escola ou seu pai recebendo uma prostituta em casa e nas piores/melhores piadas de tio do pavê. Who’s your daddy?

Agora conta pra gente qual é a sua dupla dinâmica preferida aqui nos comentários!

[Créditos das imagens: Reprodução/ABC/Netflix/Comedy Central/CW/Fox]

24 Dec 19:00

O Cachorrinho que Ganhou um Nome

by Rob Gordon
Para o cachorrinho que andava pelas ruas, era um dia como qualquer outro.


Andava pelas ruas sem rumo – porque uma das melhores coisas de ser um cachorro e poder andar sem rumo – procurando algo para comer.


Seus dias eram iguais desde que se perdera dos seus irmãos, meses atrás. Estava brincando com eles e encontrou uma formiga maior do que todas que tinha visto até então. Curioso, começou a perseguir a formiga para ver até onde ela ia, mas acabou indo longe demais e nunca mais encontrou o caminho de volta. Andou por horas até se convencer de que estava sozinho. Ainda era filhote, então sentou na calçada e chorou de saudade. Mas logo as horas se passaram e a fome se tornou maior que a tristeza, então voltou a andar em busca de algo para comer.


Desde então, era isso que fazia todos os dias: procurava comida e um gole de água fresca. Quando começava a escurecer, saía em busca de um lugar quentinho para dormir. Enrolado num cantinho, o cachorrinho dormia e sonhava que estava junto com seus irmãos até o dia clarear. Aí acordava, se espreguiçava e começava a andar em busca de algo para matar a fome.


Às vezes, conseguia algo com alguma pessoa. Ganhava um resto de sanduíche na porta de um bar, ou uma sobra de carne nos fundos de um restaurante. Mas claro que nem todas as pessoas eram assim: existiam aqueles que estavam sempre com um chute ou uma pedra prontos, como se estivessem apenas esperando o cachorro chegar perto para fazer alguma maldade – porque o cachorrinho já havia aprendido que as pessoas ruins não fazem maldade por necessidade, mas sim porque gostam de ser assim.


Entretanto, na maior parte do tempo, o cachorrinho era ignorado pelas pessoas das ruas. Às vezes, achava que era melhor assim. Mas, quando a saudade dos seus irmãos apertava, ele se sentia um pouco sozinho demais, especialmente porque o cachorrinho gostava de brincar e era muito chato brincar sozinho o tempo inteiro. Mas tudo isso sempre passava quando a forme apertava. Aí, ia para as ruas em busca de comida.


Mas, naquele dia, as ruas pareciam diferentes. O cachorro percebeu que parecia ter mais pessoas que o normal. No começo, achou que fosse apenas impressão sua, mas logo concluiu que realmente algo deveria estar acontecendo.


As ruas estavam visivelmente mais lotadas, com pessoas caminhando apressadas para cá e para lá. Carregavam sacolas e falavam ao telefone, sempre com medo de perder a hora ou de esquecer alguma coisa. Eram milhares, se esbarrando e pedindo licença umas para as outras, enquanto faziam contas, conferiam o horário e repassavam listas de parentes e amigos. Algumas delas se abraçavam, e o cachorrinho ouviu algumas desejando feliz natal para as outras, mas não entendeu o que isso queria dizer.


Além disso, ele tinha coisas mais importantes para se preocupar. Já era tarde e ainda não havia comido nada. Seu estômago roncava de fome. E, para piorar, ele não conseguia andar direito pelas calçadas por causa da multidão de pernas e sacolas. Não queria andar pela rua porque morria de medo dos carros e caminhões – quando ele não sonhava com seus irmãos, tinha pesadelos que um carro passava por cima dele e acordava ganindo no meio da madrugada.


Assim, fez a única coisa que conseguiu: se escondeu num cantinho entre dois prédios e ficou esperando o movimento diminuir. Uma hora as pessoas precisariam ir para casa, pensava deitado, acompanhando o movimento com os olhos e tentando ignorar a fome.


As horas se passaram e nada do movimento diminuir. A fome apertava cada vez mais. Em um momento, viu um pedaço de pão que alguém havia deixado cair na calçada e pensou em ir atrás dele, mas não conseguia sair do beco por causa da quantidade de pessoas e sacolas que passavam entre ele e o pãozinho. Logo, o pão foi chutado e desapareceu de vista, e o cachorrinho se deitou novamente.


Seu estômago roncava. Então resolveu dormir um pouco para esquecer a fome.


Quando acordou, estava começando a anoitecer e a rua estava praticamente deserta. Como sua barriga doía de fome, resolveu dar uma volta rápida, apesar de não gostar de ficar andando depois que o Sol ia embora – tinha a impressão que as pessoas ruins gostavam mais desse horário.


Começou a andar pelas ruas, mas percebeu que devia ser mais tarde do que ele imaginara, já que todas as portas estavam fechadas. Para piorar, estava começando a esfriar e uma garoa fina começou a cobrir a cidade. Logo seria hora de dormir, e ele ainda não havia comido nada.


Andou até encontrar algumas pessoas saindo de uma igreja. Aproximou-se delas, esperando que alguém o desse algo para comer, mas tudo o que conseguiu foi ser enxotado. Não teve melhor sorte quando ouviu um barulhão e descobriu que o dono de uma padaria estava terminando de baixar as portas de aço do lugar. O cachorrinho se aproximou abanando o rabo, mas o homem nem olhou para ele. Trancou a porta e entrou em seu carro apressado, como se o cachorro não existisse.


Andando pelas ruas, ele percebeu que vozes vinham de dentro das casas. Quase todas elas estavam acesas, e as pessoas falavam alto e riam. E sempre que se aproximava de uma delas, o cheiro de comida gostosa fazia sua boca salivar. Mas ninguém olhava pela janela. Ninguém olhava para ele. Estavam todos ocupados comendo e se abraçando.


Já era tarde e o cachorrinho desistiu de comer. Precisava encontrar um lugar para dormir. Assim, encontrou uma rua mais tranquila e achou um espaço entre duas casas: um cantinho de grama – o cachorrinho adorava dormir na grama – e coberto. Enrolou-se ao redor de si mesmo, deitou-se e respirou fundo.


Foi só então que o cachorrinho percebeu que uma das casas tinha uma porta. Ela estava aberta e um menino sentado num pequeno degrau estava olhando fixamente para ele. Ao seu lado, um pratinho e um copo de leite. O cachorro se assustou, mas não sentiu medo.


“Você também está esperando o Papai Noel?” perguntou o menino.


O cachorro apenas levantou a cabeça como resposta. Para o menino foi o suficiente, já que ele continuou. “Eu estou esperando o Papai Noel. O papai disse que ele vai passar só depois que eu dormir. Mas eu queria ver o Papai Noel chegar.”


O cachorro continuou olhando o menino e prestando atenção em sua voz. Cachorros reconhecem as pessoas boas (e as ruins) pelo tom de voz delas.


“Eu vou deixar leite com biscoitos para ele. Aposto que o Papai Noel vai gostar. A mamãe deixou eu comer um biscoito, mas só um. Ela disse que os outros são para o Papai Noel”. O menino olhou para o cachorro com mais atenção e pareceu pensar um pouco. Foi quando sorriu como somente crianças que tiveram uma ideia conseguem sorrir. “Você quer um biscoito? Se eu falar que é para você, aposto que a mamãe deixa eu pegar mais um”.


O menino não esperou o cachorrinho responder. Levantou-se e entrou correndo na casa, deixando a porta aberta. Segundos depois, voltou com dois biscoitos nas mãos. Entregou um para o cachorro, que mastigou feliz da vida e quebrou o outro em dois pedaços.


“Como eu já comi um e você já comeu um, nós vamos dividir esse aqui”, o garoto disse. Assim, o cachorrinho comeu metade do biscoito e o menino comeu a outra metade. O cachorro ainda estava mastigando quando o menino se levantou e entrou correndo em casa mais uma vez. Desta vez, ele saiu com um copo de suco e com um pratinho com água. “Eu estou com sede. Você não tem sede quando come biscoitos? Eu trouxe água para você”.


O cachorro bebeu a água – fresquinha, do jeito que ele gostava – e deitou-se novamente. E ele e o menino ficaram conversando por alguns minutos, sobre o Natal, sobre o Papai Noel, sobre ter se comportado durante o ano, sobre o que cada um havia pedido de natal e sobre biscoitos e suco. O menino falava mais que o cachorro, que conversava apenas usando o olhar e abanando o rabo. Mas pareciam se entender perfeitamente.


Entretanto, o cachorro sentiu um cheiro estranho e levantou os olhos. Atrás do menino, duas pessoas – um homem e uma mulher – estavam abraçados, olhando o menino e o cachorro. Ambos sorriam e chamaram o menino. Enquanto a mulher conversava com ele, o homem se aproximou do cachorro, fez carinho em sua cabeça e perguntou se ele estava perdido.


Foi até a rua, olhou para os lados durante alguns minutos. Logo voltou e começou a conversar com a mulher, dizendo coisas sobre não ninguém na rua, sobre não ter coleira, sobre parecer estar com fome e frio. Assim, o homem sorriu para o menino e se ajoelhou ao do cachorro. “Quer passar o Natal com a gente?”, perguntou.


O cachorro latiu e abanou o rabo. E o menino sorriu.


Assim, o cachorro entrou em uma casa pela primeira vez. Era mais quentinha que qualquer outro lugar que ele conhecia, e logo ganhou um pratinho com comida e outro com água. E comeu e bebeu abanando o rabo e ouvindo o homem e a mulher explicarem ao menino que foi o Papai Noel que deixou esse cachorrinho na porta de casa.


O menino ficou tão feliz que se esqueceu de perguntar por que o Papai Noel não tinha comido os biscoitos e perguntou para o homem se ele podia dar um nome para o cachorrinho. O homem fez que sim com a cabeça.


Foi assim que o cachorrinho ganhou um nome. E um lar.


E um novo irmão.


O cachorrinho e o menino ainda estão juntos. Passam o dia inteiro brincando, até a hora de dormir, quando o cachorrinho dorme enrolado num paninho ao lado da cama do garoto. Agora, o menino cuida do cachorrinho e o cachorrinho cuida do menino.

E, uma vez por ano, os dois se sentam na porta da cozinha e esperam juntos pelo Papai Noel, com um pratinho de biscoitos e leite. Para o garoto, aquele é o dia mais especial do ano. Mas, para o cachorrinho, continua sendo um dia igual aos outros. Pois, para ele, agora todo dia é Natal. Afinal, para as pessoas comuns, o Espírito de Natal surge uma vez por ano. Mas, para os tolos e para os sábios, ele aparece todos os dias.

E não existe nada mais sábio que um cachorro que tem a sorte de ter um menino ao seu lado.

12 Aug 22:38

De gigantes e epilepsia

by Pedro

Chega de não-escrever aqui. Escrevamos, pois. O blog esteve fora do ar de abril – se não me engano – a meados de julho – finados de julho, a bem da verdade – por inadimplência e descontrole financeiro deste que vos escreve. Assim sendo, perdi algumas ondas que talvez merecessem notas – mas que provavelmente não iriam ganhar nenhuma, como já é de praxe por estas paragens. Este ano de 2013 vai dar bastante assunto e material para os que, em dezembro, apreciam fazer retrospectivas (tô falando de você mesmo, Inagaki).

Dentre eles, o mais notável, até o momento, certamente será o levante popular motivado por razões “pífias” – que de pífias nunca tiveram nada – que degringolaram em promessas de caos urbano (por parte dos manifestantes) e reações truculentas (por parte das forças de manutenção do Estado). A ordem de grandeza desses dois fenômenos (o segundo sendo mera reação ao primeiro, que, por sua vez, escalonou em virtude da desproporção do segundo) conseguiu jogar a mídia velha de guerra, com seus padrões, critérios e distorção de fatos em prol de interesses ulteriores, em uma posição bastante sensível. Colocado sobre uma corda-bamba, vimos Jabor – a “voz política” da Globo – falar contra o povo, desmerecendo as causas da insatisfação, os insatisfeitos, suas famílias, suas roupas, seus hobbies, seu estilo de vida e seus animais de estimação, num belíssimo exemplo de argumento ad hominem. Então, 3 dias depois, o mesmo Jabor retornou, humilde – mas desta vez na CBN, porque se retratar na televisão pega mal – e propenso a elogiar esse mesmo povo e sua manifestação.

Vi – sim, aqui falo em meu nome apenas, identifique-se quem preferir – elevarem-se vozes que bradavam ideologias que apóio, outros como eu amotinarem-se, mais e mais vozes se unindo em côro. Então percebi, com espanto e tristeza, que aqueles não eram meus gritos, minhas palavras de ordem. Não pedíamos a mesma coisa, estávamos em lados opostos da questão. Vi, então, desvirtuar-se um movimento que tinha potencial para ser bom e estar correto. Vi o povo, já mobilizado, marchar cego, burro, como um rebanho. E rebater, rechaçar e recriminar os mesmos movimentos sociais que ajudaram a reunir e canalizar toda aquela comoção. De repente não era mais o movimento do Passe-Livre quem tocava tudo aquilo – movimento que pode ser apartidário, mas não é antipartidário, e definitivamente não apóia ou endossa inclinações golpistas. A coisa era, então, uma maçaroca disforme que se misturava, dissipava e tornava a se misturar facebook afora, como uma espécie de massa rolada em chão poeirento, na qual a sujeira se tornava indissociável. E toda aquela ignorância política, toda a demência que parece florescer e se multiplicar nas redes sociais passou a marchar pelas ruas, transformando um movimento político, por essência, em um movimento “nacionalista”, “patriótico”.

E então os Carecas do ABC se juntaram à manifestação. E de repente aquelas fotos bonitas de algo que podia ser algo bacana continuaram bonitas, mas resultado as deixou torpes. Como as fotos de uma ex-namorada com quem você terminou em maus termos, por diferenças morais irreconciliáveis. Vou me lembrar sempre do que vi ao ter que resgatar minha mulher da polícia, e da motivação que isso foi para que eu, na semana seguinte, me unisse ao povo, disposto a lutar pelo direito de livre manifestação. E vou me lembrar de ver amigos de amigos meus se dispondo a atacar pessoas que, defendendo esse mesmo direito, carregavam bandeiras de partidos. E do nó que aquilo me deu nas tripas, da sensação que estive de, de repente, estar manifestando um “gigante” que começava a acordar com o pé esquerdo, ou que apenas esboçava um ataque epilético. A partir daí abandonei o “gigante”. Deixei-o à míngua, muitos também o fizeram. E ele foi minguando, minguando… Hoje ainda tem seus momentos de espasmo, aqui e ali – sendo “aqui e ali” o Rio de Janeiro – por razões que surgiram depois da saída do Movimento Passe Livre, e que são dignas, até certo ponto. Chegam até nós alguns relatos sobre suas convulsões. Mas agora ele não incomoda mais ninguém. E, se não voltou a dormir, está tão pachorrento quanto antes.

24 Jun 23:52

26-05-2014

by Laerte

13 Jun 18:17

O poema orgânico

by Puppet

planta

O poema orgânico é feito com o tempo necessário para o seu crescimento. Pode levar dias, meses e até anos apenas como rascunho de última página. O poema orgânico não leva liricotóxicos ou conservantes, pode sofrer todas as intempéries possíveis. O poema orgânico tem muito mais nutrientes do que os poemas hidropônicos, pois não nasce de um relaxante banho de cachoeira ou de uma tarde na praia. O poema orgânico nasce das lavadas de louça, do tempo perdido no trânsito, da troca de fraldas ou daquele instante em que se aperta o botão do elevador mais uma vez só para se ter a sensação de que isso o trará mais rápido. O poema orgânico não é fruto da tecnologia transgênica que mexe em suas rimas, formas, estrofes e estruturas naturais mais profundas e que levaram anos para serem o que são. O poema orgânico é singular demais para ser domesticado, cozido, refinado ou apreciado sem casca, é melhor que seja consumido in natura. O poema orgânico é caro. Caro pra chuchu. O poema orgânico estraga rápido.

04 Jun 19:26

New Study Blames Hunters for Megafauna Extinctions

by saraceni@verizon.net (Jessica E. Saraceni)

Wooly-Mammoth-Megafauna-HuntersAARHUS, DENMARK—A new study concludes that the extinctions of large mammals such as woolly mammoths, giant sloths, mastodons, and cave lions around the world over the past 130,000 years correlates more closely with the arrival of humans than with changes in climate. “The evidence really strongly suggests that people were the defining factor,” Chris Sandom, who was a researcher at Aarhus University at the time of the study, told Live Science. In sub-Saharan Africa, where large animals evolved alongside humans as they learned to make and use tools, there was the least extinction. When humans moved to Asia and Europe, they encountered animals unaccustomed to human hunters, and extinction rates rose. Climate may have interacted with human arrival in Eurasia, with temperatures determining where people migrated. Sandom found that extinctions were most extreme in Australia and the Americas, where humans arrived comparatively late. The new predators may have disrupted the animals’ ability to adapt to new habitats. “You’ve got this very advanced hunter arriving in the system,” he explained. 

30 May 15:59

Sobre artistas e políticos

by Puppet

supliciUm político brasileiro, para ter sucesso pleno, precisa ser eleito pelo povo, mas nem sempre foi assim.

Um artista brasileiro, para ter sucesso pleno, precisa ser eleito pelos críticos, mas nem sempre foi assim.

Um político no palco é o senhor de seu espaço. O dono da bola. O mandachuva da situação. O rei da mesa. Pode falar o que quiser porque a palavra dele lhe pertence.

Um artista no palco é a voz de uma geração com anseio de representação. O agente da catarse coletiva. O expiador de todas as dores do mundo. Deve falar pelo povo.

Um político na rua é seguido, reconhecido, tocado, ovacionado e cercado de todos os lados pela sua comitiva. É um deus andando entre os mortais.

Um artista na rua é analisado, confrontado, alvo de fotografias indiscretas e críticas ferozes que devem ser resolvidas ali. É um mortal andando entre deuses.

Um político em comitiva bancada por financiamento privado é apenas alguém que se articulou por meio de seus recursos disponíveis para conseguir atuar.

Um artista em turnê bancada por financiamento privado é apenas um caça-níqueis. Um vendido a um esquema sujo e hipócrita da escala mais baixa do capitalismo.

Um político de verdade precisa saber se articular bem, ter carisma, fleuma, sensualidade, mojo, borogodó, ziriguidum e jogar nas onze. Ter um quê a mais do que uma pessoa comum.

Um artista de verdade precisa ser, antes de tudo, verdadeiro. Expressar aquilo o que é sempre, medir as palavras e trabalhar incansavelmente sempre de olho nas críticas, pois é o operário de seu público.

A vida privada de um político não interessa ao público. Se ele fala palavrão, bebe, fuma, cheira, se injeta, trafica, rouba, corrompe, pega menores, mata gente, incendeia florestas, curra ursos panda e usa crocs em festa de casamento, isso é problema dele.

A vida privada de um artista nunca é privada.

Estamos cobrando dos políticos o que deveríamos cobrar dos artistas.

Estamos cobrando dos artistas o que deveríamos cobrar dos políticos.

VELHO PUNK #132

29 May 14:12

Conexão de internet na Lua provavelmente é mais rápida que a sua

by Eric Limer

Você não está satisfeito com sua velocidade de internet? Há uma solução simples: basta se mudar para a Lua. Pesquisadores levaram Wi-Fi até lá, e a conexão é provavelmente mais rápida do que qualquer coisa que você tem no seu bairro.

O Wi-Fi na Lua vem sendo desenvolvido desde pelo menos 2009, mas pesquisadores da NASA e MIT enfim o tornaram realidade. Eles usaram quatro telescópios na Terra com diâmetro de 15 cm para disparar feixes de luz infravermelha até um satélite que orbita a Lua.

Dessa forma, os cientistas estabeleceram uma conexão estável com uma velocidade de download de 19 Mbps. No Brasil, segundo a Akamai, a velocidade média da internet é de apenas 2,7 Mbps.

Embora isso talvez ganhe do seu provedor local, não é nada se comparado à conexão entre ISS e Lua, que oferece absurdos 622 Mbps para download. Bem, para uma distância de 384.400 km, não é nada mal.

Os pesquisadores vão apresentar os resultados em profundidade na conferência CLEO de tecnologia laser nos EUA. [Discovery]

Imagem: Caspar Benson/Getty Images

O post Conexão de internet na Lua provavelmente é mais rápida que a sua apareceu primeiro em Gizmodo Brasil.








30 May 13:45

Walder Frey Took A Bloody Great Photo With A ‘Game Of Thrones’ Fan

by Josh Kurp

A few months ago, I met David Bradley, the actor behind such stringy-haired leeches as Argus Filch and Walder Frey from Game of Thrones (as well as Broadchurch‘s mysterious shopkeep), for an article that will appear on UPROXX next month. He couldn’t have been nicer. Eventually, the conversation drifted to “The Red Wedding,” and he mentioned that he still gets looks from strangers on the street who confuse the actor with the character. He was happy about the recognition, though, and looked genuinely delighted when I told him that during the first dance at my wedding, I asked the DJ to play a few seconds of “The Rains of Castamere” before going into our actual song (only one person laughed — worth it).

Point being, he’s a jolly ol’ chap, he is, though he could use some work at wedding planning.

wedding crashers

TUMBLR


Never forget.

Via @shawlax


Filed under: TV Tagged: DAVID BRADLEY, game of thrones, red wedding
29 May 13:50

Watch LeVar Burton’s Tearful Reaction To His ‘Reading Rainbow’ Kickstarter Raising $1 Million

by ryanuproxx

As we already noted, LeVar Burton’s Kickstarter campaign to make Reading Rainbow available to a new generation of young readers was a rousing success, reaching its goal of raising $1 million in less than a day. (The campaign has now raised over $1.6 million, and is still taking donations.)

Burton and his team were watching anxiously as the campaign hit the $1 million dollar mark yesterday, and a camera was there to capture his reaction. Here’s a video of the emotional moment, as well as a heartfelt thank you from the man himself.

(MayorBurnsy, H/T Reddit)


Filed under: TV, Upcoming Tagged: kickstarter, Levar Burton, READING RAINBOW
27 May 17:01

There is an insect of the size of a human hand called Tree...



There is an insect of the size of a human hand called Tree Lobster, and it can only be found in Ball’s Pyramid, in Australia.

source

26 May 15:52

Pinturas Clássicas com Photoshop

by Jonathan Amoroso

Lauren Wade, uma editora de fotos do site Take a Part, uso o Photoshop em diversas pinturas clássicas. Ela retocou obras, deixando-as com o “padrão FIFA de beleza exigido “de hoje. A Maga do Photoshop fez cinturas incrivelmente magras, braços mais finos, exterminou toda gordura não esquecendo de moldar seios fartos e simétricos. Sua ideia tem base em um apelo ou crítica a quantidade de retoques ”Adobe“, usados  nos corpos femininos para fotos em revistas e propagandas no geral. “Eu acho que é uma loucura a quantidade de retoque que as pessoas não percebem …’’

Lauren diz que já vivenciou muito e fez  esse tipo de trabalho “‘enganoso” e, infelizmente, esses anúncios servem para definir um padrão de beleza que não existe. Vide a  Scarletizinha nossa de cada dia, que ficou nua e continuo sendo gostosa, provando que não é Hollywood que define o que é belo. E antes que você pense que é um sacrilégio ou insulto fazer isso com as obras,  lembre-se que o mesmo pode ser dito para as ideias contemporâneas de beleza.

Aviso que abaixo contém peitinhos pintados a óleo. (Mas acredito que não seja um caso de NSFW :P )

 

Sandro Botticelli, Birth of Venus, 1486

venus

Francisco Goya, Nude Maya, 1797–1800

goya

Jean Auguste Dominique Ingres, Grande Odalisque, 1814

jean

Titian, Danaë With Eros, 1544

titian

Edgar Degas, La Toilette, 1884–86

degas

Por fim, há muito a ser discutido sobre o que é bonito, feio, desleixado, sexy sem ser vulgar e etc. E se você prefere mais gordinha, magrinha e peituda  lembre-se que gosto sempre vai ser é igual a c…  a toalha: cada um com a sua.

Clique aqui para ver todo o projeto inteiro.

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22 May 11:00

Watch Matthew McConaughey, Emma Stone, And Other Stars Read Mean Tweets About Themselves On ‘Kimmel’

by ryanuproxx
sofia

Jimmy Kimmel Live


Jimmy Kimmel aired the latest edition of his always entertaining and ever-popular “Mean Tweets” segment — in which celebrities read the awful things people are saying about them on Twitter — during last night’s show. Seemingly every corner of Hollywood, from the uber talented, up-and-coming female sect (Emma Stone, Mindy Kaling) to longtime stars with Oceans franchise credits (Julia Roberts, Don Cheadle, Andy Garcia), was represented — and mercilessly lambasted.

Watch as David Blaine is forced to read a spot-on description of his face, Matthew McConaughey receives a confusingly juvenile burn that nearly stops the McConaissance dead in its tracks, and Sofia Vergara counters the vulgar assessment in the screenshot above with a spicy hot comeback.

Jimmy Kimmel Live


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22 May 20:00

In Which ‘Hannibal’ Gets Re-Cut As A Wacky Food Network Reality Show

by dguproxx

This is a re-cut that imagines NBC’s Hannibal as a kind of Food Network-y reality competition show called Hannibal’s Celebrity Kitchen. It’s … pretty good! I guess! The editing is pretty on-point, especially the bouncy music and jerky, reality shows camera move. And using clips from the actors’ press interviews about the show as the fake show’s interview cutaways was an inspired decision, as was pretending that the celebrities were at the table themselves, instead of in character. I don’t know. I give the whole thing a A-. I’m such an easy grader.

Now if someone could please try to re-cut Suits as a reality show about a bunch of very intense people running competing formal wear shops in Manhattan, I’d certainly appreciate it.

Source: Dylan Dubeau


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21 May 10:35

7 Ways To Get Attention On The Internet (and annoy everyone in the process)

by DOGHOUSE DIARIES

7 Ways To Get Attention On The Internet (and annoy everyone in the process)

From now on, I’m only clicking on the most mundane, ambiguous headlines.

15 May 17:00

John Hughes shot The Breakfast Club and Ferris Bueller’s Day Off...



John Hughes shot The Breakfast Club and Ferris Bueller’s Day Off back to back to save money. He also used the same crew and sets, including the high school with the same posters on the walls.

source

16 May 13:00

News Anchor Barely Keeps It Together As She Delivers Breaking News Of Her Friend’s Suicide

by Dustin Rowles
Alvaro Freitas

:~~~~~~

The newscast is in Taiwanese, and I honestly have no idea what the anchor is saying, but heartbreak and sadness is universal. You can, however, turn on the captions to find out that it was a fellow news anchor who, sadly, committed suicide, and was found by his wife with a bag over his head. My guess is that she had no idea her friend had died until she read the breaking news alert, and saw it for the first time right along with everyone else. She does a great job of keeping it together, but big hugs out to the anchor for having to find out in such a terrible way.

via Reddit


Filed under: TV Tagged: BREAKING NEWS, news anchor
10 May 18:46

19-04-2014

by Laerte

09 May 11:30

You Might Believe What This Australian News Anchor Accidentally Said To Make Her Co-Host Lose His Sh*t

by ludditeandroid

Every time we check in on Today, Australia’s version of the Today Show, it does not disappoint. Usually the amusement is provided by host Karl Stefanovic, who hilariously perved up the Wii curling challenge, triumphantly fist pumps at his own puns, told the Dalai Lama pizza joke to the Dalai Lama, and completely lost his sh*t during an interview with Grumpy Cat.

This time the entertainment is being provided by host Deb Knight, and Stefanovic is there to completely lose it again. The blooper comes when Knight narrates a segment about cats playing with laundry, and you won’t believe what she said next! Or you might. I don’t know your life.

Via SayOMG


Filed under: TV, Web Culture Tagged: .lol, AUSTRALIA, BLOOPERS, Cats, DEB KNIGHT, KARL STEFANOVIC, NEWS BLOOPERS, SEXY TIMES, TODAY
07 May 07:00

Calvin & Hobbes: 07-05-2014

29 Apr 14:18

Somos Todos Hashtags

by Puppet
Banana

Imagem: Movimento Pró-Corrupção

Há cerca de quatro meses, tive a ideia de fazer uma crônica para o próximo 13 de maio e, assim, prosseguir com o debate constante que proponho para a data que me é tão importante como negro e como brasileiro, nessa ordem. O título seria A anistia do macaco e iria discutir por que, até hoje, ser chamado pelo nome genérico do nosso dito tataravô darwiniano ainda é a principal forma de agressão feita por aqueles que querem discriminar uma pessoa negra e torná-la tão bestificada como nós sempre fomos na história do Brasil. O texto seria sóbrio, mas ousado. O mote central seria se apropriar da própria “macaquice” utilizada pelos nossos agressores para lhe atribuir um novo valor, já que o coitado do macaco não tem culpa e nós, negros, muito menos.

Esse tipo de revaloração não é novidade nenhuma. Isso já foi feito inúmeras vezes, de diversas formas e continua sendo feito incessantemente. Só para citar alguns exemplos, os bailes de música negra nos Estados Unidos eram chamados, pela elite branca racista da época em que surgiram, de lugares “funky” (fedorentos). Logo, “funky” virou gíria de festa boa entre os frequentadores e, depois, sinônimo do estilo musical surgido na época: funk music. O próprio punk rock, que tem o nome emprestado de uma tipo de madeira de qualidade ruim que não servia para nada (punk wood), se tornou o grito libertário que não se remete mais à sua origem primeira. Os famigerados dreadlocks, de nome originário (e não o penteado, que é milenar) pelos colonos americanos que, ao verem os negros escravizados empilhados nos navios campos de concentração que chegavam às Américas, se referiam aos corpos seminus com seus cabelos completamente desgrenhados como “a dreadful vision” (uma visão pavorosa). Hoje, o estilo capilar é mais banal do que uma…banana.

Isso não é bárbaro? Aliás, com o termo bárbaro, ocorreu a mesma revaloração. Afinal, para se vencer uma guerra, é preciso conquistar o território do inimigo. Inclusive o semântico.

Conforme o tempo foi passando, achei que tratar do assunto dessa forma seria muito delicado e presunçoso de minha parte, pois não se realiza uma mudança social com uma simples crônica. Assim, humildemente, desisti dessa ideia, pois acredito que opinião é que nem bunda: nós, brasileiros, superestimamos.

Logo depois, vi uma notícia sobre uma ação do ótimo Observatório de Favelas destinada a crianças que mostrava vários macacos de diversos tipos, jeitos, tamanhos e cores. O objetivo era expor que não existe apenas um tipo de macaco, mas vários. Isso pode parecer simples para nós, adultos letrados, mas para uma criança negra da periferia que cresce escutando o nome do animal diretamente associado à sua condição, como forma de xingamento a vida toda e que até se esconde dos amiguinhos quando quer comer banana, isso é crucial. Além disso, não existe um negro sequer, da periferia ou não, que se sinta à vontade ao ser  comparado a um macaco. Quem diz que não se abala está mentindo. Quantos já não choraram escondido ou se sentiram péssimos com algum tipo de piadinha do tipo vinda, inclusive, de seus amigos próximos? A questão aqui é muito mais ampla. Merece um debate maior e uma terapia coletiva entre ofensores e ofendidos.

Então, surge o caso Daniel Alves. O cara que combateu o racismo com a arma mais poderosa que existe na atualidade: a ironia. Sim. Não é à toa que os (maus) comediantes usam tanto e são chamados de apelões. A ironia derruba regimes e gera revoluções. Assim, o jogador brasileiro em terra estrangeira, ao ser atacado com uma banana, responde comendo-a. Sem xingamentos, sem cara emburrada e sem ignorar o acontecido. Ele pega a arma do ofensor e a desmonta. Assumindo-se macaco com muito sangue frio, o jogador se “desmacaquiza” e expõe o ridículo da situação. O resto é o riscar do fósforo que se materializou na hashtag #SomosTodosMacacos. Gente postando como solidariedade, para aparecer, para fazer graça ou com todas as intenções possíveis, juntas e misturadas. Todos obrando solenemente para Neymar, Luciano Huck e companhia.

Se essa foi realmente uma jogada de marketing com o intuito de vender camisas (horríveis, por sinal), ela, além da má-fé absurda de quem acha que todos nós nos esqueceremos de certa baianofobia, pecou pelo erro mais comum dos propagandistas brasileiros: a tirada ficou na boca do povo, mas a marca, não. Muito pelo contrário, a ação causou ojeriza. Ainda bem.

camisa

Imagem: Site dos Menes

Notoriamente, muitas pessoas e páginas ligadas a movimentos negros (porque não existe só um) demostraram repúdio à ação. Uns diziam que ela só fortalecia ainda mais a estigma do negro como macaco e outras, que o uso leviano da ação por gente que não teria “nada a ver” estava deturpando o que seria uma ação legítima de só “quem pode falar sobre isso”. Todos estão certos em negar veementemente a ação e, paradoxalmente, reforçando ainda mais a urgência de se mexer nessa questão com mais força ainda. O macaco e a banana precisam ser repensados urgentemente. Não dá mais para ser tratado como tabu. Só tratar como crime não está funcionando. É preciso educar. Claro que sou a favor do racismo ser crime inafiançável, já que não sou suicida e sei muito bem que tipo de sociedade é essa, mas uma cadeia cheia de racistas não configura exatamente o fim ou a diminuição do racismo.

O interessante do caso é que Daniel Alves foi chamado de macaco mesmo tendo olho verde e pele parda. Afinal, para muitos brasileiros e dependendo de onde ele estivesse, o jogador não seria considerado negro, mas como fora do Brasil “passou das 5h da tarde, é noite”, ele é apenas mais um “macaquito”, esse apelido tão carinhoso com que se referem lá fora aos oriundos do segundo país com o maior número de negros no mundo. Já aqui dentro, temos mais de cinquenta nomes para se referir a alguém não-branco.

No mais, somos todos hashtags. Estamos sempre criando um conceito sobre nós e seguimos aqueles que achamos dignos de serem propagados, independentes de quem os criou. O problema é que semântica de discurso sóbrio não tem dono. Mais do que nunca, não dá para ficar alheio ao eterno exercício de saber até onde foram parar as suas ações. A vigilância sobre a revaloração positiva ou negativa das coisas precisa ser constante para evitar escorregões dos cidadãos de bem.

Aliás, esse já foi o nome do jornal de um grupo nada louvável.

goodcitizen

23 Apr 13:45

A Local News Crew Had A Heart-To-Heart With This Woman’s Camel Toe

by Josh Kurp

Meet the next great superhero: the Camel Toe. Her abilities include snitching on a pack of no-good YOUTHS; having her namesake, and not her face, be interviewed by a local news team; and wearing too-tight sweatpants. The Camel Toe is not a very good superhero, but she’s still better than Hawkeye.

Will we ever learn her true identity? Probably. She’s not very good at keeping her lips sealed.

Via Reddit


Filed under: TV Tagged: CAMEL TOE, local news
21 Apr 13:00

You Must Watch This ‘Britain’s Got Talent’ Magician Blow Your Mind, And Then Pull It Out Of His Sleeve

by Dustin Rowles
Alvaro Freitas

holy crap


I admit I don’t watch many reality competitions, but from what I’ve seen, viewers aren’t treated to that many illusionist contestants. If there were more magicians, maybe I’d watch more of them, especially if the magicians were as great as Darcy Oake, who is now the Susan Boyle of Britain’s Got Talent, if Susan Boyle were a really good looking guy who pulled doves out of his ass. Oake is actually a Canadian who traveled all the way to the UK just to audition, and as you’ll find out in the video below, it was TOTALLY worth the trip.

WHERE THE F**K DID HE KEEP ALL THOSE BIRDS? (Stick around for the the final trick. It’s worth it. Just wow.)


Filed under: TV Tagged: BRITAIN'S GOT TALENT, DARCY OAKE, SIMON COWELL
14 Apr 21:02

Confira estas mash-ups doidonas com diversos personagens

by Antonio Tadeu

A irracionalidade toma “contra do Conta” hoje. Trazemos algumas imagens para vocês algumas imagens do artista Laurence Jenkins, que fez diversos mashups que foram, bem, levados muito a sério…

Ele misturou personagens de vários games, cartoons e etc uns com outros e fez uma salada de mindfuck que ainda estou tentando me recuperar. Como não gosto de sofrer sozinho, estou passando para vocês sofrerem e/ou também acharem muito legais essas ilustrações. Para conferir mais, basta clicar no Deviant de Laurence, o Cart00lion.

Fonte: Chamando Super Amigos

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10 Apr 23:55

Rory McCann on The Hound, too much ale, and two killers riding off into the sunset

by Lightbringer

rory1Without a doubt, The Hound started off Season 4 with a bang. Working his way into our hearts with some of the best one liners the show has seen, and serving up brutality to those most deserving. Rory McCann tells Rolling Stone, that he was definitely feeling the love from the crowd at Season 4’s New York Premiere.

“That reaction! You’re wondering if the comedy worked, or the tension, but then you could feel the crowd respond. Bear in mind, this is made for people watching it in their living rooms, but there was a packed-out cinema; they were howling and shouting and screaming. Some of the lines they’ve given the Hound this year are incredible.”

Rory is surely happy to know that all of his hard work has payed off. And it was hard. Drinking countless liters of ale on command can be more than a little taxing, on Rory and the new set assistant alike.

“When I had to drink in that tavern scene, that’s David and Dan going “Give him another beer! Fill it right up to the top! Can you down another?” I was really fit at the time, wasn’t drinking, working out, there was definitely no sugar in my body — and suddenly I had six or seven liters of flat ginger beer that day. I had to go off into the woods to make myself sick. They had this new helper, I didn’t know who he was, and they told him ‘We’ve lost the Hound! We’ve lost the Hound!’  I’m on my hands and knees with my fingers down my throat trying to get this bloody soda out of me. He came up like, ‘Are you — ‘  [growls] ‘FUCK OFF!’ [Laughs] He ran away into the woods. [high-pitched, scared helper voice] ‘He told me to fuck off!’”

Rory also reveals that it’s easier getting into character than you might think.

I’m the first guy on set because of this fucking make-up. So I’m getting done for three hours, then I’m getting my breakfast, and I’ve been up for six hours before there’s even a suggestion of getting on set. I end up this big fucking grumpy bastard most of the time. ‘Kill that guy? Sure.’ [Laughs] It’s very easy to be the Hound.

And if you’re wondering what the script said for the very last scene, as Arya and The Hound ride away with smirks intact:

“The script just said ‘Two killers ride off into the sunset.’ Yeah!”

For more of Rory’s interview visit Rolling Stone.

08 Apr 17:30

Cringe Your Way Through 10 Of The Dirtiest Adult Jokes In Kids Cartoons

by Josh Kurp

tmnt april

Finding a Facebook group that isn’t horribly racist or dedicated to a cat is as rare as meeting an aunt who hasn’t posted a blurry photo of Obama with devil horns on her Wall. But I was lucky enough to come across WOO HOO! Simpsons Trivia, which is like the 17 Simpsons quotes accounts you follow on Twitter…but on Facebook! There’s a fairly active community, a.k.a. lots of screencaps, and a couple of weeks ago, I asked members to name their favorite joke they didn’t get until years later. My example:

sneeds

Well done. Anyway, that kind of “adult” joke makes sense on The Simpsons. Not so much for these shows intended for kids that slipped dirty gags past unsuspecting censors.

1. Johnny Bravo

bravobravo2bravo3

2. Batman: The Animated Series

pie harleypie harley 2

3. The Fairly Oddparents

dr billdr bill 2dr bill 3dr bill 4

4. Animaniacs

finger printsprince finger

5. Hey Arnold!

helga tremble

6. The Powerpuff Girls

robin powerpuffrobin powerpuff 2robin powerpuff 3robin powerpuff 4robin powerpuff 5robin powerpuff 6robin powerpuff 7robin powerpuff 8

7. Rocko’s Modern Life

doggy style

8. Dexter’s Laboratory

dad trophy

9. SpongeBob SquarePants

SpongeBob SquarePantsSpongeBob SquarePants 2SpongeBob SquarePants 3SpongeBob SquarePants 4

10. Various ball grabs and butt pulls

oh nooh no2oh no3oh no4oh no5oh no6

Via Adult Humor in Cartoons

08 Apr 23:44

Cassini Sees a “Zen Garden” on Titan

by Jason Major

Radar image of rows of dunes on Titan (NASA/JPL-Caltech)

Radar image of rows of dunes on Titan (NASA/JPL-Caltech)

Looking like the flowing designs carved by a Zen gardener’s rake, long parallel dunes of hydrocarbon sand stretch across the surface of Saturn’s moon Titan. The image above, acquired by Cassini in July 2013, reveals these intriguing and remarkably Earthlike landforms in unprecedented detail via radar, which can easily pierce through Titan’s thick clouds.

I’m feeling a little more enlightened already.

(...)
Read the rest of Cassini Sees a “Zen Garden” on Titan (192 words)


© Jason Major for Universe Today, 2014. | Permalink | 4 comments |
Post tags: Cassini, Dunes, Moon, radar, Saturn, Titan

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