
Sunny Street on Gocomics
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Isso só aconteceu uma vez… ou duas…
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Evgeny Morozov makes a point about surveillance and big data: it just looks for useful correlations without worrying about causes, and leads people to implement "fixes" based simply on those correlations -- rather than understanding and correcting the underlying causes.
As the media academic Mark Andrejevic points out in Infoglut, his new book on the political implications of information overload, there is an immense -- but mostly invisible -- cost to the embrace of Big Data by the intelligence community (and by just about everyone else in both the public and private sectors). That cost is the devaluation of individual and institutional comprehension, epitomized by our reluctance to investigate the causes of actions and jump straight to dealing with their consequences. But, argues Andrejevic, while Google can afford to be ignorant, public institutions cannot."If the imperative of data mining is to continue to gather more data about everything," he writes, "its promise is to put this data to work, not necessarily to make sense of it. Indeed, the goal of both data mining and predictive analytics is to generate useful patterns that are far beyond the ability of the human mind to detect or even explain." In other words, we don't need to inquire why things are the way they are as long as we can affect them to be the way we want them to be. This is rather unfortunate. The abandonment of comprehension as a useful public policy goal would make serious political reforms impossible.
Forget terrorism for a moment. Take more mundane crime. Why does crime happen? Well, you might say that it's because youths don't have jobs. Or you might say that's because the doors of our buildings are not fortified enough. Given some limited funds to spend, you can either create yet another national employment program or you can equip houses with even better cameras, sensors, and locks. What should you do?
If you're a technocratic manager, the answer is easy: Embrace the cheapest option. But what if you are that rare breed, a responsible politician? Just because some crimes have now become harder doesn't mean that the previously unemployed youths have finally found employment. Surveillance cameras might reduce crime -- even though the evidence here is mixed -- but no studies show that they result in greater happiness of everyone involved. The unemployed youths are still as stuck as they were before -- only that now, perhaps, they displace anger onto one another. On this reading, fortifying our streets without inquiring into the root causes of crime is a self-defeating strategy, at least in the long run.
Big Data is very much like the surveillance camera in this analogy: Yes, it can help us avoid occasional jolts and disturbances and, perhaps, even stop the bad guys. But it can also blind us to the fact that the problem at hand requires a more radical approach. Big Data buys us time, but it also gives us a false illusion of mastery.
Albener PessoaSindrome de Felicia (via firehose)
From Scientific American:
New research by two Yale University psychologists details how the sight of something cute brings out our aggressive side. Rebecca Dyer and Oriana Aragon investigated “cute aggression” by showing study participants slide shows of either cute, funny or normal animal photographs. As they watched, the participants held bubble wrap. The researchers, attempting to mimic the common desire to squeeze cute things, told subjects to pop as many or as few bubbles as they wished. People watching the cute slide show popped significantly more bubbles than those viewing the funny or control pictures, according to results presented at the Society for Personality and Social Psychology annual meeting in New Orleans. “Some things are so cute that we just can't stand it,” Dyer concludes.
Every study should reach this conclusion.
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See more posts by Emma Carmichael
To understand why Silicon Valley keeps pumping out new companies and technologies, we suggest starting with a number of experiments run by Stanford psychologists in the sixties and seventies involving children and promises of marshmallows.
Albener Pessoavia firehose
Strange titles are rarely added to Wikipedia under the guise of real encyclopedia articles.
Sharknado, o tornado cheio de tubarões, ganhou um trailer ontem, mas ainda não podemos ver pq ele é fechado para IPs norte-americanos. Enquanto o trailer não cai no Youtube, vejEm aí um gif FODA das filmagens e algumas fotos:

Agora veja aí a galeria de imagens:
Caralho!!! Viram esse GIF?
Esse vai ser o melhor filme do ano!!! CHUPA SUPERMAN!!!
E viram que a Tara Reid tá nesse filme? Que fim de carreira, heim? Se bem que entre fazer Sharknado e American Pie, eu iria preferir muito mais o Sharknado!
Post dedicado aos médicos brasileiros ou estrangeiros que buscam uma melhor comunicação com seus pacientes que vivem nos rincões do nosso belo país.
“Meu caderno foi a terra e minha caneta, a enxada”
Resposta que alguns agricultores me emitem como justificativa para sua não-alfabetização. Ouvi esta resposta pela primeira vez há cerca de 14 anos, e ela me soou extremamente poética. Eles acreditam que não estudam porque precisam trabalhar e não porque o Poder Público há décadas é inerte a esta demanda. Os poucos agricultores alfabetizados que existem no meu Estado receberam ensino de forma tão precária que em sua maioria são incapazes de escrever um bilhete ou ler e compreender uma notícia simples. A nossa obrigação como médico é traduzir o sofrimento do povo e não esperar que eles forneçam uma história organizada e lógica, bem como precisamos desenvolver a arte de desfazer as falsas correlações da sabedoria popular.
Oi colegas,
Na época da interiorização que levou médicos brasileiros às áreas mais longínquas e da vinda de médicos estrangeiros, resolvi rascunhar uma lista de termos médicos populares que continuam usados aqui pelo Nordeste.
Possivelmente muitos destes termos sejam usados também em outras regiões do país. Vou listar aleatoriamente o que conseguir lembrar e se qualquer pessoa quiser complementar a lista, agradeço 
Com a ampliação dos serviços médicos os pacientes vêm criando novas palavras de acordo com o termo técnico que escutam.
Vou citar algumas que na verdade parecem mais uma abreviatura. Mesmo que seja fácil para os nossos ouvidos captar o significado da neologia, para um estrangeiro uma palavra truncada ou não emitida na íntegra aumenta a dificuldade de compreensão, pois parece outra língua.
Pensei em escrever este post depois de um ataque de riso que tive no meu gabinete ao ouvir minha colega do lado (que também é paulista mas não se transformou na nordestina arretada que me transformei ) falando: “o senhor não deve ficar aperrÊado, quando nós nos apÊrreamos (…)” . Isso fez para ser melhor entendida e o mais engraçado foi a conjugação perfeita do verbo aperrear, hehe.
Um bom médico precisa passar a mensagem para seu paciente e para isto é preciso que compreenda o que ele fala e muitas vezes que fale como ele fala.
Com os programas de alfabetização e com a influência da televisão muitos termos vem se perdendo, mas mesmo os mais jovens que residem em zonas muito distantes continuam com um dialeto próprio.
Há algum tempo comecei a registrar termos populares em meus laudos porque acho que eles dão uma dimensão maior à frieza da linguagem técnica. Quem presta atenção como eu acaba colecionando muitos termos e cada dia aprendo palavras novas.
Vou apelar para a memória porque infelizmente nunca havia feito uma lista. Hoje me arrependo por não ter feito um registro por escrito antes, mas tentei espremer a memória ao máximo.
Um pequeno trecho:
Queixa-se de ‘aresia, fraquecimento no lado direito e friviado’. (…) Queixa-se ainda de ‘veia triada que deu perna dura’.
Esta paciente descreveu muito bonitinha um quadro de hemiparesia à direita causado por acidente vascular encefálico (AVE), que popularmente é chamado de AVC ou de trombose. A fala mostra que por vezes ela se sente desorientada no espaço, tem disestesia no dimídio afetado e relata a espasticidade, que é maior no membro inferior. No decorrer do exame ela também diz que não ‘esburreceu’, referindo-se ao fato de achar que sua memória não foi afetada.
É realmente uma outra língua dentro da língua portuguesa.
“Adonde tem hômi, muié num péga no cabo da enxada”
Frase de um agricultor robusto que me deu uma aula sobre como funciona o Regime de Economia Doméstica, de como o clã se organiza, como são as atribuições e como ocorre a redistribuição de tarefas quando um dos membros adoece ou tem limitações. Nunca encontrei em livros a dinâmica do regime de economia doméstica como a relatada pelos agricultores.
TERMOS MÉDICOS POPULARES
Por @meire_md (no final há colaborações enviadas por leitores via Twitter e Facebook)
ESPINHELA CAÍDA: Para alguns pacientes parece se tratar de dorsalgia ou pode ser pirose. Segundo o Professor Fernando São Paulo (no primeiro volume do seu belo “Linguagem Médica Popular no Brasil”), é uma síndrome polimórfica, provavelmente um mal estar, um desassossego, uma flatulência.
Na crença popular o melhor tratamento para espinhela caída é a reza de esconjuro, que é um pequeno exorcismo feito por benzedeiras cristãs que usam um galho de arruda e orações ininteligíveis para espantar o mal. O mito vem de Portugal, mas acredito que os médicos de lá não escutam este termo há pelo menos cem anos.
No nordeste ainda há benzedeiras especialistas em curar mau-olhado e espinhela caída, mas elas são mais ativas longe das capitais.
Já a crença no ‘mau olhado’ possivelmente deriva do período de caça às bruxas durante a Inquisição, quando muitas parteiras e cuidadoras de crianças foram queimadas vivas, já que a mortalidade infantil era alta e as mulheres recebiam a culpa pelo padecimento das crianças.
A Inquisição passou, as bruxas foram transferidas para o reino da ficção mas a crença no poder de uma pessoa amaldiçoar outra e fazê-la adoecer ainda persiste.
Curiosamente os exorcismos para curar doenças ainda ocorrem, porém mais predominantemente dentro de algumas Igrejas Evangélicas.
FARTA DE FOGO: Dispneia
DESANUVIADO: Desorientado
TENTAR DESCER: Provocar Aborto
MUQUICE ou MOQUICE: Déficit auditivo, que pode ir de mei-môco, a môco e môco-de-tudo, dependendo do grau de perda auditiva. Quando o paciente já nasce com surdez é chamado de simplesmente de mudo, ou ‘mudinho’. A Muquice, ou moquice, é no geral um termo usado para surdez adquirida.
FEBRIL: Se o paciente diz que está ‘febril’ na verdade ele está explicando ao médico que de fato não está com febre. Febril significa estado prodrômico ou quadro sub-febril, o que às vezes é chamado também de ‘FEBRE INTERNA’. Se há febre, eles usam a palavra febre, ou o termo ‘se queimando em febre’.
FEME: Pessoa do sexo feminino (fêmea). O termo é geralmente usado de maneira redundante: ‘tenho três menina feme’
BUTUCA: Olhos. Esbuticado significa exoftalmia e ‘as butuca apregada’ significa conjuntivite catarral
ÁGUA NO JOELHO: Derrame articular
ÁGUA NA BARRIGA: Ascite
ÁGUA NOS PULMÃO: Derrame Pleural
IMPINGE: Tinea corporis
ENCOSTADO AO MAIS VELHO: Quando se referem ao segundo filho. Os termos primeiro, segundo, terceiro, quarto ou quinto raramente são ditos por pessoas pouco escolarizadas e que residem em locais distantes das capitais. Você precisa ir detalhando ou usando seus dedos para localizar o filho na prole. Se a pessoa tem 5 filhos, o encostado ao do meio pode ser o segundo ou o quarto.
DERRADEIRO: Filho caçula
FIM DE RAMA: Filho caçula quando a mãe já tem idade mais avançada
INCARQUIADO: Pessoa com algum sério problema na coluna vertebral
NÓ-NAS-TRIPA: Obstrução intestinal
IR PRO MATO: Ir evacuar
DIREITO: Para o povo do nosso Estado, em alguns contextos populares a palavra direito significa obrigação. Por exemplo: ‘ela tinha o direito de voltar ao doutor, mas não voltou’. Neste caso o acompanhante revela que o paciente foi negligente, não que a pessoa teve o direito à consulta subtraído.
ABRIDURA DE BOCA: Sonolência
VAZIO: Espaço que corresponde à fossa ilíaca, normalmente descrito como ‘vazii’.
MORTE MORRIDA: Morte Natural. Já é pouco frequente o uso
MORTE MATADA: Homicídio
UFIÇO: Trabalho, profissão (ofício)
APUSTEMADO: Que supurou
REIMOSO: Alimento que supostamente prejudica a cicatrização e prejudica a recuperação de doenças infecciosas (“Piorei porque comi um peixe reimoso”). Curiosamente há evidências hoje de que alguns alimentos são mais imunogênicos e supostamente podem produzir reações inflamatórias em alguns pacientes.
HERME: Hérnia
SALUÇO, SALUSPO, SAL-LUÇO: Soluço
SICURA: Polidipsia
NEURA: Se refere ao médico neurologista do sexo feminino. “A minha neura é boa”
SUSPIRAMENTO: Dispneia suspirosa
ESTRUPIADO: Muito cansado e dolorido
ZAMBETA: Pessoa com genovarum
PRIVADO: Com constipação intestinal ou com retenção urinária. Quando a privação é urinária, geralmente eles complementam com ‘privado das orina’
REBOLDOSA: Essa ouvi só uma vez, de um motorista de caminhão gaúcho e pouco escolarizado. Lembrei da Rê Bordosa de Angeli. Ele falou algo como “eu tava bom, aí veio a reboldosa”. A palavra rebordosa aparece em livros muito mais antigos que a personagem de Angeli e significa descontrole de uma situação previamente equilibrada, mas não tenho a menor ideia de sua origem. Não sei se ele aprendeu a palavra a partir do uso contemporâneo de Rê Bordosa ou da palavra original, da qual possivelmente Angeli retirou no nome de sua personagem.
FORTE: Significa ser gordo, mas só quando o gordo é saudável
ATARRACADO: Forte (gordo) e musculoso (“Ele era atarracadozim, mas esfraquiceu”). Para ser atarracado não basta ser gordo, tem que ser musculoso e no geral baixinho
NOS PINTEI: Nos pelos pubianos (‘pentelhos’)
LIBLINA NOS ÓIO: Turvação visual (Neblina). Também é comum NEVO NOS ÓIO (Névoa).
FRICÇÃO: Esse vi poucas vezes, vindo do mesmo povoado de Canguaretama, acho que o nome do lugar é Piquiri. Eles usam para dar descrédito a alguma história, possivelmente o termo vem da palavra ficção. “O Prefeito disse que ia pegar bolsa-família pra nóis, mas acho que é fricção”.
ABUSAR: Não tem significado de violar, significa enjoar. Se a pessoa diz ‘eu abusei da minha esposa’ não significa que a violentou, e sim que não gosta mais dela.
CATINGUENTO: Qualquer coisa que exale maus odores. Vem de catinga, que significa mau cheiro.
MULESTA: Não tem o significado de moléstia, e sim que de qualquer coisa ruim. Quando eles dizem ‘doeu que só a mulesta’ não estão comparando a dor com alguma doença, e sim afirmando que foi muito forte
BOCA MOLE: Quando a pessoa está sem fome e mastiga com preguiça
AÇUQUE: Açúcar (‘açuque no sangue’ = diabetes)
ESFRUMIGAMENTE: Parestesia. Provavelmente vem de ‘formigamento’. Este termo também é comum em vilarejos de Canguaretama.
FUGACHO: Fogacho. Calores da menopausa
ALESADO: Pessoa com transtornos mentais que prejudicam a motricidade e o juízo crítico, mas pode ser usado também para pessoas com TDAH
ALÍVIO: Pode ser usado tanto com significado de evacuação como com o significado clássico, depende do contexto. ‘Depois que se aliviei, melhorou’
ALMORREIDA, ESMORROIDE, MORROIDE, MORRÓIDA DE BUTÃO: Hemorroidas
FANIQUITO: Impaciência
FIGO: Fígado
GOIPADA: Pode ser só a sensação do refluxo, mas às vezes significa vômito
OLHO DE PEIXE: Verruga plantar
TÁ CA GOTA: Não significa que o paciente tem Gota, e sim que está agitado, irritado ou violento, gota no geral significa agitação psicomotora
CABEÇA-DE-PREGO: Furúnculo
CABECINHA-DE-PREGO: Foliculite
PAPOCA ROXA: Carbúnculo estafilocóccico
CARNIGÃO ou CARNEGÃO: Porção flutuante de abscesso
FIRIDA DE MININO: Impetigo estreptocóccico
PARDO: Pálido
AMAIGÔ: Boca amarga
DISTILAR: Rinorreia
ENTREVADO: Habitualmente o termo se refere à rigidez matutina das artrose, mas também é usando para definir como a pessoa ficou durante uma lombalgia aguda
AMUJADA: Esse termo só vi de pacientes provenientes do Ceará e há alguns anos não ouço mais. Significa grávida
PÁ: Escápula
EMPANZINADO: Quando a pessoa come e acha que não digeriu os alimentos
EMPACHO: Plenitude pós-prandial geralmente acrescida de constipação intestinal. “Comi e fiquei empachado”
EMBRULHO: Enjôo
CAROÇO: Qualquer neoplasia ou nódulo
DISTIORADO: Deteriorado
ARRIPUNAR: Nausear
DISMINTIR: Significa luxar uma articulação. “Disminti meu ombro na queda”
LANÇAR: Vomitar
RUINAR: Conjugam este verbo quando a doença agrava ou quando estavam hígidos e adoeceram subitamente
ESFRAQUECER: Muitas vezes significa disfunção erétil. Para astenia usam mais o termo seguinte.
ESMURECER: Astenia, Fadiga. Esmuricido, esmurecimento, esmorecido.
ATANAZÁ O JUÍZO: Tirar a paciência de alguém (possivelmente vem de atazanar)
VIXAME: Algo que fez a pessoa passar vergonha (vexame)
BACULEJO: Hipermeteorismo
BAFO: Halitose
BOCA DO ESTOIM, ESTAMBO, ESTUMA, ESTÔMAGO, ISTOMA : Epigástrio
COBRA: Parasita intestinal (‘O menino tá cheio de cobra’), mesmo que não seja um helminto
PÉ DO BUCHO: Pode ser o meso ou o hipogástrio
NA COSTA: Pode ser o dorso, mas no geral eles se referem à região lombossara
BICHO-DE-PÉ: Tungíase
BICHEIRA: Miíase
BIQUEIRO: Esse aprendi com meu sogro. Pelo que entendi é pessoa que come pouco muitas vezes ao dia.
TOMEI SÓ UMA BICADA: Quando o paciente está alcoolizado tenta justificar alegando que bebeu pouco
AS PARTE, NAS PARTE: Quando se referem à região genital
ESSE VÍRUS: Usado por alguns pacientes soropositivos para o HIV. Quase nunca dizem HIV, SIDA ou AIDS
AQUELA DOENÇA: É como muitas pessoas ainda se referem ao câncer, para evitar falar a palavra câncer
SÍNDROME: Quase sempre a palavra síndrome dita isoladamente significa Síndrome de Down. “Ele tem síndrome”.
CERBRO: Cérebro
FUNDO: Ânus
BUZINANDO NO PÉ DUVIDO: Quando o paciente é taquilálico e fica falando sem parar (duvido = do ouvido)
FOI PARA A VIDA: Prostituiu-se
CAXINGA: Claudica
ACAMBITOU: Atrofiou a perna
ELE ME USOU: Quando a mulher se refere que manteve relações sexuais com o esposo/companheiro; não se refere a estupro, mas às relações habituais, consensuais. Na primeira vez que ouvi quase chamo a Polícia, então é sempre preciso esclarecer com o paciente reformulando a pergunta
CANO: Canal uretral
VILIDA, VILÍDEA, VILÍDIA: Pterígio. Não consegui a explicação para o termo. Quem souber me diz 
PAPEIRA: Parotidite
COCEIRA: Quando usam o termo para nomear uma doença provavelmente portam escabiose. Mas no geral usam para denominar qualquer prurido
CHEIRO CHÔCO: Similar a catinga
XUXADA: Fisgada, pode ser em qualquer parte do corpo
CIPOADA: Sensação de dor aguda e de forte intensidade, geralmente se refere às cólicas intestinais.
CULHÃO ou CUNHÃO: Testículo
ESTALICIDO: Resfriado comum
SÓ O BAGAÇO: Quando a doença deixou a pessoa muito mal
ESCURRIMENTO: Leucorreia, ‘corrimento’
QUENGA: Prostituta
VEIA TRIADA: Espasticidade Muscular
AUCHILA: Axila
DICUMÊ: Comida, prato feito. “Eu que boto o dicumê dela”.
DESCAÍDO: Emagrecendo
IRISIPÉ: Qualquer úlcera ou pioderma nos MMII que demore a cicatrizar. Vem de erisipela.
ARIADO ou AREADO: Desorientado, sobretudo no espaço. “Ele se ariou e não conseguiu voltar para casa”
CAIR ESTATELADO: Desmaiar, perder a consciência e cair no chão sem defender-se
ÚTERO CRESCIDO: Leiomioma
CARNE DE CRIAÇÃO: Carne de bode e de carneiro
ARRUPIAMENTO: Calafrios. Uma vez um agricultor muito bonitinho disse ‘arrupiamento de pelo’, foi com ele que ouvi pela primeira vez ‘abrimento de boca’.
ABRIMENTO DE BOCA: Bocejo anormal (sonolência por doença)
GARRAFADA: Remédio popular com fórmulas ‘secretas’ supostamente criadas pelos curandeiros mas que no geral envolvem mel, álcool e ervas locais para as quais o povo credita efeitos terapêuticos que vão desde curar unha encravada a câncer. Quando a garrafada é para problemas respiratórios geralmente é chamada de LAMBEDOR e quando combate impotência erétil é chamada de FORTIFICANTE.
CROFENAQUI, DISCROFENAQUI: Diclofenaco
NAVAGINA: Novalgina
PARACITAMÓ: Paracetamol
ISDOCLORO: Hidroclorotiazida
CATOPRI: Captopril
DIPERONHA, DIPIRONHA, DISPIRONA: Dipirona
AQUELA INJEÇÃO ENCARNADA: Dexacitoneurin
PÍULA: Comprimido
PLANTO ROÇA: Aqui no RN quando o lavrador diz que planta roça ele está se referindo ao plantio da macaxeira.
TENHO SISTEMA NERVOSO: Tem ansiedade ou transtorno ansioso-depressivo
Termos enviados por leitores do Salada Médica:
TENHO COORDENAÇÃO MOTORA: Para explicar que tem alteração em coordenação motora (Via @cosmeasia)
TENHO TIREOIDE: Para explicar que tem hipo ou hipertireoidismo (Via Pedro)
PATICUM: Taquicardia (via @_GiseleOliveira)
URSA: Úlcera (via @_GiseleOliveira)
AFICA: Afta (via Lis)
ESPORÃO DE GALO: Osteófito no calcâneo (via Lis)
BUCHUDA: Gestante (via Elivânia)
TREIS SOL (‘Terçol’): Hordéolo (via Elivânia)
GOGO: Presença de esputo em infecções respiratórias, geralmente sinusite, o gogo é o gotejamento nasal posterior. (Via @uoleo)
Quando eu for lembrando de mais coisas edito o post 
Beijos,
Meire
Albener Pessoavia firehose

I’m tired of seeing debate on this. Prostitutes and sex workers of other kinds sell a service. If you purchase that service, you are a customer. If you, without consent, abuse their rights as a human, that is not tantamount to theft. It’s a human rights abuse. If you punch a boxer, you aren’t stealing their time as a professional to see their reaction. You are assaulting them, and the law will recognize this and punish you accordingly. Rape of prostitutes, however, is a much more serious and common abuse, and it is significantly less punished by law enforcement and societally regarded as a non-issue. I’m a martial artist. Compared to the average person, I am much more mentally prepared for the possibility of a physical attack. It is the milieu I immerse myself in. That doesn’t mean I want to be attacked, or that it would be ok to attack me, and no one would ever make that logical leap. Prostitutes, while also more mentally prepared for the very real possibility they may be raped, are no more deserving of rape than I am of being assaulted. A non-consensual assault against a person, regardless of profession or mental preparation for attack, is clearly still a human rights abuse and the equivalent of assault, not theft. Stop debating this shit.
You. I like you.
Albener Pessoavia firehose










A reminder that “male” armour usually works just as well with female bodies. If you’re trying to design something practical, useful and historical looking (or even just something the follows the laws of physics), never ever put in boob cups. Aside from the fact they give the armour a sort of “focus point” for swords, falling down on them would send the shock right into the sternum. Regular plate armour leaves enough space between the chest for small to medium sized boobs anyway. But say the girl underneath is a buxom lass, you can still avoid that cleavage, boob cup shape while leaving enough space for her melons.
But aside from plate, things like the top picture, chainmail and all sorts of leather armour are unisex. I know you might be thinking that the feminine thing to do when designing a female warrior is to show off a bit of thigh or neck or cleavage or something, but really, understand that if the goal of that armour is to protect completely, putting an obvious gap in it is a terrible idea and she’ll surely get stabbed very quickly.
And don’t feed me the “it’s magic, I don’t got to explain shit” line. Bollox. Magic armour and forcefields need to make some sense too. Show me something that LOOKS like it’s generating a barrier over the character instead of just saying “Oh the G-string of Invulnerability is just as good as wearing full plate anyway”. If that’s the case, everyone would wear it. And why can’t they just tie it around their belt? Make me believe that your magic armour and spells have logic to them. If not, please don’t play your world straight. I’m all for super stylised designs as long as they’re sold as such, but if you’re trying to make a world that feels real enough for people to believe and get immersed in, think this stuff out. If you’ve designed someone with sparse, gapped armour that shows skin, give your character a reason to wear it.
This was suggested by tcharlatan, and I think my readers will find this interesting! (It’s also a good reference for the contest.)
Albener PessoaHAHAHAHAHA
Chicken diapers. A great gift for the person in your life who is okay with chickens walking around inside their house, but hates having to housetrain them.
Albener PessoaIt may happen
The Chumbuddy is an expensive sleeping bag that looks like a shark is eating you. It’s “frequently bought together” with socks that look like a shark is eating your leg and a mug with a shark at the bottom. Who are these shark people and why do they shark so much? Are they called sharkies? Sharkophiles? Shredditors? (I don’t want to assume that they’re on Reddit, but it’s a fair guess.)
Albener PessoaEu ja deii uma mancada parecida
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Já não acha mais tão ruim ser obesa, né?!
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PROD3000 always knows the right thing to say.
NUNCA MAIS!
Imagine que 95% dos acidentes de carro fossem causados por um vírus. Agora imagine que um grupo de cientistas descobriu uma vacina que protege contra esse vírus, mas como todo bom talismã mágico, há um porém: Você precisa se vacinar antes de aprender a dirigir.
Problema nenhum, certo? Vacine-se as crianças e pronto. Protegidas por toda a vida.
Agora imagine que um grupo de idiotas acha que ao vacinar as crianças antes de aprenderem a dirigir as torna propensas a querer dirigir antes do tempo, e por isso preferem que seus filhos fiquem desprotegidos, suscetíveis ao vírus que causa 95% dos acidentes, mesmo sem nenhuma relação real entre uso da vacina e interesse em dirigir.
Em essência é a vacina contra o HPV, o Human Papyloma Virus. Esse bicho é responsável por verrugas genitais e diversos tipos de câncer, incluindo 95% dos casos de câncer de útero. E EXISTE UMA VACINA! isso mesmo, fuck cancer, uma vacina que aplicada em mulheres (casos de câncer de útero em homens tendem a ser raros) antes da fase sexualmente ativa, quando têm contato com o HPV e outros vírus, garante imunidade.
A polêmica, criada por conservadores e fanáticos religiosos nos EUA, é que ao vacinar crianças e pré-adolescentes estariam estimulando esses jovens e iniciar atividade sexual. Sim, eu sei, não faz sentido, mas mesmo que fizesse se o preço pra proteger minha filha de um troço que causa 95% dos casos de câncer no útero fosse se tornar sexualmente ativa, eu mesmo contrataria o Kid Bengala.
Alheio a essa polêmica babaca, o SUS vai investir R$ 360,7 milhões na compra de 12 milhões de doses, aplicadas em meninas entre 10 e 11 anos, a partir de 2014. No Brasil o câncer de colo de útero é o segundo maior matador de mulheres, por ano são 4,8 mil vítimas fatais e 18.430 novos casos são diagnosticados.
Poderia dizer que há esperança disso mudar, mas não seria verdade. Não é esperança, é praticamente certeza.
Nos EUA, somente 32% das meninas tomaram as 3 doses necessárias para a vacina surtir efeito. O criminoso movimento antivaxxer e conservadores religiosos afetaram as campanhas de saúde pública. MESMO ASSIM comparando com dados pré-2006, quando a vacina foi introduzida, os casos de contaminação por HPV entre adolescentes caíram 56%.
Nenhuma variação na atividade sexual das meninas foi identificada. Estranhamente não associaram tomar injeção com autorização pra liberar a bacurinha.
No Brasil vamos superar de longe essa marca. Nossos conservadores religiosos não costumam encher o saco com assuntos de saúde pública, aqui até padre usa camisinha.
De resto, qual foi a última vez que você viu um cachorro com hidrofobia ou uma criança aleijada por pólio? Vacinas funcionam, vide os casos de sarampo nos EUA após a introdução da vacina:
Portanto, faça a coisa certa e vacine suas filhas. Se não quiser esperar o SUS, a vacina já está na rede privada, e vale cada centavo de sei lá quanto estão cobrando. Não estou pedindo que acredite em mim. Como diz Richard Dawkins, ciência funciona. Se você baseia medicina em ciência, ela cura pessoas, se projeta aviões baseado em ciência, eles voam.
Ciência funciona, bitches.
Fonte: Folha.