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25 Apr 14:51

Weight Watchers

by Greg Ross
Adam Victor Brandizzi

IMAGINA NA COPA

https://commons.wikimedia.org/wiki/File:Westminster_16C.jpg

The Habeas Corpus Act of 1679 is a landmark in English law, permitting a prisoner to challenge the lawfulness of his detention. But Parliament passed it through an absurd miscount:

Lord Grey and Lord Norris were named to be the tellers: Lord Norris, being a man subject to vapours, was not at all times attentive to what he was doing: so, a very fat lord coming in, Lord Grey counted him as ten, as a jest at first: but seeing Lord Norris had not observed it, he went on with this misreckoning of ten: so it was reported that they that were for the Bill were in the majority, though indeed it went for the other side: and by this means the Bill passed.

That account, by contemporary historian Gilbert Burnet, is borne out by the session minutes. The act remains on the statute book to this day.

25 Apr 14:15

Professor Encourages His Students to Cheat in Order to Teach Them Game Theory

by John Farrier

test

Peter Nonacs, professor of biology at UCLA, teaches Game Theory in his Behavioral Ecology course. He told his students that for an upcoming exam, they could do anything that would normally be considered cheating:

A week before the test, I told my class that the Game Theory exam would be insanely hard—far harder than any that had established my rep as a hard prof. But as recompense, for this one time only, students could cheat. They could bring and use anything or anyone they liked, including animal behavior experts. (Richard Dawkins in town? Bring him!) They could surf the Web. They could talk to each other or call friends who’d taken the course before. They could offer me bribes. (I wouldn’t take them, but neither would I report it to the dean.) Only violations of state or federal criminal law such as kidnapping my dog, blackmail, or threats of violence were out of bounds. [...]

Once the shock wore off, they got sophisticated. In discussion section, they speculated, organized, and plotted. What would be the test’s payoff matrix? Would cooperation be rewarded or counter-productive? Would a large group work better, or smaller subgroups with specified tasks? What about “scroungers” who didn’t study but were planning to parasitize everyone else’s hard work? How much reciprocity would be demanded in order to share benefits? Was the test going to play out like a dog-eat-dog Hunger Games? In short, the students spent the entire week living Game Theory. It transformed a class where many did not even speak to each other into a coherent whole focused on a single task—beating their crazy professor’s nefarious scheme.

On the day of the hour-long test they faced a single question: “If evolution through natural selection is a game, what are the players, teams, rules, objectives, and outcomes?”

Most students responded by working together:

One student immediately ran to the chalkboard, and she began to organize the outputs for each question section. The class divided tasks. They debated. They worked on hypotheses. Weak ones were rejected, promising ones were developed. Supportive evidence was added. A schedule was established for writing the consensus answers. (I remained in the room, hoping someone would ask me for my answers, because I had several enigmatic clues to divulge. But nobody thought that far afield!) As the test progressed, the majority (whom I shall call the “Mob”) decided to share one set of answers. Individuals within the Mob took turns writing paragraphs, and they all signed an author sheet to share the common grade. Three out of the 27 students opted out (I’ll call them the “Lone Wolves”). Although the Wolves listened and contributed to discussions, they preferred their individual variants over the Mob’s joint answer.

In the end, the students learned what social insects like ants and termites have known for hundreds of millions of years. To win at some games, cooperation is better than competition. Unity that arises through a diversity of opinion is stronger than any solitary competitor.

But that wasn't the end of of Prof. Nonacs's instruction:

But did the students themselves realize this? To see, I presented the class with one last evil wrinkle two days later, after the test was graded but not yet returned. They had a choice, I said. Option A: They could get the test back and have it count toward their final grade. Option B: I would—sight unseen—shred the entire test. Poof, the grade would disappear as if it had never happened. But Option B meant they would never see their results; they would never know if their answers were correct.

“Oh, my, can we think about this for a couple of days?” they begged. No, I answered. More heated discussion followed. It was soon apparent that everyone had felt good about the process and their overall answers. The students unanimously chose to keep the test. Once again, the unity that arose through a diversity of opinion was right. The shared grade for the Mob was 20 percent higher than the averages on my previous, more normal, midterms. Among the Lone Wolves, one scored higher than the Mob, one about the same, and one scored lower

Link | Photo: Alberto G.

25 Apr 14:12

A nostalgia do burro inteiro

by beneduvida

Milito pelo antiontem. Vejo na nostalgia um mal a ser combatido. Tento escapar dela, nem que nessa rejeição gaste um pouco do meu futuro. Se tenho uma nostalgia, uma só na expressão de um mal a ser praticado “socialmente", essa nostalgia é a nostalgia do burro inteiro. A nostalgia do burro inteiro é a minha cerveja.

Talvez seja o destroço de sinapses antigas, memórias dos meus dias de burro em flor, mas sinto falta autêntica do seguinte personagem: o burro inteiriço, o burro que é mármore da própria burrice, o burro que baixa o pescoço e coloca um vintém no altar da complexidade. 

O burro inteiro é humilde: pede licença até para ser burro. O burro inteiro está instalado em si: rubrica um “ciente" nos recibos de sua própria limitação. Mas os burros inteiros quase sumiram. Caíram pela falta de espírito de corpo e pelo excesso de placidez – falhas mortais em tempos de velocidade e de cerco a tudo de certo e fixo (a burrice incluída). No lugar desses burros de ofício, avançam hoje os meio-burros. 

O meio-burro é aquele burro que resolve, de uma tirada, grandes questões, grandes investigações. É o detetive-minuto nos grandes crimes, o analista-instantâneo nas grandes crises do poder, o crítico-de-microondas dos grandes movimentos da cultura. O meio-burro sabe sobre muito, mesmo que pouco ou apenas o suficiente para montar sentinela em sua guarita de concreto. Da guarita, o meio-burro guarda a pequena planície do que conhece e, protegido, até se arrisca a mirar outras terras, que não entende.

Para o meio-burro, tudo é simples e a Esfinge não passa de uma carinha sorridente. O meio-burro quer ver nas coisas a simplicidade que nega a si mesmo (o meio-burro é, afinal, um perito). Escolado em cabeçalhos, apressado em concluir e generalizar, o meio-burro é o maior inimigo da complexidade.

 

2

Dirão alguns observadores, com um ranço de decadência na boca, que a explosão nas tecnologias de informação abriu terreno para esse tipo de burro novo. A internet seria, sob esse ponto de vista, uma facilitadora do meio-burro. 

O fato, entretanto, é que a expansão das formas de comunicação coloca mais conhecimento na praça. Isoladas outras circunstâncias, essa expansão de oferta tende a favorecer, no lugar de desencorajar, a apreensão da complexidade. 

(Ainda que concentrada de forma um tanto artificial nas grandes realizações do espírito, a história do conhecimento é inseparável da história da besteira.)image

O que faz o meio-burro prosperar nestes dias é, antes, o aproveitamento de uma oportunidade aberta a todos. Com as novas tecnologias, pode o meio-burro estabelecer redes de apoio, de reforço mútuo de certezas e cegueiras. O meio-burro é o mais gregário dos burros, um burro de cooperativa.

A cooperativa dos meio-burros, um fato de dimensão política, é sólida em sua singeleza, e se assenta num pequeno conjunto de suposições.

A primeira dessas suposições é a de que meio-burro, como todo homem, pode mudar o mundo a partir de sua garagem. O sucesso de gênios solitários ou quase solitários nas últimas três décadas iluminou o céu dos meio-burros, como um raio de esperança. O meio-burro se crê um Napoleão de garagem, um self-made man pronto ou em potência.

Derivada da primeira, vem a segunda: a de que todo código pode ser “quebrado", que qualquer verdade pode ser revelada ao homem de boa poltrona. É a arrogância do homem que não se move: a certeza de que, ao não se misturar, ao não descer à arena, ele mesmo, o meio-burro, se aprimora numa forma de ascese intelectual.

A terceira, e última suposição, é a de que a sociedade, assim como as gavetas de pijamas e cuecas do meio-burro, se move pelo compor e recompor de conspirações. Sob o solo de nossas cidades incertas, o meio-burro imagina teias, todas traçadas com restos de ideologias confusas e detritos de velhas construções. O meio-burro não concebe a possibilidade de um dado limpo: não admite um um-a-seis de acidente, nem tampouco um um-a-seis de mistério. O meio-burro é um positivista com pressa.

(Ora dirão: “seu reacionário, crítico educação universal". Pelo contrário, a questão em jogo aqui está desvinculada de títulos e diplomas.  A bem da verdade, noutros tempos ninguém produzia burros mais perfeitos do que a universidade. Hoje os meio-burros vicejam dentro e fora dela.)image

 

3

Enunciado está o catequismo do meio-burro, mas onde se localiza o meio-burro?

O meio-burro habita o pânico moral, a explosão coletiva de sentimento de que algo ou alguém ameaça a ordem social. “A tirania das minorias”, “a epidemia de permissividade”, “os piratas da internet”: o meio-burro pega cancha na denúncia de inexistências e inevidências, o que o transforma no maior perito em não-coisas, como a pulseirinha do sexo.

O meio-burro mora também no tendencismo de resultados, no apontamento de causas e movimentos externos para extrair efeitos para si mesmo. O meio-burro mede o vento pensando na cor do boné que vai comprar: enxerga tendências até em séries de um, e faz disso um negócio. O meio-burro é o senhor das palestras.

O meio-burro faz casa no novo ateísmo. É amigo de Dawkins, despreza qualquer cânone que não o seu, se orgulha de não conhecer o que detesta. Pois o meio-burro sempre fala demais e não há lugar em que ele possa falar mais alto do que no campo do dawkinismo: o novo ateísmo é uma grande marcha pelos direitos civis dos meio-burros.

(A ascensão dos ateus burros é a cartada maior do teísmo. Nada depõe mais pela fé do que a indigência na denúncia dela. E mais: o analfabeto bíblico/védico/corânico está a anos luz do analfabeto funcional: não sabe dizer nem “bom dia" no mundo dos símbolos. Falta ao debate da cultura a leitura dos textos sagrados, inclusive e principalmente no ateísmo.)

Feito o diagnóstico, lanço o apelo: é preciso resgatar o burro inteiro como se trouxéssemos de volta um mamute siberiano: com estudo, com método, com burrismo: uma terapia progressiva, em que assumam os burros a ignorância plena não de tudo, mas ao menos de uma área do conhecimento. "Não entendo nada de política/economia/psicolologia" seria um excelente começo para todos nós, burros desviados ou não. image

******

Comentário de Oto Vale:

Considere-se como um fator de mudança recente da paisagem a imperatividade de se ter opinião sobre tudo. Invente alguém de dizer “Não entendo nada de cachaças mineiras", e será atirado ao ostracismo que se inicia com a frase “Você não sabe o que está perdendo". A única saída é o silêncio.

João Paulo Palmeira:

O meio burro, sem perceber, passa por um processo de cartilagem ideológica. Antes de tentar formar uma opinião, de construir um pensamento próprio, ele, tentado pela ideia de ter um resposta para tudo, procura um grupo (nem que seja uma página do Facebook, o terreno mais fértil para as certezas) e absorve todas suas opiniões. Em seguida, proclama-as ao vento com ares dogmáticos.

Aborto? Redução da maioridade penal? Deus existe? O Flamengo foi campeão em 87?

Pergunte ao meio burro, ele tem a resposta pra tudo. E com certeza, não vai dizer “Poxa cara, não faço ideia" ou como se diz nas terras de quem vos fala "É o quê, ômi?"

Lake Flash:

O sujeito antes só enxergava o mundo de uma janela que dava para um muro. E estava muito bem, obrigado. Um dia, por tentação do diabo, abandonou a janela e partiu em busca de novas vistas. Porém, tudo o que conseguiu encontrar foram minúsculas frestas de telhado, que passaram doravante a ser seu único ponto de observação. E eis que o outrora burro total se converte num “sujeito bem informado" (ou meio-burro, na linguagem do David).

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Claudio Nunes:

Eu estava empacado na estrada. Hoje caminho solenemente para alcançar a dádiva de me tornar um burro completo.

Ronaldo Pelli:

Você vê a procriação dos meio-burros com o crescimento da internet, e eu com a proliferação da praga do jornalismo [talvez, no fundo, sejam a mesma coisa]. Porque o que é o meio-burro se não o jornalista que é o famoso especialista de porra-nenhuma, mas que caga-regra a todo momento porque já conversou com a, b ou c?

No mais, gostei muito da afirmação do presente, em que você começa o texto: eu tenho também pavor à melancolia. E também essa campanha contra os ateus, que você associou ao Dawkins. E, por fim, me lembrei da famosa frase tapa-luva-de-pelica do velho Sócrates: “Só sei que nada sei" [cujo complemento da frase é ainda mais cruel: “e o fato de saber isso, me coloca em vantagem sobre aqueles que acham que sabem alguma coisa"].

25 Apr 14:11

April 25, 2013


25 Apr 14:11

Common Fears

by Doug

Common Fears

Here’s more fear.

24 Apr 22:27

Theory and Practice

by Greg Ross

http://commons.wikimedia.org/wiki/File:Richard_Feynman_-_Fermilab.jpg

In 1982 Richard Feynman and his friend Tom Van Sant met in Geneva and decided to visit the physics lab at CERN. “There was a giant machine that was going to be rolled into the line of the particle accelerator,” Van Sant remembered later. “The machine was maybe the size of a two-story building, on tracks, with lights and bulbs and dials and scaffolds all around, with men climbing all over it.

“Feynman said, ‘What experiment is this?’

“The director said, ‘Why, this is an experiment to test the charge-change something-or-other under such-and-such circumstances.’ But he stopped suddenly, and he said, ‘I forgot! This is your theory of charge-change, Dr. Feynman! This is an experiment to demonstrate, if we can, your theory of 15 years ago, called so-and-so.’ He was a little embarrassed at having forgotten it.

“Feynman looked at this big machine, and he said, ‘How much does this cost?’ The man said, ‘Thirty-seven million dollars,’ or whatever it was.

“And Feynman said, ‘You don’t trust me?’”

(Quoted in Christopher Sykes, No Ordinary Genius, 1994.)

24 Apr 21:42

Being Snobby On Facebook

by Kim LaCapria
Adam Victor Brandizzi

Haha, perfeito.

great gatsby burngreat gatsby burn

It can backfire quickly.

Being Snobby On Facebook is a post from: The Inquisitr

24 Apr 20:44

The Salesman's Guide To Manipulating Your Friends

A common convention used when pricing a product is to offer 3 different prices - a premium option, a normal option, and a budget option. Even if you would prefer to offer just one product at one price, the three tier option is usually better.

image

Why? Because when it comes to making decisions based on prices, people are easily manipulated. Here is a good example that summarizes an experiment from the book Priceless:

“People were offered 2 kinds of beer: a premium beer for $2.50 and a bargain beer for $1.80. Around 80% chose the more expensive beer.

“Now a third beer was introduced, a super bargain beer for $1.60 in addition to the previous two. Now 80% bought the $1.80 beer and the rest the $2.50 beer. Nobody bought the cheapest option.

“Third time around, they removed the $1.60 beer and replaced it with a super premium $3.40 beer. Most people chose the $2.50 beer, a small number the $1.80 beer and around 10% opted for the most expensive $3.40 beer. Some people will always buy the most expensive option, no matter the price.”

As the experiment shows, people often have a preference for the middle option, irrespective of quality or price. Although we tend to think of ourselves as making decisions by comparing the cost of a product to its quality (or our willingness to pay), we don’t always do so in practice. 

Instead, we often compare the options that are immediately available against each other. The type of person that always buys the premium option will go for the premium option, the person sticking to a budget will go for the cheapest option, and most people will see the middle option as the reasonable balance between quality and price.

As a result, a common sales tactic is to offer a budget and premium option around your product. If you just offer one price for one option, customers will only decide whether to purchase the product by comparing it to similar products or estimating how much they think it’s worth. But by offering three options, you can change the conversation and induce people to make their decision by comparing the three options.

image

This principle can also be applied outside pricing to any area where you are trying to frame a decision for someone. It’s also a great way to manipulate your friends into making a decision you want.

Let’s imagine a completely hypothetical situation involving two roommates. The roommates decide to go out for dinner, but they can’t agree on a restaurant. So, one of them volunteers to research some options.

On Yelp, he finds a restaurant he wants to go to. But rather than suggest that one restaurant, he pitches his roommate on three different eateries: First a cheap Italian restaurant, next the moderately priced and conveniently located Cuban restaurant that he favors, and finally an expensive Chinese restaurant that is far away.

Now, instead of debating the merits of the Cuban restaurant in isolation (as the first roommate doubts that his roommate would want to go), the second roommate is comparing it to two other options. Comparatively, it seems great. It’s neither the overly cheap nor overly expensive option, and it is conveniently located. 

Of course, you probably shouldn’t suggest anything you’re not willing to actually do. In this author’s case, the plan backfired. Bucking the trend, his roommate chose the Chinese restaurant. Luckily, it was delicious.

This post was written by Alex Mayyasi. Follow him on Twitter here or Google Plus.

24 Apr 19:59

allcreatures: Alpaca shearing day. Picture: REUTERS/Michaela...









allcreatures:

Alpaca shearing day.

Picture: REUTERS/Michaela Rehle (via Alpaca shearing day in Germany - Telegraph)

24 Apr 18:22

Caddis fly larvae coaxed into building cocoons out of precious metals and gems

by Cory Doctorow


This 2007 profile of Hubert Duprat's work with caddis fly larvae is a tiny, entomological miracle. The larvae build their cocoons with whatever material is at hand; Duprat forces them to build with gold and precious gems, making spectacular bio-organic jewelry.

Duprat, who was born in 1957, began working with caddis fly larvae in the early 1980s. An avid naturalist since childhood, he was aware of the caddis fly in its role as a favored bait for trout fishermen, but his idea for the project depicted here began, he has said, after observing prospectors panning for gold in the Ariège river in southwestern France. After collecting the larvae from their normal environments, he relocates them to his studio where he gently removes their own natural cases and then places them in aquaria that he fills with alternative materials from which they can begin to recreate their protective sheaths. He began with only gold spangles but has since also added the kinds of semi-precious and precious stones (including turquoise, opals, lapis lazuli and coral, as well as pearls, rubies, sapphires, and diamonds) seen here. The insects do not always incorporate all the available materials into their case designs, and certain larvae, Duprat notes, seem to have better facility with some materials than with others. Additionally, cases built by one insect and then discarded when it evolves into its fly state are sometimes recovered by other larvae, who may repurpose it by adding to or altering its size and form.

Artist Project / Trichopterae (via Neil Gaiman)

(Photos: Jean-Luc Fournier)

    


24 Apr 18:20

Backup Your Data

by Miss Cellania

This is a notice of pure desperation. Imagine working on your thesis for five years and suddenly it's gone. University librarians and computer techs say it happens more than you might think. You can store it online, in the cloud, on external drives, or with a professional service. When data is this precious, more than one backup method would be a good idea. Link

24 Apr 16:45

O que estamos realmente discutindo quando falamos de maioridade penal

by Pedro Burgos
Adam Victor Brandizzi

Adoro discussões sobre redução de maioridade porque é um dos poucos temas polêmicos para o qual estou cagando e andando e, portanto, posso olhar de fora o circo pegar fogo. Agora, de vez em quando alguém fala bem algo novo, como esse cara, e tenho de elogiar.

Há 20 anos, no Reino Unido, um crime bárbaro cometido por dois menores de idade contra uma criança gerou uma enorme discussão sobre o tratamento de jovens delinquentes. James Bulger, de dois anos, foi sequestrado em um shopping e depois morto a golpes de tijolo e barra de ferro. Seu corpo, jogado em uma linha de trem, só foi encontrado dois dias depois. Jon Venables e Robert Thompson, os responsáveis pela brutalidade, tinham apenas 10 anos à época e foram julgados como adultos. O governo pedia uma pena de 15 anos, os leitores do tablóide Sun assinaram uma petição para que fosse aplicada a prisão perpétua. Depois de julgados, eles ficaram confinados na prisão até 2001 – quando ganharam novas identidades e endereços. Depois de liberados e renascidos judicialmente, os dois vivem em uma aparentemente eterna condicional, podendo ser chamados de volta à cadeia a qualquer momento.

O crime voltou aos jornais nos últimos meses quando começaram a circular fotos na internet identificadas como sendo de Jon Venables. A Advocacia Geral do Reino Unido alertou os cidadãos que distribuir as imagens ou qualquer informação sobre a nova identidade era crime, pediu ajuda de Twitter, Facebook e Google para que bloqueassem as imagens e chegou a prender agentes prisionais que venderam ao tablóide Sun informações sobre os condenados. Para deixar a história ainda mais terrível, Venables voltou à prisão recentemente depois de terem sido encontradas fotos de pedofilia em um computador, e novamente aumentaram os clamores – puxados pela mãe da vítima – de que a sua verdadeira identidade fosse revelada.

Há uma farta literatura sobre o crime, e as discussões que elas geraram lá, tanto na mídia (como na BBC) quanto no parlamento (em uma comissão dedicada ao tema) merecem ser visitadas neste momento quando estamos discutindo, de novo, a redução da maioridade penal no Brasil, ou a inimputabilidade de quem tem menos de 18, como preferirem.

O “debate” sobre o assunto, como muitos que acontecem nas redes sociais, tenta simplificar um negócio um tanto quanto complexo, fazendo crer que há algum tipo de consenso entre especialistas. Muita gente contra sequer lê os “relatórios da Unicef” que repassa dizendo que a mudança da lei no Brasil seria um retrocesso: não há qualquer relação entre a maioridade penal e o nível de desenvolvimento humano de um país. Basta ver este gráfico:

1474929

França e Holanda são países bárbaros? Tampouco há uma tendência clara mundial de mudança na lei para proteger mais as crianças. Na Inglaterra, depois do caso James Bulger, por exemplo, revogou-se o princípio de doli incapax – a presunção de que crianças de 10 a 14 anos nem sempre têm consciência do mal que estão fazendo. Por outro lado, também não há, como a turma do Datena advoga, qualquer relação conclusiva entre a redução da maioridade penal e a diminuição dos delitos cometidos por adolescentes, especialmente os mais graves.

A proposta mais próxima de ser aprovada, a PEC 33/2012, do senador Aloysio Nunes (PSDB-SP), é bem menos agressiva (eu diria equilibrada) do que nos fazem crer aqueles que a repudiam, como a OAB e, bem, qualquer colegiado de psicólogos, educadores do Brasil. Ela na verdade não reduz a maioridade para 16 anos, mas “desconsidera a menoridade entre 16 e 18 anos em casos específicos”. Se a acusação for sobre um crime hediondo (ou múltipla reincidência em lesão corporal grave e roubo qualificado), após uma análise das condições psicológicas e precedentes do menor infrator, ele poderá, com autorização do Ministério Público, ser julgado como adulto. Na justificativa:

(…) a proposta é uma norma constitucional de eficácia limitada, na clássica definição do José Afonso da Silva, a depender, portanto, do advento de uma lei infraconstitucional (Complementar), algo como uma “Ação de Desconsideração da Menoridade”. Na construção desta lei, a sociedade brasileira, através do Congresso Nacional, no momento que considerar oportuno, definirá os casos excepcionais e extraordinários em que o menor infrator poderá ser considerado maior criminoso, sujeito não mais ao ECA (Estatudo da Criança e do Adolescente), mas ao Código Penal.

O texto anexo à proposta de emenda é bem interessante por dizer que “É fato que o Estatuto da Criança e do Adolescente (Lei 8.069/90) ainda não foi integralmente implementado e, portanto, não se pode ainda avaliar concretamente seus resultados, de molde a apontarmos para o seu sucesso ou fracasso.” Na prática, o senador concede a principal crítica dos opositores da mudança: se o Estatuto fosse melhor aplicado, e se as unidades de reabilitação de adolescentes fossem de qualquer forma reformadoras, talvez não estivéssemos discutindo isso agora.

Uma coisa é certa, e raramente é mencionada pelos defensores da ideia: mudar a legislação provavelmente vai sair caro. A proposta de Nunes estabelece que os criminosos entre 16 e 18 anos não seriam presos junto de adultos:

é notória a falência de nosso sistema prisional e sua incapacidade de recuperação. Colocar estes menores infratores, mesmo que de comprovada periculosidade, em contato direto com criminosos mais velhos, seria simplesmente piorar o problema, como por exemplo, fornecendo novos soldados para as facções criminosas que dominam o sistema penitenciário de boa parte do país.

Tanto o reconhecimento de que o ECA não foi implementado quanto este asterisco na justificativa da lei deveria disparar o alarme para a necessidade de focar a discussão no sistema prisional. Os problemas são conhecidos: superpopulação, corrupção que permite a comunicação dos presos com facções criminosas, a falta de estrutura para trabalho, péssimas condições de saúde, réus primários que cometeram delitos menores e pessoas aguardando julgamento colocadas na mesma cela que homicidas. Tudo isso ajuda a gerar uma das maiores taxas de reincidência do mundo, de 70%.

Como espaços para reabilitação, as instituições de correção para menores de idade como a Fundação Casa são um fracasso. As prisões, idem. Como disse o colunista Marcelo Coelho, na Folha, hoje:

Chegamos ao núcleo da questão. No estado atual das prisões brasileiras, é tão bárbaro prender quem tem 16 anos quanto quem tem 18 ou mais. Todos sabemos disso. O país não tem moral para exigir respeito à lei quando não tem moral para dizer: isto é uma prisão, você perderá a liberdade e aprenderá um ofício; trate de se recuperar.

Antes de criar novas prisões temos que decidir o que queremos com elas. É simplesmente punir ou de alguma forma reabilitar? Todos os casos são passíveis de reabilitação? O quanto que o Estado deve proteger pessoas que cometeram crimes horríveis? O menor de idade que junto de outros quatro adultos arrastou o menino João Hélio pelas ruas do Rio em 2007 não ficou mais de 3 anos preso, e recebe proteção especial do Programa de Proteção a Crianças e Adolescentes Ameaçados de Morte – enquanto os adultos pegaram penas de 39 a 45 anos (que, como sabemos, viram uma fração disso depois). Como os assassinos de James Bulger, o garoto teve um tratamento especial, afastado, e ganhou uma nova identidade pelo Estado. Um jovem criminoso é mais caro do que um criminoso comum, não apenas porque são necessárias novas celas, mas porque há uma ideia maior de reabilitação e proteção.

Na Inglaterra, o clamor popular para julgar crianças de 10 anos como adultos em poucos anos se transformou em revolta ao se descobrir o quanto o Estado gastava tentando dar uma vida nova aos jovens criminosos. Segundo estudo do parlamento inglês, manter uma fração de adolescentes em 10 prisões especiais custa lá cerca de 740 milhões de Reais por ano aos cofres públicos. Depois de toda a experiência tratando crianças como adultos para fins penais, a ordem do governo agora é prender cada vez menos menores de idade e focar em penas alternativas. Eles pensam bem com o bolso lá. Se o Brasil fosse uma democracia perfeita, onde a voz do povo é a lei, a redução da maioridade penal deveria ser aprovada o mais rápido possível. Mas é importante que todo mundo reflita um pouco sobre quais problemas estamos resolvendo e quais estamos criando, e se o resultado vale as penas.

Foto da Fundação Casa: Marcos Santos/USP imagens.



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24 Apr 16:03

Comic for April 24, 2013

24 Apr 16:02

This post has been featured on a 1000notes.com blog.



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24 Apr 15:46

red-lipstick: Anna Taut (Poland) - Awakening Of Wolves,...



red-lipstick:

Anna Taut (Poland) - Awakening Of Wolves, 2011     Paintings: Oil on Canvas

24 Apr 15:46

Guys, the day is made. via buzzfeedceleb: Lil Bub and Robert De...

24 Apr 03:15

Justiça, e não Drone, será usada contra Dzhokhar

by Gustavo Chacra

Veja também meus comentários sobre o atentado em Boston e a Al Qaeda no Canadá no Jornal das Dez da Globo News

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Quando os Estados Unidos suspeitam de alguém ser envolvido com terrorismo  no Yemen ou no Paquistão, um drone é enviado para um ataque seletivo contra esta pessoa supostamente ligada à Al Qaeda ou a outras organizações similares. Não existe um processo e tampouco garantia de que este indivíduo ou indivíduos realmente sejam envolvidos com planos de um ataque terrorista e representem uma ameaça a americanos.

Dzhokhar Tsarnaev, um dos suspeitos pelo atentado em Boston, tinha 19 anos, era carismático, bom atleta e estudava na Universidade de Massachusetts. Ele representava, porém, uma verdadeira ameaça aos EUA. De acordo com as próprias autoridades americanas, ele, junto com o irmão Tamerlan, realizou o ataque terrorista na maratona.

 


Meu comentário na TV Estadão

Naturalmente, muitos começaram a questionar sobre as diferenças entre Dzokhar e os suspeitos de terrorismo no Yemen. Ninguém usou um Drone para bombardear o barco onde ele estava escondido em Watertown, nos subúrbios de Boston. Muito menos contra a Universidade de Massachusetts, onde ele vivia em um dormitório estudantil. Afinal, o jovem terá direito a um julgamento na justiça civil. Além disso, no bombardeio, talvez os moradores das casas vizinhas  ou seu roommate no dorm também morressem.

É admirável ver como a Justiça americana funciona, concedendo ao suspeito de terrorismo um defensor público formado em Yale e fluente em russo. Dzhokhar terá toda a chance de se defender das acusações e, se for o caso, até provar a sua inocência ou conseguir prisão perpétua em vez de pena de morte – o nigeriano que tentou explodir um avião em Detroit não pegou pena capital, por exemplo.

Pena que os moradores do Yemen e do Paquistão não têm o mesmo direito. Ser suspeito de terrorismo significa ser condenado à morte. Ser vizinho de um deles, idem.

Guga Chacra, comentarista de política internacional do Estadão e do programa Globo News Em Pauta em Nova York, é mestre em Relações Internacionais pela Universidade Columbia. Já foi correspondente do jornal O Estado de S. Paulo no Oriente Médio e em NY. No passado, trabalhou como correspondente da Folha em Buenos Aires

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23 Apr 19:32

O Pobre que Trouxe a Sorte de Casar com uma Princesa

by Marco Haurélio

O folclorista russo Vladímir Propp, no clássico estudo Édipo à luz do folclore, analisa um motivo recorrente nos contos tradicionais: a tentativa de evitar-se uma profecia condenando-se à morte o provável causador do futuro dano. Geralmente, o herói (ou a heroína) tem um rei (ou uma rainha) como antagonista. A tentativa de “reparação” sempre dá errado e a pessoa condenada à morte — há exemplos de ambos os gêneros — escapa graças a um acesso de compaixão por parte do carrasco e, depois de muitas peripécias, termina por confirmar a predição. Além de Édipo, enviado à morte pelo próprio pai, Laio, na vã tentativa de mudar um destino terrível para toda a família, temos, ainda na mitologia grega, o exemplo de Perseu, condenado a morrer com sua mãe Dânae, numa caixa de madeira jogada no oceano. Acrísio, rei de Argos, responsável pela sentença, temia a realização de uma profecia segundo a qual seria morto por seu neto.

O exemplo mais famoso, na literatura oral, é o de Branca de Neve, conto conhecido mundialmente desde que os Irmãos Grimm o recolheram, na Alemanha, salvando-o do desaparecimento, e publicando-o no clássico livro Contos da criança e do lar. No mesmo livro, encontramos outro conto, Os três fios de cabelo de ouro do diabo, em que um rei, temeroso de que sua filha venha a desposar um pobre, busca eliminá-lo de todas as maneiras. Por estas paragens, Maria de Oliveira, dos Contos tradicionais do Brasil, de Câmara Cascudo, talvez seja o mais característico. Em Portugal, Teófilo Braga recolheu Maria da Silva, história que pode ser lida nos Contos tradicionais do povo português.


Na literatura de cordel, encontramos, ainda, A princesa Anabela e o filho do lenhador, de Severino Borges, com o mesmo motivo e a tentativa frustrada de se evitar uma profecia calamitosa (para o rei). Outro exemplo clássico, no cordel, é Dimas e Madalena nos labirintos da sorte, de Manoel Pereira Sobrinho, em que o rei Simão, para evitar a profecia funesta — sua filha Madalena “Trouxe a infeliz sorte/ de se casar na pobreza” —, ordena a morte de todos os meninos da Grécia, rememorando o episódio bíblico da “matança dos inocentes” pelo rei Herodes, do Evangelho segundo São Mateus.


O presente trabalho ampara-se também na tradição, posto que se baseia em um conto tradicional popular por mim na Bahia, A princesa e o filho da criada, que integra o livro Contos folclóricos brasileiros (Paulus, 2010). Mesmo com as adaptações próprias de uma recriação literária, deixa entrever, aos curiosos, a crença antiquíssima na infalibilidade do destino.



Ilustração de Arlene Holanda

Acima reproduzida está a apresentação que fiz do livro O pobre que trouxe a sorte de casar com uma princesa (Armazém da Cultura), que integra a  belíssima coleção Reinos do Cordel, sob coordenação de Arlene Holanda, que assina, ainda, as ilustrações deste livro.

Trecho:

Peço à Musa inspiradora

Que minha mente não canse

E eu possa versar um conto

Descrevendo cada lance

De uma história comovente

Neste meu novo romance.


Há cerca de nove séculos

Num reino muito distante

Viveu Gusmão, um mau rei,

De orgulho extravagante.

Não houve e não haverá

Outro assim tão arrogante.


Seu imenso poderio

Não conhecia empecilho,

Mas há um tempo seus olhos

Haviam perdido o brilho,

Pois, apesar de tão rico,

Ainda não tinha filho.


A rainha, sua esposa,

Vivia desconsolada,

Pois para o cruel marido

Ela só era a culpada,

E, por mais que se explicasse,

Não podia fazer nada.


Luzia, a sua criada,

Ouvia a sua lamúria,

Ela também conhecia

O monarca e sua fúria.

Assim vivia a rainha

Sempre coberta de injúria.


Até que um dia, cansada,

Ela foi ao oratório

E fez um pedido a Deus,

— Senhor, nesse dia inglório,

Eu venho aqui implorar

Livrai-me do purgatório.


Vós sabeis que vivo triste

E o meu espoco cabreiro,

Pois o reino que governa

Ainda não tem herdeiro.

Por isso peço o auxílio

Do grande Deus verdadeiro.


Então, no dia seguinte,

Ela estava diferente,

A tristeza fora embora,

E, agora, muito contente,

Sentiu que era atendida

Pelo Deus onipotente.


Em breve, porém, chegou

A feliz confirmação.

A rainha em gravidez,

Não escondia a emoção.

Até o severo esposo

Abrandou o coração.



23 Apr 19:13

Sunni and Shi’a Terror: A Difference That Matters

by Scott McConnell
Adam Victor Brandizzi

Uma interessante diferenciação entre terroristas sunitas e xiitas.

Regardless of what we find about Tamerlan Tsarnaev’s stay in Dagestan, the Boston Marathon case illustrates that we will not soon be done with terrorism inspired by Sunni Salafist doctrines. The Tsarnaevs had no understandable grievances, were not avenging the deaths of  relatives, were fighting for no territory. They were apparently young men having trouble finding a place of psychic belonging in the world, and they had access to the internet and found the doctrine of Salafist jihad. Under such circumstances, there may always be some takers. Police work will help, and so will limiting immigration.  But unlike that large portion of  terrorism connected to concrete and plausible political goals, from the Stern Gang to the IRA, the FLN to the Tamil Tigers to the Kurds to various Palestinian groups, this phenomenon seems truly mindless.

Andrew Sullivan wrote last week about the Tsarnaevs:

A little lost in modernity; finding meaning in the most extreme forms of religion; in many ways assimilated by the West but finding new ways to feel deeply, internally alienated by it: this is a classic profile of an Internet Jihadist. And there is nothing traditional about this religion. It’s hyper-modern, spread online and combustible with any other personal dramas.

We will probably have no choice but to  live with it, just as the United States seems prepared  to live with  homegrown mentally ill loner gunman having access to automatic weapons.

The same week the Tsarnaevs took over the news cycle, the Senate Foreign Relations Committee approved  the so-called “back door to war” resolution, described by Paul Pillar as “an open invitation to Israel to start a war with Iran and to drag the United States into that war.”

Whatever such a war might do to Iran’s nuclear aspirations, it is likely to spur the other kind of Islamic terror, that connected to Shi’ite Islam. This is a quite different animal from Sunni terror. In a lengthy essay written while he was a fellow at the Saban Center at Brookings, Colonel Thomas Lynch parses the distinctions.  While Sunni terrorists “tend to operate in a continuous, mid to high intensity manner,  seeing war against infidels and apostates as a perennial condition,” Shi’a terror, carried out by groups or agents close to the Iranian government featured “discrete terror campaigns tethered to state and organizational objectives.” Lynch provides a detailed summary of Shi’a terrorist operations from the early eighties to the present.  Shi’a terror, he concludes, is linked  to Iranian-state aims, including most of all—which he mentions several times—”regime survival.”  This is not the work of alienated loners trying to commit mass murder  for essentially  incomprehensible religious/mystical/reasons.  It can be understood—and dealt with—as easily as one understands and deals with the Provisional IRA—a comparison Lynch does not make but one which flows logically  from his analysis.

Col. Lynch was writing in the context of trying to prepare the United States for a war with Iran, one which he believed the US was not well-prepared for.   American counterterror capacities seemed designed to deal with Sunni al-Qaeda, and Lynch was concerned that the U.S. would be caught short in dealing with sophisticated state-sponsored terror against American businessmen, diplomats, economically and psychologically important overseas targets.

But his  distinction is important for another reason.  Those trying to generate hysteria in the United States about Iran’s nuclear program regularly play the crazy Muslim card. Iran, they imply, will become the Tsarnaev brothers with nuclear weapons. As Netanyahu put it in his UN address last year,

Iran’s apocalyptic leaders believe that a medieval holy man will reappear in the wake of a devastating Holy War, thereby ensuring that their brand of radical Islam will rule the earth.

This is a lie, a lie which has legs to the extent that Iran can be conflated and confused with the more serious  problem of Salafist jihadism—whether carried out by unhappy Saudis or stoner immigrants. Our peril is much less Iran than it is that the neoconservatives can generate enough hysteria to maneuver the United States into a two front war against Sunni extremism and Shi’a Islam—America’s economy, civil liberties, and ultimate standing in the world be damned. Were there to be a winner in such a confrontation, it could only be China.

23 Apr 18:37

CRAPCHA

by thomaspark
CRAPCHA stands for Completely Ridiculous And Phony Captcha that Hassles for Amusement. It doesn't keep spammers out. It doesn't crowdsource book scanning either. CRAPCHA's only job is to baffle users, and you can add it to your site today.

[Link]
23 Apr 18:33

Photo















23 Apr 18:31

honkshu: Steenbok. Photos by Arno







honkshu:

Steenbok. Photos by Arno

23 Apr 00:27

013

by Arnaldo Branco

Acho que tem gente que não conhece os quadrinhos que faço com o Claudio Mor para O Globo, Agente Zerotreze. O personagem (um espião lotado no Brasil) está concorrendo ao HQ Mix, mas não vamos ganhar mesmo então foda-se hehe. Aqui um apanhado das primeiras, antes do desenho do Claudio ficar maluco e passear por vários estilos (a última tira é uma amostra de como ele está hoje). Se arrumar tempo, semana que vem faço uma seleção de mais tiras para vocês.

Tira-013 Tira-02 Tira-03 Tira-14 Tira-21 Tira-023 Tira-024 Tira-026 Tira-035 Tira-037 Tira-039 Tira-044 Tira-052 Tira-055 Tira-058 Tira-057 Tira-062 Tira-067 Tira-068 Tira-069 Tira-071 Tira-861
22 Apr 23:56

Corporal Violet

by Greg Ross

canu - corporal violet

When Napoleon left France for Elba, his supporters wore violets as a secret sign of their allegiance. This 1815 colour print by Jean-Dominique Etienne Canu, Le Secret du Caporal La Violette, conceals images of the exiled emperor, his wife, and his son. Where are they?

22 Apr 23:29

FriendFracker

irrevocably delete between 1 to 10 random Facebook friends  
22 Apr 22:04

sofuckingkatty: tiburongata: acoustickub: viergacht: femmefor...







sofuckingkatty:

tiburongata:

acoustickub:

viergacht:

femmeforeverybody:

Nichelle Nichols (Uhura on the original series):”Whoopi Goldberg, she’s just marvellous. I had no way of knowing that she was a Star Trek fan. When I finally met her it was her first year on the Next Generation.

She loved the show so much and she told her agent she wants a role on Star Trek. Well agents go ‘Big screen, little screen, no, you can’t do that’. Well you can’t tell Whoopi ‘You can’t do that’.

And so they finally asked, and they had the same reaction at Star Trek office, specifically Gene. And she said, ‘I want to meet him and I want him to tell me to my face. If he tells me he doesn’t want me and why, I’ll be fine.’

Knowing Gene he had to take that challenge, and so he met with her. She said, ‘I just wanted you to tell me why you don’t want me in Star Trek.’

Gene said, ‘Well, I’ll just ask you one question and I’ll make my decision on that. You’re a big screen star, why do you want to be on a little screen, why do you want to be in Star Trek?’

And she looked at him and she said, ‘Well, it’s all Nichelle Nichols’ fault.’

That threw him, he said, ‘What do you mean?’

She said, ‘Well when I was nine years old Star Trek came on,’ and she said, ‘I looked at it and I went screaming through the house, “Come here, mum, everybody, come quick, come quick, there’s a black lady on television and she ain’t no maid!”’ And she said, ‘I knew right then and there I could be anything I wanted to be, and I want to be on Star Trek.’

And he said, ‘I’ll write you a role.’

http://www.bbc.co.uk/cult/st/interviews/nichols/page4.shtml

Manly tears were shed. 

The feels are strong here.

:’

She was my favorite character, too. Which just makes this doubly awesome for me.

22 Apr 21:58

This post has been featured on a 1000notes.com blog.



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22 Apr 21:57

the-new-pope: pyromanicprince: yes-want: China has peelable...



the-new-pope:

pyromanicprince:

yes-want:

China has peelable banana popsicles.. Our technology is inferior.

Why must we play God

we have that in peru too. you are staying behind

wake up america

22 Apr 21:55

Família Dinossauro e antibióticos

by noreply@blogger.com (Philipe Maciel)
Na séria "Familia Dinossauro" há um episódio onde o personagem Baby, depois de levar à boca uma chupeta que havia caído no chão, contrai alguma sorte de doença. A única coisa capaz de curar Baby foi pão mofado - depois de comer pão com mofo, o personagem melhorou.

À época (eu era pequeno) eu achei isso tudo inverossímil (sendo pequeno, não com essa palavra): como raios pão mofado iria curar alguém de uma doença?

Em retrospecto e em defesa dos redatores da série, admito: fazia todo o sentido. Ora, mofos são uma fonte de antibióticos naturais. Sendo pequeno, eu não sabia.

Uma pena que, às vezes, excelentes piadas e argumentos passsem despercebidos pelo público infantil. Ou pelo menos, tenham passado por mim!


22 Apr 20:37

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