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27 Jun 01:15

As famosas 1000 palavras

by Luis Henrique Deutsch (terça-feira)

por Luís Henrique Deutsch  (e por milhões de filhos da Pátria Mãe Gentil que tiraram essas fotos e participaram da maior  Manifestação Popular desde o “Fora Collor”)

Meu post hoje economiza no texto. Acho que a velha máxima do que quanto uma imagem vale em palavras pode se expressar vendo as que estão abaixo.  PRE-PA-RA que é palavra de monte, então. Obrigado, brasileiros. Deu orgulho e foi bonito

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” O povo unido, é gente pra caralho”

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“Vem pra rua, vem contra o aumento”

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Hoje tem mais, pessoal. Com partido, sem partido, com bandeira, sem bandeira. De branco, de preto, de vermelho, de rosa.

A rua é nossa.


27 Jun 01:15

De pé.

by Emiliano Augusto

por Emiliano Augusto

A minha gente acordou hoje falando de lado e olhando para o chão, o que era de se esperar dados os acontecimentos de ontem especialmente no Rio e em São Paulo. Para quem não sabe, ou para quem lerá esse texto de algum lugar no futuro, fascistas atacaram partidos de esquerda, movimentos sociais organizados e até simplesmente quem usava camisa vermelha ontem na Av. Paulista durante a marcha chamada pelo Movimento Passe Livre em comemoração à redução da tarifa do transporte público na capital paulista de R$ 3,20 para R$ 3,00, e enquanto eu escrevo um camarada do PSTU do Rio de Janeiro está em coma após ter sofrido agressões de fascistas nas manifestações que por lá foram duramente reprimidas pela polícia. Este texto é para dizer que, embora a situação seja grave, ela ainda não é desesperadora.

Permitam-me começar com alguns relatos da minha experiência, bem particular e pessoal, admito, de dois momentos distintos de ontem. O primeiro deles começa assim: estou indo encontrar alguns dos meus amigos, quando passo por uma multidão curiosa. De um lado um bloco compacto segura bandeiras e faixas do PT, e de outro uma galera grande mas mais esparsa grita “fora, partidos!”. Eu olho curioso à minha volta, paro para conversar com um casal jovem, bem vestido e bem cuidado. Pergunto para eles se eles sabem como chama o regime em que não se permite expressão partidária. Eles me olham desconfiados, admitem que não sabem, ao que eu respondo: “Chama-se ditadura”. Conversamos mais um pouco, eles dizem que trata-se apenas de liberdade de expressão, eles criticam o oportunismo daquele partido. Eu digo que não tem problema criticar o oportunismo, mas friso que sou capaz de apostar com eles de que quando começa o “fora, partidos”, não demora muito e eu estou apanhando junto com a galera dos partidos. Eu não sou de me gabar muito, mas mais tarde, um dos meus fiozinhos de alegria foi perceber os tons de quase profecia da minha leitura daquela conjuntura: algumas horas depois, quando os fascistas pularam pro meio da multidão, alguém acabou errando um soco que mirava um camarada de algum partido, e esse soco acabou acertando um camarada que estava ao meu lado.

Nem tudo foram trevas, entretanto. Antes de as agressões acontecerem, foi possível conversar com bastante gente ali, que marchava na passeata. Estavam, e eu acredito que ainda estão, todos muito a fim de não só debater política, mas intervir politicamente. As mais diferentes pessoas vinham trocar opiniões, tirar dúvidas, perguntar o que gritávamos e porque gritávamos o que gritávamos, pediam nossos panfletos. Chamou minha atenção especialmente um pequeno grupo de estudantes de um cursinho. Umas das meninas leu o que escrevemos, perguntou da onde éramos, e, ao ouvir que éramos estudantes de um faculdade em que ela pretendia entrar, chamou as amigas. “Leiam isso aqui que é bom”, disse, “e eles são lá de onde a gente quer entrar, eles devem saber do que estão falando”, enquanto ela mesma avidamente tomava os panfletos da nossa mão e ia passando adiante, para as amigas e para desconhecidos.

Trago essas duas cenas pra tentar extrair uma lição do pior dos dias de manifestação até aqui. Agressões fascistas, carecas, integralistas e neonazistas correndo soltos em plena luz do dia é grave. É hora de desenterrar técnicas e estratégias de proteção e defesa, ou seja, mantenham-se seguros. Organizem-se para não ficarem sozinhos e para se protegerem mutuamente. Nos atos que vocês decidirem intervir, criem comissões de segurança e de primeiros socorros. Para os que estão interessados na intervenção política, e acreditam que a melhor maneira de conseguir o que queremos e debater e agir coletivamente, perdoem que eu abandone a linguagem mediada que costumo usar aqui e seja bem direto: é hora de frente de esquerda contra essa galera que taí pra botar fogo na gente (e, historicamente, é pra isso que eles são usados mesmo: destruir os instrumentos de organização coletiva da classe trabalhadora). É grave, mas não é a totalidade do que está nas ruas.

A massa que está nas ruas não é fascista. A massa que está nas ruas é muito semelhante (embora com intenções, vontades e interesses os mais variados) àquela garota ávida por se informar e por intervir, e até aquele casal doido pra gritar, embora não saiba muito bem o que significam os gritos que eles reproduzem. Isso ficou claro segunda e terça, assim como o grau de vitória da última ditadura por que passamos. Na segunda e na terça aqui em São Paulo, pessoas que nunca haviam ido à rua estavam lá, vivendo sua primeira grande participação política. Elas queriam gritar, queriam exigir, mas ainda não tinham, como ainda não têm, o repertório do que se grita nas ruas, e o que preencheu esse vácuo foi o que se grita e canta nas reuniões de massa a que elas estão acostumadas a ver: os gritos de torcida de futebol que aparecem mais na TV. “O campeão voltou” foi substituído por “o povo acordou”, e “eu sou brasileiro, com muito orgulho, com muito amor” apareceu assim do jeitinho que ele é. E eu aponto isso como vitória da ditadura: foi ela quem construiu o nosso atual sistema de telecomunicação, e foi ela quem abusou desse nacionalismo ufanista pra nos manter quietinhos. Isso foi aplicado com tanta eficiência que a ditadura acabou há mais tempo do que durou, e nós ainda colhemos os frutos dela.

Ontem, foi fácil para o fascismo manobrar o sentimento nacionalista contra os partidos e movimentos sociais organizados. Porém é isso: o fascismo manobrou o sentimento, mas ainda não o preencheu. Eu duvido que todos os que gritavam “fora, partido” ontem apoiassem um AI-5 hoje, porque eu, com a minha voz rouca e fraca ontem, apelei para a liberdade de expressão e contra a censura, e vi algumas pessoas mudarem de lado e cantarem comigo. Não vai ser fácil pra gente. A gente vai precisar descer da nossa arrogância de ter se politizado antes do pessoal que tá indo pras ruas pela primeira vez. A gente vai precisar desencanar do nosso nojinho e deixar dessa mania de higienizar protesto. A gente vai ter que olhar pra trás e ver o que fez errado, organizar o que e onde faltou organizar. Dar um tempo na picuinha fratricida autofágica. E grudar no que nos separa do fascismo: não arredar o pé nem um milímetro dos mínimos direitos democráticos de organização coletiva. É, camaradas, a luta só se constrói de um jeito: lutando. Igualmente, a defesa do direito de organização só se constrói se organizando. O bom é que dá pra começar aí na escola, na faculdade no local de trabalho, no bairro… E a situação pede que seja pra ontem.


26 Jun 22:18

Astronomia na catedral de Florença

by Marcio Antonio Campos

Se você, leitor, já esteve na catedral de Florença, se lembra de ter visto esse círculo no chão?

Esse círculo no piso da catedral de Florença vira uma atração uma vez por ano. (Foto: Divulgação/Opera di Santa Maria del Fiore)

 

Pois hoje todo mundo prestou atenção nele, graças ao gnômon instalado no alto da cúpula de Brunelleschi.

Quase invisível no alto da cúpula da catedral de Florença, o gnômon de Santa Maria del Fiore está lá desde a construção da igreja. (Foto: Divulgação/Opera di Santa Maria del Fiore)

 

Hoje, solstício de verão na Europa, os raios solares que passam pelo gnômon formam um círculo de luz exatamente sobre o círculo de mármore no chão da catedral, um evento que reúne vários curiosos.

Por séculos, o gnômon da catedral foi usado para ajudar a calcular a posição do sol no céu. Com o passar dos séculos, o instrumento ficou obsoleto, mas o Observatório de Arcetri, em Florença, resolveu fazer dele uma atração para ensinar as pessoas sobre instrumentos de observação da era pré-telescópio. Uma das principais personalidades ligadas ao gnômon florentino foi o jesuíta Leonardo Ximenes, que restaurou o objeto em 1754, usou-o em seus estudos astronômicos e registrou sua história.

Observação dos raios solares no solstício de verão. (Foto: Divulgação/Opera di Santa Maria del Fiore)

Atualização dos trabalhos no site

Os comentários do blog antigo ainda não foram migrados, e não o serão por um bom tempo. Mas aqui já dá para comentar normalmente.

Também já está feito o redirecionamento. Vocês devem ter percebido que o Tubo mudou de URL (agora é www.gazetadopovo.com.br/blogs/tubo-de-ensaio; antes era apenas “blog”, e “tubodeensaio”, tudo junto). Por alguns dias as duas versões, WordPress e do publicador interno da Gazeta, conviveram juntas. Agora, quem digitar a URL antiga já é redirecionado para o blog novo.

Os posts de abril de 2013 já estão com os links corrigidos (direcionando para uma nova janela); também estão classificados em categorias (confira as categorias logo abaixo do banner com o nome do blog), e as fotos estão, na medida do possível, no lugar e tamanho corretos (mas existem diferenças de visualização entre o Internet Explorer, onde ficou um pouco mais feio, e o Google Chrome, onde ficou um pouquinho melhor). Mas ainda é preciso consertar todos os posts até março de 2013.

Já consegui recuperar vários vídeos, mas em alguns posts nos quais a fonte dos vídeos não era o YouTube, não houve como usar o código de incorporação de vídeo; restou apenas a opção de colocar o link para o site onde se pode assistir ao vídeo.

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Você pode seguir o Tubo de Ensaio no Twitter e curtir o blog no Facebook!

O post Astronomia na catedral de Florença apareceu primeiro em Tubo de Ensaio.

25 Jun 16:08

Occupy Walt Street

by Daniel Lafayette


25 Jun 01:08

houndeye: Martin...



houndeye:

Martin Wittfooth

rattenkonig:

(martinwittfooth.com)

Nocturne. 2013.

21 Jun 23:55

Poder

by Fábio Coala

poder_B

poderIsso serve para os manifestantes, também.

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21 Jun 15:18

Divorce Decree

by Greg Ross

http://books.google.com/books?id=FjVLAAAAMAAJ

A novelty ring for grass widows is now on the market. It is worn on the same finger as the wedding ring, the design being a broken Cupid’s arrow. For those who have the habit, space is provided for jewels, each jewel to signify one divorce.

Popular Mechanics, April 1922

In 1961 a couple in Oregon could be divorced if one partner could prove that the other had broken the marital contract, for example by committing adultery. If the court found that both spouses were equally at fault, no divorce would be granted.

This was bad news for the Zavins, who accused one another of cruel and inhuman treatment. Indeed, in the words of the Oregon supreme court, “Each party pleaded nearly every variety of cruelty for which descriptive words could be found.” But they could not prove their allegations.

The marriage was clearly dead, so some fault must have existed, but without proof the court had to assume equal fault … so it dismissed the case and sent the Zavins back home.

Ten years later Oregon allowed that divorce could be granted when “irreconcilable differences between the parties have caused the irremediable breakdown of the marriage.” What became of the Zavins is not recorded.

(Zavin v. Zavin, Supreme Court of Oregon, 1961, 229 Oregon 289, 366 P.2d 733.)

21 Jun 14:54

Winter in Cairo

by thuudung
Adam Victor Brandizzi

Muito excelente essa resenha. Deu vontade de ler o livro.

For decades the Muslim Brotherhood flourished because it knew it would never come to power. Now it has, and it’s come undone… more»

21 Jun 14:53

Encontro passageiro.

by historiasdasruas
Histórias das Ruas conta hoje o relato de um morador jovem, simpático que passou toda a sua vida querendo conhecer sua mãe e logo após dois dias desse encontro, ela faleceu.



“Me chamo João Antônio dos Santos Neto e tenho vinte e um anos. Nasci na cidade de Bom Jesus – Tocantins e moro nas ruas à sete anos.
Fui um jovem criado pela avó. Desde pequeno não conhecia e nem sabia quem era a minha mãe, só ouvia falar dela e ouvia que meu pai era muito mau caráter e traia a minha mãe. Anos se passaram e eu fui crescendo.  Junto comigo cresceu também a vontade de saber quem era a minha mãe. Sempre pensava o por que ela não quis me criar e quais os motivos que tinha para ter me deixado.
Quando tinha quinze anos descobri em qual cidade minha mãe vivia e movido pela vontade e curiosidade de conhecê-la, fui até lá.
Ela morava em Americana, cidade onde atualmente moro também. Cheguei em Americana sem saber nada, só tinha o endereço de onde ela estava e dinheiro para passar alguns dias. Andei por horas até chegar a minha mãe. Quando cheguei foi uma sensação estranha e ao mesmo tempo muito alegre. Estava naquele momento conhecendo pela primeira vez a mulher que  era minha mãe.
Passei dois dias incríveis ao lado dela, ela me fazendo perguntas e fomos nos conhecendo um pouco. Dois dias após eu estar com ela, ela faleceu. Para mim, aquilo foi o fim. Demorei quinze anos para conhecer a mulher que me trouxe para o mundo e depois de dois dias ela morre.
Não quis entender o motivo de tudo aquilo e revoltado com a vida e com tudo o que estava acontecendo eu fui para as ruas.
Comecei a passar alguns dias, e quando vi, já estava a quase um ano vivendo nas ruas e me mantendo como podia. Me envolvi com drogas em uma época e me viciei em crack.
Atualmente vivo nas ruas sozinho, trabalhando como posso e tentando ajudar os outros.”

Uma história comovente de um encontro bem curto de uma mãe e seu filho. João, emocionado, respondeu algumas perguntas:


João, você chegou alguma vez a perguntar para a sua avó qual era o motivo de sua mãe ter deixado você?
- “Sim. Ela sempre alegava que era por falta de condição de me criar. Eu sempre entendi isso.”


Hoje você não tem mais contato com a sua avó?
- “Não. Minha avó morreu também quando eu já estava morando nas ruas.”

Você ainda mantém o seu vício com o crack?
- “Não. Graças a Deus eu não fumo mais. O único vicio que eu não parei ainda é o álcool. Já passei por várias clínicas que o governo oferece para  ajudar os moradores de rua, mas o álcool não consigo, não quero.”



Como é a situação dos moradores dentro dessas clínicas do governo?
- “As clínicas são uma hipocrisia. Como uma clínica que tem a finalidade de ajudar dependentes químicos coloca para trabalhar funcionários que vendem e usam drogas?. É ridículo.”

Você tem passagem pela policia?
- “Uma só. Por roubo.”

Como você consegue dinheiro hoje em dia?
- “Faço serviço de reciclagem e limpo calçada, cato papelão. Essas coisas que são limitadas a quem mora nas ruas. Hoje em dia ninguém dá um emprego a um cara de vinte e um anos que não tenha um lugar fixo, já logo julgam como um vagabundo.”



E esses trabalhos que você faz, você consegue tirar quanto por dia?
- “No máximo quinze reais por dia.”



Você disse no seu depoimento que tenta ajudar os outros, o que seria esse tipo de ajuda?
- “As vezes, deixo de comer para poder dar o que comer a um amigo meu que vive na rua também. Sei o quanto é ruim essa situação, mas me faz muito bem ajudar os outros. Não sei explicar.”

E como é viver sozinho para você?
- “Vivo sozinho em partes. Hoje, minha família são os moradores de rua, são pessoas que me compreendem e me julgam. Conseguem ser feliz como eu.”

A história de João mostra claramente que condição não define caráter. Um menino de bem e sorridente que anda pelas ruas com quilos de papelão nas costas. Essa é a sua realidade.

21 Jun 14:20

Ten years of supporting free knowledge

by Jay Walsh

Ten years ago today, on June 20, 2003, Jimmy Wales announced the founding of the Wikimedia Foundation. He entrusted the new nonprofit with the operation of Wikipedia, launched two and a half years prior.

Wales recalled the early days of Wikipedia and marveled that it has grown to be such an important and ubiquitous source of free information for the world. “It is hard to imagine that in 2003, Wikipedia was still running on just two servers – which I used to administer myself in the beginning,” said Wales, who noted that he founded the Wikimedia Foundation because he believed Wikipedia would need the support of a stable and trusted institutional base for years to come.

The Wikimedia Foundation’s second Board of Trustees (photo taken at Wikimania 2006). From left to right: Tim Shell, Florence Nibart-Devouard, Jimmy “Jimbo” Wales, Michael Davis, Angela Beesley

“Ten years later, the Foundation continues to fulfill that role, thanks to the trust of our millions of donors, the hard work of its staff, the thoughtful oversight enacted by my fellow Board of Trustees members and last but not least the many thousands of volunteers who not only manage and build our projects, but also take an active part in the governance of the Foundation,” Wales said.

Those two early servers, which belonged to Jimmy Wales’ company at the time, have now grown to more than 800 servers operated by the Wikimedia Foundation. They are the backbone of the free knowledge projects that serve over half a billion readers each month, with 21 billion monthly pageviews. The Foundation also provides the legal basis for projects, defending them against legal threats and protecting the trademarks that have come to represent the global community’s work.

The name “Wikimedia” had been suggested earlier in 2003 by Wikipedia editor Sheldon Rampton for an endeavour that would “use Wiki-style rules to enable public participation in the creation and editing of all kinds of media: encyclopedias and other reference works, current news, books, fiction, music, video etc.”

During the following decade, Wikipedia was joined by several sister projects to realize parts of the vision of a world in which every single human being can freely share in the sum of all knowledge. The Foundation continues to work on creating a richer Wikimedia experience beyond text, making use of the web’s expanding possibilities. It has also taken on the challenge of sustaining and increasing editor participation, with projects such as the VisualEditor, the most complex software development project undertaken by the Foundation so far, which is already being live-tested on numerous language versions of Wikipedia, and slated for a full rollout next month.

As part of its commitment to increase access to free knowledge, the Wikimedia Foundation has launched Wikipedia Zero, a program to convince telecommunications operators to waive data charges to Wikipedia for the billions of people around the world whose primary opportunity to access the internet is via a mobile device. Keeping up with the mobile revolution on the internet, the Foundation has upgraded Wikipedia’s interface for mobile users, including introducing a “Nearby” feature and starting to enable contributions from mobile devices.

Wikimedia Foundation staff (September 2012)

Erik Möller, a volunteer Wikipedian in Germany in 2003, and today the Deputy Director of the Wikimedia Foundation, highlighted the importance of this programmatic work. “Today, the Wikimedia Foundation is well positioned to modernize the user experience and the infrastructure supporting our projects, while dedicating all its efforts to the public, working transparently, and releasing code as open source,” said Möller. “This wouldn’t be possible if Jimmy hadn’t laid the foundation 10 years ago to dedicate the operation of Wikipedia and our other projects to a non-profit organization, supported by a community of donors.”

The Foundation works with a global network of chapters, affiliates and volunteers in achieving its mission. Several grants programs exist to support smaller projects by individuals and groups. Last year saw the launch of the Funds Dissemination Committee (FDC), entrusted with reviewing larger funding requests from movement organizations and giving recommendations on the most effective use of donation money to achieve the movement’s goals. The FDC is volunteer-driven, and two of its seats are currently up for election by the community, as are three seats of the Board of Trustees. If you are an eligible Wikimedian, don’t forget to cast your vote until June 22!

As for Wales, who could have made Wikipedia a commercial venture and monetized the site’s content with advertising, the decision to safeguard the future of the Wikimedia projects with a non-profit couldn’t have been wiser. “Wikipedia is something special. I like to compare it to a temple for the mind: A place we can all go to think, to learn, to share our knowledge with others,” he said.

“The Wikimedia Foundation is here to preserve and nurture that place, and make sure that Wikipedia remains a shining example of openness and freedom, a public good that is part of many people’s daily life around the globe.”

Jay Walsh
Senior Director, Communications

21 Jun 13:31

Sobre os protestos no Brasil

by mansueto

Tenho lido varia análises daqui da Inglaterra sobre a onda de protestos no Brasil. A pessoas aqui me perguntam o que esta acontecendo no Brasil e os motivos dos protestos. O que consigo falar é sobre o que não são os protestos. Há pelo menos três grandes diferenças da onda de protestos no Brasil em relação aos protestos recentes ocorridos no resto do mundo.

Primeiro, a onda de protestos no Brasil não tem paralelo com o tipo de protesto dos “indignados” na Espanha. Na Espanha o protesto era contra as políticas de austeridade em um país no qual a taxa de desemprego está em 25%. No Brasil, temos a menor taxa de desemprego desde 2003, algo como 5,5%. Assim, o tipo de protesto que ocorreu recentemente em alguns países da Europa contra desemprego e cortes de serviços públicos não tem paralelo com o que está acontecendo no Brasil.  O gasto publico e a oferta de serviços público aqui só faz aumentar e recentemente aprovamos o Plano Nacional de Educação para elevar o gasto com educação de 5% para 10% do PIB – se isso ocorrer seremos o país que mais gasta com educação (% do PIB).

Segundo, os protestos no Brasil também são diferentes dos protestos que ocorreram nos EUA com a ocupação do Zuccotti Park pelo movimento “Ocuppy Wall Street”. Lá as pessoas estavam se manifestando contra o crescimento da desigualdade de renda, que cresce nos EUA desde a década de 1970, e contra a influência econômica e política dos 1% mais ricos. No Brasil, ao contrário dos EUA, a desigualdade de renda vem caindo nos últimos 10 anos de forma rápida, a renda real dos trabalhadores cresceu e a pobreza diminuiu fortemente. É difícil alguém achar que o pobre de hoje está pior do que o pobre de dez anos atrás.

Terceiro, apesar da semelhança da mobilização via redes sociais como ocorreu com a primavera árabe, os protestos no Egito, Tunísia e agora Síria e Turquia são revoltas da população contra governos anti-democráticos: ditaduras. Novamente, este não é o caso do Brasil. No Brasil, temos democracia, número grande de partidos e liberdade de expressão. O eleitor tem feito escolhas por um Estado mais ativo na oferta de serviços públicos e políticas sociais. Basta lembrar que o Brasil tem uma carga tributaria elevada – 36% do PIB- porque gasta muito com política social e previdência. Os gastos sociais e previdência explicam 84% do aumento do gasto federal no Brasil de 1999 a 2012 e isso parece ser demanda do eleitor por maior proteção social, apesar dessas escolhas serem muitas vezes decorrentes da pressão de grupos organizados e de muitos não conhecerem as distorções do gasto público no Brasil. Mas será que agora o eleitor está arrependido de suas próprias escolhas? Não acredito.

Assim, o que explica a onda de protestos no Brasil? Tarifa Zero? Mas nenhum país do mundo que conheço tem tarifa zero em transporte público. Governos de países ricos subsidiam o transporte para pessoas de baixa renda e estudantes, mas o transporte público não é de graça.

Os protestos são contra gastos com a copa? Pode ser parte da explicação. Apenas agora a sociedade pode ter se dado conta do elevado custo da infraestrutura da copa. Mas faria sentido agora derrubar os estádios? Por que não houve essa pressão quando o país foi escolhido para sediar a copa e a olimpíada.

Os protestos são contra o governo ou contra a classe política em geral? Não é claro. Ninguém sabe ao certo até porque os protestos ocorrem em várias cidades governadas pela situação e oposição. Ninguém sabe ao certo quais partidos ou grupos políticos se beneficiarão da onda de protestos, mas é claro que as pessoas tenderão a canalizar a maior parte da culpa para o governo atual, independentemente de sua real responsabilidade.

Os protestos são contra corrupção? Mas hoje temos no Brasil um Ministério Publico e uma policia federal que estão investigando e punindo corruptos. Mas queremos matar os corruptos como se faz na China? É isso? Não sei?

Em resumo, não sei ao certo quais as demandas dos manifestantes e não há uma liderança dos protestos que possa negociar com o governo uma pauta de reivindicações. No entanto, ninguém sabe ao certo se e quais grupos políticos se beneficiarão dessa onda de protestos. Mas, de qualquer forma, é um movimento fascinante em uma sociedade que não tem o costume de grandes passeatas e protestos. É um fenômeno novo que ainda vamos levar algum tempo para entender.

 


Filed under: Economia
21 Jun 09:10

Um Réquiem para a Representação Política

by Bruno

bandeira-vermelhaA bandeira do meu partido
Vem entrelaçada em outra bandeira,
A mais bela, a primeira,
Verde-e-amarela, a bandeira brasileira.

Você pode discordar completamente da ideologia de um partido como o PC do B, ainda mais levando em consideração a sua história e representantes mais recentes, mas não dá pra negar que esses versos do seu hino são lindos. Colocar a bandeira do seu partido junto à bandeira nacional – uma forma de demonstrar que, independente das idéias que você defenda, acima de tudo o que você quer é o bem do país, e apenas acontece de você acreditar que tais ideias são o melhor para ele.

Acho que hoje, no entanto, alguém (ou alguma revista semanal) poderia ver estes versos de outra forma. Afinal, você está levantando a bandeira do seu partido tão alto quanto a bandeira nacional; é um exemplo claro da submissão da nação à ideologia! Saia já daqui, seu mensaleiro oportunista!

O ponto é que, ao ver as notícias das manifestações ao redor do país, tem me chamado um bocado a atenção a forma como eles repudiam agressivamente qualquer tentativa de associação com partidos políticos. A função dos partidos, afinal, deveria ser justamente esta – assumir as demandas da população e levá-las para o debate político. É assim que funciona (ou deveria funcionar) o sistema de representação que é a base da democracia moderna.

No entanto, também não dá pra simplesmente discordar da atitude dos manifestantes. A verdade é que eles têm razão. O sistema partidário brasileiro está tão deslegitimado que se associar com ele de qualquer forma diminuiria o movimento, e o faria ser visto como massa de manobra, joguete político ou apenas partidarismo descarado mesmo; seria um descrédito para as próprias demandas que eles estão fazendo. E quem se enfiou nesse buraco foram os próprios partidos, que em apenas trinta anos conseguiram acabar com todo o crédito adquirido nas lutas pela abertura política.

Todos os partidos têm um pouco de culpa no cartório. Isso tem a ver com o nosso sistema eleitoral proporcional surrealista, em que o seu voto em um candidato pode ajudar a eleger outro completamente diferente, que talvez sequer pertença ao mesmo partido (pois ele pode estar em uma coligação). Tem a ver com a forma como partidos como o PC do B, PSol e o PSTU se apropriam da política sindical e estudantil, usando-a como plataforma para lançar seus candidatos, e minando a própria credibilidade destes movimentos. Tem a ver com a forma como o próprio PT fez a mesma coisa no passado para crescer e adquirir relevância política – e, tão logo se lançou a voos mais altos, esqueceu completamente da sua base histórica, e o reflexo disso já pôde ser sentido nas últimas eleições municipais, como em Porto Alegre, por mais de uma década reduto eleitoral PTista, que no último ano elegeu uma mísera vereadora para o partido. E tem muito a ver também com a forma como praticamente todos os demais partidos, seja o PSDB, o PMDB, o PP, o DEM/PFL/PSD/qual seja a sua sigla atual, se apropriam da política nacional, tratando-a como um bem particular.

Chegamos a um ponto em que um partido nada mais é do que uma sigla, um conjunto aleatório de letras sem nenhum significado ou valor além de reunir qualquer número de pessoas com um mínimo de interesses comuns. Vejam só: o Partido dos Trabalhadores é formado por empresários; o do Movimento Democrático Brasileiro é autoritário; o da Social-Democracia Brasileira é neoliberal (e se você não entende como isso pode ser uma contradição, vá estudar história e ciência política, diacho); o Progressista é um dos mais reacionários; o Democratas possui as mesmas características, incluindo ideologias e até o viés religioso, dos republicanos norte-americanos; e eu poderia ir adiante.

Resumindo, o sistema partidário brasileiro está moralmente falido, e com ele o próprio sistema de representação política. O futuro talvez seja o que estamos vendo agora: a política da ruas, em que, ao invés de delegar um representante, é o próprio povo que declara diretamente suas demandas. Seria lindo, embora me pareça pouco prático (imagino se toda votação de orçamento tivesse que ser decidida com passeatas de apoio ou repúdio…). Ou talvez sigamos um modelo de democracia direta, nos moldes do chavismo venezuelano, em que tudo é decidido por plebiscitos. O tiro pode até sair pela culatra, e daqui a pouco nós vermos uma resposta dos “donos do poder” faorianos com um retorno a um autoritarismo ainda mais incisivo.

Mas isso já é futurologia. Não sou bom com conjecturas, queria apenas fazer algumas reflexões. E a constatação a que cheguei é essa: a representação política morreu.

Vida longa à próxima política (seja ela qual for).


20 Jun 22:12

ktothebeesknees: cherrybomb11: wholesomeseans: 1950’s...

Adam Victor Brandizzi

Ênfase no comentário ao final.

O resto se enfatiza por si só.



ktothebeesknees:

cherrybomb11:

wholesomeseans:

1950’s stripper

Always reblog

That guy in the background is totally blinded from the power of her glittery bod

20 Jun 21:23

That's Just The Price of Business

20 Jun 18:48

Me gano muchos enemigos cada día por @__ElPelao


20 Jun 18:15

Photo



20 Jun 18:14

Monica Ramos "The best hug of your life"

by Courtney Regli
 photo ramosalpacas_copy_grande_zps4d22ce12.jpg

Awesome print, "The best hug of your life", by Monica Ramos

20 Jun 15:36

Louis Moreau Gottschalk- symphony n°2 " à Montevideo" -...



Louis Moreau Gottschalk- symphony n°2 " à Montevideo" - presto-maestoso (by Alessio Barcellini)

20 Jun 13:31

Ping Pong Tube: WHOOOAAA slow down, future. via



Ping Pong Tube: WHOOOAAA slow down, future.

via

20 Jun 12:03

Alawites and Christians in Syria–United in Uncertainty

by Gracy Howard

Recent reports on the Syrian civil war depict a messy conflict, with terror and atrocity on both sides. The New York Times captured this in a story yesterday concerning the Alawite people, Syrian President Bashar al-Assad’s own sect.

Reporter Robert Worth spoke with Alawites who related stories of brutality and murder. One Alawite woman named Ibtisam Ali Aboud, whose husband was killed by a Sunni friend, said, “We never used to feel any distinction between people of different sects … Now they are ready to slaughter us … We are the ones who are being targeted.”

The Alawites have justly received condemnation for their abetting of Assad’s atrocities in the past (and present): Worth reflects back on the 1982 Hama massacre, in which Alawites helped kill 10,000 to 30,000 people in less than a month.

But Worth describes the Alawite community as the war’s “opaque protagonist, a core of loyalists whose fate is now irrevocably tied to Assad’s.”  He writes:

“Most outsiders agree that Assad cynically manipulated the fears of his kinsmen for political survival, but few have asked — or had the opportunity to ask — how the Alawites themselves feel about Assad, and what kind of future they imagine now that the Sunni Arab world has effectively declared war on them.”

Aliaa Ali, daughter of a retired Alawite military officer and French teacher, told Worth she used to be pro-revolution. But she now believes Alawites who join the opposition “are being used as tools. Or they think they can turn this jihadi war into a democratic revolution. But they will never succeed.”

Alawite novelist Samar Yazbek disagrees. She said Assad has used the Alawite community as “human shields” to maintain power. “They believe the regime’s rhetoric, that they would be massacred if Assad falls … They are very afraid, and very confused.”

An April 2013 special report by the U.S. Comission on International Religious Freedom noted,

“Many minority religious communities have tried to stay neutral in the conflict, but opposition forces increasingly see their non-alignment, or perceived non-alignment, as support for the al-Assad regime. Minority religious communities thus have been forced by circumstances to take a position either in favor of the al-Assad regime, which historically provided them some religious freedom protections, or in favor of the uncertainties of the opposition. As these sectarian fissures deepen, it is increasingly likely that religious communities will be targeted not for their political allegiances, but solely for their religious affiliation.”

The Alawite religion, according to Worth, is “a strange, mystic blend of Neoplatonism, Christianity, Islam and Zoroastrianism.” Islamist theologian Ibn Taymiyya said in the 14th century that Alawites were “more infidel than Jews and Christians, even more infidel than many polytheists,” and authorized a jihad against them.

Alawites are not the only minority feeling fearful and trapped. The aforementioned U.S. Commission reported, “the Christian population of the city of Homs—approximately 160,000—has almost entirely fled for safety, with reports suggesting that only 1,000 Christians remain.” As Andrew Doran noted in an article for The American Conservative in May, many Christians “fled [Iraq] to the relative freedom and tolerance of Syria, only to find themselves again fleeing persecution, often hunted by Syria’s rebels… The Obama administration, bewilderingly, has chosen to support Syria’s rebel groups without any apparent thought of the consequences.” Two Syrian Orthodox bishops were kidnapped by an unknown party on April 22, and although the opposition has reported they are “in good health,” there is no actual news on their whereabouts.

Aliaa Ali also speculated on fears inherent in the toppling of Assad: “Yes, there have been atrocities… But you have to ask yourself: What will happen if Bashar falls? That’s why I believe victory is the only option. If Bashar falls, Syria falls. And then we, here, will all be in the niqab, or we will be dead.”

As America steps into this chaotic civil war, it is becoming increasingly evident that we may not necessarily know who we are fighting for – or for that matter, who we are fighting against. Worth’s story illustrates the fact that “loyalty” does not always stem from admiration or love. Sometimes, it stems from fear.

20 Jun 10:14

Tender Minded

by Greg Ross

Artist J.S.G. Boggs hand-draws depictions of U.S. banknotes and exchanges them for goods and services — he’ll trade a drawing of a $100 bill for $100 worth of goods. The drawings are one-sided, and the patrons understand that they’re not actual currency; they’re choosing to trade goods for artwork rather than for money.

Is this counterfeiting? Well, what is money? A $100 bill is valuable only because we all agree that it is — it’s an arbitrary social convention. If someone can create an alternative that people value equally, shouldn’t he be free to trade it in the same fashion, if all parties are informed?

“It’s all an act of faith,” Boggs says. “Nobody knows what a dollar is, what the word means, what holds the thing up, what it stands for. … That’s … what my work is about.”

20 Jun 08:31

Dobrando uma camiseta como um campeão

by Jesus Manero

Dobrando uma camiseta como um campeão

Porque o método ninja de dobrar camisetas me pareceu complicado demais

19 Jun 22:53

Animação 3D de Taiwan para explicar os protestos no Brasil! (via...



Animação 3D de Taiwan para explicar os protestos no Brasil! (via @RioGringa)

19 Jun 22:30

Tesão

by Thiago Pasqualotto
Entre um protesto e outra, o estagiário da Globo News sabe como aliviar a tensão:


Fetiche por fardas, quem nunca?
19 Jun 22:30

Photo



19 Jun 22:27

A beautiful movement for free access to Wikipedia is growing from a slum in South Africa

by Victor Grigas
This post is available in 2 languages:
Español 7% • English 100%

English

Joe Slovo Park (Cape Town, South Africa) as seen from the entrance to Sinenjongo High School.

Joe Slovo Park is a slum.

Mass unemployment. Drunkenness and drug addiction. Gangs. Teenage pregnancy. Tuberculosis. HIV/AIDS. Single room shacks that house five people. Illegal power connections. Lots of children without shoes. It’s a shantytown made up of whatever materials people can scrape together. It’s overcrowded and dirty. You have to know people to be safe.

In the middle of this place there is a high school made of used shipping containers and prefab buildings where students from the area come to study and learn. A class of students at the school has a simple request: they want free access to Wikipedia from their mobile phones so that they can do their homework. They started a campaign on Facebook for “Free Access to Wikipedia from Cellphones” and wrote an open letter to all the telecoms in the country:

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Kul Wadhwa speaking at 0:55:05 about a news article about the class at Sinenjongo High School.

The Grade 11A Class who penned the open letter for free access to Wikipedia on their cellphones, (photographed in February 2013 as the 12A class).

A cellphone repair shop built from a shipping container in Joe Slovo Park. The store is across the street from the school.

Children in Joe Slovo Park, photographed next to computer and cellphone repair stores.

A small internet services store in Joe Slovo Park.

Pam Robertson, Grade 12A maths and science teacher at Sinenjongo High School.

Here I am on a photo walk through Joe Slovo Park with the 12A class.

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I had given out Wikipedia stickers to the learners earlier in the week and when I came to Ntsika’s house, I saw that he had put the sticker on his refrigerator. I asked him why he did that.

Myself, Charlene Music and Oarabile Mudongo setting up cameras in one of the two computer labs at Sinenjongo High School.

Charlene Music explaining to Sinako (one of the learners) how to shoot a documentary.

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A sample from a Cape Town radio interview between Kieno Kammies and Pam Robertson, Maths and Science teacher at Sinenjongo High School about her class and their campaign for free access to Wikipedia on their cellphones.

Open letter to Cell C, MTN, Vodacom and 8ta

We are learners in a Grade 11 class at Sinenjongo High School, Joe Slovo Park, Milnerton, Cape Town. We recently heard that in some other African countries like Kenya and Uganda certain cell phone providers are offering their customers free access to Wikipedia.

We think this is a wonderful idea and would really like to encourage you also to make the same offer here in South Africa. It would be totally amazing to be able to access information on our cell phones which would be affordable to us.

Our school does not have a library at all so when we need to do research we have to walk a long way to the local library. When we get there we have to wait in a queue to use the one or two computers which have the internet. At school we do have 25 computers but we struggle to get to use them because they are mainly for the learners who do CAT (Computer Application Technology) as a subject. Going to an internet cafe is also not an easy option because you have to pay per half hour.

90% of us have cell phones but it is expensive for us to buy airtime so if we could get free access to Wikipedia it would make a huge difference to us.

Normally when we do research Wikipedia is one of the best sites for us to use and so we go straight to it. The information there is clear, updated and there is information on just about every topic.

Our education system needs help and having access to Wikipedia would make a very positive difference. Just think of the boost that it will give us as students and to the whole education system of South Africa.

From Sinombongo, Sinako, Busisiwe, Ntswaki, Bomkazi, Lindokuhle, Ntsika, Patrick, Ndumiso, Sinazo, Bathandwa, Nokuthembela, Lutho, Mandlilakhe, Zingisile, Aviwe, Nezisa, Ncumisa, Nokubonga, Pheliwe, Zama, Unathi, Malixole and Ntombozuko.

The letter made headlines in the South African press, and my colleague Kul Wadhwa, who manages the Wikipedia Zero program at the Wikimedia Foundation, shared the news with me. I’m always looking for stories to tell about Wikipedia and this was the first grassroots effort (that I know of) that anyone made to get this kind of access to Wikipedia.

Three months ago, I didn’t know anything about this school and had never been to Africa. Being a Wikipedian at heart, I started a page for the school thinking that maybe the page might grow and help me with my research. I then got ahold of Pam Robertson (one of the teachers) at the school via the Facebook campaign page. I asked if I could ask her pupils a few questions (I later learned that the ‘learners,’ as they call themselves, were excited that someone in America even read their letter). I asked her pupils three things: Who are you? Where are you from? What does Wikipedia mean to you?

Here are a few quotes from emails they sent me:

…I attend school at Sinenjongo high school one of the public school in Cape Town. If I can draw you a picture of school, it can look as follows; my school is made of prefabs, it is surrounded by many shacks, there rubbish dump in front of our school, About 15 classes,1 science lab, 2 computer labs, very tiny garden, no playing fields. Nonetheless our school is one the schools that is obtaining good matric results, this shows that we have potentials. After school I want to have a job that i will earn good money so that I can provide for family and live my life to the fullest-not forgetting about giving back to my community. I want to be a role model. Wikipedia means the world. Wikipedia is up dated, it has valid information and it can link you to other websites. We also use it for our projects. If we can get wikipedia free our lives can be easy.

Nezisa Mdludlu

I am a 17 year old boy staying with a single mother, sister and a brother not forgetting my cousin and her child. We stay in a small shack having no one working surviving with only R1100 supporting grant in each and every month…When I pass my grade 12 I want to do Bsc Degree in Geology and work here at South Africa. Wikipedia can be very useful to me in such a way that when I am doing my assignments and projects I just go to wikipedia and it provide every information I need. Every term my marks are improving because of the information that I get on Wikipedia.

Lutho

…I would love studying something like Actuarial Science, Astronomy or Medicine. Big complicated numbers and the amazing theories of the birth and the current state of universe fascinate me a lot.

Sinombongo

…my brother was shot in 2005… Wikipedia is one of the most sites I use to search for information for my career it help of use for project because the isn’t facilities at school and the local library is to far that’s why it’s much easier to use our phones for the internet. But it costs us a lot because we have to stay on the internet for hours and most of the airtime is used and sometimes we save our pocket money to buy airtime. So by having free internet on our phones is easy and saves time.

Ndumiso

…In my community we don’t have places where we can express our careers…

Patrick

…As much as we do not have adequate facilities at my school we are determined, proud pupils in the way we perform. The current matric results were rating 94% and we are one of the most improving schools in the Western Cape…

Sinazo

…I live with my mother and my three brothers; we stay in a one roomed house…

Lindokuhle

…Learning conditions are poor because we lack sources for over time studies like research, internet for finding new things that are being established now. I would like to be a surgeon, study medicine at university and help my family, provide the love for my mother that she is giving me right now…

Unathi

…The minute i heard about Wikipedia zero by Mr Piet Strieker I became very interested and would be very happy to access it from my cellphone. Without Wikipedia my schoolwork and my assignments are worth no marks.

Zamatshatshu

After about the second paragraph, I had tears running down my face. I read pages and pages of quotes like these, describing similar circumstances, each from a different point of view.

I did some more research and found that the principal of the school had made a TED presentation about how she had turned Sinenjongo High School around from a joke of a school that was going to be closed and made it one that gets a 98 percent graduation rate. She did this in 2 years. In the video she talked about how she made the school work:

True transparency and trust…I was open in every decision, every advice from anyone…it was easy for me to gain their trust… People believe in transparency and also people believe in honesty and openness….Everyone is going to be owning this school, it belongs to all of us, not only me.

Malinga Nopote

After I saw the TED talk, I was inspired to make a documentary film about the class and their efforts. I sent a letter to the students, their teacher and the administration of the school, explaining what I hoped to do. Happily, they agreed to let me come to film.

I got in touch with Wikimedia South Africa about organizing a Q&A sesson about Wikipedia for the learners and found another filmmaker named Charlene Music (yes, her last name is Music) to help me to make the film. Oarabile Mudongo (an editor from Botswana who I had interviewed at Wikimania 2012 in Washington D.C.) heard of my effort and thought his story was similar to the students I was going to film and he asked if he could help. I enthusiastically agreed. We booked flights and bus trips to go to Cape Town and Johannesburg to shoot for two weeks. My basic plan was to let Sinenjongo High School and Joe Slovo Park tell us what they wanted to tell us. I wanted to see who the learners were, where they come from and what Wikipedia means to them. My greatest fear was that I wouldn’t be trusted and that no one would feel comfortable opening up to me on camera.

My fears were ungrounded.

The class was great. We talked to the learners, teachers, volunteer teachers, administrators, staff, parents, siblings and locals around Sinenjongo High and Joe Slovo Park. We also spoke with a few corporate heads and some graduates from the school, some of whom had gone on to university. The class showed us their township, their school and their homes. We also lent the class some cameras so that they could capture their own images and narrate their own story, without our interference.

We followed a few of the students over the weekend as they went to a university to study in special university-level classes designed for poor high schoolers who want to study and earn a bursary for a university-level education. One of the things you realize by walking around Joe Slovo Park is that cellphone stores and repair shops are everywhere. It’s obvious why the learners want to study using their phones — they all have one!

Wikimedia South Africa, Oarabile Mudongo and I taught the learners how to write Wikipedia articles (during their 1 hour of time per week at the computer lab at their school) and one of the learners corrected the article about Nelson Mandela on the (very small) IsiXhosa Wikipedia. (I forgot to mention that English is a second or third language for these learners – at home and in class they speak IsiXhosa.)

Charlene Music and I will be editing the documentary for the next few weeks and plan to release it into the Creative Commons with as much attention as we can.

Outside of this being used for fundraising at the Wikimedia Foundation, my purpose in making this movie is that if you are under 30 years old today, you probably know what Wikipedia means for education. But if you are over 30, you might not realize how important it is, because Wikipedia wasn’t around when you were in school. Wikipedia is a great place to start any research that you set out to do, whether you are in school or not.

The campaign from the class has received a bit of attention in South Africa, and I think it would be awesome if other schools in other parts of the world read this and decide to start their own campaign. I can’t think of a better example of what the Wikimedia Movement stands for than to share knowledge with determined people like class 12A at Sinenjongo High School.

Before the film comes out, if you want to help this class in their effort, there are a few things you can do:

  • You can get in touch with them on their Facebook campaign page: https://www.facebook.com/FreeAccessToWikipedia
  • If you work in telecommunications in South Africa or elsewhere in the world, let your colleages know about this campaign and if you are a decision maker at your telecom, please consider waiving data charges for for access to Wikipedia. The Wikipedia Zero team at the Wikimedia Foundation is available to help you roll out this program. Please contact Kul Wadhwa, Amit Kapoor or Dan Foy here.
  • If you are a Wikipedian, you can help wikify the pages about Sinenjongo High School and Joe Slovo Park, and translate them to other language Wikipedias. I’m sure there are alot of other things you can do too that I’m not thinking about. Feel free to message me on my volunteer talk page about it.
  • You can help spread the word about their campaign by translating this blog post into your language or sharing this post with others. Feel free to add the translation to the Wikimedia blog page on Meta wiki here.
  • If you are a teacher, student, or school administrator, you can write your own letter of support for Sinenjongo High School, or if you think your school or community could use free access to Wikipedia on your cellphone, you could start a campaign of your own. I’d be happy to talk to you about it (you can reach me by email: vgrigas@wikimedia.org). Who knows — you might even make it into the movie.

Victor Grigas, Storyteller, Wikimedia Foundation

 

Español

Un movimiento hermoso para el acceso libre a Wikipedia crece de un barrio pobre de Sudáfrica.

Joe Slovo Park (Ciudad del cabo, Sudáfrica) como se ve desde la entrada de la Escuela Secundaria Sinenjongo.

Joe Slovo Park es un barrio marginal.

Desempleo masivo; embriaguez y drogadicción; pandillas; embarazos adolescentes; tuberculosis; VIH/SIDA; habitaciones para una persona que albergan a cinco; conexiones eléctricas clandestinas; niños descalzos; personas viviendo en construcciones precarias hechas de cualquier material que pueden juntar; sobrepoblación y suciedad; hay que conocer a las paresonas para estar seguro.

En medio de este lugar hay una escuela hecha de contenedores y edificios prefabricados donde los estudiantes de la zona vienen a estudiar y aprender. Un grupo de estudiantes de la escuela tienen una petición sencilla: quieren acceso libre a Wikipedia desde sus teléfonos celulares sin costo para poder hacer sus tareas. Comenzaron una campaña en Facebook “Acceso libre a Wikipedia” y escribieron una carta abierta a todas las empresas de telecomunicaciones en el su país:

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Kul Wadhwa hablando a las 0:55:05 acerca de un artículo noticioso sobre los estudiantes de la Escuela Secundaria Sinenjongo

La Clase 11A que escribió la carta abierta pidiendo acceso libre a Wikipedia en sus celulares (fotografiada en febrero de 2013 como la Calse 12A).

Negocio de reparación de celulares construido de un contenedor en Joe Slovo Park. El negocio se encuentra cruzando la calle de la escuela.

Niños en la zona Joe Slovo Park, junto a una computadora y un negocio de reparación de celulares.

Un pequeño negocio de internet en el barrio de Joe Slovo Park.

Pam Robertson, profesora de matemáticas y ciencias de la Clase 12A en la Escuela Secundaria Sinenjongo.

Aquí estoy yo caminando en Joe Slovo Park con la Clase 12A.

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Entregué autoadhesivos de Wikipedia a los estudiantes al comienzo de la semana; cuando fuí a casa de Ntsika, ví que él había puesto el autoadhesivo en su refrigerador. Le pregunté porqué había hecho eso.

Mi persona, Charlene Music y Oarabile Mudongo acomodando cámaras en uno de los dos laboratorios de computación en la Escuela Sinenjongo.

Charlene Music explicando a Sinako (uno de los estudiantes) como filmar un documental.

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Un extracto de la entrevista de una radio de Ciudad del Cabo (en 567 Capetalk) entre Kieno Kammies y Pam Robertson, profesora de ciencias y matemáticas de la Escuela sobre sus estudiantes y la campaña para acceso libre a Wikipedia en sus celulares.

carta abierta a las compañias Cell C, MTN, Vodacom y 8ta

Somos ‘aprendices’ del 11º grado en la Escuela Secundaria Sinenjongo, en Joe Slovo Park, Milnerton, Ciudad del Cabo. Recientemente nos enteramos que en otros paises del África como Kenia y Uganda algunaas compañias de telefonía celular ofrecen a sus clientes acceso libre a Wikipedia sin costo.

Creemos que esta es una maravillosa idea y en verdad nos gustaría animarlos a hacer el mismo ofrecimiento aquí en Sudáfrica. Sería completamente asombroso poder acceder a la información que estaría a nuestro alcance a través de nuestros teléfonos celulares.

Nuestra escuela no tiene biblioteca en lo absoluto y cuando necesitamos hacer alguna investigación tenemos que recorrer un largo camino hasta la biblioteca local. Cuando llegamos a la biblioteca debemos esperar y hacer fila para usar una o dos comoputadoras con acceso a internet. En la escuela tenemos 25 computadoras pero tenemos que pelear para poder utilizarlas porque son principalmente para los estudiantes de computación. Tampoco es una opción sencilla ir a un café internet porque debemos pagar cada media hora.

El 90% de noostros tenemos teléfonos celulares pero nos resulta muy costoso pagar por el servicio de internet, por ello si tuvieramos acceso libre a Wikipedia, haría una enorme diferencia para nosotros.

Normalmente cuando investigamos Wikipedia es uno de los mejores sitios y vamos directamente ahí. La información es clara, actualizada y abarca todos los temas.

Nuestro sistema de educación necesita ayuda y tener acceso a Wikipedia podría hacer una diferencia muy positiva. Basta pensar en el impulso que nos dará como nosotros estudiantes y a todo el sistema educativo de Sudáfrica.

Firman Sinombongo, Sinako, Busisiwe, Ntswaki, Bomkazi, Lindokuhle, Ntsika, Patrick, Ndumiso, Sinazo, Bathandwa, Nokuthembela, Lutho, Mandlilakhe, Zingisile, Aviwe, Nezisa, Ncumisa, Nokubonga, Pheliwe, Zama, Unathi, Malixole y Ntombozuko.

La carta llegó a los titulares de la prensa en Sudáfrica, y mi colega Kul Wadhwa, quien está a cargo del programa Wikipedia Zero de la Fundación Wikimedia, compartío la noticia conmigo. Siempre estoy buscando historias que contar sobre Wikipedia y este es el primer esfuerzo local (que yo sepa) que se realiza para conseguir este tipo de acceso a Wikipedia.

Tres meses atrás, yo no sabía nada sobre esta escuela y nunca había estado en África. Como Wikipedista de corazón, empece un artículo en Wikipedia sobre la escuela pensando que tal vez el artículo podría crecer y ayudarme con mi investigación. Entonces logré contactar a Pam Robertson (una de las profesoras) de la escuela a través de la página de Facebook de la campaña. Le pregunté si podía hacer algunas preguntas a sus estudiantes (Luego aprendí que los ‘aprendices’ como se llaman ellos mismos, estaban emocionados que alguien en America hubiese leido su carta). Pregunté a sus alumnos tres cosas: ¿Quiénes son?, ¿De dónde son?, y ¿Qué significa Wikipedia para ustedes?

Aquí estan algunas de las respuestas que me enviaron por email:

…Estudio en la Escuela Secundaria Sinenjongo una de las escuelas públicas de Ciudad del Cabo. Si pudiera hacer una imagende la escuela, sería la siguiente: mi escuela está hecha de construcciones prefabricadas, rodeada de casas precarias, hay un basurero frente a la escuela, cerca de 15 aulas, 1 laboratorio de ciencias, 2 laboratorios de computación, un jarín muy pequeño y no hay patio para jugar. Sin embargo nuestra escuela es una de las que está obteniendo buenos resultados, esto muestra que tenemos potencial. Después de la escuela quiero tener un trabajo, voy a ganar buen dinero para mi familia y para vivir mi vida al máximo, sin olvidar retribuir a mi comunidad. Quiero ser un modelo a seguir. Wikipedia significa todo. Wikipedia está actualizada, tiene información válidada y puede enlazarte a otros sitios web. También la utilizamos para nuestros proyectos. Si podemos conseguir acceso libre a Wikipedia nuestras vida podrían se mucho más fáciles.

Nezisa Mdludlu

Soy un muchacho de 17 años que vivo con una madre soltera, mi hermana y mi hermano, sin olvidar a mi primo y su hijo. Nos quedamos en una pequeña casa precaria sin que ninguno tenga trabajo, sobrevivimos con tan sólo R1100 de subvención todos los meses… Cuando pase el 12º grado quiero obtener un título en Geología y trabajar aquí en Sudáfrica. Wikipedia puede ser muy útil para mí, en la manera en que cuando hago mis tareas y proyectos busco en Wikipedia y me proporciona toda la información que necesito. Cada vez mis notas están mejorando debido a la información que obtengo en Wikipedia.

Lutho

…Me encantaría estudiar algo así como ciencias actuariales, astronomía o medicina. Los números grandes y complicados y las emocionates teorías de la formación y el estado actual del universo me facinan mucho.

Sinombongo

…a mi hermano le dispararon el 2005… Wikipedia es uno de los sitios que más utilizó para buscar información para mi carrera, esto me ayuda en mis proyectos debido a que no hay instalaciones en la escuela y la biblioteca local está demasiado lejos, es por eso que es mucho más fácil utilizar nuestros celulares para internet. Pero esto es muy costoso para nosotros porque tenemos que estar en internet por horas y consume la mayor parte del servicio de internet y algunas veces utilizamos el dinero de nuestros bolsillos para comprar tiempo adcional. Por ello, teniendo acceso libre a internet en nuestros teléfonos celulares sería más fácil y nos ahorraría tiempo.

Ndumiso

…En mi comunidad no tenemos lugares para desarrollar nuestras carreras…

Patrick

…A pesar de que no tengamos instalaciones adecuadas en la escuela, somos alumnos decidios y orgullosos de la manera como nos desempañamos. En la matriz actual de resultados tenemos un rendimiento del 94% y somos una de las escuelas con más aumento en el redimiento en el Cabo Occidental…

Sinazo

…Vivo con mi madre y mis tres hermanos en una casa de una sóla habitación…

Lindokuhle

…Las condiciones de aprendizaje son pobres porque carecemos de fuentes para el tiempo de sobre estudio como en las investigaciones, internet para encontrar nuevas cosas que se están desarrollando actualmente. Me gustaría ser cirujano, estudiar medicina en la universidad y ayudar a mi familia, devolver el amor a mi madre que ella me dá ahora…

Unathi

…El minuto que escuche acerca de Wikipedia Zero del Sr. Piet Strieker me interesó mucho y estaría muy feliz de poder acceder a Wikipedia desde mi teléfono celular. Sin Wikipedia mis tareas y mis asignaciones no valdrían ninguna calificación.

Zamatshatshu

Luego del segundo párrafo, tenía lágrimas en mi rostro. Leí páginas y páginas similares a éstas citas, describiendo circunstancias similares, cada una desde un punto de vista diferente.

Hice algunas investigaciones más y encontré que la directora de la escuela había hecho una presentación TED acerca de cómo ella había cambiado la Escuela Sinenjongo desde un remedo de escuela a punto de ser cerrada en una escuela con un índice del 98% de graduados. Ella logró esto en 2 años. En el video ella habla sobre cómo hizo funcionar la escuela:

Transparencia verdadera y confianza… Estaba abierta en cada desición, a cada consejo de cualquier persona… fue fácil para mí ganarme la confianza… Las personas creen en la transparencia, así como creen también en la honestidad y la franqueza…. Todos van a ser dueños de la escuela, nos pertenece a todos, no sólo a mi.

Malinga Nopote

Luego de ver la exposición en TED, me inspiré a hacer un documental acerca de la Clase 11A y sus esfuerzos. Envié una carta a los estudiantes, a su maestra y a la adminsitración de la escuela explicando lo que quería hacer. Felizmente, estuvieron de acuerdo con dejarme filmar.

Me puse en contacto con Wikimedia South Africa para organizar una sesión de preguntas y respuestas acerca de Wikipedia para los estudiantes y encontramos a otra cineasta llamada Charlene Music (si, su apellido es Music) para ayudarme a hacer el documental. Oarabile Mudongo (un editor de Botswana a quien había entrevistado en Wikimania 2012 en Washington D.C.) escucho de mis esfuerzos y pensó que su historia era similar a la de los estudiantes de los que iba a hacer el documental; me preguntó si él podría ayudar. Con entusiamo estuve de acuerdo. Alistamos los pasajes en avión y bus a Ciudad del Cabo y Johannesburgo para filmar durante dos semanas. Mi plan básico era dejar que la gente de la Escuela Secundaria Sinenjongo y del barrio de Joe Slovo Park nos dijeran lo que quisieran decirnos. Quería ver quienes eran los ‘aprendices’, de dónde venían y qué significa Wikipedia para ellos. Mi mayor temor era no ganarme su confianza y que ninguno se sintiera lo sufientemente cómodo para abrirse frente a la cámara.

Mis temores eran infundados.

La Clase fue grandiosa. Hablamos con los estudiantes, maestros, maestros voluntarios, adminsitratores, personal, padres, hermanos y vecinos de la Escuela Sinenjongo y del barrio de Joe Slovo Park. También hablamos con algunos jefes corporativos y algunos graduados de la escuela, algunos de los cuales habían llegado a la universidad. La clase nos mostró su distrito, su escuela y sus casas. También prestamos a los estudiantes algunas cámaras para que pudieran capturar sus propias imágenes y narrar su propia historia, sin nuestra interferencia.

Estuvimos con algunos estudiantes durante el fin de semana quienes asistieron a la universidad para estudiar en clases especiales de nivel universitario diseñadas para estudiantes pobres de secundaria que desen estudiar y obtener una beca de estudios universitarios. Una de las cosas de las que te das cuenta mientras caminas en Joe Slovo Park es que hay tiendas y negocios de venta y reparación de teléfonos celulares en todas partes. Resulta obvio porqué los estudiantes quieren utilizar sus celulares para sus estudios — todos tienen uno!

Wikimedia South Africa, Oarabile Mudongo y yo enseñamos a los estudiantes cómo escribir artículos en Wikipedia (durante 1 hora a la semana en el laboratorio de computación de la escuela) y uno de los estudiantes corrigió el artículo acerca de Nelson Mandela en la (pequeña) Wikipedia en IsiXhosa. (Olvide mencionar que el inglés es el segundo o tercer lenguaje de los estudiantes – en su casa y en la escuela hablan IsiXhosa.)

Charlene Music y yo editaremos el documental durante las próximas semanas y planemos lanzarlo bajo licencia Creative Commons con tanta atención como podamos.

Más allá de que se utilice para la campaña de recaudación de fondos de la Fundación Wikimedia, mi propósito en la realización del documental es que, si tiene menos de 30 años probablemente sepa lo que significa la Wikipedia para la educación; pero si es mayor de 30 años, probablemente no se de cuenta de lo importante que es, porque no había Wikipedia cuando estaba en la escuela. Wikipedia es un gran lugar para iniciar cualquier investigación, ya sea que esté en la escuela o no.

La campaña de los estudiantes revibió atención en Sudáfrica, y pensé que sería and asombroso si otras escuelas en otras partes del mundo leyeran ésto y decidieran comenzar su propia campaña. No puedo pensar en un mejor ejemplo de lo que el movimiento de Wikimedia representa para aquellos que comparten el conocimiento con personas como los estudiantes de la Clase 12A en la escuela Secundaria Sinenjongo High .

Antes del lanzamiento del documental, si desea ayudar a éstos estudiante en su esfuerzo, hay un par de cosas que puede hacer:

  • Puede contactar a los estudiantes en la página de Facebook de la campaña: https://www.facebook.com/FreeAccessToWikipedia
  • Si trabaja en el sector de telecomunicaciones en Sudáfrica o en otro lugar del mundo, hágales saber a sus colegas acerca de ésta campaña, y si es una de las personas con poder de decisión en su compañia, por favor considere reducir el costo por datos para acceder a Wikipedia. El equipo de Wikipedia Zero de la Fundación Wikimedia está a su disposición para ayudarlo a lanzar éste programa. Por favor contácte: business (arroba) wikimedia (punto) org.
  • Si eres Wikipedista, puedes ayudar a wikificar los artículos sobre la Escuela Secundaria Sinenjongo y Joe Slovo Park, y traducirlos en las Wikipedias en otros idiomas. Estoy seguro de que hay muchas otras cosas que puedes hacer que no se me han ocurrido. Siéntete libre de enviarme un mensaje a mi página de discusión en Wikipedia al respecto.
  • Puede ayudar a difundir la campaña traduciendo esta entrada de blog a tu idioma o compartiendo esta entrada con otros. Siéntete libre de agregar la traducción en la página del blog en Meta aquí.
  • Si es maestro, estudiante, o administrador de una escuela, puede escribir su propia carta de apoyo a la Escuela Secundaria Sinenjongo, o si piensa que a su escuela o a su comunidad le sería útil el acceso libre a Wikipedia a través de teléfonos celulares, podría iniciar su propia campaña. Yo estaría feliz de hablar al respecto (puede contactarme a mi email: vgrigas (arroba) wikimedia (punto) org). Quien sabe — tal vez podría hacerlo en la película.

Victor Grigas, Narrador de Historia, Fundación Wikimedia

19 Jun 17:00

When Did You Earn Your Degree?

by DOGHOUSE DIARIES
Adam Victor Brandizzi

Eu não poderia discordar mais da estratégia, claro, mas não pude deixar de fazer um "ooooh" aqui.

When Did You Earn Your Degree?

I’d make fun of all you people who went to college before Wikipedia was invented, but you probably wouldn’t hear me over all the student loans you don’t have.

19 Jun 16:46

Photo



19 Jun 16:38

Cosplay da menina do Exorcista tastefullyoffensive: [via]





Cosplay da menina do Exorcista

tastefullyoffensive:

[via]

19 Jun 15:24

The Problem With Psychiatry

by thuudung
Adam Victor Brandizzi

Deveras recomendável esse artigo. É bastante equilibrado e diz algo novo sobre o tema. Quase deixei de ser truther de psiquiatria.

What passed in the 70s as anxiety became in the 80s and 90s depression. Now it’s ADHD. Psychiatry is much about culture as it is science… more»