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25 Sep 09:13

nevver: Cure for baldness

24 Sep 08:09

iraffiruse: Frozach Submitted

24 Sep 01:02

mollydot: I think dogs vary much more.





mollydot:

I think dogs vary much more.

24 Sep 00:55

September 21, 2013


Special thanks to the facebook group for convincing me not to reject this one.
24 Sep 00:55

Quem Sabe

by Daniel Lafayette


24 Sep 00:45

Brita e eu

24 Sep 00:32

askkorbinsilas: dendrophilic: Did that cat just do a fucking...



askkorbinsilas:

dendrophilic:

Did that cat just do a fucking flying kick on that guy

I fucking love how the guy at the counter just loses his shit, this probably made his day.

THE GUY AT THE COUNTER!

24 Sep 00:31

The Titanic Orphans

by Greg Ross

http://en.wikipedia.org/wiki/Michel_Marcel_Navratil

Among the survivors of the Titanic were two boys who were unclaimed by any adult. They were very young, 2 and 3 years old, and they spoke no English, so the two became a brief media sensation as authorities sought to locate their parents.

They turned out to be Edmond and Michel Navratil, sons of a French tailor who had spirited them away from their mother and booked a passage under an assumed name. When the ship hit the iceberg, “He dressed me very warmly and took me in his arms,” Michel recalled. “A stranger did the same for my brother. When I think of it now, I am very moved. They knew they were going to die.”

“I don’t recall being afraid,” Michel said. “I remember the pleasure really of going ‘plop’ into the lifeboat.” A woman in their boat took charge of the orphans when they reached safety, and eventually their mother in France read the news reports and claimed them. Michel grew up to be a professor of philosophy and died in 2001, the last male survivor of the sinking.

“I died at 4,” he once said. “Since then I have been a fare-dodger of life. A gleaner of time.”

24 Sep 00:30

Photo



24 Sep 00:30

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21 Sep 22:44

Photo



21 Sep 12:02

Lenda

by Daniel Lafayette


21 Sep 12:01

spacehotelusa: moon goose analogue: lunar migration bird...



spacehotelusa:

moon goose analogue: lunar migration bird facility, agnes meyer-brandis

i saw the film documenting the moon goose analogue and i fell in love. 

21 Sep 12:00

Heaven’s Domain

by Greg Ross
Adam Victor Brandizzi

"One of those hats"

http://commons.wikimedia.org/wiki/File:Castel_Gandolfo_Papst.JPG

In April 2005, when the Vatican began to seek a successor to John Paul II, technology author Rogers Cadenhead registered the domain names ClementXV.com, InnocentXIV.com, LeoXIV.com, BenedictXVI.com, PaulVII.com, and PiusXIII.com, hoping that the new pope would take one of these names.

“Someone else already has JohnPaulIII.com and JohnXXIV.com,” he wrote on his blog, “but otherwise I put a chip down on every name of the past three centuries.”

When Joseph Ratzinger chose the name Benedict XVI, “I felt like my horse had come in first at the Kentucky races,” he told CNN. As owner of the new pope’s domain, he made a few requests, including:

  1. Three days, two nights at the Vatican hotel.
  2. “One of those hats.”
  3. Complete absolution, no questions asked, for the third week of March 1987.

“Whatever decision I make will be guided by the desire not to make 1.5 billion people mad at me … including my grandmother,” he told the Washington Post. As I write this, the domain appears to be unused — perhaps they’re still negotiating.

20 Sep 23:37

Puppet Porno

20 Sep 20:55

ohmyasian: 2772. Samurais. Yippee. Typical reaction.



ohmyasian:

2772. Samurais. Yippee. Typical reaction.

20 Sep 18:16

Sete motivos para os EUA e o Irã dialogarem neste momento

by Gustavo Chacra

Os EUA, com cautela, deveriam apostar em uma negociação com o Irã neste momento. Diversos fatores contribuem para um diálogo que possa resultar em uma solução para questão nuclear iraniana.

1. o novo presidente do Irã, Hassan Rouhani, deu claros sinais de moderação. Falou publicamente que seu governo não visa produzir armamentos de destruição em massa, incluindo atômicos. Tem evitado também dar declarações polêmicas e ofensivas, diferentemente de seu antecessor, Mahmoud Ahmadinejad.

2. Rouhani e o presidente dos EUA, Barack Obama, vêm trocando cartas, em sinal de boas intenções dos dois lados. É o primeiro passo para, em seguida, haver avanço no campo diplomático.

3. as negociações nucleares não estão mais com os militares. O líder supremo, aiatolá Ali Khamanei, as transferiu para o Ministério das Relações Exteriores, controlado por Mohammad Javad Zarif, um diplomata de enorme experiência, tendo sido embaixador na ONU e vivido anos nos EUA. Mais importante, Khamanei deu poderes para Rouhani chegar a um acordo.

4. as sanções têm afetado duramente a economia iraniana. Desta vez, parecem ter funcionado. O regime percebeu que, na balança, talvez seja preferível abdicar do programa nuclear em troca do fim das medidas punitivas contra o país.

5. o Irã viu que o Ocidente está relutante até mesmo de intervir na Síria, onde o regime cometeu crimes contra a humanidade, segundo a ONU, teria usado armas químicas, enfrenta uma guerra civil e possui um poderio militar equivalente a uma fração do Teerã. Uma ação contra os iranianos seria ainda mais complicada, não havendo, portanto, a necessidade de uma arma atômica para dissuasão.

6. o Irã é visto como fundamental para a resolução das guerras civis na Síria e no Iraque. Especialmente no segundo caso, há interesses comuns entra Washington e Teerã.

7. não há muito sentido em o Irã ser inimigo tanto dos EUA quanto de Israel. Estes países não possuem fronteiras e suas economias são complementares. Teerã poderia ser, para os americanos, uma mistura de Turquia e Arábia Saudita. E todos teriam a ganhar em um acordo de paz entre todos os lados.

Ainda assim, sempre é importante manter a cautela e jogar com calma. Israel deve insistir no tom duro, pois assim a possibilidade de ação militar não fica fora da mesa, servindo de incentivo para os iranianos negociarem.

Na semana que vem, talvez tenhamos um divisor de águas com um possível aperto de mãos entre Obama e Rouhani na ONU.

Guga Chacra, comentarista de política internacional do Estadão e do programa Globo News Em Pauta em Nova York, é mestre em Relações Internacionais pela Universidade Columbia. Já foi correspondente do jornal O Estado de S. Paulo no Oriente Médio e em NY. No passado, trabalhou como correspondente da Folha em Buenos Aires

Comentários islamofóbicos, antisemitas e antiárabes ou que coloquem um povo ou uma religião como superiores não serão publicados. Tampouco ataques entre leitores ou contra o blogueiro. Pessoas que insistirem em ataques pessoais não terão mais seus comentários publicados. Não é permitido postar vídeo. Todos os posts devem ter relação com algum dos temas acima. O blog está aberto a discussões educadas e com pontos de vista diferentes. Os comentários dos leitores não refletem a opinião do jornalista

Acompanhe também meus comentários no Globo News Em Pauta, na Rádio Estadão, na TV Estadão, no Estadão Noite no tablet, no Twitter @gugachacra , no Facebook Guga Chacra (me adicionem como seguidor), no Instagram e no Google Plus. Escrevam para mim no gugachacra at outlook.com. Leiam também o blog do Ariel Palacios

20 Sep 14:59

Mess

Adam Victor Brandizzi

Não se aplica bem a mim mas é uma VDD ainda assim.

'Sorry, I left out my glass of water from last night.' OH GOD I APPARENTLY LIVE IN A GARBAGE PIT.
20 Sep 14:23

What is an Internship?

Adam Victor Brandizzi

Em resumo, estagiários se dão mal lá também.

image

Most interns would be surprised to read the legal definition of an internship.

Read The Blog Post Here »

20 Sep 13:43

thefrogman: Io The Corgi [tumblr] [h/t: tastefullyoffensive]









thefrogman:

Io The Corgi [tumblr]

[h/t: tastefullyoffensive]

20 Sep 13:42

jaydynamite: fabforgottennobility: awesome shot i haven’t...



jaydynamite:

fabforgottennobility:

awesome shot

i haven’t been this surprised by a photo in a long time

Oh wow. — Gavia.
20 Sep 13:27

The Death Toll Comparison Breakdown

by Tim Urban
One of the things about humans is that they die sometimes, and one of the things humans pay a lot of attention to is other people dying.  We do a pretty good job of distracting ourselves from the whole "I'm gonna die one day" thing, but the fixation is there, underneath the surface, and one way it shows through is how riveted we are by other people's deaths.  

The news is an obvious example—just open up CNN.com and typically, at least half of the headlines are about people dying.  Entertainment is another—nothing locks eyes on a screen like the death of a character.  

History is a less obvious example, but it's the parts of history that involve a lot of people dying that usually compel us the most.  That's why there are so many war movies and so few movies about critical legislation being passed.

But for a crowd so interested in death, humans know surprisingly little about the actual numbers of people that died in key moments throughout history.  Most of us know that 3,000 people died on 9/11, but how many Americans know how many Katrina victims there were, or how many people died in the American Revolution.  Did the Christian Crusades kill 100 times as many people as the Vietnam War?  Or were they identical in their death tolls?  Given how much we talk about historical human tragedies, it seems like something we should have a better handle on.

So I thought I'd help.  Oh, don't mind me—I just spent like 200 years collecting statistics and painstakingly putting them into an infographic—you just go enjoy now.  

Some quick notes:

- All circles are exactly proportional to the numbers they're representing and to the other circles in the graphic.  Note the scale, and how it changes as the numbers grow.

- I focused on human tragedies of various kinds, but sprinkled normal death statistics (the gray circles) throughout as comparison points to help put things in perspective.  

- I tried to maintain integrity in my research.  There are many "sources" citing various death tolls online—so I made sure there was a reasonable consensus for all the numbers below.  When there were too many differing opinions (like Howard Zinn saying European Colonialism killed 100 million people, with other sources saying it was 2 million), I left it out.  Sometimes, there is genuine uncertainty to the exact death toll in an event, but a consensus about the lower and upper bound that the death toll might be.  In those cases, I made the upper bound a big, faded circle, and the lower bound a smaller, brighter circle inside.  For example, the total number of lucky people who had their hearts cut out and sacrificed by the Aztecs is unknown.  But historians are pretty sure that the number is somewhere between 300,000 and 1,500,000.  So I represented that like this, with two circles:


Alright, on with it.  The Death Toll Comparison Breakdown:

KEY:

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20 Sep 00:49

niknak79: "I fixed it"



niknak79:

"I fixed it"

19 Sep 12:48

Why Spinoza Was Excommunicated

by thuudung

In 1656, a dried-fruit importer named Spinoza was exiled from Amsterdam for “evil opinions.” His response: “All the better”… more»

19 Sep 11:16

Treasure Maps

by Doug

Treasure Maps

Happy Talk Like A Pirate Day! If you’ve got a deck, today would be a good day to swab it. Or you could just kick back with a bottle o’ rum and read pirate comics!

19 Sep 09:07

Oops

by Greg Ross
Adam Victor Brandizzi

O caso da Georgia :O

http://commons.wikimedia.org/wiki/File:Goldsboro_nuclear_bomb.jpg

In January 1961, a B-52 Stratofortress began leaking fuel near Goldsboro, N.C., and the crew were forced to eject before they could reach Seymour Johnson Air Force Base.

They watched as the plane descended toward the tobacco farmland below carrying two 3.8-megaton nuclear weapons. As the plane broke up, it dropped both of them. One smashed into a muddy field, but the other deployed a parachute to slow its descent and activated five of its six arming mechanisms.

It stopped short of detonating, which is good, because it packed more than 250 times the destructive power of the Hiroshima bomb.

“How close was it to exploding?” asked disposal team commander Lt. Jack B. ReVelle afterward. “My opinion is damn close. You might now have a very large Bay of North Carolina if that thing had gone off.”

Only three years earlier, a similar mishap had occurred over Georgia.

19 Sep 00:28

tastefullyoffensive: [via]

18 Sep 20:22

Clodoaldo

by historiasdasruas
Adam Victor Brandizzi

Histórias das Ruas, melhor blog.

Continuando com mais histórias do grupo que encontramos na cidade de Americana, que são unidos pela amizade e convivem juntos, a história de hoje vai ser contada pelo Clodoaldo, que compartilhou uma visão diferente do que estamos acostumados a ouvir sobre as pessoas que moram nas ruas.

“Meu nome é Clodoaldo, tenho 47 e vivo há quatro meses nas ruas, mas não são todos os dias.
Tinha uma vida normal, sempre trabalhei desde cedo por causa da morte do meu pai que morreu por causa do álcool quando eu tinha apenas 12 anos. Ele era alcoólatra, mas nunca deixou a desejar como pai, sempre foi muito presente e nunca deixou faltar nada para mim e nem para os meus oito irmãos.
Já trabalhei como motorista, porteiro, e me formei como militar.
Quando eu tinha vinte e sete anos, me casei com o único e verdadeiro amor da minha vida. Foram vinte anos de casados com muitas alegrias, tivemos cinco filhos e tínhamos uma vida boa.
Há quatro meses, descobri que ela tinha um amante e a mesma confessou que não me amava mais e pediu o divorcio. Sem saída, nos separamos, ela foi viver a vida dela e eu continuei com a minha. Como já estava afastado do trabalho por causa de alguns problemas de saúde, o álcool começou a ser um problema, e desde então, passo alguns dias nas ruas com os meus amigos que conheci nesse tempo e alguns dias volto para a minha casa onde minha mãe vive e sempre que possível trabalho em alguma coisa para garantir o meu sustento.”

Após ouvir a história do Clodoaldo, uma duvida surgiu e logo o questionei para saber desse “estilo” de vida.

O senhor se considera um morador de rua?
- “Sim e não. Durmo na rua e convivo com as pessoas que também estão aqui, mas sei que tenho casa, um lugar para ficar e pessoas com quem contar. Vivo assim como opção, me sinto bem aqui.”

O motivo maior para seguir essa opção foi a sua separação?
- “Sim… Após eu saber de toda a traição, eu perdi um pouco o chão. Comecei a beber mais do que eu estava acostumado e muitas vezes durmo por onde estou.”

Por que você acha que se sente melhor aqui ao invés de viver na sua casa com a sua mãe?
- “Lembranças! Aqui parece que o tempo passa mais rápido. Quando eu estou com eles, me distraio, converso, dou risada e nós sempre ajudamos uns aos outros. Sou muito agradecido por ter conhecido pessoas tão legais que me acolheram dessa forma.”

Você tem contato com os seus filhos e com a sua ex-mulher?
- “Sim. Três dos meus filhos moram em São Paulo, os outros dois ficaram com a mãe. Minha ex-mulher conversa comigo normalmente apesar da situação.”

Você ainda gosta dela?
- “Muito… Sou apaixonado por ela!”

Por você estar nas ruas há pouco tempo, qual é a sua opinião sobre essa situação?
- “O preconceito é um fator que atrapalha muito quem vive assim. Algumas pessoas conseguem nos machucar apenas com o olhar. Mas é como os meus amigos dizem que mesmo nas ruas conseguimos perceber que ainda existe muita bondade no mundo.”

Você já teve algum problema com drogas?
- “Nunca usei drogas. Meu pai sempre me ensinou coisas boas apesar do vicio que ele tinha pelo álcool. Caráter é uma coisa que não me falta graças a ele.”

Tem religião?
- “Nenhuma.”

Qual é a sua opinião sobre a sociedade em que vivemos hoje?
- “Às vezes boa, às vezes ruim.”

Tem alguma opinião formada sobre a política no Brasil atualmente?
- “Não gosto de quem está no poder e acho que a educação nesse país precisa melhorar e muito.”

Qual é a opinião da sua mãe sobre esse estilo de vida que você está levando?
- “Ela não gosta, mas não brigamos por causa disso.”

Um sonho?
- “Que um dia  a minha mulher volte a me amar e que os sonhos desses meus amigos que me acolheram sejam realizados para que eles possam ter uma vida melhor.”

Terminando a nossa conversa, Clodoaldo ainda nos convidou para qualquer dia irmos conhecer a casa dele e nos agradeceu por estar dando atenção para ele e seus amigos.
Esses amigos ainda têm muitas histórias para contar…

Imagem


18 Sep 18:32

A reeleição no Executivo deve acabar?

by Pedro Nery
Adam Victor Brandizzi

tl;dr: a reeleição deixa evidente vários problemas, mas eles não seriam solucionados se ela fosse abolida - somente seriam expressados de outra forma. Melhor é conter os resultados ruins das consequências da reeleição.

A proibição da reeleição para cargos de Presidente, Governador e Prefeito é um dos temas que integram a discussão sobre a reforma política no país. Ausente da mensagem encaminhada pela Presidenta Dilma Rousseff ao Congresso Nacional que sugeriu cinco temas para a reforma, a proposta acabou incluída no debate pelo Legislativo. O atual sistema permite dois mandatos consecutivos de quatro anos para esses cargos. Para os críticos do instituto da reeleição, os ocupantes desses cargos, ao fim do primeiro mandato, tendem a abusar do poder político e a direcionar a máquina administrativa para conseguir um novo mandato. A solução seria acabar com a possibilidade de reeleição, proposta que normalmente vem acompanhada com a do alongamento dos mandatos para cinco ou seis anos, já que apenas quatro anos seriam insuficientes para o chefe do Poder Executivo por em prática seu plano de governo. É possível discutir a questão pela literatura conhecida como ciclos político-econômicos (political business cycles).

O foco da teoria dos ciclos político-econômicos (ou “ciclos políticos de negócios”) é a relação entre a política e a economia. Ao contrário dos modelos macroeconômicos tradicionais, o governo não é considerado exógeno em relação à economia. Naqueles modelos, o governante age com o intuito de melhorar o bem-estar social. Já na teoria dos ciclos político-econômicos, há uma interdependência: como a economia afeta a política, a política acaba afetando a economia. O governante percebe que suas chances de reeleição dependem do desempenho da economia, e, por isso, age para aumentar essas chances, concentrando esforços para que alguns indicadores como a taxa de crescimento do PIB, de desemprego ou de inflação estejam favoráveis no período eleitoral, ainda que esses esforços não sejam os melhores para o bem-estar da sociedade. Assim, essa teoria se relaciona com a teoria de escolha pública (public choice), cujo um dos principais expoentes foi o prêmio Nobel James Buchanan, que preconiza que os políticos perseguem objetivos próprios, que não necessariamente os da sociedade. Como a tentativa de reeleição gera conflito entre esses objetivos, o fim da reeleição poderia, em tese, ser benéfico para sociedade.

As políticas “eleitoreiras”, orientadas para o curto prazo e para o ciclo eleitoral, são muitas vezes incompatíveis com as políticas voltadas para o longo prazo, necessárias para o crescimento do país. Para o governante, um aumento das despesas correntes, por exemplo, é interessante do ponto de vista eleitoral, pois boa parte dessa despesa representa renda que vai diretamente para o bolso de algumas pessoas (salários do funcionalismo, aposentadorias, Bolsa-Família, etc.), e estimula o consumo; mas no longo prazo o crescimento da economia é mais influenciado pelo investimento (despesas de capital: estradas, hidrelétricas, sistemas de transporte público, etc.), que permite a expansão da capacidade produtiva da economia.

Ademais, o aumento de algumas despesas gera uma pressão permanente nas contas públicas. Por exemplo, aposentadorias e salários de servidores, uma vez aumentados em ano eleitoral, não podem ser reduzidos nos anos seguintes – pelo menos nominalmente. Ainda, algumas políticas, não apenas as fiscais, podem beneficiar a geração atual, mas impor um fardo em futuras gerações. A necessidade de reeleição pode incentivar o governante a preterir políticas de horizonte temporal mais longo, que não rendem votos na próxima eleição. Por exemplo: melhorias do sistema educacional que só apresentem resultados depois de vários anos de sua implantação, quando os alunos já estiverem formados. A impossibilidade de reeleição incentivaria o governante a agir mais como um estadista e adotar medidas voltadas para o longo prazo, ainda que impopulares com a geração corrente.

Os modelos da literatura de ciclos político-econômicos encontram respaldo em alguns eventos da história política recente do Brasil. O modelo pioneiro dessa literatura é o modelo oportunista de Nordhaus (1975). Como o resultado da eleição dependeria da economia, o governante manipularia a política econômica durante seu mandato de maneira a tornar a sua eleição mais provável. O custo viria através de mais inflação, mas essa conta só chegaria depois da eleição e não afetaria seu resultado. O oportunismo existiria por parte de todos os partidos, interessados apenas em obter bons resultados nas eleições, e não em impor uma agenda ideológica específica. Além das políticas expansionistas em anos eleitorais, também essa convergência de programas dos partidos prevista no modelo parece encontrar paralelos no país: para conquistar a Presidência em 2002, o PT abandonou parte de sua agenda histórica e não a resgatou durante seus primeiros anos de governo; para tentar conquistar a Presidência em 2010, José Serra se apropriou de alguns dos principais trunfos do governo petista na eleição, prometendo duplicar os gastos do Programa Bolsa-Família, conceder 13º para seus beneficiários e elevar o salário mínimo para 600 reais, ainda que essas propostas desagradassem sua base 1.

Essa ideia de convergência, porém, não é consenso nos modelos de ciclos político-econômicos: no modelo partidário de Hibbs (1977), apesar de também usarem a economia para incrementar as chances de eleição, partidos diferentes miram em indicadores econômicos diferentes. O alvo daqueles mais à esquerda seria uma taxa de desemprego mais baixa, enquanto para seus oponentes o foco seria em uma baixa taxa de inflação. No Brasil, de fato, PT e PSDB diferem em seus discursos no que se refere a essas variáveis.

Mas por que os eleitores não puniriam os políticos e partidos que direcionam a política econômica para a consecução de seus objetivos eleitorais? No modelo de Nordhaus, os eleitores poderiam ser regularmente enganados pelos governantes, pressuposto que foi abandonado posteriormente por modelos de ciclos político-econômicos mais sofisticados, que consideram os eleitores “racionais”2. Nesse caso, o comportamento dos políticos seria explicado pela existência temporária de informação assimétrica, ou seja, o governante sabe mais sobre o que está fazendo do que o eleitorado. Um conceito também usado para explicar o problema é o de “ilusão fiscal”: o eleitorado recompensaria um governante criador de despesas pelos benefícios que elas trazem, sem perceber que arcarão com mais impostos no futuro esse aumento de gastos do presente 3. Outra explicação pode ser encontrada na economia comportamental, ramo em que a economia encontra a psicologia, no conceito de “viés de resultado” (outcome bias): tendemos a julgar uma decisão (como as de política econômica) pelo seu resultado, e não pela sua qualidade. Assim, governantes podem ser bem avaliados na época da eleição por políticas irresponsáveis, desde que economia ande bem nas proximidades do pleito4.

Os usos indevidos da máquina e de políticas públicas voltadas para o retorno eleitoral do governante, junto com a incapacidade do eleitorado de reconhecer o problema, dariam ensejo à proibição da reeleição.

Na verdade, a reeleição para o Executivo só começou a existir no Brasil depois da Emenda Constitucional nº 16, de 1997, não estando prevista originariamente na Constituição de 1988 (e nem em nenhuma constituição anterior). Pouco mais de quinze anos depois, a ideia de emendar novamente a Constituição para retirar a possibilidade de reeleição ganha força na classe política, que diagnostica principalmente o uso da máquina administrativa como problema. Hoje, tramitam no Congresso as PECs 71/2012 e 224/2012, que acabam com a reeleição para o Executivo e estendem os mandatos, respectivamente, para seis e cinco anos. Propostas de fim da reeleição, com a contrapartida da extensão dos mandatos para privilegiar a continuidade administrativa, já foram defendidas publicamente esse ano pelos presidenciáveis Marina Silva, Aécio Neves e José Serra, e ainda pelo PSB, liderado pelo também presidenciável Eduardo Campos.  Segundo a Confederação Nacional dos Municípios, mais de 60% dos prefeitos do país são contra a reeleição. Naturalmente, no caso dos Executivos estaduais e municipais, o governante não possui os mesmos instrumentos de política econômica do caso federal, mas ainda tem à disposição o aparato administrativo e as finanças públicas para influenciar a eleição. Porém, seria o fim da reeleição de fato capaz de coibir o abuso de poder político nas eleições?

O mero fato de não poder se candidatar não impede que o governante participe da eleição, concentrando esforços em eleger um aliado, ou mesmo em se eleger para outro cargo. Depois de cumprirem oito anos de governo, tanto Fernando Henrique Cardoso quanto Lula lançaram ministros de seu governo para concorrer à sucessão. Nesse caso mais recente, como exemplo, Lula foi acusado por opositores e pelo Ministério Público de usar o governo para eleger Dilma Rousseff. As reclamações questionavam desde elogios à candidata em cerimônias oficiais ao aumento dado acima da inflação para aposentados, que contrariava orientação de sua própria equipe econômica. Situações similares costumam ocorrer em nível estadual e municipal. Se a máquina de fato é usada hoje para manutenção do poder, parece ingênuo supor que ela será menos usada apenas porque o chefe do Executivo não poderá sair ele próprio candidato na eleição.

Chefes do Executivo bem avaliados, que não podem mais disputar novo mandato, já tendem hoje a tentar fazer o seu sucessor, frequentemente alguém do próprio governo, como um vice ou um secretário, ainda que esse nome não carregue sozinho nenhuma densidade eleitoral. Nos EUA, mesmo em nível estadual, realizam-se primárias para escolha dos candidatos ao governo quando o detentor do cargo não sai candidato. Aqui, é comum que um governador ou prefeito popular determine quem deve disputar a sua sucessão. Ficando apenas nos três principais colégios eleitorais do país, José Serra elegeu Gilberto Kassab em 2008, Aécio Neves elegeu Antônio Anastasia em 2010, e Sérgio Cabral pretende eleger Luiz Fernando “Pezão” em 2014 – todos esses seus vices. A prática provavelmente ficaria mais comum com uma eventual proibição da reeleição, apesar de não ser um efeito desejado da proposta. O incentivo para o uso da máquina permaneceria e a eleição não seria necessariamente mais competitiva. O constituinte possivelmente reconheceu o potencial de uso da máquina pelo governante para eleger alguém que não ele, já que o artigo 14 da Constituição proíbe a eleição de parentes do chefe do Executivo no território que ele governa – mas evidentemente não há como proibir a eleição de aliados e obrigar um revezamento de poder.

Ainda, o fim da reeleição não impede que um governante seja novamente candidato na eleição seguinte, mas unicamente que não seja candidato ao mesmo cargo. Partindo da hipótese de que o uso indevido da estrutura de governo decorre de seu uso para objetivos políticos pessoais do governante, não deveria ele ser impedido de concorrer a qualquer cargo na esfera que governa? Muitos governadores, ao fim de dois mandatos consecutivos, buscam a eleição para o Senado, que também requer uma expressiva quantidade de votos em seus Estados5. Em 2010, nove dos dez governadores que já tinham oito anos de governo se candidataram ao Senado, e oito desses nove de fato se elegeram6. Por essa ótica, os benefícios de acabar com a reeleição para o Executivo também parecem tímidos.

Assim, a impossibilidade de reeleição guarda semelhanças com outras propostas discutidas no âmbito da reforma política: é bem intencionada, mas com efeitos potencialmente limitados sobre o problema que pretende solucionar. Em que pese o uso indevido da máquina administrativa em anos eleitorais, e, no caso federal, também o da política econômica – como previsto na teoria dos ciclos político-econômicos -, o fim do instituto da reeleição parece incapaz de alterar os incentivos dos detentores do poder. Mais efetivas do que a medida podem ser normas que dificultem práticas indesejáveis (como a Lei nº 9.504, de 1997, e a Lei de Responsabilidade Fiscal, que restringem em ano eleitoral, entre outros, nomeações, transferências voluntárias e o nível de despesa), instituições de controle mais céleres e fortes (como a Justiça Eleitoral, que cassou três governadores eleitos em 2006 por abuso de poder político e pode cassar outros eleitos em 2010, ainda que com atraso) e, principalmente, uma imprensa vigilante.

__________

1 A proposta do governo era de salário mínimo de R$ 538,15 no ano seguinte.

2Entre outros, Rogoff e Silbert (1988) e Alesina (1987).

3Alesina e Perotti (1995).

4O viés de resultado da psicologia não se aplica somente para políticos e nem somente para bons resultados. Ainda que não haja causalidade, resultados ruins costumam ser debitados na conta de quem tomou boas decisões, como no caso um técnico de futebol que é demitido apenas semanas depois de ter sido contratado.

5Para esse e outros casos, apesar de a candidatura não ser proibida, a Lei Complementar nº 64, de 1990, exige a descompatibilização do cargo – o que também não parece retirar a vantagem desses candidatos.

6Aécio Neves (PSDB-MG), Blairo Maggi (PR-MT), Cássio Cunha Lima (PSDB-PB), Eduardo Braga (PMDB-AM), Ivo Cassol (PP-RO), Luiz Henrique da Silveira (PMDB-SC), Roberto Requião (PMDB-PR) e Wellington Dias (PT-PI) se elegeram, Wilma de Faria (PSB-RN) perdeu a eleição e apenas Paulo Hartung (PMDB-ES) não saiu candidato.

Para ler mais sobre o tema:

Alesina, A. (1987), “Macroeconomic Policy in a Two-Party System as a Repeated Game”, Quarterly Journal of Economics, 102:651-78.

Alesina, A. and Perotti, R. (1995a), “The Political Economy of Budget Deficits”, IMF Staff Papers, 42:1-31.

Hibbs, D. A. (1977), “Political Parties and Macroeconomic Policy”, American Political Science Review, 61:1467-87.

Nordhaus, W.D. (1975), “The Political Business Cycle”, Review of Economic Studies, 42:169-90.

Rogoff, K.; Sibert, A. (1988), “Equilibrium Political Business Cycles”, Review of Economic Studies, 80:21-36.

Snowdon, B.; Vane, H. R. (2005), Modern Macroeconomics: Its Origins. Development And Current State. Northampton, MA: Edward Elgar Publishing.

Download:

  • veja este artigo também em versão pdf (clique aqui).

18 Sep 13:54

A Nation of Birthers

by Jonathan Kay
Adam Victor Brandizzi

Um excelente sumário da longa e nobre tradição americana de ser um pinel paranoico.

As elaborate and bewildering as they often seem, conspiracy theories address a very simple psychological need: they offer an explanation for evil. This is why conspiracy theories always proliferate in the shadow of great trauma, such as that produced by World War I, the assassination of JFK, and 9/11.

But conspiracy theories also have a political function: they provide ideologues, partisans, and religious zealots with a narrative to explain away their defeats and to cast their mission in the dramatic, even apocalyptic, language of good versus evil. Sadly, some radicalized conservatives became a case study in this phenomenon following the election of Barack Obama as president in 2008.

Tea Party activists, fringe libertarians such as Alex Jones, and even some commentators on Fox News, have compared Obamacare to policies imposed by the Nazis, spread debunked theories about the president’s birthplace, and claimed that he has a secret plan to destroy the American economy (the so-called “Cloward-Piven strategy”) so he can construct a socialist worker state on its ashes. Others accused Obama of plotting with the Muslim Brotherhood to impose shariah on the United States or of conspiring to send political dissidents to FEMA camps. These theories are not embraced by mainstream Republicans or libertarians, but they have nonetheless provided liberal critics with an easy avenue to discredit conservative politicians and ideas.

Jesse Walker, books editor for Reason, supplies a needed counterpoint in The United States of Paranoia. The author does not try to defend the unhinged theories spouted by the likes of Jones and Glenn Beck. Instead, he argues that U.S. political culture, on all sides, has been infused with a spirit of wild-eyed fear-mongering since the nation’s founding. Paranoia isn’t a hallmark of conservatism. It’s a hallmark of America.

The Founding Fathers themselves were big-time conspiracy-mongers, Walker reports. George Washington, for instance, accused the Brits of hatching “a regular Systematick Plan” to turn colonists into “tame & abject Slaves.” Much of this over-the-top language found its way into the Declaration of Independence, which presented George III as a sort of 18th-century Stalin.

Once the United States came into being, bickering federalists and anti-federalists co-opted such hyperbole for their own purposes. One delegate to the 1787 constitutional convention, for instance, called the blueprint that emerged “the most complete, most abject system of slavery that the wit of man ever devised, under the pretense of forming a government of free states.” When John Adams became president, rumors spread that he would interlock his family with British royalty and thereby become “King of America.” Is that really so different from Rush Limbaugh’s claims that Barack Obama is plotting to become America’s “socialist dictator”?

Indeed, Walker argues that the seeds of American paranoia were planted at least a century before the revolution that brought the United States into existence. Early settlers from Britain spread all sorts of fantastical stories about local Indian tribes. During King Philip’s War in the 1670s, many settlers believed that their Indian foes were Satan-worshippers who had been brought to the New World by the devil himself.

Much of America’s paranoid spirit, Walker argues, is connected to religion—in particular, the phobic attitude of Puritans to Shakers, Mormons, Adventists, Oneidans, and other Christian offshoots. Catholics often were especially feared because their faith was presumed to put them in league with a foreign power (usually the French). Convents were imagined to be full of sex slaves, as well as armies of papist foot soldiers set on conquering the continent.

Walker’s chapter on the Salem witch trials supplies a concise and finely written summary of the events of 1692 and 1693. But he also uses the episode to push forward a libertarian-tinged thesis about the role of government in the incubation of popular paranoia. Until the Salem witch trials, the author notes, “the use of malevolent magic was difficult to prove, so the New England courts were ordinarily reluctant to take on such cases. But now the state was throwing itself into the conflict, creating a situation closer in spirit to Europe’s persecutions than to traditional tiffs between neighbors.”

In this case, the state’s interest was to sniff out a demonic plot to subvert Massachusetts’s Puritan mission. But over the next three centuries, the state would turn its phobic gaze to abolitionists, tramps, strikers, communists, Japanese Americans, pacifists, student activists, black-power leaders, and survivalists. We often think of paranoia as something that ordinary citizens direct at their government. The overarching theme of Walker’s book is that government just as often returns the favor.

Walker is a media historian at heart. (His first book, published in 2001, was Rebels on the Air: An Alternative History of Radio in America.) And The United States of Paranoia is filled with all sort of interesting excursions into pop culture. In his section on the ludicrous anti-German hatred that enveloped America in 1917, for instance—the city of Pittsburgh banned Beethoven—he reproduces a fascinating strip from the comic Katzenjammer Kids, in which the title characters tell a judge that they are actually Dutch: “Chudge, ve vant our dod-gasted name changed! Ve iss from Holland by Edam-On-Der-Cheese, but ven ve get tooken for choimans it’s a ding-busted nuisance!”

Elsewhere, Walker illustrates the “Enemy Within” brand of American paranoia (more on this typology below) with a lengthy and detailed discussion of the various extraterrestrial body-snatcher movies of the Cold War period. Another chapter contains a standalone analysis of all four “Rambo” films and their evolving message about America’s malign elites. Jesse Walker is a deep political thinker, but he evidently also has spent much of his life watching some extremely bad movies.

The United States of Paranoia is a loosely organized book. Most of the chapters begin with a sketch of some conspiratorial mania drawn from the history books and then proceed therefrom in a stream-of-consciousness manner. Over the course of the book, Walker attempts to assign conspiracy theories into four broad categories: the Enemy Within (as described above), the Enemy Below (slave-revolt plots, tramp scares, and the like), the Enemy Abroad (modern Islamist phobias would supply an example), and the Enemy Above. For purposes of understanding the current political climate, this latter category is the most important since it covers both left-wing theories about Wall Street and right-wing theories about One World Government and the like.

In Chapter six, “Conspiracies of Angels,” Walker also adds in a fifth, benevolent type: the Christian and New Age view that supernatural forces are in conspiracy to bring peace, harmony, and happiness to our world. In its most harmless form, the conspiracy of angels manifests in the angel-shaped tchotchkes that appear on car dashboards and the child-goes-to-heaven genre of non-fiction literature. But it also can lead to the creation of religious cults led by unhinged rip-off artists—as detailed in Walker’s fascinating profile of Christian/wiccan conspiracy theorist and serial sex criminal John Todd (1950–2007), who roamed the country telling congregations of a world-domination plot involving witches, the Illuminati, Ayn Rand, Big Oil, Elton John, and the Denny’s restaurant chain.sep-issuethumb

“It isn’t clear to what extent Todd was a con man and to what extent he was a crazy man,” Walker writes. Then again, the distinction doesn’t seem to matter much to the author: The United States of Paranoia is based on historical sources, not interviews, and Walker is far less interested in the inner lives of the conspiracy theorists he profiles than in showing how their seemingly disconnected fantasies fuse together into one grand American paranoid pastiche.

Describing this pastiche is an ambitious intellectual project. But at times, Walker’s approach seems overly reductionist. As the author describes it, “paranoia” is a broad label that can be applied to just about any activist group, Internet discussion forum, lone nutbar, cleric, politician, or agency that exhibits any sort of unfounded fear. Toward the end of the book, as his libertarian stripes become more apparent, Walker exploits this broadly constructed definition of paranoia to draw dubious comparison between dangerous, hard-boiled conspiracy theorists and the government agents seeking to monitor them.

In one breath, for instance, Walker describes the CSA, a failed terrorist group whose rabidly racist leadership warned followers of a coming “one-world Zionist Communist government,” under which “witches and satanic Jews will offer people up as sacrifices to their gods, openly and proudly; blacks will rape and kill white women and will torture and kill white men; homosexuals will sodomize whoever they can, [and] all but the elect will have the mark of the Beast.” Then, on the next page, Walker discusses the disastrous government interventions at Ruby Ridge and Waco and argues that these episodes show that, in one sense, the FBI, ATF, and CSA are all just peas in a pod because they all succumb to “violence” that is motivated by “paranoia.” It’s a nice linguistic trick. But to my mind, the comparison is completely unwarranted: the episodic overreaching and violent clumsiness of national police organizations that are charged with defending more than 300 million people from criminals and terrorists cannot be casually compared to the unhinged hatemongering of groups such as the CSA.

Such libertarian excesses notwithstanding, Walker has produced a book worth reading. In the Obama age, liberals like to pretend that the fight between left and right is fundamentally a struggle between enlightenment and fear. But as The United States of Paranoia demonstrates, political and religious fear-mongering has been a near-universal constant of public life in this country for more than three centuries. It’s a ding-busted nuisance—but it’s as American as Denny’s.

Jonathan Kay is managing editor for comment at the National Post in Canada and a fellow at the Foundation for Defense of Democracies in Washington, D.C.