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27 Jun 12:53

The Temptation of Neuroscience

by Robert Long

Undecided voters lay inside a sleek fMRI machine in late 2007. The magnetic coil pulsed, scanning the blood flow in their brains. Images of Hilary Clinton, Mitt Romney, John Edwards, and other primary contestants flashed before their eyes.

The UCLA neuroscientists and Washington political operatives who ran the study presented their findings in a New York Times article, “This Is Your Brain on Politics.” The “voter impressions on which this election may turn” were displayed in a colorful slideshow of (statistical combinations of) brains: here the medial orbital prefrontal cortex is orange, indicating an “emotional connection” with Democrats; here the amygdala flashes, betraying anxiety about Mitt Romney.

At an American Enterprise Institute panel event last Monday, psychiatrist Sally Satel told the audience that this story alerted her to just how vulgarized neuroscience was becoming in popular culture.

“It really was a bit of a fiasco,” she told NYT columnist David Brooks, who was moderating a conversation with Satel and psychologist Scott Lilienfeld. “The fact that something lights up doesn’t mean you hate Hillary Clinton, or you’re going to vote for someone else. It almost read like a parody, the way they had boiled it down to an almost stick figure kind of narrative.”

It’s the “stick figure narrative” that’s being formed out of neuroscientific research and inserted into law, politics, and culture, that Satel and co-author Lilienfeld seek to dismantle in their authoritative, accessible new book Brainwashed: the Seductive Appeal of Mindless Neuroscience.

The wild exaggeration of neuroscience—both of specific findings, and of the field’s primacy in understanding human nature more generally—has drawn the ire of savvy bloggers and tome-writing intellectuals for years. The exposure of Jonah Lehrer, neuroscience’s most prominent popularizer, as a plagiarist and a fabricator also occasioned a critical look at the popsci genre he championed. But Satel and Lilienfeld’s book may represent the high water mark of anti-pop neuroscience writing so far: it is widely reviewed, and Brooks plugged Brainwashed in his weekly New York Times column. (Brooks freely admits he himself has succumbed to neuromania: “I wrote a book a couple years ago of mindless neuroscience, and it did really well!” he quipped at the AEI event.)

Anti-pop neuroscience, as opposed anti-neuroscience, is the key distinction. Satel and Lilienfeld want to clean up the riffraff because neuroscience done right is a sophisticated and promising field of inquiry. They are not here to argue, as Brooks did in his recent column, that the mind is not the brain, or even that we have free will outside of the causal chain of our neural firings.

Rather, the uses and abuses of neuroscience are more illustrative as a story of our tendency to get ahead of ourselves. Our perennial thirst for elegant mechanisms and overarching narratives, noble in its own right, can lead us to take lazy shortcuts and place our hope in the Next Big Explanation, whether phrenology, Freud, or Freakonomics. Culture, history, and politics are complicated, confusing, and mostly boring. With the recent successes of neuroscience, it’s easy to wish that the chatter of narratives, prejudices, habits, and emotion could be replaced with the clinical pings of the fMRI machine.

But for now, at least, it would seem that neuroscience has a long way to go before it supersedes our other ways of knowing: “This Is Your Brain on Politics” identified two 2007 candidates who had failed to fire up the neurons of swing voters, indicating impending trouble for their campaigns. They were John McCain and Barack Obama.

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27 Jun 09:46

Como a sucessão na monarquia absolutista do Qatar explica a hipocrisia no mundo árabe

by Gustavo Chacra

O Qatar prega o fim de ditaduras ao redor do mundo árabe. Patrocinou a oposição da Líbia enviando armas. Esteve por trás da Irmandade Muçulmana do Egito. Na Síria, fornece arsenal para uma série de facções rebeldes, incluindo algumas ligadas à rede terrorista Al Qaeda. Também defende os palestinos contra Israel e é hoje a principal base de suporte do Hamas contra o Fatah.

A rede de TV Al Jazeera, na sua versão árabe, é engajada na defesa dos opositores sírios, algumas vezes chegando a distorcer informações. A sua versão em inglês pratica um jornalismo correto, com coberturas fantásticas, inclusive recentemente nas manifestações no Brasil. A Qatar Foundation difunde a educação pelo mundo e realmente tem sido positiva. Em Doha, há uma série de filiais de universidades americanas.

Ao mesmo tempo, internamente, o regime do Qatar é uma monarquia absolutista, ou ditadura, para ser mais claro, onde poetas são presos por escreverem poemas contra os monarcas. Não existe oposição. Mulheres e minorias religiosas possuem menos direitos do que os homens ou a elite sunita.

Para completar, o emir do Qatar, xeque Tamin bin Hamad al Thani, anunciou sua aposentadoria ontem. Mas não tivemos eleições para sucedê-lo. Nem mesmo pelo Parlamente. Nada. Simplesmente o Emir, que assumiu o poder derrubando o próprio pai, decidiu que seu filho de 33 anos será o governante.

Mais uma vez, vemos a hipocrisia internacional, defendendo a derrubada de ditaduras em algumas nações, como a Síria, mas ficando cega para outras, como o Qatar. E vão dizer – “Ah, mas o Qatar não mata ninguém”. Será? Então o que dizer dos grupos rebeldes sírios, patrocinados por Doha, que matam civis em atentados terroristas em Damasco? Ou do Hamas?

Sem falar em Bahrain, onde a monarquia local, de origem sunita, pratica um regime de Apartheid contra a maioria xiita e ainda massacrou dezenas pessoas, torturou centenas e prendeu milhares, mesmo nos dias anteriores a um GP de F1.

A Arábia Saudita, grande aliada dos EUA no mundo árabe, reprime com violência os xiitas na Província Leste. As mulheres e as minorias religiosas são vítimas de um ultra-conservador regime de Apartheid, sem similar em todo o mundo.

Enfim, o Qatar explica a hipocrisia mundial em relação ao mundo árabe. Você é bom se não for aliado do Irã. Pode matar, reprimir, ter apartheid, tudo. Ninguém liga. Vale lembrar que os EUA são aliados de todos os países árabes, menos a Síria, sendo que apenas dois deles reconhecem a existência de Israel. A questão, insisto, é Teerã.

Guga Chacra, comentarista de política internacional do Estadão e do programa Globo News Em Pauta em Nova York, é mestre em Relações Internacionais pela Universidade Columbia. Já foi correspondente do jornal O Estado de S. Paulo no Oriente Médio e em NY. No passado, trabalhou como correspondente da Folha em Buenos Aires

Comentários islamofóbicos, antisemitas e antiárabes ou que coloquem um povo ou uma religião como superiores não serão publicados. Tampouco ataques entre leitores ou contra o blogueiro. Pessoas que insistirem em ataques pessoais não terão mais seus comentários publicados. Não é permitido postar vídeo. Todos os posts devem ter relação com algum dos temas acima. O blog está aberto a discussões educadas e com pontos de vista diferentes. Os comentários dos leitores não refletem a opinião do jornalista

Acompanhe também meus comentários no Globo News Em Pauta, na Rádio Estadão, na TV Estadão, no Estadão Noite no tablet, no Twitter @gugachacra , no Facebook Guga Chacra (me adicionem como seguidor), no Instagram e no Google Plus. Escrevam para mim no  gugachacra at outlook.com. Leiam também o blog do Ariel Palacios

26 Jun 21:48

Save Our Sloths: The Sequel

by Brinke

logo“I’d like to send a huge THANK YOU from everyone here at the Sloth Sanctuary for promoting our Save Our Sloths campaign last month. With your help, we’ve raised a whopping $46,000 to allow us to develop a release program & return orphaned baby sloths back to the wild! A huge amount of these donations came from Cute Overload visitors, so THANK YOU! We’re now in the last 8 days of our campaign!”- Cuteporter Becky C.

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Filed under: Uncategorized Tagged: Sloths
26 Jun 21:48

Quadrin 26/06/2013 - Piratas Do Tietê (Laerte)

by quadrin

Piratas Do Tietê Laerte
26 Jun 21:17

É bem assim mesmo que eu estou, agora que Juliana está viajando...



É bem assim mesmo que eu estou, agora que Juliana está viajando com Luciano.

nevver:

Since you’ve been gone

26 Jun 21:17

Sair dessa vida

by brunomaron

sairdessavida


26 Jun 15:36

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26 Jun 15:35

succugeek: BUGS BUNNY YOU HAVE NO RIGHT TO MAKE THAT FACE







succugeek:

BUGS BUNNY

YOU HAVE

NO RIGHT

TO MAKE THAT FACE

25 Jun 21:29

astreetcarnamedthetardis: i don’t even know what i’m doing...





astreetcarnamedthetardis:

i don’t even know what i’m doing anymore

25 Jun 21:26

grayblue: this is amazing.

25 Jun 21:22

genevieve-ft: Last week sketches !















genevieve-ft:

Last week sketches !

25 Jun 21:21

Photo



25 Jun 21:20

buzzfeed: How to say “no.”











buzzfeed:

How to say “no.”

25 Jun 21:19

Bad Day in Progress…



Bad Day in Progress…

25 Jun 16:12

Perca Peso

by Daniel Lafayette
Adam Victor Brandizzi

É mais ou menos assim, mesmo.


25 Jun 16:07

June 25, 2013


25 Jun 16:04

Inclusive, é verdade.



Inclusive, é verdade.

25 Jun 13:07

S.O.S.

by Daniel Lafayette


25 Jun 12:44

O papa, o lobisomen e o ex-ditador

by Ariel Palacios
Adam Victor Brandizzi

A Argentina é como uma imensa obra literária.

Em clima de fantástica lua cheia nesta semana, uma postagem antiga, atualizada para esta ocasião, sobre os lobisomens e o ditador. E um papa.

Tradicionalmente, desde 1907, na Argentina uma mãe que dê à luz a seu sétimo filho homem possui o direito de solicitar ao presidente da República que seja o padrinho da criança. O motivo desse costume foi a superstição de que o sétimo filho masculino – tal como no Brasil – tornaria-se“lobisomem”, isto é, o homem-lobo (“lobizón” na Argentina). Ou, como diziam os gregos, lykánthropos(λυκάνθρωπος).

O costume de pedir o apadrinhamento presidencial começou quando um casal de imigrantes alemães que havia residido na Rússia – Enrique Brost e Apolonia Holmann – teve seu sétimo filho homem, José Brost, na cidade bonaerense de Coronel Pringles. Os Brost pediram ao presidente José Figueroa Alcorta que fosse o padrinho. Eles argumentaram que na Rússia, país onde haviam morado, era tradição o czar apadrinhar a criança para quebrar o “feitiço” do sétimo filho. E, já que estavam na Argentina, pretendiam conseguir essa “garantia” por parte do presidente Figueroa Alcorta. O aristocrático presidente concordou.

Essa tradição, obviamente, acabou na Rússia com a Revolução de 1917, liderada por V.I.Lenin. Mas, sobreviveu na Argentina.

Gravura de Lucas Cranach, o velho, que mostra um homem-lobo que usa uma criança como ‘snack’. A ilustração é de 1512. Está na cidade de Gotha, no Herzogliches Museum.

A esperança dos pais de um sétimo filho homem, há mais de 100 anos, era que um apadrinhamento presidencial poderia suavizar os problemas decorrentes da suposta condição“licântropa” da criança e da discriminação social. Ser afilhado do presidente incluía o benefício de bolsas de estudos para toda a vida escolar e uma medalha de ouro. Os anos passaram e a lenda do lobisomem perdeu apelo popular. Mas, o costume do batizado presidencial permaneceu. E, em 1973 foi reforçado ao ser transformado em lei (número 20.843), pelo presidente Juan Domingo Perón, em seu derradeiro governo.

General Videla, ex-padrinho de batizado de Gastón Castillo. Longe de referências aos lobos, ostentava o felino apelido de “A pantera cor de rosa” (por sua magreza, jeito de caminhar e a sorte de salvar-se, tal como o desenho animado, de diversos atentados). Videla – “Senhora da vida e da morte” durante a ditadura – morreu em maio, de um ataque cardíaco, enquanto estava sentado no vaso sanitário de sua cela.

Em 1977, em plena ditadura, Josefa Castillo estava no quinto mês de gravidez quando seu marido, Roberto Castillo – que trabalhava em uma fábrica de frangos, sem militância política alguma – foi sequestrado pelos militares. Desesperada, tentou liberar seu marido.

Sem conseguir, meses depois, quando deu a luz a Gastón, seu sétimo filho homem, recorreu ao apadrinhamento presidencial com a expectativa de que isso salvaria a vida de seu marido. Ela pediu e obteve – com sucesso – que o poderoso ditador argentino, o general Jorge Rafael Videla, fosse o padrinho de seu filho, seguindo a tradição presidencial.

No entanto, apesar do batizado do filho, nada conseguiu sobre seu marido. Os ossos de Roberto – com sinais de ter sofrido torturas extremas – foram descobertos em 2009. Havia sido enterrado pelos militares de forma clandestina como um indigente no município de Avellaneda.

O rei Licaon, transformado por Zeus em homem-lobo. Licaon, diz a lenda, teria sido o primeiro lobisomem. Ilustração de nosso querido bracht-am-niederrheinense Hendrik Goltzius (1558-1617) para a “Metamorfose” de Ovídio.

Desde que os restos mortais de seu pai foram encontrados, seu filho Gastón tentou convencer os padres de sua paróquia a remover o general Videla de seu status de padrinho de batizado. No entanto, o jovem não teve sucesso. Um dos clérigos, indicando que remover o padrinho indigesto era mais complicado, propôs que recorresse a apostasia, isto é, que ele abjurasse do cristianismo. Mas, o jovem, muito religioso, negou-se.

Em outubro de 2010 Gastón pediu ao então cardeal Jorge Bergoglio, primaz da Argentina, que o ex-ditador fosse removido de seu status de padrinho, já que o vínculo religioso com Videla “fere, mortifica e infama o ato sagrado do batizado”.

O cardeal Bergoglio – que desde março deste ano é o papa Francisco – aceitou o pedido e determinou que o ex-ditador, autor do massacre de milhares de pessoas, não será mais o padrinho de Gastón. O jovem, que é praticante, estava livre para escolher um novo padrinho.

O escrivão do arcebispado de Buenos Aires, César Sturba, explicou que o código de Direito Canônico determina que entre as condições para ser padrinho de batizado está a de “levar uma vida coerente com a fé e com a missão que receberá”. O ex–ditador, acusado de sequestros, torturas e assassinatos, não cumpria os requisitos de “amor cristão”.

Videla, ex-“Senhora da vida e da morte”, morreu de um ataque cardíaco no dia 17 de maio sentado no prosaico vaso sanitário de sua cela no presídio de Marcos Paz, onde cumpria pena de prisão perpétua pelo seqüestro, tortura e assassinato de milhares de civis durante a ditadura militar.

SIMBOLISMO - A medida determinada por Bergoglio possui grande valor simbólico, pois trata-se de uma rejeição da cúpula Igreja Católica a Videla, embora por vias não convencionais.

Durante a ditadura a Igreja esteve intensamente alinhada com os militares. Padres católicos presenciaram torturas realizadas nos centros clandestinos de detenção e pressionaram os prisioneiros a delatar, com o encobrimento da confissão, o nome de militantes políticos que haviam conseguido escapar.

Um dos clérigos envolvidos nas ações do regime militar, o capelão Christian Von Wernich, além de presenciar, protagonizou torturas nos centros clandestinos na província de Buenos Aires. Em 2007 Von Wernich foi condenado à prisão perpétua por 34 sequestros, 31 casos de torturas e sete homicídios.

No entanto, o jornalista Horacio Verbitsky, do jornal “Página 12”, acusa Bergoglio de ter colaborado com a ditadura, delatando dois jovens sacerdotes, que foram torturados. Bergoglio nega.

O nobel da paz argentino Adolfo Pérez Esquivel e o brasileiro frei Leonardo Boff, situados mais à esquerda que Verbitsky, defendem o papa, argumentando que não colaborou com o regime militar. Ao contrário, dizem, discretamente salvou pessoas de serem presas pelo regime.

A presidente Cristina Kirchner e seus ministros não fizeram menções sobre os argumentos de Verbitsky (embora o jornalista seja um aliado fiel do governo). Na contra-mão do jornalista, após dias a eleição do novo papa sem saber como posicionar-se perante Francisco, o governo Kirchner passou à estratégia de elogiar o sumo pontífice (e até declarar que Bergoglio é peronista).

MENINAS-LOBA – Embora a lenda do lobisomem não se aplique às filhas, em 2008 a presidente Cristina Kirchner assinou um decreto que determina que o privilégio do apadrinhamento do sétimo filho não se aplicará somente aos homens, mas também às mulheres.

No entanto, diversas parlamentares, entre elas, a deputada Elisa Carrió, da Coalizão Cívica, destacam que a lei, “atualizada” com a inclusão de mulheres (a sétima filha mulher), é anacrônica. “É um privilégio que, longe de ter fundamento em um mérito, nasce da superstição da licantropia”, sustenta.

Vaso grego do anp 460 a.C, que mostra a figura mitológica Dolon vestido com uma pele de lobo.

E falando em lobisomens, durante uma viagem noturna em caminhão, em 2005, enquanto ia de Urugaiana a Porto Alegre (era uma ampla reportagem sobre o estado da estrada entre B.Aires e São Paulo), tive uma peculiar conversa com o caminhoneiro. Este rapaz (que eu sabia que era supersticioso), depois de falar sobre a qualidade da estrada (asfalto, buracos, péssima iluminação), lançou uma pergunta inesperada:

Caminhoneiro – Mm…qual será a velocidade de um lobisomem?

Eu – Eeehhh… A velocidade de um lobisomem??

Caminhoneiro – Sim. Será que ele faz 100 kms por hora? Ou 120? Talvez 130! Semana passada o Ratinho ia mostrar um lobisomem no programa. Fiquei esperando, esperando, mas o lobisomem não foi. Aí o Ratinho falou que ele viria na semana que vem.

Eu – Äêh… (um “äêh” em minha família não quer dizer nada, mas é um elíptico e providencial monossílabo com o qual evitamos qualquer comprometimento quando nos perguntam ou comentam algo esdrúxulo; o “äêh” tem a vantagem de ser interpretado, por nossos interlocutores, como uma espécie de deixa para continuar com aquilo que estavam falando)

Caminhoneiro – Então…qual será a velocidade dele? Quanto tempo será que ele leva para ir daqui até Porto Alegre?

Eu (mantendo um tom neutro sobre o caso, mas seguindo o assunto) – Bom, depende, não é? Na estrada ou no campo?

Caminhoneiro – Como assim?

Eu – Claro, na estrada, tal como um veículo, um lobisomem deveria ir mais rápido. Mas, ao atravessar o campo, deve demorar mais, pois teria que passar por banhados, riachos, cercas de arame farpado…é um terreno no qual ele deve demorar mais, não é? E olha que é o Rio Grande do Sul, com planícies… imagina se ele tiver que atravessar o sul de Minas Gerais com as serras.

Caminhoneiro – Pois é…ia demorar mais, né?

Eu – E pela estrada não deve ir, pois senão todo mundo o veria.

Caminhoneiro – Claro!

Eu – Talvez na estrada ele poderia fazer uns 100 kms por hora… mas atravessando o campo, aqui, até Porto Alegre, talvez faria uma média de uns 60 kms, não?

Caminhoneiro – Pois é. De todas formas, ele ia ter que parar no caminho antes do amanhecer.

Eu – Por?

Caminhoneiro – É que com o raiar do sol ele deixa de ser lobisomem!

Eu – Concordo. Ser lobisomem é um atrapalho nos planos de viagem. Só pode fazer os trajetos de noite. Ele está bastante limitado.

Caminhoneiro – Pois é, coitado. Será que vão repetir o programa do Ratinho?

 

E para embalar esta noite de lua cheia, o clássico “Blue moon”, com Cybil Shepherd: 

E agora, na versão com Glenn Miller:

E ainda lua, a lua de “Clair de lune”, de Claude Debussy, com o genial David Oistrakh:

E para encerrar, esta versão de “Clair de lune” na frequência esquecida:

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hirschfeldfarrago3PERFIL: Ariel Palacios fez o Master de Jornalismo do jornal El País (Madri) em 1993. Desde 1995 é o correspondente de O Estado de S.Paulo em Buenos Aires. Além da Argentina, também cobre o Uruguai, Paraguai e Chile. Ele foi correspondente da rádio CBN (1996-1997) e da rádio Eldorado (1997-2005). Ariel também é correspondente do canal de notícias Globo News desde 1996.

Em 2009 “Os Hermanos recebeu o prêmio de melhor blog do Estadão (prêmio compartilhado com o blogueiro Gustavo Chacra).

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25 Jun 12:40

Como os EUA viram os protestos no Brasil? E qual a nossa imagem?

by Gustavo Chacra
Adam Victor Brandizzi

Como é usual, o tom da análise lá no Upper West Side é meio irritante, mas ajuda a entender sim como estão as coisas lá fora.

Ao longo das últimas duas semanas, venho sendo perguntado sobre qual a repercussão dos protestos no Brasil aqui nos Estados Unidos.

Inicialmente, foi ignorada. Mas, com o crescimento do movimento, o New York Times passou a dedicar um amplo espaço às manifestações, com ótimas reportagens de seu correspondente Simon Romero. O blog The Lede, do próprio jornal de Nova York, também trouxe para os americanos detalhes dos acontecimentos, incluindo vídeos dos manifestantes.

Por pelo menos três dias, o assunto chegou à primeira página do mais tradicional diário norte-americano. Houve ainda um editorial didático e a publicação de um artigo da escritora Vanessa Barbara. Na internet, abriram espaço para um debate com as opiniões de brasilianistas (acadêmicos especializados em Brasil nos EUA) e também especialistas brasileiros.

O Wall Street Journal e o Financial Times realizaram boas reportagens e publicaram análises ao longo da semana. Os dois jornais certamente deixaram seus leitores bem informados sobre o Brasil. Publicações regionais, como o Chicago Tribune, apelaram a agências de notícias, mas colocaram o Brasil em suas páginas.

Nas TVs, certamente a Al Jazeera em inglês esteve na vanguarda com uma série de reportagens. A CNN International cobriu relativamente bem, embora a CNN americana (são distintas) tenha a dado pouco destaque, assim como a Fox News e a MSNBC, que são as duas maiores redes de notícia (CNN é terceira). Os protestos também foram exibidos nos telejornais das principais redes de TV dos EUA  (NBC, CBS e ABC) em alguns dias da semana.

No Briefing do Departamento de Estado, onde os temas de interesse americano no dia são abordados, o Brasil apareceu em duas oportunidades na semana passada. Em ambas, o governo americano frisou que trata-se de um país democrático. Raramente, ao longo do ano, o Brasil é citado no briefing  - assim como a Alemanha, o Canadá e o México. Os países que mais frequentam são Síria, Irã, Israel, China, Rússia, Coreia do Norte e Egito.

Americanos e outros estrangeiros demonstravam curiosidade e surpresa com os protestos no Brasil. Não que sejamos uma Suécia, mas o país esteve na moda em 2010 e 2011. Desde o ano passado, com a desaceleração da economia, passou a ser visto com ceticismo por investidores. Mas a imagem negativa ainda não havia chegado ao grande público. Ainda éramos um dos grandes do BRICs, uma potência regional com uma Copa do Mundo e uma Olimpíada pela frente. Ninguém previa estas manifestações, especialmente durante a Copa das Confederações – que vem sendo exibida ao vivo na ESPN americana.

Senti falta, apenas, dos articulistas do New York Times escreverem sobre o assunto para complementar as reportagens do Simon Romero. Mas a maior parte deles possui pouco conhecimento do Brasil, sendo mais focada em outras regiões do mundo, como o Oriente Médio e a China.

O impacto dos protestos, no fim, foi similar aos que ocorreram em Israel, na Espanha, na França e Inglaterra nos últimos anos. Mas ficou abaixo das manifestações na Turquia e no Egito.

A diferença se deveu a dois motivos. Primeiro, no Egito, as manifestações levaram a uma nova era no mundo árabe. Ditaduras foram derrubadas em países como a Tunísia (o primeiro, mas bem menos relevante que o Egito), Líbia e Yemen, além de uma guerra civil na Síria, massacres contra opositores na Arábia Saudita e Bahrain e prisão de manifestantes na Jordânia.

A Turquia, por sua vez, é uma potência emergente como o Brasil, mas localizada entre a Europa, Irã, Iraque, Síria e ex-União Soviética. Além disso, é uma democracia de maioria islâmica e integrante da OTAN.

Em segundo lugar, o Brasil há algum tempo é visto como uma nação de classe média, com demandas similares a existentes em países como a Espanha, Israel, Inglaterra e França. Existem diferenças, sem dúvida. O desemprego não é um problema. Não há elevada imigração recente no país. A desigualdade se reduziu nos últimos anos.

Ao mesmo tempo, a população, como em outros países, se cansou dos seus governantes e da classe política como um todo diante de uma série de problemas que no Brasil incluem a falta de segurança, corrupção (tema presente em praticamente todos os países), transportes e falta de investimentos em educação e saúde.

Empresas de marketing costumam avaliar seus produtos os comparando a pessoas. Se o Brasil fosse uma pessoa, nos EUA, seria visto como um novo rico, gente fina, com opiniões próprias muitas vezes diferentes das americanas, alguns problemas pessoais comuns e que ainda não garantiu totalmente o seu futuro.

Guga Chacra, comentarista de política internacional do Estadão e do programa Globo News Em Pauta em Nova York, é mestre em Relações Internacionais pela Universidade Columbia. Já foi correspondente do jornal O Estado de S. Paulo no Oriente Médio e em NY. No passado, trabalhou como correspondente da Folha em Buenos Aires

Comentários islamofóbicos, antisemitas e antiárabes ou que coloquem um povo ou uma religião como superiores não serão publicados. Tampouco ataques entre leitores ou contra o blogueiro. Pessoas que insistirem em ataques pessoais não terão mais seus comentários publicados. Não é permitido postar vídeo. Todos os posts devem ter relação com algum dos temas acima. O blog está aberto a discussões educadas e com pontos de vista diferentes. Os comentários dos leitores não refletem a opinião do jornalista

Acompanhe também meus comentários no Globo News Em Pauta, na Rádio Estadão, na TV Estadão, no Estadão Noite no tablet, no Twitter @gugachacra , no Facebook Guga Chacra (me adicionem como seguidor), no Instagram e no Google Plus. Escrevam para mim no  gugachacra at outlook.com. Leiam também o blog do Ariel Palacios

25 Jun 11:26

18-06-2013

by Laerte

25 Jun 10:59

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25 Jun 01:07

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25 Jun 01:06

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25 Jun 01:04

madcat-world: pilot - Skirill

25 Jun 01:04

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25 Jun 00:58

sqetches: F & C



sqetches:

F & C

25 Jun 00:56

Baderna

by Gomez
Pra Folhateen de hoje





25 Jun 00:53

svpernaturalfeels: majorstranger: ‘It’s no different to having...

25 Jun 00:52

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