

Robson Assispurgatório
Here’s two amazing videos of musicians realizing the air pressure from their faulty plumbing makes for a great music. The violinist from the first video us from the Altra Volta Quartet in Poland, and the video of the guitarist appears to be uncredited. If you like this, also check out Diego Stocco’s Music from a Dry Cleaner. (via The Awesomer)
conversa existencial num bar fino em mato grosso
– o que vai ser, doutor?
– ora, me vê aí uma dose de torpor,
coloque gelo para descer melhor,
e não se esqueça do chorinho!
– tá na mão! o chopp é com colarinho?
– pouco. o preço tá bem carinho!
– não vai beliscar nada, que tal uma panceta?
– não tem nada que rime com essa palavra horrenda?
– aqui é bar de respeito, quer chuleta?
– meu coração não anda bem, bate, bate e pára…
veja uma porção de carne de capivara.
– desculpa a pergunta… o senhor não tem família?
– não, nessa vida sou só eu e minha velha brasília.
(querem que homens assim sejam como eu e você?)
(algumas coisas, definitivamente, não dá pra se escolher)
Robson Assisresumo da copa.
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Foto por Dafne Sampaio.
Morreu, nesta segunda (14), a escritora, compositora, cantora e ativista LGBTT Vange Leonel, aos 51 anos de idade. Segundo o post no Facebook da Carta Capital, Vange não resistiu ao câncer, deixando Cilmara Bedaque, com quem foi casada por 28 anos. Ontem pela manhã, Cilmara alertou sobre o problema de saúde da esposa no Twitter.
Muito além de seu hit nos anos 1990, “Noite Preta”, embalando a trilha sonora da vida de minha mãe com a voz rouca da cantora, Vange – que tinha começado a carreira como vocalista da banda paulista Nau – também foi autora de quatro livros, todos com temática lésbica. Entre eles, a obra As Sereias de Rive Gauche foi levada aos palcos brasileiros em 2002 e sua peça Joana Evangelista, inspirada em Joana D’Arc, foi montada em 2006.
Longe de resumir a longa trajetória como ativista feminista e pelos direitos LGBTT, Vange escreveu uma reportagem falando sobre a Marcha das Vadias em 2011 para a VICE. Embora tenha sido somente uma pequena colaboração para a VICE, foi o suficiente para me fazer querer realizar reportagens e textos com a temática feminista. Acredito que não fui a única incentivada por Vange a escrever.
O velório será no cemitério Horto da Paz, em Itapecerica da Serra (SP), na terça-feira (15), às 10h. A cerimônia de cremação está marcada para as 14h.
Convidamos amigas, militantes, escritoras, entre outras, para nos contar sobre a importância do trabalho de Vange e celebrar seu legado.
“Vange era uma ativista incrível, artista talentosa e amiga muito querida, pessoa com um coração enorme que todo mundo gostava de ter por perto. Cinquenta e um anos não é idade de partir, mas ela deixou um pedacinho vivo em cada um que a conheceu.”
Clara Averbuck, autora dos livros Máquina de Pinball e Vida de Gato, entre outros, cocriadora do site Lugar de Mulher.
“Desde que entrei no Twitter, em agosto de 2010, ela passou a me seguir, e eu a ela. Nunca a conheci pessoalmente, mas sabia de sua importância como ativista LGBT e feminista. Na primeira Marcha das Vadias de SP, em 2011, ela estava lá, e li vários relatos de jovens feministas falando do orgulho que era participar da marcha ao lado dela. Muitos dos inimigos dela são os meus também: reaças, antifeministas e até algumas pessoas de esquerda que a patrulhavam porque ela tinha esperança no governo do PT. Estou arrasada com sua morte, inclusive porque era uma pessoa jovem, que descobriu o câncer recentemente. Ela era uma de nós. Não só por sua militância, por sua vontade de mudar o mundo, mas porque estava sempre próxima, ao alcance de um tweet."
Lola Aronovich, professora da UFC, autora do blog Escreva Lola Escreva.
“Ela foi a primeira pessoa que me fez perceber a importância de fazer um ativismo lésbico feminista e, se não fosse por ela, eu não teria coragem de fazer música e falar abertamente sobre minha sexualidade. Além de ela ser uma amiga genial junto com a Cilmara, que foram importantíssimas em todos esses aspectos de mostrar a potência do feminismo através da arte. Isso, para mim, é um grande legado da Vange: em mostrar a potência que a arte pode dar para o ativismo.”
Elisa Gargiulo, integrante das bandas Dominatrix e Visiona, e ativista feminista.
"Eu estou longe do Brasil e fiquei sabendo agora há pouco. Eu era fã da Vange. Tive a chance de conversar com ela algumas vezes. Era uma grande pessoa. Além do nosso tempo. Uma pena, um absurdo."
Márcia Tiburi, doutora em Filosofia pela UFRGS, professora de pós-graduação na Universidade Presbiteriana Mackenzie e autora dos livros As Mulheres e a Filosofia e Mulheres, Filosofia ou Coisas do Gênero.
"Vange misturou a arte com o ativismo e abriu o caminho para a discussão das bandeiras LGBT. É chocante perdermos uma artista tão jovem, de modo abrupto. Vange foi uma artista múltipla e deu sua contribuição para o teatro escrevendo a peça As Sereias da Rive Gauche, que resgatou a história de sete lésbicas - escritoras, pintoras e aristocratas - na efervescente Paris dos anos 20."
Regina Galdino, diretora teatral.
ATUALIZAÇÃO: a Ministra da Secretaria de Políticas para as Mulheres da Presidência da República, Eleonora Menicucci, soltou uma nota de pesar pela morte de Vange.
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