Shared posts

20 Jun 00:00

Krypton

Their Sun and gravity will make you, uh, something, I guess. Out of earshot from Earth, mostly.
18 Dec 16:46

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22 Nov 01:48

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31 Oct 21:26

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07 Nov 00:53

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09 Nov 03:45

failnation: My best friend is an elementary school teacher. Her...



failnation:

My best friend is an elementary school teacher. Her students are writing postcards to veterans. This happened.

10 Nov 21:12

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29 Oct 16:28

lizzysouth: Me when I overestimate how much someone likes me



lizzysouth:

Me when I overestimate how much someone likes me

20 Oct 15:38

heyfunniest: the future is here



heyfunniest:

the future is here

08 Oct 17:17

'Completely oblivious' cellphone users didn't see a gunman in their midst

by Adi Robertson

Passengers on San Francisco's Muni train were so focused on their smartphones that they didn't notice a man drawing and pointing his gun until he shot university student Justin Valdez, District Attorney George Gascón says. As SFGate reports, security footage from September 23rd captured "dozens" of passengers apparently ignoring a man who drew a .45-caliber pistol several times, pointed it across the aisle, and eventually shot Valdez as he stepped off the train. "These weren't concealed movements — the gun is very clear," Gascón told SFGate. "These people are in very close proximity with him, and nobody sees this. They're just so engrossed, texting and reading and whatnot. They're completely oblivious of their surroundings."

The shooter was allegedly Nikhom Thephakaysone, who has since been arrested. But Gascón said that although cellphones help people document and report crimes, they created a kind of bystander apathy in this case. It's not clear how full the train was, although dozens of people would add up to a crowded car. Multiple reports have cited "distracted walking" — while using a smartphone or other device — as a cause of increased accidents, just as cell use while driving has been deemed a potentially fatal risk. On subways, though, other factors could also make people less likely to spot warning signs. Phones aren't inherently more distracting than books or newspapers, and looking too closely at passengers on a crowded train is often considered taboo — in this case, it's also not clear how much it would have helped. As the video hasn't been released, we're left only with Gascón's warning that a busy screen can add up to a deadly distraction.

04 Oct 17:24

O passado sempre é melhor do que o presente

by mateustestoni

“Ain essa geração tá perdida, a minha geração era bem melhor.”

mechupemcolaboradoreslolEu curtia a música e os programas infantis da Era Proterozoica.

29 Sep 22:58

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10 Sep 03:02

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Luciano

Tem que ter a música no coração pra entender...





10 Sep 03:04

História de pescapinador

by Supermantoani

piorou

Ele virou gosIIl gente! fingir que II é o simbolo de pi

30 Aug 00:00

August 30, 2013


04 Aug 22:27

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09 Jul 19:26

the-absolute-best-gifs: How to ruin your children’s porn step 1









the-absolute-best-gifs:

How to ruin your children’s porn step 1

09 Jul 14:44

O sonho do xixi

by mateustestoni
Luciano

Nossa! Tive que compartilhar essa xD

A missão de um gato de impedir que um humano urine.
sonhodoxixi

Definitivamente a melhor “tirinha” que já vi na vida.

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30 Jun 03:26

fosfodiesterlamina: enamorado-de-ti-ma-cherie: mehueleelpitoaca...





















fosfodiesterlamina:

enamorado-de-ti-ma-cherie:

mehueleelpitoacanela:

Esto si qué es pensárselo demasiado.

uno de los mejores post que eh visto  es uno de mis favoritos :l

vale la pena leerlo

aveces si lo piensas mucho…………….es mejor actuar en el momento♥

30 Jun 00:17

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19 Jun 00:00

The Pace of Modern Life

'Unfortunately, the notion of marriage which prevails ... at the present time ... regards the institution as simply a convenient arrangement or formal contract ... This disregard of the sanctity of marriage and contempt for its restrictions is one of the most alarming tendencies of the present age.' --John Harvey Kellogg, Ladies' guide in health and disease (1883)
14 Jun 03:20

Ei Polícia, vinagre é uma delícia!

by Roberto Maia
Autor: Horácio Corral

Autor: Horácio Corral

Bom, eu preciso compartilhar algumas impressões sobre a questão “vinagre”. Por mais absurdo que pareça, um pano umedecido com vinagre é capaz de amenizar os efeitos do gás lacrimogêneo. Uma das principais reclamações dos manifestantes antes do protesto se desenvolver para uma batalha campal foi justamente a apreensão da polícia em busca de armas, entorpecentes e vinagre. Embora os dois primeiros sejam compreensíveis, acredito que a postura da polícia é um tanto autocrática. Mesmo que exista a questão da autodefesa preemptiva, isso é isentar o cidadão do direito de se manter integro perante uma agressão. Um cidadão incapaz disso é um cidadão refém.

Ainda assim, a truculência da Polícia Militar é apenas a ponta do iceberg que começa pela omissão e covardia de figuras públicas como Geraldo Alckmin e Fernando Haddad, passando pela falta de treinamento e condicionamento psicológico da polícia, necessários para lidar com essa situação. Essa Polícia Militar que agrediu, jogou bombas e distribuiu balas de borracha contra jornalistas é a mesma que protesta por melhores condições de vida, que teme pela vida de suas famílias perante o tráfico, que é usada como bucha de canhão contra narcotraficantes e milícias em favelas.

protestos

A polícia, embora um agente de coerção do Estado, é tão vítima quanto nós. Pode soar um discurso marxista, mas o que nós observamos na Avenida Paulista e arredores foi um confronto entre subordinados. Era o povo combatendo a si mesmo em um exemplo de manipulação política e social. Por mais simbólico que seja o ato, ele falhou quando a Polícia Militar marchou sem aviso contra a população. Nesse exato momento, Haddad estava voltando de uma viagem a Paris, paga pelas custas do nosso bolso.

Essa questão de quem é o vilão da história é meio óbvia. Da mesma forma que o Estado autoriza a da polícia contra o cidadão comum, o meio empresarial carece de fator humano. O editorial dessa quinta-feira da Folha de São Paulo foi o maior exemplo disso. Defendeu essa mesma postura agressiva, taxando os manifestantes de criminosos e exigindo o tratamento atribuído para os mesmos. No final da história, sete jornalistas da Folha de São Paulo foram agredidos. Inclusive uma mulher foi alvejada por uma bala de borracha no olho. Enquanto se discute o impacto do aumento no benefício CLT, a Folha de São Paulo tem protagonizado um imenso corte de funcionários. Uma triste ironia.

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A exigência por um “protesto pacífico” parte de duas premissas. O estado acostumou com a passividade do cidadão brasileiro após a instauração da nova democracia. Acostumado com o conformismo e submissão, é inevitável a surpresa do público perante esse tipo de manifestação. A exigência também é – por parte de uma camada da população – um reflexo dos maneirismos higienistas da sociedade paulistana.  Onde a Avenida Paulista – coração financeiro e cultural da cidade – é um cartão postal antisséptico, isento de bactérias. Um construto social invulnerável ao clima político da cidade. Ledo engano.

Mediante as trocas de acusações na mídia sobre quem foi o estopim das agressões, existe uma teoria no direito sobre a “força de cooptativa de coerção por parte do estado” onde o mesmo pode empregar a truculência com a desculpa jurídica de manter a ordem. Os manifestantes então, só vem uma forma de revidar a altura. Este tipo de atitude é uma espécie de comunicação.

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O vandalismo tão criticado e empregado como prática para desqualificar as ações dos manifestantes é outro ponto interessante. O ônibus representa em muito o status quo do cidadão brasileiro. Sucateado, incômodo e muitas vezes disfuncional para aquilo que se paga. Sua destruição é um ato simbólico. O caos faz parte da psicologia de massas. O brasileiro médio, desacostumado com dicotomia entre o público e o privado, enaltece o direito individual essas horas. Falando que as pessoas, empreendimentos e instituições ali presentes – no espaço público – são vítimas injustiçadas. Outro engano, ainda mais quando encaramos a ótica humanista desse debate. O mais importante é a integridade de vitrines ou as pessoas feridas? Faz parte da reação para uma sociedade que está se reacostumando com esse tipo de coisa.  Vale lembrar que antes do vandalismo acontecer, existiu a rotineira postura de descaso por parte do governo, que permitiu que as coisas escalassem a esse ponto. Quando falamos em violência, parece que esquecemos de suas manifestações menos óbvias. O abandono de nossos líderes, os gastos orbitantes, a corrupção, o ressarcimento de nossos direitos fundamentais. Manifestantes, cidadãos pegos no fogo cruzado e até mesmo policiais, somos todos vítimas desses processos.

“concerning non-violence: It is criminal to teach man not to defend himself when he is the constant victim of brutal attacks.” – Malcolm X

05 Jun 12:11

Crescimento e desigualdade

by Marcos Mendes

O Valor Econômico publicou recentemente caderno especial que discutiu os motivos do baixo crescimento do país. Os diagnósticos apontam, corretamente, para uma combinação de alto e crescente gasto público, tributação elevada e complexa, baixa escolaridade, economia excessivamente fechada, infraestrutura precária e juros elevados. Se essas causas do baixo crescimento estão claramente identificadas há bastante tempo, por que o país não foi capaz de encaminhar a solução dos problemas? Reclama-se há anos da infraestrutura e as estradas continuam no buraco; os economistas estão roucos de apontar os malefícios do gasto público excessivo, e ele continua a crescer. Reforma tributária simplesmente não acontece…

Essa aparente inércia decorre do fato de que as causas acima apontadas são, em grande medida, consequência de uma característica histórica da sociedade brasileira: a desigualdade de renda e de patrimônio. Uma sociedade desigual é tipicamente composta por uma grande maioria de pobres e um pequeno grupo muito rico. Após à transição para a democracia, em 1985, a classe política gradativamente percebeu que a maioria dos votos está entre os pobres: sem atender os interesses imediatos desse grupo não se ganha eleição. Daí a expansão do gasto público e a dificuldade em conter seu crescimento: aumentos reais para o salário-mínimo, expansão da aposentadoria rural, universalização da saúde, etc. Iniciou-se vigorosa “redistribuição para os pobres”.

Por outro lado, os muito ricos dispõem de poder financeiro para influenciar as decisões governamentais, de onde decorrem: proteção comercial para a indústria, crédito subsidiado para empresas escolhidas a dedo, políticas de desenvolvimento regional capturadas pelos ricos das regiões pobres, fundos de pensão de estatais prontos a financiar projetos “geniais” de pessoas bem conectadas, agências reguladoras frágeis que facilitam a vida dos grupos regulados. Essa “redistribuição para os ricos” também custa dinheiro e pressiona o gasto público e a dívida pública, além de impedir a livre concorrência e envenenar o ambiente de negócios.

Nos primeiros anos da nova era democrática, essas pressões redistributivas (em favor dos pobres e dos ricos) foram financiadas pela inflação. Quando o custo desta alternativa se tornou insuportável para a sociedade, foi possível fazer avanços institucionais que resultaram em maior controle fiscal e monetário. Mas a desigualdade continuou pressionando o gasto público. Para manter o equilíbrio fiscal foi preciso jogar a tributação para as alturas e abandonar os investimentos em infraestrutura (que geram ganhos para todos no longo prazo, mas não são prioridade de curto prazo para nenhum dos dois grupos situados nos extremos da distribuição de renda). Ainda assim persiste significativo déficit público, que drena a poupança da sociedade e pressiona a taxa de juros para cima.

As causas imediatas do baixo crescimento, listadas no primeiro parágrafo são, na verdade, as consequências do caminho que a sociedade brasileira encontrou para evitar que a

desigualdade levasse à instabilidade política: os pobres são atendidos e não se revoltam, os ricos são atendidos e deixam de sonhar com golpes de estado. E graças a isso já temos quase trinta anos de estabilidade democrática. A Constituição de 1988 é a segunda mais longeva da história da República, perdendo apenas para a Carta de 1891, que ficou 43 anos em vigor.

Porém, no meio do caminho há uma classe média que não se beneficia dos gastos direcionados para os ricos e para os pobres, e que está sufocada por impostos, má infraestrutura, juros elevados e por ambiente de negócios inóspito, sem espaço para empreender e prosperar.

As perspectivas de longo-prazo tornam-se medíocres, pois no longo-prazo só se muda de patamar de desenvolvimento através do crescimento da economia.

A notícia positiva é que a desigualdade aos poucos vem caindo, em boa medida devido às políticas de “redistribuição para os pobres”. É possível que em alguns anos a chamada nova classe média passe a pressionar menos por redistribuição pró-pobres; aumentando sua demanda por políticas que facilitem a prosperidade da iniciativa privada, o que criaria suporte político para o controle do gasto público, racionalização tributária, etc. Nesse caso, o baixo crescimento de hoje seria o preço a pagar pelo maior crescimento no futuro.

Há, contudo, o risco de que o redistributivismo atual (para ricos e pobres) persista por muito tempo, e que o país viva décadas de baixo crescimento, o que pode até mesmo romper a estabilidade política, pois muitos anos de estagnação fará o cobertor ficar curto para atender às demandas dos extremos da distribuição de renda, além de saturar a paciência da classe média, que paga a conta do atual modelo.

Para evitar esse cenário negativo, e facilitar o caminho do país em direção a maior crescimento e maior igualdade, é necessário dar prioridade a políticas redistributivas pró-pobres mais eficazes e de menor custo. Investimentos em saneamento básico e educação fundamental, por exemplo, são bons para os pobres e para o crescimento econômico ao mesmo tempo. Reajustes elevados para o salário-mínimo, por outro lado, reduzem a competitividade das empresas e pressionam os gastos públicos. É verdade que tais reajustes redistribuem renda para os mais pobres, mas a um custo muito mais alto do que outras políticas, como o Bolsa Família, que além de mais barata tem maior impacto redistributivo. Subsidiar universidades de qualidade duvidosa para os jovens pobres talvez não seja tão eficaz quanto gastar mais em ensino fundamental para crianças pobres.

Tão desafiador quanto reorientar a política de redistribuição para os pobres é conter a redistribuição para os ricos. Não é fácil extinguir privilégios e reformar instituições: justiça lenta e enviesada, feudos políticos dentro da administração pública, corporações viciadas em subsídios públicos. É preciso fortalecer a democracia e a transparência, para que tais políticas percam legitimidade. E continuar martelando a necessidade das reformas institucionais.

Os óbices que a desigualdade impõe ao desenvolvimento não são uma armadilha inescapável. O Chile tem uma história de desigualdade bastante semelhante à nossa, mas encontrou caminhos produtivos para lidar com ela e fortalecer conjuntamente a democracia e a economia. O Brasil precisa encontrar o seu próprio caminho.

(Texto originalmente publicado no jornal Valor Econômico de 3 de junho de 2013.)

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26 May 11:00

A Pokémon Sign Outside a Taco Shop

A Pokémon Sign Outside a Taco Shop

Submitted by: Unknown (via Jimbonerer)

Tagged: Pokémon , tacos , IRL , signs , funny
23 May 03:27

pela luz dos olhos teus - tom jobim ♪ (http://migre.me/eGc8H)



pela luz dos olhos teus - tom jobim ♪ (http://migre.me/eGc8H)

20 May 14:54

via



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17 May 21:00

Stop Signs Projected onto Water Curtains

by John Farrier

water curtain

Many tunnels in Sydney, Australia aren't tall enough to permit tractor trailers to move through safely. This animated gif shows a warning system that informs truck drivers when they're about to crash into a tunnel entrance. When sensors detect a vehicle that is too tall, the system pours water across the entrance to the tunnel and projects a stop sign onto that water curtain.

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13 May 19:15

Como Chris Hadfield fez com que voltássemos a nos importar com astronautas

by Casey Chan

Foi um simples vídeo de 31 segundos enviado ao YouTube em janeiro – um relógio balançando ao redor do pulso de quem o usava, o primeiro vídeo enviado pelo Comandante Chris Hadfield a bordo da Estação Espacial Internacional. Sem explicação, sem contexto, apenas um relógio de metal ao redor de um braço canadense peludo. Este, e dezenas de outros que vieram depois, mostram como Chris Hadfield se tornou o astronauta mais importante em décadas.

Por muito tempo, nós não nos importamos muito com as pessoas da Terra que vivem em outro espaço. É estranho; você deve pensar que devíamos nos importar. Mas de alguma forma ao longo dos anos, deixar o nosso planeta para ocupar os céus se tornou algo ordinário. E precisamos de Chris Hadfield e de um canal no YouTube para lembrar como isso é estúpido.

Em apenas alguns meses de vídeos bobos e atualizações no Facebook, Hadfield, que retorna para a Terra hoje, adicionou fantasia e admiração à ideia de pessoas irem ao espaço como não tivemos nos últimos trinta anos. E agora o espaço parece algo novo outra vez.

Em 21 de dezembro do ano passado, o Comandante Hadfield e sua equipe (Expedition 35) chegaram à ISS após um voo de dois dias a bordo da Souyz TMA-07M, e começaram a sua missão. Parecia um assunto bastante mundano. Existem imagens disponíveis, aquelas cenas incríveis, mas chatas, da NASA mostrando uma sala de controle e gráficos estilo PowerPoint misturados com câmeras que mostram a espaçonave se movendo muito rápido. A rotina disso tudo esconde o quão divertida a missão foi. E o fato de ser rotina mostra o como estamos cansados de algo que é incrível.

Após o vídeo do relógio, Hadfield começou a soltar mais. Cortar as unhas no espaço. Lavar as mãos, fazer um sanduíche, chorar lágrimas que não caem, escovar os dentes, ficar enjoado. Coisas normais, MAS NO ESPAÇO! Por pelo menos cinco meses ele se tornou uma celebridade.

A coisa certa

Hadfield foi o primeiro a perceber, em larga escala, que nós não queremos palestras, só queremos coisas legais. Então ele nos falou de coisas legais feitas no espaço. Ele teve resultados também. Seu vídeo mais popular teve mais de 7 milhões de views no YouTube, e muitos outros na casa dos milhões ou centenas de milhares. Ao redor do Twitter e Facebook, mais de um milhão de pessoas seguem suas contas. Ele não é o primeiro a mostrar vídeos do espaço no YouTube, nem o primeiro a fazer isso com sucesso. Mas, pelo primeira vez, os vídeos dele não tinham conversas com o comando ou câmeras ruins. De certa forma, é mais um caso de valor de produção vencendo, uma lição de um estilo mais exigente.

Estilo acompanha esperteza. O motivo da popularidade por trás de Hadfield está em como ele pensou bastante na audiência. Uma conversa com William Shatner vai te fazer ganhar muitos fãs. Isso é mais do que uma forma oportunista – quanto mais pessoas observam as coisas legais que você faz, maiores são as chances de verem o trabalho impressionante que está sendo feito no espaço. E se o sentimento público ficar ao lado dos astronautas, pode ser que o financiamento público aumente.

Hadfield definiu as linhas entre professor e artista, especialista e um cara com uma câmera de vídeo muito bem. Ele recebeu um pedido de alunos do ensino fundamental e fez o vídeo com nozes no espaço. Nunca se levou muito a sério, mas sempre foi sério o suficiente para passar informações relevantes, até mesmo em algo tão idiota como o comportamento de uma lata de nozes na ausência de peso.

Os efeitos da gravidade em minhocas e os hábitos de acasalamento de tartarugas são importantes, é claro. Mas para o público, a vida no espaço se tornou algo distante, para cientistas e experiências e técnicos de laboratórios. E ninguém jamais foi inspirado ao observar imagens de um circuito fechado de televisão com técnicos de laboratório.

O espaço que perdemos

Mesmo uma genuína emergência na estação espacial, como o vazamento de amônia deste final de semana, chamou pouca atenção. É uma imagem de como não damos muita atenção para a existência de astronautas.

Claro, nós vemos uns lançamentos e aterrissagens de naves de vez em quando, mas nunca vamos muito além disso. O limite da nossa fascinação não vai muito além da maravilha tecnológica de mandar humanos para o espaço e depois trazê-los de volta com segurança. Ainda vemos isso como um espetáculo. Mas o ato de realmente viver no espaço – viver! como o futuro! – para as pessoas na Terra foi, por anos, reduzido a algumas cenas de câmeras que são mostradas em noticiários ou em conversas com o Presidente.

Em vários sentidos, isso é natural. Todas as questões imediatas são respondidas na escola. Sim, você flutua. Não, você não toma banho, não exatamente. Nojento, é isso que eles comem? Individualmente, nós não devemos saber o que acontece com o corpo humano no espaço com muitos detalhes, mas nós sabemos que as respostas estão a algumas pesquisas na Wikipedia de distância. Nós podemos descobrir como eles fazem cocô, se quisermos. E não há grande curiosidade no que podemos encontrar facilmente.

Nossa atenção ao olhar para o céu caiu, e telescópios mais recentes e poderosos revelam partes do universo que nunca tínhamos visto, e ainda existem projetos como o Curiosity da NASA. Artifícios mecânicos nos mostram os segredos do universo sem precisarmos sair de casa. Isso é justificável, mas longe do que deveria ser a alma da NASA: a corrida para levar a humanidade o mais longe possível – e de preferência com humanos juntos.

O canal de Hadfield foi algo parecido com um correspondente de guerra, ou, melhor ainda, um amigo nos falando exatamente como é a vida no espaço. Mesmo as coisas irrisórias nos impressionaram. O espaço sempre deveria se parecer com isso, mas por muito tempo, ele não foi assim. Por isso, temos muita gratidão pelo que Chris Hadfield fez.

Hadfield provavelmente continuará envolvido em várias missões, e a sua biografia oficial já parece um livro dos sonhos para nerds. Ele estará por aqui. Mas ainda assim, vamos sentir falta de ter um amigo no espaço que podem nos responder questões que não importam, mas que ainda não sabemos qual é a resposta.

10 May 23:51

AMORES DE BEETHOVEN (3)

by Mauro A.
Luciano

Eu. <3

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