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24 May 09:59

Saturday Morning Breakfast Cereal - Gedankendouche

by tech@thehiveworks.com


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On second thought, let's just leave them in the box.

New comic!
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With apologies to the real Tippett.

24 May 09:37

Radiação de supernova pode destruir o Planeta?

by noreply@blogger.com (Ronald Sanson Stresser Junior)

Novo estudo revela a distância necessária para uma supernova nos matar


Se você olhasse para o céu cerca de 2 milhões de anos atrás, você teria visto uma estrela morrer em um evento impressionante.

Há muito tempo se discute se essa explosão de supernova teria sido suficientemente próxima para impactar a vida na Terra, e agora os físicos mostraram que, embora provavelmente não teria desencadeado extinções em massa, teria sido um dia muito ruim para os terráqueos.

O estudo também atualiza a distância em que uma supernova pode ser mortal para a vida na Terra – anteriormente se pensava que uma supernova deveria estar a cerca de 25 anos-luz de distância para desencadear extinções em massa, mas o novo artigo sugere que até mesmo uma supernova estando a 50 anos-luz pode ser mortal.

Em 2016, cientistas anunciaram ter descoberto traços do isótopo ferro-60 em sedimentos oceânicos antigos e no solo lunar, confirmando uma série de supernovas que iluminaram o céu entre 3,2 e 1,7 milhões de anos atrás. Essas estimativas aproximam as supernovas em cerca de 100 parsecs, ou cerca de 330 anos-luz de distância, sugerindo que elas teriam sido visíveis durante o dia e eram tão brilhantes quanto a Lua.


Mas desde então, os novos estudos de acompanhamento quase cortaram essa distância pela metade, colocando as estrelas moribundas a cerca de 60 parsecs, ou 195 anos-luz de distância na época.

Supernovas ocorrem quando estrelas maciças ficam sem combustível e colapsam, resultando em uma onda de energia que explode em uma onda de choque de radiação e partículas através do espaço interestelar.

O espaço é muito grande, então o nosso Sistema Solar raramente se aproxima o suficiente de tais eventos estelares impressionantes para que um banho de radiação de alta velocidade seja um problema para a bioquímica delicada na superfície do nosso planeta.

“As pessoas estimaram em 2003 que a distância necessária para uma supernova nos matar era de cerca de 25 anos-luz da Terra”, disse Adrian Melott, pesquisador da Universidade do Kansas. “Agora pensamos que talvez seja um pouco maior do que isso”, concluiu ele.

Melott e seus colegas agora acreditam que uma supernova precisa estar a distância de 40 ou 50 anos-luz de distância para causar algo sério a nós. [ScienceAlert]

Fonte: * Mistérios do Espaço

20 May 21:55

A lição da XP Investimentos sacudiu a banca

A compra pelo banco Itaú de metade da corretora XP Investimentos por R$ 5,7 bilhões é uma grande notícia, mesmo para quem não tem um tostão aplicado no mercado de capitais. A notícia é boa porque sinaliza vitalidade, um atributo raro nas grandes empresas brasileiras.

Em 1943, quando os grandes bancos de Pindorama eram geridos por quatrocentões de muitos sobrenomes, Amador Aguiar, um bancário caladão, abriu a primeira agência do Bradesco na cidade de Marília. Nesse tempo achava-se que entrar em banco era coisa de rico e o gerente ficava trancado numa sala.

No Bradesco a mesa do gerente ficava no salão de atendimento e os funcionários ensinavam os clientes a preencher cheques. Passados oito anos, em 1951, o banco de Amador Aguiar era o maior do país. Aos poucos, a banca tradicional desmilinguiu-se.

Em 15 anos, a XP Investimentos tornou-se a maior corretora independente do país, com 300 mil clientes e R$ 69 bilhões em aplicações financeiras. Seu sucesso, bem como o de algumas casas do gênero, veio da agressividade, do uso da internet e da capacidade de prestar serviços que os grandes bancos não oferecem. No século passado havia gente que tinha medo de banco, no 21 tem-se medo das taxas que cobram. A XP oferece aplicações sem cobrança de taxas.

Nada do que a XP fez estava fora do alcance dos grandes bancos. A diferença esteve nas estruturas que têm dificuldade para absorver o novo. Essa praga está muito bem contada no livro "The Innovator's Dilemma", de Clayton Christensen. A Sears foi o novo, perdeu o passo do novo varejo e arruinou-se. Às vezes as grandes empresas sabem que o novo bate à porta, tentam adaptar-se, mas afogam-se.

A sabedoria convencional ensinava que a expansão da XP obrigava os grandes bancos a resmungar ou padecer uma difícil concorrência. O Itaú teve uma ideia e comprou metade do concorrente, deixando-o livre para administrar-se como bem entender. Com isso, virou sócio de um bom negócio e ainda por cima valorizou a custódia da XP.

Nem sempre o capitalismo depende da "destruição criadora" para se renovar. Na compra de metade da XP nada se destruiu, mas tudo se transformou. No fundo, o principal destruidor de grandes empresas é a soberba sob a qual se escondem a preguiça e a inépcia. Um exemplo dessa moléstia (e do remédio) pode ser achado no mercado nacional de planos de saúde.

Meia dúzia de grandes operadoras operavam um mercado de 50 milhões de pessoas. Cuidando mais das conexões políticas do que dos custos hospitalares, hoje elas atravessam uma crise na qual perderam 2,8 milhões de clientes em dois anos. No meio dessa ruína está a soberba de maus gestores que tentam resolver seus problemas em Brasília.

Em 1997 o deputado Aires da Cunha, dono da operadora Blue Life, dizia que "se tirássemos todos os idosos do meu plano, minha rentabilidade aumentaria muito". Hoje uma das operadoras mais prósperas do mercado, a Prevent Senior, trabalha em São Paulo, atendendo idosos em planos individuais, com mensalidades baratas.

Ela foi fundada no mesmo ano em que Aires da Cunha se queixava dos velhos. (O cliente da Prevent deve usar seu plantel de médicos e é atendido pela rede própria de sete hospitais Sancta Maggiore e 40 unidades de apoio.) Para quem queria trabalhar, o que parecia um problema era uma mina de ouro.

Uma mulher passa por uma filial do banco Itaú no Rio de Janeiro. 29/01/2014 REUTERS/Sergio Moraes
Filial no Rio do banco Itaú, que comprou a corretora XP Investimentos

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20 May 21:49

What You Need to Know to Get a Wikipedia Article Published

by brandizzi
Adam Victor Brandizzi

Best post I've ever read about it. I bet the reality is more complicated still but I agree completely with the article.

Wikipedia-article-published

Since 2001, Wikipedia’s community of volunteer editors has created more than 5 million pages, many of them found on Google’s first page of search results for that topic. Wikipedia’s ubiquity bestows upon it the ability to lend its credibility to other subjects, which is attractive for companies and organizations who crave recognition.

But Wikipedia’s volunteer editors are focused on building a serious encyclopedia, and not so interested in helping a brand’s content marketing plan. If you want to create an entry about a company (or any topic related to your business), you need to understand what Wikipedia is looking for and the right way to go about it. This post describes the process at a high level, but it’s only a starting point – follow the links within to learn more before you try.

Determining eligibility

Before all else, you need to determine whether your company meets Wikipedia’s eligibility requirements or, as Wikipedia refers to it, notability, which is admittedly rather judgmental. (No one wants to hear “Sorry, you’re not notable.”) The hard truth is that most companies don’t immediately qualify, and trying to create a page in these circumstances can be immensely frustrating. So what qualifies, and what if you’re not there yet?

The hard truth is that most company entries don’t qualify immediately for Wikipedia, says @williambeutler. Click To Tweet

To be eligible, your company needs an interesting story about what it has achieved, and it must be a story that’s been told by working journalists. Wikipedia is not a place for self-published information, but instead what others have written about your brand. Credible news sources are a must. Press releases and company websites just don’t cut it, and for the most part can’t be used.

Evaluating sources

A good early step is to identify all the information about your company in the news. Has a big city newspaper or trade publication written about your business model, your founding story, or market position relative to competitors? Does it make a clear case why your company is doing something interesting or unusual? If you have several articles like this, great – you’re in the hunt. If you don’t, save yourself time dealing with Wikipedia and pursue a PR strategy to earn that in-depth coverage.

Identifying credible news coverage is tricky: national publications are most valuable, but many media outlets these days publish online contributor blog posts. Forbes, for example, has a contributor network that looks official but is not written by Forbes journalists. These contributions are not deemed as credible sources by Wikipedia. Also, a large number of brief mentions do not add up to in-depth coverage nor do frequent quotes from your founder or key employees count toward notability.

Writing the draft

Before you write, refer to Wikipedia’s lengthy and exacting Manual of Style governing how content should be presented. A good place to start is the entry about your first article.

Organize your draft in successive paragraphs as follows:

  • An introduction with a high-level overview of the company
  • A description of the company’s history
  • A description of its product or services in modest detail (too much and editors will judge it as promotional)

It’s important to write in a detached manner, avoiding marketing clichés like calling yourself a “leading provider of solutions.” Stick to the facts and be specific.

To write a quality Wikipedia post, use detached manner, stick to facts, avoid clichés, says @williambeutler. Click To Tweet

You also should learn the proper format for references and detail them in a references section at the end of the article. These references are what Wikipedia editors use to judge whether your article meets the notability criteria. Remember, you can only include information from third-party sources that Wikipedia considers reliable.

You can go a long way toward crafting a credible article by studying an existing, high-quality company page to see what’s included. But be careful of creating a page similar to your competitors’ Wikipedia pages – just because they’re published doesn’t mean they’re good. Wikipedia knows it has lots of bad articles, and it doesn’t want more. Instead look to one of Wikipedia’s designated good articles about similar companies. For example, the article about Chuck E. Cheese’s is well-researched, well-cited, and fairly complete. As a counter example, the Mellow Mushroom article is less well-developed, missing needed sources, and far less informative.

Creating an account

Once you have a draft, you need to communicate with Wikipedia editors. To do this, create a user account. Do not simply name the account for your company (long story). Give it a unique handle or even use your first name with the company name, like “Jane at ContentCo.” Even “Snuffleupagus45” is better than “ContentCo.” And learn how discussion pages work because this is where you talk things over with editors who review your draft.

Next, you’ll need to declare your conflict of interest (COI) – your precise connection to the subject of the article. The topic of COI is a thorny one on Wikipedia. You may have heard that you’re not supposed to edit your own page, and while this is broadly true, you can mitigate the issue.

The only cardinal sin is to pretend that you don’t have a conflict of interest; the Wikimedia Foundation’s terms of use require disclosure of any relevant financial relationships. If editors suspect that you haven’t revealed your true relationship, they will give you a stern warning at best or block your account at worst.

Cardinal sin of Wikipedia contributions? To pretend you don’t have conflict of interest, says @williambeutler. Click To Tweet

Be forewarned: You can’t solve this conflict problem just by handing off the work to a contractor to edit and assume there is no conflict of interest. There is. And don’t just ask friends to do it – that puts them in a bad position.

The thing to do, as Wikipedia’s own Jimmy Wales says:

  • Create an account.
  • Be up front about your connection to the subject.
  • Take a hands-off approach by getting a volunteer to review and approve your draft.

Follow this path, and editors should take you seriously.

Submitting for review

The final step is taking your draft to the articles for creation process, and adding it to the review queue. Once you’ve done that, it will probably take a few weeks for a volunteer to read the draft. Sometimes editors will come back with critiques about what else it should include or what should be deleted. Do your best to incorporate their feedback, and don’t take it personally if they don’t like something you’ve written. Sometimes, what seems reasonable to you may run afoul of Wikipedia’s policies and guidelines – and Wikipedia has many of them.

Undoubtedly, this can be a confusing process, and Wikipedia editors know it. Alas, there simply isn’t a better way: Building an encyclopedia is hard, and reviewing contributions from outsiders can be harder still. But if you can figure out Wikipedia’s sourcing requirements, internalize its style points, and learn the process for writing and submitting an entry, you can help make Wikipedia better and tell your brand’s story at the same time.

Let the Content Marketing Institute help “unconfuse” you – whether it’s about Wikipedia, measurement, great content, or more. Subscribe to our free daily (or weekly digest) newsletter.

Cover image by Joseph Kalinowski/Content Marketing Institute

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20 May 20:37

Gillian Anderson

by ThisIsNotPorn

Gillian Anderson | Rare celebrity photosGillian Anderson getting her hair done on the set of The X-Files.
Photo by Acey Harper

The post Gillian Anderson appeared first on This Is Not Porn.

20 May 11:04

Filho do Pablo

by Will Tirando

20 May 11:03

A Good Person

by Reza

20 May 11:00

Doctor Visit

According to these blood tests, you're like 30% cereal.
20 May 10:57

A culpa é minha

by Will Tirando

20 May 10:57

How to Tell What Kind of Monster You Are Dating: Vol. 2

by Scott Meyer

A lot of people don’t know that they made three Creature from the Black Lagoon movies. There was the original Creature from the Black Lagoon, where they come to his lagoon and try to kill him. Next, there was The Revenge of the Creature, where they capture him and take him to a sort of 1950s SeaWorld, which he escapes, causing them to try to kill him. Finally, they made The Creature Walks Among Us, in which they capture the creature and “fix” him by removing his gills so that he can breathe air. They make him wear clothes and keep him in a pen out back. He escapes, and they try to kill him.

I remind you the creature was considered the villain in these movies. The ’50s were an interesting time.

 

Note from Missy: I think the Graham-blob is one of the cutest things to ever appear in Basic Instructions. I just wanna give him a squeeze.

 

As always, thanks for using my Amazon Affiliate links (USUKCanada).

20 May 10:55

07-11-2016

by Laerte Coutinho

20 May 10:55

05-11-2016

by Laerte Coutinho

18 May 16:32

Comic for May 18, 2017

by Scott Adams
18 May 16:31

Saturday Morning Breakfast Cereal - Modeling

by tech@thehiveworks.com


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Still not as weird as the fact that momentum investing works.

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Today's News:
18 May 04:36

How to Tell What Kind of Monster You Are Dating: Vol. 1

by Scott Meyer

This was the first in an experimental series of comics expanding on the same theme. I started doing a comic about what clods we men can be, and found I had far more material than would fit in one comic.

I’ve said it before, and I’ll say it again: I don’t know how or why women put up with us.

 

As always, thanks for using my Amazon Affiliate links (USUKCanada).

18 May 04:35

Eu vejo a vida melhor no futuro

by Will Tirando

18 May 00:56

Machine Learning

The pile gets soaked with data and starts to get mushy over time, so it's technically recurrent.
18 May 00:55

webtoon / website / facebook / twitter / patreon

18 May 00:54

Saturday Morning Breakfast Cereal - The Status Quo

by tech@thehiveworks.com


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If you could just form a group made of zero humans, it'd be soooo productive.

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Today's News:

Thanks again to everyone who has preordered a book so far! If you are US-based and have preordered, please sign up for bonus rewards here.

18 May 00:48

WannaCrypt – Bad code doesn’t pay (much)

by CommitStrip

18 May 00:47

Where’s Duckie?

by Shyam Ramani

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The post Where’s Duckie? appeared first on Fowl Language Comics.

15 May 23:01

Home showing at 2139 Mill Road.www.simonstalenhag.se

Adam Victor Brandizzi

Simon Stalenhag is getting a darker turn...















Home showing at 2139 Mill Road.

www.simonstalenhag.se

15 May 23:00

Intel's Management Engine is a security hazard, and users need a way to disable it | Electronic Frontier Foundation

by brandizzi

Intel’s CPUs have another Intel inside.

Since 2008, most of Intel’s chipsets have contained a tiny homunculus computer called the “Management Engine” (ME). The ME is a largely undocumented master controller for your CPU: it works with system firmware during boot and has direct access to system memory, the screen, keyboard, and network. All of the code inside the ME is secret, signed, and tightly controlled by Intel. Last week, vulnerabilities in the Active Management (AMT) module in some Management Engines have caused lots of machines with Intel CPUs to be disastrously vulnerable to remote and local attackers. While AMT can be disabled, there is presently no way to disable or limit the Management Engine in general. Intel urgently needs to provide one.

This post will describe the nature of the vulnerabilities (thanks to Matthew Garrett for documenting them well), and the potential for similar bugs in the future. EFF believes that Intel needs to provide a minimum level of transparency and user control of the Management Engines inside our computers, in order to prevent this cybersecurity disaster from recurring. Unless that happens, we are concerned that it may not be appropriate to use Intel CPUs in many kinds of critical infrastructure systems.

What is AMT? How is it vulnerable?

On many Intel chips, the Management Engine is shipped with the AMT module installed. It is intended to allow system administrators to remotely control the machines used by an organization and its employees. A vulnerability announced on May 1 allows an attacker to bypass password authentication for this remote management module, meaning that in many situations remote attackers can acquire the same capabilities as an organization’s IT team, if active management was enabled and provisioned.

Once they have AMT access, attackers can interact with the screen or console as if the user were doing so themselves. Attackers can also boot arbitrary OSes, install a new OS, and (with some work) steal disk encryption passwords.

Not every machine is susceptible to the attack. For it to work, AMT has to have been both enabled and provisioned (commonly AMT is enabled but not provisioned by default). Once provisioned, AMT has a password set, and is listening for network packets and will control the system in response to those. It can be provisioned by default if vendors used a feature called “Remote Configuration” with OEM Setup, by a user with administrative access, interactively or with a USB stick during system boot, or (via the LMS vulnerability) by unprivileged users on Windows systems with LMS. Macs have MEs, but don’t ship with AMT at all. The password protection is crucial for machines with AMT provisioned, but this week’s vulnerability allowed it to be bypassed.

How can users protect themselves?

Many organizations will need to take steps to protect themselves by ensuring that AMT is disabled in their BIOS and LMS is not installed, or by updating Intel firmware.
Unfortunately, even if AMT is currently disabled, that doesn’t mean an attack was never possible—an attacker might have disabled AMT after concluding the attack, to close the door on their way out.

But troublingly, AMT is only one of many services/modules that come preinstalled on Management Engines. The best recommendation we can make for addressing this vulnerability today is to disable that specific AMT module, because Intel doesn’t provide any way to generally limit the power of the ME. But vulnerabilities in any of the other modules could be as bad, if not worse, for security. Some of the other modules include hardware-based authentication code and a system for location tracking and remote wiping of laptops for anti-theft purposes. While these may be useful to some people, it should be up to hardware owners to decide if this code will be installed in their computers or not. Perhaps most alarmingly, there is also reportedly a DRM module that is actively working against the user’s interests, and should never be installed in an ME by default.

For expert users on machines without Verified Boot, a Github project called ME cleaner exists and can be used to disable a Management Engine. But be warned: using this tool has the potential to brick hardware, and interested parties should exercise caution before attempting to protect their systems. A real solution is going to require assistance from Intel.

What Intel needs to do fix this mess

Users need the freedom to choose what they want running on their system, and the ability to remove code that might contain vulnerabilities. Because the Management Engine only runs code modules signed by Intel, this means having a way to disable the ME or reflash it with minimal, auditable firmware. While Intel may put a lot of effort into hunting for security bugs, vulnerabilities will inevitably exist, and having them lurking in a highly privileged, low level component with no OS visibility or reliable logging is a nightmare for defensive cybersecurity. The design choice of putting a secretive, unmodifiable management chip in every computer was terrible, and leaving their customers exposed to these risks without an opt-out is an act of extreme irresponsibility.

What would be best for users and for the public’s ability to control machines that they have purchased would be for Intel to provide official support for reducing the attack surface to limit the potential harm of the ME.

So we call upon Intel to:

  • Provide clear documentation for the software modules that are preinstalled on various Management Engines. What HECI commands provide a full list of the installed modules/services? What are the interfaces to those services?
  • Provide a way for their customers to audit ME code for vulnerabilities. That is presently impossible because the code is kept secret.
  • Offer a supported way to disable the ME. If that’s literally impossible, users should be able to flash an absolutely minimal, community-auditable ME firmware image.
  • On systems where the ME is an essential requirement for other security features that are important to some users (like Boot Guard), offer an additional option of a near-minimal, community-auditable ME firmware image that performs these security functions, and nothing else. Or alternatively, a supported way to build and flash firmware images where the user can inspect and control which services/modules are present, in order to manage security risks from those modules.

Until Intel takes these steps, we have reason to fear that the undocumented master controller inside our Intel chips could continue to be a source of serious vulnerabilities in personal computers, servers, and critical cybersecurity and physical infrastructure. Intel needs to act quickly to provide the community with an auditable solution to these threats.

Correction 2017-05-12: Intel has contacted us with two corrections to the details of this post. (1) Management Engines are not physically located on the CPU die itself, but in other parts of Intel's chipsets; (2) the LMS-based local privilege escalation was a second consequence of the first code vulnerability, rather than a second vulnerability or bug of its own. We have accordingly edited the language of this post in a couple of places, but do not believe these updates affect its conclusions.

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15 May 22:26

Os precursores de Lobato | Revista Pesquisa Fapesp

by brandizzi

Livros para crianças escritos por autores nacionais já circulavam no final do século XIX

Revista Pesquisa FAPESP

Podcast: Norma Ferreira

No final de fevereiro, os Versos para os pequeninosforam finalmente publicados, depois de permanecerem inéditos por pelo menos 120 anos. Com 24 poemas infantis escritos entre 1886 e 1897 pelo bacharel em direito e educador fluminense João Köpke (1852-1926) e resgatados por pesquisadores da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), os Versos somam-se a descobertas de especialistas de outras universidades do país que revelam os autores nacionais e os mecanismos de funcionamento do mercado editorial de livros para crianças no final do século XIX e início do XX. A articulação entre editores, escritores, divulgadores e leitores começou a se formar décadas antes da publicação, em 1920, de A menina do narizinho arrebitado, o primeiro livro do escritor paulista José Bento Renato Monteiro Lobato (1882-1948), autor de uma obra ampla e reconhecida (ver Pesquisa FAPESP no 157 e Especial 50 Anos). Estudos recentes reiteram a conclusão de que Lobato modernizou a literatura infantil brasileira, mas não a criou, diferentemente do que diziam pesquisadores e escritores do passado. Um de seus primeiros biógrafos, o escritor paulista Edgard Cavalheiro (1911-1958), em um comentário bastante citado em estudos nessa área, afastou os precursores ao afirmar que antes de Lobato “a literatura infantil praticamente não existia entre nós” e “havia tão somente o conto com fundo folclórico”.

“Em carta de 1919 para um amigo, Lobato comentou que não havia nada para ler para os filhos dele a não ser o livro de fábulas de João Köpke. Ele se referia à qualidade das obras disponíveis, adaptações de obras europeias e mesmo livros de autores nacionais, mas não é a verdade absoluta”, diz Marisa Lajolo, professora da Unicamp e da Universidade Mackenzie, que retoma esse assunto no livro Literatura infantil brasileira: Uma nova/outra nova história (FTD-PUC Press, 2017), a ser lançado em abril, em coautoria com Regina Zimmermann. “Em 1920, Lobato recebe da gráfica que estava imprimindo a primeira edição de Narizinho arrebitado a informação de que o Primeiro livro de leitura, de Köpke, serviria de modelo para a impressão da história do sítio.” Segundo ela, Lobato fez mudanças radicais na literatura infantil, “como os modernistas de 1922 fizeram na literatura adulta”, e a partir da década de 1930 teve muito mais visibilidade que qualquer outro autor antes dele.

O filho mais velho de Köpke, Winckelmann Köpke (1886-1951), foi quem inicialmente guardou o original de 54 páginas de Versos para os pequeninos, já com os poemas manuscritos organizados em sequência e as respectivas ilustrações de página inteira, recortadas de outros livros, para servir como referência a quem as refizesse. Provavelmente Winckelmann o entregou a seu filho José, que o deixou com sua filha mais velha, Maria Izabel Köpke Ramos, bisneta de João Köpke. Uma das irmãs de Maria Izabel, Maria Lygia Köpke Santos, mencionou o livro em sua tese de doutorado, apresentada em 2013 na Faculdade de Educação da Universidade Estadual de Campinas (FE-Unicamp). Depois ela entregou os originais a sua orientadora, Norma Ferreira, professora da FE-Unicamp. Norma analisou os Versos em sua tese de livre-docência, apresentada em 2014 e agora publicada na forma de livro, com os poemas.

Depois de construir uma carreira respeitada de educador em escolas das cidades de São Paulo e Campinas, Köpke se mudou em 1886 para o Rio de Janeiro e criou o Instituto Henrique Köpke, assim chamado em homenagem a seu pai. O instituto era uma escola particular, que funcionou até 1897 e servia para ele lançar seus próprios livros de alfabetização e de leituras para crianças. Foi como diretor do instituto que Köpke se apresentou na abertura dos Versos, em grandes letras manuscritas. De acordo com Norma, seu propósito com o livro era oferecer uma leitura agradável para as crianças e aplicar o método analítico de alfabetização, que ele tinha desenvolvido em outros livros, o primeiro deles publicado em 1884 pela Francisco Alves.

Os poemas consistem em histórias alegres e rimas simples, tratando da Lua, de avós, brincadeiras, brinquedos, animais e canções das crianças (leia trechos do poema O balanço). “Versos para os pequeninos, de forma mais contundente do que em suas obras editadas, oferecem outra faceta de João Köpke: a de um escritor que quer conquistar a criança-leitora com uma representação do universo infantil que questiona o conhecimento, a verdade e a realidade”, escreveu Norma em sua tese de livre-docência.

A seu ver, a liberdade e a informalidade dos poemas não se encaixavam nas propostas pedagógicas predominantes no início do século XX, que valorizavam poemas edificantes e crianças bem-comportadas, como as do Livros das crianças, da educadora paulista Zalina Rolim (1867-1961), de 1897. “Köpke era bastante crítico das propostas educacionais daquele período, como o plano pedagógico, adotado para a criação do Jardim da Infância, que, segundo ele, apresentava salas superlotadas e fechadas, intervalos curtos entre as aulas e professores inexperientes”, diz Norma. “A irreverência nos poemas se tornou uma marca do estilo de Lobato, décadas depois.”

João Felpudo na capa da revista O Tico-Tico de 1925

João Felpudo na capa da revista O Tico-Tico de 1925

João Felpudo no Brasil
Por sua vez, já no final de sua pesquisa de pós-doutorado na Universidade de São Paulo (USP), a historiadora Patrícia Raffaini investigava jornais antigos no site da Biblioteca Nacional no início de 2016 quando encontrou o anúncio “João Felpudo – Histórias alegres para crianças travessas com vinte e quatro pinturas esquisitas” na edição de 4 de dezembro de 1860 do Jornal do Commercio, do Rio de Janeiro. O anúncio era um registro da primeira edição de um livro de muito sucesso lançado na Alemanha em 1844. Escrito pelo médico Heinrich Hoffmann para seu filho de 3 anos, trazia ilustrações generosas e histórias breves de crianças que recebem castigos severos por não gostar de banho ou de sopa. Patrícia encontrava o tradutor original, o desembargador Henrique Velloso de Oliveira (1804-1861), possivelmente um dos responsáveis pela adaptação do título original, Der Struwwelpeter, cuja tradução literal resultaria em Pedro descabelado.

Patrícia encontrou depois outros anúncios de João Felpudo no Jornal do Commercio, indicando uma das formas pelas quais a Editora Laemmert promovia a venda dos livros. Em 1894, como ela já tinha verificado, o editor fluminense Pedro Quaresma (1863-1921), dono da Livraria do Povo, investiu em anúncios de meia página para promover o relançamento de uma produção nacional, Contos da carochinha, já que os 5 mil exemplares da primeira edição teriam se esgotado em menos de um mês. Contos da carochinha inaugurava uma série de livros organizados pelo jornalista carioca Alberto Figueiredo Pimentel (1869-1914) com o propósito de apresentar em uma linguagem coloquial as fábulas de autores europeus, com animais falantes, lobisomens, santos e fadas. Com esses livros, Quaresma pretendia criar uma literatura infantil mais popular, com edições mais simples e de menor custo que as traduções refinadas das editoras Laemmert, de proprietários alemães, Garnier, de origem francesa, e da Francisco Alves, portuguesa.

anúncio da edição brasileira de 1860 (acima) e o desenho original, de 1844

Anúncio da edição brasileira de 1860 (acima) e o desenho original, de 1844

“O mercado de livros para crianças e jovens prosperava no final do século XIX, um período no qual se acreditava que pouco ou quase nada estava à disposição dos jovens leitores”, diz Patrícia. “Os editores investiam nesse segmento e muitas obras, como João Felpudo, já haviam sido traduzidas. A produção de obras com autores nacionais estava começando.” Ela iniciou sua pesquisa com uma lista de 20 títulos de livros infantis publicados entre 1860 e 1920 identificados na Biblioteca Nacional e no Real Gabinete Português de Leitura, ambos no Rio. Três anos depois, após garimpar por sebos de todo o país, tinha reunido 70 títulos diferentes.

“Umas das precursoras da literatura infantil brasileira foi a romancista Júlia Lopes de Almeida (1862-1934)”, atestou Nelly Novaes Coelho, professora aposentada da USP e uma das maiores especialistas no assunto, no livro Panorama histórico da literatura infantil/juvenil (Amarilys, 2010). Em 1886, Júlia Lopes publicou Contos infantis, com 60 narrativas em verso e prosa escritas em colaboração com sua irmã Adelina Lopes Vieira, depois Histórias da nossa terra, de 1907, e Era uma vez, de 1917, todos com reedições. “Simultaneamente ao aumento de traduções e adaptações de livros literários para o público infantojuvenil”, Nelly Coelho escreveu em seu livro, “começa a se firmar, no Brasil, a consciência de que uma literatura própria, que valorizasse o nacional, fazia-se urgente para a criança e para a juventude brasileiras”. Ela também reconhece Pimentel como “o primeiro intelectual a popularizar o livro, através de edições mais acessíveis de autores clássicos”.

Livros de autores nacionais: Álbum das crianças, de Figueiredo Pimentel, de 1897

Livros de autores nacionais: Álbum das crianças, de Figueiredo Pimentel, de 1897

Além da crítica literária
Os escritores anteriores a Lobato já eram citados em vários livros e sites, como o Memória de Leitura, da Unicamp, que reúne 19 autores de 1880 a 1910 e suas obras mais importantes. Uma investigação mais profunda levará a uma representante de uma época ainda mais remota, Nísia Floresta (1809-1885), educadora potiguar que criou um colégio para meninas no Rio de Janeiro e escreveu poemas, romances e novelas – Conselhos à minha filha é de 1842 e as novelas Fany ou o modelo das donzelas e Daciz ou a jovem completa, de 1847.

O que pesquisadores de São Paulo, Rio de Janeiro, Mato Grosso, Ceará e outros estados têm feito é ampliar o olhar para além das narrativas dos livros. “Saímos do viés da crítica literária – que destaca apenas o que era bom – para a história cultural, que considera o que era lido, independentemente da qualidade, quem produzia, de que modo, em que lugar e quem consumia”, explica a historiadora Gabriela Pellegrino Soares, professora da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) da USP e autora do livro Semear horizontes (Editora da UFMG, 2007), sobre a formação do mercado editorial de livros para crianças na Argentina e no Brasil. “Examinar as engrenagens da produção e circulação dos livros é um caminho muito fértil para conhecer as ideias e as representações do mundo em uma época”, ela acrescenta.

e Cantigas das crianças e do povo, de Alexina Magalhães Pinto, de 1911

…e Cantigas das crianças e do povo, de Alexina Magalhães Pinto, de 1911

Livros para adultos e crianças circulavam principalmente nas capitais do Brasil, ao longo do século XIX, apesar do alto analfabetismo, que chegava a 80% da população de quase 10 milhões de pessoas em 1872, quando foi feito o primeiro censo demográfico nacional. Estima-se que o analfabetismo fosse menor, talvez de 50%, no Rio de Janeiro, a então capital do país. “Há uma intensa importação de livros para o Brasil, entre os quais infantis, desde o século XVIII”, diz Márcia Abreu, professora do Instituto de Estudos da Linguagem (IEL) da Unicamp, coordenadora de um projeto de pesquisa sobre a circulação transatlântica de impressos (ver Pesquisa FAPESP no 240) e autora de Os caminhos dos livros (Mercado de Letras, 2003). A leitura era uma das maiores fontes de entretenimento nessa época e os homens livres compravam vários livros por ano. Isso gerava uma forte movimentação editorial e comercial, com importação frequente de livros e, após 1808, também com muita impressão brasileira.”

Havia um mercado consumidor em formação, composto por um contingente cada vez maior de imigrantes, homens livres e profissionais liberais ou assalariados. Estima-se que 17 livrarias e 30 tipografias funcionavam na cidade do Rio de Janeiro em 1860. Hoje, mesmo com o fechamento contínuo de livrarias, a literatura infantil constitui um mercado pujante. Em 2014 foram publicados 37 milhões de exemplares de 7.802 títulos de livros para crianças, segundo a Câmara Brasileira do Livro.

Anúncio destacando a obra de Lobato

Anúncio destacando a obra de Lobato

Depois de Lobato
“Monteiro Lobato foi tão importante que apagou os escritores anteriores. Ninguém mais fala de Olavo Bilac e Tales de Andrade”, diz a jornalista Laura Sandroni, autora do livro De Lobato a Bojunga – As reinações renovadas (Agir, 1987), além de criadora e diretora por quase 20 anos da Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil (FNLIJ). Lobato se impôs com uma obra formada por 22 livros escritos em linguagem coloquial, irreverente e vibrante, tratando de problemas da época e não de um distante país do futuro, como nos livros escolares anteriores. Apoiados por uma propaganda intensa – o próprio Lobato separou 500 exemplares de Narizinho para enviar para escolas e acelerar sua aceitação –, seus livros ultrapassaram a tiragem de 1 milhão em 1943.

“Lobato era um gênio, como escritor e editor, e ele próprio construiu a ideia de que teria sido um pioneiro”, diz a historiadora Patrícia Hansen, atualmente vivendo em Lisboa. No acervo digital de jornais antigos da Biblioteca Nacional, ela encontrou um anúncio da edição de 15 de novembro de 1933 na revista O Tico-Tico, depois reproduzido em outras publicações, apresentando o História do mundo para crianças, o lançamento mais recente da Companhia Editora Nacional, e o escritor paulista como “o criador da literatura infantil no Brasil”. “Foi um marketing que deu certo”, concluiu Patrícia. “Não questionaram a fonte.”

Projeto
Leitura ficcional na infância, 1880-1920 (nº 13/00454-1); Modalidade Bolsa de Pós-doutorado; Pesquisador responsável Elias Thome Saliba (USP); Beneficiária Patrícia Tavares Raffaini; Investimento R$ 240.377,83.

Artigo científico
HANSEN, P. S. A biblioteca dos jovens brasileiros: Do caráter didático da literatura infantil aos usos dos livros pelas crianças no início do século XX. Escritos. v. 5, n. 5, p. 79-96, 2011.

Livros
SOARES, G. P. Semear horizontes: Uma história da formação de leitores na Argentina e no Brasil, 1915-1954. Belo Horizonte: Editora UFMG, 2007.
ABREU, M. Os caminhos dos livros. Campinas: Mercado de Letras/ALB/FAPESP, 2003, 382 p.
COELHO, N. N. Panorama histórico da literatura infantil/juvenil. São Paulo: Amarylis, 2010, 320 p.
SANDRONI, L. De Lobato a Bojunga – As reinações renovadas. Rio de Janeiro: Agir, 1987, 181 p.
FERREIRA, N. S. de A. Um estudo sobre os versos para os pequeninos, de João Köpke. Campinas: FAPESP/Mercado de Letras, 2017, 276 p.

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15 May 09:49

"Let's learn tcpdump" zine: now available for everyone

Hello! A couple weeks back, I wrote a zine called “let’s learn tcpdump!” and released the early access version for $10 as an experiment.

Today, I’m releasing it for everyone!

the zine

If you want to read the zine now, here it is:

The print version is pay-what-you-can. It includes a version with an adorable colour cover, if you want to print it in scintillating colour!

Here’s the cover:

the experiment

I did an experiment where I charged people $10 for early access to the zine! Here are the results:

  • People seemed pretty excited to give me money for a thing (“yay! this is awesome! this helped me use tcpdump! thank you!“) (people said a bunch of nice things on twitter!)
  • 190 people bought it in all, for a total of $1970. Thank you, everyone! It feels really cool that people actually think the stuff I make is worth money, and it makes me feel motivated to make more zines like this. And it makes it easier for me to do things like pay illustrators to make awesome illustrations!
  • 1 person bought an “enterprise license” ($100) so that they could print it out and give it out to a lot of people at their conference.

thanks

Special thanks to my friend Maya who did the lettering for the title! you are the best. And to my awesome partner Kamal who always helps review my zines.

And to the amazing illustrator Vladimir who made the cover! Paying artists is really cool.

15 May 09:31

Burlar leis com o 'jeitinho' não é especialidade só do Brasil - 14/05/2017 - Ilustríssima - Folha de S.Paulo

by brandizzi

RESUMO Autor rebate a ideia de que o proverbial "jeitinho brasileiro" seja um traço distintivo da cultura nacional. De forma mais ou menos estruturada, o ato de burlar leis é corriqueiro em diversas partes do mundo, mesmo em sociedades tidas como severas na observância das normas, como a Alemanha.

*

Não deixa de ser engraçado, ou ao menos pitoresco, ver brasileiros encherem a boca para falar que "o Brasil não é para principiantes", frase tantas vezes atribuída a Tom Jobim. Porque o Brasil está longe de ser o único país que pode dizer isso de si mesmo. Na verdade, será sempre bom desconfiar da especificidade da maioria das coisas que damos como especificamente brasileiras.

A frase pegou por ao menos dois motivos. Primeiro, porque é muito boa: uma construção sintética, direta, sem meios tons, com um charme "profissional". E certamente encontra correspondência fatual em nossa experiência, tanto histórica quanto cotidiana. Um país cheio de ambiguidades, contradições, paradoxos, coisas que parecem inusitadas e particularmente nossas.

Segundo, porque ela afirma uma suposta singularidade brasileira no mundo.

Como disse, entretanto, a observação não se aplica só ao Brasil. Podemos muito bem dizer que a Itália não é para principiantes. Também não me parece que a Rússia, a Alemanha, a Nigéria, o Egito, a China e o México o sejam. Cada um à sua maneira, diversos países não são para principiantes.

É preciso desconfiar também de certas singularidades nacionais apontadas em estudos eruditos, em livros de intelectuais que fazem sucesso entre intelectuais, os quais cristalizam perigosamente leituras sobre o Brasil que deveriam ser relativizadas.

Exemplo disso é a tese de Roberto Schwarz acerca das "ideias fora do lugar", apontando um descompasso nosso entre a adoção do ideário liberal e a manutenção do escravismo –tese que merece ressalvas.

Ela pressupõe a existência de algum espaço perfeito em que princípios jurídicos e práticas sociais tenham sido feitos um para o outro –o que não passa de ficção teórica, como sublinhou Bernardo Sorj em "A Nova Sociedade Brasileira".

Além disso, também nos Estados Unidos liberalismo e escravidão conviveram por muito tempo, praticamente 90 anos. A Declaração da Independência é de 1776, enquanto a emenda constitucional que aboliu o regime escravista data de 1865.

JEITINHO

Mas quero me demorar aqui num exemplo que atravessa classes sociais, faixas etárias, níveis educacionais, distinções de cor e sexo, como suposto signo identitário nacional: o célebre "jeitinho brasileiro", a que todos parecem ter recorrido pelo menos uma vez na vida –e, por isso, transformado na mais democrática de todas as nossas contravenções.

Vamos, primeiro, definir "jeitinho", para não derrapar à maneira de Francisco de Oliveira, que, em "Jeitinho e Jeitão: Uma Tentativa de Interpretação do Caráter Brasileiro" (revista "piauí", nº 73, em 2012), entrega-se a tal debordamento conceitual que faz com que a noção perca qualquer sentido, uma vez que passa a ter todos.

Assim, a bossa nova é tratada como "um jeitinho de escapar das convenções musicais à la Vicente Celestino". Brasília se vê reduzida a um jeitinho da classe dominante para implantar uma capital "nos ermos do Planalto Central".

Bota-se na conta do jeitinho e da malandragem, também, a promoção da imigração para enfrentar o fim do escravismo (e dane-se o Florestan Fernandes que tão bem flagrou o desvirtuamento do movimento abolicionista, em "A Revolução Burguesa no Brasil", publicado em 1974).

Até a CLT de Getúlio Vargas é definida como um jeitinho para civilizar as relações trabalhistas no Brasil. Ou seja, jeitinho vira uma espécie de Bombril conceitual: é multiuso. Ficamos girando em falso.

De outra parte, jeitinho e malandragem não são a mesma coisa. Não devemos fundir os fenômenos. Jeitinho não implica trapacear o próximo, nem vender gato por lebre. O malandro recorre ao jeitinho, mas não é a encarnação desse, como Oliveira defende.

Vale dizer, há conexões entre jeitinho e malandragem, mas também diferenças. Por exemplo: não há lugar para a figura do otário no espaço interpessoal do jeitinho. O que se quer driblar é a norma, a regra, não o outro.

No extremo oposto do espectro ideológico, Roberto Campos viu com mais clareza. Em sua "Sociologia do Jeito" (ensaio na revista "Senhor", publicado em 1960), o jeitinho se explica pela relação entre lei e fato social, que diferencia os latinos dos anglo-saxões. Para estes últimos, a lei é expressão de uma práxis, fundada no costume, a partir de uma coleção de precedentes. Já entre os latinos, a legislação é um conjunto formal de regras apriorísticas que, em vez de nascer das condutas sociais, quer modelar comportamentos.

É desse desencontro entre o formalismo da lei e o comportamento real das pessoas que nasce o jeitinho –modo de contornar uma normatividade jurídica que se quer impor de fora à vida social.

O curioso é que, em meados do século que passou, a tese era a de que o jeitinho decorria do atraso de nossa formação e de nossas estruturas. Estaria condenado a desaparecer à medida que o país experimentasse processos de atualização histórica. Não foi o que aconteceu.

O jeitinho não era mero reflexo de uma determinada conjuntura sociotécnica. Era coisa mais enraizada. As relações pessoais continuavam estruturando nossas vidas, nosso cotidiano etc. Vamos então definir assim: o jeitinho é um modo de interpessoalizar um espaço impessoal, com vistas a burlar a norma ou a lei.

UNIVERSAL

Por fim, também o jeitinho, como as "ideias fora do lugar", não é uma especificidade brasileira. É certo que ninguém, depois de ouvir um rotundo "nein" de um funcionário da burocracia alemã, vai pensar que é possível contorná-lo na base do jeitinho.

Ao mesmo tempo, sempre desconfiei dessa especificidade nacional, perguntando se não haveria jeitinho na Turquia, por exemplo. Recentemente, levantei essa bola nas redes sociais e recebi respostas que transformaram minha desconfiança em certeza.

Uma senhora falou da existência do jeitinho na Sérvia e no sul da Índia. E disse uma coisa interessante: afirmamos a especificidade do jeitinho porque nossa referência é a Europa ocidental.

Parece, contudo, que mesmo por lá o jeitinho dá o ar de sua graça. A professora Marília Mattos lembrou, a propósito, um velho ditado espanhol: "hecha la ley, hecha la trampa" [com a lei nasce a brecha].

O jeitinho não é a regra, como no Brasil, mas é possível encontrá-lo também na Alemanha, segundo depoimento que a historiadora Márcia Cristina Fráguas me deu:

"Posso te contar da minha percepção em Berlim, onde vivi em 2004, estudando alemão e audiovisual. Os alemães têm noção de quão difícil é o idioma deles. Em Berlim, quando percebem que um estrangeiro se esforça para aprender e tem bons resultados, imediatamente se forma um vínculo afetivo".

Ela continuou: "Diversos jeitinhos me foram oferecidos, desde burlar meios legais para que eu pudesse ficar no país (um dos meus professores queria atestar para a imigração que eu lecionava português num curso de idiomas que ele dirigia, o que era mentira), passando pela oferta de uma professora de utilizar sua relação com o reitor de uma universidade em Hamburgo para que eu pudesse assistir a aulas como ouvinte, burlando uma regra específica da instituição".

E concluiu: "Enfim, os berlinenses com quem convivi se colocavam à minha disposição para entortar os trâmites burocráticos locais".

Para finalizar, o antropólogo Mércio Gomes, autor de "Os Índios e o Brasil" (Contexto, 2012), entrou na conversa fazendo uma distinção entre jeitinho tático ("um atalho diante de dificuldades"), que é universal, e jeitinho estratégico (no sentido de estratégia de sobrevivência; modo estruturado de burlar regras e normas sociais), encontrável num número bem mais reduzido de países, geralmente muito desiguais socialmente e onde não há um sentimento de consenso cultural.

"Países como Brasil, México, Rússia e outros aplicam esse jeitinho estratégico. Países que têm consenso sobre suas regras, em geral as sociedades mais ou menos igualitárias, usam o jeitinho tático com muita competência."

Penso que, nesse caso, fazemos tanta questão de alimentar supostas especificidades nacionais, distinguindo-nos das demais nações, porque certas sensações de singularidade, mesmo que meramente imaginárias, reforçam e sublinham a identidade e o narcisismo de uma coletividade, ao delinear com alguma clareza, ainda que apenas no império das aparências, o seu lugar no mundo.

O fato é que, além de nós, também a Inglaterra –e a Argentina, a Espanha, a Alemanha e a Itália– se vê como "o país do futebol".

Ou seja: melhor a gente prestar mais atenção no mundo, em vez de, olhando somente para si mesmo, achar que é mais singular do que realmente é. Existem singularidades brasileiras, é claro. Mas não somos tão diferentes dos outros quanto às vezes queremos acreditar.

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15 May 09:31

Comic for 2017.05.14

by Kris Wilson
15 May 09:28

Viva o Hospital de Câncer de Barretos

Sempre que uma pessoa estiver desencantada com a vida em Pindorama, achando que nada dá certo, é boa ideia pensar por dois minutos no Hospital de Câncer de Barretos. Com 55 anos de vida, ele atende 1,2 milhão de pessoas por ano, não cobra um tostão (o SUS funciona) e deve seu sucesso à filantropia e dedicação de um corpo médico. Nasceu da fé e da generosidade do fazendeiro Henrique Prata. Ele é testemunha da solidariedade dos brasileiros.

BARRETOS, SP, BRASIL,23-03-2012: Operários fazem os últimos retoques na ala Infantil do Hospital de Câncer de Barretos, que será inaugurado amanhã. O hospital infantil é uma parceria com o Hospital St Jude, o maior dos EUA. ( Foto: (Edson Silva /Folhapress ) ***REGIONAIS***SAUDE***
Operários fazem retoques antes da inauguração da ala infantil do Hospital de Câncer de Barretos

O hospital recebe mais de R$ 100 milhões anuais de doações, vindas de todos os andares. Com os cofrinhos espalhados pelo país, arrecadaram quase R$ 2 milhões.

O fotografo Valdir Cruz acaba de prestar uma homenagem ao Hospital de Câncer de Barretos com uma exposição de 28 fotografias de 15 pacientes, todos pobres e de todas as idades. Como diz o título da mostra, são "Retratos do Afeto". Quase todos foram mutilados pelo câncer, mas todos sobreviveram com a ajuda do afeto de suas famílias e da atenção de uma instituição que se intitula "o hospital do amor".

Quem estiver com muita raiva dos ladrões apanhados pela Lava Jato pode vingar-se entrando na rede e deixando uma pequena doação para o Hospital de Câncer de Barretos. Estimular quem faz o bem é uma forma de combater o mal.

Serviço: As imagens da exposição "Retratos do Afeto", de Valdir Cruz, estão na rede.

*

Leia outros textos da coluna deste domingo (14):

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14 May 19:45

Handwritten books

Adam Victor Brandizzi

Caramba, eu tava pensando sobre isso há tempos! Peguei um gosto por caligrafia e me perguntei por quê não tínhamos livros escritos à mão!

I asked yesterday on Twitter if it was too weird to write a book that’s totally handwritten. A few people gave me really great examples of prior art, and I wanted to record them here so I don’t forget.

One thing a lot of these have in common is – they use visual elements that aren’t just writing (comics, people, circuit diagrams, mathematical diagrams, illustrations of mountains, trees, weird colours).

One of my favorite things about writing by hand is exactly this – if you want to include a diagram, you can just do it instantly!! You don’t need to fight with your typesetting system for days.

Here are the examples I found. There’s a pretty wide range and I think they’re all really wonderful. Some of them are about math/computing/electronics, some aren’t.

Understanding Comics

Scott McCloud’s Understanding Comics is a wonderful book about comics, it’s written as a comic book. I’d really recommend reading it if you’re interested in comics at all.

This page (on closure) was one of my favorite parts. (image source)

Getting Started in Electronics

Forrest M. Mims III’s Getting Started In Electronics, which has helped a lot of people learn electronics. See also Circuit Classics.

Here’s an example of what it looks like. Image source: this hackaday post

A Lazy Logician’s Guide To Linear Logic

Jennifer Davoren’s A Lazy Logician’s Guide to Linear Logic (pdf) which looks delightful. Thanks to Chris Martens for this one.

The Moosewood Cookbook

Mollie Katzen’s The Moosewood Cookbook is handwritten! The recipes all look really lovely.

(image source)

I haven’t read it but if you google moosewood cookbook handwriting you can see some more of the insides.

Dikjstra’s EWD manuscripts

I learned today from Lindsey Kuper about Dijkstra’s “EWD” manuscripts (you can find all of them at http://www.cs.utexas.edu/~EWD/). There are over a thousand of them.

Here’s a description of the body of work:

Like most of us, Dijkstra always believed it a scientist’s duty to maintain a lively correspondence with his scientific colleagues. To a greater extent than most of us, he put that conviction into practice. For over four decades, he mailed copies of his consecutively numbered technical notes, trip reports, insightful observations, and pungent commentaries, known collectively as “EWD”s, to several dozen recipients in academia and industry. Thanks to the ubiquity of the photocopier and the wide interest in Dijkstra’s writings, the informal circulation of many of the EWDs eventually reached into the thousands.

In this one, he talks about his thoughts on the EWD series after 28 years, I think it’s really worth a read.

Yuma Sakugawa’s “a little book of life hacks”

Yumi Sakugawa The Little Book of Life Hacks is a self-help book

image source: an interview with yumi sakugawa

Pictorial Guide to the Lakeland Fells

Alfred Wainwright’s Pictorial Guide to the Lakeland Fells

From the Wikipedia article:

A Pictorial Guide to the Lakeland Fells is a series of seven books by A. Wainwright, detailing the fells (the local word for hills and mountains) of the Lake District in northwest England. Written over a period of 13 years from 1952, they consist entirely of reproductions of Wainwright’s manuscript, hand-produced in pen and ink with no typeset material.

The series has been in print almost continuously since it was first published between 1955 and 1966, with more than 2 million copies sold. It is still regarded by many walkers as the definitive guide to the Lakeland mountains. The 214 fells described in the seven volumes have become known as the Wainwrights. As of 2013 the LDWA register of those who have climbed all the fells listed 674 names. The Wainwright Society maintains a “register of current Society members who have climbed all 214 fells”

Illustrating BBC Basic

Donald G. Alcock’s Illustrating BBC Basic from the 80s is a book about BASIC!

(image from scribd)

Funny Little Calculus Text

Robert Ghrist Funny Little Calculus Text (pdf) is hilarious and amazing. Here’s 2 screenshots so you can understand:

and more

with some good quotes:

“The right way to read a FORTRAN book,” the author of this one tells us now that we’ve read his almost to its last page, “is by a series of skimming passes. Each time through you pick up a bit more of the nitty-gritty detail. When you pick up an IBM manual, for instance, first flip through it looking for the jokes. There aren’t any, so go back and flip through again, getting familiar with the overall idea. Then flip through from back to front, side to side, and top to bottom. If there’s a centerfold, you’re in the wrong publication! Each time through, you’ll be looking for specific details connected with whatever you are doing at the time on the computer. “

and

Dr. Kaufman wrote the book. I mean, he wrote it, the actual words you see, with a pen. He also drew the pictures, diagrams, flow charts, and things.

14 May 19:32

chatbots and the future of customer experience

by tomfishburne

I spoke at a conference last week called MarTech, which focuses on the intersection of marketing and technology. One of their founding insights is that technology changes exponentially, but organizations change logarithmically.

One of the other speakers talked about the rise of chatbots, and how they will fundamentally change marketing. The speaker shared that 80% of brands expect to be using chatbots by 2020. And yet 70% of current chatbot interactions fail, meaning that AI couldn’t understand what people were saying and humans had to step in.

Chatbots are another example of how we’re living in the awkward adolescence of marketing and technology. The technology shows staggering, glittering potential, and yet implementing the technology can be a bumpy road.

Last year, Microsoft most famously experienced this bumpy road when it unveiled a machine-learning chatbot named Tay on Twitter. Tay was designed to learn about the world through its conversations with users. Within 24 hours, pranksters egged on Tay to make racist statements and brag about smoking marijuana in front of the police.

Most branded chatbots haven’t misfired quite like that. But with 70% of current chatbot interactions failing, the most likely fallout will be customer frustration.

“Tolerance for a mediocre bot is much less than for a mediocre app,” said Sam Mandel, CEO of a chatbot service named Poncho.

Juniper Research predicts that chatbots will save the customer service industry $8 billion by 2022, up from $20 million this year, with the biggest impact on healthcare and banking. They expect that the success rate of bot interactions within healthcare will move from 22% today to over 75% by 2022.

There’s a marketing axiom that the shortest distance between a brand and a customer is a conversation. As marketers experiment with chatbots to make those conversations easier, we’ll need to make sure those conversations are the ones to be having.

Here’s a related cartoon I drew a few years ago on the adolescent stage of technology and marketing.