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New Work by Faith47 on the Streets of London and Cape Town

Oh Diamond Sea Shore Drive Me From The Yard, Cape Town

Oh Diamond Sea Shore Drive Me From The Yard, detail, Cape Town

London

London

London

London

Cape Town
Harvest, collaboration with Thingking, Cape Town.
Artist Faith47 (previously) has been busy the last few months with new works popping up in her native South Africa and in locations around London. The artist is known for her use of existential symbolism to comment on nature and the human condition, specifically the struggle of many South Africans who grapple with injustice, poverty, and inequality. If you want to learn more check out this 2013 interview over on CIMA where she discusses the inspiration behind much of her work, and you can also follow her on Facebook. (via Colossal Submissions)
Algumas grandes pessoas imaginárias que em algum dado momento você inventou para fugir de algum compromisso, convenção social ou evento familiar, devido ao fato de que você é muito tímido para dizer não e inseguro demais para contrariar abertamente seus amigos e conhecidos
a garota muito gata em quem você tava chegando: eles insistiram demais. você disse que não no bar, mas ele perguntaram de novo no outro dia, você falou que não podia pelo facebook mas te mandaram mensagem no whatsapp, você desligou o celular mas telefonaram no fixo, você tirou o fixo do gancho e no mesmo instante a campainha tocou e era só o cara do delivery mas mesmo assim. ficou o susto e a comidinha chinesa desceu com gosto de terror. você já tinha tentado ser sincero antes mas não tinha rolado – “quem fica em casa vendo buffy num sábado a noite, cara, que isso”. você já tinha tentado mentiras mais sutis mas não tinha rolado – “a gente não se importa se o campeonatinho do modo ultimate do fifa que vale mais pontos acaba em doze horas, fera”. você já tinha apelado até mesmo para desculpas que numa época mais antiga tinham dado certo, mas sem sucesso – “tu disse que sua mãe tava doente mas ela tá postando no facebook foto na praia, joão, que doença é essa?”. mas nada disso funcionou e você decidiu apelar. “cara, não posso, vou sair com uma gostosa” – “opa, a gente conhece?” – “não…não conhece…ela…ela…é de macapá. tá no rio de passagem, tem que ser hoje” – “e tem amiga?” – “não tem, nunca teve…quer dizer, veio sozinha” – “que beleza, se rolar depois encontra com a gente então”. você fica em casa mas gasta 2 horas da sua noite escrevendo uma espécie de bio da menina imaginária, envolvendo interesses (“gosta de cinema europeu, cachaça da roça, programa roletrando”), passado (“trancou a faculdade de sociologia no meio pra mochilar pelo estado de goiás”) e hábitos (“uma vez ela quis chutar um chihuahua e eu tive que impedir”). no dia seguinte ninguém te pergunta nada sobre o encontro imaginário e você se sente um pouco rejeitado.
o filho pequeno: em sua defesa você pode dizer que não foi você que começou. tavam faltando apenas vinte, te falaram que lá era legal de trocar figurinhas, você arrumou suas repetidas num bolinho, levou a folha com as que faltavam, foi pro local. chegando lá, meio que um paraíso: apenas adultos, todo mundo com as figurinhas organizadas, a troca fluindo bonita, ninguém dizendo que só trocava prateada por prateada, um cara tinha aquele goleirinho de gana que tava muito foda de arrumar. a senhorinha te perguntou se o álbum era pra você, você sorriu e disse que sim, claro, aí ela disse que tinha muito pai fazendo isso mesmo, um álbum pra ele e outro pro filho. enquanto você articulava a frase “mas que fi…” você levantou a cabeça e notou que subitamente tinham aparecido várias crianças, já que você estava numa porta de colégio e todo mundo tava ali pra buscar o seu respectivo filho. então você sorriu, disse que o otavinho e você tavam montando o álbum juntos e discretamente caminhou para o fim da rua. outras ocasiões em que você usou o nome “otavinho” para seu filho imaginário: quando discutiu no mcdonalds por causa do brinde do mclanche, quando comprou aqueles action figures na rihappy, quando entrou na loja, perguntou se tinha aquela cueca do homem-aranha em tamanho m adulto, ela perguntou se era pro seu filho, você falou que sim, otavinho é uma criança enorme de gorda.
Arquivado em:é como as coisas são, homens trabalhando, referências, séries canceladas, Sem Categoria, situações limite, teorias, Vacilo, Vida Pessoal Tagged: aí não, aí sim, é a vida, dramas da vida real, mundo sem sentido, não é fácil ser branco, não é fácil ser negro, noitada, o campeonatinho do ultimate sempre dura uma vida quando eu não posso jogar e passa rapidinho quando eu tenho time qualificado, otavinho meu filho meu orgulho, pessoas, pouco brilho de uma vida de solteiro com lembranças constrangedoras, problemas, problemas práticos, quando você prefere uma desculpa absurdamente elaborada a um simples naõ, se apegando emocionalmente a pessoas que você criou para fugir de problemas, traumas da vida, um passado que não condena mas leva a julgamento
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"When I speak of poetry I am not thinking of it as a genre. Poetry is an awareness of the world, a..."
- Andrei Tarkovsky, Sculpting in Time, translated by Kitty Hunter-Blair (1987)
Mesmo quando não estou pensando em você, eu estou pensando em você
Jamie Brisick*
Um homem perde a mulher em um acidente brutal e desce ao inferno. Quase um ano depois, descobre na prática da meditação uma maneira de superar as ondas de depressão
Na manhã de 1o de abril de 2013, acordei com uma mensagem de texto de uma amiga no Rio me dizendo para ligar “agora”. Eu estava em Nova York. Disquei o número dela. Em meio a uma histeria, a gemidos guturais que jamais vou esquecer, ela disse que minha mulher havia morrido. Entre seus soluços, pude entender que minha esposa tinha sofrido um acidente com sua bicicleta, atropelada por um ônibus numa rua do Leblon.
Uma dor – mais do que uma dor, uma convulsão, uma agonia, com falta de ar – brotou de dentro de mim. Caí da cama e me contorci no chão. Abracei um travesseiro e, soluçando incontrolavelmente, fingi que era Gisela. Levantei, e com dificuldade fui até o hall de entrada do nosso apartamento. No canto havia um manequim que eu tinha comprado para ela no Natal anos antes. Nele havia a saia xadrez da Uniqlo e o blazer de veludo cotelê azul-claro de Gisela. Passei meus braços em volta dele, lutei derrubando-o no chão e o abracei com força, esperando que pudesse ganhar vida e tornar-se ela.
Assim começou o ano mais difícil da minha vida. Em choque.
O mundo era um lugar novo e desconhecido. Eu não queria estar aqui.
Fui a um bom terapeuta, li vários livros sobre dor, perda, depressão. Passei a tomar ervas medicinais antidepressivas, comia razoavelmente bem, fazia muito exercício, dormia o melhor que podia. Nada parecia ajudar. Eu me sentia sem esperança.
Em um ou dois meses comecei a beber. Três quartos de uma garrafa de vinho por noite, que eu bebia lentamente, geralmente ao escrever. Não era a quantidade que me preocupava, mas o círculo vicioso. Eu estava deprimido, bebia sozinho, chorava. Adquiri um novo tipo de dor de cabeça, a terrível “dor de cabeça
de tanto chorar”. Acordava de manhã com uma ressaca de vinho e lágrimas, ansioso para que o dia terminasse e eu pudesse abrir a próxima garrafa e começar de novo.
E havia a parte sexual. Já li que no auge da dor não é incomum ter o desejo intensificado. Vivenciei isso de maneira voraz, dolorosa. Minhas noites tristes consistiam de vinho, masturbação, autopiedade. Foi assim que grande parte de 2013 transcorreu: conhecendo uma tristeza que eu jamais poderia ter concebido. Por um lado, eu queria que a dor diminuísse. Por outro, nas profundezas da minha dor, Gisela estava mais viva.
Normalmente, quando a vida se torna um desafio, combatemos com coragem, arregaçamos as mangas e trabalhamos mais. O luto é passivo. É um passeio em que você não tem controle.
Godzilla Hoodies
The hoodie will transform you into Godzilla! The hood even zips over your head to complete the..(Read...)
Os Gemeos Paints a Mural on a Boeing 737 with 1,200 Cans of Spray Paint for Brazil’s World Cup Team

Junior Lago/UOL

Junior Lago/UOL

Junior Lago/UOL

Junior Lago/UOL


Junior Lago/UOL
Brazilian graffiti artists Os Gemeos recently partnered up with GOL Airlines to paint this gargantuan mural on the fusalage of a Boeing 737 that will be used to carry Brazil’s team during the World Cup. The duo used some 1,200 cans of spray paint to depict a crowd of fans in their signature vibrant yellow which coincidentally is the same color used by the Brazilian team. Completed in only a week, the plane first flew today and will remain in use for at least another two years after use by the team. See many more photos over on Arrested Motion.
Kids React To Old Computers
Google Glass
USB Money Clip
The USB Money Clip is a money clip and aslo a USB Flash Drive. With up to 8GB of storage, you can..(Read...)
Aug(De)Mented Reality: An Ingenious Fusion of Traditional Cel Animation and iPhone Photography

Animator Marty Cooper creates brief animated shorts by blending traditional cel animation with photos he takes with his iPhone 5. By using transparent layers he’s able to create characters that interact with other objects in the background and foreground in a method similar to stop motion. Above is a three minute collection titled Aug(De)Mented Reality, and you can also see more on his Tumblr.
Warrior
Warrior not Worrier, a new Tattly design by James Victore.
ilovecharts: Sarah delivers a few charts worth of media...
Dicionário pessoal de sensações ruins recorrentes: itens #56, #57 e #58 e subitem #57.1
#56 – a piada que já era ruim e inoportuna e vai se tornando mais e mais ruim e inoportuna conforme você é obrigado a oferecer explicações sobre ela
“e aí eu tava saindo lá da quinta DP quando eu encontrei com ele”
“epa, foi um dia longo então hahahaha”
“como assim?”
“pô, onze da manhã e você já saindo da quinta DP”
“como assim, eu não entendi”
“não é que…assim, onze da manhã e você tinha feito cinco DPs já, sacou?”
“como assim, eu tinha feito cinco DPs? eu tava na delegacia, cara”
“não, eu sei que você tava na delegacia, mas delegacia é DP e também pode ser DP, você entendeu…”
“como assim, que outra DP?”
“….”
“sério, eu não entendi”
“não, é que….tipo…DP também é sigla pra…então, cara…tipo…”
“não, agora fala, eu não tô entendendo nada, cara..”
“não…então…DP, distrito policial mas também…DP…dupla penetração, sabe?”
“…”
“aí eu tava falando que tipo, puxa, onze da manhã e você já tinha feito cinco duplas penetrações e tal, daí…”
“…”
“…daí eu disse que tinha sido um dia longo, sabe?”
“…”
“…era tipo…uma piada, então…”
“você sabe que eu tô falando da minha casa que foi roubada, né?”
“…”
#57 – o momento na mesa de raio-x em que o cara está tentando orientar o seu posicionamento e você percebe que aquele é o mais perto que você vai chegar de algum dia trabalhar como modelo
“isso, joão, isso, coloca a perna pra direita, isso, agora olha pra cima, apóia o ombro na mesa, levanta um pouco a barra da calça, esse braço, vira ele pro lado, desse jeito, agora sensualiza, tem que ser felino, isso, faz amor com essa chapa, isso, seduz esse aparelho que está emitindo imensas quantidades de radiação na sua direção, tem que olhar fixo, é isso mesmo, agora faz carão, boa, tá lindo”
#57.1 – o momento na mesa de raio-x em que o cara está tentando orientar o seu posicionamento e você percebe que não entende direito conceitos como “direções” e “partes do corpo”
“agora dobra o joelho direito e estica a perna esquerda, joão. não, esquerda. não, o pé. joão, o pé. e a direita você…não, a direita. dobra. não, dobra, não tira da mesa. joão, qual é a sua perna direita? esse é o seu braço, joão. caramba, cara, não era pra sua perna dobrar assim, pera, vou chamar alguém pra vir ajudar”
#58 – era sexta a noite, você pediu delivery, o prazo era de 60 minutos, gastaram duas horas, quando o entregador chegou ele pediu desculpas e disse que esperava não ter atrasado o jantar da sua família. enquanto você segurava as sete embalagens de comida e fechava a porta com o ombro você olhou para sua casa vazia, o notebook ligado, a cerveja pelo meio e disse em voz baixa “família…”. naquela noite você comeu três bifes de picanha sozinho e chorou antes de dormir.
Arquivado em:é como as coisas são, crise de meia meia idade, situações limite, Vida Pessoal Tagged: aí não, é a vida, delivery, desconfortos conversacionais, desconfortos médicos, dramas da vida real, gente com quem você não pode falar sobre delegacias, mundo sem sentido, não é como se fosse intuitivo todo esse lance de se posicionar na mesa de raio-x, nunca entendi essa coisa dos anúncios de garota de programa que alegam que a menina é meio namoradinha porque isso me faz imaginar que você vai meio que pagar pra almoçar na casa dos pais dela e d, pessoas, problemas, problemas com raio-x, sensações ruins
#stream Ouça o novo álbum do The RootsApós lançar o single “When...

#stream Ouça o novo álbum do The Roots
Após lançar o single “When The People Cheer”, no início de abril, o The Roots disponibiliza para streaming seu décimo primeiro álbum de estúdio, And Then You Shoot Your Cousin.
Ouça e nos diga o que achou pelo Twitter, lembrando sempre de marcar o @per_raps.
UPDATE: O stream oficial saiu do ar, mas arranjamos outra forma para vocês ouvirem
























