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12 May 15:21

Elenco de The IT Crowd retorna para episódio final

by Ronaldo Gogoni

The IT Crowd cast

Eu tenho sentimentos conflitantes com The IT Crowd, exatamente por ela retratar bem até demais a vida de técnicos de suporte. É minha área, e morro de rir com inúmeras situações que já presenciei mais de uma vez, mas às vezes me dá vontade de chorar de raiva. As atitudes de Roy e Moss, assim como da “gerente” Jen (que para uma toupeira, só faltam as penas) e dos usuários, tudo é tão bem retratado que me causa desconforto.

Diferente de TBBT (que também é uma ótima série, não tenho essa de gostar de uma e odiar a outra) seus personagens são bem menos caricatos e não dominam todos os assuntos nerds possíveis e imagináveis, mas os mais pertinentes a sua área de atuação. Um geek padrão vai curtir, mas um rato de laboratórios de informática como eu vai se escangalhar de rir com cenas como esta:

Desde o fim da quarta temporada os fãs ficaram órfãos, já que o autor Graham Linehan havia sido claro que não haveria uma nova. Tentativas furadas de adaptações da série foram por água abaixo: o piloto americano é de lascar de tão ruim (mesmo com Richard Ayoade sendo mantido no papel de Moss) e os dois episódios da versão alemã são terríveis. Mas finalmente veremos Roy repetir a frase que é a regra número um do atendimento de suporte:

Em uma coletiva pela internet realizada na última segunda feira, Linehan confirmou que todo o elenco retornará para o episódio final, que será um especial de 40 minutos de duração. O roteiro está escrito há pelo menos um ano, mas filmagens atrasaram por conta da gravidez da Jen (a atriz Katherine Parkinson) e o resto dos atores estarem envolvidos em projetos paralelos. As gravações estão agendadas para daqui há três semanas e o episódio será exibido no Channel 4, ainda sem data definida.

Da minha parte só posso dizer: FINALMENTE!!! :D

Se você ainda não assistiu a série, faça um favor a si mesmo e veja. Ela está disponível no Netflix US e na Locadora do Paulo Coelho mais próxima de você.

Fonte: LS.



12 May 15:13

Canais por Assinatura no YouTube: Tudo que você sempre pediu e dificilmente vai querer

by Carlos Cardoso

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A Internet é legal, mas ela rende mais estalecas e bitcoins do que dinheiro de verdade, ao menos para os produtores de conteúdo, e isso é um problema sério. Muita gente boa está sendo seduzida pela Vênus Platinada e até suas irmãs menores e feiosas, A audiência da Internet é muito dispersa, mesmo uma Sky da vida com 150 canais (sei lá, não contei) é fichinha perto de um YouTube, com centenas de milhares, talvez milhões de canais. Lembre-se, todo mundo é um canal.

O YouTube sabe disso e investiu US$200 milhões fomentando vloggers e celebridades para produzirem conteúdo para uma rede própria, YouTube Original Channels. Os canais chegaram a receber investimentos de US$5 milhões, o que até faz sentido, afinal se é pra entrar no negócio, melhor entrar pela porta da frente.

Como resultado, um ano depois 60% dos canais não foram renovados. A audiência simplesmente não apareceu. Produção de qualidade é um fator importante mas não único. O YouTube tentou brincar de TV na mídia mais antagônica à TV que existe, a Internet.

Na Era de Prata da Internet eu defendia que não tínhamos concorrentes, todos éramos amigos, havia espaço para todo mundo. Hoje dá pra ser mais realista: Disputamos a atenção, o tempo do Leitor. Isso que ele tem de mais precioso. Em se tratando de vídeo, onde é essencial dedicar atenção integral ao conteúdo, é pior ainda.

De olho no conteúdo premium, o YouTube resolveu –dizem fontes seguras do Financial Times- criar um modelo de assinatura de canais, a parir de US$1,99. Isso geraria uma renda excelente para os produtores de conteúdo, mesmo o Google ficando com 45% da assinatura. Um canal como o Parafernalha, com 2,6 milhões de assinantes, se conseguisse 5% de pagantes mesmo após a parte do leão de Mountain View receberia limpos US$ 470 mil por mês.

Mesmo um canal pequeno como o Flat Head Society, com 60 mil assinantes, aplicando-se a regra dos 5% acima renderia US$ 6.751,97, ou CAD$ 6.766,82 pra facilitar a vida do sujeito.

Legal, vamos todos abrir vlogs, certo?

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Errado. Esse valor de 5% de assinantes foi tirado de –você não quer saber-. O número real provavelmente será muito, muito inferior a isso. A Internet tem a cultura do gratuito, sites de notícias com paywalls sabem bem disso.

O curioso é que nós vivemos repetindo que odiamos o modelo da TV por assinatura que nos oferece pacotes fechados quando tudo que queríamos são canais isolados, mas na hora de calcular quanto pagaríamos por cada um, dividimos o custo da assinatura pelo número de canais.

Não funciona assim. Um GNT, uma HBO nem em sonho vale o mesmo que o Canal do Chapéu,TLC ou NHK. Mesmo assim ela ilusão comunista de que todo mundo é igual é convenientemente mantida na hora de achar que R$5, R$2 ou até R$1 por um canal é caro demais.

“Ah mas o canal de verdade fica no ar o tempo todo, o de Internet não”

Verdade, mas quanto tempo por dia, por semana você passa em cada canal? No Discovery vejo basicamente Pesca Mortal e Mythbusters. De vez em quando Águias da Cidade. Na Band me resumo ao Agora é Tarde. Os programas em teoria entram com um inédito por semana (menos o AeT) e reprisam os mesmos episódios 3 vezes ao dia. Não é programação 24h, são 3 blocos de 8 horas.

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Alugando séries individualmente no iTunes, o custo será muito mais caro. Modern Family sai a US$1,99 por episódio. Assinatura para a temporada inteira, US$ 39,99.

Obviamente um canal do YouTube não terá a estrutura de um canal de TV, mas você estará pagando por conteúdo que efetivamente assiste, Um canal como o Machinima tem conteúdo de sobra para preencher mais tempo do que seu médico considera razoável que você fique diante do computador.

Fazendo a conta do uso efetivo, faz sentido o modelo de assinatura do YouTube, mas ele nos faz pensar nas coisas que entubamos ao assinar um pacote tradicional. Achamos que o modelo novo é caro –o que é mentira- sem perceber que o modelo antigo nos cobra pelo conteúdo que queremos e justifica o valor com o que não queremos. 500 canais, SKY, e daí, se não quero rádio pagode gospel?

Cortar o cabo é muito complicado. Ninguém quer pagar pra ver. O conteúdo premium é excelente mas do ponto de vista psicológico temos toneladas de conteúdo semelhante fornecido gratuitamente. Usamos a mesma argumentação das operadoras de cabo, não consideramos válido o valor de US$1,99 por um canal do YouTube quando há tantos canais gratuitos disponíveis.

É uma clássica situação Tostines, “é assim porque é assim” e isso só vai mudar quando um evento disruptor ocorrer, e esse evento não é a simples criação de um canal pago.



12 May 15:07

Quem diria, ao menos na Estação Espacial Internacional 2013 É o Ano do Linux

by Carlos Cardoso

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Janelas no espaço nunca foi uma boa idéia, mas agora pela primeira vez desde sua construção a Estação Espacial Internacional está livre desse problema. Segundo a NASA foi concluída a migração de Windows Para Linux em todos os laptops a bordo, que são pelo menos algumas dúzias.

A distro principal é Debian 6, mas também há máquinas rodando Red Hat e Scientific Linux.

Por um lado parece um movimento desnecessário, afinal o Windows hoje em dia preenche os requisitos de segurança e estabilidade pra uso em ambientes de missão crítica, ainda mais controlados, mas o Windows em questão que foi aposentado era o… XP.

Isso mesmo, povo. Os caras usavam Windows XP nos sistemas da Estação Espacial. E você preocupado com meteoros russos.

O problema não é só ser um sistema operacional de 11 anos atrás, mas por ser fechado a NASA não tinha como otimizar e customizar como faz com seus outros softwares. Já com o Linux fica mais tranquilo, e convenhamos, se a vantagem de qualquer um poder mexer no código-fonte do Linux exige que o sujeito seja quase um cientista espacial, no caso da NASA isso não é problema.

Também evitarão situações problemáticas como em 2008, quando um cosmonauta levou um laptop contaminado com um vírus e espalhou a desgraça pela rede interna inteira da nave.

O Comandante Adama estava mais que certo quando mandou desconectar todos os computadores da Galactica de qualquer tipo de rede.

Fonte: ET.



12 May 15:06

Houston, temos um problema (sempre quis escrever isso a sério)

by Carlos Cardoso

houstouacasacaiu

Ontem o astronauta canadense mais popular depois de William Shatner, Chris Hadfield soltou um twitter preocupante:

Station’s power relies on ammonia coolant. A few hours ago, we determined that the ammonia was leaking out of the Station and into space.

— Chris Hadfield (@Cmdr_Hadfield) May 9, 2013

Basicamente a Estação Espacial está vazando líquido refrigerante. Não, não o sangue negro do capitalismo, mas amônia, usado para regular a temperatura dos painéis e dezenas de outros sistemas. Lembre-se, o espaço é frio mas quando você está direto exposto ao Sol a coisa fica BEM quente. Na superfície da Lua, com Sol a pino ultrapassa 100 graus Celsius. Imagine uma casca de metal que não gira, metade exposta a isso, a outra metade exposta a uma temperatura de 2,3 K.

A refrigeração é tão importante que a NASA usa dois circuitos isolados, um para a área interna da Estação, outro para os painéis solares. É neles que está o problema. E não é novo. Desde 2006 a NASA sabe de um vazamento em algum lugar do subsistema AE-35 2B, mas era besteira, o custo de botar gente lá fora pra procurar a origem não compensava, melhor reabastecer os tanques de amônia a cada 4 ou 5 anos.

Em 2012 detectaram um vazamento maior, na mesma seção, provavelmente causado por um impacto de micro-meteoro em um dos radiadores de calor. Eles saíram, trocaram a unidade defeituosa, mas assim como em 2001, o problema continuou.

Ontem os astronautas detectaram um grande vazamento, chegando a fotografar jatos de amônia vazando para o espaço.

galactica

(dramatização)

Os astronautas iniciaram procedimentos de emergência, como fechar as proteções das escotilhas para a amônia não contaminar os vidros. (a Consuela cobra uma fortuna pra limpar janelas). Desativados, os painéis solares associados ao canal 2B representaram uma queda de 12,5% na capacidade energética da estação.

As projeções eram de que o sistema atingiria estado crítico e se autodesligaria em 45 horas, mas em um twit apagado o Comandante Hadfield avisou que o limite havia sido recalculado para 24 horas.

Coincidentemente ontem ele estava comentando dos procedimentos para fazer uma caminhada espacial, que envolviam 48 horas de testes e verificações dos trajes. Hoje ele avisou que amanhã farão uma caminhada não-planejada para tentar deter o vazamento.

janeladomal2

A vantagem do vazamento descontrolado é que agora eles tem uma boa idéia de onde é o vazamento. Parece ser na bomba de controle de fluxo do canal 2B, e existem 3 de reserva na Estação. A questão é, se confirmada a falha da bomba, instalar a reserva. Envolverá pelo menos umas 3 saídas, ou mais se contarmos o tempo para reabastecer o circuito com amônia dos tanques de reserva.

Não é o fim do mundo nem nada de arrancar os cabelos, mas custa dinheiro, é arriscado e atrapalha o cronograma dos experimentos científicos da Estação. Esperemos que dê tudo certo, e amanhã o passatempo será acompanhar a operação de reparos pela NASA TV.

A única parte chata mesmo é que se o vazamento fosse alguns meses adiante teríamos na ISS o astronauta italiano Luca Parmitano, o que renderia piadas excelentes envolvendo encanadores italianos.

Fonte: NSF.



12 May 15:04

Lockheed Martin testa com sucesso seu novo pew-pew-pew

by Carlos Cardoso

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OK, ADAM – Area Defense Anti-Munitions não é nem de longe tão chamativo como Estrela da Morte, Raio do Terror ou outro nome criado por gente realmente maligna, mas ele cumpre sua função. Não a de destruir um planeta e torrar ursinhos carinhosos pré-históricos, mas servir para identificar e eliminar artilharia inimiga.

Com capacidade de rastreio passivo (ui!) em um raio de 5 km, e destruição em 2 km, ADAM é um HEL – Laser de Alta Energia que emite um feixe infravermelho de 150 kW, capaz de detonar morteiros, foguetes, mísseis e balas de canhão.

O custo por tiro é muito mais barato que um sistema antimísseis convencional, não fica sem munição e a menos que algo dê errado, ele não erra.

A Lockheed Martin já havia demonstrado o ADAM contra um foguete preso a um cabo. Ficou meio malocado, mas…

Em Abril último fizeram testes à vera, colocando o bicho contra foguetes Qassam, do tipo usado pelo Hamas para atacar Israel, e populares entre rebeldes pelo mundo afora.

O resultado é lindo, veja:

Claro, geeks ficam decepcionados pelo laser ser infravermelho, idealmente deveríamos ver alguma coisa, mas não se pode ter tudo.

O mais legal é que o ADAM é portátil, cabe em um caminhão, e futuramente será integrado em um veículo próprio, aposto. Outra vantagem é que como não usa projéteis, não ocorre o efeito colateral indesejado de, bem… eles caírem em algum lugar, ou em cima de alguém, como ocorre com o C-RAM, sistema semelhante atualmente em uso, baseado no canhão naval PHALANX:

Fonte: GM.



12 May 14:58

1077 – Quem irá vencer?

by Carlos Ruas

2052

12 May 14:39

A lone Finnish soldier camped in a forest with a rifle and...



A lone Finnish soldier camped in a forest with a rifle and canned food, killing over 700 Soviets in under 100 days, surviving counter sniping efforts, artillery strikes, and an exploding bullet to the face.

source

12 May 14:39

There’s assistance dogs, like Shelby, whose job is to sense an...



There’s assistance dogs, like Shelby, whose job is to sense an upcoming seizure and to engage (most times cuddling) the patient until the episode is over to prevent them from going anywhere, falling, and getting injured.

source

12 May 14:37

Superman was created by two Jewish artists who fashioned a...



Superman was created by two Jewish artists who fashioned a superhero around the identity of Moses. Both Moses and Superman escaped death as infants, were raised by foster parents, and went on to rescued people.

source

12 May 14:30

05.08.2013

Archive
Cyanide and Happiness, a daily webcomic
12 May 14:26

iPhone flask

by drew

iphoenflask

I’ve never understood the preoccupation with sneaking alcohol into places. It’s not that I don’t like to drink in public; I do, it’s fun and healthy. I just don’t understand why the age-old standby of putting liquor or wine into an empty can of pop doesn’t work for anyone else but me.

Take, for example, the iPhone flask. Nothing to see here, just a weirdly-shaped black plastic box covered in iPhone stickers that I’m drinking out of! No need to smell me, officer.

12 May 14:20

Ballsack For Girls

by drew

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It’s a “Ball Sack” for girls! It’s funny because it’s a golf ball and not a testicle, which is a sex organ that a male animal has. It says “Girls need balls to golf” because most women aren’t born with testicles, which are called “balls” for slang!

So, this is stupid, and nobody wants it, right? Nope. It’s one of the top-selling golf accessories.

12 May 14:20

Ceticismo para crianças

by Carlos Orsi
Antes do artigo em si, uma nota explicativa: há vinte anos, quando, se não me engano, Itamar Franco governava o Brasil e a inflação era tanta que os preços subiam em progressão geométrica de um dia para o outro, este escriba finalmente obteve seu diploma de bacharel em Comunicação Social, com Habilitação em Jornalismo, e foi procurar emprego. 

O que consegui foi uma vaga genérica de repórter no Jornal de Jundiaí, o mais antigo diário ainda em circulação de minha cidade natal. Minha primeira pauta foi um assalto a mão armada contra um posto de gasolina; a segunda, uma denúncia de esgoto a céu aberto numa favela (o editor me recomendou, paternalmente, que "levasse galochas"). 

Também visitei uma comunidade de idosos que estava prestes a ser despejada por conta da ampliação de uma avenida e um acampamento de sem-terra. Às vezes me pergunto onde teria ido parar se tivesse seguido nessa linha, no "barro" do jornalismo, escrevendo sobre o povo para o povo. Teria sido uma vida mais interessante? Menos? Será que eu prestava para fazer aquilo? Mas, enfim. Com o passar do tempo, acabei em envolvendo na cobertura da política municipal e, não sei exatamente como, fui convidado para colaborar com o suplemento infantil do jornal, chamado Jotinha, fazendo uma coluna sobre ciência.

 Lembro-me de ter escrito textos sobre coisas bem básicas -- número, espaço, tempo -- e aí saí do jornal para tentar virar como escritor e tradutor free-lance, fracassei fragorosamente e, depois de mais algumas idas e vindas, acabei indo parar na internet do Estadão, onde fiquei pelos 14 anos seguintes.

 Bom, toda essa introdução é para explicar que, nesta semana, o Jotinha completou 1000 edições e seu editor, o professor Fernando Bandini, me convidou para escrever a milésima coluna de ciência para crianças. Aceitei, tão honrado quanto nostálgico, mas optei por, em vez de falar sobre o conteúdo das ciências, tentar tratar do método -- algo que, 20 anos atrás, eu teria sido incapaz de fazer. O resultado, compartilho com vocês aqui abaixo:

 Comecei a escrever para o Ciência e Consciência há uns vinte anos. Muitos dos leitores que estão vendo este texto, agora, nem tinham nascido! Talvez nem seus pais se conhecessem. Vinte anos é muito tempo. Durante todo esse tempo, o Ciência e Consciência falou sobre as coisas que os cientistas descobriram, e que continuam descobrindo, a respeito do mundo em que vivemos.

 Eu queria aproveitar este aniversário, no entanto, para falar de uma coisa um pouco diferente: o segredo que leva os cientistas a fazerem suas descobertas. Claro, cada ciência tem seu jeito próprio. O arqueólogo (que é o cientista que estuda povos e civilizações antigas) visita ruínas e faz escavações. Os biólogos (que estudam os seres vivos) vão para as matas, as florestas, o fundo do mar, e também têm seus laboratórios. Os matemáticos pensam muito, prestando sempre muita atenção no que fazem. Mas todos os cientistas, não importa a especialidade, têm um método, um segredo em comum: eles duvidam.

 É porque o arqueólogo duvida das histórias que ouviu sobre como os povos do passado viviam que ele vai até as ruínas, vai escavar as ruas das antigas cidades: para ver se o que lhe disseram era mesmo verdade e assim, quem sabe, descobrir coisas novas. É porque os cientistas duvidam que existem os laboratórios, que são lugares onde se fazem experiências.

Uma experiência é algo que se faz para ver o que acontece: um jeito de resolver uma dúvida. Pessoas que não têm dúvidas, que não duvidam, não precisam experimentar. É por isso que nós experimentamos roupas ou comidas: porque temos dúvida de se camisa vai servir, ou de se o doce é mesmo bom.

 Agora, muita gente acha que duvidar é feio, uma coisa de falta de educação. Que é preciso aceitar a palavra dos outros, senão estaremos ofendendo as pessoas – chamando-as de mentirosas ou, caso sejam pessoas adultas, faltando com o respeito. Mas é que existem maneiras diferentes de dizer que se duvida de uma coisa. Fazer cara feia, dar risadinha, ser teimoso não vão ajudar você a fazer amigos ou a ganhar a paciência dos adultos.

O jeito de duvidar dos cientistas, porém, é diferente: é respeitoso, interessado, ativo. Ser respeitoso é apenas isso: não fazer careta, não dar risadinha, não tentar parecer melhor que os outros. Ser interessado é não ficar apenas dizendo “eu duvido”, mas fazer perguntas, pedir detalhes, explicações.

 Gente que tem coisas legais a dizer costuma até gostar desse tipo de dúvida, já que ele mostra que você está ligado e prestando atenção. E nem todo mundo que passa uma informação falsa está mentindo: muitas vezes a pessoa apenas está enganada, e suas perguntas podem até ajudá-la a perceber isso. Todo mundo erra de vez em quando, e um pouco de dúvida pode ajudar a pegar o erro.

 Já ser ativo é fazer o que o arqueólogo, o biólogo, o astronauta fazem: ir atrás das provas – o que os cientistas chamam de “evidências” – a favor ou contra aquilo que você pensa. É essa busca que leva aos laboratórios, ao espaço, ao fundo do mar. É onde a parte divertida da ciência está.
09 May 12:40

I think you have the programmer meme wrong. THIS is what we really look like all day.

09 May 00:53

New MRUniversity class on Great Economists

by Tyler Cowen

We cover the history of economic thought, starting with Galileo and right up to (but not including) the Marginal Revolution.  The main course page is here.  We also now have extended “all-in-one” iTunes podcasts, which you can download from the main course page.  The course will go up in eleven installments.

Among other topics, we cover mercantilism, the Ricardian model, J.S. Mill, and provide video annotations of every single chapter from Adam Smith’s Wealth of Nations.  Malthus, Torrens, Dupuit, Cournot, Friedrich List and many other luminaries are well-represented.  Marx will someday get a class of his own but he is not in this one, apologies to anyone concerned.

There is also an entire course section on the economic history issues behind classical economics, including the Bullionist debates (eerily reminiscent of current times, I might add), the living standards debate, the Poor Laws debate, debates over the Irish famine, the history of protectionism, and the history of British government debt in the 18th and 19th centuries, among other topics.  You will once again see just how much we are reliving and reenacting critical debates from the past.

Recording comprehensive coverage of Wealth of Nations I found an exhilarating and remarkably instructive experience; Smith is even more underrated than I had thought.

In an era when the history of economic thought is very often no longer taught at the undergraduate or graduate levels, we hope this course will help keep the history of thought tradition alive for many years to come.

By the way, if you are a historian of thought and would like to add some videos to our course, please contact us.

09 May 00:51

Advice for young researchers

by Tyler Cowen

From Andrew Oswald, via the excellent Angus:, here is the opening bit:

If everyone likes your work, you can be certain that you haven’t done anything important. Conflict and pain go with the territory –
that of changing how a profession thinks and furthering what we know about our world. The pressures on young researchers are to conform, to accept fashionable ways of analyzing problems, and above all to please senior professors and their own peers. Unfortunately this is bad for scientific progress.
The main difference between world-class researchers and sound researchers is not intellect; it is energy, single-mindedness, more energy, and the ability to withstand what will sometimes feel like never-ending disappointment, tiredness and psychological pain. Tenacity is almost everything.
08 May 21:18

IT Crowd Creator Graham Linehan Bringing the Geeky British Sitcom Back For One Last Episode

by Justin Page

IT Crowd

Hello IT, Have you tried turning it off and on again?

During a Q&A session at the German re:publica digital conference, IT Crowd creator and writer Graham Linehan announced that he is bringing the award-winning geeky British sitcom and cast members (Chris O’Dowd, Richard Ayoade, Katherine Parkinson and Matt Berry) back to Channel 4 for one last special forty-minute episode. According to Bleeding Cool, this final episode is to be filmed in three weeks time. The script for the special was written over a year ago, but due to a pregnancy and the actors being busy in other TV and film projects, it was postposed. Haven’t seen IT Crowd or need to catch up? All four seasons are available to watch via Netflix, Hulu and Channel 4.

IT Crowd Wall

images via Channel 4

via Bleeding Cool

08 May 14:18

Histeria - a história do vibrador

by Gian Danton/Ivan Carlo
Albener Pessoa

Eu achei o filme fraquinho embora arranque risadas numas partes

No século XIX qualquer mulher que tivesse insônia, irritação ou simplesmente rebeldia era diagnosticada como histérica. Acreditava-se que essa doença era provocada por problemas no útero. Uma das maneiras comuns de tratá-la era massagear a vagina da mulher, o que aliviaria o útero, provocando um "paroxismo histérico". Isso era feito por um médico e supunha-se que não havia nenhum prazer envolvido. Mas os médicos acabavam ficando horas com as mãos ocupadas e sofriam com a hoje famosa LER (lesão por esforço repetitivo). Foi nesse contexto que surgiu o vibrador. Inicialmente movido a vapor, ele permitia ao médico conseguir o tal "paroxismo" em minutos. 
Essa é a história por trás do filme Histeria, a história do vibrador, de Tanya Wexler. A película conta a história do médico Mortimer Granville (Hugh Dancy), inventor do aparelho. A história mistura fatos históricos com uma comédia romântica (Granville apaixona-se pela filha rebelde de seu sócio). 
As cenas mais engraçadas e que chamam mais atenção, claro, são aquelas em que os médicos, com aparente rigor científico, levam suas pacientes ao orgasmo sem nem mesmo desconfiar disso. 
Mas há muito mais: desde uma discussão sobre a situação do povo numa época em que a Inglaterra era um império, mas seus operários viviam na miséria até a questão da luta entre paradigmas. Médico inovador, Granville só vai parar no consultório do médico que seria seu sócio porque nenhum hospital o aceita por causa de sua crença nos germes como causadores de doenças. Na época, a teoria de Pasteur era vista como fantasia pela maioria dos médicos, que se recusava até mesmo a lavar as mãos. 
Histeria, uma história do vibrador, embora não seja uma obra-prima, certamente vai agradar quem gosta de uma boa comédia e, principalmente, por quem se interessa pela história da ciência. 
Anúncio antigo de vibrador. Os médicos recomendavam.
08 May 14:07

Party Time

by Doug

Party Time

More time travel.

08 May 14:06

On the Sly

by Doug

On the Sly

Here’s more wisdom from Timmy.

08 May 12:45

Câmbio I

by Marcelo B.N
No Brasil o câmbio sempre atrapalha.
Nunca está bom, sempre valorizado ou desvalorizado demais. E sempre se não for tomada uma medida a economia vai à falência.
Se escuta muito esse tipo de bobagem na televisão.
Agora tá na moda dizer que o Real está sobrevalorizado.
Não vou entrar nos méritos disso. Quero apenas dizer que câmbio valorizado pode ser bom pro país.
A maior parte da "saúde" é importada, equipamentos, remédios, etc.
Boa parte das máquinas são importadas.
Muitas dívidas são em dólares.

Períodos de câmbio valorizado são bons para aumentar a produtividade importando tecnologia.
Mas no Brasil a gente prefere reclamar, é mais fácil.

Por fim, Real valorizado é bom pras viajar pro exterior.
E tem muita gente que tem que sair do país pra abrir os olhos e largar de mão esses mitos nacionalistas de que o país é bonito, os habitantes simpáticos e demais atestados de insanidade.


Mais sobre câmbio em breve, espero.
07 May 21:17

The Obituary For ‘Simpsons’ Creator Matt Groening’s Mother Features A Lot Of Familiar Names

by Danger Guerrero

The mother of Simpsons creator Matt Groening passed away recently. This is sad, and I do not intend to make light of it. Writing about famous people all day — especially online, from the comfort of your living room — can make it easy to forget that they’re also bags of skin that are filled with bones and muscles and feelings, and that they do not exist purely to provide us with things to discuss and/or yell about. So, yeah, first and foremost, condolences to the Groening family. Let’s not skip over that part.

The reason I bring all this up is because her obituary, which ran in her local Portland, Oregon newspaper, highlights just how much her son used his own life to develop one of the greatest television shows of all-time. The names really jump out at you once you know to look for them, especially her maiden name: Wiggum. I imagine Matt’s decision to use his mother’s family name for an inept, overweight police chief and his crayon-eating son may have led to some, uh … interesting conversations at one point or another.

The full obit is below.

(Via SFist, banner image via)

The post The Obituary For ‘Simpsons’ Creator Matt Groening’s Mother Features A Lot Of Familiar Names appeared first on UPROXX.

07 May 16:40

Salami Science ou Por Que Brasileiros Odeiam Tanto o Mérito?

by SELVA BRASILIS
Este artigo no Estado de São Paulo identifica corretamente um sério problema na ciência moderna que é chamado de Salami Science: "Salami Science" é a prática de fatiar uma única descoberta, como um salame, para publicá-la no maior número possível de artigos científicos. O cientista aumenta seu currículo e cria a impressão de que é muito produtivo. O leitor é forçado a juntar as fatias para entender o todo. As revistas ficam abarrotadas. E avaliar um cientista fica mais difícil. Entretanto o autor do artigo erra monumentalmente ao relacionar o Salami science com os métodos objetivos que a academia em todo o mundo usa para avaliar o desempenho de cientistas, através de publicações, citações e fator de impacto de revistas científicas. O autor propõe a subjetividade para avaliar a verdadeira contribuição de um artigo científico e de seus autores. É claro e evidente que seu método mostra uma ojeriza profunda a objetividade e ao mérito, e é inferior aos existentes. A subjetividade na avaliação de cientistas só gera clubes em que os amigos dos juízes são bem avaliados e os inimigos sao crucificados a despeito dos méritos mostrados objetivamente.
07 May 15:32

holzmantweed: iamababs: People keep saying “there should be a...


The bar with a tardis.


Mondays- $4 drafts
 Tuesdays- $4 well
drinks Wednesdays- $5 Jameson all night long
 Fridays 4-8pm- Teachers Appreciation Happy Hour


The most awesome of steampunk tap systems serving local craft beers.




It's larger on the inside.


Jetpack by Doc.


The Best Little Music Venue in Brooklyn


Music 7 nights a week.


Steam punk guitar by Joe Jung.


Bands from around the corner and around the world.

holzmantweed:

iamababs:

People keep saying “there should be a Doctor Who bar!” 

May I introduce you to Brooklyn’s “The Way Station”?

For the record, the Tardis photographed above really is larger on the inside.

I shit thee not.

Larger.  On.  The. In. Side.

Plus, it’s been autographed by Matt Smith and Karen Gillian.

On the inside.

Which is larger than the outside.

I have been inside it and I can attest to the truth of this statement.

07 May 15:03

Spykpe

by Kevin Murray
A technology called Legal Intercept that Microsoft hopes to patent would allow the company to secretly intercept, monitor and record Skype calls. And it's stoking privacy concerns. (more)

We're shocked. q.v. - Yesterday's story.
07 May 13:13

Assorted links

by Tyler Cowen
07 May 13:09

More on Apprenticeships

by Alex Tabarrok

A very good piece on apprenticeships from Stuart E. Eizenstat and Robert I. Lerman:

…firms interested in investing in the United States are finding too few workers with the skills needed to achieve the productivity and quality required in today’s globally competitive industries. The skills gap is real… U.S. unemployment remains at 7.5 percent, and only one out of two African American men in their early 20s has a job. A survey of employers published last year revealed that about 600,000 jobs go unfilled because of a lack of skilled labor….The central answer to the mismatch between jobs and employment is a 21st-century apprenticeship program.

…Although apprenticeships yield significant earnings gains for workers, this country has too few programs, partly because of the massive bias in public spending toward a college-only approach. Government spending on colleges and universities tops $300 billion per year; outlays to apprenticeship programs total less than $40 million annually. A public-private initiative could increase competitiveness and youth employment, upgrade skills and wages, achieve positive returns for employers and workers, and reduce government spending if companies played a larger role in skills development.

As I said in Tuning in to the Dropping Out:

Why should a major in English literature be subsidized with room and board on a beautiful campus with Olympic-size swimming pools and state-of-the-art athletic facilities when apprentices in nursing, electrical work, and new high-tech fields like mechatronics are typically unsubsidized (or less subsidized)? College students even get discounts at the movie theater; when was the last time you saw a discount for an electrical apprentice?

07 May 12:48

Eike Batista Contrata Macumbeira Para Salvar Suas Empresas Falidas

by SELVA BRASILIS
O playboy predileto do PT e de Lula, Eike Batista, é um fanfarrão. Usa o dinheiro público doado pelo BNDES para contratar uma macumbeira para fazer catimbó para salvar suas empresas que viraram pó de merda no Mercado: Eike Batista contratou uma “consultora esotérica” para tentar espantar o péssimo momento do grupo EBX. O diagnóstico até agora é complexo: o sol, símbolo do grupo, estaria “girando para o lado errado”, ou seja, para o lado esquerdo. Assim, a comunicação visual da holding será trocada.
07 May 12:34

05.07.2013

Archive
Cyanide and Happiness, a daily webcomic
07 May 00:22

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My “personalized” facebook ads are starting to make me worry about what facebook thinks my life is like…