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16 Jun 21:32

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thecutestofthecute:

captain-snark:

moist-fondling:

themanicpixiedreamgrrrl:

Literally me when I hurt people

oh god oh god oh god im so sorry is it here did i hurt you here oh god im so sorry friend

OMG AT THE END WHEN HE JUST SCOOPS THE CAT’S HEAD TO HIS CHEST. FUCK.

I will reblog this until the day I die

16 Jun 17:56

nevver: Nothing lasts

16 Jun 17:03

Guia para entender a Guerra do Iraque enquanto você assiste à Copa do Mundo

by Gustavo Chacra
Adam Victor Brandizzi

Excelente resumo.

A Guerra do Iraque não tinha acabado?

Não, apenas foi reduzida a cobertura internacional depois da retirada das forças americanas em 2011. O conflito continuou, embora em baixa intensidade. Mesmo assim, atentados eram constantes. Bagdá seguia como a capital mais violenta do Oriente Médio. O número de vítimas fatais supera o de Damasco, capital da Síria, apesar de ser inferior ao de Aleppo, centro financeiro sírio. Importante frisar que a Guerra do Iraque é a mais violenta do século 21, superando a da Síria, com centenas de milhares de mortos, incluindo 4 mil americanos em combate – um número superior se suicidou depois de retornar aos EUA normalmente com sintomas de stress pós-traumático.

Dá para fazer um resumo do conflito desde 2003? Explique em 7 tópicos

1) Dá para ir até antes disso. Saddam Hussein, um ditador laico de origem sunita, era aliado dos Estados Unidos nos anos 1980, quando entrou em guerra contra o Irã. Seu regime era apoiado acima de tudo pelos árabes sunitas e pelos cristãos iraquianos. Seus maiores adversários internos eram os árabes xiitas e os curdos sunitas.

2) Depois da Guerra Irã-Iraque, em 1990, ele decidiu se aventurar e ocupar o Kuwait, um gigante do petróleo. Os EUA, naquele momento, romperam com Saddam para defender seu aliado do Golfo. Em uma ampla coalizão internacional, os americanos expulsaram o regime iraquiano do Kuwait. Mas não impediram os massacres de Saddam contra xiitas e curdos dentro de seu próprio país

3) Ainda assim, nos anos 1990, Saddam ficou neutralizado por sanções econômicas e zonas de exclusão aérea. Seu regime estava enfraquecido e servia mais como um tampão para frear a expansão geopolítica do Irã, seu maior inimigo, para o Oriente Médio.

4) Depois do 11 de Setembro e após o sucesso na derrubada do Taleban no Afeganistão, a administração Bush e alguns aliados, como Blair na Grã Bretanha, decidiram invadir o Iraque. O argumento inicial era de que Saddam seria aliado da Al Qaeda, mas este não se sustentou porque todos sabiam da enorme inimizade entre o ditador iraquiano e Bin Laden. Depois, disseram que eram para encontrar armas de destruição em massa. Estas nunca foram encontradas. Por último, veio o argumento de democratizar o Iraque, o que não foi totalmente alcançado

5) A primeira fase da Guerra do Iraque, até 2006, foi marcada por erros americanos, como o desmantelamento do Exército e da burocracia de Estado do Iraque. Precisaram recriar todo o Estado. A segunda, a partir de 2006 e até 2008, foi marcada pela violência sectária entre milícias radicais sunitas e xiitas. Para conter o conflito, Bush levou adiante o bem sucedido surge, ampliando o número de tropas americanas e pagando mesadas a líderes tribais sunitas em troca do fim do apoio a grupos ligados à Al Qaeda.

6) Por último, veio a fase de Obama, que iniciou o processo de retirada das tropas. A ideia inicial era deixar algumas forças remanescentes, mas não houve acordo entre o governo de Nuri Al Maliki em Bagdá e  Washington. No fim, os EUA retiraram todas as suas forças.

Sunitas, xiitas, curdos, cristãos… Como é esta divisão sectária do Iraque?

 O Iraque, assim como o Líbano, Síria e Bahrain, é uma nação com diferentes religiões e etnias. Os árabes xiitas são majoritários e representam cerca de 2 terços da população. Eles se concentram especialmente no sul do país. Os sunitas seriam um terço do total, divididos entre os árabes sunitas (mais ao centro) e os curdos sunitas (no norte). Os curdos pesam mais na sua identidade a questão étnica (curda) do que a religiosa (sunita). E alguns deles seguem a religião Yazidi, não a muçulmana sunita.

Além de sunitas, xiitas e curdos, há também os cristãos, chamados de caldeus, que falam uma língua derivada do aramaico e vivem na região desde a época de Cristo praticamente. Até a época de Saddam quando eram protegidos pelo ditador e possuíam o número dois do regime, Tariq Aziz, somavam 1 milhão de habitantes. Com a invasão americana e o início das perseguições, parte deles fugiu acima de tudo para a Síria, onde são protegidos por Assad – isso mesmo, Saddam e Assad protegiam cristãos. Hoje, totalizam cerca de 500 mil no Iraque. E, antes que me esqueça, o Iraque possuíam uma proeminente população judaica que chegou a ser a maior pluralidade de Bagdá, uma cidade multireligiosa, no século 19. Mas foram expulsos ou perseguidos na segunda metade do século 20, imigrando para Israel e o Ocidente

Complicado, coloque em números, por favor

Xiitas árabes – 64%

Árabes sunitas – 16%

Curdos (sunitas e Yazidi) – 16%

Cristãos Caldeus – 2%

Judeus – expulsos

 Como funciona o governo do Iraque?

Existem eleições nas quais todos os iraquianos votam para o Parlamento. Devido a uma maior população xiita, naturalmente os xiitas levam vantagem. Portanto os xiitas controlam o governo e o premiê, há quase uma década, é Nuri Al Maliki. Facções sunitas se sentem marginalizadas. Os curdos possuem o cargo de presidente, mas este tem caráter mais simbólico. O importante para os curdos é ter a região do Curdistão autônoma no norte

Rapidamente, o que é este Curdistão?

É uma região autônoma no norte do Iraque, controlada pelos curdos. São praticamente independentes, possuindo suas forças armadas, os peshmerga. Levam adiante uma política externa e econômica independente de Bagdá. São ricos em petróleo e sua capital, Erbil, é estável.

De novo, dá para fazer um esquema didático destas divisões?

Xiitas Árabes – Controlam o governo

Sunitas Árabes – Sentem-se pouco representados pelo governo central em Bagdá

Curdos (sunitas e yazidi) – Mais preocupados com a autonomia do Curdistão

Cristãos Caldeus – Fogem de perseguições. Antes, para a Síria. Hoje, para o Curdistão

De quem o governo do Iraque é aliado?

EUA – Concedem apoio militar e as Forças Armadas do Iraque foram formadas e treinadas pelos americanos

Irã – O regime de Teerã vê em Maliki, um xiita, embora não religioso, um importante aliado no mundo árabe (Irã é persa), onde os sunitas controlam todos os países, menos o Líbano (dividido entre xiitas, cristãos, sunitas e drusos) e Síria (controlada por um regime laico com apoio de alauítas, cristãos, drusos e sunitas moderados)

Síria – Assad é aliado de Maliki pois os dois possuem inimigos em comum (Al Qaeda e ISIS) e o Irã como aliado comum – a diferença é que o governo em Bagdá é parceiro de Washington e o de Damasco, adversário

Quem são os inimigos do governo do Iraque?

Arábia Saudita e países do Golfo Avaliam que os sunitas, religião majoritária nestas nações, deveriam ser mais representados

Grupos radicais sunitas como a Al Qaeda e, acima de tudo, o ISIS – estes, porém, não são apoiados pelos Estados nacionais do Golfo, embora figuras e centros de poder nestas nações, como a Arábia Saudita, possuam vínculos com estes grupos

 Escuto falar deste ISIS o tempo todo. O que é este grupo?

O ISIS é uma organização ultra radical sunita. São tão extremistas que até a Al Qaeda os considera radicais. Nasceram como aliados de Bin Laden no Iraque com o nome de ISI. O auge da organização foi em 2006. Nesta época, contavam com apoio de parte da população sunita contra o governo controlado por xiitas e apoiado por EUA e Irã. Com o surge (aumento de tropas americanas e pagamento de mesadas a líderes tribais sunitas), o ISI se enfraqueceu. Os líderes tribais deixaram de apoia-lo em troca do dinheiro americano e as tropas dos EUA derrotaram o grupo militarmente.

A Guerra da Síria, porém, serviu para o ISIS se recompor. O grupo é hoje o maior adversário de Assad no conflito. Conseguiram dominar parte do interior do país na fronteira com o Iraque, onde instituíram um Estado ultra radical (mais do que o Taleban) que crucifica xiitas, alauítas, cristãos e sunitas considerados não religiosos. O radicalismo assustou até a Al Qaeda e os dois grupos romperam – em parte, porque o ISIS não quis respeitar a Frente Nusrah, considerada pela liderança da Al Qaeda como sua franquia na Síria. A Frente Nusrah é o segundo mais importante grupo rebelde da Síria.

Certo, já sabemos que o governo do Iraque é aliado dos EUA e do Irã e controlado por xiitas. Também sabemos que o ISIS é mais radical do que Al Qaeda e controla parte da Síria, onde luta contra Assad. Mas e o novo conflito no Iraque, explique?

O ISIS, a partir de sua base na Síria e com a experiência na luta contra Assad, decidiu voltar a agir dentro do Iraque, onde não há mais presença de tropas americanas e as mesadas para os líderes tribais acabaram – e eles voltaram a direcionar sua insatisfação para Bagdá. Ex-membros do regime de Saddam, embora sejam sunitas não-religiosas, são aliados de “ocasião” do ISIS. Meses atrás, o ISIS tomou a cidade de Falujah. Na semana passada, em uma grande vitória, conseguiu em poucos dias conquistar Mosul, a segunda maior cidade iraquiana depois de Bagdá. Na prática, possuem hoje um Estado ultra radical que se estende de partes da Síria a partes do Iraque, na fronteira dos dois países. Na prática, é literalmente o Estado Islâmico do Iraque e da Síria que quer dizer ISIS na sigla em inglês. Para complicar, eles estão a caminho de Bagdá

 O Exército do Iraque não fez nada para conter o ISIS?

O problema é que muitos sunitas do Exército com base em Mosul optaram por desertar por medo ou por não quererem defender um governo controlado por xiitas.

 Quais as alternativas para o governo do Iraque?

O ISIS não conseguirá chegar facilmente a Bagdá por quatro principais motivos 1) As Forças Armadas na capital são mais bem armadas; 2) Há o apoio americano e iraniano 3) Milícias xiitas ajudarão na defesa 4) Há pouco apoio ao ISIS mesmo entre a população sunita de Bagdá

 O que os EUA podem fazer?

Oficialmente, Washington defende que Maliki forme um governo com representação de todos os setores sectários. Paralelamente, os EUA podem optar por bombardeios aéreos ou de Drones contra alvos do ISIS a caminho de Bagdá e também na fronteira com a Síria. O secretário de Estado, John Kerry, não descarta dialogar com o Irã para levar adiante uma ação conjunta dos dois países contra o ISIS. Um problema para os americanos é que parte do ISIS está no interior da Síria. Se agir contra o grupo dentro do território sírio, os EUA podem ser vistos como defensores de Assad que, no final das contas, é o maior adversário do ISIS

Qual o maior risco do ISIS para o mundo, se não contarmos o Iraque e a Síria?

Sem dúvida, o regime de Assad e o de Maliki são os mais ameaçados pelo ISIS. Mas isso se levarmos em conta apenas o âmbito local. O ISIS, com cerca de 10 mil membros, possui integrantes de diversas nações ocidentais, incluindo EUA, França e Grã Bretanha. Muitos deles podem voltar a seus países no futuro e cometer atentados terroristas. Lembrem-se que esta é uma organização extremamente bem treinada, bem armada e tão ou mais radical do que a Al Qaeda.

 Você tem mais perguntas?

Se sim, publique no meu Facebook (Guga Chacra, aberto a seguidores) e Twitter (@gugachacra). Não sei como funcionam os comentários aqui no blog

 

Não sei como faz para publicar comentários. Portanto pediria que comentem no meu Facebook (Guga Chacra)  e no Twitter (@gugachacra) , aberto para seguidores

Guga Chacra, comentarista de política internacional do Estadão e do programa Globo News Em Pauta em Nova York, é mestre em Relações Internacionais pela Universidade Columbia. Já foi correspondente do jornal O Estado de S. Paulo no Oriente Médio e em NY. No passado, trabalhou como correspondente da Folha em Buenos Aires

Comentários islamofóbicos, antissemitas, anticristãos e antiárabes ou que coloquem um povo ou uma religião como superiores não serão publicados. Tampouco ataques entre leitores ou contra o blogueiro. Pessoas que insistirem em ataques pessoais não terão mais seus comentários publicados. Não é permitido postar vídeo. Todos os posts devem ter relação com algum dos temas acima. O blog está aberto a discussões educadas e com pontos de vista diferentes. Os comentários dos leitores não refletem a opinião do jornalista

Acompanhe também meus comentários no Globo News Em Pauta, na Rádio Estadão, na TV Estadão, no Estadão Noite no tablet, no Twitter @gugachacra , no Facebook Guga Chacra (me adicionem como seguidor), no Instagram e no Google Plus. Escrevam para mim no gugachacra at outlook.com. Leiam também o blog do Ariel Palacios

16 Jun 08:42

yungchub: i’m everyone in this gif

Adam Victor Brandizzi

Chato quando isso acontece, também.



yungchub:

i’m everyone in this gif

16 Jun 08:41

ladder

Adam Victor Brandizzi

Chato quando isso acontece. (BTW, NSFW)

http://oglaf.com/ladder/

15 Jun 19:06

"Dilma acha que precisamos consumir e ter chuveiro quente", diz líder indígena

Comment:
Sou muito ignorante sobre as questões relativas aos indígenas, e talvez por isso bem desconfiado. Desconfio dessa entrevista, por exemplo, MAS ainda assim é boa, parece bem interessante.
  • BBC Brasil

    Para Sonia Guajajara, Dilma ignora as aspirações dos índios brasileiros

    Para Sonia Guajajara, Dilma ignora as aspirações dos índios brasileiros

A escalada de conflitos que envolvem índios no país desnudou o racismo dos brasileiros contra seus povos nativos, diz Sônia Guajajara, uma das maiores líderes do movimento indígena nacional. "Até uns dez anos atrás, negavam nossa presença, faziam de conta que não existíamos. O racismo estava escondido", afirma Guajajara, coordenadora executiva da Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (Apib). "Hoje o preconceito é muito mais visível e declarado".

Em entrevista à BBC Brasil no fim de maio, quando esteve em Brasília ao lado de outros 500 índios para protestar, ela atribui o acirramento das tensões no campo à suspensão das demarcações de Terras Indígenas pelo governo federal.

Segundo a líder, integrante do povo guajajara, do Maranhão, o governo paralisou as demarcações para não desagradar políticos ligados ao agronegócio e buscar o apoio deles à reeleição da presidente Dilma Rousseff.

Guajajara, de 40 anos, diz ainda que Dilma desconhece os índios brasileiros e ignora suas aspirações. "Ela pensa que, para ficarmos bem, precisamos ter bens, chuveiro quente, casa de alvenaria". "Nossa lógica e nosso modo de vida são outros: qualidade de vida para nós é liberdade, e liberdade é ter nossos territórios livres de ameaças e invasões para produzir sem destruir, como fazemos milenarmente."

Procurados, o Ministério da Justiça e a Presidência não se pronunciaram sobre as críticas de Guajajara. Leia os principais trechos da entrevista.

BBC Brasil - A relação dos índios com o governo federal piorou?

Sonia Guajajara - Piorou bastante, e o desgaste tem ocorrido por conta da omissão do ministro da Justiça [José Eduardo Cardozo] em relação à questão de demarcação de terras. Os conflitos no campo se acirraram, e ele simplesmente suspendeu todos os processos de demarcação em curso.

A Dilma demarcou apenas dez terras em quatro anos de mandato, o pior resultado para um governo desde que nossas terras começaram a ser demarcadas. Há 12 processos de demarcação na mesa do ministro Cardozo que dependem somente da assinatura dele. Esses processos já estão concluídos e não envolvem conflito nenhum. Mesmo assim, ele não assina. Eles não querem perder o apoio da bancada ruralista para a eleição da Dilma.

BBC Brasil - O ministro diz que os processos foram paralisados para evitar conflitos e que as soluções devem ser negociadas.

Guajajara - Todas as medidas do governo para tentar resolver agravaram os conflitos. Quando em 2012 saiu a portaria 303 da Advocacia Geral da União [que define a posição do órgão federal quanto à demarcação de terras e, entre outros pontos polêmicos, admite obras nessas áreas se houver "relevante interesse público da União"], grandes fazendeiros voltaram a áreas que haviam sido retomadas por indígenas, e só na Bahia índios instalaram 64 acampamentos de retomada de terra.

Temos a sensação de que as mesas de diálogo não são para resolver. Como se pode fazer diálogo se apenas uma das partes tem de ceder sempre? Não são mesas de diálogo, mas de imposição.

BBC Brasil - O governo e associações rurais dizem que várias das terras reclamadas pelos índios hoje não são ocupadas por grandes fazendeiros, mas sim por pequenos agricultores, que têm os títulos dessas áreas.

Guajajara - Nosso problema não é com o pequeno agricultor. Em quase todas as áreas a serem livradas de intrusos ou devolvidas a indígenas, os pequenos agricultores aceitam sair se receberem indenização. Quem está lutando contra isso e pressionando são os grandes. E o governo não está a fim de pagar, por isso fica se escondendo atrás desse argumento falso.

BBC Brasil - O clima ruim com o governo se deve somente à atuação do ministro da Justiça?

Guajajara - O ministro da Justiça obedece ordens superiores. A Dilma não está nem aí para nós. Para ela, nem existe índio no Brasil. O interesse dela é o avanço da economia e o desenvolvimento, não importa quem estiver no meio.

Durante todo o governo fomos recebidos uma só vez por ela, em junho de 2013, durante as manifestações. Foi até muito simpática, prometeu que nenhum ato de governo seria implantado em Terras Indígenas sem nos ouvir.

Mas o que vemos é o avanço das hidrelétricas e as obras do PAC ocorrendo sem qualquer consulta. Na região do Tapajós [no Pará], quando os munduruku resistiram à construção das hidrelétricas que estão planejadas lá, a presidente publicou o decreto 7957 [que regulamenta o emprego de forças federais em conflitos ambientais]. O decreto permite a entrada da Força Nacional nas Terras Indígenas para facilitar estudos ambientais, mas a presença dela acaba inibindo manifestações.

BBC Brasil - Há espaço para os índios no modelo de desenvolvimento pregado pelo governo?

Guajajara - A Dilma acha que temos que comprar, consumir e fazer cooperativas para ter dinheiro. Ela pensa que, para ficarmos bem, ter qualidade de vida, precisamos ter bens, chuveiro quente, casa de alvenaria.

Nas grandes obras, às vezes oferecem às comunidades algum dinheiro, achando que vão resolver os problemas. Mas para o indígena o dinheiro acaba sendo um ponto de conflito, porque não temos o costume de lidar com ele. Não temos essa coisa de acumular riquezas.

Nossa lógica e nosso modo de vida são outros. O que a maioria dos indígenas nas aldeias quer é tranquilidade. Qualidade de vida para nós é liberdade, e liberdade é ter nossos territórios livres de ameaças e invasões para produzir sem destruir, como fazemos milenarmente.

BBC Brasil - Quem o movimento indígena vai apoiar nas eleições?

Guajajara - Estamos numa sinuca de bico. O governo Dilma foi muito ruim para nós, e não há nada que possa mudar nossa revolta, inclusive contra o PT. Mas outro governo de direita do PSDB seria muito ruim também. O Eduardo Campos, apesar de aliado com a Marina Silva, não sabe nem o que são povos indígenas. A Marina acabou se enrolando bastante. É um cenário político muito ruim, que não apresenta nenhuma perspectiva para nós.

BBC Brasil - Quais os temas mais urgentes para os índios hoje?

Guajajara - Tudo é relacionado à terra. Na Amazônia, a demarcação avançou bastante, mesmo assim praticamente todas as Terras Indígenas sofrem a exploração ilegal de recursos naturais.

Em outras áreas os índios ficaram quase sem terra nenhuma. Em Mato Grosso do Sul, a questão é mais urgente por conta da violência. Os pistoleiros entram nas aldeias, e morre gente todo dia. Em São Paulo, tem uma área, a Terra Indígena Jaraguá, em que 600 índios vivem em pouco mais de um hectare!

No Sul, os indígenas também estão sem terras e há mais de 60 acampamentos à beira da estrada. Quando eles resolvem fazer retomada e lutar pelo direito territorial, são presos.

E tem a situação no Nordeste, onde, além da criminalização e falta de terras, os indígenas têm que lutar pelo seu reconhecimento enquanto etnias, enquanto povos. Lá se acirrou muito o preconceito dos que acham que não é índio quem não tem as características físicas associadas aos indígenas. Sabemos que a violência do processo de colonização, que teve abusos de todos os tipos, inclusive sexual, mudou muito as características desses povos. É uma situação que demonstra o preconceito no Brasil contra os indígenas.

BBC Brasil - O preconceito tem aumentado?

Guajajara - Ao mesmo tempo que aumentou bastante o número de brasileiros que se autodeclaram indígenas, aumentou muito mais ainda o preconceito e o racismo. Até uns dez anos atrás, negavam a nossa presença, faziam de conta que não existíamos. O racismo estava escondido. Hoje o preconceito é muito mais visível e declarado.

Teve aquele caso no sul do Amazonas, onde população da cidade de Humaitá se revoltou com os índios, tacando fogo nas aldeias e nos prédios públicos que cuidam das questões indígenas [os ataques ocorreram em dezembro de 2013 após a morte de três moradores que sumiram enquanto cruzavam uma área da etnia tenharim; desde então, seis índios foram presos e acusados pelas mortes, mas negam o crime].

BBC Brasil - Tem havido no Brasil um forte avanço das políticas afirmativas, especialmente em favor dos negros, como as cotas em universidades e em concursos públicos. Os índios, porém, parecem ainda não ter conquistado o mesmo espaço nessas políticas e nas instituições do Estado. Por quê?

Guajajara - De fato tem avançado bastante a inserção do negro na universidade, inclusive em ministérios e no Parlamento. Mas isso não quer dizer que a situação deles melhorou lá na ponta. Veja a situação dos quilombos. Eles têm as mesmas dificuldades que nós. Temos a preocupação de não ter representantes só por ter. Queremos indígenas nos espaços de decisão, mas com autonomia.

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15 Jun 19:06

Ciclobol: a bicicleta é que chuta para o gol - Bikemagazine

Adam Victor Brandizzi

Esse eu não conhecia.

Ciclobol é mais disputado na Europa e na Ásia

Ciclobol é mais disputado na Europa e na Ásia

Do Bikemagazine
Fotos de divulgação

Em tempos de Copa do Mundo, saiba que bicicleta também faz gol. Praticado principalmente na Europa, o ciclobol é uma modalidade com chancela da UCI e que teve seu primeiro campeonato mundial em 2003.

Chute ao gol é feito com a

Chute ao gol é feito com a roda dianteira da bicicleta

O ciclobol nasceu no século 19, mas era praticado de maneira bem diferente da de hoje. Atualmente, as equipes têm dois jogadores, cujo objetivo é marcar gols, claro. Vale toque de cabeça, mas não se pode tocar o chão com os pés durante as jogadas. Os chutes são feitos – pasmem – com a roda dianteira da bike.

Cada jogo dura dois tempos de sete minutos, e um jogador fica na defesa, enquanto o outro ataca.

As bicicletas são mais pesadas que as bikes normais de ciclismo, com uma única marcha. São bikes especiais, com uma geometria própria, guidões altos, e um grande diferencial: podem ser pedaladas tanto para frente como para trás.

A Alemanha é a maior força mundial e também o país com o maior número de praticantes. República Tcheca, Suíça, Áustria e outros países do centro europeu e também da Ásia dominam a modalidade. A próxima etapa da Copa do Mundo é dia 23 de agosto, no Japão.

VEJA DISPUTAS DO CAMPEONATO EUROPEU DE 2013

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15 Jun 19:06

circuitbird: Summer goth: or, how I learned to stop caring and...



circuitbird:

Summer goth: or, how I learned to stop caring and love my bra

15 Jun 19:06

The Shame of Shuhada Street - Ayelet Waldman - The Atlantic

A Jewish settler walks past a Palestinian on Shuhada Street, in the West Bank city of Hebron. (Nayef Hashlamoun/Reuters)

HEBRON, West Bank—I first saw the boys through the rearview mirror of the car I was riding in, as they approached Shuhada Street. One of them was about the age of my daughter, who became a bat mitzvah last week. The other might have been 16 or so, like my older son. The boys hesitated at the top of the street and seemed to take a breath. Then they stepped into the void.

Shuhada Street, lined with small shops whose owners typically lived upstairs, was once among the busiest market streets in this ancient city. But in 1994, in response to a horrific massacre that left 29 people dead and 125 injured, the Israel Defense Forces began clamping down on Shuhada Street. They welded shut the street-facing doors of all the homes and shops, and by the time of the Second Intifada in 2000, had turned the bustling thoroughfare into a ghost street on which no one was permitted to set foot. No one, that is, who is Palestinian. Israeli Jews and foreign visitors are free to come and go along the road—to snap photos and make their way to Hebron’s three Jewish settler outposts, Beit Hadassah, Beit Romano, and Avraham Avinu. But there is nothing to buy, nothing to see, no reason to tarry. The stores are all closed. The few Palestinians who remain have been barred from the street where they live. If they want to enter their homes, they must do so through back doors, which in many cases involves clambering over rooftops.

One might be tempted to view Shuhada Street as just another casualty in an endless cycle of violent retribution. A Palestinian kills dozens of Hebron’s Jews, so Israel punishes the Palestinians of Hebron by closing Shuhada Street. But that is not, in fact, what happened. The victims of the massacre that impelled the Israeli government to shutter Shuhada were not Jews. They were Palestinians—unarmed Palestinians gunned down as they prayed at the nearby Cave of the Patriarchs by Baruch Goldstein, an American-born Jewish zealot with Israeli military training and a Galil assault rifle, who stopped firing only when he was overcome and killed by survivors of his attack. You can add Shuhada Street, and the vibrant urban life it once sustained and embodied, to the list of Goldstein’s victims.

My visit to Hebron had begun at Goldstein’s tomb, in a small park in the Jewish settlement of Kiryat Arba on the city’s outskirts. The grave has become a site of pilgrimage and ecstatic veneration for some religious Israelis and sympathetic foreigners despite the Israeli government’s prohibition on monuments to terrorists. The massive slab of marble is inscribed with the words, “He gave his life for the people of Israel, its Torah and land.” On the day I visited, the gravestone was littered with small stones, placed there in homage in accordance with Jewish tradition.

An ultra-Orthodox Jew prays at Baruch Goldstein's gravesite, in 1998. (Reuters)

After puzzling over the epitaph (I was born in Jerusalem but my family emigrated to Canada before I learned to read), I brushed away the commemorative stones. A mass-murderer deserves no such honor. An Israeli army jeep rumbled alongside the park and I stepped back, nervous that I would be harassed for my action. The Israeli military presence in Hebron is intense—between 600 and 650 soldiers, military police, and commanders, or at least one for every settler—and its role is very clear: The security forces are there to protect the settlers, regardless of how brutal or inflammatory the latter’s actions may be, and regardless of the fact that, as Goldstein’s homicidal cowardice makes clear, it is the Palestinians who often need protection against settlers who, sure of support from the Netanyahu government, seek to make permanent their incursion into the city.

My companions and I then made our way to Shuhada Street, where an Israeli soldier checked our passports to ensure both that we were not Palestinian and that we understood the omnipotence of Israeli military authority. We passed the new Beit Hadassah museum, an exhibit of curated propaganda dedicated to legitimizing the presence of Jewish settlers in the city. Then we came to the end of the street, and I happened to glance in the rearview mirror, where I saw the two boys. I didn’t need to be the mother of children their age to fear for their lives and safety. I only needed to have been following the news.

Less than a week before, on Nakba Day, when Palestinians commemorate the displacement that preceded and followed Israel’s declaration of independence, there had been a protest in front of Ofer military prison in the West Bank town of Beitunia. After the protest was dispersed, two Palestinian teenagers had been shot and killed by the Israeli army. Video of the killings had surfaced on the Internet, and in my hotel room in Jerusalem I had watched as another Arab boy my son’s age, carrying the kind of backpack my son carries, doing nothing more than crossing a street—crumpled and pitched forward, motionless.

The boys risked death for a liberty so rudimentary that my own children are not aware it exists: the right to walk down the street.

Now, several days later, I watched these Shuhada Street boys risk death for the sake of a liberty so rudimentary and fundamental that my own children are not even aware of its existence, or its importance, or its simple human beauty: the right to walk down the street.

I should have gotten out of the car and joined them. I should have taken out my cell phone and started filming. But I just sat in the car and fretted. Thankfully, the Israeli soldiers on duty that day did nothing more than lift their weapons and motion the boys back to permitted ground, and the boys obeyed. It was one of many such interactions—petty indignities and tiny acts of courage. It was nothing as dramatic as an incident, viewable on YouTube, in which settler girls take advantage of a school holiday to lie in wait for Palestinian children on their way home from school, then curse the other children and throw rocks at them while Israeli soldiers look on, periodically urging the rock-throwers to stop but doing little to protect the victims of the violence. Nothing as dramatic as another encounter, also captured on video, in which a female settler, flanked by soldiers, lobs curses at a Palestinian woman who had the temerity to walk out the front gate of her own house. “Whore! Whore!” the settler hisses.

I ended my visit to Hebron at a small community center run by Palestinian peace activists, where we shared plates of hummus and fresh vegetables and tried to find inspiration in the tiny outpost of hope. But the bright murals painted by Palestinian activists had been disfigured by Jewish settlers with splashes of gray paint, and we ate under the stony gaze of soldiers assigned to guard settlers whose vandalism is among the least of their offenses.

The litany of Hebron’s many immiserations is long. I could write paragraphs about the racially differentiated access to water, and about how settlers sometimes spray the ground with their hoses, taunting Palestinians who have severely limited access to water for drinking or cooking or bathing. I could describe the ugly anti-Arab graffiti I saw, the bumper stickers plastered onto walls with messages like, “Arab! Don't even dare to think about a Jewish woman!” I could describe the achingly torturous journey an elderly resident of Shuhada Street must make just to leave her house, with its front door welded shut, because one day in 1994 a hate-filled fanatic massacred her townspeople.

But out of respect for the people who escorted me down the tragic length of Shuhada Street, I will try to close on a note of hopefulness. My guides were a couple of Jewish Israelis, raised in religious homes, who had served as soldiers in the West Bank and who, as a result of what they saw and what they did, now devote their lives to raising awareness about the injustices of the Occupation. My guides described in painful detail the structural inequality of a land where one ethnic group lives under oppressive military rule, and another under democratic, civilian authority. They described receiving explicit instruction to make Palestinians feel as if they were constantly under surveillance, constantly pursued, constantly harassed. They said their role, as described by Moshe Ya’alon, the current defense minister and former army chief of staff, was to “sear the hearts and minds of the Palestinians.” My guides told me of instances in which they were involved in “Straw Widow” actions, where they invaded a Palestinian home, shut the family into a single room, and then made free use of the house. Ostensibly these home invasions were conducted for security reasons, but just as often they were simple training exercises. Sometimes the homes were chosen because they had a satellite dish, and an important soccer match was on TV. “What hope is there?” I asked them, in response. They replied that they named their organization Breaking the Silence because they fervently believe that once people know what is happening in Hebron and the rest of the Palestinian territories, change is inevitable.

I’m not sure that I share their faith in the power of knowledge to create justice, but I want to. And that’s why, as Bibi Netanyahu’s right-wing government broadcasts its contempt for the U.S. State Department’s commitment to working with the new Palestinian unity government, and announces the construction of 1,500 new settlement housing units in the West Bank, I, a Jewish American born in Israel, who believes in Israel’s right to exist within its own borders, am breaking my own silence.

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15 Jun 19:04

Aceitando conselhos de desconhecidos na Internet

by noreply@blogger.com (Philipe Maciel)
Esta música é "I Touch Myself", hit dos anos 1990 na Austrália, pela banda Divinyls. Pelo nome da música você já deve imaginar o conteúdo da letra...



Ou, para quem é ruim de ouvido:


Aí o coleguinha vai pedir informações na Internet sobre assunto altamente pessoal para pessoas que ele não conhece nem nunca vai conhecer...


Aí a outra coleguinha dá a dica. Note que ele ignorou o colega, que talvez tivesse um conselho razoável.


Aí a parte interessada dá mais algumas informações.

Aí todo mundo fica empolgado! Que legal! Vá em frente!


Depois volte e me conte o que aconteceu se você tentar, porque agora estou curiosa. Então, como terminou?
Note que o brother ali continuou acompanhando a saga desde o começo.

Então, o que podemos aprender desse triste episódio?

Um cara mais misógino diria que há um abismo entre o que as mulheres falam e o que as mulheres pensam e fazem. Eu acho isso um exagero. Eu acho que simplesmente há muitos tipos de mulheres. Outra, tenha cuidado com conselhos sobre assuntos altamente pessoais de pessoas que você não conhece nem nunca vai conhecer...

PS: Eu conheço uma história. O rapaz conta para a moça que está gostando de uma menina e pergunta o que fazer. Ela diz para o cara se declarar para ela. Só que a menina de que o rapaz está a fim é a própria interlocutora. Ele se declara, toma um pé na bunda (NATURALMENTE) e acho que nunca mais conversam. Essa é uma triste história real, que, felizmente, não é minha!
14 Jun 00:39

Margin

PROTIP: You can get around the Shannon-Hartley limit by setting your font size to 0.
14 Jun 00:22

Life with a Toddler

by Grant






In celebration of Father's Day, I drew this comic about the beautiful chaos of having an 18-month-old.
14 Jun 00:21

Fumaça

by Daniel Lafayette
Adam Victor Brandizzi

Gostei da imagem

tirinha---fumaça

14 Jun 00:12

Muito rápido!

by ProgramadorREAL

tirinha1231

Notícia: Paraplégico chuta bola com exoesqueleto de Nicolelis, mas quase ninguém viu

Chefe: Preciso que você entregue o sistema novo muito rápido!
Programador: Rápido, quanto?
Chefe: Tão rápido quanto a Fifa transmitiu o rapaz com o exoesqueleto dando o pontapé inicial…
VOOOSH! (Surge o Flash)
Flash: Impossível! Não existe nada tão rápido quanto aquilo…

Camiseta: Seria melhor ter ido ver o filme do Pelé

The post Muito rápido! appeared first on Vida de Programador.

14 Jun 00:10

bunnyfood: (via thingswithantlers:JNIC)

14 Jun 00:09

Splendid make-up art from Russia:...

14 Jun 00:09

Once We Become Parents We Don't Want to Hang Out With You Anymore (But Not for the Reasons You Think)

Before I became a parent, I had a few relatively close friends who began starting families, and after the birth of their little ones, I never really saw them again. I tried calling periodically, and would offer up the same sort of date idea we used to do together, typically coffees or lunch dates. Usually the offer was rejected, and after a few attempts to stay connected, I got pissed and gave up.

I remember thinking, "What a**holes. Don't they give a sh*t about their friends anymore?" I mean, I understood they were busy, and of course family comes first, but I hardly ever saw them again. It seemed ridiculous.

A few years later, I had a child of my own, and while I make a concerted effort to schedule in time with friends, I'm sure there are some people out there who now think this about me. Possibly even some of my own family.

So, for the non-parents out there who think I've turned into an a**hole, here are my excuses.

1. The kid's schedule is more important than one would think. Turns out kids need to eat, drink, move, sleep and poop. Every damn day of the year. And, for the most part, it really DOES make a difference when and where these events occur. No parent wants to deal with a kid who is dehydrated, has low blood sugar, is exhausted or has sh*t his or her pants. I'm quite sure none of our friends want to deal with these scenarios, either. This means that the noon lunch dates, 4 p.m. coffee dates or dinners out at any time are really, really hard to swing. Yes, sometimes we can do it, but when we do, we are pushing it, so we tend to save up these moments for holidays, vacations or other special occasions. Even if it works out OK, and we/our kid make it look easy, it leaves us exhausted because it basically gives us a heart attack worrying about whether or not our selfish choice will result in having to calm our child who is screaming bloody murder and/or having to clean urine or feces off of a public bench or the seats of our minivan.

2. Kids put their parents on a schedule of their own. Parents usually blame schedules solely on their kids, but the truth is, we now have a schedule, too. Before the kids get up, we get ourselves ready for the day, empty the dishwasher, pack the lunches and enjoy 15 minutes of alone time with our cup of coffee. If we're feeling overly ambitious, waking up somewhere in the 4 a.m. time slot, we might get a workout or an hour of blog writing in before waking up the kids and getting them ready. Before we get to work, we're already several hours into our day. When the kids nap, we clean the kitchen or the bathroom or fold the laundry. Once the kids go to sleep, we may or may not get to any of the items on our to-do list, bills, home improvement projects, workouts, or any of the other things normal people do on a day-to-day basis (that are virtually impossible to do while the children are awake), before we basically collapse in a useless heap on the couch. Yes, we know it's only 8:30 p.m. And, yes, we're TOAST. If we do see you outside of our typical schedule, particularly in the evening hours, take it as a huge compliment. We're still getting up at the ungodly hour we always do the next morning, and are unable to make up that extra energy we are expending for the next 18 years or so.

2014-05-13-candids1.jpg

3. We like hanging out with our kids. And if we work outside the home, we feel like our time with them is very limited. Going out to dinner could mean not seeing our kid all day; going away for the weekend could mean not seeing our child for 80 percent of the week (that we are not working and they are awake). Seemingly boring activities, like stacking cups, singing the ABCs, pushing a little one on a swing or even simply eating a meal with the kids, have turned into some of our favorite moments. Even if you see our kid act like a total a**hole, crying every five minutes or bouncing off the walls like a human pinball, at home there are more instances than you can imagine that result in us smiling the biggest smiles, laughing the loudest laughs or otherwise NOT being annoyed with our own offspring. This can be hard to imagine, I know.

4. "Just bring the kids" is an option. But it is one that sucks. Even though we thoroughly enjoy our time at home, we want to see you, too. We really do. Even so, we often decline invitations to your fun events, not because they don't sound like a blast in general, but because we know, for us, they just won't be fun. This is not because YOU aren't fun. You are a riot. (Do you hear us? We really do think this, even if we neglect to express this enough.) We just can't focus on you very well when we have to simultaneously keep an eye on our kids, making sure they don't choke, drown in a randomly placed vat of water or get a head injury bumping into the pointy corner of a table. We spend a lot more time and energy worrying about keeping our brood alive than you might imagine. A lot of times we host events you don't get invited to. Again, this isn't because YOU aren't fun -- it's because our events aren't fun, at least not for most adults. They are loud, obnoxious and strategically located where there are wide open spaces or playscapes that allow toddlers to run and bounce off padded surfaces, screaming like banshees, and allow us to leave the Xanax at home since we don't have to fear death by pointy edge.

5. Seemingly benign household chores suddenly seem to consume our lives. Things we used to think were nothing now seem to take over everything. Washing, drying, scrubbing, cooking. I still haven't figured out how one or two tiny little humans result in thirty-five times the number of dishes, laundry loads and crumbs on the floor, but they do. Chores that we used to be able to put off until we felt like doing them now Must. Be. Done. Immediately. If they wait, we fear our house might implode, much like a black hole, from the massive amount of grime and toys and dirty dishes concentrated in one place. To top it off, feeding and housing small children results in such an exponential increase in clutter and dirt (which we care about more now, since our kids are rolling around on the carpet all the time) that it is now unacceptable for our own sh*t to add to the mess, so there's the double whammy right there. Not only are we responsible for cleaning up after our offspring, we are now also being held responsible, if only by our own OCD, for cleaning up after ourselves.

6. Kids go to sleep pretty damn early. Which means we have to leave events even earlier, or we miss attending them altogether. It's easy to look at our kids and say, "Oh, they don't even look tired!" -- and you'd be right. That's why we're leaving NOW, before they have a total meltdown and lose their sh*t. We can preemptively sense these things, like some animals can sense earthquakes before they register on any seismograph.

7. Leisure time is so limited that we tend to spend it on ourselves (often by ourselves). Fitting in time to relax and engage in activities we enjoy can be so difficult that sometimes we think we are being a**holes to ourselves, for not spending enough time on our own. I'm not making this up. Getting a manicure or a haircut or a taking a trip to the gym requires creative scheduling, and everything else in our life to go according to plan -- our spouse's engagements, our kid's health, work obligations. A lot of our hobbies end up being things we can do at any hour of the day, on our own time, by ourselves: jogging, reading, writing or activities that can be done just as well at 3 a.m. or 3 p.m. The demands of the social calendar scare us. If we're going to fit in time to actually see another human being, it's usually someone who can give us the most bang for our buck: a workout buddy or someone to chat with during a playdate, or, rarely, a meet-up with a pal who can completely de-stress us, who is totally on board with our entire excursion being completed within a 30- to 45-minute window. We do not have the time or energy for idle lingering.

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8. Sometimes we just need to idly linger. OK, this might seem like I'm refuting my last point, but I'm really not. We're spending so much energy carrying, wiping, toting, cleaning, chasing after, listening to, reasoning with, teaching and doing, that sometimes we need to just sit, in a quiet space, for 10 or 30 or 120 minutes in a row, for our own sanity, and for the safety of those around us. There is no sleeping in or afternoon napping or resting on the weekend, so these moments are critical to help our bodies and minds recover and recharge for the remainder of our day or week. God help you if you infringe on the time we've allotted to revive ourselves. My friends might notice that I played Words with Friends at 10 p.m., but they shouldn't take that as a sign of me being capable of sustaining vigorous nighttime conversations or activities. I've probably been in my pajamas for hours, expending almost zero energy, using this time to replenish my life stores, an act of sloth equivalent in importance to the hibernation of bears in the winter.

Keep in mind we're not upset about these things; we are not complaining about our choice to raise our little ones. We are happy as clams, but we still do miss you and recognize we probably don't tell you this enough.

Basically, when it comes to friendships, parents of young children are forced to hunker down and encase themselves in a protective cocoon in order to preserve their energy, like some spore that can withstand the harshest of elements.

Don't give up on us -- we'll emerge and thrive again, once conditions are right. In the meantime, if you are not deterred, let us know if you want to come over at 7 a.m. for breakfast. That's when we are at our peak.

2014-05-06-oncewebecomeparents.jpg

If you'd like to read more from A Morning Grouch, you can follow her blog at amorninggrouch.com, stalk her on her Facebook Page or via Twitter @amorninggrouch.

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02 Jun 07:00

“What Will Survive Of Us Is Love”

by Andrew Sullivan
Adam Victor Brandizzi

Lindo túmulo.
PS: acho que vou ficar um pouco offline.

800px-Arundel_Tomb_at_Chichester_Cathedral_(2)

That’s how usually-more-dour Philip Larkin famously ended his poem “An Arundel Tomb.” John G. Messerly ponders what he might have meant:

Larkin may be implying that the lovers are joined in death as they were in life, at least until the ravages of time finally erase their stone figures. Maybe the joined hands were the sculptor’s idea and do not reflect a real love at all–perhaps that is the meaning of the line “transfigured them into untruth.” Larkin himself said the tomb deeply affected him, but he also scribbled at the bottom of one draft: “love isn’t stronger than death just because two statues hold hands for six hundred years.” Yet the poem doesn’t say that “love is stronger than death.” It says love survives us, and to survive something doesn’t make you stronger than it.

Still survival is a partial victory. But what might survive? Perhaps it is the enduring belief that love is remarkable, that its appearance in a world of anger and cruelty is so astonishing. Or perhaps it is that traces of our love reverberate through time, in ripples and waves that may one day reach peaceful shores now unbeknownst to us.

Previous Dish on Larkin and love here. Listen to my reading of Larkin’s “The Whitsun Weddings” here.

(Image: Detail of Arundel Tomb in Chichester Cathedral, which inspired the poem, via Wikimedia Commons)

02 Jun 06:56

Os antilugares de Brasilia.

02 Jun 06:55

Jump

Or that I'm at least following the curve of the Earth around to land ...
01 Jun 18:36

Ciencia y política. PODEMOS, Europa y los transgénicos

by Fernando de la Cuadra
Pablo Echenique-Robba
Pablo Echenique-Robba

Recientemente España se ha sorprendido al ver que PODEMOS, un nuevo partido englobado en la izquierda política, ha sacado unos resultados poco esperados en nuestras elecciones al parlamento europeo. Las preguntas no han cesado desde ese momento, dado que muy poca gente sabe realmente qué propuestas plantea dicho partido, y mucho menos dentro del terreno científico.

No obstante, ha llamado mucho la atención que Pablo Echenique-Robba, doctor en física y científico titular del CSIC, sea uno de los cinco parlamentarios elegidos. Con este currículum, era de esperar que algún medio científico especializado le hiciera una entrevista al nuevo eurodiputado, preguntándole principalmente por su postura dentro del terreno científico. Finalmente esa entrevista la ha realizado Materia, y podéis encontrarla en la referencia número [1].

Lo primero que me ha llamado la atención en la entrevista es su postura frente a la ciencia española, y no puedo dejar de sentir alegría al saber que un científico cualificado irá a Bruselas con la intención de que España pueda converger con la media europea de gasto en I+D, es decir, pasar del 0,5% del PIB en al 2%.

No obstante, mi preocupación con las posturas de Pablo han llegado con los transgénicos. Es obvio que PODEMOS es un partido que, sin una justificación clara en su programa electoral, se opone ferozmente al uso de las tecnologías ligadas a la transgénesis, llegando a proponer en su programa cosas como la declaración del territorio de la UE libre de transgénicos [2].

Por ello, cuando en la entrevista le preguntan a Pablo si su partido está en contra de los transgénicos, no es de extrañar que su respuesta sea sí. Lo que me ha preocupado es que Pablo Echenique-Robba realmente sí que sabe lo que es un transgénico, y es consciente de que todos los argumentos usados en su contra que involucran problemas medioambientales o de salud pública son falsos. Y a pesar de ello, en su entrevista, dice lo siguiente

Entrevistador:

¿Su partido está en contra de los transgénicos?

Pablo: Sí, en el programa lo llevamos. Obviamente como científico no estoy en contra de los transgénicos per se. Es como la energía atómica, no es ni buena ni mala, sino que depende de para qué la uses. A día de hoy, los transgénicos están bajo el control de unas cuantas multinacionales que tienen un poder muy elevado. Imponen sus condiciones sobre pequeños campesinos. Gente que no tiene poder de negociación para decir qué cultiva, cómo, cuándo, a qué coste y de qué manera. No he tenido el tiempo suficiente de discutir el tema con mis compañeros de partido y estoy seguro de que habrá gente desinformada que piense que son malos per se. Ya me encargaré yo de convencerles de que no. Por un lado, habrá gente que rechace los transgénicos de una manera intuitiva, como algo malo que hace el sistema para alterar la naturaleza y jugar a ser dios, lo que a mí me parece absurdo. Pero por otro lado habrá gente más instruida que cuando piense en transgénicos no pensará que jugamos a ser dios, sino que pensará en Monsanto.

Entrevistador: ¿Entonces usted votaría que se prohibiesen los transgénicos en Europa?

Pablo: Hasta que dejen de ser un monopolio de unas cuantas multinacionales que se comportan muy mal, sí. Cuando deje de ser así, se revierte la prohibición y se usan para el beneficio de la gente.

Es decir, Pablo Echenique-Robba está a favor de la prohibición de los transgénicos solamente porque hay empresas dentro del sector alimentario (recordemos que los transgénicos no son sinónimos de alimentación) que ejercen ciertas medidas monopolistas.

Mi opinión al respecto, como científico que opina que la conciencia también debe imperar en toda decisión científico-técnica, es que prohibir una tecnología porque hay cierto grado de monopolio es algo que nos aboga a la estupidez colectiva. ¿Por qué nadie prohibió la telefonía móvil cuando solo la controlaban un par de empresas? Es más, actualmente hay más empresas que comercializan transgénicos que empresas que ofrecen telefonía móvil. Lo que un buen científico (y un buen legislador) tendría que hacer es imponer regulaciones que protejan al agricultor y favorezcan la libre innovación.

No obstante, la única persona electa dentro de PODEMOS que sabe qué es un transgénico prefiere hablar de prohibición. Me gustaría entonces saber si Echenique votará la prohibición de toda la insulina que consumen los diabéticos europeos, ya que es transgénica. También me gustaría saber si habría que parar todas las investigaciones públicas que se hacen para reducir el impacto ambiental de pesticidas usando transgénicos, o si obligará a cerrar Pymes como ABBA Gaia, la cual descontamina suelos de metales pesados usando plantas de Nicotiana glauca mejoradas genéticamente [3]. También me gustaría saber si cerrará todos los centros públicos que investigan cómo aplicar transgénicos en nuestra sociedad, porque a pesar de lo que Pablo Echenique-Robba dice en su entrevista, los transgénicos no son un monopolio. Hay empresas que sí que tienen mucho poder dentro del mercado, pero mucho menos del que tiene un gran banco sobre la economía de un país. La respuesta de Echenique ante esta situación, supongo, también será la de prohibir la banca.

No obstante, Pablo se muestra bastante optimista sobre intentar convencer a sus compañeros de partido. Dice que intentará hacerles ver que los transgénicos no son malos, que hay que prohibirlos pero que los únicos culpables son los de Monsanto. Paseando por el programa electoral de PODEMOS me he encontrado frases que no me hacen compartir su optimismo, como por ejemplo <estricto control del uso de plaguicidas y de los abonos no orgánicos>, o la frase más desconcertante de todas, <erradicación de los químicos de síntesis>. ¿Erradicación de los químicos de síntesis? Con esa frase se puede prohibir hasta el detergente con el que lavo mi ropa.

La gente que ha redactado el programa de PODEMOS desconoce algunos conceptos básicos de actualidad científica cómo producto químico, transgénico o plaguicida. Y lo que es más importante, la gente que está dentro del partido comparte la gran mayoría de los postulados del programa electoral, y de hecho muchos se muestran contrarios a la experimentación animal. Mi experiencia intentando divulgar ciencia en grupos contrarios a la experimentación animal [4] y en grupos antitransgénicos [5], se ha traducido en numerosas amenazas de muerte y fotografías mías con la palabra asesino en la frente.

Como conclusión, los científicos creemos que hace falta gente con formación científica legislando en el parlamento, idea que comparto casi en su totalidad. Lo que además creo que hace falta es que esos científicos sepan que legislar no es sinónimo de prohibir.

Este artículo nos lo envia Fernando Cervera Rodríguez, biólogo especializado en temas de salud pública. Escribe sobre temas científicos en diversos medios y podéis encontrarlo en twitter con el usuario @FernandoCervera

[Nota: Desde Naukas agradecemos el interés y la buena disposición del Eurodiputado de Podemos Pablo Echenique contestando en los comentarios y por supuesto nosotros mismos nos ofrecemos a dialogar sobre este tema tanto con él como con su partido]

[1] http://esmateria.com/2014/05/30/yo-inclino-por-usar-ratoncitos-en-investigacion-para-acercar-una-medicina-humanos/

[2] http://podemos.info/wordpress/wp-content/uploads/2014/05/Programa-Podemos.pdf

[3] http://www.bioval.org/asociados/abba/

[4] https://es-es.facebook.com/pages/Yo-estoy-a-favor-de-la-experimentaci%C3%B3n-animal/113655575345716

[5] https://www.facebook.com/pages/Yo-tambi%C3%A9n-estoy-a-favor-de-los-transg%C3%A9nicos/175433649182073

01 Jun 17:11

Entenda a “guerra” que agita o Recife às vésperas da Copa do Mundo

Adam Victor Brandizzi

Eu achava que isso aí era de nada, mas o negócio mobiliza muita gente, das mais diversas. O pessoal vai em massa lá. Não sei se vão conseguir, nem sei se os apoio, mas é um movimento interessante.

DANIEL CARVALHO, DO RECIFE

De um lado, um consórcio formado pelas maiores construtoras de Pernambuco. Do outro, estudantes, professores e artistas.

O que separa os dois grupos é o destino de um terreno de 100 mil m² (ou dez campos de futebol) à margem do rio Capibaribe, no centro do Recife.

A área no chamado cais José Estelita era da extinta RFFSA (Rede Ferroviária Federal S.A). Foi arrematada em 2008, em leilão, por R$ 55 milhões, pelo consórcio “Novo Recife”, composto pelas empresas Moura Dubeux Engenharia, Queiroz Galvão Desenvolvimento Imobiliário, Ara Empreendimentos e GL Empreendimentos.

No local onde hoje existem galpões de açúcar abandonados, o consórcio pretende construir 12 torres de até 40 andares, num projeto de R$ 800 milhões –são oito prédios residenciais, dois empresariais e dois flats.

Estudantes e professores universitários começaram a se articular pelas redes sociais em 2012, quando o projeto veio a público, e criaram o grupo Direitos Urbanos, hoje com quase 20 mil “integrantes” no Facebook.

Projeto urbanístico opõe grupo de moradores a construtoras no Recife

Eles são contra o projeto “Novo Recife” por acreditar que os espigões de concreto agridem a paisagem do centro histórico do Recife e criam uma “ilha de luxo” cercada pela pobreza do centro da capital pernambucana.

Há dois anos, os ativistas promovem intervenções artísticas batizadas de “#OcupeEstelita” para movimentar a área degradada e protestar contra o projeto imobiliário.

Eles defendem que o “Novo Recife” seja rediscutido e replanejado. Na pauta de sugestões há, por exemplo, a redução da altura das torres para que não formem um “paredão” na beira do rio e a construção de habitações populares para manutenção da mistura de classes sociais do centro da cidade.

“O projeto é uma bolha de elitização e exclusão dentro da cidade”, afirma o professor de filosofia Leonardo Cisneiros, 37, um dos membros do Direitos Urbanos.

O consórcio diz que não cogita revisar o projeto. Afirma que a iniciativa foi aprovada pela prefeitura e visa recuperar uma área hoje “em estado de abandono”. Aponta ainda uma série de contrapartidas para a cidade, como construção de uma alça de viaduto, vias, ciclovias e áreas de lazer na região.

“O projeto atual, resultado de um longo processo de aprovação, que já destinava 40% da sua área para uso público, incluiu no seu plano de desenvolvimento uma maior participação na qualificação e revitalização de espaços públicos”, diz comunicado do grupo de empresas.

DEMOLIÇÃO

A briga entre ativistas e construtoras ganhou um novo e tenso capítulo na semana passada. Na noite de quarta-feira (21), os antigos armazéns começaram a ser demolidos e manifestantes contrários ao projeto invadiram o terreno para impedir a ação das máquinas.

Há relatos de ativistas agredidos por homens identificados pelos denunciantes como seguranças do consórcio. A polícia foi chamada, mas não houve confronto.

A demolição foi embargada pelo Iphan (Instituto de Patrimônio Histórico e Artístico Nacional) porque os galpões estão no perímetro do sítio histórico e é preciso de autorização do instituto para demoli-los.

Há uma semana, dezenas de ativistas estão acampados no terreno. Eles montaram uma cozinha, fazem coleta seletiva do lixo e desenvolvem atividades culturais.

Cerca de 60 manifestantes dormem em 30 barracas. Há gente de todas as idades. A Folha passou a tarde e o começo da noite do último domingo (25) na ocupação. Naquele dia, havia ao menos 500 pessoas no local, atraídas por atividades culturais que devem se repetir no próximo domingo (1º).

“Essa ocupação é poética. Este lugar é uma memória afetiva da cidade”, disse o estudante de cinema Matheus Beltrão, 20.

ADESÃO

O “#OcupeEstelita” ganhou adesão de artistas, que publicaram em suas redes sociais fotos declarando apoio ao movimento dos ativistas.

A onda de apoio começou com a cantora Karina Buhr, que foi seguida por colegas como Marcelo Jeneci, Otto, Alceu Valença e Ney Matogrosso, e por atores como Irandhir Santos, Leandra Leal, José Celso Martinez Corrêa  e Patrícia Pillar.

Desde a invasão, já houve duas reuniões entre prefeitura, Ministério Público e ativistas. O consórcio não participou do último encontro, na quarta-feira (28). No dia seguinte, o desembargador substituto Márcio Aguiar Silva, do Tribunal de Justiça de Pernambuco, concedeu a reintegração de posse do terreno, mas os manifestantes prometem continuar no local.

No último dia 22, a Justiça Federal também determinou, em caráter liminar,  a suspensão da demolição dos galpões até que o consórcio comprove a aprovação do projeto por Iphan, Dnit (Departamento Nacional de Infraestrutura de Transporte) e ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres).

01 Jun 17:02

How To House A Hundred Thousand

by Andrew Sullivan
Adam Victor Brandizzi

Velho, que programa espetacular!

What a powerful idea! Check this video out — 100,000 Homes Campaign http://t.co/az8WMQyT via @youtube

— Joshua Kilroy (@joshkilroy) October 16, 2011

David Bornstein looks at how a campaign successfully placed 100,000 homeless Americans into permanent housing:

When I first reported on the 100,000 Homes Campaign in December 2010, it struck me as an audacious vision: the human welfare equivalent of the race to put a man on the moon. Was it achievable? …

[Campaign leaders] developed a kind of blueprint: Mobilize volunteers to get to know homeless people by name and need in the wee morning hours, prioritize certain homeless people based on a “vulnerability index,” bring housing advocates and agency representatives together to streamline the placement processes, and share ideas about how to cut through red tape. It worked. The question was: Could these innovations take root in cities across the country?

Apparently they have; Noelle Swan reports that the Housing First approach has led to a 17 percent decline in homelessness since 2005:

The new data come from the National Alliance to End Homelessness, which sees the recent success as the “giant untold story of the homelessness world,” according to Stephen Berg, vice president of policy and programs. The shift comes as the prevailing wisdom that homeless individuals need to get a handle on other social problems in their lives before they can receive housing gives way to new thinking. In recent years, many states have started to flip that idea and have adopted what’s known as a “housing first” approach.

“Instead of trying to fix all the problems that homeless people have while they are homeless, [housing first] gets them into housing right away, then they end up taking care of a lot of other problems from a stable home,” Mr. Berg says.

And yet another study came out in support of the model just last week, finding that housing the homeless also saves money:

Late last week, the Central Florida Commission on Homelessness released a new study showing that, when accounting for a variety of public expenses, Florida residents pay $31,065 per chronically homeless person every year they live on the streets. … The most recent count found 1,577 chronically homeless individuals living in three central Florida counties — Osceola, Seminole, and Orange, which includes Orlando. As a result, the region is paying nearly $50 million annually to let homeless people languish on the streets.

There is a far cheaper option though: giving homeless people housing and supportive services. The study found that it would cost taxpayers just $10,051 per homeless person to give them a permanent place to live and services like job training and health care. That figure is 68 percent less than the public currently spends by allowing homeless people to remain on the streets. If central Florida took the permanent supportive housing approach, it could save $350 million over the next decade.

Recent Dish on homelessness here, here, and here.

01 Jun 16:49

Dilma 1: fim

É mais difícil do que parece medir o sucesso econômico de um governo por um número tal como o do aumento do PIB. Sob Dilma Rousseff, a economia terá crescido abaixo de 2% ao ano. "Menos que nos anos FHC", diriam críticos com a inteligência de debates das redes insociáveis. Mas o problema não está bem aí.

Qual teria sido do crescimento caso o governo tivesse mantido a política econômica "feijão com arroz" adotada de 1999 a 2008, por aí, em vez do "angu de caroço" dilmiano?

Dificilmente muito mais que 2%. Havia os excessos do biênio final de Lula para limpar, houve crises no mundo de 2011 a 2013 etc. Enfim, quando Dilma assumiu, estavam esgotadas as folgas que permitiram ao Brasil crescer os 4% lulianos (em suma, capacidade ociosa de produção e trabalho; folga nas transações com o exterior).

Por que o governo Dilma ignorou tal obviedade é tema para outro dia ou divã, mas é claro que a presidente também aceitou, com gosto, a pressão do trem da ampliação de direitos sociais e econômicos, que partiu em 1988, acelerou sob FHC e desembestou sob Lula.

No que diz respeito ao Estado, havia muita demanda de benefício social e recusa social crescente de aceitar mais impostos (e mesmo indiferença do PT à ideia de tributar mais os ricos). No que diz respeito à economia, faltou PIB para tanto consumo. Sem receita fiscal e produção ("mais PIB"), apenas se consome mais por meio de mais dívida ou sacando contra o patrimônio.

O governo Dilma passou a "comprar" os frutos de um crescimento que não vinha. O fez por meio do aumento da dívida: gastando o que não tinha, tomando emprestado.

Comprou empregos subsidiando empresas privadas (fez mais dívida para manter as margens de lucro dessas firmas); tentou comprar investimento, que não veio.

Comprou o aumento dos empréstimos bancários adquirindo fatias de mercado bancário para os bancos públicos, que concederam mais crédito (que usamos em parte relevante para importar mais mercadorias, dados o custo e a escassez das nacionais).

Comprou benefícios sociais com dívida pública também, pois não houve alta de impostos (alíquotas), menos ainda sobre os mais ricos.

Quando não conseguia comprar, tentou tabelar preços, imaginando que, mesmo assim, o mercado ofertaria crédito, energia elétrica, combustível, infraestrutura. Não rolou.

Dívidas maiores elevam as taxas de juros, para dizer o efeito mínimo. Juros altos aprofundam o problema da produção restrita, que era o empecilho inicial para Dilma.

Essa é apenas uma linhas das narrativas do problema que Dilma vai legar a si ou outro na área macroeconômica. Enfim, além do tempo perdido na picuinha cotidiana e na desordem administrativa centralizada de seu governo, ela não fez reforma econômica de fundo alguma, de "esquerda" ou "liberal".

Para ficar no básico, inflação alta represada, o dólar por desvalorizar, cofres do governo ora esgotados e investimento baixo vão reduzir as expectativas de crescimento nos próximos anos. Sem limite estão as expectativas de melhoria de renda e serviços sociais, as quais não vão se resolver sem algum aumento da tensão social ou política, como já se vê desde 2013.

01 Jun 16:47

Saudade das copas

by Míriam Leitão

Enviado por Míriam Leitão e Alvaro Gribel - |

Coluna no GLOBO

Saudade das copas

Era aquela expectativa quando a seleção viajava para o país-sede da Copa. Raras vezes o time viajou tendo a confiança plena do torcedor. Muitos anos ele embarcou com nosso amor e nosso descrédito. Ao longo dos jogos, a confiança era conquistada. Ou não. O antes da Copa era de reclamação da escalação, de duvidar do técnico, de enfeitar de bandeiras as ruas e de torcer, simplesmente.

Todo mundo que não tinha nascido ou não tinha idade para torcer em 1950 — que é quase todo o Brasil — sonhava com o momento em que o país-sede fosse aqui para a torcida ficar mais emocionante. E quando chega a hora, o país está tenso. Não pelo nevoeiro na Granja Comary. Isso já se sabia que aconteceria. Óbvio ululante. Não pelas apostas de Felipão. Isso já se esperava. O país está com medo de o trânsito parar, de uma nova greve de ônibus, de que nada funcione diante de jornalistas e torcedores do mundo inteiro, de não voltar para a casa. Tem até o medo difuso, que não se sabe muito bem de onde vem.

Há quem sustente a surrada tese de que é preciso torcer contra o Brasil porque a vitória poderia ter efeito político favorável ao governo. Ora, ora. Esse erro foi cometido por uma parte da esquerda em 1970. Havia até mais motivo para as pessoas confundirem as estações. O governo militar, comandado pelo pior dos generais que indevidamente ocuparam a cadeira da presidência, misturou tudo de propósito. O “Pra Frente Brasil” era na verdade um apoio explícito à ditadura que naquele momento torturava mais, matava mais, endurecia o jogo contra todos e todas. O coração verde e amarelo dividia-se naquela ambiguidade propositadamente criada pelo regime autoritário.

Depois de 1990, houve eleições a cada quatro anos e, por isso, sempre coincidindo com as copas. Que transferência de voto houve nas derrotas e nas vitórias da seleção? Nenhuma. Em 1994, a vitória do governo nada teve a ver com o que houve nos gramados dos Estados Unidos, quando o Brasil ganhou o tetra. Teve mais relação com a vitória do Plano Real na longa luta contra a hiperinflação. O PT não entendeu o plano e torceu contra. Pagou seu preço à época por não ter tido a dimensão da torcida nacional no campo monetário.

Naquele ano, o Brasil ficou de olho na Copa, vivendo a expectativa pelo desempenho da seleção, apesar de estar ocupadíssimo fazendo a complicada conversão dos salários, preços, contratos e aplicações financeiras do inflacionado cruzeiro real para uma moeda virtual que prometia depois ser real. Era um momento confuso e tenso na economia, mas ninguém jogou para escanteio a torcida pela seleção.

Em 2002, foi uma vitória linda contra a Alemanha, naquele final da Copa em que havia dois países-sede, Japão e Coreia. Aqui, ninguém ficou dividido apesar de a economia estar enfrentando os reflexos da dúvida sobre o que seria a política econômica do PT, que se fortalecia a cada nova pesquisa eleitoral. Encerrada a Copa, o país venceu a dúvida, a crise cambial, e votou na então oposição para governar o país.

Enfim, política, economia e futebol são times separados. O eleitor faz sua escolha política, o país tenta superar dificuldades econômicas, e, no futebol, torce pela seleção. E se há várias evidências de que a economia tem reflexos na política; não há qualquer indício de que temos que negar o apoio ao time que nos ocupa o coração só por uma bronca contra o governo.

Há razões para reclamar de tudo: da mobilidade urbana engargalada, das obras sempre inacabadas, das suspeitas de superfaturamento, da falta de investimento em hospitais, escolas e estradas, da incompetência gerencial do governo, da falta de água em São Paulo, da truculência das polícias. A lista é longa. Era antes da Copa e continuará depois. Havia a ilusão de que, para fazer bonito como sede do torneio, as autoridades teriam competência para executar obras pelas quais temos esperado há muito tempo.

Ninguém tem que arquivar a raiva, mudar de ideia, aceitar o inaceitável, basta separar: copa é copa; bronca é bronca. Não é preciso esquecer os problemas nacionais. Mas que haja espaço para falar mal do técnico, reclamar da escalação, temer os argentinos, desconfiar dos espanhóis, prender a respiração a cada jogo, ir para o aquecimento e torcer. Simplesmente.

01 Jun 16:13

No frio da economia

by Míriam Leitão
Adam Victor Brandizzi

Leio isso e me preocupo, claro, mas também me pergunto: a poupança cresceu?

Enviado por Míriam Leitão e Alvaro Gribel - |

Coluna no GLOBO

No frio da economia

O IBGE confirmou ontem a frieza da economia com a divulgação de alta de apenas 0,2% no PIB do primeiro trimestre. O ano até aqui está sendo fraco, com muitas incertezas tirando o ânimo do empresário para investir e do consumidor para consumir. Mesmo sendo ano de Copa do Mundo no Brasil, ainda não deu para sentir o efeito positivo na atividade econômica.

Não é só nos números macroeconômicos que se percebe a perda de fôlego do país. Quando se olha no micro, numa conversa com uma empresa, por exemplo, se tem noção mais clara desse divórcio entre o potencial de crescimento e a conjuntura. Um exemplo: apenas 2% dos lares brasileiros possuem lava-louças, somente a metade tem lava-roupas e 60% ainda estão equipadas com geladeiras convencionais, que precisam descongelar. O espaço para vendas é enorme, principalmente no Nordeste e Centro-Oeste. Mesmo assim, a Whirlpool, dona das marcas Brastemp e Consul, e a Electrolux anunciaram férias coletivas esta semana.

Em conversa com a coluna, a Whirlpool afirmou que mantém a projeção de investir R$ 500 milhões este ano e lançar 180 novos produtos, 10% a mais que em 2013. Mas enfrenta o baixo crescimento do PIB, o aumento menor do poder de compra, a inflação alta e o encarecimento do crédito. No primeiro trimestre, a empresa teve queda de 5% nas vendas de eletrodomésticos, sobre o mesmo período de 2013. A chegada da Copa do Mundo e os feriados do mês de junho ajudaram a tomar a decisão de interromper parte da produção.

— A parada na fábrica de Manaus sempre acontece nesta época do ano, mas a de Rio Claro, no interior de São Paulo, não. Ela fabrica geladeiras e fogões e houve uma redução de demanda de 15% este ano, maior do que havíamos projetado. Além da desaceleração econômica, há o efeito Copa do Mundo, que favorece a compra de outros eletrodomésticos e provoca feriados — explicou o presidente da empresa, Enrico Zito.

As previsões de vendas da companhia para o ano variam de queda de 3% a alta 3%. É a incerteza da economia, e está difícil pensar 2015 também. Há muita dúvida sobre o custo da energia. Zito estima que o aumento mínimo deve ser de 20%. A boa notícia é que a empresa ouve meteorologistas que asseguram que o próximo verão será chuvoso.

— Energia elétrica é uma incógnita para o futuro. Isso se soma a vários outros tipos de custos em alta para a indústria, como salários, serviços dos mais variados tipos, combustíveis, fretes, e ainda há a pressão residual do câmbio, que se desvalorizou muito nos últimos dois anos. O repasse é feito de forma gradual. Não há aumento de produtividade que compense isso tudo — disse.

O quadro é o mesmo em outras empresas. Os empresários veem um enorme potencial de crescimento, mas acham que o curto prazo está difícil. Não é por acaso que dois dos principais índices que medem a confiança estão em baixa. O Índice de Confiança da Indústria (ICI), medido pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) em pesquisa com mais de 2.500 empresas, caiu para 48 pontos em maio, o nível mais baixo dos últimos cinco anos. Índice semelhante, apurado pela FGV, caiu a 91,2 pontos, o menor número desde junho de 2009.

O crescimento do PIB foi pequeno no primeiro trimestre. Mas pior do que o 0,2% de alta é a taxa de poupança baixa demais: 12,7% do PIB é muito pouco e não sustenta o necessário aumento da taxa de investimento. Nos dados micro, em visitas às empresas, se vê o que informam os índices dos institutos. Há baixa expectativa em que o país possa, a curto prazo, retomar um crescimento vigoroso do PIB.

01 Jun 00:16

New Hope For FGM Victims

by Andrew Sullivan

Saira Khan introduces the recently developed procedure of clitoral reconstruction, which promises to reverse at least some of the damage done to women who have been subjected to clitoridectomy:

The surgery itself is fairly simple.

As the science community has recently learned, the clitoris is much larger than the small accessible part. An unerect clitoris can be up to 9 centimeters long, meaning that most of the clitoris is actually within the body and inaccessible without surgery. So theoretically, underneath the scar tissue on a woman who has experienced female genital mutilation is more clitoris.

To restore part of the clitoris, the doctor opens up the scar tissue, brings some of the clitoris back up into position, and sews it in place. The recovery process for the surgery is long, painful, and arduous; it can take up to a few months for skin to grow on top of the newly restored clitoris leaving the woman very sensitive for some time. [Dr. Pierre] Foldès says he cannot guarantee orgasms from the restoration but it does have the potential to bring back some sensation.

Still, the surgery has not gained much traction in the U.S. The American Congress of Obstetricians and Gynecologists believes there is not enough research to support the surgery yet.

31 May 21:09

My food, all mine.. you can`t have any.

Adam Victor Brandizzi

Been there, bro.















My food, all mine.. you can`t have any.

31 May 21:05

May 31, 2014

Adam Victor Brandizzi

"I was looking at your yes"
"Sorry, it is hard to tell"

HAHAHA


Big news coming soon!
31 May 21:02

evangotlib: huffingtonpost: Yes this cat is ACTUALLY playing...









evangotlib:

huffingtonpost:

Yes this cat is ACTUALLY playing Jenga. Don’t believe us? Watch the full video here. 

How does this only have 156 notes???

THIS IS A CAT PLAYING JENGA.