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13 Dec 18:11

Tauriel e outras mudanças do filme: análise na Folha

by imrahil
Isabel

SPOILERS

482425_10151813687829821_764774952_nPra quem não teve paciência de ler minha gigantesca resenha do filme ou ficou com medo dos spoilers, de repente vale a pena dar uma lida abaixo na análise da comparação livro versus filme que fiz pra edição de hoje da Folha de S.Paulo.

Sinceramente, recuso o rótulo de purista — tanto que gostei da Tauriel e até cito os precedentes pro papel dela na obra. Bem, vejam por si mesmos, gente bonita.

————

REINALDO JOSÉ LOPES

COLABORAÇÃO PARA A FOLHA

Em “A Desolação de Smaug”, o time de roteiristas liderado por Peter Jackson, basicamente o mesmo que trabalhou nos três filmes da série “O Senhor dos Anéis”, acabou criando a narrativa que, por enquanto, mais se distancia dos livros de J.R.R. Tolkien quando comparada aos outros capítulos das duas trilogias.

Por incrível que pareça, a mudança mais comentada e lamentada pelos fãs dos livros, a “invenção” da elfa guerreira Tauriel, está longe de ser a mais intrusiva. O professor de literatura americano Corey Olsen, especialista na obra de Tolkien, costuma brincar que dois cromossomos X não são vistos juntos em nenhum momento do livro “O Hobbit” (é sério: não há nenhuma mulher, elfa ou anã na ação da obra), e a criação de Tauriel para o cinema decerto foi vista como uma concessão inevitável para o público feminino.

Para quem torceu o nariz para as proezas bélicas da moça, vale lembrar que há precedentes nos textos do próprio Tolkien – no livro póstumo “Contos Inacabados”, por exemplo, ele retrata a elfa Galadriel, a etérea rainha de “O Senhor dos Anéis”, pegando em armas para defender seu povo. E outro aparente sacrilégio (atenção para o spoiler!), o flerte entre Tauriel e o “anão gatinho” Kili (Aidan Turner), tem ecos da paixão platônica – quase adoração, na verdade – que o anão Gimli nutre pela própria Galadriel na Saga do Anel.

Por que dizer, então, que este é o filme no qual Jackson e companhia mais tomaram liberdades com a sua fonte? Em grande parte, trata-se de uma questão de tom. O segundo filme captura relativamente pouco do bom humor do livro (e, quando a ideia é ser engraçado, Jackson opta pelo pastelão, no lugar da comédia mais sutil de Tolkien).

Outro ponto importante é como “A Desolação de Smaug” retrata a transformação do hobbit Bilbo em herói. Na obra literária, o leitor sabe o tempo todo que a coragem de Bilbo está muito mais ligada à sua disposição de fazer a coisa certa mesmo morrendo de medo, enquanto os filmes não conseguem resistir à tentação de transformar o hobbit em espadachim, mesmo quando a coisa fica inverossímil.

Coisa parecida se dá com o príncipe anão Thorin, um sujeito muito mais calculista e menos heroico no livro (exceto quando chega o gran finale do personagem). No geral, talvez o problema de Jackson seja que ele confia muito menos do que Tolkien na capacidade do espectador/leitor de captar sutilezas.

Se há algo que compensa esses escorregões, é o magnífico dragão Smaug – não por acaso, o personagem cujas falas mais se aproximam do texto original.

13 Dec 13:01

Canais da Net entram em nova ordem mundial

by Patrícia Kogut
Foi lançado ontem no Rio o rearranjo do line up da Net. Isso significa que os canais agora ficam agrupados por gênero, como explica a voz em off: entretenimento e séries (AXN, Warner e afins) a partir do 120; esportes e notícias, acima do 70, infantis, do 100, filmes do 150 e por aí vai. Esses canais têm um espelhamento em HD, o que quer dizer que eles existem em versão tecnicamente melhorada em outro local.É muito para o espectador assimilar num primeiro momento? É. É ruim? Talvez, mas a intenção é meramente organizar e aplacar a fúria dos querelantes que ligam para as operadoras perguntando onde fica esse ou aquele canal.Só para lembrar, a televisão por assinatura chegou ao Brasil no início dos anos 1990 com apenas 24 canais, ou seja, era tudo mais simples. No Rio, o cabo chegou ao Leblon, mais precisamente à Selva de Pedra, numa ponta do bairro, em 1993. De lá para cá, muita coisa mudou. Há hoje mais de 160 canais e entre 30 e 40 querendo entrar no ar.Leitores escrevem para cá pedindo que a coluna indique a numeração dos canais a cada menção. É uma missão impossível, já que cada operadora tem sua organização. Há uma outra maneira de fazer isso? Só escapando da lógica da numeração de canais através da ordenação por logotipos e exposição em telas com mosaicos. Esse sistema existe, mas não é o mais usado.O line up inaugurado ontem é uma tentativa de facilitar a vida do freguês. As operadoras já se prepararam para “70% de satisfeitos contra 30% de ruidosos que vão ligar reclamando”. Ninguém — com níveis medianos de memória — tem a ordem dos canais na cabeça. Com isso, um pouco de lógica pode ajudar. É o que vamos ver nos próximos dias, com a absorção da novidade.
13 Dec 09:53

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12 Dec 22:50

Homes of Classic Literature

12 Dec 22:48

The Hälssen & Lyon Tea Calendar by Kolle Rebbe, Hamburg The...


The Hälssen & Lyon Tea Calendar | Posted by CJWHO.com


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The Hälssen & Lyon Tea Calendar by Kolle Rebbe, Hamburg

The Hälssen & Lyon tea calendar is the first calendar in the world to feature calendar days made from tea leaves. Finely flavoured and pressed until wafer-thin, the 365 calendar days can be individually detached and brewed directly in the cup with hot water. The tea calendar was sent exclusively to selected business partners.

12 Dec 22:47

Já assistimos “O Hobbit: A desolação de Smaug”!

by Imrahil
Isabel

SPOILERS!

Zemanta Related Posts ThumbnailQuerido povo valinoreano, é com a voz trovejante de Smaug/Benedict Cumberbatch ainda ressoando em meus ouvidos que sento para escrever mais uma das nossas tradicionais resenhas de filmes tolkienianos.

Quem já leu esses textos escritos pela Equipe Valinor por aqui sabe que a minha tendência é ser detalhista até o nível do paroxismo (hehehe) e não babar em demasia o ovo de Peter Jackson e companhia. Pra variar, vamos ter esses dois elementos nesta resenha de “O Hobbit – A Desolação de Smaug”. Preparem-se, portanto, pra SPOILERS E MAIS SPOILERS EM LETRAS GARRAFAIS nos parágrafos a seguir.

Resumindo muito resumidamente o que vou explicar com spoilers e requintes de crueldade depois, eu diria que, do ponto de vista de quem é fã dos livros como eu (e, desculpaê, mas eu aposto o meu toba no truco que as obras de arte realmente perenes e que devem ser levadas a sério são os livros, não os filmes), minha sensação geral depois de assistir a “Desolação” é de ambivalência.

Explicando melhor: embora seja difícil obter um quociente objetivo de “fidelidade”, minha impressão é que este filme é o menos fiel em relação aos livros de todos os da hexalogia (se é que a palavra existe), por enquanto, contando os da trilogia SdA. E, em geral, quem tenta fazer diferente de Tolkien acaba fazendo caquinha. Achei “Desolação” inferior a “Uma Jornada Inesperada” – por pouco, é verdade, mas inferior.

Por outro lado, o positivo, as cenas de ação estão mais comedidas e bem executadas no segundo filme (com exceção das que envolvem um certo elfo platinado), Smaug de fato é o dragão mais descaralhante da história do cinema, Martin Freeman é sempre um excelente Bilbo, Balin e Thorin não decepcionam. E, pasmem, Tauriel não compromete. A moça sabe até usar athelas. E balança até corações anões (é, você entendeu certo).

Vamos, então, aos detalhes saborosos (e outros nem tanto).

Na balada em Bri

Taí um lugar que eu não esperava ver nesse filme, mas o fato é que “Desolação” começa com um flashback do fatídico encontro de Gandalf e Thorin em Bri que levou ao recrutamento de Bilbo para a demanda de Erebor (mais detalhes você encontra nos apêndices do SdA e em “Contos Inacabados”). Cá entre nós, sou só eu que se irrita quando retratam Bri como um lugar tenebroso nos filmes? Bri era pra ser ALEGRE! Bom, deixa pra lá…

O que interessa mesmo é que, nesse papo de Gandalf com Thorin, o roteiro introduz a seguinte ideia: o plano de Gandalf seria o de usar Bilbo para pegar a Pedra Arken na surdina e trazê-la para Thorin. Assim, o príncipe anão teria em mãos a joia que era a prova do direito divino de seus ancestrais de reinar sobre a Casa de Durin e todos os demais anões. Assim, todos os demais domínios anânicos (ô palavra feia docaray) uniriam-se a Thorin para finalmente fazer uma bolsa fashion com o couro de Smaug.

Hmmm. Tá. Eu sinceramente não sei o que pensar dessa inovação dos filmes. Por um lado ela ajuda a esconder o fato de que, no livro, Thorin e Cia. simplesmente não tinham um plano decente (não acho que eles imaginassem que Bilbo ia matar o dragão sozinho). Por outro, ela complica, e muito, o plano espertíssimo de Bilbo para tentar forçar a reconciliação de anões, elfos e humanos antes da Batalha dos Cinco Exércitos usando justamente a Pedra Arken como material de barganha. Bem, problema pro terceiro filme resolver, não é mesmo?

Corta para o “presente”, no qual Bilbo, atuando como espião da trupe, vê que os orcs estão se aproximando deles novamente e, pior, nota a silhueta de um urso gigantesco na escuridão. Gandalf faz uma cara esquisita e diz: “Temos de procurar abrigo numa casa aqui perto. O dono pode ajudar vocês – ou decidir matá-los. De qualquer jeito, vocês não têm escolha”.

Os anões, então, correm loucamente em direção à casa de madeira que enxergam ao longe, sendo perseguidos pelo ursão. Conseguem entrar e trancar o portão nas fuças do bicho. A casa está cheia de bois chifrudíssimos, ovelhas, cavalos e colmeias (no 3D, fiquei com medo que uma abelha picasse o meu nariz). “O que era aquilo?”, pergunta um deles. “Nosso anfitrião”, responde Gandalf.

Quando raia o sol, numa cena digna de “Um Lobisomem Americano em Londres”, vemos o urso monstruoso virar Beorn, que entra na casa e põe-se a conversar com a companhia de Thorin. A parte triste é que, mesmo com quase três horas de filme, a participação de Beorn é quase uma ponta, de tão curtinha. Achei que o excesso de pelo facial fez o ator ficar com cara daqueles “lobisomens mexicanos” com problemas hormonais, e o sotaque meio bizarro foi desnecessário. Mas foi bacana ao menos a fala mal humorada do troca-peles: “Não gosto de anões, mas gosto menos ainda de orcs, então vou ajudar vocês”. Ah, detalhe: Beorn dá a entender que ele é o último de toda uma raça de troca-peles que vivia na região – até onde não sabemos, não tinha nada disso na Terra-média tolkieniana.

No meio do mato eu vi

Corta para as bordas da Floresta das Trevas. Os anões e Bilbo estão apeando de seus pôneis beórnicos quando Gandalf recebe uma mensagem telepática de Galadriel (pois é…) convocando-o para investigar os túmulos dos antigos Espectros do Anel (!?) no norte para descobrir, afinal, quem reocupou Dol Guldur. É só então que o mago decide deixar os anões seguirem viagem sozinhos (até esse momento ele pretendia entrar na floresta com eles).

E lá se vai Gandalf, enquanto Thorin e Cia. adentram a mata. Eles tentam não deixar a trilha, mas vão ficando progressivamente mais e mais desorientados (meio com cara de quem tomaram chá de cogumelo, na verdade; por que será que o PJ nunca consegue retratar alguém meio perdidaço sem fazer a pessoa parecer drogada?). Para tentar sair dessa situação esquisita, Bilbo escala uma das árvores e vê, lá do alto, que os anões não estão assim tão longe do fim da floresta.

Só que, ao descer, o hobbit vê que seus amigos sumiram e é rapidamente atacado por uma aranha monstruosa, que o enrola feito novelo de lã em dois tempos. Sim, são elas, as crias de Laracna. As quais, para crédito de PJ, estão absurdamente assustadoras mesmo.

Passado certo tempo, vemos todos os novelinhos prontos para serem devorados. Uma aranha está prestes a mordiscar Bilbo quando ele consegue enfiar Ferroada no bucho da bicha e coloca o Anel. Nosso hobbit, a partir daí, passa a entender o que dizem as aranhas, que estão querendo comer os anões de uma vez. Sai dando espadadas a torto e a direito e as aranhas logo gritam: “ele tem um ferrão, ele tem um ferrão”, a deixa perfeita para o batismo de Ferroada. Infelizmente não rolou a musiquinha da Aranhoca. Triste, né?

Mas Bilbo parte para resgatar seus amigos, até que uma flecha saída aparentemente do nada planta-se nas fuças da aranha mais próxima. Sim, é a elfa guerreira Tauriel, acompanhada de Legolas e do resto do exército do rei élfico Thranduil. Enquanto dizimam as aranhas, os elfos já vão dando uma de cuzões pra cima dos anões, desarmando e amarrando os coitados.

Enquanto isso, Bilbo perde momentaneamente o Anel e parte feito um alucinado para cima de uma aranha que está impedindo o hobbit de pegar seu “Precioso”. Bilbo mata a aranha e ainda berra pra ela, com voz meio golúmica: “É meu!”. Creepy…

Os anões são levados para a fortaleza subterrânea de Thranduil e devidamente trancafiados. Kili, todo malandrovski, já vai jogando um xaveco em Tauriel dizendo “Você não vai revistar minhas calças? Vai que eu escondi uma espada lá dentro”, no que ela responde “Pode ter uma espada, ou pode não ter nada aí embaixo”. Hmmm…

Thranduil continua sendo o elfo mais insuportável da história do cinema e convoca Thorin para uma tentativa de acordo. Diz que pode liberar os anões se eles conseguirem trazer pra ele alguns tesouros de Smaug que deseja. Thorin diz que, depois que seu povo foi rejeitado pelo rei élfico quando mais precisava, nunca mais iria confiar em Thranduil. E assim volta Thorin pro xilindró.

Entrementes (adoro essa palavra), Tauriel dá uma passadinha na cela do Kili (após ouvir de Thranduil que “meu filho não é pro seu bico”) e os dois conversam… sobre a luz das estrelas e da Lua, já que os elfos estariam celebrando Mereth em-Gilith, a Festa das Estrelas. Sério, simples assim. Na verdade é um bom tema à la Silmarillion para uma elfa e um anão conversarem, já que as duas raças chegaram ao mundo antes do surgimento do Sol. Sinceramente, achei bonitinha e bem feita a cena quase romântica entre eles.

Os anões estão chafurdando em desespero quando Bilbo finalmente tira o Anel e começa a libertá-los. (Antes disso, rola uma cena engraçadíssima na qual Thranduil diz: “Você aí, não pense que não estou vendo você nas sombras” e Bilbo acha que é com ele, mas na verdade o rei está falando com Tauriel.)

Rapidamente – muito mais rapidamente do que no livro, como sabemos – Bilbo se aproveita do bebum do velho Galion (sim, o elfo pinguço aparece!) para pegar as chaves da prisão e libertar seus camaradas, enfiando-os rapidamente nos barris vazios de vinho e jogando-os no rio. (Momento pastelão: Bilbo esquece de pegar um barril para si próprio e acaba pulando no rio e se agarrando a um dos barris dos anões.)

Vem então a sequência de perseguição no rio, que pra mim é a parte mais ridícula e desnecessária do filme. Ocorre que os orcs que estavam na cola de nossos heróis anânicos desde Eriador reaparecem no meio da floresta (Thranduil demitiu o ministro da Defesa depois dessa) e tentam matar os anões nos barris, mas acabam batendo de frente com Legolas e Tauriel. Legolas simplesmente fica em pé equilibrando-se na cabeça de Dwalin e, creio, Bombur pra ficar flechando orc atrás de orc. Aí em dado momento o Bombur é jogado pra fora do rio e, ainda entalado no barril, enfia os braços por dentro da madeira, tipo mestre do kung-fu, e sai machadando orcs como se fosse um helicóptero. Cascata.

O resumo da ópera é que os anões e Bilbo finalmente descem o rio até o lago e encontram na beira d’água um barqueiro que é ninguém menos que… Bard. Após muito papo em cima do rapaz, inclusive uma oferta generosa de dinheiro, os anões finalmente conseguem que ele lhes dê uma carona até a Cidade do Lago.

Entrementes (olha aí a palavra de novo), Gandalf e Radagast verificam que os Espectros do Anel não estão em suas covas e Gandalf, ao chegar a Dol Guldur, percebe que há lá um feitiço para ocultar um exército de orcs na região. Os orcs tentam atacá-lo, e Gandalf está prestes a dar no pé quando o mago é detido por uma espécie de sombra maligna que se espalha por todos os cantos de Dol Guldur. A sombra vai lentamente tomando forma: alterna-se entre um olho em chamas e uma silhueta em chamas com uma conhecida forma de capacete espinhudo. “Sauron”, murmura o aterrorizado mago. É um gênio, esse Gandalf.

Intrigas políticas

Para evitar que os anões sejam impedidos de entrar na Cidade do Lago, Bard combina com um mano dele pra cobrir os barris dos pobres com peixe. Como insulto final, ele ainda traz os anões pra dentro da sua casa entrando pela privada.

Todas essas precauções acontecem porque o Mestre da Cidade do Lago (Stephen Fry, divertido) tem tido sua autoridade contestada pelo povão, que tem Bard como uma de suas figuras queridas. O arqueiro (sim, ele carrega um arco no encontro com os anões na beira do lago) tem sua casa vigiada. O coitado ainda é viúvo e pai de três filhos. O filme coloca isso em termos de uma espécie de disputa política entre aristocratas versus democratas. Pra mim pareceu meio babaca, até porque complexidade política nunca foi o forte do PJ.

A grande treta surge porque os anões querem armas para seguir viagem rumo à Montanha, e Bard diz que o único jeito é invadir o arsenal da cidade. A coisa toda quase dá uma merda federal, mas no último momento Thorin se revela como o herdeiro do Rei sob a Montanha e promete que dividirá todas as riquezas de Erebor com o povo de Esgaroth se a Cidade do Lago o apoiar. Bard, que todos sabem ser o herdeiro do rei Girion de Valle, diz que é loucura atacar o dragão, mas, como no livro, o povão de Esgaroth fica do lado de Thorin.

Parêntese importante: quando estão na casa de Bard, os anões veem no alto da maior torre da cidade uma espécie de catapulta (que está mais para uma balista ou um escorpião, lançadores de armas parecidas com lanças da época romana) e Balin lembra que só uma “flecha preta” (na verdade uma lança) disparada de uma arma daquelas poderia derrubar um dragão, e lembra que Girion tentou, mas não conseguiu atingir Smaug quando Valle e Erebor foram destruídas. Ao que tudo indica, PJ achou que seria inverossímil que um arco e flecha “normal” derrubasse Smaug, o que sinceramente achei uma babaquice, mas beleza.

Bem, de volta à ação: após receberem armas, roupas e serem homenageados num banquete, os anões se preparam para partir. Só que Thorin barra Kili, que foi ferido por uma flecha orc e anda meio zureta (a flecha na verdade está envenenada) e deixa lá também Óin (o deficiente auditivo), para ajudar a cuidar dele, e Bofur, que encheu a cara e não chegou a tempo de pegar o barco. Trash.

É com seus números diminuídos, portanto, que os anões e Bilbo finalmente põem os pés em Erebor. O drama para achar a porta com “a última luz do dia de Durin” é basicamente o mesmo do livro, com Bilbo, recusando-se a perder a esperança, como sempre, notando o tordo batendo o caracol na parede de pedra e finalmente achando o buraco da fechadura.

Enquanto isso, os orcs chegam à Cidade do Lago para tentar acabar com os anões, e os pobres, junto com os filhos de Bard, quase vão para o saco, sendo salvos no último minuto por… Legolas e Tauriel, claro. O elfo loiro fodão quase toma um cacete de Bolg (sim, ele aparece), mas o orc acaba fugindo, com Legolas a persegui-lo. Tauriel prefere ficar pra tentar salvar a vida de Kili, usando – lógico! – folhas de athelas para isso e tendo sucesso. Meio grogue, meio poeta, o anão a compara à luz das estrelas e pergunta se algum dia ela poderia tê-lo amado. Ela faz que vai responder e fica quieta (sério, é enigmático assim!).

Com os anões dentro da Montanha Solitária, o plano é simplesmente para que Bilbo entre lá, surrupie a Pedra Arken e dê no pé. Mas é claro que Smaug o detecta. A conversa dos dois é praticamente idêntica à do livro (aleluia!), inclusive com as referências sinistras do dragão. É disparado a cena mais empolgante do filme.

Mas é claro que Smaug percebe que Bilbo na verdade quer a Pedra Arken e põe o pobre hobbit pra correr (na fuga ele encontra Thorin e fica ambíguo se, no fim das contas, Bilbo pegou ou não a pedra, Thorin quase dá uns cascudos nele por causa disso). Os anões começam uma fuga desesperada pelo interior da montanha. (Coisa bem bacana do ponto de vista visual: peito do Smaug começa a brilhar toda a vez que ele vai soltar uma rajada de fogo.) Chegam a um beco sem saída, até que Thorin resolve armar alguma maneira de, afinal, enfrentar o assassino de seu povo.

O plano é complicadinho, colocado em prática em sequências de ação extremamente rápidas, mas, em suma, consiste em atrair Smaug para perto de uma enorme forja de Erebor, na qual os anões põem-se a derreter gigantescas quantidades de metal e a derrubar todo tipo de coisa pesada na cabeça do dragão. No fim das contas, Thorin sobe perto de uma imensa estátua dos reis anões do passado e desafia abertamente Smaug, dizendo que veio para se vingar. A estátua de pedra, então, desfaz-se, lançando sobre o dragão um oceano de ouro derretido. Ele afunda.

Nada poderia a sobreviver a isso, certo? Mas Smaug, feito um boi que pisou num rio lamacento, vai saindo do ouro derretido, aparentemente sem feridas mais graves. E, com uma voz entre assustado e enfurecido, grita que os anões verão o que é vingança. E bate asas rumo ao lago. Bilbo murmura: “O que foi que nós fizemos”. E eis que vêm os créditos. Cabou. Agora, só em dezembro de 2014.

12 Dec 10:41

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12 Dec 10:14

bbcamerica: First look at The Time of The Doctor in this...



bbcamerica:

First look at The Time of The Doctor in this trailer for the Doctor Who Christmas Special.

Premieres Christmas Day, December 25th 2013 at 9/8c on BBC America

December 25, 2013 at 8pm on Space (Canada)

December 25, 2013 at 7:30pm on BBC ONE (UK)

December 25, 2013 at 10pm on BBC HD Brasil (Brazil)

December 26, 2013 at 7:30pm on ABC1 (Australia)

December 26, 2013 at 8:30pm on Prime (New Zealand)

11 Dec 17:04

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10 Dec 14:16

December 10, 2013

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sahrabr: yyonet: "These are images from the catalog for...











sahrabr:

yyonet:

"These are images from the catalog for Debenhams, a British department store. Don’t you wish every store expanded their ideas of beauty like they have?" (Via Upworthy.com)

This is absolutely beautiful!

Se morasse na Grã Bretanha, só compraria lá. 

Uma questão de princípios.

09 Dec 10:52

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Londoner's Guide To London

09 Dec 10:21

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09 Dec 10:16

brittonius: bestworstideaever: thesonicscrew: tardismonkey: y...



brittonius:

bestworstideaever:

thesonicscrew:

tardismonkey:

yourlocalpsychopath:

every Doctor Who theme at once

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This is how i felt when all the doctors joined together to save Gallifrey.

this would suit Capaldi perfectly

the opening sequence can just be this gif

WHOA

I’ve never had goosebumps like that before…..my body was NOT ready…

06 Dec 10:14

twelveismine: lokis-shark-and-tonys-detective: doctorwho: bbca...



twelveismine:

lokis-shark-and-tonys-detective:

doctorwho:

bbcamerica:

barbiepants:

doctorwho:

bbcamerica:

Peace on Earth (or Whichever Planet You Happen To Land On)

We’ve put up a new billboard in the Meatpacking District of NYC.

In case The Doctor visits New York City again.

You know, the one without the time paradox.

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Soo…is no one actually giggling to themselves because that snowflake is make of sonic screwdrivers or…

YES!

We were waiting for someone to notice OUR FAVORITE PART!

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When is a BBC holiday a happy one…

Right up until the episode airs. That’s when it’s happy

05 Dec 11:12

martininamerica: bijoukaiba: plumblesbumbles: c2ndy2c1d: fris...



martininamerica:

bijoukaiba:

plumblesbumbles:

c2ndy2c1d:

fristjra:

hokeyfright:

IT GETS FUNNIER EVERY TIME I SEE IT

Possibly my fave gifset ever.

05 Dec 10:02

The Ultimate Showdown: Books vs. Films

books infographic movies films - 7935050752

Submitted by: (via Love Reading)

Tagged: books , infographic , movies , films
04 Dec 15:55

shevinefeels: It’s sort of horrifying that we all know what...





















shevinefeels:

It’s sort of horrifying that we all know what they’re talking about without them really saying it.. that it’s become that much of a norm in our society that we just know.

03 Dec 22:57

odditiesoflife: Ten of the Best Storybook Cottage Homes Around...





















odditiesoflife:

Ten of the Best Storybook Cottage Homes Around the World

These 10 fairy tale inspired cottages with their hand-made details call to mind the tales of the Brothers Grimm and other fantasy stories. All of these cottages are real-life homes from around the world. From stunning cottage houses to mystical stone dwellings, these 10 storybook cottage homes provide inspiration and inspire the imagination.

  1. Hobbit House - Rotorua, New Zealand
  2. Winckler Cottage - Vancouver Island, Canada
  3. Akebono kodomo-no-mori Park, Japan
  4. Wooden Cottage - Białka Tatrzańska, Tatra Mountains, Poland
  5. Blaise Hamlet - Bristol, England
  6. Willa Kominiarski Wierch - Zakopane, Poland
  7. Forest House - Efteling, The Netherlands
  8. Cottage in the Hamlet of Marie Antoinette - Versailles, France
  9. Cob House - Somerset, United Kingdom
  10. The Spadena House - Beverly Hills, California, United States
03 Dec 15:47

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03 Dec 07:44

December 02, 2013


Gulpo is coming...
02 Dec 22:51

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