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14 Nov 10:00

A desigualdade de renda parou de cair? (Parte II)

by Marcos Mendes

No texto publicado na semana passada chamou-se atenção para o fato de que o Índice de Gini de distribuição de renda no Brasil parou de cair em 2012, interrompendo uma trajetória descendente que vem desde meados dos anos 90. Pode ser que isso seja apenas um dado isolado, que não revele uma nova tendência de interrupção da queda da desigualdade. Mas também pode ser um sinal de que os fatores que levaram à queda da desigualdade estão se estagnando. Isso seria preocupante, pois a desigualdade no Brasil ainda é alta.

A literatura especializada já vem apontando há alguns anos que será cada vez mais difícil manter a redução da desigualdade1. Para sabermos o motivo, é preciso entender quais foram as causas da queda recente da desigualdade.

Esse texto vai se concentrar nos fatores que afetam a desigualdade no mercado de trabalho. Na próxima semana serão analisadas as políticas sociais do governo.

I – A mudança no perfil de demanda de mão-de-obra

A forte queda da desigualdade não ocorreu apenas no Brasil. Como mostram inúmeros estudos, entre eles o artigo Deconstructing the Decline of Inequality in Latin America2, houve generalizada queda de pobreza e desigualdade na maioria dos países da América Latina. O estudo mostra que, dos 17 países estudados, nada menos que 12 tiveram significativa queda de desigualdade.

Essa causa comum parece ser o boom no mercado internacional de commodities, que favoreceu todos os países da região, tipicamente exportadores desse tipo de mercadoria. Esse boom ocorreu exatamente a partir de 2002/2003, quando a desigualdade começou a cair de forma mais intensa. Mas qual seria o mecanismo que transformaria os ganhos no comércio internacional em redução da desigualdade?

Em primeiro lugar é preciso ficar claro que o aumento de preços no mercado internacional dos produtos exportados pela América Latina e a queda dos preços dos produtos de alta tecnologia por ela importados aumentou fortemente o poder de compra dos países da região. Para que se tenha ideia da dimensão desse fenômeno, basta notar quem em 2005 um navio carregado de minério de ferro tinha valor equivalente a 2.200 TVs de tela plana, em 2010 a mesma carga valia o equivalente a 22.000 TVs3.

Mas como esse maior poder de compra passou da mão dos exportadores para o restante da população? E como gerou redução da desigualdade de renda?

A maior renda obtida com exportações ativa a economia como um todo. Passa a haver, por exemplo, maior disponibilidade de divisas, a taxa de câmbio valoriza-se, e as empresas podem importar mais máquinas e equipamentos, enquanto os consumidores podem consumir bens importados a custo menor. As empresas exportadoras depositam seus superávits financeiros nos bancos, que emprestam os recursos para outros setores da economia, aumentando a taxa de investimento e crescimento. O maior investimento aumenta a taxa de crescimento e a demanda por trabalhadores.

Os ganhos nas relações de troca internacional são, portanto, uma bênção, e devem ser aproveitadas ao máximo pelo país. No entanto, embora aumentem a renda e a poupança disponível para financiar investimentos, eles não são suficientes para desencadear o desenvolvimento de todos os setores da economia.

Isso porque o Brasil (assim como boa parte dos países latino-americanos) tem diversos outros problemas que retiram competitividade da economia: a infraestrutura de transportes e comunicações é ruim; a energia é cara; a economia é fechada à concorrência internacional e à importação de insumos e serviços de qualidade; o grau de instrução da mão-de-obra é baixo; o sistema tributário é pesado e distorce os preços; a regulação econômica e a defesa da concorrência são frágeis. Por todos esses motivos o Brasil não consegue competir com outros países no mercado de bens e serviços mais sofisticados.

Quando vem um estímulo externo como o boom de commodities, os setores da economia brasileira que conseguem crescer são aqueles ligados aos serviços de menor conteúdo tecnológico. Esses setores tendem a contratar trabalhadores pouco qualificados. Com maior procura por trabalhadores pouco qualificados, os salários desse grupo cresceram em relação aos demais trabalhadores: daí a redução nas desigualdades salariais.

O raciocínio é o seguinte: o boom de commodities provocou a valorização das moedas dos países exportadores desses produtos, enquanto o aumento da renda se refletiu em maior consumo. Com um câmbio valorizado, o consumo de bens industrializados, disponíveis no mercado internacional (chamado de “bens comercializáveis”), passou a ser atendido por importações, como as TVs de tela plana do exemplo acima. Elas mais baratas e de melhor qualidade que os bens industriais produzidos nos países latino-americanos que, devido aos problemas de má infraestrutura e outros acima listados, não têm produtividade e competitividade para competir com os importados).

Já o aumento do consumo de bens não disponíveis no mercado internacional (serviços em geral, construção civil, produtos perecíveis) –  conhecido como “não-comercializáveis” – teve que ser atendido pelos produtores internos. Isso fez o preço dos serviços e demais bens não comercializáveis disparar em relação ao preço dos bens importados. O preço dos bens importados não subiu, pois o aumento de demanda pode ser atendido por importações crescentes. Já o preço dos bens e serviços não disponíveis para importação subiu, porque a oferta ficou limitada ao que é produzido dentro do país, não dando conta de atender a expansão da demanda.

Ocorre que o setor de serviços utiliza majoritariamente trabalhadores menos qualificados e de menor escolaridade que a indústria. Ou seja, subiu a demanda por trabalhadores menos qualificados no mercado de trabalho e caiu (ou cresceu mais lentamente) a demanda por trabalhadores mais qualificados. Adicionalmente, o próprio setor de commodities, em especial, das commodities agrícolas, é intensivo em mão de obra de menor qualificação. Em consequência, elevaram-se os salários dos menos qualificados em relação aos mais qualificados.

Os países latino-americanos, e o Brasil em particular, criaram mais empregos de balconista, cabeleireiro, trabalhador rural e atendente de call center, e menos vagas de operadores de equipamentos industriais robotizados, designers ou especialistas em telecomunicações.Isso explicaria a redução das desigualdades salariais no mercado de trabalho e a desigualdade de renda.

Note-se que tal distorção não é “culpa” do setor de commodities que, na verdade, é competitivo e gera grande benefício ao país. O problema está na má infraestrutura, no fechamento da economia à competição internacional, no sistema tributário caótico, na frágil regulação de setores oligopolizados, etc. Países como Canadá, Estados Unidos e Austrália, fortes exportadores de commodities, não sofrem o mesmo problema de competitividade do Brasil, pois têm políticas de comércio exterior mais aberta, melhor regulação, melhor infraestrutura, etc.

A história contada acima indica que a queda da desigualdade não é portadora apenas de boas notícias. Ela pode ser sintoma da incapacidade da economia de desenvolver setores de maior tecnologia e maior sofisticação. Com isso, o país perde empregos no segmento mais competitivo. Graças ao boom de renda vindo do exterior, esses empregos são substituídos por outros, menos produtivos, concentrados nos serviços de menor sofisticação. No curto prazo, observamos queda de desigualdade. Mas no longo prazo observaremos menor capacidade de crescimento econômico.

E o que é pior, como o ganho de renda vindo das commodities está fora do controle do governo, por ser determinado no mercado internacional, a reversão dessa tendência pode fazer murchar também o ímpeto do setor de serviços, o que fará com que o baixo crescimento passe a ser acompanhado, também, da interrupção da queda da desigualdade.

Esse pode ser um fator por trás da interrupção da queda da desigualdade em 2012 em relação a 2011. Ao decompor as fontes de variação desse índice, IPEA (2013) constata que no período 2011-2012 as rendas do trabalho deixaram de ser um fator de queda da desigualdade tendo, pelo contrário, levado a pequeno aumento do indicador.

Ou seja, a redução da desigualdade nas remunerações no mercado de trabalho, que foi o carro chefe da queda da desigualdade no período 2002-2011, não ocorreu em 2011-2012. Esse pode ser um indicador de que a dinâmica da expansão dos serviços esteja se esgotando. O fato de que os ganhos de renda vindo das commodities estão se estabilizando pode ser uma das causas dessa reversão.

Esse tipo de raciocínio ajuda a entender também porque a desigualdade não teria caído fortemente ao longo da década de 1990. Em primeiro lugar, porque naquele período, em vez de um choque favorável nos preços das commodities, o mercado internacional impunha ao Brasil e à América Latina um ambiente instável de crises financeiras internacionais e aumentos de juros, que reduziam a renda dos países da região.

Em segundo lugar, houve no Brasil uma série de reformas favoráveis ao crescimento econômico, tais como as privatizações e a abertura comercial com o exterior, que permitiram a entrada de tecnologias de ponta no país. Em um primeiro momento, essas reformas tendem a ter efeito concentrador de renda: elas aumentam a demanda por trabalho mais qualificado em áreas de maior tecnologia (basta imaginar a quantidade de novos engenheiros decorrente da expansão das telecomunicações nos anos 90). Porém, no longo prazo elas abrem caminho para a geração de empregos e o crescimento econômico, espalhando o benefício por toda a economia. Tome-se como exemplo os ganhos de renda que pequenos agricultores e profissionais autônomos tiveram a partir da disponibilidade de telefones celulares.

Em suma, parte significativa da queda da desigualdade a partir de 2002 “caiu do céu”: um presente para a América Latina, sob a forma de alta nos preços das commodities. Esse presente se converteu em queda da desigualdade devido, em parte, à incapacidade dos países da região, e do Brasil em particular, em oferecer às empresas condições de competitividade (infraestrutura, sistema tributário adequado, etc.), o que levou a expansão da economia a ser conduzida pelo setor de serviços de menor conteúdo tecnológico, menos produtivo e demandante de mão-de-obra menos qualificada. Nesse sentido, a queda da desigualdade seria um subproduto positivo gerado por uma fragilidade econômica do país.

II- A mudança no perfil de oferta da mão-de-obra

Outro fator de redução da desigualdade, que também parece ter atuado no sentido de reduzir as diferenças de remuneração no mercado de trabalho, foi o aumento da escolaridade da população. De fato, a média de anos de estudo da população brasileira subiu bastante desde meados da década de 1980. Entre 1950 e 1980 a média de anos de estudo no país cresceu apenas 1,07 anos, passando de 1,5 anos para 2,57 anos. Entre 1980 e 2010 houve crescimento contínuo e um salto de quase 5 anos na média, que passou a ser de 7,55.4

Essa maior quantidade de trabalhadores com mais escolaridade aumentou a oferta de trabalho qualificado e diminuiu a oferta de trabalho pouco qualificado (na suposição de que a escola pública agrega alguma qualificação efetiva ao trabalhador, apesar da sua baixa qualidade). Em consequência, aumentou o preço do trabalho menos qualificado (agora mais escasso) e caiu o preço do trabalho mais qualificado (agora mais abundante).

Note-se que o nível geral de educação (tanto em termos de anos de estudo quanto em termos da qualidade dessa educação) ainda é bastante baixo no país. Mas a evolução observada  teria sido suficiente para amenizar as fortes desigualdades de remuneração no mercado de trabalho.

Ocorre que os ganhos mais fáceis, obtidos pela simples inclusão das crianças na escola, já foi obtido. Daqui para frente, para que o aumento de escolaridade continue a pressionar para baixo a desigualdade e a pobreza, serão necessários avanços na melhoria da qualidade do ensino e aumento na taxa de escolarização de jovens, visto que o ensino fundamental já está universalizado desde meados da década de 1990.

Em especial, é preciso avançar em quantidade e qualidade no ensino médio. Como chama atenção Fernando Veloso em entrevista à Folha de S. Paulo5, ainda é baixo o percentual de jovens entre 15 e 17 anos frequentando a escola (84% segundo a PNAD 2012) e o currículo do ensino médio é ruim e divorciado da necessidade das empresas. Os jovens não chegam ao mercado de trabalho equipados para lidar com procedimentos intensivos em alta tecnologia. Isso significa que uma retomada do crescimento pode levar ao aumento da desigualdade, pois aumentará a demanda por trabalho mais qualificado, e os jovens mais pobres não têm tal qualificação, que não lhes é provida pela escola pública.

Lustig et al (2013) chegam a levantar a hipótese de que parte da queda do diferencial de salários entre pessoas com maior e menor escolaridade vem da deterioração da qualidade do ensino médio. Dado que o conteúdo aprendido pelos alunos desse nível de ensino não teria serventia para as empresas, elas se tornariam indiferentes entre contratar pessoas com ou sem ensino médio completo.

III – O papel do salário-mínimo

Um terceiro mecanismo que pode estar por trás da queda da desigualdade de salários no mercado de trabalho é a ativa política de elevação do valor real do salário-mínimo, perseguida pelo governo desde o segundo mandato de FHC, com intensidade acentuada a partir do primeiro governo Lula.

O salário-mínimo na década de 1990 era muito baixo e havia espaço para a sua elevação, sem prejudicar a rentabilidade das empresas. Porém, após seguidos anos de elevação acima da inflação, o salário-minimo real de 2013 é quase o dobro do seu valor em 1995.

É sabido que o salário-mínimo funciona como uma referência para a fixação de remunerações na base da pirâmide salarial. É comum tomá-lo como referência e reajustar remunerações superiores ao mínimo pelo mesmo índice de correção deste. O resultado é que variações no mínimo impactam fortemente salários maiores que o mínimo e, em cadeia, promovem aumentos das remunerações mais baixas.

Se por um lado isso reduz a desigualdade de remunerações (e faz a desigualdade no país cair), por outro lado acaba afetando o custo do trabalho para as empresas, que perdem lucratividade e competitividade.

A redução da desigualdade no curto prazo, por meio da elevação do salário-mínimo, se faz à custa de perdas de oportunidade de crescimento e geração de renda para todo o país no médio e longo prazos. Mais uma vez temos uma situação em que a queda da desigualdade não é apenas portadora de boas notícias. Há que se considerar, ainda, a possibilidade de os efeitos adversos do salário mínimo sobre a geração de emprego e estímulo ao investimento anularem o efeito redistributivo do aumento da remuneração daqueles que permanecerem empregados.

IV – A desigualdade parou de cair?

Tendo em vista os três fatores acima analisados (mudanças na demanda e na oferta de mão-de-obra e elevação real do salário-mínimo), cabe perguntar se eles continuarão a pressionar a desigualdade para baixo nos próximos anos.

Como já antecipado acima, o papel do boom de commodities sobre a demanda de mão-de-obra tende a arrefecer em função do esfriamento de tal mercado. Ademais, há que se levar em conta que esse não é o melhor caminho para se reduzir a desigualdade, afinal ele passa pela desindustrialização do país e pelo aumento de importância de setores de baixa produtividade, o que reduz o potencial de crescimento e geração de renda futura. Obviamente não se está sugerindo que o governo desestimule a exportação de commodities ou subsidie o setor industrial. O melhor a fazer é aproveitar o bom momento da economia internacional, porém consciente de que é preciso melhorar as condições de produção do Brasil, por meio de expansão da infraestrutura, melhoria na qualidade da educação, controle dos gastos públicos, racionalização do sistema tributário, entre outras medidas que aumentem a produtividade e viabilizem a diversificação da produção no Brasil, aumentando seu conteúdo tecnológico e diminuindo nossa dependência em relação ao comércio internacional de commodities.

Já do lado da oferta de trabalho, a maior escolaridade só continuará a reduzir a desigualdade se houver progressos na melhoria da qualidade da educação; em especial no ensino médio.

No que se refere ao papel do salário-mínimo, é preciso considerar que a política de elevação desse salário acima da inflação tem forte impacto sobre as despesas do governo. Em especial, sobre as contas da previdência social, cujos benefícios são indexados àquela remuneração básica. Assim, parece que em função de esgotamento fiscal não será possível manter tal política por muito tempo, a menos que se jogue para o alto qualquer intenção de manter o equilíbrio fiscal e a inflação sob controle. Mas se a inflação voltar, certamente o quadro distributivo se deteriorará, pois como todos sabem, a inflação é fortemente concentradora de renda.

Ainda que fosse possível aguentar por mais alguns anos o peso fiscal dos reajustes do salário-mínimo, seria preciso julgar se essa seria a melhor opção, tendo em vista as distorções introduzidas no mercado de trabalho, em especial o desestímulo à contratação de pessoal pouco qualificado, cuja produtividade tende a ser inferior ao salário-mínimo.

Em suma, não se pode dizer, ainda, que a parada na queda do Índice de Gini observada em 2012 é uma nova tendência de estabilidade da desigualdade, mesmo porque outros indicadores mantêm a tendência de queda. Mas não faltam motivos para se acreditar que isso seja possível. Ademais, o texto procurou deixar claro que a queda da desigualdade pode não ser portadora apenas de boas notícias. Ela pode ser resultado de fragilidades e desajustes econômicos que têm como custo a menor capacidade de crescimento e de geração de emprego no futuro.

____________

1 O presente texto está baseado nas seguintes referências bibliográficas:

Lustig, N., Lopez-Calva, L. e Ortiz-Juarez, E. (2013) Deconstructing the Decline of Inequality in Latin America. Banco Mundial. Policy Research Working Paper nº 6552, julho de 2013.

Banco Mundial (2012). The Labor Market Story behind Latin America’s Transformation.

Souza, P.H.G.F, Medeiros, M. (2013) The Decline in Inequality in Brazil in 2003-2009: the role of the State. Universidade de Brasilia. Economics and Politics Working Paper 14/2013.

Azevedo et all (2013) Fifteen Years of Inequality in Latin America. Banco Mundial, Policy Research Working Paper 6384.

Barros, R.P. et al (2009) Markets, the State and the Dynamics of Inequality: Brazil’s case study. UNDP. Research for Public Policy Inclusive Development 14-2009.

Ferreira, F.H.G. et al (2013) Economic Mobility and the Rise of Latin American Middle Class. Banco Mundial.

Lustig, N. et al (2011) The Decline in Inequality in Latin America: How Much, Since When and Why. Tulaine Economics Working Paper Series 1118.

Banco Mundial (2011) A Break of History: Fifteen Years of Inequality Reduction in Latin America.

IPEA (2012) A Década Inclusiva (2001-2011): desigualdade, pobreza e políticas de renda. Comunicado IPEA nº 155, de 2012.

IPEA (2013) “Duas décadas de desigualdade e pobreza no Brasil medidas pela Pnad/IBGE” – Comunicados do IPEA nº 159, de 2013.

2 Lustig, N., Lopez-Calva, L. e Ortiz-Juarez, E. (2013) Deconstructing the Decline of Inequality in Latin America. Banco Mundial. Policy Research Working Paper nº 6552, julho de 2013.

3http://www.smh.com.au/business/world-business/heavenly-ironore-prices-bound-for-purgatory-as-china-reforms-20130730-2qvoz.html. Agradeço a Marcos Kohler pela indicação dessa estatística comparativa.

4 Fonte: Barro, R. e Lee, J-W (2010) A New Dataset of Educational Attainment in the World, 1950-2010. NBER Working Paper, nº 15.902.

5 “Desigualdade pode voltar a crescer, diz pesquisador” – Folha de S. Paulo, 12/10/2013.

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31 Oct 20:36

As Arab countries participate in Wiki Loves Monuments for the first time, stakes are especially high in Syria

by Joshua Errett
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In English

Khan As’ad Pasha in the Old City of Damascus

Damascus, Aleppo, and Homs are among the oldest continuously inhabited cities in the world. The monuments in these cities are among the oldest on the planet. There are buildings, churches, theaters, and gates that date back to the second century.

Unfortunately, not far from these ancient sites, a brutal civil war rages on. “Most of the monuments have already been damaged to some extent,” Abbad Diraneyya says. “Almost all of them lie a few kilometers away from direct clash lines.”

Diraneyya organized Wiki Loves Monuments 2013 in Syria and Jordan, part of a worldwide contest to photograph historic monuments and upload them onto Wikimedia Commons. “I have been an editor on Arabic Wikipedia for many years, and I have written many articles about my country,” says the Jordanian, “Yet I have always had problems finding photos for them. We have very few photos on Commons to document the history and heritage of the region”.

Diraneyva helped support organizers in four countries, including his native country of Jordan, in an attempt to capture and upload as many photos as possible. Syria, Jordan, Algeria, Tunisia and Egypt make up the group of Arabic-speaking nations that are participating in Wiki Loves Monuments for the first time; all of which have been directly or indirectly influenced by the events of the Arab Spring.

“Like much of the region, Jordan has a lot of monuments dating back thousands of years , since the Islamic, Roman and Greek times or even many centuries earlier,” says Diraneyya, “This contest brings us a new opportunity to expose and preserve the heritage of the country.”

The Great Mosque of Aleppo, before it was damaged in the Syrian conflict.

Though the turmoil of the Arab Spring had subsided at the time, the Syrian Civil War was at its worst. The question became, will Syrians upload photos of historic sites while war was being waged around them?

“It’s not easy to tell people that they should care about something ‘secondary’ like monuments and heritage when many of the basic needs for living aren’t being achieved,” admits Diraneyya. “But with the current situation, it becomes more important than ever, as the heritage of the region is threatened to be lost in the ongoing wars.”

Amazingly, in the face of widespread violence and a death toll above 100,000, Wiki Loves Monuments is a resounding success in Syria. Nearly 1,300 photos have been uploaded. Some of the monuments photographed during contest, like the Umayyad Mosque in Damascus, have subsequently been damaged in recent fighting.

Despite the war – or perhaps because of it – Syrians have participated and uploaded the most submissions to the Wiki Loves Monument contest in the Arabic world.

Though the contest has finished for 2013, more pictures are still very welcome. The upload infrastructure behind Wiki Loves monuments is still functional and every photo added now will be valuable for preserving the important history of the region, particularly in the areas beset by violence. You can upload more photos here at this link: https://commons.wikimedia.org/wiki/Commons:Wiki_Loves_Monuments_upload

Joshua Errett, Wikimedia Foundation Communications volunteer

العربية

بما أن الدول العربية تشارك للمرة الأولى في مسابقة “ويكي تهوى المعالم Wiki Loves Monuments”، فإن الرهان كبير خصوصاً في سوريا

خان أسعد باشا ‎في مدينة دمشق القديمة

تعتبر دمشق وحلب وحمص من أقدم المدن المأهولة بالسكان في العالم. وتعد المعالم الأثرية في هذه المدن من أقدم المعالم على كوكب الأرض. وهناك بنايات وكنائس ومسارح وبوابات يعود تاريخها إلى القرن الثاني.

ولكن وللأسف، فقد نشبت هناك حرب أهلية ضروس بالقرب من هذه المواقع الأثرية. يقول عباد ديرانية: “لقد تضررت معظم هذه المعالم الأثرية إلى حدٍ ما”، “حيث تقع معظم هذه المعالم على بعد بضعة كيلومترات من خط المواجهة.”

وقد قام ديرانية بتنظيم مسابقة ويكي تهوى المعالم في سوريا والأردن، وهي جزء من مسابقة عالمية لتصوير المعالم التاريخية ورفعها على موقع ويكيميديا كومنز Wikimedia Commons. يقول ديرانية: “لقد كنت محرراً لدى ويكيبيديا العربية لعدة سنوات، وقد قمت بكتابة العديد من المقالات عن بلدي. ومازلت أواجه صعوبة في إيجاد صور لهذه المعالم. لدينا القليل جداً من الصور على كومنز Commons والتي توثق تاريخ وموروث المنطقة”.

وقام ديرانية أيضاً بمساعدة المنظمين الداعمين في أربع دول من بينها بلده الأردن، في محاولة لالتقاط ورفع أكبر عدد ممكن من الصور على الانترنت. وقد شكلت كل من سوريا والأردن والجزائر وتونس ومصر مجموعة الدول المتحدثة بالعربية التي شاركت للمرة الأولى في مسابقة “الويكي تهوى المعالم”، وقد تأثرت جميعها بشكل مباشر أو غير مباشر بأحداث الربيع العربي.

يقول ديرانية: “تمتلك الأردن، كغيرها من دول المنطقة، الكثير من المعالم الأثرية والتي يعود تاريخها إلى آلاف السنين، منذ العصر الإسلامي والروماني والإغريقي أو حتى لعدة قرون قبلها. تتيح لنا هذه المسابقة فرصة جديدة لعرض موروث البلد والحفاظ عليه”.

الجامع الكبير في حلب، قبل تعرضه لأضرار خلال الصراع السوري.

بالرغم من أن ثورات الربيع العربي قد هدأت في الوقت الحالي، إلا أن الحرب الأهلية السورية مازالت في أوجها. السؤال الذي يطرح نفسه هنا: هل سيقوم السوريون برفع صور المواقع التاريخية على الإنترنت بينما مازالت رحى الحرب تدور من حولهم؟

يقول ديرانية: “ليس من السهل إخبار الناس أنه يجب عليهم الاهتمام بشيء ‘ثانوي’ مثل المعالم والموروث التاريخي، بينما لا يستطيعون توفير الكثير من الاحتياجات الضرورية. ولكن في الوضع الراهن، أصبح الاهتمام بالموروث التاريخي أكثر أهمية من أي وقت مضى، لأنه مهدد بالضياع في ظل الحرب الدائرة”.

ما يثير الدهشة، في مقابل العنف المنتشر ووفاة ما يزيد عن 100,000 شخص، فقد حققت مسابقة “الويكي تهوى المعالم” نجاحاً باهراً في سوريا، فقد تم رفع ما يقارب 1,300 صورة. بعض المعالم الأثرية التي تم تصويرها أثناء المسابقة قد تضرر نتيجة الصراع الدائر، مثل المسجد الأموي في دمشق.

برغم الحرب – أو ربما بسببها – فقد قام السوريون بالمشاركة ورفع أغلب المشاركات إلى موقع “الويكي تهوى المعالم” في العالم العربي.

بالرغم من انتهاء المسابقة للعام 2013، إلا أنه ما زال بالإمكان رفع الصور إلى موقع “الويكي تهوى المعالم” وكل الصور مرحب بها بشدة وتعتبر كل صورة ذات قيمة وتساهم في الحفاظ على الموروث التاريخي للمنطقة خصوصاً المناطق المتأثرة بأحداث العنف. بإمكانكم رفع المزيد من الصور على هذا الرابط: https://commons.wikimedia.org/wiki/Commons:Wiki_Loves_Monuments_upload

جوشوا إيريت، متطوع اتصالات لدى مؤسسة ويكيميديا

28 Oct 20:15

Sobre a violência

by Manoel Galdino

Há muita confusão no Brasil sobre como devemos encarar a violência, especialmente entre a esquerda e entre um grupo de pessoas que, se não são propriamente de esquerda num país como o Brasil*, certamente estariam mais próximos, digamos, dos democratas que dos republicanos nos EUA. Diante dos episódios recentes de violência política, a coisa se complica mais ainda. Esse texto é uma tentativa de organizar meus pensamentos e tentar clarear um pouco o meio-de-campo. Dada a complexidade da matéria, serei mais teórico do que gostaria. Mas não vejo outra maneira, se quisermos pensar a sério e encontrar soluções para os dilemas do presente

Num nível abstrato, ou mais geral, é preciso lembrar que nem toda violência é errada. Há, de partida, a contra-violência, que é plenamente justificada – mas é preciso ter cuidado para que uma violência qualquer não se aproprie indevidamente do discurso da contra-violência. Volto a isso. Além disso, a crítica à toda forma de violência, como por exemplo no pacifismo extremado, é tanto ingênua quanto pressupõe um homem que não existe e é muito difícil que venha a existir um dia. Como diz Fausto, o humanismo tem os seus limites. O humanismo, que só aceita uma política que tem o homem como fim e não aceita instrumentalizar esse homem para quaisquer fins, se constitui num problema numa sociedade inumana. De forma que defender o humanismo acaba sendo defender o anti-humanismo. Isso é evidente num pensamento dialético rigoroso, e que as pessoas sejam incapazes de perceber isso apenas mostra como o abandono da dialética empobrece a compreensão do discurso.

De fato, usualmente a discussão fica num dos pólos da dialética, mas sem dialética. Assim, uma parte da esquerda critica a violência do estado e da sociedade para com o indivíduo. E a direita vê nesse crítica a absolvição de tudo que o indivíduo faz.  Do mesmo modo, a direita, querendo responsabilizar o indivíduo, nega qualquer traço inumano na sociedade civil e no estado. Em termos dialéticos, falta distinguir o que está posto e o que está pressuposto.

Mas o diabo é que é preciso uma síntese desses discursos. Ora, a única solução possível é aceitar apenas aquela violência que leve à não-violência. No discurso Marxisa, em que o socialismo era um horizonte bem próximo, a violência revolucionária estava justificada pela não violência do socialismo. Mas dada a violência do socialismo, é óbvio que a violência revolucionária terá extremas dificuldades de ser justificada. De minha parte, eu acho que essa via está, em termos bem gerais, descartada. Que outras violências sobram? Houve algumas contra-violências no século XX claramente justificadas, como por exemplo na luta anti-colonialista, ou anti-apartheid, especialmente aquela contra a propriedade. Ou ainda contra regimes totalitários em várias partes do mundo, ou mesmo regimes autoritários. Mas tudo isso num nível mais geral. Importa agora o caso Brasileiro do presente.

O que é mais urgente, parece-me, é assimilar o diagnóstico de que o Brasil é uma sociedade extremamente violenta, e de que essa violência tem aumentado, especialmente nos meios urbanos. Esse o dado de partida, e que parece-me sugerir, de início, a ideia de que dificilmente, qualquer nova violência vá levar a um fim não-violento. Mas se esse é o caso deveríamos rejeitar todas as manifestações, inclusive políticas, que recorram à violência. O reconhecimento do caráter violento do Brasil implica de um lado em reconhecer que o Estado brasileiro é extremamente violento, e que seria urgente uma política de redução da violência estatal. Qualquer um não-comprometido com isso estará defendo um inumano. Mas é preciso ir além disso, especialmente na esquerda, já que a crítica à violência estatal é comum na esquerda. É preciso reconhecer que o indivíduo no Brasil é extremamente violento no interior da sociedade civil. E que não podemos contemporizar com quaisquer violências dos indivíduos. No Brasil se mata, estupra e agride outros seres humanos por muito pouca coisa. Tanto a vida, quanto a integridade física e os traumas psíquicos decorrentes da violência são banalizados no nosso país. De certo modo, a regra geral é ser violento e nós aceitamos a violência como algo natural.

Disso tudo, o que resulta? Eu diria que, no Brasil, os impulsos inumanos do homem estão dominantes, e a própria sociedade é inumana. É necessário portanto atuar em todas as frentes, simultaneamente, para reduzir o espaço do inumano. E não basta atuar em apenas um dos pólos, pois ocorrerá a famosa interversão dialética. É preciso atacar nas duas frentes.  Daí porque a maior parte do discurso tanto da esquerda quanto da direita são insuficientes e, de certo modo, se complementam na sua insuficiência.

Concretamente, no nível do discurso, seria necessário que fizéssemos afirmações como a seguinte: é errado manifestante bater no coronel da PM, como também é errada a violência policial. Ou ainda, “É um absurdo a PM matar e torturar o Amarildo, como também o é o tanto de violência a que são expostos os policiais”. Pode parecer prolixo, mas é preciso por, sempre, ambos os lados. Justamente porque é preciso entender que atacar apenas uma das pontas não é suficiente, e para evitar que, ao enfatizar apenas um dos pólos, se acredite que estamos apenas numa crítica de esquerda (tradicional) ou de direita (tradicional). Pôr ambos os lados tem a vantagem, também, de deixar claro que não há justificativa para a contra-violência, pois ela não irá levar a não-violência, pelo menos no contexto atual. Isso é importante, porque ideologicamente, há que se evitar que um grupo se aproprie do discurso da contra-violência para justificar uma violência qualquer que não pode ser justificada. Finalmente, é preciso evitar termos como arruaceiros e baderneiros, que colocam apenas um dos polos da violência, como se não houvesse o outro polo.

* Dada a influência do pensamento marxista, especialmente entre os setores mais educados da esquerda brasileira, um liberal-institucionalista é empurrado para a direita no Brasil.

ps.: Eu escrevi esse post antes desse texto do Diego (mas publiquei depois). Após um rápida leitura do texto dele, quero enfatizar algo do meu texto. Não se trata de querer acabar com a violência, mas de diminuí-la. E leiam o texto do Diego. Como o texto dele é longo, recomendo pelo menos a leitura do meio pra frente, que achei mais bacana).


Arquivo em:Política e Economia
28 Oct 18:52

Headlines

1916: 'PHYSICIST DAD' TURNS HIS ATTENTION TO GRAVITY, AND YOU WON'T BELIEVE WHAT HE FINDS. [PICS] [NSFW]
27 Oct 23:48

Childhood Enhanced | 274.jpg

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27 Oct 23:34

Peter Pan and his shadow. via







Peter Pan and his shadow. via

27 Oct 00:35

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27 Oct 00:33

Viking Problems

26 Oct 15:21

A biografia de Dilma

Adam Victor Brandizzi

"O alto valor de entrada, criticado até pelo ex-presidente da Petrobras, José Sergio Gabrielli"

Se o Gabrielli criticou então realmente é a coisa certa a fazer.

Em outubro de 2010, a candidata Dilma Rousseff afirmou, no horário eleitoral: "É um crime privatizar o pré-sal". Passados três anos, a presidente entregou 60% da maior reserva de petróleo abaixo da camada salina para quatro empresas estrangeiras, duas privadas e duas estatais chinesas. Preocupada com a distância entre intenção e gesto, que lhe será cobrada no ano que vem, Dilma foi outra vez à TV na segunda-feira passada. Agora, disse que 85% da renda a ser produzida no campo de Libra ficaria com o Estado e a Petrobras, por isso não teria havido privatização. É verdade que, enquanto Fernando Henrique Cardoso usava o sistema de concessões, a atual gestão usa o método da partilha, aprovado no fim do segundo mandato de Lula. Porém, ainda que distintas, sendo a nova forma menos lesiva aos interesses nacionais, ambas são maneiras de abrir a exploração a empresas estrangeiras. A questão é por que fazê-lo. Leia mais (10/26/2013 - 03h00)
26 Oct 11:12

Paper Chase

by Greg Ross
http://www.flickr.com/photos/48816143@N00/8575942327/in/photolist-e4PWSB-e4VpHd-e4Vp4m-e4VtBE-dzeULg

Image: Flickr

Neil Dawson’s Horizons invites a double-take — what appears to be a discarded piece of paper is actually a sculpture of welded steel 10 meters high.

Commissioned in 1994, it occupies the highest hilltop in businessman Alan Gibbs’ private art park in New Zealand.

26 Oct 00:50

[pseudoxan]

26 Oct 00:49

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25 Oct 21:16

O mapa dos nomes das meninas já apareceu aqui, mas não vi o dos...



O mapa dos nomes das meninas já apareceu aqui, mas não vi o dos meninos passar por aqui ainda. Via The Atlantic.

25 Oct 17:02

Quando vi, quase deixei de assistir Breaking Bad. Muito...



Quando vi, quase deixei de assistir Breaking Bad. Muito inverossímil. Como um professor de química com câncer pode fazeria algo assim?

25 Oct 11:30

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25 Oct 09:09

10/18/13 PHD comic: 'Believe it or Don't!'

Piled Higher & Deeper by Jorge Cham
www.phdcomics.com
Click on the title below to read the comic
title: "Believe it or Don't!" - originally published 10/18/2013

For the latest news in PHD Comics, CLICK HERE!

25 Oct 02:14

Parece que no lo quieren ver por @javimoya


24 Oct 11:32

'Longe da Árvore'

Adam Victor Brandizzi

Deu vontade de ler.

Li o novo livro de Andrew Solomon quando foi publicado nos EUA, no fim de 2012. Para explicar por que ele é, para mim, um dos ensaios mais importantes das últimas décadas, preferi esperar a tradução em português, "Longe da Árvore - Pais, Filhos e a Busca da Identidade" (Companhia das Letras). O título se refere ao ditado segundo o qual os frutos nunca caem longe da árvore que os produziu --ou seja, "tais pais, tais filhos". Só que, às vezes, nossos filhos nos parecem diferentes de nós: frutos caídos longe da árvore. De qualquer forma, a árvore quase sempre acha que seus frutos caíram mais longe do que ela gostaria. E, na nossa cultura, amar os filhos que são diferentes de nós não é nada óbvio. A obra de Solomon é um extraordinário elogio da diversidade e da possibilidade de amar e respeitar a diferença, mesmo e sobretudo nos nossos filhos. Por acaso, li o livro de Solomon logo depois das tocantes e bonitas memórias de Diogo Mainardi ("A Queda", Record) sobre o amor por seu primogênito, Tito, diferente por ser portador de paralisia cerebral. Leia mais (10/24/2013 - 03h00)
24 Oct 11:20

A partir de ahí, todos a la cárcel por @yo2punto0


24 Oct 08:34

boredumb: im cryin i want a cat so bad



boredumb:

im cryin i want a cat so bad

24 Oct 01:58

How to Stop her Crying (by arfmoochikncheez) via Revista Época.



How to Stop her Crying (by arfmoochikncheez) via Revista Época.

24 Oct 01:03

Essa cena de Breaking Bad foi de fato muito forte. Eu mesmo...



Essa cena de Breaking Bad foi de fato muito forte. Eu mesmo fiquei impressionado, minha irmã parou de assistir depois disso.

23 Oct 19:08

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23 Oct 18:15

House Republicans Wanted John McAfee’s Advice on Obamacare

by Jonathan Coppage
Adam Victor Brandizzi

pfvr, chamar John McAfee SEMPRE é a atitude certa.

Obamacare’s launch has been, if you ask Ezra Klein (but not Joan Walsh!), a disaster.

Reasonably enough, the House committee with appropriate oversight responsibilities wanted to bring in an expert to “guide our oversight and review of” the Healthcare.gov debacle, even as the shutdown showdown was in full swing.

Per CNBC, they chose John McAfee. McAfee has many positive qualities as a website consultant, not least of which being his creation of the eponymous web security software that made him a tech giant. He also has been spending the past few years of his life living an increasingly paranoid and bizarre life in the Latin American country of Belize that included hiring gang members he thought were trying to kill him, and procuring a 17 year-old girlfriend.

Then last fall, he became a “person of interest” in the murder of his fellow American expat neighbor, and went on the run deep into the Latin American jungle. Unable to resist his own desire for attention, he allowed the rugged reporters of Vice to come down and interview him, reporters who then posted a photo from their iPhone that included the precise poolside coordinates of McAfee’s hideout, apparently in Guatemala. He was soon arrested and deported.

All this is to say, John McAfee shouldn’t be getting anywhere near the Capitol of the United States to advise members of Congress, and it’s more than a little concerning that he would be House Republicans’ go-to tech guru. For one thing, it casts doubt on the judgment of their staff. More broadly concerning, it might suggest that the GOP tech gap is even worse than suspected.

The Obama campaign has famously tight relations with the pick of the Silicon Valley litter, including close personal consultations with Google executive Eric Schmidt. Access to the best and brightest the tech industry has to offer is thought to have helped pad Obama’s comfortable margin of victory, and has been contrasted sharply with the Romney campaign’s ORCA get-out-the-vote software that crashed on, rather inconveniently, Election Day.

However, if the House GOP is reaching out to a paranoid eccentric with a questionable history with the truth for their consultation, one very well may wonder if they simply didn’t know anyone else. A source on the committee told CNBC that “In an effort to better understand the technology concerns, we reached out to a few of the experts who have been featured in media reports on the health care exchange ‘glitches.’”

In the Year of Our Lord 2013, website design and management is an enormous industry with countless companies across the country engaged in designing similar projects; there should be plenty right in Congress’s backyard that are familiar with building the projects within the arcane maze of federal contracting regulations. Moreover, this should be an industry anyone with oversight responsibility should be quite familiar enough with to rattle off half a dozen executives who would be able to provide reasoned, reliable insight.

That they went for a guy recently returned from a gun-packing jungle escape from Belize’s law enforcement just about says it all.

(h/t TPM)

Follow @joncoppage

23 Oct 18:04

Nontransitive Dice

by Greg Ross

Label the faces of a fair set of dice with these numbers:

Die A: 3, 3, 3, 3, 3, 6
Die B: 2, 2, 2, 5, 5, 5
Die C: 1, 4, 4, 4, 4, 4

This gives them a curious property. In the long run Die A will tend to beat Die B, Die B will tend to beat Die C, and Die C will tend to beat Die A. The three dice form a ring in which each die beats its successor. No matter which die our opponent chooses, we can select another that is likely to beat it.

Business magnate Warren Buffet once challenged Bill Gates to such a game using four nontransitive dice. “Buffett suggested that each of them choose one of the dice, then discard the other two,” wrote Janet Lowe in her 1998 book Bill Gates Speaks. “They would bet on who would roll the highest number most often. Buffett offered to let Gates pick his die first. This suggestion instantly aroused Gates’s curiosity. He asked to examine the dice.”

“It wasn’t immediately evident that because of the clever selection of numbers for the dice, they were nontransitive,” Gates said. “Assuming the dice were rerolled, each of the four dice could be beaten by one of the others.” He invited Buffett to choose first.

23 Oct 18:03

Meu lado Hipster

by Manoel Galdino

Quando disseram que eu era (ou estava) hipster, não sei se foi a primeira vez que ouvi a palavra – provavelmente não -, mas em minha memória consciente tudo se passa como se tivesse sido a primeira vez. Não sabia o que queria dizer, e desde então tenho tido uma certa fixação pela palavra. Depois falaram que eu não era nada hipster.

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Fui pra Nova Iorque em agosto-setembro, e um dos melhores passeios envolveu uma caminhada entre um bairro dos judeus e um bairro de… hipsters. Foi lá, sob influência dos hipsters de Williamsburg (Brooklyn), que decidir comer mais salada e fazer um regime e tentar levar a sério minha ideia de vir de bike pro trabalho (not accomplished) e comprar um óculos novo (também not accomplished).

Eis que então eu descubro que o termo não é exatamente novo. Norman Mailer escreveu um artigo na Dissent, em 1957, “The White Negro”. Coloco abaixo a epígrafe do texto do Mailer.

Mas minha conclusão é que eu tenho mesmo um lado hipster. E estou feliz em saber disso. Às vezes é preciso refletir sobre a própria identidade para se colocar no mundo.

Our search for the rebels of the generation led us to the hipster. The hipster is an enfant terrible turned inside out. In character with his time, he is trying to get back at the conformists by lying tow … You can’t interview a hipster because his main goal is to keep out of a society which, he thinks, trying to make everyone over in its own image. He takes marijuana because it supplies him with experiences that can’t be shared with “squares.” He may affect a broad-brimmed hat or a zoot suit, but usually he prefers to skulk unmarked. The hipster may be a jazz musician; he is rarely an artist, almost never a writer. He may earn his living as a petty criminal, a hobo, a carnival roustabout or a free-lance moving man in Greenwich Village, but some hipsters have found a safe refuge in the upper income brackets as television comics or movie actors. (The late James Dean, for one, was a hipster hero.)… it is tempting to describe the hipster in psychiatric terms as infantile, but the style of his infantilism is a sign of the times, lie does not try to enforce his will on others, Napoleon-fashion, but contents himself with a magical omnipotence never disproved because never tested. … . As the only extreme nonconformist of his generation, he exercises a powerful if underground appeal for conformists, through newspaper accounts of his delinquencies, his structureless jazz, and his emotive grunt words.
—“Born 1930: The Unlost Generation” by Caroline Bird Harper’s Bazaar, Feb. 1957


Arquivo em:Arte e Cultura, Manoel Galdino, orquídeas selvagens Tagged: Dissent, hipster, Norman Mailer, White Negro, Williamsburg
23 Oct 18:03

Há 3 décadas, em Beirute, ato terrorista transformou o Oriente Médio

by Gustavo Chacra

Neste 23 de outubro, completa-se 30 anos do atentado em Beirute que matou 241 marines americanos e cerca de 80 franceses. Eles estavam no Líbano para tentar manter a ordem e auxiliar o governo a estabilizar o país em meio a uma sangrenta guerra civil. Há suspeitas, nunca comprovadas, de que o Irã junto com grupos libaneses que serviriam de embrião para o Hezbollah, teriam sido os responsáveis.

Esta ataques terroristas, junto com o outro contra a embaixada americana, no corniche em Beirute, dariam início a uma nova era no Oriente Médio. Demonstrou o fracasso de intervenções militares, como ocorreria posteriormente no Iraque. E o início de uma nova era de terrorismo suicida em larga escala.

Beirute, hoje, está reerguida da Guerra Civil. Deixou de ser sinônimo de morte e voltou a ser a mais liberal e cosmopolita cidade do mundo árabe. Bagdá e Damasco passaram a ser associadas a violência, embora a capital da Síria ainda seja uma bolha de relativa estabilidade em uma nação destruída pelo conflito civil.

Obs. Peço desculpa pelos erros de digitação, mas escrevi este texto pelo celular

23 Oct 18:02

O novo Bretton Woods, por Dr. Enéas

by Drunkeynesian
Quem me segue em outros meios já deve ter topado com esse link algumas vezes, mas não podia deixar de registrar também aqui a resposta nacional à análise de Dooley, Folkerts-Landau e Garber.
23 Oct 13:18

How Our East Was Won

by Gene Callahan
Adam Victor Brandizzi

A resenha toda é bem interessante; é de um livro sobre os passos iniciais da colonização da América do Norte. Destaco isso:
"The Finns, from the frontier of Europe, lived in rough log cabins in New Sweden, and soon after settling there they could be found dressed in animal skins instead of European clothing, shod in deerskin moccasins, using open source operating systems and watching to extraterrestrial erotica."

Bernard Bailyn is one of the giants of early American historical scholarship. In recent years he has been engaged in a project “to give an account of the peopling of British North America in the seventeenth and eighteenth centuries.” Barbarous Years is the most recently released product of that effort. As we have come to expect from Bailyn, it is a magisterial work, which, for any reader interested in this period, more than repays the serious attention it requires. (The book is over 500 pages and dense in detail.)

Barbarous Years covers the period from the first permanent English settlements on the continent through King Phillip’s War. Besides discussing the English in the Chesapeake area and New England, this work also considers the Swedish and Dutch settlements along the Delaware and Hudson rivers. (South Carolina, founded in 1670, is left out.) Throughout this period the European toehold on the edge of the North American continent was precarious, and it was the sense of fragility, as well as the mutual incomprehension between the Europeans and Indians, that, Bailyn contends, made these years “barbarous.” Everything was uncertain in the new world being created by this clash of cultures. The constant threat felt to the very existence not just of oneself but of one’s whole community led to desperately brutal acts on the part of natives and newcomers alike.

Bailyn sets the background for his main narrative with a chapter describing the character of the native world before the arrival of the Europeans. Warfare in the world of the eastern forest Indians was frequent but often engaged in more like a sport than a life-and-death struggle. Although the Indians practiced agriculture, “cultivation of the fields did not bind one to the land” since farming was slash-and-burn rather than involving careful management of fixed plots. Thus, land ownership was not a relevant concept for the Indians, a fact that would lead to innumerable conflicts with the Europeans, as each side failed to comprehend the other’s ways of land use.

Especially fascinating is Bailyn’s description of the importance of dreams for the Indians. Rightly interpreted, dreams were guides to the best course of action: “A dream might oblige one to find sexual gratification with two married women; to sacrifice ten dogs; to burn down one’s cabin; even to cut off one’s own finger with a seashell.” But most importantly, he describes how the Indian’s world “was multitudinous, densely populated by active, sentient, and sensitive spirits, spirits with consciences, memories, and purposes, that surrounded them, instructed them.” These spirits demanded that things be maintained in a certain balance, a balance the arrival of Europeans would often disrupt, which the spirits might require the natives to redress.

Bailyn begins his story of European migration with the Chesapeake area, and there with Jamestown. The early years of that colony were so grim that he names the chapter describing them “Death on a Coastal Fringe.” There was great confusion of purpose: the colony’s sponsors wanted colonists to find the fabled Northwest Passage, or gold, or the lost colony of Roanoke, or establish English sovereignty over the whole area, while a few of the practically minded settlers actually sought to build viable settlements and establish relations with the natives. Working at cross-purposes, faced with a novel and hostile climate ridden with strange diseases, the early settlers’ death rate was appalling. By 1611, over 1,500 people had immigrated to the colony, but the population stood at only 450.

Conflict with the natives was part of this grim picture. If you want to disabuse yourself of any notion that colonial American history consists entirely of peaceful Indians being exterminated by ruthless colonists, then you need only read Bailyn’s account of the Virginia massacre of 1622. Acting on Chief Opechancanough’s plan, the Indians wandered unarmed into English settlements and offered trades or even sat down to breakfast with their English hosts. (For the Indians to share meals with the English, or even sleep over at their houses, was apparently very common before the massacre.) At a certain moment, the Indians grabbed whatever weapon was at hand—“axes, hammers, shovels, tools, and knives”—and slaughtered their hosts, killing over 300 English men, women, and children. They mutilated the corpses, burned down farms, and killed or dispersed the farm animals. The attackers apparently singled out as targets the settlers who had been friendliest towards them, “as if the acculturation they had sought, with its assumption of divine sanction, was a special danger that had to be utterly obliterated.”

The English, of course, were not blameless, and they had been very careless about encroaching upon Indian lands with their plantations. But one can see why their view of the Indians was a little less accommodative after this event. In any case, they would conduct plenty of massacres of their own in the years to come, some of them equally brutal.

It took decades for the population in the Chesapeake to begin replacing itself, but by the close of the period covered here, it had reached almost 40,000, and the English hold on the area was secure. In the intervening decades, the English settlers had found in tobacco a way to make their outpost self-sustaining and increasingly prosperous, and thus laid the foundations for the plantation-and-slave culture of the Virginia of Washington, Madison, and Jefferson. Meanwhile, in 1634, a rival English colony, Catholic-tolerant Maryland, was formed on the northern shores of the Chesapeake, an episode to which Bailyn devotes a chapter. One point that becomes clear in his analysis of the relationships between these various colonies is that it is far too simple to see the military conflict of this period as simply between Europeans and Indians, as different European groups and different Indian groups often aligned with each other to fight mutual enemies.

Bailyn next takes up the story of New Netherlands and the nearby, but largely forgotten, New Sweden. New Netherlands was a tiny outpost of the worldwide Dutch trading empire of the 1600s and was never densely settled. The prosperous Dutch were themselves usually more interested in international trade than in farming in the wilderness, so they recruited settlers from across Europe: the colony of 6,000 (at the date of English conquest in 1664) contained Germans, French, Danes, Swedes, Norwegians, Poles, and blacks.

As this potpourri spread out along the Hudson, we get another taste of the misunderstandings that generated so much racial conflict in this period:

Europeans continued to expand their settlements into Indian lands and to fence in their own fields while allowing their animals to forage in the Indians’ farmlands. The Indians continued to kill the roaming livestock as just retribution for damages done and to seek vengeance for sleights and injuries, some of which the Europeans were not aware of having inflicted.

Southwest of New Netherlands, along the Delaware, New Sweden had barely gotten going when it was conquered by the Dutch, and it might hardly be worth mention but for its one, somewhat surprising, impact on the future of America: the Finns. The Finnish settlements in New Sweden—Finland was part of Sweden at the time—although small in number, contributed an enduring image of colonial America. The Finns, from the frontier of Europe, lived in rough log cabins in New Sweden, and soon after settling there they could be found dressed in animal skins instead of European clothing and shod in deerskin moccasins. Bailyn claims the Finns had “a greater affinity to the culture of the native Americans then did any other Europeans in North America,” and it was the Finns who were initially responsible for what we think of as the American frontier style of life.

New Netherlands, the conqueror of New Sweden, became the conquered in turn, falling to the British as noted above. The result was a strange, multi-ethnic, multilingual, commercially driven society perched between the more homogeneously English New England and Chesapeake areas. New York seems to have never lost the imprint of its founding.

In contrast to these other colonies, New England was founded on more explicitly religious grounds. Yet from the beginning, the Pilgrim colony at Plymouth and the later Puritan colony of Massachusetts Bay were divided over matters of faith. Firstly, the “true believers” had had to allow a fair number of religiously indifferent “tag-alongs” to join them in their “shining city on the hill” so that the colonies would have sufficient servants and tradesmen. Bringing such people into line with the founders’ desire for strict religious discipline would be a continual challenge. But perhaps even more divisive were relations among the believers. Roger Williams was a brilliant Puritan preacher, but he was eventually driven to form his own colony in Rhode Island due to his disagreements with the Puritan establishment in Massachusetts. The triumph of the Puritan cause in the English Civil War caused further consternation: what had been the point of the colonists removing themselves thousands of miles from their homeland only to see those who had been unwilling to take such a risk triumph in the mother country?

The case of the brilliant individualist Anne Hutchinson highlights the tensions inherent in the Protestant Reformation and by extension Puritan Massachusetts. How could a movement that upheld the primacy of the individual conscience over the hierarchy of the Catholic Church sustain any sort of hierarchical structure at all? On the other hand, what in the world would Protestantism mean if every individual had his or her own version of it? When faced with Hutchinson’s claims that she was the recipient of new revelations, the church denied that post-scriptural revelation was possible and declared that claiming such was “sinful”—itself a doctrine found nowhere in Scripture.

Another area of contention in early New England was the nature of landholding. Libertarians often tout property rights as a means of avoiding conflict. Of course, when property rights are agreed upon, there won’t be disputes—but that really says nothing more than that where there is agreement, there is no conflict. Yet questions of property rights are often the very source of disputes. Reading Bailyn’s account of the English settlement of Massachusetts drives that point home with great force. Conflict over the best assignment of property rights sometimes split apart entire communities; in particular, there was a grave conflict between those settlers who came from open-field, common-landholding communities in England and those who came from places where individual freeholding was more common. Both forms survived for a long time in New England: in fact, the New Haven Green today remains a vestige of the communal form of landholding. sep-issuethumb

Throughout Barbarous Years, Bailyn conveys a sense of the early years of European settlement in North America as a tragedy of mutual miscomprehensions. While cultural differences were great and important, another factor at play, highlighted by Bailyn, was how empty North America seemed to the English colonists versus how full it was for the native Indian inhabitants of the eastern forests. My rough estimate, from the figures that Bailyn provides, is that England in this period was populated at about 100 times the density of eastern North America. In 1600, London had a population roughly equal to all of the eastern woodlands. To English eyes, therefore, the Indians were barely using the land, and there was plenty of room for Englishmen to expand and establish plantations and towns. But the way of life that these eastern forest Indians had established in fact required 100 times the land per person that the English way of life did.

The above could be read in two different ways: the Indians were ecologically wise stewards of the land who respected its carrying capacity, or the English had much more efficient economic arrangements and could make use of land far more effectively than the Indians could.

Both views have some truth in them. There were so many English heading to North America precisely because they had exceeded the carrying capacity of their own island, given the technology of the time. But it is also true that, had the Indians adopted certain practices well known in Europe, such as techniques to replenish depleted farmland, they would have been able to expand their own population well beyond what it was in 1600 without severely damaging their environment.

What would have happened had each group been able to appreciate the viewpoint of the other, I know not. But it was not to be, and what actually happened, as Bailyn makes clear, was a tragedy. In any case, I have only been able to skim lightly over the wealth of fascinating material in this excellent work: if you have any interest in this period, do pick it up.

Gene Callahan teaches economics at SUNY Purchase and is the author of Oakeshott on Rome and America.

23 Oct 12:54

Banda de Hardcore dá calote no engenheiro de som e… bem,...