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20 Feb 16:00

1028 – Explicações

by Carlos Ruas

1998

20 Feb 15:58

Ctrl+Alt+Del: It is the way

by tim@cad-comic.com (Tim Buckley)
20 Feb 15:51

This Entire Music Video Is One Incredible 16-Bit Tribute

by Luke Plunkett
Renato Cerqueira

Não é meu estilo de música, não prestei atenção na letra, mas o clipe é IRADO! :)

Click here to read This Entire Music Video Is One Incredible 16-Bit Tribute Regardless of your thoughts on the merits of YouTube rappers, I'd hope that everyone visiting this site can appreciate the merits of the video for Gowe's Aurora, which takes a healthy slice of inspiration not just from 16-bit video games, but Paul Robertson's classic Pirate Baby video as well. More »


18 Feb 22:02

O oposto

by Di Vasca
De: Luis Di Vasca
Enviada em: segunda-feira, 12 de março de 2012 14:43
Para: Julianny Bonfim
Assunto: imagem final
Olá, Julianny. Tudo bem?
Como não me respondeu os e-mails preliminares durante o fim de semana, como disse que faria, segui pelo mesmo caminho e finalizei a imagem. E, como tinha dito, agora não temos mais tempo hábil para correções. Mas, veja o que acha pois segui exatamente o que você me pediu.
Atenciosamente,
Di Vasca




De: Julianny Bonfim
Enviada em: segunda-feira, 12 de março de 2012 16:11
Para: Luis Di Vasca
Assunto: RE: imagem final
Ai olha só.
Eu achei lindo! Mas meu chefe deu uma olhada aqui e viu se não era interessante você deixar de um jeito mais sóbrio assim, sabe. Pra ficar mais chique, entende?

De: Luis Di Vasca
Enviada em: segunda-feira, 12 de março de 2012 16:19
Para: Julianny Bonfim
Assunto: RE: RE: imagem final
Olá, Julianny. Tudo bem?
Não. Não entendo. Pode explicar melhor?


De: Ademir Oliveira
Enviada em: segunda-feira, 12 de março de 2012 19:36
Para: Luis Di Vasca; Julianny Bonfim
Assunto: RE: RE: RE:  imagem final

Desculpe ser sempre o estraga prazeres. Mas precisamos de muita correção nesta peça. Primeiramente, minha orientação é que a linguagem toda se articule de um modo mais sóbrio, entende? Eu queria uma imagem mais "classuda" por assim dizer. Não sei o que pode consertar nessa imagem para que fique de acordo, não sei mesmo, você é quem entende disso. Talvez eliminar um pouco de gente, tá muita "confusão" ou então mexer nas cores pra ficar mais sóbria. O que você pode fazer?
Desde já agradeço
Ademir

De: Julianny Bonfim
Enviada em: segunda-feira, 12 de março de 2012 19:48
Para: Luis Di Vasca; Ademir Oliveira
Assunto: RE: RE: RE: RE: imagem final
Ademir, excelente idéia! Eu acho que se retirassem algumas pessoas no desenho e mudar um pouco as cores já resolve. Eu disse pra ele que queria bem classudo. Mas não é culpa dele. Acho só que não entendeu direito isso acontece 

De: Luis Di Vasca
Enviada em: segunda-feira, 12 de março de 2012 20:00
Para: Julianny Bonfim; Ademir Oliveira
Assunto: RE: RE: RE: RE: RE: imagem final
Olá, Julianny e Ademir. Tudo bem?
Ademir, lamento não ter tratado diretamente com você em meu contato inicial, mas explico a questão.
Não existe absolutamente nada para fazer nesta ilustração  que a faça ficar "chique" ou "classuda". Ela foi concebida para ter referências pop, bem colorida, quase "japonesa" como a Julianny me orientou. O que é o extremo oposto do que você tinha em mente. Se quisermos fazer uma ilustração de shopping que tenha um visual mais sóbrio, teríamos que começar outra do zero. Pensar na imagem novamente e, como já havia dito para ela, não há tempo hábil para refazer. Então digo que ficaremos por aqui.
Atenciosamente,
Di Vasca
De: Julianny Bonfim
Enviada em: segunda-feira, 12 de março de 2012 20:15
Para: Luis Di Vasca; Ademir Oliveira
Assunto: RE: RE: RE: RE: RE: RE: imagem final
Que é isso? você deve ter entendido errado! Ademir, eu nunca orientei nada assim pra ele! ele se enganou, não sei o que eu falei que ele entendeu q a gente queria q ficasse pop e colorido!

De: Luis Di Vasca
Enviada em: segunda-feira, 12 de março de 2012 20:21
Para: Julianny Bonfim; Ademir Oliveira
Assunto: RE: RE: RE: RE: RE: RE: RE: imagem final
Olá, Julianny e Ademir. Tudo bem?
Isso me levou a a entender que você queria referências de cultura pop, bem colorida, quase japonesa:

---------------------------------------
De: Julianny Bonfim
Enviada em: sexta-feira,  9 de março de 2012 22:25
Para: Luis Di Vasca

Assunto: RE: RE: RE: RE: Ilustra - shopping
Então, querido... Quanto às referências. Faz algo com referências de cultura pop, bem colorido sabe? Quase japonesa. Já viu como costuma ser a comunicação visual japonesa? Bem coloridinha? É isso.


De: Julianny Bonfim
Enviada em: segunda-feira, 12 de março de 2012 21:38
Para: Luis Di Vasca
Assunto:  Anti ético!
Eu não acredito que você me ferrou pro meu chefe!

De: Luis Di Vasca
Enviada em: segunda-feira, 12 de março de 2012 21:40
Para: Julianny Bonfim; Ademir Oliveira
Assunto:  RE: Anti ético!
Você sim desconfia que eu te exaltei pro seu subordinado! 

De: Julianny Bonfim
Enviada em: segunda-feira, 12 de março de 2012 21:43
Para: Luis Di Vasca
Assunto: RE: RE: Anti ético!
Como?

De: Luis Di Vasca
Enviada em: segunda-feira, 12 de março de 2012 21:49
Para: Julianny Bonfim; Ademir Oliveira
Assunto:  RE: RE: RE: Anti ético!
Bebo?

De: Julianny Bonfim
Enviada em: segunda-feira, 12 de março de 2012 21:53
Para: Luis Di Vasca
Assunto: RE: RE: RE: RE: Anti ético!
Cara, você é doente?

De: Luis Di Vasca
Enviada em: segunda-feira, 12 de março de 2012 21:55
Para: Julianny Bonfim; Ademir Oliveira
Assunto:  RE: RE: RE: RE: RE: Anti ético!
Coroa, eu sou saudável?

De: Julianny Bonfim
Enviada em: segunda-feira, 12 de março de 2012 21:59
Para: Luis Di Vasca
Assunto: RE: RE: RE: RE: RE: RE: Anti ético!
Ah, saquei. Que idiota, você tá escrevendo o contrário do que eu to falando. Cresce, cara!

De: Luis Di Vasca
Enviada em: segunda-feira, 12 de março de 2012 22:03
Para: Julianny Bonfim; Ademir Oliveira
Assunto:  RE: RE: RE: RE: RE: RE: RE: Anti ético!
Oh, depositei. Que gênio, eu tô lendo o mesmo do que você tá ouvindo. Diminui, coroa!

De: Julianny Bonfim
Enviada em: segunda-feira, 12 de março de 2012 22:14
Para: Luis Di Vasca
Assunto: RE: RE: RE: RE: RE: RE: RE: RE: Anti ético!
FILHO DA PUTA!

De: Luis Di Vasca
Enviada em: segunda-feira, 12 de março de 2012 22:16
Para: Julianny Bonfim; Ademir Oliveira
Assunto:  RE: RE: RE: RE: RE: RE: RE: RE: RE: Anti ético!
MÃE DE SANTO!

De: Julianny Bonfim
Enviada em: segunda-feira, 12 de março de 2012 22:35
Para: Luis Di Vasca
Assunto: RE: RE: RE: RE: RE: RE: RE: RE:  RE: RE: Anti ético!
Eu sou macho!
18 Feb 03:18

Girlfriend Rage [Pic]

by Geeks are Sexy

girlfriend-rage

A few days ago, someone posted this picture on Reddit. Ouch.

Last night I broke up with my girlfriend. Today, I came home to this.

[Source: Reddit]

15 Feb 16:03

Beer Maker Builds a Raspberry Pi Tap List for His Home Brews

by Joseph Flaherty
Beer Maker Builds a Raspberry Pi Tap List for His Home Brews The Raspberry Pi has a reputation for being beginner-friendly, but even slightly buzzed hackers have been able use the mini microprocessor to improve their microbrews. Now one tinkerer is using his board, plus a 7-inch Sony touchscreen and a little ...
15 Feb 13:35

Confiável

by André Farias

Vida de Suporte

Duvida?

Confiável é um post do blog Vida de Suporte.
12 Feb 13:35

TPB – AFK

by Mr.Madsen
Renato Cerqueira

Baixando... \o\

Comic

12 Feb 13:32

Minecraft King’s Landing is Intensely Detailed [Pics]

by Lauren Berkley

Brought to you by our friends at Westeroscraft!

minecraft kings landing 1minecraft kings landing 2

minecraft kings landing 3

minecraft kings landing 4

minecraft kings landing 6

minecraft kings landing 5

[Via Nerd Approved]

08 Feb 18:56

Conheça Mark Sandman e o Morphine

by Fábio Rodrigues
Renato Cerqueira

Me amarro em The Night. É uma música FODA. :)

Há um tempo atrás deixei por aqui a sugestão de dois músicos de quem gosto demais: Atahualpa Yupanqui e  John Fahey. E nos comentários destes posts apareceram algumas ótimas ideias para indicações futuras. Entre elas, alguém muito apropriadamente mencionou Mark Sandman.

Pois bem, era uma vez na década de 90 uma banda chamada Morphine, composta por três caras: Mark Sandman, tocando com o slide um baixo de duas cordas, Dana Colley, tocando um saxofone barítono (ás vezes junto com um soprano ou um tenor, de uma só vez), e  Jerome Deupree ou Billy Conway alternando a direção da bateria.

“Tudo que você precisa é uma corda. Ter duas é só uma extravagância minha” –Mark Sandman

Paraí, baixo de duas cordas e slide, sax e bateria? Sem guitarra? “What the fuck is that?”, diria o Josh Homme. Uma combinação bem inesperada pra uma banda de rock, que acabaria soando diferente de qualquer coisa tocada até então. E na completa falta de uma categoria musical onde se enquadrar, o trio acaba cunhando um novo estilo, o Low Rock.

Se você ainda não conhece a música destes senhores, sugiro aqui os primeiros passos – de preferência com bons fones e em bom volume, há um mundo de texturas e detalhes aí:

A banda, criada em 1989, se desfez em 1999, quando Mark Sandman sofreu um ataque cardíaco fatal no meio de uma apresentação na Itália. Morreu aos 46 anos, não sem cravar na história da música um legado digno de reverência.

Se você gostou do que ouviu, pode se interessar também pelo documentário “Cure For Pain – The Mark Sandman Story”, que conta um tanto do seu trajeto com a banda. Bem interessante ouvir as falas de caras tão conhecidos como Ben Harper, John Medeski, Les Claypool (Primus), Mike Watt (The Stooges) e Josh Homme (Queens of the Stone Age), e saber da sua admiração.

Se quiser ir adiante,  há uma bela discografia a ser apreciada, e mais algumas bandas e projetos que tem mantido bem viva a memória de Sandman – entre o pouco que conheço, indico Monique Ortiz (A.K.A.C.O.D. e Bourbon Princess) e Twinemen.

E por aí, que outras bandas e músicos bons e meio obscuros vocês conhecem e gostariam de indicar também?

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08 Feb 17:25

Chuck & Beans

by brian

bookless

08 Feb 16:48

Comic: Age Of Majority

by tycho@penny-arcade.com (Tycho)
Renato Cerqueira

ahahahah Fuck!

06 Feb 14:15

Chuck & beans

by brian

pac man fever

06 Feb 13:30

Bridge

Renato Cerqueira

ahahahahahahahah

And it says a lot about you that when your friends jump off a bridge en masse, your first thought is apparently 'my friends are all foolish and I won't be like them' and not 'are my friends ok?'.
05 Feb 17:42

Leitura Alimenta (ou “não desista de começar a ler”)

by Jader Pires

Eu, Jader Pires, sou editor do PapodeHomem há dois anos, com mais um par de temporadas colaborando com o portal. Basicamente, meu negócio é a ficção e crônicas, escrever sobre o cotidiano mais ralé de uma maneira estranha ou doce ou potencializada com auras de momento heroico. É a ficção da realidade, eu gosto de contar histórias.

“Pois sente aí que eu vou contá um negócio. O senhor fuma?”

Todo contador de “causos” tem que ter experiência de vida e repertório (isso serve pra todo jornalista também, lá na frente). O primeiro vai dar justamente todas as visões que o escritor precisa pra botar em prática a vontade eterna de reinventar o que tá na cara de todo mundo. O repertório, ou seja, a leitura de tudo o que pode ser útil, vai te dar tudo o que precisa pra sua história ser contada da maneira mais gostosa e oportuna possível. A leitura vai render ferramenta, ingredientes, qualquer analogia que você queria usar pra montar o seu equipamento literário.

E foi nesse quesito que eu tive que correr contra o tempo.

Comecei a ler muito tarde, quase tarde demais pra contar pra vocês o que vou contar. Eu não li nenhum livro na época de colégio, não sentei o rabo pra folhear nenhuma das obras obrigatórias pros vestibulares. Nada. Livro era um porre, coisa de velho, Machado de Assis, cara chato. Pra ajudar, a cultura brasileira deixava a desejar – diante dos meus olhos de menino – e eu gostava mesmo era dos filmes de Hollywood, das aventuras dos X-Men nas histórias em  quadrinhos, dos caminhos dos lutadores do Street Fighter no fliperama do boteco perto de casa.

Meu primeiro livro lido mesmo, de fato, na vontade da pegada, foi o 1984. Eu comprei esse livro na livraria porque eu gostava muito, lá pros idos de 2004, da banda Incubus. Nesse ano, eles lançaram um disco chamado A crow left of the murder, que tinha uma canção melosa chamada “Talk shows on Mute”. Essa música tinha um clipe que mostrava um programa de televisão feito e apresentado por pessoas com cabeça de animais. Lendo sobre o disco, sobre a manda e sobre essa música, descobri que todo o vídeo fazia referência ao livro A Revolução dos Bichos, do escritor inglês George Orwell. Bem, era a época em que outro George – o W. Bush – invadira o Iraque atrás do Sadam e a porra toda. O mundo estava contra autoritários no poder, a putaria toda instaurada e li, ainda sobre o Incubus e o disco deles, que o álbum todo em questão havia sido feito contra a política externa do presidente Bush.

O refrão dessa música diz:

Come one, come all
Into nineteen eighty-four
Yeah, three, two, one…
Lights! camera! transaction!

Nineteen eighty-four, traduzindo na linguagem universal dos números arábicos, é 1984:

Winston, herói de ’1984′, último romance de George Orwell, vive aprisionado na engrenagem totalitária de uma sociedade completamente dominada pelo Estado, onde tudo é feito coletivamente, mas cada qual vive sozinho. Ninguém escapa à vigilância do Grande Irmão, a mais famosa personificação literária de um poder cínico e cruel ao infinito, além de vazio de sentido histórico. De fato, a ideologia do Partido dominante em Oceânia não visa nada de coisa alguma para ninguém, no presente ou no futuro. O’Brien, hierarca do Partido, é quem explica a Winston que ‘só nos interessa o poder em si. Nem riqueza, nem luxo, nem vida longa, nem felicidade – só o poder pelo poder, poder puro.’

1984 | Livraria Cultura

O lema do Partido no livro do Orwell: “guerra é paz, liberdade é escravidão e ignorância é força”

Fiquei intrigado pra cacete com o potencial do livro, comprei e li. Menos de uma semana. Fodido demais. No mesmo mês, matei o Laranja Mecânica (sim, o livro que deu origem ao filme do Kubrick) e o Admirável Mundo novo, do Aldous Huxley. Uma trinca de sociedades distópicas pra me mostrar tudo o que eu havia perdido em anos de ostracismo literário.

Daí pra frente, o resto é história. Descobri John Fante, o Grande Gatsby, os olhos oblíquos e dissimulados da bela Capitu, todos os neologismos do Grande Sertão Veredas, a delícia triste do Mia Couto, o pessimismo inevitável do Philip Roth, Dalton Trevisan, Saramago, o Gabo, a Virginia Wolf, a velha safada da Casa dos Budas Ditosos, o mundo todinho nele todo.

Sempre que penso em leitura, fico com um tico de arrependimento de ter começado a ler tarde, quase tarde demais.

Só que esse tarde demais nunca chega, “antes tarde do que nunca” diriam os sábios desse mundão de meu deus. Começar a ler é sempre cedo, é sempre na hora certa. Daí, basta querer mostrar – pra quem não lê – que dá pra começar a ler. Nesse engodo todo, tem o projeto Leitura Alimenta.

Na maior simplicidade, você pode doar um livro pra que ele seja delicadamente acoplado a uma cesta básica que será doada.

O projeto

Leitura Alimenta foi desenvolvido com a intenção de criar o hábito da leitura em pessoas que têm acesso restrito a livros.

Por isso, a Livraria da Vila e a Cesta Nobre, parceiras do projeto, convidam você para doar livros novos ou usados, que já foram lidos e hoje estão perdidos em gavetas e prateleiras, para serem incluídos em cestas básicas distribuídas a famílias por todo o país.

Doar é fácil: basta levar seus livros (leia aqui algumas restrições às doações) a uma das unidades da Livraria da Vila (clique aqui para descobrir o endereço das lojas).

Se você não quiser se desfazer de sua coleção, também poderá, em breve, colaborar comprando um livro virtual, cuja renda será revertida inteiramente para a compra de livros reais.

A sua participação é essencial, seja doando seus livros ou divulgando o projeto para seus amigos.
Juntos, vamos saciar a fome das pessoas por leitura.

Guia mais simples e fácil do mundo para começar a ler e/ou estimular a leitura

1. Seja uma pessoa curiosa (todas as pessoas são curiosas);

2. Quando tiver curiosidade por algo, pergunte ou pesquise. Pode ser que você descubra algo que pode mudar sua vida;

3. Achou algo que tenha a ver contigo? Com certeza existe um livro que conta uma história foda sobre isso;

4. Volte às pesquisas e ache um livro que conte o que você quer ouvir;

5. Compre o livro e leia;

6. Atice a curiosidade alheia. Assim o ciclo recomeça na outra ponta.

Nos livros, a Sherazade – a gatinha que narra as Mil e Uma Noites – conquistava a atenção do rei Xariar justamente fisgando-o pela curiosidade. Mas você já deve saber porque, né?

Não?

Então senta aí que eu vou te contar. Era uma vez…

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04 Feb 13:17

Check-in no celular, capas para os perfis de usuário e postagens populares

by Bruno Cavalcante

Nas últimas semanas, os usuários mais atentos devem ter reparado algumas novidades na Alvanista. Ao contrário de muitas das nossas atualizações anteriores, dessa vez distribuimos as evoluções da Alvanista ao longo de um período de 2 semanas. Sendo assim, vamos às elas:

Check-in pelo celular

Checkin Mobile

Como havíamos prometido nas últimas postagens, liberamos uma versão exclusiva da Alvanista, específica para fazer check-in nos jogos que você está jogando. Para acessá-la, basta ir para o endereço www.alvanista.com/checkin pelo browser do seu celular. Essa versão foi feita com muito cuidado para que o site se tornasse rápido o suficiente para que você consiga fazer check-in mesmo em conexões mais lentas.

Em breve estaremos disponibilizando uma app, também para o check-in, para Android e iPhone.

Capas para os perfis de usuário

Perfil de Usuario

Estamos em um processo de redesign de algumas páginas da Alvanista, e a primeira a passar por isso é a página do perfil dos jogadores. Na foto acima, você pode ver como fica um perfil de usuário. Bonito né? Pensamos em como essa página poderia expressar melhor a personalidade do jogador, e resolvemos aderir ao conceito de “capas de perfil”, que já é comumente usado em vários outros serviços.

Acreditamos, porém, que esse recurso tem um valor diferente na Alvanista – pois, nos propomos a ser um canal para que você expresse sua “persona” gamer, e só isso. É bem mais fácil encontrar uma capa de perfil que resuma o seu perfil só como jogador, do que encontrar uma que resuma a sua pessoa, como um todo. O resultado disso foram capas muito criativas, bem executadas e cheias de awesomeness. Abaixo, algumas delas:

Capas Criativas

Postagens Populares

No começo da Alvanista, costumávamos trazer algumas das postagens mais populares da rede para a timeline de todos os usuários. Era uma maneira de tentar mostrar tudo que era discutido na Alvanista para os novos usuários, e trazer eles pra discussão. Com o crescimento da Alvanista, o número de boas postagens cresceu bastante, e dava até uma tristeza quando somente uma postagem era escolhida por dia para popular, pois haviam outras excelentes. Diante desse cenário, resolvemos criar uma página com as postagens mais populares, e tirá-las da timeline dos usuários. Agora, para acompanhar as postagens que estão bombando na Alvanista, basta ir para a página Popular, que fica lá no menu de cima. Várias postagens são escolhidas por dia, automaticamente, deixando a página bem dinâmica. É, também, uma ótima maneira de conhecer novos jogadores para que você siga e deixe a sua timeline mais recheada do bom conteúdo que você quer receber.

Como é do nosso costume, adicionamos um pequeno charmander na página, para dar aquele toque de estilo característico nosso. Confira:

Popular

Outras evoluções

Além do que foi citado acima, também trabalhamos em outros aspectos da Alvanista nesse período:

  • Melhoria significativa de performance: conseguimos deixar várias páginas até 3x mais rápidas – e estamos só começando.
  • Expandir/Reduzir postagens: agora postagens maiores serão entregues inicialmente reduzidas, e poderão ser expandidas, caso os usuários desejem.

Futuro

Para as próximas atualizações, devemos trabalhar na melhora da sincronia com o Steam e a Xbox Live. Além disso, estamos trabalhando na versão mobile do site, e no lançamento do app de check-in também para iPhone e Android.

Happy Gaming!

04 Feb 11:02

R.I.P. Atari? [Comic]

by Geeks are Sexy

atari-1

Related: Atari Tries to Win Extra Life [Article]

[Source: Virtual Shackles]

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01 Feb 12:49

1016 – Estatísticas

by Carlos Ruas
Renato Cerqueira

É, rapaz. ahahahah

1979

31 Jan 19:48

O Steam é o crack dos Nerds

by administrador@bytequeeugosto.com.br (Marcel Dias)
31 Jan 17:16

Qual Sub-Zero?

Renato Cerqueira

Tenho sentido isso com o "Mario Amarelo" da minha fantasia ahahahah



A tá...
aShuaHSuaHushUShUShUAShuAShuAHsuAHusaHUSHAUShAUshuAShuHSuAHushAUShAUShS

30 Jan 01:53

As Pessoas São Incriveis 2013



Tem alguns poucos videos que não são de 2013, 3 fakes, mas fora isso, tirei meu chapéu!

28 Jan 21:44

The Walking Dead é um nome difícil pro Brasil

by Ivo Neuman

Ô cacete de nome de série difícil de pronunciar (e escrever)…

Calma, esse povo grunhindo não são zumbis, são apenas jênios.

– – –

Os Amigos do Fórum curtiram isso. Os inimigos também.

The Walking Dead é um nome difícil pro Brasil foi publicado originalmente no TRETA.

28 Jan 20:01

Stop Calling Illegal Downloading “Piracy” [Comic]

by Geeks are Sexy

pirate

[Source: Rock Paper Cynic | Via MUO]

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24 Jan 19:09

Trabalhar de casa é uma merda

by Autor Anônimo

Nota do editor: esse artigo é resultado de uma discussão surgida na lista de emails de comparsas do PdH, ao debatermos o excelente texto “A realidade contraria os sonhos de trabalhar em casa“. Em breve, vamos publicar também um relato de quem conseguiu ser eficiente e construir um negócio bem sucedido trabalhando de casa. Assim, garantimos a amplitude da conversa.

* * *

Acho que sou um bom exemplo para ilustrar a discussão.

Trabalho em uma multinacional, em um belo e bem pago cargo. Por cada viagem, ganho um dia de homeoffice, usualmente a segunda-feira. Por cada viagem com mais de 8 horas de deslocamento, ganho um dia extra de homeoffice, podendo ficar em casa também na terça-feira.

Em teoria.

No sonho, tudo é perfeito, organizado e branco, tudo funciona…

Há anos, chego a viajar 6, 7 semanas consecutivas, voltando para casa somente nos sábados e domingos. Então, como a empresa não respeita as regras, os funcionários também não. Na prática, vai quem quer para o escritório. Somos umas equipe de 12 colegas trabalhando juntos. Não vejo vários deles há meses. Alguns encontro em aeroportos por aí, fazendo alguma conexão.

Temos um ou outro colega que somente aparecem no escritório caso se agende uma reunião importante, algo já não tão frequente assim. Ficam meses sem aparecer na empresa, literalmente.

Temos também como regra teórica estar disponível 24×7. Quem não estiver na frente do laptop com acesso a emails ou communicator interno, que esteja com o celular ligado. Na prática, há muita gente que não liga nem mesmo o celular. E vez ou outra acontecem problemas, chamadas de atenção generalizadas e puxões de orelha quando um recurso desaparece.

Fazemos muitas ligações internacionais. Uma vez que as ligações locais são ridiculamente baratas, muitos colegas sequer possuem número pessoal. Além de cortar um custo na vida, não temos que carregar dois telefones o que todos odiamos. Imagine andar por ai de calça social com um telefone em cada bolso. Não dá. Há quem comprou aqueles smartphones 2 chips, há casos como o meu, em que uso somente meu pessoal para não abrir mão do 3G e, consequentemente, pago do meu bolso para fazer ligações de trabalho. E claro, há quem ande com os dois. Para receber chamadas, configuro o telefone corporativo para redirecionar tudo ao meu número pessoal. Logo, quando o número da empresa me liga fora do horário de trabalho, consigo facilmente destinguir que o assunto não é pessoal e posso optar por não atender.

Antes de virmos para essa área tínhamos uma equipe muito unida. Jogávamos poker nas segundas à noite, futebol nas quartas e saíamos para encher a cara nas quintas. As respectivas todas se conheciam e se tornavam amigas. Hoje temos um evento de natal onde os mais íntimos se reencontram e só. A galera tá começando a ter filhos, então temos nos encontrado também em eventos para bebês. E só.

Esse afastamento natural enfraquece a amizade. Claro que colocamos muito papo em dia quando nos vemos, mas não é mais a mesma dinâmica. Acabou aquela coisa de chegar de manhã e chorar de rir no fumódromo tomando um cafézinho ao falar daquela gostosa que deu o fora em um de nós na noite anterior. Acabou, é um ciclo que se foi e não volta mais.

Entendo que a idade influencia e que todos, exceto por mim, já passaram dos 30 – e o perfil muda sim.

Trabalhar na empresa é bem diferente de trabalhar na sala da sua casa

Na empresa tenho dois monitores de 20″, copiadora, telefone à vontade, café infinito e a tia juntando minhas xícaras. Quando preciso de algo o TI faz para mim. Em casa não tenho nenhum monitor externo já que meu “homeoffice” é uma mesa daquelas unfoldable no meio da sala – que também é cozinha, sala de jantar, tv, tudo junto, pois resolvi fazer um loft. Justamente por ser sala e por minha mesa ser a mesma mesa que vai ser usada para o jantar logo mais, a namorada não aceita monitores ali de jeito nenhum. Trabalho só com a telinha do meu laptop quando estou em casa.

Eu vejo a patroa ali no sofá fazendo as coisas dela, pergunto se quer um café, vou preparar o expresso, que por si só já é um ritual de uns bons 20 minutos (tenho uma Nespresso mas enjoeei dela). Ela resolve querer comer algo, e assim vai.

“Ah, se tivessem me dito que era assim…”

Quando ela faz comida tenho que lavar a louça. Outra parada. Já que ela está ali, comenta as coisas do dia dela, o que leu de notícias ali e acolá. Enfim, você se concentra menos se não possuir um escritório dedicado em casa e uma política que deixe claro para sua família que “trabalho é coisa séria”.

Devido a todas essas variáveis, embora eu faça em média 3 a 4 dias por semana de homeoffice – sabendo que sou bizarramente menos produtivo – sinto falta do escritório.

No entanto, moro em uma cidade diferente da empresa e isso não me faz gostar muito de ir para o trabalho. O trânsito é horrível e uma pessoa normal pode levar 1h30min para chegar lá. Eu faço em 35min dirigindo como um lunático pois virar roda me dá agonia. A PRF me para uma vez por mês. Eles já conhecem meu carro e ainda brincam, “de novo”? Mas insisto e ainda vou para a empresa 1 ou 2 dias na semana.

Às vezes é chato para caramba quando dou o azar de não encontrar quase ninguém da minha equipe. Quando aparecem uns 4 ou mais já é diversão garantida. É outra coisa tomar café com a galera, sacanear os amigos, filosofar sobre a vida e tomar mais café ainda. Não sou exatamente produtivo pois tudo o que fazemos é bater papo, tomar café, sair para almoçar, jogar Xbox (tem na empresa), tomar mais café, sair para tomar café no shopping, voltar para trabalhar um pouco, sair para comer algo de tarde e tomar outro café antes de ir embora.

Essa socialização, ao menos para mim, faz uma falta absurda.

Resumindo a ópera, trabalho muito mais em homeoffice do que na empresa. Porém, não aprovo, não gosto, não acho eficiente e não recomendo.

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24 Jan 18:45

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[1] [transcription]/* Baseado em uma sugestão enviada por Michel Mendes */ Médico: Então, o tratamento que a gente fez está dando resultados e seu estômago está melhor... Programador: Muito bom... Médico: É... Só que infelizmente o tratamento atacou o seu fígado... Programador: Ah, pelo menos mudou o erro! -- Camiseta: Debug me[/transcription] [1] http://vidadeprogramador.com.br/2013/01/22/otimismo-de-programador/
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A reinvenção da falta de urbanização

by Jader Pires

Falando de mim, moro em São Paulo e detesto a falta de urbanismo da cidade. Toda grande metrópole sofre com isso e etc. e tal, mas, particularmente, por morar em SP, acho um grande problema.

Daí que eu vi na Good Magazine um lance bem interessante – não para a minha cidade, mas como perceber que soluções são sempre encontradas quando procuradas – que anda acontecendo em Nova Iorque. A cidade americana parece um grande canteiro de obras, que, mesmo aparentemente organizado, salta aos olhos a quantidade de andaimes cobrindo calçadas em Manhattan, quilos e quilos de canos de metal entrelaçando para ajustar tetos/pisantes de madeira onde trabalhadores caminham e pessoas transitam por baixo.

Isto é, em parte, devido à Lei NYC Local 11, que determina que a cada cinco anos, um edifício deve passar por uma inspeção de fachada. Por um período de tempo, enquanto um inspetor prepara todo um laudo completo sobre a fachada do edifício, a calçada fica com essa estrutura “protetora” para evitar qualquer problema com os pedestres.

Como parece ser um problema – ou menos que isso, uma solução – constante, com o tempo veio a ideia que eu queria compartilhar, por achar bem interessante. A sacada veio da empresa Softwalks, que desenvolveu uma série de itens que podem ser “acoplados” ou incorporados a esses andaimes malucos que cobre a cabeça dos nova iorquinos.

São cadeiras, apoios, telas transparentes e até luminárias, tudo para tornar mais interessante e efetivamente útil as tais proteções que, geralmente, são corredores com falta de sol e cor. O kit de peças trabalha com o sistema já existente na “calçada/galpão”. Isso significa que as cadeiras usam as braçadeiras de parafuso do parafuso padrão nos andaimes, os contadores se encaixam nas baías padrão e o plantador é uma réplica de um plantador de poste de luz.

Cadeiras

Apoio

Luminária

Um espaço diferente

Um lugar de convivência

Um lugar

É uma solução relativamente simples de transformar o que poderia ser um mero transtorno do cotidiano em um local aprazível de convivência, um lugar que o Gustavo Gitti gostaria muito de ver em mais lugares:

Maior desperdício pegar um belo lugar e transformar em restaurante, bar, café, empresa, centro cultural, teatro, galeria… antes de abrir ao público.

Por que não deixar o lugar ser apenas um lugar? É tudo o que as pessoas querem quando vão a cafés e livrarias. A gente quer um lugar, a gente não tá nem aí pra café e livros.

Vai ficar rico o cara que abrir um lugar em São Paulo.

— Gustavo Gitti

É mesmo. Não há “lugares” em São Paulo. Eu também gostaria de ver “lugares” em São Paulo.

Você não?

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22 Jan 16:18

Ritual de fim-de-ano: conferir se não sou um monolito

by Alex Castro

Todo fim-de-ano, tenho um ritual. Releio o texto “Monumento a um jovem monolito“, do André Dahmer, e faço uma autorreflexão. Essas palavras estão descrevendo em alguma medida a minha vida no ano que passou? Me tornei um monolito?

Se a resposta for sim, é hora de jogar tudo pro alto e começar de novo, colega.

* * *

O texto completo é curto. É quase uma oração. Ou um koan. Aqui vai.

Monumento a um jovem monolito

Ao completar trinta anos, você ganhará os olhos duros dos sobreviventes. Só verá sua amada na parte da manhã e da noite, só encontrará seus pais de vinte em vinte dias. E quando seus velhos morrerem, você ganhará um dia de folga para soluçar e gritar que deveria ter ficado mais próximo deles. Sorria, você é um jovem monolito e a vida vai ser pedrada. O trabalho é uma grande cadeia e você sentirá muito alívio por ter uma. A cadeia engrandece o homem, o sangue do dinheiro tem poder. Reze. Reze ajoelhado por uma carreira, dê a sua vida por ela. Viva como todo mundo vive, você não é melhor que ninguém. Porque o dinheiro move montanhas, o dinheiro é a igreja que lhe dará o céu. Sorria, você é um jovem monolito e o mundo é uma pedreira. Eles irão moer você todinho. De brinde, muitos domingos para chorar sua falta de tempo ou operar uma tendinite. Nas terríveis noites de domingo, beba. Beba para conseguir dormir e abraçar mais uma monstruosa segunda-feira. Aquela segunda-feira que deixa cacetes moles e xoxotas secas para sempre. A vida é uma grande seca, mas ninguém sente calor: Nas salas refrigeradas, seus colegas de trabalho fabricam informação e, frios, sonham com o dia dez do próximo mês. Você é o Babaca do Dia Dez, não há como mudar o seu próprio destino. Babaca que acorda assustado, porque ninguém deve atrasar mais de vinte e cinco minutos. Eles descontam em folha e você é refém da folha, do salário, do medo. Ninguém tem o direito de ser feliz, mas você ganhará a sua esmola de seis feriados por ano. E todos nós vamos enfrentar, juntos, um imenso engarrafamento até a praia. Para fingir que ainda estamos vivos. Para mostrar que ainda somos capazes de sentir prazer. Para tomar um porre de caipirinha sentado em uma cadeirinha de praia. É uma grande solução. E você ainda ganhará quinze dias de férias para consertar a persiana, pagar contas, fazer uma bateria de exames. Ninguém quer morrer do coração, ninguém quer viver de coração. Eu não duvido da sua capacidade de vencer: Lembre disso no primeiro divórcio, no primeiro infarto, no primeiro AVC.

Monumento a um jovem monolito

Monumento a um jovem monolito

* * *

No livro Não para a felicidade, de Dzongsar Jamyang Khyentse, ele diz que o dharma, ou caminho budista, foi criado especificamente para virar sua vida de cabeça pra baixo:

Se você pratica o dharma e a sua vida não capotou, então, não está funcionando.

Quando Henry David Thoreau foi preso por se recusar a pagar impostos que seriam usados na Guerra Mexicano-Americana (forte concorrente ao posto de mais canalha guerra de agressão já travada pelos EUA contra um inimigo mais fraco), Ralph Waldo Emerson foi visitá-lo na cadeia e lhe deu um puxão de orelha:

“Henry, Henry, em tempos como esses, o que você está fazendo aí dentro?”

E Thoreau, na lata:

“Waldo, a questão é o que você está fazendo aí fora.”

Ser bem-sucedido e bem-ajustado num mundo escroto pode bem ser indicativo da sua própria escrotidão.

* * *

Compartilhei minha tarefa anual com os amigos aqui do PapodeHomem. Quem não conhecia o texto pirou.

O Gitti pediu pra eu fazer um shot sobre isso, linkando esse outro post que o Fábio Rodrigues já tinha escrito sobre o monolito:

Monumento a um jovem monolito: entre Pedro Bial e André Dahmer

Mas Gitti, respondi eu, não seria redundante escrever sobre isso de novo?

E veio a porrada:

Redundante é ficar postando amenidades e novidades num portal.

O lance é bater de novo e de novo e de novo nas mesmas coisas.

Igual a um masoquista que não cansa de levar chicotada do mesmo jeito, e gosta cada vez mais.

Assim são os leitores e nós e todos que sofrem e desejam a liberação última.

Beleza, falei, mas vou incluir essa resposta no post.

Ao que o Fábio suspirou:

“Seus deliciozinhos.”

Assim é a redação do PapodeHomem.

* * *

Você foi um monolito em 2012?

Vai continuar sendo em 2013?

Será que não existe mesmo outro jeito?

Essa é a única maneira de viver?

Sério?

Pensa de novo.

Afinal, está valendo a sua vida.


Link YouTube | “Monumento a um jovem monolito”, em vídeo..

* * *

Outros textos meus nessa mesma linha:

Ou dê uma moedinha ao violinista cego.

* * *

Visite também o site do André Dahmer. O homem é brilhante.

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22 Jan 15:37

Direta já: e se realmente colocássemos a mão na política? | WTF #6

by Eduardo Pinheiro

O que é exatamente a Democracia Direta Eletrônica? Quais as vantagens e desvantagens de eliminar, em parte ou totalmente, o sistema de representação política?

Direta Já

O maior problema para as democracias é a concentração de influência.

O teórico do fascismo Robert Michels propôs que oligarquias, particularmente das elites intelectuais, são inevitáveis (“A Lei de Ferro da Oligarquia”). Porém, talvez seja possível desenhar um sistema participativo que diminua a concentração de influência, e onde as diversas tendências tendam ao equilíbrio (usando conceitos de teoria dos jogos e economia, como equilíbrio de Nash, ótimo de Pareto e criticalidade autoorganizada).

Algumas vezes aponta-se a causa principal da concentração de influência e outros defeitos das tentativas democráticas atuais como vinda de noções éticas: ainda esperamos que o político ideal não aja em autointeresse.

Sabemos que ele não vai ser um santo, mas ainda ficamos chocados quando percebemos que ele está usando a estrutura que comanda para, talvez principalmente, se manter no poder. Será que isso é mesmo tão chocante assim?

É óbvio e inevitável: por mais bem-intencionados que os políticos sejam, eles operam com interesses próprios. Boas intenções sem poder de mudança não adiantam muito, e todos sabem disso: então antes de quaisquer boas intenções, os fins acabam justificando os meios… nem há nada de tão errado com isso. O fato é que nossa expectativa com relação aos políticos beira a da santidade, e é claro que em nenhum dos mundos possíveis teríamos tantos santos.

A pior parte é nossa inocência em achar que é possível confiar em valores num esquema de coisas que não promove valores.

A ideia da democracia direta eletrônica (um sistema onde pelo menos boa parte das decisões e legislações são feitas com participação direta da população, através da web, em ferramentas parecidas com redes sociais) carrega a noção de tornar a participação mais imediata, e, principalmente, não espera dos participantes comportamentos ideais.

Um monte de gente participando da democracia

Todas as modificações estruturais, afinal, surgem naturalmente do não esperar um comportamento ideal dos participantes, mas de já desenhar as interações e ações dentro de escopos e funções que incentivem e promovam valores universais, tais como os previstos em constituições.

Isto é, podem ser propostos vários mecanismos para tornar o autointeresse menos interessante.

Marionetes da concentração de interesses

Atualmente, a eleição de representantes é o maior fator para a concentração de influências. Essas eleições dependem de campanhas que só podem ser pagas por agentes de grande poder econômico. Corporações.

As corporações, por sua vez, são consideradas “cidadãos”, e geralmente têm mais direitos do que o “cidadão humano”, baixíssima accountability*, e nenhuma consciência – em outras palavras, não são seres humanos. São meras máquinas de lucro determinados por estatutos e leis que necessariamente precisam beneficiar, economicamente e unicamente economicamente, seus acionistas.

(*”Accountability” significa algo próximo de “responsabilização”: ou seja, as corporações são difíceis de punir e regular. Manipulam pesquisas científicas e possuem indústrias de relações públicas.)

É importante frisar que essas estruturas não agem sequer exatamente de forma racional, que poderia ser considerada “autointeresse”, mas segundo perspectivas limitadas de lucros previsíveis, sem levar em conta nem as externalidades (isto é, tudo que não entra em negócios com essa companhia: outras pessoas ou o meio-ambiente), nem as necessidades humanas de seus próprios acionistas, funcionários de alto escalão e clientes/consumidores.

Assim a democracia representativa consiste em manipular a opinião pública para eleger o maior número de marionetes possível. Esses são os “interesses especiais“ que dominam governos inteiros, como a indústria armamentista e boa parte da indústria de energia domina os EUA. Outras indústrias possuem seus quinhões. Dessa forma são muitas camadas de abstração entre o eleitor e as ações políticas e legislativas: a publicidade, o representante, seus patrocinadores, algorítmos contratuais, legislação, regulação, pesquisa científica, ideologias, etc.

Na prática, os políticos eleitos para te representar ficam ocupados representando muitos outros interesses mais urgentes. Para eles.

Uma legislação que opere na velocidade da Tecnologia da Informação

Imagine agora uma espécie de wiki, fórum ou rede social onde as propostas são votadas diretamente pelos participantes voluntários.

Como uma wiki, até mesmo a estrutura de votação e opções podem ser decididas participativamente.

Em termos de opções, temos uma vasta gama de ferramentas possíveis:

  • Votação aberta ou fechada, opcional ou obrigatória, caso a caso;
  • Granularidade (quão gerais ou específicas, quão abrangentes ou microgerenciadas serão as questões votadas);
  • Varidade de apresentações das questões através de cálculos estatísticos de relevância de votações e resultados;
  • O cidadão poderia assinar e acompanhar certos temas de seu interesse por palavras-chave, assim como segue um usuário no Twitter;
  • Compartilhamento como nas redes sociais;
  • Diversos estilos e possibilidades de modificações e emendas (com históricos);
  • Uma estrutura hierárquica orgânica (como ocorre na Wikipedia ou no Pirate Bay, onde informação enganosa tende a ser corrigida, e onde se premia a participação em termos dessa retificação e outras contribuições);
  • Frequências de etapas e durações para determinadas votações ou votações sequenciais.

Seria possível mapear dados estatísticos sobre um único usuário, e até mesmo avaliar o seu entendimento de um tópico ao criar redundâncias (como se faz em testes psicológicos, por exemplo), ou através de outros meios, sendo cada um dos ítens votáveis. O peso dos votos pode ser variável e determinado através de qualquer deliberação conjunta, e assim por diante.

Na democracia direta eletrônica, nós poderíamos governar como numa imensa simulação ao estilo de SimCity, gamificando todas as ações políticas através de simples prerrogativas coletivas e embasadas em valores também coletivamente definidos, como as constituições atuais.

Um monte de gente jogando SimCity

Todos ficam livres para agir eticamente e em prol do bem estar social. E a grande vantagem, nesse caso, é que se, por acaso, todos os funcionários de uma empresa agirem em autointeresse e beneficiarem sua própria empresa, não há problemas. Isso é esperado.

A granularidade do autointeresse, isto é, a pouca concentração da influência, tornaria isso apenas um fato corriqueiro do mundo competitivo dos negócios. Ninguém nega que isso aumenta a eficiência relativa de bens e serviços.

Isto é, trata-se simplesmente o lado positivo/natural que o capitalismo vê na competição quase darwinista por recursos e oportunidades. O foco na eficiência porventura tornou-se demasiado? Há limites para o crescimento? Nesses casos a própria participação permitiria naturalmente soluções mais equilibradas, já que o modo de participação é naturalmente elaborado com base em diminuir o incentivo ao autointeresse.

No que o autointeresse não é interessante à coletividade, ele é controlado pela coletividade com incentivos e punições (isto pode ser mais ou menos imposto numa determinada sessão da coletividade, mas pode ser também simplesmente mais ou menos poder sobre determinadas questões pontuais). O que interessa passa a ser a “consciência coletiva”, agindo através de toda informação disponível, com seus diversos graus de distorção e parcialidade: as modificações no sistema vão surgindo e se embatendo também darwinianamente.

A única prerrogativa é que os direitos tendam minimamente a uma igualdade ideal.

A questão do autointeresse torna-se meramente uma questão matemática: como há uma tendência em concentrar em benefício próprio (da própria economia familiar, bairro, empresa, cidade, etnia, time de futebol, e assim por diante), o sistema sempre amortizaria as externalidades com incentivos a ações desinteressadas. Em certo sentido, toda forma de governo faria isso: idealmente trabalharia pela coletividade, sem grupos de interesse especial. É essa a proposta de qualquer associação.

Dessa forma, todos concordarão que algoritmos que punam o autointeresse exacerbado e incentivem o benefício coletivo são bons, certo?

A legislação, do jeito que ela é hoje, já não serve para isso? Basta que aceitemos a ideia de uma legislação que opera na velocidade da TI, com revisões constantes, e correções de bugs, com a participação de todos.

Não seria tão difícil implementar

Estatísticas e teoria dos jogos já são utilizadas pelos atuais jogadores: apenas extenderíamos o jogo a todos, indistintamente. (Ideias como o Governo Aberto também paulatinamente viriam a ser necessárias.)

A própria representação pode não ser abolida totalmente: com ferramentas de responsabilização e incentivos e punições, o político (participante do fórum, com seu currículo público acessível – explícitos cada voto, cada proposta, cada ação, estatísticas, comparações) é fiscalizado diretamente, e tratado de forma particular: cada representante está sob avaliação e observação constantes, recebendo o sinal da coletividade.

Em contrapartida, ao representante podem ser atribuídas ações e votações que não funcionariam de forma direta: por exemplo, enquanto o orçamento pode ser decidido, pelo menos em parte, de forma direta, pela participação eletrônica, coisas como impostos não parecem poder ser totalmente determinadas pela participação direta, sob o risco de uma Tragédia dos Recursos Comuns.

De qualquer forma, uma radical abertura da legislação e votação seria facilmente implementável com recursos atuais, se apenas houvesse pressão para tanto. Um estudo científico multidisciplinar, envolvendo economia, matemática, psicologia, sociologia e computação aplicada pode elaborar um sistema inicial, começando em âmbitos menores, tais como escolas e condomínios, passando para bairros e cidades e assim por diante. Nesse momento alguns experimentos estão sendo feitos em escolas e universidades com a Democracia Direta Eletrônica, e governos como o da Suíça já são bastante geridos de forma direta, ainda que não eletrônica.

Também a Islândia está votando uma Constituição escrita coletivamente pelo povo. Em verdade, pode levar bastante tempo, mas é algo que naturalmente ocorrerá se a situação atual não for sacudida por grandes guerras ou catástrofes.

…mas também não seria completamente fácil

Basicamente o maior risco seria o de uma tecnocracia. Isso se a considerarmos evitável, o que pode não ser o caso. Com a nossa já presente sinergia com a tecnologia, é fato de que as maiores empresas e as maiores forças políticas já são tecnocratas: dominam não só o conhecimento sobre a mente, a publicidade, e as midias, mas também sobre a matemática, as teorias de decisão, e assim por diante.

Cada vez mais os representantes fazem campanha com “economês” na ponta da língua, e equipamentos de medida do impacto de cada ação são examinados de forma científica. A máquina do estado nunca foi tão máquina, e na verdade os regimes totalitários e as reflexões de Kafka e de todas as distopias da Ficção Científica só se tornaram possíveis pela cientifização e tecnologização das burocracias.

A panoptização é universal, mecanismos que limitam os direitos civis a privacidade já abundam, e, combinados com concentração de influências, tornam-se um tanto piores.

O que precisamos é botar consciência nessa máquina, socializá-la: e isso se obtém através de ideias de participação, de que já temos exemplos tão bons, tais como a própria Wikipedia (ou até mesmo o Reddit ou ferramentas de colaboração como o GitHub).

O potencial é tão grande que com certeza passaremos por grandes coisas fantasticamente boas e ruins até que a matemática e as ideologias estabilizem-se num grande equilíbrio taoísta. É o caminho.

*   *   *

Na coluna “WTF”, Eduardo Pinheiro tem total liberdade para nos ajudar a ver o que precisa ser visto.

WTF” no sentido do espanto que dá origem à filosofia, à ciência, às tradições de sabedoria. E WTF no sentido do impacto que isso talvez nos cause, quebrando cegueiras, ilusões.

Além de seguir o papo abaixo nos comentários, você pode enviar suas mais profundas perguntas para wtf@papodehomem.com.br.

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