
Kiku Corset
Hoje teve início a Google I/O, a conferência anual de desenvolvimento de Mountain View voltada a revelar as principais novidades para os próximos meses. Claro que a principal delas diz respeito à nova versão de seu sistema operacional mobile, conhecida apenas como Android L e que contará com um visual novo e diversas melhorias no desempenho.
Foi revelado que o Android L contará com 5 mil novas APIs, mas a principal mudança ficará realmente a cargo do visual, graças à iniciativa chamada Material Design. Ela é um conjunto de normas e diretrizes que visam otimizar a performance e padronizar a aparência dos produtos Google nas mais diversas plataformas – sejam Android, Chrome OS ou na web e se estendendo para outros produtos, como TVs, carros e onde mais um produto Google rodar. Ela fornece padrões de layout, cores, ícones, animações e etc, de modo que o desenvolvedor não terá trabalho em escrever um app que funcione tanto no smartphone quando no tablet, ou mesmo versões para o Chrome OS, web ou wereables.
Isso posto, voltemos ao Android. A lock screen e a área de notificações são basicamente uma coisa só, com exibição dos alertas com os quais você pode interagir ali mesmo. Você pode também rolar a tela e ver o restante das notificações, e ver que ele a partir de agora aprenderá com o usuário, dando destaque aos alertas mais relevantes de acordo com seu comportamento. Além disso, chamadas de vídeo não mais irão se sobrepor ao que você está fazendo: as notificações aparecerão na parte superior e com um slide você poderá dispensá-las sem ter que interromper seu jogo, por exemplo.
O Google também destacou a fluidez das animações graças ao Material Design, que prometem 60 fps mesmo em aplicações web, o que é bem interessante (mas é bem provável que apenas modelos high-end sejam capazes disso). Já no quesito performance, o Android L vai rodar exclusivamente na máquina virtual ART, introduzida no KitKat. Com isso, mesmo que não haja diferença na arquitetura o Google garante que o desempenho pode até dobrar, devido à forma como ele trabalha: enquanto o Dalvik compila o código do app em tempo real, o ART o faz com antecedência. Isso melhora o consumo de bateria, RAM e a uma execução de apps mais rápida e fluída.
Além disso, por ser uma VM mais recente a ART já está pronta para trabalhar com SoCs ARM ou x86 (como os Bay Trail da Intel) e suporta inclusive a arquitetura de 64 bits, o que abre caminho para os chips mais recentes da Qualcomm e Samsung. Com isso, os próximos Androids de ponta já poderão vir equipados com o Snapdragon 810 ou o futuro Exynos que a Sammy promete há algum tempo. Já o Project Volta promete melhorar a performance da bateria.
A previsão é que o Android L chegue ao usuário final no outono. O código estará disponível hoje e versões de desenvolvimento poderão ser instaladas no Nexus 5 e 7 a partir de amanhã.
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No dia 29 de novembro de 2015, os quase 200 mil habitantes do município de Rio Verde, em Goiás, ficarão sem sinal analógico de TV. A cidade é a primeira do cronograma do Ministério das Comunicações, publicado no Diário Oficial da União, para o fim desse tipo de transmissão. As datas se estendem até o final de 2018. A faixa de 700 MHz será liberada para o 4G — a proposta do edital já foi publicada e a previsão é de que o leilão ocorra em agosto.
Este primeiro será um desligamento-piloto. Os outros devem começar mesmo a partir de 2016, começando pelas capitais –elas foram as primeiras a receber o sinal digital–: Brasília, no dia 3 de abril; São Paulo, em 15 de maio; Belo Horizonte, 26 de junho; Goiânia, 28 de agosto; e Rio de Janeiro, 27 de novembro.
Em 2017, Curitiba, Porto Alegre, Florianópolis, Salvador, Fortaleza, Recife e Vitória se juntam a essa lista, bem como algumas regiões do interior, como Campinas, Ribeirão Preto, Vale do Paraíba, Santos, São José do Rio Preto, Bauru, Presidente Prudente e Interior. A última data da lista (que pode ser vista aqui, neste arquivo PDF) é 25 de novembro de 2018, quando o sinal da TV analógica desaparecerá do país — esta decisão já havia sido anunciada em abril do ano passado, mas faltava uma data específica.
No entanto, o documento do Ministério das Comunicações ainda precisa esclarecer as coisas melhor, como aponta o Teletime:
A publicação do cronograma gera algumas dúvidas entre empresas de radiodifusão. Em primeiro lugar, cidades economicamente importantes, que dependem do switch off para a entrada do 4G, ficaram para a última etapa, como é o caso de Uberlândia/MG. Outra dúvida é em relação ao desligamento das cidades cuja transmissão depende de outras. É o caso de Formosa/GO, por exemplo. Não se sabe se o desligamento de Formosa deve ser feito junto com Brasília, ou se ficaria para 2018.
Seja como for, o fato é que o sinal da TV analógica está com seus dias contados. Ufa. Eu já não aguentava mais ouvir o vizinho gritando gol antes do chute aparecer na telinha lá de casa. [Teletime via Manual do Usuário]
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The CEO of Japan Airlines makes $90,000 a year, less than the pilots, when interviewed about this he said “We in Japan learned during the bubble economy that businesses who pursue money first fail. The business world has lost sight of this basic tenet of business ethics.”
you know those disgusting aggravating boys that you just wanna
Não importa a cor da bandeira ou sigla partidária, os políticos profissionais brasileiros seguem basicamente o mesmo tutorial:

R.I.P. (atual modelo de) democracia representativa.
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Cartilha do Remédios via Os Profanos.
Ciclo eleitoral foi publicado originalmente no ((( TRETA ))).
Luiz H.if it fits...
A internet foi feita para duas coisas: acessar o FlatOut (é sério) e ver vídeos de gatinhos. Hoje, você vai ver um gatinho no FlatOut! Não é um dia maravilhoso? E não é um vídeo qualquer, mas o resgate heroico de um gato que ficou preso na suspensão de um Land Cruiser. Ah, e tudo aconteceu na Rússia, claro.
O dono do jipe é o russo Vitaliy Bouranin, de 32 anos, que há algumas semanas pegou seu Toyota Land Cruiser para uma viagem de negócios na Sacalina, uma ilha no extremo leste da Rússia. Depois de dirigir por mais de 80 km — às vezes, a velocidades superiores a 120 km/h —, ele parou em um posto de gasolina. Enquanto abastecia, ouviu um barulho que parecia um miado.
Ele percebeu que o som vinha debaixo do carro, e resolveu dar uma olhada. “Depois de cutucar um pouco eu finalmente vi um tufo de pelos e percebi que um gato tinha dado um jeito de ficar preso dentro de uma das molas”, Bouranin contou ao Daily Mail. “Não faço ideia de quanto tempo ele ficou lá ou, mais importante, como ele foi parar lá. Para mim era impossível um gato se enfiar no meio de uma mola, mas ele conseguiu”.
Depois de pedir a ajuda de um funcionário do posto e os dois, em vão, tentarem retirar o gato, o corpo de bombeiros local foi acionado. Eles desmontaram a suspensão do carro, retiraram a mola e, com muito cuidado, conseguiram libertar o gato de sua prisão helicoidal. O bichano permaneceu calmo durante toda a operação — ele parecia realmente interessado em sair dali.
Gatos são animais curiosos por natureza e seus corpos são extremamente flexíveis, o que explica a frequência com que eles se metem em enrascadas como esta. Ele certamente passou por horas (ou dias) bem desconfortáveis, mas certamente teve muita sorte por não se machucar seriamente durante o movimento da suspensão nas acidentadas estradas russas.
Temos certeza de que este gatinho não vai chegar perto de um SUV tão cedo.
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Faz um tempo que o Google não realiza uma mudança tão grande no Android: hoje pudemos dar uma olhada na próxima grande reformulação da plataforma. A nova versão ainda não tem nome definido - “Android L” é um termo provisório – mas eis o que já sabemos sobre ela.
Matias Duarte, chefe de experiência de uso do Android, subiu ao palco para apresentar a nova cara do Android, chamada de “Material Design”:
A ideia, segundo ele, é fazer com que pixels tenham mais do que cores, que eles tenham “profundidade”. Isso significa usar camadas para dar contexto a cada informação: por exemplo, ao selecionar uma mensagem no Gmail, ela “salta” em um card próprio – veja como isso funciona no vídeo acima.
O “Material Design” também facilita a transição de apps de smartphones para tablets: ele se baseia em uma barra de navegação e materiais que podem saltar e se ajustar de forma inteligente.

Eis como vai ficar o novo Gmail. Ele ganhou uma nova tipografia que funciona tão bem em telas pequenas (de smartwatches) quando telas grandes (pense em tablets gigantes), com o mesmo design em todas as telas.

No evento I/O do ano passado, o Google apresentou o Polymer: um kit para desenvolver websites que se ajustam a telas pequenas (de smartphone) e grandes (de tablet) automaticamente. Graças ao Polymer, o “Material Design” também pode funcionar em webapps também, que rodarão a 60 quadros por segundo na web.
O primeiro novo recurso que o Google destacou é um dos mais importantes: a interface de usuário. Ela terá mais animações e mais feedback tátil; ou seja, suas interações não existem mais apenas em duas dimensões – e sim em três. Por exemplo, temos o discador, que ganhou efeitos de toque:

Claro, já vimos animações antes, mas aqui elas parecem fazer o dispositivo ficar mais rápido, em vez de deixá-lo lento. Isso deve variar de acordo com o dispositivo, claro: pode ser um problema para dispositivos mais velhos.
As notificações também ganharam algumas mudanças; elas foram simplificadas de modo que você pode ter acesso a tudo – e ainda interagir – a partir da tela de bloqueio. Toque duas vezes em uma notificação para abrir um app, deslize para descartá-la, e deslize de baixo para desbloquear o dispositivo.

Definitivamente isso ficou mais bonito. Também existem notificações que aparecem na parte superior da tela (como no iOS), que permitem realizar ações rapidamente – como atender uma ligação ou arquivar um e-mail - e que você pode descartar com facilidade.
Senhas e padrões de desbloqueio são meio chatos e irritantes. O Android L ganhou um recurso chamado “desbloqueio pessoal”, que sabe quando você está usando um relógio com Android (Wear) e mantém seu smartphone desbloqueado, já que sabe que você está lá (ou que alguém roubou seu relógio).

Não só o design que será atualizado: o Chrome também vai mudar bastante. Ele ganhou uma reformulação bem grande – incluindo o “material design” – o que significa mais cards!
O Google fez algumas coisas legais; se você buscar por Noite Estrelada, a clássica pintura de Van Gogh, as cores da pintura serão aplicadas às barras. Abra a multitarefa e encontre um card para cada uma das suas abas. É meio aterrorizante para quem, assim como eu, mantém um monte de abas abertas.

Também há uma nova interface de usuário para indexação de apps (prestem atenção, desenvolvedores!), o que significa que se você estiver no Chrome e clicar em um link do OpenTable, por exemplo, você será mandado diretamente para a página do restaurante no app do OpenTable. Agora tudo é um card, e ficou muito mais simplificado.
Outro benefício da comunicação entre apps? Se você pesquisar um local no Google Earth, e depois digitar a mesma coisa na barra de busca do Google Search, ela vai lembrar disso, e mostrar para você o resultado do Google Earth. Isso funcionará em qualquer app, não apenas do Google – dependendo, claro, da vontade dos desenvolvedores.

Outra novidade que agrada principalmente desenvolvedores, mas os benefícios também afetam usuários finais. Há uma nova runtime chamada ART, que foi feito do zero para dar suporte a ARM, x86 e MIPS, e oferece duas vezes o desempenho sem que desenvolvedores precisem fazer muita coisa.

Ele também é compatível com processadores 64-bit e é mais eficiente no consumo de memória.
O Google está comprometido em alcançar o desempenho do DirectX 11, e está incluindo pacotes de expansão do Android para coisas como shaders. A Unreal Engine 4 rodando em um hardware da Nvidia pareceu ótima, mas isso normalmente acontece em demos.

O suposto nível gráfico de PC em dispositivos móveis deve chegar nos próximos meses, e pode ser ótimo, mas vamos esperar para ver.
O Project Volta é um dos melhores nomes que vi nos últimos tempos, fazendo referência a Alessandro Volta, inventor da pilha voltaica. E o que é isso? É uma maneira de fazer a bateria ser mais eficiente. Ele oferece diversas estatísticas para desenvolvedores descobrirem o que está sugando energia, enquanto outras APIs limitam o app quando a bateria está acabando.

Também há um novo modo Battery Saver, que corta o Wi-Fi e a energia da tela - é como um modo avião super-poderoso. Isso supostamente aumentará a duração da sua bateria em até 90 minutos.
O que o Google deixou claro é que o Android L não é só sobre seu smartphone ou tablet. Ele vai reunir diversos produtos – incluindo alguns que ainda não existem – sejam eles relógios, carros ou dispositivos domésticos.

Até agora não temos muitos detalhes, mas isso é compreensível; muito do Android L ainda não foi revelado. Mas o Google definitivamente tem todas as peças necessárias para fazer isso acontecer: reconhecimento de voz, detecção de contexto, e agora um design unificado que ajuda dispositivos a se adaptarem a telas diferentes – e a propósitos distintos.
Por enquanto o L é apenas um preview, então podemos esperar muito mais quando ele enfim chegar nos próximos meses (incluindo um nome!). Mas, enquanto isso, parece que os maiores ganhos estão no design unificado, flat, animado e bem bonito – só esperamos que ele não prejudique o desempenho do sistema.
Uma prévia do SDK do Android L estará disponível para desenvolvedores ainda hoje, com mais de 5.000 novas APIs.
Atualizado às 16h38
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O Google anunciou que o Glass vai receber uma atualização de hardware após o feedback do extenso programa Explorer – mas os atuais proprietários terão que pagar mais US$ 1.500 se quiserem o novo Glass.
Em novembro, o Google anunciou uma versão do Glass compatível com óculos de sol e grau, e também com um fone de ouvido opcional, e substituiu o hardware antigo dos Explorers de graça – desta vez, isso não vai acontecer.
O novo Glass agora possui o dobro de RAM, indo de 1 para 2 GB, e também ganhou uma bateria um pouco maior. O Google afirma que ele terá autonomia 15% maior entre recargas, e a RAM extra “vai permitir que mais Glassware [apps] rode em paralelo e que cada um deles abra mais rapidamente”.
Este hardware estará disponível inclusive quem comprar o Glass no Reino Unido, onde ele custa £ 1.000 (cerca de R$ 3.700).
Também há novidades de software aqui: a interface da câmera agora mostra a parte do seu campo de visão que será capturada na foto. Para ativá-lo, basta dizer “ok glass, show the viewfinder”.

Ele também vai ganhar os novos cards do Google Now para lembrar onde você estacionou seu carro, e para rastrear encomendas.
Também há alguns novos apps para o dispositivo: o Shazam permite identificar músicas com o comando “OK Glass, recognize this song”; o Star Chart exibe as constelações direto na tela do Glass; o Duolingo para estudar idiomas; entre outros.
Os ajustes de software serão distribuídos a todos os usuários em breve. O novo hardware, no entanto, só estará disponível nas unidades do Glass vendidas daqui em diante.
Estes pequenos ajustes no hardware sugerem que o Glass vai demorar em se tornar um produto para consumidores; é improvável que ele seja o centro das atenções no evento Google I/O de hoje, já que a empresa revelou todos esses detalhes de antemão – mas continuaremos atentos a possíveis novidades. [Google via Verge]
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