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go away where are you going

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The Walking Dead vira curso online sobre ciência, sobrevivência e sociedade
Canvas Network, um dos maiores site que oferecem cursos gratuitos a distância criados por grandes universidades (MOOCs) – concorrendo com Coursera e edX – acaba de lançar um curso em parceria com o programa The Walking Dead (AMC) e ministrado pela University of California.
Totalmente interdisciplinar, o curso Society, Science, Survival: Lessons From AMC’s The Walking Dead tem duração de 8 semanas. Ministrado simultaneamente à transmissão da nova temporada da série, as aulas serão divididas semanalmente, com cada uma cobrindo os temas abordados no episódio da semana.
O acesso é gratuito e demandará em torno de 2 a 4 horas semanais dos participantes, incluindo partes dos episódios para assistir.
Com professores de diversos departamentos, o ensino gira em torno da vida dos sobreviventes em um mundo pós-apocalíptico. Aqui, serão colocados em pauta tópicos como saúde pública (Como um surto de zumbis pode dizimar a humanidade?), física (Por que os zumbis reagem de forma diferente às balas e outras armas como machado?), sociologia (O que acontece com a Pirâmide de Maslow quando o mundo acaba?) biologia (Quais os efeitos a longo prazo que o stress tem nos sobreviventes?), e assim vai.
O curso é uma oportunidade de explorar como conceitos em obras de ficção podem ter paralelos e equivalentes no mundo real.
O processo de aprendizagem é construído através de conexões dos conceitos ensinados com o repertório e experiências de cada um. Quebrando a barreira entre teoria pesada e entretenimento, o aluno pode absorver muito mais do conteúdo, associando-o instantaneamente aos episódios da série.
Com a parceria, Canvas Network ganha a chance de aumentar seu reconhecimento e atrair potenciais estudantes para seus outros cursos. O mesmo pode ser dito para a University of California.
Enquanto isso, AMC recebe uma publicidade de prestígio e de baixo investimento, expandindo o universo da série para mais um ponto de contato com seus fãs.
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Post originalmente publicado no Brainstorm #9
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How to draw Walter White, Dan Berry

@thingsbydan

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How to draw Walter White, Dan Berry
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Senator Craig, didnt you learn your lesson? (pic)
Cine Morena: Um Lugar ao Sol
O diretor pernambucano Gabriel Mascaro (atualmente em cartaz com o documentário Doméstica) entrevistou moradores de nove coberturas em Recife, São Paulo e Rio de Janeiro para construir este mosaico de personagens que oscilam do normal ao grotesco no filme Um Lugar ao Sol, de 2009. Um deles, o empresário paulista Oscar Maroni, dono da boate Bahamas, exibe toda a filosofia de vida de quem frequenta (sic) “os melhores hotéis, os melhores relógios, as melhores roupas” . “Me sinto muito mal quando vejo pobres que não têm um Jaguar, um Mercedes”, diz. O filho de uma madame carioca, espécie de futuro Chiquinho Scarpa sob efeito de LSD, resume o privilégio de se morar no alto: quem possui uma cobertura estaria mais próximo de Deus do que o restante dos mortais. “Aqui nós podemos falar com Deus mais facilmente”, concorda a mãe.
Percebe-se que o “estar acima” dos cidadãos comuns não é apenas uma figura de linguagem quando o jovem pernambucano –que ganhou o apartamento de presente dos pais mas não quer ser chamado de playboy– revela preferir a piscina da cobertura do que a praia lotada, suja e cheia de tubarões lá embaixo. Ou quando o casal do Rio de Janeiro se alegra ao contar como é bonito, visto do alto, os bandidos trocando tiros nos morros vizinhos. “É tudo colorido, parecem fogos de artifício”, narra a esposa, olhos brilhando. Perfeita simbologia dos “diferenciados” que fogem do convívio com os habitantes da vida real, o documentário de Mascaro causa risos nervosos no espectador –além de desprezo. Não percam.
Vivendo a vida motivada
O que me deixou pensando na relação das pessoas com o trabalho, e em como fomos todos fraudados pelas promessas de transformação profissional que ouvimos lá nos longínquos anos 80. Ou talvez fossem mais antigas? Eu me lembro delas nos anos 80, mas até aí, eu não pensava muito em trabalho antes disso.
Mas, enfim: até algum momento do passado, havia uma distinção entre "trabalho" e "vida". Trabalho era uma coisa que você fazia -- varrer o chão, lavar pratos, apertar parafusos, contar dinheiro -- e vida era o que você era: pai amoroso, marido carinhoso, zagueiro do time de várzea.
Algumas carreiras, principalmente nas artes e na política, fundiam trabalho e vida, enquanto outras, como medicina e jornalismo, tendiam a tornar mais finas as paredes entre as duas esferas, mas esses eram os casos excepcionais. No geral, a coisa seguia uma demarcação clara: da catraca para dentro, trabalho; da catraca para fora, vida.
Não que fosse uma situação confortável. Bibliotecas inteiras já foram escritas sobre os efeitos deletérios da alienação do trabalho, sem falar no filme Tempos Modernos, de Charles Chaplin. H.L. Mencken produziu um artigo cáustico, chamado "A Mente do Escravo", sobre a cabeça do homem que trabalha apenas para ganhar o sustento, sem nenhum outro objetivo em vista. O sonho de Marx de uma vivência realmente integrada -- onde fosse possível pescar pela manhã, caçar à tarde, criticar à noite -- era uma aspiração mesmo entre os não-marxistas. Profissões, como a de ator ou compositor, onde vida e trabalho pareciam existir numa espécie de fluxo contínuo eram -- como ainda são -- glamurizadas.
A promessa que minha geração ouviu, nos anos 80, era a de que, no futuro, todo trabalho seria assim: existiria em fluxo, e seria possível levar a vida para o trabalho. Parecia uma perspectiva excitante, refrescante, inacreditavelmente humana. Porém, como o talismã maligno do conto A Pata do Macaco, que amaldiçoa seu possuidor ao mesmo tempo em que realiza seus desejos, a mudança teve um preço imprevisto: o de termos de levar o trabalho para a vida.
Isso não é um problema se o que você faz coincide naturalmente com o que você é -- no caso, digamos, de um cineasta ou de um poeta -- mas a coisa fica um pouco mais complicada quando o que se faz é apertar parafusos ou vender ternos. Nem mesmo o patrão sádico do filme de Chaplin esperava que seus funcionários amassem suas porcas e parafusos como um poeta ama sua poesia; ou se mantivessem em prontidão 24 horas para atender o cliente, como o cineasta pode virar a noite acordado esperando o momento exato para sua cena.
Essa é a promessa quebrada: esperávamos que poderíamos todos fazer arte, e em vez disso o que ganhamos foram as mesmas funções maçantes e sem sentido de sempre, mas agora somadas à obrigação de desempenhá-las com todo o zelo e o desprendimento de verdadeiros artistas. Tínhamos acreditado que poderíamos fazer o que amássemos; em vez disso, demos de cara com o dever de amar o que -- o que quer que seja -- que fazemos.
Nesse contexto, o discurso motivacional é uma espécie de Fanta Uva da alma, um doce refresco que tenta convencer as pessoas de que vender um apartamento ou um carro merece a mesma recompensa emocional que pisar na Lua ou compor um poema épico em decassílabos: que o importante não é buscar as aspirações mais nobres, mas considerar nobres as aspirações que estão à mão.
O fato da indústria da motivação não dar mostras de exaustão reflete, talvez, o fato de que o efeito de seu alucinógeno edulcorado é passageiro, de que as pessoas precisam de doses cada vez maiores, e a intervalos cada vez menores, para sustentar o delírio de que o trabalho que fazem é o verdadeiro propósito de suas vidas. De que ser vendedor é mais importante, num sentido profundo, ontológico, do que ser zagueiro no time de várzea.
Enfim, se a solução para a alienação do trabalho é a alienação da vida, será que podíamos ter a primeira de volta, por favor?
"Um filme em que o estado de São Paulo se separa do resto do Brasil e elege como presidente nada mais..."
- Loucura Loucura Loucura
A feral cat hunts birds
Clip from BBC documentary series Earthflight showing a feral cat, wild descendant of a domestic cat,..(Read...)






























