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"How many Ph.D.s does it take?" - originally published
10/31/2012
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Alvaro Freitas
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10/31/12 PHD comic: 'How many Ph.D.s does it take?'
The Greatest Stupid Sexy Halloween Costume Ever

This contest is over! Give that woman (I hope?) the $10,000. Oh, wait, wrong episode. It’s like she’s (maybe?) wearing nothing at all, nothing at all, nothing at all, nothing at all, dental plan, Lisa needs braces, nothing at all, nothing at all, etc. etc. etc. If this lady (I think?) ever meets up with Aliens baby, the Internet will explode, and we’ll be forced to crawl out of our homes, wearing nothing at all, nothing at all…dammit.


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Astronauta – Magnetar de Danilo Beyruth é um divisor de águas pro quadrinho nacional
Há alguns meses, o editor Sidney Gusman anunciou pelo Twitter que o premiado quadrinista Danilo Beyruth estava produzindo o álbum de estreia do selo Graphic MSP, linha de publicações com visões autoras dos personagens de Maurício de Sousa. Apesar de ser uma excelente notícia, só pudemos compreender o fenômeno que essa HQ seria quando “Astronauta – Magnetar” (Panini) chegasse às bancas, livrarias e lojas especializadas. Só após ler esse fantástico gibi, tivemos a oportunidade de presenciar uma guinada na produção nacional de quadrinhos: a popularização da HQ nacional.
Com arte e roteiro de Danilo Beyruth e cores de Cris Peter, “Astronauta -Magnetar” conta uma história sobre solidão em que o Astronauta encontra problemas para abandonar uma estrela que está morrendo. Cheia de referências à astrofísica e à história das viagens espaciais, a HQ é uma experiência fantástica pelo mundo da ficção científica e da vanguarda nas histórias em quadrinhos. O roteiro é fabuloso e consegue surpreender até o leitor mais bitolado de quadrinhos pelas ideias inventivas e pelo novo rumo que deu ao personagem. Nem preciso comentar que a arte de Beyruth está maravilhosa, mas fica ainda mais sensacional com as cores marcantes de Peter.
“Magnetar” é um marco para as histórias em quadrinhos no Brasil, pois é a enorme Maurício de Sousa Produções abrindo seu portfólio de grandes personagens para outras interpretações. Bem diferente do que foi em “Turma da Mônica Jovem” e um pouco além da linha MSP 50, a Graphic MSP é a oportunidade do editor Sidney Gusman empregar toda a sua experiência e conhecimento de quadrinhos em uma linha de quadrinhos bem autoral com os personagens do Maurício.
No entanto, a importância dessa graphic novel vai além do pioneirismo, “Astronauta – Magnetar” é uma obra de Danilo Beyruth em seu auge como roteirista e desenhista de quadrinhos. Após tomar de assalto o mercado de HQs com seu surpreendente trabalho nas histórias do Necronauta (publicado inicialmente em zines e depois lançado pelas editoras HQM Editora e Zarabatana Books), sua mais icônica criação, o autor rapelou o Troféu HQMix com a fabulosa “Bando de Dois“, que parece uma história de cangaceiro contada pelo diretor Sergio Leone.
Após ler o álbum e ver toda a repercussão que gerou, conversei com o Gusman na Gibicon que admitiu que o álbum vendeu MUITO na Fest Comix; acredito que “Astronauta – Magnetar” vai mudar o rumo do mercado nacional, abrindo espaço para que novos autores publiquem suas histórias autorais para o grande público. Ver a maior editora (Panini) e o maior estúdio (MSP) de quadrinhos do Brasil se unir para promover um autor como Danilo Beyruth me encheu de esperança e alegria. Não duvido que em 10 anos, eu possa reler esse texto e perceber que conquistamos muito mais do que eu seria capaz de sonhar.
Esse é só o começo, foram anunciados mais álbuns da coleção Graphic MSP com Victor Cafaggi e Lu Cafaggi; e Gustavo Duarte! Quero mais que vire uma publicação mensal e dê espaço para muitos autores mostrarem serviço.
O gibi é leitura obrigatória para qualquer interessado por quadrinhos, ficção científica, psicologia, astrofísica e uma boa história sendo contada!
Por que nossos estádios estão vazios
Ao copiarem políticas de “modernização” excludente adotadas na Europa, cartolas brasileiros alcançaram estranha proeza. Elitizaram esporte e mantiveram clubes pobres
Por Irlan Simões
Curitiba, 10/12/2009. Estádio Couto Pereira: Torcedores do Coritiba, entre eles integrantes da torcida Império Alviverde, invadem gramado após término da partida que rebaixou do clube à Serie B do Campeonato Brasileiro. Confusão generalizada e ação desmedida da Policia Militar ocasionaram morte de um torcedor que não participou da invasão. O Coronel Ademar Cunha Sobrinho aponta que valor do ingresso, R$ 5, foi a causa do problema e sugere às presidências dos clubes uma medida que garanta “a elitização do público”.
São Paulo, 13/5/2010. Jornal Lance: J. Hawilla, proprietário da Traffic, um das maiores traders do futebol brasileiro, declara em entrevista: “A turma que vai à geral agora, ficará assistindo só na tevê. É gente que não consome nada, depreda e mata no metrô. Não interessa mais ao futebol. Dá orgulho ver o público pagar R$ 300 pelo ingresso”.
São Paulo, 24/5/2012. Programa Arena SporTV: Em debate sobre o alto preço pago pelos torcedores para frequentar estádios, o jornalista Alberto Helena Jr defende o que classificou como “nova tendência do futebol brasileiro”. Para ele o grande público, a massa, acompanhará aos jogos pela TV, enquanto o estádio terá a dinâmica de um teatro, com público elitizado.
Os casos acima – apenas alguns, entre muitos registrados nos últimos anos – ilustram uma lógica que vem ganhando força no futebol brasileiro. “Cartolas”, atores econômicos que veem no jogo uma fonte de lucros fáceis e comandantes das forças de segurança despreparados têm defendido, juntos, o aumento do preço dos ingressos. Sustentam que a exclusão dos torcedores mais pobres dos estádios seria a única saída viável para o esporte.
Os resultados impressionam. Em 30 de setembro, um domingo ensolarado, o Rio de Janeiro receberia mais uma vez um dos maiores clássicos do mundo. Entrariam em campo o líder do campeonato brasileiro, o Fluminense, um timaço com estrelas de nível internacional, e o seu arqui-rival, o Flamengo, embalado por uma sequência de bons resultados que animava os torcedores a uma arrancada.
O Fla-Flu tinha tudo para ser o grande jogo do ano. Tinha, não fosse um público pífio, de 23 mil torcedores que compareceram ao Engenhão. O velho torcedor rubro-negro ou tricolor provavelmente sentiu que aqueles tempos de plateias que superavam a marca de 100 mil torcedores – cena comum em dias de clássicos – foram-se para sempre.
Até o início da década de 1990, antes das sucessivas reformas que encolheram a capacidade do Maracanã, era possível ver públicos gigantescos, como o que levou mais de 112 mil pagantes em junho de 1995. Ainda em 2009, mais de 78 mil torcedores pagaram ingresso para ver o clássico no Maracanã. Acontece que de lá para cá o valor dos ingressos não parou de crescer.
Fetiche da modernização
É preciso relembrar o processo que arrastou – ou ergueu – o preço dos ingressos nos Brasil, a partir do início da década de 2000. Era o tempo da entrada de grandes investidores nos clubes, um momento que exigia do futebol brasileiro uma “modernização” elitista e excludente. Vislumbrando e idealizando modelos europeus, sem fazer a necessária diferenciação entre os parâmetros de consumo, emprego e renda, o futebol nacional entrou na aventura.
Um dos marcos desse processo foi o Atlético Paranaense. Desenvolvendo uma arrojada engenharia financeira, em contato com a multinacional de material esportivo Kyocera, construiu o que naquele tempo já se chamava de “arena multiuso”, o grande sonho de consumo dos clubes locais.
As arenas já eram realidade nas grandes competições europeias e o Brasil possuía um desejo quase obsessivo por estruturas daquele porte. O Atlético fez a sua. Foi campeão logo depois, quando os mesmos investidores montaram um elenco sem igual na história do clube e venceram o campeonato brasileiro pela primeira e única vez na vida. Era “o” clube, o exemplo que os atores econômicos do futebol brasileiro queriam difundir.
Durou pouco. Passada sua glória efêmera, o Atlético caiu para a segunda divisão e ainda não completou a estrutura da arquibancada da moderna arena, que os torcedores rivais hoje ironizam e qualificam como “semi-estádio”.
Ainda assim o clube marcou um período no qual quem investisse na “modernização” sentia-se no direito – apesar da revolta e boicote dos torcedores – de aumentar quanto pudesse o preço dos ingressos. Melhoramos a qualidade e o conforto da Arena da Baixada, a partir de 99, e entendemos que os preços teriam de ser equivalentes”, disse então Mário Petraglia, presidente do clube.
Opção pela elitização
O argumento espalhou-se pelo Brasil. O preço do ingresso deixou de ser uma questão de equilíbrio entre as contas do clube e as contas do torcedor. Tornou-se mera remuneração por um serviço. O próprio torcedor estava sendo ressignificado: agora, bastava que se comportasse como consumidor.
O que se viu, por todo o país, foi a criação de setores especiais, que se diferenciavam da arquibancada (então, ainda presente) por padrões diferenciados de conforto, serviço e, evidentemente, preço dos ingressos.
Foi uma mudança gradual. Primeiro, os setores especiais, com cadeiras de plástico, contrastavam com a aridez do cimento, às vezes custando o dobro. Aos poucos, foram se expandindo, até tomar a totalidade dos estádios. A fase seguinte seria a criação de “setores VIP”, com cadeiras mais confortáveis, agora contrastando com as de plástico… Entre 2004 e o início do campeionato brasileiro de 2012, a inflação oficial (IPCA) foi de 47,97%. Mas o preço dos ingressos aumentou, em média, três vezes mais – 152,06% –, segundo levantamento de O Estado de S.Paulo.
Os “setores populares” simplesmente deixaram de ser populares. Os melhores exemplos desse processo são os estádios São Januário (Vasco da Gama), Beira-Rio (Internacional), Olímpico (Grêmio, agora construindo novo estádio), Morumbi (São Paulo), Vila Belmiro (Santos), Palestra Itália (Palmeiras, em reforma), Barradão (Vitória) e Ilha do Retiro (Sport).
Ameaça ao futebol brasileiro
Que consequências trouxe a “modernização”, dez anos depois? Do ponto de vista social, os números são eloquentes. Entre 2007 e 2011, a média de público nos estádios, durante o campeonato brasileiro, caiu 16% – de 17,5 para 15 mil espectadores. Na disputa deste ano, nova queda abrupta: apenas 12,6 mil pessoas, em média, até a 33ª rodada. O “país do futebol” despencou para 17º do mundo, no ranking dos que mais atraem público a suas arenas. Está atrás dos grandes polos europeus (Alemanha, Inglaterra, Espanha e Itália); mas também de nações com tradição futebolística menos densa (México, Estados Unidos e China); de países com população 25 vezes menor que a nossa (Suíça); e até mesmo da segunda divisão do campeonato inglês…
Mas engana-se quem crê que copiar o futebol europeu teria, ao menos, colocado os clubes nacionais em paridade econômica com os do Velho Continente. A fórmula que alcançou resultados financeiros na Europa baseia-se em ingressos muito caros, para um público elitizado porém numeroso, devido a renda muito mais alta. Implantada mecanicamente ao Brasil, está esvaziando os estádios, sem oferecer aos clubes a mínima condição de se colocarem no patamar dos mais poderosos do mundo.
A tabela abaixo é eloquente. Ela mostra que a renda de estádio alcançada pelos clubes no campeonato brasileiro é 25 vezes inferior à arrecadação anual das equipes italianas, e 40 vezes menor que a dos times ingleses.
Quem assiste pela TV aos jogos dos campeonatos europeus e os compara com os nossos; ou sofre acompanhando as partidas da seleção brasileira tem a sensação desconfortável de que também regredimos do ponto de vista técnico. Para explicar este fenômeno, é preciso investigar múltiplas causas. Mas a elitização é, decerto, um fator destacado. Ao afastar dos estádios quem sempre deu vida a eles; ao transferir para o esporte a lógica de segregação social, a “modernização” pode estar matando a mágica que fez do futebol brasileiro, no século passado, um ícone da cultura nacional e uma expressão de arte apreciada em todo o mundo
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November 01, 2012

Today's comic is based on a twitter conversation I had with Joel Watson of Hijinks Ensue
AND OH shnap! The new adventure-of-your-own-choosing novel is in our store now.
Teste de conhecimento
Um enorme anúncio, ocupando duas páginas do Estadão de 4 de janeiro de 1966, avisava sobre o nascimento do Jornal da Tarde naquele dia. “Um jornal para a cidade”, dizia o texto na parte esquerda.
O JT morreu hoje, 46 anos e 10 meses depois do anúncio. Mas quem não morreu foram os seis relógios mostrados na parte direita, que continuam firmes e fortes marcando as horas em diferentes pontos do centro.
Eu gosto deste anúncio porque hoje ele funciona como um teste de conhecimento. Se você conseguir reconhecer todos os relógios, pode dizer que conhece bem São Paulo.
Stunning Spanish Illustrations for The Communist Manifesto
The Marx and Engels classic, brought to new life in black, white, and red.
For a new Spanish edition of The Communist Manifesto, Madrid-based artist Fernando Vicente created a series of striking, chromatically appropriate black-white-and-red illustrations that capture the message and sensibility of the Marx and Engels classic with brilliant conceptual and aesthetic expressiveness:
Positively the most gorgeous graphic design for the Marx and Engels classic since Paul Buckley’s cover for the Penguin Deluxe Edition:
Meanwhile, beloved British Marxist historian Eric Hobsbawm, who passed away a month ago today, contextualizes the contemporary relevance of the classic text in his introduction to The Communist Manifesto: A Modern Edition:
How will the Manifesto strike the reader who comes to it today for the first time? The new reader can hardly fail to be swept away by the passionate conviction, the concentrated brevity, the intellectual and stylistic force, of this astonishing pamphlet. It is written, as though in a single creative burst, in lapidary sentences almost naturally transforming themselves into the memorable aphorisms which have become known far beyond the world of political debate: from the opening ‘A spectre is haunting Europe — the spectre of Communism’ to the final ‘The proletarians have nothing to lose but their chains. They have a world to win.’ Equally uncommon in nineteenth-century German writing: it is written in short, apodictic paragraphs, mainly of one to five lines — in only five cases, out of more than two hundred, of fifteen or more lines. Whatever else it is, The Communist Manifesto as political rhetoric has an almost biblical force. In short, it is impossible to deny its compelling power as literature.
[…]
But then, the Manifesto — and this is not the least of its remarkable qualities — is a document which envisaged failure. It hoped that the outcome of capitalist development would be ‘A revolutionary reconstitution of society at large’ but, as we have already seen, it did not exclude the alternative: ‘common ruin’. Many years later, another Marxian rephrased this as the choice between socialism and barbarity. Which of these will prevail is a question which the twenty-first century must be left to answer.
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farewell typewriter
One day, the man could write no more.
Despite his best efforts to write, his focus and will, he could not write a single word that made any sense. So he just sat there in front of his typewriter, staring at the blank paper, as if he was waiting for it to speak, to tell him what he should write about.
No amount of coffee or smoke helped. No amount of miles walked, places visited or people met. Nothing inspired him.
So, one day, while he sat on his wooden chair, staring at his typewriter, he gave up. He got up without hurry and grabbed the typewriter. He went to his basement, where things were left to be forgotten. He placed it carefully on a shelf full of other things no one used anymore and walked away. As he went up the stairs a tear fell from an eye for he knew what destiny awaited all those things that were left in the basement. He knew he would never again see that typewriter.
The man then went back into his office and dropped back into his chair feeling sadness crawl inside him. He had no more stories to tell, no more adventures to live, no more characters to meet. His creative mind was empty. He hung his head and cried in silence.
The typewriter, however, had no idea of what was happening, so it never lost heart or hope. It knew that its master would eventually return. How many times had he not left it somewhere else than his working desk? And he always returned, no matter how long it was. He always used it again. Lucky for the typewriter, it did not know time and its flow.
Years were gone without the characteristic sound of the typewriter in that house. The place had a new type of life and sounds. Instead of coughs, curses, steps and typing, the sounds became those of laughter, running feet and many talks. The man had built himself a new life without the typewriter and that strange unpleasant feeling of a blank piece of paper.
The typewriter, on the other hand, knew too well its place in the world. It knew that to dance under the quick precise fingers of its master was its one and only purpose. And so the typewriter waited.
One fateful day the door to the basement opened again and someone came down the stairs with slow but steady steps. The typewriter could not see for it did not have eyes, so it simply waited. The strong young grip of her master came to it and carried it away. The typewriter was glad to be out of the basement and back into the hands of her young master.
The typewriter was gently rested on a desk and was fumbled with by sure fingers. Ink rolls, typesets, all in place, just like the last time she was used. Then the dance started again, just as the typewriter knew it would. The fingers had lost some of its confidence, but the typewriter knew it was a matter of time before it was back to full speed.
Unbeknownst to the typewriter, however, that was not the same young man that made it dance with grace and that characteristic tapping only a typewriter can produce.
The years had come and gone and now the youngest son of that first writer touched the typewriter with skill, precision and grace. But that made no difference to the typewriter. It knew only that it was performing that which it was built to perform.
The man that could not write devoted his life to his children after he left his typewriter on that musty shelf in his basement. After the man realized he could no longer create incredible stories, he decided to tell his tales to his sons and daughters. One of them took a special like to his tales and decided to create his own. The son became a man and his father told him about his companion in writing.
Now the man sat with the typewriter, tapping away all day long, weaving story after story. He had many ideas, many tales to tell.
So one night the father went to the desk where the typewriter once again rested. He stared at it with a warm smile on his old face. He caressed the old friend and said his final goodbye to it.
The typewriter, however, knew nothing of farewells.
Parêntese
Este post sem foto é uma pequena pausa que preciso fazer para compartilhar um presente recebido hoje: o texto abaixo, publicado pela Mayra Fonseca em sua página O Brasil com S, no Facebook. Conheci a Mayra alguns meses atrás, em uma mesa redonda aonde fui convidado a ir falar sobre o blog.
Espero que gostem. Eu fiquei imensamente feliz, e cheio de energia para continuar. Obrigado, Mayra!
“Eu nasci no norte de Minas Gerais, numa cidade que faz fronteira com o Vale do Jequitinhonha, com o Polígono da Seca e com o Sertão (aquele mesmo, de Guimarães Rosa). E, apesar da origem, sim, interiorana e simples, nunca reconheci no meu cotidiano o retrato da vida com pobreza caricata e carente de assistencialismo que passava nos telejornais.
Fui crescendo orgulhosa de uma infância nada pior do que as das crianças das grandes cidades e sou porta-voz de um sertão com fartura de coisas que não existem em todos os lugares: o encantamento e gratidão pelas coisas simples, a naturalidade para se adaptar e se reinventar diante de problemas e noções genuínas de criatividade, colaboração e sustentabilidade.
Hoje moro em São Paulo. Na cidade que aprendi a julgar pelo conteúdo que chegava até mim: volume, indiferença, violência. E como vim parar aqui? Só porque conheci pessoas incríveis que são de São Paulo ou que estão na cidade e que, por isso, fizeram deste lugar um endereço a considerar.
Mas, desde que estou aqui, comecei a ter acesso a informações diferentes sobre a cidade. Em abril deste ano, por exemplo, a Mariana Nobre foi cuidadora (porque mais do que curar, ela cuidou mesmo de tudo) de uma mesa redonda com o título “São Paulo, eu ainda amo você?” e me convidou para moderar as apresentações de projetos que iriam acontecer. Foi assim que eu conheci o Quando a cidade era mais gentil, do professor Martin Jayo.
O projeto é uma biblioteca virtual (em blog e página de Facebook) com foto e memória de São Paulo. E traz informações e reflexões sobre a história da cidade. Com foco em arquitetura e urbanismo, também compartilha imagens de famílias e seu cotidiano na cidade, mostrando memória ou possibilidades de… gentileza urbana.
Ao mesmo tempo, fiquei encantada e incomodada com o projeto. Encantada e torcendo para que conteúdos assim cheguem aos que não moram na cidade. Incomodada porque, quanto mais acompanhava os conteúdos, mais clara ficava a minha ignorância sobre São Paulo. E tive que assumir que estava cometendo o mesmo reducionismo que tanto critico; só que dirigido à megalópole e não ao sertão.
Ao ter contato com conteúdos assim, entendi que, por ignorância e preconceito, julgava com superficialidade várias cenas e atitudes que vivia na cidade. E decidi assumir que sou gringa em São Paulo. De verdade! Falei para a Nathalia, que faz o Rent a Local Friend, que queria que ela me apresentasse a cidade exatamente como faz para estrangeiros que querem fugir dos estereótipos de turismo no Brasil.
Andamos juntas por vários lugares do centro, comecei a conhecer periferias e entendi quais são as bibliotecas, livros e pessoas que podem me ajudar nesse meu projeto de educação sobre a maior cidade do meu país.
Hoje, sei um pouquinho mais sobre Sampa e fico com vontade de deixar o meu recado por aí: Perdão, São Paulo, eu não conhecia você.”
Resenha: Habibi
Tenho um pouco de pena de quem ainda vê as histórias em quadrinhos como “coisa de criança,” pura e exclusivamente. Isso não vem de uma visão elitista que querer defender que só adultos possam apreciá-las adequadamente, é claro. Elas certamente são muito atrativas para elas, pelas suas imagens coloridas mescladas à leitura, o que as torna ferramentas muito úteis na alfabetização no desenvolvimento da leitura; mas não há nada intrínseco à mídia que impeça que uma obra realmente adulta e madura seja feita através dos seus códigos e linguagem. É só ver o que fizeram nomes como Will Eisner, Robert Crumb e Art Spiegelman nos últimos cinquenta anos, ora…
Habibi, do norte-americano Craig Thompson, é outro excelente exemplo de HQ que não faria feio em qualquer prêmio literário. Ela tem tudo o que se espera de uma grande obra em prosa: é ousada e ambiciosa na exploração da linguagem, tanto a visual como a escrita; trata de temas maduros e intrinsecamente humanos como o amor (em todos os seus sentidos), a sexualidade, a religião; é apoiada por uma pesquisa profunda sobre a cultura árabe; e constrói de forma única e envolvente todo um universo de personagens e as relações entre eles e o mundo à sua volta. Mais do que tudo isso, ela faz ainda uma das mais bonitas homenagens à própria arte de contar histórias.
Os personagens principais são Dodola e Zam, duas crianças escravas que fogem dos seus dos seus captores antes de serem vendidos. Vagando pelo deserto, encontram um barco semi-enterrado na areia, onde fazem o seu lar, crescem e amadurecem nos anos seguintes. Para passar o tempo entre as buscas por comida e água, Dodola conta a Zam as histórias que conhece, contos retirados do Corão, transformando inadvertidamente a sua própria história em uma versão moderna de As Mil e Um Noites.
Claro que coisas acontecem e ambos são obrigados eventualmente a abandonar este Éden, partindo para enfrentar o mundo em jornadas separadas até a sua reunião arrebatadora. Mesmo distantes, no entanto, um está sempre com o outro, e, principalmente, à procura do outro. As histórias que contam então passam a ser um ponto norteador, um guia que os ajuda a enfrentar as dificuldades que encontram, e que os lembra constantemente daquele que os espera no fim das suas provações, e por quem nenhum deles pode desistir e ficar para trás. Tudo isso em um cenário atemporal, em que um suntuoso palácio de prazeres pode estar ao lado de um lixão repleto de sucata e sujeira.
É uma história fantástica e cativante, complementada ainda pela arte maravilhosa. Will Eisner já dizia que a linguagem dos quadrinhos, ou arte sequencial, como ele a chamava, é o que se encontra na junção do texto e da imagem: nenhum deles é negligenciável; mesmo que você faça uma história sem palavras e diálogos, a simples disposição das imagens em uma determinada sequência já dá um novo significado para as suas paisagens e personagens, transformando-as, efetivamente, em um texto. Poucas vezes eu vi uma obra que explore esta idéia de forma tão profunda: palavras e imagens se mesclam, bordas belíssimas são usadas para destacar as histórias dentro da história, o próprio formato dos quadros e páginas é cheio de significados, colocando a ação dentro de símbolos místicos e religiosos. Em um determinado momento, por exemplo, Dodola está na chuva, e as gotas de água na verdade formam palavras em árabe – o autor, aliás, aprendeu a língua apenas para produzir a obra; em notas explicativas no final, sabemos que estas palavras formam na verdade uma canção sobre a chuva de um poeta iraquiano. A narrativa toda é cheia de jogos semelhantes, que dão novos significados a imagens que parecem simples, e novas camadas de profundidade à leitura.
Enfim, não posso recomendar Habibi o suficiente. É a melhor leitura que eu fiz este ano, seja entre quadrinhos ou literatura em prosa, de longe. Não me surpreenderia se o Craig Thompson ainda fosse o primeiro autor de quadrinhos a ser consagrado com um Nobel de literatura ou outro prêmio semelhante.
Habibi, de Craig Thompson.
672 páginas por R$57,00.
470 – Mudanças.
Os dois estão errados, bom mesmo era aquele desenho dos mini búfalos com uns super totens. Mas fora isso, eu fiz uma grande bobagem e errei a contagem do Bufas um tempo atrás. Basicamente pulei 10 tiras na numeração. Então eu to querendo fazer algo interessante e fazer uma história em 10 partes – 10 tiras, pra cobrir os números que eu pulei.
Vocês sugerem algum tipo de personagem pra elas? Um dos antigos? Ou mesmo um novo?
Unfurled aurora
Every time I think I’ve posted just the most sensational aurora picture I’ve seen, another one comes along that has me scraping my jaw off the floor. Check out this shot by photographer David Cartier:
[Seriously, click to enbirkelandate.]
I know, right? That spiral shape is fascinating. Aurorae are formed when charged particles from the Sun slam into the Earth’s magnetic field and interact with it. They’re channeled down into our atmosphere, guided by the Earth’s field, and the shape of the aurora reflects the underlying magnetic field lines. They take on fantastic shapes, including spirals like this, but I don’t think I’ve ever seen curled in a way so well-defined and crisp.
If you look carefully at the bigger version, you’ll see some familiar stars like those forming the constellation Auriga in the center, while the Pleiades are visible nestled in the spot right where the aurora starts to wind up. The bright "star" which is also reflected in the water is actually Jupiter. I had a hard time distinguishing it from the bright star Aldebaran in Taurus, but I think that’s lost in the brightest ...
Japanóia #20 – Ranma 1/2 e o revival dos mangás no Brasil
Poucos animes são lembrados com nostalgia pelos fãs brasileiros como “Ranma ½”. Embora tenha sido um sucesso em todos países que foi exibida ou publicada, aqui no Brasil lembramos da série com carinho por ser a primeira empreitada de um fandom no mercado editorial profissional. Era uma época diferente e com menos recursos, onde a internet não era tão acessível e os fãs se reuniam em salas de eventos para ver cópias de clássicos da animação japonesa. E hoje, com tantos títulos e editoras atuantes no mercado, vale a pena lembrar com carinho de tempos mais humildes.
“Ranma ½” foi criado em 1987 pela mangaka Rumiko Takashi. Para quem não sabe, a desenhista estudou na escola de desenho fundada por Kazuo Koike, o homem responsável pelo roteiro de “Lobo Solitário”. Rumiko é bastante querida pelo público ocidental. Além de famosa por “Ranma ½”, a autora conquistou o coração dos fãs brasileiros com “Inuyasha”, que também foi exibido aqui no Brasil por um tempo. Para criar o mangá, o processo criativo envolveu a mistura de diversos gêneros que estavam em alta na época. Portanto, sem orientação específica, “Ranma ½” é um mangá que compartilha características comuns em ambos demográficos shoujo e shonen, uma bem humorada ironia, se levarmos em consideração a trama do mangá.
Agregando elementos como artes marciais e comédia romântica em uma trama de humor pastelão, o mangá narra história de Ranma Saotome e seu pai, o velho tarado Genma. Durante uma peregrinação a China, os dois artistas marciais caem por acidente nas fontes amaldiçoadas de Jusenkyo. De acordo com as lendas, as pessoas que caem nessa fonte são amaldiçoadas com a forma física das pessoas que morreram afogadas nelas há cem anos. Quando molhados com água quente, Ranma Saotome é amaldiçoado com a forma de uma garota, enquanto seu pai se transforma em um urso panda gigante. Para reverter a maldição e voltarem para suas formas originais, os amaldiçoados devem ser banhados em água fria.
Voltando de viagem, Genma resolve visitar seu antigo companheiro Soun Tendo, mestre do estilo Kakuto-Ryu. Anos atrás, Genma e Soun fizeram uma promessa de noivarem seus filhos. O grande problema é que sua filha mais nova, a bonita e impetuosa Akane Tendo, odeia homens e costuma responder de forma agressiva as cantados de seus colegas de classe. A trama então ganha um víeis de comédia romântica, mostrando o relacionamento das duas famílias e se tornando cada vez mais pitoresca na medida em que o elenco cresce e adiciona novos problemas para o casório de Ranma e Akane.
A série trabalha clichês que viriam a ser clássicos no meio dos animes e mangás. Ao longo da série observamos triângulos amorosos. Ranma Saotome é assediado pela chinesa Shamploo, uma amazona que derrotou em combate e agora deve-se casar com ela. Bizarramente, a forma feminina do protagonista é perseguida por Tatewaki Kuno, o capitão de Kenjutsu do colégio onde Ranma e Akane estudam. As coisas só pioram quando a irmã de Tatewaki, a ginasta Kodachi Kuno, se apaixona pela forma masculina de Ranma. Adicionando ainda mais caos a situação, Ranma encontra um rival em Ryoga Hibiki, um lutador viajante com sérios problemas de direção. A rivalidade entre ambos se acirra quando Ryoga é amaldiçoado pelas fontes de Jusenkyo e ganha a forma de um filhote de porco, que é adotado por Akane. Sim amigos leitores, estamos falando desse nível de triângulos amorosos.
O mangá também desfruta de uma dose saudável e ingênua de fan service. Não chega a ser uma coisa grosseira, sempre acompanhado de humor e aquela ingenuidade das cenas de nudez de animes antigos, com um feeling muito diferente dos dias de hoje. Outra coisa que vale a pena lembrar é que com a forma de urso de Ranma Genma, Rumiko Takashi inventou o que viria a ser a “comunicação por placas”, uma coisa imitada pelos fãs de anime em eventos até hoje.
Antes mesmo da Conrad ou a JBC entrarem com suas publicações, “Ranma ½” foi uma das primeiras empreitadas do mangá no mercado nacional. Em 1998, a Animangá , uma loja de São Paulo especializada em quadrinhos japoneses, debutou nesse meio ao trazer o mangá de “Ranma ½” para o público brasileiro. Com uma edição praticamente amadora e comparável a um fanzine, a revista tinha uma impressão humilde e vinha em formato americano, inclusive com o sentido de leitura ocidental. Isso seria considerado uma heresia para os dias de hoje, mas funcionou bem há uma década com um público não acostumado com a leitura de mangás.
A publicação sofria de edições pesadas. Problemas de impressão eram comuns, também tínhamos a tradução das onomatopeias para o romanji, que não recebiam nenhum tipo de arte-finalização, erros graves de ortografia também eram comuns nas páginas da revista. Esse fato nunca impediu a publicação de ser um sucesso de público. A revista cresceu, ganhando espaço interno para conteúdo extra, notícias, publicidades e até material paralelo produzido pela própria autora, a mangaka Rumiko Takahashi.
O sucesso foi tamanho que a Animangá cogitou trazer outras publicações para o Brasil, inclusive pedindo a opinião dos fãs através de uma votação democrática, coisa que nenhuma outra editora de mangá no Brasil fez. A série seguiu bem até 2003, durando até a edição nº 27. A derrocada da Animangá no mercado editorial brasileiro em muito se deve a Conrad, que entrou com força publicando “Dragon Ball” e “Cavaleiros do Zodiaco”, dois títulos também muito queridos por nosso público. Oferecendo melhor edição e o dobro de páginas pelo mesmo preço da publicação da Animangá.
Em posição de desvantagem, a Animangá não aguentou a concorrência e cedeu suas atividades naquele ano. Em 2009, para a surpresa dos fãs, a editora JBC anunciou que passaria a publicar o mangá Ranma ½ a partir do primeiro número, dessa vez em formato tankobon e com o sentido de leitura original. E nesse mês, anos depois (e com uma série de atrasos, diga-se de passagem) a JBC está prestes a concluir a publicação desse mangá tão saudoso pelos fãs brasileiros.
Aqui no Brasil também tivemos a oportunidade de conferir a adaptação para anime de “Ranma ½”. O anime foi dublado pelo veterano Estúdio Álamo. Sendo exibido no canal pago Cartoon Network nas madrugadas de terça a sexta, um horário pra lá de ingrato. Infelizmente, mesmo com o horário injusto, o anime sofreu uma série de cortes, em especial nas cenas que envolviam nudez feminina, o que prejudicou muito o conteúdo humorístico da série. . O Anime também foi exibido pela desconhecida Play TV, no bloco “Otacraze” ao lado de outras animações, como “Love Hina” e “Samurai Champloo”.
“Ranma ½” é uma boa série de comédia e um clássico obrigatório na estante de todo fã de animação japonesa. Personagens únicos que acompanham de um humor descontrolado e extremamente pastelão. Devemos lembrar também por seu caráter icônico e quase lendário justamente por ser um dos primeiros mangás publicados em nosso país. Com a série animada sem previsão de viver uma reprise, o leitor interessado ainda pode encontrar os mangás em comic shops, bancas de jornal e eventos por todo o país, não deixe passa essa oportunidade.
Southern rock de A a Z
Gregg Allman uma vez disse que southern rock é o mesmo que dizer “rock rock”. Essa frase resume bem um dos gêneros mais tradicionais do rock, desde seus primórdios até hoje. Certa vez montei esse Southen Rock de A a Z voltado para o público do Move That Jukebox na tentativa de introduzir os mais jovens ao mundo do rock sulista. Não sei se deu certo, mas passado um certo tempo, tenho a oportunidade de compartillhar o especial aqui com vocês, cheio de referências históricas e curiosidades sobre bandas que merecem atenção especial. Espero que gostem.A de Allman Brothers Band. Banda pioneira no estilo southern rock, mesclando blues, country, rock, folk e até jazz.
B de Bandeira dos Estados Confederados dos Estados Unidos América, que serve como pano de fundo para a maioria das bandas de southern rock. Para saber mais sobre a história da Guerra da Secessão (que “rachou” os Estados Unidos da América) clique aqui.
C de Capricorn Records, gravadora responsável por praticamente todos os velhos clássicos do southern rock. Clique aqui para ver uma lista com alguns discos lançados pela gravadora.
D de Dixie Dregs. Banda formada em 1975, contava com Steve Morse no posto de guitarrista. Famosa por misturar (virtuosamente) vários estilos musicais, como jazz, southern rock e bluegrass, a banda não teve muito tempo de vida, mas sua influência na música atual é inegável. De vez em quando ainda pipocam alguns shows comemorativos com os integrantes da formação clássica.
E de Estrada. As bandas de southern rock são conhecidas pelo espírito aventureiro de “pé-na-estrada” e são as que mais fazem shows pelas mais variadas cidades dos Estados Unidos. A The Allman Brothers Band mesmo, antes de lançar seu primeiro disco, já possuía um enorme reconhecimento do grande público, devido ao número exaustivo de shows previamente realizados.
F de Funochio’s. Esse é o nome do bar em que Al Kooper viu o Lynyrd Skynyrd tocar pela primeira vez. O resultado disso? Um contrato com a gravadora MCA e a produção de Pronounced ‘Lĕh-’nérd ‘Skin-’nérd, o disco de estreia da banda.
G de Georgia Satellites, banda formada em 1980, fez um relativo sucesso na década de sua origem. Oficialmente, o grupo nunca se deu por terminado, e seu último lançamento, Shaken Not Stirred, saiu em 1997. Em abril de 2003, em Atlanta, Baird, o baixista Keith Christopher e o baterista David Michaelson tocaram duas noites sob o nome de Keith and the Satellites. De lá pra cá, pouco (ou quase nada) se ouviu falar do grupo.
H para o disco Hittin’ the Note da Allman Brothers Band que, além de ser o mais recente álbum de estúdio do grupo, é também o primeiro sem Dickey Betts, guitarrista e principal compositor, (ao lado de Gregg Allman). Diversos problemas de bebedeira e agressões levaram o músico a ser demitido, depois de mais de trinta anos de parceria. Para o seu lugar, foi recrutado o jovem Derek Trucks, que, além de excelente guitarrista, domina como pouco a técnica slide, recurso usado com grande frequência no estilo.
I de Influência. Bandas e artistas como Metallica, Pantera, Primal Scream e Kid Rock já declararam sua paixão ao southern rock. Kid Rock inclusive já se apresentou ao lado do atual Lynyrd Skynyrd em várias ocasiões.
J de Jacksonville, cidade localizada no sul da Flórida e terrra natal de bandas como Lynyrd Skynyrd e Molly Hatchet.
K de Kentucky Headhunters, banda que surgiu na década de 1980 e faz um misto de honky tonk, blues e southern rock – tudo com uma forte pegada de country music. É uma daquelas bandas que acreditam que a estrada é o melhor lugar para se tocar rock and roll, lançando poucos discos, mas com muito apetite por turnês.
L de Lynyrd Skynyrd (lógico). Essa foi a primeira banda a erguer a bandeira sulista em seus shows, além de marcar a época de ouro do southern rock. Também foi uma dos primeiros grupos que tinham três guitarristas solistas em sua formação.
M de Marshall Tucker Band. Banda que demonstra forte influência de country e western em seu som, com o diferencial de ter em seu line-up um flautista.
N de Neil Young, que arrumou uma baita encrena quando criticou certos costumes racistas que existiam na região sulista dos Estados Unidos, através da música “Southern Man”. O Lynyrd Skynyrd respondeu às críticas de Young com a música “Sweet Home Alabama” e, graças a essa canção, foi tachado de racista pela imprensa da época.
O de Outlaws. Banda formada em Tampa, Flórida, no ano de 1972. Também tinham três guitarristas em seu line-up. Com mudanças na formação durante o passar dos anos, a banda gravou alguns álbuns até 1982, quando encerrou as atividades. No ano seguinte, Hughie Thomasson e Henry Paul reformularam o grupo, reiniciando os trabalhos. Em 1986, Henry Paul deixa (novamente) o Outlaws, formando um grupo de country music chamado Blackhawk.
P de Point Blank, banda originada no Texas. Formada em 1974 e descoberta por Bill Ham (ZZ Top, Hank Williams Jr), lançou seis álbuns entre 1976 e 1982.
Q de Quinvy Studios, localizado na cidade de Muscle Shoals, Alabama. As primeiras gravações do Lynyrd Skynyrd (inclusive a primeira versão do hino “Freebird” e outros futuros clássicos) foram concluídas em duas sessões nesse estúdio, durante a primavera de 1971.
R de Rossington-Collins Band. Dois anos após a queda do avião que matou vários integrantes do Lynyrd Skynyrd, Allen Collins e Gary Rossington decidiram formar um novo grupo, junto com os velhos companheiros que sobreviveram ao acidente (com exceção do baterista Artimus Pyle e adição de Barry Lee Harwood – na terceira guitarra). Dale Krantz (até então backing vocal do 38 Special) foi convocada para o posto de vocalista e, após dois discos (em 1982), a banda se separa, devido à morte da esposa de Allen Collins. Outro fator que pode ter contribuído para o fim da banda foi o envolvimento entre Gary Rossington e Dale Krantz, que após o fim da banda, acabam se casando. Atualmente, Krantz se dedica aos backing vocals do Lynyrd Skynyrd.
S de Southern Rock Allstars. Banda formada por nomes como Dave Hlubek (fundador do Molly Hatchet), Jay Johnson (que já tocou em bandas como Gary Rossington Band e Lynyrd Skynyrd) e o baterista Jakson Spires (ex-Blackfoot). Não é à toa que o grupo se chama The Southern Rock Allstars!
T de Thirty Eight Special, banda liderada por Donnie Van Zant, irmão mais novo de Ronnie Van Zant, vocalista original do Lynyrd Skynyrd. Inicialmente, o grupo era basicamente influenciado por southern rock mas, com o passar do tempo, acabou prevalecendo uma sonoridade mais pop no som do 38 Special – o que não tira o mérito do grupo, que continua fazendo altas sonzeiras.
Ultimamente a atual formação do Lynyrd Skynyrd tem passado por situações difíceis, perdendo o baixista Ean Evans e o tecladista Bill Powell (esse último , junto com Gary Rossington, era um dos últimos remanescentes da formação original do grupo). O mais recente álbum de estúdio da banda, lançado em 2012, se chama Last of a Dyin'Breed. Por aqui, ficamos com a faixa "Floyd", do disco God & Guns, que conta com participação especial de Rob Zombie.
V de Van Zant, projeto de country-rock liderado pelos irmãos Donnie e Johnny Van Zant (vocalistas do 38 Special e Lynyrd Skynyrd, respectivamente). Desse projeto já foram lançados os álbuns Brother to Brother (1998), Van Zant II (2001), Get Right with the Man (2005) e My Kind of Country (2007).
W de Warren Haynes que, além de ser o principal guitarrista da Allman Brothers Band, também é guitarrista/vocalista/líder de um grupo muito bacana chamado Gov’t Mule.
X de Xis Tudo.
Y foi a letra usada para homenagear um professor linha dura que não gostava de cabeludos, na época de colégio dos jovens Ronnie Van Zant, Gary Rossington e Allen Collins. Ao batizar a banda, Van Zant teve a idéia de trocar as vogais do nome do carrasco por Y. O nome do professor? Leonard Skinner.
Z de ZZ Top (lógico). A banda texana mantém a mesma formação desde 1971, com Billy Gibbons, Dusty Hill e Frank Beard. Verdadeiros dinossauros do southern rock.
(por Raul Ramone)
Please design me a dog house

In June of 1956, Frank Lloyd Wright — a man posthumously recognised as "the greatest American architect of all time" by the AIA — received an unusual letter from 12-year-old Jim Berger, a boy looking to commission the design of a home for his dog, Eddie, by the same architect who designed his father's house 6 years previous. Incredibly, Frank Lloyd Wright agreed and, as seen below, supplied a full set of drawings for "Eddie's House" the next year. Construction was eventually completed by Jim's father in 1963.
Eddie hated his new home. It was demolished in 1973.
The full exchange can be found below, along with a photo of the completed dog house. It was the smallest structure ever designed by Frank Lloyd Wright, and possibly the least used.
(Sources: Architizer & Deborah Wright; Image: Frank Lloyd Wright, via Wikimedia.)

Transcript
June 19, 1956
Dear Mr. Wright
I am a boy of twelve years. My name is Jim Berger. You designed a house for my father whose name is Bob Berger. I have a paper route which I make a little bit of money for the bank, and for expenses.
I would appreciate it if you would design me a dog house, which would be easy to build, but would go with our house. My dog's name is Edward, but we call him Eddie. He is four years old or in dog life 28 years. He is a Labrador retriever. He is two and a half feet high and three feet long. The reasons I would like this dog house is for the winters mainly. My dad said if you design the dog house he will help me build it. But if you design the dog house I will pay you for the plans and materials out of the money I get from my route.
Respectfully yours,
Jim Berger

Transcript
Dear Jim:
A house for Eddie is an opportunity. Someday I shall design one but just now I am too busy to concentrate on it. You write me next November to Phoenix, Arizona and I may have something then.
Truly yours,
Frank Lloyd Wright
June 28th, 1956

Transcript
Dear Mr Wright
I wrote you June 19, 1956 about designing my dog Eddie a dog house to go with the house you designed for my dad. You told me to write you again in November so I ask you again, could you design me a dog house.
Respectfully yours,
Jim Berger
The Result


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Gravidez por estupro é "vontade de Deus", diz candidato republicano
Alvaro Freitas(eu falei #ai #romeny antes de ler o artigo, mas ele se apressou pra dizer que nada teve a ver com a afirmação) (risos)
Ideias de jerico
Alvaro FreitasDoloroso né?
Dois interessantes anúncios publicados na Folha de S.Paulo em 24 de janeiro de 1971, dia em que o minhocão foi inaugurado.
O primeiro, publicado pela prefeitura, convida a população para a “solenidade” e avisa que o nome do elevado “eternizará um dos grandes nomes da Revolução de 1964”. Nesse ponto o anúncio estava certo: nada em São Paulo eternizou tão bem o autoritarismo e a violência como essa obra.
O segundo, de uma empresa de engenharia que participou da construção, explica que o minhocão possui “3.600 metros de ideias”. Que pena: se ao menos uma delas tivesse sido boa, uma grande parte da cidade poderia ter tido outra sorte.
Hashima, a ilha fantasma
Alvaro FreitasQue muito louco. Me lembra um outro post que vi anos atrás sobre lugares abandonados.
A ilha de Hashima, localiza-se na província de Nagasaki, e fica a cerca de 15 quilômetros da cidade de Nagasaki. O local foi povoado entre 1887-1974 para exploração de carvçao mineral, a ilha é conhecida por suas grandes construções, são diversos prédios construídos e abandonados no meio do oceano. Hashima passou a fazer parte de Nagasaki a partir de 2005, antes pertencia a cidade de Takashima.
A ilha ficou famosa por suas minas de carvão e sua operação durante a industrialização do Japão. A Mitsubishi comprou a ilha em 1890, e iniciou um projeto para extrair carvão das minas submarinas. A empresa construiu o primeiro grande prédio de concreto da ilha em 1916, com 9 andares a intenção era acomodar o crescente número de trabalhadores, porém, há uma polêmica nesse recrutamento do pessoal, pois muitos eram levados a força para trabalharem na ilha, muitos vindos de outros países da Ásia. Segundo uma comissão sul-coreana, a ilha chegou a abrigar 500 coreanos que foram forçados a trabalhar entre 1939 e 1945, durante a segunda guerra mundial.
Em 1959 a ilha de 150 mil metros quadrados, teve seu ápice em populacional com um total de 5259 moradores, uma densidade populacional de aproximadamente 139,100 pessoas por km2 na área residencial.
Na década de 60 o petróleo substituiu o carvão no Japão, com isso as minas de carvão começaram a ser desativadas em todo o país, e as minas de Hashima também não resistiram. A Mitsubishi anunciou o fechamento da ilha em 1974, hoje Hashima é conhecida como Ilha Fantasma, por estar abandonada e coms os prédios em ruínas.
No dia 22 de abril de 2009, foram re-inauguradas viagens para a ilha, após 35 anos do fim de suas atividades.
A ilha hoje em dia é explorada por turistas que gostam de aventuras, e fotógrafos que gostam de se aventurarem em locais que normalmente outras pessoas iriam. Confira mais fotos da ilha na continuação do post.
Confira mais fotos da ilha na continuação do post.
Erro na previsão de um terremoto leva cientistas italianos à prisão
Uma corte italiana sentenciou seis cientistas e um ex-oficial do governo a seis anos de prisão por falharam ao prever o terremoto de 2009 em L’Aquila. Mas o que é isso, a volta da Inquisição? No mínimo, trata-se de um perigoso precedente anti-científico, ainda que tenha ocorrido longe, na Itália.
O tremor de magnitude 6,3 matou 309 pessoas e deixou a cidade em ruínas. É bem provável que o governo e as vítimas estejam procurando alguém para colocar a culpa pelos danos financeiros e emocionais que ele causou. Os sete acusados foram condenados por oferecer informações “inexatas, incompletas e contraditórias” sobre a periculosidade do terremoto antes que ele ocorresse. A promotoria disse que os avisos foram falsamente tranquilizadores. A defesa alega que é impossível prever grandes terremotos com precisão absoluta. Eu fecho com a defesa, que ainda não disse se recorrerá da decisão. Mas, sério: ir pra cadeia por prever incorretamente um desastre natural? Isso parece muito errado. [BBC]
Em plebiscito, islandeses optam por nova Constituição formulada pelos cidadãos
Olhando as figuras
Esta semana descobri um livro muito interessante. Pena que não vou conseguir ler muita coisa, porque o livro está todo em alemão, uma língua que eu não entendo…
Mas não faz mal. Na impossibilidade de ler, estou fazendo o que está ao meu alcance: olhar as figuras. E já vou avisando que as figuras valem muito a pena.
O livro se chama “Flora der umgebung der stadt São Paulo” (“Flora dos arredores da cidade de São Paulo”, segundo o Google Translator). Foi publicado na Alemanha em 1911 e, até onde eu consegui averiguar, nunca foi traduzido. O autor é um tal de Alfred Usteri (1869-1948), um botânico suíço que, ao que parece, passou uma parte da vida por aqui e chegou a ser professor da Escola Politécnica.
Mesmo sem conseguir entender muito, deu pra ver que o livro descreve em detalhes a vegetação natural existente ao redor da cidade. E o legal é que as descrições são acompanhadas de fotos dos lugares. Assim podemos ver como era a paisagem original de bairros como Vila Mariana e Santana, por exemplo, antes de a cidade chegar até lá.
Não sei a de vocês, mas a minha foto preferida é a das araucárias na avenida Paulista.
Para quem lê alemão, o livro está aqui: http://archive.org/details/mobot31753000324191.
‘Community’ Cast Releases Video Explaining Why NBC Sucks, Basically

Today was supposed to be the premiere of season four of Community, but, as you may have heard, oh, about a billion times, that ain’t happening. It’s still unknown when the show will return (next week? Instead of Up All Night? Please?), but we do know that: NBC YOU SUCK I HATE YOU.
Such is the subtle message of a video from the Community gang, which, according to Yvette Nicole Brown, was Gillian Jacobs’s idea. Its message: to quote Abed, “Even though the Powers That Be agreed to put the premiere on October 19th, they couldn’t decide where to put October 19th.” There’s also an Annie’s Boobs joke.
Haha, remember that time NBC thought Animal Practice was “better” than Community? *takes shot*
The post ‘Community’ Cast Releases Video Explaining Why NBC Sucks, Basically appeared first on UPROXX.
Este app corrige fotos borradas com efeito CSI
Com certeza você já viu algum filme ou série de TV onde, apenas clicando em um botão, alguém transforma uma foto completamente borrada em uma imagem focada. Talvez você tenha dito: “que ridículo, isso é impossível!”
Bem, agora é possível: este aplicativo permite aplicar foco a qualquer imagem fortemente borrada. Mesmo imperfeitos, os resultados impressionam.
O app SmartDeblur foi criado por Vladimir Yuzhikov, engenheiro de software especializado em processamento de imagem e sinal. De acordo com ele, a “restauração de imagens distorcidas é um dos problemas mais interessantes e importantes de processamento de imagem, do ponto de vista teórico e também prático”.
Yuzhikov diz que a matemática para realizar isto começou há cerca de 70 anos, mas só agora estamos vendo os resultados.
Ele trabalhou em dois casos comuns: blur devido a foco incorreto, e desfoque devido ao movimento (motion blur). “Todos vocês sabem muito bem”, diz ele, que isto é “muito difícil de consertar”. De fato, os exemplos utilizados como amostras por Yuzhikov são impossíveis de corrigir utilizando a tecnologia hoje disponível comercialmente.
Processamento mágico
Ele começou seu trabalho com uma foto própria de Veneza. Ele aplicou um filtro sintético de desfoque na imagem e, em seguida, aplicou seu software nela. E funcionou, como você pode ver acima. Ela não voltou ao seu estado original, mas o resultado é impressionante.
Muitos pensam que o desfoque é algo irreversível, e que as informações na imagem se perdem para sempre: afinal, cada pixel se transforma em um borrão, tudo se mistura, e em caso de blur com raio grande, temos uma só cor se espalhando por toda a imagem. Mas isso não é bem verdade: a informação apenas se redistribui de acordo com algumas regras, e definitivamente pode ser restaurada com certos pressupostos.
A Adobe demonstrou algo semelhante no passado, mas imagens borradas artificialmente não são um problema real.
O problema real é o mundo real: imagens embaçadas causadas por mau foco de lente ou blur devido ao movimento. Os resultados não ficam perfeitos, mas é um começo bastante promissor. Dê uma olhada nestes exemplos de mundo real, tiradas com uma Canon 500D:
Exemplo de foto borrada por causa de mau foco:

Resultado do app:

Exemplo de foto borrada por causa de movimento:

Resultado do app:

Exemplo de foto fora de foco e com texto (à esquerda) e imagem corrigida (à direita)

As imagens têm artefatos, mas é bem impressionante ver o nível de detalhe que o programa de Yuzhikov pode obter a partir dessas imagens borradas, como vidros de janelas que eram apenas manchas. E na imagem com texto, o efeito é incrível. Agora você não pode mais rir quando alguém tentar focar em uma placa de carro em CSI.
Estou certo de que uma versão livre de artefatos virá em apenas alguns anos. Estou certo de que, em breve, veremos filtros de foco muito melhores em software futuro. E com o poder computacional de smartphones aumentando a cada dia, especialmente em seus chips gráficos – ideais para a matemática necessária para isto – não se surpreenda ao ver esse recurso embutido no software da câmera do futuros celulares com iOS, Android ou Windows Phone.
Mas por enquanto, o programa funciona apenas no Windows, e você pode clicar aqui para baixar e testar. [Yuzhikov - Obrigado, Ángel Jiménez!]
O programa































































