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26 Feb 20:11

Quake en osciloscopio analógico

by jperex (posted by mig21)
Leo en Slashdot la ocurrencia de un joven para pasar estas navidades: jugar al Quake en un osciloscopio. Para ello, ha obtenido una representación vectorizada del Quake 1 quedándose con los "triángulos básicos" y representándolos en el osciloscopio en modo X-Y. Vídeo en YouTube. El osciloscipio sólo actúa de monitor CRT: los controles del juego siguen siendo los tradicionales (ratón+teclado). No tiene alta definición, no tiene bajo consumo, no cuida la salud de tus ojos, no se puede jugar en red,... pero ¡es impresionante!.
26 Feb 20:10

Os brasileiros, os galegos e os portugueses

by Marco Neves
Nós e os brasileiros Gostamos muito de falar dos brasileiros. Alguns de nós, mais inclinados para a pureza, reclamamos muito por causa da suposta brasileirização da cultura portuguesa, a começar no excesso de telenovelas brasileiras (tópico na moda há uns anos, entretanto apagado por via duma dieta prolongada de novelas da TVI) e a terminar no horror ao...

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26 Feb 20:10

Qual é o nome da nossa língua? Será galego?

by Marco Neves
Há línguas com problemas de identidade: por exemplo, o catalão é chamado de valenciano na Comunidade Valenciana — alguns valencianos consideram este outro nome como uma outra forma de nomear aquela que é a mesma língua, enquanto outros consideram o valenciano e o catalão como duas línguas separadas. O governo catalão insiste na tese da...

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26 Feb 20:09

O que ouvem os portugueses quando ouvem galego?

by Marco Neves

Lembro-me de estar a ver televisão com um amigo meu acabadinho de chegar da Andaluzia, onde trabalhara durante uns meses. De repente, não sei porquê, demos connosco a ouvir um galego a falar na televisão.

Disse-lhe (armado em sabichão das línguas) que aquilo era galego e ele começou a rir-se, dizendo que aquilo era, obviamente, espanhol. Para ele, nada do que lhe dizia fazia sentido.

A paisagem linguística da Península Ibérica é feita de proximidades e distâncias e uma variedade que poucos portugueses conhecem. A maioria de nós vê tudo de forma binária: o que se ouve pela Península fora só pode ser português ou espanhol.

É normalíssimo: o que aprendemos na escola não inclui as variedades linguísticas de Espanha e nem todos andámos de ouvido à escuta, interessados em perceber as subtilezas do mundo das línguas.

Quando um português ouve um galego a falar, tenta situar-se: se ouvir vogais abertas e uma certa entoação, vai arrumar a língua na gaveta do espanhol.

A lógica é simples: é algo parecido com o português e soa a espanhol. Logo, é espanhol. Mal sabem que, na realidade, estão a ouvir aquilo que muitos dizem ser (com razões muito válidas) a nossa própria língua, embora com outro nome e outro sabor.

Dito isto, certas pronúncias do galego deixam os portugueses atarantados. São as pronúncias que os galegos considerarão menos urbanas, mas que são, para um português, uma estranha forma da sua própria língua.

De repente, aquilo soa demasiado a português para ser espanhol. Imagino que perante este vídeo (que um leitor deste site deixou por aqui há uns dias), muitos portugueses fiquem surpreendidos com a forma como alguns destes jovens parecem estar a falar português:

Se o meu amigo não conseguia distinguir o galego do espanhol, ainda há uns dias, o meu sogro confessou-me ver, por vezes, a TV Galiza: havia quem falasse português por aquelas bandas.

O galego é essa língua onde nós, portugueses, sentimos a vertigem de não saber se estamos ali ou não. É como um velhinho de 100 anos que olha para uma fotografia de quando era muito novo e já não sabe bem se está a olhar para si próprio ou para um irmão…

Foto por MGM_Photos (Flickr) [CC BY 2.0 (http://creativecommons.org/licenses/by/2.0)], via Wikimedia Commons

26 Feb 20:09

Aprender galego para quê?

by Marco Neves
Continuando a discussão de ontem, no caso do galego, para lá dos que insistem em falar a língua porque é a sua desde que nasceram, há ainda uns poucos que insistem em aprender galego, mesmo quando cresceram em espanhol. Porquê? Tem tudo a ver com o sentido de identidade. A identificação de cada língua com uma identidade…Read more Aprender galego para quê?
26 Feb 20:08

Quem são os reintegracionistas galegos?

by Marco Neves
Sem que muitos portugueses desconfiem, há um movimento galego que luta pelo reconhecimento público de que o galego e o português são uma só língua. Falo dos reintegracionistas. Perguntarão algumas pessoas: por que razão não insistir na autonomia da língua galega quer em relação ao espanhol quer em relação ao português? Muitos reintegracionistas dirão que é simples […]
25 Apr 17:41

Top 20 Replies by Programmers When Their Programs Don’t Work

by Geeks are Sexy

top20replies

Yep, I’ve used a few of those in the past… on several hundred occasions! :)

Thanks Véro!

25 Apr 17:41

Game of Thrones Theme: The Jazzed Up Edition [Music Video]

by Geeks are Sexy

From Scott Bradless and the Postmodern Jukebox:

To celebrate the season premiere of HBO’s “Game of Thrones,” we teamed up with nine time Grammy-nominated sax star Dave Koz to bring you this smooth version of the opening theme song. No Starks were harmed in the making of this video.

[ScottBradleeLovesYa]

25 Jan 18:09

De quando Sam Francisco andou polo Monte Pedroso

Conta a tradiçom que lá polo 1214 Sam Francisco de Asis veu, junto com alguns dos seus correligionários, de peregrinaçom a Santiago de Compostela.

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Umha vez na cidade, e cumpridas as obrigas típicas do peregrino, Francisco e os seus companheiros nom atopavam onde passar a noite, problema no que influía bastante o facto de nom dispor de dinheiro, ou de qualquer objeto de valor, com o que pagar umha pensom por causa da regra de vida que se impugeram. Por sorte derom com um generoso e pobre carvoeiro, de nome Cotolai, que lhes ofereceu a sua humilde morada.

A casoupa em questom estava nas proximidades da ermida de Sam Paio do Monte, na aba do Pedroso que mira cara a cidade, mui perto da actual residência presidencial de Monte Pio.image

No tempo em que Francisco estivo vivendo na casa de Cotolai tivo umha revelaçom divina pola que Deus o inspirou para começar a construir conventos estáveis da sua orde. O problema é que nom dispunha de recursos para poder levar avante a tarefa.

O problema solucionou-se com outra revelaçom divina. Deus indicou-lhe a Francisco onde se agochava um fabuloso tesouro com o que financiar a construçom do convento, mas como Francisco nom podia possuir riqueza algumha tinha que derivar a responsabilidade a Cotolai que seria quem daria com o tesouro e financiaria a edificaçom do convento.

Contudo o monto total do tesouro tampouco deveu ser tam alto posto que deu para financiar a edificaçom mas nom a compra do solar.

Para poder dispor do terreio preciso o próprio Francisco foi negociar com o abade dum mosteiro beneditino da cidade (o de Sam Martinho ou o de Sam Paio, a informaçom varia nas diferentes versons). Segundo conta a lenda, o de Asis, que seria santo mas também era um pouco pilho, dixo-lhe ao abade Martinho que precisava dum solar equivalente ao espaço que puidera cobrir com a pele dum boi. O abade bieito ante tam discreta petiçom accedeu e estabeleceu a cesom a cámbio do pagamento dumha cesta de peixes ao ano em conceito de foro.

O truco estava em que Sam Francisco cortou a pele do boi em tiras muito finas coas que fixo um cordom com o que cercou umha superfície bastante considerável. Surprendentemente o abade Martinho mantivo o pactado a pesar da evidente fraude.

Dispondo já de terreio e de recursos económicos puido-se construir o convento franciscano de Santiago, que passa por ser o primeiro levantado pola orde fora de Itália, e lá foi onde recebeu sepultura Cotolai que veu premiada a sua generosidade com riqueças e prestígio, mesmo chegando a se converter em regedor do concelho da cidade.image

Como vedes é umha história bem bonita que nos fala do bem que lhe vai a quem confia na misericórdia divina e como é premiado quem obra com generosidade. Amem.

O problema é que entre o que conta a lenda e o que realmente deveu passar, se nos remetemos a fontes históricas um chisco mais fiáveis, há bastante diferenças.

A veracidade da viagem de Sam Francisco é posta em dúvida mesmo por historiadores da orde franciscana que assinalam o difícil que resulta crer que Sam Francisco estivera em Compostela no 1214 quando existem provas que o situam com certeza na Itália em 1213 e 1215. Ficaria um período muito breve para que o poverello figera a viagem, liara a Cotolai e voltara a Itália numha época na que as comunicaçons nom eram muito rápidas, especialmente se tinhas que viajar de balde porque decidiras prescindir do dinheiro.

Também é muito discutível o do pobre carvoeiro já que dispomos de testemunhos documentais que indicam que o tal Cotolai existiu mas que era um abastado membro da oligarquia compostelana, como indica o facto de ter sido regedor municipal.

E no referente à generosidade dos monges beneditinos a cousa tampouco deveu ser tam espontánea como conta a lenda, de facto temos um documento do 1287 no que o rei Sancho IV compensa aos frades de Sam Martinho Pinário com umha vinha no Ribeiro em contrapartida pola cesom que figeram duns terreios situados na proximidade do lugar de Morom. Terreios que hoje ainda fam parte da horta franciscana.

Em definitiva, a história baseada nas fontes fiáveis é muito menos divertida.

Afortunadamente à verdade histórica nom se lhe fai muito caso e por isso no ano 2014 celebrará-se, com patrocínio da Xunta, o aniversário da peregrinaçom de Sam Francisco a Santiago de Compostela. Umha celebraçom que vem muito bem para continuar mantendo o chiringuito turístico-religioso até o Jacobeu do 2021.

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Lamentavelmente o conhecimento popular sobre esta fermosíssima tradiçom é bastante baixo, até o ponto de que a maior parte do pessoal a quem lhe sona o nome de Cotolai pensa que é um bar da rua de Sam Clemente.

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Para solucionar este deficit recomendo encarecidamente ver umha adaptaçom cinematográfica da lenda que podedes atopar aqui http://gloria.tv/?media=210679

O filme toma-se algumha que outra liberdade sobre a versom original, começando pola transformaçom do carvoeiro Cotolai num preadolescente com umha fixaçom um tanto inquietante por Sam Francisco.

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Mas ainda assim resulta interessante especialmente polas seguintes raçons:

1.Esta rodada em exteriores galegos.

2.Há umha acçom na que um burguês compostelano trata a Sam Francisco como o comum dos picheleiros actuais tratamos ao típico perroflauta pedichom.

3.Apresenta umha emulaçom da carreira de carros de Ben-Hur substituindo as quádrigas por carros do país tirados por pessoas.

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4.Os créditos do princípio som realmente bonitos.

Em qualquer caso o visionado deste filme é toda umha experiência estética, embora é preferível faze-lo em companhia para poder ir comentando as cenas mais perturbadoras, que som practicamente TODAS.

P.D: É bastante provável que nas próxima semanas se organiçe em Compostela umha projeçom pública deste senlheiro produto audiovisual à que vos recomendo assistir.

25 Jan 18:09

Santiago Mata-Picheleiros

A imagem que vedes acima ilustra a primeira página dum códice conservado no arquivo da catedral de Compostela, o conhecido como Tumbo B. Nele compilam-se toda unha série de documentos e privilégios referentes à Santa Apostólica e Metropolitana Igreja (SAMI) de Santiago, lá polo primeiro tércio do século XIV por orde do Arcebispo Dom Berenguel de Landoira.

Umha das características mais relevantes da imagem em questom é que se trata da primeira representaçom iconográfica na que o Santiago Cavaleiro aparece com os cadáveres dos seus inimigos aos seus pés. Mas o engraçado é que esses cadáveres nom correspondem a mouros, senom a compostelanos insurrectos.

O porqué de representar ao Apóstolo Santiago matando a habitantes da sua própria cidade está nas “ligeiras” dificuldades polas que passou D. Berenguel de Landoira à hora de tomar posse do cargo. Nomeado arcebispo no 1317, nom puido entrar na cidade até 1320 devido à resistência do concelho a reconhecer-lhe o direito de senhorio.

Após muitas luitas D. Berenguel rematou por convocar aos representantes da cidade a umha reuniom no Castelo da Rocha Forte que tivo lugar o 16 de Setembro de 1320. Segundo se recolhe nos “Feitos de Dom Berenguel de Landoira” (umha crónica da época escrita coa saníssima intençom de favorecer a imagem do arcebispo) a reuniom nom foi bem, especialmente para os representantes da cidade.

Ante a incapacidade de chegar a um acordo o arcebispo optou por retirar-se das negociaçons, feito que foi seguido dumha intervençom milagreira do Santo Apóstolo ajudado, isso si, polos homes de armas da garda episcopal que passarom a coitelo aos delegados municipais.

É precisamente a intervençom apostólica no massacre do Castelo da Rocha o que se representa neste desenho.  

25 Jan 17:12

Código fuente en películas y series, a veces hasta tiene sentido

by wicho@microsiervos.com (Wicho)

HUD de Terminator
En Terminator se ve ensamblador del 6502, probablemente sacado de un Apple II

Source Code in TV and Films es un Tumblr que se dedica a publicar capturas de pantalla de código fuente que sale en películas y series de televisión y a identificar a qué se corresponde.

Claro que el código fuente a veces es como el de aquel chaval que estudió «Técnico Superior en Desarrollo de Aplicaciones Web»:

(Vía @dcabo).

# Enlace Permanente

02 Jan 16:34

Making Our Kids Scientifically Literate: December vs. The Rest of the Year [Comic]

by Geeks are Sexy

kids-science

Truer words were never spoken…

[Source: Fowl Language | Like Fowl Language on Facebook]

02 Jan 16:32

Beautiful Tolkien-Themed Facebook Cover Pictures

by Geeks are Sexy

Tolkien Facebook Cover by Otis Frampton 2

Artist Otis Frampton, who worked on popular web videos such as Stan’s Rants and the How It Should Have Ended series, recently released some really nice Tolkien-themed Facebook cover pictures for all to use. The only thing he asks in exchange is that people who use the banners on their Facebook profiles give him proper credit in the description of the picture.

Tolkien Facebook Cover by Otis Frampton 1

Tolkien Facebook Cover by Otis Frampton 3

Tolkien Facebook Cover by Otis Frampton 4

Tolkien Facebook Cover by Otis Frampton 6

Tolkien Facebook Cover by Otis Frampton 8

Tolkien Facebook Cover by Otis Frampton 9

Tolkien Facebook Cover by Otis Frampton 10

Tolkien Facebook Cover by Otis Frampton 11

Tolkien Facebook Cover by Otis Frampton 12

Tolkien-Facebook-Cover-by-Otis-Frampton-15

Tolkien-Facebook-Cover-by-Otis-Frampton-16

[Source: Otis Frampton | Via GT]

15 Dec 22:09

4 palabras para un uso correcto do galego na economía e nas finanzas

by Paco


Xa sabedes que en Enxebre Markets estamos comprometidos co idioma galego. Sempre tentamos escribir os nosos artigos tentando empregar as expresións máis correctas na nosa lingua. Non obstante, é común cometer certos erros para referirnos a expresións económicas e financeiras en galego. Para remedialo, neste artigo imos ver 4 palabras para un uso correcto do galego na economía e nas finanzas.


Investimento


A RAG define investimento como: “acción e efecto de investir”, e investir como “empregar o capital en negocios para que aumente”. Non debemos confundir investimento con inversión, que é “acción o efecto de inverter ou inverterse”, é dicir, de “dar a volta”. Do mesmo xeito, hai que lembrar que inversor é o que da a volta ás cousas, mentres que o que inviste capital é o investidor.


Bolsista


A RAG define a bolsa como “mercado público onde se realizan operacións financeiras sobre valores, accións, mercadorías etc.”. Cando queremos falar de algo relativo á bolsa, falaremos de bolsista, non de “bursátil”, palabra que non existe no noso idioma, nin de"bolseiro", que é a persoa que recibe unha bolsa de estudos. Bolsista tamén é a palabra empregada para denominar á persoa que exerce a súa profesión na bolsa e que realiza actividades bolsistas.


Xuros


A RAG define o xuro como o “diñeiro que produce un capital” ou tamén como “diñeiro que ten que recibir o que presta un capital daquel a quen llo presta”. Debemos utilizar esta palabra en vez de “interese”, que en galego non ten este significado. Do mesmo xeito, debemos utilizar a expresión “tipos de xuro” e non a de “tipos de interese”, que non ten que ver coa economía nin cos investimentos.


Rendibilidade



Para rematar, para referirnos á capacidade de resultar eficaz ou produtivo económica ou financeiramente debemos utilizar a palabra “rendibilidade” e non a palabra “rentabilidade”, que non existe no noso idioma.

07 Dec 14:27

352 - programar

by Sinergias
programadores: no necesitamos cambios hormonales para tener cambios de humor; solo hay que revisar el código de una integración con otra empresa

pronto, muy pronto...¡tendremos aquí las típicas postales navideñas de sinergia!


¡Sinergia sin Control tiene tiendas online en SPREADSHIRT!:


¡y en ZAZZLE!


07 Dec 14:10

Cómo parecer atareado al estilo hacker programador

by alvy@microsiervos.com (Alvy)

Hackertyper

Las cosas, aunque sean simuladas, hay que hacerlas bien. En vez de simplemente hacer el ridículo simulando programar (Asdsahhre kmasdiomjnn, grrfff, worrhrfff) como recomienda el Ministerio de Educación y Cultura, puedes «escribir» «verdadero» código con HackerTyper. Tac, tac, tac… Ideal para el postureo en clase, la biblioteca o cualquier cafetería.

Bonus: Utilizarlo a pantalla completa mejora la experiencia (F11 en Chrome). AL pulsar 3 veces en Bloque Mayúsculas hace aparecer «Access Denied», que siempre queda bien. (¡Gracias Otacon!)

(Vía Hacker News.)

# Enlace Permanente

01 Dec 22:04

Dinámica de fluidos en ASCII, 80×25

by alvy@microsiervos.com (Alvy)

Yusuke Endoh creó este simulador de dinámica de fluidos en ASCII, un programa bastante ofuscado según cuenta, programado en C para un compilador C99. Adornado conveniente con música clásica se convierte claramente en algo que solo se puede calificar de épico.

# Enlace Permanente

23 Nov 17:00

134. The Universal Declaration of Human Rights

by Gav

134. The Universal Declaration of Human Rights

Today, October 16, is Blog Action Day, where thousands of different bloggers from all over the world post about the same theme. This year’s theme is HUMAN RIGHTS.

After surfing the net trying to get an idea of what I could contribute, I kept coming across articles about how governments seem to be ignoring people’s human rights more and more these days. The thing was, I didn’t even know what these magical “human rights” were. Where did these rights come from? Who decided what they were? Are they international law? That’s when I came across the Universal Declaration and decided to turn them into an accessible poster because I knew that a lot of people had probably never read them either.

After the horror of World War II, the United Nations was formed in 1945. The UN charter’s main two objectives are ‘to save succeeding generations from the scourge of war’ and ‘to reaffirm faith in fundamental human rights.’ In 1946, the UN Commission on Human Rights was established. Chaired by Eleanor Roosevelt, the commission drafted the Universal Declaration of Human Rights and it was adopted by the General Assembly in 1948 ‘as a common standard of achievement for all people and nations’. Today, it is the job of the Human Rights Council, an important body of the United Nations, to promote and protect people’s human rights around the world.

This poster uses a simplified version of the Declaration. You can read the original wording here. For more information about the history of the Declaration I suggest this article. For more info about Blog Action Day and to find contributions from other bloggers, visit the official website.

RELATED COMIC: Malala Yousafzai I Have the Right

A few readers have since shown me this cool typographic video of the Declaration.

23 Nov 16:56

137. RICHARD FEYNMAN: The beauty of a flower

by Gav

137. RICHARD FEYNMAN: The beauty of a flower

Yay, another quote from everyone’s favourite Nobel Prize-winning, Quantum Mechanics-pioneering, bongo-playing genius (Here are my previous two: A more interesting outlook and The universe in a glass). It’s hard not to get energised by Feynman’s joyful explanation of science. He manages to capture the wonder of everyday scientific phenomenon we all take for granted, like the beauty of a flower or this awesome explanation of light.

Feynman took up art as a hobby when he was in his 40s and the friend who he mentions in this quote was Armenian artist Jirayr Zorthian. Every alternate Sunday for eight years, the two friends would attempt to teach the other their chosen field of expertise – Feynman would explain physics and Zorthian, art. Here’s a short clip explaining their relationship, including Feynman saying the quote used in the comic, plus Zorthian’s counter argument (warning: his remarks at the end might be offensive to some). And here’s a great article about Feynman the artist with more of his sketches at Brain Pickings. I also found this very cool animated video of the quote.

- I recently read Chris Ware’s incredible comic masterpiece Building Stories, which influenced this piece. Here’s a fantastic article about Ware if you’re unfamiliar with him.
- Check out my second limited edition Zen Pencils T-shirt. Only available until December 1 and shipping in time for Christmas.
- Thanks to Erika for submitting this quote.

23 Nov 13:13

Unha breve Historia da Arquitectura

by magago

O amigo Franjo Padín realizou esta deliciosa (outro adxectivo non podería ser máis preciso) Historia da Arquitectura, desde unha perspectiva galega, para a Bienal Luso Galaica da Caricatura, dedicada ao patrimonio. Unha auténtica chulada.

Con Franjo estamos a preparar un proxecto moi importante, destinado a facer xustiza e a contribuír a enmendar un problema grave en relación ao patrimonio que levamos arrastrando demasiado tempo. Xa o veredes, pero vai ser de impacto.

16 Nov 11:40

Like Coffee? Then Major in a Field That Drinks a Lot of It!

wtf jobs coffee funny

Submitted by: Unknown

Tagged: wtf , jobs , coffee , funny
16 Nov 11:22

The Pros and Cons of Dating a Programmer [Comic]

by Geeks are Sexy

ProsAndCons-dating

A new cartoon by artist Pablo Stanley for Koding.com.

Thanks Pablo!

03 Nov 13:01

Halloween Costumes for Programmers [Comic]

by Geeks are Sexy

halloweenCostumesForProgrammers

A compilation of Halloween costumes for programmers by cartoonist Pablo Stanley for Koding.com.

Thanks Pablo!

26 Oct 13:29

Un drama para o noso patrimonio: hoxe levaron o tesouro de Álvaro Gil do Museo de Lugo

by magago


Torques de Burela, a peza máis emblemática da colección

Non o van ver en case ningún medio de comunicación galego, de tan localistas que son, pero hoxe pola mañá en Lugo viviuse un episodio gravísimo e vergoñento: unha furgoneta, un voceiro familiar, un notario leváronse a colección que o filántropo Álvaro Gil cedera ao Museo Provincial. Unha serie de importantes cadros de Corredoyra pero, sobre todo, 40 marabillosas pezas de ourivería prehistórica entre as que sobrancea o Torques de Burela ou -se o miro desde a miña terra- o misterioso colar dos Chaos do Barbanza. O delegado de Cultura da Deputación convocou unha rolda de prensa para informar que era o que ofrecía a entidade aos descendentes de Álvaro Gil: 2.350.000 euros pola colección de ourivería e 600.000€ das costas do longuísimo proceso xudicial que rematou por confirmar a propiedade do tesouro á familia. A oferta non é unha coña, porque é hipotecar os orzamentos de Cultura da Deputación por anos, pero non lles pareceron abondos millóns á familia. Total: unha significativa perte do noso patrimonio prehistórico máis valioso marchou nunha furgoneta non sabemos onde. E polo legal.

O asunto é terrible, é gravísimo, outro golpe máis en xeral ao noso estado de ánimo, e o que me abraia é que isto non estea no debate público. Imaxinen que levan o tesouro de Recesvinto do Museo Arqueolóxico Nacional de Madrid, a Victoria de Samotracia do Louvre, o busto de Nefertiti do Neues Museum ou as cartas de Vindolanda do British Museum. Con independencia de razóns legais e éticas, isto nos debe facer reflexionar e, sobre todo, debe facer pensar en como deben ser recuperados para Galicia estas valiosas testemuñas da nosa Historia.

Máis información en La Voz de Galicia Lugo e en El Progreso

26 Oct 13:23

O 1% da poboación xa conta co 46% da riqueza global

by Paco

A desigualdade segue en aumento en todo mundo. Non é a primeira vez que falamos desde tema en Enxebre Markets, pero os datos cada vez amosan un mundo máis desigual en canto á propiedade da riqueza. A riqueza global por persoa adulta acadou neste ano unha cifra duns 51,600 dólares estadounidenses. Neste artigo veremos como se reparte esta riqueza.


Segundo un estudo elaborado polo banco suízo Credit Suisse o 1% máis rico da poboación mundial xa é dono do 46% da riqueza do noso planeta. O mesmo estudo do Credit Suisse Research Institute tamén conclúe que o 10% máis rico conta xa co 86% da riqueza.


Os estados con maior riqueza por adulto están concentrados en América do Norte, Europa Occidental e os países ricos da rexión Asia-Pacífico e Oriente Medio.


O país con maior riqueza por habitante é Suíza, onde o adulto medio ten una riqueza duns 513.000 dólares estadounidenses. O seguintes países na lista dos máis ricos son Australia, Noruega e Luxemburgo.


Por outra banda, dous terzos dos adultos no mundo teñen unha riqueza que non chega aos 10.000 dólares. O conxunto dos dous terzos de persoas máis pobres do mundo so conta actualmente co 3% da riqueza mundial.


Dende fai un ano, o número de millonarios no mundo medrou en aproximadamente 2 millóns de persoas. A gran maioría destes novos ricos teñen orixe estadounidense. Por conta, o país que perdeu maior número de millonarios neste último ano foi Xapón, que perdeu 1,2 millóns de millonarios a causa da perda de valor da súa moeda, o ien.


Por último, Credit Suisse calculou que existen no mundo aproximadamente unhas 100.000 persoas cun patrimonio superior aos 50 millóns de dólares. Máis da metade desde grupo atópase nos Estados Unidos, mentres que aproximadamente unha cuarta parte reside en Europa.



26 Oct 12:20

‘The Universal Declaration of Human Rights’ [Illustration]

by Lauren Berkley

Did you know the General Assembly of the United Nations adopted a Universal Declaration stating basic human rights way back in 1948?

Yeah…seems like most the world doesn’t remember, either.

No one ever said ‘human’ equaled ‘humane.’

UN_universal human rights

[Source: Zen Pencils | via Upworthy]

19 Oct 20:14

alguns desenhos da gz e parte do estrangeiro



Podes botar-lhe um olho a esta antologia de desenhos que forom aparecendo entre os meus olhos e as minhas maos nos últimos anos, desde o dia em Rocio me trouxo como presente umha caixinha de aguarelas.

Olha aqui:

19 Oct 15:08

Vento e Chuvia, unha mitoloxía da antiga Gallaecia

by magago
Dous mil anos despois, imaxinamos e escribimos os antigos mitos dos deuses que poboaron os soños da Gallaecia do tempo dos castros

Pois xa podemos desvelar o segredo. O vídeo que vedes aquí arriba arriba é o primeiro teaser de Vento e chuvia. Mitoloxía antiga de Gallaecia. Un proxecto que leva madurándose na miña cabeza vinte anos, dunha confección moi complexa, pero que xa está en imprenta, editado por Edicións Xerais [consulta a ficha]. Aquí vai a sinopse do libro;:

Vento e Chuvia introduce ao lector no fascinante mundo da Idade do Ferro. Dez prodixiosos deuses que poboaron os mitos da antiga Gallaecia cobran vida nun universo con alicerces nos últimos descubrimentos da arqueoloxía e das ciencias do pasado pero sobre o que voa ceibe a imaxinación e a fantasía, enchendo con soños os ocos baleiros da ciencia.

Manuel Gago, apoiado visualmente polas vibrantes ilustracións de Manel Cráneo, emula unha viaxe no tempo con gravadora para colleitar as vellas historias que se contaban na noite dos castros e fiar con elas a historia dos deuses galaicos, ou sexa, as orixes máis profundas do rico imaxinario da sociedade tradicional galega. Un libro apaixoante, distinto, que causará gran impresión e que trae a máis vella mitoloxía galega coñecida ao noso imaxinario do século XXI.

Velaí que este é un libro atípico, distinto. O que atoparás nel é un tesouro descoñecido para unha gran parte da poboación galega: a existencia dun gran número de deuses, con nomes e atributos, aos que se lles nomeaba en linguas xa desaparecidas, por parte de xentes ás que non somos quen de pór rostro. Deuses adorados nos castros, nos montes, nos camiños e ao longo do territorio do noso vello país. Deuses enigmáticos, que teñen consumido litros de tinta de investigadores que tentaron comprender as súas características, roles e sentidos na vida dos nosos devanceiros da Idade do Ferro. A miña é unha aproximación literaria a partir de moito do coñecemento e da discusión xenerada nos ámbitos da lingüística, da mitoloxía comparada e da arqueoloxía ao respecto destes deuses.

Así que tedes neste libro relatos sobre Reue, Bandua, Nauia, Cossue, Lugoue, Berobreos, Poemana, Bormanico, as Sulas Nantugaicas e o Vestio Alonieco. Unha complexa malla de historias entrelazadas, cosidas entre si, nun mundo cheo das palabras que nos chegaron desde alí. Aventuras, acción, amor, traizón, morte…todo reunido, todo contado, con moito traballo e esforzo, a partir dunha idea de como serían contadas estas historias na Idade do Ferro, pero escritas para o século XXI.

Creo que estamos nun momento en Galicia no que temos que comezar a ver máis alá das “casiñas redondas”. Durante os tres últimos anos, na miña participación en diferentes proxectos arqueolóxicos, a principal percepción, o que máis aprendín, foi a “procura do Outro”. E o Outro estaba en todas partes, en pequenos detalles. Con Vento e Chuvia quero buscar a eses homes e mulleres, a eses pais e fillos, a eses nenos que un día encheron o que hoxe son espazos baleiros sobre os que aboian turistas e curiosos. Quero enfialos na árbore universal das historias, quero conectalos coa nosa mocidade, coas novas xeracións. Quero amosar que “hai algo máis” que casas redondas baleiras de nada. Quero traer o fume das súas lareiras.


Portada do libro

As poderosas ilustracións de Manel Cráneo
O meu contacto con Manel Cráneo na Torre dos Mouros elaborando a banda deseñada deixoume impresionado da profesionalidade do ilustrador. Propúxenlle se lle apetecía entrar neste proxecto e lanzouse de cabeza. Ambos os dous estivemos metidos nunha espiral de documentación arqueolóxica, viaxes por todo o país -todas, ou case todas as localizacións son reais-, debates, interactuando e aprendendo o un do outro. O mundo turbio, dinámico, treboento de Vento e Chuvia agromou das súas mans coma se el mesmo fose un demiurgo, combinando a precisión coa fantasía e a estética pictórica. Quero agradecerlle a Manel Cráneo o seu inmenso traballo.

A análise de Marco García Quintela
Vento e Chuvia é como unha cebola, pode ser lido de diante para atrás ou viceversa. Pódeselle entrar por un deus ou outro. Infográficos, índices e materiais especiais complementan os relatos. Entre eles, está o xogo entre o que sabemos e o que non sabemos. Pedinlle a Marco García Quintela, catedrático de Historia Antiga, que pechara o libro analizando que é o que sabemos e non sabemos realmente sobre o mundo imaxinario dos nosos devanceiros, sobre o seu panteón de deuses e os seus mitos. Marco traslada a historia da ficción á investigación académica, creando un contrapunto incrible para todos aqueles que desexan profundizar nos debates académicos ao respecto dos nosos vellos deuses. Entrementres, tamén podes consultar un texto de divulgación meu que te axudará a comprender o que antes, nos relatos, se conta e se “dá por suposto”. Non te esquezas que está transcrito de declaracións e relatos contados no século II a.C.!! ;-)

Un libro aumentado
Como xa saberás, non creo nos libros nun único formato. Si creo nas experiencias, que van alén do propio libro. As experiencias son as historias. Vento e Chuvia vén acompañado dunha web que podes ver aquí: ventoechuvia.com. O web, ademáis de presentarche o libro e poder ver fragmentos e ilustracións, ten dúas áreas reservadas aos compradores da publicación. A primeira área é accesible a través dun código distribuído no volume. Nela poderás acceder a moitísima información: desde bocetos, making of, material adicional e orixinal, facsímiles dos orixinais manuscritos, ata roteiros e a xeolocalización exacta do 90% dos escenarios descritos en Vento e Chuvia. Non só iso, disporás de roteiros familiares para explorar, cos teus amigos ou fillos, os lugares precisos nos que se producen os mitos. A segunda área só poderás acceder se eu te escribo a man un código no teu exemplar de Vento e Chuvia. Alí poderás acceder a tres historias adicionais que complementan ponlas narrativas abertas na publicación. Entre elas, a da propia portada.

Unha presentación única e máxica

Que cando poderás velo, cando poderás mercalo e todo iso? A presentación inicial farémola na igrexa da Universidade de Santiago de Compostela. É un marco espectacular. Será o mércores 30 de outubro ás 20 h. Ademáis da presentación máis ou menos convencional, estamos preparando un auténtico espectáculo con cinco actores consagrados galegos: Quico Cadaval, Belén Constenla, Soledad Felloza, Anabel Gago e Avelino González. Eles van dramatizar parte dos episodios narrados en Vento e Chuvia para ti, dun xeito moi especial.

Por certo, faláronche algunha vez na lingua dos galaicos? ;-)

E moitas máis cousas
Vento e chuvia é un concepto transmedia. É un libro, pero tamén son obradoiros sobre a Idade do Ferro en Galicia para ensino de primaria e secundaria, espectáculo teatral de pequeno formato, merchandising cos deuses…irás sabendo máis sobre todo iso conforme pasen os días. :-)

Quero agradecerlle a Xerais a confianza neste proxecto tan ambicioso e singular. É un proxecto para todos os públicos, para os preadolescentes, adolescentes, mozos e maiores; así foi escrito e concibido, sen fronteiras. Cadaquén atopará as súas propias lecturas nas andainas abraiantes dos deuses da Idade do Ferro de Galicia.

19 Oct 15:08

Mirar o mundo como un xeneral romano: unha visita á Granda das Xarras

by magago

A 1300 metros de altura, nos Ancares, na confluencia entre Asturias, Galicia e León, un continxente de lexionarios romanos asentouse durante un tempo. Aínda non sabemos canto foi: se cadra unha semana, se cadra un mes ou máis. Pero neste chan entre montañas, rodeados dun escenario épico de enormes montes que rodeaban este terreo da Granda das Xarras, a soldadesca vixiou ao seu redor pendentes dun ataque inagardado procedente duns montes labirínticos. Non sabemos que viñan a facer aquí: están localizadas minas de ouro algo máis ao norte, no actual concello asturiano de Ibias, pero están lonxe. Fronte a eles, as montañas actualmente galegas tamén ben podían refuxiar a un continxente da dura insurxencia destas montañas nas que hai dous mil anos se viviu unha durísima confrontación militar.

Levamos moito tempo falando da Granda das Xarras (podes ver aquí as referencias anteriores). Así que era o momento de ir ata aló.

Ata hai poucas décadas, a aldea aos pés do campamento, Balouta, nun fermosísimo val, tiña esta fasquía:

Quen sabe se non tería este lugar a mesma apariencia cando a lexión se instalou no alto do monte!

O campamento romano da Granda das Xarras foi prospectado este verán polo Instituto de Historia do CSIC, como xa contamos. Cortouse o breixo e fíxose unha cata na zona sur do foxo e do agger. Malia a cata ser bastante pequena, os resultados foron concluíntes: era un campamento romano. Tiña moito interese en ver un campamento limpo da época, para poder relacionalo cos restos arqueolóxicos que se atopan máis no interior de Galicia, así que ata alá fumos.


Zona na que está localizado o campamento, na área cha entre dous outeiros

O lugar é do máis interesante. Os romanos escolleron unha planicie nunha divisoria de augas, con gran visibilidade a norte e sur pero escasa no oeste e no leste, onde os outeiros pechan a visión do campamento. De aí que se pense que o campamento contaba cun fortín auxiliar xa na actual zona galega, na Recacha, aínda que unha visita ao lugar provoca estrañeza no feito de que non haxa comunicación visual entre a Recacha e a Granda das Xarras. Camiñamos polo perímetro do campamento. O aillamento do lugar motivou que este impresionante testemuño da nosa historia antiga se conservara, pero o fascinante é o que vedes cos vosos ollos nas fotos. O que queda do foxo do campamento é a penas un rego, un suco de patacas que, iso si, está perfectamente deliñado para formar a fasquía dun naipe. En determinadas zonas, unha pequena prominencia no interior fai aventurar a presenza do agger, da muralla perimetral do campamento. O interior, en lixeira pendente, está absolutamente baleiro (hai que imaxinar as tendas de campaña), pero curiosamente, máis ou menos no centro do recinto militar aparece algo sospeitoso que ten todas as trazas de ser un túmulo megalítico violado. Haberá que agardar ao informe científico, pero a ubicación, no medio desta planicie entre montañas, en zona de paso, é idónea para este tipo de monumentos. Non sería a primeira vez que se dá esta curiosa relación entre campamentos e túmulos megalíticos.


Ao fondo, a terra doutra cor é a área da sondaxe

A Granda das Xarras fai pensar moito en varias cousas:

a) Inevitablemente comparo este lugar con Cornado, do que xa temos falado. Comentando con especialistas o sitio arqueolóxico de Cornado, é interesante sinalar a coincidencia a priori en situar o posible campamento nas fases inmediatas de posguerra, máis que nos rigores e apuros inmediatos dunha campaña militar en pleno fragor. Efectivamente, o pouco que queda de Cornado é considerablemente máis monumental que a Granda das Xarras. O muro e o terraplén elévanse máis sobre o terreo e o posible foxo preservado no lado noroeste ten aínda certa profundidade. Cornado parece feito para estar bastante máis tempo que este lugar da montaña ancaresa.

b) É practicamente imposible que en Galicia se poidan identificar estes campamentos tan estacionais, tan de poucos días. É imposible porque co xeito que temos de remexer e humanizar canto monte hai, pequenas trazas como estas da Granda das Xarras foron destruídas hai xa moitos séculos. É dicir, o feito de que sexan tan difíciles de localizar ten que ver coa estrema humanización do noso territorio. Só sobreviviu aquelo abondo grande ou abondo remoto para poder ser preservado.

c) O rexistro da Granda das Xarras permite traballar máis comodamente con algúns sitios arqueolóxicos que abordabamos con certas dúbidas. Temos identificado espazos dos que os únicos restos que quedan son estes “regos de patacas” da Granda das Xarras. Acostumados á monumentalidade dos edificios do Ferro, ou ás trazas de motas medievais, eramos considerablemente escépticos e dubidosos con estes regos liñais de patacas, naqueles xacementos que tiñan boa pinta. Agora mirámolos con outros ollos (aínda moi prudentes) pero con outros ollos.

Non se pode dicir que o sitio sexa monumental, desde o punto de vista das tarefas humanas: calquera castro desfeito daríalle vinte voltas, pero os castros estaban pensados para durar séculos e estes campamentos semanas ou meses. Pero si é espectacular. As montañas, a ventisca, a paisaxe descomunal e grandiosa que te envolve, e imaxinar este lugar, agora baleiro e despoboado, inzado de tendas de campaña e soldados armados ata os dentes, na agarda dun inimigo feroz e misterioso. Levar un continxente militar por estas montañas había ser calquera cousa menos doado, e este é un bo espazo para entender as guerras da Antigüidade. Aquí, onde estamos, protagonizouse a guerra máis decisiva e con máis consecuencias culturais da nosa Historia. E do sangue verquido polas dúas partes vimos nós.

Fotos: Sole Felloza

19 Oct 15:08

As nosas vellas casas con ‘alma’

by magago

Tiña moitas gañas de coñecer o castelo de Quindous, unha residencia nobiliar a medias entre o agrario e o defensivo no corazón dos Ancares, cunha arquitectura non demasiado habitual no territorio galego actual. Unha fortaleza montesía, perdida nun paso de montaña do concello de Cervantes, curiosamente nunha ladeira mentres o resto da aldea busca, nunha cota inmediatamente superior, a tranquilidade do chan que baixa a lingua da montaña. Buscaba eu aquí unha curiosidade que quería ver cos meus ollos: como o castelo de Quindous, a Casa de Quindous, se presentaba por ela mesma aos visitantes na fachada principal do castelo.

E velaí estaba a inscrición, baixo o escudo:

E a inscrición di:

“SOY LA CASA DE QUINDÓS FUNDADA EN ESTA MONTAÑA”

Quindós languidece en ruinas; as portas e xanelas tapiadas, con furados para gatos e ratos, e as silvas que van tecendo barbas ao redor dos vellos e nobles muros que a min lémbranme moito feudos do norte alpino de Italia.

Lembrei esa fermosa particularidade das casas e mansións vellas de Galicia: a súa ‘alma’, a súa voz propia, a súa mímese e empatía co carácter do seu señor, como se fora unha prolongación del mesmo; as casas que se convirten, elas mesmas, coma os castelos escoceses ou irlandeses, en protagonistas autónomos das lendas. Estas casas que falan, que se presentan e maldín son un deses patrimonios lendarios descoñecidos de Galicia, que desaparecerán sen que lles sexa prestada a súa digna atención: xa teño falado das pantasmas familiares algunhas veces. Lembrei dous casos tamén fermosos de casas que falan, de casas que teñen espíritu de seu e que se manifesta no abandono, cando o seu señor xa está morto.


Base rupestre da torre de homenaxe da Frouseira

A máis famosa, sen dúbida, a Frouseira, a mítica fortaleza do Mariscal Pardo de Cela. De aí vén o Pranto da Frouseira, o romance anónimo, no que Todomira, a “señora do gran tesouro”, a torre de homenaxe da Frouseira, láise da captura do Mariscal por traizón:

“A min chaman Todomira,
señora do gran tesouro;
por estrela clarecida
xago neste Valedouro.

Mais traidor foi que un mour
o vilán que me vendeu
que de Lugo a Ribadeu
todos me tiñan tremour

E un dos casos máis descoñecidos e abraiantes están no castelo de Outes. Trátase dunha fortaleza hoxendía mudada e mimetizada nun fermoso bosque que domina o fondo da ría de Muros. Ao meu ver, a fortaleza, erixida en teoría no século XV, está construída sobre un castro, e é un interesantísimo exemplo de fortificación tardía. Ergueuna (ou reergueuna) un lacaio guerreiro do conde de Altamira, García Martínez de Barbeira, quen desde aí hostigaba as actividades comerciais e económicas dos burgos e vasalos do Patriarca, que era o nome con que na época se coñecía ao Arcebispo de Santiago. Aquí vedes un par de fotos do que fica en pé do castelo de OUtes:

Malia as ruínas, grazas ás profusas descricións do pleito Tabera-Fonseca, coñecemos con bastante precisión a fortaleza, malia que resulta interesante que na descrición desta só se fala do sistema defensivo da zona superior e non deste interesantísimo parapeto exterior de terra, complementado cun foxo, na base da atalaia, e que supón un modelo bastante inédito de estrutura defensiva no que levo estudado os castelos do país. O sitio é unha auténtica chulada, moi recomendado para visitar.

Pero o máis atractivo do castelo de Outes, sen dúbida, é o que acontece alí unha vez que o castelo é derrocado polos irmandiños e abandonado á súa sorte. Varias testemuñas do pleito Tabera-Fonseca (todas as testemuñas do pleto se caracterizan por declaracións sobrias, consontes a un pleito xudicial), din algo fascinante sobre este lugar. Pero un deles, Pedro Lorenzo de Sarnón, de Noia, suliñan que está endemoñado e porfían en desestimar a súa reconstrución. Alucinade co que conta Pedro Lorenzo:

“Dize este testigo quel dicho castillo es roto y alto e que es cosa catiba e de muy biejas paredes secas y que nadie no osa bibir en el a mas de veinte años y tanbien porque anda en el diablo que hespanta las gentes que en el hestan y quieren dormir porque tanbien a este testigo estando en el una noche se le paro delante una vision grande y espantosa y se asio con este testigo a los braços y fue para echarlo a una escalera abaxo hasta queste testigo ubo la puerta y se fuera del y aun despues otra bez estando este estigo junto del le hizo otro hespanto y a otros que en el dicho an estado a sido quexar de hespantos que en el le an caesçido e dize este testigo que le paresçe quel dicho castillo por ser tal qual dicho tiene, hera y fue mexor dejar caerlo que no corregirlo ni adresçarlo”

Esta declaración de Pedro Lorenzo é excepcional: será a única referencia fantástica (que eu teña localizado) no Pleito Tabera Fonseca e un auténtico antecedente das lendas dos castelos dos séculos XIX e da época do romantismo. Pero fala dalgo máis: do antigo espazo feudal no que se cometeron terribles crímenes, roubos, secuestros, presérvase na memoria a través da existencia dos hespantos que botan fóra aos homes que alí tentan durmir.

A casa bóta de menos ao seu señor; a casa segue a ser, en certo xeito, o seu temible e sanguinario propietario, García Martínez de Barbeira, quen “bebia co Conde de Altamira” e, polo tanto, era o seu socio, bebía con el. Cando Martínez de Barbeira morre, o antigo dominio sen lei dos cabaleiros do Reino de Galicia esmorece, será a casa, que se desfai día tras día no alto da penedía, quen lembre ao seu señor.

En Quindous, despedindo o outono, sentimos renxer de xeito demasiado harmónico as trabes de carballo montesío cando marchabamos costa arriba. Se cadra a propia casa teimaba por non esquencer a memoria de tempos dourados, nos que daba refuxio ao viaxeiro na lareira no medio dos duros temporais de neve; nesta lareira o fístor había pasar noites enteiras tecendo relatos de palabras encadeadas. Se cadra as casas aprendan dos seus donos a non esquencer nunca o rostro do seu creador.

Fotos: Sole Felloza