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02 Jun 01:11

DO FUNDO DO BAÚ: CENSURA

by Saudades do Rio


Hoje é sábado, dia da série "DO FUNDO DO BAÚ". E de lá saem estas cópias de primeiras páginas do JB há 50 anos.
 
Eram ideias do Alberto Dines, falecido esta semana, para driblar a censura imposta pelo governo militar.
 
A primeira é do dia seguinte à decretação do AI-5, que endurecia a ditadura. A solução foi, no quadradinho dedicado ao tempo, colocar o clima do país naquele momento.
 
Outra primeira página criativa foi em 73, quando da deposição de Salvador Allende, ocasião em que os censores proibiram os jornais de dar manchete sobre o assunto. Pois Dines editou uma insólita primeira página, apenas com o texto de uma reportagem dando informações sobre a crise no Chile e o suicídio de Allende, sem nenhuma manchete.
 
Outras vezes o JB saía com colunas em branco na primeira página, significando textos censurados.
 
Nos últimos tempos da ditadura ficou famosa a Dona Solange, à frente de patéticas proibições de notícias. De quadros do programa do Chacrinha à proibição de exibição no Brasil de companhia de balé russa, tudo tinha que ter aprovação prévia.
 
Com isto quanta coisa ficou debaixo do tapete!

01 Jun 13:45

Mordy The Boston Terrier

by Dogs

mordy-the-boston-terrier
Mordy the 2 year old Boston Terrier from South Gate, California. Submitted by Judy.

01 Jun 13:45

Frankie The French Bulldog

by Dogs

frankie-the-french-bulldog
Frankie the 2.5 year old French Bulldog from Melbourne, Australia. Submitted by Leigh.

30 May 00:48

AS MARIAS DE MACHADO

by noreply@blogger.com (André Luis Mansur)
Quatro Marias foram importantíssimas na vida de Machado de Assis: sua mãe, Maria Leopoldina Machado de Assis, a madrinha, Maria José da Conceição Barroso, sua irmã, Maria Machado de Assis, e a segunda esposa do seu pai, Maria Inês.
Sua mãe era portuguesa, da Ilha de São Miguel, no Arquipélago dos Açores. Nasceu no dia 7 de maio de 1812, veio para o Brasil, ainda criança, com a família em busca de uma vida melhor. Já adulta, foi trabalhar na Chácara do Livramento, no Morro do Livramento, centro do Rio, que era propriedade de Bento Barroso Pereira, figura importante no governo imperial, e de sua esposa, Maria José da Conceição Barroso (a futura madrinha de Machado de Assis). Maria tornou-se agregada da fazenda, fazia bordados, costuras e outras atividades e foi lá que conheceu o futuro pai de Machado, Francisco José de Assis, pintor de casas, dourador e também agregado da fazenda. Eles se casaram no dia 19 de agosto de 1839, na capela da chácara.
Machado, que nasceu em 21 de junho de 1839, ganharia sua irmã em 3 de maio de 1841, mais uma Maria, mas que infelizmente morreria muito jovem, em 4 de julho de 1845, com apenas quatro anos de vida, vítima de uma epidemia de sarampo na cidade. Onze anos depois, Machado, ainda adolescente, escreveria no jornal "A Marmota Fluminense" a poesia "Um anjo", com a dedicatória "À memória de minha irmã", da qual retiro esta estrofe, que iniciava e terminava a poesia:
"Foste a rosa desfolhada
Na urna da eternidade
P´ra sorrir mais animada
Mais bela, mais perfumada,
Lá na etérea imensidade".
Naquele mesmo fatídico ano de 1845 morria também sua madrinha. Maria José da Conceição Barroso assumira a chácara após a morte do marido, que, como disse, foi figura importante no Império, chegando a senador, ministro e brigadeiro. Ela teve por Machadinho, como era conhecido na juventude, um carinho maternal. Muito provavelmente as primeiras leituras dele aconteceram na própria chácara, influenciada pela madrinha, que pode ter aberto para ele as portas da biblioteca de Bento Barroso Pereira. Maria José morreu em 11 de outubro de 1845, aos 72 anos, também vítima da epidemia de sarampo.
Quatro anos depois, em 18 de janeiro de 1849, era a vez da mãe de Machado de Assis partir, aos 36 anos, de tuberculose. Aos dez anos de idade, o futuro escritor já tinha perdido a mãe, a irmã e a madrinha, só lhe restando o pai. Na mesma "A Marmota Fluminense", Machado também homenagearia a mãe com uma poesia, da qual segue o trecho:
"Se devo ter no peito uma lembrança
É dela, que os meus sonhos de criança
Dourou: é minha mãe
Se dentro do meu peito macilento,
O fogo da saudade me arde lento
É dela: minha mãe"
Francisco de Assis se casaria novamente em 18 de julho de 1854 com outra Maria, Maria Inês da Silva. Nessa época, a família já tinha se mudado da Chácara do Livramento para a Rua São Luiz Gonzaga, em São Cristóvão, e Machadinho, com apenas 15 anos, começava a escrever em jornais cariocas, como a já citada "A Marmota Fluminense" e a fazer contatos no meio literário da Corte brasileira. Não se sabe quando Maria Inês morreu. A outra mulher importante na vida de Machado não tinha Maria no nome: Carolina Augusta Xavier de Novais foi sua esposa durante 35 anos e receberia, após a sua morte, em 1904, uma poesia do marido (um soneto), da mesma forma que Machado, ainda adolescente, fizera para a mãe e a irmã:
"Querida, ao pé do leito derradeiro
Em que descansas dessa longa vida,
Aqui venho e virei, pobre querida,
Trazer-te o coração do companheiro.
Pulsa-lhe aquele afeto verdadeiro
Que, a despeito de toda a humana lida
Fez a nossa existência apetecida
E num recanto pôs o mundo inteiro
Trago-te flores - restos arrancados
Da terra que nos viu passar unidos
E ora mortos nos deixa e separados.
Que eu, se tenho nos olhos malferidos
Pensamentos de vida formulados,
São pensamentos idos e vividos.
29 May 10:18

Aprenda a preparar Tofu Steak, uma delícia vegetariana da cozinha japonesa

by Marcelo Katsuki

Uma receita simples mas muito saborosa. Preparada com tofu, é rica em proteínas e mostra a versatilidade do queijo de soja, que, frito, adquire uma textura mais firme e às vezes até crocante. E o molho amanteigado completa esse prato, que pede apenas de uma porção de arroz branco como acompanhamento.

Tofu Steak
(Rende 2 porções)

Ingredientes
– ½ tofu
– Sal a gosto
– 5 colheres de sopa de óleo de soja para grelhar
– 3 colheres de shoyu (molho de soja)
– 3 colheres de mirin (saquê culinário)
– 1 colher de manteiga
Refogado: alho, cebola, shimeji e cebolinha. Opcionais: cenoura e abobrinha cortadas em palitinhos (juliene).

Modo de preparo
Corte o tofu em pedaços de 4 x 3 cm (com 1,5 cm de altura) e deixe sobre papel toalha para eliminar o excesso de água.
Tempere o tofu com sal e grelhe com um pouco de óleo na frigideira antiaderente, até ficar com as bordas coradas. Disponha em um prato.
Refogue o alho picadinho e a cebola em um pouco de óleo, junte os legumes, temperando com o shoyu, o saquê culinário (mirin) e a manteiga. Engrosse o molho adicionando uma colher (de chá) de maisena diluída em água. Disponha o refogado sobre o tofu frito e sirva salpicado de cebolinha.

 

Essa é uma receita da culinarista Marlene Fukushima, prática e fácil de ser preparada, como tantas outras que ela já ensinou em aulas na oficina de comida japonesa caseira. A próxima oficina vai mostrar o preparo de pratos para o inverno e festas, com clássicos como o nishime (cozido de legumes de inverno – foto) e o sekihan (arroz mochigome e feijão azuki – foto), além de ozoni (sopa de mochi, legumes e ervas), namasu (fatias finas avinagradas de nabo e cenoura), shake shio (salmão grelhado com sal) e oshiruko (sobremesa de feijão azuki e dango).

O valor da oficina é de R$ 310 e inclui uma apostila de receitas, ingredientes e o almoço com todos os pratos do curso. A aula acontecerá no dia 9 de junho, das 8h às 13h na rua 1º de Janeiro, 53 – Vila Clementino (ao lado do metrô Santa Cruz). As inscrições podem ser feitas pelo e-mail cursos@kaminaricomunicacao.com.br ou pelo Whats App: (11) 97130-3335.

(Fotos: divulgação)

 

27 May 20:06

STANLEY

by Mundo das Marcas

Desde 1843, a STANLEY define o padrão de excelência e qualidade em ferramentas. Poucas marcas no mundo têm uma história mais forte ou inovadora em oferecer as ferramentas certas que ajudam profissionais e amadores de todo o mundo a construir, reformar e proteger milhões de imóveis. Desde um pai de família que instala um ventilador de teto até o empreiteiro profissional que constrói novas residências, é seguro apostar que a STANLEY tem a ferramenta certa para o trabalho. 

A história 
As origens da empresa remontam ao ano de 1843 quando Frederick Trent Stanley, um comerciante de 41 anos de idade, juntamente com seu irmão mais novo, William Stanley, fundou a Stanley’s Bolt Manufactory na pequena cidade de New Britain, estado americano do Connecticut. Inicialmente a modesta oficina fabricava parafusos, dobradiças e outras ferramentas em ferro forjado. Com qualidade superior e inovações constantes, os produtos da marca começaram a ganhar reputação na região. Em 1854 a empresa começou a fabricar réguas de precisão. Pouco depois, em 1857, mesmo ano em que lançou no mercado medidores de precisão, seu primo Henry Stanley fundou a Stanley Rule e Level Company, uma empresa para produzir aparelhos de medição e ferramentas manuais, também sediada na cidade de New Britain. Ambas as empresas cresceram em paralelo ao longo das décadas seguintes, acumulando uma vasta gama de produtos e uma impressionante experiência no setor, como por exemplo, em 1863, quando a STANLEY adicionou o martelo a sua linha de produtos; ou em 1870 com o lançamento das primeiras chaves de fenda.


Em 1902, a empresa que já se chamava Stanley Works começou a exportar seus produtos. A empresa ampliou sua capacidade produtiva nos anos seguintes com a inauguração de novas fábricas em Niles (1909), estado de Ohio e estrategicamente localizada no cinturão de aço do nordeste americano, e no Canadá em 1914. Ainda em 1914 lançou o grampeador de alta pressão, ideal para o uso em tapeçarias, estofados, molduras, entre outras atividades. Em 1920, as duas empresas se uniram para formar oficialmente a STANLEY WORKS para produzir ferramentas manuais. Isto permitiu que a empresa aumentasse sua força de trabalho em aproximadamente 1.200 trabalhadores e suas vendas líquidas em US$ 6 milhões. A empresa continuou a crescer e a expandir-se nos anos seguintes com um lendário compromisso de qualidade e serviço, como por exemplo, em 1926, quando a STANLEY já estava produzindo ferramentas na Alemanha. Em 1931, de forma inovadora, a empresa apresentou a Stanley Magic Eye, primeiro operador automático de portas giratórias do mundo, ingressando assim em uma nova categoria de mercado. Ainda neste ano, lançou sua primeira fita métrica de aço. Uma série de outros produtos também foram introduzidos durante o período, mais notavelmente uma linha de ferramentas elétricas, que foram produzidas sob uma nova divisão estabelecida em 1929.


Pouco depois, em 1936, a marca lançou no mercado o estilete. Em 1937 a STANLEY ingressou no mercado do Reino Unido através da aquisição de outra empresa. Apesar dessas inovações, esta década foi marcada por um período de grandes dificuldades e prejuízos em virtude da Grande Depressão econômica que assolou os Estados Unidos e atingiu duramente o setor de construção e, portanto, as indústrias de ferramentas e ferragens. Com o advento da Segunda Guerra Mundial, a empresa, por necessidade, foi forçada a se readequar, transformando-se em fabricante de equipamentos militares. O baby boom do pós-guerra foi importante para a STANLEY, pois impulsionou a indústria de construção nos Estados Unidos e, portanto, a demanda por ferramentas. Além disso, a empresa também se beneficiou com o chamado “Do It Yourself” (Faça Você Mesmo) no segmento de reformas domésticas. Em 1961, a STANLEY lançou no mercado sua primeira furadeira portátil sem fio. Ainda nesta década a empresa continuou sua expansão internacional ingressando no mercado australiano (1963). Foi também em 1963 que a marca lançou a inovadora fita métrica PowerLock, com caixa e bloqueio da fita, permitindo uma medição mais precisa e segura.
 

Pouco depois, em 1966, a empresa abriu seu capital na Bolsa de Valores e, com o dinheiro levantado, expandiu-se ainda mais internacionalmente. Neste período a STANLEY adquiriu outras empresas, como por exemplo, a Berry Industries (fabricante de portas automáticas de garagem, em 1965) e a Ackley Manufacturing Company (ferramentas hidráulicas, em 1971). A expansão e inovação também atingiram a linha de produtos, como por exemplo, em 1975 com o lançamento de sua primeira porta automática de entrada deslizante. Além disso, a STANLEY lançou kits e malas de ferramentas completas. Em 1980, a marca ganhou enorme exposição ao projetar e instalar portas de plataforma para o Aeroporto Internacional de Orlando, na Flórida. Além disso, ao trabalhar mais de perto com atacadistas e varejistas, aumentou sua participação de mercado e, talvez o mais importante, ampliou consideravelmente o investimento em publicidade televisiva. Com isso o slogan “Stanley ajuda você a fazer as coisas direito” (Stanley helps you do things right) tornou-se familiar em diferentes línguas ao redor do mundo. Esta década também foi marcada pela expansão da marca para o continente asiático.


Em 1999 a marca lançou no mercado a linha FatMax®, composta inicialmente por fitas métricas e martelos anti-vibração, extremamente resistentes e mais ergonômicos. Já em 2008, a marca relançou suas tradicionais plainas manuais. Pouco depois, em 2011, introduziu as lâminas de carbono extremamente resistentes para serem utilizadas em estiletes. Em março de 2010, ocorreu a fusão entre a STANLEY e a Black & Decker, fundada em 1910 por S. Duncan Black e Alonzo G. Decker e que seis anos mais tarde mudou o segmento com a primeira patente de uma ferramenta elétrica portátil. A nova empresa fornecia ferramentas e soluções nas quais as indústrias, profissionais e os consumidores confiam para serem bem sucedidos quando realmente importa. Com isso, foi formada a maior fabricante do mundo de ferramentas e sistemas de segurança. Por mais de 170 anos, a STANLEY está constantemente comprometida em fornecer aos amadores e profissionais produtos inteligentes, resistentes, pioneiros e à altura do trabalho a ser realizado.


Cada ferramenta STANLEY é criada para ajudá-lo a trabalhar melhor, de forma inteligente e mais rápida. As equipes de desenvolvimento de produtos trabalham lado a lado todos os dias com verdadeiros profissionais, para verem como trabalham e identificarem as formas de ajudar a melhorar o seu desempenho. Significa que todas as ferramentas chegam ao mercado com algo especial: conhecimento. Desde a fita que ajuda nas medições exatas até o martelo que prega com força e exatidão, a STANLEY cria ferramentas que ajudam milhões de pessoas a darem o melhor de si. Além disso, a marca oferece serviços através das divisões STANLEY SECURITY (sistemas de segurança comercial abrangentes, incluindo alarmes de detecção, controles de acesso, vigilância por vídeo, detecção de incêndio e monitoramento 24 horas por dia), STANLEY ENGINEERED FASTENING (soluções de ponta para indústrias), STANLEY INFRASTRUCTURE (maior fabricante de ferramentas hidráulicas portáteis do mundo) e STANLEY HEALTHCARE (líder em soluções de segurança para idosos e crianças nos mercados de assistência médica, hospitais e casas de repouso com sistemas de rastreamento, monitoramento de temperatura e umidade, entre outros).


A evolução visual 
A identidade visual da marca passou por algumas remodelações ao longo dos anos. Na década de 1950 o logotipo assumiu definitivamente as cores amarela e preta. Em 2013 o atual logotipo da marca foi adotado e, apesar de manter as tradicionais cores, ganhou uma nova tipografia de letra (mais espaçada) e um pequeno detalhe na letra N.


Os slogans 
Performance in Action. (2013) 
Make Something Great. 
Stanley helps you do things right. (década de 1970)


Dados corporativos 
● Origem: Estados Unidos 
● Fundação: 1843 
● Fundador: Frederick Trent Stanley 
● Sede mundial: New Britain, Connecticut, Estados Unidos 
● Proprietário da marca: Stanley Black & Decker Inc. 
● Capital aberto: Não 
● CEO & Presidente: James Loree 
● Faturamento: Não divulgado 
● Lucro: Não divulgado 
● Presença global: 100 países 
● Presença no Brasil: Sim 
● Funcionários: 57.700 (Stanley Black & Decker Inc.) 
● Segmento: Ferramentas 
● Principais produtos: Martelos, chaves de fenda, alicates, soquetes e furadeiras elétricas 
● Concorrentes diretos: Würth, Makita, Bosch, Hitachi, Bahco, Gedore, Irwin, Tomboy Tools e Snap-On 
● Ícones: A cor amarela 
● Slogan: Performance in Action. 

A marca no mundo 
Atualmente a STANLEY, que pertence à empresa Stanley Black & Decker Inc., proprietária de marcas como Black & Decker, Dewalt e Craftsman, comercializa sua vasta linha de ferramentas (martelos, alicates, furadeiras elétricas, serras de mão, formões, entre outros itens) em mais de 100 países ao redor do mundo. A marca STANLEY oferece mais de 50.000 produtos diferentes para o público em geral, profissionais e setor industrial. 

Você sabia? 
● As ferramentas STANLEY são fabricadas sob rigorosos padrões de qualidade internacionais, respaldadas por uma garantia de 2 anos contra defeitos de fabricação e funcionamento. 
● A STANLEY está ativamente envolvida em diversas parcerias, como por exemplo, com o FC Barcelona (onde é uma das patrocinadoras oficiais), com a equipe da Nascar Joe Gibbs Racing através do piloto Daniel Suárez, ou com a MotoGP, campeonato de motociclismo mais importante do mundo. 


As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Fortune, Forbes, Newsweek, BusinessWeek e Time), sites especializados em Marketing e Branding (BrandChannel e Interbrand), Wikipedia (informações devidamente checadas) e sites financeiros (Google Finance, Yahoo Finance e Hoovers). 

Última atualização em 21/5/2018

25 May 12:37

Achado: sanduíches coreanos na Paulista

by Marcelo Katsuki

O Kimchi food truck agora tem ponto físico na Paulista, ali no número 1941, ao lado do Conjunto Nacional. Ocupa o primeiro ponto do lado direito do espaço gourmet do Market Paulista, atrás do Pastel da Maria.

 

No cardápio, Bao (pão no vapor) com bulgogui (churrasco coreano – foto acima) ou panceta apimentada (R$ 15 cada um). Tem ainda Bibimbap (R$ 25) servido com bulgogui, verduras e ovo com molho de pimenta. Dá para comer ali nos bancos da entrada do shopping, vendo o movimento da avenida. Já fui duas vezes e recomendo o Bao de panceta apimentada fortemente.

 

Tem ainda um cachorro quente com cebola caramelizada e maionese picante (R$ 10 – foto acima).

De quebra, tome um café coreano, que vem com creme! Aos domingos, a proprietária, Elisa Han, promete drinques a preço amigo com soju, o destilado coreano. Tô até me animando para fazer aquela caminhada no final de semana!

 

 

Kimchimapinha aqui
Av. Paulista, 1941, Cerqueira César. Aberto diariamente das 11h às 19h30 (aos domingos abre ao meio-dia).

 

18 May 13:24

Dax The Great Dane Mix

by Dogs

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Dax the Great Dane Mix from Washington. Submitted by Sam.

18 May 11:47

REAL GABINETE PORTUGUÊS DE LEITURA

by Saudades do Rio



 
O Reinaldo Elias, do “Colorizando o Passado”, tem feito verdadeiras obras de arte com fotos antigas como esta de hoje.


Vemos o belíssimo Real Gabinete Português de Leitura, em foto de 1895, de Marc Ferrez.


Situado na Rua Luís de Camões (antiga Rua da Lampadosa) nº 30, é um prédio estilo neo-manoelino, que se caracteriza pela exuberância plástica, o naturalismo, a robustez, a dinâmica de curvas e o recurso a motivos inspirados na flora marítima e na náutica da época dos Descobrimentos.


Visitar suas suntuosas instalações é um ótimo programa no Rio de Janeiro. Muitas vezes temos coisas interessantes na nossa cidade que desconhecemos ou não damos o devido valor. Abriga uma biblioteca das melhores do mundo, Centro Cultural, inclusive com recursos multimídia.


 

Reparem que não havia o "Real" no título do frontão. O título "Real" só foi outorgado pelo Rei de Portugal em 1906. O interessante é que Portugal tornou-se república em 1910, mas o título ficou. O Real Gabinete é a maior biblioteca de autores portugueses fora de Portugal.


 

O prédio está bem conservado, tanto em suas fachadas quanto em seu interior, mas é lastimável que o largo em frente seja ocupado por moradores de rua, principalmente durante a noite.




 

18 May 11:47

IPANEMA

by Saudades do Rio

 
Hoje temos uma foto colorida remasterizada pelo Nickolas e uma foto de Aurelino Gonçalves, mostrando a Praia de Ipanema, com a estrutura do "pier", que ficava entre as ruas Farme de Amoedo e Teixeira de Melo, em Ipanema, durante a construção do emissário submarino.

Os tubulões ocupavam largo espaço na areia (nossa rede de volei ficou desativada quase dois anos). Era a tradicional rede “Lagosta”, que teve que se mudar para um espaço entre a Farme e a Montenegro. Era uma rede formada por um pessoal do então BNDE (Celso Lacerda, Nilo Domingues, Álvaro Café) e muitos amigos como Carlos, Aldyr, J. Ghazi, Arnizaut, Ivo, Getulio Lacerda, Gonzaga, Diana, Beth, Adalberto, Alvaro, M. Jourdan, Paulo, Luiz, Dot, Sergio, Ana Maria, Fred, Flavio, Adolfo (AAA), Augusto, Renato, Bee, Verinha, M. Montera, Carmen, Luiz Augusto, Eduardo, Antonio, Teresa, Vera, Carmen, Carlinhos, Flavinho, Walter, Antenor, os dois Osvaldos, Joaquim, Gabriel Capistrano, João Batista, Joaquim, os Tebyriçá, Virginia, Regina, Asmie, Arafat, Laranja (que irradia os jogos mesmo jogando), Julio, Serginho, Michel, Minhoca, André, Antonio Maria, os coronéis Barroso e Guido, Serafim, “seu” Américo, Sandra, Gaúcho, Luís, Dominguinhos, o pessoal do 212 da VP e do 34 da Visconde, Gui, Zé Augusto, Edinho, Cesar, Luiz Carlos, Jorge, Otacílio, Berardo, de quase uma centena de outros jogadores que, num tempo ou outro, por mais de 40 anos, jogamos ali todos os fins de semana (alguns por décadas).

Naqueles anos o espaço em torno do "pier" tornou-se o ponto de encontro da vanguarda carioca, transformando-se no novo "point", desbancando o Castelinho e o trecho em frente à Rua Montenegro (hoje Rua Vinicius de Morais).

As dunas que se formaram na praia por conta da obra, abrigaram uma fauna variada, principalmente "hippies". Eram as "dunas da Gal" ou "dunas do barato": tudo ali era permitido (o curioso é que, numa época de grande repressão, a Ditadura não se envolveu com esta manifestação).

Por esta época, por motivos provavelmente de $$$$, começou a descaracterização da Praia de Ipanema, antes com o gabarito dos prédios limitado a quatro andares. Foram liberados os arranha-céus, que geraram muito dinheiro para alguns e praticamente transformaram Ipanema em Copacabana, com seu paredão à beira-mar.

Na foto P&B vemos o Panorama Palace Hotel, sobre o morro, com vista deslumbrante para a Lagoa e para a Praia de Ipanema. O hotel nunca foi concluído. No final dos anos 60 e início dos anos 70, funcionaram em suas instalações o bar Berro D´Água e a boate “On the rocks”, que fizeram muito sucesso e onde o Conde di Lido levava suas “BR”. Era um terraço enorme, debruçado sobre a Lagoa, onde se bebia e dançava. Com a construção do hotel falida, suas instalações parcialmente construídas foram cedidas para a TV Rio, quando esta saiu do Cassino Atlântico no Posto 6. Com o fim, também, da TV Rio, a estrutura foi adaptada para o funcionamento de um CIEP, idealizado por Leonel Brizola.

No morro vê-se, também, a até então razoavelmente tranquila favela do Cantagalo. Da esquerda para a direita: ao lado do edifício alto construiu-se, no lugar da casa de esquina, outro grande prédio. A casa do outro lado da Rua Farme de Amoedo está preservada, embora totalmente descaracterizada. Nos anos 70 era habitada por duas senhoras bem idosas, que cediam quartos para os salva-vidas do Posto 8 ali morarem, entre eles o famoso Bocaiúva.

Funcionou nesta esquina, após a morte das senhoras, o restaurante Alberico´s e, acho, também o  Espaço Lundgren (casa de moda feminina de alto luxo). Ao lado fica a casa onde hoje funciona o restaurante Eleven (sucessor do restaurante Vieira Souto), na casa da Dra. Silvinha. No trecho entre as ruas Farme de Amoedo e Teixeira de Melo, houve pouca modificação (ali ficava o apartamento de JK), e na casa mais escura, quase na esquina da Teixeira de Melo funciona a Casa de Cultura Laura Alvim. Na esquina da Teixeira de Melo, a casa de esquina foi substituída por um prédio de apartamentos.

Ipanema, na década de 1970, viveu seus últimos anos da época dourada.


18 May 11:47

CENTRO ANOS 70

by Saudades do Rio
 
Mais uma foto remasterizada pelo Nickolas, agora mostrando a Rua São José nas imediações do Terminal Menezes Cortes nos anos 70.

Podemos observar a moda da época, com suas calças bocas de sino ou pathe d´élephant. Embora já não se vissem tantos ternos como anos antes, as pessoas ainda não usavam as famigeradas sandálias de dedo, camisas tipo regata e bermudas quando iam à “cidade”.

Naquela época pré-celular, os orelhões da Telerj ainda quebravam o galho, havendo filas nos que funcionavam.

A calça comprida para as mulheres começou a ser socialmente aceita no final dos anos 40 e, desde então, tem persistido e resistido a todas as tendências da moda, ainda que suas características e nomes fossem mudando todos os anos.

Segundo o estilista Tutu La Minelli, também dono do salão “Fleur de la Passion”, no início da década de 70, com a cintura no lugar, a calça comprida ajustava-se até o joelho para, depois do recorte, abrir-se em boca de sino à moda marinheira, que permite também bolsos grandes aplicados na frente. Encurtando até a altura dos joelhos e conservando a boca larga, surgiu o pantacourt que parece suplantar o knicker ou a bombacha. O início da moda de calças boca de sino deu-se, entretanto, na década de 60.

Para os homens, o consultor de estilo do “Saudades do Rio” recomenda cós largo, cintura alta, boca de sino com bolsos traseiros chapados, botões à vista. Brim sanforizado, de caimento impecável e excelente confecção. Alerta, porém, o Tutu, que as calças boca de sino não devem ter a aparência de palazzo-pijamas.

Quanto às lojas, nenhuma sobreviveu.


18 May 11:47

ANOS 70

by Saudades do Rio


A partir de hoje o "Saudades do Rio" volta à atividade, ainda em período de readaptação pós-férias.
 
Com duas fotos dos anos 70, remasterizadas pelo Nickolas, lembramos da Avenida Atlântica, em Copacabana, e da Avenida Vieira Souto, em Ipanema.
 
As orlas de Ipanema e Copacabana, ainda sem ciclovias, viviam os últimos tempos de um Rio mais acolhedor.
 
FF: duas semanas longe do Rio, em locais civilizados, escancaram a péssima qualidade de vida que hoje desfrutamos na outrora "cidade maravilhosa".
 

11 May 20:00

COSME, DAMIÃO E QUEM?

by orioqueorionaove

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Olá, leitores! Outro dia, em minhas andanças fotográficas à procura de alguma nova decoração de fachada para meus arquivos, descobri no bairro do Catete, para minha felicidade, um pequenino ornamento para lá de interessante. Repousa a pequena escultura em argamassa no interior do frontão de um sobrado novecentista da Rua Tavares Bastos, número 10, hoje pintado num extravagante amarelo com detalhes em rosa.

Analisando a foto acima vemos a representação quase trivial de dois santos bastantes conhecidos nossos: Cosme e Damião. Mas reparemos que, à direita deles e vestida exatamente como eles, há uma terceira figura, em menor tamanho. Quem será?

Acertou quem pensou Doum.

Sobre os irmãos Cosme e Damião já sabemos, por Jorge Campos Tavares, que “eram dois irmãos gêmeos de origem árabe que exerciam medicina gratuitamente na intenção de divulgar a Fé de Cristo. Teriam sido martirizados em 287 no tempo de Diocleciano. São padroeiros dos médicos, dos cirurgiões, dos farmacêuticos, dos barbeiros e dos herbanários. Iconograficamente, apresentam-se vestidos de doutores, com vestes forradas de peles, chapéu ou barrete de doutor e têm como atributos um estojo de cirurgião, um vaso de farmácia, uma caixa de unguentos, uma lanceta ou uma espátula para preparar pomadas e bálsamos, ou um urinol (frasco de vidro para examinar urina, exame muito importante na medicina antiga).”[1] Como mártires que são, carregam a palma da ressurreição. No Brasil, sua festa é comemorada no dia 27 de setembro.[2]

Nas religiões de origem africana, como o Candomblé e a Umbanda, o sincretismo religioso os associou a Ibeji, orixá protetor dos gêmeos. Para saber mais sobre o assunto, clique aqui.

Mas e Doum, afinal?

O Candomblé e a Umbanda acreditam que, a cada dupla de gêmeos nascidos, um terceiro não encarna nesse mundo. Esse terceiro, “aquele que não veio”, é Doum (ou Idowu), entidade que personifica as crianças e é seu protetor. Para saber mais sobre Doum, clique aqui.

O tema é espinhoso, e portanto paro por aqui. Meu interesse foi apenas o de registrar a ocorrência de tão interessante ornamento numa fachada carioca – ainda que extemporâneo, a meu ver, à construção do sobrado.

 

[1] Tavares, Jorge Campos. Dicionário de Santos. Porto: Lello e Irmão Editores, 1990.

[2] Não custa lembrar que no município pernambucano de Igarassu está, segundo o IPHAN, a mais antiga igreja católica do Brasil, iniciada em 1535. Trata-se da Igreja Matriz de São Cosme e São Damião.

11 May 13:10

“SUÉCIA FECHA PRISÕES – BRASIL FECHA ESCOLAS.”

by As Cartas do Pai

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Rio de janeiro, 24 de Abril de 2018

Pai,

No caminho de casa, quase chegando, passo na frente de uma escola, que agora está fechada.
Antes passava e tinha todo aquele movimento de entrada e saída de alunos. Mas depois de algum tempo, a escola fechou, e aos poucos, fui vendo, a cada dia, a escola ficar suja, com aspecto de abandonada. Vieram as pichações, e aos poucos fui vendo que as janelas estavam sumindo, uma a uma, desaparecendo da fachada, deixando tudo exposto. Aí deu pra notar que as divisórias que separavam as salas também estavam sendo levadas. Costumava pensar que era uma representação do que estava sendo feito com a educação no Brasil, sendo desmontada!
Dava tanta tristeza, pai, que passei a não olhar mais quando passava em frente. Desviava o olhar pra não ver.
Depois de um tempo, um dia, dei uma espiada, e vi que tinha escrito alguma coisa na fachada, mas não consegui ler direito, fiquei na curiosidade de saber o que era, mas já tinha passado.
No dia seguinte passei mais devagar, e consegui ver, bem grande o que tinham escrito:
“SUÉCIA FECHA PRISÕES – BRASIL FECHA ESCOLAS.”
Encostei o carro e saí. Fiz questão de tirar uma foto.
Uma foto de uma luta, que captei aquele momento exato de um soco bem no fígado!
Aquela frase mostra como uma coisa tá ligada à outra, diretamente.
A Suécia investiu em escolas e está fechando prisões por falta de presos, e o Brasil fechando escolas, e tendo que construir mais presídios.
Sem educação, tem mais violência, né!
Mais violência faz com que as pessoas tenham mais medo, e percam a esperança, e isso não pode acontecer!
Seu filho ainda tem esperança que vamos vencer o medo, pai!
Um beijo
Ivan
Suécia Fecha Prisões

11 May 13:09

Fiona The Shih Tzu

by Dogs

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Fiona the Shih Tzu from Atlanta. Submitted by Angie.

11 May 13:09

Topper The Pembroke Welsh Corgi

by Dogs

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Topper the Pembroke Welsh Corgi.

10 May 12:31

Telepatia e tecnologia embalam comédia romântica sci-fi

by Everton Lopes Batista

Conhecer alguém, se apaixonar, começar um namoro e, finalmente, planejar uma cirurgia no cérebro que faça um experimentar os sentimentos do outro.

No mundo imaginado pela autora americana Connie Willis para seu romance “Interferências” (editora Suma), isso é possível e está na moda entre as celebridades e o pessoal do vale do silício.

É assim que a personagem principal, a jovem Briddey, vai parar em uma mesa de cirurgia para fazer um EED –nome que Connie deu à cirurgia que faz o cérebro do crush entrar em sintonia com o seu.

A ideia foi de seu namorado, o executivo de tecnologia Trent, que trabalha na mesma empresa de telecomunicações que ela, a Commspam. Mas, em vez de se conectar com o namorado, Briddey cria uma ligação muito mais forte do que a prevista pelo tal EED. Só que não com Trent.

Logo depois do procedimento, ela começa se comunicar por pensamento com o cara mais estranho da empresa, um rapaz descabelado chamado C. B. Schwartz. Depois de alguns dias, Briddey passa a escutar pensamentos de desconhecidos também, consolidando a telepatia adquirida misteriosamente após a cirurgia.

A escritora é veterana na ficção científica. É dela o elogiado “O Livro do Juízo Final”, também publicado no Brasil pela Suma. Mas “Interferências”, impresso originalmente em inglês em 2016, dividiu as opiniões dos fãs e de críticos pelo mundo.

Parte disso vem da tentativa de construir uma narrativa incomum dentro do gênero. “Interferências” é uma história de amor. Há tecnologia e especulações científicas, mas ainda é uma história de amor que poderia virar um filme da Sessão da Tarde.

A autora tem uma escrita ágil e certamente algumas risadinhas vão aparecer durante a leitura. Entretanto, se prepare para a torrente de pensamentos –os da personagem principal e os de centenas de pessoas que ela é capaz de ouvir. Pode desanimar os leitores menos pacientes.

A grande quantidade de referências do universo da tecnologia surpreende, ainda mais quando se considera que Connie escreveu a história quando tinha 70 anos, em 2016. A intenção por trás de boa parte desses comentários e da enxurrada de pensamentos que ataca Briddey, o leitor poderá descobrir, é bastante educativa.

Connie quer chamar a atenção para a velocidade e a superficialidade com as quais nos comunicamos hoje. Mandar uma mensagem de texto ficou tão instantâneo quanto pensar. O ato de conversar se desvencilha do contato visual e do movimento da boca cada vez mais –e esse parece ser o futuro dos humanos.

“As pessoas se comunicam demais”, conclui um dos personagens em um dado momento. Depois de ler as mais de 450 páginas de “Interferências”, o leitor pode chegar a considerar deixar o smartphone um pouco de lado também.

Capa de "Interferências", da autora americana Connie Willis (foto: divulgação)
Capa de “Interferências”, da autora americana Connie Willis (foto: divulgação)

INTERFERÊNCIAS (CROSSTALK)

AUTORA Connie Willis

TRADUTORA Viviane Diniz Lopes

EDITORA Suma 

QUANTO R$ 59,90 (464 págs.); R$ 39,90 (e-book)

 

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08 May 10:01

Tecnologia da Informação (II)

by ricardo coimbra
Quadrinho publicado hoje na Ilustrada
Outra tira da série
02 May 13:45

Cidade palimpsesto

by Martin Jayo

Palimpsesto é uma palavra de origem grega, que em sentido literal significa “aquilo que se raspa para escrever de novo”.

O google nos ensina que a origem do termo tem a ver com o uso do pergaminho como suporte para a escrita, na antiguidade e na idade média. Um palimpsesto é um escrito que guarda vestígios de outro escrito anterior, que existiu sobre a mesma superfície. Essa prática de apagar para reescrever era comum por razões de economia: o pergaminho era um material escasso e caro, por isso o costume de raspar um texto para fazer outro em cima, sobre seus restos.

Cidades também podem ser lidas como palimpsestos: elas resultam do acúmulo de sucessivos “textos” parcialmente apagados, que guardam sentidos e memórias materiais de diferentes épocas. Compreender uma cidade exige habilidade para reconhecer e decifrar essas diferentes camadas de historicidade, em geral pouco visíveis ao olhar comum.

São Paulo é uma cidade que se desenvolveu marcada por sucessivas demolições e reconstruções, ou apagamentos e reescrituras, e por isso se apresenta como palimpsesto. Uma demonstração disso surgiu neste 1º de maio, em meio à tragédia do Largo do Paissandu. O desmoronamento do edifício Wilton Paes de Almeida fez ressurgir um pequeno vestígio de texto anterior, de uma época em que a cidade era menos brutal e beber Caracu era beber saúde.

1015

28 Apr 09:56

Não é só nos EUA. Você sabia que a Rússia também tem a sua Casa Branca?

by Fábio Aleixo

Não é só os Estados Unidos que têm a sua Casa Branca.

A Rússia também tem uma. E ela está localizada à beira do Rio Moscou, na capital do país.

Oficialmente é conhecida como “Casa do Governo da Federação Russa” (Дом Правительства Российской Федерации, em cirílico).

O edifício é o local de trabalho do primeiro-ministro Dmitri Medvedev.

Ele tem 102 m de altura e a bandeira em seu topo alcança 119 m. Sua área total é de 172,7 mil metros quadrados. Tem diversos escritórios e 27 halls para eventos e recepções. É fechado para o público.

O prédio foi construído entre os anos de 1965 e 1981, na União Soviética, e levava originalmente o nome “Casa dos Sovietes”.

A Casa Branca ilustrou um selo de 50 copeques lançado em 1991, em homenagem ao golpe de estado malogrado ocorrido em 1991.

Tal golpe foi comandado por uma ala radical de membros do governo da União Soviética para tirar do poder Mikhail Gorbatchev, presidente soviético, que trabalhava em medidas de abertura para o exterior. Ainda que não tenha sucedido, é apontado como momento chave para o fim da União Soviética.

Imagens de tanques de guerra em frente ao prédio correram ao mundo.

Em 1993, em outro momento de tensão na Rússia.

Uma disputa política pelo poder entre o presidente Boris Ieltsin e o parlamento russo foi resolvida com uso de força militar, naquela que ficou conhecida como a Crise Constitucional de 1993. Ela durou 13 dias e acabou com 187 pessoas e 437 feridas.

Imagem da Casa Branca pegando fogo em 1993 (Foto:REUTERS/Petr Josek)
Imagem da Casa Branca pegando fogo em 1993 (Foto:REUTERS/Petr Josek)

Episódio marcante aconteceu em 4 de outubro. Os militares, que estavam ao lado de Ieltsin, atacaram a Casa Branca, que servia como sede do parlamento russo. Houve também invasão do prédio.

A fachada ficou toda danificada e queimada, em imagens que se tornaram famosas em todo o planeta. Por algum tempo recém-casados paravam em frente ao prédio para fazer fotos.

Após meses, o edifício passou por uma grande restauração. E o símbolo russo, a águia de duas cabeças foi instalada no topo e segue até hoje.

27 Apr 18:16

Como é que é? - Molho de soja (shoyu) é feito com milho no Brasil? (Sim, mas...)

by none
Causou alvoroço a notícia sobre um estudo brasileiro da composição isotópica (variantes de um mesmo elemento químico) do carbono em molhos de soja produzidos no Brasil, indicando uma grande presença provavelmente de derivado de milho na mistura.

Ocorre que é absolutamente normal o uso de outros componentes para a produção do molho além da soja (e sal e água). Geralmente é adicionada uma fonte de amido para promover o crescimento do fungo e a produção de suas enzimas - no Japão e outros países orientais é comum a adição de trigo.

O ministério da agricultura do Japão padroniza cinco tipos entre os principais, mas há variantes por todo o país. O tipo mais comum de shoyu comercializado no Japão é koikuchishoyu (濃口醤油), com uma proporção de 1:1 entre soja e trigo. O shiroshoyu (白醤油), shoyu branco, pode ser feito totalmente de trigo, mas o mais comum tem uma proporção de cerca de 75% (1 parte de soja para 3 de trigo). O usukuchishoyu (薄口醤油) tem uma coloração intermediária entre o shiroshoyu e o koikuchishoyu, tendo cerca de 66% de trigo. Quanto maior a proporção de soja, geralmente, maior o teor de glutamato (e outros aminoácidos livres), que confere(m) o umami ao molho. Quanto maior a proporção de fontes de amido, maior o teor de açúcares, que conferem um toque adocicado. (Veja na tabela 1 algumas das principais características de cada tipo.)

Tabela 1. Características de composição e coloração dos cinco tipos padronizados de shoyu japonês. (Modificado de: O'Toole 2004.)
tipo sal (g/100 ml) nitrogênio total (g/100 ml) açúcares redutores (g/100 ml) álcool (ml/100 ml) cor razão soja:trigo
koikuchi 16,9 1,57 3 2,3 marrom escuro 1:1 mais vendido no Japão (>80% do mercado)
usukuchi 18,9 1,19 4,2 2,1 marrom claro mais trigo
tamari 19 2,25 5,3 0,1 quase preto 10:1 principal tipo consumido na China
saishikomi 18,6 2,39 7,5 - quase preto 1:1 uso de shoyu cru no lugar da salmoura para fermentação líquida
shiro 19 0,5 20,2 - amarelado muito mais trigo

A figura abaixo representa simplificadamente o processo industrial de produção do koikuchishoyu.

Figura 1. Esquema simplificado da fabricação industrial do shoyu tipo koikuchi. Koji (ou kouji, 麹), o bolor de Aspergillus spp. sobre grãos e sementes para a iniciação da fermentação;  moromi (諸味), o mosto de fermentação do shoyu (Modificado de Luh 1995.)

Então é preciso observar- que: 1) não há proibição na legislação brasileira de adição de milho nem estabelecimento de limites para seu uso no molho de soja (como é comentado de passagem nas reportagens como a do UOL); 2) elementos amiláceos que não a soja são acrescentados normalmente na produção de shoyu, inclusive no Japão; 3) a presença de milho (e outros ingredientes) *está* indicada normalmente nos rótulos de shoyu nacionais, como determina a lei.

A única restrição que se poderia fazer é se a *ordem* dos ingredientes nos rótulos está de acordo com a quantidade de milho: se há mais milho do que soja, o milho precisa estar listado antes da soja nos ingredientes.

Os autores do estudo observam que a maioria das amostras estudadas (40 de 70 amostras de marcas brasileiras) apresentou um teor estimado de soja menor do que 20%. É preciso observar que o que o estudo determinou mais diretamente é a proporção de isótopos de carbono-13 (C-13). O milho, ao contrário da maioria das plantas, inclusive soja (e também trigo), tem o chamado metabolismo C4, em que o carbono é inicialmente fixado (incorporado) em um composto de quatro átomos de carbono (a maioria tem um metabolismo chamado de C3, que, como se pode deduzir, fixa o carbono inicialmente em um composto com três átomos de carbono). Nas plantas com metabolismo C4, ocorre uma fixação de gás carbônico com isótopo C-13 em proporção ligeiramente superior às plantas C3. Um nível mais elevado de C-13 indicaria o uso em maior quantidade de uma fonte como o milho. A metodologia, então, é bem indireta para se estabelecer a quantidade exata de milho usado - tanto é que, para pelo menos um dos pontos, a extrapolação a partir da medição de C-13 indicaria uma quantidade superior a 100% de soja, o que não faz sentido a não ser considerando-se as incertezas da avaliação para o teor de milho.

Para os pesquisadores, a possível alta quantidade de milho poderia se dever ao fato dos preços desses grãos serem, na média, menores do que os da soja. É possível e faz muito sentido (mesmo que correspondendo a alguns centavos por frasco). Mas um fator a se considerar é a diferença de gosto entre brasileiros e japoneses. Será que, em tudo o mais sendo igual (preço, quantidade de sal, cor...), o brasileiro preferiria um molho com maior umami ou um com mais açúcares? É possível que haja estudos de mercado sobre a preferência do consumidor, no entanto, como não sou da área, não tenho conhecimento a respeito.

Seria o caso de promover uma padronização do shoyu brasileiro? Não sei. Em termos de saúde - tirante legislações mais genéricas como em relação ao uso de sal, aviso de alergênicos, data de validade, tabela nutricional... -, não parece haver necessidade em função de um eventual risco pelo uso de milho. Em termos econômicos: em 2013, as vendas totais de shoyu no Brasil eram o equivalente a cerca de R$ 180 milhões/ano, não chega a ser insignificante (para fins de comparação, o ketchup movimentou cerca de 500 milhões BRL/ano em 2016); mas há lesão ao consumidor - exceto se no rótulo não for indicado o uso do milho ou a listagem sugerir um uso menor -? Essa discussão deixo para a leitora ou o leitor do GR.

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Algumas manchetes, excertos e comentários:
Exame 25.abr.2018: Estudo mostra que shoyu brasileiro é feito à base de milho
"Foram feitas análises com 70 amostras do condimento vendidas no Brasil. A presença média de soja nos produtos avaliados era de menos de 20%. Apesar de normalmente ser à base de soja no Oriente, ele é feito com milho no mercado nacional. O trigo e a cevada podem ser misturados ao shoyu, mas não fazem parte da composição principal do produto."
UOL 25.abr.2018: Shoyu produzido no Brasil não é de soja, é feito à base de milho
"Em países como Japão, China e Coreia do Sul, o molho shoyu é feito de soja com proporções pequenas de outros cereais como trigo ou cevada."
.O shoyu mais comumente vendido no Japão, por exemplo, leva 50% de trigo, o que é longe de pequeno e pode ser qualificado como fazendo parte da composição principal. Há variações que têm até 100% de trigo na composição (excetuando-se água e sal).
Terra 26.abr.2018: Estudo revela real composição do Shoyu fabricado no Brasil.
"O molho fabricado pelas indústrias brasileiras é composto por milho, e não por soja. [...] Já o milho, nesse mesmo processo apresenta o sistema de fotossíntese de C4 por gerar moléculas de açúcar que contêm quatro átomos de carbono. Essas moléculas de açúcar continuam presentes nos alimentos mesmo após seu processamento, portanto torna-se mais fácil identificar cada um deles."
.Embora o milho fosse o principal componente, havia soja - mesmo que apenas 5% (o menor teor estimado para algumas amostras), não houve nenhuma em que o molho tivesse apenas milho. O método usado não tem a ver com a quantidade de átomos de carbono nas moléculas de açúcares - porque, embora inicialmente nas plantas de metabolismo C4 o carbono seja fixado em uma molécula de 4 átomos de carbono, essa molécula é processada depois e a via fotossintética é muito similar às plantas C3; a diferença é pela fração de isótopos de carbono-13 que são incorporados (devido a afinidades das enzimas que realizam a reação).
27 Apr 18:13

AV. PRESIDENTE VARGAS

by Saudades do Rio


A  Avenida Presidente Vargas, em determinada época, era um grande estacionamento.
 
Com as férias do Biscoito Molhado o time de especialistas está desfalcado.
 
Porém, vale a pena notar o Nash verde metálico e o Jaguar prateado.

27 Apr 14:53

França Proíbe Uso de Termos de Origem Animal para Produtos Veganos e Vegetarianos

by Vitor Hugo
França Proíbe Uso de Termos de Origem Animal para Produtos Veganos e Vegetarianos por PratoFundo.com

A França aprovou (em abril de 2018) uma medida que proíbe o uso de termos associados com produtos de origem animal para descrever produtos de base vegetal. Como assim?

As empresas segmentadas em produtos veganos e vegetarianos que fabricam substitutos vegetais como: carne vegetal, linguiça vegetariana, bacon sem carne, queijo de castanha e afins não poderão mais utilizar estes termos em embalagens para descrever estes produtos.

A proposta foi sugerida pelo deputado Jean Baptiste Moreau que (olha o choque) é fazendeiro e defende que estes termos podem levar os consumidores ao erro. A proposta foi baseada em uma decisão de 2017 da Justiça Europeia (atrelada à União Europeia) referente para derivados de leite: termos como queijo, leite e manteiga só podem ser usados para produtos de origem animal (EUR-Lex: 62016CJ0422).

O viés do político é combater alegações falsas para que os produtos sejam descritos corretamente e que termos como queijo e steak sejam reservados apenas para produtos de origem animal. As empresas que não seguirem a nova regra podem ser multadas em até €300 mil euros.

Algumas fontes sugerem que esta medida é ação de lobby para tentar frear o crescente mercado de produtos alternativos de origem vegetal que encontrou um nicho disposto a comprar.

Enquanto outras, também veem como uma maneira de impedir mudanças na língua francesas com novos termos e palavras, principalmente, se forem estrangeiras-inglesas.

O posicionamento é um tanto questionável, porém analisando de uma maneira generalizada e do ponto de vista de marketing existem empresas que usam os termos de maneira equivocadas que realmente podem levar o consumidor ao erro. Costumo dizer: não é mentira, mas não é toda a verdade.

Linguiça de Tofu por PratoFundo.com

Por exemplo, já fui em comércio que atende este nicho vegetariano e vegano, e pedi um prato que dizia ter queijo vegetal de castanhas. Até aqui tudo bem. Eu já os conhecia, mas não tinha provado ainda.

O detalhe foi que ao chegar o pedido era… uma pasta/creme de castanhas, e não um queijo. E sim, gente, queijo de castanha fica parecendo (visualmente) queijo. Não foi o caso. Eu realmente me senti enganado, uma pena.

Tendo como base a mudança de laticínios de 2017, o mercado não viu um impacto tão grande assim. Ou seja, os consumidores continuaram a comprar mesmo assim os produtos. O exemplo é para o leite de soja (soy milk) que virou bebida de soja (soy drink). E algumas empresas queriam mesmo se distanciar de produtos lácteos. Então, é uma via de duas mãos.

A pergunta que fica: será que essa decisão irá virar um precedente e vai se difundir para outros países?

[via The Guardian, ES, Independent, Retail Detail]

Confira o artigo em: França Proíbe Uso de Termos de Origem Animal para Produtos Veganos e Vegetarianos via PratoFundo. VAMOS CONVERSAR! Youtube | Instagram | Facebook | Twitter

27 Apr 14:52

Aprenda a receita do famoso pão de mel do Mosteiro de São Bento

by Marcelo Katsuki

O pão de mel do Mosteiro de São Bento é daquelas delícias que a gente prova e nunca mais se esquece. Pois os monges lançaram um livro com mais de 100 receitas do mosteiro chamado Cozinhe com os monges e para a nossa sorte, a receita está lá –e aqui também, cola abaixo!

Pão de mel
20 porções

Ingredientes

• 3 xícaras de mel
• 60 g de manteiga em temperatura ambiente
• 2 colheres (sopa) de açúcar mascavo
• 1 xícara de leite morno
• 1 cálice3 de licor de laranja (por exemplo, Cointreau)
• 3 colheres (sopa) de chocolate em pó
• 1 colher (chá) de canela em pó
• 4 xícaras de farinha de trigo
• 1 colher (sopa) de fermento químico em pó
• 1 xícara de nozes sem casca picadas
• 1 barra (300 g) de chocolate ao leite para cobertura
• 1 barra (300 g) de chocolate meio amargo para cobertura.

Preparo

Em uma tigela grande, coloque o mel e a manteiga e bata até formar um creme.
Junte os demais ingredientes pela ordem em que aparecem na lista (exceto as barras de chocolate), misturando bem a cada adição.
Preaqueça o forno a 180 °C. Unte 20 forminhas (15 cm) com manteiga e polvilhe farinha de trigo. Distribua a massa entre as forminhas.
Leve ao forno preaquecido e asse por aproximadamente 30 minutos.
Retire do forno e deixe esfriar completamente em local fresco e abrigado do vento.

Enquanto isso, prepare a cobertura, derretendo os dois tipos de chocolate em banho -maria: pique grosseiramente as barras de chocolate e transfira para uma tigela refratária; encaixe a tigela dentro de uma panela com dois dedos de água (não deixe a água tocar o fundo da tigela) e leve esse conjunto ao fogo baixo, mexendo sempre até os chocolates derreterem e formarem uma cobertura homogênea.
Banhe os pães de mel já frios na cobertura e coloque-os em cima de uma grade para escorrer o excesso. Se quiser embrulhá-los em papel celofane, espere que sequem completamente.

P.S.: Você pode utilizar uma forma maior e rechear o pão com uma geleia de frutas e amêndoas depois de pronto.

 

Crédito da foto: Wellington Batista

Além das receitas, o livro conta a história dos mosteiros no Brasil, com destaque para o Mosteiro de São Bento. Fala sobre as refeições dos monges, verdadeiros rituais, e traz até um cardápio para uma semana com sugestões de orações.

Tem uma foto do aparelho de jantar utilizado para receber o Papa Bento XVI e também as receitas que foram servidas, como a terrine de berinjela e tomate seco e o bolo de fubá. Um livro gostoso de ler, até ousaria dizer, uma leitura divina, rs!

Cozinhe com os monges 
Dom João Baptista Barbosa, OSB e Sandra Marina Witkowski
272 páginas – preço sugerido: R$ 75,90

26 Apr 13:58

Veja o que não pode faltar na sua bancada de marcenaria

by Celysa Rosa

Você curte marcenaria? Adora desenvolver seus próprios móveis e utensílios em madeira, ou está louco para começar? Selecionamos os principais itens que não podem faltar na sua bancada.

Itens da bancada de marcenaria

Vamos listar os itens que consideramos que farão a diferença em sua bancada. Fique tranquilo se você não possui tudo. O importante é começar, e aos poucos você vai tornando seu material mais completo. Então vamos lá!

Trena

Parece meio óbvio, mas é importante lembrar: nos projetos de marcenaria não cabe medidas mal feitas. Por isso deixe a improvisação de lado e utilize uma trena. Nada exagerado. Uma com 3 metros já é suficiente para projetos com madeira. Se você está começando agora, talvez seja interessante optar por uma trena que mostre apenas milímetros. Muitos modelos trazem múltiplas escalas que podem confundir ou dificultar a leitura.

marcenariaRégua

Para trabalhar com madeira você precisa de réguas específicas, ou seja, as feitas em metal. Pode ser aço ou alumínio. Você vai encontrá-las em diversos tamanhos. São duráveis e possuem precisão na marcação.

 

Graminho

Poderíamos fazer um post especialmente sobre este item. Ele realmente faz a diferença quando você precisar fazer marcações de encaixes. O riscador de aço já faz uma marcação precisa e fina. Vale destacar também o sulco que fica para acertar o formão no início do entalhe.

Malho de madeira

Você precisará de um malho de madeira para realizar entalhes com formão, encaixes mais apertados, ou ainda inserir cavilhas e insertos de madeira. Se você está iniciando, não precisa ter vários tamanhos de malho, um médio será muito útil.

Formões

Aqui vale um investimento um pouco maior. Formões muito baratos possuem baixa qualidade e não vão te ajudar a faze encaixes com precisão. Há também uma variedade nas medidas. Se você tiver pelo menos três formões com 6mm, 12mm e 18mm, você conseguirá se virar em boa parte dos projetos.

Plaina

Você vai encontrar diversos modelos. O importante é saber que você vai precisar muito dela para alinhamentos, chanfros retos ou redondos e remoção de marcas de serras.

Grampos

Os grampos são utilizados para segurar as peças no lugar certo, seja para colagem, corte ou marcações. Se você tiver com uma grana para investir um pouco mais, vale a pena avaliar a compra de grampos de aperto rápido. Você conseguirá realizar o aperto com apenas uma mão.

Serras

São incontáveis os modelos existentes no mercado. Você vai sentir aos poucos a necessidade. De qualquer forma,  como sugestão selecionamos o serrote de carpinteiro de lâmina com uns 30cm e um serrote de costa para fazer encaixes e cortes mais precisos.

 

Com uma bancada dessas não temos dúvida que você vai ter condições de construir muitas coisas em sua oficina!

 

Este artigo Veja o que não pode faltar na sua bancada de marcenaria foi originalmente publicado em Fazedores. [CC-BY-SA]

24 Apr 20:19

Sanduíches Campeões: McDonald’s lança linha especial para a Copa 2018

by Vitor Hugo
Sanduíches Campeões: McDonald's lança linha especial para a Copa 2018

Foto: Divulgação | McDonald’s Brasil

O McDonald’s trouxe novamente para a Copa 2018 a sua linha de sanduíches inspirados em países que competem no evento esportivo, já é a quinta vez que a marca aposta nesta linha.

Para a versão de 2018, a seleção foi uma homenagem aos países que já foram campões do mundial: Brasil, Alemanha, Espanha, Uruguai, Argentina, Inglaterra, França e Itália. Para deixar um pouco mais diferenciado, estão dentro da Linha Signature que é o segmento premium do McDonald’s.

Por isso a Rússia ficou de fora, mas seria bem interessante se tivesse um lanche de estrogonofe, não é mesmo? hahahahah

Sanduíches Campeões: Batatas do McDonald's por PratoFundo.com

Foto: Divulgação | McDonald’s Brasil

Seguindo os outros anos, cada dia da semana é específico para um sanduíche, exceto do McBrasil que estará disponível em todos eles. Além disso, as McFritas também serão diferentes para cada lanche.

O preço sugerido é r$29,90. Não sei se os lanches são bons, afinal, não provei nenhum (a assessoria não chamou a gente dessa vez para o lançamento, hahahahah). Estarão disponíveis a partir do dia 24 de abril de 2018.

McBrasil

McBrasil: Copa 2018 por PratoFundo.com

Foto: Divulgação | McDonald’s Brasil

Todos os dias: Composto por dois hambúrgueres, queijo típico brasileiro, mix de folhas, bacon e maionese verde no pão de brioche. McFritas ou Batatas Rústicas especiais do dia.

McItália

McItália: Copa 2018 por PratoFundo.com

Foto: Divulgação | McDonald’s Brasil

Domingo: Composto por queijo muçarela, polpetone, tomate, pepperoni e melt de muçarela com tomate seco no pão de brioche. McFritas tradicionais com molho de muçarela com tomate seco e bacon picado.

McFrança

McFrança: Copa 2018 por PratoFundo.com

Foto: Divulgação | McDonald’s Brasil

Segunda-feira: Composto por cogumelos caramelizados, dois hambúrgueres, queijo emental, mix de folhas, cebola crispy e Melt Brie no pão com gergelim. Batatas Rústicas com molho Melt Brie e bacon picado.

McEspanha

McEspanha: Copa 2018 por PratoFundo.com

Foto: Divulgação | McDonald’s Brasil

Terça-feira: Composto por queijo muçarela, dois hambúrgueres, mix de folhas, tomate, copa fatiada e maionese de oliva no pão de brioche. Batatas rústicas com molho de maionese de oliva e bacon picado.

McAlemanha

McAlemanha: Copa 2018 por PratoFundo.com

Foto: Divulgação | McDonald’s Brasil

Quarta-feira: Composto por cebola caramelizada, 2 fatias de queijo emental entre dois hambúrgueres, bacon, tomate e mostarda rústica no pão com gergelim. Batatas rústicas com molho de maionese e bacon picado.

McUruguai

McUruguai: Copa 2018 por PratoFundo.com

Foto: Divulgação | McDonald’s Brasil

Quinta-feira: Composto por 2 fatias de queijo emental entre 2 hambúrgueres, copa fatiada, cebola crispy e maionese chimichurri no pão de brioche. McFritas tradicionais com molho de maionese chimichurri e bacon picado.

McInglaterra

McInglaterra: Copa 2018 por PratoFundo.com

Foto: Divulgação | McDonald’s Brasil

Sexta-feira: Composto por 2 fatias de queijo emental entre 2 hambúrgueres, picles, fatias de bacon, cebola crispy e molho barbecue no pão com gergelim. McFritas tradicionais com molho cheddar e bacon picado.

McArgentina

McArgentina: Copa 2018 por PratoFundo.com

Foto: Divulgação | McDonald’s Brasil

Sábado: Composto por 2 fatias de queijo cheddar entre 2 hambúrgueres, bacon, tomate, alface crespa e maionese chimichurri no pão de brioche. Batatas rústicas com molho de maionese verde e bacon picado.

Confira o artigo em: Sanduíches Campeões: McDonald’s lança linha especial para a Copa 2018 via PratoFundo. VAMOS CONVERSAR! Youtube | Instagram | Facebook | Twitter

20 Apr 13:18

Baby The Papillon Mix

by funny-dogs

Baby The Papillon Mixed

This is Baby, the 10 month old female Papillon and Chihuahua mixed breed  from  San Diego, CA. She likes to sleep inside the blanket as if she was a child. Sometimes she would push herself down inside the blanket if the light is on so she can get her beauty rest! Photo sent by Flo.

17 Apr 21:39

Pertinho de cidade da Copa é possível pisar em 2 continentes ao mesmo tempo

by Fábio Aleixo

Cidade mais ao leste entre as 11 escolhidas para receber os jogos da Copa do Mundo da Rússia, Iekaterinburgo permite ao turista pisar em dois continentes ao mesmo tempo e fazer aquela foto legal para mandar aos amigos e compartilhar nas redes sociais com um pé na Europa e outro na Ásia.

E nem é preciso se afastar tanto assim do centro da cidade localizado na região dos Urais para ir livremente de um continente ao outro.

São três monumentos nos arredores do município que marcam a divisa.

O mais antigo e afastado deles e que dizem ser a verdadeira fronteira entre Europa e Ásia fica a cerca de 45 quilômetros ao oeste do centro de Iekaterinburgo, nas proximidades de uma cidade chamada Pervouralsk.

Ele foi erguido em 1837 paa comemorar a visita do Czar Alexandre II. Hoje é uma estrtura muito bem preservada.

Com Uber ou o aplicativo de táxi local Yandex dá para ir e voltar por cerca de 1.200 rublos (R$ 67). Há tamém um ônibus que passa perto e sai por 180 rublos (R$ 10) entre ida e volta.

Um outro monumento bem menor e sem muita graça fica perto deste de Pervouralsk. Se estiver de carro ou táxi basta dar uma paradinha. Além do pequeno Obelisco, há uma placa indicando o fim de um continente e início do outro.

Obelisco mais simples marcando divisa entre Europa e Ásia (Foto: Fábio Aleixo)
Obelisco mais simples marcando divisa entre Europa e Ásia (Foto: Fábio Aleixo)
Placa que marca fim de um continente e início do outro é bom lugar para uma selfie (Foto: Fábio Aleixo)
Placa que marca fim de um continente e início do outro é bom lugar para uma selfie (Foto: Fábio Aleixo)

Já o mais recente e mais próximo monumento fica a só 17 quilômetros de Iekaterinburgo. São cerca de 15 minutos de carro, o que vai dar ao redor de 500 rublos (R$ 29) entre ida e volta usando um aplicativo de transporte.

É uma espécie de mini torre Eiffel, inaugurada mais recnetemente e que foi adotada por Iekaterinburgo como um de seus símbolos para a Copa do Mundo.

Esta divisa também se carateriza por ser um local de casamentos, principalmente aos fins de semana.

Espécie de mini Torre Eiffel também marca fronteira (Foto: Fábio Aleixo)
Espécie de mini Torre Eiffel também marca fronteira (Foto: Fábio Aleixo)

Para chegar a Iekaterinburgo saindo de Moscou a melhor e menos canastiva opção é o avião. São cerca de 2h20 de voo. De trem, se leva cerca de 25 horas.

A volta para a capital é quase uma “viagem no tempo”. Como Iekaterinburgo está duas horas à frente no fuso horário, você alcançará seu destino quase no mesmo horário em que partiu.

Um pé em cada continente (Foto: Fábio Aleixo)
Um pé em cada continente (Foto: Arquivo Pessoal)

O repórter viajou a convite do Comitê Organizador da Copa do Mundo

17 Apr 16:11

O Brasil em Nick Cave

by biajoni
nick viviane

Nick & Viv.

No início de 1993 fui até a Santa Efigênia, em São Paulo, buscar uns equipamentos para a emissora de TV em que trabalhava. Estava com meu chefe Ginel Flores. Andando por ali, parei num camelô que vendia CDs e encontrei o “Henry´s Dream”, do Nick Cave – que eu não conhecia, só tinha ouvido falar. O camelô abriu um sorriso e disse:

– Eu tinha uma loja na Galeria do Rock e esse cara não sai de lá, ele mora aqui na Vila Mariana. Ele não fala português e o pessoal lá zoa ele, chama ele de Chitãozinho.

O apelido era por causa do cabelo do músico, parecido com o do sertanejo, repicado em cima e com mullets gigantes.

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– Nick Cave mora em Sampa?

Foi quando fiquei sabendo.

Levei o CD, que é um dos meus preferidos dele até hoje. Depois comprei tudo, li o que pude sobre ele, e fiquei atento.

Em meados de 1989 era impossível ficar incólume a Chitãozinho e Xororó. A dupla estava em todos os programas de TV, tocava incessantemente no rádio, podia ser vista em outdoors de propaganda de seus shows e, para quem vinha do exterior, parecia representar uma unanimidade nacional. Foi quando Nick Cave chegou ao país para morar com Viviane Carneiro, que tinha conhecido um ano antes, quando os Bad Seeds vieram tocar aqui. Ela estava grávida e Nick se desintoxicando de heroína – acharam que viver no Brasil seria bom para o processo. O jornalista Pedro Alexandre Sanches diz que o casal morou na Vila Madalena, mas um cara, numa fila de cinema em SP, me disse que foi vizinho de Nick em Vila Mariana, corroborando o camelô.

Era dezembro de 2000 e eu estava em SP visitando um amigo com minha filha Isabelle, então com oito anos. Fomos ver Fuga das Galinhas em um cinema de rua, não me lembro qual, tínhamos entrado em uma loja de discos antes, eu tinha comprado alguns, e na fila dos ingressos, tirei o “The Boatman´s Call” da sacolinha para dar uma olhada. Um cara, mais ou menos da minha idade, com um garoto de uns dez anos, olhou para o disco por cima dos meus ombros e disse:

– Fui vizinho dele, fomos pais mais ou menos na mesma época, vivíamos conversando sobre paternidade e tal…

Infelizmente, a fila andou rápido e não pude falar mais com o sujeito. Me lembro só de ele ter dito que Nick ficava muito em casa e gostava de entrar em igrejas para ver os cultos, às vezes Viviane ia junto, achava que era evangélica. “Meio doida, mas evangélica”.

Aparentemente, a rotina de Nick era discreta, alternando idas à Galeria do Rock, a pé, parando em botecos no caminho, onde apreciava os salgados e cervejas Antarctica – quando foi assaltado duas ou três vezes (não guarda ressentimentos); em casa escrevendo e cuidando do filho, Luke; e, eventualmente, indo a casas noturnas, como o Espaço Retrô.

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Nick usou alguns desses lugares que conheceu, assim como prostitutas, travestis e gente da noite paulistana no videoclipe de “Do You Love Me”, rodado aqui.

Ele gravou “The Good Son” no Cardan Studios, em São Paulo, em 1989, o disco foi lançado no ano seguinte. A faixa de abertura é “Foi na Cruz”, assim mesmo, em português, com trechos do clássico cristão de mesmo nome, de Luiz de Carvalho, gravado em 1958, no primeiro disco gospel brasileiro, muito tocada em cultos da Assembléia de Deus. Ouça:

“The Good Son” tem outras canções de inspiração “tradicional” ou folclórica. Há tempos Nick vinha reescrevendo coisas assim. “The Good Son”, a canção, por exemplo, é baseada num spiritual chamado “Another Man Gone Done” e “The Witness Song” tem base num gospel chamado “Who Will be a Witness”. No período que Nick passou no Brasil, ele escreveu muito material desse tipo, que seria gravado em discos seguintes. Por exemplo, “When I First Came to Town”, de “Henry´s Dream”, é decalcado da canção tradicional “Kathy Cruel”; “Stagger Lee”, “Henry Lee” e “Crown Jane”, de “Murder Ballads” são quase versões literais de canções tradicionais. Esse disco tem uma cover de Bob Dylan e algumas pessoas entendem que o disco anterior de Nick, “Let Love In”, foi quase todo inspirado em canções de Dylan – tese na qual acredito.

O fato é que Nick fez uma versão para “Fio de Cabelo”, de Chitãozinho & Xororó. Ele gostou da ideia da canção e a reescreveu, dando o nome de “Black Hair”, gravada no disco “The Boatman´s Call”.

“The Boatman´s Call” é um disco com muita homenagem, reescrita e chupação. Por exemplo, fã de Leonard Cohen e de Lou Reed”, Nick começa “There is a Kingdom” com a frase “Just like a bird” emulando Cohen em “Bird on the Wire” e com uma melodia simplesmente chupada de “Perfect Day”, de Reed. Interessante que Nick diz que esse disco o remete a Viviane Carneiro tanto quanto a PJ Harvey, com quem ele teve um namoro e de quem levou um PNB.

Muita gente acha que o disco seguinte, “No More Shall We Part”, é uma espécie de continuação de “The Boatman´s Call”, mas, na verdade, o disco marca uma guinada e aponta para uma nova fase da carreira de Nick, com letras mais elaboradas, distância das canções tradicionais, autenticidade, originalidade. “No More…” é o décimo-primeiro disco de Nick, gravado quatro anos depois do anterior.

Depois tudo ficou ainda mais interessante. images

Voltando um pouco, Nick ficou por aqui entre fins de 1989 e 1993, voltando duas ou três vezes e, depois, levando Viviane e o filho Luke para Londres. Separaram-se, Viviane é psicoterapeuta lá e Luke é casado com uma jornalista esportiva.

Em 1994, Nick deu uma entrevista para a Hypno Mag onde não falou exatamente bem do país. Deve ser por isso que demorou quase 30 anos para voltar.

Mesmo que as coisas não tenham mudado muito por aqui.

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Nick & Luke.

UPDATE: doc interessante com imagens de Nick em SP, indicado nos comentários por César 🙂

 

 

13 Apr 11:58

Fruta-pão. Coluna Nhac do caderno Paladar. Edição de 12 de abril de 2018

by Neide Rigo
Hoje tem coluna minha no caderno Paladar do jornal O Estadão. Está no site do caderno e também aqui: 

Já começando a amadurecer e

FRUTA-PÃO


Ela sempre vem comigo na mala, não da Malásia, um dos prováveis lugares de origem, mas das viagens em tempo de sorte por aqui mesmo, terra onde tão bem se adaptou, especialmente na costa litorânea quente e úmida que vai do litoral norte de São Paulo até o Pará.  Considero-me sortuda quando nossos momentos coincidem, ainda que ela frutifique durante quase todo o ano, com dois picos de safras. A bagagem de ida tem que ir com pelo menos três quilos de folga para caber ao menos uma fruta na volta. Sim, elas podem atingir 3 quilos ou até mais.


No último mês fui duas vezes para a Bahia e na feira de São Joaquim, em Salvador, pude escolher sem pressa já que havia para todo o gosto – verdes, maduras, mais cilíndricas, mais compridas. As boas para cozinhar são as verdes claras, de pele esticada, firmes ao toque – mas vale lembrar que são comestíveis em qualquer estágio. Já em Gandu, no Baixo Sul da Bahia, fiquei impressionada com a beleza e a abundância de frutos muito frescos dispostos sobre papelões espalhados pelo chão nos limites da feira da cidade, compondo quadros tropicais com bananas-da-terra, jacas, araticuns, cocos e inhames.


Como a banana, o mamão e a jaca, por exemplo, a fruta-pão, Artocarpus altilis,  pode ser preparada e consumida como legume quando verde ou como fruta doce e macia que se come crua. Porém, diferente das primeiras, seu estágio mais convencional é o verde e o uso mais comum é como legume cozido.  Pelo menos entre nós. É só cortar em pedaços, tirar o miolo e cozinhar em água levemente salgada até amaciar. Cerca de 15 minutos bastam.  Vapor, forno  e brasa também funcionam.


Como a consistência amilácea e sabor neutro da polpa da fruta verde depois de cozida faz lembrar aipim ou macaxeira, é um ótimo substituto para o pão, como presume o nome e também era mesmo de esperar seu emprego em nhoques, escondidinhos, sopas, purês, bolos e bolinhos, como de fato acontece. Mas na cidade de Gandu são preparados outros pratos com ele, como a paçoca e o  Lelê. Originalmente, o lelê é feito com canjiquinha de milho, leite de coco, açúcar e cravo. Cozido como um manjar, deixa-se firmar e corta-se em pedaços. Com a fruta-pão se faz igual, porém no lugar do milho entra sua polpa.  A paçoca doce também é tradição  - feita com a polpa da fruta verde cozida e machucada à qual se junta coco ralado fresco e açúcar.  Além destes, há vários pratos baianos adaptados para a fruta-pão. Vatapá, moqueca, sopa e bolinhos fritos são exemplos salgados. 




Se por aqui adaptações não faltam, imagine a imensidão de técnicas de preparo e receitas que encontramos em seus locais de origem (Indomalásia e Malásia) ou em outros países para onde a planta foi levada. A  busca da espécie pelos ingleses para levar às colônias recém conquistadas nas Antilhas, no século XVIII, como comida barata e nutritiva para alimentar escravos, foi uma epopeia que virou filme – O Grande Motim, 1962.  Na Jamaica, onde estas mudas foram plantadas e adaptadas, as frutas costumam ser sapecadas sobre brasas para cozinhar e abrandar a polpa, como se faz também no Taiti.  Além de ganhar maciez, adquire sabor defumado muito bom – foi este o destino de uma das que vieram na minha bagagem, de Gandu. Basta colocar a fruta inteira sobre brasas e ir virando até que a pele fique queimada. Depois, só precisa descascar, cortar em pedaços e servir como acompanhamento de carnes e peixes, como ingrediente de outros pratos ou simplesmente regada com manteiga.

No Brasil, a planta foi introduzida a partir do Pará e Maranhão com o apelo de ser uma boa fonte energética embalando boas doses de vitaminas e minerais. A planta é rústica e produz rápido, em cerca de 3 anos ou até antes a depender da técnica de enxerto. Sendo que um só fruto pode alimentar uma família de cinco pessoas. Ou seja, este sim é um super alimento.   


Atualmente é bem adaptada em regiões tropicais quentes e úmidas. É uma planta rústica, com pouco problema de pragas e chega a tolerar climas frios, mas não suporta geadas. Em São Paulo,  nunca vi a planta produzindo. Mas, pelo menos agora, e só descobri isto nesta semana, encontrei a fruta pra comprar em camelôs nos fundos do Mercado da Lapa.  


Vivo a me lamentar de não ter esta fruta por perto porque não basta substituí-la por mandioca ou qualquer outro ingrediente rico em carboidratos – daí o nome fruta-pão. Ela tem um sabor único e muito agradável que, em combinação com manteiga a derreter sobre seus pedaços recém-cozidos, parece transcender a um outro patamar de gostosura.  Outra razão para se querer ter a espécie por perto é que a árvore é ornamental com lindas folhas recortadas que chegam a ter o tamanho do tronco humano e são medicinais -  usadas para acalmar dores reumáticas quando colocadas aquecidas sobre o local dolorido. Com elas podemos ainda embrulhar peixes para assar, à moda das folhas de bananeira, ainda que sejam menos flexíveis.


Apesar de ser mais comum as frutas sem sementes – ou com sementes atrofiadas, conhecidas como frutas de massa, produzidas a partir de estacas, há plantas que dão frutos com muitos caroços, oriundas de germinação de sementes. Destas, não se come a polpa, que não tem. Em compensação, as sementes que carregam são como castanhas e, cozidas, são mais apreciadas que as sementes de jaca, sua parente da família das Moráceas. Elas são nutritivas, ricas em proteínas e podem virar farinha para substituir parte do trigo em bolos e pães ou usada pura em mingaus.


E falando em farinha, a polpa da fruta-pão verde também pode ser seca e transformada em pó.  Esta farinha fina pode ser usada em vários preparos sem glúten ou para substituir parte do trigo em pães.  E as próprias fatias de fruta-pão podem ser fatiadas bem finas e fritas. Fazem, assim, as vezes de tacos flexíveis e firmes o suficiente para conter vários tipos de recheios.


A fruta se conserva verde e bonita quando fresca – pode ser deixada dentro de uma bacia com água fria, para se conservar assim por mais tempo. Escurece a casca ao ser refrigerada, mas não perde a qualidade da polpa, e é um jeito de conservá-la por mais tempo se não quiser que amadureça. Se amadurecer, não se preocupe, pois a fruta ganha outras características como mais sabor, maciez e doçura. E assim pode ser consumida ao natural ou usada para fazer sobremesas com sabor que sabe a abacate  – cremes, bolos, pudins ou sorvetes.  Se, no entanto, ela for esquecida fora da geladeira e amadurecer demais, poderá fermentar e até aumentar a temperatura interna. Ainda assim poderá ser usada para receitas doces com o acréscimo de uma leve acidez. A tendência à rápida fermentação faz dela um excelente ingrediente para uma versão de poi no Havaí. O mais comum é fazer poi de inhame-japonês (taro) – trata-se de um creme feito unicamente do inhame cozido, transformado em pasta e deixado a fermentar. O poi de fruta-pão se faz da mesma forma. Como a mandioca, rica em amido, também é um ingrediente promissor para bebidas fermentadas,  como as cervejas que já são feitas no Havaí.


Para os bolinhos, fiz uma combinação de dois ingredientes que costumam frequentar os mesmos ambientes, com um chutney também bastante tropical. 





Bolinho de fruta-pão com banana-da-terra com chutney de coentro


Para os bolinhos

350 g de polpa de fruta-pão cozida (na água, no vapor ou na brasa)

150 g de banana-da-terra cozida

1 colher (chá) rasa de sal

4 colheres (sopa) de salsinha picada

4 colheres (sopa) de cebola roxa picada

1 pimenta dedo-de-moça sem sementes picada

1 pitada de grãos de cominho tostado

Óleo de girassol para dourar


Para o chutney de coentro

1 e ½ xícara de coentro

1/3 de xícara de óleo de girassol

2 dentes de alho

1 pimenta dedo-de-moça sem sementes picada

1/3 de xícara de amendoim torrado, sem pele

½ colher (chá) de sal ou a gosto

1 colher (sopa) de suco de limão


Faça os bolinhos: coloque no processador a fruta-pão e a banana e processe até ficar uma massa homogênea. Se preferir, passe por espremedor de batatas. Acrescente o sal, a salsinha, a cebola e a pimenta e misture bem. Faça 20 bolinhas e achate-as. Doure-as em um fio de óleo em frigideira antiaderente, fogo médio, 3 ou 4 de cada vez. Apenas deixe dourar dos dois lados, lembrando que a massa já está cozida.

Para fazer o chutney: bata tudo no processador e sirva com os bolinhos.


Rende: 20 bolinhos



No próximo post, pão de fruta-pão