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19 Jun 14:46

Poeira do Saara fertiliza Amazônia, confirma NASA

by noreply@blogger.com (Ronald Sanson Stresser Junior)



Todo o ecossistema amazônico depende da poeira do Saara para reabastecer suas reservas de nutrientes perdidos



Uma quantidade significativa de poeira do deserto do Saara “viaja” mais de dois mil quilômetros chegando até a Amazônia, é o que mostra um vídeo divulgado recentemente pela Agência Espacial Americana (Nasa). A informação, no entanto, não é exatamente uma novidade.

Os dados da Nasa que mostram a relação entre o deserto e a floresta foram coletados entre 2007 e 2013, apesar de o fato já ser conhecido por muitos cientistas anos antes. Agora se tem mais dados exatos sobre o fenômeno.

Estima-se que cerca de 182 mil toneladas de poeira cruzam o Oceano Atlântico chegando ao continente americano – cerca de 27,7 milhões caem na floresta. Deste total, 0,08% corresponde a fósforo (importante nutriente para as plantas), segundo pesquisadores da Universidade de Maryland (EUA), o que equivale a 22 toneladas.

Esta quantidade de fósforo, ainda segundo o estudo, é suficiente para suprir a necessidade de nutrientes que a floresta amazônica perde com as fortes chuvas e inundações na região.


“Todo o ecossistema amazônico depende da poeira do Saara para reabastecer suas reservas de nutrientes perdidos”, afirma o coordenador do estudo, Hongbin Yu. Ele confirma o que muitos, mesmo sem bases científicas, repetem há tempos: “Este é um mundo pequeno e estamos todos conectados”.

A poeira rica em nutrientes sai principalmente de uma região conhecida como Depressão Bodele, localizado no país africano Chade, que foi formada após o maior lago da África secar – há cerca de mil anos.

A maior parte da poeira, entretanto, permanece suspensa no ar, enquanto que 43 milhões de toneladas chegam até o mar do Caribe. O estudo, que só foi possível graças a coleta de dados do satélite Calipso, da Nasa, foi divulgado na revista científica Geophysical Research Letters, veja aqui. A agência divulgou uma animação em 3D que ilustra como tudo acontece, confira:


Fonte: Ciclo Vivo Revista online / http://mundogeografico.com.br/nasa-2/

17 Jun 01:33

Photo



16 Jun 19:30

TEATRO PHOENIX

by Saudades do Rio


Nas fotos de hoje, das décadas de 20 e 30 do século passado, vemos o Teatro Phoenix, que ficava na Rua Barão de São Gonçalo (atual Av. Almirante Barroso) nº 65, esquina da Rua México, telefone 22-5403. Foi o Cine-Teatro Phoenix de 1914 a 1932, transformou-se no Cine Ópera de 1937 a1944 e voltou a ser apenas o Teatro Phoenix até a década de 1950, quando foi demolido. Em seu lugar foi construído o Edifício Cidade do Rio de Janeiro
 
Houve várias tentativas para acabar com o teatro: em novembro de 1940, os proprietários fizeram um contrato com a Cia. Imobiliária Rex para a sua demolição, mas ele foi rescindido. Em 1948, o empresário Vital de Castro quis expulsar a Companhia de Sandro Polonio e Italia Fausta, que ali se apresentava, para transformar o teatro em cinema. Italia Fausta, fez com que todos os artistas mudassem para os camarins, formando uma barreira e transformou a situação num escândalo. Com isto o advogado Clóvis Ramalhete ganhou a questão em juízo e a companhia permaneceu no teatro. Em 21/06/1951, a Câmara Federal autorizou o Prefeito a desapropriar o teatro, incorporando-o ao Patrimônio Municipal, para que não fosse demolido. Mas, por falta de verbas, a desapropriação não foi feita. O JB de 20/08/1957 noticia que “foi interrompido, com pedidos de vistas dos desembargadores Bulhões de Carvalho e Roberto Medeiros, o julgamento pela 4ª Câmara Cível do mandado de segurança impetrado pelo Sr. Guilherme Guinle para derrubar o Teatro Phoenix. O mandado foi impetrado contra a Prefeitura do Distrito Federal, pois pretende o impetrante demolir o prédio para construir outro no mesmo local”. O teatro finalmente foi demolido em 1958 para dar lugar ao prédio de 22 andares.
 
Em 1951 Otávio Rauge, diretor de cena do teatro, fez levantamento informando que no térreo havia um grande “hall” de entrada, escadaria de mármore e ferro para acesso ao 1º e 2º andares, banheiros e lavatórios laterais, “hall” do elevador. No 1º um grande salão central com 5 janelas e mais 2 salas laterais, “foyers” e galerias, além de 6 camarins com lavatórios. No 2º andar outro grande salão central e também 2 salas laterais, “foyers” e galerias, além de 8 camarins com lavatórios.. Havia ainda no térreo 2 chapeleiras com lavatórios e banheiros. Na sobreloja mais 2 chapeleiras com lavatórios e banheiros. Havia recinto para a orquestra, tinha uma boca-de-cena amplas. No 3º andar havia um salão, 3 camarins, lavatórios e banheiros. No 4º andar havia um salão para ensaios de balé e mais 5 saletas para vestiário.
 
A lotação era de 713 lugares: no térreo platéia com 320 poltronas estofadas e 6 frisas; na sobreloja, balcão nobre com 135 poltronas estofadas, 12 frisas nobres e 2 camarotes especiais com ante-câmara, destinados à Presidência da República e à Prefeitura; no 1º andar, balcões de 1ª com 115 poltronas, 10 camarotes e mais 2 camarotes com ante-câmara; e no 2º andar, balcão de 2ª com 105 poltronas e 4 camarotes, além de 2 outros camarotes com ante-câmara.
 
Neste teatro apresentaram-se artistas famosos como Bibi Ferreira em “Sétimo Céu”, de Austin Strong, com tradução de Elsie Lessa. Ou em “Que fim de semana!” de Noel Coward, com tradução de Tyndaro Godinho. Italia Fausta se apresentou com “Dona e Senhora”, de A. Torrada e L. Navarro, tradução de C. Bittencourt e J. Wanderley. “Vestido de Noiva”, de Nelson Rodrigues, foi ali apresentado por Maria Sampaio, Stypinska, Carlos Perry, Stella Perry e Graça Melo. Zeni Pereira se apresentou em “Amanhã será diferente”, de Paschoal Carlos Magno.
 
A 3ª foto foi enviada pelo Francisco Patrício.
 

10 Jun 22:38

A realidade não existe sem um observador

by noreply@blogger.com (Ronald Sanson Stresser Junior)

Fantástico novo experimento confirma que a realidade não existe se não estivermos olhando


Conforme uma famosa teoria da física quântica, o comportamento de uma partícula altera-se dependendo se há ou não um observador. 

Basicamente, ela sugere que a realidade é um tipo de ilusão que só existe quando estamos olhando. Inúmeros experimentos quânticos foram realizados no passado e mostraram que de fato é bem isso que acontece.

Recentemente, físicos da Universidade Nacional da Austrália descobriram mais provas da natureza ilusória da realidade. Eles recriaram o Experimento da Escolha Retardada de John Wheeler e confirmaram que a realidade não existe até que seja mensurada, pelo menos em uma escala atômica.

Descobertas intrigantes

Algumas partículas, como os fótons e ou elétrons, podem se comportar tanto como partículas quanto como ondas. Aqui cabe o questionamento sobre o que exatamente leva um fóton ou um elétron a agir como uma partícula ou como uma onda. É isso que o experimento de Wheeler pergunta: em que momento que o objeto “decide”?

Os resultados do experimento dos cientistas australianos, que foram publicados na Revista Nature Physics, mostraram que a escolha é determinada pela maneira que o objeto é mensurado, o que está de acordo com o que prevê a teoria quântica.

“Isso prova que a mensuração é tudo. No nível quântico, a realidade não existe se você não está olhando”, afirmou o pesquisador-chefe Dr. Andrew Truscott, em nota à imprensa.



O experimento

A versão original do experimento que John Wheeler propôs em 1978 envolvia feixes de luz sendo refletidos por espelhos. Contudo, era difícil implementá-lo e conseguir quaisquer resultados conclusivos devido ao nível do progresso tecnológico da época. Hoje, tornou-se possível recriar o experimento com sucesso usando átomos de hélio lançados por raios laser.

A equipe do Dr. Truscott forçou cem átomos de hélio a entrarem em um estado da matéria chamado condensado de Bose-Einstein. Depois disso, eles ejetaram todos os átomos até que restasse apenas um.

Em seguida, os pesquisadores usaram um par de raios laser para lançar os átomos através de duas fendas estreitas para criar um padrão de grades verticais do outro lado, assim como a luz projetada por entre duas fendas verticais estreitas emite feixes de luz em formato de barras. Logo, o átomo ou iria agir como partícula e passar por uma das fendas, ou agir como onda e passar por entre as duas fendas.

Graças a um gerador de números aleatórios, uma segunda placa com fendas era então adicionada aleatoriamente para recombinar os percursos dos átomos. Isso era feito somente depois do átomo já ter passado pela primeira fenda.

Como resultado, acrescentar a segunda placa causou interferência na mensuração, mostrando que o átomo tinha viajado por dois caminhos, logo, comportando-se como uma onda. Ao mesmo tempo, quando a segunda placa com fendas não era acrescentada, não havia interferência e o átomo parecia ter viajado por apenas um caminho.

Os resultados e a interpretação deles

Como a segunda placa com fendas foi adicionada somente depois de o átomo ter passado pela primeira placa, seria razoável supor que o átomo não tinha “decidido” ainda se ele era uma partícula ou uma onda antes da segunda mensuração.

De acordo com o Dr. Truscott, pode haver duas interpretações possíveis para esses resultados. Ou o átomo “decidiu” como se comportar com base na mensuração ou a mensuração posterior afetou o passado do fóton.

“Os átomos não viajaram de A até B. Foi só quando houve uma mensuração ao final do percurso que o comportamento de onda ou o comportamento de partícula foi trazido à existência”, disse ele.

Portanto, esse experimento corrobora a validade da teoria quântica e fornece novas evidências para a ideia de que a realidade não existe sem um observador. Talvez mais pesquisas no campo da física quântica e mais evidências como essa possam um dia mudar completamente nosso entendimento da realidade.

“Se você não está profundamente chocado com a mecânica quântica, você ainda não a entendeu”. 
~ Niels Bohr




10 Jun 01:18

CHAFARIZ DA CARIOCA

by Saudades do Rio


Ontem o Wolfgang perguntou sobre os três chafarizes do Largo da Carioca. Hoje falamos sobre eles.
 
A primeira foto foi enviada pelo Joel Almeida e mostra o terceiro Chafariz da Carioca, apresentado ontem, em outro ângulo. A segunda foto, de Marc Ferrez, enviada pelo André Costa, mostra outro ângulo ainda deste chafariz projetado pelo arquiteto Grandjean de Montigny e que ficou pronto em 1834Este chafariz foi demolido na década de 20 do século passado, por Alaor Prata, para facilitar o tráfego da Rua Uruguaiana para a Rua 13 de Maio
 
A terceira imagem mostra o primeiro Chafariz da Carioca, construído à beira da Lagoa de Santo Antonio, onde fica atualmente o Largo da Carioca. O rio Carioca, cujas nascentes estão nas Paineiras, na Serra do Corcovado, era um rio de águas fartas e perenes que desaguavam na Baía da Guanabara.  Descia ao longo do Vale das Laranjeiras, recebendo pequenos afluentes como o Silvestre e o Lagoinha. Um dos braços desemboca em frente à atual Rua Paissandu e o outro, em frente ao Outeiro da Glória. O rio Carioca foi desaparecendo aos poucos por força dos aterros. O primeiro Chafariz da Carioca foi construído no Governo Aires Saldanha (1719-1725) com 16 bicas de bronze. Os escravos e apanhadores de água, que aí se aglomeravam para exercer o seu mister diário. Este chafariz foi demolido em 1829.
 
O segundo Chafariz da Carioca que foi construído pelo Intendente Geral da Polícia Luis Paulo de Araújo Bastos, provisório, de madeira imitando granito, com 40 torneiras. Durou pouco, arruinando-se com rapidez.



10 Jun 01:16

CHAFARIZ DA CARIOCA

by Saudades do Rio
Foto de J.Gutierrez, mostrando a Praça e Fonte da Carioca e o Convento de Santo Antônio, em 1893.
O Largo, defronte do Morro de Santo Antônio, foi o ponto central de abastecimento de água da cidade, sendo o monumental chafariz da foto o terceiro ali construído. Fazia lembrar uma casa de pedra lavrada, com colunas e escadarias. Tinha 35 bicas de latão brunido pelas quais a água jorrava em abundância, sobrando para os tanques próximos das lavadeiras e o bebedouro dos cavalos, e mais os carros-pipas dos bombeiros antigos, criados em 1856.
Foi demolido nos anos de 1920 pelo prefeito Alaor Prata.
Este chafariz datava de D. João VI e embora atribuído exclusivamente a Grandjean de Montigny, teve como seu autor principal João Candido Guilhobel.
A Igreja da Ordem Terceira da Penitência, ao lado do Convento de Santo Antônio, foi concluída em 1744. Uma das mais ricas de todo o país, não teve suas torres terminadas em razão de demandas entre os irmãos da Ordem Terceira e os frades do convento vizinho.
À direita, vê-se parte da fachada do Hospital da Ordem da Penitência, demolido em 1905. Foi o primeiro da cidade a incluir a homeopatia nos seus serviços médicos. A seu lado ficava o Chope dos Mortos ou o Bar do Necrotério, de nome assim tão impressionante, como de novela dostoievskiana, porque nele os boêmios bebiam e riam à vista dos enterros que passavam.
 O nome "Carioca" para esta região veio por causa da água do rio que, a começar de 1723, veio alimentar o chafariz ali mandado instalar pelo Governador Aires de Saldanha.

09 Jun 09:40

The model behind the Columbia Pictures logo

by ThisIsNotPorn

The model behind the Columbia Pictures logo | Rare celebrity photosJenny Joseph modeling for the Columbia Pictures logo, 1991.
Read the story about the photo here.
Photo by Kathy Anderson

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09 Jun 01:08

"A gente não sabemos escolher presidente" Pense num artista que vive o que canta

08 Jun 09:44

DEMOCRACIA

by noreply@blogger.com (tesco)

A democracia, na concepção de Joseph Schumpeter, 
"...'não passa de um ritual desprovido de outro significado 
além da obtenção do consentimento dos governados e, 
portanto, da redução dos custos da dominação'. 
Mesmo nessa visão minimalista, a democracia exige isso: 
o consentimento dos governados por meio do voto."
(...)
"A conciliação de classes não dá certo, é verdade, 
mas o que podemos esperar hoje da guerra de classes, 
travada em condições tão desiguais?" 

(Luís Felipe Miguel, 'A democracia na encruzilhada', 
in "Por que gritamos golpe?")


08 Jun 00:12

3035 - Gershwin

by obiscoitomolhado


O  BISCOITO  MOLHADO

Edição 5295 SX                           Data: 07 de junho de 2017


FUNDADOR: CARLOS EDUARDO NASCIMENTO - ANO: XXXIV



MORREU CEDO. UMA LÁSTIMA


Pouca gente ouviu falar de Jacob Gershovitz, nascido no Brooklin, em Nova Iorque, no dia 26 de setembro de 1898, segundo filho de Moris e Rose Gershovitz, judeus russos que imigraram para os Estados Unidos, vindo a se conhecer e casar na América.


Por volta de 1910, um piano foi providenciado para Ira Gershovitz, o filho mais velho do casal. Ele deveria ser o músico da família. Acontece que Jacob, o filho dois anos mais jovem, imediatamente se apoderou do instrumento.


O fato, singelo em sua essência, mudou a história da música nos Estados Unidos. Jacob Gershovitz alterou seu nome para George Gershwin e a partir de “Swanee”, canção interpretada por Al Jolson, passou a trilhar uma carreira de extraordinário sucesso. 

Privado de seu piano, Ira Gershwin, o irmão mais velho, revelou-se um letrista de enorme talento.


Não sendo rico, Moris Gershovitz não pôde proporcionar ao filho uma formação musical sofisticada. George Gershwin era, essencialmente, um pianista extraordinário, envolvido com música em horário integral. Seu primeiro emprego ele conseguiu com o editor musical Jerome Remick. Ele era um “song plugger”. Ou “song demonstrator”. 

Muita gente tocava piano e a venda de partituras musicais mobilizava lojas de música e de departamento. Os clientes tinham pianistas à sua disposição para poderem avaliar com precisão o que estavam comprando.


Gershwin tinha dezoito anos de idade quando publicou sua primeira canção. Não se pode dizer que foi um sucesso. Sua alternativa para ganhar algum dinheiro foi percorrer o país como pianista de uma companhia de vaudeville.


Em 1919, ele apresentou “La, La, Lucille”, seu primeiro show para a Broadway. O resultado não foi animador. O musical foi encenado cem vezes, marca que, mesmo para a época, não pode ser considerada relevante.


Mas foi nesse mesmo ano de 1919 que aconteceu um fato marcante na vida do compositor. Numa festa, o famoso cantor Al Jolson ouviu a canção “Swanee”, interpretada ao piano pelo próprio George Gershwin. A composição, apresentada em 1917, não havia alcançado qualquer repercussão. Jolson decidiu incluí-la em “Simbad”, um show itinerante que ele apresentava em várias cidades dos Estados Unidos. A música fez um sucesso tremendo, vendendo mais de dois milhões de cópias no período de um ano. Foi “Swanee” que abriu para George Gershwin o caminho da fama e da fortuna.


Diante desse êxito estrondoso, o compositor começou a cogitar de vários projetos ambiciosos. Mas teve que adiar muitos deles. Durante cinco anos esteve preso a um contrato que assinou com George White, produtor de uma série de shows conhecidos como “Scandals”, que faziam enorme sucesso. São desse período algumas de suas mais extraordinárias canções.


Esse contrato chegava ao fim, em 1924. Ainda como parte dessas apresentações, Gershwin compôs uma pequena opereta intitulada “Blue Monday”. Paul Whiteman, um dos grandes chefes de orquestra da época, ficou fascinado com esse trabalho e encomendou ao compositor o que ele denominou “uma peça de jazz sinfônico”, para ser apresentada no Aeolian Hall juntamente com outros trabalhos inéditos dos maiores compositores da época.


Gershwin esqueceu-se completamente desse compromisso. Um dia, caminhando na Broadway, deparou-se com um cartaz que anunciava a première de uma nova e excitante composição de George Gershwin. Assustadíssimo, em três semanas produziu a música que surpreenderia o mundo e mudaria seu “status” de compositor. Essa música era “Rhapsody in Blue”. O concerto, denominado “An Experiment in Modern Music”, aconteceu no dia 12 de fevereiro de 1924. Gershwin estava ao piano. A brilhante orquestração da peça foi produzida por Ferde Grofé, pianista e arranjador de Paul Whiteman. Muitos anos mais tarde, Grofé admitiu que, à época, Gershwin não tinha suficiente conhecimento de orquestração  para se desincumbir daquela tarefa.


Liberado de seu contrato com GeorgeWhite, o compositor e seu irmão Ira experimentaram entre 1924 e 1929 um período de intensa e brilhante produção para a Broadway. George pôde, finalmente, abraçar seus projetos mais ambiciosos. Estes resultaram no Concerto em Fá para piano, em 1925; os três Prelúdios, em 1926; suíte orquestral “Um Americano em Paris”, em 1928; e, finalmente, no seu acalantado projeto de produzir uma ópera, que o compositor só materializou em 1935, com “Porgy and Bess”.


“Porgy and Bess” é um caso à parte na trajetória de George Gershwin. Ele leu o texto de Du Bose Heyward em 1926. Imediatamente escreveu ao autor, sugerindo que trabalhassem juntos na produção de uma ópera baseada na novela. Heyward se apaixonou pelo projeto, mas a agenda super atribulada de George Gershwin fêz com que ele somente pudesse abraçar essa tarefa em 1934. Muita coisa aconteceu nesse intervalo de tempo. Heyward e sua mulher, Dorothy, chegaram a apresentar em 1927 uma dramatização daquele texto, incorporando à ação a apresentação de alguns “spirituals”. Essa produção alcançou 367 encenações no Guild Theater e chamou a atenção de muita gente para a qualidade do trabalho de Du Bose Heyward. O consagrado cantor Al Jolson foi um dos que se apresentou como interessado em transformá-lo em um grande musical. Finalmente, em 1934, depois de passarem anos trocando correspondências, George, seu irmão Ira e Du Bose Heyward se encontraram em Charleston, na Carolina do Sul, para dar início ao trabalho. 

Em julho de 1935 a tarefa estava concluída. George Gershwin havia produzido 700 páginas de música. Segundo David Ewen, biógrafo do compositor, Gershwin nunca se cansou de admirar aquela que era sua obra favorita e, acima de tudo, sua criação mais ambiciosa. Segundo Ewen, “Gershwin amava cada compasso que escrevera, absolutamente convicto de que havia produzido uma obra de arte”. O compositor estava absolutamente certo. Infelizmente não viveria tempo suficiente para ver sua obra consagrada pelo público.


No começo de 1937, Gershwin começou a reclamar de fortes dores de cabeça. No dia 11 de fevereiro ele tocou o seu Concerto em Fá com a Orquestra Sinfônica de São Francisco, sob a regência de Pierre Monteux. Normalmente um pianista soberbo, ele mostrou problemas de coordenação e lapsos de memória durante a execução. Constatou-se que tinha um tumor no cérebro. Uma grande mobilização aconteceu para que ele fosse urgentemente operado por um consagrado cirurgião. A operação aconteceu nas primeiras horas do dia 11 de julho de 1937, mas resultou infrutífera. Ele tinha 38 anos de idade.



Seus amigos e admiradores ficaram consternados. John O´Hara, o escritor, disse: “George Gershwin morreu no dia 11 de julho de 1937. Mas eu não sou obrigado a acreditar, se eu não quiser acreditar nisso”.

08 Jun 00:10

Blogs e redes sociais

by catatau

Dias atrás, recebi um comentário revelador: no Facebook, não escolhemos o que podemos ver. Essa tese é incrível: a tese de que escolhemos, sim, o que queremos ver, não é precisamente a tese das “redes sociais”?

Isso foi muito usado contra os blogs. De alguns anos para cá, os links foram trocados pelos “follow” e aplicativos. As tecnologias de RSS, que peneiravam a informação ao gosto do freguês (se você não conhece, vale se informar), deram lugar ao Twitter, ao Facebook etc..

Para mim, foi revelador o comentário do “não escolhemos”, quando na vez seguinte, abri meu Facebook e constatei algo que muita gente comenta há muito tempo: e não é que o Facebook é um verdadeiro esgoto, repleto de gatinhos fofinhos e pessoas cheias de verniz, de um lado, e de outro o mais puro ódio escoado em indiretas e palavras de condenação? Entre um e outro, aparecem alguns factóides e… até links e notícias interessantes. Mas não sai a aparência de uma enxurrada de coisas passando, como numa enchente levando tudo (o Facebook e o Twitter não tem memória e histórico, aliás).

De fato, não escolho o que vejo no Facebook. É como se eu regredisse na “evolução” da internet.

Os blogs, por exemplo: antes das redes sociais, formavam por si próprios espécies de “redes”, só que sem o “follow”. O link capitaneava tudo. Sempre houve pontos focais e autores transformados em autoridades, mas o que sempre mediou tudo foi o assunto.

Com as redes sociais, algo mudou: pode ser até que pessoas se concentrem em nichos específicos de assuntos, mas via de regra você não segue mais assuntos, e sim pessoas. Disso se segue tudo o mais: por simpatia à pessoa, e não ao assunto, somos bombardeados por toda sorte de questão de aprazimento (não de gosto), entre gatinhos, pessoas bonitas, condenações de pobre e hails a políticos fascistas. Se em alguns momentos as redes mostraram interessantes articulações (como na Primavera Árabe), em boa parte do resto se mostraram incrivelmente reacionárias e fascistas.

Deixo meu ponto mais claro: não se trata aqui de uma diferença de escolha, mas de plataforma. A escolha da plataforma define todo o resto, se um amontoado de ressentimentos, ou se uma autonomia maior para dialogar assuntos. Vale, sobre isso, dar uma olhadinha em assuntos como esse.

Outra diferença: os comentários. Pela presunção do “você tem sua opinião, eu tenho a minha“, isto é, do respeito auto-inibidor, toda sorte de lixo é propagada nas redes sociais, sem qualquer possibilidade de comentário. Afinal, o comentário afeta a pessoa, e não o assunto (ou, via de regra, é isso que ocorre). Mas aceitar uma opinião lixo – que muitas vezes ofende ou abre espaço para a ofensa de outras pessoas, como o apoio a políticos fascistas – não é respeito, é a negação da possibilidade de respeitar. É, portanto, a negação do “social” no nome “redes sociais”.

E o mais curioso: o “eu tenho minha opinião, você tem a sua” acaba com a própria comunicação social, na rede social. Ou as caixas ficam vazias, ou se perde a oportunidade de fazer o que se faz na vida real, isto é, de conversar ao vivo, o que é muito mais gostoso. Por pretexto de trocas, redes sociais muitas vezes deixam de trocar.

Quanto aos blogs, é óbvio que já existiam blogs e assuntos reaças. Mas o foco no assunto afastava a hipótese do “respeito auto-inibidor”.  Por isso, ponto novamente para os blogs, pois neles as pessoas tinham algum horizonte de escolha sobre o que ler e como acessar.

Inclusive, vocês não têm idéia sobre o quanto os blogs proporcionavam bons encontros e amizades 😉


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04 Jun 02:08

Paul Otlet, o homem que queria classificar o mundo

by noreply@blogger.com (Ronald Sanson Stresser Junior)
O filme apresenta-nos a história do Belga Paul Otlet (1868-1944). Ele é considerado pelos historiadores como um dos percursores da Internet.

Durante toda a sua vida este homem cultivou uma estranha obsessão: classificar, codificar e unificar todo o género de livros e documentos publicados no mundo. 

O seu sistema de classificação é visto hoje como similar ao hipertexto, que nos permite navegar através da internet.

Esta é a dica do blog para o dia, uma história que todos devem conhecer. Vale visitar a página da wikipédia dedicada a ele e conhecer a vida deste grande homem: http://pt.wikipedia.org/wiki/Paul_Otlet





De acordo com um novo intitulado “Cataloguing the World” (Catalogando o mundo, em tradução livre, de Alex Wright), Paul Otlet previu a world wide web muito antes de os computadores (e a própria world wide web) serem inventados.

Em 1895, Otlet imaginou uma biblioteca universal de informações que poderia ser acessada remotamente, de acordo com o livro. Como a internet de hoje, a visão de Otlet envolvia depositar o conhecimento do mundo em um sistema centralizado e interconectado.


Otlet passou as próximas quatro décadas refinando o conceito com seu parceiro, Henri La Fontaine. Juntos, eles previram camadas de dados, projetadas para fora a partir de uma base central de informações:



Otlet e Fontaine imaginaram criar uma rede de dados interligada, que eles batizaram de “Mundaneum”, usando “telescópios eletrônicos”. 

O Mundaneum, esperavam eles, ajudaria a resolver alguns dos maiores problemas do mundo, promoveria um renascimento do conhecimento e conectaria pessoas e ideias além dos limites geográficos.

Veja abaixo um rascunho do “telescópio eletrônico” refletindo informações para a massa:



Com o tempo, esperava Otlet, o Mundaneum poderia introduzir um período “pós-nacional” de paz e luz. 

“No fim das contas, Otlet imaginou que esse ambiente permitiria que as fronteiras nacionais se dissolvessem, eliminaria as causas das guerras e levaria a humanidade a dar um salto adiante rumo a um estado mais harmonioso e iluminado”, explica Wright no site do seu livro.

Como um sistema de cartões de uma biblioteca, o Mundaneum permitiria que indivíduos buscassem pedaços específicos de informações, “conectando governos, universidades, livrarias e outras instituições em uma rede colaborativa utópica”:



Apesar de a internet de hoje não ter transformado em realidade a visão utópica de Otlet, algumas de suas previsões estavam sinistramente corretas. 

Ele acreditava que bibliotecas inteiras de textos e imagens estariam disponíveis para a massa por meio de projeções em telas individuais. 

Também acreditava que esse sistema ajudaria as pessoas a afiar seus conhecimentos em suas áreas de interesse. Esse rascunho mostra como funcionaria esse processo:




Abaixo um trailer do filme, em francês com legendas em português:



fonte: http://floresemcasa.blogspot.com.br/2010/04/paul-otlet-o-homem-que-queria.html | 
http://www.huffpostbrasil.com/2014/06/29/paul-otlet-empresario-belga-imaginou-a-internet-em-1895_a_21674666/


02 Jun 11:25

BONSUCESSO / PENHA

by Saudades do Rio

Esta bela foto foi garimpada pelo Augusto no Acervo Fiocruz, autoria de J. Pinto, parte da Brasiliana Fotográfica.
 
Mostra a igreja da Penha, vista de Manguinhos, por volta da primeira década do século XX.
 
A igrejinha em primeiro plano foi identificada pelo Raul F. Souza como sendo a igreja de Nossa Senhora do Bonsucesso de Inhaúma, que deu nome ao bairro.
 
Ainda existe no local, mas lamentavelmente não é a mesma construção. A rua que passa atrás é a Uranos. Muitas das casinhas que aparecem na foto ainda estão lá, quase todas altamente descaracterizadas.
 
Ao fundo vemos a Serra do Tinguá.
 
A história desta igreja de Nossa Senhora do Bonsucesso dá conta que, em maio de 1895, é fundada por alguns devotos católicos, a Irmandade de Nossa Senhora do Bonsucesso de Inhaúma. Alguns anos se passaram e surgiu a ideia de construir o templo, o que motivou o Sr. Adriano da Rocha Costa e sua esposa a doarem o terreno para a edificação da igreja.
 
No primeiro momento foi construído um barracão de madeira, onde foram celebrados os primeiros atos religiosos, tendo o templo inauguração programada para 25 de março de 1898. Mas, devido as fortes chuvas, a solenidade foi transferida para o dia 10 de abril.
 
Com o crescimento da região, a Irmandade assume, no ano de 1903, o solene compromisso de realizar em seu templo, no alto da colina, na Rua Olga, missas e demais atos litúrgicos todos os domingos e dias santos.

02 Jun 11:25

HOTEL GLÓRIA

by Saudades do Rio



Hoje temos fotos do Hotel Glória e uma maquete do seria após o término das obras previstas pelo Eike. As duas primeiras mostram a época em que o hotel era praticamente à beira-mar. Curiosas aquelas “town-houses” à esquerda do prédio do hotel. Mais à esquerda ainda o Palacete Pareto.
 
Do acervo do Rouen é a foto que mostra a piscina do Glória nos anos 70.
 
O Hotel Glória foi construído para a Exposição Internacional de 1922, comemorativa do Centenário da Independência, pelo empresário Rocha Miranda.
 
No local do Hotel Glória existia o palacete de John Russel, o pioneiro dos esgotos no Rio de Janeiro.
 
Em estilo neo-Luiz XV o Hotel Glória era dotado de teatro, cassino, salões de festas e de jogos, áreas de lazer e 150 quartos.  Ampliado em época posterior, ganhou mais dois andares e, pela incorporação de terrenos adjacentes, passou a ter 500 quartos.
 
Eram famosos os bailes de formatura em seus salões, nas décadas de 1950 a 1970.
 
O projeto foi de Joseph Gire. Seus apartamentos de luxo eram decorados com móveis de época e tapetes persas legítimos recobrem o piso. A vista do Hotel é deslumbrante: dá para ver a orla do Flamengo, a Baía de Guanabara e o Pão de Açúcar. O Centro de Convenções abrigava eventos em altíssimo nível. O Teatro também era luxuosíssimo. Os restaurantes, de ótimo nível.
 
Hoje, face à crise das empresas do Eike, está semiabandonado.

26 May 22:09

Como acelerar sua Internet - Lista de Servidores DNS no Brasil

by noreply@blogger.com (Ronald Sanson Stresser Junior)




Um dos principais fatores para deixar a Internet mais rápida é a configuração do provedor de DNS. O DNS significa Domain Name System, o que nada mais é que um serviço gratuito que converte nomes (www.algumsite.com.br para um endereço IP, por exemplo 72.163.4.161).

O objetivo do DNS é simplificar a vida das pessoas, de forma que elas tenham que lembrar-se dos nomes dos sites e não dos endereços IP.

Na Internet existem 13 servidores raíz (Root Name Servers), sendo 10 nos EUA, 2 na Europa e 1 na Asia, que são responsáveis por replicar todas essas tabelas de nomes de sites para o resto do mundo. Quando um endereço é atualizado, ele é enviado a um dos servidores Raíz e este replica para os demais no resto do mundo.

Agora vamos para a prática, o que isso tem a ver com minha conexão de Internet ? Muito simples, se o servidor de DNS que você está utilizando não é tão rápido para resolver os nomes, ou seja, transformar um www.algumsite.com.br em um endereço IP, sua Internet consequentemente será mais lenta. (Esse não é o único fator de lentidão, mas em grande parte dos casos tem grande influência).

Vamos deixar aqui então alguns dos principais servidores de DNS no Brasil para deixar sua Internet mais rápida:




UOL
200.221.11.101
200.221.11.100

GigaDNS
189.38.95.95
189.38.95.96

Level3
4.2.2.2
4.2.2.4

Google
8.8.8.8
8.8.4.4

OpenDNS
208.67.220.220
208.67.222.222



* Uma dica é utilizar um software fornecido pelo Google chamado Namebench [Download Aqui]. Basta abrir o software e clicar em iniciar o teste. Ao término ele irá avaliar sua conexão e informá-lo qual DNS mais rápido será o mais adequado para você utilizar. Em testes práticos, para clientes da NET Virtua, o mais rápido foi o do UOL.

Se você quiser uma lista completa dos Servidores de DNS do Brasil, um dos locais mais indicados é a lista da Abusar.

Para configurar o DNS no Windows, basta entrar no Painel de Controle, ir ao campo de pesquisa no canto superior direito e pesquisar por ‘conexões’. Você verá algumas conexões, mas somente uma provavelmente estará ativa, normalmente é o ‘Wi-Fi ou ‘Conexão Local’.

Clique sobre esse adaptador com o botão direito / Propriedades / Role a tela e clique 2x sobre Protocolo TCP/IP Versão 4 (TCP/IPv4).

Na próxima tela selecione somente ‘Usar os seguintes endereços de servidor DNS’: E insira um DNS informado na lista acima. Ao término dê OK para confirmar em cada uma das telas e teste sua conexão.

Fonte: Compartilhado de Paschoal Tecnologia

26 May 20:44

Lição de História

by Clara Gomes

26 May 10:50

CENTRO

by Saudades do Rio



Hoje temos esta belíssima foto panorâmica enviada pelo Helio Ribeiro, a quem o “Saudades do Rio” agradece. Esta foto, com uma qualidade baixíssima, foi postada há mais de 10 anos no “Saudades do Rio”. Vale muito a pena vê-la com esta qualidade de hoje e com a possibilidade de apresentá-la em dois detalhes adicionais.
 
Vemos as imediações do Teatro Municipal com o reboque 1467 indo pela Rua Treze de Maio. À esquerda (e na foto mais abaixo, em detalhe) vemos a Igreja Anglicana, que foi levantada pela colônia inglesa do Rio, no século XIX, sendo a primeira deste culto na América do Sul. Lá longe o Convento de Santo Antonio.

A pedra fundamental da capela dos ingleses foi lançada em 1819, na entrada da Rua dos Barbonos (atual Rua Evaristo da Veiga), no pátio da casa que foi do Bispo José Joaquim Justiniano de Mascarenhas Castello Branco.

A construção deste primeiro templo protestante no Rio deve-se, conforme conta Dunlop, à permissão contida no Tratado de Amizade e Comércio, que no art. 12 preceituava:

"Sua Alteza Real o Príncipe Regente de Portugal declara e se obriga no seu próprio nome e no de seus herdeiros e sucessores a que os vassalos de Sua Majestade Britânica, residentes nos seus Territórios e Domínios, não serão perturbados, inquietados, perseguidos ou molestados por causa de sua Religião, mas antes terão perfeita liberdade de consciência e licença para assistirem e celebrarem o serviço divino em honra do Todo Poderoso Deus, quer seja dentro de suas casas particulares, quer nas particulares Igrejas e Capelas que Sua Alteza Real agora e para sempre graciosamente lhes concede a permissão de edificarem e manterem dentro de seus domínios e conquista, contanto que as sobreditas capelas sejam construídas de tal maneira que exteriormente se assemelhem a casas de habitação e também que o uso de sinos não lhes seja permitido".
 
O Gustavo lembra que, no bojo deste acordo, foi construído o Cemitério dos Ingleses na Gamboa. O paradoxo deste acordo é que ainda vigorava a Inquisição em Portugal, que só foi abolida em 1821. Aproibição dos sinos provavelmente foi por pressão dos bispos católicos. Antes da construção do Cemitério dos Ingleses nenhum protestante poderia ter ser corpo enterrado em campo santo.

A capela foi remodelada no final do século XIX segundo planos do arquiteto Jannuzzi.

Na década de 1940 aigreja mudou-se para uma magnífica propriedade na Rua Real Grandeza, em Botafogo, sucumbindo à construção de arranha-céus no Centro.
 
Na foto em detalhe da Rua 13 de Maio podemos observar o reboque 1467 e um carro-pipa aparentemente enguiçado. E o famoso hábito do carioca de caminhar no meio da rua.
 
Segundo o Decourt, esta é a 13 de Maio de Pereira Passos, já com o seu primeiro alargamento. A via ganharia seu PA atual com o Plano Agache que praticamente duplicou a largura da via, à época vital na ligação Zona Sul-Centro pelo sistema de bondes. Vemos também os dois tipos de iluminação usadas na cidade em uma época de transição do sistema, com um poste em estilo NY com uma lâmpada de arco voltáico e um poste em estilo francês de tamanho médio com 3 combustores.
Ao fundo vemos o Teatro Lyrico.
 



 
 
 

26 May 10:50

LAPA

by Saudades do Rio

Mais um fotograma capturado pelo Raul F. de Souza: a fascinante paisagem urbana da velha Lapa, no filme L'Homme de Rio, produção francesa de 1964.
 
Vemos a perspectiva dos Arcos a partir do início da Rua dos Arcos, quase em frente à fachada da Fundição Progresso. Todos estes sobrados foram postos abaixo para dar lugar à grande e desértica praça dos nossos dias.
 
Uma curiosidade: a foto publicada em http://saudadesdoriodoluizd.blogspot.com.br/2017/05/padarias-de-botafogo.htmle que deixou dúvidas como sendo em Botafogo, na verdade era na Lapa e aparece bem em frente ao arco maior: esquina de Evaristo da Veiga com Visconde de Maranguape.

23 May 17:57

Roger Moore

by ThisIsNotPorn

Roger Moore | Rare celebrity photosRoger Moore on the set of A View to a Kill.
Photo by Larry Ellis

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20 May 22:06

Radiação de supernova pode destruir o Planeta?

by noreply@blogger.com (Ronald Sanson Stresser Junior)

Novo estudo revela a distância necessária para uma supernova nos matar


Se você olhasse para o céu cerca de 2 milhões de anos atrás, você teria visto uma estrela morrer em um evento impressionante.

Há muito tempo se discute se essa explosão de supernova teria sido suficientemente próxima para impactar a vida na Terra, e agora os físicos mostraram que, embora provavelmente não teria desencadeado extinções em massa, teria sido um dia muito ruim para os terráqueos.

O estudo também atualiza a distância em que uma supernova pode ser mortal para a vida na Terra – anteriormente se pensava que uma supernova deveria estar a cerca de 25 anos-luz de distância para desencadear extinções em massa, mas o novo artigo sugere que até mesmo uma supernova estando a 50 anos-luz pode ser mortal.

Em 2016, cientistas anunciaram ter descoberto traços do isótopo ferro-60 em sedimentos oceânicos antigos e no solo lunar, confirmando uma série de supernovas que iluminaram o céu entre 3,2 e 1,7 milhões de anos atrás. Essas estimativas aproximam as supernovas em cerca de 100 parsecs, ou cerca de 330 anos-luz de distância, sugerindo que elas teriam sido visíveis durante o dia e eram tão brilhantes quanto a Lua.


Mas desde então, os novos estudos de acompanhamento quase cortaram essa distância pela metade, colocando as estrelas moribundas a cerca de 60 parsecs, ou 195 anos-luz de distância na época.

Supernovas ocorrem quando estrelas maciças ficam sem combustível e colapsam, resultando em uma onda de energia que explode em uma onda de choque de radiação e partículas através do espaço interestelar.

O espaço é muito grande, então o nosso Sistema Solar raramente se aproxima o suficiente de tais eventos estelares impressionantes para que um banho de radiação de alta velocidade seja um problema para a bioquímica delicada na superfície do nosso planeta.

“As pessoas estimaram em 2003 que a distância necessária para uma supernova nos matar era de cerca de 25 anos-luz da Terra”, disse Adrian Melott, pesquisador da Universidade do Kansas. “Agora pensamos que talvez seja um pouco maior do que isso”, concluiu ele.

Melott e seus colegas agora acreditam que uma supernova precisa estar a distância de 40 ou 50 anos-luz de distância para causar algo sério a nós. [ScienceAlert]

Fonte: * Mistérios do Espaço

19 May 23:09

Notificações

by Clara Gomes

19 May 23:09

How To Get Away With Seriados de TV

by Clara Gomes

19 May 21:42

Peter Mayhew

by ThisIsNotPorn

Peter Mayhew | Rare celebrity photosPeter Mayhew as Chewbacca getting his hair combed.

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19 May 12:11

JÓQUEI CLUBE GUANABARA

by Saudades do Rio


Hoje o tema é o Jóquei Clube Guanabara, o último clube turfístico a ser fundado no Rio de Janeiro.  Tendo como mentor o criador Peixoto de Castro, a construção foi conduzida pela Companhia Imobiliária Santa Cruz através das firmas Construtora Montenegro e Genésio Gouvêa.
 
O hipódromo ficava no Jardim Carioca, Ilha do Governador, em terrenos do industrial Valentim Bouças. O projeto foi apoiado por inúmeros turfistas renomados como Nova Monteiro, Gustavo Filadelfo de Azevedo, Milton Lodi, Roberto Seabra, Amilcar de Freitas e outros.
 
Com arquibancadas de características modernistas, similares às de Brasília, foi inaugurado em 6 de agosto de 1961. Era previsto que comportasse na primeira fase 10 mil turfistas e na segunda fase 26 mil. A pista, de corridas tinha 1800 metros. A avenida entre o hipódromo e o Galeão foi duplicada para facilitar o acesso desde a Avenida Brasil.
 
No dia da inauguração houve alguns problemas como na Casa de Apostas, causando atraso em todos os páreos. O restaurante também não funcionou. Mas os jornais consideraram um sucesso a abertura do novo hipódromo. Golf, sob a direção de Luís Rigoni, o “homem do violino”, venceu a Milha Inaugural. Dos 7 páreos, 5 foram vencidos por cavalos paulistas. O primeiro páreo corrido no novo hipódromo, na distância de 1400 metros, foi vencido por Gandala, com A. Bolino.
 
O turfe vivia a plenitude da crise patrocinada pelo esdrúxulo decreto nº 50.578, de Jânio Quadros, que limitava as corridas aos domingos e feriados, além de proibir as apostas em agências fora dos hipódromos e a entrada de menores de 21 anos nas corridas. Consta que este decreto teve por motivação uma vingança do Presidente Jânio Quadros, pois seu pai havia sido recusado como sócio do Jockey Club de São Paulo.
 
Houve também, na época, muita polêmica com o Jockey Club Brasileiro, por conta da possível concorrência. Após muita discussão foi acertado que o da Ilha começaria suas reuniões no final das manhãs, para não haver coincidência de horários.
 
Por uma série de fatores o Jockey Club Guanabara teve vida efêmera e suas instalações foram vendidas e viraram o Estádio Luso-Brasileiro, da Portuguesa. Atualmente, após um período cedido ao Botafogo, o Flamengo fez acordo com a Portuguesa para utilizar o espaço como local de partidas de menor público.
 
Este estádio é conhecido como “dos ventos uivantes” face à intensidade com que sobra o vento no local. É famoso, para os apreciadores de futebol, o gol feito pelo goleiro Ubirajara Alcântara, do Flamengo,  que recebeu o título de “o negro mais bonito do Brasil” em um programa de TV: o gol lhe valeu um recorde mundial, editado no Guiness Book, por ter marcado este gol após uma defesa e repor a bolar em jogo desde a sua área. Foi em 19/09/1970, em jogo contra o Madureira.

19 May 12:10

CASA DO VATICANO

by Saudades do Rio



Em adendo ao "post" de ontem, temos mais três fotos pesquisadas pela prezada Conceição Araújo. Mostra uma reportagem sobre a Casa do Vaticano praticamente em ruínas, em seus últimos tempos, quando abrigava, em condições precárias de higiene e moradia, oito crianças, de seis meses a dez anos, com sua mãe, D. Cecília Guerreiro, e o irmão desta, que não quis identificar-se.
 
O prédio fica na esquina da Djalma Ulrich, mas a entrada é pelo portão dos fundos, que dá para a Rua Aires Saldanha.
 
Está situado no centro de um terreno de 1600 metros quadrados, coberto de entulho e sombreado por duas ou três mangueisas. As portas e janelas estão fechadas, pregadas por tábuas. As paredes, descascadas e sujas.
 
Nos fundos, há três carrocinhas de pipocas, que D. Cecília disse pertencerem a “Pepe, da Santa Casa”, que lhe paga uns trocados para guardá-las. Ela diz que é vigia do prédio, a mando de um “capitão Jorge, da Marinha”, que ela não sabe onde mora nem onde pode ser encontrado.
 
D. Cecília mora numa saleta adaptada, que também faz às vezes de cozinha. Os móveis são velhos, parecendo ter sido recolhidos em depósitos de lixo. Os colchões, colocados em cima de sofás esburacados, estão amarelos de sujos. O chão é de cimento. Por toda parte exala um cheiro ativo de mofo.

19 May 12:10

CASA DO VATICANO

by Saudades do Rio


A primeira foto de hoje, garimpada pelo Augusto no acervo do Arquivo Nacional, é uma raridade. Mostra a famosa “Casa do Vaticano”, na altura do Posto 5, na Avenida Atlântica esquina com Rua Djalma Ulrich.
 
A segunda foto, do início dos anos 70, é do nosso conhecido Gyorgy Szendrodi.
 
O texto a seguir é do Andre Decourt: “A história da casa daria certamente uma ótima história em tons novelescos. Construída nos anos 10 ela fazia parte da segunda geração dos imóveis da Av. Atlântica, não mais uma casa de veraneio, mas longe de ser um dos palacetes ecléticos construídos nos anos finais da década de 10 início da de 20. Era um imóvel praiano, com uma grande varanda e talvez sua única excentricidade fosse uma pequena torreta no outro extremo do imóvel.
 
O terreno era enorme e a casa só ocupava um dos vértices, nos fundos na Rua Aires Saldanha, no outro vértice do terreno havia uma garagem, se não me engano de 3 portas.
 
Sabe-se pouco de quem construiu o imóvel e sobre seus primeiros proprietários, mas foi nos anos 30 que a história que deixou a casa famosa começou a ser construída: ela foi comprada pelo Conde Innodare, com a sua morte a casa foi passada a sua esposa, que doou em testamento o imóvel ao Vaticano, visto que os herdeiros italianos não mostravam muito interesse.
 
Só que a velha condessa era cuidada por uma enfermeira, eslava, polonesa certamente, de nome Estephania Paskovitej. Além da casa da Av. Atlântica os velhos condes eram proprietários de vários outros imóveis, apartamentos e lojas. E, surpreendentemente, no final dos anos 60 a velha condessa transformou em sua herdeira única a sua cuidadora, à revelia dos parentes italianos e acho que até mesmo do Papa.
 
Com o falecimento em 1973 da Condessa Innodare a Sra. Estephania, tomou posse do imóvel e então começou uma guerra judicial que até a demolição da casa, já com a boate Help funcionando ali, para a construção do novo prédio do Museu da Imagem e do Som, não havia sido terminada, como bem dissecou o ex-prefeito Cesar Maia, em seu ex-blog. Por conta disto o dinheiro da expropriação do imóvel  foi depositado em juízo. A briga judicial se arrastava nos corredores do STF e o andamento do processo no TJ-RJ mostrava várias reviravoltas jurídicas
 
Certamente por esta briga a casa foi abandonada e foi se arruinando durante todos os anos 70 e início dos 80, mesmo com o muro sendo levantado, portões sendo lacrados, mas a  casa  ficava sem vigilância,  algo impensado hoje, foi depredada e depois ocupada por mendigos, que provocaram alguns incêndios destruindo telhado e no final boa parte das paredes internas, que desabaram.
 
Por volta de 1982 agaragem também se incendiou, junto com parte do mato que tomava conta do jardim e foi demolida, pois ameaçava desabar.
 
Em 1983/84 a casa foi alugada por um grupo de empresários espanhóis, Chico Recarey incluso, para fazerem um grande complexo, usando os jardins para a construção de uma grande discoteca e estacionamento subterrâneo e usando as ruínas da casa para dois restaurantes, um informal no nível da Av. Atlântica e um sofisticado na parte superior.
 
Possivelmente pela a briga judicial, que envolvia a igreja, os descendentes italianos e a cuidadora, a casa não pôde ser demolida e foi envolta pela nova construção.”
 
Hoje, neste local, se arrasta a construção da nova sede do MIS – Museu da Imagem e do Som. Além da Help também funcionaram neste terreno o Sobre as Ondas e o Terraço Atlântico.
 
PS: o “link” para o blog do Cesar Maia é http://diariodorio.com/boate-help-uma-novela/
 
PS2: até recentemente, na Itália, os filhos só tinham o sobrenome do pai. Salvo engano, podiam apenas, informalmente para melhor identificação, colocar ao final o sobrenome da mãe da seguinte forma, por exemplo:
Pai – Giuseppe Renzi.
Filho Gabrielle Renzi.
Se a mãe tivesse um sobrenome como Avellini o filho poderia se identificar como Gabrielle Renzi, in Avellini.
Se o Gustavo aparecer por aqui poderá esclarecer se é isto mesmo.
 
 

16 May 10:18

Gillian Anderson

by ThisIsNotPorn

Gillian Anderson | Rare celebrity photosGillian Anderson getting her hair done on the set of The X-Files.
Photo by Acey Harper

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15 May 21:31

Important lessons from the first NSA-powered ransomware cyberattack

by Andy Yen

Last Friday, a weaponized version of a NSA exploit was used to infect over three hundred thousand computers in over 150 countries with the WannaCry ransomware.

In addition to government ministries and transportation infrastructure, the British National Health Service (NHS) was crippled, disrupting treatment and care for thousands of patients, and putting countless lives at risk. The indiscriminate use of a NSA authored weapon on the general public is terrifying, and only made worse by the fact that the NSA could have largely prevented the attack. Instead, because the NSA stood by and did nothing, we have ended up in the scary world where American cyberweapons are being used to potentially kill British citizens in their hospital beds.

What went wrong?

The WannaCry infection that caused global chaos on Friday relied upon a Windows exploit called EternalBlue which was originally written by the NSA. Instead of responsibly disclosing the vulnerability when it was discovered, the NSA instead weaponized it and sought to keep it secret, believing that this weapon could be safely kept hidden.

Predictably, this was not the case, and in August 2016, the NSA was itself compromised, and their entire arsenal of illicit cyberweapons stolen. It’s rather ironic that the world’s largest surveillance agency believed that they would never be compromised.

It has become abundantly clear over the past decade that the notion of keeping attackers out forever is fundamentally flawed. Compromises are not a matter of if, but a matter of when (in fact, this is why we designed ProtonMail to be the first email service that can protect data even in the event of a compromise). If there’s anybody that should know this, it should be the NSA.

 

NHS trust ransomware wannacry
Hospitals across the UK suffered major IT malfunctions as a result of the ransomware cyberattack.

It gets even worse

It’s clear that in weaponizing a vulnerability instead of responsibly disclosing it (so hospitals and transportation infrastructure can be protected), the NSA made a critical error in judgment that put millions of people at risk. However, one would think that after learning 10 months ago that their entire cyberweapon arsenal had been stolen and was now out “in the wild”, the NSA would have immediately taken action and responsibly disclosed the vulnerabilities so systems around the world could be patched.

Unfortunately, there is no indication that they did so. If we read carefully the statement from Microsoft today, it appears the NSA deliberately withheld the information that would have allowed critical civilian infrastructure like hospitals to be protected. In our view, this is unforgiveable and beyond irresponsible.

Instead, the Windows engineering team was left to work by themselves to find the vulnerabilities, which they finally did in March 2017, 8 months after the NSA learned the exploits had been stolen. More critically, Microsoft only managed to patch the vulnerabilities 2 months before last Friday’s attacks, which is not nearly enough time for all enterprise machines to be updated.

 

wannacry ransomware infection map
Nearly 400’000 computer systems around the world have been infected.

What is the bigger impact?

We think that US Congressman Ted Lieu is spot on when he wrote on Friday: “Today’s worldwide ransomware attack shows what can happen when the NSA or CIA write malware instead of disclosing the vulnerability to the software manufacturer.”

Friday’s attack is a clear demonstration of the damage that just a SINGLE exploit can do. If we have learned anything from the NSA hack, and the more recent CIA Vault7 leaks, it’s that potentially hundreds of additional exploits exist, many targeting other platforms, not just Microsoft Windows. Furthermore, many of these are probably already out “in the wild” and available to cybercriminals.

At this point, the NSA and CIA have a moral obligation to responsibly disclose all additional vulnerabilities. We would say that this goes beyond just a moral obligation. When your own cyber weapons are used against your own country, there is a duty to protect and defend, and responsible disclosure is now the only way forward.

Lessons Learned

Anybody working in online security will tell you that protecting against the bad guys is hard enough. The last thing we need is for the supposed “good guys” to be wreaking havoc. An undisclosed vulnerability is effectively a “back door” into supposedly secure computing environments, and as Friday’s attack aptly demonstrates, there is no such thing as a back door that only lets the good guys in.

This is the same fundamental issue that makes calls for encryption backdoors counterproductive and irresponsible. Despite repeated warnings from security industry experts, government officials in both the US and the UK have repeatedly called for encryption backdoors, which could grant special access into end-to-end encrypted systems like ProtonMail.

However, Friday’s attacks clearly demonstrate that when it comes to security, there can be no middle ground. You either have security, or you don’t, and systems with backdoors in them are just fundamentally insecure. For this reason, we are unwilling to compromise on our position of no encryption backdoors, and we will continue to make our cryptography open source and auditable to ensure that there are no intentional or unintentional backdoors.

We firmly believe this is the only way forward in a world where cyberattacks are becoming increasingly common and more and more damaging, both economically and as a threat to democracy itself.

Best Regards,
The ProtonMail Team

 

If you would like to support the work that the ProtonMail project is doing, you can upgrade to a paid plan or donate. Thank you for your support!

You can also get a free secure email account from ProtonMail here.

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13 May 09:31

Bella the Miniature Dachshund

by Dogs

This is Bella, a 2-year-old female Miniature Dachshund from Portsmouth, Ohio.  Bella was about 8 months old in these photos. She is very energetic and loves to play. This night she found a sock, and played so hard she passed out with it under her paw. Soon after this night,  we bought her a new mini weiner dog puppy to play with named Marley. Now we have 2 weiner dogs playing constantly. Even though they have 2 different personalities, they are best friends, best enemies, and they are fun to watch. Photo sent by Teri.
 

11 May 11:35

ÔNIBUS ELÉTRICO

by Saudades do Rio

Em 1957, durante a gestão do Prefeito Negrão de Lima, foi autorizada a instalação da rede aérea e de subestações para o fornecimento de energia elétrica, além de permitida a compra de uma frota de 200 veículos importados da Itália, chegados ao Brasil apenas em 1962. Destes, um caiu na Baía da Guanabara na hora do desembarque. Consta que o modelo importado já era obsoleto, impróprio para nossas ruas e, pior, de difícil manutenção, pois dava muito defeito e não tínhamos peças de reposição.
 
Apesar de, em 1958, o Prefeito Sá Freire Alvim ter autorizado a instalação de diversas linhas, somente em setembro de 1962 foi inaugurado, experimentalmente, com 35 veículos, o tráfego em quatro trajetos: Erasmo Braga-Rui Barbosa, Erasmo Braga-Urca, Erasmo Braga-Leme e Erasmo Braga-Serzedelo Correia.
 
O primeiro trólebus a trafegar, repetiu o mesmo percurso inaugural dos bondes elétricos, 70 anos antes.
 
Em 1962 foi criada a CTC-Companhia de Transportes Coletivos, de economia mista, para operar o serviço. Em 1967 os trólebus deixaram de circular na Zona Sul e no Centro, sendo transferidos para a Zona Norte. Oficialmente este serviço terminou em abril de 1971.
 
Os ônibus elétricos foram um salto de qualidade no transporte da época. Eram padronizados, novos e só trafegavam com as portas fechadas, parando somente nos pontos - uma raridade na época, onde os demais ônibus e lotações paravam em qualquer lugar e pareciam cair aos pedaços. O motorista e o cobrador trabalhavam uniformizados, com camisa de manga comprida e gravata. Poucos anos depois  começaram a ter problemas nos freios, que emitiam um ruído alto ao serem acionados. E os "chifres" a toda hora saíam do lugar, causando atrasos e engarrafamentos. Foi o começo do fim. Acabaram com os bondes e não conseguiram que os trólebus os substituíssem a contento.
 
Tirar os bondes das ruas do Rio foi antes de mais nada um ato político de Carlos Lacerda. Se eles realmente atravancavam as ruas do Centro e Zona Sul, por sua vez ainda prestavam ótimos serviços na Zona Norte e subúrbios. Dizem que o Lacerda mandou reunir todos os vículos na Ponta do Cajú, mandou jogar querozese e tacou fogo em tudo. Uma meia dúzia de bondes foram vendidos aos Estados Unidos, onde lá são tratados como verdadeiras jóias nos museus deles.