This is Seamus, a 1-year-old male Labrador Retriever from Manchester. Photo sent by Josie Williamson.
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A leitura e o mundo novo
O mundo mudou.
Anos 80: “não leio porque não tenho instrução, a vida não me permitiu isso”
Anos 10: “não gosto de ler, acho uma perda de tempo. A nao ser que prenda muuuito minha atenção”
São dois modelos civilizatórios, dois sistemas de exclusão, dois regimes tecnológicos, dois tipos de luta diversos. A leitura como o perigo de produzir um mundo novo; a leitura porque não importa, não produz mais nada.
Arquivado em:brasil, educação, faroeste caboclo, filosofia, historia do esquecimento, midia, midia e politica, near and far, nomadologias, nomadologiaz, trabalho
Artesanias: fazendo um carro custom do Coisa, do Quarteto Fantástico
Originalmente, "trabalhar" significava “ser torturado”
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| O tripalium |
Fonte: compartilhado de http://www.dicionarioetimologico.com.br/trabalho/
2008 ad campaign for reggae night at a Brazilian bar
"Reggae is really thrilling. Look at the bloodshot eyes of listeners."
"A reggae show is just like a soccer match. If you make a goal, you take a toke."
"Surfers love reggae. Must be the particular aroma."
All illustrations are by Marcel Andreaza.
Found at Advertising Is Good For You
George Lucas and Frank Oz
George Lucas in Yoda’s hut with a Yoda puppet controlled by Frank Oz.
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AUTOESTRADA LAGOA-BARRA
AVENIDA ATLÂNTICA
GALERIES LAFAYETTE
Os slogans
RIDER
Os slogans
David Bowie, Shari Weiser and Jim Henson
David Bowie, Shari Weiser and Jim Henson on the set of Labyrinth.
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Antigamente que era bom, né?
São Paulo nos anos 40 e 50 era uma cidade bem mais humana, organizada e acolhedora do que hoje, certo? Tudo funcionava melhor, a cidade era gentil e as pessoas viviam mais felizes.
Essa é a imagem ingênua que muita gente tem, construída com altas doses de romantização e saudosismo, e o próprio nome deste blog brinca um pouco com ela. Mas não é preciso ir longe para desmontá-la. A São Paulo do passado nunca foi assim, e ninguém melhor para nos mostrar isso do que quem sofreu nela.
Como por exemplo o Paco, imigrante espanhol que estava por aqui em 1950. No relato que ele manda ao irmão, fica claro que a cidade em que ele vive é esta mesma que a gente conhece hoje:
“Sao Paulo 31 julio 1950
Querido hermano Miguel: En sustitución de una carta que te debo y que mañana a lo más tardar te mandaré, remito esta vista de lo que se llama “la ciudade”, el cogollito de Sao Paulo. Apreciarás una semejanza con el centro de las populosas aglomeraciones norteamericanas. La mayoría de sus edificios están destinados a fines comerciales y en cambio las viviendas se desparraman en todas direcciones sin que importe la distancia, en casas de una sola planta, en su mayoría.
El exagerado perímetro de la ciudad ocasiona la esclavitud de sus habitantes. Los hace pigmeos. Hoy mismo estamos trabajando en un barrio distante de nuestra morada 10 o 15 Kms. No te extrañe pues que tengamos que salir de casa con hora y media de anticipación para estar en el trabajo a las 7.
Así que después de la jornada y el regreso ceno y no tengo ganas ni humor para escribir ni siquiera unas letras. Se agota uno demasiado y menos mal que no me falta salud y apetito.
Aquel sosiego de Valencia vale muchísimo. Hazte cargo de que ahora son las 5 de la mañana. Anoche me fui a la cama a las 9. Cambio absoluto en mi modo de vivir, ¿no es cierto? Esta fabulosa dispersión, la mezcolanza de razas, los sucesos e incidentes sangrientos diarios que aunque propios de una capital heterogénea por sus habitantes, son exacerbados por el poco control que la policía ejerce, ocasiona que la ciudad en sí adolezca de tristeza y sea a partir de las 8 de la noche una cosa sin vida.
Bueno Miguel, ve coleccionando “fotos” de esta moderna Babilonia y hasta mañana pues. Recibe el cariño de tu hermano Paco. Besos a la abuela.”
(São Paulo, 31 de julho de 1950
Querido irmão Miguel: Em substituição a uma carta que te devo e que amanhã ao mais tardar mandarei, remeto esta vista do que se chama “a ciudade” (sic), o coração de São Paulo. Você apreciará uma semelhança com o centro das populosas aglomerações norte-americanas. A maioria dos seus edifícios está destinada a fins comerciais, enquanto as moradias se esparramam em todas as direções, não importa a distância, em casas de um só andar na sua maioria.
O exagerado perímetro da cidade ocasiona a escravidão de seus habitantes. Os faz pigmeus. Hoje mesmo estamos trabalhando em um bairro distante de nossa morada uns 10 ou 15 quilômetros. Não estranhe, pois, que tenhamos que sair de casa com uma hora e meia de antecedência para estar no trabalho às 7.
Assim, depois da jornada e do regresso, não tenho vontade nem humor para escrever sequer umas letras. A gente se cansa demais, e menos mal que não me falta saúde nem apetite.
Aquele sossego de Valência vale muitíssimo. Saiba que agora são 5 da manhã, e ontem à noite fui dormir às 9. Mudança absoluta no meu modo de viver, não é? Essa fabulosa dispersão, a miscelânea de raças, os acontecimentos e incidentes sangrentos diários que, embora próprios de uma capital heterogênea por seus habitantes, são exacerbados pelo pouco controle que a polícia exerce, fazem com que a cidade em si adoeça de tristeza e seja, a partir das 8 da noite, uma coisa sem vida.
Bom, Miguel, vá colecionando “fotos” desta moderna Babilônia, e até amanhã. Receba o carinho de seu irmão Paco. Beijos à vovó.”
Paco tinha avó, portanto devia ser bastante jovem em 1950. Quem sabe, então, ele ainda esteja por aqui. Seria ótimo se ele pudesse nos contar se, para ele, a cidade piorou tanto como a gente pensa. Ao contrário, deve ter melhorado.
Ozzy Osbourne wants to hide your eggs
I have no context for this photo of Ozzy Osbourne dressed as the Easter Bunny. The internet was of no help.
I've scoured the image for some sort of hidden image or message, but I couldn't find any.
Apparently, Ozzy's just messing with us.
Via Joanne Casey
Deutsche Schulle
São Paulo gosta tanto de demolir seus prédios antigos, que ao ver fotos como esta a gente vai logo supondo que eles não existem mais. Mas nem sempre isso é verdade.
Este cartão postal, por exemplo, é da primeira metade do século passado. A legenda hoje soa estranha: trata-se da Escola Allemã (Deutsche Schulle), na rua Olinda.
De lá pra cá, quase tudo mudou ali. A Escola Allemã não existe mais com esse nome (virou Colégio Visconde de Porto Seguro), e não funciona mais nessa rua. A própria rua também não é a mesma: foi desfigurada em 1970 pela construção do complexo minhocão-Roosevelt e nunca mais se recuperou. Nem mesmo o nome ela manteve, rebatizada de João Guimarães Rosa.
Em meio a tanta mudança, só ficaram mesmo os dois prédios para contar a história. Eles são a única coisa do cartão que ainda pode ser reconhecida, como se vê na foto atual, do Google.
CBS proíbe Frota Estelar de se chamar Frota Estelar
O fã-clube Frota Estelar Brasil retomou suas atividades depois de um hiato de 13 anos e realizou uma convenção em São Paulo no último sábado (08), para o delírio dos fãs (um relato completo será publicado no Trek Brasilis em breve). Mas uma notícia surpreendente foi divulgada ao final do evento: a CBS, detentora dos direitos sobre Star Trek, entrou em contato com o grupo e vetou o uso do nome “Frota Estelar” a partir de agora.
As notícias da realização do evento chegaram aos ouvidos da empresa nos EUA, que finalmente “descobriu” que Frota Estelar é uma tradução livre de “Starfleet”, uma marca registrada ligada à propriedade intelectual de Star Trek. De forma curta e grossa, comunicaram que tudo bem o nome ser usado neste evento, uma última vez, mas a partir dele, não mais.
A Frota Estelar Brasil se chama Frota Estelar Brasil desde sua fundação, em 1989. Na época, segundo Luiz Navarro, presidente do clube, havia um acordo de cavalheiros entre eles e a Paramount Pictures para o uso do nome. Só que agora a empresa que detém os direitos sobre Star Trek é outra. Desde a cisão da Viacom e da CBS, em 2006, a primeira, com a Paramount, ficou com uma licença para produzir filmes da franquia, e a propriedade intelectual passou à CBS, que absorveu o lado televisivo do estúdio. Como a Frota permaneceu “dormente” durante todo esse período, nunca chegou a chamar a atenção dos executivos da CBS, até agora.
A empresa tem promovido uma “caça às bruxas” para proteger seus direitos sobre a marca desde o ano passado, quando iniciou um processo judicial contra o filme de fã “Axanar”. O processo terminou em acordo, mas com a imposição de regras que basicamente estrangulam a criatividade dos produtores amadores desejosos de criar novas obras audiovisuais no universo criado por Gene Roddenberry. Não chega a ser surpreendente, portanto, que a empresa faça também movimentos no mercado internacional para desestimular o uso de sua propriedade intelectual.
Contudo, ninguém precisa temer que a retomada da Frota seja também o seu fim: na convenção, Navarro anunciou que o grupo meramente trocaria de nome. No momento, o título de trabalho da “nova Frota” é “Starcon” — já refletido nos perfis das redes sociais que antes pertenciam à Frota –, mas ele ainda pode mudar. E o clube pretende realizar uma nova convenção ainda neste ano.
O Trek Brasilis deseja todo sucesso do mundo à Starcon e lamenta a decisão míope e unilateral da CBS neste caso.
Hannah Arendt, Trump, populismo e totalitarismo
Por que se recorre a Hannah Arendt para explicar Trump
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Hannah Arendt (1906-1975): uma das primeiras a analisar como o totalitarismo pôde se desenvolver no início do século 20
- Wissenschaft des Judentums (Leo Baeck Institute) -
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"Arendt acreditava que um dos elementos centrais do totalitarismo é que ele é baseado num movimento (...) e Trump afirmou explicitamente que seria o porta-voz de um movimento. Essa é uma posição muito perigosa para um político."
"Num mundo incompreensível e sempre em mutação, as massas chegariam a um ponto em que, ao mesmo tempo, acreditariam em tudo e nada, pensariam que tudo seria possível e nada seria verdade."
"Pode-se fazer com que as pessoas acreditem em determinado dia nas mais fantásticas declarações, e esperar que, no dia seguinte, elas se refugiem no cinismo ao receber provas irrefutáveis da falsidade dessas afirmações; em vez de abandonar os líderes que mentiram para elas, as pessoas iriam clamar que sabiam o tempo todo que a declaração era uma mentira e admirariam os líderes por sua esperteza tática superior."
"Se todo mundo sempre mentir para você, a consequência não é que você vai acreditar em mentiras, mas sobretudo que ninguém passe a acreditar mais em nada."
"Irreflexão – a imprudência negligente ou desesperançada confusão ou repetição complacente de 'verdades' que se tornaram triviais e vãs – parece ser uma das características mais notáveis de nosso tempo."
"Ninguém tem o direito de obedecer."
Fonte: http://www.dw.com/pt-br/por-que-se-recorre-a-hannah-arendt-para-explicar-trump/a-37399657
Você também pode se interessar em ler:
ORIGENS DO TOTALITARISMO
ANTISSEMITISMO, IMPERIALISMO, TOTALITARISMO.
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Aproveite e também inclua este clássico à sua biblioteca:
"1984" de George Orwell
TRADUÇÃO: HELOISA JAHN
MARCEL GAUTHEROT
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Nesta foto da Avenida Presidente Vargas vemos o trecho entre a Candelária e a Rua Uruguaiana. Parte da Presidente Vargas ainda funcionava como estacionamento e ainda havia espaços sem arranha-céus.
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LARGO DA CARIOCA
CAMPO GRANDE
FENDER
LAGOA
COPACABANA PALACE
David Prowse and Irvin Kershner
David Prowse, in half of his Darth Vader costume, with Irvin Kershner on the set of The Empire Strikes Back.
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Peter Sellers, Stanley Kubrick and James Mason
Peter Sellers, Stanley Kubrick and James Mason playing ping pong on the set of Lolita.
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A ditadura perfeita terá as aparências da democracia e os escravos terão amor à sua escravidão
Admirável mundo novo: até quando uma ficção?
Admirável Mundo Novo, escrito por Aldous Huxley em 1932, é um deles. Suas mensagens mantém-se atuais, assim como outros clássicos de autores contemporâneos, como 1984, A Revolta de Atlas e A Revolução dos Bichos.
“A ditadura perfeita terá as aparências da democracia, uma prisão sem muros na qual os prisioneiros não sonharão sequer com a fuga. Um sistema de escravatura onde, graças ao consumo e ao divertimento, os escravos terão amor à sua escravidão.” – Aldous Huxley



























































































