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13 May 09:31

Seamus the Labrador Retriever

by Dogs

This is Seamus, a 1-year-old male Labrador Retriever from Manchester. Photo sent by Josie Williamson. 

10 May 16:26

A leitura e o mundo novo

by catatau

O mundo mudou.

Anos 80: “não leio porque não tenho instrução, a vida não me permitiu isso”

Anos 10: “não gosto de ler, acho uma perda de tempo. A nao ser que prenda muuuito minha atenção”

São dois modelos civilizatórios, dois sistemas de exclusão, dois regimes tecnológicos, dois tipos de luta diversos. A leitura como o perigo de produzir um mundo novo; a leitura porque não importa, não produz mais nada.


Arquivado em:brasil, educação, faroeste caboclo, filosofia, historia do esquecimento, midia, midia e politica, near and far, nomadologias, nomadologiaz, trabalho
08 May 16:21

Artesanias: fazendo um carro custom do Coisa, do Quarteto Fantástico

by Edgar Borges


Faz uns dois meses que fechei esse projeto, mas só agora me toquei de publicar o resultado. Pensei em fazer um vídeo com todas as fotos, mas como não tenho os programas básicos de edição e não rolou fazer a montagem no sistema do YouTube, vamos direto aqui falar de meu carrinho 1:64 custom do Coisa, o homem de pedra do Quarteto Fantástico.

A ideia nasceu há uns dois anos, depois que tentei enferrujar esse Hummer da marca Maisto mergulhando-o em água com muito sal. Não deu certo e guardei a miniatura enquanto não decidia o que fazer. Um dia, bati o olho no meu Coisa Marvel Select e achei que seria uma boa fazer-lhe um carrinho.




Primeiro passo foi desmontá-lo (na verdade, verifiquei depois que não precisava ter feito isto. Com cuidado dá para fazer o custom sem esta etapa.)













Segundo passo: criar as rochas com massa durepox. Duas anedotas aqui: nunca havia mexido com massa durepox e tive que apelar para os tutorais do YouTube para não arriscar fazer a mistura errada. A outra : como estava segurando o carrinho na mão enquanto botava as bolinhas/rochinhas, um dos lados ficou meio amassado. Tive que fazer as marcas das separações depois.










Terceiro passo: Depois de passar um primer nas rochas de durepox, pintei a base com tinta PVA preto fosco.










Na sequência passei o laranja usando a técnica do Paint Brush, ou seja, bem de levinho... Percebam que ficou bem forte e definida a diferença de cores que marcam a rachadura das pedras.










Antes de montar, decidi passar um verniz e garantir a proteção da pintura. Já percebi que o verniz escurece uns 30% as pinturas. É o preço da segurança da cor não ir embora no primeiro manuseio. No final, ficou esse Hummer custom car d’O Coisa, que já foi para a estante, impor respeito aos carrinhos de carroceria mais leve.
























07 May 13:14

Originalmente, "trabalhar" significava “ser torturado”

by noreply@blogger.com (Ronald Sanson Stresser Junior)
Origem da palavra trabalho


O tripalium
A palavra trabalho vem do latim tripalium, termo formado pela junção dos elementos tri, que significa “três”, e palum, que quer dizer “madeira”.

Tripalium era o nome de um instrumento de tortura constituído de três estacas de madeira bastante afiadas e que era comum em tempos remotos na região europeia.

Desse modo, originalmente, "trabalhar" significava “ser torturado”.

No sentido original, os escravos e os pobres que não podiam pagar os impostos eram os que sofriam as torturas no tripalium. Assim, quem "trabalhava", naquele tempo, eram as pessoas destituídas de posses.


A idéia de trabalhar como ser torturado passou a dar entendimento não só ao fato de tortura em si, mas também, por extensão, às atividades físicas produtivas realizadas pelos trabalhadores em geral: camponeses, artesãos, agricultores, pedreiros etc.

A partir do latim, o termo passou para o francês travailler, que significa “sentir dor” ou “sofrer”. Com o passar do tempo, o sentido da palavra passou a significar “fazer uma atividade exaustiva” ou “fazer uma atividade difícil, dura”.

Só no século XIV começou a ter o sentido genérico que hoje lhe atribuímos, qual seja, o de "aplicação das forças e faculdades (talentos, habilidades) humanas para alcançar um determinado fim".

Com a especialização das atividades humanas, imposta pela evolução cultural (especialmente a Revolução Industrial) da humanidade, a palavra trabalho tem hoje uma série de diferentes significados, de tal modo que o verbete, no Dicionário do "Aurélio", lhe dedica vinte acepções básicas e diversas expressões idiomáticas.

Fonte: compartilhado de http://www.dicionarioetimologico.com.br/trabalho/
07 May 10:34

2008 ad campaign for reggae night at a Brazilian bar

by Paula Zargaj-Reynolds

"Reggae is really thrilling. Look at the bloodshot eyes of listeners."

Africantribute


"A reggae show is just like a soccer match. If you make a goal, you take a toke
."

Africantribute1


"Surfers love reggae. Must be the particular aroma
."

Africantribute3

 

All illustrations are by Marcel Andreaza.

 

Found at Advertising Is Good For You

07 May 10:34

Creepy old illustration

by Paula Zargaj-Reynolds

1971 ad for Marantz stereos.

202c970886b484661bef1e9cd8953199

 

Found at Etsy

05 May 22:10

George Lucas and Frank Oz

by ThisIsNotPorn

George Lucas and Frank Oz | Rare celebrity photosGeorge Lucas in Yoda’s hut with a Yoda puppet controlled by Frank Oz.

The post George Lucas and Frank Oz appeared first on This Is Not Porn.

28 Apr 21:15

1980s technology

by Paula Zargaj-Reynolds

Walkman:

874ea342a42cbfc0d77592b8ab94a491

Trimline telephone:

Ed363ac3f7d1c85d244958bde4d50519

Atari games:

Eb0664f015b46389ed6f0f6c39e583dc

Panasonic boombox:

B9a9cd8cc0a8da23208d8c740864df01

Sony Betamax:

081b384ca55eb8caa0659e4f0f69347a

28 Apr 10:23

AUTOESTRADA LAGOA-BARRA

by Saudades do Rio


As duas fotos de hoje referem-se à construção da Autoestrada Lagoa-Barra. São do início da década de 80.
 
Um módulo do Conjunto Habitacional São Vicente (Minhocão) foi demolido para passagem das pistas. Alguns advogam que não houve prejuízos para os moradores daquela ala, pois foram transferidos para três novos blocos de apartamentos, construídos nos fundos do Conjunto São Vicente, com vista para a Lagoa Rodrigo de Freitas e toda a orla marítima do Leblon e Ipanema, sendo inclusive os imóveis acrescidos de mais um quarto.
 
O prezado Andre Decourt fez um extenso "post" sobre este assunto, que reproduzo parcialmente aqui.
 
"A PUC, certamente ajudada pela igreja Católica e vários de seus ex-alunos que ocupavam altos postos em nossa sociedade, fez forte "lobby" para o traçado da via se desviar do campus. Ficaram então as duas alternativas, a de número 2 seria a melhor, mas a mais cara e demorada. Resolveu-se, então, fazer a de número 1, a que temos hoje, verdadeiro absurdo, primeiro pela forte rampa, pois a diferença entre as cotas da Gávea e a boca do túnel Zuzu Angel é enorme. Esta rampa, no sentido Lagoa-Barra, provoca lentidão, pois veículos pesados ou de pouca potência têm grande dificuldade de galgá-la, fazendo-o em baixa velocidade e atravancando o trânsito. Já no sentido oposto a grande inclinação dá aos veículos forte aceleração, sendo a causa de tantos acidentes, muitos com mortes naquele trecho.
 
Para a construção o então Governo do Estado do Rio de Janeiro fez uma permuta com a PUC onde 41 mil metros quadrados de encosta não edificantes, foram trocados por uma área plana de 21 mil metros quadrados, juntinho da Marques de São Vicente, área esta da já renomeada CEHAB, terra esta do antigo Departamento de Habitação do Distrito Federal e destinado a parte do conjunto do Parque Proletário da Gávea. Foi imposta a condição de construção de salas de aula, mas o que vimos por muitos anos foi um grande estacionamento.
 
Mas o pior de tudo foi cortar um prédio residencial com uma das vias mais movimentadas de nossa cidade: 48 apartamentos deveriam ser demolidos, ou seja, um bloco inteiro do prédio. Mas a boa estrutura e a criatividade dos engenheiros do DER-RJ, grande parte oriunda da equipe de elite feita na época da Guanabara, descobriram um meio de demolir as lajes dos pavimentos inferiores sem derrubar o resto do “módulo”, sendo então perdidos “apenas” 21 apartamentos.
 
 Para se evitar o barulho deveriam ser construídos 2 túneis acústicos, mas só um deles foi executado, protegendo a PUC. Já os moradores do edifício ficaram expostos ao barulho, o que foi um dos maiores absurdos urbanos de nossa cidade."

28 Apr 10:21

AVENIDA ATLÂNTICA

by Saudades do Rio





O “post” de hoje tem origem num e-mail enviado pelo prezado Maximiliano Zierer, a quem o “Saudades do Rio” agradece. Ele enviou a primeira foto, que foi publicada no FB Copacabana Demolida, numa contribuição de Celso Frederico Lago.

O endereço é Av. Atlântica 2600 e a foto, dos anos 70, aparece num anúncio da VEPLAN. Ali constava que “a VEPLAN, preocupada em preservar o estilo arquitetônico inspirado na expressão marajoara e harmonizá-lo ao conforto das novas instalações, durante 6 meses a VEPLAN se dedicou a um minucioso trabalho de restauração de todas as dependências da casa.”

 Esta casa foi construída em 1935, tem fundos para a Rua Domingos Ferreira e fica entre as ruas Santa Clara e Figueiredo de Magalhães. Foi construída pelo português Antonio Dias Garcia, que lá residiu até a década de 70. Foi substituída pelo gigantesco hotel Marriot, de gosto duvidoso.

Os antigos moradores de Copacabana conheciam a casa como a “Casa dos Bichos”, pela variedade de aves e pequenos animais que ficavam pelos jardins. A terceira foto, da LIFE, mostra isto quando da passagem da equipe de Walt Disney pelo Rio de Janeiro.
 

27 Apr 12:23

GALERIES LAFAYETTE

by Mundo das Marcas

O verdadeiro espírito francês de viver, da elegância e do bom gosto. Assim pode ser definida a centenária rede de lojas de departamento GALERIES LAFAYETTE, uma verdadeira instituição francesa e principalmente da cidade de Paris. Suas lojas oferecem tudo o que o dinheiro pode comprar em termos de moda e novidades. Hoje, é uma marca de notoriedade mundial, sinônimo de estilo parisiense e de elegância à francesa. 

A história 
Tudo começou em 1894 quando dois primos da região da Alsácia, Théophile Bader e Alphonse Kahn, decidiram abrir uma modesta loja em um pequeno armarinho de apenas 70 m², localizado na esquina da rue La Fayette com a rue de la Chaussée d’Antin. Devido à localização e à configuração da loja, que vendia fitas, rendas, chapéus e outros pequenos acessórios de moda, cuja circulação se dava ao longo das seções, surgiu o nome “Aux Galeries Lafayette”. Com isso, um novo conceito de compras encorajava os clientes a caminhar ao longo das suas seções. Se a aposta era audaciosa, a localização era ideal: a loja se beneficiou da proximidade da Ópera Garnier e das grandes avenidas da região. A partir da vizinha estação Saint Lazare chegava todos os dias uma multidão de parisienses e pessoas do interior, atraídas pelo comércio. Pouco depois, em 1896, a empresa adquiriu o imóvel inteiro da rue La Fayette número 1, e, a seguir, em 1903, os imóveis do Boulevard Haussmann nos números 38, 40 e 42, bem como o da rue de la Chaussée d’Antin número 15. Os anos iniciais do negócio foram caracterizados pela “estratégia da pedra”, que acabou criando um importante quadrilátero imobiliário, unificado por uma arquitetura adaptada às necessidades do comércio.


Théophile Bader encomendou as primeiras reformas significativas no Boulevard Haussmann, concluídas em 1907, ao arquiteto Georges Chedanne. Porém, foi de fato em 1912, através dos esforços de seu pupilo Ferdinand Chanut, que a loja adquiriu sua nova dimensão. Inaugurada oficialmente no dia 8 de outubro de 1912, a loja principal da GALERIES LAFAYETTE ganhou naquela época a sua imagem mais espetacular. Théophile sonhava com um “empório de luxo”, em que a abundância e a sofisticação das mercadorias atraíssem a atenção dos clientes. Uma luz dourada, difundida pela cúpula, inundaria a grande galeria e faria brilhar as mercadorias. A aposta deu certo. Ferdinand Chanut convocou os principais artistas da École de Nancy para decorar este monumento que marcou a Paris Art Nouveau. O corrimão da escadaria monumental, inspirada na Ópera de Paris, foi projetado por Louis Majorelle, que também assinou os ornamentos em ferro das sacadas. A cúpula, que se erguia a 43 metros de altura, se tornou o símbolo da GALERIES LAFAYETTE. A área de vendas foi duplicada, mas a inovação não parou por aí. Às 96 seções existentes, acrescentaram-se espaços não comerciais como um salão de chá, uma sala de leitura e uma área para fumantes. Devido ao impulso das lojas de departamento, as compras se tornaram uma atividade de lazer. Na cobertura do edifício, o terraço oferecia uma vista panorâmica de Paris. Eventos extraordinários foram organizados, para divertir uma clientela ávida por espetáculos, dentre eles a célebre aterrissagem de Jules Védrines em 1919. O aviador foi obrigado a pagar uma multa por ter sobrevoado Paris a baixa altitude, mas deixou seu nome gravado para a posteridade como o primeiro infrator da história da aviação. Nesta época as vitrines possuíam um importante papel na teatralização da área de vendas: elas despertavam todas as aspirações e todos os desejos, uma vocação que prossegue desde então.


A loja do Boulevard Haussmann se tornou o segundo monumento mais visitado, depois da Torre Eiffel. Tratava-se de uma parada obrigatória para as celebridades mundiais. Por ali passou a Duquesa de Windsor, a esposa do Aga Khan, a Begum, e, em março de 1960, em plena guerra fria, a senhora Khrushchev. Ao se deparar com as escadas rolantes, ela teria exclamado: “Parece o metrô de Moscou!”. Desde sua origem, a GALERIES LAFAYETTE deixou clara a sua vocação: a moda e as novidades. Com a intenção de se diferenciar de seus concorrentes, Théophile tomou a decisão de colocar as roupas mais desejadas da época ao alcance de todos. Foi assim que ele criou ou adquiriu unidades de produção para fabricar com exclusividade roupas comercializadas por sua marca própria. Ele sabia também que a moda, os gostos e os desejos de seus clientes mudavam rapidamente. Para sempre acompanhar o gosto do público, ele colocou em prática um método engenhoso. Ele ia às compras, às corridas de cavalo e à ópera acompanhado de uma estilista, que copiava discretamente os modelos trajados por elegantes senhoras, assinados pelos maiores costureiros da época. Então, esses modelos eram confeccionados com pequenas adaptações nos prazos mais curtos possíveis.


A democratização da moda ganhava espaço e o sucesso não tardou a aparecer. Em pouco tempo, todos corriam para a GALERIES LAFAYETTE, desde as parisienses mais abastadas até as humildes costureiras. Na fachada da rue La Fayette, foi instalada uma imensa faixa, onde se lia: “Galeries Lafayette, a casa que oferece as melhores ofertas de Paris”. A loja diversificava a sua oferta de produtos com frequência: aos mostruários tradicionais, uniram-se a moda masculina, mobiliários, brinquedos e artigos de casa. Fiel à sua missão de tornar a criatividade acessível, a GALERIES LAFAYETTE estendeu às artes aplicadas e ao design o empenho que já dedicava à moda. Em 1922, a loja de departamento inaugurou sua oficina de artes aplicadas, batizada de “La Maîtrise”, confiada ao decorador Maurice Dufrêne, que se tornou seu diretor artístico. A vocação destas oficinas era a produção de “obras” (móveis, tecidos, tapeçaria, papéis pintados, cerâmicas, etc.) “ao alcance tanto dos pequenos quanto dos grandes orçamentos”. Apesar da crise econômica e financeira de 1929, a empresa fez novas ampliações no Boulevard Haussmann. Em 1932, renovada por Pierre Patout, conhecido como o arquiteto dos transatlânticos, a loja principal adotou o estilo Art Déco, com bow-windows (janela semicircular que se projeta para fora das paredes) de autoria de renomado vidraceiro René Lalique.


De 1941 a 1944, a loja passou por um difícil período: a família fundadora foi afastada durante a ocupação, e a empresa foi posta sob a administração do regime de Vichy. Passados os anos sombrios da Segunda Guerra Mundial, teve início a retomada econômica da empresa. Para enfrentar os desafios do pós-guerra, a GALERIES LAFAYETTE adotou um novo visual. A modernização da loja principal teve início com a inauguração das escadas rolantes mais extensas da Europa, no Natal de 1951. Em seguida, os corredores internos foram suprimidos e, entre 1957 e 1959, o imóvel teve o acréscimo de dois andares. A modernização arquitetônica veio acompanhada da ampliação da oferta de produtos, devida, em especial, à criação, em 1952, de uma área de estilo e do cargo de Fashion Director, assim como de contatos com fornecedores estrangeiros e novas operações promocionais. Esta nova diretriz de desenvolvimento levou à organização de grandes exposições estrangeiras. A primeira delas, em maio de 1953, teve como tema “A flor da produção italiana”. Em 1962, a estilista Sonia Rykiel inaugurou um corner dentro da loja, seguida por Christian Lacroix e Jean Paul Gaultier. Em 1969, do outro lado da rue de Mogador, foi inaugurada uma nova loja, cujo foco era os jovens. Este espaço reunia, pela primeira vez, diversas categorias de produtos (como roupas, farmácia, música) adaptadas a um estilo de vida. Logo depois, o LAFAYETTE 2 (atual LAFAYETTE HOMME), foi tomado pela moda masculina, com o acréscimo do LAFAYETTE LE GOURMET (espaço dedicado a gastronomia, onde é possível encontrar itens para o preparo de uma refeição, como legumes, frutas, verduras, até queijos finos, os melhores cortes de carne, pães e criações delicadas de pâtisserie francesa, além de poder consumir produtos, almoçar ou jantar em diversos locais), em 1990. A loja se tornou, desta forma, o primeiro “centro urbano de serviços”, reunindo butiques, serviços, estacionamento e acesso direto ao metrô. Em 1980, a loja criou o “Festival da Moda”. Até 1999, esse prêmio selecionou os melhores modelos criados para a GALERIES LAFAYETTE, que convidava os mais célebres diretores artísticos para expor suas produções. Nos anos seguintes a rede iniciou a abertura de lojas em diversas cidades francesas. Curiosidade: a primeira loja da rede inaugurada fora de Paris ocorreu em 1916 na cidade de Nice.


Em 2001, a marca ampliou seu alcance com a contratação dos serviços de Jean-Paul Goude para sua estratégia de comunicação. Sua primeira campanha publicitária, “As aventuras de Laetitia Casta no país das Galeries Lafayette”, marcou o início de uma longa e frutífera colaboração. O fotógrafo deu ares a um novo espírito, com campanhas iconoclastas que davam corpo aos valores da marca. Em 2010, aconteceu um fato histórico, quando os brasileiros ultrapassaram os russos como os maiores compradores estrangeiros na GALERIES LAFAYETTE, em Paris. Pouco depois, em 2014, a rede inaugurou a primeira unidade GALERIES LAFAYETTE OUTLET (com produtos que custam de 30% a 60% menos), em Clayes-sous-Bois a 30 minutos do centro de Paris.


A partir da década de 1990 a rede iniciou um processo de internacionalização com a inauguração de unidades em cidades como Berlim (1996), Dubai (2009), Jacarta (2013) e Pequim (2013). Mas nem todos os seus planos de expansão deram certo, por exemplo, em 1920 com a inauguração de uma loja em Londres (fecharia em 1972); ou em 1991 quando inaugurou uma loja em Nova York na Trump Tower, mas teve pouco sucesso e fechou ao fim de três anos; ou a unidade de Casablanca no Marrocos, inaugurada em 2011 e fechada pouco depois. A empresa já anunciou novas unidades internacionais nos próximos anos, localizadas nas cidades de Istambul (Turquia), Doha (Catar) e Milão (Itália). A GALERIES LAFAYETTE é uma empresa familiar há cinco gerações. Elas atravessaram eras, guerras e crises financeiras, o que comprova sua capacidade de inovação.


Curiosidade da loja Galeries Lafayette Haussmann 
● Com mais de 120 anos de tradição, a GALERIES LAFAYETTE foi a primeira loja de departamento da Europa e com mais de 65.000 m² em três edifícios, recebe, atualmente, mais de 100.000 visitantes/dia. O complexo é formado por mais duas lojas, além da Lafayette Haussmann (10 andares): Lafayette Homme (4 andares) e Lafayette Maison et Gourmet (5 andares), este último um espaço onde além de produtos para casa e bem-estar, reúne itens ligados à arte da culinária e da degustação. Internamente, são 15.000 m² dedicados à moda, com 3.500 marcas renomadas, como Louis Vuitton, Chanel, Prada, Gucci, Burberry, Lancôme, Dior e Sisley. E, mesmo que venda essas marcas de luxo (dentre tantas outras), a loja ainda faz questão de atender um público diverso com marcas mais acessíveis e menos luxuosas. A todos os clientes oferece serviços sob medida de alta qualidade, que inclui personal shoppers e atendentes que falam português, salões privativos, entrega de compras no hotel e orientação no serviço de reembolso de impostos. A GALERIES LAFAYETTE é o segundo lugar mais visitado de Paris depois do Museu do Louvre. 
● Em 1913, a creche para os filhos dos funcionários ficava no último andar da loja, pois se acreditava, na época, que quanto mais alto estivessem, mais o ar era puro. 
● Em uma campanha publicitária de 1921 e voltada para o público infantil, cada criança podia escrever seu nome dentro de um balão, que depois foi solto nos céus de Paris. O dono do balão encontrado mais distante da loja ganharia um prêmio. O vencedor foi uma criança cujo balão foi encontrado na cidade espanhola de Barcelona. 
● Gabrielle Chanel comprava as formas/moldes de seus chapéus na GALERIES LAFAYETTE. Ainda sobre Chanel, em 1921 o famoso perfume n. 5 era vendido com exclusividade na loja. 
● La Suite é o nome de um espaço privativo, com 400 m² e localizado no sexto andar da GALERIES LAFAYETTE. Este local oferece serviços sob medida, onde os clientes são recebidos em total privacidade e contam, entre uma prova e outra, com cabines individuais, mimos diversos e permanente acompanhamento e orientação de estilistas e personal shoppers. Do lado de fora da La Suite, um brinde extra: uma estupenda vista dos telhados parisienses e da Basílica de Sacré-Coeur.


A ligação com as artes 
Ao longo de toda a sua história a Galeries Lafayette Haussmann teve uma forte ligação com as artes. Você sabia que há uma ótima galeria de arte dentro da sua icônica loja? Durante toda a sua história a loja, ainda que de forma esporádica, promovia salões de arte e exposições apresentando os artistas da época aos seus clientes e à população parisiense em geral. A loja acolheu eventos de prestígio, apresentando os principais criadores de sua época e revelando ao público os artistas que logo se tornariam referências de seu tempo. Mas foi somente em 2001, com a abertura da Galerie des Galeries, que a loja formalizou o seu papel como influência cultural na cidade de Paris. O espaço permanente, localizado no 1° andar do prédio principal da loja, tem como objetivo a divulgação de artistas contemporâneos já conhecidos e aqueles com futuro promissor. Essa galeria apresenta 4 exposições por ano com temáticas que tentam, na medida do possível mas não imperativamente, ligar os universos da arte, do design e da moda. As obras apresentadas vêm emprestadas de galerias comerciais, de acervos particulares ou dos próprios artistas. Algumas são feitas especialmente para a mostra em questão. Além disso, a empresa dá suporte a instituições que apoiam os artistas da atualidade, como o Centre Pompidou, o Musée d’Art Moderne e a Villa Noailles em Hyères.


A evolução visual 
A identidade visual da marca passou por algumas remodelações ao longo dos anos. Em 1900, a marca Aux Galeries Lafayette foi arquivada e a loja adotou um novo logotipo apenas com o nome GALERIES LAFAYETTE. Esse logotipo seria remodelado nas décadas seguintes. Depois de adotar uma nova identidade visual no início dos anos de 1990, com o objetivo de ser tradicional e contemporânea ao mesmo tempo, a marca apresentou em 2015 seu novo logotipo, que ganhou visual mais moderno e ousado para conquistar um público mais jovem.


Os slogans 
Le Nouveau Chic. (2015) 
La mode vit plus fort aux Galeries Lafayette. (2009) 
Ici, la mode vit plus fort. (Aqui, a moda vive mais forte) 
Il se passe toujours quelque chose aux Galeries Lafayette.


Dados corporativos 
● Origem: França 
● Fundação: 1894 
● Fundador: Théophile Bader e Alphonse Kahn 
● Sede mundial: Paris, França 
● Proprietário da marca: Groupe Galeries Lafayette 
● Capital aberto: Não 
● Chairman: Philippe Houzé 
● CEO: Nicolas Houzé 
● Faturamento: €3 bilhões (estimado) 
● Lucro: Não divulgado 
● Lojas: 61 
● Presença global: 5 países 
● Presença no Brasil: Não 
● Funcionários: 10.000 
● Segmento: Lojas de departamento 
● Principais produtos: Roupas, acessórios, perfumes, móveis e comidas 
● Concorrentes diretos: Le Printemps, Le Bon Marché, El Corte Inglés e Harrods 
● Ícones: A loja Galeries Lafayette Haussmann 
● Slogan: The New Chic. (Le Nouveau Chic) 

A marca no mundo 
A rede de lojas de departamento GALERIES LAFAYETTE possui 57 unidades espalhadas pelas principais cidades francesas, além de quatro unidades internacionais, localizadas em Berlim (Alemanha), Dubai (Emirados Árabes Unidos), Jacarta (Indonésia) e Pequim (China). Aproximadamente 700.000 pessoas passam diariamente pelas lojas da GALERIES LAFAYETTE, sendo que 100.000 delas são acolhidas pela emblemática loja da Boulevard Haussmann. Além disso, mensalmente mais de 4.6 milhões de visitantes acessam o site da rede. A rede de lojas de departamento pertence ao grupo Galeries Lafayette, também proprietário da BHV Marais (lojas de departamento), Guérin (rede de joalherias) e Louis Pion (marca de relógios). 

Você sabia? 
● Em 1951, a cantora Edith Piaf se apresentou na frente da loja, quando foi inaugurada, à época, a maior escada rolante da Europa. 
● O estilista Christian Lacroix assinou o cartão de Natal da GALERIES LAFAYETTE em 1998. 
● Em 2008, a empresa criou um departamento de patrimônio, cuja missão principal é preservar, conservar e valorizar o patrimônio arquitetônico da marca e seus arquivos históricos, disponíveis para consulta mediante agendamento. Com isso, a empresa revive a história da GALERIES LAFAYETTE, em sua complexidade e singularidade. 


As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Fortune, Forbes, Newsweek, BusinessWeek e Time), sites especializados em Marketing e Branding (BrandChannel e Interbrand), Wikipedia (informações devidamente checadas) e sites financeiros (Google Finance, Yahoo Finance e Hoovers). 

Última atualização em 24/4/2017

27 Apr 12:23

RIDER

by Mundo das Marcas

Um verdadeiro clássico nos anos de 1990, RIDER marcou uma geração inteira com seus confortáveis chinelos de tira única e propagandas históricas. A marca se reinventou para sobreviver e voltou com produtos mais modernos e descolados, mas sem deixar a originalidade de lado. 

A história 
A história começou em 1986 quando a Grendene, uma das maiores empresas de calçados do Brasil fundada em 1971 inicialmente para produzir embalagens de plástico para a indústria de vinhos, resolveu ingressar em uma nova categoria de mercado e criou RIDER, o famoso chinelo de tira única e larga com solado fofinho, direcionado para o público masculino. Rapidamente o chinelo, com design diferenciado e priorizando o conforto, se tornou um sucesso e podia ser visto nas praias, piscinas e ruas. Mas esse sucesso não aconteceu por acaso. A Grendene investiu pesado em sua nova marca e produto com campanhas publicitárias que se tornaram clássicas. Campanhas estas estreladas por atletas como Careca, Roberto Carlos, Falcão, Rivelino, Nelson Piquet, Romário e Emerson Fittipaldi, aliadas ao conceito “sombra e água fresca” e o slogan “Dê férias para seus pés” contribuíram para tornar o chinelo cada vez mais popular e um verdadeiro clássico dos anos de 1990. Além disso, RIDER também fez sucesso por uma característica única, especialmente para os consumidores que moravam em cidades de clima frio: o chinelo podia ser usado com meia e ainda assim ser confortável.


O famoso chinelo chegou a vender 40 milhões de pares no início dos anos de 1990, correspondendo a 20% de participação, em valor, no mercado brasileiro de chinelos. Em seguida, RIDER lançou as linhas feminina e infantil, aumentando assim seu alcance e público. O chinelo estava no auge, quando as Havaianas se reinventaram e, a partir de 1994, entraram com tudo no segmento da moda. As vendas dos modelos femininos foram os primeiros a cair. E depois os masculinos. Mesmo assim, RIDER foi lançado no mercado americano em 1997, onde o chinelo ficou conhecido como sleeper, por causa da facilidade de enfiar o pé. Depois de perder a liderança para as Havaianas também no mercado de chinelos masculinos em 2004, nos anos seguintes RIDER era apenas uma marca “perdida” dentro do portfólio da Grendene. Mas mesmo assim, uma pesquisa apontou que o nome RIDER era conhecido por 93% dos brasileiros, um ativo que a Grendene não iria desperdiçar.


Foi então que no mês de outubro de 2009, para acabar com o estigma de “chinelo de velho”, e reverter a baixa aceitação do produto, especialmente por parte do público jovem, a marca foi completamente rejuvenescida ganhando um apelo fashion, um novo conceito e um público-alvo diferente. Com isso, foi tomada uma decisão radical: o modelo tradicional, aquele de tira única, foi substituído por chinelos com divisória entre os dedos, para concorrer diretamente com as descoladas Havaianas. A partir deste momento RIDER foi promovido ao posto de sandália. Porém, fora do Brasil, o modelo de tira única nunca deixou de ser vendido e sempre fez enorme sucesso.


Com o novo posicionamento, RIDER também lançou papetes e tênis, alinhados com a temática da aventura e da caminhada explorada neste novo momento, que incentivava o consumidor a curtir todos os momentos do dia a dia. Nos anos seguintes, após um hiato, a marca RIDER voltou a investir na publicidade de seus produtos, agora com ar moderno e visual fashion, utilizando slogans como “Enjoy the Ride” (em português, aproveite o movimento) e “Lifeaholic”, além de campanhas como “Fuja da Mesmice’’, lançada de 2015.


Em 2016 a marca completou 30 anos e, para comemorar, relançou sua icônica linha de chinelos shape slide, aqueles com uma única tira e dedos de fora. Entre modelos do relançamento estava uma releitura do R86, primeiro chinelo da marca nos clássicos tons de azul marinho, branco e vermelho. Era uma réplica do original, só que reconstruída com uma sola mais leve e com um material de cima mais macio e flexível do que o original. Os modelos foram repaginados e vendidos inicialmente apenas em algumas lojas selecionadas em tiragens limitadas. E não é que os tradicionais chinelos RIDER voltaram a fazer sucesso. Tanto que a marca fechou parceria com a Marvel e a NBA (liga americana profissional de basquete) e lançou modelos com as cores e símbolos da equipes e personagens de quadrinhos.


A evolução visual 
A identidade visual da marca passou por uma única grande e radical remodelação ao longo da história. Essa mudança aconteceu em 2009 quando a marca foi totalmente reformulada e adotou um novo posicionamento.


Os slogans 
Lifeaholic. (2014) 
Enjoy the Ride. (2010) 
Para tudo que é novo, novo Rider. (2009) 
Dê férias para seus pés.


Dados corporativos 
● Origem: Brasil 
● Lançamento: 1986 
● Criador: Grendene 
● Sede mundial: Sobral, Ceará, Brasil 
● Proprietário da marca: Grendene S.A. 
● Capital aberto: Não 
● CEO & Presidente: Rudimar Dall’Onder 
● Faturamento: Não divulgado 
● Lucro: Não divulgado 
● Presença global: 90 países 
● Presença no Brasil: Sim 
● Segmento: Calçados 
● Principais produtos: Chinelos e sandálias 
● Concorrentes diretos: Havaianas, Dupé, Nike, Puma e Adidas 
● Ícones: O chinelo de tira única 
● Slogan: Lifeaholic. 
● Website: www.rider.com.br 

A marca no mundo 
A marca RIDER comercializa sua vasta linha de produtos, composta por mais de 60 modelos de chinelos e sandálias para o público masculino, feminino e infantil, em mais de 90 países ao redor do mundo. 

Você sabia? 
● A marca se tornou popular muito em virtude das campanhas publicitárias assinadas pela W/Brasil do publicitária Washington Olivetto, que, na década de 1990, acrescentaram pérolas à cultura brasileira como a interpretação dos Paralamas do Sucesso para País tropical, de Jorge Ben Jor. Sem falar na troca de gentilezas entre Tim Maia, que cantou Como uma Onda, e Lulu Santos, que emprestou sua voz a Descobridor dos Sete Mares. 


As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Exame, Isto é Dinheiro e Época Negócios), jornais (Estadão, Folha, Valor Econômico e Meio Mensagem), sites especializados em Marketing e Branding (Mundo do Marketing) e Wikipedia (informações devidamente checadas). 

Última atualização em 13/4/2017

25 Apr 10:22

David Bowie, Shari Weiser and Jim Henson

by ThisIsNotPorn

David Bowie, Shari Weiser and Jim Henson | Rare celebrity photosDavid Bowie, Shari Weiser and Jim Henson on the set of Labyrinth.

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22 Apr 21:10

Antigamente que era bom, né?

by Martin Jayo

955

São Paulo nos anos 40 e 50 era uma cidade bem mais humana, organizada e acolhedora do que hoje, certo? Tudo funcionava melhor, a cidade era gentil e as pessoas viviam mais felizes.

Essa é a imagem ingênua que muita gente tem, construída com altas doses de romantização e saudosismo, e o próprio nome deste blog brinca um pouco com ela. Mas não é preciso ir longe para desmontá-la. A São Paulo do passado nunca foi assim, e ninguém melhor para nos mostrar isso do que quem sofreu nela.

Como por exemplo o Paco, imigrante espanhol que estava por aqui em 1950. No relato que ele manda ao irmão, fica claro que a cidade em que ele vive é esta mesma que a gente conhece hoje:

“Sao Paulo 31 julio 1950
Querido hermano Miguel: En sustitución de una carta que te debo y que mañana a lo más tardar te mandaré, remito esta vista de lo que se llama “la ciudade”, el cogollito de Sao Paulo. Apreciarás una semejanza con el centro de las populosas aglomeraciones norteamericanas. La mayoría de sus edificios están destinados a fines comerciales y en cambio las viviendas se desparraman en todas direcciones sin que importe la distancia, en casas de una sola planta, en su mayoría.
El exagerado perímetro de la ciudad ocasiona la esclavitud de sus habitantes. Los hace pigmeos. Hoy mismo estamos trabajando en un barrio distante de nuestra morada 10 o 15 Kms. No te extrañe pues que tengamos que salir de casa con hora y media de anticipación para estar en el trabajo a las 7.
Así que después de la jornada y el regreso ceno y no tengo ganas ni humor para escribir ni siquiera unas letras. Se agota uno demasiado y menos mal que no me falta salud y apetito.
Aquel sosiego de Valencia vale muchísimo. Hazte cargo de que ahora son las 5 de la mañana. Anoche me fui a la cama a las 9. Cambio absoluto en mi modo de vivir, ¿no es cierto? Esta fabulosa dispersión, la mezcolanza de razas, los sucesos e incidentes sangrientos diarios que aunque propios de una capital heterogénea por sus habitantes, son exacerbados por el poco control que la policía ejerce, ocasiona que la ciudad en sí adolezca de tristeza y sea a partir de las 8 de la noche una cosa sin vida.
Bueno Miguel, ve coleccionando “fotos” de esta moderna Babilonia y hasta mañana pues. Recibe el cariño de tu hermano Paco. Besos a la abuela.”

(São Paulo, 31 de julho de 1950
Querido irmão Miguel: Em substituição a uma carta que te devo e que amanhã ao mais tardar mandarei, remeto esta vista do que se chama “a ciudade” (sic), o coração de São Paulo. Você apreciará uma semelhança com o centro das populosas aglomerações norte-americanas. A maioria dos seus edifícios está destinada a fins comerciais, enquanto as moradias se esparramam em todas as direções, não importa a distância, em casas de um só andar na sua maioria.
O exagerado perímetro da cidade ocasiona a escravidão de seus habitantes. Os faz pigmeus. Hoje mesmo estamos trabalhando em um bairro distante de nossa morada uns 10 ou 15 quilômetros. Não estranhe, pois, que tenhamos que sair de casa com uma hora e meia de antecedência para estar no trabalho às 7.
Assim, depois da jornada e do regresso, não tenho vontade nem humor para escrever sequer umas letras. A gente se cansa demais, e menos mal que não me falta saúde nem apetite.
Aquele sossego de Valência vale muitíssimo. Saiba que agora são 5 da manhã, e ontem à noite fui dormir às 9. Mudança absoluta no meu modo de viver, não é? Essa fabulosa dispersão, a miscelânea de raças, os acontecimentos e incidentes sangrentos diários que, embora próprios de uma capital heterogênea por seus habitantes, são exacerbados pelo pouco controle que a polícia exerce, fazem com que a cidade em si adoeça de tristeza e seja, a partir das 8 da noite, uma coisa sem vida.
Bom, Miguel, vá colecionando “fotos” desta moderna Babilônia, e até amanhã. Receba o carinho de seu irmão Paco. Beijos à vovó.”

Paco tinha avó, portanto devia ser bastante jovem em 1950. Quem sabe, então, ele ainda esteja por aqui. Seria ótimo se ele pudesse nos contar se, para ele, a cidade piorou tanto como a gente pensa. Ao contrário, deve ter melhorado.

956


21 Apr 15:08

Máscaras Tecnológicas

by Clara Gomes

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18 Apr 22:31

Harrison Ford

by ThisIsNotPorn

Harrison Ford | Rare celebrity photosHarrison Ford working in his woodshop.

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15 Apr 10:27

Ozzy Osbourne wants to hide your eggs

by Paula Zargaj-Reynolds

I have no context for this photo of Ozzy Osbourne dressed as the Easter Bunny. The internet was of no help.

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 I've scoured the image for some sort of hidden image or message, but I couldn't find any. 

Apparently, Ozzy's just messing with us.

 

Via Joanne Casey

15 Apr 00:46

Deutsche Schulle

by Martin Jayo

953

São Paulo gosta tanto de demolir seus prédios antigos, que ao ver fotos como esta a gente vai logo supondo que eles não existem mais. Mas nem sempre isso é verdade.

Este cartão postal, por exemplo, é da primeira metade do século passado. A legenda hoje soa estranha: trata-se da Escola Allemã (Deutsche Schulle), na rua Olinda.

De lá pra cá, quase tudo mudou ali. A Escola Allemã não existe mais com esse nome (virou Colégio Visconde de Porto Seguro), e não funciona mais nessa rua. A própria rua também não é a mesma: foi desfigurada em 1970 pela construção do complexo minhocão-Roosevelt e nunca mais se recuperou. Nem mesmo o nome ela manteve, rebatizada de João Guimarães Rosa.

Em meio a tanta mudança, só ficaram mesmo os dois prédios para contar a história. Eles são a única coisa do cartão que ainda pode ser reconhecida, como se vê na foto atual, do Google.

954


12 Apr 11:07

CBS proíbe Frota Estelar de se chamar Frota Estelar

by Salvador Nogueira

O fã-clube Frota Estelar Brasil retomou suas atividades depois de um hiato de 13 anos e realizou uma convenção em São Paulo no último sábado (08), para o delírio dos fãs (um relato completo será publicado no Trek Brasilis em breve). Mas uma notícia surpreendente foi divulgada ao final do evento: a CBS, detentora dos direitos sobre Star Trek, entrou em contato com o grupo e vetou o uso do nome “Frota Estelar” a partir de agora.

As notícias da realização do evento chegaram aos ouvidos da empresa nos EUA, que finalmente “descobriu” que Frota Estelar é uma tradução livre de “Starfleet”, uma marca registrada ligada à propriedade intelectual de Star Trek. De forma curta e grossa, comunicaram que tudo bem o nome ser usado neste evento, uma última vez, mas a partir dele, não mais.

A Frota Estelar Brasil se chama Frota Estelar Brasil desde sua fundação, em 1989. Na época, segundo Luiz Navarro, presidente do clube, havia um acordo de cavalheiros entre eles e a Paramount Pictures para o uso do nome. Só que agora a empresa que detém os direitos sobre Star Trek é outra. Desde a cisão da Viacom e da CBS, em 2006, a primeira, com a Paramount, ficou com uma licença para produzir filmes da franquia, e a propriedade intelectual passou à CBS, que absorveu o lado televisivo do estúdio. Como a Frota permaneceu “dormente” durante todo esse período, nunca chegou a chamar a atenção dos executivos da CBS, até agora.

A empresa tem promovido uma “caça às bruxas” para proteger seus direitos sobre a marca desde o ano passado, quando iniciou um processo judicial contra o filme de fã “Axanar”. O processo terminou em acordo, mas com a imposição de regras que basicamente estrangulam a criatividade dos produtores amadores desejosos de criar novas obras audiovisuais no universo criado por Gene Roddenberry. Não chega a ser surpreendente, portanto, que a empresa faça também movimentos no mercado internacional para desestimular o uso de sua propriedade intelectual.

Contudo, ninguém precisa temer que a retomada da Frota seja também o seu fim: na convenção, Navarro anunciou que o grupo meramente trocaria de nome. No momento, o título de trabalho da “nova Frota” é “Starcon” — já refletido nos perfis das redes sociais que antes pertenciam à Frota –, mas ele ainda pode mudar. E o clube pretende realizar uma nova convenção ainda neste ano.

O Trek Brasilis deseja todo sucesso do mundo à Starcon e lamenta a decisão míope e unilateral da CBS neste caso.

08 Apr 10:20

Hannah Arendt, Trump, populismo e totalitarismo

by noreply@blogger.com (Ronald Sanson Stresser Junior)

Por que se recorre a Hannah Arendt para explicar Trump

COMPARTILHADO DE DEUTSCHE WELLE | AUTORIA DE ELIZABETH GRENIER

O clássico de George Orwell "1984" não é o único que está celebrando o retorno: o ensaio filosófico "As origens do totalitarismo" também vem chamando atenção. Entenda por que a autora é tão relevante.

Hannah Arendt (1906-1975): uma das primeiras a analisar como o totalitarismo pôde se desenvolver no início do século 20 
- Wissenschaft des Judentums (Leo Baeck Institute) -

De origem judaica, Hannah Arendt (1906-1975) nasceu na Alemanha e deixou o país quando Adolf Hitler assumiu o poder em 1933. Ela passou um período como refugiada apátrida na França e foi deportada para um campo de internamento sob o regime Vichy. Em 1941, Arendt emigrou para os EUA, assumindo mais tarde a cidadania americana.

Tendo vivenciado de perto o quase colapso de uma civilização avançada, ela também se tornou uma das primeiras teóricas políticas a analisar como o totalitarismo pôde se desenvolver no início do século 20. As raízes do nazismo e do stalinismo estão descritas em seu primeiro grande livro, As origens do totalitarismo, publicado originalmente em inglês em 1951.

Desde então, o livro se tornou leitura obrigatória para muitos estudantes, e agora a densa obra política de mais de 500 páginas se tornou um best-seller. Ele tem voado das prateleiras americanas desde que Donald Trump subiu ao poder no país. Esses novos fãs de Arendt estão, presumivelmente, tentando entender para onde pode levar a presidência do republicano.

"Na compreensão de Hannah Arendt, Trump não é um totalitário; ele incorpora o que ela chama de 'elementos' do totalitarismo", explicou recentemente à DW Roger Berkowitz, professor e chefe do Centro Hannah Arendt de Política e Humanidade no Bard College em Nova York.

Berkowitz disse, no entanto, que fortes sinais de alerta não devem ser ignorados:

"Arendt acreditava que um dos elementos centrais do totalitarismo é que ele é baseado num movimento (...) e Trump afirmou explicitamente que seria o porta-voz de um movimento. Essa é uma posição muito perigosa para um político."

Soluções fáceis em tempos de ansiedade mundial

A análise de Arendt se concentra sobre os acontecimentos do período em que viveu. Embora as suas observações não possam explicar, obviamente, tudo sobre os complexos desenvolvimentos políticos de hoje, muitas delas ainda são bastante reveladoras: o populismo de direita a se espalhar pela Europa e EUA é uma reminiscência, em diferentes formas, da situação nos anos 1920 e 1930 que permitiu que nazistas e comunistas subissem ao poder.

Os livros de Arendt proporcionam uma visão sobre os mecanismos que levam tantas pessoas a aceitar prontamente mentiras, em tempos de incerteza global. Enquanto grandes jornais, como o New York Times e Washington Post, estão resgatando os escritos da filósofa, os usuários nas redes sociais compartilham amplamente frases como esta de As origens do totalitarismo:

"Num mundo incompreensível e sempre em mutação, as massas chegariam a um ponto em que, ao mesmo tempo, acreditariam em tudo e nada, pensariam que tudo seria possível e nada seria verdade."

Narrativas simplificadas, repetidas

Em tal contexto, narrativas simplificadas, repetidas – e falsas –, que põem a culpa em bodes expiatórios e oferecem soluções fáceis, têm preferência sobre análises mais profundas que levam a opiniões informadas. Essa abordagem foi aplicada por líderes totalitários como Hitler, escreveu Arendt.

Neste sentido, não é nenhuma novidade a estratégia de Trump de colocar a culpa generalizada em muçulmanos e mexicanos pelo terrorismo, crime ou desemprego, e reivindicar um veto de viagem ou um muro como uma solução fácil.

Segundo Arendt, no início do século 20, os líderes totalitários basearam a sua propaganda nesta suposição explicitada em As origens do totalitarismo

"Pode-se fazer com que as pessoas acreditem em determinado dia nas mais fantásticas declarações, e esperar que, no dia seguinte, elas se refugiem no cinismo ao receber provas irrefutáveis da falsidade dessas afirmações; em vez de abandonar os líderes que mentiram para elas, as pessoas iriam clamar que sabiam o tempo todo que a declaração era uma mentira e admirariam os líderes por sua esperteza tática superior."

Agora, Trump eleva essa abordagem a novos extremos. Mesmo que nunca tenha havido tantas pessoas dedicadas a expor as mentiras do novo presidente americano, a astuta tática presidencial é fazer com que tais relatos sejam desacreditados como vindos da mídia tradicional e "desonesta". Atualmente, as crenças do movimento liderado pelo magnata são apoiadas por fontes alternativas amplamente disponíveis.

Em 1974, Hannah Arendt declarou em entrevista: 

"Se todo mundo sempre mentir para você, a consequência não é que você vai acreditar em mentiras, mas sobretudo que ninguém passe a acreditar mais em nada."

A "banalidade do mal"

Num relato de Arendt, de 1961, sobre o julgamento de Adolf Eichmann, um dos principais organizadores do Holocausto, ela ganhou fama com a expressão "a banalidade do mal" ao descrever o seu ponto de vista que a maldade poderia não ser algo tão radical quanto se espera.

Em seu livro Eichmann em Jerusalém – Um relato sobre a banalidade do mal, Arendt explica como crimes foram cometidos por pessoas que obedeciam a ordens cegamente, para estar em conformidade com as massas. "Há uma estranha interdependência entre a irreflexão e o mal", escreveu a filósofa em seu clássico.

A definição de irreflexão elaborada num primeiro trabalho publicado em 1958, A condição humana, poderia muito bem ter sido escrita para descrever as ordens executivas assinadas apressadamente por Trump, como também os seus esforços para justificá-las: 

"Irreflexão – a imprudência negligente ou desesperançada confusão ou repetição complacente de 'verdades' que se tornaram triviais e vãs – parece ser uma das características mais notáveis de nosso tempo."

Desobediência civil

Claro, tais citações fora de seu contexto podem ser fáceis e confortáveis de compartilhar online, mas elas não refletem a totalidade das ideias de Arendt. Da mesma forma, aqueles que quiserem encontrar todas as respostas em As origens do totalitarismo estão fadados a se decepcionar.

Não foi Arendt quem escolheu o título, mas seu editor. Segundo Berkowitz, ela acreditava que o mundo era complexo e confuso demais para se identificar as raízes do totalitarismo.

Ao revisitar os escritos de Arendt, tentando impossivelmente prever se seremos tomados por novas formas de totalitarismo no futuro, pode-se encontrar consolo em outras observações da filósofa: ela considerava a desobediência civil uma parte essencial do sistema político americano – e os fortes movimentos de protesto atualmente no país demonstram isso novamente. Como na famosa frase da escritora: 

"Ninguém tem o direito de obedecer."

Fonte: http://www.dw.com/pt-br/por-que-se-recorre-a-hannah-arendt-para-explicar-trump/a-37399657

Você também pode se interessar em ler:

ORIGENS DO TOTALITARISMO
ANTISSEMITISMO, IMPERIALISMO, TOTALITARISMO.

Hannah Arendt primeiro se propõe a elucidar o crescimento do antissemitismo na Europa Central e Ocidental nos anos 1800 e prossegue com a análise do imperialismo colonial europeu desde 1884 até a deflagração da Primeira Guerra Mundial. 

A última seção discute as instituições e operações desses movimentos, centrando-se nos dois principais regimes totalitários - a Alemanha nazista e a Rússia stalinista. 

Arendt considera a transformação de classes em massas, o papel da propaganda para lidar com o mundo não totalitário e o uso do terror como fatores essenciais para o funcionamento desse tipo de regime. E no capítulo de conclusão, ela avalia a natureza de isolamento e solidão como precondições da dominação total.

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Aproveite e também inclua este clássico à sua biblioteca:

"1984" de George Orwell
TRADUÇÃO: HELOISA JAHN
 
Winston, herói de '1984', último romance de George Orwell, vive aprisionado na engrenagem totalitária de uma sociedade completamente dominada pelo Estado, onde tudo é feito coletivamente, mas cada qual vive sozinho. 

Ninguém escapa à vigilância do Grande Irmão, a mais famosa personificação literária de um poder cínico e cruel ao infinito, além de vazio de sentido histórico. 

De fato, a ideologia do Partido dominante em Oceânia não visa nada de coisa alguma para ninguém, no presente ou no futuro. O’Brien, hierarca do Partido, é quem explica a Winston que 'só nos interessa o poder em si. 

Nem riqueza, nem luxo, nem vida longa, nem felicidade - só o poder pelo poder, poder puro.'

07 Apr 20:11

Opie the French Bulldog

by Dogs

This is Opie, a 9-week-old male French Bulldog from San Luis Obispo, CA. It takes a lot of upside down naps to grow such a handsome boy ya know. Photo sent by Amber Pierce. 

07 Apr 09:47

MARCEL GAUTHEROT

by Saudades do Rio
Se na década de 70 Gyorgy Szendrodi fez uma série enorme de fotos maravilhosas sobre o Rio de Janeiro, na década anterior tinha sido Marcel Gautherot que nos brindou com outra série formidável, da qual vemos algumas fotos hoje.

As fotos de hoje fazem parte do livro "Rio de Janeiro", "printed in Germany" em 1965, por Wilhelm Andermann Verlag, Munich.

Na primeira foto vemos a região dos Arcos da Lapa na década de 60. Entre os automóveis temos Simca, Fusca, Kombi, Rural. Lá no fundo tem um Land Rover SI verde com capota de lona. Ao lado do Oldsmobile claro parece ser um Hudson Hornet. E um Chevrolet antigo... No alto dos Arcos um bonde com reboque. Sobre o local, Gerodetti e Cornejo comentam: "Arcos da Carioca, assim chamados por conduzirem as águas do Rio Carioca, do Morro de Santa Teresa até o de Santo Antônio, de onde chegavam ao Chafariz da Carioca. Os Arcos da Carioca foram a maior obra da engenharia colonial do Rio de Janeiro, inaugurada em 1750, durante a administração de Gomes Freire de Andrada, o Conde de Bobadella, que governou a cidade de 1733 a 1762. A obra ligou o antigo Morro do Desterro, depois de Santa Teresa, ao de Santo Antônio, arrasado em 1954. A partir de 1896, os Arcos foram utilizados para o tráfego de bondes elétricos da Companhia Ferro-Carril Carioca, que levava os passageiros a Santa Teresa, partindo da estação inicial, no Largo da Carioca. Ainda hoje é possível passear de bonde sobre os trilhos dos Arcos e refazer um histórico percurso pelo bairro, já que obras de restauração possibilitaram a sobrevivência deste pitoresco meio de transporte". Os Arcos originais não tinham estes arcos grandes da foto, que foram abertos em períodos diferentes. O primeiro em 1872 e o segundo na década de 30. Aquela amurada vazada lá em cima também não existia no projeto original e foi colocada no início da circulação dos bondes. Com certeza a foto é de 1965 por várias razões, entre elas a nova conformação do vão central, obra realizada em 1964 e que só foi possível com a extinção das linhas de bonde naquele mesmo ano, e o bonde já circulando com cores da C.T.C. A Companhia de Transportes Coletivos foi fundada em 1° de Janeiro de 1964 e passou a administrar os bondes que até então pertenciam à Light, os ônibus elétricos e os ônibus convencionais, sendo que só em 1965 os bondes foram pintados com as novas cores.


Nesta foto da Avenida Presidente Vargas vemos o trecho entre a Candelária e a Rua Uruguaiana. Parte da Presidente Vargas ainda funcionava como estacionamento e ainda havia espaços sem arranha-céus.


A igreja de Santa Luzia se destacava junto aos Ministérios do Trabalho e da Fazenda. À esquerda vemos parte do Pavilhão da Inglaterra que depois foi doado para a ABL e onde hoje existe o grande arranha-céu modernoso explorado pela ABL.


Vemos o prédio da ABI, projeto dos arquitetos Marcelo e Milton Roberto. Primeiro prédio modernista em grande escala produzido no Brasil, tem "brise-soleils" fixos verticais como uma característica marcante deste controvertido prédio, admirado por alguns, detestado por outros.



Vemos nesta foto uma ponta da feira de Copacabana, na esquina da Bolívar (veja o cinema Roxy ao fundo). Muita gente gosta das feiras do Rio, mas ninguém as quer na própria rua...Esta era realizada às quartas-feiras e a rua principal era a Leopoldo Miguez, se espraiando pela Bolívar e Barão de Ipanema, perto da igreja de São Paulo Apóstolo. A foto é de meados dos anos 60, quando o vigário desta igreja era um nordestino, o Padre Zelindo. A missa mais concorrida era a de 10 horas de domingo, quando o Padre Colombo fazia sermões famosos. O provincial dos Barnabitas morava nesta igreja e foi um dos primeiros padres a abandonar a batina para se casar. Seu nome era Paulino. Aí perto das barracas das flores, bem como nas outras extremidades, ficavam os meninos com seus carrinhos de rolimã para ajudar as freguesas a levarem as compras para casa. carrinho de rolimã, daqueles que ficavam na beirada das feiras, para levar as compras nas casas das madames. Os carrinhos eram feitos com madeira de caixotes de bacalhau, com uma sola de sapato de borracha à guisa de freio e um volante improvisado. Tal e qual estivessem numa patinete, “pedalavam” e alcançavam alta velocidade, ganhando uns trocados pelo serviço. Hoje, entrar em casa com um estranho seria considerado ato de alto risco. Quanto à feira, frequentada por tantos, fico em dúvida sobre a qualidade dos alimentos, sobretudo os peixes, expostos a um sol tremendo e a temperaturas acima de 40ºC. Como é possível que não se deteriorem? 

07 Apr 09:46

LARGO DA CARIOCA

by Saudades do Rio


A foto 1 mostra uma vista do Largo da Carioca, provavelmente nos anos 50 (o Dieckmann ou o Gustavo datarão a foto pelos modelos dos automóveis). No fundo, à esquerda o Tabuleiro da Baiana, de onde chegavam e partiam os bondes para a Zona Sul. À direita vemos os contrafortes do Morro de Santo Antônio.
 
Naquele prédio com um letreiro do Café Globo funcionava uma empresa de letreiros luminosos, a Empresa Masson, cujo endereço era Rua Senador Dantas 121. O Café Globo teve instalações na Rua da Guarda Velha (atual 13 de Maio) e depois foi para o Santo Cristo. Boa parte da região funcionava como um grande estacionamento. Sobreviveu até nossos dias o prédio do Liceu Literário Português.
 
Este já era o terceiro prédio do Liceu, o segundo é o mostrado na foto 2. Uma curiosidade: no "Jornal do Brasil" de 03/05/1959 há um grande agradecimento do Sr. Abilio de Almeida, empregado da Empresa Masson, ao Dr. Campos de Rezende, oftalmologista, por ter diagnosticado e curado por meio de uma cirurgia preconizada pelo Dr. Arruga, de Barcelona, a Sra. Maria Fernandes de Almeida, sua esposa, criatura de ilibadas virtudes atingida por cruel glaucoma. A reportagem é extensa e há até uma foto grande da paciente.
 
O Liceu Literário Português foi fundado em 10 de setembro de 1868 por um grupo de portugueses, à frente dos quais estava o Conde de Alto Mearim, com a finalidade de difundir a cultura e promover o ensino e a instrução, principalmente junto aos portugueses mais jovens que chegavam ao Brasil com conhecimentos limitados e ainda sem uma profissão definida. Era a época dos Liceus de Artes e Ofícios. Além dos cursos do 1º e do 2º grau, ainda no século XIX, o Liceu também ministrou cursos de Astronomia e Arte Náutica, valendo registrar, por curiosidade, que o Imperador D. Pedro II chegou a freqüentar algumas aulas desses cursos.
 
O Liceu funcionou inicialmente na sede instalada na Rua da Saúde, hoje denominada Travessa do Liceu, tendo em 1915, sob a presidência de Faustino de Sá e Gama, adquirido nova sede na Rua Senador Dantas, que foi destruída por um incêndio em 1932. É, então, que se inicia no mesmo terreno a construção do edifício atual, com nove andares, inaugurado em 1938, sob a presidência do Comendador José Raínho da Silva Carneiro, que foi o grande responsável pelo empreendimento.

07 Apr 09:45

CAMPO GRANDE

by Saudades do Rio

Esta foto foi publicada recentemente no “Saudades do Rio” mas volta em uma estupenda colorização do Reinaldo Elias, do “Colorizando o Passado”.
 
Vemos a Praça Raul Boaventura, em Campo Grande, no final da década de 60.
 
Acho que foi o Dieckmann que identificou um Aero-Willys 2600, 1963-64, servindo de taxi, significando que modelos mais novos já estariam no mercado. O carro americano atrás do Fusca 64-66 é um Chevrolet 1949-50.
 
Já o Wagner Bahia mencionou que trata-se da Rua Ferreira Borges, com a estação de Campo Grande à direita, com o Chevrolet vinha da Augusto de Vasconcelos.

06 Apr 10:28

FENDER

by Mundo das Marcas

Com uma brilhante história por mais de 70 anos, a FENDER tem tocado e transformado a música pelo mundo e em quase todos os gêneros, desde o bom e velho rock and roll até o country, jazz e blues. Todos, de iniciantes e amadores aos mais aclamados artistas, têm usado instrumentos da tradicional marca americana. Guitarras Stratocaster® e Telecaster® e os baixos Precision® e Jazz Bass® já viraram uma lenda entre o mundo da música. 

A história 
Antes de trabalhar com guitarras elétricas, Clarence Leonidas Fender trabalhou com rádios e fonógrafos. Em 1944, ele e o músico Doc Kaufmann patentearam o captador montado em um corpo sólido único. Esta coisa crua, impossível de se tocar, parecia no máximo um projeto de feira escolar de ciências, mas resultou na empresa K&F (Kaufmann & Fender) Manufacturing. A K&F fabricou as primeiras guitarras lapsteel elétricas (que se toca no colo) e amplificadores (para os músicos de country) em um barracão nos fundos da loja de rádios de Fender na região central de Fullerton, estado da Califórnia. Amparado pelo sucesso da K&F, Leo vislumbrou que poderia aprimorar os instrumentos musicais da época - ainda rústicos e acústicos - usando um inovador, e relativamente simples, design de corpo sólido de guitarra elétrica. Posteriormente, percebeu que esta inovação poderia se tornar rentável, caso entrasse em linha de produção. Com isso, fundou em 1946 na cidade de Fullerton a Fender Electric Instruments Company. No ano seguinte, a linha de produtos da nova empresa incluía os lendários amplificadores com gabinete de madeira e guitarras de madeira dura. No final desta década muitos músicos consideravam Leo Fender um grande inovador em projetos de instrumentos e a empresa obteve endosso das maiores bandas de swing do oeste e dos melhores guitarristas da época.


Em 1949, apresentou o protótipo de um instrumento de corpo sólido, inicialmente batizado de Esquire, depois de Broadcaster e posteriormente chamada de guitarra Telecaster®, em 1951. A Tele, como era e continua sendo conhecida, foi a primeira guitarra estilo espanhol de corpo sólido a ser produzida em massa para comercialização. Naquele mesmo ano, ele apresentou sua revolucionária invenção: o baixo totalmente elétrico Precision Bass®. Ele era tocado como uma guitarra e tinha trastes, por isso podia ser tocado “com precisão” (daí o nome Precision) e ser amplificado, libertando os baixistas dos desconfortáveis baixos acústicos, que eram difíceis de ouvir em orquestras e shows. Esses dois instrumentos históricos sacramentaram a criação de um novo tipo de grupo e uma revolução na música popular - o que nós conhecemos hoje como “rock combo”. Ao oposto das big bands da época, os instrumentos elétricos da FENDER tornaram possível aos pequenos grupos se conhecerem e serem ouvidos.


A primeira aparição da Stratocaster® foi em 1954, incorporando muitas inovações no design baseadas nas opiniões de músicos profissionais, da equipe da empresa, como George Fullerton e Freddie Tavares, e do próprio Leo Fender. O uso de um terceiro captador single ofereceu mais possibilidades de tom, o corpo melhor desenhado deixou a guitarra mais confortável e o design com corte duplo no corpo (acima e abaixo do braço) deixou o acesso a notas mais agudas muito mais fácil. O mais importante, porém, foi a inclusão da nova ponte com vibrato (ou tremolo), uma inovação originalmente criada para permitir que os guitarristas pudessem dar um bend nas cordas, simulando o efeito do pedal das guitarras steel muito populares entre os artistas de country music da época. Originalmente, a Stratocaster® era feita na cor Sunburst de 2 cores, num corpo de Ash, braço em Maple (carvalho americano) de peça única contendo 21 trastes, marcações estilo “bolinha” na escala e tarraxas Kluson. Ninguém podia prever como a Stratocaster® iria revolucionar a música. A Stratocaster® foi imortalizada por Buddy Holly na cor vermelha, posteriormente pelos Beatles com George Harrison e John Lennon ambos usando o modelo na cor azul claro no álbum Rubber Soul e, em seguida, por Jimi Hendrix quando em 1966 ele estraçalhou sua Strat (como ficou apelidada) durante o concerto de sua despedia da Inglaterra. Essencialmente igual desde o primeiro modelo de 1954, essa é a guitarra elétrica mais popular e influente de todos os tempos e guitarristas de todos os níveis e gêneros musicais continuam confiando em seu timbre, versatilidade e ergonomia até hoje.


A guitarra Jazzmaster®, introduzida em 1958, foi originalmente desenvolvida para guitarristas de jazz, mas caiu rapidamente nas graças dos guitarristas de surf music, fato que podemos constatar em fotos de shows de bandas como The Surfaris, The Ventures e The Fireballs. O próprio Leo Fender expressou toda sua criatividade na década seguinte, apresentando muitos modelos de instrumentos, incluindo o baixo Jazz Bass® (introduzido em 1960 com corpo sólido, braço mais fino e curvado, dois captadores e 4 cordas, que rapidamente foi adotado pelos músicos de jazz), as guitarras Jaguar® (que ficou famosa através das mãos de Kurt Cobain) e Electric-XII® (de 12 cordas), além do amplificador Twin Reverb® (com dois falantes). Devido a problemas de saúde, Leo Fender vendeu a empresa por US$ 13 milhões para a CBS no dia 5 de janeiro de 1965. Nesta época, artistas e bandas consagradas como Jimi Hendrix e The Who tocavam com guitarras da marca americana. A Fender Musical Instruments passou por um crescimento tremendo nos 20 anos seguintes, porém a falta de comprometimento e de entendimento em torno dos desejos de músicos da CBS aos poucos foi se tornando aparente. Além disso, as cópias e principalmente as crescentes importações do Japão, minaram os lucros da empresa. E sem contar, que os Estados Unidos entraram em uma recessão e o interesse por guitarras diminuiu; os adolescentes preferiam comprar vídeo games. Era preciso fazer alguma coisa. E para reinventar a FENDER, a CBS recrutou um novo executivo em 1981. William Shultz se tornou o presidente da empresa, apoiado pelo associado William Mendello. Seu plano de negócios de 5 anos era baseado em aumentar a presença da FENDER no mercado com grande aumento de qualidade e um imenso compromisso com pesquisa e desenvolvimento. Com isso, em 1982, a empresa retornou aos modelos originais torneados por Leo Fender e começou a fazer reedições vintages baseadas nas especificações originais.


Quando a CBS encerrou seus negócios que não tinham haver com rádio e televisão, um grupo de funcionários e investidores liderados por Schultz comprou a FENDER em março de 1985. A venda colocou novamente o nome FENDER nas mãos de um pequeno grupo de pessoas dedicadas e compromissadas em criar as melhores guitarras e os melhores amplificadores do mundo. A nova empresa, batizada de Fender Musical Instruments Corporation (FMIC), teve que começar do zero - as instalações e os maquinários não estavam incluídos na venda. A FMIC possuía apenas o nome, as patentes e algumas partes não usadas deixadas para trás. Apoiado por um grupo de leais funcionários, revendedores e fornecedores (alguns que eram parceiros desde a criação), Schultz e sua equipe começaram a reconstruir um ícone americano.


A nova FENDER inicialmente importou suas guitarras de fabricantes estrangeiros com experiência comprovada na produção de instrumentos viáveis e com bom custo benefício, porém o aumento do controle de qualidade levou, em 1985, a inauguração de uma nova fábrica em Corona, estado da Califórnia. Uma segunda fábrica foi inaugurada em 1987, em Ensenada, no México. E o ano de 1987 foi mesmo mágico para a FENDER. Dentre os acontecimentos marcantes desse ano estava o lançamento de uma das mais icônicas, lendárias e tradicionais linhas de guitarras e contrabaixos da marca (American Standard®), que retomou sua tradição e características que definiriam o padrão americano: instrumentos feitos com madeiras selecionadas, acabamentos especiais e detalhes que fazem da linha uma das mais cobiçadas até hoje. A primeira metade da década seguinte trouxe novos modelos de guitarras que venderam muito bem. Em 1998 foi lançada a linha Fender American Deluxe® (substituída em 2016 pela Fender American Elite®), que unia o que havia de mais moderno e atual em um instrumento.


Visual tradicional, timbre mundialmente adorado, minuciosa construção nos padrões americanos e toda a tradição FENDER. Assim é a linha American Special®, lançada em 2010 e cujas guitarras possuem captadores, circuitos, pontes e acabamentos exclusivos. Mais recentemente, em 2016, FENDER lançou sua primeira linha de fones de ouvido para músicos profissionais, seja para usar em estúdios ou nos palcos. Desde o início, a FENDER sempre trabalhou lado a lado com os artistas que empunharam seus instrumentos em nome de sua arte. É uma antiga tradição e que continua até hoje. Os modelos da linha Fender Artist & Signature® são construídos de acordo com as especificações exclusivas de cada músico contando com a participação dos mesmos na elaboração dos projetos para que a sonoridade deles possa vir a ser parte do seu som. A mais famosa de todas as guitarras de Eric Clapton foi a “Blackie”, montada com pedaços de várias Stratocaster®, que ele usou até os anos de 1990. Depois, por medo de danificá-la, Eric a guardou em casa e não a levou mais aos palcos. Em 1988, Eric foi homenageado pela FENDER com o lançamento de uma Stratocaster® feita sob medida para ele e que se tornou o marco inaugural do primeiro modelo para artistas da famosa série “Signature” da Stratocaster®.


A FENDER se tornou líder mundial por definir o som de guitarra que conhecemos, por atender às necessidades dos músicos, por criar produtos de alta qualidade e por assegurar manutenção e estabilidade a todos os seus instrumentos. Afinal, durante sua rica história vários músicos de renome, alguns se tornaram lendas, utilizaram guitarras da marca americana, como por exemplo, David Gilmour (Pink Floyd), Eric Clapton (considerado um dos melhores guitarristas da história do rock), Keith Richards (Rolling Stones), Jeff Beck (um dos maiores guitarristas de todos os tempos), Jim Root (Slipknot), Mark Knopfler (Dire Straits), Ritchie Blackmore (um dos fundadores do Deep Purple), Richie Sambora (por anos o principal guitarrista da banda Bon Jovi), Dave Murray (Iron Maiden), Jimi Hendrix (a lenda), Muddy Waters (considerado o pai do Chicago Blues), Buddy Guy (considerado o 23º melhor guitarrista de todos os tempos pela revista americana Rolling Stone), Janick Gers (Iron Maiden), John Frusciante (ex-membro da banda Red Hot Chili Peppers) e Eric Johnson (um dos guitarristas mais respeitados do mundo).


O máximo em customização 
A Fender Custom Shop foi inaugurada em 1987 nas instalações da fábrica de Corona, na Califórnia, para criar instrumentos de sonho para guitarristas profissionais e entusiastas. Inicialmente era uma operação composta por somente dois funcionários: Michael Stevens e John Page, que eram responsáveis por encomendas pontuais e reproduções especiais de modelos vintage da marca. O sucesso da Custom Shop foi tanto que depois de três meses de inauguração, a divisão já tinha aproximadamente 300 encomendas. A marca americana sempre reconheceu a importância de uma política de portas abertas para músicos profissionais, acomodando os seus pedidos de características específicas de forma individual. Unir a tradição da FENDER com as inúmeras possibilidades artísticas de um departamento com os melhores luthiers do mercado americano não poderia resultar em nada a não ser sucesso absoluto. A Custom Shop foi capa de revistas e jornais da época. O êxito era tanto que ninguém menos que Eric Clapton resolveu encomendar sua própria guitarra (e, curiosidade: o modelo Eric Clapton é uma opção contínua de linha da divisão até hoje). Estava iniciada aí uma tradição que persiste até os dias atuais: guitarras customizadas produzidas sob medida para músicos como Sting, Johnny Cash, Ritchie Sambora, Bob Dylan, Keith Richards, Dick Dale, Jeff Beck e David Gilmour, para citar alguns exemplos de artistas que já tiveram suas guitarras fabricadas pela divisão Custom Shop da FENDER.


Essa divisão nasceu da paixão pela fabricação artesanal e, principalmente, pelas inúmeras possibilidades que podem ser exploradas a partir de um único instrumento: um corpo de Stratocaster® com o headstock de uma Telecaster® e captação de uma Jazzmaster®. Na Custom Shop isso é possível. E é por esse motivo que ela foi carinhosamente apelidada de The Dream Factory (“A Fábrica dos Sonhos”, em tradução livre). Já as guitarras da linha Custom Shop Heavy Relic apresentam corpo com marcas de uso, riscos, ferragens oxidadas, as partes plásticas cosmeticamente envelhecidas e riscadas, como se tivessem 50 ou 60 anos de uso intenso. Os instrumentos da linha Custom Shop são produzidos pelos melhores Master Builders e materializam o sonho dos músicos mais exigentes. Utilizando as melhores madeiras - escolhidas criteriosamente pelos próprios Master Builders - os melhores hardwares e componentes eletrônicos, além de feitos de uma forma quase artesanal, o que faz com que cada instrumento seja único. A Fender Custom Shop, uma divisão premium de fabricação de instrumentos, tornou-se conhecida em todo o mundo como uma indústria de artesanato e arte instrumental pura.


A evolução visual 
A identidade visual da marca passou, basicamente, por quatro remodelações ao longo da história. O logotipo original da marca pode ter sido baseado na assinatura de Leo Fender, mas com o F invertido. Na década de 1960 ocorreu a primeira modificação: as letras se tornaram mais encorpadas e o tradicional F invertido ganhou um novo design. Em 1968 o logotipo se tornou preto e ganhou uma leve inclinação. O atual logotipo da marca é uma releitura muito próxima do original, mas com a cor vermelha.


Dados corporativos 
● Origem: Estados Unidos 
● Fundação: 1946 
● Fundador: Clarence Leonidas Fender 
● Sede mundial: Scottsdale, Arizona, Estados Unidos 
● Proprietário da marca: Fender Musical Instruments Corporation 
● Capital aberto: Não 
● CEO: Andy Mooney 
● Faturamento: US$ 800 milhões (estimado) 
● Lucro: Não divulgado 
● Presença global: 80 países 
● Presença no Brasil: Sim 
● Funcionários: 2.000 
● Segmento: Instrumentos musicais 
● Principais produtos: Guitarras, baixos, violões, amplificadores e equipamentos de áudio 
● Concorrentes diretos: Gibson, Martin, Ibanez, Music Man, PRS, Jackson e Schecter 
● Ícones: A guitarra Stratocaster® 
● Slogan: Make History. 
● Website: www.fender.com.br 

A marca no mundo 
Atualmente a FENDER, maior fabricante de guitarras, baixos e equipamentos relacionados do mundo, vende seus produtos, que também incluem violões, amplificadores, cordas e acessórios de produtos de áudio profissional, como mesas de mixagem, em mais de 80 países, com faturamento estimado de US$ 800 milhões anuais. As guitarras da marca dominam aproximadamente 50% do mercado americano. Estima-se que a FENDER produza mil guitarras por dia em mais de 100 diferentes cores e acabamentos. A sede mundial da FENDER está localizada em Scottsdale, estado do Arizona, e a gerencia de fabricação em Corona, na Califórnia. 

Você sabia? 
● A empresa ainda é proprietária de marcas como Charvel, Gretsch, Guild, Jackson, Squier e SWR. 
● O fundador de uma das maiores empresas de guitarras e baixos do mundo não sabia sequer afinar uma guitarra. E mesmo assim, ele foi indicado ao Rock and Roll Hall of Fame em 1992, sem nunca ter tocado um instrumento. Nascido em 10 de agosto de 1909, Leo Fender trabalhou até o ultimo dia antes de sua morte, em 21 de março de 1991. 
● O solo de Stairway to Heaven foi gravado com uma Telecaster® 1958. 


As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Fortune, Forbes, Newsweek, BusinessWeek e Exame), sites especializados em Marketing e Branding (BrandChannel e Interbrand), Wikipedia (informações devidamente checadas) e sites financeiros (Google Finance, Yahoo Finance e Hoovers). Agradecimento especial ao músico Marco Maia (www.marcomaia.mus.br). 

Última atualização em 5/4/2017

31 Mar 23:55

LAGOA

by Saudades do Rio




A foto 1, garimpada na Internet, mostra um intrépido escalador no costão do Cantagalo, talvez do lado de fora da Chaminé dos Morcegos. Pelo aspecto de Copacabana a foto é anterior a 1947, pois o Edifício Colona, na Praça Eugenio Jardim, ainda não tinha sido construído. Mas o Quartel do Corpo de Bombeiro já estava firme ali.

 

Escalar este morro era uma diversão e tanto para os garotos que moravam nas vizinhanças, com acesso pela Rua Gastão Bahiana. Um deles é eventual comentarista do “Saudades do Rio”, o Roberto (Rockrj), membro do S.E.M.P.R.E. É ele o autor da foto 2 e é quem aparece na foto 3, ambas dos anos 50.

 

Nestas fotos vemos o esqueleto do que seria um hospital, na antiga Praça Corumbá, que ficava junto do Corte do Cantagalo, do lado da Lagoa, região onde está hoje a Fundação Eva Klabin.

 

Esta obra do hospital nunca chegou a ser concluída, vindo o esqueleto a ser demolido no início da década de 1960. Bem à direita, na foto 2, vemos o então confuso cruzamento do Corte do Cantagalo com a Epitácio Pessoa. Vinham automóveis de Copacabana, pelo Corte, que podiam entrar à direita e à esquerda na Avenida Epitácio Pessoa. Os automóveis vindos de Ipanema podiam dobrar à direita e subir o Corte ou seguir em frente, pela própria Avenida Epitácio Pessoa, em direção a Botafogo. Os automóveis que vinham pela Lagoa em sentido a Ipanema, também podiam dobrar à esquerda para pegar o Corte ou seguir em frente em direção a Ipanema, pela Avenida Epitácio Pessoa. Somente no início dos anos 70, quando da duplicação das pistas da Epitácio Pessoa, o Viaduto Augusto Frederico Schimidt iria resolver este problema.

 

As esquinas da Avenida Epitácio Pessoa com o Corte do Cantagalo de um lado tinham uma praça (a Corumbá) e do outro o Posto Ipiranga, de combustíveis. No local da pedreira da Lagoa, vista nas fotos, depois existiu uma concessionária de veículos da Volkswagen e depois uma concessionária Honda. Hoje há prédios de apartamentos luxuosos. Nos anos 60 o trânsito na Epitácio Pessoa era interrompido por 10 minutos no final da manhã e no final da tarde para explosões na pedreira.

 

Este costão do Cantagalo deu muitos problemas nos anos 60, pois de um dia para o outro começaram a cair pedras. Uma delas, enorme, caiu e destruiu o carro de meu vizinho, o Almirante Álvaro Alberto. O barulho foi tamanho que achei que o prédio em que morava estava caindo. A seguir, durante meses, a Geotécnica fez um trabalho espetacular removendo ou fixando as pedras soltas. Nunca mais ocorreu este problema.

31 Mar 23:50

COPACABANA PALACE

by Saudades do Rio



A primeira foto, enviada pelo F. Patrício, é do Acervo do Silva e mostra os fundos do Copacabana Palace à época de sua inauguração.  Foi obtida a partir do atalho que liga a linha de bonde regular aos fundos do Cassino. Provavelmente, durante a construção,  foi instalada uma linha provisória de carris por aí. O ramal do Leme havia sido inaugurado em 1900, ligando o ponto terminal da Gustavo Sampaio com a Praça Malvino Reis ( atual Serzedelo Correa).
 
A foto 2 é de um postal editado pela Casa J.F.N. por volta de 1930. Situado na Av. Atlântica, à beira-mar, destaca-se, ao centro, o suntuoso edifício do Copacabana Palace Hotel. Uma Copacabana ainda não tomada pela Selva de Pedra, com muitas casas. Uma grandiosa festa de gala marcou a inauguração do imponente edifício do Copacabana Palace Hotel, projetado pelo francês Joseph Gire, em 1923. Apartir daí, os visitantes da cidade que nele se hospedassem poderiam desfrutar de uma deslumbrante vista da praia, que pouco a pouco caminhava para seu apogeu. Na década de 1930, com a moda dos cassinos, o Copacabana Palace, ponto de convergência da alta sociedade carioca, atingiu fama internacional. Vê-se, ainda, na foto, a Pedra do Inhangá, logo após o Copacabana Palace, dividindo a praia: para a esquerda, Praia do Leme; para a direita, Praia de Copacabana. Esta pedra, que inicialmente ia até a areia, foi posteriormente removida no trecho da praia, liberando espaço para a Avenida Atlântica. A Pedra do Inhangá atualmente está cercada por prédios de apartamentos.
 
A foto 3 é de Malta, mostrando o Grande Hotel Balneário e Cassino - o Copacabana Palace , em final de construção. Foi inaugurado em 1923. A Revista Beira Mar, de 19/08/1923, escrevia assim: "Copacabana, este lindo recanto do Rio, emoldurado por maravilhosas praias e montanhas cobertas da mais luxuriante vegetação, dia-a-dia transforma-se. As suas incomparáveis belezas naturais, casando-se com as fantásticas obras do homem, tornam-na o mais encantador lugar do mundo. Agora mesmo, graças a um punhado de brasileiros, que preferem ligar patrioticamente seus nomes à grandeza, ao progresso da sua terra, a fazer, como tantos outros, viver desfrutando os juros das suas fortunas, deve Copacabana hoje ostentar aos olhos maravilhados dos estrangeiros, que nos visitam, e aos dos próprios brasileiros, o majestoso monumento de arte, que é o "Copacabana Palace Hotel".
(...)
Penetramos no amplo vestíbulo onde estão os serviços de recepção e dali galgamos a escadaria de pedra mármore e chegamos ao hall, uma maravilha de bom gosto e extraordinário conforto. À direita fica a sala de visitas e à esquerda, a sala de leitura, mobiliadas com arte, distinção e simplicidade, e as paredes decoradas com lindos afrescos dos festejados patrícios Thimóteo e Chambilland. Passamos em seguida para o salão de festas, um dos mais belos que temos visto. A sua decoração sob o branco e o ouro, deslumbrou-nos. E deste, segue-se o salão dos concertos, onde notamos a mesma arte. Do lado direito, fica o restaurante. Neste mesmo andar ficam a barbearia, coiffeur pour dammes e os petits magazins. Nos cinco andares estão situados os aposentos, num total de 250, todos amplos, confortáveis.
(...)
O majestoso hotel é encimado por um terraço, destinado a festas ao ar livre, donde se descortina um panorama de tal beleza, que não tentamos descrevê-lo. Este terraço está dividido em dois centros de tênis, o elegante jogo britânico. Todo o mobiliário vem da Suécia, com exceção dos aposentos que foram fornecidos pela conhecida casa "Red Star". A prataria é de Mappin Webb; os cristais de bacarat, as porcelanas de Limoges, os tapetes oriundos de importantes fábricas inglesas, o trem da cozinha e demais aparelhamento vieram de Paris, da Casa Charles Blanc. Visitamos a seguir o Cassino, anexo ao hotel, onde se acham instalados, os grandes salões de diversões, o Teatro, o grill room.
(...)
Ainda anexo ao hotel, há o balneário com 250 cabines, perfeitamente aparelhadas. Da importantíssima Cia. Hotéis Palace, fazem parte os Drs. Octávio Guinle, Francisco de Castro Silva, barão de Saavedra, Francisco Marques,.
(...)

30 Mar 23:17

David Prowse and Irvin Kershner

by ThisIsNotPorn

David Prowse and Irvin Kershner | Rare celebrity photosDavid Prowse, in half of his Darth Vader costume, with Irvin Kershner on the set of The Empire Strikes Back.

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28 Mar 20:59

Peter Sellers, Stanley Kubrick and James Mason

by ThisIsNotPorn

Peter Sellers, Stanley Kubrick and James Mason | Rare celebrity photosPeter Sellers, Stanley Kubrick and James Mason playing ping pong on the set of Lolita.

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24 Mar 20:04

A ditadura perfeita terá as aparências da democracia e os escravos terão amor à sua escravidão

by noreply@blogger.com (Ronald Sanson Stresser Junior)


Admirável mundo novo: até quando uma ficção?

Admirável mundo novo: a proximidade cada vez maior das ficções com o mundo real. Nosso destino se assemelhará à distopia de Aldous Huxley?

Um dos critérios de caracterizar um livro como “clássico” baseia-se no fato de suas ideias nunca envelhecerem. 

Admirável Mundo Novo, escrito por Aldous Huxley em 1932, é um deles. Suas mensagens mantém-se atuais, assim como outros clássicos de autores contemporâneos, como 1984, A Revolta de Atlas e A Revolução dos Bichos.

O livro narra uma sociedade planejada e construída para o bem coletivo. Uma sociedade que molda as pessoas desde antes de seu nascimento e por toda sua infância, com o objetivo de definir antecipadamente seus papéis internos determinados pelas suas castas sociais. Essa moldagem resulta em uma conformação mental generalizada de seus direitos e deveres, garantindo ao controle estatal a manutenção da ordem social, sem quaisquer ameaças de protestos. É um resultado clássico onde a personalidade não é própria, individual, mas uma personalidade representante de um coletivo.

Não há liberdade de pensamento. Não há estímulos para se pensar diferente. A ojeriza à literatura, disponibilizada apenas para determinadas castas, é construída através de condicionamento das crianças através de choques elétricos cada vez que tocam nos livros (lembra muito o proselitismo recente contra o hábito de leitura por um ex-presidente, uma de suas grandes contribuições para a atual idiocracia que vivemos). Um leve pensamento crítico, manifestado por um dos protagonistas, é motivo de chacota e ameaças concretas, assim como ocorre hoje nos casos de tentativa de censura e desqualificações sem argumentos promovidos pelo JEG*. A falta deste pensamento crítico na distopia de Huxley é uma das perdas da condição de humanidade dos cidadãos. O admirável mundo novo não seria tão admirável assim.


Uma das defesas dos ideólogos dessa sociedade é a proclamação da felicidade geral. Mas como uma ideia da felicidade pode ser construída sob os pilares da mentira? A droga “soma”, distribuída pelo governo, mantém a população despreocupada e feliz, reprimindo o pensamento independente e compelindo as pessoas a aceitarem e acreditarem na realidade existente. Pensamentos independentes seriam ameaças extremas à manutenção da sociedade. Quanto tempo falta para criarmos um índice de felicidade em nosso país? Qual seria a nota dada para este índice pelo Cypher, do filme Matrix, que dizia que a ignorância pode ser uma benção?

A inexistência de responsabilidade pelas suas escolhas também pode ser uma benção. No admirável mundo novo de Huxley não havia necessidade de preocupações, pois as ações eram dirigidas para a eliminação do imprevisível da vida social e para o hedonismo. Liberdades sexuais e a inexistência da instituição familiar propiciavam o alardeamento da ideia de que o mundo onde se vive é perfeito, uma utopia. Você não é você. Você é uma classe, um coletivo, uma raça, uma minoria. O Brasil pontuações extremas nesse tema, na medida que negros, LGBTs, índios e companhia já não podem pensar por si próprios como ser humano, mas sim como pertencente a uma casta. Joaquim Barbosa que o diga, após ser difamado pela mídia chapa branca porque seu julgamento pessoal “deu as costas” para sua “raça”, como se nisso houvesse algum sentido**. E quando não houver mais excluídos, o processo de criação ocorre novamente.

O livro, entretanto, deixa um viés de que o desenvolvimento tecnológico pode ser usado para calar a liberdade. Entendo porém, que é justamente a tecnologia que está, aos poucos, nos libertando das ideologias nocivas incorporadas na nossa mente através da Revolução Gramsciana, em função desse grande canal de comunicação mundial denominado internet. Sem ele, governos e grupos econômicos vivendo em simbiose - dependendo do local tendendo ao comensalismo ou parasitismo, já teriam dado passos mais largos para a construção dessa sociedade coletivizada. O que não impediu, entretanto, que nosso país tenha regredido várias casas nos últimos anos. Precisamos acordar logo! E tornar o mundo novo, futuro, realmente admirável.

A ditadura perfeita terá as aparências da democracia, uma prisão sem muros na qual os prisioneiros não sonharão sequer com a fuga. Um sistema de escravatura onde, graças ao consumo e ao divertimento, os escravos terão amor à sua escravidão. – Aldous Huxley

*JEG: Jornalismo da Esgotosfera Governista
** Decidiu aposentar-se precocemente da presidência do STF em funções de ameaças que vinha recebendo


Huxley, Aldous

Uma sociedade inteiramente organizada segundo princípios científicos, na qual a mera menção das antiquadas palavras “pai” e “mãe” produzem repugnância. Um mundo de pessoas programadas em laboratório, e adestradas para cumprir seu papel numa sociedade de castas biologicamente definidas já no nascimento. 

Um mundo no qual a literatura, a música e o cinema só têm a função de solidificar o espírito de conformismo. 

Um universo que louva o avanço da técnica, a linha de montagem, a produção em série, a uniformidade, e que idolatra Henry Ford. Essa é a visão desenvolvida no clarividente romance distópico de Aldous Huxley, que ao lado de 1984, de George Orwell, constituem os exemplos mais marcantes, na esfera literária, da tematização de estados autoritários. 

Se o livro de Orwell criticava acidamente os governos totalitários de esquerda e de direita, o terror do stalinismo e a barbárie do nazifascismo, em Huxley o objeto é a sociedade capitalista, industrial e tecnológica, em que a racionalidade se tornou a nova religião, em que a ciência é o novo ídolo, um mundo no qual a experiência do sujeito não parece mais fazer nenhum sentido, e no qual a obra de Shakespeare adquire tons revolucionários. 

Entretanto, o moderno clássico de Huxley não é um mero exercício de futurismo ou de ficção científica. Trata-se, o que é mais grave, de um olhar agudo acerca das potencialidades autoritárias do próprio mundo em que vivemos.