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19 Dec 18:50

Why I run my business like an open source project

by Nicole Sullivan

When I first started consulting, I used to squirrel away in my corner and code. Some weeks later, I’d deliver my perfect shining gem to the client after, quite frankly, trying to talk to them as little as possible throughout most of the process. It wasn’t that I didn’t like people, I especially enjoyed talking with developers, but the gap between what I knew I needed to do to get the job right and my ability to explain it to the client seemed insurmountable. With repetition, my ability to explain technical requirements in a management friendly way has evolved to something like passable, but an equally important change has been Github.

Github

Github has allowed us to take a different path with our projects. We now treat them much like open source projects. We strive for transparency and clarity in everything we deliver as well as in the process by which we deliver it. We often do complex UI rewrites and performance evaluations for big companies like Facebook, Paypal, Adobe, Salesforce, Trulia, Williams Sonoma, Pottery Barn, etc. Big companies have a lot of stakeholders and we’ve found that Github is an amazing way to include them in the project from the beginning.

Our clients have access to the code we are writing from the first line we commit. When my developers and I code review each other’s work, the client can see and also participate in that code review. In that way, they get to understand (and buy in on) not only the end result, but the rationelle behind it. Clients also send their developers to work side by side with us. We take them in as a part of our team, submit them to the same grueling code reviews we all go through.

We’ve found that they are happier this way. The transparency I feared, the risk taken by trying to explain something and failing, has been far outweighed by the practical benefits of healthy collaboration. They now feel the end result belongs to them, rather than being something forced on them from outside or upper management.

Glorious bugs…

There is also something great about letting a client peek inside the works… they find bugs, omissions, and misunderstandings. Why is that great? Because they find them right away, rather than several weeks or months into a project. They also feel empowered to open github issues for those bugs, helping us do our job even better. Instead of it being a terrible thing to find bugs, it becomes an ordinary part of the process. I usually explain it like popcorn popping. For a while you will have a lot of pops, and then slowly it will wane and you’ll just get a pop every now and then. When the pops become pretty infrequent, we move the code from our repo to theirs. I hope this means our clients trust us, because they get to see that we will continue to show up for them throughout the project and that we’ll always have a curious, relaxed, and grateful attitude when they identify something that needs fixing.

We didn’t want you to work on that!

It also means that there isn’t any issue of “we didn’t ask you to work on that”. The client gets to approve all work (in the Github issue for the feature) before we even get started. They also get to see the kind of bugs I assign to Fiona, or she assigns to Arnaud and get a sense of the teams strengths and weaknesses. That helps them know who to contact when an issue comes up. Yay for anything that makes me less of a bottleneck. :)

And the most important reason? Code quality

I’m a firm believer that open source code is of higher quality than code written in a vacuum. I can’t say if that is true for every project out there, but it has certainly been true for us. Greater transparency has enabled us to have a tighter feedback loop and make a few things I’m quite proud of.

Anyway, I could go on and on about this because I’m quite passionate about how an open source approach and Github in particular has enabled us to improve our work, but I’d love to hear from you. Have you used github in this way? Do you use it internally? What works? Any tricks? I know their are a few features I still wish existed, how about you?

09 Jul 00:40

Money, Money, Money

by noreply@blogger.com (Marcel R. Goto)
Por Marcel R. Goto

Resumo da história: em março de 2012, Tim Schafer, co-roteirista dos primeiros Monkey Island, criador de Full Throttle e Grim Fandango, nota a emegência do crowdfunding como método de financiamento para jogos, e pede uma graninha para criar algo novo no estilo daqueles títulos clássicos da Lucasarts.

Pouca coisa, US$400 mil. Seria um jogo relativamente simples, provavelmente feito em Flash, pelo seu estúdio atual, o Double Fine.

Um mês depois, ele havia arrecadado US$3.3 milhões, mais de oito vezes o valor original e a maior quantia até então no Kickstarter, e provado definitivamente a viabilidade do crowdfunding para gêneros esquecidos, considerados nicho demais pelas publishers, e ideias ousadas demais para o conservadorismo dos grandes investidores.

E, ontem, o mesmo Schafer avisa: o dinheiro não ia dar pra terminar o jogo, agora intitulado Broken Age. Ele terá que investir recursos próprios, além de apelar para pré-vendas.

Vejamos: ele recebe oito vezes o valor que havia pedido, e no meio da produção descobre que não é o suficiente?

O Twitter e a web ainda estão fervendo com a reação do público. Muitos dizem que, do mesmo modo como havia inaugurado a era do crowdfunding na indústria de games, Schafer agora a tinha encerrado, acabando com a sua credibilidade.

Eu tenho uma visão bastante diferente: um problema como esse ia acontecer mais cedo ou mais tarde. É melhor (ou menos pior) que aconteça nas mãos de alguém como Schafer, que tem recursos, experiência e responsabilidade para manobrar aqui e ali e impedir que essa falta de planejamento se transforme num escândalo de verdade, que abale de verdade a viabilidade do crowdfunding para jogos. Em outras palavras: apesar dos imprevisots, ele tem condições para garantir que Broken Age seja lançado.

Meu argumento é o seguinte: problemas de organização e planejamento acontecem o tempo todo, em qualquer tipo de projeto. Eles só não são divulgados para o público. No caso do modelo tradicional da indústria de games, essas informações ficam entre o estúdio responsável pela produção e o seu investidor, o publisher.

O crowdfunding não muda só a fonte do dinheiro, ele muda também a própria natureza da produção.

O investidor não é mais um executivo esperando os lucros do próximo Call of Duty, são dezenas de milhares de jogadores apaixonados pelo seu hobby, que querem muito conhecer e jogar o que, até o momento, é só uma ideia na cabeça de meia dúzia de designers e programadores ligeiramente idealistas. Querem isso a ponto de abrir a carteira para investir num jogo que ainda pode demorar mais de um ano para ser lançado, se for mesmo lançado.

É necessário fazer essa distinção: o crowdfunding não é a pré-venda de um jogo. É pouco mais que uma doação, e pouco menos que um investimento. Doação, porque em muitos casos você pode dar uma quantia baixa para o projeto, um ou dois dólares, sem ter nada em troca, nem sequer o próprio jogo, uma vez pronto. E também não é um investimento no sentido financeiro, porque mesmo caso o jogo seja bem-sucedido, você não recebe uma parcela dos lucros. Na melhor das circunstâncias, você recebe uma cópia de um jogo muito legal, e vai dormir mais leve, sabendo que ajudou a torná-lo realidade.

E também há o aspecto da liberdade criativa. Pessoas criativas frequentemente precisam ser mantidas na linha por um editor ou um gerente de projeto. Uma vez livres das amarras do modelo dos publishers, em que se é obrigado a cumprir metas regularmente, era fatal que mais cedo ou mais tarde sairia dos trilhos um projeto bancado por crowdfunding, onde o foco é principalmente agradar aos jogadores e aos instintos criativos dos próprios criadores.

E, enfim, há o caso específico deste projeto de Schafer. Adaptando o Tio Ben, "Com muita grana, vem muita expectativa". Schafer dificilmente poderia ter seguido em frente, tendo três milhões em mãos, com a mesma ideia que tinha na cabeça para quatrocentos mil dólares. Ele certamente sentiu, corretamente, que precisava fazer jus à confiança, tanto quanto ao dinheiro, investidos nele.

Então, assim como o investimento entregue pela comunidade foi oito vezes maior do que o pedido, Broken Age muito provavelmente é um jogo oito vezes maior, em termos de visão, de ambição criativa, do que o originalmente planejado. Do mesmo modo, os problemas e imprevistos num projeto dessa dimensão não são desprezíveis. Como eu disse antes, a diferença é que agora eles são públicos.

Mas o jogo certamente vai ser lançado, e eu acredito que vá ser um grande momento para indústria de jogos.

Tim Schafer não matou o crowdfunding. Outros problemas como este vão acontecer, e certamente vão acontecer coisas piores. A diferença é que, agora, as pessoas estão devidamente avisadas. É necessário que os próximos projetos apresentados no Kickstarter e outros sites do tipo sejam melhor detalhados, e que seu desenvolvimento seja acompanhado mais de perto. Mais trabalho para os jornalistas.

O que aconteceu é que, ontem, o crowdfunding na indústria de games amadureceu mais um pouco.

02 Jul 19:19

[ Tutorial do Dia! ] Como emular SNES/GBA no seu iOS sem jailbreak!

by Izzy Nobre

[ UPDATE ] A Apple tentou bloquear o truque abaixo, mas pra resolver é fácil. Se seu emulador não abre mais, vá em AJUSTES > GERAL > DATA E HORA, desligue a função de ajuste automático de data e hora, e coloque uma data anterior a 16 de julho de 2013. Abra o emulador, ele funcionará normalmente. Depois, é só consertar o relógio do seu iPhone/iPod/iPad.

Olá lindos amigos. Eis o que passarei o dia fazendo hoje:

Invejou? Calma que vou ensinar como é

E não, meu iPhone 5 não é jailbroken. Tá rodando iOS originalzim, e junto com ele este estupendo emulador de GBA — dica do meu broder @mullerjones, através do tuíter. Enquanto seus amigos te convidam pra TelexFree, os meus me mandam essas dicas absurdamente sensacionais.

VAMOS LÁ!

Como funciona a parada?

Simples: um maluco pegou os emuladores opensource, “converteu” pra iOS, assinou-os usando sua conta de desenvolvedor da Apple, e hospedou num site. Assim, o app roda como se fosse algo próprio de iOS, sem necessidade de gambiarras no sistema operacional pra que ele permita códigos não-autorizados a rodarem. O sujeito vai em breve perder a conta? É provável. A Apple vai fazer algo pra tirar o site do ar? Também. Então corre enquanto dá tempo.

Primeiro passo:

Pegue seu celular eletrônico i-Phone e leve-o a este site: http://emu4ios.weebly.com/downloads.html. A página te apresenta uma listinha com aplicativos desenvolvidos pelo malandro. Eu dei preferência ao do GBA, porque historicamente emulador de GBA roda melhor do que os de SNES em praticamente toda plataforma que eu testei. Pelo pouco que já testei, este axioma prova-se verdadeiro também no iPhone.

“Mas por que não instalar os dois, Izzy?”

Por que não dá. Uma das limitações dessa semi-gambiarra é que só pode instalar um app de cada vez. Então, vou de GBA. Vai lá, entra no site que eu linkei. Tu verás isto:

Photo 2013-07-02 9 47 19 AM

Segundo passo:

Clique no INSTALL, o teu celular vai perguntar se você tem certeza, responda que sim, é claro, quero jogar Pokemon no celular. O app aparecerá no seu celular com esse iconezim aí.

Terceiro passo:

Quando terminar de instalar, clique nele. Tá vendo essa lista vazia de ROMs? Você preencherá-la com seus joguinhos favoritos. Clique na lupinha que você vê aí no canto superior direito. Ela abre uma busca no Google por ROMS de GBA; vai no primeiro resultado que tá de boa (aqui aparece o CoolROM.com).

Não sei os outros sites, mas o CoolROM tá todo formatadinho pra funfar beleza no navegador do iPhone (outros sites podem oferecer algumas barreiras pro download que de repente complicam de você pegar o jogo direto pelo iPhone). Aliás, essa é a vantagem do GBA4iOS: já vi outras soluções pra emular sem jailbreak mas eles requeriam outros níveis de gambiarra — ir pro computador, acessar o conteúdo do seu iPhone usando aplicativos meio duvidosos, essas coisas. No GBA4iOS tu faz tudo no próprio celular.

Photo 2013-07-02 9 39 59 AM

Quarto passo:

Pronto, meu broder. É basicamente isso aí. Achou o jogo que você quer, dá um scrollzim na página, clica em DOWNLOAD. Vai demorar um cadim, dependendo do tamanho da ROM. Vá dar uma mijadinha que você já tava com vontade mesmo.

Quinto passo:

Quando o arquivo termina de baixar, tu verás uma tela assim:

Photo 2013-07-02 9 41 15 AM

O navegador já facilita sua vida oferecendo que tu abra a ROM com o próprio GBA4iOS (ali no canto superior direito, mah). Clique nisto e seja feliz.

UM DISCLAIMER: Eu sou geralmente muito paranóico com qualquer tipo de gambiarra (vai que é tudo uma trama de um hacker russo de 11 anos de idade pra roubar meus cartões de crédito?). Por isso fiz algumas pesquisas pra descobrir a idoneidade desse sisteminha e não achei nada que o desabonasse. Tendo dito isto, saiba que o processo acima é por sua conta e risco.

OUTRO DISCLAIMER: Sei que a tentação é grande mas não insista nos joguinhos de plataforma que te exigem apertar mais de um botão ao mesmo tempo. Não presta, tu vai se decepcionar, vai por mim. O melhor tipo de jogo pra jogar no touchscreen são RPGs táticos e coisas turn based do tipo. Confie em mim.

KID, FUNCIONA NO IPAD? FUNCIONA NO IPOD? FUNCIONA NO MEU IPHONE 3GS?

Não sei. Testei só no meu iPhone 5. Descubra aí, porra!

28 Jun 02:06

'Como superar minha dificuldade de argumentar?' - by Max Gehringer

by Andarilho
Transcrição do comentário do Max Gehringer para a rádio CBN, do dia 27/06/2013, com uma ouvinte que tem dificuldade para argumentar numa reunião e uma dica de como superar essa deficiência.

Áudio original disponível no site da CBN. E se você quiser ler os comentários anteriores do Max Gehringer, publicados aqui, basta clicar neste link.

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'Como superar minha dificuldade de argumentar?'

argumentando

Um ouvinte escreve: "Meu maior problema profissional é que tenho dificuldade para argumentar. Sempre tive, desde os tempos da escola. E por isso sempre saio perdendo nas discussões que ocorrem nas reuniões de trabalho. Fico sem resposta quando alguém me contraria e depois, repensando o assunto, consigo formular a resposta que eu poderia ter dado, mas não dei. Existe uma maneira de eu superar essa deficiência?"

Bom, para começar, isso é mais normal do que parece. Todos nós sempre encontramos a resposta perfeita quando fazemos uma reavaliação posterior de uma situação, já sem aquela pressão de termos que falar uma coisa de imediato. São poucos, bem poucos, os profissionais que no calor de uma discussão conseguem dizer exatamente o que deveria ser dito e deixar a plateia boquiaberta. De certa forma, as nossas frases mais brilhantes são sempre aquelas que formulamos depois.

Uma sugestão que eu posso lhe dar é a de escrever, antes da reunião, os argumentos que você usaria para rebater cada ponto contrário às suas ideias. Normalmente nós nos convencemos de que a nossa opinião sobre um assunto é a mais correta e não nos preparamos para os contra-ataques.

E por que escrever? Porque é mais fácil organizar ideias por escrito, voltando, relendo e reescrevendo. Basta você listar todos os argumentos contrários que possam surgir na reunião, mesmo os mais absurdos, e encontrar uma boa resposta para cada um deles. Ao fazer isso, você estaria invertendo a situação. Em vez de formular a resposta ideal depois, você a formula previamente.

Talvez não dê tudo certo já na primeira reunião, mas a repetição desse exercício fará com que você aumente não a capacidade para argumentar, que você provavelmente já possui. Mas ganhe a confiança que ainda está lhe faltando.

Max Gehringer, para CBN.
26 Jun 23:01

Meu livro feminista favorito

by Letícia F.

Leio sobre feminismo freneticamente. Blogs, artigos, livros. Sempre falo como entender teoria feminista foi libertador para mim. Como indivíduo, como  ser autônomo, como cidadã e, claro, como mulher.

Evidente que estudar teoria não é indispensável para todo mundo. Para mim, está sendo. Faço pós graduação em gênero e sexualidade, e os assuntos se confundem, se misturam, se complementam. Isso é muito excitante; me dá vontade de estudar mais e mais.

Participar de eventos, conversar com amigas militantes, trocar ideias no Twitter, tudo isso também faz parte do crescimento extraordinário que estou vivenciando.

E, na busca de novos livros, de novos pontos de vista, eu sempre fico pensando: qual o livro feminista mais marcante para mim?

Como escolher?

Como escolher?

É incrível que existam tantos livros escritos por mulheres e para mulheres sem ser com aquelas diquinhas bobas. A literatura, assim como acontece com muitas áreas do conhecimento, é eminentemente masculina. Ter autoras que contestam o status social, abalando estruturas, é formidável.

Mas é claro que há ideias com as quais não concordo e estilos que não me agradam. No Brasil, temos outro problema sério: poucas obras em português. Há muito trabalho presencial e acadêmico sendo feito por aqui, mas entendo que a linguagem utilizada por vezes é difícil para quem não está familiarizado com os termos. Para ser bem honesta, acho academicismos chatérrimos (e estou tentando escrever sobre feminismo de forma menos sisuda, explicando sempre os termos tão comuns entre militantes, mas pouco conhecidos pelo grande público).

Levando em conta tudo isso, meu livro favorito é O Segundo Sexo, da Simone de Beauvoir. Meio lugar comum, né?

Nem tanto.

A obra sequer aparece entre os dez mais nas listas de “melhores livros feministas” de publicações especializadas. Talvez porque muitas dessas publicações são de língua inglesa – e Beauvoir escrevia em francês. Claro que há traduções, mas vejo essa preferência por livros originalmente editados em inglês.

Faço questão de ir conhecendo as obras que aparecem nessas tais listas, mas nenhum dos livros chegou aos pés nem mesmo da introdução de O Segundo Sexo. 

Publicado em 1949, o livro traz muitas questões contemporâneas. Acho que porque Beauvoir era genial, mesmo, e porque ainda estamos muito atrasados no que se refere à igualdade de gênero.

É da autora francesa a famosa frase “não se nasce mulher, torna-se mulher”, que em poucas palavras resume a dificuldade em identificar-se como mulher numa sociedade machista.

O livro é enorme e pode desanimar alguns leitores. O bom é que dá para ir lendo aos poucos. Cada capítulo traz pensamentos sobre áreas que se interseccionam, mas é possível ir percorrendo-os quase de maneira independente.

Simone de Beauvoir faz análise sobre biologia, história, sexualidade, maternidade, casamento, amor, velhice. Nem sempre a linguagem é simples, mas cada parágrafo jorra conhecimento com palavras fortes e empoderadoras.

Infelizmente o livro está esgotadíssimo, sendo possível comprá-lo por preços em geral amargos na Estante Virtual. Também está disponível para download na internet (atenção, são dois volumes!). A Fabiane Lima (@fabianelima) imprimiu e falou que saiu por um bom valor, caso você não curta ler no computador.

Eu havia lido online, mas como tenho apego a livros de papel, comprei uma versão em inglês. Rabisquei tudo e utilizo ideias e citações para tudo: na minha prova da pós, há dez dias, usei pensamentos de Beauvoir em duas das três questões. Esse é o meu nível de amor por essa linda.

simone de beauvoir 2

Claro que cada um vai se identificar mais com um tipo de livro, dependendo da própria bagagem, estilo, inquietações, classe social. bell hooks, por exemplo, fala bastante do papel da mulher negra, enquanto Naomi Wolf, no clássico O Mito da Beleza, analisa a pressão pela aparência. Jessica Valenti é uma leitura mais fácil, menos analítica, com ótimas observações sobre mídia e sobre cultura do estupro.

Recomendo todas, mas acredito que se há um livro que possa dar um panorama geral (mas não superficial) sobre a mulher, contextualizando historica e sociologicamente, esse livro é O Segundo Sexo.

***

Perguntei no Facebook quais livros feministas eram os favoritos da galera (aproveita e diz lá qual o seu). As respostas foram:

- O Segundo Sexo;

- Um teto todo seu, da Virginia Woolf;

- Como ser mulher, da Caitlin Moran;

- Fogo, da Anaïs Nin;

- Feminist theory: from margin to center, da bell hooks;

- O mito da Beleza; da Naomi Wolf;

- A dominação masculina, do Bourdieu;

- O Complexo de Cinderela, de Colette Dowling;

- A mulher no terceiro milênio, da Rose Marie Muraro;

- Mrs. Dalloway, da Virginia Woolf.

E o pessoal continua respondendo lá. :)

Gostaria de dizer que eu não conheço parte desses livros, então estou apenas repassando a informação. Vários estão disponíveis online. 

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21 Jun 22:00

Rua x Esteira

by Camys

Quando a gente decide começar a se exercitar podemos fazer isso de várias formas. Entre elas estão, caminhar/correr na rua ou na esteira. Muitas pessoas se dividem, acham que correr na rua é melhor, etc etc. No meu início eu só caminhava e corria na esteira, fiquei um bom tempo sem ir pra rua, só para participar das provas, e fui meio que acostumando! Esse ano comecei a correr na rua, e quando precisamos ir pra esteira, a gente estranha, acha fácil e tedioso demais.

O fato é que ambas formas tem seus prós e contras! Correr no asfalto é mais dificil devido ao impacto, é preciso um bom tênis! Joelhinho as vezes chora por conta disso, porém correr na rua, dependendo de onde você está, é muito mais agradavél. Eu, por exemplo, geralmente corro no Parque Villa-lobos, e pra mim estar em contato com o verde, o céu azul, e respirando ar “puro” é muito mais gostoso do que ficar parada no mesmo lugar dentro da academia.

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o que eu vejo quando tô correndo, imagens que tirei lá no parque.

Mas correr na esteira também tem suas vantagens: o amortecimento é muito melhor, a temperatura do ambiente geralmente é mais agradável (nem tão calor, nem tão frio), você tem mais controle do seu pace e etc. É só caprichar na playlist e não deixar o tédio bater!

Ontem fiz 10k na esteira, e passou voando! As vezes é bom dividir os treinos, pra dar um descanso pro joelho, mas claro…só um profissional mesmo pode te indicar o que é melhor! Mas se for pra escolher um dos dois, hoje em dia escolho a rua!

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Nas provas e treinos da vida já corri também em terra batida e achei bem melhor que o asfalto, agora a próxima meta é correr na areia! :)

E vocês, preferem se exercitar na rua ou na esteira? 

19 Jun 18:45

Ping Pong Show em Bangkok

by @danrodrigues
Um show de ping pong um tanto atípico. Assim eu definiria o famoso ping pong show de Bangkok. Para quem não sabe do que se trata, é um show com meninas nuas, que colocam bolas de ping pong dentro de suas vaginas e com a força vaginal, atiram as bolinhas no público. E bolinhas não […]
07 Jun 23:26

“Bolsa estupro”: o crime patrocinado

by Letícia F.

Antes de qualquer coisa, quero dizer que errei ontem ao falar do Estatuto do Nascituro no Twitter. De fato, o projeto original, de 2007, tinha previsão de aumentar penas para crimes já existentes, criar novos tipos penais, além de transformar o aborto em crime hediondo.

incubator

O projeto de lei que passou ontem pela Comissão de Finanças é de 2010 tem modificações importantes em relação ao primeiro. No entanto, continua com diversas aberrações jurídicas, como o bizarro artigo 2o.:

Artigo 2o. Nascituro é o ser humano concebido, mas ainda não nascido.
Parágrafo único. O conceito de nascituro inclui os seres humanos concebidos ainda que “in vitro”, mesmo antes da transferência para o
útero da mulher.

Isso significa que embriões, mesmo não implantados no útero, teriam os mesmos direitos que eu e você, como o insustentável direito à personalidade, conforme previsão do parágrafo primeiro do artigo terceiro.

Tais conceitos são graves, vão contra o ordenamento jurídico, incluindo doutrina e jurisprudência. Porém, o motivo do post hoje é para falar sobre o artigo 13, conhecido popularmente como “bolsa estupro“. Tal artigo é o motivo pelo qual o projeto de lei passou pela Comissão de Finanças, já que prevê gastos públicos.

Segue a íntegra do artigo:

Art. 13. O nascituro concebido em decorrência de estupro terá assegurado os seguintes direitos:
I – direito à assistência pré-natal, com acompanhamento psicológico da mãe;
II – direito de ser encaminhado à adoção, caso a mãe assim o deseje.
§ 1º Identificado o genitor do nascituro ou da criança já nascida, será este responsável por pensão alimentícia nos termos da lei.
§ 2º Na hipótese de a mãe vítima de estupro não dispor de meios econômicos suficientes para cuidar da vida, da saúde do desenvolvimento e da educação da criança, o Estado arcará com os custos respectivos até que venha a ser identificado e responsabilizado por pensão o genitor ou venha a ser adotada a criança, se assim for da vontade da mãe. 

Segundo os defensores desse absurdo, o valor recebido pela vítima de estupro serviria para incentivar as mulheres a não abortarem. Eu ainda não consegui entender qual a intenção do Estado com isso. Todos os dias nascem crianças e mais crianças em situação de miséria. Não preciso falar dos indicadores sociais; todo brasileiro minimamente informado sabe as condições em que grande parte da população vive.

Há muito a ser feito ainda pelas pessoas que existem (e não essa ficção jurídica de que a pessoa passa a existir no momento da concepção – momento este que, aliás, não pode ser precisado na conjunção carnal “normal”). Faltam creches, falta alimento, falta saneamento básico, falta saúde, faltam moradias. Muitas famílias são sustentadas pela mãe, pois o pai simplesmente sumiu. A situação é tão grave que existe até um termo – feminização da pobreza – para apontar o estado em que se encontra a mulher enquanto classe.

Então, oferecer uma “bolsa estupro” para as vítimas é tripudiar sobre o sofrimento da mulher estuprada, bem como de todas as outras mulheres que fazem o impossível para sustentar a família.

A assistência pré-natal e a possibilidade de adoção já existem para qualquer gravidez, seja fruto de estupro ou não. A decisão de manter a gravidez decorrente da violência é pessoal, altamente subjetiva, e o Estado não deveria ter qualquer influência nisso.

utero

Porque, para piorar, existe a possibilidade de tal pensão ser paga pelo estuprador, pelo criminoso, que a lei chama de “genitor”, isto é, o pai. Isso significa que, caso se saiba quem é o estuprador, ele terá acesso à vítima. Quão desrespeitoso isso é?

Imaginem as cenas: mulher é estuprada, faz a denúncia (passando por todo o constrangimento de IML), o estuprador é pego, estuprador vai preso. Mulher tem o filho, estuprador sai da cadeia… e vira PAI da criança. PAI. PAI.

Por outro lado, para receber a pensão do Estado, é necessário que o estuprador não tenha condições financeiras ou não seja identificado/pego. Logo, a mulher teria que escolher entre denunciar o estuprador para que ele cumpra a pena devida, o que o transformaria no pai do seu filho; ou não identificar o agressor, deixando-o solto e livre, para que o Estado pague a pensão.

Preciso explicar que isso é absolutamente bizarro ou já deu pra entender? O pior é que a lei brasileira já previu coisa parecida. Até 2005 (sim, oito anos atrás), se a vítima de estupro casasse com o estuprador ou com terceiro, extinguia-se a punibilidade, isto é, o criminoso não cumpria pena.

O mais doido de tudo é que o legislador, totalmente descolado da realidade, esqueceu de um detalhe básico: a maioria dos crimes de estupro são cometidos por conhecidos da vítima. Em alguns casos, obstaria o tal casamento, além de a gravidez representar perigo à saúde física da vítima. Segundo dados do Dossiê Mulher, do Instituto de Segurança Pública do Rio de Janeiro, 19,1% dos casos de estupro registrados em 2011 foram cometidos pelo pai ou padrasto. Nesses casos, como funcionaria? O criminoso pagaria pensão pro próprio neto?

O Estatuto do Nascituro inteiro é um erro. É uma aberração. Mas se torna ainda mais assustador para mim porque aponta a direção que o Estado está tomando não só na questão do aborto, mas também na de estupro. No fim, só fica uma certeza: para o Estado, a mulher não é dona do próprio corpo.

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20 May 13:52

Resenha: Harry Potter e a Pedra Filosofal (J. K. Rowling)

by Tati
Editora Rocco - 263 páginas

Harry Potter é um garoto cujos pais, feiticeiros, foram assassinados por um poderosíssimo bruxo quando ele ainda era um bebê. Ele foi levado, então, para a casa dos tios que nada tinham a ver com o sobrenatural. Pelo contrário. Até os 10 anos, Harry foi uma espécie de gata borralheira: maltratado pelos tios, herdava roupas velhas do primo gorducho, tinha óculos remendados e era tratado como um estorvo. No dia de seu aniversário de 11 anos, entretanto, ele parece deslizar por um buraco sem fundo, como o de Alice no país das maravilhas, que o conduz a um mundo mágico. Descobre sua verdadeira história e seu destino: ser um aprendiz de feiticeiro até o dia em que terá que enfrentar a pior força do mal, o homem que assassinou seus pais.  


Cheguei a tentar ler Harry Potter há uns dez anos atrás, mas não curti e parei na metade. Agora, do nada, uma amiga me emprestou todos da coleção e decidi dar o braço a torcer. Vai que dessa vez eu gosto?

A verdade é que mesmo que você não tenha lido os livros nem visto os filmes (como é o meu caso), nada em Harry Potter é absolutamente novo. Passamos os últimos anos sendo bombardeados com referências, piadas e comentários sendo feitos pelos fãs da obra de Rowling, então não é como se eu pegasse o livro e, nossa, encontrasse uma história totalmente inédita. Eu já meio que esperava tudo o que estava ali. Sabia até o nome dos amigos do Harry, dos inimigos e dos grandes vilões.

Harry Potter já é daquelas obras que as pessoas nem precisam ler para entender as referências. Porém, ao contrário da maioria das obras que leva essa marca, a saga do bruxinho é divertida e dá gosto de ler.

Em alguns momentos me senti sendo enrolada pela autora. Esse ovo de dragão é mesmo necessário? E esse jogo de quadribol onde Harry é o único salvador possível? Gente, é mesmo necessário o Snape descontar 50 pontos do nada e ninguém tomar uma providência? Alguns momentos de tensão na trama poderiam ser deixados de lado em nome de uma história mais coesa e menos bobinha, mas, também, a gente tem que lembrar que é um livro infanto-juvenil.

E ele é só a ponta do iceberg. Decidi que vou ler todos os outros, acreditando que Harry amadurecerá no decorrer da história. E Rowling pare de perder tempo de me fazendo de boba. Na real, acho que é isso mesmo que acontece, senão o livro não seria esse sucesso estrondoso que é. E, também, nem isso é novidade, né? ;)
16 May 15:53

Trocando a capa

by Letícia F.

A autora Maureen Johnson escreveu um excelente texto sobre mulheres e literatura. Infelizmente é em inglês e um pouco longo, mas eu recomendo demais a leitura.

Ela conta como vê o papel da mulher no mundo literário. A crítica ao baixo número de autoras e à escolha de autores homens nas aulas de literatura são recorrentes no meio feminista.

Livros escritos por mulheres são vistos como vazios, frívolos, bobos. Maureen diz que até as capas são diferentes, dependendo do gênero do autor*.

Ela então propôs aos seguidores no Twitter que eles criassem capas diferentes para livros. Se o autor fosse homem, deveriam criar uma capa “feminina” (mil aspas pra esse papel de gênero ridículo). E vice versa.

O resultado é meio assustador, de tão real e certeiro.

Vejam alguns exemplos:

Original E se fosse uma autora... Original (e não é que parece com a capa brasileira pós filme?) Original (da própria Maureen, inclusive) E se fosse escrito por um autor Precisa dizer se é de autora ou autor? Assim seria se fosse de um autor...

Vocês podem ver outros exemplos aqui no Huffington Post.

*sim, eu faço um mea culpa sobre a capa do meu próprio livro. nunca escondi isso de ninguém. comprem bastante que é para fazermos uma segunda edição e eu mudar isso. 

 

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10 May 13:32

29 é quase 30

by Tati
Hoje comemoro 29 anos. Ano que vem não poderei mais dizer que tenho "20 e poucos anos" e avançarei mais uma dezena, irei para a casa dos 30, que vista daqui me parece tão sisuda e misteriosa que me sinto um pouco acuada. Vou conseguir fazer jus à idade adulta? Terei rugas já em 2014? Cabelos brancos, problemas de vista? Não poderei mais fazer birra, chorar por nada e por tudo, me apaixonar por um arranjo de flor que vi no mercado? Qual é o grande segredo que me aguarda do outro lado desse abismo? E se não houver segredo nenhum?

Não quero fazer desse um momento melancólico, afinal, os 30 anos só chegam ano que vem e não hoje. Mas, hoje, por hora, tenho 29 anos, quase 30 e é esse quase que tem me deixado pensativa nessa semana que passou. O que conquistei nesses quase 30 anos de vida? Penso que muitas coisas, mas não coisas grandiosas (dessas não me interesso), mas sim coisas pequenas, mínimas e, por isso, tão importantes pra mim.

Se você pegar a Tati dos 15 anos de idade, vai ver que ela tinha pouca coisa na vida além de um péssimo penteado. E quando falo pouca coisa eu não falo de posses, falo de, não sei, consciência mesmo. Eu andava por aí sem saber muito bem o que queria e deixando qualquer vento me levar e me influenciar. Eu não era livre eu só não tinha uma direção. Sou mais livre agora, que sei o que quero, eu acho.

Acho que a coisa mais impressionante que me aconteceu nesses quase 30 anos foi eu ter me casado. Não estou querendo confete, nem fazendo discurso de baixa-estima de "nossa, jamais pensei que alguém me amaria". O fato é que eu nunca na minha vida me imaginei casada, nunca foi um sonho ou um plano meu, sei lá. Porém, quando aconteceu, foi tão natural, foi a decisão mais certa da minha vida e não perdi uma noite de sono por conta dela. Não é louco? E agora eu tenho uma pessoa com a qual eu vou dividir todos os meus dias, pelo resto da minha vida. Eu acho isso incrivelmente legal. Depois que casei, vi que era muito legal mesmo. Deve ser por que é com o Lelesqui, esse cara sensacional. Então, posso dizer que casar foi a minha maior conquista, a mais importante, por que essa conquista precisa ser mantida todos os dias. Vejam, é algo muito sério. Mas, é bem legal.

Outras coisas que fiz? Me formei em contabilidade, mas isso nem conta tanto. Foi um degrau para outras realizações, é verdade. Mas, em si, significou mais pra minha mãe do que pra mim. Eu também, é claro, mudei de cidade e de profissão, etc. Será que isso são conquistas? Ou será que são só consequências do fato de eu estar me descobrindo mais como pessoa e com isso ter passado a ter mais atitude diante da vida e das minhas verdadeiras vontades? Meu Deus, eu não sei. Depois que as coisas passam, você tende a olhar pra elas com mais parcimônia. Mudei por que tinha que mudar. Já pensou que infeliz eu seria se continuasse lá?

Este post já está longo demais, porém não posso deixar de mencionar o Roller Derby, esporte que descobri e que é quase uma terapia de alto impacto nos joelhos e no cérebro. Taí outra coisa pra se espantar: eu, esportista?

Bom, são 29 quase 30 e eu já falei demais. Vamos aguardar pra ver o que esses 29 me reservam. E que seja bom. Que seja sempre muito bom.

Preparada para a  idade adulta
07 May 13:19

Beautiful Hogwarts House Ring Designs

by Geek Girl Diva

hogwarts rings

(via Pinterest)

    


14 Apr 20:50

Fail fast and fail often: why many failures can be the key to success

by Benny

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“I’ve missed more than 9000 shots in my career. I’ve lost almost 300 games. 26 times, I’ve been trusted to take the game winning shot and missed. I’ve failed over and over and over again in my life. And that is why I succeed.” – Michael Jordan

As I wrote earlier in the week, my latest language learning attempt was definitely not a success.

While some people may take this as a “sign” that their luck isn’t with them, and their genes are against them, so they should give up immediately, I have found that successful people tend to simply keep on trying, despite the fact that they too face frustrating failures.

In fact, the most successful people have more failures than the average Joe because they have more experiences. The trick is that they pick themselves up, and shake it off quickly, whereas others will dwell on the mistake too long, or as the last thing they do in the project.

The ratio of successes to failures may actually be the same as someone taking on the challenge for just a few days, but the difference is whether you decide to stop at a failure, or keep going until you get as many failures as possible out of your system until the only possible outcome is that you succeed.

However, the thing is that they prefer to share and proclaim the successes. It’s human nature. This can give a false impression to those who are also facing many challenges, who feel like others casually stroll through the challenge, with blessings from the (gene/astrology/luck) gods without any setbacks.

On a blog like this for instance, I prefer to keep an optimistic attitude, or if I have less than ideal conditions then I like to see what I can learn from it. I just don’t see the point in being a big cry baby and whining about how unfair my life is because I have to work for things that aren’t handed to me on a silver platter, as if I was the only one who had to earn things worth striving towards in life. I prefer to stay positive and encouraging, since there is enough negativity and discouragement in the language learning world already.

But I realize that this can make it feel like it’s easier than it is, so today I want to share my failure CV/resume with you all! This is just a very very small sample of my many failures, and the sheer number is why I have actually indeed succeeded in so many projects. It’s all about perspective.

I like the quote from Thomas Edison when he was interviewed about his “failure” to create a working light bulb, at a time when he still had yet to find a solution: “I have not failed 10,000 times. I have not failed once. I have succeeded in proving that those 10,000 ways will not work. When I have eliminated the ways that will not work, I will find the way that will work.

Countless failed attempts to learn Spanish

My story in learning Spanish is such a huge failed attempt of not using it with many Spaniards in Ireland as a teenager, applying to an evening Spanish course in University several times in a row and not getting accepted for a ridiculous reason, being the dumbest guy in the expensive class I signed up to when I finally did join one, trying to read El señor de los anillos as a way to force myself to read consistently and giving up, thinking that studying the dictionary from A-Z would be a good idea, wasting way too much money on book courses, software, and any quirky tool I could find, and after six entire months living in Spain still not able to string together a simple sentence.

You can read the full version of this story here, where I was determined to fight this apparent “destiny” of mine to never be good at Spanish. It’s even worse than the brief summary paragraph above implies – the universe was pretty clearly telling me that I was a failure at learning Spanish.

But I didn’t give up.

And that’s why after all the hard work, I’ve been awarded a C2 diploma by the Instituto Cervantes, why I’ve been interviewed on live radio in Spanish, learned how to dance salsa and tango through Spanish, and most importantly, used my Spanish in my travels to make new friends. I’ve had a lot of successes in Spanish and this is only because I’ve also had so many failures first.

Ready to give up on French

When I did successfully learn Spanish to a good level, I had more confidence to learn other languages, but success was far from guaranteed!

I managed to spend an entire nine months in Paris, barely progressing beyond being a functional tourist. It was a lonely experience, with it very hard for me to make friends and Parisians grimacing whenever I spoke.

One reason it was a lonely experience was that I was determined to learn French, and so had to stick to a decision to stop using so much damn English, which had given me so much success in Spanish. This unfortunately meant avoiding the international community, which would have led to way too much English being used.

Every evening back home, I tried to study, but it was really hard with the demotivating experience every time I stepped outside. I wouldn’t find out until many years later the mistakes I was making in not opening my mind enough to integrate better into Paris.

While I was determined, I considered extending my time in Paris but was given a metaphorical slap in the face when offered a pathetic job contract despite lots of hard work. My work and social life were at the lowest point they had ever been and this was just feeding my low spirits and lack of progress in the language.

Despite this horrible experience, I kept working hard those nine months to reach something that I could use and rather than go home with my tail between my legs, I decided to start anew, move down south to Toulouse, and reboot my attempts to learn French to ultimately sit and pass the B2 (Upper intermediate) diploma given by the Alliance Française. Then I later moved to Quebec to really bring my level up several notches, and eventually became a professional freelance translator from French to English. Here is a video of me discussing translation in French.

I basically failed my way to success once again.

Irish

The Irish language was taught to me from when I was six years old. I had spent ten entire years of getting more or less a lesson a day, 5 days a week, throughout the school year.

Despite this, my level was so bad that I had to drop down to sit the “Ordinary level” university entrance examination. This has such ridiculously easy questions that all you need to do is look for a keyword in a question, find that word in the text you are being tested on, and copy the entire sentence as your answer. This actually requires next to zero knowledge of the language in question and this technique is pretty much the only reason I passed the exam.

Ten years. It’s an immense time to go through language classes and have nothing to show for it. During my year in France, someone asked me to translate some basic phrases to Irish (such as “I love you”, and even “Hello”) and I couldn’t even do this.

I resolved to change this and moved to the Gaeltacht, felt even more embarassed when Russians, Chinese and other Europeans were speaking Irish better than me, but kept at it by using the language to make new friends and studying in a more effective way that was relevant to how I really needed to use the language. After a few more visits, and lots more struggling, I had a good enough level of Irish to be interviewed on the radio in the language! This would have been impossible if I hadn’t charged through all my previous failures to get over it and progress.

Chinese

Even one of my most recent language projects, just one year ago, after almost a decade of language learning experience posed me some unexpected challenges that slowed my progress down.

Rather than blame the language itself, which is surprisingly way easier than those obsessed with promoting scare tactics would have you believe, the issue was mostly due to something similar to the problem I had in Paris and a poor attempt to integrate into the local culture, making it hard to make any local friends, leading to stress and frustration.

When I got online, hoping for some support or a break, I actually had legions of Internet trolls sending me hate (note that native speakers are never this nasty; only a few select few but voicy language learners with narrow minds and sad lives), which just made me even more distracted and frustrated.

I had some days when I felt like my brain was melting, and others when I spent most of the day in frustration. But I staid on track, and this is why I reached a B1 (lower intermediate) level, and was able to converse in Mandarin after those intensive months. I’m still working on improving my level now these days.

—————–

In fact, every language learning challenge I have ever taken on has had failures, moments when I felt like giving up, times when I saw others doing much better than me that got me down, many many hours of frustration, many conversations that went nowhere, rough starts, plateaus, forgotten words that I should know, and countless other experiences that made me feel like a failure. But I kept going anyway and that’s why I was ultimately successful.

Success isn’t a road paved with gold, sunshine, rainbows and smiles the whole way. You will face challenges that will push you and make you feel like giving up. The trick is to fail fast and fail often. I aim to make as many mistakes as possible and experiment as much as I can to try many approaches, adapt to the problems that may arise, embrace imperfection and make sure that overall I’m going in the right direction, even if I continue to run into brick walls that I have to find ways around.

When you see someone else apparently sail through the process easily, then you are seeing a filtered view of their story with the failures removed. They are always there.

I have many other big projects ahead of me, and expect many more failures, the vast majority of which will actually be simply lower grades of successes when you look at them right, or simply lessons that I had to learn to be able to find an approach that does work. Of course, it’s not about just failing, but learning from your failures. It’s said that insanity is doing the same thing over and over again and expecting different results.

I also think expecting to do something once and thinking it will turn out perfectly, and if it doesn’t then deciding that it’s absolutely impossible, is equally insane.

Fail fast and fail often, and you’ll exhaust all outcomes until you eventually find success.

Share your thoughts on this in the comments below, and feel free to share this post with your friends on Facebook! Here’s a link to the photo of me with my sticky for the language exchange meeting, which you can easily “share” directly on Facebook if you like it!

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14 Apr 20:46

4 cagadas sem propósito no mais recente vídeo conceitual do iOS 7

by Izzy Nobre

Quando jailbreak surgiu há alguns anos e usuários dessa gambiarra começaram a “customizar” seus iPhones, ficou bastante claro que nem todo mundo tem as sensibilidades designísticas pra projetar interfaces.

A bandeira do Flamendo não é uma coincidência.

E essa não é nem a pior que eu achei, embora dê pra escrever um TCC com tudo que há de errado com esta imagem

Você de repente até usa algum tema horrendo desse estilo aí.

Então. Volta e meia algum designer gráfico qualquer solta um vídeo “conceitual” pra próxima atualização do sistema operacional do iPhone — que eles jogam meio que como uma sugestão pros designers da Apple, diga-se de passagem. Com uma presunção meio “tou ligado que vocês passam 17 horas por dia pensando na porra desse iOS e tentando bolar soluções interessantes, mas olha só, fiz esse videozinho aqui e acho que manjo mais que vocês”.

E o vídeo do momento é este:

http://www.youtube.com/watch?v=UFM-LUxiAXo

À primeira vista você talvez ache o vídeo legal; você provavelmente trocou a fonte do seu sistema operacional (talvez pra Comic Sans até) e/ou usa foto de carro no wallpaper, correto? Aposto que acertei.

Basicamente TUDO que o vídeo mostra é algo inútil que só consumiria mais recursos pra fazer a mesma coisa que já temos hoje, ou então um inferno de usabilidade (e às vezes o autor do vídeo mostra “novidades” que se enquadram em ambos!).

1) Girando, girando! (leia com a voz do Sílvio Santos)

animacao

No começo do vídeo, o sujeito clica numa pasta e ela abre, enviado os ícones rodopiando às suas posições na sua tela. Isso é diferente do que temos hoje porque… os ícones chegam girando. E só.

No final das contas essa idéia genial oferece o MESMO sistema que já temos hoje — ícones dentro de uma pasta que são revelados quando você clica nela. Com a diferença que agora você está gastando mais processador (e consequentemente, bateria) pra executar uma animação que faz todos os ícones girarem independentemente. Ah, e pra fechar a pasta, em vez de clicar em qualquer lugar fora dela como funciona atualmente, você tem que apertar um minúsculo iconezinho de X, como se essa porra fosse uma pasta do Windows.

Ou seja: essa mudança resulta no MESMO elemento de interface, porém mais lento, com uma animação dispensável, e adicionando um ícone desnecessário.

2) Preview de email (lupa não inclusa)

preview

Aos 0:12 do vídeo, o usuário passa o dedo no ícone do email e vê uma pequena prévia da sua caixa de entrada. Isso parece bem bacana, até o momento em que você pensa na coisa como um ser humano dotado de cognição crítica e descobre que é uma idéia imbecil.

Primeiro, o que há de TÃO importante na sua home screen que você precisa deixar visível enquanto gerencia seus emails? Pra que multitaskear num aparelho com uma tela de poucas polegadas? O que você está ganhando com essa funcionalidade…?

…o poder de ver seus emails — ou melhor, apenas o assunto deles, SE não for muito longo — no espaço de alguns ícones. Pra ver o que o email realmente diz tu vai ter que abrir a caixa de email do MESMO JEITO. E o gesto de abrir essa prévia é basicamente o mesmo de abrir o app de email de fato (um toque com o dedo).

Já temos um método muito bom pra dar um preview na caixa de entrada — um que não sacrifica espaço útil em prol de poder ver o desktop do celular: a central de notificações!

Sabe o que não é um método bom pra isso? Ler duas palavras da subject line dos seus emails, no espaço de um ícone, só pra não esconder o ícone do Dropbox.

3) Fechar todos os apps

lolwut

Aqui o autor do vídeo prova que não é só de UI que ele não entende — é do próprio iOS.

De forma concisa: não é necessário fechar os apps que estão abertos (especialmente pelo fato de que ELES NÃO ESTÃO ABERTOS). Não, não é preciso caralho. Se você pensa ver melhor performance após fechar os apps, é apenas um placebo.

Essa cena do vídeo, ESSA CENA, foi a que me fez botar a mão na cara e pensar “mas esse maluco se deu ao trabalho de fazer isso tudo sem sequer entender uma das coisas mais fundamentais do iOS…?

Esqueci em que número estou) Aperte este pixel, mude configurações!

pixel

Um método mais prático de acessar configurações de 3G/LTE/Wifi/Modo avião seria sensacional mesmo, e espero que o iOS7 traga algo assim. Acontece que a galera do jailbreak já bolou uma solução pra isso — jogue esses controles na mal-aproveitada central de notificações. Até porque, ela fornece um espaço maior pra que você não apenas mude essas configurações em modo shuffle, como o vídeo mostra, mas que você possa também bater o olho rapidinho e ver que configurações você está usando no momento.

Aqui o autor do vídeo tentou reinventar a roda sem necessidade de forma não muito prática de um ponto de vista de UX, que é um resumo perfeito do vídeo inteiro.

O que você acha?

12 Apr 17:55

Entrevista não é uma competição de conhecimentos - by Max Gehringer

by Andarilho
Transcrição do comentário do Max Gehringer para a rádio CBN, do dia 09/04/2013, com um ouvinte que teve uma entrevista de emprego ruim.

Áudio original disponível no site da CBN (link aqui). E se você quiser ler os comentários anteriores do Max Gehringer, publicados aqui, basta clicar neste link.

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Entrevista não é uma competição de conhecimentos

entrevista de emprego ruim
Um ouvinte escreve: "Espero que esta mensagem não dê a ninguém a impressão de que sou arrogante ou presunçoso. Não é essa a minha intenção. Tenho 25 anos, formação superior, falo dois idiomas e fiz pós-graduação no exterior. Eu tenho, acredito, todas as condições para ingressar em uma boa empresa. Mas, há duas semanas, eu fui entrevistado por um gerente de uma multinacional para uma vaga de analista. E na medida em que a entrevista ia caminhando, eu não sabia se ria ou se chorava. O gerente falava coisas do tipo 'a gente estamos'. Mas isso nem é o pior. Eu mencionava uma ferramenta de gestão e o gerente nunca tinha ouvido falar dela. Eu mencionava um livro que li e o gerente mudava de assunto. Conclusão: a entrevista foi um porre e eu não fui contratado."

Bom, o que aconteceu foi uma total falta de sintonia entre você e o gerente. Você certamente demonstrou que está mais bem preparado do que ele para os grandes desafios corporativos do século 21. Pode-se até dizer que você é o futuro das empresas e aquele gerente representa o passado.

Mas vamos ao momento presente, que é o que interessa. Uma entrevista não é uma competição de conhecimentos entre um futuro chefe e um futuro subordinado. É uma busca de similaridades, pessoais e profissionais. O candidato ideal é sempre aquele capaz de mostrar os pontos que terá em comum com o futuro chefe. E você acabou mostrando o abismo que existe entre vocês dois.

Ao não contratar você, o gerente talvez não tenha tomado a melhor decisão para o futuro da empresa, e sim a melhor para a tranquilidade pessoal dele. Não foi a decisão perfeita, mas o mundo corporativo está longe de ser perfeito.

Max Gehringer, para CBN.
Post do blog Estou sem criatividade para bolar um título bacana
11 Apr 14:50

Como foi o MobileConf 2013

by Sérgio Lopes

logo-mobileconf

Na última sexta-feira, dia 5 de Abril, aconteceu em São Paulo a primeira edição do MobileConf. Foi um dia completo com 500 participantes focados apenas em desenvolvimento mobile.

mobileconf

Palestras

Foram 3 tracks no evento, com um total de 19 palestras e 3 painéis de discussão no final. Vários dos slides e códigos foram disponibilizados pelos palestrantes:

Abertura do evento: Os caminhos de uma estratégia mobile, Sérgio Lopes

Track HTML5 e Web

Track Android

Track iOS

Novidades

Durante o evento, a Casa do Código lançou dois novos livros: A Web Mobile (meu, Sérgio Lopes) e Desenvolvimento de Jogos para Android (Anderson Leite).

E se você quer entrar em alguma dessas áreas de desenvolvimento mobile, a Caelum tem cursos de Web e HTML5, programação Android e programação iOS.

10 Apr 13:40

Margaret Thatcher e o feminismo

by Letícia F.

Hoje aquela organização que a mídia insiste em chamar de feminista (mesmo elas já tendo afirmado que não são) fez uma homenagem a Margaret Tatcher, ex-primeira ministra britânica que morreu ontem.

O desconhecimento histórico de tal organização é gritante, mas vi algumas pessoas dizendo que ter uma mulher como líder de um país já seria suficiente para celebrarmos, uma vez que isso é tão difícil de acontecer.

A justificativa não me convence. Pode parecer bacana se olharmos apenas superficialmente, mas não adianta termos uma mulher em posição de poder político se ela não usar isso a favor dos direitos das mulheres.

No Brasil, temos a presidenta Dilma. E ela permitiu que Feliciano presidisse a Comissão de Direitos Humanos e Minorias, só para citar um exemplo rápido e bastante em voga hoje. Com Tatcher as coisas não foram diferentes. Traduzo um post curto e de fácil compreensão publicado pelo The F Word, também britânico. O original você encontra aqui.

Tatcher e a liberação da mulher

“Margaret Thatcher era feminista?” Junto com “uma feminista pode usar salto alto?”, esta é uma das questões favoritas da mídia. Assim como a segunda pergunta (igualmente cansativa), há uma resposta curta e outra longa.

A resposta curta? Definitivamente “não”, segundo a própria “dama de ferro”:

As feministas me odeiam, não é mesmo? E eu não as culpo. Afinal, eu odeio o feminismo. É um veneno.

A resposta longa? Bom, também é um “não”, mas temos a explicação.

Margaret Thatcher de fato foi a primeira mulher a ocupar o cargo de primeira ministra. Ela chegou ao topo em uma sociedade sexista e dominada pelos homens. Ela provou, alguns dizem, que mulheres e homens são iguais.

Contudo, para chegar onde chegou, Tatcher seguiu a linha do patriarcado. E ela fez isso sem parar pra pensar por um segundo nas outras mulheres.

Ela pode ter inspirado e aumentado a confiança de algumas mulheres individualmente. O ponto principal aqui é que o feminismo – ao contrário da ideologia de Tatcher – não é individualista. Feminismo busca a libertação de todas as mulheres.

Libertação para todas as mulheres não se alcança quando uma única mulher rica toma  posição de poder.

Libertação para todas as mulheres não se alcança por meio de políticas econômicas que aumentam o desnível social, pobreza e desemprego, além de aniquilar comunidades inteiras.

Libertação para todas as mulheres não se alcança atacando o direito de organização dos trabalhadores.

Libertação para todas as mulheres não se alcança com a demonização da comunidade gay.

Libertação para todas as mulheres não se alcança criticando e se negando a apoiar aquelas que tiveram filhos.

Libertação para todas as mulheres não se alcança por meio do racismo e apoio a ditadores sanguinários.

Tatcher pode ter sido bem sucedida como indivíduo, mas suas ações ajudaram a dar base às opressões estruturais que pioram as vidas das mulheres tanto no Reino Unido quanto no resto do mundo. Ela falhou em apoiar as mulheres mesmo diretamente, pois empregou apenas uma mulher em seu gabinete em onze anos como primeira ministra.

Margaret Tatcher não é um ícone feminista. Aliás, ela é a perfeita personificação de como é importante lutarmos pela liberdade, pela criação de uma nova sociedade que permita que todos os gêneros sejam livres de qualquer forma de opressão. E não lutar para que mulheres já privilegiadas ganhem “igualdade” com seus companheiros homens.

***

O Huffington Post publicou um texto com ideias diferentes do acima. É em inglês.

Ann Friedman também escreveu a respeito do tema (em inglês).

Há meses eu escrevi não sobre a primeira ministra, mas sobre a tal organização que hoje a homenageia.

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10 Apr 13:37

[ Pergunta do dia ] Lembra quando MS Paint era a maior diversão no computador da família?

by Izzy Nobre

Vocês pelo jeito tiveram uma infância bem similar à minha no que diz respeito ao contato com a tecnologia, né? No meu caso, sempre tive computadores lá em casa porque meu pai trabalhava com TI desde os anos 80.

Na época antes da internet, antes da fartura de joguinhos eletrônicos computadorísticos — eu tinha alguns que vieram com o kit multimídia, e as revistas de CD-ROM ainda não tinham sido inventadas –, existia uma fonte inesgotável de diversão no computador:

Esta porra aqui. Meu irmão tinha alguma habilidade artística e mandava bem nessa porra; eu, por outro lado, desenhava o equivalente a pinturas abstratas do Jackson Pollock (google aí; o nome do homem é basicamente sinônimo do sentimento “mas essa porra é arte ONDE, são só manchas de tinta na tela, caralho!“). Eu pegava o lápis, rabiscava várias linhas, e saía pintando o interior delas com cores aleatórias, criando uma imagem carnavalesca.

Tenho 89% de certeza que tu também fazia isso. Por favor, se manifeste nos comentários caso eu esteja certo.

Hoje eu senti um aperto no coração pelos tempos de outrora — ou talvez pelas batatinhas fritas comidas com impunidade ao longo de anos — e me vi diante do meu velho amigo MS Paint. Criei uma bela obra expressionista que tem como objetivo ilustrar a crise financeira européia e o sentimento de falta de confiança do homem comum nas instituições financeiras. Chamo esta obra de “O Dia Em Que Os Bancos Foram Pro Caralho”.

Ainda inspirado, fui lá e fiz uma mescla de dois hobbies de infância — desenhar casinhas no Paint, e videogames. Fazia anos que eu não arquitetava habitações urbanas no célebre programa de edição de imagem da Microsoft, e creio que neste meu retorno a este mídia eu elevei minha arte a níveis que o Izzy Nobre de 8 anos podia apenas sonhar.

Chamo esta aqui de “Videogames — O Retrato de uma infância + Casinha do Paint”.

Estou tão orgulhoso de meus esforços artísticos que aqui estou eu, divulgando-os para MILHARES de leitores, porque eu posso.

Só que tu pode também. Abra o Paint mais que depressa, pense num tema, ilustre-o, e poste aqui nos comentários!

O mundo (alguns leitores do HBD) espera pra ver a sua arte. Vai deixa-lo esperando?

09 Apr 13:37

Entrevistas de emprego: 'Não sugira como as empresas devem funcionar' - by Max Gehringer

by Andarilho
Transcrição do comentário do Max Gehringer para a rádio CBN, do dia 08/04/2013, com a dica de não sugerir como a empresa deveria funcionar, numa entrevista de emprego.

Áudio original disponível no site da CBN (link aqui). E se você quiser ler os comentários anteriores do Max Gehringer, publicados aqui, basta clicar neste link.

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'Não sugira como as empresas devem funcionar'

entrevista de emprego ruim
Um relato muito interessante de um ouvinte. "No mês passado", ele conta, "participei de uma dinâmica de grupo em uma grande empresa alimentícia. Atendendo a uma recomendação que você mesmo deu em um de seus comentários, aprendi tudo sobre aquela empresa e os produtos que ela fabrica. E na dinâmica fiz várias sugestões oportunas. Por exemplo, um dos produtos tinha um alto teor de sódio, o que pode ser prejudicial à saúde dos consumidores. Pensei ter impressionado, mas, para minha surpresa, depois da dinâmica eu fui informado de que não passaria para a segunda fase do processo."

Opa! Eu realmente disse que um candidato deve coletar todos os dados possíveis sobre o funcionamento da empresa, mas não que o candidato devesse sugerir como a empresa deveria funcionar.

Empresas contratam funcionários para desempenhar funções específicas. E essas funções já possuem parâmetros bem definidos. As empresas esperam que os novos funcionários, antes de pensar em mudar alguma coisa, mostrem capacidade, habilidade e disciplina para executar as tarefas para as quais eles foram contratados.

Numa próxima dinâmica não deixe de demonstrar que você sabe muito bem como a empresa funciona. Mas só dê exemplos práticos de como você poderá se encaixar dentro desse sistema, ao invés de sugerir outro sistema melhor.

Aqui entre nós, você fez um excelente trabalho ao descobrir o excesso de sódio. Mas, ao revelar isso em público, numa dinâmica, você feriu o orgulho da empresa. No futuro, lembre-se da ordem natural das coisas na vida corporativa: primeiro, você se adapta e depois, você se destaca.

Max Gehringer, para CBN.
Post do blog Estou sem criatividade para bolar um título bacana
29 Mar 22:42

...

by noreply@blogger.com (Jamile)
Acordo antes do horário habitual, antes sequer de o despertador tocar. Sem querer, meu corpo reconhece os sinais do que está por vir e já se prepara. Estranhamente, ter dormido pouco na última noite não causa a fadiga que eu pensei que viria junto com as primeiras horas da manhã. Sem mais delongas, levanto-me.

Me arrumo como sempre, vejo as notícias na televisão enquanto tomo meu café da manhã. Mas eu sei que hoje é um dia diferente.

Ao chegar no trabalho as tarefas de sempre. Implementar algoritmos, alguns bugs pra corrigir, auxiliar algum colega sobre a ferramenta x ou y. Os ponteiros do relógio se movem silenciosa e continuamente. É chegado o meio do dia de trabalho.

A lista de tarefas que eu tinha planejado não chegou nem na metade. Não importa. Vou fazer acontecer.

Faltando cerca de uma hora para o fim do expediente, o sentimento de angústia começa a diminuir. O coração acelera e uma euforia crescente indica, finalmente, os próximos acontecimentos.

Ahhh, essa sensação...

Últimos commits, últimas revisões, últimos qualquer coisa. Está chegando.

Após os habituais "até logo" encerro a labuta por hoje. Ao cruzar a porta de saída, sinto o vento batendo suavemente sobre o meu rosto e os raios de sol aquecendo minha pele.

Não tem mais volta.

Me sinto como William Wallace. Esse mesmo. Do "Coração Valente". O desejo que me vem à mente é um só. Gritar.


FREEEEEEDDDDDDOOOMMMMMMMMMMMMMMMMMM!!!!!!!!!!!!!!

EU ESTOU DE FÉRIAS!!!

"Parar de trabalhar é ruim. 
Se eu parar de trabalhar, eu nunca mais vou sentir a sensação que é entrar de férias."
                                             - Rodrigo S. Alves, marido - 



26 Mar 13:42

[ Joguinho viciante da semana ] Kingdom Rush

by Izzy Nobre

Eu gosto muito de joguinhos no estilo tower defense; é provavelmente o tipo de gameplay mais adequado pra uma touchscreen. E Kingdom Rush tem um estilo artístico cartunizado que me conquistou imediatamente.

Não preciso explicar a mecânica de um tower defense né? É uma variável do gênero RTS em que você precisa montar (e upgradear) torres defensivas ao longo de um caminho. Inimigos vão cair pra dentro, e você consegue recursos ao mata-los — e aí constrói novas torres.

O Kingdom Rush é diferente de outros games da categoria porque ele tem alguns elementos que o aproximam ainda mais do RTS clássico: a presença de unidades heróicas, que você controla diretamente, por exemplo. Você também controla o deslocamento dos bonequinhos que saem de algumas estruturas defensivas, mais uma vez aproximando o gameplay do jogo do real time strategy de onde ele se deriva.

O jogo estende o gameplay e mantém seu interesse com inúmeros itens e skills pra comprar, naquele esquema RPGístico de “destrava esse, que permite destravar esse, que eventualmente transforma-se neste aqui”. Há in app purchases, mas é 100% ignorável e não atrapalha o gameplay como um Farmville da vida.

E pra dar mais charme, os personagens do jogo usam inúmeras citações cinematográficas clássicas. Da primeira vez achei que era apenas coincidência, depois notei que era uma referência explícita.

Ó o gameplay aí:

http://www.youtube.com/watch?v=XPCHLDQsklE

A versão de iPhone e iPod touch custa 99 cents, e a de iPad, US$2.99. O jogo definitivamente vale a pena!

13 Mar 21:01

Entrevistas de emprego: Atenção aos detalhes - by Max Gehringer

by Andarilho
Transcrição do comentário do Max Gehringer para a rádio CBN, do dia 12/03/2013, sobre a atenção aos detalhes numa entrevista de emprego.

Áudio original disponível no site da CBN (link aqui). E se você quiser ler os comentários anteriores do Max Gehringer, publicados aqui, basta clicar neste link.

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Atenção aos detalhes

entrevista de emprego
Bons entrevistadores sempre têm uma pegadinha na hora de uma entrevista de emprego. Por exemplo: em qualquer empresa é muito importante ter atenção a detalhes. Uma regra básica diz que os funcionários capazes de perceber pequenos detalhes que os outros não percebem, irão ter um desempenho melhor. O problema é que se o entrevistador perguntar ao candidato se ele é atento aos detalhes, o candidato vai responder que "Sim, é claro". E para impressionar, o candidato ainda vai citar Einstein, que disse que Deus está nos detalhes.

Mas há uma empresa que transformou a pergunta numa pegadinha interessante. O candidato aguarda a entrevista numa salinha de espera. Depois é conduzido para a sala do entrevistador. E aí o entrevistador pede que o candidato descreva os detalhes da salinha de espera. Alguns candidatos mal conseguem se lembrar da cor da parede ou de dizer quais revistas estavam sobre a mesa. Já outros se lembram de tudo, até que a salinha tinha um cinzeiro, embora na parede estivesse pregado um aviso de "Proibido fumar".

Num mundo em que as informações estão rapidamente disponíveis para todos os concorrentes, leva vantagem quem vê primeiro o que os outros só vão enxergar depois. Atenção a detalhes é uma questão de treino. Perceber detalhes significa manter o cérebro trabalhando o tempo todo, sem se concentrar em um único ponto. É uma mistura de curiosidade e visão periférica. Empresas apreciam tanto isso que, não por acaso, presidentes de empresas são pessoas que têm, entre outras habilidades, uma incrível percepção para os pequenos detalhes.

Max Gehringer, para CBN.
Post do blog Estou sem criatividade para bolar um título bacana
09 Mar 22:59

As minimalistas cidades coloridas e em escala com seus pontos turísticos de Yoni Alter

by Andarilho
Yoni Alter é um designer e diretor de arte em Londres. Em sua série "Shapes of Cities" (ou Formas das Cidades), o artista criou ilustrações com os principais marcos e pontos turísticos de cada cidade, com suas silhuetas características e com cores diferenciadas, tudo em escala. O resultado são como cartões postais minimalistas das cidades, com seus principais monumentos e construções, ilustradas por imagens coloridas, divertidas e interessantes.

Vejam as minimalistas cidades coloridas e em escala com seus pontos turísticos de Yoni Alter:


yoni alter ilustração cidades minimalistas ponto turísticos cores silhuetas prédios nova york

Nova York

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Paris

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Londres

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Sydney

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São Francisco

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Barcelona

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Chicago

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Kuala Lumpur

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Hong Kong

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Shangai

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Tóquio

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Toronto

Imagens via site de Yoni Alter. Dica via Criatives - Cidades Minimalistas por Yoni Alter.
Post do blog Estou sem criatividade para bolar um título bacana
25 Feb 13:41

Sobre o projeto Oscar e como o Rodrigo e eu entendemos muito mais de cinema do que pensamos

by noreply@blogger.com (Jamile)

Quando a lista de indicados ao Oscar 2013 saiu, o marido lançou um dos projetos culturais mais interessantes que já vivenciamos: o Projeto Oscar 2013. Basicamente ele consiste em assistir ao maior número possível de filmes indicados ao Oscar, escolher algumas categorias e avaliar.

Do lançamento do projeto até ontem  vivemos algumas semanas extremamente intensas cinematograficamente falando. Assistimos a muitos filmes e pudemos avaliar como "acadêmicos" vários aspectos do Oscar.

As categorias que escolhemos foram:
Melhor filme
Melhor roteiro original
Melhor ator
Melhor atriz
Melhor ator coadjuvante
Melhor atriz coadjuvante

Infelizmente não conseguimos assistir a todos os filmes disponíveis nas categorias. Mas fico feliz em dizer que dentre as escolhas que fizemos, tivemos inúmeras premiações!
Conseguimos assistir:
Indomável sonhadora
O lado bom da vida
Lincoln
Os Miseráveis
Amor
Django livre
Argo

Fiquei com muita, mas muita vontade de assistir "As aventuras de Pi" e "A Hora Mais Escura" (completando assim a lista de indicados a melhor filme).

Fizemos a nossa "premiação" do Oscar antes da cerimônia oficial (com base no que conseguimos assistir) e demos nosso palpite acerca do que diria a Academia. Gente, e não é que acertamos quase tudo??

Melhor filme
  • "Indomável sonhadora"
  • "O lado bom da vida"
  • "A hora mais escura"
  • "Lincoln"
  • "Os Miseráveis"
  • "As aventuras de Pi"
  • "Amor"
  • "Django livre"
  • "Argo"
O ganhador da maior categoria do cinema, Argo, foi dos meus favoritos. Mas eu preciso confessar, estava torcendo desesperadamente pelo Tarantino (Djangoooo). Mas achei que quem ganharia, até pelos ares de super produção, seria "Os Miseráveis". Gostei da escolha, o Ben Affleck estava merecendo, depois de não ter sido indicado a melhor diretor.

Melhor roteiro original
  • Michael Haneke ("Amor")
  • Quentin Tarantino ("Django livre")
  • John Gatins ("Voo")
  • Wes Anderson e Roman Coppola ("Moonrise kingdom")
  • Mark Boal ("A hora mais escura")
Tarantino dispensa o bla bla bla. Que roteiro, que filme! Gostei do início ao fim e diferente de filmes que falam sobre escravidão, negros e preconceito, esse não tinha uma "moral". Não era daqueles que os negros sofrem sofrem sofrem e morrem no final. Tinha sangue. Pensando bem, tinha "moral" sim: a moral Tarantino. Foi filho da puta? Morre. Foi cruel? Morre. E de preferência espirrando sangue e e pedaços de corpos para tudo que é lado. E a trilha sonora? Nota 10!

Melhor ator 
  • Daniel Day-Lewis ("Lincoln")
  • Denzel Washington ("Voo")
  • Hugh Jackman ("Os miseráveis")
  • Bradley Cooper ("O lado bom da vida")
  • Joaquin Phoenix ("O mestre")
Eu torcia pelo Hugh Jackman, mas até pela história do filme, acho que a premiação do Daniel foi mais do que justa e merecida. Uma pena o filme em si ter sido tããããooo chatinho (não conheço tanto assim de história americana, então apesar de ter sido um acontecimento extremamente importante para o país, não me emocionou).

Melhor atriz
  • Naomi Watts ("O impossível")
  • Jessica Chastain ("A hora mais escura")
  • Jennifer Lawrence ("O lado bom da vida")
  • Emmanuelle Riva ("Amor")
  • Quvenzhané Wallis ("Indomável sonhadora")
Pois é. Jeniffer Lawrence. Gostei que ela ganhou? Sim. Ela realmente mereceu? Tenho dúvidas. Infelizmente não assisti "O Impossível" e "A Hora Mais Escura" para poder avaliar o trabalho da Naomi Watts e da Jessica Chastain, mas achei, até por estar num filme que fala sobre a caça ao Bin Laden, que a Jessica levaria essa. 

Melhor ator coadjuvante 
  • Christoph Waltz ("Django livre")
  • Philip Seymour-Hoffman ("O mestre")
  • Robert De Niro ("O lado bom da vida")
  • Tommy Lee Jones ("Lincoln")
  • Alan Arkin ("Argo")
Christoph Waltz. Pra mim o melhor. Além de estar no meu filme favorito, o personagem tinha sacadas incríveis, e o Christoph soube extrair tudo e mais um pouco do melhor caçador de recompensas sanguinário e de coração mole que o cinema já viu.

Melhor atriz coadjuvante
  • Sally Field ("Lincoln")
  • Anne Hathaway ("Os miseráveis")
  • Jacki Weaver ("O lado bom da vida")
  • Helen Hunt ("The sessions")
  • Amy Adams ("O mestre")
Anne Hathaway. O que dizer, né? A guria apareceu em um pedaço minúsculo do filme e, na minha opinião, fez valer o filme inteiro. Amei a interpretação e estava torcendo muito por ela!

Gostei bastante de ver a emoção dos premiados. Friso bastante a Anne Hathaway, pois na minha opinião estava muito na cara que ela tinha que ganhar, para todo mundo, e mesmo assim ela ficou genuinamente surpresa e feliz.

Infelizmente faltou assistirmos alguns filmes bem importantes. Mas para uma primeira edição do projeto, acho que fomos muito bem!

2013 promete ser um ano de muito mais cinema, pois para a premiação do ano que vem eu quero estar muito mas muito mais afiada!


18 Feb 14:27

Java menos verboso com Lombok

by Flávio Almeida

Já vimos como não aprender Java e Orientação a Objetos. Aprendemos que a geração indiscriminada de getters e setters pode quebrar o encapsulamento de suas classes.

Quando há realmente a necessidade de alguns getters e setters, podemos gerá-los com o auxílio de nossa IDE preferida, inclusive é boa prática reescrevermos os métodos equals(), hashCode() e toString(). Vejamos um exemplo de uma simples classe com apenas 3 atributos:

import java.util.Calendar;

public class Contato {
	private Long id;
	private String nome;
	private Calendar dataNascimento;

	public void setId(Long id) {
		this.id = id;
	}

	public Long getId() {
		return this.id;
	}

	public void setNome(String nome) {
		this.nome = nome;
	}

	public String getNome() {
		return this.nome;
	}

	public void setDataNascimento(Calendar dataNascimento) {
		this.dataNascimento = dataNascimento;
	}

	public Calendar getDataNascimento() {
		return this.dataNascimento;
	}

	@Override
	public String toString() {
		return "Contato [id=" + id + ", nome=" + nome + ", dataNascimento="
				+ dataNascimento + "]";
	}

	@Override
	public int hashCode() {
		final int prime = 31;
		int result = 1;
		result = prime * result
				+ ((dataNascimento == null) ? 0 : dataNascimento.hashCode());
		result = prime * result + ((id == null) ? 0 : id.hashCode());
		result = prime * result + ((nome == null) ? 0 : nome.hashCode());
		return result;
	}

	@Override
	public boolean equals(Object obj) {
		if (this == obj)
			return true;
		if (obj == null)
			return false;
		if (getClass() != obj.getClass())
			return false;
		Contato other = (Contato) obj;
		if (dataNascimento == null) {
			if (other.dataNascimento != null)
				return false;
		} else if (!dataNascimento.equals(other.dataNascimento))
			return false;
		if (id == null) {
			if (other.id != null)
				return false;
		} else if (!id.equals(other.id))
			return false;
		if (nome == null) {
			if (other.nome != null)
				return false;
		} else if (!nome.equals(other.nome))
			return false;
		return true;
	}
}

Muita coisa, não?

Diminuindo a verbosidade

Temos um código funcional, porém extremamente verboso. Podemos evitar esta verbosidade tão comum em código Java com o auxilio do Project Lombok, que já foi comentado neste post sobre meta programação em Java. Vejamos o mesmo código reescrito utilizando Lombok:

import java.util.Calendar;

import lombok.EqualsAndHashCode;
import lombok.Getter;
import lombok.Setter;
import lombok.ToString;

@EqualsAndHashCode @ToString
public class Contato {
	@Getter @Setter
	private Long id;

	@Getter @Setter
	private String nome;

	@Getter @Setter
	private Calendar dataNascimento;
}

Utilizando a classe Contato:

Contato contato = new Contato();

// Como este setter apareceu?
contato.setNome("Flávio Almeida");

// E este getter?
System.out.println(contato.getNome());

// Imprimiu todos os atributos da classe!
contato.toString();

A mágica por trás do Lombok

Tudo isso é possível porque o Lombok integra-se tanto ao Eclipse quanto ao NetBeans. Quando a IDE compila suas classes, automaticamente é gerado o respectivo código Java para cada um das anotações utilizadas: @Setter, @Getter, @EqualsAndHashCode e @ToString, tudo através de Abstract Syntax Tree (AST).

Isso pode ser visto através da view de outline do eclipse:

outline-eclipse

Integrando o Lombok ao seu Eclipse/Netbeans e ao seu projeto

O lombok precisa ser instalado no Eclipse/NetBeans, o que é feito baixando o jar no site Project Lombok.

Ao executar o jar através do comando java -jar lombok.jar, um assistente perguntará o local da instalação da IDE e nada mais.

instalador-lombok

Por fim, como precisamos importar suas anotações, o jar deve estar no build path do seu projeto.

Conclusão

É possível escrever código Java menos verboso com auxílio do Lombok sem termos que esperar por modificações na linguagem. Existem outras anotações deste projeto que podem ser utilizadas para enxugar ainda mais o seu código.

Certamente uma extensão tão poderosa da linguagem pode também te trazer problemas: uma equipe nova pode demorar a se habituar, além de você ficar dependendo da ferramenta em relação a atualizações, bugs, etc. Mas com isso podemos ver que o Java pode sim ter um código mais conciso e sucinto.

19 Jan 00:25

A antropológica experiência de morar em Dubai: Cinema

by @danrodrigues

Ir ao cinema em Dubai é uma experiência um tanto excêntrica. Além de mil sons de Blackberrys recebendo mensagens em seus BBMs e pessoas descaradamente conversando e fazendo ligações ao seu lado, na tela temos duas legendas: uma em árabe e uma em francês. A segunda língua talvez pela quantidade de marroquinos que há por aqui.

cinema em dubai

Fui assistir ao filme Django, do Tarantino, e durante a cena de um jantar, no qual há uma estatua um tanto obscena atrás do Leonardo DiCaprio. O que vemos é um vulto da estatua ao lado da cabeça do ator, pois ela foi modestamente censurada para o cinema aqui.

Cena de sexo, até pode haver, mas não muito pesadas. Tal como palavrões. Se houver, eles cortam na cara dura e você fica sem entender o que aconteceu na cena, ou até mesmo no filme. Houve uma vez que eu assisti ao trailer do filme na internet para saber o que tinha acontecido no filme, já que o trailer era mais explícito que o próprio filme aqui.

É a vida por aqui, galera! E no Brasil o Cabral aprova a lei da moral e dos bons costumes. Oremos para que o Brasil não se torne um país de religião. Oremos?! Ops! Esperemos!


17 Jan 14:15

MOMENTO MUITO JAPÃO

by noreply@blogger.com (CARUSO)
Mariane.machado

Japão <3

Próximo ao McDonald's da estação Ryogoku, em Tóquio, lutadores de sumô, ajudam na remoção da neve que cobriu a capital japonesa ontem. Detalhe: sem casaco e sem nada, ou melhor, só de "mawashi", aquela cuequinha fio dental deles.

両国駅付近で、まわしのままで、お相撲さんたちがマクドナルドの前で積もった雪の掃除の手伝いをしている様子。さすが両国!
11 Jan 21:01

Lançamentos 2012: Oz Fluxx

by FunBox Ludolocadora
Por Ricardo Stávale


A vida parece monótona e enfadonha? Deixe o ciclone de Oz Fluxx, o jogo de cartas em constante mudanças, levá-lo para um mundo mágico de diversão e maravilhas.

Misture-se com Munchkins, faça novos amigos, ajude-os em suas missões e siga a Estrada de Tijolos Amarelos à procura da ajuda do Mago para seu desejo do coração. Mas cuidado com os macacos voadores, as árvores que lutam e os campos de Papoilas.


Use seus óculos verdades para entrar na Cidade Esmeralda e mantenha um balde de água a mão: Você nunca sabe quando poderá encontrar uma bruxa má que precisa ser derretida. Próxima parada: a terra de Oz.



O jogo é para 2 a 5 jogadores e pode ser jogado em mais ou menos 20 minutos.

(fonte)

Ricardo Stávale é caiçara de Itanhaém, arquiteto de sistemas, baixista e pai sem manual de instrução. Verdadeiro fã de jogos de tabuleiro e RPG, atualmente é responsável pelo blog Redomanet.
© 2012 FunBox Ludolocadora. Todos os direitos reservados.
11 Jan 02:08

As incríveis e surreais foto manipulações de Erik Johansson

by Andarilho
Erik Johansson é um fotógrafo e pós-produtor digital da Suécia. Através da fotografia e da manipulação digital desta (a.k.a. photoshop), o artista cria incríveis e surreais imagens, dando vazão a toda criatividade e pensamento não linear existentes em sua mente.

Brincando não apenas com as imagens, mas com as ideias e linguagem associadas a elas, Johansson cria verdadeiros mundos de sonhos, em que o absurdo e o normal flertam e dançam num ritmo contagiante.

Vejam as incríveis e surreais foto manipulações de Erik Johansson:


erik johansson fotografia fotomanipulação photoshop surreal onírico

"Corte e dobre" a estrada

erik johansson fotografia fotomanipulação photoshop surreal onírico

"Ilha do peixe"

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"Ponto de derretimento" - sorvete resistente

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"A desvantagem do corte muito bom"

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"Café" mundial

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"Cachorro preguiçoso" passeando de balões

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"Estrada longa"

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"Pintura realista demais"

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"Guitarra Elétrica" de alta tensão

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"Intervalo para o café dos trabalhadores da estrada" com um jogo da velha pra relaxar

erik johansson fotografia fotomanipulação photoshop surreal onírico

"Sonhos" - navegando por águas estranhas em cima da cama

erik johansson fotografia fotomanipulação photoshop surreal onírico

Vamos fazer uma viagem diferente de barco sobre a terra

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"Desnível"

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"Auto pintura"

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"Liberte-os" da pintura e deixe navegarem livres

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"Inundação paisagística"

erik johansson fotografia fotomanipulação photoshop surreal onírico

Passando ferro na roupa ainda vestido

Imagens via site de Erik Johansson. Dica via The Design Inspiration - Cut and Fold.
Post do blog Estou sem criatividade para bolar um título bacana
11 Jan 02:06

Abrindo a caixa do Last Night on Earth: Timber Peak

by FunBox Ludolocadora
Por Carlos Couto

Todo fã de zumbis gosta de ter filmes, quadrinhos, livros e outras traquitanas sobre o tema, se você também for adepto aos jogos de tabuleiro não pode deixar de ter na sua coleção uma cópia do Last Night on Earth. Eu corrigi essa falha e comprei o mais novo jogo base da séria, o Timber Peak.

Tudo que vem na caixa do Timer Peak (já sem o insert).
Como todos os jogos da Flying Frog, a qualidade dos componentes é de encher os olhos. Todas as imagens de cartas, personagens e tals são realizadas com produções fotográficas exclusivas e o resultado é um jogo caprichado e que te deixa dentro do tema.

Além disso os componentes são todos acima da média. Cartas com alta espessura e laminação, tiles rígidos e com corte perfeito, miniaturas bem acabadas e detalhadas, tudo para que você tenha certeza que investiu seu rico dinheirinho da melhor forma possível.

Zumbis verdes e marrons que vem na caixa.
Já o jogo, ele tem algumas diferenças sobre o Last Night on Earth - The Zombie Game. As mais notáveis são os pontos de experiência para os heróis e zumbis, os tiles de fogo que vão se alastrando pelo tabuleiro e itens que vem com marcadores para serem usados diversas vezes.

É isso, se você é fã do tema tem que ter uma cópia do Last Night on Earth na sua coleção, pois ele é com certeza um dos melhores jogos de zumbi do mercado.

Os personagens (3 novos e 3 sobreviventes do LNoE antigo).
(fonte e imagens)

Carlos Couto é carioca, publicitário, Flamengo, curte rock'n'roll, cerveja e jogos de tabuleiro. Atualmente é responsável pelo blog E Aí, Tem Jogo? e está sempre junto nos eventos cariocas.
© 2012 FunBox Ludolocadora. Todos os direitos reservados.