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19 May 23:56

Na nuvem

by ProgramadorREAL
 
tirinha
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COLE ESSE CÓDIGO EM SEU SITE x
Fonte: Vida de Programador

Eu conheci pessoalmente o autor dessa façanha, em Sinop-MT… Olha ele aí abaixo:

na-nuvem

real historia;
string sender;
sender = "Paiva";

Chefe: Daí vocês vão trabalhar nesse projeto on-line. Já contratei o servidor na nuvem…
(Alonso começa a olha para cima, procurando)

Camiseta: Tá no Cláudio

The post Na nuvem appeared first on Vida de Programador.

11 May 01:01

Os 53 melhores jogos de SNES (para ser tão feliz quanto na infância)

by Luciano Ribeiro

Oi, aqui é o Luciano de dez anos de idade falando.

Tenho uma historinha pra contar, antes de ir pro que interessa, os jogos. Há algum tempo venho tomando conta da coluna "Deixa que eu Faço", aqui no PapodeHomem, o que me colocou em contato com todo tipo de projeto Do It Yourself. Em meio a tantos outros, acabei me deparando com a possibilidade de transformar um Raspberry Pi em uma central de videogames retrô que você pode colocar na sala, plugar na TV e fazer a festa com os seus amiguinh... digo, convidados.

Por enquanto, ainda não coloquei o projeto em prática, mas de repente me vi com meu interesse maluco por jogos antigos aceso com toda força, em especial pelos do SNES. Sou um leitor e entusiasta de informações enciclopédicas, então, comecei a perambular por todos os blogs e portais, pesquisando quais eram os melhores jogos da época e quais valiam a pena serem ressuscitados. Como sei que o mundo não tem exatamente os mesmos gostos que nós, brasileiros, resolvi misturar as referências que vi por aí com as experiências que tive enquanto rato de locadora nos meus tempos de infância.

A lista abaixo não é exatamente um ranking. Portanto, todos os jogos aqui são valiosos games de seu tempo. Não exatamente estou fazendo juízo de valor ao colocá-los nas diferentes posições.

Também evitei colocar continuações desnecessárias, só pra fazer volume. Com exceção de Mario e Mortal Kombat, você não vai ver jogos diferentes da mesma série. Escolhi ao todo 53 games, mas há vários outros citados no decorrer das descrições, que podem valer a pena de jogar, caso você goste de algo relacionado.

Provavelmente você vai discordar de mim nas escolhas, mas isso é bom, porque é exatamente pra isso que servem as listas: pra gente discordar e trazer à tona ainda mais jogos legais.

Então, aqui vai minha lista de 53 jogos fodões de SNES. Não gostou? Faça sua parte nos comentários lá embaixo.

Super Mario World 2: Yoshi's Island

Eu tenho uma relação afetiva com Yoshi's Island Sempre que tenho um Super Nintendo (ou emulador) por perto, é por ele que procuro primeiro. A trilha sonora, os gráficos feitos como se desenhados por uma criança, as diferentes dinâmicas apresentadas no jogo (como quando o Yoshi se transforma em algum veículo), tudo parece perfeitamente colocado no seu lugar de tal forma que quando vejo os remakes sempre acho que mexeram em algo totalmente desnecessário. 

Além disso, vale dizer que, se você só está interessado em jogar algo casual, sem maiores problemas, esse jogo é pra você. E, se você procura algo mais desafiador, cheio de segredos e quebra-cabeças, esse jogo também é pra você. Dependendo de qual postura você adotar, ele fica mais fácil ou muito mais difícil. Prato cheio.

Teenage Mutant Ninja Turtles 4: Turtles In Time

Aqui eu só tenho uma coisa a dizer: jogue os inimigos na tela. Era simplesmente demais fazer isso e totalmente surreal para a época. Além disso, o jogo tinha uma jogabilidade foda em muitos sentidos. Simples e eletrizante, o jogo certamente vale a pena.

Chrono Trigger

Esse é um que eu só fui jogar mais tarde, mas que era o Santo Graal do SNES na época. Confesso que até hoje não zerei completamente. E também acho que nem dá. O jogo tinha personagens bem malucos, desenhados pelo Akira Toriyama, o autor de Dragon Ball Z. Ele leva você a 13 finais diferentes e está recheado de variações e erros que pode cometer e, quando menos espera, entrou em algum caminho sem volta que vai te conduzir a um final que nem fazia ideia.

Top Gear


No Brasil, a música de abertura do primeiro Top Gear é um artefato cultural. Quem não lembra? O jogo em si nunca foi grande no exterior, mas por aqui, é um clássico regional. Há quem prefira o segundo, há quem prefira o terceiro, chamado Top Gear 3000. Eu gosto bastante dos três que saíram no SNES e recomendo a série como um todo.

Megaman X


Mais um que vale a menção à série inteira. Todos os games feitos para o SNES, do Megaman X ao X3, são incríveis, mas acho que o primeiro é o ponto mais alto. Megaman X trouxe o herói azul a um patamar diferenciado para a época, quando a franquia já estava um tanto desgastada. Mais adulta que a série original, com trilha sonora mais pesada e intensa (que gerou inúmeros remixes) e um redesenho de toda a mecânica do jogo, ele certamente vai consumir algumas boas horas da sua vida. E não vale terminar sem pegar o Hadouken.

Earthworm Jim

Eu juro que me esforçava pra entender esse jogo e não conseguia. Vacas, geladeiras, velhinhas, pneus, uma minhoca usando uma roupa espacial... era tudo muito bizarro, mas absurdamente bonito e envolvente. Esse jogo, na minha humilde opinião, envelheceu muito bem (apesar dos pixels evidentes pros padrões de hoje), com a sua estética e jogabilidade pra lá de absurdas. Ponto extra para a trilha sonora.

Super Metroid

Super Metroid é um jogo solitário, escuro, silencioso, tedioso, difícil, claustrofóbico, muitas vezes frustrante e repleto de momentos desesperadores. Eu não sei porque as pessoas jogam isso, sério. Mas a verdade é que, uma vez que você começa a se embrenhar pelos cenários e cavernas do jogo, você simplesmente não para.

Donkey Kong Country

Ok, óbvio. Donkey Kong levou o SNES a um outro nível gráfico, com renders que eram coisa de alienígena em um videogame de 16 bits. Ninguém nem acreditava quando via. Mas, fora isso, o jogo em si é fantástico e divertido demais. Não vale dizer que jogou sem ter zerado com 101%. E, sim, os outros dois também valem cada minuto de jogo.

Super Mario Kart

Esse jogo dividiu famílias, separou irmãos, desfez amizades. Super Mario Kart provavelmente tem um grande carma oriundo das brigas que resultaram do modo de multiplayer. Nunca vi um jogo como esse, no qual a desonestidade é premiada de tal forma que não importa se você corre bem ou não, tudo pode acontecer. E, sim, essa é a grande graça da coisa. Você vai rir e se desesperar enquanto joga, pode ter certeza. Ainda guardo rancor do meu irmão até hoje por causa de Mario Kart.

Super Street Fighter

Nessa época, Street Fighter era imbatível. O melhor jogo de luta, de longe (desculpa, fãs de Mortal Kombat). A versão Super introduziu quatro novos personagens, novos cenários, mais músicas, enfim, mais tudo. No SNES foi um pouco cortado pra caber no cartucho, mas nada que desfigurasse o game. Era certeza de uma tarde feliz (ou nem tanto, se você fosse um mau perdedor).

Mortal Kombat 2

Estou evitando colocar muitos jogos da mesma franquia na mesma lista, mas está sendo difícil. No caso do Mortal Kombat, não tem como não fazer uma nota específica sobre o segundo game. Tudo o que tinha no primeiro foi aperfeiçoado e elevado a uma nova escala. Você tinha toda aquela série de fatalities e de repente se depara com outros tipos de humilhação possíveis, como os babalities. Sem contar que, na época, não bastava apertar start para ter acesso a todos os códigos. Saber um fatality era motivo para elevar o seu status perante os amigos. Hoje, aposto que você não consegue decorar tudo o que conseguia quando era moleque.

Ultimate Mortal Kombat 3

Quando saiu o Mortal Kombat 3, o mundo se dividiu. Havia aqueles que acharam incrível a mudança pela qual a série passou e os outros que se decepcionaram um pouco por coisas como a mudança do Sub-Zero e a ausência do Scorpion. Quando eles lançaram a versão Ultimate, para o SNES, muita gente deu o braço a torcer e começou a jogar do mesmo jeito. Muito mais personagens, jogabilidade mais rápida, mais cenários e a sede de sangue da molecada só crescia. Foi uma boa época para se viver.

Killer Instinct

Está certo que ele é praticamente um outro jogo no que diz respeito aos gráficos em comparação com o Arcade, mas ninguém pode dizer que ele não arrasou no SNES. É como se tivesse sido pensado pra ser um bom jogo baseado no original ao invés de meramente um port com menos recursos pra caber no 16bits. Acho foda. E repito: aquela trilha sonora somada à voz do narrador dava um medo desgraçado.

Final Fight

O cartucho de SNES tinha um erro imperdoável: não tinha o Guy. Não faço a menor ideia do que passou pela cabeça da Capcom pra remover o personagem, mas a verdade é que, se você tivesse gostado do arcade e trouxesse a fita da locadora pra jogar em casa, ia se deparar com essa falha. Mas, de fato, ele continuava sendo um jogo muito foda, mesmo assim. Incomparável no estilo. De qualquer forma, os outros Final Fight também eram ótimos. Gosto especialmente do terceiro.

Harvest Moon

A sinopse do jogo tem tudo pra fazer você pensar que se trata da coisa mais chata que você já viu na vida: cuidar de uma fazenda. Mas a realidade é que, antes de Pokémon, Harvest Moon já trazia o seu instinto paterno à tona e tornava você o feliz proprietário de uma fazenda recheada de vaquinhas, galinhas, plantações, afazeres e todo o mundo administrativo da forma mais fofa possível. Não me condenem, é um bom game.

Metal Warriors

A introdução de Metal Warriors já vem pra mostrar do que o jogo é feito: artilharia pesada e ação com robôs gigantes, no melhor estilo Gundam. O modo multiplayer é demais.

Super Mario RPG

Eu lembro de andar por todas as locadoras do bairro, procurando por esse jogo. Era artigo raro, mas valia muito a pena. Tinha gráficos maravilhosos pro SNES e trazia o Mario em uma dinâmica de RPG (que eu estava descobrindo naquele momento). Como vivíamos uma época ainda sem essa facilidade da busca de informações, cada vez que eu lia a respeito em alguma revista de games, ficava maluco de vontade de jogar. As revistas se rasgavam de tantos elogios. Quando peguei um cartucho nas mãos, não sabia nem o que fazer.

Uniracers


Eu pirei quando tive contato com esse jogo. Ele era rápido, colorido e tinha um sistema de multiplayer bem legal. Passei longas tardes jogando com meu irmão.

Encontrei numa locadora, perdido, e acabei ficando com o cartucho, não lembro exatamente como (tenho certeza que não roubei, juro). Hoje, procurando sobre ele, descobri que foi alvo de um processo da Pixar por causa do design dos monociclos e ficou restrito às 300.000 cópias iniciais. Logo, dificilmente você vai ver um desses por aí e, se vir, guarde o cartucho para si. Eu devia ter feito o mesmo.

Aladdin

Todo mundo já jogou esse. Baseado na animação da Disney, é um joguinho de aventura sidescroller bem simples, mas bonito, não muito difícil e rápido de terminar. Bom pra uma daquelas tardes que você resolveu procrastinar e quer ter a sensação de que completou algo.

Rock 'n Roll Racing

Eu acho que jogando esse game foi a primeira vez que ouvi a maior parte dos clássicos que compunham a trilha sonora. Mas fora esse, que era o detalhe que mais chamava atenção, o jogo em si era muito legal. As corridas eram rápidas e você tinha que ficar esperto pra não levar um míssil e perder sem fazer nem ideia do que te atingiu.

Zelda: A link to the past

Não dá pra deixar de rasgar muita seda pra esse jogo. Ele definiu praticamente tudo o que se tornou padrão da série dali pra frente e foi, sem dúvida, um ponto importantíssimo no próprio conceito de adventure RPG. Pra quem não tem o menor interesse nesse aspecto histórico, por si só, ele garante uma imersão bem grande e é certeza de dor de cabeça para descobrir como resolver todos aqueles puzzles. Mais uma vez, ponto pra trilha sonora e pras galinhas.

Final Fantasy VI

Nos EUA, esse jogo veio como Final Fantasy III, pode ser que você o veja com esse título por aí. Acho que o Final Fantasy IV (II nos EUA) poderia perfeitamente estar na lista, mas o Final Fantasy VI tem um lugar especial no meu coração. Provavelmente esse foi o primeiro game que me fez ter empatia pelos personagens e eu acho que nunca me envolvi tanto com uma sequência quanto a famosa cena da ópera. Foi o último Final Fantasy da série principal a ser em 2D e representou um dos melhores momentos da Square na Nintendo até então.

International Super Star Soccer Deluxe

Pra muita gente, esse foi o melhor jogo de futebol por um bom tempo. Eu me incluo nessa lista. Não sou exatamente um fã de futebol, mas esse jogo me tomou bastante tempo de vida. Não tinha gráficos incríveis, nem um grande som ou qualquer outro aspecto mais visual que se destacasse, mas a jogabilidade era muito simples e a dinâmica rendia bastante, em especial quando você jogava contra um amigo. Foi responsável por alçar Alejo ao status de herói nacional.

Contra III

Sobre esse jogo, lembro de uma tarde em especial, quando meu irmão (que era apaixonado por Contra) se juntou a um outro amigo e eles ficaram, literalmente, o dia inteiro, sem parar, tentando zerar a coisa. Foi um dia que demandou uma grande preparação para o feito. Coca Cola, salgados, gritaria e desespero definiram aquele momento. E eles não terminaram o maldito game.

Sunset Riders

Tenho lembranças bem fortes da popularidade de Sunset Riders em um certo período. E, se tinha uma sensação legal do jogo era a de estar fazendo algo épico. Ele levava um certo clima de super-herói ao cenário de faroeste e, nisso, você se sentia o máximo quando saia explodindo coisas com a sua pistola, correndo por cima de um estouro de manada ou andando a cavalo.

Super Mario All-Stars

Esse é só uma coletânea, mas vale ser citado. Na época a Nintendo resolveu relançar os jogos do Mario para o NES em um remake para o SNES. E aqui eles fizeram um trabalho histórico e respeitável, trazendo alguns novos recursos necessários, como a opção de salvar o progresso, melhorando os gráficos e som, mas sem desfigurar os jogos. Eu mesmo prefiro as versões desse cartucho do que as originais.

Kirby Super Star

Sou suspeito pra falar, uma vez que sou fã do Kirby. Lembro que ele não era nada popular entre os meus amigos. Ou as pessoas não conheciam ou simplesmente não gostavam, pelo aspecto fofo do jogo. Mas, quando eu joguei a primeira vez o Kirby Adventure no NES, aquilo explodiu minha cabeça. Ele interagia com praticamente todos os vilões. Quase tudo que ele engolia dava algum super poder, sem contar os cenários animais, as fases muito bem desenhadas, a trilha cativante e os mini-games, que davam um toque especial ao conjunto da obra.

No SNES, o que melhor herdou tudo isso foi o Kirby Super Star, bem mais focado nos mini-games e na experiência entre dois jogadores, seja competitiva ou cooperativa. Se você curtir, também vale investir em conhecer os outros para o console, especialmente o Kirby Dreamland 3.

Goof Troop

Esse jogo foi muito popular nas locadoras em uma época. Era super gostoso de se jogar em dupla e tinha um desafio na medida certa para você se divertir bastante, exceto quando aqueles quebra-cabeças deixavam você travado em alguma parte do jogo. Divertidíssimo e bom para evitar brigas no recinto, já que vai reativar a necessidade de cooperação entre as pessoas.

Super Bomberman

Na época em que o SNES teve seu auge, um aspecto da vida se fez mais importante que nunca: a amizade. Se você não tinha amigos, não tinha como jogar em multiplayer, formato que salvava uma grande parte dos jogos. Bater na casa de algum amigo (já que você não tinha celular) e convidá-lo para jogar alguma coisa na sua casa é uma experiência totalmente diferente de jogar online.

Bomberman é a prova de que o multiplayer pode ser a base de um jogo. Convidar um amigo para jogar com você era algo que melhorava o game, que já era bom, em 457%. Extremamente simples, mas saudavelmente desafiador, de repente, ele ficava escandalosamente divertido. Eu tenho preferência pelo terceiro, mas posso dizer que você pode pegar qualquer cartucho, chamar uns amigos, comprar umas cervejas e passar as horas mais divertidas da sua vida com qualquer outro da série.

Star Fox

Star Fox explodiu cabeças quando foi lançado. No SNES, literalmente, não tem nada sequer parecido. É outro jogo difícil pra burro, mas que prende você mais do que paixão adolescente. Se você nunca jogou, faça um favor a si mesmo agora e tente não chorar naquela maldita fase dos asteróides.

R-Type III: The third lightning

Esse jogo me dava falta de ar e elevava minha ansiedade a níveis nada saudáveis. A trilha sonora era eletrizante e a sensação de que você estava em uma velocidade alucinante e podia levar um tiro ou dar de cara com alguma parede era terrível. Jogo difícil do inferno, mas muito bom.

Super Mario World

Ele é o Titãs Acústico do Super Nintendo. Certeza que você deve ter uma cópia dele jogado aí pela sua casa e só não sabe. Mas, além do fato de que ele vinha na caixa brasileira do SNES, ele é, sim, um jogo excelente e memorável.

Tetris Attack

Ele não lembra muito o Tetris clássico de peças que vão caindo enquanto você se desespera para fechar linhas. Ao invés disso, tem um esquema no qual você vai trocando duas peças de lugar e tem de fazer combinações de três ou mais objetos iguais. Tudo recheado de desenhos e personagens do universo do Yoshi. Bem legal por si só. Se você testar, vai ver como é interessante e divertido. Mas a graça mesmo reside no modo competitivo. Chame um amigo e veja o bicho pegar fogo quando fizer combinações maiores que três peças e começar a mandar blocos e obstáculos pro painel do outro. É guerra, mermão.

Demon's Crest

Há relatos de pessoas que tinham de devolver o game se a mãe visse a capa depois que ele chegava da locadora. É relacionado ao Ghosts 'n Goblins, mas na minha opinião, é um jogo muito mais maduro. Tem elementos de RPG em uma plataforma meio de action game. Também tem fama de ser bem difícil.

Gradius III

Games de navinha me enlouqueciam. Gradius III não foge a essa regra. A trilha é bem massa e você tem de ir destruindo inimigos pelo caminho enquanto vai coletando itens que aprimoram suas armas. O foda é que, se morrer, sua arma volta ao zero e, dependendo de onde você está, não tem jeito, não dá pra recuperar. Então, acho que já deu pra entender, esse jogo é muito difícil e vai deixar você rangendo os dentes de tão nervoso quando ver aqueles chefões gigantes na sua frente soltando tiro e outras naves pra tudo quanto é lado.

Secret Of Evermore

Desde o primeiro momento, alguma coisa me capturou em Secret Of Evermore. A história, a relação do personagem principal com o seu cachorro, todas as reviravoltas, a constante estranheza dos cenários e o desafio dos quebra-cabeças. Quando você vê, as horas vão passando e a sua curiosidade persiste, até o fim. Não é lá um jogo muito popular, mas recomendo muito.

Side Pocket

Eu adorava esse jogo e a trilha sonora classuda. Mas, olhando hoje, eu não entendo como tanta gente jogou isso. Toda a ação se passava em cima de uma mesa de bilhar, só isso. Mas era bem foda, principalmente para se jogar em dupla. Além disso, caso você quisesse, tinham uns desafios surreais de efeito na bola, só para os experts.

Mickey to Donald: Magical Adventure 3

Acho que todo mundo jogou Magical Adventure 3. Ele simplesmente fazia muito sucesso pelo modo cooperativo. Aliás, essa era uma época na qual os jogos da Disney eram bem inteligentes. E não pense que é fácil só porque é bonitinho. Você vai ter bastante trabalho com esse.

Super Castlevania IV

A série é velha conhecida, desde os tempos do NES. Essa versão trouxe tudo o que já era famoso na época e fundamentou novas bases que se tornaram requisitos essenciais. Vale por ser um divisor de águas que aperfeiçoou vários conceitos, mas também por ser em si um jogo muito bom.

F-Zero

Eu era muito burro pra jogar F-Zero, mas gostava um tanto. Eu batia em todas as paredes e chegava sempre em péssimas posições (ou nem chegava). Na verdade, o jogo está na lista mais por ver o quanto de gente que o adorava (Sim, Brandão, estou apontando pra você) do que por eu ter passado muitas horas nele. De qualquer forma, vale a pena.

The Legend Of The Mystical Ninja

Essa era uma época muito louca em certos sentidos. Lembro de ter encontrado esse jogo nas minhas andanças pelo bairro atrás das pessoas que tinham fitas de SNES e estavam interessadas em fazer negócio nelas (pense: eu tinha uns 10 anos). Lembro que era um cartucho de Famicon, com um rótulo super machucado. Eu nem queria esse jogo e não fazia a menor ideia de que ele seria tão absurdamente divertido. Infelizmente, era apenas emprestado e nunca mais consegui de volta. Graças à internet, consegui jogar outra vez só depois de adulto.

Mighty Morphing Power Rangers

Não tinha como esse jogo não ser um sucesso. Ele veio no auge da mania pela série de TV e, de fato, não era terrível. Dava pra se divertir e consumir umas boas horas ouvindo o tema dos Power Rangers e combatendo Zed e a Rita Repulsa. Hoje, eu acho que ele foi mais popular que efetivamente bom, mas vale o play, com certeza.

The Adventures of Batman & Robin

Tem uma regra de ouro sobre o Batman no SNES: mantenha-se longe. Mas esse jogo, baseado na série animada (que era fantástica, diga-se de passagem), é muito bom. Ainda odeio aquela maldita fase do labirinto.

NBA Jam

Esse eu joguei muito pouco, quase não entendia as regras do basquete (até hoje, inclusive), mas não dá pra deixar de notar que ele fazia muito sucesso. Aqui, a graça era dar saltos gigantescos, aloprar nos movimentos especiais antes das cestas e destravar uns personagens maneiros, como o então presidente dos EUA, Bill Clinton.

X-Men Mutant Apocalipse

Outro jogo que foi muito popular por causa da série de TV que arrebentava na época. Todo mundo gostava mais das missões do Wolverine. Tinha também um outro jogo parecido que valia a pena mas que foi menos popular, Marvel Super Heroes: War of the Gems.

Secret Of Mana

O SNES tem uma miríade de excelentes RPGs. Muitos são tão incríveis que é uma injustiça não citar, como Star Ocean, Tales of Phantasia ou Breath Of Fire. Fica aqui a menção honrosa a todos esses. De qualquer forma, mesmo ao lado desses outros excelentes jogos, Secret Of Mana faz diferente. É um jogo muito bonito, com um aspecto de carisma que, na minha humilde opinião, o destaca em relação à já ótima lista de games do gênero no Super Nintendo. Vale frisar também que você pode jogar em um sistema cooperativo bem interessante.

Zombies Ate My Neighboors

Os zumbis podem ser uma grande tendência cultural hoje, mas lá pelos anos 90, era só um artigo de filmes B. Zombies Ate My Neighboors joga esses monstros em um contexto de comédia e faz a coisa toda ficar bastante divertida.

Biker Mice From Mars

Biker Mice From Mars é derivado de uma série animada que, no Brasil, se chamava "Esquadrão Marte". Basicamente, é outra coisa que eu nunca entendi direito, mas que me agradava bastante antes dos 10 anos de idade. O jogo era uma corrida com armas em circuitos pequenos e com alguns obstáculos. Lembra um pouco Rock 'n Roll Racing. Também era bom de se jogar em dupla e fazia o maior sucesso nas locadoras.

Tiny Toon: Wacky Sports Challenge

Perguntei no meu Facebook sobre quais jogos colocar e algumas pessoas citaram ele. Eu nem lembrava, mas de fato, que joguinho legal. Era um jogo de esportes olímpicos em mini-games no qual você podia usar os personagens do desenho. Simples assim, mas bem divertido para se jogar em multiplayer.

Wild Guns

Ao lado de Sunset Riders na locadora sempre tinha Wild Guns. A dinâmica é diferente, já que Sunset Riders tem mais ação em sidescrolling, mas Wild Guns não faz feio no que se propõe.

Sonic Wings

Dos jogos de nave do Super Nintendo, acho que Sonic Wings (também conhecido como Aero Fighters) era o mais popular. Todo mundo jogou. Diferente de Gradius III e R-Type III, esse aqui tinha uma visão superior, na qual você ia avançando e atirando nos inimigos que iam brotando pela sua frente. E, acredite, o tiroteio era levado a sério aqui. Piscou, perdeu.

Desert Strike: Return to The Golf

Antes do 3D, a perspectiva isométrica fazia o papel de colocar você em um mundo com mais liberdade de movimento. Desert Strike se basea na guerra do golfo e você tem de pilotar um helicóptero em variadas missões. Estratégia é um dos pré-requisitos essenciais para você conseguir se sair bem. E munição, porque vai faltar.

Joe & Mac 2

Outro jogo que era quase uma unanimidade. Super hype na época. Acho o segundo um pouco melhor que o primeiro, por isso o escolhi, mas ambos valem bastante o play. Ele tem bem a estética 16 bits e é um ótimo adventure, com toques de humor. É perfeito pra desligar o cérebro e relaxar descompromissadamente.


11 May 00:51

Por que alguém viajaria sozinho?

by Juliana Puppim

Para a maioria da população mundial, viajar sozinho pode ser totalmente fora de cogitação. Muitos não devem nem ver sentido nisso e eu até entendo. Talvez pensem “que graça tem viajar sozinho e não ter com quem dividir as coisas bacanas que acontecem durante uma viagem?”. Aí é que está! Existe tanta coisa legal pra fazer sozinho em uma viagem que, depois de experimentar a primeira, aposto que vai querer mais.

Você precisa de um motivo para viajar sozinho? Beleza! Eu te dou alguns. 

Pode-se viajar sozinho por ser o único da sua turma de amigos que tem grana e folga no trabalho ao mesmo tempo e esse fato coincidiu justamente com o momento que você decidiu se enveredar por novos cantos. Ou, como eu, você pode querer viajar sozinho porque acabou de levar um pé na bunda bem dado, daqueles de desestruturar qualquer ser que se achava sob controle e que, do nada, se viu perdido no próprio mundo. Ou por tantos outros motivos, você pode simplesmente querer sumir, fugir, experimentar ser anônimo em meio a outros estranhos, pensar na vida ou na mãe Joana. 

Na verdade, o motivo é pessoal e pouco importa, desde que ele te impulsione a partir rumo ao desconhecido.

Eu sei, viajar sozinho dá medo e as inseguranças batem forte. A boa notícia é que você vai se tornar uma pessoa mais segura depois dessa viagem. O desconhecido assusta e muito, nós sabemos disso, porém esse sentimento só existe porque estar sozinho em outro lugar do mundo enche a nossa cabeça de incógnitas, o que é natural. Não basta alguém te contar uma história bem sucedida de volta ao mundo e, pronto, o medo sumiu. Porém, no momento que você escolhe sair dessa zona de conforto onde você conhece todas as respostas e decide viajar sozinho, essa confiança e segurança vão aparecer, à medida que você sentir que é capaz de se virar sem depender de mais ninguém. E te digo mais. Quando a gente se vê autossuficiente, a vida fica mais fácil, pois deixamos também um pouco a carência emocional de lado.

O primeiro teste acontece logo que desembarcamos em um país novo e vem aquele frio na barriga. Imigração pela frente e você é a única pessoa que está ali para explicar àqueles malucos seus motivos de ter escolhido tal país. Mas sendo bem sincera, até acompanhado essa tensão existe, então que diferença faz estar sozinho? Se tiverem que te mandar de volta, nem o querido Papa te segura. Então ensaie bem o discurso antes, em inglês por favor, e aguente firme. Passou do aeroporto? Liberdade à vista. Voilá!

O barato de estar sozinho em um lugar desconhecido é que você é quem decide quando ir e vir e isso é fabuloso. Visualize como pode ser bom não ter ninguém controlando seus horários de acordar ou de ir embora da balada. Para onde ir então, nem se fala. Você é livre para escolher o roteiro, os meios de transporte, onde comer, enfim. A liberdade é infinita aqui. Resolveu mudar de planos porque conheceu uma pessoa interessante que te fez uma proposta irresistível? Só depende de você ficar mais ou seguir o caminho com o novo estranho e ir para aquela ilha paradisíaca. Isso acontece e poderia ser você a pessoa obrigada a ir embora porque já combinou com os amigos outros planos. As oportunidades que surgem durante a viagem são suas e cabe exclusivamente a você escolher o próximo rumo. E mais! Só de pensar em não ter pressa pra tirar um milhão de fotos do jeitinho que você gosta ou ler com calma aquele livro que você não via a hora de devorar sem precisar dar atenção a mais ninguém, já vale muito.

Talvez viajar sozinho seja o ápice do egocentrismo, mas e daí? Essa experiência pode ser um passo fundamental para aprendermos a viver melhor acompanhados mais pra frente, ou talvez você se descubra um apaixonado por si mesmo e aprenda a levar a vida numa boa sozinho. O fato é, tudo que nos ajuda a nos conhecermos melhor, nos torna seres mais conscientes das próprias atitudes diante das dificuldades do cotidiano. E ter consciência da nossa responsabilidade no mundo é metade do caminho para uma vida de feliz.

Além disso tudo, talvez o ponto mais relevante do ato de viajar sozinho é se tornar um formador de opinião. Nos dias de hoje, estamos impregnados de clichês e nos iludimos com a quantidade de informações lançadas na internet. Apresentamos nossos pontos de vista com propriedade, quando na verdade nossa opinião foi formada por um misto de três artigos que lemos em sites diferentes e ainda nos orgulhamos por estarmos antenados. Tudo bem, aceitamos que o tempo é escasso e é impossível dominar todos os assuntos que bombam no dia-a-dia. E aí é que entra o viajar sozinho. Em grupo, o mesmo acontece, inconscientemente. Nos voltamos para os amigos e a viagem gira em torno deles. Fazemos programas que nem nos interessava tanto só para acompanhá-los e curtir junto. Mesmo porque, ninguém quer ouvir as histórias engraçadas mais tarde sem ter participado delas. 

Sozinhos, nosso senso crítico aguça. 

Nem tudo está bom e muita coisa deixa de ser aceitável. Deixamos de seguir o fluxo como carneirinhos e descobrimos nossas preferências pessoais. Focamos em fazer com primor tudo que nos dá prazer. Indagamos muito mais e é a oportunidade perfeita para quebrarmos preconceitos. Os porquês que brotam em uma viagem é o que mais nos transforma. Uma inquietude surge e começamos a procurar verdades que nem imaginávamos que existiam. É claro que cada um vai descobrir em si seus próprios questionamentos. Pode ser que você encontre uma nova paixão na vida ou que talvez volte amando em dobro as suas conquistas. O fato é que novas referências serão criadas e na volta pra casa, nada será como antes.

E tem mais! Viajar sozinho não significa permanecer desacompanhado durante toda a viagem. Essa escolha vai acontecer naturalmente e companhia boa facilmente se encontra pelo caminho. Se quiser mesmo, sozinho você não fica. Até os tímidos aqui tem vez. É um ótimo exercício, recomendo. Mesmo porque, quando a gente não deve nada a ninguém, não tem problema falar outro idioma errado, se essa é a sua insegurança. 

Experimente se hospedar em albergues e ficar em quartos compartilhados. Você chegou da rua e a galera tá no quarto ou no lounge, lance logo um “e aí, galera? Tudo beleza? Acabei de chegar na cidade e tô super perdido. Vocês estão curtindo o lugar? Tem alguma dica bacana?”. Enfim, o que você vai falar é o de menos. Abra a cabeça e jogue limpo. Não sabe por onde começar? Sorria, caríssimo. Um sorriso em terras estrangeiras vale ouro e quem tem boca faz amigos. Então desencana e solte o verbo, sem exageros, claro. A sua chance de falar é qualquer momento que tiver alguém de bobeira por perto. Pode mandar bala sem pestanejar. Assim como você, viajantes costumam estar abertos a conhecer pessoas e se enturmar pode te render bastante coisa boa, acredite.

Festa de réveillon em Bali, comigo no centro cercada de novos amigos de vários países diferentes

Caso você esteja ensaiando sua primeira jornada solo, saiba que a escolha do destino pode ser crucial para o seu sucesso. Pense o seguinte: no inverno, em qualquer país do mundo, as pessoas são muito mais fechadas e saem muito menos de casa. Sendo assim, suas chances de interagir e criar novos relacionamentos, mesmo que temporários, diminuem consideravelmente. Em compensação, no verão, você pode ir às forras. O povo vai pra rua, fica mais solícito e sorri muito mais. O astral de qualquer cidade muda e a felicidade reina.

Depois disso tudo você ainda se pergunta qual o sentido de viajar sozinho? Bem, a sua razão só você vai saber, mas posso te assegurar que cada pôr-do-sol que você assistir, cada vez que alguém for generoso com você e te ajudar sorrindo e de coração aberto ou cada vez que você se arrepiar ao descobrir um lugar de beleza estonteante e perder o fôlego, você vai saber que era tudo muito simples, bastava escolher. 

08 Apr 17:59

Cavaleiros do Zodíaco: Alma de Ouro terá streaming gratuito no Brasil através do Daisuki

by Emanuel Laguna
Laguna_Daisuki_Logo

Não é sumô, mas o tio Laguna garante que só tem peso pesado (crédito: CapCom)

Foram quase três anos de Crunchyroll no Brasil e finalmente veremos um concorrente à altura. E o melhor: ele começa chutando traseiros. Trata-se do Daisuki, serviço de streaming criado pelo Anime Consortium Japan.

Ao contrário do Crunchyroll, ocidental, o Daisuki reúne diversos estúdios japoneses num esforço conjunto para trazer ao ocidente os animês da forma mais direta possível, sem intermediários e de forma oficial. Nada melhor que estrear o Daisuki no Brasil usando ninguém menos que Os Cavaleiros do Zodíaco, animê que fez sucesso estrondoso na extinta Rede Manchete na década de 1990.

バンダイ公式チャンネル • 『聖闘士星矢 黄金魂 soul of gold』ティザー映像

Ano passado, logo após o filme Cavaleiros do Zodíaco: A Batalha do Santuário estrear nos cinemas brasileiros, foi anunciado um spin-off do clássico animê: trata-se de Saint Seiya Soul of Gold, que vai se passar após os eventos da Saga de Hades. O protagonista aparentemente será o cavaleiro de ouro de Leão, Aiolia, que tentará sair vivo de Asgard. Ou algo assim, meu japonês é péssimo.

Enfim, o Daisuki anunciou que cada um dos 13 episódios de Saint Seiya Soul of Gold terá transmissão online para a América Latina no mesmo dia do lançamento no Japão, incluindo legendas em português. Detalhe: será em alta definição e gratuito!

Laguna_Saint_Seiya_Soul_of_Gold

Cavaleiros do Zodíaco: Alma de Ouro vai passar no Brasil por streaming gratuito! (crédito: Saint Seiya)

Para ter acesso ao streaming, basta se cadastrar gratuitamente e esperar até o próximo sábado, dia 11 de abril, para a estreia mundial. Para quem quiser assistir no tablet e/ou smartphone, o aplicativo está disponível para iOS e Android.

Bom lembrar que assim como Sailor Moon Crystal lá no Crunchyroll, cada episódio inédito do novo animê dos Cavaleiros será exibido quinzenalmente no Daisuki e horas depois do lançamento original. O tio Laguna desconfia que se houver uma segunda temporada de Saint Seiya Soul of Gold, o Daisuki vai cobrar. A questão é: seria tão barato quanto o Crunchyroll? Teria tão grande acervo?

Exibir um animê tendo todos os direitos sobre a marca é fácil, o problema que o tio Laguna vê é como eles exibiriam outros que já estão licenciados no ocidente com outras distribuidoras. Um grande empecilho para o streaming de animês mais antigos é justamente isso. De qualquer forma, a Bandai vai lucrar bastante com uma nova linha de Cloth Myth.

Fontes: Anitay e CavZodíaco.

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01 Apr 18:09

O que é real? Michael Abrash da Oculus fala sobre realidade virtual

by Nick Ellis

michael_abrash_f8_1

Em sua apresentação no #F8 na semana passada, o cientista chefe da Oculus Michael Abrash, mostrou alguns motivos pelos quais a realidade virtual será importante para nós, e fará cada vez mais parte da nossa vida. Mas isto não é um certo exagero? Bem, eu testei o Crescent Bay em janeiro na CES e fiquei muito impressionado com a tecnologia, pois pela primeira vez realmente me senti dentro dos ambientes e das situações mostradas nas demonstrações. Antes eu era cético, mas agora realmente acredito que o VR tem o potencial de causar uma verdadeira revolução no mundo dos games e do entretenimento.

Admitindo de cara seu interesse por ficção científica, Abrash citou como algumas de suas influências o clássico Snow Crash de Neil Stephenson, e sensacional Ready Player One de Ernest Cline: “As raízes claramente vêm de uma vida lendo ficção científica, que me mostraram que o caminho para pensar em realidade virtual não era apenas possível, mas algo que eu podia ajudar a acontecer”. Para ele, porém, tudo mudou quando ele assistiu o clássico filme Matrix, de 1999: “Enquanto os livros de ficção científica me deram o framework para pensar em realidade virtual, a Matrix me fez acreditar nela”. Abrash reviu o filme recentemente e ficou tão impressionado com o discurso de Morpheus para Neo, que o leu na íntegra durante a apresentação.

michael_abrash_f8_2

Para Abrash na expressão “realidade virtual”, a palavra “realidade” é muito mais importante do que “virtual”. Como disse Morpheus, tudo o que percebemos são os sinais elétricos interpretados pelo nosso cérebro, e assim o nosso entendimento do mundo real é limitado pelos sensores com que os captamos.

Citando nossa visão, por exemplo, Abrash lembrou que “não conseguimos enxergar infravermelho ou ultravioleta, só temos três sensores de cores e nossa visão periférica é limitada”. É claro que ele também falou sobre o inevitável vestido que parece trocar de cores para diferentes pessoas, mostrando como o que vemos depende do que a nossa mente interpreta. Tentamos montar um modelo coerente do mundo, com os dados limitados que temos, e é isto que define o que é real para nós. Nossa mente faz certas suposições e interpretações que nem sempre mostram o que está acontecendo no mundo real.

Michael Abrash trouxe várias ilusão de ótica para fazer valer o seu ponto de que o mundo real é muito maior do que conseguimos captar: “Existe um mundo lá fora, e o seu cérebro está juntando informações bem limitadas captadas pelos seus sensores, e tentando inferir qual é o estado real deste mundo, de acordo com o seu modelo interno.”

michael_abrash_f8_4

Voltando a Matrix, ele mostrou a imagem de duas pílulas, uma azul e outra vermelha, só para depois revelar que as duas são na verdade da mesma tonalidade de cinza, quando você retira as cores na lateral. O mesmo acontece com duas imagens de um cubo mágico, uma com luz amarela e outra com luz azul, que na verdade são do mesmo tom de cinza. Outro exemplo são quadrados em um piso, que apesar de terem a mesma cor, parecem ser brancos e pretos.

michael_abrash_f8_3

Abrash trouxe mostrou outras ilusões de ótica já clássicas como a ilusão do dragão, na qual o seu cérebro te engana para ver o rosto do dragão para fora quando ele está para dentro, e o efeito McGurk, que você pode conferir no vídeo abaixo, no qual uma bela moça fala a mesma coisa com um vídeo dela falando outra, assim o que nós escutamos, depende do que estamos vendo.

FWS – The McGurk Effect – Hearing lips and seeing voices

Nas palavras de Michael Abrash: “O que isto diz sobre a nossa percepção do mundo? Bem-vindos ao buraco do coelho!”. O cientista chefe da Oculus terminou sua palestra falando sobre a evolução do hardware disponível para realidade virtual, citando Matrix mais uma vez: “Aperte os cintos, Dorothy, pois Kansas está indo embora”.

Escrevi este post só para que pessoas interessadas em VR assistam a apresentação completa de Michael Abrash no F8, que começa aos 27 minutos de vídeo clicando aqui, ou no vídeo abaixo a partir dos 42 minutos.

2015 Facebook F8 Michael Abrash ‘Why Virtual Reality Will Matter to You’

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29 Mar 17:39

Trilhando Machine Learning

by cooler51

catfeliz
Olá caros leitores do meu blog informal, já muito tempo periodo mítico na nossa matrix, neste tempo estudei muitas áreas tanto exóticas, como exemplo cheguei escrever um blog post de como fazer um analisador de códigos, no começo não sabia em que caminho ir, digamos que tinha muito o que estudar e não sabia por onde começar, poderia até fazer analogia ao livro de Alice no dialogo com o Gato:

No decorrer da Viagem, Alice Encontra muitos caminhos, em certa parte ela pergunta para um gato biruta em uma árvore:
- Podes Dizer-me, por favor, que Caminho devo Seguir Para sair daqui?
- ISSO Depende Muito Onde queres ir - respondeu o gato.
- Eu Não Sei.
O gato, ENTÃO, respondeu sabiamente:
- Sendo ASSIM, qualquer caminho serve.
Alice no Pais das Maravilhas Lewis Carroll

Estudei um pouco de matemática Discreta, Machine Learning(ML) e estatística, segui um objetivo(caminho) e fui atrás e li muitos livros entre eles o “Machine Learning for Hackers” embora muito bom não conseguiu satisfazer as tarefas que queria resolver. com o tempo para melhorar minhas habilidades fiz uma cadeira de ML no corsearea curso da Stanford gratuito, não vi muita aplicabilidade para meu trabalho, vendo uma gamma de dados para uso de bioinformática e finanças bem como uso massivo da linguagem R, conhecimento obtido no curso foi útil para uma introdução embora tenha algo forte em linguagem R, aquilo para mim não seria tão útil, sim embora R tenha grande poder científico é extremamente lento, até que conheci MLpack, que faz uso do armadillo para trabalhar com algebra linear de forma extremamente rápida pois faz uso de SimD etc. Estudando o MlPack pude ver outros dados diferentes de finanças e biofinformática, conheci repositórios diferentes e de todos os tipos de área para treinar as matrizes em classificação, então brincando com classificação de textos com meus bots, meio alegrias me fiz indagação “poxa legal, entretanto estou apenas usando uma lib, não estou entendendo internamente o algoritmo, isso qualquer um faz…”, analisando possibilidades quando desenvolvi minha própria bibliotéca em CPP, foi usado o Teorema de Naive Bayes para classificar padrões de texto, tal funcionalidade que a bibliotéca faz seu uso é bem comum em sistemas anti-spam(popularizado por Paul Graham uma grande lenda do Lisp).
evil_scientist1
Vamos uma PoC, para construir um robô que treine N entradas, com determinadas classificações para SPAM e não SPAM, para começar precisamos obter a bibliotéca:

$ git clone https://github.com/CoolerVoid/libtext_bayes

Então podemos instalar da seguinte forma:

# cd libtext_bayes; sudo sh install.sh;

Agora podemos testar:

$ ./test

Repare o seguinte código:

/*
 Example how too use my library "Naive Bayers Text Classifier" 
 Author: Cooler_
 Contact: c00f3r[at]gmail[dot]com

*/
//carregamos a lib
#include "libtext_bayes.h"
#include <iostream>

int main(int argc, char* argv[])
{
  NaiveBayes robot;

  robot.set_training_data_file(std::string("training_quotes3.txt"));
// treinamos os vetores, tudo com final "SPAM" seria SPAM, tudo com final OK seria não SPAM
  robot.add_training_data("compre agora promoção SPAM");
  robot.add_training_data("preço super barato SPAM");
  robot.add_training_data("aproveite agora somente nesta sexta SPAM");
  robot.add_training_data("ola meu amigo como vai você ? OK");
  robot.add_training_data("pagamento efetuado OK");
  robot.add_training_data("esta tudo certo velho amigo OK");
  robot.add_training_data("compre agora promoção SPAM");
  robot.add_training_data("preço super barato SPAM");
  robot.add_training_data("aproveite agora somente nesta sexta SPAM");
  robot.add_training_data("ola meu amigo como vai você ? OK");
  robot.add_training_data("pagamento efetuado OK");
  robot.add_training_data("esta tudo certo velho amigo OK");
  robot.add_training_data("compre agora promoção SPAM");
  robot.add_training_data("preço super barato SPAM");
  robot.add_training_data("aproveite agora somente nesta sexta SPAM");
  robot.add_training_data("ola meu amigo como vai você ? OK");
  robot.add_training_data("pagamento efetuado OK");
  robot.add_training_data("esta tudo certo velho amigo OK");
  robot.add_training_data("compre agora promoção SPAM");
  robot.add_training_data("preço super barato SPAM");
  robot.add_training_data("aproveite agora somente nesta sexta SPAM");
  robot.add_training_data("ola meu amigo como vai você ? OK");
  robot.add_training_data("pagamento efetuado OK");
  robot.add_training_data("esta tudo certo velho amigo OK");

// começa o treinamento
  robot.train();

//então passamos frases que não foram treinadas para ver o julgamento seguindo a probabilidade de classificação
  std::string class_ = robot.classify(std::string("agora aproveite e compre"));
  std::cout << "High CLASS is " << class_ << std::endl;

  class_ = robot.classify(std::string("ola meu amigo como vai as coisas ?"));
  std::cout << "High CLASS is " << class_ << std::endl;

  class_ = robot.classify(std::string("videos porno apenas por 200 super barato"));
  std::cout << "High CLASS is " << class_ << std::endl;
 
// liberamos o que foi alocado
  robot.free_bayers(); 

  return 0;
}

Resultado do nosso robozinho então seria:
Probability of SPAM ::: input quote ::: agora aproveite e compre is -8.97539
Probability of OK ::: input quote ::: agora aproveite e compre is -15.0272
High CLASS is SPAM
Probability of SPAM ::: input quote ::: ola meu amigo como vai as coisas ? is -28.6652
Probability of OK ::: input quote ::: ola meu amigo como vai as coisas ? is -18.2822
High CLASS is OK
Probability of SPAM ::: input quote ::: videos porno apenas por 200 super barato is -21.5852
Probability of OK ::: input quote ::: videos porno apenas por 200 super barato is -25.7778
High CLASS is SPAM
look the file "test.cpp

Então indagação:
“Caso você for desenvolver um recurso com IMAP ou POP3, então ler e-mail de tempos em tempos, logo classificar o que for de um determinado rótulo de SPAM e jogar para lista de e-mails de SPAM, o que seria ?”
BIngo !! teriamos um sistema anti-spam…

Caros leitores, agradeço por terem lido o blog post, vale lembrar que tem outras formas de classificar texto poderiamos usar KNN,SVM etc, escolhi Naive Bayes por ser o mais popular e para quem esta ingressando nesse campo de classificação ajuda, não estou com muito tempo para explicar detalhes, entretanto se for olhar o código da bibliotéca irá notar que está tudo comentado, só aproveitando dando um hook no “0d1n“, estou escrevendo documentação no LaTeX quem quiser ajudar com dicas: https://github.com/CoolerVoid/0d1n/tree/master/doc

Quem quer entender a fundo Naive Bayes fica uma sugestão:

Do mais quando tiver um tempo vou tentar postar mais códigos no github… por hora está tudo em teste…


Referências:

Livro – Machine Learning in Action – Peter Harrington – http://www.manning.com/pharrington/
Site – Página do Paul Graham sobre um projeto de anti-spam – http://www.paulgraham.com/antispam.html
Artigo – Artigo legal ensinando a fazer classificador em Perl http://www.drdobbs.com/architecture-and-design/naive-bayesian-text-classification/184406064?pgno=1

magodeoz


16 Mar 19:32

O Cosmo Flamejante Do Alcool


Pense em um cavaleiro louco de cachaça

12 Mar 19:29

Entering the BIOS

by sharhalakis

by @just_hank_moody, andreibkn and necessaryaegis

12 Mar 02:22

O copo ideal para cada tipo de cerveja

by Edu

Hoje o post será sobre os tipos de copos ideais para tomar cada tipo de cerveja! Lembrando desde o início, este post não é pra impor a regra de como você deve tomar a sua cerveja, mas sim, apresentar uma convenção do mundo cervejeiro sobre os copos indicados para cada tipo de cerveja, ok?!

cerveja-testosterona

bola

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04 Mar 21:48

Desenvolvimento bare metal para ARM Cortex-M com o GCC no Linux

by Sergio Prado

Um ambiente integrado de desenvolvimento (IDE) pode facilitar bastante a nossa vida, criando e gerenciando automaticamente projetos e aumentando a produtividade do desenvolvimento.

Mas tudo tem seu preço. E o preço que pagamos pelas facilidades de uma IDE é a falta de um controle maior sobre o projeto e o binário final gerado.

Criando um simples projeto de pisca-led para a Freedom Board FRDM-KL46Z no Kinetis Development Studio da Freescale, o código final consumiu aproximadamente 3K de RAM (dados) e quase 10K de flash (código)!

$ size led.elf 
   text	   data	    bss	    dec	    hex	filename
   9612	    720	   2272	  12604	   313c	led.elf

É claro que existe muito desperdício no código gerado, e poderíamos estudar algumas opções disponibilizadas pela IDE para otimizar o código e gerar um binário mais enxuto.

Mas trabalhando direto com o compilador podemos ter um controle muito maior sobre o código compilado. Resolvi então criar um projeto bare metal que consumisse o mínimo possível de espaço em RAM e flash para a aplicação de pisca-led.

Para testar, instalei o toolchain para desenvolvimento bare metal baseado no GCC mantido pelo pessoal da própria ARM:

$ mkdir ~/toolchain && cd ~/toolchain
$ wget https://launchpad.net/gcc-arm-embedded/4.9/4.9-2014-q4-major/+download/gcc-arm-none-eabi-4_9-2014q4-20141203-linux.tar.bz2
$ tar xjfv gcc-arm-none-eabi-4_9-2014q4-20141203-linux.tar.bz2

Após a instalação, você pode verificar se o toolchain está funcionando com o comando abaixo:

$ ./gcc-arm-none-eabi-4_9-2014q4/bin/arm-none-eabi-gcc -v

Criei um projeto simples para a FRDM-KL46Z e coloquei no GitHub:

$ cd ~
$ git clone https://github.com/sergioprado/bare-metal-arm.git
$ cd bare-metal-arm

O projeto é composto pelo linker script (link.ld) e dois arquivos .c. O arquivo startup.c contém a tabela de vetor de interrupção do microcontrolador e o ponto de entrada da aplicação, responsável por inicializar a memória (seções DATA e BSS) e executar a função main(), implementada no arquivo main.c e responsável por piscar o led.

$ ls
includes  LICENSE  link.ld  main.c  Makefile  startup.c

Para compilar o projeto, basta digitar make:

$ make
~/toolchain/gcc-arm-none-eabi-4_9-2014q4/bin/arm-none-eabi-gcc -c -mthumb -mcpu=cortex-m0plus -I./includes/ -o main.o main.c
~/toolchain/gcc-arm-none-eabi-4_9-2014q4/bin/arm-none-eabi-gcc -c -mthumb -mcpu=cortex-m0plus -I./includes/ -o startup.o startup.c
~/toolchain/gcc-arm-none-eabi-4_9-2014q4/bin/arm-none-eabi-gcc --specs=nano.specs -Wl,--gc-sections,-Map,main.map,-Tlink.ld -o main.elf  main.o  startup.o
~/toolchain/gcc-arm-none-eabi-4_9-2014q4/bin/arm-none-eabi-objcopy -O srec main.elf main.srec
~/toolchain/gcc-arm-none-eabi-4_9-2014q4/bin/arm-none-eabi-size main.elf
   text	   data	    bss	    dec	    hex	filename
    452	      0	   1024	   1476	    5c4	main.elf

Veja que o binário final do projeto de pisca-led ficou bem menor, ocupando apenas 452 bytes de flash e 1K de RAM (basicamente alocado para o stack).

Este projeto pode ser facilmente reutilizado em outras plataformas ARM Cortex-M, inclusive de outros fabricantes.

Para isso, basta alterar o linker script de acordo com a configuração de memória do microcontrolador, e implementar o pisca-led na função main().

Se necessário, altere o toolchain definido no Makefile.

Have fun!

Sergio Prado

Sergio Prado atua com desenvolvimento de software para sistemas embarcados há mais de 15 anos. É sócio-fundador da Embed­ded Lab­works, uma empresa focada em te aju­dar a desen­volver soft­ware de qual­i­dade para sis­temas embar­ca­dos. Se você pre­cisa de ajuda para desen­volver seu pro­duto, ou quer saber mais sobre o que a Embed­ded Lab­works pode fazer por você, acesse http://e-labworks.com/servicos.

Este post foi originalmente publicado em Desenvolvimento bare metal para ARM Cortex-M com o GCC no Linux.

01 Mar 08:08

The Atlas of Beauty — mulheres bonitas em todas as partes do mundo

by Gilson Lorenti

The_atlas_of_beauty_

Em todos estes anos ensinando fotografia, 99,9% das pessoas que me procuram para aprender essa nobre arte (não tocar na discussão se fotografia é arte ou não) estão querendo entrar no mercado profissional. Mais especificamente estamos falando de fotografia de eventos, onde o grande alvo são os casamentos. Sim, é onde conseguimos ganhar mais dinheiro, mas não diria que esse caminho é o mais certeiro. Sempre digo para os iniciantes que o principal é gostar da fotografia como prática, e não apenas como ferramenta de subsistência. Digo que o importante é ter um projeto fotográfico. Aprender as nuances da fotografia através de um tema que lhe seja interessante, rico e divertido. Trabalhar um projeto com unidade formal, unidade temática e, principalmente, um conceito que se explique não somente pelas imagens, mas por uma necessidade de entendimento. Depois de desenvolver sua técnica através destes conceitos, você pode encarar qualquer tema da fotografia, pois você treinou seu olhar e não as receitinhas de bolo que são ensinadas nos atuais cursos e fotografia.

Mas, essa é apenas uma pequena introdução para falar de um projeto fotográfico que é bacana não apenas pelas belas imagens que gerou, mas por conta da realização pessoal em colocar em prática um objetivo. Em 2013 a fotógrafa romena Mihaela Noroc de 27 anos protagonizou uma reviravolta em sua vida ao largar o seu emprego “chato” e utilizar todas suas economias para viajar o mundo e capturar a beleza de mulheres das mais diferentes etnias, credos e culturas. Segundo a moça, que fala fluentemente 5 línguas, já foram visitados 37 países (inclusive o Brasil) e foram capturados centenas de retratos de mulheres cercadas por sua cultura (particularmente adoro o retrato da índia no Amazonas). Mihaela aponta que a beleza está em todo lugar e que “Não é uma questão de cosméticos, dinheiro, raça ou status social, mas mais sobre ser você mesmo”.

Todas as mulheres fotografadas estão na mesma faixa de idade da fotógrafa. A preferência foi por mulheres com pouca maquiagem e os enquadramentos foram muitos parecidos. Como parte da unidade formal ainda podemos indicar o uso da profundidade de campo em quase todos os retratos. Embora alguns ensaios tenham sido mais elaborados, a fotógrafo também praticou o velho truque de parar as pessoas na rua e pedir para fazer uma foto. Nesse caso, alguns dos retratos foram feitos em apenas 30 segundos de trabalho. Um belo desafio. O resultado desta empreitada pode ser encontrado no site  The Atlas of Beauty. Atualmente Mihaela está fazendo captação de recursos entre seus fãs para financiar uma segunda viagem para finalizar o projeto com início previsto para junho de 2015. Depois disso a intenção é editar um livro com o melhores retratos desta empreitada.

The_atlas_of_beauty_Amazonian

The_atlas_of_beauty_Colombia

The_atlas_of_beauty_Iran

The_atlas_of_beauty_Maori

The_atlas_of_beauty_Myanmar

The_atlas_of_beauty_Rio-de-Janeiro

Fonte: Petapixel.

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01 Feb 02:49

Slicks novos ou usados para track day?

by Micheski
Foto: reprodução: wikipedia Com o fim das competições que utilizavam rodas e pneus de medidas comuns aos de rua, conseguir um jogo de slicks usados ou novos virou tarefa para poucos afortunados, porém existe luz no fim do túnel. Foto: divulgação © BMW GROUP Foto: divulgação Fiat   O mercado nacional de pneus de competição, tanto slick como semi-slick esteve nos últimos anos limitado
01 Feb 00:41

Tem que aprender desde cedo né?

by Zanfa

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25 Jan 19:47

Vivendo com um carro alugado

by Redação

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A terceirização de frotas tem obtido cada vez mais espaço entre as empresas. São muitas as vantagens, entre elas: o custo de locação de um carro, que em contrato mensal é normalmente menor que os custos combinados de leasing, seguros, manutenção e depreciação. Locações em contrato mensal permitem às empresas que os veículos ofertados aos usuários sejam sempre novos, já que carros de locadoras são vendidos com menos de 50.000 quilômetros.

Além disso, há a comodidade de não ter de cuidar de manutenção e conservação dos veículos, o que fica a cargo das locadoras, e de durante as manutenções não deixar o usuário sem veículo. Se essa modalidade oferece vantagens financeiras e operacionais às empresas, o mesmo vale para os usuários. No entanto, para o usuário, a cessão de um carro locado, seu uso e manuseio, requerem cuidados específicos.

Possuo carro locado na maior locadora do país e em contrato mensal há oito anos. Procedo sempre da mesma forma: retiro um carro que esteja com a menor quilometragem possível, muitas vezes zero quilômetro, e fico com ele até a desativação por volta dos 45.000 km. Depois dessa quilometragem, a locadora retira o carro da frota e o revende. Enquanto permaneço com o carro, efetuo as revisões, a cada 10.000 km, e então o carro retorna para mim após as revisões: durante esse tempo, de cerca de 3 dias, fico rodando com outro veículo locado.

Vivendo com carro alugado: problemas que vivi e como se precaver para que eles não ocorram

Normalmente, ao receber um carro alugado, a sua entrega é feita mediante uma minuciosa vistoria. Toda a lataria do carro, vidros, faróis e retrovisores são verificados, e danos existentes devem ser registrados. Equipamentos de segurança, como macaco, triângulo e estepe, são verificados. Em especial, recomenda-se atenção a pequenos danos e avarias no parabrisa: pois na devolução do veículo, eles podem ser cobrados, e normalmente as locadoras cobram cerca de duas vezes o valor do parabrisa.

Carros alugados são entregues com tanque cheio e lavados, e assim devem ser devolvidos: a cobrança, especialmente do combustível, é feita a valores superiores ao do mercado. E esses cuidados todos com a vistoria resguardam o usuário? Não, e abaixo mostro porque dando exemplos de problemas que vivenciei nestes oito anos.

Senhor, o documento do veículo, por favor

Em uma das revisões do carro que retirei zero quilômetro, foi-me dado um Volkswagen Gol G5 1.0. Ficaria com ele apenas três dias. Vistoria feita, carro na mão. Vamos então a uma pelada, joguinho de futebol de quarta a noite. Fim de jogo, fui dar carona a um amigo que mora em uma cidade da região. Retornando por uma estrada estadual, fui parado pela polícia rodoviária. “Senhor, o documento”. Dei o documento. Dois minutos depois, volta o policial: este documento está vencido.

Não, impossível, esse carro é alugado. E o policial insistiu que o documento estava vencido: então, vou verificar o IPVA e licenciamento, caso o carro não esteja com o licenciamento em dia, será guinchado. Claro que não seria guinchado, um carro alugado na maior locadora do país jamais teria o IPVA e licenciamento atrasados. Senhor, vou ter de guinchar o carro. Realmente, ambos atrasados. E agora, meia noite, no meio da estrada, o que fazer? Liguei no 0800 da locadora, que mandou outro carro, e depois de cerca de uma hora de espera, pude então ir embora. Moral: verificar sempre o documento de um carro alugado é importantíssimo.

Sim senhor, vamos trocar

Certa vez, ao retirar um Ford Fiesta 1.0 Rocam, percebi que a tampa do reservatório de água do radiador estava espanada. Isso fazia com que as vezes a temperatura subisse, e era preciso completar a água. Voltei a loja e pedi a substituição da tampa. “Já estou fazendo senhor”. Descobri que não havia sido feita da forma mais amarga possível. A 3 km da entrada para Campinas, o carro ferveu, em plena rodovia dos Bandeirantes. Levei o carro até a locadora.

Saldo do descaso do pessoal da locadora: R$ 2.500 em retífica, que vi porque pude ir até a oficina para saber como estava o andamento do reparo do carro, que após o reparo retornou para meu uso. Apenas 8.000 km, e um motor já retificado, por conta de um descuido de um funcionário. Moral: verifica sempre, ao solicitar algum reparo ou correção de um problema, se o mesmo foi realmente reparado. E não aceitar o veículo caso não o tenha sido.

Tampa para quê

Retornando de São Paulo, à noite, em um domingo, com um Sandero retirado no meio da semana após voltar de revisão, parei em um posto de gasolina. Ao abastecer, pedi para completar o nível do reservatório de gasolina usada para partida do motor. “Senhor, está faltando a tampa do reservatório de óleo”.

O nível estava normal. Mas sem tampa, poderiam acontecer problemas como entrada de sujeiras no motor, o que poderia causar grandes prejuízos. Tive de ir, às dez da noite, a única loja da locadora aberta na cidade, localizada no aeroporto, para pegar a famigerada tampa. Moral: sempre abrir o compartimento do motor ao receber o carro. Verificar se as tampas de reservatório de água, óleo, vareta de óleo, estão no lugar.

Careca de saber

Como já disse em outro relato, é preciso ter especial cuidado com a cambagem das rodas dianteiras e traseiras da linha Renault Logan. Havia reportado esse fato à locadora: o carro está desalinhado, o volante está pesado. Vamos verificar. O carro permaneceu desalinhado. E com cerca de 28.000 km, numa sexta feira, fiz algo que deveria fazer com mais frequência, confesso: fui calibrar os pneus.

As faces internas dos pneus traseiros já estavam completamente carecas. Não tive dúvidas: corri até a locadora e devolvi o carro, que foi recebido mediante certa insistência. Não recebemos carros para revisão em finais de semana. Mas não vou ficar com o carro, o carro não tem condições de rodar. Enfim, chama-se o gerente e se resolve. Custo para a locadora: dois pneus substituídos, com apenas 30.000 km. Moral: verificar o estado dos pneus, especialmente ao receber carros com mais de 20.000 km, é importante. Você pode ser parado e multado por isso.

Murcho ou escondido

Diferente das experiências vividas com carros de aluguel mensal, essa aconteceu em Manaus, com a locação de um carro por período definido: quatro dias. Ao sair da locadora, percebi que o pneu dianteiro esquerdo estava extremamente murcho, o que deixou a direção pesada. Ao parar para calibrar, qual não foi a minha surpresa: o pneu estava murcho para ocultar um amassado na roda.

Ao devolver o carro, foi-me dito que teria de pagar a roda, porque esta não estava amassada na entrega do carro. Insisti, e nunca recebi nenhuma cobrança. Se o fato foi ocasionado pelo usuário anterior, para não pagar, ou se foi uma tentativa da locadora, que queria esconder a roda avariada para depois cobrá-la, não ficou claro. Moral: verificar sempre o estado dos pneus e se estão cheios. Pneus murchos podem esconder defeitos.

Conclusão

A vistoria de retirada de um carro alugado varia de complexidade, de locadora para locadora. Algumas verificam cada dano no casco, o marcando em um apontamento: outras não fazem isso. No entanto, especialmente para quem possui carro em locação mensal, recomenda-se outros cuidados.

Abrir sempre o cofre do motor, e verificar se todas as peças que podem soltar, como tampas e vareta de óleo estão no lugar. Checar a calibração dos pneus, e se estão em bom estado: o que normalmente não é feito. Checar o extintor de incêndio, especialmente agora que com a mudança de legislação isso pode resultar em multas.

Uma boa olhada no parabrisa: pois qualquer pequena, minúscula marca de pedra, determinará que o usuário tenha de pagar pela sua substituição. Ao solicitar qualquer reparo em uma revisão, fazê-lo por escrito, e sempre verificar, quando possível, se o reparo foi realmente feito. E por fim, verificar os documentos do veículo: mesmo recorrer às grandes empresas não garante, por si só, que os documentos do veículo estejam em dia.

Por Marcus Lima

A noticia Vivendo com um carro alugado foi publicada no site Notícias Automotivas - Carros.








05 Jan 14:40

Como a Inglaterra ensinou à Argentina que longe é um lugar que não existe

by Carlos Cardoso

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Nos Anos 80 a Argentina vivia sob um regime militar daqueles bem caricatos, com direito a uma profunda crise econômica. A saída mais fácil, apelar para o sentimento nacionalista. Funcionou para a Alemanha, que revitalizou a economia, gerou orgulho nacional, investiu em educação e saúde, com campanhas nacionais promovendo exercícios e vida saudável. A Alemanha inclusive foi o primeiro país a fazer uma pesquisa de grande escala e associar cigarro com câncer.

A Argentina, claro, carecia de líderes com visão, e embora tivesse um monte de consultores germânicos, colocou os pés pelas mãos e decidiu apenas invadir as Ilhas Falklands.

O plano teria dado certo, se não fossem aqueles garotos intrometidos, o cachorro idiota e a Inglaterra estar em pleno Governo Thatcher, a Dama de Ferro. Quando os EUA invadiram a ilha de Granada, em 1983 esqueceram que ela fazia parte do Protetorado Britânico. Ronald Reagan ligou para a primeira-ministra e pediu desculpas.

Ignorando esses detalhes a idéia argentina era simples. As tais ilhas ficam no fiofó do mundo. Em linha reta (ok, curva) são 12.648 km de Londres. Da Argentina até elas são “só” 500 km de mar. Historicamente as ilhas foram francesas, espanholas e inglesas, mas a maior parte do tempo permaneceram inabitadas. Sendo realista não há NADA lá, a economia das ilhas é basicamente lã e peixe. Mesmo a promessa de petróleo AINDA é promessa, e com a OPEP jogando o preço pra baixo, nada será explorado comercialmente.

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Seria uma aventura simples: meia-dúzia de soldados hermanos, fincam a bandeira, os habitantes continuam com suas vidas. Vitória Argentina. Só que Thatcher viu o ataque como uma chance de lembrar que eles já foram o Império Britãnico, onde o Sol nunca se punha, e aqueles cucarachos simpatizantes de nazistas não poderiam se sair bem nessa.

Foi montada uma Força-Tarefa para retomar as ilhas, mas enquanto isso era preciso amaciar os argentinos, diminuir seu poder aéreo, do contrário os navios britânicos seriam recebidos a tiro, bem antes de ver terra.

Problema: a base britânica mais próxima das Falkland é na Ilha de Ascensão, no meio do atlântico, a 6.300 km de distância do alvo.

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Tecnicamente o Brasil poderia oferecer a Base Aérea de Canoas, mas precisávamos manter as aparências e fingir que não gostávamos de ver a Argentina tomar paulada. Com isso os ingleses tinham um problema insolúvel: nenhum avião conseguiria ir e voltar, muito menos levando uma carga de bombas decente. Eles não tinham bombardeiros de longa distância como o B-52. Toda a estratégia britânica era para uma guerra na Europa, onde tudo fica na esquina.

Os argentinos confiaram nisso, mas esqueceram que os britânicos, esquisitos como são, são gênios da improvisação, seja transportando cerveja em Spitfires, seja construindo um planador para fugir de uma prisão nazista.

O pessoal da estratégia sentou a bunda, começou a fazer contas e bolou um plano onde, teoricamente seria possível fazer com que um bombardeiro chegasse até as ilhas, atacasse e voltasse inteiro. Só que havia um problema: o único avião capaz era o Avro Vulcan, projetado no final dos anos 1940, pra lá de obsoleto e a 3 meses de se aposentar. Quem assiste filmes policiais sabe que isso é um péssimo agouro.

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3 Vulcans precisavam ser colocados em condições de combate. Nenhum deles tinha sequer o hardware para reabastecimento aéreo. A última vez que um Vulcan havia efetuado a manobra foi mais de 20 anos antes. Ferros-velhos e museus foram revirados atrás de peças para remontar as sondas de reabastecimento. Um dos componentes essenciais foi achado no clube dos oficiais de uma base, estava sendo usado como cinzeiro.

Os tripulantes tinham que reaprender a reabastecer e  treinar bombardeio de precisão. As equipes de terra tinham que catar pods de contramedidas eletrônicas Dash 10 usados em caças Bucanner, adaptar e integrar aos sistemas do Vulcan. Sistemas de navegação do Vickers VC10 foram devidamente “roubados” e instalados nos Vulcans.

Ah sim, eles tiveram 3 semanas para fazer isso. Essa foi a parte fácil.

Agora era sentar a bunda e ver se era realmente viável despejar 9,5 toneladas de pura diplomacia britânica na cabeça dos argentinos em Port Stanley. Spoiler: era, e estava criada a Operação Black Buck, como você pode deduzir deste simples diagrama:

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O segredo da operação era o Handley Page Victor, um bombardeiro convertido em avião-tanque, com alcance máximo teórico de 9.800 km.

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A operação, um pesadelo logístico utilizou 2 Vulcans (1 era reserva) e 12 Victors (um deu defeito e foi substituído por um reserva). Deveria funcionar assim:

11 Victors e 1 Vulcan voariam em direção ao Atlântico Sul.

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Em um certo ponto iniciariam a primeira manobra de reabastecimento. Cinco Victors reabasteceriam outros cinco Victors, o 6º Victor reabasteceria o Vulcan.

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Os seis Victors voltariam para a base, com os 5 aviões prosseguindo até o próximo ponto de reabastecimento.

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Neste ponto dois Victors reabasteceriam outros dois Victors, o 5º reabasteceria o Vulcan e retornariam à base. No próximo reabastecimento um dos Victors remanescentes abasteceria o outro.

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Já chegando o último Victor reabasteceria o Vulcan pela última vez e voltaria, com combustível apenas suficiente para chegar em casa. Com sorte.

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Na volta, bem mais leve, o Vulcan encontraria um Victor no meio do Atlântico, faria um único reabastecimento e teria autonomia para pousar em Ascensão. Infelizmente nenhum planejamento de guerra resiste aos primeiros minutos de combate.

Com esse grupo no ar, em silêncio de rádio, seguiram para o Atlântico Sul, e como em guerra quem manda é Murphy, um dos Vulcans começa a apresentar problemas de pressurização. Isso só havia acontecido antes uma vez, nove anos atrás.

O navegador do Vulcan descobriu que a RAF não tinha mapas para o Atlântico Sul. Eles tinham as coordenadas das Falklands, da pista de pouso em Port Stanley, mas nenhum mapa para plotar o curso. A saída foi pegar um mapa do Hemisfério Norte, virar de cabeça pra baixo, fingir que os Açores eram as Falklands e trabalhar assim.

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O Vulcan era Estado da Arte. Arte Medieval.

O Vulcan estava longe de ser um avião moderno, mesmo em 1982. Seu computador de tiro era eletromecânico, com alavancas, polias e correias. Não havia sequer banheiro, tiveram que instalar um toilete químico para os cinco tripulantes.

Voando em silêncio de rádio, eles dependiam das coordenadas pré-combinadas para encontrar os aviões-tanque, e com visibilidade variável, isso nem sempre era fácil.

Algumas das manobras de reabastecimento foram nas piores condições possíveis, no meio de tempestades. Segundo um dos pilotos esse tipo de manobra equivale a tentar enfiar um macarrão mole no fiofó de um gato.

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Durante uma das manobras um dos Victors da última dupla danificou a cesta de reabastecimento. Acabou trocando de lugar com o outro Victor. Para piorar o consumo de combustível estava bem acima do normal. Quando chegou a hora de dar leitinho pras crianças, o Vulcan só recebeu uma fração do que esperava. Deveria ficar de tanque cheio mas o Victor só deu um cheirinho.

E isso depois do comandante do Victor ter feito uma votação entre os tripulantes: abastecer o Vulcan mesmo sabendo que não teriam como chegar até a base, ou abortar a missão?

Foram unânimes e deram o máximo que puderam.

Segundo os mapas estariam quase chegando nas Falklands, então o Vulcan desceu para 100 m de altitude, evadindo os radares argentinos. Só que nada das ilhas. Apelando o piloto subiu para 500 pés, e a borda da ilha apareceu no radar, a pouco mais de 1 km. O Vulcan se dirigiu ao alvo ao mesmo tempo em que os radares argentinos os detectavam.

Subindo para 10 mil pés, acionaram o computador de tiro, o de manivelas. Lembre-se, isso foi antes das bombas inteligentes, foi um ataque digno da 2ª Guerra Mundial, onde esse tipo de missão dependia de frotas de centenas de bombardeiros.

O Vulcan, com a assinatura de radar de uma cidade pequena era um alvo fácil para os mísseis TigerCat, que a Inglaterra havia vendido anos antes para os argentinos. A lentidão na reação dos hermanos foi sua ruína.

Acionando os sistemas de contramedidas eletrônicas, inutilizando os radares inimigos, em seguida o Vulcan abriu as portas do compartimento de bombas e começou a soltar 21 bombas de 1.000 libras, uma a cada meio segundo. Quando a última caiu, sob fogo cerrado de toda arma antiaérea instalada em Port Stanley, o comandante acionou os manetes em FULL MILITARY POWER, subindo o máximo que pode, nivelando e atingindo Mach 0,96.

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Quando achavam que estavam fora do alcance dos mísseis argentinos, a tripulação do Vulcan foi surpreendida com uma bateria de radares de tiro travados no avião. Era a Força-Tarefa britânica, que sem saber se eram amigos ou inimigos, se preparava para reagir se necessário.

O Vulcan rapidamente se identificou, o pessoal rezando pra alguém nos navios saber da missão, do contrário poderiam encontrar algum comandante desconfiado e rápido no gatilho. Felizmente (nem sempre acontece) a Força-Tarefa estava ciente. O Vulcan transmitiu então a palavra-chave “Superfuse”, signficando missão bem-sucedida.

No Victor, voando só no vapor a mensagem foi interceptada e a tripulação soube que acontecesse o que acontecesse, sua missão não foi em vão. No Vulcan, também só no cheiro, todo mundo já estava bem preocupado, até que no melhor estilo Hollywood, um avião-tanque apareceu no último momento, com o precioso combustível. O Victor também foi reabastecido a tempo.

Pela primeira vez podendo respirar o navegador do Victor pegou seu gravador K7, ligou no sistema de comunicação do avião e tocou o tema de Carruagens de Fogo, a pleno volume. O maior bombardeio de longa distância da História, só superado em 1991 com o uso de B52 pelos EUA, havia sido um sucesso completo.

Enquanto isso nas Falklands uma das bombas atingiu em cheio a pista. As outras caíram em volta, danificando a torre, destruindo aeronaves e matando pelo menos dois militares argentinos.

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Os danos foram consertados em 24 h, mas depois disso a pista não foi mais usada pelos Mirage III argentinos, somente por Hercules e Pucarás, aquela bosta. O golpe foi psicológico, o que costuma ser fatal. Antes confiantes na segurança da distância, agora os argentinos sabiam que estavam ao alcance dos ingleses e seus bombardeiros originalmente projetados para levar armas nucleares.

Transformar Buenos Aires em um deserto de concreto derretido, esperar esfriar e mandar o SAS para pintar as faixas e fazer um estacionamento era agora algo que não aconteceria por puro desejo da Inglaterra, não mais por impossibilidades logísticas.

Thatcher poderia bombardear a Casa Rosada, enquanto Buenos Aires não tinha capacidade de fazer nada além de xingar Londres no Twitter. Com uma missão a Inglaterra demonstrou que a derrota da Argentina era apenas uma questão de tempo. E foi. O primeiro ataque ocorreu 1º de maio de 1982. Em 14 de junho uma Argentina derrotada e humilhada entregava os pontos, depois de perder 649 soldados, contra 258 ingleses.

Hoje o máximo que os hermanos conseguem é emboscar comediantes ingleses de meia-idade.

No total a Operação Black Buck executou sete missões. Durante a 6ª, em 3 de junho de 1982 o Vulcan, armado com mísseis anti-radar sobrevoou Port Stanley por 40 minutos, esperando os argentinos reagirem. Quando finalmente acionaram o radar de uma bateria antiaérea, o Vulcan lançou dois mísseis, que destruíram o radar e 4 operadores. Sem combustível, tentaram voltar para a base mas a sonda de reabastecimento quebrou.

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#vejamente

O Vulcan acabou declarando emergência e desviou para o Rio de Janeiro. Dos 4 mísseis que ele levava dois foram presenteados aos argentinos. Um eles ejetaram no mar, mas o último não se desprendeu. Livros de código foram jogados ao mar, bem como equipamento ultra secreto. Escoltado por dois F5 da Força Aérea Brasileira, que chegaram a romper a barreira do som sobre o Centro do Rio, o Vulcan pousou na Base Aérea do Galeão com 2.000 libras de combustível sobrando, se o piloto errasse o pouso não teria combustível para fazer a volta e tentar de novo.

O governo brasileiro fez seu teatrinho, o Vulcan ficou retido, os argentinos queriam que ele fosse confiscado, blá blá blá. Para irritação de Buenos Aires os tripulantes foram colocados em um hotel em Copacabana, super bem-tratados, tomando caipirinha e curtindo praia até o dia 11, quando os governos chegaram a um acordo: o avião e a tripulação seriam liberados, em troca o Brasil ficaria com o míssil AGM-45 Shrike remanescente, assim poderia dizer pra Argentina “veja”, nós desarmamos eles.

O Vulcan em questão ganhou uma marcação especial, listando seus dois ataques e a estadia no Brasil.

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33 anos atrás os militares da Argentina se dedicavam a torturar jornalistas e estudantes comunistas (perdoe o pleonasmo), e em sua arrogância achavam que isso lhes dava um senso de superioridade e invulnerabilidade, mas isso não é ser militar, é ser bandido. Isso não é combate.

O Generalíssimo Leopoldo Galtieri e seus amigos descobriram da pior maneira que lidar com Rebeldes de forma alguma qualifica alguém para enfrentar o Império.

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31 Dec 01:30

Acelerados! Desafio: Gol GTi x Kadett Gsi x Escort XR3 - em Especial

Sonhos nacionais dos anos 90 se enfrentam na pista. Qual leva a melhor?
30 Dec 16:13

PORTA DOS FUNDOS (ESPECIAL DE NATAL)

by admin

Qual é a única coisa melhor que uma versão original? Um remake e uma sequencia! Seguindo a tradição, o Porta lança seu segundo Especial de Natal – O Velho Testamento. Dessa vez, Abraão, Noé, Moisés e suas turmas de Hebreus enfrentaram aventuras e desafios para provarem seu valor a Deus. Preparem-se para um especial repleto de comédia, drama, fé, superação, assassinato, traição, intriga e claro, uma partipação especialíssima do aniversariante. Não perca!

Senhoras e senhores, com vocês, inédito e exclusivo da nossa Porta dos Fundos: “Especial de Natal”…

Para assistir a todos os vídeos da Porta dos Fundos, cliquem AQUI e confirmem a inscrição no canal AQUI.  :-)

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30 Dec 16:12

Como beijar mulher na balada

by Edu

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16 Dec 16:40

OU VAI OU RACHA

by admin

O programa “Sem Vergonha” é tão informal e despojado ao falar de sexo, que põe o “Amor e Sexo” da Globo no chinelo.

E o lema é: “Não deixe para dar amanhã, a rolada que você dá hoje”.

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16 Dec 01:28

Fabricante já fala em carros até 1.4 Turbo Flex entre julho e agosto

by Ricardo de Oliveira

honda vtec turbo 1 1 700x443 Fabricante já fala em carros até 1.4 Turbo Flex entre julho e agosto

A fabricante de turbocompressores BorgWarner já está aprontando sua linha de montagem automatizada para produção de turbos para motores de 1.0 até 1.4 Flex. A fabricação será em sua unidade de Itatiba/SP e deverá começar entre abril e maio.

O fabricante já adianta que entre julho e agosto surgem os primeiros carros nacionais equipados com seu produto. Ou seja, modelos nacionais de 1.0 a 1.4 Turbo Flex. A BorgWarner divulgou que a produção deveria ter começado em 2014, mas a forte retração do mercado atrasou os planos.

Outro fabricante de turbinas, a Honeywell, que fabrica os turbos da marca Garret, diz que já está pronto para aumento da demanda no mercado nacional e sua produção já teve aumento de 30% em 2014. A empresa acredita em maior crescimento nos segmentos de 1.0 a 1.5 litros.

Por fim, um terceiro fornecedor entrará no mercado nacional em 2015. A empresa Master Power diz ter duas montadoras interessadas em seus turbocompressores e já teriam certificado o fornecedor, assim como as cotações de preços já teriam sido aceitas.

[Fonte: Automotive Business]

A noticia Fabricante já fala em carros até 1.4 Turbo Flex entre julho e agosto foi publicada no site Notícias Automotivas - Carros.








11 Dec 15:29

Saiu o trailer de Terminator: Genesys!!!

by Mau Faccio

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O reboot da franquia O Exterminador do Futuro ganhou o seu primeiro trailer hoje, esse será o primeiro filme de uma trilogia, e se passa em 2029, quando John Connor (Jason Clarke), mais uma vez envia Kyle Reese (Jai Courtney) de volta para 1984, para salvar a mãe de John.

Uma das diferenças mais notáveis na história do filme original, involve Sarah Connor, vivida por Emilia Clarke de Game of Thrones.

No original, Sarah era uma garota comum, que se torna uma guerreira entre o primeiro e segundo filme. Desta vez, ela é uma órfã, simplesmente criada por um T-800, vivido por Arnold Schwarzenegger.

Assista:

Versão legendada:

Via YouTube


Mau Mau foi surpreendido!

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Ei nerd! Siga o Jovem Nerd no Twitter, Facebook, YouTube e Instagram, foi o Azaghal que mandou!

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10 Dec 01:49

Developers and Operations in DevOps

by sharhalakis

by uaiHebert

04 Dec 03:18

The project manager will fix it

by sharhalakis

by Iscu

04 Dec 03:18

Writing reports

by sharhalakis

image by @skromnygeniusz

04 Dec 03:18

When asked to solve a bug of a software that we do not know

by sharhalakis

by uaiHebert

02 Dec 19:24

Rosetta: Europa de volta às Grandes Navegações

by Carlos Cardoso

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Houve um tempo em que nosso pequeno planeta era um mundo, um vasto mundo. Povos isolados se achavam o centro do Universo, e viviam felizes assim, mas alguns inconformados acharam que havia mais. Em busca de conhecimento, lucro, oportunidades se lançaram ao desconhecido. De imensos navios chineses a modestos barcos vikings, galeões e caravelas descobriram novas terras, novas civilizações.

Com o mundo explorado, e as guerras mundiais consumindo recursos, a sede de exploração secou. Lambendo as feridas a Europa foi deixada para trás. Estados Unidos e União Soviética eram os grandes jogadores da Exploração Espacial. Eram. Hoje o Espaço embora ainda seja aonde nenhum datilógrafo jamais esteve, está sendo explorado por várias nações, e todas sem exceção aproveitam os benefícios disso.

A Europa por sua vez deu a volta por cima e além de sócia da Estação Espacial Internacional tem diversos projetos próprios. O mais espetacular é a sonda Rosetta.

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Em 1986, no tempo em que se vendia plutônio em farmácias a NASA e a Agência Espacial Européia (ESA) decidiram por uma missão conjunta a um cometa. Em 1992 a NASA ficou sem grana e pulou fora do projeto, mas a ESA continuou. O resultado foi a Rosetta, uma sonda com o ousado objetivo de chegar a um cometa e lançar um módulo de pouso, para pela primeira vez estudarmos sua composição in loco.

O Lançamento

A Rosetta foi lançada em 2/3/2004, com mais de um ano de atraso. a explosão de um Ariane 5 no final de 2002 congelou o programa, ninguém ia arriscar uma sonda com um foguete não-confiável. Quando finalmente deram sinal verde, o cometa 46P/Wirtanen já estava fora de posição. Era preciso achar outro alvo. O escolhido foi o cometa 67P/Churyumov–Gerasimenko.

Essa escolha não foi aleatória. Em ficção científica naves usam motores o tempo todo, pois aplicam cheat codes e conseguem combustível infinito. Na vida real nós precisamos trapacear de forma mais elegante, usando a gravidade de outros planetas para criar um efeito estilingue e acelerar a nave. Isso rouba energia do planeta, fazendo ele girar mais lentamente, mas não se preocupe, é ínfima, mais ou menos a energia que há no seu corpo no sofá, depois da macarronada do domingão quando a mulher chama pra ir na casa da sogra.

As Manobras

Esse balé espacial é matemática pura, é de uma beleza ímpar, usa princípios conhecidos por Isaac Newton. Mesmo Kepler entenderia perfeitamente. São Leis muito simples (mas Gravidade é apenas uma Teoria) aplicadas, e em sua simplicidade, nos levam a outros mundos.

Depois do lançamento em 2005 a Rosetta teve um primeiro (re)encontro com a Terra, em 4/3/2005. Isso a acelerou, entrando em uma órbita que a faria encontrar Marte, em 25/2/2007. Essa foi a mais arriscada. Para garantir o impulso gravitacional necessário ela precisou passar a 250 km de altitude. Um pentelhonésimo de grau a mais ou a menos no ângulo de entrada e adeus Rosetta. Também havia o problema de a sonda ficar muito tempo na sombra do planeta, ninguém sabia se as baterias iriam aguentar. Aguentaram.

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Oi Marte. Ah? Não, só de passagem…

Feito isso ela entrou numa trajetória que em 13/11/2007 a faria passar pela Terra. De novo. Em 2008 ela passou perto de um asteróide, e em 12/11/2009 ela fez oooouuutra passagem pela Terra, pegando velocidade para ir pros cafundós do Sistema Solar, na rota final para o 67P. Veja as manobras:

European Space Agency, ESA — Rosetta’s twelve-year journey in space

O cometa 67P tem 4 km de comprimento, parece um pato de borracha. Tem massa de 10.000.000.000 toneladas. Como todo cometa, é mais antigo que os planetas do Sistema Solar. Guarda segredos de nossa origem, além de ser a fonte da água na Terra. Possui compostos orgânicos e muitos mistérios a explorar. Infelizmente ele tem um campo gravitacional pífio.

Isso não quer dizer que esse campo não exista, senão o próprio cometa se esfacelaria, mas por ser muito baixo, é complicado manobrar nele. Até o Rubinho, se não tomar cuidado atinge velocidade de escape, que é de 1 m/s.

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Tente VOCÊ pousar nesse troço

A Rosetta não poderia usar uma manobra normal para entrar em órbita do cometa, então os jovens cientistas da ESA (jovens pois depois dos 30 ninguém arrisca a reputação propondo algo assim) sugeriram uma série de manobras em trajetórias hiperbólicas, para reduzir a velocidade da sonda. É o tipo de coisa que uma nave espacial não deveria fazer, nem em ficção científica ruim. O problema é que funcionou. Vejam:

European Space Agency, ESA — Rosetta’s orbit around the comet

Os objetos não estão em escala, claro. O cometa é muito maior que a Rosetta. Para facilitar vejamos algumas imagens.

Comparado com Los Angeles:

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Para os trekkers entenderem:

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Chegando no cometa a Rosetta fez toneladas de sondagens, fotos e até um selfie, pra ficar na moda, mas para coroar a missão era preciso lançar o Philae, um módulo de pouso batizado com o nome da ilha onde foi achado um obelisco com uma petição bilingue  online contra o PT dos sacerdotes locais reclamando de funcionários públicos que iam passar férias se fazendo de peregrinos e vivendo às custas do Templo de Osíris. O obelisco, junto com a Pedra da Rosetta foi fundamental para o entendimento dos hieroglifos.

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Um robô testando um robô.

Do tamanho de um frigobar de hotel e custando quase tanto quanto um, se você consumir tudo que há dentro incluindo o Toblerone, o Philae pesa 100 kg e foi projetado para funcionar em ambientes de microgravidade. Lotado de câmeras e instrumentos ele seria lançado da Rosetta, desceria por 7 horas puxado pela gravidade do cometa e quando tocasse no chão, um propulsor o firmaria.

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Philae, visto da Rosetta

Arpões prenderiam o módulo ao solo, e brocas literalmente aparafusariam o bicho ao solo.

Yeah, Arpões Espaciais!

Isso é importante pois cometas não são astros mortos, eles sofrem abalos sísmicos, emitem jatos de gás e poeira, e como são compostos boa parte de gelo, tendem a não funcionar direito perto do Sol.

Na teoria isso deveria acontecer, mas estamos falando de hardware que ficou 10 anos no espaço. Não se sabia nem se o Philae conseguiria se desprender da Rosetta.

Bem, ele se desprendeu mas aí as coisas começaram a dar errado.

Ao tentar pressurizar o propulsor a telemetria indicava que algo não havia funcionado. Um pino deveria perfurar um tampão de certa e liberar o gás (sim, simples assim) mas não conseguiu. O Philae dependia agora da gravidade e dos arpões.

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Parece Halo, mas é um cometa, visto de 10 km.

As informações iniciais do pouso indicaram que os arpões não haviam disparado, e que os sinais de rádio estavam intermitentes. Isso era perigoso. As baterias não aguentam muito tempo, será que ele havia pousado torto?

Outros sinais indicavam que o Philae havia penetrado (epa!) 4 cm no solo, mas isso não explicava os sinais de rádio com problema.

A teoria é que o Philae, ao contrário da mãe (quem pega essa referência?) havia quicado. Um dos diretores do projeto brincou dizendo que a ESA havia pousado não uma mas duas vezes em um cometa. Ele foi modesto. Análise dos magnetômetros mostrou que o módulo quicou duas vezes, pousando TRÊS vezes em um cometa. ESA 3 × 0 NASA.

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Um selfie com um cometa. Foi mal aê.

O pouso inicial foi às 15:33. Ela quicou com uma velocidade inicial de 0,285 m/s e seguiu em uma parábola por 455 metros. às 17:26 ela atingiu o solo de novo, quicando mais uma vez, com velocidade de 0,019 m/s. Sete minutos e 3 metros depois, a Philae pousou pela terceira vez, em seu local de repouso final.

O módulo está 100% operacional, exceto que não fixado ao solo. Isso pode afetar partes como o braço coletor de amostras, e se o cometa começar a se agitar é capaz de o pobre módulo ser ejetado para órbita, fazendo com que o inabitado cometa 67P tenha um programa espacial melhor que o do Brasil.

Para piorar parece que a Philae caiu em um buraco ou ravina, e não tem luz solar suficiente para recarregar as baterias.

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Jatos de gás. Isso não é bom.

Não importa, ele já cumpriu sua missão original, pousar em um cometa, e como diz o Capitão Boeing, qualquer pouso de onde você saia andando é um bom pouso.

Agora a ESA vai estudar os dados e tornar o cenário mais claro. Neste momento a Rosetta está transmitindo de meio bilhão de quilômetros a 28 kb/s, mais ou menos o que a minha operadora oferece quando ultrapasso a franquia de dados. 2 kb/s são telemetria, o resto são dados científicos.

Ela só tem 55 horas de bateria. 8 dos 10 instrumentos estão funcionando, os outros dois dependem de movimento então não serão usados. Ela só está recebendo 90 min de luz a cada 12 h. Ela parou 1 km fora da posição planejada. Só um dos painéis solares está funcionando, não se sabe se por dano ou bloqueio. Esperam que com a rotação e libração do cometa ela receba mais luz nos próximos dias.

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Nada não, apenas a primeira imagem na História da Humanidade feita da superfície de um cometa.

The End?

Em agosto de 2015 o cometa atingirá o periélio, ponto mais próximo do Sol. A Rosetta acompanhará, orbitando, e se sobreviver ao evento, continuará até dezembro, quando então tentarão um pouso suave. Já sabemos que ela quicará, o que só prova que não existe fracasso científico, só aprendizado.

10 anos, dois planetas, dois asteróides, um cometa, incontáveis dados. 500 anos atrás, mesmo com a ganância sendo o motivo principal para explorarmos o desconhecido, por trás dela estava a curiosidade. Hoje chegamos a um ponto onde pelo menos de vez em quando deixamos para trás a mesquinharia e embarcamos na busca do conhecimento puro.

Um dia, quando estivermos terraformando Marte, e poderosos rebocadores espaciais colocarem cometas em órbitas de colisão com o planeta vermelho, repetindo artificialmente o que aconteceu com a Terra bilhões de anos atrás, ainda estaremos usando conhecimento adquirido com a Rosetta e o Philae. Nosso conhecimento e nossa civilização consegue enxergar mais longe, como dizia Newton por estarmos em pé no ombro de gigantes. Curioso um desses gigantes ser um robozinho quicador de 100 kg.

Para saber mais:

Site oficial da ESA

Flickr da ESA

Twitter da ESA

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02 Dec 16:59

A imensidão das galáxias com: INTERESTELAR

by Renan Fraya

Okey pessoas, é oficial: Christopher Nolan zerou a vida, e vamos falar do melhor filme do ano da década do século do planeta da imensidão das galáxias!!! Tá, tá bom, exagerei um pouquiiinho, certo? ERRADO! Eu tô impressionado-emocionado-arrepiado até agora, nem o céu e nem o universo é o limite para: INTERESTELAR.

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É sério, é seu dever de casa assistir esse filme! Aqui temos revoluções no mundo da cinematografia em Hollywood e no mundo. É um filme altamente realista (é sério, explico o porque) e altamente melancólico. A trilha ajuda muito pra que você chore feito menino novo, pois é incrível, assim como a estória e tudo! E sim, é um ar de melancolia e nostalgia que vão te fazer sair do cinema repensando o sentido da vida e o futuro da humanidade hahahaha é sério.

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Na estória, a tal da humanidade tá passando um perrengue louco com a falta de comida e recursos naturais. Não sendo problema suficiente, as plantações que ainda restam toda hora são atacadas por pestes, tempestades de areia, ou as duas juntas. No meio dessa crise, o ex-piloto espacial e atual fazendeiro Cooper (Matthew McConaughey) é convocado pra liderar uma missão e ir em busca de novos planetas pra geral se mudar da terra (até aí, faz eras que a África é assim e eu nunca vi ninguém ir atrás de um planeta pra galerê se mudar #prontofalei).

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Não posso ir além na estória, não quero corre o risco de estragar esse filme pra ninguém! Mas posso dizer que foi uma das melhores experiências cinematográficas que já tive. O visual do filme é INSANO! É realmente MUITO lindoso e MUITO bem feito. Isso porque o tal de Nolan fez questão de que todas as locações fossem reais. “Como assim meu colunista favorito?”

- As tempestades de areia foram criadas na hora da filmagem pela produção, e não pela computação gráfica.

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- As cenas da nave na água (exceto, óbvio, pela onda gigante) era na água mesmo, em algum rio-mar, sem computação gráfica. Assim como as cenas no gelo.

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- As naves foram todas construídas exclusivamente para o filme, e os movimentos também são reais, tipo aquelas kombis de “cinema 4D” dos shoppings da vida, só-que-infinitamente melhor, né.

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E aqui começa uma piração NO LIMITS: Nenhuma das cenas do espaço foi feito no croma (tela verde). Foram construídos projetores GIGANTES ao redor das naves para rodarem as imagens do espaço durante as gravações. E as imagens não são mera ficção, mas sim representações reais de buracos negros e galáxias e espaço e tudo.

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Parece a brisa do macaco loco da arábia africana, mas todas as teorias e as imagens tem como base a ciência de verdade verdadeira. Então, assim, tua cabeça explode durante esse filme.

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Sem dúvida, uma das coisas que mais gostei no filme foram os silêncios no espaço. Aqueles momentos são marcantes demais, numa situação onde em Star Wars teria um puta barulho de explosão, em Interestelar o silêncio tomava conta, e só restava contemplar aquele mix de paz e caos na mesma cena. Que, é claro, teve bastante inspiração do filme 2001 – Uma Odisseia no Espaço.

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VOEM PRO CINEMA, e sejam felizes!

Que a força esteja com você.. não, pera

25 Nov 19:34

A cura para o envelhecimento

by David Cain

Uma realidade deprimente que, num determinado momento, todo mundo vem a perceber: o tempo flui cada vez mais rápido quanto mais envelhecemos. Os dias e anos parecem ficar para trás com velocidade cada vez maior, e é fácil entender por que: para uma criança de um ano de idade, aquele ano é a duração de uma vida, enquanto que para alguém com 40 anos, é apenas um quadragésimo do tempo de uma vida.

Isso significa que estamos, essencialmente, acelerando em direção ao túmulo – mas podemos fazer algo para tornar isso irrelevante, e vou explicar como.

Fiz 34 anos de idade semana passada, e quando penso neste número, parece que pertence a um estágio de vida totalmente diferente dos 33. Alguém com 33 é apenas uma pessoa com 31 que você não encontra há algum tempo, e alguém com 31 anos é apenas uma pessoa com 29 mais dois verões rápidos, e 29 anos é o que todo mundo quer ter, de toda forma.

Mas 34 é marca o momento no qual o arredondamento começa a tender para o outro lado. Sabemos que 34 facilmente vira 35, e mais um presidente (estadunidense) novo, você está com 39, o que é o mesmo que 40. E nesse momento, enquanto ainda não se está bem perto da velhice, provavelmente já estamos descendo a montanha do tempo de vida, e os dias de jovem acabaram.

Tudo isso não passa de um exercício inútil de pensamento. Não significa nada. Os números nos iludem. É por isso que os preços das coisas ainda terminam em 99, e as estatísticas nos enganam com relativa facilidade, e o Problema de Monty Hall ainda surpreende muita gente.

Quando coloco os números de lado, e olho para minha experiência real de envelhecimento, a vida tem sido consistentemente melhor, não pior. Sou agora mais calmo, mais feliz, mais confiante, mais sábio, usufruo melhor os momentos ordinários e vivencio cada vez menos crises e tenho menos medos. Tenho quase tantos problemas quanto sempre tive, mas os resolvo mais rapidamente. Quanto mais velho fico, mais acho fácil fazer coisas difíceis.

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Arte de Anderson Awvas. Clica na imagem e dá uma olhada no trabalho dele, vale a pena

Ainda assim martelam por aí que o envelhecimento é algo a se temer – que seu eu mais velho é pior do que seu eu atual, e que qualquer aniversário depois dos 29 é uma pequena tragédia.

Também estou consciente de que acabei de completar 34, e não 64, e que mal comecei a vivenciar os efeitos do envelhecimento. Mas tenho todas as razões para acreditar que todas as qualidades em que obtive as melhorias listadas acima continuarão a melhorar até que eu esteja próximo da morte.

Certas coisas se perdem, é claro. Quando eu tinha cinco anos de idade eu podia cair e provavelmente nem me machucar. Eu conseguia almoçar sorvete e não me sentir mal depois. Minha pele tinha menos manchas. Uma hora dessas provavelmente vou passar por dores nas juntas e outras coisas semelhantes. Mas acredito que com a idade vou ganhar muito mais do que perder.

O que realmente perdemos quando envelhecemos? Porque pensamos que seja algo tão ruim?

Bem, em primeiro lugar, o que tememos mais não é envelhecer, mas aquilo que finalmente acontece quando envelhecemos – e geralmente confundimos essas duas coisas. A morte e o envelhecimento não são realmente o mesmo problema, e não acho que faça sentido se preocupar com o fato do envelhecimento estar nos aproximando da morte. O fato de que a vida termina fez parte da coisa toda desde o início, e sempre soubemos disso. E a morte, quando vier, vai justamente tornar irrelevantes todos os problemas do envelhecimento.

O seu corpo vai ficar mais fraco ao longo das décadas. Sabemos disso. Mas é importante perceber que sua forma e capacidade físicas têm muito mais a ver com como você passa seus anos do que com a quantidade deles que você já viveu. Sou um total novato no mundo da boa forma, mas já estou em muito melhor forma do que eu tinha com 25, e existem pessoas de 65 anos que podem correr ao meu redor, ou até puxar peso dez vezes mais intensamente do que eu. Embora seja verdade que nossos limites de agilidade física diminuam com a idade, a maioria de nós não vive forçando esses limites.

Nós vivenciaremos mais discriminação por idade, o que é irritante, mas não se trata de um problema exatamente insuperável. E também não tem muito a ver diretamente com o envelhecimento: é consequência de se viver numa cultura que supervaloriza a juventude. Em outras palavras, permanecer jovem não evitaria a discriminação por idade. Como sabemos, muitas culturas (do passado e do presente) tem reverência pela velhice.

A gente raramente se lembra das pessoas pela sua imagem com idade avançada. Esse, por exemplo, é o Robert Plant de hoje

A gente raramente se lembra das pessoas pela sua imagem com idade avançada. Esse, por exemplo, é o Robert Plant de hoje

Ficamos menos belos fisicamente, pelo menos em termos de apelo sexual biológico puro. Certamente terei menos cabelo e mais rugas daqui a 20 anos. Mas mesmo que isso aconteça, podemos nos tornar pessoas mais articuladas, carismáticas e agradáveis, se estes valores nos são importantes. Enquanto que o aspecto mais superficial da beleza possa perder o viço, podemos cultivar magnetismo e apelo pessoal em níveis ilimitados em todos os outros aspectos. E mesmo a beleza externa pode ser preservada ou melhorada em médio prazo, com investimentos em boa forma e saúde, se é algo que se valoriza.

Há uma questão de saúde própria das mulheres: a perda da capacidade de dar a luz a crianças saudáveis ocorre relativamente cedo, e portanto começar uma família biológica é uma das poucas coisas que precisam ser encaradas com certa urgência (novamente, se isso é importante para você).

Estou disposto a aceitar a perda gradual de minhas qualidades físicas, sabendo que estou paulatinamente me tornando mais culto, mais fácil de conviver, mais habilidoso e mais sábio. Não tenho motivo algum para acreditar que perderei quaisquer destas qualidades devido a apenas o envelhecimento, até que eu esteja bem perto do fim.

É claro, melhorar ano após ano demanda a intenção de se melhorar ano após ano. O autodesenvolvimento não acontece por acidente. Muito do que a idade aparentemente nos “tira” – saúde, possibilidades, otimismo, confiança, poder pessoal – é apenas o que se abandonou voluntariamente. Se priorizamos a melhoria nessas áreas importantes, então os aniversários marcarão aumentos em capacidade e habilidade, e não atrofia e perda.

Mas se você diz a si próprio que o barco da boa forma já partiu, então é porque já partiu. O mesmo vale para o barco do sonho da carreira, o barco de viajar pelo mundo todo, o barco de escrever um grande romance. Não perdemos o barco, apenas paramos de pensar nestas coisas como barcos em que se pode embarcar.

Acho que muitas pessoas sentem particularmente que perdem possibilidades. A gama do que se pode fazer com a vida parece encolher quanto mais ficamos presos em nossas obrigações presentes.

Não acho que isso ocorra por causa da idade, mas porque existe uma norma cultural tácita de deixar os hábitos estagnarem assim que se completa 30, e daí se entra em uma espécie de modo de manutenção, em vez de um modo de melhoramento contínuo. Se você está numa carreira a 5 ou 10 anos, é difícil trocar por algo melhor, porque isso geralmente significa ganhar menos. Tomamos obrigações de trabalho e de família que facilmente consumem toda nossa energia, se permitimos que o autodesenvolvimento se destaque da lista de nossas prioridades não negociáveis.

Se você está vivendo a vida em modo de manutenção, então você está dando um passo em falso enquanto envelhece. Se você está apenas ficando mais velho sem um foco em autodesenvolvimento, então as mesmas coisas que afligem a todos se tornam mais difíceis.

A passagem do tempo não é um problema para alguém que está determinado a melhorar cada aspecto importante de sua vida ao longo do tempo. Será ainda preciso abandonar certas coisas, mas é mais fácil dizer tchau para a pele suave e aspirações olímpicas quando se sabe que se está indo na direção de mais prosperidade, sabedoria, habilidade, liberdade pessoal e equanimidade.

Se mantemos objetivos de longo prazo, a idade nos concede prêmios de consolação excelentes. Por exemplo, se o seu objetivo é conseguir correr maratonas e duplicar a renda em três anos, será que daqui esse tempo o que quer que você venha a encontrar será tão ruim?

A doença e o colapso físico são inevitáveis, mas podem ser atrasados com um compromisso de longo prazo com a saúde. Quando se estabelecem, são coisas que podem ser graciosamente gerenciadas com sabedoria e presença — se o desenvolvimento dessas qualidades tem sido mantido como uma parte do estilo de vida.

O que alguém que se dedica ao autodesenvolvimento está realmente criando é conforto – conforto no longo prazo. Levar cinco anos para mudar de carreira que não o deixa louco pode ser difícil no curto prazo, e muito, mas muito mais fácil no longo prazo. Fazer exercícios é mais difícil do que matar o compromisso de academia do dia, mas aquela hora que se perde, se fosse efetivamente usada para manter a forma, criaria muito mais conforto em nossa vida.

Aquele que dedica seus anos ao autodesenvolvimento está sempre ajustando a vida de forma que ela venha a render dividendos de alegria e conforto. Se para você é natural passar a vida inteira desenvolvendo habilidade, prosperidade e sabedoria, então os aniversários começam a surgir como um “passar de fase”, e não como momentos de derrota.

* * *

Nota da tradução: esse post foi originalmente publicado no blog Raptitude e traduzido sob autorização do autor.


por David Cain








25 Nov 19:27

Como funcionam, ou deveriam funcionar, os três poderes: Legistativo, Executivo e Judiciário

by Thiago Trung

Como advogado militante, tenho a impressão de que a administração pública enxerga o cidadão sempre como uma parte contrária, nunca como sua própria razão de ser.

Queria abrir um parênteses entre nós e me permitir sonhar um pouco. Já imaginou um partido político que não estivesse interessado em nenhuma outra forma de poder senão o exercício pleno do cargo legislativo? Um partido que não almejasse administrar o país, o Estado e os Municípios, mas simplesmente legislar e fiscalizar os atos do Poder Executivo?

Eu particularmente acredito muito nessa ideia.

Mas seja para criticar minha impressão sobre a administração pública enxergar o cidadão como parte contrária ou para sonhar com outras formas de se fazer política, precisamos antes entender como funcionam as coisas. Ou nos tornamos ativistas de sofá.

No primeiro texto da série “Para entender política“, tratei brevemente da separação dos Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário. Portanto, a noção geral você já tem: o Executivo administra, o Legislativo cria normas e o Judiciário julga conflitos.

Essa separação não é tão estanque, e, por vezes, o Legislativo julga e o Executivo legisla.

O propósito deste texto, o quarto da série, é avançar um pouco mais nesse assunto e esclarecer como este assunto também pode aprimorar sua opinião política.

Como funciona o Legislativo

A Câmara dos Deputados

A Câmara dos Deputados

O Brasil adota um processo legislativo bicameral, ou seja, ele se fraciona em duas casas: a Câmara dos Deputados e o Senado Federal, que, juntos, formam o Congresso Nacional.

A Constituição Federal nos diz que a Câmara dos Deputados compõe-se de representantes do povo, enquanto que o Senado Federal compõe-se de representantes dos Estados e do Distrito Federal.

Assim, não é bem verdade quando se diz que os todos os políticos nos representam, pelo menos do ponto de vista jurídico. Os Deputados Federais, que ocupam a Câmara dos Deputados, sim, representam os cidadãos. Já a função dos Senadores é de atuar em defesa dos Estados que os elegeram, e não diretamente em defesa da população.

Como já sabemos, a função primordial do Legislativo é produzir normas. Seria muito legal discutir o processo legislativo completo, mas talvez isso valha um texto exclusivo pois, além de longa, a discussão pressupõe conhecimento básico sobre a hierarquia das normas no ordenamento jurídico, o que ainda não incluí na série de textos Para entender política.

Por ora, fique com a ideia de que o processo legislativo difere para diferentes tipos de normas e pode envolver diferentes quóruns de aprovação, sessões de votação separadas ou conjuntas das casas e muitas comissões de análise e estudo das propostas.

A diferença entre as duas casas não é só de representação. Cada uma delas tem competências específicas, mas complementares. De novo, não cabe neste texto o detalhamento das competências de cada casa – se tiver curiosidade, dá uma olhada nos artigos 49, 51 e 52 da Constituição Federal e mata a curiosidade. O que eu quero fazer, mesmo, é chamar a atenção para uma informação um pouco menos óbvia e que normalmente passa despercebida: o Poder Legislativo possui poderes que vão muito além da produção de leis.

Além das atribuições legislativas, o Poder Legislativo tem atribuições de fiscalização, controle e julgamento. Nelas estão incluídos os seguintes:

(i) Poder de pedir informações de quaisquer órgãos subordinados à Presidência da República (sendo que se tal órgão desobedecer o pedido, isso pode ser considerado crime de responsabilidade);

(ii) Formação de comissões parlamentares de inquérito – as famosas CPI –, que possuem poderes de investigação iguais das autoridades judiciais;

(iii) Controle das contas da Presidência da República, com ajuda do Tribunal de Contas;

(iv) Fiscalização e controle dos atos do Poder Executivo;

(v) Julgamento de crimes de responsabilidade do Presidente da República, Ministros do Supremo Tribunal Federal, do Procurador-Geral da República e do Advogado-Geral da União (um crime de responsabilidade é aquele que atenta contra a Constituição Federal); e

(vi) Aprovação do orçamento anual e planejamento plurianual, que estabelece, de forma regionalizada, as diretrizes, objetivos e metas da administração pública federal para investimentos e para a manutenção de programas de duração continuada.

Essas competências tão displicentemente ignoradas por nós evidenciam como estamos errados em superestimar o Presidente da República, pois ele deveria ser devidamente controlado pelo Poder Legislativo.

E como estamos ainda mais errados em subestimar o Poder Legislativo, pois ele é o Poder que pode de fato obrigar o Presidente da República a agir conforme o ordenamento nacional e, em última instância, conforme os interesses da população.

A existência desses poderes de fiscalização é o principal motivo pelo qual entendo que um Legislativo politicamente controlado pelo Executivo não pode dar coisa boa, pois, neste cenário, o Executivo, que já concentra uma enorme liberdade de ação, age com a certeza de que não terá suas decisões questionadas.

A compra de apoio político é tema dos mais relevantes em teoria política e ocorre nas mais diversas formas, como, por exemplo: coligações partidárias para obter maior tempo de televisão, loteamento de cargos públicos de primeiro e segundo escalão, promessa de obras em nichos eleitorais específicos e, até mesmo, dinheiro vivo.

Honestamente, não vejo muita diferença entre vender apoio político em troca de cargo na administração pública ou de dinheiro – ambas são deturpações da função política do Poder Legislativo e evidenciam como os políticos se apropriam do cargo e o usam em benefício próprio ou do partido.

Apenas para finalizar as considerações básicas sobre o Legislativo, o sistema bicameral normalmente é criticado por ser um modelo pouco favorável a reformas. Isso porque o veto a uma mudança legislativa, ou mesmo a postergação de sua análise para um futuro incerto, é politicamente mais fácil no Senado (pois há menos pessoas envolvidas), do que na Câmara dos Deputados (um ambiente com mais agentes políticos). Se houvesse somente uma casa legislativa, numerosa, esse manejo político seria um pouco mais trabalhoso.

Seguindo, como funciona o Executivo

Gabinete presidencial no Palácio do Planalto | Foto: Roberto Stuckert Filho/PR.

Gabinete presidencial no Palácio do Planalto | Foto: Roberto Stuckert Filho/PR.

Finalizado o Poder Legislativo, passemos para o Poder Executivo, que é exercido pelo Presidente da República, auxiliado pelos Ministros de Estado.

No nosso sistema presidencialista, a Presidência acumula funções de chefia de Estado, relacionadas principalmente a relações internacionais, e de chefia de governo, referentes a questões internas.

É este o Poder que determina onde serão investidos os recursos do país, separa quais áreas serão priorizadas, desenvolve e aplica políticas públicas e executa as leis criadas pelo Poder Legislativo. Pela sua própria natureza, o Poder Executivo possui bastante discricionariedade – forma de agir onde não há no agente qualquer restrição ou limite – em suas atividades, motivo pelo qual seria saudável sua constante fiscalização por parte do Legislativo e do Judiciário.

Diante de tamanha liberdade de ação, perceba como é importante fazer a escolha do chefe do Poder Executivo com base nos programas de governo que os candidatos divulgam, pois, em tese, eles representam a visão que o político tem para o país. Você pode até simpatizar mais com um candidato do que com outro, mas, afora a simpatia, você compartilha de sua visão de país?

Antes disso: você já refletiu sobre suas próprias preferências políticas?

Você pode escolher, por exemplo, dar mais relevância à economia, às relações internacionais, à desigualdade social, aos direitos humanos ou ao meio ambiente, e então escolher o candidato que mais se alinha com suas preferências.

Quando estiver refletindo sobre suas preferências políticas, seja realista: os recursos do país são finitos e não dão conta de tratar de todos os temas de forma satisfatória, por isso preferências devem ser escolhidas. Se você defende a redução de impostos, saiba que isso afetará a qualidade dos serviços públicos; se você almeja a redução da inflação, saiba que isso reduz o crescimento e pode aumentar o desemprego.

Discutir política de forma madura é adotar posições e suportar prós e contras (aliás, não seria maturidade a capacidade de realizar escolhas conscientes e bancar suas consequências?). Defender educação em período integral, saúde de primeiro mundo, redução da inflação, crescimento econômico de dois dígitos, diminuição dos tributos e fim da desigualdade social, assim, tudo junto, não dá. Ninguém disse que é fácil, mas, para você se definir politicamente, você precisa fazer escolhas e ter preferências.

Sinceramente, o Poder Executivo é menos interessante para mim, pois se apresenta como um grande administrador (e, lembrem-se, eu sou jurista; para os politólogos, a coisa é diferente).

Como cidadão, procuro me inteirar sobre quais políticas estão sendo executadas, quais as prioridades de investimento e quais os rumos que o Presidente aponta para o país, tentando fazer uma constante avaliação de acordo com a minha escala de preferências. Mas isso sou eu, e estou aberto a sugestões.

Por fim, como é o Judiciário

Supremo Tribunal Federal

Supremo Tribunal Federal

No esforço de tratar da separação dos Poderes de forma sucinta, passemos já para o Poder Judiciário, cuja principal função é resolver conflitos de interesse nos casos concretos, com base no ordenamento jurídico.

Assim, quando houver divergência sobre quem está errado e quem está certo, o Judiciário deve ser acionado e a ele cabe resolver a pendenga. O que ele decidiu, está decidido, e pronto.

O julgamento de um conflito por uma parte imparcial é um importante meio de pacificação social, pois evita que a discussão sobre determinado assunto se perdure infinitamente no tempo e impõe um fim, com uma solução que deve ser considerada correta.

O Judiciário tem diversos órgãos com diferentes competências, conhecidos por um monte de siglas. Vou quebrar seu galho e fazer um resumão para que você não se sinta muito perdido lendo o caderno de política:

(i) STF, ou Supremo Tribunal Federal, que é a cúpula do Poder Judiciário e tem como objetivo primordial a defesa da Constituição Federal e da Federação.

(ii) STJ, ou Superior Tribunal de Justiça, cuja principal função é proteger a incolumidade das leis federais;

(iii) TST, ou Tribunal Superior do Trabalho, que é a última instância para julgamentos referentes a relações de trabalho;

(iv) TSE, ou Tribunal Superior Eleitoral, que julga conflitos referentes ao direito político-eleitoral; e

(v) Superior Tribunal Militar, que se ocupa dos crimes militares.

Esses são os órgãos de cúpula, ou seja, as últimas instâncias de decisão sobre os respectivos assuntos.

Eles também têm competências específicas para julgar ocupantes de determinados cargos políticos que, por sua relevância, não seguem o caminho normal do processo. Assim, por exemplo, o STF deve julgar os crimes do Presidente da República (lembrando que os crimes de responsabilidades são julgados pelo Legislativo), dos membros do Congresso Nacional e seus próprios ministros, enquanto que o STJ julga os crimes comuns dos Governadores.

O Poder Judiciário, seguindo a lógica do Federalismo, também se divide em Federal, para os assuntos que envolvem interesses nacionais, e em Estadual, para aqueles temas de impacto local. Por isso há os Tribunais Regionais Federais e os Tribunais de Justiça, estes últimos em âmbito estadual. A divisão não é exatamente assim, mas essa é a ideia geral que eu gostaria que você levasse deste texto.

O Judiciário é um excelente instrumento político a ser utilizado pelo cidadão. Isso porque, se você sofrer restrição ilegal de seus direitos por parte da administração pública, por exemplo, você pode ingressar no Judiciário para que ele a force a cumprir a lei. Acredite, a administração pública, em todos os níveis federativos, adota ordinariamente procedimentos que ilegalmente afetam os direitos dos cidadãos, e você precisa lutar contra isso.

Cobrança de tributos de pessoas erradas, retenção de informação pessoal do cidadão, concessão de benefícios previdenciários em desacordo com a legislação vigente, é tanta coisa que até inventaram o “mandado de segurança”, que é uma ação especial contra atos ilegais de autoridades.

E embora seja o saco predileto de pancadas do Judiciário, não é só contra o Executivo que o Judiciário pode atuar. Se o Legislativo fizer corpo mole e deixar de legislar sobre determinado assunto, deixando-o sem regulamentação em detrimento dos direitos do cidadão, ele pode conceder direitos aos indivíduos mesmo sem a regulamentação do Legislativo. É importante notar, porém, que o Judiciário nunca age por si: ele precisa ser provocado por alguém para poder tomar uma decisão.

Enfim, eu, sendo advogado atuante, tenho um monte – sério, um MONTE – de considerações sobre o sistema judiciário brasileiro que, assim como outros tantos temas, ficarão para depois, mas espero que essas noções básicas ajudem a clarear um pouco as coisas.

Final?

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Chegamos, assim, ao fim provisório dessa série para entender política, que pretendeu dar um panorama geral da organização do nosso país do ponto de vista jurídico de uma forma descontraída e simples. Pelo tanto de pontas sem desfecho que eu deixei nos textos, parece que eu previ inconscientemente uma vontade de continuar a escrever.

Por ora, queria agradecer ao PapodeHomem, pela edição cuidadosa dos textos, e à TJ, revisora particular das mais valiosas. Todos os textos foram escritos com base do Curso de Direito Constitucional Positivo do José Afonso da Silva, um clássico de fácil leitura que recomendo para quem quiser se aprofundar nos temas tratados.

No mais, aguardo ansioso seus comentários para prolongarmos as discussões.

* * *

Nota do editor: Guilherme por aqui, pessoal. Devolvo o agradecimento ao Thiago. Foi um prazer e um aprendizado sem tamanho editar pessoalmente cada um dos textos dele.

Esse é o quarto e último texto planejado, a priori, para a série “Para entender política“, por meio da qual pretendemos elucidar, de maneira apartidária, conceitos políticos básicos para que possamos ter diálogos mais produtivos sobre esse tema tão importante.

A série seguir viva depende de vocês. Por favor, se manifestem com suas sugestões para o futuro dela nos comentários!


por Thiago Trung








21 Nov 01:15

Google e a dominação mundial.

by Zanfa

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