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17 Jan 19:39

Haddad, o Jânio Quadros com Marx de quinta e Foucault de primeira na cabeça, faz “visita-surpresa” à Cracolândia

by giinternet
Haddad, o prefeito com coisas estranhas na cabeça, e seu líder espiritual

Haddad, o prefeito com coisas estranhas na cabeça, e seu líder espiritual

O prefeito de São Paulo, Fernando Haddad (PT), o Jânio Quadros com Marx na cabeça (para gáudio do Complexo Pucusp e de setores da imprensa), resolveu fazer uma visita surpresa à Cracolândia nesta sexta-feira. Atenção! Visita-surpresa acompanhada por jornalistas, entenderam? Pergunta: quando um evento público não surpreende repórteres, surpreende a quem? É preciso cuidado para distinguir jornalismo de propaganda oficial.

Ele foi lá ver o seu belo trabalho. A favela criada no meio da rua durante a sua gestão foi desmontada. Até agora, o grande feito de Haddad na Cracolândia é ter revertido o absurdo adicional gerado por sua própria administração. Mas ele se aplaude e é aplaudido. E como o petista pôs fim à favelinha erguida no meio da rua? Ofereceu salário e comida e moradia gratuitas àqueles que decidiram, digamos, impor a sua vontade, privatizando o espaço público.

Em troca dos benefícios, quatro horas de trabalho por dia mais duas de aulas de reciclagem profissional, mas estas não são obrigatórias. Os poetas das drogas são contrários a que se imponha qualquer procedimento aos dependentes. Quem circulou por lá já viu que os atendidos pelo programa — 80 começaram a trabalhar até agora; 300, dos estimados dois mil frequentadores, serão contemplados — alternam a varrição de rua com o consumo da pedra.

Então é isto: o Jânio Quadros com Foucault na cabeça — para gáudio da nova geração de pensadores boêmios da Augusta — decidiu acabar com a Cracolândia institucionalizando a Cracolândia e, na prática, legalizando o consumo e o tráfico da droga, como querem os bacanas, mas com um suplemento de “progressismo”: a porcaria, por via indireta, é financiada pela própria Prefeitura.

Não existem regras para descredenciar o beneficiário. Ele precisa se tratar? Não. Ele precisa comparecer ao trabalho? Não. Em tese, ao menos, se não for, deixa de receber R$ 15 — o pagamento é semanal. Ele está proibido de consumir crack com uniforme da Prefeitura? Não. O seu trabalho passa por alguma avaliação de qualidade? É claro que não! A pergunta é absurda. Há um prazo para deixar o programa? Evidentemente, a resposta também é não.

Mas Haddad estava lá, firme, prometendo ampliar o programa e cadastrar novos hotéis. A Cracolândia, enfim, na prática, foi expropriada pelo poder público e entregue aos consumidores de crack — e, obviamente, à demanda costuma corresponder a oferta nas melhores e nas piores atividades humanas. Quem tende a lucrar com essa organização é o tráfico.

Programas dessa natureza, uma vez criados, jamais terão fim. Nunca mais haverá a revitalização do Centro da cidade. A região está condenada para sempre a ser abrigo de consumidores de crack — e outras drogas. O que tanto alegra aquela turma com Marx de quinta categoria na cabeça (e Foucault de primeira…) é o fato de o programa referendar, no terreno dos valores, a descriminação das drogas.

E, como se sabe, essa é uma tese considerada, em si, progressista. Mas isso não basta. É preciso também que o conjunto da sociedade financie o vício do dependente. O álcool é uma droga legal e também destrói vidas, famílias, reputações. Por que não um “Bolsa Pinga”? Porque os pinguços pobres não costumam se impor pela força e privatizar áreas da cidade. De resto, a cachaça já foi incorporada pela ordem capitalista, né? O viciado na “marvada” é visto como uma vítima do capital; já o consumidor das drogas ilícitas, para esses “progressistas”, é vítima de sua sede por liberdade… Os caretas pagam a conta.

17 Jan 18:30

Justiça absolve Kassab de crime no caso Controlar

by giinternet

Por Felipe Frazão, na VEJA.com:
A Justiça paulista absolveu o ex-prefeito de São Paulo Gilberto Kassab (PSD) no proceso criminal por suspeita de fraude na contratação da Controlar S/A, empresa criada para realizar a inspeção veicular ambiental na cidade. A decisão de primeira instância, assinada pelo juiz Luiz Raphael Nardy Lencioni Valdez, da 7ª Vara Criminal, foi publicada nesta sexta-feira. O Ministério Público Estadual (MPE), que denunciou Kassab por “dar vantagem à empresa no contrato” em 2012, ainda pode recorrer da decisão.

Além de Kassab, o juiz também absolveu o réu Ivan Pio de Azevedo, empresário e ex-presidente da Controlar. Nesta quinta-feira, reportagem do Jornal Nacional, da Rede Globo, informou que uma testemunha protegida, ouvida no fim de dezembro pelos promotores que investigam a máfida dos auditores fiscais, afirmou que ouvia dizer que Kassab teria recebido “verdadeira fortuna” da Controlar e que a quantia ficava guardada no apartamento do ex-prefeito.

“Com todo o respeito ao raciocínio exposto pelo Ministério Público, não se vislumbra na conduta praticada pelo réu Gilberto Kassab qualquer modificação ou concessão de vantagem indevida ao concessionário”, escreveu o juiz. Na sentença, Valdez também afasta argumentos do Ministério Público de que a empresa teria fraudado a sua constituição e o capital de 30 milhões de reais para concorrer na licitação aberta pelo ex-prefeito Paulo Maluf (PP).

“Ele diz que a conduta do ex-prefeito foi regular e não causou dano ao erário nem à prefeitura”, disse ao site de VEJA o advogado Igor Sant’Anna Tamasuskas, defensor de Kassab. “Não foi uma absolvição por tecnicalidade processual. Ele entrou no mérito do ato administrativo e disse que foi correto, não colocou nenhuma mácula no agir do prefeito.”  A aliados próximos, o ex-prefeito afirma que viu no vazamento da acusação de que teria recebido uma fortuna da Controlar uma manobra do PSDB para constranger o juiz da 7ª Vara Criminal e atingir sua pré-candidatura ao Palácio dos Bandeirantes.

Defesa
A Controlar S/A contestou as denúncias de que teria dado dinheiro a Kassab. “A Controlar nega veementemente as insinuações e afirma que sempre pautou suas ações baseada nos princípios da ética e da legalidade”, afirmou a empresa, por meio de nota. Kassab também negou e classificou as acusações como “fantasiosas”. A testemunha relatou fatos que teriam sido narrados por Ronilson Bezerra Rodrigues, apontado como líder da máfia do Imposto Sobre Serviço (ISS). De acordo com a testemunha, Ronilson afirmou que Kassab pediu ajuda ao empresário Marco Aurélio Garcia, irmão do secretário de Estado de Desenvolvimento Econômico, Rodrigo Garcia (DEM), para levar o dinheiro até uma fazenda em Mato Grosso depois que o MPE passou a investigar o contrato da prefeitura com a Controlar.

De acordo com os promotores, o contrato da Controlar para o programa de inspeção veicular da capital paulista foi assinado de forma irregular. A contratação da empresa, em 2007, foi feita a partir de uma licitação realizada ainda na gestão do ex-prefeito Paulo Maluf (PP), em 1996. Mas a execução dos serviços estava congelada à época. O MPE entende que a prefeitura deveria ter promovido uma nova concorrência.

Em outubro de 2013, a prefeitura de São Paulo declarou a extinção do contrato com a empresa, mas a Justiça determinou a continuidade do programa até o fim deste mês. A gestão do prefeito Fernando Haddad (PT) considera que o contrato já expirou. Para a Controlar, a decisão foi tomada de forma “arbitrária”. Na quinta-feira, a empresa informou que a partir de 1º de fevereiro inicia sua “desmobilização”. Os cerca de 800 funcionários já receberam aviso prévio.

17 Jan 18:30

Polícia investiga saque de 1,6 milhão de euros de conta que pode ser de Pizzolato

by giinternet

A Polícia Federal está investigando um saque de 1,6 milhão de euros feito em uma conta na Suíça que as autoridades acreditam ser do ex-diretor de marketing do Banco do Brasil Henrique Pizzolato. Condenado no julgamento do mensalão, Pizzolato está foragido desde a decretação de sua prisão pelo STF (Supremo Tribunal Federal), em novembro de 2013.

Sua família diz que ele está na Itália, país do qual tem cidadania – o que impossibilita sua extradição segundo as leis locais; no máximo, ele poderá ter um segundo julgamento na Itália. A investigação foi revelada na edição de hoje do jornal “O Estado de S. Paulo”. Segundo o jornal, autoridades suíças auxiliam a PF no rastreamento da movimentação da conta.

O período do saque também não está determinado. Segundo a Folha apurou, a PF trabalha com a hipótese de que Pizzolato preparou a sua fuga durante meses, uma vez que sua condenação inicial foi conhecida no fim de 2012 – a prisão só ocorreu após a análise de seus recursos, e foi ordenada pelo STF no dia 15 de novembro.

Condenado a 12 anos e 7 meses de detenção em regime fechado, o próprio Pizzolato divulgou por meio de seu advogado, um dia após a expedição de seu mandado de prisão, uma nota dizendo que havia fugido para a Itália com o objetivo de escapar das consequências de um “julgamento de exceção”.

Além disso, alegou que gostaria de ver seu caso sendo novamente analisado pela Justiça italiana, onde não haveria pressões “político-eleitorais”. Devido à sua cidadania, ele estaria em relativa segurança na Itália, uma vez que o país europeu não extradita seus nacionais.
(…)

17 Jan 12:19

A Incredulidade no Púlpito

by Augustus Nicodemus Lopes
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Mas tem. Mas mudar de profissão é arriscado.


Crer naquilo que a Bíblia diz é um dom salvador de Deus. Aptidão para falar em público, não. Crer em Jesus Cristo como o Filho de Deus encarnado é obra salvadora da graça. Capacidade para administrar uma igreja, não. Receber os relatos bíblicos em fé e viver por eles é resultado da operação salvadora do Espírito de Deus no coração. Capacidade para liderar um culto e dirigir uma liturgia, não. Fé nos relatos bíblicos de milagres é graça especial aos eleitos. Poder intelectual e acuidade mental, não. 

É por isto que existem pastores e professores de teologia que são incrédulos. Pois para ser pastor e professor de teologia não é preciso fé. Tive um professor de teologia no mestrado que me confessou ter sido um agnóstico durante toda sua vida. Creu aos 65 anos de idade, durante uma enfermidade. Sua vida mudou. 

Pastores e professores de teologia que não têm fé têm que ter outra coisa: a habilidade de separar mentalmente o que ensinam domingo na sua igreja daquilo que realmente acreditam, quando estão a sós com seus livros. Se não tiverem isto, até o que tem lhes será tirado. Pois se ensinarem na igreja o que realmente acreditam, dificilmente manterão seu emprego. Qual é a igreja que deseja ouvir um pastor que não crê nas Escrituras? As que quiseram, fecharam ou estão morrendo. As igrejas da Europa que o digam.

Por não ter fé, o pastor incrédulo tem que direcionar seu ministério e seu culto para áreas onde sua incredulidade passe mais despercebida. Tudo deve estar voltado para ocupar os sentidos de maneira que a fé não faça falta. A mensagem deve evitar temas difíceis. O foco é em pontos morais, sociais e políticos.

O problema com pastores incrédulos não é o que eles dizem, mas o que eles deixam de dizer, os temas que evitam, os assuntos que nunca mencionam, como a ressurreição de Cristo, a infalibilidade das Escrituras, a veracidade e confiabilidade da narrativa bíblica, o poder do Espírito para regenerar a natureza humana pecaminosa, a morte vicária de Cristo, a realidade da tentação e a necessidade de resisti-la. É assim que sobrevivem, evitando matérias de fé e pregando aquilo que um rabino, um mestre espírita ou líder muçulmano também pregaria, como a honestidade e o amor ao próximo, por exemplo.

Alguém pode perguntar “Por que alguém gostaria de ser pastor se não tem fé? Não tem uma maneira mais fácil dele ganhar dinheiro?”. Pois é, pior é que não tem.
17 Jan 11:48

Consonância

by Norma

Saiu meu artigo na edição de janeiro de Teologia Brasileira! Chama-se A imaturidade nossa de cada dia e traz uma crítica a certo tipo de conservadorismo que tenho visto se levantar no meio protestante brasileiro. Norma Braga criticando posturas conservadoras? Pois é, pois é, pois é! :-)

E, como se tivéssemos combinado, no mesmo número Jonas Madureira afirma a tolerância como "a atitude própria de toda alma robusta" e, em outra publicação, Davi Charles Gomes atesta que firmeza e tranquilidade devem andar de mãos dadas na argumentação, lembrando que, nestes tempos esquisitos de declarações totalitárias em nome do amor, seria bom meditar sobre aquela famosa frase de Voltaire...

A trinca de textos dialoga entre si e se complementa. Sinto-me feliz por recomendá-los juntos aqui. Boa leitura!

 

17 Jan 11:48

E Dirceu, hein? Está com acesso a celular na Papuda! É claro que é proibido!

by giinternet

Leiam o que informa o Painel, da Folha:

Alô, Papuda
Um secretário do governo da Bahia afirma ter conversado por celular com José Dirceu na semana passada. O ex-ministro está preso há dois meses na Papuda. O autor da ligação foi James Correia, titular da Indústria, Comércio e Mineração na gestão Jaques Wagner (PT). Ele é empresário na área de gás e petróleo, na qual Dirceu atuava como consultor. Correia diz que o amigo está bem disposto e animado por trabalhar na biblioteca do presídio. “Ele está fazendo o que gosta”, contou.

Amizades
A conversa ocorreu no dia 6. Correia diz ter falado com Dirceu pelo celular de um amigo em comum que visitava o ex-ministro na Papuda, onde a entrada de celulares não é permitida. Ele não quer identificar o dono do telefone.

Versões
O secretário confirmou à coluna que conversou com Dirceu. Em um segundo contato, disse que o petista não falou diretamente com ele, mas respondeu às suas perguntas por meio do amigo misterioso que entrou na cadeia com o celular.

Regalias
Para Correia, não houve privilégio ao petista. “Ele é uma das pessoas mais vigiadas na questão de não ter regalias. Não houve nenhuma irregularidade”, diz. “Em breve, ele poderá falar o dia inteiro ao telefone, porque estará trabalhando.”
(…)

17 Jan 11:47

Delúbio, condenado por corrupção ativa, vai para o setor de formação da CUT!!!

by giinternet

Delubio Soares, the Workers' Party treasurer smiles during a news conference in Sao Paulo

A Justiça autorizou o mensaleiro Delúbio Soares, o homem que distribuía o dinheiro do esquema criminoso, a ser assessor da CUT. Vai poder deixar a cadeia durante o dia pra trabalhar (?). Depois, volta para dormir no xilindró. É o primeiro preso do mensalão a conseguir o benefício. A cada três dias trabalhados, um a menos de pena. Ele pode, também, livrar quatro dias num mês caso leia um livro e escreva uma resenha. Não me parece que seja muito íntimo da coisa.

Delúbio cumpre pena de seis anos e oito meses em regime semiaberto por corrupção ativa. Mas a sua condenação total, originalmente, é de oito anos e onze meses, o que o obrigaria ao regime fechado. Ocorre que os dois anos e três meses que faltam é a condenação por formação de quadrilha, contra a qual couberam os embargos infringentes. Se o tribunal rejeitar o recurso, ele terá de passar do regime semiaberto para o fechado, e não poderá trabalhar fora. Terá de cumprir pelo menos um sexto da pena em regime fechado.

A CUT ofereceu ao homem uma vaga, calculem vocês, no seu setor de formação sindical. Que beleza! É aquele que lida com jovens sindicalistas, que os instrui sobre táticas de mobilização, formas de organização nas empresas, essas coisas. Vale dizer: para a CUT, ele segue sendo um professor de futuros gloriosos.

Fico cá a imaginar os trabalhadores e sindicalistas ainda inexperientes a receber as lições de um condenado por corrupção ativa. Cumpre notar que a origem do mensaleiro é o sindicato, muito especialmente a CUT, da qual, a rigor, ele nunca se desvencilhou. A central é uma das maiores fornecedoras de quadros para o PT e para o próprio governo federal.

É um tanto acintoso que este senhor afirme que vai trabalhar na entidade. Parece-me evidente que continuará a fazer política. Notem: desde que o escândalo estourou, Delúbio não tem fonte conhecida de renda. Não obstante, parece viver sem dificuldades. O petismo jamais deixa os seus na chuva. Ele chegou a afirmar certa feita que o mensalão ainda seria tratado pela história como piada de salão. Não chega a tanto. Embora não deixe de ser tragicamente cômico que ele tenha arrumado um emprego na… CUT!

17 Jan 11:47

Kassab: as acusações são pesadas, mas, até agora ao menos, é só “ouvi dizer”, sem provas

by giinternet

As acusações que vieram a público contra Gilberto Kassab, ex-prefeito de São Paulo, são muito pesadas, mas, por enquanto, ele não tem muito com o que se preocupar — refiro-me à questão legal. Vamos ver o efeito político.

Existe uma testemunha, cujo nome não foi divulgado, que afirmou ao Ministério Público Estadual que Kassab recebia dinheiro em espécie da Controlar, a empresa que fazia a inspeção veicular. A grana teria sido guardada em seu próprio apartamento e depois transportada, de avião, para uma fazenda, no Mato Grosso, por Marco Aurélio Garcia, irmão do secretário de Estado de Desenvolvimento Econômico, Rodrigo Garcia.

Será?… A tal testemunha, segundo consta, não apresentou uma única prova e deu seu depoimento com base no que teria ouvido dizer. Quem lhe teria confidenciado a história é Ronilson Bezerra Rodrigues, apontado como o chefe da máfia dos fiscais.

Na política brasileira, a gente não deve ir botando, assim, a mão no fogo, não é? Mas é preciso notar que a história parece um tantinho rocambolesca. Imaginar que o então prefeito ficava empilhando dinheiro vivo em casa, que depois foi transportado num avião, tem um inequívoco sabor de fantasia. Convenham: hoje em dia, se o sujeito que roubar dinheiro público ou receber propina, há métodos mais sofisticados e seguros.

Kassab emitiu uma nota em que nega as acusações. Mas é evidente que, do ponto de vista político, as coisas se complicam para ele. Desde que teve início a apuração da máfia dos fiscais, o caso ronda o ex-prefeito, sem comprometê-lo até agora. Ele nem mesmo é um dos investigados.

A tal testemunha diz ainda que Mauro Ricardo, que foi secretário de Finanças da gestão anterior, recebeu propina para diminuir o ISS pago pela Bolsa de Valores de São Paulo, e que a máfia pagou mais de R$ 5 milhões, em parcelas, para os vereadores Antonio Donato, do PT, e Aurélio Miguel, do PR, não abrirem uma CPI do caso.

Kassab confirmou nesta quinta que vai mesmo se candidatar ao governo de São Paulo pelo PSD. É evidente que uma acusação como essa não colabora com as suas pretensões.

 

17 Jan 11:47

Rolezinho e mistificações baratas — minha coluna na Folha desta sexta

by giinternet

Leia trecho da minha coluna na Folha:
Setores da imprensa e alguns subintelectuais, com ignorância alastrante, tentaram ver o “rolezinho” como manifestação da luta de classes. Os shoppings, chamados de “templos de consumo” por bocós dos clichês superlativos, seriam a expressão mais evidente e crua do “fetichismo da mercadoria”, uma estrovenga que “sedizentes” marxistas não conseguem definir sem engrolar incongruências e abstrações inanes. Deu errado. Boa parte dos shoppings está nas periferias e é frequentada por pobres. Quando a luta de classes falha, é o caso de convocar a guerra racial.

Mais uma vez, a PM é vista como algoz, e “jovens pobres, negros e da periferia”, como arautos de um novo tempo. Os deserdados da “modernização conservadora” teriam decidido invadir o espaço privado do capitalismo excludente: o shopping! Quanto besteirol, Santo Deus!

O “rolezinho”, na sua atual configuração, é uma criação da imprensa. Os “brancos da nossa classe” fazem “flash mobs”. Já os pobres negros, vistos com curiosidade antropológica, fazem “rolezinhos”, que são exaltados em nome da diversidade. O pobrismo racialista é a mais vistosa manifestação de vigarice intelectual do jornalismo e da academia. Esse olhar que supostamente defende os “excluídos” acaba por confiná-los num gueto conceitual, numa jaula de boa-consciência.
(…)

 

17 Jan 11:47

A manifestante-invasora confessa: “Eu sempre venho ao shopping, assim como meus filhos, e a gente gasta muito dinheiro”. Sim, excelência invasora! Eu sempre soube!

by giinternet
MTST leva suas bandeiras vermelhas ao shopping Campo Limpo e usam seus reféns para dar sotaque político ao "rolê" (Foto: Marlene Bergamo/FolhaPress)

MTST leva suas bandeiras vermelhas ao shopping Campo Limpo e usa seus reféns para dar sotaque político ao “rolê” (Foto: Marlene Bergamo/FolhaPress)

Dois shoppings fecharam as portas nesta quinta para evitar os “rolezões” convocados por extremistas de esquerda do MTST: o Jardim Sul e o Campo Limpo. Mesmo assim, a turma resolveu fazer um “protesto” em frente aos dois estabelecimentos. Sim, havia pessoas portando tinta. Sujaram o lado de fora dos dois prédios. Os ministros Gilberto Carvalho e Luíza Bairros acham que eles têm de sujar é o lado de dentro. Ou é assim, ou se trata, na visão destes dois pensadores, de discriminação contra pobres e contra negros. A vigarice política assume proporções escandalosas.

No Shopping Campo Limpo, um dos que ficam na periferia de São Paulo, a fala de uma das “manifestantes” é por demais eloquente. Leiam o que ela disse, segundo informa a Folha Online:
“É um absurdo eu não poder entrar no shopping hoje. Eu sempre venho, assim como meus filhos, e a gente gasta muito dinheiro. O direito de entrar no shopping é de todo mundo, não só dos ‘filhinhos de papai’”.

A declaração é de Renilda Pereira dos Santos. Ela mora na ocupação da Capadócia, na Vila Andrade, na Zona Sul. Ora, se ela própria confessa que frequenta o estabelecimento, em companhia dos filhos, onde gasta “muito dinheiro”, estava lá protestando por quê? É sinal de que nunca foi discriminada!

Mas eu explico a razão. Esta senhora mora numa área invadida. As invasões são comandadas pelo tal MTST. Os que aceitam morar em invasões lideradas por eles se submetem às suas regras, às suas leis. Os invasores são obrigados a cumprir tarefas, seguindo as ordens da direção do movimento. Nesta quinta, era para fazer o rolezão nos dois estabelecimentos. E lá foram eles agitar as bandeiras vermelhas do MTST.

Reitero: shoppings nas áreas ricas ou pobres da cidade não discriminam ninguém. Trata-se de uma farsa. Os rolezinhos eram brincadeiras de adolescentes que foram, e com razão, coibidas porque põem em risco a segurança dos frequentadores e deles próprios. Os grupos de extrema esquerda, agora com o apoio de ministros da presidente Dilma, decidiram dar um caráter racial, social e político à coisa.

Pior: páginas da Internet ligadas aos black blocs anunciam a adesão aos rolezinhos. Na segunda-feira, escrevi aqui sobre os riscos. Militantes de esquerda, setores da própria imprensa e alguns pseudointelectuais do miolo mole, no entanto, resolveram acenar para o perigo. Dilma deveria dar um cala-boca em seus ministros. Se não o fizer, então estará ela própria flertando com a irresponsabilidade.

Shoppings são espaços de uso público, mas são áreas privadas. Os compradores que lá entram — inclusive estes que são coagidos pelos leninistas pés de chinelo a participar de rolezões — estão fazendo girar a roda da economia, garantindo o emprego de milhares de pessoas — muito especialmente dos mais pobres.

É espantoso que os mistificadores não recuem nem diante do óbvio perigo que manifestações dessa natureza comportam. Atenção! Ainda que fosse verdade — é uma mentira espetacular — que os shoppings são espaços privilegiados dos ricos, a invasão e a perturbação da ordem não são instrumentos adequados e eficazes de luta. Para encerrar, cumpre indagar de novo: “Qual é a pauta?”.

17 Jan 09:56

Apocalyptic in Ordinary

by ft@firsthings.com (Peter J. Leithart )

angel


In one of his later essays, Jacques Derrida identified a newly arisen apocalyptic tone in philosophy," and in the decade since his death, that tone has become a tumult. René Girards latest is a shrill warning about the end of European civilization. Slavoj Zizek hears the hoofbeats of four horsemen: environmental destruction, biogenetics, imbalances in global capitalism, and the explosive growth of social divisions and exclusions."


Peter J. LeithartApocalyptic infuses theology more today than at any time since the Reformation. Cyril ORegan discerns apocalyptic themes in Catholics like Balthasar, Protestants like Moltmann and Altizer, Orthodox thinkers like Sergei Bulgakov, and Radically Orthodox Anglicans. (Apocalyptic Anglicans-take a moment to absorb the full bouquet of that.)


Apocalyptic is no longer the province of wild-eyed longhairs who hold up signs on street corners or who rant on YouTube. Or perhaps the longhairs and ranters have finally gotten tenure.


Contemporary apocalyptic isnt always about the end of the world; it isnt necessarily theistic. The Greek word apocalysis means unveiling." As they unmask, apocalyptic philosophies chasten knowledge, putting our certainties in the harsh light of a messianic moment that may never come or may only arrive, as in Walter Benjamin, as a flash of lightning in the darkness. Apocalyptic" describes a mode of thought that emphasizes disruption and eruption, sharpens divisions, and imposes a stark either-or. Its a weapon for radicals in their resistance to totalizing systems, stable institutions, smooth progress, and the status quo.


Though marginalized for several centuries, apocalyptic has always been indispensable in the mainstream Christian tradition. The biblical canon ends with the book titled The Apocalypse," there are apocalyptic elements in Irenaeus and Lactantius, and even Augustine is not as thoroughly non-apocalyptic as many have thought. ORegan points out that Joachim of Fiores late medieval millennialism left its mark even on those who opposed him, like Bonaventure, and Protestantism was born in an age of apocalyptic turbulence.


I was reminded of the apocalyptic shape of orthodoxy when, taking a break from researching a paper on contemporary apocalyptic, I attended a performance of C. S. Lewis The Great Divorce put on by the Fellowship for the Performing Arts at the gorgeously restored Alabama Theater in downtown Birmingham.


Lewis allegory is, from one angle, an anti-apocalyptic rebuttal to the overheated visions of William Blakes The Marriage of Heaven and Hell." The temptation to join opposites is a perennial" one, and Lewis book delivers the divorce papers to the belief that reality never presents us with an absolutely unavoidable 'either-or." In attacking Blakes heretical apocalypse, Lewis offers an apocalyptic orthodoxy. In contrast to Derridas apocalypse sans apocalypse," Lewis emphasizes the necessity of ends, which means both closure" and purpose": Lives that never close in on a final gladness wander in a senseless waste.


When the story starts, ghosts are assembled at the bus stop in Grey Town, a city where neighbors daily quarrel and move farther and farther away. Since the residents can build houses by imagining them, the city spreads into an infinite urban sprawl. For some ghosts, this expansion represents progress, all the more progressive for being purposeless. For Lewis, its a vision of Hell.


The narrator meets the ghost of a painter who talks airily of his interest in paint for its own sake." Another ghost, formerly a liberal Episcopalian bishop, doesnt care to see the face of God because that would bring an end to his searching: For me there is no such thing as a final answer." The solid spirit-being who converses with him urges him to become like a child who asks questions because he wants answers.


Permutations on the theme appear in Lewis painfully recognizable portraits of everyday vices. A possessive wife cant give up her husband for the pleasures of heaven because she wants someone to-to do things to." Professing her belief in a God of love, a grieving mother demands to have her son, even if it means taking him back to Hell. A lover leading his tragic self on a leash cannot let go of the delicious loss that has defined him for so long, and another man agonizes over renouncing his besetting sin, the writhing lizard he carries everywhere.


The spirit of George MacDonald explains to the narrator that the damned are like a spoiled child that would sooner miss its play and its supper than say it was sorry and be friends." When a child acts out, hes in the Sulks," but adults create elaborate justifications for their tantrums: In adult life it has a hundred fine names-Achilles wrath and Coriolanus grandeur, Revenge and Injured Merit and Self-Respect and Tragic Greatness and Proper Pride."


With relentless moral logic, Lewis unmasks the absurd effort to evade finality, even when that finality promises eternal satisfaction of all desires. Ghosts dither in indecision in a moment that demands choice; they cling when they can reach their end only by letting go. They think they can put it off, and so they remain ghosts. His stern message is that human beings who dont accept final joy are in a state of living death. The refusal of apocalyptic is itself Hell.


Peter J. Leithart is president of Trinity House. He is the author most recently of Gratitude: An Intellectual History , forthcoming from Baylor University Press. His previous articles can be found here. Image from Wikimedia Commons.


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17 Jan 09:54

Eastern Europe’s Christian Reawakening

by ft@firsthings.com (Filip Mazurczak )

CATHEDRAL


In Hungary, Croatia, and elsewhere in Eastern Europe, a pro-family, pro-life revolution and a rediscovery of Christian roots is occurring. While few in the American media have noticed, this trend should challenge those who simply lament Europes moral malaise. Unnoticed in the shadow of a secularized west, religions public role has been growing in the east since the collapse of communism.


Since taking power in 2010, Prime Minister Viktor Orban-a charismatic veteran of Hungarys anti-Communist underground-has victoriously stood at the forefront of what Americans call the culture wars. In 2011, Orbans government ratified a new constitution that defines marriage as the union of a man and woman, speaks of the rights of unborn Hungarians, and ties Christianity to Hungarian nationhood. In 2013, Orbans government reintroduced-for the first time since before Communism-religious education in public schools. Meanwhile, Orban (the father of five children) has made the Hungarian tax code friendlier toward large families.


Orban himself can be said to symbolize Hungarys reawakening. Born in 1963 to a nominally Calvinist family (Hungary is a mixed Protestant-Catholic country), Orban had no religious upbringing aside from being baptized. His father was a devout Communist, and while Christianity played a crucial role in the collapse of Communism across the Eastern Bloc, it did not in Hungary.


After the Vatican failed to protect Hungarys courageous Cardinal Jozsef Mindszenty and replaced anti-Communist bishops with collaborationist toadies as part of its 1960s policy of Ostpolitik, the Catholic Church (followed by its Protestant brothers) was either driven underground or collaborated with the regime. Hungarys anti-Communist dissidents were largely anti-clerical.


Yet since the collapse of Communism, Hungarian society, like Orban, has started to rediscover its roots. Orban began to reclaim his Calvinist roots, thanks to his Catholic wife. He read voraciously about Christianity and in the 1990s received confirmation.


Another figure symbolizing Hungarys spiritual renaissance is Cardinal Peter Erdo, one of the youngest members of the College of Cardinals, born in 1952 to a devout family that practiced its faith secretly. Since becoming the archbishop of Budapest, Erdo has enlisted young volunteers to knock on doors across Hungary, encouraging lapsed Catholics to return to their parishes. His voice has become influential in Hungarian society, as he has vocally condemned secularism, consumerism, poverty, anti-Semitism, and discrimination against Hungarys Roma.


Evidence of the strength of Hungarys spiritual renaissance is that Pope Francis has so far planned few foreign visits in the future, yet he has accepted an invitation to visit Hungary in 2016.


Croatia


Hungarys Christian, natural law revolution is primarily top-down (while a growing number of Hungarians are rediscovering their roots, church attendance remains low). By contrast, neighboring Croatia is a society where the people have defended the family in defiance of secularist politicians. Since gaining independence in 1991, the Croats have rediscovered their Catholic identity largely thanks to the role the Church played in fighting for Croats rights under Yugoslav rule.


Francisco Javier Lozano-the Vaticans former nuncio in Croatia-has called Croatia Europes most Catholic country." It was not so twenty years ago. According to sociologist Anica Marinovic-Bobinacs research, the proportion of Croats believing in God has risen from 39 percent in 1989 to 75 percent in 1996 and 82 percent in 2004. In the past two decades, Croatias population has sharply declined by about a half a million out of 4.8 million, with a declining birthrate mostly caused by high unemployment and large numbers of youths seeking better material prospects abroad, with large Croat communities in North America, Chile, and Australia. Yet despite this demographic slump, the number of young men studying for the priesthood in Croatia has been remarkably stable. Since 1991 it has been virtually unchanged, between four hundred and five hundred.


Yet the strength of Croatias revolution was seen last month, when an overwhelming majority of Croats-65 percent-voted to amend their national constitution to define marriage as between a man and a woman. This occurred after 700,000 people-one-fifth of Croatias adult population-signed a petition In the Name of the Family" for the referendum to be held. Croatias bishops robustly supported this. Although Ivo Josipovic, Croatias president, was more concerned with pleasing the EU than with defending morality, he was forced to change Croatias constitution after the referendum.


Western Suspicions


Unfortunately, leaders in Brussels and Washington attack Hungary (Hillary Clinton has expressed concerns" about democracy in Budapest) yet polls indicate Orban will be reelected in next years elections. Hundreds of thousands of Hungarians have taken to the streets defending their government. The U. S. State Department now routinely pressures Eastern European nations (including other deeply Catholic ones like Slovakia and Poland) to sanction and encourage public expressions of homosexuality. In the wake of Croatias vote, Western media claimed the supermajority actually reflected deep polarization" and quoted observers explaining this radicalism" as the result of economic troubles."


While it is true that anti-Semitism and discrimination against the Roma have increased in Hungary in recent years, the nations government cannot be blamed for this. Nationalistic passions are inflamed by the far-right Jobbik party, which is in opposition. Orbans government, by contrast, has taken ambitious measures to fight racism, including subsidizing vocational education for Roma and building strong ties with Hungarys Jewish community. Blaming Orban for far-right radicalism is intellectually lazy.


While many academics speak of Europe as a uniform secularized continent, two decades after the collapse of Communism it is more accurate, if still too simple, to speak of two Europes: a West that has largely abandoned its religious roots, and an East that is rediscovering its heritage.


Hungary and Croatia are only two examples of post-Communist societies where the public role of religion is growing. Whereas Hungary and Croatia are experiencing a rebirth of Western Christianity, the Orthodox Churches are also booming east of the Elbe. Russia is rediscovering Orthodoxy. Patriarch Kirills influence is growing, more monasteries and parishes are reopened, growing numbers of Russians profess belief in God, and more young Russians are choosing a religious vocation. Meanwhile, Orthodoxy is also resurgent in neighboring Georgia. Evidence of this can be seen in the success that Georgias bishops had in encouraging their compatriots to have more children. After the bishops campaign, Georgia went from having one of Europes lowest birthrates to one of the highest among post-Communist countries. Meanwhile, Romania is currently building the worlds largest Orthodox church in Bucharest, a city once dominated by Nicolae Ceausescus totalitarian aesthetic.


Could a similar revival happen in Western Europe? Optimists might point to the millions of French Catholics-but also Jews, Muslims, and non-believers of good will-took to the streets to protest President Francois Hollandes redefinition of marriage. Yet Western European nations took a very different political course from Eastern ones in the twentieth century, so analogies may be difficult.


Whether or not Hungary, Croatia, or other nations pave the way for a religious revival across Europe remains to be seen. However, this gives hope, especially for the East. Perhaps God is not quite dead in Europe.


Filip Mazurczak is the assistant editor of the quarterly magazine New Eastern Europe. Image via Wikimedia Commons.


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16 Jan 21:59

A declaração absurda de Haddad sobre a Cracolândia

by giinternet
O Centro de São Paulo, agora, tem donos oficiais

O Centro de São Paulo, agora, tem donos oficiais

O prefeito de São Paulo, Fernando Haddad (PT), é uma piada. Leio na Folha a declaração que ele deu sobre a Cracolândia: “Conseguimos mudar a cara da região em apenas dois dias”.

Santo Deus!

Ele se refere ao desmonte de uma favela que havia sido criada praticamente no meio da rua. Criada, atenção!, na sua gestão, sob os seus olhos, sob os cuidados de seu governo inerme.

Moravam lá cerca de 300 pessoas. Haddad resolveu lhes pagar R$ 450 por mês, com casa e comida de graça. Elas, claro!, acharam um bom negócio. Nem mesmo precisam parar de consumir a droga ou fazer tratamento. Nada disso! O prefeito lhes dará a grana para comprar as pedras — claro, eventualmente, elas podem comprar iogurte.

O resto da Cracolândia segue sendo a miséria de sempre. Mas, para o prefeito, a cara da região já mudou. Faça o seguinte, paulistano: tente transitar ali pela praça Sagrado Coração de Jesus para ver como estão as coisas… Eu estou brincando. Não vá!

A região reúne um público de dois mil dependentes, mais ou menos. Os hotéis de Haddad oferecem abrigo para 300. Atenção! Eles vão dormir lá. Durante o dia, estão circulando pela praça.

E por que o mistificador é tratado por setores da imprensa como um gênio? Em primeiro lugar, afinidades ideológicas. Em segundo, porque a causa de fundo que os une é a descriminação das drogas. Na prática, o prefeito declarou o Centro da cidade uma área livre para o consumo, com patrocínio público.

Parte do jornalismo acha que isso é progressista.

16 Jan 20:32

NSA Collects 200 Million Text Messages Per Day

by timothy
ilikenwf writes "A new release from the files obtained by Edward Snowden have revealed that the NSA collects millions of text messages per day. These are used to gain travel plans, financial data, and social network data. The majority of these texts and data belong to people who are not being investigated for any crime or association. Supposedly, "non-US" data is removed, but we all know that means it is sent to a partner country for analysis, which is then sent back to the NSA."

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16 Jan 19:10

A manobra de Toffoli para instituir a “PEC 37″ nas eleições

by giinternet

Por Laryssa Borges, na VEJA.com:
No ano passado, quando os protestos que tomaram as ruas do país ampliaram a lista de reivindicações para além do reajuste das tarifas de transporte público, o Brasil descobriu a PEC 37. A sigla denominava uma Proposta de Emenda Constitucional em aprovação no Congresso destinada a impedir que o Ministério Público conduzisse investigações criminais, prerrogativa que passaria a ser exclusiva da polícia. Promotores e procuradores reagiram e batizaram a proposta de “PEC da Impunidade”. Diante da pressão popular contra a corrupção e a morosidade do Congresso, o movimento contra a PEC 37 ganhou adesão de quem saiu às ruas para protestar. Resultado: acuados, os deputados enterraram a proposta.

No apagar das luzes de 2013, quando a onda de manifestações era passado, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) resolveu impor um outro tipo de mordaça no Ministério Público, desta vez em âmbito eleitoral. Pelas mãos do ministro José Antonio Dias Toffoli, ex-advogado do PT e a quem caberá a tarefa de conduzir o tribunal durante as eleições, foi aprovada a resolução 23.396/13. A nova regra estabelece que, com exceção dos casos de flagrante delito, o “inquérito policial eleitoral somente será instaurado mediante determinação da Justiça Eleitoral”. Ou seja: para investigar um caso, o Ministério Público precisará de autorização prévia do juiz eleitoral.

Embora o mentor da resolução tenha sido Toffoli, os demais ministros do tribunal avalizaram a medida – o único voto contrário foi o de Marco Aurélio Mello. Nos bastidores do TSE, a avaliação de advogados e procuradores é que a matéria foi aprovada de forma açodada. Durante a sessão, somente os ministro Henrique Neves e Laurita Vaz se manifestaram – e de forma breve e lacônica. “O que se pretende é concentrar no juiz eleitoral toda e qualquer investigação para que não se façam investigações que eventualmente podem vir à tona ou não”, disse Henrique Neves.

Segundo um ministro da Corte, o tema será rediscutido em fevereiro – esse tipo de resolução pode ser modificada na volta do recesso. Não é possível afirmar se o tribunal irá recuar da medida. Mas é possível afirmar que Toffoli colocou o tribunal em situação delicada. Em ano eleitoral, é fato que o número de investigações contra candidatos desagrada a classe política. Em alguns casos, essas investigações se transformaram em processos – o país tem hoje, por exemplo, doze governadores na berlinda.

Ofensiva
Entre integrantes do Ministério Público, a sensação é de que começou a ganhar corpo mais uma tentativa de tolher a atuação de promotores e procuradores, desta vez no campo eleitoral – como em casos de compra de votos ou uso da máquina. A Constituição estabelece como função institucional do Ministério Público “requisitar diligências investigatórias e a instauração de inquérito policial, indicados os fundamentos jurídicos de suas manifestações processuais”. Não há exceção na Constituição quando o crime é eleitoral.

“É uma nova tentativa de barrar o Ministério Público, desta vez em investigações eleitorais. É um retrocesso para a história e um estímulo a crimes como corrupção eleitoral e uso indevido da máquina”, diz a 1ª vice-presidente da Associação Nacional dos Membros do Ministério Público (Conamp), Norma Cavalcanti. “Essa resolução é um prato cheio para a criminalidade, é absurda, opaca e exótica, é de um casuísmo tamanho que não sabemos a que interesses servem.”

Na avaliação do juiz Marlon Reis, do Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral, ao impor um juiz eleitoral como “intermediário” entre o Ministério Público e a investigação de um candidato, a resolução abre espaço para que as investigações travem nas mãos da Justiça, tornando mais demorada a punição efetiva do candidato irregular. “Fica mais burocrático e demorado o processo de abertura de inquérito porque a resolução submete a abertura de inquérito ao crivo do Poder Judiciário”, afirma. “Essa medida vai na contramão do que exigiu a sociedade, que tomou as ruas e protestou contra a PEC 37.”

Poder de polícia
Nas discussões sobre a redação que seria dada à resolução que trata dos crimes eleitorais, a Polícia Federal também pediu para ter a prerrogativa de abrir inquérito sem a necessidade prévia de requisição ao Ministério Público ou à Justiça Eleitoral. Na redação final votada no plenário do TSE, porém, Toffoli não atendeu ao pleito dos policiais.

“No entendimento da ADPF, ter que esperar pela autorização de um Juiz competente esvaziará o princípio da oportunidade na coleta de provas, além de contrariar a celeridade processual, tão caro nas apurações eleitorais, podendo redundar em impunidade”, afirmou, em nota, Marcos Leôncio Ribeiro, presidente da Associação Nacional dos Delegados de Polícia Federal.

Nesta terça-feira, o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, prometeu ir ao Supremo Tribunal Federal (STF) caso o TSE não recue da resolução. O ministro Marco Aurélio fez coro à PGR e pediu que o tribunal reconsidere a medida para evitar “um desgaste maior”, algo que, a julgar pelos últimos passos, não parece preocupar o futuro presidente da Corte eleitoral.

16 Jan 19:09

Agora a questão subiu de patamar: petistas estão tramando uma “guerra racial” na boca da urna. E o tal “racismo natural contra os brancos”!

by giinternet
Luíza Bairros: ela acha "natural" o racismo de negros contra brancos...

Luíza Bairros: ela atribuiu a um senador da República o que ele não disse…

A irresponsabilidade de alguns petistas graúdos nessa questão dos rolezinhos impressiona. São capazes de tudo. A presidente Dilma precisa decidir se vai permitir que subordinados seus brinquem com fogo. Mais: ela terá de deixar claro em que medida está de acordo com a irresponsabilidade ou a estimula.

O prefeito Fernando Haddad — que não é subordinado da presidente, mas é uma estrela do partido — cometeu a insanidade de pedir a seu secretário da Igualdade Racial que convocasse os “líderes” dos rolezinhos, como se houvesse, nesse caso, uma representação formal. Poderia ter pedido tal coisa ao secretário de Segurança, ao de Assistência Social, a algum outro… Mas não! Quis dar à coisa um apelo racial.

Agora, à Folha, a ministra da Igualdade Racial, Luiza Bairros, ultrapassa em muito a linha da responsabilidade. Segundo ela, a reação dos shoppings aos rolezinhos é coisa de brancos inconformados com a presença de negros naqueles ambientes. É MENTIRA, MINISTRA! Quem representa os “brancos” inconformados? Onde estão seus porta-vozes? Boa parte, talvez mais da metade, dos participantes dessas manifestações são… brancos!

À Folha, esta senhora afirmou:
“De um lado está a percepção de grande parcela da juventude de que não tem direito a todos os espaços da cidade. Através dessa manifestação, eles reivindicam participação e presença nesses lugares, que foram reservados a pessoas de mais alta renda, majoritariamente branca.
A manifestação dos jovens revela, por outro lado, aquilo que eles leram muito bem: existe uma parcela da sociedade que não quer a presença deles em determinados lugares. Então você vê manifestação de discriminação racial muito explícita em relação a esses movimentos.
Em muitos sentidos, a liminar que proíbe a entrada dos jovens nos shoppings, ou pelo menos dá o direito de selecionarem quem entra ou não, é uma situação racista. A liminar consagra um processo de segregação racial do espaço, o que esses jovens conseguiram perceber muito nitidamente.”

Trata-se de um discurso asqueroso e falso. Quando e em que lugar um negro, ou negros, ainda que em grupos, foi impedido de circular livremente nos shoppings e de usufruir de seus serviços? Quantas notificações ou casos existem no seu ministério a respeito, minha senhora? Quantos são os inquéritos? Cadê as ocorrências?

A fala da ministra é, além de irresponsável, oportunista. Bairros tem de dizer se concorda com os rolezinhos e se acha que eles são procedimentos seguros, inclusive para aqueles que deles participam. Ultrapassada a linha da prudência e da responsabilidade, aí tudo é possível. A ministra ataca também a PM:
“A PM, infelizmente, ao cumprir decisão judicial, de certa forma recebe respaldo para fazer algo que já fazia e faz cotidianamente. Que é criar um perfil de criminoso associado à pessoa negra, e mais particularmente ao jovem negro.”

A repórter da Folha Andréia Sadi retira do contexto uma observação do senador Aloysio Nunes Ferreira (PSDB-SP) no Twitter, dirige duas perguntas à ministra, e se tem, então, um momento de notável mistificação. Reproduzo:
O senador Aloysio Nunes (PSDB-SP) chamou os jovens dos “rolezinhos” de “cavalões”. Há o que temer nas manifestações?
Eu acho que haverá o que temer se as pessoas, e determinados parlamentares, continuarem a dar declarações que confirmam a desumanização das pessoas negras. Esse tipo de resposta pode acirrar, entende? Existe uma postura e uma intenção absolutamente pacífica nessas movimentações. Os problemas que têm havido são derivados da reação das pessoas brancas que se assustam com essa presença [dos jovens nos shoppings].
O senador relatou ter levado os netos ao Shopping Morumbi e escreveu no Twitter: “Imagino como eu e demais avós reagiríamos caso um bando de cavalões cismassem de dar um rolê por lá”. O que a senhora tem a dizer?
O racismo desumaniza a pessoa negra. Ele não vê um ser humano, vê um animal potencialmente perigoso. Mas acho que você tem que reforçar o seguinte: conversei com a secretária de Justiça de São Paulo e ela me assegurou que a disposição do governador é fazer com que a atuação da policia seja a mais correta possível e qualquer abuso seja repudiado. Acho que esse é o tom que temos que dar a esse fenômeno.

Retomo
Com o devido respeito à ministra, sua fala é de uma vigarice intelectual como raramente se viu. Começo com a repórter Andreia Sadi. Não sei a sua origem. No interior de São Paulo, de onde vem Aloysio, e de onde venho também, “cavalão” não é ofensivo, não, Andréia! “Cavalão” é sinônimo de rapaz saudável, forte, corpulento. Aliás, procure aí no Houaiss, oferecido pelo UOL, e você vai encontrar essa acepção. Sim, “cavalão” também pode ser “indivíduo rude e grosseiro”, segundo o dicionário. Em São Paulo, nunca! Também se diz da moça muito forte, saudável, ser “uma cavalona”, feminino no aumentativo impossível, segundo a norma culta . Note, diligente Andréia, que, se a intenção fosse associar as pessoas aos animais propriamente, não se diria da jovem ser uma “cavalona”, mas uma “eguona”. Quando se diz de um homem ser “um touro”, não se está a dizer que ele tem chifres, mas que é muito forte. Dica, Andréia: se você for um dia  a Dois Córregos e, numa roda de truco, um jogador chamar o outro de “lazarento!”, é grande a chance de ser um elogio. Sinônimo: sagaz, inteligente, ousado — em suma, uma “lazarento!” Como explicar? Bem, primeiro é preciso entender.

As respostas da ministra são intelectualmente delinquentes, ao acusar o senador de estar associando “negros” a animais. Ele deveria acionar a senhora ministra na Justiça por calúnia. Ou, então, cobrar que ela se desculpe.

Não é a primeira vez que ministros dessa pasta dizem barbaridades. Numa entrevista à BBC, Matilde Ribeiro, uma antecessora sua, meteu os pés pelas mãos:
BBC Brasil – No Brasil tem racismo também de negro contra branco, como nos Estados Unidos?
Matilde Ribeiro – Eu acho natural que tenha. Mas não é na mesma dimensão que nos Estados Unidos. Não é racismo quando um negro se insurge contra um branco. Racismo é quando uma maioria econômica, política ou numérica coíbe ou veta direitos de outros. A reação de um negro de não querer conviver com um branco, ou não gostar de um branco, eu acho uma reação natural, embora eu não esteja incitando isso. Não acho que seja uma coisa boa. Mas é natural que aconteça, porque quem foi açoitado a vida inteira não tem obrigação de gostar de quem o açoitou”.

Em 2011, a própria Luíza Bairros já via fantasmas: “Isso [ocupação de espaço pelos negros] provoca reação. Para muitas pessoas, parece perda de espaço. Isso demonstra como ser branco, na sociedade brasileira, implica determinados privilégios em detrimento dos direitos dos negros em geral”.

Chegou a hora de cobrar responsabilidade. Da presidente Dilma! E da imprensa!
*
PS: Eu havia atribuído, numa versão anterior deste texto, à atual ministra a fala de Matilde Ribeiro, uma antecessora sua na pasta. Faço a correção e me desculpo com os leitores. Luíza Bairros não falou aquelas besteiras. Falou outras.
16 Jan 18:38

Intel Dev: GTK's Biggest Problem, and What Qt Does Better

by timothy
Freshly Exhumed writes "Phoronix has an article about how Dirk Hohndel of Intel's Open-Source Technology Center has stirred the hornet's nest with a talk at Australia's Linux.Conf.Au (MP4 file) about what he views as the biggest problem with the GTK: he finds dealing with upstream GTK/GNOME developers to be tough, with frequent abuse and flame-wars, with accusations from the developers that "you're doing it wrong." Conversely, he found the Qt development community to be quite the opposite: willing to engage and help, with plenty of application developer documentation and fewer communication problems than with their GTK counterparts."

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16 Jan 10:09

Bahia: no estado brasileiro em que mais se mata, Força Nacional de Segurança cuida de… pelada!

by giinternet
Eis Aí: Força Nacional de Segurança vigia os peladeiros de Buerarema (Folhapress)

Eis aí: Força Nacional de Segurança vigia os peladeiros de Buerarema (Folhapress)

No início deste mês, informa Severino Mota na Folha, os moradores da cidade de Buerarema, a 450 km de Salvador, decidiram organizar uma pelada, com o apoio da Prefeitura. Sob a proteção, acreditem, da Força de Segurança Nacional.

É isto mesmo: a tropa de elite federal fez a segurança de uma pelada. Na cidadezinha de 18 mil habitantes, há um efetivo da força em razão de conflitos entre índios tupinambás e fazendeiros. O Ministério da Justiça disse o óbvio: trata-se de um emprego irregular da tropa.

Lá vou eu. Segundo o Anuário de Segurança Pública com dados de 2012, a Bahia se tornou um dos estados mais inseguros do Brasil. A gestão do petista Jaques Wagner, em seu segundo mandato, é um desastre na área.

A Bahia tem a quarta maior taxa de homicídios do país por 100 mil habitantes: 40,7. Só perde para Alagoas, Pará e Ceará. Em 2012, com pouco mais de 15 milhões de habitantes, foi o estado com o maior número, em termos absolutos, de pessoas assassinadas: 5.764. Para vocês terem uma ideia, ganhou de São Paulo, onde há quase 42 milhões de habitantes.

Apesar desses dados escandalosos, é o segundo estado com o menor número de bandidos encarcerados. Só ganha do Maranhão de Roseana Sarney. Na Bahia, há apenas 134,6 presos por 100 mil habitantes acima de 18 anos. Para comparar de novo: em São Paulo, são 633,1.

Assim, prende-se pouco na Bahia e mata-se muito. Mesmo com esse quadro de descalabro, a Força Nacional de Segurança deslocou homens para vigiar uma pelada de futebol.

Como a gente pode ver, a violência absurda no estado não acontece por acaso. No século 17, o grande poeta baiano Gregório de Matos, numa crítica severa aos poderosos, mandou ver sobre a então “cidade da Bahia”.

Que falta nesta cidade?… Verdade.
Que mais por sua desonra?… Honra.
Falta mais que se lhe ponha?… Vergonha.

O demo a viver se exponha,
Por mais que a fama a exalta,
Numa cidade onde falta
Verdade, honra, vergonha.

16 Jan 10:08

Haddad politiza os “rolezinhos”, empresta-lhes caráter racial, decide negociar com os organizadores e, para não variar, apaga incêndio com gasolina. Tomara que São Paulo sobreviva à sua passagem

by giinternet
Haddad. Pobre São Paulo! Este Jânio Quadros de esquerda teve mais uma ideia...

Haddad. Pobre São Paulo! Este Jânio Quadros da esquerda engomada teve mais uma ideia…

A impopularidade está levando o prefeito de São Paulo, Fernando Haddad (PT), a uma escalada de desatinos, ainda que conte com o apoio entusiasmado de setores importantes da imprensa. Na terça, veio à luz o programa “Bolsa Crack”. Nesta quinta, ficamos sabendo que este gigante decidiu negociar com… organizadores de rolezinhos! Assim, o que tinha tudo para ser uma onda, dessas que passam — até porque os amigos e familiares dos “rolezeiros” também frequentam shoppings —, ganha um ar de coisa politicamente grave, séria.

Parece que tentar conduzir Haddad à razão não é nem fácil nem difícil; é apenas inútil.

Vamos ver. O homem decidiu elevar o IPTU de São Paulo a alturas escorchantes e não quis negociar com ninguém. Nem com os vereadores de sua própria base. A coisa acabou na Justiça. Decidiu espalhar faixas de ônibus cidade afora, onde eram e onde não eram necessárias, e também achou que não tinha de conversar. Sua reputação, hoje, na cidade, não é das melhores.

Aí ele teve uma ideia luminosa: por que não conversar com os líderes dos rolezinhos? E o prefeito escalou, então, o secretário da Igualdade Racial, Netinho de Paula, para procurar os chamados “líderes” desses eventos. Um encontro deve acontecer na Prefeitura. O conjunto da obra é de uma impressionante irresponsabilidade. Ao escalar justamente o Secretário da Igualdade Racial, Haddad está a sugerir que a cor da pele é um componente importante da questão, o que é absolutamente falso. Essa já é uma perigosa politização do caso.

Netinho diz que o prefeito vai conversar também com os shoppings para que os jovens possam frequentá-los normalmente. Ora, boa parte desses estabelecimentos, não custa notar, fica em áreas periféricas da cidade. Não se tem notícia de que pessoas tenham sido impedidas de neles entrar em razão da cor da pele, da origem social, da orientação sexual ou de qualquer outra coisa. Netinho também teve a sua ideia luminosa. Afirmou que os rolezinhos poderiam acontecer nos estacionamentos… Imaginem vocês… Centenas ou milhares de pessoas promovendo seus eventos em meio a automóveis. Seria um bom caminho para espantar os consumidores.

Grupos de esquerda, movimentos sociais, autoridades e, infelizmente, jornalistas, como alertei aqui na segunda, contribuíram para emprestar um sotaque político ao que não passava de uma brincadeira meio irresponsável de adolescentes. Em junho, os “black blocs” foram tratados por alguns bocós como “excelências”. Agora, ora vejam!, Haddad transforma organizadores de rolezinhos em vozes autorizadas, com as quais se deve negociar. Um dos rapazes confessou o que queria: apenas beijar algumas meninas na boca.

O prefeito vai demonstrando, assim, que, em São Paulo, para ser ouvido ou ter uma reivindicação atendida, basta transgredir a lei ou se impor pela violência. Se quebrar e incendiar ônibus, o reajuste da passagem é suspenso. Se erguer uma favela no meio da rua, ganha casa, salário e comida. Se promover desordem num shopping, é chamado a negociar como se fosse uma autoridade.

Não será fácil, no futuro, administrar essa herança maldita do Jânio Quadros da esquerda engomada.

16 Jan 08:59

Apple Devices To Reach Parity With Windows PCs In 2014

by samzenpus
Hugh Pickens DOT Com writes "Horace Dediu writes at Aymco that in 2013 there were 18.8 times more Windows PCs sold than Macs, a reduction in the Windows advantage from about 19.8x in 2012. But the bigger story is how Apple's mobile platform including iOS devices has nearly reached the sales volume of Windows. In 2013 there were only 1.18 more Windows PCs than Apple devices sold. Odds are that in 2014 Apple and Windows will be at parity. Dediu says that the Windows advantage itself came from the way computing was purchased in the period of its ascent in the 1980s and 1990s 'when computing platform decisions were made first by companies then by developers and later by individuals who took their cues from what standards were already established. As these decisions created network effects, the cycle repeated and the majority platform strengthened.' There was concentration in decision making in the 80s so a platform could win by convincing 500 individuals who had the authority (as CIOs) to impose through fiat a standard on the centers of gravity of purchasing power. Today, with mobile products there are billions of decision makers. and the decision making process for buying computers, which began with large companies IT departments making decisions with multi-year horizons, has changed to billions of individuals making decisions with no horizons. Companies have become the laggards and individuals the early adopters of technology. 'Ultimately, it was the removal of the intermediary between buyer and beneficiary which dissolved Microsoft's power over the purchase decision,' concludes Dediu. 'The computer has become personal not just in the sense of how it's used but in the sense of how it's owned.' Finally, all the above is almost moot, given the rise of Android, something that is beating both Cupertino and Redmond alike."

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16 Jan 08:58

My Adoption

by ft@firsthings.com (Russell E. Saltzman )

birthcert


My oldest son has traveled back to Vietnam on three, four occasions now. He arrived at our home in 1975 as an eleven-year-old refugee. We, my first wife and I, adopted him five years later. He was part of the contingent of unaccompanied minors" temporarily housed at the refugee center at Ft. Chaffee, Arkansas. Something on the order of 2,200 Vietnamese fleeing the fall of Saigon went through there, finding sponsors, relocating, rebuilding lives.


Helping two Vietnamese families resettle in Topeka, Kansas kept me on the phone with Lutheran Immigration and Refugee Services. I casually asked one worker if the camp was going to be closed by Christmas 1975, like President Ford wanted done. He said all the families would be out, but he didnt know about the three hundred kids.


Kids? My wife and I wanted a kid. So we spent a day together with a Vietnamese-English dictionary, I and the boy who became my son, and hit it off. Three weeks later, he landed at the Topeka airport. From an original vocabulary of hello" and no sweat," he Americanized quickly. Our experience turned out well, but not everyone elses did.


The tug of his homeland proved powerful. I urged him to try to locate his parents the first time he visited. How an eleven-year-old boy evaded the fall of Saigon is a story hard to fathom, but it did include relatives urging him to escape if he could, and he did. He was a formidable child. His family, I kept saying, deserved to know he was safe after thirty-some years. But he wasnt much interested until the last day of his trip. A short walk through a familiar neighborhood, and there they were.


It was a happy reunion, and a relief to him Id guess. He never spoke much of the family left in Vietnam; he does now. He and his wife, also Vietnamese, have visited since and she too has lingering ties to Vietnam, friends and former teachers.


I envy my son. There is something immensely satisfying in settling unsettled questions, the same questions my own adoption poses. How did life turn out, for them? How might it have been for me?


I go through questions like those once every twenty years or so. My adoption nags at me like a hangnail. I wish I could resolve them and, inevitably I suppose, get a peek at how things might have turned out differently if events, like my adoption, had not intervened.


It has never been a gratifying quest. The few details I do acquire are always disturbing and I have never sought any sort of contact. Perhaps, like my son, I was reluctant to find things I would rather not know.


Not that I didnt fantasize. Despite knowing I was conceived in step-sibling incest, I could picture myself poring over the other" family album, all cozy-like next to my birth mother on the sofa as she pointed out the step-brother who was my birth father, and me feeling warm and accepted and everything, and her delighted with my family photos, and us saying how we must all get together soon.


Outside the fantasy, my birth father seems to have disappeared from any record. My birth mother, however, died in 1997 in April, the month of my birth. I learned this only lately and it weighs strangely upon me as another intrusive loss; something else in my life undone, never finished, and now forever out of my grasp beyond resolution.


My cousin is a genealogical geek. Just after Christmas I turned her loose with my original Kansas birth certificate, the one that says my birth was illegitimate. She searched the names. Her abrupt description of my birth family: This family is such a mess."


By that she meant the tracings of relationship are impossibly convoluted. They dont form anything resembling the sleek procession of descent proper to a family tree. It upset her aesthetic sense of how family lines ought to look. Too bad, I think I said; I wasnt expecting my birth genealogy to include the queen of England. It is a mess, thats for sure.


By happenstance I wrote about my adoption not quite a year following my birth mothers death. I asserted then what I know still to be true: I was not abandoned to adoption; I was rescued by it. Yet the very fact of it ever evokes an oddly melancholic nostalgia for something that could never have been.


Faye and Robert were their names. God grant us each a safe lodging, and a holy rest, and peace at the last."


Russell E. Saltzman is a dean in the North American Lutheran Church, assistant pastor of St. Matthews Church in Riverside, Missouri, and an online homilist for the University of Mary Christian Leadership Center. His latest book, Speaking of the Dead, is being published this year by ALPB Books. His previous articles can be found here.


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16 Jan 08:57

(FT5) First images of the new Olympus lenses!

by admin

Here are the images of the three new lenses coming from Olympus (one is a lens cap more than a real lens). ON top you see the 25mm f/1.8. The next one is the amazing tiny 14-42mm f/3.5-5.6 lens:

And here is the 9mm f/8.0 fisheye lens cap:

Specs:

  • M.ZUIKO DIGITAL ED 14-42mm F3.5-5.6 EZ
  • - 37mm filter diameter
    - Comes in black and silver
    - Estimated retail price of around 35,000 yen (250 Euro or around $335)
    - Has a lens cap (correction, it’s not built in. You can remove it!)

  • M.ZUIKO DIGITAL 25mm F1.8
  • - 46mm filter diameter
    - Minimum focusing distance is 0.25m
    - Comes in black and silver
    - Estimated retail price of around 35,000 yen (250 Euro or around $335)

  • BCL-0980
  • - Fish-eye lens of 9mm f/8.0
    - Minimum focusing distance 0.2m

via Digicameinfo.


For sources: Sources can send me anonymous info at 43rumors@gmail.com (create a fake gmail account) or via contact form you see on the right sidebar. Thanks!
For readers: Don’t miss any news. Join our group on facebook and follow our tweets.

Rumors classification explained (FT= FourThirds):
FT1=1-20% chance the rumor is correct
FT2=21-40% chance the rumor is correct
FT3=41-60% chance the rumor is correct
FT4=61-80% chance the rumor is correct
FT5=81-99% chance the rumor is correct

 

15 Jan 23:11

“Stendhal” quer saber por que a imprensa é tão simpática à cultura das drogas

by giinternet
Ele era Jimi Hendrix por causa das drogas ou apesar delas?

Ele era Jimi Hendrix por causa das drogas ou apesar delas?

Um leitor que se identifica como Henri-Marie Beyle — é claro que ele está brincando, né?, porque esse era o nome verdadeiro do grande Stendhal! — envia uma pergunta: “Reinaldo, por que a imprensa brasileira é tão condescendente com programas que, em vez de combater a dependência química, a reforçam? De onde vem isso?”

Xiii, meu caro Stendhal!!! A resposta não é simples. Não se esgota em um post. Não se esgota em milhares.

Na base dessa convicção estúpida, está a maconha, que ganhou o estatuto, e não só no Brasil, de uma categoria de pensamento. A repressão ao consumo dessa droga é confundida com o cerceamento, acredite!, da liberdade de expressão. Por quê? Parcela considerável dos, vá lá, contestadores do establishment nos anos 1960 e 1970 — especialmente na Europa e nos EUA — consumiam maconha; a erva era tida como expressão de rebeldia, da luta “contra o sistema”. Diga-me, meu caro Stendhal: há coisa mais patética do que maconheiro velho posando de rebelde em pleno 2014? Contra quê? Contra quem?

Como já escrevi aqui há muito tempo, e Ferreira Gullar voltou a lembrar em artigo recente na Folha, a geração que tomava a maconha como símbolo da liberdade está no poder no Brasil e no mundo. Para muitos, reprimir o seu consumo parece corresponder à morte de um sonho. Não é o caso de Dilma, por exemplo. A droga que ela consumia era outra; suas alucinações eram de outra natureza, como sabemos bem. Ela não consumia mato seco, mas Carlos Lamarca; não pensava na sociedade sem estado, mas na ditadura comunista. De todo modo, pertence, a exemplo de FHC, àquela geração que queria mudar o mundo — no caso dos comunistas, para muito pior. Mas a versão que passou para a história foi outra. Não quero perder o fio. Retomo.

Os apologistas da maconha, ainda que por razões sentimentais, não têm como argumentar logicamente que essa droga deva ser descriminada ou legalizada sem que o mesmo aconteça com as demais. Até porque o principal argumento — de que a proibição só alimenta o poder do narcotráfico — só para de pé se todas as substâncias hoje consideradas ilegais forem liberadas. Todo mundo sabe que a maconha está longe de ser a principal fonte de renda dos carteis internacionais de droga. Ainda é a cocaína.

Assim, o primeiro pilar em que se sustenta a cultura da droga é a suposta defesa da liberdade individual.

Já escrevi aqui que acho esse discurso sedutor e que tenderia até a aderir a ele não fosse o fato de que as consequências do consumo da droga recaem sobre o conjunto da sociedade. Não por acaso, os mesmos que advogam a descriminação dessas substâncias não tardaram a aderir à “medicalização” do discurso, fazendo uma curiosa fusão de leituras do mundo que, em si, são contraditórias.

Se a droga deve ser vista como matéria de liberdade individual, de escolha, então a dependência — em qualquer grau — tem de ser encarada como consequência dessa opção, certo? Mas quê… A um só tempo, os partidários da descriminação gritam “liberdade para consumir!” e “tratamento público e gratuito para os dependentes”. A cidade de São Paulo, como se sabe, acaba de dar um passo rumo ao abismo: passou a financiar com dinheiro público o consumo de crack. Ainda que se tente dourar a “pedra”, a consequência é essa.

A cultura da droga tem, então, na ‘medicalização” do discurso o seu segundo pilar, que convive, num milagre da engenharia argumentativa, harmoniosamente com o outro, o da liberdade individual. Ora, ora, pressuposto do exercício da liberdade é que o indivíduo arque com as consequências de suas escolhas, certo? Não no caso das drogas.

E há um terceiro pilar, talvez o mais deletério deles porque não pode ser submetido a nenhuma forma de abordagem racional. Consolidou-se o mito estúpido, especialmente dos anos 1960 para cá — quando setores importantes da academia e da imprensa resolveram marginalizar a alta cultura em favor da rebeldia pop —, de que as drogas são uma espécie de portal para áreas mais profundas da consciência, de onde se poderiam extrair verdades, que de outro modo, não viriam à tona; onde aconteceriam, sei lá, sinapses que não se realizariam sem o concurso daquelas substâncias.

Combater, então, o consumo de drogas — ou tentar impedi-lo — seria como vetar o acesso a uma intimidade de verdades recônditas; seria como censurar o “eu profundo” que habitaria cada um de nós. Pior: no universo da cultura pop, a droga é considerada a causa da “genialidade” dos artistas. Ora, uma abordagem racional, objetiva, técnica indicaria, citarei alguns, que Janis Joplin, Jimi Hendrix, Jim Morrison ou Kurt Cobain “aconteceram” APESAR DAS DROGAS, JAMAIS POR CAUSA DELAS.

Não é esse, no entanto, o saber firmado inclusive em setores da imprensa que escrevem a respeito. Há uma deletéria e maléfica glorificação, ainda que sub-reptícia e um tanto oblíqua, do vício. A droga se torna, assim, uma espécie de valor simbólico, que seduz adolescentes e jovens, levando-os muitas vezes a crer — por mais que tentem sofisticar o discurso — que, se consumirem as mesmas porcarias que aqueles consumiam, conseguirão, senão a mesma projeção, ao menos a mesma, vá lá, “profundidade’. Ora, é evidente que as drogas não fizeram com que as pessoas acima citadas se tornassem o que se tornaram na cultura pop. As drogas as mataram — de vício ou bala.

E a imprensa? Seu papel é mesmo vigiar o poder, contestá-lo, apontar ineficiências e desmandos. Tomar, no entanto, a ilegalidade das drogas como expressão de uma vontade autoritária do “poder” é uma simplificação estúpida. Programas como o de Fernando Haddad — ainda que essencialmente irracionais e contraproducentes, porque resultará numa elevação do consumo de drogas — são bem-recebidos pelos jornalistas, independentemente de seus méritos, porque lhes parece que o estado teria, finalmente, decidido se reconciliar com a sociedade, numa abordagem supostamente “humana” da questão. Afinal, ele concilia o exercício do suposto “direito” de consumir (nota: não existe esse “direito”) com a devida assistência.

Mais: na prática, a Prefeitura descrimina o consumo das substâncias ilícitas e “abre os braços” para os dependentes, o que reforça aqueles três pilares sobre os quais se assenta a cultura da droga: a liberdade, a assistência e a nova sensibilidade.

15 Jan 23:10

Os rolezinhos e as taras dos esquerdopatas

by giinternet

“Não vai escrever sobre o rolezinho?”, perguntam-me. Como não? Já escrevi. Precisamente às 6h39 de segunda-feira! Não mudei de ideia a respeito nem vi nada de novo. Republico.
*
A esquerda bocó já está de olho no “rolezinho”…

Esquerdistas bocós (existem os não bocós?) já estão de olho no “rolezinho”. Aqui e ali, noto a vocação ensaística de alguns dos meus coleguinhas na imprensa. Já há gente, assim, treinando o olhar para teorizar sobre mais essa erupção — e irrupção — da luta de classes. É fácil ser bobo. Fosse mais difícil, não haveria tantos bobalhões. Daqui a pouco o Gilberto Carvalho chama os teóricos dos “rolezinhos” para um bate-papo no Palácio do Planalto.

O “rolezinho”, que até pode ter começado como uma brincadeirinha irresponsável nas redes sociais, está começando a virar, vejam vocês!, uma questão política — ao menos de política pública. A coisa pode ser tornar mais séria do que se supõe. Infelizmente, noto que muita gente, inclusive na imprensa, está tentando ver essas manifestações como se fossem uma espécie de justa revolta de jovens pobres contra templos de consumo da classe média.

Isso é uma tolice, um cretinismo. Os shoppings têm se caracterizado como os mais democráticos espaços do Brasil. São áreas privadas de uso público, muito mais seguras do que qualquer outra parte das cidades brasileiras. Os pais preferem que seus filhos fiquem passeando por lá a que façam qualquer outro programa, geralmente expostos a riscos maiores. É uma irresponsabilidade incentivar manifestações de centenas ou até de milhares de pessoas num espaço fechado. Ainda que parte da moçada queira apenas fazer uma brincadeira, é evidente que marginais acabam se aproveitando da situação para cometer crimes, intimidar lojistas e afastar os frequentadores.

Esse negócio de que se trata de uma espécie de revolta dos pobres contra os endinheirados é uma grossa bobagem. Boa parte dos shoppings de São Paulo, hoje em dia, serve também aos pobres, que ali encontram um espaço seguro de lazer. A Polícia precisa agir com inteligência para que se evite tanto quanto possível o uso da força. É necessário mobilizar os especialistas em Internet da área de Segurança Pública para tentar identificar a origem dessas convocações.

É preciso, em suma, chegar à raiz do problema. As redes sociais facilitam essas manifestações, como todos sabemos, mas é evidente que elas não são espontâneas. Há pessoas convocando esse tipo de ação, que pode, sim, como se viu no Shopping Metrô Itaquera, degenerar em violência.

No dia em que os shoppings não forem mais áreas seguras, haverá fuga de frequentadores, queda de vendas e desemprego. E é certo que estamos tratando também de um sério problema de segurança pública. Num espaço fechado, em que transitam milhares de pessoas, inclusive crianças, os que organizam rolezinhos estão pondo a segurança de terceiros em risco.

E que ninguém venha com a conversa de que se trata apenas do direito de manifestação num espaço público. Pra começo de conversa, trata-se, reitero, de um espaço privado aberto ao público, que é coisa muito distinta. De resto, justamente porque os shoppings têm essa dimensão pública, não podem ser privatizados por baderneiros que decidiram ameaçar a segurança alheia.

Encerro notando que o Brasil precisa ainda avançar muito na definição do que é público. Infelizmente, entre nós, muita gente considera que público é sinônimo de sem-dono. É justamente o contrário: o público só não tem um dono porque tem todos.

15 Jan 20:24

Fernando Haddad e o “Bolsa Crack”: de “Braços Abertos” para o vício e o tráfico, agora estatizados

by giinternet
Roberto Porto: erros novos e nenhum acerto antigo

Roberto Porto: erros novos e nenhum acerto antigo

A Prefeitura de São Paulo acaba de criar o programa “Bolsa Crack”. Passou a pagar R$450, inicialmente, para um grupo de 300 dependentes. Não há condicionalidade nenhuma. Nada lhes está sendo cobrado. Eram os moradores da favelinha criada no meio da rua na gestão Fernando Haddad. Para que saíssem de lá, a administração decidiu oferecer compensações: além do dinheiro, moradia gratuita em hotéis e três refeições por dia. Há só uma pequena exigência: que trabalhem, sabe-se lá como e em quê, quatro horas por dia. Terão ainda a chance de duas horas diárias de curso de requalificação — mas essa parte é volitiva. Podem recusar. O mais grave de tudo: não são obrigados a se tratar. Corolário: ser viciado e montar uma favela no passeio público é caminho para obter compensações que os simplesmente pobres não teriam: é preciso ser viciado. Em qualquer país do mundo, um programa assim seria um escândalo. Por aqui, é aplaudido pelos apologistas da cultura da droga. Os prazeres malditos são de quem consome. A conta vai para quem trabalha, para quem produz. Haddad condenou para sempre o Centro da cidade. O programa, de resto, vem acompanhado de um discurso extremamente arrogante.

Ontem, ouvi na Jovem Pan a entrevista de Roberto Porto, o promotor de Justiça que foi feito secretario de Segurança do município, uma pasta criada por Haddad. Como ele é definido em alguns perfis, é um homem refinado, amante dos bons vinhos. Bom pra ele. Os moradores do Centro já não têm liberdade para tomar uma coca-cola no boteco. Já o doutor, ao fim de cada jornada, pode tentar identificar o apelo de cereja num bom merlot, a memória da amora naquele syrah especial, o pronunciado sabor de ameixa do malbec… Não é um desses “progressistas” sem lustro e sem lastro, entendem? É amigo de alguns poderosos da imprensa e sabe usar o telefone.

Porto é chegado à prática de demonizar os que vieram antes dele para tentar exaltar os próprios feitos — muito especial. Tem dito por aí que o programa da Prefeitura é supimpa porque vai fixar os viciados no Centro de São Paulo; segundo disse, eles não vão se espalhar por aí. Mais do que isso: afirmou que um viciado pode fumar, o que é verdade, 30, 40 pedras de crack por dia. Se, com o programa, chamado “Braços Abertos”, passar a fumar 15 ou 20, então a ação da Prefeitura já se justifica. Ele acha que isso é “redução de danos”. Aguardo o momento em que, seguindo essa linha, Dráuzio Varela venha a público para recomendar que o viciado fume um pouco menos de cigaros para… reduzir danos! 

Pergunto:
a: dada a natureza do programa, por que o dependente passaria a consumir 15 ou 20 em vez das 30 ou 40? Este “reegenheiro” da alma humana e da dependência resolveu dar mais dinheiro a viciados em crack, não lhes impondo tratamento nenhum, na esperança de que passem a consumir menos, é isso?

b: então o secretário confessa que o Centro de São Paulo passou a ser, agora no papel, agora oficialmente, área privada de consumidores — e, pois, de traficantes —, que ficarão concentrados por ali mesmo, “sem se espalhar”? Segundo ele disse, a Prefeitura não quer incidir em erros cometidos antes. Claro que não! Só os erros novos, mas sem nenhum dos acertos do passado.

c: se viciados passaram a ter direitos especiais, não concedidos a nenhum outro grupo socialmente vulnerável, como se diz por aí, doutor Porto deveria expilicar por que, então, a cidade de São Paulo não se tornará um polo de atração de dependentes.

Mas quê… O homem é influente, sabem? É um dos queridinhos do jornalismo politicamente correto e de outro nem sempre correto factualmente, mas sempre muito convicto.

No caso de setores importantes da imprensa, o escândalo, digamos, técnico está em outro lugar, está em não evidenciar o óbvio. Só na Cracolândia da região central de São Paulo, há cerca de 2 mil usuários — não estou contando os barracos e barracas que se espalham cidade afora, na linha “vale tudo” (só não vale tratar os dependentes). O tal programa “Braços Abertos” atende a 300 dependentes, só aqueles que criaram a favelinha.

E o doutor Porto está convicto de que ruins eram aqueles que vieram antes deles.

15 Jan 19:57

New: Paper #4 Published

by noreply@blogger.com (Fabian Pascal)

NEW!! THE KEY TO KEYS: A MATTER OF IDENTITY NEW!!
v.1 (January 2014)


Note:This paper assumes familiarity with the concepts and terminology introduced in papers #1, Business Modeling For Database Design and #2, The Costly Illusion: Normalization, Integrity and Performance, in this series, which are both recommended as preamble. 

If entities in the real world did not have identifiers—attributes that capture their identity and uniquely identify them—we would not be able to tell them apart. It follows that an accurate database representation of a business reality must include keys, R-table columns that formally represent the real world identifiers in the database.

Keys and kinds thereof, their necessity, selection, function and properties are too often not well known and understood. This paper
  • Defines and explains the key concept;
  • Explains the function and properties of the various types of key;
  • Describes the criteria for key selection;
  • Specifies what is proper DBMS key support;
  • Assesses SQL's key support;
  • Debunks some common misconceptions about keys.

Table of Contents

Introduction
1. R-tables and Integrity Constraints
2. Keys and Key Constraints
3. Kinds of Keys
3.1. Natural Keys
3.1.1. Candidate and Primary Keys
3.1.2. Simple and Composite Keys
3.2. Surrogate Keys
4. Key Functions
4.1. Duplicate prevention
4.2. Integrity Burden Reduction
4. 3. View Updatability
5. Foreign Keys and Referential Constraints
6. DBMS Key Support
7. Keys in SQL
7.1. SQL and Duplicates
Appendix A: Duplicate removal in SQL
Appendix B: Duplicates and Language Redundancy
Conclusion
References

15 Jan 08:43

Why the World Needs OpenStreetMap

by Soulskill
An anonymous reader writes "Over the past six months, we've all grown a bit more skeptical about who controls our data, and what they do with it. An article at The Guardian says it's time for people to start migrating en masse away from proprietary map providers to OpenStreetMap in order to both protect our collective location data and decide how it is displayed. From the article: 'Who decides what gets displayed on a Google Map? The answer is, of course, that Google does. I heard this concern in a meeting with a local government in 2009: they were concerned about using Google Maps on their website because Google makes choices about which businesses to display. The people in the meeting were right to be concerned about this issue, as a government needs to remain impartial; by outsourcing their maps, they would hand the control over to a third party. ... The second concern is about location. Who defines where a neighborhood is, or whether or not you should go? This issue was brought up by the American Civil Liberties Union when a map provider was providing routing (driving/biking/walking instructions) and used what it determined to be "safe" or "dangerous" neighborhoods as part of its algorithm.'"

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15 Jan 08:42

PPS quer rever apoio a Campos caso ele ceda à exigência de Marina e rompa aliança com o PSDB em SP

by giinternet

Por Silvia Amorim, no Globo:
O PPS ameaça rever o apoio anunciado ao pré-candidato do PSB à Presidência da República, Eduardo Campos, se o PSB romper a aliança que tem em São Paulo com o PSDB do governador Geraldo Alckmin. A parceria com Campos havia sido aprovada em dezembro no congresso nacional do PPS, e a ala paulista do partido teve peso decisivo na decisão sobre a aliança com o governador de Pernambuco. Agora, diante da pressão vinda de Marina Silva e seus aliados para que o PSB rompa a aliança com o PSDB em São Paulo e lance candidatura própria à sucessão estadual, o presidente do PPS paulista, David Zaia, disse nesta terça-feira que a decisão de apoiar o governador pernambucano terá de ser reavaliada se o rompimento entre PSB e PSDB for confirmado.

Ele disse que uma das questões conversadas com Campos, antes do anúncio do apoio à candidatura dele, foi a aliança existente entre PPS, PSDB e PSB em São Paulo. “Nós aprovamos um apoio com base em um cenário de aliança em São Paulo. Se isso mudar, nós temos que reanalisar”, afirmou Zaia, que é secretário no governo Alckmin.

Para o presidente nacional do PPS, Roberto Freire, não é hora para exigências, mas ele considerou natural que o assunto seja rediscutido se a maioria do partido assim decidir. “ É natural que cada um tenha a sua opinião dentro do partido. Se houver a necessidade, vamos reavaliar. Qual o problema nisso? Agora, isso não pode ser colocado como uma exigência. Nós temos que ter em mente que o principal objetivo é construir essa alternativa com Eduardo Campos”, afirmou Freire, que torce para que o pernambucano tenha o palanque de Alckmin no estado.

Assim como o PPS, o PSB também tem espaço no primeiro escalão da gestão tucana. Freire classificou como “praticamente impossível” uma saída do PPS da aliança eleitoral de Alckmin, e defendeu a permanência do PSB nesse bloco como a melhor opção para o próprio Eduardo Campos em São Paulo. “ O melhor para a candidatura Eduardo Campos é estar junto ao bloco político liderado pelo PSDB, e não partir para uma candidatura própria apenas simbólica”, avaliou Freire.
(…)

15 Jan 08:42

Onda de “rolezinhos” deixa Dilma e shoppings em alerta

by giinternet

Por Leandro Machado, Giba Bergamin Jr. e Natuza Nery, na Folha:
Os shopping centers do país estão se preparando para enfrentar uma onda de “rolezinhos”, encontro de jovens marcados nos centros por meio das redes sociais. A possível multiplicação dos encontros, que podem assumir caráter de protesto, também preocupa a presidente Dilma Rousseff. Ontem, ela surpreendeu sua equipe ao convocar uma reunião para tratar do assunto. O maior temor da presidente é que os “rolezinhos” tenham adesão de adeptos da tática de protesto “black bloc”. Ontem, o secretário de Segurança Pública, Fernando Grella Vieira, defendeu que a PM use a força contra os “rolezinhos” se for necessário.  Antes restritos à periferia de São Paulo, os eventos ganharam apoio de movimentos sociais nos últimos dias. A tentativa dos shoppings de proibir os “rolezinhos” no fim de semana insuflou a organização de novos encontros.

Ao menos três shoppings da capital conseguiram liminares que proibiam encontros no último sábado. Quem participasse, poderia ser multado em até R$ 10 mil. A Abrasce (associação que reúne 264 shoppings no país) fará uma série de reuniões de emergência com representantes dos centros comerciais. Os shoppings não descartam entrar novamente na Justiça para impedir os “rolezinhos” e vão destacar mais seguranças nos próximos eventos, que são monitorados. As reuniões entre os representantes do setor acontecem hoje em São Paulo e amanhã em Porto Alegre. No Rio, ainda não há data. O fenômeno dos “rolezinhos” surgiu em 2013 como forma de jovens de periferia buscar diversão, em eventos marcados pelo Facebook. Alguns tiveram correria e furtos.
(…)

15 Jan 08:41

Os detalhes macabros da Bolsa Crack do PT. Ou: Em SP e no Brasil, ser viciado é moralmente superior a ser pobre. Ou: Haddad consolida parte de sua herança maldita: o Centro foi entregue para sempre a viciados e traficantes

by giinternet
Haddad: ele entregou para sempre o Centro de SP ao consumo e ao tráfico de drogas

Haddad: ele entregou para sempre o Centro de SP ao consumo e ao tráfico de drogas

As palavras são fortes, sim, mas, infelizmente, as coisas precisam ser classificadas segundo aquilo que são. A Prefeitura de São Paulo deu início a um programa que me parece moral, filosófica e tecnicamente criminoso de suposto combate ao crack. Por que “suposto”? De fato, a gestão do petista Fernando Haddad deu início, nesta terça, ao financiamento público do consumo de crack. Agora é para valer: está criada a “Bolsa Crack”. E, como sempre, os que trabalham, os que levam uma “vida careta”, passarão a financiar o consumo dos viciados, que não terão nem mesmo de se submeter a tratamento para receber salário, comida e moradia gratuitas. A cidade de São Paulo se torna, assim, o paraíso dos traficantes e continuará a ser o inferno dos dependentes — mas, agora, em fase de estatização. É isto: a sede estatizante do PT chegou ao crack. O presidente do Uruguai, José Mujica, é um doidivanas, mas é intelectualmente mais honesto.

A primeira grande impostura
Vamos ver o que a Prefeitura decidiu fazer e analisar as medidas no detalhe. O Jornal Nacional levou ao ar nesta terça uma reportagem bastante favorável ao programa da Prefeitura. Faz sentido. A emissora está ligada a grupos e entidades que defendem a descriminação das drogas e se opõem à internação de viciados. Já escrevi posts a respeito. Ok. As pessoas e as emissoras são livres pra ter as suas crenças.

Mas não estão livres dos fatos. O texto do Jornal Nacional começou assim:
“A cidade de São Paulo começou, nesta terça-feira (14), mais uma tentativa de combater o consumo de crack. Dependentes químicos vão ganhar hospedagem, alimentação e emprego.
Os barracos de madeira e lona na região da Cracolândia começaram a ser desmontados durante a tarde. Uma nova tentativa de acabar com a Cracolândia, que concentra dependentes de crack no centro da cidade. A partir de agora, 300 vão receber ajuda desse novo programa.”

Epa! Se o objetivo, como se anuncia acima, é “acabar com a Cracolândia”, então é preciso apontar a primeira impostura: o público volante da região é de… DUAS MIL PESSOAS, NÃO DE 300. Se o programa, então, pretende extinguir a Cracolândia oferecendo emprego, comida e moradia a 300 viciados, cumpre perguntar o que pretende fazer com os outros… 1.700! Uma coisa, pois, é a convicção, a escolha ideológica ou sei lá como chamar. E outra pode ser a verdade. Assim, a primeira grande mentira do programa está no seu alcance. Vai atingir apenas 15% dos frequentadores da área.

E que publico é esse?

A segunda grande impostura
Justamente aquele que passou a construir barracos em pleno logradouro público, no chamado quadrilátero da Luz, nas ruas Helvétia e Dino Bueno e Alameda Cleveland. O leitor de outras cidades e estados talvez não saiba. Com a chegada do PT ao poder na cidade e a determinação da Prefeitura de não mais “reprimir” o consumo de drogas, os viciados voltaram a ocupar hotéis caindo aos pedaços, casas abandonadas, praças e calçadas. E deram início à construção de uma “favela do crack” nas ruas, como se pode ver na foto abaixo.

favela da cracolândia

O programa que agora tem início, pois, busca atender apenas esses viciados. Assim, está para ser provada a tese do Jornal Nacional de que se trata de, como é mesmo?, “uma nova tentativa de acabar com a Cracolândia”. Não! A Prefeitura está tentando é acabar — e ela logo vai voltar, já digo por quê — com a favela do crack que surgiu logo nos primeiros meses da gestão Fernando Haddad.

Não há programa nenhum para as centenas de pessoas que se concentram na praça Sagrado Coração de Jesus. Aliás, até a Guarda Municipal saiu de lá. Agora, aquela praça é dos viciados e traficantes como o céu é do condor.

Ao Jornal Nacional, José de Filippi Junior, secretário municipal de Saúde, afirmou, num tom quase carnavalesco: “O tratamento é pra que essa pessoa reconstrua sua vida. Reconstrua a vida dela e possa ver que ela pode ser feliz. Que possa buscar no trabalho, no emprego, a reestruturação dos amigos, da família e a saúde. Acho que é um passo importante pra isso, buscar o seu bem-estar integral”. É preciso ter estômago forte. De que TRATAMENTO este senhor está falando? 

 A terceira grande impostura
E como é que se decidiu pôr fim à favela? Ora, premiando com emprego, salário, comida e moradia gratuitas aqueles que decidiram criá-la. Eles foram cadastrados e “convencidos” a deixar os seus barracos. Em troca, terão de trabalhar apenas quatro horas por dia na conservação de logradouros públicos, além de dedicar duas horas  a cursos de qualificação. Mas essa segunda parte não é obrigatória. Receberão, a cada dia, R$ 15 — ao fim do mês, note-se, o benefício será maior do que a maioria do que paga, per capita, o Bolsa Família: como sábados e domingos são remunerados, serão R$ 450 mensais. Ser viciado, em São Paulo e no Brasil, é moralmente superior a ser apenas pobre. Entenderam?

A coisa não para por aí. Os viciados do Bolsa Crack de Fernando Haddad terão vantagens que os beneficiários do Bolsa Família não têm: vão morar de graça em hotéis do Centro especialmente preparados para isso, e terão direito a três refeições por dia. A forma de pagamento é a “semanada”: a cada semana, o dinheiro será depositado numa conta, a ser movimentada com um cartão.

Ao todo, o beneficiário terá de dedicar apenas quatro horas do seu dia ao “programa” — que poderão ser seis caso faça o curso. Se começar, sei lá, às 9h, já estará livre às 15h. Pra quê? É uma boa pergunta. Ora, se os que decidiram criar a “favela do crack” receberam como recompensa emprego, salário, casa e comida, o que impede outros de recorrerem aos mesmos métodos para ter benefícios idênticos? Cada um deles custará R$ 1.086 à Prefeitura. O programa do governo do Estado paga, sim, para os que participam do programa Recomeço. Mas eles são obrigados a se tratar, e o pagamento é feito à comunidade terapêutica, não ao viciado.

A quarta grande impostura
O aspecto mais deletério — e eticamente asqueroso — do programa de Haddad é que os viciados não serão obrigados a se tratar. No Jornal Nacional, Luciana Temer, secretária de Assistência Social, dizia orgulhosa: “Foi absolutamente voluntário. Quem quer participar, quem não quer participar. É um grande desafio, mas é um caminho que estamos buscando”.

Isso tudo é música — macabra! — para os ouvidos do que chamo de “militantes da cultura da droga”. No Brasil e em várias partes do mundo, considera-se, no fim das contas, que consumir tais substâncias é uma questão de escolha e de direito individual. Posso até flertar com essa ideia; aceito discuti-la. O que me pergunto, então, é por que a sociedade tem de arcar com as consequências e com os custos quando, digamos, algo dá errado?

Se estamos tratando de uma escolha individual, que cada um faça a sua! Mas não pode morar no logradouro público. Não pode receber um salário por isso. Não pode comer de graça por isso. Não pode morar de graça por isso. Se, no entanto, o estado tiver de arcar com as consequências, então ele tem o direito de fazer exigências.

A quinta grande impostura
Pesquisem, conversem com especialistas. Crack não é maconha. Crack não é cocaína. Crack não é, se quiserem, cigarro, analgésico ou diazepínico, para citar drogas legais. A possibilidade de um viciado deixar a droga sem ajuda médica — e o concurso de alguns fármacos — é praticamente nula. Mais: não existe uma forma, digamos, minimamente digna de conviver com o consumo da pedra. Ela rouba a vontade, os valores, a ética, a moral, tudo.

Tenho lido bastante a respeito. Estudos empíricos, especialmente ligados à área da psicologia comportamental, indicam que a remuneração — em dinheiro mesmo — pode ter um papel importante no tratamento de um viciado. Mas atenção! Para que a tática funcione, são necessárias precondições que absolutamente não estão dadas no caso.

Terapeutas e psiquiatras têm obtido respostas positivas quando passam a remunerar viciados em troca da abstinência. Trabalha-se com a ideia da recompensa — a punição, no caso, é só a cessação do benefício. A cada vez que cumpre etapas de uma sequência de desafios — que incluirão, no seu devido tempo, a abstinência —, é remunerado por isso. Se falha, então não recebe. Mas atenção! Isso se faz em situações de absoluto controle. É preciso que o paciente seja rigorosamente acompanhado. Para começo de conversa, ele tem de estar ancorado numa estrutura familiar ou similar — uma comunidade terapêutica, por exemplo. Não pode respirar um ambiente em que a droga é dominante.

O programa de Haddad fornecerá a dependentes químicos que já romperam laços familiares e de amizade fora do mundo das drogas conforto, comida e dinheiro SEM EXIGIR DELES NADA EM TROCA. De resto, os consumidores da Cracolândia têm renda. Fazem bicos, trabalham como catadores, praticam pequenos furtos… Há pessoas que chegam a consumir mais de R$ 50 por dia em pedras. O dinheiro que Haddad vai lhes fornecer, assim, atuará como uma renda suplementar. Não há um só especialista em dependência química com um mínimo de seriedade que possa endossar isso.

A sexta grande impostura
Atentem agora para uma questão de lógica elementar. Se o programa não exige que o beneficiário faça tratamento contra dependência química, pouco importa, pois, para a Prefeitura se ele consome crack ou não, certo? Está, no fim das contas, ganhando salário, moradia e comida porque resolveu criar uma favela no logradouro público.

Estão dadas as condições para que os chamados movimentos de sem-teto comecem a reconstruir a favela dentro de alguns dias — sejam viciados ou não. Ora, se Haddad oferece benefícios sem nenhuma condicionalidade, por que não atender, então, eventuais pessoas que, não tendo teto, também não consumam drogas? O prefeito não seria perverso a ponto de exigir que as pessoas se tornem viciadas para poder receber o agrado, certo?

A sétima grande impostura
Na campanha eleitoral, o então candidato do PT prometeu um programa de fôlego contra o crack, em parceria com a presidente Dilma Rousseff. Agora vemos o que o homem tinha em mente. Não se enganem: essa história do tratamento volitivo, do “procura ajuda quem quer”, é, no fim das contas, economia de dinheiro. É EVIDENTE QUE É MUITO MAIS BARATO FINANCIAR O VÍCIO DO QUE FINANCIAR A CURA, COMO TENTA FAZER O GOVERNO DO ESTADO

Os vigaristas intelectuais no Brasil chamam a essa porcaria de “política de redução de danos”. Pesquisem. A redução de danos — embora eu não a aprove — é outra coisa. O programa da Prefeitura de São Paulo é só uma forma de financiar os viciados para poder desmontar uma favela que já havia se tornado símbolo da gestão Haddad. E que tende a voltar.

Concluindo
No projeto original, não sei se a medida será implementada, os dependentes também teriam direito a… andar de graça nos ônibus — não estou brincando. Vai ver é uma forma de tentar espalhar os viciados cidade afora, sei lá… Já houve quem sugerisse que eles tivessem prioridade em programas de moradia. A cultura de glorificação das drogas é capaz das piores bizarrices.

Não há prazo para os beneficiários deixarem os hotéis. Isso quer dizer o óbvio: não sairão nunca mais. Um tipo de programa como esse, uma vez criado, fica para sempre. E a demanda só irá aumentar. A tendência é que viciados de várias outras partes do estado e do Brasil procurem a cidade de São Paulo. A lógica é econômica. O Centro de São Paulo está para sempre condenado. Esqueçam qualquer processo de revitalização. Nunca mais acontecerá. O PT entregou, para sempre, uma área da cidade ao consumo e, por óbvio, ao tráfico de drogas.

Com um ano de gestão, Haddad já consolidou parte de sua herança maldita. Aguardem: ele ainda tem muitas outras ideias na cabeça.