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14 Feb 11:42

O Brasil baderneiro: PT, PSB e outros puxam o saco do MST um dia depois de pancadaria em Brasília

by giinternet

Por que os black blocs não botariam pra quebrar Brasil afora? Ora, o governo federal e partidos políticos da “ordem” decidiram puxar o saco do MST um dia depois de o movimento ter promovido cenas impressionantes de selvageria na Praça dos Três Poderes, ferindo 30 policiais — oito deles com gravidade.

Leio na Folha que representantes do PT, do PSB e do PDT — além dos do PSOL, conforme o esperado — compareceram nesta quinta a um “ato  político” em defesa da reforma agrária em Brasília, que marcou a abertura do 6º Congresso Nacional do MST. Sim, leitores amigos, Gilberto Carvalho, secretário-geral da Presidência também estava lá.

O MST, que fez correr o sangue dos policiais militares, acreditem, está sendo beneficiado pelo governo do Distrito Federal. O governador Agnelo Queiroz, do PT, abriga a turma gratuitamente no ginásio Nilson Nelson, além de garantir a infraestrutura do evento.

Então ficamos, assim, leitores: o MST chega a Brasília tentando invadir o Supremo Tribunal Federal e o Palácio do Planalto. Como recompensa, ganha o direito a uma reunião privada com Dilma Rousseff e é prestigiado por um ministro de estado na abertura do seu congresso. Líderes políticos correram para lá para demonstrar seu apreço por uma causa que já está morta. O que resta hoje é um aparelho que mama nas tetas do estado e recorre à violência para arrancar verba pública. Este mesmo movimento é beneficiado pelo governo do Distrito Federal que, não obstante, vê a sua polícia ser agredida com paus, pedras e porretes.

Calma! Havia mais gente. A CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil) estava presente. Como é mesmo aquela máxima do cristianismo? “Se um policial estiver cumprindo a sua função, vá lá e quebra a cabeça dele.” O quê? Esse princípio não é cristão? Eu bem que desconfiava! Também a OAB, que serviu de babá de black bloc no Rio, se fez representar. Pergunto: era uma homenagem à escandalosa ilegalidade promovida pelo MST no dia anterior e um endosso à indústria de invasões de propriedades privadas no campo, o que afronta o estado de direito, de que a Ordem dos Advogados do Brasil deveria se procuradora?

E, ora vejam, lá estava a ONG multinacional Greenpeace… A turma da paz verde não se importa em demonstrar seu apoio àqueles que promovem a guerra vermelha.

14 Feb 11:41

Lei da eutanásia infantil na Bélgica celebra a cultura da morte

by giinternet

Santo Deus! Dias estranhos estes. Tenho procurado resposta para alguns enigmas, sem sucesso até agora. É incrível como a luta em defesa dos direitos humanos convive de modo harmônico com a cultura da morte. A Bélgica decidiu tornar legal a eutanásia de crianças em qualquer idade. Leiam o que vai na VEJA.com. Volto em seguida.
*
A Bélgica aprovou nesta quinta-feira a eutanásia em crianças de qualquer idade com doenças terminais. A votação da nova lei, no Parlamento, teve 86 votos a favor, 44 contra e 12 abstenções. A lei passará a valer quando for assinada pelo rei Philippe — tornando o país o primeiro do mundo a remover qualquer limite de idade para a prática. A Holanda, por exemplo, permite que a eutanásia seja feita em crianças a partir dos 12 anos caso haja consentimento dos pais. Outros países europeus que descriminalizaram a eutanásia são Luxemburgo e Suíça.

Pesquisas de opinião sugerem que a medida tem apoio popular na Bélgica, onde a eutanásia se tornou legal em pessoas com mais de 18 anos em 2002. Líderes cristãos, muçulmanos e judeus criticaram o projeto em uma rara declaração conjunta. Para a oposição, crianças não são capazes de tomar a decisão sobre se desejam morrer. De acordo com a emissora britânica BBC, parlamentares favoráveis à lei argumentaram que a medida vai afetar um número muito pequeno de crianças, provavelmente as mais velhas.

A medida estabelece que a eutanásia poderá ser solicitada caso a criança apresente sofrimento físico e tenha uma doença terminal sem tratamento, com morte inevitável a curto prazo. A decisão sobre a eutanásia deve ser aprovada pelos pais da criança, por médicos e por um psicólogo que comprovem a capacidade de discernimento do paciente para tomar essa decisão.

Comento
É possível, sim, que a lei acabe sendo pouco, sei lá como dizer, “acionada”. A questão grave aí é de princípio mesmo. Nem tem a criança, mesmo com condições de se comunicar com clareza, discernimento o suficiente para opinar sobre algo tão… definitivo nem me parece razoável, como princípio de civilização, que outros possam definir quem continua ou não vivo, ainda que pais, médicos e psicólogos.

Tudo está preparado para a falsa polarização entre a sociedade laica e as religiões, já que cristãos judeus e muçulmanos criticaram a aprovação da lei, como se a defesa incondicional da vida fosse expressão de um dogma que interessa a hierarcas religiosos. Até onde alcanço, deveria ser um fundamento inegociável do humanismo, com ou sem Deus.

Sem Deus? Pois é… Quem precisa Dele quando os homens sabem, não é mesmo?, quem pode nascer, viver e morrer?

14 Feb 11:39

Um dos assassinos de cinegrafista confirma a existência de grupos que financiam a violência; Cardozo diz que vai investigar. Então tá!

by giinternet

Caio Silva de Souza, um dos dois rapazes que acenderam o morteiro que matou o cinegrafista Santiago Andrade, prestou depoimento à polícia no complexo penitenciário de Bangu. Ele repetiu acusações feitas por seu advogado em entrevista concedida à rádio Jovem Pan na manhã de quarta-feira: afirmou que há, sim, grupos que financiam os protestos violentos e disse acreditar que o dinheiro tenha origem nos partidos que comparecem aos atos com bandeiras — citou o PSOL, o PSTU e a FIP (Frente Independente Popular), seja lá o que isso signifique.

Nesse depoimento, mudou versão anterior e disse que quem acendeu o morteiro foi Fábio Raposo, o outro jovem que está preso. Ele próprio teria apenas segurado o artefato. Afirmou ainda que direcionou o morteiro contra os policiais — o que não condiz com a linha seguida por Jonas Tadeu Nunes, o advogado de defesa, segundo quem os dois rapazes não queriam ferir ninguém, mas apenas fazer barulho. O advogado, aliás, disse que vai pedir a nulidade do inquérito ou abandonar o caso se esse depoimento for anexado aos autos, já que foi colhido sem a sua presença. Convenham: é mesmo um erro primário da polícia. Pra quê?

Muito bem! Nesta quinta, reportagem de Gabriel Castro e Pâmela Oliveira, na VEJA.com, trouxe à luz uma planilha de pessoas que fizeram doações para uma das atividades promovidas pelos black blocs. Lá estão dois vereadores do PSOL, um delegado e até um juiz — este nega a doação, embora tenha participado de um vídeo que convocava protestos, no qual uma atriz faz a defesa aberta da violência praticada pelos black blocs. Agora que a coisa esquentou, ninguém quer dar a cara ao tapa.

Lembro o que disse na quarta-feira o advogado Jonas Tadeu na entrevista à Jovem Pan:

“Ajuda financeira para o “terrorismo social”
“Esses jovens… Esse Caio, por exemplo, é miserável. Esses jovens são aliciados por grupos. Eles recebem até uma espécie de ajuda financeira, de mesada, para participar dessas manifestações, com o intuito de terrorismo social”.

Pobre aliciados
“São jovens de preferência revoltados, que têm uma certa ideologia, pobres, são aliciados para participar das manifestações. São jovens que não têm dinheiro para comprar máscaras, não tem dinheiro para comprar fogos…”

Por trás, vereadores e deputados estaduais
“Isso cabe a vocês da imprensa [apurar]. Vocês, da imprensa, são os olhos e os ouvidos da sociedade. A prisão desse rapaz não deveria encerrar essa desgraça que houve com a família do Santiago, a desgraça que está havendo com a família desses dois jovens. Vocês deveriam investigar isso: investigar vereadores em Câmaras Municipais, investigar deputados estaduais…

Diretórios de partidos
“Sim, são agrupamentos, movimentos… Tem até diretórios [de partidos políticos], segundo informações que eu tenho… Eu não posso divulgar porque tenho que preservar vidas… É papel da imprensa, da Polícia Federal, investigar diretórios regionais de partidos, investigar esses movimentos sociais, que aliciam esses jovens, que patrocinam, que fomentam financeiramente essas manifestações.”

Cardozo promete reagir. É mesmo?
O ministro José Eduardo Cardozo, da Justiça, prometeu “investigar a fundo” o eventual financiamento da violência. É mesmo? É ver para crer. Leio na Folha uma de suas afirmações sempre muito pomposas: “Temos de investigar a fundo. Se há pessoas que financiam atos de vandalismo e prática de crimes, têm de ser punidas. Não só quem pratica, mas quem os financia, incentiva e articula tem de ser punido, não importa quem seja”.

Pois é. Já escrevi a respeito. Eu me dou o direito de duvidar. A razão é simples. Esse é o método historicamente empregado pelo PT. A relação que o partido mantém com os ditos movimentos sociais não é muito diferente disso. Nos estados e cidades em que é oposição, a legenda também incentiva a “tigrada” a partir para cima dos adversários.

Sabem o que vai acontecer? Nada! 

13 Feb 23:42

Good Engineering Managers Just "Don't Exist"

by timothy
hype7 writes "Here's a provocative article; the VP of engineering of a Sequoia-backed startup in Silicon Valley makes the case that good engineering managers aren't just hard to find — that they basically don't exist. The crux of his argument? The best engineers get all the benefits of being leaders, but without needing to take on the rather painful duties of management. So they choose not to move up. Compare this to the engineers who aren't as strong, and use the opportunity to move up as a way to get their voice heard."

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13 Feb 21:40

Caos, mortes e prisão de opositor na Venezuela, presidida por um esquerdista psicopata e aterrorizada por milícias chavistas armadas

by giinternet
Maduro: quando o psicopata não está falando com passarinhos ou enxergando a imagem de Chávez nas ruínas de Caracas, está matando pessoas

Maduro: quando o psicopata não está falando com passarinhos ou enxergando a imagem de Chávez nas ruínas de Caracas, está matando pessoas

Na VEJA.com
Vídeos postados na internet mostram flagrantes dos confrontos durante os protestos ocorridos quarta-feira na Venezuela, que terminaram com três mortos e vários feridos. Duas mortes foram registradas na capital e uma em Chacao, município na grande Caracas. Segundo o jornal El Universal, as duas vítimas em Caracas foram atingidas por disparos feitos por integrantes de milícias paramilitares e funcionários do Serviço de Inteligência Bolivariana (Sebin). Mas o governo não tardou em responsabilizar a oposição pelos confrontos e um tribunal de Caracas ordenou a prisão do líder opositor Leopoldo López.

A juíza Ralenys Tovar Guillén aceitou um pedido do Ministério Público para deter o coordenador do partido Vontade Popular e ex-prefeito de Chacao e ordenou que o Sebin cumpra mandatos de busca e apreensão em sua residência. A determinação judicial alega que López é procurado por “uma série de crimes que vão de conspiração, incitação ao crime, intimidação pública, atear fogo em edifício público, dano ao patrimônio público, lesões graves, assassinato e terrorismo”.

Tentando conter os conflitos, a deputada opositora María Corina Machado, o prefeito de Caracas, Antonio Ledezma, e o próprio Lopez deram uma entrevista coletiva na noite de quarta-feira rechaçando os ataques. Em Caracas, as duas pessoas que morreram foram identificadas como Bassil Alejandro Dacosta, estudante de 24 anos atingido por um tiro na cabeça, e Juan Montoya, membro de uma milícia paramilitar que também fazia parte do corpo policial de Caracas. Ele estava à paisana e foi atingido por dois tiros, um na cabeça e outro no peito. Roberto Redman, de 31 anos, também morreu baleado na cabeça em Chacao.

VÍDEO DO MOMENTO EM QUE O ESTUDANTE BASSIL ALEJANDRO LEVA UM TIRO NA CABEÇA, AOS 35s, NA ESQUINA

CORPO DE BASSIL SENDO CARREGADO

López convocou seus partidários para irem às ruas, e disse que o governo planejou os ataques com seus grupos paramilitares para tentar desacreditar um movimento pacífico. “O governo está jogando a cartada da violência, e não é a primeira vez”, disse. “Eles estão colocando a culpa em mim sem provas. Sou inocente. Tenho a consciência limpa, porque pedimos paz”, acrescentou, ressaltando que as manifestações serão mantidas. “Não vamos recuar, e não podemos recuar, porque se trata do futuro, dos nossos filhos, de milhões de pessoas”.

Transmissão interrompida
A televisão venezuelana não transmitiu ao vivo as imagens dos protestos de quarta-feira, em um claro indício de autocensura, apontou o jornal espanhol El País. Apenas o canal internacional NTN24 transmitia as imagens ao vivo de Caracas. Antes das quatro da tarde, William Castillo, presidente da Comissão Nacional de Telecomunicações, órgão regulador do setor, pediu por meio do Twitter, que os canais internacionais “respeitassem o povo venezuelano”. “Promover a violência e o desconhecimento das autoridades é um delito”. A mensagem foi uma advertência para o que ocorreria a seguir: a transmissão do NTN24 pelo YouTube foi bloqueada pelo governo.

Em uma declaração de repúdio, o diretor para as Américas da ONG Human Rights Watch, José Miguel Vivancos, classificou a ação ordenada pela Conatel de “mais um abuso”. “É um ato de censura inquestionável por parte do governo da Venezuela a sanção que sofre o NTN24. É um ato de censura que, felizmente, não é a prática dos governos democráticos da região, que não recorrem a esse mecanismo quando enfrentam protestos sociais”, disse, em declarações reproduzidas pelo jornal El Nacional.

Velho discurso
Na troca de acusações, o presidente Nicolás Maduro, em um pronunciamento transmitido por cadeia de rádio e televisão, voltou a falar que um “golpe de Estado em curso” e a bradar que “a revolução bolivariana vai triunfar”. O presidente disse ter dado “instruções muito claras às forças de segurança” e ameaçou prender os manifestantes. “Quem sair para tentar exercer violência sem permissão para mobilização será detido”.

Como o chefe da Assembleia Nacional, o chavista Diosdado Cabello, também fez, Maduro culpou “grupúsculos fascistas” de terem se infiltrado no protesto. “Querem derrubar o governo pela violência”, disse Maduro na TV estatal. Mais de vinte pessoas ficaram feridas, 25 foram presas, quatro veículos da polícia foram queimados e alguns órgãos públicos foram atacados.

Sob o lema “a saída” – pedindo a renúncia de Maduro do cargo –, civis, estudantes e grupos radicais da oposição vêm promovendo pequenos protestos em todo o país nas últimas duas semanas, queixando-se da criminalidade, da corrupção e do aumento do custo de vida. Os protestos expõem divergências dentro da oposição, já que alguns líderes defendem uma posição mais moderada, e argumentam que as manifestações, quando se tornam violentas, acabam dando espaço para a tese governamental de que os oposicionistas são “sabotadores”.

13 Feb 20:25

A Strategy For Attaining Cuban Internet Connectivity

by timothy
lpress writes "In the mid 1990s, there was debate within the Cuban government about the Internet. A combination of pressure from the U.S. trade embargo, the financial crisis brought on by the collapse of the Soviet Union and fear of free expression led to a decision to limit Internet access. This has left Cuba with sparse, antiquated domestic infrastructure today. Could the government improve the situation if they decided to do so? They don't have sufficient funds to build out modern infrastructure and foreign investment through privatization of telecommunication would be difficult to obtain. Furthermore, that strategy has not benefited the people in other developing nations. A decentralized strategy using a large number of satellite links could quickly bootstrap the Cuban Internet. Decentralized funding and control of infrastructure has been an effective transitional strategy in other cases, for example, with the NSFNET in the U.S. or the Grameen Phone ladies in Bangladesh. This proposal would face political roadblocks in both the US and Cuba; however, change is being considered in the U.S. and the Castro government has been experimenting with small business and they have begun allowing communication agents to sell telephone and Internet time. It might just work — as saying goes "Be realistic. Demand the impossible.""

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13 Feb 20:24

Psolistas, delegado e juiz não surpreendem ninguém ao aparecer na lista de doadores dos black blocs

by giinternet
Delegado Zaccone: fanático da legalização das drogas doa dinheiro aos black blocs

Delegado Zaccone: fanático da legalização das drogas doa dinheiro aos black blocs

Pois é… Apareceu a lista de patriotas que colaboram com os black blocs. Lá estão os vereadores Jefferson Moura e Renato Cinco, ambos do PSOL. Mas não só. Há também um delegado, o sr. Orlando Zaccone, uma figura conhecida deste blog. Já chego a ele. Não só: na lista também está um juiz de direito, de quem já se ouviu falar aqui: João Damasceno — que nega a contribuição. A VEJA.com teve acesso à planilha de contabilidade de um dos eventos patrocinados pelos black blocs — este, excepcionalmente, não teve pancadaria. Adivinhem quem aparece tanto arrecadando a grana junto aos doadores como gastando o dinheiro… Elisa de Quadros, a buliçosa “Sininho”. Doar dinheiro para quem quer que seja é ilegal? Em si, não! Depende do que se vai fazer com ele. E a gente sabe o que fazem os black blocs.

A revelação da lista de doadores para a realização de um dos eventos reforça a denúncia feita pelo advogado Jonas Tadeu, que defende os assassinos do cinegrafista Santiago Andrade. Em entrevista à rádio Jovem Pan na manhã desta quarta, ele afirmou que políticos e partidos estavam dando mesadas a manifestantes. Também põe numa nova perspectiva a afirmação de Tadeu de que Sininho o procurou, em nome do deputado Marcelo Freixo (PSOL-RJ), oferecendo criminalistas para defender os homens que mataram Santiago.

A parceria política entre PSOL e black blocs não é exatamente uma novidade. Os dois grupos atuaram juntos na estúpida greve dos professores do Rio. O sindicato chegou a publicar uma nota em que assumia a parceria. Agora, vemos políticos do partido dando dinheiro para os mascarados. Freixo ainda tentou ameaçar a imprensa com Justiça para ver se ela mudava de assunto. Não adiantou.

Zaccone estar nessa lista não me surpreende. Este delegado de polícia tem realmente um juízo muito singular sobre o mundo. No começo de maio, ele participou em Brasília de um seminário (leia post a respeito) em defesa da descriminação das drogas, financiado pelo governo Dilma, em que deu a seguinte declaração: “Nós conseguimos avançar no debate no que diz respeito ao consumo de drogas, a descriminalização da conduta do usuário (…) E eu não tenho, como policial, outra maneira de observar esse fenômeno sem ser, né?, atuando em favor, né?, da legalização da produção, do comércio e do consumo de todas as drogas”. Você entenderam. Ele disse que, como delegado, atua em favor da legalização da produção, do comércio e do consumo. Atenção! Nem a Holanda, que tem a legislação mais tolerante do mundo com os entorpecentes, aceita a legalização da produção e do comércio. Parece-me razoável que apareça doando dinheiro aos black blocs.

Outra figura conhecida deste blog é o juiz João Damasceno. Escrevi um post sobre ele no dia 30 de outubro. Ele parece num vídeo, ao lado de algumas estrelas da TV Globo, convocando a população do Rio para um protesto. No vídeo em questão, uma atriz, que não pertence ao elenco global, defende abertamente a tática black bloc. Disse ela em defesa dos vândalos: “E eu também acho que tem de parar para pensar o que é que está sendo destruído. São casas de pessoas? Não! São lugares simbólicos”.

Juiz Damasceno: em vídeo que defende abertamente o quebra-quebra dos black blocs

Juiz Damasceno: em vídeo que defende abertamente o quebra-quebra dos black blocs

Damasceno, que pertence ao Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, é membro de uma associação esquerdista chamada “Juízes para a democracia”, uma entidade que, certa feita, publicou uma nota em defesa de pessoas que invadiram e depredaram a Reitoria no USP. No texto, a tal associação diz que algumas pessoas estão, sim, acima da lei. Quais pessoas? Os militantes de esquerda!

Eis aí. Em sociedade, não existe nem combustão nem geração espontânea. Atos, causas, eventos são sempre motivados. Na democracia, qualquer atividade que tenha custo sempre é financiada. A questão é saber o que se está financiando: o aperfeiçoamento da democracia ou o terror.

13 Feb 19:35

Vereadores do PSOL, delegado e juiz aparecem em lista de doadores dos Black Blocs. Todos de esquerda, é claro!

by giinternet

Por Gabriel Castro e Pâmela Oliveira. Volto depois. E como!
Uma planilha obtida pelo site de VEJA revela, pela primeira vez, nomes de políticos e autoridades do Rio de Janeiro que doaram dinheiro ao grupo Black Bloc, responsável por protagonizar cenas de depredação e vandalismo em manifestações pelo país. A lista cita dois vereadores do PSOL, um delegado de polícia e um juiz. O repasse de dinheiro por políticos e autoridades não configura ilegalidade. Porém, as doações são um caminho para identificar o elo entre políticos e os mascarados que aparecem na linha de frente quando os protestos degeneram em tumulto e confusão. Um dos mais recentes chegou ao extremo de provocar a morte do cinegrafista Santiago Andrade.

A contabilidade da planilha a que VEJA.com teve acesso se refere a um ato realizado pelo grupo no dia 24 de dezembro, batizado “Mais amor, menos capital”. A manifestação – convocada como um ato cultural – não terminou em vandalismo, como outras organizadas pelo mesmo grupo. Mas a lista de doadores sugere ligações entre autoridades e militantes. A tabela foi repassada por Elisa Quadros, conhecida como Sininho, em um grupo fechado do Facebook.  Neste documento, aparecem os nomes dos vereadores Jefferson Moura (PSOL) e Renato Cinco (PSOL), apontados como doadores de 400 reais e 300 reais, respectivamente. O juiz João Damasceno aparece como doador de 100 reais, e o delegado Orlando Zaccone, de 200 reais.

financiadores black blocs

financiadores black blocs 2

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Damasceno é um antigo apoiador das manifestações de rua. Ele chegou a gravar um vídeo em apoio aos protestos, apesar da violência causada pelo grupo que se veste de preto e promove depredações. O delegado Orlando Zaccone tem um perfil pouco convencional para delegados, e é conhecido crítico da atuação da própria polícia. Na planilha, além de Sininho, outros nomes aparecem como arrecadadores: Paula, Rosi, Julinho e Pâmela. Também há menções de colaborações do grupo cracker Anonymous, que divulga manifestações na internet e invade sites. Quando a menções a doações de vereadores começaram a surgir nas redes sociais, Sininho se irritou. “Eles deram dinheiro, sim, e não foi nenhum segredo, teve reuniões e isso foi discutido e questionado”, escreveu ela. “Eles doaram como civis e não políticos.”

 Mais um detalhe: a discussão ocorreu na página do Facebook chamada de “Censura Negada”. Um dos administradores das postagens é identificado no mundo virtual como Dik ou Dikvigari Vignole. O nome dele no mundo real: Caio de Silva de Souza. É o jovem que disparou o rojão que matou o cinegrafista Santiago Andrade.

Respostas
A assessoria de Jefferson Moura admitiu que a doação mencionada na planilha partiu de funcionários do gabinete do parlamentar – e que o vereador já estava de recesso quando os militantes pediram as doações. Mas informou que o parlamentar provavelmente doaria o dinheiro se estivesse presente.

O delegado Zaccone confirmou ao site de VEJA ter doado 200 reais. Ele disse ter recebido um telefonema de Sininho, até então uma desconhecida para ele, propondo que participasse de um debate no evento “Ceia dos Excluídos”, em 23 de dezembro do ano passado. Como delegado de polícia, ele deveria apresentar sua visão sobre direito de manifestação, Copa do Mundo e cerceamento de liberdade. Segundo ele, advogados e representantes de movimentos sociais integravam o grupo. “Achei interessante falar na Cinelândia. Já dei palestras em universidades e me interesso pelo tema”, disse.

“Fiz a doação para um evento cultural e vi para o que estava doando. Quando a Sininho ligou, explicou que estava buscando aproximação com instituições e pessoas que não visse o movimento com olhar criminalizante. A doação foi para o ‘Ocupa Câmara’, não foi para o Black Bloc. Não tenho nada a omitir em relação a isso. A Constituição garante o direito de se fazer tudo que não é proibido em lei. E, no Brasil não é proibido fazer doação para evento com distribuição de alimento”, afirmou. “Sou policial. Como vou financiar ou contribuir com pessoas que entram em conflito com policiais?”, disse.

O juiz Damasceno negou ter contribuído financeiramente “para qualquer manifestação ou entidade da sociedade civil que as convoque”. A assessoria do vereador Renato Cinco informou que está fora do Rio e não foi localizado.

13 Feb 11:28

"Cidadãos de bem", por que não?

by Norma
Há alguns anos, tomei um susto quando ouvi, de um crente, críticas indignadas a um autor também crente pelo uso da expressão "cidadãos de bem". Nunca tinha percebido as pesadas implicações dessa crítica, até agora, quando a vejo empunhada aqui e ali, em artigos e até no Facebook, contra Rachel Sheherazade, por causa de seu desabafo sobre o menor que foi preso a um poste por um grupo de justiceiros.

Antes de mais nada, deixo claro que abomino a vingança pelas próprias mãos. A Bíblia o proíbe (Rm 12.9) e, em caso de crime, ordena que o Estado puna os criminosos (Rm 13.3-4), como expliquei aqui. Creio que Sheherazade também pensa assim, embora, em sua indignação, tenha se expressado de modo a dar espaço para as distorções desonestas. (Minhas opiniões sobre sua recente declaração podem ser resumidas nesse artigo de Reinaldo Azevedo.)

Trago um exemplo flagrante dessas distorções, vindo de nossos arraiais evangélicos. Em um artigo na internet, publicado em site mais que suspeito (palanque para teólogos liberais!), Sheherazade é comparada a Hitler e Stálin por adotar um discurso de "legitimação da eliminação do outro" que pretende "legitimar toda ação que escapa às fronteiras da justiça institucional". Para seu autor, "cidadão de bem" é "um construto, um instrumento que serve para para identificar, e principalmente selecionar, quem deverá ficar de fora do arco simbólico da ética". Em seguida, sem maiores explicações, passa a referências ao antissemitismo na Alemanha nazista e às condenações injustas citadas por Alexander Soljenítsin em O arquipélago Gulag.

São alhos com bugalhos! A ideia subentendida é de que Sheherazade adotou o mesmo discurso separatista usado nos regimes totalitários. A pequena diferença é que, no caso do menor, os crimes eram reais (o que não significa apoio ao justiçamento, repito!). O totalitarismo é uma máquina de invenção de crimes, uma realidade paralela que se impõe forjando passado, presente e futuro, para que seja mau aquilo que o governo chamar de mau. A discriminação dos bodes expiatórios, nesses regimes, obedece à lógica dos amigos e dos inimigos dos governantes, não à lógica da lei. E nosso país, depois de doze anos de petistas no poder, tem sido posto sob a primeira lógica - esta sim, totalitária e geradora de violências, sobre a qual o articulista nada fala.

Não me consta que Sheherazade tenha defendido justiçamentos, mas sim apontado para o fato de que eles são uma consequência direta da impunidade no Brasil. E quem pode punir os criminosos? Releia sua Bíblia: o Estado. A população do Rio de Janeiro já não aguenta mais ver a cara dos mesmos ladrões, dia após dia, assaltando as mesmas pessoas nas mesmas ruas em um ciclo de prende-e-solta sem fim. Entre os moradores, eles chegam a ser conhecidos pelo nome! E ninguém faz nada. Menores no Brasil são inimputáveis; os marginais maiores podem usá-los à vontade para o tráfico de drogas e demais crimes. Isso é injusto. O governo brasileiro deveria ter previsto que sua passividade (seria intencional?) um dia explodiria no retorno dos grupos de justiceiros - algo que só temos a lamentar.

Rachel se explicou melhor aqui, mas, para quem já percebeu a cruel ideologização do debate sobre a violência, nem precisava. O problema é que, acostumados com uma cultura de justificação do banditismo, os que sempre associam o criminoso ao "oprimido" acabam se voltando contra a mensageira, não contra a mensagem. Com isso, desviam a atenção dos reais responsáveis e transferem a culpa da violência para questões de linguagem: aqueles malditos conservadores que acreditam nos "cidadãos de bem"!

Alguns - cristãos incluídos - ficaram chocados com a frase da jornalista: "Está com pena? Leva o bandido para casa." Não gosto dessa formulação, de fato; mas, se queremos ser honestos, a fala deve ser entendida no contexto bem brasileiro da glamourização dos criminosos - que raramente recebe críticas indignadas, mas que, em um exame atento, é o corrosivo a esgarçar o tecido social há décadas em nosso país. Eis a razão de tanto ódio contra Sheherazade - seu apontar implacável, em cadeia nacional, para o que Olavo de Carvalho já tinha detectado em um de seus melhores artigos. Veja o que está por trás dessa pudica aversão ao "cidadão de bem":

Humanizar a imagem do delinqüente, deformar, caricaturar até os limites do grotesco e da animalidade o cidadão de classe média e alta, ou mesmo o homem pobre quando religioso e cumpridor dos seus deveres — que neste caso aparece como conformista desprezível e virtual traidor da classe —, eis o mandamento que uma parcela significativa dos nossos artistas tem seguido fielmente, e a que um exército de sociólogos, psicólogos e cientistas políticos dá discretamente, na retaguarda, um simulacro de respaldo "científico". (...) Por enquanto, se queremos ver o nosso Rio livre do flagelo do banditismo, a primeira coisa a fazer é não dar ouvidos àqueles que, por terem colaborado ativamente para a disseminação desse mal, por mostrarem em seguida uma total incapacidade de arrepender-se de seu erro, e finalmente por terem o descaramento de ainda pretender posar de conselheiros e salvadores, perderam qualquer vestígio de autoridade e puseram à mostra a sua lamentável feiúra moral.

Quando transportada para terreno cristão, a corrosiva semente marxista gera frutos vergonhosos. Contrapondo-se à frase de Sheherazade, um pastor no Facebook declarou: "Quando estava na cruz, Cristo decidiu levar um bandido para casa." Ele só esqueceu de acrescentar que se tratava de um bandido arrependido, ou seja, de um ex-bandido, um irmão. Já fiz parte de uma igreja em que havia um ex-traficante. Vi conversão sincera em seus olhos e em um culto, uma vez, eu o abracei e lhe disse que meus pecados não eram menos graves que os dele. Isso está corretíssimo do ponto de vista teológico, mas não pode ser aplicado à esfera jurídica - se não, teríamos o caos, o fim da civilização.

A argumentação do acadêmico e do pastor seduz um bom número de cristãos justamente por causa desse "transbordamento" da esfera teológica para a esfera jurídica - e chego a crer que o apóstolo Paulo, na carta aos romanos, estava justamente tentando prevenir que os primeiros cristãos de Roma confundissem o perdão dos pecados com ausência de punição de crimes. Hoje, quase dois mil anos depois, cristãos contemporâneos - muitas vezes sem se dar conta - se escoram na cultura do politicamente correto, descendente do marxismo, para emitir ideias que desprezam a Bíblia, a tradição cristã e a sensatez. Esses crentes confusos se perguntam: ora, se todos são pecadores, como falar em "cidadãos de bem"? Simples: "cidadãos de bem" são os que não praticam crimes, não os que não cometem pecado. Todo mundo quebra a lei divina, mas nem todo mundo quebra leis humanas. São esferas diferentes, e a Bíblia prevê isso (leia Romanos de novo!). O perdão divino não anula a responsabilidade humana de punição ou reparação. Da mesma forma, o cidadão mais correto do mundo perante as leis humanas continua a ser um pecador abominável perante Deus, caso não se arrependa e não creia em Cristo. Contra todos os pecados, perdão de Deus e perdão entre seus filhos, mútuo; contra todos os crimes, punição estatal diante dos homens.

Anular a distinção entre esfera jurídica e esfera teológica tem sido a armadilha perfeita em que caem alguns cristãos que ainda precisam formar uma cosmovisão adequada. Pecador não deve ser confundido com criminoso. Agora, há um aspecto muito perverso na invenção da armadilha. Os adoradores da religião marxista não querem a divisão do mundo entre criminosos e não-criminosos. Essa divisão não só é vital para o Direito, para a Justiça, para a Lei, limites que todo revolucionário odeia; mas, acima de tudo, compete com outra, aquela pela qual eles juram: opressores e oprimidos. Na religião politicamente correta, essas são as categorias pelas quais se deve compreender o mundo e escolher seu "lado". Eis o quadro:

OPRESSORES são sempre a classe alta, o empresariado, a classe média, o branco, o heterossexual, o homem, a polícia.

OPRIMIDOS são sempre as classes baixas, o pobre, o empregado, o negro, o gay, a mulher, o bandido.

Se algum representante desses grupos está em desavença contra o outro, simples: o vitorioso deve pertencer sempre ao rol dos "oprimidos". Assim fica fácil fazer justiça, não é?

Esquerdistas muitas vezes têm um discurso empolado, cheio de palavras eruditas, mas o invólucro tortuoso apenas oculta esse simplismo imoral que embasa seus posicionamentos. Um simplismo que ativa reações previsíveis de empatia pelos oprimidos e ódio pelos opressores - não importa se, em cada caso em questão, as posições estejam invertidas: se é um negro a despejar preconceitos sobre um branco; se é um funcionário mentindo contra a empresa perante o juiz; se é um grupo de "terroristas sociais" vandalizando nas ruas até causar a morte de um inocente. Todos se erguem vociferosos contra a surra do menor (bandido oprimido), mas se calam diante da morte do jornalista Santiago (mídia opressora). Os valor da vida é medido e avaliado segundo o pertencer a uma "classe". Pessoas se tornam símbolos (explico isso melhor em meu livro A mente de Cristo). O levante dos Black Blocs - antiburguês, antissistema, antitudo enfim - parece desculpar qualquer eventual violência. Quem sente ou pensa assim é cúmplice da morte de Santiago, como bem mostram Reinaldo Azevedo e Solano Portela.

A Bíblia é clara: Romanos 3.23 ("todos pecaram e carecem da glória de Deus") e Romanos 13.3-4 ("os governantes não devem ser temidos, a não ser pelos que praticam o mal") são versículos que não se anulam. No primeiro, pecado é tudo o que atenta contra a lei de Deus; no segundo, "praticar o mal" é cometer crimes que precisam ser punidos pelo Estado. Isso é beabá de teologia. Só quem está contaminado pelo vírus politicamente correto é que não percebe a confusão.

Se você, cristão, não tem bradado por justiça, comece desde já; é seu dever tanto denunciar a interdição do debate quanto promovê-lo - sobre isso, leia esse artigo excelente de Franklin Ferreira, publicado na revista Teologia Brasileira. E atenção: você pode usar a expressão "cidadão de bem" para significar "pessoa que não comete crimes", desde que não atribua a isso uma conotação de pureza espiritual. Por outro lado, não pode confundir a percepção cristã de que todos somos pecadores com a imoralidade ideológica que nivela a todos em relação à lei humana, paralisando o uso da força punitiva e promovendo impunidade. Pregue o Evangelho para o bandido, mas não adote ideias que justifiquem seus crimes - algo que, no final, corromperá a própria pregação do Evangelho.
13 Feb 11:15

Se Dilma aplaude o terrorismo “red bloc” do MST, por que acha que pode combater o dos black blocs?

by giinternet
Dilma diz querer combater os black blocs, mas vai levar os red blocs para o Palácio (Foto: pedro Ladeira/Folhapress)

Dilma diz querer combater os black blocs, mas vai levar os red blocs para o Palácio (Foto: pedro Ladeira/Folhapress)

Raramente vivemos uma jornada tão interessante em tão pouco tempo como nesta quarta-feira. O dia raiou com a notícia da prisão de Caio Silva de Souza, que, em companhia de Fábio Raposo, matou o cinegrafista Santiago Andrade. Passava um pouco das oito da manhã quando, em entrevista ao vivo, concedida à rádio Jovem Pan — eu estava entre os entrevistadores — o advogado Jonas Tadeu Nunes revelou que grupos e partidos políticos financiam alguns desses que estão nas ruas promovendo a desordem; financiam, em suma, o que ele chamou de “terrorismo social”.

Poucas horas depois, militantes do MST promoveram um badernaço em Brasília; tentaram invadir o Supremo Tribunal Federal, que teve de suspender a sessão; derrubaram grades de proteção em frente ao Palácio do Planalto; entraram em confronto com policiais militares do Distrito Federal com uma violência até então desconhecida em manifestações assim e feriram 30 policiais, oito deles com gravidade.

Ao mesmo tempo, no Senado, esquentava o debate sobre o Projeto de Lei nº 499 que passa a definir o crime de terrorismo. Nossa Constituição considera esse crime inafiançável e não passível de graça ou anistia, mas não existe uma lei para punir ações terroristas, o que é um absurdo.

A íntegra do texto está aqui. A proposta pune com até 30 anos de cadeia quem infunde terror na população ou ameaça a segurança coletiva, atentando contra serviços essências, como transporte público ou obras de infraestrutura. Como já lembrei aqui, por que o país não tem até hoje uma lei como essa, vigente nas melhores e mais tolerantes democracias do mundo?

Porque as esquerdas, e o PT em particular, nunca permitiram. Sempre temeram que uma lei com essas características acabasse tolhendo o arbítrio e a truculência de aliados seus, como o MST por exemplo. E não deu outra: os petistas não querem aprovar o texto como está; eles exigem que os ditos movimentos sociais sejam excluídos do risco de punição. Vocês entenderam direito: os companheiros aceitam, sim, ter uma lei antiterror, mas só se ela não alcançar os que se chamam a si mesmos de “movimentos sociais”.

Ora, um desses grupos ligados ao PT é justamente o MST, o dito Movimento dos Sem-Terra, que invadiu Brasília nesta quarta-feira. Por onde passaram, os ditos sem-terra promoveram o caos, a desordem. Argumentaram com paus, pedras, porretes. O sangue correu na Praça dos Três Poderes, especialmente o dos policiais militares.

E o que fez o ministro Gilberto Carvalho, secretário-geral da Presidência e homem encarregado de conversar com os movimentos sociais? Desceu para dialogar com os baderneiros. Pior: a presidente Dilma Rousseff prometeu receber as lideranças nesta quinta-feira.

Atenção, leitores! Três dias depois da morte de Santiago Andrade em razão da ação violenta de supostos manifestantes, a presidente decide levar para o Palácio interlocutores que não recorrem a substantivos, mas a paus; que não empregam adjetivos, mas pedras; que não formulam frases, mas usam porretes.

É verdade! Se o país tivesse uma lei antiterror, é bem possível que a ação do MST desta quarta pudesse ser assim caracterizada. Mas pensemos um pouco: se os movimentos sociais ficam livres para ameaçar a segurança coletiva, como, então, punir estes que se dizem black blocs? É patético: um dia depois de o governo federal prometer combater com severidade a violência nas ruas, Dilma aceita receber baderneiros em palácio, que se impõem na base da porrada. Se o governo aplaude o “Red blocs”, os terroristas de vermelho do MST, como é que vai combater  os black blocs, os terroristas de preto?

Ao fazê-lo, Dilma leva o terrorismo para dentro do Palácio.

Para encerrar
Já começou a gritaria dos “amigos do povo” contra a lei que pune o terrorismo. Por alguma razão, acham que ela pode tolher a liberdade. É mesmo? Eu queria saber o que há de libertário na ação de vagabundos que incendeiam ônibus, que depredam prédios públicos ou que põem em risco a segurança de milhares de pessoas infundindo terror em áreas públicas, como estações de metrô, por exemplo.

É grande o risco de a lei antiterror no Brasil valer para quem, por exemplo, se armar para defender a sua propriedade, mas não para quem se armar para invadi-la. Fiquem atentos.

13 Feb 11:15

O PT e a sua legião de Sininhos empenhadas em criar a Terra do Nunca. Ou: Governo vai tentar ignorar denúncia de que baderneiros são financiados

by giinternet

Sininho de Vermelho

Há certas coisas que são de uma obviedade que chegam quase a dar preguiça — embora sejam, sim, importantes porque podem estar na raiz de alguns dos males brasileiros. Infelizmente, e torço para estar errado, eu não aposto R$ 0,10 — R$ 1 milhão muito menos, até porque não tenho isso tudo, hehe… — que haverá empenho do governo federal para chegar a fundo na origem do financiamento da baderna de rua. A denúncia de Jonas Tadeu, advogado dos assassinos do cinegrafista Santiago Andrade, é muito séria. Ele acusa políticos, partidos e grupos de financiar o que chamou de “terrorismo social”.

Que há militância organizada na rua, isso é inequívoco. Olhem Elisa de Quadros, a tal Sininho. Percebe-se de longe o cheiro da militante profissional. Não se conhece a sua ocupação, embora tenha dois endereços no Rio e dois RGs. Vive de quê? De onde tira o dim-dim que paga o feijão? Atenção, leitores! Nos regimes democráticos, alguém sempre está financiando alguma causa. É parte do jogo. A questão é saber se esse financiamento se dá nos limites da legalidade ou não; a questão é saber se a causa patrocinada civiliza ou embrutece; contribui para uma sociedade mais democrática e tolerante ou promove a violência, o caos e a morte.

Embora essas confusões de rua sejam um incômodo para o PT e possam criar severas dificuldades para a presidente Dilma durante a Copa do Mundo, o partido vai querer passar longe da questão; vai dar um jeito de olhar para o outro lado. Infelizmente, não vejo a Polícia Federal empenhada em ir a fundo no tema. A razão é simples: OS PETISTAS FAZEM A MESMA COISA. ESSE É O SEU MÉTODO DE AÇÃO. É PRÁTICA CORRENTE NO PT FINANCIAR OS DITOS MOVIMENTOS SOCIAIS.

Querem exemplos? Na eleição de 2012 para a Prefeitura, apareceu um troço chamado “Existe Amor em São Paulo”. Parecia espontâneo, coisa da sociedade. Descobriu-se depois que era uma criação do comitê de campanha de Fernando Haddad. A turma ganhou até cargo na Prefeitura. O Movimento Passe Livre, que promoveu as primeiras badernas na cidade, em junho, sempre operou em parceria com os petistas. O MST, que botou pra quebrar em Brasília, é parceiro histórico do PT.

O partido não quer discutir o financiamento ilegal de movimentos de protesto porque isso levantaria óbvias suspeitas sobre a sua própria maneira de se organizar e sobre a sua própria conduta. Os movimentos de sem-teto que infernizam São Paulo nasceram no petismo e têm sólidos vínculos com a legenda até hoje. E é evidente que as outras organizações partidárias sabem disso.

Pensemos um pouquinho: quando o PT aparelha um sindicato e passa a submeter uma categoria profissional à agenda do partido e às suas necessidades, estará fazendo algo muito diferente do que fazem os que financiam estes que saem quebrando tudo por aí? O crime, evidentemente, é menos grave — mas a ação é igualmente ilegal. Afinal, um sindicato deve pensar primeiro nos interesses dos seus filiados.

Quando os petistas usam dinheiro público, da administração direta e das estatais, para financiar páginas na Internet que se dedicam à pistolagem política contra a oposição e contra a imprensa livre, estarão atuando de modo muito diverso dos que “contratam” a mão de obra de baderneiros? Talvez seja até um pouco mais grave porque usam dinheiro público.

O advogado Jonas Tadeu botou o dedo numa ferida importante. Ainda que corra riscos em razão de movimentos que saem do seu controle, o PT não vai querer fazer esse debate. Ao contrário: vai é fugir dele porque, se a legenda X ou Y têm uma Sininho, a Fadinha que acompanha Peter Pan, o petismo tem umas 500, todas elas empenhadas em criar a Terra do Nunca.

 

13 Feb 11:15

Jews and the Persecution of Christians

by Tom Wilson

In a  recent interview regarding America, Israel, and the wider Middle East, Malcolm Hoenlein, the long-serving head of the Conference of Presidents of Major American Jewish Organizations, spoke out unequivocally against the persecution of Christians around the world and the West’s shameful acquiescence in the face of these horrible crimes. Holding what is arguably the most senior leadership position within American Jewry, for Hoenlein to have spoken out in this way is a welcomed move on a much-neglected subject.

Given the Jewish experience of persecution it is right and important that Jews should lend their voice to a coalition calling for action to protect Christian minorities in those places where they face attack. This is particularly pertinent when it comes to the Middle East, once home to countless thriving Jewish communities, only for them to have been decimated in the mid-twentieth century. With the rise of hardline Islam and growing turmoil in many of these countries, Christians risk sharing a similar fate.

During the course of his interview with the Times of Israel, Hoenlein touched on a wide range of foreign policy subjects raising the matter of anti-Christian persecution during discussions of human rights in Iran. In Iran, Hoenlein protested, “a Christian who is accused of proselytizing, which, in most cases, just means practicing their religion, will be hung—and they hang them from cranes!”

Hoenlein’s remarks in the course of the interview suggest that this was not simply another exercise in hand-wringing over atrocities in far off parts of the world. Rather, it appears that the chairman was making a heartfelt call for action by declaring:

The White House—the whole Western community—ought to be taking action, as we would against any country that engages in this kind of action. Look, overall the West is muted in their response to the killings of Christians by the thousands, from Indonesia to Nigeria to Tehran to Damascus. Where is the outcry? Christians and Copts [are being killed] in Egypt, other countries—and hardly any response to it.

When Hoenlein was pressed on precisely what kind of action he is expecting he firmly insisted that “It has to be an outcry, and sanctions, and there can be all sorts of actions taken to demand that this be reversed. Where are the [United Nations] Security Council resolutions? Why aren’t the condemnations coming from them? Even if it’s just a message to them that people care.”

If trends continue in their current direction then the ancient Christian communities of Iraq and Syria will soon be entirely extinguished. A century ago, Christians constituted 20 percent of the population of the Middle East; today, that number stands at just 4 percent. The monitoring group Open Doors found that the murder of Christians around the world doubled last year with 1,213 such killings in Syria alone, while in recent years bombings and shootings at churches in Iraq and Egypt have become ever more prevalent.

Malcolm Hoenlein specifically addressed why it is that the U.S. and Europe have been relatively muted on this subject, and why these events must particularly concern Jews: “This really requires a concerted response. It cannot be tolerated. And, frankly, the Jews seem to be the ones most outraged by it. . . . It’s shades of the past that a world that is indifferent to such brutal actions becomes indifferent to anybody’s suffering.”

No doubt it is in part that past which has made Jews perceptively sensitive to recognizing when the predicament a minority group is moving into dangerous territory. Of course, the deep Jewish interest regarding events in the Middle East also contributes to this concern with trends in that part of the world. As early as 1976, the Jewish scholar Bernard Lewis, in his uncannily predictive essay “The Return of Islam,” sounds the alarm about the future of the Arab world’s Christian minority.

There are, however, far more profound reasons for why Jews and Christians should care about one another’s fate. Speaking at the First Things’ annual Erasmus lecture in October, former chief rabbi Jonathan Sacks explained this point eloquently. Having highlighted the plight of Jews facing rising anti-Semitism in Europe, Rabbi Sacks moved to the matter of the assault on Christians throughout the world. Sacks forcefully declared:

This is the crime against humanity of our time. It is the religious equivalent of ethnic cleansing. It is deliberate, it is brutal, and it is systematic. And I, as a Jew, want to say that I stand solidly with Christians throughout the world in protest against this crime. And I am appalled that the world is silent.

The wider point that Sacks went on to make, is that it is not simply the case that there is a Jewish minority facing intimidation in Europe and a Christian minority in the Middle East facing violent persecution, but that in a kind of synthesis of these two phenomena, Judeo-Christian values and practices are under attack throughout the West, including in America.

For the head of America’s Jewish community to have come out advocating concrete action to defend the world’s Christian minorities is no small thing. This call is right, not only because it seeks to address the genuine humanitarian need of those at risk, nor simply because it is expedient for Jews and Christians to cooperate in confronting shared enemies and challenges. More importantly, Jews and Christians have enough shared beliefs, texts, and values that they should know that when one of them is being threatened, it is actually those principles that they both stand for in the world that are really being put under assault.

Tom Wilson is a British-born writer and political analyst. He is currently a fellow at the Tikvah Fund in New York. 

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13 Feb 11:14

Talking Religious Freedom at the Center for American Progress

by John Murdock

I am no stranger to incendiary language. Organizations on the left and the right alike use loaded language: words designed, not to foster thoughtful discourse, but simply to whip the like-minded into a lather. Still, this was one of the more incendiary paragraphs that I had read in a while:

In states and court rooms across the country, conservative extremists have launched a new effort that threatens to undermine hard-fought civil and human rights victories for LGBT people, women, and others. Under the guise of religious liberty, conservatives are organizing to impose their theological doctrines on others while carving out broad exemptions from a wide variety of laws with which they disagree. Through law suits, grass roots organizing, messaging tactics and more, conservatives are attempting to roll back the progressive clock, all while claiming that they are being victimized for their beliefs.

This is how the Center for American Progress (CAP), a well-funded liberal think tank, was advertising its event, “Religious Liberty for Some or Religious Liberty for All?” It was an all progressive panel with representatives from the ACLU, the Interfaith Alliance, NARAL Pro-Choice America, and the Human Rights Campaign (HRC). Former Episcopal bishop Gene Robinson, now a CAP senior fellow, would also make an appearance. Together, they would inform you what was to be done to counter all this conservative nonsense.

It’s true that religious conservatives (and some not so conservative religious types too) have been apoplectic for a while at the Affordable Care Act’s regulatory mandate to cover birth control and abortifacient drugs. The promised but very limited religious exemption, with its delayed roll-out and its reliance on a dubious financial shell game, only added to the consternation. Equally upsetting has been the decision from the New Mexico Supreme Court to uphold the state’s decision to fine a photographer for politely refusing, on religious grounds, to photograph a same-sex union ceremony. This was found to be illegal discrimination based on sexual orientation. One state Supreme Court justice directly acknowledged the imposition on the photographer’s deeply held beliefs, but chalked this up as the “price of citizenship.” So religious conservatives are pretty angry—but rightly so, as I see it.

Until now, most major liberal politicians (such as President Obama and House Minority Leader Nancy Pelosi) have argued that they indeed seek to accommodate and respect religious dissenters. While the end results have often been disappointing, the rhetoric still indicated some general agreement with the notion that institutions and people of faith should not be forced by the government to go against their core convictions.

CAP, though, was clearly tossing any accommodationist language out the window, and that’s what concerned me most. At least for this liberal organization, the issue of religious liberty has already moved away from being one worthy of dialogue with the other side to just a “guise” to be exposed and counter-attacked. That’s not a good development.

The panel itself lived up to the promotion. Lip service was given to the value of religious liberty, but exactly what the term was supposed to mean was never spelled out. There seemed to be agreement that one could mentally believe what one wanted and that churches could decide their own standards for membership and maybe even be exempt from onerous zoning. But, it was strongly implied that should one’s faith compel action outside the brain or pew, then “liberty” did not apply. The motives of religious conservatives were also questioned. Interfaith Alliance head Rev. Dr. C. Welton Gaddy, a man clearly still nursing some wounds from the Southern Baptist Convention’s shift to the right decades ago, said that some conservatives use the term “religious liberty” but “really mean my liberty, your slavery.” With no one to question this inflammatory rhetoric, there was simply a nodding of heads.

Moderator Sally Steenland of CAP did “play Devil’s advocate” and noted with some seeming sympathy the plight of the religious photographers, bakers, and florists who of late have tried to opt out of same-sex ceremonies, only to be fined or drug back in by authorities. The panel response went no further than guilt by association. These small business owners were comparable to those in the past who opposed interracial or interfaith marriages.

“No one should be humiliated at the dry cleaners,” was HRC’s Sarah Warbelow’s rule of thumb for how the law should play out. As she explained, the ability of two lesbians to have their wedding dress and tuxedo cleaned should trump a religious business owner’s interest in not associating with what is to his eyes was an immoral service. Thus, she might more fully have said, “No one should be humiliated at the dry cleaners, except the dry cleaner.”

Overall, the attempts at reasoning were often circular. “The Constitution trumps the Bible,” said Rev. Dr. Gaddy. That, of course, tells us little when the Constitution itself protects the free exercise of religion. “We all like religious freedom, but this is about discrimination,” offered Eunice Rho of the ACLU in a pithy but vacuous summation. Nobody was there to note that religious freedom would be hollow indeed if one could not make choices (i.e. discriminate) based upon the content of one’s creed.

Gaddy, sounding a lot like the “price of citizenship” Supreme Court justice in New Mexico, often returned to the theme that sacrifice is part of living in a democracy. Would he extend that to requiring Quakers and other pacifist believers to take up arms if drafted, or mandating the Amish to prioritize book learning over farm work? On the other hand, would conservatives extend their logic to a photographer who, based on the bad theology of a white supremacist cult, refused service to a black Christian couple? These are all real dilemmas that society has faced, and may well face anew. In short, just how “free” will we let people be in the name of religion? That’s the real, and difficult, question that should be the subject of thoughtful dialogue right now.

But that thoughtful dialogue isn’t happening—not at CAP, and not anywhere else as far as I can tell. Though I have attended several panels at more conservative venues, and heard much decrying of the Obamacare mandates and the Elane Photography case, I cannot remember a discussion focused on identifying the point on the spectrum where communal standards should trump individual religious expressions. Christians in religiously dominated communities have sometimes cited the wishes of the many to uphold things like nativity scenes and public prayers against the complaints of the few. How, then, ought the faithful respond when the many cease to be on their side?

Assertions of religious freedom would be strengthened if we could better express its limits. What response do we have to slippery slope arguments like those claiming religious husbands would be able to legally beat their twelve-year-old wives? If we don’t have a response, we should: Such scare tactics were used to defeat religious liberty referendums in North Dakota and Kentucky.

Some Christians experience these cultural shifts as a slap in the face; perhaps the Christian response is to turn and offer the other cheek. Or should we continue to argue our case, like Paul the Roman citizen appealing to Caesar? These are not easy questions to answer. If there is a discussion to have with only Christians at the table, such issues of discernment may be the ones for the agenda. Otherwise, when the topic is religious liberty, perhaps we should be the ones extending a hand and inviting participants from the other side to explain their perspectives, making sure that our own events do not fall into the same “us” versus a faceless “them” trap evident at CAP. Having been cursed, can we bless?

John Murdock, after a decade spent as an attorney in the DC Beltway, is now writing a book on Christian environmental stewardship from an ancestral farmhouse in Texas. He blogs at republicantreehugger.blogspot.com.

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13 Feb 00:28

"Cidadãos de bem", por que não?

by Norma
Há alguns anos, tomei um susto quando ouvi, de um crente, críticas indignadas a um autor também crente pelo uso da expressão "cidadãos de bem". Nunca tinha percebido as pesadas implicações dessa crítica, até agora, quando a vejo empunhada aqui e ali, em artigos e até no Facebook, contra Rachel Sheherazade, por causa de seu desabafo sobre o menor que foi preso a um poste por um grupo de justiceiros.

Antes de mais nada, deixo claro que abomino a vingança pelas próprias mãos. A Bíblia o proíbe (Rm 12.9) e, em caso de crime, ordena que o Estado puna os criminosos (Rm 13.3-4), como expliquei aqui. Creio que Sheherazade também pensa assim, embora, em sua indignação, tenha se expressado de modo a dar espaço para as distorções desonestas. (Minhas opiniões sobre sua recente declaração podem ser resumidas nesse artigo de Reinaldo Azevedo.)

Trago um exemplo flagrante dessas distorções, vindo de nossos arraiais evangélicos. Em um artigo na internet, publicado em site mais que suspeito (palanque para teólogos liberais!), Sheherazade é comparada a Hitler e Stálin por adotar um discurso de "legitimação da eliminação do outro" que pretende "legitimar toda ação que escapa às fronteiras da justiça institucional". Para seu autor, "cidadão de bem" é "um construto, um instrumento que serve para para identificar, e principalmente selecionar, quem deverá ficar de fora do arco simbólico da ética". Em seguida, sem maiores explicações, passa a referências ao antissemitismo na Alemanha nazista e às condenações injustas citadas por Alexander Soljenítsin em O arquipélago Gulag.

São alhos com bugalhos! A ideia subentendida é de que Sheherazade adotou o mesmo discurso separatista usado nos regimes totalitários. A pequena diferença é que, no caso do menor, os crimes eram reais (o que não significa apoio ao justiçamento, repito!). O totalitarismo é uma máquina de invenção de crimes, uma realidade paralela que se impõe forjando passado, presente e futuro, para que seja mau aquilo que o governo chamar de mau. A discriminação dos bodes expiatórios, nesses regimes, obedece à lógica dos amigos e dos inimigos dos governantes, não à lógica da lei. E nosso país, depois de doze anos de petistas no poder, tem sido posto sob a primeira lógica - esta sim, totalitária e geradora de violências, sobre a qual o articulista nada fala.

Não me consta que Sheherazade tenha defendido justiçamentos, mas sim apontado para o fato de que eles são uma consequência direta da impunidade no Brasil. E quem pode punir os criminosos? Releia sua Bíblia: o Estado. A população do Rio de Janeiro já não aguenta mais ver a cara dos mesmos ladrões, dia após dia, assaltando as mesmas pessoas nas mesmas ruas em um ciclo de prende-e-solta sem fim. Entre os moradores, eles chegam a ser conhecidos pelo nome! E ninguém faz nada. Menores no Brasil são inimputáveis; os marginais maiores podem usá-los à vontade para o tráfico de drogas e demais crimes. Isso é injusto. O governo brasileiro deveria ter previsto que sua passividade (seria intencional?) um dia explodiria no retorno dos grupos de justiceiros - algo que só temos a lamentar.

Rachel se explicou melhor aqui, mas, para quem já percebeu a cruel ideologização do debate sobre a violência, nem precisava. O problema é que, acostumados com uma cultura de justificação do banditismo, os que sempre associam o criminoso ao "oprimido" acabam se voltando contra a mensageira, não contra a mensagem. Com isso, desviam a atenção dos reais responsáveis e transferem a culpa da violência para questões de linguagem: aqueles malditos conservadores que acreditam nos "cidadãos de bem"!

Alguns - cristãos incluídos - ficaram chocados com a frase da jornalista: "Está com pena? Leva o bandido para casa." Não gosto dessa formulação, de fato; mas, se queremos ser honestos, a fala deve ser entendida no contexto bem brasileiro da glamourização dos criminosos - que raramente recebe críticas indignadas, mas que, em um exame atento, é o corrosivo a esgarçar o tecido social há décadas em nosso país. Eis a razão de tanto ódio contra Sheherazade - seu apontar implacável, em cadeia nacional, para o que Olavo de Carvalho já tinha detectado em um de seus melhores artigos. Veja o que está por trás dessa pudica aversão ao "cidadão de bem":

Humanizar a imagem do delinqüente, deformar, caricaturar até os limites do grotesco e da animalidade o cidadão de classe média e alta, ou mesmo o homem pobre quando religioso e cumpridor dos seus deveres — que neste caso aparece como conformista desprezível e virtual traidor da classe —, eis o mandamento que uma parcela significativa dos nossos artistas tem seguido fielmente, e a que um exército de sociólogos, psicólogos e cientistas políticos dá discretamente, na retaguarda, um simulacro de respaldo "científico". (...) Por enquanto, se queremos ver o nosso Rio livre do flagelo do banditismo, a primeira coisa a fazer é não dar ouvidos àqueles que, por terem colaborado ativamente para a disseminação desse mal, por mostrarem em seguida uma total incapacidade de arrepender-se de seu erro, e finalmente por terem o descaramento de ainda pretender posar de conselheiros e salvadores, perderam qualquer vestígio de autoridade e puseram à mostra a sua lamentável feiúra moral.

Quando transportada para terreno cristão, a corrosiva semente marxista gera frutos vergonhosos. Contrapondo-se à frase de Sheherazade, um pastor no Facebook declarou: "Quando estava na cruz, Cristo decidiu levar um bandido para casa." Ele só esqueceu de acrescentar que se tratava de um bandido arrependido, ou seja, de um ex-bandido, um irmão. Já fiz parte de uma igreja em que havia um ex-traficante. Vi conversão sincera em seus olhos e em um culto, uma vez, eu o abracei e lhe disse que meus pecados não eram menos graves que os dele. Isso está corretíssimo do ponto de vista teológico, mas não pode ser aplicado à esfera jurídica - se não, teríamos o caos, o fim da civilização.

A argumentação do acadêmico e do pastor seduz um bom número de cristãos justamente por causa desse "transbordamento" da esfera teológica para a esfera jurídica - e chego a crer que o apóstolo Paulo, na carta aos romanos, estava justamente tentando prevenir que os primeiros cristãos de Roma confundissem o perdão dos pecados com ausência de punição de crimes. Hoje, quase dois mil anos depois, cristãos contemporâneos - muitas vezes sem se dar conta - se escoram na cultura do politicamente correto, descendente do marxismo, para emitir ideias que desprezam a Bíblia, a tradição cristã e a sensatez. Esses crentes confusos se perguntam: ora, se todos são pecadores, como falar em "cidadãos de bem"? Simples: "cidadãos de bem" são os que não praticam crimes, não os que não cometem pecado. Todo mundo quebra a lei divina, mas nem todo mundo quebra leis humanas. São esferas diferentes, e a Bíblia prevê isso (leia Romanos de novo!). O perdão divino não anula a responsabilidade humana de punição ou reparação. Da mesma forma, o cidadão mais correto do mundo perante as leis humanas continua a ser um pecador abominável perante Deus, caso não se arrependa e não creia em Cristo. Contra todos os pecados, perdão de Deus e perdão entre seus filhos, mútuo; contra todos os crimes, punição estatal diante dos homens.

Anular a distinção entre esfera jurídica e esfera teológica tem sido a armadilha perfeita em que caem alguns cristãos que ainda precisam formar uma cosmovisão adequada. Pecador não deve ser confundido com criminoso. Agora, há um aspecto muito perverso na invenção da armadilha. Os adoradores da religião marxista não querem a divisão do mundo entre criminosos e não-criminosos. Essa divisão não só é vital para o Direito, para a Justiça, para a Lei, limites que todo revolucionário odeia; mas, acima de tudo, compete com outra, aquela pela qual eles juram: opressores e oprimidos. Na religião politicamente correta, essas são as categorias pelas quais se deve compreender o mundo e escolher seu "lado". Eis o quadro:

OPRESSORES são sempre a classe alta, o empresariado, a classe média, o branco, o heterossexual, o homem, a polícia.

OPRIMIDOS são sempre as classes baixas, o pobre, o empregado, o negro, o gay, a mulher, o bandido.

Se algum representante desses grupos está em desavença contra o outro, simples: o vitorioso deve pertencer sempre ao rol dos "oprimidos". Assim fica fácil fazer justiça, não é?

Esquerdistas muitas vezes têm um discurso empolado, cheio de palavras eruditas, mas o invólucro tortuoso apenas oculta esse simplismo imoral que embasa seus posicionamentos. Um simplismo que ativa reações previsíveis de empatia pelos oprimidos e ódio pelos opressores - não importa se, em cada caso em questão, as posições estejam invertidas: se é um negro a despejar preconceitos sobre um branco; se é um funcionário mentindo contra a empresa perante o juiz; se é um grupo de "terroristas sociais" vandalizando nas ruas até causar a morte de um inocente. Todos se erguem vociferosos contra a surra do menor (bandido oprimido), mas se calam diante da morte do jornalista Santiago (mídia opressora). Os valor da vida é medido e avaliado segundo o pertencer a uma "classe". Pessoas se tornam símbolos (explico isso melhor em meu livro A mente de Cristo). O levante dos Black Blocs - antiburguês, antissistema, antitudo enfim - parece desculpar qualquer eventual violência. Quem sente ou pensa assim é cúmplice da morte de Santiago, como bem mostram Reinaldo Azevedo e Solano Portela.

A Bíblia é clara: Romanos 3.23 ("todos pecaram e carecem da glória de Deus") e Romanos 13.3-4 ("os governantes não devem ser temidos, a não ser pelos que praticam o mal") são versículos que não se anulam. No primeiro, pecado é tudo o que atenta contra a lei de Deus; no segundo, "praticar o mal" é cometer crimes que precisam ser punidos pelo Estado. Isso é beabá de teologia. Só quem está contaminado pelo vírus politicamente correto é que não percebe a confusão.

Se você, cristão, não tem bradado por justiça, comece desde já; é seu dever tanto denunciar a interdição do debate quanto promovê-lo - sobre isso, leia esse artigo excelente de Franklin Ferreira, publicado na revista Teologia Brasileira. E atenção: você pode usar a expressão "cidadão de bem" para significar "pessoa que não comete crimes", desde que não atribua a isso uma conotação de pureza espiritual. Por outro lado, não pode confundir a percepção cristã de que todos somos pecadores com a imoralidade ideológica que nivela a todos em relação à lei humana, paralisando o uso da força punitiva e promovendo impunidade. Pregue o Evangelho para o bandido, mas não adote ideias que justifiquem seus crimes - algo que, no final, corromperá a própria pregação do Evangelho.
13 Feb 00:27

O MST, líder de uma causa que não existe, tenta invadir o STF na base da porrada! Ou: Como o governo Dilma estimula a bagunça e a violência. Ou: Gilberto Carvalho não vai se demitir?

by giinternet
Vejam os pacíficos do MST tentando "negociar" na base do porrete (Pedro Ladeira/Folhapress)

Vejam os pacíficos do MST tentando “negociar” na base do porrete (Pedro Ladeira/Folhapress)

Os sem-terra, que não existem — são um mero aparelho de produzir ideologia, chefiado pelo sr. João Pedro Stedile (qual é a ocupação e a fonte de renda dele?) — decidiram invadir Brasília. Estima-se que estavam lá umas 15 mil pessoas. Aí o leitor, que é um ser lógico, se pergunta: “Mas Reinaldo, como e que algo que não existe pode promover uma invasão?” Eu explico: o MST, como movimento, existe; os sem-terra, como categoria, é que entraram em extinção. O MST é um grupo político, alimentado, na prática, com dinheiro público, saído dos programas de agricultura familiar. As pessoas mobilizadas por Stédile, em grande parte, não eram originalmente agricultores; não sabem plantar um pé de milho, um pé de feijão, um pé de mandioca. Não conseguiriam distinguir o alho, que é um alimento, do bugalho, que é uma praga. Essas pessoas eram trabalhadores urbanos, recrutados nas periferias das cidades médias do interior. Ou são desempregadas ou, o que é mais curioso, trabalham na cidade e voltam à noite para os acampamentos do MST à espera de um pedaço de terra.

E por que é assim?

Porque a o modelo de distribuição de terra já deu o que tinha de dar. Vejam a tabela abaixo com o número de famílias assentadas ano a ano a partir de 1995.

famílias

Em números oficiais, do Incra, o governo FHC assentou 570.704 famílias; o de Lula, 614.088; o de Dilma, em três anos, apenas 75.335. E olhem que as coisas podem não ser bem assim. O governo Lula, mistificador como sempre, incluiu como obra sua, de reforma agrária, simples realocação de pessoas e regularização de posse de agricultores já instalados em áreas rurais, muitas vezes públicas. Um estudo rigoroso vai demonstrar que, na verdade, Lula assentou pouco mais de 211 mil famílias, não mais de 614 mil. Quando se considera a extensão de terra efetivamente desapropriada, FHC ganha de longe: 10,2 milhões de hectares contra 4,5 milhões. Ou seja, aquele que as extremas esquerdas consideram o grande satã do neoliberalismo, FHC, foi o mais generoso com os sem-terra.

Os sem-terra estão em declínio — embora possam promover bagunça em Brasília. Basta ver a queda no número de invasões de propriedades: em 1999, no auge, foram 502; em 2013, foram 107 (vejam tabela publicada pelo Estadão).

MST invasões

Ainda bem que é assim. Essa causa já acabou. O que o Brasil precisa agora é cuidar dos muitos milhões de hectares que estão, direta ou indiretamente, sob o controle do MST e que contam com financiamento público. Qual é a produtividade dessa terra? Por que a esmagadora maioria dos assentamentos conta com Bolsa Família e cesta básica? Então o país ainda torra uma fábula de dinheiro público com reforma agrária e depois precisa tornar as famílias dependentes do Estado? Que fique claro: como houve uma queda importante do desemprego nos últimos anos no país e com o alastramento do Bolsa Família, a mão de obra disponível para promover a causa do MST diminuiu drasticamente.

Em Brasília, violentos como sempre, arruaceiros, tendentes a ações similares ao terrorismo, os partidários do MST tentaram nada mais nada menos do que invadir o Supremo Tribunal Federal, a sede do Poder Judiciário. Houve confronto com a Polícia, e foi preciso recorrer a bombas de gás lacrimogênio e balas de borracha para conter os valentes de Stedile. A sessão teve de ser suspensa — foi retomada mais tarde. Quem é o interlocutor do governo federal junto aos chamados “movimentos sociais”? Chama-se Gilberto Carvalho, o segundo homem mais influente do PT.

É só incompetência ou é cálculo? Carvalho também é o homem responsável pela interlocução com movimentos indígenas. Aliás, numa área da Bahia, agricultores ligados ao MST estão em pé de guerra com índios tupinambás, acusados de matar um trabalhador rural — todos eles, em tese, estão sob a responsabilidade de Carvalho. Ele não vai se demitir?

Dilma, claro, decidiu se encontrar com os sem-terra depois das manifestações explícitas de truculência. É assim mesmo, Soberana, que Vossa Excelência estimula a desordem e a violência. Parabéns!

Gilberto Carvalho, que deveria ter evitado a selvageria, apareceu para conversar (Pedro Ladeira/Folhapress)

Gilberto Carvalho, que deveria ter evitado a selvageria, apareceu para conversar (Pedro Ladeira/Folhapress)

13 Feb 00:26

Brasil surrealista: Comandante da PM de Brasília livra a cara do MST mesmo com 30 policiais feridos — e apenas 2 sem-terra. Já o MST, na pratica, assume o confronto

by giinternet

O que vocês vão ler abaixo é a expressão crua do surrealismo brasileiro; é a evidência mais contundente de que o Brasil passou a flertar com a bagunça, com a desordem. E a gente sabe como isso acaba: em morte. Vejam o caso do cinegrafista Santiago Andrade. Parece, no entanto, que o país não está disposto a aprender nada.

Houve confrontos nesta quarta entre a PM do Distrito Federal e os ditos sem-terra, como já vimos aqui. Nada menos de 30 policiais ficaram feridos — para apenas dois sem-terra. Isso evidencia de que lado estavam os violentos. Os sem-terra atacaram com paus e pedras; os policiais reagiram com bombas de gás lacrimogêneo e balas de borracha. Muito bem.

Mesmo diante da brutalidade dos sem-terra, o coronel Florisvaldo Ferreira César disse acreditar que foram pessoas infiltradas no movimento que promoveram a desordem. Afirmou: “Não acredito que tenha sido gente do MST. Foram grupos infiltrados que agem com extrema violência. Trabalho com o MST há 14 anos; esta foi a primeira vez que vi policiais feridos dessa maneira”.

É o fim da picada! Como informa o Globo, “um militante do MST, conhecido como ‘Joba’, foi preso após agredir um policial no rosto. O ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República, Gilberto Carvalho, foi ao encontro dos manifestantes e marcou uma reunião de representantes do movimento com a presidente Dilma Rousseff, nesta quinta-feira, às 9h, no Palácio do Planalto.”

Os representantes do MST, eles próprios, ao contrário do comandante da PM, não atribuiu a violência a infiltrados, não. Admitiu que era coisa deles mesmo, mas, claro!, culpou a polícia: “Fomos reprimidos pela polícia do Estado. Primeiro em frente ao STF e agora aqui no Planalto. Isso é incabível, inconcebível e inaceitável. É mais uma mostra da incapacidade do governo em atender as demandas do MST”, disse José Ricardo Silva, da direção Nacional do MST.

Entenderam o absurdo da coisa? Os representantes do movimento não acusam “forças infiltradas” pela violência, não! Quem tenta dourar a pílula é um representante da PM. Para encerrar: oito policiais estão em estado grave.

13 Feb 00:26

Parabéns, presidente Dilma! Valor de mercado das elétricas recuou 27% desde corte na conta de luz

by giinternet

Por Naiara Infante Bertão, na VEJA.com:
Em período de turbulência no setor elétrico devido à falta de chuvas e ao atraso de projetos, não só o consumidor está insatisfeito, mas também o investidor têm motivos para queixas. Um levantamento feito pela consultoria Economatica a pedido do site de VEJA mostrou que as companhias do setor elétrico com ações listadas na BM&FBovespa já perderam 27,3% do seu valor de mercado, em média, desde que a presidente Dilma Rousseff anunciou mudanças no setor. Em setembro de 2012, por meio de medida provisória, o governo impôs a antecipação da renovação dos contratos com as companhias elétricas com vencimento em 2017. As que não aceitaram as novas condições, que previam tarifas mais baixas ao consumidor, não renovaram as concessões e receberam indenizações da União. De lá pra cá, o valor de mercado das geradoras, transmissoras e distribuidoras de energia mingou de 201,3 bilhões para 146,3 bilhões de reais.

Entre as 28 empresas avaliadas, 22 tiveram perdas. As exceções foram: Equatorial Energia, cujo valor em bolsa subiu 132,2%, para 4,26 bilhões de reais; Cemar (52,5%; 2,42 bilhões); Renova (51,5%; 3,31 bilhões); Energisa (51,2%; 3,42 bilhões); e Tractebel (1,5%; 22,71 bilhões). No mesmo período (de 6 de setembro de 2012 a 11 de fevereiro de 2014), o Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, recuou 15%.

Consideradas boas pagadoras de dividendos, as empresas do setor elétrico sempre foram o porto seguro do investidor na bolsa. O setor costumava ser um dos favoritos do investidor conservador, que mira o longo prazo, e também dos fundos de pensão e previdência privada. Exemplo disso é a Cemig, de Minas Gerais, que pagou 3,3 bilhões de reais em dividendos aos acionistas em 2013 (referentes ao exercício de 2012), o equivalente a 1,87 real por ação. Além disso, foram pagos 1,99 real por ação em juros sobre o capital próprio. Para se ter uma ideia, a Petrobras pagou apenas 93 centavos por ação (o equivalente a 5,236 bilhões de reais) no mesmo período. Os dividendos correspondem à remuneração de 25% do lucro líquido das companhias entre seus acionistas.

Por se tratar de um setor de políticas estáveis desde o período das privatizações, na década de 1990, as mudanças levadas à cabo pelo governo da presidente Dilma foram muito mal assimiladas tanto pelo investidor brasileiro quanto pelo mercado externo. Foi a partir daí que uma onda de desconfiança e descrença em relação ao Brasil se formou — e se consolidou no ano seguinte.

Perdedoras
Justamente as empresas privadas que não aceitaram renovar seus contratos com o governo mediante os novos termos foram algumas das que mais se desvalorizaram na bolsa. Juntas, Cemig, Cesp e Copel tiveram queda média de 37,24% em seu valor de setembro de 2012 até o dia 11. No caso da Cemig, houve recuo de 41% no período, passando de 28,42 bilhões de reais para 16,76 bilhões. Cesp e Copel valiam há um ano e meio 10,04 bilhões e 9,22 bilhões de reais, respectivamente. Hoje, as duas companhias amargam quedas de 29,2% 34,2%, cada.

A estatal Eletrobras, que não teve escolha a não ser cumprir as ordens de Brasília, também viu seu valor de mercado despencar de maneira impressionante — mais de 58% no período. A queda já era esperada devido à inércia da empresa em relação às mudanças regulatórias. Seu ônus é similar ao da Petrobras quando se trata de ter de se submeter a decisões de Estado, mesmo quando a empresa é de capital misto. Os investidores, nesse caso, saíram perdendo. O valor de mercado passou de 19,22 bilhões de reais para 8,01 bilhões de reais, recuo de 58,28%. Apenas em 2012, a Eletrobras perdeu quase 10 bilhões de reais em valor de mercado.

Desde então, as dificuldades de investimento da companhia se mostram cada vez mais são evidentes e cogita-se, inclusive, a venda de seus ativos de distribuição para poder direcionar esforços a seus maiores mercados: geração e transmissão. Na sexta-feira passada, a Eletrobras venceu, junto com a chinesa State Grid, o leilão de transmissão da hidrelétrica de Belo Monte (Pará), com desconto de 38% na receita anual permitida (RAP) — sua oferta foi de 434 milhões de reais.

Outras perdedoras do setor foram prejudicadas não só pelo contexto regulatório, mas também por problemas — ou turbilhões, em alguns casos — de ordem interna. A Eneva Energia, ex-MPX, é o caso mais emblemático. Ao mesmo tempo em que o setor elétrico enfrentava uma crise de confiança, o grupo EBX, fundado por Eike Batista, era desmantelado. Assim, o valor de mercado de seu braço de energia elétrica despencou 73,34% entre 6 de setembro de 2012 até o fechamento de terça-feira, passando de 69,85 bilhões para 18,61 bilhões de reais. Apenas em 2013, a queda somava 67,31%.

Já a Rede Energia enfrentou problemas financeiros nos últimos dois anos, que culminou em intervenção estatal e um pedido de recuperação judicial. Estão sob gestão do governo oito empresas do grupo, tais como Cemat (Centrais Elétricas Mato-Grossenses), a Celtins (Companhia Elétrica do Estado do Tocantins), Enersul (Empresa Energética do Mato Grosso do Sul), Companhia Força e Luz do Oeste (CFLO), Caiuá D (distribuidora), Empresa Elétrica Bragantina (EEB), Vale do Paranapanema e Companhia Nacional de Energia Elétrica (CNEE). Apenas em 2013, seu valor em bolsa caiu 43,58%.

12 Feb 19:04

Israel at a Point of No Return – In the Right Direction

by David P. Goldman

I should like to advance a conjecture which I lack the qualifications to adequately develop: The global Left, and the Israeli Left most of all, perceives that the clock is running out, and has worked itself up into a froth of hysteria against Israel. The world of John Lennon’s “Imagine,” where there are no countries and no religions, is about to dissipate like last night’s marijuana fumes. The demographic time bomb that worries the Left is not the relative increase of Arab vs. Jewish populations between the Mediterranean and the Jordan River, speciously cited by John Kerry and a host of other errant utopians: it is the growth of the Jewish population itself, and Israel’s transformation into the world’s most religious country.

Israel now has a religious majority, as Times of Israel blogger Yoseif Bloch observes:

According to our Central Bureau of Statistics, 43% of Israeli Jews are secular, 9% are haredi, and the remaining 48% are somewhere between masorti (traditional) and dati (religious): 23% the former, 10% the latter, and 15% smack in the middle. These five groups do not parallel the five groups identified by Pew, e.g. Orthodox is a denomination, while dati is a declaration.”

So 57% of Israelis practice a form of Judaism that for the most part Americans would call “Orthodox,” in that it recognizes normative Judaism in the rabbinic tradition (the presence of the “progressive” Reform and Conservative movements is almost imperceptible and largely limited to transplanted Americans). Many Israelis who are dati are far from completely observant, but there is a great gulf fixed between a semi-observant Jew who knows what observance is, and a “progressive” who asserts the right to reinvent tradition according to personal taste.

This majority seems to be expanding fast. I spent the second half of December in Jerusalem promoting the Hebrew translation of my book How Civilizations Die and was struck by the increase in commitment to religious observance, including among people who were steadfastly secular. Almost half of Israel’s army officers are “national religious” and trained in pre-army academies that teach Judaism, Jewish history, as well as physical training and military subjects. The ultra-Orthodox are going to work rather than studying full time, little by little, but the little adds up to a lot. Naftali Bennett’s national-religious party “Jewish Home” has created a new political focus for the national-religious. Outreach organizations like Beit Hillel are bringing once-secular Israelis back to observance. Beit Hillel’s spiritual leader, Rabbi Ronen Neuwirth, was in New York recently lecturing about Israel’s religious revival.

Anecdotally, I see this in my own small circle of Israeli acquaintances. A musician friend told me that he attends a Talmud class every Shabbat — he can’t stand praying, but he is hungry for Torah. A journalist friend dresses her young boys in the tallit katan, the fringed undergarment of the very observant. It is becoming normal in Jerusalem restaurants to wash hands before bread and to recite the Grace after Meals.

This is a crucial, counterintuitive story: Israel is swimming against the secular current, becoming more observant as the rest of the world becomes more secular. Perhaps the explanation lies in the observation of the Catholic sociologist Mary Eberstadt, who argued in a brilliant 2007 essay that it is our children who bring us to faith. Last year Mary expanded the essay into a book which I had the honor to discuss in Claremont Review of Books. It is a commonplace of demographers’ correlation that people of faith have more children: Mary argues that the causality goes both ways, that having children reinforces our faith. Israeli is a standpoint in the modern world with a fertility rate of 3.0 children per woman (the closest second is the U.S. with just 1.9). Excluding the ultra-Orthodox the number is 2.6 children per woman, still outside the range of the rest of the industrial world. Secular Israelis are having three children. Not only does that defuse the much-touted “demographic time bomb.” It ultimately changes the character of the country. It validates the hundred-year-old argument of Rabbi Isaac Kook, one of the founders of religious Zionism, that identification with the Jewish people eventually will lead Jews back to Judaism.

This national religious revival is not occurring at the expense of Israeli or West Bank Arabs. On the contrary, the Arab population between the River and the Sea is flourishing as no modern Arab population ever did. A fifth of Israel’s medical students are Arab, as are a third of the students at the University of Haifa. Ariel University across the “Green Line” in Samaria, the “settler’s university,” is educating a whole generation of West Bank Arabs. The campus is full of young Arab women in headscarves, and the local Jewish leadership reaches out to Arab villages to recruit talented students. Israel’s expanding economy has a bottomless demand for young people of ability and ambition. The Left calls Israel an “apartheid state” the way it used to call America a “fascist state” back in the 1960s.

12 Feb 19:04

Polícia investigará financiadores dos black blocs no Rio

by giinternet

Por Daniel Haidar, da VEJA.com:
A prisão e o indiciamento dos dois acusados de matar o cinegrafista Santiago Ilídio Andrade pode levar a Polícia Civil a identificar o mecanismo que sustenta e financia ações terroristas e ataques de mascarados em manifestações. Em entrevista coletiva na manhã desta quarta-feira, o chefe de Polícia Civil, Fernando Veloso, e o delegado titular da 17ª DP (São Cristóvão), Maurício Luciano, afirmaram que a investigação da morte de Andrade está concluída, e que outros inquéritos, em seguida, tratarão das conexões do grupo e de quem financia e alicia jovens para esse tipo de ação. Os dois delegados revelaram detalhes da prisão de Caio Silva de Souza, identificado como o homem que acendeu o rojão que matou o cinegrafista.

“O inquérito está acabado. Vamos juntar peças técnicas e, na sexta-feira, os réus serão encaminhados ao judiciário”, disse Luciano. Também está preso e indiciado o tatuador Rafael Raposo Barbosa, que confessou ter passado o artefato explosivo para Souza. “Posteriormente vamos investigar outras questões, como financiamento, outros crimes ligados às manifestações e quem alicia”, afirmou o delegado.

Segundo Luciano, Souza não confessou. No entanto, em uma imagem exibida pela TV Globo, afirma que acendeu o rojão que vitimou Andrade. Oficialmente, Souza optou por só falar em juízo e não deu declarações sobre o crime. Ele não ofereceu resistência à prisão.

O advogado Jonas Tadeu Nunes afirmou, em entrevista à rádio Jovem Pan, pela manhã, que tem informações de que Souza, assim como outros jovens que atuam mascarados em protestos, são “aliciados”. “Esses jovens… Esse Caio, por exemplo, é miserável. Esses jovens são aliciados por grupos. Eles recebem até uma espécie de ajuda financeira, de mesada, para participar dessas manifestações, com o intuito de terrorismo social”, disse, sem dar detalhes sobre o aliciamento.

“São jovens de preferência revoltados, que têm uma certa ideologia, pobres, são aliciados para participar das manifestações. São jovens que não têm dinheiro para comprar máscaras, não tem dinheiro para comprar fogos”, disse. Nunes cita “diretórios de partidos”, mas não revela quais são. “Sim, são agrupamentos, movimentos… Tem até diretórios [de partidos políticos], segundo informações que eu tenho. Eu não posso divulgar porque tenho que preservar vidas. É papel da imprensa, da Polícia Federal, investigar diretórios regionais de partidos, investigar esses movimentos sociais, que aliciam esses jovens, que patrocinam, que fomentam financeiramente essas manifestações”, afirmou.

Prisão
A captura foi possível, segundo os delegados, a partir da ação do advogado Jonas Tadeu Nunes, que também havia levado à Polícia Civil a identificação do acusado. Souza pretendia fugir para a casa dos avós paternos, no noroeste do Ceará, na cidade de Ipu. A partir de contatos telefônicos de Nunes e da namorada do rapaz, segundo contou o advogado, Souza foi convencido a interromper a viagem e se hospedar em Feira de Santana.

“O destino inicial dele era Ipu. Eu, o advogado e a namorada fomos até Feira de Santana, onde ele estava. A namorada o encontrou. Ele estava extremamente assustado, faminto, sem dormir. Depois de uma conversa dela com ele, me apresentei como delegado responsável pelo caso, disse que os direitos dele estavam garantidos. Chegaram as equipes da Polícia Civil do Rio e foi feita a transferência, com apoio logístico da Polícia Civil da Bahia”, contou Luciano.

Pobreza
O delegado do caso afirmou que Souza mora em um local miserável em Nilópolis, na Baixada Fluminense. “(Souza) não falou em arrependimento, nem que praticou. Mostrou idealismo, falou muito de sua condição social. Atenuou dificuldades financeiras que enfrenta com a família. Ele está firme em dizer que não vai declarar absolutamente nada. Esta confissão, no entanto, não interfere no indiciamento, só serviria para corroborar. As provas que temos são contundentes e não deixam margens para dúvidas”, disse Luciano.

12 Feb 13:49

Advogado da dupla que matou Santiago Andrade diz que partidos e outros grupos financiam jovens para criar “terrorismo social” e cobra que imprensa e Polícia investiguem vereadores, deputados estaduais e diretórios regionais de partidos

by giinternet

 

advogado Jonas Tadeu Nunes

Na manhã desta quarta, Jonas Tadeu Nunes, advogado de Fábio Raposo e Caio Silva de Souza, que acenderam o morteiro que matou o cinegrafista Santiago Andrade, concedeu uma entrevista à rádio Jovem Pan. Participei da equipe que conversou com ele. Nunes faz uma acusação muito grave: segundo diz, jovens, a exemplo de seus clientes, estão sendo financiados “por grupos” — recebendo dinheiro mesmo! — para promover a baderna país afora. Nas suas palavras: “Eles recebem até uma espécie de ajuda financeira, de mesada, para participar dessas manifestações, com o intuito de terrorismo social”.

Segundo o advogado, tanto a imprensa como a polícia devem investigar a atuação de diretório de partidos políticos. A denúncia é muito grave. Segundo o advogado, ao chegar às manifestações, os jovens são municiados com máscaras de gás, explosivos etc. Nunes sugere que a vida de seus clientes está correndo risco. Para ouvir a íntegra da entrevista, clique aqui.

 Abaixo, transcrevo trechos da entrevista.

Ajuda financeira para o “terrorismo social”
“Esses jovens… Esse Caio, por exemplo, é miserável. Esses jovens são aliciados por grupos. Eles recebem até uma espécie de ajuda financeira, de mesada, para participar dessas manifestações, com o intuito de terrorismo social”.

Jovens com medo de represálias
“Antes de chegar ao Caio, eu estive com outros jovens, que fazem parte desses movimentos (…) Mas são jovens que são aliciados. Uns três ou quatro jovens foram categóricos ao afirmar, e eles não querem que divulguem o nome porque eles têm medo, muito medo, de represálias…”

Pobre aliciados
“São jovens de preferência revoltados, que têm uma certa ideologia, pobres, são aliciados para participar das manifestações. São jovens que não têm dinheiro para comprar máscaras, não tem dinheiro para comprar fogos…”

Por trás, vereadores e deputados estaduais
“Isso cabe a vocês da imprensa [apurar]. Vocês, da imprensa, são os olhos e os ouvidos da sociedade. A prisão desse rapaz não deveria encerrar essa desgraça que houve com a família do Santiago, a desgraça que está havendo com a família desses dois jovens. Vocês deveriam investigar isso: investigar vereadores em Câmaras Municipais, investigar deputados estaduais…

Diretórios de partidos
“Sim, são agrupamentos, movimentos… Tem até diretórios [de partidos políticos], segundo informações que eu tenho… Eu não posso divulgar porque tenho que preservar vidas… É papel da imprensa, da Polícia Federal, investigar diretórios regionais de partidos, investigar esses movimentos sociais, que aliciam esses jovens, que patrocinam, que fomentam financeiramente essas manifestações.

Vai apresentar as provas desse aliciamento em juízo?
“Vou conversar com os meus clientes, vou ver se eles permitem, vou conversar também no Conselho Regional da OAB (…). Vocês da imprensa estão satisfeitos com a prisão deles. Tem de investigar quem municiou esses jovens. Esses jovens chegam às manifestações e são municiados com fogos de artifício, são fomentados financeiramente.”

A imprensa
“Essas informações que eu tenho, não sou só eu, não. Tem muitos colegas de vocês que têm essas informações. Tem muita gente da imprensa que sabe quem está por trás disso.”

Rolezinho
“Esse mesmo engendramento iria partir depois para os rolezinhos… Qualquer pessoa pode entrar e sair de shoppings. Então vamos criar os rolezinhos para desestabilizar a sociedade”.

Marcelo Freixo
“Confirmo com toda a veemência [que a militante Sininho diz ter falado em nome do deputado estadual Marcelo Freixo, do PSOL-RJ]. Eu ouvi isso dela. Eu ouvi [de Sininho] que os dois rapazes eram conhecidos de Marcelo Freixo. Ela me disse que estava ligando a mando do deputado Marcelo Freixo, oferecendo assistência jurídica”.

Encerro
É isso aí. Sem dúvida, o jornalismo tem uma grande desafio pela frente — afinal, sua tarefa é informar o que está acontecendo. E a Polícia Federal tem aí algumas dicas, não é? Sua tarefa é reprimir o crime. Que investigue.

12 Feb 13:48

A fadinha dos black blocs – “Sininho”, 28, não trabalha, tem dois endereços no Rio — um em Copacabana —, dois RGs, já chamou policial de “macaco” e foi presa duas vezes, acusada de formação de quadrilha

by giinternet

Sininho dois

“Sininho”, como vocês sabem, é o apelido, assim, chuca-chuca, “tinker bell”, de uma mulher de 28 anos chamadas Elisa de Quadros Pinto Sanzi (acima, em foto de Gabriel de Paiva, da Agência Globo). É aquela jovem sem ocupação conhecida — parece não precisar de emprego… — que se oferece, assim, para ser uma espécie de porta-voz, melhor amiga e relações-púbicas dos black blocs. A nossa imprensa a chama de “ativista” — o contrário, creio, deve ser “passivista”. Os pobres do Rio não simpatizam com ela, mas ela quer falar em nome deles. Ontem, tentou pegar um ônibus, mas os passageiros não permitiram a entrada da “patricinha hipócrita” (leia post na home), embora ela ostentasse a palavra “favela” na camiseta.

Leio o seguinte trecho em de Sérgio Ramalho e Rubem Berta, no Globo Online:
(…)
Sininho acumula fichas na polícia desde o início das manifestações, em junho do ano passado. A última delas aconteceu em 19 de janeiro, quando foi levada à 5ª DP (Mem de Sá) sob acusação de ter chamado de “macaco” um policial militar durante discussão na Lapa. Antes desse episódio, onde acabou indiciada por desacato e foi liberada, Sininho já havia sido presa outras duas vezes por formação de quadrilha.

A ativista é natural de Porto Alegre e afirmou, ao ser presa em 2013, que não trabalhava. Mesmo assim tem dois endereços no Rio: um em Copacabana e outro no Rio Comprido. A Polícia Civil também descobriu que a ativista possui duas carteiras de identidade, com números diferentes.

O cinegrafista Santiago Andrade, de 49 anos, teve morte cerebral anunciada nesta segunda-feira. Ele foi atingido na última quinta-feira por um rojão lançado por manifestantes durante um protesto no Centro. Foi o primeiro caso de morte entre jornalistas atacados durante os protestos que, desde junho de 2013, acontecem no Rio e em outras cidades do país.

Encerro
Deixo um conselho a Sininho: pare de cutucar o povo com a sua varinha curta.

12 Feb 13:47

LulzBot TAZ 3 3D printer now FSF-certified to respect your freedom

In October 2012, the LulzBot AO-100 3D printer became the first hardware product to be awarded use of the FSF's RYF certification mark. Since that time, Aleph Objects, Inc. has continued to release new and improved successors to the AO-100 model, including the AO-101, TAZ, TAZ 2, and TAZ 3, each of which have complied with RYF certification mark requirements. The latest model, which can be purchased online, has both hardware and software improvements, including a controller with a graphical LCD interface that allows users to print from an SD card and to perform printer start up, selection, and configuration changes.

"Aleph Objects, Inc. has become a leader in the free software movement, not only in terms of producing hardware products that respect users' freedom, but also in terms of their engagement with and contributions to the free software community each step of the way," said Joshua Gay, FSF licensing & compliance manager.

The software reviewed by Gay as part of the certification for the TAZ 3 printer includes the Marlin firmware for the RAMBo electronics board and ATmega chipset; the Python printing host software suite, which includes Pronterface, Pronsole, and Printcore; and a Slic3r, a program used to convert a digital 3D models into printing instructions.

"Aleph Objects, Inc. is honored to receive RYF certification for our latest 3D printer, the TAZ 3. No organization has greater credibility when it comes to user freedom than the Free Software Foundation, which for nearly thirty years has been prescient about technology issues that threaten user freedom. Our goal is to continue to practice these principles as we develop new technology," said Jeff Moe, president of Aleph Objects, Inc.

In addition to the the LulzBot line of 3D printers, a total of nine products have been awarded use of the RYF certification mark, including: the RAMBo all-in-one 3D printer electronics board used in the LulzBot printers; two USB wireless adapters sold by ThinkPenguin; and the Gluglug X60 laptop.

To learn more about the Respects Your Freedom hardware certification program visit https://www.fsf.org/ryf.

Hardware sellers interested in applying for certification can consult https://www.fsf.org/resources/hw/endorsement/criteria.

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12 Feb 13:47

Open Source — the Last Patent Defense?

by Soulskill
dp619 writes "A developer might fly under the patent troll radar until she makes it big, and then it's usually open season. Apple just shared that it has faced off 92 lawsuits over just 3 years. Even Google's ad business is at risk. FOSS attorney Heather Meeker has blogged at the Outercurve Foundation on what to consider and what to learn if you're ever sued for patent infringement. 'There have been at least two cases where defendants have successfully used open source license enforcement as a defensive tactic in a patent lawsuit. ... In both these cases, the patent plaintiff was using open source software of the defendant, and the patent defendant discovered a violation of the applicable open source license that it used to turn the tables on the plaintiff. In this way, open source license enforcement can be a substitute for a more traditional retaliatory patent claim.' Meeker also examines how provisions of open source licenses can deflate a patent troll's litigation and shift the balance in favor of the defense."

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12 Feb 09:31

The Fashioned Self

by Catherine Addington

This week, over 100,000 fashion insiders will gather in New York’s Lincoln Center for dozens of designer shows at Mercedes-Benz Fashion Week. Copies of copies of copies of this year’s outlandish silhouettes and bizarre prints will end up in our closets a few years from now, and we will wonder how we ever thought them strange.

You might not know, however, that the industry and the art Fashion Week showcases are just a few hundred years old. Haute couture comes from a time and a place: the late eighteenth century, in the courts of France and England.

The long-haired King Louis XIII of France is to blame. He began balding at the young age of twenty-three and introduced the wig in 1624 to cover it up. Male courtiers throughout France and England took up the wigs, which had not been a popular feature of male fashion since ancient Egypt. His father, Henry IV of France, had employed a similar tactic: He popularized dark hair powder in his greying days. Following these trends took dedication: Powder was expensive, especially white powder, and it was a way to show off wealth without the destructiveness of colored dyes. (And as with any popular thing, the British taxed it, and the 1795 Duty on Hair Powder Act would remain on the books until 1869.)

These particular cosmetics were exclusively used to highlight class differences rather than gender ones, though. In fact, in the eighteenth century, men employed cosmetics significantly more than women, who remained under social and religious obligations to present themselves more modestly. The introduction of gendered cosmetics really came with Marie Antoinette. Androgynous fashion and cosmetics, from gender-neutral blue jeans to the rising popularity of “guyliner,” are a convenient reminder that gender presentation in fashion is cyclical if anything.

The cycle in which we now find ourselves originates in the haute couture of Marie Antoinette. Specifically, it begins in 1774, when Marie Antoinette’s hairdresser Léonard Autié collaborated with her milliner and dressmaker Rose Bertin to invent one of the most derided trends in fashion history: the pouf.

Up to that point, aristocratic women had been pressured to retain a “natural” look. They avoided the overtly artificial wigs worn by men and instead added bits of false hair to their powdered natural coifs, adding the occasional jewel or ribbon in the style of Madame de Pompadour. This utterly artificial naturalism is something most women nowadays are familiar with: Makeup stores are full of expensive “au naturel” brands and hair salons advertise “natural waves,” encouraging women to spend as much money as possible to look like they woke up like this. (This is especially a problem for women of color, who rarely encounter “nude” foundation or “natural” shampoos intended for their features.)

Bertin and Autié’s pouf violated the naturalistic norm in every possible way. They curled Marie Antoinette’s hair, both real and false, over cushions attached to the top of her head. The increased height—usually at least the length of the face—provided more surface area for ornamentation. The resulting pile of frizzed natural and false hair could be worn for weeks at a time once set in place. (According to Victorian diarist Mary Frampton, “twenty-four large pins were by no means an unusual number to go to bed with on your head.”)

The pouf was a canvas, and this new degree of personal expression in their appearance let women run a bit wild. Hairstyles became allegories of current events: Syringes were curled into wigs to celebrate the invention of the vaccine, boats crested on wavy heads to observe naval victories, and the pouf’s shape’s convenient similarity to the hot air balloon came in handy when commemorating the Montgolfier brothers’ balloon experiments.

The pouf was by no means the action of Marie Antoinette’s that most infuriated her subjects, but her self-presentation and the ostentatious creativity it induced in the rest of the female aristocracy certainly set the tone for a portion of the hatred that fueled the French Revolution. Political cartoons jeering at impractically wigged women were deemed worth running alongside news of the American Revolutionary War.

The wearing of cosmetics was so integral to the identity of aristocratic women in France that their morning routine of painting the face and dressing the hair became an informal ceremony with an audience, known as the public toilette. Louis XV’s wife, Queen Marie Leszczynska, was famously among the few who did not wear any makeup, a detail often paired with her Catholic piety. A former ambassador of the time wrote of her: “This Princess . . . who knows no cosmetics but water and snow, and, seated between her mother and her grandmother, embroiders altar-cloths, recalls to us, in the commandery of Wissemburg, the artlessness of heroic times.”

Too often, events like Fashion Week encourage women to see themselves as Marie Antoinettes or as Marie Leszczynskas. One is either a self-celebratory creative or a liberated emblem of modesty (or, conversely, a self-absorbed airhead versus an ugly prude). There is rarely any space for a makeup-wearing, fashion-forward woman who also embraces the importance of self-respect—let alone any sort of religiosity or moral attitude toward dress.

A 1775 letter Marie Antoinette received from her mother, Queen Maria Theresa of Austria-Hungary, offered some pertinent advice. “You know that I have always been of the opinion that one should follow fashion moderately, but never carry it to excess,” she wrote. “A pretty young queen . . . must set the tone, and everyone will hurry to follow even your smallest errors.”

Moderation is a loaded word. It is a moral word. It recognizes that fashion, like any other mode of artistic expression, is loaded with responsibility and message. For this reason, some women chose—and choose—to abstain from the industry.

Dichotomies informed by fashion tend to be set up for women to lose. Critiques of fashion, even when aimed at the way the fashion industry exploits insecurities, tend to be overwhelmingly aimed at finding women insufficiently modest or overly superficial. Shrugging off those critiques, on the other hand, means ignoring the ways in which the fashion industry does genuine harm.

Maria Theresa’s moderation can be a saving grace here. Moderation in fashion means thinking about your choices regarding self-presentation, and considering the example you are setting. Fashion lovers often describe and defend style as self-expression; if self-expression is in fact fashion’s highest purpose, then employing it morally means ensuring you express a full and accurate reflection of yourself. That means choosing clothes that express your intentions, your attitudes, and your context, not just your creative spirit. Fashion is an art form to enjoy, an opportunity to present yourself on your own terms, and a moral occasion.

But a mere triviality? Not even close.

Catherine Addington is a writer currently based in New York. She tweets here. Image from Wikimedia Commons.

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12 Feb 09:30

Michael Paquier: Generate man and html with asciidoc in a Postgres extension

When writing an extension or module for PostgreSQL, having proper regressions tests and documentation are important things (with actually useful features!) to facilitate its acceptance.

When it comes to regressions, PGXS comes up with the necessary infrastructure with mainly the variable REGRESS in Makefile, allowing an author to specify a list of tests that can be kicked with "make check" or "make installcheck". Using this flag has the advantage of relying on pgregress when it is necessary to compare expected and generated output, which is also something useful for alternative outputs on multiple platforms (like selecthaving, selectimplicit or selectviews in regression tests of core).

In terms of documentation, it is possible to specify a list of raw files with the flag DOCS, that will install documentation in prefix/doc/$MODULEDIR (by default prefix is $PGINSTALL/share/, enforceable with -docdir in ./configure). Note that the list of Makefile variables of PGXS is here.

By experience, it incredibly facilitates the maintenance and the consistency of a project to have everything managed in a single place (tests, code and documentation), and it usually does not help a project to have a unique format of documentation. For example, having only a sole wiki or html pages on a web server as documentation might be good for short-term, but proves difficult in long-term if systems need to be migrated for example, and this doc might get easily out-of-sync with the code itself. Some people prefer using man pages, some html, and some others simple README thingies, and impacting the maximum number of users is important. Also, having everything centralized is a real time-saver especially when you are the only maintainer of a project. (As a side note, github actually manages that pretty well by helping people in managing documentation using a particular branch in their git repos, and have it appear automatically on a site, or directly with a dedicated git repository, even if it is easy to forget to update another branch or an additional git repository for the documentation).

DOCS makes somewhat difficult such centralized documentation management, and by experience I find it hard to manage a project with raw man pages or html pages as it takes time as well to put such things in a nice shape and understand it. However, what you can do is tricking DOCS by auto-generating extra documentation (each project maintainer has its own way to do as well!), and here is an example of how to do that with asciidoc. This is something that I have done for a small module called pg_arman (Yes this name, somewhat close to its parent name, is for a fork, except that it is a light-weight version keeping only the necessary things, and dropping the weird stuff... That's another topic though). By the way, using asciidoc with xmlto has proved to facilitate the project maintenance and documentation readability for both html and man.

Controlling extra-documentation generation with asciidoc and xmlto can be controlled with some environment variables: for this example ASCIIDOC and XMLTO (incredible imagination). If one of those variables is not set, the extra-documentation will simply not be generated. A simple way to set them is to use that in for example bashrc (change it depending on your environment or build machine).

export ASCIIDOC=asciidoc
export XMLTO=xmlto

Or directly enforce those values with the make command.

XMLTO=xmlto ASCIIDOC=asciidoc make USE_PGXS=1 [install]

The first one is better for developers, the second one better for automated builds.

Then, with all the documentation in doc/, generated from doc/pg_arman.txt, here is how looks Makefile at the root of project for the documentation part.

DOCS=doc/pg_arman.txt
ifneq ($(ASCIIDOC),)
ifneq ($(XMLTO),)
man_DOCS = doc/pg_arman.1
DOCS += doc/pg_arman.html doc/README.html
endif # XMLTO
endif # ASCIIDOC

[extra process blabla]

ifneq ($(ASCIIDOC),)
ifneq ($(XMLTO),)
all: docs
docs:
   $(MAKE) -C doc/

# Special handling for man pages, they need to be in a dedicated folder
install: install-man
install-man:
    $(MKDIR_P) '$(DESTDIR)$(mandir)/man1/'
    $(INSTALL_DATA) $(man_DOCS) '$(DESTDIR)$(mandir)/man1/'
endif # XMLTO
endif # ASCIIDOC

# Clean up documentation as well
clean: clean-docs
clean-docs:
    $(MAKE) -C doc/ clean

There are three things to note here:

  • Documentation generation is enforced with the rule "docs", forcing kicking build in subfolder doc/
  • Installation of man pages needs to be tricked with an extra rule, here "install-man" to redirect it to the same folder as Postgres man documentation.
  • Documentation cleanup is enforced with a new rule "clean-docs" (could be done better though). Generated documentation is cleaned even if ASCIIDOC or XMLTO is not defined.

Then, here is to how looks doc/Makefile.

manpages = pg_arman.1

EXTRA_DIST = pg_arman.txt Makefile $(manpages)

htmls = pg_arman.html README.html

# We have asciidoc and xmlto, so build everything and define correct
# rules for build.
ifneq ($(ASCIIDOC),)
ifneq ($(XMLTO),)
dist_man_MANS = $(manpages)
doc_DATA = $(htmls)

pg_arman.1: pg_arman.xml $(doc_DATA)
    $(XMLTO) man $<

%.xml: %.txt
    $(ASCIIDOC) -b docbook -d manpage -o $@ $<

%.html: %.txt
    $(ASCIIDOC) -a toc -o $@ $<

README.html: ../README
    $(ASCIIDOC) -a toc -o $@ $<

endif # XMLTO
endif # ASCIIDOC

clean:
    rm -rf $(manpages) *.html *.xml

What this does is generating of course the man documentation, but as well a set of html pages that can be used for the project website, README included. Of course this is skipped if ASCIIDOC or XMLTO is not defined.

The source of inspiration for that has been actually pgbouncer, the challenge being to simplify enough what was there to have it working with a Postgres extension and PGXS, without any ./configure step and with minimum settings.

As a side note, be sure to set XMLCATALOGFILES correctly on OSX, for example in brew use that:

export XML_CATALOG_FILES="/usr/local/etc/xml/catalog"

That's something I ran into during my own hacking :)

12 Feb 09:29

A cada enxadada uma minhoca! Ou: Está explicada a indignidade do Sindicato dos Jornalistas do Rio. Ou: Basta procurar um pouco, e sempre se chega a Marcelo Freixo

by giinternet
Paula Máiran: membro do PSOL preside sindicato que emitiu nota indigna sobre assassinato

Paula Máiran: membro do PSOL preside sindicato que emitiu nota indigna sobre assassinato. Com a palavra, os filiados à entidade

Ah, agora entendi tudo. Critiquei aqui a nota bucéfala, absurda, estúpida mesmo, do Sindicato dos Jornalistas do Rio por ocasião do assassinato do cinegrafista Santiago Andrade. Em vez de pedir a prisão dos culpados, em vez de censurar os violentos, em vez de lastimar a ação dos bandidos que mataram Santiago, a entidade preferiu, vejam que coisa!, criticar as empresas de comunicação e o “estado brasileiro”. Não só isso.

Embora as provas materiais e uma confissão deixassem claro, sem sombra para dúvidas, a autoria do assassinato, o sindicato decidiu considerar essa questão irrelevante. Sua nota começa assim: “Independentemente de onde tenha partido o artefato explosivo que feriu gravemente o repórter cinematográfico Santiago Ilídio Andrade, que trabalha na TV Bandeirantes (…)”

Com todo o respeito aos meus colegas do Rio, continuar filiado a uma entidade como essa é rebaixar-se moralmente.

Tudo explicado
Mas está tudo explicado. O sindicato é presidido por uma senhora chamada Paula Máiran, que já foi assessora do deputado estadual Marcelo Freixo (PSOL-RJ) e coordenadora de sua campanha à Prefeitura do Rio em 2012. Na verdade, ela é uma militante da legenda.

O PSOL é o partido de Freixo, aquele para quem a já notória Sininho (Elisa de Quadros Pinto Sanzi) ligou em busca de assistência jurídica para um dos assassinos de Santiago. Segundo o advogado de Fábio Raposo, ela lhe teria dito que os dois rapazes seriam ligados a Freixo, o que o deputado nega, é claro!

Parece que as afinidades eletivas explicam a nota asquerosa e covarde do sindicato — que, dados os termos em que se manifestou, não serve, obviamente, à categoria, mas a um grupo político.

12 Feb 09:29

Polícia prende o segundo acusado pela morte do cinegrafista Santiago Andrade

by giinternet
Caio em uma foto de arquivo e no video

Caio no vídeo e em uma foto de arquivo

Caio Silva de Souza, 23 anos, acusado de ter acendido o morteiro que matou o cinegrafista Santiago Andrade, foi preso às 3h desta quarta em Feira de Santana, na Bahia, segundo informou o plantão da GloboNews.

Informa o G1:
A prisão ocorreu por volta de 2h (3h de Brasília, já que na Bahia não há horário de verão). Ele estava na pousada Gonçalves, que fica perto da rodoviária. No momento da prisão, o suspeito não reagiu. A prisão foi efetuada pelo delegado que investiga o caso, Maurício Luciano de Almeida e Silva, da Polícia Civil do Rio de Janeiro, que estava acompanhado do advogado de Caio, Jonas Tadeu, que também defende outro rapaz envolvido no caso, Fábio Raposo, que está preso no Rio.
(…)
O mandado de prisão temporária de Caio Silva foi expedido na segunda-feira (10), no fim da noite. No documento, a Justiça informa que o indiciado foi apontado como responsável por acender e posicionar o artefato que, detonado na direção do cinegrafista, causou a sua morte.

O delegado que investiga o caso informou que foi Fabio Raposo quem apontou Caio Silva como responsável por disparar o rojão que atingiu o cinegrafista. O suspeito foi identificado através de uma foto mostrada a Fabio Raposo, que teria contado também que conhecia Caio de outros protestos e que ele tem um perfil violento.

Caio Silva de Souza tem quatro registros na polícia do Rio. Em 2008, deu queixa dizendo ter sido agredido pelo irmão. Em 2010, foi levado duas vezes à delegacia por suspeita de porte de drogas, mas não chegou a ser acusado. E, em 2013, foi à polícia dizer que tinha sido agredido em um protesto no Centro do Rio.

Caio e Fábio foram indiciados por homicídio doloso qualificado por uso de artefato explosivo e crime de explosão. Se forem condenados, podem pegar até 35 anos de prisão.

12 Feb 00:31

Vídeo: Cinegrafista da Band apenas se defende; valentão que faz ameaça se esconde atrás de mulher; coragem mesmo só em bando e com máscara na cara

by giinternet

Ah, eu não tinha visto! E quero dar os parabéns ao cinegrafista! Todos têm direito à autodefesa! É da lei. Mais: Que patético ver o valentão se escondendo atrás das mulheres!

Olhem aqui: eu sou contra qualquer forma de violência. Não acho que cinegrafistas ou qualquer outra categoria devam fazer justiça com as próprias mãos ou com a própria câmera. Mas o fato é que este vídeo é muito eloquente. Já foi visto por milhares de pessoas. Eu só tomei conhecimento dele agora há pouco — estou atrasado, eu sei. Assistam. Volto em seguida.

Atenção! Santiago Andrade estava morto, e esses patriotas foram lá prestar solidariedade a um de seus assassinos. O cinegrafista que bate com a câmera na cabeça do rapaz havia sido ameaçado pelo “corajoso”: “Vocês são os próximos”. É mesmo? “Próximos a quê?” Considerando que Santiago estava morto, tratava-se de uma ameaça de morte. E, por isso, acho que o cinegrafista apenas reagiu de modo proporcional.

Carniceira
Ali a gente vê a tal “Sininho”, esta estranha personagem, como uma espécie de porta-voz da turma. Há outros aspectos do vídeo que nos escapam. Um outro cara, que aparece ao fundo, visivelmente mais velho, é quem? Observem que ele parece ser uma espécie de chefe. Quem é? Tem filiação política? É ligado a algum grupo ou partido?

“Sininho”, a amiga de pelo menos um dos assassinos — ou não é? — acha a imprensa “carniceira”.Os da sua turma explodiram a cabeça de Santiago Andrade, mas, para ela, “carniceiros” são os jornalistas e cinegrafistas.

Há uma diferença entre agressão e autodefesa. O cinegrafista se defendeu, e o machão, que talvez seja muito corajoso quando mascarado e atuando em grupo, foi pedir penico para as mulheres.

Ironicamente, uma delas olha o ferimento em sua cabeça — com a cabeça de Santiago, já não havia mais o que pudesse ser feito.

Para encerrar
Essa gente vive do quê? Qual é a ocupação de “Sininho”? Qual é a ocupação daquele que se esconde atrás de mulher? Qual é a ocupação daquele mais velhusco com ar enfezado? Quem garante a boa vida dessa gente? Os cinegrafistas, tanto Santiago como o que aparece se defendendo, estavam trabalhando.

12 Feb 00:30

Passageiros de ônibus hostilizam “Sininho” e a impedem de entrar no veículo. Está provado: pobre não gosta de bagunça

by giinternet

Por Pâmela Oliveira, na VEJA.com:
Elisa Quadros, conhecida como Sininho, sentiu na própria pele a reação contrária da população às manifestações violentas que voltaram a tomar conta do Rio de Janeiro nos últimos dias. Ao deixar a 17ª Delegacia de Polícia (São Cristóvão) nesta terça-feira, ela fez sinal para um ônibus no ponto mais próximo, mas o motorista do coletivo se recusou a parar. O condutor não quis contrariar um grupo que, de dentro do coletivo, gritou: “Aqui você não entra”.

“Chega de hipocrisia”, gritaram alguns dos passageiros da linha 474 (Jacaré-Jardim de Alah), depois de vê-la vestida com uma camiseta com os dizeres “Favela não se cala”. A agora famosa black bloc também foi chamada de “assassina” por um homem que passava pela rua e precisou ser contido por um policial militar. Assustada, ela chegou a pedir até o auxílio de um profissional da imprensa que seu grupo tanto critica.

Sininho foi à delegacia prestar depoimento a respeito de uma oferta supostamente feita por ela em nome do deputado estadual Marcelo Freixo (PSOL) ao advogado de Fábio Raposo, preso sob a acusação de ter repassado o rojão que atingiu a cabeça de Andrade. O estagiário do defensor Jonas Tadeu Nunes afirma ter recebido uma ligação dela dizendo que os advogados do parlamentar poderiam auxiliar na defesa de Raposo.

Depoimento
Elisa chegou para depor às14h e saiu da delegacia por volta das 16h30. Ela se recusou a falar com a imprensa, apenas negou conhecer Caio Silva de Souza, suspeito de acender o rojão que matou o cinegrafista. Souza teve a prisão decretada pela Justiça no início da madrugada desta terça e já foi procurado pela polícia em sua casa, no município de Nilópolis, na Baixada Fluminense, e no Hospital Rocha Faria, na Zona Oeste da capital, onde trabalha como porteiro.

Sininho ficou famosa entre os black blocs por duas razões: ser destemida e bonita – quando não está com o rosto coberto. Recusou-se, justamente por isso, a dar entrevistas à ‘mídia tradicional’, basicamente incluídos nesse grupo todos os jornalistas de empresas de comunicação. Por não reconhecer imparcialidade, legitimidade e outras qualidades nesse grupo, no qual atuava o cinegrafista Santiago Andrade no momento em que foi atingido por um rojão na última quinta-feira, prefere falar com a imprensa “que não manipula”. Na véspera de prestar depoimento, e um dia depois de ter envolvido o nome do deputado Marcelo Freixo na confusão, ela gravou um depoimento sem cortes a um desses veículos. Falou por doze minutos ao jornal A Nova Democracia.

O depoimento está no YouTube. Sininho diz que toda a imprensa “manipula” e que “foca” nos black blocs, sem mostrar o resto das manifestações. Diz também não entender por que “a Globo não publica sua entrevista na íntegra”. “Não entendo o motivo dessa edição”, afirma, lançando a questão como um enigma. As duas perguntas ela mesma responde, mas não percebe. Sininho não deu entrevista à TV Globo – no vídeo exibido no Fantástico no domingo, ela olha para outra direção, ignorando a câmera da emissora. E o motivo da edição é evitar que o telespectador seja torturado por doze minutos de Sininho.

Como cineasta
Este é o crédito que o A Nova Democracia atribui à black bloc –, Sininho deveria saber o motivo de se editar um vídeo. E como black bloc ela não deveria afirmar que o advogado Jonas Tadeu Nunes, ao revelar a ligação entre ela e Freixo, tentou “incriminar os dois”. Não há crime em telefonar para Marcelo Freixo. E não há crime em atender a uma ligação de Sininho. O crime que deflagrou todos os outros movimentos é o de homicídio, pelo qual estão indiciados dois black blocs. Mas Sininho enxerga outros: no vídeo, chama o advogado Nunes de criminoso – sem dizer qual crime ele cometeu.

12 Feb 00:29

Vinte e sete cubanos já desertaram do “Mais Médicos”

by giinternet

Por Marcela Mattos, na VEJA.com:
O Ministério da Saúde informou nesta terça-feira que 27 médicos cubanos abandonaram o Mais Médicos, programa federal que será bandeira de campanha à reeleição da presidente Dilma Rousseff. Desse total, o governo afirmou ter sido notificado nesta semana de três novas ausências – na semana passada, eram 22 desistências –, além dos já conhecidos casos de Ramona Rodriguez e Ortelio Jaime Guerra. Esses cinco casos são diferentes dos 22 contabilizados até então, porque eles não retornaram para Cuba.

Atualmente, o Ministério da Saúde não tem um protocolo para definir prazos nem regras sobre o afastamento dos participantes do programa. Diante da debandada, o ministro Arthur Chioro disse que nesta quinta-feira serão publicadas no Diário Oficial da União as normas para definir o processo de desligamento. O governo pretende fixar um limite de dez a quinze dias para o município onde os médicos atuam informar a saída dos profissionais. Também nesta quinta será divulgada a lista de 89 profissionais considerados faltosos. Caso eles não retornem aos postos, a pasta iniciará o processo de desligamento com a convocação de substitutos.

O ministro da Saúde afirmou ainda que o governo endurecerá as punições para os municípios que descumprirem as obrigações com o programa, como o repasse de verbas. Será estabelecido um prazo de cinco dias para que as cidades apresentem justificativas para os problemas, além de um limite de quinze dias para a correção. Caso as irregularidades não sejam solucionadas, os municípios podem ser descadastrados do Mais Médicos. “Não podemos imaginar que um programa com esse sucesso possa ter problemas porque um município não consegue cumprir as suas responsabilidades”, disse Chioro.  O ministro negou que a saída de médicos preocupe o governo. “Para nós, o que preocupa é recompor o programa e garantir a cada brasileiro o direito a ter uma equipe completa. Comparando-se a experiências internacionais, esse número ainda é insignificante”, disse Chioro.

Ramona
O Ministério da Saúde também informou nesta terça o desligamento definitivo da médica cubana Ramona Rodriguez, que fugiu da cidade paraense de Pacajá no dia 1º deste mês e denunciou o contrato diferenciado firmado entre os profissionais cubanos. O afastamento será publicado no Diário Oficial da União desta quarta. Ramona teve concedido o pedido de refúgio provisório no país e começa a trabalhar nesta quarta na Associação Médica Brasileira (AMB).

Além do salário diferenciado aos profissionais cubanos, Ramona denunciou que tinha de pedir autorização para supervisores cubanos para sair de casa. O ministro da Saúde rebateu as acusações: “Não me consta que nenhum profissional tenha restrição de ir e vir. Eu posso dizer porque me relaciono desde o início do programa com médicos que vão para onde querem. O que fazem depois que saem das unidades básicas compete a cada um deles. Posso dizer que na minha cidade eles iam a festas, estavam vivendo um processo de integração sem nenhum tipo de cerceamento”, afirmou Chioro. Sobre o salário reduzido aos cubanos, o ministro sinalizou que pode negociar com a Organização Pan-americana de Saúde (Opas) o aumento da remuneração.