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11 Feb 22:03

Terrorismo – PT quer votar lei contra o terror que exclua de punição os petistas e seus amigos. É uma farsa grotesca!

by giinternet

É espantoso! Os petistas agora descobriram que o Brasil precisa de uma lei contra o terrorismo, ou a Copa do Mundo corre o risco de se encontrar com o caos. Há um projeto de lei no Senado, o 499, que trata do assunto. O Planalto e os petistas, no entanto, já se mobilizam para que a punição por crime de terrorismo jamais alcance os militantes do partido e seus aliados. Os senadores petistas Humberto Costa (PE) e José Pimentel (CE), que é líder do governo no Senado, querem que a lei exclua da punição aqueles que praticarem atos terroristas em nome de “causas sociais”, entenderam? Assim, se eu decidir, por exemplo, meter fogo num ônibus ou infundir pânico do metrô, posso pegar 15 anos de cadeia. Se, no entanto, quem o fizer for um “coletivo” que só defende “transporte público e gratuito”, aí, tudo bem! É um lixo moral. Mas vamos lá, leitor, entender a questão no detalhe.

A Constituição brasileira traz duas vezes a palavra “terrorismo”: no Inciso VII do Artigo 4º e no Inciso XLIII do Artigo 5º. Definem, respectivamente:

“Art. 4º A República Federativa do Brasil rege-se nas suas relações internacionais pelos seguintes princípios:
(…)
VIII – repúdio ao terrorismo e ao racismo;”
e
“Art. 5º Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade, nos termos seguintes:
(…)
XLIII – a lei considerará crimes inafiançáveis e insuscetíveis de graça ou anistia a prática da tortura , o tráfico ilícito de entorpecentes e drogas afins, o terrorismo e os definidos como crimes hediondos, por eles respondendo os mandantes, os executores e os que, podendo evitá-los, se omitirem;”

E isso é tudo o que temos na legislação brasileira. Sem uma lei que defina o que é terrorismo e que estabeleça as devidas penas, o princípio previsto na Constituição é inerme. Tanto é assim que o Brasil já prendeu um terrorista ligado à rede Al Qaeda e o soltou — por falta de uma lei.

E por que não tem?
E por que não há lei antiterror no Brasil? Porque as esquerdas, muito especialmente o petismo, jamais permitiram que o debate prosperasse. A razão? Simples! Muitos dos métodos a que recorrem, por exemplo, o MST (Movimento dos Sem Terra) e, mais recentemente, movimentos de sem-teto podem ser enquadrados, sem esforço, como atos de caráter terrorista. Não por acaso, os petistas, mais uma vez, se mobilizaram para proteger seus militantes e afins.

Sim, senhores! O Brasil corre, por isso, o risco de realizar uma Copa do Mundo e uma Olimpíada sem ter uma lei que puna com a devida severidade práticas terroristas, algumas delas empregadas pelos black blocs.

Não existe vazio legal
Não que exista vazio legal. O que existe é prevaricação. Com coragem e com determinação, há muito tempos estes chamados black blocs já teriam encontrado a devida punição. A que me refiro? Ainda está em vigência no Brasil a Lei 7,170, de 1983, que é a Lei de Segurança Nacional. Ela foi recepcionada pela Constituição de 1988. Transcrevo alguns de seus artigos (em azul):

Art. 15 – Praticar sabotagem contra instalações militares, meios de comunicações, meios e vias de transporte, estaleiros, portos, aeroportos, fábricas, usinas, barragem, depósitos e outras instalações congêneres.
Pena: reclusão, de 3 a 10 anos.
§ 1º – Se do fato resulta:
a) lesão corporal grave, a pena aumenta-se até a metade;
b) dano, destruição ou neutralização de meios de defesa ou de segurança; paralisação, total ou parcial, de atividade ou serviços públicos reputados essenciais para a defesa, a segurança ou a economia do País, a pena aumenta-se até o dobro;
c) morte, a pena aumenta-se até o triplo.
§ 2º – Punem-se os atos preparatórios de sabotagem com a pena deste artigo reduzida de dois terços, se o fato não constitui crime mais grave.
Art. 16 – Integrar ou manter associação, partido, comitê, entidade de classe ou grupamento que tenha por objetivo a mudança do regime vigente ou do Estado de Direito, por meios violentos ou com o emprego de grave ameaça.Pena: reclusão, de 1 a 5 anos.
Art. 17 – Tentar mudar, com emprego de violência ou grave ameaça, a ordem, o regime vigente ou o Estado de Direito.
Pena: reclusão, de 3 a 15 anos.
Parágrafo único.- Se do fato resulta lesão corporal grave, a pena aumenta-se até a metade; se resulta morte, aumenta-se até o dobro.
Art. 18 – Tentar impedir, com emprego de violência ou grave ameaça, o livre exercício de qualquer dos Poderes da União ou dos Estados.
Pena: reclusão, de 2 a 6 anos.
Art. 19 – Apoderar-se ou exercer o controle de aeronave, embarcação ou veículo de transporte coletivo, com emprego de violência ou grave ameaça à tripulação ou a passageiros.
Pena: reclusão, de 2 a 10 anos.
Parágrafo único – Se do fato resulta lesão corporal grave, a pena aumenta-se até o dobro; se resulta morte, aumenta-se até o triplo.
Art. 20 – Devastar, saquear, extorquir, roubar, sequestrar, manter em cárcere privado, incendiar, depredar, provocar explosão, praticar atentado pessoal ou atos de terrorismo, por inconformismo político ou para obtenção de fundos destinados à manutenção de organizações políticas clandestinas ou subversivas.
Pena: reclusão, de 3 a 10 anos.
Parágrafo único – Se do fato resulta lesão corporal grave, a pena aumenta-se até o dobro; se resulta morte, aumenta-se até o triplo.

A gritaria dos idiotas
Quando a polícia de São Paulo decidiu indiciar um casal preso em flagrante pela Lei de Segurança Nacional, fez-se uma gritaria dos diabos. A conspiração dos idiotas saiu gritando: “Ah, essa é uma Lei da Ditadura!!!”. É mesmo? Praticamente todo o Código Penal Brasileiro e o Código de Processo Penal são leis da ditadura porque aprovados em 1941, na vigência do Estado Novo, uma ditadura, diga-se de passagem, que matou mais e torturou mais do que a militar. Vamos, por isso, declarar a nulidade dos dois códigos? Tenham paciência!

Mas o fato é que os black blocs tiveram de matar um cinegrafista, de assassinar um pai de família, um trabalhador, para que o país despertasse. E, agora, o governo antevê o caos durante a Copa do Mundo. Hora de acordar. Já chego lá. Antes, quero tratar de uma outra indignidade que está em curso.

Reforma do Código Penal
Vocês devem se lembrar daquela comissão criada por José Sarney para elaborar um anteprojeto de reforma do Código Penal. Elaborou e mandou para o Senado. Trata-se de uma das maiores coleções de barbaridades jamais perpetradas. Já escrevi muito a respeito. Entre outras coisas, o grupo tratou, sim, do terrorismo. Está lá, no Artigo 239. Você vai ler, meu caro internauta, e vai concordar (em azul):
Art. 239. Causar terror na população mediante as condutas descritas nos parágrafos deste artigo, quando:
I – tiverem por fim forçar autoridades públicas, nacionais ou estrangeiras, ou pessoas que ajam em nome delas, a fazer o que a lei não exige ou deixar de fazer o que a lei não proíbe, ou;
II – tiverem por fim obter recursos para a manutenção de organizações políticas ou grupos armados, civis ou militares, que atuem contra a ordem constitucional e o Estado Democrático ou;
III – forem motivadas por preconceito de raça, cor, etnia, religião, nacionalidade, sexo, identidade ou orientação sexual, ou por razões políticas, ideológicas, filosóficas ou religiosas.
§ 1º Sequestrar ou manter alguém em cárcere privado;
§ 2º Usar ou ameaçar usar, transportar, guardar, portar ou trazer consigo explosivos, gases tóxicos, venenos, conteúdos biológicos ou outros meios capazes de causar danos ou promover destruição em massa;
§ 3º Incendiar, depredar, saquear, explodir ou invadir qualquer bem público ou privado;
§ 4º Interferir, sabotar ou danificar sistemas de informática e bancos de dados;
§ 5º Sabotar o funcionamento ou apoderar-se, com grave ameaça ou violência a pessoas, do controle, total ou parcial, ainda que de modo temporário, de meios de comunicação ou de transporte, de portos, aeroportos, estações ferroviárias ou rodoviárias, hospitais, casas de saúde, escolas, estádios esportivos, instalações públicas ou locais onde funcionem serviços públicos essenciais, instalações de geração ou transmissão de energia e instalações militares.
Pena – prisão, de oito a quinze anos, além das sanções correspondentes à ameaça, violência, dano, lesão corporal ou morte, tentadas ou consumadas.
Forma qualificada
§6º Se a conduta é praticada pela utilização de arma de destruição em massa ou outro meio capaz de causar grandes danos:
Pena – prisão, de doze a vinte anos, além das penas correspondentes à ameaça, violência, dano, lesão corporal ou morte, tentadas ou consumadas.

Retomo
Parece bom, certo? Certo! Como vocês viram, alguns dos ditos “movimentos sociais” seriam facilmente enquadrados. Ah, então os gênios decidiram ter uma ideia e acrescentaram o seguinte (em vermelho):
Exclusão de crime
§ 7º Não constitui crime de terrorismo a conduta individual ou coletiva de pessoas movidas por propósitos sociais ou reivindicatórios, desde que os objetivos e meios sejam compatíveis e adequados à sua finalidade.

É um escândalo. O terrorismo, então, deixaria de ser terrorismo desde que praticado pelos chamados “movimentos sociais”. Vale dizer: alguns grupos ganhariam licença especial para praticar o terror. Pior: esse artigo passou por uma comissão do Senado e conservou suas características deletérias. ATENÇÃO! OS PETISTAS NO SENADO SE MOBILIZAM PARA APROVAR, NO NOVO TEXTO, ESSA EXCLUSÃO DE CRIME. SE ISSO FOR APROVADO, ALGUNS GRUPOS GANHARÃO O DIREITO DE PRATICAR TERRORISMO.

O Projeto de Lei 499
O Projeto de Lei 499 que agora o governo quer votar com a máxima urgência, com as assinaturas do senador Romero Jucá (PMDB-RR) e do deputado Cândido Vacarezza, define o crime de terrorismo — inspira-se, basta comparar, na Lei de Segurança Nacional — e serviria, sim, de uma lei de contenção às vésperas da Copa do Mundo. Vá lá. O governo pode fazer por oportunismo o que deveria ter feito por princípio. Mas a lei é, sim, necessária. A íntegra do texto está aqui. Destaco alguns trechos.

Terrorismo texto 1

Terrorismo texto 2

Terrorismo 3

Vamos ver
Vamos ver como anda a coisa. Chegar à Copa do Mundo sem uma lei que defina e puna crimes de terrorismo é marcar um encontro com o desastre. Mas vocês podem esperar a gritaria desses que se dizem defensores de “direitos humanos” — e este escriba se declara um fanático dos ditos-cujos. Só não acha que sair às ruas com explosivos que matam pessoas seja um… direito humano. Só não acha que obstruir uma rodovia seja outro… direito humano. Vamos ver. O texto, como está, serve, sim, ao combate ao terrorismo. Se, no entanto, os petistas decidirem excluir da lei os ditos movimentos sociais, aí, então, não se trata de uma lei contra o terror, mas de uma lei de perseguição àqueles que o PT considera inimigos. Será que eu quero punir movimentos sociais? Uma ova! Eu quero saber é se eles têm o direito de pôr em risco a segurança pública e de infundir o terror em nome de sua causa. Atenção, senhores congressistas! Os petistas estão agora mobilizados para garantir a seus aliados e amigos o monopólio da violência.

Lei contra o terror que não valha para todo mundo será só uma farsa autoritária.

11 Feb 22:02

A que ponto chega a degradação profissional! Ou: Paulo Henrique Amorim debocha do cadáver do cinegrafista Santiago Andrade. É nojento!

by giinternet

Paulo Henrique Amorim há tempos perdeu a noção do limite, do ridículo, do grotesco. Virou uma caricatura até de si mesmo.

No dia seguinte à morte do cinegrafista Santiago Andrade, da Band, ele resolveu gravar um vídeo supostamente engraçadinho, que postou na Internet. Vejam. Volto em seguida.

Retomo
Este senhorzinho está, naturalmente, se referindo ao editorial do Jornal Nacional, que foi ao ar ontem. Escrevi a respeito. Discordo, como viram, de trechos do texto — discordância intelectual, respeitosa, até mesmo, a meu juízo, técnica no que diz respeito ao estado de direito.

Amorim debocha. E não debocha da Globo, não, mas do morto. Até porque cabe perguntar que trecho do editorial motivou essa personagem grotesca a fazer essa pantomima ridícula e sem graça. Nos fundamentos, o texto lido por William Bonner é impecável. Ou Amorim defende que jornalistas e cinegrafistas sejam mortos nas manifestações?

Num dado momento, ainda que de modo oblíquo, Amorim incita os bandidos disfarçados de balck blocs a atacar veículos da Globo. Aliás, ele também se disfarça de black bloc. Ora, como esquecer que foi a TV Record que teve um carro incendiado numa das arruaças?

A Record e a Abert
A propósito: a TV Record se sente representada pela Abert (Associação Brasileira das Emissoras de Rádio e Televisão) ou está rompida com ela? Faço essa pergunta porque, nesta terça, um membro da associação se reuniu com José Eduardo Cardozo, ministro da Justiça, justamente para pedir garantias para o trabalho jornalístico.

Enquanto isso, o sr. Amorim, um assalariado da Record, fazia o que se vê acima.

Sei como é…
Escrevi nesta terça um post afirmando que os principais incitadores do ódio contra a imprensa integram a rede suja na Internet financiada por estatais e pelo governo federal.

11 Feb 20:33

Ou empresas da área de comunicação põem o dedo na ferida, ou encontro com Cardozo, da Justiça, é inútil: o governo federal continuará a financiar os linchadores da imprensa? Já temos um morto

by giinternet
Cardozo, da Justiça: ele já deveria ter pegado o paletó faz tempo. Mas está aí....

Cardozo, da Justiça: ele deveria ter pegado o paletó faz tempo. Mas está aí….

O governo quer proteger jornalistas? Que tal parar de financiar com dinheiro de estatais os pistoleiros do subjornalismo que incitam o ódio contra a imprensa? Leio na Folha Online o que segue. Volto em seguida:

Cadozo imprensa

O estado brasileiro, em qualquer de suas esferas, não pode pôr um guarda-costas para cada jornalista que queira trabalhar, não é? A federalização dos crimes contra jornalistas pode ter eficácia num caso ou noutro em que a agressão à imprensa está associada a poderes locais — mas não é isso que tem impedido o livre exercício da imprensa hoje em dia.

Grupos contra a mídia
Desde que o PT chegou ao poder — e especialmente depois que Franklin Martins passou a ser o homem forte da área de comunicação do governo Lula —, a animosidade contra os jornalistas cresceu brutalmente. E não é só de black blocs, não! Vamos parar com essa mentira!

Jornalistas de grandes veículos não podem cobrir manifestações de sem-teto em São Paulo, por exemplo. A não ser escondidos. Atenção! Repórteres de TV com suas respectivas logomarcas foram hostilizados até na cobertura da vinda do papa ao Brasil.

Alguns dos grupos mais violentos que estão nas ruas se dizem partidários de “mídias alternativas” e coisas do gênero. Partem do princípio de que repórteres estão nas ruas para mentir. Quem deu início a essa caçada? Sim, senhores! Foi o governo federal petista, muito especialmente pelas mãos do sr. Franklin Martins.

O que temos?
Com dinheiro da administração direta e das estatais — Petrobras, Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal, em particular —, sites, blogs e revistas promovem uma verdadeira guerra santa contra a imprensa independente, que acusam de estar a serviço de tucanos, da direita, dos conservadores, sei lá do quê.

A grande imprensa sabe disso e, infelizmente, se cala; não denuncia essa canalhice com a clareza com que deveria fazê-lo. Duvido que os representantes das associações que se encontraram com Cardozo vão tocar no assunto.

Vou insistir na questão porque é verdadeira. Vou insistir na questão porque os jornalistas que me leem sabem que é assim. ELES TÊM DE SE ESCONDER NAS RUAS DOS BLACK BLOCS, DOS DITOS MOVIMENTOS SOCIAIS, DOS GRUPOS CHAMADOS DE MÍDIA ALTERNATIVA. A qualquer momento, redes organizadas de difamação na Internet podem dar início a correntes de opinião para tentar destruir pessoas.

É o governo federal e sua “política de mídia” — que é como os canalhas agressores chamam o jornalismo — que estão obrigando a imprensa a trabalhar sob censura.

Se Cardozo quer mesmo “colaborar”, que fale com sua chefe, Dilma Rousseff, para que tome uma de duas providências:
a: cortar o dinheiro público que alimenta os canalhas incitadores;
b: já que financiam a opinião e garantem o pão, que esses palhaços perigosos parem de incentivar o ódio ao jornalismo independente.

Sem isso, tudo vira conversa mole. Mais: é bom ter claro que o feitiço pode se virar contra o feiticeiro, não é mesmo? À medida que a imprensa se acovarda — e, com raras exceções, ela se acovardou —, os bandidos ganham espaço. Sem que o jornalismo possa fazer com liberdade o seu trabalho, os violentos ganham espaço. E a Copa do Mundo está aí.

Vai melhorar?
Os sinais são ruins. A até agora mal explicada queda de Helena Chagas da Secretaria de Comunicação vem na esteira de um gritaria danada dos blogs sujos financiados, que queriam mais dinheiro — se terão ou não, isso vamos ver. Franklin Martins, o pai da estratégia de demonização da imprensa, será o homem forte da área na campanha de reeleição de Dilma. Isso faz supor que recuperou, desde já, o seu poder de influenciar a rede de difamação que hoje atua a sérvio do governo federal e do PT.

E ainda tenho outras lembranças a fazer a Cardozo, aquele que agora se apresenta com a solucionática da problemática.

11 Feb 16:43

FSF Approves TAZ 3 Printer As Privacy Respecting

by timothy
sfcrazy writes "The Free Software Foundation has approved TAZ 3 as privacy-respecting, and awarded it 'Respects Your Freedom' certification. TAZ 3 is the fifth model in the LulzBot line of 3D printers by Aleph Objects, Inc. FSF has certified other models of LulzBot 3D printer for respecting privacy as well."

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11 Feb 10:29

Servidão voluntária – A categoria que enfrentou a ditadura para participar de um culto ecumênico em protesto contra o assassinato de Herzog é hoje obrigada a se esconder de black blocs. E, infelizmente, fica de boca calada!

by giinternet
Vladimir Herzog morto na cela do DOI-CODI; obra de bandidos

Vladimir Herzog morto na cela do DOI-CODI; obra de bandidos

Santiago Andrade agoniza  na calçada: obra de bandidos

Santiago Andrade agoniza na calçada: obra de bandidos

Caio Silva de Souza. É este o nome do parceiro de Fábio Raposo, o rapaz que já está preso, no ato criminoso que resultou na morte do cinegrafista Santigo Andrade, da Band. Souza também teve decretada a prisão temporária. Se não se apresentar nas primeiras horas de hoje, a polícia, então, passará a procurá-lo. Não sei, não… Mas tenho a impressão de que era isso o que os ditos “manifestantes” queriam evitar quando passaram a assediar Raposo, oferecendo-lhe ajuda, a exemplo do que fez a tal “Sininho”, a moça que acha que a imprensa é composta de “carniceiros” e que diz ter falado em nome do deputado estadual Marcelo Freixo (PSOL-RJ). Raposo e Souza serão indicados por homicídio qualificado e explosão. Se condenados, a pena pode chegar a 35 anos de cadeia — será bem menos, eu sei…

Nesta segunda, entidades profissionais as mais variadas pediram proteção a jornalistas. Ok. Acho que é sempre saudável debater as condições de trabalho. Mas que tipo de proteção esperam? Por mais rebarbativas e, às vezes, covardes que tenham sido as notas, nenhuma consegue ser tão asquerosa, tão moralmente delinquente, como a do Sindicatos dos Jornalistas do Rio. O texto é nauseabundo (íntegra aqui). Jornalistas com um mínimo de decoro profissional que ainda são associados deveriam pedir imediatamente para se desligar de uma entidade capaz de cometer tamanha indignidade.

A primeira palavra da nota pública do sindicato já é moralmente dolosa. Reproduzo um trecho:
“Independentemente de onde tenha partido o artefato explosivo que feriu gravemente o repórter cinematográfico Santiago Ilídio Andrade, que trabalha na TV Bandeirantes, em protesto na Central do Brasil contra o aumento das passagens de ônibus, nesta quinta-feira (06/02), as imagens revelam que o profissional, assim como a maioria dos jornalistas atuantes nas coberturas de manifestações desde junho passado, não estava preparado para enfrentar um risco como esse. (…)”

Como? “Independentemente de onde tenha partido o artefato (…)”??? O Sindicato dos Jornalistas do Rio ainda tem alguma dúvida a respeito? Ainda não está plenamente convencido, apesar das imagens e da confissão de um dos presos, obtida sob a proteção de todas as garantias legais? Se você tiverem paciência para ler a íntegra, verão que o sindicato elegeu como alvos “os patrões” e, claro, o estado. Não há uma só palavra censurando os assassinos de Santiago; não há uma vírgula contra a violência nas manifestações.

Ao afirmar que o cinegrafista “não estava preparado”, o sindicato, queira ou não, o torna uma espécie de coautor da próprio assassinato, entenderam? Os principais responsáveis, é evidente, são “os patrões e o estado”; secundariamente, Santiago deveria responder pela imprudência — ele e outros tantos que vão para a rua sem… capacete! O sindicato não gosta disso. A instituição que veio a público pedir a cabeça de uma profissional porque emitiu uma opinião com a qual o sindicato não concorda é incapaz de ser clara e inequívoca na censura aos assassinos de um cinegrafista e ainda parece duvidar um tanto da verdade escancarada.

Parece que o modelito imaginado pelo Sindicato dos Jornalistas do Rio para os profissionais de imprensa é o mesmo dos black blocs: capacete, máscara antigás, quem sabe alguns morteiros — mas só para se defender, é claro…

Perguntem
Perguntem a qualquer jornalista de grande veículo cujo rosto seja conhecido — e isso vale, é óbvio, especialmente para as TVs — se hoje eles têm coragem de cobrir manifestações. A resposta, obviamente, é não. A menos que usem, de fato, máscaras. Perguntem a esses mesmos jornalistas se é da polícia que eles têm medo. Pode até haver um outro; sabem que podem se ferir em confrontos; que há, sim, policiais que podem tomar decisões estúpidas, mas a verdade é que esses profissionais da imprensa não podem cobrir esses eventos porque seriam linchados por black blocs e delinquentes afins.

No dia 31 de outubro de 1975, ainda nos piores dias da ditadura, estima-se QUE PELO MENOS MIL JORNALISTAS estavam no culto ecumênico na Catedral da Sé, que denunciava o assassinato de Vladimir Herzog, ocorrido no dia 25 daquele mês nas dependências do DOI-Codi. Todos estavam, sim, como muito medo — como de resto as outras estimadas sete mil pessoas que lá se encontravam. Mas os jornalistas, ainda assim, enfrentaram o perigo.

Quase 40 anos depois, em plena vigência do regime democrático, a categoria que enfrentou a ditadura para participar de um culto ecumênico é obrigada a se esconder de fascistoides e baderneiros.

Texto publicado originalmente às 6h29
11 Feb 10:28

It’s official: Nokton 25mm with De-Clicked Stepless Aperture Control.

by admin

-
Voigtlander officially announced a new version of the 25mm f/0.95 MFT lens. it has the same optical design but adds De-Clicked Stepless Aperture Control. The image on top shows the new lens. Price will be the same of the current Nokton 25mm (here one Bay). The new version will ship from March.

I got the press text in German if you want/can read it:

Nachdem sich die lichtstarken Festbrennweiten mit MFT- Anschluß immer größerer Beliebtheit erfreuen, gibt es eine weitere frohe Kunde. Das erste Objektiv dieser Reihe, das Nokton 0,95/25mm, wird ab März 2014 auch mit der selektiven Blendensteuerung ausgestattet sein.
Dies erlaubt dem Benutzer zu wählen ob er die traditionelle Vorgehensweise der Blendeneinstellung oder ob er eine stufenlose Blendensteuerung bevorzugt. Besonders bei der Anwendung im Filmmodus lassen sich hier sehr effektvoll dramatische Einstellungen erzielen, zumal die stufenlose Einstellung auch absolut geräuschlos vorgenommen werden kann. Alle anderen technischen Daten bleiben unverändert.

Thanks Thomas for finding this!

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11 Feb 10:28

Marcelo Freixo, do PSOL, este homem a cada dia mais santo! Ou: Assessor de deputado ajuda presos em badernas

by giinternet

Por Elenice Bottari e Luiz Ernesto Magalhães, no Globo Online:
Assessor parlamentar do deputado Marcelo Freixo (PSOL) na Assembleia Legislativa (Alerj), o advogado Thiago de Souza Melo também comanda uma ONG que presta assessoria jurídica gratuita a pessoas que são presas durante as manifestações por vandalismo e outros crimes. Thiago é um dos diretores do Instituto de Defensores de Direitos Humanos (DDH). Em outubro, um dos clientes atendidos pela entidade foi o tatuador Fábio Raposo, também conhecido como Fox, um dos acusados de envolvimento com a morte do cinegrafista Santiago Andrade, da TV Bandeirantes.

O vínculo de Thiago com manifestantes veio a público nesta segunda-feira, um dia após a polêmica envolvendo o advogado Jonas Tadeu Nunes e Marcelo Freixo. Advogado de Fábio, Jonas chegou a afirmar que os dois acusados de dispararem o artefato que matou o cinegrafista seriam ligados ao deputado. Freixo negou a informação e rebateu observando que Jonas Tadeu representou o ex-deputado Natalino Guimarães em um depoimento na Alerj durante a CPI das Milícias.

Presidente da Alerj critica acúmulo
Na vida profissional, Thiago teve outros vínculos com o PSOL. Em Niterói, por exemplo, prestou assistência jurídica para o partido. No gabinete de Freixo, ele recebe R$ 5.685,53 mensais (valor bruto) como assessor parlamentar. Para o deputado, não há conflitos de interesse. Freixo admitiu que já foi procurado por amigos e parentes de presos em manifestações solicitando ajuda. O deputado, porém, ressaltou que jamais pediu apoio à DDH para ajudar com detidos. “Thiago acompanha a pauta de votações e me presta assessoria jurídica no plenário. Como assessor parlamentar, trabalha muito. Mas não exijo dedicação exclusiva. Os funcionários podem atuar em outras atividades, se desejarem, fora do expediente. Não vejo conflito de interesses. Eu mesmo, no primeiro mandato, continuei a dar aulas. Além disso, nunca repassei qualquer caso para a DDH. Sempre que alguém me procura com uma demanda jurídica, encaminho à Defensoria Pública”, disse Freixo.

O advogado trabalha no gabinete de Freixo desde 16 de fevereiro de 2007. Naquele ano, ajudou a fundar a ONG, criada inicialmente para atender a parentes de vítimas de violência policial no Complexo do Alemão, expandindo suas atividades posteriormente. O advogado negou usar a estrutura do gabinete de Freixo na Alerj para ajudar os presos. Segundo ele, as atividades da ONG e seu trabalho na Alerj são independentes.

“No DDH, defendemos vários casos de pessoas contra as quais nada foi provado. Essa é uma atividade voluntária, sem vinculação política. Trata-se de iniciativa de um grupo de advogados que nada recebem para isso. Sou apenas um deles. Minha atividade principal é como assessor parlamentar. Nem sempre posso atender os manifestantes. Quando Fábio foi preso em outubro, por exemplo, estava viajando”, afirmou Thiago.

O advogado também afirmou não ter recebido qualquer ligação da ativista Elisa Quadros Pinto Sanzi, a Sininho, pedindo apoio jurídico para Fábio. O presidente da Alerj, Paulo Melo (PMDB), criticou o acúmulo de funções de Thiago. Segundo ele, a prática pode não ser ilegal, mas não seria ética: “Não é recomendável que uma pessoa que exerça cargo público e ganhe dinheiro com isso defenda pessoas, em muitos casos, acusadas de depredar esse patrimônio. A própria Alerj já foi alvo de vandalismo por parte de alguns desses manifestantes”, disse Melo.

Freixo lamentou ontem a morte de Santiago e afirmou que a violência nas manifestações tem que cessar. Ele disse ainda que estava tentando contato com o novo chefe da Polícia Civil, Fernando Veloso, para pedir rigor e prioridade na investigação. Segundo o deputado, as manifestações são importantes e devem continuar, mas sem violência e sem impedir o trabalho de jornalistas. “Eu quero, de forma muito sincera, lamentar profundamente esse ato, que levou à morte uma pessoa querida, conhecida, o Santiago trabalhou com minha mulher. E é inaceitável que a gente, diante de uma manifestação que é um instrumento de cidadania, de democracia, que faz parte da história do Rio de Janeiro e do Brasil, ter de se deparar com a morte de um trabalhador no exercício de sua profissão. O que aconteceu é muito sério. E também quero dizer que eu repudio qualquer forma de violência, seja de quem for. A gente precisa dar um basta na escalada de violência, de todos os lados. Tivemos vários profissionais de comunicação feridos nessas manifestações, e agora a sociedade está enterrando um. Essa escalada de violência precisa cessar. Isso é péssimo para todos, não há vencedor quando se tem violência no meio de uma manifestação. Seja que grupo for, eu repudio violentamente essa possibilidade de uma ação violenta, que nos traz dor e não nos traz nenhum avanço.” Freixo defendeu ainda o trabalho jornalístico nas manifestações: “É fundamental o papel da imprensa”, afirmou o deputado.

Para mãe, filho conhecia Freixo
A dona de casa Marise Raposo, mãe de Fábio Raposo — preso sob a acusação de que que teria participado do ataque ao cinegrafista Santiago Andrade —, disse, no domingo para um repórter do GLOBO, por telefone, achar que o filho conhecia o deputado Marcelo Freixo (PSOL). Quando foi perguntado se sabia em que circunstância o filho conhecera o parlamentar, ela afirmou que não poderia falar porque não morava com ele. Os pais de Fábio Raposo moram no Recreio e ele vive sozinho num apartamento no Méier, onde a polícia chegou a fazer uma busca e apreensão. Na mesma ligação telefônica, Marise disse que, naquele dia, havia recebido uma ligação de Elisa Quadros, conhecida como Sininho, por volta da hora do almoço. Ela, no entanto, não quis informar o teor da conversa que tivera com a manifestante.

11 Feb 10:27

Dilma Red Block decide entrar no clima palanqueiro, rebaixa um pouco mais o decoro e chama oposição de “cara de pau”

by giinternet

A presidente Dilma Rousseff participou nesta segunda da festa de aniversário dos 34 anos de criação do PT. Discursou. Também falaram Alexandre Padilha, pré-candidato do partido ao governo de São Paulo, e Rui Falcão, presidente do partido. Decoro foi matéria escassa.
Afirmou a presidente:
“Eles têm a cara de pau de dizer que o ciclo do PT acabou, que nós demos o que tínhamos de dar. São os mesmos que diziam que haveria uma debandada de empresários com a eleição do ex-presidente Lula e que, a cada crise, dizem que o Brasil vai afundar. O fim do mundo chegou, sim, mas chegou para eles.”

Ai, ai… Eu até acho que existe certa tensão injustificada em alguns setores, mas quem é que está dizendo que o Brasil vai afundar? Ninguém! Debandada de empresários? Santo Deus! Dilma está voltando a uma frase que Mário Amato, então presidente da Fiesp, disse em… 1989 — há um quarto de século: “Se Lula ganhar a eleição, 800 mil empresários deixarão o Brasil!”.

E que se note: se Lula tivesse realmente vencido naquele ano, dadas as porcarias que pensava, o cenário antevisto por Amato não era implausível. Aliás, o próprio Apedeuta admitiu que não estava preparado para governar. Mas isso não é o mais engraçado: hoje, a Fiesp, a quem Dilma alude, é aliada do PT — e Paulo Skaf é uma das pessoas com quem os petistas contam para ajudar a derrotar Geraldo Alckmin (PSDB) em São Paulo. Não só isso: Collor, que derrotou Lula naquela ocasião, é hoje um fiel aliado do petismo.

Então, Dona Dilma, não são os mesmos coisa nenhuma! Aqueles “mesmos”, hoje, estão com o PT.

Cara de pau?
Já lhes contei a história do nhenhenhém de FHC, que deu pano pra manga. Quem ler o texto vai saber por que, de algum modo, participei da origem da coisa no que diz respeito ao efeito jornalístico. Criticando seus adversários, o então presidente tucano afirmou que eles ficavam com “nhenhenhém”. O mundo veio abaixo. Foi um deus nos acuda. Ele seria arrogante; não respeitaria a oposição; julgava-se o dono do mundo etc. e tal.

Em 2010, delicado como de hábito, o então presidente Lula referiu-se ao presidente do principal partido de oposição como… “babaca”. Isto mesmo: “babaca”! Quase todo mundo achou muito normal. Não houve gritaria. Nesta segunda, na cerimônia do PT, Dilma decidiu emular com o seu antecessor e, como vocês leem acima, chamou o oposição de “cara de pau”.

Falcão
Num ambiente em que se falta com o decoro, Rui Falcão jamais fica para trás. Ele resolveu partir mesmo para a baixaria. Reproduzo trecho de reportagem do Estadão (em vermelho):
O presidente nacional do PT, Rui Falcão, fez as críticas mais duras aos prováveis adversários da presidente na eleição deste ano. Sem citar nomes, Falcão criou dois termos para se referir a eles: “neopassadista” e o “novovelhista”. Segundo pessoas próximas a Falcão, o discurso se refere ao senador Aécio Neves (PSDB-MG) e a Eduardo Campos. Em seu discurso, disse que os dois são “partes do mesmo corpo”. “O neopassadismo e o novovelhismo parecem farinha do mesmo saco. Assemelham-se em quase tudo”, afirmou o presidente do PT.
Em seu ataque mais pesado, sugeriu que os adversários de Dilma fecharam os olhos para as denúncias de corrupção no Metrô e na CPTM durante os governos tucanos em São Paulo e para o episódio da apreensão de cocaína no helicóptero do deputado estadual Gustavo Perrella (SDD-MG). “O algo ‘novo’ é fechar os olhos, e, quem sabe até, esquecer-se de tapar o nariz, para carregamentos exóticos em helicópteros?”, disse.

Volto
O caso foi investigado pela Polícia Federal, cuja chefe, em último caso, é Dilma, ali presente. Tentar ligar as oposições a tráfico de drogas vai muito além do chute na canela. Desde 2002, essa pode ser a disputa mais difícil para o PT porque o ambiente social e político nunca se mostrou tão instável. Eles estão deixando claro que o jogo vai ser pesado e que não têm mesmo limites.

 

11 Feb 08:18

Justiça veta doação de terreno da cidade de São Paulo para Lula erguer o seu museu. É o certo!

by giinternet

O juiz Adriano Marcos Laroca, da 12ª Vara da Fazenda Pública, concedeu uma liminar contra a doação de um terreno de 4,3 mil metros quadrados, no Centro de São Paulo, ao Instituto Lula, que quer erguer ali o que pretensiosamente chama de “Museu da Democracia”. O tal museu, ora vejam!, pretende contar a história de Lula — e, claro, do PT. A doação do terreno foi aprovada pela Câmara dos Vereadores de São Paulo em 2011, por iniciativa do então prefeito Gilberto Kassab (PSD).

Ora, por que Lula deveria ter o direto de receber um terreno de graça? Por que o seu instituto, que é um ente privado, merece esse benefício? Escrevi a respeito no dia 15 de fevereiro de 2011. As minhas questões seguem as mesmas.

1: Constituição – A negativa dos petistas em participar da sessão homologatória da Constituição de 1988, uma das atitudes mais indignas tomadas até hoje por esse partido, fará parte do “Memorial da Democracia”, ou esse trecho sumirá da história? 

2: Expulsões  A expulsão dos três deputados petistas que participaram do Colégio Eleitoral que elegeu Tancredo Neves, pondo fim à ditadura – Airton Soares, José Eudes e Bete Mendes – fará parte do “Memorial da Democracia”, ou isso também será omitido?

3: Governo Itamar – A expulsão de Luíza Erundina do partido porque aceitou ser ministra da Administração do governo Itamar, cuja estabilidade era fundamental para o país, entra no Memorial da Democracia, ou esse fato será eliminado?

4: Voto contra o Real – A mobilização do partido contra a aprovação do Plano Real integrará o acervo do Memorial da Democracia, ou os petistas farão de conta que sempre apostaram na estabilidade do país?

5: Guerra contra as privatizações – As guerras bucéfalas contra as privatizações — o tema anda mais atual do que nunca — e todas as indignidades ditas contra a correta e necessária entrada do capital estrangeiro em setores ditos “estratégicos” merecerá uma leitura isenta, ou o Memorial da Democracia se atreverá a reunir como virtudes todas as imposturas do partido?

6: Luta contra a reestruturação dos bancos – A guerra insana do petismo contra a reestruturação dos bancos públicos e privados ganhará uma área especial no Memorial da Democracia, ou os petistas farão de conta que aquilo nunca aconteceu?

7: Ataque à Lei de Responsabilidade Fiscal – Os petistas exporão os documentos que evidenciam que o partido recorreu à Justiça contra a Lei de Responsabilidade Fiscal, tornada depois cláusula pétrea da gestão de Antônio Palocci no Ministério da Fazenda?

8: Mensalão  O Memorial da Democracia vai expor, enfim, a conspiração dos vigaristas que tiveram o desplante de usar dinheiro sujo para tentar criar uma espécie de Congresso paralelo, alimentado por escroques de dentro e de fora do governo?

9: Duda Mendonça na CPI – Haverá no Memorial da Democracia o filme do depoimento de Duda Mendonça na CPI do Mensalão, quando confessou ter recebido numa empresa no exterior o pagamento da campanha eleitoral de Lula em 2002?

10: Dossiê dos aloprados – O Memorial da Democracia trará a foto da montanha de dinheiro flagrada com os ditos aloprados, que tentavam fraudar as eleições em 2006?

11: Dossiê da Casa Civil – Esse magnífico Memorial da Democracia trará os documentos sobre o dossiê de indignidades elaborado na Casa Civil contra FHC e contra, pasmem!, Ruth Cardoso, quando a titular da pasta era ninguém menos do que Dilma Rousseff, e sua lugar-tenente, ninguém menos do que Erenice Guerra?

12: Censura à imprensa – o Memorial da Democracia reunirá as evidências das muitas vezes em que o PT tentou censurar a imprensa, seja por meio do Conselho Federal de Jornalismo, seja por intermédio no Plano Nacional de Direitos Humanos?

13: Imprensa comprada e vendida  Teremos a chance de ver os contratos de publicidade do governo e das estatais com pistoleiros disfarçados de jornalistas, que usam o dinheiro público para atacar a imprensa séria e aqueles que o governo considera adversários nos governos dos estados, no Legislativo e no Judiciário?

14 – Novo dossiê contra adversário – O Museu da Democracia do Instituto Lula reunirá as evidências todas das novas conspiratas do petismo contra o candidato da oposição em 2010, com a criação de bunker para fazer dossiês com acusações falsas e a quebra do sigilo fiscal de familiares do candidato e de dirigentes tucanos?

15 – Uso da máquina contra governos de adversários – A mobilização da máquina federal contra o governo de São Paulo em episódios como o da retomada da Cracolândia e da desocupação do Pinheirinho entrará ou não no Memorial da Democracia como ato indigno do governo federal?

16 – Apoio a ditaduras  O sistemático apoio que os petistas empenham a ditaduras mundo afora estará devidamente retratado no Memorial da Democracia? Veremos Lula a comparar presos de consciência em Cuba a presos comuns no Brasil? Veremos Dilma Rousseff a comparar os dissidentes da ilha a terroristas de Guantánamo?

Fiz acima perguntas sobre 16 temas. Poderia passar aqui a noite listando as vigarices, imposturas, falcatruas e tentativas de fraudar a democracia protagonizadas por petistas e por governos do PT. As que se leem são apenas as mais notórias e conhecidas.

Não! Erram aqueles que acham que quero impedir lula — e o PT — de contar a história como lhe der na telha. Quem gosta de censura são os petistas, não eu! O Apedeuta que conte o mundo desde o fim e rivalize, se quiser, com Adão, Noé, Moisés ou o próprio Deus, para citar alguém que ele deve julgar quase à sua altura, mas não há de ser com o nosso dinheiro.

11 Feb 02:50

O editorial do Jornal Nacional, o que está certo e o que está muito, mas muito errado

by giinternet

Enquanto o pau voltava a comer no Centro do Rio — E NÃO POR CULPA DA PM, QUE SE SAIBA —, o Jornal Nacional levou ao ar um editorial, com o qual, em parte, concordo. Mas também há passagens das quais discordo radicalmente. Segue o texto na íntegra. Os destaque em vermelho ficam por minha conta. Volto depois.
*
Não é só a imprensa que está de luto com a morte do nosso colega da TV Bandeirantes Santiago Andrade. É a sociedade.

Jornalistas não são pessoas especiais, não são melhores nem piores do que os outros profissionais. Mas é essencial, numa democracia, um jornalismo profissional, que busque sempre a isenção e a correção para informar o cidadão sobre o que está acontecendo. E o cidadão, informado de maneira ampla e plural, escolha o caminho que quer seguir. Sem cidadãos informados não existe democracia.

Desde as primeiras grandes manifestações de junho, que reuniram milhões de cidadãos pacificamente no Brasil todo, grupos minoritários acrescentaram a elas o ingrediente desastroso da violência. E a cada nova manifestação, passaram a hostilizar jornalistas profissionais.

Foi uma atitude autoritária, porque atacou a liberdade de expressão; e foi uma atitude suicida, porque sem os jornalistas profissionais, a nação não tem como tomar conhecimento amplo das manifestações que promove.

Também a polícia errou — e muitas vezes. Em algumas, se excedeu de uma forma inaceitável contra os manifestantes; em outras, simplesmente decidiu se omitir. E, em todos esses casos, a imprensa denunciou. Ou o excesso ou a omissão.

A violência é condenável sempre, venha de onde vier. Ela pode atingir um manifestante, um policial, um cidadão que está na rua e que não tem nada tem a ver com a manifestação. E pode atingir os jornalistas, que são os olhos e os ouvidos da sociedade. Toda vez que isso acontece, a sociedade perde, porque a violência resulta num cerceamento à liberdade de imprensa.

Como um jornalista pode colher e divulgar as informações quando se vê entre paus e pedras e rojões de um lado, e bombas de efeito moral e bala de borracha de outro?

Os brasileiros têm o direito de se manifestar, sem violência, quando quiserem, contra isso ou a favor daquilo. E o jornalismo profissional vai estar lá – sem tomar posição a favor de lado nenhum.

Exatamente como o nosso colega Santiago Andrade estava fazendo na quinta-feira passada. Ele não estava ali protestando, nem combatendo o protesto. Ele estava trabalhando, para que os brasileiros fossem informados da manifestação contra o aumento das passagens de ônibus e pudessem formar, com suas próprias cabeças, uma opinião sobre o assunto.

Mas a violência o feriu de morte aos 49 anos, no auge da experiência, cumprindo o dever profissional.

O que se espera, agora, é que essa morte absurda leve racionalidade aos que contaminam as manifestações com a violência. A violência tira a vida de pessoas, machuca pessoas inocentes e impede o trabalho jornalístico, que é essencial – nós repetimos – essencial numa democracia.

A Rede Globo se solidariza com a família de Santiago, lamenta a sua morte, e se junta a todos que exigem que os culpados sejam identificados, exemplarmente punidos. E que a polícia investigue se, por trás da violência, existe algo mais do que a pura irracionalidade.

Comento
Endosso o que não está em destaque. Mas vamos ao que não vai bem:
1: Infelizmente, desde o início, as manifestações já foram notavelmente violentas, e não é verdade que se tratasse de grupos minoritários. Os três primeiros protestos contra o reajuste de passagens em São Paulo, nos dias 6, 7 e 11 de junho, já foram brutais, com depredação, coquetéis molotov e tentativa de linchamento de policiais. ESSA NÃO É A MINHA OPINIÃO. São os fatos. Está tudo devidamente documentado. De resto, nessas manifestações, nem se podia falar em minoria violenta porque eram protestos por si minoritários.

2: Por que a polícia está apanhando num editorial que lamenta a morte de um cinegrafista, quando todos sabem quem são os assassinos? O que ela tem com isso? Parece-me que o expediente ajuda a diluir as responsabilidades. O jornalismo tem de ser isento, claro!, mas não em relação ao estado de direito. Se e quando a polícia cometer seus exageros, falhas, omissões crimes, que seja criticada por isso.

3: Parece-me que há aí uma tentativa de justificar um erro lamentável de apuração cometido por um jornalista da GloboNews. Um jornalista, em circunstâncias assim, terá de colher a verdade justamente em circunstâncias adversas. Há jornalismo de guerra, mas não de monastérios. Incomoda-me que “paus, pedras e rojões de um lado” sejam igualados a “bombas de efeito moral e balas de borracha de outro”. Essa formulação é falsa. O uso de instrumentos de contenção e de repressão da desordem são disciplinados por lei; estão previstos no estado democrático e de direito — o de paus, pedras e rojões não! Sim, a polícia já errou. Que tivesse merecido o seu editorial. Mais: quando é que se deu a omissão? Quando tardou a recorrer aos instrumentos que estão sendo equiparados às armas de delinquentes? Enquanto prevalecer a ideia de que policiais e bandidos disfarçados de manifestantes são forças beligerantes equivalentes, cidadãos estarão correndo riscos desnecessários — inclusive jornalistas.

4: Eu não acho que a manifestação fosse contra o reajuste da passagem, não. Mas aí a divergência é mais funda e vou deixá-la de lado. Eu temo é pelo risco embutido na formulação “para que os brasileiros fossem informados da manifestação contra o aumento das passagens de ônibus e pudessem formar, com suas próprias cabeças, uma opinião sobre o assunto”. Numa leitura imediata, parece apenas sensato. Com um pouco mais de rigor, é preciso deixar claro que a imprensa não pode ser nem isenta nem neutra quando protestos desrespeitam de forma manifesta os fundamentos da democracia, ainda que seja convocada por monges budistas. Como costumo dizer, se tocadores de oboé decidirem promover a desordem no centro da cidade e impedir o direito de ir e vir, os tocadores de oboé têm de ser reprimidos. Se pegarem paus e pedras para atacar a polícia — ou mesmo seus oboés —, terão de ser contidos. Se preciso com bomba de gás, que não é pau. Se preciso com bomba de efeito moral, que não é morteiro. Se preciso, com bala de borracha, que não é pedra. Temos é de exigir que a polícia use com sabedoria, parcimônia e rigor técnico os instrumentos de que dispõe para manter a ordem pública. Ou vamos ignorar que estes que se dizem “black blocs”, em suas páginas das redes sociais, pregam o ataque aos policiais?

Se a policia apanha da imprensa quando erra e apanha da imprensa também quando aqueles que ela reprime cometem um homicídio, então se tem que bater na polícia, por definição, é um princípio civilizador. E eu não acho que seja.

Encerro
Enquanto o editorial era lido, vândalos mascarados, mais uma vez, procuravam provocar a barbárie no Centro do Rio. É uma gente tão asquerosa que nem mesmo teve o bom senso de suspender o protesto no dia em que foi anunciada a morte de Santiago Andrade. Cadáveres fazem parte de sua lógica.

11 Feb 02:49

Surrogate Database Key, Not Bitcoin Protocol Flaw, To Blame For Mt Gox Problems

by Unknown Lamer
An anonymous reader writes "Bitcoin values dropped sharply over the weekend after the largest trading exchange, MtGox, revealed that an investigation into unusual trading activity turned up a flaw in the underlying Bitcoin software that allowed an attacker to double withdrawal a transaction" Not so fast according to database experts: the real problem is that Mt Gox (and other exchanges) are using a surrogate transaction id rather than a natural key in their databases: "The flaw isn't so much in Bitcoin as it is in exchange-systems. Many exchanges use the tx-id to uniquely identify transactions, but as it turns out, an attacker can change the tx-id without changing the actual transaction, rebroadcast the changed transaction (effectively creating a double-spend) and if his altered transaction gets accepted into a block instead of the legit transaction, the attacker receives his coins and can complain with the exchange that he didn't. The exchange will then check their db, fetch the tx-id from it, look it up in the blockchain and not find it. So they could conclude that the transaction indeed failed and credit the account with the coins. ... A simple workaround is to not use the tx-id to identify transactions on the exchange side, but the (amount, address, timestamp) instead."

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11 Feb 00:52

À sua maneira, a morte de Santiago foi cuidadosamente planejada. Ou: Um vídeo com estrelas globais e um juiz que exalta a tática black bloc, que matou o cinegrafista

by giinternet

Como eu sou contra a censura; como eu me oponho ao cerceamento da imprensa; como eu acho que estamos lidando com fascistas asquerosos, que odeiam a liberdade, eu vou lembrar todos aqueles que ajudaram a criar o clima que resultou na morte de Santiago Andrade.

No dia 28 de outubro, escrevi um post sobre a convocação que descoletes globais e outros faziam para novos protestos no Rio. Vejam no arquivo quantas vezes este cão danado aqui apontou que, em Banânia, artista é tratado como pensador — e, infelizmente, muitas vezes, pensadores anseiam a fama de artistas. Os que deveriam buscar aplausos querem ser reconhecidos como filósofos, e alguns “filósofos”, por sua vez, só querem ser aplaudidos…

Abaixo, há um vídeo em que alguns rostos muito conhecidos, outros menos, convocam a população para um protesto. Assistam. Volto em seguida.

Voltei
1: Como vocês viram, um dos alvos da insatisfação é a tal “mídia”. Vocês sabem a quem pertence a agenda que, no fim das contas, criminaliza mesmo é a imprensa. Aliás, o maior “grupo de mídia” do país são as Organizações Globo, que detêm concessões de TV aberta, por assinatura e de rádio, jornal, revista etc. Assina a carteira de trabalho de boa parte dos bacanas. Isso não quer dizer que não possam e não devam dizer o que pensam e discordar. Mas, então, que deem nome aos bois. Qual “mídia” trata de modo inadequado os “manifestantes”? Como sabe toda gente, ao contrário do que se anuncia acima, A IMPRENSA TEM SE NEGADO A CRIMINALIZAR ATÉ MESMO OS CRIMINOSOS.

2: Quem não faz a distinção entre manifestantes e bandidos são os atores globais e os outros dois ou três que se manifestam. Notem:
a) não há uma só palavra de censura às depredações;
b) a polícia é vista como a única responsável pelos confrontos;
c) pessoas detidas depredando a cidade são chamadas de “presos políticos”.

3: Uma jovem chamada Bianca Comparato — nunca vi, mas parece ser atriz —, aos 3min23s, defende, as palavras fazem sentido, o quebra-quebra. Transcrevo sua fala (em vermelho):
“[órgãos de imprensa] só reportam o que é que foi quebrado, o que foi destruído. E eu também acho que tem de parar para pensar o que é que está sendo destruído. São casas de pessoas, como (sic) a polícia joga uma bomba de gás dentro de um apartamento? Não! São lugares simbólicos”.

Nunca vi a PM jogando bombas de gás dentro de apartamentos, mas Bianca viu. Ok. Mas isso não é o mais importante. É evidente que ela está defendendo a ação de destruição dos black blocs, mas só a dos “lugares simbólicos”. Do quê? Que eu saiba, quebram bancos, lojas, prédios públicos, praças, estações de trem, de metrô… Lugares simbólicos da civilização?

4: Algumas estrelas do vídeo merecem breves considerações:
a) Wagner Moura, hoje, é o líder dos engajados no Brasil. Tornou-se uma espécie de garoto-propaganda do PSOL, em especial da linha freixista (de Marcelo Freixo);
b) Marcos Palmeira é genericamente a favor de coisas boas, belas e justas, especialmente as ligadas à natureza. Foi uma das estrelas daquele vídeo patético contra Belo Monte. Palmeira sabe como cuidar da questão energética brasileira e, como se vê, é um profundo pensador da democracia. Eduardo Campos o quer como candidato ao governo do Rio pelo PSB.
c) Camila Pitanga é militante petista e garota-propaganda da Caixa Econômica Federal, em especial do programa Minha Casa Minha Vida. Já está engajada na candidatura de Lindbergh Farias ao governo do Rio.

No dia 17 de junho, no Rio, aconteceu isto aqui, vejam:

Os “artistas”, evidentemente, não disseram uma só palavra de censura ao comportamento dos manifestantes. Linchar policias pode. Mas o silêncio não é o mais grave. No vídeo que convoca um novo protesto, a violência dos vândalos não só é negada como chega a ser bem-vista e estimulada por uma das participantes. Se quem editou as falas manteve a de Bianca Comparato e se todos concordam com o produto final, então é evidente que a endossam. Eu sou, claro!, um rottweiler feroz. Mansas são as pessoas que acham que “destruir lugares simbólicos”, num protesto, é coisa de gente que só quer um país melhor.

Um juiz na turma
Há algo ainda mais escandaloso no vídeo acima. Ali está também um juiz, conforme contei aqui no dia  30 de outubro:

Aqui está ele.

juiz manifestação

A personagem em questão é o juiz João Damasceno, da 1ª Vara de Órfãos e Sucessões, no Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro. Tento de novo: temos um juiz, do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, que participa de um vídeo que convoca manifestações e que acolhe as ações dos black blocs, que, afinal de contas, só depredam o que tem de ser mesmo depredado, segundo se entende….

O juiz Damasceno pertence a tal entidade “Associação Juízes para a Democracia”, como se fosse possível haver uma outra, em que juízes fossem contra a democracia. Esse grupo, declaradamente de esquerda (e sabemos como países socialistas foram verdadeiros reinos de justiça) tem noções muito particulares de direito. Já entrei em alguns embates com eles aqui. Um de seus membros resolveu que, se me ofendesse bastante, elucidaria os absurdos escritos num documento da entidade.

Não pensem que Santiago Andrade morreu por acaso. À sua maneira, essa morte foi cuidadosamente planejada.

10 Feb 23:45

O dia em que o apresentador de um telejornal da Band defendeu a tática black bloc, que é a de quebrar tudo

by giinternet

Já escrevi a respeito e volto ao tema porque, até onde sei, o jornalista em questão não se desculpou. Há pouco mais de um ano e meio, o jornalista Ricardo Boechat, que apresenta o “Jornal da Band” desde 2006, concedeu uma entrevista a um site chamado “Pato com Laranja”. Não sabia da sua existência. Alguns leitores mandaram o link, e, claro!, nestes dias, o vídeo está sendo visto como nunca. É bastante impressionante mesmo. Transcrevo trecho do que ele diz:
“(…) Essa realidade vai mudar (…) se a população atacar, partir pro contra-ataque. Eu sou favorável a arranhar carro de autoridade, eu sou favorável a jogar ovo, eu sou favorável a revolta, a quebra-quebra, o c..lho. ‘Ah, isso é vandalismo!’ Vandalismo é o cacete! Vandalismo é botar as pessoas quatro horas na fila das barcas todo dia (…) Vandalismo é tu roubar feito um condenado o dinheiro público (…).”

O vídeo está aqui. Volto em seguida.

Voltei
O que vocês querem que eu diga?

Um ano e oito meses depois, os métodos preconizados por Boechat estão nas ruas. Ele estava, então, segundo diz, com 60 anos. Não se tratava de um rompante juvenil. Não vi e não verei como ele está noticiando no jornal que ancora os eventos que estão aí . Não vi e não verei como ele noticiou a morte de Santiago Andrade.

Um leitor ou outro enviaram o link para a área de comentários deste blog na linha “é isso mesmo! Que cara corajoso!” Não serão publicados! O nome disso não é coragem. Boechat não foi visto depredando nada por aí. Deve achar, suponho, que isso é uma tarefa dos oprimidos, das pessoas que passam pelos perrengues que ele descreve. Defender a violência quando só os outros — depredadores e policiais, que também são pobres — correm riscos é a expressão mais acabada da covardia.

Em qualquer país do mundo em que práticas assim se generalizam, o que se tem é morte em penca. Porque isso não é política, mas a guerra de todos contra todos. Ele já me atacou uma vez de forma boçal porque afirmei que Niemeyer era metade gênio e metade idiota. Respondi. À época, boa parte da esquerda xucra reproduziu o ataque que ele dirigiu contra mim.

É espantoso que, sendo uma figura pública, tenha concedido essa entrevista. Se, depois, se retratou, ignoro. Mas sempre é tempo. Se não o fizer, é sinal de que continua a achar que é por aí que se muda o Brasil.

A prática que ele exaltou resultou na morte de Santiago Andrade, da Band, a emissora que apresenta o jornal que ele ancora. Peço um favor: essa história já tem irracionalidade demais. Nos comentários, torçam apenas para que ele tenha recobrado a razão.

 

10 Feb 23:26

A ilegalidade escancarada do Mais Médicos e o tráfico de carne humana

by giinternet

Já havia escrito algumas vezes aqui, como vocês sabem, e agora o procurador Sebastião Caixeta, do Ministério Público do Trabalho, confirma: os contratos celebrados pelo governo para o programa “Mais Médicos” são ilegais. Segundo ele diz, sacrificam “valores constitucionais”. É preciso ficar claro: ele aponta ilegalidades no conjunto da obra, não apenas nas relações com os cubanos. Nesse caso, obviamente, há o agravante de os médicos não receberem diretamente o salário. Os R$ 10 mil mensais por médico são repassados para a Organização Pan-Americana de Saúde, a tal Opas, que transfere o dinheiro para a ditadura cubana. O regime dos irmãos Castro, então, paga a cada um de seus escravos algo em torno de US$ 400. Escárnio: o pagamento é executado pela própria embaixada de Cuba no Brasil. É como se os cubanos, em nosso país,, estivessem submetidos apenas às leis vigentes naquela ditadura.

O inquérito civil foi instaurado pelo Ministério Público em agosto do ano passado, mas estava parado. A deserção da médica cubana Ramona Rodriguez reacendeu a questão. A propósito: outro cubano caiu fora. Trata-se de Ortélio Jaime Guerra, que já conseguiu fugir para os EUA. O MP não tinha tido nem mesmo acesso aos contratos porque a Opas alegava confidencialidade. Ficamos sabendo de outra coisa escabrosa: eles eram assinados com uma tal “Sociedade Mercantil Cubana – Comercialização de Serviços Médicos”, um troço de que ninguém ouvira falar. Até o nome da empresa lembra tráfico de escravos.

Já lhes falei aqui a respeito certa feita e volto ao tema. O trabalho rural, por exemplo, está disciplinado pela Norma Regulamentadora nº 31. Ela estabelece, prestem atenção!, DUZENTAS E CINQUENTA E DUAS EXIGÊNCIAS para se contratar um trabalhador rural. Pequeno ou médio proprietário que tiver juízo não deve contratar é ninguém. O risco de se lascar ainda que numa prestação temporária de serviços é gigantesco! 

Se um empregado é contratado para trabalhar numa plantação de café, por exemplo, e, por alguma razão, o dono da propriedade o transfere para cuidar do jardim e do gramado da sede da fazenda, isso só pode ser feito mediante exame médico aprovando a sua aptidão para o novo trabalho. A depender do humor do fiscal, o descumprimento de qualquer uma das 252 exigências pode render uma infração por “trabalho análogo à escravidão”. E o proprietário rural está lascado. Entra na lista negra do crédito, expõe-se ao pedido de abertura de inquérito pelo Ministério Público e pode, no limite, perder a propriedade.

Estou dizendo com isso, leitores, que o trabalho formal no Brasil obedece a uma legislação rigorosa — uma das mais rigorosas do mundo. Por que seria o governo a promover flagrantes ilegalidades no caso do Mais Médicos? Já está mais do que claro que não se trata de programa de bolsa ou de aperfeiçoamento coisa nenhuma! Ramona mesmo passou por ridículos dois dias de treinamento. Na entrevista que concedeu, deu para perceber que nem mesmo fala português — a exemplo da esmagadora maioria dos cubanos. Dominar a nossa língua era um dos pré-requisitos para o trabalho. Convenham: nem sempre a comunicação entre as várias regiões do próprio Brasil é tranquila. Imaginem o que anda a acontecer por esses rincões na relação com os cubanos.

Os petistas tentam fugir do tema como o diabo da cruz. O deputado Mendonça Filho (PE), líder do DEM na Câmara, já pediu audiência a Maria do Rosário, da Secretaria Nacional dos Direitos Humanos. Até agora, nada! Solicitou também um encontro com Eleonora Menicucci, ministra das mulheres. Ela está muito ocupada e só marcou a conversa para o dia 18.

Vamos ver. O Ministério Público do Trabalho pedirá ao governo que ajuste a sua conduta. No caso dos cubanos, a coisa é muito complicada. É preciso ficar claro que a ilha dos irmãos Castro faz tráfico de gente, de pessoas, de carne humana. Seus médicos se transformam em fonte de divisas para o governo dos tiranos.

10 Feb 21:44

Is the Vatican Violating Children’s Rights?

by Mark Movsesian

Here is the latest evidence of the clash between contemporary human rights norms and traditional religions. Last week, the UN’s Committee on the Rights of the Child reported on the Vatican’s compliance with an international treaty, the Convention on the Rights of the Child. The Convention, which virtually every UN member, including the Holy See, has ratified (though not the US), lists universal rights of children, including the right to be protected from discrimination; the right to be free from violence, including sexual abuse; the right to health and welfare; and so on.

The committee had blunt words for the Vatican. With respect to the sexual abuse crisis, it complained, “the Holy See has not acknowledged the extent of the crimes committed, has not taken the necessary measures to address cases of child sexual abuse and to protect children, and has adopted policies and practices which have led to the continuation of the abuse by and the impunity of the perpetrators.” The committee had several suggestions for how the Vatican could do a better job, including the immediate removal of “all known and suspected child sexual abusers” and referral of cases “to the relevant law enforcement authorities.”

Critics complain that the that the committee did not sufficiently acknowledge the steps the Vatican has taken to address the crisis. I’ll leave that question to others. Whether or not the Vatican’s response has been adequate, everyone agrees that sexual abuse is a violation of children’s rights. But the committee also addressed subjects on which everyone does not agree. It suggested that the Vatican alter its positions on abortion, contraception, and homosexuality in order to meet its obligations under the Convention.

For example, the committee stated that the prohibition of abortion “places obvious risks on the life and health of pregnant girls”and urged the Vatican to amend canon law to “identify circumstances under which access to abortion services can be permitted.” It expressed “serious concern” about the Vatican’s policy of “denying adolescents access to contraception.” The Vatican must put “adolescents’ best interests” ahead of other concerns, the committee said. And the committee expressed concern that the Holy See’s disapproval of homosexuality may lead to discrimination against LGBT children and the children of LGBT parents. It recommended that the Holy See amend canon law to recognize diverse family arrangements.

As my former colleague Julian Ku explains, these recommendations don’t follow clearly from the text of the Convention, which lacks “specific language about LGBTQ rights, the appropriate circumstances for abortions, or birth-control education.” On the contrary, Ku says, the report is based upon an “aggressive” reading of the treaty. And the recommendations obviously conflict with fundamental teachings of one of the world’s great religions. Given these facts, shouldn’t the committee have dialed it back a bit? Why push an aggressive, contestable interpretation of a treaty that purports to be universal, notwithstanding the inevitable conflict with the Catholic Church and other traditional religions?

There are probably two explanations. First, to the committee, these recommendations seem morally incontrovertible. Who could doubt that children’s best interests call for liberalized abortion, unrestricted access to contraceptives, and the recognition of same-sex marriages? From the secular human rights perspective, these propositions are frustratingly obvious. The idea that one might in good faith define “best interests” differently–that many world religions in fact do define “best interests” differently–doesn’t make sense. The committee simply cannot credit the other point of view.

Second, the secular human rights regime believes it is at the brink of final victory in these matters. (It has believed so for about 50 years now.) The forces of obscurity are in retreat and religion no longer dictates people’s lives, at least in the civilized West. The Catholic Church, in particular, is on the ropes, a victim of its own sins and intransigence. Why not put an end to its obstructionism once and for all? This would help the cause of progress, and actually be a good thing for the Church, too.

The committee no doubt expected the negative reaction of the Vatican to last week’s report. But it may have been surprised that so many in the elite media objected too. The Economist criticized the report for being sloppy and taking positions on issues where consensus is lacking. The Atlantics Emma Green complained that the report inappropriately critiqued deeply-held religious beliefs. And the Boston Globes John Allen argued that the report would only confirm the opinion of skeptics that the UN is motivated by politics and secular ideology. Perhaps the final victory is still a ways off.

10 Feb 21:43

Adjusting GPAs: A Statistician's Effort To Tackle Grade Inflation

by samzenpus
An anonymous reader writes "A recent analysis of 200 colleges and universities published in the Teachers College Record found 43 percent of all letter grades awarded in 2008 were A's, compared to 16 percent in 1960. And Harvard's student paper recently reported the median grade awarded to undergraduates at the elite school is now an A-. A statistician at Duke tried to make a difference and stirred up a hornet's nest in the process."

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10 Feb 21:43

A morte de Santiago Andrade: o país marcou um encontro com a tragédia

by giinternet

Santiago Andrade, o cinegrafista da Band, teve morte cerebral. Desde junho, o Brasil tinha um encontro marcado com a tragédia. Era uma questão de tempo. E outras acontecerão desde que se repitam os mesmos procedimentos. Quem são os culpados? Obviamente, devem responder por essa morte aqueles que acenderam o morteiro. Mas, se querem saber, é preciso ampliar o leque de culpas. Também nesse caso, mais do que o alarido dos maus, o que constrange é o silêncio dos bons — ou suas palavras e gestos irresponsáveis.

Todos aqueles que assistiram de boca fechada à progressiva violência das manifestações; todos aqueles que passaram a considerar a depredação, o quebra-quebra e o confronto como liberdade de manifestação; todos aqueles que se negaram a reconhecer o caráter congenitamente autoritário desses ditos “protestos”, todos esses têm sua parcela de culpa.

As elites políticas e intelectuais brasileiras, ignorando os fundamentos da uma sociedade democrática, passaram a flertar com a desordem — especialmente setores importantes da imprensa, que se conformaram em trabalhar de maneira clandestina, tendo de se esconder desses vagabundos. Saibam, leitores: os jornalistas têm de esconder suas respectivas identidades. Ou são linchados.

Ainda assim, por temor da patrulha nas redes sociais, ocupadas por esses milicianos, sempre fizeram uma cobertura favorável aos protestos e hostil à polícia — que, na esmagadora maioria das vezes, apenas reagiu à violência, não a promoveu.

Durante todo esse tempo, onde esteve José Eduardo Cardozo, ministro da Justiça? Onde esteve Maria do Rosário, ministra dos Direitos Humanos? Onde esteve Gilberto Carvalho, secretário-geral da Presidência e homem responsável pelo diálogo com os chamados movimentos sociais?

Por incrível que pareça, toda essa gente, cada um à sua maneira, estava dando a sua dose pessoal de contribuição à barbárie, pondo mais lenha na fogueira. Não custa lembrar que Cardozo é um dos primeiros incitadores, ainda que não tivesse sido essa a pretensão, dos confrontos de rua, que os feiticeiros do Planalto imaginavam que ficariam restritos a São Paulo.

Ainda voltarei a esse tema muitas vezes. Não dá mais! É intolerável! Há homicidas nas ruas disfarçados de manifestantes. É preciso que a gente comece a chamar esses caras pelo nome que eles têm.

 

10 Feb 21:43

Vamos lá, jornalistas e veículos de comunicação, ao velório de Santiago Andrade jogar alguns punhados de terra na liberdade de imprensa

by giinternet

Quando o corpo físico se despedir de Santiago Andrade, como já se despediu a sua alma, vamos lá, coleguinhas jornalistas, a seu velório. Vamos homenageá-lo, mas vamos também jogar alguns punhados de terra na liberdade de imprensa.

A verdade é que, como categoria, com uma exceção ou outra, assistimos inermes à progressiva degradação da nossa profissão.

Nós, jornalistas, aceitamos nos esconder nas manifestações. E o nosso sindicato, esse aparelho asqueroso a serviço do PT, não disse nada.

Nós, jornalistas, aceitamos trabalhar clandestinamente para não apanhar de vândalos, de fascistoides, de vagabundos mascarados.

Nós, jornalistas, ficamos com medo das redes sociais e, num movimento de manada, elegemos como inimigo principal a polícia. Mais de uma vez escrevemos e falamos que o quebra-quebra era reação à ação policial, quando nós sabíamos que se tratava do contrário.

Nós, jornalistas, chamamos bandidos que não mostram a cara na democracia, de estetas.

Nós, jornalistas, vimos um repórter fotográfico que testemunhara a tragédia havida com Santiago conceder uma entrevista ao Jornal Nacional sem coragem de mostrar a cara, de dizer o seu nome. E não nos demos conta de que ali estava a volta da censura.

Nós, jornalistas, vimos a sequência de fotos que explicitava o que tinha acontecido ser assinada pela “Agência Globo” — não pelo autor da fotografia. Porque, nestes dias, os jornalistas têm medo.

Boa parte das empresas de comunicação também pode ir lá jogar o seu respectivo punhado de terra.

Desde junho, chamam de “pacíficas” pessoas que sapateiam sobre o teto do Congresso com tochas acesas nas mãos; que incendiam o Palácio do Itamaraty; que depredam o metrô de São Paulo; que saem quebrando tudo Avenida Paulista afora.

Se os jornalistas não querem “ficar mal” nas redes sociais, esses setores da imprensa a que me refiro não têm sido menos covardes. Abrem mão de pautar o debate, segundo os fundamentos da democracia e do estado de direito, e se deixam pautar por milicianos.

Alguns veículos ainda confundem o novo com o bom, esquecendo-se de que certas seguranças e garantia são boas justamente porque são antigas, porque constituem um fundamento da civilidade — e a liberdade de que dispõe um jornalista para trabalhar é uma dessas antiguidades que têm de ser preservadas.

Santiago Andrade foi assassinado por seus algozes, sim. Mas aqueles que silenciaram diante da violência crescente contra os jornalistas — que tiveram de se esconder — ajudaram a preparar esse velório.

Aí grita o cretino fundamental, cheio de má-fé disfarçada de inocência: “Não foi um ataque à imprensa; Santiago Andrade foi ferido por acidente”. Errado. O único acidente aí, se é que foi assim, foi ele ter sido morto por acidente. Jornalistas só não morreram antes, reitero, porque estavam escondidos em meio à multidão, obrigados a trabalhar sem se identificar.

Os jornalistas que silenciaram diante da progressiva perda de liberdade passarão a ter vergonha na cara depois dessa?

As empresas de comunicação que se calaram diante da barbárie passarão a ter vergonha na cara depois dessa?

De associações de classe que são meros esbirros de um partido político, como sindicatos e a Fenaj, não cobrarei vergonha na cara. Eu cobro as coisas possíveis.

A morte de Santiago Andrade é o maior atentado cometido contra a liberdade de imprensa desde a redemocratização do Brasil. Infelizmente, jornalistas e empresas de comunicação enfeitaram essa tragédia com o seu silêncio cúmplice. Infelizmente, uns e outros estão mais preocupados com “o que vão dizer de nós” do que com “o que nós temos a dizer a eles”.

10 Feb 21:41

Como é que é? Quem acende o pavio, então, não mata? Quem mata? Deus? Ou: As babás dos black blocs

by giinternet

O advogado de defesa tem de defender, tudo bem. A gente pode concordar ou não. Quem acende um morteiro como aquele — ou participa da ação que concorre para tanto — está ou não assumindo o risco de matar outra pessoa? Se um sujeito sai atirando a esmo e mata alguém, trata-se ou não de homicídio? Se vai para o alto de um edifício e de lá começa a jogar pedras nos transeuntes, havendo um cadáver, está ou não caracterizado um crime de homicídio doloso?

Ou será que Raposo e seu parceiro ignoravam os possíveis efeitos de um morteiro? Aliás, digam-me cá: o artefato foi lançado apenas como forma de protesto, assim como quem ergue uma bandeira, ou foi mesmo para machucar, para ferir, para matar? A resposta é evidente.

Qual é a tese do advogado? Foi só uma inconsequência? Quando um sujeito joga um coquetel molotov contra um grupo de pessoas, sejam policiais ou não, ele pretende o quê? Dizer o que pensa? Tenham paciência!

Então ficamos assim: quem puxa o gatilho não mata; quem mata é Deus. Quem acende um morteiro não mata; quem mata é Deus. E, como lembrou Monica Waldvogel no Twitter, quem põe fogo num índio também não mata. Aí, digo eu, é culpa de Tupã.

É incrível como há gente indecente nas redes sociais tentando dar uma de babá de black bloc, de babá de bandido.

10 Feb 21:41

O napalm petista. Ou: A outra onda vermelha

by giinternet

Circula nas redes sociais, com o endosso do partido — e talvez seja ele a origem —, uma foto em que um avião despeja uma nuvem vermelha sobre a população, que, claro, logo se tinge. Trata-se, dizem os petistas, da “onda vermelha”, que estaria chegando. E há uma pergunta: “Preparado”. Vejam.

Onda vermelha

Há uma outra onda vermelha no país. É a dos maios de 50 mil homicídios que acontecem por ano no país. É a dos linchamentos, dos justiçamentos, da violência desmedida — tudo debaixo do nariz de um governo inerme — que, quando não está paralisado, está incentivando, por vias oblíquas, a violência. Segundo a petezada, “ela vem aí” — ou “ai”, em petês.

A foto lembra uma bombardeio com napalm. De certo modo, faz sentido: Essa onda vermelha não queima corpos; queima neurônios.

 

10 Feb 21:41

Russ Allbery's perspective on the Debian technical committee impasse

by corbet
LWN has backed off on moment-to-moment coverage of events in Debian's technical committee because it seems that a moment of relative calm is called for. But a note posted by committee member Russ Allbery on the situation is worth reading in its entirety, despite the fact that it's rather long. "In short, you can certainly disagree with the relative weights of the various features or drawbacks of any of the init systems. But I think at the point at which one goes beyond 'I disagree' to 'and therefore you must be biased,' one has lost the plot. This is a hard decision with a lot of subjective judgement, and reasonable people can arrive at opposite conclusions."
10 Feb 16:51

Merlin Moncure: Bitcoin is fine; Surrogate keys are the problem.

If you've been following the bitcoin saga you may have heard about Mt Gox's halting of currency withdrawals.  Well, it's come out that due to their (completely preventable) improper transaction tracking bad actors have been gaming them.  Oops. Mt Gox (bitcoin exchange) uses surrogate key improperly and pays the price. I've determined a long time ago that overuse of surrogate keys is a huge
10 Feb 10:31

Lincoln’s Faith and America’s Future

by Timothy George

Though Abraham Lincoln was neither baptized nor joined a church of any kind, he was the most spiritually minded president in American history. His faith was wrought on the anvil of anguish, both personal and national, and because of this he has much to teach us in our own age of anxiety.

Some historians interpret Lincoln as a proto-secularist, not only because he never professed Christian faith in a public way but also because he made a number of skeptical comments about Christian teaching in his early years. But it’s well to remember that even great people of faith, including Mother Teresa, experience dark nights of the soul. John Calvin once said that all true faith is tinged by doubt.

When accused of being a scoffer, Lincoln said that he had never denied the truth of the Scriptures nor shown intentional disrespect for any Christian denomination. In the midst of the Civil War, when Lincoln was told that the Methodist church had sent more soldiers to the field, more nurses to the hospitals, and more prayers to heaven than any other church, he replied: “God bless the Methodist Episcopal church! Bless all the churches! And blessed be God, who in this our trial giveth us the churches.”

So why did he never join a church himself? Two reasons. First, he was offended by the religious rivalry and braggadocio of the frontier preachers of his day. None of them made a compelling case to his lawyerly mind that only one denomination was right and all the others wrong. Further, Lincoln was reticent, “the most shut-mouthed man I know,” as his law partner William Herndon said. He did not want to cross the thin line between sincerity and self-righteousness. There was nothing smug about Lincoln’s faith.

Lincoln’s great achievement was to see the terrible times through which he lived in the context of God’s providential purposes. He referred to America as the almost-chosen nation and came to see himself as a “chosen instrument in the hands of the Almighty.” His firm belief that God is concerned for history and reveals his will in it drew on the wisdom of the Hebrew prophets, the teachings of the New Testament refracted through the tradition of St. Augustine, and the Calvinistic Baptists among whom he grew up. Though he read Voltaire as a young man, he had no interest in a deist God who dumbly peers down on human struggles. The God of Lincoln meets us in judgment and mercy and in the crucible of suffering that shapes the destiny of us all.

Lincoln also held in uneasy equipoise two other cardinal teachings of the Christian tradition: the inherent dignity of every person made in the image of God, and the corporate character of original sin. His abhorrence of slavery was rooted in the former; his disdain for utopian solutions to social problems grew out of the latter. Thus he was hated by secessionists and abolitionists alike. The tragedy of slavery and the Civil War would not be resolved, Lincoln thought, by appealing to human goodness, but by calling the nation to repentance and prayer. On nine separate occasions during the forty-nine months of his presidency, Lincoln called his fellow citizens to humble themselves before God in public penitence, prayer, fasting, and thanksgiving. At the urging of the United States Senate, Lincoln issued a proclamation appointing April 30, 1863 as a day of national repentance, fasting and prayer. Between the smoke and blood of Antietam and Gettysburg, with the outcome of the war still in doubt, Lincoln declared:

And, insomuch as we know that, by God’s divine law, nations like individuals are subjected to punishments and chastisements in this world, may we not justly fear that the awful calamity of civil war, which now desolates the land, may be but a punishment, inflicted upon us, for our presumptuous sins, to the needful end of our national reformation as a whole people? We have been the recipients of the choicest bounties of heaven. We have been preserved, these many years, in peace and prosperity. We have grown in numbers, wealth and power, as no other nation has ever grown. But we have forgotten God. We have forgotten the gracious hand which preserved us in peace, and multiplied and enriched and strengthened us; and we have vainly imagined, in the deceitfulness of our hearts, that all these blessings were produced by some superior wisdom and virtue of our own. Intoxicated with unbroken success, we have become too self-sufficient to feel the necessity of redeeming and preserving grace, too proud to pray to the God that made us!

After the death of his beloved son Willie in 1862, the burdens of his office became intolerable, and he sought solace in the faith of the Bible he loved and knew so well. “I have been driven to my knees many times by the realization that I had nowhere else to go,” he said.

He and his wife Mary rented a pew at the New York Avenue Presbyterian Church, a short walk from the White House, and here Lincoln listened to the sermons of the Princeton-trained pastor. During special prayer services he would often sit in a side chamber lest he draw attention to himself in the congregation. Here he placed himself and his nation in the hands of God, seeking justice, imploring mercy, needing grace.

On March 4, 1865, just six weeks before he was assassinated, Lincoln presented his Second Inaugural, which has been called, “a prayer of confession for the whole nation”—“more like a sermon than a state paper,” according to Frederick Douglass. At that point the Civil War was practically won, but Lincoln refused to be vindictive. He knew that the evil of slavery, rooted so deeply in the South, had also been supported by business interests in the North. The purposes of the living God could not be equated with the sectional ambitions of either side but transcended them both. By refusing to idolize the North or demonize the South, Lincoln called the entire country to its true vocation as one nation under God. Quoting the psalmist, Lincoln said, “The judgments of the Lord are true and righteous altogether” (Psalm 19:9 KJV).

Two hundred years after Lincoln was born in a rough-timbered cabin in Kentucky, America still longs for “a new birth of freedom.” In times of economic collapse, international uncertainty, of war, suffering, and terrorism, the faith of Abraham Lincoln can help us as a people act with courage and hope. Lincoln’s belief in the Bible, his reliance on prayer, his humility and acknowledgement of God’s providential design in the tumult of history, and his call for national repentance and thanksgiving beckon us forward now as then.

The words chiseled in stone in the Lincoln Memorial are still a creed for us to live by:

With malice toward none; with charity for all; with firmness in the right, as God gives us to see the right, let us strive on to finish the work we are in; to bind up the nation’s wounds; to care for him who shall have borne the battle, and for his widow, and his orphan—to do all which may achieve and cherish a just, and a lasting peace among ourselves, and with all nations.

Timothy George is founding dean of Beeson Divinity School of Samford University and general editor of the Reformation Commentary on Scripture. His email address is tfgeorge@samford.edu. Adapted from The Birmingham News, February 8, 2009.

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10 Feb 10:28

The Costly "Denormalization for Performance" Illusion

by noreply@blogger.com (Fabian Pascal)

Certain common misconceptions are excellent indicators of poor understanding, if any, of  the relational model (RM). One of the most common is what I call "the costly illusion": "denormalization for performance".

I will not get into the first four of the 5 Claims About SQL, Explained. I do not disagree with the facts, except to point out that such problems are not due the relational nature of SQL and its implementations, quite the opposite: it is their weak relational fidelity and poor language design that are problematic.

I will focus on the fifth, "Should everything be normalized?"

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10 Feb 10:28

Azeredo quer saber por que ele e virou réu, mas Lula não

by giinternet

O deputado Eduardo Azeredo (PSDB-SP), ex-governador de Minas, está dizendo que, no chamado “mensalão mineiro”, ele tem de ser tratado como Lula foi no mensalão petista. Alguns dirão que isso é confissão de culpa porque acham que o chefão do PT sempre soube de tudo. Azeredo, claro!, pensa na questão do ponto de vista político e jurídico. Vamos ver.

O mensalão petista foi um esquema de caixa dois e de desvio de dinheiro público? Foi também. E isso já é bastante grave. Mas foi mais do que isso: com aquela dinheirama, a quadrilha comprou parlamentares e partidos políticos. Além dos crimes cometidos — corrupção ativa e passiva, formação de quadrilha, peculato, lavagem de dinheiro —, houve uma tentativa de golpear a democracia. O esquema desviou recursos públicos? Sim! R$ 76 milhões do Fundo Visanet, que foi justamente que Henrique Pizzolato, aquele que foi preso na Itália, mandou transferir para o esquema.

Atenção! Quem era o principal beneficiário do mensalão petista? Resposta: Lula. Ele, no entanto, foi acusado de alguma coisa pela Procuradoria-Geral da República? Resposta: não! Por que não? Resposta: porque a Procuradoria diz não haver indícios de que ele tenha participado da tramoia. Em depoimento, Marcos Valério assegurou que o então presidente sempre soube de tudo. Mas a coisa, até agora, não prosperou.

E o chamado mensalão mineiro? Segundo o Ministério Público, em valores atualizados, R$ 9,3 milhões foram desviados de empresas públicas para financiar a campanha à reeleição de Eduardo Azeredo, do PSDB, em 1998. Os dois casos têm mais uma coisa em comum: em Minas, o dinheiro também passou por Marcos Valério. O que não se tem, nesse caso, é o mecanismo de compras de parlamentares e partidos. São arquiteturas distintas.

Caso se comprove que o esquema realmente existiu, o principal beneficiário seria, sim, Azeredo — afinal, era para a sua reeleição. Mas há provas de que ele soubesse ou tivesse participado? Eis a questão: também não! Igualzinho a Lula. Ai o leitor pensa: “Ah, mas esses políticos sempre sabem, tanto Lula como Azeredo”. Pode até ser. Mas a Justiça precisa trabalhar com provas. Nesse particular, portanto, o político mineiro tem motivo para perguntar: se Lula não virou réu, por que ele virou?

Anotem aí, que a coisa vai dar pano para manga. Azeredo virou réu por causa de uma assinatura numa espécie de recibo. Ocorre que tudo indica que essa assinatura é falsa, obra de um estelionatário.

E aproveito, meus caros, para registrar mais uma vez um estranhamento: Rodrigo Janot, procurador-geral da República, em petição enviada ao STF, aproveitou para pedir 22 anos de cadeia para Azeredo. Não estou entrando no mérito das culpas. Mas cumpre notar que a democracia tem rituais. O que o Ministério Público pode fazer é pedir a condenação de réus por tais e quais crimes, mas estabelecer a dosimetria das penas ainda é uma função dos tribunais, não do Ministério Público.

10 Feb 10:28

Morteiros e coquetéis molotov contra a democracia

by giinternet

Cravei aqui ainda na noite de quinta que o cinegrafista Santiago Andrade, da Band, não tinha sido ferido pela polícia. Sou adivinho? Acontece, meus caros, que enfrentei bombas de gás e de efeito moral quando lutava contra a ditadura. Conheço as duas e sei que não soltam fogo vermelho. Bastou-me ver as fotos. Mas noto que ninguém tinha o direito de se enganar ainda que jamais tivesse topado com uma coisa ou com outra: bastaria ter pedido a um policial que analisasse as imagens.

E aqui vai uma diferença importante: uma coisa ir às ruas lutar contra uma ditadura. Eu fui e me orgulho. Outra coisa é fazer o que fazem esses arruaceiros: estão lutando contra a democracia. Quem leva coquetéis molotov, morteiros, bombas caseiras e chaves de grifo para um protesto, numa sociedade democrática, está querendo é ditadura. E tem de ser severamente reprimido, punido, de acordo com a lei. E boa parte dos jornalistas precisa parar com essa mania de que a polícia é sempre culpada e está sempre errada.

Infelizmente, se aquele morteiro que atingiu Santiago tivesse atingido um policial, ferindo-o com a mesma gravidade, não haveria metade dos protestos a que estamos assistindo. E protestos que, deixo claro, são justos.

Fábio Raposo Barbosa, o rapaz que aparece passando a um outro o morteiro que feriu o cinegrafista, teve a prisão temporária decretada. Ele estaria disposto a negociar uma espécie de delação premiada, a colaborar com a polícia. Ele já tinha concedido uma entrevista à GloboNews em que contou uma história da carochinha: teria encontrado o artefato no chão e passado a um desconhecido. Não cola! Se, agora, afirma que quer colaborar, é sinal de que sabe mais do que disse.

O rapaz foi indiciado por tentativa de homicídio. A Polícia apura ainda se ele pertence ao grupo dos black blocs e se atua em conjunto com outros, o que pode render também a acusação de “associação criminosa”. Nesse domingo, três ditos “manifestantes” foram acompanhar o depoimento de Fábio Raposo. Um deles, acreditem, se desentendeu com um cinegrafista da Band e não teve dúvida. Apontou o dedo para o profissional e disse: “Você será o próximo”. O cinegrafista bateu, então, com a câmera em sua cabeça, fazendo um pequeno ferimento. Os dois acabaram depondo na delegacia.

Alguém precisa deter esses vândalos, esses criminosos. Santiago segue em coma no hospital Souza Aguiar. Outra arruaça está marcada para hoje na Central do Brasil contra o reajuste da tarifa de ônibus. Está posta uma questão para a democracia brasileira: qual deve ser o limite de tolerância com o banditismo? Eu tenho uma resposta que me parece simples, eficiente: a lei.

Basta! Essa gente já foi longe demais! São inimigos da imprensa, da liberdade de expressão, das garantias democráticas, do estado de direito. E setores da imprensa não podem se acovardar, com medo do que esses milicianos fazem nas redes sociais.

10 Feb 10:27

A barbárie brasileira e a gritaria dos hipócritas. Ou: Não adote um bandido; adote as pessoas de bem. Ou ainda: O linchamento de Sheherazade

by giinternet

A VEJA fez muito bem em estampar na capa da edição desta semana um emblema da barbárie brasileira. Emblema é mais do que retrato, é mais do que fotografia; é um símbolo. A reportagem aborda os vários fatores que concorrem para o processo de “incivilização” do Brasil. Fazer justiça com as próprias mãos, obviamente, é uma das manifestações de uma sociedade doente. O procedimento tem de ser repudiado de maneira clara, inequívoca, sem ambiguidades. Não custa lembrar que as milícias no Rio e os matadores das periferias das grandes cidades brasileiras nascem do sentimento de autodefesa e logo se transformam em franjas do crime organizado.

O Estado tem de conservar o monopólio do uso legítimo da força — até porque essa conversa tem um pressuposto: estamos falando do estado democrático. Exposto o princípio de maneira solar, vamos ver agora como algumas almas e penas farisaicas resolveram se apropriar do tema e sair gritando, como costumo ironizar, feito o coelho do filme Bambi: “Fogo na floresta! Fogo na floresta!”

Em 2012, foram assassinadas no Brasil 50.108 pessoas. Em três anos, a guerra civil na Síria, estima-se, matou uns 100 mil. No período, 150 mil brasileiros foram assassinados. Boa parte dos que gritam agora contra os justiçamentos e linchamentos — e todos temos mesmo de fazê-lo — estavam onde? Fazendo o que?

Não sou governo. Não tenho partido político. Não faço política. O único instrumento de que disponho para tratar do assunto é o teclado. Neste blog, sei lá quantas dezenas de textos, talvez centenas, escrevi a respeito! Na Rádio Jovem Pan, já comentei assunto assunto mais de uma vez. Na Folha, no dia 10 de janeiro, num texto intitulado “Mortos sem pedigree”, escrevi (em azul):

Em novembro, veio a público o Anuário Brasileiro de Segurança Pública com os dados referentes a 2012. Os “crimes violentos letais intencionais” (CVLI) somaram 50.108, contra 46.177 em 2011. A taxa saltou de 24 para 25,8 mortos por 100 mil habitantes. Na Alemanha, é de 0,8. No Chile, 3,2. Os “CVLI” incluem homicídio doloso, latrocínio e lesão corporal seguida de morte. Nota: esses são números oficiais. A verdade deve ser mais sangrenta.
Segundo a ONU, na América Latina e Caribe, com população estimada em 600 milhões, são assassinadas 100 mil pessoas por ano. Com pouco menos de um terço dos habitantes, o Brasil responde por mais da metade dos cadáveres. O governo federal, o PT, o PMDB, o PSDB e o PSB silenciaram. Esse é um país real demais para produtivistas, administrativistas e nefelibatas. A campanha eleitoral já está aí. Situação e oposição engrolarão irrelevâncias sobre o tema. Prometerão mais escolas e mais esmolas. Presídios não!
Algumas dezenas de black blocs mobilizaram o ministro da Justiça, os respectivos secretários de Segurança de São Paulo e Rio e representantes da OAB, do CNJ e do Ministério Público. Rodrigo Janot, procurador-geral da República, quer até um fórum de conciliação para juntar policiais e manifestantes. Sobre a carnificina de todos os dias, nada! Quem liga para cadáveres “pobres de tão pretos e pretos de tão pobres”, como cantavam aqueles? No país em que os aristocratas são, assim, “meio de esquerda”, segurança pública é assunto da “direita que rosna”, certo? Os 400 e poucos mortos da ditadura mobilizam a máquina do estado e a imprensa. É justo. Os 50 mil a cada ano só produzem silêncio. Dentro e fora dos presídios, são cadáveres sem pedigree.

Retomo
O Sindicato dos Jornalistas do Rio pediu a cabeça de Rachel Sheherazade, jornalista e apresentadora do SBT, em razão de um comentário que ela fez sobre aquele rapaz que foi atado pelo pescoço. Não endosso boa parte do que ela disse. É preciso, reitero, deixar claro com todas as letras que aquela não é uma solução — e, a rigor, ela não disse que é. Faz-se necessário evidenciar que se trata de outro crime. Mas parte de suas observações procede, sim, e vai ao ponto: dissemina-se, de maneira perigosa, preocupante, a sensação do homem comum de que lhe cabe fazer alguma coisa, já que, para expor a ideia genérica, “ninguém faz nada”.

Estamos começando a chegar a um limiar perigoso. É claro que a gritaria mais estridente contra Sheherazade — que parte de gente que nunca deu 10 tostões pelos mais de 50 mil cadáveres brasileiros a cada ano — tem muito pouco de humanidade, de piedade, de bondade congênita ou algo assim. É ideologia! Há muito tempo esperavam que ela cometesse um erro para maximizá-lo no limite do insuportável, declarando, então, que ela tem de ter a cabeça cortada. É um caso clássico de farisaísmo, de gente que apela a supostos “fundamentos” para eliminar aqueles que considera incômodos.

Leio, por exemplo, um texto contra Sheherazade assinado por um notório defensor de mensaleiros; que andou se esmerando, há coisa de 15 dias, em, ora vejam!, nos recomendar que ouvíssemos o que Henrique Pizzolato tinha a dizer. É isso mesmo! Imaginem quantas criancinhas poderiam ter sido tiradas da pobreza com aqueles mais de R$ 70 milhões do Fundo Visanet, né? Outro, uma espécie de intérprete permanente da alma de José Dirceu, também quer ver pendurada no poste a cabeça da jornalista. E fica evidente que não é só por causa do comentário que ela fez: é pelo conjunto da obra.

Hipócritas!

Farsantes!

Vigaristas!

Se perguntarem a esses delinquentes morais quem é Fabrício Proteus, eles dirão de primeira: “É a vítima da Polícia de São Paulo” — aquela “vítima”, vocês sabem, que avançou com estilete contra PMs. Mas perguntem quem é Alda Rafael. Nunca ouviram falar. É possível que nem vocês se lembrem porque o caso logo desapareceu. Trata-se da policial que levou um tiro pelas costas no Complexo da Penha, no Rio.

Direitos humanos
Não se trata de saber se direitos humanos devem existir também para bandidos. Os direitos humanos, vejam que coisa!, humanos são — e deles ninguém se exclui ou pode ser excluído. Ponto final. A questão é de outra natureza: cumpre tentar entender por que esses prosélitos mixurucas, esses propagandistas vulgares, jamais se ocupam da guerra civil que está em curso no Brasil há décadas. Então os mais de 50 mil que morrem por ano no país não merecem a sua atenção?

Sei que pode parecer estranho a esses oportunistas, mas Sheherazade não amarrou ninguém. A violência que a gente vê é só um pouco da violência que a gente não vê. Os linchamentos se espalham Brasil afora. Os mais de 50 mil homicídios a cada ano no país é que mereciam uma “Comissão da Verdade”. Por que os que agora pedem a cabeça de uma apresentadora de TV jamais se ocuparam das 137 pessoas (média) que são assassinadas todos os dias no Brasil? Por que não acenderam, como vela, ao menos um adjetivo piedoso por Alda Rafael?

Os imbecis tentarão ler no meu texto o que nele não está escrito. Dou uma banana para os tolos. Quanto mais eles recorrem à tática da desqualificação, mais leitores vão chegando — e, agora, mais ouvintes também. Não dou a mínima. Não me deixo patrulhar. Sim, eu acho que os que prenderam aquele rapaz pelo pescoço têm de ser punidos. Eu acho que os que recorrem a linchamentos também têm de arcar com as consequências.

Mas acho igualmente que essa gente que decide resolver por conta própria — que também é pobre de tão preta e preta de tão pobre — merece ter estado, merece ter segurança, merece ter proteção. Se sucessivos governos se mostram incapazes de dar uma resposta — por mais que eu deteste, por mais que eu ache que o caminho errado, por mais que eu tenha a certeza de que a situação só vai piorar —, as pessoas farão alguma coisa.

Parece-me que foi esse o sentido que Sheherazade deu à palavra “compreensível” — o que não implica necessariamente um endosso. Os historiadores já se debruçaram sobre os fatores que tornaram “compreensível” a eclosão dos vários fascismos na Europa do século passado ou da revolução bolchevique na Rússia. Compreender um fenômeno não quer dizer condescender com ele. Eu, por exemplo, penso que é compreensível que o PT tenha chegado ao poder, entenderam?

Ainda que, reitero, avalie que o comentário foi, sim, desastrado. Mas tentar linchar Sheherazade moralmente, aí já é um pouco demais! Estranha essa gente: defende o direito de defesa para os bandidos mais asquerosos — e nem poderia ser diferente — mas pede a execução sumária de alguém por ter emitido uma opinião infeliz.

E por quê?
E por que se silencia de maneira sistemática, contumaz, cínica, sobre a guerra civil brasileira? Naquele artigo da Folha, sintetizei a razão (em azul):

E por que esse silêncio? É que os fatos sepultaram as teses “progressistas” sobre a violência. A falácia de que a pobreza induz o crime é preconceito de classe fantasiado de generosidade humanista. A “intelligentsia” acha que pobre é incapaz de fazer escolhas morais sem o concurso de sua mística redentora. Diminuiu a desigualdade nos últimos anos, e a criminalidade explodiu. O crescimento econômico do Nordeste foi superior ao do Brasil, e a violência assumiu dimensões estupefacientes.
Os Estados da Região estão entre os que mais matam por 100 mil habitantes: Alagoas: 61,8; Ceará: 42,5; Bahia: 40,7, para citar alguns. Comparem: a taxa de “CVLI” de São Paulo, a segunda menor do país, é de 12,4 (descarta-se a primeira porque inconfiável). Se a nacional correspondesse à paulista, salvar-se-iam por ano 26.027 vidas.
Com 22% da população, São Paulo concentra 36% (195.695) dos presos do país (549.786), ou 633,1 por 100 mil. A taxa de “CVLI” do Rio é quase o dobro (24,5) da paulista, mas a de presos é inferior à metade (281,5). A Bahia tem a maior desproporção entre mortos por 100 mil e (40,7) e encarcerados: 134. Estudo quantitativo do Ipea (aqui) evidencia que “prender mais bandidos e colocar mais policiais na rua são políticas públicas que funcionam na redução da taxa de homicídios”.
Isso afronta a estupidez politicamente correta e cruel. Em 2013, o governo federal investiu em presídios 34,2% menos do que no ano anterior — caiu de R$ 361,9 milhões para R$ 238 milhões. Para mais mortos, menos investimento. Os progressistas meio de esquerda são eles. Este colunista é só um reacionário da aritmética. Eles fazem Pedrinhas. Alguém tem de dar as pedradas.

Encerro
Boa parte dos que estão vociferando não está nem aí para os pobres, os humilhados etc. Estes coitados servem apenas de pretexto para aquela turma perseguir os de sempre. Não fosse assim, esses bacanas estariam mobilizados, cobrando uma ação do estado brasileiro para pôr fim ao Açougue Brasil, especializado em carne humana.

10 Feb 10:26

Segundo advogado, militante lhe disse que rapaz que acendeu o morteiro que atingiu cinegrafista é ligado ao deputado estadual Marcelo Freixo, do PSOL

by giinternet
Elisa Quadros: ela teria oferecido advogado a

Elisa Quadros: a “militante” foi oferecer a ajuda e teria dito que falava em nome de Marcelo Freixo

O deputado estadual Marcelo Freixo, do PSOL do Rio, combateu as milícias e coisa e tal. Milícias têm mesmo de ser combatidas. Virou até herói de filme. E, aí, é claro que já acho um pouco demais. Combate às milícias à parte, não gosto da sua militância. Quem gosta é o Wagner Moura, o Caetano Veloso e o Chico Buarque. Não gosto também do seu partido. Eu já vi do que são capazes os militantes de sua seita nas universidades, por exemplo. Vejam em que estado ficou a Reitoria da USP depois da invasão promovida pelos patriotas.

O Fantástico levou ao ontem à noite uma reportagem muito, mas muito eloquente mesmo sobre Fábio Raposo, o rapaz que passou a um outro o morteiro que feriu gravemente o cinegrafista Santiago Andrade, da Band. Leiam. Volto em seguida.
*
Neste domingo (9) à tarde, o advogado Jonas Tadeu e o estagiário Marcelo Mattoso prestaram assistência jurídica a Fábio Raposo. O estagiário recebeu um telefonema. O delegado que investiga o caso disse que ouviu a conversa e pediu que o estagiário registrasse, em depoimento, o que foi falado nessa ligação. A polícia fez, então, um registro, chamado “Termo de Declaração”.

Nele, o advogado afirma que uma ativista disse que o homem que acendeu o rojão era ligado ao deputado estadual Marcelo Freixo, do PSOL. O deputado negou.

No documento que está registrado na delegacia, o estagiário Marcelo Mattoso, inquirido, disse (em vermelho):
“que na data de hoje trabalhava como estagiário do Dr. Jonas Tadeu, durante a formalização do cumprimento do mandado de prisão de Fábio Raposo. Que logo após Fábio Raposo ter chegado à delegacia, recebeu em seu celular pessoal duas ligações de uma ativista e manifestante que se identificou como Sininho. E que ela perguntou se o advogado estava precisando de ajuda, pois teria advogados criminalistas à disposição. E que estaria indo com um grupo de manifestantes para a porta da delegacia para se “manifestar como ativistas.”

Em seguida, o estagiário passou o telefone para o advogado Jonas Tadeu. Segundo a declaração, a ativista informou ao advogado que o rapaz que acendeu o artefato que atingiu o jornalista era ligado ao deputado estadual Marcelo Freixo. Em seguida, aparece uma frase truncada: o texto diz que o deputado “teria à disposição de Fábio Raposo, caso ele precisasse”. Nós ligamos para o advogado Jonas Tadeu, que esclareceu. Segundo ele, Marcelo Freixo teria advogados à disposição de Fábio Raposo.

No fim do documento, está escrito que Fábio Raposo já estava sendo assistido pelo doutor Jonas Tadeu e que o auxílio não se fazia necessário. O nome da ativista Sininho é Elisa Quadros. De fato, ela apareceu neste domingo (9) na delegacia. E houve um tumulto na chegada dela. Sininho chamou jornalistas de “carniceiros”. Um dos ativistas foi agredido por um cinegrafista ao ouvir dele a frase: “Tomara que os próximos sejam vocês”.

Elisa Quadros, conhecida como Sininho, deu entrevista na porta da delegacia. Ela confirmou que ligou para o estagiário Marcelo Mattoso, mas negou que tenha oferecido ajuda. “Liguei para o Marcelo”, afirma Sininho. A ativista explicou por que fez a ligação. Disse que tinha falado com os pais de Fábio Raposo:

Sininho: Liguei porque a gente falou com os pais dele, com a mãe dele e a gente queria saber o que estava acontecendo.
Fantástico: Você fez alguma oferta para ele?
Sininho: Não, gente, não fiz oferta nenhuma. Eu já expliquei aqui.
Fantástico: Não propôs ajudar?
Sininho: Ajudar sempre, de forma jurídica, não, porque não sou advogada. Tem os advogados das manifestações, do movimento, da DHHC, e a gente queria saber quem estava assistindo ele e a gente poderia acionar os advogados que inclusive já sabem do caso e o Marcelo assistente falou que não precisava e pronto e a gente veio aqui para saber o que estava acontecendo.

Marcelo Freixo é deputado estadual pelo PSOL. Por telefone, se disse surpreso. Contou que desconhecia o ocorrido. Depois de ler o termo de declaração prestado na delegacia pelo estagiário, concordou em gravar entrevista. Marcelo Freixo afirmou que não conhece nem Fábio Raposo nem o homem que lançou o rojão que feriu o cinegrafista da TV Bandeirantes, Santiago Andrade.

“Se qualquer manifestante ligou para alguém e disse que a pessoa que jogou a bomba tem algum laço comigo, vai ter que provar isso. Se não provar, seja quem for, será processada por isso. Agora tem que realmente confirmar se disse isso. Até agora, há uma versão de um advogado, que não sei quem é, afirmando que, em um determinado telefonema, alguém disse isso. Isso tudo é muito suspeito em um momento que isso precisa ser apurado porque não sei quais interesses poderiam estar por trás dessa informação”, declara Marcelo Freixo, deputado estadual do PSOL-RJ.

O deputado confirmou que recebeu uma ligação da ativista Sininho, neste domingo (9) pela manhã.
Fantástico: Então a Sininho ligou hoje de manhã e que ela disse o quê neste telefonema?
Freixo: Apenas isso, que havia um risco de que ele fosse torturado nas prisões. Pedindo ajuda caso ele fosse torturado, evidentemente que nem ele nem ninguém podem ser torturados, e isso a gente acompanha. Agora, daí a uma denúncia de que haveria ligação com quem jogou a bomba vai uma distância enorme. Tanto o advogado quanto ela vão ter que prestar depoimento e vão ter que comprovar o que estão dizendo, se é que realmente disseram isso.

Em entrevista à Globo, no começo da noite, o advogado Jonas Tadeu e o estagiário Marcelo Mattoso confirmaram as informações que constam no termo de declaração. “Essa moça que eu não conheço perguntou o meu nome, eu dei o nome e ela disse que estava ligando a mando do deputado e oferecendo uma equipe de criminalistas para defender o rapaz, o Fábio. E que o outro menino era companheiro dela. Foi isso que aconteceu”, afirma Jonas Tadeu, advogado de Fábio Raposo. “Ela disse que o rapaz que estava junto com o Fábio era ligado ao deputado. Não estou afirmando que o deputado declarou isso. Eu acho que foi à revelia dele. Acho que ele não tem conhecimento dele. Acho que usaram o nome dele”, declara Jonas Tadeu.  E disseram que se for preciso fazem uma acareação com a ativista Sininho. “É minha palavra contra a dela. É uma questão de acareação. Estou afirmando para você a verdade”, diz o advogado de Fábio Raposo.

Em entrevista por telefone, o delegado que investiga o caso, Maurício Luciano, confirmou as circunstâncias em que o termo de declaração foi prestado pelo estagiário Marcelo Matoso.
“O que aconteceu é que durante o depoimento do Fábio o estagiário do escritório do advogado que o representava recebeu um telefonema e disse que a interlocutora era a Sininho. E uma suposta manifestante já conhecida. E ele disse que o diálogo era que ela estava dizendo alguma coisa envolvendo o Fábio, e que queria prestar solidariedade ao Fábio, oferecer assistência jurídica, dizendo que estaria ali representando o deputado Marcelo Freixo, e reportou isso para mim”, conta Maurício Luciano de Almeida, delegado.

O delegado disse que vai convocar a ativista Sininho para depor.
“Nós aproveitamos inclusive que ela estava nas imediações da delegacia, e a intimamos para prestar depoimento na próxima terça-feira (11). Vamos fazer a oitiva da Sininho para ver se ela confirma ou não aquilo que o estagiário afirma que ela teria dito”, diz Maurício. O delegado afirmou também que não descarta ouvir o deputado Marcelo Freixo.

“Nós temos só a declaração do estagiário, por isso é tudo é muito inicial para a gente fazer qualquer juízo de valor. Essa declaração dele foi de uma maneira genérica, de explicar que tipo de ligação seria essa. Profissional, pessoal… Portanto é muito simples e imaturo fazer qualquer tipo de afirmação, se há ligação ou se não há. Por isso que os depoimentos são importantes, e o da Sininho, na terça-feira, será fundamental para esses esclarecimentos”, conclui o delegado.

Encerro
Evitem acusações. Vamos esperar as apurações. Mas, aos poucos, parece que as coisas começam a ter mais definição, não é mesmo? Se o cara que acendeu o morteiro é ou não ligado a Freixo, isso não dá para saber.

10 Feb 00:13

Debian Technical Committee Votes For Systemd Over Upstart

by timothy
L

Finally!

sfcrazy writes "Bdale Garbee,chairman of the Debian Technical Committee, called for a ballot from the TC to chose the default init system. The votes are in systemd is the clear winner here. Bdale himself voted for systemd."

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08 Feb 22:17

A Cruz de Cristo

by Augustus Nicodemus Lopes
A morte de Cristo na cruz é um fato central para o cristianismo. É interessante que é da palavra latina “cruz” que vem a palavra “crucial”, isto é, central, importante. Para os budistas, não importa muito como Buda faleceu, mas faria toda a diferença do mundo para os cristãos se Jesus tivesse morrido de um ataque cardíaco nas praias do Mar da Galiléia e não crucificado no alto do Gólgota.

A cruz é o símbolo universal do cristianismo, mesmo num mundo onde mais e mais ela tem perdido o seu significado. Numa pesquisa recente feita na Austrália, Alemanha, Índia, Japão, Reino Unido e Estados Unidos, ficou claro que o símbolo da MacDonalds (o arco dourado) e o da Shell (uma concha amarela) eram muito mais conhecidos do que a cruz.

Muitos dos que a identificam ofendem-se com ela. A cruz de Cristo é motivo de ofensa para muitos hoje, como foi na época em que os primeiros cristãos começaram a falar dela como o caminho de Deus para a salvação. O apóstolo Paulo escreveu:

“Certamente, a palavra da cruz é loucura para os que se perdem, mas para nós, que somos salvos, poder de Deus . . . nós pregamos a Cristo crucifica¬do, escândalo para os judeus, loucura para os gentios” (1 Coríntios 1:18,23).

A feminista Deloris Williams é um exemplo moderno de pessoas que se ofendem com a cruz. Ela declarou: “Acho que não precisamos de uma teoria em que os pecado têm que ser pagos pela morte de alguém. Acho que não precisamos de um cara pendurado numa cruz, sangrando, e outras coisas desse tipo” (1999, conferência Re-Imagining God).

Podemos compreender a repulsa natural que as pessoas sentem pela cruz. A execução por morte de cruz era algo terrivelmente cruel. Na verdade, era sadismo legalizado. Foi provavelmente uma das formas mais depravadas de execução jamais inventada pelo homem. Nada mais era que morte lenta por tortura. E realmente funcionava. Ninguém jamais sobreviveu a uma crucificação.

Mas para os que crêem, a cruz faz perfeito sentido. A salvação do homem só pode ocorrer através de uma satisfação dada à lei de Deus, que o homem quebrou e tem quebrado sempre. Somente Deus pode perdoar. Mas somente o homem pode pagar. Cristo, verdadeiro Deus e verdadeiro homem, colocou-se no lugar do homem, como representante dos que crêem, e sofreu a penalidade merecida, satisfazendo a justiça divina.

Até mesmo pensadores não cristãos afirmam a necessidade da punição merecida. O pesquisador C. A. Dinsmore examinou as obras de Homero, Sófocles, Dante, Shakespeare, Milton, George Elliot, Hawthorne e Tennyson, e chegou à seguinte conclusão: “É um axioma universal na vida e no pensamento religioso que não pode haver reconciliação sem que haja satisfação dada pelo pecado” ("Atonement in Literature and Life" republicado 2013),  .

Portanto, para os que crêem, a cruz é mais que um símbolo a ser levado no pescoço ou pendurado nas paredes da igreja. É o caminho de Deus para salvar todo aquele que crê.