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17 Feb 20:15

Não é qualquer governo que produz estes resultados: é preciso ser muito ruim!

by giinternet

Convenham: não é qualquer governo que consegue produzir uma das taxas reais de juros mais altas do planeta (hoje, o Brasil deve estar em segundo lugar) e um crescimento abaixo de 2%, lutando bravamente para a inflação não sair do controle. E não custa lembrar que já está contratado: depois de 13 anos, o Brasil deverá ter déficit na balança comercial em 2014. Aliás, não fosse a contabilidade criativa de Guido Mantega — que fez uma mandracaria, computando como “exportação” plataformas da Petrobras que nunca saíram do país —, já teria havido um déficit de US$ 5,5 bilhões em 2013. Mas eles estão aí: reinventando o passado e senhores absolutos do futuro. Guido Mantega sabe como fazer. Se não for ele, há o risco de ser Aloizio Mercadante. Jesus! Leiam o que informa a VEJA.com.

Na VEJA.com:
Analistas do mercado financeiro consultados pelo Banco Central reduziram de 1,90% para 1,79% a expectativa de crescimento da economia brasileira em 2014, de acordo com pesquisa semanal Focus divulgada nesta segunda-feira. Para 2015, a estimativa de expansão do Produto Interno Bruto (PIB) do país recuou de 2,20% para 2,10%. Há quatro semanas, as projeções eram, respectivamente, de 2,00% e 2,50%.

Já a projeção de inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) para 2014 subiu de 5,89% para 5,93% – bem distante do centro da meta do governo, de 4,5%. Há quatro semanas, a estimativa estava em 6,01%. Para 2015, a projeção segue em 5,70%. Há quatro semanas, estava em 5,60%. A previsão de inflação para os próximos 12 meses subiu de 6,00% para 6,05%, conforme a projeção suavizada para o IPCA. Há quatro semanas, estava em 5,98%.

Nas estimativas do grupo dos analistas consultados que mais acertam as projeções, o chamado Top 5 da pesquisa Focus, a previsão para o IPCA em 2014 no cenário de médio prazo segue em 5,86%. Para 2015, a previsão dos cinco analistas se manteve em 5,80%. Há um mês, o grupo apostava em altas de 6,19% para 2014 e 6,00% para 2015. Entre todos os analistas ouvidos pelo BC, a mediana das estimativas para o IPCA em fevereiro segue em 0,65%. Há quatro semanas, estava em 0,65%. Para março, a projeção segue em 0,50% há oito semanas.

Ainda que a expectativa de inflação tenha crescido, os economistas mantiveram inalteradas suas previsões quanto a taxa básica de juros da economia, a Selic. Os analistas ouvidos pelo BC esperam a Selic em 11,25% ao ano ao fim de 2014. Para 2015, a mediana segue em 12,00% ao ano. A taxa está hoje em 10,50% ao ano. A previsão para a taxa na reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) de fevereiro segue em 10,75% ao ano.

A previsão para a Selic média subiu de 10,94% para 10,97% ao ano para 2014 e de 11,75% para 11,79% para 2015. Há quatro semanas, estavam em 10,69% e 11,42% ao ano, respectivamente. No grupo Top 5 a previsão para a Selic no fim de 2014 segue em 11,75% ao ano. Para 2015, segue em 12,25% ao ano.

A projeção para o crescimento do setor industrial em 2014 segue em 1,93%. Para 2015, economistas preveem avanço industrial de 2,89%, ante 2,95% da pesquisa anterior. Um mês antes, a Focus apontava estimativa de expansão de 2,20% para 2014 e de 2,89% em 2015 para o setor. Os analistas reduziram a previsão para o indicador que mede a relação entre a dívida líquida do setor público e o PIB em 2014 de 34,95% para 34,80%. Há quatro semanas, estava em 34,80%. Para 2015, segue em 35,00% há nove semanas.

17 Feb 15:47

A 4 meses da Copa, capital do país está abandonada, sob a falta de cuidados do PT federal e do PT local

by giinternet
Ponto que interliga o Supremo Tribunal Federal (STF), o Palácio do Planalto e o Congresso Nacional, a Praça dos Três Poderes lembra um museu a céu aberto por abrigar obras de importantes escultores, entre eles Bruno Giorgi, Oscar Niemeyer e Marianne Peretti. Um dos locais que mais deveria ser valorizado pelo governo local, porém, atualmente amarga total abandono: o piso está quebrado e cheio de mato, além dos bancos sujos. Além disso, o Espaço Cultural Lúcio Costa está fechado para obras de acessibilidade, conforme aponta um cartaz na entrada. O prazo para término: 26 de novembro de... 2012. Apesar disso, o GDF estipula a conclusão em abril deste ano. (Fotos Cristiano Mariz)

Ponto que interliga o Supremo Tribunal Federal (STF), o Palácio do Planalto e o Congresso Nacional, a Praça dos Três Poderes lembra um museu a céu aberto por abrigar obras de importantes escultores, entre eles Bruno Giorgi, Oscar Niemeyer e Marianne Peretti. Um dos locais que mais deveria ser valorizado pelo governo local, porém, amarga total abandono: o piso está quebrado e cheio de mato, além dos bancos sujos. O Espaço Cultural Lúcio Costa está fechado para obras de acessibilidade, conforme aponta um cartaz na entrada. O prazo para término: 26 de novembro de… 2012!!!  O GDF promete concluir a obra em abril deste ano. (Fotos Cristiano Mariz)

Por Marcela Mattos e Gabriel Castro, na VEJA.com:
A quatro meses da Copa do Mundo, a capital do país-sede de um dos mais importantes eventos do mundo amarga o abandono. Ao contrário do esperado para a cidade que ergueu o estádio de futebol mais caro do país, quem visita hoje Brasília se depara com monumentos sujos, danificados e mal iluminados – o que, somado à dificuldade de utilizar o transporte público e à crescente onda de violência, acaba por decepcionar e afastar o turista.

Não é necessário ir longe para se constatar a falta de cuidado com os principais atrativos de Brasília, que abrigará sete partidas do Mundial de futebol e deverá receber 600.000 visitantes, segundo o Ministério do Turismo. Apenas nas proximidades da Esplanada dos Ministérios, a reportagem do site de VEJA enumerou sete pontos que integram o roteiro turístico, mas estão em situação deplorável – por falta de limpeza e manutenção inadequada – ou com as portas fechadas.

Roteiro certo de quem visita a capital, a Praça dos Três Poderes, que interliga o Supremo Tribunal Federal (STF), o Palácio do Planalto e o Congresso Nacional, tem mato crescendo entre as pedras que apoiam obras de Bruno Giorgi, Oscar Niemeyer e Marianne Peretti. Além disso, os bancos estão sujos, e o Espaço Lúcio Costa, um dos poucos atrativos da praça, está fechado desde outubro de 2012 – e com prazo de reabertura vencido há mais de um ano. Em nota, o governo do Distrito Federal prometeu que o museu voltará a funcionar em abril.

“Esperava algo mais ajeitado. Aqui é lindo, claro. Mas estamos na capital do país, e era para ser a menina dos olhos”, disse a advogada Juliana Aragão após conhecer a Praça dos Três Poderes. “As coisas estão sujas e bagunçadas”, continuou o administrador de empresas Flávio Ramos. Os dois são moradores de Olinda (PE) e visitaram a cidade nesta semana. No relato, os pernambucanos criticaram ainda a falta de policiamento e as obras inacabadas do aeroporto.

Também não passa despercebida a condição de outros cartões-postais de Brasília. A cúpula do Museu Nacional da República está suja, a rampa de acesso ao local apresenta rachaduras e a pintura descascando. Em situação similar, a Ponte Juscelino Kubitschek ainda está mal iluminada.

“Em Brasília, constroem-se coisas lindas, mas não há manutenção. Há lixo pela cidade toda. O turista vai ver isso e, junto com o retrato dos monumentos, vai levar essa paisagem”, diz a arquiteta Ana Helena Fragomeni, autora do livro Não vivemos em cartões postais. “Faltam lugares em que o turista saiba que vai ser recebido como pessoa. Esses lugares deveriam estar perto dos hotéis, com centro de turismo que forneça água, refrigerante e banheiros.”

Por ser de responsabilidade de diversas secretarias, o GDF afirma não ter como apresentar um valor total de quanto será investido para melhorar os pontos turísticos até a Copa do Mundo. Mas promete concluir a revitalização do Museu da República, da Torre de Televisão e da sua fonte luminosa antes do torneio de futebol. Além disso, o GDF afirma que estão em fase de instalação novas placas de sinalização para turistas.

Localizado entre a Catedral e o Congresso Nacional, o Museu Nacional da República é um dos monumentos mais recentes de Oscar Niemeyer e destaca-se como um dos pontos imprescindíveis no roteiro de turistas interessados nas obras do arquiteto. Ao chegar ao local, porém, os turistas vão se deparar com um ambiente inóspito: a cúpula do museu está imunda e a famosa rampa de acesso, além da sujeira, apresenta rachaduras. Pior: os arredores de uma das principais referências da capital do país virou ponto de tráfico de drogas e atrai usuários à luz do dia. “Às 15h já podemos ver os consumidores”, conta um dos seguranças, que preferiu não se identificar. Ele reclamou ainda da falta de segurança e da ausência de policiamento no local.

Localizado entre a Catedral e o Congresso Nacional, o Museu Nacional da República é um dos monumentos mais recentes de Oscar Niemeyer e destaca-se como um dos pontos imprescindíveis no roteiro de turistas interessados nas obras do arquiteto. Ao chegar ao local, porém, os turistas vão se deparar com um ambiente inóspito: a cúpula do museu está imunda, e a famosa rampa de acesso, além da sujeira, apresenta rachaduras. Pior: os arredores de uma das principais referências da capital do país virou ponto de tráfico de drogas e atrai usuários à luz do dia. “Às 15h, já podemos ver os consumidores”, conta um dos seguranças, que preferiu não se identificar. Ele reclamou ainda da falta de segurança e da ausência de policiamento no local

Brasília atualmente tem três Centros de Atendimento ao Turista – locais onde são entregues mapas e destinados a ajudar os visitantes –, mas nenhum próximo de onde eles se hospedam. Os dois CATs instalados nos setores hoteleiros foram desativados e serão transferidos para outro ponto, segundo o governo, de melhor visibilidade. No local, restou um painel de acrílico com um mapa surrado e um segurança que, além da vigilância, ganhou a atribuição de atender os turistas desavisados: “Vem muita gente pedindo um mapa e querendo informações. Mas falo para buscarem em outro CAT”, diz um dos vigias do centro da Asa Sul.

Brasília, atualmente, tem três Centros de Atendimento ao Turista – locais onde são entregues mapas e destinados a ajudar os visitantes –, mas nenhum próximo de onde eles se hospedam. Os dois CATs instalados nos setores hoteleiros foram desativados e serão transferidos para outro ponto, segundo o governo, de maior visibilidade. No local, restou um painel de acrílico com um mapa surrado e um segurança que, além da vigilância, ganhou a atribuição de atender os turistas desavisados: “Vem muita gente pedindo um mapa e querendo informações. Mas falo para buscarem em outro CAT”, diz um dos vigias do centro da Asa Sul.

Cartão-postal de Brasília, a Ponte Juscelino Kubitschek é uma das mais belas obras da cidade e pode ser vista minutos antes da aterrisagem na capital federal. De perto, porém, a ponte de mais de um quilômetro de extensão e que custou 186 milhões de reais aos brasilienses precisa de um reparo com urgência: os visitantes que optarem por completar o trajeto a pé vão se deparar com o corrimão torto e com um local mal iluminado – alguns dos postes inclusive estão sem os bocais das lâmpadas. O descuido também pode ser percebido na sujeira dos arcos e nas pichações de pontos próximos.

Cartão-postal de Brasília, a Ponte Juscelino Kubitschek é uma das mais belas obras da cidade e pode ser vista minutos antes da aterrissagem na capital federal. De perto, porém, a ponte de mais de um quilômetro de extensão e que custou 186 milhões de reais aos brasilienses precisa de um reparo com urgência: os visitantes que optarem por completar o trajeto a pé vão se deparar com o corrimão torto e com um local mal iluminado – alguns dos postes inclusive estão sem os bocais das lâmpadas. O descuido também pode ser percebido na sujeira dos arcos e nas pichações de pontos próximos.

Crise
O desleixo com os pontos turísticos de Brasília é mais um sintoma da crise permanente no governo de Agnelo Queiroz (PT). O governador do Distrito Federal tem o segundo menor índice de popularidade do país, atrás apenas de Rosalba Ciarnlini (DEM), do Rio Grande do Norte. Por isso, ao contrário de outros chefes do Executivo, ele ainda não definiu os planos de reeleição. Há partidários que defendem o lançamento de outro nome do PT ao governo neste ano.

Agnelo passou o primeiro ano de mandato tentando explicar os sucessivos casos de corrupção – novos e antigos –, que vieram à tona quando ele assumiu o Palácio do Buriti. Mesmo depois de passada a fase mais aguda dos escândalos, não mostrou serviço: as principais obras haviam sido planejadas pela gestão de José Roberto Arruda, que perdeu o cargo após a Operação Caixa de Pandora. A falta de eficiência na gestão gerou problemas na saúde e na segurança pública.

Recentemente, uma onda de violência atingiu a capital federal, em parte porque policiais militares insatisfeitos resolveram dar início a uma “Operação Tartaruga” para pressionar o governo a aumentar os salários. Foram mais de 70 assassinatos em janeiro, um aumento de 40% na comparação com o mesmo mês de 2013. Era uma rara oportunidade em que a população, refém dos policiais e dos criminosos, poderia dar um voto de confiança a Agnelo caso o governador reagisse com firmeza. Mas ele preferiu se omitir.

Não bastasse um serviço de transporte público insuficiente para atender a população brasilense – e que tende a piorar com a vinda de turistas durante a Copa do Mundo –, a Rodoviária de Brasília é um dos exemplos do descaso que assola a capital do país. Somada às longas filas de espera para tomar um ônibus, os passageiros ainda têm de lidar com um cenário de obras inacabadas, escadas rolantes interditadas, risco iminente de roubo e o consumo indiscriminado de drogas. Diante desse retrato, quem tem condições de pagar um pouco a mais opta por tomar um táxi.

Não bastasse um serviço de transporte público insuficiente para atender a população brasilense – e que tende a piorar com a vinda de turistas durante a Copa do Mundo –, a Rodoviária de Brasília é um dos exemplos do descaso que assola a capital do país. Somada às longas filas de espera para tomar um ônibus, os passageiros ainda têm de lidar com um cenário de obras inacabadas, escadas rolantes interditadas, risco iminente de roubo e o consumo indiscriminado de drogas. Diante desse retrato, quem tem condições de pagar um pouco mais opta por tomar um táxi.

Após passar por três anos em obras e sofrer uma sequência de atrasos, a Catedral de Brasília, também projetada por Oscar Niemeyer, foi inaugurada há pouco mais de um ano e já apresenta sinais de abandono. Enquanto a fachada da igreja ainda está conservada, os arredores foram esquecidos pelo governo: os muros mais próximos estão pichados e sujos.

Após passar por três anos em obras e sofrer uma sequência de atrasos, a Catedral de Brasília, também projetada por Oscar Niemeyer, foi inaugurada há pouco mais de um ano e já apresenta sinais de abandono. Enquanto a fachada da igreja ainda está conservada, os arredores foram esquecidos pelo governo: os muros mais próximos estão pichados e sujos.

O governo corre para entregar um dos principais pontos turísticos da capital a tempo da Copa do Mundo. A torre de televisão está fechada para a instalação de elevadores para cadeirantes e de escadas rolantes. O prazo de entrega está atrasado em oito meses. O GDF promete a reabertura em junho – mas as obras ainda estarão incompletas. Ficam para depois a revitalização da estrutura metálica e a criação de um centro de exposições sobre a história da capital.

O governo corre para entregar um dos principais pontos turísticos da capital a tempo da Copa do Mundo. A torre de televisão está fechada para a instalação de elevadores para cadeirantes e de escadas rolantes. O prazo de entrega está atrasado em oito meses. O GDF promete a reabertura em junho – mas as obras ainda estarão incompletas. Ficam para depois a revitalização da estrutura metálica e a criação de um centro de exposições sobre a história da capital.

17 Feb 15:46

Os que estão nas ruas na Venezuela querem é democracia; os black blocs no Brasil são é bandidos

by giinternet
Milhares de estudantes voltam às ruas na Venezuela (Foto: Christian Veron/Reuters)

Milhares de estudantes voltam às ruas na Venezuela (Foto: Christian Veron/Reuters)

Recebi aqui de um leitor um arrazoado bastante capenga, afirmando que uso “dois pesos e duas medidas” para avaliar os protestos na Venezuela e no Brasil. Eu seria favorável às manifestações lá e contrário aqui. Pra começo de conversa, peço um favor: vamos usar a expressão com correção. O certo para indicar o que o rapaz tentou dizer é “um peso e duas medidas” — porque desequilibraria a balança, entenderam? Quem diz que o outro usa “dois pesos e duas medidas” só o está acusando de ter sido justo… Não sei se me fiz entender. Mas sigamos.

A Venezuela, técnica e praticamente, é uma ditadura, e o Brasil, felizmente, é uma democracia plena. Ainda é, e vamos lutar para que continue assim. Neste domingo, milhares de estudantes voltaram às ruas de Caracas para protestar contra o governo e contra encapuzados que têm se infiltrado nas manifestações — aquelas, sim, pacíficas — para promover a violência e o caos. Uma nova convocação foi feita para esta segunda.

Na semana passada, três pessoas morreram a tiros em manifestações de rua, dezenas ficaram feridas, e há nada menos de 200 presos — três deles são jornalistas. Os tumultos foram promovidos, já está mais do que claro, por milícias chavistas armadas, que se infiltraram entre os que protestavam para promover o quebra-quebra e a depredação. Isso forneceu ao ditador Nicolás Maduro o pretexto para uma onda repressiva sem precedentes, com ordem para prender políticos de oposição. Um deles, Leopoldo López, está foragido, e a polícia o caça país afora. Maduro o acusa, acreditem, de terrorismo e de tramar um golpe no país. É um lunático. Neste domingo, anunciou a expulsão de três diplomatas americanos, que, segundo ele, estariam envolvidos em conspiração. É o velho truque dos malandros latino-americanos: quanto tudo vai mal, basta culpar os EUA.

Maduro é ditador mesmo tendo sido eleito? É. Para começo de conversa, foram eleições sujas, feitas sob a ação terroristoide das milícias e sem que a oposição tivesse acesso à televisão — hoje um monopólio estatal. As TVs oficiais, diga-se, se negaram a transmitir os protestos. Nota à margem: o marqueteiro que fez a campanha de Maduro é João Santana, o mesmo que cuidou da reeleição de Lula, da primeira campanha de Dilma e que vai agora se encarregar da segunda.

O presidente da Venezuela tem traços claros de psicopatia. Diz conversar com passarinhos, que lhe transmitiriam mensagens de Hugo Chávez, e vê a imagem do ditador morto em rebocos de parede. Seria só um bufão folclórico se não estivesse conduzindo a nação para o caos. A Venezuela é hoje um dos países mais violentos do mundo. Em Caracas, há mais de 100 homicídios por 100 mil habitantes. No Brasil, com toda a escandalosa violência, são 26 — em São Paulo, 10,5. Isso dá conta do que vai pelas ruas da capital venezuelana.

A economia está destruída: de comida a papel higiênico, falta tudo nas prateleiras dos supermercados — inclusive daqueles estatais, criados pelo modelo chavista para supostamente garantir o abastecimento. A inflação no país é a mais alta da América Latina: se a nossa foi de 5,91% em 2013, a venezuelana foi de 56,2% — 8 vezes e meia a mais.

Os estudantes que vão às ruas na Venezuela se insurgem contra um país em que a liberdade de expressão é limitada, o Judiciário e o Parlamento estão submetidos às gangues chavistas, o tal “Socialismo do Século XXI” condena a população à miséria e ao atraso, e líderes da oposição estão sendo encarcerados. Mesmo o jornalismo impresso, mais independente, sofre terríveis pressões porque o governo ameaça cortar a cota de papel.

Assim, comparar os protestos que ocorrem lá com os que ocorrem aqui, como querem fazer alguns, é uma tremenda bobagem. Os critérios com que se avaliam as lutas contra uma ditadura não podem servir de baliza para manifestações de descontentamento num regime democrático. De resto, os estudantes venezuelanos promovem protestos realmente pacíficos e saíram às ruas neste domingo justamente para repudiar a violência, obra de delinquentes a serviço do governo.

Um lamento adicional é saber que, desrespeitando o protocolo do Mercosul — que não aceita governos ditatoriais —, Dilma Rousseff e Cristina Kirchner, presidente da Argentina, promoveram a entrada da Venezuela no bloco. O Brasil decidiu ser sócio de um governo que censura a imprensa, prende opositores e mata seu próprio povo.

 

17 Feb 15:44

Imprensa livre, democracia e lei antiterror. Ou: Estados democráticos têm legitimidade para dizer o que os indivíduos NÃO PODEM fazer. E se fizerem? CANA!

by giinternet
Black blocs em ação: será que isso é permitido na democracia? Resposta óbvia: não!

Black blocs em ação: será que isso é permitido na democracia? Resposta óbvia: não!

Em dezenas de artigos neste blog e na minha coluna na Folha de sexta, acusei a omissão da imprensa e dos jornalistas, que não revelam a seu leitores, telespectadores ou ouvintes que são obrigados a se esconder nas manifestações. Um colete com a palavra “Imprensa” não seria uma boa ideia porque, em vez de proteger o jornalista, a vestimenta o exporia a riscos ainda maiores. Pode até ter a sua eficácia na Síria, não nas ruas de São Paulo ou do Rio. E a omissão continua. Por enquanto ao menos, homenagens à parte, no que concerne à reação dos profissionais de imprensa, Santiago Andrade morreu em vão. Aliás, note-se, em vez da justa indignação, começou foi o coro dos hipócritas do “deixa disso”. Há até alguns e algumas bacanas sugerindo que os jornalistas precisam evitar a reação “corporativista”. E assim é, vocês já perceberam, porque os assassinos de Santiago são dois manifestantes. Imaginem o escarcéu que se faria — e com razão, noto — se tivesse sido morto pela Polícia Militar.

Aliás, reações, estas sim, corporativistas, vimos e ainda vemos quando se trata de apontar o dedo contra as forças se segurança. É possível que um ou outro policiais tenham atirado balas de borracha contra jornalistas porque jornalistas — e, ficando evidenciado, têm de ser punidos porque o artefato deixa de ser dissuasivo para se transformar em arma de ataque. No mais das vezes, no entanto, jornalistas foram feridos no fogo cruzado. Infelizmente, a tal bala ainda é incapaz de distinguir profissões. Como os coleguinhas estão sempre fazendo a cobertura do ponto de vista do “manifestante”, nunca da polícia, a chance de ser atingido é grande. “Ah, está justificando!” Não estou. Digo como são as coisas.

Vejo associações de empresas e de jornalistas cobrando “garantias” à polícia. Quais garantias? O instrumento mais eficaz, nesses casos, é haver a clara identificação dos profissionais de imprensa. Ou deem outro! Mas assim não pode ser porque eles estão com medo — e com razão. No Rio, no dia 13 de junho, policiais foram literalmente linchados. Então a coisa não começou agora, certo? Um grupo foi sitiado na Assembleia, com vândalos dispostos a botar fogo no prédio. Em São Paulo, um coronel da Polícia Militar teve a clavícula quebrada e poderia ter sido morto não fosse a intervenção de homens do serviço reservado. E o coronel estava lá para negociar. Imaginem se esses canalhas cercam um repórter de TV cuja cara é conhecida. Um carro da TV Record foi incendiado — apesar disso, um gigante moral como Paulo Henrique Amorim usa seus dotes momescos para fazer graça com a violência, tripudiando sobre o cadáver de um colega de sua ex-profissão.

Por que a Globo, a Band ou a Record não mandam para as ruas, com a devida identificação no microfone e nas câmeras, seus profissionais conhecidos, justamente os mais experientes e, em tese ao menos, mais aptos a coberturas com esse grau de complexidade? Porque seriam linchados! Ainda que as empresas fossem irresponsáveis o bastante para convocá-los, eles não iriam. Se conhecerem alguns, perguntem a eles se teriam coragem de enfrentar a parada. Não são doidos. Aliás, os repórteres de TV que me leem agora sabem que falo a verdade. As TVs estão recorrendo a estratégias editoriais: o jornalismo atua de modo clandestino, colhendo imagens. Depois, os mais experientes se encarregam de “amarrar” uma reportagem final. E ninguém está se escondendo da polícia. É vergonhoso que isso não tenha sido denunciado ainda:
a: pelas emissoras;
b: pelas associações profissionais de jornalistas;
c: pelas associações profissionais das empresas de comunicação;
d: pela Ordem dos Advogados do Brasil. Esta, então, por intermédio de sua seção no Rio, está, na prática, justificando a violência, como já demonstrei aqui. A atuação da entidade nesse particular tem sido vergonhosa.

Tim Lopes, sim!, mas pior
Mesmo assim, apesar de todas as evidências de que os jornalistas estão sendo caçados nas ruas, prevalecem o silêncio e a reação, esta sim hipócrita, de culpar os dois lados. Por quê? Porque estão todos com medo dos milicianos organizados das redes sociais.

Leio um texto em que se sustenta que Santiago Andrade não pode ser comparada a Tim Lopes porque, nesse caso, os traficantes sabiam quem estavam matando e se tratou de um agressão explícita à liberdade de imprensa. Já a dupla que atacou Santiago, bem, o rojão não estava destinado a ele; teria havido um acidente. A consideração é de uma imoralidade asquerosa. É claro que não era “para ele”. Como confessou um dos agressores, o objetivo era atingir os policiais. E que se note: fosse o morto um fardado, a reação teria sido ainda mais discreta.

Certas ocorrências, ainda que infinitamente menores do que emblemas de tragédias humanitárias, trazem a memória pura da indignidade. Hitler matou seis milhões de judeus. E encontrou um lugar justo na história, sendo cultuado não mais do que por meia dúzia de lunáticos. Stálin responde pela morte de uns 40 milhões na União Soviética — quase nunca, mas também, matava alguém por pertencer a este ou àquele grupos. A vocação homicida do Bigodão era menos seletiva do que a do Bigodinho. É evidente que o Holocausto judeu merece um lugar único na história porque o ódio a uma etnia, a um grupo social, a um povo reveste-se de particular gravidade. Hitler matava judeus porque eram judeus. Mas como explicar que partidos comunistas mundo afora e esquerdistas em penca ainda hoje cultivem a memória de Stálin — e, mais genericamente, do socialismo — como um reformador?

A sobrevivência, diga-se, das ideias de esquerda decorre, em grande parte, desse dar de ombros para os crimes cometidos pelos socialistas. Admite-se, em larga medida, que a violência é um instrumento aceitável da luta política, daí um certo Marcelo Chalreo, presidente da Comissão de Direitos Humanos da OAB-RJ, ter citado alegremente numa nota — num daqueles momentos em que a ignorância se cruza com a truculência — que “a violência é a parteira da história”. Não se enganem: se as organizações judaicas não fossem tão vigilantes e não se empenhassem, ainda hoje, em lembrar quem foi Hitler e o que foi o nazismo, também essa besta-fera já teria sido reciclada para consumo. Afinal, se “a violência é a parteira da história”, então tudo é permitido. Os canalhas intelectuais que acusam os judeus de alimentar “a indústria do holocausto” deveriam atentar para o mal que fizeram os liberais por não terem alimentado a “indústria do morticínio socialista”.

O caso Santiago Andrade, na verdade, é mais grave do que o de Tim Lopes. Sim, os traficantes sabiam quem estavam matando. Mas notem: Tim estava infiltrado no “movimento”, numa operação que sabia de altíssimo risco, para fazer a denúncia por dentro. Fosse um policial ou religioso, uma vez descoberto, teria morrido do mesmo jeito. É tolice achar que o assassinaram porque era um jornalista. Os facínoras que o mataram não estavam se manifestando contra a liberdade de imprensa. Só não queriam ser denunciados. Duvido que Elias Maluco já tenha pensado a respeito da liberdade de informação ou que chame o jornalismo de “mídia conservadora”, com esgar de nojo. Ele habita outro planeta.

Nestes dias, a coisa é bem diferente.  Fato: a dupla não tentou matar Santiago — o artefato era para a polícia… Mas Santiago pertencia a uma categoria que não pode se identificar e mostrar a cara porque grupos organizados, que odeiam o jornalismo livre, que se manifestam abertamente contra a liberdade de imprensa, não permitem.

Vagabundos financiados
Entrem nas páginas dos black blocs e afins na Internet para ver o que eles pensam da imprensa, que acusam de “distorcer” as reais intenções do seu glorioso “movimento”. A tal “Sininho”, que apareceu como animadora de torcida de depredadores, chamou de “carniceiros” os cinegrafistas que, trabalhando, cobriam o depoimento de Fábio Raposo, um dos assassinos de Santiago. Um de seus amigos apontou o dedo para eles: “Vocês serão os próximos”. Levou uma “camerada” na cabeça de um dos cinegrafistas — um gesto que mereceu o meu aplauso. Simples assim.

Façam um exercício: comparem o que os black blocs e outros violentos dizem do jornalismo livre com o que vai em páginas do subjornalismo governista-petista, financiadas pelo governo federal e por estatais. O texto é o mesmo. As acusações são as mesmas. A mesma é a vocação persecutória. O que os facinorosos que matam pessoas pensam do jornalismo não é diferente da pregação de Franklin Martins. Não é diferente do que dizem os documentos da Executiva Nacional do PT.

Em razão de tudo o que expus até aqui, escrevi assim na minha coluna de sexta na Folha:
(…)
Eu acuso Franklin Martins de ser o chefe de uma milícia oportunista contra a imprensa livre.
Eu acuso o governo federal e as estatais, que financiam páginas e veículos que pregam o ódio ao jornalismo independente, de ser corresponsáveis por essa morte.
Eu acuso o ministro José Eduardo Cardozo de ser, querendo ou não, na prática, um dos incitadores da desordem.
Eu acuso o ministro Gilberto Carvalho de especular com o confronto de todos contra todos.
Eu acuso jornalistas de praticar a sujeição voluntária porque se calam sobre o fato de que são caçados nas ruas pelos ditos “ativistas” e obrigados a trabalhar clandestinamente.
Eu acuso empresas e jornalistas de se render a milicianos das redes sociais e de se preocupar mais com “o que elas vão dizer de nós” do que com o que “nós temos de dizer a elas”.
Eu acuso uns e outros de se deixar pautar por dinossauros com um iPad nas patas.
(…)

A lei anterrorismo
O Brasil não tem uma lei antiterrorismo. Não posso afirmar com absoluta certeza porque não fiz o levantamento em todos os países do mundo, mas certamente é dos poucos a ter esse vazio legal. O Chile tem. A Colômbia tem. Os EUA têm. A Alemanha, a França, a Itália e Inglaterra têm. Ah, sim, a Venezuela, Cuba e China também — nesses três casos, diga-se, tão apreciados pelas nossas esquerdas, basta defender a democracia para ser enquadrado como terrorista.

Setores da imprensa brasileira já detonaram o Projeto de Lei do Senado nº 499 SEM LER. A íntegra está aqui. Como é óbvio, não pune manifestantes ou tolhe a liberdade de expressão. Pune com severidade quem infunde terror em massa e quem ataca instalações e bens públicos, incluindo meios de transporte, pondo em risco a segurança de milhares de pessoas. Aliás, a Lei de Segurança Nacional, a 7.170, que está em vigor, poderia já ter mandado para a cadeia alguns dos bandidos que estão por aí aterrorizando as pessoas.

A esquerda do PT saiu gritando contra o Projeto de Lei do Senado. Imediatamente, algumas vozes do jornalismo resolveram fazer eco à gritaria. Confunde-se a violência terrorista com simples distúrbios; confunde-se a repressão ao terror com o cerceamento à liberdade de expressão, o que é, obviamente, um absurdo.

É evidente que o estado brasileiro não pode definir O QUE SE PODE FAZER NUMA MANIFESTAÇÃO, O QUE SE PODE DIZER, O QUE SE PODE REIVINDICAR. Mas o estado tem legitimidade para definir, sim, O QUE NÃO SE PODE FAZER: explodir bombas, recorrer a coquetéis molotov, incendiar ônibus, infundir terror nas ruas e em aparelhos públicos, o que pode pôr em risco a segurança de milhares.

Só a mais escancarada má-fé ou a burrice mais saliente podem confundir o ataque a direitos fundamentais de todos os indivíduos como um pressuposto da liberdade de manifestação de alguns indivíduos. Não se trata de ser “progressista” ou “reacionário”, mas de admitir ou não o  crime como instrumento de luta política.

17 Feb 15:40

Online Database Allows Scientists To Recreate Early Telescopes

by samzenpus
sciencehabit writes "When Galileo Galilei shook up the scientific community with evidence of a heliocentric world, he had a little tube fitted with two pieces of glass to thank. But just how this gadget evolved in the nascent days of astronomy is poorly known. That uncertainty has inspired a group of researchers to compile the most extensive database of early refracting telescopes to date. Now, the scientists plan to use modern optics to recreate what Galileo — and the naysaying observers of his time — experienced when they first peered through these tubes at the rings of Saturn, the moons of Jupiter, and the phases of Venus."

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17 Feb 15:39

Péssima notícia – Após 13 anos de saldo positivo, país deve ter déficit comercial em 2014

by giinternet

Por Eliane Oliveira, no Globo:
Após 13 anos de superávits anuais ininterruptos, a balança comercial brasileira caminha para um déficit em 2014. A principal razão desse cenário pouco promissor é a falta de controle sobre 65,3% do total de exportações, o equivalente a US$ 158 bilhões de tudo que foi vendido no exterior em 2013. São as chamadas commodities, cujos preços são formulados de acordo com os humores do mercado internacional. A conta inclui itens como soja, minério de ferro, celulose, suco de laranja, etanol, óleos combustíveis, gasolina, café e açúcar, entre outros.

A vulnerabilidade do país às oscilações internacionais de preços já era evidente no ano passado. O saldo da balança comercial, de US$ 2,56 bilhões, foi o pior desde 2000. O desempenho só não foi pior em razão de uma manobra contábil, com a inclusão na conta de exportações de sete plataformas vendidas a empresas estrangeiras e alugadas para a Petrobras. Na prática, elas nunca deixaram o país.

Problemas com vizinhos
Especialistas e técnicos do governo acreditam que os preços das commodities continuarão caindo este ano, devido à possibilidade de desaceleração do consumo na China e à recuperação da economia americana. Para piorar, a indústria está à mercê da concorrência chinesa e de outros asiáticos, não só no mercado interno, mas em outros países. “Há pouco o que se fazer para melhorar esse cenário”, disse o presidente da Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB), José Augusto de Castro.

Assim como já ocorre com a Venezuela, a Argentina ameaça atrasar pagamentos, desestimulando exportações para aquele país, principalmente de pequenas e médias empresas, que não têm fôlego para esperar meses pelo dinheiro. Ao mesmo tempo, crescem as importações de bens de consumo, entre os quais alimentos, automóveis, calçados e móveis. A avaliação geral é que o governo está apático. “Essa apatia pode estar ocorrendo porque o governo espera algum efeito da desvalorização cambial que ocorreu na segunda metade de 2013. Outro fator é que estamos em ano eleitoral”, disse o economista Fábio Silveira, da GO Consultores.

Até semana passada, havia queda generalizada nas cotações de commodities. Os preços do milho e do café, por exemplo, caíram 32,5% e 28,2%, respectivamente, ante fevereiro de 2013. O óleo de soja apresentou redução de 29,4% e do frango, 15,1%. Essas variações precisam ser compensadas pelo aumento do volume embarcado desses produtos, para que o valor exportado não caia, diz o presidente da AEB.

A situação fica ainda pior, porque o Brasil precisa conviver com vizinhos problemáticos: Argentina e Venezuela, terceiro e sétimo parceiros comerciais, foram responsáveis pela compra, no ano passado, de quase US$ 25 bilhões em produtos brasileiros. A Venezuela mantém um câmbio artificial desde a época do então presidente Hugo Chávez, que morreu no ano passado.
(…)

17 Feb 01:05

E viva a ciência da era Dilma !!! É inacreditável esse programa Turismo sem Fronteiras... vai custar R$ 4 bi !!

by Ciência Brasil
16 Feb 15:58

Plan 9 From Bell Labs Operating System Now Available Under GPLv2

by Soulskill
TopSpin writes "Alcatel-Lucent has authorized The University of California, Berkeley to 'release all Plan 9 software previously governed by the Lucent Public License, Version 1.02 under the GNU General Public License, Version 2.' Plan 9 was developed primarily for research purposes as the successor to Unix by the Computing Sciences Research Center at Bell Labs between the mid-1980s and 2002. Plan 9 has subsequently emerged as Inferno, a commercially supported derivative, and ports to various platforms, including a recent port to the Raspberry Pi. In Plan 9, all system interfaces, including those required for networking and the user interface, are represented through the file system rather than specialized interfaces. The system provides a generic protocol, 9P, to perform all communication with the system, among processes and with network resources. Applications compose resources using union file systems to form isolated namespaces."

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16 Feb 15:57

Azeda a relação do PT com o PMDB em vários estados

by giinternet

Por Paulo Celso Pereira, no Globo Online:
A quatro meses da convenção nacional que deve sacramentar a aliança do PMDB com o PT para a reeleição da presidente Dilma Rousseff, a relação entre os dois partidos enfrenta problemas em dois terços das 27 unidades da federação. Em alguns casos, como em Pernambuco, Bahia e Acre, o rompimento já vem de longa data e não causa surpresa. O problema é a profusão de estados em que os peemedebistas veem seu futuro em risco pela dita “ganância” do PT. A maioria dos dirigentes do PMDB ainda considera improvável que a aliança nacional não se confirme, mas mesmo os mais próximos aliados de Dilma já consideram possível que boa parte dos candidatos do partido nos estados abandonem a campanha da presidente.

O caso do Rio é exemplar. Após sete anos de aliança, PMDB e PT estão em guerra aberta e a direção peemedebista estadual trabalha para que prefeitos e deputados do partido não auxiliem na campanha de Dilma. Esse cenário corre o risco de se repetir nos outros estados onde os dois partidos se enfrentarão, como no Rio Grande do Sul, Mato Grosso do Sul e Piauí. Em São Paulo também haverá disputa entre os dois partidos, mas tanto Paulo Skaf (PMDB) quanto Alexandre Padilha (PT) têm o partido do tucano Geraldo Alckmin como alvo.

Diante da crise, o vice-presidente Michel Temer, num gesto exagerado, chegou a afirmar no twitter há duas semanas que caso a maioria dos diretórios estaduais do PMDB não seja contemplada pela aliança sua indicação à vice pode ser abandonada: “Para mim, isso (o partido) está acima de projeto pessoal (a vice) e farei todo esforço para manter a aliança, mas o que o partido decidir, eu acato.”

Líder dos governos Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff por quase seis anos, o senador Romero Jucá (PMDB-RR) considera improvável um rompimento na aliança nacional, mas destaca que não basta ter esse compromisso para o sucesso da reeleição de Dilma. É preciso engajamento. “Na maioria dos estados vai haver disputa regional, mas esperamos que num clima de aliança nacional. A situação de 2014 é mais complexa que em 2010, e isso requer mais atenção. Vai ser preciso mais tolerância, os palanques regionais vão estar mais conturbados, o clima mais nervoso e a eleição é mais difícil. Então todo cuidado é pouco. É preciso haver uma hecatombe de coordenação politica para haver risco para a aliança. Mas ter a aliança é só a primeira etapa, ter todo mundo engajado é a segunda etapa. A aliança por si só não ganha eleição”, explica.

Concretamente, o risco para a aliança nacional depende da solução que será dada a estados-chave na convenção nacional, como Minas Gerais, o Ceará e Maranhão. No primeiro, as dificuldades internas são maiores que as externas, mas nos dois últimos não. O senador Eunício Oliveira (PMDB), pré-candidato ao governo do Ceará, exige que a presidente Dilma Rousseff dê tratamento igual à sua campanha e a do candidato apontado pelo governador Cid Gomes. A presidente, no entanto, já deixou claro a vários interlocutores que tem um compromisso com Cid, que abandonou o PSB de Eduardo Campos para apoiar a reeleição da petista.

No Maranhão, a família Sarney deseja que os petistas apoiem seu candidato à sucessão da governadora Roseana Sarney, mas o PT reluta. Boa parte do partido deseja apoiar o arquirrival do grupo, Flávio Dino (PCdoB), e encontrou na hipótese de ter uma candidatura própria a alternativa para diminuir a crise com o PMDB. Pouco adiantou. Os Sarney continuam querendo apoio integral a seu grupo político.

Em vários estados onde o cenário era alvissareiro, o caldo começou a entornar com a proximidade das eleições. Há um temor crescente dentro do PMDB em relação à postura que a presidente Dilma e o ex-presidente Lula tomarão durante a campanha. Os peemedebistas não se esquecem da disputa de 2010 na Bahia, onde o ex-ministro Geddel Vieira Lima (PMDB) havia acertado um acordo pelo qual a então candidata Dilma se comprometera em não privilegiar nenhum candidato da base, mas conforme a disputa avançou acabou mergulhando na campanha à reeleição do governador Jaques Wagner (PT) e abandonou Geddel.

O líder do governo no Senado, Eduardo Braga (AM), vem trabalhando para minimizar a crise, mas considera importante as direções nacionais dos dois partidos retomarem o quanto antes o diálogo para estabelecer acordos. “Tem problema em mais da metade dos estados. Isso vai se definir em junho, nesse período é natural que as pessoas coloquem suas pretensões. Quando você tem disputas, é preciso ter paciência, diálogo, habilidade. O PT e o PMDB precisam sentar novamente. Nós estávamos conversando no ano passado com o Rui Falcão mas houve eleição interna do PT e as conversas pararam. Está na hora de retomarmos”, alerta Braga.
(…)

16 Feb 15:56

O surto de amor de Suplicy pelos mensaleiros

by giinternet

Por que o senador Eduardo Suplicy (PT-SP), odiado e desprezado por Lula e pela turma do mensalão, decidiu agora aparecer como aquele que polariza com ministro Gilmar Mendes? O contexto explica. Fosse pelo Apedeuta, ele não seria o candidato do partido ao Senado em São Paulo. Ou escolheria um outro, mesmo que eleitoralmente menos viável, ou usaria a vaga para negociar com partidos que vão apoiar a candidatura de Alexandre Padilha ao governo do Estado no primeiro turno ou no segundo — se o petista passar.

É remota, próxima de zero, a chance de Suplicy não se candidatar a mais um mandato. Mas é grande a possibilidade de ser abandonado por uma parte da máquina petista. Se Henrique Meireles (PSD), por exemplo, disputar a vaga, não seria difícil Lula aparecer ao seu lado, assim, sem querer. Qual dos dois vocês acham que o chefão petista gostaria de ver eleito?

Então Suplicy teve agora esse surto de amor pelos mensaleiros.

16 Feb 15:56

A mercadoria “Zé Dirceu preso” rende mais do que o comércio de substâncias lícitas e ilícitas

by giinternet

Que coisa!

Um Zé Dirceu preso, pelo visto, rende mais vantagens do que o comércio de qualquer substância lícita ou ilícita. Em três dias, o site para arrecadar dinheiro para pagar a multa imposta pelo STF arrecadou R$ 301.481,28. Nesta segunda, não será surpresa se chegar perto de R$ 1 milhão. Não se esqueça de que Delúbio Soares recebeu, num único dia, R$ 600 mil.

Desse jeito, o PT ainda acaba transformando petista preso em mercadoria e fonte de renda para o partido, não é mesmo? O deboche inconstitucional continua. Caso Henrique Pizzolato seja extraditado, será preciso fazer igual esforço pelo companheiro, certo?

Já ouvi aqui e ali que o PT não pode ser censurado por isso porque não estaria fazendo nada ilegal (não???) e que a luta política, afinal de contas, é legítima.

“Uma ova!”, como gosto de dizer. Os petistas estão fazendo pouco caso da Justiça e deixando claro que não reconhecem seus valores e fundamentos. Ao promover essas campanhas — e ainda que a doação seja uma mandracaria —, é evidente que procura desmoralizar o Poder Judiciário e o julgamento.

O nome da droga que o PT está vendendo é agressão às instituições. 

16 Feb 15:53

Sympathy for the European Devil

by David P. Goldman

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European Parliament President Martin Schulz provoked an uproar last week in a speech before Israel’s Knesset, citing in passing a Palestinian claim that Israelis get four times as much water as Arabs in Judea and Samaria. The Jewish Home party delegation (led by my favorite Israeli politician, Naftali Bennett) walked out on the German politician in protest; Intelligence Minister Yuval Steinitz called the protest “disproportionate.” In this case I think Steinitz is right: Schulz is not an anti-Semite. He’s the sort of German who loves Israel in a peculiarly German way. By and large, Germans do not hate Israel; on the contrary, they love to love the Israeli left. They really, truly, sincerely want to be philo-Semitic (that brings to mind the old definition of a philo-Semite: an anti-Semite who likes Jews). The Germans are post-Christian and post-nationalist. In more than forty years of traveling (and occasionally living) in Germany I have not met a single German who can abide religion, except for full-time clergy. Their experience of nationalism, like the experience of most Europeans, has been unrelentingly horrible. They cannot help but identify with the “post-Zionist,” existentially addled Angst of the Israeli Left.

Zeruya Shalev, the Israeli novelist who dissects the disordered lives of disappointed utopians, is a bestseller and a cultural icon in Germany. Her last book was the subject of a gushing review by Adam Kirsch, book critic for the Jewish webzine Tablet and a stalwart at The New Republic. Every major German news publication has profiled or interviewed Ms. Shalev. In 2011, the popular weekly Stern asked her whether the then-ongoing “social justice” protests portended a “New Israel,” that is, an Israel more to the liking of Stern and Ms. Shalev; the Israeli writer was hopeful. The German interviewer simply took for granted that Stern’s readers would identify with the lefty literati against the Netanyahu government. Shalev writes the sort of introspective fiction that I find less tolerable than gum surgery; the great Israeli novelist in my view was the Nobelist S.Y. Agnon, whose masterwork Only Yesterday is not available in German translation. It is a wrenching, difficult book first published in Hebrew in 1945, and I am not surprised that the German public would avoid it. Today’s Germans have sensibilities hardly distinguishable from those of Adam Kirsch and prefer the Freudian meanderings of Ms. Shalev. (Of course, I’m the wrong person to ask about such things. I don’t like fiction.)

The socialist utopians of the Israeli Left cling to a vision of Israel as a nation-state like any other, liberated from the notion that there is anything special about the Jews. Israel in this view should become a Levantine Belgium or Holland, dissolving into the postmodern cultural muck with its European peers. As Israel becomes more Jewish, and more religious, and its continued success draws an ever-sharper boundary against the failed states that surround it, the utopians go into panic. To salvage their position they propose to ally with the Europeans, the way that Antipater of Idumaea allied with Pompey the Great to establish the Herodian dynasty. For background on Pompey, I recommend Lucan.

Here, for example, is journalist Ben Caspit writing in Al-Monitor:

For 40 years, Israel has entrenched its hold on the West Bank, in a belief that the problem would resolve itself somehow. It hasn’t been resolved. We can’t continue to fool everyone, all of the time. At some point, we will have to make the difficult decision, and undo this Gordian knot, not to be dragged with it into the depths.

It seems that as time passes, our ability to reach this decision is diminishing. As time passes, it turns out that we might need someone, or something, that will force it on us. And so, I don’t think we need to call on the Europeans to boycott us, but if and when they do so, we will be able to understand their position.

Of course (as Caspit observes) Kerry is using the Europeans to threaten Israel with boycotts. Does that mean Kerry is an anti-Semite, a charge that his Jewish brother bitterly disputes? It brings to mind the old Viennese joke: “Anti-Semitism was getting nowhere until the Jews got behind it.” Suffice it to say that the Israeli Left hopes that Kerry and the Europeans will batter Israel into a peace deal. Anti-Semitism is not the issue, unless we want to call the Israeli left anti-Semitic.

15 Feb 17:30

Craig Kerstiens: PostgreSQL 9.4 - What I was hoping for

Theres no doubt that the 9.4 release of PostgreSQL will have some great improvements. However, for all of the improvements it delivering it had the promise of being perhaps the most impactful release of Postgres yet. Several of the features that would have given it my stamp of best release in at least 5 years are now already not making it and a few others are still on the border. Here's a look at few of the things that were hoped for and not to be at least until another 18 months.

Upsert

Upsert, merge, whatever you want to call it, this is been a sore hole for sometime now. Essentially this is insert based on this ID or if that key already exists update other values. This was something being worked on pretty early on in this release, and throughout the process continuing to make progress. Yet as progress was made so were exteneded discussions about syntax, approach, etc. In the end two differing views on how it should be implemented have the patch still sitting there with other thoughts on an implementation but not code ready to commit.

At the same time I'll acknowledge upsert as a hard problem to address. The locking and concurrency issues are non-trivial, but regardless of those having this in there mostly kills the final argument for anyone to chose MySQL.

Better JSON

JSON is Postgres is super flexible, powerful, and generally slow. Postgres does validation and some parsing of JSON, but without something like PLV8, or functional indexes you may not get great performance. This is because under the covers the JSON is represented as text and as a result many of the more powerful indexes that could lend benefit, such as GIN or GIST, simply don't apply here.

As a related effort to this hstore, the key/value store, is working on being updated. This new support will add types and nesting making it much more usable overall. However the syntax and matching of how JSON functions isn't guranteed to be part of it. The proposal and actually work is still there and not rejected yet, but looks heavily at risk. Backing a new binary representation of JSON with hstore 2 would deliver so many benefits further building upon the foundation of hstore, JSON, PLV8 that exists today for Postgres.

apt-get for your extensions

I'm almost not even sure where to start with this one. The notion within a Postgres community is that packaging for distros is super simple and extensions should just be packaged for them. Then there's PGXN the Postgres extension network where you can download and compile and muck with annoying settings to get extensions to build. This proposal would have delivered a built in installer much like NPM or rubygems or PyPi and the ability for someone to simply say install extension from this centralized repository. No, it was setting out to solve the issue of having a single repository but would make it much easier for people to run one.

For all the awesome-ness that exists in extensions such as HyperLogLog, foreign data wrappers, madlib theres hundreds of other extensions that could be written and be valuable. They don't even all require C, they could fully exist in JavaScript with PLV8. Yet I'm on the fence encouraging people to write such because if no one uses it then much of the point in the reusability of an extension is lost. Here's hoping that there's a change of opinion in the future that packaging is a solved problem and that creating an ecosystem for others to contribute to the Postgres world without knowing C is a positive thing.

Logical replication

When I first heard this might have some shot at making it in 9.4 I was shocked. This is something that while some may not take notice of I've felt pain of for many years. Logical replication means in short enabling upgrades across PostgreSQL versions without a dump and restore, but even more so laying the ground work for more complicated architectures like perhaps multi-master. Yes, even with logical replication in theres still plenty of work to do, but having the groundwork laid goes a long way. There are options for it today with third party tools, but the management of these is painful at best.

In conclusion

The positive of this one is that the building blocks are in and its continuing to make progress. Its just that we'll have to wait about 18 months before the release of PostgreSQL 9.5 before its in our hands.

15 Feb 14:05

Pizzolato, peixe pequeno, estava montado na grana; Dirceu, o tubarão, tadinho!, precisa pedir esmola na Internet!

by giinternet

A polícia italiana encontrou na casa de praia em Porto Venere, na Itália, um dos esconderijos de Henrique Pizzolato, recibos que indicam que ele sacou, em dinheiro vivo, entre 20 mil e 30 mil euros. Detalhes: o dinheiro foi transferido da Espanha, e o saque foi feito em nome de Celso Pizzolato, seu irmão, que morreu em 1978. Como vocês sabem, Henrique tirou todos os documentos em nome do Celso, o que o auxiliou na fuga.

Que coisa, né? Dos peixes graúdos do mensalão, Pizzolato é o menor. Dá para perceber que ele, definitivamente, não enfrentava dificuldades financeiras, não é mesmo? Já o Zé Dirceu, que era o tubarão, este, coitado!, não conseguiu guardar um vintém e não tem dinheiro para pagar a multa, daí que precise recorrer à Internet. Sei que vocês não conseguem ler isso sem chorar.

Em dois dias, o site de Dirceu já conseguiu arrecadar mais de R$ 200 mil. Qualquer pessoa razoável desconfia desse troço. Mas digamos que seja verdade: aí é pior, né? Trata-se de um sinal evidente de que há mais sem-vergonhas por aí do que a gente imagina.

 

15 Feb 14:04

Não tem jeito! No começo, os petistas não tinham limites; depois, eles pioraram. Ou: Como era óbvio, tumulto no metrô interessava ao PT

by giinternet

Alexandre Padilha, virtual candidato do PT ao governo de São Paulo, já imprimiu um tom meio terrorista a suas curtas inserções na TV sobre segurança pública, como se ele e seu partido tivessem lições a dar na área. Já expliquei por que não. Leio agora que pretende explorar também a suposta formação de cartel na compra de trens e o problema havido há dias na Linha 3, quando houve um sério tumulto em razão de uma sequência de eventos bem pouco convencionais, com cheiro óbvio de sabotagem.

Explorar a questão do cartel? Vá lá. Os petistas Simão Pedro e Vinicius Carvalho, o chefe do Cade, não tiveram tanto trabalho por nada, não é mesmo? A investigação está em curso. Dada a ativa participação de petistas na formulação da denúncia, pode não ser um monumento à ética, mas ainda cabe nas longas franjas da política.

Mas levar ao ar, como se noticia, a pane no Metrô? Uma tragédia poderia ter acontecido naquele dia — e graves eventos podem ainda se dar se houver estímulo para tanto.

Atenção! Um candidato ir à TV e dizer que vai melhorar o metrô assim e assado, fazendo planos, promessas, o diabo a quatro, ok. É do jogo. Exibir, no entanto, imagens do tumulto ou delas decorrentes é coisa de insanos, de irresponsáveis. Na prática, o que se vai fazer é um convite para novos distúrbios.

Se alguém tinha dúvida de que a confusão no metrô interessava ao PT, agora já não tem.

15 Feb 14:03

Lula nas asas de um ex-réu do “mensalão mineiro”. Mas PT quer o fígado de Azeredo…

by giinternet

Um dos motes da petezada na Internet é afirmar que há morosidade na tramitação do caso do mensalão mineiro. É só ignorância de causa. É que a denúncia foi oferecida pelo Ministério Público e aceita pelo Supremo depois do caso petista porque também veio à luz mais tarde. De resto, Lula deve acreditar que nada de errado se passou em Minas, não é mesmo? Por que digo isso?

Em seu primeiro mandato, o Apedeuta levou para ser seu ministro das Relações Institucionais ninguém menos do que Walfrido dos Mares Guia, que era vice de Eduardo Azeredo no governo de Minas (1995-1998). Walfrido foi um dos coordenadores da campanha de Azeredo à reeleição em 1998 e também se tornou um dos réus do tal “mensalão mineiro”. Foi acusado de peculato e lavagem de dinheiro. Ocorre que fez 70 anos, o prazo de prescrição de crimes, nesse caso, cai pela metade, e houve a prescrição. Não é mais réu. Todo mundo sabe que Walfrido conhecida muito mais a mecânica de financiamento da campanha de 1998 do que Azeredo.

Muito bem! Lula levou Walfrido para o governo. Quando a denúncia foi aceita e ele se tornou réu, deixou o cargo. Mas continuou amigão do chefão petista. E isso explica estas duas notas no  Painel da Folha deste sábado, editado por Vera Magalhães. Volto depois.

Lula Walfrido

Encerro
Os petistas gostam dos réus do mensalão mineiro e confiam neles. Na edição de ontem, o Globo revelou que outro, José Afonso Bicalho, ex-presidente do Banco Estadual de Minas Gerais, é assessor do Ministério do Desenvolvimento e trabalhou com o ex-ministro Fernando Pimentel, que vai concorrer ao governo de Minas. Lula pegou carona no avião de Walfrido justamente para participar de um ato em apoio a Pimentel. 

 

15 Feb 14:02

Ask Slashdot: E-ink Reader For Academic Papers?

by timothy
Albanach writes "Recently, I purchased an e-ink Kindle. I like real paper books, but I'm reading lots of academic papers. The Kindle is a nice way to carry and read them, and I went through several documents, highlighting important passages. Now I learn that there is no supported way to actually get a highlighted personal document back off of the Kindle with the highlights intact. I don't need lectures about DRM, proprietary software or anything else along those lines — there are other things the Kindle can and will be used for. What I would like to know is whether there's another e-ink reader that does let you add your own documents, then highlight them and export the altered document. Or does someone know of a way to achieve this using the Kindle itself?"

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15 Feb 14:01

Senador quer que ministro diga para onde vai a verba da publicidade oficial. Ou: Dinheiro público não pode financiar difamadores

by giinternet

Aloysio Nunes Ferreira, líder do PSDB no Senado, quer saber para onde vai a verba de publicidade oficial. Ele protocolou na Secretaria Geral da Mesa um requerimento pedindo que o novo ministro da Comunicação Social, Thomas Traumann, forneça informações detalhadas a respeito: nome da empresa, nome-fantasia, CNPJ etc.

Afirmou o senador:
“Criou-se um Brasil da publicidade que é diferente do Brasil real. E isso sustentado a peso de ouro numa campanha eleitoral mal disfarçada, visando a perpetuação do PT no governo. A minha preocupação hoje é também especialmente voltada para aqueles veículos de comunicação que são descaradamente patrocinados pelo governo, por empresas estatais, por órgãos da administração direta, cuja a função é repercutir a mensagem política do PT, especialmente na difamação daqueles que se opõem ao atual governo”.

Nunes lembrou que, quando a presidente Dilma substituiu Helena Chagas por Thomas Traumann na Secretaria de Comunicação (Secom), que cuida da área, Helena escreveu no Facebook que “dinheiro de publicidade não pode ser uma ação entre amigos”.

A então ministra sofreu um intenso bombardeio dos blogs sujos e dos veículos oficialistas, que cobravam mais verba oficial de publicidade. O formulador da estratégia de encher essa turma de dinheiro está de volta ao centro do palco: Franklin Martins. Ele vai comandar a área de comunicação da campanha de Dilma à reeleição e, consta, voltou a dar as cartas na Secom. Se o Bloco dos Sujos se limitasse a puxar o saco do poder, vá lá… Já seria detestável, mas menos doloso. Ocorre que verdadeiros centros de difamação são financiados com dinheiro que é de todos os brasileiros — também daqueles que não votam no PT.

 

15 Feb 14:00

S.O.S. Venezuela

by Norma
Oremos pela Venezuela! Lá têm ocorrido manifestações populares duramente reprimidas pelas tropas do presidente Maduro, que atiraram diretamente em vários estudantes. O governo financia e protege abertamente um movimento chamado "Tupamaro", um grupo de extermínio, com o fim de causar terror na oposição. A herança chavista é de autoritarismo, escassez de alimentos e censura aberta (chegam a negar papel aos jornais opositores!). A última notícia que tive é que Maduro tentou bloquear o Twitter, sem êxito. Acompanhem os links:

Rodrigo Constantino 

Aluizio Amorim

Estadão




15 Feb 02:52

A campanha terrorista de Padilha na TV, o PT e os cadáveres

by giinternet

Essa é para o leitor de São Paulo, mas o estilo certamente será reconhecido pelos internautas de todos os estados. Alexandre Padilha, ex-ministro da Saúde e virtual candidato do PT ao governo paulista, ocupa aquelas curtas inserções do horário político do partido. O tema da hora é segurança pública. O tom da campanha eleitoral — é disso que se trata — é terrorista: uma voz em off, meio cavernosa, afirma que São Paulo tem o maior efetivo policial do Brasil e a maior verba de segurança, mas os roubos não param de crescer. Na tela, palavras em letras garrafais, em tom assustador. É a estética do medo.

Em seguida, imitando a mesmíssima linguagem empregada na campanha de Fernando Haddad à Prefeitura — TELEFONE PARA UM AMIGO SEU QUE MORA EM SÃO PAULO E PERGUNTE O QUE ELE PENSA DO PREFEITO —, aparece Padilha, que encara a câmera e promete resolver tudo, indo às ruas. A exemplo de Haddad, ele tem “a resposta”, entenderam?

Como esquecer que Haddad resolveria o problema das creches, da urbanização (com um tal Arco do Futuro), do transporte público, do trânsito, da moradia, do crack… A cidade de São Paulo seria a Xangai da América do Sul. Agora é Padilha quem faz essa promessa em relação ao estado.

Prudentemente, o petista não fala, por exemplo, sobre a taxa de homicídios — a de São Paulo, hoje, é a mais baixa do país: 10,5 por 100 mil habitantes. O PT administra o Distrito Federal: a taxa de homicídios por lá é mais do que o triplo. Também governa a Bahia: é o quádruplo. Comanda o Sergipe: também é três vezes maior. A do Acre, sob a tutela dos companheiros há 15 anos, é mais do que o dobro.

Aí o leitor poderia dizer: “Ah, Reinaldo, mas, na esfera federal, eles são muito bons…” São? Em 2012, o Brasil ultrapassou de novo a fronteira dos 50 mil Crimes Violentos Letais Intencionais (homicídios e latrocínios), segundo a denominação do Anuário de Segurança Pública. Em número exato: 50.108. Para demonstrar como está preocupado com o assunto, o governo federal diminuiu a sua verba para a segurança pública e para os presídios.

Se o PT sabe como fazer, por que não põe em prática essa fantástica sabedoria no Acre, no DF, na Bahia, no Sergipe e no Brasil? É claro que existe o risco — o nome é esse — de Padilha vencer a eleição em São Paulo. E aí que Deus acolha em bom lugar a alma dos paulistas que pagarão por isso.

15 Feb 00:03

'The Color Run' Violates Agreement With College Photographer, Then Sues Him

by Soulskill
An anonymous reader writes "Photographer Maxwell Jackson went to an event called The Color Run and took some pictures. He was approached by the organization to share some of his photos on Facebook, and he agreed. Later, he found they were being used without attribution in promotional materials such as flyers and signs. When he contacted The Color Run over the misuse of his photos, they sued him. As a professional freelance photographer for a local college and a hobbyist code junky, I'm intrigued by this story and how it should be a warning for members of either trade. There is a good lesson to be learned here about taking for granted the legal implications of the manner in which you exchange your own intellectual property with anyone."

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15 Feb 00:03

Médica cubana cobra na Justiça indenização de R$ 149 mil

by giinternet

Por Marcela Mattos, na VEJA.com:
A médica cubana Romana Rodriguez entrou nesta sexta-feira com uma ação trabalhista e por danos morais na Vara do Trabalho de Tucuruí, no Pará, pedindo indenização de 149.693,37 reais. Romana deixou a cidade de Pacajá (PA) no início do mês, onde trabalhava como única médica de um posto de saúde pelo programa federal Mais Médicos, alegando se sentir enganada por receber menos que os outros participantes do programa federal. A ação é contra a União e o município de Pacajá.

No documento, Ramona alega que recebia 22% da remuneração ofertada aos demais médicos apesar de exercer a mesma função deles. De acordo com contrato firmado com a Sociedade Mercantil Cubana Comercializadora de Serviços Médicos Cubanos, a médica teria direito a receber cerca de 1.000 reais mensais (400 dólares) e seriam destinados 600 dólares para uma conta em Cuba, cujo valor total poderia ser sacado ao fim do programa – em três anos. Enquanto isso, os participantes – brasileiros e estrangeiros não cubanos – recebem 10.000 mensais.

“Tal fato demonstra a discriminação sofrida pela reclamante e a violação aos princípios constitucionais da dignidade da pessoa humana e igualdade. Não há justificativa plausível para explicar o fato de os profissionais cubanos receberem valor menor que os profissionais de outra nacionalidade, com a anuência do governo”, alega o advogado João Brasil de Castro na ação.

A defesa alega ainda que a cubana vivia “sob constante monitoramento, sendo vigiada por um supervisor a quem deveria se reportar quando pretendia alterar sua rotina” e que o pedido de autorização para sair de casa se estendia inclusive durante o período de descanso. “A reclamante sofreu tratamento discriminatório desde a sua chegada em nosso país. Com efeito, a cooptação da trabalhadora fere os direitos estabelecidos em nossa Carta Constitucional, os quais pareceram ser mitigados em desfavor da estrangeira, que vem de uma nação que vive sob o jugo de um regime totalitário”, diz o advogado.

Somente por danos morais, a defesa pede uma indenização de 80.000 reais. Os outros pagamentos são referentes a 13º salário, diferença salarial referente aos quatro meses em que atuou no programa, Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) e multas. Além disso, a ação pede, de forma liminar, o bloqueio dos valores destinados para Cuba que seriam pagos para Ramona.

A médica conseguiu refúgio provisório no Brasil e começou a trabalhar nesta semana na Associação Médica Brasileira (AMB), com salário de 3.000 reais.

15 Feb 00:02

E o “Mais Médicos” é, agora oficialmente, um “caso de polícia”. Espantoso!

by giinternet

Já escrevo o post “IRRESPONSÁVEIS 2 (ver post anterior)”. Antes, quero chamar a atenção de vocês para outra coisa estupefaciente. Uma medida aparentemente lógica, até óbvia, denuncia a delinquência intelectual, moral e profissional do programa “Mais Médicos”. Segundo informa a Folha, quando um médico do programa deixar de comparecer por dois dias ao trabalho, é preciso chamar a polícia. A determinação foi publicada no Diário Oficial pelo Departamento de Planejamento e Regulação da Provisão de Profissionais da Saúde. O governo divulgou uma lista com 89 desistências — 80 seriam brasileiros. Não sei como entram na lista oficial os 27 cubanos que já caíram fora.

A justificativa para chamar a polícia, claro!, é meritória. Aliás, quando é que as tiranias tomam medidas e admitem que o fazem porque, afinal de contas, são tiranias? O Brasil é uma democracia eivada de tentações autoritárias. Tudo seria feito pensando na segurança dos doutores. Uma ova! Quem não conhece esse governo e o PT, que compre a mercadoria que eles vendem, não é mesmo?

É evidente que se trata de terrorismo oficial contra os médicos cubanos — que estão sendo advertidos de que passarão a ser caçados pela polícia. Será que estou exagerando? Então pensemos um pouco. Que outra atividade profissional no país obedece a esse tipo de regulação OFICIAL? Desde quando faltar dois dias ao trabalho vira uma questão de polícia? Já imaginaram se o estado brasileiro tivesse esse cuidado e esse rigor na máquina pública? Seríamos de um rigor alemão com precisão suíça. No entanto, o nosso serviço público, no geral, tem rigor e precisão brasileiros mesmo…

15 Feb 00:02

IRRESPONSÁVEIS 2 – A OAB-RJ perdeu a moral para representar a defesa do Estado de Direito no Rio. Nota vergonhosa sobre o ataque a cinegrafista desmoraliza os advogados do Rio. Ou reagem ou passarão a ser serviçais do PSOL

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VOU MANTER ESTE TEXTO NO ALTO DA PÁGINA. HÁ ATUALIZAÇÕES ABAIXO DELE

Já chamei mais de uma vez, e chamo de novo, a OAB-RJ de “babá de black bloc”. É vergonhoso, tendente ao asqueroso, como vocês verão, o comprometimento ideológico da Ordem dos Advogados do Brasil-RJ com os baderneiros. Há muito entrou no terreno da indignidade. Os advogados do Rio deveriam se envergonhar.

Lembro que a Ordem dos Advogados do Brasil não é uma mera associação de caráter sindical, à qual as pessoas se filiam se quiserem. Trata-se de uma entidade paraoficial — que conquistou, inclusive, o discutível “direito” de dar ao advogado a competência para trabalhar ou não na área. Se o indivíduo for reprovado no exame da Ordem, nada feito. Sempre defendi essa prerrogativa porque me parecia, até anteontem, que era a garantia de uma maior qualidade dos profissionais, o que é bom para os brasileiros.

Estou em processo de revisão do meu ponto de vista. Se a OAB decide se comportar como um grupelho ideológico, que ignora garantias fundamentais da Constituição e atropela com desassombro uma penca de leis do Código Penal, então OAB para quê? Aliás, se um brasileiro não precisa nem mesmo ser formado em direito para ser ministro do STF — e não precisa: basta ter 35 anos e notório saber jurídico —, então por que precisa ter o “passaporte” da Ordem? Ainda não é o meu ponto de vista definitivo. Estou em processo. Mas os descalabros da OAB-RJ estão servindo de um forte argumento contra esse superpoder da entidade. Afinal, se a ordem é um ente que subordina os profissionais ainda que estes não quisessem, cabe-lhe obrigatoriamente ser politicamente neutra. 

Chegou-me só hoje, um pouco tarde, mas ainda a tempo, uma nota oficial emitida por um senhor chamado Marcelo Chalreo. Ele é presidente da Comissão de Direitos Humanos da OAB-RJ. Ele se refere ao ataque que sofreu o cinegrafista Santiago Andrade no Rio, no dia 6, que resultou na sua morte. Leiam o texto em vermelho. Os destaques ficam por minha conta porque eu os comentarei em seguida. O texto é indecente já a partir do título. É longo, mas vale a pena. Leiam conforme o original. Volto em seguida.

*

Ação e Reação

Redijo essa por conta do incidente que causou graves e sérias lesões em um cinegrafista de um grupo de mídia na cidade do Rio de Janeiro na última quinta-feira. A Comissão de Direitos Humanos e Assistência Judiciária da OAB RJ esteve presente no Hospital Souza Aguiar na noite da ocorrência para não só emprestar toda solidariedade à família, mas também para melhor se inteirar do ocorrido e compartilhar com dirigentes do Sindicato dos Jornalistas e amigos do atingido sua expectativa de que tudo corresse da melhor forma possível, buscando, outrossim, junto à administração do Hospital, todas as informações possíveis que pudessem dar um quadro real da situação existente. Na ocasião, declaramos à imprensa que seria precipitado e leviano naquele momento, como já faziam alguns órgãos de mídias, imputar a este ou aquele a responsabilidade pelo artefato que atingira o mencionado profissional de imprensa. Constatamos no ato um fato que já vinha sendo posto : o repórter não portava durante seu trabalho qualquer identificação claramente visível de ser profissional de imprensa nem usava qualquer equipamento de proteção individual, como capacete, máscara antigases etc, apetrechos essenciais em coberturas que podem implicar em risco à integridade física, como praxe em certos segmentos da mídia. O uso desses equipamentos de identificação e proteção, reclamados há meses pelo Sindicato dos Jornalistas ao empresariado da mídia, porém não fornecidos aos profissionais de imprensa, poderiam ter evitado ou minorado, a contundência sofrida.

Isso posto, resta pontuar que têm sido recorrentes desde o ano passado ferimentos, lesões, danos físicos de maior ou menor gravidade em decorrência dos protestos que têm tomado as ruas brasileiras, em sua maior medida, como mais de uma vez apurado, mas sem a devida responsabilização dos seus causadores, originários de atos e ações da polícia. Mais uma razão, repete-se, para que os profissionais destacados para essas coberturas portem os necessários equipamentos de proteção individual como meio e modo de resguardarem sua incolumidade física.

Nesse contexto, as reações dos manifestantes às ações policiais, que na maioria das vezes usaram e usam força desmedida, desproporcional e até incontrolável, têm sido um fato. O uso de táticas e métodos contraofensivos é mecanismo mais que antigo na seara do protesto social em face da truculência policial, bastando retroagir aos acontecimentos de Paris em 68, aos protestos estudantis do Rio em 67 e 68 ante a ditadura civil-militar, às greves do ABC no fim dos anos 70, às ações militantes da Alemanha no início dos anos 80, à greve da CSN em 88, às manifestações contra o aumento das passagens de ônibus no Rio no fim dos anos 80, às passeatas de Buenos Aires no início dos anos 90 e mais recentemente aos protestos sociais na Espanha, em Portugal, no Chile, na Turquia, na Colômbia, no Egito e no Brasil.

Frente a uma polícia despreparada, na verdade na ausência de uma política de segurança pública cidadã e que não veja e não tenha o manifestante como um inimigo a ser batido ( a propósito, ver reportagem de “ O Globo “ do dia 02/09 : “ Sem Preparo . Em pesquisa, 64% dos policiais assumem não ter treinamento adequado para agir em manifestações “ ) impera a força a qualquer custo e preço, o que, segundo os próprios policiais ouvidos ( em todo o Brasil ) decorre da “… (a) atuação da tropa é determinada pelos governos estaduais “, não é impensável, muito menos improvável ( e os exemplos mais uma vez vêm do nosso próprio e não distante passado e de outros países ), que os manifestantes se preparem para o pior e portem o que consideram necessariamente defensivo em face da brutalidade policial iminente. No mesmo diapasão, a reforçar ações contraofensivas de maior alcance, insere-se o perfil de uma força de segurança militarizada dos pés à cabeça, das mais violentas e que mais mata no Mundo. Não bastasse, houve e há um conjunto de medidas administrativas e legais draconianas, muitas vezes inconstitucionais e ilegais, adotadas por nossos governantes municipais, estaduais e federal a mais gasolina jogar na fogueira da insensatez pura e simplesmente repressiva, como se não houvesse um estado geral de insatisfação com um conjunto de práticas e políticas governamentais que fizeram e fazem eclodir os protestos em inúmeros pontos do Brasil, o que obviamente não se restringe aos grandes centros e às grandes cidades.

Nessa linha, ação e reação se combinam e se enlaçam em um contexto sócio-político-econômico explosivo ( e isso só não ver quem não quer ), onde o diálogo cessa ou é escasso, com valoração da força bruta do Estado para tentar inibir e conter o que é crescente : uma insatisfação popular cada vez menos latente e mais explícita na qual a juventude precariada é aríete claro à qual se somam outros estamentos sociais de oposição a um modelo excludente e permissivo de tudo que não que seja sua própria negação.

Para finalizar, não podemos deixar de apontar que até momento a grande massa dos que deram entrada nos hospitais públicos e privados brasileiros após os confrontos em nossas ruas, estradas, vilas, favelas, universidades foram os atingidos por ações e artefatos disparados pelas forças policiais, alguns dos quais com lesões irreversíveis, sem que se tenha notícia de quaisquer atos governamentais ( administrativos ou judiciais ) que de fato tenham buscado apurar e responsabilizar os praticantes desses “ excessos “, o que, por óbvio, só faz reforçar o sentido e a necessidade de uma autodefesa por parte do mais fraco, gerando, em consequência do aviltamento da cidadania violada em seu direito de manifestação e protesto, cenas como as vistas no Rio na quinta passada e muito provavelmente se voltarão a repetir em razão da falta de uma cultura efetivamente democrática, distributiva, partícipe, cidadã e de transparência no trato da coisa pública.

A violência, como parteira da história, se apresenta ( na verdade sempre esteve presente ) indelevelmente aos nossos olhos de hoje.

Retomo
Retomo. Começo pelo fim do texto,  que, muito provavelmente, põe a ignorância a serviço da imoralidade. Esta frase — “a violência é a parteira da história” — não é de Marx, como já vi em muitos panfletos de extrema esquerda e vejo agora. Marx escreveu outra coisa: “A violência é a parteira de toda a velha sociedade prenhe de uma nova”. Comentando a passagem, Hannah Arendt sintetiza, então, que, PARA MARX, “a violência é parteira da história”. Não se trata de um endosso. Ela lembra que, para o marxismo — e assim deve parecer para o representante da OAB —, o estado é o instrumento de dominação de uma classe. Ora, essa consideração serve para quê? Para legitimar a violência revolucionária. Mas o sr…, como é mesmo o nome dele?, ah, é Marcelo Chalreo, achou a frase do balacobaco. Atenção! O presidente da Comissão de Direitos Humanos da Ordem dos Advogados do Brasil-RJ acha que a violência é inevitável e redentora. Lixo moral. É incrível a frequência com que encontrei o nome deste senhor associado a pessoas e eventos do PSOL.

Não censura
Notem que, em momento nenhum, o rapaz censura a violência dos atos nem aqueles que agrediram mortalmente Santiago Andrade. Como ele mesmo confessa, foi ao hospital para prestar solidariedade, mas também para saber o que tinha acontecido para municiar de informações o Sindicato dos Jornalistas do Rio, que é comandado pelo PSOL.

Comento agora destaque a destaque, de cima para baixo.
O título da nota é “Ação e reação”. O representante da OAB afirma que os manifestantes apenas reagiram à polícia. É mentira! Está documentado. A polícia é que reagiu ao quebra-quebra.

“Sérias lesões”? Santiago está morto. E já se sabia, desde a primeira hora, que não havia esperança para ele. Pedaços de seu cérebro ficaram na calçada.

O tal Chalreo tem tanto nojo da imprensa que nem dá o nome da emissora a que Santiago pertencia: TV Bandeirantes, Band, escolham. Vira apenas um “grupo de mídia”.

O tal acusa a precipitação da mídia em culpar manifestantes. Mentira! Dez horas depois dos eventos, a principal emissora do país, a Globo, ainda culpava a polícia, embora já estivesse claro que se tratava de artefato que a polícia não emprega. A afirmação é escandalosamente mentirosa.

Repetindo a ladainha vagabunda do Sindicato dos Jornalistas do Rio, dominado pelo PSOL, notem que ele prefere culpar a empresa e o próprio profissional pela tragédia: afinal, ele estaria trabalhando sem capacete. Chalreo acha que se deve cobrir uma manifestação como quem vai para a guerra. Que nojo do texto desse cara! Pior: jornalistas não se identificam nos protestos para não ser linchados. É mais seguro vestir um colete de imprensa na Síria do que numa manifestação comandada por black blocs.

O advogado, vejam lá, justifica o fato de manifestantes irem literalmente armados para as manifestações. Segundo ele, trata-se apenas de uma ação preventiva e defensiva. Isso o faz chamar de incidente o ataque ao cinegrafista. Uma ova! Um dos rapazes que acenderam o morteiro deixa claro que o alvo eram os policiais.

Há um maior número de feridos entre manifestantes porque há mais pessoas nos protestos do que policiais. É matemático. Se, no entanto, formos fazer uma conta proporcional, a conclusão óbvia é que os truculentos mascarados atacam com muito mais ferocidade, com uma diferença básica que não deveria escapar ao advogado: as forças de segurança detêm o monopólio do uso legítimo da força. Ou ele não reconhece esse princípio?

No fim de seu texto, antes de se atrapalhar com Marx e Hannah Arendt, resta evidente que ele defende a ação dos black blocs como tática do que chama autodefesa. É mesmo? De quem contra quem? Pensando o que pensa, este senhor enxerga uma luta da sociedade contra o estado, como se a polícia representasse uma ordem autoritária, aquela vislumbrada por Marx, em que o aparelho estatal está a serviço de uma classe.

Para que seu delírio fizesse sentido, forçoso seria que os mascarados fossem legítimos representantes da classe operária. São? Não! Em São Paulo, o povo de verdade pegou um black bloc em ação. O cretino só não morreu linchado porque foi salvo por seguranças.

Encerro
Reajam, senhores advogados do Rio. Com esse tipo de representação, o risco menor é perder a hombridade.

Post publicado originalmente às 20h44 desta sexta
15 Feb 00:02

CRIME ORGANIZADO – Página do Black Bloc faz ameaça a quem revela informações sobre o grupo

by giinternet

Na VEJA.com. Volto em seguida:
Um dia depois da revelação de uma planilha de gastos e arrecadações para um evento na Cinelândia, no qual aparecem os nomes de dois vereadores, de um delegado e de um juiz como doadores, a página “Black Bloc RJ” fez uma ameaça a integrantes do movimento a quem acusam de traição. “Ninguém, absolutamente ninguém tem o direito de expor a imagem de qualquer pessoa que esteja na luta fazendo acusações sem provas”, diz uma mensagem publicada nesta sexta-feira. “Se continuarem, medidas serão tomadas”, diz outro trecho da mensagem.

A partir da morte do cinegrafista Santiago Andrade, da rede Bandeirantes, morto por um rojão lançado por dois mascarados, jovens que se apresentam como “ex-black blocs” ou que se dizem decepcionados com o movimento passaram a expor detalhes do grupo. Uma das imagens de gastos e de doações parece extraída de um grupo fechado do qual participa a cineasta Elisa Quadros, conhecida como Sininho.

Na quinta-feira, o site de VEJA revelou uma planilha de doadores encabeçada pelos nomes de vereadores do PSOL: Renato Cinco e Jefferson Moura. Assessores dos dois vereadores admitiram que houve doações para um evento realizado em 23 de dezembro na Cinelândia. Também admitiu ter colaborado o delegado de Polícia Civil Orlando Zaccone. O juiz João Damasceno, cujo nome está na planilha, negou ter feito doação.

A mensagem também parece ser um recado para o auxiliar de serviços gerais Caio Silva de Souza, 22 anos, preso e indiciado pela morte de Santiago Andrade. Souza e seu advogado, Jonas Tadeu Nunes, afirmaram, na terça-feira, que há partidos políticos e diretórios regionais patrocinando tumultos nas manifestações. Segundo Nunes, Caio Souza receberia 150 reais por cada manifestação. O jovem afirmou que a polícia “tem que investigar” o aliciamento de jovens e a participação de partidos políticos.

Leia a íntegra da mensagem:

“Pensam que não estamos de olho????
NINGUÉM, ABSOLUTAMENTE NINGUÉM TEM O DIREITO DE EXPOR A IMAGEM DE QUALQUER PESSOA QUE ESTEJA NA LUTA FAZENDO ACUSAÇÕES SEM PROVAS.
Manifestantes que se diziam “Brabos” agora estão com medo e expondo a imagem de pessoas que não tem nada a ver. NÃO TEM OUTRO NOME PRA ISSO DO QUE COVARDIA E TRAIÇÃO.
SE CONTINUAREM, MEDIDAS SERÃO TOMADAS
Vamos expor todos os “falsos manifestantes”
Batem nas suas costas dizendo que são irmãos, mas na verdade estão ali pra te f¨%$ e expor sua vida quando percebem o perigo se aproximando. NÃO TEM A CAPACIDADE DE ENFRENTAR E ENTÃO PONHE O DO OUTRO PRA TIRAR O SEU DA RETA.. COVARDES!
É isso que o governo quer (não sermos unidos e com isso diminuir as manifestações). Essa é a hora onde separamos claramente os verdadeiros dos traíras!
NÃO PASSARÃO
AGUARDEM”

Retomo
É uma tática obviamente mafiosa. Esses mascarados, que fazem páginas pelas quais ninguém é responsável, estão, obviamente, ameaçando os dois presos, para que não digam tudo o que sabem.

14 Feb 19:03

Gilmar Mendes: mensaleiros devem usar expertise arrecadatória para ressarcir aos cofres públicos pelo menos R$ 100 milhões. E o que diz a Constituição. Leia íntegra da resposta do ministro a Suplicy

by giinternet

Que coisa, não? Foi preciso que um ministro do Supremo lembrasse o Inciso XLV do Artigo 5º da Constituição para que a, vá lá, consciência jurídica do país se desse conta do óbvio: penas são intransferíveis. E a multa aplicada pelo Supremo Tribunal Federal aos mensaleiros é parte da pena, a exemplo da prisão. Assim como petistas não podem se oferecer para passar alguns dias na cadeia em lugar de José Dirceu ou de Delúbio — não que, em muitos casos, não fosse, em si, merecido… —, é um deboche que esses senhores apelem a uma arrecadação pública para pagar uma multa, transferindo a outros a pena. O que diz o Inciso XLV? Isto: “XLV – nenhuma pena passará da pessoa do condenado, podendo a obrigação de reparar o dano e a decretação do perdimento de bens ser, nos termos da lei, estendidas aos sucessores e contra eles executadas, até o limite do valor do patrimônio transferido”.

A que me refiro?

O ministro Gilmar Mendes, do STF, respondeu a um pedido de informação que lhe foi enviado pelo senador Eduardo Suplicy (PT-SP). O petista cobrou, ora vejam!, explicações do ministro, segundo quem o Ministério Público tem de apurar essas “doações” feitas aos petistas condenados. Na sua resposta, Mendes sugere que a expertise arrecadatória da turma seja usada para ressarcir os cofres públicos dos pelos R$ 100 milhões desviados pelo mensalão. E vai ao ponto:
“Repito: a falta de transparência na arrecadação desses valores torna ainda mais questionável procedimento que, mediando o pagamento de multa punitiva fixada em sentença de processo criminal, em última análise sabota e ridiculariza o cumprimento da pena – que a Constituição estabelece como individual e intransferível – pelo próprio apenado, fazendo aumentar a sensação de impunidade que tanto prejudica a paz social no País”.

O ministro lembra ainda que os sites criados para arrecadar dinheiro estão hospedados no exterior, o que cria dificuldades adicionais para verificar a origem do dinheiro. Bem, quando enviou o seu pedido de esclarecimento, Suplicy estava esperando uma aula de direito. Que tenha aprendido alguma coisa. Leia, abaixo, a íntegra da resposta de Mendes.

carta Gilmar 1

 Carta Gilmar 2

14 Feb 17:34

Shuttleworth: Losing graciously

by corbet
Mark Shuttleworth responds to Debian's decision to go with systemd. "Nevertheless, the decision is for systemd, and given that Ubuntu is quite centrally a member of the Debian family, that’s a decision we support. I will ask members of the Ubuntu community to help to implement this decision efficiently, bringing systemd into both Debian and Ubuntu safely and expeditiously."
14 Feb 14:06

S.O.S. Venezuela

by Norma
Oremos pela Venezuela! Lá têm ocorrido manifestações populares duramente reprimidas pelas tropas do presidente Maduro, que atiraram diretamente em vários estudantes. O governo financia e protege abertamente um movimento chamado "Tupamaro", um grupo de extermínio, com o fim de causar terror na oposição. A herança chavista é de autoritarismo, escassez de alimentos e censura aberta (chegam a negar papel aos jornais opositores!). A última notícia que tive é que Maduro tentou bloquear o Twitter, sem êxito. Acompanhem os links:

Rodrigo Constantino 

Aluizio Amorim

Estadão




14 Feb 11:38

Eu acuso

by giinternet

Trecho da minha coluna na Folha desta sexta.
*
O cinegrafista Santiago Andrade está morto. Não vai comparecer à próxima manifestação nem ao almoço de domingo. Quem o subtraiu da vida roubou também o pai, o marido, o amigo e a liberdade de imprensa.

Eu acuso Franklin Martins de ser o chefe de uma milícia oportunista contra a imprensa livre.

Eu acuso o governo federal e as estatais, que financiam páginas e veículos que pregam o ódio ao jornalismo independente, de ser corresponsáveis por essa morte.

Eu acuso o ministro José Eduardo Cardozo de ser, querendo ou não, na prática, um dos incitadores da desordem.

Eu acuso o ministro Gilberto Carvalho de especular com o confronto de todos contra todos.

Eu acuso jornalistas de praticar a sujeição voluntária porque se calam sobre o fato de que são caçados nas ruas pelos ditos “ativistas” e obrigados a trabalhar clandestinamente.
(…)
Eu acuso a “red bloc” Dilma Rousseff de ser omissa, de abrigar a violência e de promover a baderna.
(…)
Para ler íntegra, clique aqui

 

14 Feb 11:38

Samyang will (finally) make autofocus lenses!

by admin

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I really like Samyang because they make some great and cheap (in terms of price) lenses. So it’s good to hear that they will soon make autofocus lenses too! According to Photorumors they will also launch their new company logo the coming days (image on top).

The real one thing they still have to fix are the many different brand names they use to sell their lenses! eBay links to all different branded Samyang lenses:
Samyang , Walimex , Rokinon , Opteka , Falcon , Vivitar andBower .

Damn confusing :)