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20 Feb 21:21

Barbárie na Ucrânia

by giinternet

Na VEJA.com:
Uma voluntária que ajudava a atender os manifestantes feridos nos confrontos em Kiev, na Ucrânia, postou uma curta mensagem no Twitter pouco depois de ser baleada no pescoço: “Estou morrendo”, escreveu a paramédica Olesya Zhukovskaya, de 21 anos. O médico Oleh Musiy, coordenador dos trabalhos entre os manifestantes, disse que ela foi operada e está em estado grave, informou o jornal The Washington Post.

Só nesta quinta-feira, os conflitos na Ucrânia deixaram cerca de 100 mortos e 500 feridos. Na capital, o clima está próximo de uma guerra civil, e ativistas opositores afirmam que franco-atiradores estão disparando contra os manifestantes. Vídeos postados na internet mostram o ponto dramático que a crise atingiu, três meses depois do início dos protestos contra o governo. Em um deles, homens armados efetuam disparos. Em outro, um grupo tenta avançar usando escudos como proteção quando tiros são disparados e algumas pessoas caem feridas no chão. Em seguida, feridos e mortos são carregados em macas improvisadas.

Sanções
Os ministros das Relações Exteriores da União Europeia que se reuniram para discutir a situação da Ucrânia nesta quinta-feira aprovaram a aplicação de sanções contra as autoridades “responsáveis pela violência e pelo uso de força excessiva”. O chanceler da Suécia, Carl Bildt, afirmou, em sua conta no Twitter, que o congelamento de movimentações financeiras e a suspensão de passaportes devem ser adotados “com urgência”. A chefe da diplomacia do bloco, Catherine Ashton, disse após o encontro que os chanceleres se mostraram “horrorizados” com as mortes na Ucrânia, o que os fez consentir com a “suspensão da exportação de licenças para equipamentos de repressão interna”.

Cenário de guerra
Mais de uma dezena de corpos de manifestantes foram levados para a recepção do hotel Ukrania, na Praça da Independência. Segundo as agências de notícias, os corpos estão cobertos com lençóis e são guardados por profissionais de saúde que atendem os manifestantes feridos. Centenas de opositores radicais obrigaram a tropa de choque, que cercava a Praça da Independência, a recuar. Manifestantes com capacetes e escudos e armados de paus e coquetéis molotov tomaram o controle da Praça Europa, junto ao começo da rua Grushevski, onde se encontra a sede do governo. O Ministério do Interior informou que ao menos 67 policiais são mantidos reféns pelos manifestantes em Kiev.

20 Feb 21:20

Uma manifestação antissemita do PSOL, com a ativa participação de Marcelo Freixo

by giinternet

Na coluna no Globo em que esculhambou “O Globo”, Caetano Veloso escreveu: “Gosto de Freixo não porque ele é do PSOL. Acho que gosto um tanto do PSOL por ele abrigar Freixo”. Entendi. Marcelo Freixo ajuda Caetano Veloso a fazer escolhas.

Eu ainda não conhecia este vídeo, que me foi enviado por um leitor.

Retomo
Está tudo ali, não? O tal Babá, candidato de Freixo a vereador, ajuda a queimar a bandeira de Israel em meio à gritaria militante. E Freixo aparece para meter as digitais nos atos.

Dadas as últimas manifestações do PSOL, não vejo nenhuma razão para que o partido não seja também antissemita. “Ah, não confunda a crítica a Israel com antissemitismo”, gritarão algumas polianas. Claro que não confundo. Os que criticam escolhas feitas por governos israelenses não queimam a bandeira do país.

Ódio, intolerância, violência.

20 Feb 20:26

Advogados de petistas dizem que eles estavam formando o PT, não uma quadrilha. É… Faz sentido!

by giinternet

Há coisas que têm a sua graça involuntária e expõem o surrealismo da política brasileira. Teve início o julgamento dos embargos infringentes. O relator, ministro Luiz Fux, cuidou apenas de afastar, em sua intervenção inicial, alguns pedidos que julgou descabidos, mas não entrou no mérito; não leu o seu voto. Na sequência adotada, falaram os advogados de defesa que contestam o crime de quadrilha: Arnaldo Malheiros (Delúbio Soares), Luiz Fernando Pacheco (José Genoino) e José Luís Oliveira Lima (José Dirceu). Também fizeram suas respectivas intervenções as defesas de José Roberto Salgado e Kátia Rabello.

Todos, claro!, foram unânimes em negar que tenha havido a formação de quadrilha. Até aí, bem! Eles estão pleiteando uma segunda votação justamente para alegar, ainda outra vez, a inocência dos seus clientes. Nada de especial nisso.

Achei engraçada a argumentação dos advogados dos petistas: eles tentaram provar que seus clientes, na verdade, não formaram uma quadrilha, mas um partido político… Vejam bem, leitores, é claro que estou ciente do truque, não é? Mas confesso que me vi tentado a concordar com eles: “Isso! Eles estão certos! Não se trata de uma quadrilha, mas de um partido político”. É óbvio que uma afirmação como essa segue verdadeira caso se invertam os termos: “Não se trata de um partido político, mas de uma quadrilha”.

O debate jurídico, claro!, é interessante, né? Se um grupo se junta e pratica peculato, corrupção ativa, corrupção passiva e lavagem de dinheiro e alega que só estava criando um partido, isso é quadrilha ou não? E se outras pessoas se reúnem e praticam essas mesmas coisas, sem a desculpa de pertencer a um partido? Aí é quadrilha? Noto, leitores, que nem os piores bandidos dão as mãos e combinam: “Vamos formar uma quadrilha!”.

20 Feb 16:35

A Day At Kecskemét Air Base

by Neha Bareja
.:

​Hungarian blog, 'Air Base' gave an overview of a typical weekday at the Kecskemét air base with pictures. When work at the base starts early morning, the temperature is below the freezing point, but ​three Gripen are already out of the hangar.

Hungary1.jpg
The aircraft’s hydraulic system holds the pressure needed for breaking 

Hungary_Gripen2.jpg
The towing-bar is taken off first after the arrival to the zone

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Towing-bar, oil, extra tyres and other equipment are kept on the volvo truck


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Preparation is followed by filling in the documents. Gripen is ready to take off

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Gripen's 'engine start' is checked by two technicians

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Pilot checks the aircraft and the documents

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Pilot and technician salute when the aircraft starts moving

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Gripen takes off and the stand-by aircraft is towed back to the hangar.  

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Flying in the rain!

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The snow slowly melts down from the zone’s concrete. The temperature rises over 0 Celsius and luckily there is no wind

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Thank you!

Hungary_Gripen14.jpg
Checking is essential, for both inside and outside of the aircraft

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The work on the cold concrete is tiring. As Gripen is build low, all the checking has to be done in squating position or on the knees or like this.

HUngary_Gripen17.jpg
Oil level check followed by refill if needed

Hungary_gripen18.jpg
Check Six!

Hungary_Gripen19.jpg
Gripen is back at the hangar. 

Published: 2/20/2014 8:10 AM
20 Feb 16:34

Ukraine Should Vote on Partition

by David P. Goldman

Update: “Careful What You Wish For in Ukraine” (Asia Times Online)

Excerpt:

Western governments are jubilant over the fall of Ukrainian President Viktor Yanukovich, a Russian ally. They may be underestimating Vladimir Putin: Russia has the option to hasten Ukraine’s slide into chaos and wait until the hapless European Union acquiesces to – if not begs for – Russian intervention. 

That leaves the West with a limited number of choices. The first is to do nothing and watch the country spiral into chaos, with Russia as the eventual beneficiary. The second is to dig deep into itspockets and find US$20 billion or more to buy near-term popularity for a pro-Western government – an unlikely outcome. The third, and the most realistic, is to steer Ukraine towards a constitutional referendum including the option of partition. 

Judging from Russian press coverage, Moscow already has washed its hands of the feckless Yanukovich. Russia Today whimsically observed on February 22 that Yanukovich lacked the sangfroid of Mikhail Saakashvili, the former president of Georgia and an ally of the West:

Yanukovich could also have dispersed the protesters and maintained public order in the country, whatever criticism it might have brought. This is how the then Georgian president, Mikhail Saakashvili, acted in 2007. He brutally suppressed a peaceful protest and called an early presidential election, which he won, instead of an early parliamentary election, which the opposition demanded and which his party could well have lost. Unlike the Georgian leader, Yanukovich hesitated even when the Ukrainian protest turned Kiev into a battlefield. [1]

Moscow has no need of allies with weak stomachs. But it will withdraw the offer of $15 billion worth of Ukrainian debt purchases and subsidies for natural gas exports to Ukraine and leave the nearly bankrupt country to the ministrations of the West. Careful what you wish for, Russia is telling the West. 

Russian Finance Minister Anton Siluanov said that Ukraine should get money from the International Monetary Fund: “We consider that such a situation would meet the interests of Ukraine, would put the country on the path toward major structural reforms. We wish them success in this undertaking and in the rapid stabilization of the political and social situation.” 

Siluanov is being mischievous. Twice in the past six years, the IMF suspended promised loans to Ukraine after the country refused to cut salaries and pensions and raise energy prices. Russia had offered a loan without conditions; any money the West offers will require austerity measures that no Ukrainian government is capable of enforcing. 

I’ve argued for years that partition is the best solution for Ukraine, which never was a country but an almalgam of provinces left over from failed empires–Russian, Austrian, Lithuanian, Ottoman–cobbled together into a Soviet “republic” and cast adrift after the collapse of Communism. Lviv (Lemberg) was a German-speaking city, part of Silesia; before World War II a quarter of its people were Jews. Jews were two-fifths of the population of Odessa.

A fifth of the population, mainly in the East, are ethnic Russians; a tenth, mainly in the West, are Uniate Catholics, who have a special place in Catholic policy since the papacy of John Paul II. Ukrainian nationality is as dubious as Byelorussian nationality: neither of them had a dictionary of their language until 1918.

The country also is a basket case. At its present fertility rate (1.3 children per female), its 47 million people will shrink to only 15 million by the end of the century. There are presently 11 million Ukrainian women aged 15 to 49 (although a very large number are working abroad); by the end of the century this will fall to just 2.8 million. There were 52 million Ukrainian citizens when Communism fell in 1989. Its GDP at about $157 billion is a fifth of Turkey’s and half of Switzerland’s.  Ukrainians want to join the European Union rather than Russia so they can emigrate.  It is of no strategic, economic, or demographic importance to the West.

Assistant Secretary of State Victoria Nuland, whose “F*** the Europeans” remark earned her 15 minutes of fame recently, ought to be fired for being plain dumb. I am no admirer of European diplomacy, but Europe will have to pay a good part of the bill for Ukraine’s problems one way or the other. I don’t see Congress offering $15 billion to support Ukraine’s foreign debt as Russia did last month. The Russians won’t abandon Ukraine, which they consider part of their territory, and they certainly won’t abandon Russian-speakers “orphaned” by the collapse of the Soviet Union. What does Ms. Nuland propose: land paratroopers? Just what are we offering to the Ukrainian opposition? American policy has alternated between indifference and impotent posturing. The Nuland tape was painful to hear for its sheer stupidity.

We cannot ignore a humanitarian disaster in a European country. But the idea that we can influence matters by promoting one or another opposition leader, as in the Nuland tape, is ridiculous. There is something we can do, however: Propose a referendum in which the people of Ukraine can choose constitutional alternatives–partition, confederation, or status quo. And the person who should act for the West is German Chancellor Angela Merkel, for several reasons. First, she has credibility; second, she has guts (she came into politics through the democracy movement in East Germany); third, she speaks Russian and understands Vladimir Putin; fourth, she has more brains than anyone in Washington (a doctorate in quantum chemistry).

Russia never will permit the integration of Ukraine into NATO; were it to come to that, Russia would use force, and the West would stand by cursing. But Russia will settle for half a loaf, namely a Russian-allied Eastern Ukraine. Whatever we do, Ukraine will continue its slow, sad slide into oblivion. The diplomats have the dour duty of managing this decline with the minimum of friction.

20 Feb 16:34

With 'Virgin' Developers, Microsoft Could Fork Android

by timothy
colinneagle writes "Amid all the talk about Microsoft forking Android for a smartphone OS, one suggestion involves a look back to Microsoft's DOS days. Microsoft DOS was designed per IBM's specification to run exclusively on IBM's PC hardware platforms. Phoenix Technologies employed software developers it nicknamed 'virgins,' who hadn't been exposed to IBM's systems, to create a software layer between Microsoft's DOS system and PCs built by IBM's competitors. This helped Microsoft avoid infringing on IBM's patents or copyrights, and subsequently helped fuel the explosive growth of PC clones. Microsoft could use the same approach to 'clone' the proprietary Android components in its own Android fork. This would prevent copyright infringement while giving Microsoft access to Google Play apps, as well as Android's massive base of developers." Microsoft (or anyone) could generate a lot of goodwill by completely replacing the proprietary bits of Android; good thing that doing so is a work in progress (and open-source, too), thanks to Replicant. (Practically speaking, though, couldn't Google just make access to the Play Store harder, if Microsoft were to create an Android-alike OS? Even now, many devices running Android variants don't have access to it.)

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20 Feb 16:33

Sony's Favorite Gadget Is Kinect

by timothy
Hugh Pickens DOT Com writes "Gary Marshall writes that.Microsoft's marvelous motion-sensing device is doing really good work for Sony, helping the PS4 outsell the Xbox One in the US and rocketing it to the top of the world's console sales charts. With the Xbox One $100 more expensive than the PlayStation 4, the Kinect is the explanation for the huge difference in price between the rival platforms says Marshall. "That kind of money makes a huge difference, and I wonder: if Microsoft had kept the Kinect as an optional add-on, which we all know it should be, would the Xbox One be much more attractive?" Ben Kuchera describes the peripheral as one of the most hated pieces of equipment in current use. "The system is still new, but every Xbox One owner now has a peripheral that has little reason to exist, aids their gaming in very few real ways and costs them a significant amount of money." The common defense of the Kinect is that developers wouldn't support it unless it was forced on consumers but according to Kuchera pushing a product on the public with the hope that it will be useful once we have it is a cruel inversion of how product adoption should be handled. "The forced pack-in proves something we already knew at the beginning of this generation: Almost no one would want to buy the Kinect separately if they were given the choice," writes Kuchera. "It's time to make the Kinect a peripheral, not a pack-in.""

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20 Feb 11:09

Processo de Azeredo deve ir para a 1ª instância. E o caso Genoino-BMG

by giinternet

O ministro Roberto Barroso apareceu ontem na televisão, com aquele jeito muito peculiar de ser circunspecto, para comentar o caso do agora ex-deputado Eduardo Azeredo (PSDB-MG). Afirmou que o Supremo irá avaliar se o processo continuará no tribunal ou migrará para a primeira instância. Disse que será preciso avaliar as circunstâncias. Ele pode tomar a decisão monocraticamente, mas o mais provável é que submeta a questão ao plenário.

Natan Donadon, por exemplo, na véspera de ser julgado pelo Supremo, já com a defesa apresentada, decidiu renunciar. O tribunal considerou que se tratava de uma manobra e decidiu julgar o caso. Com Azeredo, é diferente. Seu advogado ainda nem apresentou a defesa.

Os petistas não precisam chiar, já que têm um precedente debaixo do seu teto. Lembram-se dos empréstimos fraudulentos do BMG às empresas de Marcos Valério e ao PT? Pois é. Resultaram na Ação Penal 420. Corria no Supremo. Só que José Genoino, único réu que tinha foro especial por prerrogativa de função, deixou de tê-lo quando não foi eleito. Então o processo foi enviado para a 4ª Vara Federal de Belo Horizonte.

Quando ele decidiu assumir a vaga de deputado, a ação retornou ao Supremo. Tão logo renunciou, seguiu de novo para a primeira instância. Atenção! Nesse processo do BMG, Genoino foi condenado na primeira instância a quatro anos de prisão por falsidade ideológica. Aliás, esse é o caso em que as digitais de ninguém menos do que Luiz Inácio Lula da Silva aparecem de modo insofismável (se quiser entender como, clique aqui).

Não há nenhuma razão para que o processo continue no Supremo. A menos que se queira tomar uma decisão, de fato, de exceção.

20 Feb 11:07

OS ESQUIZOFRÊNICOS – Enquanto Dilma dizia em Alagoas que pode chamar as Forças Armadas para manter a lei e a ordem, Gilberto Carvalho, em Brasília, incentivava a baderna e a luta contra… a lei e a ordem!

by giinternet
Carvalho, o gravata vermelha: discurso desta quarta incentiva a baderna

Carvalho, o gravata vermelha: discurso desta quarta incentiva a baderna

Sempre que, no Brasil, governantes anunciam que pretendem cumprir a lei, sinto-me algo pacificado. Quando, então, eles o fazem, chego quase a ficar contente. Só não sou tomado de alegria genuína porque não há como não achar estúpido que o cumprimento da lei no país seja notícia. Entenderam a ironia da coisa?

Em entrevista a rádios de Alagoas, a presidente Dilma Rousseff afirmou, nesta quarta, que, se preciso, poderá recorrer às Forças Armadas para conter eventuais distúrbios. Afirmou: “A Polícia Federal, a Força Nacional, a Polícia Rodoviária, enfim, todos os órgãos do governo federal estão prontos e orientados para agir dentro de suas competências. Se e quando for necessário, nós mobilizaremos também as Forças Armadas”.

A afirmação está gerando certo barulho, como se houvesse nisso algo de excepcional. Ora, ora, ora… Absurdo, isto sim, é o clima de insurreição e revoltada que certos cretinos pretendem emprestar a movimentos de reivindicação. Uma presidente da República afirmar que vai apelar a um dispositivo constitucional não deveria surpreender ninguém. Só está anunciando que, se necessário, fará cumprir o Artigo 142 da Constituição, a saber:
“Art. 142. As Forças Armadas, constituídas pela Marinha, pelo Exército e pela Aeronáutica, são instituições nacionais permanentes e regulares, organizadas com base na hierarquia e na disciplina, sob a autoridade suprema do Presidente da República, e destinam-se à defesa da Pátria, à garantia dos poderes constitucionais e, por iniciativa de qualquer destes, da lei e da ordem.”

O que vai acima é claro, inequívoco, não permite ambiguidades: as Forças Armadas podem atuar também na segurança interna, na garantia da “lei e da ordem”. Assim, se as respectivas Polícias Militares dos estados se mostrarem incapazes de garantir a segurança, a Constituição da República Federativa do Brasil diz o que fazer. Bem, eu prefiro uma presidente que cumpra a Carta Magna a uma que não cumpra, não é? Eu prefiro uma presidente que siga as leis a uma que as ignore. Esta que falou em Alagoas cumpre o que dela se espera. Aquela que recebeu o MST no dia seguinte à pancadaria fez o que não devia e incentivou a violência.

É claro que essa conversa de Forças Armadas busca criar alguma intimidação e envia um recado aos extremistas: se passarem da medida, a mão pode pesar — segundo, reitero, o que determina a Constituição.

Nada disso precisaria estar sendo dito, e o anúncio de que a Constituição será cumprida seria uma desnecessidade se o governo Dilma não tivesse sido entre palerma e irresponsável diante das chamadas manifestações. Foi palerma porque tardou — e ainda é confuso a respeito — a deixar claro que a desordem não seria tolerada — e ela está sendo, como sabem. E foi irresponsável porque, por intermédio de alguns ministros, não resistiu à tentação de incentivar a bagunça. E como não falar de Gilberto Carvalho?

Discurso irresponsável
Carvalho participou nesta quarta de um evento no Ministério da Justiça sobre mediação de conflitos fundiários e urbanos. E, segundo informa a Folha, saiu-se com esta conversa:

 fala de Carvalho desordem

Carvalho está apelando à velha arenga marxista sobre a falta de neutralidade do estado, que estaria, então, a serviço de uma classe e dos interesses estabelecidos. Ora, isso é música para os ouvidos da turma do pega-pra-capar. Mais: notem o tom da fala. Um ministro de estado lamenta que o governo seja obrigado a cumprir a lei — e, como se sabe, cumpre mal e porcamente.

É compreensível que as áreas do país afeitas à pasta de Carvalho passem a impressão de que o país está à beira da insurreição — vejam, por exemplo, os confrontos entre produtores rurais e índios.

Este senhor, não faz tempo, tentou fazer dos rolezinhos uma espécie de ensaio de guerra racial no país. É por isso que afirmei em coluna recente que Carvalho é aquele que especula com a guerra de todos contra todos.

Então ficamos assim: enquanto, em Alagoas, Dilma dizia que pode, se necessário, chamar as Forças Armadas, em Brasília, Carvalho incentivava a baderna, demonizado o estado, a lei e a ordem.

Mas Dilma deve achar bom e correto. Ou não o manteria no ministério, certo?

19 Feb 21:29

Andrea Josef K. Matarazzo. Ou: Kafka nos Trópicos

by giinternet

Está em curso, até onde sei, um caso inédito no país. Se houver outro, semelhante que seja, que alguns dos muitos advogados que leem este blog me informem. A que me refiro?

A Justiça Federal aceitou denúncia do Ministério Público Federal e abriu processo contra 11 pessoas acusadas de receber suborno da Alstom. Que se apure tudo. Ao oferecer a denúncia, o Ministério Público Federal excluiu o nome do vereador Andrea Matarazzo (PSDB) porque não encontraram indícios, evidências, nada,  de que tivesse cometido crime. Só que os promotores fizeram uma coisa, para dizer pouco, estranha: solicitaram que, no seu caso, fosse aberto um novo inquérito.

Com base em quê? Não se sabe. E aí, parece-me, reside o primeiro ineditismo. O segundo ficou por conta da Justiça, que aceitou o pedido. Indício? Nenhum! Alega-se que dois dos agora processados eram, formalmente, subordinados seus à época em que foi secretário da Energia. E daí?

É a situação vivida pela personagem Josef K. no livro “O Processo”, de Kafka. Por que, afinal de contas, existe um segundo inquérito para investigar Matarazzo? Resposta: porque o primeiro não encontrou nada. Nunca vi isso. E não creio que já se tenha visto antes.

Antônio Cláudio Mariz de Oliveira emitiu uma nota a respeito:
“Causou estupefação a abertura de novo inquérito que versa sobre fatos já investigados e a respeito dos quais não se apontou nenhuma participação ou mesmo conhecimento de Andrea Matarazzo. Lembre-se ter sido ele excluído da denúncia oferecida pela Procuradoria da República referente a tais fatos. O inquérito instaurado não possui nem causa nem objeto. Com efeito, não se aponta nenhuma suspeita e nem se diz qual a finalidade das investigações.”

E se não encontrarem nada no segundo? Vai-se abrir um terceiro? Estão agora inventando uma categoria nova: a das pessoas que são investigadas porque são investigadas?

19 Feb 21:29

Estou prestes a acusar também o secretário José Mariano Beltrame de prevaricação no caso do delegado Zaccone

by giinternet

A Corregedoria da Polícia Civil do Rio decidiu ouvir o delegado Orlando Zaccone, titular da 31a DP do Rio. Salvo melhor juízo e se não perdi nada, a sua função é reprimir o crime, não festejar o que quer que seja em companhia de criminosos ou de apologistas do crime. Mais: se está num ambiente decorado com as provas materiais de um ato criminoso, a sua obrigação é intervir e fazer cumprir a lei.

Todo pimpão, ele diz não ver a hora de se explicar à corregedoria. O eixo central de sua argumentação é o seu direito de participar, como cidadão, de causas que acha justas etc. e tal. No limite, poderá apelar até à liberdade de expressão. Uma ova!

A premiação “Molotov de Ouro” para o melhor ato de vandalismo, festa de que o delegado confessadamente participou em novembro — e, segundo diz ele, com orgulho —, foi uma celebração de crimes. Mas não foi apenas uma celebração retórica, não. Vejam isto:

Manequim Toulon

Esse é um manequim da Toulon, que tinha sido roubado da loja que havia sido saqueada no Leblon. O produto, pois do roubo estava lá. Essa imagem foi extraída de uma falsa página de humor, que faz a apologia dos blak blocs e do vandalismo. A imagem aparece com a seguinte legenda: “Manequim vandalizado da Toulon chegou com traje de gala, mas não falou com os jornalistas”.

Será que o delegado Zaccone não viu? Impossível. A mesma página dá com destaque esta outra foto, demonstrando que o produto da depredação, do saque, do roubo, foi, digamos, personagem central do evento. A legenda que acompanha a imagem é esta: “Manequim da Toulon faz discurso de agradecimento. O silêncio do ser inanimado emocionou a plateia presente”. Sabem a quem a foto é atribuída? À tal “Mídia NINJA” — sim, aquela de Pablo Capilé.

Manquim Toulon 2

Então…
Então o delegado Orlando Zaccone estava num evento em que um produto roubado era o centro das atenções, merecendo a premiação máxima, e ele não fez nada? No mínimo, dava para enquadrar os entusiasmados no crime de receptação de produto roubado, Artigo 180 do Código Penal, a saber:
Art. 180 – Adquirir, receber, transportar, conduzir ou ocultar, em proveito próprio ou alheio, coisa que sabe ser produto de crime, ou influi para que terceiro, de boa-fé, a adquira, receba ou oculte:
Pena – reclusão, de 1 (um) a 4 (quatro) anos, e multa.

Isso na hipótese de não ter havido a confissão da depredação e do roubo, claro! Considerando a associação permanente dessa gente pra delinquir e a óbvia distribuição de tarefas entre elas, cabe também enquadrar a turma em formação de quadrilha, Artigo 288. Transcrevo:
Art. 288. Associarem-se 3 (três) ou mais pessoas, para o fim específico de cometer crimes: Pena – reclusão, de 1 (um) a 3 (três) anos.
Parágrafo único. A pena aumenta-se até a metade se a associação é armada ou se houver a participação de criança ou adolescente.
Art. 288-A. Constituir, organizar, integrar, manter ou custear organização paramilitar, milícia particular, grupo ou esquadrão com a finalidade de praticar qualquer dos crimes previstos neste Código:
Pena – reclusão, de 4 (quatro) a 8 (oito) anos.

O delegado estava, confessadamente, presente à festa. Já negou a sua primeira versão e deixou claro, em texto veiculado na Internet, que não esteve lá por acaso. Era um convidado. O produto do saque, do roubo, decorava o evento. Ele não fez nada. Prevaricou.

E estou a um passo de acusar de prevaricação também o ilustríssimo secretário de Segurança Pública do Rio, o senhor José Mariano Beltrame. A esta altura, já deveria ter chamado o seu subordinado para convidá-lo a fazer a identificação dos promotores de uma festa decorada com produtos sabidamente roubados.

Ah, sim: abaixo, a imagem do tal “Molotov de Ouro”, celebrando o crime. Não, senhores! Não se tratava de uma piada. Esse coquetel pode ser de mentirinha, mas ele celebrava os coquetéis de verdade..

 Manqueim Toulon Molotov de ouro

19 Feb 21:28

Delinquência chavista continua – Estudante de 22 morre com um tiro na cabeça durante protesto na Venezuela

by giinternet

ASSASSINATO VENEZUELA

Na VEJA.com. Volto no próximo post.
Uma jovem estudante venezuelana de 22 anos morreu nesta quarta-feira após ser baleada na cabeça durante uma manifestação contra o governo de Nicolás Maduro na terça-feira, informou a agência de notícias Reuters. Segundo o jornal La Nación, Génesis Carmona (foto), aluna de Marketing da Universidade Tecnológica do Centro, no Estado de Carabobo,também era modelo e foi eleita, no ano passado, Miss Turismo de Carabobo. Ela foi levada ao hospital em uma motocicleta e chegou a ficar internada em coma. Mas, de acordo com a família, a estudante não resistiu aos graves ferimentos.

Carmona é a quinta vítima fatal decorrente dos protestos contra o governo venezuelano. Na terça-feira, um estudante morreu após ser atropelado por um veículo da companhia estatal Petróleo de Venezuela S.A. (PDVSA). Outras três mortes foram registradas na última quarta.

Carmona participou nesta quarta de uma marcha em Valência, cidade a 170 quilômetros de Caracas, para apoiar o líder da oposição Leopoldo López, que foi preso em Caracas em meio a um clima de forte tensão no país. Em determinado momento, um grupo de motoqueiros armados invadiu a área em que a jovem e seus companheiros protestavam pacificamente e começou a atirar, disseram testemunhas.

Nove jovens foram atingidos pelos disparos, mas apenas Génesis corria o risco de morrer. Médicos da clínica Guerra Mendez disseram que a bala estava alojada na parte traseira do crânio da jovem. Um edema formado pelo trauma dificultava uma intervenção cirúrgica.Segundo o jornal argentino, a notícia da miss baleada foi ignorada pelos meios de comunicação do governo venezuelano, mas correu rapidamente através do Twitter e outras redes sociais. Fotos e vídeos de Génesis sendo socorrida e carregada foram compartilhados para criticar a violência das milícias que defendem o governo e pedir doação de sangue para a estudante.

19 Feb 21:28

Governo Dilma é cúmplice de uma ditadura assassina

by giinternet

O governo petista escreve mais uma página indigna da história da política externa do país nos últimos 11 anos. Milícias chavistas estão caçando a bala manifestantes que vão às ruas, de forma pacífica — não há black blocs por lá —, cobrar democracia, liberdade e segurança. Governado por Nicolás Maduro, um sujeito demencial, o país vai mergulhando no caos. Nesta quarta-feira, mais uma estudante foi morta, desta feita com tiro na cabeça. Trata-se de Génesis Carmona, que tinha 22 anos e era aluna de marketing da Universidade Tecnológica do Centro, no Estado de Carabobo.

O governo Dilma está em silêncio. Diz que a sua posição é aquela expressa numa nota oficial do Mercosul, um texto que é acintoso, chegando a ser debochado. Atenção: a Venezuela ocupa a presidência rotativa do bloco econômico, e o comunicado que veio a público parece ser um despacho do governo Maduro. É vergonhoso! O texto diz repudiar a violência, mas acusa “as ações criminosas de grupos violentos que querem espalhar a intolerância e o ódio na República Bolivariana da Venezuela como uma ferramenta política”. É uma vigarice! Os únicos manifestantes violentos do país hoje são as milícias chavistas, que atuam em defesa do governo Maduro. A violência é promovida, financiada e incentivada pelo governo.

O PT destruiu a tradição de independência de nossa política externa, que não se deixou pautar pela ideologia antes da chegada do partido ao poder. O Brasil conseguia manter um bom equilíbrio entre o pragmatismo e princípios que são a base da civilização. Lembro que, em plena ditadura militar, o país esteve entre os primeiros que reconheceram a independência de Angola e Moçambique, por exemplo, que fizeram revoluções socialistas, cuja ideologia era avessa ao regime aqui vigente.

A independência acabou. Não há ditadura escancarada ou mascarada — Cuba ou Irã, para citar um caso de cada — que não mereça o endosso e o apoio do governo petista. A entrada da Venezuela no Mercosul, leitores, patrocinada por Dilma e Cristina Kirchner, a doida que governa a Argentina, já foi um acinte e descumpriu o protocolo do Mercosul.

Provo o que digo. Não se trata de mera opinião. Existe uma coisa chamada Protocolo de Ushuaia. Estabelece as condições para que um país possa ou não ser aceito no Mercosul. Leiam estes artigos:

ARTIGO 1
A plena vigência das instituições democráticas é condição essencial para o desenvolvimento dos processos de integração entre os Estados Partes do presente Protocolo.
FATO: A Venezuela é uma ditadura, em que não existe liberdade de imprensa e liberdade de manifestação.

No caso de haver ruptura da ordem democrática, o Artigo 5 estabelece o seguinte:
ARTIGO 5
“(…) desde a suspensão do direito de participar nos diferentes órgãos dos respectivos processos de integração até a suspensão dos direitos e obrigações resultantes destes processos.”

Quando Dilma e Cristina aceitavam a Venezuela, já desrespeitaram o Artigo 4 do acordo. Agora, quando o governo Maduro, por meio de suas milícias, sai matando manifestantes, o que se está desrespeitando é o Artigo 5.

Não custa lembrar que Dilma patrocinou a suspensão do Paraguai do Mercosul porque o Congresso desse país depôs, segundo as regras legais e constitucionais, o então presidente Fernando Lugo — aquele padreco que fez uma penca de filhos quando ainda usava batina… Afinal, Lugo era um amiguinho do PT, e o governo brasileiro considerou que a sua deposição, mesmo sendo legal, era inaceitável. Com a Venezuela, dá-se o contrário: mesmo o país ignorando os princípios do Mercosul, foi aceito no grupo e, no momento, é quem o preside. Mais: a violência conta com o apoio do governo brasileiro.

O Planalto é hoje cúmplice de uma ditadura assassina.

*
Segue a nota asquerosa do Mercosul

Os Estados membros do Mercosul, diante dos recentes atos violentos na irmã República Bolivariana da Venezuela e as tentativas de desestabilizar a ordem democrática, repudiam todo o tipo de violência e intolerância que busquem atentar contra a democracia e suas instituições, qualquer que seja sua origem.

Reiteram seu compromisso com a plena vigência das instituições democráticas e, neste contexto, rejeitam as ações criminosas de grupos violentos que querem espalhar a intolerância e o ódio na República Bolivariana da Venezuela como uma ferramenta política.

Expressam seu mais forte rechaço às ameaças de ruptura da ordem democrática legitimamente constituída pelo voto popular e reiteram a sua posição firme na defesa e preservação das instituições democráticas, de acordo com o Protocolo de Ushuaia sobre compromisso democrático no Mercosul (1998).

Sugerem que as partes a continuem a aprofundar o diálogo sobre as questões nacionais, dentro do quadro das instituições democráticas e do Estado de direito, como tem sido promovido pelo presidente Nicolás Maduro nas últimas semanas, com todos os setores da sociedade, incluindo parlamentares, prefeitos e governadores de todos os partidos políticos representados.

Finalmente, expressam suas sinceras condolências às famílias das vítimas fatais, resultado dos graves distúrbios causados, e confiam totalmente que o governo venezuelano não descansará no esforço para manter a paz e plenas garantias para todos os cidadãos.

19 Feb 20:46

Azeredo renuncia para ver se consegue, ao menos, ser julgado antes de ser condenado. Ou: Se petistas estão presos, então se declare o fim da inocência no país

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Azeredo: renúncia na esperança de ao menos ser julgado antes de ser condenado

Azeredo: renúncia na esperança de ao menos ser julgado antes de ser condenado

Eduardo Azeredo (PSDB-MG) renunciou ao mandato de deputado federal. Seguindo o procedimento adotado com outras personalidades públicas — inclusive José Genoino em outro processo —, seu caso deve sair do Supremo e ser enviado à primeira instância; no caso, da Justiça Federal de Minas. Renunciou por quê? É incômodo dizê-lo, mas tem de ser dito: porque não seria “julgado” no sentido pleno da palavra; estava caminhando para uma execução. O dito “mensalão mineiro” não foi e não tem sido nem sequer examinado pela imprensa. Já li uma penca de textos pedindo uma espécie de “isonomia”: já que os petistas foram para a cadeia, por que não um tucano? “Tratamento igual para todos!”, gritam! O fundo moral desse alarido é este: JÁ QUE PETISTAS FORAM PUNIDOS, ENTÃO ESTÁ DECRETADO O FIM DA INOCÊNCIA. Ou de forma ainda mais precisa: “Se Dirceu pode ser preso, qualquer um pode”.

O próprio nome “mensalão mineiro” ou “mensalão do PSDB” já é fruto do erro ou da má-fé porque atribui à lambança de Minas o que não houve e busca eliminar da lambança petista o que houve. Não existiu, e os autos são claros a respeito, um esquema de pagamento a parlamentares, e o dinheiro movimentado não serviu para a cooptação de parlamentares e de partidos. Tendo sido tudo feito conforme está na denúncia, no caso de Minas, sim, está configurado um caso de caixa dois, com uso das empresas de Marcos Valério, e movimentação de recursos públicos. Sendo verdadeira a denúncia, trata-se, sim, de punir crimes — mas mensalão não é. Ocorre que precisa ser, certo? “Ora, se petista pode ser punido, por que não tucano? Ninguém é inocente!” Vamos seguir.

Azeredo-Lula
O deputado Azeredo andou indagando há dias por que Lula não foi denunciado no esquema petista, e ele sim, no caso mineiro. Foi criticado por isso até por alguns tucanos. Mas a sua pergunta era e é absolutamente procedente. É preciso atentar para estas perguntas e estas respostas.

Por que Azeredo é réu?
— Porque ele é considerado o beneficiário último das irregularidades apontadas.
E quem era o beneficiário último das irregularidades do mensalão?
— Lula. Até o seu marqueteiro foi pago com dinheiro de origem desconhecida, no exterior.
Então por que Lula não virou réu, e Azeredo sim?
— Vai ver que é porque Lula é Lula, e Azeredo, Azeredo.

Diz a Procuradoria-Geral da República que jamais encontrou indícios materiais de que Lula tenha colaborado com o esquema do mensalão. Notem bem: seu braço-direito foi considerado o chefe do esquema; o presidente e o tesoureiro do seu partido sabiam de tudo; o então presidente foi ao menos advertido sobre o esquema irregular de pagamentos; Marcos Valério disse em depoimento que Lula sempre teve ciência de tudo. Mesmo assim, réu ele não é. Afinal, falta, segundo a Procuradoria, uma prova, um indício, um elemento material. Nesses casos, não basta a convicção. E a tal Teoria do Domínio do Fato não dispensa provas. “Ah, José Dirceu foi condenado sem elas!” Mentira! Só ignorantes ou pilantras, que não leram os autos, podem afirmar isso.

Mas há ao menos o indício?
“Mas algum indício deve haver, certo?”, indaga e indaga-se o leitor. Sim, há, sim, um recibo com uma suposta assinatura de Azeredo, autorizando uma transferência suspeita de recursos. Acontece que já se evidenciou que a tal assinatura é obra de um estelionatário, que está preso, envolvido nessa e em outras falsificações. O elemento que determinou a transformação de Azeredo em réu nasceu, pois, de um crime.

Aí o petralha assanhado tira as patinhas dianteiras do chão para ver se o labirinto se adapta à postura vertical: “Ah, então quando é tucano, é todo mundo inocente!”. Não! Estou demonstrando como são as coisas e indagando por que um é réu, e o outro não é quando as circunstâncias que fazem com que um seja e com que o outro não seja são as mesmas. Só isso. Como não devo satisfações às milícias da rede, escrevo o que acho que tem de ser escrito.

A atuação de Janot
Mas nada disso contou! Estabeleceu-se que os dois casos são idênticos e que, “se um lado foi punido, o outro também tem de ser”. E, claro, nesse contexto, ressalte-se o estranhíssimo comportamento do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, que, num gesto espalhafatoso, decidiu se comportar como órgão acusador, órgão julgador e já estabelecer a dosimetria, pedindo nada menos do que 22 anos de cadeia para o agora ex-deputado e ex-governador.

Seria usado
É evidente que o caso seria usado na campanha eleitoral. O PT talvez não levasse o dito “mensalão mineiro” para a televisão porque não iria jogar pedra sobre o próprio telhado, mas as redes sociais, dominadas por seus milicianos, certamente fariam o trabalho. Aliás, os também milicianos mais graduados, com entrada na imprensa, se encarregaram de igualar os dois “mensalões”, e o jornalismo, em regra, com as exceções de sempre, preferiu ignorar as diferenças.

Não só isso: Azeredo certamente não encontraria, no PSDB, a solidariedade que Dirceu, Delúbio e Genoino encontraram no PT. Se preso e condenado à multa, não se criaria um site para arrecadar dinheiro. A Executiva do partido não emitira notas em série acusando o Supremo de fazer um julgamento político. Militantes não se espalhariam nas redes sociais para patrulhar blogs e sites, afirmando a inocência do deputado. Nada disso aconteceria.

E notem que não estou censurando o PSDB por isso. O partido não o faria até por bons motivos. Aécio Neves, presidenciável e presidente do partido, sempre foi muito discreto a respeito. FHC, liderança simbólica dos tucanos, afirmou acreditar no discernimento da Justiça. É assim mesmo que deve agir um partido da ordem, afinal de contas. Ainda que o PSDB pudesse ter sido mais claro em tratar das diferenças entre o caso petista e o caso mineiro, fez bem em não transformar em ré a Justiça. Não tinha por que repetir a pistolagem moral do petismo contra o Poder Judiciário.

Mas é evidente que isso aumenta a solidão daquele que é transformado em réu. “Mas Azeredo não tinha alguma chance no Supremo?” Não vou fazer exercício de adivinhação. Durante o julgamento do mensalão petista, o notório Ricardo Lewandowski referiu-se mais de uma vez ao “mensalão mineiro”, numa curiosa operação intelectual em que censurava este para relativizar a gravidade daquele. Roberto Barroso, o relator, já discursou algumas vezes afirmando que as irregularidades atingem a todos os partidos etc. e tal. O clima não era dos melhores.

Ironia final
Como o mundo não é plano, registro a ironia final. Walfrido dos Mares Guia, então vice-governador de Minas quando Azeredo era o governador e peça central na organização da campanha do tucano à reeleição — campanha derrotada —, tornou-se, JÁ DEPOIS DE REVELADO O CASO, ministro das Relações Institucionais do… governo Lula! Só deixou o cargo quando o Supremo admitiu o processo, e ele se tornou réu. Deixou o cargo, mas não a amizade. Nota: fez 70 anos, a prescrição dos crimes caiu pela metade, e ele já não é mais réu.

Na semana passada, Lula foi a Minas lançar a candidatura de Fernando Pimentel ao governo do estado. Viajou no avião de… Walfrido, que hoje é peça importante na estrutura de campanha de Pimentel, conforme noticiou o Painel, da Folha:

 Lula Walfrido

Encerro
Sendo o processo de Azeredo remetido para a primeira instância da Justiça Federal de Minas, é evidente que ele não tem a garantia da absolvição. Mas me parece que, ao menos, aumentam as chances de ser efetivamente julgado antes de ser condenado.

E para encerrar mesmo: não adianta a petralha vir aqui torrar a minha paciência. Escrevo o que quero e o penso. Dou uma solene banana para a patrulha. E mais uma para aqueles que ainda tentam se equilibrar sobre as patinhas traseiras: ESTA É A MINHA OPINIÃO, NÃO A DA VEJA.com — que me paga para que eu dê a MINHA opinião, não a sua própria. Está claro?

19 Feb 09:57

Presidente da ONG ligada a Freixo, que fornece advogados para defender os black blocs, foi um dos dois maiores doadores de sua campanha; no Facebook, deputado recorre à tática do “enrolation”

by giinternet

Na sexta-feira, Lauro Jardim publicou, na coluna “Radar”, da VEJA.com, uma informação relevantíssima para que entendamos direito estes dias: o advogado João Tancredo doou nada menos de R$ 260 mil à campanha do deputado estadual Marcelo Freixo (PSOL-RJ) ao governo do Rio. É relevante por quê? Tancredo é o presidente da tal ONG chamada DDH (Defesa dos Direitos Humanos), que reúne advogados que, entre outras atividades, dedicam-se à defesa dos black blocs. Thiago de Souza Melo, o tesoureiro da ONG, é filiado ao PSOL e braço-direito de Freixo. Quando a tal Sininho foi acompanhar o depoimento de Fábio Raposo — um dos assassinos de Santiago Andrade —, telefonando, inclusive, para seu advogado, Jonas Tadeu Nunes, foi justamente para oferecer o auxílio dos doutores do DDH. Segundo Nunes, ela afirmou que falava em nome de Freixo — o que o deputado nega, é claro!

Então tá bom! O presidente de uma ONG que é vista no meio político como um braço operador do PSOL — e de Freixo em particular — doou R$ 260 mil para a sua campanha. Convenham: não é troco de pinga. Pois bem! Mandam-me aqui o texto que Freixo postou no Facebook. É impressionante o talento que tem esse rapaz para não responder as coisas que lhe dizem respeito e aproveitar para tentar jogar bombas no quintal de adversário. Abaixo, segue o texto que ele publicou em sua página (ou trata a si mesmo na terceira pessoa, como uma entidade, ou endossou o texto de alguém). Vamos ver (segue em vermelho; os destaques com números são meus). Volto depois.
*
O Radar Online, da revista Veja, publicou na tarde desta sexta-feira (14/02) que o advogado João Tancredo, dono do Escritório de Advocacia João Tancredo, doou R$ 260 mil à campanha de Marcelo Freixo à Prefeitura do Rio de Janeiro, em 2012. 1) A informação está correta.

2) A doação é totalmente legal e foi devidamente registrada na prestação de contas entregue à Justiça Eleitoral. Ela foi realizada em quatro parcelas, por transferência eletrônica. Do total, R$ 200 mil saíram do bolso do próprio advogado, que doou como pessoa física. O restante, R$ 60 mil, foi disponibilizado pelo Escritório de Advocacia João Tancredo. Junto com ele, mais de mil pessoas colaboraram com a campanha. Tudo foi devidamente registrado.

 Como Freixo, João Tancredo é militante dos Direitos Humanos e amigo de longa data do deputado. 3) Ele e Guilherme Peirão Leal, dono da Natura, foram os maiores doadores da campanha. Vale ressaltar que Guilherme colaborou como pessoa física.

4) João Tancredo também preside o Instituto de Defensores dos Direitos Humanos (DDH). Por isso, Marcelo Freixo repudia a leviana tentativa de usar estas doações como forma de associar a atuação da entidade ao seu mandato parlamentar, como tem sido feito exaustivamente sem qualquer embasamento.

5) Ao contrário de muitos candidatos, Freixo não é financiado por empreiteiras, como a Delta, e empresários de ônibus. O prefeito Eduardo Paes, por exemplo, logo após se reeleger, encaminhou à Câmara de Vereadores um pacote de projetos de lei que beneficiam construtoras que colaboraram com sua campanha e vão atuar em obras das Olimpíadas de 2016.

 6) Juntas, a Carvalho Hosken e Cyrela doaram R$ 1,15 milhão para Paes e para o PMDB. A Carvallho Hosken é a dona do terreno da futura Vila Olímpica e membro do consórcio Rio Mais, responsável pela construção do Parque Olímpico.

7) O prefeito arrecadou oficialmente R$ 21 milhões, sendo que 88% deste valor é oculto, não é possível saber a fonte porque foram destinados originalmente aos diretórios peemedebistas.

Uma contestação
Pena eu ter demorado para ler esse texto de Marcelo Freixo. Mesmo com atraso, comento. Fiz alguns destaques com números no texto publicado em sua página no Facebook para facilitar a resposta. E respondo.

1: A informação está correta? Ótimo.

2: Ninguém afirmou ou sugeriu que a doação fosse ilegal. O que é, como dizer?, muito significativo é que o presidente de uma ONG que serve à causa de Marcelo Freixo seja o principal doador de sua campanha eleitoral.

3: Por que Marcelo Freixo cita o dono da Natura, que não tem nada a ver com essa história? A que vem a referência? Trata-se, assim, de uma espécie de creme contra rugas ideológicas?

4: Releiam o item 4. Ou é maluquice ou é confusão deliberada. Transcrevo: “João Tancredo também preside o Instituto de Defensores dos Direitos Humanos (DDH). Por isso, Marcelo Freixo repudia a leviana tentativa de usar estas doações como forma de associar a atuação da entidade ao seu mandato parlamentar (…)”. EPA, EPA, EPA!!! É O CONTRÁRIO, DOUTOR! JUSTAMENTE PORQUE JOÃO TANCREDO PRESIDE O DDH É QUE A DOAÇÃO É, COMO A GENTE PODE DIZER?, EXÓTICA! É um estranho método de argumentação o de Freixo! É mais ou menos como se você perguntasse a alguém:
— Você comeu o pedaço de bolo de chocolate que estava aqui?
E outro respondesse:
— Como eu poderia? Não está vendo que estou com a boca suja de bolo de chocolate?

5: As doações de empresas privadas são legais e são legítimas. Essa tática das esquerdas, de que Freixo é useiro e vezeiro, de sair gritando como escândalo o que escândalo não é pode servir para enganar os socialistas da Zona Sul, mas é trapaça argumentativa.

6: E daí? Qual é a ilegalidade que Freixo está denunciando? É a velha tática das esquerdas: sair atirando para todo lado para tentar desviar o foco. E o foco é a proximidade do PSOL com o banditismo dos black blocs.

7: Freixo recorre, de novo, à embromação: a doação feita a partido político é legal; não há nada de “oculto”, como ele afirma.

O texto de Freixo é um exercício primário de desconversa. Quanto mais ele esperneia, mais o seu PSOL se aproxima dos black blocs.

19 Feb 09:55

Zaccone, o delegado Pinóquio, tem chilique e confessa que mentiu à reportagem uma segunda vez. Já que foi desmascarado, que vista a máscara dos black blocs de vez!

by giinternet
O delegado Zaccone e Sininho, a ativista: na festa, o produto de um saque

O delegado Zaccone e Sininho, a ativista: na festa, o produto de um saque

Lembram-se do delegado Orlando Zaccone, o tal que é titular do 31º DP do Rio? Pois é… Flagrado na mentira, resolveu rodar a baiana, saltar das tamancas e vituperar contra a VEJA.com. Até aí… Ele fez circular em alguns blogs sujos o que seria uma resposta às reportagens da revista. Ela segue abaixo, em vermelho, com comentários meus, em azul. Como vocês verão, Zaccone admite a sua ligação com aqueles que chama ativistas e confessa que mentiu uma segunda vez.

EU CONHEÇO A SININHO!
Sim, claro que conhece! É o que evidenciam as reportagens de VEJA.com.

Sim. Eu conheço Elisa Quadros, a Sininho. Confirmei isso desde o primeiro contato feito pela Revista Veja sobre a minha doação para o evento “Mais amor menos capital”. Então quem é o Pinóquio nesta história?
O Pinóquio é o delegado Zaccone mesmo, é claro! Quando  VEJA.com o procurou, ele disse ter doado dinheiro para o evento e que Elisa Quadros, a Sininho, era uma completa desconhecida até então. Mais tarde, outra reportagem demonstrou que ele havia aparecido no tal evento que premiava o vandalismo bem antes da doação. Então foi Zaccone que mentiu para a reportagem. O Pinóquio é Zaccone.

1) O fato de ter sido comprovado em menos de 24 horas que a reportagem da Veja, ao tentar me vincular a um suposto financiamento da violência dos protestos, foi construída na má fé, uma vez que na planilha editada pela revista foram omitidos os gastos do evento, que incluía a compra de rabanadas, pão, papel, bem com o aluguel de cadeiras e pagamento de transporte, demonstra por si só quem está desde o início com dolo (a palavra agora está na moda) de mentir.
Mentira de novo! A reportagem deixava claríssimo que o tal evento não resultou em pancadaria, embora promovido, sim, pela turma dos black blocs. Transcrevo em itálico trecho, em que o delegado fala fartamente:
O delegado Zaccone confirmou ao site de VEJA ter doado 200 reais. Ele disse ter recebido um telefonema de Sininho, até então uma desconhecida para ele, propondo que participasse de um debate no evento “Ceia dos Excluídos”, em 23 de dezembro do ano passado. Como delegado de polícia, ele deveria apresentar sua visão sobre direito de manifestação, Copa do Mundo e cerceamento de liberdade. Segundo ele, advogados e representantes de movimentos sociais integravam o grupo. “Achei interessante falar na Cinelândia. Já dei palestras em universidades e me interesso pelo tema”, disse. “Fiz a doação para um evento cultural e vi para o que estava doando. Quando a Sininho ligou, explicou que estava buscando aproximação com instituições e pessoas que não visse o movimento com olhar criminalizante. A doação foi para o ‘Ocupa Câmara’, não foi para o Black Bloc. Não tenho nada a omitir em relação a isso. A Constituição garante o direito de se fazer tudo que não é proibido em lei. E, no Brasil não é proibido fazer doação para evento com distribuição de alimento”, afirmou. “Sou policial. Como vou financiar ou contribuir com pessoas que entram em conflito com policiais?”, disse.

2) A nova tentativa de me vincular às violências ocorridas nas manifestações tem agora toques inquisitórios. O delegado de polícia que conhece a “fadinha do mal”! Nunca neguei conhecer a Sininho, pelo simples fato de não existir nenhum impedimento jurídico, moral ou ético para isso. Conheci Elisa Quadros, assim como outros ativistas do movimento Ocupa Câmara, muitos que assim como ela foram presos e tiveram as respectivas prisões revogadas pela Justiça.
Enrolação! Quando a reportagem o procurou para falar sobre a doação, ele afirmou que jamais tinha entrado em contato com Sininho. Como ele foi desmoralizado pelos fatos, fica agora tendo faniquitos.

3) Elisa Quadros, pelo que eu e a Revista Veja sabemos, não é foragida da Justiça e nem tem nenhum mandado de prisão pendente. Ah, sim! Esqueci! Ela é apontada como sendo líder dos Black Blocs. Por quem? Pela própria Revista Veja.
Uma ova! A vinculação da moça com os black blocs é determinada pelos fatos, meu senhor!, não pela revista VEJA.

4) Outro aspecto da pretensa ofensa a mim dirigida pela Veja é ter estado na cerimônia de premiação organizada pela jornalista e humorista Rafucko que retrata de forma divertida o cenário das manifestações. A confusão entre a abordagem humorística e a realidade feita pela Veja muito se assemelha a perseguição e as ameaças sofridas pelo ator Fábio Porchat em razão do vídeo do Grupo Porta dos Fundos intitulado “Dura”. A Veja e alguns policias militares parecem compartilhar da mesma falta de humor.
Está misturando alhos com bugalhos. Uma peça de humor na Internet, por mais sem graça ou desastrada que seja, é uma obra de ficção. O delegado Zaccone participou de uma celebração em que estavam expostos manequins de uma loja que tinha sido saqueada. Se os criminosos não estavam presentes — muito provavelmente, sim! —, tinham ao menos levado para lá o produto do seu crime. Até onde sabe, a turma do “Porta dos Fundos” não apela a roubo para a sua cenografia. A comparação é estúpida. E o delegado está reprovado como humorista.

5) O que está em jogo não é o fato de eu ter conhecido a Sininho dois meses antes do evento para o qual fui por ela convidado e tão menos eu ter participado da premiação teatral realizada pelo meu amigo Rafucko. O que a Veja não tolera é um policial que despreza o Estado Policial! O que a Veja não tolera é um delegado de polícia que ao invés de aparecer em fotografias com empresários e políticos se dispõe a encontrar ativistas e pessoas que podem lhe oferecer muito mais do que todas as articulações empresariais, políticas e financeiras de uma revista comercial, através da sublime experiência da LIBERDADE.
Então mentiu de novo para a reportagem. O nariz continua a crescer. Quando indagado sobre a sua participação na festa, o que ele disse? Reproduzo trecho da outra reportagem: “Questionado sobre a foto, Zaccone explicou que foi convidado por Sininho, em outubro, para uma palestra em dezembro. O encontro na noite em que o vandalismo foi premiado foi ao acaso. De acordo com o delegado, ele apenas passou pelo evento na Cinelândia, onde encontrou algumas pessoas, e de lá seguiu para um show de Caetano Veloso e Marisa Monte no Circo Voador, na Lapa.”
No vomitório que lançou na Internet, nota-se que não foi lá por acaso, como disse. O tal “Rafucko” já virou “um amigo”. Se a data em que conheceu Sininho não importa, mentiu por quê? Se a sua participação na tal festa — decorada com objetos que eram frutos de um crime — também não tinha importância, por que mentiu uma segunda vez?

6) Por fim, quero consignar o imenso orgulho que sinto em poder ser fotografado e de participar de eventos ao lado de pessoas que pensam o país para além do capital financeiro. Sendo assim, por esta publicação de hoje não pretendo nenhum ressarcimento por danos morais. Estou com a moral elevada!
A Justiça — mesmo esta que o delegado deve achar “burguesa”… — existe, entre outras razões, para que aqueles que se sintam agravados busquem o devido desagravo. Se ele encontrar razões para pedir ressarcimento, que o faça. Seria uma boa oportunidade para que ficasse claro, nesse jogo de competências profissionais, quem cumpre os mandamentos da carreira que escolheu. Até onde se sabe, um delegado de polícia deve zelar pela lei e pela ordem, segundo os códigos escritos. E o papel de um jornalista e da imprensa é revelar ao público questões que são de interesse público.

7) Não esqueçam de pesquisar sobre a Privataria Tucana.
Isso é coisa de chicaneiro. Se o doutor sabe de alguma irregularidade praticada pelos tucanos e não denuncia aos órgãos competentes, sendo ele quem é, sendo ele um delegado, então é, além de tudo, um prevaricador. A propósito: Zaccone sabia ou não que os manequins que decoravam a festa eram roubados? Será que já não prevaricou ali? Afinal, aquele ato mereceu o prémio máximo na noite. Ele não viu nada de estranho?

Zaccone não é obrigado a ser policial. Se é, está obrigado a cumprir a lei. Ou, então, que meta logo uma máscara na cara, já que foi desmascarado.

E aí, José Mariano Beltrame?

18 Feb 21:25

Dimitri Fontaine: Aggregating NBA data, PostgreSQL vs MongoDB

When reading the article Crunching 30 Years of NBA Data with MongoDB Aggregation I coulnd't help but think that we've been enjoying aggregates in SQL for 3 or 4 decades already. When using PostgreSQL it's even easy to actually add your own aggregates given the SQL command create aggregate.

Photo Credit: Copyright All rights reserved by Segward Graupner

The next step after thinking how obvious the queries written in the mentionned article would be to express in SQL was to actually load the data into PostgreSQL and write the aggregate queries, of course.

Loading the data

With the help of a little bit of Common Lisp code and using the mongo-cl-driver it was easy enough to parse the given BSON file. What was more complex was to actually understand enough of the data model to produce a relational design out of it, avoiding data redundancy as much as possible.

We call that step normalization in old-style relational databases, and the goal of that process is to avoid functional dependency so that the data is easier to understand, verify and process the data once loaded.

For instance, rather than have both scores from each team and a column won per team, which would be a boolean but is a number in the given BSON file, we store only the scores. Here's the main table definition of the stats we are going to be playing with, the game table:

create table nba.game (
  id          serial primary key,
  date        timestamptz,
  host        int references nba.team(id),
  guest       int references nba.team(id),
  host_score  int,
  guest_score int
);

As much of the aggregates in the referenced article are playing with statistics from teams who actually won the game, let's create a view to simplify our SQL queries thereafter:

create view winners as
  select id,
         date,
         case when host_score > guest_score
              then host
              else guest
          end as winner
    from game;

If you're not doing much SQL, remember that creating such a view is common practice in the relational world.

Running the Aggregates

Now that we have the extra useful view, it's possible to implement the first MongoDB query in SQL. First, let's have a look at the MongoDB query:

db.games.aggregate([
  {
    $match : {
      date : {
        $gt : ISODate("1999-08-01T00:00:00Z"),
        $lt : ISODate("2000-08-01T00:00:00Z")
      }
    }
  },
  {
    $unwind : '$teams'
  },
  {
    $match : {
      'teams.won' : 1
    }
  },
  {
    $group : {
      _id : '$teams.name',
      wins : { $sum : 1 }
    }
  },
  {
    $sort : { wins : -1 }
  },
  {
    $limit : 5
  }
]);

I don't know about you, but I have quite a hard time deciphering what that query is actually doing, and when the explanation text talks about using a 6-stage pipeline my understanding is that the application developper has been writing the execution plan of the query here. Let's ignore the query format itself, as it's obviously meant to be generated by a tool rather than typed by a human being.

Here's the same query in SQL, with the result this time:

  SELECT abbrev, name, count(*)
    FROM winners JOIN team ON team.id = winners.winner
   WHERE     date > '1999-08-01T00:00:00Z'
         AND date < '2000-08-01T00:00:00Z'
GROUP BY winner, abbrev, name
ORDER BY count(*) DESC
   LIMIT 5;

 abbrev |          name          | count 
--------+------------------------+-------
 LAL    | Los Angeles Lakers     |    67
 POR    | Portland Trail Blazers |    59
 IND    | Indiana Pacers         |    56
 UTA    | Utah Jazz              |    55
 SAS    | San Antonio Spurs      |    53
(5 rows)

Time: 8.101 ms

What we have here is a pretty basic query using a join, a where clause to restrict the data set we are playing with, a group by clause to define which data to computa the aggregates against, with an order by and a limit clause for presenting the result. To be realistic, if you've ever done any SQL at all, then you know how to read that query because you've been writing dozens of similar ones.

Here's, as in the original article, the same query against a much larger data set this time, with all games of the 2000s decade:

   SELECT abbrev, name, count(*)
     FROM winners join team on team.id = winners.winner
    WHERE     date > '2000-08-01T00:00:00Z'
          AND date < '2010-08-01T00:00:00Z'
 GROUP BY winner, abbrev, name
 ORDER BY count(*) DESC
    LIMIT 5;

 abbrev |        name        | count 
--------+--------------------+-------
 SAS    | San Antonio Spurs  |   579
 DAL    | Dallas Mavericks   |   568
 LAL    | Los Angeles Lakers |   524
 PHO    | Phoenix Suns       |   495
 DET    | Detroit Pistons    |   489
(5 rows)

Time: 24.713 ms

Correlating stats with wins

The goal here is to compute how often a team wins when they record more defensive rebounds than their opponent across the entire data set.

To be able to compute the percentage, we have to have a count of all registered games, of course. Then we are going to count how many times the winner team registered a greater team_stats.drb than the loser, and count how many times in SQL is usually written as a sum(case when <condition> then 1 else 0 end), which is what we're doing here:

select count(*) as games,
       sum(case when ws.drb > ls.drb then 1 else 0 end) as drb,
       sum(case when ws.drb > ls.drb then 1 else 0 end)::float / count(*) * 100 as pct
  from winlose wl
       join team w on wl.winner = w.id
       join team l on wl.loser = l.id
       join team_stats ws on ws.game = wl.id and ws.team = wl.winner
       join team_stats ls on ls.game = wl.id and ls.team = wl.loser;

 games |  drb  |       pct        
-------+-------+------------------
 31686 | 22292 | 70.3528372151739
(1 row)

Time: 276.669 ms

We note here than in the original MongoDB article the aggregation query is short of computing the percentage directly, apparently it's been done in the client tool, maybe using a spreadsheet application or something.

Defensive Rebounds and Total Rebounds Versus Win Percentage

Next, still following on our inspirational article Crunching 30 Years of NBA Data with MongoDB Aggregation, we’re going to compute what percentage of the time a team wins as a function of the number of defensive rebounds they recorded.

I'm not sure I understand what they achieve with averaging ones when a team wins and zero when a team loses, so I couldn't quite reproduce their result. Here's an approaching query tho:

with game_stats as (
    select t.id, count(*)
      from team t join game on game.host = t.id or game.guest = t.id
   group by t.id
)
select ts.team, round(avg(drb), 2) as drb,
       round(count(*) / gs.count::numeric * 100, 2) as winpct,
       count(*) as wins, gs.count as games
  from team_stats ts
       join game on game.id = ts.game
                and game.host = ts.team
                and game.host_score > game.guest_score
       join game_stats gs on gs.id = ts.team
group by ts.team, gs.count;

 team |  drb  | winpct | wins | games 
------+-------+--------+------+-------
    4 | 31.59 |  31.46 |  710 |  2257
    7 | 32.55 |  31.89 |  720 |  2258
   16 | 31.70 |  37.62 |  849 |  2257

I only pasted the first few lines of the result because I'm not sure how to make sense of it, really.

Interesting factoid

What I find most interesting in the following factoid proposed in the MongoDB article is the complete lack of the query you need to run in order to grab the matching data:

An interesting factoid: the team that recorded the fewest defensive rebounds in a win was the 1995-96 Toronto Raptors, who beat the Milwaukee Bucks 93-87 on 12/26/1995 despite recording only 14 defensive rebounds.

When doing the necessary query in SQL, using a Common Table Expression (the WITH syntax) and a Window Function for good measure, we get actually 4 different games with the minimum defensive rebounds in our history of NBA games, 14:

with stats(game, team, drb, min) as (
    select ts.game, ts.team, drb, min(drb) over ()
      from team_stats ts
           join winners w on w.id = ts.game and w.winner = ts.team
)
select game.date::date,
       host.name || ' -- ' || host_score as host,
       guest.name || ' -- ' || guest_score as guest,
       stats.drb as winner_drb
  from stats
       join game on game.id = stats.game
       join team host on host.id = game.host
       join team guest on guest.id = game.guest
 where drb = min;

-[ RECORD 1 ]----------------------------
date       | 1995-12-26
host       | Toronto Raptors -- 93
guest      | Milwaukee Bucks -- 87
winner_drb | 14
-[ RECORD 2 ]----------------------------
date       | 1996-02-02
host       | Golden State Warriors -- 114
guest      | Toronto Raptors -- 111
winner_drb | 14
-[ RECORD 3 ]----------------------------
date       | 1998-03-31
host       | Vancouver Grizzlies -- 101
guest      | Dallas Mavericks -- 104
winner_drb | 14
-[ RECORD 4 ]----------------------------
date       | 2009-01-14
host       | New York Knicks -- 128
guest      | Washington Wizards -- 122
winner_drb | 14

Time: 126.276 ms

To understand all there's to know about window functions, have a look at my article on the topic: Understanding Window Functions.

Total rebounds and wins

The next interesting aside is the following:

As an aside, the Cleveland Cavaliers beat the New York Knicks 101-97 on April 11, 1996, despite recording only 21 total rebounds. Inversely, the San Antonio Spurs lost to the Houston Rockets, 112-110, on January 4, 1992 despite recording 75 total rebounds.

Which we translate in SQL as the following query:

with stats as (
    select ts.game, ts.team, trb,
           min(trb) over () as min,
           max(trb) over () as max
      from team_stats ts
           join winners w on w.id = ts.game and w.winner = ts.team
)
select game.date::date,
       host.name || ' -- ' || host_score as host,
       guest.name || ' -- ' || guest_score as guest,
       stats.trb as winner_trb
  from stats
       join game on game.id = stats.game
       join team host on host.id = game.host
       join team guest on guest.id = game.guest
 where trb = min or trb = max;

-[ RECORD 1 ]--------------------------
date       | 1995-12-28
host       | Dallas Mavericks -- 103
guest      | Vancouver Grizzlies -- 101
winner_trb | 76
-[ RECORD 2 ]--------------------------
date       | 1996-04-11
host       | New York Knicks -- 97
guest      | Cleveland Cavaliers -- 101
winner_trb | 21
-[ RECORD 3 ]--------------------------
date       | 2007-01-29
host       | Utah Jazz -- 115
guest      | New Jersey Nets -- 116
winner_trb | 21

Time: 127.771 ms

Again it's easy enough in SQL to have more details about the aside presented in our source article, and we get a slightly different story.

Conclusion

It's quite hard for me to appreciate the work done in the MongoDB aggregation framework really, when we've been enjoying advanced aggregation and statistics in PostgreSQL for a very long time. With the addition of Window Functions and Aggregate Functions for Statistics it's possible to implement advanced analysis right into your SQL queries.

In next PostgreSQL release the set of analytical functions is going to expand again withe addition of both Ordered-Set Aggregate Functions (also known as inverse distribution functions) and Hypothetical-Set Aggregate Functions (also known as WITHIN GROUP).

PostgreSQL is YeSQL!

When the problem you have to solve involves analyzing data, one of the more advanced tooling you can find around certainly is the SQL language, in particular its implementation in PostgreSQL!

18 Feb 19:33

Mais uma evidência escancarada da parceria do PSOL com os black blocs. Ou: A fachada politicamente correta da truculência

by giinternet
Faces doces da truculência 1 - Marcelo Freixo: o queridinho dos socialistas do Leblon

Faces doces da truculência 1 – Marcelo Freixo: o queridinho dos socialistas do Leblon

Como a Fada Sininho do Peter Pan — para lembrar mais uma vez texto de Diogo Mainardi —, pessoas que se dizem, ou são ditas, intelectuais, colunistas e artistas se esforçam para dissociar o PSOL dos atos violentos dos black blocs. O esforço é asqueroso porque, para defender a sua tese mentirosa, sustentam que houve e está havendo uma superexploração da morte do cinegrafista Santiago Andrade. Pois bem, leiam a reportagem anterior.

Em setembro, durante o movimento Ocupa Câmara, no Rio, os black blocs espancaram um rapaz colombiano que participava do movimento porque ele foi acusado de roubar R$ 500 dos “revolucionários” que lá estavam. O jovem foi parar no hospital. Repita-se: os black blocs, que saem por aí quebrando e incendiando o que lhes dá na telha, decidiram que têm também o poder de polícia e que lhes cabe se comportar como Justiça e executores das penas. Entendo: a extrema esquerda não reconhece os tribunais burgueses.

Faces doces da truculência 2 - Chico Alencar: até agora, silêncio sobre a violência

Faces doces da truculência 2 – Chico Alencar: até agora, silêncio sobre a violência

Agora vêm as perguntas e as respostas que aqueles intelectuais, colunistas e artistas querem esconder: quem comandava o movimento “Ocupa Câmara”? Quem se encarregava da infraestrutura? Quem cuidava da logística da ocupação? Quem lhe dava interlocução política? Resposta: o PSOL. Qual PSOL exatamente? Resposta: o PSOL do sr. Marcelo Freixo, deputado estadual do Rio de Janeiro e metido a pensador alternativo. O fato de ele ter combatido as milícias não o coloca acima do bem e do mal e acima dos fatos.

Está claro: o PSOL comandava a parte civil da ocupação, e os black blocs respondiam pela área militar do acampamento; faziam o trabalho de polícia.

Está aí mais uma evidência, como se faltassem outras, da associação definitivamente criminosa de um partido com um bando. A propósito: ainda que em escala menor, essa atuação dos mascarados é muito diferente do que fazem os justiceiros e as milícias — práticas que qualquer pessoa civilizada deve repudiar? Parece-me que não. Mas as Fadas Sininho querem levar a bomba do pirata para explodir longe do Peter Pan dos socialistas com vista para o mar.

Os idiotas tentam distorcer os fatos com a ideologia e gritam: “Querem demonizar o PSOL!”. Demonizar por quê? Qual é a força efetiva desse partido? Mobiliza as massas, as maiorias, a população em geral? A resposta é negativa. Ninguém está sendo demonizado. Trata-se apenas de reconhecer autorias.

Faces doces da truculência 3 - O novo Shopenhauer do jornalismo engajado, até agora, está mudo

Faces doces da truculência 3 – Wyllys, o Schopenhauer dos engajados, está mudo

Ocorre que esse partido reúne uns dois ou três que são queridinhos de parte da imprensa, dos artistas e de ditos intelectuais. Além de Marcelo Freixo, há os deputados federais Chico Alencar e Jean Wyllys, do Rio, e o senador Randolfe Rodrigues, do Amapá. A propósito: até agora, não se ouviu uma única palavra desses “líderes” condenando a violência — nada!

Para encerrar: de resto, é mentira que a dita “mídia” tenha decidido levar adiante a pauta da vinculação entre PSOL e outros financiadores e os black blocs. Ao contrário: o assunto sumiu da imprensa, Imaginem vocês se alguém descobrisse que vereadores e até um delegado doaram dinheiro para um “ato beneficente” de um grupo de extrema direita. Imaginem vocês se um partido considerado de “extrema direita” promovesse ações conjuntas com mascarados truculentos. A Polícia Federal já teria sido acionada, a grita na imprensa seria insuportável, e todos já estariam, COM RAZÃO, na cadeia. Como, no fim das contas, são apenas “camaradas” que querem mudar o mundo, por que eles não podem espancar e matar de vez em quando?

A face doce da truculência 4 - Randolfe, visto como referência ética

A face doce da truculência 4 – Randolfe, visto como referência ética

Sendo quem são e pensando o que pensam, há quem ache muito razoável que os black blocs sejam o PSOL de máscara e que o PSOL seja os black blocs com cara limpa e muita cara de pau.

18 Feb 19:33

Opositor Leopoldo López se entrega à polícia na Venezuela

by giinternet

Na VEJA.com:
O opositor Leopoldo López se entregou na tarde desta terça-feira a integrantes da Guarda Nacional, pouco depois de fazer um discurso aos que integravam a marcha contra o governo de Nicolás Maduro em Caracas. López foi acusado de incitação ao crime, depois das manifestações da última semana, que terminaram com três mortos e dezenas de feridos. A deputada María Corina Machado também foi detida, segundo seu porta-voz.

Ao falar com os participantes do ato, López pediu que não houvesse confrontação no momento de sua entrega. “Peço, por favor, que tenhamos prudência, sem confrontação”. Defendeu que é preciso construir uma saída “pacífica, dentro da Constituição, mas nas ruas”. “Já não nos resta na Venezuela meios livres para podermos nos expressar e se os meios calam, devemos ir às ruas”. (Continue lendo o texto)

Liderança opositora
O ex-candidato presidencial Henrique Capriles anunciou em sua conta no Twitter que estava se incorporando à marcha convocada por López. “A este governo interessa um país dividido, e nosso dever como venezuelanos é o de unir o país”, afirmou. Mais tarde, outro post: “Fomos à concentração pacífica em apoio a Leopoldo López. Nossa solidariedade e respaldo. Fez o que devia ser feito, enfrentar a perseguição”.

Como uma das figuras de maior relevo da oposição venezuelana, Capriles discordava dos colegas em relação a lançar mão de caminhos além dos eleitorais para enfrentar o oficialismo. Depois de perder a eleição presidencial para Hugo Chávez em outubro de 2012 e, seis meses depois, ser derrotado por Maduro por uma margem irrisória de votos, Capriles tentou anular o pleito, apresentando uma série de irregularidades. Esforço que se mostrou em vão em um país no qual as instituições são alinhadas ao chavismo.

Oficialismo
Capriles ressaltou ainda que a luta opositora “não é com o povo oficialista”, mas “contra o poder corrupto, repressivo, destruidor do país”. Do lado oficialista, o ministro de Relações Exteriores, Elías Jaua, foi o primeiro a se manifestar a respeito de López, dizendo que a “firmeza do Estado Venezuelano e a vontade de paz do povo obrigaram o chefe da violência a se entregar à Justiça. Sem mais impunidade!”

18 Feb 19:32

Pobre Venezuela! Terá de piorar muito antes de melhorar!

by giinternet

Pobre Venezuela! Terá de piorar muito antes que melhore! Sofrerão mais, como sempre, os pobres e os vulneráveis. O leitor fique atento: tudo aquilo que as esquerdas reivindicam por aqui — inclusive as esquerdas do PT — foi rigorosamente cumprido na Venezuela: a radiodifusão foi estatizada; o estado decide plenamente os rumos da economia e determina o preço até do papel higiênico; os produtores rurais foram considerados sabotadores do socialismo, e o país praticamente parou de produzir alimentos; a esmagadora maioria dos pobres vive da caridade oficial disfarçada de programas de redistribuição de renda; o Poder Judiciário obedece às determinações do bando chavista, reunido num partido; leis eleitorais restritivas impedem que a oposição dispute a eleição em igualdade de condições com as forças do governo, e os pleitos nada mais são do que simulacros de eleições livres; há milícias ditas “populares” armadas, que mataram pelo menos três pessoas em manifestações recentes; mesmo o jornalismo impresso vive sob o chicote do governo, que controla o papel.

Observem como não há forças de esquerda no Brasil — pouco importa a sua coloração — que critiquem o modelo venezuelano. Se, por aqui, PSOL e PT vivem às turras para disputar fatias da opinião de esquerda, no que concerne à Venezuela, estão todos juntos. Tanto uns como outros sabem que o que se tenta construir por lá é “socialismo pela via eleitoral”, como se isso fosse possível. Como não é, o resultado é o que vemos.

A Venezuela quebrou, foi para o vinagre. A economia do país está destroçada. Os canais políticos de representação desapareceram. O esforço sistemático do chavismo para eliminar seus adversários acabou dando resultado: uma parte enorme da população se tornou estrangeira no seu próprio país. O poder se sustenta ainda na caridade oficial e se ancora em milícias armadas e nos setores mais corruptos das Forças Armadas, comprovadamente ligados ao tráfico internacional de drogas.

O país não está muito pior do que na reta final de Chávez. Mas agora não há nem mesmo a força encantatória (para quem se encantava, claro!) do “líder”. Nicolás Maduro é só um bronco, que tem o carisma de um joelho de porco. E exibe traços evidentes de psicopatia. Antevi certa feita que Chávez ainda terminaria amarrado em praça pública, pelos pés, como um Mussolini latino-americano. O destino se encarregou dele primeiro. Se Maduro continuar nessa toada, é o que acontecerá com ele — embora rescenda a certa covardia; talvez fuja primeiro.

Não custa lembrar: não fossem a fraude e a impossibilidade das oposições de ter acesso aos meios de comunicação, Maduro teria perdido a eleição.

A prisão do líder oposicionista Leopoldo López indica que as chances de haver uma saída política estão se estreitando. Reitero que qualquer tentativa de estabelecer conexões entre o que se passa na Venezuela e o que se dá no Brasil é uma tolice. Se a relação existe, é de contraste: os que hoje vão às ruas naquele país lutam justamente contra forças similares que tentam promover por aqui a baderna porque querem que os esquerdistas que estão no poder sejam ainda mais radicais.

Os estudantes venezuelanos, ao contrário, estão pedindo democracia, economia de mercado, instituições republicanas, respeito aos direitos individuais, pluralidade política e civilidade — tudo aquilo que a esquerda é incapaz de garantir porque não reconhece tais valores.

18 Feb 14:50

Reporting From the Web's Underbelly

by Unknown Lamer
mspohr writes "The New York Times has an interesting article about Brian Krebs (Krebs on Security): 'In the last year, Eastern European cybercriminals have stolen Brian Krebs's identity a half dozen times, brought down his website, included his name and some unpleasant epithets in their malware code, sent fecal matter and heroin to his doorstep, and called a SWAT team to his home just as his mother was arriving for dinner.' His reporting is definitely on the edge. 'Mr. Krebs, 41, tries to write pieces that cannot be found elsewhere. His widely read cybersecurity blog, Krebs on Security, covers a particularly dark corner of the Internet: profit-seeking cybercriminals, many based in Eastern Europe, who make billions off pharmaceutical sales, malware, spam, frauds and heists like the recent ones that Mr. Krebs was first to uncover at Adobe, Target and Neiman Marcus.' The article concludes with this: 'Mr. Joffe worries Mr. Krebs's enemies could do far worse. "I don't understand why he hasn't moved to a new, undisclosed address," he said. "But Brian needs a bodyguard."' (He does have a shotgun.)"

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18 Feb 14:19

America’s Mandarin Problem

by Forfare Davis

A physicist, a chemist, and an economist are stranded on an island, with nothing to eat. A can of soup washes ashore. The physicist says, “Let’s smash the can open with a rock.” The chemist says, “Let’s build a fire and heat the can until it bursts open.” Recognizing the messiness of those solutions, the economist says, “Let’s assume a can-opener . . .” 

—Glenn Hubbard and Tim Kane, Balance: The Economics of Great Powers from Ancient Rome to Modern America

The Industrial Revolution, as we know it, could have occurred five centuries earlier. While Europeans were living short, subsistence-level lives, the rest of the world was witnessing an explosion in technology and trade coming out of Ming China. Why the revolution didn’t materialize then and there are among the subjects authors Glenn Hubbard and Tim Kane take on in their book Balance: The Economics of Great Powers from Ancient Rome to Modern America.

Here’s how the story goes: When the last vestiges of Rome were crumbling in Byzantium, China had already experienced over almost two millennia of innovations that included the casting of iron (200 bc), the discovery of paper ( ad 105), and movable type (ad 1041-1048). But according to Hubbard and Kane, China’s most important development was its mastery of maritime engineering, anticipating innovations that wouldn’t appear in the Europe for another six centuries. The emergence of the first imperial navy in 1132 under the Song Dynasty coincided with imperial incentives in the form of cash rewards to spur innovation in maritime engineering. As a result, this era saw an explosion of oceangoing vessels. This expanded trade, which in turn promoted unprecedented levels of interaction with surrounding cultures. Institutions and policies created conditions promoting a virtuous cycle of trade and innovation.

Enter the Mandarins.

The Mandarins were the dominant political class of China. They had enormous influence in the Forbidden City, regardless of which emperor or dynasty reigned at any given time. The Mandarins found the order they were charged with protecting slipping away: Under the reign of emperor Zhu Di of the Ming Dynasty, an upstart slave by the name of Zheng He revolutionized trade, making seven voyages to the West and opening of trade relations with Japan and India.

In early eighteenth century England (when the Industrial Revolution did happen) there were laws protecting property rights and entrepreneurial innovation. No such institutions existed in Ming China. China was governed not so much by rule of law as by the dictate of imperial rule and the dominant political class. The Mandarins saw protecting the virtue of their nation as their primary responsibility. Being Confucians, they favored agrarianism over industry and had a jaundiced view of profit seeking and entrepreneurial ambition. They were suspicious of changes that challenged the rigid order of caste and hierarchy. In the words of Confucius, “Good government consists in the ruler being a ruler, the minister being a minister, the father being a father, and the son being a son.”

The Mandarins successfully used their influence after Zhu Di died and the next emperor took the throne: By the time the following emperor would come to power, the ships that once visited the other side of the continent were destroyed. Coinciding with this reassertion of Mandarin influence and policy came a precipitous economic decline. The world would have to wait until the eighteenth century for a small island nation in Europe to usher in the Industrial Revolution.

Hubbard and Kane suggest a common pattern underlies most of the historic examples of decline: A national power emerges, often due to some institutional feature that provides a competitive edge over its rivals. The nation experiences a dramatic ascent, but at some pivotal point, the same institutions that helped facilitate national prosperity refuse to adapt to new circumstances, preferring to protect their narrow interests at the long term expense of the society they were supposed to serve. Rome was not brought down by military overextension, but rather by the institution Augustus Caesar formed to protect the emperor, the Praetorian Guard: A century after Augustus, the Guard would be killing emperors and selling the throne. Similarly, the Ottoman Empire would become the so-called “sick man of Europe” because its military class, the Janissary Corps, refused to recognize the staggering advances in European Warfare and resisted any reforms to their outdated modes of war.

The authors are certainly on to something and they give compelling support for their theory (albeit a theory that has been in currency at least since Mancur Olsen’s work in the 70s). But when Hubbard and Kane turn their attention to our present state of affairs—our stagnant economy, our exploding entitlements dilemma, and so on—we are given a list of usual suspects as our present day Praetorians: partisan factions, public sector unions, a self-serving political class.

Hubbard and Kane explain that our present dysfunction is the product of perverse incentives produced by poorly conceived laws and institutions, but their solution is to institute new laws and amendments. But how are laws and amendments supposed to right a ship operated by a political culture already invested in the present day state of affairs? In Hubbard and Kane’s recommendations, we have the equivalent of an economist who solves the problem of opening the can by assuming a can opener.

The story of Mandarin China ought to give us pause. As our institutions, laws, and governing principles such as the separation of powers, continue to fray, a political class with ever greater powers of discretion over the country is emerging in their place. This reflects a broad cultural problem, against which new institutions and laws will prove useless.

If our present political state is ruled by a particular class, then any solution ought to begin by investigating our political class and the conditions that brought it about. By focusing on institutions, Hubbard and Kane miss that institutions are also a reflection of the character of the people. Instead of economists, we need a Tacitus: someone willing to offer us an account of the facts that quotes quotes and names names. Then, perhaps, we can begin to understand the nature and magnitude of the challenge.

Forfare Davis lives in Southern California with his wife and two children. He blogs for First Things. You can follow Mr. Davis on twitter @Pseudoplotinus.

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18 Feb 14:15

A agonia do Distrito Federal parece não ter fim. Talvez seja um bom retrato do estado miserável da política brasileira

by giinternet

José Roberto Arruda, ex-governador do Distrito Federal, tem uma nova condenação, agora numa ação de improbidade administrativa. Em 2008, ele promoveu em Brasília um jogo amistoso entre as seleções do Brasil e de Portugal e contratou, sem licitação, uma empresa de marketing para cuidar do evento. Ainda cabe recurso. Condenação por improbidade, se confirmada, depois do trânsito em julgado, rende suspensão de direitos políticos, entre outras punições. Muito bem! Este poderia ser apenas mais um rolo de Arruda com a Justiça, o que não renderia não mais do que umas dez palavras. Mas o ponto é outro.

O governo do petista Agnelo Queiroz é tão ruim, mas tão ruim, que, acreditem, Arruda volta a ser considerado um forte candidato a sucedê-lo. Sim, senhores! É aquele mesmo que apareceu em vídeo recebendo pacotes de dinheiro do tal Durval Barbosa. Passou da condição de um dos políticos mais festejados do país para a de um pária, com quem ninguém queria conversa.

Pois bem! Ele já se filiou ao PR, o tal Partido da República — aquele de que o mensaleiro Waldemar Costa Neto é um dos chefões — e pode voltar a disputar, com chances, acreditem, o governo do Distrito Federal. E sabem quem é o seu maior cabo eleitoral? Justamente Agnelo, o atual governador.

Desde a queda de Arruda, incluindo as peripécias do próprio, o governo do DF não sai das páginas policiais e não para de gerar notícias assombrosas. A última é uma licitação feita pela turma de Agnelo para comprar — atenção, leitores! — 26.841 garrafas térmicas, ao preço de R$ 972,8 mil. Nem chega a ser o maior dos exotismos: em abril de 2013, entre os gastos com segurança para a Copa de 2014, o GDF reservou R$ 5,35 milhões para a compra de capas de chuva que seriam usadas por policiais militares. A Copa será disputada entre 12 de junho e 13 de julho. Nesse período, não cai uma gota de chuva em Brasília, e o ar é irrespirável também por isso.

É espantoso o que se passa no Distrito Federal. Agnelo ainda diz que vai tentar a reeleição. Se isso acontecer, será o maior cabo eleitoral de Arruda, que não tem condenação nenhuma em segunda instância e pode, sim, ser eleito. Não custa lembrar que, quando caiu em desgraça, fazia um governo aprovado pela esmagadora maioria da população do DF, ao contrário de Agnelo, que conta hoje com uma aprovação de apenas 9%, segundo o Ibope. Parece que o fundo do poço para a política do Distrito Federal é um alçapão.

18 Feb 14:14

Gripen NG Is A New Dimension

by Neha Bareja
.:

gripen_ng_demonstrator2.jpg
"With Gripen, I am no longer limited to my own range of vision, but I can see much farther away from me, getting an early awareness of what is happening, says FAB's fighter aircraft pilot Carlos Afonso de Araujo who tested the new generation Gripen and gave approval for its purchase.

Carlos has made a detailed report verifying the capabilities of the new Gripen. In an interview with Mediacon News, he talks about the aircraft’s technical aspects that caught his eye.

Carlos says that Gripen is a very easy aircraft to fly and control, adding that it accelerates very fast and can reach high altitudes with high speed while maintaining its performance.

Gripen can receive information from sensors and radars that are very distant: on the ground, or even from other aircraft. This gives the pilot a situational awareness advantage. This technology has never been used before in Brazil. With the current fighter aircraft in the country, a pilot’s vision is limited to the radar’s detection capabilities.

"Gripen is a new dimension. It is not like exchanging an old car for a new one. It is a radical, complete change. It is a new generation aircraft with new concepts, new tactics, new possibilities ", Carlos says.

Read the full story: Piloto que aprovou Gripen para Brasil diz que alcance de visão é diferencial​

Published: 2/18/2014 5:27 AM
18 Feb 14:13

Robert Hodges: Why Aren't All Data Immutable?

Over the last few years there has been an increasing interest in immutable data management. This is a big change from the traditional update-in-place approach many database systems use today, where new values delete old values, which are then lost. With immutable data you record everything, generally using methods that append data from successive transactions rather than replacing them.  In some DBMS types you can access the older values, while in others the system transparently uses the old values to solve useful problems like implementing eventual consistency.

Baron Schwartz recently pointed out that it can be hard to get decent transaction processing performance based on append-only methods like append-only B-trees.  This is not a very strong argument against immutable data per se.  Immutable data are already in wide use.   It is actually surprising they have not made deeper inroads into online transaction processing, which is widely handled by relational DBMS servers like MySQL and Oracle.

Immutable Data Are Now Economically Feasible

One reason for the popularity of update-in-place approaches is simple: storage used to be really expensive. This is no longer the case.  Many applications can now afford to store the entire DBMS transaction log almost indefinitely. To illustrate, look at storage costs in Amazon Web Services. Applications running in Amazon have API-level access to practically unlimited replicated, long-term storage through services like S3 and Glacier. Amazon conveniently publishes prices that serve as good proxies for storage costs in general.  Using these numbers, I worked up a simple spread sheet that shows the cost of storing 7 years of transactions for a made-up business application.

To start with, assume our sample app generates one thousand transactions per second at 1,000 bytes per transaction.  This is not exceedingly busy by some standards but is relatively high for business systems that handle human-generated transactions.  The main place you see numbers approaching this is level is SaaS businesses that handle many customers on a single system.   Our sample system generates about 205,591 gigabytes of data over seven years.

Xacts/Sec Bytes/Xact Bytes/Sec GB Generated in 1 Hour GB Generated in 1 Day GB Generated in 1 Month GB Generated in 1 Year GB Generated in 7 Years
1,000 1,000 1,000,000 3.35 80.47 2,447.52 29,370.19 205,591.32

Amazon storage costs vary from $0.011/Gb/month for Glacier to $0.09/Gb/month for S3 with full redundancy. (These are numbers for the US-West region as of 29 December 2013.) Annual storage costs for 7 years of data are pretty hefty if you store uncompressed data. However, if you factor in compression--for example MySQL binlogs tend to compress around 90% in my experience--things start to look a lot better.

Annual cost to store 7 years of data at different levels of compression
0% 20% 40% 60% 70% 80% 90%
Glacier $27,138.05 $21,710.44 $16,282.83 $10,855.22 $8,141.42 $5,427.61 $2,713.81
S3 Reduce Redundancy $177,630.90 $142,104.72 $106,578.54 $71,052.36 $53,289.27 $35,526.18 $17,763.09
S3 Standard $222,038.63 $177,630.90 $133,223.18 $88,815.45 $66,611.59 $44,407.73 $22,203.86

The raw costs still look hefty to the untrained eye, but we need to factor in the real expense of operating this type of system.  Here's a typical cost structure for a 3 node cluster (to ensure HA) with labor costs factored in and preserving 7 years of data.  I have put in generously small IT overhead costs including software development, since the code has to come from somewhere. Under these assumptions long-term storage costs are less 10% of the yearly cost of operation.

Component Cost Percentage Notes
3 i2.4xlarge instances $46,306.68 20.09% (Heavy utilization reserved, 1 yr. term)
3 support licenses $15,000.00 6.51% (Support subscription costs * 3x)
Raw dbadmin labor $12,000.00 5.21% (1 FTE/30 DBMS servers @ 120K per)
Software dev/QA $120,000.00 52.06% (10 FTE/30 DBMS servers @ 120K per)
Misc. overhead costs $15,000.00 6.51% ($5K per server)
S3 Storage $22,203.86 9.63% (7 years of data, 90% compression)
Total $230,510.54 100.00%

Long storage costs for base transaction data can be far lower if any of the following hold:
  • You generate fewer transactions per second or they are smaller.  Many business apps produce far fewer transactions than my example. 
  • You don't keep data for the full 7 years.  Some of the Hadoop users I work with just keep a couple of years. 
  • You are already paying archiving costs for backups, in which case the additional storage cost becomes a wash if you can stop using a separate backup system.
  • You add more external costs to the picture--running a real business that generates this level of transactions often takes far more people than are shown in my projection. 
In these cases long term storage costs could be in the 1-2% range as a percentage of IT operating costs. Over time storage costs will decrease--though the rate of decline is hard to predict--so each year the number systems able to afford preservation of complete transaction histories will corresponding increase. This is particularly true for business transactions, which tend to be human generated and subject to upper growth limits once businesses are fully automated.  If you push data into Glacier, economically feasible retention periods can run to decades.  This is far longer than most businesses (or more particularly their lawyers) even want to keep information around.

There are still reasons for wanting an update-in-place model for OLTP systems, for example to keep as much of your working set as possible in RAM or on fast SSDs to keep response time low.  But storage cost alone is no longer a major factor for a wide range of applications.  This is development is already affecting data management technology profoundly.  As Doug Cutting has pointed out on numerous occasions, the downward cost trajectory of commodity storage was a key driver in the development of Hadoop.

Users Want Immutable Data

Many organizations already keep long transaction histories to feed analytics by loading them into traditional data warehouses based on Teradata, Vertica, and the like.  As soon as a practical method appeared to keep such data more economically, businesses began to adopt it quickly.  That "method" is Hadoop.

Hadoop has a fundamentally different approach to data management from relational and even many NoSQL systems.  For one thing, immutable data are fundamental.  The default processing model is that you write data but rarely change it once written.  To illustrate, the HiveQL SQL dialect does not even have UPDATE or DELETE statements.  Instead, you overwrite entire tables or parts of them to make changes.  This works because Hadoop organizes storage on cheap commodity hardware (HDFS) and provides a workable way to access data programmatically (Map/Reduce).

Hadoop changes the data management cost model in other ways besides utilizing commodity hardware efficiently.  With Hadoop you don't necessary define *any* data structures up front.  Instead, you store transactions in native form and write programs to interpret them later on.  If you need structure for efficient queries you add it through map/reduce and perhaps store it as a materialized view to make other queries more efficient.  Hadoop eliminates a lot of the up-front effort (and risk) required to get transactions into a data warehouse.  Instead, it defers those costs until you actually need to run specific analytics.  Moreover by storing native transaction formats, you can answer new questions years later.  That is a very powerful benefit.

I have been working a lot with Hadoop over the last few months.  It's a bear to use because it consists of a set of loosely integrated and rapidly evolving projects with weak documentation and lots of bugs. Even with these difficulties, the rising level of Hadoop adoption for analytics shows the underlying model has legs and that users want it.  As Floyd Strimling pointed out a while ago on Twitter this genie is not going back in the bottle.  HDFS is becoming the default storage mechanism for vast quantities of data.

Immutable Data Management Looks Like a Good Bet

One of the basic problems in discussing immutable data management is that there are different kinds of immutable data that persist at different timescales.  Baron has a point that Couchbase, Datanomic, NuoDB, or whatever new DBMS implementation you choose are in some ways recapitulating solutions that existing RDBMS implementations reached long ago.  But I also think that's not necessarily the right comparison when talking about immutable data, especially when you start to think about long retentions.

The fact is that Oracle, MySQL, PostgreSQL, and the like do not utilize distributed commodity storage effectively and they certainly do not enable storage of the long tail transaction histories that many businesses clearly want for analytics.  The best way to do that is to replicate transactions into HDFS and work on them there.  That is hard even for MySQL, which has flexible and economical replication options.  (We are working on making it easier to do at Continuent but that's another article. :)

In my opinion a more useful criticism of the arriviste competitors of traditional OLTP systems is that they don't go far enough with immutable data and risk being outflanked by real-time transaction handling built on top of HDFS. Hadoop real-time work on projects like Apache Spark is for the time being is focused on analytics but OLTP support cannot be far behind.  Moreover, there is a window to build competitors to HDFS that gets smaller as Hadoop becomes more entrenched.  This seems more interesting than building stores that offer only incremental improvements over existing RDBMS implementations.

Immutable data now permeate IT due to decreasing storage costs coupled with requirements for analytic processing. As William Gibson said,
The future is already here--it's just not very evenly distributed.
If you look at the big picture the arguments for database management based on immutable data seem pretty strong.  It is hard to believe it won't be a persistent trend in DBMS design.  Over the long term mutable data look increasingly like a special case rather than the norm.
18 Feb 14:02

Jornalistas, artistas e até humoristas decidiram ser a Fada Sininho de Marcelo Freixo e do PSOL. Que tal canonizá-los? Ou: Fascistas “do bem” querem esconder o cadáver

by giinternet

Estou pensando se devo entrar também no movimento em favor da canonização do deputado estadual Marcelo Freixo (RJ) e do PSOL, esse partido formado apenas de seres de luz que, por onde passam, deixam um rastro de clareza, de verdade e de apelo à racionalidade. Bastou que começassem a surgir as primeiras evidências — inclusive com o testemunho de um dos assassinos de Santiago Andrade — de que há organizadores e financiadores da violência para que viessem a público artistas, jornalistas e até humoristas em defesa do PSOL e de Freixo. Asseguram, contra as evidências e com a certeza dos farsantes, que eles não têm nenhuma relação com os black blocs. Não?

Bem, doações de vereadores do partido estão na planilha de um dos eventos “beneficentes” promovidos pela turma. Os advogados que se apresentam como defensores desses bravos pertencem a uma ONG ligada ao PSOL, comandada por um dos auxiliares de Freixo, que só pensa, claro, no bem da humanidade. A parceria entre o partido e os black blocs é de agora?

Ela se revelou de maneira escandalosa, por exemplo, na indecorosa, indecente e politicamente criminosa greve dos professores da rede municipal do Rio, organizada contra aquele que é apenas o melhor plano de carreira do país.

Humoristas, cantores e colunistas não precisam acreditar em mim. Acreditem no PSOL, que comanda o sindicato. Acreditem neste vídeo, em que uma representante sindical assume a parceria.

Como vocês podem constatar, além de demonstrar que estão juntos, o rapaz que discursa incita, na prática, à violência contra os policiais, comparando-os, adicionalmente, a nazistas. Para ele, os PMs são tão culpados por aquilo que chama “repressão” como os comandantes.

À época, em entrevista ao jornal O Dia, o coordenador-geral do sindicato afirmou: “As manifestações dos profissionais de educação continuarão a ser organizadas pelo sindicato, mas os black blocs serão sempre bem-vindos. O sindicato não pode se responsabilizar por atos anteriores, mas, nos protestos dos professores, os causadores dos conflitos não foram os black blocs e sim a polícia”. Era mentira! Os mascarados é que deram início aos confrontos.

Corinho fascistoide
Vejo agora cantores, colunistas e humoristas, num corinho fascistoide, acusando os “reacionários” (claro!) de tentar explorar a morte de Santiago Andrade. Por “explorar”, entendem a exposição nua e crua dos fatos, como eles se deram. Por “explorar”, entendem a reação de indignação; por “explorar”, entendem a apuração das responsabilidades, também as políticas.

Que gente notável! Que grandes democratas! Como essa morte é, obviamente, incômoda à sua “causa”, então eles acham que se deve silenciar a respeito. O cadáver deveria ficar escondido.

É bem verdade que…
É bem verdade que o PSOL não precisa do auxílio de black blocs para aderir à selvageria. O partido comanda o DCE da USP, que decidiu invadir a Reitoria da Universidade no ano passado. Abaixo, os invasores quebram a porta do prédio com uma marreta, em foto de Danilo Verpa, da Folhapress.

USP reitoria 1 - Marreta

Nas duas imagens seguintes, de Leonardo Neiva, do G1, primeiro eles tentam arrombar a porta do Conselho Universitário com uma placa arrancada do estacionamento, que indicava a vaga de deficientes. Como não conseguiram, recorreram, então, a um pé de cabra e, de novo, à marreta.

USP - invasão placa de deficiente foto leonardo Neiva G1

USP invasão pé de cabra

Quando deixaram o prédio, o resultado era este (fotos de Nelson Antoine, Fotoarena):

Invasão USP 2013 5 - Nelson Antoine-Fotoarena

Invasão USP 2013 4 - Nelson Antoine-Fotoarena

Invasão USP 2013  - Nelson Antoine-Fotoarena

A questão me parece bastante simples. Vamos ou não admitir que há um patamar de civilização abaixo do qual não pode haver diálogo e convivência? O PSOL decidiu ser os black blocs sem máscara, e os black blocs são a versão mascarada do PSOL. Não por acaso, um membro da direção do partido assinava um texto, no qual deram sumiço, que fazia o elogio da tática dos vândalos. E não posso deixar de encerrar este post com uma homenagem e uma lembrança.

Caetano fantasiado de black bloc: ele apenas viu uma estética, sabem?

Caetano fantasiado de black bloc: ele apenas viu uma estética, sabem?

Agora as Fadas Sininho querem que nos esqueçamos deste rosto. Não vai acontecer. Quem apoiou a violência é corresponsável pela morte de Santiago Andrade

Agora as Fadas Sininho querem que nos esqueçamos deste rosto. Não vai acontecer. Quem apoiou a violência é corresponsável pela morte de Santiago Andrade

 

18 Feb 00:25

Lei que endurece com black blocs é melhor do que lei nenhuma, mas é uma capitulação

by giinternet

Um projeto de lei elaborado pelo governo federal vai proibir o uso de máscaras em protestos. As pessoas que se negarem a se identificar serão encaminhadas à polícia. As penas para danos ao patrimônio e agressões serão agravadas. Leiam post na home. Melhor isso do que o que se tem hoje. Danos ao patrimônio resultam em penas de seis meses a um ano — ou seja: nada. Desde o início da bagunça, em junho, há uma pessoa presa. Parece piada, mas é assim. Reitero: melhor essa lei do que nada, mas é claro que já se está diante de uma capitulação.

Como sempre, a turma do “deixa-disso”, que enxerga em toda manifestação de rua a redenção do povo, veio a público para matar no nascedouro o debate sobre uma lei antiterrorismo no país — única democracia do mundo, grande, pequena ou média, a não ter uma. Estamos num daqueles quadros do surrealismo legal brasileiro. Dois artigos da Constituição, o 4º e o 5º, repudiam o terrorismo, mas não temos leis para puni-lo. Os nossos “progressistas”, especialmente os da imprensa, acham que tem de ser assim mesmo.

Existe uma falácia, um cretinismo, segundo o qual penas mais duras não coíbem o crime. É um absurdo nos seus próprios termos. Não coíbem se não forem aplicadas. A questão é de lógica elementar. Se isso fosse verdade, não haveria penas distintas para furto e homicídio — seria uma pena única. Alta, média ou baixa (seria irrelevante), se furtar fosse igual a matar, o provável é que houvesse uma equalização entre furtos e homicídios. Não há como sair dessa armadilha lógica.

Então, sim, as penas maiores ajudam a coibir os crimes — desde que aplicadas. Já expus aqui os motivos por que não se quer e não se vai votar uma lei antiterror. Alguns dos chamados movimentos sociais, como o MST, seriam facilmente enquadráveis na lei.

A propósito: quantas pessoas foram presas e serão indiciadas em razão da pancadaria promovida pelo MST na Praça dos Três Poderes? Resposta: nenhuma! Ao contrário: no dia seguinte, Dilma recebeu a turba para conversar, demonstrando que ela aceita dialogar com quem fere 30 policiais, oito com gravidade.

 

17 Feb 22:30

Ministério Público denuncia acusados de matar Santiago Andrade

by giinternet

Por Daniel Haidar, na VEJA.com:
Os dois acusados de matar o cinegrafista Santiago Andrade, da rede Bandeirantes, foram denunciados à Justiça nesta segunda-feira pelo Ministério Público do Estado do Rio. O auxiliar de serviços gerais Caio Silva de Souza e o tatuador Rafael Raposo Barbosa, conhecido como “Fox”, ambos de 22 anos, devem responder por homicídio doloso (com intenção de matar) triplamente qualificado – o MP considerou que houve motivo torpe, que a vítima não teve possibilidade de defesa e que foi usado um artefato explosivo para tirar a vida da vítima. Os dois também responderão pelo crime de explosão em área pública – com pena de até quatro anos.

A denúncia indica que o entendimento do MP é mais duro que o da Polícia Civil, que enquadrou os ativistas em apenas uma qualificadora para o crime de homicídio (uso de artefato explosivo). A promotora Vera Regina de Almeida, da 8ª Promotoria de Investigação Penal (PIP), concordou com o delegado Maurício Luciano de Almeida, responsável pelas investigações, e requereu à Justiça a conversão da prisão de Raposo e Souza de temporária para preventiva – sem prazo determinado. Os dois estão presos temporariamente no complexo penitenciário de Gericinó, na Zona Oeste do Rio. O procedimento foi encaminhado à 3ª Vara Criminal do Rio. Caso o juiz Murilo Kieling aceite a denúncia do MP, será aberta ação penal. Com isso, Raposo e Souza passarão da condição de acusados a réus.

Se o magistrado decretar a prisão preventiva dos dois, eles permanecerão atrás das grades até o julgamento, a não ser que obtenham habeas corpus em instâncias superiores. Se ao final da instrução do processo o juiz decidir pronunciá-los, eles serão julgados por um júri popular. Os dois rapazes estão com a prisão temporária expedida, por 30 dias, desde a última segunda-feira. Caio foi preso na quarta-feira, após se entregar em Feira de Santana, na Bahia. Fábio se apresentou à polícia no dia 9 de fevereiro e está preso desde então.

Eles foram reconhecidos em vídeos e fotos da manifestação do dia 6 de fevereiro. Nesse protesto, o cinegrafista Santiago Andrade acabou atingido na cabeça pelo rojão e faleceu alguns dias depois. Em depoimento a policiais, Caio e Fabio confessaram que lançaram o rojão. Na última quinta-feira, um colega de trabalho de Caio disse ainda que o suspeito confessou, em uma ligação depois do protesto, que tinha matado uma pessoa na manifestação.

17 Feb 22:30

Os debochados – O delegado Zaccone no prêmio “Molotov de Ouro”

by giinternet

 

O delegado Zaccone e Sininho

O delegado Zaccone e Sininho: o representante da ordem e a da desordem

Por  Gabriel Castro e Daniel Haidar na VEJA.com:
O delegado de Polícia Civil Orlando Zaccone, titular da 31ª DP (Ricardo de Albuquerque), mentiu sobre a data em que conheceu a ativista Elisa Quadros, a Sininho. Incluído na lista de doadores para o evento “Mais amor, menos capital”, realizado em 23 de dezembro do ano passado, Zaccone confirmou ter contribuído com 200 reais, e explicou que só naquela noite esteve pessoalmente com Elisa. Uma fotografia publicada em um blog, no entanto, mostra os dois lado a lado em um evento em 20 de novembro, em outro evento: o “Prêmio dos Protestos de 2013”, promovido pelo humorista-militante conhecido como Rafucko. Nada demais se não fosse Zaccone uma autoridade policial e se não estivessem os manifestantes, naquela noite, festejando, entre outros eventos, o “Maior Ato de Vandalismo” do ano, premiado com o “Molotov de Ouro”. O ato ‘premiado’ foi a quebra dos manequins da Toulon – na noite de 17 de julho, no bairro do Leblon.

Zaccone tem direito de rir do que quiser. Mas, a partir do momento em que acha graça do crime de roubo, depredação do patrimônio público e privado e de atos de vandalismo, deixa de ter credenciais necessárias para chefiar policiais que deveriam, na verdade, investigar e prender quem roubou a Toulon. Em tempo: “Pichar a Alerj” e “Queimar ônibus” também estavam indicados ao prêmio.

 “Não fico vendo folha de antecedentes criminais das pessoas que conheço. Óbvio que, se tiver conhecimento que a pessoa tem mandado de prisão, teria que cumprir”, respondeu o delegado, por telefone, ao site de VEJA. Como os roubos foram praticados por mascarados, e Zaccone não reconheceu os manequins expostos como egressos da loja saqueada, a história ficou no riso – menos para a Toulon, que amargou o prejuízo, assim como outras lojas atacadas por baderneiros que percorreram as ruas do Leblon e de Ipanema.

Questionado sobre a foto, Zaccone explicou que foi convidado por Sininho, em outubro, para uma palestra em dezembro. O encontro na noite em que o vandalismo foi premiado foi ao acaso. De acordo com o delegado, ele apenas passou pelo evento na Cinelândia, onde encontrou algumas pessoas, e de lá seguiu para um show de Caetano Veloso e Marisa Monte no Circo Voador, na Lapa.

Zaccone reclama que se sente perseguido. “Me sinto como se estivesse passando por um processo de inquisição pelo fato de ter contato com pessoa que não existe nenhum processo contra ela. Estão me cobrando o fato de eu ter conhecido e estado com uma pessoa que nem sequer sofreu um processo”, disse Zaccone, sobre Sininho. “Eu tenho a liberdade de conhecer pessoas que não estejam foragidas, que não estejam condenadas. Mesmo assim, se a pessoa não está presa e não tem mandado de prisão, qual seria o meu crime por tê-la conhecido?”, reclamou Zaccone.

Doações
Além do delegado, aparecem na lista de doadores os vereadores do PSOL Renato Cinco e Jefferson Moura – ambos admitiram que seus gabinetes fizeram doações ao evento. O juiz João Damasceno, que figura na planilha, negou ter feito doações. Os doadores alegam, em seu favor, que o dinheiro foi usado apenas para a compra de uma ceia, com rabanadas, para a população carente. E ignoram o fato de o grupo ali acampado é o mesmo que organizou a ocupação do Palácio Pedro Ernesto.

A Polícia Civil abriu investigação, no âmbito da Delegacia de Repressão a Crimes de Informática (DRCI), para descobrir se dinheiro doado por autoridades foi usado para financiar atos criminosos em manifestações. A unidade também foi designada para, a partir de cópias de documentos colhidos pela 17ª DP (São Cristóvão), investigar o aliciamento de manifestantes para atuar em ações violentas nos protestos.

17 Feb 20:15

Caetano, a Soninha Toda-Pura dos black blocs, decide ser a Fada Sininho de Marcelo Freixo

by giinternet
Caetano fantasiado de black bloc: ele apenas viu uma estética, sabem?

Caetano fantasiado de black bloc: ele apenas viu uma estética, sabem?

Mas os black blocs são também uma ética e fazem isto: Santiago Andrade ferido

Mas os black blocs são também uma ética e fazem isto: Santiago Andrade ferido

Caetano Veloso, o esteta dos black blocs, que se deixou fotografar fantasiado de bandido, resolveu, mais uma vez, fazer reflexões políticas. É aquele senhor que chegou a escrever certa feita que os “os black blocs fazem parte”. Infelizmente, não revelou o complemento nominal que tinha em mente para que soubéssemos, afinal de contas, parte de quê.

Neste domingo, em seu artigo no Globo, ele volta à carga com dois truques manjados, velhos, mas que têm eficácia: atacar o veículo em que escreve para a) demonstrar independência; b) fazer com que o jornal prove, então, que ele está errado. Sempre que veículos da grande imprensa são desafiados por esquerdistas e bocós (ou a soma das duas coisas) a provar que não são “de direita”, caem no truque. Até porque não faltam nas redações… esquerdistas e bocós (ou a soma das duas coisas).

Parafraseando uma deliciosa coluna de Diogo Mainardi, sobre outras personagens, noto que Peter Pan e os black blocs têm a fada Sininho. O deputado estadual Marcelo Freixo (PSOL-RJ) tem Caetano Veloso. Caetano é a fada Sininho de Freixo. Quando a bomba dos piratas está para estourar no colo de Freixo, providencialmente aparece Caetano, batendo as asinhas. Ele carrega a bomba para longe e – bum! – estoura junto com ela, sempre pronto a se sacrificar pela Terra do Nunca.

Leiam o texto de Caetano publicado no domingo. Volto depois.
*
Gosto de Freixo não porque ele é do PSOL. Acho que gosto um tanto do PSOL por ele abrigar Freixo. Sou independente, conforme se vê. Ser estrela é bem fácil. Nada importam as piadas dos articulistas reacionários que classificam minhas posições como Radical Chic. Desprezo a tirada de Tom Wolfe desde o nascedouro. Antigamente tentavam me incluir na chamada esquerda festiva. Isso sim, embora incorreto, me agradava: a expressão brasileira é muito mais alegre, aberta e democrática do que a de Wolfe. Mas tenho vivido para desmontar o esquema que exige adesão automática às ideologias da moda. Deploro o resultado das revoluções comunistas. Todas. E, considerando o Terror que se seguiu a 1789, sou cético quanto a revoluções em geral. Na maioria das vezes, a violência se dá, não para fazer a história humana caminhar, mas para estancar seu fluxo. Olho com desconfiança os moços que entram em transe narcisista ao quebrar vidros crendo que desfazem a trama dos poderes. Ainda hoje não consigo adotar a posição que considera Eduardo Gianetti, um liberal crítico, ou André Lara Rezende, o homem que põe em discussão o crescimento permanente, conservadores. Nem acho que o conservadorismo seja necessariamente um mal. A adesão de alguns colegas meus à nova direita me deixa nauseado, não por ser à direita, mas por ser automática.

Simplesmente me pergunto qual exatamente será a intenção do GLOBO ao estampar manchetes e editoriais induzindo seus leitores a ligarem Marcelo Freixo aos rapazes que lançaram o rojão que matou Santiago Andrade. A matéria publicada no dia em que saiu a chamada de capa com o nome do deputado era uma não notícia. Nela, a mãe de Fábio Raposo, o rapaz que entregou o foguete a Caio Souza, é citada dizendo acreditar que o filho “tem algum tipo de ligação com Freixo”. Isso em resposta a uma possível declaração do advogado Jonas Tadeu Nunes, que, por sua vez, partiu de uma suposta fala da ativista apelidada Sininho. O GLOBO diz que esta nega. Como então virou manchete a revelação da possível ligação entre o deputado e os rapazes envolvidos no trágico episódio? Eu esperaria mais seriedade no trato de assunto tão grave.

Li o artigo do grande Jânio de Freitas em que ele defende a tese de intenção deliberada de assassinar um jornalista, o que está em desacordo com as imagens exibidas na GloboNews. Sem falar na entrevista do fotógrafo, que afirma que o detonador do artefato tinha mirado os policiais. Claro que me lembrei, ao ver a primeira reportagem na GloboNews, dos carros de emissoras de TV incendiados durante as manifestações, o que me levou a participar da indignação dos âncoras do noticioso. Um vínculo simbólico entre aquelas demonstrações de antipatia e o ocorrido em frente à Central é óbvio: um rojão sai das mãos de um manifestante e atinge a cabeça de um jornalista. Mas parece-me abusivo ver nisso o propósito de matar o repórter. Nas matérias que se seguiram, O GLOBO, ecoando falas do advogado Jonas Tadeu, que diz não ser pago por ninguém para defender os dois réus mas conta que um deles diz receber dinheiro para ir às manifestações, insiste em lançar suspeita sobre Freixo, por ser o PSOL, seu partido, um possível doador do alegado dinheiro. Na verdade, as declarações do advogado, mesmo nas páginas do GLOBO, soam inconvincentes. O mesmo Jânio de Freitas, em artigo posterior àquele em que defende a tese de assassinato deliberado, se mostra desconfortável com o comportamento de Jonas Tadeu. Já O GLOBO, no qual detecto uma sinistra euforia por poder atacar um político que aparentemente ameaça interesses não explicitados, trata as falas de Tadeu sem crítica. Uma das manchetes se refere a vereadores do PSOL que teriam contribuído para uma ação na Cinelândia, na véspera de Natal, sugerindo ligação do partido com vândalos, quando se tratava de caridade com moradores de rua. O tom usado no GLOBO é, para mim, de profundo desrespeito pela morte de Santiago.

Freixo, em fala firme ao jornal, desmente qualquer ligação com os dois rapazes. Ele também lembra (assim como faz Jânio) que Jonas Tadeu representou o miliciano Natalino.

Quando Freixo era candidato a prefeito, escrevi artigo elogioso sobre ele. O jornal fez uma chamada de capa que, a meu ver, desqualificava meu texto. Manifestei minha indignação. A pessoa do jornal que dialogava comigo me assegurou não ter havido pressão dos chefes. Acreditei. Agora não posso deixar de me sentir mal ao ver a agressividade do jornal contra o deputado. Tudo — incluindo os artigos de autores por quem tenho respeito e carinho — me é grandemente estranho e faço absoluta questão de dividir essa estranheza com quem me lê.
*
Comento
Caetano Veloso acha que basta classificar de “colunistas reacionários” aqueles que criticam suas irresponsabilidades para que fique tudo bem. Não, senhor! A causa a que ele, em alguma instância, aderiu já tem um morto e é hoje a força que mais constrange a imprensa livre. Essa mesma onde ele vai posar de pensador alternativo.

Os vereadores do PSOL não “teriam contribuído” com black blocs; eles contribuíram. É preciso ser Caetano Veloso para ter a cara de pau de afirmar que quem promove quebra-quebra num dia vai fazer caridade de Natal no outro. É do poeta já morto Wally Salomão a melhor expressão para designar esse lado falso sonso de Caetano: posa de “Soninha Toda-Pura”.

O “instituto”, ou algo assim, que fornece os advogados que livram da cadeia os black blocs é umbilicalmente ligado ao PSOL, a Freixo. Até outro dia, a página do partido trazia o texto de um membro da direção considerando a tática black bloc aceitável, parte do jogo político. Os covardes tiraram o texto do ar. A notícia, omitida por Caetano, saiu no Globo.

Ele  faz de conta também que o Sindicato dos Professores do Rio, comandado pelo PSOL — e isso quer dizer “Marcelo Freixo” —, não promoveu ações conjuntas com os black blocs, o que foi admitido até em nota oficial. A parceria é antiga.

Raramente li texto tão desonesto intelectualmente. E, se notarem bem, não há um só lamento, uma miserável linha, nada, pela morte de Santiago Andrade. Vai ver isso também “faz parte”.

Eu achava que Caetano estava apenas decadente e que ninguém, à sua volta, por medo de perder o emprego, tinha coragem de dar um toque. Mas vejo que ele já morreu faz tempo.

Estou respondendo ao texto de um defunto moral. Vejam as duas imagens lá do alto. Caetano, nos últimos anos, vinha provocando em mim algo como repulsa intelectual. Desta feita, santo Deus!, é nojo físico mesmo. Não é assim que se lida com a morte de pessoas. Não é assim que se lida com sangue humano.

Seu irresponsável!