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05 May 15:36

Contra a transparência: Petrobras recorre à Justiça para barrar apuração de contratos

by giinternet

Por Dimmi Amora, na Folha:
A Petrobras paralisou com liminares da Justiça 19 investigações contra supostas irregularidades em contratações da companhia que estavam em curso no TCU (Tribunal de Contas da União). Investigações sobre contratos bilionários da estatal com suspeita de desvios de recursos estão há mais de sete anos paradas porque o STF (Supremo Tribunal Federal) não julgou em definitivo nenhum desses processos. Desde 1998, a Petrobras vinha fazendo contratações de forma mais simples que a determinada pela Lei de Licitações, baseando-se em um decreto daquele ano. O TCU entendeu que era necessária uma lei específica para que a empresa contratasse dessa maneira e começou a emitir decisões que obrigavam a empresa a seguir as regras da Lei de Licitações.

Em 2006, a Petrobras, após esgotar os recursos no TCU, começou a recorrer ao Supremo para evitar cumprir essa determinação do tribunal. Até 2010, a estatal conseguiu 19 decisões favoráveis do Supremo, de sete diferentes ministros, suspendendo os efeitos das decisões tomadas pelo TCU. Em todos os casos, os ministros concederam decisões provisórias aceitando a dispensa da Lei de Licitações, que aguardam nesses 19 casos o julgamento definitivo.

Mas as liminares acabaram tendo um outro efeito: paralisaram a apuração das irregularidades específicas do processo, muitas sem relação com a forma de como o contrato foi licitado. É o caso do processo do gasoduto Urucu-Manaus, cuja investigação a Petrobras conseguiu suspender em 2008. O TCU já suspeitava ali de preços irregulares e pediu dados à companhia que nunca foram enviados em razão de o processo ter sido suspenso.

No mês passado, a viúva do engenheiro da Petrobras Gésio Rangel de Andrade afirmou à Folha que ele foi punido pela companhia por se opor ao superfaturamento da obra. O engenheiro morreu há dois anos. A área técnica estimou a obra em R$ 1,2 bilhão, mas o contrato foi fechado por R$ 2,4 bilhões, após pressão das construtoras. O processo paralisado no TCU, quando a obra já estava orçada em R$ 1,4 bilhão, aponta diferença de “inacreditáveis 57.782,29%” entre o valor do orçamento da Petrobras e o que as companhias haviam proposto em alguns itens contratados.

Em outro contrato, para manutenção e recuperação do sistema de óleo e gás (R$ 1,8 bilhão) da Região Sudeste, houve superfaturamento e alguns contratos tiveram aditivos que dobraram seu valor. O TCU chegou a multar gestores por irregularidades e cobrava a devolução de R$ 1 milhão superfaturados.
(…)

05 May 15:36

Líder do PSDB quer explicações e investigação do TCU sobre venda de ativos da Petrobras na África

by giinternet

Recebo na liderança do PSDB na Câmara a seguinte nota:
O Líder do PSDB na Câmara, Antonio Imbassahy (BA), irá protocolar requerimento endereçado ao ministro Edison Lobão, das Minas e Energia, a quem a Petrobras está vinculada, para obter o detalhamento das informações sobre a venda de poços de petróleo da estatal brasileira na África. Ele também irá solicitar que o TCU (Tribunal de Contas da União) realize uma auditoria especial sobre a operação.

De acordo com reportagem da Folha de S. Paulo, em 2013, depois da troca de comando da Petrobras, feita pela presidente Dilma Rousseff, o banco BTG Pactual pagou US$ 1,5 bilhão para ficar com metade das operações africanas da Petrobras e se tornar sócio da estatal. Segundo o jornal, os ativos foram avaliados em cerca de US$ 4,5 bilhões, valor que depois foi diminuído para US$  3,16 bilhões. Para o BTG Pactual, o negócio foi tão bom que, em menos de oito meses, começou a recuperar o capital investido e tirou de lá US$ 150 milhões na forma de dividendos.

Na audiência pública realizada com a presidente da Petrobras, Graça Foster, na última quarta-feira, na Câmara, Imbassahy questionou-a sobre a venda dos blocos de produção na Nigéria para o grupo BTG Pactual. No questionamento, Imbassahy disse que especialistas do setor estimam que o negócio não foi bom para a estatal brasileira e chegam a estimar que a Petrobras poderia ter tido prejuízo pela não arrecadação de pelo menos de US$ 1 bilhão.

Em sua resposta, a presidente da Petrobras não convenceu. Ela também não foi muito clara em outro questionamento feito por Imbassahy, sobre a natureza da relação entre a Petrobras e seus sócios na Sete Brasil, empresa que tem contratos bilionários com a própria estatal brasileira. O BTG Pactual também é um dos sócios da Sete Brasil.

Segundo Imbassahy, há informações de que dois bancos internacionais avaliaram, de forma conservadora, os ativos da Petrobras na África em um valor mínimo superior a US$ 7 bilhões. “Dois bancos de primeira linha errarem grosseiramente em suas avaliações é algo muito incomum. E vender os ativos a um valor 50% menos do que a avaliação mínima de US$ 3,16 bilhão é um forte indício de que Petrobras sofreu prejuízo”, afirmou.

Segundo Imbassahy, “a venda dos blocos de exploração na África foi mais um péssimo negócio para a Petrobras, que provocou perda bilionária para a empresa brasileira, assim como a compra de Pasadena. Essas negociações precisam ser esclarecidas pela Petrobras e também pela presidente Dilma, que tem responsabilidade sobre essas operações. Ela foi presidente do Conselho de Administração, aprovou Pasadena, e acompanhou essas negociações na África”, afirmou Imbassahy.

De acordo com o Líder do PSDB, a venda dos ativos na África também terá de ser investigada pela CPI Mista. De acordo com ele, face ao grande potencial de produção, os blocos de exploração na África deveriam ser objeto de estudos e avaliações aprofundados, e que, pelo visto, não ocorreram ou não foram seguidos.

“A CPI terá muito a investigar e a esclarecer. Esses negócios no exterior estão se revelando uma caixa-preta. Em cada operação que se analisa, verifica-se mais um negócio ruim para a estatal. Não há empresa que suporte uma sucessão de prejuízos bilionários decorrentes dessa gestão nociva e danosa dos governos do PT, de Lula e Dilma”, afirmou.

Imbassahy afirmou que a presidente Dilma e o PT aparelharam e partidarizaram a estatal, empresa que tem total apreço dos brasileiros. “O governo Dilma e o PT se mostram desesperados pela iminência da CPMI, que terá acesso a contas bancárias e movimentações financeiras. Querem omitir que estão no governo há quase 12 anos e fugir da responsabilidade que têm por tudo de ruim e de danoso envolvendo a Petrobras que o país tem tomado conhecimento”, afirmou Imbassahy.

05 May 15:36

Já chegou a hora de o PSB deixar de ser “socialista”!

by giinternet

Vamos ver. A Folha de hoje noticia que o coordenador de comunicação da pré-campanha de Eduardo Campos, Alon Feuerwerker, enviou ao ex-governador um e-mail indagando se há como alterar um trecho do manifesto do Partido Socialista Brasileiro que defende a socialização dos meios de produção e limites à propriedade privada. A reportagem do jornal flagrou a mensagem.

Alon confirma o envio do e-mail e diz que estava apenas retransmitindo uma mensagem que recebeu. Haveria uma campanha na Internet, ou algo assim, dando destaque ao trecho, que estaria sendo usado para desgastar o partido. Trata-se de um texto de 1947. Lá se pode ler: “O objetivo do Partido no terreno econômico é a transformação da estrutura da sociedade, incluída a gradual e progressiva socialização dos meios de produção, que procurará realizar na medida em que as condições do país a exigirem”.

Não sei de onde parte a campanha. Sempre que alguém resolver tirar uma bobagem como essa de um manifesto, eu aplaudo. Mas isso não tem a menor importância. Justamente porque não tem, Alon tem razão em sugerir, por meio de uma pergunta, que o trecho seja suprimido.

Dizer o quê? Em 1997,  Tony Blair pôs fim a 18 anos de governo conservador na Inglaterra. Em 1995, na liderança do Partido Trabalhista, ele extinguiu a famosa Cláusula IV, que havia sido redigida em 1917, ano da Revolução Russa, e que compunha o programa do partido desde 1918. O trecho que me parece perfeitamente suprimível do manifesto do PSB é praticamente uma versão em português da tal cláusula, que defendia a propriedade coletiva dos meios de produção.

Não sei de onde parte essa conversa, mas sei a quem interessa fazer a política do medo, não é mesmo? Campos foi governador de Pernambuco. Não se pode dizer que seja um marxista fanático… Quanto ao socialismo, leiam o que diz o Estatuto do PT.

PT socialismo democrático

E agora a carta de princípios:

PT carta de princípios

Chamar o PT de “socialista”, dado o significado dessa palavra, é um disparate. O partido é autoritário e estatizante, e isso é coisa bem diferente. “Ah, é tudo a mesma coisa…” Não é, não! Investir nessa confusão só cria estridência inútil, emburrece o debate e dá ouro para o bandido. Ou o suporte que o partido tem tido ao longo dos anos da indústria e do setor financeiro deriva do seu amor pelo socialismo? Quando se lê errado um problema, a resposta será necessariamente errada. O PSB que suprima logo o tal trecho e vá cuidar do que interessa.

05 May 15:34

Curiosity: Nocticron is the first Asperhical lens that gets rid of the “Onion effect”.

by 43rumors

Image courtesy: Imaging Resource.

I swear, I never heard of that “onion effect” before. But It’s good to hear that the expensive Nocticron 42,5mm f/1.2 lens is the first Aspherical lens NOT showing that issue! Imaging Resource reports about a meeting they had with Panasonic engineers. Currently all Asperhical lenses on market show these strange concentric circles or spirals to appear in out-of-focus highlights (See image on top, very right image). Panasonic says their Nocticron is the first lens getting rid of them. The image on top shows how the effetc were on the Nocticron when they started to develop the lens. After 1 and half year the effect was gone (circle on the very left).

Panasonic is the only worldwide company that can produce these kind of aspherical lenses yet and Imaging Resource writes:

What’s more likely in the short term, though, is that other camera and lens companies may just purchase aspherical elements from Panasonic for critical applications. Panasonic already produces a huge volume of aspheric lenses for other manufacturers, and the people I interviewed for this article indicated that they would indeed sell aspherics made with this process to others … for a price.

Read the full story at Imaging Resource.

You can buy the lens at Amazon US (Click here), Adorama (Click here) and BHphoto (Click here). In UK at Wexphotographic (Click here). In Germany at Redcoon (Click here), Technikdirekt (Click here).

04 May 05:46

How To Find Nearby Dark Skies, No Matter Where You Are

by timothy
StartsWithABang (3485481) writes "For those of us living in or around large cities — and that's most of us — we're completely divorced from dark, clear night skies as part of our routine experience. But even though our skies may typically rate a seven or higher on the Bortle Dark Sky Scale, that doesn't mean that significantly darker skies aren't accessible. Here's how to install an interactive light pollution map for yourself, and find the darkest skies near you no matter where you are! (North American-centric, but resources are provided for those elsewhere in the world.)"

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04 May 01:57

PT lança cartilha da campanha de Dilma

by giinternet

Por Bruna Fasano, na VEJA.com. Ainda voltarei ao assunto, é claro.
Um dia depois do encontro do PT que oficializou o nome da presidente Dilma Roussef, com presença do ex-presidente Lula, em São Paulo, o partido divulgou neste sábado um documento com as definições sobre a tática eleitoral para vencer o pleito de outubro. O texto traz também o que se parece com uma lista de diretrizes para um segundo mandato de Dilma – e quarto dos petistas. A tônica do encontro, como se viu na sexta-feira, ainda é a de abafar o ‘Volta, Lula’, que ganhou coro em setores da sigla.

Em número e importância de caciques petistas, o segundo dia de encontro na capital paulista foi menos prestigiado. Com plateia bastante esvaziada, poucos delegados do partido discursaram. A presença de Rui Falcão, presidente nacional da legenda, teve como objetivo manter os representantes regionais unidos e buscou reforçar o sentimento de que Dilma ainda é a melhor opção para manter o governo em mãos petistas.

Uma brochura entregue aos delegados, para que estes passem adiante as decisões do encontro, traz definições sobre a tática eleitoral e a política de alianças para 2014. O documento reconhece que a disputa eleitoral deve resultar em ataques ao desempenho do governo Dilma, já bastante criticado. Como é tradição no partido, a imprensa foi responsabilizada pela perda de popularidade da presidente. “Setores da mídia monopolizada, que funciona como verdadeiro partido de oposição, representam um projeto oposto”, diz um trecho do documento. Em outro parágrafo, o texto pede que o partido deve “apoiar incondicionalmente” o projeto de continuidade, e, ainda assim, “manter e manifestar o desejo de mudança”. Ou seja, internamente, o PT acredita ser possível convencer o eleitor de que o jeito de mudar é manter as coisas como estão.

No programa de governo há um ataque indireto ao pré-candidato do PSB ao Palácio do Planalto, Eduardo Campos. “As oposições estão estagnadas, sem discurso consistente, sem programa. Não escondem a disposição de abandonar as políticas de emprego e de renda dos governos Lula e Dilma. Reivindicam a “autonomia” do Banco Central (autonomia em relação a quem?)”

Também pré-candidato, o senador tucano Aécio Neves (MG) não foi poupado. “A oposição anuncia ‘medidas amargas’, ‘impopulares’, caso venham a ser eleita (…) Amargas para quem?”, diz outro trecho da brochura. Neste ponto, o PT faz referência à entrevista concedida por Aécio Neves em abril, quando o pré-candidato do PSDB afirmou não temer “medidas amargas” e disse que, se eleito, não se tornaria refém de avaliações impopulares.

Caso Padilha
 Ao final do evento, Falcão falou a jornalistas sobre a candidatura de Alexandre Padilha, ex-ministro da Saúde, ao governo de São Paulo. “Não cogitamos substituir o candidato, até porque não há nenhum motivo para isso”, afirmou. Padilha vive um momento turbulento, com nome ligado constantemente a figuras presas e investigadas pela operação Lava-Jato, da Polícia Federal. Entre os “amigos ocultos” revelados pela investigação está o doleiro Alberto Youssef, dono de uma empresa de fachada – o laboratório Labogen – que firmou contrato com o Ministério da Saúde na gestão do petista à frente do Ministério da Saúde. Entre os líderes petistas que participaram do encontro neste sábado estavam o líder do PT na câmara, Vicente Paulo da Silva, o Vicentinho, o deputado federal Paulo Teixeira e o senador Eduardo Suplicy – todos de São Paulo.

O presidente nacional do PT passou boa parte do evento nos bastidores, articulando com alas radicais e minimizando os resultados das últimas pesquisas eleitorais que apontam que o desempenho de Dilma não é animador. Na última análise divulgada, 49,1% dos entrevistados desaprovaram o desempenho pessoal da presidente. Alas radicais dizem que o partido deveria ir às ruas protestar contra a prisão dos mensaleiro presos no julgamento da ação penal 470 – única forma que o PT se refere ao mensalão. E, em documento, defendem que José Dirceu, José Genoino, Delúbio Soares e João Paulo Cunha são representantes legítimos do PT, embora Lula tenha afirmado em entrevista recentemente que eles não seriam de sua ‘confiança’.

A necessidade de acalmar as correntes radicais mostra, mais uma vez, o tamanho do racha interno que atormenta o partido e o governo. Conhecido por embates internos intensos, o PT, cujo comando tentou nos últimos dois dias demonstrar união em torno do nome de Dilma, termina o evento sem a certeza de que sepultou o ‘Volta, Lula’. Apesar do esforço, mais importante do que o discurso oficial seria reverter a tendência de queda de Dilma, mantida nas últimas três pesquisas eleitorais.

04 May 01:57

Lava Jato – Fornecedores da Petrobras sob suspeita doaram R$ 856 milhões a campanhas de 2006 a 2012

by giinternet

Leiam o que vai na VEJA.com. Volto ao assunto mais tarde.
*
Por Daniel Haidar, na VEJA.com:
Ao mapear o caminho percorrido pelos mais de 10 bilhões de reais lavados pelo grupo comandado pelo doleiro Alberto Youssef, a operação Lava Jato, da Polícia Federal, encontrou um duto que abastecia diretamente políticos, partidos e campanhas eleitorais. Policiais e procuradores de Justiça já sabem que, para manter a influência e garantir contratos para “amigos”, o doleiro e o ex-diretor de Abastecimento da Petrobras, Paulo Roberto Costa, destinavam grandes somas de dinheiro a autoridades. Um levantamento feito pelo site de VEJA, a partir dos registros oficiais de doações de campanha, revela que, de 2006 a 2012, as empresas e seus diretores agora investigados por participação no esquema destinaram pelo menos 856 milhões de reais para financiar candidaturas. O PT lidera com ampla vantagem o ranking de doações do grupo, com 266,4 milhões de reais recebidos. Em seguida, estão PSDB (158,1 milhões), PMDB (149,8 milhões), PSB (70,7 milhões), DEM (43,9 milhões) e PP (34,2 milhões).

A investigação começou a cruzar empresas, siglas, candidatos beneficiados e contratos com a estatal. Um dos negócios esmiuçados pela investigação é a construção da refinaria Abreu e Lima, em Ipojuca, Pernambuco. Costa e Youssef já viraram réus em processo por desvio de verbas da refinaria. Dados bancários e fiscais obtidos pela polícia revelaram que o Consórcio Nacional Camargo Corrêa (CNCC), responsável pela construção do empreendimento, pagou comissões para a subcontratada Sanko Sider. Parte do dinheiro, no entanto, foi parar na MO Consultoria – uma das empresas de fachada do doleiro. Pelo menos 26 milhões de reais foram desviados entre 2009 e 2013 para a firma de Youssef. A Sanko Sider, que forneceria tubos para a obra, fez doações para o PT pelo menos em 2006 – ano em que doou 6.000 reais para a campanha de Luiz Inácio Lula da Silva à reeleição. Esta foi a única doação oficial registrada pela empresa desde então.

Já se sabe também que outros doadores de campanhas, como OAS, Galvão Engenharia, Jaraguá Equipamentos e Arcoenge depositaram recursos diretamente em contas da MO Consultoria. Só a OAS repassou 1,6 milhão de reais para a empresa de fachada, bem menos, no entanto, do que efetivamente registrou em doações legais a campanhas políticas desde 2006 (131,3 milhão de reais).

Entre as empresas que Costa anotou como alvo de cobranças de doações, a Andrade Gutierrez foi a que mais fez contribuições oficiais. De 2006 a 2012, o conglomerado distribuiu 189,5 milhões de reais a políticos e partidos. Nesse período, PT, PMDB e PP ficaram com 53% do total doado. Na gestão dele, um único contrato rendeu 958 milhões de reais para a construtora Andrade Gutierrez, depois de prorrogações e aumentos de gastos com 45 aditivos.

O segundo maior doador oficial foi a Camargo Corrêa, que já tem conexão identificada com o esquema de Youssef. O conglomerado doou 176,9 milhões de reais para campanhas desde 2006. Só em 2010 foram distribuídos 56 milhões de reais – dos quais metade ficou com PT, PMDB e PP. No total, em 2010, o grupo financiou oficialmente 83 candidatos a deputado estadual, 70 candidaturas a deputado federal, 16 campanhas a governador e 25 candidatos a senador. O deputado federal Eduardo Cunha, líder do PMDB e comandante dos rebeldes na base do governo, levou sozinho 500.000 reais para sua candidatura naquele ano.

A Polícia Federal suspeita que o ex-diretor da Petrobras agia para abastecer o caixa de políticos mesmo após deixar o cargo na estatal, que ocupou de 2004 a 2012. Em um caderno, ele tinha anotado nomes de sócios e executivos de fornecedores da estatal e a situação de cada cobrança. Aparecem nessa lista empresas como a Andrade Gutierrez, Mendes Júnior, UTC Engenharia, Engevix, Iesa, Hope e Toyo Setal. Em 2010, Paulo Roberto Costa fez, como pessoa física, uma doação de 10.000 reais ao Comitê Financeiro Único do PT no Rio de Janeiro.

Caixa dois
Investigadores desconfiam que os recursos angariados pelo doleiro e pelo ex-diretor da Petrobras tenham sido destinados ao caixa dois de partidos. Pelo endereço de email paulogoia@hotmail.com, Youssef indicou em 17 de agosto de 2010 uma conta bancária para que Othon Zanoide de Moraes Filho, diretor da construtora Queiroz Galvão, depositasse uma série de valores para políticos e diretórios. Uma parte da lista bate com os registros do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Youssef cobrou 500.000 reais para o PP da Bahia; 250.000 reais para o deputado federal Roberto Teixeira (PP); 500.000 reais para o deputado federal Nelson Meurer (PP); 100.000 reais para o deputado federal Roberto Britto (PP); e 100.000 para o ex-deputado federal Pedro Henry (PP), um dos condenados no escândalo do mensalão. Na Justiça Eleitoral, estes são exatamente os valores doados pelo grupo Queiroz Galvão.

Há outras cobranças, no entanto, com valores divergentes entre o que foi proposto pelo doleiro e efetivamente registrado – o que reforça a tese de que havia também um esquema de caixa dois operado por Youssef. No caso do diretório Nacional do PP, a cobrança era de 2.540.000 reais, mas foram registrados 2.740.000. Há outros valores que, nos registros do TSE, são superiores aos do email enviado pelo doleiro, como o pedido de 250.000 reais para a deputada federal Aline Corrêa (PP), que recebeu oficialmente da empresa 350.000. Já para o PP de Pernambuco, a cobrança era de 100.000, mas foram doados formalmente 1.640.000.

Youssef também fez contato com Cristian Silva da Jaraguá Equipamentos para cobrar dados e emitir recibos de doações. De acordo com os registros do TSE, a Jaraguá doou 250.000 reais para o deputado federal Roberto Teixeira (PP), 250.000 reais para a deputada federal Aline Corrêa (PP), 100.000 reais para o deputado federal Pedro Henry (PP) e 50.000 reais para o deputado federal Roberto Britto (PP). Mas a operação Lava Jato constatou, com base em dados bancários e fiscais oficiais, que a Jaraguá fez depósitos em contas da MO Consultoria, de Youssef. A empresa pagou 1,94 milhão de reais. A polícia desconfia que esse valor foi distribuído como propina para o esquema de Youssef e Costa.

Até o momento, apenas o deputado federal André Vargas (ex-PT), amigo de Youssef, foi diretamente atingido pelas revelações da operação Lava Jato. A Polícia Federal suspeita que o doleiro e o deputado eram sócios em operações, mas o retorno financeiro auferido pelo parlamentar ainda é desconhecido. O Comitê Financeiro Único do PT no Paraná recebeu, na campanha de 2010, pelo menos 1,6 milhão de reais de fornecedores da estatal que aparecem entre os contatos do esquema. Essas empresas garantiram mais da metade da arrecadação do comitê paranaense petista e esse órgão partidário injetou cerca de 20 mil reais na campanha de Vargas. O deputado teve de renunciar à vice-presidência da Câmara e se desfiliar ao PT para minimizar os danos ao partido. Pode também ter o mandato cassado pelo Conselho de Ética da Câmara dos Deputados, porque há indícios de que ele ajudou a Labogen, um laboratório de fachada de Youssef, na assinatura de um contrato milionário com o governo federal. O Supremo Tribunal Federal (STF) vai decidir se o envolvimento de Vargas com o doleiro deve ser investigado no âmbito criminal.

A atuação de Vargas para favorecer o doleiro no Ministério da Saúde respingou no ex-ministro Alexandre Padilha, pré-candidato petista ao governo de São Paulo. Subordinados de Padilha assinaram o convênio que permitiria ao laboratório de Youssef faturar até 31 milhões de reais. A operação Lava Jato revelou também que Vargas recebeu a indicação de um ex-assessor de Padilha para ser contratado como lobista da Labogen em Brasília. Em conversa com o doleiro, o deputado federal diz que a indicação para o posto partiu do ex-ministro da Saúde. E Youssef falava a interlocutores como se tivesse capacidade de influenciar a nomeação de cargos em eventual governo de Padilha, como revelou o site de VEJA.

Nos palanques de candidaturas a governos estaduais, os estragos da Lava Jato trazem mais riscos ao PT. Também no Paraná os nervos dos petistas estão à flor da pele. Vargas era cotado para chefiar a campanha da senadora Gleisi Hoffman ao governo paranaense. Ela também faz parte da bancada que recebeu recursos de fornecedores suspeitos de contribuir em doações intermediadas por Costa e Youssef. Oficialmente, Gleisi foi a candidata ao Senado que mais recebeu recursos da Camargo Corrêa, com 1 milhão de reais embolsados na última eleição. Conseguiu ainda doações de outras empreiteiras na lista de Costa. A UTC Engenharia deu 250.000 reais para a campanha da senadora e a OAS repassou 780.000 reais. Angariou ainda 100.000 reais da Contax, uma coligada da Andrade Gutierrez, para sua candidatura.

04 May 01:56

A cartilha petista, as vigarices e mais uma vaia para Dilma. Está difícil para a soberana deixar o castelo e andar entre os súditos

by giinternet
Dilma: vaias depois do pronunciamento e da oficialização da candidatura. Vai mal!

Dilma: vaias depois do pronunciamento e da oficialização da candidatura. Vai mal!

O PT decidiu fazer uma espécie de cartilha (leia post anterior) para enfrentar o embate eleitoral. Não deixa de ser curioso. A tônica do panfleto é a seguinte: os candidatos de oposição não teriam “propostas” para o país. Digamos que assim fosse. Não perca seu tempo, no entanto, tentando saber, então, quais são as ditas “propostas” do PT. Não existem. Até porque me parece evidente que aquele que governa já reúne as condições para fazer o que tem de ser feito, não é mesmo? Mais do que propor, precisa é agir.

- Se Dilma sabe como devolver a inflação para o centro da meta, por exemplo, por que ela não devolve, então, a inflação para o centro da meta?

- Se Dilma sabe como acabar com a roubalheira da Petrobras, por que, então, ela não acaba com a roubalheira da Petrobras?

- Se Dilma sabe como responder aos graves entraves existentes na infraestrutura, por que, então, ela não responde aos graves entraves existentes na infraestrutura?

- Se Dilma sabe como reverter, ou minimizar ao menos, o rombo histórico que haverá nas contas externas, por que, então, ela não o reverte ou minimiza?

- Se Dilma sabe como resolver o estado de miséria da segurança pública, por que, então, ela não resolve o estado de miséria da segurança pública?

A resposta é simples: ela não faz nada disso ou porque não sabe ou porque o arco de alianças que a sustenta no poder não permite. Dilma tem uma base de apoio gigantesca. Ainda que ela venha a vencer a disputa, terá certamente menos apoio no Congresso do que tem hoje. Querem um exemplo? Um eventual governo Aécio Neves contará com um PMDB mais unido na base de apoio do que um eventual novo governo Dilma, embora esse partido vá para a disputa tendo garantida a posição de vice na chapa encabeçada pela petista.

Restou ao PT, então, lançar uma cartilha em defesa da presidente dizendo por que os outros não podem ser eleitos, não por que ela deve ser reeleita. E aí sobram as picaretagens e as mistificações de sempre, que alguns vigaristas intelectuais já estão tentando transformar em teoria política.

A defesa da independência do Banco Central — ou de um Banco Central independente das injunções políticas, que é o mínimo que se pode esperar da autoridade monetária — foi transformada, na cartilha petista, numa suposta ação “antipovo”. A afirmação de que um presidente da República não pode ser refém da popularidade é lida como a defensa de “medidas amargas” contra os pobres.

Assim, pergunta-se: qual é a proposta do PT? Mais uma vez, investir na falsa polarização entre “nós” e “eles”; entre os supostos defensores do povo e seus algozes. Não sei, não… Tenho a impressão de que esse discurso já não cola mais com tanta facilidade. Ou vamos ver.

Vaia
Neste sábado, a presidente Dilma foi à abertura da 80ª edição da Expozebu, em Uberaba, Minas Gerais. Quando seu nome foi anunciado, explodiu uma sonora vaia. Aqui e ali, leio que se trata, afinal, de um “reduto” do senador Aécio Neves (PSDB), candidato do PSDB à Presidência. É, não deixa de ser.

Mas e a vaia havida na festa promovida pela CUT, no Vale do Anhangabaú, em São Paulo? Não se pode chamar, creio, de “reduto tucano” um evento patrocinado pela central que atua como um dos tentáculos do PT. E, no entanto, os petistas não conseguiram fazer um miserável discurso. A chuva de garrafas, latas e bolas de papel não permitiu. A cada vez que alguém pronunciava o nome de Dilma, era vaia na certa. O mesmo se deu na manifestação organizada pela Força Sindical.

Então vamos ver: Dilma vai ao ar em rede nacional de rádio e TV na quarta, anuncia bondades, e é sonoramente vaiada na quinta. O PT praticamente a oficializa como candidata na sexta, e tome mais vaia no sábado.

A máquina de difamação do petismo sempre foi muito poderosa — não é de hoje. Vem lá dos tempos em que era um pequeno partido de oposição. A Internet multiplicou muito o seu poder. Mas me parece que, desta feita, as pessoas já estão um tanto mais precavidas.

A imprensa e o “Paradigma Louis Renault”
O PT parece andar sem ideias. Em sua cartilha, a imprensa apanha mais uma vez, tratada como o verdadeiro partido de oposição do Brasil. Os petistas consideram que noticiar as lambanças na Petrobras ou os vínculos de André Vargas e Alexandre Padilha com o doleiro Alberto Youssef é “coisa de oposição”? Não! É coisa do inquérito da Polícia Federal.

Mas sabem como é a boca torta. Lembram-se de Louis Renault, o capitão de polícia corrupto do filme “Casablanca”? Ao dar uma ordem a seus subordinados para apurar os responsáveis por um assassinato — e com o intuito de proteger Rick, seu amigo —, dispara uma frase que ficou famosa: “Round up the usual suspects” — “prenda os suspeitos de sempre”.

O jornalismo independente está entre os “suspeitos de sempre” do petismo. O paradigma de honestidade do partido é aquela gente que vive pendurada nas tetas das estatais e da verba oficial de publicidade. Os petistas parecem acreditar apenas na “honestidade intelectual” que tem um preço.

03 May 01:29

No dia em que o PT baterá o martelo em favor do nome de Dilma, mercados reagem positivamente à expectativa de que ela tenha caído em pesquisa eleitoral

by giinternet

Pois é… Está acontecendo mesmo. Basta o mercado desconfiar que virá uma nova pesquisa com a expectativa de queda de Dilma Rousseff, e a reação é positiva. Os viciados em autoengano podem imaginar que isso é coisa de especuladores. Não! É coisa de gente que aposta, isto sim, num governo que tenha um mínimo de previsibilidade e de competência.

Curiosamente, essa melhora no mercado ocorre no dia em que o PT dá início a seu Encontro Nacional, que vai, digamos, pré-oficilizar a candidatura de Dilma Rousseff à reeleição. Os dois acabaram de chegar ao evento, ao som de “um, dois, três, Dilma outra vez!”.

Correntes no PT defendem que Lula assuma um cargo formal na coordenação da campanha, que é um modo de demonstrar a unidade e, ao mesmo tempo, de colocá-lo para valer na disputa. É evidente que ele seria a grande estrela da campanha. Se isso acontecer, a presidente vira personagem secundária na sua própria chapa.

 

03 May 01:29

Governo do Paraná alega “risco de atentado” para tirar ex-diretor da Petrobras de presídio

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Por Daniel Haidar, na VEJA.com. Volto no próximo post.
O ex-diretor de Abastecimento da Petrobras Paulo Roberto Costa voltou por volta de 14h desta sexta-feira para a superintendência da Polícia Federal em Curitiba. Ele foi transferido do Presídio Estadual de Piraquara II, na região metropolitana de Curitiba, onde estava desde segunda-feira (28), porque a secretária de Justiça do Estado do Paraná, Maria Tereza Uille Gomes, alegou que Costa poderia ser alvo de um atentado praticado por outros detentos

A secretária relatou ao juiz federal Sérgio Moro que o ex-diretor da estatal não estava “seguro” no convívio com outros presidiários de Piraquara. Por isso, o juiz determinou o retorno para a carceragem da PF em Curitiba. Ele ainda poderá ser transferido para a Penitenciária Federal de Catanduvas, de segurança máxima. De acordo com o governo paranaense, a penitenciária possui atualmente 940 presos. Maria Tereza sugeriu na quarta-feira (30) que Costa fosse transferido para o Presídio Federal de Catanduvas, o que está sob análise da Justiça. O advogado Fernando Fernandes, que defende Costa, solicitou à Justiça que Costa fosse transferido com urgência, ainda na quinta-feira. Mas o pedido foi recusado. Fernandes argumentou que Costa corria risco “iminente” de sofrer um atentado e destacou que houve “onze rebeliões nos últimos três meses no local”.

“Após vistoria na PEP II na data de hoje, os subscritores notaram que o risco relatado pela Ilma. Secretária de Estado está ainda majorado, e o clima de instabilidade dentro da Penitenciária tem crescido em razão da presença de Paulo Roberto Costa, o que constitui fato novo, urgente e de ordem pública a permitir a análise por este MM. Juízo do Plantão”, argumentaram os advogados em petição protocolada na Justiça.

Em bilhete anexado pelos advogados no processo, Costa reclama da cela “muito suja” e da ausência de vaso sanitário. Ele relata que passou “frio à noite pois foi entregue apenas uma manta”. Também se queixou da comida: “não tenho condição de comer pois é de muita baixa qualidade”. Antes de ser transferido para Piraquara, o ex-diretor ficou detido na carceragem da PF em Curitiba. Mas alegou que foi ameaçado por um agente e a Justiça decidiu pela transferência dele para um presídio estadual.

Costa foi preso no dia 20 de março porque familiares destruíram provas que seriam apreendidas na operação Lava-Jato da Polícia Federal. Ele é acusado de lavagem de dinheiro, participação em organização criminosa e obstrução de investigação. De acordo com denúncia apresentada pelo Ministério Público Federal, o ex-diretor da Petrobras comandou, com o doleiro Alberto Youssef, um esquema de desvio de verbas da construção da refinaria Abreu e Lima. A polícia suspeita que a dupla se apropriou de pelo menos 7,9 milhões de reais desviados de contratos da estatal. Duas filhas de Costa (Shanni e Arianna Bachmann) e os genros (Márcio Lewkowicz e Humberto Mesquita) também respondem na Justiça pelo crime de obstrução de investigação, porque ocultaram os documentos que a polícia buscava.

03 May 01:28

Escândalo da Petrobras é impopular também entre presidiários

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Pois é… A questão da Petrobras “pegou”. Inclusive nos presídios, onde costumam estar os bandidos. Sabem como é… Mesmo num lugar em que os padrões morais e éticos não são os mais elevados, roubar dinheiro público não é uma coisa bem vista. Há práticas que o código de conduta da bandidagem não suporta.

Por isso Paulo Roberto Costa, o ex-diretor da Petrobras que estava preso no Presídio Estadual de Piraquara II, na região metropolitana de Curitiba, teve de voltar para a superintendência da Polícia Federal em Curitiba. Privilégio? Não nesse caso. É uma questão de prudência. Ele realmente corria riscos lá onde estava. E o Brasil precisa de Paulo Roberto vivo. Precisa de tudo o que ele sabe e, até agora, não disse.

 

02 May 21:34

Terroristas sírios crucificam cristãos; papa chora

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Pesssoas observam homem crucificado em Raqqa, na Síria

Pesssoas observam homem crucificado em Raqqa, na Síria, por terroristas islâmicos

O papa Francisco confessou ter chorado ao saber da notícia de que alguns cristãos tinham sido crucificados na Síria nos últimos dias, disse nesta sexta-feira durante a homilia da missa que realiza a cada manhã em sua residência no Vaticano. “Eu chorei quando vi nos meios de comunicação a notícia de que cristãos tinham sido crucificados em certo país não cristão”, explicou o papa em referência ao acontecimento durante a guerra civil síria.

Citando passagens da Bíblia e a perseguição dos primeiros cristãos, o papa acrescentou que “hoje também há gente assim, que, em nome de Deus, mata e persegue”. Em relação à perseguição, Francisco lembrou que “existem países em que você pode ser preso apenas por levar o Evangelho”. Há poucos dias, o site da Rádio Vaticano publicou as declarações de uma freira, a irmã Raghida, que tinha estado na Síria e denunciou que cristãos estavam sendo crucificados em povoados ocupados por grupos de muçulmanos extremistas.

Crucificados
Nesta quarta-feira o Observatório Sírio dos Direitos Humanos, entidade civil sediada em Londres, divulgou imagens que seriam de cristãos crucificados publicamente na cidade de Raqqa, no norte da Síria. A imprensa internacional não conseguiu provar a autenticidade das fotos nem quando teriam ocorrido as crucificações. Também não está claro se os homens foram mortos antes ou durante a crucificação.

Segundo a entidade, as mortes teriam sido obra do Estado Islâmico do Iraque e do Levante (EIIL), um grupo extremamente radical que sofre ataques inclusive de outras milícias muçulmanas que não concordam com suas ações. Ainda segundo o Observatório Sírio, os homens crucificados teriam realizado ataques com granada contra um dos militantes do grupo no início deste mês. Em uma faixa amarrada em torno de um dos homens mortos há a mensagem em árabe: “Este homem lutou contra os muçulmanos e jogou uma granada neste lugar”.

No início deste ano, os cristãos de Raqqa foram informados pelos rebeldes extremistas de que eles teriam de começar a pagar um “imposto de proteção”. Sua liberdade de culto também foi controlada drasticamente pelos membros do EIIL, que proibiram os cristãos de exibir símbolos religiosos fora das igrejas, orar em público, badalar sinos em templos, entre outras restrições.

02 May 21:34

Falcão responsabiliza Barbosa pela vida de Genoino

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O presidente do PT, Rui Falcão, abriu o Encontro Nacional do PT, responsabilizando publicamente o ministro Joaquim Barbosa pela vida de José Genoino, informa a Folha Online. Afirmou: “Nós o responsabilizamos publicamente pela vida e pela saúde do companheiro José Genoino”.

Como pressão política, é parte do jogo. Como fato, não faz sentido. Genoino é um sentenciado e está condenado a um determinado regime de reclusão. Barbosa — na verdade, o Supremo — é obrigado a decidir segundo um laudo técnico. E os laudos dizem que Genoino pode, sim, enfrentar as condições do regime semiaberto.

Cláudio Alencar, seu advogado, diz que vai recorrer ao pleno do Supremo: “Vamos recorrer ao plenário para tentar reverter novamente para prisão domiciliar, que é o mais adequado no caso dele”. E acrescentou: “Nos feriados e finais de semana, não tem médico na Papuda. E a informação que obtivemos é que o único médico do complexo está de férias. O sistema penitenciário tinha que prover isso. É temerária a decisão do STF. Estamos preocupados”.

Bem, sendo assim, a situação é temerária não para Genoino apenas, mas para todos os presos. Com a palavra, o governador Agnelo Queiroz. Não fosse Genoino estar preso, nem saberíamos do risco a que estão submetidos todos os detentos.

02 May 21:33

Acordo com Labogen teve Padilha como testemunha

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Pois é… Quanto mais o ex-ministro da Saúde, Alexandre Padilha, esperneia, mais o caso insiste em cair no seu colo. Vejam esta foto e leiam o que informa, na sequência, Cleide Carvalho, no Globo Online:

Padilha (segundo à esquerda), na assinatura do acordo, ao lado de Meirelles (de óculos), laranja de Youssef Reprodução de relatório da PF

Padilha (segundo à esquerda), na assinatura do acordo, ao lado de Meirelles (de óculos), laranja de Youssef. Reprodução de relatório da PF

O termo de compromisso da Parceria para o Desenvolvimento Produtivo (PDP) de citrato de sildenafila com o Labogen — empresa usada pelo doleiro Alberto Youssef para remessas ilegais de dinheiro para o exterior — que reunia o Laboratório Farmacêutico da Marinha (LFM) e a indústria farmacêutica EMS, foi assinado em dezembro passado sem levar em conta alertas de setores técnicos do Ministério da Saúde. O documento foi assinado em 11 de dezembro pelo secretário de Ciência, Tecnologia e Insumos Estratégicos do ministério, Carlos Gadelha, e pelo capitão Almir Diniz de Paula, do LFM. O então ministro da Saúde Alexandre Padilha assinou o documento como testemunha.

No ato da assinatura, estava presente também Leonardo Meirelles, apontado como testa de ferro de Youssef e sócio da Labogen. Ele chegou a ser preso na Operação Lava-Jato e é um dos réus no processo, acusado de crime financeiro e lavagem de dinheiro.

O GLOBO teve acesso aos documentos do projeto de PDP, desfeito após a Operação Lava-Jato, da Polícia Federal (PF), revelar que o Labogen era uma empresa de fachada. O projeto era por cinco anos, com valor de R$ 134,4 milhões. Na análise, na qual consta um “de acordo” de Gadelha, os técnicos afirmam que o Labogen não possuía os documentos necessários, como o Certificado de Boas Práticas de Fabricação, embora fosse o responsável pelo desenvolvimento e fabricação do insumo. Dizem ainda que a EMS já fabricava as versões 25mg, 50mg e 100mg e tinha tecnologia para transferir ao LFM, e que a demanda apresentada estava superestimada. Isso porque o projeto previa 4,55 milhões de comprimidos de 20 mg por ano, enquanto as compras, de julho de 2012 a junho de 2013, tinham chegado a apenas a 2,161 milhões.

Dois dias antes da assinatura do compromisso, José Miguel do Nascimento Junior, diretor de Assistência Farmacêutica do ministério, enviou e-mail ao diretor responsável pelos projetos de parceria, Eduardo Jorge Oliveira, alertando que a necessidade maior era para o medicamento na versão 50 mg, e não na de 25 mg ou 20 mg, como previsto no projeto: “Favor atentar para o destaque em vermelho: Neste sentido, não deve haver PDP para a apresentação de 25 mg e sim, somente da sildenafila 50 mg”. Ele repassou junto um e-mail da área técnica, que havia sido consultada.

 

02 May 13:41

Aécio diz, em entrevista exclusiva, que vai apresentar emenda à MP do IR garantindo correção da tabela pelo IPCA

by giinternet
Aécio, presidenciável do PSDB: correção da tabela na lei, não no oportunismo

Aécio, presidenciável do PSDB: correção da tabela na lei, não no oportunismo

Em entrevista ao programa Os Pingos nos Is, que ancoro na Jovem Pan (todos os dias, entre 18h e 19h), o presidenciável Aécio Neves, do PSDB, afirmou: “Estou apresentando na segunda-feira uma emenda a essa Medida Provisória — a da presidente Dilma, que corrige a tabela do IR em 4,5% — garantindo pelos próximos cinco anos um reajuste na tabela do Imposto de Renda pelo índice inflacionário global, e não por uma parcela do índice inflacionário, corrigindo as perdas reais dos trabalhadores brasileiros e tirando esse tema da agenda política oportunista, como buscou fazer ontem (quarta) a presidente da República”. Ou seja, a tabela do IR seria reajustada segundo o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo).

Na entrevista concedida ao programa, Aécio criticou a forma como Dilma tratou a questão: “Quando ela fala da correção da tabela do Imposto de Renda no seu pronunciamento, ela omite os percentuais desse reajuste”. E acrescentou: “Na verdade, ela propõe um reajuste de 4,5% para uma inflação de 6%”. Aécio parece desconfiar também dos reais motivos do anúncio da presidente: “O que eu vejo é que basta a oposição crescer um pouco nas pesquisas que começa a haver algumas bondades para os trabalhadores, e são bem-vindas, mas deveriam ser feitas com maior responsabilidade e falando a verdade”.

Aécio anunciou também que a oposição não vai se limitar a recorrer à Justiça Eleitoral contra o discurso de Dilma. Também deve recorrer ao Ministério Público com uma ação de improbidade administrativa. “Vamos recorrer na segunda-feira ao Ministério Público por improbidade, porque isso foi pago pelo nosso dinheiro e é inaceitável”, afirma o presidenciável tucano. “Nós assistimos à mais patética demonstração de descompromisso com a legalidade já praticada por um presidente da República nos últimos tempos”, afirmou ele.

O senador se refere à lei 8.429, que, no Inciso II do Artigo 10 diz ser improbidade administrativa “permitir ou concorrer para que pessoa física ou jurídica privada utilize bens, rendas, verbas ou valores integrantes do acervo patrimonial” do estado sem a observância das formalidades legais. Foi exatamente o que Dilma fez ao recorrer à rede nacional de rádio e televisão para fazer campanha eleitoral.

02 May 13:41

What Happened to Switzerland

by Wesley J. Smith

In 2008, bioethicist Yuval Levin in his book Imagining the Future: Science and American Democracy identified a subtle but momentous shift in the philosophical driver of the West:

The worldview of modern science . . . sees health not only as a foundation but also a principal goal, not only as a beginning but also an end. Relief and preservation—from disease and pain, from misery and necessity—become the defining ends of human action, and therefore of human societies.

At first blush, this seems a minor matter. Who doesn’t want to alleviate suffering and promote the general welfare? But read the above quote again. That reasonable approach to the problem of suffering is not the attitude Levin describes.

Rather, it seems to me that he detected a fundamental paradigm shift driving us away from the reasonable mitigation of suffering in favor of a Utopian—and ultimately dangerous—elimination quest that threatens the unique dignity of man and relativizes the importance of human life.

Consider: When eliminating suffering becomes the “defining ends of human action,” it easily transforms into eliminating the sufferer. Perhaps more insidiously, what constitutes suffering encompasses more things—even becoming projected and anthropomorphized onto the natural world.

This is all very difficult to describe clearly in a short essay. So, allow me to illustrate what I am getting at by focusing on the surreal policies of Switzerland. Swiss law has permitted assisted suicide since 1942 so long as the assister does not have “selfish motives.” For decades, nothing much came of it. But with the emergence of the (sufferer-elimination) euthanasia movement, the country Kevorkianized, resulting in the establishment of suicide clinics to which people attend from around the world.

These death clinics are becoming increasingly popular. A recently published report revealed that 1705 died at one clinic (Dignitas) alone since 1998, with 204—about four per week—killing themselves within the facility in 2013.

The people who die in these clinics are not limited to the terminally ill, and indeed, sometimes include healthy people. For example, in recent months, an elderly Italian woman committed assisted suicide at a clinic because she was upset about losing her looks. Her family only learned she was dead when the clinic sent the urn containing her ashes in the mail.

A few weeks later, another elderly woman took her last flight to Switzerland from the UK because she was upset by modern technology and because she saw her suicide as a way of contributing to saving the earth from environmental destruction. There have also been joint suicides of elderly couples who don’t want to live apart. The Swiss Federal Supreme Court even declared a right to assisted suicide for the mentally ill.

At the same time that Swiss law allows a raucous suicide industry to thrive, it also outlaws flushing goldfish down the toilet. In other words, the putative suffering of fish is of greater legal concern than the assisted killing of suicidal people. Why? Because both policies seek the elimination of suffering. Meanwhile, one canton allows lawyers to represent supposedly wronged animals. One such legal eagle sued an angler for taking too long to reel in a pike.

It gets even more bizarre. Switzerland’s constitution requires that “account must be taken of the dignity of living beings when handling animals, plants and other living organisms.” No one knew for sure what that meant with regard to vegetation, so the government appointed the Swiss Federal Ethics Committee on Non-Human Biotechnology to figure it out.

In the resulting report, The Dignity of Living Beings with Regard to Plants, a “clear majority” of the panel determined that we cannot claim “absolute ownership” over plants and, moreover, that “individual plants have an inherent worth.” This means that “we may not use them just as we please, even if the plant community is not in danger, or if our actions do not endanger the species, or if we are not acting arbitrarily.”

So, is it immoral to weed the garden? The committee didn’t say. But it did offer the following illustration of supposedly immoral behavior: A farmer mows his field (apparently an acceptable action). But then, while walking home, he casually “decapitates” some wildflowers with his scythe.

Why is this wrong, exactly? Well, because:

At this point it remains unclear whether this action is condemned because it expresses a particular moral stance of the farmer toward other organisms or because something bad is being done to the flowers themselves.

Both Switzerland’s enshrining of “plant dignity” into law and its blithe abandonment of the despairing to extinction in suicide clinics are inextricably bound with the belief that eliminating suffering—whether human, flora, or fauna—is the defining end of society. As such, these policies are symptomatic of our fast-eroding ability to think critically and to distinguish serious from frivolous ethical concerns.

Wesley J. Smith is a senior fellow at the Discovery Institute’s Center on Human Exceptionalism. He also consults for the Patients Rights Council and the Center for Bioethics and Culture.

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02 May 13:39

xkcd Phone

Presented in partnership with Qualcomm, Craigslist, Whirlpool, Hostess, LifeStyles, and the US Chamber of Commerce. Manufactured on equipment which also processes peanuts. Price includes 2-year Knicks contract. Phone may extinguish nearby birthday candles. If phone ships with Siri, return immediately; do not speak to her and ignore any instructions she gives. Do not remove lead casing. Phone may attract/trap insects; this is normal. Volume adjustable (requires root). If you experience sudden tingling, nausea, or vomiting, perform a factory reset immediately. Do not submerge in water; phone will drown. Exterior may be frictionless. Prolonged use can cause mood swings, short-term memory loss, and seizures. Avert eyes while replacing battery. Under certain circumstances, wireless transmitter may control God.
02 May 13:37

CUT e PT protagonizam vexame histórico no Dia do Trabalho; latas, garrafas e bolas de papel impedem petistas de discursar

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Com medo de vaias, Alexandre Padilha não discursou no evento da CUT do Dia do Trabalhador Agência Estado Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/pais/publico-vaia-petistas-atira-latas-durante-festa-da-cut-em-sp-12357967#ixzz30XbmZlpX  © 1996 - 2014. Todos direitos reservados a Infoglobo Comunicação e Participações S.A. Este material não pode ser publicado, transmitido por broadcast, reescrito ou redistribuído sem autorização.

Com medo de vaias, Alexandre Padilha não discursou no evento da CUT do Dia do Trabalhador  (Agência Estado)  

A CUT e o PT protagonizaram neste Dia do Trabalho um dos maiores vexames de sua história. Explico. O governo decidiu ser onipresente e participar, em São Paulo, tanto da festa promovida pela Força Sindical, na praça Campos de Bagatelle, na Zona Norte, como do chamado ato unificado, que juntou, no Vale do Anhangabaú, a CUT (Central Única dos Trabalhadores), a CTB (Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil) e a CSB (Central dos Sindicatos Brasileiros). Não custa lembrar: os eventos ocorreram um dia depois de a presidente Dilma Rousseff ter anunciado um reajuste de 10% no Bolsa Família e de 4,5% na tabela de correção do Imposto de Renda.

No ato da Força, os oposicionistas Aécio Neves (PSDB) e Eduardo Campos (PSB) foram aplaudidos. Os que tentaram defender o governo, como Gilberto Carvalho, secretário-geral da Presidência, foram impiedosamente vaiados. No evento liderado pela CUT, os petistas não conseguiram falar. O primeiro que se preparou para discursar foi o prefeito Fernando Haddad. Quando seu nome foi anunciado, começou uma chuva de latas, garrafas e bolas de papel, tudo temperado por muita vaia. Irritado, ele foi embora e não quis conversar nem com os jornalistas. O sindicalista e cutista Ricardo Berzoini, ministro da Casa Civil, passou pelo mesmo constrangimento. O senador Eduardo Suplicy e o ex-ministro da Saúde Alexandre Padilha limitaram-se a cumprimentar os presentes.

Chamo a atenção para os números: a Força reuniu 250 mil pessoas (embora tenha anunciando 1,5 milhão), e a CUT, 3 mil (embora tenha falado em 80 mil). Seja nos números superestimados dos organizadores, seja nos mais realistas, da PM, a diferença é gigantesca. Ainda que esses eventos de Primeiro de Maio tenham se transformado em grandes shows, o fato é que aquele promovido pelos que se opõem a Dilma foi bem mais concorrido. Por falar nela, as generosidades anunciadas no dia anterior não tiveram a menor importância para as pessoas presentes aos dois eventos. Ao ter seu nome pronunciado, Dilma foi ainda mais vaiada do que a companheirada.

Na manifestação organizada pela Força, Aécio criticou Dilma: “Ela foi ontem à televisão falando que quer dialogar com a classe trabalhadora e hoje está fechada no Palácio do Governo, não veio aqui olhar para vocês, explicar por que a inflação voltou, por que o crescimento sumiu e por que a decência anda em falta no atual governo”. Eduardo Campos emendou: “Vamos derrotar o inimigo nº 1 do trabalhador que é a inflação, o desemprego, a desindustrialização”.

Evento do 1º de Maio da Força Sindical: Paulinho da Força e Aécio Neves criticam a presidente Dilma Marcos Alves/Agência O Globo Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/pais/ato-pelo-dia-do-trabalho-vira-palco-de-ataque-entre-oposicao-governo-12354959#ixzz30XbEEsNe  © 1996 - 2014. Todos direitos reservados a Infoglobo Comunicação e Participações S.A. Este material não pode ser publicado, transmitido por broadcast, reescrito ou redistribuído sem autorização.

Evento do 1º de Maio da Força Sindical: Paulinho da Força e Aécio Neves criticam a presidente Dilma Marcos Alves/Agência O Globo

Fora do tom
Quem ficou um pouco fora do tom foi o deputado Paulinho. Depois de pedir que os presentes mandassem uma banana para Dilma, disse: “Quem vai acabar no presídio da Papuda é ela porque quem roubou a Petrobras é ela, que era presidente do Conselho”. Ainda que isso seja pinto perto da violência institucional promovida por Dilma no dia anterior, quando usou a rede nacional de rádio e televisão para fazer campanha eleitoral, é o tipo de fala desnecessária. Aécio e Campos tinham sido contundentes o bastante, sem resvalar na grosseria. Alguém dirá que o sindicalista e político Lula já fez coisa muito pior. É verdade. Mas eu não tomo Lula como modelo do que se deve fazer em política.

E fora do tom também estão o governo e o petismo. Protagonizaram um vexame verdadeiramente histórico. As ruas não andam muito hospitaleiras com o oficialismo.

Texto publicado originalmente às 4h59
02 May 13:36

PT pensa em pôr Lula para disputar o cargo em lugar de Dilma, mas informalmente

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E Lula pode disputar a eleição em lugar de Dilma, mas informalmente!  O cargo de dono da candidata já não basta. Segundo informa Andréia Sadi na Folha, o Babalorixá de Banânia pode assumir a função de coordenador da campanha de Dilma à reeleição. Caso se efetive, o esforço atende a um duplo propósito: mitigaria o movimento “Volta Lula”, que, obviamente, incomoda a presidente e deixaria Lula ainda mais livre para atacar os adversários. Na prática, repetir-se-ia o que se viu em 2010: ele faria a campanha, e ela posaria de papagaio de pirata. Na disputa anterior, o então presidente afirmou que, quando alguém pusesse o “x” no nome de Dilma, estaria, na verdade, votando em Lula.

Os dois se encontram hoje em São Paulo. Segundo a apuração da Folha, devem discutir essa possibilidade, antes do início do encontro nacional do PT. É claro que Lula teria desde sempre um papel central na campanha. Com um cargo, no entanto, ficaria mais claro o seu empenho na reeleição da companheira. E é evidente que o chefão do PT disporia também de mais autonomia para falar em lugar dela — o que é sempre desagradável, não é? Para todos os efeitos, afinal, a presidente é ela, ainda que ele certamente não se conforme com isso.

Os dois participam nesta sexta da abertura do Encontro Nacional do PT, quando deverá haver manifestações explícitas de unidade. O evento servirá para confirmar Dilma como a candidata do partido à Presidência. A ala dilmista avalia que é preciso pôr um ponto final na boataria de que Lula pode lhe tomar o lugar.

Esse encontro também debaterá um documento de diretrizes que foi elaborado por Marco Aurélio Garcia. Referindo-se às oposições, diz o texto: “Sua paralisia é decorrência do caráter regressivo e reacionário das poucas propostas que têm apresentado. Não escondem a disposição de abandonar as políticas de emprego e de renda dos governos Lula e Dilma”. Num outro trecho, o documento sustenta que as críticas dos adversários à Petrobras e à Elotrobras são uma “nostálgica fidelidade às políticas privatistas que aplicaram no passado”.

Como se nota, parece que os petistas não tiveram nenhuma ideia nova nos últimos 12 anos que não seja acusar os adversários de quererem privatizar isso e aquilo, embora, como se sabe, Dilma tenha corrido desesperadamente para privatizar, ela sim, estradas e aeroportos.

O discurso, tudo indica, não está colando. E, por isso, pensam em substituir informalmente a candidatura de Dilma pela de Lula. No fim das contas, ele disputaria a Presidência, mas como coordenador… Aí será preciso combinar com o eleitor.

Texto publicado originalmente às 4h55
01 May 18:41

Oposição irá à Justiça contra pronunciamento de Dilma

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Na VEJA.com:
A oposição reagiu ao pronunciamento da presidente Dilma Rousseff feito nesta quarta-feira em cadeia nacional de rádio e televisão. O grupo assegurou que questionará a fala no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) por considerar que se trata de campanha eleitoral antecipada. As informações foram divulgadas pelo jornal O Estado de S. Paulo.

O vice-líder do PSDB no Senado, Álvaro Dias (PR), afirmou que o departamento jurídico do partido “certamente” acionará o TSE. “A primeira conclusão é que é necessário acabar com o processo de reeleição no Brasil porque o abuso é desmedido. O que ela fez foi campanha eleitoral antecipada e com dinheiro público. É um ritmo de discurso eleitoral com discurso mentiroso. Quando ela aborda a questão da corrupção, ela fala o contrário do que o seu governo faz: em vez de combater a corrupção, coloca a sujeira embaixo do tapete.”

O líder do DEM na Câmara, Mendonça Filho (PE), também defendeu a medida. “Vou propor à Executiva do partido que entremos com uma representação na Procuradoria-Geral Eleitoral (PGE) porque o que ela fez foi um palanque eleitoral com recurso público. O PT privatizou a fala presidencial. O horário gratuito é para ser utilizado para pronunciamento de chefe de Estado e agora está privatizado a favor de um partido. Vamos reestatizar isso. É uma aberração. Estão apelando porque ela está despencando na popularidade e agora promete tudo a 60 dias do começo da campanha.”

Para o senador Aécio Neves (PSDB-MG), pré-candidato ao Planalto, o pronunciamento de Dilma “representa o desespero de um governo acossado por sucessivas denúncias de corrupção e uma presidente da República fragilizada pelo boicote da sua própria base, protagonizando um dos mais patéticos episódios já vistos na política brasileira”.

Para o candidato tucano, Dilma abdicou “uma vez mais, da necessária compostura que deveria ter ao utilizar um instrumento de Estado, como a cadeia de rádio e televisão, para fazer campanha política e atacar os adversários”.

Na visão de Aécio, “Dilma Rousseff fala de um país que não é o nosso, onde a inflação é obra do acaso e não dos desacertos do seu governo. Da mesma forma, debita a perda de credibilidade da Petrobras à fiscalização e cobranças das oposições e não como resultado da ação daqueles que transformaram a maior empresa brasileira em um balcão de negócios, sob grave suspeição”.

Para ele, o tom do pronunciamento foi “certamente orientado por seu marqueteiro”. “A presidente tenta, como se fosse possível, encarnar o atual sentimento de mudança existente no país. Ela ainda não percebeu, mas perceberá, que a mudança pela qual clamam mais de 70% da população brasileira não inclui a sua permanência no poder”, afirmou o tucano.

01 May 18:41

Oposição e governo se enfrentam em evento da Força Sindical; Aécio foi aplaudido, e Dilma, vaiada

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Governo e oposição se encontraram e se estranharam no evento em homenagem ao Dia do Trabalho, promovido pela Força Sindical, na praça Campos de Bagatelle, em São Paulo. Aécio Neves, candidato do PSDB à Presidência da República, discursou. Classificou de “patético” o discurso que Dilma fez na TV nesta quinta, disse que ela está distante dos trabalhadores e não podia comparecer a um evento como aquele, tendo de “ficar trancada”. Sustentou ainda ser preciso fazer “o resgate da Petrobras das garras daqueles que fazem negócios em interesse próprio”.

Coube ao deputado Paulinho da Força, presidente do partido Solidariedade, que está na oposição, fazer o discurso mais duro contra Dilma. Numa alusão aos mensaleiros, mandou ver: “O governo que deveria dar o exemplo está atolado na corrupção. Se fizer o que a presidente Dilma falou ontem, quem vai parar na Papuda é ela”. Tanto Aécio como Paulinho foram muito aplaudidos ao sentar a pua na gestão petista.

Mas lá também estavam defensores do governo Dilma, como o ministro Gilberto Carvalho, secretário-geral da Presidência, e o ministro do Trabalho, Manoel Dias, que é do PDT, partido a que Paulinho pertencia e do qual se desligou para fundar o Solidariedade.

Carvalho rebateu a crítica de Aécio e afirmou que o governo elevou o salário mínimo em 70% — ele se refere, claro, aos 11 anos de gestão petista, não apenas ao período Dilma. Disse ainda que a presidente não vem a São Paulo apenas a cada quatro anos, quando há campanha e repetiu a mentira de que os tucanos tentaram privatizar a Petrobras. Foi mais longe: “Vocês sabem quem criou o fator previdenciário? Foi Fernando Henrique Cardoso. Agora eles [tucanos] querem voltar com o senador Aécio Neves. Vêm com promessas para vocês para um governo que eles não terão”. Foi sonoramente vaiado.

Dias, o ministro, criticou o discurso de Paulinho, que considerou agressivo demais com a presidente. Mais vaias.

Alguns poderão dizer que, no fim das contas, essa solenidade de Primeiro de Maio acabou sendo política. Ora, claro que sim! Mas nada que se compare ao pronunciamento indigno da presidente Dilma, nesta quarta, em rede nacional de rádio e TV. Usou o aparelho de estado para fazer campanha eleitoral.

01 May 18:41

Ato liderado pela CUT tem culto ecumênico contra a mídia! É a voz dos demônios, que são uma legião

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Que preguiça.

Leio em reportagem de Machado da Costa, na Folha, que, no evento do Dia do Trabalho promovido pela CUT (Central Única dos Trabalhadores), CTB (Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil) e a CSB (Central dos Sindicatos Brasileiros), houve um ato, digamos, ecumênico contra a mídia!

É mesmo? Então vários deuses foram convocados contra a liberdade de imprensa? Que coisa asquerosa. Leiam trecho da reportagem. Volto em seguida.

(…)
No início das comemorações pelo dia do trabalhador, um ato inter-religioso foi organizado pelas centrais. Líderes de diversas crenças subiram ao palco e pregaram por seus deuses, contra a mídia. Aliás, esse foi o único consenso entre eles.

O umbandista Pai Cássio lembrou dos torturadores, anistiados durante o processo de redemocratização, cuja situação vem sendo questionada durante as investigações das Comissões estadual e nacional da Verdade. “A mídia, sempre mancomunada com a ditadura, se cala na questão da anistia a torturadores. Torturadores não podem ser perdoados, e a mídia se omite nessa questão até hoje”, avaliou.

Um padre argentino também questionou a imprensa brasileira. “As informações que chegam até vocês (o público presente) de Venezuela, Cuba e Argentina, são tortas”, alertou. “Precisamos lutar por uma mídia mais democrática, mais justa”, completou.

Apresentadores do evento também não pouparam críticas. “Dizemos não aos meios que se vendem ao poder capitalista. O Brasil só será moderno com uma imprensa democrática.”

Retomo
Quem é esse tal Pai Cássio? Que vá fazer seu despacho em outra freguesia! Está desrespeitando a umbanda, uma religião criada no Brasil do sincretismo entre cultos primitivos africanos e o catolicismo. Serviu como peça de resistência dos escravos, contra a violência dos senhores. Pai Cássio, ao falar suas bobagens, está querendo submeter a liberdade de opinião aos senhores da hora.

Quanto a esse padre argentino… Quem é ele? Padre de que ordem? A que capeta ele serve? À ditadura cubana? À ditadura venezuelana. Esse é o evangelho do satanás, meu senhor!

01 May 02:22

Marko Tiikkaja: Why I consider USING harmful

Often on the topic of the different JOIN syntaxes in SQL I mention that I consider ON the only reasonable way to specify JOIN clauses in production code, and I get asked for details.  It always takes me a while to recall the specific problem and to come up with a plausible scenario, so I figured it would be easier to document this once. Suppose you have a database containing information about
01 May 01:25

Give The People Some Respect

by Pete Spiliakos

Mitt Romney is a good guy. He just doesn’t want you to know it. He tithes. He helps the less fortunate. And, Rick Santorum reports, while volunteering at a homeless shelter, Romney acknowledged that the people there “are used to being ignored. Mostly by people like me.”

But this is the same Romney who said he was “not concerned about the very poor.” Campaign strategists work to exaggerate (or even invent) the virtues of their candidates, so why didn’t we see this real, compassionate, and likeable Romney during the campaign? Perhaps Romney and his advisors didn’t want you to see that better Romney because they didn’t think you would like him. And perhaps they didn’t think you would like him because they didn’t think you were all that bright or compassionate yourself.

In the 1970s and 1980s liberal Democrats were too closely (or maybe too exclusively) associated with the interests of the poor (however defined) and insufficiently interested in the interests of the middle-class (and most people thought of themselves as middle-class). Democrats dealt with this perceived problem not by renouncing the poor, but by focusing their rhetoric on the middle-class.

Romney seems to have thought this problem a Republican advantage. The poor already had Medicaid and food stamps. They were being taken care of, but who was looking out for the middle-class? When Romney ran this combination of middle-class solidarity and lack of interest in the poor through his campaign’s glitchy conservative-to-English translation program (the same one that produced formulations like “severely conservative”) the result was “not very concerned about the poor.”

Santorum describes a Romney who knew that the poor had terrible and continuing problems (though that doesn’t mean that every problem has a government solution). Romney could have talked about how policies that increase economic growth and policies that help people who are marginally attached to the labor market can be complementary. But that wasn’t what Romney thought conservative voters wanted to hear.

This raises a question: How many people heard Romney’s comment and thought, “Well, that’s a relief—now that I know Romney isn’t concerned about the very poor, I feel more comfortable voting for him”? My guess is that the number is approximately zero. Romney’s comment would only be effective if conservative voters take a kind of pride in their indifference to the poorest.

So Romney seems to have assumed the worst about his own voting base. This is not just about one guy who has run his last campaign. This problem shows up among other Republican elites. It shows up when Sarah Palin becomes a prop comic with her big gulp to mock Michael Bloomberg. It shows up when Mike Huckabee (who is allegedly thinking about another presidential race) turns his CPAC speech into a mishmash of truncated talk radio monologues, one-liners, and identity politics shout-outs.

The point isn’t that Romney, Palin, and Huckabee are bad or mean-spirited. Romney is a classic pillar-of-the-community type. Palin was, in her short time, a reforming governor. Unlike with Hillary Clinton (to say nothing of a cipher like John Edwards), it isn’t difficult to create a list of Palin’s significant policy achievements. She successfully worked with her state’s legislature to overhaul government ethics laws and to fix her state’s structural budget deficit. Huckabee was the two-term governor of Arkansas who has been an astute critic of his party’s inability to appeal to people who are at or under the earnings median. They are intelligent and accomplished people who are choosing to play dumb or mean-spirited.

Palin, Romney, and Huckabee have one thing in common when they spew these problematic statements. They are talking down to their audience. They are assuming that their listeners are callous, hostile, shallow, or (most recently) sadistic. This isn’t accurate. Palin has become less popular as she has become more bombastic. Romney did not help himself by talking down to his own voters. He won the Republican nomination by debating well and by running the best organized and best funded campaign.

But Republican politicians and consultants seem to have contempt for conservative voters, which ironically leads politicians to say things that repel persuadable voters and do nothing to energize the conservative base. It would be much better and perhaps even easier for Republican politicians to proceed from the assumption that conservative voters are intelligent and basically decent people rather than greedy, angry brutes. They might even convince some non-conservatives to listen to them. And they might even do a little to undermine the myth that conservatives don’t care for the poor. 

Pete Spiliakos writes for First Thoughts. His previous columns can be found here.

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01 May 01:24

Acuada, candidata Dilma parte para o ataque

by giinternet

Por Laryssa Borges, na VEJA.com:
Esta foi a quarta-feira em que a candidata Dilma Rousseff partiu para o ataque. Depois de começar o dia afirmando que “tocará em frente” sua campanha à reeleição mesmo se aliados desistirem de apoiá-la, Dilma usou a cadeia nacional de rádio e televisão para fazer um discurso em tom eleitoral, abordando pelo menos doze temas, numa mistura de anúncios de medidas, prestação de contas e ataque – sem citar nomes — “àqueles que defendem o quanto pior, melhor”, numa retomada da retórica palanqueira do “nós contra eles” ensaiada em pronunciamentos anteriores.

O pronunciamento, cujo pretexto era o Dia do Trabalho, foi feito num momento em que Dilma enfrenta a pior crise do seu governo, às voltas com a abertura de uma CPI no Congresso Nacional para investigar a Petrobras. Em sua fala, ela acusou — sempre sem dizer a quem estava se referindo — de “utilizar problemas, mesmo que graves, para tentar destruir a imagem” da estatal petroleira.

“Não transigirei, de nenhuma maneira, em combater qualquer tipo de malfeito ou atos de corrupção, sejam eles cometidos por quem quer que seja. Mas igualmente não vou ouvir calada a campanha negativa dos que, para tirar proveito político, não hesitam em ferir a imagem dessa empresa que o trabalhador brasileiro construiu com tanta luta, suor e lágrimas”, disse, exortando o trabalho de órgãos de fiscalização do governo e da Polícia Federal. “O que envergonha um país não é apurar, investigar e mostrar. O que pode envergonhar um país é não combater a corrupção, é varrer tudo para baixo do tapete. O Brasil já passou por isso no passado e os brasileiros não aceitam mais a hipocrisia, a covardia ou a conivência.”

O discurso no rádio e na TV também foi redigido para tentar responder às pesquisas de intenções de voto e avaliação do seu governo, sucessivamente em queda livre. Uma das constatações das sondagens dos institutos de pesquisas é que o brasileiro afirma que buscará mudança nas urnas neste ano. “Nosso governo tem o signo da mudança e, junto com vocês, vamos continuar fazendo todas as mudanças que forem necessárias para melhorar a vida dos brasileiros”, disse. “Continuar com as mudanças significa também continuar lutando contra todo tipo de dificuldades e incompreensões, porque mudar não é fácil, e um governo de mudança encontra todo tipo de adversários, que querem manter seus privilégios e as injustiças do passado, mas nós não nos intimidamos.”

Dilma também fez dois anúncios: disse que assinou uma Medida Provisória corrigindo a tabela do Imposto de Renda – coincidentemente, hoje é o último dia para o contribuinte entregar sua declaração à Receita Federal – e reajustará em 10% o valor do Bolsa Família.

Inflação
“Em alguns períodos do ano, sei que tem ocorrido aumentos localizados de preço, em especial dos alimentos. E esses aumentos causam incômodo às famílias, mas são temporários e, na maioria das vezes, motivados por fatores climáticos. Posso garantir a vocês que a inflação continuará rigorosamente sob controle, mas não podemos aceitar o uso político da inflação por aqueles que defendem ‘o quanto pior, melhor’. Temos credibilidade política para dizer isso. Nos últimos 11 anos, tivemos o mais longo período de inflação baixa da história brasileira.”
Não é bem assim
De fato, entre 2003 e 2014, o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) está, em média, abaixo do que foi apurado nos onze anos imediatamente anteriores — afinal, o Plano Real e seus pilares foram implementados a partir de 1994, período em que a inflação ultrapassava 1 000% ao ano. Eliminar uma doença econômica que afligiu o país durante décadas consumiu anos da administração de Fernando Henrique Cardoso. Com a chegada do governo Lula e a manutenção da política fiscal desenhada pelo time de FHC, o IPCA conseguiu se manter, durante três anos, abaixo do centro da meta de 4,5% ao ano. Contudo, desde a chegada de Dilma ao Planalto, o índice se manteve mais próximo do teto da meta, de 6,5%, passando a mensagem ao mercado de que os 4,5% deixaram de ser o porcentual perseguido pela equipe econômica. Em 2014, economistas consultados pelo Banco Central já preveem que o IPCA terminará acima da meta. Para tentar frear a disparada dos preços, o governo Dilma lançou mão de expedientes nada ortodoxos, proibindo o aumento do preço da gasolina e forçando a redução do preço da energia. O preço pago pelo país é caro e a Petrobras é o maior exemplo disso: a estatal passa por situação financeira delicada, com endividamento acima de 200 milhões de reais.

Contas públicas
“Meu governo também será sempre o governo do crescimento com estabilidade, do controle rigoroso da inflação e da administração correta das contas públicas.”
Não é bem assim
A presidente não só fez uma afirmação incorreta, como também ignorou todas as consequências decorrentes justamente do aumento da gastança pública. Exemplo disso é o rebaixamento da nota do Brasil pela agência de classificação de risco Standard & Poor’s. A agência relatou a deterioração fiscal como fator preponderante para o rebaixamento. O resultado primário divulgado pelo Tesouro Nacional nesta quarta-feira resume bem a situação: a economia do governo para pagar os juros da dívida em março deste ano é a mais baixa desde junho de 2009 — período em que o mundo assimilava o impacto de uma crise financeira sem precedentes. Hoje, não há a desculpa da crise. Mas os indicadores estão convergindo cada vez mais para os parâmetros daquele ano, quando a economia brasileira teve contração de 0,6%. No acumulado de 2013, o Brasil teve o pior superávit primário dos últimos 12 anos.

Mobilidade urbana
“O pacto pela mobilidade urbana está investindo 143 bilhões de reais, o que permite a implantação de metrôs, veículos leves sobre trilhos, monotrilhos, BRTs, corredores de ônibus e trens urbanos. Com isso, estamos melhorando o sistema viário e o transporte coletivo público nas cidades brasileiras.”
Não é bem assim
A presidente exaltou o total de investimento do seu governo, porém, a rubrica específica de mobilidade urbana do PAC 2 aponta que somente 2% das 253 obras previstas saíram do papel.

01 May 01:24

Dilma na TV: “Lupus pilum mutat, non mentem”

by giinternet

Dilma fez nesta quarta o seu pronunciamento de Primeiro de Maio, tentando atingir o maior público possível, ainda antes do feriado prolongado. Pergunta óbvia: ela foi bem? Eu acho que não! “Ah, você não vale porque é um crítico da presidente Dilma…” Então tá.

Começo pelos mistérios da imagem. Televisão — ou vídeo — é um troço meio perverso. É claro que todas as providências foram tomadas para que ela parecesse e aparecesse bem e altaneira. Mas não pareceu nem apareceu. Não me perguntem exatamente o quê — depois passo o vídeo para o meu amigo Gerald Thomas avaliar, um especialista também na linguagem não verbal. O fato é que transmitia a impressão de cansaço. Mostrou-se algo desenxabida e meio brava. A coisa vinha do fundo dos olhos, reforçada por um discurso meio infeliz.

“Lupus pilum mutat, non mentem.” Era uma frase popular já entre os latinos. O lobo muda de pelo, mas não de caráter, de personalidade, de mentalidade. Essa é uma versão mais comum entre os ingleses. Em português, ganhou uma tradução que acho excelente: “O lobo muda de pelo, mas não de vício”. Pois é… Todos os pronunciamentos oficiais de Dilma Rousseff são eleitoreiros — ou alguém se esqueceu do pré-anúncio da redução da tarifa de energia elétrica em 2012, coisa que só aconteceria no ano seguinte, em 2013, com os resultados desastrosos de todos conhecidos. Ocorre que Dilma, naquele tempo, navegava lá nas alturas. A expectativa era que a eleição seria um passeio; um mero ritual homologatório. Logo, tudo era festa.

João Santana cometeu a imprudência de não mudar o tom, mas de manter o conteúdo ufanista. O que quero dizer com isso? O pronunciamento continuou a ser eleitoreiro, mas num momento em que, sabidamente, a presidente não vai bem. Resultado: o discurso soou defensivo e cheio de desculpas.

Dilma disse inconveniências e, mais do que isso, ilegalidades como: “Nosso governo tem o signo da mudança e, junto com vocês, vamos continuar fazendo todas as mudanças que forem necessárias para melhorar a vida dos brasileiros”. Ora, é evidente que ela não está se referindo ao período que separa maio de dezembro. Refere-se à reeleição. Como o feriado do Dia do Trabalho também pertence a quem não votou nem votará nela; como o feriado do Dia do Trabalho pertence também a quem reprova o governo; como o feriado do Dia do Trabalho também é da oposição, é evidente que isso caracteriza campanha eleitoral antecipada.

O discurso teve o seu melhor pior momento quando a presidente afirmou: “Posso garantir a vocês que a inflação continuará rigorosamente sob controle, mas não podemos aceitar o uso político da inflação por aqueles que defendem ‘o quanto pior, melhor’. Temos credibilidade política para dizer isso. Nos últimos 11 anos, tivemos o mais longo período de inflação baixa da história brasileira”.

Vamos lá. A inflação, no momento, está estourando o teto da meta. Então está sob o controle, mas no alto. Apontar os descaminhos nessa área é uma obrigação intelectual, não uma aposta “no quanto pior, melhor”. Reduzir as críticas da oposição a essa antítese boçal é desrespeitar a democracia — como se já não fosse agressão o bastante usar a rede nacional para fazer campanha. Quanto ao compromisso dos últimos 11 anos, só não naufragamos na hiperinflação porque o PT foi derrotado na sua luta contra o Real e depois nas eleições de 1994 e 1998. O partido recorreu ao Supremo contra o plano de estabilização.

Mas fazer o quê? A exemplo dos lobos, eles não sabem ser de outro jeito, não é? Podem mudar de aparência, mas não de vício, não de caráter. Antigamente, Dilma dizia essas coisas e tinha pela frente uma esmagadora maioria que apostava na continuidade. Hoje, dizem as pesquisas, a maioria aposta é em mudança. E boa parte quer mudar também de presidente. Por isso Dilma fez um discurso agressivo, eleitoreiro, na defensiva e passou a imagem de quem está um pouco cansada.

Muitos brasileiros também estão.

Pois é…

Dilma anunciou a correção de 10% no Bolsa Família. Tá. Quem já votava nela por isso não poderá votar de novo; quem não votava mesmo já recebendo o benefício não o fará por causa dos 10%. Quem acha que Bolsa Família é caça-votos acaba ficando meio irritado. E quem já é petista faça chuva ou faça sol não precisa disso.

A presidente anunciou também a correção da tabela do Imposto de Renda em 4,5%. Pois é… Podem apostar: haverá muita gente brava por ela ter feito isso logo depois do fim do prazo da entrega dos dados à Receita… Medidas como essas correm o risco de ser contraproducentes.

Texto publicado originalmente às 22h17

 

 

30 Apr 20:05

Petistas ficarão felizes com prisão de Genoino; o partido, ultimamente, só tem vilões; faltam os “heróis”

by giinternet

O ministro Joaquim Barbosa — na verdade, foi uma instituição chamada STF — determinou a suspensão da prisão domiciliar de José Genoino e a sua volta para o regime semiaberto da Papuda. Como se trata, então, do semiaberto, logo ele poderá arrumar um emprego — poderia ser auxiliar de Delúbio Soares na CUT, por exemplo — e deixar a cadeia para trabalhar.

Vai haver uma chiadeira danada entre os petistas, que decidiram que Genoino é seu mártir oficial. A Justiça tem de tomar decisões com base em laudos técnicos. Não tem de ceder ao alarido e à pressão das ruas. Sucessivos exames médicos demonstraram que a patologia cardíaca do ex-deputado não é incompatível com a sua presença na Papuda. De resto, insisto: em breve, ele estará apenas dormindo na cadeia.

Torço para que Genoino tenha vida longa. Também conversei com especialistas. São unânimes em dizer que o risco de ele ter um evento cardíaco fatal é o mesmo da larguíssima maioria das pessoas. Logo…

Nada disso, no entanto, vai conter a turba. No fim das contas, há quem esteja feliz entre os petistas. Ultimamente, o PT anda com falta de heróis. Sobram é vilões por lá.

30 Apr 19:15

Maintaining Internet Freedom Isn't Easy (Video)

by Roblimo
Go to Stop the Secrecy.net and you'll see that this is something that requires action now, not someday, It's about the TPP, or Trans Pacific Partnership, a trade agreement that could place major restrictions on how we use the Internet. This is far from the only attack on Internet freedom we need to fight against, just one the EFF (and others) feel is one of the worst ones in play right now. Mild-mannered Steve Anderson, founder and Executive Director of OpenMedia.ca, is today's interview guest. He's Canadian, but OpenMedia.ca doesn't stop at Canada's southern border. Steve and the rest of the group want U.S. citizens to have the same Internet freedoms they want Canadians to have -- as well as people all over the world, because Internet balkanization hurts all Internet users. Including you. And worse, this is not the only problem with the TPP. Did you notice, in the TPP link above (to Wikipedia), that parts of this trade agreement are secret? So even if you want to protest against it, you might end up holding a sign that's mostly blank. This is a "Call your Congressional representatives" situation. Unless you're in Canada, in which case it's a "Call your Member of Parliament" situation. Ditto if you're in another TPP country. In any case, it's going to take a lot of calls, letters, emails, and faxes from people like us to overcome some of the heavy money that wants the TPP to go through. (Alternate video link.)

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30 Apr 18:06

Graça diz que prejuízo com Pasadena pode ser revertido

by giinternet

Por Laryssa Borges, na VEJA.com. Volto no próximo post.
Em nova audiência no Congresso Nacional, a presidente da Petrobras, Graça Foster, voltou a admitir nesta quarta-feira que a compra da refinaria de Pasadena, nos Estados Unidos, não foi um bom negócio para a petroleira brasileira, mas defendeu que o prejuízo acarretado pela transação poderá ser revertido. ”Naquele momento [de 2006 a 2008], o que a Petrobras fez foi um projeto muito razoável para o momento econômico. Foi um projeto potencialmente bom, porque havia potencial de ganho por tudo que foi desenhado naquele momento. No conjunto, se olharmos agora toda essa situação que aconteceu em Pasadena, definitivamente não foi um bom negócio no conjunto das análises”, afirmou ela em audiência na Câmara dos Deputados. “Não foi um bom negócio, mas na época era potencialmente bom”, resumiu.

Graça Foster, porém, disse que a Petrobras poderá reverter “total ou parcialmente” o prejuízo de mais de 1 bilhão de dólares “com a melhora nas margens de refino, o aumento no consumo de derivados [o que depende do mercado dos Estados Unidos] e novos projetos de investimento”. Há duas semanas, ela havia dito em audiência no Senado que a compra da refinaria “tornou-se um projeto de baixa probabilidade de retorno”, embora fosse “um bom projeto no início”.

Para Graça, o plano estratégico da petroleira, em 1999, previa a expansão do parque de refino no exterior e, em uma fase anterior à crise econômica mundial, a compra de Pasadena permitiria que a Petrobras passasse a agregar valor à produção de óleo pesado pela estatal brasileira. “A orientação, em 1999, e a confirmação da estratégia da Petrobras, em 2004, era que devíamos expandir a produção para fora do Brasil”, disse Foster. Atualmente o portfólio de refino no exterior da Petrobras, incluindo a refinaria de Pasadena, totaliza 230.000 barris por dia.

Aos deputados, Graça Foster voltou a rebater o ex-diretor da Área Internacional da Petrobras, Nestor Cerveró. Segundo ela, as cláusulas Marlim e Put Option, usadas na compra de Pasadena, eram “de grande relevância” para a consolidação do negócio. Cerveró foi o funcionário apontado pela presidente Dilma Rousseff como responsável pelo “parecer falho” que levou o Conselho de Administração da petroleira a avalizar a compra da refinaria. Em seu depoimento à Câmara, Cerveró disse que as duas cláusulas não era importantes.

No resumo executivo redigido por Cerveró, não havia referência a essas ressalvas. A Marlim previa à empresa belga Astra Oil uma lucratividade de 6,9% ao ano independentemente das condições de mercado, enquanto a Put Option obrigava a empresa brasileira a comprar a outra metade da refinaria caso os dois grupos se desentendessem.

“No resumo executivo e na apresentação feita pela Área Internacional ao Conselho de Administração não constavam as duas cláusulas que imputamos de grande relevância: a Put Option, que promove a saída do parceiro, e a Marlim, que garante rentabilidade. A Put Option, ainda que bastante comum, é de absoluta relevância porque precifica a saída pelo outro”, afirmou Foster.

30 Apr 18:06

Graça, presidente da Petrobras, tenta a saída quântica. Acho que não dá…

by giinternet

O escândalo da Petrobras “pegou”, como sabem os institutos de pesquisa. Boa parte da população — que, em ano de disputa, costuma ser chamado de eleitorado — entendeu o que se passou por lá. E, não custa lembrar, com uma ajudinha da presidente da República, que se disse ludibriada por um diretor da estatal. Graça Foster, em nova audiência no Congresso (leia post), voltou a falar da compra da refinaria de Pasadena. Mudou um pouco o tom: repetiu que, à época, a compra poderia ser um bom negócio, o que não se verificou depois. E afirmou, sem dizer por quais caminhos, que o prejuízo pode ser revertido. Pode? No ano passado, ela tentou vender a refinaria. O mercado oferecia US$ 118 milhões por aquilo que a Petrobras pagara mais de US$ 1,3 bilhão.

O que determina essa mudança de tom é a proximidade da CPI. Como é que o governo pode se defender se todos, inclusive esse mesmo governo, sustentam tratar-se de um mau negócio? Mas se defender como? Graça, se vocês observarem bem, está tentando uma saída, digamos, quântica, o universo das coisas que são e que não são ao mesmo tempo.

Ora, se ela diz que, à época, a compra se mostrava um bom negócio, então Nestor Cerveró tem certa razão ao dizer que as cláusulas “Put Option” e “Marlim” eram irrelevantes. Entendo que, ainda que o conselho tivesse consciência da sua existência, teria dito “sim” ao negócio, já que afinado com o plano estratégico, como ela diz.

Acontece que a presidente da Petrobras precisa, ao mesmo tempo, sustentar a fala da presidente Dilma, que deixou claro ter sido, vamos dizer, enganada por Cerveró. E aí Graça sustenta que as tais cláusulas deveriam, sim, ter sido explicitadas ao conselho. Pergunto: e se tivessem sido? O negócio não teria sido realizado? Num julgamento puramente lógico, convenham, Cerveró então fez um bem a Dilma Rousseff: ela tem hoje, ao menos, a desculpa de que decidiu sem ter todas as informações.