Shared posts

30 Apr 18:06

Dilma está falando é com o PT. Ou: Será que a presidenta inteligenta leu Marx ou Santo Tomás de Aquino?

by giinternet

Pois é… A presidente Dilma Rousseff afirmou na Bahia, vejam post abaixo, que será candidata com ou sem apoio dos aliados. E resolveu dar uma filosofada, que é sempre a hora que mais temo, em que meu coração verdadeiramente dispara, e meu cérebro entra em ebulição porque sei que virá algo grande. Referindo-se a membros da base aliada que não a querem candidata, afirmou: “Sempre, por trás de todas as coisas, existem outras explicações”.

Pô, que presidenta inteligenta! Talvez esteja citando Karl Marx — consta que ela até deu aulas sobre marxismo na juventude; Jesus! —, segundo quem, se a aparência das coisas coincidisse com a essência, a ciência seria inútil. Mas vejam aonde isso nos leva, e posso imaginar os tumultos de pensamento da governanta. O raciocínio em busca das causas não tem fim. Ou tem: Dilma deve ter chegado a Santo Tomás de Aquino e a uma das provas da existência de Deus, que é, como definiu o grande pensador, a causa não causada das causas.

Mas pode ser também que não estivesse pensando em imanências e só na forma como o governo costuma alimentar a base aliada: com cargos, não é mesmo? Ou seja: por trás de todo apoio, sempre há dinheiro público. Isso não é nem Marx nem Santo Tomás. É só o jeito de o PT governar.

Agora vamos pensar no conteúdo político da fala, para além da filosofada presidencial. Ao afirmar que será candidata com ou sem o apoio da base aliada, Dilma não está enviando um recado aos outros partidos, não, mas aos petistas mesmo! Está é falando com a turma da sua legenda que está engajada no chamado “Volta, Lula!”.

É evidente que, ao fazê-lo, emite um sinal óbvio de fragilidade. Ninguém faz uma afirmação nesse tom, com sotaque entre o heroico e o sacrificial, se está bem na fita, não é?, se está forte, seguro, certo da vitória. Até porque isso faria dela uma candidata invulnerável — e certamente não haveria risco de deserções, como há agora.

Que fique claro: a presidente tem se ressentido é da falta de entusiasmo dos próprios petistas, o que levou Gilberto Carvalho, secretário-geral da Presidência, nesta terça, a usar uma entrevista para convocar os próprios companheiros a fazer a defesa de Dilma. A coisa está feia. Quem diz que será candidata com ou sem o apoio da base aliada não será candidata sem o apoio da base aliada. E ponto!

30 Apr 18:06

Pessoas dentro da farda. Ou: Enterros sem artistas da Globo

by giinternet

Ruy Castro escreveu na Folha de hoje uma coluna que eu gostaria de ter escrito, a despeito das minhas divergências com aspectos da política de segurança pública do Rio. Leiam.
*
A 13 de março último, o aspirante a oficial da PM, Leidson Alves, 27 anos, foi morto com um tiro na cabeça por traficantes durante um patrulhamento no morro do Alemão. Foi o 19º PM morto neste ano no Rio, sendo 13 em emboscadas parecidas –alguns quando estavam de folga. A 7 de abril, ao voltar para casa, outro PM, Lucas Barreto, 23, foi capturado em São Gonçalo e levado para uma favela. Deram-lhe oito tiros, a maioria nas pernas, e o jogaram num matagal.

Desde então, não sei a quantas anda a estatística de PMs cariocas mortos ou feridos –não em combate, como de praxe no ofício, mas pelas costas, à traição. Nem sempre os jornais registram que o policial assassinado era jovem, recém-casado, filho exemplar ou pai de filhos. Artistas da Globo não vão a seus enterros. Não se sabe de missas por suas almas e, na verdade, ninguém está interessado. É como se não houvesse uma pessoa dentro da farda.

Nas últimas “manifestações” no Rio, elementos brandiram cartazes dizendo “Fora UPP” e “UPP assassina”. É fácil protestar contra as Unidades de Polícia Pacificadora. Quando um policial comete um excesso ou mata alguém, pode enfrentar processo, ser expulso da polícia ou ir preso. Mas ainda não se viu nenhum cartaz dizendo “Fora traficantes”. E, no entanto, contra a violência destes, não há recurso –a comunidade tem de aceitar calada os tapas na cara, o estupro de suas filhas e as execuções sumárias de quem eles considerem suspeitos.

É difícil acreditar que essa hostilidade à polícia parta de gente de bem nas comunidades. Os números mostram que, com as UPPs, as mortes diminuíram, os serviços aumentaram e sua economia cresceu.

Tais dados são lesivos, isto, sim, aos traficantes, às milícias, aos que vivem das migalhas do crime e a políticos que, para sobreviver, precisam que as UPPs fracassem.

30 Apr 12:41

PT ainda comanda tentativas de livrar a cara de Vargas; 5 de seus 6 membros faltaram à reunião do Conselho de Ética

by giinternet

O Conselho de Ética da Câmara conseguiu, finalmente, abrir o processo contra o deputado André Vargas, que, no momento, é um sem-partido. O placar diz um pouco como são as coisas: 13 a zero. Sem dúvida, uma vitória e tanto do relator, Júlio Delgado (PSB-MG). Ocorre, meus caros, que o conselho tem 21 titulares — e isso significa que oito de seus integrantes não compareceram para votar, o que era uma tentativa óbvia de livrar a cara daquele que, apenas no papel, é um ex-petista. Sim, pediu sua desfiliação do PT, mas o PT continua filiado a Vargas, e o que os une é o método.

Cinco dos oito faltosos são petistas. Além de um deles ter pedido inicialmente vista do processo, os membros do partido vinham sistematicamente esvaziando as sessões. Na última, nesta terça, que conseguiu aprovar o relatório de Delgado, só Fernando Ferro (CE) estava presente. Ausentaram-se Sibá Machado (AC), Zé Geraldo (PA), Amauri Teixeira (BA), Luiz Couto (PA) e Margarida Salomão (MG). Ou por outra: os petistas ainda fizeram de tudo para livrar a cara de Vargas, o amigão do doleiro Alberto Youssef.

Houve chicana de toda natureza para tentar impedir a votação. Vargas não compareceu, e então se levantou uma questão: ela poderia ser considerada válida, uma vez que a defesa não se pronunciou? Bem, prevaleceu o óbvio. Vargas não poderia, com a sua ausência, determinar o ritmo dos trabalhos. Ele simplesmente desapareceu; é uma espécie de foragido.

O presidente do Conselho, deputado Ricardo Izar (PSD-SP), fez a coisa certa: publicou no dia 25 um aviso no Diário Oficial da União e no Diário da Câmara a convocação para a reunião desta terça-feira. Assim, Vargas não compareceu para se defender porque não quis. A convocação havia se tornado pública.

Delgado, o relator, afirmou esperar concluir o processo até o fim do semestre, antes do início do recesso parlamentar, mas admitiu que tudo vai depender das manobras protelatórias, que ainda estão sendo comandadas pelos petistas.

Tão logo Vargas seja notificado, ele terá 10 dias para apresentar a defesa e uma lista de cinco testemunhas que possam depor em seu favor. E se, mais uma vez, ele não der as caras, impedindo a notificação? Restará ao Conselho apelar, de novo, ao Diário Oficial da União e ao Diário da Câmara. Afinal, não há tribunal ou conselho no mundo em que o acusado determine o andamento do processo.

30 Apr 12:41

Microsoft Continues To Lose Money With Each Surface Tablet It Sells

by Soulskill
DroidJason1 writes: "Revealed from a 10-Q filed by Microsoft with the U.S. Securities and Exchange Commission, Microsoft has been losing $300 million and counting for the Surface in the last nine months. Data from Strategy Analytics has also revealed that Microsoft's Windows-powered tablets now own a 6% global tablet share, in Q1 of 2014. Android, on the other hand, remains at the top with a 66% global share. Apple's iOS fell to 28%."

Share on Google+

Read more of this story at Slashdot.








30 Apr 12:39

Renan agora diz que vai instalar duas CPIs exclusivas da Petrobras; é a marcha da irracionalidade. E a questão do medo

by giinternet
Aloysio Nunes: governo está com medo porque, na CPI, as línguas se destravam

Aloysio Nunes: governo está com medo porque, na CPI, as línguas se destravam

Em vez de uma, podem ser instaladas duas CPIs da Petrobras. Eis um sintoma da mais absoluta irracionalidade que tomou conta das hostes governistas. Vamos pensar um tantinho e pôr um pouco de lógica nessa conversa. Os defensores da CPI mista conseguiram o número necessário de assinaturas no Senado e na Câmara, que é um terço em cada Casa. Nesta última, aliás, houve a adesão de 230 deputados — bastavam 171. Há 30 senadores — bastavam 27. Ora, deixar de instalar, então, a comissão conjunta por quê?

A crispação era tal entre os deputados que muitos, e não só os formalmente ligados à oposição, ameaçavam recorrer ao Ministério Público e ao Conselho de Ética do Senado contra Renan. Há mais: a decisão de Rosa Weber, do STF — em favor da CPI exclusiva da Petrobras — não determinou a sua instalação nesta ou naquela Casa. A ministra se pronunciou sobre a essência e a natureza do processo de investigação como um direito fundamental da minoria — logo, alcança também uma comissão mista.

Em entrevista concedida nesta terça à noite ao programa “Os Pingos nos Is”, da Jovem Pan, o senador Aloysio Nunes Ferreira, líder do PSDB,  afirmou que a oposição indicaria, sim, os nomes da CPI do Senado, mas que não havia aberto mão, de jeito nenhum!, da comissão mista, também com os deputados. E, como ele observou, é claro que esta é preferível àquela. Mas, se for o caso, afirmou Nunes, que se façam, então, duas comissões.

O governo quer agora restringir a investigação apenas ao Senado porque considera ter mais controle sobre essa Casa Legislativa do que sobre a Câmara — coisa, aliás, que deveria deixar os senadores irritados porque passam a ser tratados como capachos do Executivo.

No fim da noite desta terça, Renan convocou líderes da oposição e afirmou que vai instalar, na próxima terça-feira, as duas CPIs exclusivas da Petrobras: uma só com senadores e outra mista. Faz sentido? Nenhum! Se o governo não queria CPI nenhuma e, depois, acabou concordando com a do Senado ao menos, em que esta comissão mudaria o conteúdo da mista?

Pior: o homem que anunciou a disposição de instalar as duas comissões anunciou que não desistiu de apelar ao Supremo para impedir as CPIs só da Petrobras. Ele quer porque quer aquela comissão X-Tudo…

Na entrevista ao programa “Os Pingos nos Is”, Aloysio Nunes resumiu: “O governo não queria de jeito nenhum a CPI da Petrobras. Está apavorado com essa história. A CPI é um catalisador de informações que já estão vindo de todo lado. Dentro da Petrobras, você tem muita gente, técnicos qualificados, que não se conformam com aquilo que aconteceu, que vem acontecendo na Petrobras. Então, muitas línguas vão se destravar”.

Tomara! E só para concluir: ter duas CPIs é um troço de tal sorte irracional que me parece que o mais provável é que se instale mesmo a CPI mista!

30 Apr 12:39

Encontro da Fé Reformada em Salvador!

by Norma
Falarei às mulheres na quinta-feira, dia 1o de maio, na Igreja Presbiteriana de Brotas, do meu amigo Samuel Vitalino.
Aproveite que é feriado e venha me ver! :-)

30 Apr 12:38

Alckmin sobre a exportação de haitianos pelo Acre: “É preciso ter responsabilidade”

by giinternet
Governador Geraldo Alckmin sobre "exportação" de haitianos: "É preciso ter responsabilidade"

Governador Geraldo Alckmin sobre “exportação” de haitianos: “É preciso ter responsabilidade”

Em entrevista na noite desta terça ao programa “Os Pingos nos Is”, da Jovem Pan, que vai ao ar, todos os dias, às 18h, o governador Geraldo Alckmin afirmou que é uma irresponsabilidade o governo do Acre enviar imigrantes haitianos para São Paulo sem qualquer critério.

Não há exagero nenhum nisso, não. Mas moderação. O governo do Acre merece é ser denunciado em organismos internacionais de defesa dos direitos humanos. De resto o governador Tião Viana, do PT, ultrapassou todos os limites do bom senso. Resolveu, apenas para criar caso, processar, alegando danos morais, a secretária de Justiça e Defesa da Cidadania de São Paulo, Eloisa de Souza Arruda. Por quê? Porque ela considerou inaceitável a forma como os haitianos foram despachados para São Paulo.

Na entrevista concedida ontem ao programa, Alckmin também decidiu pôr os pingos nos is. O governador comentou como se deu a chegada dos haitianos a São Paulo: “Fomos totalmente pegos de surpresa. Não recebemos nenhum comunicado, nenhuma informação, nenhum aviso prévio, nem do governo do Acre nem do governo federal, que é responsável pela imigração. O responsável pelo visto de entrada, pelo visto de imigração, é o governo federal. A carteira de trabalho também é área federal. Simplesmente foram chegando ônibus, ônibus e ônibus aqui a São Paulo, uma coisa até desumana, porque as pessoas não têm local adequado para se instalar”.

Diante da acusação feita por Tião Viana de que as críticas à chegada dos haitianos eram uma manifestação de preconceito, Alckmin afirmou: “Está no nosso DNA um estado sem preconceito, um estado aberto, cosmopolita, um estado multirracial. Agora nós não podemos fazer é irresponsabilidade… Chegar pessoas, sem aviso nenhum. Não são cinco ou seis… São 500, 600, 800. Isso não é adequado. E o governo federal tem responsabilidade. É responsabilidade federal”.

É isso aí. E que fique claro! Pergunto: as entidades que defendem os direitos humanos não pensam, por exemplo, em denunciar Tião Viana para a Corte Interamericana de Direitos Humanos? Ou petistas têm licença para despachar imigrantes como quem se livra de um entulho?

30 Apr 12:37

Iêmen diz que há brasileiros entre terroristas da Al Qaeda mortos no país. País segue sem uma lei antiterror. E a lembrança de uma estupidez dita por Tarso Genro

by giinternet

hamas-documento-464x480

Por que essa imagem está aí? Vocês vão entender.

Algo de muito grave aconteceu caso se confirme mesmo a notícia — e não creio que possa haver desmentidos: numa ação do Exército do Iêmen contra forças da Al Qaeda, a maior desde 2012, foram mortos 26 terroristas, ou jihadistas, como eles próprios se definem. No grupo, dizem as autoridades iemenitas, estão… brasileiros. Sim, caros leitores, vocês leram direito: havia brasileiros em campos de treinamento da Al Qaeda. Segundo Abdu Rabo Mansur Hadi, presidente daquele país, há ainda terroristas mortos oriundos da Holanda, França, Austrália e outros países.

Por que a notícia é especialmente grave no que nos diz respeito? Porque o Brasil, e não será a primeira vez que escreverei isso aqui, é uma das poucas democracias do mundo — na verdade, deve ser a única — que não dispõe de uma lei para punir ações terroristas. Se esses brasileiros que morreram no Iêmen tivessem sido presos e eventualmente deportados para o Brasil, não haveria, acreditem, como puni-los aqui. Da mesma sorte, este país não tem como aplicar penas adequadas para ações terroristas praticadas por estrangeiros ou por nativos em solo brasileiro. Teria de apelar a alguma outra legislação.

E por que não temos essa lei, a menos de dois meses da Copa do Mundo? Porque as esquerdas, muito especialmente os petistas, não aceitam. Aliás, a imprensa, com as exceções de praxe, não tem sido muito sábia quando debate o assunto.

Em maio de 2009 foi preso no Brasil o libanês Khaled Hussein Ali, identificado na imprensa brasileira como o “libanês K”. Era ligado à Al Qaeda. Foi, acreditem, solto! No dia 26 de maio daquele ano, diante da evidência de que a rede terrorista já estava entre nós, o inefável Tarso Genro, então ministro da Justiça, tratou o terrorismo como uma variante de “corrente de opinião”. No dia seguinte, sustentou que o país realmente não precisa tipificar esse crime porque a legislação comum dá conta do recado — o que é conversa mole.

Reportagens da revista VEJA de abril e dezembro de 2011 demonstraram que o terrorismo islâmico já operava no Brasil e recrutava pessoas para a sua causa. A revista revelou as conexões de cinco grupos extremistas no Brasil. Mais tarde, a análise de processos judiciais e de relatórios do Departamento de Justiça, do Exército e do Congresso americanos expôs laços de extremistas que vivem no Brasil com a Fundação Holy Land (Terra Santa, em inglês), uma entidade que, durante treze anos, financiou e aparelhou o Hamas, o grupo radical palestino que desde 2007 controla a Faixa de Gaza e cujo objetivo declarado é destruir o estado de Israel.

A Holy Land tinha sede em Dallas, no Texas, e era registrada como instituição filantrópica. Descobriu-se que havia enviado pelo menos 12,4 milhões de dólares ao Hamas e que ajudava o grupo a recrutar terroristas nos Estados Unidos e na América do Sul. Em 2001, entrou para a lista de organizações terroristas da ONU e, em 2008, seus diretores foram condenados na Justiça americana por 108 crimes, entre os quais financiamento de ações terroristas, lavagem de dinheiro e formação de quadrilha. A maior pena, de 65 anos de prisão, foi para Shukri Abu Baker, fundador, presidente e diretor executivo da Holy Land. Curiosamente, passou despercebido o fato de que Baker é brasileiro. Mais do que isso: durante muitos anos ele manteve operações no Brasil, e alguns de seus comparsas ainda estão por aqui.

Sem lei
Muito bem! Todas as vezes em que se tentou votar uma lei contra o terrorismo no Brasil, a esquerda impediu o debate. Chegaremos à Copa sem ela. E é provável que às Olimpíadas também. A Comissão de Juristas que propôs a reforma do Código Penal chegou a prever, sim, a pena para ações terroristas, mas o fez de maneira muito particular: livrava de qualquer sanção quem cometesse desatinos em nome de causas socais, o que é, obviamente, piada. Na maioria das vezes, um terrorista sempre alega uma motivação nobre, não é mesmo? De resto, pode até haver causas nobres que mobilizam fanáticos. O que os tolos têm de entender é que não há causa legítima o bastante que justifique o ataque contra alvos ilegítimos: os inocentes.

Precisamos agora saber quem são esses brasileiros, sua origem, seus vínculos no Brasil, suas conexões. É claro que a votação de uma lei antiterror se tornou ainda mais urgente.

30 Apr 12:35

Joel Jacobson: Garbage Collection of Unused PostgreSQL Tables and Columns

Over the last five years, our database at Trustly have kept growing in number of tables, columns and functions, where some of the tables and columns are being used by any database functions any longer. Getting rid of them is important, as otherwise people working with the database will be confused and annoyed. Database developers should always be able to rely on the data model being relevant and up to date.

In our system, no applications access the database tables directly, instead everything goes through stored procedures.

This means, if a table or column name is not present anywhere in any function’s source code, it’s very likely the table/column is not being used by anything. The only exception is if you have dynamically crafted queries executed using EXECUTE, where the table/column names are constructed from different parts. In our system, we thankfully only have a few such cases.

SELECT
Tables.TableName
FROM (
SELECT DISTINCT
regexp_replace(pg_catalog.pg_class.relname,'s$','')
FROM pg_catalog.pg_class
INNER JOIN pg_catalog.pg_namespace ON pg_catalog.pg_namespace.oid = pg_catalog.pg_class.relnamespace
WHERE pg_catalog.pg_class.relkind = 'r'
AND pg_catalog.pg_namespace.nspname NOT IN ('information_schema','pg_catalog')
) Tables(TableName)
WHERE NOT EXISTS (
SELECT 1 FROM pg_catalog.pg_proc
WHERE pg_catalog.pg_proc.prosrc ~* Tables.TableName
)
ORDER BY Tables.TableName

This query returned quite a lot of table names with about half of them being false positives,
but still a managable list to go through manually.

50 minutes of manual work later:

92 files changed, 1114 deletions(-)
DROP TABLE: 16
DROP VIEW: 6
DROP SEQUENCES: 7
DROP FK_CONSTRAINTS: 5
DROP CONSTRAINTS: 17
False positives: 14

Then I moved on to the task of finding unused table columns.
The query below excludes any false positives found in the previous query.

SELECT DISTINCT
    Columns.ColumnName
FROM (
    SELECT
        regexp_replace(pg_catalog.pg_attribute.attname,'id$','')
    FROM pg_catalog.pg_class
    INNER JOIN pg_catalog.pg_namespace ON pg_catalog.pg_namespace.oid = pg_catalog.pg_class.relnamespace
    INNER JOIN pg_catalog.pg_attribute ON pg_catalog.pg_attribute.attrelid = pg_catalog.pg_class.oid
    WHERE pg_catalog.pg_class.relkind = 'r'
    AND pg_catalog.pg_attribute.attnum > 0
    AND NOT pg_catalog.pg_attribute.attisdropped
    AND pg_catalog.pg_namespace.nspname NOT IN ('information_schema','pg_catalog')
    -- Exclude columns in tables we know are unused by the stored procedures, but we want to keep around anyway:
    AND pg_catalog.pg_class.relname !~* '^(alexacountrie|bankersworldonline|bindgroup|clearinghousecurrencie|dailystat|geoiporganization|hourlystat|usercommitment|polishbank|polishbanknumber|swedishpostalcode|testbasedata|testperlmodule|useraccesslogarchive)'
) Columns(ColumnName)
WHERE NOT EXISTS (
    SELECT 1 FROM pg_catalog.pg_proc
    WHERE pg_catalog.pg_proc.prosrc ~* Columns.ColumnName
)
ORDER BY Columns.ColumnName

It took me two hours to go through all code. It was an interesting journey in time with lots of memories.

50 files changed, 5396 insertions(+), 5917 deletions(-)
ALTER TABLE DROP COLUMN: 30
False positives: 87

The reason why there were so many insertions and deletions, was because the dropped columns affected some of the base tables with reference data, which had to be regenerated, thus affecting all lines in those files.

In summary, the ROI on those three hours of time invested is enormous. Developers can now feel confident all tables and columns fulfill a purpose in the system. This exercise will of course need to be repeated in the future though.


30 Apr 02:02

Why We Should Welcome Abortion Narratives

by Lauren Ely

A few recent efforts have emerged to encourage women who have had an abortion to tell their stories. Take the 1 in 3 Campaign, for example, whose mission is to “start a new conversation about abortion” and to “create a more enabling cultural environment for the policy and legal work of the abortion rights movement.” Or New York Magazine’s “My Abortion” article in November of 2013 that allowed twenty-six women to give first-person accounts of their abortion stories. Or, more recently, the title essay in Leslie Jamison’s The Empathy Exams, where she recounts the story of her abortion. Abortion rights advocates hope that this will change the minds of those who wish to restrict abortion.

These narratives indeed are more powerful than the dozens of op-eds that come out every week on abortion. The voice of the woman—usually ignored or theorized away—is finally allowed to speak. But the pro-life movement has little to fear from this trend, and in fact ought to embrace it.

Abortion narratives can be used to condemn the practice as well as to create sympathy for a woman who has suffered an abortion. Indeed, one of the oldest stories written about abortion—Maria: or, The Wrongs of Woman written by feminist forerunner Mary Wollstonecraft and published posthumously by her husband William Godwin in 1798—accomplishes precisely that.

Like the tales of the 1 in 3 Campaign, the story begins with the discovery of pregnancy. In this novel, the story is being related by Jemima, a servant who has been forced into a sexual relationship with her married master: “I discovered with horror—ah! What horror!—that I was with child. I know not why I felt a mixed sensation of despair and tenderness, excepting that, ever called a bastard, a bastard appeared to me an object of the greatest compassion in creation.”

When Jemima informs the father of her child, he procures an abortifacent. But Jemima hesitates over it too long: Her pregnancy is discovered by her master’s wife; she is beaten and fired. She returns to her dwelling to take the abortifacent. Aside from the language, the abortion scene could have been written today:

I hurried back to my hole, and, rage giving place to despair, sought for the potion that was to procure abortion, and swallowed it, with a wish that it might destroy me, at the same time that it stopped the sensations of new-born life, which I felt with indescribable emotion. My head turned round, my heart grew sick, and in the horrors of approaching dissolution, mental anguish was swallowed up. The effect of the medicine was violent, and I was confined to my bed several days; but, youth and a strong constitution prevailing, I once more crawled out, to ask myself the cruel question, ‘Whither I should go?’ I had but two shillings left in my pocket.

Wollstonecraft used Jemima’s story as one of many instances of the “wrongs of woman”—circumstances in which women have to defy the law, or their husbands, or propriety due to the difficulties imposed by them in an unjust society. Her aim was not to advocate for abortion but to show how poverty forces women into desperation, though she does ask her reader to witness the abortion in sympathy.

Like The Wrongs of Women, modern abortion narratives do more to condemn the world that supports abortion than to destigmatize abortion itself. By hearing women’s own stories, we understand the material as well as spiritual and societal deprivation that leaves pregnant women unsupported.

The stories I’ve heard first-hand from women I’ve worked with in crisis pregnancies echo Wollstonecraft’s story. They begin with a pregnancy test, a missed period, morning sickness—and an immediate sense of dread and fear. The woman often identifies with the child, even when she knows she wants an abortion. As Jemima says, “I thought it was killing myself—yet was such a self worth preserving?”

I’ve also witnessed the coercion Wollstonecraft describes: teenaged girls being dragged into the Planned Parenthood on Bleecker Street by fathers, mothers, or boyfriends; an eighteen-year-old who left home because her parents threatened to kick her out if she didn’t abort. I’ve heard a story from a woman who went to the hospital for her first pre-natal visit. The doctor assumed she wanted an abortion based on her circumstances: the color of her skin and the fact that she wasn’t insured and had a child already.

It reminds me of what I was told in my crisis pregnancy training, “It’s not about ‘choice.’ For the woman in the crisis pregnancy, society is telling her there is no choice.” It’s true: The initial reaction of the woman’s loved ones is critical in her decision on whether or not to carry a pregnancy to term, and so often the immediate reaction of those around her is in favor of the “practicality” of abortion, especially if the woman is from a lower economic class.

A society growing toward greater maternal support and respect for the dignity of all human life needs these narratives, even the ones that do not end in remorse. By giving women narrative, they are empowered in precisely the way their pregnancies left them feeling powerless. And they encourage those of us in the pro-life movement to view the woman with full sympathy. As Wollstonecraft’s Wrongs of Woman shows us, while political essays can persuade, narrative humanizes.

Lauren Ely lives and works in New York City. Her reviews have been published in Fare Forward and The Curator. Follow her at @laurenltg.

Become a fan of First Things on Facebook, subscribe to First Things via RSS, and follow First Things on Twitter.

30 Apr 01:32

How the USPS Killed Digital Mail

by Soulskill
An anonymous reader writes "In 2013, a startup called Outbox drew a lot of attention for its ambitious goal: digitizing everybody's snail mail. It was a nice dream; no more walking down your driveway six days a week to clear out the useless junk it contained. But less than a year later, Outbox shut down. This article explains how the United States Postal Service swiftly crushed their plan to make mail better. The founders were summoned to a meeting with the Postmaster General, who told them. 'We have a misunderstanding. You disrupt my service and we will never work with you. You mentioned making the service better for our customers; but the American citizens aren't our customers—about 400 junk mailers are our customers. Your service hurts our ability to serve those customers.' The USPS's Chief of Digital Strategy said Outbox's business model 'will never work anyway. Digital is a fad.' The USPS wouldn't work with Outbox to forward customers' mail, and that eventually destroyed the business."

Share on Google+

Read more of this story at Slashdot.








30 Apr 01:32

É isto mesmo, Padilha! Não desista! Vá até o… fim!

by giinternet

Pois é… Quanto mais Alexandre Padilha, ex-ministro da Saúde e atual pré-candidato do PT ao governo de São Paulo, tenta se desvencilhar do caso Alberto Youssef-Labogen, mais ele insiste em sair do armário e bater à sua porta, como uma cadáver ambulante que ainda procria; como um zumbi. As palavras de efeito têm adiantado muito pouco.

Nesta segunda, no programa “Roda Viva”, ele anunciou que seu advogado acionaria na Justiça, nesta terça, o deputado André Vargas, agora sem partido. Por quê? Em conversa com Youssef, Vargas afirmou que Padilha indicara Marcus Cezar Ferreira de Moura para a direção do laboratório-fachada Lobogen — sim, o rapaz ganhou mesmo o cargo. Escrevi aqui o óbvio: ainda que venha realmente a recorrer aos tribunais, e não consta que o tenha feito, a decisão é inócua, não serve pra nada. Aquela foi uma conversa privada, captada pela PF. É claro que Vargas vai desmentir.

Ocorre que, enquanto Padilha se ocupava dessa operação despiste, Leonardo Meirelles, sócio do laboratório Lobogen, afirmou à PF que Marcus Cezar — ex-assessor do então ministro e seu amigo; o petista o chama de “Marcão” — era, sim, o contato entre o labarotório-fantasma e o Ministério da Saúde. Só para lembrar: esse Meirelles é um “autônomo”, sem profissão definida. Outro suposto sócio do Labogen é o frentista Esdra Ferreira. Ambos são considerados meros laranjas de Youssef.

Já era o bastante para atrapalhar a vida de Padilha. Mas agora há outra coisa. Veio a público, nesta terça (leia post), a informação de que Youssef, em conversa com a parceira de profissão Nelma Kodama, também doleira, prometeu que, se o petista vencer a eleição, um delegado indicado por ela seria premiado com um cargo na Polícia Civil.

Nelma pergunta a Youssef: “Você tem acesso ao delegado-geral do Estado de São Paulo?”. A mulher queria, ora veja, indicar um delegado para o Deic, que é Departamento Estadual de Investigações Criminais, justamente a unidade especializada no combate a organizações criminosas, como as chefiadas por… Youssef! E o que responde o doleiro? Isto: “Se o Padilha ganhar o governo, ajudo ele e muito”.

O ex-ministro, claro, pode dizer que Vargas mentiu quando afirmou que ele indicara o diretor da Lobogen e que Youssef, o amigão do deputado, também está mentindo quando diz que poderá ajudar a nomear um delegado amigo se o PT vencer as eleições. Resta saber por que essa gente toda recorre tanto ao nome de Padilha, justamente o ex-titular do ministério que havia feito o acordo com a Lobogen.

Padilha está tentando manter o nariz fora d’água, mas está difícil. Os petistas dizem que isso não muda em nada a sua campanha. Dou um conselho ao petista: “É isto mesmo: não desista! Vá até o fim, valente! Torço para que não haja mudança de planos. Ninguém tem tanto a cara do PT como o senhor”.

30 Apr 01:31

Papuda: nesta terça, na cela do detento 95.413, teve futebol na TV de plasma

by giinternet

Por Marcela Mattos, na VEJA.com:
Nesta terça-feira, uma comissão de deputados federais de diferentes partidos fez uma visita ao mais destacado detento da Penitenciária da Papuda, no Distrito Federal, o ex-ministro José Dirceu. O objetivo do grupo, formado majoritariamente por aliados do petista, era tentar atestar que o petista não detém regalias na cadeia e pressionar a Justiça a liberá-lo para trabalhar fora da Papuda durante o dia. Mas não foi o que ocorreu. Ao chegar ao presídio, os parlamentares encontraram o detento 95.413 em uma cela privilegiada, eufórico diante de uma televisão de plasma que exibia a vitória do Real Madrid sobre o Bayern de Munique pela Liga dos Campeões da Europa. “Estou assistindo ao Real dar uma surra no Bayern”, disse o mensaleiro, sorridente, ao receber a comitiva em sua cela. O time espanhol goleou o rival alemão por 4 a 0.

Segundo relato do deputado Arnaldo Jordy (PPS-PA), a cela do petista é a maior do complexo, equipada com micro-ondas, chuveiro quente, televisão e uma cama diferente das demais. Dirceu foi colocado em um espaço de 23 m² no Centro de Internamento e Reeducação (CIR), cujas celas têm padrão de 15 m² e reúnem até quatro detentos. O local servia de cantina, mas passou por uma reforma para receber o ex-ministro.

“A cela do Dirceu é completamente diferente das outras que a gente viu, não há dúvidas. Vimos pessoas com deficiência física que deveriam ficar separadas porque os presos pegam parte da cadeira de rodas para fazer armas. Mas elas seguem misturadas, dormem em colchões piores e tomam banho em chuveiro frio”, afirmou a deputada Mara Gabrilli (PSDB-SP), que é cadeirante.

Os deputados de oposição reclamaram que o coordenador-geral da Sesipe (Subsecretaria do Sistema Penitenciário), João Feitosa, impôs uma série de restrições durante a visita: “Ele queria nos mostrar a cantina, as melhores celas e que seguíssemos o roteiro definido por ele. Disse ainda que não poderíamos ir a outros setores por falta de acessibilidade para a deputada Mara”, disse Jordy. Após a insistência, foram liberados três dos cinco parlamentares para visitar outras alas da penitenciária — inclusive a própria Mara Gabrilli, que negou ter enfrentado dificuldades durante o trajeto. Além de Jordy e Mara Gabrilli, integraram a comitiva os deputados Nilmário Miranda (PT-MG), Luiza Erundina (PSB-SP) e Jean Wyllys (PSOL-RJ).

Podólogo
No mês passado, VEJA revelou uma série de mordomias de Dirceu na Papuda. O petista passa a maior parte do dia no interior de uma biblioteca onde poucos detentos têm autorização para entrar. Lá, ele gasta o tempo em animadas conversas, especialmente com seus companheiros do mensalão, e lê em ritmo frenético para transformar os livros em redações, o que lhe pode garantir dias a menos na cadeia. O ex-ministro só interrompe as sessões de leitura para receber visitas – incluindo um podólogo –, muitas delas fora do horário regulamentar e sem registro oficial algum, e para fazer suas refeições, especialmente preparadas para ele e os comparsas.

Comandada pelo PT, a Comissão de Direitos Humanos da Câmara aprovou a diligência até a Papuda com o objetivo de negar a existência de benefícios aos condenados no julgamento do mensalão e, dessa forma, evitar sanções aos mensaleiros. Além de pressionar pela liberação do trabalho externo para Dirceu, petistas temem que seus companheiros sejam transferidos para uma penitenciária com regime mais duro.

Dirceu está sendo investigado pela Justiça por ter usado um celular dentro da cadeia do secretário da Indústria, Comércio e Mineração do governo da Bahia, James Correia, no dia 6 de janeiro. O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Joaquim Barbosa, cobrou investigações sobre essa e outras regalias de Dirceu e aguarda um parecer para decidir sobre a autorização para ele trabalhar em um escritório de advocacia.

30 Apr 01:29

O Zé nunca se apertou como estudante, como guerrilheiro, como clandestino, como ministro e como ex-ministro. E não se aperta como presidiário

by giinternet

Que vida boa, hein José Dirceu! A partir das 15h45, quando começou a surra do Real Madrid sobre o Bayern de Munique, eu estava ocupado em fazer o blog, em pôr no ar um programa de rádio às 18h, em ler a respeito das peripécias dos políticos brasileiros, em saber, afinal de contas, que diabos a Comissão de Direitos Humanos havia encontrado na Papuda.

É estupefaciente que essa comissão tenha se deslocado até a Papuda para constatar como sofre este patriota! Até parece que há poucos problemas nos presídios brasileiros, não é mesmo? Ou que outros grupos vulneráveis não estejam sujeitos às mais duras agressões. Eis uma das razões por que as esquerdas não suportavam que a comissão fosse presidida pelo deputado Marco Feliciano (PSC-SP). Aquela história de “cura gay” — projeto que, de resto, nunca existiu; esta é uma das maiores mentiras contadas na política brasileira nos últimos anos — era pura cascata. Esses valorosos moralistas gostam de aparelhar entes do estado para proteger os de sua turma.

Vejam lá: o presidiário Dirceu fez o que Reinaldo Azevedo — presidiário do trabalho e do suor do próprio rosto — não pôde fazer: ver o show de bola do Real Madrid e de Cristiano Ronaldo. De resto, está caracterizado: ele tem privilégios no presídio — cujo chefe, na prática, é o governador Agnelo Queiroz, do PT — a ninguém mais concedidos.

Não me surpreende. Eis o Zé. Isso o define. Quando militante estudantil, ele não era exatamente um carregador de piano; gostava era dos grandes momentos, das apoteoses. Quando treinou guerrilha em Cuba, ganhou fama de preguiçoso; não deve ter matado ninguém com as próprias mãos porque, de fato, nunca aprendeu a atirar. Quando voltou ao Brasil como clandestino, virou marido de uma pequena empresária, levando vida boa. Chegou a Anistia, e ele se mandou. No governo Lula, sempre foi fiel à causa, mas tinha o seu próprio aparato. Cassado e sem o cargo, virou um “consultor” de empresas privadas, que operava em quartos de hotel, onde recebia autoridades da República.

O Zé, em suma, não se aperta. O socialismo, também o seu, é um sistema para assegurar privilégios.

30 Apr 00:01

Doleiro prometeu a doleira um cargo na Polícia Civil de SP se Padilha, do PT, vencer a eleição

by giinternet

Leiam o que vai na VEJA.com. Volto no próximo post.

Por Daniel Haidar, na VEJA.com:
O doleiro Alberto Youssef prometeu à também doleira Nelma Kodama ajudar a beneficiar um delegado da Polícia Civil caso Alexandre Padilha, pré-candidato petista ao governo de São Paulo, seja eleito em outubro. A promessa foi feita por Youssef no dia 5 de março, em conversa por Blackberry Messenger, e aparece em relatório da Polícia Federal sobre as mensagens interceptadas, com autorização da Justiça, durante a operação Lava-Jato. “Se o Padilha ganhar o governo, ajudo ele e muito”, disse Youssef na mensagem para Nelma, por volta das 13 horas.

A conversa começou com uma pergunta da doleira: “Você tem acesso ao delegado-geral do Estado de São Paulo?”. Ela estava interessada em indicar um delegado para trabalhar no Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic), unidade especializada no combate a organizações criminosas como as chefiadas por Youssef e Nelma. O nome do apadrinhado da doleira não foi mencionado na conversa.

Youssef e Nelma foram presos na operação Lava-Jato e são considerados pivôs de um esquema de lavagem de 10 bilhões de reais nos últimos anos. Era apenas uma promessa – de doleiro para doleiro. Mas fica clara a demonstração dada por Youssef de que o doleiro se achava capaz de influenciar governos – ou pelo menos governos do PT. Outras conversas interceptadas pela Polícia Federal mostraram que o doleiro e o deputado federal André Vargas (PT-PR) tratavam contratos assinados com o Ministério da Saúde, comandado por Alexandre Padilha de janeiro de 2011 a fevereiro de 2014, como uma oportunidade de “independência financeira”.

Em dezembro do ano passado, o Labogen, um laboratório de fachada comandado por Youssef, conseguiu assinar um contrato com o Ministério da Saúde para produzir um medicamento em parceria com a EMS e o Laboratório da Marinha. O negócio permitiria um ganho de 31 milhões de reais. A parceria foi cancelada pela pasta depois que as investigações da operação Lava-Jato mostraram que laranjas do doleiro tiveram contato com diretores do ministério.

O Labogen chegou a contratar Marcus Cezar Ferreira de Moura, ex-assessor de Padilha no Ministério da Saúde, para atuar como lobista em Brasília. Em conversa do deputado federal André Vargas (PT-PR) com Youssef, Vargas diz que Moura foi indicado para contratação por Padilha. Padilha disse na segunda-feira que interpelou judicialmente Vargas para que ele explique o uso de seu nome em conversas com o doleiro. O ex-ministro nega que tenha relações com o doleiro.

29 Apr 22:00

CISPA 3.0: the Senate's New Bill As Bad As Ever

by Soulskill
Daniel_Stuckey writes: "CISPA is back for a third time—it has lost the 'P,' but it's just as bad for civil liberties as ever. The Senate Intelligence Committee is considering a new cybersecurity bill that contains many of the provisions that civil liberties groups hated about the Cybersecurity Information Sharing and Protection Act (CISPA). Most notably, under the proposed bill companies could not be sued for incorrectly sharing too much customer information with the federal government, and broad law enforcement sharing could allow for the creation of backdoor wiretaps. The bill, called the Cybersecurity Information Sharing Act of 2014, was written by Senate Intelligence Chair Dianne Feinstein (D-Calif.) and Sen. Saxby Chambliss (R-Ga.) and is currently circulating around the committee right now but has not yet been introduced. Right now, the bill is only a 'discussion draft,' and the committee is still looking to make revisions to the bill before it is officially introduced."

Share on Google+

Read more of this story at Slashdot.








29 Apr 20:02

Coronel Malhães: foi crime comum. Eu bem que avisei. Ou: Quando o jornalismo ignora os fatos e a lógica em favor da ideologia

by giinternet

Com o perdão da expressão, viu, leitores?, mas os idiotas me enchem de preguiça, embora eu jamais me recuse a combatê-los. Pronto! Na boa, acertei mais uma! Eu costumo desvendar crimes recorrendo à lógica elementar. Eu costumo desvendar crimes jogando no lixo as teorias conspiratórias. Eu costumo desvendar crimes prestando pouca atenção ao que noticia boa parte da imprensa — em especial quando a questão resvala na ideologia.

Não! O coronel Paulo Malhães, o torturador, não foi morto pela extrema-direita.

Não! O coronel Paulo Malhães não foi morto por ex-torturadores que tenham decidido se vingar dele.

Não! O coronel Paulo Malhães não é personagem das fantasias esquerdopotas e oligofrênicas — pesquisar no dicionário se for o caso — de gente que gosta de sentar em cima das evidências, noticiando delírios. Um rematado imbecil chegou a dizer que esse assassinato era parte da reorganização das forças de direita no país. Bando de vigaristas!

Já há confissão. O caseiro participou da gangue que invadiu o sítio — era o homem encapuzado. Tudo não passou de uma tentativa de roubar armas. No primeiro dia, escrevi neste blog o seguinte:

TRECHO TEXTO CORONEL

Quanto mais aumentava a histeria dos oligofrênicos, mais aumentava a minha convicção de que se tratava de crime comum. No dia 26, escrevi um post com este título:

morte do coronel morte do jornalismo

Em outros textos, perguntei qual era a hipótese da turma. Será que ex-torturadores na faixa dos 80 anos (os mais jovens, ainda sobreviventes) teriam feito um comando homicida? Para proteger quem? Era uma hipótese ridícula, veiculada por gente ridícula. Mas a imprensa não aprende. Mistificações em penca estão em curso, por exemplo, no caso do bailarino Douglas Rafael. No post a que me refiro, considerei aqui:

morte do coronel morte do jornalismo 2

O episódio emblemático do momento em que a imprensa decide se comportar como manada, sem pensar, se deu em fevereiro de 2009, quando a brasileira Paula Oliveira afirmou ter sido vítima de neonazistas da Suíça, que teriam desenhado com estilete em seu corpo a sigla de um partido de extrema-direita. Olhei as fotografias. Os desenhos eram regulares, feitos em alguém que estivesse imóvel. Uma das letras estava espelhada. Perguntei se aquilo era possível no escuro, com alguns brutamontes constrangendo a vítima. E aventei a possibilidade de que a história fosse falsa; de que Paula houvesse infligido os ferimentos em si mesma — ou, ao menos, aceitado que alguém o fizesse.

A imprensa ficou histérica. O Itamaraty acusou racismo. Os nacionalistas quase mandaram a Expedição Policarpo Quaresma invadir a Suíça. E eu apanhando dos idiotas porque não seria “brasileirista” o bastante…

A história era falsa.

Paula havia feito os ferimentos em si mesma.

Não tinha havido ataque nenhum!

Como eu sabia? Não tenho bola de cristal. Quem me contou foi a lógica.

 

29 Apr 20:02

Comissão de Direitos Humanos vai visitar Dirceu na Papuda. Um Engov antes e um depois, leitores!

by giinternet

Leitor, tome um Engov antes.

Agora dá para entender por que as esquerdas queriam tanto comandar a Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara, né? A dita-cuja, neste momento, deve estar lá na Papuda, verificando as condições em que José Dirceu, este mártir da República, está preso. Deve estar sofrendo horrores, não é mesmo? Reportagem da VEJA já demonstrou os privilégios de que desfruta o mensaleiro.

Há mais de 500 mil encarcerados no Brasil se formos considerar os presídios e as cadeias, que abrigam irregularmente presos condenados. Mais de 70% vivem em condições consideradas inadequadas para quem está sob a guarda do estado. Em alguns casos, como Pedrinhas, no Maranhão, do companheiro (deles) José Sarney, o presídio é sinônimo de inferno. Mas a comissão não tem tempo para essa gente, não.

Também não se ocupa em saber como vivem os 20 mil haitianos que já imigraram irregularmente para o Brasil. E que agora estão sendo despejados em São Paulo pelo governo petista do Acre.

Mas, vejam vocês, os diligentes companheiros foram à Papuda ver como sofre José Dirceu. A propósito: contra a vontade dos “companheiros”, consta que a deputada tucana Mara Gabrilli resolveu integrar o grupo. Pois é… Eles não queriam que Mara fosse de jeito nenhum. Por quê? Eu relembro.

Mara afirmou no último dia 9, durante audiência pública na Comissão de Segurança da Câmara, que o atual ministro-chefe da Secretaria Geral da Presidência, Gilberto Carvalho, “pegava recursos extorquidos de empresários” em Santo André durante o governo do ex-prefeito da cidade Celso Daniel, assassinado em 2002. Carvalho estava presente à audiência, para a qual foi convocado pelos deputados da comissão. Mara Gabrilli disse que o próprio pai teria sido extorquido e que Carvalho era conhecido como o “homem do carro preto”. Disse então: “O senhor sempre foi conhecido como o homem do carro preto, e eu não falo isso porque eu li, eu falo isso porque eu vi. O homem do carro preto era o homem que pegava os recursos extorquidos de empresários e levava para o [ex-presidente do PT] José Dirceu”.

José Dirceu vem a ser o coitadinho que está sendo paparicado pela comissão.

Se for o caso, leitor, tome um Engov também depois.

29 Apr 20:00

PF desmonta rede de doleiros usada para abastecer campanhas

by giinternet

Por Alana Rizzo, na VEJA.com:

A Polícia Federal apreendeu nesta terça-feira mais de 8 milhões de dólares em espécie na sede de uma empresa de segurança privada em Pernambuco. Segundo investigadores, parte do dinheiro que passava pelo esquema seria usada para abastecer campanhas eleitorais.

A quadrilha de doleiros, de acordo com a PF, operava um sistema paralelo de câmbio por meio da Brinks Segurança e Transporte de Valores. O dinheiro, em vez de ser transportado, ficava parado na empresa à espera de saques, como um banco, só que sem registro no sistema financeiro. Procurada por VEJA, a empresa não quis se manifestar.

A estimativa da PF é que a organização criminosa, que possuía ramificações internacionais, tenha movimentado mais de 100 milhões de reais. As investigações começaram em 2010 a partir de relatórios de operações suspeitas do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf).

O esquema ajudava empresários a pagar fornecedores no exterior. “O grupo trabalhava com empresários que queriam subfaturar determinada importação e operavam o dólar-cabo para isso. O pagamento da diferença do valor da mercadoria era feito por esses doleiros”, afirmou em entrevista coletiva o superintendente da Polícia Federal em Pernambuco, Marcelo Diniz.

O delegado informou ainda que a cooperação internacional envolveu cinco países: Bélgica, Inglaterra, Portugal, Itália e China.

Na operação, a PF cumpriu 30 mandados de busca e apreensão, 14 mandados de condução coercitiva e três mandados de prisão preventiva. A operação foi deflagrada em Pernambuco, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Rio Grande do Norte. A quadrilha é investigada por práticas de evasão de divisas, instituição financeira clandestina, lavagem de dinheiro e associação criminosa.

29 Apr 13:58

Barbosa: “Lula tem dificuldade em lidar com o Judiciário independente”

by giinternet

Por Laryssa Borges, na VEJA.com:
O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Joaquim Barbosa, rebateu de forma veemente nesta segunda-feira o comentário indecoroso do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva sobre o julgamento do mensalão. Barbosa afirmou que o petista, ao atacar a credibilidade da Justiça brasileira no julgamento, tem “dificuldade” em lidar com a atuação de um Judiciário independente. A manifestação do magistrado, que chegou ao Supremo indicado por Lula e foi relator do processo do mensalão, é a mais contundete desde que o ex-presidente negou, em entrevista a uma emissora de TV portuguesa, a existência do maior escândalo político da história do Brasil e acusou o STF de fazer um julgamento com “praticamente 80% de decisão política e 20% de decisão jurídica”.  “O juízo de valor emitido pelo ex-chefe de Estado não encontra qualquer respaldo na realidade e revela pura e simplesmente sua dificuldade em compreender o extraordinário papel reservado a um Judiciário independente em uma democracia verdadeiramente digna desse nome”, disse o relator do mensalão.

 No julgamento do escândalo político, foram condenados os principais expoentes da cúpula do PT, entre os quais o ex-ministro da Casa Civil José Dirceu, o ex-presidente da sigla José Genoino, o ex-presidente da Câmara dos Deputados João Paulo Cunha e o ex-tesoureiro Delúbio Soares. Também acabaram atrás das grades banqueiros, como a ex-presidente do Banco Rural Kátia Rabello, e empresários, como Marcos Valério, condenado por operar o esquema criminoso.

 A nota de Barbosa ampliou as críticas feitas às declarações de Lula ao longo do dia por partidos da oposição. O presidente do Supremo afirmou que a tentativa do petista de colocar em suspeição o julgamento da Corte “emite um sinal de desesperança para o cidadão comum, já indignado com a corrupção e a impunidade e acuado pela violência”.

 “A desqualificação do Supremo Tribunal Federal, pilar essencial da democracia brasileira, é um fato grave que merece o mais veemente repúdio. A ação penal 470 foi conduzida de forma absolutamente transparente”, rebateu o ministro. De acordo com o magistrado, não faltaram provas para condenar os réus do mensalão – além de cerca de 600 pessoas indicadas para fornecer provas testemunhais, houve perícias do Banco Central, Banco do Brasil, Polícia Federal e do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf). “Acusação e defesa dispuseram de mais de quatro anos para trazer ao conhecimento do STF as provas que eram do seu respectivo interesse”, disse.

29 Apr 13:58

Manifesto do PR em favor de Lula nasceu numa cadeia. Fernandinho Beira-Mar e Marcola não vão opinar também?

by giinternet

O manifesto do PR em favor da candidatura de Lula à presidência da República (leia post) nasceu, na prática, na cadeia, mais propriamente no Centro de Progressão Penitenciária do Distrito Federal. Já explico. Que coisa o PR! Esse ninho de patriotas realmente não surpreende! Vinte dos 32 deputados federais do partido decidiram assinar um manifesto em que defendem que Luiz Inácio Lula da Silva volte a ser o candidato do PT à Presidência da República, em substituição a Dilma Rousseff. Mas sabem como é o patriotismo… O partido não rompeu com a presidente, não.

O PR tem o titular de um ministério bilionário, o dos Transportes, que está a cargo do baiano César Borges. Ocorre que parlamentares afirmam que Borges não atende, vamos dizer assim, às necessidades do partido. Quais necessidades? Adivinhem! É gente que segue a cartilha moral do ex-presidente da sigla, Valdemar Costa Neto, um dos mensaleiros que estão na cadeia. Mesmo atrás das grades, com direito a sair para trabalhar, ele continua a ser uma das figuras mais influentes do PR. Há muito tempo já, parte da vida pública brasileira não é mesmo um caso de política, mas de polícia.

Vocês devem se lembrar que o partido dominava de cabo a rabo o Ministério dos Transportes, quando era chefiado por Alfredo Nascimento, que caiu em 2011, quando reportagem da VEJA evidenciou que a pasta era um ninho de corruptos. Dilma decidiu fazer então aquela tal faxina — que não passou de mera espanada na poeira da superfície — e nomeou alguns técnicos para a pasta.

Embora muitos parlamentares digam que Borges é ministro de Dilma, não do partido, a verdade é que ele é, sim, sensível aos apelos políticos. No começo deste mês, por exemplo, o então presidente do partido no Pará, Anivaldo Vale, pai do deputado Lúcio Vale, foi nomeado para a secretaria-executiva do ministério, com o apoio da bancada. É o segundo cargo mais importante dos Transportes. Nomes para o malfadado Dnit, o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes, passaram pelo crivo de Costa Neto, o presidiário.

E agora voltamos, então, ao mensaleiro e ao começo dessa conversa. Quem liderou o manifesto em favor de Lula foi o deputado Bernardo Santana (PR-MG), que é justamente um dos principais interlocutores daquele tal… Valdemar! Assim, é justo constatar que o apelo explícito para que o ex-presidente dê uma rasteira na atual presidente, por enquanto, parte mesmo é do presídio. Considerando o que Lula andou falando em Portugal sobre o mensalão e os mensaleiros, a gente há de convir que a coisa faz sentido, não é mesmo?

Vejam a que ponto chegamos: um condenado pela Justiça, um presidiário, assina um manifesto em favor da volta de um político à disputa — no caso, Lula! Só falta agora a gente saber o que pensam Fernandinho Beira-Mar e Marcola.

29 Apr 13:57

You Are What You're Tricked Into Eating

by Unknown Lamer
Rambo Tribble (1273454) writes "Two prominent nutrition experts have put forth the theory that the current obesity epidemic is, in large part, the result of processed foods tricking our appetite control mechanisms. They argue that evolution has given humans a delicately balanced system that balances appetite with metabolic needs, and that processed foods trick that system by making foods high in fats and carbohydrates have the gustatory qualities of proteins. As the researchers put it, 'Many people eat far too much fat and carbohydrate in their attempt to consume enough protein.'"

Share on Google+

Read more of this story at Slashdot.








29 Apr 13:57

Lula tem é ódio à democracia; seu mundo é o da troca de favores; do toma-lá-dá-cá; das relações viciosas

by giinternet
Gilmar Mendes, do Supremo: ministros assim deixam Lula irritado; ele não os compreende

Gilmar Mendes, do Supremo: ministros assim deixam Lula irritado; ele não os compreende

Todo mundo sabe que os ministros Gilmar Mendes, Marco Aurélio e Joaquim Barbosa, do Supremo Tribunal Federal, não formam exatamente uma “corrente” de pensamento. Ainda bem que não! Tribunal não é seita nem ideológica nem partidária. Eles estão lá para, instruídos pela Constituição e pelas leis, julgar de acordo com a sua consciência. Nem devem prestar atenção nem ao alarido das ruas nem aos bochichos de corredores. Só que Luiz Inácio Lula da Silva, que supõe encarnar em si mesmo os Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário, não se conforma com isso. Nesta segunda, esses três ministros afinaram suas vozes para reagir aos ataques que Lula desfechou contra o STF.

Em entrevista ao programa “Os Pingos nos Is”, que estreou ontem, às 18h,  na rádio Jovem Pan, Mendes comentou a declaração de Lula, segundo quem o julgamento do mensalão foi “80% político e 20% jurídico”. Disse Mendes: “O tribunal se debruçou sobre esse tema já no recebimento da denúncia. Depois, houve várias considerações técnicas; houve rejeição da denúncia em muitos pontos; houve toda uma instrução processual, e o tribunal julgou com clareza e examinou todas essas questões”.

O ministro está afirmando, em suma, que se fez um julgamento técnico. Joaquim Barbosa, presidente do Supremo, também reagiu: “O juízo de valor emitido pelo ex-chefe de estado não encontra qualquer respaldo na realidade e revela pura e simplesmente sua dificuldade em compreender o extraordinário papel reservado a um Judiciário independente em uma democracia verdadeiramente digna desse nome”.

Pois é… Este é o ponto: Lula não se conforma que a Justiça não ceda às injunções da política — e, claro!, da sua política. Ora, voltemos um pouquinho no tempo. Em abril de 2012, o chefão do PT convidou o ministro Gilmar Mendes para um bate-papo. Ele queria adiar a todo custo o início do julgamento do mensalão. Achando que tinha uma carta na manga contra o ministro — carta falsa, diga-se —, tentou nada mais nada menos do que chantagear um membro da corte suprema do país.
Reproduzo em azul trecho de reportagem da VEJA de maio de 2012:

(…)
Depois de algumas amenidades, Lula foi ao ponto que lhe interessava: “É inconveniente julgar esse processo agora”. O argumento do ex-presidente foi que seria mais correto esperar passar as eleições municipais de outubro deste ano e só depois julgar a ação que tanto preocupa o PT, partido que tem o objetivo declarado de conquistar 1.000 prefeituras nas urnas.
Para espíritos mais sensíveis, Lula já teria sido indecoroso simplesmente por sugerir a um ministro do STF o adiamento de julgamento do interesse de seu partido. Mas vá lá. Até aí, estaria tudo dentro do entendimento mais amplo do que seja uma ação republicana. Mas o ex-presidente cruzaria a fina linha que divide um encontro desse tipo entre uma conversa aceitável e um evidente constrangimento. Depois de afirmar que detém o controle político da CPI do Cachoeira, Lula magnanimamente, ofereceu proteção ao ministro Gilmar Mendes, dizendo que ele não teria motivo para preocupação com as investigações. O recado foi decodificado. Se Gilmar aceitasse ajudar os mensaleiros, ele seria blindado na CPI. (…) “Fiquei perplexo com o comportamento e as insinuações despropositadas do presidente Lula”, disse Gilmar Mendes a VEJA. O ministro defende a realização do julgamento neste semestre para evitar a prescrição dos crimes.

Retomo
Lula havia recebido a falsa informação de que Mendes teria relações com Carlinhos Cachoeira. Como se tratava de uma mentira inventada pela rede suja na Internet, seu esforço indecoroso caiu no vazio, e Mendes denunciou a tentativa de chantagem.

Com Barbosa, a relação passou a ser de ódio explícito. O chefão do PT não cansou de repetir nos bastidores que Barbosa devia a ele a sua nomeação; que só havia um negro da corte porque ele tomara essa decisão política. Esperava, em suma, para citar uma expressão do ministro Marco Aurélio, que o ministro lhe fosse grato com a toga. Eis Lula: ele não entende a democracia como a institucionalização de papéis. Seu mundo é o da troca de favores; do toma-lá-dá-cá; das relações viciosas que se amparam, se complementam e se justificam.

De resto, ninguém precisa ser muito bidu para supor que Lula certamente considera que agiram com correção os ministros Roberto Barroso e Teori Zavascki, por exemplo, que absolveram José Dirceu, Delúbio Soares e José Genoino do crime de quadrilha. E que errados estavam todos aqueles que condenaram os companheiros.

Em síntese, para Lula, quando um ministro absolve um amigo seu e condena um adversário, está agindo tecnicamente; se faz o contrário, então está movido por má-fé política.

Compreendo essa alma pura. Nestes dias que seguem, Lula deve é estar de olho no Vaticano. Está tentando entender por que cargas d’água Padre Anchieta, João 23 e João Paulo 2º foram canonizados, e ele, Lula, por enquanto, não foi ainda nem beatificado.

29 Apr 13:57

Padilha diz que vai interpelar André Vargas na Justiça

by giinternet

Na VEJA.com:
O ex-ministro da Saúde e pré-candidato do PT ao governo de São Paulo, Alexandre Padilha, afirmou em entrevista ao programa Roda Vida, da TV Cultura, que vai cobrar nesta terça-feira na Justiça explicações do deputado petista André Vargas sobre seu envolvimento com a indicação de nomes para o laboratório Labogen, empresa de fachada controlada pelo doleiro Alberto Youssef e investigada pela Polícia Federal.

Conforme revelou VEJA, a PF interceptou conversas telefônicas em que o deputado André Vargas conversava com Youssef sobre a contratação de um executivo para o Labogen. Segundo relatório produzido pelos policiais, Vargas, que fazia lobby para o laboratório no Ministério da Saúde na tentativa de obter um contrato de 150 milhões de reais, avisa que o escolhido encontraria Youssef dias depois e ressalta que “foi Padilha que indicou”. Pelo número de telefone, os investigadores o identificaram como Marcus Cezar Ferreira de Moura. “O executivo indicado por Alexandre Padilha”, como o relatório da PF se refere a Marcus, trabalhou como assessor parlamentar de um fundo de pensão controlado pelo PT.

Padilha declarou que nunca desconfiou que Vargas fizesse lobby para o Labogen e disse ser o principal interessado na apuração do caso – ele pediu à PF para ter acesso ao relatório completo. Segundo o ex-ministro, seu advogado chega a Brasília nesta terça-feira para interpelar judicialmente André Vargas pelas citações sobre a indicação de Marcus Cezar. “Meu nome não está em nenhuma citação. Ele apareceu em diálogo de terceiros. Não há atitude suspeita ou indiciamento pela PF”, afirmou o pré-candidato, que disse dormir tranquilo mesmo com a possibilidade de Vargas revelar novos detalhes do caso. “Não podia desconfiar de Vargas, ele era vice-presidente da Câmara, eleito também pela oposição. Se alguém tinha de desconfiar, eram os deputados.”

Reportagem de VEJA mostrou que, de acordo com a investigação da Polícia Federal, o Labogen é um laboratório-fantasma sem capacidade técnica para ter um contrato de 150 milhões de reais – um acordo de 31 milhões em que o Labogen figura como parceiro do gigante farmacêutico EMS no fornecimento de uma matéria-prima do Viagra chegou a ser aprovado. Após a publicação, o repasse do pagamento foi suspenso. “Se o laboratório fosse de fachada, teria sido retirado pelos vários filtros de análise do ministério por não ter capacidade de entregar a matéria-prima”, alegou o ex-ministro no programa da TV Cultura.

Padilha declarou ainda que era impossível que o Ministério da Saúde tivesse um contrato com o Labogen. Segundo o ex-ministro, “nunca teve e nunca existiria um contrato com laboratório privado na minha gestão”. Padilha reafirmou que era uma parceria que integrava um dos programas da pasta.

29 Apr 13:56

Sócio de laboratório diz que ex-assessor de Padilha era ponte com pasta da Saúde

by giinternet

Por Fausto Macedo, no Estadão:
Sócio do Labogen, Leonardo Meirelles afirmou nesta segunda-feira, 29, que o ex-assessor do Ministério da Saúde Marcus César Ferreira de Moura foi contratado pelo laboratório justamente para atuar como lobista em órgãos do governo federal, em especial na pasta em que trabalhou. “O Marcus Moura mantinha os contatos institucionais com o Ministério da Saúde”, disse Meirelles ao Estado. O Labogen é apontado pela Polícia Federal como o carro-chefe do esquema de lavagem de dinheiro comandado pelo doleiro Alberto Youssef. O laboratório, controlado pelo doleiro, tentou fechar contrato com o Ministério da Saúde durante a gestão do ex-ministro Alexandre Padilha para o fornecimento de remédios de hipertensão pulmonar no valor de R$ 6,2 milhões por ano – pelo prazo de cinco anos. A parceria foi desfeita após a Polícia Federal deflagrar a Operação Lava Jato, que desmontou em 17 de março deste ano o esquema de Youssef e apontou suspeitas sobre os negócios do Labogen, entre outras transações do doleiro.

Escutas da Polícia Federal flagraram o deputado licenciado André Vargas, que pediu desfiliação do PT em meio ao escândalo da Lava Jato, dizendo a Youssef, por meio de mensagem de texto, que Padilha havia indicado o nome de Moura para um cargo de comando no laboratório. A mensagem interceptada foi enviada ao doleiro em novembro de 2013. Moura havia trabalhado com Padilha no Ministério da Saúde entre maio e agosto de 2011, como assessor de eventos da pasta do governo federal. Também trabalhou na campanha presidencial de Dilma Rousseff em 2010. Padilha, que é pré-candidato do PT ao governo de São Paulo, nega que tenha feito a indicação. O Ministério da Saúde afirma que nenhum pagamento foi liberado para o Labogen.

Atuação
Moura passou a atuar no Labogen em dezembro de 2013, segundo Meirelles. Ele ficava sediado em Brasília, mas com poderes para deslocamentos pelo País, em nome do laboratório. O sócio do negócio controlado por Youssef diz que o ex-assessor de Padilha não chegou por indicação do ex-ministro, mas sim de outro personagem do escândalo da Lava Jato. Segundo o sócio do Labogen, a indicação de Moura foi feita pelo fundo GPI Participações e Investimentos, controlado por Pedro Paulo Leoni Ramos, ex-ministro do governo Fernando Collor (1990-1992). Pedro Paulo, conhecido como PP, é suspeito de integrar o esquema de Youssef.

“Ele (Moura) veio através desse fundo de investimentos. Não tive nenhuma influência (na contratação) e nenhum contato com o ex-ministro (Padilha). Tive reuniões com o Marcus Moura, ele esteve algumas vezes na empresa tomando conhecimento e ciência das nossas atividades. Eu não o conhecia, nunca o tinha visto”, afirmou Meirelles. O registro em carteira indica que Moura recebia R$ 4,2 mil ao mês. “Ele ganhava também uma verba para custear viagens e hospedagens. Após o episódio (deflagração da Lava Jato, em 17 de março), não tive mais contato com o Marcus, outro motivo para que o desligue”, disse Meirelles. Segundo informou o jornal Folha de S.Paulo no domingo, o vencimento real de Moura chegava a R$ 25 mil ao mês.

O advogado do sócio do Labogen afirma que o trabalho de atuação do laboratório com o governo realizado pelo ex-assessor de Padilha era legítimo. “Todas as empresas têm alguém responsável pelas relações com o poder público”, disse Haroldo César Nater, defensor de Meirelles – o sócio do Labogen também é acusado de integrar o esquema de lavagem do doleiro. “Não há nada de irregular nesse trabalho. Um grupo de investidores que tem interesse no Labogen disse que ele (Meirelles) precisava contratar uma pessoa que pudesse fazer o papel de relações institucionais”, disse o advogado. Diante do escândalo e da ligação de seu nome ao do ex-ministro Padilha, Moura deve perder o emprego no laboratório. “Estou providenciando o desligamento dele, vou comunicá-lo formalmente até porque não temos mais condições de bancar essa despesa”, disse Meirelles.
(…)

28 Apr 23:49

Imminent Server Seizure Tests Brazil's New Internet Bill of Rights

by Unknown Lamer
sunbird (96442) writes "Less than one week after passing the Marco Civil da Internet, Article 3 of which purports to protect free expression and privacy of personal data from government intrusion, a Public Prosecutor in Brazil is seeking to seize a server hosting research groups, social movements, discussion lists and other tools. The server is hosted by the Saravá Group, which has adopted a policy of not storing connection logs to protect the privacy of users. The Public Prosecutor is seeking to identify individuals involved in Rádio Mudo, a project hosted by Saravá, but as Saravá does not store logs, there is no information on the server that is responsive to the investigation. This action comes as Brazil seeks to place itself in the forefront of protecting internet privacy after it hosted the Net Mundial conference. Saravá has called for a protest action today at 1PM local time (9AM PT/12noonET) to protest against the seizure."

Share on Google+

Read more of this story at Slashdot.








28 Apr 22:04

Lula e Collor juntos mais uma vez — agora, contra o Supremo. Que lindo!

by giinternet

Lula e o ex-presidente Fernando Collor são aliados políticos faz tempo. Em 2002, o “caçador de marajás” já apoiou o petista, que havia sido seu adversário em 1989. Não custa lembrar que o PT constituiu o núcleo duro da campanha que resultou na deposição de Collor.

Agora, mais uma causa une os dois políticos. A luta contra o Supremo Tribunal Federal. Em Portugal, e nós ainda falaremos disso aqui, Lula afirmou que o julgamento do mensalão teve 80% de questão política e 20% de questão jurídica. É um despropósito total.

No Senado, Collor, que foi absolvido pelo tribunal de um processo iniciado há, calculem!, 23 anos, resolveu bater no peito e proclamar a sua inocência, dizendo que o STF, assim, reescreve a história do país. Apesar disso, atacou o ministro Joaquim Barbosa de maneira brutal, acusando o ministro de não respeitar a liturgia do cargo.

Com o devido respeito ao ex-presidente e hoje senador, declaro: uma ova, meu senhor! O STF não reescreve coisa nenhuma. O STF só o absolveu porque a denúncia feita pelo Ministério Público, à época, foi inepta e não conseguiu provar as vinculações de Collor com o esquema liderado por PC Farias.

O que pretende Fernando Collor? Negar que PC fizesse tráfico de influência? Negar que seu ex-caixa de campanha se movimentava nas sombras, cobrando, vamos dizer, uma taxa dos agentes econômicos que eram obrigados a se relacionar com o governo?

Vamos ser claros: o fato de o Ministério Público não ter conseguido evidenciar a culpa de Collor o torna inocente perante a Justiça, mas não elimina as lambanças do que se chamou, então, “República de Alagoas”.

A coisa tem a sua graça trágica. Quando Collor foi eleito, em 1989, as esquerdas disseram, então, que a pior elite tradicional do Brasil se reciclava na figura de um doidivanas. Quando Lula se elegeu, em 2002, esses mesmos grupos afirmaram que, finalmente, as elites tradicionais estavam sendo vencidas. Quis o destino, então, que a velha e a nova elites se unissem, ambas contra o estado de direito.

28 Apr 22:04

Oposição: Lula “surtou”, entrevista é “lamentável” e “não faz bem à democracia”

by giinternet

Na VEJA.com:
O senador Aécio Neves (MG), pré-candidato do PSDB ao Palácio do Planalto, afirmou nesta segunda-feira que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva agiu de forma “lamentável” ao negar o maior escândalo político da história do país e acusar o Supremo Tribunal Federal de fazer um julgamento com “praticamente 80% de decisão política e 20% de decisão jurídica”, na indecorosa entrevista concedida pelo petista a uma emissora de televisão portuguesa. “Quando se combate o Judiciário, quando se combate a imprensa porque é crítica a ações do nosso grupo político, não se faz um bem à democracia”.

 “É lamentável ver um ex-presidente da República com afirmações que depõem contra o Poder Judiciário brasileiro”, disse o tucano. “Não podemos respeitar o Poder Judiciário quando ele toma decisões que nos são favoráveis e desrespeitá-lo quando ele toma decisões que não nos são favoráveis.”

Na entrevista divulgada neste final de semana, Lula tentou desqualificar o julgamento do escândalo. “O que eu acho é que não houve mensalão. Também não vou ficar discutindo a decisão da Suprema Corte. Eu só acho que essa história vai ser recontada. É apenas uma questão de tempo, e essa história vai ser recontada para saber o que aconteceu na verdade”, afirmou o ex-presidente. “O tempo vai se encarregar de provar que no mensalão você teve praticamente 80% de decisão política e 20% de decisão jurídica.”

Também pré-candidato à Presidência nas eleições de outubro, o ex-governador de Pernambuco Eduardo Campos (PSB) afirmou durante evento em São Paulo que o Judiciário tem que ser respeitado. “Em qualquer democracia, decisão de Suprema Corte se cumpre, não se discute”, disse Campos. Ele tentou, porém, esquivar-se do embate direto com Lula, de quem foi ministro da Ciência e Tecnologia — Campos tem concentrado suas críticas na gestão da presidente e futura adversária Dilma Rousseff.

“Surtou”
O senador Agripino Maia (RN), presidente do DEM, afirmou que Lula “surtou”. “Foi uma declaração no mínimo infeliz e que nos leva a crer que Lula surtou. Todos sabem que o José Genoino comandou o PT quando ele era presidente, que o Delúbio [Soares] foi o arrecadador do dinheiro de sua campanha e que o José Dirceu é o número um do PT”, disse Maia, sobre a tentativa de Lula de se distanciar dos réus do escândalo. “Não faz o menor sentido atribuir um julgamento político a uma Corte para a qual ele indicou quase a metade dos ministros. Então, ele indicou políticos para essa função? É uma contradição monumental.”

Na entrevista concedida à imprensa portuguesa, Lula tentou se dissociar – de maneira desleal – dos mensaleiros que o ajudaram a fundar o Partido dos Trabalhadores, nos anos 1980, e a conquistar o mais alto posto da República, em 2002. Ele afirmou que embora haja “companheiros do PT presos, não se trata de gente da sua confiança”. Um dos companheiros é José Dirceu, que chefiou a primeira campanha eleitoral de Lula e depois, no primeiro ano de seu mandato, exerceu o cargo de ministro-chefe da Casa Civil. Dirceu foi condenado a 7 anos e 11 meses de prisão e passa seus dias atualmente no presídio da Papuda, em Brasília. Outro companheiro é José Genoino, igualmente fundador do PT. Ele ocupou a presidência do partido entre 2002 e 2005, os anos do mensalão.

28 Apr 22:04

Coragem e Dor

by Augustus Nicodemus Lopes
Quando tive um acidente de moto cerca de três semanas atrás, fiquei hospitalizado por dez dias, período em que experimentei dores quase insuportáveis. Havia quebrado o pé e a mão diretos. A mão direita precisou de uma extensa cirurgia e da implantação de uma placa de titânio. Apesar dos anestésicos, as dores eram constantes.


Durante os primeiros dias no hospital, não somente as dores como também o desconforto físico tiveram um profundo efeito sobre minha vida espiritual. Dúvidas, confusão, incertezas, ansiedade e quase desespero se apoderaram da minha mente e do meu coração. Cheguei mesmo a rever as questões mais básicas da minha fé, como por exemplo, o amor de Deus pelos seus filhos, o seu sistema, que às vezes parece cruel, de submeter os seus filhos ao sofrimento e à dor, a minha vulnerabilidade e fraqueza diante da realidade, e especialmente as incertezas relacionadas com o futuro. 


Depois de alguns dias debaixo de intenso sofrimento físico, mental e espiritual, finalmente a luz raiou. Ela veio através do alívio das dores e de uma percepção que Deus me deu durante a oração de um irmão que me visitava, com respeito ao seu propósito geral com o sofrimento na vida de seus filhos.


Em nenhum momento eu havia atribuído a Deus qualquer responsabilidade pelo acidente. Como calvinista, eu sabia muito bem que o acidente tinha sido resultado das causas naturais, das leis físicas gerais que Deus havia criado e estabelecido para governar a realidade. Eu havia quebrado aquelas leis e agora estava sofrendo as consequências. Eu sabia que nada acontece sem a vontade de Deus. Mas, a consciência da minha responsabilidade aqui nesse mundo, que sempre acompanhou a consciência que tenho da absoluta soberania divina, não permitiu que eu atribuísse a Deus qualquer mal. Ele sempre é justo e bom. O acidente era a consequência inevitável de eu ter quebrado leis físicas que ele havia estabelecido - no caso, acelerar sem calcular corretamente espaço e trajetória.


Mas o ponto que quero destacar foi a percepção que eu tive, lá no hospital, como nunca antes, da relação inseparável entre o nosso espírito e nosso corpo. Ou, colocando de outra maneira, a relação inseparável entre bem estar espiritual e bem estar físico.  Não pretendo aqui entrar na eterna discussão entre dicotomistas e tricotomistas, se o espírito e a alma são duas dimensões distintas do homem ou a mesma descrita com duas palavras diferentes. Ambos hão de concordar que a dimensão espiritual e a dimensão física estão profundamente relacionadas.


Percebi muito claramente que, diante do sofrimento e da dor, a minha fé havia se estremecido e se abatido. Pensei nos mártires de outrora, do início do cristianismo. Me lembrei da história que nem sempre é contada, que nem todos os cristãos primitivos morreram alegremente, cantando hinos nas labaredas de fogo ou nos dentes das feras. Não poucos morreram gritando de dor, sem demonstrar qualquer coragem durante seu martírio. Outros, publicamente renunciaram à fé, para não padecer sofrimentos e encarar uma morte terrível.


Quanto aos que morreram confiantes em Deus, cantando hinos e dando testemunho do amor e do poder de Deus, e assim entrando nos registros da história da igreja cristã, a eles foi dada a graça de morrer como mártires, glorificando a Deus. Eu não mais julgo aqueles outros que, diante da tortura, da dor e do sofrimento, deram mostra de fraqueza e covardia. Eu posso entender porque eles fizeram isto. Porque eu mesmo percebi no meu coração, quando a dor se tornou mais insuportável, uma grande dificuldade de me manter esperançoso, alegre e confiante nas promessas de Deus.


Vejo vários exemplos desta relação entre corpo e espírito nas Escrituras. No caso de Jó, Satanás foi direto ao ponto. Ele disse a Deus que se tocasse no corpo de Jó, este haveria de negá-lo. Pois, segundo o diabo argumentou, "Pele por pele, e tudo quanto o homem tem dará pela sua vida. Estende, porém, a mão, toca- lhe nos ossos e na carne e verás se não blasfema contra ti na tua face” (Jó 2.4-5). Embora seja pai da mentira, Satanás é extremamente perspicaz. Ele sabe da relação entre espírito e corpo no ser humano, sabe que se atingir um, atinge o outro.


Quando o profeta Elias estava extremamente cansado, sentiu-se deprimido a ponto de pedir a própria morte (1Re 19.4). Jonas, debaixo de calor insuportável, pediu impensadamente pra morrer (Jonas 4.8). Paulo fala de um espinho na carne, que o abatia constantemente (2Co 12.7-10). Em outras palavras, é muito mais fácil termos esperança, coragem, alegria, ânimo e confiança quando nos sentimos bem fisicamente.


Aqueles dias no hospital me ensinaram pelo menos duas coisas. Primeiro, que não sou tão forte espiritualmente assim como pensava. Muito da fortaleza, confiança e esperança que tenho, está relacionada, e de certa forma dependente, do meu bem estar físico. Assim, se Deus não me sustentar na hora da doença, da dor e da adversidade, facilmente desanimaria e me abateria ao ponto do desespero. Somente Deus é quem nos sustenta nas horas da provação e da aflição.


A segunda coisa que aprendi, é a necessidade de ser mais compassivo e compreensivo com quem está sofrendo. As vezes chegamos mesmo ao ponto de repreender irmãos que estão em dores e sofrimento, porque eles não conseguem estar alegres, esperançosos e se manter calmos e confiantes diante das promessas de Deus. Só quem experimentou dores profundas, durante um tempo prolongado, e que sabe como é difícil manter a mente focada nestas coisas quando o corpo inteiro é uma única dor insuportável.


Por fim, o meu apreço cresceu por aqueles crentes que, durante períodos de provação, sofrimento, doença, dor e perseguições, consegue regozijar-se e alegrar-se em Cristo Jesus. Esta é uma verdadeira dádiva dos céus. Que o nosso Deus conceda que, na dor ou no sofrimento, nós o glorifiquemos através de uma disposição espiritual agradável a ele, que mostre ao mundo que há um poder sobrenatural por detrás daquele que crê.



28 Apr 22:02

US and UK Governments Advise Avoiding Internet Explorer Until Bug Fixed

by samzenpus
martiniturbide (1203660) writes "Reuters is reporting that 'The U.S. and UK governments on Monday advised computer users to consider using alternatives to Microsoft Corp's Internet Explorer browser until the company fixes a security flaw that hackers used to launch attacks.' The article states that 'The Department of Homeland Security's U.S. Computer Emergency Readiness Team said in an advisory released on Monday that the vulnerability in versions 6 to 11 of Internet Explorer could lead to "the complete compromise" of an affected system.'"

Share on Google+

Read more of this story at Slashdot.