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29 Apr 00:48

"(…) Passei a observar e notei que já não se escreve mais como antigamente. Ninguém mais faz diário,..."

(…) Passei a observar e notei que já não se escreve mais como antigamente. Ninguém mais faz diário, ninguém escreve nas portas dos banheiros, em muros, em paredes. Não tenho visto nem aquelas inscrições, geralmente acompanhadas de um coração, feitas em casca de árvore. Bem, verdade é que não tenho visto nem árvore.

- Quer dizer – disse a um amigo enquanto íamos pela rua – que o estudante brasileiro não sabe escrever? Isto é ótimo para mim. Pelo menos diminui a concorrência e me garante o emprego por mais dez anos.

- Engano seu – disse ele. – A continuar assim, dentro de cinco anos você terá que mudar de profissão.

- Por quê? – espantei-me. – Quanto menos gente sabendo escrever, mais chances eu tenho de sobreviver.

- E você sabe por que essa geração não sabe escrever?

- Sei lá – dei com os ombros -, vai ver é porque não sabe pegar no lápis direito.

- Não senhor. Não sabe escrever, porque está perdendo o hábito da leitura.



- Carlos Eduardo Novaes (A Regreção da Redassão, 1976)
28 Apr 13:55

Vader’s Little Princess by Jeffrey Brown [amazon] [h/t:...













Vader’s Little Princess by Jeffrey Brown [amazon]

[h/t: thephobia]

28 Apr 13:45

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28 Apr 13:44

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Isabel

So cute!

28 Apr 13:43

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28 Apr 13:37

Being Snobby On Facebook

by Kim LaCapria

great gatsby burngreat gatsby burn

It can backfire quickly.

Being Snobby On Facebook is a post from: The Inquisitr

28 Apr 13:36

10 frustrações tecnológicas que meu filho nunca terá

by Avram Piltch - Laptop Mag

Quando eu era criança, meus pais me contavam sobre todas as tecnologias antiquadas que eles usavam quando eram jovens. Carro com afogador, ligações que precisavam de uma telefonista, toca-discos com manivela manual: mamãe e papai passaram por várias frustrações tecnológicas que eu nunca tive.

Assim que meu filho, que tem hoje um ano de idade, começar a falar, quero contar para ele sobre estas dez incríveis frustrações que ele nunca vai ter. Espero que ele sinta pena de mim por isso, ao menos um pouco.

À medida que a tecnologia velha dá lugar a outras mais novas, rápidas e brilhantes, nós não conseguimos evitar um sentimento de nostalgia pelos nossos gadgets de outrora — mesmo com todos os seus problemas. Avram Piitch, da Laptop Mag, nos leva por um tour de todas essas dores de cabeça que a tecnologia causava, e que as novas gerações nunca terão o (des)prazer de conhecer.


Internet discada superlenta

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Eu uso internet a cabo desde 1999, mas nunca me esquecerei da internet discada. Caso não ocorra um apocalipse da banda larga, meu filho poderá contar nos dedos as conexões realmente lentas que ele vai encarar na vida. A internet discada era com uma caixa de bombons: você nunca sabia o que ia sobrar para você.

Ouvir o barulho do modem discando era como ver um crupiê girar a roleta. Eu prendia a respiração quando ouvia o tom do último número. Será que vai dar ocupado, ou vai continuar chamando até eu cancelar e tentar de novo? Mesmo quando o provedor atendia, eu ficava ansioso por ao menos 30 segundos, enquanto ouvia o familiar “boing, boing, bing” do processo de handshaking. No final, eu podia ser o vencedor de uma rápida conexão de 56K ou ficar com o prêmio de consolação, uma velocidade de 14,4Kbps, que demorava dez minutos para baixar uma única foto.


Disquetes enormes

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Hoje em dia, você tem que ter muito azar para perder seu trabalho. Tudo que meu filho for escrever, desde os primeiros textos até os trabalhos da faculdade, será preservado na nuvem para os bisnetos verem.

Quando eu era jovem, nós tínhamos disquetes de 5,25 polegadas bem moles para guardar nossos arquivos. Ao contrário dos pendrives de hoje em dia que aguentam até 30 minutos debaixo d’água, os disquetes podiam ser vítimas de imãs, calor ou mesmo desgaste de uso. O pior é que, como demorava muito para salvar um documento, você fazia isso menos vezes e corria mais risco de perder tudo.


Orelhões sujos

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Ao longo de sua vida, meu filho nunca estará sem contato, porque ele sempre terá algum dispositivo de comunicação com ele. Quando eu era jovem, a única maneira de ligar para alguém da rua era usando um orelhão.

Hoje em dia, é mais fácil achar um cinema drive-in que um orelhão funcionando — por um bom motivo. Os fones desses quiosques contagiosos são tão limpos quanto um banheiro público que não é lavado há anos. Pior ainda era ter que comprar cartões ou fichas. Fichas de telefone, lembra disso?


Mensagens ambíguas no pager

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Quando meu filho estiver no jardim de infância, ele provavelmente estará usando um headset que projeta e-mails diretamente na retina enquanto ele anda. O pai dele, com essa idade, estava feliz por ter um pager alfanumérico que tocava e mostrava um número de telefone.

Infelizmente, quando você recebia uma mensagem, frequentemente não sabia de quem era o número e o que a pessoa queria até ligar de volta. Eu não sei dizer quantas vezes corri para o orelhão mais próximo para ligar e era só telemarketing ou estranhos que erraram o telefone.


Alugar e rebobinar filmes

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Quando eu me sentar no sofá com meu filho e mostrar para ele todos os meus filmes favoritos, eles estarão sendo transmitidos diretamente da nuvem para nosso tablet ou TV. Ele não vai acreditar quando eu disser a ele que nós costumávamos alugar fitas VHS numa locadora.

Quando você pensa direito no que era isso, percebe que cada aspecto de alugar um filme era um exercício de frustrações. Primeiro, você tinha que ir até a locadora e torcer para que ainda houvesse cópias do filme que você queria, mas isso geralmente dava errado: você ia pegar Pearl Harbor e acabava levando algum besteirol ruim. Depois, tinha 24 horas para ver o filme e devolvê-lo rebobinado, sob risco de multa. Eu nunca vou esquecer as noites que fiquei esperando o videocassete rebobinar a fita para eu poder ir até a Blockbuster debaixo de uma tempestade e devolver o filme antes de dar meia-noite.


Impressoras matriciais

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Quando meu filho quiser imprimir alguma coisa (se ele quiser e precisar disso, claro), a impressora vai imprimir colorido num papel brilhante em menos de um minuto. Se ele precisar de mais papel, é só colocar folhas A4 na bandeja e pronto.

Ele nunca terá a mesma satisfação que eu depois de finalmente alinhar os buraquinhos da minha resma de papel com os dentes da impressora matricial e esperar 20 minutos para ela imprimir 10 páginas em preto-e-branco de texto puro. Imprimir era um processo tão lento e doloroso que as garotas podiam usar “Eu preciso imprimir um negócio aqui” como desculpa para não sair, em vez de clássicos como “Eu preciso secar o cabelo” ou “Chegou visita, não vai dar”.


Escrever em Palm Graffiti

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Os melhores softwares de hoje em dia são como um par de sapatos confortáveis: eles se adaptam às preferências do usuário com o tempo. O primeiro computador, o primeiro celular e o primeiro tablet do meu filho vão, sem dúvidas, aprender com ele, prevendo qual vai ser a próxima palavra que ele vai digitar ou música que ele vai ouvir, baseado nas atividades passadas.

Crescendo num mundo em que reina a personalização, meu filho ficará surpreso quando ouvir dizer que havia um aparelho que forçava você a aprender um alfabeto praticamente inteiro apenas para colocar texto. Uma geração inteira dos PDAs PalmOS exigiam que você escrevesse em Graffiti, um alfabeto sintético desenhado para que fosse mais fácil para o dispositivo ler o que você escrevia.


Imagens da web com ruído

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Se meu filho vir uma foto com uma paleta de cor limitada, ela estará no Instagram. Mas quando a Web era nova, muitas placas de vídeo e monitores podiam exibir apenas 256 cores diferentes (8-bit color) de cada vez na tela.

As fotos ficavam granuladas, pois o computador tinha que usar dithering para aproximar as cores que ele não podia exibir. Mesmo o wallpaper e os ícones do Windows pareciam granulados quando você usava o modo de cores de 8-bit. Quando eu finalmente consegui uma placa de vídeo de 16-bit, a Internet inteira parecia diferente.


Ajustar a antena da TV

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Seja streaming da Internet ou um canal HD da TV a cabo, os vídeos que meu filho vai ver aparecem ao apertar um botão. Serão raras as ocasiões em que ele terá que esperar por causa da bufferização ou do congelamento de alguma imagem, e ele não terá muito o que fazer nesses casos.

Quando eu contar que eu cresci rodando e esticando antenas que ficavam em cima da TV só para conseguir uma imagem decente, ele vai ficar chocado. Infelizmente, por décadas antes da TV a cabo e da TV digital, todo mundo tinha que levantar do sofá e periodicamente perder tempo com as antenas, porque a imagem ficava ruim de uma hora para outra. Uma geração de crianças foi encarregada dessa ingrata tarefa.


Revelar fotos

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Se meu filho quiser tirar uma foto de alguma coisa, tudo que ele precisará será apontar o smartphone, tablet ou câmera digital para o objeto e apertar um botão. Em menos de um segundo, ele terá uma imagem completamente digital que ele pode editar, imprimir ou compartilhar com o mundo.

Quando o pai dele estava crescendo, a maioria das fotos era tirada com câmeras de filme, com duas dúzias de quadros por rolo e sem ter como ver até serem reveladas. Às vezes, levava semanas ou meses antes de terminar o rolo e revelá-lo. Até mesmo as fotos de Polaroid levavam minutos para aparecer. Naquela época, se alguém saiu com olhos vermelhos ou estava olhando pro lugar errado, era tarde demais para tirar outra foto.


Republicado com permissão da Laptop Mag. Laptopmag.com traz para você reviews aprofundados dos produtos mobile mais recentes, as últimas notícias de tecnologia, conselhos e tutoriais úteis, além de análise de especialistas das últimas tendências sobre tecnologia.

23 Apr 19:10

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23 Apr 19:07

A probabilidade estatística do amor à primeira vista (Jennifer E. Smith)

by Anica

probabilidadeSem qualquer obrigação de leitura (não estou na faculdade, não escrevo para um blog com parcerias e, principalmente, não quero provar nada para ninguém) acaba que meus critérios para escolha de livros estão para lá de aleatórios. Tentei engatar leituras de terror por causa de Little Stranger, mas então vi este livro de capa fofíssima e título meio nonsense e pronto, já fiquei curiosa. Sim,é young adult, então se essa não for sua praia nem perca tempo, porque não tem nada que vá te surpreender em termos de escrita. Mas é tão gostosinho de ler, tão bonitinho, tão -inho, -inho que pelo menos para as meninas que gostam de uma história doce eu certamente recomendo este livro. Trocando em miúdos: tive mais sorte do que juízo, porque se o critério foi bocó, pelo menos o livro não foi uma perda de tempo.

Confesso que as primeiras páginas prenderam minha atenção porque eu simplesmente adoro essa teoria de que pequenos momentos banais dos nossos dias podem significar uma grande mudança em nossas vidas (acho que o exemplo mais lindo dessa ideia foi mostrado em um filme nacional chamado Não por acaso). Hadley por uma série de fatores acaba perdendo seu voo para Londres por exatos quatro minutos, e corre o risco de se atrasar para o segundo casamento de seu pai. Fica evidente logo de cara que a garota não está muito bem com a obrigação de estar lá, muito menos com o fato do pai casar novamente – o que a leva a questionar em muitos momentos o que diabos faz com que uma pessoa que tinha uma vida estável e boa largue tudo isso por causa de uma paixão.

Como que para responder a questão da menina, ainda no aeroporto enquanto espera pelo próximo voo ela conhece Oliver, um britânico bonitinho e engraçado que, por coincidência, também irá para Londres para um evento pelo qual não está muito ansioso. Enquanto esperam o avião e mesmo durante a viagem, vão conversando e se conhecendo e (óbvio) se apaixonando. A autora vai intercalando trechos de conversas dos dois com flashbacks de Hadley, que aos poucos vão revelando o motivo por estar tão brava com o pai (e desiludida sobre o amor). Apesar de a narrativa ser em terceira pessoa, é bem evidente que o foco é sempre Hadley: não há um momento em que possamos ver a história do ponto de vista de Oliver, o que até é um recurso interessante mais para o fim, até porque a história seguirá a fórmula básica das comédias românticas onde os romances são marcados mais pelos desencontros do que os encontros, digamos assim.

E então que chega um momento que você já entendeu os motivos de Hadley e os flashbacks começam a ficar completamente desnecessários (e chatos). Se o livro se sustentasse nisso, aí sim eu teria achado um desperdício de tempo, mas como paralelamente vai correndo a história de Hadley e Oliver, dá até para relevar. E aí é como eu disse antes, uma história bonitinha, fofinha, água com açúcar e por isso mesmo divertidinha. Oliver é um personagem extremamente encantador e apesar de Hadley parecer meio birrenta no final das contas você também acaba simpatizando com a garota e aí, tchans, torce pelo casal o que, convenhamos, é fundamental para que o leitor queira continuar a ler uma história romântica, certo?

Hmkay. Aí considere também que o livro é curtíssimo (224 páginas e com fonte grande) e pronto, dá para dizer que foi um prazer sem culpa. Em uma tarde dá para ler o livro todo, e até talvez pela imersão, depois ainda ficar com um tico de saudades de Hadley e Oliver. Para quem quiser dar uma conferida, a Record disponibilizou o prólogo do livro.

21 Apr 22:37

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