Por Thea Tavares e Joka Madruga
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Por Thea Tavares e Joka Madruga
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O projeto do BNDES, quando era, de fato, desenvolvimentista, foi mobilizar capital de diversos investidores para investir em startups, de modo a compartilhar os riscos.
Marcelo Miterhof é economista do BNDES. Foi meu orientando na Pós-Graduação do IE-UNICAMP. Infelizmente, o artigo abaixo não reflete necessariamente a opinião do banco.
Na semana passada, o Ministério da Saúde fechou com uma empresa brasileira a compra de 6500 ventiladores pulmonares, que é o equipamento central das UTIs para tratar de pacientes com o vírus Corona. Num contexto em que os países tendem a entrar no modo “farinha pouca, meu pirão primeiro” – vide o conflito sobre as máscaras descartáveis que iriam para Alemanha, França e Brasil, mas ficaram mesmo é com os Estados Unidos – é sorte termos uma empresa nacional capacitada a fabricar esses complexos equipamentos que salvam vidas, no caso a Magnamed.
Seria sorte mesmo? Para entender, vale contar brevemente a história da empresa.
A Magnamed nasceu em São Paulo, em que há uma ampla rede pública de educação superior e centros de excelência em Engenharia, como o Instituto Tecnológico da Aeronáutica (ITA), onde seus empreendedores se graduaram. Os paulistas se orgulham, com razão, dos pioneiros programas de incentivo ao empreendedorismo, como o Centro de Inovação, Empreendedorismo e Tecnologia (CIETEC), baseado na Universidade de São Paulo (USP) e das bolsas de apoio à pesquisa em empresas da FAPESP. Empreendedores recebem dinheiro público para fazer pesquisas em suas empresas, passando por um processo competitivo rigoroso, com vários candidatos, em que é preciso apresentar planos de negócio consistentes a colegiados de especialistas, dentre outros requisitos.
No entanto, o sucesso nessa etapa leva a empresa para o que no universo de startups é chamado “vale da morte”. É o momento em que a empresa precisa de injeção de capital para comprar insumos, estruturar equipes de vendas abrangente, montar fábricas etc. Nesse momento, o dinheiro das bolsas de pesquisa se torna insuficiente. A empresa precisa de um ou mais sócios que aportem capital para crescer rapidamente.
Só que em 2007, no Brasil, os investidores dispostos a colocar seus recursos em capital de risco ou semente eram muito raros e desarticulados. Não havia investidor e menos ainda fundos de investimento. Por isso, o BNDES resolveu atuar criando, em 2008, o Fundo Criatec. Desde o início, a ideia era mobilizar capital de diversos investidores para investir em startups, de modo a compartilhar os riscos. O Banco passou o chapéu no mercado e só o Banco do Nordeste (BNB), outro banco público de desenvolvimento, topou pingar 20% do capital do fundo. Mesmo assim, o BNDES decidiu seguir, colocando os outros 80%. A experiência foi tão bem sucedida que nas novas versões, em 2013 e 2016, os investidores privados estavam ávidos a entrar junto com o banco, cuja participação caiu para menos de 20%.
Fundada em 2005, a Magnamed foi uma das primeiras empresas investidas pelo Criatec 1, ainda em 2008, recurso que foi fundamental para a empresa sobreviver à crise de 2009 e obter, em 2010, certificação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária e o Selo CE (Comunidade Europeia), viabilizando as exportações, condição fundamental para o crescimento e para buscar e manter altos níveis de competitividade, em especial em setores intensivos em tecnologia.
Anos depois, em 2014, a empresa tinha sócios e porte suficiente para tomar dívida bancária. Mas qual banco empresta dinheiro para um arriscado projeto de desenvolvimento de um novo ventilador pulmonar? Mais uma vez o BNDES entrou em cena, concedendo crédito direto com taxa de 4% a.a. fixa com flexibilização de garantias, por meio do PSI – Inovação (Programa de Sustentação do Investimento).
A empresa continuou crescendo e em 2015 precisou de um novo sócio. Dessa vez, o apoio veio da FINEP – Inovação e Pesquisa – agência de inovação vinculada ao Ministério de Ciência, Tecnologia, Inovações e Telecomunicações, por meio do Fundo VOX.
Se hoje temos uma empresa capaz de fabricar no Brasil equipamentos de alta tecnologia, não é sorte ou acaso. É um esforço coletivo da sociedade brasileira. Que começou com a educação superior de excelência nas forças armadas (ITA), passou pelos laboratórios da USP, teve financiamento à pesquisa da FAPESP, ganhou escala com recursos de fundos de investimento do BNDES e da FINEP, obteve crédito subsidiado do BNDES-PSI, e agora vai ajudar o Brasil a enfrentar a pandemia, fortalecendo o SUS. É uma história que merece ser conhecida, como outras semelhantes. Elas juntam esforços privado e público, confiança, divisão de riscos, constante revisão de caminhos, tornando o sucesso mais provável.
Fonte: Jornal GGN – 14/04/2020
Por Caroline Oliveira para o Brasil de Fato
A cidade de Iguatu, no interior do Ceará, registrou, no dia 3 de abril, a morte do paciente mais jovem da covid-19 no Brasil. A vítima tinha apenas três meses de idade. Depois de São Paulo e Rio de Janeiro, o estado do Nordeste é o terceiro mais atingidos pela doença, com 1445 registros confirmados e 57 mortes até esta quinta-feira (9), de acordo com o Ministério da Saúde. A concentração se dá em Fortaleza, a capital brasileira com a maior incidência de casos.
Para explicar por que o estado se encontra nessa posição, o Brasil de Fato conversou com o epidemiologista e consultor do Consórcio Nordeste Antônio Silva Lima Neto, convidado do programa Bem Viver desta sexta-feira (10).
Ele pontuou quatro fatores que levaram o Ceará a essa situação. Primeiro, a região se tornou, há cerca de dois anos, um “hub aéreo”, passando a ter um fluxo maior de voos e visitantes internacionais.
Outro fator foi a realização de dois eventos sociais expressivos que facilitaram a circulação do vírus. O terceiro seria o fato de o estado ser um dos que mais estão realizando testagem, o que aumenta o número de registros. E, por último, está a sazonalidade dos vírus respiratórios. “O Nordeste é a primeira região onde há aumento das viroses respiratórias”, destaca Neto.
Brasil de Fato: Antônio, como está a situação no estado do Ceará?
Antônio Silva Lima Neto: É importante dizer que nós estamos vivendo, nesse momento, no estado, uma onda precoce de circulação viral intensa, que aconteceu desde mais ou menos a segunda semana de março e que tem alguns fatores que se relacionam a essa alta incidência, sobretudo na capital. Hoje, Fortaleza é realmente a capital com a maior taxa de incidência de casos do Brasil, de aproximadamente 34 casos por 100 mil habitantes.
A nossa incidência realmente está bem elevada, ao contrário da letalidade, que está em torno de 3,6 e é semelhante a de muitos países, ao passo que outros estados têm letalidade muito alta e baixa incidência, porque não têm detectado um número de casos muito grande e também porque não têm passado por uma circulação viral tão intensa quanto a nossa.
E por que a capital está liderando os números do coronavírus?
Existem algumas razões bem objetivas para isso. A primeira delas é a questão de Fortaleza ter se transformado no hub aéreo. No último ano, passou a ter 20 voos internacionais por semana, então passou a ter um fluxo internacional muito intenso, mesmo que seja apenas para conexão, mas muitas vezes os viajantes e turistas passam alguns dias aqui. Isso é um aspecto.
Um outro aspecto foi o fato de a gente ter tido dois eventos sociais muito marcantes fundamentais para a introdução do vírus. Um deles foi um casamento que aconteceu na Bahia e que tinham muitos convidados de Fortaleza. Quando retornaram, tivemos aproximadamente dez casos positivos, ainda no início de março. Essas pessoas circularam muito, porque o diagnóstico não foi precoce, porque era o início da pandemia, então não houve a capacidade de diagnosticar. Então houve uma circulação precoce.
Outro detalhe é o fato de que a sazonalidade de viroses respiratórias no Ceará ocorre sobretudo no início das chuvas, que é mais ou menos entre fevereiro e março. Nós estamos em um momento que é um momento de aglomeração pela chuva, porque nós não temos amplitude térmica, inverno rigoroso com queda de temperatura. A gente tem chuva ou sol. Então as estações não são muito bem definidas. Essas questões contribuíram para isso.
Mas o fundamental é o fato de o estado ter se proposto a fazer testagem o máximo possível. Para se ter uma ideia, nessa quarta-feira (9), nós tínhamos 7 mil testes realizados pelo laboratório central, que são testes rápidos, são testes de pesquisa de vírus, então é um número bem importante.
Então a gente fez uma testagem de larga escala e isso faz com que a gente realmente tenha uma incidência alta realmente, um número de casos elevado, mas a nossa letalidade não é tão alta. Mesmo a gente tendo cerca de 40 mortes [neste momento, já são 57], a gente tem aproximadamente 1300 casos [neste momento, são 1445]. A nossa letalidade fica ali em 3%, que é o esperado.
Isso normalmente tem a ver com a questão de insumos, capacidade laboratorial. Isso é uma coisa que a gente tem até discutido muito no âmbito do Consórcio Nordeste para disseminar e descentralizar isso para fazer com que todos os estados ganhem capacidade para que a gente tenha um conhecimento da situação epidemiológica menos subnotificada, porque a situação aqui é de subnotificação.
Agora o senhor tocou em um ponto importante, que é da capacidade de atendimento. Como está o sistema de saúde no estado e, de modo mais específico, na capital? Quais as condições de atendimento nas próximas semanas, visto que o pico de casos ainda não ocorreu?
Hoje, neste momento, nós temos um hospital privado que foi arrendado com quase 300 leitos pelo governo do estado, onde nós temos atualmente em torno de 75 pacientes internados. Também temos a ampliação de leitos na capital, em Fortaleza, realizada pelo governo municipal. No principal hospital de traumas, já foram ampliadas 40 vagas de Unidade de Tratamento Intensivo (UTI). Hoje nós temos uma capacidade nesse hospital de 90%. No outro, nós ainda temos mais ou menos 40%. Aí tem as UTIs privadas também.
Além disso, vai ter um hospital de campanha em Fortaleza, que vai ser entregue provavelmente no dia 15 de abril, com 200 leitos, que fica no Estádio Presidente Vargas (PV), que poderá ser usado para fazer a retaguarda dos casos menos graves. Aqui ficarão os casos menos graves, com oxigenação, mas não necessariamente faz intubação e ventilação mecânica. Além destes, nós temos hospitais regionais do interior do estado, com leitos de UTI.
Por enquanto, nós temos uma demanda pequena, mas é provável que chegue ao interior. Nesse momento em que a gente está falando, nós ainda não estamos próximos de um colapso do sistema de saúde, até porque eu acho que o padrão de dispersão espacial do vírus aqui talvez seja parecido como o de São Paulo, ou seja, começou muito nas áreas mais ricas. Então as UTIs privadas foram muito ocupadas, já tem um retrocesso agora em relação a isso. Já tem diminuído nesses bairros centrais. Agora a gente tem monitorado muito a dispersão periférica em fortaleza e nos municípios do interior.
Essa é a preocupação principal do estado neste momento?
A nossa preocupação fundamental agora é se vai haver o que algumas pessoas têm chamado de tsunami, que é o período em que o número de casos diminui, porque há um esgotamento de algumas áreas, principalmente do setor privado, dos bairros mais ricos; depois viria uma avalanche de casos produzidos nas áreas mais periféricas.
Então a gente está se preparando para isso. Neste momento, a gente não tem uma situação desconfortável com relação à capacidade instalada da rede assistencial. Mas nós temos um problema que eu acho que o mundo todo teve, que é a questão da contaminação eventual de profissionais da saúde. Essa é uma questão central.
Como Itália, França, Espanha e Estados Unidos vêm descrevendo, às vezes por contaminação dos profissionais ou por não ter profissionais intensivistas em quantidade suficiente, existe a dificuldade de fechar as escalas.
Estamos nos esforçando muito para além de oferecer a capacidade laboratorial e hospitalar. Num âmbito mais geral, tem duas questões centrais: equipamentos de proteção e profissionais de saúde. Como eu mencionei, o que mais nos preocupa é conseguir, e a gente tem conseguido, garantir equipamentos de proteção e diminuir a transmissão dentro dos hospitais para impedir que os profissionais da Saúde não adoeçam e possam compor as equipes normalmente.
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Por Marques Casara do Brasil de Fato
A chegada do novo coronavírus ao Brasil foi negligenciada por uma das maiores companhias aéreas da América do Sul, a Gol, que opera uma média de 700 voos diários e tem 16 mil funcionários.
Em áudios obtidos pelo Brasil de Fato, trabalhadores relatam que foram proibidos pela empresa de usar máscaras e luvas no ambiente de trabalho. Se o fizessem, seriam punidos administrativamente. A proibição ocorreu inclusive depois da decretação da pandemia, pela Organização Mundial de Saúde (OMS).
A proibição foi mantida mesmo após o afastamento, por determinação médica, de funcionários suspeitos de estarem com a covid-19. Colegas que tiveram contato direto com as pessoas doentes não foram afastados e tampouco receberam autorização para usar máscaras e luvas, o que contraria todas as normas em vigor.
O Sindicato Nacional dos Aeroviários (SNA) confirma a proibição imposta pela empresa e também as ameaças de punição. “Tivemos várias notificações de trabalhadores que estavam sendo punidos por usar luvas e máscaras nos aeroportos”, relata Patrícia Gomes, coordenadora da regional Sul do SNA. “Nós enviamos um ofício solicitando providências à empresa, nas áreas de saúde e segurança, mas nada foi feito.”
O envio do ofício foi confirmado pelo advogado do sindicato, Álvaro Quintão. “Algumas empresas não estão nem um pouco preocupadas com a saúde e com a vida dos seus empregados. Estão ignorando. O sindicato encaminhou, há mais de um mês, pedido de equipamento de proteção”, acrescenta.
Segundo Quintão, ocorre “descaso com a vida dos empregados”. Ele diz que apenas recentemente começaram a oferecer os equipamentos, mas ainda de forma precária e não para todos os funcionários.
Passageiros em risco
A falta de equipamentos de proteção ocorre também em outras companhias aéreas. As ameaças de punição, contudo, foram registradas na Gol. “As pessoas estavam sendo punidas por tentarem proteger a si mesmas, aos colegas de trabalho e aos passageiros”, relata Patrícia Gomes.
A Gol foi procurada. Enviou uma nota na qual nega o problema: “a Companhia vem acompanhando de perto a distribuição adequada de luvas e máscaras. Importante informar que no dia 20 de março, como resultado do nosso esforço diário, novos lotes dos itens foram disponibilizados à tripulação”. A informação não é confirmada pelo sindicato. “Nosso ofício foi enviado depois do dia 20, precisamente no dia 24, solicitando urgência e considerando a imperiosa necessidade de se evitar a contaminação em larga escala”, relata Patrícia.
A resposta completa da Gol pode ser acessada no PDF anexado aqui.
Trabalhadores em pânico
Os áudios dos trabalhadores relatam preocupação e medo. Em um deles, uma funcionária de terra conversa com outra funcionária e relata até mesmo a falta de álcool em gel nos locais de trabalho e de contato com passageiros:
“Cara, eu liguei pro Pará agora. Ele falou que o pessoal de São Paulo, a Priscila falou que não pode usar máscara. Cara, isso é um absurdo. A gente não está pedindo para a empresa comprar. A gente tá querendo comprar. E aqui a gente está com falta de álcool em gel. Hoje eu fui à farmácia comprar álcool em gel e não tinha. Comprei um pacote de luvas. Ai o Pará veio falar que não pode.”
Em outro áudio, também entre duas trabalhadoras, uma delas diz o seguinte:
“Eu vou ver se converso com a gerente, entendeu? Porque é um negócio muito sem lógica. Punir o funcionário por isso. Não existe. Se eles fizerem realmente isso, o Brasil não está levando a sério o que está acontecendo. Isso dai vai piorar. A gente não tem estrutura nenhuma para conseguir, caso alguém fique doente, a gente não tem, vive em um país sem estrutura nenhuma pra isso.’
Em um terceiro áudio, um funcionário da Gol comenta a contaminação de um colega pelo novo coronavírus.
“Aqui em Salvador, funcionário está de coronavírus. A gente aqui já tem o atestado dele confirmado. Desde o dia 24 que ele está afastado, que ele foi para a emergência e fez o exame e a Gol não informou aos funcionários… São medidas preventivas. Se ele ficou em casa tínhamos que estar tomando medidas preventivas aqui em Salvador…”
A Gol nega as denúncias. “Reafirmamos que todas as medidas tomadas por nós colocam em primeiro lugar a segurança e o bem-estar dos nossos Clientes e Colaboradores”, diz em nota enviada ao Brasil de Fato.
Coação
Além dos problemas ligados à saúde e segurança dos trabalhadores, outra denúncia contra Gol diz respeito ao que o sindicato chama de “coação” para que os trabalhadores assinem uma Licença Não Remunerada (LNRv), por conta da diminuição no número de voos, causados pela quarentena.
A medida, segundo o advogado do SNA, está sendo tomada de forma arbitrária e sem consultar o sindicato. “A Gol é onde mais acontece os relatos de coação para que aceitem os acordos individuais”, diz o advogado Álvaro Quintão. “O que seria um acordo individual está virando uma imposição das empresas. E isso está acontecendo muito”.
A Gol nega a coação, diz que preza pelo diálogo e que está propondo a LNRv por conta da crise imposta pela pandemia.
Sobre esse caso, é possível acompanhar as atualizações diárias no site do SNA.
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Preocupam discursos que desacreditem a eficácia do distanciamento social e arrisquem a saúde e sobrevivência do povo brasileiro. A avaliação é de dom Walmor Oliveira de Azevedo, presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) e faz referência ao comportamento do presidente Jair Bolsonaro na crise do coronavírus.
A entidade foi uma das seis signatárias do manifesto intitulado “Pacto pela vida e pelo Brasil“. O documento, divulgado na última terça-feira (7), Dia Mundial da Saúde, foi encaminhado aos presidentes dos três Poderes e pede a união da sociedade, solidariedade, disciplina e conduta ética e transparente do governo no enfrentamento da pandemia da Covid-19.
O manifesto defende o isolamento social, indicado como “único meio de desacelerar a transmissão do vírus e seu contágio, preservando a capacidade de ação dos sistemas de saúde e dando tempo para a implementação de políticas públicas de proteção social”.
Para o arcebispo metropolitano de Belo Horizonte, a sociedade civil tem o dever de advertir e orientar o governo, e isso não deve ser visto como posicionamento político-partidário.
Mesmo com o registro de mais de 800 mortos e 16.000 casos confirmados de Covid-19, até o momento o país de 209 milhões de pessoas ainda não declarou quarentena nacional, como outras nações fizeram. Ao contrário, o presidente Jair Bolsonaro mantém disputa com os governadores que recomendam o isolamento social e continua a fazer declarações descoladas do sentimento popular.
O manifesto, assinado pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Comissão de Defesa dos Direitos Humanos – Comissão Arns, Academia Brasileira de Ciências (ABC), Associação Brasileira de Imprensa (ABI) e Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), defende que o país siga “as orientações dos organismos nacionais de saúde, como o Ministério da Saúde, e dos internacionais, a começar pela Organização Mundial de Saúde – OMS”.
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Somente um Presidente da República imbecil, irresponsável, despreparado, desequilibrado, arrogante, imprudente, parlapatão como Bolsonaro pode criar uma crise neste momento que os brasileiros estão sofrendo ameaça de morrerem com a pandemia do coronavírus com o ministro da Saúde?
Quem já viu um Presidente arengar com o ministro da Saúde no momento que milhares de brasileiros pode morrer?
O pior é que a crise foi criada por vaidade de um Presidente que está levando nosso país ao caos.
Tá na hora de interditar este irresponsável e convocar o vice-presidente, general Mourão que tem demostrado serenidade, equilíbrio e autoridade moral para presidir o Brasil neste momento difícil.
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A Associação Brasileira de Médicos e Médicas pela Democracia divulgou no início da noite deste sábado (4) uma nota manifestando preocupação com o enfrentamento da Covid-19 no Rio Grande do Norte.
Embora não tenha citado o caso específico, a entidade classificou como lamentável a postura do Sindicato dos Médicos e da Associação Médica do Rio Grande do Norte ao tentar suspender na Justiça a instalação do hospital de Campanha no Estado. O pedido foi negado pelo desembargador Glauber Rêgo.
– É lamentável a iniciativa recente de duas entidades médicas locais (Sindicato dos Médicos e Associação Médica/RN) que na contramão das orientações técnicas da Organização Mundial de Saúde, Ministério da Saúde e do Governo Estadual através da SESAP/RN, procuram criar obstáculos e cizânia ao invés de participar de forma construtiva e colaborativa nesse momento de calamidade pública”, diz um trecho da nota.
Leia a nota na íntegra:
A Associação Brasileira de Médicas e Médicos pela Democracia do Rio Grande do Norte vem por meio dessa manifestar preocupação com o enfrentamento da COVID-19 no Estado, considerando:
A imensa gravidade da situação já instalada, sinalizada pelos primeiros óbitos no Rio Grande do Norte;
A complexidade da situação com desfechos ainda desconhecidos em um país tropical e continental, o que gera riscos de toda sorte para a integridade social no nosso estado;
A vulnerabilidade do nosso sistema de saúde que pode entrar em colapso, não somente o Sistema Único de Saúde, o SUS, como também o setor privado;
A necessidade da união de toda a sociedade para que as metas e objetivos propostos possam ser alcançados;
A premência da tomada de decisões por parte de todos os Poderes constituídos no Rio Grande do Norte, em especial por parte do Poder Executivo sobre o qual recaem pesadas responsabilidades pela tomada de iniciativas para o enfrentamento da epidemia;
Conclama:
A sociedade a unir-se em torno dos Poderes democraticamente constituídos que são o eixo legítimo de governança, dando-lhe o crédito de confiança que não podem deixar de ter nesse momento de excepcional gravidade;
O Governo do Estado do Rio Grande do Norte, a realizar coletivas à imprensa e à sociedade, para atualização das informações relacionadas ao enfrentamento da epidemia e para dirimir quaisquer dúvidas que possam estar sendo veiculadas nas redes sociais sobre o andamento dos trabalhos em quaisquer aspectos, na medida do possível com representantes dos Poderes Legislativo e Judiciário;
O Ministério Público do Rio Grande do Norte para que, nesse grave momento, sem abrir mão do seu papel fiscalizatório, atue de maneira a assegurar a agilidade dos gastos públicos para que os objetivos de proteger e salvar vidas possam ser alcançados.
É natural que na vigência do Estado de direito a fiscalização do exercício do Poder continue se dando dentro dos ditames da lei. Não é, entretanto, admissível nesse momento no qual a união de todos é crucial para a segurança e o bem estar de cada um, que as dificuldades e precariedades sabidamente inerentes a nossa realidade possam ser usadas com objetivos políticos ou para satisfazer o ego ou o poder corporativo de ninguém.
É lamentável a iniciativa recente de duas entidades médicas locais (Sindicato dos Médicos e Associação Médica/RN) que na contramão das orientações técnicas da Organização Mundial de Saúde, Ministério da Saúde e do Governo Estadual através da SESAP/RN, procuram criar obstáculos e cizânia ao invés de participar de forma construtiva e colaborativa nesse momento de calamidade pública.
Sugerimos que as dúvidas e queixas que possam legitimamente surgir num processo tão sofrido como o atual sejam encaminhadas às pastas responsáveis do Poder Executivo para que, todas elas, sejam respondidas por ocasião das coletivas diárias já sugeridas.
Esse é o cenário ideal, no qual uma sociedade democrática atua de forma vigilante de modo a evitar prejuízos, incalculáveis neste momento, à segurança e ao bem estar de cada cidadão.
Por oportuno reforçamos a necessidade imperativa do Isolamento Social como ferramenta de redução do contágio, para proteção da população, sobretudo pessoas idosas e portadores de doenças crônicas, sendo esta a única forma conhecida de reduzirmos os internamentos e óbitos pela COVID-19.
Associação Brasileira de Médicas e Médicos pela Democracia do Rio Grande do Norte Natal, 04 de abril de 2020.
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Desde que se noticiou o custo de R$ 37 milhões para o hospital de campanha para as vítimas do covid-19 a ser instalado no estádio Arena das Dunas que pipocaram memes e “artes” comparando os custos da obra do Governo do RN com os custos de serviço em São Paulo, Estado mais rico e populoso do país.
O material apócrifo afirma que o hospital lá em São Paulo custa apenas R$ 8 milhões.
Após várias provocações dos nossos leitores bolsonaristas, fomos checar os fatos.
Na verdade, o Hospital de Campanha instalado no Pacaembu tem custo mais alto que os estimado nos memes.
Os R$ 8,2 milhões citados, na verdade foram um adiantamento para empresa Progen implantar as estruturas físicas nos complexos do Anhembi e Pacaembu. (ver o quinto parágrafo da reportagem AQUI e documento abaixo).

O contrato assinado é com valor total de R$ 35 milhões (ver documento abaixo) apenas para montar, repito, montar os complexos do Pacaembu (200 leitos) e Anhembi (1.800 leitos). Não é para o serviço total que inclui outras demandas.

Outro ponto ignorado pelo meme que se popularizou na Internet é que o Governo do Estado de São Paulo destinou R$ 50 milhões para a implantação de unidades de terapia intensiva no hospital a ser instalado no Pacaembu. (Confira no terceiro parágrafo da matéria AQUI).

O poder público de São Paulo está contratando o Hospital Albert Einstein por R$ 20 milhões (valor estimado) para fornecimento de profissionais, equipamentos e insumos. Isso apenas para os 200 leitos (192 de enfermaria e 8 de estabilização) Pacaembu. Clique AQUI e veja a proposta do Pacaembu.
Na Arena das Dunas são 53 leitos de UTI, 45 de retaguarda e dois de isolamento.

Em síntese: não procede que São Paulo gastou apenas R$ 8 milhões para fazer hospital de campanha com 2 mil leitos. O número de leitos lá é superior aos do Rio Grande do Norte e os valores também. Além disso, os serviços propostos possuem perfis diferentes. Os contratos no maior Estado do país são para quatro meses e no RN para seis meses.

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O Ministério Público do Rio Grande do Norte decidiu fazer politicagem num dos momentos mais graves de crise para o país.
Na quinta-feira (2), o jornalista Dinarte Assunção publicou matéria exclusiva no Blog do Dina informando sobre investigação aberta por membros da promotoria do Patrimônio Público do MP Estadual para apurar eventuais irregularidades na contratação de uma Organização Social, entidade que deve gerir e manter o hospital de Campanha a ser instalado na Arena das Dunas.
O contrato é estimado em R$ 37,1 milhões com pagamento divido em seis parcelas de R$ 6,2 milhões. Segundo o chamamento público divulgado pelo governo do Estado, o Hospital de Campanha deve funcionar durante 180 dias.
É fundamental para a democracia que os órgãos de controle fiscalizem os gastos públicos, mas é preciso dar publicidade e transparência aos atos, sobretudo, quando são de interesse público, como é o caso de uma suposta investigação sobre um hospital em meio a uma pandemia que já matou 300 pessoas no país e pelo menos quatro no Rio Grande do Norte.
Mas o que faz o MP Estadual ? Esconde informações, dados e, pior, se esconde. Procurada pela agência Saiba Mais, a assessoria do órgão disse que nem confirmava nem negava a existência de tal investigação.
“E se estiver em segredo de Justiça não podemos ter acesso”, informou o assessor.
Segredo de justiça em uma investigação repassada à imprensa pelo próprio promotor autor do procedimento ? Segredo de justiça onde a sociedade não tem o direito de saber sequer se há ou não investigação sobre recursos públicos? Durante uma pandemia ?
Na mesma data em que um promotor divulgou a “investigação” ao já citado jornalista, o Ministério Público Federal, através do procurador da República Fernando Rocha de Andrade, expediu um despacho para “acompanhar a correta contratação e destinação dos recursos públicos pertinentes, bem como apurar eventual ocorrência de irregularidades no âmbito cível ou criminal”.
Ao despacho foi dada a publicidade que se espera e, principalmente, a transparência do ato técnico de um órgão de controle. O contrário disso, no afã de excitar as hordas oposicionistas do Estado, é politicagem.
No final da noite de quinta-feira (3), o Governo do Estado divulgou nota reafirmando a importância do processo de licitação diante da falta de estrutura do Estado para enfrentar a pandemia. E avisando que convidará os órgãos de controle para acompanhar todo o processo.
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O secretário-adjunto de Estado de Saúde Púbica Petrônio Spinelli afirmou que o Governo do Estado trabalha com uma projeção de 300 mortes por Covid-19 nos próximos 30 dias.
A informação foi repassada aos jornalistas em coletiva de imprensa realizada nesta sexta-feira (3) e transmitida pela conta da Sesap no Instagram.
Até o momento, quatro óbitos foram confirmados no Estado, sendo três em Mossoró e um em Natal. Todas as mortes ocorreram no período de uma semana.
Spinelli voltou a defender a necessidade do isolamento social no Rio Grande do Norte.
“As pessoas precisam entender que precisam estar em casa de verdade. Nosso maior dilema é gente chegar precisando de respirador e não ter para todo mundo”, desabafou.
Tanto Spinelli como o titular da pasta Cipriano Maia defenderam o hospital de Campanha a ser instalado na Arena das Dunas. Ambos afirmaram, no entanto, que a Sesap trabalha com uma progressividade dos leitos. Antes, porém, os leitos dos demais hospitais do Estado, como o da Polícia Militar, serão ocupados.
Questionado sobre as três mortes registradas em Mossoró, o equivalente a 75% dos óbitos do Estado, Cipriano Maia afirmou que os casos têm relação com fatores de transmissibilidade. E afirmou, sem falar em quantidade, que outros óbitos estão sendo investigados e, a depender do resultado dos exames, podem ser atribuídos a Covid-19.
O post Projeção da Sesap é de 300 mortes por Covid-19 nos próximos 30 dias no RN apareceu primeiro em Saiba Mais.
Tem início agora, por meio de edital, a fase de contratação para realizar a gestão do espaço, responsável por instalar os equipamentos e contratar os profissionais. Inicialmente, a estrutura possuirá 100leitos, entre eles UTIs e enfermarias.

O post Governadora Fátima Bezerra dará inicio ao hospital de campanha no Arena das Dunas com 100 leitos apareceu primeiro em BLOG DO PRIMO.
A governadora Fátima Bezerra (PT) foi ao twitter desmentir a fake news (informação falsa) de que salários de servidores civis e militares, incluindo e ativos e aposentados, seriam reduzidos em até 50% no Rio Grande do Norte durante a pandemia do Coronavírus.
A informação foi atribuída à governadora Fátima Bezerra com um link direcionado para o portal G1 RN.
É mentira.
Fake news são informações falsas, mentirosas, geralmente criadas com a intenção de difamar a vítima ou enganar a população.
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“O estado forte é aquele que quando o povo precisa, quando o país precisa, ele pode atender às necessidades do país”, disse o ex-presidente Lula em vídeo publicado em suas redes sociais nesta segunda-feira (23).
A fala de Lula, que aborda a necessidade do investimento estatal para superar a crise provocada pela pandemia do novo coronavírus, acontece em meio às discussões geradas por conta de uma medida provisória lançada pelo presidente Jair Bolsonaro que permitia que os empregadores suspendesses salário por quatro meses. Bolsonaro voltou atrás.
“Somente um estado forte é que vai cuidar do povo. Um estado forte é que faz o que está fazendo os Estados Unidos, anunciando que vai dar mil dólares para cada americano – que equivale a 5 mil reais. Aqui no Brasil a gente reivindica que o governo dê pelo menos um salário mínimo pras pessoas”, disse Lula.
“Um estado forte vai contratar quantos leitos forem necessários, vai fazer quantos investimentos forem necessários para que nossos pesquisadores possam encontrar uma vacina. O estado fraco não faz nada, lamenta. Chora”, completou.
Lula ainda aproveitou para defender uma reforma tributária que garanta uma taxação mais firme aos mais ricos, como prevista na reforma apresentada pela oposição. “Todos os países em que o povo tem uma melhor qualidade de vida, tem uma tributação mais justa e mais forte para os ricos”, apontou.
“Rico não paga imposto no Brasil, paga muito pouco. Era importante que o estado fizesse uma reforma tributaria mais justa para que os ricos paguem mais impostos e que os trabalhadores não tivessem seus salários contabilizados como renda”, declarou.
Primeiro o povo
Na quinta-feira da última semana, Lula publicou um outro vídeo comentando sobre o novo coronavírus e defendeu um maior aporte estatal para superar a crise e garantir emprego e renda da população. “Gaste o quanto for necessário gastar, porque depois que salvar o povo a gente vai discutir como salvar a economia”, afirmou.
Fonte: Revista Forum
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Apenas dois deputados federais do Rio Grande do Norte se manifestaram nas primeiras horas desta segunda-feira (23) sobre a MP 927, que, entre outras medidas, autoriza a suspensão dos salários dos trabalhadores por até quatro meses.
A medida publicada pelo presidente Jair Bolsonaro quase à meia-noite do domingo (22) também permite a redução de até 25% do salário dos trabalhadores e, em caso de extinção da empresa ou estabelecimento, reduz à metade as multas rescisórias que os empregados teriam direito. Em suma:a MP protege os empresários e retira direitos dos trabalhadores.
Mas nem todos os parlamentares pensam assim. O deputado federal Fábio Faria (PSD), por exemplo, foi ao twitter comemorar a publicação da MP. Ele afirmou, inclusive, que sugeriu a Bolsonaro itens que constam na medida:
– Publicada a MP q suspende contratos de trabalho e autoriza férias coletivas imediatas p garantir a sobrevivência das empresas e a manutenção do emprego. Manter empregos é uma preocupação q tenho, por isso, sugeri ao Pr Bolsonaro a flexibilização p férias coletivas e individuais”, disse.

Única parlamentar que criticou a MP 927 na manhã desta segunda-feira, a deputada Natália Bonavides (PT) destacou que todas as medidas incluídas na MP protegem os patrões, e nenhuma reduz o impacto da crise para os trabalhadores:
– A MP 927, editada há algumas horas, permite o corte de 25% do salário. Isso sem precisar reduzir jornada! Ah, nenhuma linha sobre a promessa de parcela do seguro-desemprego a qm tiver salário reduzido. Todas as medidas pra proteger patrões, nenhuma pra trabalhador. Sobre a permissão de cortar 25% do salário, ela vem escondidinha, não há um artigo explícito falando sobre. A MP caracteriza a hipótese de “força maior” para fins trabalhistas. A CLT, por outro lado, prevê que, em casos de força maior, pode haver redução salarial de até 25%. A MP, portanto, autoriza a redução salarial. E não se fala em determinar a redução da jornada se houver redução salarial. Ou seja, poderá haver corte de salário sem sequer ter havido redução de carga horária. Além disso, repito, não se prevê nenhuma complementação através de parcela do seguro-desemprego para compensar o corte salarial. Esse complemento havia sido anunciado e prometido pela equipe econômica. Veio a permissão do corte sem vir a compensação. Mais uma fake news do governo”, escreveu.
Para Natália Bonavides, a MP vai piorar ainda mais a vida dos trabalhadores mais pobres no país. Ela acredita que Jair Bolsonaro não tem mais condições de conduzir o Brasil e reitera que, com a medida, o presidente abandona os trabalhadores:
– Como todas as medidas que estão sendo apresentadas pelo Governo Bolsonaro, essa medida provisória vai desgraçar ainda mais a situação da classe trabalhadora. É uma canalhice apostar numa fórmula neoliberal que vai empobrecer a população no momento em que as pessoas mais precisam. Essa MP é errada, a política adotada é errada, o ministro da economia é errado, o presidente é errado. Esse governo é errado e não tem a menor condição de conduzir o país nessa crise. A MP 927 ainda permite a suspensão dos contratos de trabalhos por 4 meses, ficando o trabalhador sem qualquer garantir de remuneração, seja por parte do patrão seja por parte do poder público. O governo abandona os trabalhadores brasileiros à própria sorte”, afirmou.
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Em tempos de relatos de disparada dos preços de álcool em gel em todo o país a Churrascaria Porto Seguro dá um belo exemplo: está disponibilizando a distribuição do produto importante para a prevenção ao coronavírus.
Para retirar o produto basta trazer um frasco de 50 ml.
A Churrascaria Porto Seguro abre segunda a sexta (das 11h às 15h) e sábados e domingos (das 11h às 16h) na Rua Martins Júnior, 251, planalto 13 de maio, por trás da Madeireira Planalto.
“Em tempos difíceis é importante fazermos nossa parte como cidadãos. Essa é a nossa pequena contribuição para tentar combater o vírus que amedronta o mundo todo. Ressaltamos que estamos trabalhando com cuidado redobrado, diminuímos nossa capacidade de atendimento retirando algumas mesas proporcionando assim um maior espaço entre elas e disponibilizamos álcool em gel em todos os ambientes”, diz a empresa em mensagem nas redes sociais.
Nota do Blog: meu amigo Paulinho está dando um senhor exemplo a todos nós. Que outros copiem a ideia.
“O Brasil nunca passou por algo assim. Essa vai ser a situação de guerra mais complexa, mais multidimensional e mais desafiadora que o país já enfrentou. E não temos um governo capaz de entender a dimensão do que estamos enfrentando. Não vejo o país agindo de uma maneira proporcional ao desafio que vai chegar nos próximos dias”.
A avaliação é de Miguel Nicolelis, o premiado neurocientista brasileiro, em entrevista ao TUTAMÉIA (acompanhe no vídeo acima e inscreva-se no TUTAMÉIA TV). Doutor em medicina pela USP e professor da universidade de Duke (EUA), ele propõe a criação “de uma comissão nacional das mentes mais capacitadas nas áreas especificas necessárias para combater uma pandemia multidimensional como essa, que não é só de saúde pública, mas tem dimensões econômicas, sociais, geopolíticas, de logística”, declara.
Ele simula cálculos a partir de projeções conservadoras em discussão para os EUA, considerando 50% de infectados na população, com 1% de mortalidade desse conjunto. Para os 200 milhões de brasileiros, teríamos a hipótese de 100 milhões de infectados e um milhão de mortos.
“É preciso acordar para essa hecatombe e começar a pensar estrategicamente. Oferecer todos os meios necessários para a comunidade científica, para os sanitaristas, que são excelentes, e colocar em prática as boas práticas para reduzir o número de pessoas infectadas”, afirma
Membro das Academias Francesa, do Vaticano e Brasileira de Ciências, Nicolelis lembra que o Brasil, comparativamente aos EUA, está mais bem equipado por um serviço público de saúde, que tem uma rede capilar. “Se não houvesse o SUS, estávamos roubados; é um fator enormemente positivo”, ressalta
Nessa situação de guerra em que ninguém está imune, Nicolelis vê insanidade governamental. “Não há na liderança desse governo, qualquer preparo, competência e qualquer visão do que nós estamos enfrentando”, observa. Por isso, defende, a iniciativa de mudança deveria surgir dos outros poderes da República, como o Congresso e o STF.
Segundo ele, uma comissão de salvação nacional organizaria ações em múltiplas áreas simultaneamente. Desde questões como número de leitos, respiradores, vestes para os profissionais de saúde, até decisões sobre pesquisa, empregos, readequação de produção de insumos, equipamentos, desenvolvimento de terapias, vacinas, suporte para pequenos empresários, desempregados. E há dinheiro para dar esse cavalo de pau no país:
“As reservas cambiais não seriam mais usadas para segurar o dólar, mas para investir para oferecer a toda a população o que é preciso para combater a epidemia. As reservas são o nosso único amortecedor”, diz e completa:
“Essas decisões não podem ser tomadas por pessoas que não acreditam no Estado, que criaram a mitologia de que a intervenção do Estado é maléfica. Essa epidemia está demonstrando categoricamente a falácia do modelo financeiro econômico que foi imposto ao mundo nos últimos 20, 30 anos. E a falência completa da noção de que é preciso reduzir o Estado a nada”.
Nesse quadro, afirma: “O Congresso Nacional se transformou nesse momento única chance de ter alguma racionalidade para se criar uma ação estratégica e começar a dirigir o país e a sociedade brasileira, de forma organizada e unida, rumo à trincheira dessa guerra. O Congresso e Supremo têm que se unir. Não se trata de uma disputa política mais. É uma questão de sobrevivência nacional”. E adverte:
“Não podemos sacrificar a vida de milhões de pessoas por conta de um engano numa eleição. É preciso reverter o caminho. Não temos um segundo a perder; já se perdeu muito tempo. Existem meios de contenção. O Brasil tem um dos melhores sistemas de infectologia do mundo. Manguinhos é referência mundial”.
O cientista faz um apelo:
“Não é momento de entrar em pânico, não é momento de perder a esperança, de se desesperar, de saquear os supermercados, de isolar idosos e doentes crônicos das ações e dos nossos pensamentos. O caminho é parar, refletir, raciocinar e pensar enquanto uma sociedade de um país moderno, que tem recursos humanos, financeiros e a capacidade de ganhar essa guerra. O foco aqui é ganhar a guerra enquanto nação, enquanto um país, uma sociedade. É preciso que cada um de nós, nos seus menores atos, recupere o senso de empatia humana, o senso de solidariedade e o censo de civismo. Porque se a sociedade brasileira não se unir como a coreana se uniu, como a chinesa se uniu, como a italiana está se unindo, não tem como brigar. Se ela se unir com a criatividade, com a competência e com o grau de desenvolvimento tecnológico e científico que o Brasil tem, a gente ganha essa guerra”.
O que vai acontecer depois da pandemia?
“O mundo precisa de um novo movimento que estamos chamando de “We Humans” (Nós Humanos). Na cosmologia do mundo, cujo epicentro se transformou no deus dinheiro e na igreja dos mercados, a vida do ser humano passou a ter valor nenhum. É preciso reformatar, realinhar a nossa cosmologia centrada no ser humano, no humanismo. Nós vamos precisar de um novo movimento iluminista, de um novo humanismo do século 21. O que estamos vendo é um pequeno exemplo de um evento _ainda não é, mas que poderia ser um evento de extinção da espécie”, alerta. E declara:
“Fomos avançando na concepção de que o mundo financeiro é determinante. As pessoas estão começando a se dar conta de que tudo que foi construído é um castelo de cartas”.
A Justiça do Trabalho do Rio Grande do Norte autorizou o uso da estrutura hotel Parque da Costeira para receber pacientes diagnosticados com o Coronavírus em Natal. A decisão foi tomada já na noite de quinta-feira (19) pelo juiz do Trabalho Cacio de Oliveira Manoel a pedido da prefeitura de Natal. A estrutura física do prédio que tem 330 apartamentos, salões de jogos e eventos, será transformada em um hospital de campanha.
O prédio se encontra sob a jurisdição da Justiça do Trabalho para o pagamento de indenizações trabalhistas e está avaliado em R$ 146,2 milhões. O imóvel foi objeto recente de leilão promovido pelo TRT-RN. Como a proposta de compra apresentada foi inferior ao valor mínimo do lance inicial permitido pelo Código de Processo Civil (CPC), a venda não foi possível.
As dívidas acumuladas pelo antigo grupo proprietário do hotel Parque da Costeira eram de aproximadamente R$ 70 milhões, das quais R$ 15 milhão era débito com antigos funcionários referente a salários, FGTS e até gorjetas.
Segundo o magistrado autor da decisão, a Justiça do Trabalho do RN vai realizar um novo leilão logo que a cessão findar e o quadro de pandemia justificou o acatamento do pedido.
“Estamos diante de uma situação que põe em risco vidas humanas e o interesse coletivo deve prevalecer”, resumiu Cacio de Oliveira Manoel.
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O Midway Mall, maior shopping de Natal, anunciou a suspensão do atendimento ao público a partir deste sábado (21). A medida restritiva segue pelo menos até 15 de abril.
De forma excepcional, apenas o hipermercado Extra, as farmácias, a clínica do Shopping e a Clínica Vacina funcionarão no período.
De acordo com o grupo que administra o shopping, “várias medidas preventivas já vinham sendo adotadas desde o surgimento dos primeiros casos suspeitos no Rio Grande do Norte, mas entendemos que uma ação mais efetiva é necessária neste instante”.
Qualquer alteração nessa programação será comunicada pelo grupo.
Confira o comunicado do shopping:

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Foto: Reprodução
Um advogado de um dos mais conceituados escritórios do Brasil publicou em suas redes sociais um depoimento contundente sobre sua luta contra o coronavírus na UTI de um hospital privado em Copacabana, na Zona Sul do Rio. No post, ele assume que menosprezou a doença e pede que as pessoas cumpram o isolamento social.
“Não é só mais uma gripe. Eu nunca me senti tão mal nos meus 55 anos de vida como me senti nos últimos dias”, afirmou.
O advogado relatou que está respirando normalmente, mas teve falta de ar no início e desenvolveu uma pneumonia dupla. “Eu aparentemente dei sorte, pois não precisei ser entubado”, escreveu.
Ele contou ainda que está com febre e com esperança de deixar a UTI em breve, fato confirmado por sua irmã em contato com ÉPOCA. “Ele está se recuperando. Se Deus quiser, ele vai sair dessa rapidinho”, disse, sem entrar em detalhes.
Procurado, o hospital declarou, em nota, que tem por norma não divulgar casos de pacientes internados. Além de comentar seu estado de saúde, o advogado fez um mea-culpa por ter achado que se tratava de uma “gripe muito forte, um exagero da mídia” e ter feito “brincadeiras sobre o assunto”.
Ele afirmou que as estatísticas o assustam e revelou que sua mulher também foi infectada.
“Leio em algum lugar que menos de 200 casos de corona foram diagnosticados no Brasil. Eu fico assustado com essa estatística por dois motivos: (i) o primeiro é que sou um desses casos; (ii) o segundo é que eu conheço pessoalmente pelo menos dez outros casos, inclusive a minha mulher”, justificou.
Por fim, o advogado mostrou receio caso o vírus chegue a comunidades e apregoou uma “carnificina”.
“Não consigo nem pensar no que vai acontecer quando essa doença atingir o “andar de baixo” do Brasil. Em comunidades lotadas, com pessoas vivendo todas no mesmo cômodo e com atendimenton público que temos na saúde, vai ser uma carnificina”, escreveu.
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A UFRN vai suspender a partir desta terça-feira (17) as aulas e atividades presenciais nos campi da universidade espalhados pelo Rio Grande do Norte. A decisão foi divulgada pelo vice-reitor Henio Ferreira de Miranda em entrevista a FM Universitária.
Na contramão da maioria das universidades do país, a UFRN havia decidido manter as aulas, liberando apenas estudantes, servidores e docentes com mais de 60 anos e que estão no grupo de risco do coronavírus. No entanto, a pressão da comunidade acadêmica foi intensa desde a divulgação da notícia. Estudantes se organizaram inclusive num abaixo-assinado online para obrigar a reitoria a paralisar as atividades.
Na reunião desta terça-feira, o comitê Covid-19 orientou a suspensão por tempo indeterminado.
Em nota, a UFRN diz que levou em consideração “a necessidade de maximizar as medidas preventivas, para reduzir a contaminação, e a grande preocupação que assola a comunidade universitária, inviabilizando as atividades”.
“Ficamos sob alerta e em contato constante com o Comitê para embasar nossas medidas. Hoje, nosso grupo de especialistas recomendou a suspensão e acatamos a orientação para preservar a saúde dos integrantes da UFRN”, explicou o reitor José Daniel Diniz.
A UFRN atualizará a comunidade universitária, conforme novas decisões.
Antes da UFRN, a UERN já havia optado por parar as atividades. Nesta terça-feira (17), a UFERSA deve anunciar decisão semelhante.
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Foto: Reprodução
Sabe aquela desembargadora do TJ do Rio Marília de Castro Neves que insinuou ligação da vereadora Marielle Franco, executada por milicianos, com o Comando Vermelho?
Colocou hoje nas redes sociais: “Adorando o coronavírus, trânsito ótimo. O país vai falir, mas o trânsito continuara maravilhoso”.
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“As classes médias podem se isolar, usar álcool gel, fazer coisas pela internet. Os pobres, não. Quando a epidemia explodir, ela vai dizimar os pobres desse país. Podemos retardar a explosão dessa epidemia. Mas, quando ela explodir, vai flagelar especialmente a população pobre. As condições de vida dessa população favorecem o coronavírus. Nas casas onde moram vivem muitas pessoas, há poluição ambiental, é preciso trabalhar o tempo todo. Essa precariedade não está sendo objeto de políticas públicas no Brasil”.
O alerta é de Ligia Bahia, médica sanitarista e professora da UFRJ, em entrevista ao TUTAMÉIA (acompanhe no vídeo acima e inscreva-se no TUTAMÉIA TV).
Segundo ela, seria necessário haver “um grande esforço de coordenação conjunta com o setor privado, de convocação do setor privado, para que a capacidade instalada fosse utilizada de maneira coordenada. Para que os pacientes mais graves tivessem a mesma chance de serem atendidos, tanto os que têm plano de saúde, quanto os que não têm”. Se isso não for feito haverá uma mortandade muito mais alta entre os pobres. “É um escândalo porque vai caracterizar uma iniquidade enorme”.
Para o país enfrentar a epidemia com dignidade, a proposta de Bahia é a criação de uma fila única de internação no SUS. Ela cita o decreto recém estabelecido na Espanha que convoca e utiliza a infraestrutura do setor privado para enfrentar a epidemia.
“Precisaríamos de um decreto, como o da Espanha. A Constituição brasileira permite mobilizar recursos privados em casos de catástrofes. A epidemia do coronavírus é uma catástrofe. A lei permite, abre espaço. Temos possibilidade de usar esses recursos. Talvez pudéssemos contar com o interesse do setor privado de se mostrar solidário diante de um problema tão grave”, afirma a médica.
Ligia Bahia repudia a atitude irresponsável de Bolsonaro, de participar dos protestos contra as instituições brasileiras, contrariando a orientação oficial de seu próprio governo:
“Ele deu banana para o coronavírus. Não se pode dar banana para o coronavírus. É sério. Estamos diante de um perigo para a coletividade”.
Nessa entrevista, ela trata da necessidade de ampliação do orçamento para a saúde pública sufocado nos últimos anos e compara a epidemia de coronavírus com a da Aids. Pede adesão das empresas privados ao movimento de paralisação das atividades e condena a atitude da área econômica do governo. “É extremamente insensível. Não entendeu o que está se passando”.
"Bolsonaro, acabou. Você não é presidente mais!"— Elika Takimoto (@elikatakimoto) March 17, 2020
Mantra haitiano para repertirmos até virar realidade.#Bolsonaroacabou#Vocênãoépresidentemais#somostodosohaitiano pic.twitter.com/QXNYhP4iol
A Arquidiocese de Natal divulgou uma lista com recomendações aos fiéis do Rio Grande do Norte enquanto durar a pandemia do coronavírus. As procissões, encontros, assembleias, seminários e outros eventos estão suspensos. A igreja também orienta os fiéis a não manterem contato físico, sobretudo após o Pai Nosso e no Abraço da Paz. A comunhão deve ser recebida na mão.
Na celebração da Paz do Senhor, na Sexta-feira Santa, a adoração da cruz deve ser feita sem o tradicional beijo.
Outra orientação é para que os idosos assistam a missa em casa, através dos meios de comunicação.
As recomendações são assinadas pelo Arcebispo Metropolitano de Natal dom Jaime Vieira Rocha, pelo arcebispo de Caicó dom Antônio Carlos Cruz Santos e pelo bispo de Mossoró dom Mariano Manzana.
Confira a recomendação:

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Um alerta feito pelo ministro da Saúde da França, contra o uso de ibuprofeno para a Covid-19, doença causada pelo novo coronavírus, levou a questionamentos sobre se essa substância, presente em anti-inflamatórios, poderia agravar o quadro da doença.
O pedido do ministro francês – de que as pessoas com Covid-19 evitassem o ibuprofeno e tomassem, em vez disso, paracetamol – veio depois de uma pesquisa publicada na revista científica “The Lancet” no dia 11. O estudo sugeria que pacientes com diabetes e hipertensão que eram tratados com ibuprofeno tinham mais riscos de desenvolver quadros severos de Covid-19.
Para especialistas ouvidos pelo G1, os resultados da pesquisa são preliminares, mas, por precaução, não recomendam o uso do ibuprofeno para pessoas infectadas com o novo coronavírus.
“Não é uma evidência forte, mas quer dizer que tem que tomar cuidado”, explica o infectologista Celso Granato, professor da Unifesp e diretor clínico do grupo Fleury, em São Paulo.
“A orientação que nós temos é: procure não usar ibuprofeno. Existem vários outros anti-inflamatórios, antitérmicos – por exemplo, paracetamol – que têm o mesmo efeito e não têm evidência de que têm esse problema”, lembra Granato.
O infectologista José David Urbaéz, da Sociedade Brasileira de Infectologia no Distrito Federal, concorda que, neste momento, o melhor é evitar o ibuprofeno. Para ele, o fato de, no Brasil, não ser habitual tratar doenças virais com anti-inflamatórios é um fator que favorece o país.
“Temos cultura de paracetamol e dipirona. É um fator que nos deixa tranquilos”, afirma.
Granato concorda: “como esse dado surgiu na Europa, e a Europa tem um uso de ibuprofeno muito grande, foi muito evidente lá. Outros lugares usam menos. Aqui no Brasil, não é muito usado”.
Outros medicamentos
Os especialistas também não recomendam o uso de corticoides – que, explicam, podem ter efeitos semelhantes aos do ibuprofeno.
“O princípio é mais ou menos o mesmo. Com o corticoide já ficou muito mais demonstrado que ele piora a evolução do quadro pulmonar”, explica Urbaéz. “E ele promove que você fique com o vírus por muito mais tempo [no corpo] – se era para ficar duas semanas, com o corticoide fica 6”, afirma.
A aspirina também não é uma boa ideia para tratar a Covid-19 – porque o medicamento inibe algumas das reações de defesa que o corpo tem ao novo coronavírus.
“Uma das reações que começam a funcionar [no corpo] é a da cascata das coagulações”, explica Urbaéz. “Na coagulação, também participam as células sanguíneas chamadas de plaquetas. A aspirina é um agente antiplaquetário – ela faz com que a plaqueta não funcione tão bem quanto funcionaria sempre. A plaqueta fica inibida”, diz.
O infectologista lembra que, em outras doenças infecciosas, como a dengue, a aspirina também é contraindicada, assim como em outras infecções respiratórias. “A aspirina já demonstrou efeitos perigosos – [é preciso ter] essa prudência e não recomendar como antitérmico e como analgésico. É contraindicado”, lembra.
Bem Estar, via Globo
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Jornalistas da Tribuna do Norte e da TV Tropical/Record foram agredidos por manifestantes pro-Bolsonaro durante um protesto que reuniu pouco mais de 500 pessoas, em Natal (RN).
Os repórteres Yuno Silva, da Tribuna do Norte, e Ranilson Oliveira, da TV Tropical/Record, tentavam registrar a agressão de bolsonaristas a um motorista no local quando passaram a ser alvos de alguns manifestantes. Os dois foram xingados e empurrados.
Durante o protesto, manifestantes pediam o fechamento do Supremo Tribunal Federal, do Congresso Nacional, criticaram políticas como Rodrigo Maia (presidente da Câmara dos Deputados) e Davi Alcolumbre (presidente do Senado) e defenderam o presidente da República Jair Bolsonaro .
O Sindicato dos Jornalistas do Rio Grande do Norte divulgou uma nota de repúdio à ação covarde de militantes pró-Bolsonaro.
Leia a nota na íntegra:
O Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Rio Grande do Norte repudia os atos de algumas pessoas que se dizem “cidadãs” e agrediram profissionais da imprensa que estavam fazendo a cobertura das manifestações do dia 15 de março. “Cidadãos” que não compreendem o que é a liberdade de imprensa ou até mesmo de expressão, e tomam a violência como forma retrógrada, ultrapassada, medieval, autoritária, vivida por essa nação há pouco tempo e que torcemos para nunca mais voltar.
Nos solidarizamos com os jornalistas Yuno Silva, Tribuna do Norte, e Ranilson Oliveira, TV Tropical/Record, que estavam fazendo a cobertura desse evento e foram hostilizados e agredidos.
Pedimos às autoridades da Segurança Pública que tomem providências para garantir a segurança de todos, principalmente daqueles que estão ali para exercer o seu ofício profissional com isenção, liberdade de ir e vir e tranquilidade, como apregoa a Constituição Federal.
Alexandre Othon
Presidente SINDJORN
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O ex-deputado e secretário de Governo Fernando Mineiro emitiu nota repudiando conduta do Blog de Laurita Arruda
O ex-secretário de Saúde do Governo Rosalba, médico Domício Arruda Câmara, prisioneiro do passado, no blog Território Livre, edição de hoje (15/03) da Tribuna do Norte, fez chacota com o assunto de extrema seriedade e gravidade, que mobiliza governos e sociedades em todo o mundo.
Tripudiando das medidas adotadas pelo Governo do RN para minimizar os efeitos mortais do coronavírus em nosso estado, o Dr. Domício, ao invés de somar, como profissional e cidadão, na guerra contra o vírus resolveu fazer graça com assunto tão sério.
Uma postura desrespeitosa e irresponsável, que certamente contraria a ética profissional, por induzir as pessoas a eventuais erros de interpretação e comportamento em relação ao documento da governadora e à pandemia.
O “decreto” do Dr. Domício pode até ter alimentado risos em algumas mesas oposicionistas no café da manhã de hoje, mas não tem graça nenhuma para quem pode ser vítima do coronavírus e espera orientações corretas da parte de quem produz e tem acesso à informação.
De um profissional da saúde se esperaria atitude construtiva nos tempos que vivemos. Mas existe outro tipo de vírus, que contagia de forma odiosa e permanente pessoas que reduzem tudo à velha disputa política rasteira, desqualificada, irresponsável.
Contra essa infecção, só há um remédio, que o médico Domício certamente prescreveria ao redator Domício: responsabilidade no uso das palavras, que, em mãos e bocas levianas e sem compromisso com a verdade, podem ser mais mortais que o coronavírus.
Ainda bem que o Dr. Domício não é mais secretário de Saúde do RN.
Imagine aí se ele estivesse no cargo e encarasse um problema de saúde pública dessa magnitude como o redator Domício encarou.
Fernando Mineiro
O post Tribuna do Norte pede desculpas pelo Fake News do Blog de Laurita Arruda apareceu primeiro em BLOG DO PRIMO.
Num país que elegeu para a presidência da República um ex-capitão do Exército que passou 28 anos no Congresso Nacional sem apresentar nenhum projeto relevante para a sociedade poucas coisas ainda espantam.
Mas algo mudou neste domingo (15), quando o blog Território Livre, hospedado no portal da Tribuna do Norte, publicou uma notícia falsa sobre um suposto decreto emergencial assinado pela governadora Fátima Bezerra listando uma série de medidas para conter o avanço do coronavírus no Rio Grande do Norte.
A postagem foi feita pelo médico Domício Arruda, um dos redatores do blog assinado pela advogada e jornalista Laurita Arruda.
O decreto fake não foi criado por Arruda. A notícia falsa já vinha circulando desde sábado em grupos de whatsaap. O primeiro indício de que se tratava de má-fé estava no fato do Governo ter publicado sábado pela manhã um decreto no Diário Oficial do Estado com ações e medidas para prevenir a disseminação do vírus nos órgãos públicos estaduais.
Estava na cara que a intenção do autor da fake news era confundir a população. Poucas horas depois, nos mesmos grupos de whatsaap, a tal postagem aparecia com um carimbo onde se lia a palavra “fake”, explicando que se tratava de uma inverdade.
A criação de fake news contra qualquer governo, seja ele alinhado ideologicamente com a esquerda ou com a direita, já não causa espanto, infelizmente. A surpresa, no entanto, veio a partir da chancela de um veículo com 70 anos de história e, mais surpresa ainda, de um médico, ex-gestor do principal hospital privado do Estado, ex-diretor do maior hospital público do Rio Grande do Norte e ex-secretário de Saúde Pública.
De profissionais conceituados e gestores tarimbados se espera o mínimo de equilíbrio e sensatez. Tratar com ironia e sátira uma pandemia que vem provocando pânico em vários países do mundo não é papel de um médico por mais afeição ao humor e ao jornalismo que se tenha.
Vida humana não é piada, doutor.
Nessa tragicomédia, é preciso destacar que, embora a marca Tribuna do Norte saia arranhada desse episódio lamentável, a redação do jornal precisa ser preservada.
Em que pese as dificuldades inerentes à profissão e, sobretudo, a estrutura oferecida aos profissionais que trabalham diariamente para colocar o jornal na rua, há uma tradição na Tribuna do Norte de formar repórteres, fotógrafos, editores e diagramadores da mais alta qualidade, imbuídos de interesse público, farol do jornalismo e que também deveria nortear profissionais da medicina.
Uma turma que combate fake news com informação ralando diariamente para evitar que o jornalismo vire uma simples e irônica piada sem graça.
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