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10 Feb 17:11

Porque inquérito de Moro em Atibaia é uma manipulação

by Fernando Brito

Como é incontestável e diante dele tremem como varas verdes os juízes de 2a. instância, os  ministros do Supremo (há exceções), o ministro da Justiça e quase todas as instituições do país, Sérgio Moro...

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06 Feb 17:15

As fotos aéreas do sítio de Atibaia revelam o caos da Lava Jato. Por Paulo Nogueira

by Paulo Nogueira
Onde o luxo? Foto aérea da Folha do sítio vinculado a Lula

Onde o luxo? Foto aérea da Folha do sítio vinculado a Lula

 

 

Outro dia Haddad foi criticado por citar uma frase clássica de um dos maiores economistas da direita, Milton Friedman.

Não existe almoço grátis, esta a frase.

Poucas máxima sintetizam tanto as coisas. Alguém está sempre pagando a conta, mesmo quando você acha que o almoço que comeu era gratuito. (Quase sempre o pagante anônimo é o contribuinte.)

Com base nisso, eu pergunto o seguinte: qual é o custo da Lava Jato? Quanto já foi gasto? Quanto se imagina ainda gastar? Por quanto tempo?

É inacreditável a falta de transparência da operação. É como se ela fosse grátis. Mas, como disse Friedman, não há nada grátis. Alguém está cobrindo um custo desconhecido.

Você, eu, nós: o contribuinte.

Por isso, a sociedade deveria ser notificada sobre a contabilidade da Lava Jato. Até porque, quando os custos estão escondidos, é grande a tentação de inflá-los para meter a mão.

Essa cobrança é ainda mais urgente quando se vê como está sendo gasto o dinheiro público. Quanto está custando a investigação em torno do já anedótico Sítio do Lula?

Quantos agentes estão dedicados a essa tarefa? Quantos burocratas estão envolvidos?

E então você vê uma canoa de 4 000 reais virar notícia. Ou seja: um ou mais policiais foram vasculhar lojas em busca de coisas ridículas como esta.

Quanto custou isso?

Agora, um fato novo: as fotos aéreas que a Folha produziu sobre o sítio. O resultado é um brutal desapontamento para os que querem, alucinadamente, vincular Lula a dinheiro sujo e patrimônio oculto.

É um sítio, as fotos mostram, à altura da canoa. Ou do infame Triplex do Lula, um apartamento que um diretor da Globo, ou da Abril, poderia comprar com os bônus de final de ano.

Lula já mostrou documentos que provam que não é dele, e até o Globo parece já ter desistido de insistir no assunto. Nesta semana, o Globo deu uma matéria segundo a qual, ao desistir da opção de compra, Lula teria perdido 100 mil reais no apartamento.

Mas a Lava Jato chegou ao cúmulo de dar o nome de Triplo X a uma fase, numa menção repulsiva ao Triplex do Lula.

Mais uma vez: quanto foi gasto na investigação sobre o apartamento? Alguém sabe?

E para manter prisioneiros pessoas cuja culpa está longe de ser provada? Tivemos, há pouco, o depoimento de Dirceu. Ele pôde enfim falar seis meses depois de ter sido posto na prisão em Curitiba.

Ele reclamou disso a Moro, um juiz aparentemente despreparado e tatibitate. A resposta: “Agora você está podendo falar.”

Ora, ora, ora.

Agora: seis meses depois. Meio ano. Quanto isso vale na vida de um homem da idade de Dirceu? Se Dirceu depois pedir uma indenização, qual será o valor justo, e quem pagará? O valor justo não sei, mas quem pagará é o contribuinte.

Como tudo na vida, uma operação da Polícia Federal deve ter tempo para começar e tempo para terminar. Não pode prolongar-se até sabe-se lá quando.

E deve obedecer também a orçamentos. Qual é o da Lava Jato?

Ninguém sabe. Entre as infinitas reportagens sobre a operação, não há uma única que traga luz sobre estas sombras.

É a mistura de inépcia e má fé que marca a imprensa brasileira destes nossos dias.

A Lava Jato pode, no final, se revelar uma operação cara, demorada, incompetente, enviesada e de consequências desastrosas para o país.

Espero, francamente, estar errado, mas esta é minha aposta, pelo que vi até aqui.

03 Feb 19:50

Conversinhas com Isaac

by Ruri

Em casa:

– Mamãe, o que vamos jantar hoje?

– Arroz e feijão.

Ele atravessou a sala e veio na minha direção para um abraço:

– Obrigado, mamãe. Você é a melhor mãe do mundo porque você faz feijão.

E voltando para onde estava: – Posso colocar bastante farinha de mandioca?

Por isso que nunca comprei um videogame. Porque feijão com farinha de mandioca me fazem a melhor mãe do mundo.

No taxi:

– Tá, já entendi que tenho que obedecer o vovô e a vovó, tomar cuidado na piscina, dormir bonitinho, mamãe.

– Que bom.

– Se eu me comportar direitinho, quando eu chegar em casa você me dá um ABACATE?

Vocês tinham que ver a cara do taxista quando soube que meu filho iria ganhar abacate como prêmio por bom comportamento.


03 Feb 18:39

Refrigerantes: o papel pedagógico da tributação

by Marcelo Oliveira

Para enfrentar epidemia global de obesidade, alguns países experimentam efeito dissuasivo dos tributos. Na Finlândia, eles já podem chegar a R$ 10 por litro

Por Regina Scharf, na Página 22

Um punhado de países, inclusive México, França, Finlândia e Hungria, estabeleceram impostos sobre a venda de refrigerantes para coibir o consumo de bebidas de alto valor calórico e praticamente nenhum valor nutritivo. A Finlândia cobra um valor particularmente alto, 2,2 euros por litro. No outro lado do espectro está o México, que estabeleceu uma taxa bem mais reduzida, de um peso por litro de refrigerante, que levou a uma elevação do preço final ao consumidor da ordem de 10%. Pode parecer pouco, mas pesquisa recente indica que os resultados iniciais da medida foram positivos. O estudo, feito pelo Instituto Nacional de Salud Pública, do México, e a University of North Carolina, avaliou o padrão de consumo de 50 mil residentes no país para avaliar os impactos da adoção da taxa. Ele indica que houve uma queda de 6% no consumo ao longo de 2014, primeiro ano da implantação, mais acentuada nas camadas mais pobres da população.Outras pesquisas realizadas no México parecem contradizer esse resultado e sugerir que o impacto do imposto sobre as vendas não foi relevante, mas sua amostragem e visibilidade foram bem mais reduzidas.

Por enquanto só uma cidade americana, Berkeley, na California, estabeleceu uma taxa sobre refrigerantes, no caso 1 centavo de dólar por onça [454g], volume equivalente a 300 mililitros. O diárioWashington Post publicou editorial em dezembro em que reivindica a introdução de um imposto nacional sobre o açúcar, que ampliaria o escopo de taxação.

Diversos países asiáticos, inclusive Índia, Indonésia e Filipinas, que tiveram um crescimento expressivo das vendas de refrigerantes nos últimos cinco anos, também estão considerando implantar medidas de âmbito nacional. O governo indiano está avaliando a possibilidade de introduzir uma taxa de até 40% do valor de bebidas adoçadas carbonatadas, num nível comparável ao dos impostos sobre o tabaco e as bebidas alcoólicas. As Filipinas estão em vias de aprovar projeto de lei que estabelece um imposto progressivo. A Indonésia passa por discussão semelhante e a Malásia, embora não estude introduzir impostos, retirou um subsídio ao consumo de açúcar em 2013.

Os opositores do amplo consumo de refrigerantes também enfrentam alguns revezes. A Associação de Fabricantes de Bebidas dos Estados Unidos chegou a investir US$ 16 milhões em atividades de lobby para evitar que o estado de Washington estabelecesse um imposto em 2010. Outras dezenas de iniciativas locais e estaduais foram brecadas pela indústria. O Vietnã, que estudava adotar um imposto de 10% sobre o consumo de refrigerantes, engavetou a proposta, sob pressão do setor. E a Dinamarca removeu há dois anos um imposto sobre o açúcar, porque isto estava promovendo a evasão fiscal (os consumidores compravam refrigerantes em países vizinhos).

O mercado global de refrigerantes é estimado hoje em US$ 580 bilhões, sendo que o maior consumidor são o os Estados Unidos, responsáveis por 17% desse valor. Um americano médio consome cerca 170 litros anuais, faixa similar à dos mexicanos. É uma média de meio litro diário. Não por coincidência, estatísticas da Organização Mundial da Saúde indicam que a incidência global de obesidade, diretamente associada ao consumo de refrigerantes, dobrou desde 1980, atingindo 600 milhões de adultos em 2014. O órgão recomenda reduzir o consumo de refrigerantes para evitar cáries e o excesso de peso que, por sua vez, está associado a doenças cardíacas, hipertensão e diabetes.


Disponível em http://outras-palavras.net/outrasmidias/?p=265422

PS – O Instituto Justiça Fiscal apóia a maior taxação sobre refrigerantes, inclusive pela eliminação de isenção do IPI sobre produtos elaborados com matéria prima originada da amazõnia.

 

03 Feb 11:44

O triplex de Lula e a mansão e apartamento de Carlos Eduardo Alves

by renato
Lula e Carlos eduardo
Lula não pode comprar um apartamento de 250 m², mas Carlos Eduardo Alves pode comprar um de 400 m² e uma mansão.

Observando o noticiário nacional sobre o triplex supostamente pertencente ao ex-presidente Lula, verifico um certo exagero e muita vontade política de seus adversários em contaminar a opinião pública contra o ex-presidente.

Não estou dizendo que Lula é santo ou fazendo a defesa dele, mas, sinceramente não vejo nada de mais um ex-presidente da Republica adquirir um apartamento com 250 de área. Um apartamento desse tamanho, mesmo sendo um ‘triplex’ não é coisa de outro mundo. Acho compatível com alguém que foi presidente da Republica por 8 anos, sobretudo para quem faz muitas palestras no Brasil e exterior.

Fazendo uma comparação: o prefeito de Natal comprou um apartamento de 400 metros de área de frente para o mar, numa localização muito mais cara que a Praia de Guarujá em São Paulo. O apartamento do prefeito Carlos Eduardo Alves é bem maior e caro que o imóvel que o primo Lula teria comprado.  Ainda é bom lembrar que o prefeito Carlos Eduardo Alves é proprietário de uma mansão de frente para o mar, no Condomínio Porto Brasil, na Praia de Pirangi, onde somente um lote é avaliado em R$ 1.8 milhão. Segundo corretores a mansão do prefeito de Natal é avaloada em torno de R$ 3.0 milhões.

Lula foi presidente do Brasil, mas não pode possuir um apartamento com 250 m²; Carlos Eduardo Alves é prefeito de Natal e pode ser proprietário de um apartamento em Areia Preta, com 400 m² e uma mansão no condomínio mais caro do RN.

Qual a palestra que Carlos Eduardo Alves proferiu?

Quais são as empresas de Carlos Eduardo Alves?

Caso Carlos Eduardo Alves venda seu apartamento de Areia Preta, com o dinheiro ele pode comprar três apartamentos iguais ao de Lula, se o prefeito de Natal vender sua mansão do Porto Brasil, poderá adquirir dois sítios iguais o de Lula em Atibaia.

 

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03 Feb 11:31

ATÖLYE Labs Office – Istanbul

by Stephen Searer
Allan Patrick

Juliana, veja o escritório dos sonhos ;)

ATÖLYE Labs Istanbul is an interdisciplinary creativity and interaction platform, bringing together freelancers, startup companies and the wider public.

The project’s motivation is to create moments of synergy by programming the space to accommodate a wide range of uses: isolated work, collaboration, fabrication, exhibition and education.

In this project, four deliberate strategies are employed:

  • Adjacency-based architectural layout: Visually neighboring yet acoustically separated areas for thinking, making, learning and sharing create fluidity.
  • Future-proofed, high-performance technical infrastructure: E​xposed beams, abundant plugs, high-speed fiber connectivity, moveable walls, dimmable lighting, locally controllable heating-cooling systems and real-time energy tracking systems all serve to easily modify spatial programs.
  • Custom designed, locally crafted modular furniture: A new product line entitled CNVS, designed by the same team, utilizes locally-sourced, natural materials such as FSC plywood, recycled chipboard and regional steel, coupled with wheels and adjustable separators to allow for maximum flexibility.
  • Whiteboards and natural felt allow writeable surfaces and pin-up walls for ideation along with acoustic absorption for event planning.
  • Evolving Design: C​ybernetic feedback systems such as post-occupancy evaluation surveys, member workshops and the availability of a makerlab allow making a ‘self-learning’ system, with budget provided to realize new design interventions after occupancy.

Altogether, for ATÖLYE İstanbul, architectural design is a by-product of a larger system that is focusing on a truly transdisciplinary design. Ultimately, the design acts as a tacit, yet influential body language of an emerging independent institution, where the aspiration is to seed, nurture and witness new startups and design projects at all scales.

DesignATÖLYE Labs
Design Team: Engin Ayaz, Berna Erenoğlu, Elif Karaköse, Nesile Yalçın, Begüm Ural, Necdet Yağız Özkan, Bilge Nur Saltık, Rezzan Hasoğlu, PIN Architects
Photography: Yerçekim Photography

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01 Feb 09:50

Afro-Brazilian workers now earn 59% of the salary of white workers; in 2003 they earned 48%

by gatasnegrasbrasileiras
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The greatest disparity between white and black income was observed in the metropolitan area of Salvador, Bahia

Note from BW of Brazil: There is perhaps no better way of analyzing social/racial inequality in a society than by assessing the numbers. And one of the best stats that provide a glimpse of the ‘haves’ and ‘have nots’ is average income according to race. And as can be noted in nearly every other area of Brazilian society, Afro-Brazilians significantly lag behind whites. This disparity has in fact improved over the past 12 years, perhaps due to the fact that it has been in the past 12 years that affirmative action policies have been implemented throughout the country. Only the future will tell if the reduction of this gap will continue to fall as Afro-Brazilians continue to improve their positions in the educational and labor sectors.

The gap between whites and blacks in the labor market

In 13 years, income of pretos (blacks) and pardos (browns) advanced more than that of whites, but disparity is still stark

Courtesy of Carta Capital

The greatest disparity between white and black (pretos and pardos) income was observed in the metropolitan area of Salvador, Bahia

The income of preto or pardo workers grew 52.6% between 2003 and 2015. Among white workers, the growth was 25%.

The significant growth over the past 13 years, a period that includes the Lula and Dilma Rousseff governments, however, was not enough to reverse the portrait of racial inequality.

Announced on Thursday the 28th by the Brazilian Institute of Geography and Statistics (IBGE), the data are part of the Pesquisa Mensal de Emprego (PME or Monthly Employment Study).

Preto or pardo employed workers earned on average in 2015, 59.2% of the income earned by white workers. The IBGE pointed out, however, the fact that in 2003 the percentage was less than half (48.4%).

Unemployment

2

Annual percentage of branco (white) salaries that pretos and pardos receive from principal job according to major city. Source: IBGE

The survey was conducted in six metropolitan areas (Recife, Salvador, Belo Horizonte, Rio de Janeiro, Sao Paulo and Porto Alegre) and interviewed 120,000 people in 45,000 households.

The greatest disparity between salary of whites and blacks was observed in the metropolitan area of Salvador (capital of Bahia), where black and brown workers receive only 48% of white income. In 2003, the rate was even lower, only 32.3%. The difference is most striking when one considers that Salvador is the city with the highest number of pretos and pardos in Brazil, nearly 80% of the local population, according to the Mapa da População Preta e Parda do Brasil (Map of the Black and Brown Population in Brazil), released in 2010.

The PME produces monthly indicators about the labor force for assessing the fluctuations and tendencies in the medium and long term, of the labor market in its areas of coverage. It is an agile indicator of the effects of economic conditions on that market, besides meeting other important needs for socio-economic planning in the country.

Source: Carta Capital


31 Jan 12:10

UMA RESPOSTA SIMPLES

by Ivenio Hermes

Por Ivenio Hermes

O RN vive uma nova era de transparência em informações estatísticas e no uso de análises criminais, estudos de caso, aferição de indicadores, com investimentos em inteligência policial, criminal e tecnologia de informação, que integradas geram subsídios para a Secretaria Estadual da Segurança Pública e da Defesa Social – SESED desenvolver políticas de segurança fundamentadas e que não desperdiçam o erário público.

Há anos não haviam tantas e tão exitosas operações policiais em todas as áreas, por exemplo:

- A DEHOM, que agora é DHPP (saindo de uma estrutura de delegacia especializada para uma divisão onde a proteção à pessoa terá mais evidência) soluciona casos com celeridade e realiza prisões de homicidas, rompendo o ciclo de impunidade arraigado no RN;

- A Coordenadoria de Projetos para a Cidadania, realizou estudos técnicos e fundamentou o lançamento do projeto Ronda Cidadã nos bairros da AISP 4, Petrópolis, Praia do Meio e Mãe Luíza, sendo este último, um bairro impregnado pela violência simbólica, uma violência que submetia seus moradores à uma condição de preconceito fazendo com que muitos pagassem pelo que pouquíssimos faziam. Integrando a PCRN com a PMRN, numa atuação empenhada do Cap. Fabio Sandrinne e sua equipe, cuja preocupação diária com os resultados tem levado esses bairros para uma fase de pacificação, onde o RN não só resgata a cidadania daquela região, como também irradia essa sensação para além dos limites geográficos daquela área;

- A PMRN, envolvendo todos os grupos especializado e policiais que atuam no cotidiano fazendo seu melhor, tem obtido grande sucesso em recapturar foragidos, realizar prisões e detenções de criminosos, evitando embates policiais quase impossíveis, e dentro do universo dos que acontecem, poucos resultam em mortes de criminosos, pois toda a ação é desencadeada após análises e sob um direcionamento previamente estudado;

- As especializadas da PCRN e as delegacias distritais, têm reduzido o número de criminosos que antes eram pouco investigados, realizando operações como nunca antes foram vistas no RN em tão pouco tempo;

- Em Assu, após anos sem uma resposta digna, o Delegado Carlos Brandão, o Chefe de Investigação Creedence Santana e o restante da equipe, colocaram um freio na marcha de assassinatos que se elevava. A equipe de Assu, prendeu um grupo de pistoleiros de aluguel responsável por dezenas de assassinatos e que ainda ceifariam muitas vidas se não fossem detidos;

- O Corpo de Bombeiros Militar do RN, além de atuarem de forma exemplar em sua missão precípua de salvar vidas, ainda age como coadjuvante no combate aos homicídios, fazendo vistorias técnicas em bares, restaurantes e locais públicos mapeados como áreas sensíveis, ou seja, com maior suscetibilidade à ação criminosa;

- O Rio Grande do Norte reduziu os crimes violentos letais intencionais, deixando de se preocupar apenas com homicídios, mas procurando deter todo espectro que desencadeia as mortes matadas intencionalmente. Vamos relembrar alguns números:

 1) CVLI no RN:

2014= 1774 CVLI

2015= 1663 CVLI

Redução 6,3% ou 111 vítimas a menos que no ano anterior;

 2) CVLI em Natal:

2014= 591 CVLI

2015= 505 CVLI

Redução 14,6% ou 86 vítimas a menos;

 

3) CVLI em Mossoró:

2014= 193 CVLI

2015= 163 CVLI

Redução 15,5% ou 30 vítimas a menos.

111 Saved

Pouco se falou desse grande feito que foi a redução das mortes matadas. É como observar a imagem acima e não enxergar as 111 pessoas que estão nela, ou como enxergar esse grande salão vazio…

Contudo, uma parte da mídia que não compreende que somente tem acesso às informações sobre a criminalidade porque a SESED não oculta esses números. E desde 2015, os números obtidos são mais fidedignos, resultado do cuidado de uma equipe de analistas que pesquisa, coleta, compara e consolida dados todos os dias para não deixar nada sem registro.

“Para dar continuidade à política do Canal 40 de trazer a vocês as últimas notícias sobre sangue e miolos, vocês verão outro primor: uma tentativa de suicídio”. Christine Chubbuck

O sensacionalismo, o exagero, a parcialidade sutil e tendenciosa que “deforma” opiniões e atrofia a evolução social, embora sejam práticas comuns no Brasil, não é uma exclusividade brazuca. Nos Estados Unidos, o jornalismo formatado para lucrar enfocando o lado ruim, teve no Canal 40 da cadeia WXLT (atualmente, WWSB/Canal 7), um retorno midiático tão lucrativo que a direção do Canal resolveu direcionar a pauta de todos os jornais e programas, até aqueles que eram mais equilibrados.

A onda de negativismo ajudou a aumentou a riqueza dos diretores e o pânico das pessoas, até que na manhã de 15 de julho de 1974, a jornalista Christine Chubbuck, de 29 anos de idade, e dona de seu próprio programa de televisão, cansada da pressão que sofria para direcionar seu jornalismo, chocou seu público, quando, após pronunciar as palavras da citação acima ao vivo, disparou um tiro atrás da orelha. Bem diante das câmeras Christine caiu desfalecida e morreu horas depois em um hospital local.

A Secretaria Estadual da Segurança Pública e da Defesa Social – SESED, na gestão da Secretária de Estado, Delegada Kalina Leite, empreende esforços diariamente contra o crime, contra os recursos diminutos, contra a máquina engessada do Estado e contra um seguimento da mídia, que auxilia a promover a sensação de insegurança, o pânico público e a percepção de o criminoso está à vontade para agir.

Se houvesse mais compromisso com a paz, deveriam ter ocupado as primeiras páginas dos jornais e blogs, difundido amplamente nas redes sociais de que houve redução de crimes violentos letais intencionais no RN em 2015, e a gestão atual deveria  ser lembrada como a primeira que logrou êxito em reduzir o número de assassinatos no RN após 8 anos de vertiginosa elevação, e ainda, a que corajosamente “abdicou” da exclusividade da posse das informações da violência letal intencional e da criminalidade, repartindo-a com a sociedade para juntos promoverem ações para a reconquista da paz.

Talvez alguém ache essa análise prejudicada por este escriba estar contribuindo com a atual gestão, contudo, para corroborar meu argumento, resgato rapidamente um exemplo de como algumas mídias divulgam a insegurança, a violência…

No caso dos assaltantes que fizeram reféns em uma livraria, não se enfatizou o sucesso do trabalho da PMRN, negociando, libertando reféns, prendendo criminosos. Não houve entrevista com os policiais militares parabenizando-os pelo êxito em evitar perdas patrimoniais e de vidas. Pelo contrário, a evidência foi na divulgação do pânico, foi dado enfoque aos possíveis resultados ruins e ao ponto de vista do “aumento da sensação de insegurança”.

Não se pretende sugerir aqui, observem, a criação de uma sociedade que esconda suas mazelas, mas não se deve supervalorizar um lado ou um aspecto importante em detrimento de outro tão importante quanto. Ainda bem que no Rio Grande do Norte temos jornalistas e jornais que mostram os fatos com equilíbrio, abordando a violência no sentido de sugerir soluções, de debater o tema para obter relevantes opiniões que auxiliem a sociedade.

Para os que indagam por que há tanto pânico e medo se há tanto esforço e dedicação na redução da criminalidade, eis uma resposta simples, aliás a mais simples delas, para que todos entendam: é que a atual gestão vem sendo acusada por dezenas de mazelas que surgiram há tempos, nas gestões anteriores, como os anos sem planejamento que culminaram com a redução do efetivo policial, um problema que se agravou ainda mais na administração anterior que nada fez, a não ser aquilo que lhe foi imposto por força jurídica. A gestão atual é herdeira de problemas de falta de indicadores de criminalidade, da falta de confiança fundamentada na ausência de transparência e de diálogos, de mecanismos de controle de produtividade, e muitos outros que vem sendo trabalhados para que as soluções encontradas transformem essa herança em um legado que possa ajudar a seguir pavimentando um caminho de paz.

É preciso integrar forças e não tentar enfatizar o lado ruim ou culpar quem não tem culpa, cujo esforço pelas soluções vem acontecendo, mesmo não sendo na quantidade e na forma que todos querem. Aqueles que somente acusam, ajudam a retroalimentar a violência, inocentando quem  abandonou a segurança pública do RN por tanto tempo, provocando o enfraquecimento gradual das instituições de segurança e fundamentando a insegurança que se instaurou paulatinamente no Estado Elefante.

Vincit omnia veritas!

HERMES, Ivenio. Uma Resposta Simples. 2016. In: Portal Luis Nassif 29 jan. 2016. Disponível em http://bit.ly/1UyNlyC

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29 Jan 18:20

Meninas do Code Girl palestram na Campus Party Brasil

by Tania Carvalho

Um projeto iniciado no Campus Natal-Central do IFRN ganha cada vez mais proporção nacional. É o Code Girl, coordenado pela professora Cláudia Ribeiro. Ontem (28), ela e a graduada em Análise e Desenvolvimento de Sistemas pelo IFRN Suzyanne Oliveira ministraram a palestra "Code Firl - estimulando a participação feminina no mercado de TI" na Campus Party Brasil, um dos maiores eventos da área de tecnologia da Informação. Sediada em São Paulo, a Campus Party neste ano acontece até amanhã (30).

Segundo pesquisas citadas pelas palestrantes, a participação feminina em TI está muito aquém de seu real potencial e das necessidades da área. Elas destacam que, assim como os homens, a mulher está à vontade no uso da tecnologia, mas não está participando efetivamente na concepção e desenvolvimento destes produtos, o que reflete na forma como esses produtos são concebidos e desenvolvidos.

"Acreditamos que equipes mistas, com participação equilibrada de profissionais de ambos os gêneros e olhares diferentes e complementares, sem dúvida estão melhor preparados para garantir maior competitividade destes produtos", dizem as responsáveis pelo Code Girl na apresentação da palestra.

O projeto surgiu como uma ação para dialogar sobre as razões pelas quais a participação feminina em TI no Brasil é pequena. São desenvolvidas ações em três vertentes: no aumento da procura, com o ensino de programação para meninas do ensino médio da rede publica; nas ações internas aos cursos tecnológicos, para entender e reduzir a evasão feminina; e na realização de evento com palestras motivacionais, onde mulheres que trabalham e empreendem na área falam sobre desafios e superações. Anualmente, o projeto promove um grande evento no auditório do Campus Natal-Central com o objetivo de disseminar a proposta. Em 2015, foi realizada a terceira edição do Code Girl.

Acesse mais informações:

Code Girl

Campus Party Brasil



29 Jan 16:46

Macri nos dá uma ideia de como seria governo Aécio

by Luiz Carlos Azenha

milagro

Milagro Sala, presa por protestar, não saiu na capa da Folha

Macri vai incendiar a Argentina

Por Altamiro Borges, em seu blog

Em seu arrivismo neoliberal, o presidente Mauricio Macri está brincando com fogo e pode incendiar a Argentina em curto espaço de tempo.

A cada dia, nestes quase dois meses de governo, o empresário mafioso adota uma medida antipopular e provoca a conhecida rebeldia dos argentinos.

Nesta quarta-feira (27), ele anunciou o fim dos subsídios para a energia elétrica, o que aumentará a conta de luz em até 350%.

A decisão foi anunciada com arrogância como mais um passo para enterrar o “populismo” da ex-presidente Cristina Kirchner e para garantir a “austeridade fiscal”, tão ao gosto dos banqueiros e dos ricaços que financiaram a sua apertada vitória eleitoral em novembro do ano passado.

Segundo o novo governo, o corte reduzirá o déficit público e viabilizará o pagamento dos títulos da dívida aos rentistas. O Ministério da Fazenda, controlado por banqueiros, argumenta que os subsídios “kirchneristas” abocanham a cerca de 4% do PIB. A meta é reduzir esse índice para 1,5% ainda neste ano. O aumento da conta de luz, porém, vai pressionar a inflação, sabotando a principal bandeira de campanha de Mauricio Macri.

Até os chamados “analistas do mercado”, porta-vozes dos banqueiros, já avaliam que com a medida a inflação passará dos 30% neste ano. As maiores vítimas desta alta inflacionária serão os trabalhadores, que já prometem greves pela reposição salarial a partir de março.

Conhecido por seu autoritarismo, o novo presidente tende a rechaçar as pressões com mais violência. Após 12 anos sem cenas de repressão, a Argentina voltou a ser palco de bombas de gás, cassetetes e tiros da polícia. Servidores públicos demitidos — mais 15 mil — foram baleados e críticos das medidas antipopulares já foram presos — como a líder camponesa Milagro Sala, deputada do movimento Tupac Amaru.

Centenas decretos de “urgência” também foram baixados de forma autoritária, como o que impôs dois ministros para Suprema Corte de Justiça e extinguiu as duas agências de regulação dos meios de comunicação. O império midiático do Clarín aplaudiu as medidas ditatoriais, mas a rejeição popular nas ruas já se fez sentir, com enormes manifestações de protestos.

Em entrevista ao site espanhol Rebelión, o economista Cláudio Katz avalia que Mauricio Macri terá dificuldades para encerrar seu mandato. “Em seu primeiro mês, Macri confirmou que encabeça um típico governo de direita, que funciona com ajustes e repressão. Terminada a campanha eleitoral, os chamados à concórdia sumiram e a cada dia despertamos com um novo pesadelo. O mais grave são as demissões, que já somam mais de 15 mil servidores públicos. Com a alta de inflação nestas primeiras semanas do ano, a situação vai se agravar… Há uma campanha oficial para facilitar demissões porque o governo sabe que estrategicamente somente com um desemprego maior ele poderá lograr uma forte recomposição dos lucros dos empresários”.

“Há um cenário de repressão que explica porque Macri governa por decreto. O homem que falava em concertação, diálogo e consenso, não pára de baixar decretos. Demissões e repressão necessitam de um governo autoritário… Este é um governo das classes capitalistas de forma descarada. Os que hoje remarcam os preços são gerentes que estavam no setor privado e que hoje controlam a administração pública… É um governo da classe dominante de forma explícita e descarada”.

No cenário desenhado pelo economista Cláudio Katz, fica a pergunta: quanto tempo vai durar o reinado do mafioso Mauricio Macri? A conferir!

Leia também:

Petrobras adota a pior opção: Vender ativos a preço de banana

O post Macri nos dá uma ideia de como seria governo Aécio apareceu primeiro em Viomundo - O que você não vê na mídia.

29 Jan 16:45

Opinião: SUS é a maior obra da história do Brasil

by Redação
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29/01/2016

Jornalista da BBC destaca grandiosidade do SUS e reflete sobre desafios, como o financiamento do sistema

Leandro Beguoci*, especial para a BBC Brasil

Artigo do jornalista e colaborador da BBC Brasil, Leandro Beguoci, aponta o Sistema Único de Saúde (SUS) como maior obra do Estado brasileiro. Ele relembra fatos anteriores à criação do sistema, que deixavam a maioria da população desassistida do ponto de vista da saúde. “Entre 1990 e 2015, o Brasil derrubou drasticamente a taxa de crianças que morrem com poucos anos de vida. Os médicos da família chegam a milhões de pessoas. A vacinação, o transplante de órgãos e o combate à Aids se transformaram em referências internacionais. Recentemente, foi uma médica do SUS quem descobriu a relação entre zika vírus e microcefalia”.

Leia o artigo completo aqui.

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29 Jan 01:57

UOL dá mais destaque a notícia falsa da Venezuela que à verdadeira da Argentina

by Luiz Carlos Azenha

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A “notícia” da esquerda, falsa, foi manchetaço; a da direita, verdadeira, saiu escondida e não tem no título o principal: “Agentina” aumentará energia elétrica em pelo menos 300%

UOL publica notícia de site de humor venezuelano como se fosse verdadeira

Vanessa Gonçalves | 28/01/2016 15:15

Nesta quinta-feira (28/1), o portal UOL cometeu um deslize ao divulgar como verdadeira uma notícia publicada em um site de humor venezuelano.

A matéria afirmava que a falta de pasta de dente no país seria motivada pelo fato de os cidadãos escovarem os dentes três vezes aos dia.

UOL foi alertado do erro pelo consulado venezuelano

Na “notícia” postada pela página Un Mundo Triangular, que cria notícias falsas em tom de brincadeira, como o Sensacionalista no Brasil, a explicação foi atribuída à ministra da Saúde, Luisana Melo. O texto de humor tratou como se fosse um pronunciamento oficial do governo sobre escassez do produto na Venezuela.

No Brasil, o UOL, Correio do Estado e Portal Vox compartilharam a informação como se fosse uma declaração oficial e verídica. No caso do UOL, a reportagem ganhou destaque na home.

À IMPRENSA, Rodrigo Flores, diretor de conteúdo do UOL, confirmou o erro e explicou as medidas que serão tomadas pelo veículo. “Fomos alertados pelo consulado da Venezuela de que a notícia era falsa e, rapidamente, retiramos da home. Vamos publicar uma errata explicando que erramos”.

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ARGENTINA

Macri adota sua primeira grande medida de ajuste: 300% de aumento na luz

O Governo argentino reduz os subsídios energéticos, mas mantém medida para os pobres

CARLOS E. CUÉ, no El Pais (reprodução parcial)

A maioria dos políticos, economistas e analistas argentinos afirma que o verdadeiro Governo de Mauricio Macri começa em março, quando terminam as férias de verão, as escolas dão início às aulas e as pessoas voltam à vida normal e à luta diária. À espera desse momento crucial, Macri já pôs em prática sua primeira grande medida de ajuste que promete polêmica: um aumento das tarifas de luz que rondará 300%, embora os detalhes só serão conhecidos em 1º de fevereiro. A Argentina, em especial Buenos Aires e arredores, a zona mais influente do país, tem há 12 anos, por uma decisão política dos Kirchners, uma das energias mais subvencionadas do mundo.

PS do Viomundo:Portal Imprensa chamou a barrigada do UOL  de “deslize”. E a Folha, hein, qual foi a manchete? Argentina prevê poupar R$ 10 bi com corte de subsídios de energia. No Brasil certamente teria o nome “Dilma”e algo como “tarifaço” na manchete.

FullSizeRenderPS2: Vejam aí quem passou o dia disseminando a notícia falsa do UOL: o MBL do colunista da Folha! Apontado pela Cynara Menezes no twitter.
Leia também:

Emir Sader: Ajuste fiscal de Dilma foi politicamente desastroso

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29 Jan 01:22

Paulo Pimenta: Locutor de rádio da RBS, empresa suspeita de pagar propina, incitou ouvintes a cuspir em Lula “por corrupção”; ouça

by Luiz Carlos Azenha

nelson e eduardo sirotosky e alexandre fetter

Nelson Sirotsky, presidente do Conselho de Administração, e o sobrinho Eduardo Sirotsky Melzer, presidente do Grupo RBS, suspeito de mandar pagar propina, e Alexandre Fetter, o “humorista” da rádio Atlântida que incitou ao ódio. Vai mandar cuspir nos patrões?

CARTA ABERTA À RBS

LOCUTOR INCITA AGRESSÕES À LULA

do Facebook de Paulo Pimenta

Desde que o desejo da maioria do povo brasileiro foi vitorioso nas eleições presidenciais, de 2014, e frustrou os interesses dos grandes grupos de comunicação do país, com a reeleição da Presidenta Dilma Rousseff do Partido dos Trabalhadores, o Brasil vive um clima de hostilidade, de extremismo e de inúmeros ataques, por parte daqueles que até hoje estão inconformados com a derrota nas urnas contra agentes políticos e, especialmente, membros do Partido dos Trabalhadores.

Infelizmente, essa onda de ódio é, em grande parte, promovida e alimentada por parte da imprensa brasileira.

Foi o que puderam constatar os milhões de gaúchos e gaúchas ouvintes da Rádio Atlântida FM, do Grupo RBS , nessa semana.

Indignados, muitos me procuraram para que fossem tomadas providências e o caso fosse denunciado.

Em um dos programas de maior audiência dessa rádio do Grupo RBS, o locutor do “Pretinho Básico” incita os ouvintes a “cuspirem” na cara do ex-Presidente Lula.

Entre as inconformidades do locutor estão, segundo ele mesmo, a possibilidade de que [eles, o povo] “vão votar no PT de novo” e o teor das últimas declarações do ex-presidente.

“Ninguém cospe no Lula, velho? Que troço desesperador, isso é desesperador. Ninguém dá uma cuspida no Lula, um sujeito desses é digno de uma cusparada”.

A incitação ao crime, cometido pelo locutor, está prevista no Código Penal.

Qual seria a reação da mídia se agentes políticos passassem a defender agressões a jornalistas em razão da manipulação diária promovida pelos meios de comunicação no país, da seletividade de sua cobertura ou da diferença de posições políticas?

Certamente, denunciaria um ataque à liberdade de expressão. E por que razão, então, consente com a incitação de ataques de seus profissionais a políticos?

Pretende, ao fim, que alguns atores políticos sejam espancados ou retirados à força da cena política como na época da ditadura?

Crimes ao microfone, como o cometido por esse locutor, respaldam, posteriormente, atitudes de violência na rua.

Quem defende a doutrina do ódio contribui para a naturalização e o agravamento da violência praticada em nosso país.

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Tweet de um apoiador do grupo, dizendo que daria um tiro em Lula

Ao permitir que tais palavras sejam proferidas em um de seus programas de rádio, o Grupo RBS fomenta a ideia de que vivemos em uma sociedade que valoriza a violência, a opressão e a vingança.

Precisamos rejeitar esse pensamento.

Vivemos em um Estado de Direito, onde a liberdade de expressão de cada indivíduo é tão importante quanto a certeza de que a dignidade da pessoa humana será protegida.

Negar isso é recusar que somos todos iguais, afastando outro preceito fundamental do Estado de Direito.

Esse discurso busca, na verdade, criminalizar a política e os agentes políticos, bem como, mais especificadamente, estigmatizar e discriminar não somente o ex-presidente Lula, seu partido e seus correligionários, mas todos brasileiros e brasileiras que, de alguma forma, estimam Lula e que têm ele e seu legado político como símbolos da tolerância, promoção da igualdade e da justiça social.

O discurso de ódio leva a sociedade para um único fim.

Foi o que vimos na Segunda Guerra Mundial, originada, em grande parte, da incitação ao ódio a grupos específicos de pessoas, num discurso promovido pelo casamento entre líderes políticos intolerantes e os meios de comunicação.

Desde então a comunidade internacional e o sistema internacional de direitos humanos protegem a liberdade de expressão na mesma medida em que repudiam o discurso de ódio.

Portanto, em episódios como esse da RBS, é inútil se esconder atrás da liberdade de expressão e invocá-la para justificar o cometimento de um crime.

A humanidade de forma geral tem um alto grau de condenabilidade do discurso de ódio.

Chegamos aqui após sofrer suas piores consequências.

Por isso, em nosso país, vivemos para a defesa da pluralidade e para construção de uma sociedade que promova a paz.

O que nos perguntamos, agora, é se:

Essa é a opinião da RBS?

A RBS concorda com incitação ao crime?

A RBS concorda e defende que o ex-Presidente Lula seja agredido?

A RBS aceita ser corresponsabilizada por qualquer agressão ao ex-Presidente Lula?

A RBS considera que o papel da imprensa é incitar ao crime e promover o discurso de ódio?

A RBS pretende tomar alguma providência frente a esse episódio de incitação ao crime?

À parte as diferenças ideológicas entre o Partido dos Trabalhadores e a defendida pelos grandes grupos de comunicação, entendemos que não é no campo da violência que as disputas entre o campo político e o midiático, ou entre modelos políticos para o país, serão resolvidas.

*Paulo Pimenta, jornalista, deputado federal e Presidente da Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara dos Deputados

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PS do Viomundo: E cadê a coragem dos humoristas da Atlântida para fazerem piada com o fato de que a empresa para a qual trabalham está sendo investigada por pagar propina na Operação Zelotes?

PS2 do Viomundo: No mesmo programa, Pretinho Básico, um dos “humoristas” prega o uso de violência moral ou física para resolver problemas do cotidiano. Ele estimula “indignados” a agir e lê supostas cartas de ouvintes que adotaram a sua “filosofia”. Ver neste programa, a partir dos 41 minutos.

Leia também:

Beatriz Cerqueira: Em Minas, Pimentel prometeu e não cumpriu

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28 Jan 22:00

Ir ver imóvel é “alto grau de suspeita” de crime? Lula, arranjo um apê melhor aqui…

by Fernando Brito

Fica-se sabendo, pelo Estadão, que o “alto grau de suspeita” sobre o apartamento do Guarujá pertencer a Lula e ter sido objeto de transações espúrias se deveria ao fato – se é que houve...

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28 Jan 21:45

Governador sanciona o primeiro Plano Estadual de Educação do Rio Grande do Norte

by comunicacaoptrn

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O primeiro Plano Estadual de Educação do Estado (PEE) do Rio Grande do Norte foi sancionado nesta quarta-feira (27) pelo governador Robinson Faria. O PEE contempla as ações que deverão ser executadas pelo Estado nos próximo dez anos para melhorar o sistema educacional como um todo.

O Plano Estadual de Educação foi trabalhado durante todo o ano de 2015, pelo Governo do Estado através da Secretaria de Estado da Educação e Cultura (SEEC) em amplas discussões e conferências envolvendo as escolas municipais, estaduais e federais, representações de classe, os municípios e o Governo Federal representados no Forum Estadual de Educação.

O PEE contempla 21 metas para as redes de educação municipal, estadual e federal, entre elas a alfabetização de crianças de 6 a 8 anos, o aumento em 300% das matrículas no ensino profissional, a ampliação das vagas para crianças de 0 a 3 anos em creches e a valorização da carreira do magistério.

“O Plano Estadual de Educação é um protagonismo coletivo e de cidadania, do Governo do Estado e da sociedade, escolas, universidades, municípios, em prol da educação. O governo confiou no Forum Estadual de Educação, exercendo sua prática democrática e do diálogo. E também na Assembleia Legislativa que aprovou a Lei agora sancionada que institui o PEE”, afirmou Robinson Faria, para acrescentar: “Parabenizo a todos os envolvidos e ressalto que o mérito é de todos nós, do governo e da sociedade, que atuaram juntos e vão continuar atuando para melhorar a educação no nosso Estado”.

O secretário de educação, Francisco das Chagas Fernandes disse que desde o início de 2015 a administração estadual decidiu destravar o debate do PEE e concluir sua elaboração através de discussões e coleta de sugestões em conferências municipais e intermunicipais e com o envolvimento direto do Forum. “Agora temos metas definidas e as formas de alcançá-las. Tudo que precisa ser feito está definido”, explicou.

A presidente do Forum Estadual de Educação, professora Márcia Gurgel, disse que “o PEE vai orientar a educação em todas as dimensões e esferas no Rio Grande do Norte, incluindo as formas de financiamento, com ele vamos melhorar a qualidade da educação”.

Para a senadora Fátima Bezerra, o Plano “é a concretização da luta para avançar no direito à educação e para oferecer aos jovens uma melhor educação de base, profissional e superior”.

Também presente na solenidade, o deputado estadual Fernando Mineiro destacou que o PEE “é um avanço importante, um desafio e uma ousadia, com o objetivo de oferecer mais qualidade no ensino”.

À solenidade de sanção do PEE, na sede da Governadoria, compareceram ainda o secretário de Estado do Esporte, George Câmara, o secretário de Estado das Relações Institucionais, Hudson Brito, a secretária de Estado para a Mulher, Teresa Freire, a representante da Universidade Estadual do RN (UERN), Cirleide Dias Almeida, a presidente do Forum Estadual de Educação, Márcia Gurgel, o presidente da Central dos Trabalhadores, José Teixeira, e o vereador em Natal, Hugo Manso.

Fonte: Tribuna do Norte

27 Jan 17:00

Profissionais cubanas do Mais Médicos têm aprovação popular em Tucuruí

by Redação
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27/01/2016

Série da Organização Pan-Americana de Saúde (Opas) mostra o caso da cidade de Tucuruí (PA), região da maior usina hidroelétrica do país

Por Organização Pan-Americana de Saúde (Opas)

Tucuruí é um município brasileiro do estado do Pará, famoso por abrigar a maior usina hidroelétrica totalmente brasileira e a quarta maior do mundo: a Usina Hidrelétrica Tucuruí, construída e operada desde 22 de novembro de 1984 pela Eletronorte. A cidade tem uma população estimada em 107 mil pessoas pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística e recebeu 14 médicos cubanos do Programa Mais Médicos.

Desses, duas médicas trabalham no Centro de Saúde Mercedes Barroso, no bairro Vila Pioneira. Yanet Pupo Gonzalez chegou ao Brasil em novembro de 2013, dez anos depois de se formar como médica. Antes de vir ao Brasil, ela trabalhou por três anos e meio na Venezuela. “A experiência de trabalhar no Brasil é muito boa. Onde a gente trabalha é uma área muito carente em tudo e também carente em atenção médica. Aqui vi coisas que até agora eu não conhecia. Eu nunca tinha visto uma criança com hanseníase, por exemplo. E é bom porque a gente pode ajudar a população e ganha muito em experiência médica também.”

Já Celia Rosa Borges Perez, formada em 2007, trabalhou por dois anos na Bolívia antes de vir ao Brasil, e está feliz com a experiência. “O povo brasileiro é muito acolhedor, eu estou me sentindo como se estivesse em casa. E isso facilita o nosso trabalho em saúde comunitária, de entrar na casa das pessoas e ter as portas abertas para você. O trabalho de prevenção e conscientização é muito importante para nós, para que a gente possa ajudar a melhorar a qualidade de vida do povo brasileiro e por isso é fundamental essa boa relação com os pacientes”, diz a médica.

Após dois anos de estadia na cidade, as médicas cubanas conquistaram a população local: “Eu gostei, sim. Elas são muito bacanas com a gente, prestam atenção na gente, conversam. Às vezes, se eu venho me consultar aqui e ela não está, eu não quero mais me consultar com ninguém, porque já me acostumei com ela. Ela é a minha médica”, sorri Germana Alves, de 76 anos.

O paciente José Pinheiro diz que com a chegada dos médicos cubanos o atendimento melhorou muito na unidade. “Não desfazendo dos médicos brasileiros, mas depois que os cubanos vieram, a saúde para nós aqui tem funcionado bem. Eles conversam bastante, explicam o tipo da doença e dizem o que a gente pode fazer. ”

O secretário de saúde do município de Tucuruí, Charles Tocantins, diz que os dados ainda não estão oficializados, mas destaca que os impactos positivos do Programa Mais Médicos foram o aumento do número de consultas, a melhoria do pré-natal, a diminuição da mortalidade e a melhoria de indicadores de saúde sensíveis à atenção básica em geral. “Mas o grande impacto do Programa Mais Médicos é a humanização do atendimento. Esse tratamento humanizado, com troca de informação entre o médico e o usuário, está sendo reescrito agora, com os médicos cubanos”, afirma Charles.

O paciente João Brito é um exemplo desta situação. Ele diz que, apesar de ter plano de saúde, prefere ser atendido pelas cubanas do Programa Mais Médicos. “Elas atendem todo mundo com o maior carinho e atenção. Quando as minhas filhas e netas precisam, elas vêm aqui e são atendidas com muita dedicação. A gente vai sentir muita falta quando essas médicas tiverem que retornar ao país delas. ”

Célia conta que percebe a satisfação dos usuários: “Os pacientes são muito acolhedores e nós temos uma relação muito positiva com todos. O Programa Mais Médicos está progredindo, eu vejo que a saúde da população daqui melhorou. Como fala o povo brasileiro: nota dez para o programa Mais Médicos”, sorri a cubana.

Confira o vídeo aqui:

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23 Jan 12:35

Como sair com crianças

by Ruri

4 horas antes do horário de sair:

– Mamãe, já tá na hora de sair?

3 horas e 45 minutos antes do horário de sair:

– Mamãe, já posso me trocar e colocar o sapato?

3 horas e meia antes do horário de sair:

– Vamos logo, mamãe, não tá na hora?

3 horas e quinze minutos antes do horário de sair:

– Vai, mamãe, eu quero ir logo, vamos logo.

3 horas antes de sair:

– Já tá na hora? Vamos?

<repita este processo a cada 15 minutos durante as próximas três horas>

Na hora de sair:

– ISAAC, JÁ PEDI TRÊS VEZES PRA COLOCAR O SAPATO! NÃO, RUTH, NÃO PODE LIGAR A TV AGORA. ISAAC, QUANDO VOLTARMOS A GENTE PROCURA O DINOSSAURO QUE ESTÁ PERDIDO HÁ MESES. RUTH, POR FAVOR, VAI LOGO FAZER XIXI PRA SAIR. VAMOS, GENTE, ESTAMOS ATRASADOS, VAMOS PERDER O FILME. NÃO, RUTH, AGORA NÃO É HORA DE BRINCAR DE BONECA. RUTH, POR QUE NÃO SE TROCOU AINDA? ISAAAAAAAAC, DEIXA O CACHORRO EM PAZ E VAMOS LOGO PARA O ELEVADOR. VAMOOOOOOOOOS LOOOOGOOOO, DOIS!

$#*&$#*&%*$#&$#$@#@#¨¨&@!

 


23 Jan 12:31

E Marta conseguiu atacar a redução de mortes nas Marginais de SP. Por Paulo Nogueira

by Paulo Nogueira
Marta e sua "cidade elétrica" na Jovem Pan

Marta e sua “cidade elétrica” na Jovem Pan

 

Duas coisas são certas na corrida pela prefeitura de São Paulo. 1) Marta Suplicy vai receber uma cobertura majestosa da mídia; 2) consequentemente, ela vai falar muita bobagem.

Uma amostra disso veio numa entrevista que ela concedeu nesta sexta à Jovem Pan, a rádio que fez a CBN parecer uma célula comunista..

Em sua sede de vingança contra o PT, Marta atacou Haddad num ponto simplesmente inatacável: a diminuição das mortes nas marginais de São Paulo depois da redução da velocidade máxima permitida.

Levantamento da CET diz que o número de acidentes com vítimas, num determinado período, caiu 36% em relação ao mesmo período do ano anterior.

Também a lentidão, de acordo com o mesmo estudo, se reduziu. Os congestionamentos passaram de 124,4 quilômetros para 104,8 quilômetros, uma queda de 6%.

Quer dizer: menos sangue e menos engarrafamento nas Marginais.

Pois foi isso que Marta conseguiu (tentar) desqualificar.

Ora, ora, ora.

Marta alegou que São Paulo é uma “cidade elétrica”, e que não pode andar devagar. Faltou dizer: ainda que mais gente morra, temos que acelerar.

Engraçado é que Marta não contesta o estudo em si. Para tanto, ela teria que mergulhar nos números para achar eventuais incoerências na metodologia.

Não.

Ela optou pelo caminho mais fácil. Disse que outros fatores devem explicar a queda nos acidentes com vítimas.

Mas um momento: que fatores? Alguma pista?

Nenhuma.

Deus decidiu proteger os usuários das Marginais? O diabo estava de folga no período da avaliação?

Marta não disse nada. E nem lhe foi cobrada uma explicação, qualquer que fosse, para o que dissera.

Isso demonstra o que todos já sabíamos: os microfones da mídia estarão à sua disposição, e sem que haja questionamentos.

O que se quer dela é que bata em Haddad. Ponto.

De resto, a São Paulo “elétrica” parece indicar uma opção pelo automóvel em detrimento das bicicletas. Marta já andou falando em “ciclotintas”.

Com enorme atraso em relação a outras metrópoles abarrotadas de carros, São Paulo dá com dificuldade seus primeiros passos na Era das Bicicletas.

A chamada mobilidade urbana entrou, enfim, no dicionário paulistano. Já era uma expressão amplamente usada nas grandes cidades do mundo, mas prefeitos como Serra e Kassab a ignoraram solenemente.

Quando enfim São Paulo começa a andar de bicicleta, Marta fala em ciclotinta e numa cidade elétrica.

Quer dizer: o que ela está propondo é um retorno ao passado. E para viabilizar este retorno vale tudo – até apontar defeitos na redução das mortes nas marginais.

23 Jan 12:18

Novo secretário da Educação de Alckmin: “Não dá para ir a Miami toda hora comprar terno”

by Luiz Carlos Azenha

Video sugerido pelo Sergio Íscaro

Desembargador defende auxílio-moradia para ir a Miami comprar terno. E para não ter depressão

da Gazeta do Povo, sugerido pela Conceição Oliveira

Discutir eleição é importante, claro. Mas o período eleitoral sempre serve também para que outras instituições que estão de fora do processo aprovem benefícios em causa própria ou façam coisas que querem ver debaixo do tapete. Como todo mundo que acompanha o noticiário só presta atenção aos candidatos, fica barato fazer coisas impopulares nesses meses.

Em 2014, o troféu da medida impopular foi para o Judiciário, aprovou R$ 1 bilhão em “auxílio-moradia” para os seus. São R$ 4,4 mil por mês para cada magistrado do país, independente de ele (ela) já ter casa, de morar com outro juiz (juíza), e agora, discute-se, até mesmo independente de estar na ativa ou ser aposentado.

Como não precisam se eleger nem gostam muito de prestar contas do que fazem, os juízes se retraíram e os críticos ficaram falando sozinhos. Mas às vezes alguém põe a cabeça para fora e é possível perguntar por que, afinal, dar auxílio moradia para quem já tem casa, e dar mais benefícios a quem já tem salário inicial superior a R$ 20 mil.

No Jornal da Cultura, isso aconteceu. O desembargador José Roberto Nalini, presidente do Tribunal de Justiça de São Paulo, foi questionado sobre o tema. E vale a pena transcrever na íntegra a resposta:

“Esse auxílio-moradia na verdade disfarça um aumento do subsídio que está defasado há muito tempo. Hoje, aparentemente o juiz brasileiro ganha bem, mas ele tem 27% de desconto de Imposto de Renda, ele tem que pagar plano de saúde, ele tem que comprar terno, não dá para ir toda hora a Miami comprar terno, que cada dia da semana ele tem que usar um terno diferente, ele tem que usar uma camisa razoável, um sapato decente, ele tem que ter um carro.

Espera-se que a Justiça, que personifica uma expressão da soberania, tem que estar apresentável. E há muito tempo não há o reajuste do subsídio. Então o auxílio-moradia foi um disfarce para aumentar um pouquinho. E até para fazer com que o juiz fique um pouquinho mais animado, não tenha tanta depressão, tanta síndrome de pânico, tanto AVC etc

Então a população tem que entender isso. No momento que a população perceber o quanto o juiz trabalha, eles vão ver que não é a remuneração do juiz que vai fazer falta. Se a Justiça funcionar, vale a pena pagar bem o juiz.”

A declaração é uma mostra do que pensa o Judiciário? Esperemos que não, claro, mas vejamos o que ela diz:

1 — O juiz aparentemente ganha bem, mas não é verdade, dados os imensos encargos que ele tem.

2 — Entre esses encargos estão o Imposto de Renda e plano de saúde, coisas que os demais brasileiros, por óbvio, não têm que pagar. Caso tivessem de bancar isso, seguramente, visto que existe justiça no país, receberiam auxílio-moradia igualmente.

3 — Outro encargo é que o juiz tem que comprar roupas. Curioso que o auxílio-moradia pague ternos, mas vá lá. E não são quaisquer roupas de plebeu, diga-se. São ternos de Miami! Necessariamente. Imagine só a que se subordinam os juízes em nome da aparência da Justiça nacional, em nome da boa expressão da soberania do país. Gastam dinheiro (do seu próprio bolso!) para ir a Miami comprar ternos. Quem de nós, caso tivesse sabido disso antes não teria se apiedado dos magistrados? Quem ousaria ser contra um subsídio que garante esse gesto de altruísmo em nome de nossa soberania?

4 — Os juízes também precisam comprar camisas, sapatos e carros. O que justifica um auxílio moradia, evidentemente.

5 — O salário de R$ 20 mil (inicial) e a ausência de um auxílio moradia estão levando nossos juízes à depressão. Custa ajudar?

6 — Além de depressão, o encargo de representar a soberania nacional com viagens frequentes a Miami também está levando os magistrados a ter ataques de pânico.

7 — A ausência de um auxílio-moradia causa AVC. (Não se sabe como os outros 99% da população estão sobrevivendo a essas doenças todas que acometem quem não ganha o benefício.)

8 — Se a população soubesse o quanto o juiz trabalha, pagaria sem reclamar. Porque, claro, os juízes trabalham mais do que você, mais do que qualquer um. E ao invés de usar este bilhãozinho para contratar mais juízes e dividir a carga, o certo é pagar mais para que eles sejam recompensados pelo que fazem.

9 — Não é o dinheiro do salário do juiz que fará falta. Afinal, o que é R$ 1 bilhão por ano, né?

10 — O auxílio-moradia é um disfarce assumido para reajuste de salário. O que é ilegal. Mas como quem vai julgar isso é o próprio Judiciário, quem se importa de admitir isso em público?

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23 Jan 12:07

O Caso Rey – Merchandising, Personagens Femininas e Machismo.

by Rebeca Puig

Nos últimos dias a internet foi pega de surpresa pela informação de que os produtores de brinquedo teriam sido direcionados a diminuir a presença da Rey no merchandising de Star Wars sob a justificativa que “garotos não querem brinquedos com mulheres neles”. Muita gente ficou irritada com a história, reclamou que era desonesta, que existe Rey sim, que “eu até tenho uma”, “comprei em X lugar”, “bando de mimimi mentirosa”. Para outras pessoas as informações passadas por esse informante anônimo fizeram muito sentido – eu sou uma delas.

Desde o primeiro Vingadores personagens femininas vêm sendo excluídas de todo e qualquer tipo de merchandising. Sim, tem aquela UMA figura da Viúva Negra para aquelas 200 do Homem de Ferro. O mesmo aconteceu com Gamora e com Feiticeira Escarlate. Elas possuem um action figure, talvez duas ou três, mas nem de perto um número comparável aos desses  colegas masculinos. Viúva Negra foi substituída pelo Capitão América no brinquedo de uma das suas cenas mais importantes no filme. Elas também foram excluídas de camisetas, cadernos, kits de brinquedos, como se Vingadores fosse apenas Thor, Homem de Ferro, Capitão América e Gavião Arqueiro, e os Guardiões tivessem apenas Drax, Starlord, Groot e Rocket.

Elas deixam de fazer parte dos grupos que ajudaram a fundar.

A expectativa para a estréia de Star Wars era grande. Nós estávamos apreensivas e o primeiro contato com a mercadoria não foi positiva. Em kits do filme incluía-se um stoortroper qualquer mas não se incluía nem uma das personagens femininas. Isso é um problema por um punhado de razões, entre eles o fato de que partir do princípio de que meninos não vão querer brincar com bonecos de personagens femininas é limitar a imaginação e o alcance dessas crianças. É também uma maneira de continuar a perpetuar um sistema que divide brinquedos entre “de meninas” e “de meninos”, além de selecionar os brinquedos nos quais meninas vão olhar e se identificar.

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Se uma menina quer brincar de Star Wars ela vai necessariamente precisar comprar a Rey à parte? Para acabar com essa divisão binária é preciso que exista, mesmo dentro de kits de brinquedos, uma divisão mais iqualitária. Porque não substituir o Stormtrooper por Phasma? E porque Chewie e não Rey?

Rey é uma representação feminina muito importante para as meninas, mas também é para os meninos, porque mostra uma protagonista feminina sem as características que normalmente são atribuídas à elas, ela é forte, chuta bundas e é Jedi. Isso tudo sem negar que a personagem tem sentimentos. Para meninos que constantemente e vêem “o que é de menina” como tudo-que-é-rosa-e-ruim, Rey vem também como a oportunidade e quebrar essa barreira e caminhar para um momento em que mesmo se a personagem usar uma roupa rosa eles não vão se importar, porque o que importa é se divertir. Além disso Rey é uma maneira de fazer esses meninos crescerem com um referência positiva de mulher, não sexualizada e capaz de cumprir o seu próprio destino – sem precisar da ajuda constante de homens. Isso ajuda a manter uma visão positiva, não objetificada e humanizada da mulher aos olhos desse garoto.

Algum tempo depois começaram a vir os primeiros relatos de que não se achava Rey no mercado. Olhando os item da Hasbro, uma das principais fabricantes desses brinquedos, vi a Rey em diferentes momentos. Sozinha, em dupla e em alguns colecionáveis, mas a quantidade grande de conjuntos em que nem uma única personagem feminina faz parte continua lá. Isso é um problema por causa das razões já ditas nos parágrafos anteriores. Representação feminina é muito importante, principalmente para as meninas, mas também para os meninos, tá mais do que na hora do mercado se dar conta disso.

Tanto aqui no Brasil quanto lá fora várias pessoas começaram a relatar dificuldade em encontrar a Rey nas lojas. Ou ela simplesmente não estava à venda, ou o estoque havia acabado muito rápido. Esses relatos ecoam novamente no que o informante disse, que a Disney não estava preparada para o sucesso de outros personagens além de Kylo Ren. Os brinquedos da Rey existem, mas não são encontrados. Várias mulheres relataram que não conseguiam encontrar os brinquedos nas lojas físicas, as vezes só nas lojas online. Eu mesma estive em várias lojas de brinquedos e encontrei no máximo duas opções de Rey, todas pequenas, sendo vendidas unicamente na sessão de brinquedos masculinos – onde os brinquedos da linha Star Wars ficam. Essa divisão é ridícula por si só, e quando segrega o público consumidor do produto destinado à eles fica ainda mais absurda. Quem sabe dessa reflexão não sai um apelo às lojas nacionais para pararem de dividir seus brinquedos em “meninos e meninas”?

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Quando a internet se deu conta de que a Hasbro havia excluído a Rey do Monopoly de Star Wars, a empresa respondeu dizendo que ela não havia sido incluída antes para não gerar Spoilers do filme. Essa desculpa é para lá de esfarrapada, já que a própria empresa já havia soltado bonecos da personagem. Monopoly possui, tradicionalmente, de 2 à 8 jogadores mas, por ~alguma razão~ a empresa resolveu disponibilizar apenas 4 para essa edição. Percebe como a narrativa desse informante casa novamente com a realidade dos produtos no mercado? Há todo um histórico de exclusão de personagens femininas, de discurso machista e segregador, por parte da indústria de brinquedos e por parte de Hollywood, que não só alimenta como também dá base para que acreditemos que a exclusão total ou parcial da Rey das mercadorias é de propósito. Nós não estamos inventando nada, estamos apenas vendo as coisas como elas nos são apresentadas.

Não é só Rey que sofreu com a falta de representação, no entanto. A empresa Jandaia soltou uma linha inteira de cadernos de Star Wars, mas não incluiu o co-protagonista do filme, Finn. Saímos do âmbito do machismo para cair no racismo, outro tipo de problema pelo qual os merchandisings são constantemente culpados, já que estamos constantemente lidando com ou uma falta, ou o clareamento do tom de pele dos personagens. Ver o boneco do Finn nas lojas, e ver o quão importante a existência dele é, é extremamente reconfortante. Espero de verdade que o sucesso do personagem faça com que não só a indústria de brinquedos, mas Hollywood de maneira geral, se dêem conta que é preciso diversificar etnicamente os personagens dos seus produtos.

jandaia-rey-starwars

Sempre vão ter aqueles que vão dizer que as nossas reclamações são sem fundamento, que vão nos chamar de mentirosas, de exageradas e vitimistas. Sempre, ou pelo menos até que eles se dêem conta de que enquanto eles choram porque nós apontamos os problemas de representação no mercado que eles tanto gostam, nós avançamos. Nos tornamos protagonistas e as empresas aprendem que precisam correr atrás dessa parcela, mulheres e outras minorias, se quiserem continuar aumentando o seu mercado. 😉

O post O Caso Rey – Merchandising, Personagens Femininas e Machismo. apareceu primeiro em .

22 Jan 17:35

Alunos e ex-alunos do Campus Pau dos Ferros comemoram aprovação no SiSU

by Francisco Marcilio de Carvalho Franca

Alunos e ex-alunos do Campus Pau dos Ferros do IFRN conseguiram aprovação no Sistema de Seleção Unificada, SiSU.


As aprovações são para cursos de graduação em instituições públicas, sendo a maioria no RN, CE e PB. Em instituições como UERN, Ufersa e UFRN aconteceram mais aprovações. Os cursos são diversos, contemplando História, Arquitetura, Medicina, Odontologia, Engenharia de Alimentos, Direito, Publicidade e Propaganda, Farmácia, Engenharia Elétrica, Ecologia, Engenharia de Materiais,  Fisioterapia, entre muitos outros.


A Diretora Acadêmica do Campus, Amélia Reis, comemora e parabeniza todos: "Este resultado reflete o esforço conjunto de alunos, docentes e técnicos-administrativos, que contribuem para um trabalho institucional e pedagógico que proporciona ensino de qualidade. Parabenizamos todos os selecionados e desejamos sucesso!", comenta a Diretora.


DEPOIMENTOS

  • "Embora a diferença entre o ensino público e ensino privado no nosso país ainda seja nitidamente gritante, o IFRN é, sem dúvidas, o fio condutor das conquistas de muitos jovens como eu.  Feliz por ser filho de professora e ex-agricultor e, em breve, estudante de Medicina."
    Iago Camilo, aprovado para Medicina, na UERN.

  • "A aprovação na UFRN no curso que eu queria, Engenharia Elétrica, eu acredito não ser sorte, e nem algo que foi de repente. Fiquei feliz, mas não surpreso com o resultado. Era algo que eu já esperava pois passei um bom tempo me preparando, já era endereço dessa minha jornada, seria mais uma parada obrigatória, assim como foi o IFRN na minha vida. Agora poderei riscar essa meta e dar lugar a uma nova."
    Felipe Alison, aprovado par Engenharia Elétrica, na UFRN

  • Entrar no curso desejado, na universidade deseja é uma emoção que somente aqueles que passaram por tal situação são capazes de descrever... No entanto, a gratidão que sinto por todos aqueles que atravessaram o meu caminho e me ajudaram a conquistar essa vitória não pode deixar de ser evidenciada. Me sinto muito abençoada por ter entrado no IF e ter sido recebida como a integrante de uma nova e enorme Família. Família que prepara para o próximo passo. Família que te permite experiências únicas. Família que lapida conhecimentos e reconhece vitórias. Família... Muitíssimo obrigada."
    Marina Beatriz, aprovada para Medicina, na UFRN.


Todos os aprovados no SisU e que conseguiram aprovação no ProUni, estão convidados a foto especial, que será feita na quinta-feira, 29/1, às 9h, no pátio do Campus Pau dos Ferros. Parabenizamos todos os aprovados e deseja-lhes sucesso na graduação.

21 Jan 20:43

caminhada do privilégio

by alexcastro

a caminhada do privilégio é um exercício para tornar mais visível e mais palpável a distribuição desigual de privilégios em nossa sociedade.

o exercício começa com um grupo de pessoas, de pé, lado a lado. em seguida, são feitas perguntas relativas aos seus privilégios. dependendo de quais privilégios tiveram acesso, as pessoas dão passos à frente ou atrás.

nos meus encontros, tenho realizado uma versão brasileira desse exercício. quando possível, faço a atividade em uma escada ou ladeira, para que o resultado fique ainda mais graficamente concreto.

o vídeo abaixo ilustra bem o processo:

caminhada do privilégio, vídeo.

caminhada do privilégio, vídeo.

as pessoas que vêm aos meus encontros já são todas, em larga medida, bastante privilegiadas. mesmo assim, ao final do exercício, aquele grupo de pessoas privilegiadas que começou ombro a ombro está todo espalhado.

uma ilustração concreta das distâncias que nos separam.

abaixo, algumas das perguntas que faço, sempre em constante mutação.

caminhada do privilegio rj 14dez15 a

caminhada do privilegio rj 14dez15

* * *

perguntas que revelam privilégios

1. se tem plano de saúde particular, dê um passo à frente.

2. se pode viajar por conta própria pelo mundo sem sofrer restrições legais, e sem sentir medo de assédio ou violência sexual, dê um passo à frente.

3. se demonstra afeto por seu companheiro ou companheira em público sem sentir medo de ridicularização ou violência, dê um passo à frente.

4. se suas pessoas ancestrais vieram ao brasil escravizadas, dê um passo atrás.

5. se as pessoas que lhe criaram tiveram que trabalhar à noite, nos finais de semana ou em dois empregos para sustentar a família, dê um passo atrás.

6. se já teve que escolher entre carreira e ter filhos/filhas, dê um passo atrás.

7. se nunca recebeu diagnóstico de doença mental ou deficiência mental ou física, dê um passo à frente.

8. se veio de um ambiente familiar que lhe apoiava em seus projetos e ambições, dê um passo à frente.

9. se o bairro onde mora ou cresceu tinha alta incidência de crime ou tráfico de drogas, ou já foi invadido e ocupado pelo poder público, dê um passo atrás.

10. se já teve que mudar seu sotaque ou modo de falar para ter mais credibilidade, dê um passo atrás.

11. se seguranças de estabelecimentos comerciais lhe seguem, dê um passo atrás.

12. se a sua orientação sexual é utilizada como xingamento, dê um passo atrás.

13. se usa o banheiro no qual se sente mais confortável, dê um passo à frente.

14. se encontra facilmente roupas para o seu tamanho, dê um passo à frente.

15. se o seu comportamento (e, em especial, seus erros) são raramente atribuídos ao seu gênero, dê um passo à frente.

caminhada privilegio rj 13out15

caminhada privilegio rj 13out15

16. se pode legalmente se casar com a pessoa que ama, dê um passo à frente.

17. se precisou de bolsa para custear seus estudos em uma universidade particular, dê um passo para trás.

18. se já foi a única pessoa de sua raça em uma sala de aula ou num local de trabalho, dê um passo atrás.

19. se acha que nunca perdeu emprego ou oportunidade somente por seu gênero, dê um passo à frente.

20. se passa ao menos uma parte do mês no cheque especial, dê um passo atrás.

21. se o seu pai participou ativamente da sua criação, dê um passo à frente.

22. se já ficou desconfortável com um comentário sobre sua aparência, mas não sentiu segurança para confrontar a situação, dê um passo atrás.

23. se teve que trabalhar para ajudar família durante ensino médio ou superior, dê um passo atrás.

24. se se sente confortável de andar por conta própria pelas ruas dos bairros onde vive e trabalha, dê um passo para frente.

25. se o nome no seu documento de identidade é o nome com o qual você se apresenta às pessoas, dê um passo à frente.

26. se já sentiu como se não existisse uma representação verdadeira da sua orientação sexual na mídia, dê um passo atrás.

27. se nunca teve um apelido baseado em sua raça, dê um passo à frente.

28. se havia mais de cinquenta livros na casa onde cresceu, dê um passo à frente.

29. se já conseguiu emprego por amizade, parentesco ou indicação pessoal, dê um passo à frente.

30. se os dias festivos da religião na qual foi criada são feriados nacionais, dê um passo à frente.

caminhada do privilégio sp 16dez15

caminhada do privilégio sp 16dez15

* * *

o privilégio é um contínuo

uma possível definição de privilégio: uma faceta do nosso dia a dia que nos parece naturalizada e normativa, sobre a qual nunca pensamos porque sempre contamos com ela, mas que faz uma falta aguda e pronunciada às pessoas que não dispõem dessa vantagem.

uma mulher cisgênero e heterossexual, por exemplo, não conta com várias “vantagens” masculinas que, para os homens, são tão naturais que nunca nem pensam nelas, como falar sem ser interrompida em uma reunião de negócios ou ter a temperatura do ambiente de trabalho sempre regulada para o seu conforto pessoal.

por outro lado, do ponto de vista de pessoas trans* e homossexuais, essa mesma mulher dispõe de vários privilégios com os quais elas apenas sonham, como usar o banheiro que se encaixa com sua identidade de gênero e passear de mãos dadas nas ruas com a pessoa com quem tem um relacionamento amoroso.

o contínuo de privilégios de uma sociedade complexa como a brasileira é tão complexo quanto ela.

cada uma de nós existe em ponto diferente, fluido e mutável, desse mesmo contínuo de privilégios.

(desenvolvo esses temas em meu texto Prisão Privilégio.)

caminhada privilegio bh 15set15

caminhada privilegio bh 15set15

* * *

culpa, responsabilidade, narcisismo

depois da caminhada, sentamos todas para conversar.

muitas pessoas ficam surpreendidas.

algumas porque sempre tinham se pensado como privilegiadas e se surpreenderam ao ver que foram ficando para trás.

outras porque nunca tinham se pensado como privilegiadas e se surpreenderam ao ver que estavam disparando na frente.

muitas também relatam um forte sentimento de vergonha: às vezes, vergonha por dar passos atrás e ficar pro final, às vezes vergonha de dar passos à frente e ficar no começo.

invariavelmente, a discussão acaba caindo na questão da culpa. uma imensa culpa por nossos privilégios, revelados assim tão concretamente.

mas essa culpa, além de ser falsamente atribuída, não leva a nada.

caminhada do privilegio rj 14dez15 b

caminhada do privilegio rj 14dez15

não somos culpadas por nossos privilégios. eles são resultados de ações tomadas muito antes de nascermos. só devemos sentir culpa ou não por aquilo que de fato fazemos.

nada poderia ser mais narcisista do que a infinita masturbação mental de passar horas e horas girando em torno de nossos próprios egos, remoendo nossas falas e atos, e nos martirizando por privilégios que não criamos.

ao invés de culpa, prefiro falar em responsabilidade.

se a culpa é paralisante, a responsabilidade é energizante.

nós, as pessoas privilegiadas, não somos culpadas dos crimes da nossa sociedade outrofóbica, machista, racista, elitista, homofóbica, transfóbica, intolerante.

mas, como beneficiárias desses crimes, temos a responsabilidade de ajudar. de nos tornar parte da solução e não do problema.

caminhada privilégio 5set2015 2

caminhada privilégio 5set2015

* * *

exercícios de empatia

a caminhada do privilégio é um dos exercícios de empatia que realizo nos meus encontros por todo o brasil.

conheça os outros exercícios de empatia.

saiba quando e onde serão os meus próximos encontros.

fale comigo para realizarmos esses exercícios em sua cidade ou organização.

imersão as prisões de alex castro

imersão as prisões de alex castro

21 Jan 20:41

Estudo confirma que vírus Zika consegue ultrapassar placenta durante gestação

by Redação
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21/01/2106

A infecção em mulheres grávidas é suspeita de provocar um aumento nos casos de microcefalia registrados no país.

Por Paula Laboissière

Da Agência Brasil

Cientistas do Instituto Carlos Chagas, da Fiocruz Paraná, confirmaram que o vírus Zika consegue ultrapassar a placenta durante a gestação. A infecção em mulheres grávidas é suspeita de provocar um aumento nos casos de microcefalia registrados no país.

A análise foi feita a partir de amostras de uma paciente na Região Nordeste que sofreu um aborto retido (quando o feto para de se desenvolver dentro do útero) na oitava semana de gravidez, após apresentar sintomas de infecção pelo vírus Zika.

De acordo com o instituto, amostras da placenta passaram por exames capazes de verificar uma infecção por vírus do mesmo gênero do Zika, como dengue, chikungunya e febre amarela. Os resultados foram positivos e confirmaram a presença de proteínas virais nas células placentárias.

Em seguida, amostras do tecido que apresentavam alterações morfológicas foram retiradas e utilizadas para análise por técnicas moleculares. O exame confirmou a infecção de células da placenta pelo Zika e também a transmissão placentária.

Uma das possibilidades levantadas por cientistas da Fiocruz é que o vírus pode estar usando a capacidade migratória dessas células para alcançar vasos fetais.

“Embora não possamos relacionar esses achados com os casos de microcefalia e outras alterações congênitas, esse resultado confirma de modo inequívoco a transmissão intrauterina do Zika vírus, além de contribuir na aquisição de conhecimento sobre sua biologia e interação com células do hospedeiro e auxiliar no delineamento de estratégias antivirais que visem a bloquear o processo de infecção e/ou transmissão”, explicou a virologista-chefe do Laboratório de Virologia Molecular do instituto, Cláudia Nunes Duarte dos Santos.

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21 Jan 20:17

Por dentro da mente de trolls como Wanderley Silva. Por Paulo Nogueira

by Paulo Nogueira
Sem noção: Wanderlei Silva

Sem noção: Wanderlei Silva

Os recentes anúncios de medidas judiciais contra disseminadores de ódio na internet jogaram luzes sobre o perfil deles.

Dois casos destacam-se: o do jornalista João Pedrosa e o do ex-lutador Wanderlei Silva.

Eles destroem a tese, tão orgulhosamente defendida por FHC, de que o antipetismo reúne pessoas mais bem informadas e mais cultas que as demais.

Seriam, segundo este ponto de vista, uma elite cultural na sociedade, bem acima dos “pobres” que apoiam o governo por causa dos programas sociais.

Ora, ora, ora.

É uma lenda que se desfaz espetacularmente.

Comecemos por Pedrosa, que milita nos Jardins de São Paulo, sede dos ricos paulistanos.

Viu-se, pelas postagens e pelas explicações posteriores, que Pedrosa é senhor de uma ignorância desumana. Ele fala coisas desconexas e é tão analfabeto que escreve fingir com jota. Fingir.

É também confuso e tolo. Afirma-se capitalista numa linha e em outra é um homem de esquerda.

Atribui, indistintamente, todas as coisas ruins que enxerga, ou diz enxergar, ao governo. Uma mulher deu à luz na rua? Culpa do PT. Governos estaduais – sobretudo os do PSDB – não têm responsabilidade por nada.

Wanderlei Silva culpou Dilma pelo atraso de uma obra em Goiás tocada pelo governo local.

Pessoas como Pedrosa não usam estatísticas. Sacam lugares comuns e atacam o governo. Não adiantam os estudos nacionais e internacionais que mostram uma expressiva redução na miséria nos últimos anos.

A miséria, para elas, é culpa do PT. É como se, antes de Lula, o Brasil fosse uma espécie de Escandinávia: escolas públicas ótimas,  hospitais públicos excelentes e por aí vai. Uma terra sem favelas, sem famintos, sem desdentados.

É uma tribo brutalmente sem noção.

A palavra é forte, mas, tecnicamente, são idiotas: vociferam sem base nenhuma em fatos concretos.

São portanto presa fácil para manipulações. É aí que entra a mídia para a composição de sua mentalidade tosca, rasa e embotada. Ao ler a Veja, ouvir estações como CBN e assistir a telejornais como o Jornal Nacional, tomam tudo como verdade absoluta.

Não questionam o conteúdo e a opinião que chegam a eles. Ignoram que, por trás de tudo aquilo, estão interesses de algumas poucas famílias, como os Civitas e os Marinhos, dispostas a qualquer coisa para preservar seus privilégios e os de sua classe.

Outro traço vital dos propagadores de ódio são os maus modos viscerais. Podem saber usar talheres, mas se comportam como seres primitivos. Pedrosa foi capaz de invadir o Instagram da filha de Chico Buarque para insultar toda a família.

Não hesitou diante da figura de um bebê, o neto de Dilma, para desejar maldição por sete gerações para a família presidencial.

São maldosos, mesquinhos, ruins.

Outro ponto comum a eles é alegar que votaram em Lula e se decepcionaram. Ora, o Brasil cresceu ininterruptamente nos anos de Lula, e sua aprovação ao sair era superior a 80%.

Onde os motivos para uma decepção tão raivosa? (A propósito: simplesmente não acredito que tenham votado em Lula.)

Wanderlei Silva chegou ao cúmulo de dizer que ele é que deveria processar Lula pelo desapontamento.

Ora, ora, ora.

Daqui a pouco, se essa lógica bizarra prevalecer, seus torcedores de sentirão no direito de processá-lo pelas frustrações que ele lhes trouxe no ringue.

Mesmo admitindo que pode ter compartilhado uma mentira criminosa sobre o filho de Lula, ele não usa em nenhum momento a palavra “desculpa”.

Os processos anunciados e promovidos por vítimas deste ódio como Lula e Chico escancararam o caráter abjeto dos trolls.

Eles só sairão de cena se mais e mais processos forem movidos. O país ficará tanto melhor quanto menos delinquentes espalharem seu veneno nas redes sociais.

Processá-los é o melhor detergente contra eles.

19 Jan 18:23

Prefeitura desmente que tenha proibido conversas sobre política dentro de táxis em SP

by Luiz Carlos Azenha

taxistas

por Luiz Carlos Azenha

Nos últimos dias, uma notícia circulou e vem se espalhando feito rastilho de pólvora aceso a partir dos táxis de São Paulo.

“O prefeito Haddad nos proibiu de falar sobre política”, disse um taxista.

Outros dois, em corridas distintas, afirmaram o mesmo. O cliente de uma loja repetiu.

Até um jornalista que, em tese, deveria saber interpretar texto, papagaiou a suposta “proibição”.

“Isso está parecendo uma Venezuela”, ele acrescentou.

O argumento conspiratório dos taxistas é de que, num ano eleitoral, Haddad quer censurar o que é dito sobre ele nos táxis de São Paulo.

Fomos checar com a Prefeitura de São Paulo. O Departamento de Transportes Públicos, respondendo à solicitação da repórter Conceição Lemes, confirmou que existem novas normas de conduta e traje, produzidas com a participação de Centros de Formação de Condutores.

Elas não incluem qualquer proibição do prefeito Haddad de que se fale sobre política nos táxis.

O trecho das novas normas, que gerou o boato, segue abaixo:

VI. Evitar polêmicas ou situações que provoquem estresse no passageiro em virtude de:
a. Paixões esportivas;
b. Convicções partidárias;
c. Fé e cultos religiosos;
d. Opções de comportamento pessoal;
e. Não tratar de problemas particulares, nem da categoria.

O DPT está, sim, orientando os taxistas para que evitem uma corrida desagradável, ou seja, que não iniciem polêmicas ou situações que provoquem estresse no passageiro.

Quem quer entrar em um táxi e ter suas escolhas esportivas, partidárias, religiosas ou de comportamento pessoal questionadas por aquele que nos presta um serviço?

Trata-se da normatização de um comportamento civilizado no transporte de passageiros.

No Facebook, o leitor Rafael Cimi acrescentou:

Não precisaria de um manual desse tipo se os taxistas soubessem que aquilo é um veículo de trabalho, e não o carro deles. Eu não gosto de papo chato, de televisão passando o Datena (ou qualquer outro programa), de carro sujo, de rádio tocando CBN ou música alta e de motorista que se recusa a ligar o ar-condicionado. Eles estão prestando um serviço.

Algumas normas previstas em São Paulo:

Higiene

Higiene pessoal exigida:
I. Cabelo e barba sempre arrumados;
II. Unhas limpas e arrumadas;
III. Qualquer aroma que cause incômodo ao passageiro:
a. Suor;
b. Cigarros;
c. Bebidas alcoólicas;
d. Perfumes com fortes fragrâncias.
Higiene do veículo táxi:
I. Manter cintos de segurança, assentos, encosto de braços, painel e demais itens internos do veículo limpos;
II. Manter limpo filtro de ar condicionado;
III. Aspirar teto, piso, porta malas e interior do veículo;
IV. Manter a parte externa do veículo sempre limpa e polida;
V. Todos os acessórios disponibilizados aos passageiros devem ter limpeza constante;
VI. Manter porta malas limpos e com espaço determinada pela homologação do veículo;
VII. Manter o espaço dos bancos de assentos livres para o passageiro.

Conforto

Conforto e conveniência do veículo táxi:

I. Obrigatório:
a. Carregadores de energia elétrica para aparelhos eletrônicos (celulares, tablets, notebooks, etc.);
b. Disponibilizar meios de pagamento eletrônicos;
c. Ar condicionado ligado, com ambiente refrigerado, sempre que solicitado pelo cliente;

II. Opcional disponibilizar como itens de cortesia:
a. Água potável;
b. Papel toalha;
c. Suporte para transporte de bicicletas.

Atender com polidez e urbanidade o passageiro:

I. Recepcioná-lo com otimismo e alegria;
II. Desejar-lhe felicitações pelo momento do dia;
III. Mostrar-se prestativo:
a. Cumprimentar o passageiro;
b. Não discriminar, nem fazer distinção de passageiro;
c. Abrir a porta para o passageiro e gesticular com as mãos indicando o acesso ao veículo;
d. Abrir e colocar a mala do passageiro no bagageiro;
e. Oferecer água e outros itens de cortesia.

IV. Policiar-se no uso de palavras:
a. Não proferir palavrões;
b. Jamais atacar a honra de qualquer pessoa;
c. Não fazer sarcasmo ou piadas constrangedoras;
d. Respeitar-se a si mesmo e ao passageiro.
V. É proibido utilizar celular dirigindo o veículo táxi.
VI. Porta malas: sempre limpo e com bagagem pessoal acondicionada em bolsa ou mochila, garantindo o espaço mínimo homologado do porta malas para uso da bagagem do passageiro.
VII. Se o taxista não estiver em serviço, cobrir o luminoso.

Atendimento personalizado de acordo com o interesse do passageiro:
I. Trajeto;
II. Informações turísticas;
III. Padrão do ar condicionado;
IV. Noticiários ou música ambiente;
V. Manter-se em silêncio ou dialogar nos temas manifestados pelo passageiro;
VI. Evitar polêmicas ou situações que provoquem estresse no passageiro em virtude de:
a. Paixões esportivas;
b. Convicções partidárias;
c. Fé e cultos religiosos;
d. Opções de comportamento pessoal;
e. Não tratar de problemas particulares, nem da categoria.
VII. Que o táxi seja espaço agradável e que o passageiro deseje utilizar sempre.

É proibido ao taxista na prestação do serviço de táxi praticar qualquer ato ou comportamento que possa representar ou propagar preconceito de:
a. Raça;
b. Gênero;
c. Religiosa;
d. Partidária;
e. Esportiva;
f. Opção sexual;
g. Qualquer outro tipo.
É proibido recusar passageiro ou escolher corrida.

Informações mais detalhadas sobre a Portaria nº 183/15, com as novas regras para taxistas, neste link.

Leia também:

Estudou Letras e Jornalismo e perdeu a vaga para o Kataguiri

O post Prefeitura desmente que tenha proibido conversas sobre política dentro de táxis em SP apareceu primeiro em Viomundo - O que você não vê na mídia.

18 Jan 18:26

Chargista do Zero Hora errou “apenas” o personagem que recebeu U$ 100 mi

by Luiz Carlos Azenha
18 Jan 16:23

Novas temporadas de originais ganham data de estreia

by André Taffarello
A Netflix revelou a data de estreia da quarta temporada de Orange is the New Black: 17 de junho de 2016. A nova temporada de Jessica Jones também foi confirmada, mas ainda não tem data.

O serviço de streaming também anunciou os retornos de Unbreakable Kimmy Schmidt e Grace and Frankie; as segundas temporadas das atrações estreiam, respectivamente, em 15 de abril e 6 de maio.

Matthew Weiner, o criador da aclamada série Mad Men foi convocado para dirigir um dos episódios da nova temporada de Orange is the New Black. Weiner e Jenji Kohan, a criadora de OITNB, são amigos próximos, e este será o primeiro trabalho dele na TV após o fim de Mad Men.
18 Jan 13:01

O que significa Kim Kataguiri na Folha. Por Paulo Nogueira

by Paulo Nogueira
Agora na Folha: Kim Kataguiri

Agora na Folha: Kim Kataguiri

E então a Folha anuncia a contratação de Kim Kataguiri como colunista semanal de seu site.

Como se o site do grupo – UOL mais Folha — estivesse desguarnecido de antipetistas. Você tem Josias de Souza, por exemplo. Ou Leandro Mazzini, que noticiou há mais de um ano um novo câncer em Lula que, se fosse verdadeiro, já o teria matado faz tempo. (Era no pâncreas, o mais rapidamente letal dos cânceres. Previsivelmente, nada aconteceu com Mazzini em relação a seu emprego no UOL, e ele sequer se desculpou pela espetacular barrigada.)

Bem, Kataguiri vem se juntar à Folha. Ele é tão sem noção que afirmou que sua contratação é um esforço da Folha para parecer “mais idônea”.

É uma oportunidade para refletir sobre o nível da direita no Brasil.

Kataguiri está escrevendo também para o site HuffPost Brasil, do qual a Abril é um dos sócios.

Li o artigo de estreia dele no HP. Ali ele diz bobagens e mentiras que são a marca da direita brasileira, cujos propagandistas no passado eram gente da estatura intelectual de Roberto Campos e Mario Henrique Simonsen.

Kataguiri diz que o pai de Lênin era um “poderoso funcionário” do czar.

Ora, ora, ora.

De onde ele tirou essa estupidez? O pai de Lênin era um simples diretor de universidade, e não mais que isso. Tivesse algum poder e ele não teria enfrentado a tragédia de ver o filho Alexandre, irmão mais velho de Lênin, ser executado pelo governo czarista. (Foi um episódio vital na trajetória de Lênin.)

Kataguiri e outros do gênero repetem constantemente outra falácia sobre Lênin, uma segundo a qual ele teria instruído seus seguidores a fazerem aquilo que acusam os inimigos de fazer.

Você pode achar Lênin um monstro moral, mas ele era um intelectual brilhante e jamais diria uma coisa tão rasa e idiota como aquela.

Este tipo de coisa é frequente entre os conservadores brasileiros: a falta de compromisso com os fatos, algo decorrente da pouca leitura que os marca.

No obituário que escreveu sobre Margaret Thatcher, Reinaldo Azevedo afirmou que ela morreu “pobre”.

Não sei qual é o conceito de pobreza de Azevedo, mas Thatcher tinha ao morrer, entre outros bens, uma casa na região mais cara de Londres, Mayfair, avaliada em 40 milhões de reais.

A imprensa brasileira vem abrigando direitistas desse quilate em seus quadros. Não surpreende que a mídia venha perdendo eleições há tanto tempo.

Como influenciar as pessoas com um nível tão baixo de propagandistas?

Kim Kataguiri na Folha é mais numa longa lista de nulidades.

18 Jan 11:22

A blackface da youtuber e a dificuldade do brasileiro em pedir desculpas por ser racista. Por Sacramento

by Marcos Sacramento
Renata Meins é loira

Renata Meins é loira

 

 

A reação de uma youtuber depois de ser criticada por fazer uma “blackface” no Instagram leva ao questionamento: por que poucas pessoas admitem o erro quando cometem insultos ou gafes racistas?

Com mais de 300 mil assinantes no Youtube e 95 mil seguidores no Instagram, Renata Meins postou uma foto caracterizada de negra após gravar uma paródia do clipe da música “Hello”, de Adele.

A foto, com a legenda “Neguinha do Paraguai”, provocou uma série de comentários acusando-a de racismo. Para se defender, a youtuber argumentou que tem pai negro e “cabelo afro”.

Mais tarde, ela gravou um depoimento que só fez piorar a resposta, apesar do choro, do pedido de desculpas e das revelações de que passou por dificuldades financeiras na infância e o pai alcóolatra morreu de cirrose.

“Eu nunca tinha visto ouvido falar de blackface, agora eu sei né, que pela comunidade negra é proibido pintar-se, se caracterizar de negro. Mas isso não é uma lei, eu não sou obrigada a saber porque não é uma lei, entendeu. Eu fiz na total inocência de como eu já me caracterizei de tantos outros personagens, negro seria só mais um personagem então por não ser lei, eu não sou obrigada a saber que pela lei negra isso é interpretado como racismo”.

Com uma pesquisa rápida no Google, ela descobriria que a blackface não é uma “lei negra”, e sim uma forma de ridicularizar os negros em circos ou espetáculos cômicos surgida nos Estados Unidos durante o século XIX.

Pode até ser considerada “uma forma de arte”, como ela falou no vídeo, porém tem profundas raízes na segregação racial.

Renata poderia se inspirar na resposta de Michel Teló após ele posar com blackface em um protesto contra o racismo. O cantor também se desculpou-se e admitiu que não sabia da existência do recurso, mas sem se alongar no assunto e sugerir que preconceito estava nos olhos de quem o criticou.

Na realidade, a norma é se fazer de vítima e apelar para a resposta clichê de que tudo não passou de um mal entendido, como Fausto Silva fez depois de falar na televisão que a dançarina da cantora Anitta tinha “cabelo de vassoura de bruxa”.

“Brinquei falando que o cabelo era estilo ‘vassoura de bruxa’ porque era um cabelão vermelho. Algumas pessoas que querem transformar a internet em penico começam a achar que aquilo foi racismo. (…) Esse país já está perdendo a graça, a alegria por muitos problemas sérios. Então não vem fazer palhaçada por coisa que não tem”, protestou.

Os ginastas Arthur Nory Mariano, Fellipe Arakawa e Henrique Medina Flores usaram o mesmo expediente quando o vídeo em que aparecem ofendendo o ginasta negro Ângelo Assumpção veio a público.

“Fala galera, gostaríamos publicamente de pedir sinceras desculpas ao nosso amigo Ângelo Assumpção. A brincadeira teve uma proporção muito grande, negativa. Era um momento de brincadeira, e vocês entenderam errado”.

E ainda tem gente acusando os negros de se fazerem de vítimas …

Só Faustão e os rapazes da ginástica podem dizer por que optaram por essas respostas sem-vergonha, mas a fórmula para evitá-las é relativamente simples e foi tema da palestra da consultora em diversidade Vernā Myers no TED.

Para Myers, o caminho para combater o racismo e outras formas de discriminação passa pelo fim da tendência a negar a existência do preconceito.

“Temos que nos livrar da negação. Parem de tentar ser boas pessoas. Precisamos de pessoas verdadeiras. (…) Vão procurar o seu preconceito. Por favor, abandonem a negação e procurem dados de divergência que provarão que, na verdade, seus antigos estereótipos estão errados”.

O conselho é valioso, pois umas das principais reações de quem se mete em encrencas como a de Renata Meins é recusar com veemência o rótulo de preconceituoso. Só não é fácil colocar a ideia na cabeça desse povo.

17 Jan 18:23

Algum gênio sabe reduzir desigualdade sem impostos?

by Fernando Brito

É engraçado como se separa a questão da desigualdade de renda da questão dos impostos. Todos são “a favor” de uma distribuição mais justa da renda, ao menos da boca para fora. E quase todos...

O post Algum gênio sabe reduzir desigualdade sem impostos? apareceu primeiro em TIJOLAÇO | “A política, sem polêmica, é a arma das elites.”.