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Facebook adiciona um botão para salvar links direto na timeline

by Ashley Feinberg

Nos últimos anos, o Facebook deixou de ser o sonho molhado de um voyeur para se transformar num feed RSS baseado em popularidade. Mas existe um determinado número de artigos que uma pessoa consegue ler num dia, então o Facebook acaba de adicionar um botão “Salvar” que compila os textos da sua timeline que você quiser guardar para ler mais tarde.

Introducing Save on Facebook from Facebook on Vimeo.

O recurso, que está sendo preparado desde 2012, é bem fácil de usar: basta clicar na flechinha no canto de um post que chamar a sua atenção e clicar em “Salvar”; assim o link que foi compartilhado na postagem será adicionado a sua lista de leituras, que é privada. E se você tende a esquecer dos links que salva para ler mais tarde, o Facebook ocasionalmente vai te lembrar de que aqueles textos estão esperando por você. Bom, em se tratando do Facebook, é um recurso relativamente pouco enxerido e até útil, não?

fb1

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Screen Shot 2014-07-21 at 3.37.04 PM

Os textos ficarão salvos logo abaixo da sua lista de eventos.

Os textos ficarão salvos logo abaixo da sua lista de eventos.

Claro que o conceito é bem semelhante — para não dizer idêntico — àquilo que aplicações como o Pocket, o Instapaper ou o Readability fazem. A diferença é que você poderá salvar as coisas sobre as quais seus amigos estão falando direto no Facebook, sem precisar abrir o link ou ativar outra aplicação.

O grande problema aqui é que você não poderá acessar os textos quando estiver fora do Facebook, o que meio que estraga todo o propósito da coisa — você entra na rede social para ver os links e acaba se perdendo numa enxurrada de novos links no feed de notícias, o que te faz… esquecer dos links guardados. Mas o Facebook está em constante evolução, então talvez eles apresentem alguma solução para isso no futuro.

[Imagem via]

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02 Jul 18:20

Hackers tentam roubar R$ 8,6 bilhões usando malware para boleto bancário

by Felipe Ventura

Há algum tempo, boletos bancários são alvo de hackers: o PC infectado altera o documento e, ao pagá-lo, você na verdade deposita dinheiro na conta do invasor. Mas a Polícia Federal e o FBI descobriram um esquema internacional que tentou roubar R$ 8,57 bilhões dessa forma – é a “gangue do boleto”.

Segundo a Folha de S. Paulo, quase meio milhão de boletos estão nos servidores da quadrilha nos EUA. No entanto, nem todos foram pagos: só a investigação policial poderá descobrir o valor da fraude. 192 mil computadores foram infectados desde 2012, todos com Windows.

O esquema foi descoberto por equipes da RSA no Brasil, EUA e Israel, que se passaram por hackers em comunidades online restritas e conseguiram chegar aos 40 computadores da quadrilha nos EUA.

E como funciona o golpe? Ele envolve o “bolware”, ou malware para boleto. O New York Times explica:

Os criminosos infectavam PCs enviando e-mails com links e anexos maliciosos que, uma vez clicados, faziam download do bolware para o computador.

O bolware era instalado no sistema operacional Windows e funcionava através de navegadores web – incluindo o Google Chrome, Mozilla Firefox e Microsoft Internet Explorer – onde ele modificava boletos e redirecionava pagamentos diretamente para contas próprias dos criminosos. O bolware também recolhia as credenciais de e-mail dos usuários, provavelmente para enviar mais e-mails mal-intencionados e infectar mais computadores.

É difícil identificar um boleto falso, porque o original é interceptado antes mesmo que você possa vê-lo: ele é enviado ao servidor da quadrilha nos EUA, modificado e só então exibido para o usuário.

O bolware também afeta o pagamento de boletos impressos: ele detecta quando você digita o código numérico, e o altera para que o valor seja depositado na conta dos criminosos.

Este malware foi detectado pela primeira vez em 2012, mas nunca em um esquema tão gigantesco e organizado por uma só gangue. Segundo a Febraban, entidade que representa os bancos, 95% dos roubos a banco no Brasil se dão através de fraudes eletrônicas.

Mas à Folha, a entidade diz que a manipulação dos boletos “parece tecnicamente inconsistente”, e lembra que boletos representaram só 4,5% do volume de pagamentos no ano passado. Segundo o Banco Central, mais de seis bilhões de boletos foram emitidos no país em 2013.

Para evitar o bolware, o procedimento é o mesmo para se afastar de malware: instale um bom antivírus gratuito – nós recomendamos o Avast gratuito com estes ajustes – e não clique em links de e-mails suspeitos. E para quem pensa em deixar o Windows, um aviso: Jason Rader, da RSA, diz estar “preocupado que os hackers vão desenvolver o malware para outras plataformas”. [Folha e New York Times]

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12 Jun 17:33

Max Cavalera: Ele ouviu rumor de que o Sepultura não vai mais gravar?

03 Feb 18:53

Por que você nunca deve ouvir a “Cavalgada das Valquírias” enquanto dirige

by Jordan Kushins

O tempo e a sensação do tempo são duas coisas bem diferentes. Fazer algo freneticamente em cinco minutos, a fim de não perder o prazo, não é o mesmo que esperar desesperadamente que uma ligação de cinco minutos acabe. A música também causa um efeito semelhante no cérebro, afetando como processamos os eventos da nossa vida.

O compositor musical Jonathan Berger explica na revista Nautilus como as músicas podem “sequestrar a nossa percepção”.

Nossos cérebros e corpos percebem o tempo em um ritmo completamente diferente de um relógio; é aquilo que Berger descreve como “metrônomo fisiológico”:

Em termos gerais, o cérebro processa o tempo de duas formas: 1) fazendo uma estimativa explícita para a duração de determinado estímulo – talvez um som ou imagem efêmera; e 2) envolvendo o período de tempo implícito entre estímulos. Esses processos envolvem a memória e a atenção, que moldam a percepção do tempo, e dependem se estamos ocupados ou estimulados. Por isso, o tempo parece “voar” quando estamos ocupados, ou “para” quando esperamos a água na chaleira ferver.

Mas a música cria um mundo temporal paralelo, onde é fácil nos perder. Berger menciona como a neurociência ajuda a entender isto:

Durante os períodos de intenso engajamento perceptual, como ser arrebatado pela música, a atividade no córtex pré-frontal – que geralmente se concentra em introspecção – se encerra. O córtex sensorial torna-se a principal área de processamento, e o córtex da autorreflexão basicamente desliga.

Isto é, quando ficamos engajados com a música, a área introspectiva do cérebro se desliga, o que nos deixa zen. Isso já é conhecido por marqueteiros: por exemplo, as pessoas passam mais tempo fazendo compras, ou bebendo mais no bar, se a trilha sonora de fundo for lenta.

O mesmo também vale para os motoristas. Por isso, se você dirige, nunca toque Richard Wagner no carro. Parece que a Cavalgada das Valquírias é a coisa mais perigosa para se ouvir na estrada, e “a prova mais clara de sequestro musical”:

… o Royal Automobile Club Foundation for Motoring considera a Cavalgada das Valquírias, de Wagner, a música mais perigosa para ouvir enquanto se está dirigindo. Não é tanto a distração, e sim o ritmo frenético da música que altera a sensação normal de velocidade dos motoristas… e faz com que eles acelerem.

Ou seja, a intensidade da música – mais do que seu ritmo, na verdade – faz você acelerar o carro para acompanhá-la.

Mas se você ouvir outra música, provavelmente ela terá uns 4 min de duração, certo? É que a tecnologia influenciou há tempos nossa tolerância geral à duração de músicas.

Quando Thomas Edison começou a gravar em cilindros cobertas de papel alumínio em 1877, eles armazenavam cerca de quatro minutos de áudio. Ao longo do tempo, isso moldou a nossa capacidade de atenção. Até hoje, músicas populares ainda têm essa duração.

Berger também discute em detalhes como o compositor Franz Schubert consegue manipular o tempo subjetivo através da música. Confira a análise aqui: [Nautilus]








04 Nov 09:55

O governo chinês é realmente muito ruim no Photoshop

by Casey Chan

O que era para ser uma simples e carinhosa imagem de quatro oficiais do governo chinês visitando uma idosa como sinal de respeito com as pessoas acabou se tornando mais um pesadelo do Photoshop na China. Três homens gigantes observam metade de um homem flutuar por cima de uma idosa em miniatura. Sério, alguém precisa ensinar os chineses a usarem Photoshop.

Ou melhor, talvez seja melhor não ensiná-los a usar o Photoshop porque esses erros quase sempre são fantásticos. A imagem acima foi postada no site oficial da cidade de Ningguo, no Leste da China. Supostamente ela deveria mostrar o vice-prefeito e outros três oficiais com a moradora mais velha da cidade, uma visita que de fato aconteceu. Mas o resultado final foi constrangedor.

O responsável por modificar a imagem ridícula explicou à CCTV:

Pensei que as fotos originais não representavam bem a ocasião. Então juntei as duas imagens. No momento, não pensei que isso daria uma reação tão grande.”

O governo do Ningguo explicou em uma declaração, segundo o WSJ:

Decidimos repreender publicamente o Escritório de Assuntos Civis e a pessoa responsável, Xu Feiyu. Esperamos que todos os departamentos aprendam uma lição com o caso e sejam ainda mais rigorosos ao checar as informações publicadas.

Eles não vão aprender. Por favor, não aprendam.

original (8)




26 Aug 11:08

Eis o que acontece quando você coloca sua cabeça em um acelerador de partículas

by Daven Hiskey - TodayIFoundOut.com

Hoje vamos descobrir o que acontece quando você enfia a cabeça em um acelerador de partículas.

Anatoli Petrovich Bugorski é um cientista russo que tem a distinção de ser a única pessoa a colocar a própria cabeça em um acelerador de partículas ativo. Surpreendentemente, ele também conseguiu sobreviver à provação e, considerando tudo, ele saiu sem muito dano.

Bugorski era um pesquisador do Instituto de Física de Altas Energias em Protvino, trabalhando no acelerador de partículas soviético: o Synchrotron U-70.

Em 13 de julho de 1978, Bugorski estava checando uma peça do equipamento que parou de funcionar direito. À medida que ele se inclinava no equipamento, ele colocou a cabeça na parte do acelerador onde passa o feixe de prótons. Ele relatou ter visto um flash que era “mais brilhante do que mil sóis”, mas não sentiu nenhuma dor quando isso aconteceu.

O feixe em si tinha 2.000 grays ao entrar no crânio de Bugorski. Ele tinha cerca de 3.000 grays ao sair do outro lado. Um “gray” é igual à absorção de um joule de energia por um quilograma de matéria; é uma medida de energia absorvida de radiações. Ela é geralmente usada para raios-X.

Para referência, a absorção de 5 grays, ao longo de qualquer período de tempo, normalmente leva à morte num prazo de 14 dias. No entanto, ninguém nunca havia experimentado isso com a radiação de um feixe de prótons movendo-se à velocidade da luz.

bugorski

Como você pode ver na imagem, o raio entrou na parte de trás da cabeça de Bugorski e saiu perto de seu nariz. Logo após isso acontecer, a metade esquerda do rosto de Bugorski inchou e o deixou irreconhecível. Ele foi levado para o hospital e estudado, já que isso nunca foi visto antes. Ele foi acompanhado de perto depois disso, e esperava-se que ele iria morrer, no máximo, dentro de poucos dias.

Nas partes atingidas pelo feixe, no rosto e atrás da cabeça, a pele descascou ao longo dos dias seguintes, e o raio queimou seu crânio e tecido cerebral. Mas Bugorski não morreu, e superou tudo surpreendentemente bem.

Apesar de o feixe passar por seu cérebro, sua capacidade intelectual permaneceu a mesma de antes. E os poucos inconvenientes negativos para a saúde dele não são fatais. Ele perdeu a audição do ouvido esquerdo, e ouve um zumbido desagradável e constante nesse ouvido desde então. A metade esquerda de seu rosto ficou paralisada. Ele também fica muito mais cansado com esforços intelectuais, mas conseguiu obter seu doutorado após este incidente. Os efeitos colaterais restantes são crises de ausência ocasionais – uma manifestação de epilepsia, onde você perde a consciência por alguns segundos – e crises tônico-clônicas (convulsões), embora estas não tenham aparecido de imediato.

bugorski 2

O efeito colateral mais bizarro ocorreu no rosto dele. Olhando Bugorski agora, você veria a metade direita do rosto parecer um velho enrugado normal, mas o lado esquerdo de seu rosto parece que congelou no tempo, há 19 anos. Parece que, para acabar com as rugas, o Botox nem se compara a um feixe de prótons de um acelerador de partículas.

Fatos extras:

  • Durante as crises de ausência, muitas vezes a pessoa parece apenas olhar para o nada. Não há o comportamento típico de outras formas de convulsão. Muitas vezes, quem sofre de crise de ausência se desloca de um local para outro sem propósito, ou sem pensar sobre o porquê disso. É que, em circunstâncias normais, as oscilações tálamo-córticas mantêm a consciência normal de um indivíduo; durante crises de ausência, elas param de funcionar.
  • Um síncrotron é um acelerador de partículas cíclico no qual um campo magnético e um campo elétrico são cuidadosamente sincronizados com um feixe de partículas em movimento. O campo magnético faz as partículas andarem em círculo; o campo elétrico acelera as partículas.
  • Crises tônico-clônicas são a forma mais conhecida de convulsões. Durante a fase “tônica”, a pessoa perde a consciência e seus músculos de repente ficam tensos. Isso geralmente dura apenas alguns segundos. Durante a fase “clônica”, os músculos começam a se contrair e relaxar rapidamente, e o corpo começa a tremer de forma anormal e às vezes severa.
  • Bugorski obteve seu doutorado após este incidente, e trabalhou como cientista por muitos anos. Em 1996, ele solicitou o status de deficiente para receber gratuitamente seu remédio para epilepsia, mas o pedido foi recusado. Ele também tentou se disponibilizar para pesquisadores do Ocidente, mas não tinha dinheiro para deixar Protvino.
  • Bugorski é casado com Vera Nikolaevna e juntos têm um filho chamado Peter.

Daven Hiskey escreve para o site TodayIFoundOut.com, com muitos fatos interessantes. Clique aqui para assinar a newsletter “Conhecimento Diário”, ou curta a página no Facebook aqui.

Republicado com permissão do TodayIFoundOut.com.

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