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29 Aug 17:33

VÍDEO – O recado de Lula para Nikolas e Bolsonaro

by Caique Lima
O presidente Lula em entrevista à Rádio Itatiaia nesta sexta (29). Foto: Reprodução

O presidente Lula afirmou nesta sexta (29) que um parlamentar ajudou, com fake news, a proteger interesses do crime organizado. A declaração foi dada em entrevista à Rádio Itatiaia, em referência às operações deflagradas contra o PCC (Primeiro Comando da Capital) nesta quinta (28) e a fiscalização de fintechs.

O presidente afirmou que a Polícia Federal “vai mostrar a cara de quem faz parte do crime organizado neste país”. Ele ainda citou Jair Bolsonaro na sua fala: “E o ex-presidente que tome cuidado”.

“Tem um deputado, que eu não vou dizer o nome dele aqui, que fez campanha contra as mudanças que a Receita Federal propôs. E, agora, está provado que o que ele estava fazendo era defender o crime organizado”, prosseguiu. O petista não citou nomes, mas sabe-se que o bolsonarista Nikolas Ferreira (PL-MG) espalhou fake news de que a portaria da Receita permitiria uma “taxação do Pix”.

Ele citou a ligação das fintechs com esquemas de lavagem de dinheiro do PCC e defendeu a necessidade de fortalecer a regulação dessas empresas, que se tornaram um dos principais “braços financeiros” da facção.

Lula também elogiou a operação policial realizada na quinta que mirou atividades econômicas ligadas ao crime organizado em dez estados. “A operação conjunta foi a mais importante de 525 anos de Brasil”, declarou, reforçando que o combate precisa integrar forças federais e estaduais.

Lula está em Minas Gerais para cumprir agenda oficial. Pela manhã, desembarcou em Contagem, na região metropolitana de Belo Horizonte, onde anunciou investimentos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) voltados à mobilidade urbana e ao transporte coletivo.

Entre as medidas previstas estão obras de corredores exclusivos para ônibus, terminais integrados, ciclovias conectadas ao transporte público, além de investimentos em ônibus elétricos, BRTs, metrôs e VLTs. O presidente também oficializou a expansão do metrô de Contagem, com duas novas estações, e visitou obras de infraestrutura viária.

No início da tarde, Lula segue para Montes Claros (MG) para inaugurar um centro de tecnologia dedicado ao desenvolvimento da macaúba, matéria-prima para o Combustível Sustentável de Aviação (SAF) e para o Diesel Verde (HVO). A iniciativa busca impulsionar alternativas energéticas limpas no país.

A comitiva presidencial em Minas conta com os ministros Alexandre Silveira (Minas e Energia), Jader Filho (Cidades), Macaé Evaristo (Direitos Humanos) e Rui Costa (Casa Civil). Também participam Aloizio Mercadante, presidente do BNDES, o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB), a primeira-dama Janja da Silva e o senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG).

19 May 23:27

Universidades federais têm orçamento limitado por decreto

by Felipe Rabioglio
universidades
Por Bruno Lucca (Folhapress) – Após promessas de recomposição orçamentária, o governo Lula (PT) limitou os gastos de universidades federais até novembro. Publicado em 30 de abril, o decreto 12.448/2025 – que detalha a programação orçamentária do Executivo – tirou R$ 2,5 bilhões do MEC (Ministério da Educação) e reduziu o uso de recursos pela […]
03 Apr 02:42

Violações de brasileiros em Israel: romper relações diplomáticas é 'necessidade civilizatória'?

Adriano Rabelo

pelo rompimento das relações internacionais com Israel, já

A pouca repercussão sobre a morte de um adolescente brasileiro e a existência de 11 cidadãos brasileiros em prisões israelenses na semana passada demonstra o poder da retórica sionista sobre a mídia e a sociedade, que justifica violações brutais de direitos humanos.
12 Feb 23:56

China desenvolve trem magnético mais rápido que o Boeing 737

by Redação

A China está avançando no desenvolvimento de um trem de levitação magnética (maglev) projetado para atingir velocidades significativamente superiores às dos trens convencionais e até mesmo comparáveis a algumas aeronaves comerciais. Chamado de T-Flight, o projeto visa transformar o transporte ferroviário ao combinar tecnologia maglev com um sistema de tubos de baixo vácuo.

Testes recentes indicam que a iniciativa está em estágio avançado. O trem atingiu 623 km/h durante testes iniciais em uma pista de 2 km, e em uma fase posterior operou em condições de baixo vácuo, um marco considerado essencial para a viabilidade da tecnologia. De acordo com a emissora estatal CGTN, o experimento confirmou que a velocidade e a altura da suspensão do veículo estavam dentro dos parâmetros esperados.

Novo Modelo Poderia Reduzir Tempo de Viagem Entre Megacidades

O T-Flight é projetado para reduzir significativamente o tempo de viagem entre grandes centros urbanos. Se implementado, poderia reduzir o trajeto entre Pequim e Xangai para cerca de 90 minutos, um tempo muito inferior às seis horas necessárias atualmente no sistema ferroviário de alta velocidade convencional.

A segunda fase dos testes tem como objetivo atingir a marca de 1.000 km/h em uma pista de 60 km. Já uma possível terceira fase prevê uma velocidade teórica de 4.000 km/h, embora essa estimativa ainda esteja no campo das projeções e dependa de avanços tecnológicos e estruturais.

Funcionamento Baseado na Tecnologia Maglev

O T-Flight utiliza um sistema de levitação magnética para eliminar o atrito entre o trem e os trilhos. Isso é feito por meio de duas tecnologias principais: suspensão eletromagnética (EMS) e suspensão eletrodinâmica (EDS). No primeiro caso, eletroímãs no trem são atraídos para trilhos metálicos, levantando-o ligeiramente. No segundo, ímãs supercondutores criam uma força de repulsão que mantém o veículo suspenso.

Uma vez em movimento, o trem é impulsionado por campos magnéticos alternados gerados ao longo dos trilhos, o que permite altas velocidades sem o desgaste físico dos sistemas convencionais. Além disso, a presença de tubos de baixo vácuo reduz a resistência do ar, um dos principais limitadores de velocidade para trens de alta performance.

Comparação com Outros Sistemas Maglev

A tecnologia maglev não é nova e já é utilizada em países como China, Japão e Coreia do Sul. O trem operacional mais rápido atualmente é o Shanghai Maglev, que atinge 431 km/h. O Japão também desenvolve o L0 Series, previsto para entrar em operação em 2027 e que detém um recorde experimental de 602 km/h. O T-Flight, ao superar essa marca nos testes, amplia o potencial da China no setor.

A integração com tubos de vácuo diferencia o novo projeto de outros sistemas maglev. A proposta é semelhante à do Hyperloop, conceito inicialmente popularizado em 2013 e que enfrentou dificuldades comerciais e técnicas. Empresas como a Hyperloop One encerraram suas operações após investirem centenas de milhões de dólares sem viabilizar a tecnologia em larga escala.

Desafios Técnicos e Econômicos

A implementação do T-Flight enfrenta desafios significativos. A construção de túneis de baixa pressão em longas distâncias exige grandes investimentos e tecnologia avançada. Empresas que tentaram desenvolver o conceito Hyperloop enfrentaram dificuldades financeiras e operacionais, levantando dúvidas sobre a viabilidade do modelo.

Questões de segurança também são levantadas por especialistas. O comportamento do sistema em caso de falha na pressurização, o impacto das forças envolvidas na aceleração e desaceleração e a capacidade do sistema de operar de forma confiável em longo prazo ainda são aspectos a serem testados.

Apesar dos desafios, especialistas apontam que a China possui os recursos e a capacidade de execução para desenvolver o projeto. “Se alguém pode fazer isso funcionar, serão os chineses”, afirmou Mark Smith, fundador do site de viagens ferroviárias Seat61.com.

Corrida Global por Transporte de Alta Velocidade

Além da China, outros países investigam tecnologias semelhantes. Japão, Suíça, Holanda e Estados Unidos mantêm pesquisas sobre maglev e sistemas de transporte a vácuo, enquanto a Índia planeja iniciar estudos em 2026.

Andrés de León, CEO da HyperloopTT, destacou o avanço chinês no setor. “O sucesso da China é uma demonstração clara de que a tecnologia hyperloop não é um sonho distante, mas uma realidade que está surgindo rapidamente”, afirmou.

Ainda não há uma previsão oficial para o início da operação comercial do T-Flight, mas os avanços nos testes indicam que a China segue liderando a corrida para o desenvolvimento de trens de ultra-alta velocidade.

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08 Feb 21:01

Instituto quer símbolo de religiões afro-brasileiras no STF após aprovação de crucifixos

by Amanda Prado
Adriano Rabelo

agora,sim.

Por Amanda Prado O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Luís Roberto Barroso, recebeu nessa semana um pedido para que um objeto sagrado iorubá — símbolo da Justiça — seja fixado no plenário da Corte. A demanda partiu do Instituto de Defesa dos Direitos das Religiões Afro-brasileiras (Idafro) como um desdobramento de uma decisão do […]
26 Jun 01:55

Brasil perde potencial econômico com exploração da biodiversidade por estrangeiros, dizem analistas

Especialistas e pesquisas indicam que a biodiversidade brasileira é explorada majoritariamente por companhias estrangeiras.
29 Mar 02:44

Milton Ribeiro é o 4º ministro que sai do governo Bolsonaro acusado de corrupção

by Da Redação

“Eu boto a minha cara no fogo pelo Milton”, disse o presidente na semana passada; o titular da Educação acabou deixando o cargo e a cara de Bolsonaro nem ardeu

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24 Mar 02:06

TCU abre fiscalização extraordinária no Ministério da Educação

O Tribunal de Contas da União (TCU) aprovou nesta quarta-feira (23) uma fiscalização extraordinária em todos os convênios do Ministério da Educação (MEC).
11 Sep 12:28

VOCÊ QUER SABER POR QUE ELES DERAM O GOLPE?

by Georges Bourdoukan



                     por causa dessa imagem e dos números abaixo



Acompanhe os números abaixo



Analise: 2002 X 2013


1.    Produto Interno Bruto:

2002 – R$ 1,48 trilhões

2013 – R$ 4,84 trilhões


2. PIB per capita:

2002 – R$ 7,6 mil

2013 – R$ 24,1 mil


3. Dívida líquida do setor público:

2002 – 60% do PIB

2013 – 34% do PIB


4. Lucro do BNDES:

2002 – R$ 550 milhões

2013 – R$ 8,15 bilhões


5. Lucro do Banco do Brasil:

2002 – R$ 2 bilhões

2013 – R$ 15,8 bilhões


6. Lucro da Caixa Econômica Federal:

2002 – R$ 1,1 bilhões

2013 – R$ 6,7 bilhões


7. Produção de veículos:

2002 – 1,8 milhões

2013 – 3,7 milhões


8. Safra Agrícola:

2002 – 97 milhões de toneladas

2013 – 188 milhões de toneladas


9. Investimento Estrangeiro Direto:

2002 – 16,6 bilhões de dólares

2013 – 64 bilhões de dólares


10. Reservas Internacionais:

2002 – 37 bilhões de dólares

2013 – 375,8 bilhões de dólares


11. Índice Bovespa:

2002 – 11.268 pontos

2013 – 51.507 pontos


12. Empregos Gerados:

Governo FHC – 627 mil/ano

Governos Lula e Dilma – 1,79 milhões/ano


13. Taxa de Desemprego:

2002 – 12,2%

2013 – 5,4%


14. Valor de Mercado da Petrobras:

2002 – R$ 15,5 bilhões

2014 – R$ 104,9 bilhões


15. Lucro médio da Petrobras:

Governo FHC – R$ 4,2 bilhões/ano

Governos Lula e Dilma – R$ 25,6 bilhões/ano


16. Falências Requeridas em Média/ano:

Governo FHC – 25.587

Governos Lula e Dilma – 5.795


17. Salário Mínimo:

2002 – R$ 200 (1,42 cestas básicas)

2014 – R$ 724 (2,24 cestas básicas)


18. Dívida Externa em Relação às Reservas:

2002 – 557%

2014 – 81%


19. Posição entre as Economias do Mundo:

2002 – 13ª

2014 – 7ª


20. PROUNI – 1,2 milhões de bolsas


21. Salário Mínimo Convertido em Dólares:

2002 – 86,21

2014 – 305,00


22. Passagens Aéreas Vendidas:

2002 – 33 milhões

2013 – 100 milhões


23. Exportações:

2002 – 60,3 bilhões de dólares

2013 – 242 bilhões de dólares


24. Inflação Anual Média:

Governo FHC – 9,1%

Governos Lula e Dilma – 5,8%


25. PRONATEC – 6 Milhões de pessoas


26. Taxa Selic:

2002 – 18,9%

2012 – 8,5%


27. FIES – 1,3 milhões de pessoas com financiamento universitário


28. Minha Casa Minha Vida – 1,5 milhões de famílias beneficiadas


29. Luz Para Todos – 9,5 milhões de pessoas beneficiadas


30. Capacidade Energética:

2001 – 74.800 MW

2013 – 122.900 MW


31. Criação de 6.427 creches


32. Ciência Sem Fronteiras – 100 mil beneficiados


33. Mais Médicos (Aproximadamente 14 mil novos profissionais): 50 milhões de beneficiados


34. Brasil Sem Miséria – Retirou 22 milhões da extrema pobreza


35. Criação de Universidades Federais:

Governos Lula e Dilma – 18

Governo FHC - zero


36. Criação de Escolas Técnicas:

Governos Lula e Dilma – 214

Governo FHC - 0

De 1500 até 1994 – 140


37. Desigualdade Social:

Governo FHC - Queda de 2,2%

Governo PT – Queda de 11,4%


38. Produtividade:

Governo FHC - Aumento de 0,3%

Governos Lula e Dilma – Aumento de 13,2%


39. Taxa de Pobreza:

2002 – 34%

2012 – 15%


40. Taxa de Extrema Pobreza:

2003 – 15%

2012 – 5,2%


41. Índice de Desenvolvimento Humano:

2000 – 0,669

2005 – 0,699

2012 – 0,730


42. Mortalidade Infantil:

2002 – 25,3 em 1000 nascidos vivos

2012 – 12,9 em 1000 nascidos vivos


43. Gastos Públicos em Saúde:

2002 – R$ 28 bilhões

2013 – R$ 106 bilhões


44. Gastos Públicos em Educação:

2002 – R$ 17 bilhões

2013 – R$ 94 bilhões


45. Estudantes no Ensino Superior:

2003 – 583.800

2012 – 1.087.400


46. Risco Brasil (IPEA):

2002 – 1.446

2013 – 224


47. Operações da Polícia Federal:

Governo FHC - 48

Governo PT – 1.273 (15 mil presos)


48. Varas da Justiça Federal:

2003 – 100

2010 – 513


49. 38 milhões de pessoas ascenderam à Nova Classe Média (Classe C)

50. 42 milhões de pessoas saíram da miséria


FONTES:

47/48 - http://www.dpf.gov.br/agencia/estatisticas

39/40 - http://www.washingtonpost.com

42 – OMS, Unicef, Banco Mundial e ONU

37 – índice de GINI: www.ipeadata.gov.br

45 – Ministério da Educação

13 – IBGE

26 – Banco Mundial



Você ainda tem dúvidas por que deram o golpe?

Não se trata de afastar a Dilma, mas acabar com as conquistas sociais.


                  E essa é a imagem do Brasil que eles querem deixar


20 Aug 14:36

A necessidade da autocrítica das esquerdas

by luisnassif

Categoria: 

Análise
Luis Nassif

A boa matéria de Mônica Gugliano, no Valor - "O mal estar da esquerda" - incorre em um equívoco: o senador Cristovam Buarque.

Enquanto executivo, Cristovam sempre representou o lado mais anacrônico das esquerdas. Como governador do Distrito Federal, proibiu o uso da palavra "qualidade" na Secretaria da Saúde, por se tratar de um "conceito neoliberal". Como Ministro da Educação não conseguiu implementar um programa sequer. Temas como o da educação inclusiva, que resultaram no acolhimento de 800 mil crianças com deficiência na rede federal, só prosperaram após sua saída do MEC, pela incapacidade de enxergar o novo ou de implementar qualquer ação minimamente consequente.

Pode-se argumentar que foi entrevistado como intelectual. Como tal, Cristovam é uma ofensa à lógica. Seu padrão de raciocínio consiste em jogar frases rasas, de efeito midiático, bordões sem nenhuma preocupação em definir um discurso lógico e racional.

Analise suas declarações:

leia mais

30 Jul 02:04

Venda de Carcará: Petrobras perdeu hoje mais do que com a Lava Jato inteira

by Fernando Brito

O governo Michel Temer e o gestor que ele colocou na Petrobras, o ex-ministro do apagão Pedro Parente tiraram, hoje, da Petrobras, mais do que todos os desvios de paulo Roberto Costa, Pedro Barusco,...

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25 Jul 00:24

Mendoncinha quer trocar Ciência sem Fronteiras por Bolsa-Disneylândia

by Fernando Brito

Lê-se no blog de Fernando Rodrigues que Mendonça Filho – segundo Renan Calheiros, nas gravações de Sérgio Machado, o mais corrupto, junto do Pauderney Avelino – vai acabar com o Ciência Sem Fronteiras  para...

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08 Jul 01:41

O erudito popular de Villa Lobos, por Mário Adnet

by luisnassif

Categoria: 

Música
Luis Nassif

Um dos meus músicos prediletos é o carioca Mário Adnet. Dono de um gosto apuradíssimo, Adnet se especializou em dar tratamento popular aos grandes clássicos brasileiros. Aqui, um trabalho memorável sobre a obra de Villa Lobos.

leia mais

07 May 01:31

Até quando Israel continuará abusando da paciência da humanidade?

by Georges Bourdoukan

Israel está destruindo as escolas palestinas.

Israel está destruindo os hospitais palestinos.

Israel não permite o ir-e-vir dos palestinos.

Israel cortou a água dos palestinos.

Israel não permite a entrada de medicamentos.

Israel não permite a entrada de alimentos.

Israel continua destruindo as oliveiras palestinas.

Israel continua...

Israel não permite...

Até quando Israel continuará abusando da paciência da humanidade?
19 Apr 01:35

DE CHIFRES E DE CAVALOS

by Mauro Santayana
(Revista do Brasil) -  Finalmente, depois de meses de pressão desumana, gestapiana, sobre o empresário Marcelo Odebrecht, o juiz Sérgio Moro levou-o a julgamento, condenando-o – baseado não em provas de sua participação direta, mas na suposição condicional de que um empresário que comanda uma holding com mais de 180 mil funcionários e que opera em mais de 20 países tem a obrigação
14 Apr 01:40

O IMPÉRIO AGONIZA

by Georges Bourdoukan
   





            E nas imagens, a fome e a miséria em Los Angeles



O fenômeno islâmico



Abaixo vocês acompanham a evolução, em números, do islamismo principalmente nos Estados Unidos e Europa.


O trabalho foi realizado por uma seita Batista como alerta aos cristãos.


“Se nada for feito, o islamismo será a religião dominante em todo o mundo”.


Essa era também uma das preocupações do Papa Bento XVI.


E naturalmente dos rabinos. Vejam que eu disse rabinos e não judeus, porque os judeus verdadeiros sabem que graças aos muçulmanos eles não foram exterminados. 


Talvez isso explique o comportamento odioso da mídia contra os muçulmanos.


Eu disse talvez, pois essa é uma afirmação que merece reflexão.



Enfim, fica clara agora a acusação dos muçulmanos quando afirmam que o Ocidente promove uma verdadeira cruzada contra os seguidores do Alcorão.



03 Apr 16:38

O HOMEM MORCEGO, O GAROTO DE KRYPTON , OS EUA E O CONTROLE DO ENTRETENIMENTO.

by Mauro Santayana
O recorde batido por Batman x Superman no Brasil, de maior bilheteria arrecadada em um fim de semana de estreia – quase  35 milhões de reais - com um roteiro abaixo de crítica e direito, nas filas intermináveis, a adultos vestidos de camisetas com desenhos de morcego e  crianças a  partir de 12 anos com roupas de super-homem, não é apenas o
10 Feb 23:56

O Brasil e as dores do crescimento

by luisnassif

Categoria: 

Coluna Econômica
Luis Nassif

Esta semana o ex-presidente Lula publicou um artigo no jornal "Valor Econômico" que lança luzes sobre os desconfortos do momento atual.

Diz ele:

*  Nos últimos 11 anos, o PIB em dólares cresceu 4,4 vezes.

*  O comércio externo saltou de US$ 108 bilhões para US$ 480 bilhões ao ano.

*  O Brasil tornou-se um dos cinco maiores destinos do investimento internacional.

*  O país tornou-se líder mundial em carnes, soja, açúcar, laranja e etanol.

*  A dívida pública líquida caiu de 60,4% do PIB para 33,8%.

*  Foram criados 21 milhões de empregos, 36 milhões de pessoas saíram da linha de pobreza e 42 milhões alcançaram a classe média.

***

leia mais

15 Jan 02:20

Um dia na vida do Perfeito Idiota Brasileiro (versão 2016). Por Paulo Nogueira

by Paulo Nogueira
Um PIB

Um PIB

Alguns anos atrás, escrevi um relato sobre o dia do Perfeito Idiota Brasileiro, o PIB.

O Brasil mudou, e com ele o PIB, e é por isso que atualizo agora sua jornada cotidiana.

O PIB, hoje, está pronto a hostilizar petistas onde quer que os encontre. Bate panelas quando Dilma aparece na tevê. Veste camisa da CBF e vai para a Paulista pedir o impeachment. Passa adiante, nas redes sociais, tudo que seja negativo para o governo, a começar pelo material do Revoltados Online.

Ele continua a ler, logo pela manhã, o site da Veja. Nele, Reinaldo Azevedo é, como sempre, leitura indispensável. Mas agora ele não deixa de acompanhar, também, Felipe Moura Brasil. Lamentou, na Veja, a demissão de Joice Hasselmann.

Um raro exemplo de loira inteligente.

Fora da Veja, alguns outros blogs fazem parte de sua rotina. Um deles é o de Ricardo Noblat.

Mitou ao sugerir que Dilma se suicidasse.

Sempre dá um jeito de passar também pelo blog de Lauro Jardim.

Erra barbaridade, mas é o cara mais informado do Brasil.

O PIB vai para o trabalho ouvindo CBN. Merval e Jabor o fazem entender melhor o mundo. Volta para casa com a Jovem Pan. Sente falta de Scheherazade na rádio.

Ela foi vítima da censura do governo. Canalhas.

As noites são dedicadas à informação pela tevê. Seus comentaristas prediletos são Marco Antônio Villa e William Waack. “Por que caras como eles não estão governando o Brasil?”, ele se pergunta com frequência. “Têm resposta para tudo, até para os problemas do yuan chinês.”

Ao ouvir Villa no Jornal da Cultura sempre lhe ocorre um paradoxo.

O Villa tem voz fina, mas fala grosso.

Às segundas, o Roda Viva é programa obrigatório. Um amigo petralha lhe disse que Augusto Nunes é o Brad Pitt de Taquaritinga, em tom de escárnio. Mas atribuiu isso a alguma das más leituras do amigo.

Jô ele gostava de ver, mas acabou desistindo depois que ele entrevistou Dilma.

Ganhou uma fortuna para fazer aquela entrevista. Gordo miserável, pensa que me engana?

Prefere agora ver, tarde da noite, Danilo Gentili. Vibrou quando soube que Gentili oferecera bananas a um negro que o incomodava. E gostou ainda mais quando o juiz decidiu que Gentili não fora racista.

São todos uns coitadinhos, estes negros. Só querem saber de cotas e outras mordomias.

A mesma opinião ele tem de outras minorias, como os homossexuais, os índios e as mulheres. Não engole também os nordestinos.

Deviam ser gratos a nós de São Paulo por darmos a eles empregos de pedreiros, lixeiros e domésticas, mas decidiram ter as mesmas coisas que nós, aqueles retirantes.

Com Gentili PIB conheceu outro site que agora faz parte de suas preferências: o Antagonista. O que mais o agrada, fora o tom, são os textos curtos, um ou dois parágrafos no máximo. PIB detesta textos longos, de mais de cinco parágrafos.

PIB não liga muito para música. Para ele, Chico, além de chato, é um petralha. Mereceu ter sido xingado na saída de um restaurante.

Queria estar lá pra dizer certas verdades praquele comunista.

Lobão e Roger do Ultrage não. Estes escrevem as coisas que têm que ser ditas. Denunciam a ditadura lulodilmopetista. Lobão até compôs uma música contra Dilma. Ele achou a música genial, embora não tenha ouvido. Quer dizer, não ouviu até o fim. Ouviu 30 ou 35 segundos, e não conseguiu ir adiante. Mesmo assim, foi o suficiente para ver que é uma obra prima que será ouvida daqui a cem anos.

O cara foi brilhante em financiar seu disco com uma vaquinha virtual.

PIB contribuiu com zero, mas ficou impressionado com a iniciativa de Lobão.

Ele acha o Brasil o pior país do mundo. O mais corrupto.

Ainda bem que surgiu o Moro pra salvar a gente.

Ele torce para que Moro seja candidato à presidência em 2018. Se não for, Bolsonaro é um ótimo nome. Aécio não: é frouxo, um petista disfarçado. Esperava que Joaquim Barbosa se candidatasse em 2014. Comprou até máscaras de JB no Carnaval daquele ano. Mas nada.

Teve uma surpresa quando ouviu Moro pela primeira vez. Lembrou-se imediatamente de Villa.

Fala fino, mas tem voz grossa.

Admira também Eduardo Cunha, mas o governo inventou coisas contra ele. Lera, em algum lugar, que Dilma comprara dos suíços um falso dossiê para incriminar Cunha.

Os caras não se detêm por nada, filhos da puta.

PIB pensa em mudar do Brasil. Está pesquisando apartamentos em Miami.

Que adianta você ter carro se todo mundo tem? Viajar de avião se todo mundo viaja? Fazer compras num shopping se todo mundo faz? Assinar Netflix se todo mundo assina?

Mais recentemente, irritou-se em particular com as bicicletas em São Paulo.

Vontade de fazer um strike com ciclistas …

Ele já se imaginou mais de uma vez fazendo isso: atropelando ciclistas em série, como se ele fossem peças de boliche.

Na hora de dormir, PIB volta a pensar em deixar o Brasil enquanto espera seu Frontal fazer efeito.

Uma única coisa o faria desistir do sonho: São Paulo se separar do resto do Brasil.

Chega de sustentar os preguiçosos.

E então ele dorme o sonho profundo dos perfeitos idiotas.

21 Nov 12:58

AS "PEDALADAS", AS RESERVAS INTERNACIONAIS E A CPMF.

by Mauro Santayana
(Carta Maior) - Fiel à sua tática de continuar produzindo novos factoides, a imprensa conservadora anuncia que o TCU pode "obrigar" o governo a “pagar” R$ 60 bilhões de reais em pedaladas fiscais. Colocando os pingos nos is, o TCU não pode obrigar o governo a fazer nada.O Tribunal de Contas da União não é órgão do Judiciário, seus membros nunca passaram em concurso para magistrados
07 Nov 10:03

O dinheiro da Odebrecht para FHC era limpo e o do Instituto Lula, sujo?

by Fernando Brito

A revelação de que, ao longo de 13 meses, o Instituto Fernando Henrique Cardoso recebeu quase R$ 1 milhão em “mesadas” da Construtora Odebrecht  – aparentemente sem a contraprestação de serviços – é destas...

O post O dinheiro da Odebrecht para FHC era limpo e o do Instituto Lula, sujo? apareceu primeiro em TIJOLAÇO | “A política, sem polêmica, é a arma das elites.”.

29 Oct 23:59

O que os “machadianos” têm a dizer sobre a atual conjuntura política?

by Redação
machado assis eduardo cunha quincas borba

Luiz Phelipe Fernandes de Freitas, Geledés

Há certas riquezas que inevitavelmente não podem ser desfrutadas por todos e a literatura realista brasileira sugeria como resultado natural desse conflito de interesses a lei do mais forte. Aperfeiçoada ao longo do tempo e afastada de um imaginário meramente fisiológico, hoje, mais atual que nunca.

Para nós, qualidade de vida, direitos e dignidade. Para as tribos de Quincas, batatas. Machado de Assis por meio dos personagens Quincas Borba e Rubião, há muito fazia uma leitura da sociedade moderna e a sua relação com a “finitude” dos seus recursos – falemos de Brasil. Você pode até imaginar uma metáfora óbvia, na qual os políticos representam uma das tribos, nós representamos a outra e nosso dinheiro, as batatas. Mas não. Somos o avesso do humanitismo Machadiano. Cultuamos essa “guerra” pelos recursos e saldamos os vitoriosos, sem ao menos fazer parte de qualquer dos lados, embora sejamos os cultivadores do tubérculo.

Não vim aqui falar só de literatura. Antes fosse. O enredo é até semelhante, os personagens é que não são fictícios. Nas terras (já não mais) tupiniquins, uns governam, outros resistem, outros assistem, ninguém colabora. No primeiro capítulo do ensaio, a reação do povo, personagem que não participa da guerra, mas entrega batatas.

– PSDB protocola pedido de cassação do mandato de Dilma.
– TCU aponta “pedaladas fiscais” que podem gerar impeachment.
– Eduardo Cunha aprova análise de pedido de impeachment.
– Hélio Bicudo e Miguel Reale protocolam pedido de impeachment na Câmara.
– Internautas criam petição online pro- impeachment para incentivar parlamentares.
– Cunha rejeita um dos quatro pedidos de impeachment.
– TSE retoma pedido de cassação de mandato de Dilma.
– Oposição realiza abaixo-assinado para manifestar desejo de impeachment.
– Surge movimento parlamentar Pro- impeachment (com site institucional e tudo mais).
– TCU avalia contas e tomará decisão que pode gerar impeachment da presidente.

À nossa revelia seletiva, há que se indagar o acontecimento de outros fatos…

-Quem está discutindo se o Cunha (que bem poderia ser o Brás Cubas ainda vivo) pode perder o cargo pelas contas (inclusive já bloqueadas) que mantém irregularmente na Suíça?

http://politica.estadao.com.br/noticias/geral,suica-confirma-cunha-foi-informado-sobre-congelamento-de-seus-ativos,1775162%5D

-Quem está observando a Câmara facilitando dívidas de outros entes com a União (o que agrava a situação financeira desta)?

-Quem reclamou quando o Senado aprovou o PERDÃO de 2 bilhões (isto é 10 VEZES mais que toda a economia gerada com a proposta da reforma ministerial) para planos de saúde?

-Quem achou um desperdício a Medida Provisória aprovada na câmara e negligenciada no senado que propõe (embora alguns aumentos de tributos) a criação de um shopping para os parlamentares orçado em 1 BILHÃO?

http://oglobo.globo.com/brasil/senado-aprova-ultima-mp-do-ajuste-fiscal-mas-se-rebela-contra-parlashopping-16286423

– Quem consegue lembrar que os crimes da Lava-Jato – aquele grande “esquema do PT” contra Petrobras (sic) – envolveu PP, PMDB e PSDB (inclusive com repasses ao ex-presidente do PSDB, Sérgio Guerra)? [Aqui não faltam fontes, mas esse texto condiz com o assunto:

http://jornalggn.com.br/noticia/lava-jato-1%C2%AA-condenacao-envolve-supostos-desvios-para-psdb-pp-e-psb

– Quem está preocupado com o aumento dos salários e benefícios que o congresso tem votado em benefício próprio? E que pode gerar efeito cascata nos Estados.

– Quem está de olho na constante pauta de reajuste de vencimentos de servidores públicos de carreira? Reflitamos: A advocacia pública sofria defasagem salarial? Sim. Os servidores do judiciário, MP (Ministério Público) e MP de Contas sofrem com ausência de reajuste e perda real do valor dos seus vencimentos? Sim. Todas as carreiras devem, no decorrer do tempo, serem beneficiadas por reajustes, acompanhando o processo inflacionário e inseridas em um processo de valorização institucional linear? Sim. Ocorre que, o surgimento desse tipo de pauta este ano com as contas como estão e com o impacto que elas podem gerar, não é apenas uma coincidência.

http://www.brasilpost.com.br/2015/08/06/derrota-governo-na-camara_n_7946584.html

“ Não é só nas ações que a consciência passa gradualmente da novidade ao costume, e do temor à indiferença. Os simples pecados de pensamento são sujeitos a essa alteração, e o uso de cuidar nas coisas afeiçoa tanto a elas, que, afinal, o espírito não as estranha, nem as repele.”

Com o que estamos preocupados, afinal? Sejamos mais criteriosos. Essa “síndrome de Estocolmo” que alimentamos com a oposição do “pró-impeachment” – enquanto eles adotam uma série de medidas que, para prejudicar a governança do executivo federal, atinge diretamente a população – no mais sutil dos eufemismos, não parece sábio. Seríamos Rubião cultivando afeto por Cristiano e Sofia*? [personagens da obra de Machado de Assis, onde aquele primeiro, inundado pela confiança ingênua depositada nos dois últimos, é reduzido à ruína].

Permitam-me um palavreado popular: Se o barco afunda, você vai junto! Quem ganha? Com certeza ganha o Vice, o partido dele, seus aliados e os que se articularem para o novo mandato. Nada ganhamos eu e você. Contudo, vamos ao óbvio (que negamos): Pode tirar a Dilma e colocar o Obama e a Angela Merkel para governar o Brasil que não haverá “a solução” para o problema econômico.

Mesmo se um franciscano assumir no lugar da Dilma, ele também terá de adotar medidas de austeridade (que machucam a população) para pagar as contas (e sim, boa parte delas resultado de escolhas do Partido dos Trabalhadores, mas manifeste este inconformismo na eleição), e o motivo é o de que essa conversa de reduzir o próprio salário e cortar ministérios (embora atitude necessária e correta!) tem impacto irrisório na resposta bilionária que precisa ser dada às contas públicas.

Digo-vos com honestidade que não faço uma defesa ao governo de Dilma, mas um apelo à sociedade! Qual seja: E-v-o-l-u-a-m-o-s.

“…não há serenidade moral que corte uma polegada sequer às abas do tempo”

O inconformismo com o PT é válido. Os erros na política financeira realizada pelo partido na última década são evidentes. Mas quando a prioridade é apenas impedir a Dilma Roussef de governar, defende-se um suicídio político-social. Esta inquietação ideológica podemos externar em 2018. Por enquanto, paremos de defender um congresso (pró-impeachmt) que aumenta os gastos do país apenas para prejudicar o governo, como se prejudicar o governo não fosse a mesma coisa que prejudicar a minha vida e a sua. Saiba que se a possibilidade de ajustar as contas se tornar cada vez mais distante e dificultosa, mais distante também será a nossa possibilidade de deixar de sentir a crise que ela suscita (e tem custado caro).

Priorizemos o mínimo de raciocínio político em detrimento das nossas paixões. Por paixão, Rubião de “Quincas Borba” perdeu toda a sua fortuna e morreu enxergando-se afortunado, mesmo que vítima da própria ingenuidade em meio a uma sociedade de máscaras, que usufruía de riquezas que vieram do acaso – à filosofia humanitista empregada na obra, a moral não é pressuposto da convivência, mas pelo contrário. A dissimulação e o convencimento é subterfúgio para a manutenção de uma relação de domínio (ainda que ideológico).

“Ao vencedor, as batatas” exclamou Rubião antes de falecer como miserável, acreditando sê-lo Imperador Francês. De olhos abertos e desconfiando dos bem intencionados, fujamos das consequências enquanto há tempo.

“Antes de principiar a agonia, que foi curta, pôs a coroa na cabeça, — uma coroa que não era, ao menos, um chapéu velho ou uma bacia, onde os espectadores palpassem a ilusão. Não, senhor; ele pegou em nada, levantou nada e cingiu nada; só ele via a insígnia imperial, pesada de ouro, rútila de brilhantes e outras pedras preciosas.”

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O post O que os “machadianos” têm a dizer sobre a atual conjuntura política? apareceu primeiro em Pragmatismo Político.

18 Oct 13:05

Hitler falava em nome dos cristãos?

by Georges Bourdoukan




                                                            

Hitler é o da direita


Estou cansado de ler textos analíticos de esquerda e de direita sobre o Oriente Médio.


E todos acabam se perdendo em elucubrações sobre o islamismo.


Como se o islamismo fosse  um bicho papão.


Isso na verdade é o preço que se paga ao se ilustrar pela mídia corporativa que não vende informações, mas adjetivos.


O islamismo, como toda religião, tem seus altos e baixos.


O perigo é a generalização.


Associar o radicalismo ao islamismo é o mesmo que associar o cristianismo ao nazismo e o sionismo ao judaísmo.


Nem todo cristão é nazista e nem todo judeu é sionista.


Ambas as religiões tem seu lado bom e seu lado ruim.


O que está acontecendo no Oriente Médio não tem nada a ver com religião.


Tem a ver com a miséria, exclusão, fome e opressão.


No Oriente Médio ha nações ocupadas fisicamente – Iraque, Palestina, Líbano, Líbia, Síria, o que as transforma em nações colonizadas em pleno século 21.


E há nações ocupadas monetariamente por corporações que mantêm no poder títeres cuja única preocupação é assaltar seus países e manter suas populações sob o jugo dos carrascos.


O que ocorre agora na região não tem nada a ver com religião, mas com revoluções que num primeiro momento prescindem das armas, mas todos sabemos o que pode acontecer num segundo momento.


Sempre se fala que a vontade do povo é soberana, que a voz do povo é a voz de Deus, mas ai do povo que acreditar nisso.


Acaba pagando um preço muito alto.


No entanto e independente disso, a roda da História sempre caminha para frente.


Pode até haver alguns recuos para que o sistema tenha alguma sobrevida, mas que ela anda para a frente, ela anda.


E se o povo do Oriente Médio entender que o islamismo pode sim ajudar na realização de bons governos, que assim seja.


Pelo menos o islamismo não produziu a inquisição, nem as duas guerras mundiais e nem jogou bombas atômicas sobre Nagazaki e Hiroshima.


Então que tal deixarmos o islamismo em paz e nos atermos ao que de fato interessa?
14 Oct 02:41

O BRASIL E A REPÚBLICA DE SALÉM

by Mauro Santayana
Adriano Rabelo

Enquanto criminosos delatores são super premiados, honestos encarcerados se governistas,bilhões em prejuízo arrebentando projetos de interesse de todos.

(Jornal do Brasil) - O Ministro Teori Zavascki retirou da Operação Lava-Jato a investigação de questões relativas à Eletronuclear.  O fez porque o caso envolve o senador Edson Lobão, que tem foro privilegiado. Mas poderia tê-lo feito também devido a outros motivos. A Eletronuclear não possui instalações no Paraná, nem vínculos com a  Petrobras, e não se sustenta a tese, que quer dar a
12 Oct 10:41

Uma hipotética carta de despedida para Eduardo Cunha

by Carlos Eduardo
Adriano Rabelo

Parece que foi escrita pelo Carlos Sampaio!

Por Tadeu de Brito Oliveira Porto*

“Prezado Eduardo,

Ou melhor, Dudu. Nesse altura do jogo, acho que estamos íntimos o
suficiente para tratamentos mais carinhosos e esse apelido lhe cai
incrivelmente bem, devida a sua habilidade por repetir coisas!

E é bom que começamos nossa carta assim, de uma maneira mais suave,
com ternura e proximidade, pois o que vamos te falar não será fácil. 

Dudu, você está fora!

Demitido, deposto, exonerado, dispensado, não precisamos mais dos seus
esforços… Fique a vontade para escolher a expressão que lhe caiba
melhor. Cortesia nossa, aproveite! Até mesmo porque não nos importa a
maneira que você irá se sentir, contanto que você saia. Seus trabalhos
não são mais uteis, ou seja, você está tão out quanto uma bola de
tênis mal jogada.

Nós sabemos, pode parecer cruel nossa posição…

E de fato é, convenhamos. Mas uma pessoa como você, Cunha, não pode se
importar com isso. Seria o cúmulo da hipocrisia! Por isso com muita
tranquilidade lhe escrevemos este “texto de despedida” com o inverso
da transparência que praticamos no nosso cotidiano.

Queríamos lhe falar para não ficar tão triste afinal, Eduardo, pois
seu legado foi importante. Conseguimos grandes avanços com vossa
excelência.

Como, por exemplo, tirar o símbolo dos transgênicos dos produtos
brasileiros! Os ramos alimentícios e de agrotóxicos nos agradeceram
demais! Até as indústrias farmacêutica e de saúde privada nos
mandaram lembranças pela conquista!

E aquela manobra da maioridade penal?! Jogada de mestre! Os mega
traficantes, que moram em grandes mansões e andam em aviões
particulares e helicópteros, ficaram em êxtase! Recebemos muitos
presentes, também. Eles sabem que é importante que a população
acredite que a verdadeira violências está nas periferias, com aqueles
pretos, pobres e favelados! Põe logo esses pivetes na cadeia e deixa a
população achar que está “combatendo o tráfico”.

Poxa, e como não agradecer o PL 4330 que nos permite terceirizar a
torto e a direito! A festa dessa aprovação foi top demais! Não cabia
mais iates lá em Ibiza com tanto dono de empresa comemorando! Ao
precarizar direitos trabalhistas e enfraquecer sindicatos, vai sobrar
muito mais dinheiro para nós! No nosso grupo do whatsapp já estamos
combinando de conhecer Marte a partir de 2030. Parece que a Nasa vai
tentar mandar humanos pra lá, e estamos cansados de dividir a Terra
com cada vez mais pobres sujos e sem classe.

A reforma política então, nem se fala! Mesmo com o clima de mudança de
junho de 2013 e da eleição de 2014 - que perdemos no executivo federal
infelizmente - você conseguiu manter o financiamento empresarial de
campanha! Com a Lava Jato apontando para milhões em doações suspeitas
foi bem difícil, o que fez de sua jogada algo sensacional! Pena que o
STF avacalhou, tentamos segurar lá também.

Demarcação das terras indígenas, ótimo para nossos amigos ruralistas,
Lei do Desarmamento, galera da bala está apreensiva aqui querendo
logo, mais isenção de impostos para igreja, tem religioso querendo
fazer estátua para você, cara! Valeu demais Dudu!

Mas já era… Apesar de tudo, dos altos expedientes e dos bons
serviços, acabou mesmo. Não temos dó em te falar pois o que vai ser da
sua vida agora pouco nos interessa. Nas barras de um chocolate suíço
ou de uma prisão, tanto faz para gente onde você estará até mesmo
porque já te dispensamos.

E você sabe o porquê, não é Cunha? Temos a absoluta certeza que nos
entende! Não é falta de pena ou empatia é simplesmente pelo fato de
você ser descartável...

Tão descartável quanto um produto orgânico, que é substituído por uma
mercadoria bem mais barata por ser nociva ao consumidor.

Ou como um pobre aviãozinho na favela, que não tem muita perspectiva
de futuro e tem que vender a juventude trabalhando feito um pombo
correio de guerra, se desviando de balas, cacetetes e preconceito.

Também um trabalhador terceirizado, que ao sofrer de uma doença
ocupacional é dispensado tão fácil quanto embalagem de chicletes.
Falando nisso, manda um abração para a Cláudia, sua esposa… Ela passou
por isso, não foi?!

Descartável como um eleitor nos dias que não pertencem a campanha,
como índios que querem manter umas tradições esquisitas e que deveriam
ter morrido junto com Pedro Álvares Cabral. Descartável como qualquer
cidadão ou cidadã que não pertence ao nosso seleto grupo, graças ao
bom Deus cada vez mais pequeno, de pouco mais de 1% que detém a
maioria das riquezas do planeta.

Mas não se esqueça, por favor, de ao pegar seus trapinhos e sair,
deixar encaminhado aqueles processos de impeachment, ok? Sei que não
vai guardar rancor e vai nos compreender que precisamos nos livrar
daquela "terroristazinha" de quinta que continua atrapalhando nossos
planos!

Um forte abraço,

O Sistema”

*Tadeu de Brito Oliveira Porto é diretor do Sindicato dos Petroleiros do Norte Fluminense - SindipetroNF

26 Sep 18:50

CPI do Banestado: Amaury denunciou em 2003 conduta do “cabeça” da Lava Jato

by Conceição Lemes
12 Sep 16:16

O neofascismo cheiroso e midiático de Sergio Moro

by Miguel do Rosário

Reproduzo abaixo duas reportagens publicadas há pouco no blog do Nassif, e um vídeo, sobre audiência ocorrida ontem, na Câmara, que discutiu um projeto de lei proposto por setores do Judiciário e defendido por Sergio Moro.

Antes, alguns comentários.

É um projeto autoritário, que apenas amplia uma característica muito forte do sistema penal brasileiro, um punitivismo prisional exacerbado e o desprezo pela presunção da inocência.

Por trás dele, a ideia antidemocrática de ver o judiciário como uma instância semi-divina, onde os juízes estão isentos de erros.

Ideia profundamente equivocada, porque os juízes erram sim, e muito, como admitiu humildemente Rubens Casara.

Erros quase sempre trágicos, porque mexem com o que existe de mais sagrado na vida: a liberdade.

O próprio Sergio Moro não mandou soltar a cunhada de Vaccari, ex-tesoureiro do PT, após admitir que errou ao confundi-la com sua irmã? E isso depois da mídia tê-la massacrado moralmente, chamando-a inclusive de "fugitiva", porque a mesma se encontrava, no momento em que Moro pediu sua prisão, num seminário no exterior.

Mais uma vez, os supostos liberais brasileiros deixam passar a oportunidade de mostrar ao mundo que defendem para valer as liberdades civis.

Sim, porque defender as liberdades civis abstratamente, em editoriais infanto-juvenis de portais patrocinados por fundações norte-americanas, é muito fácil.

Eu quero ver defender as liberdade civis numa conjuntura difícil como a nossa, com essa onda ultraconservadora, em favor de retrocessos penais que agridem, profundamente, a liberdade real, física, de todos os brasileiros.

O projeto da Ajufe (Associação de Juízes) diminui a importância da presunção da inocência.

Durante a sua intervenção, Sergio Moro fez pouco caso da importância dos recursos de que se valem os cidadãos perseguidos pelo Estado para defenderem sua liberdade, sua honra e sua inocência.

A filosofia barbosiana fundiu-se à teoria moriana: a luta dos indivíduos contra o Estado perseguidor é tratada com desprezo, como se estivéssemos sempre diante de chicanas.

Os liberais tupis, que vivem dando gritinhos contra o Estado, guardam um estrondoso silêncio diante do setor estatal mais autoritário, mais perigoso e que interfere mais diretamente nas liberdades individuais: o Judiciário.

Na primeira reportagem reproduzida abaixo, Moro diz, ao final do texto, que EUA e França também prendem após condenação de primeira instância.

A asserção de Moro é uma falácia, em vários níveis.

Na França não há essa profusão descontrolada, caótica, de prisões preventivas ou provisórias (das quais Moro abusa sem dó). Mas deixemos a pátria de Jean Genet de lado. Comparar o sistema prisional francês, ou mesmo a cultura penal francesa, à nossa, é má fé.

Se vamos falar de coisas ruins, melhor nos compararmos ao sistema penal norte-americano, como farei mais abaixo.

No Brasil também se prende após condenação em primeira instância. Em alguns casos, porém, a lei, sob anuência do juiz, permite que o réu aguarde o julgamento de seus últimos recursos em liberdade.

Entretanto, os juízes brasileiros tem a mania de prender antes mesmo do julgamento da primeira instância! É o caso de Sergio Moro, que vem deixando seus réus encarcerados por tempo indeterminado, em alguns casos mais de 500 dias, antes mesmos que sejam julgados!

O que antes se fazia, absurdamente, com pobres, usa-se e abusa-se agora nas conspiratas políticas.

Moro deveria ver as estatísticas que mostram a quantidade estarrecedora de brasileiros - centenas de milhares de brasileiros - presos sem sequer julgamento em primeira instância, apenas em caráter provisório ou preventivo.

Novamente: como faz o próprio Moro.

Grande parte desses presos são absolvidos no momento da sentença. Ou seja, não precisavam ter ficado um dia presos.

A intervenção de Moro deixa bem claro que ele não acredita na presunção da inocência, não dá importância ao erro judicial e cultiva uma estranha tara por prisão.

Doutor Moro! No mundo inteiro se discute a necessidade de reservar o encarceramento apenas para indivíduos que ofereçam risco de segurança física a seus semelhantes, em especial homicidas e estupradores contumazes.

Todo o resto da bandidagem pode ser tratada com penas alternativas e multas.

O mundo hoje vê com aflição o encarceramento até mesmo de animais. Ter passarinho em gaiola saiu de moda há muito tempo.

Além disso, não é só a prisão que pune o réu.

Já leu Kafka, doutor Moro? Lembra da descrição das torturas psicológicas, impostas ao indivíduos, a partir do momento em que o Estado inicia um processo de perseguição.

O castigo começa aí.

A insegurança jurídica do cidadão, a angústia com que aguarda, por parte do Estado, uma decisão que afetará a sua carreira, sua liberdade, seu destino, não é tratada pelo magistrado como um castigo?

O julgamento, a sentença, mesmo que negativa para o réu, às vezes é até um alívio, porque termina um suspense que pode durar anos.

Nunca leu Cesare Beccaria, doutor?

O italiano que fundou o humanismo penal que vige, ou deveria vigir, em todas as democracias modernas, fala que a justiça deve ser branda, rápida e justa. O tempo de espera pelo julgamento é das principais aflições do indivíduo.

Moro fala na demora de um julgamento final como se isso fosse agradável aos réus. Novamente, ele pensa assim porque tem uma visão criminalizante do ser humano.

Para Moro, todo cidadão é culpado até prova em contrário. E, portanto, se ele entra com recursos para aguardar um julgamento em liberdade, é porque ele faz chicana e engana a justiça.

Beccaria ressalta o contraste entre o juiz bonachão, paparicado, temido, recebendo gordos proventos, e o cidadão amargurado pela perspectiva de longos anos de encarceramento, ou mesmo morte.

A fala de Moro é o contraponto conservador para o fascismo "progressista" de juízes como o ministro Luis Roberto Barroso, que passou a defender que o Judiciário seja a "vanguarda iluminista" da sociedade. Barroso falou essa estupidez absolutista, digna de um monarca do Ancien Regime, em palestra recente no IESP (instituto de estudos sociais e políticos, ligado à UERJ), para perplexidade de professores e alunos.

Ainda temos, felizmente, juízes que não partilham dessa visão messiânica, autoritária, conservadora do papel do poder judiciário numa democracia.

É o caso de Rubens Casara e Marcelo Semer.

O juiz Sergio Moro ficou ofendido com a comparação de seu projeto ao fascismo. Mas é a pura verdade. Os movimentos fascistas começaram exatamente desse jeito, com o avanço da pulsão punitiva e aprofundamento do autoritarismo junto à burocracia estatal.

O fascismo nasce assim, cheirosinho, bonitinho, midiático. Sempre com essa tara prisional, que o faz construir campos de concentração.

No quesito penal, os Estados Unidos não são um bom modelo. É um país com um histórico horrível de erros judiciais. Milhares de pessoas ficam presas por meses, anos, décadas, por erros judiciais.

Mas ao menos, lá, eles tem uma cultura de protesto e resistência muito desenvolvida. É enorme a quantidade de livros, filmes, peças de teatro, que tratam do erro judicial.

Até hoje, é impressionante a quantidade de séries que abordam as questões penais, e sempre se procura humanizar (para o bem e para o mal) o trabalho de juízes e procuradores, submetidos, eles também, às mesmas contingências de corrupção, vaidade e equívocos intelectuais que acometem o cidadão comum.

A relação entre justiça e mídia, porém, sempre foi profundamente problematizada. É lá nos EUA que se fundou a jurisprudência, que o Brasil ignora, da "publicidade opressiva". Ou seja, pessoas foram absolvidas na suprema corte porque se entendeu que a pressão midiática sobre o júri e juiz foi tão forte que o julgamento deveria ser inteiramente anulado.

É o que deviam fazer com o julgamento do mensalão.

Nos EUA, há inúmeras organizações políticas, não-governamentais, que lutam contra o autoritarismo judicial e seus erros constantes.

Além disso, é uma sociedade muito rica, com uma renda per capita muitíssimo superior a do Brasil. Com mais dinheiro no bolso, os cidadãos conseguem, naturalmente, se defender melhor dos arbítrios judiciais.

Quanto às atuais conspirações políticas midiatico-judiciais, eles dificilmente aconteceriam nos EUA.

Nunca haveria por lá uma operação Lava Jato, porque eles nunca colocariam em risco interesses estratégicos do país. Nunca atacariam de frente suas próprias grandes empresas de engenharia, energia, tecnologia nuclear, como se faz aqui, sob liderança de Sergio Moro e Globo.

Combater a corrupção, sim, mas defendendo o interesse nacional, sem quebrar empresas, sem desempregar, sem gerar crise econômica.

É incrível verificar que quanto mais a crise econômica se acentua, em grande parte motivada pelas quebradeiras provocadas pela maneira truculenta, irresponsável, com que Sergio Moro conduz a Lava Jato, mais ele parece feliz e pimpão com seu sucesso entre eleitores de Bolsonaro.

Moro prendeu a filha de Dirceu, acusada de lavagem de dinheiro, por ter recebido, do pai, um apartamento de dois quartos.

É um caso ímpar na história da justiça moderna. O filho de Pablo Escobar vive tranquilo na Argentina. Os parentes de Bin Laden vivem na Inglaterra, no Líbano, na Arábia Saudita, não são incomodados, em nenhuma parte.

No Brasil, o fascismo judicial chegou a tal grau de violência, foi dominado por um ódio político tão sinistro, que as punições se dão em família, à maneira das vinganças das máfias criminosas.

E não podemos sequer protestar com a confiança que a democracia deveria nos permitir. O relatório da Polícia Federal acusa a existência de uma rede de jornalistas pagos, com dinheiro ilícito, para "desqualificar" autoridades.

Tudo isso para alegria da Globo. Merval Pereira, embriagado, como de praxe, por sua própria arrogância, põe-se a falar em "blogs rastreados pela Lava Jato".

Eles querem promover suas razias midiatico-judiciais sem contestação!

Temos que aceitar tudo calados!

Os estamentos judiciários - que usam a PF como um braço armado seu - parecem assumir para si mesmo o papel que os militares tiveram em 64.

Prendem de um lado, e censuram, de outro. Uma censura agora feita de maneira muito mais inteligente e eficaz.

Não há necessidade de prova nenhuma, para variar. O importante é jogar na lama o prestígio de todo mundo que se aproximou, financiou, se aliou ou, em algum momento, defendeu o PT.

O desejo desses setores parece ser o de querer criminalizar até mesmo o eleitor do PT.

Ou seja, se protestarmos demais, também nós, blogueiros, ativistas, cidadãos comuns que gostaríamos de usar a liberdade para contestar o avanço do fascismo judicial, vamos todos presos, pelo próprio fascismo judicial.

Todo mundo vai preso no mundinho alienista de Sergio Moro e seus acólitos do Ancien Regime tupi.

Moro também não deve ter lido o Alienista, de Machado de Assis.

***

Juízes confrontam tentativa de Moro de prender réus antes de condenação final

QUA, 09/09/2015 - 19:19
ATUALIZADO EM 09/09/2015 - 19:24

Jornal GGN - "No Estado democrático de direito, os fins não justificam os meios". "Não se deve mudar a legislação a partir da Operação Lava Jato". "De boas intenções o inferno está cheio". Foram alguns dos confrontos de juízes e magistrados à tentativa do juiz federal Sergio Moro de, em nome da não impunidade, prender réus que não esgotaram suas chances de recurso.

Na tarde desta quarta-feira (09) esteve em debate, em audiência pública no Senado, a possibilidade de mudanças no Código de Processo Penal. Entre elas, o decreto de prisões a partir de condenações na segunda instância, quando o réu ainda teria possibilidade de recorrer do processo.

Sergio Moro, que conduz os julgamentos da Operação Lava Jato na Justiça Federal do Paraná, defende a medida. Para ele, a possibilidade de se defender em diversas instâncias, por meio do recurso, são "brechas" na legislação que adiam o "cumprimento de sentenças judiciais em casos criminais".

"Eu, sendo processado criminalmente, o que vou orientar? Vou orientar meu advogado a recorrer, recorrer, recorrer, mesmo que não tenha razão", exemplificou Moro. "Hoje o sistema permite essas brechas. A ideia é não permitir essas brechas", defendeu.

Antônio César Bochnek, presidente da Ajufe (Associação dos Juízes Federais do Brasil), autora do projeto em discussão, foi na mesma direção do juiz da Lava Jato. Disse que há uma "tríade morosidade, recursos protelatórios e prescrição da pena". Para ele, os recursos que permitem o direito de defesa acarretam em impunidade.

Fábio Zech Sylvestre, representando a OAB na audiência, lembrou que o direito de presunção da inocência está garantido pela Constituição e é "inerente à dignidade da pessoa humana". "Ninguém será considerado culpado até o trânsito penal de sentença condenatória", disse.

A afirmação de que "os fins não justificam os meios no Estado democrático de direito" foi do professor de direito e juiz no Rio de Janeiro, Rubens Roberto Rebello Casara, membro da AJD (Associação Juízes para a Democracia). Com duras críticas a Sergio Moro, Casara comparou a tentativa ao passado nazista alemão e ao fascismo italiano.

"[O projeto de lei] se insere num movimento que se caracteriza por mais punições as pulsões repressivas presentes na sociedade, mas que se revela ineficaz para a prevenção de novos delitos", rebateu.

"De boas intenções, como se diz no ditado popular, o inferno está cheio. (...) Os juízes erram e muito, eu já cansei de errar, muitas vezes nas melhores das intenções", disse, afirmando que não havia nenhuma razão para acreditar cegamente na decisão de um juiz de Direito.

Marcelo Semer, juiz de direito de São Paulo que também integra o debate, enfatizou que os recursos usados são "inúmeros" e "folclóricos", o que não justifica mudar a legislação pelas intenções do juiz da Operação Lava Jato.

Para rebater todos os confrontos, Sergio Moro disse à imprensa que "países longe de ser considerados nazistas ou fascistas", como Estados Unidos e França, mantem presos após a decisão da primeira instância. "Não me parece que esse argumento [que afronta a presunção da inocência] seja argumento para ser levado a sério", afirmou.

Com informações da Folha de S. Paulo.

****

Sergio Moro na retórica contra a retórica

QUI, 10/09/2015 - 11:32
ATUALIZADO EM 10/09/2015 - 11:32

Por Patricia Faermann, no Jornal GGN.

O juiz federal disse que a presunção da inocência comporta várias interpretações e criticou "falta de tolerância em relação ao pensamento alheio" a comparação do seu projeto com regimes autoritários que não garantem o direito de defesa

selfie-moro
Antes de criticar o chamarem de "emissário midiático", Moro faz selfies com fãs no Senado

Jornal GGN - Ao defender o projeto de lei para prender réus que não esgotaram suas chances de recurso, ainda na segunda instância, o juiz Sergio Moro questionou as comparações da lei com o passado nazista alemão e o fascismo italiano, feitas pelo professor e juiz de direito Rubens Roberto Rebello Casara, uma vez que atentam contra o direito de ampla defesa e de presunção da inocência, explicou Casara. Moro chamou as críticas de retóricas. Para justificar que garantia a presunção da inocência, o juiz da Lava Jato usou a própria ferramenta discursiva e afirmou que não está claro esse direito na Constituição.

"Para mim isso é muito simples, a presunção da inocência na nossa Constituição comporta várias interpretações, que nós temos que ser francos, os operadores do Direito, os juristas, que ela admite tanto a conformação que foi dada no Habeas Corpus pelo Supremo exigindo o trânsito em julgado, como a do Plenário que era anterior do STF. O direito não tem respostas absolutas", disse. Sem quitar a explicação, como tem feito nas últimas declarações, comparou com a legislação de outros países: "também podemos recorrer ao direito comparado. Nós temos na França, nos EUA, a prisão como regra na fase de recurso. E não me consta que sejam países nazifascistas. Ao que me consta ganharam a Guerra em 45 os Aliados, e não exatamente o regime nazista. Eu acho que é absolutamente compatível com a presunção de inocência. Claro que há divergências interpretativas", concluiu.

Sergio Moro mostrou-se ofendido com as comparações do projeto a regimes autoritários.

"Houve aqui comparações do projeto com o nazifascismo, ou com a identificação de projetos autoritários. Esse tipo de afirmação, além de ser inapropriada, acaba fechando o diálogo e revela, com todo o respeito de quem utiliza esse tipo de argumento, uma falta de tolerância em relação ao pensamento alheio. O fato de eu ter trazido esse projeto representando a Ajufe, também não tem nenhuma identidade específica do projeto comigo, então referir a emissário midiático, como foi aqui falado, outra questão ofensiva e não acho apropriado", disse.

"É importante manter o debate, o diálogo, dentro dos limites da urbanidade, quando se debate essa questão. Acima de tudo porque quando nós não mantemos essa urbanidade, cometemos exageros retóricos, muitas vezes nós escondemos uma argumentação mais substancial", manifestou.

O juiz de direito de São Paulo, Marcelo Semer, respondeu às declarações de Moro: "o colega Sergio Moro não entendeu o suficiente o que foi colocado. Ninguém o chamou de nazista ou fascista e o que foi colocado em relação ao projeto autoritário, não pelo fato de ser nazista, mas porque o endurecimento penal foi uma forma de legitimar a ditadura nazista. Infelizmente, o colega não conseguiu compreender", disse.

Semer lembrou que além das argumentações de comparar com a legislação de outros países, é necessário, antes, verificar a compatibilidade com a nossa própria Constituição. "A locução que está na Constituição que faz a nossa medida. Nós não vamos conseguir entender, como o doutor Sérgio disse aqui, 'a lei diz uma coisa, mas o Supremo disse outra'. O que o Supremo disse não foi outra coisa, mas que a lei era inconstitucional", respondeu.

Assista aos depoimentos, a partir de 04:39:00:

Marcelo Semer ainda rebateu a justificativa inicial de Moro, ao usar de retórica para afirmar que a presunção de inocência admite várias interpretações. "Eu lhes perguntaria: quem dá a interpretação constitucional no Brasil? Não é o Supremo Tribunal Federal? O Supremo decidiu contra a tese veiculada neste projeto. Há duas alternativas. Se o Supremo muda a sua posição esse projeto é absolutamente desnecessário. Se o Supremo não muda a sua interpretação, esse projeto é absolutamente inconstitucional", afirmou.

"A questão toda da presunção de inocência, eu tentei falar isso quando estive aqui, não é que é impossível prender enquanto o processo está em andamento, é plenamente possível, aliás, o doutor Sergio Moro está dando mostras disso. Tem inúmeras pessoas presas antes, sequer, da denúncia recebida. Não precisa da condenação da segunda instância para prender. As pessoas já estão presas", completou o juiz de direito, Marcelo Semer.

18 Aug 04:23

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(Do Blog) - No dia 16 de agosto - mês do suicídio de Vargas e de tantas desgraças que já se abateram sobre o Brasil - ocorreram novas manifestações pelo impeachment da Presidente da República, por parte de pessoas que  acusam o governo de  ser corrupto e comunista e de estar quebrando o país. Se esses brasileiros, antes de ficar repetindo sempre os mesmos comentários dos portais
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(Hoje em Dia) - O Brasil comemorou, no primeiro dia da Cúpula do Clima, na ONU, nos EUA, a redução em 79%, nos últimos 10 anos, do desmatamento. E o fato, ocorrido entre 2010 e 2013, de termos deixado de lançar na atmosfera, em média, a cada ano, 650 milhões de toneladas de substâncias que intensificam o efeito estufa, como o gás carbônico. Lembrando que a maioria dos países