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"Qualidade" também podem ser sintoma de transtorno mental
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Praia da Joatinga no Rio de Janeiro
A Praia da Joatinga é uma das mais bonitas praias do Rio de Janeiro e uma das que tem mais difícil acesso. Eu diria até que é “escondidinha”.

a praia é point de surfistas e as pedras fazem parte do seu cenário
Localizada no bairro do Joá, um bairro de casas e mansões que fica em um morro entre São Conrado e Barra da Tijuca, a pequena Praia da Joatinga, tem apenas 300 metros, é acessada através de um condomínio, que embora tenha uma guarita com segurança, o acesso pode ser feito por qualquer um. Mas esse é o acesso de carro… depois de estacionar no pequeno estacionamento que só comporta 60 carros e fica no alto do Joá, ou na rua que leva à ele, é preciso descer uma trilha (que lá atrás já foi de terra e hoje é asfaltada) e passar por pedras. E não são só as pedras que são obstáculos para a chegada à praia.. é preciso ficar de olho na tábua de maré, pois na maré cheia o mar toma conta de quase tudo, ou até tudo e é impossível chegar na areia como também acontece de não ter areia.
Mas isso tudo vale a pena.. diria que o passeio já vale a pena ao estacionar e admirar a vista linda do Mirante Ricardo Menescal. Do alto da montanha é possível ver os surfistas pegando onda na Joatinga, a galera jogando altinho e a pequena faixa de areia da praia abraçada pela montanha. E a descida da trilha também é com esse visual.

o acesso é por uma trilha/escada além de pedras
Pode imaginar que com esse acesso difícil prejudica também o pessoal que vende bebidas, biscoitos e etc na praia. É uma praia onde se vê poucos vendedores e em determinada época do ano eles nem descem, pois o sol para de bater na areia bem cedo no inverno. Mas tem pelo menos um por ali, mesmo que seja na parte de cima, por isso recomendo já comprar algo antes de descer, porque não é tão tranquilo fazer essa travessia várias vezes no mesmo dia. Cansa rs
O acesso difícil ajuda inclusive a ser uma praia mais segura.. o que deixa a Joatinga mais atraente ainda na minha opinião.

pra chegar na areia é preciso passar por essas pedras
Como chegar
O ideal é ir de carro. Se bem que nos finais de semana, principalmente no verão, vale a pena pegar um taxi, uber ou algo do gênero pois além do acesso ser complicado, são poucas as vagas.
Se estiver de carro vindo da Zona Sul, ao chegar em São Conrado mantenha a direita e siga as placas para a Estrada do Joá. É uma estrada sinuosa e o condomínio que dá entrada para o estacionamento fica por volta do número 2649, esse ponto já é o começo da descida em direção à Barra da Tijuca. Uma maneira de achar o caminho pelo GPS (Maps e etc) é colocar como referência o Clube Costa Brava.
Existem poucas linhas de ônibus que passam “perto” da Praia da Joatinga. Uma delas que parte de Copacabana, bairro onde muitos turistas se hospedam, é a 557, Copacabana-Rio das Pedras. O ponto de desembarque é na Estrada do Joá número 2649, se falar com o motorista ele dá as direções. Nesse caso ainda vai andar acho que um 1km, por aí, até chegar à escada/trilha que desce na praia.

o acesso à trilha/escada é feito por essa guarita de um condomínio
Dicas para curtir a Praia da Joatinga
- Procure ir em dia de semana, principalmente no verão. Não só pela quantidade de vagas mas também por conta da pequena faixa de areia.
- Não é uma praia com muita infraestrutura, portanto se precisa de barraca, cadeira e etc (inclusive seu saquinho para colocar lixo), o ideal é levar.
- Não recomendo ir com crianças, a travessia pelas pedras pode não ser tão tranquila para elas, sem contar que as ondas são fortes e não dá pra curtir direto a água, como criança gosta.
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BONDES
física?
Talvez o salto de compreensão mais importante do universo que tive nos últimos anos foi o de perceber, de forma definitiva e inescapável, que o que existe entre o seu nariz e o nariz da gata que logo mais irá beijar, este mesmo espaço por onde se deslocam os pássaros e os aviões, não é, de fato, um espaço, e sim um FLUIDO, onde estamos todos nós imersos, o tempo todo, desde sempre.
Fora isso, acho um ótimo exercício mental tentar compreender isso – e também a forma como o tempo e a velocidade se apresentam de formas radicalmente diferentes em diferentes escalas (uma formiga correndo freneticamente ainda chegará muito depois de um elefante arrastando-se morosamente pela mesma superfície).
Apanhando de macintosh velho
Macintosh velho é um problema. Eu vou contar pra voces uma looooooooooonga historia que espero que os divirta, mas que tambem ilustre como é complicado mexer em macintosh velho. E velho, estou falando de mac 128, 512 e plus.
Tudo começou quando eu anunciei um mac plus que tinha "sobrando" aqui (tudo que tenho em 2 ou mais unidades estou vendendo) e uma pessoa comprou. Beleza.
Antes de embalar e enviar, fui testar o mac. Obvio, SEMPRE tem problema. Primeiro foi o teclado, e nem vou contar o INFERNO que foi pra pegar o teclado do OUTRO mac plus, caçar as teclas que funcionavam, substituir no teclado que ia embora, testar todas as teclas uma dezena de vezes e...descobrir que o drive nao ejetava. Por sorte, eu tinha um drive razoavelmente novo com o mecanismo de ejeção em perfeito estado. Sorte porque o Texugo me trouxe uma sucata de Mac Classic com o drive funcionando NO DIA ANTERIOR (!). Sempre que eu vendo um micro, eu faço o possivel pra testar e ter certeza que nao há nada de errado. Alias, falando no mecanismo de ejeção, a shapeways fabrica essas engrenagens pra substituir as que SEMPRE quebram. Elas servem nos drives do Apple IIGS, Apple //c Plus, Mac 128, 512, plus, classic, SE, SE/30, Color Classic e outros "aquarios". Procure no google.
Ok, eu tinha um par de discos de boot originais, mandei pro comprador os discos originais. E nao tirei copia...
Ai fiquei com o meu Mac Plus que comprei do meu amigo Sergio Costa, com um teclado todo bichado e sem mouse.
Ia usar como???
Bem, eu podia bolar um emulador de mouse e um emulador de teclado que sirva nos macs antigos :) Tudo bem, bolei o circuito, o emulador de mouse funcionou. Mas pra testar o emulador de teclado tinha que dar boot no Mac Plus. Ai começa a historia engraçada...
Mas Tabajara, qual a diferença do drive do Mac?
Apple é apple. Faz tudo diferente. Ato continuo, no mac nao podia ser igual a nada. Os drives do mac - alem da ejeção automatica - tem um monte de diferencas de velocidade e codificacao em relacao ao PC. Pra nao perder tempo ensinando o que tem em varios sites, vamos assumir que a gravacao é TOTALMENTE diferente, e nao pode ser feita no pc para os macs antigos de 400 e 800K. O drive do Mac128 é de 400K. O drive do Plus é 800K. NAO DA pra gravar disquetes de mac no PC. E se alguem achar um metodo, me mostra que eu quero conhecer.
(o drive de 1.4MB que tem a partir do SE/HD e do Classic ja pode ler discos escritos em formato MAC no PC. O WinImage grava os discos, embora nao mostre o conteudo)
E como faz pros discos de 400K e 800K? Ora bolas, grava em um outro mac.
MAS COMO? NAO TEM OUTRO MAC!!!
Primeiro eu peguei um Quadra 605 que tinha aqui e tentei bootar/ler um CD. Nao consegui.
Depois, peguei outro Quadra 605. Nao rolou tambem.
Ai hoje me aparece aqui o Texugo com um Color Classic II (com placa de Classic I) que bootava o system 7. O kernal do System 7 que estava instalado nao dava pra gerar um disco bootavel de 800K.
Depois liguei um zip drive SCSI. FINALMENTE consegui gravar uma midia "bootavel". Porem, o System 7 do mac do texugo, nao bootava o Mac Plus.
Ai achei em UM site, (depois deveria ser legal colocar esse link aqui, é um site com imagens pra um tal de vMac, emulador de macintosh) uma imagem de disco de boot de 1.4MB que ea feita "especificamente" para o Plus. Gravei essa imagem num disquete (no PC), li no Classic do Texugo, copiei os arquivos pro HD, formatei um zip disk via SCSI, copiei os arquivos de boot e - FINALMENTE - consegui bootar o Mac Plus.
Isso levou um dia inteiro pra descobrir o que fazer. Parece que sumiram os sites que ensinavam a fazer esse tipo de gambiarras.
Mas valeu a pena. Consegui bootar o Mac Plus, e criar uma imagem de disco ZIP que consegue ser USAVEL. Agora vou trabalhar pra conseguir gerar uma imagem ZIP que possa ser distribuida e usada em Mac Plus com varios aplicativos e utilitarios. Em breve, neste mesmo bat canal.
Ah, o emulador de teclado, que foi o objetivo dessa parafernalha toda?
Adonde?
Os quatro postais foram enviados à terrinha por um português recém-chegado a São Paulo.
Não sabemos muito sobre ele, mas é possível inferir algumas coisas. Seu nome começa com R, pela forma como assina um dos cartões. A data em que escreve não é conhecida, mas os cartões que manda parecem ser da década de 1910. E pela forma como escreve, dá pra ver que não é uma pessoa com muita instrução.
Mas, de tudo o que se percebe, o que chama mais a atenção é seu deslumbramento com a cidade. A começar pelo postal em que R. mostra o local “adonde” estava empregado. Ele trabalhava em cima da Loja do Japão, na moderna e elegante rua São Bento.
“Adonde tem Lisboa uma rua como esta, ponhão aqui os olhos!”, escreve o português, maravilhado pelo lugar:
Outros motivos de admiração são o museu do Ipiranga e a estação da Luz. “Adonde tem Lisboa um predio como este, olhem bem!”, pergunta R. sobre o museu. “Adonde tem Portugal uma estação como esta? Olhem bem que não é feita de palha não!”, exclama sobre a estação.
Passado um século, eu não sei muito bem o que R. escreveria se visse esses lugares. A Loja do Japão fechou nos anos 30, e a São Bento há muito tempo entrou em decadência. Lisboa de fato não tem muitos prédios do tamanho do museu do Ipiranga, mas eles estão em geral mais firmes: nosso museu foi interditado às pressas em 2013, perigando desabar, e não tem previsão de reabrir pelos próximos anos. E a estação da Luz de fato não é de palha, mas isso não impediu que ardesse em fogo, em 2015. Imaginem se fosse!
Nossa vez de perguntar: Adonde erramos?
VIADUCTO DE SÃO DIOGO
Jogo dos 7 erros
Dizem que no final dos anos 50 e início dos 60, quando estava recém-construído, o edifício Bretagne era ponto de peregrinação turística. Os ônibus encostavam na avenida Higienópolis para que a turistada pudesse ver de perto aquele verdadeiro monumento, de finíssimo e arrojado mau gosto.
Esta foto parece confirmar a lenda. Ela apareceu num lote de slides velhos à venda em Columbus, Ohio, e deve ter sido feita por algum americano em viagem por aqui. A moldura do slide tem a data de revelação: janeiro de 1960. Pelo enquadramento ruim e pela má qualidade geral, a foto só pode ser de turista mesmo.
Mas apesar da qualidade, ela permite ver algumas características originais do prédio de Artacho Jurado que hoje não existem mais.
O que mais chama a atenção é a maior integração que havia entre o condomínio e o espaço público, mais tarde quebrada pela instalação de grades de segurança. Mas há outros detalhes. Um deles é a entrada para carros que parece estar funcionando à direita, hoje anulada. Outro é o guarda-corpo do terraço sobre o salão de festas, bem mais interessante que o atual. E ainda há as luminárias vermelhas e brancas dos postes, substituídas por uns globos brancos bem menos artachianos.
Deve haver mais diferenças que eu não notei. Se alguém perceber alguma, avise!
3048 - O cantor
MATERNIDADE LARANJEIRAS
PALACETE SMITH VASCONCELOS
ANNA K, CADÊ VOCÊ?
Preciso desabar: estou revoltada e pasma com a situação das livrarias-bibliotecas-sebos de Ribeirão.
Vou contar a história. Mês que vem meu clube do livro vai discutir ‘Anna Kariênina’ (é aberto e de graça para quem quiser!) e então comecei a ir atrás do meu exemplar.
QUE ODISSÉIA.
Queria muito um da finada Cosac Naify, traduzido direto do russo, arte lindíssima, enfim, uma joia. Está esgotado, o mais barato que encontrei foi R$200,00, nesse momento de bolsista em que vivo, é impossível.
Comecei a buscar opções para mim e meu grupo nas bibliotecas de Ribeirão e livrarias. O resultado é deprimente.
Fui na Biblioteca Altino Arantes, apenas um exemplar, já emprestado e com fila de espera. Liguei na Biblioteca Padre Euclides, a pessoa que me atendeu não quis dizer se havia o livro no acervo, me falou que essa informação só por email (custava dizer ‘sim, tem’ ou ‘não tem’ apenas?). Fui nos sebos, nada. Em um apenas o volume dois, nos outros apenas um exemplar que já havia sido vendido. Ribeirão tem 3 sebos.
E AÍ? COMO ACHAR ESSE LIVRO?
Comecei a ligar e ir nas livrarias para ver quanto estavam as edições novas.
Liguei na Livraria Cultura, a pessoa me disse que estava esgotado na Cosac, ok. Perguntei se havia outras opções, ela me indicou da Editora 34, ‘porque as traduções são boas’.
Esse livro nunca foi publicado pela Editora 34.
Perguntei de outras, ela me respondeu ‘tem que ver se tem por encomenda’. E só.
Fui na Travessa, perguntei, ‘não tem nenhum, vai lançar da Companhia das Letras’. E fim. Liguei hoje e me disseram que tem o lançamento no Rio e chega ‘a qualquer momento’ aqui.
Fui na FNAC, perguntei, a pessoa sequer sabia do que eu estava falando. Ela vende livros e não conhece ‘Anna Kariênina’. Ok. E nem vem, a pessoa vende livros. Numa livraria. E não conhece um dos maiores clássicos da literatura mundial.
Liguei na Saraiva, me disseram ‘tem da Cosac por encomenda’. Já quase infartei. Achei melhor ser específica, disse que está esgotado, talvez ela pudesse ter, no máximo, um perdido no estoque. Ela refez a busca e, obviamente, não tinha por encomenda.
Por fim, liguei na Livraria Cultura para saber se o exemplar da Companhia das Letras já tinha lançado hoje, 07/07 (é a data de lançamento na internet). A pessoa me deixou esperando uma cara no telefone (se é lançamento deveria estar com mil exemplares na loja, em destaque, né?), voltou e disse que não tinha. Comentei ‘ia lançar hoje’, ela respondeu ‘ah vai lançar, é? ’. Achei que a vendedora de livros era você.
No fim das contas, estou lendo no Kindle uma versão piratex, porque não existe outra possibilidade. Essa é Ribeirão Preto, a capital da cultura.
E posso parecer amarga com as livrarias, mas hoje existe um hype de chamar vendedor de livro de ‘livreiro’. Mas sinto informar, falta um infinito para essa galerinha chegar perto de um livreiro.
Livreiro sabe e conhece o que vende.
Essas pessoas não tem iniciativa, não tem empatia pelo cliente. Ninguém se aprofundou em nenhuma busca, ninguém foi ver quando a Companhia das Letras ia lançar, ninguém fez o menor esforço para me vender nada E EU QUERIA COMPRAR! Fui tratada em todas as lojas como se eu estivesse pedindo um favor ou o livro de graça ou como eu estivesse falando de algo totalmente obscuro.
E fiquei sem Anna K.
AVENIDA ATLÂNTICA
Carta aberta à Gazeta do Povo
Senta que lá vem textão.
Há uns 15 dias mais ou menos, a Gazeta do Povo, um dos importantes jornais do Paraná, publicou um texto — que dificilmente poderia ser chamado de reportagem — atacando o que o redator chamou de “teses e dissertações pouco convencionais financiadas com dinheiro público”.
(Há muito a dizer sobre o assunto, mas antes quero explicar por que digo que o texto dificilmente poderia ser chamado de reportagem: é que, pelo menos até a última vez que eu chequei, reportagem é o relato de um fato, a partir da verificação presencial ou da escuta das partes envolvidas, sei lá, algo assim. O texto da Gazeta não mostra exatamente um fato, está mais para uma opinião mal fundamentada. E o pior: seu autor não parece ter consultado ninguém além do Google. O resultado foi uma uma colcha de retalhos feita de frases fora de contexto, apenas organizadas para produzir um efeito caricato.)
Uma das pesquisadoras citadas no texto escreveu uma resposta muito boa, muito acadêmica, explicando o porquê a pesquisa em Ciências Humanas é importante. A Gazeta publicou, mas continuou a polêmica, desta vez apresentando opiniões contra e a favor, mas em seguida elencando alguns dos supostos motivos pelos quais o dinheiro público deveria ser usado em coisas que o redator considera mais importantes que “pesquisas com pouco retorno visível à sociedade”, como as realizadas nos campos da Medicina, da Engenharia, etc.
Questã de opiniã. O texto segue tentado demonstrar, com muitos números e gráficos, que não faz sentido financiar as Ciências Sociais, as Ciências Humanas, essas coisas de quem faz um monte de coisas que não dá dinheiro.
Mais aí vem a ironia.
Ao acessar o site do jornal, a gente é obrigado a dispensar um pop-up (peloamor, quem ainda usa isso?) que tenta vender assinaturas do jornal com um argumento curioso: “não caia em fake news”.
Embora eu não tenha trabalhado muito em redações, passei nelas tempo suficiente para saber que — pelo menos naquelas onde estive — há uma firme separação entre as equipes editorial e comercial. Isso talvez explique a esquizofrenia da situação. Quer dizer, o mesmo jornal que inicia uma campanha inexplicável contra a pesquisa em Ciências Sociais, destacando trechos descontextualizados de pesquisas sobre cujas conclusões pouco podemos inferir apenas pelo título, pretende que seu público adquira milagrosamente o senso crítico necessário para distinguir as notícias “fake” das “verdadeiras”. (A propósito, há pesquisadores em Comunicação Social que não concordam com o termo “fake news”, pois… se são fake… não podem ser chamadas de notícia. Uma filigrana inútil, que não contribui muito para o progresso da sociedade, mas acho que a Gazeta do Povo deveria dar importância pelo menos a este tipo de pesquisa, não é?)
É duro trabalhar com um objeto de estudo que não tem uma materialidade concreta e facilmente identificável, seja criada pela natureza ou construída por seres humanos: a“sociedade”, este ente indefinível, que nos condiciona a todos, e a “cultura”, essa fôrma que nos modela e que tem tantas definições que quando a gente fala dela é sempre bom explicar qual significado estamos adotando. São coisas abstratas, que aparentemente existem por si mesmas e que não precisam ser estudadas para continuarem funcionando.
Só que não.
Ouso dizer que nunca precisamos tanto dos cientistas sociais quanto agora. A sociedade brasileira está visivelmente se reinventando, a um custo altíssimo. A cultura brasileira está em xeque — o “jeitinho”, que nos parecia quase uma travessura nacional, se revela como um alicerce para uma estrutura corrompida, de alto a baixo. Se não houver quem reflita sobre o que estamos vivendo, se, como diz irresponsavelmente a Gazeta do Povo, “o financiamento integral e indiscriminado de pesquisas com pouco retorno” for considerado irrelevante, bem, quem irá apontar os caminhos do país que queremos construir? Engenheiros constroem pontes de concreto: quem construirá as pontes metafóricas de que o Brasil tanto precisa?
Estudar Mr. Catra, os LGBTs e os youtubers é colocar pequenos tijolos nessas pontes metafóricas: falar desses assuntos deveria servir para aproximar pessoas de diferentes classes sociais, sexualidades, e até mesmo filhos de pais (quem tem adolescente em casa e não vive reclamando que “esse menino passa o dia assistindo vídeo, não entendo isso” levanta a mão).
O pessoal da Gazeta do Povo deveria saber que a imprensa tem um papel social fundamental. E que num momento como este é muito mais importante construir tolerância que cultivar polêmicas inúteis. O pessoal da Gazeta do Povo devia assumir que eles, também, são “gente de humanas”, ou então ir construir uns edifícios, fazer umas cirurgias, contribuir para a sociedade com essas coisas que eles consideram tão mais relevantes que escrever umas palavras para os outros lerem.
-Monix-
(Texto publicado originamente no meu outro blogue, onde escrevo sobre assuntos mais profissionais, e trazido para cá pois acho que o assunto é tão importante que quanto mais pessoas lerem, melhor. Se você curtiu e quer saber mais do meu blablabla sobre jornalismo / comunicação, dá um pulo na minha página e fica à vontade.)
Qual a maior profundidade do mar?
| Fossa oceânica | Localização | Profundidade (m) |
|---|---|---|
| Fossa Challenger ou das Marianas | Pacífico (sul das ilhas Marianas) | 11 034 |
| Fossa de Tonga | Pacífico (noroeste da Nova Zelândia) | 10 822 |
| Fossa do Japão | Pacífico (este do Japão) | 10 554 |
| Fossa das Curilas ou da Kamchatka | Pacífico (Sul das ilhas Curilas) | 10 542 |
| Fossa das Filipinas | Pacífico (este das Filipinas) | 10 540 |
| Fossa de Kermadec | Pacífico (Nordeste da Nova Zelândia) | 10 047 |
| Fossa de Porto Rico | Atlântico (este de Porto Rico) | 8 800 |
| Fossa de Bougainville | Pacífico (E Nova Guiné) | 9 140 |
| Fossa Sandwich do Sul | Atlântico (este das ilhas Sandwich) | 8 428 |
| Fossa do Peru-Chile | Pacífico (oeste do Peru e Chile) | 8 065 |
| Fossa das Aleutas | Pacífico (S Ilhas Aleutas) | 7 822 |
| Fossa das Caimão | Mar do Caribe (sul de Cuba) | 7 680 |
| Fossa de Java | Índico (sul da ilha de Java) | 7 450 |
| Fossa de Cabo Verde | Atlântico (oeste das Ilhas Cabo Verde) | 7 292 |
Cem Anos de Solidão. Gabriel García Márquez. pág. 32 (via...

Cem Anos de Solidão. Gabriel García Márquez. pág. 32 (via @elisalopess) #cemanosdesolidao #gabrielgarciamarquez #grifeinumlivro
3042 - Piadas de caserna
Astronauta libertado (Catedral de Salamanca)
Fonte: lagranepoca.com | seuhistory.com
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BELVEDERE DO GRINFO
John Lennon, Ringo Starr, Paul McCartney and George Harrison
John Lennon, Ringo Starr, Paul McCartney and George Harrison waiting to cross Abbey Road during the shooting of their legendary album cover.
Photo by Linda McCartney
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Maurice Evans and Kim Hunter having a break on the set of Planet of the Apes.
Filmed by Roddy McDowall
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