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30 Nov 09:50

O olhar portenho de Roberto Arlt sobre o Rio de Janeiro

by Prosa

Dois livros trazem textos do escritor argentino sobre sua passagem pela cidade, em 1930, em que ele descreve com acidez diferentes tipos cariocasPor Marcelo Moutinho*Ao ver uma série de fotos do velório de Robert Arlt, Ricardo Piglia detém-se no retrato...

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29 Nov 13:05

Uma pequena história do Autoajuda, o gênero que mais vende no mundo

by Jessica Lamb-Shapiro
Os livros de autoajuda existem há milhares de anos, e são amados e odiados desde sempre. O antepassado mais antigo desse gênero foi um livro do Egito Antigo chamado “Sebayt”, uma literatura instrucional sobre a vida (“Sebayt” significa “ensinamento”). Uma carta com conselhos de um pai para seu filho, As Máximas de Ptahotep, escrito em 2800 B.C., advogava comportamento moral e autocontrole. Textos gregos antigos ofereciam meditações, aforismos e máximas sobre as melhores maneiras de se viver. [...] Apesar de sua ubiquidade, é difícil dizer se livros de autoajuda de fato ajudam alguém. Há muita pouca pesquisa sobre o assunto. Estatísticas do mercado editorial sugerem que 80% dos que compram livros de autoajuda já compraram títulos do gênero antes, o que poderia indicar que eles não ajudam. Alguns sugerem que apenas o fato de se abrir um livro de autoajuda faz a pessoa se sentir melhor. Clique na matéria e leia mais. 
26 Nov 22:40

The Beatles, Beyonce and Eminem donate songs to Philippines benefit album

Tracks from Kings of Leon, Katy Perry and Bob Dylan are also among those featured on the charity release
    






25 Nov 23:01

Hot Chip e Yo La Tengo celebram Lou Reed, com “Pale Blue Eyes”

by Alexandre Matias

hotchip

Eis a íntegra do show do Hot Chip na versão parisiense do festival Pitchfork, que aconteceu no início do mês. Mas se você pular para quando o relógio do vídeo abaixo virar a primeira hora, verá o casal Ira Kaplan e Georgia Hubley celebrando Lou Reed em “Pale Blue Eyes”.

Demais. Dica da Taís.

26 Nov 06:20

4:20

by Alexandre Matias

ramones

26 Nov 18:20

4:20

by Alexandre Matias

sofafort

24 Nov 06:17

HAIM performed on Saturday Night Live, and now they’re superstars

by Michelle Geslani

haim snl

As 2013 comes to a close, so does the first full year of HAIM’s takeover. And golly, what a glorious takeover it’s been. In just the past 12 months, we’ve seen the Haim sisters transform from local California trio to global pop-rock stars, their rise documented not only in festival photos, late night TV spots, and endless features, but also in one monster debut album, September’s Days Are Gone. (And uh, can we continue to talk about that awesome Sheryl Crow cover they did with Lorde?)

It’s so fitting, nearly poetic, that HAIM would cap off their year with a performance on likely their biggest stage yet: Saturday Night Live. Even though many of us have grown with them, it’s a career milestone like no other, a resounding reassurance that, yes, they are here to stay.

As last night’s musical guest, the three sisters performed arguably one of the best songs of the year, “The Wire”, along with “Don’t Save Me”, and sounded absolutely great. They also took a turn in the acting chair, appearing in a sketch based entirely around lip syncing to The Outfield’s “Your Love”, which may or may not have been totally genius or incredibly stupid. We’re still undecided. Either way, it was one of the more impressive Saturday Night Live debuts in recent memory, further propelling the sisters to superstardom. Catch the replays below.

P.S. – Wonder what Este Haim’s voice and speech teacher has to say about tonight.

“The Wire”:

“Don’t Save Me”:

Sketch featuring HAIM:

24 Nov 12:59

O universo rentável das distopias adolescentes

by isabelal

O modelo utópico de literatura é o que estabelece um ideal de sociedade, um padrão jamais vivenciado e praticamente impossível de se concretizar. O termo, inclusive, é originado da soma dos radicais “não” e “lugar”, ou seja, “não lugar” ou “lugar que não existe”. Entre as obras que se destacam no gênero podemos mencionar A República, de Platão, A Cidade de Deus, de Santo Agostinho e O Príncipe, de Nicolau Maquiavel.

Ocorre que, com as mudanças sociais e as alterações na perspectiva de mundo, o modelo utópico romanceado começou a perder a sua força em razão das suas propostas impraticáveis, com isso, atualmente ele é encontrado apenas em análises sociológicas e federativas. No entanto, contrariando tal ideia, no início do século XX surgiu o modelo de distopia ou anti-utopia. 

Esse novo estilo literário se caracteriza pela apresentação de um regime totalitário, que sustenta uma aparente ideia de felicidade e perfeição, conduzindo a sociedade a um estado completo de alienação. O tipo de Estado apresentado nas obras distópicas é caracterizado por forte corrupção e regras abusivas instituídas em nome do bem-estar coletivo.

Outro fator marcante nas referidas obras é a presença de conquistas tecnológicas, sempre utilizadas como estratégias de monitoramento da população do País, do Mundo ou, até mesmo, dos grandes grupos de empresas. Entre as principais obras do gênero podemos mencionar 1984, de George Orwell e Admirável Mundo Novo, de Aldous Huxley.

Nos últimos anos, em razão dos novos questionamentos dos jovens e da grande visibilidade alcançada pelos membros da política esquerdista, a literatura infantojuvenil tem sido premiada com livros mais densos e cruéis, contrariando a repetida fórmula dos sucessos com enredos felizes e romanceados.

É claro que por estarem voltados para o público entre 14 e 23 anos, esses novos livros, que nos Estados Unidos estão sendo chamados de Young Adult (YA), apresentam contextos menos abrangentes que os dos clássicos distópicos, no entanto, é nisso que reside o sucesso: por estarem ambientados com personagens adolescentes, corajosos e que enfrentam medo e falta de liberdade, as obras cativam, prendem a atenção do público para o qual estão direcionadas e acabam por contribuir na formação de novos leitores.

Também é preciso destacar que a maioria dessas obras é composta por livros em sequência, com isso, conquistam fãs fiéis, que ficam na espera pela continuação e pelo destino dos personagens. Outro ponto que favorece para a conquista de leitores são as adaptações cinematográficas das referidas obras, que movimentam milhões no mercado do cinema.

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Atualmente, a trilogia que melhor representa a categoria das distopias jovens é Jogos Vorazes, que já vendeu meio milhão de livros no Brasil.

A série é sempre citada nas listas de mais vendidos e a sua força se tornou ainda maior com as manifestações que ocorreram no País este ano. No período, vários adolescentes saíram às ruas segurando cartazes com as frases “Toda revolução começa com uma faísca” e “Se nós queimarmos, você queimará conosco!”, ambas retiradas dos livros da trilogia.

 No entanto, não é só Jogos Vorazes que está se destacando no país. Por tal razão, segue abaixo a lista dos maiores sucesso do gênero:

DIVERGENTE

DESTINO

A SELEÇÃO

DELÍRIOS

FEIOS

STARTES

A ILHA DOS DISSIDENTES

Um ponto que merece ser destacado é que entre os livros mencionados, A Ilha dos Dissidentes, publicado pela Editora Gutenberg, é o único nacional.

 

Fonte.

 

Revisado por Amanda Prates.

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24 Nov 15:00

10 Creepy Pop Culture Dolls

by Alison Nastasi

“My name is Talky Tina and I’m going to kill you!” still makes Twilight Zone fans shudder when they watch the anthology series’ “Living Doll” episode. Talky Tina appears to be an innocent toy, until you pull her string…. You can purchase your own Talky Tina, thanks to a new replica that utters the same five phrases from the chilling episode (sampled from the original audio, even). The trope of the evil doll has been featured throughout pop culture, exploiting our fears of the mute, blank, seemingly knowing toys. Here are ten of the creepiest.

chinga

Chinga in The X-Files

X-Files creator Chris Carter and Stephen King co-wrote an episode for the sci-fi television series in 1998. Chinga is an antique doll that compels people to commit violent acts… against themselves. The film opens with Chinga accompanying a young girl and her mother to the grocery store, where the customers attempt to gouge their own eyes out. You know, the usual King merriment. The Mulder and Scully banter as they try to solve the case (even though Scully is on vacation, dammit) lends some actual humor to the episode, but Chinga is no laughing matter.


21 Nov 11:00

Bebê declarado morto começa a chorar no momento da cremação

Um bebê chinês que havia sido declarado morto em um hospital do leste da China começou a chorar quando estava prestes a ser cremado, diz imprensa local

21 Nov 12:11

Cameron diz que seguia prostitutas no Twitter acidentalmente

O primeiro-ministro do Reino Unido, David Cameron, seguia uma agência de prostituição de luxo acidentalmente em seu perfil no Twitter, disse

21 Nov 10:15

Grupo que tentou modificar Lei Áurea quer manter censura a biografias

by Juliana Gragnani
Um grupo que ainda não havia se pronunciado sobre a questão das biografias entrou no debate. Anteontem, a "Antiga e Iluminada Sociedade Banksiana (Associação Eduardo Banks)" foi aceita como parte interessada na ação que discute as biografias no Supremo Tribunal Federal. A entidade é contrária à ação proposta pela Associação Nacional dos Editores de Livros, que classifica como "ostensiva esdruxularia". O criador da entidade é o carioca Eduardo Banks, definido no texto enviado à Corte como "filósofo, dramaturgo e compositor". Ele foi candidato a vereador no Rio pelo PTB em 2006. Em 2010, propôs uma alteração à Lei Áurea, de 1888, com o objetivo de indenizar descendentes de proprietários de escravos. Mais tarde, a Sociedade Banksiana também participou do julgamento sobre a união homoafetiva. A entidade se opõe à causa. No texto enviado ao Supremo, o grupo de Banks pede a anulação da ação dos editores e os acusa de formar uma associação só para entrar com o processo na Corte. 
21 Nov 10:17

Mário de Andrade era 'pansexual', diz biógrafo

by Fabio Victor
Pesquisadores do país comentam há anos que a suposta homossexualidade de Mário de Andrade seria o motivo de não existir biografia do escritor – herdeiros não gostariam de abordar o tema. A tese voltou a ser levantada durante o festival de biografias realizado na semana passada em Fortaleza por autores como Humberto Werneck e Lira Neto. "Eu sempre quis fazer um livro sobre Mário de Andrade, acho que ele é a figura mais importante da cultura brasileira no século 20. Não se pode fazer isso porque ele era veado e porque a memória dele, o acervo, tem proprietários", disse Werneck durante um debate. A suposta homossexualidade do autor de Pauliceia Desvairada é apontada como gota d'água no rompimento dele com outro modernista, Oswald de Andrade. 
21 Nov 21:32

Rio vence premiação de cidade mais inteligente do mundo

O prêmio foi dado por conta das iniciativas dos programas do Centro de Operações Rio, a central telefônica 1746 e o Porto Maravilha

20 Nov 17:00

As editoras precisam das redes sociais

by Booktailors

 

Saiba porquê aqui.

19 Nov 17:42

Covers E Remixes #26

by Lucas Cassoli

Sabe aquele cover que você curtiu, mas acabou perdendo o link em meio a tantos outros? Ou aquele remix fantástico que um DJ fez de uma música que você gosta, mas que também se juntou ao limbo dos links perdidos? Todos eles podem ser salvos hoje nessa seleção dos melhores Covers e Remixes dessa semana que passou.

Aproveite!

Bonde do Rolê remixa Grizzly Bear

No Soundcloud oficial de Grizzly Bear, foi disponibilizado para audição um remix da faixa Speak In Rounds, elaborado e produzido por nada mais nada menos do que os brasileiros do conjunto Technobrega Bonde Do Rolê.

r Speak in Rounds (Bonde do Rolê Remix)

James Murphy remixa David Bowie

Foi disponibilizada uma nova versão em vídeo do remix que James Murphy fez da música Love Is Lost, presente originalmente no novo disco de David Bowie, intitulado The Next Day.

TCTS remixa HAIM

As músicas do trio de irmãs HAIM, tem mais um remix de faixas de seu novo disco para acrescentar em sua coleção. Dessa vez, quem ficou por de trás da nova versão foi o projeto TCTS, imprimindo um ritmo mais eletrônico na faixa Forever.

Steezmonks remixa Ed Sheeran

Disponibilizada no canal do Youtube La Belle Musique, uma nova versão da faixa I See Fire, originalmente reproduzida por Ed Sheeran, foi publicado, sendo produzida por Steezmonks.

19 Nov 18:20

VEGANA - ABATE HUMANITÁRIO

by Lilian Rockenbach
19 Nov 18:30

Watch: Pixies share video for “What Goes Boom”, actually blow up guitarist Joey Santiago

by Chris Coplan

Screen Shot 2013-11-19 at 12.13.41 PM

Pixies return today with the video for “What Goes Boom”, off their recent EP-1. “Our original vision… was to create an homage to a central, dramatic scene in Star Wars,” frontman Frank Black explained to NPR. “But, after that idea proved a bit too costly to produce, we decided the next best thing was to blow up [guitarist] Joey Santiago in the desert – the compromises we make for our art.”

Does the band just really like to make stuff go kablewy, or are they (subconsciously?) working out some other line-up related tensions? Ponder away as you watch below.

20 Aug 01:45

Lendo em filmes

by noreply@blogger.com (Valter Nascimento Coelho)

















Em Os incompreendidos, de François Truffaut, o pequeno Antoine Doinel divide o tempo entre tomar cascudos dos adultos e ler Balzac. A paixão do menino pelo autor da Comédia Humana é tão grande que, numa das cenas mais belas do cinema, ele acende uma vela para o escritor num altar improvisado.

O cinema está cheio de referências literárias. Quando um personagem não consegue dizer com todas as palavras o que sente, é comum que o diretor prefira mostrá-lo com um livro em mãos numa cena de silenciosa leitura.



O direito de amar, de Tom Ford: o último livro da vida de um homem. 

Em O direito de amar, de Tom Ford, o protagonista decide cometer suicídio até o final de um dia, mas antes cumpre com o seu hábito de leitura matinal e termina com After Many a Summer, de Adous Huxley, um romance sobre um milionário que teme a morte eminente. Em outra cena o protagonista e seu amante leem Kafka, A metamorfose.
Moonrise Kingdom, de Wes Anderson. Livros inventados.

Quando o mundo parece falso e manipulável, como nos filmes de Wes Andersson, personagens leem livros igualmente falsos, como é o caso da jovem problemática Suzy Bishop, da comédia Moonrise Kingdom, que ao fugir de casa leva consigo uma lista de livros imaginários como The Girl From Jupiter, The Francine Odysseys, and Disappearance of the 6th Grade. Em Os excêntricos Tenembaums, também de Anderson, todos os personagens principais são registrados lendo alguma coisa e os livros escolhidos dizem muito sobre a personalidade de cada um.

Os incompreendidos, de Truffaut: paixão por Balzac.

O Capitão Walter Kurtz, de Apocalipse Now, passa seus dias entre as sombras de uma comunidade vietnamita lendo em voz alta o igualmente sombrio The Hollow Men, de T.S. Eliot. O livro O estrangeiro, de Albert Camus, também aparece em diversos filmes, sempre representando o sentimento de vazio existencial e questionamento dos personagens que o leem. É assim com o jovem Piscine de As aventuras de Pi, que aparece lendo o clássico francês à beira do cais e da desiludida Jenny de Educação, que considera Camus um exemplo de vida.


Tarantino e seus livros. Em Bastardos Inglórios e Pulp Fiction vemos referências a sua mais audaciosa heroína, A noiva, de Kill Bill vol. 1 e 2.

Em Bastardos Inglórios, de Quentin Tarantino, Shosanna é vista num café lendo  The Saint In New York de Leslier Charteris, um romance policial sobre um justiceiro em busca de vingança. Em Pulp Fiction, Vincent Vega é pego com as calças arriadas enquanto lê Modesty Blaise, de Peter O’Donell, um quadrinho sobre uma jovem assassina em busca de vingança. Sim, claro, isso lembra Kill Bill. E em Kill Bill o vilão Esteban Vihaio é visto lendo um livro chamado The Carrucan's of Kurrajon, de Jasmine Yuen. O livro não existe, não passa de uma piada de Tarantino com o nome de uma de suas assistentes de produção.


Um sonho de liberdade e Na natureza selvagem: livros que ajudam a compreender a alma dos personagens.

Em outros filmes ler representa um sentimento em ascensão, um desejo em vias de se realizar até o final do filme.  Em Um sonho de liberdade, um dos presos passa os dias na biblioteca do presídio lendo O conde de Montecristo, de Dumas. Em Na natureza selvagem, o recluso Christopher McCadless ameniza sua solidão entre a floresta lendo A felicidade conjugal, de Tolstoi. Ou em outroscasos a ironia se faz presente durante a escolha por certos livros, como é o caso de O apanhador no campo de centeio, de J. D. Salinger, lido pela esposa de Jack Torrance em O iluminado.


As Aventuras de Pi e Educação, ambos utilizaram O estrangeiro, de Albert Camus, para representar a solidão de seus personagens. 

Quem quiser descobrir o que os principais personagens do cinema leem, tem este tumblr aqui dedicado a colecionar imagens de filmes onde aparacem grandes livros:
http://booksinmovies.tumblr.com/archive
Obrigado por seguir o nosso blog!
03 Aug 14:02

GUEST POST: COMO É SER FEMINISTA EM PORTUGAL

by lola aronovich
Analua é portuguesa e feminista com certeza. Pode haver um oceano nos separando, mas... nada nos separa.

Tenho 22 anos, sou de esquerda, feminista assumida e tenho uma personalidade forte. 
Ora, tais características fazem de mim um alvo a criticar, comentar, xingar... you name it.
Só a palavra feminista leva a que pensem que odeio homens, que não sou feminina (conceito esse, que não entendo mesmo) e que o meu sonho é queimar sutiãs e dominar os homens. Até já me perguntaram se luto pela supremacia feminina e se acho que as mulheres devem mandar nos homens (sim, as pessoas pensam mesmo isto).
Passei a minha adolescência e os últimos anos a ouvir piadas de que todas as minhas conversas viravam manifestações e reivindicações.  Sim, porque mulher não pode ter personalidade forte nem convicções. Ouve logo "Ui, que mau feitio", "Assim nenhum homem te atura!". Gente oca e preconceituosa, enfim.
A sociedade portuguesa ainda é muito fechada. A educação e criação de valores morais e pessoais está ligada ao catolicismo e conservadorismo. E logo aí fujo à regra. Os meus pais educaram-me com bons valores, incentivaram-me a ser culta e educada, mas sempre sem ligação à religião/igreja.
Lembro-me de ter 15 anos e já ouvir "Os teus pais devem ser muito religiosos", só porque disse que fazíamos voluntariado e imensas doações de comida, brinquedos, roupa e afins, para diversas instituições de caridade.
Aqui há muito a ideia que ser boa pessoa ou alguém legal (como vocês dizem) é porque se é católico e se vai muito à missa.
Pois bem, no meio deste conservadorismo e consequente mania de "cagar regra" e de ajuizar sobre a vida do vizinho, fui crescendo e lendo. Devorei livros, absorvi tipo esponja muitos filmes e documentários, e falei milhentas horas com a minha mãe. E assim me formei/politizei.
Admiro imenso a minha mãe, que há 10 anos já me dizia "tu não nasceste para ser mãe/dona de casa ou brinquedo de marido!". 
Hoje orgulhosamente afirmo o mesmo e sou logo rotulada de "machona", " lésbica". Ou ouço: "Tu vais morrer sozinha". Queres saber, o melhor, Lola?
É que ouço estas coisas de conhecidos/amigos com a mesma idade que eu. Estranhamente, e sem fazer qualquer tipo de sentido, os jovens adultos de hoje são mais conservadores que os próprios pais.
Quer dizer, faz algum sentido que os filhos dos pais que viveram a geração hippie, amor livre e afins, sejam tão providos de machismo e outros preconceitos?
Os sonhos das minhas amigas, algumas entre os 20/25 anos que nunca trabalharam,viajaram ou "viveram" a vida, baseiam-se em ser mães, em ser esposa e ter família. Tudo bem, mas e o sonho em ser "eu"? Em viver de bem com o que somos, a nível individual? Por quê ansiar por viver para os outros, e não por ti?
Não critico quem deseje ser mãe, mas então por que não respeitam a minha opção de não querer casar nem formar família?
Critico sim quem criou as filhas com a ideia de "tem que ser mãe!", "tem que casar ou não serás uma mulher completa". Esta imposição do suposto papel feminino vem até já intrínseco ao hábito de dar bebês, cozinhas e coisas ligadas a tarefas domésticas para meninas pequenas brincarem.
Questiono: serei menos mulher porque não ligar nem achar piada a crianças? Serei menos mulher porque não sonho com vestido tipo Cinderela e casamento enormão na igreja?
Sinto-me feliz a trabalhar na área em que me especializei na faculdade, sinto-me feliz a viajar, sinto-me feliz lendo livros, indo a manifestações, e tudo mais. Nasci para ser eu,para ser mulher como bem me apetecer, para viver e trabalhar como eu desejar. 
Quanto mais "achincalho" recebo, mais eu luto.
Luto por uma sociedade em que eu não seja vista como um objeto, mas sim como mulher. Luto para que as mulheres vivam nos seus plenos direitos, sem terem de ser dadas aos homens, só porque alguém lhes disse que é o correcto.
Luto, para que a mulher diga "Não", livremente. 
Acredito numa sociedade justa, onde não há papeis definidos, onde não terei de dizer "sou feminista" só porque acredito na igualdade.
Quero uma sociedade limpa de moralismos. Luto, para que um dia, todos tenhamos igual acesso a oportunidades, onde o dinheiro não compre honra, nem cargos nem direitos básicos, como saúde, educação e afins.
Luto por uma sociedade que entenda de uma vez por todas que o conceito de família tem a ver com afectos, e não com entidades e orientações sexuais. Seja bi, gay, hetero, lésbica, trans: toda  a gente merece constituir família, se assim o desejar. 
Luto, afincadamente, para que parem de rotular mulheres: acabem de uma vez por todas com os nomes de "santa", "dama", "piriguete", "vaca", "puta", "mulher que se dá ao valor" e coisas do gênero.
Para terminar o meu longo post, desejo as maiores felicidades do mundo a todas as feministas que lutam pela igualdade de direitos. Nunca desistam. Vençam conservadorismos e preconceitos, lutem para sermos vistas como seres humanos, lutem para que nos deixem de entender como objeto que têm que aguentar todo o tipo de baixarias e violências. Sejamos mulheres com orgulho, plenas e seguras de que o corpo é só nosso, e fazemos dele o que queremos.  
Sejamos mulheres fortes e independentes que lutam para fazer da sua vida profissional, íntima, social e familiar, aquilo que bem lhes apetece.
"Ni santas, ni putas. Solo mujeres". Uma das minhas frases favoritas.