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16 Feb 13:15

Magnífico: Quatuor de jazz libre du Québec — L'Internationale

by Miguel Martins
JAZZ LIBRE et la révolution québécoise: musique-action, 1967-1975
02 Oct 16:15

Ela Minus Announces New Album, Shares Video for New Song “Broken”: Watch

by Walden Green
The Colombian musician will release sophomore effort Dia in the winter
14 Mar 09:23

Capas: A goleada do FC Porto em grande destaque. A deslocação do Sporting a Moreira de Cónegos e ainda o Benfica com o Ajax na mira

by Unknown
A BolaRecordO Jogo
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28 Nov 16:50

JJ 11/81: Archie Shepp – Looking At Bird

by Jazz Journal

Archie Shepp is a brave man. He is totally exposed musically for most of the 41 minutes of this album, with only a bassist for accompaniment (although Niels-Henning is hardly any old bass player!). By playing the music of Charlie Parker, he invites comparison with other saxophone players who have essayed these tunes. I regret […]

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22 Jun 13:47

George Haslam / João Madeira / Pedro Castello Lopes / Mário Rua: “Ajuda” (Slam Records)

O título deste disco (e do seu primeiro tema) vem com tradução inglesa, “Help”, mas não se trata de um pedido ou de uma oferta de ajuda – alude, isso sim, ao bairro de Lisboa onde foi gravado, Ajuda. A referência alfacinha faz todo o sentido, pois está aqui documentada a mais recente vinda do saxofonista barítono (aqui apenas em tarogato, instrumento de sopro similar ao clarinete – ainda que mais estridente – e originário da Hungria) ao nosso país e à nossa capital. Aquele que é um dos grandes pioneiros da livre-improvisação em Londres, ao lado de gigantes como Lol Coxhill, Evan Parker e Paul Rutherford, vem colaborando desde 2008 com o poeta português Miguel Martins e a sua vinda em Setembro de 2019 foi para uma sessão de música e poesia com o autor e declamador. O dia que, por cá, tinha livre foi aquele em que Mário Rua (baterista com quem gravou o álbum em duo “Maresia”, de 2014), Pedro Castello Lopes (percussionista que conhecera no MIA em 2017) e o contrabaixista João Madeira o levaram para estúdio. O resultado está aqui, editado pela própria editora de Haslam, a Slam Records.

A primeira improvisação, “Ajuda”, não podia estar mais próxima da matriz free jazz de que George Haslam provém, chegando a parecer algo que poderia ter saído da “loft generation” nova-iorquina. Já “Nice to Meet You” (provavelmente dirigida a Madeira, que tem honras de solo na faixa e é apresentado como um «novo amigo») entra em pleno nos domínios da música improvisada, espraiando-se em mais de 18 minutos de desconstruções de motivos, sempre com as combinações do tarogato e do contrabaixo como vórtices de acção. “Who Are You?” é levado pelos músicos portugueses para terrenos ainda mais abstractos, mas Haslam deambula pelo meio com uma abordagem melódica e acentuadamente “bluesy”, como que num jogo de reconhecimento e alheamento. “Pleasures and Needs”, o fecho, é uma peça mais concentrada, e dir-se-ia até que com uma estrutura previamente estabelecida (pelo menos para o que acontece nos primeiros minutos), nela sendo de destacar o trabalho percussivo de Castello Lopes. Um CD que, nestes tempos de difícil desconfinamento, funciona como um «Haslam, volta, estamos à tua espera para mais uma»…

23 Jan 09:57

MIA 2020 - Abertura de inscrições / Open call

by Zpoluras

A organização do Encontro de Música Improvisada de Atouguia da Baleia informa que se iniciou a fase de apresentação de propostas para o MIA 2020.

O Encontro irá realizar-se entre 29 e 31 de Maio, estando aberto sem restrições a todos os improvisadores que se queiram propor. No entanto, a sua aprovação estará dependente da capacidade logística do evento, da qualidade apreciada na obra de amostra e da idoneidade dos proponentes.

As propostas deverão ser efectuadas através do formulário online abaixo, até ao dia 14 de Março.


A divulgação das propostas aprovadas será feita até 10 de Abril.

As propostas são feitas a nível individual, sendo que os participantes serão integrados nos grupos criados no Encontro que poderão ser aleatórios de pequeno formato e Ensembles.

Poderão ser efectuados registos áudio e/ou vídeo de todos os momentos do MIA 2020 que ficarão posteriormente à disposição de todos os participantes. Poderá vir a ser realizada uma edição online com as várias intervenções registadas. A inscrição no MIA 2020 pressupõe a autorização para a reprodução do material gravado.

O auditório onde decorrerá o evento possui um sistema P.A., compatível com o espaço, que estará à disposição dos músicos. Estes, porém, deverão trazer os instrumentos e equipamentos necessários para as suas performances.

Sendo este Encontro um evento sem fins lucrativos, a participação dos músicos inscritos não será objecto de atribuição de honorários.


....................................................................................................................

The organization of MIA - Improvised Music Encounter of Atouguia da Baleia is pleased to announce the open call for the 2020 edition to be held between 29 and 31 May.

The festival is open without restriction to all improvisers. The selection of proposals will depend on the suitability of tenderers, the sample quality (if applicable) and our own logistical capacity.

Proposals must be made via online form below, until March 14.


Information about approved submissions will be made until April 10.

The participants will be integrated into groups created at the festival that may be random, small-format and Ensembles.

It shall be made audio recordings and/or video of all the MIA concerts that will subsequently available to all participants. There will be an online edition with a compilation of various interventions. The inscription on MIA 2020 implies authorization for reproduction of recorded material.

The auditorium has a PA system, compatible with the space, which will be available to musicians. These, however, should bring the instruments and equipment required for their performances.

This meeting is a nonprofit event, so the participation of approved musicians will not be awarded on fees.





19 Jan 08:37

Capas: Ainda a vitória do Benfica e a derrota do FC Porto. Os destaques do mercado e as entrevistas. Os jogos da Liga e a Taça da Liga

by Unknown
A BolaRecordO Jogo
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30 Dec 19:41

E bom ano! Daqui a dias estreamos no Teatro da Politécnica A MÁQUINA HAMLET de Heiner Müller. De 15 de Janeiro a 22 de Fevereiro. E já no sábado, 4 de Janeiro, apresentamos VIDAS ÍNTIMAS de Noël Coward no Cine-Teatro Garrett, na Póvoa de Varzim.

by Artistas Unidos

A MÁQUINA HAMLET de Heiner Müller Tradução Maria Adélia Silva Melo e Jorge Silva Melo Com Américo SilvaAndré LoubetHugo TouritaInês PereiraJoão Estima, João Madeira, João Pedro Mamede e José Vargas Cenografia e Figurinos Rita Lopes Alves Música original João Madeira Luz Pedro Domingos Assistência de Encenação Inês Pereira Encenação Jorge Silva Melo M12

No Teatro da Politécnica de 15 de Janeiro a 22 de Fevereiro
3ª e 4ª às 19h00 | 5ª e 6ª às 21h00 | Sáb às 16h00 e 21h00

Quero habitar nas minhas veias, na medula dos meus ossos, no labirinto do meu crânio.

Heiner Müller, A Máquina Hamlet

Um homem ergue-se das ruínas da história para anunciar que foi Hamlet. Para escapar à violência cíclica e contínua da história, o passado é questionado e desconstruído. Longe da narrativa psicológica, a paisagem da revolução traída. "O slogan da era Napoleónica ainda se aplica: Teatro é a Revolução em marcha."

Ainda li este texto manuscrito, passado clandestinamente da antiga RDA até à casa de Jean Jourdheuil no Bolulevard St Germain, em Paris onde tantas noites ouvi Heiner conversar bebendo uísque e café até nascer o dia. Traduzi-o então (1977?), no rescaldo do 25 de Novembro, quando sobre os nossos desejos se erguia a asa da normalização democrática. Li-o vezes sem conta, voltei a traduzi-lo. E eis que chega a altura de o lembrar. De o fazer com actores novos com quem quero conversar sobre o que perdemos, o que quisemos, o que tentámos, o que traímos, o que não soubemos, o preço desta vida que lhes deixamos, e as mulheres. E claro, convosco, falar da Esperança, imensa Maldição. Volto a Heiner Müller como quem volta àquelas longas conversas na cozinha do Jean. “Olha, já é manhã! Temos de ir dormir!”

JSM

Fotografia © Jorge Gonçalves



VIDAS ÍNTIMAS de Noël Coward Tradução Miguel Esteves Cardoso Com Rúben GomesRita DurãoTiago MatiasVânia RodriguesIsabel Muñoz Cardoso Cenografia Rita Lopes Alves e José Manuel Reis Figurinos Rita Lopes Alves Luz Pedro Domingos Som André Pires Apoio Musical Rui Rebelo Encenação Jorge Silva Melo Produção Artistas Unidos Co-Produção Teatro Nacional São João e Centro Cultural de Belém M12

Na Póvoa de Varzim, no Cine-Teatro Garrett a 4 de Janeiro de 2020


Devem ser muito raras as pessoas que são completamente normais, lá no fundo das vidas privadas de cada um. Tudo depende de um dado conjunto de circunstâncias. Se todas as geringonças cósmicas se fundem ao mesmo tempo e se solta a faísca certa, sabe-se lá o que uma pessoa não será capaz de fazer.

Noël Coward, Vidas Íntimas

"A frivolidade só é frívola para aqueles que não são frívolos", diz a Madame De na obra-prima de Max Ophüls. E podia aplicar-se a este teatro de dinner jackets, champanhe, rosas, camélia e muita malícia. Mas vistas agora estas Private Lives são uma das mais cruéis análises das relações matrimoniais. Sob a doçura de uma primavera na Cote d´Azur quanto veneno, quanta maldade, quanto amor perdido? Uma obra-prima que queremos revisitar, um grande autor "menorizado" e fundamental. Depois de Pinter, Williams, Miller, quem? E com um sorriso de compreensão pelas fraquezas humanas.

Jorge Silva Melo

Fotografia © Jorge Gonçalves
29 Dec 19:23

The Free Jazz Collective’s Top 101 Recordings Of The 2010s

by noreply@blogger.com (Paul)

We asked the Free Jazz Collective to submit up to 100 of their favorite recordings originally released between 2010 and 2019, so long as the recordings fit the spirit of the blog. Contributors were encouraged to weight the recordings by ranking them, to result in a more impactful, ranked list. We compiled their individual lists to only include recordings submitted by more than one contributor, in the spirit of collective consensus, resulting in 101 entries. For technical reasons, please click the button to read to the article.




*Photo by Florencia Viadana on Unsplash
20 Jun 12:18

"Atelier Torres & Dase Convida" o contrabaixista João Madeira!

by Catarina
2a Sessão
O "Atelier Torres & Dase Convida" o contrabaixista João Madeira!




https://youtu.be/DM6fo_r1epY


Espero que gostem!
10 Jan 23:54

ZARATAN APRESENTA

by Portugal Rebelde
30 Nov 01:17

Clara Andermatt, a Arte Inconfundível

by Yvette Centeno




Clara Andermatt, a arte Inconfundível


Perante o que sinto diante de uma obra de arte, a minha primeira reacção é o silêncio. Um silêncio feito de espanto que me obriga com tempo a encontrar, porque as procuro, as palavras com que o dizer. Porque desse silêncio nasce algo de mais profundo, um espaço ou um tempo que têm a marca dos primórdios da criação, do seu mistério, da sua interpelação.

Parece imperativa , a necessidade de dizer, e não é fácil: com o corpo, com a música, com palavras que são igualmente corpo, e música.

Já é longo o percurso de criação de Clara Andermatt: viagens, travessias e atravessamentos, de que trazia consigo o gosto da surpresa e da inovação.

Para mim a primeira e maior novidade, na altura,  –estava eu há anos a ler e traduzir o poeta Celan – foi a coreografia ao mesmo tempo tão simples e complexa CIO AZUL (1993).

Assim mesmo, indicação aos que acham que sem ter tudo não podem fazer nada, quando no nada já tudo está contido, como no QUADRADO BRANCO de Malévich (1918) que José Gil tão bem estudou. Ele pinta logo a seguir à Revolução Russa, como Celan escreve logo a seguir ao Holocausto, explicando que “ tudo é menos do que é, / tudo é mais”, em ENTRADA DE VIOLONCELOS, e afirmando que a poesia  a partir daquele momento já não se impunha, mas se expunha (1969). E assim mesmo, nua, despojada, cadáver que se lavava um cadáver-palavra ( como no poema dedicado aos amigos Hannah e Hermann Lenz, arrepanhados de noite):


Uma palavra- bem sabes:

Um cadáver.


Vamos lavá-lo,

vamos penteá-lo,

vamos voltar-lhe os olhos

para o céu.


Estamos neste poema como no mais singelo dos discursos de Clara, nesta coreografia carregada de sentido. É o OLHO DO TEMPO (de novo Celan) que olha de través “sob um sobrolho de sete cores”. Assim “ o mundo aquece / e os mortos / brotam e florescem”.

Por outras palavras, da simplicidade do Nada exposto o mundo volta a nascer. O mundo que é a Obra, só em singeleza concebida.


Parece e é bem verdade, que neste início de século, o mundo nos preocupa a todos, criadores e cientistas e que de repente (quase como nos séculos de antigamente, do Humanismo e do Renascimento) nos sentimos mais próximos uns dos outros, nas nossas interpelações.

Assim chego à grande Revelação deste ano que Clara Andermatt com João Lucas, seu compositor de excelência - quase alma gémea – nos apresentaram no Teatro São Luiz: PARECE QUE O MUNDO (a 22, 23, 25 de Novembro, tão pouco tempo, infelizmente). Inspirada, dizem, esta obra, numa de Italo Calvino, Palomar, salientam os autores:

“Na construção da peça propusemo-nos , em total paridade criativa, uma renovada ambição no nosso percurso em comum: não dissociar, em nenhum momento, a invenção coreográfica da invenção musical”. E adiante: “ Esta peça oscila entre três planos distintos: o da observação, o da narrativa e o da meditação....A escrita de Calvino deu também origem, em múltiplos desdobramentos de leitura e de interpretação, aos enunciados da invenção do gesto e do som...colocando cada espectador num observatório da sua própria experiência.”

E aqui me sinto eu um pouco mais à vontade, porque eu senti sobretudo uma grande consciência  e reflexão sobre o que o mundo parece (ou chega a ser, no caso de cada um), uma grande intuição ou um grande conhecimento já em parte adquirido, por estes criadores. Referem a relação mais ampla com o cosmos, ora seria impossível essa relação não estar ali presente, vivida e sentida, materializada em cada movimento de energia mais intensa, que irrompe como forma de maravilhamento que a todos surpreende. Referem o infinito, que naturalmente a relação com o cosmos não pode deixar de arrastar consigo. É discussão permanente do tempo em que vivemos: é finito este cosmos, do pouco que ainda sabemos dele? Ou infinito? E que sentido adquirem então nele o SER e o TEMPO de que Heidegger falou, deixando-nos sem resposta? O ser é a matéria, é o espaço em que os corpos se movem, o tempo a energia  que os sustenta, os transposta, os transforma? Porque Einstein veio trazer esse novo conceito, de um tempo-espaço que abriu o nosso imaginário, de criadores e de cientistas, a novos e insuspeitos horizontes. Temos de navegar neles.

E o que fazem este nosso criadores de que agora me ocupo? Sem temor, embarcam, e deixam no ar, para nós, espectadores ainda impreparados, mas maravilhados, todas as interpelações.

A cada um sua busca, sua resposta...atravessada ou não pela sua vivência de um quotidiano que é seu.

Assim, perplexos, assistimos num palco que se complexificou  no seu conjunto muito elaborado de propostas, já não é o singelo do passado (nem poderia ser, em pleno post-modernismo do século XXI) é algo que é mais do que uma proposta artística,  uma elaboração de um conceito complexo, aprofundado, ampliado nas suas várias vertentes, artísticas, filosóficas e até científicas que vão para além do inspirado Calvino.

Lidamos aqui com a matéria, os corpos, e com a energia, os sons, a música. E uma matemática de raiz simbólica, pitagórica (séc.VI A.C. ) estruturada nesta coreografia surpreendente que eu definiria como variante do seu número de ouro  ( pois bem sabemos, pelo alinhar dos versos de ouro, que se trata ali de conceitos relacionados com o Belo, com o Bom, com o prodígio

do imaginário humano).

Impossível, na meditação que a peça impõe, não recuar aos tempos míticos da fusão andrógina do ser, na sua primordial completude: a existêncianasce da fusão do verbo com a matéria, nomeada, para poder existir. Como ali no palco música e bailarinos se fundem, se confundem, a ponto de haver até uníssonos nas vozes que suavemente se sobrepõem e erguem, dizendo que estão ali, fazem parte de uma estranha união que, como na física quântica, ora são ondas ora são partículas, consoante a atenção do nosso olhar virado para o palco. Na música sentiremos a energia da ondas, nos corpos a materialização das partículas.

Mas eis que os criadores, perversos, para nosso espanto tudo invertem: os músicos, com a sua música vão como pura matéria pelo chão fora, e os bailarinos, misteriosamente transmutam-se em puro som, pura energia, transparente quase e invisível.

Tudo ali de repente é matéria, e por vezes explode, tudo ali é espírito (energia) e como o gato de Schroedinger nos deixa sem saber : está ali ou não está. E nunca esteve? E se está estará vivo ainda ou estará morto? Ou ambas as coisas, em simultâneo, conforme?

Por isso amamos tanto estes dois criadores, que nos abrem num palco este princípio só aparentemente fácil, da INCERTEZA.

Eles próprios dizem:

 PARECE QUE O MUNDO pode ser “uma daquelas felizes coincidências em que o mundo quer olhar e ser olhado no mesmíssimo instante”.

Ou por outras palavras: o impossível.

Só de impossível pode ser feita a arte...


Y.K.Centeno

2018





17 May 21:18

ANTIEU

by hmbf
Pode haver antimundos e antipessoas feitos de antipartículas. Contudo, se encontrar o seu antieu, não lhe aperte a mão! Desapareceriam ambos num grande clarão de luz

Stephen Hawking, in Breve História do Tempo, trad. Maria Alice Gomes da Costa, Gradiva,  8.ª edição, Maio de 2011, pp. 85-86
06 Apr 18:24

Yesterday

by Miguel Martins

Galmadrua: the most stimulating Portuguese jazz band I've heard in a long time. The sheer freedom/inventiveness of the double bass; the balance brought to it by the rough lyricism of the sax; and Mário's drums bracing it all in the most efficient way. Certain moments reminded me of Byron Allen's trio, with Maceo Gilchrist, and Tad Robinson.

These guys need to play live as much as possible. Invite them. Go see them. Spread the word. And let's hope we don't have to wait much for a record.
29 Jan 16:22

MIA 2018 - Abertura de inscrições / Open Call

by Zpoluras



A organização do Encontro de Música Improvisada de Atouguia da Baleia informa que se iniciou a fase de apresentação de propostas para o MIA 2018.

O Encontro irá realizar-se entre 24 e 27 de Maio, estando aberto sem restrições a todos os improvisadores que se queiram propor. No entanto, a sua aprovação estará dependente da capacidade logística do evento, da qualidade apreciada na obra de amostra e da idoneidade dos proponentes.

As propostas deverão ser efectuadas através do formulário online abaixo, até ao dia 12 de Março. A divulgação das propostas aprovadas será feita até 15 de Abril.

As propostas são feitas a nível individual, sendo que os participantes serão integrados nos grupos criados no Encontro que poderão ser aleatórios de pequeno formato e Ensembles.

Poderão ser efectuados registos áudio e/ou vídeo de todos os momentos do MIA 2018 que ficarão posteriormente à disposição de todos os participantes. Poderá vir a ser realizada uma edição online com as várias intervenções registadas. A inscrição no MIA 2018 pressupõe a autorização para a reprodução do material gravado.

O auditório onde decorrerá o evento possui um sistema P.A., compatível com o espaço, que estará à disposição dos músicos. Estes, porém, deverão trazer os instrumentos e equipamentos necessários para as suas performances.

Sendo este Encontro um evento sem fins lucrativos, a participação dos músicos inscritos não será objecto de atribuição de honorários.




The organization of MIA - Improvised Music Encounter of Atouguia da Baleia is pleased to announce the open call for for the 2018 edition to be held next May (24, 25, 26, 27).

The festival is open without restriction to all improvisers. The selection of proposals will depend on the suitability of tenderers, the sample quality (if applicable) and our own logistical capacity.

Proposals must be made via online form below, until March 12. Information about approved submissions will be made until April 15.

The participants will be integrated into groups created at the festival that may be random, small-format and Ensembles.

It shall be made audio recordings and/or video of all the MIA concerts that will subsequently available to all participants. There will be an online edition with a compilation of various interventions. The inscription on MIA 2018 implies authorization for reproduction of recorded material.

The auditorium has a PA system, compatible with the space, which will be available to musicians. These, however, should bring the instruments and equipment required for their performances.

This meeting is a nonprofit event, so the participation of approved musicians will not be awarded on fees.



22 Dec 13:50

Mulheres do jazz abrem polémica

«Basta», escreveu Joelle Léandre numa carta aberta motivada pelas escolhas, todas elas masculinas, dos melhores músicos do ano pela francesa Les Victoires du Jazz. Ao que parece por mera coincidência de datas, do outro lado do Atlântico, nos Estados Unidos, o mesmo fizeram algumas figuras femininas na decorrência do movimento Me Too (este com foco no cinema), entre as quais Nicole Mitchell, Okkyung Lee, Fay Victor, Tia Fuller e a portuguesa, radicada em Nova Iorque, Sara Serpa (foto acima, de Vera Marmelo). Neste caso constituiu-se mesmo um colectivo, o We Have Voice, que tomou posição contra a discriminação e o assédio sexuais vividos no mundo do jazz e o fez por meio de uma outra carta aberta que está presentemente a recolher assinaturas de outros agentes deste circuito musical.

Manifestou-se uma especialmente irritada Léandre, relativamente aos prémios de França: «Não me vou calar e deixar que o que se fez fique feito. Acuso. Acuso e assumo a minha responsabilidade. Já é demais. Isto é uma farsa. (…) Como é possível que não haja uma única mulher, jovem ou menos jovem, na lista de vencedores de 2017? Trata-se de uma provocação? De um jogo? De um “estou-me nas tintas” ou de um “não quero saber”? (…) Como é que é possível que, no século XXI, mais uma vez, nenhuma mulher é nomeada? Isto é uma charada? Uma palhaçada? (…) Acham que uma mulher não pensa, não reflecte, não compõe, não cria projectos, não lidera bandas, não vai para a estrada apresentar a sua música? Vocês são totalmente indiferentes ao mundo. Isso é vergonhoso. (…) Levantem-se das vossas cadeiras e oiçam música feita por mulheres, tenham curiosidade, em vez de ficarem agarrados às vossas visões antigas e de se autocongratularem.»

Na exposição do colectivo We Have Voice lê-se, por sua vez: «Todas as pessoas devem ser tratadas equitativamente e com respeito, independentemente das suas diferentes identidades. (…) Solidarizamo-nos com todos os que foram prejudicados, assediados, assaltados, violados, manipulados, intimidados, ameaçados e discriminados. A violência sexual na indústria da música não é uma surpresa, vinda de pessoas com posições de autoridade, pessoas que programam festivais, dirigem programas universitários, espaços de concerto, editoras e revistas, que são jornalistas, promotores, produtores e apresentadores. Pessoas que, apesar das suas acções negativas, continuam nos seus postos de trabalho e a prosperar. Os perpetradores da discriminação e da violência sexuais são, regra geral, pessoas poderosas que abusam do seu poder. (…) Não podemos ficar silenciosos. Temos uma voz e tolerância zero para o assédio sexual. (…) Esta é a cultura que exclui artistas de géneros, orientações sexuais, etnicidades e crenças religiosas considerados minoritários das salas, dos festivais, das posições de ensino e das redacções de jornais e revistas. (…) As nossas acções individuais e colectivas importam. A mudança é um processo de que fazemos parte e temos de tomar uma atitude. Nós, os subscritores, somos muitos e não nos calamos.»

O jazz como música patriarcal, machista e misógina termina o ano de 2017 com um abanão sem precedentes. A ver o que acontece em 2018…

17 Dec 16:59

Open letter by Joëlle Léandre to accuse the organisers of French Jazz Awards for lack of gender diversity and mainstream choices

by noreply@blogger.com (Stef)

Les Victoires du jazz are a French annual awards ceremony devoted to Jazz. For the 2017 edition, which took place last month, all the winners were men. Joëlle Léandre, the great French musician, who played around the world with many of the great musicians of jazz and free improvisation, and who coached many young artists, reacts to this all-male podium ... with anger and in her own authentic style. We publish her letter in full, translated from the original French version. 


Dear Sirs, 

No it's not too late or too old yet to write to you
It is true that with social networks everything goes so fast
I could also say that everything is also quickly forgotten
So then, because of that evening, without joking and totally despirited
I refuse to shut up to let bygones be bygones
I accuse
I accuse and I take sole responsibility to write about it
because too much is too much. 
It is a farce (Daniel, a producer, will recognise this)
All these Awards these Prizes these "Victoires du Jazz" or rather the "Defeat of Jazz"
(Joël, a jazz fanzine editor, will recognise this) shock me and make me think.
I'm sorry about the results and I'm sorry about the looks of these 15 penguins united on stage and smiling about their great talents, 
I know several of them, and I have even performed with some
All this makes me question things
How is it possible that there is not one single woman
young or less young in the list of winners of 2017? 
Is this a provocation? Is it a game? 
Is it a I-don't-give-a-damn or I-couldn't-care-less?
What kind of jury was there? 
Are the labels the agents behind all this? 
How is it possible that in the 21st Century again and again not one single woman was nominated? 
What is this charade? What is this masquerade? 
What is this archaism these dusty parlors with powdered wigs? 
Jazz did not stop in 1950. 
Some of us propose provoke shock and make waves and we question ourselves we question forms or structures instruments rhythms and timbres ... and even more than all that we question. 
Jazz has always been about risky and adventurous meetings. What is this kind of mess to see and read these results? 
Do you not think that a woman can think, reflect, compose, create projects, lead bands ... hit the road and present her music everywhere? 
What planet do you live on? 
How do you want a young woman leaving the music academy with or without a degree, wonderfully playing her clarinet her sax her piano, to feel that she can take this adventure further, this curiosity for elsewhere, and to be attracted by another kind of music, more free and more creative and
To be attracted by Jazz (because Jazz has always been a creative music, as for the rest, I won't expand on it ... even if I could)
In short, to love this Music and then to see to read again and again your male results!!
You are totally indifferent to the world. It is shameful. 
I told you I would take the risk on me to write to you. Well, I do. 
You should do the opposite. Get out of your seats and go listen to female musicians, listen and be curious. Instead of remaining stuck in your ancient views, and congregating in a self-congratulatory atmosphere. 
All these little friends. All this little power. 
Yes, I am angry. I am 66 years old and on the road for 41 years, around the globe, with my dear friends, male and female, creating, inventing my Music, ... crying even, shouting ...
Do you think that I called Steve Lacy, Anthony Braxton, George Lewis or Marilyn Crispell or many others to Europe ... or even younger people ... and that we play Mozart or Monteverdi together? 
Stop this! It is all about desire this, to be, to be
Oneself, to create collectively, men and women, women and men
That is the history of Jazz. 
Today, with women too. Don't forget it!!
Don't ever forget them again!! 
They are brilliant, strong, disturbing, full of talent, full of surprises. 
Sometimes laughing, sometimes hard workers. 
A word to the wise. My word to the wise. 


Joëlle Leandre 
December 2017
22 Aug 20:15

Registos áudio do MIA 2017

by Zpoluras

Gravado por Pedro Santo, Paulo Chagas, Ayis Kelpekis e José Felix da Costa durante o 8º Encontro de Música Improvisada de Atouguia da Baleia, Portugal, entre 11 e 15 de Maio de 2017

a) Grupos
b) Ensembles 
c) Sorteios
d) Extras
e) Soundcheck
22 Feb 18:36

About Angels and Animals: “Fern” (Umland)

O nome de Julius Gabriel (saxofones tenor e barítono) já não é desconhecido do público português – faz parte de um novo grupo em que encontramos Gonçalo Almeida e Gustavo Costa, Ikizukuri, que ainda recentemente se apresentou no nosso país. No duo About Angels and Animals encontramo-lo na companhia do igualmente saxofonista (alto e baixo) Jan Klare, e se a música é tão intensa quanto a daquela banda de jazzcore (dizem eles próprios que situando-se «entre o céu e a terra», ou seja, misturando altas doses de energia com «uma profunda pesquisa espiritual»), os parâmetros são outros. Para nós, este vinílico “Fern”, para ouvir a 45 rotações, funciona como uma carta de apresentação: Gabriel e Klare estarão aí não tarda, para concertos a dois e com músicos nacionais.

Tudo começa com sobreagudos dos saxes – fica anunciada a adesão à estética do grito inaugurada por um certo free jazz e pela livre-improvisação mais combativa. Mas logo depois instala-se o silêncio e o que vem a seguir é música exploratória, feita de intrincações sustentadas em combinações de timbre que nem por isso, e nem por recorrer a subtilezas e pormenores, é menos orgânica. Nova pausa, para uma entrada em pleno brutalismo. A chamada “arte bruta” tem uma correspondência musical e esta está aqui representada. Ainda assim, o presente disco tem enfoque não na violência sonora, mas numa perspectiva de distensão – o apaziguamento que vem a seguir à força animal, e cá estão uns “drones” anunciadores desse estado de paz. O desassossego volta mais adiante, claro, mas resolve-se sempre, e quando tal acontece assistimos a momentos de uma beleza próxima da dos anjos.

31 Jan 22:06

Estrela Decadente: um ano em festa

No início de 2016 um novo espaço lisboeta (junto à Graça) começou a acolher concertos e exposições de forma regular. Passado um ano, o Estrela Decadente assinala o seu 50º evento com uma grande festa que junta músicos e artistas visuais - será já esta quinta-feira, dia 2 de Fevereiro. Uma exposição dos 50 cartazes dessas iniciativas, de tamanho A0, cobrirá todo o espaço e tocará o Ensemble Decadente, constituído por Luís Vicente (trompete), Yedo Gibson (saxofones tenor e soprano), José Lencastre (saxofone alto), Maria Radich (voz), Manel Lourenço (teclados), João Paulo Daniel (electrónica), Petiz (guitarra), António Alcântara (guitarra), Xavier Almeida (baixo), Abras (baixo), Bernardo Álvares (contrabaixo), Diogo Vouga (percussão), Benja (percussão), Isa Cobra (triângulo) e António Caramelo (megafone). Agendados estão ainda um concerto quase madrigal de Sar (co-programador desde Setembro), o lançamento de uma zine dedicada às 50 edições, uma performance de André Neto e, por fim, uma sessão de DJing pelo residente Xico da Ladra.

Xavier Almeida, o programador do ciclo, guarda boas memórias do trabalho já realizado: «Todas as edições foram especiais porque fizeram parte do processo. Poderia destacar algumas por terem enchido o espaço à pinha, mas não é esse o objectivo do Estrela Decadente: lidamos com criadores que normalmente trabalham nas franjas. Prefiro lembrar a edição em que tocou pela primeira vez o Quarteto Incrível + António Chaparreiro. No público estava o Sei Miguel, que depois do concerto fez uma conversa, aberta para a sala, com os músicos. O tema era vago, mas falou-se de metafísica e de transcendência tanto quanto de som.»

Promete o responsável do Estrela Decadente que daqui por diante virá «mais do mesmo». «Se bem que eu queira acrescentar a este modelo de programação uma área específica que seja intervencionada por artistas todas as semanas e que deverá começar em Março. Iremos aperfeiçoar as coisas, mas sobretudo queremos continuar como uma locomotiva sem estação terminal, juntando pessoas a bordo à medida que avançarmos», assinala. (Nuno Catarino)

02 Oct 07:59

Meninos da Vadiagem - Leave This Town (ft. Théo Luccioni)

by olhar para o mundo

 

Letra

 

I see the wave under my surfboard
And all my friends are already gone
And I can say it for this time
I’m still waiting in this fucking town

I'm still here for a long long time
And all I want to do is to leave this town

I wanna leave this town
I wanna leave this town
I wanna leave this town and all around
I wanna leave this town
x2

I met this girl on my way
She was pretty and I was afraid
I would set here by her side
But all I want to do is to leave this town

I wanna leave this town
I wanna leave this town
I wanna leave this town and all around
I wanna leave this town
X4

 

11 Jul 00:34

José Mourinho dixit...

by @d20fernandes
"Se querem visitar o país do campeão europeu, visitem PORTUGAL!!!"
Visite e comente no blog Fora-de-jogo. Notícias, crónicas, opiniões, vídeos, capas, imagens e muito mais
13 Apr 08:06

MIA 2016 - Programa

by Zpoluras
5 Maio, 5ª feira
14:30 h. - Improvisação/Soundpainting – Workshop orientado por François Choiselat
6 Maio, 6ª feira
14:30 h. - New solo conception in composed and improvised music – Masterclass orientada por Mark Alban Lotz
22:00 h. - Mark Alban Lotz – Concerto solo
24:00 h.– MIA Party - After Hours Jam Session
7 Maio, sábado
15:00 h. - Obituary (homenagem a músicos mortos no ano de 2016)
15:30 h. - Grupos sorteados
19:00 h. - Água Benta
22:00 h. - P.R.E.C.
22:30 h. - Ensemble MIA
24:00 h.– MIA Party - After Hours Jam Session
8 Maio, domingo
15:00 h. - O Olho
15:30 h. - Grupos sorteados
19:00 h. - Breathing Space
22:00 h. - Quarteto Incrível
22:30 h. - Ensemble MIA
24:00 h.– MIA Party - After Hours Jam Session
...............................................................................
May 5, Thursday
14:30. - Improvisation / Soundpainting - Workshop by François Choiselat
May 6, Friday
14:30 h. - New solo conception in composed and improvised music – Masterclass by Mark Alban Lotz
22:00 h. - Mark Alban Lotz – Solo Concert
24:00 h.– MIA Party - After Hours Jam Session
7 Maio, Saturday
15:00 h. - Obituary (tribute to dead musicians this year)
15:30 h. - Random Groups
19:00 h. - Água Benta
22:00 h. - P.R.E.C.
22:30 h. - Ensemble MIA
24:00 h.– MIA Party - After Hours Jam Session
8 Maio, Sunday
15:00 h. - O Olho
15:30 h. - Random Groups
19:00 h. - Breathing Space
22:00 h. - Quarteto Incrível
22:30 h. - Ensemble MIA
24:00 h.– MIA Party - After Hours Jam Session
30 Oct 20:20

Espetáculo-itinerário “Canções Nómadas” no Auditório Municipal Ruy de Carvalho, em Carnaxide, 31 outubro

by Ines Palminha
João Madeira

Pais e filhotes! a não perder!

“Canções Nómadas” é o espetáculo da ARTEMREDE que, no dia 31 de outubro, às 17H00, subirá ao palco do Auditório Municipal Ruy de Carvalho, em Carnaxide. A entrada é gratuita.

Sinopse: “Canções Nómadas” é um espetáculo-itinerário que procura ligar o Mundo através de canções de várias culturas e continentes. Na escrita desta diáspora musical lançámos um apelo a amigos e amigos de amigos e amigos de amigos de amigos para que nos enviassem a sua canção de embalar favorita do seu país. Das muitas que recebemos, houve uma mão cheia delas em espanhol, catalão, sueco, japonês, napolitano, inglês e até em português de Portugal e do Brasil, que decidiu ficar connosco e dar corpo a este mapa de afetos.
CANÇÕES NÓMADAS é um espetáculo com uma forte componente visual. Com malas e vassouras, peixes de madeira e latas de atum, tijelas e copos de cristal construímos os instrumentos musicais de navegação que nos guiassem nesta partitura itinerante.

Duração Espetáculo: 40 min
Público-alvo: Crianças maiores de 3 anos
Faixa Etária: Dos 3 aos 10 anos
Género Artístico: Teatro / música

Auditório Municipal Ruy de Carvalho
Rua 25 de Abril, lote 5, Carnaxide

17 Mar 19:50

Música clássica previne doenças neurodegenerativas como Parkinson e demência

by Ines Palminha

Escutar música clássica pode salvar sua vida. De acordo com um estudo divulgado nesta sexta por cientistas da Universidade de Helsinque, a música clássica ativa genes associados à atividade cerebral. Para chegar a essa conclusão, os pesquisadores examinaram o sangue de 48 pessoas antes e depois de escutarem música.

A obra escolhida foi o Concerto para Violino n. 3, de Amadeus Wolfgang Mozart.

Após escutarem música, os genes envolvidos na secreção de dopamina, na aprendizagem e na memória foram mais ativados. Genes envolvidos na degeneração cerebral e do sistema imunológico foram suprimidos.

Segundo os pesquisadores, isso reduz o risco de contrair doenças neurodegenerativas como a Doença de Parkinson e a demência.

No entanto, este efeito benéfico da música só foi verificado em pessoas que já tinham intimidade com a música, seja tocando ou ouvindo.

Pois é: o que está esperando para aprender a tocar um instrumento musical? Além de ser gostoso, faz bem para o cérebro.

 

 

Fonte: Brasil Post

05 Mar 12:25

E na 6ªf, 6, a RTP2 passa A ÁFRICA DE JOSÉ DE GUIMARÃES um filme que fizemos há uns anos. Pelas 23h.

by Artistas Unidos

A ÁFRICA DE JOSÉ DE GUIMARÃES de Jorge Silva Melo e Miguel Aguiar
Imagem José Luís Carvalhosa Assistente de Imagem César Casaca /Paulo Menezes Som Armanda Carvalho Música João Madeira Montagem Vítor Alves e Miguel Aguiar Realização Jorge Silva Melo e Miguel Aguiar Uma Produção Artistas Unidos / Com o apoio Guimarães 2012 -Capital Europeia da Cultura

Exibição na RTP2 a 6 de Março às 23h00

No meio de Lisboa, em 2010, como em Roma, a exposição de arte tribal de José de Guimarães. "O artista olha com orgulho para as manchas que alguns objectos conservam, vestígios de sangue de animais. Nos relicários há ossos, pedrinhas, objectos de feitiçaria." (Ana Henriques) A Guimarães, interessam os dispositivos do primitivismo e, na sua arte, recria a gestualidade sagrada. Mas nesta Lisboa a que a África regressa por inesperada volta do colonialismo, nesta Europa cansada, o que trazem estas artes integradas na comunidade, participando nela, garantindo a fecundidade, a saúde, o esconjuro da morte, a evocação perturbada dos deuses, a fraternidade cúmplice com os animais"?
Desde os anos 90, que Guimarães constrói os seus próprios relicários, caixas com objectos do quotidiano dentro - espinhas de peixe, escovas, néons. Mas como é que as rudes peças tribais podem ter inspirado uma arte tão urbana? O que fomos, europeus, procurar nesta arte há mais de um século, que fomos encontrar nestas comunidades que para sempre mudaram a nossa percepção do mundo? E se, desde Picasso, a arte tribal passou a nossa contemporânea, que foi que nela calámos?
Nas ruas de Lisboa ou de Roma, que feitiços se fazem, que esconjuros, que madeira se talha? Para que sacrifícios correm estes homens nos subúrbios africanos?

"O Minho deu-me as cores, África o sentido do mito"
José de Guimarães
17 Oct 07:48

Creative Fest em Novembro

Já na sua oitava edição, o festival da editora portuguesa Creative Sources realiza-se nos próximos dias 7, 8 e 9 de Novembro em dois locais de referência da cidade de Lisboa: na aniversariante ZDB (está a comemorar 20 anos de existência) e na St. George’s Church, esta última para a derradeira sessão do evento. Como habitualmente, o cartaz centra-se na prata da casa, reunindo improvisadores de várias tendências.

São quatro as formações que se apresentam a 7 no Creative Fest. O novo trio de Paulo Curado com Miguel Mira e João Madeira tem como particularidade o facto de o líder focar a sua atenção na flauta, deixando os saxofones de lado. Depois, toca o saxofonista catalão Albert Cirera, agora residente na capital portuguesa, com dois membros do Red Trio, Hernâni Faustino e Rodrigo Pinheiro, este trocando o habitual piano pela electrónica. Seguem-se Guilherme Rodrigues, José Bruno Parrinha e o trompetista suazi, mas igualmente tornado alfacinha, Yaw Tembe. Para fechar a noite no aquário da Galeria Zé dos Bois, sobe ao palco a Bande à Part de Joana Guerra, Ricardo Ribeiro e Carlos Godinho.

No dia 8, dão-se a ouvir três duos e um trio. A abrir, uma parceria entre a cantora Maria Radich e o percussionista José Oliveira, logo de seguida Sei Miguel e Fala Mariam conjugando os respectivos trompete de bolso e trombone alto e finalmente Carlos Santos com João Silva, cruzando computador e objectos amplificados. A despedida da ZDB faz-se com o triângulo de Ernesto Rodrigues (foto acima), Nuno Torres e Nuno Morão, este dispondo apenas de uma simples tarola.

A igreja inglesa está reservada, a 9, para uma actuação do muito especial IKB Ensemble, formação de 15 elementos conduzida pelo violetista e harpista (e também responsável pela Creative Sources) Ernesto Rodrigues na qual participam muitos dos músicos dos dias anteriores e mais alguns outros, como Marian Yanchyc, Guilherme Rodrigues, Miguel Mira, José Oliveira, Maria Radich, José Bruno Parrinha, Nuno Torres, Yaw Tembe, Gil Gonçalves, Armando Pereira, Rodrigo Pinheiro (em órgão de igreja!), Carlos Santos, João Silva e Nuno Morão.

Na ocasião serão apresentados dois novos lançamentos da etiqueta discográfica que promove o festival, “Caixa Prego” da Bande à Part e “Rhinocerus” do IKB Ensemble.

27 Dec 21:34

G u i t a r r a s Y F l a m e n c o c d.1 y c d.2

by MD
24 Dec 15:13

Morreu Yusef Lateef

Depois da falsa notícia da morte de Horácio Tavares da Silva, pianista de pais cabo-verdianos mais conhecido nos anais do jazz como Horace Silver, e cumulando com um ano de desaparecimentos de músicos da primeira linha, como Jim Hall e Ronald Shannon Jackson, eis que o ano termina com uma triste revelação: deixou-nos a 23 de Dezembro, com 93 anos de idade, o multi-instrumentista (saxofone tenor, flautas, oboé, fagote, shenai, shofar, arghul) Yusef Lateef.

Conhecido por ter sido um dos primeiros músicos na história do jazz a interiorizar a influência das músicas orientais, tendo mesmo influenciado John Coltrane no derradeiro período deste, Lateef manteve-se activo até praticamente o final da sua vida. Mais notável foi o facto de a sua imensa criatividade ter ficado inalterável ao longo do tempo, sempre com uma invulgar capacidade de se renovar. Tocou com Milt Jackson, Kenny Burrell, Dizzy Gillespie e Cannonball Adderley, mas foi à frente dos seus próprios grupos que este membro da seita islâmica Ahmadiyya ganhou nome a partir da década de 1960, aquela em que também passou a introduzir elementos da soul e do gospel no seu estilo pessoal.

O seu legado ficará e este passa, sobretudo, por dois músicos jovens: Adam Rudolph, o percussionista que foi seu braço-direito nestes últimos anos (ouvimo-lo com Thomas Chapin numa edição do Jazz em Agosto), e o trombonista Michael Dessen, artista da portuguesa Clean Feed, que foi seu aluno e escreveu alguns dos mais interessantes textos que já foram dedicados ao velho mestre.