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Capas: A goleada do FC Porto em grande destaque. A deslocação do Sporting a Moreira de Cónegos e ainda o Benfica com o Ajax na mira



JJ 11/81: Archie Shepp – Looking At Bird
Archie Shepp is a brave man. He is totally exposed musically for most of the 41 minutes of this album, with only a bassist for accompaniment (although Niels-Henning is hardly any old bass player!). By playing the music of Charlie Parker, he invites comparison with other saxophone players who have essayed these tunes. I regret […]
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George Haslam / João Madeira / Pedro Castello Lopes / Mário Rua: “Ajuda” (Slam Records)
O título deste disco (e do seu primeiro tema) vem com tradução inglesa, “Help”, mas não se trata de um pedido ou de uma oferta de ajuda – alude, isso sim, ao bairro de Lisboa onde foi gravado, Ajuda. A referência alfacinha faz todo o sentido, pois está aqui documentada a mais recente vinda do saxofonista barítono (aqui apenas em tarogato, instrumento de sopro similar ao clarinete – ainda que mais estridente – e originário da Hungria) ao nosso país e à nossa capital. Aquele que é um dos grandes pioneiros da livre-improvisação em Londres, ao lado de gigantes como Lol Coxhill, Evan Parker e Paul Rutherford, vem colaborando desde 2008 com o poeta português Miguel Martins e a sua vinda em Setembro de 2019 foi para uma sessão de música e poesia com o autor e declamador. O dia que, por cá, tinha livre foi aquele em que Mário Rua (baterista com quem gravou o álbum em duo “Maresia”, de 2014), Pedro Castello Lopes (percussionista que conhecera no MIA em 2017) e o contrabaixista João Madeira o levaram para estúdio. O resultado está aqui, editado pela própria editora de Haslam, a Slam Records.
A primeira improvisação, “Ajuda”, não podia estar mais próxima da matriz free jazz de que George Haslam provém, chegando a parecer algo que poderia ter saído da “loft generation” nova-iorquina. Já “Nice to Meet You” (provavelmente dirigida a Madeira, que tem honras de solo na faixa e é apresentado como um «novo amigo») entra em pleno nos domínios da música improvisada, espraiando-se em mais de 18 minutos de desconstruções de motivos, sempre com as combinações do tarogato e do contrabaixo como vórtices de acção. “Who Are You?” é levado pelos músicos portugueses para terrenos ainda mais abstractos, mas Haslam deambula pelo meio com uma abordagem melódica e acentuadamente “bluesy”, como que num jogo de reconhecimento e alheamento. “Pleasures and Needs”, o fecho, é uma peça mais concentrada, e dir-se-ia até que com uma estrutura previamente estabelecida (pelo menos para o que acontece nos primeiros minutos), nela sendo de destacar o trabalho percussivo de Castello Lopes. Um CD que, nestes tempos de difícil desconfinamento, funciona como um «Haslam, volta, estamos à tua espera para mais uma»…
MIA 2020 - Abertura de inscrições / Open call
A organização do Encontro de Música Improvisada de Atouguia da Baleia informa que se iniciou a fase de apresentação de propostas para o MIA 2020.
Capas: Ainda a vitória do Benfica e a derrota do FC Porto. Os destaques do mercado e as entrevistas. Os jogos da Liga e a Taça da Liga


E bom ano! Daqui a dias estreamos no Teatro da Politécnica A MÁQUINA HAMLET de Heiner Müller. De 15 de Janeiro a 22 de Fevereiro. E já no sábado, 4 de Janeiro, apresentamos VIDAS ÍNTIMAS de Noël Coward no Cine-Teatro Garrett, na Póvoa de Varzim.
No Teatro da Politécnica de 15 de Janeiro a 22 de Fevereiro
JSM
Jorge Silva Melo
The Free Jazz Collective’s Top 101 Recordings Of The 2010s
"Atelier Torres & Dase Convida" o contrabaixista João Madeira!
João Madeira:)
O "Atelier Torres & Dase Convida" o contrabaixista João Madeira!
https://youtu.be/DM6fo_r1epY
Espero que gostem!
Clara Andermatt, a Arte Inconfundível

ANTIEU
Yesterday
MIA 2018 - Abertura de inscrições / Open Call
Mulheres do jazz abrem polémica
«Basta», escreveu Joelle Léandre numa carta aberta motivada pelas escolhas, todas elas masculinas, dos melhores músicos do ano pela francesa Les Victoires du Jazz. Ao que parece por mera coincidência de datas, do outro lado do Atlântico, nos Estados Unidos, o mesmo fizeram algumas figuras femininas na decorrência do movimento Me Too (este com foco no cinema), entre as quais Nicole Mitchell, Okkyung Lee, Fay Victor, Tia Fuller e a portuguesa, radicada em Nova Iorque, Sara Serpa (foto acima, de Vera Marmelo). Neste caso constituiu-se mesmo um colectivo, o We Have Voice, que tomou posição contra a discriminação e o assédio sexuais vividos no mundo do jazz e o fez por meio de uma outra carta aberta que está presentemente a recolher assinaturas de outros agentes deste circuito musical.
Manifestou-se uma especialmente irritada Léandre, relativamente aos prémios de França: «Não me vou calar e deixar que o que se fez fique feito. Acuso. Acuso e assumo a minha responsabilidade. Já é demais. Isto é uma farsa. (…) Como é possível que não haja uma única mulher, jovem ou menos jovem, na lista de vencedores de 2017? Trata-se de uma provocação? De um jogo? De um “estou-me nas tintas” ou de um “não quero saber”? (…) Como é que é possível que, no século XXI, mais uma vez, nenhuma mulher é nomeada? Isto é uma charada? Uma palhaçada? (…) Acham que uma mulher não pensa, não reflecte, não compõe, não cria projectos, não lidera bandas, não vai para a estrada apresentar a sua música? Vocês são totalmente indiferentes ao mundo. Isso é vergonhoso. (…) Levantem-se das vossas cadeiras e oiçam música feita por mulheres, tenham curiosidade, em vez de ficarem agarrados às vossas visões antigas e de se autocongratularem.»
Na exposição do colectivo We Have Voice lê-se, por sua vez: «Todas as pessoas devem ser tratadas equitativamente e com respeito, independentemente das suas diferentes identidades. (…) Solidarizamo-nos com todos os que foram prejudicados, assediados, assaltados, violados, manipulados, intimidados, ameaçados e discriminados. A violência sexual na indústria da música não é uma surpresa, vinda de pessoas com posições de autoridade, pessoas que programam festivais, dirigem programas universitários, espaços de concerto, editoras e revistas, que são jornalistas, promotores, produtores e apresentadores. Pessoas que, apesar das suas acções negativas, continuam nos seus postos de trabalho e a prosperar. Os perpetradores da discriminação e da violência sexuais são, regra geral, pessoas poderosas que abusam do seu poder. (…) Não podemos ficar silenciosos. Temos uma voz e tolerância zero para o assédio sexual. (…) Esta é a cultura que exclui artistas de géneros, orientações sexuais, etnicidades e crenças religiosas considerados minoritários das salas, dos festivais, das posições de ensino e das redacções de jornais e revistas. (…) As nossas acções individuais e colectivas importam. A mudança é um processo de que fazemos parte e temos de tomar uma atitude. Nós, os subscritores, somos muitos e não nos calamos.»
O jazz como música patriarcal, machista e misógina termina o ano de 2017 com um abanão sem precedentes. A ver o que acontece em 2018…
Open letter by Joëlle Léandre to accuse the organisers of French Jazz Awards for lack of gender diversity and mainstream choices
Les Victoires du jazz are a French annual awards ceremony devoted to Jazz. For the 2017 edition, which took place last month, all the winners were men. Joëlle Léandre, the great French musician, who played around the world with many of the great musicians of jazz and free improvisation, and who coached many young artists, reacts to this all-male podium ... with anger and in her own authentic style. We publish her letter in full, translated from the original French version.
No it's not too late or too old yet to write to you
It is true that with social networks everything goes so fast
I could also say that everything is also quickly forgotten
So then, because of that evening, without joking and totally despirited
I refuse to shut up to let bygones be bygones
I accuse
I accuse and I take sole responsibility to write about it
because too much is too much.
It is a farce (Daniel, a producer, will recognise this)
All these Awards these Prizes these "Victoires du Jazz" or rather the "Defeat of Jazz"
(Joël, a jazz fanzine editor, will recognise this) shock me and make me think.
I'm sorry about the results and I'm sorry about the looks of these 15 penguins united on stage and smiling about their great talents,
I know several of them, and I have even performed with some
All this makes me question things
How is it possible that there is not one single woman
young or less young in the list of winners of 2017?
Is this a provocation? Is it a game?
Is it a I-don't-give-a-damn or I-couldn't-care-less?
What kind of jury was there?
Are the labels the agents behind all this?
How is it possible that in the 21st Century again and again not one single woman was nominated?
What is this charade? What is this masquerade?
What is this archaism these dusty parlors with powdered wigs?
Jazz did not stop in 1950.
Some of us propose provoke shock and make waves and we question ourselves we question forms or structures instruments rhythms and timbres ... and even more than all that we question.
Jazz has always been about risky and adventurous meetings. What is this kind of mess to see and read these results?
Do you not think that a woman can think, reflect, compose, create projects, lead bands ... hit the road and present her music everywhere?
What planet do you live on?
How do you want a young woman leaving the music academy with or without a degree, wonderfully playing her clarinet her sax her piano, to feel that she can take this adventure further, this curiosity for elsewhere, and to be attracted by another kind of music, more free and more creative and
To be attracted by Jazz (because Jazz has always been a creative music, as for the rest, I won't expand on it ... even if I could)
In short, to love this Music and then to see to read again and again your male results!!
You are totally indifferent to the world. It is shameful.
I told you I would take the risk on me to write to you. Well, I do.
You should do the opposite. Get out of your seats and go listen to female musicians, listen and be curious. Instead of remaining stuck in your ancient views, and congregating in a self-congratulatory atmosphere.
All these little friends. All this little power.
Yes, I am angry. I am 66 years old and on the road for 41 years, around the globe, with my dear friends, male and female, creating, inventing my Music, ... crying even, shouting ...
Registos áudio do MIA 2017
Gravado por Pedro Santo, Paulo Chagas, Ayis Kelpekis e José Felix da Costa durante o 8º Encontro de Música Improvisada de Atouguia da Baleia, Portugal, entre 11 e 15 de Maio de 2017
a) Grupos
b) Ensembles
c) Sorteios
d) Extras
e) Soundcheck
About Angels and Animals: “Fern” (Umland)
O nome de Julius Gabriel (saxofones tenor e barítono) já não é desconhecido do público português – faz parte de um novo grupo em que encontramos Gonçalo Almeida e Gustavo Costa, Ikizukuri, que ainda recentemente se apresentou no nosso país. No duo About Angels and Animals encontramo-lo na companhia do igualmente saxofonista (alto e baixo) Jan Klare, e se a música é tão intensa quanto a daquela banda de jazzcore (dizem eles próprios que situando-se «entre o céu e a terra», ou seja, misturando altas doses de energia com «uma profunda pesquisa espiritual»), os parâmetros são outros. Para nós, este vinílico “Fern”, para ouvir a 45 rotações, funciona como uma carta de apresentação: Gabriel e Klare estarão aí não tarda, para concertos a dois e com músicos nacionais.
Tudo começa com sobreagudos dos saxes – fica anunciada a adesão à estética do grito inaugurada por um certo free jazz e pela livre-improvisação mais combativa. Mas logo depois instala-se o silêncio e o que vem a seguir é música exploratória, feita de intrincações sustentadas em combinações de timbre que nem por isso, e nem por recorrer a subtilezas e pormenores, é menos orgânica. Nova pausa, para uma entrada em pleno brutalismo. A chamada “arte bruta” tem uma correspondência musical e esta está aqui representada. Ainda assim, o presente disco tem enfoque não na violência sonora, mas numa perspectiva de distensão – o apaziguamento que vem a seguir à força animal, e cá estão uns “drones” anunciadores desse estado de paz. O desassossego volta mais adiante, claro, mas resolve-se sempre, e quando tal acontece assistimos a momentos de uma beleza próxima da dos anjos.
Estrela Decadente: um ano em festa
No início de 2016 um novo espaço lisboeta (junto à Graça) começou a acolher concertos e exposições de forma regular. Passado um ano, o Estrela Decadente assinala o seu 50º evento com uma grande festa que junta músicos e artistas visuais - será já esta quinta-feira, dia 2 de Fevereiro. Uma exposição dos 50 cartazes dessas iniciativas, de tamanho A0, cobrirá todo o espaço e tocará o Ensemble Decadente, constituído por Luís Vicente (trompete), Yedo Gibson (saxofones tenor e soprano), José Lencastre (saxofone alto), Maria Radich (voz), Manel Lourenço (teclados), João Paulo Daniel (electrónica), Petiz (guitarra), António Alcântara (guitarra), Xavier Almeida (baixo), Abras (baixo), Bernardo Álvares (contrabaixo), Diogo Vouga (percussão), Benja (percussão), Isa Cobra (triângulo) e António Caramelo (megafone). Agendados estão ainda um concerto quase madrigal de Sar (co-programador desde Setembro), o lançamento de uma zine dedicada às 50 edições, uma performance de André Neto e, por fim, uma sessão de DJing pelo residente Xico da Ladra.
Xavier Almeida, o programador do ciclo, guarda boas memórias do trabalho já realizado: «Todas as edições foram especiais porque fizeram parte do processo. Poderia destacar algumas por terem enchido o espaço à pinha, mas não é esse o objectivo do Estrela Decadente: lidamos com criadores que normalmente trabalham nas franjas. Prefiro lembrar a edição em que tocou pela primeira vez o Quarteto Incrível + António Chaparreiro. No público estava o Sei Miguel, que depois do concerto fez uma conversa, aberta para a sala, com os músicos. O tema era vago, mas falou-se de metafísica e de transcendência tanto quanto de som.»
Promete o responsável do Estrela Decadente que daqui por diante virá «mais do mesmo». «Se bem que eu queira acrescentar a este modelo de programação uma área específica que seja intervencionada por artistas todas as semanas e que deverá começar em Março. Iremos aperfeiçoar as coisas, mas sobretudo queremos continuar como uma locomotiva sem estação terminal, juntando pessoas a bordo à medida que avançarmos», assinala. (Nuno Catarino)
Meninos da Vadiagem - Leave This Town (ft. Théo Luccioni)
Letra
I see the wave under my surfboard
And all my friends are already gone
And I can say it for this time
I’m still waiting in this fucking town
I'm still here for a long long time
And all I want to do is to leave this town
I wanna leave this town
I wanna leave this town
I wanna leave this town and all around
I wanna leave this town
x2
I met this girl on my way
She was pretty and I was afraid
I would set here by her side
But all I want to do is to leave this town
I wanna leave this town
I wanna leave this town
I wanna leave this town and all around
I wanna leave this town
X4
José Mourinho dixit...
MIA 2016 - Programa
14:30 h. - New solo conception in composed and improvised music – Masterclass orientada por Mark Alban Lotz
22:00 h. - Mark Alban Lotz – Concerto solo
24:00 h.– MIA Party - After Hours Jam Session
15:00 h. - Obituary (homenagem a músicos mortos no ano de 2016)
15:30 h. - Grupos sorteados
19:00 h. - Água Benta
22:00 h. - P.R.E.C.
22:30 h. - Ensemble MIA
24:00 h.– MIA Party - After Hours Jam Session
15:00 h. - O Olho
15:30 h. - Grupos sorteados
19:00 h. - Breathing Space
22:00 h. - Quarteto Incrível
22:30 h. - Ensemble MIA
24:00 h.– MIA Party - After Hours Jam Session
14:30. - Improvisation / Soundpainting - Workshop by François Choiselat
14:30 h. - New solo conception in composed and improvised music – Masterclass by Mark Alban Lotz
22:00 h. - Mark Alban Lotz – Solo Concert
24:00 h.– MIA Party - After Hours Jam Session
15:00 h. - Obituary (tribute to dead musicians this year)
15:30 h. - Random Groups
19:00 h. - Água Benta
22:00 h. - P.R.E.C.
22:30 h. - Ensemble MIA
24:00 h.– MIA Party - After Hours Jam Session
15:00 h. - O Olho
15:30 h. - Random Groups
19:00 h. - Breathing Space
22:00 h. - Quarteto Incrível
22:30 h. - Ensemble MIA
24:00 h.– MIA Party - After Hours Jam Session
Espetáculo-itinerário “Canções Nómadas” no Auditório Municipal Ruy de Carvalho, em Carnaxide, 31 outubro
João MadeiraPais e filhotes! a não perder!
“Canções Nómadas” é o espetáculo da ARTEMREDE que, no dia 31 de outubro, às 17H00, subirá ao palco do Auditório Municipal Ruy de Carvalho, em Carnaxide. A entrada é gratuita.
Sinopse: “Canções Nómadas” é um espetáculo-itinerário que procura ligar o Mundo através de canções de várias culturas e continentes. Na escrita desta diáspora musical lançámos um apelo a amigos e amigos de amigos e amigos de amigos de amigos para que nos enviassem a sua canção de embalar favorita do seu país. Das muitas que recebemos, houve uma mão cheia delas em espanhol, catalão, sueco, japonês, napolitano, inglês e até em português de Portugal e do Brasil, que decidiu ficar connosco e dar corpo a este mapa de afetos.
CANÇÕES NÓMADAS é um espetáculo com uma forte componente visual. Com malas e vassouras, peixes de madeira e latas de atum, tijelas e copos de cristal construímos os instrumentos musicais de navegação que nos guiassem nesta partitura itinerante.
Duração Espetáculo: 40 min
Público-alvo: Crianças maiores de 3 anos
Faixa Etária: Dos 3 aos 10 anos
Género Artístico: Teatro / música
Auditório Municipal Ruy de Carvalho
Rua 25 de Abril, lote 5, Carnaxide
Música clássica previne doenças neurodegenerativas como Parkinson e demência
Escutar música clássica pode salvar sua vida. De acordo com um estudo divulgado nesta sexta por cientistas da Universidade de Helsinque, a música clássica ativa genes associados à atividade cerebral. Para chegar a essa conclusão, os pesquisadores examinaram o sangue de 48 pessoas antes e depois de escutarem música.
A obra escolhida foi o Concerto para Violino n. 3, de Amadeus Wolfgang Mozart.
Após escutarem música, os genes envolvidos na secreção de dopamina, na aprendizagem e na memória foram mais ativados. Genes envolvidos na degeneração cerebral e do sistema imunológico foram suprimidos.
Segundo os pesquisadores, isso reduz o risco de contrair doenças neurodegenerativas como a Doença de Parkinson e a demência.
No entanto, este efeito benéfico da música só foi verificado em pessoas que já tinham intimidade com a música, seja tocando ou ouvindo.
Pois é: o que está esperando para aprender a tocar um instrumento musical? Além de ser gostoso, faz bem para o cérebro.
Fonte: Brasil Post
E na 6ªf, 6, a RTP2 passa A ÁFRICA DE JOSÉ DE GUIMARÃES um filme que fizemos há uns anos. Pelas 23h.
João Madeira:)
Imagem José Luís Carvalhosa Assistente de Imagem César Casaca /Paulo Menezes Som Armanda Carvalho Música João Madeira Montagem Vítor Alves e Miguel Aguiar Realização Jorge Silva Melo e Miguel Aguiar Uma Produção Artistas Unidos / Com o apoio Guimarães 2012 -Capital Europeia da Cultura
Desde os anos 90, que Guimarães constrói os seus próprios relicários, caixas com objectos do quotidiano dentro - espinhas de peixe, escovas, néons. Mas como é que as rudes peças tribais podem ter inspirado uma arte tão urbana? O que fomos, europeus, procurar nesta arte há mais de um século, que fomos encontrar nestas comunidades que para sempre mudaram a nossa percepção do mundo? E se, desde Picasso, a arte tribal passou a nossa contemporânea, que foi que nela calámos?
Nas ruas de Lisboa ou de Roma, que feitiços se fazem, que esconjuros, que madeira se talha? Para que sacrifícios correm estes homens nos subúrbios africanos?
José de Guimarães
Creative Fest em Novembro
João Madeira:)
Já na sua oitava edição, o festival da editora portuguesa Creative Sources realiza-se nos próximos dias 7, 8 e 9 de Novembro em dois locais de referência da cidade de Lisboa: na aniversariante ZDB (está a comemorar 20 anos de existência) e na St. George’s Church, esta última para a derradeira sessão do evento. Como habitualmente, o cartaz centra-se na prata da casa, reunindo improvisadores de várias tendências.
São quatro as formações que se apresentam a 7 no Creative Fest. O novo trio de Paulo Curado com Miguel Mira e João Madeira tem como particularidade o facto de o líder focar a sua atenção na flauta, deixando os saxofones de lado. Depois, toca o saxofonista catalão Albert Cirera, agora residente na capital portuguesa, com dois membros do Red Trio, Hernâni Faustino e Rodrigo Pinheiro, este trocando o habitual piano pela electrónica. Seguem-se Guilherme Rodrigues, José Bruno Parrinha e o trompetista suazi, mas igualmente tornado alfacinha, Yaw Tembe. Para fechar a noite no aquário da Galeria Zé dos Bois, sobe ao palco a Bande à Part de Joana Guerra, Ricardo Ribeiro e Carlos Godinho.
No dia 8, dão-se a ouvir três duos e um trio. A abrir, uma parceria entre a cantora Maria Radich e o percussionista José Oliveira, logo de seguida Sei Miguel e Fala Mariam conjugando os respectivos trompete de bolso e trombone alto e finalmente Carlos Santos com João Silva, cruzando computador e objectos amplificados. A despedida da ZDB faz-se com o triângulo de Ernesto Rodrigues (foto acima), Nuno Torres e Nuno Morão, este dispondo apenas de uma simples tarola.
A igreja inglesa está reservada, a 9, para uma actuação do muito especial IKB Ensemble, formação de 15 elementos conduzida pelo violetista e harpista (e também responsável pela Creative Sources) Ernesto Rodrigues na qual participam muitos dos músicos dos dias anteriores e mais alguns outros, como Marian Yanchyc, Guilherme Rodrigues, Miguel Mira, José Oliveira, Maria Radich, José Bruno Parrinha, Nuno Torres, Yaw Tembe, Gil Gonçalves, Armando Pereira, Rodrigo Pinheiro (em órgão de igreja!), Carlos Santos, João Silva e Nuno Morão.
Na ocasião serão apresentados dois novos lançamentos da etiqueta discográfica que promove o festival, “Caixa Prego” da Bande à Part e “Rhinocerus” do IKB Ensemble.
Morreu Yusef Lateef
Depois da falsa notícia da morte de Horácio Tavares da Silva, pianista de pais cabo-verdianos mais conhecido nos anais do jazz como Horace Silver, e cumulando com um ano de desaparecimentos de músicos da primeira linha, como Jim Hall e Ronald Shannon Jackson, eis que o ano termina com uma triste revelação: deixou-nos a 23 de Dezembro, com 93 anos de idade, o multi-instrumentista (saxofone tenor, flautas, oboé, fagote, shenai, shofar, arghul) Yusef Lateef.
Conhecido por ter sido um dos primeiros músicos na história do jazz a interiorizar a influência das músicas orientais, tendo mesmo influenciado John Coltrane no derradeiro período deste, Lateef manteve-se activo até praticamente o final da sua vida. Mais notável foi o facto de a sua imensa criatividade ter ficado inalterável ao longo do tempo, sempre com uma invulgar capacidade de se renovar. Tocou com Milt Jackson, Kenny Burrell, Dizzy Gillespie e Cannonball Adderley, mas foi à frente dos seus próprios grupos que este membro da seita islâmica Ahmadiyya ganhou nome a partir da década de 1960, aquela em que também passou a introduzir elementos da soul e do gospel no seu estilo pessoal.
O seu legado ficará e este passa, sobretudo, por dois músicos jovens: Adam Rudolph, o percussionista que foi seu braço-direito nestes últimos anos (ouvimo-lo com Thomas Chapin numa edição do Jazz em Agosto), e o trombonista Michael Dessen, artista da portuguesa Clean Feed, que foi seu aluno e escreveu alguns dos mais interessantes textos que já foram dedicados ao velho mestre.







