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25 Jan 00:05

Reportagem do JN mostra que a PM já pensa como boa parte dos jornalistas. E quem sofre é o povo pobre. Ou: Por que o Centro de SP não merece o mesmo tratamento do Centro do Rio?

by giinternet

Que coisa! O Jornal Nacional acaba de mostrar uma reportagem sobre um bando de adolescentes que assalta pessoas no centro do Rio, à luz do dia, com tranquilidade, com desassombro, sem temer nada nem ninguém. A reportagem mostra que policiais militares estão por ali e não fazem nada. Em seguida, os jovens aparecem cheirando solvente, a poucos metros, informa o JN, do Tribunal de Justiça.

O JN foi ouvir a polícia. Uma porta-voz da Polícia Militar resolveu tocar música para os ouvidos politicamente corretos: afirmou que o problema dos jovens não era de segurança, não era de polícia, mas um, atenção!, “problema social”, de “saúde pública”. E convidou os assaltados a fazer boletim de ocorrência. É mesmo? Para quê? Observem: a porta-voz da PM esqueceu, em sua fala, que havia pessoas sendo assaltadas. Ao falar, ela se referiu apenas aos assaltantes.

Está acontecendo o pior — e eu mesmo alertei para isso num post desta tarde: as forças policiais estão incorporando o discurso da imprensa, das ONGs, dos politicamente corretos, do governo federal, dos petistas.. “Roubo é problema social”. “Droga é problema social e de saúde.”Ora, se é, polícia para quê?

Os policiais sabem muito bem que, se partirem para a repressão, com ou sem abusos, terão de responder por… abusos! A imprensa cai de pau. O Ministério Público cai de pau. A OAB cai de pau. As ONGs caem de pau. “Nem vem, Reinaldo, isso só acontece quando há violência!” Mentira! Vejam a ação do Denarc na Haddadolândia nesta quinta. Não há evidências de violência, mas o Ministério Público já avisou que quer que a ação seja investigada.

Por que em São Paulo sim?
Achei boa e objetiva a abordagem do Jornal Nacional sobre o Centro do Rio de Janeiro. Estava tudo ali, não? Adolescentes fortões, muitos sob o efeito de drogas, assaltando livremente, sem repressão. A população, como a gente viu, fica à mercê da turma.

Pergunto ao JN: e na Cracolândia, em São Paulo? O Centro da maior capital do país não merece essa mesma abordagem? Ou será que cidadãos comuns podem hoje transitar pela região? O prefeito Fernando Haddad transformou a área numa espécie de zona livre do tráfico e do consumo de drogas. Ou ainda: entendi que, ao se evidenciar que adolescentes estão consumindo droga a poucos metros do Tribunal de Justiça, o que se está a sugerir é que isso deveria ser coibido, não?

Venham cá: se a Prefeitura do Rio passar a hospedar esses jovens — tá, os maiores de idade — em hotéis, fornecendo-lhe comida e moradia gratuitas, além de um salário fixo, que pode financiar o vício (e talvez desestimular os assaltos), tudo bem? Será que a mesma régua que está sendo usada para medir a desordem no Centro do Rio está sendo usada para avaliar a desordem no Centro de São Paulo, patrocinada por Haddad e sustentada com teoria capenga por Roberto Porto, o buliçoso secretário de Segurança do município?

“Ah, mas, na Haddadolândia, a gente não vê cordões sendo arrancados dos pescoços das mulheres…” Não mesmo! Os cidadãos comuns, não vinculados às drogas, quase não circulam mais por ali. E os que são obrigados a passar pela região para chegar às suas respectivas casas, já apurei, andam sem relógios, alianças, nada… Os mais jovens evitam usar tênis, que são uma moeda influente entre os consumidores, que pode ser facilmente trocada por droga.

Encerro
Para mim, o que sobra dessa reportagem do JN, além da diferença de tratamento dispensado aos respectivos Centros de São Paulo e Rio, é a postura oficial da Polícia Militar do Rio. Finalmente, o discurso da carência social (e das drogas como um problema médico) chegou aos brasileiros de farda — que já não veem mais razão para agir porque sabem que não há como eles se darem bem no noticiário. Até vagabundos que tentam explodir postos de gasolina são tratados como… carentes. Por que a polícia agiria? A ação do Denarc na cracolândia, na quinta, vai na contramão dessa postura. E o Denarc apanhou da imprensa.

Não age mais. E, como se nota pela reportagem do Jornal Nacional, quem paga o pato não são os mais endinheirados, que nem circulam por ali. Quem paga o pato pela inação da polícia é a população pobre.

Texto publicado originalmente às 21h14 desta sexta
24 Jan 20:43

South Korean Court Rules That Phone Bloatware Must Be Deletable

by Soulskill
_0x783czar writes "Starting this April, South Korea will require all phone vendors to allow pre-installed bloatware to be uninstalled. That's right, they will be able to get rid of all that pesky software without having to root their phones. According to press release by the Ministry of Science, ICT and Future Planning, 'The move aims to rectify an abnormal practice that causes inconvenience to smartphone users and causes unfair competition among industry players.' They hope this will also increase the users' data storage and battery life. From the article: 'Under the new guidelines, telcos are required to make most of their pre-installed apps deletable except for four necessary items related to Wi-Fi connectivity, near-field communication (NFC), the customer service center and the app store.' It'd be nice if similar legislation were passed in the U.S. and elsewhere."

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24 Jan 18:35

Haddadolândia: Prefeito de SP diz que seguirá com seu programa aloprado nem que seja “na marra”. Faz sentido! Na essência, ele é ilegal

by giinternet

Bacana o estilo “faço e aconteço” do prefeito de São Paulo, Fernando Haddad. Boa parte da população da cidade já percebeu qual é a dele. A avaliação de sua gestão é um bom espelho do seu desempenho até aqui. E olhem que conta com um apoio na imprensa como raramente vi. O programa do governo do estado que trata dependentes químicos é tratado a tapas e pontapés. O de Haddad, que dá dinheiro, moradia e comida para viciados, é considerado uma flor do humanismo. Boa parte dos jornalistas acha que as drogas têm de ser descriminadas porque seria uma questão “de direitos individuais”. Quando o sujeito se estrepa, esses mesmos consideram que o problema é do estado. Sendo do estado, vão mais longe: o dependente se submete a tratamento se quiser. Se não quiser, o Poder Público tem de financiar o seu vício e lhe oferecer condições de uma vida digna. No Brasil, ter tuberculose, uma doença da pobreza, é que é uma merda. Ninguém dá bola para um tuberculoso dos cafundós do Judas. Nem um cubano tem o que fazer com ele porque não é uma doença que se resolve, como disse Dilma, num rasgo poético, com “apalpadas”.

Nesta sexta, Haddad diz que o seu programa seguirá nem que seja “na marra”. Não sei por que tanta testosterona verbal. Quem está impedindo o alcaide de seguir com seu programa aloprado? Outro em seu lugar já estaria enfrentando o Ministério Público, que o chamaria às falas por ter decidido entregar um pedaço da cidade para uma comunidade com, digamos, hábitos muito particulares. É evidente que isso agride os direitos das pessoas que moram e trabalham na região e estão sitiadas. É evidente, é uma questão de funcionamento da economia, que, ao se perenizar na área um público com hábitos tão particulares, virá junto uma cadeia de “serviços” para atender às suas demandas. O resultado é degradação. Os pagadores de IPTU da região estarão dando uma parte dos seus rendimentos para financiar a degradação do seu patrimônio. Chego a ficar constrangido só de escrever a respeito. Nenhum dos bananas que apoiam esse programa gostaria de estar na pele dos moradores do Centro. É uma canalhice moral defender um troço como esse dando um “graças a Deus” por não estar lá.

Mas Haddad diz que vai nem que “seja na marra”. É mesmo? Entendi.
Os viciados terão de aceitar um salário nem que seja na marra.
Os viciados terão de morar de graça nem que seja na marra.
Os viciados terão comida de graça nem que seja na marra.
Os viciados não estão obrigado a contrapartidas nem que seja na marra.

Impedir o trabalho da polícia
A ousadia do prefeito e seus amigos chegou a tal ponto que eles querem agora impedir o trabalho da polícia. É muito impressionante que a imprensa não submeta a fala de Roberto Porto — secretário de Segurança da cidade e homem bom de embargos auriculares com alguns de seus amigos jornalistas — à lógica elementar.

Leio na Folha a seguinte declaração sua: “A prisão de traficantes, ninguém pode ser contra e isso vem sendo feito. Nós temos em média três prisões por dia de traficantes no local, sem qualquer problema”. É mesmo? Ele repete, então, o que disse nesta quinta a chefe do Denarc, Elaine Biasoli. Também a Polícia Civil faz prisões por ali. O que aconteceu de diferente ontem? Simples: os frequentadores da Cracolândia cercaram os policiais, agrediram-nos e depredaram viaturas. Porto queria o quê? A POLÍCIA FOI ATACADA, NÃO ATACOU.

E isso aconteceu no dia em que capas-pretas do petismo passaram por lá: Alexandre Padilha, ainda ministro da Doença e futuro candidato ao governo de São Paulo; José de Fillipi Jr., secretário da Doença da cidade e autor intelectual do “Bolsa Crack”, além do próprio Porto, presente quando o confronto aconteceu. Estou sugerindo que os petistas insuflaram as agressões contra a polícia? Eu nunca sugiro nada. Ou digo ou não digo. E eu estou dizendo que os políticos, ao fazer proselitismo na Haddadolândia, reforçam a percepção dos frequentadores de que aquela é, de fato, uma área em que vale tudo — não submetida, portanto, às leis que vigoram no resto da cidade e do país.

E a coisa vai piorar depois do escarcéu feito ontem. Os próprios policiais, civis e militares, tenderão a se perguntar: “Por que vou me meter nessa roubada? Para que a imprensa caia de pau? Para que a Corregedoria caia de pau? Para apanhar das autoridades da Prefeitura? Para ser visto como espancador de pobre?”. E se tem, então, a espiral de irresponsabilidades. É claro que a perspectiva será de crescimento da Cracolândia, que acabará atraindo viciados de outras cidades e de outros estados.

Alckmin
O governador Geraldo Alckmin também falou sobre o episódio. Afirmou que é preciso parar com picuinhas políticas e que o Denarc estava lá para prender traficantes. Como os policiais foram agredidos, houve reação. E foi o que aconteceu. Nada além disso.

O problema é enfrentar a máquina de produzir factoides. À Folha, Porto, o dos embargos auriculares, afirmou: “Nós tivemos pessoas atendidas no ‘Braços Abertos’ relatando que foram atingidas por balas de borracha. Eu pude presenciar, na ocasião, policiais civis com a arma disparadora da bala de borracha. Agora se era para somente intimidar ou não eu não posso dizer”. Este senhor é o secretário de Segurança do município. Ainda que os relatos tenham acontecido e ainda que ele tenha visto a tal arma, é visível que ele não a viu sendo disparada. Sem ter em mãos as evidências inquestionáveis, a única postura responsável, para alguém que ocupa o seu cargo, seria se calar a respeito até que surgisse a prova.

A Polícia Civil pode, sim, usar balas de borracha. Mas, segundo o Denarc, não foram empregadas nesta quinta. Ainda que tivessem ou tenham sido, se há uma turba que parte pra cima de policiais para impedi-los de fazer o seu trabalho, é preciso reagir — se for o caso, com balas de borracha. É, diga-se, o que fazem as polícias em estados governados pelo PT. E aí a Al Qaeda eletrônica se cala. Coragem, Haddad! Siga com o seu programa “na marra”, já que, segundo qualquer critério que se queira, ele está mesmo fora da lei.

24 Jan 15:02

Respostas a Argumentos Usados em Favor da Ordenação de Mulheres

by Augustus Nicodemus Lopes

Oferecemos aqui respostas aos argumentos geralmente empregados em favor da ordenação de mulheres para o ministério pastoral.

1.     Deus não criou originalmente o homem e a mulher iguais? Qual a base, pois, para impedir que a mulher seja ordenada?



Resposta: De fato, lemos em Gênesis 1 que Deus criou o homem e a mulher à sua imagem e semelhança. Entretanto, lemos no relato mais detalhado de Gênesis 2 que Deus lhes atribuiu papéis diferentes, dando ao homem o papel de liderar e cuidar da mulher e à mulher o papel de ser sua ajudadora, em submissão. Esta diferenciação é percebida por Paulo na ordem em que foram criados (primeiro o homem e depois a mulher, 1Tm 2.13), na forma como foram criados (a mulher foi criada do homem, 1Co 11.8) e no propósitopara o que foram criados (a mulher foi criada por causa do homem, 1Co 11.9). A igualdade da criação, portanto, não anula a diferenciação de funções estabelecida na própria criação.


2.     A subordinação feminina não é parte da maldição por causa da queda? E Cristo não aboliu a maldição do pecado? Por que, então, as mulheres cristãs não podem exercer o ministério em igualdade com os homens?



Resposta: Sem dúvida um dos castigos impostos por Deus à mulher foi o agravamento da sua condição de submissão. Entretanto, a subordinação feminina tem origem antes da queda, ainda na própria criação. O homem não foi feito da mulher, mas a mulher foi feita do homem. O homem não foi criado por causa da mulher, mas sim a mulher por causa do homem (1Co 11.8-9). Quanto à obra de Cristo, lembremos que seus efeitos não são total e exaustivamente aplicados por Deus aqui e agora. Por exemplo, mesmo que Cristo já tenha vencido o pecado e a morte, ainda pecamos e morremos. Outros efeitos da maldição impostos por Deus após a queda ainda continuam, como a morte, o sofrimento no trabalho e o parto penoso das mulheres. Além do mais, desde que os diferentes papéis do homem e da mulher já haviam sido determinados na criação, antes da queda, segue-se que continuam válidos. O que o Cristianismo faz é reformar esta relação de submissão para que a mesma seja exercida em amor mútuo e reflita assim mais exatamente a relação entre Cristo e a Igreja.


3.     Há abundantes provas na Bíblia de que as mulheres desempenharam papéis cruciais, ocupando funções de destaque e sendo instrumento de bênção para o povo de Deus. Isto não prova que elas, hoje, podem ser ordenadas e exercer liderança?


Resposta: Estas provas demonstram apenas a tremenda importância do ministério feminino, mas não a existência do ministério feminino ordenado. Nenhuma destas mulheres era apóstola, pastora, presbítera ou diaconisa. Jesus não chamou nenhuma mulher para ser apóstola. As qualificações dos pastores em 1Timóteo 3 e Tito 1 deixam claro que era função a ser exercida por homens cristãos. O fato de que as mulheres sempre foram extremamente ativas e exerceram muitas e diferentes atividades e serviços na Igreja Cristã não traz como corolário que elas tenham sido, ou tenham que ser, ordenadas para tal.


4.     Há evidência na Bíblia de que Hulda, Débora, Priscila e Febe eram líderes e exerciam autoridade. Isto não é prova bíblica suficiente para ordenação de mulheres?


Resposta: Há dois pontos a se ter em mente quanto ao ministério destas mulheres: (1) O fato de que a Bíblia descreve como Deus usou determinadas pessoas em épocas específicas para propósitos especiais não faz disto uma norma. Lembremos da utilíssima distinção entre o descritivo e o normativo na Bíblia. Deus usou o falso profeta Balaão (Nm 22.35). O desobediente rei Saul também profetizou em várias ocasiões (1Sm 10.10; 19.23), bem como os mensageiros que enviou a Samuel (1Sm 19.20,21). A descrição destes casos não estabelece uma norma a ser seguida pelas igrejas na ordenação de oficiais. O fato de que Deus transmitiu sua mensagem através de uma mulher não faz dela um oficial da Igreja. Há outros requisitos no Novo Testamento para o oficialato conforme lemos nas especificações explícitas que temos em 1Timóteo 3 e Tito 1.


 (2) Os profetas de Israel não recebiam um ofício mediante imposição de mãos para exercer uma autoridade eclesiástica oficial. Os reis e sacerdotes, ao contrário, eram “ordenados” para aquelas funções e as exerciam com autoridade. Não há sacerdotisas “ordenadas” em Israel, pelo menos nas épocas onde prevalecia o culto verdadeiro. Hulda foi uma profetiza em Israel, recebendo consultas em sua casa (2Re 22.13-15). A mesma coisa pode ser dita de Débora, que foi juíza em Israel numa época em que não havia reis e nem o sacerdócio funcionava, quando todos faziam o que parecia bem aos seus olhos. Seu ministério foi uma denúncia da fraqueza e falta de coragem dos homens daquela época (Jz 4.4-9; compare com Is 3.12). Sobre Priscila, sua liderança parece evidente, porém menos evidente é se ela era pastora ou presbítera. Quanto à Febe, ver a pergunta sobre ela mais adiante.


5.     Podemos afirmar que o patriarcado, conforme o encontramos na Bíblia, especialmente no Antigo Testamento, é uma instituição nociva e perversa que denigre, inferioriza e humilha a mulher?



Resposta: O patriarcado, como o encontramos na Bíblia, especialmente no Antigo Testamento, não é simplesmente uma afirmação da masculinidade, não é jamais sinônimo de domínio macho ou um sistema de valores no qual o homem trata a mulher com descaso, desvalorizando-a e super valorizando-se. Muito menos sinônimo de exploração e domínio, como afirma o feminismo. Patriarcado é o sistema no qual os pais cuidam de suas famílias. A imagem do pai no Velho Testamento não é primariamente daquele que exerce autoridade e poder, mas do amor adotivo, dos laços pactuais de bondade e compaixão. Somente nas Escrituras hebraicas podemos encontrar um Deus Pai Todo-Poderoso e Todo-Bondoso. Os patriarcas refletem a paternidade de Deus, ainda que muito pobremente. O Deus dos Hebreus não é como os deuses masculinos irresponsáveis das culturas pagãs das cercanias de Israel, porque ele jamais abandona os filhos que gera, antes, deles cuida. Os patriarcas seguem o exemplo de Deus. Naquela cultura ensinava-se ao homem judeu que ele não era simplesmente um animal, agressivo, assertivo e violento, mas pai, cuja agressividade deveria ser transformada pela responsabilidade, que haveria de manifestar a gentileza e o cuidado pelos filhos e a expressão da completa masculinidade, que haveria de se unir com o ser feminino e o mundo feminino da família, ainda que mantivesse a separação necessária para o exercício da autoridade. O machismo é uma versão deturpada de alguns aspectos do patriarcado, e oprime as mulheres. Devemos lutar contra o machismo, e não deixar de reconhecer a verdade sobre o patriarcado.


6.      Febe não era uma diaconisa, conforme Romanos 16.1-2? Isto não prova que as mulheres podem exercer autoridade eclesiástica na Igreja?



Resposta: Temos de considerar os seguintes aspectos.


(1) Não é claro se Febe era realmente uma diaconisa. Muito embora no original grego Paulo empregue o termo “diácono” para se referir a ela, lembremos que este termo no Novo Testamento nem sempre significa o ofício de diácono. Pode ser traduzido como servo, ministro, etc. Portanto, nossa tradução “Recomendo-vos a nossa irmã Febe, que está servindo à igreja de Cencréia” é perfeitamente possível e não é uma tradução preconceituosa.


(2) Mesmo que houvesse diaconisas na Igreja apostólica, é certo que elas não exerceriam qualquer autoridade sobre as igrejas e sobre os homens – a presidência era dos presbíteros, cf. 1Tm 5.17; o trabalho delas seria provavelmente com outras mulheres (Tt 2.3-4) e relacionado com assistência aos pobres. É interessante que a primeira referência que existe na história da Igreja sobre o trabalho de mulheres, diz assim: “A mulher deve servir às mulheres” (Didascalia Apostolorum). Isto queria dizer que elas instruíam as outras que iam se batizar, ajudavam no enterro de mulheres, cuidavam das pobres e doentes. Não há qualquer indício de que tais mulheres eram ordenadas para o exercício da autoridade eclesiástica.


7.     O que fazer quando mulheres possuem visão pastoral, liderança, habilidades para o ensino ou capacidade administrativa, dons de evangelismo ou profecia?



Resposta: Que exerçam estas habilidades e dons dentro das possibilidades existentes nas Igrejas. Elas não precisam ser ordenadas para desenvolver seus ministérios e manifestar seus dons.


8.     A resistência em ordenar mulheres hoje não decorre da reafirmação através dos séculos da inferioridade da mulher, feita por importantes teólogos e líderes da Igreja?



Resposta: A Igreja deve andar pelo ensino das Escrituras Sagradas. Se teólogos e líderes antigos defenderam idéias erradas sobre a inferioridade da mulher, cabe à Igreja corrigi-las à luz das Escrituras, que mostram que Deus criou o homem e a mulher iguais. Porém, corrigir os erros dos antigos neste ponto não significa ordenar mulheres, pois aí estaríamos cometendo um outro erro. Certamente as mulheres não são e nunca foram inferiores aos homens, mas daí a abolirmos os papéis distintos que lhes foram determinados por Deus na criação vai uma grande distância.


9.      Existe algum texto na Bíblia que diga claramente “é proibido que as mulheres sejam ordenadas ao ministério”?



Resposta: Nenhuma das passagens usadas contra a ordenação feminina diz explicitamente que mulheres não podem ser ordenadas ao ministério. Entretanto, todas elas impõem restrições ao ministério feminino, e exigem que as mulheres cristãs estejam submissas à liderança cristã masculina. Essas restrições têm a ver primariamente com o ensino por parte de mulheres nas igrejas. Já que o governo das igrejas e o ensino público oficial nas mesmas são funções de presbíteros e pastores (cf. 1Tm 3.2,4-5; 5.17; Tt 1.9), infere-se que tais funções não fazem parte do chamado cristão das mulheres. Ainda, se o argumento do silêncio for usado, ele se vira contra a ordenação feminina, pois não há texto algum que diga que as mulheres devem ser ordenadas ao ministério da Palavra e ao governo eclesiástico, enquanto que as Escrituras atribuem ao homem cristão o exercício da autoridade eclesiástica e na família.


10.  Se as mulheres recebem os mesmos dons espirituais que os homens, não é uma prova de que Deus deseja que elas sejam ordenadas ao ministério?



Resposta: Não. As condições para o oficialato na Igreja apostólica estão prescritas em 1Timóteo e Tito 1. Percebe-se que o dom do ensino é apenas um dos requisitos. Há outros, como por exemplo, governar a própria casa e ser marido de uma só mulher, que não podem ser preenchidos por mulheres cristãs, por mais dons que tenham.


11. O ensino de Paulo sobre as mulheres na Igreja se aplica hoje? Não estava ele influenciado pela cultura daquela época, que era muito diferente da nossa?



Resposta: É necessário fazer a distinção entre o princípio teológico supra cultural e a expressão cultural deste princípio. Há coisas no ensino de Paulo que são claramente culturais, como a determinação para o uso do véu em 1Coríntios 11. Porém, enquanto que o uso do véu é claramente um costume cultural, ao mesmo tempo expressa um princípio que não está condicionado a nenhuma cultura em particular, que é o da diferença funcional entre o homem e a mulher. O que Paulo está defendendo naquela passagem é a vigência desta diferença no culto público — o véu é apenas a forma pela qual isto ocorreria normalmente em cidades gregas do século I. Notemos ainda que Paulo defende a participação diferenciada da mulher no culto usando argumentos permanentes, que transcendem cultura, tempo e sociedade, como a distribuição ou economia da Trindade (1Co 11.3) e o modo pelo qual Deus criou o homem (1Co 11.8-9).


12.  Paulo escreveu suas cartas para atender a problemas locais e específicos. Como podemos aplicar hoje o que Paulo escreveu, se a situação e o contexto são diferentes?



Resposta: Quase todos os livros do Novo Testamento foram escritos em resposta a uma situação específica de uma ou mais comunidades cristãs do século I, e nem por isto os que querem a ordenação feminina defendem que nada do Novo Testamento se aplica às igrejas cristãs de hoje. A carta aos Gálatas, por exemplo, onde Paulo expõe a doutrina da justificação pela fé somente, foi escrita para combater o legalismo dos judaizantes que procuravam minar as igrejas gentílicas da Galácia, em meados do século I. Ousaríamos dizer que o ensino de Paulo sobre a justificação pela fé não tem mais relevância para as igrejas do final do século XX, por ter sido exposto em reação a uma heresia que afligia igrejas locais no século I? O ponto é que existem princípios e verdades permanentes que foram expressos para atender a questões locais, culturais e passageiras. Passam as circunstâncias históricas, mas o princípio teológico permanece. Assim, o comportamento inadequado das mulheres das igrejas de Corinto e de Éfeso, às quais Paulo escreveu determinando que ficassem caladas na Igreja, foi um momento histórico definido, mas os princípios aplicados por Paulo para resolver os problemas causados por estas atitudes permanecem válidos. Ou seja, o ensino de que as mulheres devem estar submissas à liderança masculina nas igrejas e na família, sem ocupar posições de liderança e governo, é o princípio permanente e válido para todas as épocas e culturas.


13. Onde está na Bíblia que somente homens podem ser pastores, presbíteros e diáconos?



Resposta: Os textos mais explícitos da Bíblia são Atos 6.1-7; 1Timóteo 2.11-15; 1Coríntios 14.34-36 e 1Coríntios 11. 2-16. Algumas destas passagens foram analisadas com mais profundidade em outra parte deste caderno. Além disto, a relação intrínseca entre a família e a Igreja mostra que aquele que é cabeça na família (Efésios 5.21-33) também deve exercer a liderança na Igreja.


14.  Onde está na Bíblia que os homens devem ser o cabeça da família?



Resposta: Há diversas passagens no Novo Testamento onde se trata dos papéis do homem e da mulher na família: Efésios 5.21-33; Colossenses 3.18-19; 1 Pedro 3.1-7; Tito 2.5. Em todos eles, a liderança da família é atribuída ao homem.


15.  Os argumentos usados hoje para defender a submissão da mulher não são os mesmos usados no século passado por muitos cristãos para defender a escravidão?



Resposta: O fato de que no passado a Bíblia foi usada de forma errada para defender a escravidão não significa que a defesa da subordinação feminina seja igualmente feita de forma errada. Não devemos pensar que a relação entre o homem e a mulher na família e na igreja está no mesmo pé de igualdade que a escravidão. Primeiro, os papéis distintos do homem e da mulher estão enraizados na própria criação, enquanto que a escravidão não está. Segundo, o fato de que Paulo faz recomendações aos escravos cristãos para que sejam bons escravos não significa que ele aprovava a escravidão. Na verdade, as recomendações que ele dá aos cristãos que eram donos de escravos já traziam embutidas a idéia da dissolução do sistema de escravidão (Fm 16; Ef 6.9; Cl 4.1; 1Tm 6.1-2).


16.  Havia uma mulher chamada Júnias que Paulo considera como apóstola, em Romanos 16.7. Se havia apóstolas, por que não pastoras, presbíteras e diaconisas?



Resposta: A passagem diz o seguinte: Saudai a Andrônico e a Júnias, meus parentes e companheiros de prisão, os quais são notáveis entre os apóstolos, e estavam em Cristo antes de mim” (Rm 16.7). Não é tão simples assim deduzir que Júnias era uma apóstola. Há várias questões relacionadas com a interpretação deste texto. Júnias é um nome masculino ou feminino? Existe muita disputa sobre isto, embora a evidência aponte para um nome masculino. Outra coisa, a expressão “notável entre os apóstolos” significa que Júnias era um dos apóstolos, já antes de Paulo, e um apóstolo notável, ou apenas que os apóstolos, antes de Paulo, tinham Júnias em alta conta? A última possibilidade é a mais provável. Em última análise, só podemos afirmar com certeza, a partir de Romanos 16.7, que, quem quer que tenha sido, Júnias era uma pessoa tida em alta conta por Paulo, e que ajudou o apóstolo em seu ministério. Não se pode afirmar com segurança que era uma mulher, nem que era uma “apóstola”, e muito menos uma como os Doze ou Paulo. A passagem não serve como evidência bíblica para a ordenação feminina no período apostólico. E essa conclusão está em harmonia com o fato de que Jesus não escolheu mulheres para serem apóstolos. Não há nenhuma referência indisputável a uma “apóstola” no Novo Testamento.


17.  O Novo Testamento diz que, em Cristo, não há homem nem mulher, todos são iguais diante de Deus (Gl 3.28). Proibir as mulheres de serem oficiais da Igreja não é fazer uma distinção baseada em sexo?



Resposta: Não se pode discordar de que o Evangelho é o poder de Deus para abolir as injustiças, o preconceito, a opressão, o racismo, a discriminação social, bem como a exploração machista. E nem se pode discordar de que Cristo veio nos resgatar da maldição imposta pela queda. A pergunta é se Paulo está falando da abolição da subordinação feminina e de igualdade de funções nesta passagem. Está o apóstolo dizendo que as mulheres podem exercer os mesmos cargos e funções que os homens na Igreja, já que são todos aceitos sem distinção por Deus através de Cristo, pela fé? Entendemos que a resposta é não. Gálatas 3.28 não está ensinando a igualdadepara o exercício de funções, mas a unidade de todos os cristãos em Cristo. Veja a análise desta passagem acima.


18.  O conceito da submissão feminina ensinado na Bíblia não acarreta inevitavelmente o conceito de que o homem é melhor e superior à mulher?



Resposta: Infelizmente muitos têm chegado a esta conclusão, mas ela certamente é equivocada. O ensino bíblico é que Deus criou homem e mulher iguais porém com diferentes atribuições e funções. A Bíblia ensina que Deus tem autoridade sobre Cristo, Cristo tem autoridade sobre o homem, e o homem tem autoridade sobre a mulher. É uma cadeia hierárquica que começa na Trindade e continua na igreja e na família. Podemos inferir (guardadas as devidas proporções) que, da mesma forma como a subordinação de Cristo ao Pai não o torna inferior — como afirma a fé reformada em sua doutrina da Trindade — a subordinação da mulher ao homem não a torna inferior. Assim como Pai e Filho, que são iguais em poder, honra e glória, desempenham papéis diferentes na economia da salvação (o Filho submete-se ao Pai), homem e mulher se complementam no exercício de diferentes funções, sem que nisto haja qualquer desvalorização ou inferiorização da mulher. Em várias ocasiões o Novo Testamento determina que os crentes se sujeitem às autoridades civis (Rm 13.1-5; 1 Pe 2.13-17). Em nenhum momento, entretanto, este mandamento implica que os crentes são inferiores ou têm menos valor que os governantes. Igualmente, os filhos não são inferiores aos seus pais, simplesmente porque devem submeter-se à liderança deles (Ef 6.1). O conceito de subordinação de uns a outros tem a ver apenas com a maneira pela qual Deus estruturou e ordenou a sociedade, a família e a igreja.


19. Em 1Timóteo 3.11, ao descrever as qualificações do diácono, Paulo se refere às mulheres: “Da mesma sorte, quanto a mulheres, é necessário que sejam elas respeitáveis, não maldizentes, temperantes e fiéis em tudo”. Este versículo não prova que havia diaconisas nas igrejas apostólicas?


 

Resposta: Não necessariamente. Esta passagem tem sido entendida de diferentes modos: (1) Paulo pode estar se referindo às mulheres dos diáconos (Calvino). Porém, ele emprega para elas a expressão “é necessário” (1Tm 3.11), que foi a mesma que empregou para os presbíteros (3.2) e os diáconos (3.8), ao descrever suas qualificações. Logo, não nos parece que o apóstolo se refira às mulheres dos diáconos. (2) Paulo pode estar se referindo à todas as mulheres da igreja; entretanto, é bastante estranho que ele tenha colocado instruções para todas as mulheres bem no meio das instruções aos diáconos! (3) Paulo pode estar se referindo às assistentes dos diáconos, mulheres piedosas, que prestavam assistência em obras de misericórdia aos necessitados das igrejas (Hendriksen). (4) Paulo se referia à diaconisas. Porém, é no mínimo estranho que Paulo não empregou o termo apropriado para descrever a função delas (diaconisas), já que ele vinha falando de presbíteros e diáconos. A opção 3 nos parece a melhor e mais provável: havia mulheres piedosas nas igrejas apostólicas, não ordenadas como “diaconisas”, que ajudavam os diáconos nas obras de misericórdia, trabalhando diretamente com as mulheres carentes e necessitadas. É a estas que Paulo aqui se refere.

24 Jan 15:02

On Not Being “Prophetic”

by (Richard J. Mouw)

Frequently I am invited to add my name as an endorser of a position paper on some topic of public concern: Often it is a statement by an interfaith group advocating for more aggressive efforts to find peaceful solutions to the conflicts in the Middle East, or a network of evangelicals expressing concern about something going on in the larger culture. I always read the statement in question over carefully before agreeing to add my name. And when I decide not to sign it, it often has to do with my impression that the group making the declaration is trying too hard to be “prophetic.”

In my early days of social activism I talked a lot about being “prophetic.” I don’t use that word much these days. When I use the word at all, I am typically quoting other people, or discussing biblical “prophetic” literature, or arguing with my Mormon friends about whether the prophetic office has been restored in the current age.

A cynic might suggest that I have steered away from “prophetic” stances because I have had the duty, as a seminary president, to raise money in circles where being “prophetic” does not attract donors with considerable giving capacity. I have tried to stay honest with myself about that possibility. I do know that I have what I consider to be some plausible theological reasons for avoiding thinking of myself as engaged in “prophetic” activity.

In ancient Israel there was often a tension between the prophets on the one hand and the kings and priests on the other. In my theology, the three “offices”—prophet, priest and king—were finally brought together in the person of Jesus Christ. As his followers, we are obligated to try to keep them together in our own lives: being prophetic, which certainly includes speaking on behalf of what we understand to be God’s will for humankind, must be connected to a priestly identification with people’s actual hopes and fears, as well as to a commitment to a “rulerly” desire to make things happen in ways that are practical and fair.

At least we ought to strive for this kind of integration as much as possible. I don’t question that there are moments in history—Nazi Germany is an obvious case in point—when we have no choice but to utter unqualified prophetic verdicts, to proclaim a bold “No!” to a specific state of affairs, even if in doing so we are voices crying in the wilderness. But outside of those extreme situations I see it as dangerous to see ourselves as simply being prophetic.

On a more practical level, I also have come to see the need to emphasize the public importance of the teaching role. The task of teaching requires more from us than, for example, simply announcing our political preferences. Those of us who get paid to teach courses know that when we plan an introductory course in some important area of the intellectual life, we do not say everything we know in the first lecture. Students need to be invited into an exploration of new and/or difficult subject matter, and they need to be instructed in the basics before getting into the complexities. Good teaching does not consist simply in saying true things, but in leading people into the truth, even if that takes some time. And much can be gained by emphasizing, wherever possible, the continuity between the new areas of learning with what students already are convinced of.

And classroom teachers even need to be a little careful with the idea of “leading people into the truth.” We are all learners. Some of the best courses I have taught have been ones where I came away with the sense that I learned as much as—maybe even more than—my students in the process.

Much the same can be said, I think, for the public teaching role—as exercised by pastors, denominational officials, lay leaders, and the like. Our public pedagogy requires a measure of empathy and reassurance toward those whom we want to influence—as well as a humble recognition that we ourselves are learners.

Such characteristics are often missing in those Christians who emphasize the need for “prophetic” statements on various topics. I worry that too much of an emphasis on the prophetic role leads to the neglect of the teaching office. If our goal is simply to say a lot of true things, then we can take comfort in the fact that we have performed our prophetic responsibilities when we issue straightforward public statements that come off as critical, say, of the concerns of many other Christians. But if our assignment is to teach the truth, then we have a more difficult—and more highly nuanced—task.

I learned a marvelous phrase from the Mennonite theologian John Howard Yoder. We are living, he liked to say, in a phase of redemptive history that is “the time of God’s patience” with a sinful world. That does not mean passive withdrawal from the urgent issues that confront humankind. But it does mean that as much as possible we must not adopt a posture of addressing the urgent issues “from above,” but rather by taking a place in the midst of other people of faith, and indeed in the midst of the larger human community, in order to work with others to clarify the questions and look for the kinds of solutions that promote human flourishing.

Richard J. Mouw is president emeritus of Fuller Theological Seminary.

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24 Jan 15:01

The Holy Water Flowers

by (Wesley J. Smith)

One Sunday morning in the middle of last January, I was busily preparing my church for the coming liturgy as part of my sub-deacon duties. My friend Mark greeted me, pointed to flowers in vases on each side of the altar, and asked, “Can you tell the difference between the two bouquets?”

The flowers to which Mark referred were identical inexpensive bouquets from Safeway brought by an elderly parishioner before the December 23 liturgy. I had personally cut the stems, put them in water, placed them in their current locations, and given them no further thought.

I did now. After four weeks, one bouquet was, not surprisingly, withered. But its twin remained almost as fresh as when I first put it in the vase.

“What’s that all about?” I asked as we stood there marveling.

“On Theophany, I put my old holy water in the vase with the fresh flowers,” Mark replied, giving me an amazed look. (Theophany commemorates Christ’s baptism. In Orthodox churches, a service is held in which the coming year’s holy water is blessed and then distributed to the faithful.)

As far as I knew, neither bouquet had been touched. Both bouquets had absorbed most of the tap water in their respective vases, but the stem bottoms remained immersed. The only apparent difference was Mark’s holy water.

When I brought the contrasting flowers to the attention of the parish during the announcements, all were just as amazed.

That was Sunday, January 20, 2013. The “holy water flowers” were still fresh when I took the photo accompanying this article on February 3. They finally withered after an astonishing eight weeks.

Cheap, grocery store-bought flowers don’t last that long no matter how well they are cared for. Had we witnessed a tiny miracle?

Most readers would probably say no, noting the ease with which the contrast between the bouquets could be (but wasn’t) faked. So why bring it up here? That experience made me think about the handcuffs the secular mindset places on the objective search for knowledge.

According to the meme, religious believers reject science if it conflicts with their faith. But science also has its prejudices. Steven Pinker and his wife Rebecca Goldstein recounted in a Salon interview their refusal to explore a potentially supernatural experience:

Q: I know neither of you believes in paranormal experiences like telepathy or clairvoyant dreams or contact with the dead. But hypothetically, suppose even one of these experiences were proven beyond a doubt to be real. Would the materialist position on the mind-brain question collapse in a single stroke?

PINKER: Yeah.

GOLDSTEIN: Yeah, if there was no other explanation. We’d need to have such clear evidence. I have to tell you, I’ve had some uncanny experiences. Once, in fact, I had a very strange experience where I seemed to be getting information from a dead person. I racked my brain trying to figure out how this could be happening. I did come up with an explanation for how I could reason this away . But it was a very powerful experience.

“How I could reason this away.” Rather than being open to all possibilities—with potentially uncomfortable ideological implications—Goldstein fled from grappling with a mystical experience that might undermine her worldview. How is that fundamentally different from religionists rejecting a scientific hypothesis out of hand because it would materially challenge their faith?

Countless people over the centuries have had inexplicable experiences. Terminal cancers have disappeared, leaving doctors grasping for a medical explanation. Pilgrims at Lourdes have had documented healings. Atheists and indifferent agnostics have been driven to their knees by sudden, unbidden religious awakenings. Flowers in a vase containing holy water lasted eight weeks.

Are Pinker and Goldstein right to sniff, or have so-called rationalists hobbled their pursuit of truth by a philosophy of science that absolutely precludes even the possibility of “supernatural” causation?

Perhaps there is a middle ground between blind faith and staunch skepticism when faced with scientifically inexplicable occurrences. In Orthodoxy, we acknowledge the power and beneficence of science, while also accepting the reality of “mystery” in which God chooses to momentarily overturn the natural order in ways that cannot be rationally explained. In such cases, we simply accept the divine gift with gratitude and move on—as my parish did with the holy water flowers.

Perhaps science can similarly acknowledge humbly that there are phenomena that will never be proved or explained, but at least some of which are nonetheless real—possibly even evidence of a mysterious breach in the natural order.

I don’t believe in and am not arguing for a “God of the gaps.” But my nearly sixty-five years of life have convinced me, to paraphrase Shakespeare, that there are more things in heaven and earth than are dreamt of in the philosophy of secularism.

Wesley J. Smith is a senior fellow at the Discovery Institute’s Center on Human Exceptionalism. He also consults with the Patients Rights Council and the Center for Bioethics and Culture .

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24 Jan 15:00

O “bando de negros e morenos”

by giinternet

Segue trecho da minha coluna na Folha de hoje:
*
O pânico voltou a bater às portas do Palácio do Planalto, que dá como inevitáveis novos protestos durante a Copa. O PT já convocou o seu braço junto às massas, uma tal Central de Movimentos Populares (CMP), para monitorar o povaréu.

Os pelegos do CMP integram a Ancop, ou “Comitês Populares da Copa”. Estão lá para amansar a brasileirada. As designações têm um ranço entre o jacobinismo e o sovietismo: “central”, “comitês”, “coletivos”… O “comissariado” fica na Secretaria-Geral da Presidência, do camarada Gilberto Carvalho. Uma nova onda de protestos poderia pôr em risco a reeleição de Dilma. Uma estrepitosa vaia durante o discurso da presidente na abertura daria o tom do resto do torneio. O Planalto, o que é uma tolice, viu nos “rolezinhos” o sinal de advertência. O PT começa a ser também vítima, não apenas beneficiário, de sua natureza. Explico.
(…)
Já sabemos o que eram os “rolezinhos” e no que tentam transformá-los as esquerdas, inclusive os petistas. De novo, confessam, a aposta era que se limitassem a São Paulo. Carvalho mandou ver no pensamento tarja-preta: “Da mesma forma que os aeroportos lotados incomodam a classe média. Da mesma forma que, para eles, é estranho certos ambientes serem frequentados agora por essa ‘gentalha’ (…). O que não dá para entender muito é a carga do preconceito que veio forte. (…) As pessoas veem aquele bando de meninos negros e morenos e ficam meio assustadas. É o nosso preconceito”.

“Nosso preconceito” uma ova! Esse é o preconceito de Carvalho, que chama “negros” e “morenos” de “bando”. Então só a classe média reage à incompetência do governo na gestão aeroportuária? Pobre gosta de humilhação? Nota: a pesquisa Datafolha sobre os “rolezinhos”, especialmente a opinião de “negros e morenos”, desmoraliza Carvalho, seu partido, as esquerdas, a vigarice sociológica, a tolice jornalística e o colunismo fácil.
(…)
Ínegra aqui

24 Jan 14:59

A Haddadolândia e o Bolsa Crack — São Paulo, a cidade que está sendo fumada

by giinternet
Homem acende cachimbo de crack (Foto: Silva Júnior/FolhaPress)

Homem acende cachimbo de crack (Foto: Silva Júnior/FolhaPress)

O que aconteceu nesta quinta-feira no Centro de São Paulo, na Haddadolândia, ex-Cracolândia, é muito grave. E não me refiro, é evidente, à ação do Denarc, que prendeu um traficante. Refiro-me é à rapidez com que os petistas, setores da imprensa, ONGs e a Al Qaeda eletrônica petralha nas redes sociais se uniram para criar uma farsa, para inventar uma história que não existiu, a exemplo do que fizeram há dias com o jovem Kaíque, que, infelizmente, suicidou-se pulando de um viaduto. Tentaram criar uma vítima da homofobia. A ministra Maria do Rosário, com irresponsabilidade peculiar, emitiu uma nota acusando o crime que não aconteceu. E não se desculpou depois.

No caso da Haddadolândia, como se sabe, os policiais foram atacados por dependentes — três se feriram. Veículos da polícia foram depredados. Foi chamado o reforço — e é o que tem de ser feito —, e houve confronto. Em nenhum momento, Fernando Haddad ou seu secretário de Segurança, um queridinho de setores da imprensa chamado Roberto Porto, lamentaram o ataque aos policiais. Ao contrário: a Polícia Civil foi tratada como uma força invasora; como se tivesse pisado território sagrado; como se tivesse cruzado a linha que separa o resto da cidade de uma zona livre para o consumo e o tráfico de drogas.

De maneira ridícula, patética, assombrosa, Haddad reclamou que a Prefeitura não fora previamente avisada da operação, reclamação que Roberto Porto repetiu em entrevista ao Jornal da Globo. E por que ele deveria? Que se saiba, a repressão ao tráfico não é tarefa do município. Na prática, a atual gestão faz exatamente o contrário: põe mais dinheiro nas mãos de dependentes. Em vez de a petezada se mobilizar para vir aqui me ofender, deveria tentar provar que falo mentira; deveria tentar demonstrar que distorço os fatos quando digo que Haddad está dando aos consumidores — que são os clientes dos traficantes — mais dinheiro do que tinham antes. O Denarc, já deixei claro, não tem de avisar a Prefeitura de coisa nenhuma. A ex-Cracolândia, atual Haddadolândia, não é um país independente; não é uma região autônoma, embora Haddad queira fazer parecer que sim.

A versão só prosperou porque, quando o assunto é descriminação das drogas e congêneres — e a Haddadolância é hoje uma cidade em que as drogas foram descriminadas, e os viciados, estatizados — não há objetividade possível em amplos setores da imprensa. Aí vários comandos de redação —  incluindo TVs — permitem a mais desabrida militância.

Já está evidente, leiam os posts abaixo, que o Denarc nada mais fez do que cumprir a sua função. Reportagem da Folha de hoje informa que há a suspeita de que policiais do órgão estariam ligados ao tráfico na região. É? Que a polícia se mobilize para prendê-los. Não há evidência de que a operação desta quinta tenha relação com isso.

As visitas
Já vivi o bastante para desconfiar de algumas coincidências. Como deixou claro a delegada Elaine Biasoli, a prisão de traficantes na região é frequente — e nem poderia ser diferente: ali estão os consumidores e o dinheiro. Segundo ela, houve 65 detenções por ali de novembro até 20 de janeiro. Nesta quinta, no entanto, haviam passado por lá três capas-pretas do PT: o ministro Alexandre Padilha e os secretários municipais José de Fillipi Jr. (Saúde) e o já citado Roberto Porto.

Não pensem que os dependentes estão desconectados do mundo a ponto de não saber o que se passa. É claro que eles já perceberam que podem contar, sim, com a Prefeitura — e da pior maneira possível. Haddad resolveu lhes conceder aquele pedaço da cidade. Ele está pouco se lixando para quem mora ou trabalha por ali. Nesta sexta, a Juventude do PT (petista e jovem ao mesmo tempo??? Que coisa velha!!!) decidiu fazer uma manifestação na Haddadolândia contra a ação da polícia.

Ora, vocês já sabem qual é o desdobramento prático disso: os traficantes, que são, de fato, os que mandam no pedaço vão se sentir ainda mais livres para enfrentar a polícia. Haddad, ele sim, está criando um gueto; Haddad, ele sim, está criando uma política de apartheid.

Braços Abertos?
Ridiculamente, setores da imprensa (ver post) endossam a conversa mole de que a ação do Denarc atrapalha o programa De Braços Abertos (o tal que dá salário, comida e casa). Atrapalha em quê? Os traficantes, então, devem ficar soltos? Haddad, já firmei aqui, está querendo encontrar uma desculpa para o que é um fracasso por definição.

Estamos diante de um caso escancarado de degradação do estado de direito. É claro que se decidiu, ainda que informalmente, que a Haddadolândica fica num outro país — num outro mundo, quem sabe… Fico cá a imaginar o que sentirão os proprietários de imóveis da região quando receberem o carnê de IPTU, por exemplo. Estarão pagando um imposto à Prefeitura para viver em meio ao lixo, enquanto o seu patrimônio vai sendo fumado pelos intocáveis de Fernando Haddad. Não é só isso: o prefeito está destruindo um patrimônio material e cultural que é de todos os paulistanos. Na região e seu entorno — que também vai se degradando —, está a melhor infraestrutura da cidade. Também ela está virando fumaça, junto com um pedaço da história da cidade.

É preciso que se tenha muito claro que, enquanto durar essa política, não há recuperação possível para aquela área da cidade. Ainda que Haddad perca a eleição em 2016 — como está longe! —, seu sucessor ou sucessora terá dificuldades imensas para pôr fim a esse programa irresponsável, pautado pela má consciência dos oportunistas e pela boa consciência dos ingênuos.

Por que Haddad não se muda para a Cracolândia? Se acha que pais e mães, que moram no Centro da cidade, devem submeter seus filhos àquela rotina, por que não dá ele próprio o exemplo e leva pra lá a sua família? Demagogia? Ora, ele já não andou até de ônibus? Mas atenção! Tem de ficar lá sem escolta armada, como acontece com os demais moradores.

Não deixa de ser eloquente que, nesta quinta-feira, o primeiro figurão petista a visitar a Haddadolândia tenha sido justamente Alexandre Padilha, que é o novo Haddad que Lula tirou do bolso do colete, agora para concorrer ao governo de São Paulo. Quem sabe venha por aí uma Haddadolândia de dimensões estaduais, não é? 

24 Jan 14:57

Facebook Mocks 'Infection' Study, Predicts Princeton's Demise

by samzenpus
Okian Warrior writes "In a followup to the earlier story about Princeton researchers predicting the end of Facebook by 2017, Facebook has struck back with a post using similar statistical techniques to predict that Princeton itself may be facing irreversible decline. By using similar methods ('likes', mentions in scholarly papers, Google searches) Facebook has created graphs that indicate Princeton is losing ground compared with its rivals and may have no students at all by 2021."

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24 Jan 14:56

More Bad News For the F-35

by Soulskill
schwit1 sends this news from Aviation Week: "A new U.S. Defense Department report warns that ongoing software, maintenance and reliability problems with Lockheed Martin Corp's F-35 stealth fighter could delay the Marine Corps' plans to start using its F-35 jets by mid-2015. It said Lockheed had delivered F-35 jets with 50 percent or less of the software capabilities required by its production contracts with the Pentagon. The computer-based logistics system known as ALIS was fielded with 'serious deficiencies' and remained behind schedule, which affected servicing of existing jets needed for flight testing, the report said. It said the ALIS diagnostic system failed to meet even basic requirements. The F35 program, which began in 2001, is 70 percent over initial cost estimates, and years behind schedule, but top U.S. officials say it is now making progress. They have vowed to safeguard funding for the program to keep it on track. Earlier this week, the nonprofit Center for International Policy said Lockheed had greatly exaggerated its estimate (PDF) that the F-35 program sustained 125,000 U.S. jobs to shore up support for the program."

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24 Jan 04:43

PGObject on CPAN: NoSQL Ideas for PostgreSQL Applications

by Chris Travers
One of the legitimate points Martin Fowler has argued in favor of NoSQL databases is that expecting application to directly manipulate relational data is far less clean from an application design perspective than having a database encapsulated behind a loosely coupled interface (like a web service).  I would actually go further and point out that such an approach invariably leads to bad database design too because the information layout becomes the contracted software API and thus one either has to spend a lot of time and effort separating logical from physical storage layouts or one ends up having an ossified physical layout that can never change.

This problem has been well understood in the relational database community for a long time.  The real problem has, however, been tooling.  There are effectively two traditional tools for addressing this issue:

1.  Updateable views.  These then form a relational API that allows the database to store information in a way separate from how the application sees it.  If you are using an ORM, this is a really valuable tool.

2.  Stored procedures.  These provide a procedural API, but traditionally a relatively brittle one based on the same approach used by libraries.  Namely you typically have an ordered series of arguments, and all users of the API are expected to agree on the ordering and number of arguments.  While this may work passably for a single system (and even there lead to "dependency hell"), it poses significant issues in a large heterogeneous environment because the number of applications which must be coordinated in terms of updates becomes very high.  Oracle solves this using revision based editions, so you can have side-by-side versioning of stored procedures, and allows applications to specify which edition they are working on.  This is similar to side-by-side versioning of C libraries typical for Linux, or side-by-side versioning of assemblies in .Net.

On the application side, ORMs have become popular, but they still lead to a relational API being contractual, so are really best used with updateable views.

In part because of these shortcomings, we started writing ways around them for LedgerSMB starting with 1.3.  The implementations are PostgreSQL-specific.  More recently I wrote some Perl modules, now on CPAN, to implement these concepts.  These create the general PGObject framework, which given an application access to PostgreSQL stored procedures in a loosely coupled way.  It is hoped that other implementations of the same ideas will be written and other applications will use this framework.

The basic premise is that a procedural interface that is discoverable allows for easier management of software contracts than one which is non-discoverable.  The discoverability criteria then become the software contract.

PGObject allows what I call "API Paradigms" to be built around stored procedures.  An API paradigm is a consistent specification of how to write discoverable stored procedures and then re-use them in the application.  Most namespaces under PGObject represent such "paradigms."  The exceptions currently are the Type, Util, Test, and Debug second-tier namespaces.  Currently PGObject::Simple is the only available paradigm.

What follows is a general writeup of the currently usable PGObject::Simple approach and what each module does:

PGObject


PGObject is the bottom half module.  It is designed to service multiple top-half paradigms (the Simple paradigm is described below, but also working on a CompositeType paradigm which probably won't be ready initially yet).  PGObject has effectively one responsibility:  coordinate between application components and the database.  This is split into two sub-responsibilities:

  1. Locate and run stored procedures
  2. Encode/decode data for running in #1 above.

Specifically outside the responsibility of PGObject is anything to do with managing database connections, so every call to a database-facing routine (locating or running a stored procedure) requires a database handle to be passed to it.

The reason for this is that the database handles should be managed by the application not our CPAN modules and this needs to be flexible enough to handle the possibility that more than one database connection may be needed by an application.  This is not a problem because developers will probably not call these functions unless they are writing their own top-half paradigms (in which case the number of places in their code where they issue calls to these functions will be very limited).

A hook is available to retrieve only functions with a specified first argument type.  If more than one function is found that matches, an exception is thrown.

The Simple top-half paradigm (below) has a total of two such calls, and that's probably typical.

The encoding/decoding system is handled by a few simple rules.

On delivery to the database, any parameter that can('to_db') runs that method and inserts the return value in place of the parameter in the stored procedure.  This allows one to have objects which specify how they serialize.  Bigfloats can serialize as numbers, Datetime subclasses can serialize as date or timestamp strings, and more complex types could serialize however is deemed appropriate (to JSON, a native type string form, a composite type string form, etc).

On retrieval from the database, the type of each column is checked against a type registry (sub-registries may be used for multiple application support, and can be specified at call time as well).  If the type is registered, the return value is passed to the $class->from_db method and the output returned in place of the original value.  This allows for any database type to be mapped back to a handler class.

Currently PGObject::Type is a reserved namespace for dealing with released type handler classes.  We have a type handler for DateTime and one for BigFloat written already and working on one for JSON database types.

PGObject::Simple


The second-level modules outside of a few reserved namespaces designate top-half paradigms for interacting with stored procedures.  Currently only Simple is supported.

This must be subclassed to be used by an application and a method provided to retrieve or generate the appropriate database connection.  This allows application-specific wrappers which can interface with other db connection management logic.

All options for PGObject->call_procedure supported including running aggregates, order by, etc.  This means more options available for things like gl reports database-side than the current LedgerSMB code allows.

$object->call_dbmethod uses the args argument by using a hashref for typing the name to the value.  If I want to have a ->save_as_new method, I can add args => {id => undef} to ensure that undef will be used in place of $self->{id}.

Both call_procedure (for enumerated arguments) and call_dbmethod (for named arguments) are supported both from the package and object.  So you can MyClass->call_dbmethod(...) and $myobj->call_dbmethod.  Naturally if the procedure takes args, you will need to specify them or it will just submit nulls.

PGObject::Simple::Role


This is a Moo/Moose role handler for PGObject::Simple.

One of the main features it has is the ability to declaratively define db methods.  So instead of:

sub int {
    my $self = @_;
    return $self->call_dbmethod(funcname => 'foo_to_int');
}

You can just

dbmethod( int => (funcname => 'foo_to_int'));

We will probably move dbmethod off into another package so that it can be imported early and used elsewhere as well.  This would allow it to be called without the outermost parentheses.

The overall benefits of this framework is that it allows for discoverable interfaces, and the ability to specify what an application needs to know on the database.  This allows for many of the benefits of both relational and NoSQL databases at the same time including development flexibility, discoverable interfaces, encapsulation, and more.
24 Jan 02:37

Haddad tenta justificar o fracasso já evidente do Bolsa Crack. Ou: Informação e manipulação num dia que os chefões petistas foram à Haddadolândia

by giinternet

Há muitos anos não via um fato submetido ao filtro da distorção militante como faz o Estadão num vídeo, todo editorializado, que está no ar sobre a ação do Denarc na Cracolândia. É espantoso! O vídeo, na íntegra, está aqui.

Para começo de conversa, sugiro que vocês façam um exercício, a que professores de cinema recorrem em certas aulas. Primeiro assistam ao vídeo sem som. Acompanhem apenas a mímica dos policiais e tentem procurar algum excesso. Em seguida, assistam ao vídeo com som. Aí as sirenes, motores, correria e gritaria criam a impressão de agressões inaceitáveis. Cadê? No vídeo, não há. E, como não há, o Estadão decidiu editar as imagens, dar uma pilhada no material, acrescentando um texto que não coincide com as imagens. Vejam. Comento cada quadro.

Cracolândia Estadão 1

Comento – O Denarc não está obrigado a comunicar previamente coisa nenhuma a ninguém. Desde quando é preciso pedir autorização para prender traficante?

Cracolândia Estadão 2

Comento – O Denarc não cercou ninguém. Ao prender traficantes, os policiais foram cercados e agredidos. Três carros de polícia foram depredados. E chegaram os reforços. O que há de errado nisso?

Cracolândia Estadão 3

Comento – É o contrário. O texto traz uma inversão detestável. A polícia é que, atacada com paus e pedras, revidou. Quando às balas de borracha, até agora não apareceu imagem nenhuma.

Cracolândia Estadão 4

Comento – Deixem-me ver se entendi. Quando o Denarc tiver de prender traficantes, terá de comunicar previamente:
a: os agentes de saúde e assistência social da Prefeitura;
b: o secretário de segurança do município;
c: o prefeito Fernando Haddad.

Cracolândia Estadão 5

Comento – Nos velhos tempos, um veículo de comunicação recorria à fórmula “a reportagem apurou” para dar uma informação que NÃO ERA DO INTERESSE OFICIAL. Agora, a coisa mudou. Haddad já se deu conta do fracasso de seu absurdo programa e tenta transferir responsabilidades. O Estadão está colaborando.

O jornal e o prefeito poderiam explicar por que a ação do Denarc prejudica o programa; ação essa que não atingiu os beneficiários.

Qual é o nexo lógico? Qual é a relação de causa e efeito?

Olhem aqui: o Estadão pode apoiar o programa o quanto quiser. Mas acredito que é possível fazê-lo ancorando-se nos fatos.

Ângulo das fotos
Vi há pouco o Jornal Nacional. A reportagem apresenta fotos da ação policial. Vejam algumas. Reparem nos créditos e no ângulo. Volto depois.

Cracolândia JN 1

 Cacolândia JN 2

Cracolândia JN 3

No crédito, lê-se: “Imagens cedidas pela Prefeitura”. Como se pode constatar, alguém, do alto de um prédio, a serviço da Prefeitura, estava registrando tudo. Isso no dia em que haviam passado por lá os petistas Alexandre Padilha, José de Fillipi Jr. e Roberto Porto.

Segundo a delegada Elaine Biasoli, chefe do Denarc, a prisão de traficantes na região é corriqueira, frequente: 65 pessoas de novembro ao dia 20 deste mês. Só nesta quinta, com a Haddadolândia coalhada de petistas, é que houve reação.

Um deles ao menos, tudo indica, tinha a tarefa de fazer as fotos.

24 Jan 02:34

Favorito para assumir a Saúde transfere empresa de consultoria para mulher

by giinternet

Por Eduardo Gonçalves, na VEJA.com:
Favorito para assumir o Ministério da Saúde, Ademar Arthur Chioro dos Reis, atual secretário de Saúde em São Bernardo do Campo, no ABC paulista, afirmou que transferiu para a mulher, Roseli Regis dos Reis, sua cota majoritária na empresa Consaúde Consultoria, Auditoria e Planejamento LTDA, da qual é sócio-diretor desde 1997. Em entrevista coletiva nesta quinta-feira, Chioro afirmou que sua mulher ficará com 99% das cotas da empresa – desde 2012, ela é minoritária no negócio, segundo a Junta Comercial do Estado de São Paulo.

Filiado ao PT, o secretário é alvo de um inquérito civil no Ministério Público Estadual que apura uma “possível violação ao princípio da administração pública” por causa do acúmulo do cargo de secretário municipal com o de sócio majoritário da empresa de consultoria. O processo foi aberto pela promotora Taciana Trevisoli Panagio em setembro de 2013.

Diante da repercussão negativa da denúncia de improbidade nesta semana, o secretário afirmou que acionou a Junta Comercial para se desligar formalmente da Consaúde. Segundo ele, a mudança foi para evitar “dor de cabeça” e “aborrecimento”. A legislação federal proíbe que servidores participem da “gerência ou administração de sociedade privada”.

Ele disse ainda que, desde 2009, quando foi empossado secretário na prefeitura de São Bernardo, não desempenha nenhuma atividade na Consaúde por “falta de tempo” e que a empresa nunca prestou serviço para a cidade do ABC paulista. “No entendimento do município, não há nenhuma irregularidade em ser secretário de saúde e sócio de uma empresa que presta consultoria na área da saúde”, disse. No entanto, ele confirmou que continuou recebendo os vencimentos da firma como sócio majoritário mesmo afastado do cargo de consultor.

Segundo a Lei Orgânica de São Bernardo do Campo, o acúmulo de funções também é proibido. No artigo 28, consta que “vereadores não poderão ser proprietários, controladores ou diretores de empresa que goze de favor decorrente de contrato com pessoas de direito público ou nela exercer função renumerada”. No artigo 84, a restrição é estendida para “os auxiliares diretos do prefeito”.

O ex-ministro Antonio Palocci (Casa Civil) foi demitido do cargo após se envolver em escândalo referente à evolução patrimonial de consultoria de sua propriedade. O ministro Fernando Pimentel (Desenvolvimento) foi investigado pela Comissão de Ética Pública da presidência pelo mesmo motivo.

Chioro não confirmou o convite da presidente Dilma Rousseff para assumir a pasta, mas sua nomeação é dada como certa em Brasília.“Qualquer tema relacionado à conversa compete à presidente da República”, desconversou. Na última terça-feira, ele se encontrou com a presidente e o atual ministro da Saúde, Alexandre Padilha, que deixará o cargo para concorrer ao governo de São Paulo.

Empresa
No último ano, a Consaúde prestou um serviço no valor de 8.000 reais para a cidade de Ubatuba, comandada por Maurício Moromizato (PT). Reis, no entanto, disse que a empresa não tem “predileção partidária”, listando prefeituras geridas por outros partidos com quem a firma já fechou negócios, como Pindamonhangaba (SP), São Luis do Paraitinga (SP) e Volta Redonda (RJ).

Há 17 anos em atividade, a empresa firmou contrato com o governo federal, em 2000, na gestão Fernando Henrique Cardoso (PSDB). Também já prestou consultoria para o governo de Angola e para os Estados da Bahia e de Pernambuco. O secretário disse que, no momento, a empresa não tem nenhum cliente e que o contrato com Ubatuba foi encerrado no fim do ano passado.

Junto com outros sócios, Reis fundou a Consaúde em 1997. Em março de 2003, se afastou da sociedade para assumir posto no Ministério da Saúde, no governo Lula. Em 2005, pediu exoneração do cargo e voltou à sociedade em 2006. Seis anos depois, tornou-se sócio majoritário da firma com 36.900 reais. Em 2009, ele foi nomeado secretário municipal da Saúde pelo prefeito de São Bernardo do Campo, Luiz Marinho (PT).

24 Jan 01:47

Valve Offers Free Subscription To Debian Developers: Paying It Forward

by samzenpus
sfcrazy writes "Valve Software, the makers of Steam OS, is already winning praise from the larger free and open source community – mainly because of their pro-community approach. Now the company is 'giving back' to Debian by offering free subscription to Debian developers. This subscription will offer full access to current and future games produced by Valve. Since Steam OS is based on Debian GNU/Linux it's a nice way for Valve to say 'thank you' to Debian developers."

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24 Jan 00:22

PSDB decide recorrer ao Ministério Público Eleitoral contra Skaf por propaganda eleitoral antecipada com recursos da Fiesp e do Sesi

by giinternet

O PSDB paulistano decidiu que recorrer ao Ministério Público Eleitoral contra Paulo Skaf, presidente da Fiesp e futuro candidato do PMDB ao governo de São Paulo, informa Daniela Lima, na Folha. O partido acusa Skaf de usar a estrutura a Fiesp e do Sesi para fazer propaganda eleitoral antecipada. Faz sentido? Faz. Raramente se viu coisa tão escancarada. Skaf, vamos dizer assim, “privatizou” a federação e, o que é pior, o Sesi, que lida também com recursos públicos.

Em julho do ano passado, a Folha divulgou números impressionantes. Skaff havia aparecido em inserções comerciais nada menos de 1.151 vezes no primeiro semestre, mais do que uma celebridade como o ator e apresentador Rodrigo Faro, conhecido por fazer muitos comerciais. Em todas essas inserções, Skaf tenta imprimir as suas digitais em ações que são das entidades que preside ou ligadas à federação.

Entre as inserções comerciais que os tucanos consideram campanha, está aquela em que Skaff comemora a suspensão do reajuste do IPTU em São Paulo. Sim, a Fiesp recorreu contra o reajuste, mas o PSDB também, e as duas foram fundidas numa só. Agora o presidente da Fiesp pretende recorrer contra o reajuste de IPTU em outras cidades — de preferência em municípios administrados por partidos de futuros adversários eleitorais.

Olhem aqui, leitores! Algumas teses de Skaf — como o combate ao aumento do IPTU e à alta carga tributária — são simpáticas e, se querem saber, têm um saudável apelo conservador, coisa que faz falta na política nacional. E, não por acaso, essas teses, somadas à sua onipresença na TV, lhe estão rendendo dividendos eleitorais. Ele aparece em segundo lugar nas pesquisas eleitorais, com até 19%das intenções de voto.

Mas cumpre não ser inocente. Skaf é PMDB, e o grande aliado do PMDB, em escala nacional, é o PT. Ainda que Skaf tenha incomodado o prefeito Fernando Haddad, o PT não reclama. Considera que ele é fundamental no esforço para derrotar Alckmin em São Paulo. Assim, o suposto conservadorismo do presidente da Fiesp, no limite, interessa mesmo é ao PT.

Mas essas são firulas políticas. O que me parece inaceitável, independentemente da qualidade das teses de Skaf, é o uso desassombrado da máquina da Fiesp e do Sesi. Ele vai ser candidato. Ele atua como candidato. Ele tem conversa de candidato. Ele circula como candidato. E está fazendo propaganda de si mesmo com recurso da federação que preside e do Sesi.

 

24 Jan 00:21

Haddad, PT e imprensa criam o “2º caso Kaíque”, agora na Haddadolândia. Chefe do Denarc põe fim à farsa com firmeza e clareza: não foi operação-surpresa!Ou ainda: chefões do PT na Haddadolândia

by giinternet
Elaine Biasoli: chefe do Denarc não tem medo de cumprir sua função e não tem de se submeter às loucuras de Haddad sobre o crack

Elaine Biasoli: chefe do Denarc não tem medo de cumprir sua função e não tem de se submeter às loucuras de Haddad sobre o crack

Estranhei a informação, que estava em toda parte — e me refiro a ela no post que já escrevi — de que policiais civis teriam usado “balas de borracha” na Cracolândia. A operação na região foi conduzida pelo Denarc, chefiado hoje pela delegada Elaine Maria Biasoli. Nada sei contra essa mulher. Ao contrário: o que sei é a favor. Entre outras coisas, tem coragem de enfrentar as milícias da mentira e da distorção.

A informação do uso de balas de borracha está em toda parte e mobiliza a Al Qaeda eletrônica petista na Internet. A Rádio Estadão entrevistou a delegada. Para ouvir, clique aqui. Ninguém lhe perguntou nada a respeito.

Mentira! A operação não foi “surpresa”. Trata-se de uma farsa alimentada pelo prefeito Fernando Haddad, por seus auxiliares, por petistas no geral e pelos setores da imprensa que aceitam ser porta-vozes dessas gente.

Uma das tarefas do Denarc é prender traficantes. Ninguém precisa ser previamente avisado disso. Elaine Maria, na conversa com o Estadão, se ofereceu para fornecer os dados pormenorizados: desde que ela assumiu o departamento, em novembro, até o dia 20 deste mês, 65 traficantes foram presos na região.

Segundo caso Kaíque
Estamos diante de um “segundo caso Kaíque”, uma referência àquele pobre rapaz que se suicidou e que os petistas e militantes tentaram transformar numa vítima da homofobia, com acusações veladas à polícia, que só cumpria o seu dever.

O programa “Braços Abertos” da Prefeitura, como já afirmei aqui, criou a zona livre do tráfico e do consumo de drogas. O que esperam? Que o Denarc deixe os traficantes circulando livremente, é isso? O prefeito que venha a público defender a legalização das drogas. Se a sociedade aceitar, tudo bem… Elaine Maria deixa claro: o Denarc tem obrigações, sim, firmadas moral e legalmente também com quem trabalha e mora na região. O Denarc não prendeu consumidores, mas traficantes, numa ação rotineira. E por que a confusão nesta quinta-feira?

Petistas na área
Curiosamente, esta quinta foi um dia de romaria de figurões petistas à Cracolândia. Sabem quem estava lá de manhã? Ninguém menos do que o ministro-candidato Alexandre Padilha. Estava acompanhado do secretário de Saúde da cidade, José de Fillipi Jr.

À tarde, durante as prisões efetuadas pelo Denarc e que resultaram em confrontos, quem estava presente à região era o secretário municipal de Segurança, Roberto Porto. Ele foi um dos que se disseram surpresos.

Surpreso com o quê? Desde quando o Denarc tem de avisar ao sr. Porto que vai efetuar uma prisão? Aliás, o departamento não tem de pedir autorização para ninguém porque tem autonomia funcional para isso: nem para Porto, para Haddad, para a Polícia Militar ou mesmo para a Secretaria de Segurança de São Paulo.

Essa história da operação-surpresa é uma farsa asquerosa. E, tudo indica, a das balas de borracha também, artefato que não é de uso regular da Polícia Civil. Mas não tenho receio de dizer tudo: se policiais estão sendo atacados por uma turba, por que não? Mas parece que tudo não passa mesmo de uma farsa.

Braços Abertos
A Al Qaeda eletrônica atua a todo vapor, como fez no caso Caíque. Haddad deu uma de Maria do Rosário e, claro!, saiu atacando a polícia. Os delinquentes morais dizem, referindo-se ao Programa Braços Abertos, a Bolsa Crack de Haddad: “A Prefeitura abraça, e o Estado mata”. A Prefeitura, de fato, está, na prática, queira ou não, abraçando traficantes. Mas o estado não matou ninguém.

Parabéns à delegada Elaine Maria Biasoli. Não tem medo de enfrentar os fatos. O tráfico de drogas é ilegal em São Paulo, dentro ou fora da Haddadolândia.

O programa de Haddad, apesar do apoio da imprensa, obviamente, já naufragou. E por quê? Para ser sucesso, ele tem de incluir cada vez mais viciados. Dadas as suas características, quanto mais incluir, mais viciados vão aparecer. É um caso em que o sucesso é igual ao fracasso.

Para encerrar
- com ou sem bala de borracha, a operação do Denarc é legítima;
- ainda que tivesse sido surpresa, não há ilegalidade nenhuma;
- tudo indica, estou apurando, que havia, sim, mandado de prisão;
- por definição, não é?, a polícia não precisa de mandado para prisões em flagrante.

23 Jan 22:49

Google Charging OEMs Licensing Fees For Play Store

by timothy
An anonymous reader writes "Google has begun charging OEMs for access to its proprietary Play Store applications for Android though the reported amount is as low as 75c per device. Between charging OEMs for Google Play apps, showing ads within these apps (Search, Maps and GMail) and profiling users with the data it collects this does show that Google is willing to leverage their stranglehold on the mobile market to control and monetize wherever it can. Add that these proprietary applications and the proprietary Google Play Services are the primary areas for Android innovation and development and you end up with an operating system that is less and less 'free' in the freedom and cost senses of the word."

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23 Jan 21:58

Xiii… Policiais civis entraram sem passaporte num mundo estrangeiro chamado “Haddadolândia”

by giinternet

Xiii… A Polícia Civil pisou no Território Sagrado da Cracolândia, transformada pelo prefeito Fernando Haddad, na prática, em área livre para o consumo da droga e o tráfico. É a consequência óbvia do tal programa “Braços Abertos”, que dá salário, casa e comida para os viciados, sem lhes pedir nada em troca: nem que se tratem do vício nem que se comprometam com o trabalho. Se não aparecerem para as quatro horas obrigatórias, deixam de ganhar R$ 15. E só. Não é proibido nem mesmo consumir a pedra com o uniforme da Prefeitura. O que aconteceu?

Policiais civis prenderam um rapaz. Parece que não estavam identificados como membros da Polícia Civil. É preciso ver as circunstâncias, mas isso não é necessário. Frequentadores da Cracolândia atacaram os policiais com paus e pedras e quebraram o vido do carro. Aí, sabem como é…. Outras viaturas da Polícia Civil chegaram, e o confronto aconteceu, com bombas de gás e balas de borracha. Três pessoas teriam sido feridas, inclusive uma criança. Quatro foram detidas.

Eis aí uma outra ação da Prefeitura de São Paulo que está a pedir uma boa pesquisa de opinião, com perguntas bem-feitas, objetivas, para que os paulistanos deem a sua opinião sobre o programa.

É preciso apurar melhor o que aconteceu; sim, sempre existe o risco de a polícia ter errado e coisa e tal. Mas esse é um daqueles casos que boa parte da imprensa transforma na luta do bem contra o mal. E, por incrível que pareça, o mal será sempre a polícia, esteja certa ou errada; e o bem será sempre aquele ligado à droga, esteja certo ou errado.

Conheço poucas perversidades morais tão agudas como o programa “Braços Abertos”. De fato, ele condena o dependente ao vício. Dá-se de barato que tentar o contrário é inútil. Pior: ao lhe conceder uma área da cidade, cria um gueto, um Vale dos Caídos, em que vigoram leis muito particulares.

Para arremate dos males, a área da cidade mais bem dotada de infraestrutura é esterilizada, privatizada por dependentes e traficantes. Os moradores do Centro que não são dependentes estão condenados ou a viver segundo as regras impostas pelas drogas ou a cair fora, mudar-se dali — vendo, adicionalmente, se esfarelar seu patrimônio.

Reitero que é preciso ver direito o que aconteceu, mas noto que, em nenhuma democracia do mundo, policiais são recebidos com paus e pedras sem que haja reação muito dura. Não é preciso explicar por quê.

Mais um pouco, será preciso ter um passaporte para entrar na Cracolândia, que deixará de ser um gueto para se transformar numa espécie não de país, mas de mundo estrangeiro.

É o fim da picada! Sugiro, diga-se, a mudança do nome da região: agora é a Haddadolândia.

23 Jan 20:37

Facebook Is a Plague That'll Burn Out In a Few Years, Says Study

by timothy
Nerval's Lobster writes "Facebook will bleed the majority of its users over the next three years, according to Princeton researchers John Cannarella and Joshua Spechler, who arrived at that conclusion by comparing Facebook to an infectious disease. That's sort of logical: both Facebook and viruses depend on networks of human beings to "transmit" and grow; and just as people shake off viruses, they should (according to the theory, at least) eventually stop using Facebook. But how do a bunch of determined scientists actually trace Facebook's theoretical rise and fall? Cannarella and Spechler decided to use the frequency with which "Facebook" is typed into Google as their main dataset (various other studies have also relied on Google Trends as the basis for predictions). Those search queries reached a peak in December 2012. The researchers took that dataset and plugged it into prebuilt model for the spread of infectious disease (PDF), tweaked things a bit, and found that Facebook—like any plague that's burned through a significant portion of a population—will decline before the decade is out. Seem unlikely? To be fair, the researchers ran the term 'MySpace' through their model and found it traced that social network's rise and fall with some accuracy; but Facebook is much larger than MySpace at its peak, and woven much more pervasively throughout the fabric of the Web—thousands of Websites rely on the Network That Zuckerberg Built to connect with users, advertise, sell products, and much more. That prevalence alone should slow any Facebook decline. In addition, Facebook has begun releasing standalone apps such as Messenger, as part of a broader strategy to expand the company's branding and functionality beyond its core Website. Whether or not you like this theory that Facebook will 'burn out' has any validity, it's clear the social network is trying to mutate."

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23 Jan 20:37

BC eleva previsão de inflação e indica: alta dos juros pode seguir

by giinternet

Na veja.com:
O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central elevou sua previsão de inflação para 2014 e acredita que o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) ficará acima do centro da meta do governo não apenas neste ano, como também em 2015. É o que mostra a ata da última reunião do colegiado, divulgada nesta quinta-feira, em que os membros do Copom explicam por que optaram, por unanimidade, por elevar a taxa básica de juros do país, a Selic, em 0,5 ponto porcentual, para 10,50% ao ano. A resistência da inflação é o motivo pelo qual o BC indica no mesmo documento que seguirá com sua política de aperto monetário, ou seja, novas elevações da taxa de juros não estão descartadas. “O Copom entende ser apropriada a continuidade do ritmo de ajuste das condições monetárias ora em curso”, diz o texto.

A decisão tem por objetivo, segundo o documento, evitar “danos” que possam ser causados pela elevação dos preços, especialmente sobre o consumo e investimentos. Na visão do Copom, nos últimos doze meses a inflação está superando as expectativas, permanecendo acima do centro da meta do governo, de 4,5%, o que deve ser visto ainda em 2014 e 2015. “O Copom pondera que a elevada variação dos índices de preços ao consumidor nos últimos doze meses contribui para que a inflação ainda mostre resistência, que, a propósito, tem se mostrado ligeiramente acima daquela que se antecipava.”

Para 2015, o documento traz apenas que “em ambos os cenários, a projeção de inflação se posiciona acima da meta” e não detalha se houve um movimento de alta ou de baixa em relação à perspectiva anterior. Vale lembrar que, no Relatório Trimestral de Inflação (RTI), divulgado ao final de dezembro do ano passado, o BC havia informado que, no cenário de referência, sua expectativa era de uma inflação em 5,6% ao final de 2014 e de 5,4% no encerramento do ano que vem. Já no cenário de mercado, a projeção do Copom é de IPCA encerrando 2015 em 5,3% – a mesma taxa de 5,6% é aguardada para o acumulado deste ano.

Em 2013, o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) subiu 5,91%, pressionado pelo preço dos alimentos e acima do visto em 2012 (5,84%). O colegiado destaca, porém, que os preços das commodities nos mercados internacionais devem se acomodar, “bem como de focos de tensão e de volatilidade nos mercados de moeda”. Além disso, o BC projeta estabilidade nos preços da gasolina para o acumulado de 2014, indicando que a Petrobras poderá ficar sem reajustes no período. Com isso, a inflação pode ficar um pouco mais controlada no ano.

No cenário internacional, o Copom projeta riscos ainda elevados, inclusive com mudanças na inclinação da curva de juros em importantes economias desenvolvidas. O colegiado ainda vê baixa probabilidade de ocorrência de eventos extremos nos mercados financeiros internacionais, mas lembra que o ambiente externo permanece complexo.

Diante disso, o Comitê reafirmou que a “política monetária deve se manter especialmente vigilante, de modo a minimizar riscos de que níveis elevados de inflação, como o observado nos últimos doze meses, persistam no horizonte relevante para a política monetária”. Indicou, assim, que novas elevações nos juros podem vir nas próximas reuniões. Mas, faz a ressalva de que os efeitos das ações de política monetária para a inflação ocorrem com defasagens. O Copom se reunirá novamente em 25 de fevereiro.

No comunicado após a decisão do Copom e que foi repetida na ata, a inclusão da expressão “neste momento” foi vista por analistas como um sinal de que o BC poderia reduzir o ritmo ou até mesmo encerrar o ciclo em breve, após sete altas seguidas na Selic. O atual ciclo de aperto monetário foi iniciado em abril passado, quando a Selic estava na mínima histórica de 7,25%. Pesquisa Focus do BC mostra que a projeção dos analistas é de que o IPCA encerre 2014 a 6,01%, enquanto a Selic iria a 10,75%.

 

23 Jan 20:35

Alckmin sanciona lei que veta animais em pesquisas para cosméticos. Ou: A democracia e a vontade das minorias

by giinternet

O governador Geraldo Alckmin sancionou a lei que proíbe em São Paulo o emprego de animais na chamada indústria de cosméticos, de perfumes e higiene íntima. Já escrevi a respeito anteontem. Estava na cara que seria essa a decisão do governador — ou o furor militante de meia dúzia de lunáticos o aguardava, com ampla repercussão na imprensa, onde os bichos, ultimamente, gozam de um status ligeiramente superior ao dos humanos.

A medida, tudo indica, é inócua. Que eu saiba, não há laboratórios em São Paulo que façam testes de cosméticos em animais. O Instituto Royal, por exemplo, não fazia. Assim, ao sancionar tal lei, talvez não se colha nenhum efeito prático. Havendo empresa assim, migrará para outro estado.

O ponto é outro. A aprovação da lei na Assembleia de São Paulo e sua sanção acabam, de algum modo, endossando a ação daqueles trogloditas que depredaram o Royal. Esse é seu aspecto negativo. Mais: uma lei como essa tem de ser federal, ora.

Fiquemos atentos ao espírito do tempo. Ultimamente, os que gritam mais e são mais organizados, mesmo que minoria, tendem a querer que as leis passem a abrigar seus conceitos e preconceitos. Um dos pilares da democracia é a proteção às minorias; mas não se conhece regime democrático governado por elas.

23 Jan 20:35

Orçamento da Olimpíada sobe a R$ 7 bilhões, diz comitê Rio 2016

by giinternet

Por Daniel Haidar, na VEJA.com:
O orçamento da Olimpíada de 2016, no Rio de Janeiro, foi reajustado em 1,4 bilhão de reais. Em entrevista coletiva nesta quinta-feira, o Comitê Organizador Rio 2016 declarou que a previsão de despesas subiu para 7 bilhões de reais – quando a candidatura foi lançada, em 2008, a estimativa inicial era de 5,6 bilhões de reais. Segundo Sidney Levy, diretor-geral do Rio 2016, o valor aumentou por causa da evolução dos salários acima da inflação e por despesas maiores do que o esperado com tecnologia e segurança. Ele também mencionou a inclusão de quatro novos esportes: golfe e rugby nos Jogos Olimpícos, paracanoagem e paratriatlo nos Paraolímpicos.

Além dessa despesa, que garante os gastos diretos do Comitê Organizador, há ainda o orçamento não olímpico, com obras de infraestrutura bancadas pelo poder público. Na época da candidatura, há seis anos, esse valor foi calculado em 22,6 bilhões de reais. Uma previsão mais atualizada deve ser divulgada na próxima semana. ”Em comum acordo com o governo, não vamos receber aporte dos cofres públicos. Todas as despesas que o governo for executar estarão incluídas na matriz das responsabilidades”, afirmou Levy.

23 Jan 20:34

Fernando Haddad vira líder dos rolezinhos em São Paulo

by giinternet
Haddad: agora é ele o líder dos rolezinhos em São Paulo

Haddad: agora é ele o líder dos rolezinhos em São Paulo

Ai, ai… A pesquisa Datafolha já revelou o que os paulistanos pensam dos rolezinhos, e os mais críticos são justamente os mais pobres. Nem a hipótese do racismo, na qual o PT investiu, se confirmou. Assim como essa coisa toda começou, iria esmorecer.

Mas aí apareceu o prefeito Fernando Haddad no meio do caminho. Escolheu o pagodeiro Netinho de Paula, seu secretário da Igualdade Racial, para negociar com “rolezeiros”, como se fosse possível estabelecer uma representação formal em casos assim.

Depois de uma reunião com a molecada e com representantes de shoppings, ficou acordado que os rolezinhos poderão ser feitos nos… estacionamentos. É mesmo, é? Em quais? Haverá carros no local? Os rolezeiros se espalharão entre os automóveis? Mais: isso vale também para as garagens subterrâneas, sem janelas nem outra área de escape para as ruas?

Assim, a Prefeitura de São Paulo decidiu dar sobrevida a uma prática que estava em declínio e que conta com a antipatia da esmagadora maioria dos paulistanos. Tudo porque o prefeito Haddad não resistiu à tentação de se comportar como um populista vulgar. Aliás, mais de uma vez eu já apontei as características que fazem dele um Jânio Quadros de esquerda. E, como de costume, Haddad tenta ser popular enfurecendo o povo. Um gênio!

Quanto tempo vai durar essa solução que não resolve nada? Se o estacionamento de um determinado shopping passar a ser palco de rolezinhos permanentes, das duas uma: ou se impede a entrada dos carros — e, pois, se espantam clientes — ou se expõem os donos dos automóveis ao risco do prejuízo. E eles desaparecerão do mesmo jeito. Em qualquer dos casos, lojistas e consumidores estarão sendo punidos.

É nisso que dá emprestar uma visão política, ideológica, ao que não passava de uma manifestação mais ou menos irresponsável de quem só queria se divertir, optando por uma prática obviamente incompatível com o lugar escolhido.

O prefeito Fernando Haddad está fazendo um esforço danado para que os rolezinhos sejam mais uma das heranças malditas que ele pretende deixar em São Paulo. O pagodeiro Netinho já conversou com supostos líderes de rolezeiros da Zona Norte. Nesta sexta, é o dia dos da Zona Sul.

Depois virão os da Zona Leste, que concentra as regiões mais pobres da cidade. É lá que os rolezinhos têm o menor apoio da população: apenas 8% segundo o Datafolha.

23 Jan 16:32

From Contempt to Solidarity

by pspil1@aol.com (Pete Spiliakos)

The period from 2009–2012 saw a bizarre change within the culture of the Republican party. Party elites found it a good idea to express resentment and contempt for workers who were just on the other side of the earnings median. Republicans paid the price of this contempt in 2012, and recent signs indicate that Republican politicians have learned their lesson and are working toward a limited government politics that is more inclusive of the concerns of working families.

This resentment of lower-earning workers seems to have started as a response to left-wing attacks on high-earners. This Republican response crossed the party’s usual factional divisions. From the Republican establishment, former George W. Bush Press Secretary Ari Fleischer responded to President Obama’s proposal to raise taxes on high-earners by writing a Wall Street Journal column complaining that the bottom forty-percent of workers paid too little in income taxes and were imposing too heavy a burden on high-earners.

From the party’s Tea Party populist wing, Erick Erickson created the “We Are The 53%” tumblr. This was obviously in response to the Occupy movement’s attacks on the wealthiest 1% of the population. Individuals would hold up pieces of paper explaining why they were in the 53% that had a net income tax liability. They were in the 53% because they worked hard and were responsible. It was not much of a mystery what we were supposed to think of those who were in the 47%. Of course, the idea was not to personally insult every last American who worked a low-wage job. The real targets of the “We Are The 53%” tumblr were probably Occupy activists, but Erickson (like Fleischer) chose a frame that made just about everyone under the earnings median seem like a social parasite. It also made conservatives (at least implicitly) the party of the tax increase—as long as the taxes weren’t being raised on the rich.

Republican politicians picked up on and amplified this resentment of lower-wage workers. Michele Bachmann said that, under her tax plan, everyone would have a net income tax liability even if it was only “the price of two Happy Meals.” In announcing his presidential campaign, Texas Governor Rick Perry simultaneously came out for lower taxes and railed against “the injustice that nearly half of all Americans don’t even pay any income tax.

Mitt Romney’s infamous 47 percent comments make a lot more sense when they are placed in this context. The 47 percent gaffe wasn’t a result of some personal foible. Romney was a product of a political culture that had adopted a resentment-based hostility to those just under the earnings median. That many of those workers had a net payroll tax liability and were struggling to support their families on meager wages seemed irrelevant. Republican politicians had become used to talking of these workers as burdens on society who needed their taxes increased so they would know that (in the words of Michele Bachmann) “freedom isn’t free.”

This goes beyond individual statements. Most Americans never heard a full Bachmann speech and were not listening to Rick Perry’s campaign announcement. Even Mitt Romney’s poll ratings only fell slightly in the days after his 47 percent comments were revealed.

That might be because the public had already gotten the message in other ways. The 2012 Republican National Convention was a constant defense and valorization of the high-earners who “built that.” Romney’s across-the-board tax cut offered little to people around the earnings median while sharply cutting tax rates on high-earners.

The one great exception to all this was Rick Santorum. Santorum was the Republican presidential candidate who could point out that many American working families had problems that could not be ameliorated simply by cutting marginal tax rates on high-earners. Santorum focused on the struggles and the earned dignity of people who might not make much above the earnings median.

Santorum’s ability to carry this message was limited. His campaign had modest organizational capacity. Santorum himself was rhetorically undisciplined and would let himself get suckered into self-defeating culture war battles. Santorum’s conception of the American working-class was also badly outdated. But to his credit, Santorum insisted that people around the earnings median were valuable contributors to society and that those people had interests that were not merely derivative of the interests of high-earners.

Santorum is still at it. Santorum is still arguing that Republicans need to find an economic language that appeals to people who are not entrepreneurs or high-earners. Santorum is still arguing that a limited government politics has to recognize the contributions and concerns of people who want to go to work, come home, and raise their children. These people might not own a business, but they contribute to building our society.

The good news is that Santorum is being joined by other Republicans. Utah Senator Mike Lee proposed a tax plan that would cut the tax burden on many working parents below the earnings median. Not only would these workers continue to have zero net income tax liability, they would also pay less in payroll taxes. Lee explicitly took on his party’s 2009–2012 thinking:

And, finally, some might worry that increasing the child credit would take more people off the income tax rolls altogether.

And it would.

But then again, people who pay no income tax do pay federal taxes—payroll taxes, gas taxes, and various others.

Working families are not free riders.

Others have joined Lee. Florida Senator Marco Rubio has come out for converting the earned income tax credit into a wage subsidy for low-income workers. Perhaps the most interesting artifact was a letter sent to President Obama by a group of House Republicans.

The letter was organized by Mo Brooks and one of its signatories was Arkansas Senate candidate and party rising star Tom Cotton. The House Republicans complained that the Senate’s immigration bill that President Obama supported would sharply increase low-skill immigrations even as current low-skill residents struggle with high unemployment and stagnant wages. The letter also describes the Senate bill’s expanded low-skill immigration as a giveaway to connected businesses in order to reduce the bargaining power of low-skill workers. The letter asks, “Is it the position of the White House that the hotel industry cannot be asked to find employees from among the legions of unemployed residing here today?” Another of the signatories was Michele Bachmann.

One can see the outlines of a conservative populist agenda on taxes, wage subsidies, and immigration. Santorum, Lee, Rubio, Cotton, and others have a chance to change the Republican party’s political culture. They have a chance to produce a Republican agenda that combines limited government and solidarity with working families who earn under the median. Will they take it?

Pete Spiliakos writes for First Thoughts. His previous columns can be found here.

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23 Jan 16:31

Up To a Quarter of California Smog Comes From China

by samzenpus
wabrandsma writes "What goes around comes around – quite literally in the case of smog. The US has outsourced many of its production lines to China and, in return, global winds are exporting the Chinese factories' pollution right back to the U.S. From the article: '...the team combined their emissions data with atmospheric models that predict how winds shuttle particles around. These winds push Chinese smog over the Pacific and dump it on the western US, from Seattle to southern California. The modelling revealed that on any given day in 2006, goods made in China for the US market accounted for up to a quarter of the sulphate smog over the western U.S..'"

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23 Jan 16:30

Marina quer agora implodir a aliança PSDB-PSB em MG. Quem está surpreso?

by giinternet

Pois é… Marina Silva tem a sua natureza. Ela e seu grupo se comportam, dentro do PSB, da mesma maneira como se comportavam quando a então petista deixou seu partido e migrou para o PV: como os donos da bola. A turma da líder da Rede, informa Ranier Bragon na Folha, quer agora acabar com a aliança entre o PSB, de Eduardo Campos, e o PSDB de Minas, do presidenciável Aécio Neves. Os “marineiros” defendem candidatura própria no estado.

Então vamos ver: Marina já conseguiu desfazer a aliança do PSB com os tucanos em São Paulo. Há ainda quem ache que pode ser recomposta, mas a possibilidade é remota. E se esforça para inviabilizar a aliança do partido com o PSDB de Minas. É o seu preço para ser vice na chapa do peessebista Eduardo Campos.

Acontece que o PSB está no governo mineiro; pertence à base de apoio — e esse era o caso de São Paulo até anteontem. Mas Marina não quer nem saber. Num manifesto, o partido escreveu: “A Rede vem afirmar a necessidade de romper a hegemonia do PSDB em Minas Gerais” para “renovar a prática política no Estado, desgastada com o rodízio de velhos grupos no poder”.

O chefão da Rede no Estado é Cassio Martinho, porta-voz nacional do partido em formação, junto com a própria Marina. Logo, essa pressão tem inequivocamente as suas digitais.

Vejam que coisa curiosa: até agora, Marina Silva funcionou como massa negativa para Eduardo Campos. Do ponto de vista das alianças, o resultado da soma dos dois é inferior ao que ele tinha sozinho. Ela está inviabilizando alianças que já existiam. É a adição que subtrai.

Bem, o que começou torto parece que torto continuará. Um dos primeiros aliados que Campos havia conquistado fora de Pernambuco era o deputado Ronaldo Caiado, do DEM de Goiás, que tenta viabilizar sua candidatura ao governo. Logo no primeiro dia, Marina o desqualificou de maneira infundada e grosseira. Campos silenciou, e o acordo se desfez.

Se o acordo, para ele, até agora, tem se mostrado irrelevante, com ela, aconteceu justamente o contrário. Sem o seu partido, correria o risco de ficar um tempo no limbo, o que nunca é bom em política. A sua entrada, ainda que temporária, no PSB lhe deu força para articulações nacionais. Vamos ver o que sobrará do PSB depois desse trabalho explícito de parasitismo da Rede.

Para encerrar: Campos tem um único aliado nacional até agora: o pequeno PPS. Marina está se esforçando brutalmente para implodir alianças regionais. Até parece que ela age de modo deliberado para inviabilizar a candidatura do governador de Pernambuco, hipótese em que seria ela própria a candidata do PSB à Presidência.

23 Jan 16:30

O Datafolha e os subintelectuais decepcionados com o povo: 82% dos paulistanos são contra rolezinhos, e 73%, a favor da ação da polícia. Larga maioria de negros e pardos não vê discriminação

by giinternet

Datafolha 1 rolezinho

Pois é… Nesta quinta, muito esquerdista endinheirado encontrará motivos para se decepcionar com o povo. Eles lá, dedicando-se a um frenético exercício de antropologia criativa para ver nos rolezinhos uma espécie de grito primal dos deserdados do capitalismo, e os pobres cobrando o fim desses eventos para poder frequentar os shoppings em paz.

Os racialistas também ficarão amuados. Insistem que os negros e pardos são discriminados nesses centros comerciais, e a maioria dos negros e pobres diz que… não! A população de São Paulo — ESPECIALMENTE OS MAIS POBRES — gosta é de ordem e de polícia cumprindo a sua função. Quem gosta de bagunça é subintelectual do miolo mole, militantes de esquerda e, infelizmente, alguns coleguinhas.

Segundo pesquisa Datafolha, publicada hoje na Folha, nada menos de 82% dos paulistanos são contra os rolezinhos, impopulares até entre os jovens — Reprovam as manifestações 70% das pessoas entre 16 e 24 anos e 85% dos que estão entre 25 e 34. Alguns vigaristas sustentavam que os rolezinhos são o grito dos pobres. Será? São contra esses eventos 80% dos que ganham até 2 salários mínimos. Entre os que recebem de 2 a 5, a reprovação chega a 87%. A aceitação cresce um pouquinho entre os mais endinheirados, mas o “não” é ainda esmagador: 71% (veja quadros publicados pela Folha reproduzidos neste post).

O Datafolha quis saber ainda se a população aprova que os shoppings recorram à Justiça para impedir rolezinhos. 80% disseram que sim. Para 77%, esse tipo de coisa não passa de “tumulto”. E a polícia? Será que deve ser acionada? A esmagadora maioria dos paulistanos aprova: 73%. E nada menos de 72% disseram que não existe preconceito de cor na reação dos shoppings. Atenção, entre os negros, só 32% afirmaram ver preconceito de cor; ente os pardos, apenas 25%. Logo, os negros e pardos não endossam as tolices ditas pelos ministros Gilberto Carvalho, secretário-geral da Presidência, e Luíza Bairros, da Igualdade Racial.

Sabem, leitores, qual é a região da cidade que menos apoia os rolezinhos? A Zona Leste, justamente a que concentra o maior número de pobres. Apenas 8% disseram concordar com esses eventos. Conforme escrevi aqui muitas vezes, os shoppings que estão situados na periferia são também áreas de lazer das comunidades carentes. São elas as principais prejudicadas por aquela bagunça.

Essas manifestações contam com um pouco mais de apoio, embora pequeno, entre os mais ricos, que ganham acima de 10 mínimos. É nessa faixa que se concentra boa parte das pessoas de esquerda. Vocês leram direito: no Brasil, socialistas costumam ser os endinheirados — embora, como é sabido, eles não deem aos pobres nem um miserável pirulito.

Contra a seleção
Ah, sim: 73% dizem que os shoppings não têm o direito de discriminar quem pode e quem não pode entrar. Não sei como a pergunta do Datafolha foi feita, mas é certo que ninguém reivindicou essa licença.

Datafolha 3 rolezinho

Datafolha 4 Rolezinho

Civilização
Na segunda, escrevi o que segue em azul:
Shoppings são experiências que criam um padrão aceitável de civilização que acaba por mitigar particularismos de classe (e outros) em nome de alguns denominadores comuns de convivência. É assim que se constroem as sociedades. Os comportamentos que ficam à margem — ou porque muito requintados ou porque muito grosseiros — acabam não encontrando lugar para se expressar. Isso é um sinal de avanço das sociedades. Concorre para a elevação do padrão médio. O shopping center constrói um superego com muito mais eficiência do que um pai — se for um pai relapso, então, nem se fale… Sim, é preciso proibir que se toque e se dance funk nos corredores. Mas se deve vetar igualmente que alguém saque o seu aparelho de som para ouvir “A Flauta Mágica” no último volume. Posso achar o funk um lixo, e acho. Posso achar Mozart uma maravilha, e acho. Em locais públicos, o que conta é uma média dos “achares” e dos “quereres”.

Fui adiante e explicitei qual é a relação das comunidades pobres com os shoppings (em azul):
Nunca caí no conto (…) de considerar que os rolezinhos são, na verdade, protestos que ainda não têm plena consciência de si mesmos. Isso é restolho dos escombros do marxismo aprendido de orelhada. O Shopping Campo Limpo é frequentado pelos moradores de… Campo Limpo e adjacências. Muita gente é pobre. Heliópolis, em São Paulo, está entre as dez maiores favelas do Brasil — hoje, os próprios moradores preferem chamá-la de bairro, mas, tecnicamente, é uma favela. Segundo o Censo de 2010, contava com 41.118 moradores. Creio que esteja hoje beirando os 45 mil. Eles frequentam em massa o Central Plaza Shopping, que fica bem perto.
Falo o que sei, falo o que conheço, falo o que vi. Já fui lá várias vezes (…). Pobres, pretos, mestiços — ou que outra categoria queiram criar para brandir a bandeira da discriminação — jamais foram discriminados por ali porque isso significaria, na prática, expulsar boa parte dos… consumidores. A praça de alimentação, nos fins de semana, recebe a população pobre ou remediada que quer “jantar fora”. Os bairros contíguos abrigam moradores de classe media e classe média baixa. Atenção! É um shopping gigantesco, vive apinhado, o ambiente é asseado, e os consumidores e visitantes não se comportam de modo distinto dos que frequentam o Iguatemi, o JK, o Villa-Lobos ou o Higienópolis.

Encerro
Os subintelectuais não têm cura. Mas ponho fé no jornalismo. As redações deveriam enviar seus repórteres para fazer um treinamento intensivo com o “povo” — mas povo mesmo, de verdade, o que exclui as entidades e ONGs de militantes usurpadores, que pretendem falar em seu lugar.

A pesquisa Datafolha põe fim a uma farsa ridícula. Os subintelectuais do miolo mole terão de procurar outra causa.

23 Jan 16:29

Why Whistleblowers Can't Get a Fair Trial

by samzenpus
phantomfive writes "'Seven whistleblowers have been prosecuted under the Obama administration,' writes Jesselyn Radack, a lawyer who advised two of them. She explains why they can't get a fair trial. In the Thomas Drake case, the administration retroactively marked documents as classified, saying, 'he knew they should have been classified.' In the Bradley Manning case, the jury wasn't allowed to see what information was leaked. The defendants, all who have been charged with espionage, have limited access to court documents. Most of these problems happen because the law was written to deal with traitorous spies, not whistleblowers."

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23 Jan 16:29

Protestants March for Life

by MTooley@theird.org (Mark Tooley)

A Religion News Service (RNS) story several days ago highlighted how the usually Catholic-dominated annual March for Life, which occurred yesterday, is more deliberately reaching out to evangelicals. One prominent evangelical speaker yesterday was former Focus on the Family chief James Dobson, age seventy-seven but still fiery. Sharing the podium with his adopted son, Dobson exclaimed: “Let your baby live!” Yesterday in DC was even frostier than a typical January, with fresh snow on the ground and temperatures in the teens. Dobson was undeterred: “Your faces are cold but your hearts are on fire, right?”

Evangelicals were mostly slow to respond to the Roe v. Wade abortion ruling in 1973 but momentum eventually grew, especially with conservative evangelical political organizing in the late 1970s. Today evangelicals, according to polls, are the most pro-life religious demographic. A March for Life organizer told RNS that the decentralized evangelical world is harder to organize than the more structured Catholic world. No doubt, but evangelicals have their own vast subculture that once networked should provide a rich vein of support for the March for Life.

The Religious Coalition for Reproductive Choice (RCRC) told RNS that they are not trying to organize evangelicals for abortion rights advocacy. No doubt. RCRC has old-line Protestant, Jewish, Unitarian, and an unofficial Catholic branch. Founded in 1973 specifically to mobilize pro-choice Protestants to counter the Catholic pro-life witness, RCRC was originally and more transparently called the Religious Coalition for Abortion Rights. For nearly two decades RCRC was based in the historic United Methodist Building on Capitol Hill across from the U.S. Supreme Court but now has separate space. Its new chief is the former head of the Episcopal Church’s LGBTQ caucus who also worked for the Human Rights Campaign. The Episcopal Church is an RCRC member, along with the United Church of Christ and the United Methodist Board of Church and Society, which owns the Methodist Building.

Every year on the morning of the March for Life there is a quiet pro-life witness in the chapel of the Methodist Building, organized by the denomination’s unofficial pro-life caucus. In recent years the caucus has hosted as speakers four United Methodist bishops who carefully dissented from their denomination’s longtime but slowly receding pro-choice stance. Today it was the bishop of Florida, Ken Carter, who participated in the Methodist pro-life “Durham Declaration” over twenty years ago when still a young pastor.

The Gospel is always on the side of life,” Bishop Carter told a small audience. He approvingly cited United Methodism’s gradual move away from pro-choice advocacy in recent years by opposing partial-birth abortion and affirming alternatives to abortion. But he said his church is still in “desperate need of a coherent social teaching” that he hopes would “would look like the Roman Catholic Church’s consistent ethic of life,” emphasizing a “continuum from conception to death.” He regretted that United Methodism employs a language of “rights” rather than “gifts” and that United Methodism’s Social Principles are “silent on the role of Christian community in welcoming children.” True “inclusiveness must include the unborn,” he insisted.

No doubt agreeing with the Methodist bishop were a dozen bishops of the Anglican Church in North America (ACNA), who convened on D.C. for the second year to march for life. Clad in scarlet and red, and led by Archbishop Robert Duncan, formerly the Episcopal bishop of Pittsburgh, the bishops joked about their toe warmers and thermal underwear. Most of these Anglican bishops have emerged out of the old Episcopal Church, which fractured in recent years over teachings about sexuality. ACNA, which has about one thousand congregations, has been especially successful in reaching urban young people with new church plants. And ACNA is determined to steer away from the habits of the old denomination, robustly affirming the sanctity of human life, which appeals to young Anglican churchgoers far more than it did to their Episcopalian grandparents.

Doubtless many others from old-line Protestant traditions quietly joined growing numbers of evangelicals and many Catholics who marched for life today. Forty years ago, too many orthodox Protestants and evangelicals were slow to respond to Roe versus Wade partly because they thought of abortion as a Catholic issue. RNS cited a recent Pew poll showing 54 percent of white evangelicals favor overturning Roe, versus 63 percent of Catholics who favor retaining it. On abortion, evangelicals are more aligned with Catholic teaching than apparently most at least nominal Catholics. Likely the March for Life will continue to expand ecumenically, with abortion increasingly understood as a central concern to all orthodox Christians.

Mark D. Tooley is president of the Institute on Religion & Democracy.

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22 Jan 19:47

Joaquim Barbosa critica colegas do STF pela não prisão de João Paulo Cunha

by giinternet

Na VEJA.com. Comento no próximo post:
O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Joaquim Barbosa, criticou – sem citar nomes – nesta os ministros Cármen Lúcia e Ricardo Lewandowski, que respondem interinamente pela presidência da Corte durante o recesso, por não assinarem a ordem de prisão contra o deputado João Paulo Cunha (PT-SP). Ao sair em férias, Barbosa determinou que o petista começasse a cumprir parte da pena imposta pela condenação do mensalão, mas não expediu o mandado de prisão para a Polícia Federal. “Se eu estivesse como substituto [na presidência do Supremo] jamais hesitaria em tomar essa decisão”, disse Barbosa, nesta quarta-feira. Veja o vídeo com a entrevista no Blog de Paris.

Barbosa interrompeu as férias em Paris para dar uma palestra. Segundo ele, a resistência dos dois ministros em assinar a prisão do parlamentar rendeu ao mensaleiro um mês a mais em liberdade. “Qual é a consequência concreta disso? A pessoa condenada ganhou quase um mês de liberdade a mais.”

O ministro disse que viajou sem assinar a ordem de prisão porque não teve tempo hábil para preparar toda a documentação necessária. “Terminei a decisão pouco antes das 6h da tarde [ do dia 6 de janeiro]. Saí de casa à 1h da manhã. Só depois de divulgada a decisão é que se emite o mandado e se faz a comunicação à Câmara dos Deputados e ao juiz da Vara de Execuções. Nada disso é feito antes da decisão. Portanto, eu não poderia ter feito isso, porque já estava voando para o exterior”, argumentou.

Assim que assumiu interinamente a presidência do STF, Cármen Lúcia entendeu que apenas Barbosa, por ser o relator do processo do mensalão, poderia emitir a ordem de prisão. O Regimento Interno do tribunal prevê que o presidente da Corte pode “decidir questões urgentes nos períodos de recesso ou de férias”. Já o ministro Ricardo Lewandowski, que assumiu o comando do Supremo nesta segunda-feira, também não pretende prender o deputado mensaleiro. ”A verdade é esta: o presidente do STF responde pelo tribunal no período em que estiver lá, à frente. Responde sobretudo a questões urgentes. Se é urgente ou não, é avaliação que cada um faz”, afirmou Barbosa.

O presidente do STF criticou ainda o que classificou como “personificação” das decisões sobre o mensalão. “É bom que os brasileiros saibam o seguinte: a figura do presidente do STF não se confunde com o STF. Todos os atos que eu venho praticando na ação penal 470 [mensalão] têm sido praticados por delegação do colegiado. Qualquer ministro que estiver lá, de plantão, pode praticar o ato”, explicou.