Shared posts

08 Feb 22:06

GNUnet News: The Internet is Broken: Idealistic Ideas for Building a GNU Network

Grothoff C, Polot B, von Loesch C. The Internet is Broken: Idealistic Ideas for Building a GNU Network. In: W3C/IAB Workshop on Strengthening the Internet Against Pervasive Monitoring (STRINT). W3C/IAB Workshop on Strengthening the Internet Against Pervasive Monitoring (STRINT). London, UK: W3C/IAB; 2014.
08 Feb 22:05

Black bloc se apresenta e é indiciado. Em entrevista, agora sem máscara, ele diz que achou o rojão no chão e nem sabia o que era… Versão vale uma nota de R$ 3. Um trabalhador está à beira da morte em razão de tanta inocência

by giinternet
Fábio Raposo: agora sem máscara, o black bloc conta uma historia que vale uma nota de R 3 (Imagem extraída de vídeo da GloboNews)

Fábio Raposo: agora sem máscara, o black bloc conta uma historia que vale uma nota de R$ 3 (Imagem extraída de vídeo da GloboNews)

Fábio Raposo Barbosa, 22 anos, estudante de contabilidade e tatuador, foi indiciado pela polícia do Rio como coautor na tentativa de homicídio do cinegrafista Santiago Andrade, da TV Bandeirantes. Ele se apresentou depois de ter sido identificado num vídeo que registra o momento em que ele passa a um outro rapaz o morteiro que acabou atingindo Santiago — que segue em coma no hospital Souza Aguiar.

Pois é…

O anjinho, agora de cara limpa, sem máscara, concede uma entrevista à GloboNews. Certamente já falou com advogados. É um direito dele. A propósito: a seção da OAB-Rio não vai sair em sua defesa, já que virou babá de black bloc?  É mesmo um santo. Acho que devemos iniciar um movimento para canonizá-lo. A sua história vale uma nota de R$ 3. Em suma, diz ele, achou o rojão no chão e entregou ao outro. Não tinha nada com aquilo. Ele é um black bloc, mas diz que não sai às ruas para quebrar nada ou atacar policiais, entenderam?

Ele chama a imprensa de “as mídias”… Então tá.

O trecho mais, digamos, significativo de sua fala é este:
“Logo que eu cheguei, houve um corre-corre. Fui até lá para ver o que tinha acontecido. Estava tendo um confronto entre manifestantes e alguns policiais militares. Daí, jogaram uma bomba de gás lacrimogêneo próximo a mim. Eu coloquei a minha máscara de gás, que é mais para minha proteção mesmo, porque machuca o peito e arde o rosto, e foi isso. Eu cheguei, fui até lá, vi que estava tendo um confronto entre a polícia e os manifestantes. Nesse corre-corre, vi que um rapaz correndo deixou uma bomba cair. Uma bomba, não sei o que é, um negócio preto assim. Daí, eu peguei e fiquei com ela na mão. Esse outro cara veio e falou para mim: ‘Passa aí para mim, que eu vou e jogo. Eu vou e jogo’. Eu peguei e passei para ele. Foi só isso mesmo”.

Como vocês podem ver, tudo simples, objetivo e crível. É uma pena que um homem esteja à beira da morte por conta de tanta inocência. Se Raposo fosse jagunço, repetiria a máxima de que ele só atira, mas quem mata é Deus.

Ah, sim: ele é black bloc e vai para as manifestações com uma máscara contra gases, mas não sabe identificar um rojão. Leiam:
“Foi um acaso mesmo, de ver o negócio no chão, pegar para tentar devolver, achando que era algum pertence de alguém, mas infelizmente era uma bomba e ele acendeu de uma forma que foi em cima do repórter”.
Mas ele acredita também na boa intenção do outro:
“Acredito que ele não tenha feito por mal. Acredito que foi um acaso de ele estar filmando, os cinegrafistas ficam no meio do fogo cruzado..

Vejam a entrevista inteira se tiverem estômago. Esses ditos “manifestantes” falam em “fogo cruzado” como se dissessem que hoje é sábado; como se tivessem o direito de sair por aí atacando a polícia; como se houvesse um confronto entre duas forças legítimas. Errado! A única força legitimada pela democracia é a polícia; o outro lado é banditismo.

E a gente nota que ele também lamenta que o cinegrafista tenha sido atingido. Em nenhum momento deixa claro que seria igualmente grave se o artefato tivesse ferido um policial — e esse era o objetivo.

É claro que alguém ainda sairia muito machucado dessa história. Infelizmente, foi um trabalhador, que estava lá ganhando o pão de cada dia, e não um dos vagabundos que promovem a arruaça. É isso!

 

08 Feb 13:38

Preguiça!

by Norma
Então vamos combinar uma coisa. Passar de hetero a gay pode, o que não pode é passar de gay a hetero (Claudia Jimenez que o diga!). Defender o crime quando cometido por bandidos pode ("coitado, perdeu o controle por ser vítima da sociedade"), o que não pode é aplicar o mesmo argumento a quem se descontrola por estar cansado de ser roubado por bandidos enquanto o Estado não faz nada. Fazer piada de mau gosto com os cristãos pode, afinal, são maioria, e a maioria é sempre poderosa e má. Que preguiça de gente que até parece inteligente, mas define toda a sua visão de mundo a partir da dicotomia marxista entre opressores e oprimidos - entre os eternos opressores, que não podem nada, e os eternos oprimidos, que podem tudo!

Updates:

A quem precisa de desenho, aqui, pela própria Rachel.
Mais um com preguiça: Felipe Moura Brasil sobre a impunidade.

Um comentário meu no Facebook sobre a virulência dos militantes LGBT contra ex-gays, que reproduzo aqui: "É interessante o seguinte: este é um comportamento de seita. Se alguém resolver deixar minha igreja, não será perseguido nem desprezado por ninguém. Mas nas seitas os ex-membros são hostilizados."
08 Feb 13:35

A imprensa está sob censura de milícias organizadas nas redes sociais e se deixa intimidar. Chegou a hora: ou se levanta ou segue de joelhos e se rende

by giinternet
Momento em que Santiago Andrade é atingido: como confundir o artefato com bomba de gás?

Momento em que Santiago Andrade é atingido: como confundir o artefato com bomba de gás?

A imprensa está sob censura. Não é mais aquela ditada por um regime de força. Não é a censura institucional. Não é a censura determinada por um governo tirano. A imprensa está sob a censura de milicianos que se organizam nas redes sociais. Repórteres, hoje em dia, veem, mas já não enxergam. O jornalismo chega a uma encruzilhada. Vai para que lado? Continua a buscar a verdade ou segue uma agenda ditada pelo alarido das redes sociais, que, por sua vez, têm “donos” e centros de irradiação de boatos?

O Jornal Nacional fez nesta sexta um ótimo e detalhado trabalho de reportagem, demonstrando que estava errado aquele repórter da GloboNews que afirmou que o artefato que atingira o cinegrafista Santiago Andrade, da Band, tinha partido da polícia. Não! Por A + B, evidenciou-se que não. A simples análise das fotos ainda na quinta à noite já dizia o óbvio. Mas não vou me estender sobre esse particular, sobre o qual já escrevi bastante. Eu quero é falar da encruzilhada. Eu quero é falar sobre rumo.

O JN entrevistou, e acertou ao fazê-lo, o fotógrafo que fez uma sequência de imagens que deixava claro que Andrade fora vítima de um morteiro — provavelmente adaptado para a circunstância —, armado a coisa de um metro e meio ou dois de onde ele se encontrava com a sua câmera. Mais do que registrar, ele testemunhou o ocorrido. Não posso assegurar, mas me parece certo que o rapaz não é um amador. A fala, alguns jargões, tudo, enfim, sugere que ele é um profissional da área — da imprensa. Ainda que não exerça formalmente uma função no setor, isso não muda a essência do que vou escrever aqui.

Vejam a reportagem se não viram. Ele aceitou falar desde que não mostrasse a cara; desde que seu nome não fosse divulgado; desde que pudesse permanecer no anonimato, com aquela imagem em alto contraste e a voz distorcida. Por quê? Porque ele está com medo. Medo de quem? De bandidos que são candidamente chamados pela nossa imprensa de “manifestantes”. A imprensa, que existe para revelar, hoje tem de se esconder.

E tem de se esconder também nas ruas, não canso de observar isso. Repórteres já não podem se identificar nem deixar claro para que veículos trabalham. Têm de se fantasiar de discípulos do Capilé para não serem linchados por vândalos, por criminosos mascarados, por vagabundos que se arvoram em donos da verdade e estão convictos de que os jornalistas estão nas ruas para mentir.

ENTENDAM BEM: O FOTÓGRAFO QUE DOCUMENTOU UM CRIME, QUE TESTEMUNHOU UM ATO IMPRESSIONANTE DE VIOLÊNCIA, TEM DE SE ESCONDER. E DE QUEM ELE SE ESCONDE?
Da ditadura?
Da governo?
Do poder?
Não! Ele se esconde é dessa corja de extremistas, de minoritários, de fascistoides.

É incrível!
Releio os textos que escrevi a respeito do assunto de junho para cá. Sei o quanto apanhei até de alguns leitores fiéis, que achavam que eu não estava entendendo o que estava em curso. Ouso dizer, com a modéstia de que sou capaz (e, vá lá, não é a minha característica mais saliente, eu sei), que eu estava entendendo tudo, sim. Desde o princípio.

O que nós, da imprensa, ganhamos ao chamar de pacíficos os violentos? O que nós, da imprensa, ganhamos ao negar o caráter autoritário de certas manifestações? O que nós, da imprensa, ganhamos ao satanizar a polícia quando ela acerta e quanto ela erra? O que nós, da imprensa, ganhamos ao afirmar que os manifestantes é que reagem com paus, pedras e coquetéis molotov às bombas da polícia quando, na esmagadora maioria das vezes, acontece o contrário? Mas essas perguntas ainda não são boas. Há uma melhor: O QUE A POPULAÇÃO DO BRASIL GANHA COM ISSO? E há uma pergunta ainda mais pertinente: O QUE A VERDADE GANHA COM ISSO?

Apanhei
Sim, eu apanhei na rua — e outros tantos também (por isso, inclusive, conheço de perto bomba de gás e bomba de efeito moral) — foi para poder dizer o que penso e o que considero verdade MOSTRANDO A MINHA CARA, não para ter de me esconder de mascarados asquerosos, protegidos pelas babás de terno da OAB do Rio.

Boa parte dos que temos certa idade — estou com 52 — corremos riscos, uns mais, outros menos, para que a imprensa pudesse ser livre, não tendo de se submeter a ninguém, nem a essas milícias.

Os tempos que vivemos são tão cinzentos em certos aspectos que as pessoas, mesmo eventualmente de boa-fé, não se dão conta quando dizem barbaridades. O fotógrafo que concedeu a entrevista ao JN presta um serviço à verdade, mas como eu poderia ignorar este trecho da sua fala (prestem atenção ao destaque)?

“E reparei que nessa hora eu vi um homem com um lenço no rosto preto, calça jeans, com uma camisa cinza, arriado, tentando acender um artefato, um foguete, um foguetezinho, nesse momento. Quando eu levantei a câmera pra fazer essa foto, o homem conseguiu acender esse artefato e saiu correndo. Logo em seguida, esse morteiro disparou e atingiu o nosso companheiro cinegrafista. Eu vi que naquele momento o homem na verdade, ele estava tentando, ele posicionou o artefato em direção aos policiais. Mas, infelizmente, pegou no nosso companheiro.”

Talvez ele não tenha querido dizer o que acabou dizendo, mas o fato é que disse. Era para os policiais, mas acabou dando errado, infelizmente… Eu me obrigo a lembrar que policiais também são pais, maridos, filhos, irmãos, namorados… Também têm família. Mesmo quem está a serviço da verdade, em alguma medida, parece ver com naturalidade que um canalha possa armar um artefato contra policiais. Se um PM estivesse no lugar de Andrade, também seria “infelizmente”?

Há mais coisas aí. Eu ainda nem chamei Franklin Martins para essa conversa, o homem que vai cuidar da área de imprensa da campanha de Dilma Rousseff à reeleição. Ainda não chamei os blogs sujos, financiados por estatais. Ainda não chamei a súcia que estimula, direta ou indiretamente, a agressão a jornalistas. Vai ficar para outro texto.

Encerro este post reiterando: os veículos de comunicação e os jornalistas nunca foram tão livres do ponto de vista legal e institucional. E raramente estiveram sob tamanha censura. E o pior inimigo da imprensa livre é o medo, aquele medo que chega a escorrer das notas oficiais de entidades de jornalistas e de empresas ao se referir ao caso e, covardemente, se negar a identificar o grupo agressor.

Chegou a hora: ou a imprensa se levanta e se compromete com os fatos ou segue de joelhos e se rende de vez a seus algozes. Não há Alternativa C.

Texto publicado originalmente às 5h02
08 Feb 13:35

Ao fazer até a dosimetria de quem não foi nem julgado, Janot está tentando agradar a quem?

by giinternet
Janot: sua estranha petição traz a dosimetria de quem não foi nem juglado

Janot: sua estranha petição traz a dosimetria de quem não foi nem julgado

Falo neste blog da imprensa assediada por milícias. Na cabeça dessa pterodáctilos, o jornalismo só é sério quando dá as notícias e emite as opiniões com as quais eles concordam. Se não for assim, não vale. Compreendo. Afinal, temos aí o PT, não é? Justiça boa, para eles, é aquela que condena seus adversários. Quando pega alguém da turma, aí não serve. Aí eles acusam os juízes de parciais, de politiqueiros, de despreparados. Já houve petralhas dizendo até que Joaquim Barbosa é negro, acreditam? Pois é. Os milicianos atuam com vigor e energia no caso do mensalão mineiro.

Entre outras falácias, inventaram que o caso aconteceu primeiro, mas não foi julgado até agora porque os tucanos estão sendo protegidos. Errado. Erradíssimo. Está sendo julgado depois porque as acusações apareceram depois, e a denúncia foi oferecida depois, entenderam? Isso não dá para desenhar. Também se insiste em afirmar que o esquema de Minas é rigorosamente igual ao mensalão petista — essa turma tem esta síndrome: “Nossas sacanagens nunca são originais; aprendemos com os outros…”. Vão mais longe: desafiam os jornalistas, como se fosse preciso grande coragem para tanto, a pedir cadeia para Eduardo Azeredo, como aconteceu com Dirceu. Então vamos começar a botar alguns pingos nos is, abordando, inclusive, a estranhíssima e inusitada petição apresentada por Rodrigo Janot ao Supremo.

É a mesma coisa? Não!
Vamos lá. Se aconteceu tudo conforme a acusação em Minas, ainda assim, nesse caso, não foi mensalão mesmo, mas caixa dois de campanha com uso de dinheiro público. Todo o ardil, segundo o Ministério Público, busca financiar a campanha à reeleição de Eduardo Azeredo. Isso, reitero, caso fique tudo provado. Não havia um esquema de pagamento para parlamentares; não se tratava de cooptação de uma fatia do Congresso — ou da Assembleia de Minas. Ainda que o dinheiro tenha passado pelas agências de Marcos Valério, ainda que, insisto, tudo seja conforme se acusou, trata-se de outra coisa.

“Ah, então você está dizendo que não é grave?” Uma ova! Eu só estou dizendo tratar-se de outra coisa.

Por que Azeredo sim e Lula não?
Há uma outra diferença fundamental. Azeredo está para o que se passou a chamar de “mensalão mineiro”, ainda em investigação, como Lula estava para o mensalão petista. Refiro-me a seus respectivos lugares. A mesmíssima posição. Cabe perguntar: por que o agora deputado mineiro é réu nesse processo, e Lula não se tornou réu naquele? Deem uma única e sólida razão.

“Ah, por que não havia provas contra Lula”, responderá alguém. Pois é… E quais são as provas contra Azeredo, as evidências de que sabia de tudo, de que estava no controle? Nenhuma. Há, sim, um troço que foi anexado ao inquérito como prova: a suposta assinatura de Azeredo num recibo de caixa dois ou algo assim. As evidências de que essa assinatura é falsa são gritantes. De resto, é preciso decidir se acham o ex-governador muito esperto ou muito burro para assinar esse tipo de recibo.

A estranha petição de Janot
Rodrigo Janot, procurador-geral da República, enviou uma estranha petição ao Supremo. Não se limitou a, vá lá, pedir a prisão de Azeredo, o que é estranho porque o julgamento está para começar. Mas não se contentou com isso: ele também resolveu fazer a dosimetria, estipulando o tempo de cadeia — nada menos de 22 anos — e o valor da multa a ser paga.

Ou por outra: Janot investigou, ofereceu a denúncia, condenou e já está na fase da dosimetria da pena. Se tudo sair como ele quer, espero que não se ofereça para ser o carcereiro. Ora, é um homem inteligente o bastante para saber que, obviamente, esse é o tipo de coisa que rende manchete, estardalhaço, títulos garrafais, mas que não têm, em si, a menor importância. Sair-se com um negócio como esse antes mesmo de o relator no Supremo se pronunciar fica parecendo, assim, uma espécie de prestação de serviço.

Bem, o assunto vai render muito ainda. Mas os petralhas que resolveram encher o saco poderiam tentar responder: por que Azeredo é réu, e Lula não? De resto, tendo havido os crimes, vale o óbvio: punição a quem deve, um princípio que essa gente estranha. Podem patrulhar à vontade. Escrevo o que quero, não o que querem que eu escreva. Não dependo da boa vontade de quem me detesta para dizer o que penso. Vão patrulhar a vovozinha!

08 Feb 13:30

João Paulo, o Corisco, teve de se entregar!

by giinternet

João Paulo Cunha prometia ser o Corisco de “Deus e o Diabo na Terra do Sol”, de Glauber Rocha:
Se entrega, Corisco!
Eu não me entrego não!
Não me entrego ao tenente.
Não me entrego ao capitão.
Eu me entrego só na morte de parabelo na mão.

Entregou-se. Renunciou ao mandato. Fez o que disse que não faria de jeito nenhum. O que o fez mudar de ideia? Dois fatores: o comando do PT, que ordenou que se entregasse, e Henrique Pizzolato.

O partido não quer deputado seu na cadeia em ano eleitoral. Qualquer solução vindoura era pior do que a renúncia: a) a cassação, a mais provável; b) e a não cassação. De resto, se Genoino, que é Genoino, renuncia, por que João Paulo, que é João Paulo, haveria de resistir?

E há o caso Henrique Pizzolato. Este senhor virou uma espécie de petismo sem máscara. Ao longo desses meses, com a ajuda de setores amigos na imprensa e até de ministros do Supremo, os petistas vinham forjando a fantasia dos heróis, não é? Até aquela fanfarronice indigna da arrecadação de dinheiro pela Internet — pobrezinhos! — tentou ser vendida como ato de resistência.

Mas aí Pizzolato é preso. Com ele, uma soma razoável de dinheiro vivo — o que nunca é problema para os petistas. Descobre-se que o homem forjava documentos em nome do irmão morto, Celso, desde 2007, ano em que a denúncia do mensalão foi aceita. Escafedeu-se. O cinismo era de tal sorte que, em 2008, ele votou duas vezes: como Celso e como Henrique: com o documento falso e com o verdadeiro. Planejava a fuga desde 2007.

Aí acabou a graça. Pizzolato veio lembrar a real natureza dos mensaleiros. Não deu mais para Corisco.

08 Feb 02:17

Cinegrafista ferido – Não é assim que se faz, GloboNews! Não é assim que se faz, “Bom Dia Brasil”! E é evidente que todos por lá sabem disso. Esperemos o pedido de desculpa!

by giinternet

Partiu de um repórter da GloboNews, Bernardo Menezes — e espero que o fato lhe sirva de lição e a quem deu curso à informação falsa que ele veiculou sem uma verificação mínima —, a afirmação de que o artefato explosivo que atingiu a cabeça do cinegrafista Santiago Andrade tinha partido da polícia.

Infelizmente, a informação foi reproduzida ainda nesta manhã no “Bom Dia Brasil”, da Rede Globo. O conjunto da obra é tecnicamente indesculpável (vídeo aqui). Sabem por quê?

As primeiras fotos que vieram a púbico sobre a agressão são da Agência Globo. Foi com base nelas que escrevi meu texto assegurando — por óbvio — que aquele troço não poderia ser uma bomba de gás ou uma bomba de efeito moral. Quem conhece os dois artefatos sabe que não produzem aquele tipo de luz, de faíscas, de fragmentos.

Eu conheço porque já enfrentei as duas. Mas ninguém precisa apanhar da polícia ou enfrentar bombas para conhecê-las. Basta a prudência. E, ouso dizer, é preciso ir para as ruas também com o espírito desarmado. Acho que jornalistas estão tão viciados em chamar manifestações violentas de “pacíficas” que já não conseguem enxergar o que ocorre. A ideologia — ou o preconceito — faz mais mal à visão do que a minha espetacular miopia.

E que se note: eu não neguei que fosse bomba só com base na minha “experiência”. Se a gente não toma cuidado, nada distorce tanto a verdade como estar no lugar em que os fatos acontecem. Um jornalista que estivesse em Dresden quando houve o ataque dos Aliados poderia ter a impressão de que os nazistas eram as vítimas na Segunda Guerra, não é? Espalhe repórteres entre os alvos de Bashar Al Assad, e ele parecerá o carniceiro que é. Como não os há entre os alvos de seus opositores, estes não parecem os carniceiros que também são. Mesmo tendo a certeza de que aquilo não era bomba de gás, de que não era bomba de efeito moral, tomei o cuidado de perguntar a dois policiais.

Não quero satanizar ninguém, não! Aqueles que deixaram a informação de Andrade ir ao ar, sem a devida checagem, devem dividir com ele a responsabilidade.

Coisas estranhas
Aliás, sabem onde li primeiro que NÃO ERA UMA BOMBA DA POLÍCIA??? Na edição online de “O Globo”, logo depois do fato. Sim, senhores! Aliás, havia lá também o testemunho de um repórter do jornal. Ele vira o artefato partir de um black bloc. MINUTOS DEPOIS, A INFORMAÇÃO DESAPARECEU DO SITE.

Ou seja: entre a versão daquele que viu a bomba (que bomba não era) partir da polícia e a daquele que vira o explosivo partir de um black bloc, o primeiro ganhou. Afinal, ele tinha a narrativa pior para as “forças da repressão”, né? A Abraji, que se intitula — e acredito que seja — uma associação de jornalistas “INVESTIGATIVOS”, preferiu emitir uma nota toda ambígua, sem investigar minimamente as imagens.

Eu publiquei um post às 22h52 evidenciando por que aquela coisa não poderia ter partido da polícia. Às 4h29 desta madrugada, lamentava a covardia da imprensa, que se negava a reconhecer o óbvio. O “Bom Dia Brasil” foi ao ar, sei lá, às seis e pouco da manhã. Já dava tempo, creio, não de ter me lido (os jornalistas da Globo certamente têm mais o que fazer), mas de ter visto as fotos e consultado alguns especialistas.

No texto que escrevi ontem e no comentário que fiz hoje de manhã na Jovem Pan, lamentei que a própria Band, em nota, tivesse flertado com a possibilidade de ser uma bomba da polícia.

Não sei como as duas emissoras vão se desculpar. Sei que devem desculpas: aos telespectadores e à Polícia Militar. O erro de visão e de jornalismo é grave porque muda a autoria de um crime grotesco, que ainda pode vir a ser um assassinato. De resto, trata-se de uma agressão à imprensa livre.

Para encerrar
Ouso dizer que algo assim estava pipocando na área, pronto para acontecer. Infelizmente, a indisposição dos jornalistas, especialmente das TVs, com as polícias e a determinação de tratar arruaceiros como manifestantes, sob a patrulha severa de milícias nas redes sociais, acabariam dando nisso. Esse tipo de comportamento não colabora para melhorar nem o jornalismo nem a democracia.

Não sou Catão de ninguém nem me atribuo esse papel. Mas conviria que o jornalismo brasileiro voltasse ao livro texto da Constituição. Liberdade de manifestação não se confunde com baderna.

Tenho a certeza de que haverá um claro e inequívoco pedido de desculpas.

08 Feb 02:16

Atentado à imprensa livre – Fala de presidente nacional da OAB não combina com comportamento da seção fluminense da Ordem, que virou babá de black bloc

by giinternet

Sim, eu vi o Jornal Nacional, com uma excelente reportagem sobre o que aconteceu no Rio, inclusive com as imagens inequívocas de uma TV Russa, que está de parabéns. Escreverei várias coisas a respeito. E não! Não houve um pedido de desculpas à polícia pela informação veiculada pela GloboNews e reproduzida ainda nesta manhã no “Bom Dia Brasil”. E isso é ruim. Ficou parecendo que um erro daquela dimensão foi a consequência natural dos bons padrões de jornalismo seguidos pela Globo. Errado. Bom padrão — exceção feita à não admissão do erro — foi o de hoje. Mas o post de agora é sobre a OAB.

O presidente do Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil, Marcus Vinicius Furtado Coelho, apareceu no JN afirmando que o ataque ao cinegrafista é um atentado à democracia. Está certo! Também acho.

Mas então é preciso perguntar: todas as vezes em que a seção da OAB do Rio se mobilizou — e isso aconteceu — para defender black blocs presos, estava fazendo o quê? Na minha opinião, atentando contra a democracia. Sim, todos têm direito a um advogado. Mas, naquelas circunstâncias, o que se tinha era uma farsa da suposta luta da sociedade livre contra o estado. Outras entidades se manifestaram e já falo a respeito delas. Mas a opinião que mais me irritou foi mesmo a do doutor.

Há quanto tempo venho escrevendo aqui sobre o lamentável comportamento da OAB do Rio? Mesmo com as evidências mais escancaradas de que as manifestações não eram pacíficas e de que os black blocs iam para as ruas para quebrar, incendiar, ferir, a seção local se negou, de forma determinada, a censurar os vândalos e sempre transformou a polícia na grande vilã. Sim, ela também errou. E bastante. Mas, no mais das vezes, reagiu à violência, não a provocou. Como eu estou assoviando e andando para o que os milicianos dizem de mim nas redes sociais e não dependo da opinião que eles têm sobre mim para escrever o que penso, então escrevo o que penso.

Simples.

 

08 Feb 02:15

Atentado à imprensa livre – Os especialistas do JN

by giinternet

Considerando os especialistas que falaram no JN, gostei mesmo — todos foram muito corretos, destaco — dos policiais militares. Eles demonstraram como funcionam uma bomba de gás lacrimogêneo e uma de efeito moral.

Endossaram, por óbvio, o que venho escrevendo desde ontem. As fotos feitas pela Agência Globo evidenciavam por que o tal artefato não era nem uma coisa nem outra. Ora, o jornalista “que viu a bomba” nem se ocupou de saber como elas funcionam? Estava na rua pela primeira vez? Quantas vezes repórteres viram aquela luz saindo dos instrumentos usados pela polícia? Acho muito impressionante que não tenha ocorrido a ninguém pedir que se analisassem as imagens. Um procedimento simples, sem muitas prosopopeias técnicas, teria bastado para evitar um erro monumental.

De todo modo, espero que a ocorrência tenha sido ao menos didática, instrutiva. No dia 25 de janeiro, policias militares de São Paulo também foram demonizados pela imprensa porque teriam atirado contra um manifestante. As câmeras de segurança fizeram pelo jornalismo o que ele não tem conseguido fazer por si mesmo e por inocentes. Não bastou para que se passasse a fazer a escolha certa. A questão — e, na madrugada, voltarei ao assunto — é saber a que juiz setores da imprensa estão prestando tributo; a questão é saber que tribunal eles escolheram para “julgar” suas escolhas.

08 Feb 02:14

Atentado à imprensa livre – Notas intelectualmente covardes

by giinternet

Fenaj (Federação Nacional dos Jornalistas).
Abraji (Associação Brasileira dos Jornalistas Investigativos).
ABI (Associação Brasileira de Imprensa).
ANJ (Associação Nacional de Jornais).
Abert (Associação Brasileira das Emissoras de Rádio e TV).

Todas essas entidades se manifestaram, como noticiou o Jornal Nacional. Ou emitiram nota, ou seus representantes disseram o que pensam e coisa e tal. Obviamente, todos condenaram o ocorrido.

Mas sou obrigado a destacar — e já falei sobre a OAB — a covardia política e intelectual de todas elas. Ficou parecendo que a violência foi protagonizada por ninguém. A nota da Abraji é a pior porque aproveita para fazer proselitismo contra a polícia.

Todas essas entidades deveriam dizer, logo de cara, logo nas primeiras linhas, que jornalistas da grande imprensa estão tendo de se esconder nas manifestações, de trabalhar sem identificação. Se descobertos, podem apanhar — talvez morrer. Vejam o estado em que se encontra o cinegrafista Santiago Andrade.

Um mal-estar e um mau espírito tomam conta de boa parte dos veículos de comunicação e dos jornalistas. Falarei a respeito na madrugada. Os dois grupos nunca foram institucionalmente tão livres e, ao mesmo tempo, nunca estiveram sob patrulha tão severa. Perderam a independência e perderam a coragem.

As notas todas evidenciam isso.

E a questão realmente estupefaciente fica para a madrugada, também derivada do Jornal Nacional. Não! Não se trata de erro técnico nenhum. É que, querendo ou não, o principal programa jornalístico da TV levou ao ar um troço que entrará para a história. Depois dele, ou a imprensa se rende aos fatos ou cai de joelhos. Mas isso é para depois.

08 Feb 02:14

João Paulo Cunha renuncia ao mandato de deputado federal

by giinternet

Por Marcela Mattos, na VEJA.com. Sim, escreverei ainda a respeito.
Condenado a nove anos e quatro meses no julgamento do mensalão, o deputado federal e ex-presidente da Câmara João Paulo Cunha (PT-SP) renunciou ao mandato de parlamentar na noite desta sexta-feira, três dias após o Supremo Tribunal Federal (STF) ter determinado sua prisão imediata. Cunha usou a mesma estratégia dos outros três deputados condenados no mensalão e apresentou uma carta oficializando o desligamento do cargo. No texto, o parlamentar diz ter “consciência de dever cumprido” e cita o escritor cubano Leonardo Padura: “(…) pois a dor e a miséria figuram entre aquelas poucas coisas que, quando repartidas, tornam-se sempre maiores.”

Quando surgiram as denúncias do escândalo do mensalão, em 2005, Cunha enfrentou um processo de cassação, mas os deputados contrariaram parecer do Conselho de Ética e o consideraram inocente em votação no plenário. O episódio não teve impacto nas urnas, e o petista conseguiu a reeleição em 2006 e em 2010.

Apesar do bom desempenho com o eleitorado, Cunha vivia às sombras depois da condenação no mensalão: raramente era visto nos corredores da Casa, não falava na tribuna e tampouco apresentou projetos de lei. No fim do ano passado, quando o Supremo Tribunal Federal já havia iniciado as prisões no julgamento do mensalão, o petista resolveu reaparecer: lançou uma revista na Câmara dos Deputados na qual se diz inocente e passou a viajar pelo país adotando discurso contra o julgamento da Suprema Corte.

O ex-presidente da Câmara se disse alvo de “tortura” depois de o presidente do STF, ministro Joaquim Barbosa, ter entrado de férias sem assinar o mandado de prisão. Em resposta, Barbosa disse que o mensaleiro merecia o “ostracismo”.

Condenação
João Paulo Cunha foi condenado pelos crimes de lavagem de dinheiro, peculato e corrupção passiva. Conforme denúncia do Ministério Público, ele recebeu 50.000 reais do publicitário Marcos Valério para favorecer a agência de publicidade SMP&B em um contrato na Câmara. Para a acusação, o dinheiro era propina, o que o deputado nega. Inicialmente, ele afirmou que o PT enviou recursos para que fosse paga uma fatura de TV a cabo. Em seguida, mudou a versão e disse que o dinheiro foi usado para realizar pesquisas pré-eleitorais na região de Osasco (SP).

Diante da afirmação de que Cunha não ia renunciar ao mandato, a Câmara dos Deputados agendou reunião para a próxima quarta-feira para discutir a possibilidade de abrir processo de cassação contra o ex-presidente da Casa. Um dia antes de se desligar da Câmara, o petista, que cumpre pena em regime semiaberto enquanto aguarda análise dos embargos infringentes, formalizou pedido à Vara de Execuções Penais (VEP) para exercer o mandato parlamentar durante o dia. O agora ex-deputado também quer autorização para estudar Direito em uma instituição particular de Brasília.

O novo líder do PT na Câmara, deputado Vicentinho (SP), divulgou nota em nome da bancada na qual diz ter “certeza da inocência” de Cunha e que ele terá apoio “em todas as iniciativas que vier a tomar para demonstrar os equívocos, erros e omissões que permearam seu julgamento.

07 Feb 20:06

Não tenho respeito por uma imprensa que puxa o saco dos seus algozes. Covardes! O óbvio é reconhecido: cinegrafista não foi atingido pela Polícia do RJ. Eu “descobri” isso vendo uma foto!

by giinternet
Foi a ignorância ou a má-fé que levou alguns a achar que isso poderia ser uma bomba de gás lacrimogêneo?

Foi a ignorância ou a má-fé que levou alguns a achar que isso poderia ser uma bomba de gás lacrimogêneo?

Até quando a imprensa brasileira, com raras exceções, vai ser tolerante com os black blocs?

Até quando a imprensa brasileira, com raras exceções, vai confundir direito à livre manifestação com arruaça?

Até quando a imprensa brasileira, com raras exceções, vai primeiro condenar a polícia para depois apurar o que que aconteceu?

Até quando a imprensa brasileira, com raras exceções, vai fingir que as ditas manifestações são essencialmente “pacíficas” e depois fogem do controle?

Até quando a imprensa brasileira, com raras exceções, vai se calar sobre o cerco que sofre nas ruas — E QUE NÃO É DA POLÍCIA?

Até quando a imprensa brasileira, com raras exceções, vai esconder de telespectadores, de leitores, de internautas e de ouvintes que está sendo caçada nas ruas por bandidos disfarçados de sonhadores?

Até quando a imprensa brasileira vai confundir uma horda de comuno-fascistoides com democratas?

Até quando a imprensa brasileira, com raras exceções, vai puxar o saco de seus algozes?

Pronto! Agora os especialistas falam o que já era evidente desde o primeiro momento — bastava ver as fotos: o cinegrafista Santiago Andrade, da Band, que foi gravemente ferido na manifestação desta sexta, no Rio, foi vítima de morteiro, ou algo parecido, mas não de bomba de gás lacrimogêneo.

Órgãos de comunicação e associações de jornalistas emitiram notas covardes a respeito, afirmando desconhecer a origem do artefato explosivo que atingiu Andrade — sempre presente a hipótese da bomba de gás.

Tenham paciência! Eu nunca cobri protestos de rua. Eu já fiz protestos de rua. Eu nunca reportei bombas de gás; eu já enfrentei bombas de gás. Só a ignorância alarmante ou a má-fé — eventualmente uma combinação das duas coisas —, diante daquelas imagens, poderia insistir na hipótese de que fosse uma bomba de gás ou de efeito moral. Desde quando produzem aquela luz? Desde quando produzem aqueles fragmentos? Desde quando têm aquelas características? Ninguém tinha o direito de se enganar depois da divulgação da primeira imagem.

Mas como resistir à tentação de condenar a polícia? Infelizmente, boa parte dos jornalistas detesta mais os policiais do que os bandidos. Sei que muitos babam de rancor quando escrevo essas coisas, mas eu sempre digo o que penso, mesmo quando não me pagam para isso.

Mas como resistir à tentação de puxar o saco dos ditos “manifestantes”? Afinal, tudo o que jornalista mais teme hoje em dia é cair na boca do sapo de grupelhos terrorististoides nas redes sociais. Muitos jornalistas hoje em dia querem mais ser amados do que se comprometer com a verdade.

Imaginem
Imaginem o escarcéu que não se estaria a fazer a esta altura se Andrade tivesse sido ferido pela polícia. Alguém dirá: “Ora, Reinaldo, é natural. A polícia está aí para proteger as pessoas”. É verdade! Mas e os manifestantes? Sua tarefa é agredir os policiais e os bens públicos e privados?

Ainda ontem li textos moralmente delinquentes afirmando que a polícia do Rio usou bombas de gás lacrimogêneo e que os manifestantes responderam com paus, pedras e depredações. Como é que é? Foi o contrário! Quem reagiu foi a polícia. Voltemo-nos um pouco para São Paulo. Não fossem duas câmeras de segurança, os policiais que atiraram no tal Fabrício Proteus estariam com suas vidas e carreiras destruídas. Como o algoz de manual era a vítima, e a vítima de manual era o algoz, não se fala mais do assunto.

As associações de jornalistas, no entanto, são incapazes de emitir uma nota de protesto sem aquele tom politiqueiro e demagógico que, no fim das contas, acaba acusando sempre a polícia. Uma delas cobra que o estado garanta o direito à livre manifestação. É? Quem, por acaso, a está ameaçando?

E a OAB do Rio de Janeiro? Continua a se comportar como babá de black blocs? Informa a VEJA.com:
Um fotógrafo da Agência O Globo que testemunhou e registrou a explosão afirmou, em entrevista ao RJTV, ter visto o momento em que um integrante do grupo Black Bloc acendeu o artefato e lançou na direção de policiais. O homem que acendeu o explosivo usava, segundo ele, calça jeans e camisa cinza. O comandante do 5º BPM (Praça da Harmonia), Luiz Henrique Marinho, estava a poucos metros do local e disse ter visto, no momento da explosão, manifestantes mascarados lançando bombas caseiras contra os policiais.

Pois é… Fica uma dica: de hoje em diante, ao contratar um jornalista, sugiro que uma questão seja considerada eliminatória: “Você conhece bomba de gás lacrimogêneo?”. 

 

07 Feb 18:30

O único quase-acerto de Agnelo em mais de 3 anos. Ou: Quem aperta os gatilhos no Distrito Federal?

by giinternet

Ô profissão malvada esta! Chega a hora em que a gente é obrigado a elogiar uma ação, UMA SÓ!, até deste incrível Agnelo Queiroz (PT), governador do Distrito Federal. Vejam bem: Agnelo é o tipo de político que não poderia ter sido criado pela ficção. Ele supera qualquer delírio criativo. Leio na VEJA.com que ele pressionou as empresas de outdoors a suspender a veiculação de peças publicitárias encomendadas pelo associação de policiais — que, na prática, comanda a carnificina no Distrito Federal — em defesa da indecente, da indecorosa, da absurda, da escandalosa, da criminosa “Operação Tartaruga”. Atenção! Moradores do DF contam-me que, na prática, ela continua.

O erro de Agnelo — afinal, ele não poderia acertar inteiramente, nem que fosse uma única fez — foi tentar fazer isso à socapa, à sorrelfa, como é do seu estilo, como é do estilo do seu partido, como costuma fazer essa gente, que é truculenta até quando está cumprindo um dever.

A operação já tinha sido considerada ilegal pela Justiça. A esta altura, homens armados com equipamentos do estado  e que cruzam os braços deveriam estar presos. Sindicalismo é uma coisa, terrorismo é outra. Páginas da Internet de apoio ao movimento chegaram a comemorar o aumento do número de homicídios. E isso na unidade da Federação que tem o salário mais alto do país.

É inacreditável que a situação tenha chegado a esse ponto. A mobilização deletéria dos policiais militares data do fim do ano passado. Agnelo permaneceu inerte. O governo federal, que é quem paga o salário dos policiais, também não se mexeu. José Eduardo Cardozo, ministro da Justiça, gosta é de ficar difamando, ainda que por vias oblíquas, a polícia de São Paulo.

Então é o seguinte: a gestão Agnelo é uma piada macabra, contada com a ajuda do governo federal. Mas é inaceitável que um sindicato de policiais faça publicidade de uma ação considerada ilegal pela Justiça, que está, na prática, matando pessoas. Mais: os outdoors estavam sendo postos em áreas públicas. O governo, neste caso específico, fez bem em mandar tirar — dentro de todo mal que faz à população do DF.

Que o sr. José Eduardo Cardozo não tenha ainda dado um murro na mesa, por ordem da senhora Dilma Rousseff, para pôr ordem na bagunça, eis omissões que são a cara dessa gente.

A Polícia Militar, está na Constituição, é uma força auxiliar de defesa. Está envolvida também com a segurança de estado. Gente que usa armas como instrumento de luta tem é de  ir em cana — e há leis para isso. Se preciso, Dona Dilma que chame o Exército para pôr ordem no DF. No caso, não é preciso nem decretar a intervenção. O Distrito Federal já é uma área de segurança nacional de responsabilidade do governo federal. Acorda, soberana!

07 Feb 15:56

Preventing (Some) Suicides

by Wesley J. Smith

Since Jack Kevorkian first made headlines in 1990, the media have touted assisted suicide by the dying and severely disabled in positive, sometimes even glowing, terms.

Actually, “touted” may be too weak a word. For two decades, the media have repeatedly presented emotional narratives of very ill or disabled people who “just want to die,” along with sympathetic depictions of the doctors who “just want to help,” filtered through the ideological prism of issue advocates seeking to legalize doctor-prescribed death.

These deaths are usually described in as a matter of the deceased “taking control,” or “dying on her own terms,” and other such laudatory language. In an unsettling bit of spectacle, actual assisted suicides—even acts of active euthanasia—have been aired on television with great fanfare on CBS’ 60 Minutes and the BBC.

Even as we support suicide for some, we work hard to prevent it for others. But shouldn’t all receive the same kind of prevention services that can save lives? Indeed, isn’t promoting or applauding when someone ends their own life likely to increase the number of suicides?

That’s certainly the position of the World Health Organization, which has published media guidelines that strongly recommend against romanticizing or otherwise providing positive or detailed reportage about all suicides. For example, WHO urges media not to publish photographs or suicide notes, and to avoid reporting specific details of the method used, offering simplistic reasons for the act, or glorifying or sensationalizing it in any way. Yet, all of these mistakes—and more—are ubiquitous in media reporting about assisted suicide.

Of course, the media also reports on suicide prevention—although rarely in the context of assisted suicide. Indeed, media outlets seem utterly oblivious that sympathetic reportage about assisted suicide works in direct opposition to suicide prevention. This dichotomy isn’t solely the fault of clueless journalists. The suicide-prevention community is at fault, as well.

This wasn’t always so. Back when Kevorkian began his campaign, suicide-prevention leaders spoke out forcefully against him. But that was a long time ago. These days, the suicide-prevention community is mostly silent about the political agenda that actively undermines the universal prevention meme.

Here’s a recent example: Quebec is on the verge of legalizing “aid in dying,” in which doctors would be authorized to lethally inject ill and disabled patients near “the end of life” (an undefined term) who ask to die. As this law moves ever closer to enactment, the Quebec Association for Suicide Prevention just launched its “You’re Important to Us” suicide awareness campaign, hoping to save the lives of suicidal people.

That’s laudable. But what about ill and disabled people whose suicides will be completed by doctors if Quebec’s euthanasia legislation is passed? Aren’t they also “important” to the Association? Apparently not: I searched the group’s website and found not one statement opposing assisted suicide/euthanasia generally, or the legislation specifically.

Unfortunately, that’s par for the course. In the face of adamant and repeated advocacy to legalize assisted suicide—with three states now statutorily legalizing doctor-prescribed death—the prevention community has had little to say. To take another example, in 2012 the Surgeon General of the United States issued a new suicide prevention policy—which mostly got attention because it paid special heed to at-risk gay youth.

But the policy utterly failed to address the ubiquitous suicide promotion by euthanasia/assisted suicide activists. Thus, the Surgeon General’s “2012 National Strategy for Suicide Prevention” suggested “positive public dialogue” to “counter shame” and “build public support for suicide prevention.” It also urged the community to “address the needs of vulnerable groups” properly “tailored to the cultural and situational contexts in which they are offered to seek to eliminate disparities.”

Ironically, it also urged that suicide prevention: “Promote efforts to reduce access to lethal means among individuals with identified suicide risks.” Assisted suicide, of course, explicitly grants access to “lethal means among individuals with identified suicide risks.”

So, did the policy speak out against assisted suicide advocacy? Did it urge doctors not to write—and pharmacists not to fill—lethal prescriptions because that puts the means of self-killing intentionally in the hands of the suicidal? Is the pope Buddhist?

I am not saying that the suicide-prevention community is complicit in assisted suicide. But I do believe they are partially neglecting their calling. The lives of people with cancer, multiple sclerosis, Lou Gehrig’s disease and other serious and terminal illnesses are just as worthy of protection as those of suicidal people who may have other reasons for wanting to end their lives.

If suicide-prevention organizations want to play it safe by focusing on non-contentious issues such as youth suicide, or if they worry that their organizations might lose funding by engaging the emotionally charged assisted suicide controversy, perhaps the time has come to change the organizational names. “The Association for the Prevention of Some Suicides” might not be catchy, but at least it would have the virtue of honesty.

Wesley J. Smith is a senior fellow at the Discovery Institute’s Center on Human Exceptionalism. He also consults for the Patients Rights Council and the Center for Bioethics and Culture

07 Feb 15:55

Preguiça!

by Norma
Então vamos combinar uma coisa. Passar de hetero a gay pode, o que não pode é passar de gay a hetero (Claudia Jimenez que o diga!). Defender o crime quando cometido por bandidos pode ("coitado, perdeu o controle por ser vítima da sociedade"), o que não pode é aplicar o mesmo argumento a quem se descontrola por estar cansado de ser roubado por bandidos enquanto o Estado não faz nada. Fazer piada de mau gosto com os cristãos pode, afinal, são maioria, e a maioria é sempre poderosa e má. Que preguiça de gente que até parece inteligente, mas define toda a sua visão de mundo a partir da dicotomia marxista entre opressores e oprimidos - entre os eternos opressores, que não podem nada, e os eternos oprimidos, que podem tudo!

Updates:

A quem precisa de desenho, aqui, pela própria Rachel.
Mais um com preguiça: Felipe Moura Brasil sobre a impunidade.

Um comentário meu no Facebook sobre a virulência dos militantes LGBT contra ex-gays, que reproduzo aqui: "É interessante o seguinte: este é um comportamento de seita. Se alguém resolver deixar minha igreja, não será perseguido nem desprezado por ninguém. Mas nas seitas os ex-membros são hostilizados."
07 Feb 11:40

HOMEM NOVO – Haddad reduz kit entregue a estudantes e corta caneta, lápis e caderno; itens caíram de 41 para 22

by giinternet
L

Não está claro para mim que o governo deva fornecer material indiscriminadamente a todos, pelo menos não numa megalópole como a paulistana. Mas é incoerente com o discurso da esquerda.

Por Fábio Takahgashi, na Folha:
A administração Fernando Haddad (PT) decidiu reduzir a quantidade de material escolar entregue uma vez por ano aos cerca de um milhão de alunos da rede municipal paulistana –dos ensinos infantil e fundamental. Na primeira etapa do fundamental (1ª a 6ª séries), por exemplo, as crianças recebiam 41 itens. Agora, são 22.

Foram retirados materiais como as oito canetas esferográficas e os três cadernos universitários (com espiral). A quantidade de lápis foi reduzida de seis para quatro. O kit do aluno foi criado na gestão Marta Suplicy (PT, de 2001-2004). A lista de materiais para 2014 é a primeira desenvolvida pela gestão Haddad, ex-ministro da Educação. A do ano letivo passado havia sido feita pelo governo Gilberto Kassab (PSD). A atual Secretaria de Educação disse que havia desperdício de materiais na relação de compras anterior.

A pasta citou como exemplo as canetas esferográficas para alunos da 1ª à 3ª séries. Nesta etapa, disse, a prioridade é o lápis. Estudantes da 4ª à 6ª séries, porém, também não levarão caneta para casa. A prefeitura disse ainda que parte dos itens cortada do kit dos alunos será enviada no material a ser utilizado coletivamente nos colégios. Ainda no caso das canetas, serão mandadas 300 para cada escola de ensino fundamental (cem de cada cor). Quase metade dos colégios municipais possui de 800 a 1.500 estudantes.

“Não vejo nenhum projeto pedagógico consistente que justifique esse corte de itens”, afirmou a pesquisadora Angela Soligo, da Faculdade de Educação da Unicamp.

“Você pode até entender que criança pequena não use caneta. Mas diminuíram os lápis. A criança no fim do ano escreverá com o dedo? E é importante ela ter material para trabalhar em casa.”
(…)

07 Feb 10:31

Bandidos disfarçados de manifestantes promovem nova baderna no Rio; cinegrafista é gravemente ferido

by giinternet

Cerca de mil pessoas decidiram protestar contra a correta decisão do prefeito do Rio, Eduardo Paes (PMDB-RJ), de reajustar a tarifa de ônibus da cidade, de R$ 2,75 para R$ 3 a partir de 8 de fevereiro. Por incrível que pareça, a questão já tinha sido judicializada — e foi preciso que um tribunal decidisse que o prefeito poderia, ora vejam, exercer uma prerrogativa que é sua. Assim são os tempos…

O ato começou “pacífico”? Sim, claro!, porque não há como começar de outra maneira, não é? Mas atenção! A marcha, a passeata, já contava com a presença dos tais black blocs. E aí cabe a pergunta: desde quando esses caras vão para um protesto para ser… pacíficos? Todo mundo sempre sabe o que vai acontecer.

A polícia teve de intervir nas imediações da Central do Brasil, quando os vândalos começaram a botar para quebrar, dentro e fora da estação. E aí se deu o pior: um artefato explosivo atingiu um cinegrafista da TV Bandeirantes. Ele está internado em estado grave no Hospital Souza Aguiar. Desde os protestos de junho, jornalistas e cinegrafistas da chamada “grande imprensa” têm sido hostilizados pelos vândalos. Profissionais são obrigados a trabalhar com microfones e câmeras sem o logotipo dos respectivos veículos de comunicação. Muitos são obrigados a recorrer a celulares.

Aí leio no Globo:
“Representantes do Instituto de Defensores de Direitos Humanos, que acompanham as manifestações no Rio, dizem que pelo menos 20 pessoas foram detidas durante o ato no Centro. Elas foram encaminhadas para quatro delegacias (4ª, 5ª, 17ª e 19ª ). Um grupo de manifestantes derrubou tapumes de metal de uma obra na Rua Bento Ribeiro, nas imediações da Central do Brasil. Eles tentaram usar os tapumes como escudos e atacaram policiais do Batalhão de Choque jogando pedras. Muitos manifestantes correm pelas ruas com camisas escondendo o rosto. Vários fogueiras foram feitas no meio da rua. Pessoas que circulam na área procuram abrigos.”

Entendi tudo. O Instituto dos Defensores dos Direitos Humanos estava lá, claro!, como sempre, para defender os “manifestantes”, não é assim? E quem defende a cidade da ação desses patriotas?

Quem jogou a bomba? Vejam esta sequência da Agência Globo.

bomba cinegrafista

O único veículo que informa tratar-se de uma bomba caseira é o jornal O Globo. Os demais afirmam não saber a origem da dita-cuja. A qualidade da imagem não é a melhor possível, é verdade. Mas bombas de gás e de efeito moral não provocam, em regra, ferimentos graves. Segundo um policial que viu a foto, a imagem não é compatível nem com bomba de gás nem com bomba de efeito moral. Até onde vai essa história? Bem, parece claro que, a esta altura, há pessoas determinadas a produzir cadáveres. Até que bandidos não sejam punidos pelos crimes que cometem contra pessoas e contra as cidades, esse troço vai prosperar.

 

07 Feb 10:31

Cartel: Corregedoria diz que atual secretário de Haddad definiu preço de serviços na CPTM

by giinternet

Na VEJA.com:
A Corregedoria Geral da Administração (CGA), órgão do governo paulista, afirmou nesta quinta-feira que o engenheiro Osvaldo Spuri, atual secretário de Infraestrutura Urbana e Obras da prefeitura de São Paulo, trabalhou na formação de preços de concorrências e também como presidente da comissão de licitações da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM). Spuri, que foi funcionário da CPTM de 1993 a 2005, nega ter participado da precificação dos serviços. O Ministério Público, a Polícia Federal e a CGA investigam como os preços eram definidos desde que a multinacional Siemens delatou a combinação dos valores por um cartel do setor metroferroviário.

Em nota, a Corregedoria disse que a CPTM confirmou nesta quinta-feira que Spuri tinha acesso aos documentos. “Podemos informar, galgados nos elementos constantes dos procedimentos administrativos, que o sr. Osvaldo Spuri, além de presidir as Comissões de Licitações, era Coordenador Técnico dos Projetos, de sorte a congregar todas as informações, inclusive a formação de orçamento.”

A Corregedoria informou que passou a apurar a conduta de Spuri depois de ter sido alertada de que ele seria o responsável por documentos sobre a formação dos preços de referência de licitações fraudadas pelo cartel de empresas. Os papéis não foram encontrados nos arquivos da CPTM. Segundo a Corregedoria, representantes da estatal de trens urbanos apontaram Spuri como o responsável pelos documentos numa reunião em 18 de novembro.

A Corregedoria afirma que Spuri foi questionado duas vezes sobre a documentação, numa oitiva e por escrito. O órgão disse, porém, que Spuri não entregou o material solicitado e argumentou que a responsabilidade pela precificação era de “áreas técnicas da CPTM e não das comissões de licitação” – que Spuri confirma ter presidido. Segundo o jornal Folha de S. Paulo, Spuri nunca foi inquirido sobre o tema. O secretário do prefeito Fernando Haddad relatou ao jornal ter encaminhado os papéis, em 2003, para o arquivo da CPTM em Presidente Altino, em Osasco (SP). Segundo ele, todos os papéis importantes da licitação foram remetidos ao Tribunal de Contas do Estado e ao Banco Interamericano de Desenvolvimento.

07 Feb 10:31

Anti-Fast Track mobilization to be extended after more than half a million people take action

The campaign has been embraced by more than 120 organizations and coincided with more than fifty rallies and teach-ins across the U.S., Canada and Mexico last week alone. Nearly six hundred thousand people have signed petitions or sent emails to lawmakers, and members of Congress have already received more than forty thousand phone calls from constituents who oppose Fast Track.

"When we launched this effort about ten days ago, we had twenty groups participating -- now we have 120," said Evan Greer, campaign manager at Fight for the Future, the Internet freedom group that helped initiate the StopFastTrack.com effort. "It's time for those in power to read the writing on the wall; people from across the political spectrum overwhelmingly oppose anti-democratic Fast Track legislation, and we won't allow decisions that affect all of us to be made behind closed doors."

See the full list of 120 organizations participating.

See photos from more than fifty protests and events.

Last week a nationwide, bipartisan poll found that voters oppose fast track authority by more than two to one. The poll also found that members of Congress who vote to approve Fast Track -- especially Republicans -- are taking a political risk.

The massive mobilization from Fast Track opponents has clearly made an impact in Washington, with Senate Majority leader Harry Reid coming out in opposition to Fast Track, but organizers caution that the fight is not over. They plan a public petition delivery in the coming weeks to increase pressure on Congress to oppose the Fast Track bill.

"With TPP, special interests are gunning for draconian copyright rules that would entrench Digital Restrictions Management (DRM) and chill the development of the free "as-in-freedom" software we need," said John Sullivan, executive director of the Free Software Foundation, "We're inspired to be part of such a diverse outcry against the Fast Track. It's clear that people see the damage that TPP's restrictions would do to freedom and culture."

"The only way we're going to stop the secret corporate power grab known as the Trans-Pacific Partnership is if we stop Fast Track. That's why we're proud to stand with the scores of other organizations who are engaged in this fight," said Becky Bond, political director of CREDO. "When so many organizations with diverse backgrounds and concerns stand together, it sends a powerful message. If you think the American people will allow Congress to abdicate its responsibility by passing Fast Track, prepare to be disappointed."

Michael Stumo, CEO of the Coalition for a Prosperous America, stated: "Our members oppose giving President Obama even more executive authority through Fast Track. We need a new trade agenda to balance trade and to prevent further outsourcing our sovereignty to international institutions. We will be watching Tea Party caucus members to make sure they do not favor these global government agreements."

David Cascino, CEO of Thunderclap, stated: "Now that people can rapidly organize around social media, phone call campaigns and targeted emails, it's getting increasingly difficult for politicians to make decisions behind closed doors."

Steve Anderson, executive director of OpenMedia.org said: "We know that the TPP will make the Internet more expensive, censored, and policed. That's why hundreds of thousands are speaking out to stop it being rammed through Congress without a debate. It's never been more important to pick up the phone and tell your Member of Congress to stop Fast Tracking a deal that would criminalize your online activity, invade your privacy, and cost you money."

"The breadth of opposition to Fast Tracking the TPP in any form whatsoever shows that the people will not be fooled by rigged corporate trade agreements. The TPP is so bad that it unites people in vehement opposition -- entire cities and towns are already saying that they will not obey laws passed in secret that will harm them. If Congress moves forward on Fast Track, we expect growing resistance that will include disruption of re-election campaigns." said Dr. Margaret Flowers of PopularResistance.org, an outgrowth of the Occupy Movement.

"Rainforest Action Network seeks to challenge corporate power where it undermines the interests of people and planet," said Lindsey Allen, executive director of Rainforest Action Network (RAN)."The TPP is a profit-driven frontal assault on democracy and issues core to RAN's work and in a time where we need every tool necessary to address global climate disruption, it is unacceptable to use an undemocratic shortcut like Fast Track to force through the TPP and usurp the interests of millions."

Communications Workers of America president Larry Cohen said, "Voters across the political spectrum are energized. They know this deal affects everybody - small business, workers, anyone who cares about about the food we eat, the air we breathe, and the jobs we hold. Americans are asking what kind of future do we want? We don't want a trillion-dollar trade deficit. We need to reset our trade policy, so that it works for everyone, not just big corporations."

"The Obama administration's plan to ram two potentially devastating international trade agreements through Congress appears to be slowing down thanks to widespread opposition, but we're not taking any chances," said Ronnie Cummins International director of the Organic Consumers Association. "We must stop trade deals that would weaken U.S. and world food safety standards, threaten domestic and international food sovereignty laws, and allow transnational corporations to sue governments for alleged future lost profits unless the corporations are allowed to freely peddle their unproven, unsafe goods with reckless regard for existing food safety laws."

Richard Trumka, president of the AFL-CIO, said, "The widespread interest in "Fast Track" from across the political spectrum is no surprise. It's only more evidence of what America's workers have known for a long time: America's workforce deserves better than warmed over trade deals, which will do nothing to raise wages or reduce our $540 billion trade deficit. The United States is long overdue for an overhaul of its trade priorities and trade practices and that can only happen with an inclusive process that includes all our voices, not just the disproportionate influence of the 1%."

"Fast Track authority takes democratic process away from our elected representatives, striking any discussion or debate on trade agreements in Congress, for example, on the upcoming Trans-Pacific Partnership," says Carleen Pickard, executive director of Global Exchange. "Fast Tracking" such an agreement without substantive discussion about it's impacts is a bad idea".

"Imports increased three times faster than exports since NAFTA took effect, and our trade deficit is devastating to American workers," said Teamsters General president Jim Hoffa. "Congress should read every word of these so-called 'free-trade deals' to make sure they help American families and to get rid of special deals inserted by corporate lobbyists."

Elizabeth Warren, MoveOn National TPP team coordinator said, "MoveOn's TPP team is committed to fighting Fast Track in Congress. While we long for good news, and it is tempting to be reassured by Senator Reid's comments, we need to differentiate between rhetoric and action. His statements could be the opening salvo in a debate over Democratic amendments to the Baucus bill, or he could be setting the stage for an alternate version of Fast Track - traveling under an assumed name - to be sponsored by Ron Wyden, for example. We must remain focused, and continue pressuring House members until a wide majority unequivocally oppose it - on the record - in ANY form."

"Across the country, Sierra Club members and supporters are ready to stand up for responsible trade that doesn't threaten American jobs, our air and water, and our climate," said Michael Brune, Sierra Club executive director. "The Sierra Club strongly opposes fast track. This bill not only undermines our democracy, it puts American families and our future at risk."

07 Feb 10:30

A covardia de parte considerável da imprensa e dos jornalistas é nauseabunda até quando um cinegrafista, que estava trabalhando, agoniza no hospital

by giinternet

Santiago Andrade é cinegrafista da Band. Na noite desta quinta, ele estava trabalhando. Cobria o chamado protesto contra o reajuste das passagens de ônibus no Rio. Reajuste correto e necessário — a menos que você, leitor, acredite que existe almoço grátis. Marcharam contra a elevação da tarifa, de R$ 2,75 para R$ 3, os de sempre: partidos de extrema esquerda e, claro, os black blocs. Já não tenho estômago para ouvir repórteres na TV recitando um textinho de manual: “A manifestação era pacífica…”. Mentira! Nunca foi. Até porque os black blocs estavam na turma. E eles nunca são pacíficos. São os primeiros a confessar. Um artefato explosivo atingiu a cabeça de Santiago. Houve afundamento craniano. Já foi submetido a uma cirurgia e está em estado gravíssimo no Hospital Souza Aguiar.

Vejam agora uma sequência de seis fotos, que registram o momento exato em que Santiago é ferido. Volto em seguida.

Santiiago 1Santiago 2Santiago 3Santiago 4Santiago 5Santiago 6

Os veículos de comunicação todos estão reticentes. Dizem não saber se Santiago foi atingindo por uma bomba de gás lacrimogêneo ou algum outro artefato. Não tinha visto ainda esta sequência. Agora vi. Desde quando bomba de gás — ou mesmo a de efeito moral — provoca essa luz? Que história é essa? Há testemunhos de que manifestantes — leia-se, no caso, bandidos — lançaram vários morteiros ou sinalizadores durante os confrontos com a polícia. A luz avermelhada registrada ali e os restos da explosão são, obviamente, compatíveis com morteiro ou sinalizador. Ainda que seja alguma outra coisa, não se trata de bomba de gás ou de efeito moral.

E a Polícia Militar só carrega essas duas. Os demais explosivos são levados para as ditas manifestações pelos arruaceiros. Até uma nota oficial da Band fala da hipótese de ser uma bomba de gás… Desde quando ela causaria aquela luz e provocaria o afundamento de crânio com a gravidade que está sendo noticiada? Não custa lembrar: um sinalizador, como aquele que matou o menino boliviano num estádio de futebol, pode atingir até 300 km por hora.

Associações de jornalistas e emissoras de TV divulgaram notas de solidariedade, mas se negam a censurar a violência explícita e organizada desses que são chamados de manifestantes. Manifestantes defendem ideias, pontos de vista, fazem reivindicação. Não saem por quebrando e incendiando tudo.

Mais uma vez, aquela turma de ontem decidiu depredar a Central do Brasil e as ruas do entorno. Partiram para o confronto com a polícia e hostilizaram, de novo, a imprensa. O jornalismo, no entanto, prefere olhar para o outro lado e se nega a dizer o nome dos seus agressores, uma gente que odeia a democracia, a liberdade e o estado de direito. É mentira! Eles não querem ônibus mais barato porcaria nenhuma! Querem se impor pela violência e pelo terror.

07 Feb 10:30

NBC News Confuses the World About Cyber-Security

by samzenpus
Nerval's Lobster writes "In a video report posted Feb. 4, NBC News reporter Richard Engel, with the help of a security analyst, two fresh laptops, a new cell phone, and a fake identity, pretended to go online with the technical naiveté of a Neanderthal housepet. (Engel's video blog is here.) Almost as soon as he turned on the phone in the Sochi airport, Engel reported hackers snooping around, testing the security of the machines. Engel's story didn't explain whether 'snooping around' meant someone was port-scanning his device in particular with the intention of cracking its security and prying out its secrets, no matter how much effort it took, or if the 'snooping' was other WiFi devices looking for access points and trying automatically to connect with those that were unprotected. Judging from the rest of his story, it was more likely the latter. Engel also reported hackers snooping around a honeypot set up by his security consultant which, as Gartner analyst Paul Proctor also pointed out in a blog posting, is like leaving the honey open and complaining when it attracts flies. When you try to communicate with anything, it also tries to communicate with you; that's how networked computers work: They communicate with each other. None of the 'hacks' or intrusions Engel created or sought out for himself have anything to do with Russia or Sochi, however; those 'hacks' he experienced could have happened in any Starbucks in the country, and does almost every day, Proctor wrote. That's why there is antivirus software for phones and laptops. It's why every expert, document, video, audio clip or even game that has anything at all to do with cybersecurity makes sure to mention you should never open attachments from spam email, or in email from people you don't know, and you should set up your browser to keep random web sites from downloading and installing anything they want on your computer. But keep up the fear-mongering."

Share on Google+

Read more of this story at Slashdot.


    






07 Feb 10:29

House of Cards and the Death of Principle

by Gene Fant

I come from a family that is neck-deep in preachers, politicians, and lady wrestlers, which in my home state of Mississippi are basically three sides of the same coin. Okay, I’m making up the lady wrestler part, but my fascination with all things related to faith and politics came honestly, at the knee of my late paternal grandfather Thomas Edison Fant, who was a protégé of Ted Bilbo, the Magnolia State’s version of Huey P. Long. When Grandfather was fed up with politics (repudiating the bulk of Bilbo’s agenda) and had converted to Christ, he became a hellfire and brimstone preacher, the first of four generations of my family to graduate from the Baptist seminary in New Orleans.

Grandfather’s stories about Gov. Bilbo were ripping yarns about intrigue, back room harangues, and forced compromise that bordered on blackmail. Grandfather always said “compromise” with a sneer, as along with salvation he had gained a sense of principle that made compromise difficult for him. Of course, it might have been his stubbornness that made it hard, but when he gained a rock solid belief in the Gospel, it changed how he saw the world. He once told me that he knew that his conversion made him ill-fit for office because he was now predictable. People knew what he believed and what he would or would not do. Principle, he observed, was a death sentence for a politician. In the end, his activities were limited to talking and voting.

Last year Hunter Baker got me hooked on the Netflix series House of Cards, which is a raw depiction of a rising political couple, Francis and Claire Underwood, with a brutal thirst for power. Christianity Today has an insightful review in this month’s issue, though it doesn’t , perhaps, warn potential viewers strongly enough that the series is a hard “R” on the movie scale (TV-MA), with language and some scenes of sensuality that had me fast-forwarding in places. I watched the original BBC series too, which is a bit campy by comparison, but the Netflix version, which will debut season two on February 14 (the trailer has seriously salty language), captured my attention precisely because it reminded me so much of those conversations with Grandfather.

When I teach Machiavelli’s The Prince, my students typically are horrified by the advice that eschews absolute ideals in favor of power and its retention. When I tell them that Machiavelli is pretty accurate in his depictions of what happens fairly often in the halls of power, they are mortified. My first introduction to this world on a personal level was at Virginia’s Boys State program, when one of my closest friends ran for governor and was stabbed in the back by a last-minute, back-hallway deal that shifted support to another candidate in exchange for supporting someone else’s election as Lieutenant Governor. It had nothing to do with platform or personality; it was power, plain and simple: who would win. The rancid odor of the brokered outcome lingered in my nostrils for a very long time.

House of Cards is engrossing because it is so utterly believable. It preys on all of our worst fears about politics, especially as it occurs at the national level. The deal making is engrossing (especially as the politicians lubricate conflicts with other people’s money). The power couple is shrewd and pragmatic. In the middle of the series, I sort of felt like Abraham in Genesis 18, wondering if there could be any righteous men in Washington: Where is the light? Where is the redemption? Could Jimmy Stewart’s Mr. Smith go to this Washington and assert determined principle against this kind of malignant power? At times, I mumbled under my breath the words of Romeo and Juliet’s Mercutio: “A plague on both your houses!”

But houses of cards are, really, just an updated version of the houses built on sand that Christ spoke of in Matt. 7:24-27. It is a patently present-tense understanding of power that pursues the moment because the future is either irrelevant or menacing. It cannot last, and from the preview of next season, the clock may be ticking on the Underwood’s house. I hope that their demise is couched in terms of a warning about one’s sins finding one out rather than just another drummer’s cadence toward political oblivion. Our hope as believers is that the houses of this world will all crumble at some point, bowing to the weight of this world and to the ultimate sovereignty of Christ.

House of Cards is not, however, merely about national politics. Political intrigue infuses every human realm. The microcosm of the series gives insight to the pastor who is trying to understand why that particular leader is so mean. It gives light to the job applicant who is shocked to find that she did not land the position. It makes sense of all sorts of bullying that prospers anywhere, from elementary school to nursing homes as the essence of the series is bullying with higher stakes and greater leverage.

Underwood’s Washington is ‘red in tooth and claw,’ where the motto is, “Hunt, or be hunted.” In Matt. 16:10, Christ himself warned us about this and said, “I’m sending you out like sheep among wolves. Therefore be as shrewd as serpents and as harmless as doves.” Understanding how the serpents of the other side operate is an important part of being shrewd; knowing how to be in that world but not of it is a key to survival, especially for those who stand on principle.

My sense is that voting in our democracy can sometimes be merely a balm to a coward’s conscience. In my conversations with Grandfather, I sometimes wondered if he ever regretted allowing principle to get in the way of his involvement. I wish I could ask him what might happen if principled men and women ever decided to overwhelm the system with citizen activists (see William Wilberforce or Martin Luther King, Jr.) who could bring torches to illumine the darkest recesses and corruptions of the world’s system. What if Edmund Burke was right, and “the only thing necessary for the triumph of evil is for good men to do nothing”? House of Cards depicts Sodom without the righteous men; our Christian imperative is to bring the light of Christ to any place that lacks righteousness.

07 Feb 10:28

Cuidado, senhores! Se a Papuda vira Parlamento, o Parlamento pode ser confundido com a Papuda!

by giinternet

Ai, ai… O deputado presidiário João Paulo Cunha (PT-SP) vinha perdendo a compostura faz tempo. Boa parte dela se foi quando protagonizou parte das tramoias do mensalão, o que lhe rendeu condenações por corrupção passiva, lavagem de dinheiro e peculato. Outra parte ele perdeu depois de condenado, quando saiu vociferando por aí contra o ministro Joaquim Barbosa, esquecendo se de que, em dois crimes, ele foi condenado por 9 a 2; em um, por 6 a 5. Logo, Barbosa, sozinho, não poderia mandar ninguém para a cadeia.

Com a compostura zerada, ele decidiu perder também aquela coisa que faz corar as pessoas. Como a gente chama? Decoro? Vergonha? Limites? Não é que o homem decidiu reivindicar à Vara de Execuções Penais do DF a licença para continuar a exercer o mandato durante o dia? Não só isso: também quer sair para dar sequência a seu curso de direito.

Este senhor foi condenado a nove anos e quatro meses de prisão, o que lhe renderia regime fechado. Como recorreu de uma das condenações — por lavagem — a parte já com trânsito em julgado é de seis anos e quatro meses. Caso o STF recuse aquele recurso, ele vai é para o regime fechado.

Qual é a de João Paulo? Ele quer fazer de conta que não é o que é: um condenado, um presidiário? Como já escrevi aqui, o regime semiaberto também é um regime fechado, mas que permite certas regalias, a depender da decisão do juiz, com base no comportamento do preso. O regime semiaberto não é o aberto, o do albergado, em que o condenado é apenas obrigado a dormir numa instituição pública.

João Paulo já disse que não vai renunciar. O PT fará de tudo para retardar a abertura do processo de cassação pela Mesa da Câmara. A rigor, já está aí um conflito entre Poderes. O Supremo já havia decidido pela perda automática do mandato dos mensaleiros, mas a Presidência da Câmara insiste que essa é uma prerrogativa sua.

Para que um processo comece, precisa ser aprovado pela Mesa Diretora, onde o PT tem dois representantes. Eles devem pedir vista para adiar o máximo possível. O voto, desta feita, será aberto. Vamos ver. Enquanto isso não acontece, o Brasil passa pelo vexame histórico de ter dois deputados presidiários: João Paulo e Natan Donadon. Por decisão do presidente da Casa, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), por enquanto, João Paulo continua com todas as regalias próprias de um deputado.

Os parlamentares que decidiam. Se um lugar feito para recolher bandidos começa a abrigar deputados, os deputados não poderão reclamar se a população passar a confundir a Câmara com um lugar de bandidos.

07 Feb 10:28

Os debochados de Banânia

by giinternet

Leiam os dois primeiros parágrafos da minha coluna na Folha desta sexta:

Países não acabam, não encerram as atividades. Existirão sempre, de um jeito ou de outro, pouco importam as condições em que operem. Está em curso no Brasil uma lenta, porém contínua, degradação institucional. Sei bem como são as coisas. Nessas horas, os profissionais do “progressismo” costumam acusar de “apocalípticos” seus adversários “conservadores”, a “direita alarmista”. Bem, este escriba não acha que o país caminhe para o desastre. Nunca achou. Até o Sudão do Sul e o Haiti existem quando se é um empirista empedernido. Por que não existiria o Brasil? Não vislumbro a derrota final, mas a continuidade da mediocridade aviltante.

“Na ditadura era melhor?” Não, mas a pergunta é cretina. A democracia tem de ser avaliada segundo seus próprios valores. Há 20 anos –ou cinco…–, um vice-presidente da Câmara dos Deputados não receberia, a exemplo do que fez o sr. André Vargas (PT-PR), o presidente do Supremo com o punho cerrado, num ato de suposta resistência à decisão da corte suprema do país, que condenou larápios.
(…)
Íntegra aqui

07 Feb 10:27

PT decide atacar a honra pessoal de Ramona, a médica cubana, acusando-a até de querer… namorar!!! É asqueroso!

by giinternet
Deputado José Geraldo: preconceito e perseguição ideológica

José Geraldo: a cara do preconceito e da misoginia

O PT combate a homofobia, certo? Depende! Na disputa municipal de 2008, Marta Suplicy perguntou se um adversário era casado e tinha filhos. Assim, se for para vencer uma eleição, o PT pode ser homofóbico. A homofobia petista é para garantir o bem maior: o poder do PT.

O PT defende os direitos das mulheres, certo? Depende! Se for para sair de uma enrascada, o partido passa tratá-las como lixo. A misoginia petista é para garantir o bem maior: o poder do PT.

O PT defende a liberdade sexual, certo, especialmente a das mulheres? Depende. Se for para defender a sua turma, pode chamá-las de devassas. O moralismo rombudo petista é para garantir o bem maior: o poder do PT.

O PT combate o racismo, certo? Depende. Se for para proteger os seus condenados, pode espalhar por aí que Joaquim Barbosa é um negro ingrato e traidor. O racismo petista é para garantir o bem maior: o poder do PT.

Nesta quinta, teve lugar na Câmara dos Deputados uma cena asquerosa, de uma vileza espantosa. O deputado José Geraldo (PT-PA) foi à tribuna para atacar a reputação da médica cubana Ramona Rodríguez, que desertou do programa “Mais Médicos”. O sujeito não se contentou em atacá-la profissionalmente, em desmoralizá-la tecnicamente, em dispensar-lhe o tratamento de objeto, que se joga de um lado para outro, como coisa.  Eles fez chegar aos jornalistas uma carta que acusa a médica de, digamos, tendente à devassidão. Reproduzo o trecho de seu discurso que se refere a Ramona, extraído das notas taquigráficas. Volto depois. Segurem o estômago. Segue em vermelho, conforme o original.

Para terminar, eu quero dizer aos Deputados da oposição, Sr. Presidente, ao Mais Médicos, que podem levar a médica Ramona lá para o Goiás, para o Rio Grande do Sul; paguem um salário para ela, porque o Município do Pacajá não quer essa médica lá. Essa médica foi vista várias vezes totalmente embriagada, a ponto de que nem seus colegas cubanos querem ela mais lá. Eu estou falando porque é o Município de atuação parlamentar deste Deputado. São cinco médicos — três médicas e dois médicos —, e ela não se enquadra. A população quer médicos equilibrados. Infelizmente, numa leva de 10, 13, 15 mil médicos, aparece um ou outro que não tem como prestar um bom serviço à população.
E estou aqui com uma nota do Presidente do Conselho de Saúde do Município do Pacajá, esclarecendo que esta médica não faz falta nenhuma lá naquela cidade; muito pelo contrário, ela não era mais aceita nem pelos seus colegas, que vieram de Cuba.
Então, os Deputados de oposição, que a receberam em seu apartamento aqui em Brasília, podem fazer uma vaquinha, pagar um salário para ela, e podem levá-la para onde quiser, porque lá no Município do Pacajá nem o Prefeito nem Vereadores nem os seus colegas querem ela mais lá. É bom que ela volte para o seu país de origem, porque ela não tem condições prestar serviço médico aqui no Brasil.
Era esse esclarecimento. Estou aqui com a nota que o Presidente do Conselho Municipal de Saúde do Município do Pacajá me mandou, esclarecendo sobre o comportamento dessa médica, nos poucos dias que ela ficou no Município.

Retomo
E José Geraldo teve a indignidade de distribuir a tal carta da Presidente do Conselho de Saúde do Município de Pacajá, cujo prefeito é do PSB. Na carta, lê-se o seguinte (conforme o original):
“Ao chegar em Pacajá a Drª Ramona fez amizade com um comerciante local passando a frequentar a casa do mesmo, e por várias vezes ingeriu grande quantidade de bebida alcoólica ficando visivelmente embriagada. Recentemente ao retornar à noite para casa onde se hospeda, trouxe consigo um homem estranho, no intuito de levá-lo aos seus aposentos e foi impedida pelas colegas que não concordaram com a presença do estranho por ser essa uma conduta proibida pelas regras de convivência da casa. Tal fato arruinou de vez a convivência da Drª Ramona com suas colegas de trabalho chegado a se indispor com enfermeiros e demais funcionários do hospital onde trabalhava”.

Assassinato de reputação
Eis aí. Essa é uma prática corrente das tiranias, especialmente das comunistas. Aquele que incomoda ou que é dissente é tratado como louco, como bêbado ou como devasso. Aliás, a carta da tal presidente do Conselho deixa claro em que condições moram os cubanos: em espécie de alojamentos, submetidos a regras coletivas. As pessoas estão impedidas de levar uma vida normal. E nem seria possível, já que ganham um salário de fome. Releiam o trecho. Ainda que o que vai acima fosse verdade, do que a médica estaria sendo acusada: de fazer sexo?

Se Ramona tivesse ficado quieta, de boca fechada, então não seria bêbada, relapsa ou devassa. Em outras circunstâncias, ONGs que defendem os direitos das mulheres sairiam em defesa da cubana. Desta feita, como vocês verão, não vai acontecer nada. A ministra Eleonora Menicucci, das Mulheres, também vai se calar. E não se deve esperar que Maria do Rosário, dos Direitos Humanos, proteste.

Ora, como esquecer os espetáculos grotescos que esquerdistas protagonizaram no Brasil por ocasião da visita de Yoani Sánchez? Uma blogueira dissidente, que enfrenta uma ditadura, foi perseguida por uma malta em nosso país, e o Parlamento brasileiro abrigou discursos de pterodáctilos contra a sua presença. Ela não conseguiu participar de debates porque os vândalos não permitiam.

É nojento o que fez este deputado Zé Geraldo. Se as chamadas feministas do PT tiverem um mínimo de vergonha na cara, vão protestar com veemência contra a baixaria. Mas não farão isso.

O PT pode ser homofóbico se precisar.
O PT pode ser machista se precisar.
O PT pode ser misógino se precisar.
O PT pode ser até racista se precisar.

07 Feb 10:25

Ministério Público do Trabalho acorda: relação do governo com médicos cubanos é ilegal: viola leis nacionais e um código internacional

by giinternet
L

Infelizmente, o ministério público do trabalho não é severo nem com as empresas privadas… e o brasileiro também recebe pouco mais de 40 % do salário, o resto ficando com o governo na forma de encargos e impostos. Acho difícil os cubanos ganharem boas condições nesse caso, mas torço para que se livrem pelo menos do castrismo.

Até que enfim. Parece que o Ministério Público do Trabalho resolveu acordar para a realidade, embora eu ainda precise ver para crer. Segundo informa reportagem de Evandro Éboli, no Globo Online, o órgão decidiu atuar no caso dos médicos cubanos e cobrar que o governo mude a relação de trabalho com eles.

Segundo o procurador Sebastião Caixeta disse ao Globo, a médica cubana Ramona Rodríguez tem razão ao cobrar que o governo lhe pague integralmente o salário destinado a cada participante do programa: R$ 10 mil mensais. Como sabemos, Cuba repassa aos profissionais no Brasil apenas US$ 400 — menos de R$ 1 mil. Ela decidiu recorrer à Justiça para receber R$ 36 mil pelo trabalho feito até agora.

Ramona trouxe a público o contrato de trabalho, que ninguém conhecia. Segundo o procurador, está claro que, à diferença do que sustentava o governo, não se trata de uma bolsa semelhante a um curso de pós-graduação ou especialização. O contrato caracteriza o que ele chamou de “vínculo laboral”, de trabalho mesmo. E há uma legislação específica para isso.

Acreditem, leitores! O próprio Ministério Público do Trabalho não tinha acesso aos contratos, que eram celebrados com a tal Organização Pan-Americana de Saúde, a Opas, que é um braço do regime cubano. A entidade alegava confidencialidade para não tornar público o documento. Vejam a picaretagem: confidencialidade num assunto que envolve dinheiro público — muitos milhões.

Está caracterizado que o governo fraudou os fatos para implementar o programa. Afirma o procurador Caixeta: “Estamos concluindo que há, de fato, problemas no programa Mais Médicos. Há um desvirtuamento na relação de trabalho dos profissionais. Todos foram recrutados para o que seria um curso de pós-graduação e especialização nas modalidades ensino, pesquisa e extensão. E não é isso que nós vimos. Há uma relação de trabalho e o que eles recebem é salário e não uma bolsa”.

Ok, é bom que o Ministério Público do Trabalho o reconheça, mas a gente sabe disso faz tempo. O procurador deixa claro com todas as letras: o regime de trabalho em curso é ilegal. Reproduzo de novo sua fala:
“Mesmo [os cubanos] recebendo entre 25% a 40% [do salário], já seria uma distorção, uma discriminação que não é aceita pelo ordenamento jurídico nacional. E nem pela Constituição e tratados internacionais. O contrato que veio à tona com a Ramona expôs a situação com mais clareza. Efetivamente, o tratamento que os cubanos estão recebendo viola o Código de Práticas para Recrutamento Internacional de Profissionais de Saúde, que é da OMS (Organização Mundial da Saúde). Um documento que o governo invocou quando lhe interessou. O tratamento igualitário deixou de ser aplicado.”

Ou seja, nessa questão, temos um governo fora da lei. O que se espera agora é que o Ministério Público do Trabalho seja tão severo com o governo federal como costuma ser com as empresas do setor privado.

06 Feb 20:57

FSF News: Anti-Fast Track mobilization to be extended after more than half a million people take action

BOSTON, Massachusetts, USA -- Wednesday, February 5th, 2014 -- Yesterday, a diverse network of organizations opposing Fast Track legislation, including the Free Software Foundation, announced they are extending their ten days of activism following massive and widespread public action. Since its inception on January 22nd, more than a hundred new groups have joined the effort at StopFastTrack.com, including Coalition for a Prosperous America, Ben & Jerry's, SumOfUs, Democracy for America, Friends of the Earth, Namecheap, and CREDO -- adding to an already impressive, and unlikely, list of groups like reddit, Sierra Club, AFL-CIO, MoveOn, LabelGMOs, and Fight for the Future.
06 Feb 20:56

A impressionante irresponsabilidade de Alexandre Padilha ao tratar de segurança pública em SP. Ou: Então tá! Vamos ver o que o PT produz em matéria de cadáveres

by giinternet

padilha

Alexandre Padilha (foto), que acabou de deixar o Ministério da Saúde para assumir a condição de pré-candidato do PT ao governo de São Paulo, concedeu uma entrevista realmente impressionante a Valdo Cruz e Johanna Nublat, da Folha. É impressionante porque, sei lá, de boa-fé, a gente acredita que há um limite para a irresponsabilidade e para a má-fé. Com alguma frequência, isso é um engano.

Na semana em que um dos filhos do governador Geraldo Alckmin (PSDB) foi vítima de uma tentativa de assalto ou, sabe-se lá, de sequestro, Padilha aproveita para fustigar a área de segurança pública de São Paulo com um discurso sem números, que apela apenas à retórica terrorista. É de um oportunismo asqueroso. Mas esperar o quê? Essa gente já transformou o câncer em moeda eleitoral duas vezes! Infelizmente, a conversa passou longe dos dados.

O petista disse com todas as letras: “[O PCC] Foi uma criação no governo deles. Vinte anos atrás, quando assumiram o governo, não tinha PCC, agora tem. Falta coragem ao governo de São Paulo para enfrentar o que precisa ser enfrentado. Eu diria que, hoje, a bateria do PSDB de São Paulo acabou.”

Estupefaciente! Ora, vimos há alguns dias o horror em que se transformou o Complexo de Pedrinhas, no Maranhão, estado em que o PT elegeu o vice-governador. O sistema penitenciário desse estado abrigava, em 2012, apenas 4.241 presos. Mesmo assim, é dominado por duas facções criminosas. As decapitações decorrem das disputas entre elas. Em São Paulo, havia em 2012 190.828 presos só no sistema penitenciário. Sem contar as cadeias.

Facções também estão presentes no Rio. Aliás, lá é que teve início o partido de bandidos, quando criminosos de esquerda se juntaram com criminosos comuns, nos anos 1970. E o Rio, que prende muito menos do que São Paulo, tinha apenas 30.906 presos nas penitenciárias em 2012 — 160 mil a menos. As facções, como sabem as UPPs, atacam dentro e fora dos presídios.

Petista tentando dar aula de segurança pública? Por que Padilha não olha para a Bahia, cujos presídios também são dominados por organizações criminosas, embora suas penitenciárias abrigassem apenas 10.251 pessoas no ano retrasado — 5,3% do que havia no sistema paulista? E o que dizer do Distrito Federal, também governado pelo PT?

O DF é mesmo semelhante a SP?
Infelizmente, numa das perguntas feitas a Padilha, afirma-se: “São Paulo enfrenta um problema na segurança, mas o Distrito Federal, governado pelo PT, tem situação semelhante. Não é uma questão nacional e não há omissão do governo federal em atuar com os Estados?”

Epa! O Distrito Federal tem situação semelhante à de São Paulo? Não terá nem nos próximos 10 anos — ou mais. Em 2012, houve 32,1 Crimes Violentos Letais Intencionais por 100 mil habitantes no DF, o que inclui homicídios dolosos e latrocínios; em São Paulo, foram 12,4 — em 2013, deve ter caído. A do DF é 159% maior. E no caso dos latrocínios? 1,8 por 100 mil no DF, contra 0,8 em São Paulo. De novo, a capital administrada pelo partido de Padilha vence: 125%. Que história é essa de “situação semelhante”. Haverá semelhança quando os índices de homicídios do DF caírem 61%, e os de latrocínios, 55%.

Padilha deu outra resposta não menos espantosa:
“São Paulo tem um potencial que não pode ser comparado com nenhum outro Estado. Pelo seu potencial, tem de se comparar com as melhores práticas internacionais, inclusive na área de segurança. Além disso, o governo federal sempre deu demonstrações de oferecer cooperação com o Estado de São Paulo.”

Cooperação? Qual? Quando a Secretaria de Segurança Pública enviou ao Ministério da Justiça um pedido de auxílio para reequipar a PM, ouviu do senhor José Eduardo Cardozo, ministro, que o governo federal não era a Casa da Moeda.

Vejam o que aconteceu com a taxa e com o número de homicídios em São Paulo em 13 anos. Os dados de 2013 ainda não estão aí. São menores. Não há estado com essa performance, e, provavelmente, é hoje a unidade da federação com a menor taxa.

Homicídios SP - evolução

Mas não vamos ficar só no Distrito Federal. E se formos para a Bahia petista, de Jaques Wagner? 40,7 assassinatos por 100 mil — 228% a mais. E se nos fixarmos no pequenino Sergipe, governado pelo PT desde 2007? A taxa de latrocínios é 112,5% maior do que a paulista; a de assassinatos, 222,5%.

E é Padilha, um dos homens fortes do PT, a dar aula de segurança pública a São Paulo? Mais uma vez, ele repetiu a ladainha de que se trata do estado mais rico da federação. É claro que é. Mas também é o mais populoso. De todo modo, mais números. Sabem quanto o Brasil gastou com policiamento em 2012? Com exatidão: R$ 17.557.948.076,05. Desse total, São Paulo desembolsou R$ 7.291.669.213,27. Ou seja: 41% — embora o estado tenha apenas 22% da população. Em 2011, então, respondeu por 55,3% do total.

Alexandre Padilha está chutando. Eu estou lidando com dados, com números, que são endossados pelo próprio governo federal. Todos esses números que cito pertencem ao Anuário Brasileiro de Segurança Pública e está à disposição aqui. Baixe a versão em PDF que facilita a leitura.

O sr. Alexandre Padilha não deveria brincar assim com coisa séria. Se o Brasil tivesse a taxa de assassinatos por 100 mil habitantes que há em São Paulo, 30 mil vidas se salvariam todos os anos. Infelizmente, a eficiência do PT em segurança pública se mede em cadáveres.

Um outra resposta de Padilha chega a quase comover pela arte do ludíbrio. Leiam:
O sr. deve fechar a meta de 13 mil médicos [para o Mais Médicos] com cerca de 75% deles sendo cubanos. Por que vocês não foram mais transparentes e reconheceram que o convênio com Cuba seria a alternativa, sabendo que os médicos brasileiros não iriam se inscrever?
Primeiro porque não tenho bola de cristal. Tenho capacidade de planejamento, de visão de futuro, era um problema que a gente apontava havia muito tempo. Muita gente dizia que os prefeitos não iam aderir ao programa, mas superou a expectativa. Segundo, acreditamos que a forma como foi divulgado, convocado, chamado, era importante para não desestimular a participação dos médicos brasileiros.

Errado!

Em agosto do ano passado, numa entrevista ao programa “Entre Aspas”, Humberto Costa, ex-ministro da Saúde, confessou:
“Esse programa já vem sendo trabalhado há um ano e meio. Boa parte desses cubanos já trabalharam em países de língua portuguesa, não têm dificuldade com a língua. E, ao longo desse um ano e meio, eles vêm tendo conhecimento sobre o sistema de saúde no Brasil, doenças que existem aqui e não existem lá…”

Médicos cubanos confessaram depois que já estavam em treinamento quando nem se falava ainda do programa por aqui. Portanto, a resposta do ministro é o que se chama o oposto da verdade…

Vamos ver o que o futuro reserva a São Paulo. A gente já sabe o que o PT fez com a segurança pública na Bahia, no Distrito Federal ou em Sergipe. No Rio Grande do Sul, Tarso Genro entra no quarto ano de governo com a Polícia Militar mais mal paga do país: R$ 1.375,71 contra R$ 3.023,29 em São Paulo.

Eis aí o que dizem eles e o que realmente são.

06 Feb 20:53

Médicos cubanos – Cadê o Ministério Público do Trabalho? Por que o silêncio? Ajudo os doutores a pensar caso estejam com dificuldade

by giinternet

Cadê o Ministério Público do Trabalho no caso dos médicos cubanos? Segundo consta, os doutores que compõem o órgão ainda estão avaliando as relações de trabalho dos médicos cubanos com o governo brasileiro. Como é??? Ainda estão avaliando? Qual é a dúvida?

Eu ajudo, então, os preclaros a pensar. E se os usineiros decidirem, digamos, importar mão de obra de qualquer país estrangeiro nessas condições? E se, sei lá, o setor de construção civil — que tem alguma dificuldade com a especialização da mão de obra de nível médio — fizesse o mesmo? Sim, eu sei, do ponto de vista burocrático, dificilmente conseguiriam. Eu não estou debatendo burocracia, mas moralidade.

Pergunto aos senhores do Ministério Público do Trabalho: quanto tempo vocês demorariam para considerar que usineiros e empreiteiros estariam promovendo trabalho análogo à escravidão? Afinal, vocês jamais aceitariam que:
a: o contrato de trabalho fosse celebrado com uma associação intermediária, não com os trabalhadores;
b: que o trabalhador recebesse menos de 25% do seu real salário;
c: que os verdadeiros chefes desses trabalhadores fossem agentes de um governo estrangeiro;
d: que eles estivessem impedidos de se desvincular do emprego sob pena de retorno imediato a seu país de origem;
e: que fossem impedidos de participar de sindicatos e associações de classe.

Ora, meus caros! Por que o governo pode promover aquilo que jamais seria permitido ao setor privado? É um absurdo que esse negócio ainda esteja em curso.

Por que esse manto de silêncio? Acho que o nome disso é ideologia, não é? Alimenta-se uma ditadura asquerosa com o rendimento da carne humana, também no suposto benefício dos pobres brasileiros. Com a devida vênia, o conjunto da obra é nojento!

06 Feb 20:53

A “Opas” é um braço do governo cubano e atua como “gato” que agencia mão de obra escrava

by giinternet
Chioro, da Saúde: o tom — da fala! — é elevado, mas não o do pensamento

Chioro, da Saúde: o tom — da fala! — é elevado, mas não o do pensamento

Sugiro que vocês prestem atenção ao tom, ao ritmo e à altura da fala do novo ministro da Saúde, Arthur Chioro. Ele está sempre a um passo do discurso. Fala mais alto do que deve, caprichando nos agudos, escandindo sílabas, com uma inflexão sempre professoral, tudo muito típico de quem sabe o que é melhor para nós, embora nós mesmos possamos ainda não ter descoberto. Nesta quarta, em razão da deserção de uma médica cubana, ele saiu em defesa das relações de trabalho que os escravos vindos da ilha de Fidel mantêm com o Brasil.

Escondeu-se, claro, na tal Opas (Organização Pan-Americana de Saúde), que é um órgão ligado à OMS (Organização Mundial de Saúde). Ora… Há muito tempo a Opas não passa, na prática, de um aparelho do regime cubano — e todo mundo sabe disso, muito especialmente o governo brasileiro. Segundo Chioro, sempre lá nas alturas, com a voz meio esganiçada, contratos como os feitos com o Brasil são celebrados com 60 países.

E daí? Ainda que fosse com 120! Isso não torna moral e muito legal — segundo a legislação brasileira — esse tipo de contrato.

Engraçado, não? Lembro aos leitores que o Ministério Público do Trabalho costuma enroscar até com a espessura dos colchões em alojamentos de trabalhadores. Se um sujeito é contratado para jardineiro numa fazenda, não pode tirar leite de uma vaca sem que isso seja considerado uma agressão a seus direitos. Há centenas de exigências que têm de ser cumpridas, ou lá vai uma autuação. E com os cubanos?

Em que eles são diferentes daqueles infelizes que são agenciados por “gatos” nos cafundós do Brasil? Aliás, é disto que se trata: a Opas é o “gato” dos semiescravos cubanos.

Chioro pode falar ainda mais alto, esganiçar ainda mais a voz e escandir ainda mais as sílabas, e não vai conseguir mudar a realidade: o Brasil passou a explorar mão de obra análoga à escravidão. Sob o silêncio cúmplice, até agora, do Ministério Público do Trabalho.