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27 Feb 00:15

Ministério Público cobra fim das regalias e ameaça transferir mensaleiros para presídio federal

by giinternet

Por Laryssa Borges, na VEJA.com:
O Ministério Público (MP) do Distrito Federal encaminhou à Vara de Execuções Penais, nesta terça-feira, pedido para que o governador Agnelo Queiroz (PT) acabe com os privilégios aos condenados no julgamento do mensalão no presídio da Papuda, entre eles os petistas José Dirceu e Delúbio Soares. Caso Agnelo, companheiro de partido dos mensaleiros, não barre as regalias, o MP informou que solicitará a transferência dos condenados para penitenciárias federais.

Conforme revelou VEJA desta semana, Delúbio tem diversas mordomias no Centro de Progressão Penitenciária (CPP), onde cumpre pena em regime semiaberto. As benesses vão desde autorização para receber visitas fora do horário até o direito a uma feijoada no fim de semana – algo impensável para detentos comuns. Um exemplo da influência de Delúbio dentro do CPP ocorreu quando o petista teve sua carteira roubada. Ele chamou o chefe de plantão, que determinou que ninguém deixasse a ala do centro de detenção até que a carteira, os documentos e os 200 reais em dinheiro fossem encontrados.

Para o Ministério Público, as irregularidades em favor dos mensaleiros, além de impedir que todos os condenados sejam tratados de forma igual, provocam um componente ainda mais preocupante: o risco de rebelião. “O bom funcionamento do sistema prisional fica comprometido em razão da instabilidade gerada pelo tratamento diferenciado que está sendo garantido a um pequeno grupo de presos. A insatisfação dos demais detentos do sistema e o clima de revolta são fatores preponderantes para o desencadeamento de uma possível rebelião, comprometendo a segurança pública”, diz trecho do pedido do MP ao qual o site de VEJA teve acesso.

De acordo com os promotores que acompanham a rotina do sistema prisional em Brasília, desde a chegada dos mensaleiros na cadeia, no dia 16 de novembro, a Subsecretaria do Sistema Penitenciário (Sesipe) tem feito uma espécie de “blindagem” dos detentos, impedindo que representantes do Ministério Público exerçam livremente suas funções de fiscalização e submetendo, irregularmente, cada pedido ao coordenador geral da Subsecretaria, João Feitosa. “A Sesipe vem enfraquecendo a autonomia das unidades prisionais, como é exemplo a imposição de óbice ao cumprimento direto e imediato das requisições judiciais ou do Ministério Público, vinculando tais atos ao prévio controle do Subsecretário Substituto João Feitosa”, diz o MP, que continua: “Sendo percebida pelas próprias Promotoras de Justiça da Execução Penal no regular desempenho das atividades de fiscalização das unidades prisionais, já tendo estas experimentado entraves na pronta resposta a ofícios e indagações durante as visitas de inspeção”.

Por determinação judicial, as regalias que os mensaleiros cultivavam clandestinamente no sistema prisional do DF deveriam ter sido suspensas no final do ano passado. Mas as decisões judiciais, segundo o Ministério Público, foram descumpridas, permitindo que condenados como José Dirceu e Delúbio Soares continuassem com os privilégios concedidos atrás das grades. “Não pode o Ministério Público ficar inerte, sobretudo após a constatação de descumprimento reiterado de decisões judiciais que expressamente determinaram a observância do princípio constitucional da isonomia”, diz trecho do pedido do MP à Vara de Execuções.

27 Feb 00:12

Maduro começa a perder apoio entre os mais pobres

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Por Diego Braga Norte, de Caracas, na VEJA,com:
O futuro político do presidente venezuelano Nicolás Maduro é uma incógnita. Se depender do seu presente, no entanto, ele não vai muito longe. Após treze dias de protestos ininterruptos nas ruas de Caracas e de outras cidades, as manifestações já saíram do controle, aparecendo e se dispersando de forma espontânea por todo o país. E engana-se quem pensa que os protestos estão concentrados apenas em bairros de classe média. Eles também chegaram às periferias. A população mais carente não aguenta mais o desabastecimento que toma conta do país, a inflação superior a 56% ao ano que consome seus parcos rendimentos e a violência altíssima – em 2013, Venezuela registrou mais de 24.000 homicídios, segundo a ONG Observatório Venezuelano da Violência (OVV). O combalido Iraque, no mesmo período, teve cerca de 9.000 mortes violentas.

Hoje na Venezuela – como acontece praticamente em todos os países em crise – as coisas não são tão simples quanto aparentam. Nem todos os pobres são governistas, aqui chamados de ‘oficialistas’, e nem todas as pessoas de classe média ou ricas são opositoras. O espectro ideológico da população tem diversas nuances e não é definido apenas pela classe social. “As populações mais pobres apoiavam Chávez porque de alguma maneira se sentiam protegidas. À época do Chávez, o governo ainda tinha dinheiro para investir em políticas sociais. Começaram a chegar médicos e professores nas favelas. Agora, além de não ter mais isso, começa a faltar comida”, diz José Carrasquero, professor de ciência política das Universidades Católica e Simón Bolívar.

Se os meios de comunicação oficiais escondem as manifestações e insistem na teoria de golpe de Estado coordenado por fascistas, as mídias sociais não os deixam mentir: há registros de protestos em favelas, chamadas pelos venezuelanos de “barrios”. Há fotos e relatos de manifestações em Santa Fé, Las Minas de Baruta e em outras periferias de Caracas. Fontes de dentro do governo – que pediram para permanecer anônimas – confirmaram à BBC que Miraflores se preocupa com a ocorrência de protestos em áreas consideradas como bastiões do chavismo, como em El Valle ou Petare – esta última, uma das maiores favelas da América Latina, com mais de 1 milhão de moradores. “O mais curioso é que essa população não culpa o processo político e continua sendo chavista. Eles culpam diretamente o Maduro”, diz o analista. “A imagem de Maduro entre algumas pessoas mais humildes teve uma deterioração importante e, especulo eu, irreversível”, continua.

Crise institucional
A inaptidão – ou a má-fé – da administração Maduro é tamanha que acaba afetando o funcionamento dos outros dois poderes. No Judiciário, das 32 cadeiras para juízes do Tribunal Superior de Justiça – a corte máxima do país – dez estão vagas por causa de aposentadorias. Com uma bancada atual compondo uma maioria favorável ao seu governo, Maduro não se mexe para nomear outros nomes que possam lhe causar problemas. O cargo de Controlador Geral da República – equivalente ao nosso Procurador-geral da União – está vago desde 20 de junho de 2011, quando o então ocupante titular, Clodosbaldo Russián, faleceu. Desde então o cargo fiscalizador mais importante da Venezuela, que deveria ser totalmente independente do Executivo, está nas mãos de uma suplente temporária, Adelina González, figura próxima a Maduro, que não cria problemas para seu governo.

O Legislativo trabalha como um apêndice do Executivo, totalmente desnecessário depois da aprovação, em novembro, da Lei Habilitante. Os quatro artigos que deveriam ser usados apenas em condições de excepcionalidade, como durante uma guerra, por exemplo, estabelecem que o presidente pode editar decretos-lei em áreas onde tradicionalmente caberia à Assembleia. E para conseguir esse cheque em branco, a lei que lhe confere superpoderes só foi aprovada depois da expulsão da deputada opositora María Aranguren, cassada por acusações até agora não provadas de peculato e conspiração. Como seu suplente votou com o governo, a lei foi aprovada por 99 contra 60, na conta exata dos votos necessários.

Futuro de Maduro
Dificilmente Maduro vai pedir renúncia. Tampouco é provável que o Congresso controlado pelos governistas aprove um referendo para o povo decidir o futuro do presidente. Se a força das ruas ainda não é suficiente para fazer o governo sair da inanição, alguns políticos governistas já começam a demonstram insatisfação pública. No caso mais emblemático, o governador do estado de Táchira, José Gregorio Vielma Mora, tornou-se uma voz crítica dentro do partido governista PSUV. “Eu sou contra acabar com um protesto pacífico usando armas”, disse o governador a uma rádio de Caracas. “Ninguém está autorizado a usar a violência”, completou.

 Localizado nos Andes venezuelanos, no noroeste do país, Táchira foi o berço das manifestações. Após um caso de estupro dentro de uma universidade, estudantes protestaram contra a violência e oito deles foram presos e confinados em prisões de segurança máxima, sem acusação formal. A prisão arbitrária foi o estopim para novos protestos estudantis que tomaram conta do país a partir do último dia 12 de fevereiro – Dia da Juventude na Venezuela. “Vielma Mora é ex-militar respeitado nas casernas e esteve envolvido na tentativa do golpe de 4 de fevereiro de 1992, ao lado de Chávez [quando militares tentaram tomar o poder na Venezuela]. Ele se considera uma das pessoas que originaram esse processo político que vigora hoje. Seu descontentamento é muito significativo e imprevisível”, afirma Carrasquero. Assim como é imprevisível o futuro da Venezuela.

27 Feb 00:11

Agricultores miseráveis são expulsos de suas terras no Maranhão de forma truculenta, sob o silêncio cúmplice ou o aplauso da imprensa. Ou: Bala de borracha contra black bloc é crime; contra agricultores, é poesia! Ou: O dia em que o governo admitiu a violação oficial dos direitos humanos

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Vejam este homem.

awá-guajá agricultor

Ele é o símbolo da injustiça social no Brasil à moda lulo-dilmo-petista. Não, leitor, você não entendeu. Este senhor exerce na narrativa esquerdopata destes tempos o papel de opressor, não de oprimido. Vocês vão ver por quê. Este é um post que trata de algumas questões muito sérias. Inclusive para a imprensa brasileira. Há aí alguns vídeos que talvez vocês não conheçam. Leiam com atenção. Vejam tudo. Se acharem pertinente, passem adiante e façam o debate.

Uma ação vergonhosa começou a ser perpetrada nesta terça: a tal “desintrusão” — esta palavrinha cada vez mais odiosa, que faz com que brasileiros sejam considerados estrangeiros em sua própria terra — dos não índios da chamada reserva indígena awá-guajá, cuja demarcação foi concluída e 2005, com um decreto assinado pelo então presidente Lula. Serão 116 mil hectares de terra destinados a 400 índios nômades. Ou por outra: esses 400 indígenas, segundo a Funai (há fortes suspeitas de que esses números estejam superestimados), ocuparão 1.160 km² de terra. Só para comparar: é quase o tamanho da cidade de São Paulo, que tem 1.522 km². Corresponde a 3,5 vezes a cidade de Belo Horizonte, com 330,95 km² e 1,7 vez a cidade de Salvador, com 696,76 km².

escrevi a respeito. Essa região começou a ser povoada por agricultores pobres — muitos deles com a origem indígena estampada na cara — no começo do século passado. É uma área tão extensa que compreende os municípios de Centro Novo do Maranhão, Governador Newton Bello, Zé Doca e São João do Caru. O lobby de ONGs, de ambientalistas e de celebridades é grande. Falo a respeito mais adiante. Já escrevi sobre essa questão quando Paulo Maldos, o braço-direito de Gilberto Carvalho no diálogo com “movimentos sociais”, concedeu uma entrevista indecorosa, indecente, afirmando que os agricultores que moram na região se dedicavam ao corte de madeira e à plantação de maconha.

Estimava-se inicialmente que 1.200 famílias — cerca de 6 mil pessoas — de não índios morassem na reserva. Que se saiba, até agora, foram notificadas 427 famílias (perto de 1.300 pessoas), 224 das quais se encaixariam no perfil da reforma agrária. As outras 203 estão condenadas à beira da estrada. O governo manda caminhões para carregar os pertences que podem ser carregados (foto abaixo), e o resto fica para trás. Atenção! A ocupação da área foi considerada de má-fé — e isso quer dizer que as famílias não receberão um tostão de indenização.

awá-guajá caminhão

Estamos falando de grandes proprietários de terra, de fazendeiros ricos, daqueles plutocratas do agronegócio, que só existem na imaginação dos esquerdopatas? Não, senhores! É gente pobre! As coisas estão sendo feitas nos costumes pela Secretaria-Geral da Presidência, comandada pelo companheiro Gilberto Carvalho. A Força Nacional de Segurança (foto na sequência) e a Polícia Federal chegam para garantir a operação, armadas até os dentes, os pobres-coitados tiram o que podem, e tratores começam a demolir as palhoças (foto). Uma equipe da Globo conseguiu acompanhar parte do trabalho. Vejam uma “mansão” de ruralista, coberta de sapé, sendo destruída.

awá-guajá tapera

awá-guajá soldados

Vejam lá no alto a imagem de um agricultor expulso de sua terra. Abaixo,  a de uma agricultora e seus meninos.

awá-guajá agricultora

Eles não são mesmo a cara da riqueza e da opulência? Assistam a este vídeo em que aqueles nababos respondem à acusação feita pelo auxiliar de Carvalho:

A Justiça havia determinado que o governo encontrasse um lugar para alocar essas famílias. Não apareceu até agora. O tal lugar, por enquanto, só existe na imaginação de Miriam Leitão, aquela senhora que acha que fico bem no papel de rottweiler. Pode ser. Mas sou um rottweiler preconceituoso: não mordo calcanhar de miseráveis! Vejam com que entusiasmo ela escreveu a respeito, em sua coluna no Globo, na véspera de Natal (em vermelho). Depois revejam a cara das pessoas de quem ela está falando.
(…)
Vão se deslocar para cumprir a ordem judicial, e o plano do governo, tropas do Exército e funcionários da Funai, ICMBio, Incra, Ministério Público, Força Nacional de Segurança, Polícia Militar do Maranhão. Foi criado, por ordem do juiz, o Comitê de Desintrusão da Terra Awá Guajá, com representantes de todos esses órgãos e mais a OAB, ABIN, Secretaria-Geral da Presidência, Ibama, um integrante da Assembleia Legislativa e outro do Governo do Maranhão.
(…)
O governo vai derrubar as cercas e fechar os ramais que foram abertos pelos madeireiros nas invasões frequentes da Terra Awá.
(…)
Em agosto, o GLOBO publicou uma longa reportagem feita por mim e pelo fotógrafo Sebastião Salgado. “O Paraíso Sitiado” teve como título na primeira página o resumo do que vimos lá: “Eles estão em perigo.”
(…)
A ordem judicial determina que os posseiros recebam ajuda do governo através de financiamentos do Pronaf, sementes, inclusão no Bolsa Família, inscrição no INSS e concessão de terra através do Incra. Há uma área próxima, em Bom Jardim, onde devem ser assentadas 60 famílias. Outras receberão crédito fundiário.

Retomo
Como os meninos da agricultora não poderão comer os papéis do “crédito fundiário” e como Miriam Leitão não vai voltar lá com Sebastião Salgado para dar um lanche de mortadela pra eles, a molecada vai pra baixo da lona passar fome. Mas a consciência indigenista da jornalista está certamente em paz. Esses pobres não têm pedigree progressista. Que se danem!

Sessenta famílias??? Até agora, o governo não tem onde colocar essa gente. Serão largadas por aí, ao relento. Que entrem na fila da reforma agrária se quiserem. Reproduzo a fala de um nos agricultores:
“O governo está tratando nós como bandidos, como os vândalos. Ou pior. Porque no Rio de Janeiro, nas grandes cidades aí, nós vemos os vândalos quebrando as obras públicas, e eles não fazem nada lá, e nós que estamos lá na nossa área de trabalho, eles vêm fazer uma operação dessa daí pra intimidar a gente ou pra humilhar, mais do que a gente já é humilhado”.

É uma pena que os agora sem-terra e sem-teto não tenham o telefone de Miriam Leitão para perguntar onde fica a tal área que vai receber as famílias desalojadas. Talvez Sebastião Salgado saiba, um homem tão viajado e que sabe estetizar como ninguém a miséria. Os desgraçados nas suas fotos são sempre tão bonitos, né?! Só é uma pena quando pobre começa a falar, com a boca quase cheia de dentes, e estraga o retrato e a poesia da comiseração que tanto agrada à sensibilidade dos descolados. O problema é quando esses miseráveis começam a ficar de carne e osso..

A violência se repete
A violência se repete. Já escrevi a respeito da desocupação da fazenda Suiá-Missu, no Mato Grosso. Maldos — o tal auxiliar de Gilberto Carvalho — foi o coordenador-geral do grupo de trabalho criado pelo governo federal para promover a desocupação de uma região chamada Marãiwatséde, onde ficava a fazenda.

Mostrei como ele trabalha. A Suiá-Missú abrigava, atenção!, um povoado chamado Posto da Mata, distrito de São Félix do Araguaia. Moravam lá 4 mil pessoas. O POVOADO FOI DESTRUÍDO. Nada ficou de pé, exceto uma igreja — o “católico” Gilberto Carvalho é um homem respeitoso… Nem mesmo deixaram, então, as benfeitorias para os xavantes, que já são índios aculturados. Uma escola que atendia 600 crianças também foi demolida. Quem se encarregou da destruição? A Força Nacional de Segurança. Carvalho e Maldos foram, depois, para a região para comemorar o feito. Republico este vídeo que mostra o que restou daquela comunidade. Vocês já conhecem este vídeo. Ele serve de gancho para eu publicar dois outros, que ainda não apareceram aqui.

Voltei
Muito bem! Enviam-me agora um vídeo sobre o início do cerco à fazenda, quando agricultores ainda acharam que poderiam resistir. Vejam como foram tratados pela Força Nacional de Segurança.

Aquilo ali é bala de borracha. Não é contra black blocs. São balas contra, como vou chamar?, essa “morenada brasileira” que insiste em ganhar o sustento com o suor do rosto, uma atividade cada vez mais criminalizada no país, não é mesmo?

Pergunto: vocês viram essa operação ganhar destaque na imprensa? Creio que não! Afinal, se há índios de um lado e não índios de outro, é evidente que a escolha já está feita, pouco importando os fatos. O mais escandaloso nesse caso é que o ouvidor da Secretaria Nacional de Direitos Humanos, Bruno Teixeira, em depoimento prestado na Câmara dos Deputados, admitiu que houve agressão a direitos fundamentais de famílias pobres, de gente que não tinha onde morar, que foi parar em barracos de lona na beira da estrada. E não se ouviu uma palavra a respeito. Reproduzo o vídeo.

Ele foi indagado sobre a não intervenção da secretaria, de que é titular a sempre buliçosa Maria do Rosário. Respondeu o seguinte:
“Se, naquele momento, não conseguimos resolver, foi devido a forças maiores, porque a Secretaria de Direitos Humanos faz parte de um governo que tem interesses. E a nossa posição, naquele momento, foi no sentido de que se observasse o direito e a garantia das pessoas.”

Entendi tudo.

Repito a fala daquele agricultor:
“O governo está tratando nós como bandidos, como os vândalos. Ou pior. Porque no Rio de Janeiro, nas grandes cidades aí, nós vemos os vândalos quebrando as obras públicas, e eles não fazem nada”.

Temos, enfim, um governo que se orgulha de bater em pobre e que se jacta da tolerância com a violência dos chamados “movimentos sociais”. Tá certo, ué! Pobre que não é de esquerda tem mais é de ser tratado como lixo! Pobre bom é o que serve de modelo para Sebastião Salgado enternecer os socialistas dos Jardins e da Vieira Souto. O seu Antônio e a dona Raquel não comovem ninguém. Bala de borracha neles!

27 Feb 00:10

Craig Ringer: Row security in PostgreSQL – overview and current status

In the next week I will be writing a series of posts about the row-security work I’ve been doing for PostgreSQL 9.4 as part of the EU’s AXLE project. I will be outlining the history, approaches tried, current status, remaining issues, and future work required.

To open the series, I’d like to talk about what row security is good for and why you might want it.

The purpose of the row-security feature is to allow different users to see different subsets of the data in the same table, according to admin-provided security rules. Security policy can use arbitrary SQL expressions to control data visibility, including sub-queries against other tables.

If you’re paying attention, this will sound a lot like a view. You’re not mistaken – row security is not unlike transparently replacing references to a table with an updatable security_barrier view over its contents. It must be a security barrier to prevent data from being leaked by user defined functions used as predicates. If row-security is enforcing write access control, it there behaves like a WITH CHECK OPTION security_barrier view.

There are a few reasons why row-security is desirable, and more useful than simply defining a view over each table.

Most importantly, row-security is pluggable – in addition to looking policies up from the system catalogs, it’s also possible to use a policy hook to supply arbitrary policy from extensions. This serves as a building block for adding SELinux-controlled row-access policies or other declarative security policies, and for using row security as the basis for row-level audit logging.

Unlike replacing a relation with an updatable security_barrier view, it’s also easy to add, change, or remove row-security policy on a table without redefining anything else in the database. Replacing a table with a view requires you to play games with access permissions and the search_path, and most importantly other views that referenced the original table do not automatically now reference the view since search_path references in views are resolved at CREATE VIEW time. So you need to change the definition of all other views that refer to the table so they use the security view over the table instead.

There’s also a more abstract benefit to row security. It separates the structure of the database from access policy, much like CSS separates presentation from semantic content (theoretically). Like CSS, the separation is imperfect but useful.

Finally, row-security aids the implementation of a variety of standards-mandated security models and structures, allowing new groups to consider using PostgreSQL where they were previously unable to do so. Implementations of PCI, HL7, etc are significantly eased by having something like row security available to encode the specified access policy.

In future posts, I’ll be writing about: the history of row security development in PostgreSQL; row security and inheritance; challenges in implementing row security in PostgreSQL; choices between different implementation approaches (optimizer vs rewriter etc); the status of the implementation to date; and what needs to be done to get it into the hands of users. Keep an eye on the row security tag.


The research leading to these results has received funding from the European Union’s Seventh Framework Programme (FP7/2007-2013) under grant agreement n° 318633

27 Feb 00:09

Sweden Is A Model

by Neha Bareja
.:

Buskhe300.jpgThis interview was written by Mario Sabino and published on Veja Magazine (Yellow Pages), February 2014.

Hakan Buskhe, CEO of Saab, the company that sold the Gripen jets to Brazil, explains how education and the need to do more with less are key to the success of his company and his country.

Anyone arriving at Saab's offices in Stockholm, located on one floor of a small building without doormen, is shocked by the frugal atmosphere at what is one of the most cutting-edge companies in the armaments industry with almost 15,000 employees and which beat the Americans and the French to win a contract to supply Brazil with 36 fighter Jets – the Gripen NG, for Next Generation – at a cost of $4.5 billion. However, according to the 50-year-old company CEO Hakan Buskhe, it is this philosophy of simplicity which is behind Sweden's success. Before another trip to Brazil last week to meet with the commander of the Air Force and the minister of Science, Technology and Information, he granted us the following interview.

In 2009, when former President Lula announced that the government had chosen French jets to rebuild the Brazilian Air Force, what was the reaction like at Saab? 

I hadn't joined the company yet, I arrived in 2010, but I heard that Saab executives and employees felt that the announcement by Brazil's former president came like a bolt of lightning out of a clear blue sky. It was totally unexpected, given their strong relationship with the Brazilian military staff responsible for making the decision (between the Swedish Gripen NG, the French Rafale and the American F-18). For some time after the announcement, we believed that the message had been sufficiently clear, the process was over and that the deal would continue in that direction. But for some reason, it never happened – and we were back in the game.

Do you have any idea what may have happened? 

Well, anywhere in the world, this type of large and strategically important government procurement process involves a number of factors which can have an influence on the result. Quite often, the opinions of consultants involved in the process do not reflect the views of government leaders… To be honest, I do not know what happened to make Brazil review its decision. What I can say is that a fighter purchase is always a highly political decision.

When did talks with the Brazilian government start again? 

Even after the 2009 announcement, we never lost contact and our conversations were always extremely friendly and focused on highlighting the qualities of our aircraft. I believe that I can summarize our position in the following way: we, the Swedes, who live close to the North Pole, where conditions are tough – and I was born quite close – quickly learn that sometimes you win and sometimes you lose. This is why we never have a bad word for our competitors. Like my father said, you shouldn't kill your neighbor because you may end up on your own, and this isn't a good way to survive in a hostile environment full of bears and elk… The fact remains that the Gripen NG is a tremendous fighter jet, the most modern in the world but it is reasonably priced. Additionally, we promised a complete technology transfer, which was a vital issue for Brazil.

Would you say that President Dilma Rousseff's administration took another approach to the fighter purchase?

All I can say is that the Brazilian Air Force has always behaved with great professionalism. It has always provided transparent and unbiased information, even though the selection process was a long one. For example, there was never a time when we felt we were number one or number three on their list and they did a very good job making sure this information did not leak. Obviously, we realized our assessment had been positive, but there was never an indication of who they preferred until the final choice had been made. Your Air Force was very skillful.

Could the US spying scandal have had an influence on the Brazilian government's decision to purchase the Swedish Jets?

Well, transactions like these involve a number of variables but I cannot say what, if anything, could have helped us win beyond the technical requirements. Ever since I took over as Saab's CEO, I have visited Brazil on many occasions, met many people, we have set up a technology innovation and research center in São Paulo and nobody ever talked to me about this, despite the rumors. You would probably be better off asking the Brazilian politicians.

Many Brazilians ask why a country with no enemies and so many gaps in education, health, housing and infrastructure would spend $4.5 billion purchasing 36 fighters. Do you have a good answer?

I believe it is important for a country to be able to defend itself from external aggression, however unlikely that aggression may be. Look at Sweden. We are country at peace and there has been no external conflict for exactly 200 years, since 1814, when Jean-Baptiste Bernadotte, one of Napoleon Bonaparte's best marshals, became king of Sweden using the name Carlos XIV and convinced the Swedes to become neutral. He was tired of witnessing so many devastating battles and seeing how unproductive the wars ravaging Europe had been. However, if a country is unable to respond to or avoid attack, there is a risk that its sovereignty may not be respected. This is why Sweden, a neutral country, maintains well-equipped armed forces. It is also wrong to believe that armies are only useful in times of war. They also help guarantee the security of the nation's resources, its logistics network and, depending on the situation, they can repel terrorist attacks. Clearly, what Brazil intends to do with the aircraft is not something within my remit. What I can guarantee is that we will provide the best fighter at the lowest price. It is a Swedish legacy: we are a small country, with less than 10 million inhabitants, which is why we force ourselves to do as much as we can with as little as possible. Because of this mentality, our defense costs have not compromised our education or health systems or our social reforms. The Swedish model, if we can call it that, shows that all these things can move forward at the same time.

Read the full story: Sweden Is A Model

Published: 2/26/2014 12:47 PM
27 Feb 00:07

A sede brasileira por sangue venezuelano

by Felipe Melo
O governo venezuelano tem mostrado há semanas, de maneira claríssima e indisfarçável, o seu verdadeiro caráter. O regime comandado por Nicolás Maduro tem utilizado todo seu aparato oficial e extra-oficial de repressão sem nenhum pudor: a Guarda Nacional Bolivariana – que é uma filha diletíssima da Guarda Revolucionária Islâmica iraniana – tem atuado de maneira sanguinolenta na contenção dos maciços protestos populares; grupos paramilitares – como os coletivos La Piedrita e Tupamaros –, treinados e armados pelo regime bolivariano, espalham o terror em ataques móveis, atirando a esmo contra os manifestantes e executando-os a sangue frio; esquadrões militares cubanos enviados pelos irmãos Castro agem no seqüestro de alvos importantes para o governo venezuelano, como foi o caso do General de Brigada Ángel Vivas – que resistiu bravamente, mesmo que isso lhe tivesse custado a própria vida. Se ainda havia alguma dúvida sobre o caráter totalitário do governo venezuelano, que desde Chávez mergulhou aquele país numa crise social e econômica sem precedentes na história da Venezuela, não resta mais dúvida alguma.

Coletivo La Piedrita e suas crianças milicianas devidamente armadas.

General de Brigada Ángel Omar Vivas Perdomo resistindo
às forças cubanas que,a mando de Maduro, tentavam prendê-lo.

Ainda que a frágil máscara de democracia do regime venezuelano tenha sido totalmente obliterada pelos recentes acontecimentos naquele país, e apesar da profusão de fotografias e vídeos amadores que, graças à internet, tem rodado o mundo – afinal de contas, o governo bolivariano da Venezuela tem “democraticamente” cerceado o exercício da imprensa local e internacional –, um grupo de grandes organizações de “movimentos sociais” entregou à missão diplomática venezuelana no Brasil uma carta de apoio ao regime de Maduro. A carta foi publicada originalmente em espanhol no site da Embaixada da República Bolivariana da Venezuela no Brasil. Abaixo, segue a íntegra da tradução para o português (grifos meus):

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Carta ao Presidente Nicolás Maduro e ao Povo Venezuelano

Nós, dirigente das organizações políticas, movimentos sociais e sindicatos de trabalhadores que acompanhamos a campanha “Brasil está com Chávez”, vemos com muita preocupação os recentes acontecimentos na Venezuela e alertamos o povo brasileiro sobre mais uma nova tentativa antidemocrática para derrubar o Governo Bolivariano da Venezuela.

Há vários meses acompanhamos a situação Venezuela e sabemos dos embates de setores da elite, com interesses econômicos contrários aos da maioria da população, que têm promovido uma “guerra econômica”, promovendo a especulação, o desabastecimento e a inflação excessiva de preços, prejudicando a grande parte da sociedade venezuelana.

Esses grupos opositores tentam responsabilizar o Governo pela situação econômica, assim como por outros problemas no país e, sob essa alegação, em 12 de fevereiro passado, marcharam em protesto por várias cidades do país. A intenção dos líderes opositores, como o ex-prefeito de Chacao, Leopoldo López, era a de permanecer na rua até conseguir “a saída” do governo atual.

A maioria dos participantes foi de estudantes e as manifestações, em sua maior parte, ocorreram de maneira pacífica até que grupos violentos provocaram ações como o confronto com as forças de segurança, ataques contra o Ministério Público, o assalto à residência do Governador do estado de Táchira, a depredação do Metrô de Caracas e do serviço de Metrobus com passageiros a bordo, entre outros. Como resultado, três pessoas foram mortas e mais de 60 ficaram feridas.

Posteriormente, iniciou-se de imediato uma campanha nas redes sociais afirmando falsamente que na Venezuela havia uma repressão massiva contra os estudantes. Fomos testemunhas do uso de inúmeras imagens manipuladas para condicionar a opinião pública internacional contra o Governo venezuelano. Os Estados Unidos, de maneira pública e privada, também se manifestou contra o governo do presidente Nicolás Maduro, exigindo mudanças em suas políticas.

A coincidência conjuntural de todos esses elementos lembra velhas fórmulas golpistas já vividas em nossa região e em outros lugares do mundo. Isso nos obriga a pensar que existe uma possibilidade real de que setores extremistas da oposição venezuelana e interesses estrangeiros estejam tentando forçar uma saída não-constitucional ao Governo Bolivariano. Por isso, consideramos importante fazer um chamado de alerta à população brasileira para que acompanhe de perto os acontecimentos e manifestamos nossa solidariedade ao povo venezuelano nesta hora difícil.

Sabemos que todas as venezuelanas e venezuelanos têm o direito legítimo de protestar e que isso está garantido na Constituição de 1999, que, ademais, é uma das mais avançadas do mundo em termos de participação popular na política e na sociedade. Não obstante, o direito de manifestação não pode ser usado para justificar atos de violência, nem para promover uma saída golpista, não-constitucional e antidemocrática ao governo atual.

Apoiamos o direito das venezuelanas e dos venezuelanos de decidir seu futuro político dentro do marco legal da Constituição e mediante os mecanismos eleitorais e participativos previstos, como o referendo revogatório.

Repudiamos os atos de violência ocorridos nos últimos dias e manifestamos nossa completa solidariedade aos familiares das vítimas.

Repudiamos também a campanha nas redes sociais e a cobertura parcial e tendenciosa dos meios de comunicação que distorcem a realidade venezuelana para satanizar o governo do Presidente Nicolás Maduro.

Repudiamos qualquer forma de ingerência por parte do governo dos Estados Unidos ou de qualquer outro país nos assuntos internos da Venezuela.

Clamamos o governo brasileiro a se solidarizar com o governo do Presidente Nicolás Maduro ante os recentes embates e ao povo brasileiro para que não se deixe manipular pela campanha midiática de difamação contra o Governo Bolivariano da Venezuela.

Manifestamos novamente nossa total solidariedade ao Governo Bolivariano, que nos últimos 15 anos, e apesar de repetidas tentativas de desestabilização, alcançou sucessos substanciais em melhorar a qualidade de vida de seus cidadãos, como a erradicação do analfabetismo, a ampliação do cuidado médico e de ingresso nas universidades, a diminuição da pobreza, a democratização das comunicações e, sobretudo, a ampliação dos direitos de participação política de todos os setores da população.

Fazemos um chamado à oposição venezuelana que se mantenha no caminho constitucional e se afaste dos grupos violentos que põem em risco o futuro da democracia venezuelana para todos. Um golpe de Estado na Venezuela seria um retrocesso na consolidação democrática que viemos construindo em toda a região.

Não ao golpismo!
Viva o Povo Venezuelano!

Brasília, 21 de fevereiro de 2014.

Subscrevem:

União Nacional dos Estudantes (UNE)
Central Única dos Trabalhadores (CUT)
Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST)
Central dos Trabalhadores e das Trabalhadoras do Brasil (CTB)
Consulta Popular
Levante Popular da Juventude
Movimento dos Pequenos Agricultores (MPA)
Movimento dos Trabalhadores e das Trabalhadoras do Campo (MTC)
Via Campesina – Brasil
Sindicato dos Servidores Públicos Federais do Distrito Federal (Sindsep-DF)
Juventude Revolução
Núcleo de Estudos Cubanos da Universidade de Brasília (Nescuba)
Juventude Libertária Anticapitalista
Marcha Mundial das Mulheres – Distrito Federal
Esquerda Popular Socialista do Partido dos Trabalhadores (EPS/PT)
Sindicato Nacional dos Trabalhadores de Pesquisa e Desenvolvimento Agropecuário (Sinpaf)
Associação dos Engenheiros Agrônomos do Distrito Federal
Central de Movimentos Populares do Distrito Federal
Associação Médica Nacional Dra. Maíra Fachioni
Comitê de Defensa da Revolução Cubana Internacionalista
Coordenação dos Movimentos Sociais (CMS)
Movimento Democracia Direta (MDD)
Comitê Brasil está com Chávez

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A UNE, que tem apoiado e participado efusivamente dos protestos promovidos no Brasil desde meados do ano passado – e que não raro respaldou a violência perpetrada por Black Blocs –, não hesitou em dar o seu apoio a um governo que vem, nas últimas semanas, seqüestrando, torturando e assassinando estudantes que protestam de maneira pacífica. Um grupo de pesquisa oficial da Universidade de Brasília, o Núcleo de Estudos Cubanos (do qual já falamos aqui no blog há tempos), também não pensou duas vezes em garantir seu apoio a um governo que tem trucidado impiedosamente a população que deveria proteger. Até mesmo o Sindicato dos Servidores Públicos Federais do Distrito Federal arrogou-se o direito de apoiar um governo que tem sistematicamente ameaçado com demissão e prisão seus servidores públicos que se negarem a participar de manifestações públicas a favor do governo, como aconteceu recentemente aos funcionários da PDVSA.

A essas “organizações políticas, movimentos sociais e sindicatos de trabalhadores” que tão diligentemente apóiam o regime criminoso de Nicolás Maduro, quero lembrar que o sangue de Jimmy Vargas, Génesis Carmona e Jhony Carvallo estão em suas mãos.

Génesis Carmona, Miss Turismo Carabobo 2013, 22 anos,
assassinada por milicianos tupamaros pró-Maduro.

Jimmy Vargas, estudante assassinado pela Guarda Bolivariana Nacional,
sendo velado por sua mãe, Cármen González.

Jhony Carvallo, 41 anos, executado em Cagua, estado de Aragua,
por forças leais a Nicolás Maduro.
27 Feb 00:06

YouTube Ordered To Remove "Illegal" Copyright Blocking Notices

by Unknown Lamer
An anonymous reader writes in with new developments in a two-year-old spat between YouTube and GEMA (a German music royalty collection foundation). After the courts ordered YouTube to implement tools to block videos that contained music GEMA licenses, it seems that telling users why content was blocked isn't making GEMA happy. From the article: "GEMA applied for an injunction to force YouTube to change the messages, claiming that they misrepresent the situation and damage GEMA’s reputation. YouTube alone is responsible for blocking the videos, claiming otherwise is simply false, GEMA argued. ... Yesterday the District Court of Munich agreed with the music group and issued an injunction to force YouTube to comply, stating that the notices 'denigrate' GEMA with a 'totally distorted representation of the legal dispute between the parties.' Changing the message to state that videos are not available due to a lack of a licensing agreement between YouTube and GEMA would be more appropriate, the Court said." The messages currently reads, "Unfortunately, this video is not available in Germany because it may contain music for which GEMA has not granted the respective music rights." Seems pretty neutral. Non-compliance with the order could result in fines of €250,000 per infraction.

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27 Feb 00:05

Dilma e seus patéticos momentos. Ou: Manaus é a capital da Amazônia na Terra retangular

by giinternet

Ai, ai… Dilma falou algumas coisas detestáveis sobre a Ucrânia e a Venezuela. Escrevi a respeito. No seu pior momento, sugeriu que a ditadura venezuelana tem de ser vista à luz de supostos avanços na saúde e educação. É um pensamento que se situa abaixo da linha da crítica.

Editorial desta quarta do Estadão,  muito sério — que chega a ser divertido —, destaca outro patético momento (em azul). Leiam. Volto em seguida.
*
Ela fala pelo Brasil

Até mesmo o lusófono presidente da Comissão Europeia, José Manuel Durão Barroso, deve ter tido sérias dificuldades para entender os dois discursos da presidente Dilma Rousseff proferidos em Bruxelas a propósito da cúpula União Europeia (UE)-Brasil. Não porque contivessem algum pensamento profundo ou recorressem a termos técnicos, mas, sim, porque estavam repletos de frases inacabadas, períodos incompreensíveis e ideias sem sentido.

Ao falar de improviso para plateias qualificadas, compostas por dirigentes e empresários europeus e brasileiros, Dilma mostrou mais uma vez todo o seu despreparo. Fosse ela uma funcionária de escalão inferior, teria levado um pito de sua chefia por expor o País ao ridículo, mas o estrago seria pequeno; como ela é a presidente, no entanto, o constrangimento é institucional, pois Dilma é a representante de todos os brasileiros – e não apenas daqueles que a bajulam e temem adverti-la sobre sua limitadíssima oratória.

Logo na abertura do discurso na sede do Conselho da União Europeia, Dilma disse que o Brasil tem interesse na pronta recuperação da economia europeia, “haja vista a diversidade e a densidade dos laços comerciais e de investimentos que existem entre os dois países” – reduzindo a UE à categoria de “país”.

Em seguida, para defender a Zona Franca de Manaus, contestada pela UE, Dilma caprichou: “A Zona Franca de Manaus, ela está numa região, ela é o centro dela (da Floresta Amazônica) porque é a capital da Amazônia (…). Portanto, ela tem um objetivo, ela evita o desmatamento, que é altamente lucrativo – derrubar árvores plantadas pela natureza é altamente lucrativo (…)”. Assim, graças a Dilma, os europeus ficaram sabendo que Manaus é a capital da Amazônia, que a Zona Franca está lá para impedir o desmatamento e que as árvores são “plantadas pela natureza”.

Dilma continuou a falar da Amazônia e a cometer desatinos gramaticais e atentados à lógica. “Eu quero destacar que, além de ser a maior floresta tropical do mundo, a Floresta Amazônica, mas, além disso, ali tem o maior volume de água doce do planeta, e também é uma região extremamente atrativa do ponto de vista mineral. Por isso, preservá-la implica, necessariamente, isso que o governo brasileiro gasta ali. O governo brasileiro gasta um recurso bastante significativo ali, seja porque olhamos a importância do que tiramos na Rio+20 de que era possível crescer, incluir, conservar e proteger.” É possível imaginar, diante de tal amontoado de palavras desconexas, a aflição dos profissionais responsáveis pela tradução simultânea.

Ao falar da importância da relação do Brasil com a UE, Dilma disse que “nós vemos como estratégica essa relação, até por isso fizemos a parceria estratégica”. Em entrevista coletiva no mesmo evento, a presidente declarou que queria abordar os impasses para um acordo do Mercosul com a UE “de uma forma mais filosófica” – e, numa frase que faria Kant chorar, disse: “Eu tenho certeza que nós começamos desde 2000 a buscar essa possibilidade de apresentarmos as propostas e fazermos um acordo comercial”.

Depois, em discurso a empresários, Dilma divagou, como se grande pensadora fosse, misturando Monet e Montesquieu – isto é, alhos e bugalhos. “Os homens não são virtuosos, ou seja, nós não podemos exigir da humanidade a virtude, porque ela não é virtuosa, mas alguns homens e algumas mulheres são, e por isso que as instituições têm que ser virtuosas. Se os homens e as mulheres são falhos, as instituições, nós temos que construí-las da melhor maneira possível, transformando… aliás isso é de um outro europeu, Montesquieu. É de um outro europeu muito importante, junto com Monet.”

Há muito mais – tanto, que este espaço não comporta. Movida pela arrogância dos que acreditam ter mais a ensinar do que a aprender, Dilma foi a Bruxelas disposta a dar as lições de moral típicas de seu padrinho, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Acreditando ser uma estadista congênita, a presidente julgou desnecessário preparar-se melhor para representar de fato os interesses do Brasil e falou como se estivesse diante de estudantes primários – um vexame para o País.

Voltei
Pois é… Deixem o João Santana longe para ver… Dilma volta à sua natureza, assim como o rio sempre tenta retomar o seu curso. Eu nunca me esqueço do impacto que provocou em mim uma entrevista (ou algo assim) que Dilma concedeu ao apresentador Datena em abril de 2010. Ela ainda não havia feito “media training”.

Datena quis saber se ela acreditava em Deus — o petismo já estava preocupado em fabricar a imagem de uma candidata pia. Ela então despachou:
“Olha, eu acredito numa força superior que a gente pode chamar de Deus. Eu acredito e… E acredito, mais do que nessa força, se ocê (???) me permitir, acredito na força dessa deusa mulher que é Nossa Senhora.”

Heeeiiinnn?

Esse negócio de “força superior que a gente pode chamar Deus” pode ser qualquer coisa, né? Em certas circunstâncias, um vírus pode ser uma força superior — e, até onde se sabe, Deus não é. Maionese estragada também se torna força superior. A pessoa deixa de ser dona de seu destino. E cólica renal então? Até hoje, felizmente, só tive uma. Força superioríssima, se me permitem a graça! Luís Bonaparte, segundo Marx, acreditava que “a força superior” dos soldados era salsicha com alho. Nada disso é Deus, acho… Mas o mais estupefaciente mesmo é Dilma chamar Nossa Senhora de “deusa”, fundando, assim, o catolicismo politeísta. Indagada sobre qual Nossa Senhora era de sua devoção, escolheu todas: de Aparecida, de Fátima, das Dores, a da Boa Morte… Arrematando com uma “Nossa Senhora de Forma Geral” — que é a padroeira dos políticos que não acreditam em Deus, mas fingem que sim para ganhar votos.

A Dilma de Bruxelas, com seus estranhos conceitos sobre geografia física e econômica e até sobre a botânica, fez lembrar aquela de abril de 2010. Embora nada vá superar — porque não haverá tão facilmente outro como ele na história deste país — as especulações de seu mestre, Luiz Inácio Apedeuta da Silva, ao fazer considerações físicas, metafísicas e extrafísicas sobre as vantagens de a Terra ser quadrada ou retangular. Não custa relembrar:

Se quiserem na minha interpretação, vai abaixo. Volto para arrematar.

Encerro
Manaus é a capital da Amazônia do planeta retangular. Os petistas ainda vão criar a sua própria física, a sua própria matemática, a sua própria biologia. Depois, claro!, de terem concluído a revolução moral que está em curso.

27 Feb 00:03

Petrobras também ajudou a patrocinar baderna do MST: R$ 650 mil

by giinternet

No que diz respeito ao petróleo propriamente dito, a Petrobras pode não estar indo muito bem. Na verdade, os números de médio e longo prazos da empresa são péssimos. Já não que concerne à promoção da baderna, aí a coisa vai bem. Leiam o que na VEJA.com. Ainda voltarei ao assunto.
*
Assim como a Caixa Econômica Federal e o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), a Petrobras ajudou a bancar evento realizado durante o 6.º Congresso Nacional do Movimento dos Sem Terra (MST), realizado há duas semanas em Brasília. O congresso dos sem-terra terminou em confronto com a Polícia Militar na Praça dos Três Poderes – no quebra-quebra, 32 pessoas ficaram feridas, sendo trinta policiais. Segundo reportagem publicada na edição desta quarta-feira do jornal O Estado de S. Paulo, a Petrobras fechou contrato de patrocínio, sem licitação, com uma entidade ligada ao MST no valor de 650.000 reais.

O congresso foi realizado entre os dias 10 e 14 de fevereiro e reuniu 15.000 pessoas. No dia 12, uma marcha organizada pelo movimento saiu do ginásio e percorreu cerca de 5 quilômetros até a Esplanada dos Ministérios. O objetivo declarado era a entrega de uma carta ao secretário-geral da Presidência, Gilberto Carvalho, com compromissos não cumpridos pela presidente Dilma Rousseff na área da reforma agrária. No dia seguinte ao conflito, a presidente recebeu líderes do movimento para debater a pauta de reivindicações.

O Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) desembolsou 448.000 reais para a montagem da estrutura da Feira Nacional da Reforma Agrária, outra atividade ligada ao Congresso. A Abrapo e o MST têm relação próxima. A conta corrente da associação no Banco do Brasil aparece no site do movimento como destino de depósito para quem deseja assinar publicações como o jornal Sem Terra.

A Petrobras diz que os 650.000 reais foram destinados porque a Mostra “alinha-se ao programa Petrobras Socioambiental na linha dedicada à produção inclusiva e sustentável”.

Além do patrocínio para o evento, a estatal informou ainda que planeja bancar outra iniciativa da Abrapo “para a produção e lançamento de CD, DVD e caderno de canções infantis no meio rural, como estímulo à preservação e difusão da cultura tradicional e popular brasileira”. Este contrato tem valor de 199.000 reais.

Ressarcimento
A Frente Parlamentar da Agropecuária pediu ao Ministério Público que investigue os patrocínios e peça ressarcimento aos cofres públicos em caso de irregularidade. A bancada ruralista quer também aprovar um requerimento para convocar o secretário-geral da Presidência, Gilberto Carvalho, para depor na Comissão de Agricultura da Câmara.

A Caixa, que patrocinou a Mostra com 200.000 reais, e o BNDES, que destinou 350.000 reais, alegam que havia motivos comerciais para o patrocínio. Os contratos foram assinados sem licitação. O Incra afirma não ter repassado recursos à Abrapo, sendo responsável apenas pela montagem da estrutura física do evento e pela infraestrutura de transporte de mercadorias dos produtores selecionados.

O MST, como já mostrou VEJA em diversas reportagens, é comandado por agitadores profissionais que, a pretexto de lutar pela reforma agrária, se valem de uma multidão de desvalidos como massa de manobra para atingir seus objetivos financeiros. Sua arma é o terror contra fazendeiros e também contra os próprios assentados que se recusam a cumprir as ordens dos chefões do movimento e a participar de saques e atos de vandalismo. Com os anos, o movimento passou por um processo de mutação. Foi-se o tempo em que seus militantes tentavam dissimular as ações criminosas do grupo invocando a causa da reforma agrária. Há muito isso não acontece mais. Como uma praga, o MST ataca, destrói, saqueia – e seus alvos, agora, não são mais apenas os chamados latifúndios improdutivos.

 

27 Feb 00:03

Fala Gilberto Carvalho, o chefe da baderna: “O dinheiro público continuará a financiar o MST”

by giinternet

Os baderneiros, no Brasil, têm um chefe, um líder espiritual, um pensador. Chama-se Gilberto Carvalho. Nesta quarta-feira, ele veio a público para anunciar que entidades estatais vão continuar a financiar as atividades do MST. Foi mais longe e comparou o dinheiro dado ao MST ao patrocínio de eventos do agronegócio. Segundo informa a Folha, informa o seguinte:

“Eu quero dizer de maneira clara, peremptória, que não se pode confundir o MST com baderneiros. O MST não é visto pelo governo como um mal, é um movimento social legítimo com o qual o governo tem diferenças. O MST contesta o governo e nós achamos que isso é da democracia”.

Mais um pouco:
“O dinheiro público pode e deve ser utilizado para estimular todas as formas de organização de cidadania e de produção. Seguiremos financiando. É próprio de um governo democrático financiar iniciativas que convirjam para bem da sociedade”.

Ou ainda:
“Nós repelimos qualquer tentativa de dizer que nós estamos financiando a baderna e a violência. A violência que acabou ocorrendo aqui na Praça dos Três Podres não foi provocada por lideranças do MST que, pelo contrário, tiveram uma atuação importante para diminuir o impacto do confronto que acabou ocorrendo por razões que eu não quero aqui comentar”.

Retomo
Comecemos pela mentira óbvia: a baderna na Praça dos Três Poderes foi, sim, promovida pelo MST. O ministro, o que não surpreende, está contando o oposto da verdade. Tudo bem! Na prática, o sangue dos policiais foi arrancado também pela CEF, pelo BNDES e pela Petrobras.

Como? O ministro está comparando as atividades lideradas pelo MST àquelas promovidas pelo agronegócio. Huuummm… Toca os extremos da delinquência intelectual comparar atividades legais de um setor que produziu um superávit de US$ 82,91 bilhões à de um outro que invade e depreda propriedades privadas, que destrói laboratórios de pesquisa, que fere 30 policiais numa simples “manifestação”.

Vejam a concepção que Carvalho tem de sociedade. Não! É a cidadania que tem de se organizar para tentar interferir no estado. Quando é o estado que decide usar o bem público para “organizar a cidadania”, está confundindo alhos com bugalhos; está usando recursos que pertencem ao conjunto da sociedade em benefício de grupos que são de natureza partidária e se juntam segundo um crivo principalmente ideológico.

Aí está a confissão, de resto, de algo que há muito tempo é uma convicção deste escriba: não existem os sem-terra; o que existe é o MST, um aparelho de produzir ideologia e que, obviamente, no fim das contas, é do interesse do PT.

Gilberto Carvalho é o chefe da baderna no Brasil.

26 Feb 23:59

VERGONHA! Mais um diretor de presídio cai por causa de privilégios a petistas na Papuda

by giinternet

Por Vinicius Sassine, no Globo Online:
As condições especiais oferecidas ao ex-tesoureiro do PT Delúbio Soares provocaram mais uma demissão no presídio onde ele cumpre a pena de prisão em regime semiaberto. Desta vez, a principal autoridade do Centro de Progressão Penitenciária (CPP), o diretor Afonso Emílio Alvares Dourado, formalizou o pedido de demissão. O documento já foi entregue à Subsecretaria do Sistema Penitenciário (Sesipe), que controla o sistema penal no governo petista do Distrito Federal. Na terça-feira, antes mesmo de saber da nova demissão, o Ministério Público do DF enviou ofício à Vara de Execução Penal recomendando que os réus do mensalão sejam transferidos para um presídio federal, caso o juiz avalie que o governo local não tem condições de coibir privilégios a esses condenados.

O MP cita duas reportagens do GLOBO, no último fim de semana, e solicita que a VEP cobre providências do governo sobre regalias a mensaleiros. Caso não seja possível resolver a situação, o caminho seria, segundo promotores, pedir que o STF transfira José Dirceu, Delúbio Soares e outros réus para presídio federal.

A demissão do diretor Afonso Dourado é a segunda desde a transferência de Delúbio para o CPP, há pouco mais de um mês. O GLOBO revelou no último sábado, 22, que o vice-diretor da unidade, Emerson Antonio Bernardes, foi demitido do cargo depois de coibir regalias ao ex-tesoureiro, como ordenar a retirada da barba. O MP vai abrir um procedimento para investigar a concessão de regalias no CPP e a continuidade de visitas especiais por parte de parlamentares na Papuda.

Alergia da navalha
Fontes da Secretaria de Segurança Pública (SSP) confirmaram o recebimento do pedido de demissão de Dourado, o que só não foi efetivado até agora porque a gestão do governador Agnelo Queiroz (PT) ainda escolhe quem serão os novos diretor e vice-diretor do presídio. O governo estuda nomes com vinculação partidária. Os dois demissionários são agentes penitenciários vinculados à Polícia Civil.

Tanto o diretor quanto o vice-diretor do CPP manifestaram discordância com o tratamento especial dado ao ex-tesoureiro do PT. Basicamente três fatos irritaram petistas e motivaram as demissões: a proibição da barba; a vedação do estacionamento do carro da CUT no pátio interno, no retorno do trabalho; e o registro de uma ocorrência com relatos sobre o encontro entre Delúbio e o presidente do Sindicato dos Agentes de Atividades Penitenciárias, Leandro Allan Vieira.

Delúbio tenta, agora, retomar o direito de usar barba durante a execução da pena. Ele alegou que não pode se barbear em razão de uma alergia. Se o réu apresentar um atestado médico comprovando a reação alérgica, a administração penitenciária vai permitir que ele volte a adotar o antigo visual. Gestores do sistema citam casos em que detentos obtêm na Justiça o direito a manter a barba e o bigode. São exceções nos presídios.

26 Feb 23:55

Barroso começa a dar seu voto pró-mensaleiros, faz um discurso moralistoide, mas vai livrar a cara dos criminosos. Quem está surpreso?

by giinternet

Roberto Barroso, que é um dos dois votos com os quais os petistas contam para ser absolvidos do crime de quadrilha, começou a votar. E começou muito mal. Por quê?

Mais uma vez, relembrando um discurso que já havia feito na corte — sim, um discurso, não um voto — afirmou que o Brasil precisa fazer uma reforma política que barateie as campanhas eleitorais; lamentou que nada se tenha feito até agora em favor desse barateamento; acusou um lamentável espetáculo de hipocrisia em que “todos apontam o dedo contra todos e tentam manter o cadáver no armário”; lastimou que o idealismo se transforme em argentarismo…

Esse trololó de retórica meio balofa mal esconde uma visão do crime do mensalão que coincide com a frase célebre de Delúbio Soares: o mensalão seria apenas a expressão de “recursos não contabilizados de campanha”.

Segundo o raciocínio de Barroso, os petistas, na verdade, nada mais teriam feito do que o que todos fazem, e aqueles que eventualmente censuram o seu comportamento são apenas hipócritas porque fazem a mesma coisa.

Assim, na concepção, fica claro que vai dar um voto favorável aos condenados. Mas Barroso não parou por aí: ele resolveu também desmoralizar os julgamento, afirmando que aqueles que condenaram os mensaleiros procuraram atuar ora para evitar a prescrição, ora para tentar mudar o regime inicial do cumprimento da pena.

Barroso não surpreende ninguém. Fez um discurso inicial de extremo moralismo para, no fim das contas, dar um voto favorável à quadrilha.

Noto: até agora, Roberto Barroso não entrou no mérito dos embargos infringentes. O que ele está fazendo é debater dosimetria, embora diga que não.

De resto, Barroso sustenta seu argumento no fato de que a exacerbação da pena de quadrilha dos mensaleiros é maior do que a exacerbação nos outros crimes. E daí? Isso não é nunca foi argumento jurídico. É uma farsa. Até porque pode ter havido uma exacerbação pequena nos outros crimes. Água morro abaixo, fogo morro acima e certo ministro, quando quer sofismar, ninguém segura.

26 Feb 23:55

Barbosa pergunta se Barroso já tinha voto pronto antes de chegar ao STF — ou seja: se foi nomeado para absolver

by giinternet

Roberto Barroso é do tipo que dá o tapa e esconde a mão. Seu voto está ancorado na suposição de que houve má-fé do tribunal. Ele acusou, sim, o tribunal de ter agido pautado por duas intenções:
a: evitar a prescrição da pena;
b: majorar o máximo possível a sanção por quadrilha para mudar o regime inicial de cumprimento da pena.

Logo, ele não fez voto de mérito coisa nenhuma. Ele especulou sobre as intenções do tribunal — ou, ao menos, dos ministros de quem ele discorda.

Joaquim Barbosa, evidentemente, reagiu. E indagou se o voto de Barroso estava ponto antes de chegar ao tribunal — isto é, antes mesmo de ter sido indicado por Dilma Rousseff.

Barroso resolveu dar um pequeno chilique e disse que a reação de Barbosa, a quem acusou de intolerante com a divergência, era um “déficit civilizatório”.

Claro, Roberto Barroso! Civilizado é acusar parceiros do tribunal de má-fé.

26 Feb 23:50

Juíza é pressionada para condenar Leopoldo López!

by G. Salgueiro
Essa edição de hoje o Notalatina traz, em primeiro lugar, um vídeo divulgado agora há pouco por NTN24, denunciando algo que já imaginávamos pois é rotina na Venezuela desde os tempos de Chávez. A juíza Yaclenis Tovar Guillén, que julgou e mandou encarcerar Leopoldo López, afirma a Gabriela Amata através de conversas pelo watsap, que sofreu pressões para condená-lo sob ameaça de perder o emprego. Gabriela é venezuelana e amiga de infância da juíza, mas vive nos Estados Unidos e resolveu fazer a denúncia porque acredita que o que se discute hoje acerca do país estão acima de questões pessoais. Além disso, ficou muito chocada com o comportamento ilegal da amiga, pois diz que é uma juíza da República e deveria fazer cumprir a lei.

Recordo que em 2012 apresentei duas denúncias, em 20 de abril e em 10 maio, sobre dois ex-juízes venezuelanos que fugiram para a Costa Rica e lá resolveram falar em juízo que eles próprios cometeram crimes ao sentenciar pessoas inocentes, como os delegados Vivas, Forero e Simonovis, a juíza María Lourdes Afiuni e Alejandro Peña Esclusa, imputando-lhes crimes que eles jamais cometeram. Eles apresentam as provas de seus delitos afirmando que em todos esses julgamentos e condenações, era Chávez quem decretava quem e por quanto tempo deveria ser condenado. As duas edições podem ser vistas aqui e aqui.

Vejam a reportagem de NTN24





Mas a edição de hoje apresenta outros vídeos e outros comentários, que certamente a imprensa não vai comentar porque são fatos que, ou ela desconhece, ou não está interessada em dar a conhecer. Ontem eu assisti ao vivo pela CNN em Espanhol a magnífica entrevista que Fernando del Rincón fez com o general Ángel Vivas em sua residência em Caracas, depois de tê-la visto pela internet pela manhã. Como os assuntos abordados ontem não davam margem para essa publicação que eu desejava dar destaque, publico-as agora.

Fernando não entrevistou apenas o general Vivas. Ele foi ouvir “o outro lado” e entrevistou o líder dos Tupamaros, Alberto “Chino” Carías, ou simplesmente “Comandante Carías”, cujos vídeos seguem após os da entrevista com o general Vivas e que merecem comentários à parte. O general mostrou-se firme em suas convicções e juramento feito ainda jovem, assim como mantém muito claro o seu dever à legítima defesa de sua casa e sua família. Disse, com preocupação, que “devemos resgatar a república democrática livre dos poderes estrangeiros que procuram dirigir o destino dos venezuelanos”. Assistam aos vídeos:


 aos vídeos:  


Ele afirma que não vai se entregar a uma ditadura e que, ademais, o que ele fez foi oferecer aos resistentes conselhos sobre auto-defesa, orientações de como os civis desarmados possam se defender; é sua obrigação como militar. Agora, não basta apenas imputar ao general crimes que ele não cometeu e mandar caçá-lo como a um marginal, Diosdado Cabello fez um denúncia em seu programa “Con el mazo dando”, onde apresentou a foto de um “arsenal” que, segundo ele, pertencia ao general Vivas e que, portanto, tratava-se de um homem perigosíssimo! 

Entretanto, Fernando del Rincón assistiu ao programa e deu-se ao trabalho de pesquisar, pois quando esteve com o general em sua casa viu todas as armas que ele possuía, assim como os registros de cada uma delas. Assistam o desmascaramento feito em um canal de televisão internacional e cuja audiência é altíssima no vídeo abaixo:


 


Na entrevista com “Chino” Carías, o chefe dos Tupamaros nega todas as acusações feitas por Fernando, de que esses bandos armados compartilham com a Guarda Nacional o acosso e assassinatos cometidos contra os estudantes, mas suas palavras tornam-se patéticas porque enquanto ele falava, a CNÑ apresentava cenas já conhecidas do mundo todo. Nessa entrevista “Chino” afirma que a desestabilização é produto de “para-militares colombianos, pagos por Uribe, o grande narco-traficante colombiano, com o governador Capriles Radonski, María Corina Machado e com setores do braço armado da oposição que se chama “Bandera Roja”. 

O curioso a respeito desse bando delinqüencial é que foi aí que Carías iniciou sua vida de terrorista aos 12 anos, conforme ele próprio afirma a Antonio Salas no livro “El Palestino”. Vejamos o que ele disse na página 259, a alguém em quem ele confiava e, portanto, não mentiria:

“Aos doze anos, um primo meu se incorporou ao Bandera Roja, nesse momento um partido em armas, que enfrenta as políticas de fome dos governos de turno. E esse idiota me incorporou justo quando mataram Tito González Heredía, um guerrilheiro legendário venezuelano que fundou Bandera Rojas...”. Assistiam a primeira parte dessa entrevista:


   


Na segunda parte Carías continua mentindo e dizendo-se mais pacífico do que Madre Teresa de Calcutá, que não são violentos nem andam armados. “Condenamos a violência, venha de onde vier”, disse ele, acrescentando que os tupamaros não têm relação alguma com o Governo, apenas defendem a Constituição e o legado de Chavez. Ele é procurado em vários países por suas relações com vários grupos terroristas, como ETA basco, IRA, Hezbolla, etc., além de ser amigo pessoal e ter facilitado para Antonio Salas o encontro com Carlos “o Chacal”. Assistam quanto cinismo:


 


E para encerrar esta edição, apresento um vídeo gravado com “Chino” Carías em 2009, por um canal de televisão do Peru, onde ele esteve visitando os membros do bando terrorista “Movimento Revolucionário Túpac Amaru (MRTA), do qual ele é presidente do capítulo na Venezuela. Aí vocês podem vê-lo como realmente é, o que deseja e como age. Sem disfarces. Somado aos “Avispas Negras” enviados pelos Castro, fica claro e evidente que Maduro não renuncia nem deixa o poder de forma legal. Beira à patetice ou ao desconhecimento absoluto sobre o regime castro-comunista, o que andam afirmando pela rede que os Castro “já estão abandonando Maduro à própria sorte”. 





Bem, mais informações deixo para o meu programa Observatorio Latino na Radio Vox.Fiquem com Deus e até a próxima!

Traduções e comentários: G. Salgueiro
26 Feb 00:47

PSOL – A mansidão de Randolfe Rodrigues só está na voz…

by giinternet
Randolfe Rodrigues ao lado de Luciana Genro no lançamento da pré-candidatura à Presidência

Randolfe Rodrigues ao lado de Luciana Genro no lançamento da pré-candidatura à Presidência da República

O PSOL é um partido nanico, sei disso, mas tem provocado alguns estragos e feito muito mal à cultura política brasileira com a sua intolerância, que não repudia — muito pelo contrário: admite — a violência. Nesta terça, o partido lançou em São Paulo a pré-candidatura do senador Randolfe Rodrigues (AP) à Presidência da República. Ele tem aquela vozinha fina, feminil — não estou fazendo nenhuma sugestão velada sobre a sua sexualidade; ainda que fosse o caso, não o faria; até onde sei, não é; só aponto um dado objetivo, que o distingue —, mas as ideias que andam na sua cabeça não são nada boas, como nefasta, reitero, é a prática de seu partido.

Esteve presente ao ato a minicoleção de parlamentares midiáticos do PSOL: os deputados federais Chico Alencar e Jean Wyllys e o estadual Marcelo Freixo, todos do Rio. Freixo é aquele rapaz que tem o apoio entusiasmado de todos os extremistas de esquerda da Vieira Souto e que vai ganhar de Lobão a camiseta “Peidei, mas não fui eu”: gente do seu gabinete e de uma ONG umbilicalmente ligada a ele atua como babá de black bloc, mas ele não tem nada com isso; o homem apoia um candidato que participa de uma manifestação antissemita, mas ele não tem nada com isso; gente do PSOL do Rio, sob o seu comando, promove atos conjuntos com os mascarados, mas ele não tem nada com isso. Como o lançamento se deu em São Paulo, acredito que o deputado federal Ivan Valente também estivesse presente. É aquele senhor que considera um erro a criação do estado de Israel e que lamenta o fato de Oswaldo Aranha ter presidido a história sessão da ONU, em 1948.

“Por que dar atenção a esses nanicos?” Porque eles respondem hoje, em larga medida, pela reabilitação da violência como instrumento de luta política. Aí os bocós dizem: “Ah, violência sempre houve; é do jogo”. É verdade! A questão é saber se ela pode e deve ser admitida como instrumento de reivindicação no regime democrático. Eu estou, obviamente, entre aqueles eu acham que não.

Hipocrisia
No lançamento da candidatura, Randolfe afirmou que o partido não vai aceitar a doação de empresas e que vai marcar um encontro no Supremo para pedir ao tribunal que vete mesmo essa possibilidade. Ah…

E doação ilegal de sindicato, o que hoje já é proibido por lei, o PSOL aceita, a exemplo do que fez a ainda deputada estadual Janira Rocha, que admitiu ter desviado recursos do Sindsprevi/Rio para financiar candidaturas do partido? Numa fita que veio a público, ela aparece falando esta maravilha (em vermelho):
“Nós sentamos lá nas finanças [do sindicato]. Pegamos o relatório do Conselho Fiscal e fomos atrás de todas as informações. O que foi e não foi. O que foi para a regional A, B C. Não tem nenhum companheiro de regional que tenha roubado nada, que tenha ficado com dinheiro. Tem companheiro que está levando pecha de coisas com o dinheiro. Mas ele nem ao menos chegou a ver o dinheiro. Ele assinou (que recebeu), mas o dinheiro foi usado para ações políticas que nós fizemos. Ou viajar de avião para o Acre é barato? Ou fazer eleição na Bahia é barato? Ou fundar o PSOL foi barato? Ou dar dinheiro para o movimento classista foi barato? Foi para ação política.”

Esse tipo de moralismo de fachada pode enganar alguns deslumbrados do socialismo com vista pro mar. Não caio nessa, não.

A truculência do PSOL não está só nas ruas, não! Essa gente recorre às piores práticas em sindicatos — como se viu na greve dos professores do Rio — e no movimento estudantil. Os psolistas da USP e congêneres de extrema esquerda invadiram a Reitoria e deixaram um rastro de destruição.

Minhas escusas aos deslumbrados do “outro mundo possível”, mas não conto com o PSOL e afins para oxigenar a política brasileira. Ao contrário: essa turma contribui para tornar o ambiente ainda menos respirável.

26 Feb 00:37

No caso da Ucrânia, melhor a prudência. Nem todo mundo por ali é mocinho…

by giinternet

Então tá. Fique muito animado com o que aconteceu — e está acontecendo — na Ucrânia quem quiser. Eu me reservo o direito, quando menos, à prudência. Reconheço, e já tratei deles aqui, os motivos que resultaram na tal revolução, as razões históricas para o ressentimento contra a Rússia etc. Mas não se pode dizer que o que se viu por lá contribua para construir uma sociedade, vá lá, pacífica. A Ucrânia não era uma ditadura, como é a Venezuela — ninguém teve tempo de contar isso a Dilma ainda (ver post desta manhã). Viktor Yanukovich era o presidente legal e legítimo — refiro-me à legitimidade democrática — do país e foi destituído num estranho golpe parlamentar, depois dos confrontos de rua.

Agora, o novo poder — um saco de gatos que inclui, sim, forças políticas moderadas, pró-Ocidente, mas também populistas delirantes e até neonazistas — diz querer que o presidente deposto seja processado pelo Tribunal Penal Internacional, que pune crimes de guerra e contra a humanidade e genocídio. E, é evidente, apesar dos 82 mortos, não aconteceu nada disso no país. Os que se manifestavam contra Yanukovich não recorreram exatamente a métodos pacíficos, a exemplo do que fazem, até agora, os opositores venezuelanos. Se a revolta armada contra uma tirania merece um tipo de consideração, é certo que esse mesmo metro moral não pode ser usado para avaliar quem se insurge contra um governo instituído segundo as regras da democracia. Nem toda rebelião faz um país avançar no caminho da civilidade. Tenho minhas dúvidas sobe a Ucrânia. E tomara que sejam infundadas.

A metade “russófila” da Ucrânia não está comprometida com a “revolução”. Um dos novos líderes do país é um boxeador que tem um partido cujo nome quer dizer “soco” ou “murro”. Yulia Tymoshenko, com aquela trancinha na cabeça e um ar, assim, de camponesa recatada, nem parece uma das neomilionárias do desmoronamento do sistema soviético — havendo fundadas suspeitas, que nada têm a ver com a perseguição de adversários, de que mantenha uma fortuna no exterior. A exposição dos “luxos” da casa de campo de Yanukovich, guardada por um miliciano, não convida o observador prudente a ter muitas esperanças. As ruas ainda estão tomadas por milícias que falam em nome de um incerto “governo” e dizem que permanecerão mobilizadas até as eleições de 25 de maio.

Muito bem: e se o resultado não for exatamente do seu agrado? E se o novo governo descobrir que tem de contemplar também aquela metade do país que não se identifica nem se sente representada por estes que se querem revolucionários? De resto, admita-se que, mesmo na Ucrânia europeia, deve haver muita gente que não se identifica com esses métodos.

O risco, e não se deve descartar essa hipótese, a seguir a marcha da insensatez, é a Rússia, digamos assim, “aceitar” a anexação de parte do território do país — ou uma revolta russófila da metade oriental do país seria automaticamente considerada ilegítima? A questão é simples: e se os extremistas dessa posição resolvessem recorrer aos mesmos métodos dos radicais da outra metade?

De resto, a Ucrânia tem demandas que uma Europa que ensaia sair da crise talvez não possa suprir. E a pior coisa que pode acontecer é experimentar a rejeição daqueles que eram apontados como a solução de todos os males. A verdade é que a Europa queria tudo, menos uma Ucrânia caindo no seu colo.

26 Feb 00:36

¡Gloria al Bravo Pueblo¡

by G. Salgueiro
Glória ao Bravo Povo!

“Gloria al bravo pueblo que el yugo lanzó,
la lei respetando, la virtud y honor.
¡Abajo cadenas! ¡Abajo cadenas!”



Com o refrão do Hino Nacional da Venezuela que está sendo vilipendiado pelo usurpador Nicolas Maduro, mesmo quando o invoca, começo a escrever este artigo após vários meses sem atualização do Notalatina, em decorrência de que agora tenho um programa semanal na Rádio Vox e, desde aquele front, venho dando continuidade ao trabalho que antes fazia só aqui. Hoje volto a atualizar, uma vez que há incontáveis informações que não podem ser apenas faladas no Observatório Latino, meu programa semanal, nem nos comentários que faço junto com os editores da rádio nos dois boletins diários. Então, antes de começar essa edição, publico os dois últimos programas, dos dias 14 e 21 de fevereiro respectivamente, para que fique registrado aos que não os ouviram e pensaram que o Notalatina estava alheio aos fatos gravíssimos que vêm ocorrendo na Venezuela desde o último dia 12 e para os que quiserem ouvir de novo.



Aí vocês poderão ter um panorama do que vem acontecendo na Venezuela desde o começo do mês. No programa do dia 21 eu comentei um relatório feito por Venezuela Soberana que comprova TODAS as informações que forneci nos últimos dias e ao longo dos anos. O documento chama-se “URGE UNA TRANSICIÓN PARA RESCATAR LA DEMOCRACIA EN VENEZUELA” e pode ser descarregado aqui na íntegra em pdf. Os dados mais recentes sobre o saldo da violência física contra a população pacífica são, segundo o prefeito de Caracas Antonio Ledezma, 15 mortos, centenas de feridos, 539 detidos, 19 processados e 50 aguardam apresentação nos tribunais. Dos criminosos da Guarda Nacional detidos, 4 já foram libertados, segundo reportou a correspondente da CNN en Español na Venezuela, hoje pela manhã. No entanto, Leopoldo López continua preso na penitenciária militar de Ramo Verde, em uma cela isolada de 2 x 3, segundo sua esposa Lilian Tintori que o tem visitado. Seu ânimo continua o mesmo e ele insiste em que as pessoas não devem desanimar.

E hoje cedo me chegou uma nota que ainda não foi confirmada mas, pelo teor e pelo que conheço de Cuba e seus ditadores, acredito que seja autêntica. Repito que não afirmo ser verdadeira mas há 90% de probabilidade de ser. Traduzo literalmente como me chegou, pela gravidade da denúncia.

“Senhores, ATENÇÃO!

Nós, um Grupo de Militares de Fuerte Tiuna estamos de mãos atadas. Não podemos atuar, os cubanos nos têm vigiados e as armas venezuelanas estão aos cuidados do grupo G-2 cubano. Esta é a única arma que podemos usar por ora. O governo cubano ORDENA ao governo venezuelano preparar os tupamaros, coletivos La Piedrita, Alexis Vive, Grupo Avispa de Cuba que se encontra nos quartéis venezuelanos, para sair camuflados com os opositores e provocar destruição em entidades públicas e provadas, queimar unidades de transportes públicos e privados, convocar o saque ao comércio, supermercados, farmácias, para criar o caos generalizado na Venezuela para justificar um toque de recolher, suspensão de garantias e mais repressão militar. É a forma que vão utilizar para justificar a escassez de alimentos porque não há alimentos de primeira necessidade para muitos dias, não há medicamentos, não há dinheiro, o governo está quebrado.
Essa é a maneira que eles justificariam o assalto que fizeram ao Tesouro Nacional e sua ineficácia: é a desculpa para culpar a oposição pelo desastre econômico que o governo causou. Os militares de altos graus estão saqueando a fortuna dos venezuelanos. Vêm tempos difíceis para os venezuelanos. Já a família de Diosdado Cabello, a de Rodríguez Torres, as filhas de Chávez, os filhos de Maduro e de sua meretriz Cilia Flores, a família de Ramírez da PDVSA, a família Carneiro e outros altos militares, ministro e deputados chavistas estão fora do país. Saíram ontem em jatinhos privados.
Passa isso adiante, re-envia a teus contatos, faz algo por tua pátria!”.

Bem, aí está o registro que, de certa forma, já está acontecendo. E vejam a semelhança dessas orientações como o que vimos no Brasil desde meados do ano passado! Agora, outra informação também recebida hoje, mostra o áudio de uma militar cubano instruindo a Guarda Nacional como agir nas manifestações. São informações claras e precisas, e ele diz como isso foi feito em Cuba para reprimir a população. Eles vieram para matar mesmo, e quando o instrutor descobre que estava sendo gravado, agride o autor da filmagem. Só temos o áudio. Ouçam.



No vídeo abaixo o deputado Berrizbeitia da oposição, que há dias vem denunciando a invasão cubana a seu país, fornece os nomes de alguns dos militares cubanos que possuem postos de comando no governo. Ele cita Niño Rodríguez, Frank Yanes e Leopoldo Cintra Fría, todos generais, como chefes da coordenação e ligação das Forças Armadas Revolucionárias de Cuba na Venezuela, que são conhecidos como “GRUCE” (Grupo de Coordinación y Enlace). Além desses, há o já conhecido Ramiro Valdés, cujo envio à Venezuela e sua ficha criminal foram denunciadas por mim em 04 de fevereiro de 2010, pouco depois de sua chegada, e pode ser lida aqui.

O deputado Berrizbeitia denuncia ainda nesse vídeo o Plano Sucre - já conhecido dos militares venezuelanos - que representa o desaparecimento das Forças Armadas Nacionais e a substituição destas por milícias que hoje já são ao redor de 1 milhão de milicianos, e pretende chegar a 2 milhões até 2019. A técnica copiada de Cuba, China, Vietnã e Iugoslávia é a “guerra popular prolongada”, cujo objetivo não é defender o país mas defender o poder de quem está no comando, no caso, os ditadores. Ele fala ainda que há uma cubana encarregada dos currículos universitários e outra que desde 2008 está à frente da Segurança Alimentar, encarregada das compras da PDVAL. Assistam ao vídeo.



Não poderia deixar de mencionar o General Ángel Vivas Perdomo como o personagem do ano, pela sua bravura e resistência desde a trincheira de sua própria casa. No Brasil a notícia foi divulgada como se se tratasse de um marginal se escondendo da polícia. Sinto vergonha e asco desta gente que se diz jornalista e omite, criminosamente, o primeiro e mais sagrado de todos os seus deveres que é o de INFORMAR OS FATOS e não deformá-los, como fez o correspondente do Estadão em Caracas, Luiz Raatz. Na porca e falsa matéria ele afirma que o General Vivas “resiste à prisãopedida por Maduro. Ora, um presidente não tem o direito de “pedir” a prisão de ninguém, pois isto compete à Justiça, e o sr. Raatz mente mais ainda quando afirma que ele “resistiu”. Como houve “resistência” se não houve um mandado de prisão como correspondia se fosse uma ação legal? O que está ocorrendo é que o general é opositor declarado do regime chavista e pediu passagem para a reserva em 2007, por não concordar com o aviltamento feito às Forças Armadas Nacionais, onde militares cubanos ocupam os cargos de comando, e desde que Chávez instituiu o lema cubano  “Pátria, Socialismo ou Morte! Venceremos!”, nas FAN. No vídeo abaixo pode-se ver uma publicação que o general Vivas fez em seu canal do Youtube, de uma apresentação militar, onde um general, servilmente, se submete a esse vexame criminoso. Cabe salientar que esse desfile foi em comemoração à tentativa de golpe de Estado encabeçado por Chávez, em 04 de fevereiro de 1992, e que custou a morte de centenas de pessoas, entre elas crianças. O ato criminoso que deveria constar nos anais da História Pátria como uma nódoa vergonhosa, foi transformado por Chávez como uma data a ser comemorada com desfiles por todo o país.

  

E com relação às “Avispas Negras”, grupo da elite militar cubana que comentei nos boletins da Radio Vox, o ex-espião cubano Uberto Mario explica no vídeo abaixo quem são e como agem.



São estas máquinas de matar, “frias e seletivas” como instruiu a besta Guevara que estão provocando todo tipo de desordens no país, como o acosso a esse estudante do vídeo abaixo, ou os assassinatos brutais cometidos contra os estudantes e a jovem Geraldine Moreno, assassinada com uma arma que em princípio é não-letal, os “perdigones”, mas atirada no rosto lhe perfurou os olhos e atingiu o cérebro levando-a à morte.



Encerro esta edição com mais um vídeo, este promovido na mesma data em que os estudantes foram às ruas protestar contra a invasão cubana, a insegurança generalizada, a saída do usurpador Maduro de um governo para o qual não foi eleito, o desabastecimento absoluto em todos os setores e a falência do Estado venezuelano, e um longo etc. Enquanto o governo usurpador “fala” em paz e Maduro quer comemorar o carnaval com muita festa, na prática é isso que se vê abaixo o que é ensinado nas escolas, desde a tenra idade, aos futuros milicianos bolivarianos.



Não vemos nas redes sociais a aguerrida militância “defensora dos direitos humanos” dar um mísero pio sobre o massacre que está acontecendo na Venezuela, porque as vítimas não são vândalos como os “Black Blocks” ou a “mídia ninja”, nem há “sininhos” ou “capilés” gritando palavras de ordem comunistas. A resistência venezuelana pede paz, liberdade e democracia, valores que só existem no vocabulário da comunalha nacional e internacional, mas que no fundo corroídos pelo ódio só desejam morte, destruição e miséria.

Fiquem atentos aos Boletins da Radio Vox e ao meu programa “Observatório Latino” porque lá estamos informando TUDO, em TEMPO REAL, notícias que estão sendo criminosamente sonegadas pela grande imprensa. Que Deus abençoe a Venezuela e proteja Seus filhos, livrando-os do jugo comunista. Fiquem com Deus e até a próxima!

Traduções e comentários: G. Salgueiro
26 Feb 00:33

Nos 20 anos do Plano Real, o que “eles” disseram. Uma coisa não mudou: Guido Mantega só sabe prever o passado…

by giinternet
Guido, o gênio. No passado e no presente, ele é uma constante: erra sempre

Guido, o gênio. No passado e no presente, ele é uma constante: erra sempre

Nos 20 anos do Plano Real, quero aqui lembrar frases célebres da companheirada. Antes, no entanto, algumas considerações.

Como vocês devem ter lido em toda parte, ocorreu nesta terça, no Senado, uma sessão solene em homenagem aos 20 anos do Real. A estrela do dia foi o presidente Fernando Henrique Cardoso. As conquistas oriundas do plano devem ser um dos pilares da campanha do tucano Aécio Neves à Presidência — foi ele, aliás, quem dirigiu as palavras mais duras contra o governo Dilma.

Falando, como é de seu feitio, uma linguagem mais institucional, FHC reconheceu os avanços, inclusive do governo Lula — deferência que seu sucessor jamais lhe fez —, mas afirmou que o país precisa de mudanças, de ventos novos, porque há “fadiga de material”, o que disse ter percebido também em seu governo.

Referindo-se à eventual reeleição de Dilma, afirmou:
“A partir de certo momento, tem fadiga de material. Eu sofri essa fadiga quando estava no governo. Agora, tem fadiga de material: ‘De novo o mesmo, meu Deus?’. O Brasil é um país novo, precisa de sentir ventos novos”.

Para Aécio, “os 12 anos de governo do PT levaram o Brasil a estar hoje mergulhado em ambiente de desesperança e descrença do futuro”. “De tijolo sólido, viramos hoje frágil economia. (…) Quem suceder ao atual governo governará em tempos difíceis até o país recuperar o entusiasmo num futuro melhor.”

Guerra de propaganda
Os vinte anos do Plano Real estão a merecer, certamente, um trabalho de fôlego. É impressionante que os tucanos tenham perdido a guerra de propaganda para o PT nos últimos, vá lá, 14 anos — já que o governo FHC ficou sob intenso bombardeio nos dois anos finais.

Lembre-se de que, um ano antes do Real, o então ministro da Fazenda FHC adotou um conjunto de 58 medidas para criar as precondições da estabilização da economia — de pronto combatidas por Lula (vejam abaixo frase de janeiro de 1994).

Como todo mundo sabe, o partido não ficou só na retórica: votou contra a MP do Real no dia 29 de junho de 1995. Foi além. Recorreu ao Supremo com uma ADI (Ação Direita de Inconstitucionalidade) contra o plano. E voltou ao tribunal para tentar derrubar a Lei de Responsabilidade Fiscal. Abaixo, um pouco do que disseram alguns patriotas.
*
Lula
“Esse plano de estabilização não tem nenhuma novidade em relação aos anteriores. Suas medidas refletem as orientações do FMI (…) O fato é que os trabalhadores terão perdas salariais de no mínimo 30%. Ainda não há clima, hoje, para uma greve geral, mas, quando os trabalhadores perceberem que estão perdendo com o plano, aí sim haverá condições” (O Estado de S. Paulo, 15.1.1994).

“O Plano Real tem cheiro de estelionato eleitoral” (O Estado de S. Paulo, 6.7.1994).

Guido Mantega
“Existem alternativas mais eficientes de combate à inflação (…) É fácil perceber por que essa estratégia neoliberal de controle da inflação, além de ser burra e ineficiente, é socialmente perversa” (Folha de S. Paulo, 16. 8.1994).

Marco Aurélio Garcia
“O Plano Real é como um “relógio Rolex, destes que se compra no Paraguai e têm corda para um dia só (…) a corda poderá durar até o dia 3 de outubro, data do primeiro turno das eleições, ou talvez, se houver segundo turno, até novembro” (O Estado de S. Paulo, 7.7.1994).

Gilberto Carvalho
“Não é possível que os brasileiros se deixem enganar por esse golpe viciado que as elites aplicam, na forma de um novo plano econômico” (“O Milagre do Real”, de Neuto Fausto de Conto).

Aloizio Mercadante
“O Plano Real não vai superar a crise do país (…) O PT não aderiu ao plano por profundas discordâncias com a concepção neoliberal que o inspira” (“O Milagre do Real”, de Neuto Fausto de Conto)

Vicentinho, atual líder do PT na Câmara dos Deputados
“O Plano Real só traz mais arrocho salarial e desemprego” (“O Milagre do Real”).

Maria da Conceição Tavares
“O plano real foi feito para os que têm a riqueza do País, especialmente o sistema financeiro” (Jornal da Tarde, 2.3.1994).

Paul Singer
“Haverá inflação em reais, mesmo que o equilíbrio fiscal esteja assegurado, simplesmente porque as disputas distributivas entre setores empresariais, basicamente sobre juros embutidos em preços pagos a prazo, transmitirão pressões inflacionárias da moeda velha à nova” (Jornal do Brasil,  11.3.1994).

“O Plano Real é um arrocho salarial imenso, uma perda sensível do poder aquisitivo de quem vive do próprio trabalho” (Folha de S.Paulo, 24.7.1994).

Gilberto Dimenstein
“O Plano Real não passa de um remendo” (Folha de S.Paulo, 31. 7.1994 ).

26 Feb 00:32

Radar Expert Explains How To Cheaply Add Radar To Your Own Hardware Projects

by Soulskill
szczys writes "Gregory Charvat has been playing with and teaching others about entry-level radar concepts for a long time. Now he's sat down and explained how you can do it yourself inexpensively. He says, 'One enabling technology for Radar was the cathode ray tube (CRT), which facilitated a method of measuring the time delay between transmitted and received waveforms. ... Today, rather than using a CRT we can use high-speed digitizers. This offers the obvious advantage of applying signal processing to acquired data so that only moving targets are detected, tracking can be achieved, imaging, and a multitude of other modes. But for hobbyist and consumer projects we do not need this much power, range, and can not afford the cost. We need the ability to sense like a long range radar (detecting only moving targets, imaging, Doppler, signatures, etc) but at short ranges and at low costs.' Charvat then proceeds to walk through several options for the amatuer hardware hacker."

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25 Feb 12:25

Complete Microsoft EMET Bypass Developed

by Unknown Lamer
msm1267 writes "Researchers at Bromium Labs are expected to announce today they have developed an exploit that bypasses all of the mitigations in Microsoft's Enhanced Mitigation Experience Toolkit (EMET). Principal security researcher Jared DeMott is delivered a presentation at the Security BSides conference explaining how the company's researchers were able to bypass all of the memory protections offered within the free Windows toolkit. The work is significant given that Microsoft has been quick to urge customers to install and run EMET as a temporary mitigation against zero-day exploits targeting memory vulnerabilities in Windows or Internet Explorer. The exploit bypasses all of EMET's mitigations, unlike previous bypasses that were able to beat only certain aspects of the tool. Researchers took a real-world IE exploit and tweaked it until they had a complete bypass of EMET's ROP, heap spray, SEHOP, ASLR, and DEP mitigations."

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25 Feb 12:24

Ford Dumping Windows For QNX In New Vehicles

by Unknown Lamer
innocent_white_lamb writes "Ford has announced that their in-vehicle technology called Sync will be based on Blackberry's QNX operating system and will no longer use Microsoft Windows. My own 2013 Ford Escape has the Windows-based Sync system. I wonder if they will issue an update to change it to QNX." Anonymous sources inside Ford cited reliability problems with Windows and lower licensing costs for the switch to the classic realtime OS.

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25 Feb 12:24

Uma carta que me foi enviada por jovens judeus. E fico muito honrado em divulgá-la

by giinternet

Recebo, e torno pública, com muita honra, uma carta do “Movimento Juvenil Sionista Betar”, que se posiciona sobre a questão “PSOL-Babá-Freixo-jovens judeus de esquerda”. Segue a íntegra do texto.
*
Estimado Reinaldo Azevedo,

Diante da repercussão gerada pela sua abordagem da “questão Freixo/Babá” , sentimo-nos na obrigação de lhe escrever. Nós, membros do Movimento Juvenil Sionista Betar, representamos no Brasil este grupo de jovens, presente em todos os continentes, e temos a proposta, desde 1923, de defender o povo judeu e Israel, agindo de forma pioneira e formando líderes comunitários. Pois bem, haja visto que o Deputado Marcelo Freixo vem citando reiteradamente em suas redes sociais a “carta da juventude judaica” em seu apoio, cremos que nós, um grupo bastante ativo dentro da juventude comunitária, temos a obrigação de nos manifestar.

Com muito pesar, acompanhamos a divulgação do vídeo em que Babá, militante do PSOL, queima uma bandeira do Estado de Israel durante uma passeata. O ódio que os cidadãos presentes nas imagens apresentam pelo Estado de Israel, mais do que qualquer coisa, nos assustou. Assustou-nos porque vimos, há cerca de um mês, uma passeata anti-Hollande na França, na qual milhares de pessoas entoavam gritos de “judeus, fora da França”. Assustou-nos porque o Irã ameaça “varrer Israel e seus habitantes ao mar”, e o mundo silencia perante seu projeto nuclear. Mas assustou-nos, principalmente, porque nunca imaginamos que veríamos algo semelhante a isso no Brasil.

Como foi muito bem dito neste blog, quem queima a bandeira de um país não é contra um governo ou um conflito, mas sim contra a existência deste por si só. Se não o fosse, manifestar-se-ia contra a figura do governante ou do partido que está no poder, algo que, aliás, ocorre com muita frequência em Israel, de forma pacífica, o que é uma das vantagens de se estar na única democracia do Oriente Médio.

Independente da orientação partidária, o que esperaríamos de qualquer político seriamente comprometido com a liberdade, com a democracia e com o respeito à diversidade de povos e culturas seria um repulso imediato e absoluto à queima da bandeira e à demonstração de ódio a qualquer país, repudiando o ato e, principalmente, o autor. Freixo, por sua vez, pediu votos a Babá e exaltou sua militância. Sim, posteriormente, condenou o ato da queima, mas não teve a coragem e a ética que esperamos de um líder para enfrentar seu partido e negar-se a apoiar um extremista como Babá.

É por essa falta de ação que nós, do Betar, membros da “Juventude Judaica” que Freixo aborda, vimos a público manifestar nossa indignação e nossa discordância. Se alguns aceitam a postura radical e disseminadora de ódio do PSOL, nós não. Se alguns lamentam que Oswaldo Aranha, presidente da sessão da ONU que criou Israel, seja brasileiro, nós nos orgulhamos. Nos orgulhamos também de viver em um país plural, respeitador das diferenças, que quer a paz para si e para os outros, e não silenciaremos vendo o PSOL ameaçar isso, pregando o mal para Israel. Se aqui, no Rio Grande do Sul, o vereador Pedro Ruas caracteriza o PSOL como um partido “necessário” , dizemos que, para nós, este é, sim, um partido perigoso e radical.

Obrigado, Reinaldo, pelo apoio e pelas palavras que muito bem representam aqueles preocupados com a segurança de Israel e de seu povo. Afirmamos, com orgulho, que este grupo da juventude judaica está fechado com você.

Cordialmente,

Movimento Betar Brasil

25 Feb 12:23

O populismo descamisado do “Lindinho”: contra as empreiteiras, contra a Globo, contra o capitalismo, entendem???

by giinternet

Por Thiago Prado, na VEJA.com:
Discurso contra as empreiteiras, ataques à Rede Globo. Defesa da Baixada Fluminense em detrimento dos investimentos na Barra da Tijuca. Críticas duras ao PMDB, até outro dia aliado do PT no governo do Rio de Janeiro. Em resumo, uma tarde como a militância gosta, no evento programado para o PT lançar a pré-candidatura de Lindbergh Farias ao governo do Rio, no último sábado. Figura central do encontro, o senador reservou para os correligionários um ‘agrado’ especial, que indica os caminhos da campanha ao Palácio Guanabara: com um misto de sons guturais e sílabas alongadas, Lindbergh passou a imitar a voz do ex-presidente Lula. Um pouco forçado, é verdade, mas ajudado também pelo que resta de seu sotaque nordestino da Paraíba, onde nasceu.

Faz parte do teatro petista descer a borduna na iniciativa privada quando convém. O Lindbergh de sábado, no Salgueiro, na Zona Norte do Rio, em nada lembrava o que assumiu em 2013 a presidência da Comissão de Assuntos Econômicos do Senado com um discurso moderado e de conciliação. “Oito bilhões e meio no metrô de Ipanema para a Barra da Tijuca. É uma obra daquelas que tem que furar uma rocha do tamanho do mundo. Trouxeram o Tatuzão, compraram por 100 milhões. É obra que empreiteira gosta”, discursou, para delírio da plateia de cerca de 4.000 pessoas.

Não é preciso ser experiente em campanhas eleitorais para saber que dificilmente um candidato a cargos majoritários caminha sem a colaboração de empreiteiras. E o próprio Lindbergh, na campanha de 2010, teve apoio para chegar ao Senado. Só a Camargo Correa contribuiu com 1 milhão de reais, segundo a prestação de contas entregue ao Tribunal Superior Eleitoral.

Lindbergh engrossou a voz em vários momentos do pequeno comício montado. Sempre focando em críticas ao governo Cabral, que teve até o mês passado como secretários os deputados estaduais petistas Carlos Minc e Zaqueu Teixeira. Virou alvo até o presidente do PMDB-RJ, Jorge Picciani, que afirmou ao jornal O Globo de sábado que o partido apoiaria Aécio Neves no Rio caso o PT não retirasse a candidatura de Lindbergh. “Que ele cuide das fazendas dele”, berrou para a militância, em referência às fazendas de gado mantidas por Picciani. Detalhe: em 2010, quando tudo eram flores na aliança PT e PMDB, o peemedebista também aparece como contribuinte de 27.000 reais na campanha de Lindbergh ao Senado.

“Nós temos que fazer no Rio o que Lula e Dilma fizeram no país. Olhar para o povo trabalhador, olhar pelos mais pobres”, disse. “Existem dois Rios. Um do cartão postal e outro real, do trabalhador”, afirmou, durante o evento, usando duas de suas frases preferidas no período de pré-campanha.

Quem discursou antes também entrou na onda de buscar o aplauso da ‘galera’. “Estamos cansados de bundões e Pezões na política”, disse o líder sem-terra João Pedro Stédile, em referência a Luiz Fernando Pezão, candidato de Cabral à sua sucessão. Rui Falcão, presidente do PT, foi além e fez mais uma vez o batido discurso de ataque ao monopólio das Organizações Globo.

Terminado o evento, Lindbergh desceu do palanque para fazer o que mais adora. Receber abraços e beijos de uma militância – mais parecidas com um exército de fãs de um artista pop. Acompanhado da mulher e do filho e visivelmente feliz com a oportunidade, Lindbergh talvez não tenha percebido que ficou sem camisa na frente de várias repórteres mulheres no evento. Um assessor lhe entregou uma nova para substituir a usada – e bastante suada – no discurso de cerca de 30 minutos. Pode ser descuido, ou pode ser estratégia: o público feminino que o apelidou de “Lindinho” gostou do que viu.

25 Feb 12:23

Dilma diz que jornalistas é que tentam intrigá-la com Lula. Então conto uma coisinha à presidente…

by giinternet

A presidente Dilma Rousseff afirmou nesta quarta, em Bruxelas, que é inútil a imprensa brasileira tentar criar uma conflito entre ela e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Será que os jornalistas andam mesmo fazendo esse tipo de fuxico?

Antes fosse assim, não é? Seria melhor para a presidente Dilma e, em certa medida, para o país. É evidente que a imprensa brasileira tem mais o que fazer do que se dedicar a fuxico que possa indispor o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e a atual mandatária da nação. Para a má sorte da presidente, quem anda investindo no conflito são os muitos braços que Lula mantém na Presidência da República.

Lula tem recebido, como sabem, uma verdadeira romaria de empresários e políticos para ouvir reclamações sobre o governo. E, o que é pior para Dilma, tem concordado com os interlocutores. A presidente, é claro!, não pode admitir isso de púbico, então, para todos os efeitos, a culpa recai sobre os ombros largos dos jornalistas.

Nesta quarta, em Bruxelas, na Bélgica, disse a presidente aos repórteres, segundo informa a Folha: “Eu acho que vocês podem de todas as formas criar qualquer conflito, barulho ou ruído entre mim e o presidente Lula, que vocês não vão conseguir. Eu e o presidente Lula não temos divergências, a não ser as normais”.

Dilma sabe que não é assim. E os jornalistas também sabem que estão cansados de ouvir lulistas e dilmistas reclamando uns dos outros, embora ninguém se atreva a dar a cara a tapa. Nos bastidores, a presidente é a mais furiosa com o clima de fofoca permanente.

Querem um exemplo? Pois não! No domingo, a Confederação Nacional de Agricultura e Pecuária do Brasil, a CNA, e a Confederação Nacional da Indústria, a CNI, ofereceram um jantar a Dilma lá em Bruxelas, no Hotel Steigenberger. Ela foi àquele país participar da reunião de cúpula Brasil-União Europeia. Os empresários estavam justamente incitando a presidente a fechar um acordo com os europeus. Se possível, no âmbito do Mercosul; se não, que o nosso país desse início a uma negociação bilateral.

O encontro foi cordial. Uma influente coluna de política no Brasil, no entanto, publicou nesta segunda que tanto CNI como CNA estão mobilizadas em favor da volta de Lula. É apenas mentira.

E aqui cumpre lembrar algumas coisas. O Mercosul é uma desgraça para nós. Impede o Brasil de fazer acordos com outros países porque ou todo mundo topa, ou ninguém faz. “Todo mundo” quem? Os membros que compõem o bloco: Brasil, Argentina, Uruguai, Venezuela e Paraguai, que, por enquanto, está suspenso.

Estão em curso no mundo 354 acordos bilaterais, metade deles firmada de 2003 a esta data. O Brasil assinou só três e mantém apenas um: com Israel. Os outros dois, com a Palestina, calculem vocês, e com o Egito, não deram certo. Os EUA estabeleceram nada menos de 14 e estão prestes a fechar um pacto gigante com a União Europeia, que participa de 32, que pode nos empurrar para a periferia do mundo. A China, com a importância que assumiu no planeta, já assinou 15.

Lula não é o pai do Mercosul, mas está na origem da política comercial caduca vigente, que condena o país ao atraso. Os empresários da indústria e do agronegócio estavam pedindo a Dilma, no domingo, que mude o rumo dessa prosa. No Brasil, no entanto, a notícia que circulou é que estão reivindicando a volta do ex-presidente.

Então encerro agora com um recado direto a Dilma: sabe, presidente, quem plantou a falsa informação? Não foram os jornalistas, não, mas petistas ligados ao sr. Luiz Inácio Lula da Silva. É o que se chama “fogo amigo”.

25 Feb 12:22

Jefferson na cadeia: o país melhorou? É uma prisão justa?

by giinternet

O ex-deputado Roberto Jefferson está preso. Pouco antes de ir para a cadeia, ele afirmou que o país melhorou com a denúncia que fez. Será que melhorou? Mais: ele merecia ser punido, a exemplo dos outros? Acho que o país teve, sim, a chance de melhorar, mas muita gente importante está prestes a fazer uma grande burrada, que vai contribuir para piorar tudo. Quanto à punição, se justa ou não, vamos ver. A resposta não é muito simples.

O país teve a chance de melhorar porque, ao denunciar o esquema do mensalão, em junho de 2005, Jefferson contribuiu para expor as vísceras tanto de um modo de fazer política como de um partido político: o PT. Falemos do modo. É claro que o mensalão  foi tambémum esquema de caixa dois de campanha, que não foi inventado pelos petistas nem vai ser extinto com eles. Mas o esquema criminoso foi mais do que isso: ficou claro que o petismo recorria a dinheiro público e privado para comprar partidos políticos e o voto de parlamentares. Na proporção em que o esquema se deu, foi algo inédito no país. Nesse caso, cumpre recorrer ao bordão de Lula: nunca antes na história deste país havia visto algo parecido.

Ocorre que o Supremo está a um voto de fazer uma grande bobagem, tornando ilegal o financiamento privado de campanha. Quando isso acontecer, as empresas serão legalmente proibidas de fazer doações a partidos e candidatos. A lei provocará o efeito contrário à intenção: vai haver um aumento brutal do caixa dois de campanha. Quem é o partido mais entusiasmado com a proibição, que mais a defende? Justamente o PT, que protagonizou o maior escândalo político da história. Mais: quando as doações forem proibidas, será preciso recorrer a dinheiro público para financiar as campanhas eleitorais. Resumo da ópera: políticos e partidos continuarão a receber dinheiro privado no caixa dois e ainda avançarão no erário. Trata-se de uma decisão estúpida, patrocinada, reitero, pelo partido do mensalão.

Sim, a denúncia, em si, e a posterior apuração foram um bem para o país. Também é um avanço que o Brasil tenha, pela primeira vez, políticos presos — e não presos políticos. A diferença entre uma coisa e outra foi devidamente estabelecida por este blog há muito tempo.

Jefferson preso
E Jefferson na cadeia? Isso é justo ou injusto? Creio que ele próprio não tinha noção, inicialmente, da dimensão que as coisas poderiam assumir. Fez alguns cálculos errados, acho eu. O primeiro deles consistiu em livrar a cara de Lula já na entrevista que concedeu à Folha, na edição de 6 de junho de 2005. Deu a entender que o então presidente não sabia de nada e que, ora vejam!, ficara muito indignado. Em depoimento na Câmara, referindo-se ao chefão do mensalão, afirmou: “Zé Dirceu, se você não sair daí rápido, você vai fazer réu um homem inocente, que é o presidente Lula. Rápido, sai daí rápido, Zé!”.

Jefferson, em suma, ajudou a criar a mitologia de que Lula não sabia de nada, o que parece ter contribuído para que a Procuradoria-Geral da República não se esforçasse muito para evidenciar o contrário.

Antes de abertos os procedimentos formais de investigação, Jefferson  poderia ter negociado, por exemplo, um acordo de delação premiada. Não o fez. Embora advogado de formação, talvez lhe tenha escapado que havia cometido alguns dos crimes dos quais acusava alguns parceiros de trajetória. Quando se considera esse aspecto, a conclusão é uma só: é justo, sim, que esteja sendo punido, a exemplo de outros.

Quando, no entanto, se observa o papel que cada um deles desempenhou na tramoia, aí, meus caros, as coisas se complicam um pouco. Jefferson cumprirá pena, em regime semiaberto, de 7 anos e 14 dias por corrupção passiva e lavagem de dinheiro. É superior à de Delúbio Soares, de 6 anos e 8 meses, e quase igual a de José Dirceu, de 7 anos e 11 meses. Os dois petistas foram condenados por corrupção ativa e devem ser inocentados do crime de quadrilha. O julgamento tem a sua dinâmica, sei disso, mas afronta o bom senso que o homem que denunciou um crime gigantesco, ainda que tenha praticado ilegalidades também, cumpra uma pena superior à do principal operador do esquema, Delúbio, e quase igual à daquele que foi considerado o chefão da tramoia: Dirceu.

Ah, sim: Jefferson também tem uma multa a pagar: R$ 720,8 mil. Pode ir tratando de enfiar a mão no bolso. Se fosse um petista, o partido logo faria uma daquelas vaquinhas indecorosas.

25 Feb 12:21

Winning the Abortion Olympics

by Chuck Donovan

The Sochi Olympics are over and the medals have been counted. It was a tough winter for Team USA. We walked away with a total of twenty-eight medals, unfortunately only nine of them gold, putting us at fourth for the gold count. But there’s always another arena in which the United States dominates—though it should hardly inspire national pride. The U.S. is one of seven countries that currently permits elective abortion beyond twenty weeks, more than halfway through pregnancy.

A new report commissioned by the Charlotte Lozier Institute (CLI) and co-released with Life Canada, investigated 199 countries with a population of a million or more. The laws of 140 of them protect unborn babies to some extent. Nearly sixty countries permit elective abortions but with some baby-protective limits. The United States, along with Canada, are among just seven countries that allow elective abortions of unborn children who are twenty weeks and older. That puts us well outside of international norms—and in bad company: with China, North Korea and Vietnam, as well as with Singapore, and the Netherlands.

If comparing population size, the U.S. gets a silver medal in the category of late abortions, outranked only by China.

That’s not one to be proud of.

Many Americans believe that Roe v. Wade, the U.S. Supreme Court’s abortion ruling of January 22, 1973, legalized the aborting only of babies who are in their first three months of gestation. But the reality is that under Roe and its companion decision, Doe v. Bolton, babies can be aborted right up to the day of their birth, with few restrictions. You heard that right: U.S. law permits elective abortions even of unborn infants more than halfway through pregnancy—babies whom medicine and science tell us are old enough to feel the agony of being put to death.

No one knows for certain how many late-term babies die in these abortions each year, because abortion reporting is notoriously sketchy; but the toll is surely 12,000 babies every year and probably many more. One gauge is that in a report issued this past February 3, the pro-abortion Guttmacher Institute, formerly an arm of the abortion giant Planned Parenthood, said that 23 percent of U.S. abortionists “offer abortion after 20 weeks” and 11 percent “offer abortions at 24 weeks.” If nearly a quarter of U.S. abortionists are killing late-term babies, and the annual U.S. abortion death toll is around one million infants, the number of late-term baby fatalities could be high indeed, protestations of the abortionists and their lobby to the contrary notwithstanding.

These killings constitute nothing less than barbarity, and their continued legality should be a cause of shame to all Americans.

The polls confirm just that. Once Americans learn the state of our nation’s extremely permissive laws, they are not happy with abortionists having open season on late-term infants. In 2013, polls by Quinnipiac, the National Journal, the Huffington Post, NBC/Wall Street Journal, and Washington Post/ABC News all found that a plurality or a majority of Americans support protecting babies after twenty weeks gestation and that more women than men back this stance.

Many Americans are seeking to enact laws to protect babies who are twenty weeks and older. Two states have had such laws since before Roe v. Wade. Eleven more states have passed twenty-week-baby laws in recent years. There is also interest in a federal law to save twenty-week babies; last year, the U.S. House of Representatives passed such a bill, the Pain-Capable Unborn Child Act, and a similar measure has been introduced in the U.S. Senate.

Any bill to protect unborn babies would seem to have little chance in the U.S. Senate at present. Nor would our pro-abortion chief executive consider signing it. But the fact remains that enacting a twenty-week-baby measure into law would bring the United States away from the fringe and more into line with mainstream international law and practice. It would make our country less of an abortion-policy outlier among the nations.

Just imagine if our anti-life lawmakers would take a lesson from some of their pro-abortion colleagues. For example, U.S. Supreme Court Justice Ruth Bader Ginsburg for years has insisted that U.S. courts should learn from the “wisdom” of foreign judges and courts. She has stated, “We can learn from our jurists abroad how to resolve problems.” And she has asked, “Why not take advantage of what there is elsewhere in the world?”

All right, then, let us “learn from our jurists abroad” and follow their lead in saving the lives of older unborn babies. Let us “take advantage of what there is elsewhere in the world” and start having mercy on our babies instead of abandoning them to the abortionists. The need is great and the time is right.

Chuck Donovan is president of the Charlotte Lozier Institute, the education and research arm of the Susan B. Anthony List.

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25 Feb 12:20

Belief Rooted in Love

by Eric Teetsel

The new sexual revolutionaries have shifted focus from the legal sanctioning of gay marriage to the elimination of dissent. Around the country, so-called “non-discrimination statutes” undercut the rights of religious believers to live according to the demands of their faith when those demands conflict with the “new normal.” Must people of faith conform to values that contradict their beliefs?

Granted, these laws don’t affect pastors, priests and rabbis. Not yet. The LGBTQ movement is smarter than to go for that now. Instead, they are starting with people like you. Everyday people doing everyday jobs: photographers, florists, bakers. Unlikely combatants in a war they didn’t ask for. The successful attacks on these common people are cracks in a foundational principle of justice and the common good that affects the freedom of every American, regardless of religious belief. Churches will fall in line eventually, or be crushed.

If this sounds like paranoia, consider that even influential evangelical Christians like mega-church pastor Andy Stanley, Christianity Today editor Skye Jethani, and FOX News correspondent Kirsten Powers suggest that Christian conviction requires the faithful to accede to unconscionable acts. “What would Jesus do? I think he’d bake the cake.” Powers summarizes audaciously.

Well, Jesus was a carpenter, so it’s unlikely anyone would have asked him to bake. But do you see him building the altar at which gay men exchange vows? What about the pews for those celebrating the sanctioning of sin? Or the lectern from which a pastor would quote Jesus’ own description of the reason a man will leave his father and mother and be joined together with his wife.

Our LBGTQ neighbors are made in the image of God, and entitled to all the rights due every other human being. The Jim Crow comparison may be an effective talking point, but it has no basis in fact. Racism is a sin. It denies the humanity of human beings; the Gospel elevates their worth. As servants of the Gospel we have no choice but to fight doggedly for a culture that enables every human being to experience the abundant life God promises. Racism is a hindrance to that life, as is homosexuality. The tragic irony is that proponents of no-holds-barred sexuality are condemning others to a life of bondage. My conviction is that I ought to have no part in forging the slavers’ chains.

When I travel the country and teach on the meaning and purpose of marriage I am often asked whether it is right to attend the same-sex wedding of a beloved family member or friend. My answer is always the same: It depends. Then I begin asking questions:

Have you prayed about it? How is the Holy Spirit leading you? Do you feel you can attend the service without compromising your responsibility to be a witness to the Truth? Will attending enable you to continue a Gospel presence in the person’s life? If so, then perhaps you should go.

Or are you merely afraid of telling the truth? Of the consequences should someone know what you believe? If so, then this may be the time to respectfully decline the invitation, and explain why.

Individuals may be led one way or another according to their conscience. One may feel they can provide the service without endorsing or celebrating the event; another may feel the opposite. Religious freedom and the right of conscience preserve the rights of individuals to come to their own conclusions in such circumstances.

Of course not every act of commerce amounts to an assessment of the moral nature of homosexuality. But every so often a creator is asked to use their talents for something their conscience cannot abide. It may be a wedding cake for a same-sex ceremony, or a cake in a lewd shape, or a cake celebrating abortion. In those instances, the Bible fails to provide an absolute answer. What is a Christian to do? The answer is a matter of individual conscience. Not whether Christians should or should not do something, but whether they must do something.

Life in a pluralistic society requires us to recognize and respect our differences, and find ways to get along in spite of them. This is a difficult, educational and deeply fulfilling task—if it is allowed. There have been times when we have, as a nation, agreed that certain ideas are undeserving of participation in the public square. The belief that marriage is solely for one man and woman ought not to be included in that list alongside racism and miscegenation, for it is a belief rooted in love. Even if you disagree, you ought to respect that fact. You might even learn of some Good News.

Eric Teetsel is executive director of the Manhattan Declaration.

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25 Feb 12:20

Jesus Might Bake the Cake but Would He Perform the Nuptials?

by Elizabeth Scalia

Perhaps it is the natural result of social evolution but as a nation, our understanding of what the word “tolerance” means or how it is to be lived has shifted within our moral GPS. We have been detoured away from the broad two-way street called Live and Let Live and are now traveling a narrower road that goes only one way, and offers few exits. It’s called the My-Way Highway.

Same-sex marriage has become a judicial juggernaut; seventeen states now recognize same-sex unions, with couples in Idaho and Kentucky currently petitioning the courts to extend that number. This has prompted legislatures in Kansas, Arizona, and other states to advance unwieldy bills that seek to balance a newly-acquired right to marriage against the rights of others to follow their religious or moral consciences.

The question is no longer whether couples may marry, but whether a baker may refuse to sell them a wedding cake on the strength of his religious or moral conscience, without risking a lawsuit.

Anyone can walk into a kosher or halal butcher’s shop and buy a chicken, but if asked to cater a party with bacon burgers, the butcher will refuse. Should that invite a lawsuit? People understand that you don’t bother religious butchers with requests they cannot honor. Should we be permitted to demand services of a cameraman, or a florist or baker that tread upon their religious sensibilities?

It’s too bad that laws and courts must become involved with what used to be the simplest of lessons: Not everyone thinks the same way, but everyone is entitled to their opinions; if that kid won’t play with you—or that baker will not make your cake—someone else will, so just kiss them up to God, and move on. Or, as Jesus told his apostles when he sent them off to preach the good news, “Whatever place does not welcome you or listen to you, leave there and shake the dust off your feet, in testimony against them.”

The right to honor one’s individual conscience is no small thing to be shrugged off, or misconstrued as an excuse for ignorant behavior in the face of prevailing law. Who among us would blame a launderer (of any creed or background) for refusing to clean the sheets of a KKK member? Would anyone suggest that Rosa Parks had no business thinking for herself when a bus driver told her to get up from her seat?

People need to weigh their passionate feelings with careful thought before they chip away at the inviolability of individual conscience, and those who believe it can be legislated against should beware of hypocrisy; they are often the same people who argue that when it comes to abortion, a woman’s own mind—her individual conscience and reason—outweighs what used to be called “conventional morality.”

Writing in USA Today, last week, Fox News contributor Kirsten Powers compared what some call the “anti-gay marriage” bills to “homosexual Jim Crow laws.” That may be a rhetorical bridge too far. More worth consideration is her claim that “Whether Christians have the legal right to discriminate should be a moot point because Christianity doesn’t prohibit serving a gay couple getting married. Jesus calls his followers to be servants to all. Nor does the Bible call service to another an affirmation.”

Well, yes and no. While Jesus socialized with those the temple priests would condemn, and healed the “unclean” lepers, he used those opportunities to teach about the love of God and the wideness of God’s mercy. A soul opened to God’s love begins to love God in return, and—for the sake of that love, and in honor of that mercy—eventually conforms life and manner to God’s will.

Jesus’ service, then, was a means to gentle evangelization and that is perhaps something these Christian businessmen and women should consider, even if it seems counterintuitive to the character of evangelization, as Americans understand it.

Powers ends her piece writing, “Maybe they should just ask themselves, ‘What would Jesus do?’ I think he’d bake the cake.”

Perhaps he might; it seems to me that baking a cake for a same-sex wedding, even if one does not agree with the concept, may well come under the heading of walking along a road for two miles with someone who “presses you into service” for one.

But perhaps he wouldn’t; all we can do is make our best guesses. True, if the road is heading toward that nebulous region of “tolerance” that has become so difficult to locate in American society, we should all be willing to walk a ways with each other, but eventually we will reach departure points that can and should be respected. Many can travel as far as Powers’ “he’d bake the cake” exit, but then must get off, before the road reaches “Jesus would officiate at a same-sex wedding.” That is the logical next stop, and a place we simply cannot get to, if we are following Jesus’ map.

Jesus is the source of articulated doctrine on both marriage and divorce. The world may disagree—it clearly stopped listening about divorce some decades ago—but the churches are and will remain bound to his teachings.

Meanwhile, if we lose the ability to respect that people can only go as far as their consciences will allow, we risk becoming mired in a muck of illusion, imagining hate where none exists, equating compelled behavior with authentic love, and losing sight of the fact that traveling together sometimes means that we walk the extra mile on one challenging road, and they walk it on the next. Everyone spares a bit of shoe-leather for the sake of the other. This is how love travels.

Jesus observed the law and fulfilled the law. He did not throw the law away, for the sake of love. For the sake of love, he threw himself away. That’s another counterintuitive lesson he gave to us, as we all proceed together, slouching toward “tolerance” and carrying our consciences along the way.

Elizabeth Scalia is the author of Strange Gods: Unmasking the Idols of Everyday Life and the managing editor of the Catholic Portal at Patheos.com, where she blogs as The Anchoress. Her previous articles can be found here.

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25 Feb 12:18

VINACC 2014

by Norma
Estou há dias sem postar no blog, mas a causa é nobre. Como todo ano, estarei em Campina Grande, Paraíba, durante os dias do Carnaval para participar da VINACC. Estou terminando a preparação de três palestras para o evento:

II Seminário sobre Literatura, Bíblia e Cristianismo (domingo, às 14h30)
"O romantismo e o triunfo da autonomia humana"

X Encontro de Teologia e Filosofia (segunda, às 14h30)
"O conhecimento de Deus e do homem na tradição reformada"

II Seminário sobre Literatura, Bíblia e Cristianismo (terça, às 14h30)
"Arte e idolatria do conto Como foi salvo Wang-Fô, de Marguerite Yourcenar"

Espero conhecer pessoalmente alguns leitores. Até lá!

25 Feb 12:18

A fala indecorosa de Dilma sobre a Venezuela, a Ucrânia, a democracia etc.

by giinternet

A presidente Dilma Rousseff resolveu fazer nesta segunda, em Bruxelas, algumas reflexões sobre a Venezuela e a Ucrânia. Antes tivesse ficado calada. Há momentos em que o silêncio é uma verdadeira poesia. Dilma falou bobagem; sugeriu que, em certas circunstâncias, a ditadura pode ser até tolerável; tentou omitir o óbvio apoio que seu governo dá à Venezuela e evidenciou por que a liderança regional do Brasil é pífia. Sei que é patético e que parece piada, mas Dilma está um tanto a reboque de Nicolás Maduro, o psicopata venezuelano — quando, é evidente, deveria se posicionar como líder da maior economia da América Latina. Uma lástima.

Convidada pelos jornalistas a falar sobre a situação da Venezuela e se o Brasil se dispunha a fazer alguma forma de mediação, a presidente saiu-se com a cascata de que o país latino-americano vive uma situação completamente “díspar” da Ucrânia, onde o Parlamento depôs o presidente Viktor Yanukovich, na sequência de protestos que mataram pelo menos 82 pessoas.

O fantasma da Ucrânia está assombrando alguns tiranetes latino-americanos, daí esse esforço de Dilma para ser a Fada Sininho de Maduro. Deixem-me ver se consigo ser didático. De fato, a situação é diferente: Yanukovich foi eleito num pleito considerado, então, democrático e limpo — à diferença o maluco venezuelano.

A parte, digamos, “europeia” da Ucrânia se revoltou com a tutela econômica e, em certa medida, política que a Rússia exerce no país e foi às ruas, recorrendo — e é bom que isto fique muito claro — a métodos bastante violentos de contestação. Numa reação brutal e estúpida, a polícia foi produzindo cadáveres. E a crise chegou aonde chegou. Mas que se note: a Ucrânia, perto da Venezuela, era um exemplo de democracia.

Então, senhora presidente, não há dúvida de que são situações muito distintas: a Venezuela é uma ditadura.

Indagada sobre o cerceamento à imprensa no país vizinho, Dilma se limitou a exaltar os compromissos do Brasil com a liberdade de expressão, o que absolutamente não estava em questão. O tema era a Venezuela.

Numa declaração que vem a ser o exato oposto da verdade, afirmou: “Eles [a Venezuela] têm uma história. Não cabe ao Brasil discutir o que a Venezuela tem a fazer, até porque seria contra a nossa política externa. Não nos manifestamos sobre a situação interna de nenhum país. Não nos cabe isso.”

Mentira! Quando a pequena Honduras depôs o pilantra Manuel Zelaya, seguindo à risca a sua Constituição, Lula, em companhia de Chávez, chegou a incentivar a guerra civil. Quando, também segundo os rigores da lei, o Paraguai depôs Fernando Lugo, o governo Dilma retaliou suspendendo o país do Mercosul — aproveitando a janela, de forma indecorosa, para abrigar a Venezuela no bloco. Então é falsa a afirmação de que o Brasil não se mete na realidade interna dos outros países. Interfere, sim, quando se trata de proteger seus aliados ideológicos.

Agora mesmo, diante da crise venezuelana, com milícias assassinando pessoas nas ruas, o que disse o governo brasileiro? Afirmou que a sua posição é aquela expressa pelo Mercosul. E o que afirmou o comunicado do bloco, cuja presidência rotativa está com a Venezuela? Chamou os protestos da oposição de “ações criminosas de grupos violentos que querem espalhar a intolerância e o ódio”. Logo, o Brasil está chamando a oposição venezuelana de criminosa. Não se está diante de uma escancarada interferência nos problemas internos de um outro país?

Ainda mais indecoroso
Dilma disse algo ainda mais indecoroso:
“Para o Brasil, é muito importante que se olhe sempre a Venezuela do ponto de vista dos efetivos ganhos que eles tiveram nesse processo em termos de educação e saúde para o seu povo”.

Como é que é?

Ainda que a Venezuela fosse realmente um exemplo a ser seguido nessas duas áreas — é mais uma das mistificações das esquerdas latino-americanas —, o que Dilma está no dizendo é que, para o Brasil, a questão democrática perde importância diante dos tais ganhos sociais. Ora, quem acredita nisso — e acho que a gente não tem por que duvidar da crença de Dilma nessa barbaridade; afinal, ela tem uma história… — está fazendo uma confissão: a presidente da República Federativa do Brasil está afirmando que ganhos em saúde e educação podem compensar a falta de democracia.

Não por acaso, o Brasil se tornou um importador de escravos cubanos, não é mesmo?

Numa fala em que nada está certo, a referência que fez ao Brasil não tinha como sair redonda. Para demonstrar o compromisso do Brasil com a democracia, lembrou que, “nas manifestações de junho, não houve nenhuma repressão…”. É, de fato, o governo federal ficou apenas assistindo, com um ministro ou outro, como José Eduardo Cardozo e Gilberto Carvalho, insuflando… Quem teve e tem de arcar com o peso da repressão ao vandalismo são os governos estaduais.